segunda-feira, 10 de agosto de 2026

PAU DOS FERROS - RIO GRANDE DO NORTE

Pau dos Ferros é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte, Região Nordeste do país. Com uma área de 260 km², está distante 389 km de Natal, a capital estadual. Emancipado de Portalegre no século XIX, o topônimo é referência a uma árvore, muito provavelmente a oiticica que, pela sua grande dimensão, oferecia sombra e consequentemente um local para repouso dos vaqueiros que por ali passavam e marcavam ferro no tronco dessas árvores, dando origem ao povoamento da região.
Principal cidade da região do Alto Oeste, sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 32.123 habitantes, sendo o décimo oitavo mais populoso do estado do Rio Grande do Norte, embora, devido à polarização da cidade, cuja área de influência abrange mais de trinta municípios circunvizinhos, passem pela sede municipal cerca de cinquenta mil pessoas diariamente.
O município possui alguns atrativos históricos e culturais, entre os quais o Açude Público Pedro Diógenes Fernandes, manancial que abastece a cidade, e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, construída em 1738, vindo a se tornar matriz de uma freguesia em 1756, além do Obelisco da Praça Monsenhor Caminha, construído em homenagem ao centenário de emancipação política e ao bicentenário da paróquia. Dentre os atrativos culturais estão a Feira Intermunicipal de Educação, Cultura, Turismo e Negócios do Alto Oeste Potiguar (FINECAP), importante exposição cultural e econômica, e as festividades da padroeira Nossa Senhora da Conceição, realizadas no final de novembro e no início de dezembro.
História
Das origens à emancipação

Durante muito tempo, a região do atual município de Pau dos Ferros foi habitada pelos índios panatis até que, entre finais do século XVII e início do século XVIII, vaqueiros e viajantes que cruzavam o sertão descobriram um curso de água, mais tarde batizado de Rio Apodi, cercado por grandes árvores frondosas, que logo passaram a servir de descanso em meio a longas e cansativas viagens. Ao longo deste curso, também foram organizados pontos de comércio, com a venda e marcação de gados nos troncos dessas árvores
Em 1717, na época do Brasil Colônia, o senhor Manoel Negrão se tornou o primeiro donatário de uma sesmaria, que foi posteriormente doada ao coronel baiano Antônio da Rocha Pita, proprietário de grandes terras localizadas nas províncias do Ceará e Rio Grande do Norte. Com a sua morte, em 1733, essa sesmaria, denominada "Pau dos Ferros", foi herdada por seus filhos Francisco da Rocha Pita, Luiz da Rocha Pita Deusdará, Simão da Fonseca e Maria Joana, sendo todos esses pioneiros que contribuíram para o estabelecimento de um pequeno povoado, com muitas casas de taipas ao redor dessa sesmaria. Mas o grande pioneiro da história do município foi o fazendeiro Francisco Marçal, que fundou uma fazenda destinada à criação de gado e, com grande mobilização, também foi o responsável pela construção de uma capela, em 1738, vindo a se tornar matriz de uma grande freguesia em 19 de dezembro de 1756, com a criação de uma paróquia, que teve como padroeira Nossa Senhora da Conceição. 
Em 1761, o povoado foi integrado à vila de Portalegre que, por se localizar em serra, distante 33 quilômetros do povoado de Pau dos Ferros, trazia prejuízos ao comércio local e dificultava o acesso das pessoas. Em toda a zona oeste do Rio Grande do Norte só existiam três povoados, Apodi, Portalegre e Pau dos Ferros, sendo que apenas o último, devido à sua localização estratégica e privilegiada entre duas grandes serras, tinha um crescimento regular. Ao mesmo tempo, outros dois povoados, situados em serra, começavam a ter destaque: Luís Gomes e São Miguel. 
No século XIX, a partir de 1841, moradores do povoado realizaram um abaixo-assinado, que totalizou 492 assinaturas, reivindicando a elevação do povoado de Pau dos Ferros à categoria de vila. O projeto foi encaminhado à assembleia provincial e aprovado na Comissão de Estatística e Justiça, mas não foi aprovado em plenário. A segunda tentativa, novamente rejeitada, ocorreu em 1847 quando, em 21 de outubro, o deputado provincial João Inácio de Loiola Barros apresentou um segundo projeto, desta vez pretendendo transferir a sede da vila de Portalegre para Pau dos Ferros. Em 12 de abril de 1853, os deputados provinciais Luiz Antônio de Brito Guerra (Barão do Assu) e Elias Antônio Cavalcanti de Albuquerque apresentaram um novo projeto de criação da vila, desta vez com a denominação Vila Cristina, mas a tentativa não obteve sucesso e o projeto foi reprovado. 
Finalmente, em 23 de agosto de 1856, um novo projeto foi apresentado pelo deputado provincial Bevenuto Vicente Fialho na Assembleia Provincial em Natal. Este projeto foi aprovado e se transformou na Lei Provincial n.º 344, sancionada em 4 de setembro daquele ano pelo governador Antônio Bernardo Passos, elevando o povoado à categoria de vila, desmembrando-a de Portalegre, quase cem anos após a criação da freguesia de Nossa Senhora da Conceição. O nome "Pau dos Ferros" vem de uma árvore, mais precisamente de marcas fixadas com ferro em brasa numa oiticica muito frondosa que, pela sua grande dimensão, oferecia uma farta sombra e servia de local para o repouso dos vaqueiros, que chegavam cansados de longas caminhadas. 
Da emancipação ao centenário
Em 19 de janeiro de 1857, o município fora oficialmente instalado, em sessão solene na câmara municipal, que teve como primeiro presidente Manoel Silvestre Ferreira. Em 01 de dezembro de 1859, era criada a feira livre da cidade, que durou pouco tempo, porém foi restaurada em 1868 e desde então é realizada semanalmente aos sábados. Em 1872, quando foi realizado o primeiro censo demográfico nacional, Pau dos Ferros era o terceiro município mais populoso da província, com 18.637 habitantes, sendo superado apenas por Nova Cruz (20.466) e Natal (19.126). Em 8 de agosto de 1873, a Lei Provincial n.º 683 criou a comarca de Pau dos Ferros, desmembrada da comarca de Imperatriz, hoje Martins.
Após uma grande epidemia de cólera em 1862, que, segundo registros oficiais, matou 199 pessoas, Pau dos Ferros foi afetado por uma grande seca em 1877, que viria a durar três anos, a mais grave já registrada no Brasil e, em seguida, por surtos de sarampo, varíola e disenteria, que também dizimaram parte da população pau-ferrense, visto que ainda não havia hospitais e outros estabelecimentos de saúde. Antes, em 1876, Pau dos Ferros perderia território com a emancipação da vila de São Miguel, que se tornou município. Em 1890, seria a vez de Luís Gomes. 
A partir de 1889, ano da Proclamação da República, deu-se início à construção de um reservatório, que foi inaugurado em 25 de março de 1897, recebendo, por isso, a denominação "25 de Março". Esse açude foi idealizado em 1888 pelo intendente municipal Joaquim José Correia e, durante muitas décadas, serviu de abastecimento à população local. Mais tarde, também foi construído o Açude Gangorra, hoje localizado em terras do município de Rafael Fernandes. No início do século XX, mais especificamente em 1908, Joaquim Correia também deu início à construção de um grupo escolar, que logo levou seu nome e foi inaugurado em 1911, que teve Orlando Correia como seu primeiro diretor e as senhoras Idalina Gurjão e Maria Luíza como suas primeiras professoras, que exerceram atividade durante muitos anos. 
No final dos anos 1910, ocorreu um dos episódios mais sangrentos da história de Pau dos Ferros, a "hecatombe de 1919", que resultou de um grupo musical local, a Banda Filarmônica Dr. Guilherme Lins, integrada por facções políticas opostas. Esta chacina aconteceu no dia 3 de abril de 1919 quando, durante a realização de uma reunião na residência do senhor José Ayres Afonso, ocorreram desavenças e desentendimentos entre os participantes, gerando um verdadeiro tumulto. A situação piorou com a chegada da polícia, havendo muitas trocas de tiros de fuzil. No final, alguns dos participantes da reunião acabaram mortos, enquanto outros ficaram feridos. Por esse fato, o coronel Joaquim Correia deixou Pau dos Ferros, estabelecendo residência em Natal. Por fim, no dia 2 de dezembro de 1924, a vila de Pau dos Ferros fora elevada à categoria de cidade, pela Lei Estadual n.º 593, sancionada pelo então governador José Augusto Bezerra de Medeiros.
Em 1926, o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, junto com seu bando, adentrou em terras pau-ferrenses, praticando diversos crimes de furto, já que, naquela época, só havia um policial civil na cidade. Em 1929, o picuiense Francisco Dantas de Araújo tornou-se o primeiro prefeito de Pau dos Ferros, sendo o responsável pela construção da atual sede da prefeitura municipal, em 1930, localizada na Avenida Getúlio Vargas. Naquele mesmo ano, com o advento do Movimento Revolucionário de 24 de Outubro, ele foi deposto do cargo, assumindo, em seu lugar, o senhor João Escolástico Bezerra de Medeiros, que durante sua gestão trouxe pela primeira vez energia elétrica para Pau dos Ferros, com a construção de uma usina, que gerava energia por meio de ferro e brasa. Outro fato histórico durante a década de 1930 foi a eleição, pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, do pau-ferrense Rafael Fernandes Gurjão para o governo do estado, estando à frente do executivo estadual de 1935 até 1943. 
Em 1939, o senhor Francisco Fernandes Sena toma posse como prefeito de Pau dos Ferros e, entre suas principais realizações, destacaram-se a construção de um abatedouro público e do primeiro quartel policial, em 1940. Nesse mesmo ano, mais especificamente no dia 11 de fevereiro, era empossado vigário paroquial o padre Manoel Caminha Freire de Andrade, que se tornou Cônego em 1954 e monsenhor em 1966, tendo celebrado na paróquia até 1991, quando se afastou por problemas de saúde. No período de 31 de janeiro de 1946 a 15 de março do mesmo ano, esteve à frente da prefeitura do município pela primeira vez uma mulher, Eulália Fernandes Bessa, nomeada por Miguel Seabra Fagundes, interventor federal no Rio Grande do Norte.
No início da década de 1950, durante a gestão do doutor Licurgo Nunes Ferreira (1948-1953), iniciou-se a construção do pavilhão municipal na Praça da Matriz, que posteriormente recebeu a denominação "Cônego Caminha", tornando-se uma das principais áreas de lazer de Pau dos Ferros. Em seu pavimento superior havia um salão de dança, onde tocava a banda musical Os Brasas. Outro fato relevante da sua gestão foi a construção e inauguração da Escola 31 de Março, atual Escola Estadual Doutor José Fernandes de Melo. Em 1953 tem início a construção do Patronato, inaugurado em 19 de julho de 1954 pelas filhas da caridade. Ainda em 1953, o vigário da paróquia de Pau dos Ferros trouxera de Portugal uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, marcando um dos maiores eventos religiosos da história do município e, por meio de uma mobilização, construiu uma capela em sua devoção, situada na Rua 13 de Maio, inaugurada em 1956. Em 1955 chegou até o município a agência do Banco do Nordeste do Brasil. 
Do centenário aos dias atuais
Em 4 de setembro de 1956 o município completou cem anos de emancipação política. Neste ano aconteceu uma série de eventos para se comemorar o centenário da cidade, bem como o bicentenário da paróquia, dentre eles a inauguração do Obelisco da Praça Monsenhor Caminha, no dia 14 de dezembro. O monumento foi projetado pelo arquiteto baiano Oscar de Sousa Lelis por encomenda do então prefeito José Fernandes de Melo. No mês de julho daquele mesmo ano foi fundado o Hospital Centenário de Pau dos Ferros, que teve como fundador e diretor Nelson Maia.
Em 1958, o então prefeito Paulo Diógenes construiu a atual "Escola Estadual 4 de Setembro" e ainda mais de quarenta quilômetros de estradas e ruas, entre as quais a atual Avenida da Independência. No dia 01 de janeiro de 1961, Dom Eliseu Simões Mendes fundou a Maternidade Santa Luzia de Marilac, que é mantida pela liga de assistência social da paróquia de Pau dos Ferros. Entre 1963 e 1969, durante a gestão de Pedro Diógenes Fernandes à frente da prefeitura, destacaram-se a criação da bandeira municipal, os primeiros telefones e a construção do Açude Pau dos Ferros, cujas obras se iniciaram em 1965 e vieram a ser concluídas em 1967. Em 1966, Pau dos Ferros ganhou seu principal ponto de diversão da época, o Cine São João, que funcionava na Rua 7 de Setembro, em uma época em que ainda não havia televisão na cidade. 
No primeiro mandato de José Edmilson de Holanda como prefeito (1970-1973), Pau dos Ferros recebeu energia elétrica da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN). Em 1970, devido a uma grande seca que assolou o município, Pau dos Ferros recebeu ajuda financeira do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), que construiu a estação de tratamento de água da cidade, cuja caixa d'água possui dezenove metros de altura e capacidade para 500 m³ de água. Em 28 de fevereiro de 1971 foram inauguradas as instalações da TELERN (Telecomunicações do Rio Grande do Norte). Em seu mandato também foi inaugurado o Estádio 9 de Janeiro, em alusão à vitória do Clube Centenário Pauferrense no primeiro matutão de futebol do Rio Grande do Norte, em 9 de janeiro de 1972. Com a saída de José Edmilson, reassume a prefeitura José Fernandes de Melo, que governou até 1977. Antes, em 28 de setembro de 1976, pelo decreto-lei estadual n° 15, foi criado o câmpus da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) no município, denominado "Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia". Entre 1977 e 1983, o município fora novamente administrado por José Edmilson de Holanda. 
Nas décadas 1980 e 1990 destacaram-se a inauguração do terminal rodoviário municipal, em 1984; a criação da primeira rádio, a AM Cultura do Oeste, que entrou no ar em 1º de abril de 1986; a primeira visita de um Presidente da República, José Sarney, em 28 de outubro de 1987; a construção do hospital regional, inaugurado em 1990; o asfaltamento da BR-405 na Avenida da Independência e a criação da Feira de Cultura do Município (FECUM) em 1994, que em 1997 se transformou na atual Feira Intermunicipal de Educação, Cultura, Turismo e Negócios do Alto Oeste Potiguar (FINECAP). 
Nos anos 2000 e 2010, os principais acontecimentos históricos foram a construção da Praça de Eventos Nossa Senhora da Conceição; a reconstrução da antiga Praça da Matriz, que deu lugar à Praça Monsenhor Caminha; a chegada de duas instituições federais de ensino superior, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) em 2009 e 2012, respectivamente; e a inauguração do primeiro grande centro comercial da região do Alto Oeste, o Plaza Shopping Center, em janeiro de 2019. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Pau dos Ferros, em 1759. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Pau dos Ferros, pela Resolução Provincial n.º 344, de 04 de setembro de 1856, desmembrado do município de Portalegre. Sede na povoação de Pau dos Ferros. Instalada em 19 de janeiro de 1857. 
Pela Lei Municipal n.º 5, de 02 de setembro de 1902, é criado o distrito de Vitória e anexado a vila de Pau dos Ferros. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Pau dos Ferros e Vitória. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Pau dos Ferros, pela Lei Estadual n.º 593, de 02 de dezembro de 1924. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. Não figurando o distrito de Vitória pois o mesmo foi extinto. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto Estadual n.º 603, de 31 de outubro de 1938, é recriado o distrito de Vitória e anexado ao município de Pau dos Ferros. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Pau dos Ferros e Vitória. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 268, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Vitória passou a denominar-se Panatis. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Pau dos Ferros e Panatis (ex Vitória). 
Pela Lei Estadual n.º 146, de 23 de dezembro de 1948, é criado o distrito de Riacho de Santana e anexado ao município de Pau dos Ferros. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Pau dos Ferros, Panatis e Riacho de Santana. 
Pela Lei Estadual n.º 909, de 24 de novembro de 1953, é desmembrado do município de Pau dos Ferros o distrito de Panatis. Elevado à categoria de município com a denominação de Marcelino Vieira. 
Pela Lei Estadual n.º 55, de 21 de dezembro de 1953, é criado o distrito de Joaquim Correia (ex povoado de Encanto) e anexado ao município de Pau dos Ferros. 
Pela Lei Estadual n.º 56, de 21de dezembro de 1953, é criado o distrito de Rafael Fenandes (ex povoado de Varzinha) e anexado ao município de Pau dos Ferros. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Pau dos Ferros, Joaquim Correia, Rafael Fernandes e Riacho de Santana. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.780, de 10 de maio de 1962, é desmembrado do município de Pau dos Ferros o distrito de Riacho de Santana. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 2.833, de 20 de março de 1963, é desmembrado do município de Pau dos Ferros o distrito de Joaquim Correia. Elevado à categoria de município com a denominação de Encanto. 
Pela Lei Estadual n.º 2.964, de 22 de outubro de 1963, é desmembrado do município de Pau dos Ferros o distrito de Rafael Fernandes. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
A origem do nome "Pau dos Ferros" é uma das histórias mais tradicionais e pitorescas do folclore potiguar, remontando à rotas dos antigos boiadeiros.
"Conta a tradição oral que, nos primórdios da ocupação, os vaqueiros e comboieiros que viajavam conduzindo o gado costumavam repousar à sombra de uma frondosa árvore de oiticica. Para identificar o local de parada e organizar os rebanhos, os vaqueiros marcavam o tronco da árvore com os ferros em brasa utilizados para marcar os bois. A repetição desse hábito fez com que o local ficasse conhecido como o 'pau dos ferros', batizando definitivamente o povoado."
Geografia
O território de Pau dos Ferros ocupa 259,959 km² de área (0,4923% da superfície estadual), sendo 7,4616 km² de área urbana, constituída por um total de 29 bairros. Os limites municipais são: a norte São Francisco do Oeste e Francisco Dantas; a sul Rafael Fernandes e Marcelino Vieira; a leste Serrinha dos Pintos, Antônio Martins e novamente Francisco Dantas e, a oeste, Encanto e Ereré, este último no estado do Ceará. A cidade está a 389 km da capital estadual, Natal, e a 2 115 km de Brasília, capital federal. Na divisão territorial vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence à região geográfica imediata de Pau dos Ferros, dentro da região intermediária de Mossoró; até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Pau dos Ferros, na mesorregião do Oeste Potiguar.
Relevo
O relevo local se insere na Depressão Sertaneja, que abrange terrenos mais baixos de transição entre a Chapada do Apodi e o Planalto da Borborema. A geologia é marcada pela presença de abrangência de rochas metamórficas que formam o embasamento cristalino, oriundas do período Pré-Cambriano médio, com idade entre um bilhão e 2,5 bilhões de anos. 
Solo
O tipo de solo predominante é o podzolítico vermelho amarelo equivalente eutrófico, com drenagem bastante acentuada, relevo suave, alto nível de fertilidade e textura média, que pode ser ou não formada por cascalho. Há também, em menores porções, o solo bruno não cálcico e o litólico. Este último, na nova classificação brasileira de solos, passou a ser chamado de neossolo, enquanto os demais tornaram-se os luvissolos. 
Esses solos, por serem pouco desenvolvidos, são cobertos pela caatinga hiperxerófila, vegetação de pequeno porte típica do sertão nordestino, sem folhas na estação seca. Entre as espécies encontradas estão a catingueira (Caesalpinia pyramidalis), o facheiro (Pilosocereus pachycladus), o faveleiro (Cnidoscolus quercifolius), o juazeiro (Ziziphus joazeiro), a jurema-preta (Mimosa hostilis), o marmeleiro (Cydonia oblonga), o mufumbo (Combretum leprosum), a oiticica (Licania rigida), o pau d'arco (Handroanthus impetiginosus), o pereiro (Aspidosperma pyrifolium) e o xique-xique (Pilosocereus polygonus). Boa parte da cobertura original foi desmatada para a prática agrícola, com destaque ao cultivo de algodão.
Hidrografia
Pau dos Ferros é cortado pelo Rio Apodi-Mossoró, possuindo todo o seu território na bacia hidrográfica homônima. Outros cursos d'água do município são os riachos das Cajazeiras, da Capa, da Estrema, do Meio e do Retiro. O principal reservatório é o Açude Público Dr. Pedro Diógenes Fernandes (Açude Pau dos Ferros), construído pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e inaugurado em 1967, estando localizado a três quilômetros da zona urbana e com uma capacidade total para 54.846.000 m³. Os demais reservatórios com capacidade igual ou superior a 100 000 m³ são os açudes 25 de Março (8.181.000 m³), da Capa (640.800 m³) e Benevides José Gonçalves (129.760 m³).
Clima
O clima é semiárido (Bsh segundo Köppen), com temperaturas elevadas durante todo o ano e precipitações sob a forma de chuva, concentradas no primeiro semestre, enquanto no restante do ano sua ocorrência é quase nula ou mesmo inexistente. 
Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), referentes ao período entre 1911 e 1985 e a partir de 1993, o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Pau dos Ferros foi de 147,8 mm em 15 de abril de 1982. O recorde de chuva mensal é de 548,9 mm em março de 1981, enquanto o ano mais chuvoso da série histórica foi 1974, com 1 505,2 mm. Desde agosto de 2019, a menor temperatura registrada em Pau dos Ferros ocorreu em 22 de julho de 2020, com mínima de 17,7 °C, enquanto a maior atingiu 41,1 °C em 31 de outubro de 2023.
Economia
Pau dos Ferros é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Pau dos Ferros é fortemente concentrada no setor terciário (comércio e prestação de serviços). A cidade funciona como um shopping a céu aberto para o Alto Oeste. O setor médico-hospitalar e o comércio de confecções, autopeças e alimentos são os maiores geradores de receitas.
No setor primário, embora castigado pelas secas periódicas, destaca-se a agricultura de subsistência (milho e feijão), a fruticultura irrigada em pequena escala e a pecuária leiteira. A indústria possui caráter complementar, focada na construção civil, panificação e pequenas confecções.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 498 admissões formais e 418 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 80 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 66.
Até abril de 2026 houve registro de 4 novas empresas em Pau dos Ferros, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (3). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 97 empresas.
Saúde
A rede de saúde de Pau dos Ferros inclui doze unidades básicas de saúde (UBS), um centro de atenção psicossocial (CAPS) e dois hospitais, sendo eles o Hospital Dr. Nelson Maia, o mais antigo e mantido pela Associação Hospital Centenário de Pau dos Ferros, e o Hospital Regional Doutor Cleodon Carlos de Andrade (HRCCA), inaugurado em 10 de março de 1990, contando com atendimento exclusivo aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e atendendo 24 horas por dia em regime de plantão. Ao lado do HRCCA está a sede VI Unidade Regional de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (VI URSAP), que abrange outros 36 municípios potiguares. 
Educação
Um dos maiores motores do desenvolvimento contemporâneo de Pau dos Ferros é a educação. A cidade transformou-se em um verdadeiro polo universitário que atrai jovens de três estados diferentes. O município sedia campi de instituições renomadas:
- UERN (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte): oferece diversos cursos de graduação e pós-graduação, sendo pioneira no ensino superior local.
- UFERSA (Universidade Federal Rural do Semi-Árido): trouxe cursos de engenharia, tecnologia e ciências agrárias de peso para a região.
- IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte): referência em ensino técnico integrado e superior tecnológico.
Dentre as instituições privadas estão a Escola de Enfermagem Catarina de Siena, a Faculdade Evolução do Alto Oeste Potiguar (FACEP), a Universidade Potiguar (UnP) e a Universidade Anhanguera.
Cultura e lazer
A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SECULT) é o órgão da prefeitura responsável pela educação e pela área cultural e turística do município de Pau dos Ferros, cabendo a ela a organização de atividades e projetos culturais. Pau dos Ferros é considerada a Capital Nacional dos Estudos de Língua e Literatura, título atribuído na realização do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura, em agosto de 2010, no Câmpus Avançado da UERN do município.
Pau dos Ferros conta com alguns pontos turísticos: o Açude Pau dos Ferros, que abastece a população o município; a Casa de Cultura Popular Joaquim Correia, inaugurada em 1911, onde funcionou a primeira escola pública do município e posteriormente o campus da UERN na década de 1980; a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, sede da paróquia de Pau dos Ferros, que faz parte da Diocese de Mossoró; o Obelisco, situado no meio da Praça Monsenhor Caminha, foi projetado pelo arquiteto baiano Oscar de Sousa Lelis por pedido do então prefeito na época, José Fernandes de Melo, construído em maio de 1955 para ser entregue à população em 1956, ano do centenário do município e do bicentenário da paróquia e a Praça de Eventos Nossa Senhora da Conceição, área de lazer pública onde são realizados diversos eventos promovidos pela prefeitura ou instituições locais, construída em um terreno com dez mil metros quadrados de área e inaugurada em 25 de junho de 2008. 
O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural pau-ferrense, sendo possível encontrar uma produção feita com matérias-primas regionais, como o bordado e a madeira, além da culinária típica local. Normalmente essas peças são vendidas em lojas, feiras e/ou exposições, como a Feira do Artesanato Pauferrense (FARPA), realizada todos os meses na última sexta-feira, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais, além de apresentações e barracas de comidas típicas, contribuindo para movimentar a economia local. Também se destaca a Feira Intermunicipal de Educação, Cultura, Turismo e Negócios do Alto Oeste Potiguar (FINECAP), evento realizado no começo de setembro, dentro da festa de emancipação política do município, e destinado às empresas, ao comércio e à indústria para a realização de suas atividades, além de exposições, apresentações de cantores e bandas de músicas vindas de diversos lugares do Brasil, oferecendo lazer, cultura e entretenimento para a população pau-ferrense e de outras localidades circunvizinhas. 
Outros eventos importantes realizados em Pau dos Ferros são: a Vitrine Cultural "Xanana Diógenes", que é realizada desde 2005 antecedendo a FINECAP, contando com apresentações artísticas e culturais, cujo nome é uma homenagem a uma das maiores artistas plásticas naturais do município; a Cavalgada do Vaqueiro, que acontece no dia 4 de setembro, data de aniversário da cidade, em homenagem ao vaqueiro, um dos personagens mais importantes da história de Pau dos Ferros e a festa da padroeira Nossa Senhora da Conceição, que se inicia em 28 de novembro com a missa de abertura e o hasteamento das bandeiras, prosseguindo com nove noites de novena e se encerrando no dia 8 de dezembro com missas e a procissão com a imagem da padroeira por algumas ruas da cidade, contando também com barracas de comidas típicas e apresentações de bandas musicais. Por meio da Lei Estadual n.º 11.870, de 5 de agosto de 2024, a festa tornou-se patrimônio cultural, histórico e religioso imaterial do Rio Grande do Norte. Os dias 4 de setembro e 8 de dezembro são feriados municipais. 
Esportes
Em Pau dos ferros ão realizados eventos com ênfase no setor esportivo, como o Campeonato Municipal de Futebol e a Copa Pau-ferrense de Ciclismo. Pau dos Ferros também vem se destacando em outras modalidades esportivas, como no voleibol, em que algumas equipes do município conquistaram torneios regionais e estaduais. Ainda há programas de incentivo à prática de esportes.
O futebol é a grande paixão local, centralizado no Estádio municipal 9 de Janeiro, palco de torneios amadores tradicionais. O ciclismo de resistência e as corridas de rua também ganharam enorme popularidade, aproveitando o relevo da região.
Referências para o texto: Wikipédia; IBGE ; Caravela .

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

CATOLÉ DO ROCHA - PARAÍBA

Catolé do Rocha é um município brasileiro no estado da Paraíba. Está localizado na Região Geográfica Imediata de Catolé do Rocha-São Bento. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 32.288 habitantes.
História
Conta a história que os primeiros habitantes da localidade foram os indígenas Pegas, Coyacus e Cariris. Na época, o território compreendia uma extensão de aproximadamente 5.400 km2. As bandeiras do Governo Geral, capitães paulistas, matavam os indígenas requerendo sesmarias de três léguas de comprimentos por uma de largura. Eram eles, os Garcias D’Ávila, Rocha Pita e os Oliveiras Ledo que povoaram principalmente a região do Rio Agon. 
Os primeiros registros de fazendas de gado na região são de 1700, quando Clara Espínola, o Conde Alvor, Manoel da Cruz, Bartolomeu Barbosa requereram as sesmarias de três léguas para cada um entre os providos de Poty e Riacho dos Porcos e do meio, o governo de então concede a Clara Espínola e Bento Araújo, terras no Sertão de Piranhas e Riacho Agon. O Tenente Coronel Francisco da Rocha Oliveira e sua esposa Brásida Maria da Silva estabeleceram-se no ano de 1774, com a construção de uma capela erigida em honra de Nossa Senhora do Rosário. 
Após a construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em fins do século XVIII, o lugar teve um surto de desenvolvimento, com o surgimento de algumas construções que marcaram a época como: o prédio da Coletoria Estadual, um sobrado com a fachada revestida de azulejos trazidos de Portugal, o prédio da Intendência a Antiga Prefeitura, onde hoje funciona o Projeto Arte de Viver, o sobrado de Américo Maia onde funciona dois Cartórios e a Rádio Panorama FM, o sobrado Coronel Valdivino Lobo, já demolido, a Casa de Caridade, depois Colégio Leão XIII, atualmente Centro de Catequese e Pastoral.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Vila Federal de Catolé do Rocha, pela Lei Provincial n.º 5, de 26 de maio de 1835. Instalado em 30-09-1835. Sede na povoação de Catolé do Rocha. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, Vila de Catolé do Rocha é constituído do distrito sede. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, a vila aparece com a denominação simplificada para Catolé do Rocha e constituído do distrito sede. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 3 distritos: Catolé do Rocha, Coronel Maia e Jericó. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 520, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Jericó passou a denominar-se Itacambá. Sob o mesmo Decreto-Lei, é criado o distrito de Riacho dos Cavalos e anexado ao município de Catolé do Rocha. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Catolé do Rocha, Coronel Maia, Itacambá (ex-Jericó) e Riacho dos Cavalos. 
Pela Lei Estadual n.º 318, de 07 de janeiro de 1949, o distrito de Itacambá voltou a denominar-se Jericó. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o município é constituído de 4 distritos: Catolé do Rocha, Coronel Maia, Jericó (ex Itacambá) e Riacho dos Cavalos. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955. 
Pela Lei Estadual n.º 2.097, de 08 de maio de 1959, é desmembrado do município de Catolé do Rocha o distrito de Jericó. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Catolé do Rocha, Coronel Maia e Riacho dos Cavalos. 
Pela Lei Estadual n.º 2.675, de 22 de dezembro de 1961, é desmembrado do município de Catolé do Rocha o distrito de Riacho dos Cavalos. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 2.641, de 20 de dezembro de 1961, é criado o distrito de Brejo dos Santos e anexado ao município de Catolé do Rocha. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 3 distritos: Catolé do Rocha, Brejo dos Santos e Coronel Maia. 
Pela Lei Estadual n.º 3.320, de 03 de junho1965, é desmembrado do município de Catolé do Rocha o distrito de Brejo dos Santos. Elevado à categoria de município. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968. 
Pela Lei Estadual n.º 3.914, de 08 de setembro de 1977, é criado o distrito de Picos e anexado ao município de Catolé do Rocha. 
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 3 distritos: Catolé do Rocha, Coronel Maia e Picos. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
A origem do nome é uma combinação de elementos naturais e linhagem familiar, refletindo a essência do lugar:
"Catolé" deriva do tupi e faz referência ao fruto de uma palmeira nativa (Syagrus cearensis), muito abundante na região na época da fundação. "do Rocha" é uma homenagem direta à família fundadora, os Rocha Oliveira, que deram início à colonização e ao desenvolvimento econômico daquelas terras.
Geografia
Com 551,765 km², a área de Catolé do Rocha equivale a 0,9771% do território paraibano. Limita-se ao norte com Almino Afonso e Patu, ambos no Rio Grande do Norte (RN), a sul com Riacho dos Cavalos e Jericó, a leste com Brejo do Cruz e Belém do Brejo do Cruz e a oeste com João Dias (RN) e Brejo dos Santos. 
No município predomina um relevo ondulado a suavemente ondulado, havendo áreas onduladas a fortemente onduladas nas serras a centro-oeste e norte do município. O solo predominante é o podzólico vermelho-amarelo equivalente eutrófico, chamado de luvissolo no atual Sistema Brasileiro de Classificação de  
Os solos são cobertos por espécies de pequeno porte do bioma Caatinga. O território municipal está totalmente incluso nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Piranhas. O clima local é semiárido, com chuvas concentradas no quadrimestre de fevereiro a maio.
A geografia de Catolé é marcada pelo contraste entre a rigidez das pedras e a força da vegetação xerófila.
A altitude média é de de 272 metros acima do nível do mar.
Quanto ao relevo, está inserida no Planalto da Borborema, com presença de Inselbergs (testemunhos).
O solo apresenta predomínio de solos Bruno Não Cálcicos e Litólicos (pedregosos).
A vegetação é a caatinga arbustiva e arbórea, que floresce intensamente nas raras chuvas.
O maior símbolo geográfico da cidade é a Pedra do Bico, uma formação granítica imponente que domina o horizonte e serve como cartão-postal natural do município.
Clima
Em Catolé do Rocha, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é escaldante, de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 38 °C e raramente é inferior a 18 °C ou superior a 39 °C. 
A melhor época do ano para visitar Catolé do Rocha e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 3,5 meses, de 11 de setembro a 26 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 36 °C. O mês mais quente do ano em Catolé do Rocha é novembro, com a máxima de 38 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,4 meses, de 16 de março a 29 de junho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 33 °C. O mês mais frio do ano em Catolé do Rocha é junho, com a mínima de 20 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Em Catolé do Rocha, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Catolé do Rocha começa por volta de 29 de maio e dura 4,8 meses, terminando em torno de 23 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Catolé do Rocha é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 23 de outubro e dura 7,2 meses, terminando em torno de 29 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Catolé do Rocha é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 67% do tempo. 
Economia
Catolé do Rocha é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
Ao contrário de muitas cidades sertanejas que dependem exclusivamente do funcionalismo público, Catolé do Rocha possui uma matriz econômica diversificada:
O município é um surpreendente polo de fabricação de produtos plásticos (mangueiras, embalagens), que são distribuídos para todo o Nordeste.
O setor de serviços e o varejo são extremamente fortes, alimentados pelo fluxo de pessoas das cidades vizinhas.
Na agricultura e pecuária, destacam-se a produção de milho, feijão e a criação de gado bovino e ovino, adaptada às condições climáticas da região.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 397 admissões formais e 276 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 121 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 20.
Até abril de 2026 houve registro de 9 novas empresas em Catolé do Rocha, sendo que 3 atuam pela internet. Neste último mês, 4 novas empresas se instalaram, sendo 3 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 70 empresas.
Educação
Catolé do Rocha consolidou-se como uma "cidade universitária" no sertão. O grande pilar é a UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), com o Campus IV, que oferece cursos estratégicos como Agronomia e licenciaturas. A presença da universidade não apenas qualifica a mão de obra local, mas também oxigena a economia através do fluxo de estudantes e pesquisadores, promovendo um ambiente de efervescência intelectual.
Turismo e Cultura
A cultura é o maior orgulho do catoleense. A cidade é o berço do renomado artista Chico César, cuja obra reverbera as raízes e a poesia do lugar.
A Pedra do Bico atrai praticantes de trilhas e rapel, além de estudiosos da geologia sertaneja.
O Catolé Folia é historicamente reconhecido como um dos melhores carnavais de rua do interior da Paraíba, atraindo milhares de foliões todos os anos.
A festa da padroeira, Nossa Senhora dos Remédios, movimenta a cidade com ritos que misturam fé e tradição popular.
Esporte
O esporte em Catolé do Rocha é vivido com intensidade, especialmente o futebol e o futsal. O Estádio Municipal e o ginásio poliesportivo são palcos de competições regionais acirradas. A cidade tem tradição em revelar talentos em diversas modalidades e possui uma comunidade de ciclistas ativa, que utiliza as paisagens serranas para o mountain bike, aproveitando o relevo desafiador das cercanias.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

ARRAIAL DO CABO - RIO DE JANEIRO

Arraial do Cabo é um município brasileiro situado na Região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro. Trata-se de uma cidade costeira, possuindo uma altitude média de apenas oito metros. Fundada em 1503 pelo conquistador Américo Vespúcio, foi elevada à categoria de município apenas em 1985, após sua emancipação do município vizinho de Cabo Frio. Em 2025 a população era estimada em 32.822 habitantes, segundo o IBGE. As rodovias que servem o município são a RJ-140/BR-120 e a RJ-102.
A cidade de Arraial do Cabo, como o nome indica é realmente um cabo, um pedaço de terra grande (superior ao pontal e ponta) adentrando ao mar, possui pequena diversidade de praias em enseadas, entre estas pode se considerar que estão algumas das praias mais belas do mundo. A cidade abriga o Porto do Forno que na verdade é uma marina de três píers por onde entram produtos para a cidade e saem as produções de sal. Ideal para a prática de mergulho, o ecoturismo é a base da economia cabista, não aproveitando-se a região para o desenvolvimento de aquacultura e maricultura. Tendo ainda uma zona urbana bastante simples e conturbada, com construções de apenas dois andares em ruas sinuosas e estreitas. A cidade de Arraial do Cabo possui 4 distritos: Centro (Arraial do Cabo), Monte Alto, Figueira Caiçara e Pernambuca.
História
Primeiros povos

Há cerca de um milhão de anos os ventos, as correntes marítimas e as marés começaram a depositar sedimentos entre três antigas ilhas – atualmente conhecidas como morro do Mirante, do Forno e Pontal do Atalaia –, incorporando-as ao continente e formando, assim, o cabo onde se situa a cidade de Arraial do cabo.
Os primeiros habitantes eram nômades e chegaram à região há cerca de cinco mil anos. Viviam em pequenos grupos no alto dos morros e desciam apenas para buscar alimentos, basicamente peixes e moluscos.
Os tamoios eram, na época da chegada dos portugueses, os habitantes mais comuns da região, embora existissem, também, tribos de outras vertentes tupinambás. Essas tribos consumiam, basicamente, peixes e crustáceos, e complementavam a dieta com o consumo da "mandioca" e com os animais da caça. A produção de cerâmica se destacava nessas tribos, que também marcaram participação nos conflitos que viriam a ocorrer entre portugueses e corsários, principalmente franceses.
Colonização Europeia
Após decidir se separar do resto da frota da segunda expedição à costa brasileira, Américo Vespúcio navega rumo ao sul, chegando à Praia da Rama - atualmente conhecida como "Praia dos Anjos" - aí ancorando logo em seguida. Ao lugar, deu-se o nome de Cabo Frio, devido a fatores que, de certa forma, fascinaram os navegantes. Dentre eles:
As correntes marítimas locais possuíam uma temperatura substancialmente mais fria que as temperaturas normais das águas da costa brasileira (atualmente esse fenômeno é conhecido como ressurgência). 
Os ventos constantes eram, também, muito mais frios do que no resto do litoral, dando a impressão de que a temperatura local fosse mais baixa do que realmente era.
As condições do tempo mudavam rapidamente no local, passando subitamente de um dia ensolarado para um dia nublado, com alta possibilidade de formação de nevoeiro e, em alguns casos, agitando o mar.
Américo Vespúcio decidiu, então, construir um forte no local (cujas ruínas permanecem no local, acessível por trilha entre a Praia do Forno e a Prainha), onde ele deixou 24 homens com armas e mantimentos.
Posteriormente, foi construída feitoria em local próximo. Mas o local exato ainda não foi definido. Para alguns, ela está localizada no próprio Arraial do Cabo, para outros, em Cabo Frio. Mas é certo que essa foi, de fato, a primeira feitoria no Brasil.
Provavelmente como consequência do estabelecimento dessa feitoria, começou a se desenvolver em arraial um modesto povoamento, sendo esse um dos primeiros (possivelmente o primeiro) em território brasileiro. Ainda é possível ver, na cidade, a primeira construção de alvenaria da terra recém-descoberta, a "Casa da Piedra".
Existe na cidade um marco histórico que lembra a visita de Américo Vespúcio nesta época. Composto de um obelisco, um poço, existente desde então e uma placa resumindo parte da história local.
História recente
Durante séculos, a cidade seguiu sua vocação natural como vila de pescadores. E foi na primeira metade do século XX, em 1943, com a implantação da Companhia Nacional de Álcalis, que a economia local foi impulsionada. A fábrica produzia barrilha, matéria-prima para fabricação de vidros. A oferta de emprego aumentou. Mão de obra qualificada da unidade da Álcalis, no Rio Grande do Norte, foi trazida para a cidade e as ofertas de empregos acabaram trazendo trabalhadores de outras regiões. Isso contribuiu para a consolidação e para o crescimento da cidade.
Durante anos, Arraial do Cabo pertenceu a Cabo Frio, sendo seu principal distrito. Em 13 de maio de 1985, a cidade teve sua emancipação assinada por Leonel de Moura Brizola, governador do Estado do Rio de Janeiro na época. No dia 15 de novembro de 1985, foi eleito o primeiro prefeito, Renato Vianna, que assumiria o cargo no dia 1 de janeiro de 1986. Hoje, o município de Arraial do Cabo compreende os distritos: Monte Alto, Figueira, Parque das Garças, Sabiá, Pernambuca, Novo Arraial e Caiçara.
Formação Administrativa
Distrito criado com denominação de Arraial do Cabo, pela Lei Estadual n.º 1.816, de 28 de janeiro de 1924, subordinado ao município de Cabo Frio. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Arraial do Cabo figura no município de Cabo Frio. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Arraial do Cabo figura igualmente no município de Cabo Frio. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o distrito de Arraial do Cabo permanece no município de Cabo Frio. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1983. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Arraial do Cabo, pela Lei Estadual n.º 839, de 13 de maio de 1985, desmembrado de Cabo Frio. Sede no antigo distrito de Arraial do Cabo. Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1986. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
O nome é uma descrição geográfica e social direta. "Arraial" refere-se ao pequeno povoado ou agrupamento de casas que se formou em torno da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios. "do Cabo" deve-se à sua localização em um cabo, uma formação geográfica onde a terra avança significativamente para dentro do oceano, criando uma ponta ou península.
Geografia
Arraial do Cabo limita-se a norte com o município de Cabo Frio, a leste e a sul, com o Oceano Atlântico e a oeste, com o município de Araruama. Arraial do Cabo possui 4 distritos, Figueira, Monte Alto, Caiçara e Pernambuca.
O município é conhecido como a "capital do mergulho". As praias de águas transparentes e areia muito branca tornam sua costa num dos locais brasileiros mais propícios para a pesca submarina e mergulho. A abundante fauna marinha é decorrente da ressurgência, um fenômeno oceanográfico que consiste na subida de águas profundas e ricas em nutrientes para regiões menos profundas do oceano. As principais praias são: Praia dos Anjos (onde se localiza o Porto do Forno), Praia do Forno, Praia Grande, Prainha, As Prainhas do Atalaia, Praia da Ilha do Farol (eleita em 2000 a praia mais perfeita do Brasil pela Revista Veja), Praia grande, Praia do Monte Alto, entre outras.
O município também conta com uma área preservada pelo IBAMA, a restinga de Massambaba (estreito pedaço de terra banhado a sul pelo Oceano Atlântico e a Norte pela Lagoa de Araruama), onde são encontradas as mais exóticas orquídeas do mundo.
A geografia de Arraial do Cabo é o que a torna especial. A cidade possui uma altitude média de apenas 8 metros, mas é cercada por morros imponentes como o Pontal do Atalaia e o Morro da Cabocla.
Solo e Relevo
O relevo é composto por planícies costeiras e maciços cristalinos. O solo é predominantemente arenoso (neossolos quartzarênicos), típico de restingas.
Vegetação: A cidade abriga uma vegetação de Restinga e fragmentos de Mata Atlântica. Devido ao vento e à salinidade, encontra-se uma flora peculiar, com muitos cactos (como o cabeça de frade) e arbustos retorcidos, dando a algumas áreas um aspecto que lembra a caatinga. 
Praias
As principais praias de Arraial do Cabo são: As Prainhas do Pontal do Atalaia; Praia dos Anjos; Praia Brava; Praia do Farol; Praia do Forno ;Praia Grande; Prainha; Praia do Pontal; Praia da Graçainha; Praia de Monte Alto e Praia da Pernambuca.
Fauna
A Formicivora littoralis (com-com-da-restinga), é uma espécie de ave endêmica das restingas da região dos lagos. Está ameaçada de extinção, devido à perda de habitat.
Clima
O clima de Arraial do Cabo é tropical litorâneo (Aw), com muito vento que estabiliza as temperaturas, o município praticamente desconhece temperaturas muito elevadas ou muito baixas. Também chove bem pouco, com média pluviométrica anual de cerca de 800mm. A insolação (horas de sol) é uma das maiores do estado.
Em Arraial do Cabo, o verão é morno, opressivo, com precipitação e de céu quase encoberto; o inverno é longo, agradável, abafado, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 20 °C a 29 °C e raramente é inferior a 18 °C ou superior a 31 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Arraial do Cabo e realizar atividades de clima quente são do início de abril ao fim de junho e do meio de agosto ao início de setembro. 
A estação morna permanece por 3,6 meses, de 19 de dezembro a 6 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Arraial do Cabo é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 4,6 meses, de 1 de junho a 22 de outubro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Arraial do Cabo é julho, com a mínima de 20 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Arraial do Cabo, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Arraial do Cabo começa por volta de 5 de abril e dura 6,4 meses, terminando em torno de 17 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Arraial do Cabo é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 73% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 17 de outubro e dura 5,6 meses, terminando em torno de 5 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Arraial do Cabo é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 68% do tempo. 
Economia
Arraial do Cabo é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano.
Historicamente, a economia de Arraial do Cabo foi sustentada pela Companhia Nacional de Álcalis, uma gigante estatal que produzia barrilha e que moldou a urbanização da cidade. Com o fechamento da fábrica, a matriz econômica mudou drasticamente.
O Turismo é o pilar principal da economia, movimentando hotéis, restaurantes e o setor náutico.
A pesca artesanal ainda é uma atividade vital e culturalmente protegida.
O município recebe royalties significativos devido à sua proximidade com a Bacia de Campos.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 829 admissões formais e 710 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 119 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 53.
Até abril de 2026 houve registro de 7 novas empresas em Arraial do Cabo, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (3). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 113 empresas.
Educação
Na Educação Superior, Arraial abriga o Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), que oferece cursos voltados para a vocação local, como Guia de Turismo e Gestão Ambiental. Além disso, a proximidade com Cabo Frio permite o acesso à UERJ e universidades privadas. O município também conta com o IEAPM (Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira), um centro de excelência da Marinha do Brasil em pesquisas oceânicas.
Cultura
Culturalmente, Arraial do Cabo se distingue das outras cidades da Região dos Lagos. É visível o modo de vida e as práticas culturais específicas dos "cabistas". Há um modo de pronunciar algumas palavras, e, sobretudo, a construção de novas palavras, que confunde o passado e o presente. Assim, é comum nas ruas os gritos, berros e vaias, que mostram o caráter cultural interativo do povo de Arraial do Cabo, e, também o "atchesa", "rodia", entre outros verbetes. A cidade também é a única do estado a comemorar o feriado do Dia de Ação de Graças; na data oficial de 23 de novembro.
A cultura cabocla é profundamente ligada ao mar. A Festa de Nossa Senhora dos Remédios e o tradicional "puxado de rede" são manifestações que resistem ao tempo. A gastronomia é baseada em frutos do mar, com destaque para pratos com lula, símbolo da pesca local.
Turismo
Pontos turísticos

Os principais pontos turísticos de Arraial do Cabo são:
- Casa de Piedra: atualmente propriedade particular, ocupa o lugar da feitoria que deu origem à cidade de Arraial do Cabo. 
- Casa da Poesia: casa do poeta Vitorino Carriço, hoje é centro cultural onde há encontros de poetas e saraus.
- Centro Cultural Manoel Camargo: uma das três instituições de museologia da cidade conta a história cabista com painéis e peças, além da menção dos homens que foram importantes para a cidade.
- Farol Velho: inaugurado em 1833, suas ruínas estão localizadas no topo da ilha do Farol. Para visitá-lo, é necessário obter autorização da Marinha para realizar a trilha que leva até o farol e alugar uma embarcação que leve os visitantes até a ilha. 
- Igreja de Nossa Senhora dos Remédios: erguida em 1506 pelos portugueses, a igreja está entre as primeiras edificações do país. Singela, fica em uma elevação debruçada sobre a praia dos Anjos.
- Mergulho: Arraial do Cabo abriga uma diversificada vida marinha - são tartarugas, meros, lulas, lagostas, arraias e até golfinhos que vivem em harmonia nas ilhas do Farol e dos Porcos, nos sacos do Cherne e do Cordeiro, na praia do Forno, na Ponta d'Água e na Gruta Azul. Quem agradece são os mergulhadores, que lá encontram os melhores pontos do país para praticar o esporte além das águas transparentes.
- Museu Oceanográfico Almirante Paulo Moreira: possui esqueletos de animais marinhos, peças de naufrágios que ocorreram na região e aquários com animais vivos.
- Passeio de Barco: os passeios duram quatro horas e descortinam as mais belas paisagens de Arraial do Cabo. O roteiro inclui paradas no Pontal do Atalaia (Prainhas) e Ilha do Farol, passando pela Gruta Azul, uma salão de 30 metros de extensão e 15 de altura - o nome vem dos efeitos causados pelas paredes internas, que têm tons dourado e prateado e que se tornam azuis de acordo com a incidência de luz. As embarcações partem da praia dos Anjos.
- Pontal do Atalaia: programa preferido dos casais, assistir ao pôr do sol no Pontal do Atalaia é imperdível, um dos poucos lugares do Brasil onde o Sol põe-se no mar. As pedras ficam a 180 metros de altitude, descortinando vista panorâmica.
- Ruínas da Bataria e do Telégrafo: fundações da Bataria da Paia dos Anjos, no cume do Morro da Fortaleza e vista panorâmica da cidade.
Esporte
No esporte, o município é um campo fértil para modalidades aquáticas. O Surf e o Bodyboard são praticados na Praia Grande, que recebe ondulações fortes do quadrante Sul. A Vela e a Canoa Polinésia também ganham destaque nas águas mais calmas da Praia dos Anjos. O futebol amador é forte, com clubes tradicionais que disputam campeonatos locais fervorosos.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

BARRA DO CHOÇA - BAHIA

Barra do Choça é um município brasileiro do interior e sudoeste do estado da Bahia. É um dos 24 territórios integrantes do Território de Identidade Sudoeste Baiano, proposto pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. Sua população estimada em 2025 foi de 38.581 habitantes, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sua área territorial é de 765,936 km².
O município foi criado com território desmembrado de Vitória da Conquista, pela Lei Estadual n.º 1.694, de 22 de junho de 1962 e instalado em 7 de abril de 1963.
História
As origens do atual município de Barra do Choça prendem-se à história do Sertão da Ressaca, também conhecido como Planalto de Conquista. Era fazenda de Barra do Choça era ainda uma fazenda e ponto de pouso para tropeiros, boiadeiros e viajantes no século XIX, até configurar arraial de Barra do Choça pertencente a Imperial Vila da Vitória e depois distrito, no início do século XX, de Vitória da Conquista. Em 1962 foi emancipada permanecendo com o nome de cidade de Barra do Choça, com a configuração dos limites atuais.
Na primeira metade do século XIX, o arraial da Conquista, que pertencia ao termo de Caetité, sofreu algumas mudanças de ordem administrativa e territorial. Em 1831, a freguesia do rio Pardo foi elevada a categoria de vila da Província de Minas Gerais e, consequentemente, o arraial da Conquista, assim como os arraiais de Santo Antonio da Barra, São Felipe e Poções passaram ao domínio administrativo da Província de Minas Gerais. Esta decisão não foi aceita pelos moradores desses povoados, principalmente o arraial da Conquista, gerando muitos protestos “justamente pela alegação dos seus habitantes da longa distância da capital mineira e pelo fato de já constituírem uma população de 8 a 10 mil pessoas”. Contudo, as respostas da presidência da província da Bahia e de Minas Gerais demoraram e, somente, em 1839 o território foi desmembrado da província de Minas Gerais. No ano seguinte, 1840, o arraial emancipou-se, conservando os limites anteriores com a denominação de Imperial Vila da Vitória.
No seu conjunto, o povoamento do Sertão da Ressaca ocorreu a partir da necessidade de expansão dos domínios dos bandeirantes; a necessidade de descobrir novas minas de metais preciosos, bem como da necessidade dos moradores das Vilas do Rio de Contas e Minas Novas obterem produtos necessários à sobrevivência dos habitantes daquelas povoações. Após estabelecer-se no Planalto da Conquista, João Gonçalves da Costa procurou desbravar toda a região. Não havendo se concretizado a descoberta de novas fontes de mineração no Sertão da Ressaca, a ocupação ocorreu com base nas fazendas de gado e na agricultura de subsistência. Assim, a descendência de João Gonçalves da Costa constituiu o núcleo inicial do povoamento, tendo, através das alianças de casamento, atraído outras famílias pioneiras para o local.
Assim, no século XIX, o Sertão da Ressaca representava uma das principais áreas de criação de gado, cultivo de algodão e produção de alimentos, como também, por ser um entreposto ligando as várias regiões da Província da Bahia, tornou-se ponto obrigatório de parada de viajantes, comerciantes e boiadeiros. O que favoreceu o surgimento e o crescimento do comércio na região.
Mas a população atual do Sertão da Ressaca e, em especial, Barra do Choça, era bem diferente, pois antes dos homens brancos chegarem, existiam por essas terras tribos indígenas das nações Ymboré (Aymoré), Os Sapuyás kiriris, Kamakã (Mongoió) e Pataxó, todos pertencentes ao tronco dos grupos Jê.
Com a matança e expulsão dos indígenas de suas terras, as fazendas de gado e de agricultura se espalharam pela região, provocando desaparecimento das matas nativas e dos animais, principalmente a onça. Infelizmente, os indígenas e alguns animais desapareceram da região e hoje fazem parte das lembranças, da história.
A fazenda Barra do Choça pertenceu ao Capitão-mor João Gonçalves da Costa e depois da sua morte teve seu território fragmentado pelos membros de sua família. Com o passar dos anos, essa fragmentação se acentuou devido a divisão por herança, mas também pela compra e venda, o que possibilitou a aquisição de partes das terras da Fazenda Barra do Choça a outros membros de famílias tradicionais que povoaram a região juntamente com os Gonçalves da Costa, a exemplo dos Oliveiras Freitas, e, portanto, famílias proprietárias de terras e escravos que detinha o poder político e econômico da Imperial Vila da Vitória, tendo terras também no município onde hoje é Barra do Choça.
No século XIX, Barra do Choça era também ponto de passagem de tropeirismo. O tropeiro, figura indispensável em tempos difíceis, era a pessoa que possibilitava a ligação de uma região à outra, era também a fonte de aquisição tanto de mercadorias como de informações. Dessa forma, ao longo das estradas se dava a fixação de ranchos, em que os tropeiros, viajantes e boiadeiros pernoitavam, gerando assim, um pequeno comércio, tendo a venda como o principal ponto. O rancho também era o responsável pelo surgimento de lugarejos, como é o caso de Barra do Choça e Jequié, uma vez que a região era área de pouso, de engorda e de criação de bovinos.
Dessa forma, os documentos pesquisados, apontam a existência de Barra do Choça, primeiro como fazenda, depois como povoado e por último como distrito, ligado a história de Vitória da Conquista. Depois de passar por um plebiscito, o povo de Barra do Choça confirmou o desejo da emancipação. Assim, em Outubro de 1962, foi realizada as eleições para compor o legislativo e o executivo do novo município, que nesse período tinha aproximadamente 600 eleitores. Somente em 7 de abril de 1963 é que iniciou as atividades do legislativo, sendo discussões corridas em torno de duas indicações do prefeito Roduzindo Alves dos Santos.
Na ocasião, segundo moradores de Barra do Choça, a população (moradores e proprietários de terras) não acreditavam na lavoura do café que aos poucos foi ganhando espaço e se tornando o principal produto cultivado. Devido ao crescimento da cultura cafeeira, Barra do Choça é conhecida como a Capital do Café.
Barra do Choça foi conhecida durante muitos anos como a Cidade do Café, por ser o município com maior produção de sacas de café do Norte e Nordeste do Brasil.
Formação Administrativa
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Conquista o distrito de Barra da Choça. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, retificado pelo Decreto Estadual n.º 12.978, de 1º de junho de 1944, o município de Conquista tomou a denominação de Vitória da Conquista. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o distrito de Barra da Choça figura no município de Vitória da Conquista (ex Conquista). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Barra do Choça, pela Lei Estadual n.º 1.694, de 22 de junho de 1962, desmembrado de Vitória da Conquista. Sede no antigo distrito de Barra do Choça. Constituído do distrito sede. Instalado em 07 de abril de 1963. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Municipal n.º 010, de 31 de agosto de 1999, é criado o distrito de Barra Nova e anexado ao município de Barra do Choça. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 2 distritos: Barra do Choça e Barra Nova. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
O nome do município carrega uma simplicidade rústica. "Barra" refere-se à foz ou ao encontro de águas (especificamente o encontro do Rio Choça com outros cursos d'água locais). Já "Choça" remete a uma pequena cabana ou choupana rudimentar que existia no local e servia de ponto de referência para os viajantes e tropeiros que cruzavam a região.
Geografia
A geografia de Barra do Choça é o seu maior trunfo econômico e ambiental. Inserida no Planalto de Vitória da Conquista, a cidade possui características geofísicas raras na Bahia.
Altitude
A sede municipal encontra-se a uma altitude média de 890 metros, com pontos que ultrapassam os 1.000 metros. Essa elevação é o fator determinante para a qualidade do café ali produzido.
Clima
O clima é classificado como Tropical de Altitude (Cwa/Cwb). Diferente do calor intenso comum no estado, Barra do Choça registra temperaturas médias anuais em torno de 19 °C, podendo cair para menos de 10 °C durante o inverno, com a presença constante de neblina (a famosa "garoa" do Planalto).
Relevo
O relevo é predominantemente de planalto, com ondulações suaves que facilitam a mecanização. 
Solo
O solo é do tipo Latossolo Vermelho-Escuro, profundo, poroso e extremamente fértil após correções técnicas.
Vegetação
A região é uma zona de transição biológica. Originalmente, possuía grandes extensões de Mata de Cipó (uma transição entre a Mata Atlântica e a Caatinga) e trechos de floresta tropical. Hoje, grande parte deu lugar às pastagens e cafezais, restando áreas de preservação permanente.
Economia
Barra do Choça é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico. 
A economia de Barra do Choça gira quase inteiramente em torno do Café. O município é um dos maiores produtores de café do Norte e Nordeste do Brasil. O foco recai sobre o café arábica, que encontra nas noites frias e na altitude da cidade as condições perfeitas para desenvolver doçura e acidez equilibradas. Além do café, a hortifruticultura e a pecuária leiteira complementam o PIB local.
A economia do município de Barra do Choça está fundamentada principalmente na agropecuária. A produção de café representa mais de 80% das atividades econômicas e da utilização da mão de obra. Além do café, há também a produção de feijão, mandioca, milho, etc.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 385 admissões formais e 382 desligamentos, resultando em um saldo de 3 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 40.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Barra do Choça, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 16 empresas.
Educação
No campo da Educação Superior, o município beneficia-se da extrema proximidade com Vitória da Conquista, um dos maiores polos universitários do interior do Nordeste. A maioria dos estudantes de Barra do Choça frequenta a UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) e a UFBA (Universidade Federal da Bahia) em Conquista. No entanto, a cidade conta com polos de Educação a Distância (EaD) de grandes redes privadas, focando especialmente em cursos voltados à gestão do agronegócio e pedagogia.
Turismo
O turismo em Barra do Choça é essencialmente rural e ecológico.
Turistas visitam fazendas históricas e modernas para conhecer o processo de produção docafé, da florada à xícara.
A Cachoeira do Rio das Mulheres e as trilhas na Serra do Muritiba são destinos populares para quem busca contato com a natureza.
Cultura
A principal festividade é a Festa do Café, que celebra a colheita com shows, feiras de tecnologia agrícola e manifestações folclóricas. O calendário religioso também é forte, com festas para o padroeiro, o Senhor do Bonfim.
Esporte
O futebol amador é a paixão local, com campeonatos municipais que mobilizam os distritos. Recentemente, o ciclismo de montanha (Mountain Bike) ganhou enorme força, aproveitando as estradas rurais onduladas e o clima fresco para competições regionais.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

terça-feira, 4 de agosto de 2026

GLÓRIA DO GOITÁ - PERNAMBUCO

Glória do Goitá é um município brasileiro do estado de Pernambuco situado na região da Zona da Mata. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 30.420 habitantes
História
A ocupação do território foi iniciada por *David Pereira do Rosário*, que recebeu as terras por doação de uma neta de Duarte Coelho. Ali fixou residência no sítio Lagoa Grande e lavradores iniciaram o cultivo das terras.
Por volta de 1760, o lugar onde hoje fica o município era ocupado por lavradores, que mandaram construir uma capela dedicada à Nossa Senhora da Glória. Em volta dessa capela, surgiu um pequeno povoado. Posteriormente, monges do Mosteiro de São Bento de Olinda vieram para a região, em 1775.
A vila foi criada a 6 de maio de 1837. Glória do Goitá tornou-se município autônomo, emancipado de Paudalho em 9 de julho de 1877.
A desmembração ocorreu pela Lei Provincial n.º 1.297, sendo formado pelos distritos Apoti, Nossa Senhora da Glória e Tapera de Santa Maria.
A denominação do município tem origem na junção do nome da padroeira, Nossa Senhora da Glória, com o rio Goitá, topônimo que tem origem no termo tupi “gua-ita”, que significa “pedra da baixa”.
Antigamente o município de Glória do Goitá, dominava os distritos de Chã de Alegria e Feira Nova. Anos depois os distritos passaram a ser cidades através de decreto.
A cidade também é conhecida como "Rio Goitá" que o apelido foi dado de origem a um rio que vem de São Lourenço da Mata e percorre Glória do Goitá.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Glória do Goitá, pela Lei Provincial n.º 38, de 06 de maio de 1837, subordinado ao município de Pau d’Alho. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Glória do Goitá, pela Lei Provincial n.º 1.297, de 09 de julho de 1877, desmembrado de Pau d’Alho. Instalado em 10 de janeiro de 1878. 
Elevado à condição de cidade e sede do município com a mesma denominação, pela Lei Provincial n.º 1.811, de 27 de junho de 1884. 
Pela Lei Municipal de 12 de julho de 1892, é criado o distrito de Duarte Dias e anexado ao município de Glória do Goitá. 
Pela Lei Municipal de 08 de janeiro de 1909, é criado o distrito de Chã de Alegria e anexado ao município de Glória do Goitá. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Glória do Goitá, Duarte Dias e Chã de Alegria. 
Pela Lei Estadual n.º 1.931, de 11 de setembro de 1928, é criado o distrito de Jardim e anexado ao município de Glória do Goitá. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece e constituído de 4 distritos: Glória do Goitá, Chã de Alegria, Duarte Dias e Jardim. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 235, de 09 de dezembro de 1938, o distrito de Jardim passou a denominar-se Feira Nova. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Glória do Goitá, Chã de Alegria, Duarte Dias e Feira Nova (ex Jardim). 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 952, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Duarte Dias passou a denominar-se Apoti. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 4 distritos: Glória do Goitá, Apoti (ex Duarte Dias), Chã de Alegria e Feira Nova. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 4.945, de 20 de dezembro de 1963, desmembra do município de Gloria do Goitá o distrito de Feira Nova. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 4.985, de 20 de dezembro de 1963, desmembra do município de Glória do Goitá o distrito de Chã de Alegria. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 2 distritos: Glória do Goitá e Apoti. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Origem do Nome
O nome do município é uma composição que une a fé religiosa à herança indígena. O termo "Glória" é uma homenagem à padroeira da cidade, Nossa Senhora da Glória. Já o sufixo "Goitá" possui origem na língua Tupi e refere-se ao rio que banha a região.
Segundo etimologistas, Goitá significa "rio das pedras" ou "rio das pedreiras" (itá = pedra), descrevendo o leito rochoso do curso d'água que atravessa o território municipal.
Geografia
O município de Glória do Goitá está localizado na mesorregião da Mata Pernambucana e na Microrregião de Vitória de Santo Antão. A área municipal ocupa 231 km² e representa 0,2352 % do Estado de Pernambuco. O território de Glória do Goitá faz divisa com os municípios de Lagoa do Itaenga, Feira Nova, Passira, Pombos, Chã de Alegria e Vitória de Santo Antão.
Hidrografia
O município de Glória do Goitá encontra-se inserido nos domínios da Bacia Hidrográfica do Rio Capibaribe. Seu principal tributário é o rio Goitá e os riachos Macambira, Monjolo, Tanque, Braga, Jamaforno, Maçaranduba, Grota Funda, Camurim, Salinas, Antinho, Mocó, Tapera, Macacos, Guilherme, Água Peba, Urubas, Canavieira, Ribeirão da Onça e Limãozinho. O principal corpo de acumulação é o açude Goitá (52.000.000 m³). Todos os cursos d'água no município têm regime de escoamento intermitente e o padrão de drenagem é o dendrítico.
Clima
Em Glória do Goitá, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 32 °C e raramente é inferior a 19 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Glória do Goitá e realizar atividades de clima quente é do fim de julho ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 5,4 meses, de 28 de outubro a 10 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Glória do Goitá é fevereiro, com a máxima de 32 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 11 de junho a 29 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Glória do Goitá é julho, com a mínima de 21 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Em Glória do Goitá, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Glória do Goitá começa por volta de 28 de maio e dura 4,7 meses, terminando em torno de 18 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Glória do Goitá é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 28 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Glória do Goitá é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 60% do tempo. 
Relevo
O município de Glória de Goitá, está inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema, formada por maciços e outeiros altos, com altitude variando entre 650 a 1.000 metros. Ocupa uma área de arco que se estende do sul de Alagoas até o Rio Grande do Norte. O relevo é geralmente movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados. Com respeito à fertilidade dos solos é bastante variada, com certa predominância de média para alta.
Vegetação e Solo
A vegetação desta unidade é formada por florestas subcaducifólica e caducifólica, próprias das áreas agrestes. Nas superfícies suave onduladas a onduladas, ocorrem os planossolos, medianamente profundos, fortemente drenados, ácidos a moderadamente ácidos e fertilidade natural média e ainda os podzólicos, que são profundos, textura argilosa, e fertilidade natural média a alta. Nas elevacões ocorrem os solos litólicos, rasos, textura argilosa e fertilidade natural média. Nos vales dos rios e riachos, ocorrem os planossolos, medianamente profundos, imperfeitamente drenados, textura média/argilosa, moderadamente ácidos, fertilidade natural alta e problemas de sais. Ocorrem ainda afloramentos de rochas.
Economia
As principais atividades econômicas do município são a agricultura e o comércio. Glória do Goitá tem uma extensa área plantada de cana-de-açúcar, mas o município não tem nenhuma usina. O que é plantado na região é vendido para uma usina de Lagoa de Itaenga. Parte dos moradores trabalha no pequeno comércio localizado no centro. Mas Glória do Goitá tem algumas atividades curiosas. Mesmo longe do mar, a quantidade de coqueiros impressiona. E pendurados nos coqueiros, os tiradores de cocos secos. Os cocos são vendidos para a Ceasa, no Recife. No município há também muitas granjas - algumas produzem aves destinadas para o corte e são integradas com o abatedouro de aves de Nazaré da Mata; outras destinam-se à produção de ovos.
Em todos os lugares, seja às margens da BR ou na área rural encontram-se pequenas lavouras. Algumas são de subsistência. Outros moradores vendem o que produzem na feira do município. Planta-se de tudo - limão, maracujá, acerola, macaxeira, pimentão, cebola, cebolinha e coentro.
Outra importante fonte de renda do município é a produção de farinha de mandioca, fabricada nas diversas casas de farinha da zona rural do município.
Uma das atividades que mais se desenvolve no município é o da agricultura orgânica, cuja produção é vendida na Ceasa, nas feiras de produtos orgânicos da região metropolitana do Recife e na própria feira do município.
Programas de microcrédito não governamentais vêm transformando a economia local e das cidades vizinhas, disponibilizando crédito com assessoria para os pequenos empreendedores.
No século passado, por volta dos anos 1950 existiu em Glória do Goitá, a Alta Viação Gloriense - uma Empresa altamente diferenciada á época, a qual era a única em conduzir os habitantes ao então distrito de Chã de Alegria, bem como as cidades de Vitória de Santo Antão e Recife -PE. Esta Empresa, de propriedade do Sr. José Lopes de Vasconcelos (Té Lopes) era totalmente moderna para a época, haja vista que tinha escritório, oficina própria, e um quadro de funcionários totalmente organizado pelo próprio dono. Serviu muito à população até meados dos anos 1962 -63, quando foi vendida e posteriormente ocorreu o falecimento do Sr. Té. Um empreendimento destacado em um período tão remoto e sofrido.
Recentemente, Glória do Goitá ganhou um distrito industrial, onde se destacam as fábricas da Nissin Miojo, Fundição WHB e Total Plastic que estão em funcionamento. Outras fábricas estão em fase de implantação.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 244 admissões formais e 139 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 105 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 33.
Até abril de 2026 não houve registro de novas empresas em Glória do Goitá. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 11 empresas.
Educação
O município não possui um campus universitário de grande porte sediado na cidade, mas atua como polo de Educação a Distância (EaD) de instituições como a UNIASSELVI e UNOPAR. A proximidade com a Vitória de Santo Antão permite que a população frequente o campus da UFPE e do IFPE, garantindo a qualificação técnica necessária para as indústrias locais.
Cultura
É a terra de José Gomes, o Cabeleira, conhecido como o primeiro cangaceiro. Foi imortalizado na obra "O Cabeleira", de Franklin Távora, escritor do Romantismo Brasileiro.
É também a terra de Madame Satã, artista conhecido nacionalmente por sua vida conturbada. Foi imortalizado no filme homônimo. Seu papel foi interpretado por Lázaro Ramos.
O maracatu é uma das tradições do município, os moradores passam o ano inteiro confeccionando suas fantasias de maracatu para desfilarem no carnaval do município, que é uma festa bastante tradicional e animada.
É o berço do mamulengo e tem como representantes Zé de Vina e José Lopes ("goiabinha"). Os mamulengos são confeccionados com madeira e chita. O Museu do Mamulengo destaca-se como o principal ponto de cultura, situado no antigo mercado público no centro da cidade, apresenta diferentes peças do teatro de bonecos, como também oficina de mamulengos levando o nome do município para diversos locais, inclusive para o exterior.
Além do mamulengo a cidade apresenta também a roda de coco de Ciriaco e o único museu do cavalo-marinho do Brasil, sob administração do Mestre Zé de Bibi, um dos vencedores do prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Ministério da Cultura, em 2009.
A cidade também tem muitos poetas orais e de bancada como José Gomes, ou melhor, Zé de Boô ( in memoriam) Urbano de Souza Costa, Seu Pirrito (in memoriam) e Zezinha Lins, professora, editora e escritora. Autora dos livros Tecelã do Tempo, histórias de uma vida (2017) Partes do meu todo (2018); E por falar em mulher (2019) e A casa de dentro, histórias de autoconhecimento (2024). Há também artistas em outras áreas, tais quais: cavalo-marinho, pífano, teatro, entre outras representações artísticas.
Turismo 
O grande diferencial de Glória do Goitá é sua vibrante vida cultural. O município é o coração do Mamulengo, o teatro de bonecos popular do Nordeste, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN.
Museu do Mamulengo: Localizado na antiga estação ferroviária, o museu é um centro de preservação que guarda o acervo de mestres como Zé Divina e Zé Lopes. É um ponto turístico fundamental para quem deseja entender a alma pernambucana.
Artesanato: A produção de bonecos em madeira e pano é uma tradição repassada por gerações, sendo uma fonte de renda e orgulho para os artesãos locais.
Festividades: A festa da padroeira e as celebrações juninas são marcos do calendário, unindo o sagrado ao profano com muito forró e apresentações de cavalhadas e maracatus.
Esporte e Lazer
No esporte, Glória do Goitá destaca-se pelo incentivo ao futebol amador e ao futsal. O Estádio Municipal é o ponto de encontro para os campeonatos locais que mobilizam os bairros e as comunidades rurais. O município também investe em quadras poliesportivas e espaços de lazer, como praças que servem de palco para atividades físicas e convivência social. O ciclismo de trilha tem crescido na região, aproveitando o relevo ondulado da zona rural para roteiros de aventura e contato com a natureza.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

RUY BARBOSA - BAHIA

Ruy Barbosa é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado na região da Chapada Diamantina, na Microrregião de Itaberaba e na Mesorregião do Centro-Norte Baiano, a uma altitude de 368 metros. A cidade está aos pés da Serra do Orobó (950 m), já utilizada como rampa de asa delta e para a prática do ecoturismo.  Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 29.590 habitantes.
Conhecida como a cidade da carne de sol, possui mais de 30 mil habitantes e sua economia está ligada ao polo industrial de calçados existente no município, à mineração (sobretudo de granito) e à agropecuária, com destaque ao gado de corte. Possui uma área de 2.137,27 km².
A história do município remonta ao século XVII, quando a região era alvo de trabalhadores do sertão baiano em busca de ouro. Este legado histórico confere à cidade uma identidade histórica, mantendo vivas as suas tradições e patrimônios culturais. A vila do Orobó foi criada em 1914 e elevada à categoria de cidade em 1922, com o nome atual, em homenagem ao ilustre jurista baiano Ruy Barbosa.
O Conjunto Arquitetônico Ruy Barbosa foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) em 2002, através do Processo n.º 017. O tombamento compreende os logradouros: Rua J.J. Seabra, Praça Aminta Brito, Praça Dr. Claudionor B. Oliveira, Praça Santa Tereza, Praça Adalberto Sampaio, Rua Allan Kadec, Rua Navarro Lefunde e Rua Tiradentes. 
História do município
Primórdios

Os primeiros habitantes da região de Ruy Barbosa foram os indígenas maracás, que, no século XVII, desciam a Serra do Orobó para atacar o Recôncavo Baiano. Isso levou à intervenção dos bandeirantes paulistas, dentre os quais Braz Rodrigues de Arzão, que, chegado a Salvador em agosto de 1671, logo se transferiu para Cachoeira, onde instalou o quartel-general para lutar contra os maracás que atacavam a região do Recôncavo. Derrotados e subjugados, os indígenas se dispersaram pelas matas do sul da capitania. 
Mais tarde, após o extermínio, aprisionamento ou expulsão dos indígenas, a região de Ruy Barbosa foi integrada à Casa da Ponte, de Antônio Guedes de Brito, e foi colonizada por fazendas de criação de gado. 
Em 1769, o conselheiro Joaquim Inácio da Cruz e sua sogra Maria da Encarnação Correia tomaram posse de 12 sesmarias na freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira e compreendidas entre os rios Capivari e das Piranhas e as serras do Orobó e do Tupim, pertencentes anteriormente aos Guedes de Brito, ganhas em litígio judiciário. Em 1772, Gaspar de Araújo Pinto adquiriu o sítio de Joaquim e Maria e, com a sua morte, com inventário julgado em 1778 em Cachoeira, as terras foram divididas entre a viúva, Dona Inês Maria de Oliveira, e os cinco filhos, sendo cedida a viúva a fazenda “Orobó Grande”. 
Posteriormente, com a edificação de uma capela e com um pouso para os viajantes que se dirigiam à Chapada Diamantina, formou-se a povoação de Orobó Grande, na fazenda de mesmo nome. Posteriormente, a Lei Provincial n.º 2.476, de 26 de agosto de 1884, elevou a povoação à categoria de freguesia, com o nome de Santo Antônio dos Viajantes do Orobó Grande, sendo subordinada a Itaberaba e instalada em 11 de janeiro do ano seguinte, com a posse do primeiro vigário, padre Pedro Ventura Esteves. 
A Fazenda Orobó foi vendida a Antônio Francisco Pamponet, que passou a sisa em Camisão, em 25 de agosto de 1858, e por morte deste e de sua esposa, os filhos a dividiram, vendendo a diversos compradores.
Séculos XX e XXI
Com o gradual desenvolvimento da freguesia, esta foi elevada à categoria de vila, com o nome de Orobó, pela Lei n.º 1.022-A, de 25 de junho de 1914, sendo instalada em 6 de outubro do mesmo ano. Posteriormente, em 28 de agosto de 1922, por meio da Lei n.º 1.601, a vila de Orobó foi elevada à categoria de cidade, com o nome de Ruy Barbosa, em homenagem ao ilustre jurista baiano
Pelo Decreto n.º 7.909, de 31 de dezembro de 1931, foram criados os distritos de Lajedinho e Morro das Flores. Nas divisões administrativas conseguintes, o município é formado pelos distritos de Ruy Barbosa (sede), Lajedinho, Morro das Flores e Paraíso. Em 1º de junho de 1944, o distrito de Paraíso passou a se chamar Tapiraípe. Em 1962, o distrito de Lajedinho foi emancipado e tornou-se município. 
Atualmente o município de Ruy Barbosa compõe-se dos distritos Sede, Santa Clara e Tapiraípe (Paraíso), povoados de Riacho Dantas, Zuca, Morro das Flores, Caldeirão do Morro, Humaitá e Nova Conquista (Colobró). 
No século XX, a cidade era servida por ferrovia que se interligava a São Paulo, via Monte Azul e Belo Horizonte, a Salvador via Iaçu e Cachoeira e a Juazeiro. Trens de passageiros e de carga circularam de 1951, quando foi inaugurada a estação ferroviária de Morro das Flores, até 1978, quando foi extinto o “Trem da Gota”, o último trem de passageiro. O ramal Iaçu/Senhor do Bonfim foi extinto oficialmente em 1994.
Formação Administrativa 
Em 1884, foi essa povoação elevada à freguesia com a denominação de Santo Antônio dos Viajantes do Orobó Grande. Recebeu sua autonomia administrativa em 25 de junho de 1914, tendo comemorado em 1964 o seu meio século de existência. Foi, também, conhecida por Santo Antônio dos Navegantes do Orobó Grande e simplesmente Orobó. Passou a atual denominação, ao ser elevada a sua sede à categoria de cidade, em 1922. 
A Lei Provincial n.º 2.476, de 26 de agosto de 1884 criou o distrito de paz de Orobó Grande. Com sede nesta povoação e território desmembrado do de Itaberaba, foi criado o Município de Orobó, pela Lei Estadual n.º 1.022-A, de 25 de junho de 1914, ocorrendo sua instalação a 6 de outubro do mesmo ano. 
Por efeito da Lei Estadual n.º 1.601 de 28 de agosto de 1922, a sede municipal adquiriu foros de cidade sob o topônimo de Ruy Barbosa que foi estendido ao Município, em virtude da Lei n.º 1.637, de 13 de agosto do ano seguinte, em homenagem ao grande jurista. 
Em 1962, o Município de Ruy Barbosa perdeu o distrito de Lajedinho, para formar o novo Município deste nome. 
Ruy Barbosa compõe-se de 3 distritos: o da sede, Morro das Flores e Tapiraípe. 
O Decreto-Lei Estadual n.º 512, de 19 de junho de 1945, criou a comarca, abrangendo os termos de Ruy Barbosa e Macajuba, desligados, respectivamente, das comarcas de Itaberaba e Mundo Novo. Posteriormente, o termo de Macajuba foi desanexado ficando a comarca de Ruy Barbosa constituída apenas pelo termo de igual nome. É comarca de 2.ª entrância.
Origem do Nome
A mudança do nome original "Orobó" para "Ruy Barbosa" ocorreu no ato de sua emancipação, em 1922. Trata-se de uma homenagem ao jurista, político e diplomata baiano Ruy Barbosa de Oliveira (1849–1923), conhecido como a "Águia de Haia". A escolha do nome refletia o desejo da elite local da época de associar o novo município aos ideais de intelectualidade e justiça defendidos por um dos maiores brasileiros de todos os tempos.
Geografia
Localizada na bacia do rio Paraguaçu, está localizada a 308 km da capital estadual, Salvador. A geografia de Ruy Barbosa é definida pela transição ambiental, o que a torna um laboratório natural de biodiversidade.
Altitude
A altitude média do município é de 368 metros na sede; cumes chegam a quase 900 metros.
Clima
O clima de Ruy Barbosa é do tipo Semiárido (BSh) a Tropical de Altitude nas áreas serranas. Em Ruy Barbosa, o verão é longo, quente, de céu quase encoberto e úmido; o inverno é curto, seco, de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 34 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 37 °C.  As melhores épocas do ano para visitar Ruy Barbosa e realizar atividades de clima quente são do fim de abril ao meio de julho e do meio de agosto ao fim de outubro.
A estação quente permanece por 6,0 meses, de 25 de setembro a 24 de março, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Ruy Barbosa é novembro, com a máxima de 34 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,3 meses, de 4 de junho a 15 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Ruy Barbosa é julho, com a mínima de 17 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Em Ruy Barbosa, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Ruy Barbosa começa por volta de 9 de maio e dura 5,4 meses, terminando em torno de 23 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Ruy Barbosa é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 23 de outubro e dura 6,6 meses, terminando em torno de 9 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Ruy Barbosa é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 69% do tempo. 
Relevo
O relevo é acidentado, dominado pela Serra do Orobó (Cadeia do Espinhaço).
Solos
No município encontram-se Latossolos nas baixadas e solos litólicos (rasos e pedregosos) nas encostas.
Vegetação
A vegetação é um dos grandes atrativos. Nas áreas baixas, predomina a Caatinga arbustiva. No entanto, nas encostas e topos da Serra do Orobó, ocorre um fenômeno raro: a presença de Mata Atlântica de altitude (Mata de Encosta), que sobrevive devido à umidade retida pelas montanhas, abrigando orquídeas e fontes de água cristalina.
Economia
Ruy Barbosa é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia de Ruy Barbosa é uma das mais equilibradas do interior baiano, sustentada por um tripé sólido.
O município abriga uma unidade da fábrica de calçados Pegada, que é a maior empregadora da região, gerando milhares de empregos diretos e transformando a dinâmica social da cidade.
A criação de gado de corte e leite é tradicional. Na agricultura, o município destaca-se pela produção de milho, feijão e, recentemente, pelo cultivo de frutas cítricas.
O comércio local é forte e atende não apenas a sede, mas uma vasta zona rural e distritos vizinhos, sendo o principal centro de abastecimento de couro e artigos de sapataria da microrregião.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 367 admissões formais e 225 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 142 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 336.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Ruy Barbosa, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, também não houve novos registros.
Educação
Ruy Barbosa atua como um polo educacional para as cidades vizinhas. O município conta com polos de Educação a Distância (EaD) de grandes instituições, como a UNIFACS e a Estácio, além de parcerias com o governo estadual para cursos técnicos. Muitos estudantes também se deslocam para Itaberaba, que abriga o campus da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), fortalecendo a formação acadêmica em áreas de gestão, pedagogia e saúde.
Turismo
Ruy Barbosa é um paraíso para os amantes do ecoturismo e dos esportes de aventura.
Ecoturismo
A Serra do Orobó é o principal cartão-postal. Trilhas que levam ao "Pico do Mirante" oferecem vistas panorâmicas de tirar o fôlego. A área é muito procurada para a observação de aves e para o estudo da flora local.
Cultura
O município preserva tradições centenárias. O São João de Ruy Barbosa é uma das festas mais tradicionais do estado, mantendo o forró "pé de serra" e as quadrilhas. O Carnaval de Ruy Barbosa também possui relevância histórica, sendo um dos mais antigos do interior da Bahia.
Esporte
Esporte de Aventura

Devido ao seu relevo e condições de vento, a cidade é uma referência nacional para a prática de Voo Livre (Parapente e Asa Delta). Além disso, o montanhismo e o ciclismo de trilha (MTB) são atividades constantes que atraem atletas de todo o país para a Serra do Orobó.
Futebol
A paixão local pelo futebol é manifestada no Estádio Municipal Sacramento Neto, onde competições amadoras mobilizam toda a cidade.
A cidade possui uma tradição de times amadores fortes que competem em nível regional, mantendo viva a rivalidade saudável com cidades vizinhas do Vale do Jaguaribe. O ciclismo de aventura também tem ganhado adeptos, aproveitando as trilhas planas dos tabuleiros.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .