quinta-feira, 22 de outubro de 2026

VALENTE - BAHIA

Valente é um município brasileiro, que fica localizado no estado da Bahia, mais precisamente no nordeste do estado. Segundo as estimativas do IBGE, em 2025, o município tinha uma população de 25.132 habitantes, numa área territorial de 394,876 Km². Sua altitude é de 358 metros em relação ao nível do mar, tendo sua sede à 238 km da capital. Valente está localizado no território do sisal, a qual é conhecida como "a capital do sisal". A área do município se divide sobre duas bacias hidrográficas, do Jacuípe e Paraguaçu.
História
A cidade, no começo do século XX, era uma imensa fazenda de gado. A origem do nome "Valente" deu-se por causa de um boi que se desgarrou do rebanho e morreu afogado ao cair dentro de uma cacimba, que passou a ser chamada de Caldeirão do Boi Valente. Assim, mudaram o nome da fazenda para "Boi Valente", e em 12 de agosto de 1958, quando o povoado, pertencente a Conceição do Coite, virou cidade, foi abreviado para "Valente". O "Caldeirão do Boi Valente" ainda resiste ao tempo, e está localizado numa propriedade particular, próxima ao centro da cidade. Atualmente, no calçadão, no centro da cidade, a história está resumida em uma pedra. No local encontra-se o primeiro imóvel comercial construído na cidade, quando ainda era vila.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Valente em 1900. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figurava no município de Conceição de Coité, o distrito de Valente. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955. 
Elevado à categoria município com a denominação de Valente, pela lei estadual, desmembrado de Conceição de Coité. Sede no atual distrito de Valente, ex povoado de Caldeirão do Valente. Assim permanecendo em divisão territorial até hoje.
Origem do Nome
A origem do nome "Valente" carrega a memória e a homenagem aos primeiros desbravadores e famílias que se fixaram na região no século dezenove, destacando-se pela coragem, bravura e resiliência diante dos desafios do sertão.
Geografia
A geografia de Valente é um verdadeiro espetáculo esculpido pela natureza no semiárido nordestino. O relevo é predominantemente plano e suavemente ondulado, recortado por vales e por elevações de altitude moderada que oferecem belas panorâmicas da região. Com uma altitude favorável, o município desfruta de um clima tropical semiárido, marcado por dias ensolarados e noites amenas, suavizadas por ventos constantes.
O solo, de característica arenosa e argilosa, é o grande berço da principal riqueza agrícola local. A vegetação original, composta por caatinga arbórea e trechos de transição, convive harmoniosamente com as imensas lavouras de sisal — planta altamente resistente à seca que se tornou o símbolo verde da economia e da paisagem valentense.
Clima
Em Valente, o verão é longo, abafado, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, seco, de céu quase sem nuvens, de ventos fortes e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 35 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Valente e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 6,1 meses, de 28 de setembro a 31 de março, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Valente é janeiro, com a máxima de 34 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 5 de junho a 18 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Valente é julho, com a mínima de 17 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Em Valente, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Valente começa por volta de 17 de maio e dura 5,2 meses, terminando em torno de 22 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Valente é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 22 de outubro e dura 6,8 meses, terminando em torno de 17 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Valente é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 64% do tempo. 
Infraestrutura
Valente possui um Hospital municipal de médio porte e postos de saúde. Na educação possui boas escolas estaduais como o Wilson Lins e o Colégio Estadual de Valente, entre as escolas particulares, possui o colégio Piaget, que está entre os melhores do estado da Bahia, e entre os 100 melhores de todo o Nordeste. No ensino superior possui a faculdade FATECBA e já sediou a FTC a distância. No lazer possui um grande ginásio poliesportivo, clubes sociais como o APAEB, AABB e Umburana, a cidade sempre celebra festas e shows importantes para a região, atraindo grande público, possui algumas praças importantes, como a Jazida, com arcos, quiosques, concha acústica e uma grande rocha no centro, a praça central possui pistas de skate, equipamentos de ginásticas para jovens e idosos e pistas de Cooper. Nos transportes, a cidade é cortada pela BA 416 e BA 120, possui uma pequena rodoviária, O açude municipal, localizado no oeste da cidade já teve projetos de urbanização para criação de uma grande orla, mas o projeto jamais saiu do papel. 
O principal povoado do Município é Itarerú. 
O Município possui os seguintes Distritos: Distrito de Santa Rita de Cássia (Lei Municipal 661/2015, publicada no Diário Oficial do Legislativo dia 22 de maio de 2015) e Distrito de Valilandia (Lei Municipal n.º 662/2015, publicada no Diário Oficial do Legislativo dia 22 de maio de 2015)
Economia
A economia do município é impulsionada pelo comércio local e por três grandes empregadores: A Prefeitura Municipal localizada no centro da cidade, duas indústrias de médio porte, sendo uma calçadista e a Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (APAEB), uma de suas atividades é a produção de fios naturais e tapetes e carpetes de sisal. Outras fontes de renda importantes é a agricultura familiar e o Sisal, planta que deu a Valente o título de capital mundial da fibra. A agave tem perdido seu espaço nas fazendas para outras produções por causa da baixa valorização dos seus derivados. Após a instalação de uma unidade produtiva de mel, na comunidade de Alagoinhas, a prefeitura de Valente incentivou mais uma fonte de renda que atende e mantém mais de 60 famílias.
Valente está na área de influência econômica de Feira de Santana, além do Sisal e da pecuária, a cidade possui o turismo de festejos populares, como o São João. Valente se destaca pela sua organização, limpeza pública, arborização, e por ter uma qualidade de vida superior à de cidades vizinhas. 
De janeiro a julho de 2026, foram registradas 775 admissões formais e 556 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 219 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 80.
Até agosto de 2026 houve registro de 4 novas empresas em Valente, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 10 empresas.
Educação
Em Valente, o conhecimento é considerado a semente mais sólida para a transformação social e o desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias com instituições de referência. A oferta de cursos voltados para a gestão, a pedagogia, a agronomia e a tecnologia garantem que a juventude valentense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Valente é um convite apaixonante à imersão na cultura sertaneja e na história do cooperativismo. Os roteiros rurais, a contemplação das paisagens de sisal e as visitas a iniciativas de economia solidária encantam os visitantes. 
Cultura
Culturalmente, a cidade transborda tradição: as festas populares, as manifestações folclóricas, a literatura de cordel, a música e a rica culinária regional mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
Valente possui um calendário esportivo movimentado. No futebol, que tem como principal palco o Estádio Municipal Evandro Mota Araújo (Evandrão), a principal competição é o Campeonato Valentense, realizado anualmente no primeiro semestre. Outra competição de destaque é a Copa de Integração Rural de Futebol Society. Destaque também para os jogos estudantis que envolvem praticamente todas as escolas do município em diversas modalidades, sendo realizado geralmente no início de agosto.
Valente também é destaque no automobilismo nacional, onde realiza todos os anos o Rally Rota Brasil (antigo Rally do Sisal), tradicional competição que faz parte do Campeonato Baiano e Brasileiro de Rally. Um dos destaques da cidade é o piloto Roberto Cunha, com seis títulos nacionais no currículo e etc. A cidade também possui o único Rally Parque do país, o PRO Rally Park. Um complexo Off Road com diversas pistas exclusivas para competições. Fica situado na BA 120, na rodovia que liga Valente a Santaluz.
Valente que tem parceria com o Instituto Fazer Acontecer (IFA), que trás varios beneficios no esporte aos povoados, e a sede.
A Seleção de Valente voltou a disputar em 2017 o Campeonato Baiano Intermunicipal de Futebol, que não disputava desde 2011.
Outros esportes bastante disputados pelo valentense são o futebol society, que conta com diversas competições, principalmente na Zona Rural, o Voleibol com uma equipe fantástica, que vem fazendo um lindo trabalho de educação e integração dos jovens valentenses e o futsal. Valente também conta com duas associações de Karatê, a Carcará de Valente, e a Dragões de Valente, além da Academia Montanha de Jiu-Jitsu. Já no atletismo, o ponto alto acontece no "Circuito de Corridas", realizado em três etapas no final do segundo semestre.
Contudo, em relação aos 'esportes de quadra', o que sempre teve maior destaque foi o handebol, tanto masculino quanto feminino, com excelentes atletas nos cenários regional e estadual.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

BARAÚNA - RIO GRANDE DO NORTE

Baraúna é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. Localiza-se a uma altitude de 94 metros, na latitude 05º04'48" sul e longitude 37º37'00" oeste, distante 309 quilômetros da capital por via rodoviária. Possui uma área de 825 km². Foi emancipado de Mossoró através da Lei Estadual n.º 5.107, de 15 de dezembro de 1981. Conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, sua população era de 28.415 habitantes.
História
Segundo moradores mais antigos existem três versões sobre a origem do nome Baraúna. Uma delas, é que, Mossoró (cidade vizinha), teve na época um herói por nome de Alexandre Baraúna, batizou-se o então vilarejo por Baraúna em sua homenagem. Uma segunda versão é defendida pelo historiador Luiz da Câmara Cascudo de que este nome veio devido a uma planta por nome de Ibiraúna, cujos moradores dizem que não existe e nunca existiu nos limites do município. Já os moradores defendem que Baraúna nasceu numa localidade que se chamava "Rancho do Sabiá" e, que servia de abrigo para os tropeiros que faziam o percurso Ceará para Mossoró, e estes repousavam sobre o frondoso pé de Sabiá.
A mudança do nome para Baraúna deu-se devido a um Preto Velho conhecido pela alcunha de Baraúna que, residindo em Mossoró, passava a maior parte do seu tempo nesta região dedicando-se à caça, uma vez que a mesma era farta, pois segundo os mesmos, existia em quantidade onças, porco-do-mato, tamanduás e outros. Em virtude do exposto, o Rancho do Sabiá aos poucos passou a ser chamado de "As terras de Baraúna".
Os primeiros moradores dessa localidade foram os senhores João Batista Dantas e Guilherme Freire. Estes construíram as primeiras casas e desenvolveram as primeiras atividades agropecuárias e outras. Com algumas famílias residindo no local, destacou-se particularmente uma, devido às suas condições financeiras, que aos poucos foram se apropriando de grandes quantidades de terra. Esta família era conhecida como "os Pachêcos" e eram do Ceará, o que veio a gerar conflitos entre essa família e os demais moradores, pois entendiam os demais, que os Pachêcos estavam entrando em terras baraunenses para registrá-las no Ceará.
No ano de 1935, o interventor do estado Rafael Fernandes Gurjão, atendendo a um pedido do Sr. João Batista Dantas, que viajou de Baraúna a Natal a pé, determinou a inspetoria de Fomento de Combate as Secas e, esta através do Pe. Mota, então Prefeito de Mossoró, perfurou o primeiro poço de Baraúna e este fez com que um maior número de pessoas construísse casas em volta desse poço, construindo-se assim um povoado, e o Sr. José Raimundo de Abreu foi um dos maiores incentivadores para o desenvolvimento dessa localidade. Já em 1940 intensificou-se a exploração da madeira, e da região, saiu milhares de dormentes e outras espécies, embora trabalhadas manualmente.
Através da Lei Municipal n.º 889, de 17 de novembro de 1953, foi criado o Distrito de Baraúna e foi escolhido para o Primeiro ¨subprefeito¨ não oficial o Sr. Francisco Leandro de Medeiros. Já na condição de Distrito de Mossoró, Baraúna toma impulso na Agricultura e seus principais produtos são: Algodão, Milho e Feijão, os quais permanecem até hoje acrescido do Melão, Melancia, Acerola, Caju e outros. Por meio de um plebiscito decidiu-se elevar o Distrito de Baraúna à categoria de município e, pela Lei Estadual de n.º 5.107, em 15 de dezembro de 1981, finalmente desmembrou-se de Mossoró. E, em 15 de novembro de 1982 Baraúna elege o Sr. José Holanda Montenegro casado com Raimunda da Silva Montenegro, para ser o seu primeiro Prefeito que ficou no cargo por seis anos. 
Gentílico: Baraunense.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Baraúna, pela Lei Estadual n.º 889, de 17 de novembro de 1953, subordinado ao município de Mossoró. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o distrito Baraúna figura no município de Mossoró. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada 01 de junho de 1995. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Baraúna, pela Lei Estadual n.º 5.107, de 15 de dezembro de 1981, desmembrado de Mossoró. Sede no antigo distrito de Baraúna. Constituído do distrito sede. Instalado em 31 de janeiro de 1983. 
Em divisão territorial datada de 18 de agosto de 1988, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2018.
Origem do Nome
A origem do nome "Baraúna" carrega a força e a ancestralidade da natureza que outrora cobria e ainda marca a região. O nome é uma homenagem à árvore baraúna, conhecida por sua madeira extremamente dura e resistente — a famosa madeira-de-lei —, que simboliza a solidez, a resistência e a longevidade do povo baraunense.
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, Baraúna pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Mossoró. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Mossoró, dentro da mesorregião do Oeste Potiguar. A área territorial é de 825,681 km², ocupando 1,5635% da superfície estadual. Baraúna dista 314 quilômetros (km) de Natal, capital do estado, e 2.303 km de Brasília, capital federal.[9] Limita-se a leste com Mossoró, a sul com Governador Dix-Sept Rosado e o estado do Ceará nas demais direções, sendo a norte com Aracati e a oeste com Quixeré e Jaguaruana.
O relevo de Baraúna, com altitudes de até duzentos metros, está inserido na Depressão Sertaneja, com terrenos planos ligeiramente elevados, formados durante a Idade Cretácea Superior, há cerca de oitenta milhões de anos. O território baraunense pertence à Formação Jandaíra, com a predominância de calcário, com exceção das partes nordeste e leste, que estão inseridas no Grupo Barreiras, formado por arenito e cascalho. O solo predominante é o cambissolo, com textura formada por argila, boa drenagem e nível de fertilidade de médio a alto, coberto por uma vegetação de pequeno porte, a caatinga, com espécies que perdem suas folhas na estação seca. 
Baraúna abriga a maior parte do Parque Nacional da Furna Feia, criado em 5 de junho de 2012 por decreto presidencial, na comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, e administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). É a primeira unidade de conservação do Rio Grande do Norte na categoria de parque nacional, com quase 8 500 ha de área. O parque possui a maior concentração de cavernas do Brasil, ultrapassando duzentas, e foi criado com o objetivo de preservar biodiversidade local, que possui catalogadas ao menos 105 espécies de plantas, 101 de aves, 23 de mamíferos e onze espécies de répteis. 
Hidrografia
O Município é cortado pelos riachos Cabelo Negro, Grande e Córrego de Pedras, Baraúna possui a maior parte do território (56,22%) inserido na faixa norte de escoamento difuso e o restante (43,78%) na bacia hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró. 
Clima
O clima é semiárido, com temperaturas elevadas e chuvas concentradas no primeiro semestre. 
Em Baraúna, o verão é árido, escaldante e abafado; o inverno é opressivo, com precipitação e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 36 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Baraúna e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 3,6 meses, de 2 de setembro a 20 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Baraúna é novembro, com a máxima de 36 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,2 meses, de 15 de março a 21 de junho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Baraúna é junho, com a mínima de 22 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Em Baraúna, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Baraúna começa por volta de 31 de maio e dura 4,8 meses, terminando em torno de 25 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Baraúna é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 25 de outubro e dura 7,2 meses, terminando em torno de 31 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Baraúna é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 69% do tempo. 
Desde 1962, de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Baraúna alcançou 147,5 mm em 23 de março de 2008. O recorde mensal pertence a abril de 1985, com 793,4 mm, enquanto o maior acumulado anual ocorreu no mesmo ano, com 2 662,2 mm.[15] Desde novembro de 2018, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN no município, a menor temperatura ocorreu na madrugada do dia 21 de agosto de 2019 (17 °C) e a maior na tarde de 29 de outubro de 2021 (38,9 °C).
Economia
A economia local destaca-se nacionalmente: é um dos maiores polos produtores e exportadores de frutas tropicais do Brasil, com ênfase na produção de melão e melancia de altíssima qualidade. Além da fruticultura irrigada, a extração de calcário e a exploração mineral, somadas à agricultura familiar e ao comércio local, impulsionam o desenvolvimento e geram empregos para a comunidade.
De janeiro a julho de 2026, foram registradas 1,4 mil admissões formais e 1,6 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -178 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 218.
Até agosto de 2026 houve registro de 8 novas empresas em Baraúna, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (3). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 39 empresas.
Educação
Baraúna compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o progresso sustentável e a inovação. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a agronomia, a gestão, a administração e a tecnologia garante que a juventude baraunense encontre ferramentas para liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Baraúna é um convite apaixonante ao ecoturismo e à aventura. As belas serras, as formações de cavernas e grutas calcárias atraem pesquisadores, espeleólogos e turistas em busca de paisagens únicas e contato com a natureza. 
A cidade se destaca pelo ecoturismo, abrigando centenas de cavernas catalogadas, como a Caverna Furna Feia (no Parque Nacional da Furna Feia), e locais com pinturas rupestres e paisagens marcantes como o Abrigo do Letreiro.
Cultura
A cidade transborda tradição: as festas religiosas, as manifestações folclóricas, a música e a rica culinária sertaneja mantêm viva a identidade de um povo acolhedor.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos campeonatos locais e às práticas esportivas nas escolas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 20 de outubro de 2026

CARINHANHA - BAHIA

Carinhanha é um município brasileiro localizado no oeste do estado da Bahia, às margens do Rio São Francisco, próximo da divisa com Minas Gerais. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 30.439 habitantes.
História
Após a invasão dos portugueses em terras antes nunca pisadas por homens brancos, isso em 22 de abril de 1500, no caso do Brasil, começaram efetivamente as ocupações dois anos mais tarde. O sistema de distribuição dessas terras, foi por um instrumento denominado Carta Régia. Assim conhecidas doze Capitanias Hereditárias e um sem número de Sesmarias, pedaço de terra de extensão indefinida, dentro das Capitanias, em que o sesmeiro deveria cumprir certas obrigações, como o envio de árvores de valor para a construção naval na metrópole. 
De posse destas Cartas Régias, duas famílias que se tornaram poderosas pela extinção de terras conquistadas e pelos currais de gado montados pelo interior, passaram a disputar com os índios confederados as terras do Vale do Rio São Francisco. 
A primeira, instalou o seu morgado no litoral baiano, formando a dinastia da Casa da Torre, dos Garcia d'Ávila. Mas a Casa da Torre, segundo Pedro Calmon, se distraiu e quando foi advertida, os Guedes de Brito já tinham montado oito curais de gado, no sertão da Bahia. 
O morgado dos Guedes de Brito, conhecido por dinastia da Casa da Ponte, tornou-se tão poderoso que os Garcia d'Ávila preferiam uma convivência pacífica a um enfrentamento belicoso. As duas Casas decidiram, então, repartir entre si a ocupação das terras do Sertão do São Francisco, considerando-se como os legítimos herdeiros dos despojos de uma guerra tida como justa. A guerra travada no Vale do São Francisco contra os nativos teria sido uma guerra contra pagãos, considerados bichos. 
No século XVII, essas terras já integravam a Sesmaria do Itapicurú e Rio São Francisco, doadas em conjunto ao Mestre de Campos, Antônio Guedes de Brito e Bernardo Vieira Ravasco, por volta do mês do agosto de 1693. 
Com Antonio Guedes de Brito, investido na patente de Mestre de Campos, coube desbravar o sertão do Vale do São Francisco. Segundo alguns historiadores, ele teria partido com duzentos homens rumo ao vale, mais teria sido morto, não completando a sua missão de 'pacificar' o vale, combatendo índios e negros aquilombados. Para o seu posto foi nomeado o General Mathias Cardoso de Almeida, o qual teria posto fim à desordem com um verdadeiro massacre de índios e negros. 
Entretanto, antes de morrer, Antônio Guedes de Brito, teria constituído Manoel Nunes Viana como procurador de suas duas filhas: Isabel e Joana Guedes de Brito. Coube a Manoel Nunes Viana estender os domínios dos Guedes de Brito, do Morro do Chapéu à Sabarabuçu, hoje Sabará, em Minas Gerais. 
Em 1709, foi fundada a vila de San Joze de Carunhenha, onde foi montado o seu quartel general. Em 17 de novembro, Manoel Nunes Viana seguiu para a Capitania de São Vicente, onde lutou na Guerra dos Emboabas, retornando em 1712, seguindo a rota do ouro pelo Rio das Velhas, afluente do São Francisco. Finalmente, a Sesmaria de São José de Carinhanha foi doada ao sesmeiro Athanásio de Siqueira Brandão. 
Formação Administrativa 
Segundo o livro Tombo do Arcebispado de Pernambuco, a Freguesia de São José de Carinhanha foi instalada por Portaria de 06 de agosto de 1806, quando pertencia à Diocese de Pernambuco, pelo Bispo Azeredo Coutinho. 
Por Decreto da Sagrada Congregação Consistorial de 25 de maio de 1854, mandado executar pelo Delegado Apostólico Martins Marini, a 01 de maio de 1855, foi esta Freguesia desmembrada da Diocese de Pernambuco e incorporada à da Bahia. 
Já no Catálogo Geral da Arquidiocese da Bahia, às fls. 57, vê-se que a Freguesia de São José de Carinhanha foi criada por carta Régia da Rainha Dona Maria I, a 29 de abril de 1779 e instalada a Paróquia pelo visitador Francisco José Correia por delegação do Bispo de Pernambuco, Dom Azeredo Coutinho. 
Outras informações dão conta de que foi desmembrada de Paracatu, Minas Gerais, em 06 de agosto de 1806. Colonizada pelo Bispo Azevedo Coutinho em 1804, sendo o primeiro Vigário o Padre Pedro Machado da Cruz Pereira. 
Em 1913, Carinhanha passou à categoria de Freguesia de São José de Carinhanha, pertencente à Comarca do Rio São Francisco, e foi elevada à categoria de vila em 20 de abril de 1832, sendo inaugurada em 1834. 
A emancipação do Município ocorreu em 17 de agosto de 1909, por força do Decreto Lei n.º 762, sendo desmembrada do município de Barra do Rio Grande.
Origem do nome
A origem do nome "Carinhanha" carrega a poesia e a ancestralidade indígena que marcam a região. O termo tem raízes em vocábulos tradicionais associados aos rios e à fauna local, fazendo referência às águas que serpenteiam a terra e à abundância de pescado.
Geografia
A geografia de Carinhanha é um espetáculo esculpido pela natureza. O relevo é predominantemente plano e suavemente ondulado, formado por vales férteis e extensas planícies aluviais margeando os grandes rios. Com uma altitude baixa, o município desfruta de um clima tropical semiárido, suavizado pela umidade trazida pelo Rio São Francisco, com temperaturas quentes e um regime de ventos constantes.
O solo, extremamente fértil nas áreas de várzea, sustenta uma agricultura rica e diversificada. A vegetação original mescla trechos de cerrado, caatinga e matas ciliares que protegem as margens dos rios e abrigam uma rica biodiversidade de fauna e flora.
Clima
Carinhanha sofre influência da massa Equatorial Continental (Ec) no sentido leste para oeste, variando de 700 mm (Calha do Rio São Francisco) a 1.600mm na fronteira ocidental. Possui uma distribuição desigual durante o ano, pois seu período de chuva se concentra entre novembro e março, com índice pluviométrico anual de cerca de 750 milímetros (mm). Os meses de junho a agosto são secos, podendo o índice chegar a zero. O risco de seca é de médio a alto. O efeito de continentalidade determina a maior amplitude térmica média anual do estado da Bahia.
Em Carinhanha, a estação com precipitação é de céu encoberto e abafada; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 36 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 39 °C. 
A melhor época do ano para visitar Carinhanha e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao início de outubro. 
A estação quente permanece por 1,6 mês, de 7 de setembro a 26 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Carinhanha é outubro, com a máxima de 36 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,1 meses, de 27 de novembro a 31 de janeiro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Carinhanha é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 32 °C, em média. 
O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 130,5 milímetros (mm) em 3 de dezembro de 1985. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 126,7 mm em 9 de março de 2020, 119,9 mm em 16 de novembro de 1998, 115,9 mm em 9 de novembro de 2011, 101,5 mm em 16 de janeiro de 2002, 101,3 mm em 20 de novembro de 2016 e 100,2 mm em 25 de novembro de 2011. Janeiro de 2016, com 625,1 mm, foi o mês de maior precipitação, superando o antigo recorde de 427,1 mm em fevereiro de 2007.
Em Carinhanha, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Carinhanha começa por volta de 25 de abril e dura 5,8 meses, terminando em torno de 19 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Carinhanha é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 19 de outubro e dura 6,2 meses, terminando em torno de 25 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Carinhanha é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo. 
Economia
Carinhanha é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia local apoia-se em pilares fundamentais: destaca-se na agricultura irrigada e familiar nas várzeas do São Francisco, na pecuária extensiva, na pesca artesanal, além de contar com um comércio local dinâmico e o setor de serviços.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 101 admissões formais e 77 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 24 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -11.
Educação
A educação em Carinhanha está baseada em que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento humano e social. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a agronomia, a gestão, a pedagogia e a tecnologia garantem que a juventude carinhanhense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Carinhanha é um convite apaixonante à contemplação e ao lazer. As belas praias fluviais que se formam às margens do Rio São Francisco durante a época de seca, os passeios de barco e a observação do pôr do sol encantam os visitantes. 
Cultura
Culturalmente, a cidade está baseada em suas tradições, com as festas populares, as manifestações folclóricas, as cantorias de viola e a rica culinária à base de peixes do rio mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos campeonatos locais e às práticas esportivas nas praias e centros comunitários movimenta a população, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

MIRANDA DO NORTE - MARANHÃO

Miranda do Norte é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 24.373 habitantes.
A exemplo de Santa Rita e São Mateus do Maranhão, que foram emancipados em 1961, Miranda do Norte, primitivamente denominado Miranda, foi um povoado que surgiu a partir da construção da BR-135 que conseguiu ser elevado à condição de município.
Localizado a 124 Km de São Luís, tornou-se parada obrigatória de veículos de carga e passageiros, o que foi de fundamental importância para o desenvolvimento de seus setores de comércio e serviços, principalmente restaurantes, pousadas e postos de abastecimento de combustíveis. Ainda que estivesse mais próximo de Arari, pertencia a Itapecuru quando conquistou sua autonomia, pela Lei n.º 4.866, a 15 de março de 1988. 
O município é sede da Região de Planejamento dos Eixos Rodoferroviários.
A Usina Termelétrica Gera Maranhão fica localizada no município.

História
Origens do município
Século XVII

A área era habitada pelos indígenas provavelmente da mesma etnia que ocorria na região, nas margens do rio Itapecuru, os Tapuias/Uruaitis e Barbados… Posteriormente houve a chegada de portugueses pelo litoral no século XVII, fundando e povoando através de correntes agrícolas, pastores e os padres jesuítas a cidade de Icatu e depois Rosário, e somente algumas décadas depois já no século XVIII, expandiram para o interior através dos rios Itapecuru, Mearim e outros, começando a fundação e povoação de outras cidades, como Itapecuru Mirim, Anajatuba, Arari, Cantanhede, e Pirapemas…
A história de Miranda se entrelaça a de Itapecuru Mirim, pois a região pertencia a Itapecuru Mirim quando está se tornou vila.
Século XVIII
Porém a terra onde hoje é Miranda do Norte, era identificada pelo nome de “Jundiai” pela existência de um afluente do rio Itapecuru de mesmo nome. 
Essa área era propriedade do português Manoel Barbosa de Miranda, que nunca habitou nessa propriedade. 
Pela existência de olhos d’água do riacho Jundiaí a propriedade foi posteriormente identificada como Olhos D’água de Miranda em alusão a seu proprietário. Ficando de fato conhecida como terras de Miranda. 
Século XIX
Com o falecimento do português, a viúva Maria Sabina Barbosa de Miranda, no século XIX, vendeu as terras ao Capitão e Alferes José Clementino Bezerra, que logo mudou-se trazendo consigo a sua família, fixando as suas casas nas proximidades do Igarapé do Uh, iniciando ali o primeiro núcleo familiar que deu origem ao povoado Miranda, pertencente ao município de Itapecuru Mirim. Além de desenvolverem a agricultura familiar, introduziram a pecuária na região. 
Com o falecimento do patriarca, Capitão José Clementino Bezerra o seu filho mais velho, Raimundo Abraão Bezerra (atual nome do palácio municipal), tornou-se seu sucessor que juntamente com seus outros irmãos, entre eles Francisco Alexandrino Bezerra e José Mariano Bezerra deram início ao povoamento e urbanização do núcleo familiar, criando a primeira escola sendo um dos primeiros sinais de desenvolvimento que passou a constitui-se mais tarde numa região atrativa para os habitantes de áreas vizinhas, provocando um aumento em seu contingente populacional. 
Século XX
A sua posição geográfica entre Itapecuru Mirim e Arari, longe de possíveis enchentes e alagamentos causados pelos rios Itapecuru e Mearim e situada ás margens de duas importantes rodovias federais construídas já no século XX, as BR-135 ligando-a a Capital São Luís e ao sul do estado, e a BR-222 ligando-a a baixada maranhense, estimulou esse crescimento e diversificando suas atividades econômicas, além de possibilitar um maior intercâmbio cultural, que tiveram papéis decisivos em seu processo de emancipação política.
O destino desta terra começou a mudar no dia 13 de maio de 1982, pois começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, projeto de n.º 36, o qual tratava da emancipação política do povoado de Miranda, uma antiga luta das lideranças políticas locais. No dia 31 de janeiro de 1988, foi realizado plebiscito para a escolha do novo nome da cidade, o povo teve que escolher entre: “Miranda do Norte, Miranda dos Bezerras ou Olhos D’água de Miranda”, tendo sido escolhido através do voto direto o nome atual da cidade: Miranda do Norte, a terminologia “Norte” foi acrescida para diferenciar de um outro município do mesmo nome no estado de Mato Grosso do Sul. No dia 15 de março do mesmo ano, foi promulgada pela Assembleia Legislativa a Lei nº 4.866, tornando o povoado de Miranda em cidade, a Ata de instalação, ou seja, a certidão de nascimento do novo município foi lavrada na sede da igreja batista local, no dia 29 de maio daquele ano.
O aspecto político da cidade mudou com sua emancipação, pois a sede do governo municipal já não pertencia à cidade de Itapecuru Mirim, tendo sido transferido para as fronteiras do agora município de Miranda do Norte. Com a ruptura do poder foi nomeado pelo Governador do estado, Epitácio Cafeteira, o senhor Walter Bezerra Barros, como interventor, o qual permaneceu no poder até a realização das primeiras eleições, que aconteceu ainda no ano de 1988, da qual saiu-se vencedor o eleito primeiro prefeito pelo voto direto do povo, Luís Albuquerque Pereira Bonfim, pertencente ao PFL (Partido da Frente Liberal), permanecendo no poder nos anos de 1989 a 1992.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Miranda do Norte, pela Lei Estadual n.º 4.866, de 15 de março de 1988, desmembrado de Itapecuru-Mirim e Arari. Sede no atual distrito de Miranda do Norte, ex povoado de Miranda do município de Itapecuru-Mirim. Instalado em 01 de janeiro de 1989. 
Em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Gentílico: mirandense-do-norte.
Origem do Nome
A origem do nome "Miranda do Norte" carrega uma homenagem histórica muito significativa: o nome foi dado em reconhecimento a ilustres pioneiros e famílias tradicionais que desbravaram e impulsionaram o povoamento local, somado ao complemento "do Norte" para identificação geográfica no cenário estadual.
Geografia
A posição geográfica de Miranda do Norte é bastante privilegiada, por se encontrar no eixo de duas importantes rodovias, a BR-135 e a BR-222, que possibilita melhor intercâmbio comercial, visto constituir-se, naturalmente um entreposto comercial de produtos agrícolas e manufaturados, destinados ao mercado interno e externo da região.
A geografia de Miranda do Norte é marcada por um relevo predominantemente plano e suavemente ondulado, típico da transição entre a baixada maranhense e o interior do estado. Com uma altitude baixa, o município desfruta de um clima tropical quente e úmido, caracterizado por temperaturas elevadas durante boa parte do ano e um regime de chuvas bem definido que renova as energias da vegetação a cada estação.
O solo, fértil em várias porções, sustenta uma agricultura tradicional e diversificada. A vegetação original, que mesclava trechos de matas secundárias, capoeiras e vegetação típica de transição, convive harmoniosamente com áreas de cultivo e pastagens, mantendo a biodiversidade e os recursos hídricos da região.
Localização
O município situa-se na micro região de Itapecuru, que por sua vez é parte da meso-região Norte-maranhense. Encontra-se situado no segundo fuso horário brasileiro, estando atrasado 03 horas em relação ao Meridiano de Greenwich. Sua latitude varia entre 3° e 4° e a longitude entre 44° e 45°.
Área
O município possui uma área de 341,107 km², incluindo terras desmembradas de Itapecuru-Mirim e Arari. O ponto mais alto do município alcança 90 metros e o mais baixo chega a 15 metros.
Clima 
O município localiza-se em uma região bastante fértil, por se encontrar entre as bacias dos rios Mearim e Itapecuru, apresentando clima do tipo tropical úmido, que é dominante em todo o estado. A temperatura média anual é de 26°C e o índice pluviométrico varia de 1.400 a 1.600 mm anuais.
Economia
Miranda do Norte é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia local apoia-se em pilares dinâmicos: destaca-se fortemente no setor de comércio e serviços — impulsionado pela privilegiada localização logística —, além da agricultura familiar, da pecuária de pequeno e médio porte e da prestação de serviços à microrregião.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 256 admissões formais e 269 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -13 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 101.
Até julho de 2026 houve registro de 8 novas empresas em Miranda do Norte, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 34 empresas.
Educação
Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão, a pedagogia, a administração e a tecnologia garantem que a juventude mirandense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Miranda do Norte é um convite apaixonante à contemplação da vida interiorana e à vivência comunitária. Os eventos festivos, as praças arborizadas e a hospitalidade nas conversas de calçada encantam os visitantes que buscam autenticidade. 
Cultura
A cidade transborda tradição: as festas religiosas, as manifestações folclóricas, as celebrações juninas e a rica culinária maranhense mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos campeonatos locais e às práticas esportivas nas escolas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

PARIPIRANGA - BAHIA

Paripiranga é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 27.860 habitantes.
História
A região originalmente era habitada por indígenas “tapuias”, de etnia incerta, provavelmente quiriris. 
A colonização de Paripiranga se iniciou no final do século XVII e início do século XVIII, com a chegada de vaqueiros ligados à Casa da Torre, mas ainda era em pequena escala. Décadas mais tarde, chegaram ao atual território municipal muitos colonos baianos, sergipanos e alagoanos, atraídos pela fertilidade das terras. 
Em 1846, José Antônio de Menezes ergueu, na nascente povoação de Malhada Vermelha (atual cidade de Paripiranga), uma capela em louvor a Nossa Senhora do Patrocínio.
A Lei Provincial n.º 1.168, de 22 de maio de 1871, elevou o povoado de Malhada Vermelha à categoria de freguesia, com o nome de Nossa Senhora do Patrocínio do Coité, subordinada à vila de Jeremoabo. Alguns anos mais tarde, em 1875, Bom Conselho (atual Cícero Dantas) foi emancipada de Jeremoabo, levando consigo a freguesia do Patrocínio do Coité. 
A Lei Provincial n.º 2.553, de 01 de maio de 1886, eleva a Freguesia de Nossa Senhora do Patrocínio do Coité à categoria de vila, com o nome de Patrocínio do Coité, se desmembrando de Bom Conselho e sendo instalada em 01 de fevereiro de 1888. 
Em 1931, o município de Cícero Dantas foi anexado a Paripiranga, tendo sua autonomia restaurada dois anos depois. Décadas mais tarde, em 1989, Paripiranga perdeu o distrito de Adustina, que foi elevado à categoria de distrito.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Patrocínio do Coité, pela Lei Provincial n.º 1.168, 22 de maio de 1871. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Patrocínio do Coité, pela Lei Provincial n.º 2.553, de 01 de maio de 1886, desmembrada do município Bom Conselho (mais tarde Cícero Dantas). Sede na antiga povoação de Patrocínio do Coité. Constituído do distrito sede. Instalada em 01 de fevereiro de 1888. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 01 de setembro de 1920, o município é constituído de 4 distritos: Patrocínio do Coité, Apertado de Pedras e Barreiras, Queimadas e Saco. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.341, de 30 de março de 1931, o município de Patrocínio do Coité tomou o nome de Paripiranga. 
Pelo Decreto n.º 7.479, de 08 de julho de 1931, Paripiranga adquiriu o extinto município de Cícero Dantas como simples distrito. 
Pelo Decreto n.º 8.447, de 27 de maio de 1933, desmembra do município de Paripiranga o distrito de Cícero Dantas. Elevado novamente à categoria de município. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto Estadual n.º 11.089, de 30 de novembro de 1938, é criado o distrito de Adustina e anexado ao município de Paripiranga. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Paripiranga e Adustina. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município permanece constituído de distritos: Paripiranga e Adustina. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988. 
Pela Lei Estadual n.º 4.851, de 05 de abrilde 1989, desmembra do município de Paripiranga o distrito de Adustina. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1993, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2001. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 2 distritos: Paripiranga e Conceição de Campinas. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Topônimo
O nome primitivo da localidade onde se originou o município era "Malhada Vermelha" (proveniente da abundância de terrenos argilosos com a denominação local de "selão"), depois mudado para "Patrocínio do Coité", havendo ligação desse nome com a existência, na extrema oriental do município, de grande exemplar de uma árvore denominada "coité". Finalmente, em 1931, passou o município a denominar-se "Paripiranga", topônimo de origem tupi de significado controverso: para alguns, vem do tupi e significa "terra vermelha"; para outros, significa "pari vermelho", pela junção dos vocábulos tupis pari (espécie de armadilha de pesca) e pyranga (vermelho).
Geografia
Paripiranga está no nordeste do estado da Bahia, na divisa com Sergipe. O município está a 110 km de Aracaju e 340 km de Salvador.  
O território municipal está totalmente incluso no chamado Polígono das Secas, tendo como clima semiárido e a vegetação a Caatinga.
A geografia de Paripiranga é um verdadeiro espetáculo esculpido pela natureza no semiárido. O relevo é predominantemente ondulado, recortado por colinas, serras de altitude moderada e vales que abrigam riachos temporários e permanentes. Com uma altitude que favorece um clima tropical semiárido, o município desfruta de dias ensolarados e de noites agradáveis, abrandadas pelas brisas que sopram das serras vizinhas.
O solo, de característica argilosa e arenosa, sustenta a vegetação típica da caatinga arbórea e de áreas de transição, que ganham um verde exuberante durante o período das chuvas. Essa geografia desafiadora e bela moldou a resiliência de um povo que aprendeu a conviver com o clima e a extrair o sustento da terra com dedicação.
Clima
Em Paripiranga, o verão é opressivo, longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, abafado, de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 33 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Paripiranga e realizar atividades de clima quente é do meio de agosto ao fim de outubro. 
 A estação quente permanece por 5,6 meses, de 19 de outubro a 8 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Paripiranga é janeiro, com a máxima de 33 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 9 de junho a 23 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Paripiranga é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Em Paripiranga, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Paripiranga começa por volta de 21 de maio e dura 5,1 meses, terminando em torno de 24 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Paripiranga é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 24 de outubro e dura 6,9 meses, terminando em torno de 21 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Paripiranga é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 59% do tempo. 
Economia
Paripiranga é uma pequena cidade que se destaca pelo alto crescimento econômico e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia municipal é baseada na agricultura, destacando-se a produção de milho, feijão e abóbora.
A economia apoia-se em pilares tradicionais e dinâmicos: destaca-se fortemente na agricultura familiar, na pecuária extensiva, na avicultura, além de contar com um comércio local vibrante e o setor de serviços que atende a toda a microrregião.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 643 admissões formais e 134 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 509 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 44.
Até julho de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Paripiranga, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 24 empresas.
Educação
A implantação de uma instituição de ensino superior com diversos cursos de graduação impulsionou o desenvolvimento urbano, o setor imobiliário e a atração de estudantes da região.
Paripiranga compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento humano e social. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão, a pedagogia, a administração e a tecnologia garantem que a juventude paripiranguense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Paripiranga é um convite apaixonante à contemplação das belezas naturais e à imersão cultural. As paisagens das serras, as trilhas rurais e os açudes encantam os visitantes que buscam tranquilidade e contato com o modo de vida sertanejo. 
Cultura
A cidade transborda tradição: as festas religiosas, as manifestações folclóricas, a música e a rica culinária regional mantêm viva a identidade de um povo acolhedor.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos campeonatos locais e às práticas esportivas nas escolas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

HUMBERTO DE CAMPOS - MARANHÃO

Humberto de Campos é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população estimada para o ano de 2025, pelo IBGE, era de 26.550 habitantes. É o lugar onde o poeta maranhense Humberto de Campos nasceu, na época chamada de Miritiba, o que originou o nome do município em 1934.
História
Início de colonização

Humberto de Campos é conhecida desde a passagem dos franceses pelo Maranhão. Pode-se dizer que a história da cidade começa em 1612, fazendo parte da expedição francesa que veio para colonizar o Maranhão, aportou em Upaon-Mirim (Ilha Pequena, hoje Santana) a caravela denominada 'Santana', enquanto aguardava o resultado das negociações levadas a efeito em Upaon-Açu-Ilha Grande, atualmente cidade de São Luís. Esse episódio não resultou, contudo, no devassamento do território. Somente por volta de 1817, José Carlos Frazão, vindo do Mearim no propósito de fazer comércio com os Tapuios ou à procura de lugar apropriado para a lavoura, foi casualmente a uma aldeia de índios e conseguiu lograr a confiança do cacique da aldeia indígena. Ali fixou sua residência, por saber da existência de terrenos próximos, férteis para a plantação e cultivo. local que os indígenas denominaram Miritiba, em virtude de grande quantidade de miri ou mirim existente, uma fruta nativa brasileira cujo nome de origem tupi, significa "fruta mole e pequena". Apesar da região ser apenas um matagal cortado por extensos lençóis de areia, irrigava o solo o rio Periá ou Preá; também apelido da tribo indígena. Com seus escravos construiu um prédio com dois pavimentos para sua moradia, que ficou conhecido como 'Casa-Grande'. Foi aí que teve início a cidade de Humberto de Campos. Com o desenvolvimento do lugarejo, que ainda conservava o nome dado pelos indígenas. Frazão requereu e obteve, por carta de sesmaria datada de 12 de março de 1819 "duas léguas de serra de comprido e uma de largo para a parte do poente em qualquer das testadas ou fundos do sobredito Abre"...
Em 8 de maio de 1835, por Lei n.º 13, Miritiba foi elevada à categoria de distrito. Alguns anos depois. Teve papel importante na história do Maranhão; na guerra dos balaios.
Em 1840, Miritiba foi tomada pelos rebeldes, em luta com as forças legais, sob o comando de Lima e Silva. Foi então atacada e ocupada pelos Imperiais Marinheiros.
Em Miritiba teve início a monarquia do negro Cosme, velho escravo que fugira para as matas circunvizinhas, formando uma corte de 2.000 negros foragidos. Tendo saqueado uma igreja, Cosme apossou-se das paramentas sacerdotais e com elas se apresentava num andor carregado por mulheres da sua raça.
Em janeiro de 1841, se entregaram a Lima e Silva 700 rebeldes de Raimundo Gomes.
Criação do município e o desmembramento de Primeira Cruz
A cidade foi elevada à categoria distrito em 1840. Distrito criado com a denominação de Miritiba de São José do Piriá, pela Lei n.º 13, de 8 de maio de 1835, subordinado ao município de Icatú. Elevado à categoria de vila com a denominação Miritiba de São José do Piriá, pela Lei Provincial n.º 543, de 30 de julho de 1859, desmembrado de Icatú. Sede na antiga vila de Miritiba de São José do Piriá. Constituído do distrito sede. Instalado em 3 de maio de 1860. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1933.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 159, de 6 de dezembro de 1938, é criado o distrito de Primeira Cruz e anexado ao município de Humberto de Campos. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Humberto de Campos e Primeira Cruz. Por ato das disposições constitucionais transitórias deste estado, promulgado a 28 de julho de 1947, desmembra do município de Humberto de Campos. Então o Distrito de Primeira Cruz é elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Alteração toponímica municipal Miritiba de São José do Piriá para Humberto de Campos alterado, pela Lei Estadual n.º 743, de 13 de dezembro de 1934. 
Bandeira
A Bandeira de Humberto de Campos foi idealizada pelo prefeito, Edson dos Santos Fonseca. Foi reformulada em 2005 na gestão de José Ribamar por Dulcinéa Espindola, aprovada na Câmara Municipal pelo Decreto Lei n.º 13/2005. Suas cores são branca e azul, tem o tamanho de 1,80 m x 1,20 m, é composta de 5 listras, sendo três azuis e duas brancas, sendo que as três primeiras medem 1.30 cm e as duas últimas 1,80 cm. A largura de cada listra é de 24 cm. O azul da Bandeira do Município de Humberto de Campos é a mesma tonalidade da Bandeira do Maranhão e do Brasil. O quadro, onde está o livro e barco medem 50 x 72 cm, tendo o fundo azul. O livro do lado esquerdo contém uma pena simbolizando as belas poesias, contos, etc, escrito tanto pelo poeta humbertuensse, quanto pelas habitantes. 
Os símbolos que existem na bandeira representam a cultura e produção do município: Branco – simboliza a paz; Azul – representa o céu do nosso Brasil; Livro – homenageia os poemas de Humberto de Campos e Barco (canoa ou igarités) – representa o meio de transporte e produção de pescado, bem representativo no município. O Brasão foi criado na administração de José Ribamar, através da Lei n.º 13/05. Esse símbolo tem a representação da Bandeira do Brasil, do Maranhão e do Município. Em sua base tem duas datas importantes: 1859 – Miritiba e 1934 – Humberto de Campos. Os símbolos municipais, hino, bandeira e brasão, foram oficializados em 30 de setembro de 2005, pela Lei Municipal n.º 13/05. Aprovada pela Câmara Municipal, em sessão realizada no povoado Flexeiras. A mensagem do Prefeito José Ribamar foi enviada à Câmara Municipal em 15 de setembro de 2005.
Em toda e qualquer condecoração efetivada pelos poderes públicos do município é obrigatório a utilização da marca do Brasão nas comemorações.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Miritiba, de São José do Piriá, pela Lei n.º 13, de 08 de maio de 1835, subordinado ao município de Icatu. 
Elevado à categoria de vila com a denominação Miritiba de São José do Piriá, pela Lei Provincial n.º 543, de 30 de julho de 1859, desmembrado de Icatu. Sede na antiga vila de Miritiba de São José do Piriá. Constituído do distrito sede. Instalado em 03 de maio de 1860. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1933. 
Pelo Decreto Estadual n.º 743, de 13 de dezembro de 1934, o município de Miritiba de São José do Piriá passou a denominar-se Humberto de Campos. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município já denominado Humberto Campos é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 159, de 06 de dezembro de 1938, é criado o distrito de Primeira Cruz e anexado ao município de Humberto de Campos. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Humberto de Campos e Primeira Cruz. 
Por ato das disposições constitucionais transitórias deste estado, promulgado a 28 de julho de 1947, desmembra do município de Humberto de Campos. 
Distrito de Primeira Cruz. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
Alteração toponímica municipal 
Miritiba de São José do Piriá para Humberto Campos alterado, pela Lei Estadual n.º 743, de 13 de dezembro de 1934.
Origem do Nome
A origem do nome "Humberto de Campos" carrega uma homenagem literária e histórica muito significativa: o nome foi dado em honra ao célebre escritor, jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras, Humberto de Campos, ilustre filho da terra.
Gentílico: humberto-campense.
Curiosidades
- Humberto de Campos possui o maior bumba-meu-boi do Maranhão, pois são doze pessoas (chamados de miolo) que ficam debaixo do boi. É conhecido como Famosão de Humberto de Campos.[8]
- A cidade promove anualmente o Festival do Peixe-Boi.
- Banhado pelo rio Periá e rio Mapari, a cidade fica localizada na Bacia do rio Periá.
- Tem apenas uma escola estadual fundada em 1992; e apenas um hospital e um centro de saúde.
- Só foi ligada por estrada a São Luís apenas no início da década de 2000. Antes só se chegava de barco com destino a São José de Ribamar.
Não possui uma rodoviária, apenas um ponto na praça da matriz.
- Tem como Padroeiro local São José do Periá, porém a festa na Igreja Matriz é em honra a Senhora Sant'Ana que ocorre nos dias 17 á 26 de julho.
Existem outras festas religiosas influentes no município como a Festa do Divino no povoado Periá, o Festejo de São Raimundo Nonato no povoado Cedro, Festa de Santa Clara no povoado Santa Clara, Festa de Nª Senhora de Fátima em Ilha Grande, Festival do peixe-boi em Ilha do Gato e os famosos Cordões de São Gonçalo.
- Possui algumas ilhas, como por exemplo, Ilha de Santana, Ilha Carrapatal, Ilha Grande, Ilha Macunamdiba, Ilha Rosário, Ilha do Gato e etc.
- Em 2011 a cidade ganhou vista de rua (Street View) do serviço de mapa Google Maps. Um Fiat Stilo percorreu mais de 70% da cidade.
- Está inserida na Reserva Extrativista (Resex) Baía do Tubarão, que é a maior Resex marinha do Brasil segundo o ICMBIO.
Geografia
A área do município de Humberto de Campos é de 1.714,625 quilômetros quadrados.
A geografia de Humberto de Campos é um verdadeiro espetáculo esculpido pela natureza. O relevo é predominantemente plano, composto por extensas planícies litorâneas, restingas e imponentes formações de dunas. Com uma altitude baixa, o município desfruta de um clima tropical úmido, caracterizado por temperaturas elevadas e um regime de chuvas que alimenta as famosas lagoas temporárias da região.
O solo, de característica arenosa e argilosa nas áreas de várzea, sustenta uma cobertura vegetal diversificada, que inclui manguezais, vegetação de restinga e trechos de transição. O grande protagonista da geografia humberto-campense é o seu complexo hídrico, com rios serpenteantes que deságuam no mar, criando um cenário de biodiversidade ímpar e beleza cênica inigualável.
Clima
Em Humberto de Campos, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é opressivo e quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 33 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Humberto de Campos e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao início de outubro. 
A estação quente permanece por 4,8 meses, de 27 de julho a 20 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Humberto de Campos é dezembro, com a máxima de 33 °C e mínima de 26 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 21 de janeiro a 14 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Humberto de Campos é março, com a mínima de 25 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Em Humberto de Campos, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Humberto de Campos começa por volta de 7 de junho e dura 4,7 meses, terminando em torno de 30 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Humberto de Campos é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 69% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 30 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 7 de junho. 
O mês mais encoberto do ano em Humberto de Campos é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 85% do tempo. 
Hidrografia
A hidrografiaa do município está assim composta: Rio Periá; Rio Mapari; 
Rio do Banga e Rio do Chico Trip.
Economia
Humberto de Campos é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia local apoia-se em pilares tradicionais e sustentáveis: destaca-se fortemente na pesca artesanal, na agricultura familiar, no extrativismo, além do comércio local e do ecoturismo em expansão, que atrai visitantes de todas as partes do mundo.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 30 admissões formais e 35 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -5 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 4.
Até julho de 2026 houve registro de 7 novas empresas em Humberto de Campos, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 9 empresas.
Educação
Humberto de Campos compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento humano e social. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para o turismo sustentável, a gestão ambiental, a pedagogia e a administração garantem que a juventude local encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Humberto de Campos é uma experiência apaixonante e inesquecível. As portas de entrada para os Lençóis Maranhenses, os passeios de barco pelos rios, a contemplação das dunas e lagoas, e as praias desertas encantam os ecoturistas. 
Cultura
A cidade transborda tradição: as festas religiosas, as manifestações folclóricas, a literatura inspirada por seu patrono e a culinária à base de pescado fresco mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, às competições locais e às práticas esportivas náuticas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

REDENÇÃO - CEARÁ

Redenção é um município brasileiro do estado do Ceará. Localiza-se a uma altitude de 88 metros acima do nível do mar e a 55 km de distância de Fortaleza. Faz parte do Polo Serra de Guaramiranga.
O município recebe esse nome por ter sido a primeira cidade brasileira a libertar todos os seus escravos. 
Segundo estimativas do IBGE, para o ano de 2025, a população de Redenção era de 28.382 habitantes. 
Etimologia
O nome Redenção vem do fato de que este (antiga vila do Acarape. Do tupi-guarani acará + pe, caminho dos peixes) foi o primeiro município do Brasil a libertar os escravos.
A origem do nome "Redenção" carrega o peso e a glória de uma conquista histórica sem precedentes. Anteriormente conhecida como Acarape, a cidade foi rebatizada como Redenção em virtude do ato pioneiro de libertação de seus escravizados, ocorrido em 1 de janeiro de 1883 — mais de um ano antes da Lei Áurea em âmbito nacional.
História
A região dos sopés do Maciço de Baturité e ao redor das margens do Rio Acarape/Rio Pacoti era habitada por diversas etnias como os Potyguara, Jenipapo, Kanyndé, Choró e Quesito, recebeu a partir do século XVII diversas expedições militares e religiosas.
Com a implementação da pecuária no Ceará no século XVII, as terras de Redenção também foram beneficiadas com a agricultura da cana-de-açúcar. A partir do século XIX, engenhos de Redenção tiveram como mão de obra escravos africanos, desta forma senzalas e pelourinhos vieram a fazer parte do modelo urbano.
O povoado que deu origem à vila foi uma distrito policial criado em 1842 e depois desmembrado de Baturité em 1868 com o nome de "Acarape". No ano de 1871 foi criada a Câmara Municipal da cidade. 
Em 1882 é criada a "Sociedade Redentora Acarapense". Em 01 de janeiro de 1883, chegavam à então Vila Acarape, abolicionistas como Liberato Barroso, Antônio Tibúrcio, Justiniano de Serpa, José do Patrocínio e João Cordeiro, com a finalidade de assistirem a alforria de 116 escravos do lugarejo. A partir daquele ato, em frente à igreja matriz local, não haveria mais escravos ali, ganhando a vila o nome de Redenção, pioneira em libertar seus escravos no País.
Em reconhecimento ao fato de ter sido a primeira cidade do Brasil a abolir a escravidão, Redenção sedia a UNILAB -Universidade Federal de Integração Luso-Afro-Brasileira desde 2009.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Acarape, por Ato Provincial de 18 de março de 1842 e por Lei Provincial ou Resolução Provincial n.º 1.242, de 05 de dezembro de 1968. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Acarape, pela Lei Provincial n.º 1.255, de 28 de dezembro de 1968, desmembrado de Baturité. Sede no núcleo de Acarape. Instalado em 21 de agosto de 1871. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Redenção, pela Lei Provincial n.º 2.167, de 17 de agosto de 1889. 
Pelo Ato Estadual de 11 de setembro de 1890 é criado o distrito de Serrinha do Nicolau e anexado ao município de Redenção. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Redenção, Acarape e Serrinha do Nicolau. 
Pelo Ato Estadual de 04 de novembro de 1912, é criado o distrito de Acarape do Meio e anexado ao município de Redenção. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 7 distritos: Redenção, Acarape, Acarape do Meio, Barreira Vermelha, Canafístula, Lagoa das Pedras e Serrinha do Nicolau. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.591, de 23 de maio de 1935, o distrito de Lagoa das Pedras foi transferido do município de Redenção para o de Guarani. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 6 distritos: Redenção, Acarape, Acarape do Meio, Antônio Diogo, Barreira Vermelha e Serrinha do Nicolau. Não figurando o distrito de Canafístula. 
Pelo Decreto Estadual n.º 169, de 31 de março de 1938, o distrito de Serrinha do Nicolau aparece com denominação de Serrinha. 
Pelo Decreto Estadual n.º 448, de 20 de dezembro de 1938, o distrito de Acarape do Meio passou a denominar-se São Gerardo e Barreira Vermelha a denominar-se simplesmente Barreira. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 6 distritos: Redenção, Acarape, Antônio Diogo, Barreira (ex Barreira Vermelha), São Gerardo (ex Acarape do Meio) e Serrinha (ex Serrinha do Nicolau). 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.114, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Serrinha passou a denominar-se Guassi. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o município é constituído de 6 distritos: Redenção, Acarape, Antônio Diogo, Barreira, Guassi (ex-Serrinha) e São Gerardo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 6.432, de 16 de julho de 1963, são desmembrados do município de Redenção os distritos de Acarape e Barreira, para constituir o novo município de Acarape. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 4 distritos: Redenção, Antônio Diogo, Guassi e São Gerardo. 
Pela Lei Estadual n.º 8.339, de 14 de dezembro de 1965, o município de Redenção adquiriu o extinto município de Acarape e o distrito de Barreira, como simples distrito. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 6 distritos: Redenção, Acarape, Antônio Diogo, Barreira, Guassi e São Gerardo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1983. 
Pela Lei Estadual n.º 11.307, de 15 de abril de 1987, é desmembrado do município de Redenção o distrito de Barreira. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual nº 11308, de 15 de abril de 1987, é desmembrado do município de Redenção o distrito de Acarape. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 4 distritos: Redenção, Antônio Diogo, Guassi e São Gerardo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1997. 
Pela Lei Municipal n.º 915, de 12 de novembro de 1999, o distrito de São Gerardo passou a ser denominado Barra Nova. 
Pela Lei Municipal n.º 1.062, 15 de agosto de 2003, é criado o distrito de Faísca (ex povoado) e anexado ao município de Redenção. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 5 distritos: Redenção, Antônio Diogo, Barra Nova (ex São Gerardo), Faísca e Guassi. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2025.
Geologia
O substrato geológico é composto por rochas gnáissicas e migmatíticas do Pré-Cambriano indiviso e sedimentos detríticos areno-argilosos, com níveis conglomeráticos, do Terciário/Quaternário. Solos revestidos por vegetação de caatinga arbustiva densa, mata seca (floresta subcaducifólia tropical pluvial) e mata úmida (floresta subperenifólia tropical plúvio-nebular) nos terrenos mais elevados.
Geografia
A geografia de Redenção é um verdadeiro espetáculo esculpido pela natureza
Clima
Tropical quente semiárido com pluviometria média de 1097 mm[7] com chuvas concentradas de janeiro a abril.
Em Redenção, o verão é árido, quente e de ventos fortes; o inverno é longo, com precipitação e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 35 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Redenção e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao início de outubro. 
A estação quente permanece por 3,8 meses, de 1 de setembro a 27 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Redenção é novembro, com a máxima de 35 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,7 meses, de 13 de março a 5 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Redenção é junho, com a mínima de 22 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Em Redenção, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Redenção começa por volta de 31 de maio e dura 4,8 meses, terminando em torno de 25 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Redenção é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 25 de outubro e dura 7,2 meses, terminando em torno de 31 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Redenção é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 75% do tempo. 
Hidrografia e recursos hídricos
As principais fontes de água são: Rio Acarape/Rio Pacoti e outros riachos, Açude Acarape do Meio, Adutora do Acarape e outras 3 adutoras e 52 poços.
Relevo
Maciços residuais e depressões sertanejas.
Vegetação
Caatinga arbustiva densa, floresta subcaducifólia tropical, floresta úmida semi-perenofólia, floresta úmida semi-caducifólia, floresta caducifólia e mata ciliar.
Economia
Redenção é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. O município tem a base de sua economia:
- Agricultura: plantio de bananas, principalmente nas serras que rodeiam o município, já que faz parte do Maciço de Baturité, bem como a plantação da cana-de-açúcar, milho e feijão.
- Pecuária: bovinos, suínos e avícola.
Em suas terras foram registradas ocorrências de calcário (calcita), vermiculita e talco.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 255 admissões formais e 250 desligamentos, resultando em um saldo de 5 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -15.
Até julho de 2026 houve registro de 12 novas empresas em Redenção, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 54 empresas.
Turismo
Busto da Princesa

Foi construído em homenagem à princesa Isabel que libertou os escravos no Brasil. O monumento faz alusão ao cinquentenário da abolição no município e fica localizado na Praça da Princesa Isabel, no Centro de Redenção.
Serra do Cruzeiro - Monte das Graças
Cartão postal do município, com uma escadaria de 720 degraus e com aproximadamente 180 metros de altura, que conduz a um grande crucifixo e à imagem de Nossa Senhora das Graças.
Hospital Dermatológico de Antônio Diogo – Colônia
Construída em 1928, o local serviu, para isolamento de pessoas portadoras de hanseníase, durante muitos anos. O local possui Cine-teatro, enfermaria, sala de fisioterapia, biblioteca, consultórios e outros. Localizado no distrito de Antônio Diogo.
Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição – Matriz
Concluída em agosto de 1868, em estilo romântico, a Igreja é um atrativo bastante visitado pelos turistas. Localizado na Praça da Matriz, no Centro de Redenção.
Museu Histórico e Memorial da Liberdade
O museu, que faz parte do centro cultural que também abriga biblioteca pública e ilha digital, tem, em seu acervo, documentos históricos e raros como livros de compra e venda de escravos, objetos ligados aos escravos – inclusive instrumentos de tortura – peças de antigos engenhos, mobília, objetos sacros, entre outros. Localizado na rua José Costa Ribeiro, 102
Fazenda Gurguri – Senzala
O local conserva ainda uma estrutura do período da escravidão. Localizado na Serra do Gurguri, a 18 km da sede do município. Foi transformada numa pousada. Acesso pela estrada de Barra Nova, via Gurguri.
Açude Acarape do Meio
Represa do rio Pacoti. Localiza-se no distrito de Barra Nova, a 12 km da sede. À esquerda da barragem encontra-se a Capela de São Gerardo. Atualmente é administrado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos - COGERH.
Capela de Santa Rita
A Capela foi inaugurada em 29 de dezembro de 1917. Construída em estilo gótico. Possui uma escadaria com 109 degraus. Bastante visitada por devotos e turistas. Proporciona uma bela vista parcial da cidade.
Capela de São Miguel
Capela em estilo gótico eclético, construída com financiamento de Juvenal de Carvalho, antigo dono do Sítio Livramento. Mausoléu do Padre Ângelo Custódio. Inaugurada em 21 de março de 1936.
Praça da Liberdade – Obelisco
Monumento construído em homenagem ao cinquentenário da abolição neste município, 1933, e à Sociedade Redentora Acarapense. Estrutura alusiva a um pelourinho. Localiza-se na Praça da Liberdade, no centro da cidade de Redenção.
Cachoreira da Paracupeba
Localizada na área serrana, há 9 km do centro da cidade, a cachoeira está localizada no distrito de Barra Nova, sendo uma das maiores atrações turísticas do município.
Educação
O município de Redenção é sede da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que oferta 19 cursos de graduação e 9 programas de pós-graduação. Possui três escolas particulares: CNEC Perboyre e Silva que é a mais antiga da cidade, com o segundo melhor desempenho da cidade no Enem, ficando atrás apenas do desempenho da escola profissional, Logos que é uma escola nova evangélica e a escola Pentágono.Uma escola profissional: Adolfo Ferreira de Sousa, a escola de ensino médio Brunilo Jaco, a escola estadual Padre Saraiva Leão a pioneira,contando também com duas escolas municipais Edmílson Barros e a escola Maria Augusta Russo, todas localizadas no centro da cidade. Também temos a Escola Camilo Brasiliense, no distrito de Antonio Diogo.
Cultura
Os principais eventos são: Festa da Padroeira: Nossa Senhora da Conceição (dezembro); Festa de São Sebastião (janeiro); Festa de São José (19 de março); Festa de Santa Rita (setembro); Missa de São Gerardo, na Capela do Acarape do Meio (terceiro sábado de outubro); Fest Rock no distrito de Antônio Diogo (dezembro); Dia do Município (28 de dezembro); Campeonato Esportivo do Maciço de Baturité
Outras atividades culturais de Redenção são organizadas pelo Grupo Folclórico 25 de Março e a Banda de Música Doutor José Alberto Mendonça de Sousa.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, às corridas de montanha, aos torneios estudantis e às práticas esportivas nas escolas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre moradores e estudantes de diversas nacionalidades.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .