Pilar do Sul é um município brasileiro do estado de São Paulo, que situa-se na Região Metropolitana de Sorocaba, na Mesorregião Macro Metropolitana Paulista e na Microrregião de Piedade. Sua população, de acordo com estimativas do IBGE, para o no de 2025, era de 28.459 habitantes. História A história de Pilar do Sul começa em 1850, quando tropeiros, caçadores e mineradores passavam pela cidade à procura de metais preciosos. Famílias de Minas Gerais vinham à cidade e utilizavam o local, conhecido pelas pedras usadas para pilar a carne - um dos motivos para a cidade chamar-se Pilar. O pilar também era usado para curtir couro dos animais caçados. O lugar também ganhou esse nome graças à religiosidade das famílias mineiras, que tinham grande devoção à Nossa Senhora do Pilar, uma santa espanhola. Em 1865, o tenente Almeida adquiriu uma sesmaria na região e trouxe escravos para montar uma fazenda agrícola e, em seguida, ergueu uma pequena capela em homenagem ao Bom Jesus do Bom Fim, ao qual era devoto. Em 1868, o tenente doou um terreno para a paróquia da Diocese de Sorocaba. Em 1877, João Batista Ribeiro, com autorização do bispo da época, fundou a vila de Pilar erguendo uma paróquia, por lei providencial. Em 12 de maio de 1891, por meio de um decreto, a vila se tornou município. No dia 20 do mesmo mês, instalaram uma intendência, nomeando Eusébio de Morais Cunha como primeiro prefeito de Pilar. O município enfrentou muitas dificuldades para se desenvolver durante o século XX. As precárias estradas e pouco desenvolvimento da agricultura causou a estagnação e resultou na perda de autonomia política, tornando-se então distrito do município de Piedade, em 1934. No dia 5 de novembro de 1936, Pilar reconquistou sua autonomia e voltou a ser município. Em março do ano seguinte, Eugênio Teodoro Sobrinho tomou posse como primeiro prefeito eleito. No mesmo ano, a Câmara de vereadores aprovou uma lei que doava lotes a todos que quisessem construir prédios de qualquer natureza. Em 1944, o município passou a ser chamado de Pilar do Sul. Formação Administrativa Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora do Pilar, pela Lei n.º 57, de 11 de maio de 1877, subordinado ao município de Sarapuí. Elevado à categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora do Pilar, pelo Decreto n.º 168, de 12 de maio de 1891, desmembrado de Sarapuí. Sede na vila de Nossa Senhora do Pilar. Constituído do distrito sede. Instalado em 30 de maio de 1891. Elevado à categoria de município com a denominação de Pilar, pela Lei Estadual n.º 1.038, de 19 de dezembro de 1906. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão referente ao ano de 1933. Pelo Decreto n.º 6.448, de 21 de maio de 1934, é extinto o município de Pilar. Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Pilar, pela Lei Estadual n.º 2.695, de 05 de janeiro de 1936. Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído do distrito sede. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, o município de Pilar passou a denominar-se Pilar do Sul. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. Origem do Nome A origem do nome "Pilar" é carregada de devoção e tradição: segundo a história local, o nome surgiu em homenagem a Nossa Senhora do Pilar, cuja imagem era venerada pelos primeiros habitantes e fundadores em um marco de fé que batizou o primitivo povoado. Geografia Localiza-se a uma latitude 23º48'47" Sul e a uma longitude 47º42'59" Oeste, estando a uma altitude de 689 metros. Possui uma área de 681,248 km². A geografia de Pilar do Sul é um espetáculo esculpido pela natureza. Com uma altitude média que favorece um clima subtropical úmido, o município desfruta de verões amenos e invernos com noites frias e revigorantes, perfeitos para a vida ao ar livre. O relevo é predominantemente acidentado e ondulado, marcado por colinas suaves e trechos de serras que emolduram o horizonte. O solo, rico e propício para o cultivo, sustenta uma agricultura diversificada. A vegetação original, composta por belos remanescentes de Mata Atlântica, protege inúmeras nascentes e cursos d'água, garantindo a biodiversidade local. É essa geografia privilegiada que moldou o destino do pilar-sulense, transformando a terra em fonte de sustento e beleza cênica. Limites - Norte: Sarapuí e Salto de Pirapora; - Sul: Tapiraí; - Leste: Piedade; - Oeste: São Miguel Arcanjo e Itapetininga. Hidrografia O título de Nascente das Águas é devido aos inúmeros rios, córregos e ribeirões que nascem no município e deságuam na bacia do rio Paranapanema, além da qualidade da água e ausência de poluição. A hidrografia do município está assim composta: Rio do Pinhal Grande; Rio Sarapuí; Rio Turvo e Represa das Paineiras. Rodovias O município é atendido pelas rodovias SP-250 e SP-264. Clima Em Pilar do Sul, o verão é com precipitação, abafado, de céu quase encoberto e morno; o inverno é curto, ameno e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 12 °C a 28 °C e raramente é inferior a 8 °C ou superior a 32 °C. As melhores épocas do ano para visitar Pilar do Sul e realizar atividades de clima quente são do fim de março ao meio de junho e do início de agosto ao meio de setembro. A estação morna permanece por 3,8 meses, de 30 de novembro a 23 de março, com temperatura máxima média diária acima de 27 °C. O mês mais quente do ano em Pilar do Sul é fevereiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 20 °C, em média. A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 15 de maio a 11 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 23 °C. O mês mais frio do ano em Pilar do Sul é julho, com a mínima de 12 °C e máxima de 22 °C, em média. Em Pilar do Sul, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Pilar do Sul começa por volta de 19 de março e dura 6,8 meses, terminando em torno de 13 de outubro. O mês menos encoberto do ano em Pilar do Sul é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 66% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 13 de outubro e dura 5,2 meses, terminando em torno de 19 de março. O mês mais encoberto do ano em Pilar do Sul é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 69% do tempo. Economia Pilar do Sul é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. A economia é forte e diversificada: o agronegócio destaca-se na produção de hortifrutigranjeiros, milho e na pecuária, sendo um dos grandes celeiros da região. Paralelamente, o comércio local, o setor de serviços e a indústria de transformação vêm crescendo, gerando empregos e atraindo novos investimentos para o município. A potencialidade turística evidente em vários aspectos é um reforço para a economia do município que é conhecido como a Nascente das Águas. De janeiro a maio de 2026, foram registradas 1,8 mil admissões formais e 1,5 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 216 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 31. Até junho de 2026 houve registro de 40 novas empresas em Pilar do Sul, sendo que 6 atuam pela internet. Neste último mês, 14 novas empresas se instalaram, sendo 3 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (20). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 108 empresas. Educação Pilar do Sul compreende que o conhecimento é a base indispensável para o progresso sustentável. Nos últimos anos, o município tem investido na ampliação do acesso à educação superior, oferecendo polos de ensino à distância e cursos técnicos voltados para as demandas da modernidade, como a gestão agropecuária, a administração e a tecnologia. Esse esforço garante que os jovens encontrem capacitação de qualidade sem precisar deixar sua terra natal. Cultura e lazer Eventos - Janeiro: Programação de Férias (Bairros) e Festival de Verão. - Fevereiro: Carnaval. - Março: Feaps (Feira Agropecuária de Pilar do Sul). - Abril: Festa de Nossa Senhora dos Remédios (Parque Natural Água Santa) Maio: Festa da Caridade (Associação Beneficente Bom Jesus/Lar dos Velhinhos). - Junho: Festas Juninas (Bairros). - Julho: Festival Gastronômico de Inverno; Quermesses nos Bairros e Entidades; Festa e Procissão de São Cristóvão. - Agosto: Festa do Padroeiro Bom Jesus do Bom Fim e de São Roque (Matriz - Pça. Cel. Fernando Prestes). - Outubro: Dia das Crianças. - Novembro: Desfile Cívico e Festejos de Aniversário (Emancipação do Município). - Dezembro: Festejos de de Fim de Ano (Natal e Réveillon). Culturalmente, a cidade transborda tradição: as festas religiosas, as comemorações cívicas e a culinária caipira mantêm viva a identidade e o calor humano do povo pilar-sulense. Turismo O turismo, ainda em fase de desenvolvimento, vem procurando se estruturar e explorar os recursos hídricos e a vegetação para que não haja degradação do meio ambiente. Por isso é comum visitar pontos pouco explorados, onde conserva a mata virgem e os cursos naturais. Na região sudeste do município é que se concentram o maior número de cachoeiras. Na rodovia que liga o município a Piedade está a Cachoeira Nascente das Águas, símbolo turístico da cidade. Além das cachoeiras é grande também o número de pesqueiros, que estão espalhados por bairros como Pinhal, Turvo e Bom Retiro. Em relação a hospedagem existem pousadas, acampamentos, hotéis e sítios. Na região norte se concentram os loteamentos de chácaras de recreio, com mais de 3.000 propriedades, que abrigam uma população flutuante de aproximadamente 5.000 pessoas durante as temporadas de férias. A região da Mata Atlântica fica a sudoeste de Pilar do Sul, em direção as cidades de Tapiraí e São Miguel Arcanjo. Essas áreas também reservam paisagens deslumbrantes, como o sertão nos bairros da Lavrinhas e Moquém, onde escondem lugares ainda inexplorados, usados como trilha de jipeiros e trekking. Religião O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma: Igreja Católica A igreja faz parte da Diocese de Itapetininga. A cidade possui, atualmente, duas paróquias: Bom Jesus do Bom Fim (criada em 1888) e Nossa Senhora do Pilar (criada em 2015). Da Paróquia Bom Jesus do Bom Fim fazem parte as comunidades: Bom Jesus do Bom Fim (Pombal); Nossa Senhora Aparecida (Bom Retiro); Nossa Senhora das Dores (Ribeirão); Nossa Senhora das Graças (Claro); Nossa Senhora de La Salete (Ilha); Santa Cruz (Ponte Alta); Santa Teresinha do Menino Jesus (Turvinho); Santo Onofre (Grupo Ama); São Cristóvão (Campo Grande); São Francisco de Assis (Pinhal de Cima); São Pedro Apóstolo (Chapadão); São Pedro Apóstolo (São Manoel); São Roque (Alegre); São Sebastião (Turvo dos Antunes); Sociedade Beneficente Bom Jesus – Asilo (Jd. Sol Nascente); Oratório Nossa Senhora da Vitória (Bairro da Saudade); Jesus Bom Pastor (Paineiras); Oratório Divina Misericórdia e Santa Marta (Lavrinhas) e Oratório São Roque (Guaçuzal - terreno do futuro Santuário Diocesano). Da Paróquia Nossa Senhora do Pilar fazem parte as comunidades: Imaculada Conceição (Chácaras Reunidas); Imaculado Coração de Maria (Bairro Campestre II); Nossa Senhora de Fátima (Meia-Légua); Sagrada Família (Jardim Cananéia); Santa Cruz (Pinhalzinho); Santo Antônio (Caxangá); São Bento (Jardim Pinheiro) e São José (Morro Grande). Igrejas Evangélicas Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade: Assembleia de Deus Ministério do Belém e Congregação Cristã no Brasil. Esporte No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, às corridas de rua e às escolinhas de base movimenta os centros esportivos, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
Limoeiro do Ajuru é um município brasileiro do estado do Pará e sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 32.088 habitantes. A cidade possui uma área de 1.404,559 km² e está a uma altitude de 28 metros em relação ao nível do mar. Faz parte do munícipio a Ilha Araraí. História Carlos Fonseca argumentou que os primórdios da povoação de Limoeiro remontam a 1895, pois foi elevado à categoria de vila pertencente ao Município de Cametá pela Lei n.º 924, de 6 de julho daquele mesmo ano. Ignácio Moura, por sua vez relata na obra "De Belém a São João do Araguaia - Vale do Rio Tocantins" que em 1887 a visitara e ainda era Freguesia. E continua: "é um ou dois arruamentos de casas pequenas, porém alegres, que a família do geógrafo paraense Dr. Carlos Novaes pretende elevar à categoria de sede de Comarca. Dispunha de uma pequena igreja católica, dá-lhe o cunho cultural da terra, e uma escola mista, regida por uma professora primária que distribuía a instrução primária às crianças da Vila e dos arredores, onde não existia quase analfabeto. Havia uma coletoria estadual independente da de Cametá" Possivelmente a posição estratégica do furo do Rio Limoeiro, que dá acesso seguro do Rio Tocantins ao Baixo Amazonas, tenha contribuído decisivamente para a consolidação da localidade. Sabe-se também, que, em 1911, já figurava como distrito do Município de Cametá. Observando-se os quadros das divisões administrativas e territoriais datadas de 1933 e 1936, respectivamente, pode-se deduzir que o mencionado distrito permaneceu extinto durante três anos. Entretanto, em 1938, após ter recuperado o antigo predicado, teve o seu nome mudado para Janua Coeli. A primeira tentativa de emancipação da localidade se deu por ato do governador Zacarias de Assunção, através da Lei n.º 1.127, de 11 de março de 1955. Entretanto, um mandado de segurança impetrado por Magalhães Barata em 1955, junto ao Supremo Tribunal Federal - STF, cancelou a emancipação em acórdão proferido a 04 de dezembro de 1955, obrigando o Governo do Estado a decretar a insubsistência do desmembramento pelo Decreto n.º 19.846, de 26 de janeiro de 1956. Evidenciava-se assim, a ferrenha luta pelo poder entre esses dois políticos paraenses. Nessa medida, vários municípios estavam nas mesmas condições de Limoeiro do Ajuru, um deles era Bagre que também perdeu sua condição de município. A denominação Limoeiro vigorou até 1961 (Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961), quando passou a chamar-se Limoeiro do Ajuru. Na mesma época, tornou-se também, unidade autônoma, com terras desmembradas dos municípios de Cametá e de Oeiras do Pará. No ano de 1956 houve uma tentativa de provocar o desmembramento de parte da área territorial do município de Cametá, para dar lugar ao nascimento do município de Limoeiro do Ajuru. Entretanto, a ação não prosperou, porque o Supremo Tribunal Federal declarou a ação como um ato inconstitucional. Em 1961 o desmembramento foi efetivado, mediante a promulgação da Lei n.º 2.460, assim, Cametá cede as terras pertencentes ao distrito de Janua-Coeli, surgindo então o Município de Limoeiro do Ajuru, que teve como primeiro prefeito Laurentino da Silva, que contribuiu para o desenvolvimento do município. Formação Administrativa Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, Limoeiro aparece como distrito no município de Cametá. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3131, de 31 de outubro de 1938, o distrito de Limoeiro passou a denominar-se Joana Coeli. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o distrito já denominado Joana Coeli (ex Limoeiro) permanece no município de Cametá. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. Elevado à categoria de município com a denominação de Limoeiro do Ajuru, pala Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Cametá e Araticu. Sede no atual distrito de Limoeiro do Ajuru (ex localidade). Constituído do distrito sede. Instalado em 05 de abril de 1962. Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024. Origem do Nome A origem do nome do município carrega a poesia da terra. "Limoeiro" faz referência à abundância de limoeiros silvestres que outrora enfeitavam as margens dos rios locais, enquanto "Ajuru" é uma homenagem à fauna e à vegetação da região, resgatando termos de origem indígena que remetem aos papagaios ou à vegetação típica das matas de várzea. Geografia A geografia de Limoeiro do Ajuru é esculpida pela força das águas. Com uma altitude baixa, típica das planícies amazônicas, o relevo é predominantemente plano e cortado por igarapés, furos e braços de rios, formando um arquipélago fluvial de rara beleza. O solo, rico em sedimentos trazidos pelas cheias do Tocantins, sustenta uma vegetação exuberante composta por matas de várzea, igapós e floresta tropical densa. Essa biodiversidade é o lar de inúmeras espécies da fauna e da flora amazônica, criando um ecossistema equilibrado que dita o ritmo de vida e o sustento da população ribeirinha. Clima Em Limoeiro do Ajuru, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é opressivo e quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 33 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 35 °C. A melhor época do ano para visitar Limoeiro do Ajuru e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao início de outubro. A estação quente permanece por 2,5 meses, de 9 de agosto a 26 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Limoeiro do Ajuru é outubro, com a máxima de 32 °C e mínima de 24 °C, em média. A estação fresca permanece por 3,8 meses, de 1 de janeiro a 26 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Limoeiro do Ajuru é fevereiro, com a mínima de 24 °C e máxima de 30 °C, em média. Em Limoeiro do Ajuru, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Limoeiro do Ajuru começa por volta de 10 de junho e dura 4,3 meses, terminando em torno de 20 de outubro. O mês menos encoberto do ano em Limoeiro do Ajuru é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 57% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 20 de outubro e dura 7,7 meses, terminando em torno de 10 de junho. O mês mais encoberto do ano em Limoeiro do Ajuru é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 85% do tempo. Economia Limoeiro do Ajuru é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. A economia do município apoia-se em pilares tradicionais e sustentáveis: o extrativismo vegetal, com destaque para a produção do açaí — verdadeiro ouro negro da região —, a pesca artesanal e a agricultura familiar. Nos últimos anos, o comércio local e a prestação de serviços públicos têm se expandido, buscando atender às demandas de uma população que cresce e almeja novas oportunidades de desenvolvimento econômico sem abrir mão da preservação ambiental. De janeiro a maio de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 4 desligamentos, resultando em um saldo de 6 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -2. Até junho de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Limoeiro do Ajuru, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 14 empresas. Educação Limoeiro do Ajuru compreende que o conhecimento é a semente do futuro. Nos últimos anos, o município tem buscado superar barreiras geográficas por meio de parcerias estratégicas para a oferta de ensino superior e cursos técnicos à distância e presenciais. O objetivo é capacitar a juventude limoeirense nas áreas de gestão ambiental, agronegócio sustentável, educação e administração, garantindo que os talentos locais permaneçam na terra natal, liderando o crescimento da cidade com preparo técnico e consciência ecológica. A Universidade Federal do Pará, por meio do Campus Universitário do Tocantins/Cametá, iniciou suas atividades no município de Limoeiro do Ajuru no ano de 2012. Conheça um pouco mais sobre esse importante município paraense. Turismo O turismo em Limoeiro do Ajuru é um convite à contemplação e ao ecoturismo. As praias fluviais que se formam no período de estiagem, os passeios de barco pelos furos e a observação da fauna nativa proporcionam momentos de paz inigualáveis. Cultura O município é vibrante: as festividades religiosas, em especial as homenagens aos padroeiros, unificam a comunidade em manifestações de fé, acompanhadas pelas batidas contagiantes do carimbó e da culinária regional à base de peixe fresco e açaí. Esporte No esporte, o futebol amador é a grande paixão que mobiliza a juventude nos fins de semana. Os campeonatos locais fomentam a integração social, a saúde e o espírito de equipe, transformando as praças e os campos em pontos de encontro e alegria para toda a comunidade. Em julho ocorre o Festival Esportivo de Futsal, em que participam os melhores times do município, como CSKA, Galo, Inter de Limão, Lacemel, Pelica e Skema. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela ; Site da Universidade Federal do Pará .
Serra Negra é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 22º36'44" sul e a uma longitude 46º42'02" oeste, estando a uma altitude de 927 metros. Sua população de acordo com estimativas do IBGE, para o ano de 2025, era de 31.047 habitantes. Serra Negra é um dos 11 municípios paulistas considerados estâncias hidrominerais pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar, junto a seu nome, o título de "estância hidromineral", termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais. Toponímia Há três hipóteses sobre a origem do nome Serra Negra. Segundo João Mendes de Almeida, em sua obra "Dicionário Geográfico da Província de São Paulo", Serra Negra é uma corruptela do termo indígena “hera-n-yerê”, que significa “um pouco volteadora”, em alusão às voltas que o viajante tinha que realizar pelas serras escarpadas. Uma das hipóteses diz que, na época da fundação do município, a vegetação era intensa e a serra, escura. A terceira hipótese vem da época da fundação da cidade, em que as toras de madeira eram desdobradas por dois escravizados, um homem e uma mulher, utilizando-se da serra trançador. O feitor dizia constantemente à escravizada “Serra, negra”. História Colonização, fundação e consolidação A região do Circuito das Águas Paulista começou a ser colonizada no início do século XVIII, estando localizada no caminho que ligava São Paulo às minas de Goiás. Devido às dificuldades de acesso à região de Serra Negra, só começou a ser colonizada nas primeiras décadas do século XIX Em 1821, o bragantino Lourenço Franco de Oliveira se fixou, junto com sua família e escravizados, na região do atual bairro serra-negrense de Três Barras, criando um latifúndio. Anos mais tarde, por volta de 1828, Lourenço erigiu, a cerca de seis quilômetros das Três Barras, onde hoje está a praça que leva o seu nome, uma capela em louvor a Nossa Senhora do Rosário, em cujos arredores se formou a povoação de Nossa Senhora do Rosário do Rio do Peixe (atual cidade de Serra Negra). A capela referida recebeu o título de capela curada em 23 de setembro de 1828, data considerada como a fundação de Serra Negra. A Lei n.º 23, de 12 de março de 1841, elevou o povoado de Nossa Senhora do Rosário do Rio do Peixe à categoria de freguesia, com o nome de Nossa Senhora do Rosário de Serra Negra, subordinada à vila de Mogi-Mirim. Essa freguesia foi elevada à categoria de vila por meio da Lei n.º 12, de 24 de março de 1859, sendo instalada em 7 de setembro do mesmo ano. A Lei n.º 113, de 21 de abril de 1885, elevou a vila à categoria de cidade, com o nome Serra Negra. Cinco anos depois, foi criada a Comarca. Ciclo do café A partir de 1873, começou a produção de café em larga escala em Serra Negra. Anos mais tarde, chegaram ao município as primeiras famílias de imigrantes italianos, mudando as tradições culturais da região, as quais passaram a ter forte influência italiana Em março de 1892, foi inaugurada a Estação Serra Negra da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, facilitando o transporte de passageiros e de café, sendo o ramal dessa estação ferroviária desativado em 1956. Devido ao excesso de produção, na década de 1920 os preços do café brasileiro começaram a baixar. A baixa dos preços e a má qualidade do produto, somados à Grande Depressão, iniciada em 1929, acentuaram a decadência da economia cafeeira brasileira. Águas minerais Serra Negra, embora afetada pela crise, já recebia os primeiros benefícios da descoberta da qualidade terapêutica de suas águas minerais a partir da Fonte Santo Antonio, de Luiz Rielli. A descoberta das propriedades radioativas das águas em 1928 levou à criação, em 1930, de um pavilhão hidroterápico construído ao lado da grandiosa fonte. Sua composição mineral, combinada a pequenas doses de radioatividade, revelou serem as águas minerais de Serra Negra indicadas para os mais diversos tratamentos de saúde. O reconhecimento da qualidade das águas minerais levou à denominação de Serra Negra, pelo então Presidente da República Washington Luís, como "Cidade da Saúde". Em 1938, o Decreto assinado pelo então governador, Ademar de Barros, elevou Serra Negra à categoria de Estância Hidromineral e Climática. Atualmente, a Estância Hidromineral de Serra Negra tem no turismo sua principal atividade econômica, seguida da agricultura, com predominância para o cultivo do café. Formação Administrativa Distrito criado com a denominação de Serra Negra, pela Lei Provincial n.º 23, de 10 de março de 1841. Elevado à categoria de vila com a denominação de Serra Negra, pela Lei Provincial n.º 12, de 24 de março de 1859, desmembrado do município de Mogi-Mirim. Sede na antiga povoação de Serra Negra. Constituído do distrito sede. Serra Negra. Instalado em 07 de setembro de 1859. Elevado à condição de cidade com a denominação de Serra Negra, pela Lei Provincial n.º 113, de 21 de abril de 1885. Pela Lei Estadual n.º 638, de 29 de julho de 1899, é criado o distrito de Lindóia e anexado ao município de Serra Negra. Em divisão administrativa do Brasil referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Serra Negra e Lindóia. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. Pela Lei Estadual n.º 9.775, de 30 de novembro de 1938, é desmembrado do município de Serra Negra o distrito de Lindóia. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2021. Geografia Localiza-se a uma latitude 22º36'44" sul e a uma longitude 46º42'02" oeste, estando a uma altitude de 927 metros. A geografia de Serra Negra é marcada pela imponência da Serra da Mantiqueira. Com uma altitude média que supera os novecentos metros na zona urbana e atinge patamares ainda mais elevados nos picos ao redor, o município desfruta de um clima tropical de altitude. Isso garante verões agradáveis e invernos com noites frias, perfeitos para apreciar o clima serrano. O relevo é predominantemente montanhoso e acidentado, com vales profundos e mirantes naturais que oferecem vistas panorâmicas de tirar o fôlego. O solo, rico e propício, sustenta uma vegetação de transição com remanescentes de Mata Atlântica e matas ciliares que protegem inúmeras nascentes. É essa abundância de água pura e mineral que moldou o destino de Serra Negra, consagrando-a historicamente como a "Cidade da Saúde". Clima Em Serra Negra, o verão é com precipitação, longo, de céu quase encoberto, úmido e morno; o inverno é curto, de céu quase sem nuvens e ameno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 28 °C e raramente é inferior a 6 °C ou superior a 32 °C. As melhores épocas do ano para visitar Serra Negra e realizar atividades de clima quente são do início de abril ao fim de maio e do início de agosto ao início de outubro. A estação morna permanece por 5,6 meses, de 14 de outubro a 1 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Serra Negra é fevereiro, com a máxima de 27 °C e mínima de 18 °C, em média. A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 14 de maio a 30 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 23 °C. O mês mais frio do ano em Serra Negra é junho, com a mínima de 11 °C e máxima de 22 °C, em média. Em Serra Negra, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Serra Negra começa por volta de 2 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 13 de outubro. O mês menos encoberto do ano em Serra Negra é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 72% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 13 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 2 de abril. O mês mais encoberto do ano em Serra Negra é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 74% do tempo. Hidrografia Os principais rios no município são: Rio do Peixe e Ribeirão da Serra Negra. Rodovias Os principais acessos à cidade são feitos pelas rodovias SP-105 e SP-360. Composição étnica Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 22.776 brancos (76,19%), 5.993 pardos (20,05%), 1.012 pretos (3,39%), 94 amarelos (0,31%) e 19 indígenas (0,06%). Economia Serra Negra é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. Tem como principal atividade econômica o turismo, com uma forte e extensa rede hoteleira, seguido da agricultura e da extração de água mineral, sendo hoje um dos maiores produtores nacionais do produto, com onze empresas atuando. O município faz parte do Circuito das Águas Paulista que é constituído por 9 destinos. Os municípios que o integram produzem juntos 55% da água mineral consumida em todo o País. A cidade possui diversas fontes de acesso público e empresas mineradoras. O desenvolvimento turístico impulsionou a criação de uma rede hoteleira de qualidade, de um comércio diferenciado e de diversos pontos de turismo central e de campo. A característica turística principal da Estância permanece vinculada a ideia de saúde e bem-estar, possibilidade de contato com a natureza, ótimo clima, ar puro e momentos de tranquilidade, e se expande em sua potencialidade de desenvolver novos pontos de turismo rural e de aventura. Serra Negra possui uma boa estrutura turística. O desenvolvimento turístico impulsionou a criação de uma rede hoteleira de qualidade. Por possuir uma das maiores redes hoteleiras da região, Serra Negra pode abrigar milhares de pessoas que fazem a população de visitantes aumentarem durante as férias e feriados. De janeiro a maio de 2026, foram registradas 1,3 mil admissões formais e 1,3 mil desligamentos, resultando em um saldo de 10 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 175. Até junho de 2026 houve registro de 25 novas empresas em Serra Negra, sendo que 5 atuam pela internet. Neste último mês, 11 novas empresas se instalaram, sendo 4 com atuação pela internet. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (11). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 127 empresas. Educação Serra Negra compreende que o desenvolvimento sustentável passa obrigatoriamente pela valorização do conhecimento. Nos últimos anos, o município tem investido na expansão de oportunidades educacionais, oferecendo polos de ensino superior e cursos técnicos focados em áreas estratégicas como gestão hoteleira, turismo sustentável, administração e tecnologia. Esse esforço garante que a juventude serrana encontre capacitação de qualidade para liderar o futuro da cidade sem precisar abrir mão de suas raízes. Cultura e lazer Principais eventos Relação dos principais eventos anuais da cidade: - Janeiro: Festival de Verão na Serra. - Fevereiro: Carnaval – Serra Alegria. - Março: Festival da Água e Festival da Cachaça. - Abril: Festa das Nações. - Maio: Festival do Café. - Junho/Julho: Festival de Inverno – Serra Negra In Concert. - Agosto: Seresta e Cia. - Setembro: Festa D’Itália. - Outubro: Serra Beer Fest. - Novembro: O Acender das Luzes – Luzes da Serra. - Dezembro: Natal e Réveillon. Serra Negra In Concert O Serra Negra In Concert é um festival de inverno que transforma a charmosa cidade em um palco vibrante de música, cultura e diversão. Realizado anualmente, o evento reúne artistas renomados e talentos locais em diversas apresentações ao longo de 45 dias de programação, proporcionando uma experiência única para os amantes da música e da cultura. Festival Ars Viva de Música Desde 2006, acontece o Festival Ars Viva de Música em Serra Negra, com apresentações de música erudita em vários pontos turísticos do município: Praça Prefeito João Zelante, Auditório Mário Covas Júnior, Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário e Igreja São Benedito. Centro de Convenções Circuito das Águas O maior Centro de Convenções da Região do Circuito das Águas Paulista destaca-se como um dos melhores do interior do estado de São Paulo e próximo aos maiores centros financeiros do país. O centro de convenções conta com um hall de entrada para 2 mil pessoas, local ideal na acomodação de “stands” além de possuir um auditório principal para 1.140 lugares, um auditório secundário para 180 pessoas, o palco do auditório principal acolhe uma orquestra filarmônica e estacionamento para aproximadamente 300 veículos. Turismo Serra Negra só começou a ficar nacionalmente conhecida na década de 40, quando suas águas começaram a ser usadas para tratamento de saúde. Sua vocação turística natural começou a atrair visitantes de todo o Brasil, inclusive do exterior. Sua população chega a “triplicar” em épocas de temporada e de feriados, sendo sua estimativa de turistas de 2.000.000 pessoas/ano. O turismo rural nas diversas propriedades que desenvolvem o plantio de café e cultivo de produtos orgânicos e também na fabricação de laticínios, vinhos e cachaças que é tradicionalmente conhecida como a rota do Queijo e Vinho, e as mais belas paisagens naturais levam os turistas a chamar Serra Negra de A Toscana Brasileira. Serra Negra possui 5 rotas de turismo rural, 6 rotas para mountain bike, 4 rotas de speed bike, 3 rotas de motociclismo e 3 rotas de caminhada, atividades de aventura, compras e gastronomia. Turismo de compras Um grande atrativo da cidade é a reconhecida diversidade de opção de compras. O comércio de Serra Negra está concentrado nas ruas centrais da cidade: Ruas Coronel Pedro Penteado, Sete de Setembro, nas ruas transversais e em diversas galerias. Apresenta uma enorme variedade de produtos em lã e linha (malharias), vestuário e acessórios em couro, enxovais, presentes e artesanatos diversos, além de restaurantes e bares aconchegantes para apreciar o clima da montanha. Conjunto Aquático Municipal O Conjunto Aquático Municipal Sebastião Carlos de Andréa Colchetti é constituído por uma piscina com mais de 1.000m³ e piscinas menores, duchas, vestiários, lanchonete e área verde, além da Fonte Menino Jesus de Praga. Mas para ter acesso à piscina é obrigatória a apresentação de atestado médico. Fontes públicas A descoberta da qualidade terapêutica das águas minerais de Serra Negra foi o principal fator a impulsionar o desenvolvimento turístico no município. Sua composição mineral, combinada com pequenas doses de radioatividade, revelou serem estas águas indicadas para diversos tipos de tratamento.[10] Atualmente Serra Negra possui fontes de acesso público em diversos pontos da cidade, todas com placas informativas que ressaltam as principais indicações para a saúde: - Fonte Santo Agostinho e Fonte Santa Luzia, localizadas no Parque Fonte Santo Agostinho. - Fonte São Carlos e Fonte dos Italianos, localizadas no Parque das Fontes Onivaldo Fazini Borboni. - Fonte Nossa Senhora de Lourdes, localizada no Parque Represa Dr. Jovino Silveira. - Fonte São Jorge. - Fonte Albino Brunhara. - Fonte Norma Testa Filippi. - Fonte Sant'Anna do Sonho Verde. - Fontana Di Trevi em Serra Negra - Uma das novidades de Serra Negra é a Fontana Di Trevi em Serra Negra, que reproduz um dos monumentos mais visitados do mundo, localizado em Roma, na Itália. A obra é uma homenagem à cultura italiana, com fortes laços no município devido à massiva imigração ocorrida principalmente no século XX. É a maior réplica do mundo da Fontana Di Trevi, com 40% do tamanho da original, ocupando uma área de 370 m². A fonte possui uma altura de 11 metros, medida a partir do espelho d’água, e uma largura de 20,70 metros. Além disso, ela é composta por 14 esculturas proporcionais às originais. Teleférico Serra Negra O trajeto, feito em cadeirinhas, tem 1.400 metros de extensão e dura 15 minutos. O ponto final é o Pico do Fonseca, a mais de mil metros de altitude e que abriga a estátua do Cristo Redentor. Mirante do Cristo Redentor Inaugurado em 6 de julho de 1952 no alto do Pico do Fonseca. Características principais: altura da base mais a estátua: 17m; altura em relação ao nível do Mar: 1.080m; a altura em relação à Praça Sesquicentenário é de 150m. Mirante do Alto da Serra Ponto mais alto da região, onde é possível avistar mais de 10 cidades da região. Características principais: altura em relação ao nível do mar – 1.300m; altura em relação ao centro da cidade – 290m; altura em relação ao pé da montanha – aproximadamente 160m Parques - Parque Ecológico Adib João Dib. - Parque Represa Dr. Jovino Silveira. Rotas do Café de São Paulo As Rotas do Café de São Paulo é uma iniciativa que impulsiona o turismo rural nas regiões cafeeiras, valorizando o produto, a história e o desenvolvimento sustentável do interior. Tradicional produtora de café e destino turístico consolidado, o município terá papel de destaque nas novas rotas. O projeto é uma ação integrada entre secretarias estaduais e foi inspirado no sucesso da Rota do Vinho. As primeiras rotas incluem regiões como Mogiana, Mantiqueira Vulcânica, Cuesta, Alta Paulista e o Circuito das Águas, onde está Serra Negra. A seleção das propriedades começou em 2024. Assim Serra Negra espera atrair turistas em busca de experiências ligadas à natureza, cultura e sabor do café paulista. Esporte No esporte, Serra Negra aproveita sua topografia privilegiada para incentivar o ciclismo de montanha, as corridas pedestres de altitude e as caminhadas ecológicas. O esporte amador e as escolinhas de base movimentam os centros esportivos, promovendo saúde, lazer e integração para moradores e visitantes. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
Pitanga é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de 2025, era de aproximadamente 34.527 habitantes. História O local onde fica a cidade, começou a receber os seus primeiros moradores brancos a partir de 1914, quando colonizadores que moravam em Prudentópolis transferiram suas residências para a região. Antes disto, somente os índios habitavam as terras. Estes pioneiros começaram a criar porcos que eram trocados por outros produtos ou levados para a cidade de Ponta Grossa. O povoamento da região de Pitanga foi desencadeado a partir do ano de 1770, por expedições de conquista sob ordens do Tenente Coronel Pedro Amaral, junto da General Ana Lordes, comandante da Praça de Paranaguá. Por volta de 1918, o local já oferecia casas comerciais, além de serviços como ferreiros, carpinteiros, marceneiros, pois a vila era localizada as margens da estrada que interligava a região central do Paraná ao estado do Mato Grosso do Sul. Por esta razão, até um posto policial já existia nesta época. Em meados da década de 1920, foi criada uma lei que privava os índios de algumas terras no Paraná. Os jornais da época faziam apologia para a extinção do aldeamento São Jerônimo, cujas terras foram disputadas pelos importantes políticos paranaenses e fazendeiros. A liberação de terras indígenas a políticos locais, reduziu suas reservas e contribuiu para os conflitos entre índios e colonos na Serra da Pitanga. Por Decreto n.º 294, de 17 de abril de 1923, os índios perderam as terras na margem direita do rio Ivaí, em favor dos colonos, e os índios foram obrigados a ir para a margem esquerda do rio, o que causou grande revolta na comunidade indígena. Desta maneira, 150 índios Kaigangs atacaram Pitanga, dançando na Igreja que depois foi incendiada. Este ataque resultou na morte de um casal de moradores. Em 1940, Pitanga já tinha aproximadamente 13.000 habitantes, entre estes, muitos descendentes de europeus, pois vários colonizadores vieram de países como a Ucrânia, França, Polônia, Itália e Alemanha. Isso é verificado na atualidade, quando há uma diversidade cultural muita grande, com danças, músicas, arquiteturas e alimentação típicas de cada grupo. O município de Pitanga, cujo território foi no passado conhecido como Serra da Pitanga, foi criado e instalado nos anos de 1943 e 1944, respectivamente, quando compreendia a vasta região sertaneja situada entre os rios Piquirí, Bonito e Ivaí. O primeiro presidente da Câmara Municipal foi Otaciano Luiz Cunha. Formação Administrativa Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936, figura no município Guarapuava o distrito de Pitanga. Assim permanecendo no quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943. Elevado à categoria de município com a denominação de Pitanga, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, desmembrado do município de Guarapuava. Sede no antigo distrito de Pitanga. Constituído de 2 distritos: Pitanga e Campo Mourão. Instalado em 01 de janeiro de 1944. Pela Lei Estadual n.º 2, de 10 de outubro de 1947, é criado o distrito de Manoel Ribas (ex povoado) e anexado ao município de Pitanga. Pela. A mesma Lei acima citada, é desmembrado do município de Pitanga o distrito de Campo Mourão. Elevado à categoria de município. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Pitanga e Manoel Ribas. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950. Pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, foram criados os distritos de Guarita, Ivainópolis, Palmital e Santa Maria e anexados ao município de Pitanga. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 6 distritos: Pitanga, Guarita, Ivainópolis, Manuel Ribas, Palmital e Santa Maria. Pela Lei Estadual n.º 2.429, de 13 de agosto de 1955, são desmembrados do município de Pitanga os distritos de Manoel Ribas, Guaritá e Ivaiporã (ex Ivainópolis). Pela Lei Estadual n.º 3.267, de 14 de agosto de 1957, foram criados os distritos de Barra Bonita, Bela Vista e Boa Ventura e anexados ao município de Pitanga. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 6 distritos: Pitanga, Barra Bonita, Bela Vista, Boa Ventura, Palmital e Santa Maria. Pela Lei Estadual n.º 4.338, de 25 de janeiro de 1961, é desmembrado do município de Pitanga o distrito de Palmital. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 5 distritos: Pitanga, Barra Bonita, Bela Vista, Boa Ventura, e Santa Maria. Pela Lei Estadual n.º 1, de 15 de janeiro de 1965, é criado o distrito de São José e anexado ao anexado ao município de Pitanga. Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 6 distritos: Pitanga, Barra Bonita, Bela Vista, Boa Ventura, Santa Maria e São José. Pela Lei Estadual n.º 6.910, de 02 de setembro de 1977, é criado o distrito de Poema e anexado ao anexado ao município de Pitanga. Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 7 distritos: Pitanga, Barra Bonita, Bela Vista, Boa Ventura, Poema, Santa Maria e São José. Pela Lei Estadual n.º 8.624, de 08 de dezembro de 1987, são desmembrados do município de Pitanga os distritos de Bela Vista e Poema. Elevados à categoria de município com a denominação Nova Tebas. Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 5 distritos: Pitanga, Barra Bonita, Boa Ventura, Santa Maria e São José. Pela Lei Estadual n.º 9.320, de 11 de julho de 1990, é desmembrado do município de Pitanga o distrito de Santa Maria. Elevado à categoria de município com a denominação de Santa Maria do Oeste. Em divisão territorial datada de 1993, o município é constituído de 4 distritos: Pitanga, Barra Bonita, Boa Ventura e São José. Pela Lei Estadual n.º 11.176, de 10 de setembro de 1995, é desmembrado do município de Pitanga o distrito de Boa Ventura. Elevado à categoria de município com a denominação de Boa Ventura de São Roque. Em divisão territorial datada de 1997, o município é constituído de 3 distritos: Pitanga, Barra Bonita e Vila Nova. Em divisão territorial datada de 2023, o município é constituído de 4 distritos: Pitanga, Barra Bonita, Rio XV de Baixo e Vila Nova. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023. Etimologia O seu significado é de origem tupi (ubapitanga) e quer dizer "fruto vermelho da pitangueira". Desconhece-se quem deu este nome à povoação, mas se sabe que o nome é proveniente do fruto que é encontrado na Serra da Pitanga. "A cidade de Pitanga é arborizada em suas principais ruas e espaços públicos, com pitangueiras, que os embelezam e alimentam, com seus frutos, a passarinhada". Geografia Possui uma área é de 1.663,747 km² representando 0,8347% do estado, 0,2952 % da região e 0,0196% de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 24°45'25" sul e a uma longitude 51°45'39" oeste, estando a uma altitude de 952 m. A região possui solo argiloso roxo distrófico. A geografia de Pitanga é marcada pela imponência do planalto paranaense. Com uma altitude elevada, o município desfruta de um clima subtropical úmido, caracterizado por verões moderadamente quentes e invernos com noites frias, que conferem um charme especial à paisagem. O relevo é predominantemente ondulado, desenhando um horizonte de colinas que se estendem sob um céu vasto. O solo, de origem basáltica e extremamente fértil, é o alicerce da potência agrícola de Pitanga. A vegetação original, composta por matas de araucárias e campos, hoje convive em harmonia com áreas de reflorestamento e o cultivo intensivo de grãos. É uma geografia que moldou o destino do pitanguense, transformando o solo em fonte de prosperidade e o clima no ciclo que dita a fartura das colheitas que alimentam o estado e o país. Clima Em Pitanga, o verão é longo, abafado e morno; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 27 °C e raramente é inferior a 6 °C ou superior a 30 °C. As melhores épocas do ano para visitar Pitanga e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio, do meio de agosto ao meio de setembro e do fim de outubro ao meio de dezembro. A estação morna permanece por 4,5 meses, de 23 de novembro a 8 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 25 °C. O mês mais quente do ano em Pitanga é fevereiro, com a máxima de 27 °C e mínima de 18 °C, em média. A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 13 de maio a 3 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 21 °C. O mês mais frio do ano em Pitanga é junho, com a mínima de 11 °C e máxima de 20 °C, em média. Em Pitanga, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Pitanga começa por volta de 9 de março e dura 7,0 meses, terminando em torno de 8 de outubro. O mês menos encoberto do ano em Pitanga é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 65% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 8 de outubro e dura 5,0 meses, terminando em torno de 9 de março. Subdivisões O município é constituído por três distritos: Pitanga, Barra Bonita e Vila Nova. Economia Pitanga é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. Pitanga tem como principais indústrias a madeireira e de papelões, além da agricultura, pecuária, extrativismo vegetal. A economia é sólida, baseada principalmente na agropecuária de alta tecnologia, sendo referência na produção de grãos e na pecuária leiteira e de corte. Além disso, o setor de comércio e serviços tem crescido significativamente, consolidando a cidade como um centro de suporte para toda a microrregião central, gerando empregos e valorizando o dinamismo e a capacidade de inovação do cidadão pitanguense. Em 1996 a Petrobras fez a primeira e, até o momento, única descoberta de gás natural comercial na Bacia geológica do Paraná, o Campo de Barra Bonita, no distrito de mesmo nome do município de Pitanga. A jazida possui cerca de 10 km² e situa-se a uma profundidade média de 3.500m, em arenitos flúvio-deltaicos da Formação Campo Mourão, Grupo Itararé, de idade permo-carbonífera. A Petrobrás não teve interesse na exploração do campo e o devolveu à União. O campo foi então ofertado na 13ª Rodada, Acumulações Marginais, em 10 de dezembro de 2015, através da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, tendo sido arrematado pela empresa EPG Brasil. Desde julho de 2022 que o campo de Barra Bonita produz gás natural e condensado, sendo que o gás natural é utilizado para geração de energia elétrica. De janeiro a maio de 2026, foram registradas 1,3 mil admissões formais e 1,3 mil desligamentos, resultando em um saldo de 73 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 177. O município possui 6,8 mil empregos com carteira assinada, a ocupação predominante destes trabalhadores é a de professor de nível médio no ensino fundamental (419), seguido de vendedor de comércio varejista (415) e de motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) (352). Turismo Através de uma lei assinada pelo então governador Beto Richa, Pitanga ganhou o status de centro geográfico do estado do Paraná. Em 2013, foi inaugurado o Marco Geodésico, construção de andares em forma de espiral com vidros verdes, constando informações sobre latitude, longitude e altitude. O projeto foi desenvolvido pelo Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG). O local atraiu visitante de outros estados e países, integrando as atrações turísticas do município, que também conta com o Caminho do Peabiru, o Olho de São João Maria e as cachoeiras da região. O turismo em Pitanga é um convite ao encontro com a vida rural e a cultura paranaense. A cidade é famosa por suas festas tradicionais e eventos que celebram a economia e a identidade local, atraindo visitantes de todo o estado. Cultura A cultura é a alma de Pitanga: a música de raiz, o artesanato e a culinária típica — com sabores que refletem a miscigenação de povos que aqui se estabeleceram — fazem de cada visita uma experiência inesquecível. Educação Pitanga compreende que o conhecimento é o adubo para o futuro. Nos últimos anos, a cidade tem investido na expansão da oferta educacional, aproximando os jovens do ensino superior. Através de polos universitários e centros de capacitação tecnológica, o município forma profissionais preparados para os desafios do agronegócio moderno, da educação e da gestão empresarial. Esse foco em educação garante que as novas gerações tenham condições de inovar e empreender, mantendo-se conectadas às raízes de sua terra natal. A educação superior em Pitanga está representada pelas seguintes instituições. - Universidade Estadual do Centro-Oeste - Campi avançado de Pitanga; - Instituto Federal do Paraná - Campus Pitanga; - Faculdade de Ensino Superior do Centro do Paraná (UCP); - Centro Estadual de Educação Profissional de Pitanga. Esporte No esporte, a cidade demonstra toda a sua vitalidade. O futebol, as corridas e o incentivo às práticas esportivas nas escolas são paixões que unem a comunidade. Espaços de lazer e centros esportivos municipais são pontos de encontro onde a saúde e a integração social são incentivadas, promovendo qualidade de vida para todas as gerações. Atualmente, Pitanga conta com um time de futebol e de futsal, o Pitangão Esporte Clube e o Pitanga Futsal, o Pitangão não disputa atualmente algum campeonato, enquanto o Pitanga Futsal disputa a Série Bronze de Futsal Paranaense. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
Codajás é um município brasileiro localizado no interior do estado do Amazonas. Sua população era estimada em 24.572 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2025. História Primitivamente era aldeia de Cudaiá, de índios do mesmo nome, mais tarde tornou-se pousada dos índios Muras ou Môras, que ainda em meados do século XVIII ocupavam as margens e os lagos do rio Amazonas e Madeira. Nas imediações da localidade há numerosos lagos, bastantes piscicosos, entre eles o lago de Cudaiá, (Miuá) onde em 1864 aportou o cidadão procedente de Turiaçu, no Maranhão, José Manoel da Rocha Thury, trazendo consigo várias famílias e lançando os fundamentos de Codajás, que muito contribuiu para o crescimento do lugar, implantando uma fazenda de gado que se tornou próspera. Nesse tempo, a localidade recebeu o nome de Barreiras de Cudajáz. Em 26 de Julho de 1865, o deputado Padre Bernardo Ivo de Nazaré Ferreira apresentou um projeto de lei à Assembleia Provincial e em 30 de junho de 1868 através da Lei n.º 175 passou a se chamar Fraguezia de Nossa Senhora das Graças de Cudajáz. Recebeu como de costume na época, a aprovação canônica em 26 de outubro de 1870. Codajás recebeu status de município pela Lei Provincial n.º 287 de 01 de maio de 1874 (instalado: 5 de agosto de 1875). Ciclo da borracha e a Segunda Guerra Mundial A Segunda Guerra Mundial trouxe muita calamidade ao Amazonas, principalmente para o interior do estado. Nesse período, a depressão econômica veio dificultar, ainda mais, a vida dos ribeirinhos. Os efeitos da guerra provocaram a miséria, a fome e a depressão assolavam os moradores do município de Codajás. Ciclo evolutivo da borracha No decorrer desse conflito mundial, registrou-se uma grande corrida aos seringais da Amazônia. Uma vez que havia necessidade de maior produção de borracha (Hévea brasiliensis), como matéria-prima para a fabricação de pneus de avião e em diferentes ramos da indústria bélica brasileira. Nos termos do Decreto-Lei n.º 5.813, de 14 de setembro de 1943, foram recrutados cerca de 15.000 homens por ordem do Presidente Getúlio Vargas, para produzirem borracha nos seringais da Amazônia. Vindos do Nordeste e de outras regiões do país, esses "soldados anônimos" enfrentaram um inimigo comum: As doenças (Impaludismo, Febre Negra) e a fúria dos animais selvagens existentes na região. Os trabalhadores nacionais enviados para o vale Amazônico e os que lá já estavam, produziram no ano de 1944, cerca de Quatorze Milhões e meio de quilos de borracha, sendo que, Codajás contribuiu com a expressiva parcela de 89.928 quilos. Pelo esforço excessivo de guerra e pela contribuição na produção da matéria-prima(borracha) como subsídio industrial de guerra, esses trabalhadores ficaram conhecidos como "Soldados da Borracha". Participação de codajaenses na Segunda Guerra Mundial Durante o período em que o Brasil estava participando do conflito, o exército ia recrutando, gradativamente, os reservistas que já haviam prestado o serviço militar. Esses reservistas eram sorteados para inspeção em Manaus, em seguida, encaminhados para os treinamentos de guerra. Do Município de Codajás foram sorteados para inspeção: Valdir Rosas, Antero Sampaio, Minor Sampaio, Toín (filho de Zé Onório), Raimundo Bezerra de Almeida e Moadi Braga. Por apresentarem cartas de recomendação, apresentando-se como arrimo de família, foram liberados da inspeção, ficando para os treinamentos militares apenas Moadi Braga. Segundo depoimentos do Sr. Moadi Braga, alguns soldados, com medo da guerra, mandavam arrancar os dentes para burlar a inspeção que era bastante rigorosa. Na verdade, os dentes eram de vital importância para o acionamento de granadas. Acrescenta, ainda, que não participou diretamente da batalha, pois a guerra acabou antes de serem acionados, na Itália. Formação Administrativa Em 30 de junho de 1862, pela Lei Provincial n.º 175, é criada a freguesia de Nossa Senhora das Graças de Codajás. Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora da Graça de Codajás, pela Lei Provincial n.º 175, de 30 de junho de 1868. Elevado à condição de vila com a denominação de Codajás, pela Lei Provincial n.º 287, de 01 de maio de 1874, desmembrada do município de Manaus. Sede no atual distrito de Codajás (ex Nossa Senhora da Graça de Codajás), sendo o município instalado em 05 de agosto de 1875. Em 10 de abril de 1891, pelo Decreto Estadual n.º 95-A, é criado o termo judiciário de Codajás, subordinado à comarca de Coari. Posteriormente, foi o município dividido em quatro distritos: Codajás, Badajós, Anori e Anumã. Pela Lei Municipal n.º 06, de 17 de julho de 1893, foram criados os distritos de Anamã e Anori e anexados ao município de Codajaz. Em 27 de setembro de 1911, pela Lei Estadual n.º 682, é criada a comarca de Codajás, que se instala em 25 de janeiro de 1912. O município é constituído de 3 distritos: Codajás, Anamã e Anori, Em 30 de outubro de 1913, pela Lei Estadual n.º 141, é extinta a comarca. Em 25 de novembro de 1921, pela Lei n.º 1.126, ocorreu a instalação de Manacapuru, o termo de Codajás passou a subordinar-se o termo de Coari. Em 07 de fevereiro de 1922, pela Lei n.º 1.133, foi restaurada a comarca de Manacapuru a qual foi novamente anexado o termo de Codajás. Em 10 de março de 1924, pela Lei n.º 1.220, passou o termo de Codajás a subordinar-se novamente à comarca de Coari. Em 04 de janeiro de 1926, pela Lei n.º 1.223, voltou mais uma vez o termo de Codajás a integrar a comarca de Manacapuru. Pelo Ato Estadual n.º 45, de 28 de novembro de 1930, vila de Codajás foi suprimida, sendo seu território anexado ao município de Coari, como simples distrito. Em 14 de setembro de 1931, pelo Ato Estadual n.º 33, foi restaurado, ficando o termo judiciário subordinado à comarca de Manacapuru e o município constituído de um só distrito. Na divisão judiciária de 1937, figura Codajás como termo único de comarca do mesmo nome. Em 30 de março de 1938, pela Lei Estadual n.º 68, a sede municipal recebe foros de cidade. Na divisão administrativa, fixada pelo Decreto-Lei Estadual n.º 176, de 01 de dezembro de 1938, figura o Município de Codajás com três distritos: Codajás, Anamã e Anori. Os dois últimos foram criados pelo mesmo decreto citado, com território desmembrado do distrito-sede, mantendo até 1956 a mesma composição distrital e é sede da comarca do mesmo nome. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Codajás, Anamã e Anori. Assim permanecendo em divisão territorial datada 01 de julho de 1955. A Lei Estadual n.º 117, de 29 de dezembro de 1956, desmembra do município de Codajás os distritos de Anori e Anamã, para constituir o novo de Anori. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede, assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979. Pela Emenda Constitucional n.º 12, de 10 de dezembro de 1981 (Art. 2º - Disposições Transitórias), delimitado pelo Decreto Estadual n.º 6.158, de 25 de fevereiro de 1982, é criado o distrito de Bodajós e anexado ao município de Codájas. Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009. Origem do Nome O nome "Codajás" tem raízes indígenas profundas, homenageando o povo originário que habitava a região, os Codajás, que viviam em harmonia com o rio e a floresta. A história de seu povoamento funde-se com o ciclo da exploração da borracha e a ocupação das missões religiosas. Geografia A geografia de Codajás é um espetáculo da natureza amazônica. Altitude e Relevo Com uma altitude baixíssima, o relevo é composto por extensas planícies e áreas de várzea, que se transformam conforme o ciclo das águas. O clima é o equatorial, com umidade elevada e temperaturas que garantem o vigor da floresta durante todo o ano. Solo O solo, rico em nutrientes trazidos pelas cheias do Solimões, sustenta uma vegetação exuberante de mata de várzea, igapós e floresta densa. Essa biodiversidade única é a base para a vida silvestre e para o modo de vida local. É uma geografia que exige adaptação, mas que presenteia quem a habita com recursos naturais preciosos, sendo o rio o verdadeiro condutor da vida e do desenvolvimento da nossa gente. Clima Em Codajás, o verão é curto e quente; o inverno é longo e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo, de céu encoberto e com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 31 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 34 °C. A melhor época do ano para visitar Codajás e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao meio de agosto. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1976 a 1989 e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Codajás foi de 13,4 °C em 24 de fevereiro de 1986, e a maior atingiu 38,6 °C em 11 de novembro de 2007 e 25 de setembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 175,8 milímetros (mm) em 10 de dezembro de 2002. Novembro de 1993, com 873,1 mm, foi o mês de maior precipitação, seguido por março de 2017 (700,6 mm). A estação quente permanece por 1,6 mês, de 3 de setembro a 23 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Codajás é outubro, com a máxima de 31 °C e mínima de 25 °C, em média. A estação fresca permanece por 7,0 meses, de 21 de dezembro a 21 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Codajás é junho, com a mínima de 23 °C e máxima de 28 °C, em média. Em Codajás, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Codajás começa por volta de 27 de maio e dura 3,2 meses, terminando em torno de 4 de setembro. O mês menos encoberto do ano em Codajás é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 55% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 4 de setembro e dura 8,7 meses, terminando em torno de 27 de maio. O mês mais encoberto do ano em Codajás é novembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 87% do tempo. Economia Codajás é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. A economia local tem no açaí o seu maior símbolo; Codajás é reconhecida pela produção de um açaí de qualidade excepcional, que é a base da renda de muitas famílias. Além do extrativismo vegetal, a pesca e a agricultura de subsistência desempenham papéis fundamentais. O comércio local e os serviços públicos têm se expandido, buscando atender aos anseios de uma população que deseja crescer com sustentabilidade e dignidade. De janeiro a maio de 2026, foram registradas 75 admissões formais e 34 desligamentos, resultando em um saldo de 41 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 2. Até junho de 2026 houve registro de 7 novas empresas em Codajás, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, 4 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 24 empresas. Educação Codajás compreende que a educação é a chave para transformar realidades. Nos últimos anos, o município tem buscado superar os desafios da distância geográfica através de parcerias com universidades públicas, que oferecem cursos na modalidade à distância e polos presenciais. O objetivo é formar profissionais capacitados para o manejo sustentável da floresta, a gestão pública e o empreendedorismo, permitindo que os jovens codajaenses construam seus projetos de vida sem precisar abandonar sua terra natal. Turismo O município possui, nos tempos da seca, grandes praias ao longo do rio Solimões, que constituem belezas capazes de atrair o visitante. O turismo em Codajás é um convite à imersão total na natureza. O passeio pelos lagos, a observação da fauna amazônica e a visita às comunidades ribeirinhas são momentos de conexão inigualável. A cultura é a maior riqueza: a Festa do Açaí é o momento máximo de celebração, onde a música, a dança e a culinária regional se unem para exaltar a identidade local. A comida típica, com o peixe fresco e o açaí, é uma experiência sensorial única. Cultura Aniversário da Cidade de Codajás No 31 de março é comemorado o aniversário do município de Codajás. Apesar de ter sido povoada em 1875, foi apenas em 1938 que a área foi desmembrada e reconhecida como município. Todos os anos a cidade prepara os festejos para comemorar tal data e receber os visitantes, que desfrutam as atrações culturais, musicais e gastronômicas. Festa do Açaí Com sua primeira edição datada de 1987, ocorre todos os anos no final do mês de abril, e conta como principais atrações a degustação do fruto, atrações musicais e o desfile das candidatas à Rainha do Açaí em trajes típicos. Marcha Cívica Ocorre no dia 5 de setembro, quando comemora-se a elevação do Amazonas a categoria de Província. Neste evento celebramos a cidadania, onde escolas, associações e demais organizações provem uma parada (desfile) para população como maior demonstração democrática. Festejos religiosos Codajás é sede da Paróquia Nossa Senhora das Graças, fundada em 1870, ligada à Diocese de Coari com aproximadamente 40 comunidades de fé católica nas zonas urbana e rural do município. Seguindo a tradição amazônica inaugurada pelos missionários espanhóis e portugueses que aqui pregaram desde o século XVIII, é quase impossível conceber uma comunidade de fé católica que não celebre seu padroeiro. Na zona urbana do município, são estas as festividades, com missas e arraiais: - São Sebastião - Colônia Major Thury (11 a 20 de janeiro). - São José - Grande Vitória (10 a 19 de março). - Nossa Senhora das Graças - Centro, padroeira do município (22 a 31 de maio). - Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Laguinho (22 a 31 de julho). - São Raimundo Nonato (22 a 31 de agosto). - São Francisco - São Francisco (24 de setembro a 04 de outubro). - Santa Luzia - Santa Luzia (04 a 13 de dezembro). Esporte No esporte, o futebol amador é a grande paixão. As competições locais são eventos de integração e saúde, onde a juventude exerce o espírito de equipe e a determinação, fortalecendo os laços comunitários. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
Bujaru é um município brasileiro do estado do Pará. De acordo com estimativas do IBGE, para o ano de 2025, sua população era de 25.065 habitantes. História O município tomou a denominação do principal rio que o atravessa – rio Bujaru – cuja significação indígena é “boca de cobra”. Buraru é um dos municípios paraenses próximos de Belém, na chamada região Guajarina. O município não fornece elementos descritivos e elucidativos da sua história. Bujaru foi habitado, inicialmente, por famílias nordestinas que foram atraídas pela fertilidade das terras, no aproveitamento da agricultura. Essas famílias foram gradativamente aumentando e, ao mesmo tempo, encaminhando progressivamente o local para se constituir no município que veio a ser mais tarde. Formação Administrativa Distrito criado com a denominação de Bujaru, em 1758, subordinado ao município de São Domingos da Boa Vista. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Bujaru figura no município de São Domingos da Boa Vista. Pelo Decreto Estadual n.º 720, de 19 de agosto de 1932, o município de São Domingos da Boa Vista passou a denominar-se São Domingos do Capim. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Bujaru permanece no município de São Domingos do Capim. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.972, de 31 de março de 1938, o distrito de Bujaru perdeu a condição de distrito, sendo seu território anexado ao distrito de sede de São Domingos do Capim. Elevado à categoria de município com a denominação de Bujaru, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 4.505, de 30 de dezembro de 1943, desmembrado de São Domingos do Capim. Sede no antigo distrito de Bujaru. Constituído de 2 distritos: Bujaru e Guajará-Açu. Instalado em 04 de janeiro de 1944. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Bujaru e Guajará-Açu. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024. Origem do Nome Vem do Rio Bujaru, com origem no tupi antigo, significando "boca da cobra" Geografia Bujaru se localiza a uma latitude 01º30'54" sul e a uma longitude 48º02'41" oeste, estando a uma altitude de 10 metros. Possui uma área de 990,399 km². A geografia de Bujaru é marcada pela presença soberana do Rio Guamá. Altitude e Relevo Com uma altitude baixa, típica das planícies amazônicas, o relevo é predominantemente plano, composto por baixadas fluviais e terrenos levemente ondulados. Solo O solo, rico e fértil, é a base para a exuberante vegetação de mata tropical e várzea. Essa cobertura vegetal, que protege nossas nascentes e abriga uma biodiversidade imensa, é o maior tesouro de Bujaru. É uma geografia que exige respeito, onde cada igarapé e cada trecho de floresta preservada contam a história da nossa própria sobrevivência e prosperidade. Clima Em Bujaru, o verão é curto, quente e de céu quase encoberto; o inverno é de céu encoberto, curto, com precipitação e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 33 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 34 °C. A melhor época do ano para visitar Bujaru e realizar atividades de clima quente é do meio de julho ao meio de outubro. A estação quente permanece por 2,0 meses, de 17 de outubro a 17 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Bujaru é novembro, com a máxima de 33 °C e mínima de 23 °C, em média. A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 25 de janeiro a 20 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Bujaru é fevereiro, com a mínima de 23 °C e máxima de 30 °C, em média. Em Bujaru, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Bujaru começa por volta de 8 de junho e dura 4,7 meses, terminando em torno de 31 de outubro. O mês menos encoberto do ano em Bujaru é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 58% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 31 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 8 de junho. O mês mais encoberto do ano em Bujaru é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 84% do tempo. Economia Bujaru é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. A economia local, que durante muito tempo dependeu da agricultura familiar e do extrativismo, hoje busca novos caminhos. O cultivo do açaí, da pimenta-do-reino e a pecuária de pequeno porte são pilares fundamentais. Além disso, o comércio local e a prestação de serviços têm crescido, impulsionados pela valorização dos produtos regionais e pelo desejo de um desenvolvimento sustentável que gere renda sem abrir mão da preservação ambiental. De janeiro a maio de 2026, foram registradas 52 admissões formais e 59 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -7 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 7. O município possui 1,6 mil empregos com carteira assinada, a ocupação predominante destes trabalhadores é a de professor de nível médio no ensino fundamental (484), seguido de copeiro (215) e de auxiliar de escritório (80). A remuneração média dos trabalhadores formais do município é de R$ 3,6 mil, valor abaixo da média do estado, de R$ 3,9 mil. Educação Bujaru sabe que o futuro é construído através do conhecimento. O município tem se empenhado em ampliar o acesso ao ensino superior, estabelecendo parcerias que levam cursos profissionalizantes e polos de educação à distância para a nossa gente. O objetivo é formar uma nova geração de gestores, agrônomos e empreendedores capazes de aplicar tecnologia e ciência ao manejo sustentável de nossos recursos, garantindo que o progresso chegue a cada canto do nosso território. Turismo O turismo em Bujaru é um convite à contemplação da natureza. As praias de rio, os banhos de igarapé e as trilhas na floresta proporcionam momentos de paz e desconexão com o estresse urbano. Cultura Culturalmente, Bujaru é uma festa! O carimbó, o lundu e as festividades religiosas, em especial as festas do padroeiro, reúnem a comunidade em celebrações que transbordam alegria e identidade cultural. Na cidade encontram-se os reconhecidos grupos de teatro Kizomba e Bom Intento, famosos por suas performances teatrais. Entre as mais tradicionais, encontra-se a Paixão de Cristo realizada na semana santa, todos os anos. O município conta também com os Grupos de Dança Kings Of Dance e o Canto do Guará que se apresentam em diversos eventos culturais e religiosos. No mês de setembro, na cidade, acontece o festival do açaí jet o qual é repleto de competições como: natação, corrida de jet-ski, competição de peconheiros, etc. E também diversas atrações, apresentações e shows durante os dias três dias do festival. Esporte No esporte, o futebol amador é a grande paixão que une as gerações nos finais de semana. Os torneios locais são espaços de integração e saúde, onde a juventude bujaruense exercita o espírito de equipe e a determinação. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
Rancharia é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população estimada pelo IBGE em 2025 era de 29.387 habitantes. O município é formado pela sede e pelos distritos de Agissê e Gardênia. História Rancharia foi fundada em 10 de setembro de 1916. A Estrada de Ferro Sorocabana, posteriormente incorporada à Ferrovia Paulista S.A. (FEPASA), teve sua estação em Rancharia inaugurada em 10 de setembro de 1916, no local onde hoje se encontra a cidade. Os feitores dos serviços de desmatamento diferenciavam esse acampamento pela designação de Rancharia, e o uso frequente do nome acabou por formalizar a denominação da localidade. Passados alguns anos, foi criado o Distrito Policial e, no ano seguinte, foi elevado à categoria de Município. Rancharia recebeu status de município pelo Decreto n.º 7.357 de 5 de julho de 1935, com território cindido dos municípios de nomes indígenas de Paraguassú (hoje Paraguaçu Paulista) e Sapezal (extinto). Atualmente, Rancharia, possui dois distritos, Agissê e Gardênia. Formação Administrativa Distrito criado com a denominação de Rancharia, pelo Decreto-Lei n.º 6.470, de 20 de maio de 1934, subordinado ao município de Quatá. Elevado à categoria de município com a denominação de Rancharia, pelo Decreto n.º 7.357, de 05 de julho de 1935, desmembrados dos municípios de Paraguassú e Papesal. Sede no atual distrito de Rancharia. Constituído de 2 distritos: Rancharia e Iepê. Instalado em 01 de janeiro de 1936. Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 2 distritos: Rancharia e Iepê. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, é desmembrado do município de Rancharia o distrito de Iepê. Elevado à categoria de município. Pela Lei Estadual n.º 233, de 24 de dezembro de 1948, Rancharia adquiriu do município de Iepê o distrito de Agisse. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o município é constituído é constituído de 3 distritos: Rancharia, Agissê e Gardênia. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Rancharia, Agissê e Gardênia. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2020. Origem do Nome A origem do seu nome é um registro da história dos viajantes e tropeiros que passavam pela região. Antes mesmo do surgimento da cidade, os desbravadores erguiam pequenas construções rústicas para pernoitar durante suas jornadas, as chamadas "rancharias". Com o tempo, o local tornou-se um ponto de referência e batizou a futura cidade. Geografia Localiza-se a uma latitude 22º13'44" sul e a uma longitude 50º53'35" oeste, estando a uma altitude de 519 metros. Limita-se ao norte com Bastos e Parapuã, ao leste com João Ramalho e Paraguaçu Paulista, ao sul com Iepê e Maracaí e a oeste com Martinópolis. A geografia de Rancharia é marcada por uma topografia de suaves ondulações, típica do planalto ocidental paulista. Com uma altitude que favorece um clima tropical quente, a cidade desfruta de períodos de sol intenso e chuvas que renovam a fertilidade da terra. O solo, conhecido como "terra roxa" em muitas áreas, é extremamente produtivo e foi o grande alicerce do desenvolvimento agrícola. A vegetação, que outrora era de mata densa, hoje convive em harmonia com áreas de reflorestamento e o cultivo intensivo. Um dos grandes tesouros geográficos de Rancharia é o seu balneário, um espelho de água que não apenas compõe um cenário de beleza singular, mas que garante a biodiversidade e é um marco do lazer e da qualidade de vida para toda a região. Clima O clima de Rancharia é do tipo Cwa, ou seja, mesotérmico, chuvoso no verão e com inverno seco. Em Rancharia, o verão é com precipitação, longo, abafado, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 31 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 35 °C. A melhor época do ano para visitar Rancharia e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao meio de setembro. Apesar de estar localizado em uma das regiões mais quentes do estado de São Paulo, o município de Rancharia costuma registrar temperaturas mínimas em épocas de frio, como foi constatado -1 °C em junho de 2009 e -3,6° em junho de 2011. A estação quente permanece por 6,5 meses, de 30 de setembro a 14 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Rancharia é janeiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 22 °C, em média. A estação fresca permanece por 2,3 meses, de 14 de maio a 25 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Rancharia é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 25 °C, em média. De acordo com dados da Secretária da Agricultura, a precipitação pluviométrica anual está em torno de 1.280 mm, com maior concentração nos meses de outubro a maio e menores nos meses de junho a setembro. Em Rancharia, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. A época menos encoberta do ano em Rancharia começa por volta de 25 de março e dura 6,6 meses, terminando em torno de 13 de outubro. O mês menos encoberto do ano em Rancharia é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 72% do tempo. A época mais encoberta do ano começa por volta de 13 de outubro e dura 5,4 meses, terminando em torno de 25 de março. O mês mais encoberto do ano em Rancharia é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 69% do tempo. Hidrografia A hidrografia de Rancharia está composta pelo Ribeirão da Confusão e pelo Rio Capivari. O município é cortado pelo rio Capivari e suas águas são represadas formando o Parque Balneário de Rancharia. Rodovias As rodovias que atendem o município são a SP-284 e a SP-457 Rancharia situa-se a 520 km de São Paulo e a 57 km de Presidente Prudente. Ferrovias A ferrovia que serve o município é a Linha Tronco da antiga Estrada de Ferro Sorocabana Economia Rancharia é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. A primeira agência bancária se instalou no município em 1939, denominada de Casa Bancária Almeida, que depois se transformou no Banco Brasileiro de Descontos (Bradesco). A riqueza econômica do município está baseada na produção agropecuária. Em 1956 Rancharia recebeu o título de Capital Estadual do Algodão. A base da economia é diversificada: o agronegócio, com foco na produção de grãos e na pecuária de qualidade, segue sendo um pilar fundamental. A pecuária também é um setor forte na região, em destaque temos a empresa de queijos e derivados Ipanema, que atua na cidade desde 1985. O setor de serviços, o comércio e as indústrias de transformação têm crescido, gerando empregos e atraindo investimentos. É uma economia que valoriza o produtor rural ao mesmo tempo que abraça a inovação tecnológica. De janeiro a maio de 2026, foram registradas 1,7 mil admissões formais e 1,5 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 220 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 353. Até junho de 2026 houve registro de 13 novas empresas em Rancharia, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, 9 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (3). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 106 empresas. Educação Rancharia compreende que o conhecimento é o combustível para o futuro. Nos últimos anos, o município tem investido na expansão da oferta educacional, aproximando os jovens do ensino superior. Através de polos universitários e centros de capacitação profissional, a cidade prepara seus cidadãos para atuar em setores estratégicos como a gestão ambiental, a agrotecnologia e a administração. Esse foco em educação garante que o talento local encontre em sua própria terra o terreno fértil para florescer. Turismo O turismo é a grande vitrine de Rancharia. O Balneário Municipal, com suas praias de água doce, é um dos mais belos do estado e um destino obrigatório para quem busca descanso e contato com a natureza. Cultura A cultura é a alma da cidade: as festas tradicionais, o calendário de eventos e o artesanato local celebram a memória de um povo que construiu sua história com as próprias mãos. Esporte No esporte, o município é um cenário vibrante. O incentivo constante ao futebol, ao vôlei e às práticas náuticas no balneário promove a saúde e a integração social. Os centros esportivos e as praças são pontos de encontro onde a comunidade se reúne, fortalecendo os laços de união que fazem de Rancharia uma cidade tão especial. Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .