sábado, 30 de maio de 2026

MOCAJUBA - PARÁ

Mocajuba é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 02º35'03" sul e a uma longitude 49º30'26" oeste, estando a uma altitude de 30 metros. Sua população segundo estimativas do IBGE, para o ano de 2025, era de 28.903 habitantes. Possui uma área de 871,171 km². Mocajuba é cortada por um dos maiores rios brasileiros, o Rio Tocantins e no município ele chega a uma largura de mais de 4 km. 
Etimologia
Conforme o Dicionário de Tupi Antigo, o nome vem da língua tupi: "De mokaîe'yba, variedade de palmeiras". 
Mocajuba, nome derivado de Mucajá, uma palmeira abundante na região.
Histórico
Em 1854, João Machado doou uma propriedade para que ali se instalasse a povoação do Maxi num belíssimo cabo na porção de terra firme da Margem direita do Rio Tocantins. 
Encontraram os maxienses as condições para fazer progredir a Freguesia, que não passava de poucas casas e de uma capela, e em 10 de outubro fundou a Vila de Mocajuba, o menor território municipal no baixo Rio Tocantins. Mais de um século depois, Mocajuba tornou-se o maior produtor nacional de pimenta do reino e despontou como promissor município do Pará. 
O Município de Mocajuba é o menor em dimensões geográficas na microrregião de Cametá, todavia, é um daqueles municípios em que a urbanização mais progrediu nos últimos anos, principalmente graças à riqueza obtida com o cultivo da pimenta do reino, cujos reflexos são possíveis se constatar. 
A colonização
A história de Mocajuba remonta a ocupação colonial na Amazônia Brasileira pelos portugueses. 
Logo após a fundação da cidade de Belém, capital do Pará atualmente, os colonizadores portugueses, atraídos pelas riquezas da região do Rio Tocantins, onde localiza-se atualmente a sede da cidade e muitas de suas vilas, dominam a calha do Tocantins. Na realidade, o rio é o único acesso ao interior da região. É seguindo o rio que os colonizadores tomam posse das terras, dentro de uma lógica geopolítica que é operada dentro dos tratados internacionais da época. 
Mas os militares portugueses não agiam sozinhos neste processo de conquista e expansão. Eles contam com forte participação da igreja católica. Um contexto de muitas lutas entre portugueses, franceses e holandeses empenhados na conquista da Calha Amazônica. Este é um elemento determinante para a história local. 
Na região hoje chamada "Baixo Tocantins", a cidade de Cametá, que é hoje cidade vizinha, tem especial relevância. De Cametá saíram varias expedições exploratórias, como a de Pedro Teixeira em 1673 com o Padre Antônio Vieira. Foi estabelecido o núcleo central de colonização regional, tendo como liderança o Frei Cristóvão de São José, religioso dos Padres Capuchos da Ordem de Santo Antônio. Ele inicia a conversão cultural dos índios Tupinambás na região, mas especificamente os Camutás. A estratégia fundamental era atrair os indígenas de suas aldeias para a margem dos rios e assim fundaram-se muitas localidades. Ora pela força, ora pelo etnocídio e conversão cultural. O forte contato de portugueses (brancos) com os indígenas origina o caboclo, etnia mais comum na região. 
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Mocajuba, pela Lei Provincial n.º 228, de 20 de dezembro de 1853, subordinado ao Município de Cametá. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Mocajuba, pela Lei Provincial n.º 707, de 05 de abril de 1872, desmembrado de Cametá com sede na antiga vila de Mocajuba constituído de um distrito sede. Instalado em 07 de janeiro de 1873. 
Elevado à categoria de cidade com a mesma denominação, pela Lei Estadual n.º 324, de 06 de julho de 1895. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Mocajuba e São Pedro de Viseu. 
Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04 de novembro de 1930, é extinto o Município de Mocajuba e anexado ao município de Baião. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Mocajuba figura no Município de Baião. 
Pela Lei Estadual n.º 8, de 31 de outubro de 1935 é recriado o Município de Mocajuba. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 2 distritos: Mocajuba e São Pedro do Viseu. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, é extinto o distrito de São Pedro do Viseu, sendo seu território anexado ao distrito sede de Mocajuba. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído apenas do distrito sede. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 4.505, de 30 de dezembro de 1943, é recriado o distrito de São Pedro de Viseu e anexado ao município de Mocajuba. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 2 distritos: Mocajuba e São Pedro de Viseu, assim permanecendo em divisão territorial até a data de 01 de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, é criado o distrito de Manjeiro (Mangabeira) e anexado ao município de Mocajuba. 
Em divisão territorial datada 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 3 distritos: Mocajuba, Manjeiro (Mangabeira) e São Pedro do Viseu. Assim permanecendo em divisão territorial até a data de 01 de janeiro de 1979. 
Em divisão territorial datada de 18 de agosto de 1988, o município é constituído de 2 distritos: Mocajuba e São Pedro de Viseu (atualmente Visânia). Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
O surgimento do município de Mocajuba
Mocajuba forma-se no Rio ou Furo Tauaré passando por diversas denominações como: Maxi, Freguesia de Mocajuba, Vila de Mocajuba e finalmente Mocajuba. 
Sua emancipação como município, segundo o IBGE, data de 1895, um processo que durou dois anos até a consolidação. 
Em 1853 quando a Assembleia Legislativa Provinciana, considerando a exigência do povoado de nome Maxi, criou a Resolução nº 228, de 20 de dezembro do mesmo ano, dando-lhe a categoria de Freguesia. 
Não obstante, o lugar não era propício para o desenvolvimento do município, diz a história oficial. Os habitantes do Maxi foram então se deslocando para uma antiga propriedade do Sr. João Machado, um dos incentivadores da mudança, que doou suas terras para que servissem de sede para o futuro município. Nessas terras existia um sítio de nome Mocajuba em perfeitas condições de servir para o desdobramento de um importante núcleo populacional, que viria a ter para invocação Nossa Senhora da Conceição, inicialmente utilizando o oratório particular de João Machado. 
A mudança foi aprovada pela Lei n.º 271, de 16 de outubro de 1854. Conservou-se como freguesia até o ano de 1872 quando a Lei n.º 707, de 5 de abril, substituiu-a por vila. 
A primitiva igreja matriz da vila, construção de taipa, incendiou-se antes de 1864, época em que o governo provincial determinou o prosseguimento da construção do novo templo, então em alicerces. 
O Decreto n.º 117, de 18 de setembro, cria prefeituras de segurança em seis cidades dentre elas a de Mocajuba, em 1895, dando-lhe finalmente a legitimidade do nome original. 
Economia
Mocajuba é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. Mocajuba é uma cidade que, economicamente, gira bastante em torno da área da indústria de fora, da agricultura e da área dos serviços. É uma cidade que recebe quase que todos os dias, moradores de Mocajuba que moram na zona rural, e grande parte da população da cidade de Baião, das vilas mais próximas de Mocajuba que pertencem a Cametá, Moju e Oeiras, que vem vender e comprar produtos e gêneros alimentícios na cidade de Mocajuba. A cidade tem grande potência de compra na área farmacêutica, de supermercados e magazines. 
A produção de cacau, mandioca (farinha) e pimenta-do-reino é relevante em Mocajuba.
A pesca artesanal no Rio Tocantins é vital para a segurança alimentar e o comércio local.
O Setor Público é um grande empregador, mantendo a circulação de renda na sede do município.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 190 admissões formais e 164 desligamentos, resultando em um saldo de 26 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -219.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Mocajuba. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 4 empresas.
Geografia
Mocajuba está distante a aproximadamente 232 Km de Belém, pela rodovia estadual PA - 151. Mocajuba é a 5ª maior cidade da Região Tocantina em termo de população. Mocajuba é também a menor cidade em tamanho territorial da Região Tocantina. É a cidade em que moram mais pessoas na zona urbana, do que na zona rural em porcentagem, pela grande procura de empregos que ficam mais fácil dentro da cidade. Mocajuba também é conhecida como cidade hospitaleira e acolhedora. É uma das cidades mais altas da região, e chega a ter uma altura de mais ou menos 30 metros de altura em relação ao rio e ao mar. O município é cortado por 5 principais estradas e rodovias em seu território, são a BR - 422, a PA - 151 que é a principal rota de entrada de Mocajuba, a PA - 256, PA - 156 e PA - 471.
Relevo e Altitude
O relevo de Mocajuba é predominantemente plano, característico das planícies aluviais da Amazônia. A altitude média é baixíssima, girando em torno de 25 metros acima do nível do mar. Isso torna a região suscetível à dinâmica das marés e das cheias sazonais do Rio Tocantins.
Solo e Vegetação
Os solos variam entre os Latossolos das áreas de terra firme e os solos Hidromórficos das várzeas, ricos em sedimentos orgânicos. A vegetação é composta pela Floresta de Várzea e por densas áreas de Floresta Ombrófila Densa.
Clima
Em Mocajuba, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 34 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Mocajuba e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de agosto. 
A estação quente permanece por 2,4 meses, de 20 de agosto a 2 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Mocajuba é outubro, com a máxima de 34 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 4,4 meses, de 2 de janeiro a 14 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Mocajuba é fevereiro, com a mínima de 24 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Religiosidade
Mocajuba possui várias denominações religiosas, dentre elas citaremos algumas a seguir: Paróquia Nossa Senhora da Conceição; Igreja do Evangelho Quadrangular, com 10 Congregações; Primeira Igreja Batista de Mocajuba, com 06 Congregações e 03 Frentes Missionárias Batista; Igreja Evangélica Assembleia de Deus, com 16 Congregações; Igreja Adventista do Sétimo Dia; Igreja Pentecostal Deus e Amor da Missão; Igreja Testemunhas de Jeová; Igreja Pentecostal Assembleia de Deus; Igreja Universal do Reino de Deus; Igreja Mundial do Poder de Deus; Igreja Pentecostal Unida do Brasil e Igreja Evangélica Pentecostal Luz da Libertação - 14 Congregações.
Festividades culturais
As grandes manifestações culturais de Mocajuba são: Festival de Verão; Carnaval da Paz; Ano Novo na Praia dos Górgons; Dia da Bíblia (2º domingo de dezembro); Festival do Camarão; S.E.M. - Semana Estudantil Mocajubense; Semana da Consciência Evangélica; Círio e Festividade de N. Sra. da Conceição; Fest Gospel; Círio e Festividade de São Benedito, São José Operário, São João Batista e N. Sra. do Rosário; Concurso Municipal e Intermunicipal de Quadrilhas Juninas; Bloco Cordão dos Linguarudos; Festival do Caranguejo - Localidade de Pesqueiro; Festival do Açaí - C.C. São Benedito - Bairro da Cidade Nova e Dia da Consciência Evangélica (Dia 31/10).
Atrativos turísticos de Mocajuba
Os principais atrativos turísticos de Mocajuba são: Casa Blanca Recepção e Eventos; Praia dos Górgons; Prainha; Praia do Zizi; Ilha e Praia do Camaleão; Mercado Municipal Miguel Dias de Almeida; Praça do C.A.C. - Conjunto Arquitetônico da Conceição; Ginásio Poliesportivo Irmã Vieira; Chácara Vitória; Igarapé Lagoa Azul - Comunidade de Baratinha; Calçadão da Beira Rio; Trapiche Municipal; Praça Rodolfo Bacha; Rio Cairarí - Localidade de Novo Vale; Rio Tambaí Açu - Vila São Luis e Vila de Merajuba.
Educação
Mocajuba conta com escolas de ensino fundamental e médio, tanto municipais, quanto estaduais. Conta ainda com uma universidade pública, a UFPA - Universidade Federal do Pará - Polo Mocajuba e quatro universidades particulares: UNAMA - Polo Mocajuba; UNINTER - Polo Mocajuba; UNIASSELVI - Polo Mocajuba e UNOPAR - Polo Mocajuba.
Bibliotecas
Mocajuba conta com uma biblioteca pública, a Biblioteca Pública Municipal Cléoson Sousa.
Na cidade encontra-se o P.I.S.D. - Projeto de Inclusão Social e Digital – Leomarina Benassuly, gratuito.
Praças
Mocajuba possui as seguintes praças: Praça do CAC - Conjunto Arquitetônico da Conceição; Praça Rodolfo de Almeida Bacha; Praça do Mercado Municipal Miguel Dias de Almeida; Praça São Vicente de Paulo (Praça do Terminal); Praça Nossa Senhora do Rosário; Praça Nossa Senhora Aparecida; Praça dos Estudantes e Praça da Bíblia.
Saúde
Na área da saúde Mocajuba conta com: Hospital Municipal - Maria do Carmo Gomes; Central do SAMU 192 – Mocajuba;  Centro de Saúde; Laboratório Municipal de Análises Clínicas; 6 unidades E.S.F. (Estratégia Saúde da Família) na Zona Urbana; 7 unidades E.S.F. (Estratégia Saúde da Família) na Zona Rural; Odonto Móvel; CAPS - Centro de Atenção Psico – Social; C.R.F. - Centro de Reabilitação e Fisioterapia Municipal e Laboratório Municipal de Prótese Dentária.
Mercado Municipal de Mocajuba
O Mercado Municipal de Mocajuba, é o maior e mais grandioso mercado público da Região do Baixo Tocantins. Seu nome original é: Mercado Municipal de Mocajuba - Miguel Dias de Almeida. O Merca Shopping como é conhecido, tem mais de 300 lojas em todo o complexo de venda de mais de 8.000 metros quadrados 
Foi iniciado e inaugurado no governo do ex-prefeito Wilde Leitte Colares, e levou 12 anos para ser concluído. Durante vários anos, as obras do mercado municipal foram paralisadas por prefeitos da época, e foi entregue do dia 31 de maio de 2008, com muita festa e com a presença de diversas autoridades políticas e com mais de 20 mil pessoas presentes. 
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

quinta-feira, 28 de maio de 2026

SANTA BÁRBARA - MINAS GERAIS

Santa Bárbara é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Pertence ao colar metropolitano de Belo Horizonte, estando situado a cerca de 110 km a leste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 680 km², sendo que 9 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 31.916 habitantes para o ano de 2025. 
Localiza-se a uma latitude 19º57'34" sul e a uma longitude 43º24'55" oeste, estando a uma altitude de 732 metros. A cidade é harmoniosa e ainda apresenta algumas ruas de paralelepípedos. 
Cidade histórica do Circuito do Ouro de Minas Gerais, localizada a noventa e oito quilômetros de Belo Horizonte (utilizando-se as rodovias BR-381 e BR-262 e a MG-436), no centro da Estrada Real. A paisagem bucólica, com suas igrejas, telhados e quintais, aos pés da imponente Serra do Caraça, fazem de Santa Bárbara um dos municípios mais bonitos de Minas Gerais. Cidade tranquila e acolhedora, apesar da agitação da atual fase de desenvolvimento econômico, é também dotada de um povo simples e hospitaleiro que preserva suas tradições e mantém uma vida cultural ativa. 
História
Foi estabelecida como "Arraial de Santo Antônio do Ribeirão Santa Bárbara" pelo bandeirante paulista Antônio Silva Bueno, em 4 de dezembro de 1704, que ali encontrou ouro de aluvião e veios de pedras preciosas. Um fato interessante é que esse bandeirante fundou o arraial de Brumal na véspera, e até hoje o aniversário do distrito é comemorado na véspera do município. Em 1713 teve início a construção da Matriz de Santo Antônio (Matriz de Santa Bárbara). Posteriormente a cidade se tornou importante passagem na rota entre a Corte, no Rio de Janeiro, e as minas do centro/norte de Minas Gerais (Estrada Real - Caminho do Ouro e dos Diamantes). Em 1817 foi visitada pela expedição dos naturalistas Carl Friedrich Philipp von Martius e Johann Baptiste von Spix em sua passagem pelo sertão mineiro. Foi elevada à categoria de vila em 16 de março de 1839, e em 1858 à categoria de município com o nome de "Santa Bárbara do Mato Dentro". Em 1861, os ingleses que ali chegaram organizaram a Santa Barbara Mining Company, na região que hoje se encontra Florália e Bateias, com o objetivo de retomar a exploração do ouro. Por volta de 1870, foi visitada pelo imperador Dom Pedro II que, no Santuário do Caraça, declarou que "só esta paisagem já paga a viagem a Minas Gerais". Em 1878 tornou-se sede de comarca, desmembrando-se do município de Caeté. Nessa época seu território abrangia os atuais municípios de Barão de Cocais (São João do Morro Grande), Cocais (N.Sa. dos Cocais), Catas Altas, Conceição do Mato Dentro, São Miguel do Piracicaba, São Gonçalo do Rio Abaixo, Bom Jesus do Amparo, Nova União, Socorro, Brumado, e João Monlevade (Carneirinhos). No início do século XX (1908/1911), com seu filho Afonso Pena já como Presidente do Brasil, teve nova fase de desenvolvimento como importante entreposto comercial, como última estação da estrada de ferro na ligação com o grande sertão mineiro. Em 1911, foi inaugurada a Estação Ferroviária de Santa Bárbara, pertencente ao Ramal de Nova Era da Estrada de Ferro Central do Brasil (onde hoje, depois de desativada, abriga o projeto Estação da Música). Novos ciclos de progresso aconteceram em 1930, no governo de João Mota, e em 2000, com a instituição do turismo na Estrada Real, quando se tornou polo turístico entre as cidades históricas mineiras. Durante todo o ano de 2004, comemorou em alto estilo seus 300 anos de existência, com a participação ativa de toda a comunidade. 
Entre seus vultos históricos encontram-se: Dom José Feliciano Pinto Coelho da Cunha (1792-1869), o Barão de Cocais, militar, político e empresário, no século XIX a maior personalidade e maior riqueza de toda região; o presidente da República Afonso Pena (1847-1909), que governou o Brasil de 1906 a 1909 e foi a única personalidade política do Segundo Império (Comendador, quatro vezes Deputado e Ministro da Guerra, da Agricultura e da Justiça) que continuou sendo autoridade na República (deputado constituinte, presidente da província de Minas Gerais, vice-presidente e Presidente do Brasil); o cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota (1890-1982) - nascido e criado no então Distrito de Bom Jesus do Amparo, construtor da Catedral da Sé quando bispo de São Paulo e primeiro arcebispo de Aparecida (SP), idealizador da catedral basílica da Padroeira do Brasil; o violonista e compositor Mozart Bicalho (1911-1986), recordista em vendagem de discos e na criação de obras clássicas e populares para violão na "Era do Rádio"; e o líder político regional João Mota, prefeito de 1920/23 e 1929/32 que reurbanizou a cidade e conseguiu aglutinar os municípios da região do Médio Piracicaba, no centro leste de Minas, em importante associação microrregional.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santa Bárbara, pelo Alvará de 16 de fevereiro de 1724, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santa Bárbara, pela Lei Provincial n.º 134, de 16 de março de 1839, desmembrado do município de Mariana. Sede na povoação de Santa Bárbara. Constituído de 2 distritos: Santa Bárbara e Catas Altas de Mato Dentro. Instalado em 28 de janeiro de 1840. 
Pela Lei Provincial n.º 184, de 03 de abril de 1840, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Alfié e anexado a vila de Santa Bárbara. 
Pela Lei Provincial n.º 247, de 20 de julho de 1843, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São Domingos do Prata e anexado a vila de Santa Bárbara. 
Pela Lei Provincial n.º 471, de 01 de julho de 1850, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São Gonçalo do Rio Abaixo e anexado ao município de Santa Bárbara. 
Pela Lei Provincial n.º 760, de 02 de maio de 1856, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Cocais e anexada a vila de Santa Bárbara. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Santa Bárbara, pela Lei Provincial n.º 881, de 06 de junho de 1858. 
Pela Lei Provincial n.º 898, de 04 de junho de 1858, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Bom Jesus do Amparo e anexado ao município de Santa Bárbara. 
Pela Lei Provincial n.º 2.001, 14 de novembro de 1873, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Rio São Francisco e anexado ao município de Santa Bárbara. 
A comarca de Santa Bárbara foi criada pela Lei Provincial n.º 2.500, de 12 de novembro de 1878. 
Pela Lei Provincial n.º 3.100, de 28 de setembro de 1883, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Conceição do Acima e anexado ao município de Santa Bárbara. 
Pelo Decreto Estadual n.º 23, de 01 de março de 1890, são desmembrados do município de Santa Bárbara os distritos de São Domingos do Prata e Alfié, para constituir a nova vila de São Domingos do Prata. 
Pelo Alvará de 28 de janeiro de 1752, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Morro Grande e anexado ao município de Santa Bárbara. 
Pela Lei Estadual n.º 556, de 30 de agosto de 1911, foram criados os distritos de Barra (ex povoado) e Mercês de D’Água Limpa e anexados ao município de Santa Bárbara. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 11 distritos: Santa Bárbara, Barra, Bom Jesus do Amparo, Catas Altas de Mato Dentro, Conceição do Rio Acima, Cocais, Mercês D’Água Limpa, Morro Grande, Rio São Francisco e São Gonçalo do Rio Abaixo. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, o município é constituído de 11 distritos: Santa Bárbara, Barra, Catas Altas (ex Catas Altas de Mato Dentro), Bom Jesus do Amparo, Conceição do Rio Acima, Cocais, Morro Grande, Rio São Francisco e São Gonçalo do Rio Abaixo. 
Pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, é criado o distrito de Itaeté e anexado ao município de Santa Bárbara e o distrito de Mercês D’Água foi extinto. Sob a mesma Lei Estadual, o distrito de Barra tomou o nome de Barra Feliz e o distrito de Rio São Francisco a chamar-se Florália. 
Pela Lei Estadual n.º 981, de 17 de setembro de 1927, o distrito de Barra Feliz (ex Barra) tomou o nome de Brumado e o distrito de Itaeté passou a denominar-se Barra Feliz. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 10 distritos: Santa Bárbara, Barra Feliz (ex Itaeté), Bom Jesus do Amparo, Brumado (ex Barra Feliz), Catas Altas, Cocais, Conceição do Rio Acima, Florália (ex Rio São Francisco), Morro Grande e São Gonçalo do Rio Abaixo. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito de Morro Grande aparece com a denominação de São João do Morro Grande. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, o distrito de São João do Morro Grande voltou a chamar-se Morro Grande. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 10 distritos: Santa Bárbara, Barra Feliz, Bom Jesus do Amparo, Brumado, Catas Altas, Cocais, Conceição do Rio Abaixo, Florália, Morro Grande e São Gonçalo do Rio Abaixo. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, são desmembrados de Santa Bárbara os distritos de Morro Grande, Bom Jesus do Amparo e Cocais, para constituir o novo município de com a denominação de Barão de Cocais (ex Morro Grande). Pelo referido Decreto-lei Estadual o distrito de Brumado tomou o nome de Brumal. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 7 distritos: Santa Bárbara, Barra Feliz, Brumal (ex Brumado), Catas Altas, Conceição do Rio Acima, Florália, e São Gonçalo do Rio Abaixo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, é desmembrado do município de Santa Bárbara o distrito de São Gonçalo do Rio Abaixo. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 6 distritos: Santa Bárbara, Barra Feliz, Brumal, Catas Altas, Conceição do Rio Acima e Florália. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993. 
Pela Lei Estadual n.º 12.030, 21 de dezembro de 1995, é desmembrado do município de Santa Bárbara o distrito de Catas Altas. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 5 distritos: Santa Bárbara, Barra Feliz, Brumal, Conceição do Rio Acima e Florália. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Belo Horizonte e Imediata de Santa Bárbara - Ouro Preto. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Itabira, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.
Relevo e Altitude
O relevo é predominantemente montanhoso e acidentado, inserido na Serra do Espinhaço. A sede do município situa-se a uma altitude de 730 metros, mas o território possui variações extremas, atingindo picos de mais de 1.700 metros nas cristas da Serra do Caraça.
Clima
Clima tropical de altitude, invernos secos, verões brandos e úmidos. O mês mais quente é fevereiro, com temperatura média de 20ºC e o mais frio é julho, com 13,6º C. A média anual é de 17,4ºC. Os biomas transitam entre a Mata Atlântica e o Cerrado.
Solo e Vegetação
Os solos são variados, com forte presença de Latossolos e solos litólicos ricos em ferro e manganês. A vegetação é uma fascinante zona de transição: o município abriga desde a Mata Atlântica densa até o Cerrado e os Campos Rupestres nas partes mais altas das serras, onde a biodiversidade é altíssima e o endemismo de plantas é frequente. 
Economia
Santa Bárbara é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. 
Atualmente sua economia se baseia: na extração mineral de ferro e ouro por grandes empresas; na produção de mel e derivados; na silvicultura; no reflorestamento para produção de celulose; nas atividades agropecuárias de expressão regional; e no turismo ecológico, rural, histórico, cultural e de aventuras (esportes radicais), hoje em fase de franco desenvolvimento. 
A economia de Santa Bárbara é diversificada.
Como parte do Quadrilátero Ferrífero, a extração de ouro e minério de ferro é a principal fonte de arrecadação. Empresas como a AngloGold Ashanti operam na região, gerando empregos e movimentando a cadeia de suprimentos local.
Santa Bárbara é amplamente reconhecida como a "Capital Mineira do Mel". A produção é vasta e de altíssima qualidade, com cooperativas que exportam o produto. Anualmente, a cidade celebra a Feira do Mel, um dos eventos mais tradicionais da região.
A cidade possui um centro comercial ativo que atende não apenas os moradores, mas também o fluxo turístico constante.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 2,6 mil admissões formais e 2,8 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -188 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -327.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Santa Bárbara. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 74 empresas.
Educação
Santa Bárbara possui uma rede de ensino de qualidade. O município foi um dos pioneiros na educação musical nas escolas públicas, com o projeto "Música na Escola". 
Santa Bárbara destaca-se por uma rede pública e privada eficiente. O município conta com unidades do SENAI, focadas na formação técnica para atender à demanda da indústria de mineração. Além disso, a prefeitura investe em programas de tempo integral e projetos culturais, como a Escola de Música, que reforça o laço das novas gerações com o patrimônio histórico e artístico da cidade.
O município conta com 17 escolas municipais; 5 escolas estaduais; e escolas particulares e 2 escolas técnicas.
Distritos
O município de Santa Bárbara possui quatro Distritos afastados da sede: Barra Feliz, a 5 km por asfalto, na estrada MG-436; Brumal, a 5 km por asfalto; Florália, a 10 km estrada de terra e Conceição do Rio Acima, a 23 km estrada de terra. 
Cultura e turismo
A cidade oferece como atrações turísticas permanentes algumas construções do século XVIII entre eles a Matriz de Santa Bárbara, dedicada a Santo Antônio e construída em 1724, no estilo barroco colonial, recentemente recuperada, onde se destaca o teto da nave pintado pelo Mestre Manuel da Costa Ataíde. Há ainda o casario do século XIX do centro histórico da cidade, destacando-se a Prefeitura, o Hotel Quadrado, a antiga Cadeia Municipal (futuro Museu Municipal), a Pharmacia Sant'Anna (atual Museu do Judiciário Municipal), o Chalé Barroco, a Casa da Cultura, a Igrejinha de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e o casario colonial da Rua Rabelo Horta. Possui mais três igrejas, várias capelas barrocas e a Represa do Peti (Usina Hidrelétrica de Peti), área de preservação ambiental e reserva ecológica pertencente à Cemig, liberada para pesquisas, pescarias e visitas. 
Como atrações turísticas temporárias, Santa Bárbara conta com vários eventos: a cavalhada de Santo Amaro, no primeiro domingo de julho, o Torneio Leiteiro e Exposição Agropecuária, no segundo fim de semana de julho; a Feira Multisetorial, no terceiro fim de semana de setembro, com cavalgadas, rodeios e animados shows de artistas populares; e o aniversário da cidade, em 4 de dezembro, com programação cultural variada. Santa Barbara é uma cidade muito calma e ótima para se visitar. 
No subdistrito de André do Mato Dentro, acontece, em outubro, a tradicional Festa de São Geraldo e Santo Antônio com atrações religiosas, como missas e procissão, além da Corporação Musical Santo Antônio e da esperada Cavalhada Feminina - considerada a única do gênero no estado. Em Bateias (comunidade rodeada e administrada por limítrofe de três municípios- Santa Bárbara, Rio Piracicaba e Alvinópolis), na semana de 17 de junho, ocorre a tradicional Festa de São Manoel. 
Principais atrativos turísticos
- Pharmacia Sant'Anna (atual Museu do Judiciário Municipal) de D. Nini, século XVIII – Tombada pelo IEPHA e Conselho Municipal.
- Cachoeiras em diversos locais.
- Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Negros, século XVIII – Tombada pelo IEPHA e Conselho Municipal.
- Casa do Mirante, século XVIII – Tombada pelo IEPHA e Conselho Municipal.
- Capela da Arquiconfraria do Cordão de São Francisco.
- Capela de Nosso Senhor do Bonfim.
- Capela de São José, no distrito de Sumidouro.
- Casa do Mel.
- Memorial Afonso Pena antigamente denominado como Casarão Afonso Pena ou Casa Grande.
- Ginásio Poliesportivo Emília Mendes da Fonseca.
- Estação Ferroviária de Santa Bárbara (atual Estação da Música). 
- Igreja de Santo Amaro, no distrito de Brumal, século XVIII - Tombada pelo IPHAN.
Igreja Nossa Senhora da Conceição e gruta de São Bento, no distrito de Barra Feliz
- Igreja São Manoel (em Bateias).
- Igreja de Nossa Senhora das Mercês.
- Largo do distrito de Brumal - tombado pelo IEPHA.
- Matriz de Santa Bárbara (Igreja Matriz de Santo Antônio).
- Museu Antoniano. 
- Parque Recanto Verde.
- Roteiro Centro Histórico.
- Serra do Caraça (Catas Altas).
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

terça-feira, 26 de maio de 2026

IVAÍPORÃ - PARANÁ

Ivaiporã é um município brasileiro do estado do Paraná, localizado a 383 km de Curitiba. Com uma população de 33.566 habitantes, segundo estimativas do IBGE para o ano de 2025, a cidade é conhecida como um polo regional no Vale do Ivaí, destacando-se pela produção agrícola e seu desenvolvimento econômico. Entre os pontos turísticos, estão a Praça França, com uma réplica da Torre Eiffel, a Praça Espanha, com o seu chafariz, e a Praça do Japão, com o seu portão Torii e seu lago artificial. A cidade também abriga o Jardim Botânico de Ivaiporã, um espaço dedicado à preservação ambiental. Conta ainda com três paróquias: Bom Jesus, Espírito Santo e Santíssima Mãe de Deus, localizadas respectivamente em Praça Yvens Gueguem, Rua Pitanga e Avenida Minas Gerais. Além disso há quatro faculdades presenciais, a saber, Univale, IFPR (Instituto Federal do Paraná), UEM (extensão da Universidade Estadual de Maringá) e Fatec; e várias de ensino à distância ou semi presencial, como Unicesumar, Uniasselvi e Uningá (entre outras). 
História
Outrora povoada pelos índios Guaranis, a região da atual cidade de Ivaiporã foi colonizada por brasileiros de várias regiões do Brasil, na década de 1940. Estes pioneiros tinham como principal atividade, a criação de porcos e a exploração de madeira, principalmente os colonos oriundos de Santa Catarina (estes descendentes de ucranianos, poloneses, italianos e alemães). Por outro lado, os pioneiros oriundos de Minas Gerais, São Paulo e Bahia, investiram na agricultura, principalmente na plantação do café. 
Mais tarde, a empresa "Colonizadora Ubá" recebeu a autorização de exploração das terras e organizou minifúndios, transformando a região num dos últimos eldorados do Paraná. 
Na década de 1970, com o título de "capital mundial do milho", a cidade tinha como referências econômicas, a exploração de plantio de cereais, como o feijão, o milho, além do algodão, entre outros, sendo aberta várias cooperativas. 
Em 1951, era conhecida como Distrito de Ivainópolis, recém desmembrada do distrito de Manuel Ribas e incorporado ao município de Pitanga. Em 1955, tornou-se distrito da cidade de Manoel Ribas, quando passa a ser denominada de Ivaiporã. 
Em 25 de julho de 1960 é elevada a categoria de município. 
Em 1995 os distritos Arapuã e Ariranha do Ivaí se desmembram do município, se tornando municípios, restando os 4 distritos de Ivaiporã: Distrito sede, Jacutinga, Alto Porã e Santa Bárbara 
O município antes da denominação atual teve outras referências como Queimada, Cruzeiro, Sapecado, Ivainópolis e, finalmente, Ivaiporã em agosto de 1955, como distrito de Manoel Ribas. 
Nos dias atuais Ivaiporã é uma cidade com ótimos índices de desenvolvimento, se destaca muito pela sua agricultura, sendo a capital do milho, hoje também possui um comércio muito bom, com muitas franquias de lojas na cidade como: Subway, Chiquinho Sorvetes, For Boys & For Girls, Americanas, Pernambucanas, Dog King, Gela boca, The Best Açaí, Colégio Objetivo, Farmácias Nissei, o cinema da cidade “Cine Ivaiporã” é muito mais, a cidade possui um projeto com 3 praças temáticas, a praça França, com a réplica da Torre Eiffel, a praça Japão com um lago, um portal, e uma casa temática, e a praça Espanha com um chafariz e muitas árvores. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Ivainópolis, pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, com terras desmembradas do distrito de Manuel Ribas. Subordinado ao município de Pitanga. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o distrito de Ivainópolis figura no município de Manuel Ribas. 
Pela Lei Estadual n.º 2.429, de 13 de agosto de 1955, o distrito de Ivainópolis passou a denominar-se Ivaiporã. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Ivaiporã, pela Lei Estadual n.º 4.245, de 25 de julho de 1960, desmembrado do município de Manuel Ribas. Sede no atual distrito de Ivaiporã (ex Ivainópolis). Constituído de 2 distritos: Ivaiporã e Guarita, ambos desmembrados do município Manuel Ribas. Instalado em 19 de novembro de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 4.367, de 24de maio de 1961, é criado o distrito de Jardim Alegre e anexado ao município de Ivaiporã. 
Pela Lei Estadual n.º 4.552, de 10 de fevereiro de 1962, é criado o distrito de São João do Ivaí e anexado ao município de Ivaiporã. 
Pela Lei Estadual n.º 4.582, de 27 de julho de 1962, é criado o distrito de Lajeado e anexado ao município de Ivaiporã. 
Pela Lei Estadual n.º 49, de 21 de novembro de 1962, é criado o distrito de Ubá do Sul e anexado ao município de Ivaiporã. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 6 distritos: Ivaiporã, Guarita, Jardim Alegre, Lajeado, São João do Ivaí e Ubá do Sul. 
Pela Lei Estadual n.º 4.859, de 28 de abril de 1964, são desmembrados do município Ivaiporã os distritos de Jardim Alegre e Ubá do Sul, para constituir o novo município de Jardim Alegre. Pela mesma Lei acima citada, são desmembrados do município de Ivaiporã os distritos de São João do Ivaí e Guarita, para constituir o novo município de São João do Ivaí. 
Pela Lei Estadual n.º 5.528, de 20 de fevereiro de 1967, é criado o distrito de Arapuã e anexado ao município de Ivaiporã. 
Pela Lei Estadual n.º 5.671, de 18 de outubro de 1967, foram criados os distritos de Alto Porã, Ariranha e Jacutinga e anexados ao município de Ivaiporã. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 5 distritos: Ivaíporã, Alto Porã, Arapuã, Ariranha e Jacutinga. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1971. 
Pela Lei Estadual n.º 6.903, de 22 de julho de 1977, é criado o distrito de Romeópolis (ex Lajeado) anexado ao município de Ivaiporã. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 6 distritos: Ivaíporã, Alto Porã, Arapuã, Ariranha, Jacutinga e Romeópolis. 
Pela Lei Estadual n.º 11.219, de 08 de dezembro de 1995, é desmembra do município de Ivaíporã o distrito de Arapuã. Elevado á categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 11.257, de 21 de dezembro de 1995, é desmembrado do de Ivaíporã o distrito de Ariranha. Elevado à categoria de município com a denominação de Ariranha do Ivaí. 
Pela Lei n.º 1.044, de 18 de dezembro de 1998, é criado o distrito de Santa Bárbara e anexado ao município Ivaíporã. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 4 distritos: Ivaiporã, Alto Porã, Jacutinga e Santa Bárbara. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Geografia
Possui uma área é de 432,470 km² representando 0,217 % do estado, 0,0767 % da região e 0,0051 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 24°14'52" sul e a uma longitude 51°41'06" oeste, estando a uma altitude de 692 m. 
Relevo e Altitude
O relevo de Ivaíporã é predominantemente ondulado a acidentado, típico do Terceiro Planalto Paranaense. A cidade está a uma altitude média de 685 metros acima do nível do mar, o que proporciona paisagens de vales profundos e serras suaves.
Solos
O município é agraciado com a famosa "Terra Roxa" (Latossolos Vermelhos de origem basáltica). Este solo é extremamente fértil e profundo, sendo um dos principais responsáveis pela pujança agrícola histórica da região.
Clima
O clima é o Subtropical Úmido Mesotérmico (Cfa). Caracteriza-se por verões quentes e invernos com geadas ocasionais. A temperatura média anual é de aproximadamente 21 °C, com chuvas bem distribuídas ao longo de todo o ano.
Vegetação
A cobertura vegetal original era composta pela Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucárias) e fragmentos de Floresta Estacional Semidecidual. Hoje, restam reservas preservadas e matas ciliares que protegem os inúmeros ribeirões que cortam o município.
Localização
Acesso rodoviário

Como chegar a Ivaíporã a partir do Anel de Integração do Paraná: 
- Saindo de Londrina ou de Maringá, seguir em direção a Mandaguari pela BR-376 / PR-444);
- Em Mandaguari, seguir rumo sul, pela rodovia PRT-466, passando por Jandaia do Sul, Kaloré, Borrazópolis e Jardim Alegre, por aproximadamente 85 quilômetros. Exceto por um trecho não pavimentado de 12,8 quilômetros entre Borrazópolis e a localidade de Porto Ubá, o restante do trecho entre Mandaguari e Jardim Alegre é percorrido por rodovias pavimentadas;
- Depois de Jardim Alegre, seguir por 2 quilômetros pavimentados no rumo sul e virar à esquerda no entroncamento com a PR-846, até chegar à cidade (pouco mais de 4 quilômetros, também pavimentados.
Economia
Ivaiporã é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo alto crescimento econômico.
A economia de Ivaíporã é o motor do Vale do Ivaí.
Ivaiporã possui um comércio fortíssimo e diversificado, que atende mais de 20 municípios vizinhos. O setor bancário, hospitalar e de assistência técnica agrícola são os pilares da arrecadação municipal.
Após o ciclo do café, o município diversificou sua produção. Hoje, destaca-se no plantio de soja, milho e trigo. A fruticultura e a produção de hortaliças também ganham espaço através de cooperativas locais.
A criação de gado de corte e leite é expressiva, sustentada por pastagens de alta qualidade e tecnologia de melhoramento genético.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 3,4 mil admissões formais e 3 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 377 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 233.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Ivaiporã. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 115 empresas.
Educação
Ivaiporã consolidou-se como um polo universitário de destaque no interior do Paraná. A cidade abriga instituições de peso que atraem jovens de todo o estado.
- IFPR (Instituto Federal do Paraná): oferece cursos técnicos e superiores voltados à tecnologia e inovação.
- UEM (Universidade Estadual de Maringá): possui campus na cidade com cursos estratégicos como Educação Física e Serviço Social.
- Univale: uma instituição privada tradicional que oferece diversos cursos, como Direito, Enfermagem e Odontologia.
- FATEC.
Essa infraestrutura educacional é vital para evitar o êxodo juvenil e para qualificar a mão de obra que atua no dinâmico setor de serviços local.
Turismo
O turismo em Ivaíporã mescla o lazer rural com grandes eventos regionais.
O Salto do Paschoal é uma belíssima queda d'água que atrai banhistas e entusiastas do ecoturismo.
A Exposição Agrícola e Industrial do Vale do Ivaí (EXPOVALE) é o maior evento da região. Realizada anualmente, reúne shows nacionais, rodeios e feiras de tecnologia agrícola, movimentando a economia hoteleira.
A Paróquia Espírito Santo e outras igrejas locais são marcos arquitetônicos e centros de peregrinação durante festas tradicionais.
Esportes
Tem como time de futebol o Ivaíporã Futsal que atualmente disputa a série prata do Campeonato Paranaense de Futsal. 
Outras modalidades como o ciclismo, vôlei, campeonato de futebol suíço veterano onde jogam homens acima de 35 anos de idade, é uma diversão a mais aos sábados. 
No passado a cidade possuiu alguns clubes no Campeonato Paranaense de Futebol, como o Ivaíporã Atlético Clube, o Ivaiporã Futebol Clube, o Esporte Clube Ivaíporã e o Noroeste Ivaíporã Esporte Clube.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sábado, 23 de maio de 2026

BAGRE - PARÁ

Bagre é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Marajó. Localiza-se no norte brasileiro, a uma latitude 01º53'59" sul e a longitude 50º09'52" oeste. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 35.147 habitantes.
História
São poucas as informações sobre a fundação do povoado que deu origem a esse Município, sabendo-se que foi a época da Proclamação da República. A Lei n.º 934, de julho de 1879, criou no lugar chamado Bagre, que pertencia ao Município de Oeiras, uma capela curada que, através da Lei n.º 1.173, de 23 de abril de 1883, passou para o Município de Melgaço. E em 1887, já no crepúsculo do regimento monárquico, pela Lei n.º 1.306, de 28 de novembro, foi elevada á condição de Freguesia, permanecendo, assim, até a República. 
Por solicitação de seus habitantes, o governo provisório do Pará – o primeiro republicano – em 1890, pelo Decreto n.º 210, de 28 de outubro, criou o Município de Bagre. Da mesma data é a portaria que nomeava o Conselho de Intendência Municipal, sendo presidido pelo intendente Manoel Evaristo de Mendonça, eleito no primeiro pleito municipal ali realizado. 
A posse dos nomeados e a instalação oficial do município, ocorreu a 11 de novembro de1891, Bagre pertenceu, sucessivamente, aos Municípios de Portel (Decreto n.º 72, de 27 de dezembro de 1930), Curralinho (Decreto n.º 72, de 27 de dezembro de 1930) e, em 1935, com a Lei n.º 08, voltou a pertencer a Portel, apresentando-se como um de seus distritos, o que foi considerado pelo Decreto Lei n.º 2,.972 de 31 de março de 1938. 
Pelo Decreto Lei n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, o Município de Portel perde para Oeiras o distrito de Bagre. Em face do disposto no Decreto Lei n.º 4.505, de 30 de novembro de 1943, o Município de Oeiras e o distrito de Bagre passaram a denominar-se Araticu, constituído de dois distritos Araticu e Bagre, Bagre, até 1961, pertencia ao município de Araticu, hoje Oeiras do Pará. A Lei n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, lhe restituiu a autonomia municipal. 
O município é constituído dos distritos de Bagre e Pedreira. 
A povoação foi fundada no século XIX, pertencendo então ao município de Oeiras do Pará. Em 1883 passou a pertencer ao município de Melgaço e em 1887 foi elevada a freguesia. Foi município autónomo entre 1890 e 1930. Nesse ano foi anexada ao município de Portel como distrito. Este foi, no entanto, transferido para o município de Curralinho até 1935. Em 1938 voltou ao município de Oeiras do Pará, então conhecido como Araticu, onde se manteve até a sua autonomia ser restaurada em 1961. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Bagre, por Lei Provincial n.º 1.306, de 28 de novembro de 1887, no município de Oeiras. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Bagre, por Decreto Estadual n.º 198, de 09 de outubro de 1890, desmembrado de Oeiras. Constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 4 distritos: Bagre, Itaucu, Jaguarajó e Jacundá. 
Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04 de novembro de 1930, o município de Bagre foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Portel. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Bagre figura no município de Portel. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pela Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, é desmembrado do município de Portel o distrito de Bagre, para constituir o novo município de Oeiras. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Bagre figura no município de Oeiras. 
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 4.505, de 30 de dezembro de 1943, o município de Oeiras passou a denominar-se Araticu. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o distrito Bagre figura no município de Araticu. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Bagre, pela Lei Estadual n.º 1.127, de 11 de março de 1955, desmembrado de Araticu. Sede no antigo distrito de Bagre. Constituído do distrito sede. 
Pelo Acórdão do Superior Tribunal Federal, de 04 de outubro de 1955, é anulada a criação do município, voltando seu território a figurar como distrito no município de Araticu. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o distrito de Bagre permanece no município de Araticu. 
Elevado à categoria de município a denominação de Bagre, pela Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Araticu. Sede no antigo distrito de Bagre. Constituído de 2 distritos: Bagre e Pedreira. Instalado em 25 de março de 1962. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 2 distritos: Bagre e Pedreira. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município está a uma altitude de 31 metros acima do nível do mar e ocupa uma área de 4.417,699 km².
Relevo 
Como a maior parte do Marajó, o relevo é de uma planície aluvial extremamente plana. 
Essa região tem como principal revelo a planície que é uma grande área geográfica com pouca ou raramente nenhum tipo de variação de altitude, são lugares onde se encontra a maior variação de clima é tempo, sendo que dentro do bioma amazônico encontramos outros tipos de relevo como: Planalto, Planície, depressão é montanhas ou picos.
Solos
Os solos são predominantemente Hidromórficos (Gleissolos e Plintossolos), caracterizados pela baixa drenagem e riqueza em sedimentos orgânicos nas áreas de várzea.
Vegetação
A vegetação é um mosaico de Floresta de Várzea e Igapó, dominada por palmeiras como o açaizeiro (Euterpe oleracea) e o buriti, além de madeiras nobres em áreas de terra firme. 
Hidrografia
A principal drenagem do Município é o rio Jacundá que corta seu território. No sentido Sudeste-Noroeste, tendo como principais afluentes os igarapés Águas-Claras, Açu, Braço, Repartimento do Jacundá e o rio Juruparí que deságua no Rio Pará. 
Destaca-se, ainda, o rio Panaúba que, em sua foz, no Rio Pará, banha a sede municipal, e tem como principais afluentes o rio Tachí e os igarapés Pirarucu e Pimental. Fazendo limite a Leste, com Oeiras do Pará, encontra-se o rio Mocajatuba e, a Noroeste, o rio Jaguarajó, limite com Portel. Ao Norte, encontra-se a Furo Santa Maria, limite com Melgaço e Baia das Araras, limite com Curralinho, onde estão situados diversos furos e ilhas. 
Clima
O clima corresponde ao tipo Ami (Kôppen), com média mensal é sua temperatura mínima superior a 20 °C é máxima de 37 °C. Estação seca de pequena duração é umidade suficiente para a manutenção da floresta é a amplitude térmica que não ultrapassa a escala de 5 a 10 °C, com ligeira variação para o tipo Aw, com chuvas que ocorrem com incidência de fevereiro a abril, onde ocorre a maiores níveis de pluviosidade chegando a ser superior ao valor registrado no ano. 
Com temperatura do ar elevada, predominante na Amazônia, com média de 20 a 40 °C, máxima de 38 °C é mínima de 24 °C. a sensação térmica da região nos últimos anos vem apresentando muitas variedades, causando múltiplas mudanças na região, houve um aumento significativo sensação térmica é da temperatura aparente, que é a forma como os nossos sentidos percebem a temperatura do ar, de 2016 para cá essa sensação aumentou 40% a maior do século é da década (8 °C a mais que registrado nos últimos séculos que era de 1 °C em cada 20 anos). A umidade relativa está sempre acima de 80% sendo raramente inferior a 70%. A precipitação pluviométrica está regulada em cerca 2.202 mm anuais, podendo ultrapassar o limite devido ao aquecimento global que afeta nosso planeta. 
Economia
A economia de Bagre é essencialmente extrativista e voltada para o setor primário.
Bagre é um dos protagonistas na produção de açaí no Marajó. O "ouro roxo" movimenta a economia local, desde a colheita artesanal até o transporte para os grandes centros processadores.
A pesca artesanal é tanto a base da segurança alimentar quanto um item de exportação regional (camarão, piramutaba e, claro, o bagre).
Embora sob rigorosa fiscalização ambiental, o setor madeireiro ainda possui relevância histórica e econômica, evoluindo para modelos de manejo sustentável.
Cultivos de mandioca (para a produção de farinha) e frutas regionais sustentam as famílias rurais.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 36 admissões formais e 28 desligamentos, resultando em um saldo de 8 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -18.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Bagre. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, também não houve novos registros.
Educação
 A educação em Bagre enfrenta os desafios logísticos da Amazônia. Grande parte das escolas situa-se em zonas ribeirinhas, exigindo uma frota de barcos-escola para o transporte dos alunos. O município conta com unidades de ensino fundamental e médio, buscando parcerias com o estado para a oferta de ensino técnico voltado para a agroecologia e o manejo florestal, ferramentas essenciais para fixar o jovem na região com perspectiva de renda sustentável.
Infraestrutura
Rodovias
O município é atendido pela rodovia PA-156.
Equipamentos urbanos
Orla de Bagre

Localizada ao longo da Avenida Barão do Rio Branco onde encontramos também os principais prédios da cidade e a área comercial. Onde culmina todo o movimento, principalmente aos finais de semanas por causa da Praça 29 de Dezembro que é próximo a Orla e o Hidroviário Municipal que se encontra lanchonetes e outros serviços. 
Cultura
A memória cultural e histórica do município de Bagre está intimamente ligada ao Município de Oeiras do Pará. Devido ser criado através do desmembramento do antigo município de Oeiras, ganhando autonomia municipal, em 1961. 
Como expressão religiosa, destaca-se a festa de Santa Maria, Padroeira do lugar, realizada no período de 20 a 30 de maio, com Círio fluvial, arraial, ladainha e festa dançante. 
Os equipamentos culturais resumem-se a uma biblioteca e uma casa da cultura. Vinculadas à Prefeitura Municipal. 
Turismo
O turismo em Bagre é de nicho, voltado para o Ecoturismo e a vivência ribeirinha.
A festa de Nossa Senhora de Nazaré, em novembro, é o ápice cultural, reunindo procissões fluviais que transformam os rios em caminhos de fé e cores.
Durante a baixa dos rios, surgem bancos de areia e praias de água doce cristalina nos arredores da sede municipal.
Bagre é um destino gastronômico para quem busca a essência paraense: peixe fresco com açaí "grosso", charque frito e frutas como o bacuri e o cupuaçu.
Referências para o texto: Wikipédia; IBGE ; Caravela .

quinta-feira, 21 de maio de 2026

PIRES DO RIO - GOIÁS

Pires do Rio é um município brasileiro do estado de Goiás. Sua população conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 33.738 habitantes.
História
Pires do Rio foi fundada em 1922 à margem da ferrovia. Seu nome foi dado em homenagem ao Ministro de Viação e Obras Públicas do Governo Epitácio Pessoa, José Pires do Rio. O ministro visitou o local do município em agosto de 1921 para inspecionar as obras. 
A ferrovia então passaria pela fazenda do Coronel Lino Teixeira de Sampaio, que já era um ponto de pouso de tropeiros e recebia convidados ilustres do Rio de Janeiro e São Paulo, quando estes vinham à região. 
Com o surgimento do município, famílias de Santa Cruz, Orizona (antigo Campo Formoso) e outros locais se instalaram no local. 
Pires do Rio, localizada a 120 km da capital, Goiânia, possui o único museu ferroviário do estado e o 5º do gênero no país. A cidade nasceu com a construção do entroncamento ferroviário que ligou a Ferrovia Centro Atlântica (FCA) ao porto de Santos/SP. A cidade possui uma ponte histórica, sobre o Rio Corumbá, a ponte Epitácio Pessoa, que foi importada da Europa possuindo características arquitetônicas da época. Tempos depois foi substituída por uma ponte de concreto, mas, a ponte de ferro ainda continua no local original, abandonada pelas autoridades públicas, que não a restauram.
Nos dias contemporâneos, já se executa o ligamento desta ferrovia à Ferrovia Norte-Sul, visto que a malha ferroviária termina em Anápolis, onde será ligada àquela que se constrói desde o Governo do Presidente Sarney. Pelos trilhos da cidade de Pires do Rio passaram grande parte dos matérias que construíram Brasília e Goiânia. 
A microrregião de Pires do Rio é conhecida como região da estrada de ferro. 
Doação do terreno
A área destinada ao município foi doada pelo Coronel Sampaio no dia 5 de julho de 1922, na sede da Fazenda Brejo, tendo por testemunha sua esposa, Dona Rozalina Fernandes de Oliveira, Hermenegildo Lobo, Balduino Ernesto de Almeida, Joaquim Antônio Teixeira e Eliezer Jorge de Almeida. 
Nesse documento, o Coronel Sampaio estabeleceu cláusulas para a fundação e desenvolvimento do município, com vistas a beneficiar a população na área socioeducacional. Na região, era reconhecido como um homem simpático e de vasto currículo de amizades. Para homenagear o Coronel Sampaio, o município batizou uma de suas escolas com o nome do benfeitor. 
Cidade planejada
Muito antes de Goiânia e Brasília, Pires do Rio foi o primeiro município de Goiás que teve sua criação e projeto planejado. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Pires do Rio, pela Lei Municipal n.º 66, de 23 de agosto de 1924, subordinado ao município de Santa Cruz. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Pires do Rio, pela Lei Estadual n.º 9, de 07 de julho de 1930, desmembrado de Santa Cruz. Sede no atual distrito de Pires do Rio. Constituído do distrito sede. Instalado em 07 de setembro de 1930. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 2 distritos: Pires do Rio e Cristianópolis. 
Pelo Decreto-Lei n.º 5.200, de 08 de dezembro de 1934, Pires do Rio é rebaixado à categoria de distrito, subordinado ao município de Santa Cruz. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, Pires do Rio figura como distrito de Santa Cruz. 
Pelo Decreto-Lei n.º 557, de 03 de março de 1938, Pires Rio passa a categoria de município, sendo Santa Cruz rebaixado à categoria de distrito. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município já denominado Pires do Rio aparece constituído de 3 distritos: Pires do Rio, Santa Cruz e Cristianópolis. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 8.305, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Santa Cruz Passou a denominar-se Corumbalina. 
Pelo Ato das Disposições Constitucionais Transitórias de 20 de julho de 1947, Artigo 61, é desmembrado do município de Pires do Rio, o distrito de Corumbalina. Elevado à categoria de município com a denominação de Santa Cruz de Goiás. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Pires do Rio e Cristianópolis. 
Pela Lei Municipal n.º 221, de 15 de julho de 1953, é criado o distrito de Palmelo (ex povoado) e anexado ao município de Pires do Rio. 
Pela Lei Estadual n.º 739, de 23 de junho de 1953, é desmembrado do município de Pires do Rio o distrito de Cristianópolis. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 908, de 13 de novembro de 1953, é desmembrado do município de Pires do Rio o distrito de Palmelo. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence à região geográfica intermediária de Goiânia e à região imediata de Pires do Rio. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Pires do Rio, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro Goiano. 
O município está inscrito na região do maciço goiano, caracterizado pelo domínio das chapadas e serras. Sua topografia da área de 600 m a 800 m de altitude, aproximadamente. Ocupa uma área de 1 073,360 km². 
Relevo e Altitude
O relevo de Pires do Rio é caracterizado por ser suave ondulado, típico das chapadas do Planalto Central Brasileiro. Essa topografia facilita imensamente a mecanização agrícola. A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 745 metros acima do nível do mar, o que proporciona um clima levemente mais fresco que as planícies do Araguaia.
Vegetação
A vegetação nativa é o Cerrado, com suas diversas fitofisionomias, como matas de galeria ao longo dos rios Corumbá e Maratá, e áreas de cerradão. O bioma é rico em biodiversidade, embora grande parte da área original tenha dado lugar a pastagens e lavouras.
Solos
Os solos predominantes são os Latossolos Vermelhos, profundos, bem drenados e com boa estrutura física. São solos que, embora naturalmente ácidos, respondem extraordinariamente bem à correção (calagem) e fertilização, tornando-se extremamente produtivos para grãos.
Clima
Pires do Rio é conhecida por ser uma das cidades mais frias de Goiás, possuindo um clima tropical de altitude semiúmido. A cidade possui clima frio no outono e no inverno e ameno durante a primavera e o verão. Segundo dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no município, em operação desde outubro de 2007, a menor temperatura registrada em Pires do Rio foi de 4,1 °C em 21 de maio de 2018, seguido por 4,4 °C em 19 de maio de 2022. Por outro lado, a maior temperatura ocorreu em 7 de outubro de 2020, com máxima de 40,8 °C durante a tarde, sendo que, no dia seguinte, a máxima atingiu 40,2 °C, o segundo maior valor da série histórica. O maior acumulado de precipitação em 24 horas alcançou 110,8 milímetros (mm) em 24 de novembro de 2015, seguido por 101,4 mm em 4 de abril de 2008. O menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi de 9% em 29 de setembro de 2020. A maior rajada de vento chegou a 23,5 m/s (84,6 km/h) em 6 de novembro de 2008.
Economia
Agricultura, pecuária e avicultura

Destacam-se os produtos agrícolas: soja, milho arroz, feijão e outros. Contudo sendo atualmente a principal fonte dos recursos da cidade a agricultura familiar. A produção de aves beneficia Pires do Rio e toda a região gerando emprego e renda. 
Avicultura
A atividade é importante para o município, que gera 3.000 empregos diretos e mais 2.000 indiretos. 
Indústria
Pires do Rio tem na industrialização uma das suas maiores fontes de arrecadação para o município, destacando-se, dentre outras indústrias, um cortume, um frigorífico, esmagamento de soja (700 ton/dia) que gera em torno de 200 empregos diretos e uma empresa de abatimento de aves, que gera em torno de 5000 empregos diretos e indiretos. 
Esporte
Futebol

O município possui dois estádios de futebol: Estádio Édson Monteiro de Godoy (Monteirão) e Estádio Pacífico Inocêncio de Oliveira (Oliveirão). Seu principal time, Pires do Rio Futebol Clube, voltou a participar de jogos profissionais em 2017. 
Educação
Pires do Rio consolida-se como um polo educacional regional. O município conta com um campus da UEG (Universidade Estadual de Goiás), oferecendo cursos superiores que formam a mão de obra qualificada para os setores de gestão, educação e agronomia da região. Além disso, a rede de ensino básico e técnico é robusta, com unidades do SENAI que auxiliam na qualificação para o setor industrial.
Cultura
Pires do Rio possui uma cultura bem diversificada com a presença de vários órgãos que tentam resgatar a cultura local. Também há a presença de lugares públicos que ajudam a firmar a identidade do município como: museu ferroviário, casa da cultura, biblioteca municipal Cyllenêo de Araujo (Leo Lynce). 
Poesia e literatura
Escritores de Pires do Rio que foram ou são membros da Academia Goiana de Letras (AGL): Aristóteles de Lacerda Júnior, Jacy Siqueira, Edir Meirelles, José Ubirajara Galli e Iúri Rincon Godinho. 
Em 1984 foi realizado o Primeiro Concurso de Poesia Falada Leo Lynce e o ganhador desta edição foi Paulo Borges Porto com o poema Um Copo Vazio. O corpo de jurados foi composto pelos escritores membros da AGL Jacy Siqueira e Ubirajara Galli. 
Música
A cidade conta com diversos músicos de diferentes estilos, que vão da música folclórica a modas de viola. No passado importantes festivais de música foram realizados no antigo Cine Eleusis que hoje se encontra desativado. 
Festas
Dentre as festas em Pires do Rio, destacam-se: 
- Folia de Reis: foi introduzida em Pires do Rio há oitenta anos, pelos irmãos Oscar e José Baiano. Os peregrinos iniciam sua caminhada no dia 25 de dezembro, percorrendo todo perímetro urbano. No dia 6 de janeiro, Dia de Reis, entregam a bandeira.
- Festa Junina: no mês de junho, mastros são ornados por todo o município. A festa mais importante ocorre no dia 13 de junho, dia de Santo Antônio de Pádua, padroeiro da cidade, também conhecida como festa do Colégio Sagrado Coração de Jesus (Sagradão) por ser realizada no pátio desta escola que é administrada pelos padres franciscanos.
- Festa de São Sebastião do Maratá: a festa que, segundo o calendário eclesiástico, deveria ocorrer em 20 de janeiro, em Pires do Rio acontece na Lua Cheia de julho. Uma explicação para isso é que o período chuvoso impedia sua realização no início do ano.
- Festa de Nossa Senhora D'Abadia: acontece em agosto, no Morro do Cruzeiro.
- Festa de Nossa Senhora do Rosário: trata-se do maior evento cultural do município. Ocorrido em outubro, grupos de Moçam biqueiros, Vilões, Catupés, Congados e Penachos juntam-se ao terno de Pires do Rio para celebrar o final do ciclo do Rosário, quando os referidos prestam reverencia a um reinado negro que conduz a coroa e dá poder a um organizador para os festejos do ano seguinte.
- Festa de São Francisco de Assis: a festa ocorre em meio a Avenida Boiadeiro, em frente a Igreja de São Francisco de Assis no mês de setembro.
- Exposição Agropecuária: acontece nos últimos dias de junho. A exposição é organizada pela Associação União Piresina (PROPIRES), em parceria com a Prefeitura Municipal.
- Baile do Hawaii: em data móvel, organizado pelo Lions Club de Pires do Rio. A festa atrai um grande número de pessoas das cidades vizinhas.
- Aniversário do Município: ocorre no dia 9 de novembro. O aniversário do município é marcado por um tradicional desfile cívico e por um show musical noturno na Praça Central. Além disso, durante a semana do aniversário, a Prefeitura normalmente promove inaugurações de obras públicas e eventos culturais, além de entregar o principal título honorífico do Município, a Comenda Coronel Lino Teixeira Sampaio.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

terça-feira, 19 de maio de 2026

ALTO ALEGRE DO PINDARÉ - MARANHÃO

Alto Alegre do Pindaré é um município brasileiro do estado do Maranhão. Localiza-se na microrregião do Pindaré, mesorregião do Oeste Maranhense. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 26.321 habitantes. 
História
A história está baseada em fatos contatos por moradores antigos da região. Contam os mais velhos que, no início eram os índios que viviam nessas terras e que a maioria vivia em montes e morros. Dai surgiu o primeiro nome da cidade baseada no local onde os índios viviam e onde eles faziam festas e rituais de suas tribos. "Alto", que está ligado diretamente aos morros e montanhas de pequeno porte que se encontram na região. 
O nome "Alegre" surgiu justamente pelo fato dos índios usarem esses montes para se refugiarem e também realizarem festas e rituais, o que gerava uma alegria constante às tribos e aos moradores que viviam ao seu redor. O nome do Pindaré, é uma referência ao rio Pindaré que corta a cidade, que se destaca por ser uma grande fonte de renda de muitos moradores e também pela sua importância do que diz respeito ao processo de urbanização, pois era uma das principais vias de tráfego da época, era por ele (via fluvial) que vinham alimentos e outros itens relevantes à subsistência. Acredita-se também que, um padre de nome Pe. André, da paróquia de São Francisco de Assis em Alto Alegre do Pindaré, Diocese de Viana, contribuiu significativamente para o fechamento do nome do município. 
Os Correios tinham dificuldades em entregar suas correspondências quando era para Alto Alegre, pois havia mais de uma cidade com o nome de Alto Alegre, e nessa troca de encomendas feitas pelos Correios, haviam de procurar uma saída para esse problema, o que foi solucionado (proposição feita pelo então Padre André Angel) com a integração do nome Pindaré aos demais já autenticados. Daí então o nome: Alto=morros; Alegre=diversão, brincadeira, felicidade; do Pindaré=o rio Pindaré. 
Outra hipótese para o nome Alto Alegre é a de que os moradores das áreas Altas da cidade serem ouvidos pelos da parte baixa quase todas as noites. Por se tratar de altitude e, portanto, o som soa mais longe (por não encontrar obstáculos físicos), assim as conversas e festas daqueles da parte de alta eram ouvidas mais frequentemente pelos da parte mais baixa que assim acabavam por dizer que o Alto era Alegre. Ficando assim o nome do local como Alto Alegre e, o complemento Pindaré advém então do nome do rio que foi juntado atendendo a uma solicitação do Padre André.
Formação Administrativa 
Elevado à categoria de município com a denominação de Alto Alegre do Pindaré, pela Lei Estadual n.º 6.167, de 10 de novembro de 1994, desmembrado do município de Santa Luzia. Sede no atual distrito de Alto Alegre do Pindaré, ex povoado de Alto Alegre. Constituído do distrito sede. Foi instalado em 1º de janeiro de 1997. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999, o município é constituído do distrito sede. 
Geografia
O município tem 1.875,580 km² de área territorial. Tem como limites, ao norte a cidade de Bom Jardim, a leste a cidade de Tufilândia, a oeste a cidade de Buriticupu e ao sul, as cidade de Santa Luzia e Buriticupu. 
Relevos e solos
Possui diferentes relevos, mas a predominância é de relevo acidentado sendo possível encontrar várias classes de solos (principalmente erpodossolo, latossolo, gleissolo e cambissolo), ruins para agricultura. 
Altitude
A altitude média é baixíssima, em torno de 10 metros acima do nível do mar, sendo que a sede do município está a uma altitude de 45 metros acima do nível do mar. Isso faz com que a dinâmica da cidade seja profundamente afetada pelas marés da Baía de Marajó, que periodicamente "lavam" as áreas de várzea.
Possui estradas precárias que na época das chuvas se tornam intrafegáveis. 
Os povoados mais populosos são: Auzilândia (que deseja separar-se e tornar-se, também, cidade), Mineirinho, Nova Brasília e Timbira do Bogea. Existem muitos outros. Uma curiosidade, existem muitos timbiras: Timbira do Manduca, Timbira do Bogea, Timbira do Ogeno, Timbira do Eduardo, todos recebem esse nome porque são banhados pelo mais importante afluente do rio Pindaré no município, o Igarapé do Timbirão. 
Vegetação
A vegetação original é uma zona de transição: a Floresta de Transição (Pré-Amazônia). O grande destaque botânico é a abundância de Babaçuais. O palmeiral de babaçu não é apenas uma característica da paisagem, mas o pilar de uma cultura extrativista secular que define a resistência das comunidades locais.
Meio Ambiente 
O bioma predominante do município de Alto Alegre do Pindaré é o amazônico. Em 2010, a cidade apresentava 9,1% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, além de 46,3% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 2,1% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada. 
Clima
O clima é o Tropical Úmido e Seco. As temperaturas são elevadas durante quase todo o ano, com médias em torno de 27 °C. O regime pluviométrico é marcado por duas estações bem definidas: o período chuvoso (inverno amazônico), de janeiro a junho, e o período de seca (verão), de julho a dezembro.
Economia
A economia da cidade é de subsistência voltada para a agricultura, com plantação de arroz, mandioca e outros e na produção de babaçu, onde extrai-se o óleo (azeite), produz-se carvão do coco, utiliza-se as palhas para a cobertura de casas tanto no interior como na cidade. 
A economia de Alto Alegre do Pindaré é movida por um tripé estratégico.
O babaçu é fundamental. Milhares de famílias dependem da quebra do coco para a produção de óleo, carvão e farinha de mesocarpo.
O município possui uma produção sólida de arroz, mandioca e milho, além de uma pecuária bovina voltada tanto para o corte quanto para o leite.
A Estrada de Ferro Carajás corta o município. Embora a ferrovia seja voltada ao transporte de minério e passageiros, ela gera uma dinâmica de serviços e empregos indiretos crucial para a arrecadação e logística local.
O rio Pindaré, que corta a cidade, tem uma enorme variedade de peixes, de onde a população complementa alimentação e de onde muitos pescadores tiram sua renda, além disso, o rio Pindaré é um ponto turístico no município. 
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 341 admissões formais e 223 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 118 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 143.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Alto Alegre do Pindaré. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 18 empresas.
Educação
Alto Alegre do Pindaré possui muitas escolas, porém, é um município com alta taxa de analfabetismo. No ano de 2008, Alto Alegre do Pindaré se destacou no cenário nacional por apresentar bons índices no indicador da educação primária. Em comparação com anos anteriores, os dados do Ministério da Educação apontam uma melhora significativa, principalmente na educação básica até a 4ª série (ensino fundamental menor). 
Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostram que a qualidade da educação começou a cair a partir 2009 e, em 2011, Alto Alegre do Pindaré registrou os menores IDEBs desde sua fundação. Em 2023, o IDEB para os anos iniciais do ensino fundamental na rede pública era 6,5 e para os anos finais, de 5,2. Comparando-se com os outros municípios do Estado, ficava na posição 7 de 217.
Cultura
Assim como o resto do Maranhão, a cultura de Alto Alegre do Pindaré é muito rica e expressiva em todas as épocas do ano, chegando ao apogeu no mês de junho quando o arraial mais famoso da região abre suas portas apresentando as danças típicas da cidade e dos povoados que compõe o município. Destacam-se as danças de bumba-meu-boi, as quadrilhas juninas, tambor de crioula, dança da mangaba, cacuriá, carimbó, dentre outras manifestações culturais importantes. 
Os terreiros de mina, candomblé e umbanda se espalham em todo o município e fazem parte da cultura local.
Turismo
O turismo em Alto Alegre do Pindaré é voltado para o lazer contemplativo e as festas populares.
Durante o período de seca, formam-se praias fluviais temporárias no Rio Pindaré, que atraem banhistas locais e de cidades vizinhas. O rio também é palco para a pesca artesanal e esportiva.
Muitos turistas utilizam a parada na estação ferroviária local para vivenciar a experiência única de viajar no trem da Vale, que oferece uma visão panorâmica das florestas e babaçuais maranhenses.
As festas juninas, com o Bumba Meu Boi, e a celebração do padroeiro local são os ápices culturais da cidade, unindo tradição religiosa e gastronomia típica (como o arroz de cuxá e o peixe frito).
Religião
Seguindo o patamar brasileiro, a população altoalegrense é composta em sua maioria por católicos apostólicos romanos, ficando em segundo lugar os evangélicos da Assembleia de Deus, outros tem a umbanda como religião e ainda há em menor número outros que fazem culto na Igreja Universal do Reino de Deus e Testemunhas de Jeová. 
Principais povoados
Os povoados do município são: Auzilândia; Mineirinho; Altamira e Nova Brasília.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sábado, 16 de maio de 2026

PONTA DE PEDRAS - PARÁ

Ponta de Pedras é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º23'25" sul e a uma longitude 48º52'16" oeste, estando a uma altitude de 10 metros. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 25.736 habitantes. 
Possui uma área de 3.380,369 km² e localiza-se na Ilha de Marajó. 
História
As origens do Município remontam o século XVIII, com a instalação dos padres mercenários na aldeia dos Muanás. Eles achavam à época que, na então Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira (atual cidade de Cachoeira do Arari), onde se encontravam, não podiam desenvolver seus trabalhos, devido à existência de propriedades particulares, então seguiram para a localidade que os padres chamaram inicialmente de Mangabeiras, pela proximidade de uma praia com o mesmo nome, até ser alterada para Ponta de Pedras, devido as pedras existentes no local, elevando à condição de Freguesia em 1737. Permaneceria Freguesia ligada em 1833 ao agora Município de Cachoeira, e só em 18 de abril de 1877, se tornaria Município de Ponta de Pedras. 
Após a Revolução de 1930, a 27 de dezembro daquele ano, Magalhães Barata extinguiu os municípios de Ponta de Pedras e Cachoeira, criando um novo, denominado Itaguari, mas 8 anos depois voltaria a Município novamente como Ponta de Pedras. Na década de 50 o Município compunha-se de dois distritos: Ponta de Pedras e Santa Cruz e, atualmente, é formado apenas pelo distrito-sede. 
Gentílico: ponta-pedrense. 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Ponta de Pedras, em 1757. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Ponta de Pedras, pela Lei Provincial n.º 886, de 18 de abril de 1877. Sede na vila de Cachoeira. Instalado em 30 de abril de 1877. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 10 distritos: Ponta de Pedras, Araquiçava, Itacuan, Rio Fábrica, Rio Puchador, Rio Fortaleza, Alto Anabiju, Baixa Anabiju, Igarapé Panema e Urinduba. 
Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04 de novembro de 1930, é extinto o município de Ponta de Pedras, sendo seu território anexado ao município de Cachoeira. 
Pelo Decreto Estadual n.º 78, de 27 de dezembro de 1930, é extinto o município de Cachoeira, passando o distrito de Ponta de Pedras a pertencer ao município de Arari. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Ponta de Pedras figura no município de Arari. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.972, de 31 de março de 1938, o município de Arari passou a denominar-se Itaguari, passando o distrito de Ponta de Pedras a pertencer ao município de Itaguari. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, o município de Itaguri passou a denominar Ponta de Pedras. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município já denominado Ponta de Pedras é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 158, de 31 de dezembro de 1948, é criado o distrito de Santa Cruz e anexado ao município de Ponta de Pedras. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Ponta de Pedras e Santa Cruz. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembra do município de Ponta de Pedras o distrito de Santa Cruz. Elevado à categoria do município com a denominação de S anta Cruz do Arari. Sob a mesma lei é criado o distrito de Mutá anexado ao município de Ponta de Pedras. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Ponta de Pedras e Mutá. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18 de agosto de 1988, o município aparece constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
Relevo e Altitude

O relevo de Ponta de Pedras é essencialmente plano, característico das áreas de planície amazônica. A altitude média é baixíssima, em torno de 10 metros acima do nível do mar. Isso faz com que a dinâmica da cidade seja profundamente afetada pelas marés da Baía de Marajó, que periodicamente "lavam" as áreas de várzea.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Af), com temperaturas elevadas durante todo o ano, variando entre 24°C e 33°C. O "inverno amazônico" (período de chuvas) ocorre entre janeiro e junho, quando as chuvas são diárias e torrenciais. No resto do ano, o sol brilha forte, mas a brisa constante que vem da baía ajuda a amenizar o calor.
Solos
Os solos são predominantemente Hidromórficos (solos de várzea) e Gleissolos, ricos em sedimentos orgânicos, porém sujeitos a inundações. Vegetação
Vegetação
A vegetação é um mosaico exuberante de Matas de Várzea, campos alagados e densos manguezais. É neste ecossistema que prosperam os imensos açaizais nativos, a maior riqueza botânica do município.
Economia
A economia de Ponta de Pedras gira em torno dos recursos naturais, com destaque absoluto para o açaí. O município é um dos maiores produtores de açaí nativo do mundo.
A colheita do fruto sustenta milhares de famílias. Grande parte da produção é enviada diariamente para Belém para abastecer o mercado do Ver-o-Peso.
Sendo uma cidade ribeirinha, a pesca artesanal de camarão, filhote e dourada é vital tanto para o consumo local quanto para a exportação.
Mantendo a tradição marajoara, o artesanato em barro ainda possui relevância cultural e econômica.
Educação
Quando o tema é Educação Básica, dentre os projetos do Plano de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação, executado pelo INEP, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, na Região Norte, Estado do Pará, as Escolas Públicas Urbanas estabelecidas no município de Ponta de Pedras obtiveram os seguintes IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em 2005, de um total de 1.177 avaliações, tendo sido vitoriosa a escola federal, em Belém, PA, Tenente Rego Barros (com 6,1), e ficado sem pontuação a escola estadual Dra. Ester Moura, escola municipal Dr. Romeu F. dos Santos, escola municipal Professor Abel Figueiredo, escola municipal Coração de Jesus, escola municipal Casinha Feliz, escola municipal João Cabral Noronha, escola municipal Messiana Monteiro Malato, escola municipal Semente do Saber, escola municipal Santa Ana Avó de Jesus, e escola municipal São Paulo. 
O município enfrenta os desafios típicos da geografia amazônica: levar ensino de qualidade às comunidades ribeirinhas distantes. A rede escolar conta com escolas municipais e estaduais que atendem ao ensino fundamental e médio. Nos últimos anos, houve um esforço em promover a educação contextualizada, valorizando os saberes locais e o manejo sustentável da floresta, preparando os jovens para atuar na bioeconomia.
Turismo
Ponta de Pedras é um tesouro turístico ainda em descoberta:
A Praia da Mangaba é a "queridinha" da cidade. Com areias brancas e águas calmas (que alternam entre doce e salgada dependendo da época), é cercada por mangabeiras, cujas frutas são usadas em sucos e sorvetes locais.
É obrigatório provar o peixe frito com açaí e o queijo do Marajó, uma iguaria feita com leite de búfala que possui um sabor inigualável.
O município preserva ritos, danças como o carimbó e a produção de cerâmica com grafismos ancestrais.
Cultura
Na cidade nasceu em 10 de janeiro de 1909 o grande escritor paraense Dalcídio Jurandir, que teria o Marajó como cenário principal em três de seus romances: "Chove nos Campos de Cachoeira" de 1941, "Marajó" de 1947 e "Três Casos e um Rio" de 1958, publicações que mostraram não só as paisagens, mas o modo de vida da Ilha. 
A principal festividade religiosa do município é o Círio de Nossa Senhora da Conceição, promovido todos os anos pela Diocese de Ponta de Pedras. O evento é celebrado com missas, shows de música religiosa, procissões, terço da alvorada e outras quermesses. 
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .