quinta-feira, 30 de julho de 2026

CANINDÉ DE SÃO FRANCISCO - SERGIPE

Canindé de São Francisco é um município brasileiro no Sertão Sergipano, extremo noroeste do estado de Sergipe que dista 213 km da capital Aracaju e serve de portal de entrada para passeios turísticos nos cânions do rio São Francisco. De acordo com estimativas do IBGE para o ano de 2025, a população do município era de 33.641 habitantes.
O município foi palco de muitas cenas da minissérie Amores Roubados e da novela Cordel Encantado, ambas exibidas na Rede Globo. Mas a localidade tornou-se massivamente conhecida ao servir de cenário e caracterizar ambientação-base do enredo da telenovela Velho Chico, também exibida pela Globo.
Cidade que tem uma prainha famosa, com intuito de atender a crescente demanda turística, no ano de 2016 a localidade passou a contar com a Orla Salomão Porfírio Britto para a comodidade tanto de seus habitantes locais como também para a apreciação da magnífica vista do emblemático Rio São Francisco como presente aos seus visitantes. 
A cidade serve como base e possui infraestrutura turística para passeios no chamado Monumento Natural do Rio São Francisco, onde se situam os famosos cânions e conta com visitações guiadas para a Usina Hidrelétrica de Xingó como também é nessa localidade que se situa o chamado MAX- Museu de Arqueologia de Xingó. 
História
A história do município está vinculada ao morgado de Porto da Folha. A princípio chama-se Canindé, depois Curituba para denominar-se, finalmente, Canindé do São Francisco pela Lei n.º 890 de 11 de janeiro de 1958. O território teve sua penetração através do rio Curituba , em 1629, para atender ao espírito de cobiça das bandeiras. No fim do século passado só havia quatro fazendas no território, quando Francisco Cardoso de Britto Chaves (Coronel Chico Porfírio) comprou ao capitão Luiz da Silva Tavares o referido morgado construindo nele a sede da fazenda e um curtume de couro em sociedade com o Coronel João Bernardes de Britto, chegando o mesmo a ser mecanizado, fato que contribuiu para formação do povoado.
Pela Lei Estadual n.º 368, de 7 de novembro de 1899 o povoado foi elevado à sede de Distrito de Paz, lei posteriormente revogada até que o Decreto-Lei nº 69, de 28 de março de 1938 restabeleceu a condição de sede de distrito. A Lei Estadual n.º 525-A de 25 de novembro de 1953 elevou o povoado à cidade e sede do município de Curituba, o qual foi instalado em 6 de fevereiro de 1955. Canindé fazia parte da sesmaria de 30 léguas de terras, concedidas aos Burgos - família da Bahia chefiada pelo desembargador Cristóvão Burgos e Contreiras - que lhes foi doada em 1629 pelo governador de Pernambuco, D. João de Souza. Essas mesmas terras pertenceram depois ao Morgado de Porto da Folha, instituído por Antônio Gomes Ferrão Castelo Branco. Conforme registro na Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, nos tempos do Brasil Colonial o território de Canindé foi devassado pela cobiça das bandeiras. Mas, por causa da seca que sempre castigou toda a região sertaneja, os primeiros desbravadores acabaram perdendo o interesse pelas terras, apesar da grandeza do Rio São Francisco.
No final do século XIX, naqueles arredores existiam apenas quatro fazendas: Cuiabá, Brejo, Caiçara e Oroco. Foi quando Francisco Cardoso de Britto Chaves, conhecido como coronel Chico Porfírio, resolveu investir nas terras. Comprou uma grande propriedade ao capitão Luiz da Silva Tavares - onde posteriormente foi implantada a sede antiga de Canindé -, construiu sua residência e fundou também o Curtume Canindé, em parceria com o coronel João Fernandes de Brito. Mais tarde o curtume virou uma indústria mecanizada que atraiu inúmeros trabalhadores, aumentando a quantidade de moradias do lugarejo. Na Canindé de Cima havia algumas taperas pertencentes aos pescadores João e José Alves, Ota, José de Terto, Libório, Antônio Fininho, Neco de Carlota e a outras famílias. Na de Baixo, onde foi implantado o curtume, surgiram várias casas, transformando a povoação numa das mais importantes da beira do Velho Chico. Sua emancipação ocorreu em 1936, quando a povoação já contava com 120 casas e uma capela. Por isso ganhou a condição de 2º Distrito de Paz de Porto da Folha. Dois anos depois, através da Lei n.º 69, de 28 de março, passava à condição de vila.
Por volta de 1940, o curtume foi desativado, causando enorme prejuízo à vila, mas não impediu sua caminhada para a emancipação, que aconteceu no dia 25 de novembro de 1953, através da Lei n.º 525-A. A Lei n.º 377, de 31 de dezembro de 1943, havia mudado o nome do lugarejo para Curituba - atual nome de um povoado do município - para evitar a pluralidade de nomes no país. Isso contrariou a população, mas em 1958 a Lei n.º 890, de 11 de janeiro, devolveu ao município seu nome de origem indígena, que significa ararae papagaio, que passou a se chamar Canindé do São Francisco.
A região também serviu de locação para a primeira fase da novela Cordel Encantado, da Rede Globo, exibida em 2011. Onde a paisagem, a até uma área utilizada pelos banhistas, serviu como cenário para o porto da fictícia cidade de “Brogodó”, onde se desenrolava a trama. 
Em 2016, a cidade serviu de cenário para parte das gravações da novela Velho Chico, da Rede Globo. Foi ali que em 15 de setembro deste mesmo ano, o ator Domingos Montagner desapareceu no Rio São Francisco, enquanto nadava em companhia da colega de elenco Camila Pitanga. O corpo do ator foi encontrado próximo à Usina do Xingó, no final da tarde do mesmo dia, a 18 metros de profundidade e a 320 metros da margem, da prainha de Canindé de São Francisco.
Formação Administrativa
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Porto da Folha o distrito de Canindé. 
Assim permanecendo no quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 337, de 31 de dezembro de 1943, revogado pela Lei n.º 533, de 07 de dezembro de 1944, o distrito de Canindé passou a denominar-se Curituba. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Curituba (ex-Canindé) figura no município de Porto da Folha. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada 01 de julho de 1950. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Curituba, pela Lei n.º 525-A, de 25 de novembro de 1953, desmembrado de Porto da Folha. Sede no antigo distrito de Curituba. Constituído do distrito sede. Instalado em 06 de fevereiro de 1955. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 890, de 11 de janeiro de 1958, o município de Curituba passou a denominar-se Canindé São Francisco. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município de Canindé de São Francisco (ex Canindé) é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
O nome do município é uma homenagem dupla. "Canindé" é um termo de origem tupi (kanindé) que faz referência à arara-canindé, uma ave de plumagem azul e amarela que era abundante na região. O complemento "de São Francisco" foi adicionado para distinguir a cidade de outras homônimas no Brasil e para celebrar o "Velho Chico", o rio que é a alma e o sustento da localidade.
Geografia
O território do município encontra-se inserido no polígono das secas; a temperatura média anual é de 25,8ºC, com precipitação de chuvas de 485,5 mm/ano, com período chuvoso de março a julho (outono-inverno). Em seu relevo encontram-se pediplanos e colinas, cobertos por uma vegetação de Capoeira e Caatinga. A região está inserida na bacia hidrográfica do Rio São Francisco e nela encontra-se a Usina hidroelétrica de Xingó. Além do São Francisco, o riacho Lajedinho e o rio Curituba drenam a região.
A natureza em Canindé é de extremos, onde o cinza da Caatinga contrasta com o azul profundo do espelho d'água de Xingó.
Possui uma altitude de 68 metros acima do nível do mar. O relevo é caracterizado por depressões sertanejas e os paredões rochosos dos cânions. O solo tem predomínio de solos rasos, pedregosos e com baixa capacidade de retenção hídrica. A vegetação é de caatinga, com presença marcante de xique-xique, mandacaru e árvores de pequeno porte.
Clima
Em Canindé de São Francisco, o verão é longo, escaldante, seco e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é abafado e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 36 °C e raramente é inferior a 17 °C ou superior a 39 °C. 
A melhor época do ano para visitar Canindé de São Francisco e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao início de outubro. 
A estação quente permanece por 5,6 meses, de 4 de outubro a 24 de março, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Canindé de São Francisco é janeiro, com a máxima de 36 °C e mínima de 23 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,3 meses, de 8 de junho a 17 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Canindé de São Francisco é julho, com a mínima de 19 °C e máxima de 30 °C, em média. 
Em Canindé de São Francisco, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Canindé de São Francisco começa por volta de 27 de maio e dura 4,8 meses, terminando em torno de 22 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Canindé de São Francisco é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 22 de outubro e dura 7,2 meses, terminando em torno de 27 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Canindé de São Francisco é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 58% do tempo. 
Economia
Canindé de São Francisco é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
As principais receitas municipais proveem da agricultura (milho, tomate, feijão e algodão), pecuária (bovinos, caprinos e ovinos), avicultura (galináceos) e da atividade turística na região da Hidrelétrica de Xingó.
Um dos pilares da economia do município é o turismo. O Vale dos Mestres, com vegetação intocada, cânions e cavernas com pinturas rupestres datadas de 3 mil anos, além das rochas em formatos que lembram animais e figuras humanas, é uma das atrações.
Canindé possui um dos PIBs mais altos de Sergipe, sustentado por pilares robustos:
- Energia: a Usina Hidrelétrica de Xingó, operada pela CHESF, é a principal fonte de receitas através de royalties e geração de empregos técnicos.
- Turismo: a cidade é o principal polo turístico do interior sergipano, movimentando hotéis, restaurantes e frotas de catamarãs.
- Agricultura Irrigada: o projeto de irrigação Califórnia transformou terras secas em polos produtores de goiaba, quiabo e outras frutas, utilizando as águas do rio.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 105 admissões formais e 123 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -18 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 18.
Até março de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Canindé de São Francisco, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 50 empresas.
Rodovias
O município é atendido pela BR-101, reconhecida pelo seu maior tráfego de veículos e pela SE-230, ambientada e cuidada pelo trade turístico local como Rota do Sertão.
Educação
Na Educação Superior, o grande destaque é o Campus Canindé do Instituto Federal de Sergipe (IFS). A instituição oferece cursos técnicos e superiores voltados para as demandas locais, como Agroecologia, Logística e Engenharia Civil, além de diversos polos de Educação a Distância (EaD) de universidades particulares.
Turismo
O turismo é a vitrine de Canindé. Os Cânions do Xingó, formados pelo represamento das águas do rio, criaram um cenário de imensos paredões de arenito que chegam a 50 metros de altura. O passeio de catamarã pelo Rio São Francisco é uma experiência internacionalmente reconhecida.
Cultura
No campo da cultura, Canindé respira o legado do Cangaço. O município é vizinho da Grota do Angico (situada no vizinho Poço Redondo), local onde Lampião e Maria Bonita foram mortos. A cultura sertaneja manifesta-se através do artesanato em madeira e barro, das festas de vaquejada e das celebrações juninas. O Museu de Arqueologia de Xingó (MAX), mantido pela UFS, é uma parada obrigatória para compreender a ocupação humana da região há milênios.
Esporte e Lazer
O lazer em Canindé é indissociável do rio. A prática de esportes náuticos, como caiaque e natação em águas abertas, é comum no lago de Xingó. No esporte profissional, o município já teve representantes no futebol estadual e investe em ginásios para a prática de futsal e vôlei, modalidades muito populares entre a juventude local.
O maior representante desportivo do município é o Clube Desportivo de Canindé do São Francisco clube que joga no bonito estádio Estádio André Avelino o qual fica às margens da SE-230.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 29 de julho de 2026

ITABELA - BAHIA

Itabela é um município brasileiro do interior do estado da Bahia, Região Nordeste do país. Localiza-se no extremo sul baiano, estando situado a cerca de 670 km a sudoeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 920 km², sendo que 6 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada pelo IBGE, em 29.588 habitantes para o ano de 2025.
História
Por volta de 1949 os madeireiros chegam à região pertencente a Porto Seguro (atual Itabela) montando acampamento e dando início a uma pequena povoação. 
Em meados da década de 1960 teve início às obras da BA-02 (hoje BR-101) que liga o extremo sul da Bahia ao Espírito Santo. E milhares de imigrantes capixabas, pessoas ligadas na maioria à exploração madeireira, ocuparam a microrregião. Muitos ficaram em Itabela - na época um povoado - o que deu início ao ciclo da madeira, conhecido como febre do jacarandá. 
A Senhora Alaíde Pires dos Santos, moradora desde 1970, conta que o primeiro morador do povoado foi o Sr. João, proprietário de um armazém. 
Seguido por João Pereira e família, sertanejos de Inhambupe fixaram-se em uma propriedade de 18 alqueires. Outros imigrantes chegaram depois, instalando-se nas áreas vizinhas. 
Com o aumento acelerado da povoação, João Pereira dividiu parte de suas terras em lotes e distribuiu à população. E o povoado expandiu-se. 
A venda de Sr. João era onde os tropeiros que transitavam pela região paravam para descansar e verificar numa tabela, ali existente, as distâncias para outras localidades. Por esse motivo o proprietário passou a ser conhecido por João da Tabela e o local de Tabela. 
Os primeiros professores do povoado foram Dona Raimunda, Dona Alaíde, Maria d'Ajuda e Dinamar. Ministravam suas aulas em espaços improvisados, como igreja e cômodos de suas próprias casas. 
Com abertura da BR-101 na década de 1970, a integração da região às economias estadual e nacional foi intensa. Naquele período implantou-se cerca de 80 serrarias com consequente destruição das reservas florestais. 
Nessa época o governo do Estado criou um plano Diretor para o povoado e iniciou a implantação de um Distrito Industrial (DI), tendo por base a indústria madeireira. Foi concedido uma redução de impostos para as empresas instaladas no DI. Contava-se 157 serrarias na localidade nesse período. 
Diante o desenvolvimento, lideranças locais começam lutar pela emancipação. E mesmo com a resistência do então prefeito de Porto Seguro e da Câmara de Vereadores, o movimento ganhou força. Foi apresentado à Assembleia Legislativa da Bahia, um Projeto de Lei propondo a emancipação, que foi aprovado e sancionado pelo governador, no dia 14 de junho de 1989 pelo Decreto Estadual n.º 5.000. 
Origem do nome
Por influência de outros nomes de cidades da região com prefixo “ita” (Pedra, em tupi-guarani), a mudança foi feita de Tabela para Itabela, podendo também ter relação com o Monte Pascoal, visto da cidade. O início da povoação foi por volta de 1962, uns 10 anos após a chegada da família Pereira nesta região. O sertanejo de Inhambupe (BA) João Pereira, a matriarca Jovina e os seis filhos se fixam numa propriedade de 18 alqueires. Plantavam principalmente cacau, café e milho. Outros imigrantes chegariam e se estabeleceriam nas imediações da estrada que ligava Porto Seguro a Guaratinga. A povoação cresceu rapidamente, e João Pereira dividiu suas terras. Em meados da mesma década houve o início da construção da BA 02 (hoje BR-101), e vários imigrantes capixabas vieram. Começou a exploração da madeira da Mata Atlântica, também conhecida como "febre do jacarandá", que logo acabaria. Com incentivo do governo estadual, chegaram a existir na região 157 serrarias - em 2006, eram menos de dez.
Foi distrito de Porto Seguro até 14 de junho de 1989, quando foi publicada a Lei Estadual nº 5.000, de 13 de junho de 1989, sancionada pelo então governador da Bahia, Waldir Pires, que decretou a emancipação e criação do município de Itabela.
A explicação oficial da origem do nome Itabela dá conta de que, no início, havia uma tabela com as distâncias de cidades. Daí, por consequência de várias cidades da região (a exemplo de Itabuna) terem o prefixo Ita no nome (que em tupi quer dizer "pedra"), formando "pedra bela".
A origem do nome "Itabela" é uma construção híbrida e poética. O prefixo "Ita", de origem tupi, significa "pedra" ou "rocha". O sufixo "Bela" é de origem latina/portuguesa. Portanto, o nome pode ser interpretado como "Pedra Bela". Segundo relatos locais, a escolha foi inspirada na beleza das formações rochosas e da paisagem natural que cercava o núcleo original do povoado.
Geologia
A geografia de Itabela é o que os agrônomos chamam de "paraíso produtivo".
Altitude
A altitude média é de 140 a 160 metros acima do nível do mar.
Clima
O clima é do tipo Tropical Úmido, com chuvas bem distribuídas e calor constante.
Relevo
O relevo do município é predominantemente de Tabuleiros Costeiros (planalto baixo e plano). O relevo plano é um dos maiores trunfos da cidade, pois permite a mecanização total das lavouras de café e mamão, diferenciando-a das regiões serranas onde o trabalho manual ainda é predominante.
Solos
Os solos presentes são do tipo Latossolos Amarelos e Vermelho-Amarelos, profundos e mecanizáveis.
Vegetação
A vegetação do município é constituída de remanescentes de Mata Atlântica e áreas de reflorestamento.
Economia
Itabela é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Itabela é quase inteiramente baseada no setor primário. O município é um dos maiores produtores de Café Conilon (Coffea canephora) do estado da Bahia e do Brasil.
A cultura do café é a espinha dorsal da cidade, gerando milhares de empregos diretos e indiretos e movimentando o comércio local de máquinas e insumos.
O município também se destaca na produção de mamão (Papaya e Formosa), sendo um importante exportador para o mercado europeu e norte-americano.
A pecuária de corte e leite possui relevância, embora tenha cedido espaço para as lavouras permanentes ao longo dos anos.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 249 admissões formais e 251 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -2 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 17.
Educação
Em Itabela, a educação superior é ofertada principalmente através de Polos de Ensino a Distância (EaD) de grandes universidades privadas e públicas (como a Unopar, Uniasselvi e parcerias com a rede estadual). Para cursos presenciais mais diversificados, como Agronomia, Medicina ou Engenharias, os estudantes costumam se deslocar para a vizinha Eunápolis, que é um centro universitário regional consolidado.
Turismo
Embora não possua praias, Itabela encontrou sua vocação no Agroturismo e em eventos setoriais.
A Festa do Café é o maior evento cultural e econômico do município. Realizada anualmente (ou bienalmente), a festa atrai produtores de todo o país, conta com feiras de tecnologia agrícola e shows de artistas de renome nacional, celebrando o sucesso da colheita.
Cultura
A identidade cultural é uma mistura da tradição "cabocla" baiana com os costumes dos colonos sulistas e capixabas. Isso reflete na gastronomia, que une a moqueca baiana ao churrasco e ao café forte do dia a dia.
Esporte
O futebol amador é a paixão local. A Seleção de Itabela é uma competidora tradicional no Campeonato Intermunicipal de Futebol da Bahia, a maior competição amadora do mundo, que mobiliza toda a cidade em dias de jogos. O ciclismo de aventura também cresce, aproveitando as estradas rurais entre os cafezais.
Referências para o texto: WikipédiaCaravela .

terça-feira, 28 de julho de 2026

BELA VISTA DE GOIÁS - GOIÁS

Bela Vista de Goiás é um município brasileiro da Região Metropolitana de Goiânia, no estado de Goiás, Região Centro-Oeste do país. A população estimada de Bela Vista de Goiás em 2025 é de 37.305 habitantes, de acordo com os dados oficiais do IBGE.
História
O córrego Suçuapara era pouso de tropas na primeira metade do século XIX. Os tropeiros que seguiam para Bomfim e Santa Cruz montaram um rancho na margem esquerda do córrego. A primeira igreja do arraial foi dedicada a N. S. da Piedade.
Bela Vista de Goiás surgiu na primeira metade do século XIX à margem esquerda do córrego Sussuapara, próximo aos centros de mineração Bonfim e Santa Cruz. Tropeiros e carreiros que transportavam mercadorias de Minas Gerais para Goiás fizeram do local ponto de pouso, construindo o “rancho dos tropeiros”, e surgiu daí um povoado. 
Em 1976, foi criado o curato. Em 1980, o arraial é elevado à categoria de freguesia. Em 1986, o distrito de Bela Vista, até então pertencente ao município de Bonfim, foi elevado à categoria de cidade.
Na cidade existe uma casa construída pelo Senador Antônio Amaro da Silva Canedo por volta de 1860 que foi tombado pelo IPHAN nos anos 80. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Bela Vista, pela Lei ou Resolução n.º 612, de 30 de março de 1880, subordinado ao município de Bonfim. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Bela Vista, pela Lei Estadual n.º 100, de 05 de junho de 1896, desmembrado de Bonfim. Sede na antiga vila de Bela Vista de Goiás. Constituído do distrito sede. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 8.305, de 31 de dezembro de 1943, o município de Bela Vista passou a denominar-se Sussuapara. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município de Sussuapara (ex Bela Vista) é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 755, de 22 de julho de 1953, o município de Sussuapara voltou a denominar-se Bela Vista de Goiás. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município já denominado Bela Vista de Goiás é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Municipal n.º 175, de 10 de novembro de 1957, é criado o distrito de Caldazinha (ex povoado) e anexado ao município de Bela Vista de Goiás. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Bela Vista de Goiás e Caldazinha. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho1983. 
Pela Lei Estadual n.º 11.669, de 29 de abril de 1992, é desmembrado do município de Bela Vista de Goiás o distrito de Caldazinha. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do Nome
A origem do nome "Bela Vista" é puramente descritiva. Os primeiros moradores e viajantes que chegavam à região ficavam impressionados com a topografia levemente elevada da sede do arraial, que permitia uma visão panorâmica e privilegiada das paisagens naturais do Cerrado e das várzeas dos rios que banham a zona rural. Em 1943, o nome foi alterado temporariamente para "Sussuapara", mas a força da tradição popular fez com que o nome "Bela Vista de Goiás" fosse restaurado e oficializado pouco tempo depois.
Geografia
Bela Vista de Goiás está a 45 quilômetros da capital do estado, Goiânia, e faz limite com Hidrolândia, Caldazinha, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Piracanjuba, São Miguel do Passa Quatro, Cristianópolis e Silvânia. Faz parte da Região Metropolitana de Goiânia, onde habitam mais de 2,2 milhões de pessoas. Sua população, conforme estimativas do IBGE em 2025, era de 37.305 habitantes. Bela Vista de Goiás repousa sobre o Planalto Central Brasileiro, apresentando características que favorecem amplamente a mecanização agrícola.
Altitude
A altitude média de 803 metros acima do nível do mar.
Relevo
O relevo é predominantemente ondulado e suave-ondulado.
Solo
Apresenta solo rico em Latossolos Vermelhos, profundos e férteis após correção.
Vegetação
A vegetação tem o domínio do Cerrado (Matas de Galeria e Cerradão).
Hidrografia
A hidrografia é um ponto forte, sendo o município banhado pelo Rio Caldas e pelo Ribeirão Suçuapara, que além de fundamentais para a irrigação, são marcos geográficos da região.
O município é atravessado pelos seguintes rios e córregos: Rio Meia-Ponte, Caldas, Piracanjuba, Boa Vista, Arapuca, Sozinha, São José, Aborrecido, Nuelo, Barro Amarelo, São Bento, Furado, Sucuri e Boa Vistinha.
Clima
Em Bela Vista de Goiás, a estação com precipitação é abafada e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 32 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Bela Vista de Goiás e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao início de setembro. 
A estação quente permanece por 1,7 mês, de 29 de agosto a 21 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Bela Vista de Goiás é outubro, com a máxima de 31 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 12 de maio a 27 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Bela Vista de Goiás é junho, com a mínima de 14 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Em Bela Vista de Goiás, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Bela Vista de Goiás começa por volta de 14 de abril e dura 5,8 meses, terminando em torno de 8 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Bela Vista de Goiás é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 8 de outubro e dura 6,2 meses, terminando em torno de 14 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Bela Vista de Goiás é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 85% do tempo. 
Economia
Bela Vista de Goiás é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pelo alto crescimento econômico.
A economia de Bela Vista de Goiás é uma das mais vibrantes do sudeste goiano. O setor primário é o motor, mas o secundário (indústria) tem ganhado um peso avassalador.
O município ostenta com orgulho o título de maior produtor de leite do estado em produtividade por área em certas décadas. Grandes cooperativas e laticínios (como a Piracanjuba, que teve origem histórica na região) operam ou possuem fortes raízes aqui.
A produção de soja, milho e cana-de-açúcar é expressiva, sustentada pela tecnologia de ponta e logística facilitada.
O município também se destaca na avicultura de postura e corte, abastecendo o mercado da capital e exportando para outros estados.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 748 admissões formais e 647 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 101 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 127.
Até março de 2026 houve registro de 4 novas empresas em Bela Vista de Goiás, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 118 empresas.
Educação
Bela Vista de Goiás atua como um satélite educacional. Embora muitos jovens busquem universidades em Goiânia e Aparecida de Goiânia (devido à curta distância), a cidade conta com polos de Educação a Distância (EaD) de grandes instituições como a UEG (Universidade Estadual de Goiás) e centros privados (Uniasselvi, Unopar). Esses polos oferecem cursos voltados à gestão, pedagogia e agronegócio, permitindo a qualificação da mão de obra local.
Turismo
O lazer e a tradição andam de mãos dadas em Bela Vista.
A cidade faz parte de roteiros de fazendas históricas e possui festas religiosas tradicionais que atraem visitantes de toda a região.
Cultura
O evento máximo do município é a Festa do Leite. É uma celebração que une negócios (exposição de animais e máquinas) com cultura (shows sertanejos de renome nacional e gastronomia típica baseada em queijos e doces). A tradição da Folia de Reis também permanece viva entre as famílias mais antigas.
Esporte
O município investe no esporte amador. O Estádio Mansueto de Souza é o coração do futebol local, onde ocorrem campeonatos municipais que mobilizam a juventude. Além disso, as trilhas de ciclismo e o motocross são muito populares, aproveitando a geografia ondulada da zona rural.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 27 de julho de 2026

CAARAPÓ - MATO GROSSO DO SUL

Caarapó é um município brasileiro da região Centro-Oeste do Brasil, situado no estado de Mato Grosso do Sul. Localizado na Mesorregião do Sudoeste de Mato Grosso do Sul e na Microrregião de Dourados. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 32.748 habitantes.
História
O povoamento da região que hoje constitui o município de Caarapó foi iniciado pelos “mineiros”, como eram chamados os empregados da Cia. Mate Laranjeira, que se dedicavam à extração da erva-mate nativa, abundante naquelas paisagens. 
A primeira povoação teve a denominação de Santa Luzia, atualmente, Vila Juti. Foi construída pela citada companhia em virtude da necessidade de se estabelecer um ponto de pouso para os tropeiros que demandavam o norte do Estado ou ervateiros que afluíam, em grande número, vindos do Paraguai. 
Em 1927, nasceu o povoado, atual sede do Município de Caarapó, que teve como fundadores Nazário de Leon e Manoel Benites. Posteriormente, ali se instalou o médico Humberto de Freitas Coutinho, procedente de Uberaba, Minas Gerais, acompanhado do cuiabano Francisco Serejo, homem dedicado ao comércio e à política. 
O progresso da região teve por base a extração da erva-mate, pois a Cia. Mate Laranjeira, concessionária da exploração, entregava a terceiras áreas previamente delimitadas, chamadas sesmarias, onde deveriam construir uma “Rancheada” ou casa sede e uma larga trilha no seio da floresta, para permitir a passagem dos veículos de tração animal, que procediam o escoamento da produção de erva-mate. Essas trilhas, conhecidas no vocabulário indígena como “tape-jacienda”, se prolongavam até as margens do Rio Amambaí. Daí por diante, o transporte da erva-mate era efetuado por via fluvial até os centros consumidores. 
O topônimo de origem tupi-guarani, sobreveio em consequência da grande quantidade de erva-mate existente: CAA, erva-mate e RAPÓ, raiz de erva-mate, em síntese, terra da erva-mate.
Topônimo
"Caarapó" é um termo oriundo da língua guarani e significa "raiz de erva mate", através da junção dos termos ka'a ("erva mate") e rapó ("raiz").
Formação Administrativa
Distrito criado com denominação de Caarapó (ex povoado), por Lei Estadual n.º 188, de 16 de novembro de 1948, subordinado ao município de Dourados. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito Caarapó figura no município de Dourados. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Caarapó, pela Lei Estadual n.º 1.190, de 20 de dezembro de 1958, desmembrado do município de Dourados. Sede no antigo distrito de Caarapó. Constituído de 2 distritos: Caarapó e Juti, ambos desmembrados do município de Dourados. Instalado em 31 de janeiro de 1963. 
Pela Lei Estadual n.º 1.195, de 22 de dezembro de 1958, é criado o distrito de Naviraí (ex povoado), com terras desmembradas do distrito de Dourados e anexado ao município de Caarapó. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Caarapó, Juti e Naviraí. 
Pela Lei Estadual n.º 1.944, de 11 de novembro de 1963, é desmembrado do município de Caarapó o distrito de Naviraí. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 2.061, de 14 de dezembro de 1963, é criado o distrito de Cristalina e anexado ao município de Caarapó. 
Pela Lei Estadual n.º 2.115, de 26 de dezembro de 1963, é criado o distrito de Nova América e anexado ao município de Caarapó. 
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 4 distritos: Caarapó, Cristalina, Juti e Nova América. 
Pela Lei Estadual n.º 800, de 14 de dezembro de 1987, é desmembrado do município de Caarapó o distrito de Juti. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 3 distritos: Caarapó, Cristalina e Nova América. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Massacre de Caarapó
Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza foi morto no tekoha Toro Paso, município de Caarapó (MS) em 14/06/2016. Dias antes, em 12 de junho, o Guarani e Kaiowá, ao lado de outros 300 indígenas do povo, retomou uma área de 490 hectares da Fazenda Yvu, incidente sobre o tekoha. Os fazendeiros se reuniram em consórcio e atacaram o acampamento da retomada, apoiados por jagunços, pistoleiros uniformizados e encapuzados. Utilizaram retroescavadeiras e incendiaram tudo o que identificavam como pertences dos indígenas. Além de Clodiodi, cinco Guarani e Kaiowá foram baleados e seis outros feridos – inclusive a tiros de bala de borracha. O ataque durou entre nove e 13 horas, sem a polícia intervir. Nenhum fazendeiro ou bandido contratado para atacar os indígenas se feriu, ou foi preso. O local do massacre – Toro Paso – passou a ser chamado de retomada Kunumi Poty Verá, nome indígena de Clodiodi.
Geografia
A geografia de Caarapó é o alicerce de sua riqueza. O município está inserido no Planalto da Bacia do Rio Paraná.
Altitude
A altitude média é de 471 metros acima do nível do mar.
Solo
Apresenta predomínio do Latossolo Vermelho, a famosa "Terra Roxa", de alta fertilidade e excelente mecanização.
Relevo
O relevo é plano a suavemente ondulado, facilitando a agricultura de larga escala.
Vegetação
A vegetação apresenta transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica (Floresta Estacional Semidecidual).
Hidrografia
A hidrografia é rica, sendo o município banhado por rios importantes como o Rio Amambai e o Rio Caarapó, que além de fundamentais para a agropecuária, oferecem opções de lazer.
Clima
O clima em Caarapó é do tipo Tropical de Altitude (Cwa/Cfa). O verão é longo, quente, abafado e de céu parcialmente encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 31 °C e raramente é inferior a 6 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Caarapó e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao meio de setembro. 
A estação quente permanece por 6,6 meses, de 17 de setembro a 3 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Caarapó é janeiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 16 de maio a 28 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Caarapó é julho, com a mínima de 12 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Caarapó, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Caarapó começa por volta de 16 de março e dura 7,0 meses, terminando em torno de 14 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Caarapó é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 69% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 14 de outubro e dura 5,0 meses, terminando em torno de 16 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Caarapó é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 60% do tempo. 
Economia
Caarapó é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano.
Caarapó é um dos gigantes do agronegócio sul-mato-grossense. Sua economia é diversificada, mas fortemente ancorada no setor primário e na agroindústria.
O município é grande produtora de soja, milho e cana-de-açúcar. A pecuária de corte também possui relevância nacional.
O município abriga usinas de grande porte para a produção de açúcar e álcool (etanol), além de esmagadoras de soja. A presença da unidade da Novabio é um exemplo da força industrial ligada ao campo.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 599 admissões formais e 497 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 102 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 84.
Até março de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Caarapó, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 92 empresas.
Turismo
O lazer e a identidade de Caarapó estão conectados à água e à terra.
O Balneário Municipal Ayrton Senna é o principal ponto turístico da cidade. Com uma represa, áreas de banho, churrasqueiras e infraestrutura para esportes, atrai visitantes de toda a região, especialmente durante o verão e datas festivas.
Além do balneário, outros pontos turísticos de destaque em Caarapó são: Praça Central Mário Martines Ribeiro; Ginásio Municipal de Caarapó; Parque de Exposições Pedro Pedrossian; Pesqueiro Pioneiro; Paróquia São Francisco de Assis e Portal de Caarapó.
Cultura
A influência paraguaia e indígena é evidente na culinária e nos costumes. O tereré é a bebida oficial, e pratos como a chipa e a sopa paraguaia são comuns. A Expoac (Exposição Agropecuária de Caarapó) é o maior evento cultural e de negócios, reunindo shows nacionais e o melhor da genética bovina local.
Esporte
O futebol é a paixão local, com o Estádio "Carecão" sendo palco de campeonatos amadores e profissionais. Recentemente, o ciclismo e o motocross ganharam muito espaço, aproveitando o relevo e as estradas rurais do município para competições de aventura.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 24 de julho de 2026

CAPIM GROSSO - BAHIA

Capim Grosso é um município brasileiro do estado da Bahia. De acordo com estimativas do IBGE, para o ano de 2025, sua população era de 35.437 habitantes.
História
O território que compõe o atual município de Capim Grosso foi originariamente povoado por diversas etnias indígenas, com destaque para os povos genericamente denominados de tapuias e cariris. Com a invasão portuguesa nos territórios indígenas no interior do Nordeste, houve a expansão dos domínios dos proprietários "curraleiros" com destaque para a família dos descendentes do latifundiário "Garcia d'Ávila", família que viria ser conhecida historicamente como a Casa da Torre.
Os povos indígenas que viviam neste território foram expulsos da terra que tradicionalmente ocupavam, deslocando-se para outras regiões para sobreviver. Assim, os indígenas remanescentes acabaram sendo aldeados entre os séculos XVII e XVIII nas Missões religiosas do Sahy (Senhor do Bonfim da Tapera), de São Francisco Xavier (atual Jacobina Velha) e de Bom Jesus da Glória de Jacobina (Santo Antônio de Jacobina). 
A concentração da população indígena remanescente em aldeamentos missionários e a expulsão dos indígenas que se recusaram a se aldearem nas missões religiosas contribuíram para um despovoamento da região entre os séculos XVII e XIX, condições que viabilizaram o estabelecimento de propriedades latifundiárias de grandes proporções, como ocorreu com a sesmaria doada à família da Casa da Torre, território que era ignorado pelas instituições governamentais do período colonial e do Império, o que explica a ausência do estado nessa região por séculos.
Com a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, a situação não mudou nestas terras que faziam parte de um latifúndio denominado de Fazenda Capim Grosso situado no município de Jacobina. A mudança nesta situação ocorreu em 1916, quando, de acordo com a história oral, um casal de lavradores (dona Ursulina Araújo e o senhor Zózimo Amâncio de Araújo) que moravam nessa fazenda decidiram estabelecer uma moradia própria, tendo construído uma casa e uma casa de farinha na beira de uma lagoa chamada de Lago Capim Grosso. Estas construções passaram posteriormente a receber moradores no seu entorno que formaram o embrião do sítio urbano da futura cidade de Capim Grosso. 
Na década de 1940, o povoado de Capim Grosso foi impactado pelas transformações no âmbito educacional, cultural e econômico causadas pela criação da Escola Paroquial de Capim Grosso, estabelecimento privado de ensino confessional implantada pelo padre Alfredo Maria Haasler, pároco da cidade de Jacobina, e em 1947 pela criação da primeira Feira livre do povoado, situada embaixo de uma cajazeira, feira que potencializou o comércio na comunidade local. 
Emancipação política do município
Na década de 1980, com o fim da Ditadura Militar e a promulgação da Constituição Federal de 1988, as reivindicações da população de Capim Grosso passaram a ser mais escutadas pelas autoridades políticas instituídas com a redemocratização do Brasil, especialmente as autoridades locais do Município de Jacobina que passaram a apoiar a emancipação política da localidade. 
Em 1984, o prefeito de Jacobina Carlos Alberto Pires Daltro, o Dr. Carlito, expressou seu apoio conferindo autonomia à localidade e articulando para viabilizar a ocorrência da emancipação propriamente dita, o que ocorreu no ano seguinte, em 9 de maio de 1985, quando a população local votou no plebiscito em favor da separação de Capim Grosso, que se desmembrou de Jacobina para formar um novo município, conforme a Lei Estadual n.º 4.437, de 9 de maio de 1985. 
Após a primeira eleição municipal realizada em Capim Grosso, a população elegeu Cesiano Carlos para assumir o cargo de primeiro prefeito do Município de Capim Grosso.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Capim Grosso, pela Lei Estadual n.º 4.437, de 09 de maio de 1985, desmembrado de Jacobina. Sede no atual distrito de Capim Grosso (ex povoado). Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1986. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
A origem do nome é de uma simplicidade tipicamente sertaneja, porém carregada de significado prático.
"Reza a lenda (e a história oral) que, nos tempos das tropeadas, existia uma vasta área de vegetação rasteira, mas com talos extremamente grossos e resistentes, nas proximidades da lagoa da fazenda. Os viajantes usavam esse 'capim grosso' como ponto de referência geográfica para marcar encontros e descansos, batizando assim a localidade."
Geografia
Localizada a 293 km de Salvador, sua população, conforme estimativas do IBGE de 2025, é de 35.437 habitantes, sendo o terceiro maior município da microrregião de Jacobina.
Aspectos Geográficos
A natureza em Capim Grosso impõe o ritmo do semiárido, mas oferece condições únicas para a sobrevivência e o trabalho.
Altitude
A altitude média de Capim Grosso é 435 metros acima do nível do mar.
Relevo
O relevo é predominantemente plano a suave ondulado, inserido na Depressão Sertaneja.
Solos
Predominam os solos Bruno Não Cálcicos e Latossolos Vermelho-Amarelos.
Vegetação
A vegetação dominante é a caatinga, com presença de cactáceas (xique-xique, mandacaru) e arbustos espinhosos.
O solo da região é rico em minerais, mas a escassez hídrica exige técnicas de convivência com a seca, sendo o município banhado por bacias como a do Rio Itapicuru.
Clima
Em Capim Grosso, o verão é longo, quente, úmido e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, seco e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 16 °C a 34 °C e raramente é inferior a 14 °C ou superior a 37 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Capim Grosso e realizar atividades de clima quente são do meio de maio ao meio de julho e do meio de agosto ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 6,0 meses, de 26 de setembro a 24 de março, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Capim Grosso é novembro, com a máxima de 34 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 4 de junho a 16 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Capim Grosso é julho, com a mínima de 17 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Em Capim Grosso, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Capim Grosso começa por volta de 18 de maio e dura 5,1 meses, terminando em torno de 22 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Capim Grosso é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 22 de outubro e dura 6,9 meses, terminando em torno de 18 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Capim Grosso é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 66% do tempo. 
Economia
Capim Grosso é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Capim Grosso é o que muitos chamam de "cidade-serviço".
O comércio e os serviços de apoio rodoviário são os pilares do PIB municipal. A feira livre da cidade é uma das maiores da região, atraindo produtores e compradores de todo o sertão.
Capim Grosso está inserida na região produtora de Sisal, considerado o ouro verde. A fibra, extraída do agave, é fundamental para a indústria de tapetes, cordas e artesanato, sendo um dos principais produtos de exportação indireta.
A criação de gado bovino de corte e a caprinovinocultura possuem forte relevância na zona rural, adaptadas à resistência climática da Caatinga.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 380 admissões formais e 319 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 61 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -72.
Até março de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Capim Grosso, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 39 empresas.
Educação
Para uma cidade de seu porte, Capim Grosso destaca-se como um polo educacional regional. A presença do Campus IV da UNEB (Universidade do Estado da Bahia) é o grande motor do desenvolvimento acadêmico local, oferecendo cursos de graduação que atendem não apenas à cidade, mas a dezenas de municípios vizinhos. Além da universidade pública, a cidade conta com diversos polos de ensino a distância (EaD) de instituições privadas, democratizando o acesso ao ensino superior no interior baiano.
Turismo e Cultura
O turismo local é majoritariamente turismo de negócios e de passagem, mas a cultura oferece ricas experiências.
Como toda boa cidade do interior da Bahia, o período junino é a maior festa cultural. O "Arraiá do Capitão" atrai milhares de pessoas com muito forró, comidas típicas e tradições nordestinas.
A carne de sol de Capim Grosso é famosa em todo o estado, geralmente servida com pirão de leite, feijão fradinho e manteiga de garrafa nos diversos restaurantes de beira de estrada.
As rodas de samba, o artesanato em barro e fibra de sisal, e a literatura de cordel mantêm viva a identidade do povo sertanejo.
Esporte e Lazer
No âmbito esportivo, o município respira futebol. O Estádio Municipal Franciscão é o palco das principais competições amadoras da região, onde a rivalidade entre os times locais movimenta a cidade nos fins de semana. Além do futebol, as práticas de ciclismo de aventura e trilhas de moto têm crescido consideravelmente, aproveitando o relevo desafiador e as paisagens únicas da Caatinga.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 23 de julho de 2026

BANDEIRANTES - PARANÁ

Bandeirantes é um município brasileiro do estado do Paraná, na Região Sul do Brasil. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2025, era de 31.747 habitantes. 
História
Até 1920, o território atualmente ocupado pelo município era habitados pelos índios caingangues. A partir de então, foram criadas fazendas na região. Em 1929, foi criado o distrito de Invernada, pertencente ao município de Jacarezinho. Em julho de 1930, a Empresa Ferroviária São Paulo-Paraná inaugurou uma estação ferroviária a três quilômetros do patrimônio de Invernada, estação esta que passou a denominar-se Bandeirantes, devido aos pioneiros aqui encontrados, surgindo, então, um povoado nas proximidades.
Em 27 de setembro de 1931, deu-se início a um trabalho de coligação em favor do progresso da estação. Um ano depois, no final de 1932, os dois povoados (Invernada e Bandeirantes) foram unificados. O município foi criado através da Lei Estadual n.º 2.396, de 14 de novembro de 1934, sendo instalado oficialmente em 25 de janeiro de 1935.
Religião
Em 24 de fevereiro de 2008, foi elevado a título de paróquia por dom Fernando José Penteado, bispo da Diocese de Jacarezinho a qual este município pertence a Capela São Geraldo Majela, que é localizada, no Conjunto Humberto Teixeira 2. A Paróquia São Geraldo Majela, tem como seu primeiro pároco, Padre Roberto Moraes de Medeiros, e primeiro vigário paroquial, Padre Marcos Ribeiro de Almeida, e coordenadora administrativa paroquial, a senhora Margarete Negrão da Silva. A nova matriz conta com uma devoção popular a São Miguel Arcanjo, em uma missa de teor carismático presidida pelo pároco atual, onde a igreja fica repleta de fiéis.
Bandeirantes conta com o Santuário de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, onde era localizada a antiga Igreja Matriz, mas que popularmente ainda é conhecida assim, por ser a primeira no município. O primeiro reitor deste santuário foi o padre Claudinei Antônio da Silva e o coordenador administrativo Eustáquio Magalhães Trindade.
Bandeirantes conta com diversas denominações religiosas, como: igreja católica, igrejas evangélicas, igreja/comunidade anglicana (fundada na cidade desde o ano de 2007), espiritismo, testemunhas de Jeová, entre outros.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Bandeirantes, pelo Decreto Estadual n.º 2.396, de 14 de novembro de 1934. Desmembrado do município de Jacarezinho. Sede no atual distrito de Bandeirantes (ex povoado). Constituído do distrito sede. Instalado em 05 de janeiro de 1935. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 2 distritos: Bandeirantes e Cornélio Procópio. 
Pelo Decreto n.º 6.212, de 18 de janeiro de 1938, Bandeirantes perdeu à categoria de município passando ser distrito do município Cornélio Procópio. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Bandeirantes, pelo Decreto Estadual n.º 6.282, de 24 de agosto de 1938. Desmembrado do município de Bandeirantes. Sede no antigo distrito de Bandeirantes. Constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 7.573, de 20 de outubro de 1938, é criado o distrito de Santa Mariana e anexado ao município de Bandeirantes. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Bandeirantes e Santa Mariana. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950. 
Pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, é desmembrado do município de Bandeirantes o distrito de Santa Mariana. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963. 
Pela Lei Estadual 4.838, de 26 de fevereiro de 1964, é criado o distrito de Nossa Senhora da Candelária e anexado ao município de Bandeirantes. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 2 distritos: Bandeirantes e Nossa Senhora da Candelária 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Turismo religioso
No município inaugurou-se, em 2012, o terceiro maior santuário de São Miguel Arcanjo no mundo, com a maior estátua do planeta dedicada ao anjo São Miguel.
Economia
Bandeirantes é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. 
A base da economia no município é o cultivo de uva fina de mesa, pimentão, pepino, cana-de-açúcar e, principalmente, soja e milho. Anualmente, a festa do Milho Verde movimenta a economia local.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 855 admissões formais e 546 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 309 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 32.
Até março de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Bandeirantes, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 132 empresas.
Usina Solar Fotovoltaica
No município está localizado a Usina Solar Fotovoltaica Bandeirantes com seis unidades geradoras energizadas que podem totalizar 5,36 MWp de potência instalada. O complexo solar é formado por 6.900 placas fotovoltaicas que ocupam uma área de 10,35 hectares, sendo pertencente a Companhia Paranaense de Energia (Copel).
Geografia
Possui uma área é de 446,301 km², representando 0,2246 por cento do estado, 0,0794 por cento da região e 0,0053 por cento de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 23°06'36" sul e a uma longitude 50°27'28" oeste, estando a uma altitude de 420 metros.
A geografia de Bandeirantes é o seu maior patrimônio natural, sendo o alicerce de sua riqueza econômica.
Altitude
A altitude média é de 448 metros acima do nível do mar.
Solo
O solo é o lendário Latossolo Vermelho, popularmente conhecido como "Terra Roxa".
Relevo
O relevo é predominantemente ondulado, típico do Terceiro Planalto Paranaense.
Vegetação
A vegetação original era composta pela Floresta Estacional Semidecidual (Mata Atlântica de interior). Atualmente, restam apenas fragmentos florestais e matas ciliares ao longo dos rios, como o Rio das Cinzas, que corta o território e é vital para a bacia hidrográfica local.
Hidrografia
A hidrografia de Bandeirantes está assim constituída: Rio das Cinzas; Rio Laranjinha e Ribeirão das Antas.
Clima
Em Bandeirantes, o verão é longo, quente, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 31 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Bandeirantes e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 6,0 meses, de 12 de outubro a 13 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Bandeirantes é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 16 de maio a 28 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Bandeirantes é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Bandeirantes, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Bandeirantes começa por volta de 19 de março e dura 6,7 meses, terminando em torno de 10 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Bandeirantes é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 70% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 10 de outubro e dura 5,3 meses, terminando em torno de 19 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Bandeirantes é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 65% do tempo. 
Rodovias
As rodovias que atendem ao município são: BR-369; PR-436; PR-519 e PR-855.
Educação
A Faculdade Superior de Agronomia (FSA) foi fundada em 1973 e mais tarde passou a ser chamada Fundação Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel. Em 2000, mudou o nome para Fundação Faculdades Luís Meneghel. Em janeiro de 2003, a fundação foi incorporada pelo governo do estado à Universidade Estadual do Paraná. Em 27 de setembro de 2006, pela Lei Estadual n.º 15.300/2006, foi criada a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), em que foi incluída a Fundação Faculdades Luís Meneghel.
Nos últimos anos, Bandeirantes experimentou um "boom" turístico sem precedentes no interior do estado, graças ao Santuário de São Miguel Arcanjo.
O Santuário São Miguel Arcanjo foi inaugurado em 2012, possuindo a terceira maior estátua de São Miguel Arcanjo do mundo. O complexo recebe milhares de peregrinos mensalmente, estimulando a construção de hotéis e restaurantes e criando uma nova vertente econômica: o turismo religioso.
Cultura
A cultura local é uma mistura das tradições sertanejas com a herança dos imigrantes. A gastronomia destaca pratos à base de milho e carnes, além da influência da culinária japonesa. Eventos como a Fespinga (Festa do Milho e Expobanda) marcaram épocas na celebração da produção local.
Esporte
No esporte, a paixão da cidade é o União Bandeirante Futebol Clube, fundado pela família Meneghel em 1964. Embora o clube tenha encerrado suas atividades profissionais em 2006, ele deixou um legado histórico no futebol paranaense, sendo vice-campeão estadual em diversas ocasiões e revelando jogadores para grandes times nacionais. Atualmente, o esporte amador, o ciclismo e as competições universitárias da UENP mantêm viva a chama atlética da cidade.
O município de Bandeirantes possuiu alguns clubes no Campeonato Paranaense de Futebol, dentre eles o Guarani F. C. e o União Bandeirante Futebol Clube.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 22 de julho de 2026

SOLEDADE - RIO GRANDE DO SUL

Soledade é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localizado no Rio Grande do Sul, é conhecido mundialmente como a "Capital das Pedras Preciosas", destacando-se pela mineração, lapidação e exportação de pedras. Com cerca de 30.939 habitantes, conforme estimativas do IBGE, para o ano de 2025, é um polo econômico regional baseado na agricultura (soja,milho) e pecuária, situada a 726m de altitude. A economia também é forte na indústria e no comércio. 
História
Durante um longo período, que precedeu meados do Séc. XVII (tendo como marco o ano de 1633, da fundação da Redução de São Joaquim...), este mesmo território da Grande Soledade esteve habitado exclusivamente pelos indígenas e, incluído na Província Espanhola, ou nos futuros campos de expansão dos padres espanhóis das Missões Jesuíticas. Tudo isso em obediência ao disposto no Tratado de Tordesilhas (1492). 
Retornando o ano de 1633, concluem os historiadores que ele é o marco que registra a primeira penetração do homem branco, através dos padres missionários espanhóis, da Companhia de Jesus e suas comitivas, que iniciam a catequese dos índios deste território. 
O que foi iniciado pelo Padre Roque Gonzáles de Santa Cruz na Bacia do Uruguai, foi a primeira tentativa de fixação definitiva ao leste do referido rio, através das dezoito Reduções Jesuíticas, aqui instaladas, em série, culminando com a de São Joaquim, aqui nas terras da Grande Soledade. 
Essa Redução de São Joaquim teve duração efêmera, em virtude da investida exterminadora dos Bandeirantes (paulistas) os quais chegaram com a finalidade de capturar os nativos, conduzindo-os como escravos para mão-de-obra barata em São Paulo e, destruir o que encontrassem pela frente. 
Sacerdotes e milhares de indígenas que conseguiram fugir, num repente abandonando tudo, foram para a margem oriental do Uruguai, na atual Província Argentina de Missiones, onde buscaram refúgio. 
De tudo restou um rastro de, ao menos, lembranças e alguns indígenas aculturados, que continuam a se dedicar à colheita e comercialização da caá (erva-mate), aumentando a abertura de picadas e caminhos no interior das matas e coxilhas deste planalto. 
Empreendimento que presumivelmente acarretou relevantes resultados para a efetiva ocupação da região de Soledade foi a abertura (reabertura) da 'Picada do Butucaray', no ano de 1810, ligando aquela região meridional (Rio Pardo e centro-sul) ao Campo do Meio, no planalto setentrional (P. Fundo, no norte) e estrada de Vacaria. Ficou, tempos depois, conhecida como a Estrada das Tropas. 
Mas a efetiva e marcante ocupação branca se concretiza através das concessões das primeiras Sesmarias (1816) nesta região. 
Os primeiro sesmeiros que teriam obtido essas concessões, foram os Ferreira de Andrade. Eram eles o Tenente André, juntamente com o Furriel Vicente, pai e filho, figuras influentes (Rio Pardo e Capital...) da elite política da época, no governo da Província, que obtiveram as Cartas de Concessões no ano seguinte, 1816. Seguiram-se: Ana Angélica Ricarda, Antônio Francisco de Moraes, Miguel Joaquim Borges e outros tantos contemplados. 
O ano de 1832 - às vésperas da Revolução Farroupilha (1835 a 1945) - marca a fixação dos primeiros moradores ao redor de um aglomerado que depois vai se tornar a Villa de Soledade - estando esta região como pertencendo ao Município de Rio Pardo.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Soledade, pela Lei Provincial n.º 335, de 14 de janeiro de 1857 e por Ato Municipal n.º 2, de 19 de setembro de 1892, subordinado ao município de Passo Fundo. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Soledade, pela Lei Provincial n.º 962, de 29 de março de 1875, desmembrado do município de Passo Fundo. Constituído do distrito sede. Instalado em 09 de setembro de 1875. 
Por Ato Municipal n.º 2, de 19-09-1892, foram criados os distritos de Campo Bonito, Depósito, Jacuizinho, Espumoso e Vitória e anexado município de Soledade. 
Por Ato Municipal n.º 78, de 02 de janeiro de 1903, foram criados os distritos de Lagoão, Colônia das Tunas e anexado ao município de Soledade. 
Por Ato Municipal n.º 12, de 12 de março de 1910, foram criados os distritos de Restinga e Colônia Camargo e anexado ao município de Soledade. 
Por Ato Municipal n.º 13, de 10 de maio de 1910, foram criados os distritos de Rincão de Santo Antônio e Coronel Dumoncel Filho e anexado ao município de Soledade. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, é constituído de 13 distritos: Soledade, Campo Bonito, Colônia Camargo, Colônia das Tunas, Coronel Dumoncel Filho, Depósito, Espumoso, Sobradinho, Jacuizinho, Lagoão, Restinga e Rincão de Santo Antônio e Vitória. 
Por Ato Municipal n.º 101, de 06 de julho de 1922, é criado o distrito de Getúlio Vargas e anexado ao município de Soledade. 
Pelo Decreto Estadual n.º 3.924, de 03 de dezembro de 1927, desmembra do município de Soledade o distrito de Sobradinho. Elevado à categoria de município. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 13 distritos: Soledade, Borges Medeiros (ex Espumoso), Colônia das Tunas, Colônia Camargo (ex Coronel Ferreira), Coronel Dumoncel Filho, Depósito, Jacuizinho, Getúlio e Vitória. Não figurando os distritos de Campo Bonito, Lagoão, Restinga e Rincão de Santo Antonio. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído dos 9 distritos da divisão de 1933. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.199, de 31 de março de 1938, o município é constituído de 7 distritos sub dividido em 3 zonas: Soledade, Mormaço (ex Ibirapuitã) e Depósito; Barros Cassal (ex Coronel Dumoncel Filho), Camargo (ex Coronel Ferreira), e Espumoso (ex Borges de Medeiros), Fontoura Xavier (ex Getúlio Vargas), Jacuizinho, sub dividido em 2 zonas: Jacuizinho e Tunas (ex Colônia das Tunas) e Maurício Cardoso (ex Vitória). 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.643, de 28 de dezembro de 1938, Tunas passou a fazer parte das zonas do distrito de Jacuizinho. 
No quadro para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído por sub-distritos: Soledade, Mormaço e Depósito, Barros Cassal, Camargo, Espumoso, Fontoura Xavier, Jacuizinho e Maurício Cardoso. 
Pela Lei Municipal n.º 21, de 08 de março de 1948, é criado o distrito de Ibirapuitan e anexado ao município de Soledade. Sob a mesma Lei desmembra do município de Soledade o distrito de Depósito. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Municipal n.º 17, de 17 de fevereiro de 1948, foram criados os distritos de Lagoão (ex povoado) e Tunas e anexado ao município de Soledade. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o município é constituído de 11 distritos: Soledade, Barros Cassal, Camargo, Fontoura Xavier, Ibirapuitã, Lagoão, Maurício Cardoso, Tunas, Depósito, Espumoso e Jacuizinho. 
Pela Lei Municipal n.º 110, de 20 de mrço de 1952, o distrito de Depósito passou a denominar-se Alto Alegre, mudança de sede. 
Pela Lei Municipal n.º 214, de 13 de agosto de 1953, é criado o distrito de Mormaço e anexado ao município de Soledade. 
Pela Lei Municipal n.º 162, de 05 de novembro de 1953, é criado o distrito de São José do Erval e anexado ao município de Soledade. 
Pela Lei Estadual n.º 2.554, de 18 de dezembro de 1954, desmembra do município de Soledade os distritos de Espumoso, Alto Alegre (ex Espumoso) e Jacuizinho, para constituir o novo município de Espumoso. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 10 distritos: Soledade, Barros Cassal, Camargo, Fontoura Xavier, Ibirapuitã, Lagoão, Maurício Cardoso, Mormaço, São José do Erval e Tunas. 
Pela Lei Estadual n.º 3.723, de 17 de fevereiro de 1959, transfere o distrito de Camargo do município de Soledade para o município de Marau. 
Pela Lei Estadual n.º 3.717, de 16 de fevereiro de 1959, o distrito de Maurício Cardoso deixa de pertencer ao município de Soledade para ser anexado ao município de Arvorezinha. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 11 distritos: Soledade, Barros Cassal, Camargo, Fontoura Xavier, Ibirapuitã, Lagoão, Maurício Cardoso, Tunas, Depósito, Espumoso, Jacuizinho. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 8 distritos: Soledade, Barros Cassal, Fontoura Xavier, Ibirapuitã, Lagoão, Mormaço, São José do Erval e Tunas. 
Pela Lei Estadual n.º 4.598, de 05 de novembro de 1963, desmembra do município de Soledade o distrito de Barros Cassal. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 7 distritos: Soledade, Fontoura Xavier, Ibirapuitã, Lagoão, Mormaço, São José do Erval e Tunas. 
Pela Lei Estadual n.º 4.974, de 09 de julho de 1965, desmembra do município de Soledade os distritos de Fontoura Xavier e São José do Erval, para constituir o novo município de Fontoura Xavier. 
Pela Lei Municipal n.º 1.404, de 07 de junho de 1977, é criado o distrito de Bela Vista e anexado ao município de Soledade. 
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 6 distritos: Soledade, Bela Vista, Ibirapuitã, Lagoão, Mormaço e Tunas. 
Pela Lei Municipal n.º 1.631, de 30 de setembro de 1982, é criado o distrito de Pinhal e anexado ao município de Soledade. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1983, o município é constituído de 7 distritos: Soledade, Bela Vista, Ibirapuitã, Lagoão, Mormaço, Pinhal e Tunas. 
Pela Lei Municipal n.º 2.057, 26 de agosto de 1997, foram criados os distritos de Bugre e Santa Terezinha e anexados ao município de Soledade. 
Pela Lei Estadual n.º 8.447, de 08 de dezembro de 1987, alterada pela Lei Estadual n.º 8.990, de 11-01-1990, desmembra do município de Soledade o distrito de Tunas. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 8.486, de 15-12-1987, alterado pela Lei Estadual n.º 8.988, de 11 de janeiro de 1990, desmembra do município de Soledade o distrito de Ibirapuitã. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 8.569, de 20 de abril de 1988, alterada pela Lei Estadual n.º 8.973, de 08-01-1990, desmembra do município de Soledade o distrito de Lagoão. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 9.616, de 20 de março de 1992, desmembra do município de Soledade o distrito de Mormaço. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1993, o município é constituído de 2 distritos: Soledade e Pinhal. 
Pela Lei Municipal n.º 2.057, 26 de agosto de 1997, foram criados os distritos de Bugre e Santa Terezinha e anexados ao município de Soledade. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 4 distritos: Soledade, Bugre, Pinhal e Santa Terezinha. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.
Geografia
Geologicamente, Soledade é um espetáculo. Ela repousa sobre a Bacia do Paraná, em uma área de intensos derrames basálticos ocorridos há milhões de anos.
Altitude
A sede municipal encontra-se a cerca de 726 metros acima do nível do mar, o que influencia diretamente sua temperatura.
Relevo
O relevo é predominantemente de planalto, com ondulações suaves que favorecem tanto a mecanização agrícola quanto o escoamento das águas.
Solo
O solo é rico em minerais, o solo é do tipo Latosolo Vermelho, derivado da decomposição do basalto. É um solo fértil para a agricultura, mas esconde sob suas camadas o verdadeiro tesouro da região: as geodas de ágata e ametista.
Vegetação
A vegetação é composta por um mosaico de Campos Sulinos (pastagens naturais) e remanescentes da Mata de Araucárias, embora muito da vegetação original tenha dado lugar às lavouras de soja.
Clima
O clima de Soledade é o Subtropical Úmido (Cfa/Cfb). Em Soledade, o verão é longo, morno e úmido; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 8 °C a 27 °C e raramente é inferior a 1 °C ou superior a 31 °C. 
A melhor época do ano para visitar Soledade e realizar atividades de clima quente é do fim de outubro ao meio de abril. 
A estação morna permanece por 4,5 meses, de 13 de novembro a 28 de março, com temperatura máxima média diária acima de 25 °C. O mês mais quente do ano em Soledade é janeiro, com a máxima de 27 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 19 de maio a 12 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 19 °C. O mês mais frio do ano em Soledade é julho, com a mínima de 8 °C e máxima de 17 °C, em média. 
Em Soledade, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre pequena variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Soledade começa por volta de 10 de fevereiro e dura 3,0 meses, terminando em torno de 8 de maio. 
O mês menos encoberto do ano em Soledade é março, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 63% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 8 de maio e dura 9,0 meses, terminando em torno de 10 de fevereiro. 
O mês mais encoberto do ano em Soledade é junho, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 52% do tempo. 
Economia
Soledade é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Soledade é movida por três motores principais.
Primeiro, é o maior centro de comercialização e industrialização de pedras preciosas (ametistas, ágatas e citrinos) do mundo. O município não apenas extrai, mas detém a tecnologia de corte, polimento e tingimento, exportando para países como China, Alemanha e Estados Unidos.
Segundo, a produção de soja, trigo e milho é expressiva, sustentada pela fertilidade do solo e pelo uso de alta tecnologia.
Devido à localização na BR-386, o setor de serviços e alimentação é vital, atendendo milhares de viajantes diariamente.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 731 admissões formais e 765 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -34 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 416.
Até março de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Soledade, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 164 empresas.
Educação
Soledade consolidou-se como um centro educacional regional. A presença do campus da UPF (Universidade de Passo Fundo) é o pilar da educação superior no município, oferecendo cursos que atendem às demandas locais, como Direito, Administração e Pedagogia. Além disso, a cidade conta com diversos polos de ensino a distância e escolas técnicas focadas no setor mineral.
Turismo, Cultura e Lazer
Destacam-se o Museu da Pedra e Mineralogia Egisto Dal Santo, o Parque Rui Ortiz e o Pórtico de entrada da cidade.
O turismo em Soledade é "lapidado" pela geologia.
A Exposol é a maior feira de joias e pedras preciosas da América Latina, realizada anualmente. O evento atrai compradores internacionais e movimenta milhões de reais, transformando a cidade em uma vitrine global.
O Museu de Pedras Preciosas, localizado junto ao Parque de Eventos Centenário, oferece uma viagem pela história geológica da região.
A tradição Cultural Gaúcha é fortíssima, com CTGs (Centros de Tradições Gaúchas) como o CTG Marciano Brum, que preservam a música, a dança e o churrasco típico. O município também se destaca pela sua gastronomia, influenciada pela colonização luso-brasileira e europeia.
Esporte
No esporte, a paixão dos soledadenses divide-se entre o futebol de campo e o futsal. O município costuma ter representantes fortes em ligas regionais e estaduais, mobilizando a torcida no Ginásio de Esportes. O ciclismo e as caminhadas rurais também têm crescido, aproveitando as estradas de terra que cortam as belas paisagens do planalto.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .