segunda-feira, 17 de agosto de 2026

LUÍS CORREIA - PIAUÍ

Luís Correia é um município do nordeste brasileiro, situado ao norte do estado do Piauí. É um dos quatro municípios litorâneos do Piauí, e também um dos mais visitados por turistas e banhistas ao longo de todo o ano. Em 1931 o município se chamava Amarração e perdera a sua autonomia, passando a integrar o Município de Parnaíba, como Distrito. E, em 1935, por decreto Estadual, teve o nome mudado para Luís Correia, em homenagem ao ilustre homem público jornalista e literato, Luiz Moraes Correia, nascido no Município.
Em períodos festivos a cidade chega a receber um número de visitantes cinco vezes maior que o total de sua população. Isso acontece principalmente no réveillon e carnaval, festas de destaque regional. No estado do Piauí, Luís Correia é o município com maior extensão de litoral, cerca de 46 km, mais da metade da área litorânea de todo o estado.
No ano de 2025, Luís Correia possuía uma população estimada pelo IBGE, de 31.901 habitantes.
História
Surgimento da Cidade

A cidade de Luís Correia teve origem no início do século XIX, possivelmente por volta dos anos 1820 a partir do processo de repovoamento nesta porção norte do litoral do Brasil, sendo este último discutido a partir de duas perspectivas na historiografia piauiense e cearense. A primeira, associada ao Piauí, reforça que a localidade foi ocupada por pescadores piauienses que nesta época fundaram o povoado de Amarração, nome dado em função da prática de amarrar as embarcações ao atracá-las na costa. A segunda, por sua vez, apresenta um outro olhar, indicando que o território em questão, que veio a se tornar no século XX a cidade de Luís Correia, foi ocupado pelos cearenses por uma série de motivos, sendo estes a necessidade de proteção da localidade e dos indivíduos que ali moravam em função dos conflitos de Independência, a atuação dos padres oriundos da freguesia de Granja na realização de casamentos e batizados na região a partir de 1823, bem como a chegada de retirantes da seca de 1825 que buscavam o local em função dos recursos naturais ali existentes. Ainda que tenha surgido enquanto um povoado no decorrer do século XIX Amarração é elevado à categoria de distrito por meio da Lei n.º 1.177, de 29 de agosto de 1865, e, alguns anos depois, à vila a partir da Lei n.º 1.596, de 05 de agosto de 1874 da província do Ceará. Após ser reanexada ao Piauí através do Decreto n.º 3.012 de 22 de outubro de 1880, apenas na década de 1930 ocorrem novas alterações administrativas no tocante a Amarração, dentre elas a alteração de seu nome e sua consequente elevação à categoria de cidade. Deste modo, em 1931, por meio do Decreto Estadual n.º 1.272 Amarração tem sua autonomia administrativa suspensa, com sua jurisdição sendo repassada a cidade vizinha de Parnaíba e, 4 anos depois, em 1935, Amarração tem seu nome alterado para Luís Correia em homenagem ao jornalista, bacharel em Direito e literato Luís de Moraes Correia, figura proeminente do litoral piauiense nascido em Amarração. Em 1938, contudo, o Decreto-Lei Estadual n.º 197, restituiu a autonomia administrativa de Luís Correia elevando-a a categoria de cidade. 
A Questão do Litígio
A questão litigiosa na localidade entre o Piauí e o Ceará tem início na mesma época de fundação do povoado, tendo sido a posse do território em questão motivo de debates e contendas no decorrer do século XIX por parte de piauienses e cearenses. Para a compreensão desta situação é preciso considerar inicialmente a existência de alguns documentos cartográficos que indicam o pertencimento do território de Amarração em ambas as capitanias entre o século XVIII e o início do século XIX, sendo estes o Mapa Geográfico da Capitania do Piauí (1760) de autoria de Henrique Antonio Galúcio e a Carta Marítima e Geográfica da Capitania do Ceará (1817) produzido pelo engenheiro Antônio José da Silva Paulet. O primeiro, elaborado a pedido do governo da capitania do Grão-Pará e Maranhão, mesmo que na época não existisse ainda o povoado de Amarração, inclui na capitania do Piauí este território. O segundo, por sua vez, foi realizado por solicitação do governo do Ceará com o objetivo de se definir os limites da capitania do Ceará, tendo incluído a localidade de Amarração por, supostamente, haver a presença de diversos cearenses na região. Este último documento em consonância com o contexto histórico da década de 1820, isto é, os conflitos de Independência, a presença de padres oriundos de Granja e a ida de refugiados da seca de 1825 para o povoado de Amarração, levou o governo do Ceará a anexar definitivamente a localidade ao seu território nesta época. 
Nas décadas que seguem Amarração torna-se motivo de debate entre os dois governos, especialmente a partir da década de 1850 à medida que o povoado se tornava uma região considerada enquanto estratégica por parte das elites piauienses que tinham interesse na localidade em função do atracadouro que ali existia, que servia de porto marítimo naquele período e que poderia garantir o escoamento dos produtos piauienses. Em meio a esta celeuma, o Ceará, após diversos debates na Assembleia Legislativa Provincial, elevou Amarração a categoria de distrito pela Lei n.º 1.177, de 29 de agosto de 1865, e a categoria de vila através da Lei n.º 1.596, de 05 de agosto de 1874. Esta questão, no entanto, no que se refere a Amarração, se encerra no início da década seguinte, isto é, nos anos 1880, após a província do Piauí levar a necessidade de resolução ao governo imperial, o que gera uma comissão para analisar a situação e projeto de lei que é debatido e aprovado na Câmara dos Deputados nos anos 1870 e, posteriormente, este também é discutido e validado pelo Senado Imperial, podendo se destacar os discursos realizados pelo senador piauiense João Lustosa da Cunha Paranaguá em defesa da Lei e, supostamente, dos interesses do Piauí e as discordâncias do senador cearense Domingos José Nogueira Jaguaribe quanto ao que estava disposto no Projeto de Lei. Apesar da desaprovação do senador Jaguaribe o projeto foi aprovado, tornando-se o Decreto-Lei n.º 3.012, de 22 de outubro de 1880, que efetivou a permuta do território de Amarração para o Piauí por Independência e Príncipe Imperial que, a partir de então, passavam a fazer parte da província do Ceará. Deste modo, no ano seguinte, em 1881, efetivou-se a alteração das linhas divisórias entre as duas províncias conforme estabelecido pelo decreto imperial e se pôs fim a questão de litígio envolvendo o território de Amarração[9], ainda que outras questões litigiosas com relação a divisa entre o Piauí e Ceará tenham permanecido em aberto, a exemplo da Serra da Ibiapaba que se arrasta até a contemporaneidade. 
O "porto" de Amarração
Uma das primeiras menções ao “porto” existente em Amarração aludem ao início do século XIX ao tempo em que Carl Friedrich Philipp von Martius e Johann Baptist von Spix relatam sua passagem pelo litoral piauiense e, ainda que não comentem sobre o povoado de Amarração, indicam a existência de um porto na foz do rio Igaraçu, isto é, na localidade de Amarração. Não obstante, comentam ainda sobre o fato de este ser o único porto de mar do Piauí e da necessidade de sua melhoria para atender de modo mais eficiente as demandas piauienses, notadamente àquelas relacionadas a sua economia e escoamento dos seus produtos. Apesar de ser referido ao longo dos séculos enquanto um porto, na prática o que existiu por muitas décadas se tratou apenas de um ancoradouro que serviu enquanto “porto” para a atracagem de embarcações que não apenas levavam mercadorias, como também passageiros. Neste sentido, a partir da segunda metade do século XIX, Amarração se torna mais relevante para certos setores políticos piauienses, haja visto que o atracadouro existente na localidade reaparece no discurso político enquanto a melhor opção para o escoamento da produção da província.
Deste modo, juntamente com a alteração da capital de Oeiras para Teresina em 1852 às margens do rio Parnaíba, passa a figurar no imaginário político um novo projeto para o desenvolvimento da província do Piauí, sendo que este seria possível a partir de três aspectos: 
- Desenvolvimento das vias fluviais para o escoamento da produção, notadamente do rio Parnaíba, principal artéria fluvial da província e que, não apenas cortava suas principais vilas e cidades, como tinha em sua foz o Oceano Atlântico, na qual localizava-se o porto de Amarração.
- Construção de uma malha ferroviária que também integrasse a comunicação e as principais vilas e cidades da província, saindo do interior até o litoral do Piauí, também tendo como principal objetivo o escoamento da produção piauiense.
- Construção de um porto marítimo na vila de Amarração na foz do rio Igaraçu, um dos braços do rio Parnaíba, localizado no litoral piauiense e considerado como o melhor espaço para o desenvolvimento de uma zona portuária para a província.
Em função desta proposta intensifica-se a partir da segunda metade do século XIX as tentativas de reanexar a vila de Amarração até sua efetivação com a permuta de territórios estabelecidas por meio do Decreto nº 3.012 de 22 de outubro de 1880 entre as províncias do Ceará e do Piauí. Nas décadas seguintes, principalmente a partir do início do século XX, se iniciaram diversas tentativas de construir um porto em Amarração, tendo sido iniciado trabalhos de dragagem da barra de Amarração para aumentar sua profundidade, considerada insuficiente para a entrada de embarcações de médio ou grande porte, mas as obras nunca foram finalizadas.
No decorrer do século XX por diversas vezes se tentou retomar as obras e, em função disso, se concretizou entre as décadas de 1970 e 1980, a construção de um molhe na localidade, primeiro elemento necessário para a finalização do porto. O porto, agora “Porto de Luís Correia, no entanto, nunca foi terminado, sendo, até o presente momento, motivo de debate, haja visto os impactos ambientais decorrentes de sua construção na região, e de novas tentativas por parte do governo do estado do Piauí para a finalização da obra.
A ferrovia em Luís Correia
Assim como o “porto” a história da ferrovia no Piauí está atrelada a um discurso político que se fortalece em meados dos oitocentos e que estabelecia a necessidade da construção de uma malha ferroviária na província para sua integração, escoamento dos produtos piauienses e, consequentemente, desenvolvimento da economia e garantia do “progresso” à província. Neste sentido, era fulcral que a ferrovia não apenas fosse construída, mas que sua malha chegasse até o litoral do Piauí, especificamente até a vila de Amarração e o ancoradouro que ali existia na segunda metade do século XIX.
No entanto, apesar das discussões em torno da construção de uma malha ferroviária interligando o território piauiense estar presente no discurso político desde meados do século XIX, apenas nas primeiras décadas do século seguinte houve a instalação dos primeiros ramais ferroviários no litoral piauiense. Assim, em 1916 é construído o primeiro trecho da ferrovia no Piauí na cidade de Parnaíba e, poucos anos depois, em 1922, a malha ferroviária se estende até Amarração, sendo edificado na vila, além dos trilhos, uma estação ferroviária. Após este período a ferrovia provocou sentimentos diversos, gerando o fascínio e o medo das populações locais no que se refere às oportunidades garantidas pelo meio de transporte, mas também os problemas provocados por este. Neste sentido, com transporte diário entre Amarração e Parnaíba, a ferrovia facilita o deslocamento das elites parnaibanas a partir da década de 1920 para a vila vizinha, especialmente para o consumo do espaço da praia.
Do mesmo modo, o trem permite que os filhos de indivíduos mais abastados de Amarração pudessem estudar com mais facilidade em Parnaíba, além de garantir de modo mais eficaz o acesso a certos produtos que passava a chegar na vila pela ferrovia e não mais apenas por meio de embarcações. No entanto, apesar dos aspectos positivos denotados pela presença do trem, a possibilidade de acidentes nos trilhos ou mesmo a geração de incêndios de casas próximas em função da geração de faíscas eram aspectos que assustava os indivíduos que viviam no litoral piauiense. Algumas décadas depois, na segunda metade dos anos 1950, é construída uma nova estação à beira da praia de Atalaia, com o objetivo de melhorar o transporte ferroviário no estado, bem como o acesso à praia. O contexto, contudo, já materializava o protagonismo de outro sistema de transporte em detrimento ao ferroviário, isto é, o sistema rodoviário. Deste modo, entre os anos 1960 e 1980 se inicia o processo de desativação de várias ferrovias ao longo do Brasil, sendo os trechos existentes em Luís Correia um dos afetados por esta conjuntura, desativados neste momento.
Acidentes Marítimos
Devido à baixa profundidade das águas ao longo do litoral do Piauí, bem como a falta de conhecimento sobre essa característica pelos navegadores, muitos acidentes marítimos ocorreram na região, em sua maioria encalhes e naufrágios. Dentre as dezenas de eventos três acidentes marítimos marcam a história do litoral piauiense:
- Naufrágio da caravela de Nicolau de Rezende, em 1571 - ocorrido na região do Delta do rio Parnaíba, refere-se a um dos primeiros registros que existem sobre o litoral que viria a se tornar do Piauí. 
- Encalhe do navio “Occidente” - ocorrido na entrada da barra do Igaraçu em 1909, alterando a paisagem e marcando o imaginário social da época.
- Naufrágio do submarino alemão “U-507”, em 1943 - esse incidente marca como esta região litorânea também foi afetada pela Segunda Guerra Mundial.
- Naufrágio do cargueiro paulista “Lestemar” - registrado como tendo ocorrido na década de 1950. O navio de carga “Lestemar”, por sua vez, encalhou na praia do Coqueiro, no município de Luís Correia, diretamente sobre os recifes de arenitos presentes na mesma, destruindo parte deste afloramento rochoso e alterando a configuração da praia local.
É imperioso apontar que para evitar os acidentes no litoral piauiense foram instalados três faróis luminosos que indicariam não apenas a presença de recifes de arenito na costa, mas a baixa profundidade desta porção do litoral piauiense. Foram estes o farol de Amarração na praia de Pedra do Sal em Parnaíba, construído em 1873, o farol de Atalaia, edificado no início do século XX, localizado na praia de Atalaia, próximo a confluência do rio Igaraçu com o Oceano Atlântico, e o farol de Itaqui, instalado na faixa costeira após a praia de Coqueiro na praia de Itaqui. Atualmente o farol de Atalaia se encontra em ruínas, enquanto o farol de Itaqui está desativado.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação Amarração, pelas Leis Provinciais do Ceará n.º 1.177, de 29 de agosto de 1865 e n.º 1.360, de 05 de novembro de 1870. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Amarração, pela Lei Estadual n.º 1.596, de 05 de agosto de 1874. Sede na antiga vila de Amarração. Constituído do distrito sede. Instalado em 23 de junho de 1879. 
Pelo Decreto do Governo Geral n.º 3012, de 22 de outubro de 1880, é transferida a antiga província do Ceará para o Piauí. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.279, de 26 de junho de 1931, é extinto o município de Amarração, sendo seu território anexado ao município de Paranaíba, como simples distrito. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, Amarração figura como distrito de Parnaíba. 
Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04 de setembro de 1935, o distrito Amarração passou a denominar-se Luiz Correia. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito já denominado Luís Correia figura no município de Parnaíba. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Luís Correia pelo Decreto Estadual n.º 167, de 26 de julho de 1938, desmembrado de Parnaíba. Sede no antigo distrito de Luiz Correia. Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1939. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
O nome atual, Luís Correia, foi uma homenagem ao ilustre político e farmacêutico piauiense, uma figura histórica que contribuiu para o desenvolvimento regional.
Geografia
A geografia de Luís Correia é um espetáculo de transição. 
Altitude
Com uma altitude baixíssima — praticamente ao nível do mar —, o relevo é plano e composto por extensas planícies litorâneas e dunas móveis. 
Solo
O solo é arenoso, típico de regiões costeiras.
Vegetação
A vegetação é um mosaico fascinante que mistura áreas de restinga, manguezais preservados e as icônicas carnaúbas — a árvore símbolo do Piauí, que se destaca na paisagem com sua resistência e beleza singular. Esse ecossistema é vital para a biodiversidade local e garante o charme único da região
Clima
A melhor época do ano para visitar Luís Correia e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao início de outubro. 
Em Luís Correia o clima é considerado tropical com variações litorâneas. Os maiores índices de chuva costumam ser registrados durante o verão e outono (meses de dezembro a abril), enquanto que o inverno e primavera é a estação mais seca (meses de maio a dezembro), quando a pluviosidade é inferior aos 50mm. Com um clima quente (Aw), a média anual varia em torno dos 27.5 °C e a pluviosidade média anual são de 1172 mm.
Em setembro a pluviosidade média é de 1mm, sendo esse o mês mais seco do ano e também o mais quente, com média de temperara de superiores aos 28 °C. Por outro lado, com uma média de 289 mm, o mês de março é o mês de maior precipitação, período que marca o final do verão na região. Durante o inverno, junho é o mês com a mais baixa temperatura.
A variação de temperaturas médias ao longo do ano é de 1,5 °C, um valor bastante pequeno se considerado a outras regiões do estado, como por exemplo, na Serra da Capivara onde a variação média anual pode chegar aos 4 °C.
Com um clima bastante estável, Luís Correia proporciona dias sempre quentes amenizados pelas fortes correntes de vento. Com águas de temperatura sempre em torno dos 26 °C, o Oceano Atlântico propicia aos turistas ótimas condições para um “dia de praia”.
A estação quente permanece por 1,7 mês, de 6 de novembro a 28 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Luís Correia é dezembro, com a máxima de 32 °C e mínima de 27 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 1,8 mês, de 11 de fevereiro a 4 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Luís Correia é agosto, com a mínima de 25 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Em Luís Correia, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Luís Correia começa por volta de 5 de junho e dura 4,8 meses, terminando em torno de 31 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Luís Correia é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 72% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 31 de outubro e dura 7,2 meses, terminando em torno de 5 de junho. 
O mês mais encoberto do ano em Luís Correia é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 82% do tempo. 
Economia
Luís Correia é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
Luís Correia pulsa de acordo com o movimento das marés e a chegada dos visitantes. A economia, que historicamente dependia quase exclusivamente da pesca, hoje vive uma transformação importante. O turismo é o grande motor de desenvolvimento, movimentando hotéis, restaurantes, bares e serviços náuticos. Além disso, a produção de energia eólica tem se destacado na região, aproveitando a força dos ventos constantes que sopram sobre as dunas.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 188 admissões formais e 200 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -12 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -86.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Luís Correia, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 46 empresas.
Educação
Para acompanhar o crescimento turístico e industrial, Luís Correia vem investindo em educação. O município conta com polos de ensino à distância e parcerias estratégicas para a formação técnica, focadas principalmente na gestão turística, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. A ideia é preparar as novas gerações para que o desenvolvimento de Luís Correia ocorra de forma consciente, preservando o paraíso que define a identidade da cidade.
Cultura
A cultura local é vibrante e reflete a alma piauiense. O artesanato em palha de carnaúba, os festivais de música e a culinária à base de frutos do mar — especialmente a saborosa caranguejada — são experiências que definem a visita.
O município possui a Biblioteca Pública e é terra natal de escritores, entre os quais, o historiador Adrião Neto, autor da proposta de inclusão da data da Batalha do Jenipapo na bandeira do Piauí.
Turismo
Quando falamos de turismo, Luís Correia é um destino sem igual. A Praia de Atalaia é o coração do agito, enquanto a Praia do Coqueiro oferece um charme mais sofisticado, com águas calmas protegidas por arrecifes. O "Delta do Parnaíba" — embora compartilhado com municípios vizinhos — tem em Luís Correia um de seus acessos mais importantes, permitindo passeios inesquecíveis entre ilhas, dunas e florestas de mangue.
Esporte
No esporte, o litoral é um campo de provas para o kitesurf e o windsurf. Com ventos constantes e águas rasas, a região é considerada um dos melhores lugares do mundo para essas práticas, atraindo atletas internacionais que transformam o mar em uma dança de cores sob o sol.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

CASA BRANCA - SÃO PAULO

Casa Branca é um município brasileiro do interior do estado de São Paulo. Sua população estimada em 2025, pelo IBGE, era de 28.779 habitantes. O município é formado pela sede e pelos distritos de Lagoa Branca e Venda Branca. 
História
O vilarejo se originou ao redor de uma casa branca que era utilizada pelos bandeirantes como pousada, no século XVII. Era acessado pelo antigo caminho de Goyaz ou "estrada dos Goiazes", a qual ligava São Paulo às antigas minas de ouro de Goiás.
Foi elevada a Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Casa Branca em 1814, pertencendo ainda ao território de Mogi Mirim, sendo elevada à categoria de Vila em 1841. Foi elevada à categoria de cidade em 1872.
Em 1819, Casa Branca foi visitada pelo naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, o qual deixou relato sobre as antigas casas dos açorianos e sobre a igreja dedicada a Nossa Senhora das Dores. 
O município possuía grande parte de seu calçamento em paralelepípedo, principalmente na região central, o qual acabou sendo coberto por asfalto em meados de 2018/2019. Os paralelepípedos eram tidos como charme do município, podendo-se, ainda, encontrar duas estações de trem.
A principal delas hoje está situada no bairro do Desterro onde também está localizada a principal igreja de Casa Branca, uma torre de panorama da cidade, além de um grande terminal. O Terminal Intermodal Rodoferroviário Porto seco sendo administrado pela Ferrovia Centro-Atlântica e a Vale S.A., inaugurado em 3 de maio de 2005.
O terminal tem potencial para cargas e descargas de contêineres de diversos produtos como: açúcar, café, cachaça, entre outros e é um dos principais afluentes entre o Brasil todo, e passa pelas cidades Montes Claros, Belo Horizonte, Uberlândia, Brasília, São Paulo, Ribeirão Preto, Casa Branca e Santos. Já a segunda estação abriga hoje o museu da cidade.
Gentílico: Casa-branquense. 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Casa Branca, por Resolução Régia de 15 de março de 1814 e Alvará de 25 de outubro de 1814, no Município de Mogi-Mirim. 
Criada cidade por Lei Provincial n.º 22, de 27 de março de 1872. 
Elevado à categoria de Município com a denominação de Casa Branca, por Lei Provincial no 15, de 25 de fevereiro de 1841, desmembrado de Mogi Mirim. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 07 de janeiro de 1842. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Casa Branca se compunha de 2 Distritos: Casa Branca e Itobi. 
Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 9.073, de 31 de março de 1938, o Município de Casa Branca compreende o único termo judiciário da comarca de Casa Branca e se divide em 3 Distritos: Casa Branca, Itobi, e Lagoa. 
No quadro fixado, pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943, o Município de Casa Branca, é composto dos Distritos de Casa Branca, Itobi e Lagoa, e é termo da comarca de Casa Branca, formada de 1 único termo, Casa Branca, termo este formado por 2 Municípios: Casa Branca e Tambau. 
Em virtude do Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Casa Branca ficou composto dos Distritos de Casa Branca, Ipaobi (ex Lagoa) e Itobi, e constitui o único termo judiciário da comarca de Casa Branca, a qual é formada pelos Municípios de Casa Branca e Tambaú. 
Na divisão para vigorar em 1949-53, fixada pela Lei n.º 233, de 24 de dezembro de 1948, Ipaobi tem sua denominação alterada para Lagoa Branca. Permanece formado dos Distritos de Casa Branca, Itobi e Lagoa Branca, comarca de Casa Branca, no quadro fixado pela Lei Estadual n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, para vigorar em 1954-58. 
Lei Estadual no 5285, de 28 de fevereiro de 1959, desmembra do Município de Casa Branca o Distrito de Itobi. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o Município de Casa Branca é formado dos Distritos de Casa Branca e Lagoa Branca. 
Lei Estadual no 3198, de 23 de dezembro de 1981, cria o Distrito de Venda branca e incorpora ao Município de Casa Branca. 
Em Divisão Territorial datada de 01 de junho de 1995, o Município de Casa branca é constituído de 3 Distritos: Casa Branca, Lagoa Branca e Venda Branca. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997.
Origem do nome
Existem duas versões: 
1ª – Casa Branca é o nome dado pelos tropeiros e carreiros à casa caiada, unida ao rancho ao pouso, localizado no setor de confluência dos Córregos Palmeiras (Espraiado) e Frutuoso (Pingo ou Desterro), ou aquém do Espraiado.
2ª – Casa Branca é corruptela da expressão tupi haçá-bang-ca, que significa caminho torcido, implicando fuga da estrada real para ludibriar a fiscalização. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 21º46'26" sul e a uma longitude 47º05'11" oeste, estando a uma altitude de 684 metros.
Relevo
Em Casa Branca pode-se observar o fenômeno conhecido por voçoroca, onde o terreno sofre imensa erosão, formando-se crateras no solo, conferindo-lhe aspecto dos conhecidos canyons norte-americanos.
É possível reparar as diversas camadas de minerais encontrados no terreno, já que conforme o terreno vai cedendo à erosão, deixa exposto o terreno 'em fatias' mostrando as diversas camadas de terra de cores diversas.
Clima
Em Casa Branca, a estação com precipitação é abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 30 °C e raramente é inferior a 6 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Casa Branca e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 3,2 meses, de 1 de janeiro a 7 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Casa Branca é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 14 de maio a 26 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Casa Branca é junho, com a mínima de 11 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Casa Branca, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Casa Branca começa por volta de 3 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 12 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Casa Branca é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 12 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 3 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Casa Branca é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 75% do tempo. 
Hidrografia
A hidrografia de Casa Branca está composta pelos seguintes rios: Rio Tambaú; Rio Pardo; Rio Jaguari; Rio Verde e Rio Congonhas.
Rodovias
As rodovias que atendem à cidade são: SP-215; SP-340 e SP-350.
Ferrovias
Casa Branca conta com as seguintes ferrovias: Linha Tronco da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferroe Variante Lagoa-Tambaú da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro 
Economia
Casa Branca é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Casa Branca é fortemente impulsionada pelo agronegócio, destacando-se como um dos maiores produtores de laranja do país e a "Capital Estadual da Jabuticaba". Com mais de 70.000 hectares produtivos e alta área irrigada, a cidade produz em larga escala e cultiva mais de 50 mil pés de jabuticaba. A colheita da fruta, junto com a venda de derivados (vinhos e geleias), atrai visitantes de toda a região, aquecendo o setor de serviços.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 818 admissões formais e 1,1 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -278 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 126.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Casa Branca, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 98 empresas.
Educação
Escola Estadual Doutor Francisco Thomaz de Carvalho
A escola tem 108 anos e está localizada em meio a sobrados e casarões de diferentes estilos arquitetônicos da época cafeeira na cidade de Casa Branca. A escola foi inaugurada em 1932, após permanecer em obras durante toda a década de 1920, e foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) em 2002. 
Mantém em seu acervo a obra botânica “Flora Brasiliensis” – coleção formada por 20 volumes escritos por naturalistas alemães e austríacos entre 1840 e 1906, em latim, e com ilustrações em litografia por Carl Friedrich Phillipp Von Martius e Johann Baptist Von Spix. A coleção foi patrocinada pelas Coroas do Brasil, da Áustria e da Baviera. Atualmente existem apenas cinco coleções originais no mundo e esta consta no catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional.
Pontos Históricos
Destaque para o Santuário de Nossa Senhora do Desterro, a Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores e o Cristo Redentor.
Turismo
Principais Atrações e Roteiros

- Roteiro Histórico e Cultural: passeio pelos casarões, igrejas antigas e coretos do século XIX. Inclui o Santuário de Nossa Senhora do Desterro.
- Capital da Jabuticaba: é possível visitar fazendas para colher a fruta direto do pé e provar produtos artesanais, como licores e destilados 100% de jabuticaba.
- Ecoturismo e Esportes: destino forte para ciclo turismo, caminhadas ao ar livre e visita ao Horto Florestal.
- Festival da Jabuticaba: o tradicional evento gastronômico e cultural da cidade atrai visitantes com shows e pratos típicos.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

JOAÇABA - SANTA CATARINA

Joaçaba é um município localizado no oeste do estado de Santa Catarina, no Brasil. Polariza a Região Geográfica Imediata de Joaçaba-Herval d'Oeste, na Região Geográfica Intermediária de Chapecó.
Localiza-se a uma latitude 27º10'41" sul e a uma longitude 51º30'17" oeste, estando a uma altitude de 522 metros. É a cidade-sede da Região Metropolitana do Contestado e o oitavo melhor município para se viver no Brasil segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. A população de Joaçaba estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 31.809 habitantes.
História
O interior do atual estado de Santa Catarina era ocupado, até o final do século XVIII, pelos índios caingangues. A partir de então, a ocupação não indígena do território se efetivou militarmente. O território hoje pertencente ao município já fez parte de uma grande extensão de terra que foi reivindicada por Brasil e Argentina, na disputa de limites, com base no Tratado de Tordesilhas. Depois, essa mesma região foi motivo de uma disputa interna, envolvendo os Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
A duplicidade de autoridade, aliada a injustiças sociais e desmandos praticados contra a população de origem cabocla, criou um clima de insatisfação e revolta. Com a construção da estrada de ferro ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul, a situação se agravou, com a eclosão da Guerra do Contestado iniciada com a chamada Batalha do Irani.
A Guerra do Contestado chegou ao fim, enquanto o presidente brasileiro Venceslau Brás decidia a disputa entre o Paraná e Santa Catarina, com a maior parte desta região passando a integrar-se ao território catarinense.
Criação
O Decreto-Lei que criou o município é o de n.º 1.147, de 25 de agosto de 1917, sancionado pelo então governador do Estado, coronel Felipe Schmidt. O município, com o nome de Cruzeiro e sede provisória em Limeira, só foi instalado em novembro de 1917. A Lei Municipal n.º 15, de 2 de janeiro de 1919, criou o Distrito de Limeira e a Lei Estadual n.º 1.243, de 20 de agosto do mesmo ano, transferiu a sede para o povoado de Catanduva, que passou à categoria de Vila, com o nome de Cruzeiro. Em 1926, pelo Decreto Estadual n.º 1.848, a sede retornou ao povoado de Limeira. Em 1938, pelo Decreto Estadual n.º 86, a vila Cruzeiro do Sul foi elevada à categoria de cidade, com o nome de Cruzeiro. Finalmente, em 1943, pelo Decreto-Lei Estadual 238, de 31 de dezembro, município e cidade passaram a denominar-se Joaçaba.
Origem do nome
O nome Joaçaba originou-se do tupi antigo îoasaba, que significa "entrecruzamento, cruz".
Imigração e desenvolvimento
A população atual de Joaçaba tem origem, principalmente, nos migrantes gaúchos, principalmente da região de Caxias do Sul, de origem italiana e alemã, que, de posse de pequenas colônias de terra, deram os primeiros passos na produção agrícola. A área do município, com terras férteis e matas nativas, proporcionou a exploração da madeira e da erva-mate, atividades que eram desenvolvidas paralelamente à agricultura.
Mais tarde, começaram a surgir as primeiras indústrias de implementos agrícolas, acentuando-se as atividades comerciais e formando-se a base econômica do município. Com o forte comércio já predominando e com o surgimento das primeiras indústrias (no segmento metalmecânico), Joaçaba consolidou a sua posição de destaque no cenário estadual.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Limeira, pela Lei Municipal n.º 15, de 02 de janeiro de 1919. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Cruzeiro, pela Lei Estadual n.º 1.147, de 25 de agosto de 1917. Instalado em 10 de novembro de 1917. 
Pela Lei Estadual n.º 1.243, de 20 de agosto de 1919, foi designada para sede municipal a povoação de Catanduvas, elevada à categoria de vila, sob o topônimo de Cruzeiro, nome esse original do município. 
Pela Lei Municipal n.º 15, de 02 de janeiro de 1919, são criados os distritos de Bela Vista, Concórdia, Catanduvas, Herciliópolis e São Bento anexados ao município de Cruzeiro. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920, o município é constituído de 7 distritos: Cruzeiro, Limeira, Bela Visa, Irani, São Bento, Campos e Abelardo Luz. 
Pela Lei Municipal n.º 20, de 23 de junho de 1920, é criado o distrito de Doutor Abelardo Luz e anexado ao município de Cruzeiro. 
Pela Lei Municipal n.º 61, de 07 de janeiro de 1925, é criado o distrito de Ipira e anexado ao município de Cruzeiro. 
Pela Lei Municipal n.º 62, de 07de janeiro de 1925, é criado o distrito de Itá e anexado ao município de Cruzeiro. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.948, de 08 de março de1926, é transferida a sede para povoação de Limeira. 
Pela Lei Municipal n.º 82, de 21 de agosto de 1927, é criado o distrito de Concórdia. Desmembrado dos distritos de Bela Vista, Itá e Irani e anexado ao município de Cruzeiro. 
Pela Lei Estadual n.º 1.608, de 24 de setembro de 1928, a vila de Limeira passou a denominar-se Cruzeiro do Sul. 
Pela Lei Estadual n.º 1.646, de 03 de outubro de 1929, o distrito de Doutor Abelardo Luz passou a denominar-se Ouro. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 11distritos: Cruzeiro do Sul, Bela Vista, Catanduvas, Concórdia, Herciliópolis, Ipira, Irani, Itá, Itapuí, Ouro (ex Doutor Abelardo Luz) e São Bento. 
Pelo Decreto Estadual n.º 414, de 05 de setembro de 1933, é criado o distrito de Itapuí e anexado ao município de Cruzeiro. 
Pelo Decreto Estadual n.º 635, de 12 de julho de 1934, são desmembrados do município de Cruzeiro os distritos de Concórdia, Bela Vista, Itá e Ipira para formar o novo município de Concórdia. 
Em divisões territoriais datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 6 distritos: Cruzeiro (ex Cruzeiro do Sul), Catanduvas, Irani, Itapuí, Herciliópolis e Ouro. 
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 238, de 01 de dezembro de 1938, o município de Cruzeiro adquiriu o distrito de Ponte Serrada do município de Chapecó. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 941, de 31 de dezembro de 1943, o município de Cruzeiro passou a denominar-se Joaçaba e o distrito de Itapuí a denominar-se Ibicaré. Ainda sob o mesmo Decreto, é criado o distrito de Água Doce e anexado ao município de Joaçaba. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 9 distritos: Joaçaba, Água Doce, Catanduvas, Herciliópolis, Ibicaré, Irani, Jaburá, Luzerna e Ponte Serrada. 
Pela Lei Estadual n.º 247, de 30 de dezembro de 1948, o distrito de Ouro é extinto sendo seu território anexado ao município de Capinzal. Sob o mesmo decreto, é criado o distrito de Luzerna com território desmembrado do distrito de Ibicaré. 
Pela Lei Municipal n.º 1, de 13 de fevereiro de 1950, é criado o distrito de Nova Petrópolis e anexado ao município de Joaçaba. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o município é constituído de 9 distritos: Joaçaba, Água Doce, Catanduvas, Herciliópolis, Ibicaré, Irani, Jaborá, Luzerna, Nova Petrópolis e Ponte Serrada. 
Pela Lei Municipal n.º 1, de 24 de maio de 1955, é criado o distrito de Treze Tílias. Desmembrado dos distritos de Ibicaré, Água Doce, e Herciliópolis e anexado ao município de Joaçaba. 
Pela Lei Estadual n.º 348, de 21 de junho de 1958, são desmembrados do município de Joaçaba os distritos de Água Doce, Herciliópolis para formar no novo município de Água Doce. Sob a mesma Lei, é desmembrado do município de Joaçaba o distrito de Ponte Serrada. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 8 distritos: Joaçaba, Catanduvas, Ibicaré, Irani, Jaborá, Luzerna, Nova Petrópolis, Treze Tílias. 
Pela Lei Estadual n.º 869, de 22 de janeiro de levado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 882, de 29 de abril de 1963, é desmembrado do município de Joaçaba o distrito de Treze Tílias. Elevado à categoria de município. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 815, de 30 de março de 1963, são desmembrados dos municípios de Joaçaba, Herval do D’Oeste e Tangará o distrito de Ibicaré. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 915, de 11 de setembro de 1963, é desmembrado do município de Joaçaba o distrito de Jaborá. Elevado à categoria de município 
Pela Lei Estadual n.º 916, de 02 de setembro de 1963, é desmembrado do município de Joaçaba o distrito de Irani. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 3 distritos: Joaçaba, Luzerna e Nova Petrópolis. 
Pela Lei Estadual n.º 7.254, de 12 de maio de 1988, é criado o distrito de Santa Helena e anexado ao município de Joaçaba. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído de 4 distritos: Joaçaba, Luzerna, Nova Petrópolis e Santa Helena. 
Pela Lei Estadual n.º 10.050, de 29 de dezembro de 1995, é desmembrado do município de Joaçaba o distrito de Luzerna. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído de 3 distritos: Joaçaba, Nova Petrópolis e Santa Helena. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Clima

O clima é do tipo temperado, Cfb, com invernos frios e verões amenos, apresentando as quatro estações bem definidas. 
Em Joaçaba, o verão é longo e morno; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 28 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 31 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Joaçaba e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio, do fim de agosto ao início de setembro e do meio de outubro ao meio de dezembro. 
A estação morna permanece por 4,4 meses, de 14 de novembro a 28 de março, com temperatura máxima média diária acima de 27 °C. O mês mais quente do ano em Joaçaba é janeiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 15 de maio a 5 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 22 °C. O mês mais frio do ano em Joaçaba é julho, com a mínima de 12 °C e máxima de 20 °C, em média. 
Em Joaçaba, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre pequena variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Joaçaba começa por volta de 6 de março e dura 2,4 meses, terminando em torno de 18 de maio. 
O mês menos encoberto do ano em Joaçaba é abril, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 61% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de maio e dura 9,6 meses, terminando em torno de 6 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Joaçaba é fevereiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 49% do tempo. 
É comum, nos meses mais frios, a formação de geada e mais raramente a ocorrência de neve. Precipitação média anual de 1.840 milímetros, bem distribuídos pelas quatro estações.
Vegetação
Joaçaba está localizada em uma região dominada pela Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucária) e pela Floresta Estacional Decidual, sendo uma espécie de zona de transição entre as duas; a primeira caracteriza-se por florestas onde o pinheiro-do-paraná está presente como elemento dominante, juntamente com um estrato baixo formado principalmente pelas Lauráceas. Exemplos desse tipo de floresta, além das araucárias, são a canela-amarela, a canela-fedida, a canela fogo, o camboatá, a grápia, angico-vermelho, a pimenteira, o guamirim, orelha-de-gato, vassourão-branco, pessegueiro-bravo, entre outras.
Já a Floresta Estacional Decídua, que acompanha o Rio Uruguai e sobe pela parte próxima dos rios que nele desaguam, apresenta-se com menos incidência de pinheiro-do-paraná e com estrutura distinta, composta por árvores deciduais como grápia, angico, timbaúva e outras. Sob esta cobertura, caracteriza-se uma formação densa formada por árvores perenifólias, predominando as canelas. O estrato das arvoretas é uniforme, predominando a laranjeira-do-mato e a sororoca.
Fauna
O município de Joaçaba possui diversos estudos sobre a fauna que ocorre em sua área. Em toda extensão do município (área urbana e rural) há o registro de mais de 184 espécies de aves, com ocorrência de espécies ameaçadas de extinção, como o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea). Em sua área urbana, há o registro de 83 espécies de aves e 14 espécies de mamíferos, incluindo a paca (Cuniculus paca), uma espécie ameaçada de extinção. No município há o registro de mais de 500 espécies de Lepidoptera (borboletas e mariposas), registradas em sua maioria em áreas florestais na zona rural do município. Estudos com insetos aquáticos foram realizados no município, resultando no registro de 15 famílias deste grupo taxonômico em um pequeno lago artificial (açude) nas proximidades da área urbana. Foram também realizados estudos sobre a distribuição de aranha-marrom (Loxosceles sp.) no município e perfil epidemiológico de acidentes com este artrópode Pesquisas recentes identificaram a presença de 18 espécies de mosquitos (DIptera: Culicidae) em um fragmento florestal urbano, neste trabalho merece destaque o registro da espécie Anopheles darlingi, vetor primário da malária no Brasil, e de Haemagogus leucocelaenus, vetor da febre amarela silvestre.
Economia
Joaçaba é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
As principais atividades econômicas do município são a Indústria, em especial o setor metal-mecânico, processamento de madeira e produtos alimentícios. Possui comércio diversificado e desenvolvido, já que muitas cidades vizinhas têm no turismo a atividade econômica principal e Joaçaba está estrategicamente localizada no centro da região, sendo considerada o polo econômico e político do meio-oeste catarinense, influenciando uma área que atinge aproximadamente 300.000 habitantes. 
De janeiro a março de 2026, foram registradas 2,5 mil admissões formais e 2,1 mil desligamentos, resultando em um saldo de 337 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 202.
Até abril de 2026 houve registro de 10 novas empresas em Joaçaba, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (5). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 281 empresas.
Educação
Como sede da Universidade do Oeste de Santa Catarina, uma das grandes universidades do estado de Santa Catarina, Joaçaba é também considerada dos centros universitários de Santa Catarina.
Turismo
- Carnaval

Com quatro escolas de samba, Três de Joaçaba (Vale Samba, Acadêmicos do Grande Vale e Aliança) e uma de Herval d'Oeste (Unidos do Herval), o Carnaval de Joaçaba, se destaca não só em Santa Catarina, mas em todo o país, numa grande festa organizada pela Liga das Escolas de Samba em parceria com a Prefeitura. A menor das escolas tem mais de 1.000 integrantes, o que assegura a presença de mais de 5 000 figurantes na avenida. Toda produção de fantasias, carros alegóricos e adereços ocupa numerosa mão de obra, gerando trabalho e renda para artistas de diversos gêneros.
Uma grande estrutura de arquibancadas e camarotes é montada ao longo da avenida, abrigando a multidão que se surpreende a cada minuto com a criatividade e o talento das escolas de samba Vale Samba, Aliança, Unidos do Herval e Acadêmicos do Grande Vale, e com seus enredos que abordam o folclore, a cultura, a história, o imaginário e, também, aspectos diversos da própria cidade ou região.
O evento Carnafolia, Carnaval de Blocos agrega, a cada dia, mais turistas para Joaçaba, vindos de todas as regiões do País. Ocorre sempre durante o carnaval, entre sexta e terça-feira. O evento é realizado na Praça da Catedral. Os blocos mais famosos e tradicionais são:
- Los Iguanas/ Baviera/ DNA/ Oi Sumida.
- Romaria e Monumento de Frei Bruno - Um esforço concentrado do comércio local, através da Câmara de Dirigentes Lojistas - CDL, Prefeitura, Governo do Estado e doações da comunidade fizeram com que a estátua com a imagem de Frei Bruno Linden fosse inaugurada no ano de 2006. Medindo 37 metros de altura, o monumento abriga o Museu Frei Bruno, um restaurante e loja de souvenir e permite uma vista panorâmica da cidade. A obra foi idealizada em função do crescente sucesso da Romaria Penitencial Frei Bruno, que a cada ano reúne, aproximadamente, 10.000 fiéis vindos de várias regiões do país. A iniciativa também motivou os fiéis a redobrarem seus esforços em busca da canonização do Padre de origem alemã, que fez história no Meio Oeste. O processo de beatificação, que antecede ao de canonização, já está em andamento.
- Teatro Alfredo Sigwalt - O projeto elaborado pelos arquitetos Jair José Cardoso e Arthur Peruzzo, fruto de muita pesquisa em literatura especializada, visitas a teatros e auditórios, entrevistas e contatos com operadores e administradores de teatros, resultou numa obra que dotaria Joaçaba de uma moderna casa de espetáculo, capaz de abrigar todas as manifestações artísticas, desde teatro, dança, grandes espetáculos musicais, além de reservar espaço para oficinas e exposições.
As obras iniciaram-se, ainda, em 1977, com a liberação da primeira verba obtida junto ao governo estadual, com previsão de término para 1979 ou 1980. Porém, em 1979, as obras do teatro já se encontravam paralisadas. A busca por recursos era incansável e a obra avançava em passos lentos, intercalado por períodos de total paralisação.
A Sociedade de Cultura Artística Joaçaba e Herval d´Oeste (Scajho) lutou para a conclusão da obra do teatro, na tentativa de dar condições de uso à Casa da Cultura, que era requisitado por entidades para eventos, porém o seu uso era limitado devido aos perigos que uma obra inacabada oferece. A construção inacabada, que chegou a ser intitulada de "elefante branco", era alvo de vândalos que, inclusive, incendiaram um piano, patrimônio este que pertenceu ao maestro Sigwalt. Pois, mesmo em condições precárias, o Teatro vinha sendo utilizado para manifestações artístico culturais da cidade.
Em agosto de 2001, o Prefeito Municipal de Joaçaba, Armindo Haro Neto, nomeou, pelo Decreto-Lei n.º 2.176, de 28 de agosto de 2001, a Comissão de Gestão para a elaboração do Projeto ICMS/SCAJHO junto à Fundação Catarinense de Cultura, composta por sete membros. Uma vez empossada, a comissão elaborou o projeto pró-conclusão e foi em busca de recursos para a conclusão do teatro. Felizmente em meados de dezembro de 2002, o Governador do Estado repassou uma verba, sendo possível dar início de toda a obra de conclusão. Porém, logo foi constatado que os investimentos seriam maiores e, que a verba recebida não seria o suficiente. Seria necessário conseguir mais recursos e o caminho escolhido foi buscar doações junto aos órgãos públicos municipais, entidades, empresas e pessoas físicas. Os desafios tomavam proporções gigantes, cada vez mais era necessário investir. Porém, os órgãos públicos municipais, entidades, empresários e cidadãos joaçabenses acreditaram na comissão nomeada e estenderam a mão e, a comunidade toda começou a vibrar junto. O sonho estava se tornando realidade.
Assim, com doações vindas de diversas fontes, com a dedicação de toda a Comissão pró-conclusão, que foi incansável, deixando muitas vezes seus afazeres profissionais para se dedicar às obras que exigiam soluções rápidas e necessárias, a obra caminhava a passos largos, pois a data da inauguração estava fixada: 30 de agosto de 2003. Dia em que a obra foi entregue aos Joaçabenses, e prestada uma justa homenagem ao Maestro Alfredo Rudolfo Sigwalt.
Desde sua inauguração, em agosto de 2003, o teatro de Joaçaba tem sediado grandes eventos nacionais e até internacionais, provocando um grande salto de qualidade na movimentação cultural da região. A valorização de artistas da região tem sido uma das prioridades da Sociedade de Cultura Artística Joaçaba e Herval d´Oeste (Scajho), entidade mantenedora do teatro. Atualmente, o prédio é ocupado para ensaios da Banda Carlos Gomes, Coral Fratelli d´Itália, Coral Infantil do Município, Coral da terceira Idade, e um grupo de dança.
Parque Natural Municipal do Vale do Rio do Peixe
No município de Joaçaba existe o Parque Natural Municipal do Vale do Rio do Peixe, criado pela Lei Municipal n,º 2.800/2002, com uma área de aproximadamente 300 hectares localizada às margens da BR-282, em frente ao CPJ e com entrada para a trilha principal em anexo à escola NUPERAJO. Na área do parque foram registradas 130 espécies de aves, incluindo espécies ameaçadas de extinção como o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), também foram registradas no parque 19 espécies de anfíbios (sapos, pererecas e rãs) e 20 espécies de mamíferos, algumas ameaçadas a nível estadual como paca (Cuniculus paca) e jaguatirica (Leopardus pardalis). O parque também possui a presença de diversas orquídeas e bromélias, sendo 24 espécies de orquídeas e sete espécies de bromélias. Em relação aos insetos, na área do parque foram registradas 13 espécies de mosquitos (Diptera: Culicidae), com três espécies que não haviam sido encontradas em Santa Catarina até a realização do estudo: Mansonia indubitans, Sabethes whitmani e Wyeomyia sabethea. Além deste estudos, no parque natural também foram realizadas pesquisas com interações planta-animal, referente a beija-flores visitantes de bromélias e insetos que vivem nestas plantas. 
- Grupos culturais e folclóricos - Os seguintes grupos folclóricos tem atuação em Joaçaba: Estúdio de Dança Teatro Alfredo Sigwalt – SCAJHO; Grêmio Recreativo Escola de Samba Aliança; Grupo de Dança Colégio Santíssima Trindade; Associação Regional de Capoeira Raios do Sol; Associação Orquestra e Coral Martinho Lutero; Grupo de Dança Italiana Fratelli D'Itália; Banda Carlos Gomes; Grupo de Dança Colégio Super Ativo; Grupo italiano Cacciatori; Coral Infantil de Joacaba; Coral Melhor Idade Vozes de Outrora; Coral Colégio Santíssima Trindade; Coral Italiano Ritorna; Coral Municipal; Coral da SCAJHO; Associação Cultural Esportiva e Recreativa Escola de Samba Vale Samba; Grupo de Dança Colégio Marista Frei Rogério; Escola de Samba Unidos do Herval. Grupo de Dança Colégio Cenecista Joaçabense – CNEC; Orquestra de Câmara Luterana de Joaçaba e Coral Independente 5 de Maio
Outros atrativos de Joaçaba são: Monumento Frei Bruno - Um monumento de 37 metros, contra 38 do Cristo Redentor; Catedral Santa Terezinha – Centro; Museu Frei Bruno - Junto ao Monumento Frei Bruno; Jantar Italiano - Santa Clara; Café Colonial - Santa Clara; Pousada Pica Pau Verde - Linha Abatti; Barracões das Escolas de Samba; Complexo Esportivo UNOESC; Monumento Nossa Senhora das Graças - BR-282; Culinária e Gastronomia Italiana e Alemã; Casas de madeira típicas por toda a cidade; Feira do gado leiteiro; Festival de Dança; Campeonato catarinense de Automobilismo; Jeep Raid e Jeep Cross; Universidade do Oeste de Santa Catarina; Carnaval de Joaçaba – Carnafolia e Duathlon Caminhos de Ferro.
Esporte
Basquete

A Ablujhe (Associação de basquete de Luzerna, Joaçaba e Herval D´Oeste) é uma associação de basquete no qual foi oficialmente fundada 1 de dezembro no ano de 1998, a mesma representava no estado de Santa Catarina, as cidades de Luzerna, Joaçaba e Herval D´Oeste na modalidade de basquetebol, a Associação se extinguiu e viria a ser reorganizada em 2001, na nova trajetória a Ablujhe transformou-se em um exemplo não só no basquete como na convivência e interação de atletas e treinadores.
Futebol
A cidade sempre apresentou grande tradição pelos campos do estado de Santa Catarina. Na década de 1980, com o Joaçaba Esporte Clube, JEC, chegou a estar representada na Taça de Bronze, terceira divisão nacional da época, após garantir classificação com o título da Taça Santa Catarina em 1981. No início da década de 1990, surgiu a Associação Desportiva Joaçabense, ADJ, que se sagrou campeã da segunda divisão em 1992, e disputou a elite catarinense entre 93 e 95, sendo, neste último ano, a 3ª colocada no estadual, perdendo nas semifinais para o Criciúma Esporte Clube. No mesmo ano, foi rebaixada forçadamente pela Federação devido a dívidas trabalhistas. Em 1997, surgia então o JAC (Joaçaba Atlético Clube), vice-campeão da segunda divisão em 2000, que se licenciou em 2001 e retornou aos gramados em 2007. Neste ano de 2008, representará novamente a cidade na Divisão de Acesso do Estadual de Profissionais. Tudo isso se passou no Estádio Da Nova (Oscar Rodrigues Da Nova), estádio municipal com capacidade para 7 000 espectadores sentados.
Volta Ciclística Internacional de Santa Catarina
Joaçaba sedia uma das etapas da Volta Ciclística Internacional de Santa Catarina. Disputada desde 1987 é uma competição de ciclismo que atravessa o estado e que segundo a Confederação Brasileira de Ciclismo é o evento mais tradicional do esporte no Brasil, reunindo todos os anos os principais ciclistas do país e de alguns países da América Latina. A maior prova ocorreu em 1994 quando os atletas percorreram 1200 km e a menor em 1988 quando a distância a ser vencida foi de 544 km.
Futebol de salão
Sempre contou com clubes de futebol de salão, chegando mesmo a ter duas equipes na principal divisão do campeonato catarinense: o Cruzeiro e a ABBB, sendo que esses dois times marcaram a década de 1980 pela rivalidade, e por algumas vezes ambos alcançando posições entre os quatro melhores do estado, tendo o Cruzeiro sido campeão deste torneio.
O atual clube do Município é o Joaçaba Futsal, 4º colocado no campeonato catarinense de 2005.
Também já foi campeã dos Jogos Abertos de Santa Catarina e revelou vários jogadores que integram/integraram a Seleção Brasileira de Futsal.
Vôlei
A AJOV – Associação Joaçabense de Voleibol foi fundada no ano de 1996, tendo conquistado diversos títulos estaduais, como bicampeã da OLESC ( Olimpíada Estudantil de Santa Catarina 2003/2004), bicampeã dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina 1999/2004, campeã estadual 1999, campeã estadual infantil 2004. A AJOV cedeu vários atletas para seleções catarinenses infanto e juvenil, sendo que em 2004 cedeu a primeira atleta para Seleção Brasileira infanto, campeã sul-americana em 2004, a grande revelação: Natália Zílio Pereira.
Automobilismo
A cidade conta com o Autódromo Cavalo de Aço, que sedia duas etapas do Campeonato Catarinense de Automobilismo, dividida em Marcas A, B, A/B, N e Stock Car. Seu traçado é um dos mais seletivos de média/alta velocidade do estado. Possui trechos como a "reta principal", de formato curvo em descida de alta velocidade que termina na curva denominada "bico de pato", como o nome sugere trata-se de um uma curva travada em forma de cotovelo, a qual exige grande perícia e habilidade dos competidores. Esta transferência, da mais alta para a um trecho de baixa velocidade, é também um dos pontos mais desafiadores da história do Automobilismo Catarinense, onde geralmente ocorrem grandes ultrapassagens e acidentes espetaculares durante os treinos e as corridas. O autódromo, que reúne cerca de 5000 espectadores e 70 pilotos a cada prova realizada, é uma das mais tradicionais praças esportivas de velocidade em piso de terra do estado e do sul do Brasil.
No Cavalo de Aço, ainda são realizadas etapas de Campeonatos de Motovelocidade, com a presença, em média, de 100 pilotos.
Na área da velocidade e automobilismo, Joaçaba promove, ainda, esporadicamente, o Arrancadão, além de possuir um clube de aficionados por jipes (o Jeep Club de Joaçaba) e outro de aficionados por carros antigos (o Veteran Car Club).
Handebol
Joaçaba sempre formou equipes de Handebol Masculino para a disputa de competições variadas, tendo inclusive revelado jogadores para a seleção brasileira como Ivan Maziero, o Macarrão e Rodrigo Hoffelder. Destaque para o técnico Raylander Righi, que treinou o time joaçabense desde a década de 1980 até o ano de 2016, chegando inúmeras vezes a títulos estaduais e nacionais.
Oliejho
A OLIEJHO é um evento do esporte escolar dos municípios de Joaçaba, Herval d'Oeste e Luzerna, realizada anualmente e tem contribuído positivamente na formação e no desenvolvimento integral das crianças e adolescentes.
A 32a edição da OLIEJHO, em 2004, teve a participação de aproximadamente 3 500 atletas de 24 escolas dos três municípios, disputando as modalidades de futsal, handebol, voleibol, basquetebol, atletismo, judô, karatê, natação, rústica, tênis de mesa, xadrez e ciclismo.
Jogos Abertos de Santa Catarina
Joaçaba é a cidade que mais vezes sediou a maior competição esportiva do estado de Santa Catarina, os JASC (1967, 1988, 1989, 1998, 2006 e 2015) tendo-se sagrado campeã em diversas modalidades: futsal, judô, tiro, bocha, bolão entre outras.
Pádel
Joaçaba possui uma quadra de pádel inaugurada no ano de 1992. Os atletas joaçabenses participam do campeonato estadual e do campeonato brasileiro de pádel.
Também há quadras de tênis nas quais vários sócios praticam essa atividade esportiva. Há 2 clubesː o clube Comercial e o clube 10 de Maio, que possuem quadras para a prática do esporte.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

CANAVIEIRAS - BAHIA

Canavieiras é um município brasileiro no litoral e sul do estado da Bahia.
É uma das quatro únicas localidades onde pode ser encontrada uma espécie da Mata Atlântica ameaçada de extinção, a Buchenavia hoehneana. Conforme estimativas do IBGE, para o ano de 2025, a população de Canavieiras era de 34.392 habitantes.
Etimologia
Existem duas versões sobre a origem do nome do município de Canavieiras. A primeira é uma tentativa de dar mérito ao nome da família Vieira, neste caso o radical Cana, seria relacionado aos grandes canaviais (economia da época) e Vieira, família Portuguesa de antigos moradores da vila até meados de 1912, quando a vila era conhecida como "Princesinha do Sul".
A segunda e verídica versão, cujo nome teve origem na cultura da cana, lavoura de canavieira. 
História
Os primeiros habitantes do município de Canavieiras foram portugueses e brasileiros vindos de Ilhéus, por volta da primeira década de 1700. Segundo registros este grupo fugia dos índios pataxós que saqueavam a região, ou estavam em busca de terras mais férteis que supunham existir nesta localidade. O grupo se fixou na foz do Rio Pardo onde hoje se encontra a sede do Município. 
O município criado com território desmembrado de Ilhéus, com a denominação de Imperial Vila de Canavieiras, por Resolução Provincial de 13 de dezembro de 1832. No início fixaram-se na região de Poxim (que era pouco frequentado pelos indígenas, essa denominação vem do Tupi "pequeno e feio") onde foi criada a Freguesia de São Boaventura do Poxim, por Alvará Régio de 11 de abril de 1718, do Arcebispo da Bahia e Primaz do Brasil, Dom Sebastião Monteiro da Vide, a nova ilha as margens do Rio Pardo se mostrava mais favorável e com terras mais férteis, onde se deu início ao cultivo da cana-de-açúcar. Foi elevada à categoria de cidade por Ato Estadual de 25 de maio de 1891, do então governador José Gonçalves da Silva. 
Em 1746 a história econômica de toda a região sul da Bahia começou a ser mudada em Canavieiras, quando Antônio Dias Ribeiro plantou as primeiras sementes de cacau nas margens do rio Pardo, na Fazenda Cubículo. Com as diversas crises seguidas da cultura cacaueira, tendo como ápice destas a "vassoura-de-bruxa", passou a dar maior atenção ao turismo, em especial a partir da década de 1980.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Canavieiras, em 1718. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Canavieiras, pelo Decreto de 17 de novembro de 1833. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Canavieiras, pelo Ato de 25 de maio de 1891. 
Pela Lei Municipal n.º 112, de 27 de outubro de 1903, é criado o distrito de Boa Vista do Rio Pardo e anexado ao município de Canavieiras. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Canavieiras e Boa Vista do Rio Pardo. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1º de setembro de 1920. 
Pela Lei Estadual n.º 2.136, de 10 de agosto de 1928, foram criados os distritos de Rio do Salsa (ex povoado de Xixio de Dentro) e Serra da Onça (ex povoado de Santa Clara) e anexado ao município de Canavieiras. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Canavieiras, Boa Vista do Jacarandá (ex Boa Vista do Rio Pardo), Rio de Salsa e Serra da Onça. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 5 distritos: Canavieiras, Boa Vista do Jacarandá (ex Boa Vista do Rio Pardo), Novo Horizonte, Rio de Salsa e Serra da Onça. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 11.089, de 30 de novembro de 1938, o distrito de Boa Vista do Jacarandá tomou a denominação de Jacarandá. Foram extintos os distritos de Novo Horizonte, Rio de Salsa e Serra da Onça. Pelo mesmo Decreto foram criados os distritos de Mascote, Natal, Ouricana e Vargito, todos criados com território desmembrados dos extintos distritos acima citados e anexados ao município de Canavieiras. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 6 distritos: Canavieiras, Jacarandá (ex Boa Vista do Jacarandá), Mascote, Natal, Ouricana e Vargito, 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Natal tomou a denominação de Potiraguá. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 6 distritos: Canavieiras, Jacarandá, Mascote, Ouricana, Potiraguá (ex-Natal) e Vargito. 
Pela Lei Estadual n.º 544, de 06 de março de 1953, é desmembrado do município de Canavieiras o distrito de Potiraguá. Elevado á categoria de município. 
Pela Lei Estadual n º 628, de 30 de dezembro de 1953, foram criados os distritos de Poxim do Sul (ex povoado de Poxim) e Pau-Brasil (ex povoado de Santa Rosa) com terras desmembrada do distrito de Vargito, ambos anexados ao município de Canavieiras. Pela mesma Lei Estadual o distrito de Vargito tomou a denominação de Camacã. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 7 distritos: Canavieiras, Camacã (ex Vargito), Jacarandá, Mascote, Ouricana, Pau-Brasil, Poxim do Sul. 
Pelo acórdão do Superior Tribunal Federal de 26 de outubro de 1956, (Representação n.º 260), Canavieiras adquiriu os distritos Potiraguá e Gurupá Mirim, pois o município de Potiraguá foi extinto. 
Pela Lei Estadual n.º 1.013, de 03 de agosto de 1958, são desmembrados do município de Canavieiras os distritos de Potiraguá e Gurupá Mirim, para constituir novamente o município de Potiraguá. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 7 distritos: Canavieiras, Camacã, Jacarandá, Mascote, Ouricana, Pau-Brasil, Poxim do Sul. 
Pela Lei Estadual n.º 1465, de 31 de agosto de 1961, é desmembrado do município de Canavieiras o distrito de Camacã. Elevado à categoria de município com a denominação de Camacan. 
Pela Lei Estadual n.º 1681, de 18 de abril de 1962, é desmembrado do município de Canavieiras o distrito de Pau-Brasil. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 1.735, de 19 de julho de 1962, é desmembrado do município de Canavieiras o distrito de Mascote. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 4 distritos: Canavieiras, Jacarandá, Ouricana e Poxim do Sul. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1983. 
Pela Lei Estadual n.º 4.443, de 09 de maio de 1985, o distrito de Jacarandá foi extinto, sendo sua área anexada ao novo município com a denominação de Santa Luzia. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 3 distritos: Canavieiras, Ouricana e Poxim do Sul. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Geograficamente, Canavieiras é privilegiada. Com uma altitude baixa, próxima ao nível do mar, a cidade possui um relevo plano, formado por tabuleiros costeiros e vastas áreas de manguezais. 
Solo
O solo, historicamente fértil, permitiu a expansão das lavouras e, hoje, sustenta uma rica biodiversidade. 
Vegetação
A vegetação é marcada por densas áreas de Mata Atlântica e mangues preservados, que funcionam como verdadeiros berçários da vida marinha.
Clima
Em Canavieiras, o verão é longo, morno e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 20 °C a 29 °C e raramente é inferior a 19 °C ou superior a 30 °C. 
A melhor época do ano para visitar Canavieiras e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao meio de outubro. 
A estação morna permanece por 4,0 meses, de 17 de dezembro a 16 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Canavieiras é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 22 de junho a 19 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Canavieiras é agosto, com a mínima de 20 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Canavieiras, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Canavieiras começa por volta de 6 de abril e dura 6,5 meses, terminando em torno de 22 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Canavieiras é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 22 de outubro e dura 5,5 meses, terminando em torno de 6 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Canavieiras é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 68% do tempo. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1977 a 1980, 1986 a 1989 e a partir de 1993, o maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 193,5 milímetros (mm) em 19 de março de 1997. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 150 mm foram 161,7 mm em 27 de junho de 2005 e 158,5 mm em 11 de fevereiro de 1978. Março de 1997, com 604,8 mm, foi o mês de maior precipitação.
Biodiversidade
Canavieiras é muito rica em sua fauna e flora, e grande parte da sua economia depende disto, ela tem mais de 40 quilômetros de orla recortada por rios, manguezais e reservas de Mata Atlântica, além de diversas ilhas apinhadas de coqueiros. Cercado em por sete ilhas marítimas tendo como destaque a Ilha de Atalaia e Ilha das Garças e por várias ilhas fluviais do rio Pardo.
A cidade abriga três biomas: parte da Mata Atlântica, Manguezal, e restinga (praia). 
Atualmente o ICMBio que trabalha junto com a população para promover a preservação e consumo consciente dos recursos naturais. A Z-20 Colônia de Pescadores e Marisqueiros está presente na cidade e cuida dos direitos dos pescadores e marisqueiros registrados. 
É uma das quatro únicas localidades onde pode ser encontrada uma espécie da Mata Atlântica ameaçada de extinção, a Buchenavia hoehneana. O mangue é muito rico e é berçário para várias espécies de animais e aves. A cidade é conhecida como a Rainha do Caranguejo devido a sua imensa fartura de tal animal, e em homenagem a tal fartura acontece um Festival anual que leva o nome de Festa do Caranguejo, onde acontece várias exposições de artes e estandes ensinando e conscientizando a população à preservação da natureza. 
Canavieiras foi a única cidade brasileira a ser reconhecida com um dos 10 melhores destinos de pesca oceânica/esportiva do mundo, classificados pela publicação internacional Billfish Report, uma das mais conceituadas do setor. O litoral de Canavieiras abriga o – Royal Charlotte – que é considerado o melhor ponto de pesca da Bahia. Para pescar neste banco, a principal base de saída é a cidade de Canavieiras. A grande vantagem é que, a apenas 10 milhas da costa, as embarcações já se encontram em profundidade suficiente para a pesca dos peixes de bico. 
A cidade é berçário do Marlin Azul e tem um torneio anual de pesca esportiva. Hoje o torneio é apenas esportivo e obedece a regulamentos onde é necessário o registro e comprovação por imagens da liberação do peixe.
Hidrografia
Os rios na hidrografia de Canavieiras são:
- Rio Pardo — o rio é navegável em todo município, abriga manguezais. Onde desemboca é considerado o melhor pesqueiro de Robalo. Muito utilizado pelos banhistas para prática de caiaque. 
- Rio Salsa — rio navegável por embarcações de pequeno porte, liga o Rio Pardo ao Jequitinhonha através do canal do Pau-Açu. Abriga fazendas de cacau. É o local onde ocorre a pesca do robalo. 
- Rio Patipe — rio que banha o Município, abriga manguezais. Forma, junto com o Oceano, a Ilha de Atalaia e junto com os Rios Cipó e Pardo, a Ilha de Canavieiras. 
- Rio Salgado — rio que abriga grande extensão de manguezal. 
- Rio Cipó — o rio corta o município, abriga manguezais, visto logo na entrada da cidade. Forma, junto com os Rios Pardo e Patipe, a Ilha de Canavieiras. 
- Rio Poxim — rio que desemboca no Município, divide os Municípios de Una e Canavieiras. É conhecido como Poxim de Fora. 
- Rio Passuí — rio que liga os rios Jequitinhonha, em Belmonte, e Pardo, em Canavieiras, é cercado por manguezal, coqueiral, fazendas de cacau e Mata Atlântica. Propício à pesca do robalo e camping. 
- Rio Jacaré — rio que banha o Município, abriga manguezais. Na foz do Rio Pardo, une Canavieiras a Belmonte. 
As lagoas na hidrografia de Canavieiras são:
- Lagoa do Rocha — lagoa com 6 km de comprimento por 240 m de largura, excelente para pesca. Localização: Distrito de Ouricana, 35 km do Centro. 
- Lagoa do Carmo — lagoa com 2 km de comprimento, bom para pesca. Localizada a 25 km do Centro. 
Outra parte da hidrografia de Canavieiras é o Canal do Poaçu / Pau-Açu, canal que liga o Rio Pardo ao Jequitinhonha, através do Rio Salsa.
Economia
Canavieiras é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
cacau, hoje se diversificou. A pesca, especialmente a do famoso robalo — que tornou a cidade mundialmente conhecida como a "Capital do Robalo" —, é uma fonte vital de sustento. O turismo, o comércio local e a agricultura sustentável completam essa base, mostrando um município que aprendeu a se reinventar com o passar das décadas.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 253 admissões formais e 204 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 49 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -28.
Até abril de 2026 não houve registro de novas empresas em Canavieiras. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 16 empresas.
Educação
Para construir o futuro, Canavieiras investe no presente. O município atua como um ponto de referência educacional para a região, contando com polos de educação a distância das principais universidades do país. Além disso, a prefeitura e parcerias com instituições como o SENAC e o SEBRAE oferecem
Turismo
Quando falamos de turismo, Canavieiras é um capítulo à parte. O município possui 17 quilômetros de praias praticamente intocadas, como a Praia da Costa e a Praia de Atalaia, onde o banhista encontra desde o agito das barracas até a paz absoluta das áreas desertas.
O Rio Pardo é outro protagonista: ele oferece passeios de barco inesquecíveis pelos manguezais, onde o viajante pode observar a fauna local em seu habitat natural. Para os amantes da pesca, as águas de Canavieiras são um paraíso. O município é um dos melhores pontos do mundo para a pesca oceânica, atraindo pescadores profissionais e amadores em busca de grandes exemplares de marlim e outros peixes de bico.
Cultura
A cultura em Canavieiras é uma celebração das tradições baianas. A culinária é um espetáculo à parte, onde o peixe fresco, a moqueca e os frutos do mar ganham um sabor especial com os temperos locais. As manifestações folclóricas, as festas religiosas e o carnaval de rua refletem a alegria contagiante de seu povo.
Esporte 
No esporte, o município valoriza a prática ao ar livre. O futebol de campo é a paixão que movimenta os finais de semana, mas são as atividades aquáticas que ganham destaque. O surfe, a canoagem e o stand-up paddle utilizam os rios e o mar como campos de treino. A cidade também investe em eventos de pesca esportiva, que se tornaram grandes encontros de integração entre moradores e visitantes.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 11 de agosto de 2026

IGARAPAVA - SÃO PAULO

Igarapava é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo. Faz parte da Aglomeração Urbana de Franca, localizando-se a norte da capital do estado, distando desta cerca de 447 km. Localiza-se na divisa com o Estado de Minas Gerais a uma latitude 20º02'16" sul e a uma longitude 47º44'49" oeste, estando a uma altitude de 580 metros. Sua população estimada em 2025 é de 26.696 habitantes. A cidade possui o título de "Município de Interesse Turístico".
Topônimo
"Igarapava" (pronúncia em português:[iɡɐɾɐpˈavɐ]) é um termo de origem tupi que significa "Porto de canoas", através da junção dos termos ygara (canoa) e upaba (Porto). Numa tradução mais objetiva e a qual foi realmente chamada, Igarapava quer dizer: "Porto das Canoas". Famosa terra das canas.
História
As terras onde hoje se localiza o município de Igarapava foram local de passagem e descanso dos bandeirantes paulistas rumo às minas dos índios goiases. Essas terras foram doadas pela Coroa Portuguesa, por volta de 1720, aos bandeirantes Bartolomeu Bueno da Silva (o Anhanguera) e João Leite da Silva Ortiz. Em 1842, o capitão Anselmo Ferreira de Barcelos, que nestas terras já residia na Fazenda Vargem Alegre (foragido que veio de Franca, onde era acusado de matar uma pessoa, e de atentar contra a vida do juiz de paz daquela localidade), juntamente com o padre Zeferino Baptista do Carmo, erigiram a Capela de Santa Rita do Paraíso. O citado capitão doou parte de suas terras ao patrimônio da santa.
Em 7 de fevereiro de 1851, a Lei Sete elevou o povoado à categoria de distrito. Em 25 de agosto de 1892, pela Lei Estadual n.º 80, foi criada a Comarca de Santa Rita do Paraíso. Em 19 de dezembro de 1906, Santa Rita do Paraíso foi elevada à categoria de município pela Lei Estadual n.º 1.038. Em 4 de novembro de 1907, pela Lei Estadual n.º 1.097, o município e comarca de Santa Rita do Paraíso teve seu nome mudado para Igarapava.
A escolha do nome Igarapava para substituir Santa Rita do Paraíso, era justificada pelo fato do Porto de Ponte Alta ser chamado Porto das Canoas onde várias canoas auxiliavam a barca na travessia do Rio Grande. Na língua dos nativos “igara” significa canoa pequena, feita de um único tronco, enquanto “pava” significa porto ou lugar onde se para.
Por isso a Lei n.º 1.097, de 4 de novembro de 1907, muda o nome do município e Comarca de Santa Rita do Paraíso, para Igarapava.
Durante sua trajetória até os dias atuais vários fatos históricos tiveram como cenário o município de Igarapava, sendo o mais importante, a Revolução de Trinta, onde a ponte de ferro construída em 1913, foi palco de grandes confrontos entre as Forças Legalistas e as Forças Rebeldes dos estados de Minas Gerais e São Paulo.
Gentílico: Igarapavense. 
Formação Administrativa 
Freguesia criada com a denominação de Santa Rita do Paraíso, por Lei Provincial nº 7, de 7 de abril de 1851, no Município de Franca. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santa Rita do Paraíso, por Lei Provincial no 51, de 14 de abril de 1873, desmembrado de Franca. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 20 de fevereiro de 1874. 
Cidade por Lei Estadual n.º 1038, de 19 de dezembro de 1906. 
Tomou a denominação de Igarapava por Lei Estadual nº 1.097, de 4 de novembro de 1907. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Igarapava se compõe de 4 Distritos: Igarapava, Rifaina, Patrocínio de Buritis e Pedregulho. 
Lei Estadual n.º 1.829, de 21 de dezembro de 1921, desmembra do Município de Igarapava o Distrito de Pedregulho. A mesma Lei transfere do Município de Igarapava o Distrito de Rifaina indo seu território incoporar ao Município de Pedregulho. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Igarapava se compõe de 2 Distritos: Igarapava e Buritis Ex Patrocínio de Burítis. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 9.073, de 31 de março de 1938, o Município de Igarapava compreende o único termo judiciário da comarca de Igarapava e se divide em 3 Distritos: Igarapava , Aramina e Buritis. 
No quadro fixado, pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943, o Município de Igarapava é composto dos Distritos de Igarapava, Aramina e Buritis - e é termo da comarca de Igarapava, formada de um só termo Igarapava, o qual se compõe de 2 Municípios: Igarapava e Pedregulho. 
Em virtude do Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Igarapava ficou composto dos Distritos de Igarapava, Aramina e Buritizal (Ex Buritis), e constitui o único termo judiciário da comarca de Igarapava, a qual é formada pelos Municípios de Igarapava e Pedregulho. 
Figura com os Distritos de Igarapava, Aramina e Buritizal no quadro territorial fixado pela Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948 para 1949-53, comarca de Igarapava e apenas com os Distritos de Igarapava e Aramina, comarca de Igarapava.
Lei Estadual n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, desmembra do Município de Igarapava o Distrito de Buritizal. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 Distritos: Igarapava e Aramina. 
Lei Estadual n.º 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembra de Município de Igarapava o Distrito de Aramina. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído do Distrito Sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999.
Geografia
A geografia de Igarapava é caracterizada por terras férteis, ideais para a mecanização intensiva.
Altitude
Sua altitude média é de 530 metros acima do nível do mar.
Relevo
O relevo é predominantemente ondulado a suavemente ondulado.
Solos
Os solos são férteis e profundos, com predominância de Latossolos.
Vegetação
Apresenta o domínio do Cerrado (Matas de Galeria nas margens dos rios).
Hidrografia
Igarapava situa-se à margem esquerda do Rio Grande, que faz a divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo. O Rio Grande, que margeia o município, é o principal agente hídrico, servindo não apenas para a irrigação, mas também como fonte de lazer e geração de energia através de usinas hidrelétricas localizadas nas proximidades.
Usina Hidrelétrica de Igarapava
Localizada no Rio Grande, a 575 km de Belo Horizonte e 450 km de São Paulo, está a Usina Hidrelétrica de Igarapava, com capacidade instalada de 210 megawatts, formada por cinco unidades geradoras tipo bulbo, é considerado um grande marco para a geração de energia no Brasil, devido ao seu pioneirismo.
Este modelo tipo bulbo demanda menor represamento d'água e menor queda d'água (desnível), causando menor impacto ambiental, com maior viabilidade técnica e econômica.
Rodovias
Igarapava é servida por uma boa malha rodoviária, dentre as quais destaca-se a Rodovia Anhanguera, uma das melhores rodovias do Brasil.
- SP-330 - Rodovia Anhanguera - administrada no trecho de Igarapava pela concessionária Entrevias, possibilita acesso rápido e seguro à região de Ribeirão Preto, Campinas e à capital do estado. O término da rodovia se dá na divisa com o estado de Minas Gerais, cuja ligação é feita através de uma moderna ponte com pista dupla, inaugurada em maio de 2001, e que leva o nome do ex-governador do estado de São Paulo, André Franco Montoro. Esta nova ponte veio substituir a ponte antiga, toda construída em ferro, em 1913, que servia para a Rodovia Anhanguera e para a estrada de ferro Mogiana até 1971, depois Ferrovia Paulista S/A, em seguida Rede Ferroviária Federal. A ponte antiga foi palco de grandes confrontos entre forças legalistas e forças rebeldes durante a revolução constitucionalista de 1932. Até hoje pode-se ver as marcas de bala nas vigas de ferro da velha ponte.
- BR-050 - Rodovia Chico Xavier - a rodovia faz a ligação de Igarapava com a região do Triângulo Mineiro e cidades vizinhas no estado de Minas Gerais, como Delta e Uberaba, além de fazer a ligação do município com o estado de Goiás e Brasília no Distrito Federal. Atualmente é administrada pela concessionária EcoRodovias.
- IGP-020 - Rodovia Cheda Bichuette - estrada vicinal que faz a ligação entre Igarapava e o município de Buritizal.
- IGP-012 - Rodovia vicinal que faz a ligação entre Igarapava e o município de Rifaina - com acesso à Rodovia Cândido Portinari (SP-334), através da qual tem-se acesso aos municípios de Cristais Paulista, Franca e Batatais.
Clima
Em Igarapava, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é morna e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 16 °C a 32 °C e raramente é inferior a 13 °C ou superior a 36 °C. 
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Igarapava e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao início de setembro. 
A estação quente permanece por 2,3 meses, de 30 de agosto a 8 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Igarapava é outubro, com a máxima de 31 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 11 de maio a 23 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Igarapava é junho, com a mínima de 16 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Em Igarapava, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Igarapava começa por volta de 7 de abril e dura 6,1 meses, terminando em torno de 11 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Igarapava é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 11 de outubro e dura 5,9 meses, terminando em torno de 7 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Igarapava é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 79% do tempo. 
Economia
Igarapava é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano. 
A economia de Igarapava é movida pela robustez da Agroindústria.
A cultura da cana-de-açúcar é a espinha dorsal da economia local, com usinas instaladas no município e região produzindo açúcar, álcool e energia renovável.
Possui um dos solos mais férteis do mundo, de “terra roxa”, e relevo levemente ondulado, o que favoreceu o desenvolvimento da agroindústria com forte expressão na produção e exportação de açúcar, álcool, cereais e pecuária de leite, bem como a produção artesanal da pinga de engenho e fabricação caseira de doces e queijos.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,1 mil admissões formais e 941 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 110 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 256.
Até abril de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Igarapava, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 71 empresas.
Educação
Ensino Médio

O município sedia a ETEC - "Antônio Junqueira da Veiga", onde são oferecidos diversos cursos técnicos integrados ao ensino médio.
Ensino Fundamental
O município conta com diversas instituições municipais e estaduais de ensino fundamental, além de colégios particulares.
Ensino Superior
Na Educação Superior, o município atua como um polo educacional que atende às demandas técnicas do setor industrial. Igarapava conta com polos de Educação à Distância (EaD) de instituições de renome (como a Unopar e Unicesumar) e mantém convênios de qualificação profissional com o SENAI e SEBRAE, focados em mecânica, gestão de agronegócios e administração.
Turismo
Os principais atrativos turísticos de Igarapava são:
- Festa da Cana: o município faz aniversário no dia 22 de maio. Nessa data, é realizada a tradicional Festa da Cana (tem esse nome, pois a economia do município é baseada no setor sucroalcooleiro, estando a cidade cercada por canaviais).
- Usina Junqueira: a colônia, hoje intitulada de Usina Junqueira, foi construída na década de 1940 por Francisco Maximiano Junqueira, o Coronel Quito Junqueira, para abrigar os trabalhadores de sua propriedade sucroalcooleira. Após sua morte, a vila passou a ser administrada por uma fundação que leva o nome da mulher do coronel, Theolina Zemilla de Andrade Junqueira, a Sinhá Junqueira. Atualmente, a vila pertencente ao município mantém as características e arquitetura da época e também possuí um museu sobre a história da vila e da Fundação. Visitas: Museu, Maria Fumaça, praça Quito Junqueira, Igreja, usina administrada pela Raízen, e Fundação Sinhá Junqueira.
- Rio Grande: a cidade recebe diversos turistas nos finais de semana. O Rio Grande é a grande atração, e a pesca e os esportes náuticos estão entre os preferidos, inclusive centenas de pessoas utilizam as margens do rio como praia, a fim de desfrutar das belezas da natureza da região.
- Novas atrações: em fevereiro de 2019 Igarapava foi formalmente reconhecida pelo governo do Estado de São Paulo como "Município de Interesse Turístico (MIT)", sendo que graças a esta iniciativa, a prefeitura dará início à construção do "Parque Ecoturístico Porto das Canoas", bem como a "Praia da Revolução de 1932", atrações que irão explorar ainda mais o potencial turístico da região, incentivando novos investimentos por parte da iniciativa privada. 
- Parque Ecoturismo Porto das Canoas: em 28 de Dezembro de 2024 foi inaugurado o Parque ecoturismo porto das canoas,nas margens do Rio grande, um lugar incrível em meio a natureza. Em 2025 o parque foi interditado para obras por recomendação do Ministério Público devido a problemas estruturais e ambientais.
Cultura
As festas tradicionais, como as celebrações da padroeira e a tradicional Festa de Peão, mantêm viva a identidade rural e o folclore local. A gastronomia, influenciada pela culinária mineira das proximidades, é um atrativo à parte.
Esporte
O futebol de várzea é o esporte mais popular, reunindo a comunidade nos finais de semana. Além disso, a prefeitura investe no fomento a escolinhas de esportes (futsal e voleibol) e incentiva a prática de esportes náuticos no rio, promovendo a integração entre a população e o meio ambiente local.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela.