Alto Alegre do Pindaré é um município brasileiro do estado do Maranhão. Localiza-se na microrregião do Pindaré, mesorregião do Oeste Maranhense. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 26.321 habitantes.
História
A história está baseada em fatos contatos por moradores antigos da região. Contam os mais velhos que, no início eram os índios que viviam nessas terras e que a maioria vivia em montes e morros. Dai surgiu o primeiro nome da cidade baseada no local onde os índios viviam e onde eles faziam festas e rituais de suas tribos. "Alto", que está ligado diretamente aos morros e montanhas de pequeno porte que se encontram na região.
O nome "Alegre" surgiu justamente pelo fato dos índios usarem esses montes para se refugiarem e também realizarem festas e rituais, o que gerava uma alegria constante às tribos e aos moradores que viviam ao seu redor. O nome do Pindaré, é uma referência ao rio Pindaré que corta a cidade, que se destaca por ser uma grande fonte de renda de muitos moradores e também pela sua importância do que diz respeito ao processo de urbanização, pois era uma das principais vias de tráfego da época, era por ele (via fluvial) que vinham alimentos e outros itens relevantes à subsistência. Acredita-se também que, um padre de nome Pe. André, da paróquia de São Francisco de Assis em Alto Alegre do Pindaré, Diocese de Viana, contribuiu significativamente para o fechamento do nome do município.
Os Correios tinham dificuldades em entregar suas correspondências quando era para Alto Alegre, pois havia mais de uma cidade com o nome de Alto Alegre, e nessa troca de encomendas feitas pelos Correios, haviam de procurar uma saída para esse problema, o que foi solucionado (proposição feita pelo então Padre André Angel) com a integração do nome Pindaré aos demais já autenticados. Daí então o nome: Alto=morros; Alegre=diversão, brincadeira, felicidade; do Pindaré=o rio Pindaré.
Outra hipótese para o nome Alto Alegre é a de que os moradores das áreas Altas da cidade serem ouvidos pelos da parte baixa quase todas as noites. Por se tratar de altitude e, portanto, o som soa mais longe (por não encontrar obstáculos físicos), assim as conversas e festas daqueles da parte de alta eram ouvidas mais frequentemente pelos da parte mais baixa que assim acabavam por dizer que o Alto era Alegre. Ficando assim o nome do local como Alto Alegre e, o complemento Pindaré advém então do nome do rio que foi juntado atendendo a uma solicitação do Padre André.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de Alto Alegre do Pindaré, pela Lei Estadual n.º 6.167, de 10 de novembro de 1994, desmembrado do município de Santa Luzia. Sede no atual distrito de Alto Alegre do Pindaré, ex povoado de Alto Alegre. Constituído do distrito sede. Foi instalado em 1º de janeiro de 1997.
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999, o município é constituído do distrito sede.
Geografia
O município tem 1.875,580 km² de área territorial. Tem como limites, ao norte a cidade de Bom Jardim, a leste a cidade de Tufilândia, a oeste a cidade de Buriticupu e ao sul, as cidade de Santa Luzia e Buriticupu.
Relevos e solos
Possui diferentes relevos, mas a predominância é de relevo acidentado sendo possível encontrar várias classes de solos (principalmente erpodossolo, latossolo, gleissolo e cambissolo), ruins para agricultura.
Altitude
A altitude média é baixíssima, em torno de 10 metros acima do nível do mar, sendo que a sede do município está a uma altitude de 45 metros acima do nível do mar. Isso faz com que a dinâmica da cidade seja profundamente afetada pelas marés da Baía de Marajó, que periodicamente "lavam" as áreas de várzea.
Possui estradas precárias que na época das chuvas se tornam intrafegáveis.
Os povoados mais populosos são: Auzilândia (que deseja separar-se e tornar-se, também, cidade), Mineirinho, Nova Brasília e Timbira do Bogea. Existem muitos outros. Uma curiosidade, existem muitos timbiras: Timbira do Manduca, Timbira do Bogea, Timbira do Ogeno, Timbira do Eduardo, todos recebem esse nome porque são banhados pelo mais importante afluente do rio Pindaré no município, o Igarapé do Timbirão.
Vegetação
A vegetação original é uma zona de transição: a Floresta de Transição (Pré-Amazônia). O grande destaque botânico é a abundância de Babaçuais. O palmeiral de babaçu não é apenas uma característica da paisagem, mas o pilar de uma cultura extrativista secular que define a resistência das comunidades locais.
Meio Ambiente
O bioma predominante do município de Alto Alegre do Pindaré é o amazônico. Em 2010, a cidade apresentava 9,1% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, além de 46,3% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 2,1% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada.
Clima
O clima é o Tropical Úmido e Seco. As temperaturas são elevadas durante quase todo o ano, com médias em torno de 27 °C. O regime pluviométrico é marcado por duas estações bem definidas: o período chuvoso (inverno amazônico), de janeiro a junho, e o período de seca (verão), de julho a dezembro.
Economia
A economia da cidade é de subsistência voltada para a agricultura, com plantação de arroz, mandioca e outros e na produção de babaçu, onde extrai-se o óleo (azeite), produz-se carvão do coco, utiliza-se as palhas para a cobertura de casas tanto no interior como na cidade.
A economia de Alto Alegre do Pindaré é movida por um tripé estratégico.
O babaçu é fundamental. Milhares de famílias dependem da quebra do coco para a produção de óleo, carvão e farinha de mesocarpo.
O município possui uma produção sólida de arroz, mandioca e milho, além de uma pecuária bovina voltada tanto para o corte quanto para o leite.
A Estrada de Ferro Carajás corta o município. Embora a ferrovia seja voltada ao transporte de minério e passageiros, ela gera uma dinâmica de serviços e empregos indiretos crucial para a arrecadação e logística local.
O rio Pindaré, que corta a cidade, tem uma enorme variedade de peixes, de onde a população complementa alimentação e de onde muitos pescadores tiram sua renda, além disso, o rio Pindaré é um ponto turístico no município.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 341 admissões formais e 223 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 118 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 143.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Alto Alegre do Pindaré. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 18 empresas.
Educação
Alto Alegre do Pindaré possui muitas escolas, porém, é um município com alta taxa de analfabetismo. No ano de 2008, Alto Alegre do Pindaré se destacou no cenário nacional por apresentar bons índices no indicador da educação primária. Em comparação com anos anteriores, os dados do Ministério da Educação apontam uma melhora significativa, principalmente na educação básica até a 4ª série (ensino fundamental menor).
Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostram que a qualidade da educação começou a cair a partir 2009 e, em 2011, Alto Alegre do Pindaré registrou os menores IDEBs desde sua fundação. Em 2023, o IDEB para os anos iniciais do ensino fundamental na rede pública era 6,5 e para os anos finais, de 5,2. Comparando-se com os outros municípios do Estado, ficava na posição 7 de 217.
Cultura
Assim como o resto do Maranhão, a cultura de Alto Alegre do Pindaré é muito rica e expressiva em todas as épocas do ano, chegando ao apogeu no mês de junho quando o arraial mais famoso da região abre suas portas apresentando as danças típicas da cidade e dos povoados que compõe o município. Destacam-se as danças de bumba-meu-boi, as quadrilhas juninas, tambor de crioula, dança da mangaba, cacuriá, carimbó, dentre outras manifestações culturais importantes.
Os terreiros de mina, candomblé e umbanda se espalham em todo o município e fazem parte da cultura local.
Turismo
O turismo em Alto Alegre do Pindaré é voltado para o lazer contemplativo e as festas populares.
Durante o período de seca, formam-se praias fluviais temporárias no Rio Pindaré, que atraem banhistas locais e de cidades vizinhas. O rio também é palco para a pesca artesanal e esportiva.
Muitos turistas utilizam a parada na estação ferroviária local para vivenciar a experiência única de viajar no trem da Vale, que oferece uma visão panorâmica das florestas e babaçuais maranhenses.
As festas juninas, com o Bumba Meu Boi, e a celebração do padroeiro local são os ápices culturais da cidade, unindo tradição religiosa e gastronomia típica (como o arroz de cuxá e o peixe frito).
Religião
Seguindo o patamar brasileiro, a população altoalegrense é composta em sua maioria por católicos apostólicos romanos, ficando em segundo lugar os evangélicos da Assembleia de Deus, outros tem a umbanda como religião e ainda há em menor número outros que fazem culto na Igreja Universal do Reino de Deus e Testemunhas de Jeová.
Principais povoados
Os povoados do município são: Auzilândia; Mineirinho; Altamira e Nova Brasília.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .
História
A história está baseada em fatos contatos por moradores antigos da região. Contam os mais velhos que, no início eram os índios que viviam nessas terras e que a maioria vivia em montes e morros. Dai surgiu o primeiro nome da cidade baseada no local onde os índios viviam e onde eles faziam festas e rituais de suas tribos. "Alto", que está ligado diretamente aos morros e montanhas de pequeno porte que se encontram na região.
O nome "Alegre" surgiu justamente pelo fato dos índios usarem esses montes para se refugiarem e também realizarem festas e rituais, o que gerava uma alegria constante às tribos e aos moradores que viviam ao seu redor. O nome do Pindaré, é uma referência ao rio Pindaré que corta a cidade, que se destaca por ser uma grande fonte de renda de muitos moradores e também pela sua importância do que diz respeito ao processo de urbanização, pois era uma das principais vias de tráfego da época, era por ele (via fluvial) que vinham alimentos e outros itens relevantes à subsistência. Acredita-se também que, um padre de nome Pe. André, da paróquia de São Francisco de Assis em Alto Alegre do Pindaré, Diocese de Viana, contribuiu significativamente para o fechamento do nome do município.
Os Correios tinham dificuldades em entregar suas correspondências quando era para Alto Alegre, pois havia mais de uma cidade com o nome de Alto Alegre, e nessa troca de encomendas feitas pelos Correios, haviam de procurar uma saída para esse problema, o que foi solucionado (proposição feita pelo então Padre André Angel) com a integração do nome Pindaré aos demais já autenticados. Daí então o nome: Alto=morros; Alegre=diversão, brincadeira, felicidade; do Pindaré=o rio Pindaré.
Outra hipótese para o nome Alto Alegre é a de que os moradores das áreas Altas da cidade serem ouvidos pelos da parte baixa quase todas as noites. Por se tratar de altitude e, portanto, o som soa mais longe (por não encontrar obstáculos físicos), assim as conversas e festas daqueles da parte de alta eram ouvidas mais frequentemente pelos da parte mais baixa que assim acabavam por dizer que o Alto era Alegre. Ficando assim o nome do local como Alto Alegre e, o complemento Pindaré advém então do nome do rio que foi juntado atendendo a uma solicitação do Padre André.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de Alto Alegre do Pindaré, pela Lei Estadual n.º 6.167, de 10 de novembro de 1994, desmembrado do município de Santa Luzia. Sede no atual distrito de Alto Alegre do Pindaré, ex povoado de Alto Alegre. Constituído do distrito sede. Foi instalado em 1º de janeiro de 1997.
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999, o município é constituído do distrito sede.
Geografia
O município tem 1.875,580 km² de área territorial. Tem como limites, ao norte a cidade de Bom Jardim, a leste a cidade de Tufilândia, a oeste a cidade de Buriticupu e ao sul, as cidade de Santa Luzia e Buriticupu.
Relevos e solos
Possui diferentes relevos, mas a predominância é de relevo acidentado sendo possível encontrar várias classes de solos (principalmente erpodossolo, latossolo, gleissolo e cambissolo), ruins para agricultura.
Altitude
A altitude média é baixíssima, em torno de 10 metros acima do nível do mar, sendo que a sede do município está a uma altitude de 45 metros acima do nível do mar. Isso faz com que a dinâmica da cidade seja profundamente afetada pelas marés da Baía de Marajó, que periodicamente "lavam" as áreas de várzea.
Possui estradas precárias que na época das chuvas se tornam intrafegáveis.
Os povoados mais populosos são: Auzilândia (que deseja separar-se e tornar-se, também, cidade), Mineirinho, Nova Brasília e Timbira do Bogea. Existem muitos outros. Uma curiosidade, existem muitos timbiras: Timbira do Manduca, Timbira do Bogea, Timbira do Ogeno, Timbira do Eduardo, todos recebem esse nome porque são banhados pelo mais importante afluente do rio Pindaré no município, o Igarapé do Timbirão.
Vegetação
A vegetação original é uma zona de transição: a Floresta de Transição (Pré-Amazônia). O grande destaque botânico é a abundância de Babaçuais. O palmeiral de babaçu não é apenas uma característica da paisagem, mas o pilar de uma cultura extrativista secular que define a resistência das comunidades locais.
Meio Ambiente
O bioma predominante do município de Alto Alegre do Pindaré é o amazônico. Em 2010, a cidade apresentava 9,1% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, além de 46,3% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 2,1% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada.
Clima
O clima é o Tropical Úmido e Seco. As temperaturas são elevadas durante quase todo o ano, com médias em torno de 27 °C. O regime pluviométrico é marcado por duas estações bem definidas: o período chuvoso (inverno amazônico), de janeiro a junho, e o período de seca (verão), de julho a dezembro.
Economia
A economia da cidade é de subsistência voltada para a agricultura, com plantação de arroz, mandioca e outros e na produção de babaçu, onde extrai-se o óleo (azeite), produz-se carvão do coco, utiliza-se as palhas para a cobertura de casas tanto no interior como na cidade.
A economia de Alto Alegre do Pindaré é movida por um tripé estratégico.
O babaçu é fundamental. Milhares de famílias dependem da quebra do coco para a produção de óleo, carvão e farinha de mesocarpo.
O município possui uma produção sólida de arroz, mandioca e milho, além de uma pecuária bovina voltada tanto para o corte quanto para o leite.
A Estrada de Ferro Carajás corta o município. Embora a ferrovia seja voltada ao transporte de minério e passageiros, ela gera uma dinâmica de serviços e empregos indiretos crucial para a arrecadação e logística local.
O rio Pindaré, que corta a cidade, tem uma enorme variedade de peixes, de onde a população complementa alimentação e de onde muitos pescadores tiram sua renda, além disso, o rio Pindaré é um ponto turístico no município.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 341 admissões formais e 223 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 118 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 143.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Alto Alegre do Pindaré. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 18 empresas.
Educação
Alto Alegre do Pindaré possui muitas escolas, porém, é um município com alta taxa de analfabetismo. No ano de 2008, Alto Alegre do Pindaré se destacou no cenário nacional por apresentar bons índices no indicador da educação primária. Em comparação com anos anteriores, os dados do Ministério da Educação apontam uma melhora significativa, principalmente na educação básica até a 4ª série (ensino fundamental menor).
Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostram que a qualidade da educação começou a cair a partir 2009 e, em 2011, Alto Alegre do Pindaré registrou os menores IDEBs desde sua fundação. Em 2023, o IDEB para os anos iniciais do ensino fundamental na rede pública era 6,5 e para os anos finais, de 5,2. Comparando-se com os outros municípios do Estado, ficava na posição 7 de 217.
Cultura
Assim como o resto do Maranhão, a cultura de Alto Alegre do Pindaré é muito rica e expressiva em todas as épocas do ano, chegando ao apogeu no mês de junho quando o arraial mais famoso da região abre suas portas apresentando as danças típicas da cidade e dos povoados que compõe o município. Destacam-se as danças de bumba-meu-boi, as quadrilhas juninas, tambor de crioula, dança da mangaba, cacuriá, carimbó, dentre outras manifestações culturais importantes.
Os terreiros de mina, candomblé e umbanda se espalham em todo o município e fazem parte da cultura local.
Turismo
O turismo em Alto Alegre do Pindaré é voltado para o lazer contemplativo e as festas populares.
Durante o período de seca, formam-se praias fluviais temporárias no Rio Pindaré, que atraem banhistas locais e de cidades vizinhas. O rio também é palco para a pesca artesanal e esportiva.
Muitos turistas utilizam a parada na estação ferroviária local para vivenciar a experiência única de viajar no trem da Vale, que oferece uma visão panorâmica das florestas e babaçuais maranhenses.
As festas juninas, com o Bumba Meu Boi, e a celebração do padroeiro local são os ápices culturais da cidade, unindo tradição religiosa e gastronomia típica (como o arroz de cuxá e o peixe frito).
Religião
Seguindo o patamar brasileiro, a população altoalegrense é composta em sua maioria por católicos apostólicos romanos, ficando em segundo lugar os evangélicos da Assembleia de Deus, outros tem a umbanda como religião e ainda há em menor número outros que fazem culto na Igreja Universal do Reino de Deus e Testemunhas de Jeová.
Principais povoados
Os povoados do município são: Auzilândia; Mineirinho; Altamira e Nova Brasília.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .