sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

OEIRAS DO PARÁ

Oeiras do Pará é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 02º00'11" sul e a uma longitude 49º51'16" oeste, estando a uma altitude de 2 metros. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 36.734 habitantes. Possui uma área de 3931,859 km². 
Localizada ao norte do Pará, na microrregião de Cametá, limitando-se ao norte com o rio Pará, a oeste com Bagre, ao sul com os municípios de Mocajuba e Baião e a leste com Limoeiro do Ajurú e Cametá. Segundo o IBGE, a população oeirense está estimada em 23.252 habitantes. Desses habitantes, 34,31% vivem na zona urbana e 65,69%, na zona rural. O município ainda tem como atividades econômicas básicas o extrativismo vegetal (madeira, açaí e palmito) e animal (pescado e mariscos), e a agricultura familiar de subsistência, com o cultivo da mandioca da qual se extrai a farinha, elemento básico da alimentação do povo. 
A Reserva Extrativista Arioca Pruanã é uma unidade de conservação federal criada por Decreto Presidencial em 16 de novembro de 2005 numa área de 83.445 hectares de floresta do município de Oeiras do Pará. É administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 
História
A fixação dos primeiros moradores da área que mais tarde, viria a dar surgimento ao Município de Oeiras do Pará iniciou seu povoamento, por volta do ano de 1653. Ali os Jesuítas instalaram uma missão, que denominaram de Araticu, que no idioma nheengatu, significa “Língua de Papagaio” e em virtude de se localizar as margens do rio do mesmo nome. Pelo número de indígenas aldeados e pelo volume de extração extrativista, tornou-se uma das maiores missões Jesuítas no interior da província. 
Os Padres Jesuítas com o trabalho junto aos indígenas transformaram a aldeia em Freguesia de Nossa Senhora da Assunção de Oeiras.
No final do XVIII, o ex-governador e Capitão-General Francisco Xavier de Mendonça Furtado, em 20 de Janeiro de 1758, pessoalmente elevou Araticu a Vila de Oeiras.
Portanto, 20 de Janeiro de 1758 é considerada a data de fundação do Município de Oeiras do Pará.
Oeiras do Pará é um município ribeirinho com uma área de 3.862,96 km² entrecortada por uma densa rede fluvial e vias rodoviárias.
A sede do município é distante 160 km em linha reta da Capital do Estado. O acesso ao município se dá através de vias aéreas (aviões de pequeno porte) ou fluvial com viagens semanais com duração de até 12 horas entre Oeiras/Belém.
O município localiza-se na mesorregião Nordeste Paraense, limitando-se ao Norte com o Rio Pará, nas coordenadas geográficas 02º 00′ 15” S e 49º 51′ 35”; ao Leste com os municípios de Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Cametá e Baião; ao Sul com os municípios Baião e Bagre; a Oeste com o município de Bagre.
Possui uma população de aproximadamente 31 Mil (trinta e um mil) Habitantes.
No período de 06 à 15 de agosto de cada ano, realiza-se a festividade da padroeira de Oeiras do Pará, Nossa Senhora da Assunção, que é uma das maiores manifestações do lugar. Seus festejos são acompanhados de Círio e Arraial em torno da igreja e comunidades.
Destacam-se, também, outras festas populares, tais como o Aniversário do Município, carnaval, Paixão de Cristo (Pastoral da Juventude), festa junina, Festival do Camarão (um dos maiores da região), torneio de férias, Festival Evangélico (Assembleia de Deus), Natal e Reveillon.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Oeiras, em 20 de janeiro de 1758. 
Pela Lei Provincial n.º 479, de 06 de março de 1865, a vila é extinta, sendo seu território anexado ao município de Curralinho. 
Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Oeiras, pela Lei Provincial n.º 584, de 23 de outubro de 1868, desmembrada de Curralinho. Sede na vila de Oeiras. Constituído do distrito sede. Reinstalado em 04 de julho de 1870. 
Pela Lei Provincial n.º 1306, de 28 de novembro de 1887, é criado o distrito de Bagre e anexado ao município de Oeiras. 
Pelo Decreto Estadual n.º 198, de 09 de outubro de 1890, é desmembrado do município de Oeiras o distrito de Bagre. Elevado à categoria de município. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 2 distritos: Oeiras e Murujucá 
Pela Lei Estadual n.º 2.116, de 03 de novembro de 1922, é extinto novamente o município de Oeiras, sendo seu território anexado ao município de Curralinho. 
Pelo Decreto Estadual n.º 559, de 29 de dezembro de 1931, o distrito de Oeiras é transferido para o município de Portel. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Oeiras figura no município de Portel. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Oeiras, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, desmembrado de Portel e Curralinho. Sede no antigo distrito de Oeiras. Constituído de 2 distritos: Oeiras e Bagre, desmembrado de Curralinho. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 4.505, de 30 de dezembro de 1943, o município de Oeiras passou a denominar-se Araticu 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Araticu e Bagre. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, é desmembrado do município de Araticu o distrito de Bagre. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 3.400, de 1º de outubro de 1965, o município de Araticu voltou a denominar Oeiras do Pará. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo e Altitude

O município apresenta um relevo predominantemente plano, característico da Planície Amazônica. A altitude média da sede municipal é muito baixa, em torno de 12 metros acima do nível do mar. Não existem grandes elevações, sendo o terreno marcado por suaves ondulações e vastas áreas de várzea.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Af), com temperaturas elevadas durante todo o ano, oscilando entre 24°C e 32°C. A umidade relativa do ar é altíssima. O regime de chuvas é intenso, com um período mais pluvioso conhecido regionalmente como "inverno amazônico" (dezembro a maio) e um período de menor pluviosidade (junho a novembro), embora chova quase todos os meses.
Em Oeiras do Pará, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 33 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Oeiras do Pará e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,6 meses, de 24 de agosto a 11 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Oeiras do Pará é outubro, com a máxima de 33 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 4,2 meses, de 4 de janeiro a 10 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Oeiras do Pará é fevereiro, com a mínima de 24 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Solo e Vegetação
Os solos predominantes são os Gleissolos (nas áreas de várzea, ricos em sedimentos orgânicos, porém sujeitos a inundações) e os Latossolos (nas áreas de terra firme). A vegetação é composta pela exuberante Floresta Tropical Úmida, dividida em três ecossistemas principais: Mata de Várzea: Inundada periodicamente pelas marés dos rios; Mata de Igapó: Constantemente alagada e Mata de Terra Firme: Localizada em áreas que nunca inundam, onde estão as árvores de maior porte.
Economia
A economia de Oeiras do Pará é impulsionada pelo setor primário, com destaque absoluto para o Açaí. O município é um dos maiores produtores mundiais do fruto, que é a base da alimentação local e um importante item de exportação. Além do extrativismo do açaí, destacam-se: 
- Pesca: Especialmente de camarão e peixes de água doce.
- Extrativismo de Madeira: Realizado sob regime de manejo em áreas autorizadas.
- Agricultura de Subsistência: Cultivo de mandioca para a produção de farinha.
Oeiras do Pará é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 21 admissões formais e 22 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -1 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 1.
Até novembro de 2025 houve registro de 2 novas empresas em Oeiras do Pará, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 2 empresas.
Turismo
O turismo em Oeiras do Pará é focado na contemplação da natureza e nas tradições religiosas.
- Praia do Cruzeiro: Uma bela praia fluvial que surge no período de vazante dos rios.
- Culinária Típica: A experiência gastronômica de comer o açaí legítimo com peixe frito ou camarão é o maior atrativo para os visitantes.
- Festa de Nossa Senhora da Conceição: Ocorre em dezembro e é a principal manifestação cultural e religiosa do município, atraindo milhares de fiéis de toda a região do Marajó e Baixo Tocantins.
Oeiras do Pará permanece como uma sentinela das tradições paraenses, onde o rio dita o tempo e a floresta oferece o sustento, mantendo viva a memória de um Pará colonial integrado à modernidade produtiva do açaí.
Referência para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

PINDARÉ-MIRIM - MARANHÃO

Pindaré-Mirim é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população era de 32.542 habitantes, conforme estimativa do IBGE para o ano de 2025. 
História
Os primitivos habitantes foram os índios guajajaras que ali permaneceram até 1839 quando, pela Lei Provincial n.º 85, foi criada a colônia denominada São Pedro, com a finalidade de desenvolver a agricultura, atraindo muitos cearenses e piauienses, que iniciaram a povoação. 
Em 1876, foi instalada a grande usina da Campanhia Progresso Agrícola, trazendo grandes transformações socioeconômicas em toda a região, possibilitando ao município marcar época na sua história. Dado o potencial da indústria, foi construída uma estrada de ferro para transporte da matéria-prima, numa extensão de 13 km. Desde 1883, existia energia elétrica na povoação. 
Lamentavelmente, foi de pouca duração a vida da citada empresa pois, a partir de 1915, entrou em declínio. Fatores diversos contribuíram para o fracasso e, entre eles, juros bancários, aplicação excessiva em investimento, matéria prima insuficiente. 
O município teve o seu topônimo alterado para Pindaré-Mirim, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 820, de 30 de dezembro de 1943, desmembrado de Vitória do Mearim. 
Gentílico: Pindareense.
Formação administrativa 
Distrito criado com a denominação de Engenho São Pedro de Alcântara ex povoado de Engenho Central de São Pedro, pela Lei Municipal n.º 2, de 14 de setembro de 1892. Subordinado ao município de Monção. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no município de Monção o distrito de Engenho São Pedro de Alcântara. 
Elevado à categoria de Vila com a denominação de São Pedro, pela Lei n.º 800, de 21 de abril de 1918, desmembrado de Monção. Sede no atual distrito de São Pedro ex Engenho de São Pedro de Alcântara. Constituído do distrito sede. Não temos data de instalação. 
Elevado à condição de cidade, com a denominação de São Pedro, pela Lei Estadual n.º 1.052, de 10 de abril de 1923. 
Pelo Decreto Estadual n.º 75, de 22 de abril de 1931, o município é extinto sendo seu território anexado ao município de Monção. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de São Pedro, pelo Decreto n.º 121, de 12 de junho de 1931. 
Pelo Decreto Estadual n.º 267, de 19 de abril de 1932, o município de São Pedro, adquiriu o extinto município de Monção. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: São Pedro e Monção. Pelo Decreto n.º 919, de 30 de setembro de 1935, desmembra do município de São Pedro o distrito de Monção. Elevado à categoria de município. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 820, de 30 de dezembro de 1943, o município de São Pedro passou a denominar-se Pindaré-Mirim. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município já denominado Pindaré-Mirim é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 269, de 31 de dezembro de 1948, são criados os distritos de Aterrado e Pimentel e anexado ao município de Pindaré-Mirim. 
Em divisão territorial datada de 1º de dezembro de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Pindaré-Mirim, Aterrados e Pimentel. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 2 distritos: Pindaré-Mirim e Pimentel. Não figurando o distrito de Aterrado anexado ao distrito sede do município de Santo Antônio dos Lopes. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
Alteração toponímica municipal 
São Pedro para Pindaré-Mirim alterado, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 820, de 30 de dezembro de 1943. 
Geografia
Altitude

A altitude média da sede municipal é muito baixa, situando-se em torno de 12 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo de Pindaré-Mirim é caracterizado pela Planície Fluvial do Pindaré, com vastas áreas de várzea e baixadas sujeitas a inundações periódicas durante o período chuvoso. Nas porções mais distantes do rio, o relevo é de tabuleiros levemente ondulados.
Solos
Os solos são dominados por Gleissolos e Solos Hidromórficos nas várzeas (muito férteis em matéria orgânica) e Argissolos e Latossolos nos tabuleiros (solos de fertilidade média).
Vegetação
A vegetação é de transição e muito diversificada:
- Floresta Amazônica: O município está na área de influência da Amazônia Legal, e a porção noroeste apresenta remanescentes da Floresta Amazônica Maranhense (ou Pré-Amazônia), uma formação densa e úmida.
- Campos de Várzea: Nas margens do Rio Pindaré, predominam os campos inundáveis e as florestas de galeria (matas ciliares).
- Cerrado: Nas porções mais altas e secas dos tabuleiros, há a presença de manchas de Cerrado.
Clima
Em Pindaré Mirim, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 36 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Pindaré-Mirim e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de agosto. 
A estação quente permanece por 2,9 meses, de 16 de setembro a 11 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Pindaré-Mirim é outubro, com a máxima de 36 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 5,9 meses, de 26 de janeiro a 22 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Pindaré-Mirim é abril, com a mínima de 24 °C e máxima de 30 °C, em média. 
Economia
Pindaré-Mirim é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. 
A economia de Pindaré-Mirim é tradicionalmente baseada na agropecuária e no setor de serviços.
- Agricultura: A atividade agrícola se beneficia da fertilidade das várzeas, com destaque para a produção de arroz e milho. A exploração de açaí e outros produtos extrativistas da Pré-Amazônia também é relevante.
- Pecuária: A criação de bovinos de corte e leite é importante, utilizando as áreas de campo e pastagens.
- Comércio e Serviços: Devido à sua posição central e à ferrovia, a cidade funciona como um centro comercial e de serviços para os municípios vizinhos do Vale do Pindaré.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 422 admissões formais e 209 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 213 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 79.
Cultura
Um dos mais imponentes Engenhos Centrais do século XIX, o Engenho Central de São Pedro, reinaugurado em 2018, abriga um centro cultural com espaço museológico além de outros espaços como biblioteca, sala de cinema, salas de capacitação, memorial. Este suntuoso espaço realiza diversos eventos da região do Vale do Pindaré, recebe visitas guiadas, ocupações artista, como o bumba meu boi, quadrilhas, danças e oferta diversos cursos e oficinas para a comunidade. 
Ferrovias
Pindaré-Mirim é interligada pela Estrada de Ferro Carajás (EFC) à São Luís e à Canaã dos Carajás, no sudeste paraense. No entanto, a estação ferroviária mais próxima fica na vizinha cidade de Santa Inês, onde são oferecidas saídas para São Luís e para as cidades de Marabá e Parauapebas, situada ao lado do povoado de Olho d'Água dos Carneiros (este, já dentro de Pindaré-Mirim). A EFC é administrada pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).
Educação
Na área de Educação, o município investe na expansão da rede de ensino fundamental e médio. A presença de um campus de instituições como o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) ou polos de universidades federais/estaduais é fundamental para a capacitação profissional e o desenvolvimento científico na região.
Turismo
O Turismo em Pindaré-Mirim está ligado à natureza fluvial, pesca e história.
- Rio Pindaré: O rio é o principal atrativo. A pesca amadora e os passeios de canoa ou barco pelas margens, observando a vegetação exuberante, são populares.
- Praia de Água Doce: A cidade possui áreas de lazer e "praias" fluviais formadas nas margens do rio durante o período de estiagem, atraindo banhistas.
- Patrimônio Histórico: A Estação Ferroviária e a arquitetura remanescente do ciclo da borracha são marcos históricos que despertam o interesse cultural.
- Festas Culturais: As festividades juninas e religiosas são ricas em manifestações folclóricas típicas do Maranhão.
Pindaré-Mirim é um município que mantém viva a memória da ferrovia e do ciclo da borracha, ao mesmo tempo em que se sustenta na riqueza de suas águas e terras, sendo a verdadeira Princesa do Vale do Pindaré.
Referência para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Barão de Cocais é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Sua população, segundo o censo demográfico do Brasil de 2022 era 32.319 habitantes. 
História
No início do século XVIII, alguns bandeirantes portugueses e brasileiros procedentes do Rio, São Paulo e Bahia, deslocaram-se do povoado de Socorro, onde se achavam estabelecidos, e desceram o rio por dez quilômetros e no lugar a que deram o nome de “MACACOS” construíram suas cabanas e uma pobre capela.Conhecida nacionalmente como Portal do Caraça, foi fundada no início do século XVIII, por bandeirantes portugueses e paulistas que descobriram o lugar depois de descer o rio São João, a partir do povoado Socorro. O primeiro nome de São João do Presídio do Morro Grande foi porque o arraial nasceu ao sopé de um extenso morro e por isso ficou conhecido como Morro Grande. 
O historiador Waldemar de Almeida Barbosa, afirma que os bandeirantes decidiram se fixar no lugar porque encontraram Boa Pinta, ou seja, descobriram novas minas de ouro. A notícia do metal amarelo abundante atraiu novos elementos, casas foram edificadas ao longo das voltas do rio, surgindo assim o bairro dos macacos, núcleo principal de Morro Grande. 
Em 1764, teve início a construção da atual Igreja Matriz São João Batista do Morro Grande, primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho, que esculpiu a imagem de São João Batista na porta de entrada e projetou o conjunto da tarja do arco-cruzeiro no interior da igreja. Foram gastos 21 anos para a conclusão da Matriz, que foi inaugurada em 1785. 
O Alvará Régio de 1752 e a Lei n.º 2, de 14 de setembro de 1891, criou o distrito com a denominação de São João do Morro Grande. Com a implantação da Usina Morro Grande o lugar toma impulso. 
Em 1938, o nome do distrito foi reduzido para Morro Grande. Através do decreto lei estadual nº 1058 de 31 de dezembro de 1943, é emancipado o distrito de Morro Grande, que se separa de Santa Bárbara, passando a chamar-se Barão de Cocais, em homenagem ao Barão José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, que nasceu e viveu na antiga Vila Colonial de Cocais, atual distrito de Barão de Cocais. 
Nesta cidade, localiza-se uma barragem de rejeitos da Vale: mina de Gongo Soco. Em março de 2019, a empresa colocou esta barragem em alerta máximo de rompimento, e os moradores que não conseguiriam escapar por meios próprios já haviam sido removidos em fevereiro. Acredita-se que ela pudesse romper-se em maio.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Morro Grande, pelo Alvará de 28 de janeiro de 1752 e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891. Subordinado ao município de Santa Bárbara. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Morro Grande figura no município de Santa Bárbara. 
Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1737, o distrito aparece com a denominação de São João do Morro. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, o distrito de São João do morro volta a denominar-se Morro Grande. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Morro Grande (ex São João de Morro Grande) figura no município de Santa Bárbara. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Barão de Cocais, pela Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, desmembrado de Santa Bárbara. Sede no antigo distrito de Barão de Cocais (ex Morro Grande). Constituído de 3 distritos: Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo e Cocais. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo e Cocais. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950. 
Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, é desmembrado o município de Barão de Cocais o distrito de Bom Jesus do Amparo. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Barão de Cocais e Cocais. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Belo Horizonte e Imediata de Santa Bárbara-Ouro Preto. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Itabira, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.
Altitude
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 760 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é um dos fatores mais marcantes, inserido no Quadrilátero Ferrífero, uma província mineral conhecida pela intensa atividade de mineração. O relevo é montanhoso e acidentado, com a presença de picos, vales profundos e a majestosa Serra do Caraça nas proximidades.
Solos
Os solos são dominados por Latossolos e Argissolos, muitas vezes associados à ocorrência de canga (crosta ferruginosa) e minério de ferro de alto teor. O solo possui características que variam de fértil (em áreas de vale) a muito pobre e ácido (em campos de altitude).
Vegetação
A vegetação é de transição entre o Cerrado (nas áreas de planalto e chapadas) e a Mata Atlântica (nas encostas úmidas e nos vales, onde se encontram remanescentes de Floresta Ombrófila Mista). O município também possui áreas de campos rupestres, vegetação adaptada a solos pedregosos e ricos em ferro, com alta biodiversidade endêmica.
Clima
Em Barão de Cocais, a estação com precipitação é úmida e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 29 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 32 °C. 
A melhor época do ano para visitar Barão de Cocais e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 2,3 meses, de 8 de janeiro a 19 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Barão de Cocais é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 17 de maio a 11 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Barão de Cocais é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 24 °C, em média. 
Economia
A economia de Barão de Cocais é fortemente dependente da Mineração e da Siderurgia.
- Mineração de Ferro: O município abriga grandes operações de extração de minério de ferro, sendo um dos pilares da economia regional. A atividade mineradora gera empregos diretos e indiretos significativos.
Siderurgia e Metalurgia: O beneficiamento de minério e a indústria metalúrgica também são importantes, diversificando a produção industrial.
- Comércio e Serviços: O comércio local e o setor de serviços são desenvolvidos para atender à demanda da população urbana e, especialmente, dos trabalhadores da mineração.
Barão de Cocais é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. Por outro lado, o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios é um fator de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 5,5 mil admissões formais e 5 mil desligamentos, resultando em um saldo de 464 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 356.
Até novembro de 2025 houve registro de 69 novas empresas em Barão de Cocais, sendo que 6 atuam pela internet. Neste último mês, 7 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (5). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 91 empresas.
Turismo
Barão de Cocais é uma cidade histórica, com muitos acessos turísticos (cachoeiras, igrejas). Localizada próximo ao Caraça (antigo colégio de padres erguido na Serra do Caraça), ponto turístico de exuberante beleza natural. Festas tradicionais: Carnaval de rua, Festa dos Pés de Pomba e festa de São João (padroeiro da cidade). 
- Cachoeira de Cocais - Está localizada na Serra da Conceição, a 4,5 km da Vila de Cocais. São várias quedas d’água, sendo uma delas em uma montanha de pedra de mais de trinta metros que proporcionam um espetáculo magnífico, além de ser um excelente local para os adeptos de esportes radicais, como: rapel, mountain bike, canyoning, trekking. 
- Cachoeira do Cume Cambota - A Cachoeira da Cambota localiza- se no córrego São Miguel, onde formam vários saltos ao longo do seu curso, a água é límpida com temperatura girando em torno de 20 °C. Logo após o salto formam-se duchas naturais e piscinas, onde é possível tomar banhos, a região ainda é rica em orquídeas, canelas-de-ema e samambaias. 
A Serra da Cambota faz parte da matriz de água de Barão de Cocais, faz parte em volume da 2ª e mais importante bacia. Está inserida em um ambiente chamado Ecótono, que é uma área de transição entre 2 biomas, muito importante no clima da cidade. Possui uma fauna exuberante. Faz parte do complexo da Serra do Espinhaço. 
É um ambiente propicio ao turismo, porém muito sensível. Seu subsolo é rico em componentes minerais, classificando como uma área estratégica para o município. 
Serra da Cambota (Campos do Garimpo)
- Maciço do Espinhaço - O maciço do Espinhaço, recentemente tombado pela Unesco como reserva da Biosfera, tem em sua formação geológica os dobramentos modernos constituídos predominantemente de rochas como gnaisse e granito. 
Região de rara beleza, proporciona aos adeptos do ecoturismo locais adequados para prática de caminhada, ciclismo de montanha e escalada. Com uma vegetação em que predominam os campos rupestres e as centenárias Canelas de Ema, dão ao local uma leitura peculiar com numerosas espécies de flores, que formam um singelo mosaico de cores e formas. 
Conhecida como Serra do Garimpo, a localidade é uma região interfluvial das bacias do Rio Piracicaba em sua porção leste e da bacia do Rio das Velhas do seu lado Oeste. 
- Ruínas do Gongo Soco - Gongo Soco é um testemunho de um dos ciclos mais marcantes na economia nacional, o ciclo do ouro. O sítio tem sua história iniciada em 1745, quando o cavouqueiro Bitencourt encontrou ouro nos cursos d’água que cortam a região. No final do século passado, foi adquirido por João Batista Ferreira e em 1825, a mina foi comprada por ingleses da Cornualha, que operaram entre 1826 a 1856, criando ali um florescente povoado britânico tropical, com hospital, capela e cemitério particular. Ficou paralisada durante muito tempo e em 1986, foi adquirida pela Mineração Socoimex que mantém até hoje resguardado o acervo ambiental e histórico da região. 
- Cemitério dos Ingleses - Trata-se do local onde estão sepultados os trabalhadores da primeira empresa britânica no Brasil Imperial (Brazilian Gold Mining), que o comprou do Barão de Catas Altas (João Batista Ferreira de Souza Coutinho), por 79 mil libras esterlinas. Nesse cemitério, situado no alto de uma colina e delimitado por um muro de pedras, encontram-se atualmente 10 lápides, algumas com inscrições em inglês, ornamentadas com desenhos apurados no granito e na pedra sabão. Sabe-se que os ingleses eram sepultados de cócoras, tradição da Cornualha. 
- Santuário de São João Batista - Primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho. Construção iniciada em 1764 e concluída em 1785. É considerada projeto de Aleijadinho, pelo desenho do frontispício, pelo arco cruzeiro, pela ousadia de dispor as torres diagonalmente em relação ao corpo de igreja. Aleijadinho esculpiu ainda a imagem de São João Batista em pedra sabão e projetou a tarja do arco cruzeiro no interior da Matriz. A Matriz possui altares folheados a ouro e a pintura do teto é atribuída ao mestre Ataíde. 
- Sítio Arqueológico da Pedra Pintada - O Sítio Arqueológico da Pedra Pintada é o programa ideal para quem busca história e conhecimento. Suas pinturas rupestres, datadas de aproximadamente seis mil anos, formam três grandes painéis compostos por cenas de caçadores perseguindo suas presas e pelos diversos rituais realizados no local. 
O Sítio está localizado na Serra da Conceição, numa altitude de 1250 metros acima do mar. Sua análise foi feita em 1843 pelo paleontólogo dinamarquês Peter Lund. Nele, você viaja no tempo, conhecendo desenhos semelhantes aos das grutas de Altamira, na Espanha, e Lescaux, na França. 
No sítio, estão registrados quatro estilos de grafismos feitos com pigmentos minerais, que podem explicar a cronologia da pintura do paredão. 
Acredita-se, a partir de estudo desenvolvido por historiadores da Universidade Federal de Minas Gerais, com o apoio do CNPq, que o local não serviu de moradia, por possuir registros possivelmente ritualísticos ou estratégicos. 
A arte rupestre está registrada em rochas e grutas em todo o Brasil. São mais de 780 sítios arqueológicos, onde as pinturas rupestres deixaram o rastro dos primeiros "pintores" brasileiros de que se tem notícia. Nelas, através de desenhos, estão retratadas histórias de sobrevivência, crença e experiências de vida, um momento em que se descobre um meio de linguagem e comunicação através das pinturas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

PARAÍPABA - CEARÁ

Paraipaba é um município brasileiro do estado do Ceará. Sua população, conforme censo do IBGE 2022, era de 32.216 habitantes. Em 2016, a população estimada foi de 32 256 habitantes. 
Às margens do rio Curu, Paraipaba tem um dos maiores projetos irrigados do mundo, em que se cultivam uma ampla variedade de frutas, e notadamente o coco, principal cultura comercial do município. Paraipaba é sede da empresa Dikoko, notabilizando-se por ser a maior indústria produtora e exportadora de derivados de coco do estado do Ceará. 
Paraipaba possui uma exuberância de aproximadamente 14 km de praia que se estendem a partir da foz do Rio Curu até a barra, formada pelas tranquilas águas da lagoa das Almécegas com a beleza sem igual das praias, dunas e lagoas existentes ao longo de toda costa. 
História
Chamou-se inicialmente Passagem dos Tigres e Tigre, sucessivamente. 
Suas origens remontam ao início da segunda metade do Século XVII, quando, por determinação de Matias Beck, instalou-se no lugar Paraipaba um centro protestante de letras batavas e ensino religioso (1650). Desarticulado o domínio espanhol e advindo o sistema luso, desprezou-se esse indício de civilização, ficando apenas o registro histórico. 
Nesse local, habitado especialmente por Tapuias Anacés, estendeu-se o povoamento, ocupando vastas porções de terras planas, agricultáveis e a margear o rio Paraipaba. Essa ocupação, no entanto, lenta e sem o apoio dos poderes competentes, levaria séculos para sua definitiva arregimentação individual ou gregamento em termos urbanos.
Formação Administrativa
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Paracuru o distrito de Passagem do Tigre. 
Pelo Decreto Estadual n.º 64, de 07 de agosto de 1935, o município de Paracuru passou a denominar-se São Gonçalo. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito de Passagem do Tigre figura no município de São Gonçalo (ex Paracuru). 
Pelo Decreto Estadual n.º 448, de 20 de dezembro de 1938, o distrito de Passagem do Tigre passou a denominar-se simplesmente Tigre. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Tigre figura no município de São Gonçalo. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.114, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Tigre passou a denominar-se Paraipaba e o município de São Gonçalo a denominar-se Anacetaba. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1950, o distrito de Paraipaba (ex Tigre) figura no município de Anacetaba (ex-São Gonçalo). 
Pela Lei Estadual n.º 1.153, de 22 de novembro de 1951, o município de Anacetaba passou a denominar-se São Gonçalo do Amarante. Sob a mesma Lei é criado o município de Paracuru, passando o distrito de Paraipaba a fazer parte do município de Paracuru. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o distrito de Paraipaba figura no município de Paracuru. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Paraipaba, pela Lei Estadual n.º 6.351, de º de julho de 1963, desmembrado de Paracuru. Sede no antigo distrito de Paraipaba. Constituído de 2 distritos: Paraipaba e Lagoinha, criado pela mesma Lei Estadual acima citada. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Paraipaba e Lagoinha. 
Pela Lei Estadual n.º 8.339, de 14 de dezembro de 1965, é extinto o município de Paraipaba, sendo seu território anexado ao município de Paracuru, como simples distrito. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o distrito de Paraipaba é distrito de Paracuru. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Paraipaba, pela Lei Estadual n.º 11.009, de 05 de fevereiro de 1985, desmembrado de Paracuru. Sede no antigo distrito de Paraipaba. Constituído de 2 distritos: Paraipaba e Lagoinhas, ambos desmembrados de Paracauru. Instalado em 1º de janeiro de 1986. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993. 
Pela Lei Municipal n.º 170, de 17 de março de 1995, foram criados os distritos de Camboas e Boa Vista e anexados ao município de Paraipaba. 
Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído de 4 distritos: Paraipaba, Boa Vista, Camboas e Lagoinha. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Altitude

A altitude média da sede municipal é muito baixa, situando-se em torno de 15 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é característico da Planície Litorânea, com vastas extensões de praias, restingas, campos de dunas e áreas de várzea. No interior, há a presença de tabuleiros costeiros, com altitudes levemente elevadas.
Solos
Os solos são dominados por Areias Quartzosas Marinhas nas dunas e praias, e Neossolos Quartzarênicos e Argissolos nos tabuleiros. Nas margens dos rios e estuários, predominam os Solos Hidromórficos, ideais para a instalação dos viveiros de camarão, devido à sua salinidade e retenção hídrica.
Clima
O clima de Paraipaba é classificado como Tropical Quente Semiárido (BShw), com características litorâneas que amenizam a aridez. As temperaturas são elevadas o ano todo, com média anual em torno de 27 °C. A pluviosidade média é de 1.290 mm com chuvas concentradas de janeiro a maio
Vegetação
A vegetação é composta por restinga (nas dunas e praias), tabuleiros costeiros (com caatinga de porte mais baixo) e, crucialmente, pelo Manguezal nos estuários dos rios. A área litorânea também apresenta a cultura de coqueirais e a presença da carnaúba, um símbolo da região.
Distritos
O município está constituído pelo distrito Sede, Lagoinha, Camboas e Boa Vista. 
Economia
A economia de Paraipaba é dominada pela Aquicultura e pelo Turismo.
O município é um dos maiores produtores de camarão em cativeiro do Ceará, com grandes fazendas de camarão exportando a produção. Esta atividade gera centenas de empregos e impulsiona o comércio local.
A pesca artesanal de lagosta, peixes e outros crustáceos ainda é uma atividade tradicional e importante.
O comércio atende à demanda da população local e do fluxo turístico, com destaque para a gastronomia baseada em frutos do mar.
Educação
Na área de Educação, o município possui escolas de ensino fundamental e médio. Há um foco na qualificação técnica, buscando suprir a demanda de mão de obra especializada para a carcinicultura e o turismo. A cidade conta com polos de educação a distância (EAD) e busca melhorar os índices de desenvolvimento educacional.
Turismo
No mês de julho acontece a tradicional Regata de Lagoinha, onde atrai turistas de todo o mundo. No mês de outubro as pessoas comemoram a tradicional festa de Santa Rita de Cássia que é Padroeira de Paraipaba. 
Festejos de Santa Rita de Cássia
Todos os anos, entre os dias 22 de outubro e 1 novembro, ocorre os Festejos de Santa Rita de Cássia, santa das causas impossíveis. Reúne devotos vindos de diversas cidades e é vista por muitos como uma oportunidade para pagar promessas. 
Praia de Lagoinha
À 11 km do município localiza-se a praia da Lagoinha, que é bastante conhecida por suas dunas e coqueirais. Paraipaba é a terra de gente bonita e hospitaleira, quem bebe de sua água jamais esquece. 
Localizada a aproximadamente 120km da capital do Estado, a comunidade de Lagoinha tornou-se mundialmente conhecida e bastante visitada pela beleza de suas praias, dunas e falésias. Paisagem de rara beleza, conservando o primitivismo que a destacou como uma das mais belas do Brasil. Tem o formato de meia-lua, uma enseada de ondas fracas, cercada por dunas amarelas, arrecifes e coqueirais com bicas de água doce ao lado do Morro, um dos principais cartões postais do Ceará, onde está o porto das jangadas. 
A praia de Lagoinha se destaca no turismo mundial como uma das mais belas do Brasil, sendo o maior atrativo turístico, com paisagem de rara beleza, formato de meia-lua, uma enseada de ondas fracas, cercada por dunas amarelas, arrecifes e coqueirais com bicas de água doce. Formada por um penhasco de cerca de 50 metros de altura, Lagoinha conserva ainda uma paisagem natural primitiva composta por dunas douradas e um vasto e verdejante coqueiral que vão ao encontro de um mar de águas calmas e de um verde deslumbrante. Encontrando-se a uma distância 120 km de Fortaleza e 92 km de Itapipoca, é assistida por um transporte de qualidade pelas cooperativas licitadas pelo governo do estado. A Coottrece(Fortaleza) e a Cooperita(Itapipoca) perfazem o trajeto em aproximadamente 2 horas. Na praia da Lagoinha, não faltam opções para se divertir e se apaixonar. Vale a pena conhecer a vegetação de mangue, os coqueiros, as formações rochosas, bem como contemplar os recifes que surgem quando a maré está baixa, os quais formam piscinas de água salgada próximas à praia. 
Para melhor aproveitar a viagem à Lagoinha, a indicação é fazer um delicioso e aventureiro passeio em um veículo conhecido como pau de arara. Logo fazer a travessia da lagoa em uma jangada e andar de buggy pela praia, tornam mais emocionante ainda a estadia numa das mais belas praias do país. 
Outra opção mais individual é alugar um quadriciclo e ir pela direção oeste, conhecer o morro do cascudo (onde a lenda diz ter um antigo navio pirata, encalhado sob as dunas), ir em direção à barra do jegue (lagoa de água escura, abastecida pela água da lagoa das almécegas, quando sua barragem sangra, e por diversos olhos d'água), onde há o encontro da água doce da barragem e salgada do mar. 
Do lado leste, após a escadaria e o morro principal, encontramos a praia do porto velho, lugar menos frequentado que a praia principal de Lagoinha, sem barracas e sem serviço ao turista, mas com mar mais revolto. Após a praia do porto velho, encontramos lugares desertos, onde se pode curtir a praia mais à vontade, curtindo a plena natureza crua! 
A belíssima praia da Lagoinha é uma área de proteção ambiental, com isso, objetiva-se a preservação do lugar e toda a sua natureza. 
Um dos passeios mais procurados é para a Lagoa das Almécegas, que conta com barcos que cruzam suas águas límpidas e claras. A parada final é diante das muitas barracas localizadas tanto na lagoa quanto na praia, que oferecem um bom serviço, com destaque para o famoso peixe frito e frutos do mar, além de uma deliciosa água de coco bem gelada. 
O povoado fica no alto do morro e tem um mirante que permite uma vista panorâmica e magnífica da praia. Na vila de Lagoinha, o turista pode encontrar vários serviços de hospedagem, tanto à beira da praia como na vila, assim como vários restaurante com comidas típicas, principalmente pescado fresco. 
Com uma população, composta em sua maioria por pequenos grupos de pescadores artesanais, ainda guarda a tranquilidade e a paz estampadas nas folhas verdes de seus coqueirais embalados pela brisa do mar, que à tardinha acalenta todos que a visitam. As dunas de Lagoinha são áreas de Proteção Ambiental com 523 ha. de pura beleza. 
Lagoa das Almécegas
Seguindo tranquilamente pela praia no sentido oeste, ou através de um passeio divertido no tradicional “pau de arara”, encontramos, a poucos quilômetros de Lagoinha, um novo atrativo natural. Águas escuras, belas dunas, morros e uma barragem que oferece um refrescante banho com direito a passeio de barco, caracterizam Lagoa da Almécegas. Os serviços à beira da lagoa são para todos os bolsos, tendo um lado mais simples, e atravessando a lagoa de passeio de barco, um mais requintado. 
Praia de Capim Açu ou Barra do Curu
A estrada indica o caminho certo para chegar à praia do Capim Açu, local que oferece uma visão exuberante da natureza. As lagoas, os manguezais, as dunas e o coqueiral formam os caminhos que aguçam a nossa imaginação, retratando o próprio paraíso. O descanso relaxante em suas tranquilas águas faz o visitante esquecer o tempo e apenas despertar com o magnífico pôr-do-sol. Deserta, com larga faixa de areia fofa e jangadas, próximo à Ponta Aguda, rochas extensas são a atração. 
Praia de Camboas
A 12 km da sede, praia situada na margem esquerda do Rio Curu, conjunto físico variado composto de dunas, coqueiros, águas, mangues e enseadas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

GUARARAPES - SÃO PAULO

Guararapes é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população estimada em 2024, pelo IBGE, era de 31.872 habitantes. O município é formado pela sede e pelo distrito de Ribeiro do Vale. 
Toponímia
Guararapes é um vocábulo indígena que significa estrondo dos tambores. Do tupi uarará’pe. Uarará - espécie de tambor indígena; e Pe - no (local). 
História
O Município de Guararapes é formado por habitantes das mais variadas origens e nacionalidades: italianos, portugueses, libaneses, suíços, franceses, espanhóis, africanos, alemães e japoneses. 
É um município que surgiu espontaneamente, mas seu traçado preestabelecido, obrigou os seus ocupantes a fazerem construções obedecendo às normas desse traçado. O traço urbano tem a forma de um tabuleiro de xadrez, com ruas retas e quarteirões quadrangulares. 
A história de Guararapes iniciou-se em 1908, quando os irmãos Pinto de Oliveira (Antonio, Joaquim e Prisciliano), procedentes de Minas Gerais, mais precisamente de Varginha, compraram terras situadas entre os córregos Jacaré e Frutal e nelas se estabeleceram. A chegada de algumas famílias deu-se em 1920, após a construção da estrada de Aguapeí-Tietê, por Manoel Bento da Cruz. 
Em 1927, os irmãos Pinto de Oliveira, resolveram lotear sua propriedade, entregando a tarefa à Companhia Paulista de Colonização Ltda. Investida de plenos poderes para a realização do objetivo, aquela empresa pôde, mediante contratos liberais firmados com os compradores, desincumbir-se rapidamente da missão que lhe foi confiada e, dessa forma, contribuir para o progresso, já evidenciado com a construção da estrada do Aguapeí. 
Em 1928, foi feita a doação para se formar o patrimônio. Nesse mesmo ano, com o avanço da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, foi projetada a construção de uma estação em terras dos irmãos Pinto de Oliveira, um pouco além do Córrego Frutal. 
Confiou-se ao Engenheiro Mário Barroso Ramos, o projeto de arruamento e loteamento, sendo o dia 8 de dezembro de 1928 escolhido para data oficial da fundação da cidade, tendo por Padroeira, Nossa Senhora Imaculada Conceição. Como parte das solenidades, celebrar-se-ia, na data prevista, missa campal, em frente ao cruzeiro, construído para aquela finalidade. Chuvas torrenciais, entretanto, impediram a realização do ato religioso e deram ensejo a que as festividades programadas tivessem lugar em Araçatuba. Devido à abundância de jabuticabeiras na região, denominou-se de "Frutal" ao Patrimônio. 
Em 8 de dezembro de 1929, ocasião em que se comemorava o primeiro aniversário da fundação do povoado, Monsenhor Adauto Rocha, vigário da Paróquia de Araçatuba, celebrou missa campal e abençoou o lançamento dos primeiros tijolos da Capela construída por Luís Ferreira. No ano seguinte, foi inaugurada a Estação Ferroviária. 
Por ocasião da elevação do patrimônio à categoria de Distrito de Paz no município e comarca de Araçatuba, o então Departamento das Municipalidades houve por bem mudar o seu nome para Guararapes, em homenagem ao importante fato da nossa história, a Batalha dos Guararapes. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Guararapes, pelo Decreto n.º 6.546, de 10 de julho de 1934, subordinado ao município de Araçatuba. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936, o distrito de Guararapes figura no município de Araçatuba. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Guararapes, pela Lei Estadual n.º 2.833, de 05 de janeiro de 1937. Desmembrado do município de Araçatuba. Sede no atual distrito de Guararapes (ex-Nucleo Urbano de Frutal). Constituído de 2 distritos: Guararapes e Ribeiro do Vale. Instalado em 06 de junho de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, foram criados os distritos de Rio do Vale e Rubiácea e anexados ao município de Guararapes. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Guararapes, Ribeiro do Vale e Rubiácea. 
Pela Lei Estadual n.º 233 de 24 de dezembro de 1948, é desmembrado do município de Guararapes o distrito de Rubiácea. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de1960, o município é constituído de 2 distritos: Guararapes e Ribeiro do Vale. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 21º15'39" sul e a uma longitude 50º38'34" oeste, estando a uma altitude de 415 metros. Possui uma área de 956,5 km².
Altitude
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 428 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo de Guararapes é característico do Planalto Ocidental Paulista, marcado por superfícies planas a suavemente onduladas (interflúvios amplos), o que é altamente favorável à agricultura mecanizada em larga escala.
Solos
Os solos predominantes são os Latossolos Vermelhos e os Argissolos Vermelho-Amarelos. Esses solos, embora de fertilidade natural média, são profundos e permitem a absorção de água, sendo ideais para o café, cana-de-açúcar e pastagens, quando submetidos a manejo adequado.
Clima
O clima de Guararapes é classificado como Tropical de Savana (Aw), caracterizado por uma estação chuvosa no verão (outubro a março) e uma estação seca no inverno (abril a setembro). As temperaturas médias anuais são elevadas, em torno de 24 °C. O índice pluviométrico anual gira em torno de 1.200 mm a 1.400 mm.
Vegetação
A vegetação original era de Cerrado (ou Savana) nas áreas mais secas e de Mata Atlântica (na forma de Floresta Estacional Semidecidual) nas áreas de maior umidade e nas margens dos rios (matas ciliares). Atualmente, a maior parte do território é ocupada por culturas agrícolas (cana-de-açúcar) e pastagens para a pecuária.
Rodovias
A cidade é atendida pela rodovia SP-300, Rodovia Marechal Rondon.
Economia
A economia de Guararapes é predominantemente sustentada pelo Agronegócio.
- Agropecuária: Embora o café tenha impulsionado o desenvolvimento inicial, hoje o município é um grande produtor de cana-de-açúcar, com a presença de usinas de açúcar e álcool. A pecuária de corte também é forte, utilizando pastagens extensivas.
- Comércio e Serviços: O comércio local e o setor de serviços são ativos, funcionando como suporte para a demanda da população e das atividades rurais. A indústria é basicamente voltada para o beneficiamento de produtos agrícolas.
Turismo
O Turismo em Guararapes é de natureza rural, histórica e de eventos.
- Turismo Rural: As grandes fazendas e plantações oferecem potencial para o agroturismo e visitação.
- Patrimônio Histórico: A Estação Ferroviária e a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição são marcos históricos e arquitetônicos da cidade.
- Eventos: Feira Agropecuária Industrial de Guararapes (FAPIG) é o maior evento da cidade ocorrendo no mês de novembro. 
As festas agropecuárias e as celebrações cívicas e religiosas, como o aniversário da cidade e a festa da padroeira, são os principais eventos que atraem visitantes da região. O Recinto de Exposições é o ponto central para esses eventos.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

BIRITIBA MIRIM - SÃO PAULO

Biritiba Mirim é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de São Paulo e Alto Tietê. Sua população, conforme o Censo 2022, era de 29.676 habitantes e a área é de 317,406 km², o que resulta numa densidade demográfica de 93,50 hab./km². 
Topônimo
O topônimo "Biritiba Mirim" é de origem tupi, significando "pequeno ajuntamento de juncos", através da junção de pi'ri (Rhinchospora cephalotes, um tipo de junco), tyba (ajuntamento) e mirim (pequeno). 
História
Fundado em 1873 a partir da construção da Capela de São Benedito, o território de Biritiba Mirim pertenceu a Mogi das Cruzes até o ano de 1963. Explorado durante muito tempo por sertanistas e bandeirantes, o local só veio a se constituir em povoado por volta de 1820. Desde o período colonial, moradores e representantes da administração de Mogi das Cruzes já andavam pela região, servida pelas águas do Rio Tietê - fonte segura de sobrevivência e de locomoção geográfica àqueles que se predispunham a desbravar matas tão fechadas. Não se pode negar que o local tenha sido ponto de passagem dos Bandeirantes e viajantes que expandiram os limites territoriais do Brasil Colonial e, consequentemente, dos domínios do rei de Portugal. 
Até 1820, o povoado que havia se formado em torno da Capela de São Benedito contava com um número muitas vezes maior de habitantes do que o do bairro de Santa Catarina, tanto é que em 1882 a administração de Mogi das Cruzes criou na localidade um distrito policial. 
Tornou-se município em 1964, quando se emancipou de Mogi das Cruzes. 
Gentílico: biritibano.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Biritibamirim, por Lei Estadual n.º 1.985, de 13 de dezembro de 1924, subordinado ao município de Mogi das Cruzes. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Biritibamirim figura no município de Mogi das Cruzes. Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, é distrito apenas judiciário do município de Mogi das Cruzes. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Biritibamirim figura no município de Mogi das Cruzes. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o distrito Biritibamirim permanece no município de Mogi das Cruzes. Pela Lei Estadual n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, o distrito de Biritibamirim teve sua grafia alterado para Biritiba-Mirim. Assim permanecendo na divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963. Elevado à categoria de município com a denominação de Biritiba-Mirim, pela Lei Estadual n.º 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembrado de Mogi das Cruzes. Sede no antigo distrito de Biritiba-Mirim. 
Constituído do distrito sede. Instalado em 21 de março de 1965. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14 de maio de 2001.
Geografia
Seus limites são Guararema a norte, Salesópolis a leste, Bertioga a sul e Mogi das Cruzes a oeste e noroeste e sua altitude e 780 m. 
Quanto à paisagem, ao redor do perímetro urbano, situam-se a agricultura (olericultura e floricultura). 
Afastando-se do centro urbano, encontra-se o reflorestamento, caracterizando a diversidade de elementos na paisagem, por conta das atividades antrópicas, inclusa aí, a Barragem de Ponte Nova, no lado leste do município. Encaminhando-se para o sul, até o limite territorial, depara-se com a Mata Atlântica, esta a única região que apresenta alto grau de mata nativa. Como singularidade encontra-se alguns pontos de destaque, no relevo da região do Planalto Paulista. São eles Pedra do Garrafão e Pedra do Sapo. 
Como intrusões visuais, deve-se destacar a Represa dos Andes, localizado no sul de Biritiba (distante 15 km em linha reta), literalmente inserida na Mata Atlântica, com aproximadamente 2 (dois) alqueires da área. Além dessa, há que se mencionar a Agricultura como fator de destaque visual na paisagem, formando uma "Concha de Retalhos". O reflorestamento apresenta-se também como forte intrusão visual em diversas áreas do município.
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 745 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é característico do Planalto Atlântico, apresentando colinas e áreas montanhosas mais acidentadas, especialmente nas porções que se elevam em direção à Serra do Mar. Essa topografia é fundamental para a formação das nascentes e o acúmulo de água.
Solos
Os solos predominantes são os Latossolos e Argissolos, que são profundos, mas de fertilidade natural média a baixa, exigindo manejo adequado para a agricultura 
Vegetação
A vegetação predominante é a Mata Atlântica na forma de Floresta Ombrófila Densa, característica de regiões úmidas e serranas. A presença do Parque Estadual da Serra do Mar em áreas próximas, e a legislação específica de mananciais, garantem a preservação de extensas áreas de mata, o que é vital para a qualidade da água da região.
Clima
O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 ºC, sendo o mês mais frio julho (média de 14 °C) e o mais quente fevereiro (média de 22 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1.400 mm. 
Hidrografia
Os rios que atravessam o município e limitam seu território são: Rio Tietê, Ribeirão do Biritiba, Rio Itatinga, Rio Itapanhaú, Córrego Lideiro, Rio Parnaíba, Córrego da Fazendinha, Ribeirão Putim, Córrego do Jõao Melo (Córrego da Fazenda ou Córrego Léo), Ribeirão da Fazenda São José, Ribeirão Alegre ou Peroba, Córrego do Capinzal, Ribeirão Guacá, Ribeirão das Pedras, Rio Claro, Ribeirão do Itaim, Ribeirão do Campo no qual localiza-se a Barragem Ribeirão do Campo (Sabesp) que fornece água para a região da Grande São Paulo. 
Rodovias
A cidade é atendida pelas seguintes rodovias: SP-88; SP-92 e SP-98.
Economia
Biritiba Mirim é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são os pontos de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 1,4 mil admissões formais e 1,3 mil desligamentos, resultando em um saldo de 21 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -9.
A economia de Biritiba Mirim é diversificada, com forte presença no setor primário e no funcionalismo público, dada a importância das atividades de manejo de recursos hídricos e ambientais.
- Agricultura: O município é um importante produtor agrícola, com destaque para a Horticultura e o cultivo de flores e plantas ornamentais, aproveitando o clima e a proximidade com o mercado consumidor da RMSP.
- Comércio e Serviços: O comércio local é desenvolvido para atender à demanda da população, com um setor de serviços em crescimento, mas sem a predominância da indústria pesada devido às restrições ambientais.
Turismo
O Turismo em Biritiba Mirim é incipiente, mas possui grande potencial no segmento Ecológico e Rural.
- Reservatórios e Represas: A paisagem é dominada pelos grandes reservatórios do SPAT (como a Represa de Taiaçupeba), que, embora sejam áreas de proteção, atraem visitantes para a contemplação e a pesca esportiva controlada.
- Turismo Rural: As propriedades rurais especializadas em horticultura e floricultura recebem visitantes, oferecendo a experiência do agroturismo.
Belezas Naturais: Trilhas e áreas de mata preservada, embora com acesso controlado, são procuradas por praticantes de ecoturismo e observação da natureza.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

IMBITUVA - PARANÁ

Imbituva é um município brasileiro do estado do Paraná. Está localizado na região centro sul, há 900 metros acima do nível do mar e sua população estimada para o ano de 2025, segundo o IBGE, era de 30.849 habitantes. 
Toponímia
Imbituva é vocábulo indígena que significa cipoal, "lugar de muito imbé". Da língua tupi imbé: espécie de cipó da família das aráceas pertencentes ao gênero Philodendron; e tyba: grande quantidade, abundância. 
História
Em 1809, uma expedição rumo aos Campos de Guarapuava penetra no território onde, hoje, encontra-se o município de Imbituva. Na época de sua fundação, em 1871, o local era chamada de "Arraial do Cupim", devido à conformação geológica de um destes pousos de tropeiros. 
Às margens do histórico caminho de Viamão, repleto de tropeiros e marchantes, foram aparecendo, desde o Rio Grande do Sul até São Paulo, os pontos de “pouso”, os marcos, origem das cidades dos Campos Gerais. Desde então “Cupim” passou a ter destaque entre os “pousos” preferidos pelos tropeiros. Em 1871, o bandeirante, Antonio Lourenço, natural de Faxina, então capitania de São Paulo, abandonando o comércio de tropas, atraiu companheiros e fixou-se em Cupim com alguns companheiros, iniciando a construção da Vila. É considerado o fundador de Imbituva. 
Os primeiros povoadores eram procedentes da então Capitania de São Paulo, aos quais juntaram-se outros, todos da mesma procedência. A nova povoação não tardou a receber a influência de colonos alemães, poloneses e russos, que deram notável contribuição ao seu desenvolvimento. Os colonos alemães fixaram residência na direção da estrada que mais tarde ligaria Imbituva a Guarapuava. Também os italianos, em 189, adquiriram terras em Cupim e iniciaram a fundação de uma colônia. A freguesia foi criada em 1876, com sede no lugar denominado Campo do Cupim. Em 1881, foi elevada à categoria de vila, com denominação de Santo Antônio do Imbituva, vinculada ao Município de Ponta Grossa. Recebeu foros de cidade em 1910, passando a denominar-se apenas Imbituva, em 1929. O topônimo surgiu em virtude da existência de um rio com igual nome, junto à cidade. Aos habitantes do município dá-se o nome de imbituvenses. 
Gentílico: Imbituvense 
Formação Administrativa 
Freguesia criada com a denominação de Santo Antônio de Imbituva, pela Lei Provincial n.º 441, de 21 de fevereiro de 1876, subordinado ao município de Ponta Grossa. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santo Antônio de Imbituva, por Lei Provincial n.º 651, de 26 de março de 1881, desmembrado de Ponta Grossa. Sede na localidade de Campo do Cupim. Constituído do distrito sede. Instalado em 14 de junho de 1882. 
Elevado à condição de cidade, por Lei Estadual n.º 938, de 02 de abril de 1910. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 2.645, de 10 de abril de 1929, o município de Santo Antônio do Imbituva passou a denominar-se Imbituva. 
Por Lei Estadual n.º 2.757, de 31 de março de 1930, é criado o distrito de São Miguel do Pinho e anexado ao município de Imbituva. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 3 distritos: Imbituva, Natal e São Miguel do Pinho. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 6.667, de 31 de março de 1938, o distrito de São Miguel do Pinho passou a denominar-se simplesmente São Miguel. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Imbituva, Natal e São Miguel. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de São Miguel passou a denominar-se Apiaba e o de Natal a denominar-se Guamiranga. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Imbituva, Apiaba e Guamiranga. 
Pela Lei Estadual n.º 11.203, de 16 de novembro de 1995, desmembra do município de Imbituva o distrito de Guamiranga. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído de 2 distritos: Imbituva e Apiaba. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14 de maio de 2001.
Geografia
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 950 metros acima do nível do mar, o que a posiciona no Segundo Planalto Paranaense. 
Relevo
O relevo é predominantemente ondulado a suavemente ondulado, característico de áreas de transição de planaltos.
Solos
Os solos são de origem basáltica e sedimentar, com predominância de Latossolos e Cambissolos. São solos que exigem correção química para a agricultura de alta produtividade, mas que respondem bem à mecanização e ao plantio direto, favorecidos pela topografia ondulada.
Vegetação
A vegetação original era composta pela Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária), onde se destacavam o pinheiro-do-paraná e a imbuia. Hoje, restam fragmentos florestais preservados e áreas de reflorestamento de pinus e eucalipto, além das áreas convertidas em campos de lavoura.
Clima
Em Imbituva, o verão é longo, morno e úmido; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 28 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 31 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Imbituva e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do fim de outubro ao meio de dezembro. 
A estação morna permanece por 4,4 meses, de 21 de novembro a 2 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Imbituva é janeiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 19 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 14 de maio a 8 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 22 °C. O mês mais frio do ano em Imbituva é julho, com a mínima de 11 °C e máxima de 21 °C, em média. 
Economia
Imbituva é conhecida como um polo industrial têxtil no segmento de malhas, o que a faz conhecida como "Cidade das Malhas", com destaque para as peças em tricô, apresentando uma infinidade de modelos de peças de vestuário nas diversas malharias que compõem a Associação das Malharias de Imbituva. Um fator industrial que vem se destacando também em Imbituva, é o de calçados de segurança com bastante destaque dentro e fora do país, atualmente com 2 empresas nesse setor, empregando aproximadamente 1500 pessoas com emprego direto, ou indireto. 
Imbituva, conta hoje com aproximadamente 50 indústrias do ramo têxtil. As malharias surgiram há mais de 25 anos e cada vez mais estão ganhando espaço não só no Paraná, como também em outros estados. Elas geram atualmente mais de 500 empregos diretos e indiretos, envolvendo muitas vezes famílias inteiras. As indústrias estão em aperfeiçoamento contínuo, investindo em aquisição de equipamentos modernos para o setor têxtil, além de contar com profissionais de alta qualidade e vasta experiência no ramo. 
Existem micros, pequenas e grandes empresas que chegam a trabalhar com suas máquinas 24 horas por dia, para atender seus pedidos. A cidade de Imbituva compete em igualdade com as maiores potências no ramo têxtil. 
O turismo, baseado no comércio de seus produtos de malha também tem atraído um grande afluxo de pessoas de cidades paranaenses como Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Toledo, Cascavel e Foz do Iguaçu, incluindo também turistas de estados vizinhos, como Santa Catarina e São Paulo. Especial destaque para a Femai, Feira de Malhas de Imbituva, realizada pela Associação de Malharias de Imbituva, sempre no mês de abril, que chega a receber cerca de 40 mil pessoas. A feira é realizada a quase 30 anos. 
Desde 2005 Imbituva passou a ser um Arranjo Produtivo Local (APL) no setor têxtil, com reconhecimento e apoio do Governo do Estado. Existem planos para a instalação na cidade de uma escola técnica com a oferta de cursos na área da manufatura têxtil. Já conta com um centro comercial para reunir os produtos das malharias da cidade. 
Além da industrialização e comércio de produtos têxteis a economia do município de Imbituva é baseada na indústria madeireira, com destaque para o beneficiamento de madeiras e fabricação de móveis e utensílios deste material, segmento que gera mais de 20% do total de empregos entre a população economicamente ativa no município. 
No entanto é a agropecuária que responde ainda pela maior fatia do PIB do município, com destaque entre os produtos agrícolas para as lavouras de soja, milho, feijão, fumo e trigo. Destacam-se também os rebanhos suíno (corte) e bovino (gado de corte e leiteiro), os galináceos (em especial para produção de ovos) e a produção de mel de abelha. 
Destaque ainda para a produção de argila, produto da extração mineral empreendida por cerca de 14 estabelecimentos do município, especialmente dedicados à produção de cerâmica vermelha, como tijolos e telhas para a construção civil. 
Educação
Imbituva possui uma rede de ensino básica e média consolidada. Na área superior e técnica, o município conta com polos de educação a distância e parcerias com o Sistema S (SENAI/SEBRAE) para qualificar a mão de obra voltada à indústria têxtil e ao agronegócio, garantindo competitividade ao polo de confecções local.
Cultura
Imbituva é uma cidade formada por uma mescla de diversas etnias e tradições, que podem ser sintetizada na seguinte tripartite: europeus, africanos e indígenas. Dentre os europeus, como salienta Cleusi Bobato, consta-se que no final do século XIX "Imbituva recebeu dois grupos imigratórios em seu território: alemães e italiano". Embora em menor número, também vieram para a região eslavos (poloneses, ucranianos, russos e neerlandeses). Destes grupos, sobreviveu aspectos culturais relacionados a culinária, tal como o consumo de polenta, o nhoque e vinho. Também é evidente os traços de religiosidade europeia, sobretudo de influência protestante, visto a predominância da religião luterana e suas derivadas na localidade. 
Todavia, a região anteriormente já era ocupada pelos indígenas, com ênfase sobre os Kaingangues, os quais foram responsáveis por ensinar os primeiros imigrantes europeus no trabalho agrícola. Conforme esclarece Cleusi Bobato: "O primeiro desafio para esses imigrantes da Colônia Bella Vista consistia em aprender a lidar com a mata, como derrubá-la e como livrar-se dos troncos e galhos, para tornar o chão arável. Neste contexto, tiveram que aprender com os índios [...] Aprenderam a limpar o mato com foice [...] também o método indígena da coivara". Deste grupo, sobreviveram algumas práticas religiosas que foram assimiladas pelas benzedeiras, em particular, e de modo geral pela população que absorveu o conhecimento e o trato sobre ervas medicinais, mantendo suas hortas de remédios, que são comuns em todas as casas, mesmo na região urbana. Ainda, deste grupo foram absorvidas palavras, tal como se observa no próprio nome da cidade. 
Além disso, deve-se considerar que muito antes, a obra escrava tinha chegado a região, o que explica a presença negra na cidade até os dias atuais. Não se trata, portanto, de uma imigração tardia. Da junção entre tradições negras e indígena, desdobrou-se nos faxinais, os quais foram assimilados pelos imigrantes europeus. A cultura africana também foi assimilada na linguagem, na religiosidade, na culinária e na cultura de modo geral. 
Atualmente, pode-se considerar que a cidade de Imbituva é formada por uma cultura bastante plural, das quais se destacam os ativos movimentos musicais e culturais, tais como: o rock, o rap e a música caipira, os quais produzem uma musicalidade bastante peculiar da região. Em relação a cultura, desde meados da década de noventa, tem-se destacado na região a prática da capoeira. Esta arte marcial tem reunido em seu entorno praticantes e simpatizantes, os quais vivenciam a capoeira como um estilo de vida. Neste sentido, Jeferson Machado explica que: "desde a década de 1990, a capoeira passou, para além de uma prática esportiva, a alterar o cenário cultural da cidade, ocupando espaços como praças, escolas e as ruas dos bairros. A capoeira era - em alguns bairros - como, por exemplo, a Vila Zezo, mais visível que o próprio futebol. Era comum poder observar crianças e adolescentes praticando movimentos de agilidades nas ruas, praças e escolas". Estas gerações, ainda formado por crianças e jovens, serão essenciais para a ampliação da prática nas décadas seguintes. 
A capoeira - atualmente mantida pelos professores Josni Nogosek Ferreira dos Santos e Anderson Andrade, ambos do Grupo Guerreiro dos Palmares - possui uma longa linhagem em Imbituva e um estilo bastante próprio. Conforme a tradição, a capoeira chegou na cidade pela década de 1990 e foi gradualmente sendo assimilada pela população local. Segunda historiografia recente, a "capoeira chegou a Imbituva no inicio dos anos de 1990, quando passou pela cidade Mestre Luiz Baiano, que ensinou a capoeira para Valdecir Borgo", o qual foi um difusor da arte marcial na comunidade imbituvense. Em paralelo com Borgo, professor Daniel, ativista do movimento negro, candomblecista e jogador da capoeira angola, também ajudou na divulgação da capoeira. 
Desde o inicio da prática da capoeira em 1990, até os dias atuais, existiram cinco grupos de capoeira oficiais: Vôo Livre (grupo de Mestre Valdeci, já extinto), Salve Brasil (grupo criado pelo próprio professor Valdeci, tendo professor Daniel como Mestre, que também já é extinto), Berimbau de Prata (grupo de Mestre Samuca, que permanece ativo na cidade de Curitiba, tendo como liderança o Contramestre Jesus), ACAPRAS (grupo de Mestre Silveira) e Guerreiros dos Palmares (grupo de Mestre Pop, que é o atual grupo de capoeira na cidade). 
Transporte
O município de Imbituva é servido pelas seguintes rodovias: 
- BR-373, que passa por seu território, que liga BR-376 (em Ponta Grossa) a BR-277 (via Prudentópolis).
- BR-153, a "Transbrasiliana", no seu trecho União da Vitória a Jacarezinho (ligando Santa Catarina a São Paulo).
- PR-522, ligando a cidade a BR-487 (em Ivaí).
Turismo
O turismo em Imbituva é focado no comércio e na natureza:
- Turismo de Compras: A tradicional Feira de Malhas e as lojas de fábrica no centro da cidade são os grandes atrativos, especialmente nos meses de frio.
- Caminho da Madeira: O turismo histórico e cultural resgata a memória da extração madeireira.
- Recursos Naturais: Cachoeiras e áreas verdes em propriedades rurais oferecem potencial para o ecoturismo e o turismo rural.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark .