segunda-feira, 9 de março de 2026

POMBAL -PARAÍBA

Pombal é um município brasileiro do estado da Paraíba. É a quarta cidade mais antiga do estado, o primeiro núcleo de habitação do sertão paraibano, fundado no fim do século XVII, sendo elevada à categoria de vila em 1766 e à cidade. Sua população estimada para o ano de 2025, pelo IBGE, era de 33.866 habitantes.
História
A colonização de Pombal ocorreu às margens do Rio Piancó durante a penetração no sertão paraibano deu-se por fins agrícolas e pastoris. Nos anso 1690, o bandeirante Teodósio de Oliveira Ledo, depois de muitos combates com os nativos, atingiu o local onde estão os marcos de fundação do Arraial de Piranhas, à margem direita do rio Piancó. O sertão, até então inexplorado, era ocupado pelas tribos da família Cariri: os Pegas e os Panatis. 
A cidade recebeu três denominações. A primeira Arraial de Piranhas (1696); o segundo nome de povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó (1698). 
Em 1711, o Rei autoriza o Governador, João da Maia Gama, a criação do Julgado do Piancó (Pombal), o primeiro marco de organização judiciária no sertão da Paraíba, assim, foi nomeado Juiz Ordinário o coronel Manoel Araújo de Carvalho, além de Escrivão e Tabelião. No dia 24 de janeiro de 1721, teve início no Arraial, a construção da segunda igreja, dedicada também a Nossa Senhora do Bom Sucesso, padroeira da cidade. Que mais tarde com a construção da nova igreja matriz, a igrejinha veria a ser denominada Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Por Carta Régia de 22 de julho de 1766, foi elevada à categoria de vila, com o nome de Pombal, em homenagem à vila de Pombal, em Portugal. Elevada a categoria de vila deu-se a instalação oficial a 4 de maio de 1772. 
O padre José Ferreira Nobre, vigário da freguesia de Pombal, um ativista dos ideais libertários, foi preso em 1817 com outros dez revolucionários da cidade, os quais foram enviados para os cárceres de Pernambuco e Bahia, viajando o percurso a pé ou montados em burros e alguns acorrentados. 
A Vila tornou-se Distrito em 15 de outubro de 1827 e, em 21 de julho de 1862 foram concedidos documentos que a regulam como cidade. No dia 15 de julho de 1829 foi criada a agência do Correio Público, regulamentada através da Diretoria Geral dos Correios do Império. Em 1847, é iniciada a construção da Cadeia Velha que até hoje mantém sua arquitetura original. Em 1860, começa a construção do Cemitério Público, à custa de recursos particulares, hoje, denominado de Cemitério de Nossa Senhora do Carmo. 
A comarca de Pombal foi criada em 1831 tendo sido suprida em 1882 e restaurada pela Lei Estadual n.º 330, de 11 de novembro de 1898, com sede em Catolé do Rocha. Foi nomeado como primeiro prefeito da cidade no dia 19 de Julho de 1895, o coronel João Leite Ferreira Primo. No primeiro domingo de outubro ocorreu a primeira Festa do Rosário de Pombal, em uma solenidade simples, o que anos depois se tornaria um grande evento. No dia 8 de setembro de 1897 é inaugurada a nova Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, a partir dai passa a ser a padroeira da antiga Igreja Matriz, Nossa Senhora do Rosário, fica denominada de Igreja do Rosário. 
Em 1919 é iniciada a construção do Mercado Público, no centro da cidade, o qual só foi concluído no ano de 1942. Foi concluído em 1932 o primeiro centro educacional do Município, denominado de Grupo Escolar João da Mata localizado próximo da Cadeia Velha. Nesse mesmo ano a estrada de ferro é concluída e o trem chega à Pombal. Em 1938 foram iniciadas, pelo prefeito Sá Cavalcanti, as construções: Açougue Público, Praça Getúlio Vargas, Coluna da Hora, Coreto e Praça do Bar Centenário; concluídas em 1940. Em 1956 é construída no bairro dos Pereiros a igreja de São Pedro, que mais tarde se tornaria Paróquia em 24 de abril de 1966. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Pombal, em 15 de outubro de 1827. 
Elevado à condição de cidade e sede municipal com a denominação de Pombal, pela Lei Provincial n.º 68, de 21 de julho de 1862. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município constituído do Distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 4 distritos: Pombal, Lagoa, Malta e Paulista. 
Pelo Decreto-Lei n.º 1.164, de 15 de novembro de 1938, o distrito de Lagoa passou a denominar-se Nhandu. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município aparece constituído de 4 distritos: Pombal, Malta, Nhandu (ex- Lagoa) e Paulista. 
Pelo Decreto-Lei n.º 520, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Paulista passou a denominar-se Piranha. 
Pelo Decreto-Lei n.º 215, de 19 de dezembro de 1948, o distrito de Nhandu volta a denominar-se Lagoa. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município aparece constituído de 4 distritos: Pombal, Lagoa (ex Nhandu), Malta e Paulista (ex-Piranha). 
Pela Lei Estadual n.º 318, de 07 de janeiro de 1949, o distrito de Piranha volta a denominar-se Paulista. Sob a mesma Lei é criado o distrito de Várzea Comprido e anexado ao município de Pombal. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 5 distritos: Pombal, Lagoa, Malta, Paulista (ex Piranha) e Várzea Comprida. 
Pela Lei Estadual n.º 985, de 09 de dezembro de 1953, é desmembrado do município de Pombal o distrito de Malta. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Pombal, Lagoa, Paulista e Várzea Comprida. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.663, de 22 de dezembro de 1961, é desmembrado do município de Pombal o distrito de Lagoa. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 2.666, de 22 de dezembro de 1961, é desmembrado do município de Pombal o distrito de Paulista. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 2.775, de 18 de janeiro de 1963, é criado o distrito de Cajazeirinhas e anexado ao município de Pombal. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 3 distritos: Pombal, Cajazeirinha e Várzea Comprida. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1991. 
Pela Lei Estadual n.º 5.898, de 29 de abril de 1994, é desmembrado do município de Pombal o distrito de Cajazeirinhas. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Pombal e Várzea Comprida. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, o município pertence à região geográfica imediata de Pombal, inserida dentro da região geográfica intermediária de Patos. Antes, com a divisão em microrregiões e mesorregiões que vigorava desde 1989, Pombal fazia parte da microrregião de Sousa, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sertão Paraibano. 
Pombal é o segundo maior município da Paraíba em território, ocupando 1,5834% da superfície estadual, com 894,098 km² de área, dos quais 3,7873 km² em área urbana, Está a 376 km da capital estadual, João Pessoa, via BR-230, e a 2 092 km da capital federal, Brasília. Limita-se, em sentido horário, com os municípios de Lagoa, Paulista, Condado, São Bentinho, Cajazeirinhas, Coremas, São José da Lagoa Tapada, Aparecida, São Domingos e São Francisco. 
Relevo e Altitude
O município está inserido na unidade geomorfológica da Depressão Sertaneja, apresentando relevo predominantemente suave-ondulado. O relevo é predominantemente plano a suavemente ondulado, pontuado por maciços residuais e inselbergs (morros isolados que resistiram à erosão). A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 184 metros acima do nível do mar.
Solo e Vegetação
Os solos predominantes são os Luvissóis (rasos e ricos em minerais, mas pedregosos) e os Neossolos Litólicos. Devido à baixa profundidade e à alta evapotranspiração, o manejo agrícola exige técnicas de convivência com a seca.
A vegetação típica é a Caatinga, composta por arbustos espinhosos, cactáceas (como o mandacaru e o xique-xique) e árvores de pequeno porte que perdem as folhas no período seco para preservar água.
Hidrografia
Na hidrografia, em Pombal se localiza a foz do rio Piancó, que deságua no rio Piranhas.
Economia
Dinamismo Econômico
A economia de Pombal é historicamente baseada no setor primário, mas tem se diversificado:
- Agricultura e Pecuária: Destaca-se a criação de gado bovino e caprino, além de culturas de subsistência como milho e feijão. A produção de coco e frutas irrigadas às margens do Rio Piancó também é relevante.
- Comércio e Serviços: É o motor atual da cidade. Por ser um polo regional, Pombal atrai consumidores de diversos municípios vizinhos para seus centros comerciais e serviços de saúde.
- Energia Solar: Recentemente, a região tem atraído investimentos em parques fotovoltaicos devido aos altos índices de irradiação solar.
Educação
Um dos grandes diferenciais contemporâneos de Pombal é sua relevância na Educação Superior. A cidade abriga um campus da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), focado principalmente em Ciências Agrárias e Tecnologia. A presença da universidade transformou a dinâmica socioeconômica, trazendo jovens de todo o país e incentivando a pesquisa científica no sertão.
Turismo e Cultura
Pombal oferece um turismo rico em história e tradição sertaneja:
- Patrimônio Histórico: A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário (esta última construída por pessoas escravizadas no século XVIII) são joias da arquitetura colonial.
- Festa do Rosário: Um dos maiores eventos religiosos da Paraíba, realizado anualmente em outubro, misturando fé, danças folclóricas (como os Congos) e feiras populares.
- Lenda de Maringá: O município preserva a memória de Maria do Ingá, a mulher que inspirou a canção "Maringá" de Joubert de Carvalho, símbolo da resistência e beleza sertaneja durante as grandes secas.
- Rio Piancó: Local de lazer para a população e fonte de vida para as comunidades ribeirinhas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

sexta-feira, 6 de março de 2026

ARAME - MARANHÃO

Arame é um município brasileiro do estado do Maranhão. Estimativas do IBGE para 2025, indicavam que a população do município era de 26.089 habitantes.   
A cidade também é lar de José Carlos Souza Silva, mais conhecido como “Naldinho dos Teclados”, um artista que, em 2024, foi notado por realizar covers de músicas de grandes artistas como Alok e Zeeba, sendo reconhecido pelo próprio Alok por seu talento e convidado a participar de um grande show em Brasília. Naldinho realizava pequenos shows em festas e eventos em Arame, sendo popularmente aclamado como “o Alok do Maranhão” por muitos de seus amigos e familiares. 
História
O município de Arame do estado do Maranhão foi fundado em 1988. A cidade tem esse nome de “Arame” por que antes mesmo de ser dada como cidade era cheio de cercas de arame, por isso a denominação. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Arame, pela Lei Estadual n.º 4.867, de 15 de março de 1988, desmembrado de Sana Luzia e Grajaú. Sede no atual distrito de Arame ex povoado do município de Grajaú.
Gentílico: aramense.
Origem do nome
A origem do nome “Arame” possui diferentes interpretações. A versão mais difundida associa o nome a um antigo arame farpado utilizado para delimitar propriedades rurais na região, que acabou se tornando uma referência local. Outra hipótese aponta para a adaptação de termos utilizados por moradores antigos, ligados à atividade agropecuária.
Formação Administrativa 
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Arame, pela Lei Estadual n.º 4.867, de 15 de março de 1988, desmembrado de Santa Luzia e Grajaú. Sede no atual distrito de Arame ex povoado do município de Grajaú. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1989. 
Em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
Geografia
Do ponto de vista geográfico, Arame apresenta território extenso, com predominância de áreas de planaltos e chapadas suavemente onduladas. O território do município de Arame é de 2.976,039 quilômetros quadrados, o que o coloca na posição 26 dentre as 217 cidades do estado do Maranhão. A altitude média do município gira em torno de 250 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é relativamente regular, favorecendo a pecuária extensiva e algumas culturas agrícolas.
Clima
O clima é tropical quente e semiúmido, com duas estações bem definidas: um período chuvoso, que se estende geralmente de novembro a abril, e um período seco, de maio a outubro. As temperaturas médias anuais ficam em torno de 26 °C, com sensação térmica elevada durante os meses mais quentes. 
Solos
Os solos predominantes são do tipo argiloso e arenoso, com fertilidade variável, exigindo manejo adequado para uso agrícola sustentável.
Vegetação
A vegetação original é composta principalmente por áreas de cerrado e transição para a floresta amazônica, além de matas ciliares ao longo dos rios e igarapés. Parte dessa cobertura vegetal foi modificada pela ação humana, sobretudo pela expansão da pecuária, embora ainda existam áreas preservadas, especialmente em territórios indígenas e zonas mais afastadas do núcleo urbano.
Economia 
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 80 admissões formais e 84 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -4 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 32.
Até dezembro de 2025 houve registro de 15 novas empresas em Arame, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior, em -3. No ano de 2024 inteiro, foram registradas 7 empresas.
A economia do município é baseada principalmente na agropecuária. A criação de gado bovino tem papel central, seguida pela agricultura de subsistência, com destaque para o cultivo de arroz, milho, feijão e mandioca. O comércio local e o setor de serviços também exercem importância crescente, atendendo às demandas da população urbana e rural.
Educação 
Em 2010, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade do município de Arame era de 89,8%. Comparando-se com outros municípios do Estado, ficava na posição 212 de 217. Em relação ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, no ano de 2023, para os anos iniciais do ensino fundamental na rede pública era 4,9 e para os anos finais, 3,5.
Turismo
O turismo em Arame ainda é pouco explorado, mas apresenta potencial, sobretudo no turismo de natureza e cultural. Rios, áreas naturais preservadas e a rica cultura indígena Guajajara representam atrativos que podem ser melhor desenvolvidos no futuro, de forma sustentável e respeitosa às comunidades tradicionais.
Cultura
Culturalmente, Arame é marcada pela diversidade, resultante da convivência entre populações indígenas, descendentes de migrantes nordestinos e moradores do meio rural. Festas religiosas, como as celebrações em honra a santos padroeiros, além de eventos comunitários e manifestações folclóricas, fazem parte do calendário local. No esporte, o futebol é a principal prática, tanto em campeonatos amadores quanto em atividades escolares, além de outras modalidades incentivadas por projetos comunitários.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

quinta-feira, 5 de março de 2026

SANTANA DO ACARAÚ - CEARÁ

Santana do Acaraú é um município brasileiro situado no estado do Ceará, na região Nordeste. Localizado na microrregião de Sobral, na mesorregião Noroeste Cearense, o município é banhado pelo Rio Acaraú e dista cerca de 228 km da capital Fortaleza. Sua área territorial é de 972,551 km². A população recenseada em 2022 era de 30.628 habitantes, com estimativa de 32.133 habitantes em 2025. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é de 0,587 (dados de 2010). 
História
O povoamento da região do Baixo Acaraú, onde se localiza Santana do Acaraú, foi impulsionado pela chegada de colonos e fazendeiros portugueses, muitos dos quais já estavam estabelecidos em Pernambuco e nas capitanias vizinhas (Paraíba e Rio Grande do Norte). Esses migrantes, fugindo das guerras com os holandeses e buscando novas terras para a expansão da pecuária, migraram para o interior do Ceará através das chamadas "entradas dos Sertões de Fora". 
No início do século XVII, Frei Cristóvão de Lisboa, custódio do Maranhão, empreendera, em 1626, viagem ao Fortim de Nossa Senhora do Amparo, em companhia de 4 padres e 25 homens de armas, quando, acossada a comitiva pelos indígenas tapuios, refugiou-se em local que corresponde as terras do atual município de Santana do Acaraú. No dia 26 de agosto desse ano, num serrote próximo ao rio Acaraú, no lugar onde existia um jorro d’água (Serrote do Olho D’água), frei Cristóvão instalou a imagem de Sant’ana, que trouxera consigo, prometendo ali erigir sua capela. Somente em 1733 o padre Antônio dos Santos Silveira, escrivão do Cura da povoação de Caiçara, comprou terras no Olho D’água, ao Coronel Sebastião de Sá e ao Sargento-mor Antônio de Sá Barreto no lugar Curral Velho, onde está a cidade, construiu a Capela de Sant'Ana. 
O distrito foi criado como Santana pela Lei Provincial n.º 470, de 29 de agosto de 1848. Elevado à categoria de vila como Santana do Acaraú pela Lei Provincial n.º 1.012, de 3 de novembro de 1862, desmembrado de Acaraú, e instalado em 7 de julho de 1863. Elevado à cidade pela Lei n.º 1.740, de 30 de agosto de 1876. Passou por renomeações e desmembramentos ao longo dos anos. Em 1911, era composto por dois distritos: Santana e São Manuel do Marco. Até 1989, vários distritos foram criados e desmembrados, resultando nos atuais oito: Santana do Acaraú (sede), Bahia, Baixa Fria, Barro Preto, João Cordeiro, Mutambeiras, Parapuí e Sapó.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santana, pela Lei Provincial n.º 470, de 29 de agosto de 1848 e Ato Provincial de 18 de março de 1842. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santana do Acaraú, pela Lei Provincial n.º 1.012, de 03 de novembro de 1862, desmembrado de Acaraú. Sede no núcleo de Santana do Aracaú. Constituído do distrito sede. Instalado em 07 de julho de 1863. 
Pelas Leis n.º 1.236 e n.º 1.237, de 27 de novembro de 1868, a vila passou a denominar-se simplesmente Santana. 
Pela Lei Provincial de 21 de outubro de 1872 e por Lei de 05 de abril de 1893, é criado o distrito de São Manuel do Marco e anexado ao município de Santana. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Santana, pela Lei 1.740, de 30 de agosto de 1876. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município já denominado Santana é constituído de 2 distritos: Santana e São Manuel do Marco. 
Pelos Decretos Estaduais n.º 193, de 20 de maio de 1931, e n.º 1.156 de 04 de dezembro de 1933, o município de Santana passou a denominar-se Santana do Acaraú. Sob o mesmo decreto, são criados os distritos Morrinhos, Mutambinha, São Francisco do Estreito e Tucunduba e anexados ao município de Santana. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 6 distritos: Santana do Acaraú, Morrinhos, Mutambinha, São Francisco do Estreito, São Manoel do Marco e Tucunduba. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 6 distritos: Santana do Acaraú, Morrinhos, Mutambinha, São de Francisco do Estreito, São Manoel do Marco e Tucunduba. 
Pelo Decreto Estadual n.º 448, de 20 de dezembro de 1938, o município Santana do Acaraú voltou a denominar-se Santana, o distrito de São de Francisco do Estreito a denominar-se Estreito, Tucunduba a denominar-se Panacui, São Manoel do Marco a denominar-se Marco e Mutambinha a denominar-se Mutambeiras. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 6 distritos: Santana (ex Santana do Acarau), Estreito, (ex São Francisco do Estreito), Marco (ex São Manoel do Marco), Morrinho (ex Morrinhos), Mutambeiras (ex Mutambinha) e Panacuí (ex Tucuduba). 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.114, de 30 de dezembro de 1943, o município de Santana passou denominar-se Licânia e o distrito de Estreito a denominar-se Parapui. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município já denominado Licânia é constituído de 6 distritos: Licânia, Marco, Morrinhos, Mutambeiras, Panacuí e Parapuí (ex Estreito). 
Pela Lei Estadual n.º 1.153, de 22 de novembro de 1951, o município de Licânia passou a denominar-se Santana do Acaraú. Sob a mesma Lei, são desmembrados do município de Santana do Acaraú os distritos de Marco e Panacuí, para constituírem o novo município de Marco. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Santana do Acaraú, Morrinho, Mutambeiras e Parapui. 
Pela Lei Estadual nº. 3.798, de 06 de novembro de 1957, é desmembrado do município Santana do Acaraú o distrito de Morrinhos. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Santana do Acaraú, Mutambeiras e Parapui. 
Pela Lei Estadual n.º 6.761, de 13 de novembro de 1963, é desmembrado do município Santana do Acaraú o distrito de Parapuí. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 6.762, de 14 de novembro de 1963, é desmembrado do município Santana do Acaraú o distrito de Mutambeiras. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 7.022, de 27 de dezembro de 1963, é criado o distrito de João Cordeiro e anexado ao município de Santana do Acaraú. 
Pela Lei Estadual n.º 7.021, de 27 de dezembro de 1963, é criado o distrito de Sapó e anexado ao município de Santana do Acaraú. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1979, o município é constituído de 5 distritos: Santana do Acaraú, João Cordeiro, Mutambeiras, Parapuí e Sapó. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18-VIII-1988. 
Pela Lei Estadual n.º 11.659, de 28 de dezembro de 1989, foram criados os distritos de Bahia, Baixa Fria e Barro Preto e anexado ao município de Santana do Acaraú. 
Em divisão territorial datada de 1991, o município é constituído de 8 distritos: Santana do Acaraú, Bahia, Baixa Fria, Barro Preto, João Cordeiro, Mutambeiras, Parapuí e Sapó. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Santana do Acaraú está localizado na latitude 3º 27’ 38’’ S e longitude 40º 12’ 44’’ W. Municípios limítrofes incluem Morrinhos e Senador Sá ao norte, Sobral e Miraíma ao sul, Senador Sá, Massapé e Sobral ao leste, e Sobral ao oeste. O relevo é caracterizado por depressão sertaneja. 
O clima é tropical quente semiárido, com temperaturas médias entre 26ºC e 28ºC, pluviosidade anual de 852,1 mm e período chuvoso de janeiro a abril. A vegetação inclui caatinga arbustiva aberta e densa, floresta mista dicótilo-palmácea.
Altitude, Clima, Relevo e Vegetação
Altitude e Relevo
O município tem uma área territorial de aproximadamente 972,5 km² e situava-se a cerca de 30 m de altitude nas áreas centrais, caracterizando um relevo na maior parte em planícies ribeirinhas, no entorno do Rio Acaraú, com serras secas e áreas de sertão ao redor.
Vegetação
A vegetação é típica do bioma Caatinga, predominando caatinga arbustiva aberta e densa, com áreas de mata mista dicotilo-palmáceas nas áreas de florestas ciliares ao longo dos cursos d’água.
Clima
Em Santana do Acaraú, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 36 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Santana do Acaraú e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao meio de setembro. 
A estação quente permanece por 3,6 meses, de 9 de setembro a 27 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Santana do Acaraú é novembro, com a máxima de 36 °C e mínima de 26 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,9 meses, de 1 de março a 29 de junho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 33 °C. O mês mais frio do ano em Santana do Acaraú é junho, com a mínima de 23 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Economia
A economia santanense é diversificada dentro da estrutura regional, com forte participação do setor público, serviços, agropecuária e indústria em menor escala.
O setor de serviços públicos e administração municipal responde por quase metade do valor adicionado econômico, seguido por serviços, agropecuária e indústria, apontando um padrão típico de municípios de porte médio no interior do Nordeste. Na agropecuária, destacam-se práticas familiares de cultivo e pecuária de pequeno porte, bem como a produção de alimentos para consumo regional.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 309 admissões formais e 149 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 160 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 42.
Até dezembro de 2025 houve registro de 46 novas empresas em Santana do Acaraú, sendo que 10 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior -3. No ano de 2024 inteiro, foram registradas 45 empresas.
Educação Superior
Santana do Acaraú não possui grandes campus universitários de instituições públicas federais ou estaduais já instalados em solo municipal, sendo comum que a população busque cursos superiores em cidades maiores próximas, especialmente Sobral, que concentra universidades e faculdades municipais e estaduais. Ainda assim, a formação técnica e profissionalizante vem sendo ampliada em parceria com instituições de ensino a distância e cursos técnicos locais.
Turismo
O turismo em Santana do Acaraú tem forte ligação com sua cultura religiosa e história, além de eventos comunitários e atrações naturais. Destacam-se pontos como a Igreja Matriz de Senhora Sant’Ana, marco histórico e religioso da cidade, e a ponte sobre o Rio Acaraú, que integra paisagens cênicas da região e é referência local.
A cidade realiza a Festa da Padroeira Senhora Sant’Ana, tradicional celebração religiosa em julho, que atrai moradores e visitantes para missas, procissões e eventos culturais. Outro evento importante é a Feira Municipal de Santana do Acaraú (FEMUSA), realizada de 1º a 3 de novembro, comemorando o aniversário político-administrativo com exposições, feiras, apresentações artísticas e atividades comunitárias.
Cultura
A cultura local é profundamente marcada pela religiosidade católica, tradições populares e manifestações artísticas regionais. As festas juninas e celebrações festivas ligadas aos santos padroeiros e ao calendário católico são momentos de forte união social, música e gastronomia típica do interior cearense.
Além das celebrações religiosas, existem práticas culturais enraizadas como danças, apresentações de forró, grupos musicais locais, além de artesanato que reforça a identidade santanense. 
Esporte
No campo esportivo, Santana do Acaraú incentiva práticas comunitárias e escolares. O município tem investido em espaços públicos para a prática de atividades esportivas, como a construção de praças e “areninhas” que oferecem infraestrutura para futebol, futsal, vôlei e outras modalidades, promovendo a integração social, o lazer e a saúde da população.
Competições locais e regionais de futebol amador, torneios de futsal e eventos esportivos durante festividades municipais são comuns, contribuindo para a formação esportiva de jovens e adultos no contexto comunitário.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

quarta-feira, 4 de março de 2026

BELA CRUZ - CEARÁ

Bela Cruz é um município brasileiro, do estado do Ceará, localizado às margens do Acaraú, na micro-região do Litoral de Camocim e Acaraú mesorregião do Noroeste Cearense. Bem próximo da praia de Jericoacoara. Sua população estimada para o ano de 2025, pelo IBGE, era de 34.613 habitantes.
História
Situado numa área conhecida e cartografada pelos portugueses em meados do século XVII, surge como núcleo urbano a partir do século XVIII. Apesar de a tradição oral dar conta de uma velha mulata (Genoveva) como a primeira habitante da localidade, isso não é exato. Diversos latifundiários e criadores de gado adquiriram sesmarias e ali passaram a morar, isso, quase um século antes da existência de Genoveva. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santa Cruz, pelo Decreto Estadual n.º 60, de 06 de setembro de 1890, subordinado ao município de Acaraú. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito figura no município de Acaraú. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto Estadual n.º 448, de 20 de dezembro de 1938, o distrito de Santa Cruz passou a denominar-se de Bela Cruz. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito já denominado Bela Cruz figura no município de Acaraú. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Bela Cruz, pela Lei Estadual n.º 3.538, de 23 de fevereiro de 1957, desmembrado de Acaraú. Sede no antigo distrito de Bela Cruz. Constituído do distrito sede. Instalado em 25 de março de 1959. 
Pela Lei Estadual n.º 4.439, de 30 de dezembro de 1958, é criado o distrito de Prata (ex povoado) e anexado ao município de Bela Cruz. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Bela Cruz e Prata. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Etimologia
O topônimo Sítio Santa Cruz foi seu primeiro nome, posteriormente 'Santa Cruz do Acaraú'. Em 1938, o Decreto Federal n.º 311, deu-lhe a denominação de Bela Cruz, que prevalece até hoje. 
Geografia
Relevo e Altitude

Região costeira (areias quartzosas álicas, areias quartzosas distróficas, areias quartzosas eutróficas, areias quartzosas marinhas distróficas, podzólico vermelho amarelo eutrófico) formada de dunas e Ilhas, como a Ilha do Rocha. Não possui grandes elevações. O município está inserido na unidade geomorfológica da Planície Litorânea e dos Tabuleiros Costeiros. O relevo é predominantemente plano, com leves ondulações à medida que se afasta da costa. A altitude média da sede municipal é de apenas 24 metros acima do nível do mar.
Solo e Vegetação
Os solos predominantes são os Neossolos Quartzarênicos (solos arenosos), típicos de regiões de dunas e tabuleiros. São solos de baixa fertilidade natural, mas que respondem bem ao cultivo de fruteiras de clima tropical, como o cajueiro.
A vegetação é um mosaico de transição, com vegetação de restinga e dunas, nas proximidades das áreas de influência marinha; caatinga arbórea, presente nas áreas mais afastadas do litoral, onde a resistência à seca é mais evidente e matas ciliares que ocorrem ao longo do Rio Acaraú, fundamentais para a preservação dos recursos hídricos.
A maior parte do território é coberto por cajueiros, pequena área coberta por caatinga arbustiva aberta e densa, e por tabuleiros costeiros. 
Clima
Em Bela Cruz, o verão é curto, quente, seco, de ventos fortes e de céu quase encoberto; o inverno é longo, morno, com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 33 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Bela Cruz e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,8 meses, de 10 de outubro a 4 de janeiro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Bela Cruz é dezembro, com a máxima de 33 °C e mínima de 26 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 4,4 meses, de 1 de março a 13 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Bela Cruz é julho, com a mínima de 24 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Subdivisão
O município tem 2 distritos: Bela Cruz (sede) e Prata. 
Hidrografia e recursos hídricos
As principais fontes de água são: rios: Acaraú e riachos: Inhanduba, da Prata e do Córrego; lagoas: Belém de Fora, J. de Sá, do Mato, do Grosso e Santa Cruz; açudes: de Araticuns, da Prata e do Cajueirinho; diversos córregos que fluem para o Rio Acaraú e riachos. 
Economia
A economia do município concentra-se na agricultura, onde se produz castanha de caju, mandioca, milho, feijão, batata-doce, melancia e carnaúba. A pecuária também constitui fonte de emprego e renda para boa parcela da população. 
O comércio de Bela Cruz reveste-se de suma importância para a economia do município, contando com lojas de tecidos, armarinhos, lojas de calçados, de eletrodomésticos, de confecções, mercearias, armazéns, farmácias, materiais de construção, dentre outras. 
A atividade artesanal também se encontra fortemente presente, sendo sua produção bastante diversificada: bordados, rendas, varandas, redes de dormir, crochê, redes de pesca, etc. 
A arrecadação fiscal do município é pequena, inviabilizando ações de infraestrutura e saneamento básico. As principais fontes de trabalho existentes, no município, concentram-se na agricultura, no comércio e no serviço público municipal, alvo de constantes disputas políticas.
Turismo e Cultura
O turismo em Bela Cruz é focado na beleza natural das águas doces e na cultura tradicional. Os pontos de destaque são:
- Lagoa do Paraíso: Embora parte da lagoa seja famosamente associada a Jijoca, uma porção importante e belíssima de suas margens pertence a Bela Cruz. A região oferece clubes de lazer e restaurantes de alta qualidade com redes dentro d'água.
- Turismo Religioso: A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é um marco arquitetônico e centro de uma das maiores festas religiosas da região, realizada em dezembro.
- Artesanato: A produção de peças em palha de carnaúba, bordados e rendas é uma expressão viva da identidade local.
Cultura
Os principais eventos culturais de Bela Cruz são: Arraiá da Vizinhança, realizado na Igreja Matriz, no último fim de semana de julho; Festa de São Francisco, também realizado na Igreja Matriz, de 25 de setembro até 4 de outubro; Festa de São Vicente de Paulo, realizada no dia 27 de setembro e a Festa da Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, realizada no dia 8 de dezembro.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark .

terça-feira, 3 de março de 2026

VICÊNCIA - PERNAMBUCO

Vicência é município brasileiro do estado de Pernambuco. Sua população era estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, em 27.151 habitantes.
História
O povoamento de Vicência começou com a construção de uma capela próxima à residência de Vicência Barbosa de Melo, constituindo assim o povoado que viria a ser elevado, por força da Lei Provincial n.º 1.448, de 5 de junho de 1879, à categoria de freguesia. 
Em 1891, o Decreto Estadual n.º 142, de 30 de maio de 1891, circunscreveu os distritos de paz de Vicência, Angélicas e Aliança e os elevou à condição de vila, sob a denominação de Vicência. 
Em 15 de junho de 1891 a Intendência de Vicência enviou Ofício ao governador do Estado de Pernambuco informando haver sido instalado o município nessa data.[7] 
A Lei Estadual número 72, de 16 de maio de 1895, tornou sem efeito o Decreto de 30 de maio de 1891. 
Em 11 de setembro de 1928 a localidade foi elevada à categoria de cidade, através da Lei Estadual 1931. Ficou constituído o município de Vicência com os distritos de Vicência e Angélicas, desmembrado do município de Nazaré. Sua emancipação ficou determinada, na mesma Lei, em seu artigo 15, parágrafo único, para o dia 1 de janeiro de 1929. Seu primeiro prefeito foi o negociante local Júlio Moura, tendo como Secretário Raul Verissimo Camelo de Almeida, jovem datilógrafo da cidade de Paudalho, convidado para o cargo, por indicação do professor Jorge Camello Pessoa, de Lagoa do Carro, então distrito do município de Nazaré que naquela data passava para o também recém-criado município de Floresta dos Leões, atualmente Carpina. 
Em 4 de outubro de 1930, o seu primeiro prefeito foi destituído, por intervenção da Revolução de 1930, permanecendo assim enquanto durou a intervenção federal no Estado de Pernambuco.
Gentílico: vicenciense. 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Vicência, pela Lei Provincial n.º 1.448, de 05 de junho de 1879 e por Lei Municipal n.º 5, de 30 de novembro de 1892. Subordinado ao município de Nazaré. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Vicência, pelo Decreto Estadual de 30 de maio de 1891. 
Pela Lei Estadual n.º 72, de 16 de maio de 1895 a vila foi extinta. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Vicência figura no município de Nazaré. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação, pela Lei Estadual n.º 1.931, de 11 de setembro de 1928, desmembrado de Nazaré. Sede no antigo distrito de Vicência. Constituído de 2 distritos: Vicência e Sapé. Instalado em 1º de janeiro de 1929. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Vicência e Sapé. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 952, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Sapé passou a denominar-se Murupé. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Vicência e Murupé ex-Sapé. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Data comemorativa
Anualmente, no dia 11 de setembro Vicência comemora sua emancipação política. A padroeira da cidade é Santa Ana e comemora-se a festa no dia 26 de julho.
Geografia
Relevo

O município apresenta um relevo acidentado, caracterizado pelos "Mares de Morros", que são colinas arredondadas típicas da Zona da Mata. No entanto, o diferencial de Vicência é sua transição para o Planalto da Borborema. A altitude na sede municipal é de cerca de 120 metros, mas o ponto culminante, na Serra da Mascarenhas, atinge aproximadamente 340 metros de altitude, proporcionando uma visão panorâmica da região.
Solos
Os solos predominantes são os Podzólicos Vermelho-Amarelos e os Latossolos, que possuem boa profundidade e fertilidade natural média a alta, sendo ideais para culturas perenes e semiperenes.
Vegetação
A vegetação original era a Mata Atlântica, mas séculos de cultivo de cana-de-açúcar reduziram a cobertura florestal a pequenos fragmentos. Atualmente, existem esforços de preservação em áreas de encosta e matas ciliares, onde ainda é possível encontrar espécies nativas do bioma.
Clima
Em Vicência, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 33 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Vicência e realizar atividades de clima quente é do meio de julho ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 5,5 meses, de 28 de outubro a 11 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Vicência é fevereiro, com a máxima de 33 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 11 de junho a 26 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Vicência é julho, com a mínima de 21 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Economia
Vicência é uma pequena cidade que se destaca pelo alto crescimento econômico e por apresentar novas oportunidades de negócios.
Embora a história de Vicência tenha sido escrita com o caldo da cana, sua economia atual é diversificada.
Na agricultura, o município é um dos maiores produtores de banana de Pernambuco, especialmente na região de serra. Além da cana-de-açúcar, cultiva-se também mandioca, batata-doce e coco.
A feira livre de Vicência é um importante polo de trocas comerciais da Mata Norte.
A produção de peças em barro e tecelagem contribui para a renda de diversas famílias.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 2 mil admissões formais e 1,9 mil desligamentos, resultando em um saldo de 143 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -168.
Até novembro de 2025 houve registro de 11 novas empresas em Vicência, sendo que 6 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 13 empresas.
Turismo
O turismo é o setor com maior potencial de crescimento em Vicência.
No turismo histórico e cultural, o destaque absoluto é o Engenho Poço Comprido. Datado do século XVIII, o conjunto arquitetônico (Casa Grande e Capela sob o mesmo teto) é tombado pelo IPHAN e representa um dos raros exemplares da arquitetura colonial açucareira preservados no Brasil.
No turismo de aventura, a Serra da Mascarenhas é considerada um dos melhores pontos do Nordeste para a prática de Voo Livre (Parapente e Asa Delta). As correntes térmicas favoráveis atraem pilotos de todo o país, gerando um fluxo turístico que movimenta hotéis e restaurantes locais.
O ecoturismo oferece trilhas por antigos engenhos e a Cachoeira do Engenho Jundiá oferecem opções para quem busca contato com a natureza e banhos refrescantes.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

segunda-feira, 2 de março de 2026

BARREIRINHA - AMAZONAS

Barreirinha é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à Região Geográfica Intermediária de Parintins e Região Geográfica Imediata de Parintins, localiza-se a leste de Manaus, capital do estado, distando desta cerca de 331 quilômetros. 
Ocupa uma área de 5.750,534 km² e sua população, estimada pelo IBGE 2025, era de 33.722 habitantes, sendo assim o vigésimo quarto município mais populoso do estado do Amazonas e o terceiro de sua microrregião.
História
A cidade de Barreirinha surgiu em meados de 1830, oriunda de um povoado, núcleo por sua vez, da Missão do Andirá, criada em 1848 pelo capuchinho Pedro de Cariana. 
Até então, era jurisdicionada pela Província do Pará, que exercia também jurisdição sobre a comarca do Alto Amazonas. 
Em 1851, chega ao local o jesuíta Manuel Justino de Seixas, que constrói uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Bom Socorro.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora do Bom Socorro de Andirá, pela Resolução n.º 14, de 17 de novembro de 1853. 
Pela Lei n.º 263, de 13 de maio de 1873, transferiu o distrito de Nossa Senhora do Bom Socorro de Andirá para o lugar Vila Nova de Barreirinha. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Barreirinha, pela Lei n.º 539, de 09 de junho de 1881, desmembrado de Parintins. Sede no atual distrito de Barreirinha (ex Vila Nova de Barreirinhas). Instalada em 07 de setembro de 1883. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1º de setembro de 1920. 
Pelo Ato n.º 45, de 28 de novembro de 1930, confirmado pelo Ato n.º 33, de 14 de setembro de 1931, o município foi reduzido a Delegacia municipal, e, nessa qualidade anexando ao município de Parintins, como simples distrito. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Barreirinhas figura no município de Parintins. 
Com a reconstitucionalização do Estado, em 1935, Barreirinha voltou à categoria de vila autônoma. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, a vila é constituída do distrito sede. 
Elevado à categoria de cidade com a denominação de Barreirinha, pela Lei Estadual n.º 68, de 31 de março de 1938. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 176, de 1º de dezembro de 1938, foram criados os distritos de Ariaú, Freguesia do Andirá e Pedras e anexado ao município de Barreirinha 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Barreirinha, Ariaú, Freguesia do Andirá e Pedras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Pela Lei Municipal n.º 42, de 24 de novembro de 1956, é criado o distrito de Ponta Alegre (ex povoado), com território desmembrado do distrito de Ariaú e anexado ao município de Barreirinha. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 5 distritos: Barreirinha, Ariaú, Freguesia do Andirá, Pedras e Ponta Alegre. 
O distrito de Ponta Alegre deixou de figurar no município de Barreirinha por não ter sido ratificada pela Assembleia Legislativa do Estado, sendo seu território anexado ao município de Barreirinha. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 4 distritos: Barreirinha, Ariaú, Freguesia do Andirá e Pedras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979. 
Pela Emenda Constitucional n.º 12, de 10 de dezembro de 1981, e delimitado pelo Decreto Estadual n.º 6.158, de 25 de fevereiro de 1982, é criado o distrito de Cametá e anexado ao município de Barreirinha. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 5 distritos: Barreirinha, Ariaú, Cametá, Freguesia do Andirá e Pedras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.
Geografia
Clima

Em Barreirinha, o verão é curto, quente e de céu encoberto; o inverno é longo, morno, com precipitação e de céu quase encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 34 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Barreirinha e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de agosto. 
A estação quente permanece por 2,2 meses, de 14 de setembro a 20 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Barreirinha é outubro, com a máxima de 34 °C e mínima de 26 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 6,9 meses, de 5 de janeiro a 1 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Barreirinha é junho, com a mínima de 24 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Relevo
O relevo é caracterizado principalmente por planícies amazônicas, alternando áreas de igapó (sempre inundadas), várzea (inundadas sazonalmente) e terra firme, que ficam livres das cheias das grandes cheias dos rios. Barreirinha está localizada em terraços fluviais e áreas de baixa altitude, típicas da região do Baixo Amazonas, com solos que variam conforme as dinâmicas aluviais e influência das cheias. 
Vegetação
A vegetação é predominantemente floresta tropical amazônica, com áreas de várzea ricas em biodiversidade e igarapés que formam um mosaico de habitats aquáticos e terrestres, sustentando uma mega diversidade biológica típica da Bacia Amazônica. 
Economia
Barreirinha é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. A economia local de Barreirinha combina atividades tradicionais e serviços voltados à comunidade ribeirinha. A agricultura familiar é marcante, com plantio de mandioca, abacaxi, feijão, arroz, melancia, fumo e outras culturas, tanto para subsistência quanto para pequenos mercados locais. O beneficiamento da mandioca é particularmente expressivo, com produção de derivados como tucupi, goma, farinha e fécula, que compõem parte importante da alimentação e economia regional. 
Além da agricultura, o comércio, serviços, pescas artesanais e atividades ligadas à navegação fluvial contribuem para a economia barreirinhense, aproveitando a extensa rede de rios que servem de vias de transporte, abastecimento e conexão entre comunidades.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 116 admissões formais e 56 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 60 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 19.
Até novembro de 2025 houve registro de 45 novas empresas em Barreirinha, sendo que 18 atuam pela internet. Neste último mês, 6 novas empresas se instalaram, sendo 3 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (3). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 28 empresas.
Setor primário
Agricultura

Destaca-se no plantio de mandioca, vindo a seguir abacaxi, arroz, batata-doce, cana-de-açúcar, feijão, fumo, juta, malva, melancia, melão e tomate, além das culturas permanentes como abacate, cacau e laranja, entre outras. 
Pecuária
É bastante significativa para a formação econômica do setor primário. Concentra-se principalmente a criação de bovinos e suínos, como na produção de carne e leite destinados ao consumo local e à exportação para outras localidades. 
Pesca
É praticada em moldes artesanais para o consumo local. Não é representativo para a formação econômica do setor. 
Avicultura 
A criação é de característica doméstica e de subsistência. Não gera renda e nem concorre para a formação econômica do setor. 
Extrativismo vegetal
O extrativismo vegetal atua com peso relativo pequeno para a formação do setor primário, é representado pela exploração de castanha, madeira e camaru. 
Setor secundário
Indústria
A indústria presente em Barreirinha inclui uma usina de beneficiamento de arroz; uma fábrica de brinquedos de madeira (UNIBRIMA), olaria, marcenarias e padarias.
Setor terciário
O Setor Terciário da economia de Barreriinha conta com comércio varejista e atacadista e serviços de hotel e pensões.
Turismo e Cultura
Barreirinha é conhecida como a “Princesinha do Paraná do Ramos”, um apelido carinhoso que reflete a identidade ribeirinha e as belezas naturais da região. O município destaca-se por sua diversidade cultural, integrada por comunidades quilombolas e terras indígenas da etnia Sateré-mawé, que representam raízes profundas da história local e contribuem para expressões culturais únicas. 
O belo rio Andirá, de águas esverdeadas, às vezes mansas, ora revoltas, que banham lindas praias de areias alvas. 
Os pontos turísticos incluem a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Socorro, um marco religioso na orla da cidade, e as comunidades quilombolas, onde tradições históricas e artesanato regional podem ser vivenciados. A cultura barreirinhense também se manifesta em eventos festivos e populares, como o Festival Folclórico dos Touros, a Festa dos Marujos, a Exposição Agropecuária e as celebrações em torno da padroeira, além do aniversário da cidade, comemorado em 9 de junho com programas culturais e esportivos que envolvem toda a comunidade.
Festas populares
Os festejos populares em Barreirinha, contemplam o Festival Folclórico, em 26 e 27 de julho; a Festa da Padroeira Nossa Senhora do Bom Socorro, de 05 à 15 de agosto e a Exposição Agropecuária de Barreirinha – EXPOBAE, de 25 a 30 de outubro.
Esporte
No campo esportivo, Barreirinha promove atividades variadas, especialmente em eventos comemorativos, como parte das programações de aniversário municipal. Durante essas celebrações há competições que envolvem modalidades como futsal, vôlei, handebol, queimada, basquete, futevôlei, tênis de mesa e dominó, atraindo jovens e adultos e incentivando a prática esportiva local.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGECaravela ; Weather Spark .

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

VITÓRIA DO MEARIM - MARANHÃO

Vitória do Mearim é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 31.859 habitantes. Anteriormente chamado de Curral da Igreja, foi elevado à categoria de vila e distrito com o nome de Mearim, pela Resolução de 19 de abril de 1833, confirmado pela Lei Provincial n.º 7, de 29 de abril de 1835. Em 1924 se tornou município, sendo batizado de Mearim. Em 1938 passou a se chamar Baixo Mearim. Em 1948 passou a se chamar Vitória do Mearim, nome que carrega atualmente.
História
O atual município de Vitória de Mearim já teve diversos nomes, a saber: Baixo Mearim, Vitória do Baixo Mearim, Sítio velho e Curral da Igreja, sendo este ao que se sabe, o mais antigo, originado no fato de, por volta de 1723, terem sido doados meia légua de terras e um curral de gado bovino, por parte do fidalgo da Casa Real Portuguesa, padre José Gama d`Eça, que tentou construir, sob a invocação de Nossa Senhora de Nazaré, uma igreja à margem direita do rio Mearim. Ainda em fase de construção, quando apenas estavam feitas as suas bases, não foi possível prosseguir, pois, chegado o inverno, verificou-se a impropriedade do terreno, campo baixo e alagadiço. Este lugar, que até hoje conserva o nome Curral da Igreja, pertence, agora, ao município de Acari.
Em 1728, o mesmo padre resolveu mudar o povoado para local mais sólido e consistente, e, partindo de Curral da Igreja, rio acima, veio ter a um terreno, hoje denominado Sítio, o qual com o anterior, pertencem atualmente ao município de Acari.
Mais uma vez, diante da impropriedade do terreno, marginal ao rio Mearim, muito sedimentoso, e porque na ocasião das grandes enchentes, as águas do rio inundavam ruas inteiras, arrastando casas, causando devastações e enormes prejuízos, resolveu o governo transferir a povoação para outro terreno mais elevado e firme.
Foi em 1750 que se deu a última mudança. Desta vez, à procura de terreno alto e isento de quaisquer das inconveniências encontradas a cabeceira das matas, onde tudo indicava ser terreno firme e fora do alcance de inundações. Ali se instalaram, edificando suas casas e a atual igreja de Nossa Senhora de Nazaré, passando a denominar-se o lugar Mearim, talvez em homenagem ao rio que lhe regava as terras e através do qual faziam seus transportes.
Gentílico: Vitoriense.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila e distrito com a denominação de Mearim, pela resolução de 19 de abril de 1833, confirmado pela Lei Provincial n º 7, de 29 de abril de 1835. Sede na atual vila de Mearim. Não temos a data instalação.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída de 3 distritos: Vitória do Mearim, Lapela e São Benedito.
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920, o município aparece constituído do distrito sede. Não figurando os distritos de Lapela e São Benedito.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Mearim, pela Lei Municipal n.º 1.129, de 15 de março de 1924.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município se denomina Mearim, e é constituído do distrito sede.
Pela Lei Estadual n.º 159, de 06 de dezembro de 1938, o município de Vitória do Mearim passou a denominar-se Baixo Mearim.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município já denominado Baixo do Mearim é constituído do distrito sede.
Pela Lei Estadual n.º 271, de 31 de dezembro de 1948, o município de Baixo Mearim passou a denominar-se Vitória do Mearim.
Pela Lei Estadual n.º 269, de 31 de dezembro de 1948, são criados os distritos de Mata Boi, Jejuí e Lapela anexados ao município de Vitória do Mearim ex-Baixo Mearim.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município já denominado Vitória do Mearim é constituído de 4 distritos: Vitória do Mearim, Jejuí, Lapela e Mata Boi.
Pela Lei Estadual n.º 770, de 02 de outubro de 1952, desmembra do município de Vitória do Mearim o distrito de Jejuí. Elevado à categoria de município com a denominação de Lago de Pedra. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 3 distritos: Vitória do Mearim, Lapela e Mata Boi. Pela Lei Estadual n.º 1730, de 26 de janeiro de 1959, é extinto o distrito de Mata Boi, sendo seu território passado a construir o novo município de Pio XII. Em divisão territorial datada de1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos:
Vitória do Mearim e Lapela. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de junho de 1995. Em divisão territorial datada de 15-VII-1997, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Alterações toponímicas municipais
Mearim para Vitória do Mearim alterado em, 1933.Vitória do Mearim para Baixo Mearim alterado, pela Lei Estadual n.º 159, de 06 de dezembro de 1938. Baixo Mearim para Vitória do Mearim alterado, pela Lei Estadual n.º 271, de 31 de dezembro de 1948.
Geografia
O município de Vitória do Mearim possui uma extensão territorial de 715,625 quilômetros quadrados, ocupando a 138 posição entre os 217 municípios maranhenses em termos de área.
O município está inserido na depressão da Baixada Maranhense. 
Relevo
O relevo é predominantemente plano, caracterizado por extensas planícies de inundação. A altitude média é baixíssima, girando em torno de 12 metros acima do nível do mar, o que torna a região vulnerável e, ao mesmo tempo, dependente das cheias anuais.
Solos
Os solos são, em sua maioria, hidromórficos (Gleissolos). São solos pesados, ricos em matéria orgânica sedimentada pelos rios, apresentando alta fertilidade, mas com sérias limitações de drenagem, sendo ideais para culturas que toleram o encharcamento, como o arroz e o pasto para búfalos.
Vegetação
A vegetação é um mosaico de ecossistemas. Destacam-se os Campos Inundáveis, as matas de galeria ao longo do Mearim e a presença marcante de palmeiras de babaçu, que compõem a paisagem típica do Maranhão e sustentam o extrativismo local.
Demografia
O município de Vitória do Mearim possui uma extensão territorial de 715,625 quilômetros quadrados, ocupando a 138 posição entre os 217 municípios maranhenses em termos de área.
Clima
Em Vitória do Mearim, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 37 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 39 °C. 
A melhor época do ano para visitar Vitória do Mearim e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao início de setembro. 
A estação quente permanece por 3,0 meses, de 13 de setembro a 12 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 36 °C. O mês mais quente do ano em Vitória do Mearim é outubro, com a máxima de 37 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 5,8 meses, de 22 de janeiro a 16 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Vitória do Mearim é abril, com a mínima de 24 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Em Vitória do Mearim, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Vitória do Mearim começa por volta de 6 de junho e dura 4,5 meses, terminando em torno de 23 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Vitória do Mearim é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 66% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 23 de outubro e dura 7,5 meses, terminando em torno de 6 de junho. 
O mês mais encoberto do ano em Vitória do Mearim é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 86% do tempo. 
A estação de maior precipitação dura 5,0 meses, de 28 de dezembro a 29 de maio, com probabilidade acima de 48% de que um determinado dia tenha precipitação. O mês com maior número de dias com precipitação em Vitória do Mearim é março, com média de 26,5 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação. 
A estação seca dura 7,0 meses, de 29 de maio a 28 de dezembro. O mês com menor número de dias com precipitação em Vitória do Mearim é agosto, com média de 2,6 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação. 
Economia
Vitória do Mearim é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Vitória do Mearim é baseada no setor primário, com destaque para:
- Pecuária: O município possui uma vocação natural para a criação de búfalos, animal perfeitamente adaptado às áreas alagadas da Baixada. A pecuária bovina também é expressiva nas áreas de terra firme.
- Pesca: O Rio Mearim e os lagos formados pelas cheias fornecem uma grande variedade de peixes (curimbatá, piau, surubim), garantindo a segurança alimentar e renda para centenas de famílias.
- Agricultura: A produção de arroz em áreas de várzea é histórica, complementada pelo cultivo de mandioca e milho.
- Comércio: A sede municipal funciona como um centro de abastecimento para as zonas rurais e ribeirinhas, impulsionado pela movimentação da BR-222.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 144 admissões formais e 132 desligamentos, resultando em um saldo de 12 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -2.
Até novembro de 2025 houve registro de 39 novas empresas em Vitória do Mearim, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 47 empresas.
Educação
O município conta com uma rede de ensino fundamental e médio que busca vencer os desafios da dispersão geográfica. Escolas rurais e programas de educação voltados para as comunidades ribeirinhas são essenciais. A cidade também busca integração com programas de capacitação técnica voltados para a agropecuária e o extrativismo, visando agregar valor aos produtos da Baixada.
Turismo e Cultura
O turismo em Vitória do Mearim é essencialmente ecológico e cultural:
- O Espetáculo do Rio Mearim: A orla fluvial é o principal ponto de encontro. Em certas épocas e trechos, é possível observar fenômenos semelhantes à pororoca, embora menos intensos que na foz.
- Culinária: A gastronomia baseada em peixes de água doce e o uso do babaçu atraem visitantes que buscam o sabor autêntico do interior maranhense.
- Festa do Divino Espírito Santo: Assim como em outras cidades da Baixada, as celebrações religiosas são ricas em cores, música (caixas do divino) e tradição, unindo fé e folclore.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Prefeitura Municipal ; Caravela; Weather Spark .