segunda-feira, 24 de agosto de 2026

CARMO DO PARANAÍBA - MINAS GERAIS

Carmo do Paranaíba é um município brasileiro localizado no estado de Minas Gerais. O território integra a mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, bem como a microrregião de Patos de Minas. Sua população estimada para o ano de 2025, pelo IBGE, era de 29.885 habitantes. 
Etimologia
A nomenclatura do município resulta da fusão de elementos religiosos e geográficos. O termo "Carmo" é um hagiotopônimo (nome derivado de um ente sagrado) que homenageia a padroeira local, Nossa Senhora do Carmo. O complemento "Paranaíba" deve-se à localização do município na bacia hidrográfica do rio homônimo. Do ponto de vista linguístico, "Paranaíba" provém da língua tupi, através da aglutinação dos termos paranã (rio) e ayba (ruim ou impróprio para navegação). Em períodos anteriores, o local foi documentado sob as nomenclaturas de "Arraial Novo" e "Carmo do Arraial Novo". O nome definitivo foi formalmente adotado com a Lei n.º 2036, de 11 de julho de 1876.
História
A ocupação do território que hoje compreende o Alto Paranaíba remonta à metade do século XVIII. O fluxo migratório em direção a essa região decorreu de um movimento centrífugo, originado a partir do esgotamento gradual das minas de ouro na região central da capitania de Minas Gerais. De acordo com registros arquivísticos, as terras foram inicialmente ocupadas por sesmeiros devido à sua fertilidade. Documenta-se um período em que houve recuo dos colonizadores em decorrência de embates com indígenas locais e grupos quilombolas que se estabeleceram na área. O retorno dos povoadores ocorreu a partir de 1743, consolidando a ocupação por meio da construção de capelas que serviam como núcleo para as aglomerações rurais.
A elevação administrativa de Carmo do Paranaíba ocorreu de forma progressiva durante o período imperial do Brasil. O povoado inicial foi elevado à categoria de distrito no ano de 1846, sob a denominação de Nossa Senhora do Carmo. Trinta anos depois, o distrito obteve autonomia política, sendo desmembrado e constituído como vila. O título de cidade foi concedido em 1887.
Gentílico: Carmense. 
Formação Administrativa
Vila criada com sede na freguesia de S. Francisco das Chagas do Campo Grande e esse nome por Lei Provincial n.º 347, de 20 de setembro de 1848. Desmembrada do Município de Araxá. Suprimida por Leis Provinciais n.º 472, de 31 de maio de 1850 e n.º 1.639, de 13 de setembro de 1870. Restaurada por Leis Provinciais n.º 999, de 30 de junho de 1859 e n.º 2.032, de 01 de dezembro de 1873. Transferida para o Arraial Novo do Carmo, com a denominação de Carmo do Paranaíba (Carmo do Paranahyba), por Lei Provincial n.º 2.306, de 11 de julho de 1876. Cidade por Lei Provincial n.º 3.464, de 4 de outubro de 1887. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Carmo do Paranaíba se compões de um Distrito: Carmo do Paranaíba criado por Lei Provincial n.º 1.713, de 5 de outubro de 1870 e por Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891. Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920 e no quadro fixado pela Lei Estadual n.º 843, de 7 de setembro de 1923, bem como na divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Carmo do Paranaíba permanece com um Distrito: Carmo do Paranaíba. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936, 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 88, de 30 de março de 1938, o Município de Carmo do Paranaíba se compõe igualmente de 1 Distrito: Carmo do Paranaíba - e compreende o único termo judiciário da comarca de Carmo do Paranaíba. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, o Município de Carmo do Paranaíba adquiriu o Distrito de Quintinos, no Município de Patos. Em 1939-1943, o Muicípio de Carmo do Paranaíba é composto dos Distritos de Carmo do Paranaíba e Quintinos - e é têrmo judiciário da comarca de Carmo do Paranaíba. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o Município de Carmo do Paranaíba adquiriu para o Distrito de Carmo do Paranaíba partes dos de Arapuá e Lagoa Formosa, respectivamente, dos Municípios de Rio Paranaíba e Patos de Minas (ex Patos); e perdeu por sua vez, partes do território do Distrito de Carmo do Paranaíba, anexados aos Distritos de Arapuá e Santana dos Patos, respectivamente, dos Municípios de Rio Paranaíba e Patos de Minas. No quadro fixado pelo referido Decreto-Lei Estadual nº 1058, para vigorar no quinquênio 1944-1948, o Município de Carmo do Paranaíba ficou composto dos Distritos de Carmo do Paranaíba e Quintinos - e constitui o único termo judiciário da comarca de Carmo do Paranaíba. Permanece composto dos Distritos de Carmo do Paranaíba e Quintinos nos quadros fixados pelas Leis n.º 336, de 27 de dezembro de 1948 e n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953 para vigorar, respectivamente, nos períodos 1049-1953 e 1954-1958, comarca de Carmo do Paranaíba. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Geografia
Geograficamente, Carmo do Paranaíba é privilegiada. 
Altitude e Relevo
Com uma altitude média que supera os mil metros.
O relevo é composto por chapadas e colinas suaves, enquanto o solo é extremamente fértil e rico. 
Vegetação e Solo
A vegetação original, marcada pelo Cerrado mineiro, hoje divide espaço com áreas de cultivo intensivo. A combinação de altitude elevada, solo rico e clima ameno cria um ambiente perfeito que faz da nossa região um dos melhores locais do mundo para o cultivo de café de alta qualidade, reconhecido internacionalmente pela sua excelência e sabor único.
Clima
Em Carmo do Paranaíba, a estação com precipitação é úmida e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 12 °C a 29 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 33 °C. 
A melhor época do ano para visitar Carmo do Paranaíba e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 2,0 meses, de 2 de setembro a 3 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Carmo do Paranaíba é outubro, com a máxima de 29 °C e mínima de 17 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 5 de maio a 24 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Carmo do Paranaíba é junho, com a mínima de 13 °C e máxima de 24 °C, em média. 
Em Carmo do Paranaíba, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Carmo do Paranaíba começa por volta de 8 de abril e dura 6,1 meses, terminando em torno de 11 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Carmo do Paranaíba é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 77% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 11 de outubro e dura 5,9 meses, terminando em torno de 8 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Carmo do Paranaíba é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 82% do tempo. 
Hidrografia
A rede hídrica de Carmo do Paranaíba é dividida em cursos d'água que drenam para duas bacias hidrográficas distintas: a Bacia do Rio Paranaíba e a Bacia do Rio São Francisco. A região concentra nascentes e afluentes que formam o Alto Paranaíba. De acordo com mapeamentos geológicos do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), a composição local influencia diretamente na disponibilidade hídrica para o consumo humano e para as atividades agropastoris presentes na mesorregião.
Economia
Carmo do Paranaíba é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pelo alto crescimento econômico. 
Impacto Atual
Do ponto de vista econômico, o município fundamenta sua base financeira na agropecuária. Há forte dependência da exploração do bioma Cerrado para a agricultura, destacando-se de forma expressiva o cultivo e armazenamento do café arábica. O setor terciário é classificado como menos desenvolvido em proporção à área rural.
A região é amplamente favorecida por um clima ameno e solo fértil, sendo mundialmente reconhecida pela produção de cafés especiais. O agronegócio e a prestação de serviços movimentam a cidade, gerando empregos e atraindo investimentos para a região.
Carmo do Paranaíba é uma cidade de gente trabalhadora e empreendedora. A economia é sólida e diversificada. Se o café é o nosso embaixador mundial, a pecuária leiteira e a agricultura de grãos sustentam uma cadeia produtiva robusta. O comércio local é vibrante e a indústria de insumos agrícolas movimenta a engrenagem econômica do município, tornando a cidade um centro de serviços para toda a microrregião.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 629 admissões formais e 556 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 73 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 141.
Até abril de 2026 houve registro de 4 novas empresas em Carmo do Paranaíba, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 73 empresas.  
Religiosidade
A vertente religiosa do município mescla o catolicismo com expressões de matriz africana. O catolicismo está centrado na devoção a Nossa Senhora do Carmo e a São João Batista, padroeiro da cidade. Em paralelo, há forte presença documentada de práticas do sincretismo religioso, representadas pelos ternos de Congado e Moçambique. Essas manifestações são salvaguardadas como patrimônio cultural imaterial local e debatem sua preservação frente ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), possuindo registros de encontros como a "Jornada Mineira do Patrimônio Cultural e Artístico".
Educação
Carmo do Paranaíba entende que o futuro exige conhecimento. O município tem investido na aproximação entre o mercado de trabalho e o ensino superior. Através de parcerias com universidades e centros de tecnologia, a cidade qualifica seus jovens para atuar com as novas tecnologias do campo e da gestão empresarial. Esse foco em educação garante que o progresso econômico seja acompanhado de desenvolvimento humano, permitindo que a nossa juventude encontre aqui as condições para crescer e inovar.
Cultura
A cultura é um mosaico de tradições mineiras: as festas religiosas, como a de nossa padroeira, e as manifestações folclóricas mantêm viva a memória dos nossos antepassados.
Pontos Turísticos
O acervo arquitetônico e natural urbano do município conta com equipamentos inventariados pelos órgãos de preservação. Os locais de visitação documentados são:
- Capela Santa Cruz do Monte: Templo de arquitetura barroca. Sua fundação provável data de 1879, liderada pelo Cônego Manoel Francisco de Moraes e por Ignácio Teixeira da Cunha. O edifício sofreu processo de destruição e saque em décadas anteriores, sendo integralmente reconstruído no ano de 1982 pela administração municipal com base em desenhos e traçados antigos.
- Lagoa Parque da Banheira (Lagoa do Fausto): recurso hídrico urbano estruturado para atividades esportivas e de lazer 24 horas. O local abriga também uma gruta dedicada a Santa Paulinha.
- Fonte das Lavadeiras: antigo ponto de abastecimento e de encontro de lavadeiras de roupas. Inventariada como patrimônio histórico em 2012, passou por obras de revitalização para salvaguardar a memória cultural ligada às águas do município.
- Praça São João Batista: praça arborizada que serve como polo de festividades, entre elas a Festa de São João Batista, encontros de Carros de Boi e finalização de Cavalgadas religiosas.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo: marco histórico e religioso no coração da cidade.
- Praça São Francisco de Assis: um dos principais pontos de encontro e lazer local.
- Parque de Exposições: palco de grandes eventos culturais, festas populares e exposições agropecuárias tradicionais.
Esportes
No esporte, a cidade é muito ativa. Os clubes esportivos locais e as praças de lazer são pontos de encontro da comunidade, onde o futebol, o vôlei e as práticas ao ar livre promovem a saúde e a integração de todas as gerações. Carmo do Paranaíba respira um ar saudável de quem valoriza a qualidade de vida.
Curiosidades
Em relação à memória patrimonial, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) incentivou a criação da cartilha de educação patrimonial intitulada "Carmo do Paranaíba: conheça, ame, preserve". Além disso, o município sediou a publicação do livro fotográfico "Fotos que Falam", um registro iconográfico das mudanças estruturais da cidade e de seus moradores ao longo do século XX. No âmbito da gastronomia tradicional camponesa, relatórios históricos locais apontam a prevalência de pratos derivados do milho, doces caseiros e biscoitos regionais como parte fundamental da cultura imaterial.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

MÃE DO RIO - PARÁ

Mãe do Rio é um município brasileiro do estado do Pará. Localizado a Leste do Pará, na mesorregião do Nordeste paraense, Microrregião do Guamá. O município foi emancipado em 11 de maio de 1988. Possui como padroeiro São Franscico de Assis.
História
O processo de colonização do território que atualmente compõe o município de Mãe do Rio começou no final da década de 1950, estando indiretamente ligado a construção da Rodovia Belém-Brasília. 
O nome mais importante dos primórdios da localidade é do sr. Bruno Antônio Chaves, que chegou na área onde está assentada a sede municipal em fins de 1959, trazendo consigo um grupo de doze pessoas. Vieram de Irituia e fizeram o trajeto a pé, seguindo a demarcação da futura Belém-Brasília, em meio à mata semi derrubada. 
A efetivação da Belém-Brasília trouxe mais gente à localidade que começou a crescer. O plano deu certo e muitas famílias se estabeleceram no lugar que recebeu o nome de Mãe do Rio, graças ao curso d'água que corta a sede da localidade. O primeiro comércio do lugar foi uma quitanda, da sra. Rosa. A primeira rua foi a Jurupeba, que definiu efetivamente a povoação de Mãe do Rio, em 1962. O processo de emancipação iniciou-se na gestão de José Leônidas Oliveira, então prefeito de Irituia. 
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Mãe do Rio, pela Lei Estadual n.º 5.456 de 11 de maio de 1988. Desmembrado de Irituia. Sede do distrito de Mãe do Rio (ex povoado). Constituído de distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1989. Teve seus limites alterados pela Lei Estadual n.º 5.467 de 05 de agosto de 1988 
Em divisão territorial datada 1995, o município é constituído de distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datado de 2023.
Origem do nome
O nome da cidade é referência ao curso d'agua que, por sua vez nos remete a duas definições: 1ª) igarapé que recebe águas dos afluentes ou de outros igarapés menores 2ª) a uma lenda amazônica, a Boiúna (do tupi mboy'una: cobra preta) mito hídrico de origem ameríndia, simbolizado por enorme e voraz serpente escura, capaz de tomar a forma de qualquer embarcação e, mais raramente, de uma mulher, mãe-d'água.
Geografia
Geograficamente, Mãe do Rio é um convite à contemplação da natureza amazônica. 
Localiza-se a uma latitude 02º02'47" sul e a uma longitude 47º33'02" oeste, estando a uma altitude de 52 metros. Possui uma área de 469,492  km² e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2025, era de 34.473 habitantes, o que corresponde a uma densidade populacional de 73,19 habitantes por km².
Altitude
Com uma altitude baixa, o relevo é majoritariamente plano, formado pelas planícies da bacia amazônica que desenham uma paisagem de terras baixas e férteis.
Solo
O solo, rico em matéria orgânica, é a base para a exuberante vegetação tropical. Grandes áreas de floresta densa ainda compõem a paisagem do município, funcionando como um importante corredor ecológico. É esse solo produtivo e esse clima vigoroso que sempre guiaram a vocação do povo de Mãe do Rio, que aprendeu a viver em harmonia com os ciclos da floresta e do rio.
Clima
O clima é o equatorial, quente e úmido, caracterizado pelas chuvas frequentes que garantem o verde intenso das matas durante todo o ano.
Economia
Mãe do Rio é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia, que no passado foi estritamente ligada ao extrativismo, hoje vive um momento de diversificação. O setor agropecuário é uma força motriz, com destaque para a produção pecuária e cultivos que alimentam a economia regional. O comércio, impulsionado pela localização estratégica na rodovia, é o coração pulsante que gera empregos e move a engrenagem da cidade, tornando Mãe do Rio um ponto de parada obrigatório para viajantes e investidores.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 191 admissões formais e 191 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 0 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 27.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Mãe do Rio, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 19 empresas.
Educação
Mãe do Rio compreende que o desenvolvimento passa pelo conhecimento. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso dos jovens ao ensino superior. Através de parcerias com universidades e a implementação de polos de educação à distância, a cidade está capacitando sua população em áreas cruciais para o crescimento local, como o agronegócio, a gestão ambiental e o setor de serviços. Esse investimento é a garantia de que as futuras gerações de Mãe do Rio saberão valorizar e inovar dentro da realidade amazônica.
Cultura
A cultura local é uma celebração da identidade paraense: a música, o artesanato e, acima de tudo, a culinária com sabores intensos de tucupi e jambu, fazem da visita ao município um banquete de tradições.
Turismo
Torna-se bastante movimentada por turistas de todo o país durante a Vaquejada de Mãe do Rio, localizada na fazenda Fortaleza, ocorria no final do mês de outubro, até o ano da morte de seu fundador Antonio Saraiva Rabelo. O turismo em Mãe do Rio é uma experiência de imersão na cultura paraense. Os balneários, formados pelas águas frescas dos igarapés, são o refúgio perfeito para quem busca lazer em meio à natureza. Atualmente, os principais eventos da cidade ocorrem no aniversário da cidade com shows de artistas locais e nacionais. Além disso, por muitos anos, ocorria o Festival do Açai. Sem contar, com a Feira do Agricultor de Mãe do Rio (que ocorre todos os sábados) e antigamente tinha a Dança da Farinhada.
Os principais pontos de destaque incluem o Terminal Rodoviário, a Praça Sete de Setembro e a Igreja Matriz de São Francisco de Assis.
Esporte
No esporte, a cidade demonstra toda a sua vivacidade. O futebol, paixão nacional, é o grande unificador nas arenas municipais. Além disso, as práticas esportivas de lazer aproveitam as trilhas na mata e as águas dos igarapés, promovendo saúde e integração. Os eventos esportivos locais são momentos em que a comunidade se encontra para celebrar a energia do povo de Mãe do Rio.
A cidade foi destaque no meio esportivo do Pará por passar a ser sede do Santa Rosa Esporte Clube, um clube de futebol antes sediado no distrito de Icoaraci, pertencente a Belém.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGECaravela .

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

GUARAREMA - SÃO PAULO

Guararema é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de São Paulo e Alto Tietê, em conformidade com a Lei Estadual n.º 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI). Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2025, era de 32.620 habitantes. 
Conhecida como "Cidade Natal", recebe milhares de visitantes para as festas de fim de ano. 
Toponímia
Do tupi ybyrá (árvore, pau), + rem (fedorento) + o sufixo substantivador -a, formando o que na gramática do tupi é conhecido como uma composição atributiva. O nome se refere ao pau-d'alho. 
História
Segundo Aureliano Leite, em 1560 um grupo, chefiado por Braz Cubas, se embrenha pelo sertão e descobre ouro em vasta sesmaria que chega quase à margem esquerda do Rio Anhembi (Tietê). A descoberta é comunicada ao Rei por carta datada de 25 de Abril de 1562. Em sua entrada pelo sertão, Braz Cubas desce a seguir pelo Rio Paraíba do Sul e, atravessando a Serra da Mantiqueira, chegou no Rio São Francisco. Segundo o historiador, Isaac Grinderg, estes foram os primeiros europeus a chegarem na região. Em 1608, Gaspar Vaz obtém uma sesmaria em Mogi das Cruzes.
Em 1611, Gaspar Vaz fundou o aldeamento da Escada, para onde foram levados índios já catequizados. Já em 1625, o aldeamento havia sido entregue aos jesuítas que sobreviviam da lavoura. Em 1652, os padres jesuítas erigiram a primeira capela no arraial. Devido ao seu posicionamento geográfico, durante séculos a localidade constituiu-se como etapa obrigatória dos caminhantes que iam de São Paulo para o Rio de Janeiro e vice-versa. Por dar proteção aos índios os jesuítas somaram muitos inimigos, inclusive Gaspar Vaz, que defendia a escravização dos índios. Os inimigos atacavam as aldeias e destruíam várias reduções jesuíticas ao sul do Brasil e Uruguai: tão frequente se tornaram estes ataques, que os jesuítas foram reclamar ao Papa, o qual em 1640 declarou todos os índios da América livres. Com o acontecido os colonos decidiram pela expulsão dos jesuítas de toda a capitania.
Em 15 de dezembro de 1732 o índio chamado a moda portuguesa de Sebastião Silva é nomeado capitão mor dos Índios do arraial da Escada, nesse mesmo ano, a primeira capela foi demolida em virtude de má conservação para dar lugar a outra capela. Em 1734, com a vinda dos Franciscanos, ergueu-se um alojamento anexo que passou a funcionar como convento. Construído em taipa de pilão, o conjunto, representativo da arquitetura colonial do Brasil, foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no dia 25 de janeiro de 1941. A capela, localizada na Freguesia da Escada, recebeu o nome da Nossa Senhora da Conceição e logo passou a chamar-se Nossa Senhora da Escada. Há várias hipóteses para a mudança do nome. O fato mais provável talvez seja este: "Reza a tradição popular que os indígenas tinham por hábito colocar sobre a sepultura de seus mortos um fardel cheio de alimentos e uma escada para que a subida da alma até o reino de Tupã se realizasse de maneira tranquila. Conhecedores deste fato, os padres teriam tratado de esculpir degraus ao redor da Virgem, com o objetivo de estabelecer uma ligação entre as crenças pagãs e a religião adventícia, de modo a facilitar a catequização.
Conhecedores dos fatos ocorridos no arraial da Escada. O padre vila de São Miguel, com o apoio do vigário da vara de São Paulo, André Baruel autoriza o supervisor da vila de São Miguel a levar para essa igreja "as imagens e alfaias" da igreja da Escada junto com 46 índios, que aqui viviam, com isso não concorda a Câmara de Mogi das Cruzes, que com povo reunido vai a São Miguel e trás de lá as imagens e os índios que haviam sidos tomados a Escada. (Leonardo Arroyo, "Igrejas de São Paulo").
Foi o Arraial da Escada elevado a Freguesia da Escada pela Lei n.º 09, de fevereiro de 1846. Porém, esse fato foi revogado pela Lei n.º 06, de 23 de maio de 1850, pois o Arraial teve atrofiada sua propriedade em consequência da atração exercida pelos outros vizinhos. Só em 1872, pela Lei n.º 01, de 28 de fevereiro, foi definitivamente elevado a Distrito de Paz. Foram seus primeiros dirigentes: Benedito Antônio de Paula, Antônio de Mello Franco e Joaquim Alves Pereira. Como vigário da nova paróquia que surgia, veio o Padre Miguel Piement e a 03 de julho de 1872 a capela de Nossa Senhora da Escada foi instituída canonicamente e hoje faz parte do Patrimônio Histórico Nacional.
Em 1875, Dona Laurinda de Souza Leite, a fim de auxiliar uma ex-escrava, Maria Florência, fez-lhe doação de um quinhão de terra situado às margens do Rio Paraíba do Sul, em lugar plano, distante 3,5 km do Arraial da Escada, pouco acima da foz do ribeirão Guararema. Levada por sentimentos religiosos, Maria Florência deliberou construir numa parte do terreno recebido, uma capela para o santo de sua devoção, São Benedito. Com o auxílio de outras pessoas e algumas economias suas, Maria Florência em pouco tempo conseguiu terminar a construção da Capela de São Benedito. Aos poucos foram se estabelecendo outros moradores nos arredores da capela, formando-se um vilarejo que recebeu o nome de “Guararema” - (do tupi-guarani: pau-d'alho), devido à abundância dessa árvore nesta região. Em julho de 1876, inaugurou-se o trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil, entre Mogi das Cruzes e Jacareí com a passagem da estrada de ferro pela Vila: esta se desenvolveu rapidamente e por Decreto nº 8 de 08 de janeiro de 1890, a sede do Distrito de Paz da Escada foi transferida para o povoado de Guararema, que foi elevado à categoria de Município pela Lei nº 528, de 03 de junho de 1898. Como era preciso ter um prédio para Câmara e outro para cadeia, logo construídos a 19 de setembro de 1899, com a instalação da Primeira Câmara Municipal de Guararema.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Nossa Senhora da Escada, pela Lei Provincial n.º 9, de 19 de fevereiro de 1846, subordinado ao município de Mogi das Cruzes. 
Revogada por Lei Provincial n.º 6, de 23 de maio de 1850; restabelecida pela Lei n.º 1, de 28 de fevereiro de 1872, foi transferida a sede para a povoação de Nossa Senhora da Escada, por Decreto n.º 8, de 08 de janeiro de 1890. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Guararema, por Lei Estadual n.º 528, de 03 de junho de 1898. Desmembrado do município de Mogi das Cruzes. Sede na antiga povoação de Guararema. Constituído do distrito sede. Instalado em 19 de setembro de 1899. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Guararema, pela Lei Estadual n.º 1.038, de 19 de dezembro de 1906. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município permanece constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Geograficamente, Guararema é um cenário de colinas suaves e vales férteis. 
Relevo
O relevo montanhoso da Serra do Mar confere à cidade uma vegetação densa de Mata Atlântica. 
Solo
O solo, rico e úmido, sempre foi a base para uma agricultura de subsistência que, com o tempo, evoluiu. Hoje, as áreas de preservação ambiental são motivo de orgulho, protegendo as margens do Rio Paraíba do Sul e garantindo a qualidade do ar e da água que fazem de Guararema uma referência regional em sustentabilidade.
Altitude
Com uma altitude média de 585 metros, a cidade desfruta de um clima tropical de altitude, marcado por verões amenos e invernos com noites frias e agradáveis, criando o ambiente perfeito para passeios ao ar livre durante todo o ano.
Limites
O município tem como limites Biritiba Mirim, Jacareí, Mogi das Cruzes, Salesópolis, Santa Branca e Santa Isabel
Localização
Guararema está a Leste da Grande São Paulo e sua distância da capital é de 76 quilômetros. As principais vias de acesso são: rodovia Ayrton Senna e rodovia Presidente Dutra
Clima
Em Guararema, o verão é morno, abafado, com precipitação e de céu encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 29 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 33 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Guararema e realizar atividades de clima quente são do meio de abril ao início de julho e do fim de julho ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 3,2 meses, de 13 de dezembro a 20 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Guararema é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 14 de maio a 11 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 24 °C. O mês mais frio do ano em Guararema é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 23 °C, em média. 
Em Guararema, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Guararema começa por volta de 30 de março e dura 6,5 meses, terminando em torno de 12 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Guararema é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 67% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 12 de outubro e dura 5,5 meses, terminando em torno de 30 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Guararema é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 72% do tempo. 
Fauna e flora
Com a Mata Atlântica em boa parte do território do município e o rio Paraíba do Sul cortando a cidade, existem muitas espécies de plantas nativas e animais silvestres comumente avistados no município, tais como: tucanos-toco, maritacas, trinca-ferro, capivaras, macacos-prego, gaviões-caboclo e várias espécies da mata nativa.
Hidrografia
A hidrografia de Guararema está assim composta: Rio Paraíba do Sul; Rio Parateí; Ribeirão Guararema; Ribeirão Ipiranga e Riacho do Putim (Cachoeira do Putim).
Economia
Guararema é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia local, que no passado dependia do café e da produção agrícola, diversificou-se com o tempo. Hoje, o turismo é um dos pilares centrais, gerando emprego e renda, mas o município também abriga indústrias leves e empresas de serviços que valorizam a qualidade de vida dos moradores. É uma economia que soube se adaptar, trocando as grandes chaminés pelo charme das pousadas, restaurantes de alta gastronomia e o comércio local valorizado.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,3 mil admissões formais e 1,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 188 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 188.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Guararema, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 158 empresas.
Educação
Guararema entende que o futuro se constrói através do saber. O município tem investido na aproximação entre os jovens e a educação superior. Através de parcerias com polos universitários e centros de capacitação tecnológica, a cidade prepara sua mão de obra para os desafios da economia criativa e do turismo sustentável. Esse foco na educação garante que a cidade continue a ser um lugar onde o jovem tem perspectivas de desenvolvimento sem precisar abrir mão da qualidade de vida que só Guararema oferece.
Turismo 
O turismo em Guararema é uma experiência completa. O Recanto do Américo, o Parque da Pedra Montada e a charmosa Estação Ferroviária, de onde parte o famoso Trem de Guararema, transportam o visitante para uma época de tranquilidade. 
Principais atrações turísticas
Atrações Imperdíveis
- Trem Turístico e Vila de Luís Carlos: a principal atração é o famoso passeio de trem que leva até a charmosa vila de Luís Carlos (uma antiga vila ferroviária dos anos 20). Muitas opções incluem comida e bebida liberadas no trajeto.
- Recanto do Américo (Pau D'Alho): cartão-postal da cidade, oferece decks de madeira, pontilhões, vistas para o Rio Paraíba do Sul e uma árvore centenária.
- Mirante Prefeito Gerbásio Marcelino: ótima estrutura e um visual panorâmico incrível da cidade e arredores.
- Igreja Nossa Senhora da Escada: onstrução histórica de 1652, famosa por ser a única no Brasil com uma imagem de São Longuinho no altar.
Cultura 
A cultura local respira tradições: as festas religiosas, o artesanato em madeira e a culinária com base no peixe de água doce são elementos que mantêm viva a memória dos tropeiros.
Esporte 
No esporte, a cidade aproveita sua geografia. O ciclismo de montanha, as trilhas para caminhadas e a prática de esportes náuticos no rio são atividades que unem saúde e contato com o meio ambiente. Guararema promove eventos esportivos que atraem atletas de todo o estado, reforçando a imagem de uma cidade ativa, saudável e aberta a todos.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

NOVA SANTA RITA - RIO GRANDE DO SUL

Nova Santa Rita é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 30.189 habitantes.
História
A região onde o território de Nova Santa Rita está localizado era habitada por índios carijós, taba do tronco tupi, até o início das primeiras incursões de bandeirantes e de tropeiros, a partir de 1732. As incursões eram realizadas no propósito de buscar escravos indígenas e caçar gado, mulas e cavalos xucros. Mais tarde, os tropeiros passaram a se radicar no Sul do Brasil, transformando-se em estancieiros e solicitando a concessão de sesmarias.
A primeira sesmaria que se tem notícia na região do município pertencia à José Pinto Ramires (filho do segundo de José Pinto Bandeira com a índia carijó Inocência Ramires e meio irmão de Manoel Pinto Bandeira e Francisco Pinto Bandeira, este último, pai do lendário Coronel Rafael Pinto Bandeira). A sesmaria constituía a área que fazia limites ao sul na foz dos rios dos Sinos e Caí denominada de Fazenda de Santa’Ana, da Ilha do Rio do Sinos, fechando-se ao norte com o arroio Correia e o Cadeia. Seu irmão Francisco Pinto Bandeira obteve a carta de sesmaria em 20 de maio de 1740, possivelmente José Pinto Ramires obteve sua carta nesta mesma época também.
A localidade onde se encontra o atual território de Nova Santa Rita pertencia ao município de Porto Alegre e era denominada de Picada do Vicente.
A partir de 1824, os colonizadores alemães começaram a povoar a região costeira ao Rio dos Sinos. Com o crescimento da população nessa região, em 01 de abril de 1846 foi fundado o município de São Leopoldo, absorvendo Picada do Vicente em seu território.
Em 01 de maio de 1875, Santana do Rio dos Sinos é emancipada de São Leopoldo, junto com a Vila de São Sebastião do Caí e a Freguesia de São José do Hortêncio, formando o município de São Sebastião do Caí. Dessa forma, Picada do Vicente passou a ser 6º Distrito de São Sebastião do Caí.
De Picada do Vicente a Santa Rita
A partir de 1875, famílias vindas de Portugal e do arquipélago de Açores passaram a se estabelecer nas regiões mais altas de Picada do Vicente, não próximas aos rios Caí, Jacuí e dos Sinos.
Em 11 de fevereiro de 1884, Justino de Souza Baptista e sua mulher Rita Carolina Martins doaram uma área de terras para a construção de uma igreja que fosse dedicada a Santa Rita de Cássia, a qual Rita era devota. Com o apoio de famílias portuguesas e alemãs recém-chegadas, o templo começou a ser erguido e uma imagem de Santa Rita foi encomendada de Portugal por Justino Baptista.
Com o tempo, a localidade foi crescendo, bem como as devoções religiosas, o que fez com que o lugar passasse a ser denominado de Santa Rita.
Em 27 de junho de 1939, é fundado o município de Canoas, que acabou absorvendo em seu território toda a área de Santa Rita, antes pertencente a São Sebastião do Caí. Dessa forma, Santa Rita passou a ser 2º Distrito de Canoas.
Crescimento do 2º Distrito de Canoas
Até o final da década de 1940, a principal atividade desenvolvida no território de Santa Rita era a agricultura, com o cultivo de aipim, melancia, melão, pepino, moranga e hortaliças. Ao longo das margens dos rios Caí e dos Sinos, havia olarias que estabeleciam pequenos vilarejos de empregados, proporcionando o desenvolvimento de comércios locais. Na localidade denominada Caju, havia pequenos moinhos de trigo e milho, que eram despachados para diversas localidades pelo pequeno porto existente junto ao Rio dos Sinos.
A luta pela emancipação e a criação do município
Na década de 1970, o então 2º Distrito de Canoas enfrentava sérios problemas como a falta de infraestrutura de estradas, transporte público e acesso a serviços públicos. Por ter população inferior a de outros bairros de Canoas, as demandas de Santa Rita nem sempre tinham prioridade na pauta de resoluções dos poderes públicos.
Em 1987, um movimento emancipacionista foi formado no intuito de tornar Santa Rita um novo município. O plebiscito realizado acabou decidindo pela não separação de Santa Rita de Canoas.
Em 1991, uma nova comissão pró emancipação foi formada e o plebiscito realizado em 10 de novembro obteve vitória pela emancipação, com mais de 64% dos votos válidos.
Em 20 de março de 1992, através da Lei Estadual nº 9.585/1992, sancionada pelo governador Alceu Collares, foi criado o município de Nova Santa Rita. Em 3 de outubro do mesmo ano foi realizada a eleição municipal que elegeu o primeiro prefeito da nova cidade, Odone Machado Ramos, e a primeira legislatura da Câmara Municipal, composta por nove vereadores.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santa Rita, pelo Ato Municipal de 15 de agosto de 1912, subordinado ao município de São Sebastião do Caí. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Santa Rita, figura no município de São Sebastião do Caí. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 7.199, de 31 de março de 1938, o município de São Sebastião do Caí tomou o nome simplesmente de Caí. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.643, de 28 de dezembro de 1938, o distrito de Santa Rita passou a denominar-se Berto Círio. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.842, de 30 de junho de 1939, baixado com autorização contida do Decreto-Lei Federal n.º 1.307, de 31 maio de 1939, o distrito de Berto Círio foi transferido do município de Caí (ex São Sebastião do Caí) para o novo município de Canoas. 
No quadro fixado pra vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Berto Círio, figura no município de Canoas. 
Pela Lei Municipal n.º 96, de 26de agosto de 1949, o distrito de Berto Círio voltou denominar-se Santa Rita. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o distrito de Santa Rita (ex-Berto Círio), figura no município de Canoas. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Nova Santa Rita, pela Lei Estadual n.º 9.585, de 20 de dezembro de 1992, desmembrado município de Canoas. Sede no atual distrito de Nova Santa Rita (ex Santa Rita). Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1993. 
Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Origem do nome
O nome "Nova Santa Rita" remete a uma antiga devoção religiosa que sempre acompanhou as famílias pioneiras da localidade.
Geografia
Geograficamente, Nova Santa Rita apresenta um cenário de contrastes harmoniosos. 
Altitude
Possui uma altitude média que varia entre dez e vinte metros acima do nível do mar.
Relevo
O relevo é majoritariamente plano, característico das várzeas do Rio dos Sinos, que banha o município. É um relevo que facilita a logística industrial e, ao mesmo tempo, oferece áreas propícias para o desenvolvimento sustentável.
Clima
O clima é subtropical úmido, com verões quentes e invernos amenos, típicos do clima temperado gaúcho.
Solo
O solo, rico em sedimentos aluvionares, é extremamente fértil, o que impulsionou historicamente a agricultura. 
Vegetação
A vegetação original, formada por campos e matas ciliares ao longo dos rios, ainda resiste em áreas de preservação ambiental, garantindo um cinturão verde que embeleza a cidade e regula o microclima urbano. 
Economia
Nova Santa Rita é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
Sua economia é uma das mais vibrantes do estado. O município deixou de ser apenas uma cidade dormitório para se tornar um hub logístico e industrial de primeira linha.
A economia de Nova Santa Rita (RS) destaca-se pelo forte setor logístico, consolidando-se como um dos maiores polos do estado devido à sua localização estratégica na BR-386. A cidade abriga grandes operações de e-commerce (como Amazon, Mercado Livre e Shopee) e também possui uma forte base no agronegócio, com destaque para a produção orgânica de arroz e pecuária.
A presença de grandes indústrias de transformação tornou a cidade um polo de geração de emprego. 
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,6 mil admissões formais e 1,4 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 215 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 170.
Até abril de 2026 houve registro de 14 novas empresas em Nova Santa Rita, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, 5 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (5). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 131 empresas.
Educação
Nova Santa Rita compreende que o capital humano é seu bem mais precioso. Nos últimos anos, a cidade tem investido na aproximação entre o mercado de trabalho e a educação superior. Através de parcerias com polos de universidades renomadas e centros de educação tecnológica, o município capacita seus jovens para os desafios da economia moderna, focando em áreas como logística, tecnologia e administração. Esse movimento garante que o crescimento industrial seja acompanhado pela formação de mão de obra local qualificada.
Turismo
O turismo em Nova Santa Rita está profundamente ligado ao lazer rural e ao ecoturismo. As propriedades rurais abertas à visitação oferecem aos visitantes o sabor da autêntica gastronomia gaúcha e a paz do campo a poucos minutos da agitação da capital. 
Os principais pontos turísticos são: 
- Arquivo Histórico Emídio de Oliveira - com acervo constante de utensílios domésticos, placas, fotografias, mobiliário doméstico e de escritório e atividades como exposições permanentes, itinerantes, temporárias, comemorativas, levantamento do patrimônio histórico municipal, projeto de história oral e educação patrimonial com a comunidade.
- Biblioteca Pública Municipal Mário Quintana - além de dispor de um grande acervo com literaturas em geral e livros didáticos para pesquisas, a Biblioteca Pública Municipal Mário Quintana abriga o telecentro comunitário, disponibilizando Internet gratuitamente aos estudantes, professores e visitantes. 
- Estação Vasconcelos Jardim - construída em 1938, compreendia a linha Porto Alegre-Uruguaiana. Sua instalação no município foi determinante na escolha da Cimbagé por se estabelecer em Nova Santa Rita, na década de 1950. a fábrica de cimentos é uma das mais antigas e também maiores da cidade. O nome homenageia José Gomes de Vasconcelos Jardim.
- Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - construída em 1885, é a Igreja Episcopal Anglicana mais antiga do Brasil. Foi construída em terreno doado por Zeferino José de Fraga (1824-1902), herdeiro da Fazenda do Contrato, que ficava às margens do Rio Caí. 
- Monumento à Padroeira - principal cartão postal do município, a estátua de Santa Rita de Cássia, se localiza na entrada principal de Nova Santa Rita, no acesso pela BR 386. A obra, esculpida pelo canoense Vinícius Cassiano, foi inaugurada em 2001, em uma iniciativa do Rotary Club de Nova Santa Rita, com apoio da Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Agropecuária de Nova Santa Rita (Acisa). 
- Paróquia Santa Rita - fundada em 1955, a paróquia levou 5 anos para ser concluída efetivamente. De lá para cá, a igreja passou por diversas reformas, restaurações e pinturas. Possui ainda 23 capelas espalhadas por toda a cidade.
- Parque Municipal de Eventos Olmiro Brandão - construído na década de 1980. o local abrigava a antiga Escola Fazenda, que ensinava técnicas agrícolas. Hoje, funciona a Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Rita de Cássia, única escola de turno integral da cidade. O espaço de mais de 400 hectares, possui um galpão de eventos, arena para rodeios, piquetes para os eventos e açude.
- Prainha de Morretes - às margens do Rio dos Sinos, o local contempla a beleza natural da cidade. Hoje, serve de local para passeios, pescarias e convívio com a natureza. 
- Sítio Notre Dame - o Sítio Notre Dame é um espaço adequado para a realização de eventos, cursos, celebrações, aniversários e casamentos. Possui auditórios climatizados para 28, 50 e 150 pessoas acrescidos de ambiente agradável e acolhedor junto à natureza, 2 restaurantes com buffet especial e comida caseira, doces da vovó e ampla área para lazer com piscinas, playground, campo de futebol, quadra de vôlei, pedalinho e quiosques com churrasqueiras, capela, salas aconchegantes e estacionamento. 
- Velopark - inaugurado em 2008, o Velopark é o maior parque temático de automobilismo da América Latina e referência internacional de infraestrutura, segurança e inovação. Em uma área equivalente a 200 campos de futebol estão dispostos: o mais jovem e e moderno autódromo do Brasil, uma pista de arrancada com padrões norte americanos, o maior kartódromo do mundo, um circuito oval de kart, uma pista de kart infantil, ampla área arborizada de lazer, churrascaria Velogrill, amplo estacionamento e outras opções ligadas ao entretenimento no automobilismo. Além de receber as principais competições de automobilismo do Brasil, realiza eventos e promove cursos para crianças e adultos.
Cultura
A cultura local é uma celebração da identidade farroupilha, com a realização de rodeios, festas tradicionais e eventos que preservam a música, a dança e o folclore do Rio Grande do Sul.
Esporte
No esporte, o município é um celeiro de talentos. As escolinhas esportivas, apoiadas pelo poder público e por entidades privadas, são o celeiro de futuros atletas em modalidades como futebol, futsal e artes marciais. Os centros esportivos municipais são pontos de encontro da comunidade, onde a prática de exercícios promove saúde e integração entre gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

terça-feira, 18 de agosto de 2026

BARRA VELHA - SANTA CATARINA

Barra Velha é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 26º37'56" sul e a uma longitude 48º41'05" oeste, estando a uma altitude de 35 metros. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 52.860 habitantes.
História
No século passado, a iluminação pública era possível graças ao aproveitamento do óleo de baleia. A antiga região da Armação era um celeiro de baleias e, nessas águas, a pesca era atividade predominante.
Os pescadores valiam-se, no Porto de Itapocorói, da segurança, da calmaria de suas águas, para conseguir maior êxito nas armadilhas para a pesca da baleia.
O Imperador D. Pedro I doou uma gleba de terra ao norte de Santa Catarina, precisamente onde hoje está localizado o município de Barra Velha, ao corajoso pescador Joaquim Alves de Brito, que se destacou pela iniciativa de enviar grande quantidade de óleo de baleia para o Rio de Janeiro.
De colonização açoriana, as primeiras famílias chegaram aqui nos meados do século passado. Ainda existem vestígios de um antigo cemitério açoriano na margem esquerda da lagoa de Barra Velha, quase na barra do Rio Itapocu.
Diz a lenda que o mar calmo da Praia do Grant foi refúgio de piratas antes da praia pertencer ao inglês Mister Grant.
Na Praia do Costão, o Cruzeiro dos Náufragos marca um fato histórico, ocorrido em 1865, quando alguns combatentes que retomavam da Guerra do Paraguai ali naufragaram.
A data da sua emancipação política foi em 7 de dezembro de 1961.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação Barra Velha, pela Lei Provincial n.º 510, de 27 de abril de 1861, pela Lei Provincial n.º 1.266, de 29 de outubro de 1889 e pela Lei Municipal n.º 6, de 03 de fevereiro de 1903, subordinado ao município de Parati. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Barra Velha figura no município de Parati. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 941, de 31 de dezembro de 1943, o município de Parati passou a denominar-se Araquari. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Barra Velha figura no município de Araquari (ex Parati). 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o distrito de Barra Velha permanece no município de Araraquara. 
Elevado à categoria de município com a denominação Barra Velha, pela Lei Estadual n.º 271, de 03 de dezembro de 1956, desmembrado de Araquari. 
Pelo Acórdão do Superior Tribunal Federal de 06 de maio de 1957 (Representação n.º 2.961), a criação do município foi anulada, voltando a condição de distrito e a pertencer ao município de Araquari. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o distrito de Barra Velha permanece no município de Araquari. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação Barra Velha, pela Lei Estadual n.º 778, de 07 de dezembro de 1961, desmembrado de Araquari. Sede no antigo distrito de Barra Velha. Constituído do distrito sede. Instalado em 30 de dezembro de 1961. 
Pela Lei Estadual n.º 1.031, de 15 de dezembro de 1965, é criado o distrito de São João do Itaperiú e anexado ao município de Barra Velha. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 2 distritos: Barra Velha e São João do Itaperiú. 
Pela Lei Estadual n.º 8.549, de 29 de março de 1992, é desmembrado do município de Barra Velha o distrito de São João do Itaperiú. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do nome
O nome "Barra Velha" está diretamente ligado à geografia local. Antigamente, a foz do Rio Itapocu — a "barra" — mudava de lugar devido ao assoreamento e ao movimento das marés. A "Barra Velha" referia-se a um antigo canal que se fechou, criando a lagoa que hoje é um dos maiores cartões-postais da cidade.
Geografia
O cenário natural de Barra Velha é um mosaico de ecossistemas costeiros.
Altitude
A altitude de Barra Velha é baixa, variando entre 0 e 20 metros acima do nível do mar.
Relevo
Seu relevo é plano, formado por planícies costeiras e dunas.
Solo
O solo é arenoso e aluvionar, típico de regiões de foz de rios.
Vegetação
Sua vegetação é do tipo Mata Atlântica de restinga e áreas de manguezais preservados
Clima
Em Barra Velha, o verão é morno e opressivo; o inverno é ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 29 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 32 °C. 
Baseado no índice de turismo, as melhores épocas do ano para visitar Barra Velha e realizar atividades de clima quente são do início de abril ao fim de junho e do início de agosto ao fim de novembro. 
A estação morna permanece por 3,7 meses, de 13 de dezembro a 5 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 27 °C. O mês mais quente do ano em Barra Velha é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 23 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,5 meses, de 6 de junho a 21 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 22 °C. O mês mais frio do ano em Barra Velha é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 21 °C, em média. 
Em Barra Velha, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Barra Velha começa por volta de 8 de março e dura 6,6 meses, terminando em torno de 27 de setembro. 
O mês menos encoberto do ano em Barra Velha é abril, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 62% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 27 de setembro e dura 5,4 meses, terminando em torno de 8 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Barra Velha é fevereiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 55% do tempo. 
Economia
Barra Velha é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo
A economia de Barra Velha deixou de ser puramente baseada na pesca para se tornar um hub de comércio, serviços e construção civil. O mercado imobiliário é um dos grandes motores locais, impulsionado pela procura de residências de veraneio e pela melhoria na infraestrutura urbana. O comércio local é vibrante, atendendo tanto a população residente quanto o fluxo turístico constante.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 2,4 mil admissões formais e 2,2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 271 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 167.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Barra Velha, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 158 empresas.
Educação
Na área da Educação Superior, o município tem buscado ampliar suas parcerias. Embora dependa historicamente de polos acadêmicos em cidades vizinhas (como Joinville e Itajaí), Barra Velha tem consolidado polos de ensino a distância (EAD) e busca, através de parcerias com o setor privado, fomentar cursos técnicos e de gestão voltados ao desenvolvimento turístico e logístico, preparando a mão de obra local para as demandas do século XXI.
Cultura
A identidade cultural é profundamente enraizada nos costumes açorianos. A culinária baseada em frutos do mar é um patrimônio imaterial, celebrada em festas comunitárias que valorizam a pesca artesanal e a tradição oral.
Turismo
É um município que se destaca, entre os demais do estado de Santa Catarina, pelas belas praias que possui, e por uma lagoa com aproximadamente 10 kms de extensão, própria para a prática de esportes náuticos.
A atividade pesqueira é um setor que chama a atenção dos turistas, podendo-se comprar pescados diretamente dos barcos de pesca; a prática da pesca esportiva também atrai visitantes de várias regiões do país.
No município também há o famoso morro do Cristo, onde há um mini Cristo Redentor, uma parada obrigatória para todos os turistas, lá se encontra um local familiar com um mirante, lanchonetes, bancos, lunetas e uma vista incrível da praia. 
Possui o Parque Natural Municipal Caminho do Peabirú, considerada uma área de alta relevância ecológica, uma vez que representa um extenso remanescente de restinga arbórea. Apesar do PNM ocupar uma área relativamente pequena (422,4 ha), apresenta uma relevante qualidade ambiental, com vegetação secundária em estágio médio e avançada de regeneração. Além da qualidade de sua vegetação, por se tratar de uma unidade de conservação urbana, traz benefícios consideráveis ao ambiente da cidade. No que diz respeito à fauna do PNM e do entorno, foram registradas 38 de anfíbios, 40 répteis, 133 aves e 58 de mamíferos, perfazendo um total de 269 espécies.
Todos os anos cresce o número de visitantes ao município, o que faz com que seu comércio se atualize ano a ano. Grandes cidades próximas: Blumenau, Brusque, Jaraguá do Sul, Itajaí e Joinville.
Festa Nacional do Pirão
A maior festa de Barra Velha. Com aproximadamente cinco dias de festa e sempre no feriadão de 7 de setembro, a Festa Nacional do Pirão (FENAPIR) é uma das maiores celebrações do norte de Santa Catarina e já tem espaço fixo no calendário barravelhense e Catarinense. Criada pelo então Prefeito na época o Sr. Orlando Nogaroli e o saudoso ator Fausto Rocha Junior, secretário de Turismo em 1997, a festa é palco de shows nacionais, gastronomia com base no pirão (carro chefe) e frutos do mar.
Esporte
A Lagoa de Barra Velha é o principal palco esportivo. O local é ideal para windsurf, stand-up paddle e canoagem. O futebol amador, com diversos clubes locais, mantém viva a tradição esportiva, reunindo a comunidade nos finais de semana, enquanto o ciclismo ganha força nas estradas rurais que cercam o município, oferecendo trilhas desafiadoras em meio à vegetação preservada.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

LUÍS CORREIA - PIAUÍ

Luís Correia é um município do nordeste brasileiro, situado ao norte do estado do Piauí. É um dos quatro municípios litorâneos do Piauí, e também um dos mais visitados por turistas e banhistas ao longo de todo o ano. Em 1931 o município se chamava Amarração e perdera a sua autonomia, passando a integrar o Município de Parnaíba, como Distrito. E, em 1935, por decreto Estadual, teve o nome mudado para Luís Correia, em homenagem ao ilustre homem público jornalista e literato, Luiz Moraes Correia, nascido no Município.
Em períodos festivos a cidade chega a receber um número de visitantes cinco vezes maior que o total de sua população. Isso acontece principalmente no réveillon e carnaval, festas de destaque regional. No estado do Piauí, Luís Correia é o município com maior extensão de litoral, cerca de 46 km, mais da metade da área litorânea de todo o estado.
No ano de 2025, Luís Correia possuía uma população estimada pelo IBGE, de 31.901 habitantes.
História
Surgimento da Cidade

A cidade de Luís Correia teve origem no início do século XIX, possivelmente por volta dos anos 1820 a partir do processo de repovoamento nesta porção norte do litoral do Brasil, sendo este último discutido a partir de duas perspectivas na historiografia piauiense e cearense. A primeira, associada ao Piauí, reforça que a localidade foi ocupada por pescadores piauienses que nesta época fundaram o povoado de Amarração, nome dado em função da prática de amarrar as embarcações ao atracá-las na costa. A segunda, por sua vez, apresenta um outro olhar, indicando que o território em questão, que veio a se tornar no século XX a cidade de Luís Correia, foi ocupado pelos cearenses por uma série de motivos, sendo estes a necessidade de proteção da localidade e dos indivíduos que ali moravam em função dos conflitos de Independência, a atuação dos padres oriundos da freguesia de Granja na realização de casamentos e batizados na região a partir de 1823, bem como a chegada de retirantes da seca de 1825 que buscavam o local em função dos recursos naturais ali existentes. Ainda que tenha surgido enquanto um povoado no decorrer do século XIX Amarração é elevado à categoria de distrito por meio da Lei n.º 1.177, de 29 de agosto de 1865, e, alguns anos depois, à vila a partir da Lei n.º 1.596, de 05 de agosto de 1874 da província do Ceará. Após ser reanexada ao Piauí através do Decreto n.º 3.012 de 22 de outubro de 1880, apenas na década de 1930 ocorrem novas alterações administrativas no tocante a Amarração, dentre elas a alteração de seu nome e sua consequente elevação à categoria de cidade. Deste modo, em 1931, por meio do Decreto Estadual n.º 1.272 Amarração tem sua autonomia administrativa suspensa, com sua jurisdição sendo repassada a cidade vizinha de Parnaíba e, 4 anos depois, em 1935, Amarração tem seu nome alterado para Luís Correia em homenagem ao jornalista, bacharel em Direito e literato Luís de Moraes Correia, figura proeminente do litoral piauiense nascido em Amarração. Em 1938, contudo, o Decreto-Lei Estadual n.º 197, restituiu a autonomia administrativa de Luís Correia elevando-a a categoria de cidade. 
A Questão do Litígio
A questão litigiosa na localidade entre o Piauí e o Ceará tem início na mesma época de fundação do povoado, tendo sido a posse do território em questão motivo de debates e contendas no decorrer do século XIX por parte de piauienses e cearenses. Para a compreensão desta situação é preciso considerar inicialmente a existência de alguns documentos cartográficos que indicam o pertencimento do território de Amarração em ambas as capitanias entre o século XVIII e o início do século XIX, sendo estes o Mapa Geográfico da Capitania do Piauí (1760) de autoria de Henrique Antonio Galúcio e a Carta Marítima e Geográfica da Capitania do Ceará (1817) produzido pelo engenheiro Antônio José da Silva Paulet. O primeiro, elaborado a pedido do governo da capitania do Grão-Pará e Maranhão, mesmo que na época não existisse ainda o povoado de Amarração, inclui na capitania do Piauí este território. O segundo, por sua vez, foi realizado por solicitação do governo do Ceará com o objetivo de se definir os limites da capitania do Ceará, tendo incluído a localidade de Amarração por, supostamente, haver a presença de diversos cearenses na região. Este último documento em consonância com o contexto histórico da década de 1820, isto é, os conflitos de Independência, a presença de padres oriundos de Granja e a ida de refugiados da seca de 1825 para o povoado de Amarração, levou o governo do Ceará a anexar definitivamente a localidade ao seu território nesta época. 
Nas décadas que seguem Amarração torna-se motivo de debate entre os dois governos, especialmente a partir da década de 1850 à medida que o povoado se tornava uma região considerada enquanto estratégica por parte das elites piauienses que tinham interesse na localidade em função do atracadouro que ali existia, que servia de porto marítimo naquele período e que poderia garantir o escoamento dos produtos piauienses. Em meio a esta celeuma, o Ceará, após diversos debates na Assembleia Legislativa Provincial, elevou Amarração a categoria de distrito pela Lei n.º 1.177, de 29 de agosto de 1865, e a categoria de vila através da Lei n.º 1.596, de 05 de agosto de 1874. Esta questão, no entanto, no que se refere a Amarração, se encerra no início da década seguinte, isto é, nos anos 1880, após a província do Piauí levar a necessidade de resolução ao governo imperial, o que gera uma comissão para analisar a situação e projeto de lei que é debatido e aprovado na Câmara dos Deputados nos anos 1870 e, posteriormente, este também é discutido e validado pelo Senado Imperial, podendo se destacar os discursos realizados pelo senador piauiense João Lustosa da Cunha Paranaguá em defesa da Lei e, supostamente, dos interesses do Piauí e as discordâncias do senador cearense Domingos José Nogueira Jaguaribe quanto ao que estava disposto no Projeto de Lei. Apesar da desaprovação do senador Jaguaribe o projeto foi aprovado, tornando-se o Decreto-Lei n.º 3.012, de 22 de outubro de 1880, que efetivou a permuta do território de Amarração para o Piauí por Independência e Príncipe Imperial que, a partir de então, passavam a fazer parte da província do Ceará. Deste modo, no ano seguinte, em 1881, efetivou-se a alteração das linhas divisórias entre as duas províncias conforme estabelecido pelo decreto imperial e se pôs fim a questão de litígio envolvendo o território de Amarração[9], ainda que outras questões litigiosas com relação a divisa entre o Piauí e Ceará tenham permanecido em aberto, a exemplo da Serra da Ibiapaba que se arrasta até a contemporaneidade. 
O "porto" de Amarração
Uma das primeiras menções ao “porto” existente em Amarração aludem ao início do século XIX ao tempo em que Carl Friedrich Philipp von Martius e Johann Baptist von Spix relatam sua passagem pelo litoral piauiense e, ainda que não comentem sobre o povoado de Amarração, indicam a existência de um porto na foz do rio Igaraçu, isto é, na localidade de Amarração. Não obstante, comentam ainda sobre o fato de este ser o único porto de mar do Piauí e da necessidade de sua melhoria para atender de modo mais eficiente as demandas piauienses, notadamente àquelas relacionadas a sua economia e escoamento dos seus produtos. Apesar de ser referido ao longo dos séculos enquanto um porto, na prática o que existiu por muitas décadas se tratou apenas de um ancoradouro que serviu enquanto “porto” para a atracagem de embarcações que não apenas levavam mercadorias, como também passageiros. Neste sentido, a partir da segunda metade do século XIX, Amarração se torna mais relevante para certos setores políticos piauienses, haja visto que o atracadouro existente na localidade reaparece no discurso político enquanto a melhor opção para o escoamento da produção da província.
Deste modo, juntamente com a alteração da capital de Oeiras para Teresina em 1852 às margens do rio Parnaíba, passa a figurar no imaginário político um novo projeto para o desenvolvimento da província do Piauí, sendo que este seria possível a partir de três aspectos: 
- Desenvolvimento das vias fluviais para o escoamento da produção, notadamente do rio Parnaíba, principal artéria fluvial da província e que, não apenas cortava suas principais vilas e cidades, como tinha em sua foz o Oceano Atlântico, na qual localizava-se o porto de Amarração.
- Construção de uma malha ferroviária que também integrasse a comunicação e as principais vilas e cidades da província, saindo do interior até o litoral do Piauí, também tendo como principal objetivo o escoamento da produção piauiense.
- Construção de um porto marítimo na vila de Amarração na foz do rio Igaraçu, um dos braços do rio Parnaíba, localizado no litoral piauiense e considerado como o melhor espaço para o desenvolvimento de uma zona portuária para a província.
Em função desta proposta intensifica-se a partir da segunda metade do século XIX as tentativas de reanexar a vila de Amarração até sua efetivação com a permuta de territórios estabelecidas por meio do Decreto nº 3.012 de 22 de outubro de 1880 entre as províncias do Ceará e do Piauí. Nas décadas seguintes, principalmente a partir do início do século XX, se iniciaram diversas tentativas de construir um porto em Amarração, tendo sido iniciado trabalhos de dragagem da barra de Amarração para aumentar sua profundidade, considerada insuficiente para a entrada de embarcações de médio ou grande porte, mas as obras nunca foram finalizadas.
No decorrer do século XX por diversas vezes se tentou retomar as obras e, em função disso, se concretizou entre as décadas de 1970 e 1980, a construção de um molhe na localidade, primeiro elemento necessário para a finalização do porto. O porto, agora “Porto de Luís Correia, no entanto, nunca foi terminado, sendo, até o presente momento, motivo de debate, haja visto os impactos ambientais decorrentes de sua construção na região, e de novas tentativas por parte do governo do estado do Piauí para a finalização da obra.
A ferrovia em Luís Correia
Assim como o “porto” a história da ferrovia no Piauí está atrelada a um discurso político que se fortalece em meados dos oitocentos e que estabelecia a necessidade da construção de uma malha ferroviária na província para sua integração, escoamento dos produtos piauienses e, consequentemente, desenvolvimento da economia e garantia do “progresso” à província. Neste sentido, era fulcral que a ferrovia não apenas fosse construída, mas que sua malha chegasse até o litoral do Piauí, especificamente até a vila de Amarração e o ancoradouro que ali existia na segunda metade do século XIX.
No entanto, apesar das discussões em torno da construção de uma malha ferroviária interligando o território piauiense estar presente no discurso político desde meados do século XIX, apenas nas primeiras décadas do século seguinte houve a instalação dos primeiros ramais ferroviários no litoral piauiense. Assim, em 1916 é construído o primeiro trecho da ferrovia no Piauí na cidade de Parnaíba e, poucos anos depois, em 1922, a malha ferroviária se estende até Amarração, sendo edificado na vila, além dos trilhos, uma estação ferroviária. Após este período a ferrovia provocou sentimentos diversos, gerando o fascínio e o medo das populações locais no que se refere às oportunidades garantidas pelo meio de transporte, mas também os problemas provocados por este. Neste sentido, com transporte diário entre Amarração e Parnaíba, a ferrovia facilita o deslocamento das elites parnaibanas a partir da década de 1920 para a vila vizinha, especialmente para o consumo do espaço da praia.
Do mesmo modo, o trem permite que os filhos de indivíduos mais abastados de Amarração pudessem estudar com mais facilidade em Parnaíba, além de garantir de modo mais eficaz o acesso a certos produtos que passava a chegar na vila pela ferrovia e não mais apenas por meio de embarcações. No entanto, apesar dos aspectos positivos denotados pela presença do trem, a possibilidade de acidentes nos trilhos ou mesmo a geração de incêndios de casas próximas em função da geração de faíscas eram aspectos que assustava os indivíduos que viviam no litoral piauiense. Algumas décadas depois, na segunda metade dos anos 1950, é construída uma nova estação à beira da praia de Atalaia, com o objetivo de melhorar o transporte ferroviário no estado, bem como o acesso à praia. O contexto, contudo, já materializava o protagonismo de outro sistema de transporte em detrimento ao ferroviário, isto é, o sistema rodoviário. Deste modo, entre os anos 1960 e 1980 se inicia o processo de desativação de várias ferrovias ao longo do Brasil, sendo os trechos existentes em Luís Correia um dos afetados por esta conjuntura, desativados neste momento.
Acidentes Marítimos
Devido à baixa profundidade das águas ao longo do litoral do Piauí, bem como a falta de conhecimento sobre essa característica pelos navegadores, muitos acidentes marítimos ocorreram na região, em sua maioria encalhes e naufrágios. Dentre as dezenas de eventos três acidentes marítimos marcam a história do litoral piauiense:
- Naufrágio da caravela de Nicolau de Rezende, em 1571 - ocorrido na região do Delta do rio Parnaíba, refere-se a um dos primeiros registros que existem sobre o litoral que viria a se tornar do Piauí. 
- Encalhe do navio “Occidente” - ocorrido na entrada da barra do Igaraçu em 1909, alterando a paisagem e marcando o imaginário social da época.
- Naufrágio do submarino alemão “U-507”, em 1943 - esse incidente marca como esta região litorânea também foi afetada pela Segunda Guerra Mundial.
- Naufrágio do cargueiro paulista “Lestemar” - registrado como tendo ocorrido na década de 1950. O navio de carga “Lestemar”, por sua vez, encalhou na praia do Coqueiro, no município de Luís Correia, diretamente sobre os recifes de arenitos presentes na mesma, destruindo parte deste afloramento rochoso e alterando a configuração da praia local.
É imperioso apontar que para evitar os acidentes no litoral piauiense foram instalados três faróis luminosos que indicariam não apenas a presença de recifes de arenito na costa, mas a baixa profundidade desta porção do litoral piauiense. Foram estes o farol de Amarração na praia de Pedra do Sal em Parnaíba, construído em 1873, o farol de Atalaia, edificado no início do século XX, localizado na praia de Atalaia, próximo a confluência do rio Igaraçu com o Oceano Atlântico, e o farol de Itaqui, instalado na faixa costeira após a praia de Coqueiro na praia de Itaqui. Atualmente o farol de Atalaia se encontra em ruínas, enquanto o farol de Itaqui está desativado.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação Amarração, pelas Leis Provinciais do Ceará n.º 1.177, de 29 de agosto de 1865 e n.º 1.360, de 05 de novembro de 1870. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Amarração, pela Lei Estadual n.º 1.596, de 05 de agosto de 1874. Sede na antiga vila de Amarração. Constituído do distrito sede. Instalado em 23 de junho de 1879. 
Pelo Decreto do Governo Geral n.º 3012, de 22 de outubro de 1880, é transferida a antiga província do Ceará para o Piauí. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.279, de 26 de junho de 1931, é extinto o município de Amarração, sendo seu território anexado ao município de Paranaíba, como simples distrito. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, Amarração figura como distrito de Parnaíba. 
Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04 de setembro de 1935, o distrito Amarração passou a denominar-se Luiz Correia. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito já denominado Luís Correia figura no município de Parnaíba. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Luís Correia pelo Decreto Estadual n.º 167, de 26 de julho de 1938, desmembrado de Parnaíba. Sede no antigo distrito de Luiz Correia. Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1939. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
O nome atual, Luís Correia, foi uma homenagem ao ilustre político e farmacêutico piauiense, uma figura histórica que contribuiu para o desenvolvimento regional.
Geografia
A geografia de Luís Correia é um espetáculo de transição. 
Altitude
Com uma altitude baixíssima — praticamente ao nível do mar —, o relevo é plano e composto por extensas planícies litorâneas e dunas móveis. 
Solo
O solo é arenoso, típico de regiões costeiras.
Vegetação
A vegetação é um mosaico fascinante que mistura áreas de restinga, manguezais preservados e as icônicas carnaúbas — a árvore símbolo do Piauí, que se destaca na paisagem com sua resistência e beleza singular. Esse ecossistema é vital para a biodiversidade local e garante o charme único da região
Clima
A melhor época do ano para visitar Luís Correia e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao início de outubro. 
Em Luís Correia o clima é considerado tropical com variações litorâneas. Os maiores índices de chuva costumam ser registrados durante o verão e outono (meses de dezembro a abril), enquanto que o inverno e primavera é a estação mais seca (meses de maio a dezembro), quando a pluviosidade é inferior aos 50mm. Com um clima quente (Aw), a média anual varia em torno dos 27.5 °C e a pluviosidade média anual são de 1172 mm.
Em setembro a pluviosidade média é de 1mm, sendo esse o mês mais seco do ano e também o mais quente, com média de temperara de superiores aos 28 °C. Por outro lado, com uma média de 289 mm, o mês de março é o mês de maior precipitação, período que marca o final do verão na região. Durante o inverno, junho é o mês com a mais baixa temperatura.
A variação de temperaturas médias ao longo do ano é de 1,5 °C, um valor bastante pequeno se considerado a outras regiões do estado, como por exemplo, na Serra da Capivara onde a variação média anual pode chegar aos 4 °C.
Com um clima bastante estável, Luís Correia proporciona dias sempre quentes amenizados pelas fortes correntes de vento. Com águas de temperatura sempre em torno dos 26 °C, o Oceano Atlântico propicia aos turistas ótimas condições para um “dia de praia”.
A estação quente permanece por 1,7 mês, de 6 de novembro a 28 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Luís Correia é dezembro, com a máxima de 32 °C e mínima de 27 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 1,8 mês, de 11 de fevereiro a 4 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Luís Correia é agosto, com a mínima de 25 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Em Luís Correia, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Luís Correia começa por volta de 5 de junho e dura 4,8 meses, terminando em torno de 31 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Luís Correia é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 72% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 31 de outubro e dura 7,2 meses, terminando em torno de 5 de junho. 
O mês mais encoberto do ano em Luís Correia é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 82% do tempo. 
Economia
Luís Correia é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
Luís Correia pulsa de acordo com o movimento das marés e a chegada dos visitantes. A economia, que historicamente dependia quase exclusivamente da pesca, hoje vive uma transformação importante. O turismo é o grande motor de desenvolvimento, movimentando hotéis, restaurantes, bares e serviços náuticos. Além disso, a produção de energia eólica tem se destacado na região, aproveitando a força dos ventos constantes que sopram sobre as dunas.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 188 admissões formais e 200 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -12 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -86.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Luís Correia, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 46 empresas.
Educação
Para acompanhar o crescimento turístico e industrial, Luís Correia vem investindo em educação. O município conta com polos de ensino à distância e parcerias estratégicas para a formação técnica, focadas principalmente na gestão turística, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. A ideia é preparar as novas gerações para que o desenvolvimento de Luís Correia ocorra de forma consciente, preservando o paraíso que define a identidade da cidade.
Cultura
A cultura local é vibrante e reflete a alma piauiense. O artesanato em palha de carnaúba, os festivais de música e a culinária à base de frutos do mar — especialmente a saborosa caranguejada — são experiências que definem a visita.
O município possui a Biblioteca Pública e é terra natal de escritores, entre os quais, o historiador Adrião Neto, autor da proposta de inclusão da data da Batalha do Jenipapo na bandeira do Piauí.
Turismo
Quando falamos de turismo, Luís Correia é um destino sem igual. A Praia de Atalaia é o coração do agito, enquanto a Praia do Coqueiro oferece um charme mais sofisticado, com águas calmas protegidas por arrecifes. O "Delta do Parnaíba" — embora compartilhado com municípios vizinhos — tem em Luís Correia um de seus acessos mais importantes, permitindo passeios inesquecíveis entre ilhas, dunas e florestas de mangue.
Esporte
No esporte, o litoral é um campo de provas para o kitesurf e o windsurf. Com ventos constantes e águas rasas, a região é considerada um dos melhores lugares do mundo para essas práticas, atraindo atletas internacionais que transformam o mar em uma dança de cores sob o sol.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

CASA BRANCA - SÃO PAULO

Casa Branca é um município brasileiro do interior do estado de São Paulo. Sua população estimada em 2025, pelo IBGE, era de 28.779 habitantes. O município é formado pela sede e pelos distritos de Lagoa Branca e Venda Branca. 
História
O vilarejo se originou ao redor de uma casa branca que era utilizada pelos bandeirantes como pousada, no século XVII. Era acessado pelo antigo caminho de Goyaz ou "estrada dos Goiazes", a qual ligava São Paulo às antigas minas de ouro de Goiás.
Foi elevada a Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Casa Branca em 1814, pertencendo ainda ao território de Mogi Mirim, sendo elevada à categoria de Vila em 1841. Foi elevada à categoria de cidade em 1872.
Em 1819, Casa Branca foi visitada pelo naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, o qual deixou relato sobre as antigas casas dos açorianos e sobre a igreja dedicada a Nossa Senhora das Dores. 
O município possuía grande parte de seu calçamento em paralelepípedo, principalmente na região central, o qual acabou sendo coberto por asfalto em meados de 2018/2019. Os paralelepípedos eram tidos como charme do município, podendo-se, ainda, encontrar duas estações de trem.
A principal delas hoje está situada no bairro do Desterro onde também está localizada a principal igreja de Casa Branca, uma torre de panorama da cidade, além de um grande terminal. O Terminal Intermodal Rodoferroviário Porto seco sendo administrado pela Ferrovia Centro-Atlântica e a Vale S.A., inaugurado em 3 de maio de 2005.
O terminal tem potencial para cargas e descargas de contêineres de diversos produtos como: açúcar, café, cachaça, entre outros e é um dos principais afluentes entre o Brasil todo, e passa pelas cidades Montes Claros, Belo Horizonte, Uberlândia, Brasília, São Paulo, Ribeirão Preto, Casa Branca e Santos. Já a segunda estação abriga hoje o museu da cidade.
Gentílico: Casa-branquense. 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Casa Branca, por Resolução Régia de 15 de março de 1814 e Alvará de 25 de outubro de 1814, no Município de Mogi-Mirim. 
Criada cidade por Lei Provincial n.º 22, de 27 de março de 1872. 
Elevado à categoria de Município com a denominação de Casa Branca, por Lei Provincial no 15, de 25 de fevereiro de 1841, desmembrado de Mogi Mirim. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 07 de janeiro de 1842. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Casa Branca se compunha de 2 Distritos: Casa Branca e Itobi. 
Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 9.073, de 31 de março de 1938, o Município de Casa Branca compreende o único termo judiciário da comarca de Casa Branca e se divide em 3 Distritos: Casa Branca, Itobi, e Lagoa. 
No quadro fixado, pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943, o Município de Casa Branca, é composto dos Distritos de Casa Branca, Itobi e Lagoa, e é termo da comarca de Casa Branca, formada de 1 único termo, Casa Branca, termo este formado por 2 Municípios: Casa Branca e Tambau. 
Em virtude do Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Casa Branca ficou composto dos Distritos de Casa Branca, Ipaobi (ex Lagoa) e Itobi, e constitui o único termo judiciário da comarca de Casa Branca, a qual é formada pelos Municípios de Casa Branca e Tambaú. 
Na divisão para vigorar em 1949-53, fixada pela Lei n.º 233, de 24 de dezembro de 1948, Ipaobi tem sua denominação alterada para Lagoa Branca. Permanece formado dos Distritos de Casa Branca, Itobi e Lagoa Branca, comarca de Casa Branca, no quadro fixado pela Lei Estadual n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, para vigorar em 1954-58. 
Lei Estadual no 5285, de 28 de fevereiro de 1959, desmembra do Município de Casa Branca o Distrito de Itobi. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o Município de Casa Branca é formado dos Distritos de Casa Branca e Lagoa Branca. 
Lei Estadual no 3198, de 23 de dezembro de 1981, cria o Distrito de Venda branca e incorpora ao Município de Casa Branca. 
Em Divisão Territorial datada de 01 de junho de 1995, o Município de Casa branca é constituído de 3 Distritos: Casa Branca, Lagoa Branca e Venda Branca. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997.
Origem do nome
Existem duas versões: 
1ª – Casa Branca é o nome dado pelos tropeiros e carreiros à casa caiada, unida ao rancho ao pouso, localizado no setor de confluência dos Córregos Palmeiras (Espraiado) e Frutuoso (Pingo ou Desterro), ou aquém do Espraiado.
2ª – Casa Branca é corruptela da expressão tupi haçá-bang-ca, que significa caminho torcido, implicando fuga da estrada real para ludibriar a fiscalização. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 21º46'26" sul e a uma longitude 47º05'11" oeste, estando a uma altitude de 684 metros.
Relevo
Em Casa Branca pode-se observar o fenômeno conhecido por voçoroca, onde o terreno sofre imensa erosão, formando-se crateras no solo, conferindo-lhe aspecto dos conhecidos canyons norte-americanos.
É possível reparar as diversas camadas de minerais encontrados no terreno, já que conforme o terreno vai cedendo à erosão, deixa exposto o terreno 'em fatias' mostrando as diversas camadas de terra de cores diversas.
Clima
Em Casa Branca, a estação com precipitação é abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 30 °C e raramente é inferior a 6 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Casa Branca e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 3,2 meses, de 1 de janeiro a 7 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Casa Branca é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 14 de maio a 26 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Casa Branca é junho, com a mínima de 11 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Casa Branca, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Casa Branca começa por volta de 3 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 12 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Casa Branca é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 12 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 3 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Casa Branca é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 75% do tempo. 
Hidrografia
A hidrografia de Casa Branca está composta pelos seguintes rios: Rio Tambaú; Rio Pardo; Rio Jaguari; Rio Verde e Rio Congonhas.
Rodovias
As rodovias que atendem à cidade são: SP-215; SP-340 e SP-350.
Ferrovias
Casa Branca conta com as seguintes ferrovias: Linha Tronco da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferroe Variante Lagoa-Tambaú da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro 
Economia
Casa Branca é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Casa Branca é fortemente impulsionada pelo agronegócio, destacando-se como um dos maiores produtores de laranja do país e a "Capital Estadual da Jabuticaba". Com mais de 70.000 hectares produtivos e alta área irrigada, a cidade produz em larga escala e cultiva mais de 50 mil pés de jabuticaba. A colheita da fruta, junto com a venda de derivados (vinhos e geleias), atrai visitantes de toda a região, aquecendo o setor de serviços.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 818 admissões formais e 1,1 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -278 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 126.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Casa Branca, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 98 empresas.
Educação
Escola Estadual Doutor Francisco Thomaz de Carvalho
A escola tem 108 anos e está localizada em meio a sobrados e casarões de diferentes estilos arquitetônicos da época cafeeira na cidade de Casa Branca. A escola foi inaugurada em 1932, após permanecer em obras durante toda a década de 1920, e foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) em 2002. 
Mantém em seu acervo a obra botânica “Flora Brasiliensis” – coleção formada por 20 volumes escritos por naturalistas alemães e austríacos entre 1840 e 1906, em latim, e com ilustrações em litografia por Carl Friedrich Phillipp Von Martius e Johann Baptist Von Spix. A coleção foi patrocinada pelas Coroas do Brasil, da Áustria e da Baviera. Atualmente existem apenas cinco coleções originais no mundo e esta consta no catálogo do Patrimônio Bibliográfico Nacional.
Pontos Históricos
Destaque para o Santuário de Nossa Senhora do Desterro, a Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores e o Cristo Redentor.
Turismo
Principais Atrações e Roteiros

- Roteiro Histórico e Cultural: passeio pelos casarões, igrejas antigas e coretos do século XIX. Inclui o Santuário de Nossa Senhora do Desterro.
- Capital da Jabuticaba: é possível visitar fazendas para colher a fruta direto do pé e provar produtos artesanais, como licores e destilados 100% de jabuticaba.
- Ecoturismo e Esportes: destino forte para ciclo turismo, caminhadas ao ar livre e visita ao Horto Florestal.
- Festival da Jabuticaba: o tradicional evento gastronômico e cultural da cidade atrai visitantes com shows e pratos típicos.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .