terça-feira, 3 de março de 2026

VICÊNCIA - PERNAMBUCO

Vicência é município brasileiro do estado de Pernambuco. Sua população era estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, em 27.151 habitantes.
História
O povoamento de Vicência começou com a construção de uma capela próxima à residência de Vicência Barbosa de Melo, constituindo assim o povoado que viria a ser elevado, por força da Lei Provincial n.º 1.448, de 5 de junho de 1879, à categoria de freguesia. 
Em 1891, o Decreto Estadual n.º 142, de 30 de maio de 1891, circunscreveu os distritos de paz de Vicência, Angélicas e Aliança e os elevou à condição de vila, sob a denominação de Vicência. 
Em 15 de junho de 1891 a Intendência de Vicência enviou Ofício ao governador do Estado de Pernambuco informando haver sido instalado o município nessa data.[7] 
A Lei Estadual número 72, de 16 de maio de 1895, tornou sem efeito o Decreto de 30 de maio de 1891. 
Em 11 de setembro de 1928 a localidade foi elevada à categoria de cidade, através da Lei Estadual 1931. Ficou constituído o município de Vicência com os distritos de Vicência e Angélicas, desmembrado do município de Nazaré. Sua emancipação ficou determinada, na mesma Lei, em seu artigo 15, parágrafo único, para o dia 1 de janeiro de 1929. Seu primeiro prefeito foi o negociante local Júlio Moura, tendo como Secretário Raul Verissimo Camelo de Almeida, jovem datilógrafo da cidade de Paudalho, convidado para o cargo, por indicação do professor Jorge Camello Pessoa, de Lagoa do Carro, então distrito do município de Nazaré que naquela data passava para o também recém-criado município de Floresta dos Leões, atualmente Carpina. 
Em 4 de outubro de 1930, o seu primeiro prefeito foi destituído, por intervenção da Revolução de 1930, permanecendo assim enquanto durou a intervenção federal no Estado de Pernambuco.
Gentílico: vicenciense. 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Vicência, pela Lei Provincial n.º 1.448, de 05 de junho de 1879 e por Lei Municipal n.º 5, de 30 de novembro de 1892. Subordinado ao município de Nazaré. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Vicência, pelo Decreto Estadual de 30 de maio de 1891. 
Pela Lei Estadual n.º 72, de 16 de maio de 1895 a vila foi extinta. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Vicência figura no município de Nazaré. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação, pela Lei Estadual n.º 1.931, de 11 de setembro de 1928, desmembrado de Nazaré. Sede no antigo distrito de Vicência. Constituído de 2 distritos: Vicência e Sapé. Instalado em 1º de janeiro de 1929. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Vicência e Sapé. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 952, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Sapé passou a denominar-se Murupé. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Vicência e Murupé ex-Sapé. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Data comemorativa
Anualmente, no dia 11 de setembro Vicência comemora sua emancipação política. A padroeira da cidade é Santa Ana e comemora-se a festa no dia 26 de julho.
Geografia
Relevo

O município apresenta um relevo acidentado, caracterizado pelos "Mares de Morros", que são colinas arredondadas típicas da Zona da Mata. No entanto, o diferencial de Vicência é sua transição para o Planalto da Borborema. A altitude na sede municipal é de cerca de 120 metros, mas o ponto culminante, na Serra da Mascarenhas, atinge aproximadamente 340 metros de altitude, proporcionando uma visão panorâmica da região.
Solos
Os solos predominantes são os Podzólicos Vermelho-Amarelos e os Latossolos, que possuem boa profundidade e fertilidade natural média a alta, sendo ideais para culturas perenes e semiperenes.
Vegetação
A vegetação original era a Mata Atlântica, mas séculos de cultivo de cana-de-açúcar reduziram a cobertura florestal a pequenos fragmentos. Atualmente, existem esforços de preservação em áreas de encosta e matas ciliares, onde ainda é possível encontrar espécies nativas do bioma.
Clima
Em Vicência, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 33 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Vicência e realizar atividades de clima quente é do meio de julho ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 5,5 meses, de 28 de outubro a 11 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Vicência é fevereiro, com a máxima de 33 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 11 de junho a 26 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Vicência é julho, com a mínima de 21 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Economia
Vicência é uma pequena cidade que se destaca pelo alto crescimento econômico e por apresentar novas oportunidades de negócios.
Embora a história de Vicência tenha sido escrita com o caldo da cana, sua economia atual é diversificada.
Na agricultura, o município é um dos maiores produtores de banana de Pernambuco, especialmente na região de serra. Além da cana-de-açúcar, cultiva-se também mandioca, batata-doce e coco.
A feira livre de Vicência é um importante polo de trocas comerciais da Mata Norte.
A produção de peças em barro e tecelagem contribui para a renda de diversas famílias.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 2 mil admissões formais e 1,9 mil desligamentos, resultando em um saldo de 143 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -168.
Até novembro de 2025 houve registro de 11 novas empresas em Vicência, sendo que 6 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 13 empresas.
Turismo
O turismo é o setor com maior potencial de crescimento em Vicência.
No turismo histórico e cultural, o destaque absoluto é o Engenho Poço Comprido. Datado do século XVIII, o conjunto arquitetônico (Casa Grande e Capela sob o mesmo teto) é tombado pelo IPHAN e representa um dos raros exemplares da arquitetura colonial açucareira preservados no Brasil.
No turismo de aventura, a Serra da Mascarenhas é considerada um dos melhores pontos do Nordeste para a prática de Voo Livre (Parapente e Asa Delta). As correntes térmicas favoráveis atraem pilotos de todo o país, gerando um fluxo turístico que movimenta hotéis e restaurantes locais.
O ecoturismo oferece trilhas por antigos engenhos e a Cachoeira do Engenho Jundiá oferecem opções para quem busca contato com a natureza e banhos refrescantes.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

segunda-feira, 2 de março de 2026

BARREIRINHA - AMAZONAS

Barreirinha é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à Região Geográfica Intermediária de Parintins e Região Geográfica Imediata de Parintins, localiza-se a leste de Manaus, capital do estado, distando desta cerca de 331 quilômetros. 
Ocupa uma área de 5.750,534 km² e sua população, estimada pelo IBGE 2025, era de 33.722 habitantes, sendo assim o vigésimo quarto município mais populoso do estado do Amazonas e o terceiro de sua microrregião.
História
A cidade de Barreirinha surgiu em meados de 1830, oriunda de um povoado, núcleo por sua vez, da Missão do Andirá, criada em 1848 pelo capuchinho Pedro de Cariana. 
Até então, era jurisdicionada pela Província do Pará, que exercia também jurisdição sobre a comarca do Alto Amazonas. 
Em 1851, chega ao local o jesuíta Manuel Justino de Seixas, que constrói uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Bom Socorro.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora do Bom Socorro de Andirá, pela Resolução n.º 14, de 17 de novembro de 1853. 
Pela Lei n.º 263, de 13 de maio de 1873, transferiu o distrito de Nossa Senhora do Bom Socorro de Andirá para o lugar Vila Nova de Barreirinha. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Barreirinha, pela Lei n.º 539, de 09 de junho de 1881, desmembrado de Parintins. Sede no atual distrito de Barreirinha (ex Vila Nova de Barreirinhas). Instalada em 07 de setembro de 1883. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1º de setembro de 1920. 
Pelo Ato n.º 45, de 28 de novembro de 1930, confirmado pelo Ato n.º 33, de 14 de setembro de 1931, o município foi reduzido a Delegacia municipal, e, nessa qualidade anexando ao município de Parintins, como simples distrito. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Barreirinhas figura no município de Parintins. 
Com a reconstitucionalização do Estado, em 1935, Barreirinha voltou à categoria de vila autônoma. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, a vila é constituída do distrito sede. 
Elevado à categoria de cidade com a denominação de Barreirinha, pela Lei Estadual n.º 68, de 31 de março de 1938. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 176, de 1º de dezembro de 1938, foram criados os distritos de Ariaú, Freguesia do Andirá e Pedras e anexado ao município de Barreirinha 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Barreirinha, Ariaú, Freguesia do Andirá e Pedras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Pela Lei Municipal n.º 42, de 24 de novembro de 1956, é criado o distrito de Ponta Alegre (ex povoado), com território desmembrado do distrito de Ariaú e anexado ao município de Barreirinha. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 5 distritos: Barreirinha, Ariaú, Freguesia do Andirá, Pedras e Ponta Alegre. 
O distrito de Ponta Alegre deixou de figurar no município de Barreirinha por não ter sido ratificada pela Assembleia Legislativa do Estado, sendo seu território anexado ao município de Barreirinha. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 4 distritos: Barreirinha, Ariaú, Freguesia do Andirá e Pedras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979. 
Pela Emenda Constitucional n.º 12, de 10 de dezembro de 1981, e delimitado pelo Decreto Estadual n.º 6.158, de 25 de fevereiro de 1982, é criado o distrito de Cametá e anexado ao município de Barreirinha. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 5 distritos: Barreirinha, Ariaú, Cametá, Freguesia do Andirá e Pedras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.
Geografia
Clima

Em Barreirinha, o verão é curto, quente e de céu encoberto; o inverno é longo, morno, com precipitação e de céu quase encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 34 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Barreirinha e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de agosto. 
A estação quente permanece por 2,2 meses, de 14 de setembro a 20 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Barreirinha é outubro, com a máxima de 34 °C e mínima de 26 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 6,9 meses, de 5 de janeiro a 1 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Barreirinha é junho, com a mínima de 24 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Relevo
O relevo é caracterizado principalmente por planícies amazônicas, alternando áreas de igapó (sempre inundadas), várzea (inundadas sazonalmente) e terra firme, que ficam livres das cheias das grandes cheias dos rios. Barreirinha está localizada em terraços fluviais e áreas de baixa altitude, típicas da região do Baixo Amazonas, com solos que variam conforme as dinâmicas aluviais e influência das cheias. 
Vegetação
A vegetação é predominantemente floresta tropical amazônica, com áreas de várzea ricas em biodiversidade e igarapés que formam um mosaico de habitats aquáticos e terrestres, sustentando uma mega diversidade biológica típica da Bacia Amazônica. 
Economia
Barreirinha é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. A economia local de Barreirinha combina atividades tradicionais e serviços voltados à comunidade ribeirinha. A agricultura familiar é marcante, com plantio de mandioca, abacaxi, feijão, arroz, melancia, fumo e outras culturas, tanto para subsistência quanto para pequenos mercados locais. O beneficiamento da mandioca é particularmente expressivo, com produção de derivados como tucupi, goma, farinha e fécula, que compõem parte importante da alimentação e economia regional. 
Além da agricultura, o comércio, serviços, pescas artesanais e atividades ligadas à navegação fluvial contribuem para a economia barreirinhense, aproveitando a extensa rede de rios que servem de vias de transporte, abastecimento e conexão entre comunidades.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 116 admissões formais e 56 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 60 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 19.
Até novembro de 2025 houve registro de 45 novas empresas em Barreirinha, sendo que 18 atuam pela internet. Neste último mês, 6 novas empresas se instalaram, sendo 3 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (3). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 28 empresas.
Setor primário
Agricultura

Destaca-se no plantio de mandioca, vindo a seguir abacaxi, arroz, batata-doce, cana-de-açúcar, feijão, fumo, juta, malva, melancia, melão e tomate, além das culturas permanentes como abacate, cacau e laranja, entre outras. 
Pecuária
É bastante significativa para a formação econômica do setor primário. Concentra-se principalmente a criação de bovinos e suínos, como na produção de carne e leite destinados ao consumo local e à exportação para outras localidades. 
Pesca
É praticada em moldes artesanais para o consumo local. Não é representativo para a formação econômica do setor. 
Avicultura 
A criação é de característica doméstica e de subsistência. Não gera renda e nem concorre para a formação econômica do setor. 
Extrativismo vegetal
O extrativismo vegetal atua com peso relativo pequeno para a formação do setor primário, é representado pela exploração de castanha, madeira e camaru. 
Setor secundário
Indústria
A indústria presente em Barreirinha inclui uma usina de beneficiamento de arroz; uma fábrica de brinquedos de madeira (UNIBRIMA), olaria, marcenarias e padarias.
Setor terciário
O Setor Terciário da economia de Barreriinha conta com comércio varejista e atacadista e serviços de hotel e pensões.
Turismo e Cultura
Barreirinha é conhecida como a “Princesinha do Paraná do Ramos”, um apelido carinhoso que reflete a identidade ribeirinha e as belezas naturais da região. O município destaca-se por sua diversidade cultural, integrada por comunidades quilombolas e terras indígenas da etnia Sateré-mawé, que representam raízes profundas da história local e contribuem para expressões culturais únicas. 
O belo rio Andirá, de águas esverdeadas, às vezes mansas, ora revoltas, que banham lindas praias de areias alvas. 
Os pontos turísticos incluem a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Socorro, um marco religioso na orla da cidade, e as comunidades quilombolas, onde tradições históricas e artesanato regional podem ser vivenciados. A cultura barreirinhense também se manifesta em eventos festivos e populares, como o Festival Folclórico dos Touros, a Festa dos Marujos, a Exposição Agropecuária e as celebrações em torno da padroeira, além do aniversário da cidade, comemorado em 9 de junho com programas culturais e esportivos que envolvem toda a comunidade.
Festas populares
Os festejos populares em Barreirinha, contemplam o Festival Folclórico, em 26 e 27 de julho; a Festa da Padroeira Nossa Senhora do Bom Socorro, de 05 à 15 de agosto e a Exposição Agropecuária de Barreirinha – EXPOBAE, de 25 a 30 de outubro.
Esporte
No campo esportivo, Barreirinha promove atividades variadas, especialmente em eventos comemorativos, como parte das programações de aniversário municipal. Durante essas celebrações há competições que envolvem modalidades como futsal, vôlei, handebol, queimada, basquete, futevôlei, tênis de mesa e dominó, atraindo jovens e adultos e incentivando a prática esportiva local.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGECaravela ; Weather Spark .

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

VITÓRIA DO MEARIM - MARANHÃO

Vitória do Mearim é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 31.859 habitantes. Anteriormente chamado de Curral da Igreja, foi elevado à categoria de vila e distrito com o nome de Mearim, pela Resolução de 19 de abril de 1833, confirmado pela Lei Provincial n.º 7, de 29 de abril de 1835. Em 1924 se tornou município, sendo batizado de Mearim. Em 1938 passou a se chamar Baixo Mearim. Em 1948 passou a se chamar Vitória do Mearim, nome que carrega atualmente.
História
O atual município de Vitória de Mearim já teve diversos nomes, a saber: Baixo Mearim, Vitória do Baixo Mearim, Sítio velho e Curral da Igreja, sendo este ao que se sabe, o mais antigo, originado no fato de, por volta de 1723, terem sido doados meia légua de terras e um curral de gado bovino, por parte do fidalgo da Casa Real Portuguesa, padre José Gama d`Eça, que tentou construir, sob a invocação de Nossa Senhora de Nazaré, uma igreja à margem direita do rio Mearim. Ainda em fase de construção, quando apenas estavam feitas as suas bases, não foi possível prosseguir, pois, chegado o inverno, verificou-se a impropriedade do terreno, campo baixo e alagadiço. Este lugar, que até hoje conserva o nome Curral da Igreja, pertence, agora, ao município de Acari.
Em 1728, o mesmo padre resolveu mudar o povoado para local mais sólido e consistente, e, partindo de Curral da Igreja, rio acima, veio ter a um terreno, hoje denominado Sítio, o qual com o anterior, pertencem atualmente ao município de Acari.
Mais uma vez, diante da impropriedade do terreno, marginal ao rio Mearim, muito sedimentoso, e porque na ocasião das grandes enchentes, as águas do rio inundavam ruas inteiras, arrastando casas, causando devastações e enormes prejuízos, resolveu o governo transferir a povoação para outro terreno mais elevado e firme.
Foi em 1750 que se deu a última mudança. Desta vez, à procura de terreno alto e isento de quaisquer das inconveniências encontradas a cabeceira das matas, onde tudo indicava ser terreno firme e fora do alcance de inundações. Ali se instalaram, edificando suas casas e a atual igreja de Nossa Senhora de Nazaré, passando a denominar-se o lugar Mearim, talvez em homenagem ao rio que lhe regava as terras e através do qual faziam seus transportes.
Gentílico: Vitoriense.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila e distrito com a denominação de Mearim, pela resolução de 19 de abril de 1833, confirmado pela Lei Provincial n º 7, de 29 de abril de 1835. Sede na atual vila de Mearim. Não temos a data instalação.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída de 3 distritos: Vitória do Mearim, Lapela e São Benedito.
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920, o município aparece constituído do distrito sede. Não figurando os distritos de Lapela e São Benedito.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Mearim, pela Lei Municipal n.º 1.129, de 15 de março de 1924.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município se denomina Mearim, e é constituído do distrito sede.
Pela Lei Estadual n.º 159, de 06 de dezembro de 1938, o município de Vitória do Mearim passou a denominar-se Baixo Mearim.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município já denominado Baixo do Mearim é constituído do distrito sede.
Pela Lei Estadual n.º 271, de 31 de dezembro de 1948, o município de Baixo Mearim passou a denominar-se Vitória do Mearim.
Pela Lei Estadual n.º 269, de 31 de dezembro de 1948, são criados os distritos de Mata Boi, Jejuí e Lapela anexados ao município de Vitória do Mearim ex-Baixo Mearim.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município já denominado Vitória do Mearim é constituído de 4 distritos: Vitória do Mearim, Jejuí, Lapela e Mata Boi.
Pela Lei Estadual n.º 770, de 02 de outubro de 1952, desmembra do município de Vitória do Mearim o distrito de Jejuí. Elevado à categoria de município com a denominação de Lago de Pedra. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 3 distritos: Vitória do Mearim, Lapela e Mata Boi. Pela Lei Estadual n.º 1730, de 26 de janeiro de 1959, é extinto o distrito de Mata Boi, sendo seu território passado a construir o novo município de Pio XII. Em divisão territorial datada de1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos:
Vitória do Mearim e Lapela. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de junho de 1995. Em divisão territorial datada de 15-VII-1997, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Alterações toponímicas municipais
Mearim para Vitória do Mearim alterado em, 1933.Vitória do Mearim para Baixo Mearim alterado, pela Lei Estadual n.º 159, de 06 de dezembro de 1938. Baixo Mearim para Vitória do Mearim alterado, pela Lei Estadual n.º 271, de 31 de dezembro de 1948.
Geografia
O município de Vitória do Mearim possui uma extensão territorial de 715,625 quilômetros quadrados, ocupando a 138 posição entre os 217 municípios maranhenses em termos de área.
O município está inserido na depressão da Baixada Maranhense. 
Relevo
O relevo é predominantemente plano, caracterizado por extensas planícies de inundação. A altitude média é baixíssima, girando em torno de 12 metros acima do nível do mar, o que torna a região vulnerável e, ao mesmo tempo, dependente das cheias anuais.
Solos
Os solos são, em sua maioria, hidromórficos (Gleissolos). São solos pesados, ricos em matéria orgânica sedimentada pelos rios, apresentando alta fertilidade, mas com sérias limitações de drenagem, sendo ideais para culturas que toleram o encharcamento, como o arroz e o pasto para búfalos.
Vegetação
A vegetação é um mosaico de ecossistemas. Destacam-se os Campos Inundáveis, as matas de galeria ao longo do Mearim e a presença marcante de palmeiras de babaçu, que compõem a paisagem típica do Maranhão e sustentam o extrativismo local.
Demografia
O município de Vitória do Mearim possui uma extensão territorial de 715,625 quilômetros quadrados, ocupando a 138 posição entre os 217 municípios maranhenses em termos de área.
Clima
Em Vitória do Mearim, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 37 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 39 °C. 
A melhor época do ano para visitar Vitória do Mearim e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao início de setembro. 
A estação quente permanece por 3,0 meses, de 13 de setembro a 12 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 36 °C. O mês mais quente do ano em Vitória do Mearim é outubro, com a máxima de 37 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 5,8 meses, de 22 de janeiro a 16 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Vitória do Mearim é abril, com a mínima de 24 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Em Vitória do Mearim, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Vitória do Mearim começa por volta de 6 de junho e dura 4,5 meses, terminando em torno de 23 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Vitória do Mearim é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 66% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 23 de outubro e dura 7,5 meses, terminando em torno de 6 de junho. 
O mês mais encoberto do ano em Vitória do Mearim é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 86% do tempo. 
A estação de maior precipitação dura 5,0 meses, de 28 de dezembro a 29 de maio, com probabilidade acima de 48% de que um determinado dia tenha precipitação. O mês com maior número de dias com precipitação em Vitória do Mearim é março, com média de 26,5 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação. 
A estação seca dura 7,0 meses, de 29 de maio a 28 de dezembro. O mês com menor número de dias com precipitação em Vitória do Mearim é agosto, com média de 2,6 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação. 
Economia
Vitória do Mearim é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Vitória do Mearim é baseada no setor primário, com destaque para:
- Pecuária: O município possui uma vocação natural para a criação de búfalos, animal perfeitamente adaptado às áreas alagadas da Baixada. A pecuária bovina também é expressiva nas áreas de terra firme.
- Pesca: O Rio Mearim e os lagos formados pelas cheias fornecem uma grande variedade de peixes (curimbatá, piau, surubim), garantindo a segurança alimentar e renda para centenas de famílias.
- Agricultura: A produção de arroz em áreas de várzea é histórica, complementada pelo cultivo de mandioca e milho.
- Comércio: A sede municipal funciona como um centro de abastecimento para as zonas rurais e ribeirinhas, impulsionado pela movimentação da BR-222.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 144 admissões formais e 132 desligamentos, resultando em um saldo de 12 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -2.
Até novembro de 2025 houve registro de 39 novas empresas em Vitória do Mearim, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 47 empresas.
Educação
O município conta com uma rede de ensino fundamental e médio que busca vencer os desafios da dispersão geográfica. Escolas rurais e programas de educação voltados para as comunidades ribeirinhas são essenciais. A cidade também busca integração com programas de capacitação técnica voltados para a agropecuária e o extrativismo, visando agregar valor aos produtos da Baixada.
Turismo e Cultura
O turismo em Vitória do Mearim é essencialmente ecológico e cultural:
- O Espetáculo do Rio Mearim: A orla fluvial é o principal ponto de encontro. Em certas épocas e trechos, é possível observar fenômenos semelhantes à pororoca, embora menos intensos que na foz.
- Culinária: A gastronomia baseada em peixes de água doce e o uso do babaçu atraem visitantes que buscam o sabor autêntico do interior maranhense.
- Festa do Divino Espírito Santo: Assim como em outras cidades da Baixada, as celebrações religiosas são ricas em cores, música (caixas do divino) e tradição, unindo fé e folclore.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Prefeitura Municipal ; Caravela; Weather Spark .

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

PALMEIRA DAS MISSÕES - RIO GRANDE DO SUL

Palmeira das Missões é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Sua população estimada, para 2025, pelo IBGE, era de 34.227 habitantes.
História
A história de Palmeira das Missões está ligada às missões jesuíticas, aldeamentos indígenas administrados por padres da Companhia de Jesus, que ocuparam uma larga área do Sul do Brasil no Brasil Colônia, entre os séculos XVI e XVIII. 
Nos anos 1800, consolidou-se como região de passagem de tropeiros que transportavam mulas compradas na fronteira com o Uruguai para as vender em São Paulo. 
Palmeira das Missões se emancipou do Município de Cruz Alta no dia 06 de maio de 1874 pela Lei Provincial n.º 928. 
Foi palco de violentas disputas na Revolução de 1923, entre partidários dos líderes políticos Borges de Medeiros e Assis Brasil.
Período Jesuítico
Compreende o ciclo missioneiro do Rio Grande do Sul (Séculos XVII ao XVII)
O território não foi efetivamente ocupado, mas foi desbravado por padres jesuítas e índios missioneiros. O território que viria a ser Palmeira das Missões fazia parte da periferia administrativa da região missioneira, e seus ervais, já eram explorados Neste período não houve a formação de núcleos urbanos, pois na época de safra de erva-mate, eram erguidos ranchos de capim que eram abandonados ao fim do trabalho. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Palmeira, pela Lei Provincial n.º 335, 14 de janeiro de 1857 e Ato Municipal n.º 9, de 03 de novembro de 1896, subordinado ao município de Cruz Alta. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Palmeira, pela Lei Provincial n.º 928, de 06 de maio de 1874, desmembrado dos municípios de Cruz Alta e Passo Fundo. Sede na antiga vila de Palmeira. Constituído do distrito sede. Instalada em 07 de abril de 1875. 
Pelo Ato Municipal n.º 9, de 03 de novembro de 1896, foram criados os distritos de Campo Novo, Campo Santo, Nonoai e Ramada e anexados ao município de Palmeira. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de Palmeira, Campo Novo, Nonoai e Campo Santo. 
Pelo Ato Municipal n.º 110, de 20 de janeiro de 1913, é criado o distrito de Três Passos (ex povoado de Alto Uruguai) e anexado ao município de Palmeira. 
Pelo Ato Municipal n.º 165, de 06 de abril de 1918, foram criados os distritos de Erval Seco, Fortaleza, Frederico Westphalen e Guarita e anexados ao município de Palmeira. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral 1º de setembro de 1920, o município aparece constituído de 11 distritos: Palmeira, Alto Uruguai, Campo Novo, Campo Santo, Erval Seco, Fortaleza, Guarita, New Wurttemberg, Nonoai, Serrinha Sete de Setembro (ex-Ramada) e Três Passos. 
Pelo Ato Municipal n.º 41, de 01 de fevereiro de 1921 é criado o distrito de Colônia Tesouras e anexado ao município de Palmeira. 
Pelo Ato Municipal n.º 24, de 18 de janeiro de 1928, é criado o distrito de Santo Augusto e anexado ao município de Palmeira. 
Pelo Decreto Estadual n.º 4.710, de 24 de janeiro de 1931, é transferido o distrito de Nonoai do município de Palmeira para o de Passo Fundo. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município aparece constituído de 14 distritos: Palmeira, Alto Uruguai, Campo Novo, Campo Santo, Colônia Tesouro, Erval Seco, Fortaleza, Guarita, New Wurttemberg, Nonoai, Santa Teresinha, Santo Augusto, Sete de Setembro e Três Passos. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 12 distritos; Palmeira, Alto Uruguai, Campo Novo, Erval Seco, Fortaleza, Guarita, Santa Teresinha, Santo Augusto, Sete de Setembro, Tesoura (ex Colônia Tesouro), Três Passos e Westflalen. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.643, de 28 de dezembro de 1938, são alterados os topônimos distritais: de Sete de Setembro para Liberdade, Guarita para Redenção e Westphalen para Frederico Westphalen. 
No quadro fixado para vigorara no período de 1939-1943, o município é constituído de 12 distritos; Palmeira, Alto Uruguai, Campo Novo, Erval Seco, Fortaleza, Frederico Westphalen (ex Westphalen), Liberdade (ex Sete de Setembro), Redenção (ex Guarita), Santa Teresinha, Santo Augusto, Tesoura (ex Colônia Tesouro), Três Passos e Westphalen. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 716, de 28 de dezembro de 1944, Palmeira perdeu os distritos de Santa Teresinha, Santo Augusto, Campo Novo e Três Passos, além de parte do distrito de Redenção, para constituir o novo município de Três Passos. A área restante do distrito de Redenção foi anexada ao distrito sede de Palmeira. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 720, de 29 de dezembro de 1944, foi alterado o nome do município de Palmeira para Palmeira das Missões; o distrito de Alto Uruguai foi transferido de Palmeira das Missões para o novo município de Três Passos; os distritos de Fortaleza, Liberdade, Santa Terezinha e Tesouras tomaram a denominação, respectivamente, Seberi, Condor, Ivagaci e Cairé. 
No quadro fixado para vigorara no período de 1944-1948, o município é constituído de 8 distritos: Palmeira das Missões (ex Palmeira), Cairé (ex Tesoura), Condor (ex Liberdade), Erval Seco, Frederico Westphalen, Ivagaci (ex Santa Terezinha) Seberi e Westphalen. 
Pelo Artigo 16 das Disposições Transitórias da Lei Orgânica de 09 de abril de 1948, foram criados os distritos de Palmitinho e Rodeio Bonito e anexados ao município de Palmeiras das Missões. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 8 distritos: Palmeira das Missões, Cairé, Condor, Erval Seco, Frederico Westphalen, Palmitinho, Rodeio Bonito e Seberi. 
Pela Lei Municipal n.º 230, de 09 de outubro de 1953, é criado o distrito de Taquaruçu, com território desmembrado do distrito de Frederico Westphalen e Palmitinho e anexado ao município de Palmeira das Missões. 
Pela Lei Estadual n.º 2.523, de 15 de dezembro de 1954, foi extinto o distrito de Taquaruçu, sendo seu território anexado ao distrito de Frederico Westphalen. 
Pela Lei Estadual n.º 2.524, de 15 de dezembro de 1954, é transferido o distrito de Condor do município de Palmeira das Missões para o novo município de Panambi. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 6 distritos: Palmeira das Missões, Cairé, Erval Seco, Rodeio Bonito, Seberi e Taquaruçu. 
Pela Lei Municipal n.º 326, de 28 de novembro de 1956, é criado o distrito de São José e anexado ao município Palmeira das Missões. 
Pela Lei Municipal n.º 346, de 28 de novembro de 1956, é criado o distrito de Jaboticaba e anexado ao município Palmeira das Missões. 
Pela Lei Municipal n.º 409, de 20 de maio de 1958, é criado o distrito de Coronel Finzito e anexado ao município Palmeira das Missões. 
Pela Lei Estadual n.º 3.696, de 30 de janeiro de 1959, são desmembrados do município de Palmeira das Missões os distritos de Seberi e Erva Seco, para constituir o novo município Seberi. 
Pela Lei Estadual n.º 3.712, de 12 de fevereiro de 1959, é desmembrado do município de Palmeiras das Missões o distrito de Cairé. Elevado à categoria de município com a denominação de Chapada. 
Pela Lei Municipal n.º 476, de 17 de julho de 1959, é criado o distrito de Barreiro e anexado ao município Palmeira das Missões. 
Pela Lei Municipal n.º 478, de 27 de agosto de 1959, é criado o distrito de Cerro Grande e anexado ao município Palmeira das Missões. 
Pela Lei Municipal n.º 479, de 27 d agosto de 1959, é criado o distrito de Bugre e anexado ao município Palmeira das Missões. 
Pela Lei Municipal n.º 489, de 20 de outubro de 1959, é criado o distrito de Tiradentes e anexado ao município Palmeira das Missões. 
Pela Lei Municipal n.º 535, de 20 de abril de 1960, é criado o distrito de Pinhal e anexado ao município Palmeira das Missões. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 10 distritos: Palmeira das Missões, Barreiro, Bugre, Cerro Grande, Coronel Finzito, Jaboticaba, Pinhal, Rodeio Bonito, São José e Tiradentes. 
Pela Lei Municipal n.º 645, de 24 de abril de 1963, é criado o distrito de Boa Vista e anexado ao município de Palmeira das Missões. 
Pela Lei Estadual n.º 4.667, de 20 de dezembro de 1963, é desmembrado do município de Palmeira das Missões o distrito de Rodeio Bonito. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 4.673, de 20 de dezembro de 1963, o distrito de Coronel Finzito foi transferido do município de Palmeira das Missões para Erval Seco. 
Em divisão territorial de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 9 distritos: Palmeira das Missões, Barreiro, Boa Vista, Bugre, Cerro Grande, Jaboticaba, Pinhal, São José e Tiradentes. 
Pela Lei Municipal n.º 731, de 28 de junho de 1967, é criado o distrito de São Pedro e anexado ao município de Palmeira das Missões. 
Pela Lei Municipal n.º 732, de 28 de junho de 1967, é criado o distrito de Sagrada Família e anexado ao município de Palmeira das Missões. 
Pela Lei Municipal n.º 759, de 14 de março de 1968, o distrito de Bugre tomou a denominação de Santo Antônio. 
Pelo Decreto Legislativo n.º 4, de 26 de maio de 1969, é criado o distrito de Santa Teresinha e anexado ao município de Palmeira das Missões. 
Pelo Decreto Legislativo n.º 2, de 25 de outubro de 1971, é criado o distrito de Trentin e anexado ao município de Palmeira das Missões. 
Pelo Decreto Legislativo n.º 3, de 25 de outubro de 1971, é criado o distrito de Leonel Rocha e anexado ao município de Palmeira das Missões. 
Em divisão territorial de 1-I-1979, o município é constituído de 13 distritos: Palmeira das Missões, Barreiro, Boa Vista, Cerro Grande, Jaboticaba, Leonel Rocha, Pinhal, Sagrada Família, Santa Terezinha, Santo Antônio (ex Bugre), São José e São Pedro e Trentin. 
Pela Lei Municipal n.º 1.252, de 22 de dezembro de 1981, é criado o distrito de Centenário e anexado ao município de Palmeira das Missões. 
Em divisão territorial de 1988, o município é constituído de 11 distritos: Palmeira das Missões, Barreiro, Boa Vista, Centenário, Leonel Rocha, Pinhal, Sagrada Família, Santa Terezinha, Santo Antônio, São José, São Pedro e Tiradentes. 
Pela Lei Estadual n.º 8.426, de 30 de novembro de 1987, alterada em seus limites pela Lei Estadual n.º 9.006, de 11 de janeiro de 1990, são desmembrados do município de Palmeira das Missões os distritos de Jaboticaba e Trentin, para constituir o novo município de Jaboticaba. 
Pela Lei Estadual n.º 8.564, de 13 de abril de 1988, alterada em seus limites pela Lei Estadual n.º 9.008, de 11 de janeiro de 1990, é desmembrado do município de Palmeira das Missões, o distrito de Cerro Grande. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 8.577, de 29 de abril de 1988, alterada em seus limites pela Lei Estadual n.º 9.031, de 08-02-1990, é desmembrado do município de Palmeira das Missões o distrito de Pinhal. Elevado à categoria de município. 
Pelo Decreto Executivo n.º 104, de 04 de setembro de 1990, o distrito de Centenário passou a ser denominado Quebrado. 
Pela Lei Estadual n.º 9.539, de 20 de março de 1992, é desmembrado do município de Palmeiras das Missões o distrito de Boa Vista. Elevado à categoria de município com a denominação de Boa Vista das Missões. 
Pela Lei Estadual n.º 9.548, de 20 de março de 1992, são desmembrados do município de Palmeiras das Missões os distritos de Sagrada Família e Leonel Rocha, para constituir o novo município de Sagrada Família. 
Pela Lei Estadual n.º 9.552, de 20 de março de 1992, é desmembrado do município de Palmeira das Missões, o distrito de São José. Elevado à categoria de município com a denominação de São José das Missões. 
Pela Lei Estadual n.º 9.628, de 20 de março de 1992, é desmembrado do município de Rodeio Bonito o distrito de Tiradentes. Elevado à categoria de município denominação de Novo Tiradentes. 
Em divisão territorial datada de 1993, o município é constituído de 6 distritos: Palmeira das Missões, Barreiro, Quebrado (ex Centenário), Santa Terezinha, Santo Antônio, São Pedro. 
Pela Lei Estadual n.º 2.297, de 30 de novembro de 1994, é criado o distrito de Santa Rosa e anexado ao município de Palmeira das Missões. 
Pela Lei Estadual n.º 2.298, 30 de novembro de 1994, é criado o distrito de São Bento e anexado ao município de Palmeira das Missões. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 6 distritos: Palmeira das Missões, Quebrado, Santa Rosa, Santa Terezinha, São Bento e São Pedro. 
Pela Lei Estadual n.º 10.753, de 16 de abril de 1996, desmembra do município de Palmeira das Missões o distrito de São Pedro. Elevado à categoria de município com a denominação de São Pedro das Missões. 
Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído de 5 distritos: Palmeira das Missões, Quebrado, Santa Rosa, Santa Teresinha e São Bento. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo e Altitude

A cidade está localizada no Planalto Médio, em uma zona de transição para a Serra Geral. O relevo é marcado pelas famosas coxilhas — colinas suaves e onduladas que parecem ondas verdes no horizonte. A altitude média da sede municipal é de 639 m acima do nível do mar.
Solo e Vegetação
Os solos são de origem basáltica, predominando o Latossolo Vermelho Distroférrico. São solos profundos, altamente férteis e com excelente capacidade de mecanização, o que sustenta a pujança agrícola da região.
A vegetação original era composta por uma mescla de Mata de Araucárias (Floresta Ombrófila Mista) e campos limpos. Hoje, embora a agricultura domine a paisagem, ainda se observam remanescentes de pinheirais e matas de galeria preservadas em fundos de vale.
Clima
O clima é o Subtropical Úmido (Cfa). Caracteriza-se por verões quentes e invernos rigorosos, com geadas frequentes e, ocasionalmente, episódios de neve. A temperatura média anual é de aproximadamente 18 °C, com precipitação anual abundante e bem distribuída, girando em torno de 1.900 mm.
Economia
Palmeira das Missões é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 1,9 mil admissões formais e 1,8 mil desligamentos, resultando em um saldo de 26 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 85.
Até novembro de 2025 houve registro de 134 novas empresas em Palmeira das Missões, sendo que 28 atuam pela internet. Neste último mês, 14 novas empresas se instalaram, sendo 7 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (6). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 163 empresas.
A economia de Palmeira das Missões é diversificada, mas mantém raízes profundas na terra:
- Agronegócio: É um dos maiores produtores de soja, milho e trigo do estado. A pecuária de corte e a produção leiteira também possuem forte representatividade.
- Comércio: O setor de serviços é robusto, impulsionado pelo fluxo de estudantes e profissionais que circulam pela cidade diariamente.
Saúde
A cidade tornou-se um polo médico regional, com hospitais e clínicas de especialidades que atendem a toda a macrorregião missioneira.
Educação
Um marco na história recente do município foi a instalação do campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A chegada da universidade transformou a dinâmica socioeconômica, trazendo cursos como Agronomia, Enfermagem e Zootecnia, transformando Palmeira em um centro de excelência acadêmica e pesquisa tecnológica voltada ao campo.
Turismo
O turismo em Palmeira das Missões é movido pelo tradicionalismo e pela história.
- Carijo da Canção Gaúcha: É um dos maiores festivais de música nativista do Rio Grande do Sul. Realizado anualmente, o evento celebra a cultura do mate, a música e a poesia gaúcha, atraindo milhares de visitantes.
- Museu Municipal de Palmeira das Missões: Abriga um acervo riquíssimo sobre a Revolução Federalista e o ciclo da erva-mate.
- Turismo Religioso: A Igreja Matriz de Santo Antônio é um ponto arquitetônico central e símbolo da fé local.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

CARANGOLA - MINAS GERAIS

Carangola é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Ocupa uma área de 353,404 km² e sua população em 2022 foi recenseada em 31.240 habitantes. O município é cortado pelas rodovias BR-482, MG-111 e MG-265 e está a 357 km de Belo Horizonte.
História
Situado na Zona da Mata de Minas Gerais, na confluência com os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o município teve seus primórdios de colonização na primeira metade do Século XIX. A colonização tardia se deve ao fato da região se situar nas chamadas 'áreas proibidas' interditadas à penetração, visando coibir o contrabando de ouro no período colonial. A afluência à região se deve à procura de novas lavras auríferas e não sendo encontrado ouro, os colonizadores foram forçados a optar pela agricultura, inicialmente a de subsistência e, pouco mais tarde, para a cultura cafeeira, que se tornou a base econômica de toda a região e fator de seu crescimento. 
O Distrito da cidade de Carangola não teve um fundador, pois constituiu-se numa obra de grandes fazendeiros que se estabeleceram nos arredores, algumas décadas antes do início da formação do povoado, na década de 1840. Durante o período citado ocorreu a derrubada de grande parte da mata que cobria o atual perímetro urbano, situado na margem esquerda do rio Carangola. Os primitivos habitantes foram os índios da tribo Purís-Coroados, tangidos do litoral pela civilização e tribos hostis 
O topônimo local, 'Carangola', provém do rio do mesmo nome, sendo que a denominação já constava nos mapas da Capitania de Minas Gerais datados de 1780, bem antes da presença do homem branco na região. 
Existe uma versão que relata a chegada de João Fernandes de Lannes, no ano de 1805, tendo este acampado no local da atual Praça Cel. Maximiano, sem, contudo, ter ali se fixado. Os primeiros contatos com os indígenas foram pacíficos, tendo os colonizadores comerciado com estes a troco da extração da poáia, muito comum na região naquela época, de cujas virtudes medicinais se obtinha bons lucros em Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro. 
O devassamento da região limítrofe ocorreu a partir de 1822 quando Antônio Dutra de Carvalho (Coronel Dutrão) se apossou de 25 sesmarias na região do Caparaó. Em 1826 o Guarda-Mor Manoel Esteves de Lima se apossou de uma área de 800 alqueires na região de Papagaio, tendo fixado sua sede no local onde mais tarde se denominou Córrego dos Freitas. 
Em 1833 o Tenente Coronel José Baptista da Cunha e Castro desbravou a região de Divino. As terras situadas nas margens do rio Carangola, entre Porciúncula e Itaperuna, Estado do Rio de Janeiro, foram desbravadas por José de Lannes Dantas Brandão, incluindo as terras banhadas pelo rio São Mateus. 
Os primeiros proprietários da área onde hoje se encontra o perímetro urbano da cidade foram Francisco Pereira de Souza e Marciano Pereira de Souza. 
Na evolução histórica da região, um marco relevante foi a Primeira Eleição para Eleitores Especiais, ocorrida em 02 de novembro de 1856. Em 07 de outubro de 1857 foi benzida a primeira capela do povoado, tendo por orago Nossa Senhora do Rosário, capela esta construída por Francisco de Souza Romano. Em 06 de janeiro de 1859, numa reunião presidida pelo padre Antônio Bento Machado, vigário da Freguesia de Tombos, foi decidida a construção de uma capela, tendo por orago Santa Luzia, destinada a ser a futura Igreja Matriz do lugar. Dentro das exigências da época para a formação do 'castrum' da futura Freguesia, incluía-se a doação de uma gleba de terras para a formação do Patrimônio, sendo que a capela tinha de ser construída defronte a um retângulo, para a formação do chamado Largo da Matriz. Coube aos Srs. José Moreira Carneiro, português natural de Funchal, na Ilha da Madeira, e seu sogro Manoel José da Silva Novaes, adquirir de Francisco de Souza Romano a área necessária e efetuar a doação do terreno à Mitra Diocesana de Mariana. Esta doação foi a origem da disposição das ruas do centro da cidade.
Formação Administrativa
Distrito policial criado com a denominação de Santa Luzia do Carangola, pela Lei Provincial n.º 1.860, de 07 de outubro de 1860. 
Distrito criado com a denominação de Santa Luzia do Carangola, pela Lei Provincial n.º 1.273, de 02 de janeiro de 1866, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado ao município de São Paulo do Muriaé. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santa Luzia do Carangola, pela Lei Provincial n.º 2.500, de 12 de novembro de 1878, desmembrado de Muriaé (ex São Paulo do Muriaé). Constituído de 3 distritos: Santa Luzia do Carangola, São Francisco do Glória e Tombos do Carangola. Sede na antiga povoação de Santa Luzia do Garangola. Instalado em 07 de janeiro de 1882. 
Elevado à condição de com a denominação de Carangola, pela Lei Provincial n.º 2.848, de 25 de outubro de 1881. 
Pela Lei Provincial n.º 2.905, de 23-09-1882, é criado o distrito de Divino Espírito Santo do Carangola, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891 e anexado ao município de Carangola. 
Pelo Decreto Estadual n.º 185, de 06 de setembro de 1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São Mateus (ex povoado de Estação Farias Lemos) e anexado ao município de Carangola. 
Pelo Decreto Estadual n.º 116, de 21 de junho de 1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São Sebastião da Barra e anexado ao município de Carangola. 
Pela Lei Estadual n.º 391, de 18 de fevereiro de 1891, Carangola adquiriu do município de Manhuassu o distrito de Alto Carangola. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 7 distritos: Carangola, Alto Carangola, Divino Espírito Santo do Carangola, São Francisco do Glória, São Mateus, São Sebastião da Barra e Tombos do Carangola. 
Pela Lei Estadual n.º 663, de 18 de setembro de 1915, o distrito de São Sebastião da Barra tomou o nome de Espera Feliz. 
Pela Lei Estadual n.º 691, de 11 de setembro de 1917, o distrito de Alto Carangola tomou o nome de Santo Antônio de Arrozal. 
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1º de setembro de 1920, o município é constituído de 7 distritos: Carangola, Divino Espírito Santo, Espera Feliz (ex São Sebastião da Barra), Santo Antônio do Arrozal (ex Alto do Carangola), São Francisco do Glória, São Mateus, Tombos do Carangola. 
A Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, desmembra do município de Carangola o distrito de Tombos do Carangola. Elevado à categoria de município com a denominação de Tombos e pela mesma Lei os distritos sofreram as seguintes modificações: Divino Espírito Santo do Carangola passou a denominar-se Divino do Carangola, Santo Antônio Arrozal a chamar-se simplesmente Arrozal e São Mateus tomou o nome de Faria Lemos. E, ainda, são criados os distritos de Alvorada e São João do Rio Preto e anexados ao município de Carangola. 
Pela Lei Estadual n.º 1.128, de 19 de outubro de 1929, o distrito de Arrozal tomou o nome de Alto Carangola. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 8 distritos: Carangola, Alvorada, Alto Carangola (ex Arrozal), Divino do Carangola (ex Divino do Espírito Santo), Espera Feliz, Faria Lemos (ex São Mateus), São Francisco do Glória e São João do Rio Preto. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31de dezembro de 1937. 
O Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembra do município de Carangola os distritos de Divino do Carangola e Arrozal (ex Alto Carangola). Elevado à categoria de município com a denominação de Divino. Sob o mesmo Decreto-lei são desmembrados do município de Carangola os distritos de Espera Feliz e Caiana (ex São João do Rio Preto), para formar o novo município de Espera Feliz. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Carangola, Alvorada, Faria Lemos, e São Francisco do Glória. 
Assim permanecendo em divisão territorial data de 1º de julho de 1950. 
Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, é desmembrado do município de Carangola o distrito de São Francisco do Glória. Elevado à categoria de município. Pela mesma Lei é criada, o distrito de Fervedouro e anexado ao município de Carangola. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Carangola, Alvorada, Fervedouro e São Pedro do Glória. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, são criados os distritos de Lacerdinha e Ponte Alta de Minas e anexados ao município de Carangola. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 6 distritos: Carangola, Alvorada, Fervedouro, Lacerdinha, Ponte Alta de Minas e São Pedro do Glória. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979. 
Pela Lei Estadual n.º 8.285, de 08 de outubro de 1982, é criado o distrito de Bom Jesus do Madeira (ex povoado) com terras desmembradas do distrito de São Pedro do Glória e anexado ao município de Carangola. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983, o município é constituído de 7 distritos: Carangola, Alvorada, Bom Jesus do Madeira, Fervedouro, Lacerdinha e Ponte Alta de Minas e São Pedro do Glória. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1991. 
Pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27 de abril de 1992, são desmembrados do município de Carangola os distritos de Fervedouro, Bom Jesus do Madeira e São Pedro do Glória, para formar o novo município de Fervedouro. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 4 distritos: Carangola, Alvorada, Lacerdinha e Ponte Alta de Minas. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[7] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Juiz de Fora e Imediata de Carangola. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Muriaé, que por sua vez estava incluída na mesorregião da Zona da Mata.
Relevo e Altitude
O município está inserido na unidade geomorfológica dos "Mares de Morros", característica marcante da Zona da Mata. O relevo é predominantemente acidentado, com vales profundos e montanhas imponentes. A altitude na sede municipal é de aproximadamente 400 metros, mas o ponto culminante do município, na região serrana, ultrapassa os 1.000 metros.
Clima
O clima é o Tropical de Altitude (Cwa), apresentando verões quentes e chuvosos e invernos secos com temperaturas amenas, podendo chegar a marcas baixas nas áreas rurais mais elevadas. A temperatura média anual gira em torno de 22°C.
Solos 
Os solos são majoritariamente Latossolos Vermelho-Amarelos, profundos e bem drenados, que historicamente favoreceram a cafeicultura de montanha. 
Vegetação
A vegetação original pertence ao bioma da Mata Atlântica, especificamente a Floresta Estacional Semidecidual. Embora muito tenha sido substituído por pastagens e lavouras, ainda existem fragmentos de floresta preservada que abrigam uma rica biodiversidade.
Economia 
A economia de Carangola é diversificada, sustentada por três pilares:
- Agropecuária: O café continua sendo o principal produto, com destaque para a produção de cafés especiais em altitudes elevadas. A pecuária leiteira também possui relevância.
- Comércio e Serviços: Como polo regional, a cidade possui um comércio forte e um setor de serviços que atende a uma microrregião de mais de 10 municípios.
- Saúde: A cidade é referência em saúde na região, contando com hospitais de grande porte.
Educação
Carangola é um importante centro universitário. O município abriga o campus da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), que oferece diversos cursos de graduação e atrai estudantes de todo o país. Além disso, conta com instituições privadas e escolas de ensino técnico, consolidando-se como um celeiro de formação intelectual na Zona da Mata.
Turismo e Cultura
O turismo em Carangola une história, fé e natureza. Os principais pontos de interesse são: 
- Parque Estadual da Serra do Brigadeiro: Trilhas, cachoeiras e mirantes. 
- Igreja de São Pedro: Uma das mais antigas de Minas Gerais. 
- Casa da Cultura: Abriga eventos e exposições. 
- Morro do Cruzeiro: Mirante natural com vistas panorâmicas. 
- Antiga Estação Ferroviária: Hoje, o terminal rodoviário.
- Turismo Histórico: O centro da cidade preserva prédios históricos, como a Antiga Estação Ferroviária e casarões coloniais.
- Turismo Ecológico: A região oferece trilhas e cachoeiras. O Pico do Papagaio é um dos pontos mais procurados por trilheiros devido à vista panorâmica da Serra de Minas.
- Cultura e Religiosidade: O Santuário de Santa Luzia é um símbolo de fé e beleza arquitetônica. As festas tradicionais, como a Exposição Agropecuária, atraem milhares de visitantes anualmente.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

ESPIGÃO D'OESTE - RONDÔNIA

Espigão do Oeste é um município brasileiro localizado na região leste do estado de Rondônia. Com uma população de 32.717 habitantes, segundo estimativas do IBGE, para o ano de 2024, a cidade é conhecida por ser povoada por descendentes de pomeranos. É o 12º município mais populoso do Estado e detém o 14º maior PIB (Produto Interno Bruto) de Rondônia. 
É a cidade com a maior proporção de evangélicos de Rondônia (49,12%) e está entre as 100 mais evangélicas do Brasil (68º). É bicampeã Nacional da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, e da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa além de possuir a 5ª maior expectativa de vida e o 6º melhor Índice de Gestão Fiscal de Rondônia. 
História
Em 1956 o Governo convidava os brasileiros para a integração da Bacia Amazônica. Entusiasmados com a ideia de desbravar a Amazônia, os irmãos José Cândido, Nilo Tranquilo e Romeu Melhorança saíram de Andradina, em São Paulo, até chegarem ao município de Pimenta Bueno. 
Em 13 de abril do mesmo ano, quando estavam às margens do Rio Barão de Melgaço, decidiram se mudar de vez para Rondônia, onde organizaram uma firma colonizadora que recebeu o nome de Itaporanga (Ita = Pedra; Poranga = Dura). 
Em fevereiro de 1967 deram início à colonização. Partindo de Pimenta Bueno deixaram a BR-364 e iniciaram um caminho de 28 quilômetros até chegarem ao alto de uma colina, que foi chamada de “Espigão". 
Em 1969, Espigão já era uma Vila e em 12 de agosto de 1970 o Padre Vicente Vanin Martins celebrou uma missa onde fincou um cruzeiro e junto a ele uma garrafa tendo em seu interior um papel com os nomes das pessoas que participaram do evento. 
Nos anos seguintes, especialmente em 1975, vários acontecimentos marcaram tragicamente os colonos de Espigão do Oeste. 
A colonizadora Itaporanga dividia os lotes de terra em 2000 hectares e cobrava dos colonos a demarcação das terras, porém o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) só regularizava as terras se os lotes fossem reduzidos a 100 hectares. Os colonos não se agradaram com o fato e houve uma revolta geral quando receberam a notícia de que funcionários do INCRA viriam para cortar as terras. Indignados, os colonos decidiram serrar a única ponte de acesso à Vila, sobre o Rio Palmeira, para impedir a passagem dos funcionários. Porém, no mesmo dia, em 28 de abril de 1975, policiais armados invadiram a Vila de Espigão e espancaram vários trabalhadores e colonos. Muitas pessoas foram presas e somente meses depois conseguiram liberdade e também os documentos das terras. 
Emancipação
Em 3 de março de 1977 tornou-se um subdistrito do município de Pimenta Bueno. 
Em 16 de Junho de 1981, pela Lei n.° 6.921, foi desmembrado de Pimenta Bueno e também tornou-se um município.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Espigão D’Oeste, pela Lei Federal n.º 6.448, de 11 de outubro de 1977, subordinado ao município de Pimenta Bueno. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o distrito de Espigão D’Oeste, figura no município de Pimenta Bueno. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Espigão D’Oeste, pela Lei Federal n.º 6.921, de 16 de junho de 1981, desmembrado de Pimenta Bueno. Sede no atual distrito de Espigão D’Oeste. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de fevereiro de 1983. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei n.º 921, de 17 de dezembro de 2004, foram criados os distritos de Boa Vista do Pacarana, Novo Paraíso, Flor da Serra e Nova Esperança e anexados ao município de Espigão D’Oeste. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 5 distritos: Espigão D’Oeste, Boa Vista do Pacarana, Novo Paraíso, Flor da Serra e Nova Esperança. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Geografia
Área

Espigão do Oeste possui uma área total de 4.518,055 quilômetros quadrados, sendo 4.495,06 quilômetros quadrado de Zona Rural e 22,94 quilômetros quadrados de Zona Urbana. 
Limites
O Município localiza-se a leste do Estado de Rondônia e limita-se com o Estado do Mato Grosso ao norte; Com o município de Pimenta Bueno ao sul; Com o município de Vilhena ao leste; E com o município de Cacoal a oeste. 
Relevo
A área urbana do Município é composta de terras baixas e altas, isto é, ligeiramente onduladas, enquanto que a área rural apresenta ondulações mais acentuadas, como morros e serras. Com 543 metros de altura, a Serra Azul é o ponto mais alto da cidade e está localizada a 70 quilômetros do centro do município. 
Vegetação
No início da colonização, predominava a Floresta Equatorial (ou Amazônica) e uma pequena parte de cerrado. Porém, com o incentivo do Governo Federal para que as terras fossem colonizadas, os emigrantes desmataram e transformaram as florestas em pastagem, restando pequenas reservas de Floresta. 
Hidrografia
A área pertencente ao município é cortado por vários rios, sendo os mais importantes: 
- Rio Roosevelt: banha uma grande parte do município e deságua no Estado do Mato Grosso.
- Rio 14 de Abril: nasce no município e deságua no Estado do Mato Grosso.
- Rio Ribeirão Grande: nasce no município e deságua no Estado do Mato Grosso.
- Rio Riozinho: nasce no município e deságua no município de Cacoal.
- Rio Palmeiras: abastece grande parte do município.
- Rio Kernit: nasce no município e é afluente do Rio Roosevelt.
Entre os Igarapés, o mais importante é o Félix Fleury. 
Clima
O clima de Espigão do Oeste é considerado tropical (tipo Am segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 27,7 °C, tendo invernos brandos e verões com temperaturas altas. Os meses mais quentes, agosto, setembro e outubro tem temperaturas médias entre 28 e 29,5°C e os meses mais frios, maio, junho e julho, médias de 26 à 27 °C. 
A precipitação anual média é de 1.715,8 mm, concentrados principalmente no verão. As estações do ano são pouco definidas: o inverno é ameno e seco, e o verão, quente e chuvoso. Outono e primavera são estações de transição. 
O fenômeno da Friagem, muito comum na região em épocas de inverno, é observada na cidade cerca de 6 a 12 vezes ao ano. Ela é responsável pela brusca queda de temperatura, e dura entre 3 e 6 dias. 
Em 2010, devido a friagem, foram registradas várias temperaturas abaixo dos 14 °C. 
No inverno, o ingresso de fortes massas de ar polar, responsáveis pela Friagem na região sul da Amazônia, acompanhadas de excessiva nebulosidade às vezes fazem com que as temperaturas permaneçam muito baixas, mesmo durante a tarde. Tardes com temperaturas máximas que variam entre 19 °C e 21 °C ocorrem algumas vezes no ano durante essa época. Durante o inverno, já houve vários registros de tardes em que a temperatura sequer ultrapassou a marca dos 17 °C, como em 17 de julho de 2010. 
Os registros de Geadas na cidade são raros, porém, em 19 de Julho de 1975, quando o Brasil registrou um dos seus invernos mais rigorosos, o fenômeno da Geada foi registrada na cidade, assim como em várias cidades do Sul de Rondônia. 
Economia
Espigão do Oeste possui o décimo quarto maior PIB dentre as cidades rondonienses e o 66º maior da região norte do Brasil.
Um dos quinze maiores centros financeiros de Rondônia, Espigão do Oeste passa hoje por uma transformação em sua economia. Durante muito tempo a indústria madeireira constituiu uma atividade econômica bastante presente na cidade, porém Espigão do Oeste tem atravessado nos últimos 5 anos uma clara mudança em seu perfil econômico devido a grandes operações de combate ao desmatamento da Amazônia: de uma cidade com forte caráter madeireiro, o município tem cada vez mais assumido um papel de cidade de pequenas, médias e grandes indústrias e comércios de serviços e negócios.
Produção de aves
Espigão do Oeste possui características ideais para a produção de frango. O clima quente e bastante úmido da Amazônia favorece a criação de aves em larga escala. Por esta razão o mais moderno frigorífico de aves do estado está instalado no município, que abate cerca de 50 mil aves por dia. 
São mais de 360 empregos diretos gerados no frigorífico e cerca de 600 em diferentes setores da empresa. O total de postos de trabalho em toda a cadeia produtiva chega a quase dois mil. 
Extrativismo mineral
Em Espigão do Oeste, foi comprovada a existência de vários minérios como o Ouro, a Cassiterita, o Manganês, o Calcário, o Cimento e Diamante, abundante na Reserva Roosevelt. 
Usina de calcário
No município, está localizada a única jazida de calcário de Rondônia, que possuí montante de aproximadamente 260 milhões de toneladas de calcário para ser explorada por cerca de 200 anos. De grande utilidade na correção da acidez e por melhorar o aproveitamento dos nutrientes do solo, o calcário é muito procurado pelos agricultores que querem melhorar suas terras e a produtividade. 
A usina produz mais de 35 mil toneladas por mês e conta com dezesseis funcionários. 
Manganês
Espigão do Oeste possui uma importante região de mineração do manganês. Diversos pesquisadores contratados por empresas privadas que exploram a região estão pesquisando áreas da cidade. 
Reserva Roosevelt
Na Reserva Roosevelt, formada por 2,7 milhões de hectares e de propriedade dos Índios Cintas-Largas, localizada em Espigão do Oeste, habitam cerca de 1.200 índios. 
Um estudo inédito que mapeou as reservas minerais do Brasil, apontou que o garimpo do Roosevelt é de uma espécie raríssima. Elaborado pela Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM), o levantamento apontou que o kimberlito tem 1,8 bilhão de anos e uma capacidade de produção de no mínimo um milhão de quilates por ano. Esse número subestimado coloca a Roosevelt, no mínimo, entre as cinco maiores minas de diamantes do mundo. A capacidade real somente poderá ser verificada com uma análise mais detalhada, o que ainda não foi feito, pois o garimpo está localizado em área indígena. Para especialistas, a sondagem poderá indicar a Roosevelt como a maior mina do planeta. 
Esportes
A cidade sedia eventos esportivos de importância regional e estadual, como jogos do Campeonato Rondoniense de Futebol, realizado no Estádio Municipal Luizinho Turatti, os Jogos Escolares de Rondônia (JOER), evento que faz parte do calendário estudantil e é realizados no Ginásio Municipal Edgar Zacarias Marques, a Copa Dragões do Norte de Karatê e o Campeonato Estadual de Motocross, realizado no motódromo Romeu Francisco Melhorança. 
Entre os principais eventos dos quais Espigão do Oeste foi sede, estão a Etapa do Campeonato Latino Americano de Motocross de 2006 e 2007 e o jogo do Copa do Brasil de Futebol de 2012. 
Esporte Clube Espigão
O Esporte Clube Espigão, fundado em 7 de maio de 2008, é um clube brasileiro de futebol, representante da cidade nas competições estaduais e nacionais. É o time profissional mais novo do estado. 
Foi campeão da 2ª Divisão do Campeonato Rondoniense de 2008. e Campeão do Campeonato Rondoniense de Futebol de 2011. 
Em 2012, representou Rondônia na Copa do Brasil.[48] e foi vice-campeão do Campeonato Rondoniense.
Praça Municipal Nilo Balbinot
Praça Municipal localizada no centro de Espigão do Oeste, antiga Escola 7 de Setembro. 
A Praça atrai milhares de pessoas na época do natal e do reveillon, época em que a praça é decorada pela prefeitura da cidade. A praça é uma das mais linda de Rondônia, devido estar bem conservada. 
Cultura
Apenas uma pequena parte da população de Espigão do Oeste é rondoniense, a maioria dos habitantes vieram dos estados do sudeste, sul e nordeste, como Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Paraíba. 
Há uma variante na língua falada, uma vez que o povo predominante é o capixaba, de origem alemã, que fala um dialeto denominado pomerano.
Eventos culturais
Os principais eventos culturais no município são: Feira Agropecuária e Industrial de Espigão do Oeste (Expoeste); Reveillon; Festa da Comunidade Luterana da Paz; Festa Típica da APAE; Festa da Laranja; Festa Pomerana (PommerFest); Rally da Grande Família; Rally das Garotas Super Poderosas; Carnaval; Desfile Cívico de 7 de setembro e 05/12 aniversário histórico
Saúde
Espigão do Oeste possui três hospitais, sendo dois privados e um municipal, além de outros dois Postos de Saúde, sete Centros de Saúde e cinco Laboratórios. Os serviços públicos de saúde são de responsabilidade do governo municipal. A Secretaria Municipal de Saúde possuí dezenas de funcionários, entre eles médicos e enfermeiros. Em setembro de 2009, a cidade já tinha 65 leitos para internação. 
Educação
A cidade de Espigão do Oeste tem um sistema de ensino público e privado. Contendo 28 estabelecimentos de ensino, 15 são estaduais, 11 municipais, 1 particular e 1 filantrópica (conveniada). Ao total, são 7.603 matrículas e 341 docentes registrados.
O IFRO (Instituto Federal de Rondônia) atua em Espigão do Oeste através de projetos e ações como o "Projeto Cidadania Plena", oferecendo cursos para pequenos criadores, mas não há um campus fixo em Espigão do Oeste, com os campi principais como Colorado do Oeste, Cacoal e Ji-Paraná atendendo a região, focando em Agronomia, Zootecnia, e outras áreas, com processos seletivos abertos para ingresso em cursos técnicos e de graduação
Turismo
Espigão do Oeste, localizado na região leste de Rondônia, encanta com sua beleza natural e atrativos turísticos. Aqui estão alguns dos principais pontos para visitar:
- Serra Azul: Com suas matas preservadas, a Serra Azul oferece trilhas e vistas magníficas. As cascatas e quedas d’água que brotam dos rios são um espetáculo à parte.
- Praça Municipal: Localizada no centro da cidade, a Praça Municipal atrai milhares de pessoas durante o Natal e o Réveillon. É uma das mais bem decoradas de Rondônia.
- Portal Pomerano: Um marco cultural que celebra a influência dos descendentes de pomeranos na região.
- Estádio Municipal Luizinho Turatti: Para os amantes de esportes, o estádio é um ponto de interesse.
- Balneários: Trazem a essência da natureza, tornando locais ideais para apreciar e relaxar.
Espigão do Oeste é um destino acolhedor, perfeito para quem busca contato com a natureza e cultura local.
O turismo em Espigão d'Oeste é movido pela identidade cultural e pelo contato com a natureza, São destaques:
- Pommerfest: É a principal festa do município, celebrando a cultura pomerana com danças folclóricas, trajes típicos e gastronomia germânica (como o Wurst e o Broat). É um dos eventos culturais mais autênticos do estado.
- Turismo de Base Comunitária: Através do povo Paiter Suruí, existem iniciativas de etnoturismo que permitem conhecer a cultura indígena e a preservação ambiental.
- Lazer: Rios e balneários locais oferecem opções de lazer para os moradores e visitantes da região sudeste.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

TRÊS MARIAS - MINAS GERAIS

Três Marias é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. 
Três Marias se emancipou em 1º de março de 1963, portanto esta é a data de aniversário da cidade. Quem nasce nesta cidade é trimariense. Sua população estimada para o ano de 2025, pelo IBGE, era de 29.985 habitantes.
História 
Há muitos e muitos anos, residia às margens do Rio São Francisco uma família: mãe, pai e três filhas. Eram fazendeiros, trabalhadores e tementes a Deus. 
A família montou uma pequena hospedaria na fazenda, para o descanso dos tropeiros viajantes, pescadores cansados de viajar a pé , carro de boi ou no lombo dos animais. Com o passar dos anos, os dois velhos morreram e as filhas Maria Francisca, Maria das Dores e Maria Geralda continuaram com a hospedaria, ponto de parada obrigatória, porque na região era o único lugar de descanso. 
Aquela pequena hospedagem tornou-se popular como as Três Marias: "Hoje vou pernoitar, lá, nas Três Marias … Quando atravessar o Rio São Francisco vou almoçar nas Três Marias …". As irmãs Maria Geralda, Maria das Dores a Maria Francisca, gostavam muito de nadar e mergulhar nas águas do Rio São Francisco. Certo dia, como de costume, as Três Marias foram nadar, sem saber que vinha vindo uma cabeça de enchente. As águas vinham revoltas, arrastando animais, árvores, plantações, carregando e destruindo tudo a sua passagem. E as águas foram chegando, chegando, cada vez mais se aproximavam com seu barulho ensurdecedor. 
As aves a animais se calaram ante a fúria da natureza. As Três Marias, ao sentirem a chegada das águas, tentaram, desesperadamente, sair do rio, mas Maria Geralda rodou nas águas, Maria Francisca tentou salvá-la e rodou também. 
Quando Maria das Dores viu as suas irmãs debatendo-se nas águas, numa luta mortal, tentou levá-las para as margens do Rio. Tudo em vão: as águas rodopiavam, levantavam mares a redemoinhos e carregaram as Três Marias para o fundo do Rio. Após o acidente trágico, o nome de Três Marias tornou-se mais popular ainda, ficando aquela região assim conhecida. 
Na década de 1950, o então presidente da república Juscelino Kubitschek autorizou a construção de uma Usina Hidrelétrica na região do Alto São Francisco, que, mais tarde, daria o nome a cidade que surgia.
A cidade de Três Marias não foi planejada. As primeiras residências foram construídas em lugares impróprios, sem alinhamento, com a finalidade de abrigar os operários da construção da Barragem/Usina Hidrelétrica, pessoas do comércio e os fazendeiros que já residiam na região. 
A Barragem/Usina Hidrelétrica de Três Marias, pelo seu potencial hidrelétrico, tornou-se conhecida em todo Brasil, mas poucos conheciam a cidade Barreiro Grande. Durante treze anos, o nome da cidade foi “Barreiro Grande”, o que não agradava à população local. 
Na administração Municipal de Dano Soares, em 1975, foi encaminhado um Projeto de Lei à Câmara Municipal e organizado um abaixo-assinado com a maioria dos eleitores do município para a mudança toponímica de Barreiro Grande para Três Marias. 
Formação Administrativa 
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Barreiro Grande, pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, com terras desmembradas do distrito de Andrequicé pertencente ao município de Corinto. Sede no atual distrito de Barreiro Grande (ex localidade). Constituído de 2 distritos: Barreiro Grande e Andrequicé. Instalado em 1º de março de 1963. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Barreiro Grande e Andrequicé. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1971. 
Pela Lei Estadual n.º 6.756, de 17 de dezembro de 1975, o município de Barreiro Grande tomou a denominação de Três Marias. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 2 distritos Três Marias e Andrequicé. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007 
Geografia
Localiza-se na mesorregião Central Mineira. 
Hidrografia
O principal rio de Três Marias é o rio São Francisco
Altitude
Três Marias repousa sobre o Planalto Central Brasileiro, com uma altitude média de 570 metros acima do nível do mar.
Relevo
O relevo é predominantemente plano a suavemente ondulado, característico das áreas de chapadas do interior mineiro. 
Solo
O solo é do tipo latossolo vermelho-amarelo, típico do Cerrado, com acidez elevada que requer correção química (calagem) para a prática da agricultura intensiva.
Clima
O clima é o Tropical de Savana (Aw). As temperaturas são elevadas na maior parte do ano, com médias em torno de 24 °C a 26 °C, podendo ultrapassar os 35 °C, no verão. O regime de chuvas é bem definido: verões chuvosos (outubro a março) e invernos secos (abril a setembro).
Vegetação e Meio Ambiente
A vegetação nativa é o Cerrado, em suas diversas fisionomias (desde o cerrado ralo até o cerradão). A biodiversidade local é rica, abrigando espécies da fauna brasileira como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e uma vasta diversidade de aves e peixes. O Rio São Francisco, o "Velho Chico", é a artéria vital da região, garantindo a sobrevivência dos ecossistemas de mata ciliar e das famosas lagoas marginais.
Economia
A base econômica de Três Marias é diversificada, sustentada por três pilares principais:
- Indústria e Energia: A Usina Hidrelétrica de Três Marias (Cemig) é um pilar histórico. Além disso, o município abriga a Nexa Resources (antiga Votorantim Metais), uma das maiores produtoras de zinco do mundo, que gera milhares de empregos diretos e indiretos.
- Turismo e Pesca: O "lago de Três Marias" é um dos maiores lagos artificiais do mundo, impulsionando a pesca esportiva (especialmente do tucunaré) e o lazer náutico.
- Agronegócio: Destaca-se a silvicultura (reflorestamento de eucalipto) e a agricultura mecanizada.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 2,9 mil admissões formais e 2,8 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 143 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 266.
Até novembro de 2025 houve registro de 96 novas empresas em Três Marias, sendo que 15 atuam pela internet. Neste último mês, 7 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (8). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 68 empresas.
Educação
No campo da Educação, o município conta com uma rede sólida de escolas municipais e estaduais, além de polos de ensino superior à distância e parcerias com o Sistema S (Senai/Sesi) para capacitação técnica voltada à indústria metalúrgica.
Turismo
O turismo é a grande aposta de futuro para Três Marias. O imenso espelho d'água da represa, com cerca de 1.040 km2, oferece condições ideais para o turismo.
- Pesca Esportiva: Atrai pescadores de todo o Brasil em busca do tucunaré e do surubim.
- Balneários: A "Praia do Mar de Minas" e clubes de lazer são pontos de encontro populares nos finais de semana.
- Cascata da Virgem e Rio Abaixo: Áreas de corredeiras abaixo da barragem, muito procuradas para banho e contemplação.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .