sexta-feira, 9 de outubro de 2026

EXTREMOZ - RIO GRANDE DO NORTE

Extremoz é um município brasileiro situado no litoral do estado do Rio Grande do Norte. Pertencente à Região Metropolitana de Natal e ao Polo Costa das Dunas, localiza-se a norte da capital do estado, distante desta 23,5 quilômetros. Ocupa uma área de aproximadamente 140,6 km² e sua população segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o ano de 2026, era de 70.452 habitantes.
O território do atual município fora ocupado originalmente pelos índios tupis e paiacus, mas as terras foram concedidas aos jesuítas em 1607. Estes foram responsáveis pela catequização dos indígenas e construíram a Igreja de São Miguel, porém foram expulsos pelas invasões holandesas em 1757. Ainda no século XVIII, houve a elevação à categoria de vila, estabelecendo-se nas décadas seguintes como um centro econômico e pecuarista. Com isso, foi decretada sua emancipação de Ceará-Mirim na década de 1960. A importância histórica e a beleza natural de suas praias também fizeram do município um centro turístico conhecido internacionalmente. 
Seu nome é uma homenagem à cidade portuguesa de Estremoz, no Distrito de Évora, porém com o tempo passou-se a escrever seu nome com "x" ao invés do "s". Em Extremoz localiza-se a praia de Genipabu, o cartão-postal do estado do Rio Grande do Norte, além de outras praias e monumentos históricos, dentre estes: as ruínas da Igreja de São Miguel, herança dos jesuítas; e a atual Igreja Matriz de São Miguel. Também cabem ser ressaltadas festividades como o carnaval, as festas juninas e os eventos religiosos.
História
As terras que hoje pertencem ao município de Extremoz, litoral do Rio Grande do Norte, foram inicialmente habitadas pelos índios tupis e paiacus, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru. 
No ano de 1607, uma parte de terra foi concedida a jesuítas pelo capitão-mor do Rio Grande do Norte, Jerônimo de Albuquerque, tendo como principal objetivo catequizar os indígenas. Os jesuítas também foram os principais responsável pela construção da igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru. Isso também fez com que a sociedade tribal fosse sendo influenciada pela doutrina cristã. 
Os jesuítas foram expulsos em 1759, e a povoação tornou-se a primeira da Capitania do Rio Grande do Norte com a categoria de vila (segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo). A 03 de maio de 1760 passa a se chamar "Vila Nova de Estremoz do Norte". Nesse tempo a vila tinha 1.429 habitantes e era um importante centro econômico e pecuarista. Até os dias de hoje, moradores nativos preservam várias lendas a respeito da história de Extremoz, como a do tesouro, cujo desfecho foi a destruição da capela de São Miguel, que teria sido demolida na tentativa de os moradores encontrarem o tal tesouro. Nos dias atuais a capela se encontra em ruínas e foi tombada em 1990. 
Em 18 de agosto de 1855 a Vila Nova de Estremoz do Norte foi incorporada ao povoado de Boca da Mata, com a denominação de "Vila de Ceará Mirim". Já em 1892, foi criado o distrito de "Extremoz" e anexado ao município de Ceará-Mirim. Em 04 de abril de 1963, Extremoz foi desmembrado de Ceará-Mirim e tornou-se novo município do estado do Rio Grande do Norte. A instalação oficial do município ocorreu em 2 de fevereiro de 1964.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito a com a denominação de Extremoz, pela Lei Estadual n.º 2.876, de 04 de abril de 1963, desmembrado de Ceará-Mirim. Sede no atual distrito de Extremoz. Constituído do distrito sede. Instalada em 02 de fevereiro de 1964. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2018.
Geografia
Extremoz está localizado no litoral do estado do Rio Grande do Norte, a uma altitude média de 41 metros acima do nível do mar, distante 23,5 quilômetros de Natal, capital estadual, e 2.216 quilômetros de Brasília, capital federal. Integrante do Polo Costa das Dunas e a Região Metropolitana de Natal, ocupa uma área de 140,639 quilômetros quadrados (km²), limitando-se a norte e a oeste com Ceará-Mirim e a sul com Natal e São Gonçalo do Amarante. A costa do Oceano Atlântico constitui o limite leste. 
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, o município pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Natal. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Natal, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Leste Potiguar.
Relevo
O relevo de Extremoz é constituído por extensas superfícies planas ou levemente onduladas que formam os tabuleiros costeiros. Na região costeira ou próxima dela estão as paleodunas, também chamadas "dunas fixas", formadas por areias amareladas transportadas pela erosão eólica e cobertos por vegetação, além dos depósitos de praias marinhos, também originados pela ação dos ventos e formados por areia com cascalho, e a planície fluviomarinha, modelada tanto por processos fluviais quanto marinhos. Próximo ao rio Ceará Mirim estão os depósitos aluvionares, que formam a planície fluvial, sujeita a inundações durante o período chuvoso. Extremoz se situa em uma área de abrangência de rochas do Grupo Barreiras, originárias da Idade Terciária Superior, com a predominância de arenitos recobertos por quartzo, sílex e fragmentos líticos.
Solos
O tipo de solo predominante é a areia quartzosa distrófica, que possui baixos níveis de fertilidade, elevados índices de drenagem e textura formada por argila ou areia. Há também os solos indiscriminados de mangue, as areias quartzosas marinhas (litoral) e o latossolo vermelho amarelo. Esses solos são cobertos por espécies da Mata Atlântica, que se apresenta sob a forma de tabuleiros litorâneos e manguezais, este último típico de áreas inundadas pelas marés, com alto grau de salinidade. Extremoz abriga a maior parte da Área de Proteção Ambiental das Dunas de Genipabu, instituída pelo Decreto Estadual n.º 12.620, de 17 de maio de 1995, com o objetivo de preservar a fauna e a flora locais. 
Hidrografia
Quase metade do território municipal (49,45%) está inserido nos domínios da bacia hidrográfica do rio Ceará-Mirim. Outros 22,02% estão na bacia do rio Doce e os 28,53% restantes na faixa litorânea leste de escoamento difuso, este formado por pequenos cursos d'água que escoam diretamente em direção ao oceano, sem que haja uma área de drenagem delimitada pelos divisores de águas como nas bacias hidrográficas. Os principais rios são o Doce e o Guajiru. O principal reservatório é a Lagoa de Extremoz, construído em uma área de 358,93 hectares (ha) e com capacidade para 11.019.525 metros cúbicos (m³), além da Lagoa de Guamoré. 
Clima
O clima local é o tropical chuvoso, com chuvas concentradas entre os meses de março e julho. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), que possui dados pluviométricos de Extremoz desde 2005, o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Extremoz foi de 259,6 mm em 28 de novembro de 2023, seguido por 213 mm em 2 de julho de 2008. Desde julho de 2021, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN na cidade, a menor temperatura ocorreu na madrugada de 8 de setembro de 2022 (19,6 °C) e a maior na tarde de 1° de março do mesmo ano (32,5 °C).
Em Extremoz, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, com precipitação, de céu quase sem nuvens e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 31 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 33 °C. 
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Extremoz e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 4,3 meses, de 8 de dezembro a 19 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Extremoz é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 16 de junho a 30 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Extremoz é julho, com a mínima de 22 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Em Extremoz, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Extremoz começa por volta de 30 de maio e dura 4,7 meses, terminando em torno de 20 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Extremoz é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 20 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 30 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Extremoz é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 65% do tempo. 
Economia
Extremoz é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia local apoia-se em pilares dinâmicos: destaca-se fortemente no setor de serviços, no turismo em expansão, no comércio local e na construção civil, impulsionados pela proximidade com a capital e pela atração de novos moradores. A agricultura familiar, a pesca artesanal e a extração mineral também complementam a vitalidade econômica do município.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 2,4 mil admissões formais e 2,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 246 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 172.
Até julho de 2026 houve registro de 38 novas empresas em Extremoz, sendo que 9 atuam pela internet. Neste último mês, 7 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (18). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 100 empresas.
Educação
O conhecimento é entendido por Extremoz, como a semente mais sólida para o desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão ambiental, a administração, a pedagogia e o turismo garantem que a juventude extremozense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Extremoz é um convite apaixonante à aventura e ao descanso. As famosas lagoas de Extremoz e de Pitangui, os passeios de buggy pelas dunas, as praias de águas mornas e o ecoturismo proporcionam momentos inesquecíveis. 
Cultura
No calendário cultural do município, existem diversos eventos ao longo do ano, entre os quais destacam-se o carnaval, realizado em data móvel, geralmente em fevereiro; emancipação política, no dia 4 de abril; as festas juninas, em junho, com apresentações de quadrilhas, bandas musicais e outras atrações; em setembro as festas do vaqueiro (realizada na Vila de Fátima, durante dois dias) e do padroeiro São Miguel Arcanjo; em dezembro, o Quinho Folia (tradicional carnaval fora de época), a Carreata da Bíblia (evento organizado pela igreja evangélica no segundo domingo de dezembro em comemoração ao Dia da Bíblia, que consiste em uma carreata cujo percurso vai desde distrito de Araçá até o centro de Extremoz) e as comemorações natalinas.
Também são realizados eventos em diversas modalidades esportivas, com o futebol e o futsal, sendo que em 2011 o município sediou uma edição da Regata Interestadual de Remo, com a participação de vários clubes de remo vindos do Rio Grande do Norte e de outras unidades da federação. 
Integrante do Polo Costa das Dunas, Extremoz possui um grande potencial turístico, abrigando a praia de Genipabu, cartão-postal do Rio Grande do Norte, que se destaca pelas suas dunas móveis, além dos passeios de buggies, jangadas e dromedários. Outras importantes atrações turísticas do município são as praias Barra do Rio, Graçandu, Pitangui e Santa Rita, além de monumentos históricos, sendo a Igreja Matriz de São Miguel o principal deles.
O artesanato é outra forma espontânea da expressão cultural extremozense, tendo como principais atividades o bordado, fibras, fios e materiais recicláveis[89] e se destacando na produção de peças de areia colorida e de tapetes. Também existem grupos artesanais, bem como de artes plásticas e visuais, corais, manifestação tradicional popular e música. 
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao sandboard nas dunas, ao surf, ao kitesurf, aliado ao futebol amador e às corridas na orla, movimenta os centros esportivos e praias, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Feriados Municipais
Em Extremoz, há, além dos feriados nacionais e estaduais e dos pontos facultativos, dois feriados municipais, que são o dia 4 de abril, dia de emancipação política do município, e o dia 29 de setembro, dia do padroeiro do município, São Miguel Arcanjo.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

SANTA VITÓRIA DO PALMAR - RIO GRANDE DO SUL

Santa Vitória do Palmar é um município fronteiriço do estado do Rio Grande do Sul, localizado no extremo sul do Brasil, na fronteira com Uruguai, sendo o município onde se encontra o ponto mais meridional do Brasil, uma curva do arroio Chuí, próximo à sua foz, no distrito de Atlântico. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 31.965 habitantes.
História
Esta parte de terra no extremo sul do Brasil, tem profunda relevância em termos históricos, pois, foi palco de intensas disputas entre Portugal e Espanha até o ano de 1777, quando, o Tratado de Santo Ildefonso foi assinado entre as duas Coroas. Consta neste Tratado, transcrito por Tancredo Fernandes de Mello (1911), que, '[...] se reservará entre os territórios das duas coroas, as lagoas Mirim e Mangueira, as línguas de terra entre elas e a costa do mar; sem que nenhuma das duas nações as ocupe, elas servirão unicamente de separação, de maneira que nem os portugueses passem o Taim, em linha reta ao mar, até a parte meridional, nem os espanhóis o Chuí, até a parte setentrional, etc.' (Mello, 1911 p. 34), a região ficou conhecida como Campos Neutrais. Entretanto, o tratado que estabeleceu os limites definitivos entre os dois países, conhecido como Tratado de Modificação, ocorreu apenas em 15 de maio de 1852. 
O Marechal Francisco José de Souza Soares de Andréa (Marechal Andréa), recebeu em 23 de junho de 1852 o honroso encargo de comissário do Brasil para demarcação de limites entre Brasil e Uruguai que começou na fronteira do Chuí. Em setembro do mesmo ano, o marechal chegava ao atual Porto de Santa Vitória do Palmar e em novembro de 1852 encontra-se pela primeira vez com o comissário do Uruguai, o Coronel José Maria Reyes designado para as demarcações pelo Uruguai, e em seguida em janeiro de 1852, quando divergiram nas demarcações. Somente em 15 de junho de 1853 assinaram a ata de demarcação de limites entre os dois países como temos atualmente. 
No ano de 1849, o Marechal Andréa demarcou o terreno para fundar uma povoação nestas terras, o que era um sonho do Comendador Manoel Corrêa de Mirapalhete, um dos mais importantes estancieiros dos Campos Neutrais. O povoado foi fundado em 19 de dezembro de 1855, por Manoel Corrêa de Mirapalhete, com o nome de Povoação de Andréa em honra ao Marechal e a padroeira do povoado seria Santa Vitória, santa de devoção da família Andréa.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santa Vitória do Palmar, pela Lei Provincial n.º 417, de 06 de dezembro de 1958, subordinado ao município de Rio Grande. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santa Vitória do Palmar, pela Lei Provincial n.º 808, de 30 de outubro de 1872, desmembrado do município de Rio Grande. Instalada em 07 de setembro de 1874. 
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Santa Vitória do Palmar, pela Lei Provincial n.º 1.736, de 24 de dezembro de 1888. 
Por Ato Municipal n.º 3, de 03 de janeiro de 1898, é criado o distrito de Provedores e anexado ao município de Santa Vitória do Palmar. 
Por Ato Municipal n.º 8, de 03 de janeiro de 1898, foram criados os distritos de Arvore Só e Canoa e anexados ao município de Santa Vitória do Palmar. 
Por Ato Municipal n.º 5, de 19 de setembro de 1908, é criado o distrito de Curral Alto e anexado ao município de Santa Vitória do Palmar. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 5 distritos: Santa Vitória do Palmar, Arvore Só, Canoa, Curral Alto e Provedores. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, o município é constituído de 4 distritos: Santa Vitória do Palmar, Arvore Só, Canoa e Curral Alto. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.199, de 31 de março de 1938, o distrito de Canoa se denomina Mirim. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.842, de 30 de junho de 1939, autorizado pelo Decreto-Lei Federal n.º 1.307, de 31 de maio de 1939, é criado o distrito de Chuí. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Santa Vitória do Palmar e Chuí. Não figurando os distritos de Arvore Só, Curral Alto e Mirim (ex Canoa), todos anexados ao distrito sede do município de Santa Vitória do Palmar, como simples zona administrativa. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Santa Vitória do Palmar e Chuí. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 979. 
Pela Lei Municipal n.º 1.786, de 27 de outubro de 1982 foi confirmada a criação dos distritos de Arvore Só e Curral Alto (ex localidades) e anexados ao município de Santa Vitória do Palmar. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 4 distritos: Santa Vitória do Palmar, Arvore Só, Chuí e Curral Alto. 
Pela Lei Estadual n.º 10.666, de 28 de dezembro de 1995, é desmembra do município de Santa Vitória do Palmar o distrito de Chuí. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 6 distritos: Santa Vitória do Palmar, Arvore Só, Atlântico, Curral Alto, Mirim e Taim. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.
Origem do Nome
A origem do nome "Santa Vitória do Palmar" carrega a memória das lutas e da devoção dos primeiros tempos. "Santa Vitória" foi uma homenagem à vitória das tropas luso-brasileiras em disputas territoriais históricas na região, enquanto "do Palmar" faz referência à impressionante e abundante vegetação de palmeiras nativas que cobria extensas áreas da paisagem local.
Geografia
A geografia de Santa Vitória do Palmar é um espetáculo de proporções grandiosas. Com uma altitude muito baixa, marcada por extensas planícies e campos planos conhecidos como pampas, o relevo é suave e desimpedido, permitindo que o olhar se perca no horizonte. 
Solo
O solo, fértil para a pecuária, sustenta uma vegetação típica de campos sulinos, além dos famosos palmares e das formações de restinga junto à costa. 
Hidrografia
O município é privilegiado por grandes mananciais e corpos hídricos, fazendo divisa com a imensa Lagoa Mirim e tendo o Oceano Atlântico como limite a leste, criando um ecossistema aquático e terrestre de rara riqueza ecológica.
Praias
O Hermenegildo é o balneário mais popular e frequentado pelos vitorienses, tendo um movimento intenso de veranistas durante o verão. Além disso, a praia tem se tornado propriamente um bairro afastado da cidade, atraindo cada vez mais moradores fixos o ano inteiro. É conhecido como um bom lugar para o veraneio na região sul do estado.
Em 1978 ocorreu o fenômeno ambiental descrito como maré vermelha, que chegou a atingir a Praia do Cassino e a costa uruguaia até Punta del Este. O acontecimento teve grande repercussão na mídia nacional e internacional. Na época, surgiram diversas hipóteses para justificar a mortandade de peixes e outros animais marinhos na região, além de problemas respiratórios em algumas pessoas.
Clima
O clima do município é subtropical, com verões moderados e invernos frescos. A temperatura máxima média compensada anual gira em torno de 22 °C e a mínima em torno de 12 °C. O índice pluviométrico de aproximadamente 1 260 milímetros (mm) anuais. De modo geral, as chuvas são bem distribuídas durante todo o ano. Ultimamente, o clima vitoriense vem sofrendo algumas alterações, tornando-se mais extremo. Os invernos cada vez mais frios, com a temperatura chegando facilmente abaixo dos 5 °C, e os verões mais quentes, seguidamente ultrapassando os  30º C.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1931 a menor temperatura registrada em Santa Vitória do Palmar foi de −3 °C em 9 de julho de 1945 e a maior atingiu 41,3 °C em 29 de janeiro de 1957. O maior acumulado de precipitação registrado em 24 horas alcançou 277,2 mm em 8 de março de 1943. Outros acumulados iguais ou superiores a 150 mm foram: 167,6 mm em 4 de abril de 1993, 167,2 mm em 8 de maio de 2024, 166,6 mm em 27 de dezembro de 1997, 160,9 mm em 14 de março de 2004, 160,3 mm em 24 de março de 1996 e 151,6 mm em 21 de fevereiro de 2013.
Em Santa Vitória do Palmar, o verão é abafado e morno; o inverno é ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação, de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 8 °C a 27 °C e raramente é inferior a 3 °C ou superior a 31 °C. 
A melhor época do ano para visitar Santa Vitória do Palmar e realizar atividades de clima quente é do fim de outubro ao meio de abril. 
A estação morna permanece por 3,6 meses, de 7 de dezembro a 27 de março, com temperatura máxima média diária acima de 25 °C. O mês mais quente do ano em Santa Vitória do Palmar é janeiro, com a máxima de 27 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,6 meses, de 29 de maio a 17 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 18 °C. O mês mais frio do ano em Santa Vitória do Palmar é julho, com a mínima de 9 °C e máxima de 16 °C, em média. 
Em Santa Vitória do Palmar, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Santa Vitória do Palmar começa por volta de 5 de outubro e dura 6,4 meses, terminando em torno de 17 de abril. 
O mês menos encoberto do ano em Santa Vitória do Palmar é janeiro, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 67% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 17 de abril e dura 5,6 meses, terminando em torno de 5 de outubro. 
O mês mais encoberto do ano em Santa Vitória do Palmar é junho, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 51% do tempo. 
Economia
Santa Vitória do Palmar é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo.
A economia do município apoia-se em pilares sólidos e tradicionais: destaca-se fortemente na pecuária extensiva de corte e ovelhas, na agricultura de grãos — com grande destaque para a rizicultura (cultivo de arroz irrigado) —, além do comércio binacional, da energia eólica e do setor de serviços.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 1,7 mil admissões formais e 1,8 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -100 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de -4.
Até julho de 2026 houve registro de 32 novas empresas em Santa Vitória do Palmar, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 10 novas empresas se instalaram, sendo 4 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (9). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 96 empresas.
Educação
Santa Vitória do Palmar compreende que o conhecimento é a semente mais segura para o desenvolvimento sustentável e a inovação. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à pesquisa científica por meio de polos universitários e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a agronomia, a gestão ambiental, a educação e a tecnologia garantem que a juventude santavitoriense encontre ferramentas para liderar o futuro da região sem precisar deixar sua terra natal.
Cultura
Culturalmente, a cidade transborda a tradição farroupilha: o tradicionalismo gaúcho, o chimarrão, a dança, a música nativista e a culinária campeira mantêm viva a identidade de um povo profundamente apegado à sua pátria.
Turismo
O turismo em Santa Vitória do Palmar é um convite fascinante à aventura e à contemplação. A Praia do Cassino e o litoral estendem-se por dezenas de quilômetros de areias desertas, abrigando o famoso Farol da Albardão e a mística região dos corais e naufrágios. A Estação Ecológica do Taim, verdadeiro santuário da fauna e flora silvestres, encantam os ecoturistas. 
Theatro Independência
No coração da cidade, em frente à Praça General Andrea e rodeado por casarões construídos na segunda metade do século XIX e início do XX, está localizado o Theatro Independência, inaugurado em 21 de agosto de 1930, bem tombado pelo IPHAE como patrimônio histórico e artístico do Rio Grande do Sul desde 2010.
Local antípoda
Jeju, uma ilha e província da Coreia do Sul, é o local antípoda do município de Santa Vitória do Palmar
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, às cavalgadas tradicionais, ao surf e às práticas esportivas náuticas e de campo movimenta a comunidade, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

IRARÁ - BAHIA

Irará é um município brasileiro situado no estado da Bahia, na região Nordeste. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 29.572 habitantes.
Etimologia
O nome Irará é uma alteração da palavra "arará" originária do tupi e se refere a uma espécie de formiga de asas brancas semelhante aos cupins. Arará significa nascida na luz do dia, pois estas formigas surgem com o nascer do sol. 
História
Inicialmente, a área era povoada por indígenas paiaiás, pertencentes ao grupo dos quiriris da nação dos tapuias. Com a chegada da Coroa Portuguesa no século em XVI, os padres jesuítas se estabeleceram com o intuito de catequizar os nativos e mantê-los longe dos colonos. A partir desse século, a região do atual município de Irará passou a fazer parte da sesmaria de Garcia d'Ávila, na Capitania da Baía de Todos os Santos. 
Duas correntes favoreceram o desbravamento dessa região: uma na direção oeste, pela serra de Irará (na busca de ouro e pedras preciosas) e outra ao leste, na caça ao gentio. Estas bandeiras deixaram uma igreja na Vila de Bento Simões e um templo no arraial da Caroba.
Em meados de 1717, se registram as primeiras explorações das terras no centro do atual município, onde Antônio Homem da Fonseca Correia edificou uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Purificação, oferecendo-a ao seu filho. Ao lado do templo, foi erguida uma casa de fazenda, dando início ao povoado de Irará, tendo, como primeiros habitantes, os índios paiaiás.
A atual região de Irará continuou ganhando espaço político ao longo dos anos e em 1832 a sede foi mudada da vila São João Batista de Água Fria para o arraial de Purificação dos Campos, e em 27 de maio de 1842, pela Lei Provincial n.º 173, a região recebeu o título de vila de Nossa Senhora da Purificação Campos. Em 8 de agosto de 1895 a Vila da Purificação foi elevada à categoria de cidade com o nome de Irará pela lei Estadual nº 100.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Água Fria, pelo Decreto de 10 de julho de 1832. Sede na antiga povoação de Água Fria. 
Pela Lei Provincial n.º 173, de 27 de maio de 1842, é transferida a sede da povoação de Água Fria para o Arraial da Purificação dos Campos. 
Pela Lei Provincial n.º 191, de 01 de maio de 1843, é criado o distrito de Ouriçangas e anexado a vila de Água Fria. 
Pela Lei Provincial n.º 2, de 02 de agosto de 1862, é criado o distrito de Pedrão e anexado a vila de Água Fria. 
Pelo Decreto de 28 de março de 1891, é criado o distrito de São Simão e anexado a vila de Água Fria. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Irará, pela Lei Estadual n.º 100, de 08 de agosto de 1895, passando Água Fria à condição de distrito (mudança de sede). 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 6 distritos: Irará, Água Fria, Conceição de Bento Simões, Ouriçangas, Pedrão e São Simão. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 01 de setembro de 1920. 
Pela Lei Municipal n.º 47, de 08 de julho de 1921, aprovada pela Lei Estadual n.º 1563, de 21 de julho de 1922, é criado o distrito de Quaresma e anexado ao município de Irará. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 6 distritos: Irará, Água Fria, Conceição de Bento Simões, Ouriçangas, Pedrão e Quaresma. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31de dezembro de 1936. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 6 distritos: Irará, Água Fria, Conceição de Bento Simões, Ouriçangas, Pedrão e Santanópolis (ex Quaresma). 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 11.089, de 30 de novembro de 1938, o distrito de Conceição de Bento Simões passou a denominar-se simplesmente Bento Simões. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 6 distritos: Irará, Água Fria, Bento Simões (ex-Conceição de Bento Simões), Ouriçangas, Pedrão e Santanópolis. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, confirmado pelo Decreto Estadual n.º 12.978, de 01 de junho de 1944, é extinto o município de Coração de Maria, sendo seu território anexado ao município de Irará, como simples distrito. Pelos decretos-leis estaduais acima citados é criado o distrito de Pataíba e anexado ao município de Irará. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 12.978, de 01 de junho de 1944, é desmembrado do município de Irará o distrito de Coração de Maria. Elevado à categoria de município. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 7 distritos: Irará, Água Fria, Bento Simões, Ouriçangas, Pataíba, Pedrão e Santanópolis. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950. 
Pela Lei Estadual n.º 628, de 30 de dezembro de 1953, é criado o distrito de Boa Esperança (ex povoado), com terras desmembradas do distrito de Água Fria e anexado ao município de Irará. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 8 distritos: Irará, Água Fria, Bento Simões, Boa Esperança, Ouriçangas, Pataíba, Pedrão e Santanópolis. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 1.648, de 27 de março de 1962, é desmembrado do município de Irará o distrito de Ouriçangas. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 1.705, de 12 de julho de 1962, é desmembrado do município de Irará o distrito de Pedrão. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 1.712, de 13 de julho de 1962, são desmembrados do município de Irará os distritos de Água Fria e Pataíba para constituírem o novo município de Água Fria. 
Pela Lei Estadual n.º 1713, de 13 de julho de 1962, são desmembrados do município de Irará os distritos de Santanópolis e Boa Esperança para constituírem o novo município de Santanópolis. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Irará e Bento Simões. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2021.
Geografia
Irará está centrado numa zona de transição, entre o recôncavo e os tabuleiros semiáridos, sendo identificada como uma área de transição, uma espécie de “porta para o Sertão. A região tem um clima seco, solos rasos e pedregosos, com vegetação misturada, floresta tropical ao leste e caatinga a oeste. 
Na porção leste, encontra-se a maior diversidade de espécies como a palmeira, o dendê, o babaçu, a umbaúba, sucupira, braúna, entre outros. Enquanto que na caatinga predominam plantas sub-xerófilas, com pequenas árvores ou arbustos, geralmente com espinhos.
Com uma altitude que garante um clima tropical semiárido abrandado, o município desfruta de temperaturas agradáveis e de um regime de ventos constantes que trazem frescor à região.
O solo, fértil em diversas porções, sustenta uma agricultura tradicional e diversificada. A vegetação original, que mesclava trechos de caatinga arbórea e vegetação de transição, hoje convive com áreas de cultivo e pastagens que mantêm a biodiversidade e protegem os mananciais hídricos locais.
Clima
Em Irará, o verão é opressivo, longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, abafado, de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 35 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Irará e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 5,1 meses, de 1 de novembro a 5 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Irará é fevereiro, com a máxima de 35 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 2 de junho a 24 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Irará é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Em Irará, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Irará começa por volta de 11 de maio e dura 5,4 meses, terminando em torno de 23 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Irará é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 23 de outubro e dura 6,6 meses, terminando em torno de 11 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Irará é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 62% do tempo
Economia
Irará é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
O município possui uma tradição no produção de artesanato e no cultivo da agricultura de subsistência, com destaque para o cultivo de mandioca, pois ela é a matéria prima para farinha de mandioca, que é base da economia municipal, sendo também o trabalho que mais absorve mão de obra dos moradores das zonas rurais. Além disso, o feijão e o milho também configuram como os principais produtos da economia Iraraense. Em Irará, maior parte da produção agropecuária é comercializada na feira livre da cidade.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 301 admissões formais e 209 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 92 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 71.
Até julho de 2026 houve registro de 4 novas empresas em Irará, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 8 empresas.
Educação
Irará compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento humano e social. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão, a educação, a tecnologia e a valorização cultural garantem que a juventude iraraense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
Em 2022, o ministério do Turismo emitiu um certificado que inclui Irará no Mapa do Turismo Brasileiro, pertencente a Zona Turística Caminhos do Sertão juntamente com outros 11 municípios da Bahia.
O turismo em Irará é um convite apaixonante à imersão histórica e cultural. A cidade transborda lirismo e tradição, contando com casarões históricos, igrejas seculares e praças aconchegantes. 
Cultura
Na cultura, Irará é um verdadeiro berço de manifestações artísticas e populares, destacando-se pelas festas religiosas, pelas tradições juninas e pela rica musicalidade que embala o povo baiano.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos torneios locais e às práticas esportivas nas escolas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 6 de outubro de 2026

ANAPU - PARÁ

Anapu é um município brasileiro localizado no estado do Pará, na Região Norte do país. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 35.638 habitantes. 
Topônimo
O topônimo Anapu provém do Rio Anapu, cujo nome provém do tupi 'anã', que significa forte, grosso e 'pu', ruído: "ruído forte". Acredita-se o nome se deve ao barulho produzido pelo volume d'água do rio.
História
A formação do município de Anapu tem suas origens na ocupação da Amazônia através do Programa de Integração Nacional (PIN), instituído em 1970 e implantado a partir de 1971, pelo governo federal, e da construção da Rodovia Transamazônica. 
Anapu é mais que um município: é um lar de histórias, sonhos e raízes que se entrelaçam às margens do rio que lhe dá nome. Sua origem está ligada à abertura da Rodovia Transamazônica, na década de 1970, quando famílias de várias regiões do Brasil chegaram em busca de novas oportunidades. Em meio aos desafios da floresta, nasceram as primeiras comunidades rurais, formadas por homens e mulheres que encontraram na terra sua chance de recomeçar.
Na década de 1980, essas comunidades começaram a se organizar em torno da luta pela terra e pela justiça social, fortalecendo a identidade de um povo que jamais desistiu de seus direitos. A partir desse movimento, nasceu a necessidade de autonomia administrativa. Assim, em 28 de dezembro de 1995, Anapu foi oficialmente criado pela Lei Estadual n.º 5.929/95, com a posse do primeiro governo municipal.
A história de Anapu também carrega marcas de coragem e resistência. Em 2005, o assassinato da missionária Irmã Dorothy Stang ganhou repercussão mundial, tornando-se símbolo da luta por justiça, dignidade e preservação da Amazônia. Esse episódio, ainda hoje lembrado, reforça o espírito de luta que faz parte da identidade Anapuense.
Com o passar dos anos, a cidade avançou em saúde, educação, infraestrutura e agricultura, consolidando-se como um polo regional. O cultivo do cacau ganhou destaque, tornando-se uma das principais atividades econômicas, além de inspirar a tradicional Festa do Cacau, celebração que une trabalho, fé e alegria popular.
Na cultura, Anapu é diversidade: da religiosidade expressa nas festas de padroeiros às quadrilhas juninas que animam as noites de São João; da culinária amazônica, com o açaí, o peixe fresco e a farinha de mandioca, aos pratos nordestinos como o baião de dois e a carne de sol, herança dos migrantes que ajudaram a construir a cidade.
Hoje, Anapu é emoção e identidade. É a força de um povo que transformou a floresta em lar, que fez da luta uma história de conquistas e que preserva sua cultura como herança maior. Um pedaço da Amazônia que pulsa no coração de cada Anapuense, misturando passado, presente e futuro em um só caminho de esperança.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de Anapu, pela Lei Estadual n.º 5.929, de 28 de dezembro de1995, desmembrado de Pacajá e senador José Porfirio. Sede no atual distrito de Anapu. Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1977. 
Em divisão territorial datado de 2001, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Altamira. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Altamira, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sudoeste Paraense.
A geografia de Anapu é um verdadeiro monumento natural. O relevo é predominantemente plano e suavemente ondulado, típico das planícies da bacia amazônica. Com uma altitude baixa, o município desfruta de um clima equatorial úmido, caracterizado por temperaturas elevadas e um regime de chuvas generoso que sustenta o ciclo contínuo de vida da floresta.
Solo
O solo, rico em nutrientes em muitas áreas de transição e várzea, sustenta uma cobertura vegetal exuberante de floresta tropical densa, repleta de biodiversidade. Essa imensa extensão de verde abriga nascentes de rios vitais para a bacia hidrográfica regional. É uma geografia que exige respeito e manejo consciente, onde cada árvore e cada igarapé contam a história da resistência e da harmonia ecológica.
Economia
Anapu é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia do município apoia-se em pilares fundamentais: a agricultura familiar sustentável, a pecuária de pequeno e médio porte, além do manejo florestal e do extrativismo vegetal responsável. Nos últimos anos, o comércio local e a prestação de serviços públicos têm se expandido, buscando atender às necessidades de uma comunidade que cresce e busca consolidar novas oportunidades econômicas.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 679 admissões formais e 604 desligamentos, resultando em um saldo de 75 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 110.
Até julho de 2026 houve registro de 2 novas empresas em Anapu, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 2 empresas. 
Educação
Anapu compreende que o conhecimento é a ferramenta mais segura para transformar realidades e garantir o desenvolvimento sustentável. O município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação técnica por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a agronomia, a gestão ambiental, a pedagogia e a administração garantem que a juventude anapuense encontre formação de qualidade sem precisar deixar sua terra natal, aplicando o saber científico na preservação e no crescimento local.
Turismo
O turismo em Anapu é um convite fascinante ao ecoturismo e à imersão na natureza amazônica. As trilhas ecológicas, os passeios pelos rios e a contemplação da fauna e da flora atraem pesquisadores e visitantes em busca de autenticidade e aventura verde. 
Cultura
A cidade transborda diversidade: as festividades comunitárias, as expressões artísticas e a culinária regional — rica em sabores e saberes da Amazônia — mantêm viva a identidade de um povo que uniu tradições de todo o Brasil.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O futebol amador é a grande paixão que mobiliza os fins de semana nas comunidades urbanas e rurais, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Site da Prefeitura de Anapu .

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

IGUABA GRANDE - RIO DE JANEIRO

Iguaba Grande é um município do interior fluminense, localizado na Microrregião dos Lagos. Localiza-se a uma latitude 22º50'21" sul e a uma longitude 42º13'44" oeste, estando a uma altitude de dezoito metros. Sua população, conforme estimativas do IBGE, para o ano de 2025, era de 29.616 habitantes.
História
Em 13 de março de 1994, cerca de 94% dos eleitores compareceram às urnas, aprovando a emancipação do distrito de Iguaba Grande, que anteriormente pertencia a São Pedro da Aldeia. A emancipação foi oficializada pela Lei Estadual n.º 2.407, de 8 de junho de 1995, sancionada pelo então governador do estado, Nilo Batista, tendo Rodolfo José Mesquita Pedroza como prefeito de São Pedro da Aldeia na época.
Iguaba Grande, conhecida como a "Princesinha da Região dos Lagos", possui 22 bairros e uma vasta área com loteamentos e condomínios. 
Fazendeiro Francisco Cunha
Sua história remonta à colonização da região, com destaque para a antiga fazenda Igarapiapunha, que pertencia ao fazendeiro Francisco Cunha. A família Cunha ainda possui forte presença na cidade, com filhos, netos e bisnetos residindo no local. Uma rua da cidade foi nomeada em homenagem ao fazendeiro, onde muitos de seus descendentes ainda vivem.
Informações adicionais
- Origem do nome: "Iguaba" tem origem tupi e significa "lugar de muitas águas" ou "bebedouro".
- Colonização: a colonização das terras que hoje formam Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia começou com a catequização dos povos indígenas pelos missionários jesuítas. Em 1617, os jesuítas fundaram a Aldeia de São Pedro.
- Marco histórico: a Capela de Nossa Senhora da Conceição, construída em 1761 pelo padre jesuíta Francisco Borges com ajuda dos índios, é um importante marco da história local.
- Desenvolvimento: até meados do século XX, Iguaba Grande era um distrito com poucos habitantes e infraestrutura limitada. A partir da segunda metade do século XX, com o aumento do turismo na Região dos Lagos, a cidade passou por um rápido processo de desenvolvimento, com a criação de novos bairros e a expansão da área urbana.
- Atualidade: Iguaba Grande é uma cidade em constante crescimento, com uma população de quase 30 mil habitantes. A cidade oferece boa infraestrutura e qualidade de vida, sendo um destino turístico popular na Região dos Lagos. No dia 13 de março de 1994, cerca de 94% dos eleitores foram as urnas concordando com a emancipação do distrito de Iguaba Grande, que pertencia a São Pedro da Aldeia. A emancipação se deu por intermédio da Lei Estadual n.º 2.407, de 8 de junho de 1995, pelo então prefeito aldeense Rodolfo José Mesquita Pedroza.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Iguaba Grande, pela Lei Estadual n.º 2.161, de 08 de junho de 1954, com sede na localidade de Iguaba Grande, desmembrado do distrito de São Pedro da Aldeia. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o distrito de Iguaba Grande figura no município de São Pedro da Aldeia. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Iguaba Grande, pela Lei Estadual n.º 2.407, de 07 de junho de 1995, desmembrado de São Pedro da Aldeia. Sede no antigo distrito de Iguaba Grande. Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1997. 
Em divisão territorial datada de 2003, município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.
Geografia
Iguaba Grande é uma cidade tanto com características de cidade de praia, quanto com características de cidade de interior. Há uma razoável zona rural na cidade. Conta com um distrito: Sapeatiba Mirim, que fica à cerca de 6 km do Centro, e tem como principal ponto turístico a Serra de Sapeatiba Mirim. O distrito é área de disputa com o município de São Pedro da Aldeia, desde sua emancipação.
A geografia de Iguaba Grande é um verdadeiro espetáculo esculpido pela natureza. O relevo é predominantemente plano e suavemente ondulado, margeando as águas da Laguna de Araruama. Com uma altitude baixa, típica das planícies litorâneas, o município desfruta de um clima tropical úmido, temperado por brisas marinhas constantes e um regime de ensolaramento que faz da região uma das mais agradáveis do estado.
Solo
O solo, de característica arenosa e argilosa, sustenta uma vegetação de restinga e remanescentes de Mata Atlântica que cobrem trechos do município. O grande protagonista da geografia iguabense é o seu espelho d'água: a lagoa não apenas embeleza a paisagem, mas abriga uma rica biodiversidade, sendo essencial para a sustentabilidade ecológica e para o modo de vida da comunidade.
Clima
Situado às margens da Lagoa de Araruama, possui clima quente, registrando temperatura média compensada de 24 °C. 
Em Iguaba Grande, o verão é opressivo, com precipitação, quente e de céu quase encoberto; o inverno é longo, abafado, de céu quase sem nuvens, de ventos fortes e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 30 °C e raramente é inferior a 17 °C ou superior a 33 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Iguaba Grande e realizar atividades de clima quente são do início de abril ao meio de junho e do meio de agosto ao meio de setembro. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde fevereiro de 1992 a menor temperatura registrada em Iguaba Grande foi de 10,4 °C em 27 de junho de 1994 e a maior atingiu 40,3 °C em 9 de setembro de 1997, seguido por 40,2 °C em 28 de fevereiro de 2016. Acumulados de precipitação em 24 horas superiores a 100 mm foram: 225 mm em 5 de dezembro de 2009, 180 mm em 23 de janeiro de 2010, 134,2 mm em 27 de dezembro de 2008, 116,5 mm em 13 de fevereiro de 2006, 113,2 mm em 18 de maio de 2019 e 110,4 mm em 3 de março de 2020.
A estação quente permanece por 3,3 meses, de 19 de dezembro a 29 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Iguaba Grande é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 4,9 meses, de 18 de maio a 15 de outubro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Iguaba Grande é julho, com a mínima de 19 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Iguaba Grande, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Iguaba Grande começa por volta de 5 de abril e dura 6,4 meses, terminando em torno de 17 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Iguaba Grande é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 73% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 17 de outubro e dura 5,6 meses, terminando em torno de 5 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Iguaba Grande é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 69% do tempo. 
Economia
Iguaba Grande é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia local apoia-se em pilares dinâmicos: destaca-se fortemente no setor de serviços, no comércio local diversificado e na construção civil, impulsionados pelo turismo e pela atração de novos moradores em busca de qualidade de vida. A pesca artesanal e a prestação de serviços turísticos também complementam a renda e a vitalidade do município.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 706 admissões formais e 667 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 39 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 222.
Até julho de 2026 houve registro de 25 novas empresas em Iguaba Grande, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, 10 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (6). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 70 empresas.
Educação
Iguaba Grande compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão ambiental, a administração, a pedagogia e a tecnologia garante que a juventude iguabense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Iguaba Grande é um convite apaixonante ao descanso e ao lazer em família. As praias de águas calmas da lagoa, os calçadões arborizados e os píeres proporcionam banhos revigorantes e pores do sol inesquecíveis. 
Cultura
A cidade transborda tradição: as festas religiosas, as manifestações folclóricas, a culinária à base de pescado fresco e o artesanato local mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo aos esportes náuticos — como a vela, o caiaque e o stand-up paddle —, aliado ao futebol amador e às corridas na orla, movimenta os centros esportivos e praias, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

IÚNA - ESPÍRITO SANTO

Iúna é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se na região do Caparaó, no sul capixaba, estando situado a cerca de 190 km a sudoeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 460 km², sendo que 3 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada pelo IBGE, em 30.556 habitantes, para o ano de 2025.
O território do atual município começou a ser desbravado no século XIX, com a abertura de uma estrada ligando Minas Gerais a Vitória, a pedido do príncipe regente João VI de Portugal. A imigração italiana, iniciada em 1872, foi responsável pela introdução da cafeicultura, atividade econômica que intensificou o crescimento populacional colonial e econômico. Sua emancipação veio a acontecer em 1890.
Além do cultivo do café, também figuram entre as atividades econômicas mais importantes a pecuária, a extração de mármore e granito, a prestação de serviços e o turismo. Iúna possui uma série de atrativos naturais que são destinos de turistas, como cachoeiras, morros e trilhas, além de estar em área de abrangência do Parque Nacional de Caparaó. O principal acesso ao município é através da BR-262.
História
O território do atual município de Iúna começou a ser desmatado em 1814, com a abertura da Estrada Real São Pedro de Alcântara. Essa estrada foi aberta a pedido do príncipe regente João VI de Portugal com a intenção de ligar a região central de Minas Gerais a Vitória, de modo que o estado mineiro não dependesse economicamente apenas do Rio de Janeiro (com o qual era ligado através do Caminho Velho). A instalação do Quartel do Rio Pardo, em 1815, marca o início do povoamento da atual cidade. Os quartéis tinham o objetivo de preservar a segurança daqueles que circulavam pela estrada. 
A região era povoada pelos índios puris, o que levou à criação do Aldeamento Imperial do Rio Pardo pelos forasteiros em 1825. Sob a liderança do missionário italiano frei Paulo de Casanova, os indígenas contribuíram com a construção da primeira capela, inaugurada em 1845. Já em 1855, ocorreu a doação de um terreno para a construção de uma nova capela e cemitério, feita pelo alferes José Joaquim Ferreira Valle e sua esposa. Assim, a construção da Capela de Nossa Senhora da Pureza foi liderada por frei Bento di Gênova, sendo o templo elevado à categoria de Matriz em 1859. 
A elevação da capela à categoria de Matriz marca o reconhecimento do povoamento como freguesia, denominada São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, através do Decreto Provincial n.º 10, de 14 de julho de 1859. Contudo, a freguesia veio a ser desmembrada de Cachoeiro de Itapemirim com a denominação de Rio Pardo perante o Decreto Estadual de 24 de outubro de 1890. Esse é considerado o dia do aniversário da cidade. Sua instalação aconteceu em 3 de março de 1891. 
A imigração italiana, iniciada em 1872, foi fundamental para o desenvolvimento da localidade. Os imigrantes foram responsáveis pela introdução da cafeicultura, atividade econômica que intensificou o crescimento populacional e econômico. No início do século XX também se estabeleceram austríacos, suíços, franceses, ingleses, alemães, espanhóis, libaneses e turcos. 
Também no século XX, a área do município passou por transformações em sua composição, com a criação e desmembramento de distritos. De seu território foi desmembrada parte do município de Mutum (anexado a Minas Gerais) em 1914, Ibatiba em 1981 e Irupi em 1991. Além disso, data de 31 de dezembro de 1943 a alteração do nome "Rio Pardo" para "Iúna", que é um termo oriundo da língua tupi e significa "rio preto", através da junção dos termos 'y (água, rio) e un (preto).
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, pelo Decreto Provincial n.º 10, de 14 de julho de 1859, subordinado ao município de Cachoeiro de Itapemirim. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Rio Pardo, pelo Decreto Estadual de 24 de outubro de 1890, desmembrado de Cachoeiro de Itapemirim. Sede na vila de Rio Pardo. Constituído do distrito sede. Instalado em 03 de março de 1891. 
Pela Lei Municipal n.º 01, de 03 de março de 1890, é criado o distrito de Bom Jardim e anexado ao município de Rio Pardo. 
Pelo Ato Municipal de 28 de dezembro de 1903, é criado o distrito de Cachoeira e anexado ao município de Rio Pardo. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 7 distritos: Rio Pardo, Bom Jesus, Cachoeira, Chalé, Santana, São Manoel do Mutum e São Sebastião do Ocidente. 
Em virtude do laudo arbitral de 30 de novembro de 1914, são desmembrados do município de Rio Pardo os distritos de São Manoel do Mutum, São Sebastião do Ocidente Bom Jardim, para constituir o novo município e São Manoel do Mutum pertencente ao Estado de Minas Gerais. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Rio Pardo, Cachoeira, Santana e Rosário. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 15.177, de 31 de dezembro de 1943, o município de Rio Pardo sofreu as seguintes modificações: Rio Pardo passou a denominar-se Iúna. Os distritos de Cachoeira, Rosário e Santana, respectivamente, a denominar-se Irupi, Ibatiba e Pequiá. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município já denominado Iúna é constituído de 4 distritos: Iúna (ex Rio Pardo), Ibatiba (ex Rosário), Irupi (ex Cachoeria) e Pequiá (ex Santana). 
Pela Lei Estadual n.º 1.954, de 13 de janeiro de 1964, é criado distrito de Santíssima Trindade e anexado ao município de Iúna. 
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 5 distritos: Iúna, Ibatiba, Irupi, Pequiá e Santíssima Trindade. 
Pela Lei Estadual n.º 3.430, 07 de novembro de 1981, é desmembrado do município de Iúna o distrito de Ibatiba. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 4.520, de 16 de janeiro de 1991, é desmembrado do município de Iúna o distrito de Irupi. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1993, o município é constituído de 3 distritos: Iúna, Pequiá e Santíssima Trindade. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído de 4 distritos: Iúna, Pequiá, Perdição e Santíssima Trindade. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999, o município é constituído de 5 distritos: Iúna, Pequiá, Perdição, Santíssima Trindade e São João do Principe. 
Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 5 distritos: Iúna, Nossa Senhora das Graças, Pequiá, Santíssima Trindade e São João do Príncipe. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do Nome
A origem do nome "Iúna" carrega a poesia e a ancestralidade dos povos indígenas que habitaram a região. O termo vem do tupi e significa "rio preto" ou "águas escuras", em referência ao aspecto das águas do principal rio que banha o município, recortado por sombras da densa vegetação original.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 460,586 km², sendo que 3,31 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 20°20'45" de latitude sul e 41°32'09" de longitude oeste e está a uma distância de 187 quilômetros a sudoeste da capital capixaba. Seus municípios limítrofes são Irupi, Ibatiba, Muniz Freire e Ibitirama no Espírito Santo e Alto Caparaó, Martins Soares, Alto Jequitibá, Manhumirim, Durandé e Lajinha em Minas Gerais. 
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Cachoeiro de Itapemirim e Imediata de Alegre. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Alegre, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sul Espírito-Santense. 
Relevo e meio ambiente
O relevo de Iúna é consideravelmente variado, alternando de ondulado a acidentado, com bruscas variações de altitude em curtas distâncias. A área do município abrange a serra do Caparaó, o que inclui o Parque Nacional de Caparaó, a oeste de seu território, ao longo da divisa com Minas Gerais. Outras unidades geográficas que se destacam em sua extensão são as serras do Desengano a sul, do Valentim a leste e do Criciúma a norte. Na serra do Valentim está localizado o Pico do Colosso, que chega aos 1.650 metros de altitude. 
Iúna se encontra dividida entre as bacias hidrográficas dos rios Doce e Itapemirim, tendo como principais mananciais em sua área os rios Pardinho, Pardo, Santa Clara, Claro, Pedregulho e José Pedro, o ribeirão da Perdição e os córregos da Anta, Bonsucesso, Recreio Direito e Jatobá. Cerca de 13,5% do município é coberto por remanescentes de Mata Atlântica. 
Clima
O clima iunense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 21 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 23,8 °C, enquanto o mês mais frio, julho, possui média de 17,6 °C. Outono e primavera são estações de transição. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1 220 mm, sendo julho o mês mais seco e dezembro o mais chuvoso. 
Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), desde 1954, o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Iúna foi de 138,4 mm no dia 12 de novembro de 1961. Outros grandes acumulados foram de 132,2 mm em 15 de setembro de 1989, 129,3 mm em 12 de janeiro de 2004 e 126 mm em 1º de janeiro de 1996. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Iúna é o 37º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, com uma média anual de 1,8805 raio por quilômetro quadrado.
A melhor época do ano para visitar Iúna e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,6 meses, de 1 de janeiro a 21 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Iúna é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 19 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,0 meses, de 12 de maio a 12 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Iúna é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Iúna, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Iúna começa por volta de 5 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 15 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Iúna é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 15 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 5 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Iúna é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo. 
Economia
Iúna é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia é sólida e diversificada: destaca-se nacionalmente pela produção de cafés especiais de altitude, reconhecidos pela altíssima qualidade. Além da cafeicultura, a pecuária leiteira, a horticultura, o comércio dinâmico e a prestação de serviços impulsionam o desenvolvimento e geram oportunidades para toda a comunidade.
A pecuária e a agricultura representam ponto forte na economia de Iúna, o que se deve sobretudo ao café, cujas plantações ocupavam pelo menos 27,7% da área municipal em 2014. A cafeicultura, assim, é a responsável por gerar uma significativa movimentação fundiária, enquanto que sua comercialização possibilita um giro de capital significante para o comércio local. Dentro do setor primário ainda se destacam a pecuária, silvicultura, fruticultura e culturas alimentares e tradicionais, o que inclui feijão, milho, mandioca e a cana-de-açúcar. A agroindústria e o agroturismo também apresentam participação na economia de Iúna. 
A indústria também é destaque na economia de Iúna, assim como a agroindústria. Além do agroturismo, a presença de diversos atrativos naturais, como morros, trilhas e cachoeiras, bem como a vizinhança do Parque Nacional de Caparaó, também reforça a contribuição do turismo para a economia do município.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 863 admissões formais e 837 desligamentos, resultando em um saldo de 26 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 64.
Até julho de 2026 houve registro de 50 novas empresas em Iúna, sendo que 5 atuam pela internet. Neste último mês, 13 novas empresas se instalaram. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (19). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 122 empresas.
Educação
Iúna considera que o conhecimento é a semente mais segura para o progresso sustentável. Nos últimos anos, o município tem investido na expansão da educação superior e técnica, estabelecendo polos educacionais e parcerias para oferecer cursos voltados às demandas da modernidade, como agronomia, gestão ambiental, administração e tecnologia. Esse esforço assegura que a juventude iunense encontre capacitação de ponta sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Iúna é um convite apaixonante ao ecoturismo e ao turismo de aventura. As cachoeiras cristalinas, as trilhas que serpentem as montanhas e a proximidade com o Parque Nacional do Caparaó atraem visitantes em busca de ar puro e belas paisagens. 
Cultura
Culturalmente, a cidade transborda tradição: as festas religiosas, a rica culinária serrana, os festivais de café e as manifestações artísticas mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao montanhismo, ao ciclismo de montanha, às corridas rústicas e ao futebol amador movimenta os centros esportivos, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipedia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

MURITIBA - BAHIA

Muritiba é um município brasileiro do estado da Bahia, distante em 114 km da capital, Salvador. Faz parte da Região Geográfica Imediata de Cruz das Almas. Possui uma população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, de 30.180 habitantes e uma área de 86,311 km², no ano de 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tem proximidade com o Rio Paraguaçu e faz divisa com os municípios de São Félix, Governador Mangabeira, Cachoeira e Cruz das Almas.
Gentílico: muritibano.
História
Muritiba tem início com a vinda de exploradores e jesuítas da Companhia de Jesus em 1559, que avançaram nas regiões de Cachoeira e São Félix. Posteriormente, ao subirem a serra às margens do Rio Paraguaçu, fundaram um templo e um convento dando origem ao povoado de Muritiba. 
Muritiba teve grande contribuição na produção do fumo, produto agrícola destinado ao mercado consumidor externo e interno. Produto esse que sustentou as balanças comerciais baiana entre o Segundo Império Brasileiro (1840-1889) e na primeira metade do século XX. 
A cidade serrana, também como é conhecida Muritiba, teve sua participação do envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Isso se dá pela região ter muitas fabricas de fumo, como era o caso das demais cidades do recôncavo da Bahia, pois os donos dessas fabricas eram de origem germânica e simpatizavam com o Eixo - aliança composta pela Alemanha Nazista, Japão, Itália - no caso de Muritiba as duas principais fabricas de fumo são: Pimentel e Dannemann, essa última que tinha sua sede em Salvador e os seus donos eram Alemães, acabaram sofrendo graves perseguições nas cidades do recôncavo, por conta de uma série de ataques da marinha da Alemanha nazista que torpedearam embarcações da marinha mercante brasileira. Logo os admiradores, simpatizantes e alemães vão ser vistos como culpados e traidores, sofrendo série de ataques e prisões. Em Muritiba houve comoção da população acompanhado de grande agitação popular contra os alemães. (A Bahia na Segunda Guerra Mundial, Consuelo Novais). 
Já em meados do século XX, vai ter o primeiro automóvel a ser fabricado e montado no Brasil, pelo torneiro mecânico Otávio Tosta. Isso se deu pelo fato da política econômica nacional ter uma postura voltada aos produtos importados e não fabricados no Brasil, isso muda com a política que favoreceu as transacionais e multinacionais no governo de JK. O carro era bem simples, com apenas dois assentos, rodas de madeira com um motor de um cilindro inventado, fabricado no país e não importado, o que dá a característica de ser o primeiro automóvel a ser fabricado de fato no Brasil. 
Muritiba passou à categoria de Vila em 8 de agosto de 1919, mediante Lei 1.349 proferida pelo então Governador da Bahia, Antonio Muniz Sodré de Aragão. Três anos depois, no dia 03 de agosto de 1922, no mandato do Governador José Joaquim Seabra, elevou-se à categoria de cidade. 
Seus primeiros moradores participaram ativamente das lutas pela independência da Bahia, com destaque para o Major José Antônio da Silva Castro, avô do poeta Castro Alves, que comandava 700 homens no Batalhão dos Periquitos, entre eles uma mulher, Maria Quitéria, heroína da independência.
Formação Administrativa 
Em 1889, por decreto assinado pelo Governador do Estado da Bahia, Dr. Manoel Vitorino, São Félix foi desmembrado do Município de Cachoeira, figurando Muritiba como Distrito de São Félix. 
A Lei n.º 1.349, de 08 de agosto de 1919, elevou Muritiba à categoria de Vila e município, como território desmembrado do de São Félix. A sua instalação ocorreu a 01 de janeiro de 1920. 
Em 1922, a Lei Estadual n.º 1.568, de 03 de agosto daquele ano, elevou Muritiba à categoria de Cidade e Termo. 
Na Divisão Administrativa do Brasil referente a 1933, Muritiba figura com três Distritos: Muritiba, São José do Aporá e Cabeças, este criado pela Lei Provincial n.º 2.149, de 14 de maio de 1881. 
Nas divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 1937, como também no quadro anexo ao Decreto Lei Estadual de n.º 10.724, de 30 de março de 1938, o município de Muritiba subdivide-se em 04 Distritos: Muritiba, São José do Aporá (hoje Itaporan), Cabeças (hoje emancipado, com a denominação de Governador Mangabeira) e Santo Antônio do Jordão (hoje Geolândia). A situação permaneceu inalterada até que a Lei n.º 628, de 30 de dezembro de 1953, criou mais um Distrito, o de Cabaceiras do Paraguaçu, onde, em 14 de março de 1847. 
Em 1962, se deu o desmembramento de Governador Mangabeira e em 1989, o desmembramento de Cabaceiras do Paraguaçu, ficando atualmente com 02 Distritos: Muritiba e São José do Itaporan.
Origem do nome
De acordo com o livro História e Estrela de Muritiba, do muritibano Anfilofio de Castro, o nome teve origem por causa da existência abundante, naquela época, de uma palmeira chamada Boritiba, espécie encontrada desde o Pará até São Paulo, conhecida por buritizeiro, muriti, muruti e pissandó. Redundando na corruptela Moritiba e Muritiba. 
Entretanto, no livro O Tupi na Geografia Nacional, o antropólogo Theodoro Fernandes Sampaio, escreve que Muritiba é uma variação deturpada do vocábulo indígena merutyba, que significa o mosqueiro ou mosca em abundância. No brasão da cidade há quatro torreões num escudo azul semeado de moscas de prata como prova da fertilidade do solo muritibano e abundância de fruteiras, com destaque para a jaca, nome pelo qual a cidade ficou por muito tempo conhecida ("Cidade das Jacas").
Geografia
A geografia de Muritiba é marcada por um relevo predominantemente acidentado e ondulado, composto por colinas e vales verdejantes que compõem paisagens de tirar o fôlego. Com uma altitude que garante um clima tropical típico da transição para o agreste, o município desfruta de temperaturas agradáveis e de um regime de chuvas que renova a vitalidade da terra a cada estação.
O solo, rico e fértil, especialmente nas áreas de baixada e encostas, sustenta uma agricultura diversificada e produtiva. A vegetação original, que mesclava trechos de Mata Atlântica e vegetação de transição do Recôncavo, hoje convive com áreas de cultivo e capoeiras que mantêm a biodiversidade e protegem os mananciais hídricos da região.
Clima
Em Muritiba, o verão é opressivo, longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, abafado, de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 33 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Muritiba e realizar atividades de clima quente é do fim de maio ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 5,4 meses, de 26 de outubro a 6 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Muritiba é fevereiro, com a máxima de 33 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 8 de junho a 22 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Muritiba é julho, com a mínima de 19 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Em Muritiba, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Muritiba começa por volta de 30 de abril e dura 5,8 meses, terminando em torno de 24 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Muritiba é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 24 de outubro e dura 6,2 meses, terminando em torno de 30 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Muritiba é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 65% do tempo. 
Economia
Muritiba é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia local apoia-se em pilares tradicionais e modernos: destaca-se fortemente na agricultura — com a produção de mandioca, frutas, fumo e na pecuária —, além de contar com um comércio local dinâmico e o setor de serviços. A economia criativa e o artesanato também geram renda e valorizam o saber fazer tradicional da comunidade.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 609 admissões formais e 300 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 309 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 243.
Até julho de 2026 houve registro de 7 novas empresas em Muritiba, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 27 empresas.
Educação
Muritiba compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento humano e social. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão, a educação, a tecnologia e a valorização cultural garantem que a juventude muritibana encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Muritiba é um convite apaixonante à imersão histórica e cultural. A cidade, conhecida como a "Terra dos Poetas", transborda lirismo e tradição. Seus casarões históricos, as igrejas seculares, as manifestações religiosas e o rico artesanato encantam os visitantes.
Cultura
Na cultura, Muritiba é um verdadeiro berço de artistas, poetas e músicos, destacando-se pelas festas populares, pelo samba de roda e pelas festividades juninas que celebram a alma baiana.
Festas e manifestações culturais
Muritiba é uma cidade com algumas manifestações culturais e eventos festivos. Destacam-se o grupo de capoeira "Raça", os grupos folclóricos "Filhos do Paraguai" e "Segura-Véia", que se apresentam em diversas regiões do recôncavo e o grupo "Os Cães", tradicional durante a festa do Senhor do Bonfim. Há também duas filarmônicas: a Sociedade Filarmônica Cinco de Março, fundada em 5 de março de 1897 e a Lira Popular Muritibana, fundada em 7 de maio de 1899. 
No mês de janeiro, acontece no município a tradicional Festa do Senhor do Bonfim, com duração de onze dias e dezenas de atrações. No mês de junho, Muritiba entra no clima das festas juninas, com manifestações espontâneas pelas ruas, organizadas pelos moradores, queima de fogueiras e guerras de espadas. Apesar de não possuir uma festa com grandes atrações, a sua localização é privilegiada dada a proximidade com os municípios de Cachoeira e Cruz das Almas, famosos por suas festas; entre cinco e dez minutos é possível chegar em uma dessas duas cidades. Entretanto, é tradição forte em Muritiba a realização da Festa de São Pedro, no final do mês de junho. No mês de agosto, em virtude das comemorações da emancipação do município, acontece uma micareta pelas ruas da cidade.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos torneios locais e às práticas esportivas nas escolas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .