sábado, 11 de abril de 2026

MEDICILÂNDIA - PARÁ

Medicilândia é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Sudoeste Paraense. Localiza-se no norte brasileiro, a uma latitude 03º26'46" sul e a uma longitude 52º53'20" oeste, estando a uma altitude de 151 metros. 
Sua população, estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 28.677 habitantes. Possui uma área de 8.309,499 km². 
Medicilândia é conhecida como a "Capital Nacional do Cacau" e serve de palco para um festival anual chamado Cacaufest. 
Etimologia
Seu nome é uma referência ao ex-presidente do Brasil Emílio Garrastazu Médici, já que a cidade foi fundada por conta da construção da Rodovia Transamazônica (BR-230), iniciada durante o governo militar. 
História
O marco histórico de Medicilândia se deu no ano de 1973, quando foram implantados os primeiros 17 hectares de terra dentro do Plano de Integração Nacional, formando uma vila com seis famílias produtoras rurais.
A história de Medicilândia está ligada ao Programa de Integração Nacional (PIN), criado em 1970 pelo Governo Federal para promover a colonização dirigida da Amazônia, trazendo trabalhadores sem-terra de diversas regiões, especialmente do Nordeste. A Rodovia Transamazônica foi o eixo central desse projeto, com forte atenção ao trecho entre Altamira e Itaituba, onde Medicilândia se formou. 
Nesse trecho, o governo implantou agrovilas, que eram conjuntos planejados com moradias, escola, igreja e posto médico, além de lotes rurais para produção agrícola. Também foram planejadas agrópolis e rurópolis, mas poucas saíram do papel: apenas a agrópolis de Brasil Novo e uma rurópolis, Presidente Médici. Medicilândia surgiu justamente de uma agrovila localizada no km 90 da Transamazônica. 
O crescimento da agrovila foi impulsionado pela fertilidade do solo e pelo Projeto Canavieiro Abraham Lincoln (PACAL), que incluía uma usina de beneficiamento de cana-de-açúcar. O núcleo urbano começou quando um colono instalou um bar e restaurante à beira da rodovia, tornando o local um ponto de apoio para viajantes. Com o avanço da usina e da agricultura, aumentou a demanda por trabalhadores, o que atraiu migrantes e ampliou os serviços locais. 
O crescimento desordenado e a falta de assistência por parte de Prainha, município ao qual a localidade era subordinada, levaram os moradores a iniciarem o movimento de emancipação. 
O nome Medicilândia foi escolhido em homenagem ao presidente Emílio Garrastazu Médici, que governava durante a criação do PIN.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Medicilândia, pela Lei Estadual n.º 5.202, de 10 de dezembro de 1984 subordinado ao município de Prainha. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Medicilândia, pela Lei Estadual n.º 5.438, de 06 de maio de 1988, desmembrado de Prainha. Sede no antigo distrito de Medicilândia. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1989. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei n.º 138, de 07 de dezembro de 1995, é criado o distrito de União da Floresta e anexado ao município de Medicilândia. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 2 distritos: Medicilândia e União da Floresta. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024. 
Projeto Pacal
No mesmo ano, o Governo Emílio Médici incentiva a formação da primeira motriz do desenvolvimento local, o cultivo da cana-de-açúcar, substituindo o cacau. Para tal, foi construída, no que a época era uma vila por nome Pacal (sigla de Projeto Agro-Industrial Canavieiro Abraham Lincoln; hoje um bairro de Medicilândia). O empreendimento não teve muito sucesso, dado que a quantidade de cana não era suficiente para que a mesma alcançasse a capacidade plena de produção, além de problemas com locais, sendo necessário importar insumos do estado de Pernambuco. 
No entanto, já em 1979, a Usina alcançou sua capacidade máxima. Porém, o declínio da produtividade da cana caiu substancialmente durante a década de 1980, fazendo com que o governo vendesse a mesma para o grupo Conam em 1984. O grupo não honrou com seus compromissos, fazendo com que dez anos depois a usina fosse novamente estatizada. 
Década de 1990 - presente
A partir de 1995 a Usina Abraham Lincoln passa ser gerida por uma cooperativa de produtores, porém a falta de investimentos em tecnologia fez o empreendimento fechar as portas em 2002. 
Nas últimas décadas, a economia da região foi dominada pela indústria do cacau, seja no plantio ou na produção de produtos à base do cacau.
Geografia
Relevo e Altitude

Diferente das planícies aluviais típicas da Amazônia, Medicilândia apresenta um relevo ondulado a acidentado, com a presença de colinas e morros que exigem técnicas específicas de plantio. A altitude média varia entre 120 e 200 metros acima do nível do mar.
Solo
O grande diferencial de Medicilândia é a presença de Terra Roxa Estruturada (Nitossolos). Trata-se de um solo de origem basáltica, extremamente fértil e raro na região amazônica, onde predominam solos ácidos e pobres. Essa fertilidade natural é o que permite a produtividade recorde de cacau sem a necessidade massiva de insumos químicos.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Am), com altas temperaturas o ano todo (média de 26°C) e um regime de chuvas intenso. O período de "inverno amazônico" (dezembro a maio) é fundamental para a hidratação dos cacaueiros.
Vegetação: O município está inserido no bioma da Floresta Amazônica. Embora a agricultura tenha alterado a paisagem, o cultivo do cacau é feito, em grande parte, através de sistemas agroflorestais que mantêm árvores maiores para sombreamento, preservando parte da biodiversidade local.
Economia
Medicilândia é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Medicilândia gira quase inteiramente em torno do cacau. O município detém o título de maior produtor de cacau do Brasil, superando regiões tradicionais da Bahia.
- Agricultura: Cacau (carro-chefe), café, cana-de-açúcar, arroz e milho.
- Pecuária: Criação de gado de corte e leite (expressiva nas áreas de pastagem).
- Indústria: Processamento de amêndoas e fabricação de chocolate artesanal e industrial.
- Comércio: Serviços voltados ao produtor rural e logística de transporte.
O cacau de Medicilândia é reconhecido pela alta qualidade das amêndoas, sendo exportado para grandes fabricantes europeus e servindo de base para marcas de chocolate premium que ostentam o selo de origem da Transamazônica.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 517 admissões formais e 418 desligamentos, resultando em um saldo de 99 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 29.
Até dezembro de 2025 houve registro de 9 novas empresas em Medicilândia, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 8 empresas.
Educação e Infraestrutura
A educação em Medicilândia tem o desafio de atender a uma população rural dispersa. O município conta com escolas de ensino fundamental e médio, além de receber suporte de instituições como o IFPA (Instituto Federal do Pará) e a UFPA, que oferecem cursos técnicos e superiores voltados para a agropecuária e gestão rural, visando profissionalizar a sucessão familiar nas fazendas de cacau.
Turismo
O turismo em Medicilândia é focado no Agroturismo e na Natureza.
- Rota do Cacau: Visitantes podem conhecer todo o processo produtivo, desde a colheita do fruto, a fermentação das amêndoas até a produção do chocolate final.
- Cachoeiras e Cavernas: O relevo ondulado e a geologia rica favorecem a existência de quedas d'água e cavernas ainda pouco exploradas, como a Caverna do Limoeiro, que atraem entusiastas do ecoturismo.
- Expocacau: O maior evento da cidade, que celebra a colheita com feiras tecnológicas, concursos de produtividade e shows culturais.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

quinta-feira, 9 de abril de 2026

PALOTINA - PARANÁ

Palotina é um município brasileiro localizado na região oeste do Paraná. Ocupando uma área de 651,238 km². De acordo com a estimativa populacional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o ano de 2025, o município de Palotina possui 37.039 habitantes. 
A economia é baseada na agricultura, agroindústria e prestação de serviços, além de cidade universitária, sendo a única no oeste do Paraná que possui um campus da Universidade Federal do Paraná. 
Seus pontos turísticos de destaque são o Lago Municipal e a Praça Amadeo Piovesan. A Expo Palotina (festa organizada pelo município) é um dos principais eventos da região. 
História
Em 1940, através da Marcha para o Oeste, chegam os primeiros migrantes em Palotina, então Município de Guaíra, somando uma população de 10 habitantes. 
Em 1953, as empresas colonizadoras "Pinho e Terra Ltda." e a "Madeireira Rio Paraná", trazem para a região da futura cidade de Palotina, seus primeiros moradores. Dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul vieram Domingos Francisco Zardo, João Bortolozzo, Luis de Carli, Benardino Barbieri, Egydio João Clivati, Eugenio Leszczynski, Eurico Nenevê, Amado Vilaverde e Francisco Studzinski, entre outros, com o objetivo de derrubar a mata, plantar erva-mate, abrir ruas, construir casas, fazer uma cidade. No dia 6 de janeiro de 1954 foi rezada a primeira missa, da localidade, em um altar montado no que hoje é a Granja Possan, por padres Palotinos, que eram em bom número nas primeiras caravanas que aqui chegaram. Em homenagens a esses padres, a vila recebeu o nome de Palotina e escolhido como padroeiro, São Vicente Pallotti. Com o progresso da pequena vila, em 24 de junho de 1957 foi elevada a "Distrito de Palotina" (distrito administrativo da cidade de Guaíra), com uma população de 100 habitantes (Censo 1950). 
Em 25 de julho de 1960, a cidade foi emancipada política e administrativamente, criando-se os Distritos Administrativos e Judiciários de Maripá, Pérola Independente, Alto Santa Fé e São Camilo, com população de 3.469 habitantes (Censo IBGE). Em 1970, o município perde a área de Alto Santa Fé para o município de Nova Santa Rosa e é criado o Distrito Administrativo da Vila Candeia, atingindo uma população de 43.005 habitantes (Censo IBGE). 
Em 1980, ocorreu a elevação da Vila Santo Antônio como Distrito Administrativo, com população de 28.248 habitantes (Censo IBGE). 
Na década de 1990, com a elevação do Distrito de Maripá a município, englobando os Distritos de Pérola Independente e Candeia, acarreta uma perda de 30% do território do município de Palotina, totalizando nesta época 38.569 habitantes (Censo IBGE). Em 2000, este número baixa para 28.765 (Censo IBGE). 
Palotina é um município brasileiro localizado na região oeste do Paraná. Ocupando uma área de 651,238 km², sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 37.039 habitantes. 
A economia é baseada na agricultura, agroindústria e prestação de serviços, além de cidade universitária, sendo a única no oeste do Paraná que possui um campus da Universidade Federal do Paraná. 
Seus pontos turísticos de destaque são o Lago Municipal e a Praça Amadeo Piovesan. A Expo Palotina (festa organizada pelo município) é um dos principais eventos da região. 
História
Em 1940, através da Marcha para o Oeste, chegam os primeiros migrantes em Palotina, então Município de Guaíra, somando uma população de 10 habitantes. 
Em 1953, as empresas colonizadoras "Pinho e Terra Ltda." e a "Madeireira Rio Paraná", trazem para a região da futura cidade de Palotina, seus primeiros moradores. Dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul vieram Domingos Francisco Zardo, João Bortolozzo, Luis de Carli, Benardino Barbieri, Egydio João Clivati, Eugenio Leszczynski, Eurico Nenevê, Amado Vilaverde e Francisco Studzinski, entre outros, com o objetivo de derrubar a mata, plantar erva-mate, abrir ruas, construir casas, fazer uma cidade. No dia 6 de janeiro de 1954 foi rezada a primeira missa, da localidade, em um altar montado no que hoje é a Granja Possan, por padres Palotinos, que eram em bom número nas primeiras caravanas que aqui chegaram. Em homenagens a esses padres, a vila recebeu o nome de Palotina e escolhido como padroeiro, São Vicente Pallotti. Com o progresso da pequena vila, em 24 de junho de 1957 foi elevada a "Distrito de Palotina" (distrito administrativo da cidade de Guaíra), com uma população de 100 habitantes (Censo 1950). 
Em 25 de julho de 1960, a cidade foi emancipada política e administrativamente, criando-se os Distritos Administrativos e Judiciários de Maripá, Pérola Independente, Alto Santa Fé e São Camilo, com população de 3.469 habitantes (Censo IBGE). Em 1970, o município perde a área de Alto Santa Fé para o município de Nova Santa Rosa e é criado o Distrito Administrativo da Vila Candeia, atingindo uma população de 43.005 habitantes (Censo IBGE). 
Em 1980, ocorreu a elevação da Vila Santo Antônio como Distrito Administrativo, com população de 28.248 habitantes (Censo IBGE). 
Na década de 1990, com a elevação do Distrito de Maripá a município, englobando os Distritos de Pérola Independente e Candeia, acarreta uma perda de 30% do território do município de Palotina, totalizando nesta época 38.569 habitantes (Censo IBGE). Em 2000, este número baixa para 28.765 (Censo IBGE). 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação Vila Palotina, pela Lei Municipal n.º 12, de 20 de abril de 1954, subordinado ao município de Guaíra. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o distrito de Vila Palotina figura no município de Guairá. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Palotina, pela Lei Estadual n.º 4.245, de 25 de julho de 1960, desmembrado do município de Guairá. Sede no atual distrito de Palotina (ex Vila Palotina). Constituído de 2 distritos: Palotina (ex Vila Palotina) e Nova Maripá (ex Maripá), ambos desmembrados de Guairá. Instalado em 03 de dezembro de 1961. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos; Palotina e Nova Maripá. 
Pela Lei Municipal n.º 5.602, de 25 de julho de 1967, é criado o distrito de São Camilo e anexado ao município de Palotina. 
Em divisão territorial datada de 31de deze,bro de 1968, o município é constituído de 3 distritos: Palotina, Nova Maripá e São Camilo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988. 
Pela Lei Estadual n.º 9.226, de 17 de abril de 1990, é desmembrado do município de Palotina o distrito de Nova Maripá. Elevado à categoria de município com a denominação de Maripá. 
Em divisão territorial datada de 1993, o município é constituído de 2 distritos: Palotina e São Camilo. 
Em divisão territorial datada de 2011, o município é constituído de 3 distritos: Palotina, São Camilo e Vila Floresta. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo e Altitude

O município está inserido no Terceiro Planalto Paranaense (Planalto de Guarapuava). O relevo é predominantemente suave ondulado, o que é ideal para a mecanização agrícola intensiva. A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 333 metros acima do nível do mar.
Solos
O grande trunfo de Palotina é o seu solo. Predominam os Latossolos Vermelhos Eutróficos, a famosa "Terra Roxa" de origem basáltica.
Estes solos são extremamente profundos, férteis e com alto teor de argila, possuindo uma capacidade excepcional de retenção de nutrientes, o que coloca a região entre as mais produtivas do planeta.
Vegetação
A vegetação original consistia na Floresta Ombrófila Mista e áreas de Floresta Estacional Semidecidual (Mata Atlântica de interior). Atualmente, a cobertura vegetal nativa está restrita a reservas legais e matas ciliares, com destaque para a preservação de espécies como o Ipê, a Peroba e o Angico.
Clima
Em Palotina, o verão é longo, quente, abafado e de céu parcialmente encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 32 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Palotina e realizar atividades de clima quente é do fim de março ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 5,5 meses, de 14 de outubro a 30 de março, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Palotina é janeiro, com a máxima de 32 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 15 de maio a 1 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Palotina é julho, com a mínima de 12 °C e máxima de 24 °C, em média. 
Economia
Palotina é um dos motores econômicos do Paraná, com um PIB per capita elevado.
- Agronegócio: A cidade é um polo de produção de soja, milho e trigo. No entanto, o grande salto econômico veio com a verticalização da produção.
- Proteína Animal: O município é destaque na avicultura e na suinocultura. Recentemente, consolidou-se como uma das maiores potências na piscicultura (criação de tilápias) do Brasil.
- C.Vale: Palotina é a sede da C.Vale – Cooperativa Agroindustrial, uma das maiores do país. A presença do abatedouro de aves e peixes da cooperativa gera milhares de empregos diretos e impulsiona o setor de serviços e logística.
Palotina é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 8,6 mil admissões formais e 7,9 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 623 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 1276.
Até dezembro de 2025 houve registro de 115 novas empresas em Palotina, sendo que 7 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (8). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 156 empresas.
Educação e Ciência
Um dos maiores orgulhos de Palotina é o seu status de polo universitário. A cidade abriga o Setor Palotina da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A presença da UFPR transformou a dinâmica da cidade, trazendo estudantes de todo o Brasil para cursos de excelência como Medicina Veterinária, Agronomia, Engenharia de Aquicultura e Biotecnologia. Essa integração entre academia e campo faz de Palotina um laboratório vivo de inovação tecnológica para o agronegócio.
Turismo e Cultura
O turismo em Palotina é focado em eventos técnicos e lazer contemplativo:
- Expo Palotina: A principal feira do município, que reúne exposições agropecuárias, shows e gastronomia típica.
- Lago Municipal: Um espaço de lazer para a população com pista de caminhada e áreas verdes.
- Gastronomia: O prato típico da cidade é o Frango com Polenta, uma herança da colonização italiana.
- Turismo Tecnológico: Visitas técnicas às plantas industriais da C.Vale e aos campos experimentais da UFPR atraem profissionais de todo o mundo interessados no modelo de cooperativismo brasileiro.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

terça-feira, 7 de abril de 2026

BRASÍLIA DE MINAS - MINAS GERAIS

Brasília de Minas, originalmente chamada somente de Brasília, é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Teve que mudar seu nome em 30 de dezembro de 1962 pela Lei n.º 2.694, adicionando o sufixo de Minas para diferenciar de Brasília, que se localiza no Distrito Federal, naquela época, recentemente inaugurada. O município está dentro da Região Geográfica Imediata de Montes Claros e da Região Geográfica Intermediária de mesmo nome, de acordo com a divisão de regiões estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) vigente desde 2017. O tamanho territorial de Brasília de Minas é de 1.399,48 km². A estimativa populacional para 2024 era de 33.188 habitantes, mantendo um relativo crescimento demográfico ao longo dos anos. 
Brasília de Minas, também vem apresentando um grande salto no seu desenvolvimento econômico e estrutural, uma cidade rica em cultura, terra de gente hospitaleira e acolhedora. 
História
A primitiva povoação tem origem no desmembramento da freguesia de Morrinhos, a mais antiga da margem do rio São Francisco. Com o desmembramento, é criada a paróquia de Sant'Ana de Contendas, em 14 de julho de 1832. A história conta que esta denominação se deve às desavenças entre os habitantes sobre a escolha do local onde seria construída a igreja, motivadas pela fixação da igreja-matriz numa ou noutra margem do córrego Paracatu que corta as terras da região da antiga fazenda local. 
Foi Maria de Almeida quem, àquela época, fez doação a 'Santana' das terras necessárias à criação da Paróquia. 
O arraial de Contendas é elevado a vila em 1890. Em 1901, passa a ser chamada Vila de Brasília e, em 1923, tem o nome reduzido para Brasília, e em 1962, através da Lei Estadual n.º 2.764, passa a se chamar Brasília de Minas.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Santana de Contendas, pelo Decreto de 14 de julho de 1832, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891. 
Vila criada com a denominação de Santana de Contendas ou Contendas, pelo Decreto Estadual n.º 299 de 26 de dezembro de 1890, desmembrado do município de Montes Claros. Instalado em 02 de janeiro de 1894 de acordo com o Decreto n.º 634, de 30 de junho de 1893. 
Pela Lei Provincial n.º 2.431, de 13 de novembro de 1877, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Santo Antônio da Boa Vista e anexado a vila de Vila de Santana de Contendas. 
Pela Lei Provincial n.º 3.266, 30 de outubro de 1884, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São João da Ponte e anexado a vila de Vila de Santana de Contendas. 
Pela Lei Estadual n.º 319, de 16 de setembro de 1901, a vila de Vila de Santana de Contendas ou Contendas passou denominar Vila Brasília. 
Em divisão referente ao ano de 1911, a vila aparece constituído de 4 distritos: Vila Brasília, Campo Redondo, São João da Ponte e Santo Antônio da Boa Vista. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920. 
Pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, a vila de Vila Brasília passou a denominar-se Brasília. Sob a mesma Lei são criados os distritos de Assis Brasil, Ubaí e Ibiracatu anexados a vila de Brasília. 
Elevada a condição de cidade com a denominação de Brasília, pela Lei Estadual n.º 893, de 10 de setembro de 1925. 
Pela Lei Estadual n.º 898, de 10 de setembro de 1925, o distrito de Assis Brasil passou a denominar-se São Lourenço. 
Pela Lei Estadual n.º 955, de 06 de setembro de 1927, o distrito de São Lourenço passou denominar-se Fernão Dias. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 7 distritos: Brasília, Campo Redondo, Fernão Dias (ex-Assis Brasil), Ibiracatu, Santo Antônio de Boa Vista, São João da Ponte e Ubaí. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, são desmembrados do município Brasília os distritos de São João da Ponte, Campo Redondo, Ibiracatu e Santo Antônio da Boa Vista, para formar o novo município de São João da Ponte. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 3 distritos: Brasília, Fernão Dias e Ubaí. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, o município de Brasília passou a chamar-se Brasília de Minas. Pela referida Lei, é desmembrado do município de Brasília de Minas o distrito de Ubaí. Elevado à categoria de município. E, ainda são criados os distritos de Angico de Minas, Campo Azul e Luislândia e anexados ao município de Brasília de Minas. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 5 distritos: Brasília de Minas, Angico de Minas, Campo Azul, Fernão Dias e Luislândia. 
Pela Lei Estadual n.º 8.285, de 08 de outubro de 982, são criados os distritos de Japonvar e Nova Minda com terras desmembrada do distrito de Angico de Minas e anexados ao município de Brasília de Minas. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983, o município é constituído de 7 distritos: Brasília de Minas, Angicos de Minas, Campo Azul, Fernão Dias, Japonvar, Luislândia e Nova Minda. 
Pela Lei Estadual n.º 12.030, de 21 de dezembro de 1995 são desmembrados do município de Brasília de Minas os distritos de Campo Azul e Luislândia, ambos elevados à categoria de município. Pela referida Lei, são desmembrados do município de Brasília de Minas os distritos de Japonvar e Nova Minda, para formar o novo município de Japonvar. 
Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído de 3 distritos: Brasília de Minas, Angicos de Minas e Fernão Dias. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
Pela Lei Municipal n.º 16.684, de 09 de março de 2007, são criados os distritos de Retiro, Vargem Grande do Bom Jesus e Vila de Fátima anexados ao município de Brasília de Minas. 
Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 6 distritos: Brasília de Minas, Angicos de Minas, Fernão Dias, Retiro, Vargem Grande do Bom Jesus e Vila de Fátima. 
Em divisão territorial datada de 2009, o município é constituído de 6 distritos: Brasília de Minas, Angicos de Minas, Fernão Dias, Retiro de Santo Antônio, Vargem Grande do Bom Jesus e Vila de Fátima. 
Assim permanecendo em divisão territorial de 2023.
Distritos
O município está composto pelos seguintes Distritos: Fernão Dias; Vila de Fátima; Angicos de Minas; Retiro de Santo Antônio e Vargem Grande.
Geografia
Relevo e Altitude

O município está inserido na unidade geomorfológica do Planalto do São Francisco. O relevo é predominantemente ondulado, com a presença de extensas chapadas e áreas de baixada. A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 742 metros acima do nível do mar, o que proporciona um horizonte amplo e característico das paisagens mineiras.
Solos e Geologia
Os solos da região são variados, com predominância de Latossolos (nas chapadas) e solos de origem calcária nos vales. A geologia local é rica em calcário, o que propicia a formação de grutas e cavernas, típicas do sistema cárstico do vale do São Francisco.
Vegetação
A vegetação é uma zona de transição ecotonal, com o Cerrado, presente nas áreas mais altas e planas (chapadas) e Caatinga e Mata Seca, encontradas nas encostas e vales, onde as árvores perdem as folhas durante a seca para preservar umidade.
Clima
O clima é o Tropical Semiúmido, com uma estação seca bem definida (maio a outubro) e um período chuvoso (novembro a março). 
Em Brasília de Minas, a estação com precipitação é abafada e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 31 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Brasília de Minas e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao meio de setembro. 
A estação quente permanece por 1,6 mês, de 6 de setembro a 26 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Brasília de Minas é outubro, com a máxima de 30 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 24 de maio a 3 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Brasília de Minas é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Economia
Brasília de Minas é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Brasília de Minas é robusta para o porte do município.
A Pecuária é a principal força econômica, com destaque para a pecuária leiteira e de corte. O município é um grande fornecedor de leite para laticínios regionais.
A Agricultura apresenta cultivo expressivo de milho, feijão, mandioca e, mais recentemente, investimentos em fruticultura e silvicultura, com o eucalipto.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 685 admissões formais e 644 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 41 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 32.
Até dezembro de 2025 houve registro de 34 novas empresas em Brasília de Minas, sendo que 3 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (5). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 44 empresas.
Educação
Na área da Educação, Brasília de Minas destaca-se como polo regional. Além de uma rede municipal e estadual de ensino básico premiada em índices estaduais, o município sedia polos de ensino superior e técnico, como núcleos da Unimontes (Universidade Estadual de Montes Claros), que oferecem cursos voltados para a formação de professores e gestores, evitando o êxodo de jovens para a capital.
Turismo
O turismo no município mescla fé, história e natureza.
A Festa de Sant'Ana, realizada em julho, é a maior celebração religiosa e social da cidade, atraindo milhares de fiéis e filhos da terra que residem fora.
A Lapa do Bugre, uma formação cavernícola de beleza singular que atrai pesquisadores e entusiastas do ecoturismo.
A Praça da Matriz e os casarões antigos preservam o charme da arquitetura colonial e eclética do início do século XX.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

domingo, 5 de abril de 2026

SÃO JOSÉ DA TAPERA - ALAGOAS

São José da Tapera é um município brasileiro do estado de Alagoas. Fica a 240 km da capital Maceió. Tem aproximadamente 65 sítios e 5 povoados. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 31.569 habitantes. 
História
A colonização de São José da Tapera foi iniciada em 1900, na fazenda existente no local onde hoje situa a cidade. Era uma propriedade agrícola pertencente à família Maciano. Próximo à fazenda, residia Antônio Francisco Alves, conhecido como Antônio Marruá. 
Anos depois, procedente de Pão de Açúcar, chegou à região Afonso Soares Vieira, instalando ali uma casa de comércio. Tempo depois, foi criada uma feira de grande aceitação pelos moradores das vizinhanças. 
A iniciativa fez com que a presença de agricultores de outros municípios conhecesse a fertilidade das terras locais, incentivando-os a instalar propriedades no novo núcleo que ali se formava. Começaram então a proliferar casas de taipa (taperas). Em seguida, foi construída uma capela dedicada a São José. Aproveitaram a existência das edificações simples, batizando o local com o nome de São José da tapera. 
Foi elevado à categoria de município com a denominação de São José da Tapera, pela Lei Estadual n.º 2.084, de 24 de dezembro de1957, desmembrado de Pão de Açúcar. Sede no antigo distrito de São José da Tapera. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1959. 
Formação Administrativa
Distrito criado com denominação de São José da Tapera (ex povoado), pela Lei n.º 1.473, de 17 de setembro de 1949, subordinado ao município de Pão de Açúcar. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito de São José da Tapera figura no município de Pão de Açúcar. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Elevado à categoria de município com a denominação de São José da Tapera, pela Lei Estadual n.º 2.084, de 24 de dezembro de 1957, desmembrado de Pão de Açúcar. Sede no antigo distrito de São José da Tapera. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1959. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo e Altitude

O município está inserido na unidade geomorfológica do Planalto da Borborema e da Depressão Sertaneja. O relevo é predominantemente ondulado, com a presença de superfícies de aplainamento e alguns maciços residuais (inselbergs) que se elevam na paisagem seca. A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 260 metros acima do nível do mar.
Solos
Os solos predominantes são os Luvissóis Crômicos e os Neossolos Litólicos. São solos originados do embasamento cristalino, geralmente rasos, pedregosos e com baixa capacidade de retenção de umidade, mas ricos em minerais. Essa característica exige técnicas específicas de convivência com o semiárido, como a construção de barragens subterrâneas e o uso de cisternas para a produção agrícola.
Vegetação
A vegetação nativa é a Caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro. Em São José da Tapera, a Caatinga apresenta-se em formas arbustivas e arbóreas, com a presença marcante de cactáceas (como o mandacaru e o xique-xique) e árvores de resistência como a braúna e o umbuzeiro. Durante a seca, as plantas perdem as folhas para evitar a perda de água por transpiração, recuperando o verde vibrante imediatamente após as primeiras chuvas.
Clima
O clima da região é tropical com estação seca (Classificação climática de Köppen-Geiger: As). 
Em São José da Tapera, o verão é longo, escaldante, seco e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é abafado e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 36 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar São José da Tapera e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 5,5 meses, de 10 de outubro a 25 de março, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em São José da Tapera é janeiro, com a máxima de 36 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 8 de junho a 19 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em São José da Tapera é julho, com a mínima de 19 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Economia
São José da Tapera é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia taperense é historicamente baseada no setor primário.
Destaca-se o cultivo de milho e feijão, base da alimentação local. Em áreas irrigadas, há tentativas de diversificação com hortaliças.
A criação de gado bovino, caprino e ovino é uma atividade tradicional e adaptada às condições do clima. A feira de gado local é um importante momento de trocas comerciais.
A sede municipal concentra o comércio varejista que atende à população rural e aos municípios vizinhos menores.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 818 admissões formais e 332 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 486 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 134.
Até dezembro de 2025 houve registro de 24 novas empresas em São José da Tapera, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 22 empresas.
Turismo
O turismo em São José da Tapera é focado na identidade sertaneja e na religiosidade.
A festa do padroeiro São José, celebrada em março, é o principal evento da cidade, atraindo fiéis e conterrâneos que residem em outras cidades.
O município preserva tradições como o artesanato em couro, as festas de vaquejadas e a culinária sertaneja (buchada, carne de sol e mungunzá).
As formações rochosas e as trilhas pela caatinga preservada oferecem potencial para o ecoturismo e o turismo de contemplação, especialmente ao pôr do sol, um dos mais bonitos da região.
Cultura
Festividades

A maior movimentação ocorre com a visita de turistas de outros municípios durante as principais festividades: 
- São João (24 de junho)
- Festa do Padroeiro São José (19 de março);
- Nossa Senhora das Dores (15 de setembro).
Referência para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 2 de abril de 2026

NOVA RUSSAS - CEARÁ

Nova Russas é um município brasileiro do Ceará situado no oeste do estado, localiza-se na microrregião do Sertão de Crateús, mesorregião dos Sertões Cearenses, com uma população estimada em 32.053 habitantes, segundo o IBGE para o ano de 2025. Possui uma área de 742,763 km². 
Etimologia
O topônimo Nova Russas é uma alusão à cidade de Russas, cidade natal do padre Joaquim Ferreira de Castro, o primeiro vigário da capela de Nossa Senhora das Graças. Sua denominação original era Fazenda Curtume, depois Curtume e, desde 1901, Novas Russas. Os cidadãos de Nova Russas são denominados nova-russenses. 
História
As terras ao sopé da Chapada da Ibiapaba, às margens dos rios Acaraú, Poti e Curtume eram habitadas por diversa etnias entres elas os Tabajara, Caratiú, Tupinambá. 
Com a definitiva ocupação do solo cearense pelos portugueses na segunda metade do século XVII, a expansão do ciclo do Charque e da Carne-seca no século XVIII, a doação de terras via semarias, chegaram a região famílias que implantaram fazenda de gados como as do Curtume e do Olho d'Água Grande. 
Nova Russas surgiu do desenvolvimento da Fazenda Curtume, situada às margens do riacho várzea Grande, implantada pelo Capitão-Mor Bernardino Gomes Franco, que se estabeleceu na localidade no segundo quartel do século XVIII. O nome da fazenda provém da pequena atividade rudimentar de curtir couros peles, praticada pelos seus primitivos proprietários dai o nome curtume. A fazenda passou por sucessivos proprietários até chegar ao domínio de Manuel Oliveira Peixoto e sua esposa, que doaram no ano de 1876 uma parte desta à paróquia de Santo Anastácio de Tamboril, para constituir o patrimônio de uma capela devotada a Nossa Senhora das Graças, construída posteriormente pelo vigário de Tamboril, padre Joaquim Ferreira de Castro. 
Em torno dessa capela desenvolveu-se o povoado que o padre denominou Nova Russas, ou seja, outra Russas, homenagem à localidade do Baixo Jaguaribe do mesmo estado de onde padre Joaquim era natural. 
Em 17 de agosto de 1902 a povoação foi elevada a categoria de distrito Judiciário do município de Ipueiras, data em que adotou oficialmente o nome de Nova Russas. Curtume, que era o nome da fazenda, foi aplicado ao rio que banha a cidade vindo a se denominar Curtume. 
Com expansão da Estrada de Ferro de Sobral-Camocim, para a cidade de Ipu, a malha ferroviária desta chegou a Novas Russas, fato ocorrido em 3 de novembro de 1910 instalando nesse referencial itinerante a Estação de Cargas e Passageiros. O então distrito de Nova Russas teve grande desenvolvimento, tendo sido pouco tempo depois emancipado através da Lei Estadual n.º 2.043, de 11 de novembro de 1922, desmembrado do município de Ipueiras e instalado em 28 de janeiro de 1923 com a posse de seu primeiro gestor Antonio Rodrigues Veras. Foi extinto pelo Decreto 193 de 20 de maio de 1931 e anexado ao município de Ipueiras e restaurado em 4 de dezembro de 1933 pelo Decreto Estadual n.º 1.156, do interventor federal do estado, capitão Roberto Carneiro de Mendonça que também nomeou como interventor municipal Luís Moreira de Barbalho. O território primitivo do município foi dividido para a formação de duas outras cidades; Ipaporanga e Ararendá. 
Da capela de Nossa Senhora das Graças, surgiu a Paróquia de Nova Russas, por ato do bispo Dom José Tupinambá da Frota, no dia 15 de agosto de 1937, sendo deu primeiro vigário o Padre Francisco Ferreira de Morais. 
Com a pecuária, o curtume, a estrada de Sobral-Crateús e a criação da paróquia de local, Nova Russas consolidou-se o centro urbano e município.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Nova Russas, por Ato Estadual de 17 de agosto de 1901, subordinado ao município de Ipueiras.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Novas Russas figura no município de Ipueiras.
Elevado à categoria de município com a denominação de Nova Russas, pela Lei Estadual n.º 2.043, de 11 de novembro de 1922, desmembrado de Ipueiras. Sede no antigo distrito de Nova Russas. Constituído de 3 distritos: Nova Russas, Águas Belas e Várzea Formosa, todos desmembrados do município de Ipueiras. Instalado em 28 de janeiro de 1923.
Pelo Decreto Estadual n.º 193, de 20 de maio de 1931, é extinto o município, sendo seu território anexado ao município de Ipueiras, como simples distrito.
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Nova Russas, pela Lei Estadual n.º 1.156, de 04 de dezembro de 1933, desmembrado de Ipueiras.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 4 distritos: Nova Russas, Águas Belas, Santana e Várzea Formosa.
Pelo Decreto Estadual n.º 1.512, de 18 de março de 1935, é transferido o distrito de Várzea Formosa do município de Nova Russas para Ipueiras.
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 3 distritos: Nova Russas, Águas Belas e Bom Jardim.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 448, de 20 de dezembro de 1938, é extinto o distrito de Bom Jardim, sendo seu território anexado ao distrito sede de Nova Russas. Sob o mesmo Decreto acima citado, é criado o distrito de Canabrava e anexado ao município de Nova Russas.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de três distritos: Nova Russas, Águas Belas e Canabrava.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.114, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Canabrava passou a denominar-se Ararendá e Águas Belas a denominar-se Ipaporanga.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Nova Russas, Ararendá (ex-Canabrava) e Ipaporanga (ex-Águas Belas).
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960.
Pela Lei Estadual n.º 6.525, de 05 de setembro de 1963, é desmembrado do município de Novas Russas o distrito de Ararendá. Elevado à categoria de município.
Pela Lei Estadual n.º 6.475, de 26 de setembro de 1963, é desmembrado do município de Nova Russas o distrito de Ipaporanga. Elevado à categoria de município.
Pela Lei Estadual n.º 6.760, foram criados os distritos de Canindezinho, Nova Betânia, Santo Antônio e São Pedro e anexados ao município de Nova Russas.
Pela Lei Estadual n.º 6.859, de 10 de dezembro de 1963, é criado o distrito de Major Simplício e anexado ao município de Nova Russas.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 6 distritos: Nova Russas, Canindézinho, Major Simplício, Nova Betânia, Santo Antônio e São Pedro.
Pela Lei Estadual n.º 7.106, de 08 de janeiro de 1964, é criado o distrito de Sacramento e anexado ao município de Nova Russas.
Pela Lei Estadual n.º 8.339, de 14 de dezembro de 1965, o município de Nova Russas adquiriu os extintos municípios de Ararendá e Ipaporanga, como simples distritos.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 9 distritos: Nova Russas, Ararendá, Canindézinho, Ipaporanga, Major Simplício, Nova Betânia, Sacramento, Santo Antônio e São Pedro.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988.
Pela Lei Estadual n.º 11.771, de 21 de dezembro de 1990, são desmembrados do município de Nova Russas os distritos de Ararendá e Santo Antônio, para constituírem o novo município de Ararendá.
Pela Lei Estadual n.º 11.348, de 18 de setembro de 1987, são desmembrados do município de Nova Russas os distritos de Ipaporanga e Sacramento, para constituírem novo município de Ipaporanga.
Em divisão territorial datada de 17 de jneiro de 1991, o município é constituído de 5 distritos: Nova Russas, Canindézinho, Major Simplício, Nova Betânia e São Pedro.
Pela Lei Municipal n.º 266, de 23 de agosto de 1993, é criado o distrito de Espacinha e anexado ao município de Nova Russas.
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 6 distritos: Nova Russas, Canindézinho, Espacinha, Major Simplício, Nova Betânia e São Pedro.
Em divisão territorial datada de 2020, o município é constituído de 9 distritos: Nova Russas, Canindezinho, Espacinha, Major Simplício, Nova Betânia, São Pedro, Irapuá, Moringue e Miguel Antônio.
Assim permanecendo em divisão territorial datada 2023.

Geografia
Clima

Nova Russas encontra-se no polígono das Secas, região com clima tropical quente semiárido com as estações das chuvas e da seca bem definidas. A pluviometria média é em torno de 850 mm, com chuvas concentradas de janeiro a maio, tendo os meses de fevereiro, março e abril como os mais chuvosos do ano. A estação das chuvas assim como em grande parte do norte e nordeste do Brasil é chamada de "inverno" por conta dos dias com chuva e mais amenos. Entre maio e junho as chuvas vão diminuindo, tem-se como o período de transição para a estação seca. A partir julho as chuvas diminuem drasticamente e até o fim de novembro a chance de chuva é quase nula. Os meses de dezembro e janeiro são tidos como a pré estação chuvosa, quando as primeiras chuvas da estação começam a cair, tendo anos em que a pré estação pode ter muita chuva, como também há anos em que praticamente não chove nesse período. Tudo depende dos fenômenos climáticos atuantes e principalmente a temperatura do atlântico influenciam bastante nas chuvas durante esse período. Os ventos sopram no quadrante Leste/Nordeste, com velocidade que varia de 2,7 m/s em fevereiro a 3,7 m/s em junho.
Hidrografia e recursos hídricos
As principais fontes de água fazem parte da bacia dos rios Acaraú e Parnaíba. Sendo os principais afluentes do rio Acaraú o rio Curtume e os riachos Coronel Feitosa, Coroa Brava, Gurguéia, Pau Branco e tantos outros; e do rio Poti os riachos Cana Brava, dos Cavalos, da Pintada e Diamante. Existem ainda diversos açudes de pequeno porte, e dentre os açudes de maior porte são os açudes: Açude Farias de Souza (açude das Flores) que abastece a sede e o distrito de São Pedro, o Açude Linhares. 
Relevo e solos
As terras de Nova Russas fazem parte da Depressão Sertaneja, tendo relativamente quadro geológico simples, com predomínio de rochas do embasamento cristalino, caracterizadas por granitos, gnaisses e migmatitos do Pré-Cambriano indiviso. As principais elevações possuem altitudes entre 200 e 500 metros acima do nível do mar. Os solos da região são bruno não cálcico (54,27%), planossolo solódico (6,84%). 
Vegetação
A vegetação predominante é caatinga arbustiva aberta, com trechos onde é mais arbórea, a floresta caducifólia espinhosa. 
Economia
A economia local é baseada na agricultura: algodão, fruticultura e hortaliças; bovinocultura de leite intensiva e semi-intensiva; caprinocultura de corte semi-intensiva; ovinocultura extensiva; piscicultura consorciada e isolada intensivas. Indústrias do total vinte e uma: de fabricação de laticínios; de preparação do leite; de fabricação de artigos de vestuário e calçados de couro, tecidos fibras, madeira ou borracha; de fabricação de tecidos e artigos de malha, bovinocultura de corte intensiva e semi-intensiva. 
Foram registradas ocorrências de Grafita e Hematita, o mais importante minério de ferronas terras deste município. 
O extrativismo vegetal também é uma das atividades econômicas para a fabricação de carvão vegetal, para lenha e construção de cercas, e a extração de oiticica e carnaúba para atividades artesanais. 
O crochê também é uma das fontes de renda. Este artesanato é feito com linha e agulha pelas mãos habilidosas das crocheteiras; Nova Russas possui uma Associação das Crocheteiras desde meados da década de 90, onde as mesmas conseguem vender em grande quantidade para a Capital e demais Estados do Nordeste e Sudeste. Por causa da popularidade do artesanato a feira que acontece todos os sábados no início da manhã já recebeu visitas ilustres de estrangeiros interessados em exportar o crochê. 
Cultura
Os principais eventos culturais são a festa da padroeira Nossa Senhora das Graças (5 a 15 de agosto) e o Carnaval. Em junho têm as festas juninas, na qual vários grupos de quadrilha, disputam, para saber qual grupo é o melhor da região. 
Turismo
O turismo em Nova Russas é focado no artesanato e nas tradições religiosas.
O Mercado do Artesanato é um ponto obrigatório para visitantes, onde é possível encontrar o legítimo crochê de Nova Russas em diversas formas, de vestuário a itens de decoração.
A festa da padroeira, Nossa Senhora das Graças, realizada em agosto, atrai milhares de fiéis e conterrâneos, sendo o principal evento social e religioso da cidade.
O prédio histórico da antiga estação ferroviária é um marco da arquitetura do início do século XX e um símbolo da era de ouro do transporte ferroviário no Ceará.
Referência para o texto: Wikipédia ; IBGE . 

terça-feira, 31 de março de 2026

CURURUPR - MARANHÃO

Cururupu é um município brasileiro do estado do Maranhão. 
História
O território de Cururupu era inicialmente habitado pelos tupinambás. Os primeiros europeus a explorarem a região de Cururupu foram os franceses, que, por volta de 1614, chegaram a então aldeia Cabelo de Velha, chefiada por um cacique de mesmo nome, também apelidado de Cururu. Os franceses estavam realizando viagens de reconhecimento até Zuarupi (Gurupi), explorando a costa do Maranhão durante a expedição de La Ravardière até o ano de 1614, quando da sua expulsão pelas tropas de Jerônimo de Albuquerque. 
Em 1816, foi feito o reconhecimento da região por Pedro Teixeira. Com o domínio português, foram registrados conflitos e massacres contra os povos indígenas, em especial pelas expedições comandadas por Bento Maciel Parente, no começo século XVII, que destruíram a aldeia Cabelo de Velha e mataram o cacique. 
Entre 1816 e 1835, os indígenas que ainda viviam na região abandonaram a terra, em razão da impossibilidade de convivência pacífica. 
Por volta do século XVI, havia grande número de fazendas de produção de farinha de mandioca e de engenhos de açúcar movidos a vapor na região, de propriedade de portugueses vindos de Guimarães. A economia da região utilizava  mão-de-obra escravizada, com o tráfico sendo realizado feito diretamente da Costa do Ouro e Dahomey (Guiné) A cidade de Cururupu teria como embrião a fazenda Cururupu, pertencente ao capitão João Fernandes de Melo. 
A freguesia de Cururupu foi criada por meio da Lei Provincial n.º 13, de 8 de maio de 1835. Foi elevada à vila através da Lei Provincial n.º 120, de 3 de outubro de 1841, tendo sido desmembrada do município Guimarães, sendo conhecido anteriormente como 3.º distrito municipal de Guimarães ou 3º distrito municipal de Cabelo de Velha. 
Na ocasião da publicação da Lei Áurea, Cururupu (cujo território abrangia o município de Apicum-Açu) tinha 155 fazendas, tendo passado por decadência econômica com o fim da escravidão. 
Em 1920, Cururupu foi elevado à cidade, com a Lei Estadual n.º 893, de 9 de março de 1920. 
Topônimo
“Cururupu” é um termo tupi que significa “o coaxar dos sapos”, através da junção dos termos kururu (“sapo”) e pu (“som que produzem os sapos”/“coaxar”).
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Cururupu, pele Lei Provincial n.º 13, de 08 de maio de 1835, subordinado ao município de Guimarães. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Cururupu, pela Lei Provincial n.º 120, de 03 de outubro de 1841, desmembrado de Guimarães. Sede na antiga vila de Cururupu. Constituído do distrito sede. Não temos a data de Instalação. 
Pela Lei Municipal n.º 1, de 22 de abril de 1893, foram criados os distritos de Bacuri, Bacuri-Panã e Roça de Baixo e anexado vila de Cururupu. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída de 4 distritos: Cururupu, Bacuri, Bacurí-Panã e Roça de Baixo. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Cururupu, pela Lei Estadual n.º 893, de 09 de março de 1920. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Geografia
A área do município de Cururupu era de 1.255,667 quilômetros quadrados, o que o coloca na posição 78 dentre as 217 cidades do estado do Maranhão.
Relevo
O relevo do município é o do Litoral Ocidental maranhense, sendo suave e moderadamente ondulado, de baixa altitude, apresentando reentrâncias que exibem importantes manguezais e profundos estuários. suave e moderadamente ondulado, típico das Reentrâncias Maranhenses.
As antigas rias foram transformadas em braços de mar por meio do predomínio de processos de deposição sobre os de erosão, dando origem a extensas superfícies aluviais 
Clima
O clima é o tropical úmido, dividido dois períodos: chuvoso de janeiro a junho e estiagem de julho a dezembro. A temperatura média anual é superior a 27 °C, com a umidade relativa do ar anual variando de 76% e 82% e os totais pluviométricos entre 1.600 mm e 2.000 mm.
Hidrografia
Cururupu está inserido na Microbacia das Bacias Secundárias do Litoral Ocidental Maranhense e seus principais rios são: Cururupu, Liconde, Uru, São Lourenço, Cabelo da Velha. São rios perenes e que não possuem uma grande piscosidade. 
Ilhas
- Arquipélago Norte ou de Maiaú: Lençóis, Bate-Vento (ou Maiaú), Mirinzal, Porto do Meio, Retiro, Iguará, Beiradão, Urumaru, Aracajá, Mulata, Parida, Jabaroca, Cajualzinho. 
- Arquipélago Centro-Norte: Guajerutiua, Valha-Me-Deus e Porto Alegre. 
- Arquipélago Centro-Sul: Caçacueira, São Lucas e Peru. 
- Arquipélago Sul ou de Mangunça: Mangunça e Taboa. 
Nas ilhas de Cururupu, há 12 comunidades pesqueiras permanentemente ocupadas: Caçacueira, São Lucas, Peru, Guajerutiua, Valha-me-Deus, Porto Alegre, Lençóis, Bate Vento, Porto do Meio, Mirinzal, Retiro, Iguará, enquanto Taboa, Mangunça, Urumaru e Beiradão são 4 localidades cuja ocupação se dá sobretudo nos períodos de pesca. As comunidades do litoral do município de Cururupu se definem como “praias". 
As ilhas estão separadas pelas Baías de Mangunça, Caçacueira, do Capim, dos Lençóis, Beiradão e uma série de canais, furos e cabeceiras e ilhotas, característica da região das Reentrâncias Maranhenses. 
A Reserva Extrativista de Cururupu abrange a zona insular do município de Cururupu, tangenciando as franjas dos manguezais continentais de Serrano do Maranhão, Porto Rico, Apicum-açu e Bacuri. 
Vegetação e biodiversidade
A vegetação é caracterizada pela presença dos manguezais, restingas, dunas e resquícios da Floresta Amazônica maranhense. 
Parte do território de Cururupu está inserido na Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses e sua região insular compõe a Reserva Extrativista de Cururupu. A Ilha dos Lençóis é o ponto de terra firme mais próximo do Parque Estadual Marinho do Parcel de Manoel Luís, distante 45 milhas náuticas (aproximadamente 80 km), criado para preservação da fauna e da flora marinhas e dos recifes de corais. 
Entre as espécies vegetais do município estãoː o mangue-vermelho (Rhizophora Mangle), o curiri (Allagoptera arenaria), os tucunzeiros (Astrocaryum vulgare), guajerú (Chrysobalanus icaco), cajueiro (Anacardium occidentale), murici (Byrsonima sericea) e o babaçu (Orbignya martiana). 
Demografia
De acordo com estimativas do IBGE para o ano de 2024, a população de Cururupu era de 32.608 habitantes.
Economia
Na agricultura, tem destaque a produção de melancia (14ª maior produtor do estado), além de mandioca, banana, laranja, milho e feijão. No que se refere à pesca, Cururupu é o segundo maior produtor de pescados do Maranhão, atrás apenas de Raposa.
Infraestrutura
Transportes
Cururupu está ligada a Mirinzal por meio da MA-006; e a Serrano do Maranhão pela MA-008. 
Educação
O município, existem 58 escolas, sendo seis instituições de ensino médio. O município conta ainda com um campus do Instituto Estadual do Maranhão.
Saúde
A principal unidade de saúde do município é a Santa Casa de Misericórdia de Cururupu.
Cultura e turismo
As principais atrações turísticas de Cururupu são o Parcel de Manoel Luís, o Farol de São João e a Ilha dos Lençóis. 
Outras praias-ilhas com destaque são: Bate-Vento, Mangunça, Guajerutíua, Valha-me Deus, Caçacueira, Peru, São Lucas, Maracujatíua, Caóca, Prainha, Praia do Farol, Porto Alegre, Iguará, Mucunã, Ilha das Moças, entre outras.
As principais manifestações culturais são: bumba-meu-boi com o sotaques costa de mão, típico do município, e de zabumba, tambor de crioula. dança do coco, quadrilha, cacuriá, dança portuguesa, roda de São Benedito e outros. 
O padroeiro do município é São João Batista, festejado em junho. A festa religiosa mais popular é a de São Benedito, em setembro, organizada pela Irmandade de São Benedito.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

sábado, 28 de março de 2026

RIO BRANCO DO SUL - PARANÁ

Rio Branco do Sul é um município do estado do Paraná, no Brasil, conhecido como a Capital do Cimento. Faz parte da Região Metropolitana de Curitiba e do Vale do Ribeira e sua população foi estimada em 40.308 habitantes, conforme dados do IBGE de 2025. 
A vila foi fundada por mineradores de ouro no século XIX com o nome de Votuverava, e seu início se deve à devoção a Nossa Senhora do Amparo. 
História
Toda esta grande região do planalto curitibano, onde está inserido o território do município de Rio Branco do Sul, foi amplamente movimentada por expedições exploradoras, que vinham à cata do ouro e do gentio. Este último objetivo era facilitado pela grande quantidade com que eram encontrados por estas paragens os primeiros habitantes do Paraná, os povos indígenas. 
Ao longo das inúmeras incursões, muitos povoados foram surgindo, nas áreas que demandavam as fraldas da Serra da Bocaina até o Vale do Açungui. A primeira povoação que deu origem ao atual município de Rio Branco do Sul foi "Nossa Senhora do Amparo". Este vilarejo recebeu, em 1790, a visita do padre Francisco das Chagas Lima, que benzeu o cemitério da localidade e rezou uma missa. Mais tarde, o padre Chagas iria celebrizar-se por ocasião da povoação dos Campos de Guarapuava. Nesta época, florescia o povoado de Rocinha, não muito distante de Nossa Senhora do Amparo. 
No ano de 1825, o padre Antonio Teixeira Camello, observando o crescente progresso da povoação de Nossa Senhora do Amparo, com sua gente se dedicando à lavoura e às minas de ouro que existiam aqui e acolá, pleiteou, junto ao governo da Província de São Paulo, e ao bispo de prelazia, a criação de uma freguesia naquela localidade. No entanto, seus apelos não foram ouvidos. Em 1831, o vilarejo teve sua denominação alterada para Votuverava, termo da língua geral meridional que significa "montanha brilhante" (votura, "montanha" + beraba, "brilhante"). O capelão era o padre Camargo e, no ano de 1834, a povoação era pastoreada por um vigário. 
Com a criação da Província do Paraná em 1853, mudou-se o conceito político, e um número muito grande de novas unidades municipais foi criado, para servir de sustentação política ao novo governo. Neste contexto, o povoado ganha foros de freguesia, através da Lei Provincial n.º 30, de 7 de abril de 1855. Em 1861, Domingos Costa doa terreno para que a freguesia seja transferida de lugar, o que se efetiva pela Lei n.º 67, do dia 23 de maio. Esta mudança dura dez anos, voltando depois à sua antiga localização. 
Pela Lei Provincial n.º 255, de 16 de março de 1871, foi criada a Vila de Nossa Senhora do Amparo de Votuverava, que, em 3 de abril do mesmo ano, ganhou foros de município, com a denominação alterada para simplesmente Votuverava, com território desmembrado de Curitiba. 
As lideranças municipais de Votuverava optam por nova mudança de sede municipal, desta vez indo para o antigo arraial da Rocinha. Esta escolha, depois de consolidada, foi efetivada pela Lei Estadual n.º 733, de 21 de fevereiro de 1908, ocasião em que Votuverava perde sua denominação, passando a se chamar Vila Rio Branco. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.573, de 20 de outubro de 1938, extingue-se o município de Rio Branco, passando a pertencer territorialmente ao município de Cerro Azul. Através do Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, em tempos de Estado Novo e de ajustes políticos, passou à condição de simples distrito de Cerro Azul, com a denominação alterada para Votuverava. 
Somente no 10 de outubro de 1947, pela Lei Estadual n.º 2, é que a autonomia política foi restaurada, voltando à denominação de Rio Branco, desta vez acrescida de "do Sul", para diferenciá-la da capital acreana homônima, Rio Branco. 
Etimologia
O nome do município é uma homenagem a José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco, ilustre diplomata brasileiro, que, em terras paranaenses, notabilizou-se na "Questão de Palmas", na região sudoeste do Estado, em 1895. 
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Votuverava, pela Lei Provincial n.º 262, de 03 de abril de 1871, desmembrado de Curitiba. Sede na povoação de Votuverava. Constituído do distrito sede. 
Suprimida, por Lei Provincial n.º 440, de 11 de maio de 1875. 
Restaurada, pela Lei Provincial n.º 448, de 24 de março de 1876, reinstalada em 14 de maio de 1879. 
Pela Lei Estadual n.º 733, de 21 de fevereiro de 1908, o município de Votuverava passou a denominar-se Rio Branco. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município já denominado Rio Branco é constituído do distrito sede. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1936, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 7.573, de 20 de outubro de 1938, o município de Rio Branco foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Cerro Azul. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Rio Branco figura no município de Cerro Azul. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Rio Branco passou a denominar-se Votuverava. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Rio Branco do Sul, pela Lei Estadual n.º 2, de 10 de outubro de 1947, desmembrado de Cerro Azul. Sede no antigo distrito de Votuverava. Constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, o distrito de Açungui passa a pertencer ao município de Rio Branco do Sul, desanexado do município de Cerro Azul. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Rio Branco do Sul e Açungui. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município é constituído de dois distritos: Rio Branco do Sul (sede) e Açungui. 
Relevo e Altitude
O município está inserido no Primeiro Planalto Paranaense, em uma zona de transição para a Serra do Mar e o Vale do Ribeira. O relevo é predominantemente montanhoso e ondulado, com vales profundos e encostas íngremes. A altitude na sede municipal é de aproximadamente 630 m, mas algumas áreas rurais atingem cotas superiores a 1.000 m acima do nível do mar.
Geologia e Solo
A geologia local é marcada pelo Grupo Itaiacoca, onde predominam as rochas carbonáticas. O solo é caracterizado pela presença de Cambissolos e Argissolos, mas o grande destaque é o substrato de calcário e dolomito.
Nota Geológica: A região faz parte de um sistema de carste (relevo cárstico), onde a dissolução química das rochas calcárias pela água da chuva cria cavernas, abismos e dolinas.
Vegetação
A vegetação original era composta pela Mata Atlântica (Floresta Ombrófila Densa) em suas áreas mais baixas e pela Mata de Araucárias (Floresta Ombrófila Mista) nas porções mais elevadas. Hoje, existem esforços para preservar fragmentos nativos em meio às áreas de mineração e silvicultura.
Clima
O clima é o Subtropical Úmido (Cfb). O verão é morno e de céu quase encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 26 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 30 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Rio Branco do Sul e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do início de novembro ao meio de dezembro. 
A estação morna permanece por 3,9 meses, de 28 de novembro a 25 de março, com temperatura máxima média diária acima de 25 °C. O mês mais quente do ano em Rio Branco do Sul é fevereiro, com a máxima de 26 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 13 de maio a 10 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 20 °C. O mês mais frio do ano em Rio Branco do Sul é julho, com a mínima de 10 °C e máxima de 19 °C, em média. 
Economia
A economia de Rio Branco do Sul é uma das mais dinâmicas da RMC devido à extração mineral.
A cidade abriga a gigantesca fábrica da Votorantim Cimentos, sendo uma das maiores fornecedoras de cimento para o sul e sudeste do Brasil. A extração de cal e calcário agrícola também é fundamental.
Na agricultura, o município destaca-se nacionalmente na produção de citros, especialmente a tangerina Ponkan, sendo um dos maiores produtores do Paraná.
Já na silvicultura, o plantio de Pinus e Eucalipto para a indústria de papel e celulose é outra fonte de renda relevante.
Rio Branco do Sul é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 3,5 mil admissões formais e 3,2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 324 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 487.
Até dezembro de 2025 houve registro de 57 novas empresas em Rio Branco do Sul, sendo que 5 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (6). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 82 empresas.
Transporte
O município de Rio Branco do Sul é servido pela rodovia PR-092, que liga Curitiba a Palmital (na divisa entre Paraná e São Paulo).
Educação
Na área educacional, o município conta com uma rede básica de ensino municipal e estadual. A proximidade com Curitiba facilita o acesso ao ensino superior, mas a cidade investe em cursos técnicos voltados à mineração e segurança do trabalho, buscando absorver a mão de obra local nas indústrias instaladas no território.
Turismo
O turismo em Rio Branco do Sul é focado no ecoturismo e na espeleologia (estudo de cavernas).
- Gruta da Lancinha: É uma das maiores e mais bonitas cavernas do Paraná, com extensas galerias e um rio subterrâneo que atravessa sua estrutura. É o principal ponto de atração para aventureiros e pesquisadores.
- Turismo Religioso: A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo e as festas de padroeiros locais são marcos da tradição cultural e da fé da população.
- Trilhas e Cachoeiras: O relevo acidentado proporciona diversas trilhas de mountain bike e caminhadas que revelam vistas panorâmicas da Serra do Mar.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .