Tracuateua é um município brasileiro do estado do Pará. Frequentemente chamada de "Cidade dos Ipês". A população do município, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 30.494 habitantes.
Etimologia
De acordo com a prefeitura do município, "o nome foi dado pelos trabalhadores que abriam caminho para a futura ferrovia (1888). Esses chegaram a margens de um rio para merendar, e foram surpreendidos por uma infinidade de formigas grandes e pretas, conhecidas como Tracuás. Desde então, denominaram de Rio Tracuateua, que mais tarde deu nome ao povoado." O nome do município tem origem, portanto, no nheengatu (também chamado de tupi moderno), sendo uma composição de tarakwá (uma espécie de formiga) e -tiwa (ajuntamento, multidão).
História
O surgimento de Tracuateua está ligado à construção da Estrada de Ferro de Bragança, conhecida como ferrovia Belém-Bragança, concluída em abril de 1908. Até os anos de 1880, antes do início obra, o povoamento entre Bragança e Belém era pequeno. O que se sabe do período anterior à ferrovia é pouco e impreciso. Na localidade conhecida por Jurussaca, viveram os índios Cariabas e negros refugiados, remanescentes das fazendas próximas à Bragança, provavelmente, estes e mais alguns imigrantes portugueses e espanhóis, foram os que iniciaram a colonização nos arredores. Raimundo Aruar e Mariano Pereira da Silva construíram as primeiras casas na região.
O nome foi dado pelos trabalhadores que abriam caminho para a futura ferrovia (1888). Esses chegaram a margens de um rio para merendar, e foram surpreendidos por uma infinidade de formigas grandes e pretas, conhecidas como Tracuás. Desde então, denominaram de Rio Tracuateua, que mais tarde deu nome ao povoado.
Em 1907, chegaram à Bragança os primeiros trilhos, assentados pelos “cassacos” (trabalhadores nordestinos), dando origem a várias vilas operárias ao longo da ferrovia, sendo uma delas, fixada na região onde hoje fica Tracuateua.
Com aproximadamente dez famílias, surgiu o povoado Bem do Rio. Na época, o nordestino recém-chegado, Luís Pereira Lima, apelidado de Luís Ligeiro, instalou um pequeno comércio para atender aos operários e colonos do entorno. Através dos esforços de Luís Ligeiro foi construída uma pequena parada de trem, para escoamento de produtos como farinha e tabaco. Na época, chegam também ao povoado Francisco Bandeira, Antônio Pio dos Reis e Auto dos Santos Lisboa, todos comerciantes, que juntamente com Luis Ligeiro Lima implementaram o comércio local. Com o desenvolvimento proporcionado pela ferrovia, o povoado cresceu e recebeu o nome de Alto-Quatipuru. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, esse nome foi alterado para Tracuateua.
Através de Decreto Federal, em 1922, foi instalada a estação experimental para cultura do fumo, em terras doadas por Joaquina de Queiroz, fazendeira de Bragança. O campo de Fomento Agrícola foi importante para o crescimento do povoado, gerando empregos e atraindo mais investimentos para o local. Mas foi a partir de 1925, que os incentivos à agricultura proporcionaram o surgimento de obras como, os postos meteorológicos e dos Correios e Telégrafos.
Algumas pedreiras, próximo à vila, também contribuíram para a economia local, através da extração e exportação de minérios destinados à capital do Estado, para a construção do cais do porto de Belém, e calçamento das ruas e praças da cidade. Naquela época, o governador do Pará chegou a comprar uma das jazidas de pedra, localizada nas proximidades do rio Quatipuru, para a prefeitura de Belém. Por causa disso até hoje o local é conhecido como a “pedreira da prefeitura”.
A partir de 1936, quando foi elevado à categoria de vila, estava sob administração de um fiscal municipal. Na época foram instalados uma escola, um posto médico e um mercado, que funcionavam em prédios alugados. Por volta de 1945, na gestão do prefeito Oscar Aciole de Vasconcelos, chegou em Tracuateua, o primeiro gerador de energia, que passou a funcionar diariamente, das 18 às 22 horas.
Com extinção da ferrovia em 1965, começa o período caracterizado pelo isolamento de vilas e cidades, que passaram a sofrer consequências em diversos setores, principalmente no econômico. O distrito de Tracuateua, sentiu diretamente os reflexos de sua extinção. Ficando sua sede a um quilômetro da Rodovia PA-242 (Bragança-Capanema), tornou-se solitária, razão pela qual seu comércio sofreu grandes perdas. Água encanada, energia elétrica 24 horas, delegacia de polícia, posto telefônico, somente chegaram à localidade após 1980.
O prédio de sua antiga estação ferroviária abriga atualmente a agência dos Correios instalada no município.
Emancipação
Por causa da incapacidade do governo bragantino de promover o progresso no distrito, surgiu em Tracuateua um clima de insatisfação popular que deu vida a um movimento em prol da emancipação política da Vila. A primeira tentativa neste sentido foi dada por Mario Nogueira (já falecido) que, em 14 de novembro de 1990, encaminhou ao então deputado Zeno Veloso, uma lista com várias assinaturas de eleitores de Bragança, que pleiteavam a criação do município de Tracuateua. A iniciativa não teve êxito.
Isto porém, não desanimou o movimento que ganhou novas adesões. Foi formada uma comissão pró emancipação que reuniu 239 assinaturas em um abaixo-assinado solicitando a abertura do processo de criação do município. Este documento foi entregue à presidência da Assembleia Legislativa, em 11 de maio de 1993, através do deputado estadual Luís Cunha, que foi o principal articulador na casa parlamentar.
Em plebiscito realizado em 21 de abril de 1994, o povo votou a favor da emancipação, e através da Lei n.º 5.858, de 29 de setembro do mesmo ano, foi criado o município de Tracuateua, desmembrado de área de Bragança.
O município de Tracuateua, com sede na vila do mesmo nome, foi instalado no dia 01 de janeiro de 1997, com a posse do prefeito Jonas Barros, do vice-prefeito Chaquim Casseb e dos nove vereadores eleitos no pleito municipal de 3 de outubro de 1996. Jonas Barros administrou o município por dois mandatos, 1997-2000 e reeleito nas eleições municipais de 2000 para 2001-2004. Nas eleições municipais de 2004, Waldeth Costa foi eleito para administrar Tracuateua entre 2005-2008. No pleito de 2008, o ex prefeito Jonas Barros disputou com Waldeth Costa que tentava a reeleição, o ex prefeito Jonas Barros venceu as eleições, porém o mesmo estava inelegível e não pôde assumir a prefeitura de Tracuateua para o mandato entre 2009 a 2012.
Gentílico: quem nasce no município tem o gentílico tracuateuense.
Formação Administrativa
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Bragança o distrito de Alto Quatipuru.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, o distrito de Alto Quatipuru passou a denominar-se Tracuateua.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Tracuateua permanece no município de Bragança.
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1960, o distrito de Tracuateua permanece no município de Bragança.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995.
Elevado à categoria de município com a denominação de Tracuateua, pela Lei Estadual n.º 5.858, de 29 de setembro de 1994, desmembrado de Bragança. Sede no antigo distrito de Tracuateua. Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1997.
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Alteração Toponímica Distrital
Alto Quatipuru para Tracuateua alterado, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 01º04'34" sul e a uma longitude 46º54'11" oeste, estando a uma altitude de 20 metros. A distância da capital Belém é de 250 km.
Relevo e Altitude
O relevo é predominantemente plano a suavemente ondulado, característico das terras baixas da Amazônia Oriental. A altitude média é de apenas 18 metros acima do nível do mar, o que facilita a mecanização de certas etapas da agricultura, embora a força manual ainda predomine.
Solo
Etimologia
De acordo com a prefeitura do município, "o nome foi dado pelos trabalhadores que abriam caminho para a futura ferrovia (1888). Esses chegaram a margens de um rio para merendar, e foram surpreendidos por uma infinidade de formigas grandes e pretas, conhecidas como Tracuás. Desde então, denominaram de Rio Tracuateua, que mais tarde deu nome ao povoado." O nome do município tem origem, portanto, no nheengatu (também chamado de tupi moderno), sendo uma composição de tarakwá (uma espécie de formiga) e -tiwa (ajuntamento, multidão).
História
O surgimento de Tracuateua está ligado à construção da Estrada de Ferro de Bragança, conhecida como ferrovia Belém-Bragança, concluída em abril de 1908. Até os anos de 1880, antes do início obra, o povoamento entre Bragança e Belém era pequeno. O que se sabe do período anterior à ferrovia é pouco e impreciso. Na localidade conhecida por Jurussaca, viveram os índios Cariabas e negros refugiados, remanescentes das fazendas próximas à Bragança, provavelmente, estes e mais alguns imigrantes portugueses e espanhóis, foram os que iniciaram a colonização nos arredores. Raimundo Aruar e Mariano Pereira da Silva construíram as primeiras casas na região.
O nome foi dado pelos trabalhadores que abriam caminho para a futura ferrovia (1888). Esses chegaram a margens de um rio para merendar, e foram surpreendidos por uma infinidade de formigas grandes e pretas, conhecidas como Tracuás. Desde então, denominaram de Rio Tracuateua, que mais tarde deu nome ao povoado.
Em 1907, chegaram à Bragança os primeiros trilhos, assentados pelos “cassacos” (trabalhadores nordestinos), dando origem a várias vilas operárias ao longo da ferrovia, sendo uma delas, fixada na região onde hoje fica Tracuateua.
Com aproximadamente dez famílias, surgiu o povoado Bem do Rio. Na época, o nordestino recém-chegado, Luís Pereira Lima, apelidado de Luís Ligeiro, instalou um pequeno comércio para atender aos operários e colonos do entorno. Através dos esforços de Luís Ligeiro foi construída uma pequena parada de trem, para escoamento de produtos como farinha e tabaco. Na época, chegam também ao povoado Francisco Bandeira, Antônio Pio dos Reis e Auto dos Santos Lisboa, todos comerciantes, que juntamente com Luis Ligeiro Lima implementaram o comércio local. Com o desenvolvimento proporcionado pela ferrovia, o povoado cresceu e recebeu o nome de Alto-Quatipuru. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, esse nome foi alterado para Tracuateua.
Através de Decreto Federal, em 1922, foi instalada a estação experimental para cultura do fumo, em terras doadas por Joaquina de Queiroz, fazendeira de Bragança. O campo de Fomento Agrícola foi importante para o crescimento do povoado, gerando empregos e atraindo mais investimentos para o local. Mas foi a partir de 1925, que os incentivos à agricultura proporcionaram o surgimento de obras como, os postos meteorológicos e dos Correios e Telégrafos.
Algumas pedreiras, próximo à vila, também contribuíram para a economia local, através da extração e exportação de minérios destinados à capital do Estado, para a construção do cais do porto de Belém, e calçamento das ruas e praças da cidade. Naquela época, o governador do Pará chegou a comprar uma das jazidas de pedra, localizada nas proximidades do rio Quatipuru, para a prefeitura de Belém. Por causa disso até hoje o local é conhecido como a “pedreira da prefeitura”.
A partir de 1936, quando foi elevado à categoria de vila, estava sob administração de um fiscal municipal. Na época foram instalados uma escola, um posto médico e um mercado, que funcionavam em prédios alugados. Por volta de 1945, na gestão do prefeito Oscar Aciole de Vasconcelos, chegou em Tracuateua, o primeiro gerador de energia, que passou a funcionar diariamente, das 18 às 22 horas.
Com extinção da ferrovia em 1965, começa o período caracterizado pelo isolamento de vilas e cidades, que passaram a sofrer consequências em diversos setores, principalmente no econômico. O distrito de Tracuateua, sentiu diretamente os reflexos de sua extinção. Ficando sua sede a um quilômetro da Rodovia PA-242 (Bragança-Capanema), tornou-se solitária, razão pela qual seu comércio sofreu grandes perdas. Água encanada, energia elétrica 24 horas, delegacia de polícia, posto telefônico, somente chegaram à localidade após 1980.
O prédio de sua antiga estação ferroviária abriga atualmente a agência dos Correios instalada no município.
Emancipação
Por causa da incapacidade do governo bragantino de promover o progresso no distrito, surgiu em Tracuateua um clima de insatisfação popular que deu vida a um movimento em prol da emancipação política da Vila. A primeira tentativa neste sentido foi dada por Mario Nogueira (já falecido) que, em 14 de novembro de 1990, encaminhou ao então deputado Zeno Veloso, uma lista com várias assinaturas de eleitores de Bragança, que pleiteavam a criação do município de Tracuateua. A iniciativa não teve êxito.
Isto porém, não desanimou o movimento que ganhou novas adesões. Foi formada uma comissão pró emancipação que reuniu 239 assinaturas em um abaixo-assinado solicitando a abertura do processo de criação do município. Este documento foi entregue à presidência da Assembleia Legislativa, em 11 de maio de 1993, através do deputado estadual Luís Cunha, que foi o principal articulador na casa parlamentar.
Em plebiscito realizado em 21 de abril de 1994, o povo votou a favor da emancipação, e através da Lei n.º 5.858, de 29 de setembro do mesmo ano, foi criado o município de Tracuateua, desmembrado de área de Bragança.
O município de Tracuateua, com sede na vila do mesmo nome, foi instalado no dia 01 de janeiro de 1997, com a posse do prefeito Jonas Barros, do vice-prefeito Chaquim Casseb e dos nove vereadores eleitos no pleito municipal de 3 de outubro de 1996. Jonas Barros administrou o município por dois mandatos, 1997-2000 e reeleito nas eleições municipais de 2000 para 2001-2004. Nas eleições municipais de 2004, Waldeth Costa foi eleito para administrar Tracuateua entre 2005-2008. No pleito de 2008, o ex prefeito Jonas Barros disputou com Waldeth Costa que tentava a reeleição, o ex prefeito Jonas Barros venceu as eleições, porém o mesmo estava inelegível e não pôde assumir a prefeitura de Tracuateua para o mandato entre 2009 a 2012.
Gentílico: quem nasce no município tem o gentílico tracuateuense.
Formação Administrativa
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Bragança o distrito de Alto Quatipuru.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, o distrito de Alto Quatipuru passou a denominar-se Tracuateua.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Tracuateua permanece no município de Bragança.
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1960, o distrito de Tracuateua permanece no município de Bragança.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995.
Elevado à categoria de município com a denominação de Tracuateua, pela Lei Estadual n.º 5.858, de 29 de setembro de 1994, desmembrado de Bragança. Sede no antigo distrito de Tracuateua. Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1997.
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Alteração Toponímica Distrital
Alto Quatipuru para Tracuateua alterado, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 01º04'34" sul e a uma longitude 46º54'11" oeste, estando a uma altitude de 20 metros. A distância da capital Belém é de 250 km.
Relevo e Altitude
O relevo é predominantemente plano a suavemente ondulado, característico das terras baixas da Amazônia Oriental. A altitude média é de apenas 18 metros acima do nível do mar, o que facilita a mecanização de certas etapas da agricultura, embora a força manual ainda predomine.
Solo
Predominam os Latossolos Amarelos, solos profundos e bem drenados, porém ácidos, o que exige manejo e calagem para a alta produtividade de grãos que a cidade ostenta.
Vegetação
A cobertura vegetal original de Floresta Ombrófila Densa foi, em grande parte, substituída por áreas de capoeira (vegetação secundária) e campos agrícolas. Nas áreas baixas, próximas aos rios, encontram-se matas de galeria preservadas.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Af), com temperaturas elevadas durante todo o ano, variando entre 24 °C e 33 °C. O regime de chuvas é intenso, com um período de "inverno" (mais chuvoso) entre janeiro e junho, e um "verão" (menos chuvoso) de julho a dezembro.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1980 a menor temperatura registrada em Tracuateua foi de 16,6 °C em 23 de julho de 2007, e a maior atingiu 36,6 °C em 27 de outubro de 2010. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 207,2 milímetros (mm) em 5 de maio de 2008. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 150 mm foram 173,2 mm em 20 de maio de 1985, 172,2 mm em 7 de fevereiro de 1983, 167,3 mm em 4 de fevereiro de 2018 e 154,3 mm em 25 de abril de 1986. Abril de 1986, com 899,9 mm, foi o mês de maior precipitação.
Economia
Tracuateua é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Tracuateua é o motor agrícola da região bragantina. O município é o maior produtor de feijão caupi do estado, o que lhe rendeu o apelido de "Capital do Feijão". Mas a riqueza não para por aí, Tracuateua produz uma das farinhas mais cobiçadas do Pará — seca, crocante e amarelinha. A produção de farinha é uma tradição secular que envolve famílias inteiras.
O município abastece feiras de Belém e do interior com hortaliças frescas, sendo um braço vital da segurança alimentar regional.
Em menor escala, a criação de gado bovino e a pesca artesanal nos rios que cortam a região complementam a renda das comunidades rurais.
Em janeiro de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 17 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -7 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 18.
Em janeiro de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 17 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -7 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 18.
Educação
Na área da educação, Tracuateua conta com uma rede municipal e estadual que atende plenamente ao ensino básico e fundamental. O grande desafio e foco atual é a expansão do ensino técnico voltado ao campo. Através de parcerias e polos de apoio, busca-se capacitar os jovens para que permaneçam no município, modernizando a produção agrícola sem perder a essência familiar. A proximidade com o campus da UFPA e do IFPA em Bragança facilita o acesso ao ensino superior para os tracuateuenses.
Turismo e Lazer
O turismo em Tracuateua é voltado para o lazer contemplativo e as raízes religiosas:
- Lagoa do Tracuateua: um refúgio de águas tranquilas muito procurado por moradores locais para banhos e piqueniques, especialmente nos fins de semana de sol.
- Turismo Rural: a observação da vida no campo, as casas de farinha e os vastos campos de feijão na época da colheita oferecem um espetáculo visual único.
- Círio de Nossa Senhora de Nazaré: assim como em outras cidades paraenses, Tracuateua realiza sua própria procissão em homenagem à padroeira em meados de agosto/setembro, unindo a cidade em um momento de fé e cultura popular.
- Rio Tracuateua - atravessa o município de um extremo ao outro, sendo que seu curso passa pelo Hotel Fazenda Toka da Amizade (distante 3Km da sede municipal), um dos meios de hospedagem do município, onde foi represado e transformado em piscina natural. O rio atravessa também o Balneário Riacho Doce, e mais adiante deságua no Rio da Ponte.
- Rio Quatipuru - o rio Quatipuru corta o município de Tracuateua a Oeste,na divisa com os municípios de Capanema e Quatipuru. Em seu curso, na comunidade de Vila das Neves, o rio foi represado.
- Balneário Ilha das Maravilhas - localiza-se na estrada de Mirasselvas, cerca de 15km da Vila das Neves e a 12km de Tracuateua – Sede. É também chamado balneário “Tapa na Cara”. O acesso é feito através de estrada de piçarra, em bom estado de conservação, porém não há iluminação nem sinalização.
- Balneário Riacho Doce - localiza-se dentro do centro urbano de Tracuateua. O acesso é feito por estrada, parte do asfalto, parte de piçarra, e em bom estado de conservação. É um braço do rio Tracuateua, e sua água é fria e escura. A profundidade é variável. O balneário possui bar, restaurante e algumas malocas.
- Chácara do Avião - a chácara faz divisa com a antiga área da Embrapa. O acesso ao local é feito através de estrada de piçarra, em bom estado de conservação, porém não há iluminação nem sinalização. É um balneário utilizado para diversão, e possui uma piscina de água corrente, espaço para a prática de esporte como vôlei e futebol.
- Campos Naturais - os campos naturais situam-se principalmente no norte do município, ocupando 20% da área territorial de Tracuateua. A região é cortada por rios e igarapés. A vegetação é composta por gramíneas, na maioria junco. Os terrenos baixos estão sujeitos à inundação, aliás, inundação aqui tem seu ciclo previsível – primeira metade do ano. Durante as cheias surgem imensos lagos cristalinos e quase toda a vegetação fica submersa, mas a profundidade chega a pouco mais de meio metro. As áreas de melhor drenagem formam ilhotas, onde podem ser encontrados muitos arbustos e algumas palmeiras como o babaçu. E os poucos espaços mais altos são ocupados por habitações. Nestas áreas, de baixa densidade demográfica, as casas e estradas de terra se perdem entre as enormes áreas cobertas de grama e espelhos d’águas.
- Trilha do Mutumbal - a trilha localiza-se dentro do antigo campus da EMBRAPA, e por onde passava a antiga estrada de ferro Belém-Bragança. A vegetação no local é abundante e fechada. Na trilha encontra-se a nascente do rio Mutumbal, onde se pode praticar a pesca artesanal, assim como, um grande bosque de bacurizeiros, mangueiras e, ainda, a caixa d’água, com linhas da arquitetura inglesa que abastecia o trem. No local, podem-se observar ruínas de edificações que integravam o complexo do antigo Campus da EMBRAPA, tais como: estrebaria, curral e a edificação onde se criavam porcos e era denominada porquilha.
- Trilha da Antiga Estrada de Ferro - localizada a 01 km do centro da cidade, próxima a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, estende-se por cerca de 4 km. É coberta por um túnel de árvores e o chão escavado pela erosão, constituindo parte da estrada por onde passava o trem da estrada de ferro Belém-Bragança. Com a desativação da estrada, os trilhos foram retirados e sua destinação desconhecida. Destacam-se, ainda, os paredões de barro de cerca de 4 metros de altura que margeiam a trilha, ora em aclive ora em declive.
- Quatipuru-Mirim - banhada pelo Oceano Atlântico, é uma praia desabitada, distando 1,5 Km da vila de Quatipuru-Mirim e apresentando aproximadamente 4Km de extensão. A vila, algumas vezes por ano, é invadida pela água, o qual os moradores chamam de Maré Grande. Possui gerador de energia, creche, escola e posto de saúde.
- Praia de Otelina - localizada na ilha de Otelina, em frente à praia de Quatipuru-Mirim, próxima a confluência do Oceano Atlântico com o rio Quatipuru. A praia é desabitada, mas os pescadores a usam para abrigarem-se, se acomodando em pequenos ranchos, edificações semelhantes a palafitas, feitas apenas de troncos de árvores e palha. O acesso ao local, a exemplo da praia de Quatipuru-Mirim, é feito de carro até o Porto da Alemanha e depois de barco até a ilha, em viagem de aproximadamente 50 minutos.
- Florada dos Ipês - Em uma das margens da Avenida Mário Nogueira existem 146 pés de Ipê Amarelo. A Florada dos Ipês é um espetáculo natural que ocorre no mês de novembro durante 03 dias consecutivos, quando as flores dos ipês caem e formam um tapete amarelo encobrindo a Avenida Mário Nogueira.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .
Vegetação
A cobertura vegetal original de Floresta Ombrófila Densa foi, em grande parte, substituída por áreas de capoeira (vegetação secundária) e campos agrícolas. Nas áreas baixas, próximas aos rios, encontram-se matas de galeria preservadas.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Af), com temperaturas elevadas durante todo o ano, variando entre 24 °C e 33 °C. O regime de chuvas é intenso, com um período de "inverno" (mais chuvoso) entre janeiro e junho, e um "verão" (menos chuvoso) de julho a dezembro.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1980 a menor temperatura registrada em Tracuateua foi de 16,6 °C em 23 de julho de 2007, e a maior atingiu 36,6 °C em 27 de outubro de 2010. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 207,2 milímetros (mm) em 5 de maio de 2008. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 150 mm foram 173,2 mm em 20 de maio de 1985, 172,2 mm em 7 de fevereiro de 1983, 167,3 mm em 4 de fevereiro de 2018 e 154,3 mm em 25 de abril de 1986. Abril de 1986, com 899,9 mm, foi o mês de maior precipitação.
Economia
Tracuateua é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Tracuateua é o motor agrícola da região bragantina. O município é o maior produtor de feijão caupi do estado, o que lhe rendeu o apelido de "Capital do Feijão". Mas a riqueza não para por aí, Tracuateua produz uma das farinhas mais cobiçadas do Pará — seca, crocante e amarelinha. A produção de farinha é uma tradição secular que envolve famílias inteiras.
O município abastece feiras de Belém e do interior com hortaliças frescas, sendo um braço vital da segurança alimentar regional.
Em menor escala, a criação de gado bovino e a pesca artesanal nos rios que cortam a região complementam a renda das comunidades rurais.
Em janeiro de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 17 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -7 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 18.
Em janeiro de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 17 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -7 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 18.
Educação
Na área da educação, Tracuateua conta com uma rede municipal e estadual que atende plenamente ao ensino básico e fundamental. O grande desafio e foco atual é a expansão do ensino técnico voltado ao campo. Através de parcerias e polos de apoio, busca-se capacitar os jovens para que permaneçam no município, modernizando a produção agrícola sem perder a essência familiar. A proximidade com o campus da UFPA e do IFPA em Bragança facilita o acesso ao ensino superior para os tracuateuenses.
Turismo e Lazer
O turismo em Tracuateua é voltado para o lazer contemplativo e as raízes religiosas:
- Lagoa do Tracuateua: um refúgio de águas tranquilas muito procurado por moradores locais para banhos e piqueniques, especialmente nos fins de semana de sol.
- Turismo Rural: a observação da vida no campo, as casas de farinha e os vastos campos de feijão na época da colheita oferecem um espetáculo visual único.
- Círio de Nossa Senhora de Nazaré: assim como em outras cidades paraenses, Tracuateua realiza sua própria procissão em homenagem à padroeira em meados de agosto/setembro, unindo a cidade em um momento de fé e cultura popular.
- Rio Tracuateua - atravessa o município de um extremo ao outro, sendo que seu curso passa pelo Hotel Fazenda Toka da Amizade (distante 3Km da sede municipal), um dos meios de hospedagem do município, onde foi represado e transformado em piscina natural. O rio atravessa também o Balneário Riacho Doce, e mais adiante deságua no Rio da Ponte.
- Rio Quatipuru - o rio Quatipuru corta o município de Tracuateua a Oeste,na divisa com os municípios de Capanema e Quatipuru. Em seu curso, na comunidade de Vila das Neves, o rio foi represado.
- Balneário Ilha das Maravilhas - localiza-se na estrada de Mirasselvas, cerca de 15km da Vila das Neves e a 12km de Tracuateua – Sede. É também chamado balneário “Tapa na Cara”. O acesso é feito através de estrada de piçarra, em bom estado de conservação, porém não há iluminação nem sinalização.
- Balneário Riacho Doce - localiza-se dentro do centro urbano de Tracuateua. O acesso é feito por estrada, parte do asfalto, parte de piçarra, e em bom estado de conservação. É um braço do rio Tracuateua, e sua água é fria e escura. A profundidade é variável. O balneário possui bar, restaurante e algumas malocas.
- Chácara do Avião - a chácara faz divisa com a antiga área da Embrapa. O acesso ao local é feito através de estrada de piçarra, em bom estado de conservação, porém não há iluminação nem sinalização. É um balneário utilizado para diversão, e possui uma piscina de água corrente, espaço para a prática de esporte como vôlei e futebol.
- Campos Naturais - os campos naturais situam-se principalmente no norte do município, ocupando 20% da área territorial de Tracuateua. A região é cortada por rios e igarapés. A vegetação é composta por gramíneas, na maioria junco. Os terrenos baixos estão sujeitos à inundação, aliás, inundação aqui tem seu ciclo previsível – primeira metade do ano. Durante as cheias surgem imensos lagos cristalinos e quase toda a vegetação fica submersa, mas a profundidade chega a pouco mais de meio metro. As áreas de melhor drenagem formam ilhotas, onde podem ser encontrados muitos arbustos e algumas palmeiras como o babaçu. E os poucos espaços mais altos são ocupados por habitações. Nestas áreas, de baixa densidade demográfica, as casas e estradas de terra se perdem entre as enormes áreas cobertas de grama e espelhos d’águas.
- Trilha do Mutumbal - a trilha localiza-se dentro do antigo campus da EMBRAPA, e por onde passava a antiga estrada de ferro Belém-Bragança. A vegetação no local é abundante e fechada. Na trilha encontra-se a nascente do rio Mutumbal, onde se pode praticar a pesca artesanal, assim como, um grande bosque de bacurizeiros, mangueiras e, ainda, a caixa d’água, com linhas da arquitetura inglesa que abastecia o trem. No local, podem-se observar ruínas de edificações que integravam o complexo do antigo Campus da EMBRAPA, tais como: estrebaria, curral e a edificação onde se criavam porcos e era denominada porquilha.
- Trilha da Antiga Estrada de Ferro - localizada a 01 km do centro da cidade, próxima a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, estende-se por cerca de 4 km. É coberta por um túnel de árvores e o chão escavado pela erosão, constituindo parte da estrada por onde passava o trem da estrada de ferro Belém-Bragança. Com a desativação da estrada, os trilhos foram retirados e sua destinação desconhecida. Destacam-se, ainda, os paredões de barro de cerca de 4 metros de altura que margeiam a trilha, ora em aclive ora em declive.
- Quatipuru-Mirim - banhada pelo Oceano Atlântico, é uma praia desabitada, distando 1,5 Km da vila de Quatipuru-Mirim e apresentando aproximadamente 4Km de extensão. A vila, algumas vezes por ano, é invadida pela água, o qual os moradores chamam de Maré Grande. Possui gerador de energia, creche, escola e posto de saúde.
- Praia de Otelina - localizada na ilha de Otelina, em frente à praia de Quatipuru-Mirim, próxima a confluência do Oceano Atlântico com o rio Quatipuru. A praia é desabitada, mas os pescadores a usam para abrigarem-se, se acomodando em pequenos ranchos, edificações semelhantes a palafitas, feitas apenas de troncos de árvores e palha. O acesso ao local, a exemplo da praia de Quatipuru-Mirim, é feito de carro até o Porto da Alemanha e depois de barco até a ilha, em viagem de aproximadamente 50 minutos.
- Florada dos Ipês - Em uma das margens da Avenida Mário Nogueira existem 146 pés de Ipê Amarelo. A Florada dos Ipês é um espetáculo natural que ocorre no mês de novembro durante 03 dias consecutivos, quando as flores dos ipês caem e formam um tapete amarelo encobrindo a Avenida Mário Nogueira.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .