terça-feira, 3 de março de 2026

VICÊNCIA - PERNAMBUCO

Vicência é município brasileiro do estado de Pernambuco. Sua população era estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, em 27.151 habitantes.
História
O povoamento de Vicência começou com a construção de uma capela próxima à residência de Vicência Barbosa de Melo, constituindo assim o povoado que viria a ser elevado, por força da Lei Provincial n.º 1.448, de 5 de junho de 1879, à categoria de freguesia. 
Em 1891, o Decreto Estadual n.º 142, de 30 de maio de 1891, circunscreveu os distritos de paz de Vicência, Angélicas e Aliança e os elevou à condição de vila, sob a denominação de Vicência. 
Em 15 de junho de 1891 a Intendência de Vicência enviou Ofício ao governador do Estado de Pernambuco informando haver sido instalado o município nessa data.[7] 
A Lei Estadual número 72, de 16 de maio de 1895, tornou sem efeito o Decreto de 30 de maio de 1891. 
Em 11 de setembro de 1928 a localidade foi elevada à categoria de cidade, através da Lei Estadual 1931. Ficou constituído o município de Vicência com os distritos de Vicência e Angélicas, desmembrado do município de Nazaré. Sua emancipação ficou determinada, na mesma Lei, em seu artigo 15, parágrafo único, para o dia 1 de janeiro de 1929. Seu primeiro prefeito foi o negociante local Júlio Moura, tendo como Secretário Raul Verissimo Camelo de Almeida, jovem datilógrafo da cidade de Paudalho, convidado para o cargo, por indicação do professor Jorge Camello Pessoa, de Lagoa do Carro, então distrito do município de Nazaré que naquela data passava para o também recém-criado município de Floresta dos Leões, atualmente Carpina. 
Em 4 de outubro de 1930, o seu primeiro prefeito foi destituído, por intervenção da Revolução de 1930, permanecendo assim enquanto durou a intervenção federal no Estado de Pernambuco.
Gentílico: vicenciense. 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Vicência, pela Lei Provincial n.º 1.448, de 05 de junho de 1879 e por Lei Municipal n.º 5, de 30 de novembro de 1892. Subordinado ao município de Nazaré. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Vicência, pelo Decreto Estadual de 30 de maio de 1891. 
Pela Lei Estadual n.º 72, de 16 de maio de 1895 a vila foi extinta. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Vicência figura no município de Nazaré. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação, pela Lei Estadual n.º 1.931, de 11 de setembro de 1928, desmembrado de Nazaré. Sede no antigo distrito de Vicência. Constituído de 2 distritos: Vicência e Sapé. Instalado em 1º de janeiro de 1929. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Vicência e Sapé. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 952, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Sapé passou a denominar-se Murupé. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Vicência e Murupé ex-Sapé. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Data comemorativa
Anualmente, no dia 11 de setembro Vicência comemora sua emancipação política. A padroeira da cidade é Santa Ana e comemora-se a festa no dia 26 de julho.
Geografia
Relevo

O município apresenta um relevo acidentado, caracterizado pelos "Mares de Morros", que são colinas arredondadas típicas da Zona da Mata. No entanto, o diferencial de Vicência é sua transição para o Planalto da Borborema. A altitude na sede municipal é de cerca de 120 metros, mas o ponto culminante, na Serra da Mascarenhas, atinge aproximadamente 340 metros de altitude, proporcionando uma visão panorâmica da região.
Solos
Os solos predominantes são os Podzólicos Vermelho-Amarelos e os Latossolos, que possuem boa profundidade e fertilidade natural média a alta, sendo ideais para culturas perenes e semiperenes.
Vegetação
A vegetação original era a Mata Atlântica, mas séculos de cultivo de cana-de-açúcar reduziram a cobertura florestal a pequenos fragmentos. Atualmente, existem esforços de preservação em áreas de encosta e matas ciliares, onde ainda é possível encontrar espécies nativas do bioma.
Clima
Em Vicência, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 33 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Vicência e realizar atividades de clima quente é do meio de julho ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 5,5 meses, de 28 de outubro a 11 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Vicência é fevereiro, com a máxima de 33 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 11 de junho a 26 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Vicência é julho, com a mínima de 21 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Economia
Vicência é uma pequena cidade que se destaca pelo alto crescimento econômico e por apresentar novas oportunidades de negócios.
Embora a história de Vicência tenha sido escrita com o caldo da cana, sua economia atual é diversificada.
Na agricultura, o município é um dos maiores produtores de banana de Pernambuco, especialmente na região de serra. Além da cana-de-açúcar, cultiva-se também mandioca, batata-doce e coco.
A feira livre de Vicência é um importante polo de trocas comerciais da Mata Norte.
A produção de peças em barro e tecelagem contribui para a renda de diversas famílias.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 2 mil admissões formais e 1,9 mil desligamentos, resultando em um saldo de 143 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -168.
Até novembro de 2025 houve registro de 11 novas empresas em Vicência, sendo que 6 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 13 empresas.
Turismo
O turismo é o setor com maior potencial de crescimento em Vicência.
No turismo histórico e cultural, o destaque absoluto é o Engenho Poço Comprido. Datado do século XVIII, o conjunto arquitetônico (Casa Grande e Capela sob o mesmo teto) é tombado pelo IPHAN e representa um dos raros exemplares da arquitetura colonial açucareira preservados no Brasil.
No turismo de aventura, a Serra da Mascarenhas é considerada um dos melhores pontos do Nordeste para a prática de Voo Livre (Parapente e Asa Delta). As correntes térmicas favoráveis atraem pilotos de todo o país, gerando um fluxo turístico que movimenta hotéis e restaurantes locais.
O ecoturismo oferece trilhas por antigos engenhos e a Cachoeira do Engenho Jundiá oferecem opções para quem busca contato com a natureza e banhos refrescantes.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

segunda-feira, 2 de março de 2026

BARREIRINHA - AMAZONAS

Barreirinha é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à Região Geográfica Intermediária de Parintins e Região Geográfica Imediata de Parintins, localiza-se a leste de Manaus, capital do estado, distando desta cerca de 331 quilômetros. 
Ocupa uma área de 5.750,534 km² e sua população, estimada pelo IBGE 2025, era de 33.722 habitantes, sendo assim o vigésimo quarto município mais populoso do estado do Amazonas e o terceiro de sua microrregião.
História
A cidade de Barreirinha surgiu em meados de 1830, oriunda de um povoado, núcleo por sua vez, da Missão do Andirá, criada em 1848 pelo capuchinho Pedro de Cariana. 
Até então, era jurisdicionada pela Província do Pará, que exercia também jurisdição sobre a comarca do Alto Amazonas. 
Em 1851, chega ao local o jesuíta Manuel Justino de Seixas, que constrói uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Bom Socorro.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora do Bom Socorro de Andirá, pela Resolução n.º 14, de 17 de novembro de 1853. 
Pela Lei n.º 263, de 13 de maio de 1873, transferiu o distrito de Nossa Senhora do Bom Socorro de Andirá para o lugar Vila Nova de Barreirinha. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Barreirinha, pela Lei n.º 539, de 09 de junho de 1881, desmembrado de Parintins. Sede no atual distrito de Barreirinha (ex Vila Nova de Barreirinhas). Instalada em 07 de setembro de 1883. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1º de setembro de 1920. 
Pelo Ato n.º 45, de 28 de novembro de 1930, confirmado pelo Ato n.º 33, de 14 de setembro de 1931, o município foi reduzido a Delegacia municipal, e, nessa qualidade anexando ao município de Parintins, como simples distrito. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Barreirinhas figura no município de Parintins. 
Com a reconstitucionalização do Estado, em 1935, Barreirinha voltou à categoria de vila autônoma. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, a vila é constituída do distrito sede. 
Elevado à categoria de cidade com a denominação de Barreirinha, pela Lei Estadual n.º 68, de 31 de março de 1938. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 176, de 1º de dezembro de 1938, foram criados os distritos de Ariaú, Freguesia do Andirá e Pedras e anexado ao município de Barreirinha 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Barreirinha, Ariaú, Freguesia do Andirá e Pedras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Pela Lei Municipal n.º 42, de 24 de novembro de 1956, é criado o distrito de Ponta Alegre (ex povoado), com território desmembrado do distrito de Ariaú e anexado ao município de Barreirinha. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 5 distritos: Barreirinha, Ariaú, Freguesia do Andirá, Pedras e Ponta Alegre. 
O distrito de Ponta Alegre deixou de figurar no município de Barreirinha por não ter sido ratificada pela Assembleia Legislativa do Estado, sendo seu território anexado ao município de Barreirinha. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 4 distritos: Barreirinha, Ariaú, Freguesia do Andirá e Pedras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979. 
Pela Emenda Constitucional n.º 12, de 10 de dezembro de 1981, e delimitado pelo Decreto Estadual n.º 6.158, de 25 de fevereiro de 1982, é criado o distrito de Cametá e anexado ao município de Barreirinha. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 5 distritos: Barreirinha, Ariaú, Cametá, Freguesia do Andirá e Pedras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.
Geografia
Clima

Em Barreirinha, o verão é curto, quente e de céu encoberto; o inverno é longo, morno, com precipitação e de céu quase encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 34 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Barreirinha e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de agosto. 
A estação quente permanece por 2,2 meses, de 14 de setembro a 20 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Barreirinha é outubro, com a máxima de 34 °C e mínima de 26 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 6,9 meses, de 5 de janeiro a 1 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Barreirinha é junho, com a mínima de 24 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Relevo
O relevo é caracterizado principalmente por planícies amazônicas, alternando áreas de igapó (sempre inundadas), várzea (inundadas sazonalmente) e terra firme, que ficam livres das cheias das grandes cheias dos rios. Barreirinha está localizada em terraços fluviais e áreas de baixa altitude, típicas da região do Baixo Amazonas, com solos que variam conforme as dinâmicas aluviais e influência das cheias. 
Vegetação
A vegetação é predominantemente floresta tropical amazônica, com áreas de várzea ricas em biodiversidade e igarapés que formam um mosaico de habitats aquáticos e terrestres, sustentando uma mega diversidade biológica típica da Bacia Amazônica. 
Economia
Barreirinha é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. A economia local de Barreirinha combina atividades tradicionais e serviços voltados à comunidade ribeirinha. A agricultura familiar é marcante, com plantio de mandioca, abacaxi, feijão, arroz, melancia, fumo e outras culturas, tanto para subsistência quanto para pequenos mercados locais. O beneficiamento da mandioca é particularmente expressivo, com produção de derivados como tucupi, goma, farinha e fécula, que compõem parte importante da alimentação e economia regional. 
Além da agricultura, o comércio, serviços, pescas artesanais e atividades ligadas à navegação fluvial contribuem para a economia barreirinhense, aproveitando a extensa rede de rios que servem de vias de transporte, abastecimento e conexão entre comunidades.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 116 admissões formais e 56 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 60 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 19.
Até novembro de 2025 houve registro de 45 novas empresas em Barreirinha, sendo que 18 atuam pela internet. Neste último mês, 6 novas empresas se instalaram, sendo 3 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (3). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 28 empresas.
Setor primário
Agricultura

Destaca-se no plantio de mandioca, vindo a seguir abacaxi, arroz, batata-doce, cana-de-açúcar, feijão, fumo, juta, malva, melancia, melão e tomate, além das culturas permanentes como abacate, cacau e laranja, entre outras. 
Pecuária
É bastante significativa para a formação econômica do setor primário. Concentra-se principalmente a criação de bovinos e suínos, como na produção de carne e leite destinados ao consumo local e à exportação para outras localidades. 
Pesca
É praticada em moldes artesanais para o consumo local. Não é representativo para a formação econômica do setor. 
Avicultura 
A criação é de característica doméstica e de subsistência. Não gera renda e nem concorre para a formação econômica do setor. 
Extrativismo vegetal
O extrativismo vegetal atua com peso relativo pequeno para a formação do setor primário, é representado pela exploração de castanha, madeira e camaru. 
Setor secundário
Indústria
A indústria presente em Barreirinha inclui uma usina de beneficiamento de arroz; uma fábrica de brinquedos de madeira (UNIBRIMA), olaria, marcenarias e padarias.
Setor terciário
O Setor Terciário da economia de Barreriinha conta com comércio varejista e atacadista e serviços de hotel e pensões.
Turismo e Cultura
Barreirinha é conhecida como a “Princesinha do Paraná do Ramos”, um apelido carinhoso que reflete a identidade ribeirinha e as belezas naturais da região. O município destaca-se por sua diversidade cultural, integrada por comunidades quilombolas e terras indígenas da etnia Sateré-mawé, que representam raízes profundas da história local e contribuem para expressões culturais únicas. 
O belo rio Andirá, de águas esverdeadas, às vezes mansas, ora revoltas, que banham lindas praias de areias alvas. 
Os pontos turísticos incluem a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Socorro, um marco religioso na orla da cidade, e as comunidades quilombolas, onde tradições históricas e artesanato regional podem ser vivenciados. A cultura barreirinhense também se manifesta em eventos festivos e populares, como o Festival Folclórico dos Touros, a Festa dos Marujos, a Exposição Agropecuária e as celebrações em torno da padroeira, além do aniversário da cidade, comemorado em 9 de junho com programas culturais e esportivos que envolvem toda a comunidade.
Festas populares
Os festejos populares em Barreirinha, contemplam o Festival Folclórico, em 26 e 27 de julho; a Festa da Padroeira Nossa Senhora do Bom Socorro, de 05 à 15 de agosto e a Exposição Agropecuária de Barreirinha – EXPOBAE, de 25 a 30 de outubro.
Esporte
No campo esportivo, Barreirinha promove atividades variadas, especialmente em eventos comemorativos, como parte das programações de aniversário municipal. Durante essas celebrações há competições que envolvem modalidades como futsal, vôlei, handebol, queimada, basquete, futevôlei, tênis de mesa e dominó, atraindo jovens e adultos e incentivando a prática esportiva local.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGECaravela ; Weather Spark .