Piraí é um município localizado na região do Vale do Paraíba Fluminense, também conhecida como Médio Paraíba, na região Sul Fluminense do estado do Rio de Janeiro, Brasil. Situado a aproximadamente 89 km da capital estadual, o município possuía uma população de 29.066 habitantes, conforme estimativas do IBGE, para o ano de 2025.
História
A história de Piraí remonta ao período colonial, quando a região passou a ser ocupada por colonos atraídos pelo seu potencial agrícola. Originalmente, o território era habitado por indígenas da etnia Puri e Coroado, que utilizavam uma antiga trilha para se deslocarem entre as aldeias da Serra do Mar e as áreas litorâneas. Com o advento da mineração, a trilha indígena foi transformada em um dos principais caminhos que ligavam as minas de ouro ao porto do Rio de Janeiro, facilitando o escoamento do metal precioso para a metrópole portuguesa. As primeiras sesmarias foram concedidas por volta de 1765.
A fundação de Piraí está diretamente ligada à construção de uma capela dedicada a Sant'Ana, às margens do Rio Piraí, por volta de 1770. A pequena capela, erguida por José Luiz Urbano, um dos primeiros proprietários de terras na região, tornou-se o núcleo em torno do qual se formou o povoado de Sant'Ana do Piraí. Em 1776, a capela foi elevada à condição de curato, recebendo um pároco residente e oferecendo serviços religiosos regulares, o que impulsionou o desenvolvimento do arraial e atraiu novos moradores para a área.
Nas décadas seguintes, o povoado enfrentou diversas dificuldades, principalmente pela falta de recursos e apoio para a manutenção da capela e do crescente número de habitantes. No entanto, a perseverança dos moradores e do clero local permitiu que, em 1798, a capela adquirisse um pequeno patrimônio de terras, tornando-se independente das provisões anuais do governo colonial. O arraial, à época, contava com 54 fogos, 378 habitantes, entre os quais 128 eram escravos, dois engenhos de açúcar e três usinas de aguardente, refletindo a economia agrária em formação.
A história do desmembramento e fundação do município de Piraí está ligada à sua evolução como freguesia e, posteriormente, como vila. Em 11 de outubro de 1811, o oitavo bispo do Rio de Janeiro, Dom José Caetano da Silva Coutinho, realizou sua primeira visita pastoral à região. Atendendo aos pedidos dos moradores, que se comprometeram a construir uma nova igreja matriz, o bispo concedeu ao povoado de Sant'Ana do Piraí o status de freguesia curada, nomeando José Theodosio de Souza como seu primeiro vigário. Embora o compromisso de erguer a igreja matriz não tenha sido inicialmente cumprido, a freguesia foi elevada à categoria de freguesia perpétua em 17 de outubro de 1817. Uma nova visita do bispo em 1825 reiterou a necessidade de construir a igreja matriz, e uma comissão foi nomeada para arrecadar fundos e iniciar a obra.
Em 1833, a Freguesia de Sant'Ana do Piraí contava com 4.111 moradores, que, em busca de maior autonomia, enviaram ao regente Feijó um abaixo-assinado solicitando a elevação do povoado à categoria de vila. Essa expressão designava, à época, a sede de um termo, unidade político-administrativa equivalente a um município. Após quatro anos de negociações, a elevação a vila foi finalmente conquistada pela Lei Provincial n.º 96, de 06 de dezembro de 1837, com território desmembrado de São João do Príncipe (mais tarde São João Marcos, atual Rio Claro e Barra Mansa). A instalação oficial da nova Vila de Sant'Ana do Piraí ocorreu em 11 de novembro de 1838, na residência de Raymundo Antônio Soares, com a presença do presidente da Província, Paulino José Soares de Souza, o Visconde do Uruguai. Nos anos seguintes, a vila experimentou um crescimento significativo, impulsionado pela produção de café e pela melhoria da infraestrutura local, consolidando-se como um importante centro econômico e administrativo na região.
A introdução do cultivo do café no Vale do Paraíba no início do século XIX foi um marco decisivo na história de Piraí, transformando radicalmente a economia local. As condições climáticas favoráveis, aliadas à proximidade com o porto do Rio de Janeiro e ao apoio governamental através da concessão de sesmarias, facilitaram a expansão da cafeicultura. Em Piraí, essa nova atividade agrícola impulsionou o crescimento demográfico e o surgimento de uma elite agrária, composta por grandes proprietários de terra que acumulavam riqueza e influência política. A produção cafeeira tornou-se a principal atividade econômica da região, com as fazendas de café moldando a paisagem e a organização social local.
Dentre as famílias de destaque no município, os Souza Breves tornaram-se um exemplo da concentração de poder e riqueza associada à produção de café. A família, que controlava vastas extensões de terra e uma numerosa escravaria, contribuiu significativamente para a prosperidade da região. Em meados do século XIX, as fazendas de café de Piraí, especialmente a Fazenda São José do Pinheiro, desempenharam um papel central na economia local, respondendo por uma parcela considerável da produção cafeeira do país. Essa prosperidade econômica teve reflexos diretos na organização social e política do município, consolidando Piraí como um importante centro agrário no contexto do Brasil imperial.
Formação Administrativa
Freguesia criada com denominação de Santana do Piraí, por Alvará de 17 de outubro de 1817, no município de São João do Príncipe depois São João Marcos atual Rio Claro Barra Mansa, e pelos Decretos Estaduais n.º 1 de 08 de maio de 1892 e n.º 1-A, de 03 de junho de 1892.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santana do Piraí, pela Lei Provincial n.º 96, de 06 de dezembro de 1837, com território desmembrado dos municípios de São João do Príncipe depois São João Marcos atual Rio Claro e Barra Mansa. Instalado em 11 de novembro de 1838.
Pela Lei Provincial n.º 141, de 12 de abril de 1839 e por Decretos n.º 1, de 08 de maio de 1892 e n.º 1-A, de 03 de junho de 1892, é criado o distrito de São João Batista do Arrozal e anexado a vila de Santana do Piraí.
Elevado à condição de cidade com denominação de Piraí, pela Lei ou Decreto Provincial n.º 2.041 de 17 de outubro de 1874.
Pelo Decreto n.º 155, de 08 de dezembro de 1890, o município de Piraí adquiriu do município de São João de Príncipe o distrito de São José do Bom Jardim (ex São José de Cacaria).
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município, já denominado Piraí é constituído 3 distritos: Piraí, São João Batista do Arrozal e São José do Bom Jardim.
Pela Lei Estadual n.º 1.360, de 21 de novembro de 1916, é criado o distrito de Pinheiro e anexado ao município de Piraí.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Piraí é constituído de 4 distritos: Piraí, Pinheiro, São João Batista do Arrozal e São José do Bom Jardim.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto Estadual n.º 641, de 15 de dezembro de 1938, o distrito de São João Batista do Arrozal passou a denominar-se simplesmente Arrozal e o distrito São José do Bom Jardim passou a denominar-se Monumento.
No quadro fixado para vigorar no quinquênio 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Piraí, Arrozal (ex São João Batista do Arrozal), Monumento (ex São José do Bom Jardim) e Pinheiro.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.055, de 31 de dezembro de 1943, é criado o distrito de Santanésia e anexado ao município de Piraí.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 5 distritos: Piraí, Arrozal, Monumento, Pinheiral e Santanésia.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991.
Pela Lei Municipal n.º 307, de 07 de novembro de 1991, são alterados os limites entre os distritos de Piraí, Arrozal e Pinheiral.
Em “Síntese” de 31 de dezembro de 1994, o município é constituído de 5 distritos: Piraí, Arrozal, Monumento, Pinheiral e Santanésia.
Pela Lei Estadual n.º 2.408, de 31 de junho de 1995, é desmembrado do município do Piraí o distrito de Pinheiral. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído de 4 distritos: Piraí, Arrozal, Monumento e Santanésia.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.
Etimologia
O topônimo "Piraí" é uma referência ao rio Piraí. O nome tem origem na língua tupi e significa "rio dos peixes", através da junção dos termos pirá (peixe) e 'y (rio).
Geografia
Piraí está localizado na microrregião do Vale do Rio Paraíba, sendo um dos 92 municípios que compõem o estado do Rio de Janeiro, na Região Sudeste do Brasil. Com uma área total de 505 km², que corresponde a 1,15% da área do estado, o município é dividido em quatro distritos: Piraí, Arrozal, Santanésia e Vila Monumento. Faz fronteira com os municípios de Barra do Piraí, Pinheiral, Rio Claro, Itaguaí, Mendes, Paracambi, Barra Mansa e Volta Redonda.
Situado às margens da Rodovia Presidente Dutra, Piraí ocupa uma posição geográfica privilegiada que facilita a conexão com as principais metrópoles brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, além de permitir interação com a Região Sul do estado do Rio de Janeiro e áreas de Minas Gerais. A rodovia atravessa o município por 53 km, localizando Piraí a 84 km do Rio de Janeiro, 300 km de São Paulo, 330 km de Belo Horizonte e 70 km do Porto de Sepetiba.
Relevo
O relevo de Piraí classifica-se como de planalto (de acordo com a classificação de Jurandyr L. Sanches Ross), fazendo parte da Serra do Mar. A cidade é caracterizada por colinas e vales, com altitudes que variam significativamente - mares de morros - criando uma topografia acidentada.
Vegetação
A vegetação de Piraí é composta principalmente por remanescentes de Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em biodiversidade do Brasil. Embora grande parte da cobertura original tenha sido substituída por atividades agropecuárias ao longo dos anos, ainda é possível encontrar áreas de floresta nativa, especialmente em regiões mais elevadas e de difícil acesso. Aproximadamente 47,65% do território de Piraí é coberto por florestas.
Clima
Em Piraí, o verão é opressivo, com precipitação, de céu encoberto, curto e quente; o inverno é de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 32 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 36 °C.
A melhor época do ano para visitar Piraí e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro.
O clima de Piraí é caracterizado como tropical de altitude. A precipitação é concentrada principalmente no verão, quando são comuns chuvas intensas e rápidas, enquanto o inverno tende a ser mais seco, embora não isento de precipitações ocasionais. A geografia montanhosa da região também influencia nas condições climáticas, contribuindo para a ocorrência de nevoeiros e aumentando a variabilidade climática local.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes aos períodos de 1961 a 1983, 1986 a 1991, 1993 e 1997 a 2006, a menor temperatura registrada em Piraí foi de 3,3 °C em 23 de junho de 2000, e a maior atingiu 40,3 °C em 24 de dezembro de 1968. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 160,3 milímetros (mm) em 27 de março de 1966. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 145,2 mm em 23 de janeiro de 1967 e 117,6 mm em 3 de dezembro de 2002. Janeiro de 1967, com 524,2 mm, foi o mês de maior precipitação.
A estação quente permanece por 2,4 meses, de 29 de dezembro a 11 de março, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Piraí é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 20 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,1 meses, de 11 de maio a 13 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Piraí é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 25 °C, em média.
Em Piraí, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Piraí começa por volta de 5 de abril e dura 6,2 meses, terminando em torno de 13 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Piraí é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 72% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 13 de outubro e dura 5,8 meses, terminando em torno de 5 de abril.
O mês mais encoberto do ano em Piraí é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 73% do tempo.
O Rio Piraí
O Rio Piraí desempenha um papel importante no contexto geográfico e histórico do município de Piraí, no estado do Rio de Janeiro. Sua importância não se limita apenas ao fornecimento de recursos hídricos, mas também se estende à geração de energia elétrica. Localizado na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, o rio é essencial para o abastecimento de água da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com aproximadamente 96% da água que chega à capital estadual passando pelo território de Piraí. Além disso, o município é responsável por cerca de 20% da energia elétrica distribuída pela Light no Grande Rio, em parte devido ao aproveitamento das águas do Rio Piraí para fins de geração de energia.
A história de Piraí está intimamente ligada ao Rio Piraí. Antes da colonização portuguesa, os indígenas que habitavam a região já conheciam e valorizavam o rio, a quem deram o nome de "Rio dos Peixes" devido à sua abundância de recursos. Quando os primeiros colonos portugueses chegaram à região, por volta de 1770, escolheram as margens do Rio Piraí para se estabelecer. Ao longo dos séculos, o rio tornou-se um símbolo da identidade local.
Geograficamente, o Rio Piraí tem sua nascente no município de Bananal, no estado de São Paulo, e atravessa os municípios de Rio Claro e Piraí, até desaguar no Rio Paraíba do Sul, no município de Barra do Piraí. O rio também marca a fronteira entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, bem como entre o município paulista de Bananal e o município fluminense de Rio Claro, onde adentra o território do Rio de Janeiro. Ao longo de seu curso, o Rio Piraí é represado pela Barragem de Santana, controlada pela Light Serviços Elétricos S/A, e também abriga a Elevatória do Vigário, localizada no centro da cidade de Piraí.
Historicamente, o Rio Piraí era um tributário da Bacia do Rio Paraíba do Sul, mas, no início do século 20, seu curso foi transposto para a Bacia do Rio Guandu, uma mudança que teve implicações significativas para a distribuição de recursos hídricos e para a geração de energia na região. Essa transposição fez do Rio Piraí uma peça-chave na infraestrutura hídrica do estado, reforçando ainda mais sua importância estratégica para o município de Piraí e para o Rio de Janeiro como um todo.
Economia
Piraí é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano.
Se o café foi o passado, o presente de Piraí é marcado pela tecnologia e pelo setor de serviços. O município é um importante polo de geração de energia limpa e tem atraído investimentos industriais e logísticos, sem abrir mão de um setor primário forte, que valoriza o produtor rural e a produção orgânica de qualidade.
De janeiro a maio de 2026, foram registradas 1,3 mil admissões formais e 1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 301 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -194.
Até junho de 2026 houve registro de 9 novas empresas em Piraí, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 4 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 61 empresas.
Educação
Piraí compreende que a inteligência é o maior combustível para o futuro. Por isso, a cidade tem investido na expansão educacional, oferecendo polos de ensino superior e técnico que conectam os jovens às necessidades do mercado global. A presença de instituições de ensino estimula a pesquisa aplicada, o desenvolvimento sustentável e a gestão de recursos naturais, preparando as novas gerações para liderar o crescimento regional com competência e responsabilidade socioambiental.
Turismo
Lago do Convento
O lago do Convento localiza-se no bairro Koop Land em área de propriedade do antigo Hotel Fazenda Espelho D'Água, hoje Convento da Transfiguração do Senhor - Instituto dos Frades de Emaús. Sua área é de aproximadamente 100.000 metros quadrados, de formato irregular e com águas transparentes e frias. Às suas margens, destacam-se quaresmas, espatódeas, pinheiros e amendoeiras. A pesca no local é proibida, mas os banhos e os passeios em pequenas embarcações, são permitidos e frequentes. Em seu entorno, há casas residenciais e as instalações do Convento da Transfiguração do Senhor - Instituto dos Frades de Emaús.
Rio Piraí
O rio Piraí nasce na serra do Sinfrônio, no município de Rio Claro, atravessado todo o município de Piraí e desemboca parte dele no rio Paraíba do Sul. durante seu trajeto, em Piraí, não há presença de cachoeiras, nem de praias fluviais, mais sim de formações de lagoas e lagos, sendo o maior expressão o lago do Kopp, situado na localidade de Koppland. A vegetação que circunda o atrativo é terciária, composto basicamente de espécie como canela, jacaré, embaúba, ipê amarelo, quaresma, eucalipto, árvores frutíferas, além de áreas de pasto em toda a sua extensão. Suas águas, em grande volume, são claras, transparentes e de temperaturas amena. Outrora, o rio era navegável por embarcações de médio porte, mas atualmente só é possível através de pequenas embarcações (botes, canoas, etc.). Isso ocorreu, devido a instalação de usinas e barragens que utilizam grande parte de suas águas. A Barragem de Tocos, localizada ainda no município de Rio Claro, desvia suas águas para o Reservatório Ribeirão das Lajes e a Usina Elevatória do Vigário, na sede de Piraí, subsistema da Usina Nilo Peçanha, "rouba" suas águas de forma natural e o excedente continua seu percurso. Na divisa dos municípios de Piraí e Barra do Piraí, há o subsistema de Santana que capta de forma artificial a água do rio Paraíba do Sul para o rio Piraí, fazendo com que este suba ao invés de descer, para que a água seja aproveitada pela Usina do Vigário. O excedente percorre outro caminho e por fim desemboca no Rio Paraíba do Sul. A paisagem circundante do atrativo é caracterizada pela serra das Araras, a sede de Piraí, o lago Kopp e a Usina Elevatória de Vigário.
Rio Paraíba do Sul
O rio Paraíba do Sul, com sua nascente em São Paulo, atravessa diversos municípios do Estado de Rio de Janeiro e desagua no oceano Atlântico, na altura do município de São João da Barra. Em Piraí, o rio Paraíba do Sul atravessa o município de Pinheiral, apresentando em suas margens pequenas praias localizadas entre vegetação terciária, onde destacam-se imbaúbas, canelas, jacarés além de diversas espécies de aves. Compondo sua ambiência registra-se a presença, próxima, de áreas de pastagem e no seu leito pequenas ilhas arborizadas. Águas barrentas e de baixa temperatura, não são propícias a banhos devido ao índice de poluição do rio, que vem recebendo grande quantidade de resíduos desde o Estado de São Paulo. Neste trecho o rio é navegável apenas para pequenas embarcações. Destaca-se pelo seu entorno, onde estão presentes o Posto Zootécnico, a Estrada de Ferro Pinheiral-Piraí além de sítios e fazendolas da região.
Cachoeira dos Três Saltos
O atrativo tem altura aproximada de dez metros, possuindo três saltos. Suas águas são claras, transparentes e de temperatura baixa. No final da queda, há boas possibilidades de banhos, com presença de uma excelente ducha natural. A paisagem que circunda o atrativo é formada por áreas de pastagem, bananeiras, bambuzais, canelas, eucaliptos e jacarés, além da sede da Fazenda dos Três Saltos e suas benfeitorias.
Prefeitura de Piraí
No ano de 1837, o prédio onde atualmente funciona a Prefeitura de Piraí teve permissão para a construção pelo governo da província em terreno doado por Magalhães Pusso, proprietário da Sesmaria de Palmeira. Para dar suporte às atividades no ano seguinte foi criada uma comissão nomeada pelo Presidente da Província cabendo aos membros a organização de uma subscrição para a construção dos prédios públicos ou seja a Câmara Júri e Cadeia. Em 1838, passou então a funcionar no primeiro pavimento do prédio a cadeia e no segundo pavimento a Sala das Audiências, a Secretaria, o Reservado (para os réus), a Secreta (para os jurados) e a Sala do Tribunal. Em 1917, a cadeia foi transferida para outro prédio. No ano de 1922, passou a ser sede da prefeitura.
Casarão de Arrozal
O Prédio Imperial de São João Batista de Arrozal da Irmandade do S. S. Sacramento doado pelo Coronel Quincas Ribeiro é um marco na região por ter hospedado por diversas vezes D. Pedro II e sua comitiva imperial. Arrozal outrora possuía grandes áreas com a cultura de arroz cuja maior parte de sua destinada ao abastecimento da corte no Rio de Janeiro. A aprazível localidade tem suas histórias iniciada no final do século XVIII quando o capitão-mor José Souza Breves chegou à região como desbravador sendo o primeiro senhor das terras organizando a Fazenda Cachoeira e criando a Vila de São João Batista do Arrozal.
Banda de Música de Arrozal
Contam os antigos moradores e os descendentes de escravos que havia na localidade duas bandas: uma composta de brancos e outra de negros escravos que gozavam de certas regalias havendo entre elas uma disputa pela superioridade de repertórios. O episódio testemunha as raízes centenárias da Banda que com a queda da escravidão e decadência da lavoura cafeeira assistiu ao êxodo da população e consequentemente dos músicos.
Igreja de Sant'Ana
A igreja matriz da paróquia de Sant'Ana foi construída entre 1829 e 1841. Foi reformada entre 1954 e 1952, ocasião em que o teto foi pintado com cenas de passagens bíblicas de autoria do artista Geraldo de Oliveira. Em 2007 recebeu iluminação noturna.
Seu altar mor tem revestimento de pedra-sabão e abriga uma imagem de Sant'Ana, a padroeira do município.
Casa de Cultura
No majestoso prédio do século XX retrata a história de Piraí, desde a sua fundação, como cenário do poderio do Ciclo do Café em nossa Região até o Programa de Desenvolvimento Local.
Parque Florestal Mata do Amador
O Parque com uma área de 164 000 metros quadrados, foi criado através da Lei Municipal 447, de 8 de abril de 1997, com o objetivo de preservar a principal área florestal próxima a cidade. Sua criação visa promover a educação ambiental, atividades culturais e educacionais.
Parque do Caiçara
Com área aproximadamente de 50 000 metros quadrados, com forma irregular, possui águas transparentes e frias. Destaca-se por uma praia lacustre, utilizada para piqueniques e banhos.
Condomínio da Arte
O projeto "Condomínio da Arte" foi iniciado, no atual formato, em setembro de 2004, com o propósito de gerar trabalho e renda, garantindo a inserção do artesão na economia do Município. O projeto previu ainda, uma evolução sustentável da atividade artesanal e o desenvolvimento das "Oficinas de Produção". Nos quatro anos de existência como Condomínio da Arte, o projeto, que, inicialmente, contava com três oficinas de artesanato, uma oficina de confecção e uma oficina de panificação, tem, atualmente, oito oficinas de produção, formando e informando artesãos sobre as tendências de um mercado competitivo e sobre a necessidade de constante capacitação, contribuindo, dessa forma, para sua profissionalização e para a transformação do segmento artesanal em negócio.
A estratégia de trabalho privilegiou: a revitalização do produto artesanal, buscando uma identidade cultural (tilápia, macadâmia e café); a mobilização e o fortalecimento das oficinas de produção, com o olhar voltado para o nosso foco principal que é o aproveitamento de materiais e a orientação e organização da loja, principal ponto de escoamento do produto. Chamar a atenção para a importância da arte e do artesanato, também, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que têm como fonte ou complementação de renda a produção de peças artesanais, bem como divulgar a arte e o artesanato de Piraí, tem sido o objetivo do Condomínio. Nas lojas do Condomínio da Arte, você encontra lindas peças artesanais e lanchonete. A loja fica localizada na Avenida Guadalajara, 67.
Piraí Digital
Piraí Digital é um projeto de disseminação da cultura digital no município, que envolve ações de inclusão digital, educação para novas mídias e informatização da gestão. Abrange os telecentros, escolas de todos os níveis e outras instituições públicas como o sistema de saúde do município.
A base tecnológica do projeto é uma infraestrutura pública de comunicação SHSW (sistema híbrido com suporte wireless) com cobertura em todo o município, inaugurada em 6 de fevereiro de 2004.
Calendário
- Feira dos Artesãos - primeiro sábado de cada mês - na Praça da Preguiça
- Fevereiro ou Março: Carnaval na Praça
- Abril: Café, cachaça e chorinho
- Abril: Festa de São Benedito (Arrozal)
- Maio: Festa do Trabalhador (Santanésia)
- Junho: Causos e Caldos
- Junho: Forró Para o Povo
- Julho: Cavalgada da Amizade
- Julho: Festa Julhina (Instituto dos Frades de Emaús)
- 26 de Julho: Dia da Padroeira - Senhora Sant'Ana
- Agosto: Festival de Música de Piraí
- Setembro: Arrozal em Festa
- Outubro: Festa de São Francisco de Assis (Instituto dos Frades de Emaús)
- Outubro: Piraí Fest Paladar - Festival Gastronômico de Piraí.
- Dezembro: Cantata de Natal.
A partir de 2013 a Cavalgada e a Festa do Folclore foram integradas em uma única festa, o "Arrozal em Festa", que acontece sempre na primeira quinzena de setembro.
Esporte
No esporte, o município é uma referência, com incentivo constante às práticas de base, torneios de ciclismo de estrada e o fomento ao futebol e ao futsal, que movimentam os centros esportivos e promovem a integração social.
O Rodoviário Piraí Futebol Clube é uma agremiação esportiva de Piraí, fundada a 6 de junho de 1956.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
História
A história de Piraí remonta ao período colonial, quando a região passou a ser ocupada por colonos atraídos pelo seu potencial agrícola. Originalmente, o território era habitado por indígenas da etnia Puri e Coroado, que utilizavam uma antiga trilha para se deslocarem entre as aldeias da Serra do Mar e as áreas litorâneas. Com o advento da mineração, a trilha indígena foi transformada em um dos principais caminhos que ligavam as minas de ouro ao porto do Rio de Janeiro, facilitando o escoamento do metal precioso para a metrópole portuguesa. As primeiras sesmarias foram concedidas por volta de 1765.
A fundação de Piraí está diretamente ligada à construção de uma capela dedicada a Sant'Ana, às margens do Rio Piraí, por volta de 1770. A pequena capela, erguida por José Luiz Urbano, um dos primeiros proprietários de terras na região, tornou-se o núcleo em torno do qual se formou o povoado de Sant'Ana do Piraí. Em 1776, a capela foi elevada à condição de curato, recebendo um pároco residente e oferecendo serviços religiosos regulares, o que impulsionou o desenvolvimento do arraial e atraiu novos moradores para a área.
Nas décadas seguintes, o povoado enfrentou diversas dificuldades, principalmente pela falta de recursos e apoio para a manutenção da capela e do crescente número de habitantes. No entanto, a perseverança dos moradores e do clero local permitiu que, em 1798, a capela adquirisse um pequeno patrimônio de terras, tornando-se independente das provisões anuais do governo colonial. O arraial, à época, contava com 54 fogos, 378 habitantes, entre os quais 128 eram escravos, dois engenhos de açúcar e três usinas de aguardente, refletindo a economia agrária em formação.
A história do desmembramento e fundação do município de Piraí está ligada à sua evolução como freguesia e, posteriormente, como vila. Em 11 de outubro de 1811, o oitavo bispo do Rio de Janeiro, Dom José Caetano da Silva Coutinho, realizou sua primeira visita pastoral à região. Atendendo aos pedidos dos moradores, que se comprometeram a construir uma nova igreja matriz, o bispo concedeu ao povoado de Sant'Ana do Piraí o status de freguesia curada, nomeando José Theodosio de Souza como seu primeiro vigário. Embora o compromisso de erguer a igreja matriz não tenha sido inicialmente cumprido, a freguesia foi elevada à categoria de freguesia perpétua em 17 de outubro de 1817. Uma nova visita do bispo em 1825 reiterou a necessidade de construir a igreja matriz, e uma comissão foi nomeada para arrecadar fundos e iniciar a obra.
Em 1833, a Freguesia de Sant'Ana do Piraí contava com 4.111 moradores, que, em busca de maior autonomia, enviaram ao regente Feijó um abaixo-assinado solicitando a elevação do povoado à categoria de vila. Essa expressão designava, à época, a sede de um termo, unidade político-administrativa equivalente a um município. Após quatro anos de negociações, a elevação a vila foi finalmente conquistada pela Lei Provincial n.º 96, de 06 de dezembro de 1837, com território desmembrado de São João do Príncipe (mais tarde São João Marcos, atual Rio Claro e Barra Mansa). A instalação oficial da nova Vila de Sant'Ana do Piraí ocorreu em 11 de novembro de 1838, na residência de Raymundo Antônio Soares, com a presença do presidente da Província, Paulino José Soares de Souza, o Visconde do Uruguai. Nos anos seguintes, a vila experimentou um crescimento significativo, impulsionado pela produção de café e pela melhoria da infraestrutura local, consolidando-se como um importante centro econômico e administrativo na região.
A introdução do cultivo do café no Vale do Paraíba no início do século XIX foi um marco decisivo na história de Piraí, transformando radicalmente a economia local. As condições climáticas favoráveis, aliadas à proximidade com o porto do Rio de Janeiro e ao apoio governamental através da concessão de sesmarias, facilitaram a expansão da cafeicultura. Em Piraí, essa nova atividade agrícola impulsionou o crescimento demográfico e o surgimento de uma elite agrária, composta por grandes proprietários de terra que acumulavam riqueza e influência política. A produção cafeeira tornou-se a principal atividade econômica da região, com as fazendas de café moldando a paisagem e a organização social local.
Dentre as famílias de destaque no município, os Souza Breves tornaram-se um exemplo da concentração de poder e riqueza associada à produção de café. A família, que controlava vastas extensões de terra e uma numerosa escravaria, contribuiu significativamente para a prosperidade da região. Em meados do século XIX, as fazendas de café de Piraí, especialmente a Fazenda São José do Pinheiro, desempenharam um papel central na economia local, respondendo por uma parcela considerável da produção cafeeira do país. Essa prosperidade econômica teve reflexos diretos na organização social e política do município, consolidando Piraí como um importante centro agrário no contexto do Brasil imperial.
Formação Administrativa
Freguesia criada com denominação de Santana do Piraí, por Alvará de 17 de outubro de 1817, no município de São João do Príncipe depois São João Marcos atual Rio Claro Barra Mansa, e pelos Decretos Estaduais n.º 1 de 08 de maio de 1892 e n.º 1-A, de 03 de junho de 1892.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santana do Piraí, pela Lei Provincial n.º 96, de 06 de dezembro de 1837, com território desmembrado dos municípios de São João do Príncipe depois São João Marcos atual Rio Claro e Barra Mansa. Instalado em 11 de novembro de 1838.
Pela Lei Provincial n.º 141, de 12 de abril de 1839 e por Decretos n.º 1, de 08 de maio de 1892 e n.º 1-A, de 03 de junho de 1892, é criado o distrito de São João Batista do Arrozal e anexado a vila de Santana do Piraí.
Elevado à condição de cidade com denominação de Piraí, pela Lei ou Decreto Provincial n.º 2.041 de 17 de outubro de 1874.
Pelo Decreto n.º 155, de 08 de dezembro de 1890, o município de Piraí adquiriu do município de São João de Príncipe o distrito de São José do Bom Jardim (ex São José de Cacaria).
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município, já denominado Piraí é constituído 3 distritos: Piraí, São João Batista do Arrozal e São José do Bom Jardim.
Pela Lei Estadual n.º 1.360, de 21 de novembro de 1916, é criado o distrito de Pinheiro e anexado ao município de Piraí.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Piraí é constituído de 4 distritos: Piraí, Pinheiro, São João Batista do Arrozal e São José do Bom Jardim.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto Estadual n.º 641, de 15 de dezembro de 1938, o distrito de São João Batista do Arrozal passou a denominar-se simplesmente Arrozal e o distrito São José do Bom Jardim passou a denominar-se Monumento.
No quadro fixado para vigorar no quinquênio 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Piraí, Arrozal (ex São João Batista do Arrozal), Monumento (ex São José do Bom Jardim) e Pinheiro.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.055, de 31 de dezembro de 1943, é criado o distrito de Santanésia e anexado ao município de Piraí.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 5 distritos: Piraí, Arrozal, Monumento, Pinheiral e Santanésia.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991.
Pela Lei Municipal n.º 307, de 07 de novembro de 1991, são alterados os limites entre os distritos de Piraí, Arrozal e Pinheiral.
Em “Síntese” de 31 de dezembro de 1994, o município é constituído de 5 distritos: Piraí, Arrozal, Monumento, Pinheiral e Santanésia.
Pela Lei Estadual n.º 2.408, de 31 de junho de 1995, é desmembrado do município do Piraí o distrito de Pinheiral. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído de 4 distritos: Piraí, Arrozal, Monumento e Santanésia.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.
Etimologia
O topônimo "Piraí" é uma referência ao rio Piraí. O nome tem origem na língua tupi e significa "rio dos peixes", através da junção dos termos pirá (peixe) e 'y (rio).
Geografia
Piraí está localizado na microrregião do Vale do Rio Paraíba, sendo um dos 92 municípios que compõem o estado do Rio de Janeiro, na Região Sudeste do Brasil. Com uma área total de 505 km², que corresponde a 1,15% da área do estado, o município é dividido em quatro distritos: Piraí, Arrozal, Santanésia e Vila Monumento. Faz fronteira com os municípios de Barra do Piraí, Pinheiral, Rio Claro, Itaguaí, Mendes, Paracambi, Barra Mansa e Volta Redonda.
Situado às margens da Rodovia Presidente Dutra, Piraí ocupa uma posição geográfica privilegiada que facilita a conexão com as principais metrópoles brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, além de permitir interação com a Região Sul do estado do Rio de Janeiro e áreas de Minas Gerais. A rodovia atravessa o município por 53 km, localizando Piraí a 84 km do Rio de Janeiro, 300 km de São Paulo, 330 km de Belo Horizonte e 70 km do Porto de Sepetiba.
Relevo
O relevo de Piraí classifica-se como de planalto (de acordo com a classificação de Jurandyr L. Sanches Ross), fazendo parte da Serra do Mar. A cidade é caracterizada por colinas e vales, com altitudes que variam significativamente - mares de morros - criando uma topografia acidentada.
Vegetação
A vegetação de Piraí é composta principalmente por remanescentes de Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em biodiversidade do Brasil. Embora grande parte da cobertura original tenha sido substituída por atividades agropecuárias ao longo dos anos, ainda é possível encontrar áreas de floresta nativa, especialmente em regiões mais elevadas e de difícil acesso. Aproximadamente 47,65% do território de Piraí é coberto por florestas.
Clima
Em Piraí, o verão é opressivo, com precipitação, de céu encoberto, curto e quente; o inverno é de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 32 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 36 °C.
A melhor época do ano para visitar Piraí e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro.
O clima de Piraí é caracterizado como tropical de altitude. A precipitação é concentrada principalmente no verão, quando são comuns chuvas intensas e rápidas, enquanto o inverno tende a ser mais seco, embora não isento de precipitações ocasionais. A geografia montanhosa da região também influencia nas condições climáticas, contribuindo para a ocorrência de nevoeiros e aumentando a variabilidade climática local.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes aos períodos de 1961 a 1983, 1986 a 1991, 1993 e 1997 a 2006, a menor temperatura registrada em Piraí foi de 3,3 °C em 23 de junho de 2000, e a maior atingiu 40,3 °C em 24 de dezembro de 1968. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 160,3 milímetros (mm) em 27 de março de 1966. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 145,2 mm em 23 de janeiro de 1967 e 117,6 mm em 3 de dezembro de 2002. Janeiro de 1967, com 524,2 mm, foi o mês de maior precipitação.
A estação quente permanece por 2,4 meses, de 29 de dezembro a 11 de março, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Piraí é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 20 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,1 meses, de 11 de maio a 13 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Piraí é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 25 °C, em média.
Em Piraí, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Piraí começa por volta de 5 de abril e dura 6,2 meses, terminando em torno de 13 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Piraí é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 72% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 13 de outubro e dura 5,8 meses, terminando em torno de 5 de abril.
O mês mais encoberto do ano em Piraí é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 73% do tempo.
O Rio Piraí
O Rio Piraí desempenha um papel importante no contexto geográfico e histórico do município de Piraí, no estado do Rio de Janeiro. Sua importância não se limita apenas ao fornecimento de recursos hídricos, mas também se estende à geração de energia elétrica. Localizado na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, o rio é essencial para o abastecimento de água da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com aproximadamente 96% da água que chega à capital estadual passando pelo território de Piraí. Além disso, o município é responsável por cerca de 20% da energia elétrica distribuída pela Light no Grande Rio, em parte devido ao aproveitamento das águas do Rio Piraí para fins de geração de energia.
A história de Piraí está intimamente ligada ao Rio Piraí. Antes da colonização portuguesa, os indígenas que habitavam a região já conheciam e valorizavam o rio, a quem deram o nome de "Rio dos Peixes" devido à sua abundância de recursos. Quando os primeiros colonos portugueses chegaram à região, por volta de 1770, escolheram as margens do Rio Piraí para se estabelecer. Ao longo dos séculos, o rio tornou-se um símbolo da identidade local.
Geograficamente, o Rio Piraí tem sua nascente no município de Bananal, no estado de São Paulo, e atravessa os municípios de Rio Claro e Piraí, até desaguar no Rio Paraíba do Sul, no município de Barra do Piraí. O rio também marca a fronteira entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, bem como entre o município paulista de Bananal e o município fluminense de Rio Claro, onde adentra o território do Rio de Janeiro. Ao longo de seu curso, o Rio Piraí é represado pela Barragem de Santana, controlada pela Light Serviços Elétricos S/A, e também abriga a Elevatória do Vigário, localizada no centro da cidade de Piraí.
Historicamente, o Rio Piraí era um tributário da Bacia do Rio Paraíba do Sul, mas, no início do século 20, seu curso foi transposto para a Bacia do Rio Guandu, uma mudança que teve implicações significativas para a distribuição de recursos hídricos e para a geração de energia na região. Essa transposição fez do Rio Piraí uma peça-chave na infraestrutura hídrica do estado, reforçando ainda mais sua importância estratégica para o município de Piraí e para o Rio de Janeiro como um todo.
Economia
Piraí é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano.
Se o café foi o passado, o presente de Piraí é marcado pela tecnologia e pelo setor de serviços. O município é um importante polo de geração de energia limpa e tem atraído investimentos industriais e logísticos, sem abrir mão de um setor primário forte, que valoriza o produtor rural e a produção orgânica de qualidade.
De janeiro a maio de 2026, foram registradas 1,3 mil admissões formais e 1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 301 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -194.
Até junho de 2026 houve registro de 9 novas empresas em Piraí, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 4 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 61 empresas.
Educação
Piraí compreende que a inteligência é o maior combustível para o futuro. Por isso, a cidade tem investido na expansão educacional, oferecendo polos de ensino superior e técnico que conectam os jovens às necessidades do mercado global. A presença de instituições de ensino estimula a pesquisa aplicada, o desenvolvimento sustentável e a gestão de recursos naturais, preparando as novas gerações para liderar o crescimento regional com competência e responsabilidade socioambiental.
Turismo
Lago do Convento
O lago do Convento localiza-se no bairro Koop Land em área de propriedade do antigo Hotel Fazenda Espelho D'Água, hoje Convento da Transfiguração do Senhor - Instituto dos Frades de Emaús. Sua área é de aproximadamente 100.000 metros quadrados, de formato irregular e com águas transparentes e frias. Às suas margens, destacam-se quaresmas, espatódeas, pinheiros e amendoeiras. A pesca no local é proibida, mas os banhos e os passeios em pequenas embarcações, são permitidos e frequentes. Em seu entorno, há casas residenciais e as instalações do Convento da Transfiguração do Senhor - Instituto dos Frades de Emaús.
Rio Piraí
O rio Piraí nasce na serra do Sinfrônio, no município de Rio Claro, atravessado todo o município de Piraí e desemboca parte dele no rio Paraíba do Sul. durante seu trajeto, em Piraí, não há presença de cachoeiras, nem de praias fluviais, mais sim de formações de lagoas e lagos, sendo o maior expressão o lago do Kopp, situado na localidade de Koppland. A vegetação que circunda o atrativo é terciária, composto basicamente de espécie como canela, jacaré, embaúba, ipê amarelo, quaresma, eucalipto, árvores frutíferas, além de áreas de pasto em toda a sua extensão. Suas águas, em grande volume, são claras, transparentes e de temperaturas amena. Outrora, o rio era navegável por embarcações de médio porte, mas atualmente só é possível através de pequenas embarcações (botes, canoas, etc.). Isso ocorreu, devido a instalação de usinas e barragens que utilizam grande parte de suas águas. A Barragem de Tocos, localizada ainda no município de Rio Claro, desvia suas águas para o Reservatório Ribeirão das Lajes e a Usina Elevatória do Vigário, na sede de Piraí, subsistema da Usina Nilo Peçanha, "rouba" suas águas de forma natural e o excedente continua seu percurso. Na divisa dos municípios de Piraí e Barra do Piraí, há o subsistema de Santana que capta de forma artificial a água do rio Paraíba do Sul para o rio Piraí, fazendo com que este suba ao invés de descer, para que a água seja aproveitada pela Usina do Vigário. O excedente percorre outro caminho e por fim desemboca no Rio Paraíba do Sul. A paisagem circundante do atrativo é caracterizada pela serra das Araras, a sede de Piraí, o lago Kopp e a Usina Elevatória de Vigário.
Rio Paraíba do Sul
O rio Paraíba do Sul, com sua nascente em São Paulo, atravessa diversos municípios do Estado de Rio de Janeiro e desagua no oceano Atlântico, na altura do município de São João da Barra. Em Piraí, o rio Paraíba do Sul atravessa o município de Pinheiral, apresentando em suas margens pequenas praias localizadas entre vegetação terciária, onde destacam-se imbaúbas, canelas, jacarés além de diversas espécies de aves. Compondo sua ambiência registra-se a presença, próxima, de áreas de pastagem e no seu leito pequenas ilhas arborizadas. Águas barrentas e de baixa temperatura, não são propícias a banhos devido ao índice de poluição do rio, que vem recebendo grande quantidade de resíduos desde o Estado de São Paulo. Neste trecho o rio é navegável apenas para pequenas embarcações. Destaca-se pelo seu entorno, onde estão presentes o Posto Zootécnico, a Estrada de Ferro Pinheiral-Piraí além de sítios e fazendolas da região.
Cachoeira dos Três Saltos
O atrativo tem altura aproximada de dez metros, possuindo três saltos. Suas águas são claras, transparentes e de temperatura baixa. No final da queda, há boas possibilidades de banhos, com presença de uma excelente ducha natural. A paisagem que circunda o atrativo é formada por áreas de pastagem, bananeiras, bambuzais, canelas, eucaliptos e jacarés, além da sede da Fazenda dos Três Saltos e suas benfeitorias.
Prefeitura de Piraí
No ano de 1837, o prédio onde atualmente funciona a Prefeitura de Piraí teve permissão para a construção pelo governo da província em terreno doado por Magalhães Pusso, proprietário da Sesmaria de Palmeira. Para dar suporte às atividades no ano seguinte foi criada uma comissão nomeada pelo Presidente da Província cabendo aos membros a organização de uma subscrição para a construção dos prédios públicos ou seja a Câmara Júri e Cadeia. Em 1838, passou então a funcionar no primeiro pavimento do prédio a cadeia e no segundo pavimento a Sala das Audiências, a Secretaria, o Reservado (para os réus), a Secreta (para os jurados) e a Sala do Tribunal. Em 1917, a cadeia foi transferida para outro prédio. No ano de 1922, passou a ser sede da prefeitura.
Casarão de Arrozal
O Prédio Imperial de São João Batista de Arrozal da Irmandade do S. S. Sacramento doado pelo Coronel Quincas Ribeiro é um marco na região por ter hospedado por diversas vezes D. Pedro II e sua comitiva imperial. Arrozal outrora possuía grandes áreas com a cultura de arroz cuja maior parte de sua destinada ao abastecimento da corte no Rio de Janeiro. A aprazível localidade tem suas histórias iniciada no final do século XVIII quando o capitão-mor José Souza Breves chegou à região como desbravador sendo o primeiro senhor das terras organizando a Fazenda Cachoeira e criando a Vila de São João Batista do Arrozal.
Banda de Música de Arrozal
Contam os antigos moradores e os descendentes de escravos que havia na localidade duas bandas: uma composta de brancos e outra de negros escravos que gozavam de certas regalias havendo entre elas uma disputa pela superioridade de repertórios. O episódio testemunha as raízes centenárias da Banda que com a queda da escravidão e decadência da lavoura cafeeira assistiu ao êxodo da população e consequentemente dos músicos.
Igreja de Sant'Ana
A igreja matriz da paróquia de Sant'Ana foi construída entre 1829 e 1841. Foi reformada entre 1954 e 1952, ocasião em que o teto foi pintado com cenas de passagens bíblicas de autoria do artista Geraldo de Oliveira. Em 2007 recebeu iluminação noturna.
Seu altar mor tem revestimento de pedra-sabão e abriga uma imagem de Sant'Ana, a padroeira do município.
Casa de Cultura
No majestoso prédio do século XX retrata a história de Piraí, desde a sua fundação, como cenário do poderio do Ciclo do Café em nossa Região até o Programa de Desenvolvimento Local.
Parque Florestal Mata do Amador
O Parque com uma área de 164 000 metros quadrados, foi criado através da Lei Municipal 447, de 8 de abril de 1997, com o objetivo de preservar a principal área florestal próxima a cidade. Sua criação visa promover a educação ambiental, atividades culturais e educacionais.
Parque do Caiçara
Com área aproximadamente de 50 000 metros quadrados, com forma irregular, possui águas transparentes e frias. Destaca-se por uma praia lacustre, utilizada para piqueniques e banhos.
Condomínio da Arte
O projeto "Condomínio da Arte" foi iniciado, no atual formato, em setembro de 2004, com o propósito de gerar trabalho e renda, garantindo a inserção do artesão na economia do Município. O projeto previu ainda, uma evolução sustentável da atividade artesanal e o desenvolvimento das "Oficinas de Produção". Nos quatro anos de existência como Condomínio da Arte, o projeto, que, inicialmente, contava com três oficinas de artesanato, uma oficina de confecção e uma oficina de panificação, tem, atualmente, oito oficinas de produção, formando e informando artesãos sobre as tendências de um mercado competitivo e sobre a necessidade de constante capacitação, contribuindo, dessa forma, para sua profissionalização e para a transformação do segmento artesanal em negócio.
A estratégia de trabalho privilegiou: a revitalização do produto artesanal, buscando uma identidade cultural (tilápia, macadâmia e café); a mobilização e o fortalecimento das oficinas de produção, com o olhar voltado para o nosso foco principal que é o aproveitamento de materiais e a orientação e organização da loja, principal ponto de escoamento do produto. Chamar a atenção para a importância da arte e do artesanato, também, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que têm como fonte ou complementação de renda a produção de peças artesanais, bem como divulgar a arte e o artesanato de Piraí, tem sido o objetivo do Condomínio. Nas lojas do Condomínio da Arte, você encontra lindas peças artesanais e lanchonete. A loja fica localizada na Avenida Guadalajara, 67.
Piraí Digital
Piraí Digital é um projeto de disseminação da cultura digital no município, que envolve ações de inclusão digital, educação para novas mídias e informatização da gestão. Abrange os telecentros, escolas de todos os níveis e outras instituições públicas como o sistema de saúde do município.
A base tecnológica do projeto é uma infraestrutura pública de comunicação SHSW (sistema híbrido com suporte wireless) com cobertura em todo o município, inaugurada em 6 de fevereiro de 2004.
Calendário
- Feira dos Artesãos - primeiro sábado de cada mês - na Praça da Preguiça
- Fevereiro ou Março: Carnaval na Praça
- Abril: Café, cachaça e chorinho
- Abril: Festa de São Benedito (Arrozal)
- Maio: Festa do Trabalhador (Santanésia)
- Junho: Causos e Caldos
- Junho: Forró Para o Povo
- Julho: Cavalgada da Amizade
- Julho: Festa Julhina (Instituto dos Frades de Emaús)
- 26 de Julho: Dia da Padroeira - Senhora Sant'Ana
- Agosto: Festival de Música de Piraí
- Setembro: Arrozal em Festa
- Outubro: Festa de São Francisco de Assis (Instituto dos Frades de Emaús)
- Outubro: Piraí Fest Paladar - Festival Gastronômico de Piraí.
- Dezembro: Cantata de Natal.
A partir de 2013 a Cavalgada e a Festa do Folclore foram integradas em uma única festa, o "Arrozal em Festa", que acontece sempre na primeira quinzena de setembro.
Esporte
No esporte, o município é uma referência, com incentivo constante às práticas de base, torneios de ciclismo de estrada e o fomento ao futebol e ao futsal, que movimentam os centros esportivos e promovem a integração social.
O Rodoviário Piraí Futebol Clube é uma agremiação esportiva de Piraí, fundada a 6 de junho de 1956.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .