quinta-feira, 26 de março de 2026

CÍCERO DANTAS - BAHIA

Cícero Dantas é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado no Nordeste do Estado, entre o Agreste e o Sertão. Conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, a população de Cícero Dantas era de 32.292 habitantes.
História
A região de Cícero Dantas, que teve como primeiros habitantes os indígenas quiriris, foi colonizada nos séculos XVII e XVIII, por meio da pecuária, realizada por vaqueiros da Casa da Torre. 
Em 1812, atendendo a ordens do Arcebispo da Bahia, o religioso capuchinho italiano Frei Apolônio de Todi ergueu, nas proximidades de um antigo cemitério conhecido como Cacuneia, uma capela em louvor a Nossa Senhora do Bom Conselho, em cujos arredores se formou o povoado de Bom Conselho (atual cidade de Cícero Dantas), que rapidamente se desenvolveu, graças às terras férteis. 
Por meio de Alvará Régio de 27 de setembro de 1817, o povoado de Bom Conselho foi elevado à categoria de freguesia, com o nome de Nossa Senhora do Bom Conselho dos Montes do Boqueirão, subordinada à vila de Itapicuru de Cima. Com a emancipação da vila de Geremoabo, em 1831, esta levou consigo a Freguesia de Nossa Senhora do Bom Conselho dos Montes do Boqueirão. 
A Lei provincial n.º 1.518, de 9 de junho de 1875, desmembrou de Geremoabo as Freguesias de Nossa Senhora do Bom Conselho dos Montes do Boqueirão e Patrocínio do Coité para compor o território da nova vila de Bom Conselho, sediada no povoado de Bom Conselho e instalada em 28 de março do ano seguinte. Em 1886, Bom Conselho sofreu sua primeira perda territorial, para a criação da vila de Patrocínio do Coité (atual Paripiranga). 
Em 1893, Bom Conselho foi visitada pelo líder messiânico Antônio Conselheiro e, por estar indignado com o aumento de impostos após a Proclamação da República (1889), ele ordenou a retirada e queima dos papéis que continham as orientações para o pagamento dos tributos. 
Por meio da Lei estadual nº 583, de 30 de maio de 1905, Bom Conselho teve seu nome alterado para Cícero Dantas, em homenagem a Cícero Dantas Martins, o Barão de Jeremoabo, advogado, latifundiário e importante figura política da região.
Em 26 de junho de 1926, os revoltosos da Coluna Prestes passaram por Cícero Dantas. 
Durante os tempos do Cangaço, esse movimento este presente em Cícero Dantas. Em dezembro de 1928, Lampião e seu bando, enquanto estavam em Tucano, obrigaram o padre da cidade a dar o seu carro com o motorista e conduzi-los a Cícero Dantas, trazendo como refém um soldado de Ribeira do Pombal, já rouco de tanto gritar: “Viva Lampião! Viva o Capitão Virgulino!”, e chegando na manhã de 17 de dezembro sem a população esperar, deixando-a na tarde do mesmo dia, com a promessa de voltarem um dia. Lampião e seu bando voltaram pela segunda vez a Cícero Dantas em 18 de fevereiro de 1929, momento em que a população da cidade fugiu para a mata, e pela terceira vez em 1933, vindos de Massacará, e dessa vez, quando chegaram em Buracos (atual São João da Fortaleza), queimaram uma casa, cortaram a orelha do senhor Manoel Pato, maltrataram sua esposa e irmão e logo depois mataram dois desconhecidos. 
Por meio dos Decretos Estaduais n.º 7.455, de 23 de junho de 1931, e n.º 7.479, de 8 de julho do mesmo ano, o município de Cícero Dantas foi extinto e incorporado a Paripiranga como um simples distrito, recuperando sua autonomia por meio do Decreto n.º 8.447, de 27 de maio de 1933, sendo reinstalado em 24 de junho do mesmo ano. 
Nas décadas de 1940 e 1950, Cícero Dantas viveu grandes transformações sociais, com a construção de uma rodovia ligando Paulo Afonso a Salvador passando pela cidade, a chegada da eletricidade no município e a construção do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso nas proximidades. 
Após sua segunda emancipação, Cícero Dantas perdeu território para a criação dos municípios de Antas (1953) e Fátima (1985).
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Bom Conselho, por Alvará de 21 de novembro de 1817 e por Resolução Régia de 27 de setembro de 1817, subordinado ao município de Jeremoabo. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Bom Conselho, por Lei Provincial n.º 11.58, de 09 de junho de 1875, desmembrado de Jeremoabo. Sede na povoação de Bom Conselho. Constituído do distrito sede. Instalado em 28 de março de 1876. 
Pela Lei Estadual n.º 583, de 30 de maio de 1905, o município de Bom Conselho passou a denominar-se Cícero Dantas. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1º de setembro de 1920, o município aparece constituído de 2 distritos: Cícero Dantas e Ilha. 
Por Decretos Estaduais n.º 7.455, de 23 de junho de 1931 e n.º 7.479, de 08 de julho de 1931, o município de Cícero Dantas foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Paripiranga, como simples distrito pelo segundo decreto. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Cícero Dantas, por Decreto n.º 8.447, de 27 de maio de 1933, desmembrado de Paripiranga. Sede no antigo distrito de Cícero Dantas. Constituído do distrito sede. Reinstalado em 24de junho de 1933. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31-XII- de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 3 distritos: Cícero Dantas, Antas e Ilhas. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Cícero Dantas e Antas. 
Pela Lei Estadual n.º 570, de 13 de agosto de 1953, é desmembrado o município de Cícero Dantas o distrito de Antas. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 628, de 30 de dezembro de 1953, foram criados os distritos de Fátima e São João da Fortaleza (ex povoado) e anexado ao município de Cícero Dantas. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Cícero Dantas, Fátima e São João da Fortaleza. 
Pela Lei Estadual n.º 4.413, de 1º de abril de 1985, é desmembrado do município de Cícero Dantas o distrito de Fátima. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 18 de agosto de 1988, o município é constituído de 2 distritos: Cícero Dantas e São João da Fortaleza. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Altitude

O município está inserido nos Tabuleiros Sertanejos, uma unidade geomorfológica caracterizada por superfícies planas a suavemente onduladas, entremeadas por vales. A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 400 metros acima do nível do mar.
Vegetação
A vegetação nativa é a Caatinga, especificamente a Caatinga Arborescente. Durante a estação seca, a paisagem assume um tom cinzento devido à perda de folhas (mecanismo de defesa das plantas), mas floresce rapidamente com as primeiras chuvas. Espécies como o umbuzeiro, o mandacaru e a aroeira são símbolos da resiliência ecológica local.
Solos
Os solos predominantes são os Latossolos e Luvissóis. São solos que, embora sofram com a escassez hídrica, possuem boa fertilidade mineral. Com o manejo adequado e técnicas de convivência com o semiárido, tornam-se altamente produtivos para culturas de ciclo curto.
Clima
Em Cícero Dantas, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é abafado e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 34 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Cícero Dantas e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 6,0 meses, de 6 de outubro a 6 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Cícero Dantas é janeiro, com a máxima de 34 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 8 de junho a 19 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Cícero Dantas é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Economia
Cícero Dantas destaca-se nacionalmente no setor agrícola. O município é frequentemente citado como um dos maiores produtores de milho do estado da Bahia.
Na agricultura, além do milho, há uma produção expressiva de feijão e mandioca.
Na pecuária, a criação de caprinos e ovinos é uma atividade tradicional e adaptada ao clima, além da bovinocultura de corte.
Comércio:  cidade possui um setor de serviços robusto, impulsionado pela circulação de mercadorias na BR-110 e pela força da agricultura, que gera demanda para máquinas, insumos e logística.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 633 admissões formais e 459 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 174 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 58.
Até dezembro de 2025 houve registro de 45 novas empresas em Cícero Dantas, sendo que 9 atuam pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 34 empresas.
Educação
Na área da Educação, o município conta com uma rede de ensino fundamental e médio em expansão. Cícero Dantas sedia polos de educação a distância e conta com o suporte de instituições técnicas. A educação é vista como um motor de transformação social, buscando qualificar a mão de obra para as novas demandas do agronegócio tecnológico que se instala na região.
Turismo
O turismo em Cícero Dantas é marcado pela fé e pelas belezas naturais do sertão:
No turismo religioso, a Festa de Nossa Senhora do Bom Conselho, realizada em agosto, é um dos maiores eventos religiosos do interior baiano. Milhares de fiéis participam de procissões e celebrações que mantêm viva a tradição da antiga missão capuchinha.
As belezas naturais do município são constituídas por formações rochosas imponentes e áreas de preservação que oferecem potencial para o ecoturismo e trilhas, revelando uma face menos conhecida e exuberante da Caatinga.
Cultura
A cultura local se expressa com o artesanato no trabalho com palha, barro e couro, mantendo vivas as técnicas herdadas dos povos indígenas e dos vaqueiros.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 24 de março de 2026

IRITUIA - PARÁ

Irituia é um município brasileiro localizado na região Nordeste do estado do Pará, na Região Geográfica de Castanhal, à uma latitude 01º46'16" sul e longitude 47º26'17" oeste. 
História
A origem do atual município, situado na zona fisiográfica denominada Guajarina, data de 1725, quando foi concedida sesmaria para Lourenço Ferreiria Gonçalves, antecessor de Lourenço de Souza Pereira, que fundou a capela de Nossa Senhora da Piedade.
Em 1754, o Bispo Frei Miguel de Bulhões erigiu a referida capela em freguesia. Assim, entrou Irituia para o século XVIII e para a Independência.
Irituia adquiriu categoria de Vila e município no ano de 1867, sendo extinto em 1868, em virtude de dissensões políticas geradas entre liberais e conservadores, no Município de Ourém, a que Irituia era subordinado.
Em 1879, Irituia readquiriu sua condição de Vila e município e, em 1886, foi extinta pela segunda vez.
A emancipação político-administrativa de Irituia ocorreu, também em 1889 e a instalação se deu em 1881.
Porém, em 1930, o município sofreu nova supressão, ficando o território anexado ao de São Miguel do Guamá.
Há controvérsia em relação à data definitiva de sua restauração. Entretanto no quadro da Divisão Administrativa relativo a 1933, Irituia figura como município, constituído por um só distrito: o de Irituia.
Gentílico: Irituense ou Irituiense.
Topônimo
O topônimo Iritua, de origem tupi – I-ri-tuia – significa “corredeira velha antiga”.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Irituia, pela Lei Provincial n.º 14, de 09 de setembro de 1839, subordinado ao município de Ourém. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Irituia, pela Lei Provincial n.º 534, de 12 de outubro de 1857, desmembrado de Ourém. 
Pela Lei Provincial n.º 586, de 23 de outubro de 1868, é extinta a vila, sendo seu território anexado ao município de São Miguel do Guamá. 
Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Irituia, pela Lei Provincial n.º 934, de 31 de julho de 1879, desmembrada de São Miguel do Guamá. Sede na vila de Irituia. Constituído do distrito sede. Reinstalado 07 de janeiro de 1881. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04 de novembro de 9130, é extinto novamente o município de Irituia, sendo seu território anexado ao município de São Miguel do Guamá. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Irituia, por Decreto Estadual de 1933, desmembrado de São Miguel do Guamá. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936, o município aparece constituído de 5 distritos: Irituia, Mututuí, Santa Rita Durão, São Gregório e Vila Conceição. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 7 distritos: Iritua, Bonito, Caju, Conceição de Iritua, Mututui, São Gregório e Santa Rita Durão. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, foram extintos todos os distritos, sendo os respectivos territórios anexados ao distrito sede do município de Irituia. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 01º46'16" sul e a uma longitude 47º26'17" oeste, estando a uma altitude de 25 metros. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025 era de 32.740 habitantes, distribuídos em uma área de 1.384,2 km².
Relevo e Altitude
O município está inserido na Planície Amazônica. O relevo é predominantemente plano a suavemente ondulado, com baixas altitudes que variam entre 20 e 40 metros acima do nível do mar. Essa topografia favorece o acúmulo de água em áreas baixas, formando as várzeas.
Solos
Predominam os Latossolos Amarelos, solos profundos, ácidos e ricos em minerais de ferro e alumínio. Embora exijam correção técnica para a agricultura de escala, são extremamente produtivos para culturas perenes e essências florestais.
Vegetação
A cobertura original é a Floresta Ombrófila Densa (Floresta Amazônica). Devido ao histórico de ocupação, grande parte da vegetação é composta por "capoeiras" (matas secundárias) e áreas de agricultura familiar manejada. A região é rica em palmeiras como o açaí e o bacuri, além de madeiras de lei remanescentes.
Clima
Em Irituia, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 33 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Irituia e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 1,6 mês, de 4 de novembro a 24 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Irituia é maio, com a máxima de 33 °C e mínima de 23 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,1 meses, de 10 de fevereiro a 12 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Irituia é fevereiro, com a mínima de 23 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Economia
Irituia é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Irituia é movida pela força do campo e pelo setor público.
A Agricultura Familiar do município é um dos maiores produtores de pimenta-do-reino e mandioca do estado. A produção de farinha de Irituia é famosa pela qualidade e sabor, sendo exportada para diversas regiões do Pará.
Na Fruticultura, o cultivo de açaí, citros (laranja e limão) e maracujá ganha cada vez mais espaço, impulsionando a renda dos pequenos produtores.
A sede municipal concentra serviços básicos e um varejo voltado para o atendimento das comunidades rurais.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 299 admissões formais e 193 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 106 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 34.
Até dezembro de 2025 houve registro de 5 novas empresas em Irituia, sendo que a maioria delas atuam com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 5 empresas.

Educação
No campo da Educação, Irituia conta com uma rede de ensino fundamental e médio que atende tanto a zona urbana quanto as vilas mais distantes. O município busca integrar o ensino à realidade agrícola, incentivando escolas técnicas e parcerias com instituições como a UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia) para capacitar os jovens para o manejo sustentável das terras.
Turismo
O turismo em Irituia é um convite à contemplação e ao lazer rústico, com destaque para:
- Turismo de Igarapé: A cidade é banhada por inúmeros rios e igarapés de águas geladas e cristalinas. Balneários como o do Rio Irituia atraem visitantes de cidades vizinhas nos finais de semana para banhos e gastronomia local (peixe frito com açaí).
- Turismo Religioso: O maior evento da cidade é o Círio de Nossa Senhora da Piedade, realizado em agosto. É uma das festas religiosas mais tradicionais do Nordeste Paraense, reunindo milhares de fiéis em procissões que misturam fé católica e tradições culturais locais.
- Culinária: O turista não pode deixar de provar a galinha caipira e os doces de frutas regionais, que são marcas registradas da hospitalidade irituiense.
Referências par o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .

sábado, 21 de março de 2026

NAZARÉ DA MATA - PERNAMBUCO

Nazaré da Mata é um município brasileiro da zona da mata do estado de Pernambuco, que se estende por uma área de 141,3 km², com uma altitude média de 89 metros acima do nível do mar. Sua população, segundo estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 32.187 habitantes. 
Nazaré da Mata é uma cidade cuja localização é estratégica possui importantes equipamentos estaduais tais como: 2° BPM, cuja área de atuação abrange os municípios de Carpina, Aliança, Timbaúba, Ferreiros, Camutanga, Lagoa do Carro, Lagoa do Itaenga, Buenos Aires, Vicência, Macaparana, São Vicente Ferrer, Paudalho/Guadalajara e Tracunhaém. 
História
O território onde atualmente está localizado o município de Nazaré da Mata era chamado de Lagoa d'Antas, uma sesmaria doada a Manuel Bezerra Cunha, em 18 de junho de 1581. 
O povoamento de "Nasareth" teve início no século XVIII, numa propriedade onde foi edificada a capela de Nossa Senhora da Conceição. Em homenagem à santa, a localidade passou a chamar-se de Nossa Senhora da Conceição de Nazaré. 
Em 1833, desmembrando-se do município de Igarassu, tornou-se vila, quando passou a ser sede da freguesia. 
Foi elevada à categoria de cidade pela Lei de n.º 258, de 11 de junho de 1850. O primeiro prefeito foi o padre Anísio Torres Bandeira, que tomou posse em 1892, quando os municípios passaram a ter maior autonomia administrativa com a proclamação da República. 
Pelo Decreto-Lei n.º 952, de 31 de dezembro de 1943, o nome da cidade foi modificado, acrescendo-se o termo "da Mata", por se encontrar nessa zona fisiográfica. 
Administrativamente, Nazaré da Mata é constituída unicamente pelo distrito sede. No município, encontra-se a Diocese de Nazaré e o palácio episcopal, abrangendo diversas cidades da região da mata norte. 
Anualmente, no dia 17 de maio o município comemora a sua emancipação política.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Nazaré, pela Lei Provincial n.º 238, de 11 de junho de 1850, subordinado ao município de Olinda. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Nazaré, por Ato do conselho do governo de 20 de maio de 1833, desmembrado do município de Olinda. Sede na vila de Nazaré. Constituído do distrito sede. Instalado em 09 de outubro de 1833. 
Pela Lei Provincial n.º 1.780, de 05 de junho de 1883, é criado o distrito de Lagoa Seca e anexado ao município de Nazaré. 
Pela Lei Provincial n.º 1.448, de 25 de junho de 1879, é criado o distrito de Vicência e anexado ao município de Nazaré. 
Elevado à categoria de cidade com a denominação de Nazaré, pela Lei Provincial n.º 258, de 11 de junho de 1850. 
Pela Lei Municipal n.º 5, de 30 de novembro de 1892, foram criados os distritos de Tracunhaém, Angélicas e Aliança e anexados ao município de Nazaré. 
Pela Lei Municipal n.º 87, de 27 de janeiro de 1907, é criado o distrito de Lagoa do Carro e anexado ao município de Nazaré. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 7 distritos: Nazaré, Aliança, Angélicas, Lagoa do Carro, Lagoa Seca, Tracunhaém e Vicência. 
Pela Lei Municipal n.º 311, de 04 de novembro de 1920, é criado o distrito de Buenos Aires e anexado ao município de Nazaré. 
Pela Lei Estadual n.º 1.931, de 11 de setembro de 1928, são desmembrados do município de Nazaré os distritos de Aliança e Lagoa Seca, para constituir o novo município de Aliança. Sob a mesma Lei acima citada, é desmembrado do município de Nazaré o distrito de Lagoa do Carro, para constituir o novo município de Floresta dos Leões e ainda são desmembrados os distritos de Vicência e Sapé (ex Angélicas), para constituir o novo município de Vicência. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Nazaré, Buenos Aires e Tracunhaém. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 952, de 31 de dezembro de 1943, o município de Nazaré passou a denominar-se Nazaré da Mata. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Nazaré da Mata (ex Nazaré), Buenos Aires e Tracunhaém. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 4.951, de 20 de dezembro de 1963, é desmembrado do município de Nazaré da Mata o distrito de Tracunhaém. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 4.970, de 20 de dezembro de 1963, é desmembrado do município de Nazaré da Mata o distrito de Buenos Aires. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia  
Relevo e Altitude

O município está inserido na unidade geomorfológica dos Planalto da Borborema, em sua face leste, apresentando o relevo característico de "Mares de Morros". São colinas arredondadas e vales úmidos que dominam a paisagem. A altitude média da sede municipal é de apenas 89 m acima do nível do mar, mas o relevo ondulado cria variações térmicas e visuais importantes.
Solos
Os solos predominantes são os Argissolos Amarelos e Latossolos. São solos profundos e com boa capacidade de retenção de água, embora exijam correção de acidez para alta produtividade. Sua cor avermelhada ou amarela é uma marca registrada das estradas rurais da Mata Norte.
Vegetação
A vegetação original era a Mata Atlântica (Floresta Estacional Semidecidual). Atualmente, a cobertura nativa está reduzida a pequenos fragmentos e matas de galeria ao longo dos rios. A paisagem é amplamente dominada pelos extensos canaviais, que formam um "mar verde" que se estende até o horizonte.
Clima
Em Nazaré da Mata, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 33 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Nazaré da Mata e realizar atividades de clima quente é do meio de julho ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 5,2 meses, de 5 de novembro a 11 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Nazaré da Mata é fevereiro, com a máxima de 33 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 11 de junho a 29 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Nazaré da Mata é julho, com a mínima de 22 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Economia
A economia de Nazaré da Mata ainda respira o açúcar e o álcool, mas passou por diversificações importantes:
No Setor Primário, a cana-de-açúcar continua sendo o principal produto, abastecendo as usinas da região. Há também produção de mandioca, frutas e pecuária extensiva.
No Setor de Serviços, a cidade é um polo comercial para municípios menores, como Buenos Aires e Tracunhaém.
Nazaré da Mata é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 1,4 mil admissões formais e 1,3 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 162 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 134.
Até dezembro de 2025 houve registro de 37 novas empresas em Nazaré da Mata, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 30 empresas.
A economia de Nazaré da Mata ainda respira o açúcar e o álcool, mas passou por diversificações importantes:
Infraestrutura
Saúde

O Hospital Hermirio Coutinho abrange mais de 70 municípios, onde conta com emergência e maternidade 24h., Casa de Saúde, Posto Médico, UPE/Campus Mata Norte.
Educação
Este é um dos pilares modernos do município. Nazaré da Mata abriga o Campus Mata Norte da Universidade de Pernambuco (UPE), um centro de excelência que atrai milhares de estudantes e professores, transformando a cidade em um polo intelectual e tecnológico regional.
Transportes
A cidade é cortada pela BR-408, PE-52 (liga o município de Buenos Aires a BR-408) e PE-59 (liga o município de Itaquitinga a BR-408), e pela RFSA(rede ferroviária), a cidade contém as principais ruas de acesso ao centro asfaltadas. 
Cultura
Nazaré da Mata é conhecida como a Capital Estadual dos Maracatus. Não é apenas uma dança, uma brincadeira das camadas menos favorecidas, mas uma tradição passada de pai para filho em que os passos, as cores perpassam uma aculturação milenar da história da região. 
Durante o Carnaval, é a vez do povo de Nazaré da Mata mostrar o que tem de melhor: o colorido, a animação, o brilho e toda a beleza de seus maracatus como o Piaba Dourado, Estrela de Ouro e, o mais antigo de Pernambuco, o Cambinda Brasileira. O tão esperado Encontro de Maracatus acontece na segunda-feira e terça-feira de Carnaval, na praça principal. São mais de 50 grupos de brincantes com seus reis, rainhas, baianas e caboclos de lança que dançam e cantam em homenagem aos orixás. 
Além dos maracatus, o Carnaval de Nazaré também apresenta outros folguedos como bois de carnaval, blocos, ciranda, Coco de Roda, e troças carnavalescas, além do Polo Alternativo e da Praça do Frevo. Outra grande atração do Carnaval de Nazaré e o Clube Carnavalesco Jacaré em Folia criado em 1956 que atrai milhares de foliões pelas ruas da cidade com trios elétricos, carros alegóricos e fantasias. Já foi o segundo maior bloco de carnaval de Pernambuco ficando apenas atrás do Galo da Madrugada. 
Em Nazaré da Mata situa-se a Faculdade de Formação de Professores de Nazaré da Mata, um dos campi da Universidade de Pernambuco que tem sede em Recife, o qual recebeu o nome de Campus Mata Norte. Como também, a GRE Mata Norte (Gerência Regional de Educação da Mata Norte) fazendo parte da educação do município. 
A Catedral Diocesana Imaculada Conceição, dedicada à Nossa Senhora da Conceição cuja festa e proclamação do dogma é celebrada no dia 8 de dezembro. Seu atual pároco é o Padre José Nivaldo (2014) e seu vigário paroquial o Padre Alex, e o padre José Luiz, de origem argentina pertencente ao Caminho NeoCatecumenato, o Bispo diocesano Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena e o Bispo Emérito Dom Frei Severino Batista de França OFMcap e Dom Jorge Tobias de Freitas. 
Foi criado o Espaço Cultural Mauro Mota, onde se mostram as fantasias do maracatu ao público, e também criado o Parque dos Lanceiros, local onde ocorrem várias manifestações culturais.
Turismo
O turismo em Nazaré da Mata é essencialmente cultural e histórico. A cidade é o maior centro de produção de Maracatu de Baque Solto (ou Maracatu Rural) do mundo.
- Casa do Maracatu: Espaço dedicado à preservação das tradições dos mestres de maracatu, onde o visitante pode conhecer as golas bordadas, os chapéus de fitas e a batida frenética dos surdos e taróis.
- Carnaval: É o ápice do turismo local, quando centenas de grupos de maracatu se reúnem na praça principal, com seus Caboclos de Lança, em um espetáculo de cores e sons ancestral.
- Circuito dos Engenhos: A visitação a antigos engenhos preservados oferece uma imersão na história do Brasil Colônia e Império, unindo arquitetura sacra e gastronomia regional.
-  Parque dos Lanceiros: Homenagem aos caboclos de lança, com esculturas e espaço cultural.
-  Catedral Diocesana Imaculada Conceição: Importante construção religiosa e ponto turístico.
-  Espaço Cultural Mauro Mota: Para aprender mais sobre a história local
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 19 de março de 2026

SÃO JOAQUIM DE BICAS - MINAS GERAIS

São Joaquim de Bicas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o ano de 2025, sua população era de 37.017 habitantes. Pertence à Região Metropolitana de Belo Horizonte. 
Topônimo
Quando a povoamento da região teve início foi construída uma capelinha e nela foi colocada sobre o altar uma imagem de São Joaquim. A imagem, e a vegetação, renderam o primeiro nome dado à região: São Joaquim do Campo Verde. 
Durante o processo de mineração no leito do Rio Paraopeba os cascalhos eram lavados com jatos de água (bicas). Esse fato acabou por alterar o nome do povoado para São Joaquim de Bicas, como permanece até hoje.   
História
Povoamento
 
O povoamento de Minas Gerais foi resultado principalmente da descoberta do ouro no final do século XVIII. Os primeiros povoados no estado foram fundados pelos Bandeirantes. Algumas dessas expedições subiram o curso do Rio Paraopeba e, como as terras próximas ao leito eram propícias para o plantio e criação de gado, algumas famílias acabaram se fixando nesses assentamentos mesmo depois dos Bandeirantes seguirem em sua busca por ouro de aluvião. 
A religião foi um fato marcante na história do arraial. As manifestações religiosas serviam para uma convergência entre habitantes e tropeiros que por aqui passavam. Uma capela foi construída para a realização de novenas e orações e foi nessa que a imagem esculpida de São Joaquim e que, juntamente com a vegetação, inspirou o nome do arraial, que depois mudaria de novo para em razão da mineração.                 
A Pedra Fundamental 
Em 1880 São Joaquim de Bicas recebeu um Cartório de Registros e teve sua condição elevada a Distrito de Pará de Minas. Nesse período o arcebispo de Mariana criou a paróquia de São Joaquim, concedendo mais autonomia religiosa. O cartório, no entanto, foi transferido para o povoado do Barreiro (atual Igarapé) por conflitos políticos. Para evitar qualquer tipo de manifestação, a transferência pode ter ocorrido durante a noite. Isso fez com que São Joaquim de Bicas fosse rebaixado à condição de povoado, porém ainda era a sede da paróquia. 
A capela de madeira acabou por se tornar pequena ante o crescente número de fiéis. A construção de uma nova necessitava da bênção da pedra fundamental por uma autoridade eclesiástica. A mobilização do povo, realizando várias peregrinações até Mariana pedir ao bispo, deu resultado e a bênção foi concedida. Outras comunidades também tinham o desejo de construir uma igreja que seria a sede da paróquia, sendo assim, segundo relatos de quem presenciou, um grupo de homens de Igarapé foi enviado para roubar a pedra fundamental. Conta-se que estes, por razões sobrenaturais, não tiveram força para mover a pedra e foram expulsos por um grupo de mulheres armadas com foices, enxadas e outras armas improvisadas. Com receio de outras incursões como esta, os moradores montaram piquetes nos limites do município, mas a tentativa não se repetiu. 
Os moradores construíram a nova igreja, enterrando a pedra fundamental embaixo do altar e reformaram a velha igreja de madeira, mas a praça consista apenas na igreja, sem nenhum jardim ou se quer bancos. Esses adereços só foram acrescentados em 1966 quando o prefeito de Igarapé (município já independente ao qual São Joaquim de Bicas pertencia à época) reformou toda a praça da igreja de São Joaquim cultivando jardins e construindo bancos com nomes daqueles que ajudaram na construção da nova praça.                       
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de São Joaquim de Bicas (ex povoado), pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, com terras desmembradas do distrito de Igarapé, subordinado ao município de Mateus Leme. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o distrito de São Joaquim de Bicas figura no município de Mateus Leme. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, o distrito de São Joaquim de Bicas foi transferido do município de Mateus Leme, para constituir o novo município de Igarapé. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, distrito de São Joaquim de Bicas figura no município de Igarapé. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993. 
Elevado à categoria de município com a denominação de São Joaquim de Bicas, pela Lei Estadual n.º 12.030, de 21 de dezembro de 1995, desmembrado de Igarapé. Sede no antigo distrito de São Joaquim de Bicas. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1997. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo e Altitude

O município está inserido na unidade geomorfológica conhecida como Depressão de Belo Horizonte, caracterizada pelo domínio de "Mares de Morros". O relevo varia de plano a ondulado, com altitudes que oscilam entre 750 e 1.000 metros. A altitude média na sede municipal é de aproximadamente 760 metros acima do nível do mar.
Clima
O clima é o Tropical de Altitude (Cwa), com verões quentes e chuvosos e invernos secos com temperaturas mais baixas. A média térmica anual situa-se em torno de 21 °C.
Em São Joaquim de Bicas, a estação com precipitação é úmida e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 30 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 33 °C. 
A melhor época do ano para visitar São Joaquim de Bicas e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,2 meses, de 16 de janeiro a 22 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em São Joaquim de Bicas é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 19 de maio a 4 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em São Joaquim de Bicas é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 26 °C, em média. 
Vegetação
Quanto à vegetação, a cidade ocupa uma área de transição entre a Mata Atlântica (presente em matas de galeria e encostas) e o Cerrado. Embora a urbanização tenha suprimido parte da cobertura original, ainda existem áreas de preservação que abrigam a fauna local e protegem as nascentes que alimentam a bacia do Paraopeba.
Solos
Os solos predominantes são os Latossolos Vermelhos, profundos e ácidos, mas com boa resposta técnica à correção (calagem) e adubação, o que historicamente favoreceu a horticultura que abastece a Ceasa-MG.
Vias que servem ao município
Aliada ao sistema viário de rodovia, que liga a cidade aos principais centros industriais do país pela BR 381 - Rodovia Fernão Dias (Trecho BH-São Paulo), a cidade é atendida pela Linha do Paraopeba da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil (posteriormente Rede Ferroviária Federal) através da estação ferroviária no povoado de Fecho do Funil. 
O transporte ferroviário de passageiros foi operado pela RFFSA na cidade até o ano de 1996, por meio dos trens Barreirão e Cata-Jeca que ligavam São Joaquim de Bicas a Conselheiro Lafaiete e à capital mineira, Belo Horizonte (no bairro do Barreiro). Após a privatização, a ferrovia ficaria destinada ao transporte de cargas, sob concessão da MRS Logística.
Região Metropolitana
Faz parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte, também conhecida pela abreviatura RMBH ou simplesmente Grande Belo Horizonte.
Economia
A economia de São Joaquim de Bicas é diversificada e dinâmica, sustentada por três eixos principais:
- Indústria e Logística: Devido à proximidade com a fábrica da Stellantis (Fiat) em Betim e ao acesso à BR-381, a cidade abriga indústrias de autopeças, metalúrgicas e grandes centros de distribuição.
- Mineração: A região possui influência da extração de minério de ferro, atividade de grande peso no PIB regional.
- Agricultura: O município é um importante produtor de hortaliças e legumes, integrando o cinturão verde que fornece alimentos frescos para a capital mineira.
Educação
Na área da Educação, o município conta com uma rede de ensino fundamental bem distribuída e escolas estaduais para o ensino médio. Pela proximidade com Betim e Belo Horizonte, a população tem fácil acesso a grandes polos universitários e centros de ensino técnico (SENAI/IFMG), focados na formação de mão de obra para o setor industrial e de serviços.
Turismo e Cultura
O turismo em São Joaquim de Bicas está muito ligado à identidade mineira e ao lazer de fim de semana:
- Gastronomia: A cidade é famosa por seus restaurantes de comida típica mineira feitos - em fogão a lenha, atraindo visitantes de toda a RMBH.
- Eventos: O Bicas Moto Fest é um dos encontros de motociclistas mais tradicionais da região. Além disso, as festas religiosas, como a do padroeiro São Joaquim e a do Reinado (Congado), são manifestações culturais de profunda relevância.
- Rio Paraopeba: Apesar dos desafios ambientais, o rio é um marco geográfico e histórico da cidade, fundamental para a pesca de subsistência e para a paisagem local.
Feriados municipais
- 26 de julho – Dia de São Joaquim (padroeiro).
- 8 de dezembro – Dia de Nossa Senhora da Conceição.
- 21 de dezembro     – Aniversário da cidade.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark .

segunda-feira, 16 de março de 2026

PINHÃO - PARANÁ

Pinhão é um município brasileiro do estado do Paraná. Localiza-se a uma latitude 25º41'44" sul e a uma longitude 51º39'35" oeste, estando a uma altitude de 1041 metros. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 30.451 habitantes. Possui uma área de 2.001,588 km². 
História
O município foi criado em 18 de fevereiro de 1964, por força da Lei Estadual n.º 4.823, que desmembrou o distrito de Pinhão do município de Guarapuava. 
Para o pesquisador José Carlos Veiga Lopes, "no dia 14 de dezembro de 1771 o tenente-coronel Afonso Botelho juntou-se com outros membros da expedição no vau do rio que mais tarde seria chamado de Jordão, pondo-lhe o nome de Porto do Pinhão do rio Jordão. No mapa dos campos de Guarapuava elaborado pelo padre Chagas, em 1821, com o nome dos proprietários das fazendas, aparece o Campo do Pinhão, ainda não dividido"
Silvério de Oliveira e sua mulher Antonia Maria de Jesus foram os pioneiros e deram à sua propriedade o nome de Fazenda Pinhão, que mais tarde emprestou seu nome ao município. No ano de 1844, pouco tempo depois da descoberta dos Campos de Palmas, Silvério doou a seus filhos aquela propriedade. 
Pinhão foi o nome dado ao rio e ao lugar em virtude das extensas e belas matas de pinheiro do Paraná, a área foi chamada “Imóvel Pinhão” e pertencia à sesmaria de propriedade de Silvério Antonio de Oliveira que mais tarde doou a sesmaria aos seus 10 filhos.
Posteriormente, instalaram-se na localidade as famílias de Pedro Secundino da Silveira, Antônio Prestes da Rocha, Felisbino de Souza Bueno e o comerciante Job Azevedo. O povoado se fortaleceu e cresceu. 
Gentílico: 
O gentílico para quem nasce no município de Pinhão é pinhãoense.
Formação Administrativa 
Em 21 de dezembro de 1892, Pinhão é elevado à categoria de Distrito Judiciário através do Decreto-Lei n.º 48, com o nome de Pinhão e Reserva, com sede no povoado de Vila Nova do Pinhão, depois designado simplesmente pelo nome de Pinhão, tendo como primeiro escrivão o Sr. Joaquim Alves da Rocha Loures, cujo cartório foi instalado ao lado da capela do Divino Espírito Santo. 
Em 1951, Pinhão é elevado à categoria de Distrito Administrativo. 
Pela Lei Estadual n.º 4.823, de 18 de fevereiro de 1964, foi criado o Município de Pinhão, com território desmembrado do Município de Guarapuava. A instalação ocorreu em 14 de março de 1965.
Geografia
Compõem o município quatro distritos: Pinhão (sede), Bom Retiro, Faxinal do Céu e Pinhalzinho.
Relevo e Altitude
Pinhão localiza-se no Terceiro Planalto Paranaense (Planalto de Guarapuava). O relevo é predominantemente ondulado a acidentado, marcado por vales profundos escavados pelos rios Iguaçu e Jordão. A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 950 m, mas em pontos serranos o relevo ultrapassa os 1.100 m acima do nível do mar.
Clima
O clima é o Subtropical Úmido (Cfb), caracterizado por verões amenos e invernos rigorosos. As geadas são frequentes entre os meses de maio e agosto, e a temperatura média anual gira em torno de 17 °C. A precipitação é bem distribuída ao longo do ano, sem estação seca definida.
Solos
Os solos são de origem basáltica, predominando o Latossolo Vermelho e o Cambissolo. Nas áreas mais planas, o solo é profundo e fértil, apto para a agricultura mecanizada. Nas áreas de encosta, o solo é mais raso, sendo destinado ao reflorestamento e à pecuária.
Vegetação
O município é o coração da Floresta Ombrófila Mista, a famosa Mata de Araucárias. Embora o ciclo madeireiro do século passado tenha reduzido a cobertura original, Pinhão ainda preserva importantes remanescentes florestais e extensas áreas de reflorestamento com Pinus e Eucalipto.
Economia
A economia de Pinhão é multifacetada.
O Setor Hidrelétrico no município abriga parte dos reservatórios de grandes usinas, como Foz do Areia (Governador Bento Munhoz da Rocha Neto) e Segredo (Governador Ney Aminthas de Barros Braga). Os royalties provenientes da geração de energia são uma fonte de receita vital para a prefeitura.
Na agropecuária, destaca-se a produção de soja, milho e trigo, além da pecuária de corte e leite.
Já na silvicultura, a produção de madeira para celulose e serrarias é um pilar econômico histórico, aproveitando o clima favorável para o crescimento de coníferas.
Educação
Pinhão conta com uma rede de ensino fundamental e médio que atende à vasta zona rural com transporte escolar robusto. No nível superior e técnico, o município beneficia-se da proximidade com Guarapuava, que é um polo universitário. Internamente, o município investe em parcerias para cursos técnicos voltados à gestão florestal e agropecuária, visando qualificar a juventude local para o mercado de trabalho regional.
Turismo
O turismo em Pinhão é voltado para a natureza e a contemplação.
As margens dos reservatórios das hidrelétricas oferecem locais para pesca esportiva, navegação e lazer, com destaque para o Alagado de Foz do Areia.
O relevo acidentado proporciona diversas quedas d'água escondidas em vales, ideais para o ecoturismo e trilhas.
Cultura
A Festa do Pinhão e os rodeios crioulos celebram a herança tropeira e a identidade do homem do campo paranaense. A culinária baseada no pinhão (entreveros e paçocas) é um atrativo à parte.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

sexta-feira, 13 de março de 2026

GANDU - BAHIA

Gandu é um município brasileiro do estado da Bahia. O município de Gandu está localizado no estado da Bahia, na região Nordeste do Brasil. Inserido na Região Geográfica Imediata de Ipiaú e na Região Geográfica Intermediária de Vitória da Conquista pelo IBGE, Gandu está situado a cerca de 296 km de Salvador, a capital do estado. Sua área territorial é de aproximadamente 229,6 km², e a população estimada em 2025 é de cerca de 34.051 habitantes, sendo o gentílico dos moradores, ganduense. 
História
Oficialmente, em 1903, quem primeiro visitou essas matas foi o Coronel Barachisio Lisboa acompanhado do engenheiro Horácio Lafer e Mesquita, reivindicando-as para o município de Santarém (Ituberá). No dia 6 de maio daquele mesmo ano, tal reivindicação era afinal reconhecida pelo governo do estado da Bahia. E quando o pequeno veleiro aportava no cais de Santarém (Ituberá), levando notícia tão importante e esperada, o lar do velho Barachisio Lisboa era enriquecido com o nascimento que tomou, em razão das alegrias do evento, o nome de Vitória Libânio, tal personagem era a esposa de Manoel Libânio da Silva Filho "Maneca Libânio", há quem muito devem o comércio, a política e toda a sociedade ganduense.
Logo depois, Joaquim Monteiro da Costa se fixou na Fazenda Paó. Na mesma, época migravam para esse território Manoel Cirilo de Carvalho e D. Rosalina Moura de Carvalho, formando a Fazenda Gavião na vila nova de Nova Ibiá e Salustiano Borges, donatário da fazenda Bom Jardim.
Em abril de 1904, um negro cortês e de jeito nobre - Fulgêncio Alves da Palma iniciava na zona do Braço do Norte, o plantio da fazenda Jenipapo.
Ainda no começo do século, precisamente no primeiro trimestre de 1907, visando investir na produção cacaueira vinda da cidade de Areia, hoje Ubaíra, chegavam nestas matas José Amado Costa e Gregório Monteiro da Costa, mais conhecido este como Góes Monteiro, ambos lavradores em busca de solo fértil para a cultura do cacau. José Amado Costa se fixou nesta área, comprando uma fazenda e levantando casa em frente de um pé de pequi, onde nas noites frias da terra chuvosa e úmida, dormia um corujão onde construída a igreja matriz São José, sugerindo ao migrante o nome "corujão" para a fazenda adquirida.
Esta é a origem histórica desta cidade, que nasceu sob a sombra daquele majestoso pequi existente onde é hoje a Praça São José.
Quanto ao Gregório Monteiro da Costa irmão do principal desbravador, plantou mais adiante suas primeiras roças de cacau no lugar que tomou o nome de Paiol para ser convertido posteriormente, acreditamos que por corruptela de assalariados agrícolas, no designativo simples e atual de "Paó". Outra versão é a de que o nome decorreria dos trinos de um pássaro com semelhante som, ou da existência de muitos pássaros com esse nome sempre em revoada no local.
Em 1919, Corujão já era um arraial de 37 palhoças e 15 casas de taipa. A construção de casas de taipas e palhoças para abrigar a população local, contribuiu para a formação do arraial "Corujão". O desenvolvimento desse arraial proporcionou o surgimento da vila nomeada de "Gandu", tomando o mesmo nome do rio gandu que o banha e tem nascente na serra da "pedra-chata". Habitavam muitos jacarés guandus nesse rio e nas lagoas da época, por isso a inspiração do nome atual da nossa cidade. Pois os dois rios que banham essa cidade eram "habitat" natural desses jacarés. E é por isso também que a bandeira ganduense tem como símbolo um jacaré.
Formação Administrativa
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Santarém o distrito de Gandu. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, confirmado pelo Decreto-Lei Estadual n.º 12.978, de 1º de junho de 1944, o município de Santarém tomou a denominação de Ituberá. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito de Gandu figura no município de Ituberá (ex Santarém). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Gandu, pela Lei Estadual n.º 1.008, de 28 de julho de 1958, desmembrado de Ituberá. Sede no antigo distrito de Gandu. Constituído de 3 distritos: Gandu, Itamari e Nova Ibiá, todos desmembrados de Ituberá. Instalado em 07 de abril de 1959. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Gandu, Itamari e Nova Ibiá. 
Pela Lei Estadual n.º 1.725, de 18 de julho de 1962, é desmembrado do município de Gandu o distrito de Itamari. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Gandu e Nova Ibiá. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988. 
Pela Lei Estadual n.º 5.013, de 13 de junho de 1989, é desmembrado do município de Gandu o distrito de Nova Ibiá. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Hidrografia

A hidrografia da cidade é formada pelos rios: Gandu, com nascente na Pedra Chata, Ganduzinho, Rio do Peixe, Rio Braço do Norte que se localizam na bacia do leste e por afluentes considerados riachos como Tabocas de Cima, Tesuora e Mineiro. 
A Sub-bacia do Rio Gandu (SBRG) é uma unidade territorial importante para Bacia do Recôncavo Sul. Abrange área de 238,522km², perímetro de 115,5 km e o comprimento do eixo da bacia de 27,186km. Seu Índice de Circularidade encontrado, 0,69, indica que a SBRG é circular e, em condições normais de precipitação, é suscetível a enchentes, quando a água sobe até a calha do rio, sem transbordamento para a planície de inundação. A densidade de rios é de 2,64, indicando baixa capacidade de gerar novos cursos de água. A SBRG possui uma densidade de drenagem de 1,47, sendo um valor mediano e indicam áreas com maior infiltração e estruturação dos canais menos definida. 
Em cenário de índice pluviométrico excepcional, a SBRG tende à inundação, que é quando a água extrapola a calha principal, chegando a planície de inundação, tendo apresentado diversos registros entre 1989 e 2021, sendo a inundação de dezembro de 2021 a mais violenta em 32 anos.
Altitude
A cidade de Gandu está situada a aproximadamente 160 metros de altitude acima do nível do mar. 
Relevo
O município está inserido em uma região de relevo ondulado e tabuleiros pré-litorâneos, com drenagem fluvial marcada pelo Rio Gandu e seus afluentes. 
Clima
Em Gandu, o verão é longo, quente, opressivo e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, abafado e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 31 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 34 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Gandu e realizar atividades de clima quente são do início de maio ao meio de junho e do meio de agosto ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 5,0 meses, de 9 de novembro a 11 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Gandu é janeiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 12 de junho a 25 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Gandu é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 26 °C, em média. 
O clima predominante é tropical úmido, quente e com precipitação significativa ao longo do ano, típica do sul da Bahia, favorecendo a agricultura tradicional e a manutenção dos remanescentes de vegetação nativa.
Solos
Os solos da região variam de solos arenosos e de média fertilidade em áreas mais elevadas a solos mais ricos próximos aos cursos d’água, que historicamente foram utilizados para o cultivo de cacau e outras culturas tropicais.
Vegetação
Gandu está inserido no bioma Mata Atlântica, porém grande parte de sua vegetação original foi alterada ao longo dos anos em função da expansão agrícola, especialmente no período áureo da cacauicultura. Contudo, ainda existem fragmentos de vegetação nativa preservados, muitos deles associados a sistemas de cultivo em cabruca, que mantêm árvores nativas entre os cultivos de cacau e outras culturas. Essa integração entre produção agrícola e preservação ambiental é característica marcante da região.
Educação
O município possui rede de ensino público municipal e estadual que atende desde a educação infantil até o ensino médio. Os indicadores educacionais mostram que a taxa de escolarização da população de 6 a 14 anos supera 99%, refletindo amplo acesso à educação básica. Apesar disso, desafios continuam em relação à ampliação da oferta de ensino técnico e superior, qualificação de docentes e expansão da infraestrutura escolar em áreas rurais e comunidades mais distantes. Programas sociais e iniciativas de apoio à educação têm buscado fortalecer a formação escolar e reduzir desigualdades educacionais.
Economia
A economia de Gandu tem uma base diversificada e vem se destacando pelo crescimento econômico nos últimos anos. A economia de Gandu é o motor do Baixo Sul.
O município é um dos principais produtores de cacau da Bahia. Além da produção de amêndoas, há um movimento crescente para a produção de chocolates de origem e derivados.
A diversificação agrícola nos últimos anos, está diversificada tendo sua base produtiva com o cultivo de banana, cravo da índia, guaraná e cupuaçu.
O setor de serviços e comércio é um dos principais empregadores da cidade, seguido pela agropecuária, que ainda mantém atividades significativas, incluindo o cultivo de cacau, frutas, mandioca e outras culturas tropicais adaptadas ao clima local. A administração pública também representa parcela relevante da economia municipal. A presença de cerca de 4 mil empregos formais em diversos setores mostra a diversidade da estrutura produtiva local.
Historicamente, a cacauicultura foi um dos vetores mais importantes da economia de Gandu, impulsionando a ocupação e o desenvolvimento regional nas décadas passadas e influenciando a cultura local. Esse legado permanece como componente simbólico e econômico, ainda que com variações ao longo dos anos.
Turismo
Gandu possui atrativos naturais e culturais que podem ser explorados por visitantes interessados em ecoturismo e turismo rural. A paisagem ondulada, os remanescentes de Mata Atlântica, rios e áreas de cultivo tradicional oferecem oportunidades para passeios de natureza, trilhas e vivências no campo.
A cultura local, marcada pela história da cacauicultura, festas populares e tradições regionais, também contribui para um turismo cultural em desenvolvimento. Eventos locais, feiras, festas religiosas e manifestações folclóricas ajudam a consolidar a identidade ganduense e atraem visitantes da região sul da Bahia e estados vizinhos.
Embora tenha um perfil mais comercial e agrícola, o turismo em Gandu vem ganhando força através do Agroturismo:
As Fazendas Históricas oferecem visitas guiadas para conhecer o processo de colheita e beneficiamento do cacau.
A região possui quedas d'água em propriedades rurais, como a Cachoeira do Gelo, muito procurada por moradores locais.
O São João de Gandu é uma das festas mais tradicionais da Bahia, atraindo turistas com grandes shows e a valorização das tradições nordestinas. No aniversário da cidade (28 de julho), as celebrações cívicas e culturais reforçam a identidade local.
Considerações finais
Gandu é um município com história enraizada na agricultura e na energia empreendedora de seus primeiros colonos. Com cerca de 34 mil habitantes, localização estratégica no sul baiano e base econômica que combina serviços, comércio e agropecuária, a cidade mantém importância regional. O desenvolvimento recente do setor de serviços e a diversidade econômica refletem um município em transformação, embora o turismo ainda tenha potencial a ser melhor explorado.
Os desafios incluem a ampliação da educação superior, a melhoria da infraestrutura urbana e rural e o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis que conciliem crescimento econômico e preservação ambiental. Ao mesmo tempo, a rica história, a cultura local e os atrativos naturais fazem de Gandu um exemplo vibrante de cidade do interior baiano em contínuo desenvolvimento.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Site da Prefeitura Municipal .

quarta-feira, 11 de março de 2026

SANTA FÉ DO SUL - SÃO PAULO

Santa Fé do Sul é um município brasileiro do estado de São Paulo. Fundado em 24 de junho de 1948, localiza-se a uma latitude 20º12'40" sul e a uma longitude 50º55'33" oeste, estando a uma altitude de 370 metros. Sua área é de 206,537 km². Sua população, para o ano de 2024, estava estimada pelo IBGE, em 36.098 habitantes.
Estância turística
Santa Fé do Sul é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais. 
História
Em 1920, o major inglês John Byac Paget (comentava-se na época que ele representava uma companhia petrolífera que teria interesse na região, porque a bacia do rio Paraná teria características à formação de jazidas petrolíferas) comprou 32 mil alqueires da antiga Fazenda São José da Ponte Pensa. 
A área localizava-se no extremo Noroeste do estado de São Paulo, nas divisas dos estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Para garantir a posse da terra, o major, que nunca veio ao Brasil, colocou 79 famílias. Mas em 1946, quando da promulgação da Constituição, ficou estabelecido que o subsolo era propriedade da União. No mesmo ano, a Companhia Agrícola de Imigração e Colonização (CAIC), que conhecia os planos de expansão da antiga Estrada de Ferro Araraquara (EFA), que eram chegar às barrancas do rio Paraná e depois seguir rumo a Cuiabá, comprou os 32 mil alqueires. 
Em maio, a CAIC abriu a estrada boiadeira para atingir o rio Paraná, no Porto Taboado, para fazer um estudo geoeconômico da região. Com a crise econômica pós-guerra, diretores da EFA, preocupados com o pagamento de dividendos aos acionistas, compraram 30 mil alqueires da CAIC e lotearam o latifúndio em pequenas áreas e venderam a prazo. Eles demarcaram 600 alqueires, sendo 100 para a edificação da cidade e o restante para chácaras. 
O objetivo foi povoar a região com pequenos lavradores. A produção seria escoada pela ferrovia e, assim, o lucro retornaria ao final de cada ano. Derrubado o mato, em setembro de 1946, foram abertas as primeiras ruas e o espanhol Salvador Martins, no extremo da primeira avenida, construiu uma casinha de tijolos, onde estabeleceu uma casa comercial. Menos de dois anos depois, em 24 de junho de 1948, foi celebrada por frei Canuto, de Aparecida do Taboado, a primeira missa, data considerada da fundação de Santa Fé do Sul. 
O nome da cidade foi objeto de inúmeras sugestões, sendo escolhido Santa Fé, por coincidir com as iniciais de Sales Filho. A partícula "do Sul" foi acrescentada por lei, pois havia no Norte do Brasil uma vila com o mesmo nome. Antônio Sales Filho, eleito deputado estadual em 1950, juntamente com outros parlamentares, conseguiram a elevação do povoado à condição de município, em 1953.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Santa Fé do Sul, pela Lei Estadual n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, desmembrado dos municípios de municípios de Jales e Pereira Barreto. Sede no atual distrito de Santa Fé do Sul (ex povoado). Constituído de 6 distritos: Santa Fé do Sul, Rubinéia, Santa Clara d’Oeste, Santa Rita d’Oeste, Santana da Ponte, todos criados pela Lei do Município acima citada. E, ainda adquiriu do município de Jales o distrito de Três Fronteiras. Instalado em 1º de janeiro de 1955. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 6 distritos: Santa Fé do Sul, Rubinéia, Santa Clara d’Oeste, Santa Rita d’Oeste, Santana da Ponte e Três Fronteiras. 
Pela Lei Estadual n.º 5.285, de 18 de fevereiro de 1959, é desmembrado do município de Santa Fé o distrito de Três Fronteiras. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 5 distritos: Santa Fé do Sul, Rubinéia, Santa Clara d’Oeste, Santa Rita d’Oeste e Santana da Ponte. 
Pela Lei Estadual n.º 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, são desmembrados do município de Santa Fé do Sul os distritos de Rubinéia, Santa Clara d´Oeste, Santa Rita d’Oeste, Santana da Ponte, elevados à categoria de município, sendo que Santana da Ponte com a denominação de Santana da Ponte Pensa. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município de Santa Fé do Sul localiza-se no extremo noroeste paulista, a 626 km da capital, possuindo uma área territorial de 208,91 km². Limita-se a Oeste e noroeste com o município de Rubinéia, a norte com o município de Santa Clara d'Oeste, a nordeste com o município de Santa Clara d'Oeste, leste com o município de Três Fronteiras, a sudeste com o município de Nova Canaã Paulista e ao sul com Aparecida d'Oeste. 
Clima
O clima de Santa Fé do Sul é o tropical Aw. Possui um verão marcado por temperaturas quentes e muita precipitação na forma de chuva e invernos secos com temperaturas mais baixas, sendo que a umidade relativa do ar chega a marcar valores inferiores a 15% durante as tardes. Segundo dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO/SP), desde abril de 2002 a menor temperatura registrada em Santa Fé do Sul foi de 5,4 °C nos dias 8 de julho de 2002 e 25 de julho de 2013 e a maior atingiu 42,6 °C em 6 de outubro de 2020. O maior acumulado de chuva em 24 horas alcançou 134,1 mm em 28 de outubro de 2017.
Hidrografia
Santa Fé do Sul situa-se a 18 km do encontro dos rios Grande, divisa natural SP/MG, e Paranaíba, divisa natural MS/MG, onde ocorre a formação do rio Paraná, reservatório da Hidrelétrica de Ilha Solteira. Da confluência até a Usina são aproximadamente 80 km, os quais formam o denominado Grande Lago pelo projeto turístico. A principal malha hidrográfica do município é formada pelo Ribeirão Ponte Pensa (principal) e pelos córregos Cabeceira Comprida, Jacu Queimado e da Mula. 
O município também é banhado pelo rio São José dos Dourados. 
Vegetação
Como em grande parte do Noroeste Paulista, o município de Santa Fé do Sul está inserido em sua totalidade no bioma da Mata Atlântica e a fitofisionomia encontrada é a Floresta Estacional Semidecidual ou Mata Atlântica do Interior (ecorregião da Floresta Atlântica do Alto Paraná). Tal vegetação perde parte de suas folhas na estação mais seca do ano. 
Entretanto, a vegetação do município, assim como de toda região, foi reduzida a menos de 5 % de sua cobertura original. Calcula-se que em Santa fé do Sul, cerca de 3% ainda resiste na forma de mata secundária (já alterada pelo homem), o que corresponde a 768 ha. 
Essa redução nas matas da região reduziu significativamente a biodiversidade, embora algumas espécies sejam relativamente comuns, como a arara-canindé, a garça-branca-grande, o tamanduá bandeira e o macaco-prego, por serem ou espécies mais generalistas ou que se beneficiaram/não foram afetadas com o surgimento das pastagens. 
O desmatamento não mais ocorre e ainda não há projetos de recuperação da biodiversidade, mas existem iniciativas para a recuperação de matas ciliares, como é mostrado pela avaliação da Secretaria do Meio Ambiente, que conferiu ao município o prêmio Município Verde Azul de 2011.
Economia
Santa Fé do Sul é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Santa Fé do Sul é robusta e diversificada.
Turismo e Serviços são os motores principais da cidade, movimentando hotéis, marinas, restaurantes e o setor imobiliário de lazer.
A Agropecuária destaca-se com a fruticultura (citros e manga), a pecuária de corte e a piscicultura. O município é um dos maiores produtores de Tilápia do Brasil, aproveitando as águas limpas do Rio Paraná.
A Indústria está focada no processamento de alimentos e confecções.

De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 4,6 mil admissões formais e 4,3 mil desligamentos, resultando em um saldo de 209 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 467.
Até dezembro de 2025 houve registro de 189 novas empresas em Santa Fé do Sul, sendo que 20 atuam pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (13). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 169 empresas.
Educação
O município é um importante centro universitário regional. O destaque é o UNIFUNEC (Centro Universitário de Santa Fé do Sul), que atrai milhares de estudantes de todo o país para cursos como Medicina, Odontologia e Agronomia. Essa presença acadêmica injeta dinamismo na economia local e garante uma mão de obra qualificada.
Transportes
O município está atendido pelos seguintes meios: SP-320 - Rodovia Euclides da Cunha; SP-595 - Rodovia dos Barrageiros; Estrada de Ferro Araraquara; Ferronorte - Ferrovia Norte Brasil; Aeroporto de Santa Fé do Sul
Turismo
A chamada região dos Grandes Lagos é formada pelas usinas de Ilha Solteira, Jupiá e Água Vermelha e é constituída pelos rios Paraná, Paranaíba, Grande, e do rio Tietê. Esta localização faz da Estância Turística de Santa Fé do Sul um portal para o Mercosul. 
Santa Fé do Sul é entrecortada por três microbacias: São José dos Dourados, Jacu Queimado e Ponte Pensa, o que atrai grande número de turistas em busca de pesca esportiva - com destaques para os peixes tucunaré (peixe introduzido, nativo da bacia Amazônica) e apaiari (conhecido popularmente como "zoiudo") - e passeios náuticos em balsa, barco, lancha e campeonatos de jet-ski. Conhecida como "Capital dos Grandes Lagos", a cidade recebe milhares de visitantes nos finais de semana. Em ocasiões especiais, como o carnaval e épocas festivas, a população aumenta em até 50%. 
Há pórticos nas vias de acesso a cidade, na Rodovia Euclides da Cunha e Rodovia dos Barrageiros. Como parte do processo de urbanização, embelezamento e resgate histórico, estão edificados quatro monumentos em diferentes pontos da cidade, além da remodelação das três principais praças centrais. Outros atrativos da Estância são o Parque Ecoturístico das Águas Claras, a Mata dos Macacos, o Museu a Céu Aberto (Bela Vista) que tem peças típicas e tradicionais da região como o monjolo, instrumento usado para descasca de grãos, o carro de boi e uma mini locomotiva da década 1960. 
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .