Macau é um município brasileiro no estado do Rio Grande do Norte, localizado no Polo Costa Branca. De acordo com o IBGE, no ano 2024 sua população era estimada em 28.384 habitantes. Macau possui uma área territorial de 775.302 km² e está localizada a 175 km da capital do estado, Natal.
Suas origens remontam ao início do século XIX, quando ainda era conhecida por ilha de Manoel Gonçalves — região já colonizada para a produção de sal. O município está numa região produtora de sal marinho (uma das principais do Brasil), petróleo e de pescados, sendo um dos maiores produtores nacionais de sardinha. Macau é bastante conhecida na região por seu carnaval, o que atrai visitantes de quase todo o estado do Rio Grande do Norte.
História
A extração do sal foi um dos principais fatores que determinaram o povoamento do Rio Grande do Norte. Documentos do início do século XVII ressaltam as riquezas de suas salinas e a excelência do sal ali existente. Entre essas salinas encontravam-se as que viriam pertencer ao Município de Macau.
A 20 de agosto de 1605, Jerônimo Albuquerque concedia aos seus filhos Antonio e Matias “uma data que são duas salinas que estão corenta leguas daquy para a banda do norte... nem a terra serve pera cousa nenhuma mas que pera o sal que por sy se cria”. “Essas salinas”, diz Luís da Câmara Cascudo, "quarenta léguas ao norte, em terras que apenas para o sal se prestam e onde este é formado espontaneamente, pela disposição do terreno. foram identificadas pelo Des. Luís Fernandes como sendo as salinas de Macau”.
No século XVIII, a extração do sal no Rio Grande do Norte, então importante centro pecuário, ficou intimamente ligada à produção de 'carne de sol', produzida em grande escala pelas 'oficinas' instaladas no baixo Açu. Essa indústria primitiva, porém, foi inesperadamente interrompida em 1786 por determinação da Câmara de Natal, sob alegação de que a exportação de carne acarretava prejuízos a Fazenda Real, uma vez que os barcos não pagavam o subsídio de sangue referente à matança do gado. Aquela indústria quase desapareceu então, e o porto das “oficinas” entrou em decadência.
Ainda no século XVIII a metrópole criou o monopólio do sal e as salinas do Nordeste, especialmente as do Rio Grande do Norte, situadas nos atuais Municípios de Açu, Macau, Areia Branca, Mossoró e Touros, foram relegadas ao abandono, recomeçando a exploração somente em 1802.
Entretanto, foi a partir de 1889, com o regime republicano, que a indústria do sal do nordeste tomou certo impulso, sobretudo no Rio Grande do Norte, onde, em alguns Municípios, entre os quais se incluía Macau, as condições do terreno e dos ventos se apresentam extraordinariamente favoráveis. Com a concessão feita a Antônio Coelho Ribeiro Roma, em 26 de outubro de 1889. para instalar máquinas de exploração e purificação do sal em terrenos devolutos do Rio Grande do Norte, houve uma considerável valorização da região salineira do Estado, cujas riquezas salíferas passaram a despertar maior interesse entre os homens de negócios.
O povoamento de Macau foi iniciado na ilha de Manuel Gonçalves, que em 1825 começou a ser invadida e obstruída pelas águas do Atlântico. A ilha era, nesse tempo, habitada por portugueses, dedicados à exploração e ao comércio do sal. Em 1829, tornando-se impossível a permanência desses habitantes na ilha, decidiram eles transferir-se para outro local, escolhendo então a ilha de Macau, na foz do rio Açu.
Os fundadores do povoado de Macau foram os portugueses Capitão Martins Ferreira. quatro genros destes - José Joaquim Fernandes, Manuel José Fernandes, Manuel Antonio Fernandes e Antonio Joaquim de Sousa - e ainda João Garcia Valadão e o brasileiro João da Horta.
Macau é uma corruptela da palavra chinesa Ama-ngao, que significa abrigo ou porto de Ama, deusa dos navegantes.
Macau tornou-se Município pela Lei n.º 158, de 2 de outubro de 1847. A Comarca foi criada pela Resolução n.º 644, de 14 de dezembro de 1871. A Lei n.º 761, de 9 de outubro de 1875, concedeu à sede do Município foros de cidade.
Segundo o quadro administrativo do País. vigente a 1º de janeiro de 1958, o Município é constituído de um único distrito, o da sede.
Gentílico: macauense.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Macau, pela Resolução Provincial n.º 294, de 19 de agosto de 1854. Elevado à categoria de vila com a denominação de Macau, pela Lei Provincial ou Resolução Provincial nº 158, de 02 de outubro de 1847, que transferiu para a povoação de Macau a sede de Angicos. Elevado à condição de cidade com a denominação de Macau, pela lei provincial ou Resolução Provincial n.º 761, de 09 de setembro de 1875. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 603, de 31 de outubro de 1938, é criado o distrito de Independência e anexado ao município de Macau. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Macau e Independência. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 268, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Independência passou a denominar-se Pendências. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Macau e Pendência ex Independência. Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, desmembra do município de Macau o distrito de Pendência. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, Macau pertence à região geográfica intermediária de Mossoró e à região imediata de Açu. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Macau, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Potiguar. Está a 182 km de Natal, capital estadual, e a 2 351 km quilômetros de Brasília, capital federal.
Banhado pelo Oceano Atlântico a norte, Macau possui a maior costa litorânea dentre os municípios potiguares, com 39,77 km de praias. Limita-se com Afonso Bezerra, Pendências e Pedro Avelino a sul; Guamaré e novamente Pedro Avelino a leste e a oeste Carnaubais, Porto do Mangue e Pendências. Ocupa uma área territorial de 775,302 km² (1,4681% da superfície estadual), dos quais 2,886 km² em área urbana.
Relevo
Suas origens remontam ao início do século XIX, quando ainda era conhecida por ilha de Manoel Gonçalves — região já colonizada para a produção de sal. O município está numa região produtora de sal marinho (uma das principais do Brasil), petróleo e de pescados, sendo um dos maiores produtores nacionais de sardinha. Macau é bastante conhecida na região por seu carnaval, o que atrai visitantes de quase todo o estado do Rio Grande do Norte.
História
A extração do sal foi um dos principais fatores que determinaram o povoamento do Rio Grande do Norte. Documentos do início do século XVII ressaltam as riquezas de suas salinas e a excelência do sal ali existente. Entre essas salinas encontravam-se as que viriam pertencer ao Município de Macau.
A 20 de agosto de 1605, Jerônimo Albuquerque concedia aos seus filhos Antonio e Matias “uma data que são duas salinas que estão corenta leguas daquy para a banda do norte... nem a terra serve pera cousa nenhuma mas que pera o sal que por sy se cria”. “Essas salinas”, diz Luís da Câmara Cascudo, "quarenta léguas ao norte, em terras que apenas para o sal se prestam e onde este é formado espontaneamente, pela disposição do terreno. foram identificadas pelo Des. Luís Fernandes como sendo as salinas de Macau”.
No século XVIII, a extração do sal no Rio Grande do Norte, então importante centro pecuário, ficou intimamente ligada à produção de 'carne de sol', produzida em grande escala pelas 'oficinas' instaladas no baixo Açu. Essa indústria primitiva, porém, foi inesperadamente interrompida em 1786 por determinação da Câmara de Natal, sob alegação de que a exportação de carne acarretava prejuízos a Fazenda Real, uma vez que os barcos não pagavam o subsídio de sangue referente à matança do gado. Aquela indústria quase desapareceu então, e o porto das “oficinas” entrou em decadência.
Ainda no século XVIII a metrópole criou o monopólio do sal e as salinas do Nordeste, especialmente as do Rio Grande do Norte, situadas nos atuais Municípios de Açu, Macau, Areia Branca, Mossoró e Touros, foram relegadas ao abandono, recomeçando a exploração somente em 1802.
Entretanto, foi a partir de 1889, com o regime republicano, que a indústria do sal do nordeste tomou certo impulso, sobretudo no Rio Grande do Norte, onde, em alguns Municípios, entre os quais se incluía Macau, as condições do terreno e dos ventos se apresentam extraordinariamente favoráveis. Com a concessão feita a Antônio Coelho Ribeiro Roma, em 26 de outubro de 1889. para instalar máquinas de exploração e purificação do sal em terrenos devolutos do Rio Grande do Norte, houve uma considerável valorização da região salineira do Estado, cujas riquezas salíferas passaram a despertar maior interesse entre os homens de negócios.
O povoamento de Macau foi iniciado na ilha de Manuel Gonçalves, que em 1825 começou a ser invadida e obstruída pelas águas do Atlântico. A ilha era, nesse tempo, habitada por portugueses, dedicados à exploração e ao comércio do sal. Em 1829, tornando-se impossível a permanência desses habitantes na ilha, decidiram eles transferir-se para outro local, escolhendo então a ilha de Macau, na foz do rio Açu.
Os fundadores do povoado de Macau foram os portugueses Capitão Martins Ferreira. quatro genros destes - José Joaquim Fernandes, Manuel José Fernandes, Manuel Antonio Fernandes e Antonio Joaquim de Sousa - e ainda João Garcia Valadão e o brasileiro João da Horta.
Macau é uma corruptela da palavra chinesa Ama-ngao, que significa abrigo ou porto de Ama, deusa dos navegantes.
Macau tornou-se Município pela Lei n.º 158, de 2 de outubro de 1847. A Comarca foi criada pela Resolução n.º 644, de 14 de dezembro de 1871. A Lei n.º 761, de 9 de outubro de 1875, concedeu à sede do Município foros de cidade.
Segundo o quadro administrativo do País. vigente a 1º de janeiro de 1958, o Município é constituído de um único distrito, o da sede.
Gentílico: macauense.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Macau, pela Resolução Provincial n.º 294, de 19 de agosto de 1854. Elevado à categoria de vila com a denominação de Macau, pela Lei Provincial ou Resolução Provincial nº 158, de 02 de outubro de 1847, que transferiu para a povoação de Macau a sede de Angicos. Elevado à condição de cidade com a denominação de Macau, pela lei provincial ou Resolução Provincial n.º 761, de 09 de setembro de 1875. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 603, de 31 de outubro de 1938, é criado o distrito de Independência e anexado ao município de Macau. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Macau e Independência. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 268, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Independência passou a denominar-se Pendências. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Macau e Pendência ex Independência. Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, desmembra do município de Macau o distrito de Pendência. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, Macau pertence à região geográfica intermediária de Mossoró e à região imediata de Açu. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Macau, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Potiguar. Está a 182 km de Natal, capital estadual, e a 2 351 km quilômetros de Brasília, capital federal.
Banhado pelo Oceano Atlântico a norte, Macau possui a maior costa litorânea dentre os municípios potiguares, com 39,77 km de praias. Limita-se com Afonso Bezerra, Pendências e Pedro Avelino a sul; Guamaré e novamente Pedro Avelino a leste e a oeste Carnaubais, Porto do Mangue e Pendências. Ocupa uma área territorial de 775,302 km² (1,4681% da superfície estadual), dos quais 2,886 km² em área urbana.
Relevo
O relevo do município, com altitudes inferiores a cem metros, é formado pela planície costeira, caracterizada pela presença de dunas de areia e quartzo modeladas pela ação eólica, e sucedida pelos tabuleiros costeiros ou planaltos rebaixados. A maior parte de Macau, incluindo a área costeira, está inserido no Grupo Barreiras, constituído por arenitos intercalados por argila, provenientes do período Terciário, há cerca de trinta milhões de anos.
Hidrografia
No estuário do rio Piranhas-Açu está a planície fluviomarinha, constituída pelos aluviões, onde estão as áreas de extração de sal. Na parte sul do município encontram-se tanto as rochas calcárias da formação Jandaíra quanto os arenitos da Formação Tibau.
Macau possui parte seu território na
faixa litorânea norte de escoamento difuso e o restante na bacia
hidrográfica do Rio Piranhas–Açu, cuja foz se localiza próximo à cidade.
Os outros rios que passam pelo município são Amargoso, Camurupim e dos
Cavalos, além dos riachos Baixa do Tamanduá, Manoel Casado, Pau-Florado e
da Oiticica.
Solos
Solos
A maior parte dos solos de Macau são arenosos, pouco férteis e bastante drenados, caracterizando as areias quartzosas ou neossolos. Por outro lado, no estuário do rio Piranhas-Açu estão os gleissolos ou solochak solonétzicos, altamente salinos e bastante mal drenados, cobertos por manguezais e espécies herbáceas e rasteiras (halóficas), adaptadas à salinidade. Além destes, existem também áreas menores de cambissolo, latossolo (do tipo vermelho amarelo equivalente eutrófico) e luvissolo, este último chamado de podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico na antiga classificação brasileira de solos.
Com exceção da costa, onde estão as restingas, e dos gleissolos, o solo macauense é coberto por uma vegetação xerófila de pequeno porte, a caatinga, que perde suas folhas na estação seca, existindo também áreas de carnaubeira, de porte maior. Parte do município está inserido na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Ponta do Tubarão, criada em 18 de julho de 2003 pela Lei Estadual n.º 8.349, cobrindo uma área de cerca de treze mil hectares em Macau e Guamaré.
Clima
Mesmo localizado no litoral, o clima de Macau é semiárido, do tipo Bsh na classificação climática de Köppen-Geiger, com temperaturas médias mensais em torno dos 28 °C e índice pluviométrico de pouco mais de 500 milímetros (mm) anuais, um dos mais baixos do país, concentrados em poucos meses, sendo o pico observado em março e abril. O tempo de insolação é de aproximadamente 2.600 horas/ano.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1970, 1973 a 1985 e 1994 a 2018, a menor temperatura registrada em Macau foi de 17,3 °C em julho de 1964, nos dias 16 e 17, e a maior atingiu 38,9 °C em 3 de março de 2013. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 148,3 mm em 5 de abril de 1985. Outros acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 125 mm em 9 de abril de 1985, 124,4 mm em 17 de abril de 1985, 113,5 mm em 3 de abril de 2008, 112,7 mm em 16 de março de 1982, 105,8 mm em 31 de março de 1967, 104 mm em 22 de janeiro de 2016 e 100,8 mm em 13 de abril de 1964. O mês mais chuvoso da série histórica foi abril de 1985, com 622,5 mm. O ano de 1985 também foi o ano mais chuvoso, com 1 780,6 mm.
Economia
A economia de Macau é sustentada por três pilares robustos que definem a identidade do município:
- Sal Marinho: Macau é o coração da produção salineira nacional. Suas salinas mecanizadas utilizam a energia solar e eólica para produzir a vasta maioria do sal consumido no Brasil e exportado para o mundo.
- Petróleo e Gás: O município abriga importantes campos terrestres e de águas rasas da Bacia Potiguar. A presença de refinarias e unidades de processamento de gás natural gera uma cadeia de serviços e royalties fundamentais para a arrecadação municipal.
- Pesca e Carcinicultura: A produção de camarão em cativeiro e a pesca artesanal de mariscos e peixes de águas profundas complementam a renda de milhares de famílias.
Educação
Na área da educação, Macau destaca-se como um polo de formação tecnológica. O município sedia um campus do IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte), que oferece cursos técnicos e superiores voltados especificamente para as demandas locais, como Recursos Minerais, Química e Meio Ambiente. Essa infraestrutura educacional é crucial para qualificar a mão de obra que atua nas indústrias de petróleo e sal.
Turismo
O turismo em Macau é multifacetado, unindo o fervor cultural às belezas naturais.
- Carnaval de Macau: É considerado um dos maiores e mais tradicionais carnavais de rua do Nordeste. O famoso "mela-mela" atrai dezenas de milhares de turistas todos os anos, movimentando hotéis e o comércio local.
- Praia de Camapum: Principal balneário da cidade, possui infraestrutura de barracas e águas tranquilas, ideal para o lazer familiar.
- Turismo Industrial: As gigantescas "montanhas de sal" e as torres de petróleo oferecem um visual industrial exótico que atrai fotógrafos e curiosos.
- Ecoturismo: Passeios de barco pelos manguezais e canais do Rio Piranhas-Açu permitem o contato com a fauna local e a observação de aves migratórias.
Feriados municipais
Os seguintes dias são feriados no município de Macau:
- 15 de agosto – Dia de N. S. dos Navegantes.
- 9 de setembro – Emancipação Política do Município Cível.
- 8 de dezembro – Padroeira Nossa Sra. da Conceição.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .
Com exceção da costa, onde estão as restingas, e dos gleissolos, o solo macauense é coberto por uma vegetação xerófila de pequeno porte, a caatinga, que perde suas folhas na estação seca, existindo também áreas de carnaubeira, de porte maior. Parte do município está inserido na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Ponta do Tubarão, criada em 18 de julho de 2003 pela Lei Estadual n.º 8.349, cobrindo uma área de cerca de treze mil hectares em Macau e Guamaré.
Clima
Mesmo localizado no litoral, o clima de Macau é semiárido, do tipo Bsh na classificação climática de Köppen-Geiger, com temperaturas médias mensais em torno dos 28 °C e índice pluviométrico de pouco mais de 500 milímetros (mm) anuais, um dos mais baixos do país, concentrados em poucos meses, sendo o pico observado em março e abril. O tempo de insolação é de aproximadamente 2.600 horas/ano.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1970, 1973 a 1985 e 1994 a 2018, a menor temperatura registrada em Macau foi de 17,3 °C em julho de 1964, nos dias 16 e 17, e a maior atingiu 38,9 °C em 3 de março de 2013. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 148,3 mm em 5 de abril de 1985. Outros acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 125 mm em 9 de abril de 1985, 124,4 mm em 17 de abril de 1985, 113,5 mm em 3 de abril de 2008, 112,7 mm em 16 de março de 1982, 105,8 mm em 31 de março de 1967, 104 mm em 22 de janeiro de 2016 e 100,8 mm em 13 de abril de 1964. O mês mais chuvoso da série histórica foi abril de 1985, com 622,5 mm. O ano de 1985 também foi o ano mais chuvoso, com 1 780,6 mm.
Economia
A economia de Macau é sustentada por três pilares robustos que definem a identidade do município:
- Sal Marinho: Macau é o coração da produção salineira nacional. Suas salinas mecanizadas utilizam a energia solar e eólica para produzir a vasta maioria do sal consumido no Brasil e exportado para o mundo.
- Petróleo e Gás: O município abriga importantes campos terrestres e de águas rasas da Bacia Potiguar. A presença de refinarias e unidades de processamento de gás natural gera uma cadeia de serviços e royalties fundamentais para a arrecadação municipal.
- Pesca e Carcinicultura: A produção de camarão em cativeiro e a pesca artesanal de mariscos e peixes de águas profundas complementam a renda de milhares de famílias.
Educação
Na área da educação, Macau destaca-se como um polo de formação tecnológica. O município sedia um campus do IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte), que oferece cursos técnicos e superiores voltados especificamente para as demandas locais, como Recursos Minerais, Química e Meio Ambiente. Essa infraestrutura educacional é crucial para qualificar a mão de obra que atua nas indústrias de petróleo e sal.
Turismo
O turismo em Macau é multifacetado, unindo o fervor cultural às belezas naturais.
- Carnaval de Macau: É considerado um dos maiores e mais tradicionais carnavais de rua do Nordeste. O famoso "mela-mela" atrai dezenas de milhares de turistas todos os anos, movimentando hotéis e o comércio local.
- Praia de Camapum: Principal balneário da cidade, possui infraestrutura de barracas e águas tranquilas, ideal para o lazer familiar.
- Turismo Industrial: As gigantescas "montanhas de sal" e as torres de petróleo oferecem um visual industrial exótico que atrai fotógrafos e curiosos.
- Ecoturismo: Passeios de barco pelos manguezais e canais do Rio Piranhas-Açu permitem o contato com a fauna local e a observação de aves migratórias.
Feriados municipais
Os seguintes dias são feriados no município de Macau:
- 15 de agosto – Dia de N. S. dos Navegantes.
- 9 de setembro – Emancipação Política do Município Cível.
- 8 de dezembro – Padroeira Nossa Sra. da Conceição.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .