terça-feira, 27 de outubro de 2026

ITACARÉ - BAHIA

Itacaré é um município brasileiro do litoral do estado da Bahia. Itacaré é um famoso destino turístico localizado no litoral sul da Bahia, na Costa do Cacau, conhecido por unir praias paradisíacas e Mata Atlântica preservada. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 29.496 habitantes.
História
Por volta do ano 1000, a região foi invadida pelos tupis, que expulsaram os antigos habitantes, falantes de línguas do tronco linguístico macro-jê, para o interior do continente. No século XVI, quando os primeiros europeus chegaram à região, ela estava ocupada pela etnia tupi dos tupiniquins. No século XVI, o jesuíta Luís da Grã fundou uma capela dedicada a são Miguel. O jesuíta, então, batizou a povoação ao redor da capela como "São Miguel da Barra do Rio de Contas", juntamente com o município de Ubaitaba, que se chamava Itapira, sede do município de São Miguel da Barra do Rio de Contas.
A povoação foi elevada a sede de município em 1732 e Ubaitaba (até então denominada Itapira), tornou-se seu distrito, por obra de dona Maria Athaíde e Castro, a condessa do Resende, donatária da capitania de Ilhéus. O município passou a ter a sua designação atual somente em 1931.
Itacaré e Ubaitaba foram desmembradas pelo Decreto n.º 8.567, de 27 de julho de 1933.
Alguns eventos estatisticamente improváveis fizeram, de Itacaré, um lugar especial e com alto grau de preservação:
- tem uma formação geológica única no Nordeste brasileiro, com uma faixa costeira dotada de solo fértil e falésias rochosas, e por isso a Mata Atlântica avança até o mar.
- a cultura agrícola predominante foi o cacau em sistema de cabruca (um sistema ecológico de cultivo agroflorestal), que precisa da sombra da Mata Atlântica para ser plantado, ao contrário da cana-de-açúcar e do café, em que seria necessário devastar toda a mata.
- o município cresceu muito entre 1890 e 1940 graças ao cacau, mas, nos anos 1940, o porto da cidade assoreou e o lugar ficou isolado, visto que as estradas eram muito ruins. Esse isolamento dificultou o crescimento até a construção da Estrada Parque da Serra Ilhéus-Itacaré em 1998, a primeira estrada realmente ecológica do país.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Barra do Rio de Contas, em 1718. 
Elevada à categoria de vila com a denominação de Barra do Rio de Contas, em 27 de janeiro de 1732. Sede na antiga povoação de Barra do Rio de Contas. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 2 distritos: Barra do Rio de Contas e Faisqueira. 
Pelos Decretos Estaduais n.º 7.455, de 23 de junho de 1931 e n.º 7.479, de 08 de julho de 1931, transfere a sede de Barra do Rio de Contas para a povoação de Itapira, tomando esta denominação. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.850, de 16 de dezembro de 1931, a sede do município do distrito de Itapira para o de Itacaré. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Itacaré e Catulé. Não figurando o distrito de Faisqueira. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 3 distritos: Itacaré, Coronel Soares e São Miguel. Não figurando o distrito de Catulé. 
Pelo Decreto Estadual n.º 11.089, de 30 de novembro de 1938, o distrito de São Miguel passou a denominar-se Itaipava e o de Coronel Soares a denominar-se Poço Central. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, confirmado pelo Decreto-Lei Estadual n.º 12.978, o distrito de Itaipava passou a denominar-se Poiri. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Itacaré, Itaipava e Poço Central. 
Em divisão territorial datada 01 de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Itacaré, Poço Central e Poiri ex Itaipava. 
Pela Lei Estadual n.º 628, de 30 de dezembro de 1953, é criado o distrito de Lage do Banco ex ¬povoado, criado com terras desmembrada do distrito de Poiri e anexado ao município de Itacaré. Sob o mesma Lei, é criado o distrito de Taboquinhas ex povoado e anexado ao município de Itacaré. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 5 distritos: Itacaré, Laje do Banco, Poço Central, Poiri e Taboquinhas 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 1.579, de 15 de dezembro de 1961, desmembra do município de Itacaré os distritos de Poiri, Laje do Branco e Poço Central, para formar o novo município com a denominação de Aurelino Leal, ex Poiri. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Itacaré e Taboquinhas. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Origem do Nome
O topônimo "Itacaré" se originou do tupi antigo: significa "jacaré de pedra", através da junção dos termos itá (pedra) e îakaré (jacaré). 
O nome "Itacaré" carrega a poesia e a ancestralidade dos povos indígenas que originalmente habitaram a região. O termo tem raízes no tupi-guarani e faz referência às pedras ou rochas presentes no rio ou na costa, unindo significados associados à paisagem natural.
Geografia
A geografia de Itacaré é um verdadeiro espetáculo esculpido pela natureza. O relevo é predominantemente acidentado, composto por colinas, morros e vales cobertos por uma vegetação exuberante que desce até as areias douradas das praias. Com uma altitude baixa, o município desfruta de um clima tropical úmido, caracterizado por temperaturas quentes o ano todo e chuvas bem distribuídas que mantêm o verde intenso da floresta.
O solo, rico em nutrientes nas áreas de vale, sustentou historicamente a próspera cultura cacaueira. A vegetação original é um dos grandes tesouros de Itacaré: trechos preservados de Mata Atlântica de restinga e manguezais formam um ecossistema riquíssimo, que abriga espécies endêmicas de flora e fauna, além de garantir a pureza dos rios e cachoeiras que brotam por toda a região.
Clima
Em Itacaré, o verão é longo, de céu quase encoberto e morno; o inverno é curto, de céu quase sem nuvens e agradável. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 20 °C a 30 °C e raramente é inferior a 19 °C ou superior a 31 °C. 
A melhor época do ano para visitar Itacaré e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 4,1 meses, de 17 de dezembro a 20 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Itacaré é janeiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 20 de junho a 18 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Itacaré é julho, com a mínima de 20 °C e máxima de 26 °C, em média. 
Em Itacaré, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Itacaré começa por volta de 17 de abril e dura 6,2 meses, terminando em torno de 24 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Itacaré é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 24 de outubro e dura 5,8 meses, terminando em torno de 17 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Itacaré é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 66% do tempo. 
Economia
Itacaré é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. 
A principal fonte de economia da cidade é o ecoturismo, que responde por mais de 90% do seu produto interno bruto (PIB). Os principais segmentos turísticos trabalhados são ecoturismo, sol e praia, turismo de aventura e esportivo.
A economia local apoia-se em pilares dinâmicos: destaca-se fortemente no turismo internacional e ecológico, na prestação de serviços, no comércio, na pesca artesanal e na agricultura tradicional, com destaque contínuo para o cultivo do cacau fino e da agrofloresta sustentável.
De janeiro a julho de 2026, foram registradas 1,3 mil admissões formais e 1,3 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -77 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 134.
Até agosto de 2026 houve registro de 9 novas empresas em Itacaré, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 33 empresas.
Educação
Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias com instituições de pesquisa. A oferta de cursos voltados para o turismo sustentável, a gestão ambiental, a biologia, a administração e a pedagogia garantem que a juventude itacareense encontre ferramentas para inovar e liderar o desenvolvimento da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Itacaré é um convite apaixonante à aventura e ao descanso. As praias selvagens e preservadas — como a Ribeira, a Tiririca e a Engenhoca —, as trilhas ecológicas na Mata Atlântica e as belas cachoeiras, como a do Tijuípe, encantam visitantes do mundo todo. 
Principais pontos turísticos
- Praias de Surf e Natureza: destacam-se a Praia da Tiririca (foco do surfe), Praia da Concha (mar calmo perto da vila), Jeribucaçu e Engenhoca, muitas acessadas por trilhas na mata.
- Cachoeiras e Trilhas: a região oferece passeios ecológicos, banhos de rio e cachoeiras como a do Tijuipe.
- Vida Noturna: a famosa Rua da Pituba reúne bares, lojas e restaurantes com pratos da culinária baiana.
- Pôr do Sol: a Ponta do Xaréu é o ponto clássico para ver o entardecer no mar.
Cultura
A cidade transborda identidade: as manifestações afro-brasileiras, a capoeira, o ritmo do forró, as festas populares e a rica culinária baiana à base de frutos do mar e cacau mantêm viva a tradição de um povo acolhedor.
Esporte
No esporte, o município é uma verdadeira referência nacional e internacional. Itacaré destaca-se pelo surf de excelência, acolhendo etapas de campeonatos importantes devido às suas ondas perfeitas. Além disso, o incentivo ao ecoturismo, ao mountain bike, ao canoísmo no Rio de Contas e ao futebol amador movimenta a comunidade, promovendo a saúde, o lazer e a integração social entre moradores e visitantes.
A Praia da Tiririca já foi sede da etapa brasileira da Liga Mundial de Surfe. Ocorreu em 2013 e 2015 e retornou entre 2017 e 2019.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

CAETÉS - PERNAMBUCO

Caetés é um município brasileiro do estado de Pernambuco, situado no Agreste.
A localidade, desmembrada do município de Garanhuns em 1963, é conhecida por ser a terra natal do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Destaca-se na geração de energia eólica. Conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, a população de Caetés era de 30.571 habitantes.
História
A cidade de Caetés surgiu de um povoado fundado por Miguel Quirino dos Santos. Até 1938 a localidade chamava-se "São Caetano". Emancipou-se como município em 13 de setembro de 1963, desmembrando-se do município de Garanhuns.
Segundo o IBGE, "O nome da cidade de Caetés tem como origem uma imagem de São Caetano, comprada pelo sobrinho do fundador Miguel Quirino dos Santos. E originou-se do nome de um índio civilizado, Caetano, da tribo dos Caetés".
Formação Administrativa
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de São Caetano figura no município de Garanhuns. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei n.º 92, de 31 de março de 1938, o distrito de São Caetano passa a denominar-se Caetés. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o distrito de Caetés figura no município de Garanhuns. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Caetés, pela Lei Estadual n.º 4.987, de 20 de dezembro de 1963, desmembrado do município de Garanhuns. Sede no antigo distrito de Caetés. Constituído do distrito sede. Instalado em 18 de agosto de 1964. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2025.
Origem do Nome
Segundo o IBGE, "O nome da cidade de Caetés tem como origem uma imagem de São Caetano, comprada pelo sobrinho do fundador Miguel Quirino dos Santos. E originou-se do nome de um índio civilizado, Caetano, da tribo dos Caetés".
Outra versão aponta que a origem do nome "Caetés" carrega a ancestralidade e a poesia dos povos indígenas que outrora habitaram a região. O termo faz referência histórica à tribo dos caetés, grupo indígena que marcou a história colonial do litoral e cujos vestígios e memória batizaram a terra serrana.
Gentílico: Caeteense.
Geografia
O município localiza-se no Planalto da Borborema. A vegetação predominante é a caatinga hiperxerófila.
Caetés é formado pelo distrito sede e pelos povoados de Ponto Alegre, Atoleiro, Barriguda, Bastiões, Vila Araçá, Várzea Comprida, Várzea Suja e Queimada Grande.
A geografia de Caetés é um verdadeiro espetáculo típico das terras altas do agreste. O relevo é predominantemente acidentado, composto por serras, colinas e vales verdejantes que desenham paisagens de rara beleza cênica. Com uma altitude elevada, que ultrapassa os setecentos metros, o município desfruta de um clima tropical semiárido abrandado pela altitude, caracterizado por temperaturas agradáveis, noites frescas e um regime de ventos constantes que trazem um charme especial à região.
O solo, de boa fertilidade em diversas porções, sustenta uma agricultura tradicional e diversificada. A vegetação original mescla trechos de transição entre a caatinga arbórea e a mata serrana, abrigando nascentes e mantendo a biodiversidade local.
Clima
O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.[6] Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico inferior a 800 mm, o índice de aridez até 0,5 e o risco de seca maior que 60%.
Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), mostram que Caetés apresenta um clima com média pluviométrica anual de 758,4 mm sendo o mês de Julho com maior precipitação e menor temperatura média mensal com 17,9 ºC, e o mês de Dezembro o mês com a temperatura média mensal mais alta, com 22,3 ºC.
Em Caetés, o verão é longo, abafado, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, de céu quase sem nuvens e agradável. Durante o ano inteiro, o tempo é de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 31 °C e raramente é inferior a 13 °C ou superior a 33 °C. 
A melhor época do ano para visitar Caetés e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 5,5 meses, de 20 de outubro a 6 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Caetés é janeiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 7 de junho a 24 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Caetés é julho, com a mínima de 15 °C e máxima de 24 °C, em média. 
Em Caetés, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Caetés começa por volta de 28 de maio e dura 4,7 meses, terminando em torno de 19 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Caetés é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 19 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 28 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Caetés é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 60% do tempo. 
Economia
Caetés é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia local apoia-se em pilares sólidos: destaca-se fortemente na agricultura familiar — com o cultivo de milho, feijão, mandioca, algodão e hortaliças —, na pecuária leiteira de destaque regional, além de contar com um comércio local dinâmico e o setor de serviços.
Destaca-se na geração de energia eólica e na logística de transportes na região.
De janeiro a julho de 2026, foram registradas 248 admissões formais e 180 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 68 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 114.
Educação
Caetés compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento humano e a transformação social. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão, a pedagogia, a agronomia e a tecnologia garantem que a juventude caeteense encontre ferramentas qualificadas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Caetés é um convite apaixonante à contemplação das belezas naturais e à imersão cultural. As trilhas pelas serras, os mirantes com vistas panorâmicas deslumbrantes e a tranquilidade das praças e igrejas centenárias encantam os visitantes. 
Cultura
A cidade transborda tradição: as festas religiosas, as manifestações folclóricas, a música nordestina e a rica culinária regional mantêm viva a identidade de um povo acolhedor. Além disso, Caetés orgulha-se de sua relevância histórica nacional, sendo terra natal de figuras políticas de projeção mundial, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja trajetória de superação inspiração gerações.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos campeonatos locais e às práticas esportivas nas escolas e centros comunitários movimenta a sociedade, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

CLÁUDIO - MINAS GERAIS

Cláudio é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Localiza-se a uma latitude 20º26'36" sul e a uma longitude 44º45'57" oeste, estando a uma altitude de 832 metros. De acordo com estimativas do IBGE para o ano de 2025, sua população era de 31.936 habitantes. 
A cidade também é conhecida por ser a "cidade dos apelidos", pois a maioria de seus habitantes possui algum apelido. Possui uma área de 632,12 km².
A cidade ganhou projeção nacional em julho de 2014, após reportagem da Folha de S.Paulo denunciar que um aeroporto na cidade, localizado em fazenda de um parente de Aécio Neves, foi reformado em sua gestão como governador. Para a obra, foi alocada verba estadual de 14 milhões de reais. 
O então candidato confirmou a reforma e o uso do aeroporto, contudo, negou qualquer irregularidade na obra e desapropriação do terreno. O jornal informou ainda que a família de Múcio Guimarães Tolentino, tio-avô de Aécio e ex-prefeito do município, guardava as chaves do portão do aeroporto, sendo que para pousar ali, era preciso pedir autorização aos filhos de Múcio. 
História
Na época do Descobrimento do Brasil, a região onde se encontrava o município de Cláudio era povoada pelos índios Cataguás. 
Existem várias versões acerca da origem do município, sendo a mais conhecida delas a registrada na Enciclopédia dos Municípios brasileiros: “Os primeiros moradores da região datam de 1758, época em que aportaram na localidade duas famílias portuguesas, provavelmente em busca de ouro. Instalaram-se em barracas, às margens do córrego que, então, tomou o nome de Lavapés. 
Com o tempo, aos primitivos habitantes do local, foram se juntando outros, atraídos pelas notícias de fertilidades do solo e ricas minas auríferas no povoado denominado “Ouro Fala”. Afluíram então para a região famílias de localidades circunvizinhas e, como formavam clãs de certa linhagem, foram se entrelaçando com as primitivas pelo matrimônio, até que se formou uma sociedade relativamente bem organizada. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Aparecida do Cláudio, pela Lei Provincial n.º 913, de 08 de junho de 1858, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado ao município de Oliveira. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Aparecida do Cláudio, pela Lei Estadual n.º 556, de 30 de agosto de 1911, desmembrado de Oliveira. Sede na antiga vila de Aparecido do Cláudio. Constituído do distrito sede. Instalado em 21 de junho de 1912. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila de Aparecido do Cláudio é constituída o distrito sede. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 01 de setembro de 1920. 
Pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, o município de Aparecida do Cláudio passou a denominar-se Cláudio. Pela referida Lei Estadual acima citada, é criado o distrito de Itamembé (ex povoado de Cachoeira de Santo Antônio) e anexado ao município de Cláudio. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Cláudio, pela Lei Estadual n.º 893, de 10 de setembro de 1925. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Cláudio e Itamembé. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, o município de Cláudio adquiriu para o distrito sede de Cláudio parte do território do município de Itapecerica. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Cláudio e Itamembé. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o município de Cláudio adquiriu para distrito de Cláudio, parte do território do distrito de Marilândia, do município de Itapecerica. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Cláudio e Itamembé. 
Pela Lei Estadual n.º 336, de 27 de dezembro de 1948, o distrito de Itamembé tomou o nome de Monsenhor João Alexandre. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Cláudio e Monsenhor João Alexandre (ex Itamembé). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
A origem do nome "Cláudio" carrega uma história singular e popular muito querida pelos seus habitantes. Consta que, por volta de meados do século dezoito, com a chegada das primeiras famílias em busca de terras férteis e minas de ouro, um escravo chamado Cláudio, pertencente a um dos patriarcas locais, descobriu um ribeirão durante suas sondagens pelos arredores. O curso d'água passou a ser chamado de "Ribeirão do Cláudio", e com o passar do tempo o nome estendeu-se a toda a região.
Gentílico: Claudiense.
Geografia
A geografia de Cláudio é um verdadeiro espetáculo típico do relevo mineiro. As paisagens são compostas por mares de morros, colinas suaves e vales férteis que compõem cenários de rara beleza. Com uma altitude média que gira em torno de 830 metros, o município desfruta de um clima tropical de altitude, caracterizado por verões agradáveis e invernos com noites frias e revigorantes.
O solo, de excelente fertilidade em muitas de suas porções, sustenta tanto a atividade agrícola quanto a cobertura vegetal original, que se divide harmoniosamente entre os biomas do Cerrado e da Mata Atlântica. Essa transição ecológica garante a preservação de nascentes, córregos e uma biodiversidade rica que embeleza a zona rural do município.
Clima
Em Cláudio, a estação com precipitação é de céu encoberto e úmida; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 12 °C a 29 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 33 °C. 
A melhor época do ano para visitar Cláudio e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 2,3 meses, de 13 de janeiro a 22 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Cláudio é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 18 de maio a 30 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Cláudio é junho, com a mínima de 13 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Cláudio, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Cláudio começa por volta de 8 de abril e dura 6,1 meses, terminando em torno de 12 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Cláudio é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 12 de outubro e dura 5,9 meses, terminando em torno de 8 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Cláudio é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo. 
Economia
Cláudio é conhecida como o maior polo de fundições e metalúrgicas da América Latina, destacando-se na produção de peças de ferro fundido e móveis em alumínio.Cláudio é um município de pequeno porte econômico, porém apresentou um bom crescimento ao longo da primeira década de 2000, sendo que a variação da renda entre 2000 e 2010 foi de 76%, conforme indicado pelo mapa da miséria e da desigualdade econômica no Brasil. 
Devido a fertilidade do solo e suporte técnico, a produção cafeeira no município vem se destacando como um forte componente econômico. Há ainda um conjunto de cerca de 60 indústrias que integram o Parque Industrial Paulino Prado. A cidade é também conhecida por seu grande pólo de fundições e metalúrgica, um dos maiores do Brasil. Destacam-se a produção de móveis em alumínio, peças de ferro fundido e outros. O município conta com uma Cooperativa de Crédito e 6 agências bancárias: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, ING, Bradesco.
De janeiro a julho de 2026, foram registradas 4,1 mil admissões formais e 4 mil desligamentos, resultando em um saldo de 133 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 283.
Até agosto de 2026 houve registro de 44 novas empresas em Cláudio, sendo que 12 atuam pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (11). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 143 empresas.
Educação
Cláudio compreende com clareza que o conhecimento é a base mais sólida para o desenvolvimento humano e tecnológico. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a engenharia, a gestão industrial, a administração, a tecnologia e a pedagogia garantem que a juventude claudiense encontre ferramentas qualificadas para inovar e liderar o futuro do polo metalúrgico e da comunidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O município faz parte do circuito turístico Grutas e Mar de Minas.
O turismo em Cláudio é um convite apaixonante à contemplação da tranquilidade interiorana e à imersão na cultura mineira. As praças arborizadas, as igrejas seculares, os eventos tradicionais e a hospitalidade sem igual encantam os visitantes.
O município conta com atrativos naturais como a Cachoeira do São Bento e a Cachoeira Corumbá, além de belas paisagens da região. 
Cultura
Culturalmente, a cidade transborda tradição: as festas religiosas, a música, as manifestações artísticas e a inconfundível culinária mineira — repleta de sabores caseiros e afeto — mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos campeonatos locais, ao ciclismo e às práticas esportivas nas escolas e centros comunitários movimenta a sociedade, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

VALENTE - BAHIA

Valente é um município brasileiro, que fica localizado no estado da Bahia, mais precisamente no nordeste do estado. Segundo as estimativas do IBGE, em 2025, o município tinha uma população de 25.132 habitantes, numa área territorial de 394,876 Km². Sua altitude é de 358 metros em relação ao nível do mar, tendo sua sede à 238 km da capital. Valente está localizado no território do sisal, a qual é conhecida como "a capital do sisal". A área do município se divide sobre duas bacias hidrográficas, do Jacuípe e Paraguaçu.
História
A cidade, no começo do século XX, era uma imensa fazenda de gado. A origem do nome "Valente" deu-se por causa de um boi que se desgarrou do rebanho e morreu afogado ao cair dentro de uma cacimba, que passou a ser chamada de Caldeirão do Boi Valente. Assim, mudaram o nome da fazenda para "Boi Valente", e em 12 de agosto de 1958, quando o povoado, pertencente a Conceição do Coite, virou cidade, foi abreviado para "Valente". O "Caldeirão do Boi Valente" ainda resiste ao tempo, e está localizado numa propriedade particular, próxima ao centro da cidade. Atualmente, no calçadão, no centro da cidade, a história está resumida em uma pedra. No local encontra-se o primeiro imóvel comercial construído na cidade, quando ainda era vila.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Valente em 1900. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figurava no município de Conceição de Coité, o distrito de Valente. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955. 
Elevado à categoria município com a denominação de Valente, pela lei estadual, desmembrado de Conceição de Coité. Sede no atual distrito de Valente, ex povoado de Caldeirão do Valente. Assim permanecendo em divisão territorial até hoje.
Origem do Nome
A origem do nome "Valente" carrega a memória e a homenagem aos primeiros desbravadores e famílias que se fixaram na região no século dezenove, destacando-se pela coragem, bravura e resiliência diante dos desafios do sertão.
Geografia
A geografia de Valente é um verdadeiro espetáculo esculpido pela natureza no semiárido nordestino. O relevo é predominantemente plano e suavemente ondulado, recortado por vales e por elevações de altitude moderada que oferecem belas panorâmicas da região. Com uma altitude favorável, o município desfruta de um clima tropical semiárido, marcado por dias ensolarados e noites amenas, suavizadas por ventos constantes.
O solo, de característica arenosa e argilosa, é o grande berço da principal riqueza agrícola local. A vegetação original, composta por caatinga arbórea e trechos de transição, convive harmoniosamente com as imensas lavouras de sisal — planta altamente resistente à seca que se tornou o símbolo verde da economia e da paisagem valentense.
Clima
Em Valente, o verão é longo, abafado, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, seco, de céu quase sem nuvens, de ventos fortes e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 35 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Valente e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 6,1 meses, de 28 de setembro a 31 de março, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Valente é janeiro, com a máxima de 34 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 5 de junho a 18 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Valente é julho, com a mínima de 17 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Em Valente, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Valente começa por volta de 17 de maio e dura 5,2 meses, terminando em torno de 22 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Valente é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 22 de outubro e dura 6,8 meses, terminando em torno de 17 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Valente é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 64% do tempo. 
Infraestrutura
Valente possui um Hospital municipal de médio porte e postos de saúde. Na educação possui boas escolas estaduais como o Wilson Lins e o Colégio Estadual de Valente, entre as escolas particulares, possui o colégio Piaget, que está entre os melhores do estado da Bahia, e entre os 100 melhores de todo o Nordeste. No ensino superior possui a faculdade FATECBA e já sediou a FTC a distância. No lazer possui um grande ginásio poliesportivo, clubes sociais como o APAEB, AABB e Umburana, a cidade sempre celebra festas e shows importantes para a região, atraindo grande público, possui algumas praças importantes, como a Jazida, com arcos, quiosques, concha acústica e uma grande rocha no centro, a praça central possui pistas de skate, equipamentos de ginásticas para jovens e idosos e pistas de Cooper. Nos transportes, a cidade é cortada pela BA 416 e BA 120, possui uma pequena rodoviária, O açude municipal, localizado no oeste da cidade já teve projetos de urbanização para criação de uma grande orla, mas o projeto jamais saiu do papel. 
O principal povoado do Município é Itarerú. 
O Município possui os seguintes Distritos: Distrito de Santa Rita de Cássia (Lei Municipal 661/2015, publicada no Diário Oficial do Legislativo dia 22 de maio de 2015) e Distrito de Valilandia (Lei Municipal n.º 662/2015, publicada no Diário Oficial do Legislativo dia 22 de maio de 2015)
Economia
A economia do município é impulsionada pelo comércio local e por três grandes empregadores: A Prefeitura Municipal localizada no centro da cidade, duas indústrias de médio porte, sendo uma calçadista e a Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (APAEB), uma de suas atividades é a produção de fios naturais e tapetes e carpetes de sisal. Outras fontes de renda importantes é a agricultura familiar e o Sisal, planta que deu a Valente o título de capital mundial da fibra. A agave tem perdido seu espaço nas fazendas para outras produções por causa da baixa valorização dos seus derivados. Após a instalação de uma unidade produtiva de mel, na comunidade de Alagoinhas, a prefeitura de Valente incentivou mais uma fonte de renda que atende e mantém mais de 60 famílias.
Valente está na área de influência econômica de Feira de Santana, além do Sisal e da pecuária, a cidade possui o turismo de festejos populares, como o São João. Valente se destaca pela sua organização, limpeza pública, arborização, e por ter uma qualidade de vida superior à de cidades vizinhas. 
De janeiro a julho de 2026, foram registradas 775 admissões formais e 556 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 219 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 80.
Até agosto de 2026 houve registro de 4 novas empresas em Valente, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 10 empresas.
Educação
Em Valente, o conhecimento é considerado a semente mais sólida para a transformação social e o desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias com instituições de referência. A oferta de cursos voltados para a gestão, a pedagogia, a agronomia e a tecnologia garantem que a juventude valentense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Valente é um convite apaixonante à imersão na cultura sertaneja e na história do cooperativismo. Os roteiros rurais, a contemplação das paisagens de sisal e as visitas a iniciativas de economia solidária encantam os visitantes. 
Cultura
Culturalmente, a cidade transborda tradição: as festas populares, as manifestações folclóricas, a literatura de cordel, a música e a rica culinária regional mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
Valente possui um calendário esportivo movimentado. No futebol, que tem como principal palco o Estádio Municipal Evandro Mota Araújo (Evandrão), a principal competição é o Campeonato Valentense, realizado anualmente no primeiro semestre. Outra competição de destaque é a Copa de Integração Rural de Futebol Society. Destaque também para os jogos estudantis que envolvem praticamente todas as escolas do município em diversas modalidades, sendo realizado geralmente no início de agosto.
Valente também é destaque no automobilismo nacional, onde realiza todos os anos o Rally Rota Brasil (antigo Rally do Sisal), tradicional competição que faz parte do Campeonato Baiano e Brasileiro de Rally. Um dos destaques da cidade é o piloto Roberto Cunha, com seis títulos nacionais no currículo e etc. A cidade também possui o único Rally Parque do país, o PRO Rally Park. Um complexo Off Road com diversas pistas exclusivas para competições. Fica situado na BA 120, na rodovia que liga Valente a Santaluz.
Valente que tem parceria com o Instituto Fazer Acontecer (IFA), que trás varios beneficios no esporte aos povoados, e a sede.
A Seleção de Valente voltou a disputar em 2017 o Campeonato Baiano Intermunicipal de Futebol, que não disputava desde 2011.
Outros esportes bastante disputados pelo valentense são o futebol society, que conta com diversas competições, principalmente na Zona Rural, o Voleibol com uma equipe fantástica, que vem fazendo um lindo trabalho de educação e integração dos jovens valentenses e o futsal. Valente também conta com duas associações de Karatê, a Carcará de Valente, e a Dragões de Valente, além da Academia Montanha de Jiu-Jitsu. Já no atletismo, o ponto alto acontece no "Circuito de Corridas", realizado em três etapas no final do segundo semestre.
Contudo, em relação aos 'esportes de quadra', o que sempre teve maior destaque foi o handebol, tanto masculino quanto feminino, com excelentes atletas nos cenários regional e estadual.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

BARAÚNA - RIO GRANDE DO NORTE

Baraúna é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. Localiza-se a uma altitude de 94 metros, na latitude 05º04'48" sul e longitude 37º37'00" oeste, distante 309 quilômetros da capital por via rodoviária. Possui uma área de 825 km². Foi emancipado de Mossoró através da Lei Estadual n.º 5.107, de 15 de dezembro de 1981. Conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, sua população era de 28.415 habitantes.
História
Segundo moradores mais antigos existem três versões sobre a origem do nome Baraúna. Uma delas, é que, Mossoró (cidade vizinha), teve na época um herói por nome de Alexandre Baraúna, batizou-se o então vilarejo por Baraúna em sua homenagem. Uma segunda versão é defendida pelo historiador Luiz da Câmara Cascudo de que este nome veio devido a uma planta por nome de Ibiraúna, cujos moradores dizem que não existe e nunca existiu nos limites do município. Já os moradores defendem que Baraúna nasceu numa localidade que se chamava "Rancho do Sabiá" e, que servia de abrigo para os tropeiros que faziam o percurso Ceará para Mossoró, e estes repousavam sobre o frondoso pé de Sabiá.
A mudança do nome para Baraúna deu-se devido a um Preto Velho conhecido pela alcunha de Baraúna que, residindo em Mossoró, passava a maior parte do seu tempo nesta região dedicando-se à caça, uma vez que a mesma era farta, pois segundo os mesmos, existia em quantidade onças, porco-do-mato, tamanduás e outros. Em virtude do exposto, o Rancho do Sabiá aos poucos passou a ser chamado de "As terras de Baraúna".
Os primeiros moradores dessa localidade foram os senhores João Batista Dantas e Guilherme Freire. Estes construíram as primeiras casas e desenvolveram as primeiras atividades agropecuárias e outras. Com algumas famílias residindo no local, destacou-se particularmente uma, devido às suas condições financeiras, que aos poucos foram se apropriando de grandes quantidades de terra. Esta família era conhecida como "os Pachêcos" e eram do Ceará, o que veio a gerar conflitos entre essa família e os demais moradores, pois entendiam os demais, que os Pachêcos estavam entrando em terras baraunenses para registrá-las no Ceará.
No ano de 1935, o interventor do estado Rafael Fernandes Gurjão, atendendo a um pedido do Sr. João Batista Dantas, que viajou de Baraúna a Natal a pé, determinou a inspetoria de Fomento de Combate as Secas e, esta através do Pe. Mota, então Prefeito de Mossoró, perfurou o primeiro poço de Baraúna e este fez com que um maior número de pessoas construísse casas em volta desse poço, construindo-se assim um povoado, e o Sr. José Raimundo de Abreu foi um dos maiores incentivadores para o desenvolvimento dessa localidade. Já em 1940 intensificou-se a exploração da madeira, e da região, saiu milhares de dormentes e outras espécies, embora trabalhadas manualmente.
Através da Lei Municipal n.º 889, de 17 de novembro de 1953, foi criado o Distrito de Baraúna e foi escolhido para o Primeiro ¨subprefeito¨ não oficial o Sr. Francisco Leandro de Medeiros. Já na condição de Distrito de Mossoró, Baraúna toma impulso na Agricultura e seus principais produtos são: Algodão, Milho e Feijão, os quais permanecem até hoje acrescido do Melão, Melancia, Acerola, Caju e outros. Por meio de um plebiscito decidiu-se elevar o Distrito de Baraúna à categoria de município e, pela Lei Estadual de n.º 5.107, em 15 de dezembro de 1981, finalmente desmembrou-se de Mossoró. E, em 15 de novembro de 1982 Baraúna elege o Sr. José Holanda Montenegro casado com Raimunda da Silva Montenegro, para ser o seu primeiro Prefeito que ficou no cargo por seis anos. 
Gentílico: Baraunense.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Baraúna, pela Lei Estadual n.º 889, de 17 de novembro de 1953, subordinado ao município de Mossoró. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o distrito Baraúna figura no município de Mossoró. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada 01 de junho de 1995. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Baraúna, pela Lei Estadual n.º 5.107, de 15 de dezembro de 1981, desmembrado de Mossoró. Sede no antigo distrito de Baraúna. Constituído do distrito sede. Instalado em 31 de janeiro de 1983. 
Em divisão territorial datada de 18 de agosto de 1988, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2018.
Origem do Nome
A origem do nome "Baraúna" carrega a força e a ancestralidade da natureza que outrora cobria e ainda marca a região. O nome é uma homenagem à árvore baraúna, conhecida por sua madeira extremamente dura e resistente — a famosa madeira-de-lei —, que simboliza a solidez, a resistência e a longevidade do povo baraunense.
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, Baraúna pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Mossoró. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Mossoró, dentro da mesorregião do Oeste Potiguar. A área territorial é de 825,681 km², ocupando 1,5635% da superfície estadual. Baraúna dista 314 quilômetros (km) de Natal, capital do estado, e 2.303 km de Brasília, capital federal.[9] Limita-se a leste com Mossoró, a sul com Governador Dix-Sept Rosado e o estado do Ceará nas demais direções, sendo a norte com Aracati e a oeste com Quixeré e Jaguaruana.
O relevo de Baraúna, com altitudes de até duzentos metros, está inserido na Depressão Sertaneja, com terrenos planos ligeiramente elevados, formados durante a Idade Cretácea Superior, há cerca de oitenta milhões de anos. O território baraunense pertence à Formação Jandaíra, com a predominância de calcário, com exceção das partes nordeste e leste, que estão inseridas no Grupo Barreiras, formado por arenito e cascalho. O solo predominante é o cambissolo, com textura formada por argila, boa drenagem e nível de fertilidade de médio a alto, coberto por uma vegetação de pequeno porte, a caatinga, com espécies que perdem suas folhas na estação seca. 
Baraúna abriga a maior parte do Parque Nacional da Furna Feia, criado em 5 de junho de 2012 por decreto presidencial, na comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, e administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). É a primeira unidade de conservação do Rio Grande do Norte na categoria de parque nacional, com quase 8 500 ha de área. O parque possui a maior concentração de cavernas do Brasil, ultrapassando duzentas, e foi criado com o objetivo de preservar biodiversidade local, que possui catalogadas ao menos 105 espécies de plantas, 101 de aves, 23 de mamíferos e onze espécies de répteis. 
Hidrografia
O Município é cortado pelos riachos Cabelo Negro, Grande e Córrego de Pedras, Baraúna possui a maior parte do território (56,22%) inserido na faixa norte de escoamento difuso e o restante (43,78%) na bacia hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró. 
Clima
O clima é semiárido, com temperaturas elevadas e chuvas concentradas no primeiro semestre. 
Em Baraúna, o verão é árido, escaldante e abafado; o inverno é opressivo, com precipitação e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 36 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Baraúna e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 3,6 meses, de 2 de setembro a 20 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Baraúna é novembro, com a máxima de 36 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,2 meses, de 15 de março a 21 de junho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Baraúna é junho, com a mínima de 22 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Em Baraúna, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Baraúna começa por volta de 31 de maio e dura 4,8 meses, terminando em torno de 25 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Baraúna é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 25 de outubro e dura 7,2 meses, terminando em torno de 31 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Baraúna é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 69% do tempo. 
Desde 1962, de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Baraúna alcançou 147,5 mm em 23 de março de 2008. O recorde mensal pertence a abril de 1985, com 793,4 mm, enquanto o maior acumulado anual ocorreu no mesmo ano, com 2 662,2 mm.[15] Desde novembro de 2018, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN no município, a menor temperatura ocorreu na madrugada do dia 21 de agosto de 2019 (17 °C) e a maior na tarde de 29 de outubro de 2021 (38,9 °C).
Economia
A economia local destaca-se nacionalmente: é um dos maiores polos produtores e exportadores de frutas tropicais do Brasil, com ênfase na produção de melão e melancia de altíssima qualidade. Além da fruticultura irrigada, a extração de calcário e a exploração mineral, somadas à agricultura familiar e ao comércio local, impulsionam o desenvolvimento e geram empregos para a comunidade.
De janeiro a julho de 2026, foram registradas 1,4 mil admissões formais e 1,6 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -178 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 218.
Até agosto de 2026 houve registro de 8 novas empresas em Baraúna, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (3). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 39 empresas.
Educação
Baraúna compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o progresso sustentável e a inovação. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a agronomia, a gestão, a administração e a tecnologia garante que a juventude baraunense encontre ferramentas para liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Baraúna é um convite apaixonante ao ecoturismo e à aventura. As belas serras, as formações de cavernas e grutas calcárias atraem pesquisadores, espeleólogos e turistas em busca de paisagens únicas e contato com a natureza. 
A cidade se destaca pelo ecoturismo, abrigando centenas de cavernas catalogadas, como a Caverna Furna Feia (no Parque Nacional da Furna Feia), e locais com pinturas rupestres e paisagens marcantes como o Abrigo do Letreiro.
Cultura
A cidade transborda tradição: as festas religiosas, as manifestações folclóricas, a música e a rica culinária sertaneja mantêm viva a identidade de um povo acolhedor.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos campeonatos locais e às práticas esportivas nas escolas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 20 de outubro de 2026

CARINHANHA - BAHIA

Carinhanha é um município brasileiro localizado no oeste do estado da Bahia, às margens do Rio São Francisco, próximo da divisa com Minas Gerais. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 30.439 habitantes.
História
Após a invasão dos portugueses em terras antes nunca pisadas por homens brancos, isso em 22 de abril de 1500, no caso do Brasil, começaram efetivamente as ocupações dois anos mais tarde. O sistema de distribuição dessas terras, foi por um instrumento denominado Carta Régia. Assim conhecidas doze Capitanias Hereditárias e um sem número de Sesmarias, pedaço de terra de extensão indefinida, dentro das Capitanias, em que o sesmeiro deveria cumprir certas obrigações, como o envio de árvores de valor para a construção naval na metrópole. 
De posse destas Cartas Régias, duas famílias que se tornaram poderosas pela extinção de terras conquistadas e pelos currais de gado montados pelo interior, passaram a disputar com os índios confederados as terras do Vale do Rio São Francisco. 
A primeira, instalou o seu morgado no litoral baiano, formando a dinastia da Casa da Torre, dos Garcia d'Ávila. Mas a Casa da Torre, segundo Pedro Calmon, se distraiu e quando foi advertida, os Guedes de Brito já tinham montado oito curais de gado, no sertão da Bahia. 
O morgado dos Guedes de Brito, conhecido por dinastia da Casa da Ponte, tornou-se tão poderoso que os Garcia d'Ávila preferiam uma convivência pacífica a um enfrentamento belicoso. As duas Casas decidiram, então, repartir entre si a ocupação das terras do Sertão do São Francisco, considerando-se como os legítimos herdeiros dos despojos de uma guerra tida como justa. A guerra travada no Vale do São Francisco contra os nativos teria sido uma guerra contra pagãos, considerados bichos. 
No século XVII, essas terras já integravam a Sesmaria do Itapicurú e Rio São Francisco, doadas em conjunto ao Mestre de Campos, Antônio Guedes de Brito e Bernardo Vieira Ravasco, por volta do mês do agosto de 1693. 
Com Antonio Guedes de Brito, investido na patente de Mestre de Campos, coube desbravar o sertão do Vale do São Francisco. Segundo alguns historiadores, ele teria partido com duzentos homens rumo ao vale, mais teria sido morto, não completando a sua missão de 'pacificar' o vale, combatendo índios e negros aquilombados. Para o seu posto foi nomeado o General Mathias Cardoso de Almeida, o qual teria posto fim à desordem com um verdadeiro massacre de índios e negros. 
Entretanto, antes de morrer, Antônio Guedes de Brito, teria constituído Manoel Nunes Viana como procurador de suas duas filhas: Isabel e Joana Guedes de Brito. Coube a Manoel Nunes Viana estender os domínios dos Guedes de Brito, do Morro do Chapéu à Sabarabuçu, hoje Sabará, em Minas Gerais. 
Em 1709, foi fundada a vila de San Joze de Carunhenha, onde foi montado o seu quartel general. Em 17 de novembro, Manoel Nunes Viana seguiu para a Capitania de São Vicente, onde lutou na Guerra dos Emboabas, retornando em 1712, seguindo a rota do ouro pelo Rio das Velhas, afluente do São Francisco. Finalmente, a Sesmaria de São José de Carinhanha foi doada ao sesmeiro Athanásio de Siqueira Brandão. 
Formação Administrativa 
Segundo o livro Tombo do Arcebispado de Pernambuco, a Freguesia de São José de Carinhanha foi instalada por Portaria de 06 de agosto de 1806, quando pertencia à Diocese de Pernambuco, pelo Bispo Azeredo Coutinho. 
Por Decreto da Sagrada Congregação Consistorial de 25 de maio de 1854, mandado executar pelo Delegado Apostólico Martins Marini, a 01 de maio de 1855, foi esta Freguesia desmembrada da Diocese de Pernambuco e incorporada à da Bahia. 
Já no Catálogo Geral da Arquidiocese da Bahia, às fls. 57, vê-se que a Freguesia de São José de Carinhanha foi criada por carta Régia da Rainha Dona Maria I, a 29 de abril de 1779 e instalada a Paróquia pelo visitador Francisco José Correia por delegação do Bispo de Pernambuco, Dom Azeredo Coutinho. 
Outras informações dão conta de que foi desmembrada de Paracatu, Minas Gerais, em 06 de agosto de 1806. Colonizada pelo Bispo Azevedo Coutinho em 1804, sendo o primeiro Vigário o Padre Pedro Machado da Cruz Pereira. 
Em 1913, Carinhanha passou à categoria de Freguesia de São José de Carinhanha, pertencente à Comarca do Rio São Francisco, e foi elevada à categoria de vila em 20 de abril de 1832, sendo inaugurada em 1834. 
A emancipação do Município ocorreu em 17 de agosto de 1909, por força do Decreto Lei n.º 762, sendo desmembrada do município de Barra do Rio Grande.
Origem do nome
A origem do nome "Carinhanha" carrega a poesia e a ancestralidade indígena que marcam a região. O termo tem raízes em vocábulos tradicionais associados aos rios e à fauna local, fazendo referência às águas que serpenteiam a terra e à abundância de pescado.
Geografia
A geografia de Carinhanha é um espetáculo esculpido pela natureza. O relevo é predominantemente plano e suavemente ondulado, formado por vales férteis e extensas planícies aluviais margeando os grandes rios. Com uma altitude baixa, o município desfruta de um clima tropical semiárido, suavizado pela umidade trazida pelo Rio São Francisco, com temperaturas quentes e um regime de ventos constantes.
O solo, extremamente fértil nas áreas de várzea, sustenta uma agricultura rica e diversificada. A vegetação original mescla trechos de cerrado, caatinga e matas ciliares que protegem as margens dos rios e abrigam uma rica biodiversidade de fauna e flora.
Clima
Carinhanha sofre influência da massa Equatorial Continental (Ec) no sentido leste para oeste, variando de 700 mm (Calha do Rio São Francisco) a 1.600mm na fronteira ocidental. Possui uma distribuição desigual durante o ano, pois seu período de chuva se concentra entre novembro e março, com índice pluviométrico anual de cerca de 750 milímetros (mm). Os meses de junho a agosto são secos, podendo o índice chegar a zero. O risco de seca é de médio a alto. O efeito de continentalidade determina a maior amplitude térmica média anual do estado da Bahia.
Em Carinhanha, a estação com precipitação é de céu encoberto e abafada; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 36 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 39 °C. 
A melhor época do ano para visitar Carinhanha e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao início de outubro. 
A estação quente permanece por 1,6 mês, de 7 de setembro a 26 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Carinhanha é outubro, com a máxima de 36 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,1 meses, de 27 de novembro a 31 de janeiro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Carinhanha é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 32 °C, em média. 
O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 130,5 milímetros (mm) em 3 de dezembro de 1985. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 126,7 mm em 9 de março de 2020, 119,9 mm em 16 de novembro de 1998, 115,9 mm em 9 de novembro de 2011, 101,5 mm em 16 de janeiro de 2002, 101,3 mm em 20 de novembro de 2016 e 100,2 mm em 25 de novembro de 2011. Janeiro de 2016, com 625,1 mm, foi o mês de maior precipitação, superando o antigo recorde de 427,1 mm em fevereiro de 2007.
Em Carinhanha, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Carinhanha começa por volta de 25 de abril e dura 5,8 meses, terminando em torno de 19 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Carinhanha é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 19 de outubro e dura 6,2 meses, terminando em torno de 25 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Carinhanha é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo. 
Economia
Carinhanha é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia local apoia-se em pilares fundamentais: destaca-se na agricultura irrigada e familiar nas várzeas do São Francisco, na pecuária extensiva, na pesca artesanal, além de contar com um comércio local dinâmico e o setor de serviços.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 101 admissões formais e 77 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 24 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -11.
Educação
A educação em Carinhanha está baseada em que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento humano e social. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a agronomia, a gestão, a pedagogia e a tecnologia garantem que a juventude carinhanhense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Carinhanha é um convite apaixonante à contemplação e ao lazer. As belas praias fluviais que se formam às margens do Rio São Francisco durante a época de seca, os passeios de barco e a observação do pôr do sol encantam os visitantes. 
Cultura
Culturalmente, a cidade está baseada em suas tradições, com as festas populares, as manifestações folclóricas, as cantorias de viola e a rica culinária à base de peixes do rio mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos campeonatos locais e às práticas esportivas nas praias e centros comunitários movimenta a população, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

MIRANDA DO NORTE - MARANHÃO

Miranda do Norte é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 24.373 habitantes.
A exemplo de Santa Rita e São Mateus do Maranhão, que foram emancipados em 1961, Miranda do Norte, primitivamente denominado Miranda, foi um povoado que surgiu a partir da construção da BR-135 que conseguiu ser elevado à condição de município.
Localizado a 124 Km de São Luís, tornou-se parada obrigatória de veículos de carga e passageiros, o que foi de fundamental importância para o desenvolvimento de seus setores de comércio e serviços, principalmente restaurantes, pousadas e postos de abastecimento de combustíveis. Ainda que estivesse mais próximo de Arari, pertencia a Itapecuru quando conquistou sua autonomia, pela Lei n.º 4.866, a 15 de março de 1988. 
O município é sede da Região de Planejamento dos Eixos Rodoferroviários.
A Usina Termelétrica Gera Maranhão fica localizada no município.

História
Origens do município
Século XVII

A área era habitada pelos indígenas provavelmente da mesma etnia que ocorria na região, nas margens do rio Itapecuru, os Tapuias/Uruaitis e Barbados… Posteriormente houve a chegada de portugueses pelo litoral no século XVII, fundando e povoando através de correntes agrícolas, pastores e os padres jesuítas a cidade de Icatu e depois Rosário, e somente algumas décadas depois já no século XVIII, expandiram para o interior através dos rios Itapecuru, Mearim e outros, começando a fundação e povoação de outras cidades, como Itapecuru Mirim, Anajatuba, Arari, Cantanhede, e Pirapemas…
A história de Miranda se entrelaça a de Itapecuru Mirim, pois a região pertencia a Itapecuru Mirim quando está se tornou vila.
Século XVIII
Porém a terra onde hoje é Miranda do Norte, era identificada pelo nome de “Jundiai” pela existência de um afluente do rio Itapecuru de mesmo nome. 
Essa área era propriedade do português Manoel Barbosa de Miranda, que nunca habitou nessa propriedade. 
Pela existência de olhos d’água do riacho Jundiaí a propriedade foi posteriormente identificada como Olhos D’água de Miranda em alusão a seu proprietário. Ficando de fato conhecida como terras de Miranda. 
Século XIX
Com o falecimento do português, a viúva Maria Sabina Barbosa de Miranda, no século XIX, vendeu as terras ao Capitão e Alferes José Clementino Bezerra, que logo mudou-se trazendo consigo a sua família, fixando as suas casas nas proximidades do Igarapé do Uh, iniciando ali o primeiro núcleo familiar que deu origem ao povoado Miranda, pertencente ao município de Itapecuru Mirim. Além de desenvolverem a agricultura familiar, introduziram a pecuária na região. 
Com o falecimento do patriarca, Capitão José Clementino Bezerra o seu filho mais velho, Raimundo Abraão Bezerra (atual nome do palácio municipal), tornou-se seu sucessor que juntamente com seus outros irmãos, entre eles Francisco Alexandrino Bezerra e José Mariano Bezerra deram início ao povoamento e urbanização do núcleo familiar, criando a primeira escola sendo um dos primeiros sinais de desenvolvimento que passou a constitui-se mais tarde numa região atrativa para os habitantes de áreas vizinhas, provocando um aumento em seu contingente populacional. 
Século XX
A sua posição geográfica entre Itapecuru Mirim e Arari, longe de possíveis enchentes e alagamentos causados pelos rios Itapecuru e Mearim e situada ás margens de duas importantes rodovias federais construídas já no século XX, as BR-135 ligando-a a Capital São Luís e ao sul do estado, e a BR-222 ligando-a a baixada maranhense, estimulou esse crescimento e diversificando suas atividades econômicas, além de possibilitar um maior intercâmbio cultural, que tiveram papéis decisivos em seu processo de emancipação política.
O destino desta terra começou a mudar no dia 13 de maio de 1982, pois começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, projeto de n.º 36, o qual tratava da emancipação política do povoado de Miranda, uma antiga luta das lideranças políticas locais. No dia 31 de janeiro de 1988, foi realizado plebiscito para a escolha do novo nome da cidade, o povo teve que escolher entre: “Miranda do Norte, Miranda dos Bezerras ou Olhos D’água de Miranda”, tendo sido escolhido através do voto direto o nome atual da cidade: Miranda do Norte, a terminologia “Norte” foi acrescida para diferenciar de um outro município do mesmo nome no estado de Mato Grosso do Sul. No dia 15 de março do mesmo ano, foi promulgada pela Assembleia Legislativa a Lei nº 4.866, tornando o povoado de Miranda em cidade, a Ata de instalação, ou seja, a certidão de nascimento do novo município foi lavrada na sede da igreja batista local, no dia 29 de maio daquele ano.
O aspecto político da cidade mudou com sua emancipação, pois a sede do governo municipal já não pertencia à cidade de Itapecuru Mirim, tendo sido transferido para as fronteiras do agora município de Miranda do Norte. Com a ruptura do poder foi nomeado pelo Governador do estado, Epitácio Cafeteira, o senhor Walter Bezerra Barros, como interventor, o qual permaneceu no poder até a realização das primeiras eleições, que aconteceu ainda no ano de 1988, da qual saiu-se vencedor o eleito primeiro prefeito pelo voto direto do povo, Luís Albuquerque Pereira Bonfim, pertencente ao PFL (Partido da Frente Liberal), permanecendo no poder nos anos de 1989 a 1992.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Miranda do Norte, pela Lei Estadual n.º 4.866, de 15 de março de 1988, desmembrado de Itapecuru-Mirim e Arari. Sede no atual distrito de Miranda do Norte, ex povoado de Miranda do município de Itapecuru-Mirim. Instalado em 01 de janeiro de 1989. 
Em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Gentílico: mirandense-do-norte.
Origem do Nome
A origem do nome "Miranda do Norte" carrega uma homenagem histórica muito significativa: o nome foi dado em reconhecimento a ilustres pioneiros e famílias tradicionais que desbravaram e impulsionaram o povoamento local, somado ao complemento "do Norte" para identificação geográfica no cenário estadual.
Geografia
A posição geográfica de Miranda do Norte é bastante privilegiada, por se encontrar no eixo de duas importantes rodovias, a BR-135 e a BR-222, que possibilita melhor intercâmbio comercial, visto constituir-se, naturalmente um entreposto comercial de produtos agrícolas e manufaturados, destinados ao mercado interno e externo da região.
A geografia de Miranda do Norte é marcada por um relevo predominantemente plano e suavemente ondulado, típico da transição entre a baixada maranhense e o interior do estado. Com uma altitude baixa, o município desfruta de um clima tropical quente e úmido, caracterizado por temperaturas elevadas durante boa parte do ano e um regime de chuvas bem definido que renova as energias da vegetação a cada estação.
O solo, fértil em várias porções, sustenta uma agricultura tradicional e diversificada. A vegetação original, que mesclava trechos de matas secundárias, capoeiras e vegetação típica de transição, convive harmoniosamente com áreas de cultivo e pastagens, mantendo a biodiversidade e os recursos hídricos da região.
Localização
O município situa-se na micro região de Itapecuru, que por sua vez é parte da meso-região Norte-maranhense. Encontra-se situado no segundo fuso horário brasileiro, estando atrasado 03 horas em relação ao Meridiano de Greenwich. Sua latitude varia entre 3° e 4° e a longitude entre 44° e 45°.
Área
O município possui uma área de 341,107 km², incluindo terras desmembradas de Itapecuru-Mirim e Arari. O ponto mais alto do município alcança 90 metros e o mais baixo chega a 15 metros.
Clima 
O município localiza-se em uma região bastante fértil, por se encontrar entre as bacias dos rios Mearim e Itapecuru, apresentando clima do tipo tropical úmido, que é dominante em todo o estado. A temperatura média anual é de 26°C e o índice pluviométrico varia de 1.400 a 1.600 mm anuais.
Economia
Miranda do Norte é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia local apoia-se em pilares dinâmicos: destaca-se fortemente no setor de comércio e serviços — impulsionado pela privilegiada localização logística —, além da agricultura familiar, da pecuária de pequeno e médio porte e da prestação de serviços à microrregião.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 256 admissões formais e 269 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -13 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 101.
Até julho de 2026 houve registro de 8 novas empresas em Miranda do Norte, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 34 empresas.
Educação
Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão, a pedagogia, a administração e a tecnologia garantem que a juventude mirandense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Miranda do Norte é um convite apaixonante à contemplação da vida interiorana e à vivência comunitária. Os eventos festivos, as praças arborizadas e a hospitalidade nas conversas de calçada encantam os visitantes que buscam autenticidade. 
Cultura
A cidade transborda tradição: as festas religiosas, as manifestações folclóricas, as celebrações juninas e a rica culinária maranhense mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos campeonatos locais e às práticas esportivas nas escolas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .