segunda-feira, 22 de junho de 2026

LAVRAS DA MANGABEIRA - CEARÁ

Lavras da Mangabeira é um município brasileiro do estado do Ceará. A cidade é conhecida por seu ponto turístico (o Boqueirão de Lavras) e por ser a terra de Dona Fideralina Augusto, figura de destaque do coronelismo nordestino. Os seus maiores representantes na área da cultura são os músicos Gilberto Milfont, Francisco Araujo e Nonato Luiz, as artistas plásticas Sinhá d'Amora e Rosa Firmo Beserra Gomes, e os escritores Filgueiras Lima, João Clímaco Bezerra, Joaryvar Macedo, Dimas Macedo, Linhares Filho e Cristina Maria Couto. Conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, a população do município era de 32.163 habitantes. Sua área territorial é de 947,957 km².
O topônimo Lavras da Mangabeira é uma alusão à mineração de ouro em meados do século XVIII, e o nome da árvore abundante na região, a mangabeira (Hancornia speciosa). Sua denominação original era São Vicente Ferrer de Lavras de Mangabeira, depois São Vicente das Lavras, Lavras e, desde 1911, Lavras da Mangabeira. 
História
As terras localizadas às margens do Jaguaribe-Mirim ou rio Salgado, eram habitadas pelos índios de diversa etnias tais como os Kariri, os Guariús. 
Com a definitiva colonização do território de Ceará no século XVII, passaram a chegar diversas entradas e bandeiras na região dos índios Cariris. Os integrantes das entradas, militares e religiosos, mantiveram os primeiros contatos com os nativos, estudaram as tribos, catequizaram os indígenas e os agruparam em aldeamentos ou missões.
Os resultados destes contatos e descobrimentos desencadearam notícias que na região das Minas de São José dos Cariris Novos (atual município de Missão Velha), tinha ouro em abundância e em seguida desencadeou-se uma verdadeira corrida para os sertões brasileiros, onde famílias oriundas de Portugal, sonhando com as riquezas de terras inexploradas e com a esperança de encontrar o minério, que as levariam a aumentar o seu patrimônio material, além de aumentar o seu prestigio pessoal com a corte portuguesa.
A busca do metal precioso, nas ribanceiras do Rio Salgado, trouxe para a região do Sertão do Cariri, a colonização e com consequência a doação de sesmarias, o que permitiu o surgimento de lugarejos e vilas.
A febre do ouro durou até a segunda metade do século XVII. Várias prospecções se realizaram, porém em vão, uma vez que a extração de referido minério se tornou onerosa às Cortes de Lisboa, que determinaram a sua suspensão, em 2 de setembro de 1758. 
Essas aventuras auríferas que se fizeram, entre outros, nos sítios Fortuna, Oiteiro, Barreiros e Morros Dourados e, especialmente, no lugar denominado Boqueirão de Lavras; a criação da capela de São Vicente Férrer, foram as bases que deram início ao centro urbano que hoje chama-se Lavras da Mangabeira.
Com a expansão da Estrada de Ferro de Baturité até a cidade do Crato, em 1917, no município de Lavras da Mangabeira, foram inauguradas três estações de trem (Arrojado, antigo Paino); na cidade de Lavras; e em Iborepi (antigo Riacho Fundo). Esta malha ferroviária representou o impulso para a economia local, principalmente porque a partir da estação de Paino ou Arrojado, o Ceará ficou ligado à Paraíba via o Ramal da Paraíba. 
Famílias que vieram a Lavras da Mangabeira em busca do ouro, estabeleceram-se de modo a constituir essa cidade e consolidar sua própria história. Buscando conservar seu sangue, herança genética e seus sobrenomes, mantiveram uniões entre certas famílias e podem ser observados como verdadeiros clãs, que ainda hoje conservam esses padrões e moram ou mantém fortíssimas ligações com a cidade e entre sua família.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de São Vicente Ferrer de Lavras de Mangabeira, por Resolução Régia, de 30 de agosto de 1813. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de São Vicente das Lavras, por Resolução Régia de 20 de maio de 1816, desmembrado de Icó. Sede na povoação de São Vicente Ferrer de Lavras de Mangabeira. Instalado em 08 de janeiro de 1818. 
Pelo Ato Provincial de 17de março de 1872, é criado o distrito de São Francisco e anexado a vila de São Vicente das Lavras de Mangabeira. 
Elevado à condição de cidade com a denominação São Vicente das Lavras, pela Lei Provincial n.º 2.075, de 20 de agosto de 1884. 
Pelo Ato de 27 de julho de 1904, é criado o distrito de São José e anexado ao município de São Vicente Ferrer de Lavras de Mangabeira. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município denomina-se simplesmente Lavras é constituído de 3 distritos: Lavras, São Francisco e São José. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.156, de 04 de dezembro de 1933, são criados os distritos de Paiano, Riacho Fundo e anexados ao município de Lavras. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 5 distritos: Lavras, Paiano, Riacho Fundo, São Francisco e São José. 
Pelo Decreto Estadual n.º 135, de 20 de setembro de 1935, o município de Lavras adquiriu o distrito de Ouro Branco do município de Baixio. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 6 distritos: Lavras, Ouro Branco, Paiano, Riacho Fundo, São Francisco e São José. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 448, de 20 de dezembro de 1938, o distrito de São Francisco passou a denominar-se Rosário, o distrito São José a denominar-se Mangabeiras e Paiano a denominar-se Arrojado. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município de Lavras é constituído de 6 distritos: Lavras, Arrojado (ex Paiano), Mangabeiras (ex São José), Ouro Branco, Riacho Fundo, Rosário (ex São Francisco). 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.114, de 30 de dezembro de 1943, o município de Lavras passou a denominar-se Lavras da Mangabeira, o distrito de Riacho Fundo a denominar-se Iborepi, Rosário a denominar-se Quitaiús e Ouro Branco a denominar-se Amaniutuba. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 6 distritos: Lavras da Mangabeira, Amaniutuba (ex Ouro Branco), Arrojado, Iborepi (ex Riacho Fundo), Mangabeira e Quitaius (ex Rosário). 
Pela Lei Estadual n.º 6.621, de 26 de setembro de 1963, é desmembrado do município de Lavras da Mangabeira o distrito de Mangabeira. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 6.622, de 26 de setembro de 1963, é desmembrado do município de Lavras da Mangabeira o distrito de Amaniutuba. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 6.962, de 19 de dezembro de 1963, é desmembrado do município de Lavras da Mangabeira o distrito de Arrojado. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 6.969, de 19 de dezembro de 1963, desmembrado do município de Lavras da Mangabeira o distrito de Quitaiús. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Lavras de Mangabeira e Iborepi. 
Pela Lei Estadual n.º 8.339, de 14 de dezembro de 1965, o município de Lavras de Mangabeira adquiriu os extintos municípios de Amaniutuba, Arrojado, Mangabeira e Quitaiús como distritos, pois foram criados e não instalados. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 6 distritos: Lavras de Mangabeira, Amaniutuba, Arrojado, Iborepi, Mangabeira e Quitaiús. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada 2007.
Geografia
Clima

Em Lavras da Mangabeira, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é escaldante, de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 20 °C a 38 °C e raramente é inferior a 18 °C ou superior a 39 °C. 
A melhor época do ano para visitar Lavras da Mangabeira e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao meio de setembro. 
A estação quente permanece por 3,5 meses, de 4 de setembro a 18 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 37 °C. O mês mais quente do ano em Lavras da Mangabeira é novembro, com a máxima de 38 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 10 de março a 4 de junho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Lavras da Mangabeira é abril, com a mínima de 22 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Em Lavras da Mangabeira, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Lavras da Mangabeira começa por volta de 31 de maio e dura 4,6 meses, terminando em torno de 18 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Lavras da Mangabeira é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 73% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de outubro e dura 7,4 meses, terminando em torno de 31 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Lavras da Mangabeira é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 70% do tempo. 
Hidrografia e recursos hídricos
As principais fontes de água fazem parte da bacia do rio Salgado, sendo as principais os riachos São Lourenço, do Meio, do Machado, das Pombas, das Pimentas, Unha de Gato e Extremo de Cima, do Mês, do Rosário e outros tantos. Existem 192 açudes, sendo os de grande porte os açude: do Rosário, da Extrema, Pau Amarelo, Três Irmãos. 
Relevo e solos
As terras de Lavras da Mangabeira fazem parte da Depressão Sertaneja. As principais elevações possuem altitudes entre 200 e 500 metros acima do nível do mar. Com solos que apresentam rochas do embasamento cristalino pré-cambriano, representadas por gnaisses e migmatitos diversos, xistos, filitos e metacalcários. Sobre esse substrato repousam rochas sedimentares (conglomerados, arenitos, siltitos, folhelhos e calcários) do mesozoico. 
Vegetação
A vegetação é bastante diversificada: caatinga arbustiva densa, caatinga arbustiva aberta, floresta caducifólia espinhosa e mata ciliar (floresta mista dicótilo-palmácea) ao longo dos cursos hídricos. Também há uma pequena área de cerrado no alto do Boqueirão do Rio Salgado. 
Subdivisão
O município é dividido em seis distritos: Lavras de Mangabeira (sede), Amaniutuba (ex-Ouro Branco), Arrojado, Iborepi, Mangabeira e Quitaiús. 
Geologia
Recursos minerais

Entre as cidades de Lavras da Mangabeira e Farias Brito, existem dois garimpos desativados de ouro. No garimpo localizado próximo à Lavras da Mangabeira, a mineralização ocorre como grãos de ouro disseminados em veios de quartzo leitoso com pirita em gnaisses do Complexo Arábia. No garimpo do Sítio Fortuna, a nordeste de Farias Brito, a mineralização de ouro está associada a veios de quartzo piritosos que cortam os xistos da Formação Independência do Grupo Ceará. 
Aspectos socioeconômicos
A maior concentração populacional encontra-se na zona rural. A sede do município dispõe de abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica, serviço telefônico, agência de correios e telégrafos, serviço bancário, hospitais, hotéis e ensino de 1º e 2º grau. 
A partir de Fortaleza, o acesso ao município pode ser feito por via terrestre através da rodovia Fortaleza/Russas/Icó/Ipaumirim (BR 116) e a rodovia Lavras da Mangabeira/Várzea Alegre/Farias Brito/Crato (BR 230, a mesma Transamazônica que começa em Cabedelo e vai até à Amazônia). As demais vilas, lugarejos, sítios e fazendas são acessíveis (com franco acesso durante todo o ano) através de estradas estaduais, sendo elas rodovias asfaltadas ou estradas carroçáveis. 
Lavras da Mangabeira é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia local está assim baseada:
- Agricultura: algodão arbóreo e herbáceo, banana, milho, feijão e arroz;
- Pecuária: bovinos, suínos e avícola;
- Indústria: oito indústrias, sendo quatro de produtos alimentares, uma de química, uma de produtos minerais não metálicos, duas de vestuário, calçados e artigos de tecidos, couros e peles.
Em janeiro de 2026, foram registradas 50 admissões formais e 47 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 3 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 54.
Até fevereiro de 2026 houve registro de 2 novas empresas em Lavras da Mangabeira, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 43 empresas.
Educação
Na área da Educação, Lavras da Mangabeira conta com uma rede municipal e estadual que cobre tanto a sede quanto os distritos. O município tem investido na modernização das escolas e no transporte escolar, superando os desafios das distâncias rurais. A proximidade com centros universitários no Cariri (Juazeiro do Norte e Crato) permite que os jovens busquem o ensino superior, mantendo, porém, o vínculo com a cidade de origem.
Turismo
O turismo também movimenta a cidade devido as suas belezas naturais, com destaque especial ao Boqueirão e a sua gruta, que além de ser um local de imensa beleza, é um objeto de estudo que recebe estudiosos e diversas escolas do interior do estado, para conhecer sua impressionante formação geográfica e histórica, sendo um alvo de lendas que compõe a história da cidade.
O turismo em Lavras da Mangabeira é predominantemente ecológico e histórico.
O Boqueirão do Rio Salgado é o principal cartão-postal. As formações rochosas milenares atraem geólogos, fotógrafos e aventureiros. No período das chuvas, o encontro das águas com as rochas cria um cenário de força bruta da natureza.
A Gruta do Boqueirão é um local cercado de misticismo e lendas locais, muito visitado por turistas que buscam contato direto com as formações naturais.
O centro da cidade ainda preserva casarões e igrejas que remetem ao poder das famílias fundadoras, oferecendo um passeio pela história do Ceará Imperial.
A festa do padroeiro, São Vicente Ferrer, em abril, é o ponto alto do calendário cultural, unindo a fé cristã às tradições festivas do sertão.
Lavras da Mangabeira é a prova de que o sertão cearense guarda segredos monumentais. Entre o eco do Rio Salgado nas pedras do Boqueirão e o doce da fruta mangaba, a cidade segue firme como uma das joias geográficas do Nordeste.
Cultura
Os principais eventos culturais são: a festa do padroeiro, São Vicente Ferrer (5 de abril), e a SEACE (Semana de Arte Cultura e Esportes), comemorada todo ano na semana de aniversário da cidade (20 de agosto). Vale destacar também as festas dos padroeiros dos distritos, como São José em Amanuituba e São Francisco copadroeiro, São Sebastião em Mangabeira, Nossa Senhora do Rosário em Quitaius, Coração de Jesus em Arrojado que também comemora o São Pedro, e Nossa Senhora das Candeias em Iborepi. Alguns nomes da música em Lavras da Mangabeira animam os finais de semanas, como Viquinho e seus teclados, Rosivan, Nailton, Ciço Lifrat, Juscelino, Ivo Teles & Darly, Luis Seresteiro, Forrozão Gata Moral. Poetas como Zé Teles, Manoel de Mundoca, Mundoquinha, Zael de Besouro, Valdir Teles, e o poeta Joca do Arrojado e seu neto Arthur Antunes (o maior compositor de Lavras da Mangabeira) enriquecem a cultura lavrense. Outros saíram de Lavras (Distrito de Mangabeira), mas continuam ligados ao município, como é o caso do acordeonista, cantor e compositor Matheus Ribeiro, que atualmente reside em Fortaleza e tem levado por onde passa o nome de sua cidade natal, compondo até canções onde fala de suas raízes.
Esportes
O esporte, principalmente o futebol é uma das maiores paixões do Lavrense. Tiveram grandes equipes e jogadores ao longo de sua existência. Com destaque para a equipe do Montilla que, desde 1997 vem sendo um ícone do futebol amador da região, conquistando vários títulos ao longo de sua existência.
O Montilla F. C. é atualmente Pentacampeão de Lavras da Mangabeira, sendo o maior também em títulos municipais, como também conquistando os principais títulos nos municípios circunvizinhos, como Várzea Alegre, Cedro, Aurora e no vizinho estado da Paraíba.
Existem outras equipes que rivalizam com o Montilla, como o Cruzeiro (Tri-Campeão Lavrense), ALFA (Leomar Bezerra), o Meia Lua (Campeão) e o Padre Cícero (Campeão). Também vale destacar a força das equipes dos distritos como o Iborepi, Amaniutuba, Mangabeira, Arrojado, Quitaiús, e também da zona rural, como o Nacional das Melancias, o Guarani do Boqueirão, o Botafogo da Carnaúba. Grandes jogadores fizeram história no nosso município, como José Alves, Cabo Bené, Jandismar (João da Bomba), Neném Alves, Audizio, Bim, Danda, Fanca, Dr. Tavinho (ex-prefeito da cidade), Gerácio e Leonardo (Sendo estes dois os primeiros a atuarem como profissionais), Dr. Mirialdo, Vicente de Tereza, Francisco Holanda (Rapaizão), Tatal Zógob, Magela, Gilmar, Zé Nailton, Paulinho, Tim, Basto, Hamilton, Filho, Diassis, Danilé, Geraldino, Dé (Goleiro) entre outros.
O Futsal é uma das bases sociais na infância do Lavrense. Gato Preto e Cipreg foram duas grandes equipes e famosas na região, mas hoje não tem nenhum clube registrado. Atualmente a cidade envia apenas a seleção municipal para jogos representativos.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 19 de junho de 2026

CONCEIÇÃO DA BARRA - ESPÍRITO SANTO

Conceição da Barra é um município brasileiro no litoral norte do estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se a nordeste da capital estadual, distando desta cerca de 250 km. Ocupa uma área de aproximadamente 1.180 km², sendo que 8 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 28.923 habitantes em 2025. É o município mais oriental do Espírito Santo.
História
Conceição da Barra é um dos mais antigos municípios do estado do Espírito Santo, cujo porto foi o determinante geograficamente para a fundação da cidade. Sua fundação data de 1554, quando os portugueses organizaram expedições para afastarem os índios das circunvizinhanças de Vila Velha, local onde se estabelecera, o donatário Vasco Fernandes Coutinho.
Vindos do mar, os portugueses aportaram ao norte da foz de um grande rio, chamado pelos índios de Kiri-Kerê ou Cricaré pelos portugueses. Receosos do ataque dos selvagens os europeus permaneceram no litoral. Entretanto, os indígenas que habitavam a região, pertenciam a tribo Guaianá, de índole pacífica e que juntamente com os náufragos de um navio espanhol, ajudaram os portugueses a penetrarem no território dando início ao núcleo populacional.
Esses índios chamavam os brancos de "moab" que significa homem de calça. Devido a situação geográfica o novo núcleo foi denominado Barra. A povoação logo prosperou devido ao intenso tráfego de navios, procedentes da Bahia e de Pernambuco, que nela aportavam.
Em 1596, a povoação de Barra recebeu a visita do padre José de Anchieta, que visitou também a povoação no Vale do Cricaré, no dia 21 de setembro do mesmo ano e como era costume denominar as terras e os acidentes geográficos com o nome do Santo do dia, Anchieta trocou o nome do rio para São Mateus e deu a povoação o mesmo nome. E com essa troca de nomes, o núcleo populacional da margem esquerda, passou a se chamar-se Barra de São Mateus.
Em Ato datado de 11 de agosto de 1831, Barra de São Mateus foi instituída paróquia, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, cuja imagem era venerada numa rústica capela erguida nos primórdios da colonização, onde se encontra até os dias de hoje.
Foi elevada a categoria de Vila por resolução do Conselho do Governo datado de 2 de abril de 1833, sendo chamada Vila de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio São Mateus. A solenidade da instalação da cidade deu-se a 6 de outubro de 1891, ficando estabelecido por lei, este dia, para se comemorar o dia do município.
A cidade recebeu a denominação de Conceição da Barra, sendo o primeiro nome uma homenagem a padroeira e o segundo, lembrando o primeiro nome que os portugueses deram à povoação. No dia 10 de junho de 1892, foi criada a comarca do novo município, que teve como juiz de Direito Carlos Gonçalves.
A povoação da Barra de São Mateus muito contribuiu para o desenvolvimento da capitania do Espírito Santo. Segundo o poema do padre José de Anchieta, em que descreve a Batalha do Cricaré, foi nas águas do rio que banha o município, que Fernão de Sá, filho de Mem de Sá, ferido perdeu a vida, quando lutava pela expulsão dos franceses.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Conceição da Barra de São Mateus, por Decreto de 11 de agosto de 1831, subordinado ao município de São Mateus. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Barra de São Mateus, pela Resolução do Conselho do Governo de 02 de abril de 1833, desmembrado de São Mateus. Sede na vila de Barra de São Mateus. Constituído do distrito sede. Instalado em 05 de outubro de 1833. 
Por Decreto Provincial n.º 4, de 04 de julho de 1861, é criado o distrito de Itaúnas e anexado ao município de Barra de São Mateus. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Conceição da Barra, por Decreto Estadual n.º 28, de 19 de setembro de 1891. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Conceição da Barra e Itaúnas. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, município é constituído de 2 distritos: Conceição da Barra e Itaúnas. 
Assim permanecendo em divisões territoriais de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Conceição da Barra e Itaúnas. 
Pela Lei Estadual n.º 265, de 22 de outubro de 1949, é criado o distrito de Taquaras com território desmembrado de distrito sede do município de Conceição da Barra, subordinado ao município de Conceição da Barra. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Conceição da Barra, Itaúnas e Taquaras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 1.931, de 07 de janeiro de 1964, é criado o distrito de Vinhático e anexado ao município de Conceição da Barra. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 4 distritos: Conceição da Barra, Itaúna, Taquaras e Vinhático. 
Pela Lei Estadual n.º 3.383, de 27 de novembro de 1980, o distrito de Taquaras passou a denominar-se Pedro Canário. 
Em divisão territorial datada de 31 de julho de 1983, o município é constituído de 4 distritos: Conceição da Barra, Itaúna, Taquaras e Vinhático. 
Pela Lei Estadual n.º 3.623, de 23 de dezembro de 1983, é desmembrado do município de Conceição da Barra, o distrito de Pedro Canário (ex-Taquaras). Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 4.075, de 11 de maio de 1988, é criado o distrito de Braço do Rio e anexado ao município de Conceição da Barra. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1993, o município é constituído de 3 distritos: Conceição da Barra, Braço do Rio e Itaúnas. 
Em divisão territorial datada de 2015, o município é constituído de 4 distritos: Conceição da Barra, Braço do Rio, Cricaré e Itaúnas. 
Assim permanecendo em divisão territorial de 2017.
Geografia
Conceição da Barra é o município mais oriental do estado do Espírito Santo e contém o ponto mais ocidental do estado no continente (as isoladas ilhas de Trindade e Martim Vaz são o ponto mais oriental do estado e também do Brasil no sub mainland descontíguo e geopolítico já que geofisicamente faz parte de outro padrão geológico oceânico separado do mainland apesar da placa em comum).
Clima
O clima é tropical seco, como em toda região litorânea, registrando-se uma temperatura média máxima de 30º e mínima de 16º.
O período chuvoso vai de setembro a janeiro e a precipitação pluviométrica é de 1200 mm.
Em Conceição da Barra, o verão é quente, opressivo, com precipitação e de céu quase encoberto; o inverno é agradável, abafado e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 31 °C e raramente é inferior a 17 °C ou superior a 33 °C. 
A melhor época do ano para visitar Conceição da Barra e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 3,1 meses, de 2 de janeiro a 7 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Conceição da Barra é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,6 meses, de 8 de junho a 26 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Conceição da Barra é julho, com a mínima de 19 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Em Conceição da Barra, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Conceição da Barra começa por volta de 1 de abril e dura 6,6 meses, terminando em torno de 21 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Conceição da Barra é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 77% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 21 de outubro e dura 5,4 meses, terminando em torno de 1 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Conceição da Barra é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 73% do tempo. 
Vegetação
Devido a localização do município, suas terras estão cobertas por dois tipos de vegetação. No litoral predomina a vegetação litorânea, e no interior a vegetação costeira. Apesar da devastação das matas para plantação de outras culturas, como a de eucalipto, ainda existem reservas importantes como a Floresta Nacional do Rio Preto, no distrito de Braço do Rio, o Parque Estadual de Itaúnas, em Itaúnas e a Área de Proteção Ambiental na sede.
Hidrografia
A hidrografia do município está assim composta:
- Rio São Mateus (antigo Cricaré) - nasce em Minas Gerais e desagua no Oceano Atlântico, banhando o sul da cidade.
- Rio Itaúnas - o mais setentrional dos rios capixabas. Nasce em Minas Gerais e desagua no Oceano Atlântico, banhando o norte da cidade e formando a Barra da Guaxindiba. São seus afluentes: Córrego do Caboclo, Barreado, Palmeira, Angelim e Preto.
- Rio São Domingos - nasce na lagoa dos Anjos, neste município. São seus afluentes os córregos: Fundo, Mota e outros. Desagua no Rio São Mateus (Cricaré).
Relevo
Formado de Planície. Destaca-se a Gruta do Balão com uma extensão de aproximadamente 30m e fica localizada nas dunas de Itaúnas. O padrão costeiro é mais similar ao nordestino, pois nele o planalto oriental se afasta da costa e se forma uma maior largura de sedimentos formando a planície oriental, inclusive é comum dunas e falésias ao invés dos morros líticos sub sedimentares que vão do sul capixaba à reentrância vicentina e arredores onde o oceano adentra mais no desenho do mainland tocando o platô oriental que em outras zonas fica menos exposto e com faixa de sedimento superior formando zonas de transição como planície e platô sedimentar.
A altitude média é baixíssima, variando entre 0 e 20 metros acima do nível do mar.
Solos
Os solos são tipicamente arenosos (Neossolos Quartzarênicos) na orla e latossolos nos tabuleiros. 
Economia
Conceição da Barra é uma pequena cidade que se destaca pelo alto crescimento econômico e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia de Conceição da Barra é um "tripé" que equilibra o setor primário, a indústria extrativa e o setor de serviços.
- Indústria - extração de Petróleo e Gás Natural (campos terrestres) e setor sucroalcooleiro.
- Agropecuária - cultivo extensivo de Eucalipto (celulose), cana-de-açúcar, coco e mamão.
- Pesca - atividade artesanal e industrial de camarão e peixes de alto mar.
- Turismo - principal motor do setor de serviços, especialmente no distrito de Itaúnas.
Em janeiro de 2026, foram registradas 196 admissões formais e 125 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 71 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -130.
Até fevereiro de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Conceição da Barra, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 31 empresas.
Educação
Em 1856, surgiu a primeira escola da sede do município. Funcionando com classes femininas e masculinas. E mais tarde foi criada a escola no distrito de Itaúnas. Em 1938, as escolas situadas na sede do município, agruparam-se, transformando-se em Escolas Reunidas de Conceição da Barra, sob administração da professora Aldina Serra Daher.
O nível de ensino foi melhorando graças ao interesse que os professores leigos, demonstravam em aperfeiçoar-se, fazendo cursos em Vitória e em outros municípios. Em 1942, as Escolas Reunidas, transformaram-se em Grupo Escolar como a denominação de Grupo Escolar "Augusto Carvalho". A primeira diretora foi Maria da Glória Cunha, normalista, que concluiu seus estudos no Colégio do Carmo em Vitória.
Para atender a clientela na faixa etária escolar, fez-se necessária a criação de uma nova escola. Em 1952, Conceição da Barra recebia do Governo do Estado o seu primeiro prédio escolar, sob a denominação de Grupo Escolar "Professor Joaquim Fonseca". Essa denominação foi em homenagem ao professor que dedicou grande parte de sua vida, a ensinar a juventude barrense.
Em 1958, foi criado o Ginásio em Conceição da Barra, sob a dependência administrativa da Campanha Nacional de Educandários Gratuitos. Este sonho tornou-se realidade graças a Christiano Dias Lopes Filho, na época, presidente da entidade no estado, atendendo pedido de amigos e correligionários.
Os cursos de Habilitação para o Magistério e Técnico em Contabilidade, foram criados em 1970, na gestão do prefeito José Luiz da Costa.
Em 1973, o prefeito Gentil Lopes da Cunha, fez uma restauração na parte administrativa, criando, pela Lei 1.055/73, vários departamentos, com a finalidade de descentralizar os encargos que envolve uma administração. Foi então, criado o Departamento de Educação, que tinha como finalidade dar assistência as Escolas e prepará-las para a municipalização.
O primeiro diretor do departamento foi Álvaro Feu Smirdelle, logo depois substituído, pela Maria Gilder Benso Ganem. Ainda em 1973, foi construída e inaugurada na sede do município mais um estabelecimento de ensino, denominado Escola de 1º Grau "Prof. Benevides de Lima Barbosa", numa homenagem ao ilustre professor e poeta barrense.
Assumindo a prefeitura em 1977, Humberto de Oliveira Serra, reformulou a estrutura administrativa da prefeitura. O Departamento de Educação também passou a ter outra estrutura. Foi divido em: Setor de Ensino de 1º Grau, Setor de Ensino de 2º Grau, Seção Cultural. O Departamento de Educação é um órgão de assessoramento a política educacional, competindo-lhe ainda, elaborar convênios com órgãos federais e estaduais.
Atualmente o Departamento de Educação é chamado de Secretária Municipal de Educação. Conceição da Barra conta segundo o censo de 2005 com 27 escola de Ensino Fundamental, sendo cinco estaduais, 21 municipais e uma privada. duas escolas de Ensino Médio, sendo ambas estaduais. Há ainda quinze unidades pré-escolares, sendo sete municipais e oito privadas.
Saúde
Por muitos anos a população barrense viveu sem assistência médica. Sendo tratados por boticários práticos que lhes receitavam e preparavam os remédios.
O primeiro profissional que se fixou em Conceição da Barra foi Mário Vello Silvares, que chegou em março de 1943, enfrentando todas as dificuldades de uma cidade interiorana, de difícil acesso a centros maiores, dedicando-se a sua profissão. Nessa época o município não possuía hospital nem posto de saúde. Contava apenas com o ambulatório do Pai João, onde funcionava a Serraria da Companhia Industrial de Madeira (CIMBARRA), onde eram atendidos os operários e suas famílias.
Com a inauguração do posto de saúde, foi-lhe entregue a chefia do mesmo. Mais tarde, um convênio com a Legião Brasileira de Assistência (LBA), permitiu que fosse fundada a Maternidade Nossa Senhora da Conceição. A construção do hospital teve início em 1970, na gestão do prefeito José Luís da Costa. Segundo o site CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) do MS, atualmente Conceição da Barra conta dezesseis estabelecimentos de saúde que atendem pelo SUS: um hospital (Hospital Municipal de Conceição da Barra - HMCB), dois Pronto Atendimentos - um na sede e outro em Braço do Rio Preto, nove equipes da Estratégias da Saúde da Famíla - ESFs (Itaúnas, Santana, Sayonara, Cobraice, Braço do Rio I e II, Marcílio Dias, Vila dos Pescadores e Centro), um centro de especialidades - NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), Unidade de Vigilância Epidemiológica, Sanitária e Ambiental, uma Agência Municipal de Agendamentos - AMA localizada na Sede e com uma extensão em Braço do Rio Preto e uma Unidade Móvel que se encontra desativada já a algum tempo. O município possui também alguns estabelecimentos privados como laboratório e clínicas odontológicas.
Turismo
- Carnaval - considerado o melhor carnaval do Estado do Espírito Santo e por anos sido considerado o 3º melhor carnaval de rua do país. Tudo começou por iniciativa e sob a Batuta do Sargento e Maestro Almir de Souza Santos (O Sargento Almir - também autor da música do Hino de Conceição da Barra) nos idos das décadas de 60 e 70, que com a Bandinha da Cidade saia às ruas levando o cortejo de Momo à tiracolo, formado por muitos (para não dizer todos, à época) os moradores da doce Conceição da Barra.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - monumento que guarda aspectos arquitetônicos das construções jesuíticas do Espírito Santo no século XVI, mas que foi erguido no século XIX. Guarda em seu interior a imagem portuguesa, de origem barroca, de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira da cidade. Está localizada na praça José Luís da Costa, no centro de Conceição da Barra.
- Farol da Barra - localizado na Praia do Farol, a 50 metros do centro. Adquirido na França foi construído em 1914 e sofreu modificações em 1928. Emitia de 30 em 30 segundos dois lampejos para orientação de navegação. É administrado pelo Ministério da Marinha.
- Vila de Itaúnas - localizada a 24 quilômetros de Conceição da Barra, ao norte. As atrações são as dunas, o rio Itaúnas e o famoso forró pé de serra concorrido principalmente entre os paulistas e cariocas. Também fica lá o Parque Estadual de Itaúnas.
- Maria Fumaça - a locomotiva “Maria Fumaça” foi adquirida pela família Donato, para ajudar no escoamento das toras de madeiras oriundas da Vila de Itaúnas, distrito de Conceição da Barra, num tempo em que a necessidade de extração da madeira eram uma grande fonte de renda. Reformada no ano de 2007 em São Paulo, retornou a Conceição da Barra no dia 12 de janeiro de 2008 para voltar a funcionar como Trem Turístico Ambiental.
- Ticumbi - festa de origem africana, com rica coreografia e cânticos ao som da viola e pandeiros. Também conhecido como Baile de Congos, brincadeira ou Baile de São Benedito, promovido pelos negros devotos de São Benedito há mais de 300 anos.
- Jongo de São Bartolomeu (24 de agosto) - baile de origem africana de Silvestre Nagô.
- Pastorinhas (24 de dezembro e 6 de janeiro) - as Pastorinhas são um folguedo do ciclo natalino que alegra a cidade anunciando o nascimento de Cristo. 12 meninas vestidas de pastoras dançam e cantam ao som de canções, entoadas de bandolim, flautas e violões. Com versos de Manoel Duarte da Cunha e música de Adolpho Serra.
- Alardo (19 de janeiro) - a luta entre mouros e cristãos e apresentado por jovens em homenagem ao santo guerreiro São Sebastião, inspirado nos episódios das epopéias, das conquistas portuguesas do século XV, narradas no poema de Os Lusíadas.
- Reis de Boi (6 de janeiro e 3 de fevereiro) - anunciam do nascimento de Cristo, visitam casas de ilustres conhecidos da cidade que o recebem de porta fechada, enquanto cantam para abrir a porta. Ao som de sanfonas, pandeiros e violões os personagens principais faz o cortejo da morte do Boi e também aparacições de Lobisomem e da Loba.
- Floresta Nacional do Rio Preto.
Praias
As praias de Conceição da Barra são: Praia da Barra; Praia da Guaxindiba (foz natural do rio Itaúnas); Praia do Farol; Praia da Bugia (foz do rio Cricaré, margem esquerda); Praia do Pontal do Sul (foz do rio Cricaré, margem direita); Praia da Barra Nova (foz artificial do rio Itaúnas); Praia de Itaúnas; Praia do Riacho Doce (eleita a segunda praia deserta mais bonita do Brasil pelos internautas, numa enquete feita pela Revista Quatro Rodas Viagem e Turismo e pelo site Viaje Aqui).
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 18 de junho de 2026

MINAS NOVAS - MINAS GERAIS

Minas Novas é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Jequitinhonha e ocupa uma área de 1.812,398 km², sendo que 5 km² estão em perímetro urbano. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 23.843 habitantes. 
História
O município de Minas Novas, que no início de sua história foi denominado de Arraial das Lavras Novas dos Campos de São Pedro do Fanado, foi descoberto e fundado, pelo bandeirante paulista Sebastião Leme do Prado. Ele veio à procura de ouro, encontrado em abundância no arraial. Deixando a região do Rio Manso próximo a Diamantina, devido a uma epidemia e também procurando o rio Araçuaí e o rio Itamarandiba, Sebastião Leme do Prado, juntamente com outros paulistas, vieram a encontrar o rio Fanado por erro de rota e mais tarde o ribeirão Bom Sucesso. 
A notícia do ouro correu o sertão e em pouco tempo havia se formado na região um povoado. O povoado foi elevado à condição de vila no dia 2 de outubro de 1730, recebendo o nome Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso das Minas Novas da Contagem (obelisco próximo ao Funchal, marca o local). 
Criada como arraial da Vila do Príncipe (hoje município do Serro), Minas Novas passou a pertencer ao território baiano até 28 de setembro de 1760. Passou novamente a integrar a capitania de Minas Gerais, sob a jurisdição do Ouvidor da Comarca do Serro Frio, mas permanecendo eclesiasticamente ligada à Diocese de Jacobina, da Bahia. Pela provincial de 09 de março de 1840, foi elevada a categoria de município com o nome de Minas Novas. 
Foi o maior município do estado de Minas Gerais. Do antigo município foram criados 65 dos 853 municípios mineiros de hoje. 
Gentílico: minas-novense ou fenadeiros. 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora do Bom Sucesso das Minas do Fanado, por Alvará de 1728. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Bom Sucesso das Minas do Fanado na Capitania da Bahia em 02 de outubro de 1730. Instalado em 02 de outubro de 1730. Incorporada a Comarca de Serro em 10 de maio de 1757. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Minas Novas, pela Lei Provincial n.º 163, de 09 de março de 1840. 
Pela Lei Provincial n.º 184, de 03 de abril de 1840, e por Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Nossa Senhora da Piedade e anexado ao município de Minas Novas. 
Pela Lei Provincial n.º 472, de 31 de maio de 1850, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Chapada de anexado ao município Minas Novas. 
Pela Lei Provincial n.º 910, de 14 de setembro de 1858, e por Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Sucuriú e anexado ao município de Minas Novas. 
Pela Lei n.º 1.163, de 16 de setembro de 1870, o distrito de Nossa Senhora da Conceição de Água Suja e anexado ao município de Minas Novas. 
Pela Lei Provincial n.º 2.145, de 29 de outubro de 1875, e pela Lei Estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Veredinha e anexado ao município de Minas Novas. 
Pela Lei n.º 2.419, de 05 de novembro de 1877, o distrito de Nossa Senhora da Conceição de Água Suja passou chamar-se Água Limpa. 
Pela Lei n.º 2.911, de 25 de setembro de 1882, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Caiçara e anexado ao município de Minas Novas. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 7 distritos: Água Limpa ex Água Suja, Chapada, Caiçara, Piedade ex Nossa Senhora da Piedade, Sucuriú e Veredinha. 
Pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, os distritos de Piedade passou a denominar-se Turmalina e Água Limpa a chamar-se Berilo. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 7 distritos: Minas Novas, Berilo ex Água Limpa, Chapada, Caiçara, Sucuriú, Turmalina ex Piedade e Veredinha. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Caiçara passou a denominar-se Caçaratiba. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 7 distritos: Minas Novas, Berilo, Caçaratiba, ex Caiçara, Chapada Sucuriú, Turmalina e Veredinha. 
Pela Lei Estadual n.º 336, de 27 de dezembro de 1948, desmembra do município de Minas Novas os distritos de Turmalina, Caçaritaba e Veredinha, para formar o novo município de Turmalina sob mesma lei o distrito de Sucuriú passou a chamar-se Francisco Badaró. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o município é constituído de 4 distritos: Minas Novas, Berilo, Chapada e Francisco Badaró ex Sucuriú. 
Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, é criado o distrito de Leme do Prado ex povoado de Gomes e anexado ao município de Minas Novas. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 5 distritos: Minas Novas, Berilo, Chapada, Francisco Barbaró e Leme do Prado. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, desmembra do município de Minas Novas os distritos de Berilo, Chapada do Norte ex Chapada e Francisco Badaró todos elevados a categoria de municípios. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Minas Novas e Leme do Prado. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993. 
Pela Lei Estadual n.º 12.030, de 21 de dezembro de 1995, desmembra do município de Minas Novas o distrito de Leme do Prado. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1997, o município é constituído de distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2003. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 5 distritos: Minas Novas, Baixa Quente, Cruzinha, Lagoa Grande de Minas Novas e Ribeirão da Folha. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 
Alteração toponímica municipal 
Nossa Senhora do Bom Sucesso das Minas do Fanado para simplesmente Minas Novas alterado, pela Lei Provincial n.º 163, de 09 de março de 1940.
Geografia
O município está localizado na Região Geográfica Imediata de Capelinha, que integra a Região Geográfica Intermediária de Teófilo Otoni. Pertence à Microrregião de Capelinha e à Mesorregião do Jequitinhonha.
Relevo e Altitude
O município está encravado em uma região de planaltos e serras. A altitude média da sede é de 630 metros, mas o relevo acidentado proporciona variações bruscas, com vales profundos esculpidos pelos rios.
Solos e Vegetação
Os solos predominantes são os Latossolos e solos podzólicos, muitas vezes com baixa fertilidade natural e alta acidez. A vegetação é um mosaico de Cerrado (em suas variadas formas) e manchas de Caatinga, além de matas de galeria ao longo dos cursos d'água.
Hidrografia
A hidrografia do município está assim composta:
- Rio Fanado: é o principal rio que banha a cidade sendo responsável pela alimentação da cidade, juntamente com seus afluentes.
- Rio Araçuaí: rio que banha o município a oeste e recebe as águas do rio Fanado.
- Rio Capivari: rio que nasce dentro do município.
- Rio Setúbal: rio que corta o município a leste e deságua no rio Araçuaí.
- Rio Bonsucesso: não é basicamente um rio assim define os acadêmicos, mas popularmente leva o título de rio.
- Ribeirões dos Santos e Ribeirão dos Índios.
Clima

Região com temperaturas quentes e período de chuvas definido, comum no norte mineiro.
Em Minas Novas, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é morna e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 31 °C e raramente é inferior a 12 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Minas Novas e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao meio de setembro. 
A estação quente permanece por 1,8 mês, de 9 de setembro a 2 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Minas Novas é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 24 de maio a 10 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Minas Novas é julho, com a mínima de 15 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Em Minas Novas, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Minas Novas começa por volta de 7 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 17 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Minas Novas é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 77% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 17 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 7 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Minas Novas é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo. 
Rodovias
As rodovias que atendem o município são a MG-114 e a BR-367.
Economia
Minas Novas é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Minas Novas é diversificada, embora enfrente os desafios típicos do Vale do Jequitinhonha.
O cultivo de eucalipto para a produção de celulose e carvão vegetal é uma atividade de grande impacto territorial. A pecuária de corte e a agricultura de subsistência (milho, feijão e mandioca) sustentam a zona rural.
O Artesanato é o maior patrimônio econômico cultural. A cerâmica de Minas Novas (especialmente do povoado de Lamba) é reconhecida internacionalmente. As "bonecas de barro" e as moringas são símbolos da resistência feminina e da criatividade local.
A cidade funciona como um polo prestador de serviços para municípios vizinhos menores, como Francisco Badaró e Jenipapo de Minas.
Em janeiro de 2026, foram registradas 117 admissões formais e 79 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 38 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -29.
Até fevereiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Minas Novas. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 58 empresas.
Educação
Na área da educação, Minas Novas conta com uma rede abrangente de escolas estaduais e municipais. O município tem investido na educação profissionalizante para reter os jovens na região. A presença de polos de ensino à distância e a proximidade com centros universitários como Diamantina (UFVJM) permitem que a população tenha acesso ao ensino superior, focando especialmente nas áreas de agronomia, pedagogia e gestão pública.
Cultura e Artesanato
Famosa pelo artesanato, especialmente o Artesanato Coqueiro Campo, e pela culinária típica mineira.
 
Turismo
Com quase 300 anos de história, Minas Novas tem história para contar. Uma das atrações é igreja histórica Nossa Senhora do Amparo. Em fevereiro de 2010, a igreja foi reaberta após um trabalho de restauração que durou 1 ano e meio. Antes das intervenções, o teto da igreja estava todo pintado de verde, o que escondia pinturas do século XVIII. 
No município está localizada parte da Estação Ecológica Estadual Acauã, uma unidade de conservação mantida pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. 
Turistar em Minas Novas é viajar no tempo. A cidade possui um dos acervos arquitetônicos mais importantes do estado.
- O Sobradão: construído em 1821, é considerado o primeiro edifício de três andares construído em madeira e taipa no Brasil. É um ícone da arquitetura colonial.
- Igrejas Coloniais: a Igreja de Santa Cruz e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário guardam a fé e a arte sacra de séculos passados.
- Festa do Rosário: realizada anualmente, é uma das manifestações culturais mais ricas de Minas, misturando a tradição católica com o batuque e a cultura afro-brasileira dos congados.
- Ecoturismo: as margens do Rio Fanado e as trilhas nas serras próximas oferecem vistas deslumbrantes para os amantes da natureza.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

quarta-feira, 17 de junho de 2026

IPUBI - PERNAMBUCO

Ipubi é um município brasileiro do estado de Pernambuco. 
História
O município originou-se da Fazenda Poço Verde, no sopé da Chapada do Araripe. O povoamento foi intensificado entre Outubro e Novembro de 1938, quando iniciou a feira livre local surgindo assim o Povoado Poço Verde. 
Pertencente ao município de Ouricuri, o então povoado Poço Verde com o seu crescimento muda de nome e passa a ser um distrito com o nome de Ipubi criado em 31 de dezembro de 1943. Tornou-se município autônomo através da Lei Estadual nº 3.340, datada de 31 de dezembro de 1958, sendo instalado a 01 de março de 1962, tendo como primeiro prefeito o farmacêutico Antônio Rodrigues Lucena. Administrativamente, o município é formado pelo distrito sede (Ipubi) e pelos povoados de Serra Branca e Serrolândia. 
Anualmente, no dia 2 de março Ipubi comemora o seu aniversário em tributo a sua emancipação política. O padroeiro da cidade é Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. 
Origem do Nome
O topônimo Ipubi provém do tupi ipu-obi = poço ou fonte verde, quando ocorreu a Reforma Administrativa do Estado que criou o distrito de Ipubi.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Ipubi, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 952, de 31 de dezembro de 1943, criado com partes dos territórios dos distritos de Ouricuri e Serra Branca, subordinado ao município de Ouricuri 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o distrito e Ipubi, figura no município de Ouricuri. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Ipubi, pela Lei Estadual n.º 3.340, de 31 de dezembro de 1958 desmembrado de Ouricuri. Sede no antigo distrito de Ipubi. Constituído de 2 distritos: Ipubi e Serra Branca. Desmembrado de Ouricuri. Instalado em 03 de janeiro de 1962. 
Pela Lei Municipal n.º 29, de 03 de setembro de 1963, é criado o distrito de Serrolândia e anexado ao município de Ipubi. Em divisão territorial data de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 3 distritos: Ipubi, Serra Branca e Serrolândia. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
Economia
Em Ipubi, a agricultura já foi a atividade econômica predominante, perdendo espaço atualmente para a exploração da gipsita. Ainda assim ainda são produzidos feijão, mandioca, milho, e Hortifrutis como: Alface, Coentro, Tomate, Pimentão, Manga, Acerola, Banana, Laranja etc. O rebanho de bovinos, a Apicultura e a criação de aves são outras fontes de renda do município. 
A região do Araripe concentra 40% das reservas de gipsita do mundo e Ipubi seu maior produtor de gipsita e um dos maiores produtores de gesso e derivados: placas, divisórias gesso agrícola para uso na correção de solos, tijolos, etc. Por isso, se caracteriza pela exploração do mineral no chamado polo gesseiro. Boa parte do gesso é escoado pelas rodovias estaduais que cortam o município, a PE 630, PE-590 e a PE-585. A extração da gipsita representa 95% da produção nacional de gesso, que propiciou a formação de um parque industrial na região, gerando cerca de doze mil empregos diretos e 60 mil indiretos. 
Geografia
Ipubi localiza-se a uma latitude 07º39'07" sul e a uma longitude 40º08'56" oeste, estando a uma altitude de 535 metros. Possui uma área de 972,17 km² e é formado pelos distritos de: Ipubi (sede), Serra Branca e Serrolandia e pelo povoado da Mineradora São Severino. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 30.720 habitantes. 
O município de Ipubi faz parte da Região de Desenvolvimento do Araripe, localizada na Mesorregião do sertão pernambucano. Essa região representa 18,8% do território estadual com 18.576,9 km² e abrange ainda, os municípios de Araripina, Bodocó, Cedro, Exu, Granito, Ouricuri, Moreilândia, Parnamirim, Salgueiro, Santa Cruz, Santa Filomena, Serrita, Trindade e Verdejante.É integrante da região intermediária de Petrolina e da região imediata de Araripina. 
O município situa-se na unidade geoambiental das Chapadas Altas. Parte do sul do município, está na unidade geoambiental da Depressão Sertaneja. A vegetação natural é a caatinga. 
Altitude e Relevo
A altitude média da sede é de 530 metros, mas nas áreas de chapada, a elevação ultrapassa os 800 metros. O relevo é composto por chapadas (tabuleiros altos) e depressões sertanejas, criando um cenário de contrastes visuais.
Solo e Vegetação
O solo é rico em minerais, predominando os Latossolos e solos sedimentares. A vegetação é a Caatinga clássica, com árvores de pequeno porte, espinhosas e caducifólias (que perdem as folhas na seca), como o umbuzeiro e o juazeiro.
Clima
Em Ipubi, a estação com precipitação é abafada e de céu encoberto; a estação seca é de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 36 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Ipubi e realizar atividades de clima quente é do fim de maio ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 2,9 meses, de 14 de setembro a 11 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Ipubi é novembro, com a máxima de 36 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,7 meses, de 27 de fevereiro a 17 de junho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Ipubi é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Em Ipubi, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Ipubi começa por volta de 30 de maio e dura 4,6 meses, terminando em torno de 17 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Ipubi é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 73% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 17 de outubro e dura 7,4 meses, terminando em torno de 30 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Ipubi é março, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 72% do tempo. 
Hidrografia
O município de Ipubi está nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Brígida. Seus principais tributários são os riachos do Manuíno e de Santo Antônio, ambos de regime intermitente. Conta ainda com os açudes: Manuíno, com capacidade de 1.984.117 m³ e Cacimbão. 
Educação
A cidade conta com três unidades de escola estadual com ensino integral, sendo duas na cidade (sede) e outra no distrito de Serrolândia, além de uma escola pública estadual em tempo regular, duas escolas particulares e várias escolas municipais. 
As instituições de ensino estadual são: Escola de referência em ensino médio Arão Peixoto de Alencar; Escola de referência em ensino médio Gênifa Felisbela Nobre (Serrolândia); Escola de referência em ensino médio Joaquim Eugênio Silva e Escola Nossa Senhora do Socorro. As instituições de ensino municipal, de Ensino Fundamental I e II são: Escola José de Siqueira Alves; Escola Sheilla Kelly Barros da Silva; Escola Euzélia de Melo Campos; Escola Pedro Vicente de Souza (Serrolândia); Escola Paula Sabrina Rodrigues da Silva (Serrolândia); Escola Edílton Modesto Diniz (Serrolândia); Escola Francisco Carneiro de Andrade (Serra Branca); Escola Ângelo Afro de Oliveira (Sítio Torre) e Escola Aureliano Manoel de Macedo (Sítio Pajeú).
As privadas são: Escola Ative Colégio e Curso; Escola Turma da Mônica e Escolinha Doce Mel (Serrolândia).
Saúde
A cidade conta com dois hospitais (sendo um no distrito de Serrolândia), onze Unidades Básicas de Saúde (UBS), e uma clínica particular. Conta também com uma UTI móvel, sendo a única cidade da região que dispõe deste serviço para a população.
Turismo
O turismo em Ipubi ainda é incipiente em termos de infraestrutura, mas possui um forte apelo cultural e industrial.
- Festival do Gesso - um evento que mistura negócios e cultura, celebrando a principal riqueza da terra com shows e exposições.
- Turismo Geológico - as imensas jazidas a céu aberto oferecem um cenário quase lunar, atraindo geólogos, estudantes e curiosos pela magnitude da exploração mineral.
- Festas Religiosas - a festa da padroeira, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, é o ponto alto do calendário religioso, unindo fé e tradições populares como as vaquejadas e as festas de janeiro.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark .

terça-feira, 16 de junho de 2026

VITORINO FREIRE - MARANHÃO

Vitorino Freire é um município brasileiro pertencente à Microrregião de Pindaré, no estado do Maranhão. Segundo estimativa populacional do IBGE para o ano de 2025, o município possuía 31.920 habitantes, e uma área territorial de 1.193,385 km². Elevada a categoria de cidade em 25 de setembro de 1952. 
História
Antes de ter se emancipado administrativamente e ter ganho o nome de Vitorino Freire, o lugar onde se situa a cidade foi denominado Centro dos Boas, em homenagem ao lavrador Boaventura Ribeiro que ali chegou com sua família em 1938. Com o aumento da população, em 1944 o povoado recebeu um novo nome, Água Branca, devido a um morador ter encontrado no quintal de sua casa uma água branca, assemelhada a leite. Em 1948 recebeu o nome de Vila Senador Vitorino Freire. Em 25 de setembro de 1952, torna-se cidade e recebe o nome de Vitorino Freire, em homenagem ao senador Vitorino de Brito Freire - ou Victorino de Britto Freire, na ortografia da época de seu nascimento - que emancipou a vila, tendo como primeiro prefeito Sant'Clair Martins Pereira, e vice Raimundo Tiago Avelino de Sousa. Atualmente a cidade abastece municípios aos arredores. 
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Vitorino Freire, pela Lei Estadual n.º 763, de 25 de setembro de 1952, desmembrado dos municípios de Bacabal e Vitória do Mearim. Sede no atual distrito de Vitorino Freire (ex-povoado). Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1953. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Sua área é de 1.193 km², representando 0.3382% do Estado e 0.0132% de todo o território brasileiro.
Está localizado a aproximadamente 300 km da capital São Luis. Faz divisa com os municípios de Bom Lugar, Santa Inês, Olho D'Água das Cunhãs, Altamira do Maranhão, Satubinha. 
Relevo e Altitude
O relevo de Vitorino Freire é caracterizado por superfícies suavemente onduladas, típicas da bacia sedimentar do Meio-Norte. A altitude média gira em torno de 45 metros acima do nível do mar, com algumas elevações pontuais que não chegam a formar serras proeminentes, facilitando a mecanização agrícola.
Clima
O clima é o Tropical Úmido (Aw). Prepare-se para o calor: as temperaturas médias anuais ficam entre 26°C e 28°C, com máximas que frequentemente ultrapassam os 34°C. O regime de chuvas é bem definido, com um período chuvoso (inverno local) de janeiro a junho, e um período seco e quente de julho a dezembro.
Solo e Vegetação
O solo é predominantemente do tipo Latossolo, profundo e com boa drenagem, embora exija correção de acidez para certas culturas. A vegetação é um espetáculo de transição: o município está inserido na zona da Mata de Cocais, onde impera a palmeira de Babaçu. Encontram-se também fragmentos de Cerrado e de Floresta Equatorial, criando um ecossistema diverso.
Clima
Em Vitorino Freire o clima é o Tropical Úmido (Aw. A estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 37 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 39 °C. 
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Vitorino Freire e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de agosto. 
A estação quente permanece por 3,1 meses, de 5 de setembro a 7 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 35 °C. O mês mais quente do ano em Vitorino Freire é outubro, com a máxima de 37 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 5,8 meses, de 25 de janeiro a 18 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Vitorino Freire é junho, com a mínima de 22 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Em Vitorino Freire, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Vitorino Freire começa por volta de 5 de junho e dura 4,4 meses, terminando em torno de 18 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Vitorino Freire é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 66% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de outubro e dura 7,6 meses, terminando em torno de 5 de junho. 
O mês mais encoberto do ano em Vitorino Freire é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 85% do tempo. 
Saúde
O município de Vitorino é referência em saúde na região, é amparado pelo Hospital Municipal Dr° Francisco Ribeiro (Dr° Chicão), um hospital que conta com uma estrutura moderna e que é capaz de atender a demanda da cidade e região com procedimentos de média complexidade. 
Além disso, na área da saúde Vitorino conta também com as seguintes unidades: Centro de Saúde da Mulher; Centro de Especialidades e Reabilitação Pós-Covid Josué Pereira de Sousa; Centro de Saúde Isaac Varão e  Centro de Especialidades Odontológicas e várias UBS espalhadas pela sede e povoados, além de academias ao ar livre para a prática de atividades físicas. 
Economia
Vitorino Freire é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Vitorino Freire é o motor que movimenta a região. A cidade é um centro dinâmico onde o campo e a cidade trabalham em sintonia.
Na Pecuária    destaca-se a criação de gado de corte e leite; na agricultura encontra-se o cultivo de arroz, milho, feijão e a extração da amêndoa do babaçu. Vitorino Freira é um polo varejista que atende municípios vizinhos menores e os Serviços mostram um setor em expansão, com destaque para a administração pública e logística.
Em janeiro de 2026, foram registradas 26 admissões formais e 32 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -6 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 2.
Até fevereiro de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Vitorino Freire, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 62 empresas.
Educação
A educação vitorinense está entre as melhores do Maranhão, referência na região. O município conta com duas escolas da rede estadual de ensino (C.E Rui Barbosa e Aparício Bandeira), Centro de Educação Professora Tânia Maria Moreira Viana Costa, duas escolas da rede privada (Pe. João Mohana e Antonio Dino), uma escola de música (Maestro Zé Mitonho), uma escola de tempo integral ( Colégio Frei Celso), uma escola padrão militar (Cleonice Rocha Lima Rodrigues), Escola de Ballet Natacha Aurélia Filgueiras Barbosa, Reforço Escolar Professora Maria Andrade, Farol da Educação, além de várias unidades municipais de relevância como Unidade Carlos Oliveira Santos, Newton Belo, Matias Mendes de Oliveira, São Raimundo e Oseias Castro. 
As escolas de anos iniciais e jardins de infância também tem grande relevância na região, sendo a Creche Vovó Lili Maciel destaque no segmento. 
No âmbito do ensino superior, Vitorino possui um Polo do Instituto Federal de Ciências e Tecnologia do Maranhão - IFMA (Implementação), Polo da Faculdade do Maranhão - FACAM, e um Polo da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA pelo programa UAB, além de polos ead de faculdades privadas. 
Turismo e lazer
Vitorino tem grandes destaque no setor cultural. No mês de julho o município sedia uma das maiores vaquejadas da região no Parque Haras Luana. As festividades juninas também reúnem um grande número de expectadores locais e visitantes, com apresentações folclóricas de quadrilhas, bois, indígenas, portuguesas e ciganas. O município é banhado pelo rio Grajaú que corta os povoado Matinha, Boa Esperança (Pau Vermelho) e São João do Grajaú (Furo) que em época de cheia promove banhos na beira do rio. Tem também o lago do Remanso na divisa com o município de Santa Inês, e uma imensa formação rochosa no povoado de Pedra do Salgado. 
Na sede há dois ginásios de quadra coberta (Resendão e Wilson Branco) e o Estádio Municipal Bandeirão, Campo da Rua Nova Zeca Alencar, Praça de Eventos Margareth Bringel que é acoplada ao estadio e que serve de palco para vários eventos ao longo do ano e a Praça de Eventos do bairro do Oséias. Conta também com a Vila Food, um espaço ao ar livre que reúne vários food trucks e apresentações de bandas locais. Há também os calçadões da Av. Joaquim Pinto e da Av. Margareth Bringel para a pratica de atividades físicas. 
Há um número relativo de praças espalhadas pela cidade que contam com uma urbanização e paisagismos modernos que deixam a cidade mais arbórea, as principais praças da cidade são Desembargador Sarney Costa, Pracinha da Lurdes, Pracinha da Ricardina, 24 de maio, Humberto de Campos, Praça da Bíblia, Praça do Retorno.
Vitorino Freire não é um destino de turismo de massa, mas sim de Turismo de Eventos e Raízes.
A Vaquejada de Vitorino Freire é o evento mais famoso da cidade. Realizado anualmente, atrai competidores e turistas de todo o Nordeste, movimentando milhões na economia local e celebrando a cultura do vaqueiro.
As festas em honra aos padroeiros locais são marcos de fé e confraternização, reunindo famílias que vivem fora da cidade.
O Rio Grajaú, que banha a região, oferece pontos de lazer sazonais e é vital para a pesca artesanal e para a paisagem bucólica do interior.
Religião
Catolicismo

O culto católico é maioria entre a população e é praticado nas igrejas sendo a principal delas a paróquia de Nossa Senhora de Fátima, que abrange também as cidades de Altamira do Maranhão e Brejo de Areia. Faz parte da forania Sagrado Coração de Jesus juntos com as cidades de Satubinha, Pio XII e Olho D'água das Cunhãs, e pertence a Diocese de Bacabal. A cidade festeja sua padroeira no mês de maio, sendo o dia 13 feriado municipal. Além da igreja matriz, existe na cidades as comunidades de São Raimundo, São Francisco e Santa Clara, Santa Luzia, São João Batista e Sagrada Família. 
Protestantismo
Entre as Igrejas protestantes citam-se a Assembleia de Deus, Primeira e Segunda Igreja Batista, Comunidade Shalom, Testemunhas de Jeová, Igreja Adventista do Sétimo Dia e Congregação Cristã do Brasil. 
Zona Rural
Os povoados da zona rural de Vitorino contribuem bastante para o desenvolvimento econômico da cidade, através da produção agrícola e extrativista, bem como a agricultura familiar. Vários dos povoados tem pavimentação asfáltica como Pedra do Salgado, Juçaral Mirin e Saraiva, São José dos Curicas, Mururu, São João do Grajaú, Ariranal, Olho D'agua do Manoel Luís, Boa Esperança, Deus-Quer, Serra do Jerónimo e mais. Alguns dos povoados tem atrações turísticas que promovem a curiosidade dos visitantes, como a imensa formação rochosa que fica localizado no povoado de Pedra do Salgado que mistura beleza e encanto sobre suas origens, e o rio Grajaú nos povoados Boa Esperança e Matinha.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

segunda-feira, 15 de junho de 2026

TRACUATEUA - PARÁ

Tracuateua é um município brasileiro do estado do Pará. Frequentemente chamada de "Cidade dos Ipês". A população do município, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 30.494 habitantes.
Etimologia
De acordo com a prefeitura do município, "o nome foi dado pelos trabalhadores que abriam caminho para a futura ferrovia (1888). Esses chegaram a margens de um rio para merendar, e foram surpreendidos por uma infinidade de formigas grandes e pretas, conhecidas como Tracuás. Desde então, denominaram de Rio Tracuateua, que mais tarde deu nome ao povoado." O nome do município tem origem, portanto, no nheengatu (também chamado de tupi moderno), sendo uma composição de tarakwá (uma espécie de formiga) e -tiwa (ajuntamento, multidão). 
História
O surgimento de Tracuateua está ligado à construção da Estrada de Ferro de Bragança, conhecida como ferrovia Belém-Bragança, concluída em abril de 1908. Até os anos de 1880, antes do início obra, o povoamento entre Bragança e Belém era pequeno. O que se sabe do período anterior à ferrovia é pouco e impreciso. Na localidade conhecida por Jurussaca, viveram os índios Cariabas e negros refugiados, remanescentes das fazendas próximas à Bragança, provavelmente, estes e mais alguns imigrantes portugueses e espanhóis, foram os que iniciaram a colonização nos arredores. Raimundo Aruar e Mariano Pereira da Silva construíram as primeiras casas na região. 
O nome foi dado pelos trabalhadores que abriam caminho para a futura ferrovia (1888). Esses chegaram a margens de um rio para merendar, e foram surpreendidos por uma infinidade de formigas grandes e pretas, conhecidas como Tracuás. Desde então, denominaram de Rio Tracuateua, que mais tarde deu nome ao povoado. 
Em 1907, chegaram à Bragança os primeiros trilhos, assentados pelos “cassacos” (trabalhadores nordestinos), dando origem a várias vilas operárias ao longo da ferrovia, sendo uma delas, fixada na região onde hoje fica Tracuateua. 
Com aproximadamente dez famílias, surgiu o povoado Bem do Rio. Na época, o nordestino recém-chegado, Luís Pereira Lima, apelidado de Luís Ligeiro, instalou um pequeno comércio para atender aos operários e colonos do entorno. Através dos esforços de Luís Ligeiro foi construída uma pequena parada de trem, para escoamento de produtos como farinha e tabaco. Na época, chegam também ao povoado Francisco Bandeira, Antônio Pio dos Reis e Auto dos Santos Lisboa, todos comerciantes, que juntamente com Luis Ligeiro Lima implementaram o comércio local. Com o desenvolvimento proporcionado pela ferrovia, o povoado cresceu e recebeu o nome de Alto-Quatipuru. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, esse nome foi alterado para Tracuateua. 
Através de Decreto Federal, em 1922, foi instalada a estação experimental para cultura do fumo, em terras doadas por Joaquina de Queiroz, fazendeira de Bragança. O campo de Fomento Agrícola foi importante para o crescimento do povoado, gerando empregos e atraindo mais investimentos para o local. Mas foi a partir de 1925, que os incentivos à agricultura proporcionaram o surgimento de obras como, os postos meteorológicos e dos Correios e Telégrafos. 
Algumas pedreiras, próximo à vila, também contribuíram para a economia local, através da extração e exportação de minérios destinados à capital do Estado, para a construção do cais do porto de Belém, e calçamento das ruas e praças da cidade. Naquela época, o governador do Pará chegou a comprar uma das jazidas de pedra, localizada nas proximidades do rio Quatipuru, para a prefeitura de Belém. Por causa disso até hoje o local é conhecido como a “pedreira da prefeitura”. 
A partir de 1936, quando foi elevado à categoria de vila, estava sob administração de um fiscal municipal. Na época foram instalados uma escola, um posto médico e um mercado, que funcionavam em prédios alugados. Por volta de 1945, na gestão do prefeito Oscar Aciole de Vasconcelos, chegou em Tracuateua, o primeiro gerador de energia, que passou a funcionar diariamente, das 18 às 22 horas. 
Com extinção da ferrovia em 1965, começa o período caracterizado pelo isolamento de vilas e cidades, que passaram a sofrer consequências em diversos setores, principalmente no econômico. O distrito de Tracuateua, sentiu diretamente os reflexos de sua extinção. Ficando sua sede a um quilômetro da Rodovia PA-242 (Bragança-Capanema), tornou-se solitária, razão pela qual seu comércio sofreu grandes perdas. Água encanada, energia elétrica 24 horas, delegacia de polícia, posto telefônico, somente chegaram à localidade após 1980. 
O prédio de sua antiga estação ferroviária abriga atualmente a agência dos Correios instalada no município. 
Emancipação
Por causa da incapacidade do governo bragantino de promover o progresso no distrito, surgiu em Tracuateua um clima de insatisfação popular que deu vida a um movimento em prol da emancipação política da Vila. A primeira tentativa neste sentido foi dada por Mario Nogueira (já falecido) que, em 14 de novembro de 1990, encaminhou ao então deputado Zeno Veloso, uma lista com várias assinaturas de eleitores de Bragança, que pleiteavam a criação do município de Tracuateua. A iniciativa não teve êxito. 
Isto porém, não desanimou o movimento que ganhou novas adesões. Foi formada uma comissão pró emancipação que reuniu 239 assinaturas em um abaixo-assinado solicitando a abertura do processo de criação do município. Este documento foi entregue à presidência da Assembleia Legislativa, em 11 de maio de 1993, através do deputado estadual Luís Cunha, que foi o principal articulador na casa parlamentar. 
Em plebiscito realizado em 21 de abril de 1994, o povo votou a favor da emancipação, e através da Lei n.º 5.858, de 29 de setembro do mesmo ano, foi criado o município de Tracuateua, desmembrado de área de Bragança. 
O município de Tracuateua, com sede na vila do mesmo nome, foi instalado no dia 01 de janeiro de 1997, com a posse do prefeito Jonas Barros, do vice-prefeito Chaquim Casseb e dos nove vereadores eleitos no pleito municipal de 3 de outubro de 1996. Jonas Barros administrou o município por dois mandatos, 1997-2000 e reeleito nas eleições municipais de 2000 para 2001-2004. Nas eleições municipais de 2004, Waldeth Costa foi eleito para administrar Tracuateua entre 2005-2008. No pleito de 2008, o ex prefeito Jonas Barros disputou com Waldeth Costa que tentava a reeleição, o ex prefeito Jonas Barros venceu as eleições, porém o mesmo estava inelegível e não pôde assumir a prefeitura de Tracuateua para o mandato entre 2009 a 2012. 
Gentílico: quem nasce no município tem o gentílico tracuateuense.
Formação Administrativa 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Bragança o distrito de Alto Quatipuru. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, o distrito de Alto Quatipuru passou a denominar-se Tracuateua. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Tracuateua permanece no município de Bragança. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1960, o distrito de Tracuateua permanece no município de Bragança. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Tracuateua, pela Lei Estadual n.º 5.858, de 29 de setembro de 1994, desmembrado de Bragança. Sede no antigo distrito de Tracuateua. Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1997. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
Alteração Toponímica Distrital 
Alto Quatipuru para Tracuateua alterado, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 01º04'34" sul e a uma longitude 46º54'11" oeste, estando a uma altitude de 20 metros. A distância da capital Belém é de 250 km. 
Relevo e Altitude
O relevo é predominantemente plano a suavemente ondulado, característico das terras baixas da Amazônia Oriental. A altitude média é de apenas 18 metros acima do nível do mar, o que facilita a mecanização de certas etapas da agricultura, embora a força manual ainda predomine.
Solo 
Predominam os Latossolos Amarelos, solos profundos e bem drenados, porém ácidos, o que exige manejo e calagem para a alta produtividade de grãos que a cidade ostenta.
Vegetação
A cobertura vegetal original de Floresta Ombrófila Densa foi, em grande parte, substituída por áreas de capoeira (vegetação secundária) e campos agrícolas. Nas áreas baixas, próximas aos rios, encontram-se matas de galeria preservadas.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Af), com temperaturas elevadas durante todo o ano, variando entre 24 °C e 33 °C. O regime de chuvas é intenso, com um período de "inverno" (mais chuvoso) entre janeiro e junho, e um "verão" (menos chuvoso) de julho a dezembro.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1980 a menor temperatura registrada em Tracuateua foi de 16,6 °C em 23 de julho de 2007, e a maior atingiu 36,6 °C em 27 de outubro de 2010. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 207,2 milímetros (mm) em 5 de maio de 2008. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 150 mm foram 173,2 mm em 20 de maio de 1985, 172,2 mm em 7 de fevereiro de 1983, 167,3 mm em 4 de fevereiro de 2018 e 154,3 mm em 25 de abril de 1986. Abril de 1986, com 899,9 mm, foi o mês de maior precipitação.
Economia
Tracuateua é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Tracuateua é o motor agrícola da região bragantina. O município é o maior produtor de feijão caupi do estado, o que lhe rendeu o apelido de "Capital do Feijão". Mas a riqueza não para por aí, Tracuateua produz uma das farinhas mais cobiçadas do Pará — seca, crocante e amarelinha. A produção de farinha é uma tradição secular que envolve famílias inteiras.
O município abastece feiras de Belém e do interior com hortaliças frescas, sendo um braço vital da segurança alimentar regional.
Em menor escala, a criação de gado bovino e a pesca artesanal nos rios que cortam a região complementam a renda das comunidades rurais.
Em janeiro de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 17 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -7 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 18.
Em janeiro de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 17 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -7 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 18.
Educação
Na área da educação, Tracuateua conta com uma rede municipal e estadual que atende plenamente ao ensino básico e fundamental. O grande desafio e foco atual é a expansão do ensino técnico voltado ao campo. Através de parcerias e polos de apoio, busca-se capacitar os jovens para que permaneçam no município, modernizando a produção agrícola sem perder a essência familiar. A proximidade com o campus da UFPA e do IFPA em Bragança facilita o acesso ao ensino superior para os tracuateuenses.
Turismo e Lazer 
O turismo em Tracuateua é voltado para o lazer contemplativo e as raízes religiosas:
- Lagoa do Tracuateua: um refúgio de águas tranquilas muito procurado por moradores locais para banhos e piqueniques, especialmente nos fins de semana de sol.
- Turismo Rural: a observação da vida no campo, as casas de farinha e os vastos campos de feijão na época da colheita oferecem um espetáculo visual único.
- Círio de Nossa Senhora de Nazaré: assim como em outras cidades paraenses, Tracuateua realiza sua própria procissão em homenagem à padroeira em meados de agosto/setembro, unindo a cidade em um momento de fé e cultura popular.
- Rio Tracuateua - atravessa o município de um extremo ao outro, sendo que seu curso passa pelo Hotel Fazenda Toka da Amizade (distante 3Km da sede municipal), um dos meios de hospedagem do município, onde foi represado e transformado em piscina natural. O rio atravessa também o Balneário Riacho Doce, e mais adiante deságua no Rio da Ponte.
- Rio Quatipuru - o rio Quatipuru corta o município de Tracuateua a Oeste,na divisa com os municípios de Capanema e Quatipuru. Em seu curso, na comunidade de Vila das Neves, o rio foi represado.
- Balneário Ilha das Maravilhas - localiza-se na estrada de Mirasselvas, cerca de 15km da Vila das Neves e a 12km de Tracuateua – Sede. É também chamado balneário “Tapa na Cara”. O acesso é feito através de estrada de piçarra, em bom estado de conservação, porém não há iluminação nem sinalização.
- Balneário Riacho Doce - localiza-se dentro do centro urbano de Tracuateua. O acesso é feito por estrada, parte do asfalto, parte de piçarra, e em bom estado de conservação. É um braço do rio Tracuateua, e sua água é fria e escura. A profundidade é variável. O balneário possui bar, restaurante e algumas malocas.
- Chácara do Avião - a chácara faz divisa com a antiga área da Embrapa. O acesso ao local é feito através de estrada de piçarra, em bom estado de conservação, porém não há iluminação nem sinalização. É um balneário utilizado para diversão, e possui uma piscina de água corrente, espaço para a prática de esporte como vôlei e futebol.
- Campos Naturais - os campos naturais situam-se principalmente no norte do município, ocupando 20% da área territorial de Tracuateua. A região é cortada por rios e igarapés. A vegetação é composta por gramíneas, na maioria junco. Os terrenos baixos estão sujeitos à inundação, aliás, inundação aqui tem seu ciclo previsível – primeira metade do ano. Durante as cheias surgem imensos lagos cristalinos e quase toda a vegetação fica submersa, mas a profundidade chega a pouco mais de meio metro. As áreas de melhor drenagem formam ilhotas, onde podem ser encontrados muitos arbustos e algumas palmeiras como o babaçu. E os poucos espaços mais altos são ocupados por habitações. Nestas áreas, de baixa densidade demográfica, as casas e estradas de terra se perdem entre as enormes áreas cobertas de grama e espelhos d’águas.
- Trilha do Mutumbal - a trilha localiza-se dentro do antigo campus da EMBRAPA, e por onde passava a antiga estrada de ferro Belém-Bragança. A vegetação no local é abundante e fechada. Na trilha encontra-se a nascente do rio Mutumbal, onde se pode praticar a pesca artesanal, assim como, um grande bosque de bacurizeiros, mangueiras e, ainda, a caixa d’água, com linhas da arquitetura inglesa que abastecia o trem. No local, podem-se observar ruínas de edificações que integravam o complexo do antigo Campus da EMBRAPA, tais como: estrebaria, curral e a edificação onde se criavam porcos e era denominada porquilha.
- Trilha da Antiga Estrada de Ferro - localizada a 01 km do centro da cidade, próxima a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, estende-se por cerca de 4 km. É coberta por um túnel de árvores e o chão escavado pela erosão, constituindo parte da estrada por onde passava o trem da estrada de ferro Belém-Bragança. Com a desativação da estrada, os trilhos foram retirados e sua destinação desconhecida. Destacam-se, ainda, os paredões de barro de cerca de 4 metros de altura que margeiam a trilha, ora em aclive ora em declive.
- Quatipuru-Mirim - banhada pelo Oceano Atlântico, é uma praia desabitada, distando 1,5 Km da vila de Quatipuru-Mirim e apresentando aproximadamente 4Km de extensão. A vila, algumas vezes por ano, é invadida pela água, o qual os moradores chamam de Maré Grande. Possui gerador de energia, creche, escola e posto de saúde.
- Praia de Otelina - localizada na ilha de Otelina, em frente à praia de Quatipuru-Mirim, próxima a confluência do Oceano Atlântico com o rio Quatipuru. A praia é desabitada, mas os pescadores a usam para abrigarem-se, se acomodando em pequenos ranchos, edificações semelhantes a palafitas, feitas apenas de troncos de árvores e palha. O acesso ao local, a exemplo da praia de Quatipuru-Mirim, é feito de carro até o Porto da Alemanha e depois de barco até a ilha, em viagem de aproximadamente 50 minutos.
- Florada dos Ipês - Em uma das margens da Avenida Mário Nogueira existem 146 pés de Ipê Amarelo. A Florada dos Ipês é um espetáculo natural que ocorre no mês de novembro durante 03 dias consecutivos, quando as flores dos ipês caem e formam um tapete amarelo encobrindo a Avenida Mário Nogueira.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .

sexta-feira, 12 de junho de 2026

GAMELEIRA - PERNAMBUCO

Gameleira é um município brasileiro do estado de Pernambuco. O município é formado pelo distrito sede e pelos povoados de Cuiambuca, José da Costa e Cachoeira Lisa. A população de Gameleira, estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 17.583 habitantes.
História
O município de Gameleira foi no princípio, um engenho de açúcar. Não se sabe com exatidão quando foi instalado o “Engenho Gameleira”. O engenho integrava o território de Sirinhaém e, em meados do século XIX, pertencia então a Carlos Leitão de Albuquerque. 
Em 1860, nas terras do referido engenho, iniciou-se a construção de uma estação da estrada de ferro do Recife ao São Francisco. A estação foi inaugurada em 1862, e denominada “Estação Gameleira”. O povoamento, foi motivado por três fatores: a construção da ferrovia, o estabelecimento de uma feira livre e a edificação de uma capela a Nossa Senhora da Penha. Esses fatores contribuíram para que centenas de pessoas migrassem para as terras de Gameleira, fazendo surgir um núcleo populacional, inicialmente, chamado “Povoação de Nossa Senhora da Penha de Gameleira”. 
Em 11 de julho de 1867, a Lei Provincial n.º 763, elevou a primitiva Capela à condição de Matriz, criando a “Paróquia de Nossa Senhora da Penha de Gameleira”. Por conseguinte, forças políticas locais, conseguiram a aprovação da Lei n.º 1.057, de 7 de junho de 1872, desmembrando o território de Gameleira, do município de Sirinhaém objetivando a emancipação político-administrativa. A emancipação foi concretizada com a instalação da primeira “Câmara de Vereadores” e da “Vila de Nossa Senhora da Penha de Gameleira”, em 13 de dezembro de 1873. 
Emancipação Política
A oligarquia rural foi a responsável pela emancipação política de Gameleira. Cinco fatores contribuíram para o processo: o desenvolvimento religioso da Paróquia, o fortalecimento econômico e financeiro, "o aumento demográfico, o número elevado de engenhos de açúcar em pleno funcionamento, e o comércio sólido e independente". Diariamente a povoação de Gameleira progredia e, "em todos os setores se credenciava para obter a sua emancipação administrativa". Em face deste progresso, um grupo de senhores de engenho "fez sentir as autoridades imperiais da Provincia de Pernambuco a necessidade" de criação de uma Vila, emancipada do território de Sirinhaém. 
Na liderança dos aristocratas encontravam-se o coronel Francisco Manoel Wanderley Lins e o capitão Bartolomeu do Rêgo Barros. Estes, conquistaram a adesão popular formando um grupo político composto de dez senhores de engenhos. Esse grupo político, conquistou o que desejava: a emancipação político-administrativa de Gameleira. Além dos lideres supracitados, faziam parte do grupo politico, os seguintes membros: Dr. José Eugênio da Silva Ramos (engenho Curuzu), Cap. Belarmino Doroteu Rodrigues da Silva (engenho Pontable), Cinclético Américo dos Santos (engenho Boa Ventura), Idelfonso Galdino do Rêgo Barros (engenho Duas Barras), Antônio Acioliy Correia (engenho Dois Braços), Silvestre Pereira da Silva Guimarães e o bacharel Vicente Tavares Rodrigues de Lima. 
Diante da articulação política, em 7 de junho de 1872, o Doutor Manoel do Nascimento Machado Portela, Comendador da Imperial Ordem da Rosa, vice-presidente da Província de Pernambuco, sancionou a Lei n.º 1.057, criando a Vila de Gameleira. Por conseguinte, em 18 de outubro de 1873, um processo eletivo culminou na eleição de sete vereadores. 
Instalação da Vila e da Câmara
A Vila e a Câmara foram instaladas simultaneamente às doze horas do dia 13 de dezembro de 1873. A data é o marco histórico da emancipação política e administrativa do município de Gameleira. Na ocasião, foi lavrado o Auto de Instalação da Vila de Nossa Senhora da Penha de Gameleira e, os vereadores eleitos foram empossados pelo Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Sirinhaém. 
A primeira Câmara Municipal de Vereadores de Gameleira recebeu a seguinte composição: Coronel Francisco Manoel Wanderley Lins (Presidente da Câmara), Tenente Frutuoso Dias Alves da Silva, Capitão Bartolomeu do Rêgo Barros, Coronel Coriolano Veloso da Silveira, Doutor José Eugênio da Silva Ramos, Doutor Vicente Tavares Rodrigues de Lima e Doutor Francisco José de Medeiros. 
A eleição e posse dos primeiros vereadores corresponderam a uma manobra política, ficando conhecida na impressa da época como "mais um escândalo" do governo provincial. A fraude eleitoral recebeu duras críticas do editor do jornal "A Província", contra o Barão Henrique Pereira de Lucena, Presidente da Província de Pernambuco e contra os parlamentares eleitos em Gameleira, conforme texto abaixo transcrito: 
O Senhor Lucena aprovou finalmente as eleições de Vereadores de Gameleira. Criado este município por Lei Provincial deste ano, era preciso fazer-se a eleição pelo livro de qualificação existente no município de Sirinhaém. O Senhor Presidente da Província designou o dia da "saturnal" e oficiou ao Juiz de Paz mais votado de Sirinhaém que remetesse ao de Gameleira o livro de qualificação. Sucedeu, porém, que o tal livro não fosse remetido, em tempo, e não obstante arranjaram a mascarada do melhor modo. No dia aprazado simularam um princípio de eleição na matriz, e como a coisa se fazia "inter amicos", foram terminá-la no engenho de uma influência conservadora da localidade, a fim de evitarem o incômodo dos votantes, e suprirem a falta do tal livro. Depois de tudo feito com a maior afronta as prescrições legais e a decência, e quando já era bem desnecessário, chega a qualificação e a competente desculpa do Primeiro Juiz de Paz de Sirinhaém. O escândalo foi discutido em palácio, a nulidade da "saturnal" era evidentíssima; não obstante o "nobilissimus proceses", honesto e moralizado Senhor Lucena, aprovou a indecência! Que tal o "nobilissimus"? Sua Excelência não carecia de mais este fato para ser devidamente julgado.
Para a legislatura de 1875, a Câmara ficou composta dos seguintes membros: Coronel Francisco Antônio de Barros e Silva, o Barão de Escada Belmiro da Silveira Lins, Ageu Veloso Freire, Doutor Sérgio Diniz de Moura Matos, Tenente  Coronel Antônio Gonçalves Ferreira, Doutor Manoel Duarte de Faria e Capitão José Lúcio Monteiro da Franca. 
No período republicano, em cumprimento ao Decreto n,º 107, de 30 de Dezembro de 1889, foram dissolvidas as câmaras municipais do Estado de Pernambuco e constituídos os Conselhos de Intendência. Para Gameleira, o governo estadual, nomeou em 1890, os seguintes cidadãos: Frutuoso Dias Alves da Silva (presidente), Francisco Antônio Bandeira de Melo e Manoel Gomes de Barros e Silva. 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação Gameleira, pela Lei Provincial n.º 763, de 11 de julho de 1867, subordinado ao município Serinhaem. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Gameleira, pela Lei Provincial n.º 1057, de 07 de junho de 1872, desmembrado de Serinhaem. Constituído do distrito sede. Instalado em 13 de dezembro de 1873. 
Pela Lei Municipal de 19 de agosto de 1895, é criado o distrito de Ribeirão e anexado ao município de Gameleira. 
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Gameleira, pela Lei Estadual n.º 153, de 10 de abril de 1896. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Gameleira e Ribeirão. 
Pela Lei Estadual n.º 1.931, de 11de setembro de 1928, desmembra do município de Gameleira o distrito de Ribeirão, Elevado à categoria município. 
Pelo Ato Municipal n.º 2, de 17 de janeiro de 1931, são criados os distritos de José da Costa e Cuiambuca e anexados ao município de Gameleira. 
Em divisão administrativa referente ao ao de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Gameleira, Cuiambuca e José da Costa. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Gameleira, Cuiambuca e José da Costa. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Gameleira, Cuiambuca e José da Costa. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
Relevo e Altitude

O relevo é caracterizado pelos "Mares de Morros", uma sucessão de colinas e encostas arredondadas típicas da Zona da Mata. A sede municipal encontra-se a uma altitude média de 108 metros, proporcionando um clima ligeiramente mais ameno que o litoral.
Solo e Vegetação
O solo é predominantemente composto por Latossolos e solos do tipo Massapé — profundos, de cor escura e extremamente férteis para a cana-de-açúcar. A vegetação original é a Mata Atlântica, da qual restam hoje fragmentos preservados nas encostas mais íngremes e áreas de proteção ambiental.
Hidrografia
As bacias hidrográficas são as do rio Sirinhaém, com uma área pertencente ao município, de 10,12% e de 1,83% respectivamente. O rio Sirinhaém se encontra com o rio Amaraji no distrito de Cachoeira Lisa, onde está construída uma ponte de concreto, que dá acesso à BR-101 - Sul. 
Infraestrutura
O centro urbano está formado por ruas calçadas e praças arborizadas, além de bons imóveis residenciais e comerciais. 
O acesso da sede do município à capital do estado pela estrada de ferro é de 96 km e pela estrada asfaltada é de 98 km. O município é dotado de serviços de abastecimento de energia elétrica, feito pela CELPE. Área de comunicações, o município é servido por correio, telefone, rádio e televisão. A ligação por ônibus é feita através das linhas intermunicipais: Gameleira, Cucaú, Ribeirão, Escada, Recife e outras. Gameleira dispõe de um terminal rodoviário com 91 metros de área construída, uma Biblioteca Pública Municipal, Clube Recreativo e duas escolas estaduais, além de diversas escolas municipais. 
Clima
Em Gameleira, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 32 °C e raramente é inferior a 19 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Gameleira e realizar atividades de clima quente é do fim de julho ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 5,1 meses, de 8 de novembro a 13 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Gameleira é março, com a máxima de 32 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 11 de junho a 2 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Gameleira é julho, com a mínima de 21 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Em Gameleira, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Gameleira começa por volta de 27 de maio e dura 4,7 meses, terminando em torno de 18 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Gameleira é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 27 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Gameleira é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 58% do tempo. 
É considerado dia com precipitação aquele com precipitação mínima líquida ou equivalente a líquida de 01 milímetro. A probabilidade de dias com precipitação em Gameleira varia acentuadamente ao longo do ano. 
A estação de maior precipitação dura 5,3 meses, de 11 de março a 22 de agosto, com probabilidade acima de 33% de que um determinado dia tenha precipitação. O mês com maior número de dias com precipitação em Gameleira é junho, com média de 17,5 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação. 
A estação seca dura 6,7 meses, de 22 de agosto a 11 de março. O mês com menor número de dias com precipitação em Gameleira é novembro, com média de 2,0 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação. 
Dentre os dias com precipitação, distinguimos entre os que apresentam somente chuva, somente neve ou uma mistura de ambas. O mês com mais dias só de chuva em Gameleira é junho, com média de 17,5 dias. Com base nessa classificação, a forma de precipitação mais comum ao longo do ano é de chuva somente, com probabilidade máxima de 60% em 4 de julho. 
Economia
Gameleira é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia de Gameleira é, historicamente, monocultora. A cana-de-açúcar continua sendo a espinha dorsal do município, alimentando usinas próximas e gerando a maior parte dos empregos sazonais.
A produção de açúcar e álcool é o motor financeiro. Destaca-se também a pecuária de corte e leite em pequena escala.
O centro da cidade serve como um polo varejista básico para a população rural, com um setor de serviços em crescimento.
Na Agricultura Familiar, há um movimento crescente de diversificação com o cultivo de frutas tropicais e mandioca, buscando reduzir a dependência exclusiva da cana.
Em janeiro de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 12 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -2 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de -2.
Até fevereiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Gameleira. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 7 empresas.
Educação
Na área da educação, Gameleira conta com uma rede de ensino fundamental e médio que busca superar os desafios históricos da região. O município tem investido na alfabetização e no transporte escolar para atender às crianças das zonas rurais (os engenhos). A proximidade com o IFPE (Instituto Federal de Pernambuco), em Barreiros e Palmares, tem facilitado o acesso dos jovens ao ensino técnico e superior.
Turismo
O turismo em Gameleira é um diamante bruto focado na Memória Histórica e Rural.
A visita aos antigos casarões e senzalas de engenhos como o Engenho Estreliana oferece uma aula de história ao ar livre. Algumas dessas propriedades preservam a arquitetura colonial e as capelas originais.
A festa da padroeira, Nossa Senhora da Penha (em setembro), atrai fiéis de toda a região, mantendo vivas as procissões e as cavalhadas.
No Ecoturismo, as trilhas entre os remanescentes de Mata Atlântica e as bacias hidrográficas locais oferecem potencial para o turismo de aventura e observação de aves.
O município atrai visitantes para o Parque Ecológico Cachoeira do Urubu, Cachoeira da Fumaça, Cachoeira da Pedra Redonda e Cachoeira Paraiso.
A cidade se desenvolveu a partir de uma estação ferroviária na década de 1860, crescendo ao redor de engenhos de açúcar, conforme a Câmara Municipal e publicações locais.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark