Ruy Barbosa é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado na região da Chapada Diamantina, na Microrregião de Itaberaba e na Mesorregião do Centro-Norte Baiano, a uma altitude de 368 metros. A cidade está aos pés da Serra do Orobó (950 m), já utilizada como rampa de asa delta e para a prática do ecoturismo. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 29.590 habitantes. Conhecida como a cidade da carne de sol, possui mais de 30 mil habitantes e sua economia está ligada ao polo industrial de calçados existente no município, à mineração (sobretudo de granito) e à agropecuária, com destaque ao gado de corte. Possui uma área de 2.137,27 km². A história do município remonta ao século XVII, quando a região era alvo de trabalhadores do sertão baiano em busca de ouro. Este legado histórico confere à cidade uma identidade histórica, mantendo vivas as suas tradições e patrimônios culturais. A vila do Orobó foi criada em 1914 e elevada à categoria de cidade em 1922, com o nome atual, em homenagem ao ilustre jurista baiano Ruy Barbosa. O Conjunto Arquitetônico Ruy Barbosa foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) em 2002, através do Processo n.º 017. O tombamento compreende os logradouros: Rua J.J. Seabra, Praça Aminta Brito, Praça Dr. Claudionor B. Oliveira, Praça Santa Tereza, Praça Adalberto Sampaio, Rua Allan Kadec, Rua Navarro Lefunde e Rua Tiradentes. História do município Primórdios Os primeiros habitantes da região de Ruy Barbosa foram os indígenas maracás, que, no século XVII, desciam a Serra do Orobó para atacar o Recôncavo Baiano. Isso levou à intervenção dos bandeirantes paulistas, dentre os quais Braz Rodrigues de Arzão, que, chegado a Salvador em agosto de 1671, logo se transferiu para Cachoeira, onde instalou o quartel-general para lutar contra os maracás que atacavam a região do Recôncavo. Derrotados e subjugados, os indígenas se dispersaram pelas matas do sul da capitania. Mais tarde, após o extermínio, aprisionamento ou expulsão dos indígenas, a região de Ruy Barbosa foi integrada à Casa da Ponte, de Antônio Guedes de Brito, e foi colonizada por fazendas de criação de gado. Em 1769, o conselheiro Joaquim Inácio da Cruz e sua sogra Maria da Encarnação Correia tomaram posse de 12 sesmarias na freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira e compreendidas entre os rios Capivari e das Piranhas e as serras do Orobó e do Tupim, pertencentes anteriormente aos Guedes de Brito, ganhas em litígio judiciário. Em 1772, Gaspar de Araújo Pinto adquiriu o sítio de Joaquim e Maria e, com a sua morte, com inventário julgado em 1778 em Cachoeira, as terras foram divididas entre a viúva, Dona Inês Maria de Oliveira, e os cinco filhos, sendo cedida a viúva a fazenda “Orobó Grande”. Posteriormente, com a edificação de uma capela e com um pouso para os viajantes que se dirigiam à Chapada Diamantina, formou-se a povoação de Orobó Grande, na fazenda de mesmo nome. Posteriormente, a Lei Provincial n.º 2.476, de 26 de agosto de 1884, elevou a povoação à categoria de freguesia, com o nome de Santo Antônio dos Viajantes do Orobó Grande, sendo subordinada a Itaberaba e instalada em 11 de janeiro do ano seguinte, com a posse do primeiro vigário, padre Pedro Ventura Esteves. A Fazenda Orobó foi vendida a Antônio Francisco Pamponet, que passou a sisa em Camisão, em 25 de agosto de 1858, e por morte deste e de sua esposa, os filhos a dividiram, vendendo a diversos compradores. Séculos XX e XXI Com o gradual desenvolvimento da freguesia, esta foi elevada à categoria de vila, com o nome de Orobó, pela Lei n.º 1.022-A, de 25 de junho de 1914, sendo instalada em 6 de outubro do mesmo ano. Posteriormente, em 28 de agosto de 1922, por meio da Lei n.º 1.601, a vila de Orobó foi elevada à categoria de cidade, com o nome de Ruy Barbosa, em homenagem ao ilustre jurista baiano Pelo Decreto n.º 7.909, de 31 de dezembro de 1931, foram criados os distritos de Lajedinho e Morro das Flores. Nas divisões administrativas conseguintes, o município é formado pelos distritos de Ruy Barbosa (sede), Lajedinho, Morro das Flores e Paraíso. Em 1º de junho de 1944, o distrito de Paraíso passou a se chamar Tapiraípe. Em 1962, o distrito de Lajedinho foi emancipado e tornou-se município. Atualmente o município de Ruy Barbosa compõe-se dos distritos Sede, Santa Clara e Tapiraípe (Paraíso), povoados de Riacho Dantas, Zuca, Morro das Flores, Caldeirão do Morro, Humaitá e Nova Conquista (Colobró). No século XX, a cidade era servida por ferrovia que se interligava a São Paulo, via Monte Azul e Belo Horizonte, a Salvador via Iaçu e Cachoeira e a Juazeiro. Trens de passageiros e de carga circularam de 1951, quando foi inaugurada a estação ferroviária de Morro das Flores, até 1978, quando foi extinto o “Trem da Gota”, o último trem de passageiro. O ramal Iaçu/Senhor do Bonfim foi extinto oficialmente em 1994. Formação Administrativa Em 1884, foi essa povoação elevada à freguesia com a denominação de Santo Antônio dos Viajantes do Orobó Grande. Recebeu sua autonomia administrativa em 25 de junho de 1914, tendo comemorado em 1964 o seu meio século de existência. Foi, também, conhecida por Santo Antônio dos Navegantes do Orobó Grande e simplesmente Orobó. Passou a atual denominação, ao ser elevada a sua sede à categoria de cidade, em 1922. A Lei Provincial n.º 2.476, de 26 de agosto de 1884 criou o distrito de paz de Orobó Grande. Com sede nesta povoação e território desmembrado do de Itaberaba, foi criado o Município de Orobó, pela Lei Estadual n.º 1.022-A, de 25 de junho de 1914, ocorrendo sua instalação a 6 de outubro do mesmo ano. Por efeito da Lei Estadual n.º 1.601 de 28 de agosto de 1922, a sede municipal adquiriu foros de cidade sob o topônimo de Ruy Barbosa que foi estendido ao Município, em virtude da Lei n.º 1.637, de 13 de agosto do ano seguinte, em homenagem ao grande jurista. Em 1962, o Município de Ruy Barbosa perdeu o distrito de Lajedinho, para formar o novo Município deste nome. Ruy Barbosa compõe-se de 3 distritos: o da sede, Morro das Flores e Tapiraípe. O Decreto-Lei Estadual n.º 512, de 19 de junho de 1945, criou a comarca, abrangendo os termos de Ruy Barbosa e Macajuba, desligados, respectivamente, das comarcas de Itaberaba e Mundo Novo. Posteriormente, o termo de Macajuba foi desanexado ficando a comarca de Ruy Barbosa constituída apenas pelo termo de igual nome. É comarca de 2.ª entrância. Origem do Nome A mudança do nome original "Orobó" para "Ruy Barbosa" ocorreu no ato de sua emancipação, em 1922. Trata-se de uma homenagem ao jurista, político e diplomata baiano Ruy Barbosa de Oliveira (1849–1923), conhecido como a "Águia de Haia". A escolha do nome refletia o desejo da elite local da época de associar o novo município aos ideais de intelectualidade e justiça defendidos por um dos maiores brasileiros de todos os tempos. Geografia Localizada na bacia do rio Paraguaçu, está localizada a 308 km da capital estadual, Salvador. A geografia de Ruy Barbosa é definida pela transição ambiental, o que a torna um laboratório natural de biodiversidade. Altitude A altitude média do município é de 368 metros na sede; cumes chegam a quase 900 metros. Clima O clima de Ruy Barbosa é do tipo Semiárido (BSh) a Tropical de Altitude nas áreas serranas. Em Ruy Barbosa, o verão é longo, quente, de céu quase encoberto e úmido; o inverno é curto, seco, de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 34 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 37 °C. As melhores épocas do ano para visitar Ruy Barbosa e realizar atividades de clima quente são do fim de abril ao meio de julho e do meio de agosto ao fim de outubro. A estação quente permanece por 6,0 meses, de 25 de setembro a 24 de março, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Ruy Barbosa é novembro, com a máxima de 34 °C e mínima de 21 °C, em média. A estação fresca permanece por 2,3 meses, de 4 de junho a 15 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Ruy Barbosa é julho, com a mínima de 17 °C e máxima de 29 °C, em média. Em Ruy Barbosa, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Ruy Barbosa começa por volta de 9 de maio e dura 5,4 meses, terminando em torno de 23 de outubro. O mês menos encoberto do ano em Ruy Barbosa é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 23 de outubro e dura 6,6 meses, terminando em torno de 9 de maio. O mês mais encoberto do ano em Ruy Barbosa é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 69% do tempo. Relevo O relevo é acidentado, dominado pela Serra do Orobó (Cadeia do Espinhaço). Solos No município encontram-se Latossolos nas baixadas e solos litólicos (rasos e pedregosos) nas encostas. Vegetação A vegetação é um dos grandes atrativos. Nas áreas baixas, predomina a Caatinga arbustiva. No entanto, nas encostas e topos da Serra do Orobó, ocorre um fenômeno raro: a presença de Mata Atlântica de altitude (Mata de Encosta), que sobrevive devido à umidade retida pelas montanhas, abrigando orquídeas e fontes de água cristalina. Economia Ruy Barbosa é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico. A economia de Ruy Barbosa é uma das mais equilibradas do interior baiano, sustentada por um tripé sólido. O município abriga uma unidade da fábrica de calçados Pegada, que é a maior empregadora da região, gerando milhares de empregos diretos e transformando a dinâmica social da cidade. A criação de gado de corte e leite é tradicional. Na agricultura, o município destaca-se pela produção de milho, feijão e, recentemente, pelo cultivo de frutas cítricas. O comércio local é forte e atende não apenas a sede, mas uma vasta zona rural e distritos vizinhos, sendo o principal centro de abastecimento de couro e artigos de sapataria da microrregião. De janeiro a março de 2026, foram registradas 367 admissões formais e 225 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 142 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 336. Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Ruy Barbosa, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, também não houve novos registros. Educação Ruy Barbosa atua como um polo educacional para as cidades vizinhas. O município conta com polos de Educação a Distância (EaD) de grandes instituições, como a UNIFACS e a Estácio, além de parcerias com o governo estadual para cursos técnicos. Muitos estudantes também se deslocam para Itaberaba, que abriga o campus da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), fortalecendo a formação acadêmica em áreas de gestão, pedagogia e saúde. Turismo Ruy Barbosa é um paraíso para os amantes do ecoturismo e dos esportes de aventura. Ecoturismo A Serra do Orobó é o principal cartão-postal. Trilhas que levam ao "Pico do Mirante" oferecem vistas panorâmicas de tirar o fôlego. A área é muito procurada para a observação de aves e para o estudo da flora local. Cultura O município preserva tradições centenárias. O São João de Ruy Barbosa é uma das festas mais tradicionais do estado, mantendo o forró "pé de serra" e as quadrilhas. O Carnaval de Ruy Barbosa também possui relevância histórica, sendo um dos mais antigos do interior da Bahia. Esporte Esporte de Aventura Devido ao seu relevo e condições de vento, a cidade é uma referência nacional para a prática de Voo Livre (Parapente e Asa Delta). Além disso, o montanhismo e o ciclismo de trilha (MTB) são atividades constantes que atraem atletas de todo o país para a Serra do Orobó. Futebol A paixão local pelo futebol é manifestada no Estádio Municipal Sacramento Neto, onde competições amadoras mobilizam toda a cidade. A cidade possui uma tradição de times amadores fortes que competem em nível regional, mantendo viva a rivalidade saudável com cidades vizinhas do Vale do Jaguaribe. O ciclismo de aventura também tem ganhado adeptos, aproveitando as trilhas planas dos tabuleiros. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
Nerópolis é um município brasileiro do estado de Goiás. Sua população estimada em 2025, segundo o IBGE era de 34.273 habitantes. A cidade já foi considerada a "capital do alho do estado". Como algumas cidades goianas, Nerópolis possui boa localização, típica para o desenvolvimento industrial. Hoje, possui várias empresas alimentícias, sendo a principal delas a gigante Heinz, antiga Quero Alimentos.[7] Também se destaca pela grande produção de doces, sendo chamada também como a "Cidade Goiana do Doce". No esporte pode se citar atletas conhecidos nacionalmente como o jogador de futebol Donizete Castro de Araújo (ex Vila Nova, Ponte Preta, Juventude, Al-Khaled, Figueirense, Rio Branco de Americana, América de Natal, Goiânia e Anapolina), o triatleta Santiago Ascenço, além de Ronaldo de Castro, jogador de futebol, ídolo do Goiás E.C, vice campeão da Copa do Brasil de 1990. História A região foi desmembrada do município de Pirenópolis, em 1892, passando a pertencer a Santana das Antas (atual Anápolis). Em 1894, Joaquim Taveira, estabeleceu-se com sua família nas proximidades do Ribeirão Capivara, com um acampamento, passando da derrubada das matas para o cultivo de produtos agrícolas. Para a colonização do lugar, contou com o apoio de famílias que o acompanharam. O lugarejo nascente ficou conhecido como Matinha dos Taveiras. Em 1898, por sugestão de Fulgêncio Taveira, filho do fundador, o topônimo foi mudado para Campo Alegre, coerente aspecto da região após o devastamento da floresta. Em 1904, o povoado passou à condição de Vila. Extinta em 1913, foi restabelecida em 1918, com a denominação de Cerrado, topônimo alterado, em 1930, para Nerópolis em homenagem ao senador Nero Macedo. Formação Administrativa Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Anápolis o distrito de Nerópolis. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Nerópolis permanece no município de Anápolis. Elevado à categoria de município com a denominação de Nerópolis, pela Lei Estadual n.º 104, de 03 de agosto de 1948, desmembrado de Anápolis. Sede no antigo distrito de Nerópolis. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1949. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017. Origem do Nome A mudança de "Campo Limpo" para Nerópolis carrega uma homenagem política e pessoal. O nome Nerópolis é uma junção do nome Nero com o sufixo grego pólis (cidade). Trata-se de uma homenagem ao Senador Nero Macedo, um político influente na época que prestou relevantes serviços para o desenvolvimento da região e para a consolidação do município. Geografia Localização Nerópolis está localizado no coração de Goiás, próximo às principais cidades do estado (Goiânia e Anápolis), e é cortado pela rodovia GO-080, com ligação ao norte pela BR-153 no sentido norte nordeste brasileiro. Nerópolis repousa sobre o Planalto Central Brasileiro, apresentando características típicas do coração de Goiás. Altitude A altitude média é de 832 metros acima do nível do mar. Relevo O relevo é predominantemente plano a suavemente ondulado. Solo O solo é rico em Latossolos Vermelhos, profundos e de boa drenagem. Vegetação A vegetação apresente domínio do Cerrado, com áreas de Mata de Galeria próximas aos córregos. A hidrografia é marcada pela bacia do Rio Meia Ponte, sendo o município banhado pelo Córrego do Ouro e outros pequenos afluentes que sustentam a irrigação das lavouras de hortifrutigranjeiros. Clima Em Nerópolis, a estação com precipitação é abafada e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 32 °C e raramente é inferior a 13 °C ou superior a 35 °C. A melhor época do ano para visitar Nerópolis e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao fim de agosto. A estação quente permanece por 1,6 mês, de 26 de agosto a 13 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Nerópolis é setembro, com a máxima de 32 °C e mínima de 19 °C, em média. A estação fresca permanece por 2,3 meses, de 19 de novembro a 29 de janeiro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Nerópolis é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 28 °C, em média. Em Nerópolis, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Nerópolis começa por volta de 16 de abril e dura 5,7 meses, terminando em torno de 6 de outubro. O mês menos encoberto do ano em Nerópolis é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 6 de outubro e dura 6,3 meses, terminando em torno de 16 de abril. O mês mais encoberto do ano em Nerópolis é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 86% do tempo. Economia Nerópolis é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano. Nerópolis ostenta um dos PIBs mais robustos da região proporcionalmente ao seu tamanho. Sua economia é diversificada e resiliente. A cidade é famosa nacionalmente pela produção de doces artesanais e industriais (cristalizados, bananadas, compotas). Marcas locais de tradição familiar transformaram o nome da cidade em sinônimo de qualidade gastronômica. Embora a produção tenha diminuído em comparação ao passado, Nerópolis ainda é referência no processamento e comercialização de alho e condimentos. O município abriga um polo industrial relevante, com destaque para o setor de pet food (como a fábrica da Quatree/Granvitá) e indústrias de molhos e conservas, aproveitando a produção agrícola local (tomate, pimenta, etc). Sua proximidade com o DAIA (Anápolis) e Goiânia torna a cidade um ponto atraente para centros de distribuição. De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,4 mil admissões formais e 1,2 mil desligamentos, resultando em um saldo de 159 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 106. Até abril de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Nerópolis, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 98 empresas. Educação Nerópolis conta com a presença de instituições que fomentam o ensino técnico e superior. O município abriga um polo da Universidade Estadual de Goiás (UEG), além de diversos centros de Educação a Distância (EaD) de universidades como Unicesumar, Uniasselvi e Unopar. A facilidade de deslocamento para Goiânia permite que grande parte dos estudantes frequente a UFG ou a PUC-GO, mantendo um alto nível de qualificação na mão de obra local. Turismo A vida em Nerópolis é pautada pela tradição e pelo lazer contemplativo. O Turismo Gastronômico é o ponto forte da cidade. Visitantes de todo o estado param em Nerópolis para comprar os famosos doces e saborear a culinária local, rica em elementos do Cerrado. Cultura A Festa do Peão de Nerópolis é um dos eventos mais esperados do calendário, reunindo o melhor do universo sertanejo. No campo religioso, as festas em louvor a São Benedito e ao Divino Espírito Santo preservam raízes centenárias. A influência italiana também é celebrada, refletindo-se na organização social e na arquitetura de algumas propriedades rurais. Esporte O futebol é a paixão da comunidade. O Estádio Jaime Guerra é o palco de torneios amadores que mobilizam os bairros. A cidade também investe no esporte de base através de ginásios poliesportivos e incentivo ao ciclismo de estrada, muito comum devido à topografia favorável das rodovias vicinais. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
Canindé de São Francisco é um município brasileiro no Sertão Sergipano, extremo noroeste do estado de Sergipe que dista 213 km da capital Aracaju e serve de portal de entrada para passeios turísticos nos cânions do rio São Francisco. De acordo com estimativas do IBGE para o ano de 2025, a população do município era de 33.641 habitantes. O município foi palco de muitas cenas da minissérie Amores Roubados e da novela Cordel Encantado, ambas exibidas na Rede Globo. Mas a localidade tornou-se massivamente conhecida ao servir de cenário e caracterizar ambientação-base do enredo da telenovela Velho Chico, também exibida pela Globo. Cidade que tem uma prainha famosa, com intuito de atender a crescente demanda turística, no ano de 2016 a localidade passou a contar com a Orla Salomão Porfírio Britto para a comodidade tanto de seus habitantes locais como também para a apreciação da magnífica vista do emblemático Rio São Francisco como presente aos seus visitantes. A cidade serve como base e possui infraestrutura turística para passeios no chamado Monumento Natural do Rio São Francisco, onde se situam os famosos cânions e conta com visitações guiadas para a Usina Hidrelétrica de Xingó como também é nessa localidade que se situa o chamado MAX- Museu de Arqueologia de Xingó. História A história do município está vinculada ao morgado de Porto da Folha. A princípio chama-se Canindé, depois Curituba para denominar-se, finalmente, Canindé do São Francisco pela Lei n.º 890 de 11 de janeiro de 1958. O território teve sua penetração através do rio Curituba , em 1629, para atender ao espírito de cobiça das bandeiras. No fim do século passado só havia quatro fazendas no território, quando Francisco Cardoso de Britto Chaves (Coronel Chico Porfírio) comprou ao capitão Luiz da Silva Tavares o referido morgado construindo nele a sede da fazenda e um curtume de couro em sociedade com o Coronel João Bernardes de Britto, chegando o mesmo a ser mecanizado, fato que contribuiu para formação do povoado. Pela Lei Estadual n.º 368, de 7 de novembro de 1899 o povoado foi elevado à sede de Distrito de Paz, lei posteriormente revogada até que o Decreto-Lei nº 69, de 28 de março de 1938 restabeleceu a condição de sede de distrito. A Lei Estadual n.º 525-A de 25 de novembro de 1953 elevou o povoado à cidade e sede do município de Curituba, o qual foi instalado em 6 de fevereiro de 1955. Canindé fazia parte da sesmaria de 30 léguas de terras, concedidas aos Burgos - família da Bahia chefiada pelo desembargador Cristóvão Burgos e Contreiras - que lhes foi doada em 1629 pelo governador de Pernambuco, D. João de Souza. Essas mesmas terras pertenceram depois ao Morgado de Porto da Folha, instituído por Antônio Gomes Ferrão Castelo Branco. Conforme registro na Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, nos tempos do Brasil Colonial o território de Canindé foi devassado pela cobiça das bandeiras. Mas, por causa da seca que sempre castigou toda a região sertaneja, os primeiros desbravadores acabaram perdendo o interesse pelas terras, apesar da grandeza do Rio São Francisco. No final do século XIX, naqueles arredores existiam apenas quatro fazendas: Cuiabá, Brejo, Caiçara e Oroco. Foi quando Francisco Cardoso de Britto Chaves, conhecido como coronel Chico Porfírio, resolveu investir nas terras. Comprou uma grande propriedade ao capitão Luiz da Silva Tavares - onde posteriormente foi implantada a sede antiga de Canindé -, construiu sua residência e fundou também o Curtume Canindé, em parceria com o coronel João Fernandes de Brito. Mais tarde o curtume virou uma indústria mecanizada que atraiu inúmeros trabalhadores, aumentando a quantidade de moradias do lugarejo. Na Canindé de Cima havia algumas taperas pertencentes aos pescadores João e José Alves, Ota, José de Terto, Libório, Antônio Fininho, Neco de Carlota e a outras famílias. Na de Baixo, onde foi implantado o curtume, surgiram várias casas, transformando a povoação numa das mais importantes da beira do Velho Chico. Sua emancipação ocorreu em 1936, quando a povoação já contava com 120 casas e uma capela. Por isso ganhou a condição de 2º Distrito de Paz de Porto da Folha. Dois anos depois, através da Lei n.º 69, de 28 de março, passava à condição de vila. Por volta de 1940, o curtume foi desativado, causando enorme prejuízo à vila, mas não impediu sua caminhada para a emancipação, que aconteceu no dia 25 de novembro de 1953, através da Lei n.º 525-A. A Lei n.º 377, de 31 de dezembro de 1943, havia mudado o nome do lugarejo para Curituba - atual nome de um povoado do município - para evitar a pluralidade de nomes no país. Isso contrariou a população, mas em 1958 a Lei n.º 890, de 11 de janeiro, devolveu ao município seu nome de origem indígena, que significa ararae papagaio, que passou a se chamar Canindé do São Francisco. A região também serviu de locação para a primeira fase da novela Cordel Encantado, da Rede Globo, exibida em 2011. Onde a paisagem, a até uma área utilizada pelos banhistas, serviu como cenário para o porto da fictícia cidade de “Brogodó”, onde se desenrolava a trama. Em 2016, a cidade serviu de cenário para parte das gravações da novela Velho Chico, da Rede Globo. Foi ali que em 15 de setembro deste mesmo ano, o ator Domingos Montagner desapareceu no Rio São Francisco, enquanto nadava em companhia da colega de elenco Camila Pitanga. O corpo do ator foi encontrado próximo à Usina do Xingó, no final da tarde do mesmo dia, a 18 metros de profundidade e a 320 metros da margem, da prainha de Canindé de São Francisco. Formação Administrativa Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Porto da Folha o distrito de Canindé. Assim permanecendo no quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 337, de 31 de dezembro de 1943, revogado pela Lei n.º 533, de 07 de dezembro de 1944, o distrito de Canindé passou a denominar-se Curituba. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Curituba (ex-Canindé) figura no município de Porto da Folha. Assim permanecendo em divisão territorial datada 01 de julho de 1950. Elevado à categoria de município com a denominação de Curituba, pela Lei n.º 525-A, de 25 de novembro de 1953, desmembrado de Porto da Folha. Sede no antigo distrito de Curituba. Constituído do distrito sede. Instalado em 06 de fevereiro de 1955. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído do distrito sede. Pela Lei Estadual n.º 890, de 11 de janeiro de 1958, o município de Curituba passou a denominar-se Canindé São Francisco. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município de Canindé de São Francisco (ex Canindé) é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023. Origem do Nome O nome do município é uma homenagem dupla. "Canindé" é um termo de origem tupi (kanindé) que faz referência à arara-canindé, uma ave de plumagem azul e amarela que era abundante na região. O complemento "de São Francisco" foi adicionado para distinguir a cidade de outras homônimas no Brasil e para celebrar o "Velho Chico", o rio que é a alma e o sustento da localidade. Geografia O território do município encontra-se inserido no polígono das secas; a temperatura média anual é de 25,8ºC, com precipitação de chuvas de 485,5 mm/ano, com período chuvoso de março a julho (outono-inverno). Em seu relevo encontram-se pediplanos e colinas, cobertos por uma vegetação de Capoeira e Caatinga. A região está inserida na bacia hidrográfica do Rio São Francisco e nela encontra-se a Usina hidroelétrica de Xingó. Além do São Francisco, o riacho Lajedinho e o rio Curituba drenam a região. A natureza em Canindé é de extremos, onde o cinza da Caatinga contrasta com o azul profundo do espelho d'água de Xingó. Possui uma altitude de 68 metros acima do nível do mar. O relevo é caracterizado por depressões sertanejas e os paredões rochosos dos cânions. O solo tem predomínio de solos rasos, pedregosos e com baixa capacidade de retenção hídrica. A vegetação é de caatinga, com presença marcante de xique-xique, mandacaru e árvores de pequeno porte. Clima Em Canindé de São Francisco, o verão é longo, escaldante, seco e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é abafado e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 36 °C e raramente é inferior a 17 °C ou superior a 39 °C. A melhor época do ano para visitar Canindé de São Francisco e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao início de outubro. A estação quente permanece por 5,6 meses, de 4 de outubro a 24 de março, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Canindé de São Francisco é janeiro, com a máxima de 36 °C e mínima de 23 °C, em média. A estação fresca permanece por 2,3 meses, de 8 de junho a 17 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Canindé de São Francisco é julho, com a mínima de 19 °C e máxima de 30 °C, em média. Em Canindé de São Francisco, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Canindé de São Francisco começa por volta de 27 de maio e dura 4,8 meses, terminando em torno de 22 de outubro. O mês menos encoberto do ano em Canindé de São Francisco é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 22 de outubro e dura 7,2 meses, terminando em torno de 27 de maio. O mês mais encoberto do ano em Canindé de São Francisco é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 58% do tempo. Economia Canindé de São Francisco é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. As principais receitas municipais proveem da agricultura (milho, tomate, feijão e algodão), pecuária (bovinos, caprinos e ovinos), avicultura (galináceos) e da atividade turística na região da Hidrelétrica de Xingó. Um dos pilares da economia do município é o turismo. O Vale dos Mestres, com vegetação intocada, cânions e cavernas com pinturas rupestres datadas de 3 mil anos, além das rochas em formatos que lembram animais e figuras humanas, é uma das atrações. Canindé possui um dos PIBs mais altos de Sergipe, sustentado por pilares robustos: - Energia: a Usina Hidrelétrica de Xingó, operada pela CHESF, é a principal fonte de receitas através de royalties e geração de empregos técnicos. - Turismo: a cidade é o principal polo turístico do interior sergipano, movimentando hotéis, restaurantes e frotas de catamarãs. - Agricultura Irrigada: o projeto de irrigação Califórnia transformou terras secas em polos produtores de goiaba, quiabo e outras frutas, utilizando as águas do rio. De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 105 admissões formais e 123 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -18 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 18. Até março de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Canindé de São Francisco, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 50 empresas. Rodovias O município é atendido pela BR-101, reconhecida pelo seu maior tráfego de veículos e pela SE-230, ambientada e cuidada pelo trade turístico local como Rota do Sertão. Educação Na Educação Superior, o grande destaque é o Campus Canindé do Instituto Federal de Sergipe (IFS). A instituição oferece cursos técnicos e superiores voltados para as demandas locais, como Agroecologia, Logística e Engenharia Civil, além de diversos polos de Educação a Distância (EaD) de universidades particulares. Turismo O turismo é a vitrine de Canindé. Os Cânions do Xingó, formados pelo represamento das águas do rio, criaram um cenário de imensos paredões de arenito que chegam a 50 metros de altura. O passeio de catamarã pelo Rio São Francisco é uma experiência internacionalmente reconhecida. Cultura No campo da cultura, Canindé respira o legado do Cangaço. O município é vizinho da Grota do Angico (situada no vizinho Poço Redondo), local onde Lampião e Maria Bonita foram mortos. A cultura sertaneja manifesta-se através do artesanato em madeira e barro, das festas de vaquejada e das celebrações juninas. O Museu de Arqueologia de Xingó (MAX), mantido pela UFS, é uma parada obrigatória para compreender a ocupação humana da região há milênios. Esporte e Lazer O lazer em Canindé é indissociável do rio. A prática de esportes náuticos, como caiaque e natação em águas abertas, é comum no lago de Xingó. No esporte profissional, o município já teve representantes no futebol estadual e investe em ginásios para a prática de futsal e vôlei, modalidades muito populares entre a juventude local. O maior representante desportivo do município é o Clube Desportivo de Canindé do São Francisco clube que joga no bonito estádio Estádio André Avelino o qual fica às margens da SE-230. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
Itabela é um município brasileiro do interior do estado da Bahia, Região Nordeste do país. Localiza-se no extremo sul baiano, estando situado a cerca de 670 km a sudoeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 920 km², sendo que 6 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada pelo IBGE, em 29.588 habitantes para o ano de 2025. História Por volta de 1949 os madeireiros chegam à região pertencente a Porto Seguro (atual Itabela) montando acampamento e dando início a uma pequena povoação. Em meados da década de 1960 teve início às obras da BA-02 (hoje BR-101) que liga o extremo sul da Bahia ao Espírito Santo. E milhares de imigrantes capixabas, pessoas ligadas na maioria à exploração madeireira, ocuparam a microrregião. Muitos ficaram em Itabela - na época um povoado - o que deu início ao ciclo da madeira, conhecido como febre do jacarandá. A Senhora Alaíde Pires dos Santos, moradora desde 1970, conta que o primeiro morador do povoado foi o Sr. João, proprietário de um armazém. Seguido por João Pereira e família, sertanejos de Inhambupe fixaram-se em uma propriedade de 18 alqueires. Outros imigrantes chegaram depois, instalando-se nas áreas vizinhas. Com o aumento acelerado da povoação, João Pereira dividiu parte de suas terras em lotes e distribuiu à população. E o povoado expandiu-se. A venda de Sr. João era onde os tropeiros que transitavam pela região paravam para descansar e verificar numa tabela, ali existente, as distâncias para outras localidades. Por esse motivo o proprietário passou a ser conhecido por João da Tabela e o local de Tabela. Os primeiros professores do povoado foram Dona Raimunda, Dona Alaíde, Maria d'Ajuda e Dinamar. Ministravam suas aulas em espaços improvisados, como igreja e cômodos de suas próprias casas. Com abertura da BR-101 na década de 1970, a integração da região às economias estadual e nacional foi intensa. Naquele período implantou-se cerca de 80 serrarias com consequente destruição das reservas florestais. Nessa época o governo do Estado criou um plano Diretor para o povoado e iniciou a implantação de um Distrito Industrial (DI), tendo por base a indústria madeireira. Foi concedido uma redução de impostos para as empresas instaladas no DI. Contava-se 157 serrarias na localidade nesse período. Diante o desenvolvimento, lideranças locais começam lutar pela emancipação. E mesmo com a resistência do então prefeito de Porto Seguro e da Câmara de Vereadores, o movimento ganhou força. Foi apresentado à Assembleia Legislativa da Bahia, um Projeto de Lei propondo a emancipação, que foi aprovado e sancionado pelo governador, no dia 14 de junho de 1989 pelo Decreto Estadual n.º 5.000. Origem do nome Por influência de outros nomes de cidades da região com prefixo “ita” (Pedra, em tupi-guarani), a mudança foi feita de Tabela para Itabela, podendo também ter relação com o Monte Pascoal, visto da cidade. O início da povoação foi por volta de 1962, uns 10 anos após a chegada da família Pereira nesta região. O sertanejo de Inhambupe (BA) João Pereira, a matriarca Jovina e os seis filhos se fixam numa propriedade de 18 alqueires. Plantavam principalmente cacau, café e milho. Outros imigrantes chegariam e se estabeleceriam nas imediações da estrada que ligava Porto Seguro a Guaratinga. A povoação cresceu rapidamente, e João Pereira dividiu suas terras. Em meados da mesma década houve o início da construção da BA 02 (hoje BR-101), e vários imigrantes capixabas vieram. Começou a exploração da madeira da Mata Atlântica, também conhecida como "febre do jacarandá", que logo acabaria. Com incentivo do governo estadual, chegaram a existir na região 157 serrarias - em 2006, eram menos de dez. Foi distrito de Porto Seguro até 14 de junho de 1989, quando foi publicada a Lei Estadual nº 5.000, de 13 de junho de 1989, sancionada pelo então governador da Bahia, Waldir Pires, que decretou a emancipação e criação do município de Itabela. A explicação oficial da origem do nome Itabela dá conta de que, no início, havia uma tabela com as distâncias de cidades. Daí, por consequência de várias cidades da região (a exemplo de Itabuna) terem o prefixo Ita no nome (que em tupi quer dizer "pedra"), formando "pedra bela". A origem do nome "Itabela" é uma construção híbrida e poética. O prefixo "Ita", de origem tupi, significa "pedra" ou "rocha". O sufixo "Bela" é de origem latina/portuguesa. Portanto, o nome pode ser interpretado como "Pedra Bela". Segundo relatos locais, a escolha foi inspirada na beleza das formações rochosas e da paisagem natural que cercava o núcleo original do povoado. Geologia A geografia de Itabela é o que os agrônomos chamam de "paraíso produtivo". Altitude A altitude média é de 140 a 160 metros acima do nível do mar. Clima O clima é do tipo Tropical Úmido, com chuvas bem distribuídas e calor constante. Relevo O relevo do município é predominantemente de Tabuleiros Costeiros (planalto baixo e plano). O relevo plano é um dos maiores trunfos da cidade, pois permite a mecanização total das lavouras de café e mamão, diferenciando-a das regiões serranas onde o trabalho manual ainda é predominante. Solos Os solos presentes são do tipo Latossolos Amarelos e Vermelho-Amarelos, profundos e mecanizáveis. Vegetação A vegetação do município é constituída de remanescentes de Mata Atlântica e áreas de reflorestamento. Economia Itabela é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. A economia de Itabela é quase inteiramente baseada no setor primário. O município é um dos maiores produtores de Café Conilon (Coffea canephora) do estado da Bahia e do Brasil. A cultura do café é a espinha dorsal da cidade, gerando milhares de empregos diretos e indiretos e movimentando o comércio local de máquinas e insumos. O município também se destaca na produção de mamão (Papaya e Formosa), sendo um importante exportador para o mercado europeu e norte-americano. A pecuária de corte e leite possui relevância, embora tenha cedido espaço para as lavouras permanentes ao longo dos anos. De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 249 admissões formais e 251 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -2 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 17. Educação Em Itabela, a educação superior é ofertada principalmente através de Polos de Ensino a Distância (EaD) de grandes universidades privadas e públicas (como a Unopar, Uniasselvi e parcerias com a rede estadual). Para cursos presenciais mais diversificados, como Agronomia, Medicina ou Engenharias, os estudantes costumam se deslocar para a vizinha Eunápolis, que é um centro universitário regional consolidado. Turismo Embora não possua praias, Itabela encontrou sua vocação no Agroturismo e em eventos setoriais. A Festa do Café é o maior evento cultural e econômico do município. Realizada anualmente (ou bienalmente), a festa atrai produtores de todo o país, conta com feiras de tecnologia agrícola e shows de artistas de renome nacional, celebrando o sucesso da colheita. Cultura A identidade cultural é uma mistura da tradição "cabocla" baiana com os costumes dos colonos sulistas e capixabas. Isso reflete na gastronomia, que une a moqueca baiana ao churrasco e ao café forte do dia a dia. Esporte O futebol amador é a paixão local. A Seleção de Itabela é uma competidora tradicional no Campeonato Intermunicipal de Futebol da Bahia, a maior competição amadora do mundo, que mobiliza toda a cidade em dias de jogos. O ciclismo de aventura também cresce, aproveitando as estradas rurais entre os cafezais. Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela .
Bela Vista de Goiás é um município brasileiro da Região Metropolitana de Goiânia, no estado de Goiás, Região Centro-Oeste do país. A população estimada de Bela Vista de Goiás em 2025 é de 37.305 habitantes, de acordo com os dados oficiais do IBGE. História O córrego Suçuapara era pouso de tropas na primeira metade do século XIX. Os tropeiros que seguiam para Bomfim e Santa Cruz montaram um rancho na margem esquerda do córrego. A primeira igreja do arraial foi dedicada a N. S. da Piedade. Bela Vista de Goiás surgiu na primeira metade do século XIX à margem esquerda do córrego Sussuapara, próximo aos centros de mineração Bonfim e Santa Cruz. Tropeiros e carreiros que transportavam mercadorias de Minas Gerais para Goiás fizeram do local ponto de pouso, construindo o “rancho dos tropeiros”, e surgiu daí um povoado. Em 1976, foi criado o curato. Em 1980, o arraial é elevado à categoria de freguesia. Em 1986, o distrito de Bela Vista, até então pertencente ao município de Bonfim, foi elevado à categoria de cidade. Na cidade existe uma casa construída pelo Senador Antônio Amaro da Silva Canedo por volta de 1860 que foi tombado pelo IPHAN nos anos 80. Formação Administrativa Distrito criado com a denominação de Bela Vista, pela Lei ou Resolução n.º 612, de 30 de março de 1880, subordinado ao município de Bonfim. Elevado à categoria de município com a denominação de Bela Vista, pela Lei Estadual n.º 100, de 05 de junho de 1896, desmembrado de Bonfim. Sede na antiga vila de Bela Vista de Goiás. Constituído do distrito sede. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 8.305, de 31 de dezembro de 1943, o município de Bela Vista passou a denominar-se Sussuapara. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município de Sussuapara (ex Bela Vista) é constituído do distrito sede. Pela Lei Estadual n.º 755, de 22 de julho de 1953, o município de Sussuapara voltou a denominar-se Bela Vista de Goiás. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município já denominado Bela Vista de Goiás é constituído do distrito sede. Pela Lei Municipal n.º 175, de 10 de novembro de 1957, é criado o distrito de Caldazinha (ex povoado) e anexado ao município de Bela Vista de Goiás. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Bela Vista de Goiás e Caldazinha. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho1983. Pela Lei Estadual n.º 11.669, de 29 de abril de 1992, é desmembrado do município de Bela Vista de Goiás o distrito de Caldazinha. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017. Origem do Nome A origem do nome "Bela Vista" é puramente descritiva. Os primeiros moradores e viajantes que chegavam à região ficavam impressionados com a topografia levemente elevada da sede do arraial, que permitia uma visão panorâmica e privilegiada das paisagens naturais do Cerrado e das várzeas dos rios que banham a zona rural. Em 1943, o nome foi alterado temporariamente para "Sussuapara", mas a força da tradição popular fez com que o nome "Bela Vista de Goiás" fosse restaurado e oficializado pouco tempo depois. Geografia Bela Vista de Goiás está a 45 quilômetros da capital do estado, Goiânia, e faz limite com Hidrolândia, Caldazinha, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Piracanjuba, São Miguel do Passa Quatro, Cristianópolis e Silvânia. Faz parte da Região Metropolitana de Goiânia, onde habitam mais de 2,2 milhões de pessoas. Sua população, conforme estimativas do IBGE em 2025, era de 37.305 habitantes. Bela Vista de Goiás repousa sobre o Planalto Central Brasileiro, apresentando características que favorecem amplamente a mecanização agrícola. Altitude A altitude média de 803 metros acima do nível do mar. Relevo O relevo é predominantemente ondulado e suave-ondulado. Solo Apresenta solo rico em Latossolos Vermelhos, profundos e férteis após correção. Vegetação A vegetação tem o domínio do Cerrado (Matas de Galeria e Cerradão). Hidrografia
A hidrografia é um ponto forte, sendo o município banhado pelo Rio Caldas e pelo Ribeirão Suçuapara, que além de fundamentais para a irrigação, são marcos geográficos da região. O município é atravessado pelos seguintes rios e córregos: Rio Meia-Ponte, Caldas, Piracanjuba, Boa Vista, Arapuca, Sozinha, São José, Aborrecido, Nuelo, Barro Amarelo, São Bento, Furado, Sucuri e Boa Vistinha. Clima Em Bela Vista de Goiás, a estação com precipitação é abafada e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 32 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 36 °C. A melhor época do ano para visitar Bela Vista de Goiás e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao início de setembro. A estação quente permanece por 1,7 mês, de 29 de agosto a 21 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Bela Vista de Goiás é outubro, com a máxima de 31 °C e mínima de 20 °C, em média. A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 12 de maio a 27 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Bela Vista de Goiás é junho, com a mínima de 14 °C e máxima de 29 °C, em média. Em Bela Vista de Goiás, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Bela Vista de Goiás começa por volta de 14 de abril e dura 5,8 meses, terminando em torno de 8 de outubro. O mês menos encoberto do ano em Bela Vista de Goiás é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 8 de outubro e dura 6,2 meses, terminando em torno de 14 de abril. O mês mais encoberto do ano em Bela Vista de Goiás é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 85% do tempo. Economia Bela Vista de Goiás é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pelo alto crescimento econômico. A economia de Bela Vista de Goiás é uma das mais vibrantes do sudeste goiano. O setor primário é o motor, mas o secundário (indústria) tem ganhado um peso avassalador. O município ostenta com orgulho o título de maior produtor de leite do estado em produtividade por área em certas décadas. Grandes cooperativas e laticínios (como a Piracanjuba, que teve origem histórica na região) operam ou possuem fortes raízes aqui. A produção de soja, milho e cana-de-açúcar é expressiva, sustentada pela tecnologia de ponta e logística facilitada. O município também se destaca na avicultura de postura e corte, abastecendo o mercado da capital e exportando para outros estados. De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 748 admissões formais e 647 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 101 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 127. Até março de 2026 houve registro de 4 novas empresas em Bela Vista de Goiás, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 118 empresas. Educação Bela Vista de Goiás atua como um satélite educacional. Embora muitos jovens busquem universidades em Goiânia e Aparecida de Goiânia (devido à curta distância), a cidade conta com polos de Educação a Distância (EaD) de grandes instituições como a UEG (Universidade Estadual de Goiás) e centros privados (Uniasselvi, Unopar). Esses polos oferecem cursos voltados à gestão, pedagogia e agronegócio, permitindo a qualificação da mão de obra local. Turismo O lazer e a tradição andam de mãos dadas em Bela Vista. A cidade faz parte de roteiros de fazendas históricas e possui festas religiosas tradicionais que atraem visitantes de toda a região. Cultura O evento máximo do município é a Festa do Leite. É uma celebração que une negócios (exposição de animais e máquinas) com cultura (shows sertanejos de renome nacional e gastronomia típica baseada em queijos e doces). A tradição da Folia de Reis também permanece viva entre as famílias mais antigas. Esporte O município investe no esporte amador. O Estádio Mansueto de Souza é o coração do futebol local, onde ocorrem campeonatos municipais que mobilizam a juventude. Além disso, as trilhas de ciclismo e o motocross são muito populares, aproveitando a geografia ondulada da zona rural. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
Caarapó é um município brasileiro da região Centro-Oeste do Brasil, situado no estado de Mato Grosso do Sul. Localizado na Mesorregião do Sudoeste de Mato Grosso do Sul e na Microrregião de Dourados. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 32.748 habitantes. História O povoamento da região que hoje constitui o município de Caarapó foi iniciado pelos “mineiros”, como eram chamados os empregados da Cia. Mate Laranjeira, que se dedicavam à extração da erva-mate nativa, abundante naquelas paisagens. A primeira povoação teve a denominação de Santa Luzia, atualmente, Vila Juti. Foi construída pela citada companhia em virtude da necessidade de se estabelecer um ponto de pouso para os tropeiros que demandavam o norte do Estado ou ervateiros que afluíam, em grande número, vindos do Paraguai. Em 1927, nasceu o povoado, atual sede do Município de Caarapó, que teve como fundadores Nazário de Leon e Manoel Benites. Posteriormente, ali se instalou o médico Humberto de Freitas Coutinho, procedente de Uberaba, Minas Gerais, acompanhado do cuiabano Francisco Serejo, homem dedicado ao comércio e à política. O progresso da região teve por base a extração da erva-mate, pois a Cia. Mate Laranjeira, concessionária da exploração, entregava a terceiras áreas previamente delimitadas, chamadas sesmarias, onde deveriam construir uma “Rancheada” ou casa sede e uma larga trilha no seio da floresta, para permitir a passagem dos veículos de tração animal, que procediam o escoamento da produção de erva-mate. Essas trilhas, conhecidas no vocabulário indígena como “tape-jacienda”, se prolongavam até as margens do Rio Amambaí. Daí por diante, o transporte da erva-mate era efetuado por via fluvial até os centros consumidores. O topônimo de origem tupi-guarani, sobreveio em consequência da grande quantidade de erva-mate existente: CAA, erva-mate e RAPÓ, raiz de erva-mate, em síntese, terra da erva-mate. Topônimo "Caarapó" é um termo oriundo da língua guarani e significa "raiz de erva mate", através da junção dos termos ka'a ("erva mate") e rapó ("raiz"). Formação Administrativa Distrito criado com denominação de Caarapó (ex povoado), por Lei Estadual n.º 188, de 16 de novembro de 1948, subordinado ao município de Dourados. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito Caarapó figura no município de Dourados. Elevado à categoria de município com a denominação de Caarapó, pela Lei Estadual n.º 1.190, de 20 de dezembro de 1958, desmembrado do município de Dourados. Sede no antigo distrito de Caarapó. Constituído de 2 distritos: Caarapó e Juti, ambos desmembrados do município de Dourados. Instalado em 31 de janeiro de 1963. Pela Lei Estadual n.º 1.195, de 22 de dezembro de 1958, é criado o distrito de Naviraí (ex povoado), com terras desmembradas do distrito de Dourados e anexado ao município de Caarapó. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Caarapó, Juti e Naviraí. Pela Lei Estadual n.º 1.944, de 11 de novembro de 1963, é desmembrado do município de Caarapó o distrito de Naviraí. Elevado à categoria de município. Pela Lei Estadual n.º 2.061, de 14 de dezembro de 1963, é criado o distrito de Cristalina e anexado ao município de Caarapó. Pela Lei Estadual n.º 2.115, de 26 de dezembro de 1963, é criado o distrito de Nova América e anexado ao município de Caarapó. Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 4 distritos: Caarapó, Cristalina, Juti e Nova América. Pela Lei Estadual n.º 800, de 14 de dezembro de 1987, é desmembrado do município de Caarapó o distrito de Juti. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 3 distritos: Caarapó, Cristalina e Nova América. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023. Massacre de Caarapó Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza foi morto no tekoha Toro Paso, município de Caarapó (MS) em 14/06/2016. Dias antes, em 12 de junho, o Guarani e Kaiowá, ao lado de outros 300 indígenas do povo, retomou uma área de 490 hectares da Fazenda Yvu, incidente sobre o tekoha. Os fazendeiros se reuniram em consórcio e atacaram o acampamento da retomada, apoiados por jagunços, pistoleiros uniformizados e encapuzados. Utilizaram retroescavadeiras e incendiaram tudo o que identificavam como pertences dos indígenas. Além de Clodiodi, cinco Guarani e Kaiowá foram baleados e seis outros feridos – inclusive a tiros de bala de borracha. O ataque durou entre nove e 13 horas, sem a polícia intervir. Nenhum fazendeiro ou bandido contratado para atacar os indígenas se feriu, ou foi preso. O local do massacre – Toro Paso – passou a ser chamado de retomada Kunumi Poty Verá, nome indígena de Clodiodi. Geografia A geografia de Caarapó é o alicerce de sua riqueza. O município está inserido no Planalto da Bacia do Rio Paraná. Altitude A altitude média é de 471 metros acima do nível do mar. Solo Apresenta predomínio do Latossolo Vermelho, a famosa "Terra Roxa", de alta fertilidade e excelente mecanização. Relevo O relevo é plano a suavemente ondulado, facilitando a agricultura de larga escala. Vegetação A vegetação apresenta transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica (Floresta Estacional Semidecidual). Hidrografia A hidrografia é rica, sendo o município banhado por rios importantes como o Rio Amambai e o Rio Caarapó, que além de fundamentais para a agropecuária, oferecem opções de lazer. Clima O clima em Caarapó é do tipo Tropical de Altitude (Cwa/Cfa). O verão é longo, quente, abafado e de céu parcialmente encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 31 °C e raramente é inferior a 6 °C ou superior a 36 °C. A melhor época do ano para visitar Caarapó e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao meio de setembro. A estação quente permanece por 6,6 meses, de 17 de setembro a 3 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Caarapó é janeiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 21 °C, em média. A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 16 de maio a 28 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Caarapó é julho, com a mínima de 12 °C e máxima de 25 °C, em média. Em Caarapó, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Caarapó começa por volta de 16 de março e dura 7,0 meses, terminando em torno de 14 de outubro. O mês menos encoberto do ano em Caarapó é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 69% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 14 de outubro e dura 5,0 meses, terminando em torno de 16 de março. O mês mais encoberto do ano em Caarapó é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 60% do tempo. Economia Caarapó é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano. Caarapó é um dos gigantes do agronegócio sul-mato-grossense. Sua economia é diversificada, mas fortemente ancorada no setor primário e na agroindústria. O município é grande produtora de soja, milho e cana-de-açúcar. A pecuária de corte também possui relevância nacional. O município abriga usinas de grande porte para a produção de açúcar e álcool (etanol), além de esmagadoras de soja. A presença da unidade da Novabio é um exemplo da força industrial ligada ao campo. De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 599 admissões formais e 497 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 102 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 84. Até março de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Caarapó, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 92 empresas. Turismo O lazer e a identidade de Caarapó estão conectados à água e à terra. O Balneário Municipal Ayrton Senna é o principal ponto turístico da cidade. Com uma represa, áreas de banho, churrasqueiras e infraestrutura para esportes, atrai visitantes de toda a região, especialmente durante o verão e datas festivas. Além do balneário, outros pontos turísticos de destaque em Caarapó são: Praça Central Mário Martines Ribeiro; Ginásio Municipal de Caarapó; Parque de Exposições Pedro Pedrossian; Pesqueiro Pioneiro; Paróquia São Francisco de Assis e Portal de Caarapó. Cultura A influência paraguaia e indígena é evidente na culinária e nos costumes. O tereré é a bebida oficial, e pratos como a chipa e a sopa paraguaia são comuns. A Expoac (Exposição Agropecuária de Caarapó) é o maior evento cultural e de negócios, reunindo shows nacionais e o melhor da genética bovina local. Esporte O futebol é a paixão local, com o Estádio "Carecão" sendo palco de campeonatos amadores e profissionais. Recentemente, o ciclismo e o motocross ganharam muito espaço, aproveitando o relevo e as estradas rurais do município para competições de aventura. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
Capim Grosso é um município brasileiro do estado da Bahia. De acordo com estimativas do IBGE, para o ano de 2025, sua população era de 35.437 habitantes. História O território que compõe o atual município de Capim Grosso foi originariamente povoado por diversas etnias indígenas, com destaque para os povos genericamente denominados de tapuias e cariris. Com a invasão portuguesa nos territórios indígenas no interior do Nordeste, houve a expansão dos domínios dos proprietários "curraleiros" com destaque para a família dos descendentes do latifundiário "Garcia d'Ávila", família que viria ser conhecida historicamente como a Casa da Torre. Os povos indígenas que viviam neste território foram expulsos da terra que tradicionalmente ocupavam, deslocando-se para outras regiões para sobreviver. Assim, os indígenas remanescentes acabaram sendo aldeados entre os séculos XVII e XVIII nas Missões religiosas do Sahy (Senhor do Bonfim da Tapera), de São Francisco Xavier (atual Jacobina Velha) e de Bom Jesus da Glória de Jacobina (Santo Antônio de Jacobina). A concentração da população indígena remanescente em aldeamentos missionários e a expulsão dos indígenas que se recusaram a se aldearem nas missões religiosas contribuíram para um despovoamento da região entre os séculos XVII e XIX, condições que viabilizaram o estabelecimento de propriedades latifundiárias de grandes proporções, como ocorreu com a sesmaria doada à família da Casa da Torre, território que era ignorado pelas instituições governamentais do período colonial e do Império, o que explica a ausência do estado nessa região por séculos. Com a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, a situação não mudou nestas terras que faziam parte de um latifúndio denominado de Fazenda Capim Grosso situado no município de Jacobina. A mudança nesta situação ocorreu em 1916, quando, de acordo com a história oral, um casal de lavradores (dona Ursulina Araújo e o senhor Zózimo Amâncio de Araújo) que moravam nessa fazenda decidiram estabelecer uma moradia própria, tendo construído uma casa e uma casa de farinha na beira de uma lagoa chamada de Lago Capim Grosso. Estas construções passaram posteriormente a receber moradores no seu entorno que formaram o embrião do sítio urbano da futura cidade de Capim Grosso. Na década de 1940, o povoado de Capim Grosso foi impactado pelas transformações no âmbito educacional, cultural e econômico causadas pela criação da Escola Paroquial de Capim Grosso, estabelecimento privado de ensino confessional implantada pelo padre Alfredo Maria Haasler, pároco da cidade de Jacobina, e em 1947 pela criação da primeira Feira livre do povoado, situada embaixo de uma cajazeira, feira que potencializou o comércio na comunidade local. Emancipação política do município Na década de 1980, com o fim da Ditadura Militar e a promulgação da Constituição Federal de 1988, as reivindicações da população de Capim Grosso passaram a ser mais escutadas pelas autoridades políticas instituídas com a redemocratização do Brasil, especialmente as autoridades locais do Município de Jacobina que passaram a apoiar a emancipação política da localidade. Em 1984, o prefeito de Jacobina Carlos Alberto Pires Daltro, o Dr. Carlito, expressou seu apoio conferindo autonomia à localidade e articulando para viabilizar a ocorrência da emancipação propriamente dita, o que ocorreu no ano seguinte, em 9 de maio de 1985, quando a população local votou no plebiscito em favor da separação de Capim Grosso, que se desmembrou de Jacobina para formar um novo município, conforme a Lei Estadual n.º 4.437, de 9 de maio de 1985. Após a primeira eleição municipal realizada em Capim Grosso, a população elegeu Cesiano Carlos para assumir o cargo de primeiro prefeito do Município de Capim Grosso. Formação Administrativa Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Capim Grosso, pela Lei Estadual n.º 4.437, de 09 de maio de 1985, desmembrado de Jacobina. Sede no atual distrito de Capim Grosso (ex povoado). Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1986. Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023. Origem do Nome A origem do nome é de uma simplicidade tipicamente sertaneja, porém carregada de significado prático. "Reza a lenda (e a história oral) que, nos tempos das tropeadas, existia uma vasta área de vegetação rasteira, mas com talos extremamente grossos e resistentes, nas proximidades da lagoa da fazenda. Os viajantes usavam esse 'capim grosso' como ponto de referência geográfica para marcar encontros e descansos, batizando assim a localidade." Geografia Localizada a 293 km de Salvador, sua população, conforme estimativas do IBGE de 2025, é de 35.437 habitantes, sendo o terceiro maior município da microrregião de Jacobina. Aspectos Geográficos A natureza em Capim Grosso impõe o ritmo do semiárido, mas oferece condições únicas para a sobrevivência e o trabalho. Altitude A altitude média de Capim Grosso é 435 metros acima do nível do mar. Relevo O relevo é predominantemente plano a suave ondulado, inserido na Depressão Sertaneja. Solos Predominam os solos Bruno Não Cálcicos e Latossolos Vermelho-Amarelos. Vegetação A vegetação dominante é a caatinga, com presença de cactáceas (xique-xique, mandacaru) e arbustos espinhosos. O solo da região é rico em minerais, mas a escassez hídrica exige técnicas de convivência com a seca, sendo o município banhado por bacias como a do Rio Itapicuru. Clima Em Capim Grosso, o verão é longo, quente, úmido e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, seco e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 16 °C a 34 °C e raramente é inferior a 14 °C ou superior a 37 °C. As melhores épocas do ano para visitar Capim Grosso e realizar atividades de clima quente são do meio de maio ao meio de julho e do meio de agosto ao fim de outubro. A estação quente permanece por 6,0 meses, de 26 de setembro a 24 de março, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Capim Grosso é novembro, com a máxima de 34 °C e mínima de 21 °C, em média. A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 4 de junho a 16 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Capim Grosso é julho, com a mínima de 17 °C e máxima de 29 °C, em média. Em Capim Grosso, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Capim Grosso começa por volta de 18 de maio e dura 5,1 meses, terminando em torno de 22 de outubro. O mês menos encoberto do ano em Capim Grosso é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 22 de outubro e dura 6,9 meses, terminando em torno de 18 de maio. O mês mais encoberto do ano em Capim Grosso é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 66% do tempo. Economia Capim Grosso é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. A economia de Capim Grosso é o que muitos chamam de "cidade-serviço". O comércio e os serviços de apoio rodoviário são os pilares do PIB municipal. A feira livre da cidade é uma das maiores da região, atraindo produtores e compradores de todo o sertão. Capim Grosso está inserida na região produtora de Sisal, considerado o ouro verde. A fibra, extraída do agave, é fundamental para a indústria de tapetes, cordas e artesanato, sendo um dos principais produtos de exportação indireta. A criação de gado bovino de corte e a caprinovinocultura possuem forte relevância na zona rural, adaptadas à resistência climática da Caatinga. De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 380 admissões formais e 319 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 61 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -72. Até março de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Capim Grosso, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 39 empresas. Educação Para uma cidade de seu porte, Capim Grosso destaca-se como um polo educacional regional. A presença do Campus IV da UNEB (Universidade do Estado da Bahia) é o grande motor do desenvolvimento acadêmico local, oferecendo cursos de graduação que atendem não apenas à cidade, mas a dezenas de municípios vizinhos. Além da universidade pública, a cidade conta com diversos polos de ensino a distância (EaD) de instituições privadas, democratizando o acesso ao ensino superior no interior baiano. Turismo e Cultura O turismo local é majoritariamente turismo de negócios e de passagem, mas a cultura oferece ricas experiências. Como toda boa cidade do interior da Bahia, o período junino é a maior festa cultural. O "Arraiá do Capitão" atrai milhares de pessoas com muito forró, comidas típicas e tradições nordestinas. A carne de sol de Capim Grosso é famosa em todo o estado, geralmente servida com pirão de leite, feijão fradinho e manteiga de garrafa nos diversos restaurantes de beira de estrada. As rodas de samba, o artesanato em barro e fibra de sisal, e a literatura de cordel mantêm viva a identidade do povo sertanejo. Esporte e Lazer No âmbito esportivo, o município respira futebol. O Estádio Municipal Franciscão é o palco das principais competições amadoras da região, onde a rivalidade entre os times locais movimenta a cidade nos fins de semana. Além do futebol, as práticas de ciclismo de aventura e trilhas de moto têm crescido consideravelmente, aproveitando o relevo desafiador e as paisagens únicas da Caatinga. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .