segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

BIRITIBA MIRIM - SÃO PAULO

Biritiba Mirim é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de São Paulo e Alto Tietê. Sua população, conforme o Censo 2022, era de 29.676 habitantes e a área é de 317,406 km², o que resulta numa densidade demográfica de 93,50 hab./km². 
Topônimo
O topônimo "Biritiba Mirim" é de origem tupi, significando "pequeno ajuntamento de juncos", através da junção de pi'ri (Rhinchospora cephalotes, um tipo de junco), tyba (ajuntamento) e mirim (pequeno). 
História
Fundado em 1873 a partir da construção da Capela de São Benedito, o território de Biritiba Mirim pertenceu a Mogi das Cruzes até o ano de 1963. Explorado durante muito tempo por sertanistas e bandeirantes, o local só veio a se constituir em povoado por volta de 1820. Desde o período colonial, moradores e representantes da administração de Mogi das Cruzes já andavam pela região, servida pelas águas do Rio Tietê - fonte segura de sobrevivência e de locomoção geográfica àqueles que se predispunham a desbravar matas tão fechadas. Não se pode negar que o local tenha sido ponto de passagem dos Bandeirantes e viajantes que expandiram os limites territoriais do Brasil Colonial e, consequentemente, dos domínios do rei de Portugal. 
Até 1820, o povoado que havia se formado em torno da Capela de São Benedito contava com um número muitas vezes maior de habitantes do que o do bairro de Santa Catarina, tanto é que em 1882 a administração de Mogi das Cruzes criou na localidade um distrito policial. 
Tornou-se município em 1964, quando se emancipou de Mogi das Cruzes. 
Gentílico: biritibano.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Biritibamirim, por Lei Estadual n.º 1.985, de 13 de dezembro de 1924, subordinado ao município de Mogi das Cruzes. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Biritibamirim figura no município de Mogi das Cruzes. Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, é distrito apenas judiciário do município de Mogi das Cruzes. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Biritibamirim figura no município de Mogi das Cruzes. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o distrito Biritibamirim permanece no município de Mogi das Cruzes. Pela Lei Estadual n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, o distrito de Biritibamirim teve sua grafia alterado para Biritiba-Mirim. Assim permanecendo na divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963. Elevado à categoria de município com a denominação de Biritiba-Mirim, pela Lei Estadual n.º 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembrado de Mogi das Cruzes. Sede no antigo distrito de Biritiba-Mirim. 
Constituído do distrito sede. Instalado em 21 de março de 1965. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14 de maio de 2001.
Geografia
Seus limites são Guararema a norte, Salesópolis a leste, Bertioga a sul e Mogi das Cruzes a oeste e noroeste e sua altitude e 780 m. 
Quanto à paisagem, ao redor do perímetro urbano, situam-se a agricultura (olericultura e floricultura). 
Afastando-se do centro urbano, encontra-se o reflorestamento, caracterizando a diversidade de elementos na paisagem, por conta das atividades antrópicas, inclusa aí, a Barragem de Ponte Nova, no lado leste do município. Encaminhando-se para o sul, até o limite territorial, depara-se com a Mata Atlântica, esta a única região que apresenta alto grau de mata nativa. Como singularidade encontra-se alguns pontos de destaque, no relevo da região do Planalto Paulista. São eles Pedra do Garrafão e Pedra do Sapo. 
Como intrusões visuais, deve-se destacar a Represa dos Andes, localizado no sul de Biritiba (distante 15 km em linha reta), literalmente inserida na Mata Atlântica, com aproximadamente 2 (dois) alqueires da área. Além dessa, há que se mencionar a Agricultura como fator de destaque visual na paisagem, formando uma "Concha de Retalhos". O reflorestamento apresenta-se também como forte intrusão visual em diversas áreas do município.
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 745 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é característico do Planalto Atlântico, apresentando colinas e áreas montanhosas mais acidentadas, especialmente nas porções que se elevam em direção à Serra do Mar. Essa topografia é fundamental para a formação das nascentes e o acúmulo de água.
Solos
Os solos predominantes são os Latossolos e Argissolos, que são profundos, mas de fertilidade natural média a baixa, exigindo manejo adequado para a agricultura 
Vegetação
A vegetação predominante é a Mata Atlântica na forma de Floresta Ombrófila Densa, característica de regiões úmidas e serranas. A presença do Parque Estadual da Serra do Mar em áreas próximas, e a legislação específica de mananciais, garantem a preservação de extensas áreas de mata, o que é vital para a qualidade da água da região.
Clima
O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 ºC, sendo o mês mais frio julho (média de 14 °C) e o mais quente fevereiro (média de 22 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1.400 mm. 
Hidrografia
Os rios que atravessam o município e limitam seu território são: Rio Tietê, Ribeirão do Biritiba, Rio Itatinga, Rio Itapanhaú, Córrego Lideiro, Rio Parnaíba, Córrego da Fazendinha, Ribeirão Putim, Córrego do Jõao Melo (Córrego da Fazenda ou Córrego Léo), Ribeirão da Fazenda São José, Ribeirão Alegre ou Peroba, Córrego do Capinzal, Ribeirão Guacá, Ribeirão das Pedras, Rio Claro, Ribeirão do Itaim, Ribeirão do Campo no qual localiza-se a Barragem Ribeirão do Campo (Sabesp) que fornece água para a região da Grande São Paulo. 
Rodovias
A cidade é atendida pelas seguintes rodovias: SP-88; SP-92 e SP-98.
Economia
Biritiba Mirim é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são os pontos de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 1,4 mil admissões formais e 1,3 mil desligamentos, resultando em um saldo de 21 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -9.
A economia de Biritiba Mirim é diversificada, com forte presença no setor primário e no funcionalismo público, dada a importância das atividades de manejo de recursos hídricos e ambientais.
- Agricultura: O município é um importante produtor agrícola, com destaque para a Horticultura e o cultivo de flores e plantas ornamentais, aproveitando o clima e a proximidade com o mercado consumidor da RMSP.
- Comércio e Serviços: O comércio local é desenvolvido para atender à demanda da população, com um setor de serviços em crescimento, mas sem a predominância da indústria pesada devido às restrições ambientais.
Turismo
O Turismo em Biritiba Mirim é incipiente, mas possui grande potencial no segmento Ecológico e Rural.
- Reservatórios e Represas: A paisagem é dominada pelos grandes reservatórios do SPAT (como a Represa de Taiaçupeba), que, embora sejam áreas de proteção, atraem visitantes para a contemplação e a pesca esportiva controlada.
- Turismo Rural: As propriedades rurais especializadas em horticultura e floricultura recebem visitantes, oferecendo a experiência do agroturismo.
Belezas Naturais: Trilhas e áreas de mata preservada, embora com acesso controlado, são procuradas por praticantes de ecoturismo e observação da natureza.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

IMBITUVA - PARANÁ

Imbituva é um município brasileiro do estado do Paraná. Está localizado na região centro sul, há 900 metros acima do nível do mar e sua população estimada para o ano de 2025, segundo o IBGE, era de 30.849 habitantes. 
Toponímia
Imbituva é vocábulo indígena que significa cipoal, "lugar de muito imbé". Da língua tupi imbé: espécie de cipó da família das aráceas pertencentes ao gênero Philodendron; e tyba: grande quantidade, abundância. 
História
Em 1809, uma expedição rumo aos Campos de Guarapuava penetra no território onde, hoje, encontra-se o município de Imbituva. Na época de sua fundação, em 1871, o local era chamada de "Arraial do Cupim", devido à conformação geológica de um destes pousos de tropeiros. 
Às margens do histórico caminho de Viamão, repleto de tropeiros e marchantes, foram aparecendo, desde o Rio Grande do Sul até São Paulo, os pontos de “pouso”, os marcos, origem das cidades dos Campos Gerais. Desde então “Cupim” passou a ter destaque entre os “pousos” preferidos pelos tropeiros. Em 1871, o bandeirante, Antonio Lourenço, natural de Faxina, então capitania de São Paulo, abandonando o comércio de tropas, atraiu companheiros e fixou-se em Cupim com alguns companheiros, iniciando a construção da Vila. É considerado o fundador de Imbituva. 
Os primeiros povoadores eram procedentes da então Capitania de São Paulo, aos quais juntaram-se outros, todos da mesma procedência. A nova povoação não tardou a receber a influência de colonos alemães, poloneses e russos, que deram notável contribuição ao seu desenvolvimento. Os colonos alemães fixaram residência na direção da estrada que mais tarde ligaria Imbituva a Guarapuava. Também os italianos, em 189, adquiriram terras em Cupim e iniciaram a fundação de uma colônia. A freguesia foi criada em 1876, com sede no lugar denominado Campo do Cupim. Em 1881, foi elevada à categoria de vila, com denominação de Santo Antônio do Imbituva, vinculada ao Município de Ponta Grossa. Recebeu foros de cidade em 1910, passando a denominar-se apenas Imbituva, em 1929. O topônimo surgiu em virtude da existência de um rio com igual nome, junto à cidade. Aos habitantes do município dá-se o nome de imbituvenses. 
Gentílico: Imbituvense 
Formação Administrativa 
Freguesia criada com a denominação de Santo Antônio de Imbituva, pela Lei Provincial n.º 441, de 21 de fevereiro de 1876, subordinado ao município de Ponta Grossa. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santo Antônio de Imbituva, por Lei Provincial n.º 651, de 26 de março de 1881, desmembrado de Ponta Grossa. Sede na localidade de Campo do Cupim. Constituído do distrito sede. Instalado em 14 de junho de 1882. 
Elevado à condição de cidade, por Lei Estadual n.º 938, de 02 de abril de 1910. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 2.645, de 10 de abril de 1929, o município de Santo Antônio do Imbituva passou a denominar-se Imbituva. 
Por Lei Estadual n.º 2.757, de 31 de março de 1930, é criado o distrito de São Miguel do Pinho e anexado ao município de Imbituva. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 3 distritos: Imbituva, Natal e São Miguel do Pinho. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 6.667, de 31 de março de 1938, o distrito de São Miguel do Pinho passou a denominar-se simplesmente São Miguel. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Imbituva, Natal e São Miguel. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de São Miguel passou a denominar-se Apiaba e o de Natal a denominar-se Guamiranga. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Imbituva, Apiaba e Guamiranga. 
Pela Lei Estadual n.º 11.203, de 16 de novembro de 1995, desmembra do município de Imbituva o distrito de Guamiranga. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído de 2 distritos: Imbituva e Apiaba. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14 de maio de 2001.
Geografia
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 950 metros acima do nível do mar, o que a posiciona no Segundo Planalto Paranaense. 
Relevo
O relevo é predominantemente ondulado a suavemente ondulado, característico de áreas de transição de planaltos.
Solos
Os solos são de origem basáltica e sedimentar, com predominância de Latossolos e Cambissolos. São solos que exigem correção química para a agricultura de alta produtividade, mas que respondem bem à mecanização e ao plantio direto, favorecidos pela topografia ondulada.
Vegetação
A vegetação original era composta pela Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária), onde se destacavam o pinheiro-do-paraná e a imbuia. Hoje, restam fragmentos florestais preservados e áreas de reflorestamento de pinus e eucalipto, além das áreas convertidas em campos de lavoura.
Clima
Em Imbituva, o verão é longo, morno e úmido; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 28 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 31 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Imbituva e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do fim de outubro ao meio de dezembro. 
A estação morna permanece por 4,4 meses, de 21 de novembro a 2 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Imbituva é janeiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 19 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 14 de maio a 8 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 22 °C. O mês mais frio do ano em Imbituva é julho, com a mínima de 11 °C e máxima de 21 °C, em média. 
Economia
Imbituva é conhecida como um polo industrial têxtil no segmento de malhas, o que a faz conhecida como "Cidade das Malhas", com destaque para as peças em tricô, apresentando uma infinidade de modelos de peças de vestuário nas diversas malharias que compõem a Associação das Malharias de Imbituva. Um fator industrial que vem se destacando também em Imbituva, é o de calçados de segurança com bastante destaque dentro e fora do país, atualmente com 2 empresas nesse setor, empregando aproximadamente 1500 pessoas com emprego direto, ou indireto. 
Imbituva, conta hoje com aproximadamente 50 indústrias do ramo têxtil. As malharias surgiram há mais de 25 anos e cada vez mais estão ganhando espaço não só no Paraná, como também em outros estados. Elas geram atualmente mais de 500 empregos diretos e indiretos, envolvendo muitas vezes famílias inteiras. As indústrias estão em aperfeiçoamento contínuo, investindo em aquisição de equipamentos modernos para o setor têxtil, além de contar com profissionais de alta qualidade e vasta experiência no ramo. 
Existem micros, pequenas e grandes empresas que chegam a trabalhar com suas máquinas 24 horas por dia, para atender seus pedidos. A cidade de Imbituva compete em igualdade com as maiores potências no ramo têxtil. 
O turismo, baseado no comércio de seus produtos de malha também tem atraído um grande afluxo de pessoas de cidades paranaenses como Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Toledo, Cascavel e Foz do Iguaçu, incluindo também turistas de estados vizinhos, como Santa Catarina e São Paulo. Especial destaque para a Femai, Feira de Malhas de Imbituva, realizada pela Associação de Malharias de Imbituva, sempre no mês de abril, que chega a receber cerca de 40 mil pessoas. A feira é realizada a quase 30 anos. 
Desde 2005 Imbituva passou a ser um Arranjo Produtivo Local (APL) no setor têxtil, com reconhecimento e apoio do Governo do Estado. Existem planos para a instalação na cidade de uma escola técnica com a oferta de cursos na área da manufatura têxtil. Já conta com um centro comercial para reunir os produtos das malharias da cidade. 
Além da industrialização e comércio de produtos têxteis a economia do município de Imbituva é baseada na indústria madeireira, com destaque para o beneficiamento de madeiras e fabricação de móveis e utensílios deste material, segmento que gera mais de 20% do total de empregos entre a população economicamente ativa no município. 
No entanto é a agropecuária que responde ainda pela maior fatia do PIB do município, com destaque entre os produtos agrícolas para as lavouras de soja, milho, feijão, fumo e trigo. Destacam-se também os rebanhos suíno (corte) e bovino (gado de corte e leiteiro), os galináceos (em especial para produção de ovos) e a produção de mel de abelha. 
Destaque ainda para a produção de argila, produto da extração mineral empreendida por cerca de 14 estabelecimentos do município, especialmente dedicados à produção de cerâmica vermelha, como tijolos e telhas para a construção civil. 
Educação
Imbituva possui uma rede de ensino básica e média consolidada. Na área superior e técnica, o município conta com polos de educação a distância e parcerias com o Sistema S (SENAI/SEBRAE) para qualificar a mão de obra voltada à indústria têxtil e ao agronegócio, garantindo competitividade ao polo de confecções local.
Cultura
Imbituva é uma cidade formada por uma mescla de diversas etnias e tradições, que podem ser sintetizada na seguinte tripartite: europeus, africanos e indígenas. Dentre os europeus, como salienta Cleusi Bobato, consta-se que no final do século XIX "Imbituva recebeu dois grupos imigratórios em seu território: alemães e italiano". Embora em menor número, também vieram para a região eslavos (poloneses, ucranianos, russos e neerlandeses). Destes grupos, sobreviveu aspectos culturais relacionados a culinária, tal como o consumo de polenta, o nhoque e vinho. Também é evidente os traços de religiosidade europeia, sobretudo de influência protestante, visto a predominância da religião luterana e suas derivadas na localidade. 
Todavia, a região anteriormente já era ocupada pelos indígenas, com ênfase sobre os Kaingangues, os quais foram responsáveis por ensinar os primeiros imigrantes europeus no trabalho agrícola. Conforme esclarece Cleusi Bobato: "O primeiro desafio para esses imigrantes da Colônia Bella Vista consistia em aprender a lidar com a mata, como derrubá-la e como livrar-se dos troncos e galhos, para tornar o chão arável. Neste contexto, tiveram que aprender com os índios [...] Aprenderam a limpar o mato com foice [...] também o método indígena da coivara". Deste grupo, sobreviveram algumas práticas religiosas que foram assimiladas pelas benzedeiras, em particular, e de modo geral pela população que absorveu o conhecimento e o trato sobre ervas medicinais, mantendo suas hortas de remédios, que são comuns em todas as casas, mesmo na região urbana. Ainda, deste grupo foram absorvidas palavras, tal como se observa no próprio nome da cidade. 
Além disso, deve-se considerar que muito antes, a obra escrava tinha chegado a região, o que explica a presença negra na cidade até os dias atuais. Não se trata, portanto, de uma imigração tardia. Da junção entre tradições negras e indígena, desdobrou-se nos faxinais, os quais foram assimilados pelos imigrantes europeus. A cultura africana também foi assimilada na linguagem, na religiosidade, na culinária e na cultura de modo geral. 
Atualmente, pode-se considerar que a cidade de Imbituva é formada por uma cultura bastante plural, das quais se destacam os ativos movimentos musicais e culturais, tais como: o rock, o rap e a música caipira, os quais produzem uma musicalidade bastante peculiar da região. Em relação a cultura, desde meados da década de noventa, tem-se destacado na região a prática da capoeira. Esta arte marcial tem reunido em seu entorno praticantes e simpatizantes, os quais vivenciam a capoeira como um estilo de vida. Neste sentido, Jeferson Machado explica que: "desde a década de 1990, a capoeira passou, para além de uma prática esportiva, a alterar o cenário cultural da cidade, ocupando espaços como praças, escolas e as ruas dos bairros. A capoeira era - em alguns bairros - como, por exemplo, a Vila Zezo, mais visível que o próprio futebol. Era comum poder observar crianças e adolescentes praticando movimentos de agilidades nas ruas, praças e escolas". Estas gerações, ainda formado por crianças e jovens, serão essenciais para a ampliação da prática nas décadas seguintes. 
A capoeira - atualmente mantida pelos professores Josni Nogosek Ferreira dos Santos e Anderson Andrade, ambos do Grupo Guerreiro dos Palmares - possui uma longa linhagem em Imbituva e um estilo bastante próprio. Conforme a tradição, a capoeira chegou na cidade pela década de 1990 e foi gradualmente sendo assimilada pela população local. Segunda historiografia recente, a "capoeira chegou a Imbituva no inicio dos anos de 1990, quando passou pela cidade Mestre Luiz Baiano, que ensinou a capoeira para Valdecir Borgo", o qual foi um difusor da arte marcial na comunidade imbituvense. Em paralelo com Borgo, professor Daniel, ativista do movimento negro, candomblecista e jogador da capoeira angola, também ajudou na divulgação da capoeira. 
Desde o inicio da prática da capoeira em 1990, até os dias atuais, existiram cinco grupos de capoeira oficiais: Vôo Livre (grupo de Mestre Valdeci, já extinto), Salve Brasil (grupo criado pelo próprio professor Valdeci, tendo professor Daniel como Mestre, que também já é extinto), Berimbau de Prata (grupo de Mestre Samuca, que permanece ativo na cidade de Curitiba, tendo como liderança o Contramestre Jesus), ACAPRAS (grupo de Mestre Silveira) e Guerreiros dos Palmares (grupo de Mestre Pop, que é o atual grupo de capoeira na cidade). 
Transporte
O município de Imbituva é servido pelas seguintes rodovias: 
- BR-373, que passa por seu território, que liga BR-376 (em Ponta Grossa) a BR-277 (via Prudentópolis).
- BR-153, a "Transbrasiliana", no seu trecho União da Vitória a Jacarezinho (ligando Santa Catarina a São Paulo).
- PR-522, ligando a cidade a BR-487 (em Ivaí).
Turismo
O turismo em Imbituva é focado no comércio e na natureza:
- Turismo de Compras: A tradicional Feira de Malhas e as lojas de fábrica no centro da cidade são os grandes atrativos, especialmente nos meses de frio.
- Caminho da Madeira: O turismo histórico e cultural resgata a memória da extração madeireira.
- Recursos Naturais: Cachoeiras e áreas verdes em propriedades rurais oferecem potencial para o ecoturismo e o turismo rural.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark .

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

ASSIS CHATEAUBRIAND - PARANÁ

Assis Chateaubriand é um município brasileiro localizado na região oeste do Paraná. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025 era de 38.357 habitantes. 
História 
A história de Assis Chateaubriand foi iniciada em 1958 quando a Colonizadora Norte do Paraná começou desbravar a região Vale do Piquiri. No dia 15 de dezembro de 1960 o pequeno povoado que pertencia ao Município de Guaíra passou a pertencer a Toledo, sendo denominado "Distrito de Tupãssi" que em Tupi Guarani significa "Mãe de Deus". Este povoado crescia surpreendentemente com a chegada dos pioneiros cheios de coragem que se embrenharam pelos sertões. Graças a estes homens valorosos, hoje existe Assis Chateaubriand que é uma referência regional. O distrito de Tupãssi cresceu tanto que teve que se desmembrar de Toledo e através da Lei nº 5.389 foi criado o Município de Assis Chateaubriand. Há 57 anos, no dia 20 de agosto de 1966 sobre o chão recém trabalhado, se criava o Município de Assis Chateaubriand, na época com cerca de 80 mil habitantes.
Assis Chateaubriand completou, em 2024, 58 anos - Mais de cinco décadas e meia de luta de um povo glorioso que ama seu pedaço de Brasil, vendo em cada nascer do sol, o marco de um novo dia, que brilha intensamente, como a esperança de cada chateuabriandense que no município faz sua escola, seu trabalho, seu lar e sua vida.
Em 1966 começou a história política - a emancipação administrativa -, quando então, o distrito de Tupãssi deixou oficialmente de pertencer ao município de Toledo e mudou o nome para "Assis Chateaubriand". Uma homenagem ao jornalista Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello.
Ele aqui esteve, no dia 20 de agosto de 1966, quando em sua homenagem foi realizado um grande desfile cívico e uma festa a base de churrasco. Também veio o governador da época, Paulo Pimentel.
Mas essa história começou bem antes disso. Ainda na década de 1950 começaram a chegar os primeiros desbravadores para a derrubada do mato e a abertura do povoado que partiu do jardim Progresso, onde abriram um campo de pouso de aviões para o desembarque dos funcionários e diretores da Colonizadora norte do Paraná, empresa responsável pela colonização do município.
O primeiro nome do povoado, Tupãssi, foi dado em homenagem aos índios Tupaci, (tribo do Mato Grosso do Norte) por Oscar Martinez, dono da Colonizadora Norte do Paraná, empresa responsável pela colonização na região. Antes, outros nomes designavam a localização: Campos dos Baianos e Cidade Morena.
Os colonizadores contratavam homens para proteger as terras, a quem chamavam de "guardas florestais". Os colonos os conheciam por "jagunços".
Surgem os povoados
Como o município era muito grande, nasceram os distritos para evitar longas viagens até a sede. Tupãssi, que ficou com o nome original e depois emancipou-se, encampando os distritos de JS e Brasiliana; Bragantina, chamou-se no início, Norte-Sul. A mudança foi em homenagem ao ex-governador Ney Braga; Encantado, em homenagem aos inúmeros gaúchos que vieram morar no Distrito; Nice, para homenagear Janice Martinez, esposa de Oscar Martinez; Silveirópolis, em homenagem a família Silveira, primeiros moradores do lugar. Engenheiro Azaury, para homenagear o engenheiro que trabalhou no projeto piloto da cidade e Terra Nova, por ser a entrada para o município, através do rio Piquiri. "Estando no lado de Alto de Piquiri, se avistava a Terra Nova, uma nova vida; por isso, o nome do povoado que nasceu em seguida", lembra Rudy Alvarez, primeiro prefeito eleito no município.
Os títulos de posse da região foram concedidos pelo governador da época, Moisés Lupion. O próximo governador do Estado foi Ney Braga. "O Ney queria cancelar todos os títulos concedidos pelo Lupion, então, nós pedimos ajuda ao David Nasser ", afirma Rudy. Nasser era um famoso jornalista da época, amigo de políticos influentes, que intercedeu pela causa e pediu uma homenagem ao patrão, o jornalista Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, dono dos Diários Associados, em São Paulo e outras capitais. Já no livro de Laércio Souto Maior, "História do município de Assis Chateaubriand", Oscar Martinez afirma que a homenagem foi por causa da dedicação do jornalista pelas questões agrícolas e sua grande amizade com ele.
A emancipação
O jornalista, conhecido por "Velho Capitão" se fez presente no dia da emancipação político-administrativa do município, acompanhado do governador do Estado da época, Paulo Pimentel, além de políticos de todo o Brasil. Aproximadamente 15 aviões pousaram no antigo aeroporto naquele dia. Era 20 de agosto de 1966. Chateaubriand já se encontrava com a saúde bastante debilitada, em razão de uma trombose. Como não podia mais falar por causa da doença, seu discurso foi lido pelo ator Lima Duarte, seu funcionário na extinta TV Tupi, que o acompanhava, empurrando sua cadeira de rodas.
A grande festa foi realizada na praça São Francisco de Assis, em uma barraca montada no meio da rua. Vários bois foram assados para o dia, sendo que ao final sobrou muita carne, que acabou sendo levada pela própria população. Segundo Rudy, "o jornalista Chateaubriand só comia frango; então mandamos preparar alguns pra ele", lembrou.
Ruas abertas, surgiu a primeira construção e em seguida muitas outras. Em pouco tempo já tínhamos uma igreja, alguns comércios e uma vila que crescia dia a dia, com gente chegando de todo lugar.
Os primeiros comerciantes a se estabelecerem na cidade, foram os irmãos Pires, portugueses que abriram um botequim no antigo campo de aviação, no Jardim Progresso. Depois, eles montaram o primeiro comércio de secos e molhados na avenida Tupãssi.
A produção agrícola já fazia fama com o plantio do café pelas mãos das primeiras famílias de agricultores. Depois, a cultura de hortelã tomou lugar por um bom tempo. Mas também se cultivava o feijão e o milho.
Construindo uma cidade
Estradas eram grandes problemas para a região. Chamadas de "picadas", em períodos de chuvas, ficava impossível transitar com veículos, mesmo que fossem os famosos Jeeps. O caminho para Toledo era feito de muitas curvas e desvios, o que não se fazia em menos de seis horas.
O plantio de hortelã tomava conta de 95% da plantação agrícola. O alto rendimento desta produção atraiu gente de todo o Brasil, através dos corretores, também conhecidos por "picaretas". A terra roxa era o atrativo.
Quase todas as famílias que chegavam, montavam barracas de lonas, na área rural ou na cidade, onde passavam a morar, enquanto eram construídas suas casas.
Enquanto isso, o mato ia sendo derrubado e as lavouras abertas. Várias serrarias foram construídas para o beneficiamento da madeira da região, constituída basicamente de madeira de lei, como ipê e peroba, cujas quais fizeram as casas da cidade e distritos. Era muito rara uma construção em alvenaria. O trabalho pesado para a preparação e plantio da lavoura foi na base do machado e das enxadas.
O povo continuava chegando, apesar das estradas poeirentas ou enlameadas que iam se abrindo por todo o interior do município, dando acesso às propriedades agrícolas, aos distritos e patrimônios.
Com o progresso a olhos vistos, nascia uma estação rodoviária, onde hoje é a praça dos pioneiros; o primeiro hospital; igrejas; farmácias; oficinas e muitos comércios, como as vendas e mercearias que procuravam vender um pouco de tudo, para atender ao povo nas suas necessidades diárias.
Primeiros passos da Educação
Em 1961 surgiu a primeira escola primária e já se comemorava o 7 de setembro com o desfile cívico. Escolas foram construídas em ramais e povoados importantes. Em 1966, a Prefeitura montou uma serraria para beneficiar as madeiras que utilizava na construção de pontes, carteiras escolares e escolas por todo o interior do município. Para levar a educação ao interior, 130 rurais escolas foram erguidas. Praticamente não existiam professores formados e para ensinar as crianças foram também contratadas pessoas com pouca formação para o cargo.
Em pouco tempo já existiam melhores estradas, pontes construídas e o fim da balsa no Rio Piquiri, com a atual ponte em concreto.
Com as necessidades prementes, chegou a água encanada e a luz elétrica. A cada mês, novas escolas e mais alunos faziam o colorido dos dias de uma saudosa época.
As agências bancárias foram se instalando, e com elas novas empresas comerciais traziam a evolução para a cidade.
Segundo o primeiro prefeito eleito, não havia procura de serviços de saúde ou assistência social por parte da população naquela época. Os pedidos eram na grande maioria, para a construção de escolas e estradas.
Chega a energia e surgem as polêmicas
A cidade teve no início, uma usina de energia elétrica, construída em uma barragem no rio Alívio, onde hoje funciona a estação de água da Sanepar. Com geradores de 300 KWA de energia, a hidrelétrica abasteceu toda a cidade, até metade dos anos 70. Os postes eram de madeira e já continham luminárias. A inauguração da iluminação elétrica foi uma grande novidade, fazendo com que os lampiões e as lamparinas de querosene fossem aposentados.
Sempre surgem nas conversas sobre a história de Assis Chateaubriand os assuntos polêmicos, como, a "vinda da Sadia para o município". Os comentários dão conta de que a Sadia foi para Toledo, "porque o prefeito da época não deu apoio", dizem. Rudy Alvarez, prefeito de então, afirma que isso não é verdade: "a Sadia nunca pensou em vir para Assis. Ela foi para o município vizinho, porque já naquela época, Toledo possuía um frigorífico que abatia 150 cabeças de suínos por dia, produzidos naquela região. Assis não criava suínos em quantidade", informa o ex-prefeito, dizendo que por isso, não justificaria montar uma indústria sem matéria prima.
Por outro lado, uma fábrica de papel ergueu paredes mas não funcionou. Conhecida como "Fábrica de Papel", foi iniciada para aproveitar a usina hidrelétrica que foi desativada com a chegada da Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica) e as águas do rio Alívio. "Nós começamos uma obra que ia vender toneladas de papel para o Brasil, mas infelizmente não teve continuação no governo que me sucedeu", explica Rudy.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Assis Chateaubriand, pela Lei Estadual n.º 4.582, de 27 de junho de 1962, subordinado ao município de Toledo. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o distrito de Assis Chateaubriand, figura no município de Toledo. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Assis Chateaubriand, pela Lei Estadual n.º 5.389, de 27 de agosto de 1966, desmembrado de Toledo. Sede no atual distrito de Assis Chateaubriand (ex localidade). Constituído do distrito sede. Instalado em 14 de março de 1967. 
Pela Lei Estadual n.º 5.486, de 31 de janeiro de 1967, é criado o distrito de Tupãssi e anexado ao município de Assis Chateaubriand. 
Pela Lei Estadual n.º 5.489, de 31 de janeiro de 1967, é criado o distrito de Bragantina e anexado ao município de Assis Chateaubriand. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 3 distritos: Assis Chateaubriand, Bragantina e Tupãssi. 
Pela Lei Estadual n.º 6.920, de 02 de setembro de 1977, é criado o distrito de Encantado d’Oeste e anexado ao município de Assis Chateaubriand. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 4 distritos: Assis Chateaubriand, Bragantina, Encantado d’Oeste e Tupãssi. 
Pela Lei Estadual n.º 7.270, de 27 de dezembro de 1979, desmembra do município Assis Chateaubriand o distrito de Tupãssi. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 3 distritos: Assis Chateaubriand, Bragantina e Encantado d’Oeste. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Geografia
Não existem acidentes geográficos marcantes, tendo em sua topografia pequenas ondulações e seus córregos se localizam a dois quilômetros do perímetro urbano. O clima é tipicamente subtropical, ocorrendo nos meses de novembro e dezembro um período relativo de estiagem, com períodos de chuvas nos demais meses, concentrando-se os períodos de queda de temperatura nos meses de junho e agosto com geadas em partes do Município e temperaturas médias de 2 a 30 graus. A precipitação pluviométrica é de 1.250 a 1.500 mm em média. Tem um dos solos mais férteis do Paraná, composto em sua totalidade do maior derrame basáltico do mundo que formou a terra roxa. Sua conservação é permanente, prova disso é que não existem erosões. A altitude é de 440 metros acima do nível do mar. Latitude sul de 24º2‹ e Oeste de 53º29‹. A área total é de 1.010,33 km2 cerca 101,0330 hectares ou 41.749.173,60 alqueires paulistas. A área urbana tem 1.997,08 hectares ou 19,97 km2 e área rural 990,36 km2.
Economia
O oeste do Paraná comportou-se em três fases: a primeira fase é da economia extrativista e de subsistência familiar nas décadas de 1950 e 1960. A segunda fase, concentrada nas décadas de 1970 e 1980, período de modernização na produção agrícola, sendo implantadas a cultura da soja, trigo, algodão e milho. A terceira fase é a nossa atualidade, ou seja, década de 1990 e o novo milênio, marcada pela diversificação na base agropecuária e pela busca de alternativas da agroindustrialização e de competitividade. 
No início da colonização de Assis Chateaubriand, onde tudo era mata-virgem, a principal fonte de renda era a agricultura comercial e principalmente a agricultura de subsistência para os que aqui chegaram. A primeira forma de agricultura fora o cultivo de hortaliças, mandioca, feijão, arroz e milho, criação de pequenos animais: porco, galinha e gado. Com a derrubada das matas, a escala de produção aumentou, passando a plantar em grande escalas, culturas já numeradas e o café em áreas altas, ou seja, cabeceiras dos lotes devido às geadas. 
Com a introdução da lavoura branca, houve uma produção contínua, mesmo ainda com o plantio feito ainda manual, devido aos tocos e madeira derrubados nas propriedades. Surge assim em seguida o ciclo da hortelã, que empregou grande quantidade de gente, pois sua mão de obra era grande até a extração de óleo. Com a mecanização (década de 1960), com a entrada da soja no mercado, houve um êxodo rural, fato mundial, onde parte da mão de obra fora absorvida por máquinas e implementos agrícolas, e com tal mecanização foram surgindo o algodão, o trigo e outras culturas até os dias de hoje. Vale apenas lembrar que a pecuária foi sempre constante na produção do município, sendo para a subsistência bem como para a comercialização. 
Produção agrícola
Algodão, arroz irrigado, amendoim das águas, arroz sequeiro, fumo, feijão das águas, feijão da seca, milho safrinha, milho safra normal, mandioca industrial, soja safra normal, trigo, banana, uva da mesa, alface, abóbora, abóbora-tetsukabuto (cabotiá), beterraba, batata doce, couve-flor, cenoura, feijão vagem, pimentão, pepino, repolho, capineira, semente de soja, semente de trigo, mudas essenciais flor nativas, soja orgânica,[carece de fontes] 
Produção pecuária
Bovinos, leite, bezerros, bezerras, garrotes, novilhas, touros, vacas para cria, vacas para corte, suínos, suínos-raça, ovos, ovos férteis de codorna, aves de corte, aves de postura, aves caipira, mel, cama de aviário, esterco de suínos/bovinos, alevinos, cat-fish, bagre, carpa, tilápia. 
Educação
Na área educacional, Assis Chateaubriand é referência regional. Abriga um campus do IFPR (Instituto Federal do Paraná), que oferece cursos técnicos e superiores voltados à tecnologia e à produção agroindustrial. Além disso, conta com escolas da rede municipal e estadual premiadas por seus índices de desempenho, consolidando o município como um polo de formação profissional.
Turismo
O turismo em Assis Chateaubriand é focado no lazer regional e nos eventos tradicionais:
- Expo-Assis: Uma feira agroindustrial e gastronômica que atrai milhares de visitantes, com destaque para a culinária típica.
- Horto Municipal: Um espaço de preservação e lazer que serve como pulmão verde da cidade.
- Turismo Religioso: A Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo é um ponto arquitetônico central.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Site da Prefeitura Municipal .

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

MARAGOGI - ALAGOAS

Maragogi é um município da Microrregião do Litoral Norte Alagoano, na Mesorregião do Leste Alagoano, no estado de Alagoas, Brasil, situando-se a cerca de 130 quilômetros (pelas rodovias) da capital do estado, Maceió. 
Sua população segundo o Censo 2022 era de 32.174 pessoas, com uma estimativa em 2025 de 33.269 habitantes. 
O município é um dos oito municípios alagoanos que fazem parte da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC). 
Etimologia
"Maragogi" é oriundo do tupi antigo maragûaóîy, que significa "rio dos gatos-do-mato" (maragûaó, "gato-do-mato" + îy, "rio"). 
História
Por volta do ano 1000, a maior parte do atual litoral brasileiro, incluindo o atual município de Maragogi, foi invadida por povos tupis procedentes da Amazônia. Eles expulsaram os antigos habitantes, os chamados tapuias, para o interior do continente. No século XVI, quando os primeiros exploradores europeus chegaram à região, ela era ocupada pela tribo tupi dos caetés. 
O início da colonização das terras que hoje correspondem a Maragogi coincide com o início da introdução da cana-de-açúcar no litoral nordestino, por iniciativa da capitania de Pernambuco. O terceiro donatário, chamado Jorge de Albuquerque Coelho, concedeu uma sesmaria para o alemão Christopher Linz entre os anos de 1575 e 1585 que se estendia desde a foz do rio Manguaba até o cabo de Santo Agostinho. 
Linz recebeu o terreno como reconhecimento de seus serviços à Coroa portuguesa no processo de colonização, auxiliando na morte de indígenas. 
Guerra dos Cabanos
Maragogi também foi palco da Guerra dos Cabanos, que começou como um movimento restaurador armado, que tinha por objetivo trazer de volta ao trono do Brasil o Imperador D. Pedro I, que renunciara e voltara para Portugal. A guerra inicia-se entre maio e junho de 1832, com os levantes de Antônio Timóteo de Andrade, em Panelas de Miranda, no agreste pernambucano, e João Batista de Araújo, na praia de Barra Grande, hoje povoado do município de Maragogi. Em 26 de outubro de 1832, tropas provinciais matam em combate, no reduto do Feijão, o líder Antônio Timóteo de Andrade e o Almirante Tamandaré prende o líder João Batista de Araújo em sua casa, na praia de Barra Grande. Entre novembro de 1832 e janeiro de 1834, a chefia da guerra passa para as forças populares, sendo o comandante geral da insurreição Vicente de Paula. São erguidos os primeiros arraiais guerrilheiros nas matas de Imbiras, Barras de Piabas e Piabas. 
Os Cabanos, numa manobra guerrilheira tentam tomar o povoado de Barra Grande, mas são postos em fuga pelas tropas provinciais acantonadas ali. Recuam sob forte tiroteio até o povoado de Gamela (hoje cidade de Maragogi), e de lá chegam à praia de São Bento, onde os Cabanos feridos à bala se curavam e pescavam. Ocorre então a matança de São Bento, tendo as tropas provinciais morto à bala e à faca todos os Cabanos encontrados. 
Os negros papa-méis (assim chamados os negros que fugiam da escravidão dos engenhos e se escondiam nas matas) aderem à insurreição e mudam os rumos da guerra: lutam os Cabanos agora pela libertação dos escravos, atacando inclusive os engenhos de açúcar e ocupam terras onde constroem seus arraiais guerrilheiros. A guerra termina com a prisão de Vicente de Paula, em 1850, que foi levado para a ilha-presídio de Fernando de Noronha. 
De Gamela à Maragogi
Nos últimos anos do século XIX, a região hoje pertencente ao município de Maragogi era lugar de um povoado chamado Gamela, pertencente ao município de Porto Calvo. Em 1875, Gamela foi elevado à posição de vila, trocando de nome para Isabel. Em 1892, emancipou-se de Porto Calvo, recebendo seu nome atual. 
Desativação de minas terrestres
Em 10 de maio de 2010, foi encontrada uma mina marítima durante uma obra de saneamento na cidade. A mina havia sido feita pela marinha brasileira durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) para proteger o litoral do Brasil. Com o fim da guerra, não tendo sido detonada, os militares brasileiros a enterraram perto da praia. O que esperava-se ser uma botija holandesa com moedas de prata, por conta da rica história de conflitos entre portugueses e neerlandeses, chegou a ser perfurado mas, por sorte, não explodiu. 
A partir de então, oficiais da marinha e até especialistas do Batalhão de Operações Especiais iniciaram a prospecção de pelo menos mais sete minas, terrestres e aquáticas. O consenso é de que todas foram plantadas após o ataque de submarinos alemães a um navio mercante brasileiro próximo de Porto de Pedras, que é município vizinho, durante a Segunda Guerra.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Isabel, em 1796. 
Elevado à categoria de vila, com denominação de Isabel, pela Lei Provincial n.º 681, de 24 de abril de 1875, desmembrado de Porto Calvo. Instalado em 02 de dezembro de 1875. 
Pela Lei Provincial n.º 733, de 03 de julho de 1876, a vila de Isabel Passou a denominar-se Maragogi. 
Elevado à condição de cidade e sede municipal com a denominação de Maragogi, pela Lei Estadual n.º 15, de 16 de maio de 1892. 
Em divisão administrativa do Brasil referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 3 distritos: Maragogi, Barra Grande e Japaratuba. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.909, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Japaratuba passou a denominar-se Japaratinga. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Maragogi, Barra Grande e Japaratinga (ex Japaratuba). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.264, de 23 de julho de 1960, é desmembrado do município de Maragogi, o distrito de Japaratinga. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 2 distritos: Maragogi e Barra Grande. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Hidrografia
Maragogi pertence a décima quinta região hidrográfica do estado, formada pelas bacias dos rios Tatuamunha, Manguaba, Salgado, Maragogi, dos Paus, Tabaiana e Persinunga. Desses, apenas quatro (Salgado, Maragogi, dos Paus e Tabaiana) banham o município. 
O rio Salgado, com maior bacia em área (245,3 km²) dentre os rios da região hidrográfica mencionada, é notável por formar a divisa de Maragogi com o município vizinho de Japaratinga. De fato, o rio se situa próximo às sedes municipais de ambos os municípios e do povoado de São Bento, pertencente à Maragogi. 
Vegetação
Na trilha do visgueiro é possível encontrar uma árvore com mais de 500 anos e 22 metros, fica em reserva de Mata Atlântica Raízes externas ganham destaque a cada aproximação devido à capacidade de crescer com a árvore que sustenta, como se formassem muretas de proteção capaz de ultrapassar a altura de homem em pé. São apresentadas também espécies replantadas, como o “pau-falho”, que estava em extinção e um curioso arbusto, alto, de espinhos, típico do lugar. De alguns troncos cortados exalam ótimas fragrâncias naturais. Pelo chão brotam diferentes cogumelos, em especial um de tons avermelhados. 
Clima
Na classificação climática de Köppen-Geiger, Maragogi se situa numa área de clima tropical úmido, de sigla "As". 
Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) mostram que a localidade apresenta um clima com média pluviométrica anual de 1397,0 mm e temperatura média anual de 25,5 °C.
Economia
Maragogi é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e por apresentar novas oportunidades de negócios. Por outro lado, o desempenho econômico é um fator de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 2,4 mil admissões formais e 2,2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 140 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -112.
Até novembro de 2025 houve registro de 39 novas empresas em Maragogi, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, 5 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 36 empresas.
A economia de Maragogi é esmagadoramente dominada pelo Turismo.
O setor de serviços (hotelaria, gastronomia, agências de turismo e receptivos) gera a maior parte do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega a maioria da população. A construção e manutenção da infraestrutura turística também são importantes.
A agropecuária, uma atividade tradicional, embora em declínio, ainda existe. O município é um dos maiores produtores de coco de Alagoas e também cultiva cana-de-açúcar nos tabuleiros do interior.
A produção de artesanato e de alimentos típicos (como o bolo de goma) complementa a renda local, sendo muito demandada pelos turistas.
Educação
Na área de Educação, o município investe na expansão da rede de ensino fundamental e médio. Há um foco crescente na qualificação profissional voltada para o setor de serviços e hospitalidade, crucial para a economia. A cidade conta com escolas da rede municipal e estadual, além de polos de educação a distância (EAD) que oferecem cursos técnicos e superiores.
Turismo
O início das atividades turísticas em Maragogi se deram por volta da década de 1980, com a aquisição de segundas residências por veranistas vindos de municípios próximos como Palmares, Caruaru, Recife e Maceió. Posteriormente, entre o fim da década de 1980 e o começo dos anos 1990, a atividade turística na região se intensificou com a abertura do hotel Salinas de Maragogi, em 1989. 
Maragogi é, hoje, um grande polo turístico, servindo como porta de entrada para os Estados de Alagoas e Pernambuco e se transformando no segundo maior polo turístico do estado. Suas praias têm mar tranquilo, areias alvas e densos coqueirais, destacando-se as de Barra Grande, Burgalhau, Antunes, Peroba, Salinas e São Bento. O passeio às galés (piscinas naturais) é imperdível, onde, a 6 quilômetros da costa, pode-se observar a Área de Proteção Ambiental onde estão os arrecifes de corais. 
No turismo esportivo a cidade está se consolidando como um destino para corridas de Trilha ou "Trail Run", sendo em 2015 a sede da primeira competição de Trail Run internacional do Nordeste do Brasil quando a empresa organizadora de eventos esportivos WINGSMAN estreou a disciplina no Nordeste. 
No turismo rural, vale a pena uma visita a Fazenda Marrecas e Fazenda Cachoeira, saboreando logo depois a culinária à base de frutos do mar e os tradicionais bolinhos de goma. A Trilha do Visgueiro é outro atrativo que a cidade oferece, este passeio é realizado em uma reserva de mata atlântica, destaque para um visgueiro com mais de 500 anos e 22 metros de altura. Entre os eventos locais, destacam-se: o Festival da Lagosta, o Festival do Marisco, a Abertura do Verão, a festa da Emancipação, a de São Benedito (Peroba), a de Nossa Senhora da Guia (Barra Grande) e a de São Bento. 
A maior atração turística da cidade são as praias de São Bento a Peroba (povoados da cidade). Um atrativo muito popular na cidade é o passeio de buggy. Maragogi tem três piscinas naturais: a principal e mais famosa, Galés, e as menores Taocas e Barra Grande, ficam a aproximadamente 6 quilômetros da costa. De águas transparentes, é possível avistar diversos corais e peixes nas redondezas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

POCONÉ - MATO GROSSO

Poconé é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Situa-se a 100 km de Cuiabá. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 31.2023 habitantes.
História
A história de Poconé remonta ao século XVIII, quando, em 1777, o então governador da Capitania de Mato Grosso, Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, descobriu ouro na região. O local era originalmente habitado por uma tribo indígena, e o nome inicial da área era "Beripoconé", derivado do nome dessa tribo. Contudo, ao fundar oficialmente o povoado em 21 de janeiro de 1781, o nome foi alterado para Arraial de São Pedro d’El Rey, por ser considerado mais apropriado pelos colonizadores portugueses.
Em 25 de outubro de 1831, o governo regencial criou oficialmente o município de Poconé, designando-o como "Villa de Poconé". Este ato foi significativo, pois foi a primeira vez que os limites políticos de um município foram definidos em Mato Grosso. Posteriormente, em 1º de julho de 1863, Poconé foi elevado à categoria de cidade por meio da Lei Provincial n.º 01.
Inicialmente, a economia de Poconé foi impulsionada pela mineração de ouro. Com o declínio dessa atividade no século XIX, a pecuária tornou-se a principal fonte econômica, aproveitando as vastas pastagens naturais do Pantanal.
Culturalmente, Poconé é rica em tradições. Destaca-se a Cavalhada de Poconé, uma festividade de origem portuguesa que ocorre anualmente durante a Festa de São Benedito em junho. Essa celebração inclui desfiles de cavaleiros representando exércitos mouros e cristãos, além de outras manifestações culturais como a Dança dos Mascarados, o siriri e o cururu.
Além disso, Poconé é considerada o berço do lambadão cuiabano, um gênero musical que surgiu na década de 1980, resultado da fusão de influências da lambada, carimbó e rasqueado, refletindo a diversidade cultural da região.
O Centro Histórico de Poconé foi tombado como Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Estado de Mato Grosso em 2007, preservando a arquitetura colonial e a história local . Outro destaque é o Casarão Cotia, localizado no distrito de Cangas, construído por trabalhadores pagos em ouro e escravizados, e que abriga uma capela dedicada a Nossa Senhora da Abadia.
Na zona rural, destaca-se o Quilombo Capão Verde, reconhecido oficialmente como comunidade remanescente de quilombo. Composto por 14 famílias, o quilombo mantém práticas agrícolas tradicionais e representa a resistência e a preservação da cultura afro-brasileira na região.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Poconé, por Resolução Régia de 09 de agosto de 1811, no município de Cuiabá. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Poconé, pelo Decreto Geral de 25 de outubro de 1831. Desmembrado do município de Cuiabá. Sede no Arraial de São Pedro del’Rei. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1833. 
Elevado à categoria de cidade, com a denominação de Poconé, pela Lei Provincial n.º 1, de 1º de junho de 1863. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 208, de 26 de outubro de 1938, é criado o distrito de Rio Alegre e anexado ao município de Poconé. 
No quadro territorial para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Poconé e Rio Alegre. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950. 
Pela Lei Estadual n.º 662, de 10 de outubro de 1953, é criado o distrito de Cangas e anexado ao município de Poconé. 
Pela Lei Estadual n.º 668, de 11 de dezembro de 1953, o distrito de Rio Alegre é extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de Poconé. 
Pela Lei Estadual n.º 711, de 18 de dezembro de 1953, é criado o distrito de Fazenda de Cima e anexado ao município de Poconé. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Poconé, Cangas e Fazenda de Cima. 
Em divisão territorial datada de 2017, o município é constituído de 3 distritos: Poconé, Cangas e Nossa Senhora Aparecida do Chumbo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 16º15'84" sul e a uma longitude 56º37'22" oeste, estando a uma altitude de 142 metros. 
Altitude
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 142 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é dividido em duas grandes unidades geomorfológicas:
- Planalto: A porção leste e nordeste do município, com relevo mais ondulado e altitude maior.
- Planície do Pantanal: A vasta porção oeste, caracterizada por ser uma planície de deposição de baixíssima declividade, sujeita a inundações periódicas anuais.
Solos
Os solos na planície são predominantemente Gleissolos e Plintossolos, hidromórficos e ricos em matéria orgânica. Nas áreas de planalto, encontram-se Latossolos e Argissolos, mais férteis para o uso agropecuário.
Clima
O clima de Poconé é classificado como Tropical de Savana (Aw), com duas estações bem definidas: a estação chuvosa (verão) e a estação seca (inverno), que afeta diretamente o regime hídrico do Pantanal. A temperatura média anual fica em torno de 26 °C.
Vegetação
A vegetação é de transição e extremamente rica:
- Cerrado: Nas áreas de planalto, com formações que variam de campo limpo a Cerradão.
- Vegetação Pantaneira: Na planície, dominada por campos inundáveis, savanas arbóreas, capões de mata (ilhas de vegetação mais densa em áreas mais altas) e florestas ripárias ao longo dos rios.
Economia
A economia de Poconé é uma mistura de tradição histórica (ouro) e vocação natural (ecoturismo e agropecuária).
- Turismo e Serviços: O setor de turismo é o motor da economia moderna. A cidade atrai pesquisadores, observadores de aves (birdwatchers), pescadores e amantes da natureza que utilizam Poconé como base para explorar a Transpantaneira e o Pantanal.
- Agropecuária: A pecuária bovina de corte em regime extensivo é tradicional na planície, adaptada ao ciclo de cheia e seca. Nas áreas de planalto, a agricultura (soja e arroz) tem se expandido.
- Mineração: A extração de ouro (garimpo) ainda ocorre na região, embora em escala bem menor que no passado, contribuindo para a economia local de forma complementar.
Rodovias
Poconé é atendida pela rodovia Transpantaneira e pela MT-370.
Educação
Na área de Educação, o município possui uma rede de ensino básica e média. A presença de um campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) tem sido crucial para a oferta de cursos técnicos e superiores, especialmente nas áreas ligadas ao turismo e à agropecuária, essenciais para o desenvolvimento sustentável da região.
Turismo
O Turismo em Poconé é de classe mundial e é o grande destaque do município. Atualmente, Poconé é um importante destino turístico, especialmente para aqueles interessados em explorar o Pantanal. A cidade oferece acesso à Estrada-Parque Transpantaneira, que leva ao Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, proporcionando oportunidades para observação da rica biodiversidade local.
- Transpantaneira: O ponto de partida para a famosa rodovia, com suas 122 pontes de madeira, é a principal atração. A rodovia oferece observação de fauna inigualável (onças-pintadas, capivaras, jacarés e aves).
- Pesca Esportiva: A região é um destino de excelência para a pesca nos rios Cuiabá e Pixaim.
- Ecoturismo e Observação de Fauna: Pousadas e fazendas pantaneiras oferecem passeios a cavalo, safáris fotográficos e trilhas para observação da biodiversidade única do bioma.
- Patrimônio Histórico: O centro da cidade preserva algumas construções históricas do ciclo do ouro.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Site da Prefeitura Municipal .

sábado, 24 de janeiro de 2026

ESPERANÇA - PARAÍBA

Esperança é um município brasileiro localizado no estado da Paraíba, na região do Agreste paraibano. Conhecida carinhosamente como o "Lírio Verde da Borborema", a cidade está situada na microrregião do Brejo Paraibano, a cerca de 140 km da capital, João Pessoa. Fundada em 1º de dezembro de 1925, Esperança tem uma rica história ligada à agricultura, com destaque para a cultura do algodão, que impulsionou sua economia no passado. Atualmente, o município também é conhecido pela produção de artesanato, especialmente em renda, e por sua forte tradição cultural, com festas populares como o São João e a Festa da Padroeira, Nossa Senhora do Bom Conselho. Esperança combina o charme do interior com uma vibrante vida comunitária, marcada pela hospitalidade de seu povo e pela beleza natural da região serrana da Borborema. A população de Esperança, estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 32.599 habitantes.
História
A história de Esperança, na Paraíba, começa com os índios Cariris, da tribo Banabuyê, que viviam na região e construíram um reservatório de água, o Tanque do Araçá. Os portugueses, liderados pelo colono Marinheiro Barbosa, chegaram, expulsaram os indígenas e se estabeleceram. Marinheiro construiu sua casa onde hoje é o bairro Beleza dos Campos, mas acabou abandonando o lugar. Anos depois, três irmãos portugueses – Antônio, Laureano e Francisco Diniz – se instalaram na área que hoje é a Avenida Manoel Rodrigues, a principal da cidade. 
O povoado inicialmente foi chamado de Banabuyê, em homenagem à tribo indígena. Em 1860, Frei Venâncio, o primeiro missionário católico da região, fundou uma capela no local onde hoje está a Igreja Matriz, possivelmente financiada por uma senhora como promessa contra um surto de cólera. Essa capela, que mais tarde foi ampliada, marcou o início da influência religiosa na região. Em 1872, o nome mudou para Boa Esperança e, depois, para Esperança. 
A cidade foi emancipação em 1º de dezembro de 1925, separando-se de Alagoa Nova, com Manoel Rodrigues de Oliveira como primeiro prefeito. Dois distritos, Areial (1961) e Montadas (1963), se tornaram municípios próprios. Hoje, além da sede, Esperança tem os distritos de Massabielle, São Miguel e Pintado. Em 2021, a população era de cerca de 33 mil habitantes. 
Esperança cresceu ao redor de um reservatório de água e da fé, com uma história marcada pela mistura de culturas indígenas, colonização portuguesa e religiosidade, que ainda define o espírito esperançoso da cidade e de seus moradores, chamados esperancenses.
Formação Administrativa
Nos quadros de Apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920, figura no município de Alagoa Nova o distrito de Esperança. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Esperança, pela Lei Estadual n.º 624, de 1º de dezembro de 1925. Desmembrado de Alagoa Nova. Sede no atual Distrito de Esperança. Constituído do Distrito sede. Instalado em 31 de dezembro de 1925. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 2 distritos: Esperança e Areial. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 520, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Areial passou a denominar-se Ariús. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o Distrito de Ariús (ex Areial) figura no município de Esperança. 
Pela Lei Estadual n.º 138, de 07 de janeiro de 1949, o distrito de Ariús passou a denominar-se Novo Areal. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Esperança e Novo Areal (ex Ariús). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.606, de 05 de dezembro de 1961, é desmembrado do município de Esperança o distrito de Novo Areal. Elevado à categoria de município com a denominação de Areial. 
Em divisão territorial datada de 1º de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município de Esperança está inserido na área geográfica do semiárido brasileiro. Essa delimitação, estabelecida em 2005 pelo Ministério da Integração Nacional, considera o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca como critérios para sua definição. 
Clima
O clima em Esperança, é Tropical Chuvoso com verão seco (As), característico do Agreste. A temperatura média anual é de 23°C, com verões quentes (até 31°C) e invernos mais amenos (mínimas de 18°C). As chuvas são concentradas entre abril e julho, com média de 800 mm/ano, mas há irregularidade na distribuição, refletindo a transição para o semiárido. O tempo é geralmente abafado e com ventos fortes. 
Vegetação
A vegetação predominante em Esperança, é a Caatinga, um bioma exclusivamente brasileiro adaptado ao clima semiárido. 
A Caatinga na região de Esperança é uma área de transição no Agreste paraibano, apresentando plantas xerófilas (adaptadas à seca), como árvores e arbustos retorcidos e espinhosos que perdem as folhas na estação seca. Espécies comuns incluem mandacaru, xique-xique, catingueira, jurema-preta, umbuzeiro e marmeleiro. 
Além da Caatinga, a paisagem é marcada por afloramentos rochosos, que abrigam uma flora específica adaptada a essas condições. A localização no Agreste também pode trazer influências de outras formações, como a Mata Úmida de Altitude, em áreas mais úmidas. É importante notar que a vegetação local também sofre impactos devido às atividades humanas. 
Hidrografia
A hidrografia de Esperança, é marcada principalmente por estar inserida na bacia do Rio Mamanguape, com algumas áreas contribuindo para as bacias do Rio Araçagi e Rio Curimataú. 
Os cursos d'água na região são, em sua maioria, intermitentes, ou seja, secam durante períodos de estiagem e fluem apenas na época das chuvas. O abastecimento de água do município é feito por meio de açudes, como o Açude Vaca Brava I,II e Nova Camará, que são fontes importantes para a cidade. A gestão desses recursos hídricos é feita por órgãos estaduais e federais.
Economia
A economia de Esperança é baseada na agricultura, pecuária e, principalmente, no comércio e serviços regionais.
- Comércio e Serviços: Devido à sua posição geográfica central, a cidade se tornou um polo de distribuição de bens e serviços, com um comércio ativo que atende aos municípios vizinhos.
- Agropecuária: A agricultura é diversificada, com destaque para o cultivo de algodão, milho, feijão e frutas. A pecuária (bovinos e caprinos) é tradicional e utiliza os pastos nativos das áreas de serra.
- Indústria: Possui um pequeno setor industrial voltado para o beneficiamento de produtos agrícolas e para a produção de cerâmica e tijolos.
Cultura
A cultura de Esperança é um tecido rico de festividades tradicionais, devoção religiosa, engajamento comunitário em espaços públicos e um apoio governamental proativo às expressões artísticas. O São João é o evento mais proeminente, mas o compromisso da cidade em promover um ambiente cultural diversificado é evidente em suas várias iniciativas e na participação ativa de seus cidadãos. 
Turismo
O Turismo em Esperança é impulsionado pelo clima, cultura e eventos locais.
- Clima agradável: O principal atrativo é o clima de montanha, que proporciona temperaturas amenas e paisagens serranas, atraindo turistas de áreas mais quentes.
- Festas Juninas: O município celebra o São João com festividades tradicionais, integrando o circuito junino da Paraíba.
- Turismo de eventos: O calendário municipal é enriquecido por eventos cívicos, religiosos e feiras agropecuárias que movimentam a economia e o fluxo de visitantes.
- Belezas naturais: As áreas de serra e os mirantes naturais oferecem oportunidades para o ecoturismo e a contemplação.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

CAÇAPAVA DO SUL - RIO GRANDE DO SUL

Caçapava do Sul é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, Caçapava do Sul é um dos municípios mais antigos do Rio Grande do Sul, de clima excelente e estações climáticas bem definidas, com 440 metros de altitude média. Seu território está situado na chamada Zona da Campanha, com extensas jazidas de minérios de cobre, cal e caulim. Em sua configuração topográfica observam-se campos majestosos e serras imponentes, com terras escuras e solo silicoso, prestando-se de maneira admirável à criação de gado e à agricultura. Parece ter nascido de um aldeamento de índios que habitava uma clareira no local onde hoje está a cidade e que mais tarde passou a ser povoado. No tupi-guarani, o nome da cidade significa “clareira na mata”. 
Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul, tinha 33.501 habitantes segundo o Censo Demográfico de 2025 do IBGE.
O território do atual município foi desmembrado dos de Rio Pardo e Cachoeira do Sul. Nas lutas que ensanguentaram o Continente de São Pedro (como era conhecido o Rio Grande do Sul na época), entre portugueses e espanhóis, nos séculos XVII, XVIII e princípios do XIX, o território de Caçapava foi trilhado pelas forças de Castela e Portugal. O início de povoamento de Caçapava começou em terras do capitão Francisco de Oliveira Pôrto, adquiridas a 30 de janeiro de 1792 de Vicente Venceslau Gomes de Carvalho. 
Nos arredores estabeleceram-se os seguintes povoadores: Antônio dos Santos Menezes, capitão Alexandre de Souza Pereira, Antônio de Azevedo Saldanha, Antônio de Araújo e Pedro José de Melo. Em 5 de julho de 1800, sob o orago de Nossa Senhora da Assunção, foi criada uma capela curada. A incipiente povoação logrou, a seguir, um progresso bastante acentuado, colimando pela resolução de 25 de outubro de 1831, em sua elevação à categoria de vila. Em 19 de janeiro de 1834 deu-se a instalação do município.E, finalmente, a 9 de dezembro de 1885, foi a vila de Caçapava elevada à categoria de cidade. 
Etimologia
O topônimo "Caçapava" se originou do tupi antigo ka'asababa, que significa "lugar de atravessar a mata" (ka'a, "mata" + asab, "atravessar" + aba, "lugar"). 
História
Até o século XVIII, o território atualmente ocupado pelo município de Caçapava do Sul era habitado pelos índios charruas. Nessa época, no lugar de uma aldeia charrua localizada numa clareira da floresta, foi criado um acampamento militar. Em 1777, esse acampamento militar passou a ser denominado "Paragem de Cassapava", em 1800 a pedido dos moradores, que clamavam por atendimento religioso Caçapava passou a ser curato, e como Padroeira do mesmo Nossa Senhora da Assunção, assim passando a ser chamada de Curato de Nossa Senhora da Assumpção de Cassapaba. No sangue dos caçapavanos, corre uma veia histórica e repleta de lutas. Localizada num ponto chave entre as batalhas que se sucederam no Rio Grande do Sul, Caçapava do Sul notabilizou-se na luta por seus ideais de liberdade e justiça. Pela bravura de seus habitantes, conquistou o título de 2ª Capital Farroupilha de 1839 a 1840. O povoado foi elevado à categoria de Vila ao se emancipar em 25 de outubro de 1831 e tornou-se Cidade em 9 de dezembro de 1885. 
Em 1848, a pedido do Barão de Caçapava (então presidente da província de São Pedro do Rio Grande do Sul) e por ordens do Dom Pedro II, então Imperador do Brasil, foram construídas, em Caçapava, fortificações para a guerra contra Oribe e Rosas (tais fortificações nunca foram utilizadas). Caçapava foi escolhida devido à sua localização privilegiada. Em 1865, entre aproximadamente 12 e 17 de agosto, passou, por Caçapava, o Imperador brasileiro Dom Pedro II a fim de recrutar voluntários da pátria para a Guerra do Paraguai (1864-1870). Para mostrar desenvolvimento, o Barão do Cerro Formoso mandou calçar a estrada por onde passou dom Pedro II e sua comitiva. Foram dias inolvidáveis para a "deliciosa Caçapava", como a chamou o Augusto Imperador. 
Caçapava do Sul também foi considerada, entre as décadas de 1940 e 1990, durante o auge da mineração de cobre na região, a "Capital Brasileira do Cobre". 
Formação Administrativa
Desmembrado de Cachoeira, Caçapava é elevado à categoria de vila por Decreto de 25 de outubro de 1831. A vila é instalada em 19 de janeiro de 1834, constituída do distrito sede. 
Pela Lei Provincial n.º 135, de 15 de julho de 1848, é criado o distrito de Santana da Boa Vista e anexado ao município de Caçapava. 
Pela Lei Provincial n.º 1.535, de 09 de dezembro de 1885, Caçapava é elevada à condição de cidade. 
Pelo Ato Municipal n.º 1, de 26 de setembro de 1895, são criados os distritos de Minas, Lagoão, Seival e Durasnal e anexados ao município de Caçapava. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de cinco distritos: Caçapava, Durasnal, Seival, Minas, Lagoão e Santana da Boa Vista. 
Por Ato Municipal n.º 3, de 23 de novembro de 1915, é criado o distrito de Percequeiro e anexado ao município de Caçapava. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920, o município de Caçapava é constituído de seis distritos: Caçapava, Durasnal, Seival, Camaquã (ex Minas), Boa Vista (ex Santana da Boa Vista) e Percequeiro; o distrito de Lagoão consta como extinto. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de seis distritos: Caçapava, Seival, Minas de Cobre de Camaquam (ex Camaquã), Santana da Boa Vista (ex Boa Vista), Percequeiro e Durasnal. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.199, de 31 de março de 1938, os distritos de Camaquã, Durasnal, Percequeiro e Seival são extintos e seus territórios são anexados ao distrito sede do município de Caçapava como simples zona administrativa. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943, o município é constituído de Caçapava (zonas: Caçapava, Carajá, Cerro do Martim e Forninho) e Santana da Boa Vista. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 720, de 29 de dezembro de 1944, o município toma a denominação de Caçapava do Sul. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948, o município de Caçapava do Sul é constituído de dois distritos: Caçapava do Sul e Santana da Boa Vista. 
Pela Lei Estadual n.º 5.029, de 17 de setembro de 1965, o distrito de Santana da Boa Vista é desmembrado de Caçapava do Sul e elevado à categoria de município. 
Pela Lei Municipal n.º 6, de 28 de maio de 1969, são criados os distritos de Bom Jardim, Carajá Seival, Cerro do Martins, Forninho e Santa Bárbara e anexados ao município de Caçapava do Sul. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de seis distritos: Caçapava do Sul, Bom Jardim, Carajá Seival, Cerro do Martins, Forninho e Santa Bárbara. 
Assim permanece em divisão territorial datada de 2020.
Cidades Irmãs
Caçapava do Sul possui apenas uma cidade irmã, que é a sua homônima: Caçapava, no estado de São Paulo. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 30º30'44" sul e a uma longitude 53º29'29" oeste, estando a uma altitude de 444 metros. Possui uma área de 3.047,113 quilômetros quadrados. É um município que conta com as águas do Rio Camaquã, Santa Bárbara e Irapuá. 
Clima
Na madrugada do dia 23 de julho de 2013, registrou-se a queda de neve no município, após 30 anos sem ocorrência do fenômeno. O último registro oficial de neve na cidade teria sido em 1983. Existem, porém, relatos verbais de testemunhas acerca de ocorrência de neve em 1994. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de janeiro de 1961 a setembro de 1975 e a partir de junho de 2007, a menor temperatura registrada em Caçapava do Sul foi de −2,4 °C em 13 de junho de 1967 e a maior atingiu 38,1 °C em 9 de fevereiro de 1968. Durante as enchentes ocorridas no Estado do Rio Grande do Sul entre o final de abril e o início de maio de 2024 o município registrou, num intervalo de três dias, um acumulado de 331 mm de precipitação chuvosa. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 138,6 milímetros (mm) em 23 de dezembro de 2015. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 135 mm em 20 de fevereiro de 2009, 131,2 mm em 18 de setembro de 2012, 123,2 mm em 26 de março de 2016, 109,8 mm em 11 de novembro de 2013, 103,8 mm em 19 de dezembro de 1966, 102,7 mm em 2 de maio de 1973 e 100 mm em 9 de fevereiro de 2011.[12][13] Desde 2007 a rajada de vento mais forte alcançou 34,8 m/s (125,3 km/h) em 4 de fevereiro de 2014 e o menor índice de umidade relativa do ar (URA) ocorreu na tarde de 21 de dezembro de 2011, de 13%.
Economia
A economia é basicamente sustentada pelos setores de mineração, agricultura e pecuária. É responsável por 80% do calcário produzido no Rio Grande do Sul e atualmente, conta com 7 indústrias de calcário: Fida, Dagoberto Barcellos (DB), Monego, Inducal, Cruzeiro/Sangali, Razzera e Calcário Mudador. 
A Companhia Brasileira do Cobre - CBC, localizada nas Minas do Camaquã, no terceiro distrito do município, durante muitos anos foi a maior produtora de cobre do país. Foi fundada em 1942. Durante muitos anos, pertenceu ao italiano, naturalizado brasileiro, Francisco Baby Matarazzo Pignatari. Chegou a gerar 30% da arrecadação do município, mas encerrou as atividades de produção em 1996. Hoje, a empresa desenvolve, em parceria com o Grupo Votorantim, pesquisas minerais nas áreas de chumbo, zinco, cobre e ouro. A previsão é de que, num futuro próximo, retomem às atividades mineiras nas Minas do Camaquã, na região da Fazenda Santa Maria, alavancando, assim, o progresso nesta região. 
Na agricultura, Caçapava do Sul está se destacando como um dos municípios com maior área plantada de oliveiras no Sul do Brasil, possuindo, inclusive, uma indústria de beneficiamento de azeite de oliva localizada na Vila Progresso, na rodovia BR-290. 
Educação
Caçapava do Sul possui Quatro unidades de ensino superior de maior relevância. São elas: Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), IFFAR (Instituto Federal Farroupilha) - sendo implantado, Centro Universitário Internacional (UNINTER), Universidade Cruzeiro do Sul (FSG) e Universidade Pitágoras (UNOPAR). 
Geodiversidade
Considerando a geodiversidade no município, em 23 de junho de 2015, o Plenário da Assembleia Legislativa do Estado do RS aprovou por unanimidade o projeto de lei de autoria do Deputado Estadual Pedro Westphalen, que institui Caçapava do Sul como "Capital Gaúcha da Geodiversidade". 
Geoparque
Em 2 de outubro de 2019, no auditório da Universidade Federal do Pampa, campus Caçapava do Sul, houve uma audiência pública aberta a comunidade para discutir os objetivos e propósitos de um geoparque no município. 
Segundo informações da UFSM, o projeto, fruto de uma parceria entre UFSM e Unipampa, iniciou suas atividades de forma institucional a partir deste ano, e a audiência pública é parte de uma estratégia de sensibilização, que visa popularizar a ideia e demonstrar a amplitude que um geoparque abrange.
Cultura
O município já sediou gravações de filmes e miniseries: como "Anahy de las Misiones" - 1997, do diretor Sérgio Silva - falecido em 15 de agosto de 2012, com o elenco: Araci Esteves, Marcos Palmeira, Dira Paes, Paulo José, Giovanna Gold, Fernando Alves Pinto, Matheus Nachtergaele, Claudio Gabriel, Ivo Cutzarida, Leverdógil de Freitas, Roberto Birindelli, Marcos Barretto e Oscar Simch. 
"Valsa para Bruno Stein" - 2007, do diretor Paulo Nascimento, com o elenco: Walmor Chagas, Ingra Liberato (a qual ganhou o Kikito de melhor atriz em 2008), Araci Esteves, Carmen Silva, Nicola Siri, Fernanda Moro, Leonardo Machado, Marcos Verza, Sirmar Antunes, Clemente Viscaino, Yonara Karan e Sérgio Montavani. 
Atualmente, Caçapava do Sul é palco de outra gravação: o mais novo filme do diretor Tabajara Ruas, "Senhores da Guerra". Além de cenário do filme, Caçapava do Sul também é a terra do escritor José Antonio Severo, autor do livro de mesmo nome no qual o filme é inteiramente baseado. 
Nas Minas do Camaquã (3º distrito de Caçapava do Sul), existe a Associação Projeto Portal, onde centenas de ufólogos do Rio Grande do Sul e de outros estados fazem, periodicamente, encontros ufológicos na região sob o comando do paulista Urandir Fernandes de Oliveira (UFO). 
Turismo
No município, há um famoso ponto turístico natural, chamado Pedra do Segredo, uma elevação natural que atrai montanhistas e turistas do estado e de diversas outras regiões do país. 
Os principais pontos turísticos incluem: 
- Pedra do Segredo (a 5 quilômetros da cidade) - distante de Caçapava do Sul cerca de 5 quilômetros pela RS-357 (Caçapava do Sul - Lavras do Sul). É muito procurada por montanhistas e amantes da natureza.
- Forte de Dom Pedro II de Caçapava (Rua principal) - localizado na região norte da cidade de Caçapava do Sul. As paredes de pedra e cal possuem a largura média de 1 metro e sua altura varia de 8 a 10 metros conforme sua colocação no nível do terreno. Possui a forma de um polígono hexagonal com um volume calculado em 18 824 metros cúbicos. A finalidade principal da construção do Forte Dom Pedro II era defender o atual Estado do Rio Grande do Sul de invasores: no caso de um insucesso militar, aqui seria recolhido o exército, fora do alcance da cavalaria inimiga.
- Cascata do Salso (a 8 quilômetros do Centro de Caçapava do Sul) - Sua queda tem altura superior a 20 metros. Fica entre montes cobertos pela mata.
- Minas do Camaquã (a 70 quilômetros) - Pedra da Cruz, da Estrela, Casa de Pedra (atual Centro de Tradições Gaúchas Ronda Crioula), Antigo Clube dos Mineiros, Área Industrial e Barragem d'água
- Casa de Borges de Medeiros (local de seu nascimento) - Centro
- Casa dos Ministérios - Farrapos (Centro) - pertenceu a José Pinheiro de Ulhoa Cintra, jornalista e Ministro de diversas pastas da República Rio-Grandense. Nessa casa foram instalados os ministérios do Governo Republicano Rio-Grandense em 1839, período em que Caçapava do Sul foi Capital Farroupilha (2ª Capital). Prédio tombado pelo patrimônio Histórico (IPHAE), que infelizmente não tem dado muito apoio para sua preservação, face a burocracia existente.
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 Igreja Matriz Nossa Senhora da Assunção (Centro) - Começou a ser construída em 15 de agosto de 1815 e só foi concluída em 1935, trazendo características de todo esse tempo. É uma das mais belas do Estado. A Igreja Matriz apresenta linhas portuguesas, telhas francesas e os zimbórios de suas torres foram confeccionados com cobre das Minas de Cobre de Caçapava do Sul (CBC).
- Guaritas (a 53 quilômetros da cidade) - distante 50 quilômetros da cidade, é uma cadeia de serras com vales profundos e pedras gigantescas, que formam desenhos curiosos.
- Fonte do Conselheiro (Centro) - construída pelo Presidente da Província General Francisco João Soares de Andréia, Barão de Caçapava, que era chamado de Conselheiro por ter sido Conselheiro do Digníssimo Império do Perpétuo do Brasil. O nome da Fonte de Conselheiro foi dado em sua homenagem. A fonte abasteceu, na época, os construtores do Forte Dom Pedro II e da Igreja Matriz Nossa Senhora da Assunção. Localizada no Centro da cidade, na esquina da Praça da Matriz, é um monumento tradicional da história de Caçapava do Sul.
- Fonte do Mato (Centro) - está localizada na Rua 7 de Setembro. Foi uma das primeiras fontes a abastecer Caçapava do Sul com água potável.
-  Passo das Carretas (a 50 quilômetros da cidade)
- Morro da Angélica (local ideal para salto de asa delta e paraglider. Um dos mais procurados no momento por esportistas radicais.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .