quinta-feira, 2 de julho de 2026

GUAÇUÍ - ESPÍRITO SANTO

Guaçuí é um município do estado do Espírito Santo, no Brasil. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 31.418 habitantes. Guaçuí está a 230 km de Vitória.
História
Na época da chegada dos primeiros europeus à região, no século XVI, esta era habitada por tribos indígenas puris, localizadas num aldeamento onde se localiza, atualmente, a sede do distrito de São Pedro de Rates.
Procedentes de Minas Gerais, os desbravadores de origem europeia da região, comandados pelo capitão mor Manoel José Esteves de Lima, ultrapassaram os contra fortes da Serra do Caparaó do norte para o sul e promoveram a instalação de uma povoação, às margens do Rio Veado, no início do século XIX.
O pequeno exército que o jovem Manoel José Esteves de Lima, de apenas 23 anos, organizou para desbravar as terras sul-capixabas era formado por apenas 72 homens. Em busca de riquezas e fugindo da decadência das Minas Gerais após os anos de riqueza provindos da extração de ouro, o pequeno exército de Manoel José Esteves de Lima chegou à ainda isolada região que hoje é Guaçuí, se instalando onde é, atualmente, a Rua Tenente Arnaldo Túlio "Rua da Palha", no início do século XIX.
Ainda no início da colonização, após a sobrepujação aos indígenas que viviam na região, uma disputa entre os próprios desbravadores se instalou sobre se a nova localidade pertenceria a Minas Gerais ou ao Espírito Santo. Após alguns anos de disputa no tribunal ouropretrano – de 1858 a 1860 –, foi decidido que a nova localidade ficaria como terras do Espírito Santo.
Desde a chegada dos primeiros desbravadores de origem europeia, a localidade teve várias denominações, até receber o nome de Guaçuí. Seu primeiro nome foi São Bom Jesus do Livramento. Em 1866, quando ela foi elevada ao nível de distrito, foi renomeada São Miguel do Veado. Em 1928, elevada a município, recebeu o nome de Veado. Em 1931, foi renomeada para Siqueira Campos. Em 1943, recebeu seu atual nome, Guaçuí.
O atual povoamento da região se deu no contexto da marcha do café sobre terras capixabas. Povoamento que se deu em meados do século XIX, por mineiros e fluminenses, com a formação de grandes fazendas cafeeiras na região sul do estado, sustentadas inicialmente por trabalho escravo e, posteriormente, com a incorporação de mão de obra imigrante – massivamente italiana – no contexto de substituição da mão de obra escrava na lavoura nos anos finais do século XIX.
Durante a primeira metade do século XX, a economia da cidade adquire importância no contexto estadual, através a produção de café e pecuária leiteira. Em 1913, a Estrada de Ferro Leopoldina, estende seus trilhos até a cidade de Guaçuí, muito contribuindo para o desenvolvimento do município. Nessa época, existiam grandes fazendas produtoras de café, como por exemplo, a Fazenda do Castelo, propriedade da família Aguiar. Nos anos 1940, um fazendeiro do município Cândido A. Mendonça funda uma indústria de laticínios, o Laticínio Candó Mendonça, que daria origem a atual Colagua (Cooperativa de Laticínios de Guaçuí), fundada no início dos anos 1960. Atualmente, na economia agrícola do município ainda se destaca a produção de café e a pecuária leiteira. O ator, produtor e diretor Fernando Torres foi o filho mais ilustre do município.
Topônimo
"Guaçuí" origina-se da língua tupi. Significa "água de veado", pela junção de gwa'su ("veado") e 'y ("água, rio"). Conta-se que a origem do nome está no fato de que, quando os desbravadores de origem europeia chegaram à região, existiam vários veados margeando o rio local. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de São Miguel do Veado, pelo Decreto Provincial n.º 09, de 13 de julho de 1866, subordinado ao município de São Pedro de Cachoeiro de Itapemirim. 
Pela Lei Provincial n.º 18, de 03 de abril de 1884 e por Decreto Estadual n.º 53, de 11 de novembro de 1890, transfere o distrito de São Miguel do Veado da Vila de São Pedro de Cachoeiro de Itapemirim, para constituir o novo município de Alegre (ex Nossa Senhora da Conceição de Alegre). 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no município de Alegre o distrito de Veado (ex São Miguel do Veado). 
Elevado à categoria de município com a denominação de Veado, pela Lei Estadual n.º 1.688, de 25 de dezembro de 1928, desmembrado do município de Alegre. Sede no antigo distrito de Veado. Constituído de 3 distritos: Veado, Rio Preto e São Lourenço. Todos desmembrados do município de Alegre. O município foi instalado em 10 de janeiro de 1929. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Veado, pela Lei Estadual n.º 1.722, de 30 de dezembro de 1929. 
Pela Lei Estadual n.º 1.730, de 03 de janeiro de 1930, é criado o distrito de São Pedro Rates e anexado ao município de Veado. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.543, de 08 de agosto de 1931, o município Veado passou a denominar-se Siqueira Campos. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Siqueira Campos (ex Veado), Rio Preto, São Lourenço e São Pedro de Rates. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 15.177, de 31 de dezembro de 1943, o município de Siqueira Campos passou a denominar-se Guaçuí. Sob o mesmo Decreto o distrito de São Lourenço e Rio Preto tomaram as denominações, respectivamente, Imbuí e Divisa. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Guaçuí, Divisa (ex Rio Preto), Imbuí (ex São Lourenço) e São Pedro de Rates. 
Pela Lei Estadual n.º 750, de 28 de dezembro de 1953, é criado o distrito de São Tiago com território dos distritos de Guaçuí e Imbuí, e anexado ao município de Guaçuí. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 5 distritos: Guaçuí, Divisa, Imbuí, São Pedro de Rates e São Tiago. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 1.914, de 30 de dezembro de 1963, é desmembrado do município de Guaçuí o distrito de Divisa. Elevado à categoria de município com a denominação de Dores do Rio Preto. 
Pela Lei Estadual n.º 1.915, de 30 de dezembro de 1963, é desmembrado do município de Guaçuí o distrito de Imbuí. Elevado à categoria de município com a denominação de Divino de São Lourenço. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 3 distritos: Guaçuí, São Pedro de Rates e São Tiago. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2001. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 4 distritos: Guaçuí, São Miguel de Caparaó, São Pedro de Rates e São Tiago. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Geografia
O município de Guaçuí encontra-se na Microrregião Sete do Espírito Santo. Limita-se ao norte com Divino de São Lourenço e Ibitirama; a leste, com Alegre; ao sul e sudeste, São José do Calçado; a sudoeste, com Bom Jesus do Itabapoana e Varre-Sai; a noroeste, Dores do Rio Preto; a oeste, com Porciúncula e Varre-Sai.
Com área de 467 quilômetros quadrados, ocupa um por cento do território capixaba e 8,4 por cento da microrregião na qual está inserido. O distrito sede, está localizado a uma altitude de 590 metros. Emancipou-se de Alegre em 1928. De sua área territorial foram desmembrados em 1963 os municípios de Divino de São Lourenço e Dores do Rio Preto. Possui três distritos: São Pedro de Rates São Miguel do Caparaó e São Tiago. 
Relevo e Altitude
O município está inserido na zona de amortecimento do Parque Nacional do Caparaó. O relevo é predominantemente montanhoso e fortemente ondulado, caracterizado pelo domínio dos "Mares de Morros". A altitude média na sede urbana é de 590 metros, mas o território municipal apresenta variações bruscas, com picos que ultrapassam os 1.000 metros de altitude.
Modelado em rochas cristalinas o relevo é bastante acidentado, com destaque para a Serra das Cangalhas, ou Serra de Santa Catarina, no limite sudeste. A altitude oscila entre seiscentos e mil metros, cota alcançada na porção ocidental. O solo predominante é classificado como latosolo vermelho-amarelo, com fertilidade de média a baixa, em terrenos relativamente baixos e pH em torno de 4,5 e 5,0. Possui 53,09% de suas áreas com declividade entre trinta e cem graus. Devido às características observadas, o solo possui grandes de jazidas de manganês, além de bauxita e caulim. Some-se a isto a presença de feldspato, mica, alguns veios de ouro e de pedras semipreciosas, como ametistas e águas marinhas. Lembramos que estamos a cinquenta quilômetros do Pico da Bandeira (no Caparaó).
Dentre as três macroformas do relevo capixaba – região serrana, tabuleiros e planícies costeiras –, que, de certa forma, se orientam pelo Espírito Santo de oeste para leste respectivamente, Guaçuí está situado dentro da região serrana, que, segundo a classificação morfoclimática de Aziz Ab'Saber, se localiza dentro do domínio de Mares de Morros.
Mares de Morros é a denominação dada a relevos acidentados, geralmente de solos profundos, de formação cristalina (rochas ígneas e metamórficas), em que o processo erosivo deixou os morros com forma de "meia-laranja". 
Limites
O município limita-se ao Norte com Divino de São Lourenço; ao Sul/Sudeste com São José do Calçado; a Noroeste com Dores do Rio Preto e a Oeste/Sudoeste com o estado do Rio de Janeiro, do outro lado do Rio Itabapoana    .
Solos e Vegetação
Os solos são do tipo Latossolos Vermelho-Amarelos, profundos e com boa drenagem, embora exijam manejo cuidadoso contra a erosão devido à declividade. A vegetação original pertence à Mata Atlântica (Floresta Estacional Semidecidual), restando hoje fragmentos preservados e áreas de reflorestamento, especialmente nas encostas mais íngremes.
Clima
Em Guaçuí, a estação com precipitação é abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 30 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 33 °C. 
A melhor época do ano para visitar Guaçuí e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,5 meses, de 1 de janeiro a 18 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Guaçuí é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 19 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,2 meses, de 9 de maio a 14 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Guaçuí é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Guaçuí, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Guaçuí começa por volta de 5 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 14 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Guaçuí é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 14 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 5 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Guaçuí é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 76% do tempo. 
Etnia
A gente guaçuiense é resumo da formação étnica do povo brasileiro. Ou seja, resultado da miscigenação entre brancos, negros e índios, em especial Puris. A colonização, como se observa, foi levada a efeito por correntes migratórias, a partir de 1838. O processo se estendeu, com muita intensidade pelas décadas seguintes, até o início do século XX. O clima frio atraiu imigrantes italianos, que formaram uma grande colônia. A influência exercida, por este grupamento, é maior que a dos próprios colonizadores portugueses.
A forte presença de afro descendentes, deve-se ao fato de que o sul do Espírito Santo — que chegou a ter 40,3% da população composta por escravos, no século XIX — haver sido a única região do país a ter crescimento da população de negros, após a edição de leis como a dos Sexagenários, e a do Ventre Livre, cujos objetivos eram inibir o sistema escravista. A necessidade de suprir de mão de obra das lavouras de café das grandes fazendas, como a do Castelo, provocou o fenômeno. Encontramos, também, em menor número, descendentes de libaneses, espanhóis, ingleses, suíços, além de brasileiros de todas as partes, completando o perfil do povo guaçuiense.
Economia
Guaçuí é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Guaçuí é a mais diversificada de sua microrregião, atuando como um polo prestador de serviços.
Na Cafeicultura, o café arábica é o carro-chefe. O foco atual são os Cafés Especiais, com grãos de alta pontuação exportados mundialmente.
Na Pecuária, o destaque é a pecuária leiteira e a produção de derivados (queijos e laticínios).
A cidade possui um centro comercial robusto que atende municípios vizinhos (Dores do Rio Preto, Divino de São Lourenço).
O Setor de Serviços se apresenta em expansão, com destaque para a saúde e a educação superior.
Não se pode negar a importância da agropecuária para Guaçuí. Afinal, a cafeicultura e a pecuária, notadamente a de leite, são as duas maiores fontes de emprego que o município possui. No entanto, ao se analisar um dado simples, ou seja, o da distribuição da população, — dos 25 492 habitantes, 19 192 encontram-se nas zonas urbanas e 6 030 na zona rural.
Em janeiro de 2026, foram registradas 157 admissões formais e 169 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -12 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -32.
Até fevereiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Guaçuí. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 106 empresas.
Educação
Guaçuí destaca-se como um centro educacional de excelência no sul do Espírito Santo. O grande marco é a presença do IFES (Instituto Federal do Espírito Santo) - Campus Guaçuí, que oferece cursos técnicos e superiores voltados para a realidade regional, como Agropecuária e Engenharia Civil. Além disso, o município conta com polos de universidades privadas e uma rede pública de ensino fundamental e médio que figura entre as melhores da região, atraindo estudantes de todo o Vale do Caparaó.
Turismo
O turismo em Guaçuí é movido pelo clima de montanha e pelo patrimônio histórico e natural:
- Monumento ao Cristo Redentor: uma das maiores estátuas do Cristo no estado, situada no topo de um morro que oferece uma visão panorâmica deslumbrante de toda a cidade e das montanhas do Caparaó.
- Cachoeiras: o município é rico em quedas d'água, com destaque para a Cachoeira do Segredo e a Cachoeira do Treze de Maio, destinos favoritos para o banho e o ecoturismo.
- Culinária Serrana: a gastronomia local é um atrativo à parte, misturando influências mineiras e capixabas, com destaque para pratos à base de truta, broas de milho e, claro, o café premiado.
- Eventos: o Festival de Inverno e a ExpoGuaçuí são eventos que movimentam a rede hoteleira e celebram a cultura local.
Esporte
O esporte em Guaçuí é levado a sério, tanto no asfalto quanto na terra.
No Futebol, a cidade respira a tradição do Guaçuí Futebol Clube. O Estádio Municipal Francisco Lacerda de Aguiar (o "Lacerdinha") é o palco de confrontos históricos e do fortalecimento do esporte amador e de base.
Devido ao relevo acidentado, Guaçuí tornou-se um paraíso para ciclistas. Trilhas de alto nível técnico desafiam atletas de todo o país em competições regionais de cross-country.
A proximidade com as altas serras favorece a prática de esportes de aventura, como o Voo Livre e o Trekking consolidando a cidade como base de apoio para quem explora o Parque Nacional do Caparaó.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 1 de julho de 2026

RORAINÓPOLIS - RORAIMA

Rorainópolis é um município brasileiro do estado de Roraima. A população do município, conforme estimativas do IBGE, para o ano de 2025, era de 37.787 habitantes.
História
A cidade foi criada com a instalação de um posto do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), às margens da BR-174, a mais importante do Estado, isso na década de 1970. O INCRA implantou um programa para distribuir terras, isso atraiu pessoas de todo o Brasil. A povoação surgida nesse período seria conhecida como Vila do Incra. 
Em 1995, o município foi criado com terras desmembradas dos municípios de São Luiz do Anauá e São João da Baliza. 
O crescimento populacional acelerado a partir dos anos 2000 levou este município a possuir a segunda maior população do estado.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de Rorainópolis, pela Lei Estadual n.º 100, de 17 de outubro de 1995, desmembrado dos municípios de São João da Baliza e São Luiiz. Sede no atual distrito Rorainópolis (ex localidade de Vila de Rorainópolis ou Vila do Incra aglomerado rural), do município de São Luiz. Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1997. 
Em divisão territorial datada 2001, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Geografia
O município pertence a Mesorregião do Sul de Roraima e Microrregião do Sudeste de Roraima. Seus limites são Caracaraí a oeste e norte, São Luiz do Anauá e São João da Baliza a nordeste e os municípios amazonenses de Urucará, Presidente Figueiredo, Novo Airão e Barcelos a sudeste.[carece de fontes]
Sua área territorial é de 33.593,892 km².
As distâncias rodoviárias de Rorainópolis são Caracaraí (143 km), São Luiz do Anauá (88 km), São João da Baliza (104 km), Caroebe (130 km) e Boa Vista 290,4 km.
Relevo e Altitude
O município está inserido na unidade morfoestrutural da Planície Amazônica. O relevo é predominantemente plano a suavemente ondulado, com altitudes baixas que giram em torno de 100 metros acima do nível do mar.
Solos
Predominam os Latossolos Amarelos e Vermelho-Amarelos, solos profundos e ácidos, típicos da bacia amazônica, que exigem correção química (calagem) para a produção agrícola de larga escala.
Vegetação
A cobertura vegetal é composta pela majestosa Floresta Ombrófila Densa (Floresta Tropical). Rorainópolis possui uma biodiversidade riquíssima, com árvores de grande porte e uma fauna exuberante, embora o avanço da fronteira agrícola tenha transformado parte da floresta em pastagens e lavouras.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Af), caracterizado por altas temperaturas e elevada pluviosidade. O "verão" (período menos chuvoso) ocorre entre outubro e março, enquanto o "inverno" (período de chuvas intensas) vai de abril a setembro. As médias térmicas anuais ficam na casa dos 26°C a 28°C. No município de Rorainópolis predomina o clima quente, com chuvas de verão e outono (AW’I). Na região Nordeste é equatorial, com estação seca (primavera) AMW. Com temperatura média anual é de 26 °C e a precipitação pluviométrica varia entre 2.200 mm a 2.500 mm.
Organização territorial
A organização do território do município de Rorainópolis é composta pela cidade que sedia o município, os núcleos populacionais na zona rural e as terras indígenas.
Subdivisão
As principais localidades do município são: Rorainópolis (sede); Vila Martins Pereira; Vila Nova Colina; Vila do Equador; Vila do Jundiá e Vila Santa Maria do Boiaçu.
Terras Indígenas
O município de Rorainópolis possui terras indígenas demarcadas, com destaque para a Terra Indígena Waimiri Atroari (pertencente ao povo Waimiri Atroari e ao povo isolado da Cabeceira do Rio Camanaú) e a Terra Indígena Pirititi (pertencente ao povo isolado Pirititi). 
Economia
Rorainópolis é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios. 
O setor agropecuário do município de Rorainópolis apresenta um importante componente da economia local (mandioca, banana, milho e arroz). Na pecuária o destaque fica na produção de bovinos, aves e suínos. Para os produtos de origem animal apoia-se na produção de mel, ovos e leite. Também possui relevância produto do extrativismo vegetal (lenha, castanha-do-pará e madeira em tora).
O Setor Madeireiro, historicamente, foi o grande motor da cidade. Hoje, embora mais regulamentada e focada em planos de manejo sustentável, a extração e o beneficiamento de madeira ainda geram muitos empregos.
A Pecuária e Agricultura do município constituem um dos maiores rebanhos bovinos do estado. Além disso, a produção de mandioca, banana e, mais recentemente, a expansão da soja e do milho, tem atraído investidores e modernizado o campo.
Por ser um polo regional, a cidade concentra bancos, grandes redes de varejo e serviços que atendem moradores de municípios vizinhos, como São João da Baliza e Caroebe.
Em janeiro de 2026, foram registradas 105 admissões formais e 67 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 38 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 5.
Até fevereiro de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Rorainópolis, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 85 empresas.
Turismo
O principal ponto turístico do município é a Pedra da Linha do Equador.
O potencial turístico de Rorainópolis está intimamente ligado ao Ecoturismo e à pesca esportiva.
- Rios e Igarapés: o município é banhado por rios importantes, como o Rio Branco (limite oeste) e o Rio Jauaperi. Durante a vazante, surgem praias fluviais de areias brancas que são o refúgio de lazer dos moradores.
- Observação de Fauna: a proximidade com reservas indígenas e áreas preservadas permite a observação de aves raras e animais silvestres, um atrativo crescente para o turismo internacional de natureza.
- Culinária Local: o turismo gastronômico baseia-se nos peixes amazônicos, como o tambaqui e o pirarucu, servidos nos restaurantes à beira da rodovia BR-174.
Datas festivas e históricas
- Festival de verão: 01 e 02 de janeiro.
- Dia da Padroeira Nossa Senhora da Assunção: 05 de agosto.
- Aniversário do Município: 17 de outubro.
Infraestrutura
Educação

A cidade possui um campus da Universidade Estadual de Roraima (UERR) e um Centro Multimídias da Universidade Virtual de Roraima (UNIVIRR), cujas sedes encontram-se em Boa Vista, além do Instituto Federal de Roraima (IFRRo) 
Saúde e outros
O município dispõe um Hospital que atende a região Sul do Estado, agência de bancos, dos Correios, rede telefônica e estação de rádio-difusão. Rorainópolis é uma comarca da Justiça Estadual e conta com um Fórum.
Conta com um sistema de 36 km de rede de distribuição de água. A energia elétrica é distribuída pela Roraima Energia.
No transporte conta com o Terminal Rodoviário de Rorainópolis.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

terça-feira, 30 de junho de 2026

PARAMBU - CEARÁ

Parambu é um município brasileiro do estado do Ceará, localizado na microrregião do Sertão de Inhamuns, a uma altitude de 478 metros acima do nível do mar. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 32.867 habitantes. Distante cerca de 406 km da capital Fortaleza, o acesso é feito através das rodovias BR-020 e CE-277.
Etimologia
O topônimo Parambu vem do tupi para (rio) e juru ou yuru (o que ronca), significando "rio roncador".
Sua denominação original era Fazenda Cachoeirinha, depois São Pedro da Cachoeira, em seguida São Pedro da Cachoeirinha, Cachoeirinha e, desde 30 de dezembro de 1943, Parambu. 
História
Parambu localiza-se no território que foi habitado, antes da chegada das entradas vindas do Pernambuco, pelos índios jucás, Candandus e Inhamuns. Com a doação de sesmarias ao longo do rio Puiú ao Sr. Manoel de Sousa Vale e sua esposa Leonarda Bezerra Vale, Pais de Maria Madalena de Sousa Vale, foi construída a Fazenda Cachoeirinha. Maria Madalena era esposa do Sr. Enéas de Castro Feitosa no primeiro matrimônio do mesmo em que fixaram sua residência na sede da fazenda e doou 6,4 hectares de terras e edificou uma capela para São Pedro. Assim, disseminaram a criação de gado bovino na região, formado em torno das fazendas de gado e da capela, cujo patrimônio foi doado em 1772 por Enéas de Castro Feitosa. Chamou-se primitivamente Cachoeirinha e logo depois São Pedro da Cachoeira, sucessivamente. Dessa capela e fixação de novos gergamentos, gerou-se a povoação, se bem que em ritmo lento e de progresso igualmente ronceiro.
Origem histórica e política
Com um aglomerado de residências, começou a se formar uma vila. A vila pertencia politicamente a administração de Tauá. Fazendo parte do Distrito de Marrecas. No dia 2 de agosto de 1929, através da Lei Estadual n.º 2.677, foi escolhido sede do Distrito e denominou-se São Pedro da Cachoeirinha.
No dia 28 de março de 1936 nas eleições municipais de Tauá, elegeu-se o Sr. José Noronha de Meneses vereador pelo Distrito.
O Decreto n.º 448, de 30 de dezembro de 1943, simplificou o nome sendo apenas cachoeirinha e posteriormente denominou-se Parambu.
Em 1946 elegeu-se vereador pelo Distrito Parambu o Sr. Nelson Zacarias Noronha sendo reeleito em 50 e 54. Na eleição de 54 elegeram-se vereadores: Inácio Ferrer Feitosa, José de Araújo Feitosa, José Permino Noronha, Nelson Zacarias de Noronha e Odilom Vieira Gomes.
Em 1954 iniciaram a campanha para emancipação política do Distrito.
O município de Tauá criou as subprefeituras e Parambu teve os subprefeitos: Antonio Adil Nóbrega da Veiga, Joaquim Augusto Bezerra, José Noronha Menezes, Cazé Noronha, Baiardo Moreira, Joaquim Carlos, Padre Argemiro Rolim de Oliveira e Joaquim Solano Feitosa.
No dia 28 de fevereiro de 1954 aconteceu o plebiscito que teve 904 votos a favor e 1 contra e assim, Parambu passou a categoria de município, ficando o nome Parambu (de origem indígena, pequena cachoeira).
Parambu foi criado pela Lei n.º 3.338, de 15 de setembro de 1956, e instalado simbolicamente em 22 de outubro de 1956, onde o governador Paulo Sarasati nomeou o prefeito interino, o Sr. Joaquim Solano Feitosa que renunciando, o Padre Argemiro Rolim de Oliveira assumiu a prefeitura.
No dia 4 de agosto de 1957 foi o município instalado oficialmente e realizadas as primeiras eleições municipais, tendo sido eleito o Sr. Francisco Alves Teixeira primeiro prefeito municipal, sem vice-prefeito.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de São Pedro da Cachoeirinha, pela Lei Estadual n.º 2.677, de 02 de agosto de 1929, com terras desmembradas do distrito de Marrecas, subordinado ao município de Tauá.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de São Pedro da Cachoeirinha, figura no município de Tauá.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto Estadual n.º 448, de 20 de dezembro de 1938, o distrito de São Pedro da Cachoeirinha passou a denominar-se simplesmente Cachoeirinha.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito já denominado Cachoeirinha figura no município de Tauá.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.114, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Cachoeirinha passou a denominar-se Parambu.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o distrito já denominado Parambu, figura no município de Tauá.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955.
Elevado à categoria de município com a denominação de Parambu, pela Lei Estadual n.º 3.338, de 15 de setembro de 1956, desmembrado de Tauá. Sede no antigo distrito de Parambu. Constituído de 2 distritos: Parambu e Cococi, ambos desmembrado de Tauá. Instalado em 14 de setembro de 1957.
Pela Lei Estadual n.º 3.858, de 17 de outubro de 1957, desmembra do município de Parambu o distrito de Cococi. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968.
Pela Lei Estadual n.º 8.339, de 14 de dezembro de 1965, o município de Parambu adquiriu o extinto município de Cococi, como simples distrito.
Pela Lei Estadual n.º 7.160, de 10 de janeiro de 1964, foram criados os distritos de Monte Sion e Novo Assis e anexado ao município de Parambu.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 4 distritos: Parambu, Cococi, Monte Sion e Novo Assis.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18 de agosto de 1988.
Pela Lei Municipal n.º 303, de 10 de agosto de 1990, é criado o distrito de Miranda e anexado ao município de Parambu.
Pela Lei Municipal n.º 304, de 10 de agosto de 1990, é criado o distrito de Gavião e anexado ao município de Parambu.
Em divisão territorial datada de 1991, o município é constituído de 6 distritos: Parambu, Cococi, Gavião, Miranda, Monte Sion e Novo Assis.
Pela Lei Municipal n.º 326, de 20 de junho de 1991, é criado o distrito de Oticica e anexado ao município de Parambu.
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 7 distritos: Parambu, Cococi, Gavião, Miranda, Monte Sion, Novo Assis e Oiticica.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Em divisão territorial datada de 2020, o município é constituído de 9 distritos: Parambu, Cococi, Gavião, Miranda, Monte Sion, Novo Assis, Oiticica, Riachão e Campo Grande.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Clima

Em Parambu, a estação com precipitação é abafada e de céu encoberto; a estação seca é de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 36 °C e raramente é inferior a 18 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Parambu e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao início de outubro. 
A estação quente permanece por 3,3 meses, de 1 de setembro a 11 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Parambu é outubro, com a máxima de 36 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 25 de fevereiro a 22 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Parambu é abril, com a mínima de 21 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Em Parambu, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Parambu começa por volta de 30 de maio e dura 4,6 meses, terminando em torno de 18 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Parambu é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 71% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de outubro e dura 7,4 meses, terminando em torno de 30 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Parambu é março, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 76% do tempo. 
Hidrografia e recursos hídricos
As principais fontes de água de Parambu fazem parte da bacia do Alto Jaguaribe, sendo os rios e riachos de maior expressão: o rio Puiú, o rio Jucá, riachos São José, do Cordão, do Coronzó, do Rosário, Capivara, Riachão, São Gonçalo e João da Costa. Os açudes de maior porte são Espírito Santo, Monte Sion, Jucá e Parambu. O município é dotado de 132 poços tubulares, 58 poços Amazonas e 3 fontes naturais. 
Geologia, relevo e solos
Ocorrem na área terrenos pré-cambrianos, caracterizados por uma predominância de biotitagnaisse, com ocorrências restritas de migmatitos e granitos. Próximos às margens dos rios, observa-se a presença de aluviões (Quaternário), formado por sedimentos de granulometria variável, predominando de forma geral, os argilosos. Morfologicamente, o relevo está caracterizado por um modelado suave, geralmente sub-aplainado, fundamentalmente homogêneo, apresentando formas colinosas cujas elevações são pouco acentuadas e com vertentes algo arredondadas e suaves; em alguns locais, as rochas graníticas adquirem maiores altitudes. Sobressaindo-se desse comportamento, ocorrem eventualmente, formas residuais de antiga superfície de erosão, como os “hogbacks”, reflexo de tipos litológicos mais resistentes como quartzitos e gnaisse fortemente quartzosos. A menor altitude encontra-se em torno dos 300 metros e a maior altitude fica em torno dos 800 metros (Serra da Ibiapaba/Serra Grande/Serra dos Cariris Novos), próximo da fronteira do Ceará com o Piauí. Os tipos de solos que ocorrem na região são variados, com predomínio das seguintes classes de solos: Argissolos, Neossolos litólicos, Latossolos, Neossolos flúvicos, Planossolos e Vertissolos. As principais elevações são as serras: dos Cariris Novos (Batistas, Paulos, Moças, Meio, Baixões, Cariás) e Serra da Charita. 
Vegetação
A vegetação natural está bastante alterada pela ação antrópica. Nas porções mais baixas é composta por caatinga arbustiva aberta, com variação para a caatinga arbórea (ou floresta caducifólia espinhosa); nas vertentes e altos é composta de floresta subcaducifólia tropical pluvial e no planalto encontra-se carrasco(vegetação arbustiva densa, com caules finos, xerófila). É comum a presença de plantas como o juazeiro, angico, catingueira, mandacaru, marmeleiro-do-mato, aroeira, oiticica, imburana, jucá e umbuzeiro. 
Subdivisão
Formado na sua zona rural por 9 distritos: Parambu (sede), Cococi, Monte Sion, Novo Assis, Gavião, Miranda, Riachão, Oiticica, Campo Grande.
Na zona urbana pelos 15 bairros: Centro, Brasilia, Cachimbo I, Cachimbo II, Beleza, Queimada Grande, São Cipriano, Juazeiro, Vila Nova, Planalto, Caixa D'Água, Severino Alves Pereira, Horacio Alves Noronha, Alto da Bela Vista, Santa Rita.
Economia
Parambu é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A agricultura contempla produções de milho, feijão, castanha de caju, mandioca, mamona, banana, cana-de-açúcar e coco.
Já a pecuária, inclui a bovinocultura, a ovinocultura, a caprinocultura, a suinocultura, a avicultura e a apicultura.
Em suas terras foram registradas a ocorrência de barita, com maior potencialidade nas localidades Cococi, Canaã, Aldeota, Veados e Tabuleiros. Também grandes jazidas de calcita encontrado sob forma cristalina, cianita, ametista e turmalina. Detectadas ocorrências de minério de ferro, cobre e jazidas de rochas ornamentais (conglomerados Ju Bordeaux e Bordeaux Terracota) no distrito do Cococi.
Turismo: Os principais locais turísticos do município de Parambu são: Buraco da Velha (caverna entre o sertão e a região serrana), cidade fantasma de Cococi famosa por filmes como Lua Cambará: Nas Escadarias do Palácio e minissérie como O Quinto dos Infernos, além da cidade fantasma destaca-se as festas de São Pedro, Parambu Fest e Vaquejadas.
Em janeiro de 2026, foram registradas 7 admissões formais e 5 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 2 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 4.
Até fevereiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Parambu. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 28 empresas.
Educação
Na área da educação, Parambu tem realizado esforços significativos para reduzir o analfabetismo e melhorar os índices do IDEB. O grande desafio reside na logística: garantir que estudantes de comunidades rurais muito distantes tenham acesso ao transporte escolar e merenda de qualidade. Além da rede municipal e estadual de ensino médio, muitos jovens buscam formação técnica e superior em Tauá ou através de polos de educação à distância (EAD), que cresceram exponencialmente nos últimos anos.
Turismo
Os principais locais turísticos do município de Parambu são: Buraco da Velha (caverna entre o sertão e a região serrana), cidade fantasma de Cococi famosa por filmes como Lua Cambará: Nas Escadarias do Palácio e minissérie como O Quinto dos Infernos, além da cidade fantasma destaca-se as festas de São Pedro, Parambu Fest e Vaquejadas.
O turismo em Parambu possui um potencial inato voltado para o ecoturismo e o turismo cultural:
A Serra dos Inhamuns oferece trilhas ecológicas e pontos de observação atraem aventureiros que buscam contato com a fauna e flora preservadas da caatinga de altitude.
O Açude Parambu, no período das cheias, torna-se um ponto de lazer para banhistas e pescadores locais, funcionando como um oásis de lazer.
A Festa da Padroeira, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, é o maior evento social e religioso da cidade, reunindo parambuenses que residem em outros estados (especialmente em São Paulo e Brasília) em um reencontro de fé e tradição.
O turismo gastronômico baseia-se no consumo do tradicional "cabrito" e da "panelada", pratos que definem o paladar da região dos Inhamuns.
Cultura
- Gastronomia: o município é representado por pratos como o "baião de dois" (de fava ou feijão), queijo coalho, carneiro assado na brasa, farinha branca de mandioca, "tapioca da serra", mel de abelha, doce de leite com queijo coalho e doce de caju.
- Patrimônio histórico: Igreja de Nossa Senhora da Conceição na vila do Cococi, cuja construção foi iniciada por volta de 1720.
- Patrimônio arqueológico: "Buraco da Velha" (caverna) com desenhos rupestres, feitos por populações autóctones em tempos imemoriais, na Serra dos Lopes (Serra dos Cariris Novos).
- Patrimônio paleontológico: Sítio fossilífero pleistocênico com a presença de fósseis de elefante pré-histórico (mastodonte), na localidade Canabrava (distrito do Cococi).
- Reserva Particular do Patrimônio Natural: localizada na fazenda Olho D´água do Urucum (distrito do Cococi), criada em 1991, tem uma área de 2.610 hectares com fitosionomia e fauna típica da caatinga. É uma propriedade particular gravada com perpetuidade, por iniciativa do proprietário, que objetiva preservar a biodiversidade.
Eventos
Os principais eventos culturais são: Festa do padroeiro São Pedro (junho); Vaquejadas (junho); Parambu Natalino (dezembro); Festa do Município (setembro); Festa de Nossa Senhora da Conceição — Cococi (dezembro); Festa de São Francisco — Monte Sion e Novo Assis (outubro).
Referência para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 29 de junho de 2026

CÂNDIDO MOTA - SÃO PAULO

Cândido Mota é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22°44'47" sul e a uma longitude 50°23'13" oeste, estando a uma altitude de 479 metros. Sua população estimada em 2025, pelo IBGE, era de 30.157 habitantes. O município é formado pela sede e pelos distritos de Frutal do Campo, Nova Alexandria e Santo Antônio do Paranapanema.
História
Datas importantes
1890 -
Tem-se notícia de uma área de terra vermelha e de muita fertilidade, terra que fora doada pelo Governo do estado à Companhia Colonizadora Paulista
1890 - Maio - O governo retoma as terras, organiza uma caravana chefiada pelo Coronel Valêncio Carneiro de Castro
1892 - Descendo por um ribeirão, que denominaram "Macuco", alcançaram o Rio Paranapanema e ali, na foz do Macuco, fizeram a primeira roçada. O Cel. Valêncio Carneiro recebe o título de posse das terras conquistadas.
1907 - Na Água do Paraíso, o Coronel Valêncio levanta sua sede.
1908 - Instala-se uma subsede em "Santa Gabriela", hoje "Aguinha" ou "Italianada".
1910 - Até esta data há uma série de atritos e mortes devido à ocupação de terras novas.
1913 - Coronel Valêncio doa uma área para a construção da Igreja e será ao redor dela que a cidade irá crescer.
1914 - 27 de outubro - Inauguração da primeira estação da estrada de ferro no povoado.
1914 a 1920 - O povoado ficou sendo conhecido pelos nomes de "Posto Jacu" ou "Parada do Jacu" e "Chave".
1920 - 22 de abril - O povoado passa à categoria de "Vila de Cândido Mota".
1921 - 24 de dezembro - Pela Lei n.º 1.831/21, é criado, pelo Governador do estado o "Distrito de Cândido Mota", no Município de Assis, estado de São Paulo. 
1923 - 28 de dezembro - Lei Estadual n.º 1.956 cria o Município de Cândido Mota (Emancipação Político Administrativa). 
1953 - Dezembro - Lei n.º 2.456 - Criação do Distrito de Frutal do Campo, com área de 105 km²
1963 - 31 de dezembro - Criação da Comarca.
1968 - 26 de outubro - Instalação da Comarca.
1969 - 14 de março - Autoridades Municipais aprovam uma lei que fixou 26 de outubro como a data do Município para fins comemorativos.
Gentílico: Candido-motense.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Candido Mota, por Lei Estadual n.º 1.831, de 24 de dezembro de 1921, no Município de Assis. 
Elevado à categoria de Município com a denominação de Candido Mota, por Lei Estadual n.º 1.956, de 28 de dezembro de 1923, desmembrado de Assis. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 14 de março de 1924. 
Lei n.º 2.230, de 20 de dezembro de 1927, cria o Distrito de Sussuí, e incorpora ao Município de Candido Mota. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Candido compõe-se de dois Distritos: Cândido Mota e Sussuí. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 9.073, de 31 de março de 1938, o Município de Cândido Mota pertence ao termo judiciário de Assis, da comarca de Assis, e se compõe de 2 Distritos: Cândido Mota e Sussuí. 
Pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30 de novembro de 1938, o Município de Cândido Mota perdeu o Distrito de Sussuí para o Município de Palmital. 
Entre 1939-1943, o Município de Cândido Mota é composto de um único Distrito: Cândido Mota e pertence ao termo de Assis, da comarca de Assis. 
Em virtude do Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar entre 1945-1948, o Município de Cândido Mota ficou composto de 1 Distrito Cândido Mota e pertence ao termo e comarca de Assis. 
Assim permanecendo para vigorar no período de 1949-1953. 
Lei Estadual n.º 2.456, de 31 de dezembro de 1953, cria o Distrito de Frutal do Campo e incorpora ao Município de Cândido Mota. 
No quadro fixado pela Lei n.º 2.456, de 31 de dezembro de 1953, para vigorar entre 1954-1958, Cândido Mota aparece composto de 2 Distritos: Cândido Mota e Frutal do Campo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Lei Estadual n.º 3.198, de 23 de dezembro de 1981, cria os Distritos de Nova Alexandria e Santo Antônio do Paranapanema e incorpora ao Município de Cândido Mota. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o Município de Cândido Mota é constituído de 4 Distritos: Cândido Mota, Frutal do Campo, Nova Alexandria e Santo Antônio do Paranapanema. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15de julho de 1997.
Geografia
Relevo e Altitude

O relevo de Cândido Mota é caracterizado por planaltos suavemente ondulados, típicos do Planalto Ocidental Paulista. A altitude média da sede é de 479 metros, o que favorece tanto a ventilação quanto o escoamento hídrico natural em direção à bacia do Paranapanema.
Solo e Vegetação
O grande trunfo do município é o seu solo de Terra Roxa (Latossolo Vermelho Eutroférrico). Este solo, originado da decomposição de rochas basálticas, é um dos mais férteis do mundo, o que explica a vocação agrícola imbatível da região. A vegetação original, composta pela Mata Atlântica de Interior (Floresta Estacional Semidecidual), foi em grande parte substituída pelas lavouras, restando hoje fragmentos preservados em áreas de preservação permanente e reservas legais.
Clima
Em Cândido Mota, o verão é longo, quente, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 31 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Cândido Mota e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 6,2 meses, de 5 de outubro a 13 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Cândido Mota é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,3 meses, de 15 de maio a 26 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Cândido Mota é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Cândido Mota, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Cândido Mota começa por volta de 24 de março e dura 6,6 meses, terminando em torno de 11 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Cândido Mota é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 71% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 11 de outubro e dura 5,4 meses, terminando em torno de 24 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Cândido Mota é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 67% do tempo. 
É considerado dia com precipitação aquele com precipitação mínima líquida ou equivalente a líquida de 1 milímetro. A probabilidade de dias com precipitação em Cândido Mota varia acentuadamente ao longo do ano. 
A estação de maior precipitação dura 5,3 meses, de 16 de outubro a 25 de março, com probabilidade acima de 36% de que um determinado dia tenha precipitação. O mês com maior número de dias com precipitação em Cândido Mota é janeiro, com média de 18,3 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação. 
A estação seca dura 6,7 meses, de 25 de março a 16 de outubro. O mês com menor número de dias com precipitação em Cândido Mota é julho, com média de 4,3 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação. 
Dentre os dias com precipitação, distinguimos entre os que apresentam somente chuva, somente neve ou uma mistura de ambas. O mês com mais dias só de chuva em Cândido Mota é janeiro, com média de 18,3 dias. Com base nessa classificação, a forma de precipitação mais comum ao longo do ano é de chuva somente, com probabilidade máxima de 61% em 8 de fevereiro. 
Rodovias
O município é atendido pelas rodovias SP-266 e SP-270.
Ferrovias
A Linha Tronco da antiga Estrada de Ferro Sorocabana atende o município de Cândido Mota.
Porto
Cândido Mota é atendido pelo Porto Almeida (com serviço de Balsa ligando Cândido Mota com Itambaracá, no estado do Paraná).
Subdivisões
O município de Cândido Mota conta com três distritos: Frutal do Campo - Lei n.º 2.456, de 30 de dezembro 1953; Nova Alexandria - Lei n.º 3.198, de 23 de dezembro 1981 e Santo Antônio do Paranapanema (Porto Almeida) - Lei n.º 2.198, de 23 de dezembro 1981.
Economia
Cândido Mota é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo
Até 1914, a economia do Município era fechada por necessidade e em nível de subsistência; plantava-se apenas para o consumo, pois não havia meios de comercialização dos produtos. O grupo de pessoas que aqui viviam tinha como meio de sobrevivência a caça, a pesca e uma rudimentar agricultura. A roça era feira em pequenas derrubadas ao longo de córregos onde se plantava milho, arroz, feijão e abóbora. A partir de 1914, com a chegada da estrada de ferro, o povoado passou a produzir mais, sendo a madeira de lei o primeiro produto a ser comercializado em larga escala no município. Em 1920, começaram a chegar as primeiras cabeças de gado bovino, vindas de Botucatu e Campos Novos Paulista, que proliferaram grandemente e, como consequência, a área de pastagens foi aumentada. Em 1925, surgiu com grande força a cultura do trigo, que foi extinguida em 1927 após desastrosas safras. Em 1930, quando o café tomava conta de quase toda área, a cana-de-açúcar, a mamona e o cultivo do bicho da seda surgem e passam a figurar na Economia Agrária do Município, mas os dois últimos logo foram dando lugar ao trigo, à soja e à mandioca, que, juntamente com a cana e o café, constituem a atividade econômica do município. Em meados de 1930, começavam a surgir os primeiros pequenos e médios armazéns de secos e molhados, bares, açougues e indústrias de beneficiamento.
De 1923 a 1950, uma das preocupações fundamentais de todos os prefeitos deste período foi abrir estradas, retalhando o município. Em 1948-1949 construíram-se 300 quilômetros de estradas carroçáveis, dentro do município e que ligava aos municípios limítrofes. E em 1951 já havia três linhas de ônibus ligando Cândido Mota ao estado do Paraná, Florínea e Assis, sendo que em 1966 foram criadas mais 4 linhas internas para o Frutal do Campo, Porto Galvão e Taquaruçu. De lá para cá foram construídas mais estradas, sendo várias delas asfaltadas, sendo importante para o escoamento dos produtos e a safra do município e para ligação com outros centros urbanos.
As terras do Município são constituídas de elementos ricos, resultantes da desagregação das rochas de origem vulcânica. A terra roxa ou avermelhada, como é chamada, possui muito húmus; sais minerais, como cálcio, fósforo, potássio; sendo alcalino, diferindo muito dos outros solos paulistas. Cândido Mota, pela sua topografia, seus excelentes cursos d'água, solo subérrimo e a operosidade de sua população, constitui-se um dos municípios agrícolas mais ricos do estado de São Paulo.
Atualmente, a economia do município é baseada na agricultura, com a predominância das culturas de soja, trigo, cana-de-açúcar e milho. No campo industrial, destacam-se as fábricas de farinha e fécula de mandioca, de bebidas, de móveis e outros, alguns deles estão no único distrito industrial do município, espalhados por outras localidades da sede e outros em distritos de Cândido Mota. No comércio, comercialização de produtos agropecuários, cereais e gêneros alimentícios além de comércio de roupas, calçados e bicicletarias, na prestação de serviços, destacam-se os escritórios de contabilidade e serviços de manutenção de máquinas e equipamentos e muitas oficinas mecânicas e elétricas. Por ser plana a cidade permite aos habitantes fazerem uso de bicicletas para se locomoverem dos bairros ao centro sem qualquer dificuldade. Pode-se afirmar que em todas as casas tem bicicletas.
Em janeiro de 2026, foram registradas 216 admissões formais e 220 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -4 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 29.
Até fevereiro de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Cândido Mota, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 128 empresas.
Educação
No campo educacional, o município apresenta índices de alfabetização e desempenho escolar acima da média nacional. Além de uma rede municipal e estadual bem estruturada, Cândido Mota se beneficia da proximidade com Assis, que é um importante centro universitário (abrigando a UNESP e outras instituições privadas). Isso permite que os jovens do município tenham acesso ao ensino superior e técnico de alta qualidade sem a necessidade de migrarem para centros maiores, retroalimentando o mercado de trabalho local com mão de obra qualificada.
A educação no município é oferecida por escolas particulares, municipais e estaduais. A pré-escola é oferecida pela Prefeitura Municipal, que também mantém uma escola de Ensino Fundamental, 2º Grau com curso Supletivo e cursos Profissionalizantes. A maioria absoluta da população é atendida pelas escolas de primeiro e segundo grau da Rede Pública e o município conta ainda com a Escola Agrícola (Centro Educacional Paula Souza) instalada em uma grande área, inclusive servindo para experiências dos alunos no campo. Oferece também Cursos Profissionalizantes e uma ETEC que são oferecidos à população local e recebe alunos da região e do Estado do Paraná. Escolas particulares com cursos de línguas estrangeiras, informática e da área administrativa.
Cultura e lazer
Eventos

Os principais eventos são: Dia da Padroeira do município, Nossa Senhora das Dores; Quermesse da Pinguela; Festa de Santos Reis; Festa do Divino; Corpus Christi; Festa do Milho; Festas Juninas; Festa no Santuário Santa Clara; Festa do Peão de Boiadeiro Gigante Vermelho; Promoções com grandes eventos, com sorteios de carros, motos e outros brindes, promovidas pela ACICAM - Associação Comercial e Industrial de Cândido Mota; Feirinha da Lua - todas as quintas-feiras no espaço da antiga Fepasa que foi totalmente restaurado para abrigar as senhoras bordadeiras, crocheteiras e que trabalham com artesanatos de vários tipos.
- Rodeio de Cândido Mota - é um dos mais famosos da região. São quatro dias de montaria, incluindo shows, boate, parque de diversão, praça de alimentação e exposições. 
- Feira Social - em comemoração ao aniversário da Rádio Mensagem (comunitária).
- Aniversário do município.
Turismo
Embora a economia seja focada no campo, o turismo de Cândido Mota tem crescido através do lazer náutico e das festividades tradicionais.
- Porto Almeida: localizado às margens do Rio Paranapanema, na divisa com o Paraná, é o principal destino turístico. O local oferece condomínios de lazer, áreas para pesca esportiva e esportes náuticos, sendo um refúgio muito procurado nos meses de verão.
- Turismo Religioso e Cultural: a cidade mantém tradições vivas, como as festas de santos padroeiros e a famosa Festa do Peão de Cândido Mota (Gigante Vermelho), que atrai milhares de visitantes para rodeios e shows de nível nacional, movimentando a rede hoteleira e o comércio local.
- Caminhos da Ferrovia: o patrimônio histórico das antigas estações ferroviárias ainda atrai entusiastas da história paulista e fotógrafos em busca da estética do interior.
Atrações turísticas
As principais atrações turísticas do município são: Rio Paranapanema, bom para pratica de pesca, com percurso de 30 km no município; Represa de Canoas I; Represa da Usina Pari; Santuário de Santa Clara; Fazenda Cananeia (particular) e Balneário do Porto Almeida.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 26 de junho de 2026

BARRA DOS COQUEIROS - SERGIPE

Barra dos Coqueiros é um município brasileiro do estado de Sergipe, localizado na Região Metropolitana de Aracaju. Geograficamente, se constitui na península de Santa Luzia. 
Após ligar-se à capital sergipana pela ponte Aracaju - Barra dos Coqueiros, houve o processo de conurbação. Tal fato passou a atrair grande especulação imobiliária, não só por causa do facilitado acesso, mas também com o advento de grande infraestrutura e investimentos privados. Ademais, se localiza a 3 km do centro de Aracaju. A população da Barra dos Coqueiros, conforme estimativas do IBGE, para o ano de 2025, era de aproximadamente 45.175 habitantes.
História
Foi fundada em 25 de novembro de 1953. Elevado à categoria de Município, a Barra dos Coqueiros iniciou sua vida político-administrativa, através da indicação dos primeiros prefeitos pelo regime militar, depois eleição direta, vários prefeitos e vereadores passaram pelo poder até a presente data.
Durante a segunda metade do século XVI, a costa sergipana era frequentada pelos traficantes normandos do pau-brasil. Era a barra do rio Sergipe (barra do Cotinguiba, como então era chamado) o ponto preferido por esses aventureiros. Portugal pôs fim à pirataria através da conquista das terras intermediárias. entre Bahia e Pernambuco, realizada por Cristóvão de Barros. Segundo alguns historiadores, o atual Município teria abrigado, nos primeiros anos de sua fundação, a sede do Governo da Capitania de Sergipe-del-Rei - São Cristóvão -, fundada por Cristóvão de Barros em 1589, na costa ocidental da ilha dos Coqueiros, à margem esquerda do rio Sergipe e próximo de sua foz, local que corresponde, hoje, ao da Cidade de Barra dos Coqueiros. Era, então, povoado ou, talvez, apenas cidadela. A 10 de maio de 1875, por força da Resolução n.º 1.028, a antiga Capela de Nossa Senhora dos Mares da Barra dos Coqueiros foi elevada à categoria de freguesia (nunca provida eclesiasticamente). A Lei Estadual n.º 525-A, de 25 de novembro de 1953, criou o Município, desmembrado do de Aracaju, compreendendo apenas a ilha de Coqueiros. É constituído de um único distrito, que é termo da Comarca de Aracaju.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Barra dos Coqueiros, pela Lei Municipal n.º 84, de 27 de janeiro de 1903, subordinado ao município de Aracaju.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito figura no município de Aracaju.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950.
Elevado à categoria de município com a denominação de Barra dos Coqueiros (ex povoado), pela Lei Estadual n.º 525-A, de 25 de novembro de 1953, desmembrado de Aracaju. Sede no atual distrito de Barra dos Coqueiros (ex povoado). Constituído do distrito sede. Instalado em 31 de janeiro de 1955.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2022.
Gentílico: barra-coqueirense.
Geografia
A cidade de Barra dos Coqueiros fica à margem esquerda do rio Sergipe, bem defronte à cidade de Aracaju, da qual dista menos de um quilômetro. Localiza-se na zona fisiográfica do litoral do Estado de Sergipe. O Município estende-se em direção SE-NO, ao longo do litoral atlântico. Vários rios descrevem-lhe a fronteira com os Municípios vizinhos: o Sergipe (navegável), com o de Aracaju, a Leste; o Pomonga e o canal do mesmo nome, na direção SE-NO, com o de Santo Amaro das Brotas; e o Japaratuba, ao norte, com o do mesmo nome. A superfície municipal é de 86 km². O Município liga-se por via fluvial com o de Aracaju (10 minutos) e Santo Amaro das Brotas (2 horas e 20 minutos). Por via mista, fluvial até Aracaju (10 minutos) e daí, por rodovia - BR-11, SE-2 e SE-4 - (2 horas e 40 minutos) ou ferrovia - VFF Leste Brasileiro - (3 horas), alcança-se o de Japaratuba. Em Barra dos Coqueiros havia, em 1960, 4 577 habitantes, segundo dados preliminares do último Censo Demográfico. A população urbana de 2 551 pessoas refere-se à cidade, única aglomeração deste tipo existente. Foram contados 982 domicílios. Densidade demográfica: 53 habitantes por quilômetro quadrado.
Relevo e Altitude
O relevo é tipicamente de Planície Costeira. A altitude média é de apenas 3 metros acima do nível do mar. O terreno é caracterizado por cordões dunares, áreas de sedimentação recente e vastas planícies fluviomarinhas.
Solo e Vegetação
Os solos são predominantemente arenosos (Neossolos Quartzarênicos) e hidromórficos nas zonas de transição. A vegetação original é composta por Restinga e extensas áreas de Manguezal, vitais para a reprodução da fauna marinha local.
Clima
Em Barra dos Coqueiros, o verão é longo, quente e de céu parcialmente encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 31 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 32 °C. 
A melhor época do ano para visitar Barra dos Coqueiros e realizar atividades de clima quente é do meio de julho ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 4,4 meses, de 9 de dezembro a 20 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Barra dos Coqueiros é março, com a máxima de 31 °C e mínima de 26 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 22 de junho a 10 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Barra dos Coqueiros é agosto, com a mínima de 23 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Em Barra dos Coqueiros, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Barra dos Coqueiros começa por volta de 21 de maio e dura 5,0 meses, terminando em torno de 22 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Barra dos Coqueiros é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 22 de outubro e dura 7,0 meses, terminando em torno de 21 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Barra dos Coqueiros é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 58% do tempo. 
Economia
Barra dos Coqueiros é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia da Barra dos Coqueiros vive um "divisor de águas". O que antes era baseado apenas na pesca e no coco, hoje abriga gigantes industriais.
A indústria abriga o Terminal Marítimo Inácio Barbosa (Porto de Sergipe) e a Termelétrica Porto de Sergipe I, uma das maiores da América Latina.
Na energia, o município é um polo de gás natural e energia eólica, atraindo investimentos bilionários em infraestrutura.
O setor imobiliário apresenta grande expansão de condomínios horizontais de alto padrão, transformando a Barra em uma "extensão nobre" de Aracaju.
O turismo está focado na praia da Atalaia Nova e no turismo de veraneio.
Em janeiro de 2026, foram registradas 283 admissões formais e 216 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 67 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 34.
Até fevereiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Barra dos Coqueiros. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 53 empresas.
Terminal Marítimo Inácio Barbosa
É nesse município que se localiza o mais importante porto de Sergipe: o Terminal Marítimo Inácio Barbosa. De lá, saem produtos comercializados por vias marítimas para o restante do país e para o exterior. Além disso, economicamente, possui uma das maiores rendas de Sergipe, pois é nesse município que a Petrobras opera, trazendo royalties para a administração local.
O TMIB é um terminal offshore, seu cais de acostagem situa-se a 2.400 m da linha da costa e é abrigado por um quebra-mar artificial de 550 m. Atualmente, passa por processo de revitalização e ampliação de sua capacidade. 
O porto opera cargas gerais como madeira, coque, ureia, trigo, fertilizantes e sucos naturais. É ainda utilizado, pela Petrobras, para apoio às atividades de exploração e produção de petróleo na costa de Sergipe. Sua jurisdição compreende a costa do estado de Sergipe, desde a extremidade norte da foz do rio Sergipe até a divisa com o estado de Alagoas e a margem sergipana do trecho navegável do rio São Francisco.
Possui capacidade de armazenagem para 55 mil toneladas, distribuídas em nove armazéns e dois silos de cimento com altura de 63 metros e capacidade de 17.500 toneladas cada um. O terminal está ligado à malha rodoviária federal (BR-101) através da rodovia estadual SE-226, com 22 quilômetros de extensão.
A abundância de peixes (atum e cavala, principalmente) e crustáceos, no litoral atlântico e nos rios, estimula a pesca, que é feita rotineiramente. O sal marinho constitui a única riqueza mineral, explorada por duas salinas situadas à margem do rio Pomonga. Em 1960, a pesca não colonizada, feita por 72 pescadores, rendeu 7,9 toneladas, no valor de meio milhão de cruzeiros.
Zona de Processamento de Exportação
No final de 2010 foi assinado Decreto pelo ex presidente Lula implementando uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no município de Barra dos Coqueiros.
As ZPEs correspondem a distritos industriais onde se instalam empresas com produção voltada para a exportação. Os empreendimentos que integram essas zonas têm como principal vantagem o direito a diversos incentivos tributários e cambiais, além de procedimentos aduaneiros simplificados. Empresas localizadas em ZPEs operam com suspensão de todos os tributos federais e liberdade cambial, ou seja, não são obrigadas a converter em reais as divisas obtidas nas exportações.
A ZPE da Barra dos Coqueiros será bastante privilegiada em função da sua localização. Ela ficará vizinha ao Porto de Sergipe, que é um elemento fundamental para a viabilização de exportações. Além disso, está a apenas 22 km da BR-101, por onde a produção também pode ser escoada. Também será estrategicamente localizada com relação à região Nordeste, pois vai ficar bem próxima a estados como Bahia e Pernambuco.
Portanto, tal realização significa que será efetivamente criado um distrito industrial que fortalecerá a economia local. Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Jorge Santana, a ZPE representa uma nova era para a economia sergipana. “Naquele espaço geográfico irão se instalar, futuramente, indústrias exportadoras. Isso significa que, além de gerarem emprego e renda, elas vão contribuir para inverter a situação da nossa balança comercial. Hoje, importamos mais que exportamos, então, ao criar um distrito industrial voltado para a exportação, estaremos trabalhando para transformar Sergipe num estado cuja balança comercial se tornará superavitária”, explicou o secretário.[11]
Estrutura urbana
Transportes

A Ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros, tendo como nome oficial Ponte Construtor João Alves, liga a capital Aracaju ao município de Barra dos Coqueiros, cidades do litoral de Sergipe. Aracaju encontra-se separada de sua vizinha Barra dos Coqueiros pelo Rio Sergipe. Sua inauguração aconteceu em 24 de setembro de 2006. Seu propósito criar uma via de ligação rodoviária entre Aracaju e o porto do Estado de Sergipe, à beira do oceano Atlântico, dentro do Município da Barra dos Coqueiros e as praias do litoral norte. Com a obra, o litoral norte do Estado, que vai da foz do Rio Sergipe, até à foz do Rio São Francisco ficou mais acessível ao turismo em Aracaju. O projeto original foi bastante arrojado para os padrões locais. Essa seria a segunda maior ponte urbana do país, sendo a maior do Nordeste. A obra empregou quase mil operários durante sua construção e chama a atenção das pessoas à margem do rio Sergipe, podendo ser vista desde o centro da cidade até a foz do rio, à beira do oceano.
Educação
O município tem buscado acompanhar o crescimento populacional com o fortalecimento da rede pública de ensino. Além das escolas municipais e estaduais, a proximidade com Aracaju facilita o acesso dos jovens às grandes universidades e centros técnicos (como a UNIT e a UFS). Há um foco crescente em capacitação técnica voltada para os setores de logística portuária e energia, visando absorver a mão de obra local nos grandes empreendimentos instalados no município.
Turismo
O turismo na Barra dos Coqueiros é uma mistura de lazer moderno e tradição cultural:
- Atalaia Nova: a praia mais famosa, que oferece uma vista privilegiada da skyline de Aracaju. Possui um calçadão estruturado e é o destino favorito de famílias nos fins de semana.
- Barra Folia: o carnaval de rua da Barra é um dos mais tradicionais de Sergipe, conhecido pela tranquilidade e pelo desfile de blocos que arrastam multidões.
- Gastronomia: o município é um paraíso para os amantes de frutos do mar. O caranguejo, o aratu e os peixes assados na palha de coqueiro são iguarias obrigatórias.
- Esportes: as praias da costa norte, como a do Jatobá, são procuradas por surfistas e pescadores que buscam maior contato com a natureza virgem.
Cultura e Lazer
A travessia de tototó (pequeno barco) entre a Barra e o Mercado Municipal de Aracaju é um passeio tradicional e patrimônio cultural. O centro da cidade oferece serviços, a Paróquia de Santa Luzia e uma orla revitalizada com vista para a capital.
Esporte
O projeto de um centro de treinamento para a Copa de 2014 pretendia reafirmar a candidatura de Sergipe como uma das sub sedes da Copa do Mundo. Ele vinha acompanhando com a demanda de uma parceria que o Governo do Estado teria de fazer com o Dioro Hotel Ilha de Santa Luzia, na Barra dos Coqueiros. Teria por objetivo oferecer as condições de hospedagem de seleções que viriam para a Copa do Mundo de 2014 em Aracaju.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 25 de junho de 2026

CAREIRO DA VÁRZEA - AMAZONAS

Careiro da Várzea é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Manaus, no estado do Amazonas. Sua população, de acordo com estimativas de 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 20.324 habitantes.
História
O território onde se localiza o município era um distrito Manaus, denominado Distrito do Careiro pelo Decreto-Lei n.º 176, em 1938. Em 1955, este foi desmembrado da capital e passou a ser o município de Careiro. Através da Lei Estadual n.º 1.828 de 30 de dezembro de 1987, passa a existir o município de Careiro da Várzea, tendo seu território desmembrado do Município de Careiro.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Careiro da Várzea, pela Lei Estadual n.º 1.828, de 30 de dezembro de 1987, desmembrado do município de Careiro. Sede no atual distrito de Careiro da Várzea (ex povoado de Vila do Careiro). Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1989. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.
Geografia
O acesso ao município se dá por via fluvial, em embarcações que saem diariamente do Porto de Manaus ou em lanchas rápidas que saem do porto do Ceasa em Manaus. O município é tipicamente de várzea (95%), sendo o restante composto em áreas de terra firme.
Na época de cheia anual tem acesso fluvial ao município de Autazes através do Paraná do Gurupá, localizado no Careiro da Várzea, as lanchas saem do porto de Manaus.
Relevo e Altitude
O relevo é a definição clássica de planície de inundação (várzea). A altitude é baixíssima, variando entre 5 e 15 metros acima do nível do mar. Não existem morros ou serras; a paisagem é dominada por extensas áreas planas que desaparecem quase completamente durante o pico da cheia do Rio Amazonas/Solimões.
Solo e Vegetação
Os solos são do tipo Gleissolos e Neossolos Flúvicos, extremamente férteis. Diferente da terra firme amazônica, que é pobre em nutrientes, a várzea de Careiro é renovada anualmente pelos sedimentos ricos em minerais trazidos pelo Rio Solimões.
A vegetação é composta por Florestas de Várzea, com árvores adaptadas a passar meses submersas, como a sumaúma e a vitória-régia. É um ecossistema dinâmico e resiliente.
Clima
Em Careiro da Várzea, o verão é curto e quente; o inverno é longo, morno e com precipitação. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de céu encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 33 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Careiro da Várzea e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao meio de agosto. 
A estação quente permanece por 2,6 meses, de 21 de agosto a 7 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Careiro da Várzea é setembro, com a máxima de 33 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 5,6 meses, de 25 de dezembro a 11 de junho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Careiro da Várzea é fevereiro, com a mínima de 24 °C e máxima de 30 °C, em média. 
Em Careiro da Várzea, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Careiro da Várzea começa por volta de 30 de maio e dura 3,2 meses, terminando em torno de 7 de setembro. 
O mês menos encoberto do ano em Careiro da Várzea é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 55% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 7 de setembro e dura 8,7 meses, terminando em torno de 30 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Careiro da Várzea é novembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 86% do tempo. 
Economia
Careiro da Várzea é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
Careiro da Várzea é um dos principais fornecedores de alimentos frescos para Manaus. Sua economia gira em torno de três pilares:
Na Agricultura o destaque fica para o cultivo de hortaliças (couve, cheiro-verde), mandioca, milho e frutas tropicais.
Na Pecuária Bubalina, devido às inundações, o município é um grande criador de búfalos, animais que se adaptam perfeitamente ao ambiente aquático.
A pesca artesanal é vital para o sustento das famílias e para o comércio regional, com foco em espécies como o tambaqui e o curimatã.
O destino e a importância dos produtos está assim caracterizada: as hortaliças têm como destino as Feiras de Manaus, com abastecimento diário; o leite de búfala destina-se aos laticínios locais.
Em janeiro de 2026, foram registradas 11 admissões formais e 1 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 10 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 0.
Até fevereiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Careiro da Várzea. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 15 empresas.
Infraestrutura
Saúde
O município possuía, em 2009, 16 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Não havia nenhum leito para internação. 
Até 2009, Careiro da Várzea possuía 2 estabelecimentos de saúde especializados em obstetrícia e pediatria, e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em psiquiatria, cirurgia bucomaxilofacial, traumato-ortopedia ou clínica médica. Dos 8 estabelecimentos de saúde, nenhum deles era com internação.
Educação
A educação em Careiro da Várzea enfrenta o desafio da logística fluvial. O município possui uma rede de escolas municipais e estaduais, muitas delas localizadas em comunidades distantes. O transporte escolar não é feito por ônibus, mas por lanchas e barcos escolares. O calendário letivo, em muitas ocasiões, precisa ser adaptado ao regime dos rios para garantir que os alunos consigam chegar às salas de aula durante as grandes cheias.
Turismo
O turismo é a grande promessa de Careiro da Várzea. O município é o "anfitrião" geográfico do Encontro das Águas (Rio Negro e Rio Solimões).
O Encontro das Águas é a principal porta de entrada. Observar o fenômeno a partir da perspectiva de quem vive na margem é uma experiência distinta dos pacotes turísticos tradicionais.
No Turismo Ecológico e de Pesca, os lagos e furos da região são ideais para a pesca esportiva do tucunaré e para a observação de botos, jacarés e aves raras.
A vivência em casas de palafita e a cultura do povo da várzea 
Feriados municipais
- 15 de agosto: Dia da Padroeira do Município, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
- 30 de dezembro: aniversário do Município..
- 27 de junho: Dia do Mestiço.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 24 de junho de 2026

IPORÁ - GOIÁS

Iporá é um município brasileiro do interior do estado de Goiás, Região Centro-Oeste do país. Localiza-se na região oeste do estado, na microrregião homônima e Mesorregião do Centro Goiano. A distância entre Iporá e a capital estadual, Goiânia, é de 215 quilômetros pela rodovia GO-060.
Sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, para o ano de 2025, era de 37.283 habitantes. Foi fundada em 1948 e a área tem mais de mil quilômetros quadrados.
História
Iporá teve sua origem no arraial de Pilões, na margem direita do Rio Claro, em 1748. Nessa ocasião, não passava de uma guarnição militar dos dragões (polícia real portuguesa), que sediava a empresa de exploração de diamantes, locada pelos irmãos Felisberto e Joaquim Caldeira Brant, empresários paulistas que já mineravam em Goiás desde 1735, nas lavras de ouro. Começou com a construção de uma bela igreja em estilo colonial, sede da Paróquia do Senhor Jesus do Bom Fim, do Quartel da Guarda Real e de alguns casarões, além de um monte de ranchos de garimpeiros. Depois desse primeiro momento das explorações dos diamantes, Pilões passou a ser um entreposto comercial entre Vila Boa de Goiás e Cuiabá. Já no Império do Brasil, por decreto provincial de 5 de julho de 1833, foi elevado a distrito de Vila Boa, com nome de Rio Claro, e a igreja teve o nome mudado para Paróquia de Nossa Senhora do Rosário. O povoado permaneceu como Rio Claro até ser transferido para as margens do córrego Tamanduá, pelo Decreto-Lei n.º 557, de 30 de março de 1938, com o novo nome de Itajubá, oficializado pelo Decreto-Lei n.º 1.233, de 31 de outubro do mesmo ano, e posteriormente rebatizado por Iporá ("Águas Claras", traduzido da língua tupi), pelo Decreto-Lei n.º 8.305, de 31 de dezembro de 1943.
Em 1938, o Distrito de Rio Claro passou a denominar-se "Itajubá", topônimo de origem tupi que significa "braço de pedra", pela junção de itá (pedra) e îybá (braço). Em 1942, Joaquim Paes Toledo e família doaram uma área de 100 alqueires goianos de terras para a edificação da Cidade. Em 1943, por Decreto-Lei Estadual n.º 8.305, de 31 de dezembro , passa a denominar-se Iporá, também de origem indígena. Pela Lei Estadual n.º 249, de 19 de novembro de 1948, foi elevado à categoria de município, instalando em 1º de janeiro de 1949, desmembrado do Município de Goiás.
Impulsionado pela agricultura e a pecuária, Iporá se desenvolveu rapidamente. Dez anos após a mudança, o povoado foi elevado de Distrito de "Goiás Velho" a município, pelo Decreto-Lei Estadual de n.º 249, de 19 de novembro de 1948, sendo a Prefeitura instalada em 01 de janeiro de 1949, quando, então, tomou posse, como Prefeito nomeado, o Ten. Luiz Alves de Carvalho, e que administrou a cidade até o dia 16 de março do mesmo ano, data em que foi empossado o primeiro Prefeito eleito, Israel de Amorim e ainda os sete Vereadores da primeira legislatura municipal, Antônio Mendes da Silva, Elpídio de Souza Santos, Daniel Tomás de Aquino, Itamar da Silva Meio, Antônio José da Costa, Joaquim Lopes Pedra, e Esmerindo Pereira.
Desde então, Iporá continua com sua vida de cidade emancipada, sempre progredindo, a cada dia se firmando como polo econômico, sociocultural e político do oeste goiano. Pela Lei Estadual de n.º 700, de 14 de novembro de 1952, foi elevado a Comarca, passando a ter o seu próprio Fórum.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Rio Claro, pelo Decreto de 05 de julho de 1833, subordinado ao município de Goiás. 
Em divisão Administrativa referente ao ano de 1911, o distrito figura no município de Goiás. 
Assim permanecendo em divisões territoriais de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.233, de 31 de outubro de 1938, o distrito de Rio Claro passou a denominar-se Itajubá. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Itajubá (ex Rio Claro) figura no município de Goiás. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 8.305, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Itajubá passou a denominar-se Iporá. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Iporá (ex Itajubá) permanece no município de Goiás. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Iporá, pela Lei Estadual n.º 249, de 19 de novembro de 1948, desmembrado de Goiás. Sede no antigo distrito de Iporá. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1949. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município de Iporá, é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Municipal n.º 53, de 19 de setembro de 1953, é criado o distrito de Campo Limpo e anexado ao município de Iporá. 
Pela Lei Municipal n.º 54, de 19 de setembro de 1953, é criado o distrito de Monchão do Vaz e anexado ao município de Iporá. 
Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 3 distritos: Iporá, Campo Limpo e Monchão de Vaz. 
Pela Lei Estadual n.º 2.093, de 14 de novembro de 1958, é desmembrado do município de Iporá, o distrito de Campo Limpo. Elevado à categoria de município com a denominação de Amorinópolis. 
Pela Lei Estadual n.º 2.114, de 14 de novembro de 1958, é desmembrado do município de Iporá o distrito de Monchão do Vaz. Elevado à categoria de município de Israelândia. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2018.
Toponímia
"Iporá" é um termo de origem tupi que significa "águas claras", através da junção dos termos 'y (rio/água) e porang (branca/clara). 
Geografia
O município possui uma área de 1.027,249 km2. 
A 10 quilômetros do perímetro urbano se encontra o Morro do Macaco, um desnível de 450 metros de altitude, onde pessoas de todo o Brasil costumam ir para a prática de voo livre.
Na divisa entre os municípios de Iporá e Arenópolis, no Rio Caiapó, foi construída a primeira pequena central hidrelétrica (PCH) enquadrada no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica do governo federal do Brasil: a Pequena Central Hidrelétrica Mosquitão.
Relevo e Altitude
O município está situado no Planalto Central Brasileiro, apresentando um relevo predominantemente ondulado a suavemente ondulado. A altitude média da sede é de 580 metros, o que proporciona uma visão privilegiada das serras e vales que compõem o cenário local.
Solo e Vegetação
Os solos de Iporá são majoritariamente Latossolos Vermelhos, profundos e propícios para a mecanização e pastagens. A vegetação nativa é o Cerrado, em suas diversas fisionomias (cerrado stricto sensu, matas de galeria e campos sujos).
Clima
Em Iporá, a estação com precipitação é morna, opressiva e de céu encoberto; a estação seca é quente e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 34 °C e raramente é inferior a 12 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Iporá e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao meio de agosto. 
A estação quente permanece por 1,7 mês, de 25 de agosto a 15 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Iporá é outubro, com a máxima de 33 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 7,3 meses, de 2 de dezembro a 11 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Iporá é junho, com a mínima de 16 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Em Iporá, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Iporá começa por volta de 18 de abril e dura 5,7 meses, terminando em torno de 9 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Iporá é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 9 de outubro e dura 6,3 meses, terminando em torno de 18 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Iporá é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 84% do tempo. 
Economia
Iporá é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano. 
A economia de Iporá tem crescido muito nos últimos anos com aumento do cultivo da plantação de soja no município e o comércio a cada ano tenha se fortalecido mais.
A economia iporaense é diversificada, mas mantém suas raízes firmes na terra.
Iporá é uma potência na pecuária de corte e de leite. A cidade é famosa pela sua alta produtividade leiteira, sustentando laticínios que distribuem produtos para todo o estado.
Embora a pecuária predomine, o cultivo de milho e soja vem ganhando espaço nas áreas planas do município.
Como polo regional, Iporá possui um comércio vibrante e um setor de serviços de saúde que atende a microrregião do Oeste Goiano, gerando um fluxo constante de capital e pessoas.
Em janeiro de 2026, foram registradas 199 admissões formais e 197 desligamentos, resultando em um saldo de 2 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 6.
Até fevereiro de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Iporá, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 141 empresas.
Turismo
Possui um lago artificial urbano (Lago Pôr-do-Sol), que é atrativo turístico do município. O lago tem pista de areia, pista de caminhada (1 km), quiosques padronizados quadra de areia , quadra de futsal (e também de basquete) quadra de gramado sintético academia publica e pista para eventos, há também 6 praças espalhadas pela cidade.
A reserva ecológica do Morro do Macaco é considerado por muitos praticantes como um dos melhores lugares do Brasil para a prática do parapente e voo livre, sendo considerado por muitos praticantes do esporte um ótimo lugar tanto para trilhas de bicicletas como para trilhas de motocross.
A cidade de Iporá possui 5 (cinco) eventos anuais que atraem milhares de turistas:
- Réveillon no Lago Pôr do Sol;
- Encontro Nacional dos Muladeiros (o maior encontro de muladeiros da América Latina), o evento sempre acontece na última semana de janeiro;
- Carnaval no Lago Pôr do Sol;
- Festa da Nossa Senhora Auxiliadora (a terceira maior festa religiosa do Estado de Goiás), mais conhecida como a Festa de Maio, durante um mês antecedendo a festa romarias na casa de fiéis da Nossa Senhora Auxiliadora, na semana da festa centenas de barracas comerciais na avenida 15 de novembro, o dia festa é sempre na data 24 de maio;
- Expoipo - Exposição agropecuária de Iporá - exposição de animais, leilões, rodeios, shows sertanejos, o evento sempre acontece na última semana de julho.
Outros pontos de interesse turístico são: Terminal Rodoviário de Iporá; Feira Livre de Iporá; Clube Recreativo de Iporá; Estádio Municipal Ferreirão; Parque de Exposição Agropecuário de Iporá; Praça da Matriz de Iporá e Paróquia São Paulo VI.
Cultura
Literatura e personalidades

Entre escritores nascidos em Iporá estão o romancista e poeta Edival Lourenço[7] e o poeta Pio Vargas. A Secretaria de Estado da Cultura de Goiás mantém a Biblioteca Estadual Escritor Pio Vargas, denominação adotada em 1991. 
O jornalista e escritor Carlos Willian Leite, também natural do município, é presidente do Conselho Estadual de Cultura de Goiás.
Educação
O município de Iporá é considerado um polo educacional para a região oeste de Goiás.
No município se encontram diversas instituições de ensino superior. Entre elas: IF Goiano (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano) – Campus Iporá; Universidade Estadual de Goiás (UEG) - Unidade Universitária de Iporá; Centro Universitário de Iporá (UNIPORÁ); Universidade Paulista (UNIP) - Polo de Iporá (Virtual); Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) - Polo de Iporá (Virtual) e Virtus Aprimoramento Intelectual.
Se há algo que orgulha o cidadão iporaense é o seu sistema educacional. A cidade consolidou-se como um celeiro de conhecimento, abrigando instituições de peso que atraem estudantes de várias partes do Brasil:
- IF Goiano (Instituto Federal Goiano): com um campus de excelência, focado em ciências agrárias e tecnologia.
- UEG (Universidade Estadual de Goiás): oferecendo diversos cursos de graduação e pós-graduação.
- Faculdades Privadas: complementam a oferta em áreas como Direito, Saúde e Gestão.
Essa presença acadêmica confere à cidade uma atmosfera jovial, movimenta o mercado imobiliário e fomenta a inovação local.

Saúde
Iporá possui oito unidades de saúdes distribuídas ao longo da cidade, três hospitais da rede privada (Hospital Evangélico de Iporá, Hospital Cristo Redentor e Hospital e Maternidade São Paulo), um hospital da rede pública (Hospital Municipal de Iporá), uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento); uma unidade do SAMU, uma clínica de Hemodiálise, uma central de regulação, um banco de sangue, um centro de reabilitação, um centro de especialização odontológicas e várias clínicas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .