sábado, 9 de maio de 2026

TABULEIRO DO NORTE - CEARÁ

Tabuleiro do Norte é um município brasileiro, situado a leste do estado do Ceará, na divisa com o Rio Grande do Norte, mais especificamente na Mesorregião do Jaguaribe, na Microrregião do Baixo Jaguaribe, no Vale do Jaguaribe, a 211 km da capital cearense, Fortaleza-CE, e a 115 km de Mossoró-RN. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 32.122 habitantes. 
O município é conhecido, no estado, por abrigar um dos mais significativos centros de peregrinação do Ceará, a Romaria de Nossa Senhora da Saúde.[4] A romaria ao Santuário de Nossa Senhora da Saúde é vista, sob o aspecto da popularidade, como o terceiro polo religioso do Ceará. 
Diversas produções de caráter memorialista atribuem ao município a alcunha de "terra dos caminhoneiros" ou "cidade dos caminhoneiros". Pelo menos outras quatro cidades atribuem-se este mesmo título: São Marcos-RS, Itabaiana-SE, Rondonópolis-MT e Iconha-ES. 
Etimologia
O topônimo Tabuleiro é uma alusão ao tipo do solo encontrado no município, o solo arenoso (tabuleiro) e o Norte para diferenciar este do município de Tabuleiro, no estado de Minas Gerais. Sua denominação original era Tabuleiro de Areia, depois Ibicuipeba e desde 1951, Tabuleiro do Norte. 
História
As terras ao oeste do rio Quixeré, uma área de elevação arenosa e plana que estende-se até a Chapada do Apodi eram habitadas por diversas etnias Tapuias, entres elas os Paiacu, 
Os indígenas Paiacu residiam na localidade hoje conhecida Aldeia Velha, situada a 3 km do centro da cidade. 
Com a definitiva ocupação do território do Ceará na segunda metade do século XVII, chegaram os portugueses oriundos de Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco nesta região, a qual a exploraram em seus mínimos detalhes.[10] Depois dos combates da Guerra dos Bárbaros, a construção da Fortaleza Real de São Francisco Xavier da Ribeira do Jaguaribe e o deslocamentos dos indígenas, nestas terras foi implementada a pecuária. Os colonizadores travaram lutas incessantes contra os índios para instalarem suas fazendas de gado. Muitos indígenas morreram e os poucos que restaram foram absorvidos pela economia pastoril. 
Da Guerra dos Bárbaros ou a expulsão dos indígenas, ainda hoje os moradores mais antigos daquela comunidade (Aldeia Velha) relembram as histórias contadas por seus pais a respeito da expulsão dos indígenas da comunidade. Contam os mais velhos que: eles fugiram para um local onde hoje fica situada a comunidade do Tapuio por uma estrada por dentro que ia em linha reta distante da mesma uns 13 km; e que a belíssima lagoa da Aldeia Velha também era a fonte de lazer e para a prática da piscicultura para seus habitantes. 
Os primeiros relatos datam do século XVIII, entre os anos de 1720 e 1730, quando o fazendeiro e Padre Francisco Alves Maia, vigário de Pau dos Ferros (RN) instala-se nesta localidade e fica de posse da fazenda São José. Depois entregou a Fazenda para seu parente Francisco Alves Maia Alarcon administrá-la. Em 1770, este senhor construiu uma capela nestas terras, depois foi criado o primeiro estabelecimento escolar funcionando até a morte de Maia Alarcon em 1796. 
Tudo iniciou com a promessa feita por Luiza Maria Maciel, esposa de Maia Alarcon, que se ficasse curada de um câncer, construiria uma capela. A graça foi alcançada e a capela foi construída toda em pedra de 1765 a 1770, tendo a imagem de Nossa Senhora das Brotas. A restauração e ampliação da capela foi realizada em 1785. A igreja foi demolida no ano de 1944 e construída uma nova igreja em seu lugar, sendo a atual igreja matriz. 
Tabuleiro de Areia passou a ter categoria de Vila através do decreto Lei n.º 448, de 20 de dezembro de 1938. O município foi criado de acordo com a Lei n.º 3.815, de 13 de setembro de 1957, tendo sua emancipação política em 8 de junho de 1958, deixando de ser vila do município de Limoeiro do Norte. 
Com o sucesso econômico do Ciclo da Carne do Ceará, Tabuleiro do Norte, destacou-se como um movimentado cruzamento da Estrada Geral do Jaguaribe, no qual passavam as boiadas do Sul Cearense e do Rio Grande do Norte para Aracati e vice-versa com produtos para as fazendas de boi. 
O desenvolvimento com urbano deu-se ao redor da capela de Nossa Senhora da Conceição, construída entre de 1765 a 1770, e a Estrada Geral do Jaguaribe. 
A Fazenda Quingombê também denota importante valor histórico, através das figuras ilustres de Aldonso Chaves e de Laura Chaves Maia, sua esposa. Tiveram 7 filhos (Edvardo, José Lauro, Edna, Cleomilde, Maria Laise, Maria Elaine e Francisco Hilton). 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Taboleiro de Areia, pelo Ato Provincial de 18 de março de 1842, subordinado ao município de Limoeiro. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Taboleiro de Areia figura no município de Limoeiro. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto Estadual n.º 448, de 20 de dezembro de 1938, o distrito de Taboleiro de Areia passou a denominar-se simplesmente Taboleiro. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito Taboleiro (ex Taboleiro de Areia), figura no município de Limoeiro. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.114, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Taboleiro passou a denominar-se Ibicuipeba e o município de Limoeiro a denominar-se Limoeiro do Norte. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito de Ibicuipeba (ex Taboleiro), figura no município de Limoeiro do Norte (ex Limoeiro). 
Pela Lei Estadual n.º 1.153, de 22 de novembro de 1951, o distrito de Ibicuipeba passou a denominar-se Tabuleiro do Norte. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o distrito já denominado Taboleiro do Norte (ex Ibicuípeba), permanece no município de Limoeiro do Norte. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Tabuleiro do Norte, pela Lei Estadual n.º 3.815, de 13 de setembro de 1957, desmembrado de Limoeiro do Norte. Sede no antigo distrito de Tabuleiro do Norte. Constituído de 2 distritos: Tabuleiro do Norte e Olho-D’Água da Bica, ambos desmembrados de Limoeiro do Norte. Instalado em 08 de junho de 1955. 
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Tabuleiro do Norte e Olho-D’Água da Bica. 
Pela Lei Estadual n.º 6.967, de 19 de dezembro de 1963, é desmembrado do município de Tabuleiro do Norte o distrito de Olho-D’Água da Bica. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 7.023, de 27 de dezembro de 1963, é criado o distrito de Peixe Gordo e anexado ao município de Tabuleiro do Norte. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Tabuleiro do Norte e Peixe Gordo. 
Pela Lei Estadual n.º 8.339, de 14 de dezembro de 1965, tabuleiro do Norte adquiriu o território do extinto município de Olho-D’Água da Bica, como simples distrito. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 3 distritos: Tabuleiro do Norte, Olho-D’Água da Bica e Peixe Gordo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Geografia
Clima

O clima em Tabuleiro do Norte é do tipo tropical quente semiárido com pluviometria média de 725,6 mm com chuvas concentradas de fevereiro a maio. As temperaturas médias anuais que oscilam entre 27 °C e 30 °C. O regime de chuvas é irregular, concentrado entre os meses de fevereiro e maio. A baixa pluviosidade e a alta evapotranspiração são marcas registradas da região, exigindo soluções inteligentes de convivência com a seca.
Hidrografia e recursos hídricos
As principais fontes de água fazem parte da bacia do Baixo Jaguaribe e Médio Jaguaribe, sendo o principal afluente o rio Quixeré, o riacho do Bezerra e tantos outros. Diversas lagoas encontram-se no município, entre estas a do Lima e das Salina. Existem ainda diversos açudes, dentre eles: Gangorrinha, Olho D’água e VaiQuem Quer. Completando o sistema de abastecimento de água potável, existe a Adutora Saco Verde/Pedra Preta e trinta e um poços tubulares. 
Relevo e solos
As terras de fazem parte da bacia sedimentar do Apodi, que é constituída por formações Jandaíra(calcários intercalados por margas, siltitos e folhelhos); e do Açu, com arenitos com intercalações de siltitos, folhelhos e lentes de calcário no topo. A planície aluvionar do rio Jaguaribe, ao longo dos principais cursos d’água que drenam o município, possui coberturas aluvionares, quaternárias, formadas por areias, siltes, argilas e cascalhos. Por fazer parte do planalto sedimentar da Chapada do Apodi, encontra-se altitudes que não ultrapassam os 250 m. Fazendo ainda parte da planície fluvial do Jaguaribe possui elemento de destaque na composição geomorfológica com variados os tipos de solos: Cambissolos, Argissolos (podzólicos), vertissolos, Neossolos Flúvicos (solos aluviais) e Neossolos Litólicos. 
Vegetação
A vegetação predominante é a caatinga arbustiva densa, a caatinga mais arbórea com espécies espinhosas, e a mata ciliar, na qual predomina a carnaúba. 
Tendo por objetivo a preservação de duas fontes (olho d'Água dos Currais e Corrente), criou-se o Parque Ecológico Olho D'Água dos Currais, uma área livre de desmatamento. 
Acesso
A partir de Fortaleza o acesso ao município, pode ser feito por via terrestre através da rodovia Fortaleza/Jaguaribe (BR-116) até a localidade de Peixe Gordo, daí tomando-se a CE-377 até a sede municipal. As demais vilas, lugarejos, sítios e fazendas são acessíveis através de estradas estaduais, asfaltadas ou carroçáveis. 
Economia
Setor Primário

A agricultura registra principalmente o cultivo do feijão, milho, mandioca, melão, melancia, hortaliças, algodão, banana, abacate, cana-de-açúcar, castanha de caju, entre outros frutos.
O extrativismo vegetal apresenta-se com a extração e o beneficiamento da carnaúba, que no passado representou uma forte atividade econômica na localidade. Também com a extração de madeiras para a fabricação do carvão vegetal, construção de cercas, além do uso na construção civil. No município a oiticica é muito usada para diversos meios.
A pecuária tem principalmente a criação de bovinos (gado leiteiro e para corte), caprinos, ovinos, suínos e avícolas.
A pesca concentra-se nos rios Jaguaribe e Quixeré, em lagoas e açudes.
Setor Secundário
No município encontram-se mais de trinta e uma indústria.[carece de fontes] 
Setor Terciário
Cidade dos Caminhoneiros

Devido à localização de Tabuleiro do Norte entre estradas importantes para o escoamento de produtos (uma atividade presente desde o começo histórico do município), a assistência aos caminhoneiros é uma da fontes da economia local, na qual destaca-se com: 
- Polo metalúrgico e mecânico - uma grande infraestrutura em metalurgia e mecânica com especialização em caminhões. Crê-se que pelo fato de possuir um grande número de caminhões tornou-se necessário e até essencial para o contínuo crescimento da cidade que fosse instalado um aparato para suportar a grande demanda de caminhões na cidade.
- Associação dos Caminhoneiros de Tabuleiro do Norte (ACATAN) - uma associação que assistência aos caminhoneiros.
Turismo
O turismo também é uma das fontes de renda, devido as belezas naturais, que oferecem lazer e a prática do Ecoturismo. Além do centro histórico da sede do município e do turismo religioso. 
Principais pontos turísticos
- Parque Ecológico Olho D'Água dos Currais - local do resgate e preservação da cultura e vegetação. Um complexo com polo de lazer nas duas fontes, trilha ecológica, pousada, pomar e projetos de criação de caprinos, ovinos e abelhas.
- Complexo Turístico Passagem Molhada - localizado na divisa entre Tabuleiro do Norte (3 km da sede do município) e Limoeiro do Norte (6 km da sede do município). Trata-se de uma passagem banhada pelas águas do rio Quixeré. Um complexo com infraestrutura de dez barracas com banheiro, estacionamento para motos e carros, restaurante que serve diversos pratos da região. Uma área lazer nos fins de semanas.
- Olho D'Água da Bica - com vista para a igreja e imagem de Olho D'água da Bica - distrito do município de Tabuleiro do Norte, composto por diversas comunidades rurais, dentre elas São Bento, Lagoa Grande, Groenlândia, Campos Novos, Campos Velhos, Patos dos Carias, a 21 km distante da sede, com acesso através da CE 358. A localidade Olho D'água da Bica é conhecida em todo o estado do Ceará e estados circunvizinhos pela romaria que é realizada em homenagem à sua padroeira, Nossa Senhora da Saúde, que é considerada a terceira maior do Estado, perdendo em importância somente para as romarias a Juazeiro do Norte e Canindé. A romaria encerra-se em 15 de agosto, com missa realizada na igreja do distrito. Uma igreja do século XIX, com sala dos ex-votos. Na praça onde a igreja se encontra há uma imagem da santa. Como o distrito está localizado no sopé da Chapada do Apodi, é possível aos visitantes subirem através de uma escadaria, e assim conhecerem a fonte de água que dá nome à localidade e uma oiticica centenária.
- Rio Quixeré - no começo se tratava apenas de um terreno pequeno, uma ondulação arenosa revestida de mata de caatinga rodeada de várzeas. Pelo lado sul corria o rio Quixeré, hoje extinto como braço do Rio Jaguaribe, desde que a enchente de 1842 alargou o pequeno córrego que se transformou no Rio Córrego de Areia. Depois o riacho Quixeré passou a correr como riacho natural e com a construção de diversas barragens desviaram o seu curso. A primeira barragem a ser construída foi a de Água Suja, a altura da antiga residência de Quitéria Maria. A segunda foi de a Tabuleiro de Areia que ficava em frente à capela de Nossa Senhora das Brotas. Ambas foram arrombadas pela enchente de 1924 e posteriormente reconstruídas. Anos depois foi construída a barragem de José Chaves Gondim no sítio Bebedouro. Atualmente o riacho Quixeré é abastecido por uma bomba no rio Jaguaribe situado no sítio Coberto. Ele tem sua principal atuação no sítio Taperinha nas propriedades dos Senhores Francinilto Fernandes (Nilto Rocha), Elizeu Nogueira Maia, Francisco Maia de Lima e José Chaves Gondim, onde tem um sangrador que passa água para a segunda barragem e finalizando na lagoa da Salina.
- Igreja Nossa Senhora das Brotas - a capela Nossa Senhora das Brotas foi o berço de Tabuleiro do Norte, a partir da promessa feita para a cura de um câncer. Foi construída no século XIX. Nos de 1940 foi demolida e construída uma nova igreja no lugar, projetada pelo Monsenhor Otávio Santiago (o terceiro vigário daquela vila), que muito contribuiu para o desenvolvimento. Foi quem lutou pela criação da paróquia na década de 50, não chegando a assumi-la por ter de afastar-se um pouco de Tabuleiro do Norte.
- Museu da Imagem e do Som - um acervo de peças antigas e objetos pessoais de valor históricos, fotos, documentos, depoimentos, vídeoclips, documentários, etc.
Subdivisão
O município é dividido em três distritos, sendo Tabuleiro do Norte (Sede), Olho D`Água da Bica e Peixe Gordo. 
Cultura
Principais Eventos
- Festividades de São Pedro na Comunidade de Gangorrinha - é uma das principais festas da cultura tabuleirense, que vai de 20 á 29 de junho, com apresentação de danças folclóricas como o maneiro-pau, quadrilhas juninas, dança do coco, xaxado, casamento matuto, apresentação de peças teatrais de teor cômico entre outras. Neste período acontece o desfile da garota junina, onde desfila belíssimas garotas disputando o título de garota junina do ano. Durante as festividades acontece festas com bandas de forró a noite e jogos de futsal masculino e feminino durante o dia. No último dia de festividade, 28 de junho, acontece a mais esperada festa tradicional de São Pedro, que é a principal. Além dessas várias atrações, tem o novenário toda noite que vai de 20 á 28 de junho e se encerrando com a missa do padroeiro São Pedro dia 29 de junho.
- Festa da padroeira Nossa Senhora das Brotas - em 8 de setembro
- Festival do Caminhoneiro - realizado anualmente em setembro pela Associação dos Caminhoneiros de Tabuleiro do Norte (ACATAN).
- Carnaval.
- Paixão de Cristo.
- Natal Vivo. 
- Romaria de Nossa Senhora da Saúde - distrito de Olho D'água da Bica - a terceira romaria do estado do Ceará que se encerra no dia 14 de agosto
- Festividades de São Pedro na Comunidade de Gangorrinha - de 20 a 29 de junho
- Vaquejada no Parque Martins - sempre no mês de julho
Educação
O Município de Tabuleiro do Norte é atendido pela 10ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação, sediada em Russas, e suas principais escolas são a Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Antônio Vidal Malveira, a Escola de Ensino Médio Francisco Moreira Filho e Escola Estadual de Educação Profissional Avelino Magalhães. 
Em 17 de abril de 2012, foi inaugurado o Campus do Instituto Federal do Ceará (IFCE) em Tabuleiro do Norte, que oferta à população cursos técnicos subsequentes e integrados e dois cursos de ensino superior, o de Licenciatura em Letras (Português/Inglês) e o de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

quinta-feira, 7 de maio de 2026

NOVA MAMORÉ - RONDÔNIA

Nova Mamoré é um município brasileiro do estado de Rondônia. Sua população, conforme estimativas do IBGE, para o ano de 2025, era é de 28.701 habitantes, enquanto que sua área territorial é de 10.113,4 km².
História
Com a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), no início do Século XX, surgiram várias povoações ao longo do percurso da ferrovia entre Porto Velho e Guajará-Mirim, dentre elas existia a Vila Murtinho que se localizava em frente à foz do rio Beni no rio Mamoré, que a partir dali se juntam para formar o rio Madeira. 
No início da década de 60 foi construída a BR-29 (hoje BR-364), que ligaria Brasília ao Acre, última obra de grande vulto do governo do Presidente Juscelino Kubitschek. 
A partir da BR-29 (hoje BR-364) surgiu a BR-425 (hoje BR-425 Isaac Bennesby), que liga a Vila de Abunã à cidade de Guajará-Mirim. 
A abertura do trecho de estrada que ligaria Porto Velho a Guajará-Mirim e a desativação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), em 1966, provocaram a decadência de Vila Murtinho, que vivia em torno do movimento da ferrovia. Com a abertura do ramal ligando o povoado com a BR-425, os moradores migraram para a margem da rodovia e fundaram uma nova povoação, que chamaram de Boca, Vila e, depois, Vila Nova, por ser recém-formada. Mais tarde chamou-se Núcleo de Vila Nova, mudando, posteriormente, para Distrito de Vila Nova em alusão a Vila Murtinho, que passava a ser a ''Vila Velha''. 
O projeto de emancipação tramitou na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia com o nome de Vila Nova, porém, ao ser encaminhado ao IBGE, foi devolvido, porque já existiam unidades político-administrativas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná com o nome escolhido. O deputado Rigomero Agra, autor do projeto, escolheu o nome de Vila Nova do Mamoré em homenagem ao importante rio que banha o município, separa o Brasil da Bolívia e se junta ao rio Beni para formar o rio Madeira.Mamoré, significa mãe dos homens, ou é uma alteração de mamuri, nome de um peixe comum na região, também conhecido como matrinchã. 
Com o nome de Vila Nova do Mamoré o município foi criado em 6 de julho de 1988, através da Lei n.º 207, assinada pelo governador Jerônimo Garcia de Santana, com área desmembrada do Município de Guajará-Mirim, foi revogada a Lei nº 202, de 15 de junho de 1988. 
Por iniciativa da Câmara Municipal local, o nome do município foi mudado para Nova Mamoré, através da lei municipal n.º 081, de 13 de setembro de 1991, assinada pelo então prefeito José Brasileiro Uchôa. 
A mudança do nome do ente político pelo Legislativo Municipal acabou não produzindo efeitos jurídicos, pelo que ela acabou sendo considerada inválida por ofender uma competência que a legislação conferia ao Poder Legislativo estadual. Por este motivo, o nome de Vila Nova Mamoré acabou sendo mudado oficialmente para Nova Mamoré somente no dia 17 de dezembro de 1993, quando a Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou a Lei Estadual n.º 531/1993.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de Vila Nova de Mamoré, pela Lei Estadual n.º 202, de 15 de junho de 1988, alterada em seus limites, pela Lei Estadual n.º 207, de 06 de julho de 1988, desmembrado Guajará-Mirim. Sede no atual distrito Vila Nova de Mamoré (ex povoado de Vila Nova). Constituído do distrito sede. Instalado em 31 de dezembro de 1988. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Municipal n.º 54, de 09 de julho de 1990, é criado o distrito de Pic Sidney Girão e anexado ao município de Nova Mamoré. 
Pela Lei Municipal n.º 89, de 04 de novembro de 1991, é criado o distrito de Araras e anexado ao município de Nova Mamoré. 
Em divisão territorial datada de 1991, o município é constituído de 3 distritos: Vila Nova de Mamoré, Araras e Pic Sidney Girão. 
Pela Lei Estadual n.º 531, de 17 de dezembro de 1993, o nome do município foi alterado para Nova Mamoré. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 5 distritos: Nova Mamoré, Araras, Jacynópolis, Nova Dimensão e Palmeiras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Gentílico
Quem nasce em Nova Mamoré é chamado de nova-mamonense ou nova-mamorense.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 10º24'07" sul e a uma longitude 65º19'36" oeste, estando a uma altitude de 134 metros. Os limites municipais são: ao Norte: Porto Velho; ao Sul: Guajará-Mirim; a Leste: Campo Novo de Rondônia e a Oeste: República da Bolívia.
Relevo e Altitude
O relevo de Nova Mamoré é predominantemente plano a suave ondulado, inserido na unidade geomorfológica da Planície Amazônica e de baixos planaltos. A altitude média da sede municipal é baixa, situando-se em torno de 150 metros acima do nível do mar.
Clima
O clima é o Equatorial (Am), caracterizado por altas temperaturas e elevada umidade. A temperatura média anual gira em torno de 25,5 °C. O regime de chuvas é bem definido: um período intensamente chuvoso (novembro a abril) e uma estação seca curta (junho a agosto), embora a umidade raramente caia a níveis críticos devido à massa de floresta próxima.
Solos
Os solos são variados, com predominância de Latossolos e Argissolos. Em algumas áreas, há presença de solos com boa fertilidade natural, mas a maioria requer correção de acidez para uso agrícola intensivo.
Vegetação
A vegetação original é a Floresta Ombrófila Aberta (Floresta Amazônica). O município abriga importantes áreas de conservação e terras indígenas, como a TI Karipuna e partes da TI Uru-Eu-Wau-Wau. Entretanto, grandes áreas de floresta deram lugar a pastagens, criando um mosaico de paisagens entre a mata densa e os campos de criação de gado.
A vegetação no município de Nova Mamoré apresenta três tipos de mata: Mata de Terra Firme (madeira de lei como mogno, cedro, angelim e outras), Mata de Várzea e Mata de Igapó (vegetação aquática).
Hidrografia
No município de Nova Mamoré está situada parte da Bacia do Rio Madeira-Mamoré. O Rio Madeira é formado pela junção das águas dos Rios Beni (vindo da Bolívia) e Mamoré que também é originário dos planaltos Andinos.
O encontro desses rios acontece na Vila Murtinho, onde atravessam o Estado de Rondônia e parte do Amazonas, desaguando no rio Amazonas.
O Rio Madeira apresenta um curso encachoeirado que são, na verdade, corredeiras provocadas pelo afloramento dos embasamentos cristalinos no leito do rio, apresentando poucos metros em desnível. Em cerca de 400 Km, a partir de sua formação, pela confluência dos rios Beni e Mamoré, no município de Nova Mamoré percorre um trecho encachoeirado até a cachoeira de Santo Antônio.
Além dos Rios Madeira, Mamoré, formoso e Capivari, no município de Nova Mamoré, encontram-se grandes igarapés. Os maiores são Lages e mangueira que cortam a cidade em suas extremidades, além dos igarapés do Limão, Misericórdia, Ribeirão, Oriente, Deserto, Taquara, Araras, Água Azul, Cachoeirinha e Vertente, além das cachoeiras de São Domingos, Paredão, Araras, Periquitos, Chocolatal, Ribeirão e Cachoeira Madeira.
Organização territorial
A organização do território do município de Nova Mamoré é composta pela cidade que sedia o município, os núcleos populacionais na zona rural e as terras indígenas. 
Subdivisões administrativas
Além da sede, o município de Nova Mamoré possui os seguintes Distritos: Araras; Jascynópolis; Nova Dimensão; e Palmeiras.
Terras Indígenas
O município de Nova Mamoré possui terras indígenas demarcadas, com destaque para: Terra Indígena Igarapé Ribeirão (pertencente ao povo Wari')
Economia
Nova Mamoré é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia de Nova Mamoré é impulsionada pelo setor primário, sendo um dos maiores rebanhos bovinos de Rondônia.
O município disputa o título de "Capital do Leite" da região, possuindo uma produção leiteira robusta que abastece laticínios locais e estaduais.
Na agricultura, destaca-se o cultivo de mandioca, café e banana, além de uma crescente produção de grãos em áreas de transição.
O Setor de Serviços está concentrado na sede e nos distritos de Nova Dimensão e Jacinópolis, o comércio atende à demanda dos produtores rurais e ao fluxo de fronteira.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 885 admissões formais e 856 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 29 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 76.
Até janeiro de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Nova Mamoré, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 45 empresas.
Educação
Na área da Educação, o município conta com uma rede de ensino fundamental e médio que enfrenta o desafio das grandes distâncias rurais. O transporte escolar é uma peça-chave na logística educacional. Nova Mamoré tem buscado elevar seus índices no IDEB e conta com o suporte de polos de ensino à distância para a formação superior de seus jovens.
Turismo e Cultura
O turismo em Nova Mamoré tem um viés histórico-ecológico.
O Rio Mamoré é o principal atrativo para a pesca esportiva e passeios contemplativos, oferecendo um pôr do sol espetacular na fronteira.
Quanto ao Patrimônio Ferroviário, os Restos de trilhos, pontes e equipamentos da antiga Estrada de Ferro Madeira-Mamoré são marcos históricos que atraem entusiastas da arqueologia industrial.
A Exponov (Exposição Agropecuária de Nova Mamoré) é o maior evento da cidade, celebrando a pujança do campo com rodeios, shows e feiras de negócios.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Blog Geografia e História de Nova Mamoré .

terça-feira, 5 de maio de 2026

LARANJEIRAS DO SUL - PARANÁ

Laranjeiras do Sul é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 33.179 habitantes. 
História
Até meados do século XVIII, a região entre a Vila de Guarapuava e a Colônia Militar de Foz do Iguaçu era um sertão habitado por índios. Em 1853, ano em que o Paraná se desmembrou de São Paulo, foi expedido o primeiro documento de propriedade de terras na área. 
A localidade começou a conquistar sua própria identidade com a criação do Distrito Policial em 1898. Em 1901, foi instalada a Colônia Militar Mallet, tendo à frente o 1° Batalhão de Engenharia, com o objetivo de construir uma linha telegráfica de Guarapuava até Foz do Iguaçu. Em 1911, foi criado o Distrito Judiciário de Laranjeiras. Em 1943, foi criado o Território Federal do Iguaçu e a sua capital instalada em Foz do Iguaçu. Em 1944, um decreto definiu que a capital seria transferida para Iguaçu, ex vila Laranjeiras e ex vila Xagu. 
O Território Federal foi extinto em 1946 e Iguaçu perdeu o status de capital, voltando à condição de distrito de Guarapuava. Lideranças locais se empenharam junto ao governo estadual e em 1946 foi assinado o decreto que criou o município com o nome de Iguaçu, renomeado para Laranjeiras do Sul em 1947.
Formação Administrativa
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Guarapuava o distrito de Laranjeiras. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito permanece no município de Guarapuava. 
O Decreto-Lei Federal n.º 5.839, de 21 de setembro de 1943, dispôs sobre a administração destes territórios, dividindo-os em municípios estabelecendo que a Capital do Território Federal de Iguaçu seria a cidade de Iguaçu. 
Pelo Decreto-Lei Federal n.º 6.550, de 31 de maio de 1944, ainda em vigor nos termos dos Artigos 161 e 162 do Decreto-Lei n.º 6.887, de 21 de setembro de 1944, o distrito de Laranjeiras passou a denominar-se Iguaçu. 
Sob o mesmo Decreto, o município de Iguaçu é constituído de 3 distritos: Iguaçu, Vila Xagu, (ex Laranjeiras) e Catanduvas. 
Por Ato das Disposições, Constitucionais Transitórias, promulgado em 18 de setembro de 1946 (Art.8º), foi extinto o território de Iguaçu. Pelo Decreto-Lei Estadual do Paraná n.º 533, de 21 de setembro de 1946 foi criado o município de Iguaçu. 
Por Lei Estadual n.º 2, de 11 de outubro de 1947, o município passa a denominar-se Laranjeiras do Sul. A Lei acima citada cria o distrito de Virmond anexando ao município Laranjeiras do Sul (ex Laranjeiras). 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Laranjeiras do Sul, Virmond e Catanduvas. 
Pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, transfere o distrito de Catanduvas do município de Laranjeiras do Sul para o de Guaraniaçu. 
Pela Lei Municipal n.º 19, de 31 de novembro de 1953, foram criados os distritos de Espigão Alto, Barreirinho, Erveira, Porto Santana e Rio Bonito e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Pela Lei Municipal n.º 51, de 13 de julho de 1955, é criado o distrito de Campo Novo e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Pela Lei Municipal n.º 10, de 24 de maio de 1957, é criado o distrito de Guarani e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Pela Lei Municipal n.º 21, de 20 de maio de 1959, é criado o distrito de Passo Liso e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 10 distritos: Laranjeiras, Barreirinho, Campo Novo, Erveira, Espigão Alto, Porto Santana, Rio Bonito, Virmond, Guarani e Passo Liso. 
Pela Lei Estadual n.º 5.490, de 31 de janeiro de 1967, é criado o distrito de Rio da Prata e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Pela Lei Estadual n.º 5.668, de 18 de outubro de 1967, desmembra do município de Laranjeiras do Sul os distritos de Campo Novo, para constituir o novo município de Quedas do Iguaçu (ex Campo Novo). 
Pela Lei n.º 5.584, de 04 de julho de 1967, é criado o distrito administrativo de Espigão Alto e anexado ao Município de Laranjeiras do Sul. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 9 distritos: Laranjeiras do Sul, Barreirinho, Guarani, Herveira (ex Erveira), Passo Liso, Porto Santana, Rio Bonito, Rio da Prata e Virmond. 
Pela Lei Estadual n.º 9.250, de 16 de maio de 1990, desmembra do município de Laranjeiras do Sul o distrito de Virmond. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 9.907, de março de 1992, desmembra do município de Laranjeiras do Sul o distrito de Rio Bonito. Elevado à categoria de município com a denominação de Rio Bonito do Iguaçu. 
Pela Lei Estadual n.º 11.248, de 13 de dezembro de 1995, desmembra do município de Laranjeiras do Sul o distrito de Porto Santana. Elevado à categoria de município com a denominação de Porto Barreiro. 
Em divisão territorial datada 1997, o município é constituído de 2 distritos: Laranjeiras do Sul e Passo Liso. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Geografia
Relevo

O município está inserido no Terceiro Planalto Paranaense (Planalto de Guarapuava). O relevo é predominantemente ondulado a acidentado, caracterizado por profundos vales e serras suaves. 
Altitude 
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 840 metros acima do nível do mar, o que influencia diretamente em suas baixas temperaturas.
Solos 
Os solos são de origem basáltica, predominando os Latossolos Vermelhos e os Nitossolos. São solos profundos, de coloração escura e alta fertilidade natural, ideais para o cultivo de cereais.
Vegetação 
A vegetação nativa pertence ao ecossistema da Floresta Ombrófila Mista, popularmente conhecida como a Mata de Araucária. O pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) ainda é presença marcante na paisagem rural, embora divida espaço com áreas de agricultura intensiva e reflorestamento de pinus e eucalipto.
Clima
O clima em Laranjeiras do Sul é o Subtropical Úmido Mesotérmico (Cfb). O verão é longo, morno e abafado; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 9 °C a 27 °C e raramente é inferior a 3 °C ou superior a 31 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Laranjeiras do Sul e realizar atividades de clima quente são do fim de fevereiro ao início de maio e do fim de outubro ao meio de dezembro. 
A estação morna permanece por 4,9 meses, de 7 de novembro a 4 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Laranjeiras do Sul é janeiro, com a máxima de 27 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 18 de maio a 8 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 20 °C. O mês mais frio do ano em Laranjeiras do Sul é julho, com a mínima de 9 °C e máxima de 19 °C, em média. 
Em Laranjeiras do Sul, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Laranjeiras do Sul começa por volta de 8 de março e dura 6,9 meses, terminando em torno de 3 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Laranjeiras do Sul é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 64% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 3 de outubro e dura 5,1 meses, terminando em torno de 8 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Laranjeiras do Sul é fevereiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 54% do tempo. 
Economia
Laranjeiras do Sul é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Laranjeiras do Sul é diversificada, sustentada pelo setor de serviços e pela força do campo.
O Agronegócio é destaque com a produção de milho, soja e trigo. A pecuária leiteira também é um setor em plena expansão, contando com cooperativas de grande porte na região.
A cidade funciona como um "Shopping a céu aberto" para os municípios vizinhos, concentrando agências bancárias, hospitais e revendas de máquinas agrícolas.
A Indústria está focada principalmente no processamento de alimentos e derivados de madeira.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 4,3 mil admissões formais e 3,7 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 582 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 198.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Laranjeiras do Sul. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 118 empresas.
Educação
Laranjeiras deu um salto no desenvolvimento social ao se consolidar como polo universitário. A cidade abriga um campus da UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul), que oferece cursos de graduação e pós-graduação voltados à agronomia, engenharia de alimentos e educação do campo, atraindo estudantes de todo o Sul do Brasil. Ainda em Laranjeiras do sul estão a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) - Campus avançado de Laranjeiras do Sul e a Faculdade Alto Iguaçu (FAI).
Turismo e Cultura
O turismo no município mescla preservação histórica e belezas naturais.
O Palácio Iguaçu, antiga sede do governo do Território Federal do Iguaçu, é um marco arquitetônico que hoje funciona como o prédio da Prefeitura, mantendo viva a memória da década de 1940.
O Parque Aquático e Ecológico é um espaço de lazer com lagos e trilhas, muito utilizado pela população local para a prática de esportes.
A paróquia Sant’Ana é o centro das celebrações religiosas tradicionais da cidade.
A Laranjeiras Fest, realizada em comemoração ao aniversário do município, é o maior evento cultural da região, com shows nacionais e feiras de negócios.
Esporte
No passado a cidade de Laranjeiras do Sul já possuiu alguns clubes no Campeonato Paranaense de Futebol, o Ipiranga Futebol Clube, o União Operário Esportivo e Recreativo e o Esporte Clube Sete de Setembro.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

sábado, 2 de maio de 2026

AURORA DO PARÁ - PARÁ

Aurora do Pará é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 02º08'02" sul e a uma longitude 47º33'32" oeste, estando a uma altitude de 50 metros. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 193 habitantes. Possui uma área de 1.811,840 km².
História
Até aproximadamente a década de 50, a região era coberta por mata nativa (floresta amazônica). Os primeiros imigrantes começaram a chegar na região principalmente pelos rios Capim e Guamá. Estes extraiam madeira e plantavam roças de mandioca, arroz em alva no sistema corte-queima, e utilizavam o rio Capim para transportar seus produtos até a cidade de São Domingos do Capim, onde eram comercializados. 
Com o início da construção da rodovia Belém-Brasília, por volta de 1958, começou a se formar a localidade conhecida apenas como Km 58, que daria origem ao município de Aurora do Pará. 
A construção da rodovia foi um fato decisivo na ocupação e na estrutura fundiária do atual município. Na época as terras foram divididas à partir do eixo da rodovia, sendo que a faixa de 6.600 m de cada lado da rodovia ficou nas mãos dos agricultores e a partir dessa faixa começaram a se formar grandes fazendas, que pertenciam em sua maioria a donos de serrarias e outras grandes extensões de terra no Estado.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Aurora do Pará, pela Lei Estadual n.º 5.698, de 13 de dezembro de 1991, desmembrado de Irutuia e São Domingos do Capim. Sede no distrito de Aurora do Pará (ex localidade do município de São Domingos do Capim). Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1993. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.
Geografia
Relevo

O município está inserido no Baixo Planalto Amazonense. O relevo é predominantemente plano a suave ondulado, o que facilita imensamente a mecanização agrícola. 
Altitude
A altitude média da sede municipal é de cerca de 70 metros acima do nível do mar, característica das terras firmes do nordeste paraense.
Clima
O clima é o Tropical Úmido (Af/Am), com temperaturas elevadas o ano todo (média de 26°C) e uma pluviosidade generosa. O período de chuvas intensas ocorre entre janeiro e junho, enquanto o "verão amazônico" traz sol forte e umidade persistente.
Vegetação
A vegetação original de Floresta Ombrófila Densa foi, em grande parte, substituída por áreas agrícolas e pastagens. No entanto, o município ainda preserva fragmentos de mata nativa e vegetação secundária (capoeiras), além de matas ciliares que protegem os cursos d'água da região, como o Rio Ipixuna.
Solos
O grande motor de Aurora do Pará é o seu solo. Predominam os Latossolos Amarelos, profundos, bem drenados e com boa estrutura física. Embora sejam naturalmente ácidos, respondem extraordinariamente bem à calagem e adubação, tornando-se solos de altíssima produtividade para culturas perenes.
Economia
Aurora do Pará é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Aurora do Pará é um destaque no cenário estadual pelo seu vigor agrícola.
O município é um dos maiores produtores de pimenta-do-reino do Brasil. O "ouro negro" é o principal item da pauta de exportação local, gerando emprego e renda para milhares de produtores.
Aurora do Pará consolidou-se como um polo de produção de laranja e limão, abastecendo o mercado interno paraense e indústrias de suco.
Mais recentemente, o cultivo de açaí (em terra firme com irrigação) e a palma de óleo (dendê) ganharam espaço na matriz econômica.
O setor de serviços — postos de combustíveis, restaurantes e oficinas — é extremamente dinâmico devido ao fluxo incessante da BR-010.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 278 admissões formais e 243 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 35 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -11.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Aurora do Pará. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 10 empresas.
Educação
Na área da Educação, o município tem trabalhado para expandir a oferta de ensino médio e fundamental para as comunidades rurais distantes. Pela sua proximidade com polos universitários como Paragominas e Castanhal, muitos jovens de Aurora buscam especialização técnica e superior nessas cidades, retornando para aplicar tecnologias de gestão e agronomia nas propriedades locais. O município conta com unidades de ensino básico que servem como centros de convivência comunitária.
Turismo
O turismo em Aurora do Pará é essencialmente regional e de lazer hídrico.
O município é rico em igarapés e rios de águas refrescantes. Balneários como o da "Ponte" e outros pontos às margens do Rio Ipixuna são destinos tradicionais para as famílias locais e viajantes da rodovia nos fins de semana.
O Aniversário do Município (novembro) e o Festival da Pimenta são momentos de celebração da identidade produtiva da cidade, unindo gastronomia, shows e feiras de negócios.
A influência dos migrantes nordestinos mesclada aos ingredientes amazônicos criou uma culinária rica, onde o peixe frito, o pato no tucupi e o churrasco de beira de estrada convivem em harmonia.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

quinta-feira, 30 de abril de 2026

CORRENTINA - BAHIA

Correntina é um município brasileiro no interior do estado da Bahia, Região Nordeste do país. 
Fica localizado na região econômica do MATOPIBA (acrônimo para os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que é descrita como região de alto potencial em agricultura, mas ainda com grandes falhas em infraestrutura, em fase de início de desenvolvimento. Da qual o Estado da Bahia é destaque. Segundo O IBGE, a população estimada para o ano de 2025 era de 34.266 habitantes
Topônimo
Seu nome vem do rio homônimo (o Rio Correntina), chamado também de Rio das Éguas. 
Gentílico: Correntinense.
História
O município de Correntina começou a surgir a partir das expedições dos bandeirantes Bartolomeu Bueno da Silva, Belchior Dias Moreira e Matias Cardoso de Almeida, que teriam visitado a região onde hoje se localiza a cidade entre 1700 a 1790. 
Crescendo com o tempo, a povoação, ora denominada Nossa Senhora da Glória do Rio das Éguas, em 1806 passou à classe de freguesia com o mesmo nome. Aos 15 de maio de 1866, a Lei Provincial n.º 973 criou o município com terras desmembradas do de Carinhanha e elevou à categoria de vila a povoação, dando-lhe o nome de Vila de Nossa Senhora da Glória do Rio das Éguas, o designando-a para sede do município recém-criado. A sua instalação ocorreu em 13 de maio de 1867. A Resolução n.º 1.960, de 8 de junho de 1880, treze anos após a instalação, suprimiu o município, ao mesmo tempo em que transferiu a sede da freguesia e o título de vila para o Arraial do Porto de Santa Maria da Vitória, criando o município desse nome. 
Em 14 de maio de 1886, a Resolução Provincial n.º 2.558, revogou a anterior, de n.º 1.960, restaurando o município e fazendo voltar a sede para Rio das Éguas. Em 4 de maio de 1888 a Resolução Provincial n.º 2.579 suprimiu novamente o município. Esta situação perdurou por três anos, até quando o governador Doutor José Gonçalves da Silva, em 5 de maio de 1891, assinou o Ato Estadual n.º 319, pelo qual o município foi novamente restaurado, com sede no povoado do Rio das Éguas e o nome de Correntina. 
Em 2 de março de 1938, através do Decreto Lei Federal de n.º 311 assinado por Getúlio Vargas, autorizando que os Estados fizessem as divisões territoriais, foi que, pelo Decreto Estadual de n.º 10.724, assinado pelo interventor Federal Landulfo Alves, em 30 de março de 1938, a vila recebeu o foro de Cidade, sob a batuta do Intendente Major Félix Joaquim de Araújo, porém, somente vieram comemorar em 1º de janeiro de 1939, considerando a demora que havia na comunicação. 
Em novembro de 2017, no Rosário, um grupo de mais de 1.000 pessoas ligadas a movimentos de proteção ambiental ocuparam uma fazenda e destruíram máquinas do local. A fazenda captava, irregularmente, milhões de metros cúbicos de água diariamente.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila e distrito criado com a denominação de Correntina, pela Lei Provincial n.º 973, de 15 de maio de 1866, desmembrado de Carinhanha. Sede na povoação de Rio das Éguas. Constituído do distrito sede. Instalada em 13 de maio de 1867. 
Pelas Leis Provinciais n.º 1.960, de 08 de junho de 1880 e n.º 2.579, de 04 de maio de 1888, a vila é extinta, sendo seu território anexado a vila de Carinhanha. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Correntina, pelo Ato n.º 319, de 05 de maio de 1891, desmembrado de Carinhanha. Sede no antigo distrito de Correntina. Constituído do distrito sede. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada 1º de julho de 1950, o município permanece constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979. 
Pela Lei Estadual n.º 4.023, de 13 de maio de 1982, é criado o distrito de São Manoel do Norte (ex povoado) e anexado ao município de Correntina. 
Em divisão territorial datada 1988, o município é constituído de 2 distritos: Correntina e São Manoel do Norte. 
Em divisão territorial datada 2019, o município é constituído de 3 distritos: Correntina, Rosário e São Manoel do Norte. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município de Correntina está localizado na porção oeste do estado, à latitude 13°20'34" sul e à longitude 44°38'13" oeste, estando a uma altitude de 575 metros. Situa-se na Região Geográfica Intermediária de Barreiras e Região Geográfica Imediata de Santa Maria da Vitória. Localiza-se próximo à divisa com o estado de Goiás. Ocupa uma área total de 11.504,314 km², representando quase 3% do total do estado. Seu território tem como limites as cidades de Jaborandi, Santa Maria da Vitória (em território baiano) e Posse (em território goiano). Está localizado no Oeste Baiano a 914 km de Salvador, a 527 km de Brasília e a 166,2 km (BR-135) ou 209 km (BR-135/242) de Barreiras, a principal cidade da região.
Hidrografia 
É banhada pelos rios Corrente, Arrojado, Santo Antônio, Guará e Rio do Meio, todos de águas cristalinas, sendo o principal o rio Correntina, cujo leito corta o centro da cidade, onde está a Ilha do Ranchão, de encantos e magia, cartão postal da cidade, bastante visitada durante todo o ano e principalmente no período de carnaval. Logo a 1.200 metros do centro da cidade há o arquipélago “Sete Ilhas”, descrito como tendo uma beleza incomparável. Os outros rios banham quase todos os povoados do município, que impressionam pelas suas riquezas hídricas e naturais, como: Cachoeiras, Veredas, Paredões, Morros e Grutas. 
Relevo e Altitude
O município está inserido no Planalto Central Brasileiro, especificamente na zona do Espigão Mestre, que divide as bacias dos rios São Francisco e Tocantins. O relevo é caracterizado por extensas chapadas (planaltos planos) que facilitam a mecanização agrícola. A altitude média da sede é de 560 metros, mas nas áreas de produção (gerais), pode ultrapassar os 800 metros.
Vegetação
A vegetação predominante é o Cerrado, em suas diversas fitofisionomias (cerradão, campos limpos e matas de galeria). Correntina é privilegiada por possuir vales férteis e úmidos que contrastam com a vegetação arbustiva das partes altas.
Solos
Os solos das chapadas são predominantemente Latossolos Vermelho-Amarelos, profundos, porosos e com excelente topografia. Embora naturalmente ácidos, a tecnologia de correção de solo transformou essas áreas em algumas das terras mais produtivas do mundo.
Clima
Em Correntina, a estação com precipitação é abafada e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 35 °C e raramente é inferior a 14 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Correntina e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao fim de agosto. 
A estação quente permanece por 1,6 mês, de 4 de setembro a 22 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Correntina é outubro, com a máxima de 34 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 4,4 meses, de 25 de novembro a 6 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Correntina é julho, com a mínima de 17 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1977 a menor temperatura registrada em Correntina foi de 6,3 °C em 23 de julho de 2006 e a maior atingiu 41,1 °C em 22 de outubro de 2015 e 8 de outubro de 2020. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 122,9 milímetros (mm) em 4 de fevereiro de 1992. Desde novembro de 2007, a maior rajada de vento chegou a 25 m/s (90 km/h) em 22 de julho de 2008. No mesmo ano, também foi registrado o menor índice de umidade relativa do ar (URA), de 9%, nas tardes dos dias 15 de setembro, 2 e 6 de outubro e 3 de novembro.
Economia
Correntina é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico
Correntina possui a 26º maior economia do estado da Bahia em 2018, estando caracterizada também como a 669ª maior economia do Brasil. Sua região é responsável por sessenta por cento da produção de grãos do estado, sua renda per capita é uma das maiores do Brasil. Porém, em razão da ausência de políticas públicas adequadas, o índice de desemprego e pobreza é altíssimo, o que leva os jovens a procurarem outros destinos, tais como Brasília e Goiânia. 
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 4,6 mil admissões formais e 4,5 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 139 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 88.
Até janeiro de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Correntina, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 36 empresas.
Agricultura
Sua agricultura é pujante, diversificada e de grande produtividade, possuindo grandes áreas irrigadas. Sua pecuária é de alta qualidade tanto na área genética como tecnológica. O Oeste da Bahia passa a ser o mais importante espaço nordestino receptor de imigrantes. Os vales, antes caracterizados pela pequena exploração agrícola familiar em minifúndios, começam a serem identificados como áreas bastante promissoras para o cultivo de frutas. Esta nova dinâmica possibilitou as potencialidades, em sua grande parte ainda inexploradas, e expôs a região a crises características dos períodos iniciais das áreas e expansão de fronteira econômica. 
O município possui grandes áreas inexploradas, próprias para agricultura e pecuária. 
Educação
Na área da Educação, Correntina tem investido na expansão da rede básica e técnica. O município conta com polos de apoio para ensino superior (EAD e presencial) e busca constantemente parcerias com instituições como a UNEB (Universidade do Estado da Bahia) e escolas técnicas para formar mão de obra qualificada que possa absorver a alta tecnologia empregada nas fazendas da região.
Turismo
Durante a tarde bandas locais animam os principais pontos turísticos Ranchão e Sete Ilhas, fim de tarde a bandinha sai às ruas tocando os temas tradicionais do carnaval e durante a noite trios elétricos percorrem o centro da cidade levando centenas de foliões. 
O carnaval da cidade de Correntina tem atraído excursões dos estados de Minas Gerais, Goiás, e principalmente do Distrito Federal. Estes estão vindo em ônibus fretados, que lotam as pousadas e residências particulares, aproveitando a oportunidade para transformar suas casas em apoio aos excursionistas. 
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 28 de abril de 2026

POMPÉU - MINAS GERAIS

Pompéu é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Localiza-se na microrregião de Três Marias. Pertence a mesorregião Central Mineira! Sua população conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 32.441 habitantes. Com uma área de aproximadamente 2.551,074 km², possui diversificada geografia, estando a 168 km de distância da capital do estado, Belo Horizonte. 
História
Em 1784, o Capitão Inácio de Oliveira Campos e sua esposa D. Joaquina Bernarda da Silva de Abreu Castelo Branco mudaram-se para a Fazenda do Pompéu, região hoje conhecida por "Pompéu Velho". 
Devido à paralisia de seu marido, D. Joaquina assumiu a gerência dos negócios e se destacou, sendo por todos chamada de "D. Joaquina do Pompéu". 
Os limites da então fazenda eram aproximadamente os mesmos do atual município de Pompéu. A cidade originou-se do arraial de Buriti da Estrada, cujo nome é devido a um pequeno buritizal à margem da antiga estrada Real dos Montes Claros para Pitangui. Por ali passavam as boiadas. Os vaqueiros pousavam no "Santo Antonio da Estrada" hoje Curvelo, e de lá vinham procurando o " Buriti da Estrada". 
Em 1840 já se achava bastante desenvolvido o arraial, pois Joaquim Cordeiro Valadares, genro de D. Joaquina teve a iniciativa de construir a primeira igreja, transferida da fazenda do Pompeu, e que até hoje ainda existe (não mais): a capela do "cemitério velho". Nesta mesma época, aquele cidadão, que deve ser considerado o benemérito n.º 1 da cidade, doou a primeira área de terras, para a construção de casas, e por conseguinte, para o desenvolvimento do arraial. Este gesto foi mais tarde, por ocasião da divisão da fazenda do "Quati" imitado por diversos condôminos. Ainda em 1840 conseguiu o capitão Joaquim Antônio da Silva a criação da primeira escola local. 
Em 1841 Pompéu foi elevado a Distrito de Paz, tendo como divisas o Rio Pará, Rio do Peixe, Ribeirão da Areia, Serra do Duna, Bom Jardim, Rio Pardo, Rio Paraopeba e Rio São Francisco, de acordo com a Lei n.º 198, de 27 de março de 1941. 
Em 1852 Joana Evangelista de Oliveira mandou fincar os esteios da atual matriz. Em 1866 foi criado o distrito de Nossa Senhora da Conceição de Pompéu, pertencente ao município de Pitangui. 
Em 1893 foi inaugurada a estação de Pompeu da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), distante da cidade por 13 km, na época era a estação mais próxima. Em 1907 foi construída a primeira cadeia. Em 25 de Julho de 1916 foi instalado o grupo escolar. Em 1929 foram concluídas as obras da ponte "Antônio Carlos" na rodovia Pompéu Estação de Pompéu, sobre o Rio São Francisco. Em 1932 foi feita a ligação de Pompéu, a Belo Horizonte por estrada de automóvel. 
Finalmente em 17 de dezembro de 1938 por decreto do governo Benedito Valadares, foi criado o Município de Pompéu sendo instalado no dia 1º de janeiro de 1939. Nomeando seu primeiro prefeito: Francisco José da Silva Campos que governou o município até o dia 26 de abril de 1941, data em que transmitiu ao Dr. Ciro de Campos Cordeiro (26 de agosto de 1941 até 24 de setembro de 1945). 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Conceição do Pompéo, pela Lei Provincial n.º 1.378, de 14 de novembro de 1866, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado ao município de Pitangui. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Conceição do Pompéo figura no município de Pitangui. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920. 
Pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, o distrito de Conceição do Pompéo tomou a denominação de Pompéu. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito Pompéu (ex Conceição do Pompéo) figura no município de Pitangui. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Pompeu, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938. Desmembrado de Pitangui. Sede no antigo distrito de Pompeu. Constituído do distrito sede. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei n.º 336, de 27 de dezembro de 1948, é criado o distrito de Silva Campos (ex povoado de Buritizal) e anexado ao município de Pitangui. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Pompeu e Silva Campos. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo e altitude

O relevo pompeano é caracterizado por ser predominantemente ondulado a suave ondulado, com vastas áreas de chapadas que facilitam a mecanização agrícola. A altitude média da sede municipal é de 650 metros, embora existam pontos mais elevados nas serras que delimitam o planalto.
Solos
Os solos são majoritariamente Latossolos Vermelhos e Amarelos, profundos e bem drenados. Embora naturalmente ácidos, a topografia plana e a tecnologia de correção de solo (calagem) tornaram as terras de Pompéu altamente produtivas, especialmente para pastagens e grãos.
Vegetação
A cobertura vegetal nativa pertence ao bioma Cerrado, com presença de fito fisionomias como o Cerrado stricto sensu e matas de galeria ao longo dos rios. Atualmente, grandes extensões de terras são ocupadas por pastagens e florestas plantadas de Eucalipto, destinadas à produção de carvão vegetal para o setor siderúrgico mineiro.
Clima
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes aos períodos de 1973 a 1984, 1986 e 1991 a 2015, a menor temperatura registrada em Pompéu (estação convencional) foi de 2,9 °C em 18 de julho de 2000, e a maior atingiu 39,8 °C em 22 de outubro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 165,8 milímetros (mm) em 4 de fevereiro de 1992. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 152,8 mm em 27 de dezembro de 1995, 139 mm em 19 de fevereiro de 2003, 128,5 mm em 30 de janeiro de 1977, 122,4 mm em 19 de dezembro de 1993, 110,5 mm em 8 de janeiro de 1975, 107,2 mm em 7 de março de 1994 e 105,2 mm em 15 de março de 1995. dezembro de 1995, com 504,1 mm, foi o mês de maior precipitação.
Economia
Pompéu é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
O setor de serviços corresponde a cerca de 60% do PIB do município, sendo o setor que mais contribui para o PIB. Já a indústria corresponde a 21% desse total. 
A agropecuária, representada principalmente através da produção de leite, contribui com 19% do PIB do município e faz com que ele seja o 39º município de Minas Gerais com maior PIB agropecuário, com cerca de 128 milhões de reais. 
Na cidade ocorre também a extração de ardósia, estando a área do município situada na chamada província da ardósia de Minas Gerais, a área com a maior reserva da pedra no mundo. 
Localiza-se também na cidade uma usina de beneficiamento de cana-de-açúcar, que produz principalmente biocombustível através do etanol. 
Dentre outras atividades econômicas pode-se destacar a produção de móveis e o plantio de eucalipto.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 2,9 mil admissões formais e 2,7 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 200 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 331.
Até janeiro de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Pompéu, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 124 empresas. 
Turismo
A cidade adquiriu fama regional pelo seu carnaval. Durante vários anos houve um grande movimento de turistas para a cidade durante a festa, que se tornou um dos maiores carnavais de rua do centro-oeste do estado. Entretanto nos últimos anos a festa sofreu com cortes de repasses e o aumento da popularidade do carnaval de Belo Horizonte, de onde vinham a maioria dos foliões. 
Inaugurado em 2011, o Museu e Centro Cultural Dona Joaquina resgata a história de Joaquina de Pompéu, matriarca da cidade e grande fazendeira e senhora de escravos do fim do século XVIII e início do século XIX. 
Uma outra atividade turística do município de grande repercussão é a pescaria. Prodigiosamente servido de rios, o município possui um grande potencial para a atividade pesqueira. Banhada pelos rios São Francisco, Pará, Peixe, Pardo e Paraopeba, Represa de Três Marias e a Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo no Rio Paraopeba.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sábado, 25 de abril de 2026

MACAU - RIO GRANDE DO NORTE

Macau é um município brasileiro no estado do Rio Grande do Norte, localizado no Polo Costa Branca. De acordo com o IBGE, no ano 2024 sua população era estimada em 28.384 habitantes. Macau possui uma área territorial de 775.302 km² e está localizada a 175 km da capital do estado, Natal. 
Suas origens remontam ao início do século XIX, quando ainda era conhecida por ilha de Manoel Gonçalves — região já colonizada para a produção de sal. O município está numa região produtora de sal marinho (uma das principais do Brasil), petróleo e de pescados, sendo um dos maiores produtores nacionais de sardinha. Macau é bastante conhecida na região por seu carnaval, o que atrai visitantes de quase todo o estado do Rio Grande do Norte.
História
A extração do sal foi um dos principais fatores que determinaram o povoamento do Rio Grande do Norte. Documentos do início do século XVII ressaltam as riquezas de suas salinas e a excelência do sal ali existente. Entre essas salinas encontravam-se as que viriam pertencer ao Município de Macau. 
A 20 de agosto de 1605, Jerônimo Albuquerque concedia aos seus filhos Antonio e Matias “uma data que são duas salinas que estão corenta leguas daquy para a banda do norte... nem a terra serve pera cousa nenhuma mas que pera o sal que por sy se cria”. “Essas salinas”, diz Luís da Câmara Cascudo, "quarenta léguas ao norte, em terras que apenas para o sal se prestam e onde este é formado espontaneamente, pela disposição do terreno. foram identificadas pelo Des. Luís Fernandes como sendo as salinas de Macau”
No século XVIII, a extração do sal no Rio Grande do Norte, então importante centro pecuário, ficou intimamente ligada à produção de 'carne de sol', produzida em grande escala pelas 'oficinas' instaladas no baixo Açu. Essa indústria primitiva, porém, foi inesperadamente interrompida em 1786 por determinação da Câmara de Natal, sob alegação de que a exportação de carne acarretava prejuízos a Fazenda Real, uma vez que os barcos não pagavam o subsídio de sangue referente à matança do gado. Aquela indústria quase desapareceu então, e o porto das “oficinas” entrou em decadência. 
Ainda no século XVIII a metrópole criou o monopólio do sal e as salinas do Nordeste, especialmente as do Rio Grande do Norte, situadas nos atuais Municípios de Açu, Macau, Areia Branca, Mossoró e Touros, foram relegadas ao abandono, recomeçando a exploração somente em 1802. 
Entretanto, foi a partir de 1889, com o regime republicano, que a indústria do sal do nordeste tomou certo impulso, sobretudo no Rio Grande do Norte, onde, em alguns Municípios, entre os quais se incluía Macau, as condições do terreno e dos ventos se apresentam extraordinariamente favoráveis. Com a concessão feita a Antônio Coelho Ribeiro Roma, em 26 de outubro de 1889. para instalar máquinas de exploração e purificação do sal em terrenos devolutos do Rio Grande do Norte, houve uma considerável valorização da região salineira do Estado, cujas riquezas salíferas passaram a despertar maior interesse entre os homens de negócios. 
O povoamento de Macau foi iniciado na ilha de Manuel Gonçalves, que em 1825 começou a ser invadida e obstruída pelas águas do Atlântico. A ilha era, nesse tempo, habitada por portugueses, dedicados à exploração e ao comércio do sal. Em 1829, tornando-se impossível a permanência desses habitantes na ilha, decidiram eles transferir-se para outro local, escolhendo então a ilha de Macau, na foz do rio Açu. 
Os fundadores do povoado de Macau foram os portugueses Capitão Martins Ferreira. quatro genros destes - José Joaquim Fernandes, Manuel José Fernandes, Manuel Antonio Fernandes e Antonio Joaquim de Sousa - e ainda João Garcia Valadão e o brasileiro João da Horta. 
Macau é uma corruptela da palavra chinesa Ama-ngao, que significa abrigo ou porto de Ama, deusa dos navegantes. 
Macau tornou-se Município pela Lei n.º 158, de 2 de outubro de 1847. A Comarca foi criada pela Resolução n.º 644, de 14 de dezembro de 1871. A Lei n.º 761, de 9 de outubro de 1875, concedeu à sede do Município foros de cidade. 
Segundo o quadro administrativo do País. vigente a 1º de janeiro de 1958, o Município é constituído de um único distrito, o da sede. 
Gentílico: macauense.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Macau, pela Resolução Provincial n.º 294, de 19 de agosto de 1854. Elevado à categoria de vila com a denominação de Macau, pela Lei Provincial ou Resolução Provincial nº 158, de 02 de outubro de 1847, que transferiu para a povoação de Macau a sede de Angicos. Elevado à condição de cidade com a denominação de Macau, pela lei provincial ou Resolução Provincial n.º 761, de 09 de setembro de 1875. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 603, de 31 de outubro de 1938, é criado o distrito de Independência e anexado ao município de Macau. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Macau e Independência. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 268, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Independência passou a denominar-se Pendências. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Macau e Pendência ex Independência. Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, desmembra do município de Macau o distrito de Pendência. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, Macau pertence à região geográfica intermediária de Mossoró e à região imediata de Açu. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Macau, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Potiguar. Está a 182 km de Natal, capital estadual, e a 2 351 km quilômetros de Brasília, capital federal. 
Banhado pelo Oceano Atlântico a norte, Macau possui a maior costa litorânea dentre os municípios potiguares, com 39,77 km de praias. Limita-se com Afonso Bezerra, Pendências e Pedro Avelino a sul; Guamaré e novamente Pedro Avelino a leste e a oeste Carnaubais, Porto do Mangue e Pendências. Ocupa uma área territorial de 775,302 km² (1,4681% da superfície estadual), dos quais 2,886 km² em área urbana. 
Relevo
O relevo do município, com altitudes inferiores a cem metros, é formado pela planície costeira, caracterizada pela presença de dunas de areia e quartzo modeladas pela ação eólica, e sucedida pelos tabuleiros costeiros ou planaltos rebaixados. A maior parte de Macau, incluindo a área costeira, está inserido no Grupo Barreiras, constituído por arenitos intercalados por argila, provenientes do período Terciário, há cerca de trinta milhões de anos. 
Hidrografia
No estuário do rio Piranhas-Açu está a planície fluviomarinha, constituída pelos aluviões, onde estão as áreas de extração de sal. Na parte sul do município encontram-se tanto as rochas calcárias da formação Jandaíra quanto os arenitos da Formação Tibau.
Macau possui parte seu território na faixa litorânea norte de escoamento difuso e o restante na bacia hidrográfica do Rio Piranhas–Açu, cuja foz se localiza próximo à cidade. Os outros rios que passam pelo município são Amargoso, Camurupim e dos Cavalos, além dos riachos Baixa do Tamanduá, Manoel Casado, Pau-Florado e da Oiticica.
Solos
A maior parte dos solos de Macau são arenosos, pouco férteis e bastante drenados, caracterizando as areias quartzosas ou neossolos. Por outro lado, no estuário do rio Piranhas-Açu estão os gleissolos ou solochak solonétzicos, altamente salinos e bastante mal drenados, cobertos por manguezais e espécies herbáceas e rasteiras (halóficas), adaptadas à salinidade. Além destes, existem também áreas menores de cambissolo, latossolo (do tipo vermelho amarelo equivalente eutrófico) e luvissolo, este último chamado de podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico na antiga classificação brasileira de solos. 
Com exceção da costa, onde estão as restingas, e dos gleissolos, o solo macauense é coberto por uma vegetação xerófila de pequeno porte, a caatinga, que perde suas folhas na estação seca, existindo também áreas de carnaubeira, de porte maior. Parte do município está inserido na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Ponta do Tubarão, criada em 18 de julho de 2003 pela Lei Estadual n.º 8.349, cobrindo uma área de cerca de treze mil hectares em Macau e Guamaré. 
Clima
Mesmo localizado no litoral, o clima de Macau é semiárido, do tipo Bsh na classificação climática de Köppen-Geiger, com temperaturas médias mensais em torno dos 28 °C e índice pluviométrico de pouco mais de 500 milímetros (mm) anuais, um dos mais baixos do país, concentrados em poucos meses, sendo o pico observado em março e abril. O tempo de insolação é de aproximadamente 2.600 horas/ano. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1970, 1973 a 1985 e 1994 a 2018, a menor temperatura registrada em Macau foi de 17,3 °C em julho de 1964, nos dias 16 e 17, e a maior atingiu 38,9 °C em 3 de março de 2013. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 148,3 mm em 5 de abril de 1985. Outros acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 125 mm em 9 de abril de 1985, 124,4 mm em 17 de abril de 1985, 113,5 mm em 3 de abril de 2008, 112,7 mm em 16 de março de 1982, 105,8 mm em 31 de março de 1967, 104 mm em 22 de janeiro de 2016 e 100,8 mm em 13 de abril de 1964. O mês mais chuvoso da série histórica foi abril de 1985, com 622,5 mm. O ano de 1985 também foi o ano mais chuvoso, com 1 780,6 mm.
Economia
A economia de Macau é sustentada por três pilares robustos que definem a identidade do município:
- Sal Marinho: Macau é o coração da produção salineira nacional. Suas salinas mecanizadas utilizam a energia solar e eólica para produzir a vasta maioria do sal consumido no Brasil e exportado para o mundo.
- Petróleo e Gás: O município abriga importantes campos terrestres e de águas rasas da Bacia Potiguar. A presença de refinarias e unidades de processamento de gás natural gera uma cadeia de serviços e royalties fundamentais para a arrecadação municipal.
- Pesca e Carcinicultura: A produção de camarão em cativeiro e a pesca artesanal de mariscos e peixes de águas profundas complementam a renda de milhares de famílias.
Educação
Na área da educação, Macau destaca-se como um polo de formação tecnológica. O município sedia um campus do IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte), que oferece cursos técnicos e superiores voltados especificamente para as demandas locais, como Recursos Minerais, Química e Meio Ambiente. Essa infraestrutura educacional é crucial para qualificar a mão de obra que atua nas indústrias de petróleo e sal.
Turismo
O turismo em Macau é multifacetado, unindo o fervor cultural às belezas naturais.
- Carnaval de Macau: É considerado um dos maiores e mais tradicionais carnavais de rua do Nordeste. O famoso "mela-mela" atrai dezenas de milhares de turistas todos os anos, movimentando hotéis e o comércio local.
- Praia de Camapum: Principal balneário da cidade, possui infraestrutura de barracas e águas tranquilas, ideal para o lazer familiar.
- Turismo Industrial: As gigantescas "montanhas de sal" e as torres de petróleo oferecem um visual industrial exótico que atrai fotógrafos e curiosos.
- Ecoturismo: Passeios de barco pelos manguezais e canais do Rio Piranhas-Açu permitem o contato com a fauna local e a observação de aves migratórias.
Feriados municipais
Os seguintes dias são feriados no município de Macau: 
- 15 de agosto – Dia de N. S. dos Navegantes.
- 9 de setembro – Emancipação Política do Município Cível.
- 8 de dezembro – Padroeira Nossa Sra. da Conceição.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .