sexta-feira, 4 de setembro de 2026

PIRAJU - SÃO PAULO

Piraju é um município brasileiro, localizado no sudoeste do estado de São Paulo na região do Vale do Paranapanema, próximo à divisa com o Estado do Paraná. É sede da Microrregião de Piraju. O município é formado pela sede e pelo distrito de Tibiriçá do Paranapanema. Conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, sua população era de 30.294 habitantes.
Estância turística
Piraju é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais
História
Sua fundação aconteceu em 25 de abril de 1880.
- 1859: dados concretos apontam a ocupação da cidade em 1859, com a chegada da família Arruda à região, porém historiadores acreditam que município de Piraju teve seu início por volta de 1800, devido à existência de uma estrada utilizada por viajantes para chegar a algumas localidades na região. Devido a esse fato e à fertilidade da terra, alguns colonos foram tomando posse e por ali se estabelecendo.
O local era conhecido como Tijuco Preto ("tijuco" é um termo proveniente da tupi que significa "pântano", através do vocábulo tyîuka). As terras pertenciam a três famílias da região: Arruda, Faustino e Graciano e, por volta de 1859, foram doadas para a criação do Patrimônio de São Sebastião.
- 1871: em 16 de março de 1871, através do Decreto-Lei Estadual 23, foi criada a freguesia São Sebastião do Tijuco Preto, pertencendo ao município de São João Batista do Rio Verde (atual Itaporanga), sendo, mais tarde, elevada à vila com a mesma denominação através da Lei Provincial n.º 11, de 25 de abril de 1880.
- 1891: em 6 de junho de 1891, recebeu a denominação Piraju, que, segundo o escritor e pesquisador Clóvis Chiaradia, se originou do termo Tupi-Guarani "pirá-ju(ba)", que significa "peixe amarelo" ou "peixe dourado", através da junção dos termos pirá ("peixe") e îub ("amarelo").
Fartura - em 1881, a Câmara Municipal de Piraju, recém-empossada, envia seu fiscal de tributos Manuel Martins para cobrar os impostos devidos pela crescente povoação, iniciando sua luta para impedir que o povoado fosse elevado à categoria de Distrito e, posteriormente, a criação de uma nova paróquia. No entanto, em 7 de Fevereiro de 1884, a Lei n.º 5 do governo da Província de São Paulo sancionada pelo então presidente da província Barão de Guajará, eleva a Capela Nossa Senhora das Dores de Fartura à categoria de freguesia, criando a Freguesia de Fartura, desmembrando-a de Piraju e a anexando a Itaporanga. Posteriormente, a Lei n.º 145 de 31 de março de 1891 elevaria a recém-formada freguesia à condição de município, criando o município de Fartura;
- Tejupá - em 1889, a povoação foi elevada a distrito de paz pertencente ao município de Piraju, com o nome de "Pedra Branca". Por vontade dos moradores, esse nome foi alterado para "Belo Monte", numa referência aos montes que circundam a cidade. Em dezembro de 1963, Belo Monte se emancipou de Piraju, tornando-se o município de Tejupá;
- Sarutaiá - em 20 de dezembro de 1906 passou a categoria de Distrito de Pirajú, com o nome de Sarutaiá. Finalmente em 18 de fevereiro de 1959 tornou-se município;
- Timburi - fundado em 24 de outubro de 1948);
- Manduri.
- Anos de 1900: Piraju detinha como parte de seu território, ainda, as atuais cidades abaixo, já tendo, portanto, em sua história, números maiores de população viva, falecida, território rural e urbano, tendo esses municípios, alcançado sua emancipação passando a ser, independentes. Considerando que alguns desses municípios fazem divisa entre os Estados de São Paulo e Paraná, em dado momento da história, Piraju tinha como vizinho ou área limítrofe, o Estado do Paraná.
Fatos históricos
- 1888: foi o primeiro município a abolir a escravidão, antes da Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.353, sancionada em 13 de maio de 1888).
- 1912: foi também a primeira cidade a obter luz elétrica (um ano antes do Rio de Janeiro). Sendo instalada uma usina de energia elétrica na Fazenda Boa Vista, 15 km a oeste da cidade.
- 1915: inaugurado em 15 de agosto de 1915 um sistema de bondes elétricos Tramway Eléctrico Municipal de Piraju, que operou até por volta de 1937, sendo fechado após a TEMP ser comprada pela Companhia Luz e Força Santa Cruz – que era controlada pela Corporação Votorantim de Sorocaba.
Gentílico: Pirajuense. 
Origem do Nome
O nome "Piraju" é de origem tupi-guarani e significa "peixe dourado". Esse batismo faz jus à riqueza da fauna aquática que sempre habitou as corredeiras do rio.
Formação Administrativa 
Freguesia criada com a denominação de São João do Tijuco Preto, por Decreto-Lei Estadual no 23, de 16 de março de 1871, no Município de São João Batista do Rio Verde (hoje Itaporanga). 
Elevado à categoria de vila com a denominação de São Sebastião do Tijuco Preto, por Lei Provincial n.º 111, de 25 de abril de 1880, desmembrado de Botucatu. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 10 de janeiro de 1881. 
Tomou a denominação de Piraju, por Decreto-Lei Estadual n.º 200, de 06 de junho de 1891. 
Cidade por Lei n.º 1.038, de 19 de dezembro de 1906. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Piraju se compõe de 5 Distritos: Piraju, Belo Monte, Santa Cruz do Palmital, Sarutaiá e Manduri. 
Lei n.º 2.092, de 20 de dezembro de 1925, cria o Distrito de São Bartolomeu e incorpora ao Município de Piraju. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município é constituído de 6 Distritos: Piraju, Belo Monte, Manduri, São Bartolomeu, Sarutaiá e Timburi (Ex Santa Cuz do Palmital). 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 9.073, de 31 de março de 1938, o Município de Piraju compreende o único termo judiciário da comarca de Piraju e se divide nos seguintes Distritos: Piraju, Belo Monte, Manduri, São Bartolomeu, Sarutaiá e Timburi. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 9.775, de 30 de novembro de 1938, o Município de Piraju, adquiriu parte do território do extinto Distrito de São Bartolomeu, do mesmo Município de Piraju. 
Em 1939-1943, o Município é composto de 5 Distritos: Piraju, Belo Monte, Manduri, Sarutaiá e Timburi, é termo da comarca de Piraju formada de 1 único termo, este formado por 3 Municípios: Piraju, Fartura e Óleo. 
Em virtude do Decreto-Lei Estadual no 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Piraju ficou composto dos 3 Distritos: Piraju, Sarutaiá, Tejupá Timburi é constituído do único termo judiciário da comarca de Piraju qual é formada pelos Municípios de Piraju, Fartura, Manduri e Óleo. 
Aparece nos quadros territoriais fixados pelas Leis n.º 233, de 24 de dezembro de 1943 e n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953 para vigorar, respectivamente, em 1949-1953 e 1954-1958, composto dois 3 Distritos: Piraju, Sarutaiá, Manduri e Tejupá (Ex Belo Monte). 
Lei Estadual n.º 5.285, de 18 de fevereiro de 1952, desmembra do Município de Piraju o Distrito de Sarutaiá. 
Lei Estadual n.º 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembra do Município de Piraju o Distrito de Tejupá. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do Distrito Sede. 
Lei Estadual n.º 4.954, de 27 de dezembro de 1985, cria o Distrito de Tibiriçá do Paranapanema e incorpora ao município de Piraju. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído de 2 Distritos: Piraju e Tibiriçá do Paranapanema. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 23º11'37" sul e a uma longitude 49º23'02" oeste, estando a uma altitude de 646 metros.
A geografia de Piraju é marcada pela imponência do Rio Paranapanema. Com uma altitude média que oscila entre 400 e 600 metros. O relevo é predominantemente montanhoso e ondulado, característica típica da transição para o planalto ocidental paulista.
Solo
O solo, historicamente fértil, permitiu uma agricultura diversificada, enquanto a vegetação ainda conserva manchas importantes de Mata Atlântica e matas ciliares que protegem os cursos d'água. É essa geografia privilegiada, com o rio serpenteando por entre colinas, que torna Piraju uma das cidades mais cênicas do estado de São Paulo, onde a água é o elemento central que define a vida e a beleza da região.
Hidrografia
A hidrografia de Piraju está assim composta: Rio Paranapanema, principal rio da cidade; Ribeirão Hungria; Ribeirão das Araras; Ribeirão da Neblina; Ribeirão Monte Alegre; Ribeirão São Bartolomeu e Ribeirão Boa Vista.
Rodovias
As rodovias que servem o município são: SP-261; SP-270 e SP-287.
Clima
Em Piraju, o verão é com precipitação, longo, abafado, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 31 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Piraju e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 4,8 meses, de 12 de novembro a 5 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Piraju é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 15 de maio a 5 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Piraju é julho, com a mínima de 15 °C e máxima de 24 °C, em média. 
Em Piraju, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Piraju começa por volta de 25 de março e dura 6,5 meses, terminando em torno de 11 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Piraju é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 70% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 11 de outubro e dura 5,5 meses, terminando em torno de 25 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Piraju é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 68% do tempo. 
Composição étnica
Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 23.116 brancos (78,53%), 5.246 pardos (17,82%), 935 pretos (3,18%), 119 amarelos (0,4%) e 19 indígenas (0,06%).
Economia
Piraju é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
Piraju é uma cidade que equilibra o ritmo de vida tranquilo com um desenvolvimento econômico consistente. Se no passado a cafeicultura era o motor da economia, hoje Piraju apresenta um setor diversificado. O agronegócio moderno, a indústria de transformação e, principalmente, o setor de serviços e o turismo sustentável são os pilares que sustentam a geração de emprego e renda, consolidando a cidade como um polo de serviços essenciais para toda a microrregião.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1 mil admissões formais e 809 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 220 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 293.
Na pequena região de Piraju este é o melhor desempenho em termos absolutos. Considerando a geração de vagas pelo tamanho da população, a cidade é a 14º que mais cresce na grande região de Marília.
Até abril de 2026 não houve registro de novas empresas em Piraju. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 142 empresas.
Infraestrutura
Saúde

- Estabelecimentos de Saúde total: 17 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde público total: 9 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde público municipal: 9 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde privado total: 8 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde privado com fins lucrativos: 7 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde privado sem fins lucrativos: 1 estabelecimento;
- Estabelecimentos de Saúde privado SUS: 2 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde com internação total: 1 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde sem internação total: 10 estabelecimentos. 
Educação
Piraju entende que o progresso exige conhecimento. Nos últimos anos, o município tem investido na expansão da oferta educacional, aproximando os jovens do ensino superior. Através de parcerias com polos universitários e centros de capacitação técnica, a cidade qualifica sua população para atuar em setores cruciais como o turismo, a gestão ambiental e a administração. Esse foco em educação garante que as novas gerações tenham condições de inovar e empreender sem precisar abandonar a terra que amam.
Nível Superior: FIASP - Faculdade Ibero Americana de São Paulo; Fafip - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Piraju; Unip - Universidade Paulista - Pólo Piraju e Unimes - Universidade Metropolitana de Santos - Polo Piraju.
Nível Técnico: ETEC Waldyr Duron Junior.
Cultura e lazer
Baile do Havaí

Ocorre no final do mês de dezembro. Durante todo o tempo foi realizado na Sede Social do Iate Clube Piraju, às margens da represa Paranapanema, do rio de mesmo nome, com grande número de público participante.
Carnaval de Rua
Atualmente, existem apenas as duas últimas Escolas de Samba na cidade, que muito abrilhantaram o Carnaval Turístico da cidade, trazendo inúmeras pessoas à cidade, bem como, Pirajuenses de coração, que tem familiares ou, moram fora ou, já moraram na cidade. Essas Escolas, também abrilhantam o Carnaval da região, fazendo desfiles em várias cidades da região, nos dias de não desfile em Piraju. Existiram já na cidade, várias Escolas de Samba, como: Príncipe Nego; Estação Primeira de Vila Tibiriçá; Unidos do Gavião (bairro Nosso Teto); Juventude Alegre (ainda existe e foi campeão por muitas vezes) e Unidos do Bairro Alto (ainda existe).
Esportes
O município sedia eventos esportivos de importância Nacional e Internacional, como o Kickboxing (Disputa Mundial e Nacional), Copa Brasil de Canoagem Slalom.
Locais
Campos/Quadras 
- Estádio Municipal
Gilberto Moraes Lopes, no bairro Jardim Jurumirim,) com Campo de Futebol tamanho oficial e uma quadra, ambos com Arquibancada;
- Campo de Futebol tamanho oficial (antigo Vital Brasil, no bairro Jardim Jurumirim), SEM Arquibancada;
- Campo de Futebol pequeno antiga AABB, na rodovia de acesso à cidade de Ourinhos e 01 Quadra, ambos, sem Arquibancada;
-  Campo de Futebol pequeno Grêmio Santa Cruz, no Distrito de Tibiriçá do Paranapanema, sem Arquibancada;
-  Campo de Futebol pequeno Banespinha, no Distrito de Tibiriçá do Paranapanema, sem Arquibancada;
- Ginásio de Esportes Poliesportivo, no bairro Jardim Jurumirim, com arquibancada;
- Ginásio de Esportes Poliesportivo Jacy Clodoaldo Albanezi, no bairro Jardim Jurumirim, com arquibancada;
-  Várias Quadras em Escolas Públicas Estaduais e Municipais, dispondo de Quadras Poliesportivas, com e sem arquibancadas.
Canoagem
Esportes Náuticos são o destaque do município, que é cortado pelo Rio Paranapanema, tem a canoagem como o principal esporte náutico, e ainda os melhores atletas do Brasil que disputam campeonatos estaduais, nacionais, continentais e mundiais e até mesmo olimpíadas.
A cidade de Piraju, cedeu no ano de 2008, nas Olimpíadas de Verão em Pequim, teve a presença da primeira mulher na canoagem representando o Brasil, Poliana Aparecida de Paula, na qual ficou na 14ª Colocação parando na semifinal. Já no ano de 2016, nas Olimpíadas de Verão do Rio de Janeiro, em 2016, teve três representantes, Pedro Henrique Gonçalves (Pepe), e na de duplas com os dois pirajuenses, Anderson Oliveira e Charles Corrêa. Pedro conseguiu o feito de ser o primeiro brasileiro a ir para a final da canoagem slalom individual, porém não conseguiu subir ao pódio ficando na 6ª Colocação, estabelecendo a melhor posição de um brasileiro nessa modalidade, enquanto Anderson e Charles foram até a semifinal.
KickBoxing
O Kickboxing, é outro esporte renomado em Piraju, com vários atletas, e os atletas disputam em categorias estaduais, nacionais e mundiais. O atleta de expressão mais conhecido é o Luciano Lopes (Boinha), que disputa o Cinturão Mundial constantemente, inclusive defende o cinturão nos dias de hoje.
Futebol
Atualmente não conta com um time profissional, porém o extinto Piraju Futebol Clube rendeu muitas alegrias ao pirajuense da época, hoje em dia não há mais um time profissional, porém há escolinhas de Futebol gratuita e constantemente um jovem passa em testes e vai jogar em clubes de maior expressão da capital e outros estados.Em 1970, começa a surgir um fenômeno que transformaria uma geração de crianças e adultos na área esportiva e social da cidade: O Grêmio Esportivo Dom Bosco. Foram anos de dedicação e sonhos realizados por pessoas que se comprometeram a levar esse projeto a sério.
Tudo começou numa manhã de domingo na cidade de Piraju, quando o Sr.Jacy Albanezi e sua Kombi, juntou crianças de 10 a 12 anos de idade e partiu para um jogo na cidade de Chavantes. O jogo contra o time do Padre, num campinho no fundo da Igreja Matriz daquela cidade com vitória de 3X2 para o time de adolescentes de Piraju. 
O que seria uma brincadeira de garotos e de seus pais, e amigos de seus pais, ganhou proporções quando Jacy e outros decidiram montar um projeto para formar uma equipe de futebol. Pessoas dedicadas e apaixonadas por futebol, como Jaci Albanezi, Roberto Bersi, Antônio Francisco, Jardel Caetano, Firmino Bragança, Nicola Dinardi, o saudoso Fernetti, sr. Silvestre e Sgto Cid Borges constituíram a primeira diretoria da agremiação. 
Com participação espontânea nas reuniões de entusiastas e colaboradores dos amigos e filhos dos integrantes da Conferência Dom Bosco do Asilo São Vicente de Paulo, de Piraju despontaram como incentivadores e fundadores do time: Manoel Bersi, Miguel Garrote, Urbano Vieira, Jacy Albanezi, Antônio Francisco, Roberto Bersi, Firmino Bragança, Nicola Dinardi, Benedito de Barros, Fernetti, Silvestre e Sgto Cid Borges e Oswaldo Pinterich. 
Turismo
Atrações turísticas

Rural
- AABB - Associação Atlética Banco do Brasil, no Distrito de Tibiriçá do Paranapanema (fora da cidade, na rodovia de acesso à cidade de Ourinhos-SP);
- Horto Florestal, na rodovia de acesso à cidade de Manduri.
- Tirolesa das Corredeiras, inaugurada em 2020, tendo 450 metros de percurso com uma altura máxima de 80 metros, saindo do mirante com a chegada na FECAP, a tirolesa possui uma visão impar das corredeiras da represa do rio Paranapanema, se tornou um dos principais ponto turismos da cidade.
Urbano
- Cruzeiro, no Distrito de Tibiriçá do Paranapanema, vista belíssima da cidade;
- Praça Ataliba Leonel, Centro da cidade, com vários eventos ao longo do ano;
- Matriz de São Sebastião, no Centro da cidade; 
- Procissão de São Sebastião, no rio Paranapanema, no dia do aniversário da cidade e do Padroeiro (20 de janeiro).
- Rotatória do Peixe, dentro da cidade;
- Recinto da FECAPI, dentro da cidade, com vários eventos ao longo do ano;
- Marginal da Represa Paranapanema, na estrada da Biquinha com acesso à Rodovia Raposo Tavares.
- No Rio Paranapanema: Baía do Judas, na Represa Jurumirim (fora da cidade); Garganta do Diabo, dentro da cidade; Passeio de Barco; Pesca;
- Pedrinha, na Represa Jurumirim (fora da cidade) e Prainha, na Represa Jurumirim (fora da cidade).
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

ARARI - MARANHÃO

Arari é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população segundo o IBGE, para o ano de 2025, era de 30.555 habitantes.
História
Os registros mais antigos sobre o atual território do município de Arari data de 1723, quando o padre José da Cunha d’Eça, fidalgo da casa real portuguesa e capitão-mor da capitania do Maranhão, cedeu terras para a criação de um curato às margens do Mearim, no lugar designado Curral da Igreja.
Decorrente da inconveniência do local, a povoação foi transferida, em 1728, para um terreno hoje conhecido por Sítio. Posteriormente, a maioria abandonou a localidade e se fixou em outra, permanecendo, contudo, alguns remanescentes, que originaram o povoamento.
De acordo com a tradição, sabe-se que, em 1685, devido à Revolta de Beckman, o mesmo foi preso em sua propriedade, onde hoje se situa o município de Arari. Em 1806, Lourenço da Cruz Bogea requereu licença ao bispo D. Luís de Brito Homem para construir um templo. Dois anos mais tarde, concluída a igreja, fomentou uma irmandade para ir à vila da Vitória buscar, em solene procissão, a imagem de Nossa Senhora das Graças.
Para além, o distrito de Arari foi criado pela Lei Provincial n.º 465, de 24 de maio de 1858, subordinado ao município de Mearim. Posteriormente, foi elevado à categoria de município com a denominação de Arari, pela Lei Provincial n.º 690, de 27 de junho de 1864, desmembrado de Vitória do Baixo Mearim, Sede na antiga vila de Arari.
Posteriormente, pela Lei Estadual n.º 269, de 31 de dezembro de 1948, é criado o distrito de Bonfim do Arari e anexado ao município de Arari. O município é constituído de 2 distritos: Arari e Bonfim do Arari, permanecendo a divisão territorial datada de 2005.
Gentílico: arariense.
Origem do Nome
A origem do nome "Arari" remonta à língua tupi e é uma referência direta à natureza: significa "rio das araras", uma alusão à fauna que sempre foi abundante nas matas ciliares da região.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Arari, pela Lei Provincial n.º 465, de 24 de maio de 1858, subordinado ao município de Mearim. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Arari, pela Lei Provincial n.º 690, de 27 de junho de 1864, desmembrado de Vitória do Baixo Mearim. Sede na antiga vila de Arari. Constituído do distrito sede. Não temos datada de instalação. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 2 distritos: Arari e Barreiros. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datadas em 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pela Lei Estadual n.º 269, de 31 de dezembro de 1948, é criado o distrito de Bonfim do Arari e anexado ao município de Arari. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Arari e Bonfim do Arari 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 03º27'13" sul e a uma longitude 44º46'48" oeste, estando a uma altitude de 7 metros. Possui uma área de 1084,23 km².
Geograficamente, Arari é marcada pela sua baixa altitude, inserida na paisagem típica da Baixada Maranhense. O relevo é predominantemente plano, composto por extensas planícies que, durante o período de chuvas, se transformam em vastas áreas alagáveis, criando um ecossistema rico e dinâmico.
O solo, fértil e rico em sedimentos, permite uma vegetação que transita entre campos naturais, matas de galeria e áreas de pastagens. Essa geografia singular não só favorece o ciclo da vida silvestre, como dita o ritmo das atividades humanas, sendo o pulso do Rio Mearim o grande maestro que conduz o cotidiano dos ararienses.
Clima
Em Arari, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é opressivo e quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 37 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 39 °C. 
A melhor época do ano para visitar Arari e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao início de setembro. 
A estação quente permanece por 3,0 meses, de 12 de setembro a 12 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 36 °C. O mês mais quente do ano em Arari é outubro, com a máxima de 37 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 5,8 meses, de 22 de janeiro a 15 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Arari é março, com a mínima de 24 °C e máxima de 31 °C, em média.
Em Arari, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Arari começa por volta de 6 de junho e dura 4,5 meses, terminando em torno de 23 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Arari é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 67% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 23 de outubro e dura 7,4 meses, terminando em torno de 6 de junho. 
O mês mais encoberto do ano em Arari é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 86% do tempo. 
Economia
Arari é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia, que no passado dependia quase exclusivamente do extrativismo e da agricultura de subsistência, hoje apresenta uma face mais diversificada. A pecuária, especialmente a bubalinocultura, encontrou na Baixada um ambiente ideal, consolidando Arari como um dos importantes polos produtores da região. Além disso, o comércio local e a prestação de serviços movimentam o cotidiano da cidade, sendo fundamentais para a geração de renda e bem-estar.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 72 admissões formais e 72 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 0 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -12.
Até abril de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Arari, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 45 empresas.
Educação
Arari compreende que a educação é a chave para transformar realidades. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior através de parcerias com instituições públicas e polos de educação à distância. O foco tem sido capacitar a juventude para áreas como a gestão ambiental, o agronegócio sustentável e a administração, garantindo que o conhecimento chegue até o cidadão arariense para que ele possa transformar o futuro de sua própria terra.
Turismo e Cultura
O turismo em Arari é uma experiência de contemplação e vivência. O Rio Mearim é o protagonista, oferecendo cenários deslumbrantes, especialmente durante o fenômeno da pororoca, que fascina visitantes e nativos. A cultura local é uma explosão de cores e sons: o Bumba Meu Boi, as danças tradicionais e o artesanato local contam a história de um povo que tem orgulho de suas origens.
Festival da Melancia: Arari é famosa pelo cultivo da fruta e celebra sua produção em um tradicional festival local.
Atrativos Naturais: ficam às margens do Rio Mearim, cenário de belas paisagens e palco para o fenômeno natural da Pororoca.
Festividades: outras datas marcantes incluem as tradicionais festas de Nossa Senhora das Graças e a intensa programação de São João.
Esporte
No esporte, o município demonstra sua vitalidade. O futebol amador é a grande paixão que une a comunidade, com campeonatos vibrantes que movimentam a cidade. Além disso, as práticas esportivas que utilizam os recursos hídricos e os campos naturais promovem a integração e a saúde, mantendo o espírito esportivo sempre aceso na população.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

CAMBUÍ - MINAS GERAIS

Cambuí é um município brasileiro do Estado de Minas Gerais. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 31.066 habitantes. 
Etimologia
O nome Cambuí provém do tupi antigo kambu'i, nome de uma árvore mirtácea abundante na região (o cambuí). Significa "galho que vira água" ou "árvore de ramos finos", uma referência direta à vegetação nativa que cobria as margens dos rios locais.
História
Cambuí surgiu com as incursões dos bandeirantes paulistas que atravessavam a Serra da Mantiqueira em busca de pedras preciosas. O local era um ponto de parada desses aventureiros, os quais estabeleceram seus ranchos e, posteriormente, fazendas ao longo do território do atual município.
Já no início do século XIX, os Capitães Francisco Soares de Figueiredo[9] (segundo Bernardo Saturnino da Veiga em seu "Almanach" um português que, como afirma Levindo Lambert, havia vindo de Campanha-MG) e Joaquim José de Moraes (de origem paulista) resolveram obter a autorização civil e eclesiástica para a edificação de uma capela no então chamado "Cambuhy". Com o passar dos anos, e tendo em vista o crescimento do povoado, outra igreja foi construída onde atualmente se situa a atual matriz, sendo abandonado o Cambuí velho (como hoje se denomina) ao esquecimento.
Em 1850, a paróquia de Cambuí, a de Nossa Senhora do Carmo, é criada iniciando o processo de autonomia do lugar, independência que se consolida em 1892 com a emancipação do município.
Cambuí, embora situada em uma região montanhosa e de difícil acesso até 1930, quando foi aberta a primeira estrada, sempre teve uma vida cultural intensa, seja no teatro, na poesia ou na música. Abrigou, existindo menos de duzentas casas, duas bandas de música, regidas pelos Capitães da Guarda Nacional José Quintino da Fonseca e Antônio José de Brito Lambert (banda dos Quintinos e dos Lambert). Recentemente o "virado de banana", prato conhecido apenas no município, foi patenteado pela prefeitura.
Nasceram em Cambuí João Moreira Salles, precursor do UNIBANCO; o jornalista científico Ulisses Capozzoli e o historiador, advogado e farmacêutico Levindo Furquim Lambert, o qual foi autor da primeira obra literária acerca da história da cidade e Secretário Estadual da Educação de Minas Gerais durante o governo de Juscelino Kubitschek.
Localizada em região serrana, sua economia é principalmente comercial e agropecuária, contando ainda com ascendentes investimentos na área industrial, fomentados pela passagem da Rodovia Fernão Dias.
Gentílico: Cambuiense. 
Formação Administrativa
O distrito foi criado em 01 de junho de 1850, pela Lei n.º 571, e o Município, desmembrado do Município de Jaguari, em 19 de janeiro de 1892, pela Lei n.º 23. 
Vila criada com sede na povoação de Nossa Senhora do Carmo do Cambuí, por Lei Provincial n.º 3.712, de 27 de julho de 1889. 
Instalada em 19 de janeiro de 1890. Cidade por Lei Estadual n.º 23, de 24 de maio de 1892. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Cambuí (Cambuhy) se compõe de 3 Distritos: Cambuí, criado por Lei Provincial n.º 471, de 01 de junho do ano de 1850 e por Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891; Bom Retiro e Bom Jesus do Córrego. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920 e no fixado pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, bem como na divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Cambuí figura com os mesmos distritos citados na divisão de 1911. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936, 31 de dezembro de 1937 e no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 88, de 30 de março de 1938, bem como no quadro fixado pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938 para 1939-1943, o Município de Cambuí é composto dos Distritos de Cambuí, Bom Jesus do Córrego e Bom Retiro - e é termo judiciário único da Comarca de Cambuí. 
Em virtude do Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943 que fixou o quadro territorial para vigorar no quinquênio 1944-1948, o Município de Cambuí ficou composto dos Distritos de Cambuí, Bom Jesus do Córrego e Bom Repouso (ex Bom Retiro) - e constitui o único termo judiciário da Comarca de Cambuí. 
Aparece no quadro fixado pela Lei n.º 336, de 27 de dezembro de 1948 para vigorar em 1949-1953, composto dos Distritos de Cambuí, Bom Jesus do Córrego, Bom Repouso e Senador Amaral e no fixado pela Lei n.º 1039, de 11 de dezembro de 1953 para 1954-1958 apenas com os Distritos de Cambuí e Senador Amaral em vista da elevação a município dos Distritos de Bom Repouso e Bom Jesus do Córrego, este último com a denominação de Córrego do Bom Jesus. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960.
Localização
O município de Cambuí está a 451 quilômetros da capital do estado, Belo Horizonte.
Rodovias
A principal rodovia que corta o município é a Rodovia Fernão Dias BR 381. Outra importante rodovia é a MG-295.
Geografia
Relevo

Localizada na região da Serra da Mantiqueira, paralelo 22° 36' 43" latitude sul e meridiano 46° 03' 27" longitude oeste, possui uma altitude máxima de 2.050 metros a mínima de 680 metros, sendo a prefeitura da cidade localizada entre essas medidas, a 860 metros de altitude, no maciço da Serra da Mantiqueira. De topografia montanhosa e clima agradável, tropical de altitude, distante 150 km de São Paulo e 420 km de Belo Horizonte, a cidade apresenta um potencial turístico que pode ser explorado. Possui porções de Mata Atlântica e cachoeiras, sendo o principal ponto turístico a Cachoeira do Andorinhão, bem como a Pedra de São Domingos, uma das mais famosas da região, que alcança 2.050 metros de altitude e é das únicas que se pode ir de carro até o topo, fica em Córrego do Bom Jesus, fronteiriço com Cambuí.
Solo e Vegetação
O solo, fértil e profundo, sustenta uma vegetação de transição, onde remanescentes da Mata Atlântica e a vegetação típica de altitude se fundem, garantindo a proteção de importantes nascentes que banham o município. É uma geografia que moldou o destino de Cambuí, abençoando a terra com recursos naturais que sustentam a vida e a beleza da região.
Clima
Em Cambuí, o verão é com precipitação, de céu encoberto, úmido e morno; o inverno é curto, de céu quase sem nuvens e ameno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 29 °C e raramente é inferior a 7 °C ou superior a 33 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Cambuí e realizar atividades de clima quente são do início de abril ao início de junho e do fim de julho ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 3,8 meses, de 5 de dezembro a 30 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Cambuí é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 15 de maio a 7 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 24 °C. O mês mais frio do ano em Cambuí é julho, com a mínima de 11 °C e máxima de 23 °C, em média. 
Em Cambuí, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Cambuí começa por volta de 3 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 13 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Cambuí é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 70% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 13 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 3 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Cambuí é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 76% do tempo. 
Economia
Cambuí é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia, que no passado dependia quase exclusivamente da agricultura, hoje é um mosaico de oportunidades. O setor industrial e de serviços cresceu exponencialmente, aproveitando a logística privilegiada da Fernão Dias. Ao mesmo tempo, o agronegócio continua forte, com destaque para a produção de morangos, hortifrutigranjeiros e a pecuária leiteira, que mantêm viva a tradição e a força do campo.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,2 mil admissões formais e 1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 145 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 98.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Cambuí, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 122 empresas.
Educação
Cambuí compreende que o conhecimento é a base para o desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, a cidade tem investido na ampliação do acesso à educação superior, trazendo polos de universidades e cursos técnicos que preparam os jovens para os desafios do mercado moderno. Esse movimento garante que o crescimento econômico seja acompanhado pela formação de mão de obra qualificada, permitindo que a nossa juventude construa carreiras sólidas sem precisar deixar a terra que amam.
Ensino Superior
No município de Cambuí está sediado um polo de apoio presencial da Universidade Aberta do Brasil, onde e oferecido o curso de Física graduação na modalidade a distância pela Universidade Federal de Itajubá e pela Universidade Federal de Lavras.
Turismo
O turismo em Cambuí é um convite à descoberta. As trilhas na serra, os picos com vista panorâmica e o ecoturismo atraem visitantes que buscam aventura e conexão com a natureza. 
Cultura
Gastronomia

Cambuí, assim como muitas cidades de Minas Gerais, é reconhecida por sua gastronomia mineira, com pratos típicos como leitoa à pururuca, acompanhada de arroz branco, tutu e couve mineira, a panceta, o suan, a bisteca e o frango caipira, cozido na panela de pressão com o caldo amarelo. No entanto, para além das iguarias tradicionais mineiras, Cambuí também um prato típico local: o famoso virado de banana. 
O virado de banana é uma receita tradicional local que leva apenas três ingredientes: banana, farinha de milho e queijo. Muito consumida nos lares cambuienses durante o café da manhã ou da tarde, por ser uma receita caseira, não é muito encontrada em restaurantes ou cafés da região, embora esse cenário esteja mudando. 
A origem da receita não é clara, mas há relatos de que foi inventada na época dos Bandeirantes, que utilizavam os ingredientes produzidos na região. 
O virado de banana foi registrado pela Prefeitura municipal de Cambuí como patrimônio imaterial por sua relevância cultural para a cidade em 2014. Em 2019 também passou a reconhecido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais - IEPHA. 
A cultura é a alma de Cambuí: as festas tradicionais, a culinária mineira de sabores inconfundíveis — com seu famoso pão de queijo e doces caseiros — fazem de cada visita uma experiência inesquecível.
Esporte
No esporte, a cidade é muito ativa. As competições de ciclismo, as corridas de montanha e o incentivo ao esporte de base nas escolas formam cidadãos saudáveis e fortalecem o espírito de união. As praças e centros esportivos são o ponto de encontro da comunidade, onde a saúde e o lazer se somam para criar um ambiente de bem-estar constante.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 1 de setembro de 2026

ANAJÁS - PARÁ

Anajás (região inicialmente chamada Mocoões) é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à mesorregião do Marajó e a microrregião Furos de Breves. A sede municipal, tem as seguintes coordenadas geográficas: 00º 59′ 21″ de latitude Sul e 49º 56′ 24″ de longitude a Oeste de Greenwich. fas limite ao norte com os municípios de Chaves e Afuá, ao Sul, Municípios de São Sebastião da Boa vista e Breves,  a leste  com os municípios de Ponta de Pedras e Muaná, e  a oeste com os municípios de Breves e Afuá.Sua população, conforme estimativas do IBGE, para o ano de 2025, era de 30.247habitantes.
História
Antes do período colonial, na região indígena no oeste da então ilha de Grande de Joannes (atual ilha do Marajó) banhada pelo rio Anajás originalmente chamada Mocoões, residiam os indígenas da etnia Anajás. Após serem catequizados pelos padres jesuítas, a região se desenvolveu, junto com toda a ilha do Marajó.
Ainda no período colonial, Mocoões foi distrito de chaves, e em seguida de Breves. Em 1869 o povoado foi elevado à categoria de freguesia com a denominação de Anajás (via Lei Provincial n.º 596, de 30 de setembro de 1869), subordinado a Breves. Em 1870, a freguesia de Anajás mudou para a denominação Menino de Deus do Rio Anajás (por meio de portaria da província). Sendo extinta e recriada algumas vezes, em 1886 foi elevada à categoria de município com a denominação de Anajás (por meio da Lei Provincial n.º 1.252, de 25 de novembro de 1886), desmembrado de Breves, instalado em 10 de agosto de 1887. Em 1895, foi elevado à categoria de cidade (Lei Estadual n.º 324, de 06 de julho de 1895).
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Anajás (ex povoado), pela Lei Provincial n.º 596, de 30 de setembro de 1869, subordinado ao município de Breves. 
Pela Portaria da Presidência da província, de 16 de dezembro de 1870, a freguesia de Anajás passou a denominar-se Menino de Deus do Rio Anajás. 
Pela Lei n.º 908, de 15 de junho de 1878, a freguesia do Menino de Deus do Rio Anajás, foi extinto. Sendo seu território anexado ao município de Breves. 
Pela Lei n.º 963, de 08 de março de 1880, a freguesia Menino de Deus do Rio Anajá é novamente criada pertencendo ao município de Breves. 
Pela Lei n.º 1.094, de 02 de novembro de 1882, a freguesia volta a ser criada com a denominação de Menino de Deus do Rio Anajás. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Anajás, pela Lei Provincial n.º 1.252, de 25 de novembro de 1886, desmembrado de Breves. Sede na antiga vila de Anajás. Constituído do distrito sede. Instalado em 10 de agoto de 1887. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Anajás, pela Lei Estadual nº 324, de 06 de julho de 1895. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04 de novembro de 1930, o município de Anajás foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Afuá, como simples distrito. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, Anajás figura como distrito do município de Afuá. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, é recriado o município de Anajás, desmembrado do município de Afuá. Constituído do distrito sede. Subdividido em 3ª Zonas: Anajás, Furo do Breu e Trovão. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede, subdividido nas zonas de Anajás, Furo de Breu e Trovão. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede, sendo seus subdistritos das zonas anexados ao distrito sede de Anajás. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.
Origem do Nome
A origem do nome "Anajás" é motivo de orgulho para a nossa gente. De raízes indígenas, o nome remete a uma palmeira nativa da região, a Anajá, que sempre foi abundante e fundamental para a vida das populações tradicionais.
Geografia
Localiza-se à latitude 00º 59' 12" sul e à longitude 49º 56' 24" oeste, com altitude de 10 metros. Sua área é de 6.912,527 km².
A geografia de Anajás é um espetáculo de planícies alagáveis e campos naturais. Com uma altitude baixíssima, praticamente ao nível do mar, o relevo é quase plano, característico do baixo Amazonas. 
Clima
O clima é o equatorial, com umidade elevada e calor constante, onde a vida é regida pelo ciclo das águas: o tempo de chuva que renova os campos e o tempo de seca que revela os caminhos da terra.
Fazendo parte do equatorial úmido, o clima do Município apresenta todas AS características inerentes a este: amplitude térmica mínima, temperatura média em torno de 27º C, mínima superior a 18º C e máxima de 36º C, umidade elevada e alta pluviosidade nos seis primeiros meses do ano.
Nesses meses mais chuvosos, ocorrem as menores temperaturas, enquanto, nos últimos seis meses, ocorrem AS temperaturas mais elevadas.
Por sua situação de relativa proximidade com o Atlântico, o clima é amenizado, tornando-se mais agradável pela ventilação existente.
Solo
O solo, rico em sedimentos, sustenta uma vegetação de floresta tropical, manguezais e campos inundáveis. Essa diversidade é o cenário perfeito para uma biodiversidade única, abrigando espécies que só se encontram na região do Marajó. É um terreno que exige adaptação, mas que recompensa quem sabe respeitar o ritmo da natureza.
Vegetação
A vegetação característica e predominante NO município é a Floresta Densa, de planície aluvial sub-região dos furos de Marajó, representativa da fisionomia florística da porção ocidental da ilha de Marajó. Entretanto, vale mencionar que AS áreas Leste e Norte do Município apresentam campos naturais, característicos da “região dos campos de Marajó”, na parte Leste da ilha.
Acesso
O deslocamento é feito via fluvial. O trajeto de barco a partir da capital, Belém, passando por municípios como Breves e Curralinho, leva aproximadamente 24 horas no navio mais rápido. Há também transporte regular conectando localidades vizinhas, como saídas fluviais saindo de Breves.
Hidrografia
O rio mais importante é o Anajás, que nasce em Ponta de Pedras e atravessa o Município com direção Sudeste-Noroeste, onde em sua margem esquerda se encontra a sede municipal. Tem como principal afluente, pela margem direita, o rio Mocoões, que desemboca em frente à cidade de Anajás. Ainda pela margem direita, destacam-se os rios Guajará, Cururu e Jacaré.
A Leste do Município, aparecem diversos rios e furos, entre eles, o rio Aramã, e os furos Japichana e Acari Pereira, fazendo limites com o município de Breves.
Economia
Anajás é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia local ainda preserva laços fortes com o extrativismo vegetal, o açaí e a pesca, que são as bases da subsistência de muitas famílias. No entanto, o comércio local e os serviços públicos têm crescido, impulsionados pela necessidade de atender aos anseios de uma população que busca mais qualidade de vida e melhores oportunidades.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 8 admissões formais e 12 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -4 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 9.
Até abril de 2026 não houve registro de novas empresas em Anajás. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 6 empresas.
Educação
Anajás sabe que o futuro se constrói com conhecimento. O município tem buscado superar as barreiras geográficas através de parcerias com universidades públicas, que oferecem cursos na modalidade à distância e polos presenciais. O objetivo é formar profissionais capacitados para o manejo sustentável da floresta, a gestão pública e o empreendedorismo local, permitindo que o talento anajaense floresça dentro do seu próprio território.
Turismo
O turismo em Anajás é uma experiência de imersão total na natureza amazônica. O passeio pelos igarapés, a observação da fauna marajoara e a visita às comunidades ribeirinhas são momentos de conexão inigualável com o modo de vida local. 
Cultura
A cultura é a nossa maior riqueza: o carimbó e o lundu ressoam em cada festa, celebrando a miscigenação de povos indígenas, negros e europeus. A culinária, com o peixe fresco, o açaí e o camarão regional, é uma experiência sensorial que nenhum visitante esquece.
Anajás sedia eventos e festividades tradicionais, como o "Forrozão Anajaense".
Em Anajás, a festa religiosa de maior relevância é a do Menino Deus, protetor do Município, festa tradicional que tem início em 16 e termina em 25 de dezembro, com uma procissão de encerramento.
No Município, encontra-se alguma produção artesanal, tendo como produtos principais cestas, vasos e esteiras. Apenas uma Biblioteca Pública pode ser considerada como equipamento cultural, em Anajás.
Esporte
No esporte, o futebol amador é a paixão que move os finais de semana. As competições locais são eventos de grande integração, onde a juventude anajaense exercita o espírito de equipe e a saúde em áreas de lazer que servem como ponto de encontro da comunidade.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Site da Câmara Municipal .

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

CAMPO MAGRO - PARANÁ

Campo Magro é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população em 2025, conforme estimativas do IBGE, era de 31.888 habitantes. O município foi elevado à categoria de cidade no dia 28 de dezembro de 1995, sendo desmembrada de Almirante Tamandaré.
História
Em 29 de março de 1693, o capitão-povoador Matheus Martins Leme, ao coroar os "apelos de paz, quietação e bem comum do povo", promoveu a primeira eleição para a Câmara de Vereadores e a instalação da Vila, como exigiam as Ordenações Portuguesas. Estava fundada a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, depois Curitiba.
A mudança do nome da vila e da rotina do povoado veio em 1721, com a visita do ouvidor Raphael Pires Pardinho. Ele foi, provavelmente, a primeira autoridade a se preocupar com o meio ambiente da cidade, iniciando uma tradição pela qual Curitiba hoje é reconhecida internacionalmente.
Já naquela época, o ouvidor determinou aos habitantes que tivessem determinados cuidados com a natureza. O corte de árvores, por exemplo, só poderia ser feito em áreas delimitadas. E os moradores ficavam obrigados a limpar o Ribeiro (hoje Rio Belém), a fim de evitar o banhado em frente à igreja matriz. O ouvidor Pardinho estabeleceu também que as casas não poderiam ser construídas sem autorização da Câmara e deveriam ser cobertas com telhas. As ruas já iniciadas teriam de ser continuadas, para que a vila crescesse com uniformidade.
Esquecida pelos governantes da Capitania de São Paulo, Curitiba passou por um período de extrema pobreza. A prosperidade só viria a partir de 1812, com o tropeirismo. Ponto estratégico do caminho do Viamão a São Paulo e às Minas Gerais, o povoado viu crescer o comércio com a passagem dos tropeiros.
O aluguel de fazendas para as invernadas transferia os habitantes do campo para o povoado. Surgiram lojas, armazéns e escritórios de negócios ligados ao transporte de gado. Junto com o desenvolvimento, em 1853 foi conquistada a emancipação do Paraná. Curitiba se tornou capital, dona de seu destino.
De povoado a metrópole, o traço fundamental que definiu o perfil de Curitiba foi a chegada de imigrantes das mais variadas procedências. Europeus, asiáticos e africanos contribuíram para a formação da estrutura populacional, econômica, social e cultural da cidade. Da mesma forma, paulistas, gaúchos, mineiros, nordestinos, enfim, brasileiros de todas as localidades também aqui se encontram, construindo a imagem de Curitiba.
Até o século XVIII, os habitantes da cidade eram índios, mamelucos, portugueses e espanhóis. Com a emancipação política do Paraná (1854) e o incentivo governamental à colonização na segunda metade do século XIX, Curitiba foi transformada pela intensa imigração de europeus.
Curitiba é uma palavra de origem Guarani: kur yt yba quer dizer "grande quantidade de pinheiros, pinheiral", na linguagem dos índios, primeiros habitantes do território. Nos primórdios da ocupação humana, as terras onde hoje está Curitiba apresentavam grande quantidade de Araucaria angustifolia, o pinheiro-do-Paraná.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Curitiba, em 1654.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Curitiba, em 29 de março de 1693. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Curitiba, pela Lei Provincial de São Paulo de n.º 5, de 05 de fevereiro de 1842. 
Pela Lei Provincial n.º 1, de 26 de julho de 1854, passou a ser capital da província.
Pelo Decreto Estadual n.º 147, de 02 de março de 1891, é criado o distrito de Casemiro do Taboão e anexado ao município de Curitiba.
Pelo Decreto Estadual de 20 de agosto de 1892, é criado o distrito de Nova Polônia e anexado ao município de Curitiba.
Perdeu essa última categoria por efeito do Decreto Estadual n.º 24, de 18 de janeiro de 1894, readquirindo-a em virtude do Decreto de n.º 25, de 29 de abril de 1894, (Revolução Federalista).
Pela Lei Municipal n.º 237, de 07 de janeiro de 1909, é criado o distrito de Portão e anexado ao município de Curitiba. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 4 distritos: Curitiba, Nova Polônia, Portão e Casemiro do Taboão.
Pela Lei Estadual n.º 1.581, de 25 de março de 1916, é criado o distrito de Santa Felicidade e anexado ao município de Curitiba.
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 01 de setembro de 1920, o município aparece constituído de 6 distritos: Curitiba, Campo Magro, Nova Polônia, Portão, São Casimiro do Tabuão e Santa Felicidade.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembrode 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 6.667, de 31 de março de 1938, os distritos de Portão e Casemiro do Taboão, foram reduzidos à categoria de zona do distrito sede Curitiba.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 7.573, de 20 de outubro de 1938, é criado o distrito de Umbará e anexado ao município Curitiba. Sob o mesmo decreto-lei ainda, Curitiba adquiriu o território dos extintos municípios de Colombo, Tamandaré e mais o distrito de Nossa Senhora da Conceição pertencente ao município de Tamandaré, como simples distrito. E ainda, foram extintos os distritos de Nossa Senhora da Conceição anexado ao distrito sede de Curitiba e Nova Polônia, seu território passou a constituir os novos distritos de Campo Comprido e Ferraria, este do município de Campo Largo.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 7 distritos: Curitiba, Campo Comprido, Campo Magro, Colombo, Santa Felicidade, Tamandaré e Umbará.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, desmembra do município de Curitiba os distritos de Colombo, Campo Magro e Timoneira (ex Tamandaré), alterado pelo mesmo decreto-lei, para constituir o novo município de Colombo.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Curitiba, Campo Comprido, Santa Felicidade e Umbará.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950.
Pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, é criado o distrito de Tatuquara, com terras desmembradas do distrito de Umbará e anexado ao município de Curitiba.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 5 distritos: Curitiba, Campo Comprido, Santa Felicidade, Tatuquara e Umbará.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963.
Pela Lei Estadual n.º 5.409, de 20 de outubro de 1966, é criado o distrito de Pinheirinho e anexado ao município de Curitiba.
Pela Lei Estadual n.º 5.481, de 20 de janeiro de 1967, é criado o distrito de Santa Quitéria e anexado ao município de Curitiba.
Pela Lei Estadual n.º 5.541, de 18 de abril de 1967, é criado o distrito de Bacacheri e anexado ao município de Curitiba.
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 8 distritos: Curitiba, Bacacheri, Campo Comprido, Pinheirinho, Santa Felicidade, Santa Quitéria, Tatuquara e Umbará.
Pela Lei Estadual n.º 8.894, de 27 de outubro de 1988, é criado o distrito de Novo Mundo e anexado ao município de Curitiba.
Em divisão territorial datada de 1991, o município é constituído de 9 distritos: Curitiba, Bacacheri, Campo Comprido, Novo Mundo, Pinheirinho, Santa Felicidade, Santa Quitéria, Tatuquara e Umbará.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1999.
Em divisão territorial datada de 2001, o município aparece constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Sobre o Nome
O nome "Campo Magro" tem origem na sabedoria popular dos tropeiros. Ao observarem a vegetação de determinadas áreas da região, que possuíam um solo arenoso e menos propício para pastagens ricas e abundantes, eles chamavam esses locais de "campos magros". O nome acabou batizando a localidade e, posteriormente, o município.
Campo origina-se do latim campus designando região de grande extensão de terra, que tem ou não árvores esparsas. Magro vem do latim macru, referindo-se a escasso, parco.
Geografia
Montanhas e árvores constituem um belo cenário em Campo Magro. O ponto mais procurado é o Morro da Palha com 1.190 m de altitude.
A geografia é o grande destaque de Campo Magro. Com uma altitude média que ultrapassa os 900 metros em diversas partes do município, a cidade desfruta de um clima subtropical úmido, marcado por invernos frios, com a possibilidade de geadas, e verões amenos. 
Relevo
O relevo é acidentado, característico das serras paranaenses, com vales profundos e encostas íngremes.
Solo
O solo, rico em formações calcárias, conferiu à região uma característica única: a existência de diversas cavernas e grutas, tornando Campo Magro um destino de estudo e aventura. 
Vegetação
A vegetação é um mosaico preservado de Floresta com Araucárias, o símbolo máximo do Paraná, que se impõe na paisagem, garantindo a proteção das nascentes que abastecem grande parte da Região Metropolitana.
Hidrografia
Devido o rico potencial hídrico, Campo Magro possui em seu território parte de duas unidades de conservação, a APA (Área de Proteção Ambiental) do Rio Passaúna e a UTP (Unidade Territorial de Planejamento) do Rio Verde, que determinam uma grande preocupação em conservar o Meio Ambiente em um remanescente da natureza nas proximidades de Curitiba, a capital do Estado. Dessa abundância de matas surgiu a denominação "Verde Que Te Quero Verde".
Mais de 90 % da área do município é formada por área de mananciais, sendo que os Royalties de preservação são a principal fonte de renda do município.
Economia
Campo Magro é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia, historicamente baseada na extração de calcário e na agricultura familiar, tem se diversificado. O setor de serviços e o turismo ecológico ganham cada vez mais força, impulsionados pela valorização das belezas naturais e da gastronomia rural. A cidade se consolida como um polo onde a qualidade de vida é o principal produto de exportação.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 709 admissões formais e 607 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 102 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 122.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Campo Magro, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 69 empresas.
Educação
Em Campo Magro o desenvolvimento caminha lado a lado com a educação. Nos últimos anos, a cidade tem investido na ampliação do acesso ao conhecimento, através de parcerias que levam polos de ensino a distância e cursos profissionalizantes para a comunidade. O foco está na formação de mão de obra capacitada para os setores de turismo sustentável, gestão ambiental e agronegócio, garantindo que os jovens possam crescer profissionalmente sem precisar abrir mão da qualidade de vida que o município proporciona.
Cultura 
Devido a grande área verde e pouca poluição foi instituída em Campo Magro o observatório astronômico do Paraná em substituição ao Planetário do Colégio Estadual do Paraná. Culturalmente, a cidade valoriza a herança dos imigrantes e o saber do homem do campo. Festas tradicionais e eventos de valorização do produtor rural mantêm viva a memória local.
Turismo
O turismo em Campo Magro é um convite ao contato direto com a natureza. A região é famosa por suas rotas de turismo rural, onde o visitante pode saborear o autêntico café colonial e produtos feitos de forma artesanal. As trilhas, caminhadas e a exploração de suas grutas e cavernas tornaram a cidade uma referência para os amantes do ecoturismo e dos esportes de aventura.
Esporte
No esporte, o município é um cenário vibrante para o ciclismo de montanha e o motocross, aproveitando o relevo desafiador. As praças e centros esportivos municipais são pontos de integração social, onde o esporte amador une gerações em torno da saúde e do lazer.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

TRIUNFO - RIO GRANDE DO SUL

Triunfo é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Município histórico, Triunfo é o local de nascimento de Bento Gonçalves, do dramaturgo Qorpo Santo, da atriz Iracema de Alencar e o local onde se encontra enterrado o madeirense Jerônimo de Ornelas, fundador da cidade de Porto Alegre. Sua população, conforme estimativas do IBGE, para o ano de 2025, era de 28.435 habitantes.
História
Triunfo tem um passado fortemente vinculado à Revolução Farroupilha, tendo sido palco de vários combates, como a Batalha do Fanfa, quando Bento Gonçalves foi preso.
Os primitivos habitantes da zona que hoje constituí o município de Triunfo foram os índios Patos, cuja memória está representada em vários objetos de seu uso, que compõem o rico acervo do Museu Farroupilha, instalado na casa onde nasceu Bento Gonçalves da Silva. A região também sofreu incursões de outras tribos indígenas como os Minuanos, Charruas e Tapes. Com a chegada dos Portugueses, os índios foram abandonando suas terras e marinhando pelos rios, subindo às suas nascentes e estabelecendo-se às suas margens.
O povo de Triunfo nasceu de duas sesmarias doadas pelo então Governador Geral da Capitania do Rio Grande do Sul, General Gomes Freire de Andrade, no ano de 1752, localizadas entre o rio Taquari e seu afluente arroio Capote e o antigo arroio da Ponte. Pertenciam elas a Manoel Gonçalves Meirelles e a Francisco da Silva, ambos casados com filhas de Jerônimo de Ornellas Menezes e Vasconcellos, povoador inicial de Porto Alegre, e que para aí seguiria por volta de 1754, logo após a instalação dos casais açorianos em suas terras desapropriadas no Porto de Viamão.
Em 1757, Jerônimo de Ornellas, primeiro sesmeiro e fundador de Porto Alegre veio com seus familiares morar no rossio da Freguesia do Senhor Bom Jesus do Triunfo, onde veio a falecer em 1771. Manoel Gonçalves Meirelles era casado com Dona Antônia da Costa Barbosa, filha de Jerônimo de Ornellas e sua esposa Dona Lucrecia Leme Barbosa; casaram em Viamão e batizaram seus seis primeiros filhos, nascidos no Porto do Dornelles, também em Viamão, entre 1743 e 1754.
Pouco antes, havia Meirelles obtido a sesmaria no Triunfo, local que ele denominara Piedade e onde estabeleceu a sede da estância e pequeno povoado. (Sesmaria da Piedade: o significado de 'Piedade', voltando à época, onde tudo era desabitado, entende-se como um pedido de fé, amparo e piedade aos seus, por estarem num lugar tão sozinhos). Meirelles faleceu em Triunfo, a 28 de agosto de 1777. De sua sexta filha, Dona Perpétua da Costa Meirelles, casada com o Capitão Joaquim Gonçalves da Silva, português da Santa Marinha Real, nasceu Bento Gonçalves da Silva.
No ano de 1754, foi requerida a criação da Capela do Senhor Bom Jesus do Triunfo. Em 1756, Jerônimo de Ornellas levantou a Igreja Matriz, dando assim, origem ao povoado. A Portaria de 4 de setembro de 1756, determinada pelo Bispo do Rio de Janeiro, Dom Antônio do Desterro, determina que o Padre Tomás Clarque organize a terceira paróquia do Rio Grande do Sul, instalando-a em 9 de Janeiro de 1757, e traçando-lhe os limites, escolhendo o lugar da sede da igreja e também o padroeiro. E dessa época em diante, o lugar começou a chamar-se Freguesia do Bom Jesus do Triunfo.
Triunfo, nem sempre se chamou assim. A região teve como primeira denominação Forquilha, nome proveniente do encontro dos rios Taquari e Jacuí. O município de Bom Jesus do Triunfo e a elevação à categoria de Vila foi criado pelo Decreto da Regência em nome do Imperador Dom Pedro II, de 25 de outubro de 1831. A elevação à categoria de cidade ocorreu em 31 de março de 1938, pelo Decreto Estadual n.º 7.199. Desde os primórdios, a cidade de Triunfo, ficou estreitamente ligada a história de nosso Estado, pois sua origem provém diretamente da introdução de casais açorianos.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Colônia pelo Ato Municipal de 20 de agosto de 1892, subordinado ao município de São Jerônimo. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, o distrito se denomina Barão do Triunfo.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito se denomina novamente Colônia de Barão do Triunfo e permanece no município de São Jerônimo.
Pelo Decreto Estadual n.º 7.199, de 31 de março de 1938, o nome do distrito de Colônia de Barão do Triunfo é simplificado para Barão do Triunfo.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943, o distrito de Barão do Triun¬fo se divide em duas zonas: Barão do Triunfo e Quitéria.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948, o distrito de Barão do triunfo é constituído de dois subdistritos: Barão do Triunfo e Quitéria.
Desmembrado de São Jerônimo, Barão do Triunfo é elevado à categoria de município pela Lei Estadual n.º 9.571, de 20 de março de 1992. O município é instalado em 01 de janeiro de 1993, constituído do distrito sede.
Assim permanece em divisão territorial datada de 2020.
Origem do Nome
O nome "Triunfo" é uma homenagem a uma vitória militar alcançada na época, batizando a vila com um título de glória.
Geografia
A geografia de Triunfo é definida pela presença marcante das águas. Com uma altitude baixa, próxima ao nível do mar, o relevo é composto por áreas planas e baixadas fluviais, típicas da depressão central gaúcha. 
O solo, rico em aluviões devido à presença dos grandes rios, sempre foi a base para uma agricultura produtiva. A vegetação original, formada por campos e matas ciliares, ainda compõe a paisagem, criando corredores verdes que acompanham o curso das águas e protegem a biodiversidade local. É uma geografia que, ao mesmo tempo em que oferece recursos para a produção, impõe desafios naturais que foram superados pela engenhosidade e pelo trabalho de seu povo.
Clima
Em Triunfo, o verão é abafado e quente; o inverno é ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 31 °C e raramente é inferior a 4 °C ou superior a 36 °C. 
Baseado no índice de turismo, as melhores épocas do ano para visitar Triunfo e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do fim de setembro ao meio de dezembro. 
A estação quente permanece por 3,9 meses, de 28 de novembro a 24 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Triunfo é janeiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,0 meses, de 22 de maio a 22 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 21 °C. O mês mais frio do ano em Triunfo é julho, com a mínima de 10 °C e máxima de 19 °C, em média. 
Em Triunfo, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre pequena variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Triunfo começa por volta de 9 de fevereiro e dura 2,8 meses, terminando em torno de 2 de maio. 
O mês menos encoberto do ano em Triunfo é março, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 65% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 2 de maio e dura 9,2 meses, terminando em torno de 9 de fevereiro. 
O mês mais encoberto do ano em Triunfo é junho, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 49% do tempo. 
Economia
Triunfo é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
Triunfo equilibra a tranquilidade da vida interiorana com o ritmo acelerado de um polo industrial. A economia local é uma das mais fortes do estado. A presença do Polo Petroquímico de Triunfo transformou radicalmente a realidade do município, inserindo-o na rota das grandes indústrias nacionais. Ao mesmo tempo, o setor primário e o comércio local continuam a desempenhar um papel vital, criando uma economia diversificada que gera renda e sustentabilidade para a população.
Possui forte relevância industrial no estado, com expressiva arrecadação de royalties.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 2,7 mil admissões formais e 1,9 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 743 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 109.
Até abril de 2026 houve registro de 4 novas empresas em Triunfo, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 58 empresas.
Educação e Qualificação
Triunfo compreende que o progresso exige conhecimento. Nos últimos anos, o município tem investido na aproximação entre o mercado de trabalho e o ensino superior. Através de parcerias com universidades da região metropolitana e centros de formação técnica, a cidade qualifica seus cidadãos para atuar em setores de alta tecnologia. Esse foco na educação é a garantia de que as futuras gerações continuarão a conduzir o desenvolvimento de Triunfo com competência e inovação.
Cultura
A cultura local é uma celebração da identidade gaúcha: o tradicionalismo, as festas religiosas e o apreço pela culinária típica mantêm vivas as tradições que definem o povo triunfense.
Turismo
O turismo em Triunfo é um mergulho na história. O Centro Histórico, com suas casas coloniais e igrejas antigas, é um convite para quem gosta de arquitetura e memória. 
O Município possui uma grande diversidade de prédios históricos, entre eles estão: a Matriz do Senhor Bom Jesus do Triunfo, a terceira igreja mais antiga do Estado; o Teatro União, que é foi o segundo teatro a ser construído no Rio Grande do Sul; a casa onde nasceu o General Bento Gonçalves da Silva, entre muitos outros casarios de valor histórico. O interior do município apresenta grandes proporções e diversos locais que podem ser visitados; Triunfo é propicio para o Turismo Rural, tendo muitas alternativas para investidores do ramo. A cidade é favorável para construção e realização do turismo em diversas áreas, entre elas destacamos: o Histórico, Cultural, Rural, Aventura, Ferroviário, Ecológico, Tradicionalista, Religioso, Aquático (possui mais de 25 ilhas) e Romântico (com a charmosa Rua dos Plátanos e Ponte do Barreto). Triunfo tem próximo ao Centro Urbano o Parque Camboatá, com uma grande estrutura para receber grande eventos.
Centro Histórico e Cultura
Casa Museu Bento Gonçalves: local onde nasceu o líder da Revolução Farroupilha. Guarda relíquias da família e da guerra.
Theatro União: inaugurado em 1848, é o segundo teatro mais antigo do estado ainda em funcionamento.
Igreja Matriz Senhor Bom Jesus: uma das igrejas mais antigas e imponentes da região, com arquitetura marcante.
Casa do Império: um prédio luso-açoriano raro, sendo a única Casa do Império preservada em todo o estado.
Natureza e Lazer
Estação Ambiental Braskem: um grande parque com áreas de preservação, trilhas ecológicas e museus focados em meio ambiente.
Parcão Municipal e Praças: ótimos espaços ao ar livre, como a Praça Bento Gonçalves, para caminhadas e chimarrão.
Esporte
No esporte, a cidade aproveita sua relação com a natureza. O futebol, o futsal e as atividades ao ar livre são muito presentes na rotina da comunidade. Os espaços de lazer, espalhados pelo município, são pontos de encontro onde a saúde e a integração social caminham juntas, reforçando os laços de união da população.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

ANCHIETA - ESPÍRITO SANTO

Anchieta é um município brasileiro no litoral sul do estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se ao sul da capital estadual, distando desta cerca de 80 km. Sua população foi estimada em 33.017 habitantes em 2025.
O atual município se originou da aldeia jesuítica de Reritiba, fundada pelo padre José de Anchieta no século XVI. Após a expulsão da Companhia de Jesus do Brasil Colônia em 1759, a localidade passou por um período de desenvolvimento iniciado na segunda metade do século XIX, com a chegada de levas de imigrantes. Esses colonos, em sua grande maioria italianos, incentivaram o crescimento populacional e econômico. Assim, a até então vila foi elevada à condição de cidade em 1887, quando recebeu o nome de "Anchieta" em homenagem ao religioso jesuíta que ali viveu e morreu.
Figuram entre as atividades econômicas mais importantes de Anchieta a indústria, o comércio, o turismo e a prestação de serviços. O município possui um polo industrial destinado a empresas de pequeno, médio e grande porte, responsável por um considerável incremento em seu Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, constitui um destino de turistas à procura de suas praias e de atrativos históricos e culturais. Nesse sentido, há de se destacar o Santuário Nacional de São José de Anchieta, que preserva o patrimônio histórico deixado pelos jesuítas e pelo padre Anchieta.
História
Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam o sul do Espírito Santo foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, esta era ocupada pela tribo tupi dos temiminós. 
A cidade de Anchieta tem sua origem ligada à aldeia jesuítica de Iriritiba, também chamada Reritiba, termo de origem tupi que significa "muitas ostras" ou "ajuntamento de ostras", pela junção dos termos reri (ostra) e tyba (ajuntamento). A aldeia foi criada pelo padre José de Anchieta, como local de catequese dos índios. O ano exato em que Reritiba foi fundada é incerto, mas se considera o dia 15 de agosto como aniversário de sua fundação. Também se sabe que a primeira Igreja Nossa Senhora da Assunção e residência dos jesuítas, que posteriormente deu origem ao Santuário Nacional de São José de Anchieta, são datados de 1579. 
Padre José de Anchieta se transferiu definitivamente para o Espírito Santo em 1587, vindo a falecer em Reritiba em 9 de junho de 1597. Nesse período, produziu grande parte de sua obra literária e dramática. Com a expulsão da Companhia de Jesus das terras portuguesas em 1759, o que incluía o Brasil Colônia, a aldeia de Reritiba recebeu o foro de vila com o nome de Vila Nova de Benevente. Logo após a partida dos jesuítas, a vila passou por um período de decadência devido à desocupação da região pela maioria dos nativos. 
A vila ganhou impulso em sua economia com a chegada, pelo porto de Benevente, de milhares de colonos italianos a partir de 1875. Uma considerável leva de imigrantes se fixou no distrito de Alto Pongal, mas áreas de todo o atual município receberam forasteiros. Vários também seguiram o curso do rio Benevente rumo a núcleos de colonização oficiais no interior do Espírito Santo. 
Em 12 de agosto de 1887, a vila foi elevada à condição de cidade, recebendo um novo nome: "Anchieta", em homenagem ao famoso santo jesuíta que ali viveu e morreu no século XVI. Foi em Anchieta, em 1968, que o padre Umberto Pietrogrande fundou o Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (MEPES) e a primeira Escola Família Agrícola no Brasil.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Benevente, por Alvará de 01 de janeiro de 1759. Instalado em 14 de janeiro de 1761. 
Elevado à categoria de cidade, por Lei Provincial n.º 6, de 12 de agosto de 1887. 
Pela Lei Municipal de 07 de dezembro de 1892, foram criados os distritos de Iriritiba e Jabaquara e anexados ao município de Anchieta. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Benevente, Iriritiba e Jabaquara. 
Pela Lei Municipal n.º 1.307, de 30 de dezembro de 1921, o município de Benevente passou a denominar-se Anchieta. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta (ex Benevente), Iriritiba e Jabaquara. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31de dezembro de 1937. 
No quadro fixado para vigorar de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta, Iriritiba e Jabaquara. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta, Iriritiba e Jabaquara. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Pelo Artigo n.º 235, da Lei Orgânica Municipal o distrito de Iriritiba passou a denominar-se Alto Pongal. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta, Alto Pongal (ex Iriritiba) e Jabaquara. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do nome
O nome original da região era Reritiba, que em tupi significa "lugar de muitas ostras". A transição para o nome atual foi uma homenagem justa ao santo que ali viveu e faleceu.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 409,691 km², sendo que 11,26 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 20°48'21" de latitude sul e 40°38'52" de longitude oeste e está a uma distância de 77 quilômetros a sul da capital capixaba. Seus municípios limítrofes são Guarapari, Alfredo Chaves, Piúma e Iconha. 
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Vitória. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Guarapari, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Espírito-Santense.
A geografia de Anchieta é um espetáculo de diversidade. Com uma altitude que varia do nível do mar até áreas de relevo mais elevado nas proximidades da serra, o município apresenta um relevo marcado por planícies costeiras, falésias e colinas suaves. O clima é o tropical, com verões quentes que convidam ao banho de mar e invernos amenos, garantindo um ambiente agradável durante todo o ano.
O solo, fértil em áreas de baixada e arenoso na costa, sustenta uma vegetação de restinga preservada e manchas remanescentes de Mata Atlântica. Esse cinturão verde é fundamental para a manutenção da biodiversidade e para o equilíbrio ambiental das praias. O encontro do Rio Benevente com o oceano cria um cenário único, que não só embeleza a paisagem, mas regula o microclima da região.
Relevo e meio ambiente
O relevo de Anchieta é consideravelmente variado. Cerca de 40% das terras do município são onduladas, 30% são planas, 20% são montanhosas e 10% escarpadas. O relevo plano se concentra ao longo do litoral, que possui cerca de 30 km e é onde está localizada a sede municipal. À medida que se avança em direção ao interior se torna mais acidentado. A maior altitude é de 332 metros no Monte Urubu. 
Anchieta integra a bacia hidrográfica do rio Benevente. A cidade está localizada às margens de sua foz no oceano Atlântico, que dá origem a um estuário. Outros mananciais representativos no município são os rios Corindiba, Pongal e Salinas, além da Lagoa de Mae-Bá. 
Solos
Os tipos de solo predominantes são os latossolos vermelho-amarelo e o podzol hidromórfico, que prevalecem nas áreas mais afastadas da costa. Na faixa litorânea há presença de solos halomórficos, comuns sobretudo em mangues, caracterizados por sua consolidação mais recente. Essas terras foram formadas por sedimentos trazidos por rios ao mar que foram se acumulando ao longo da costa através das marés. 
A Mata Atlântica nativa foi consideravelmente suprimida para ceder espaço às atividades econômicas. Dessa forma, a maior parte do território municipal é ocupada por pastagens, que abrangiam 52,1% da área em 2013, seguidas pela mata nativa (13,8%). No mesmo ano, as matas nativas em estágio de recuperação ocorriam em 8,5% do município, brejos em 3,2%, plantações de café em 2,6%, a macega em 2,3% e os mangues em 1,5%.
As principais unidades de preservação ambiental de Anchieta são a Área de Proteção Ambiental (APA) Municipal Monte Urubu, que tem 523,57 hectares (ha), destina-se a preservar remanescentes de Mata Atlântica no ponto mais elevado do município e foi criada em 2013; a APA Municipal Tartarugas, com 27,24 ha, criada em 2011; e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Municipal Papagaio, com 772 ha, que se destina a preservar manguezais e a fauna envolvida e foi criada em 1992. Além disso, 52,6% das propriedades rurais possuíam florestas plantadas em 2017.
Clima
O clima anchietense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente superúmido (tipo Aw segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 24 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 27 °C, enquanto que o mês mais frio, julho, possui média de 21 °C. Outono e primavera são estações de transição, embora condições de umidade relativa elevada prevaleçam na maior parte do ano. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1.170 mm, sendo junho o mês mais seco e novembro o mais chuvoso.
Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), de 1948 a 2023, o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Anchieta foi de 195 mm no dia 8 de março de 1994. Outros grandes acumulados foram de 161 mm em 4 de abril de 1987, 148 mm em 7 de novembro de 2012 e 138,6 mm em 10 de novembro de 2021. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Anchieta é o 74º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, ou seja, o quinto menor, com uma média anual de 1,0229 raios por quilômetro quadrado.
Economia
Anchieta é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O Produto Interno Bruto (PIB) de Anchieta tem seu rendimento concentrado nos setores secundário e terciário da macroeconomia, mas com participação significativa da agropecuária para subsistência de famílias. 
A pecuária e a agricultura acrescentavam 25 766,88 mil reais na economia de Anchieta em 2019. Dentro da agricultura há de se destacar o café, que corresponde a metade da produção da lavoura permanente do município, e a banana. A maior parte da produção cafeeira está relacionada à agricultura familiar e é comercializada em cidades próximas. Outros cultivos permanentes que se sobressaem são a acerola, o açaí e a seringueira para produção de borracha. Ao mesmo tempo, os cultivos temporários mais representativos são o milho e a mandioca, porém ambos são destinados para a subsistência. Com relação à pecuária, destaca-se a bovinocultura de leite e de corte e a avicultura de abate e postura. A pesca é outra fonte de emprego e renda, principalmente em comunidades do litoral, sendo que a cidade contabilizava 960 pescadores registrados em 2019. 
Anchieta possui agroindústrias de fabricação de produtos oriundos da produção agropecuária, como massas e derivados de mandioca, milho e frutas. Contudo, a renda gerada por esse setor é consolidada pela existência de um polo industrial no município destinado a empresas de pequeno, médio e grande porte, estruturado principalmente para receber usinas siderúrgicas e/ou de serviços auxiliares. O complexo abrange a usina de pelotização da Samarco Mineração S.A., o Porto de Ubu, um mineroduto e uma rede de ferrovias em fase de expansão e/ou projeto. 
A Samarco é a responsável pelo maior repasse de receitas ao município, que, de forma direta, é proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. De forma indireta, está a arrecadação através das empresas terceirizadas, por meio do Imposto sobre o Serviço de Qualquer Natureza. No entanto, com o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco ocorrido em Mariana, Minas Gerais, em 5 de novembro de 2015, as atividades da empresa ficaram paralisadas durante os anos seguintes, inclusive em Anchieta. 
A existência de atrativos históricos, culturais e naturais, como o Santuário Nacional de São José de Anchieta, as praias e a típica moqueca capixaba, possibilitam a exploração do turismo como fonte de renda fundamental para o município. Segundo a prefeitura, o litoral de Anchieta possui 23 praias. Há uma rede de hotéis, restaurantes, bares e quiosques estruturada a fim de atender à demanda de turistas.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,1 mil admissões formais e 965 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 111 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 296.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Anchieta, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 177 empresas.
Infraestrutura
Saúde e educação

A rede de saúde de Anchieta inclui dez unidades básicas de saúde, um hospital geral e um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), segundo informações de 2018. 
Educação
Anchieta compreende que a evolução passa pelo saber. Nos últimos anos, o município tem estreitado laços com o ensino superior, incentivando a instalação de polos de educação tecnológica e parcerias com universidades estaduais e federais. O foco na capacitação profissional, especialmente em áreas como gestão portuária, turismo e tecnologias ambientais, prepara os jovens anchietenses para os desafios da economia moderna, mantendo viva a vocação da cidade para o progresso.
Turismo, Cultura e Esporte
O turismo é a grande vitrine de Anchieta. O Santuário Nacional de São José de Anchieta, localizado no alto de uma colina com vista para o mar, é um marco arquitetônico e religioso que atrai peregrinos e visitantes de todo o Brasil. As praias, como Iriri e Castelhanos, são famosas pela beleza de suas águas e infraestrutura acolhedora.
Culturalmente, Anchieta é vibrante. As festas religiosas e os eventos que celebram a cultura popular refletem a herança dos imigrantes e dos povos originários. 
No esporte, o município é um cenário privilegiado. O surf, a canoagem e o ciclismo aproveitam as condições naturais do litoral e das trilhas serranas. Além disso, o incentivo ao esporte de base nas comunidades fortalece os laços sociais, transformando praças e ginásios em centros de saúde e integração.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .