terça-feira, 15 de setembro de 2026

PROPRIÁ - SERGIPE

Propriá é um município brasileiro do estado de Sergipe. Conforme estimativas do IBGE, para o ano de 2025, a população de Propriá era de 27.213 habitantes.
História
Propriá teve origem no princípio do século XVII, quando foi instalada uma missão jesuíta para catequese dos índios.
O município, que comandava administrativamente várias cidades da região do rio São Francisco, era conhecido na época como “Urubu de Baixo” e pertencia a Cristóvão de Barros, conquistador de Sergipe, que doou em 9 de abril de 1500 ao filho dele Antônio Cardoso de Barros.
No final da primeira metade do século XVII, as terras foram doadas pela viúva de Antônio Cardoso de Barros, Dona Guiomar de Melo, ao genro Pedro Abreu de Lima.
Diante da privilegiada localização às margens do rio São Francisco, que proporcionava um rápido progresso, Urubu de Baixo foi elevada em 18 de outubro de 1718 a Sede de Freguesia de Santo Antônio de Urubu de Baixo, desmembrada da Vila-Nova do São Francisco.
Em 5 de setembro de 1801, foi elevada a Freguesia à Vila. A instalação da Vila de Propriá foi realizada com uma solenidade festiva em 07 de fevereiro de 1802, naquele dia foi construído um pelourinho de pau redondo em frente à Igreja de Santo Antônio como sinal de autonomia.
Em finais de 1859, o imperador Dom Pedro II e a imperatriz Tereza Cristina chegam a Propriá através do Rio São Francisco. Foi ele quem idealizou a ponte, mas a queria em outra localização, passando por dentro da cidade. Parece que ele estava certo. Veja o que anotou dom Pedro em sua agenda: "Propriá é uma vila de 3 mil habitantes, com algumas casas boas e de sobrado, e uma fábrica ... de descascar arroz, com máquina de vapor...". Arroz, peixe, algodão, cana-de-açúcar e uma enorme feira regional. Propriá era um centro industrial e comercial tão forte que só perdia para Aracaju. Por conta disso, todos os outros setores da sociedade cresciam. O padre Antônio Cabral, vigário da cidade, recebendo três freiras de Portugal, resolveu construir um colégio para meninas. Boa parte dos recursos para a construção da escola foi doada por João Fernandes de Britto. Nasce o Colégio Nossa Senhora das Graças, que começou a receber meninas das famílias tradicionais de Sergipe.
Através da Resolução Provincial n.º 755, de 21 de fevereiro de 1866, Propriá recebe a categoria de cidade.
O município é limitado pelo estado de Alagoas ao nordeste e pelos municípios de Neópolis e Japoatã ao sul, São Francisco ao sudoeste, e Cedro de São João e Telha ao oeste.
Propriá tem tradição na fabricação de doces típicos. Destaque para o doce de batata, considerado o melhor do Estado de Sergipe.
Propriá teve origem no princípio do século XVII, quando foi instalada uma missão jesuíta para catequese dos índios. O município, que comandava administrativamente várias cidades da região do rio São Francisco, era conhecido na época como “Urubu de Baixo” e pertencia a Cristóvão de Barros, conquistador de Sergipe, que doou em 9 de abril de 1590 ao filho dele Antônio Cardoso de Barros.
No final da primeira metade do século XVII, as terras foram doadas pela viúva de Antônio Cardoso de Barros, D. Guiomar de Melo, ao genro Pedro Abreu de Lima. Diante da privilegiada localização às margens do rio São Francisco, que proporcionava um rápido progresso, Urubu de Baixo foi elevada em 18 de outubro de 1718 a Sede de Freguesia de Santo Antônio de Urubu de Baixo, desmembrada da Vila-Nova do São Francisco.
Em 5 de setembro de 1801, foi elevada a Freguesia à Vila. A instalação da Vila de Propriá foi realizada com uma solenidade festiva em 7 de fevereiro de 1802. Através da Resolução Provincial nº 755, de 21 de fevereiro de 1866, Propriá recebe a categoria de cidade.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Propriá, em 1718. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Propriá em 1800. Sede na antiga povoação de Urubu da Baixa. Instalado em 07 de fevereiro de 1802. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Propriá, pela Resolução Provincial n.º 755, de 21 de fevereiro de 1866. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
A origem do nome "Propriá" possui raízes indígenas. A palavra deriva do tupi e significa "fruto de muitas cascas" ou, em outras interpretações, uma referência à abundância de certas espécies vegetais locais.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 10º12'40" sul e a uma longitude 36º50'25" oeste, estando a uma altitude de 14 metros. O município é limitado pelo estado de Alagoas a nordeste e pelos municípios de Neópolis e Japoatã a sul, São Francisco a sudoeste, e Cedro de São João e Telha a oeste. Possui uma área de 95,51 km².
A geografia de Propriá é definida pela presença majestosa do Rio São Francisco. Com uma altitude baixa e um relevo suave, a cidade se expande em harmonia com as curvas do rio.
Solo
O solo, rico em aluviões devido às cheias históricas do rio, é extremamente produtivo, permitindo o cultivo de diversas culturas. A vegetação, marcada pela transição entre o agreste e as matas ciliares que protegem o leito do São Francisco, cria um mosaico verde que é o orgulho da região. É uma geografia que, ao mesmo tempo em que oferece beleza cênica, impõe o respeito profundo que o povo de Propriá mantém pela força das águas.
Clima
Em Propriá, o verão é longo, quente e de céu parcialmente encoberto; o inverno é curto, com precipitação, de céu quase sem nuvens e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 34 °C e raramente é inferior a 19 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Propriá e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 5,6 meses, de 21 de outubro a 9 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Propriá é março, com a máxima de 34 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 9 de junho a 25 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Propriá é julho, com a mínima de 21 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1963 a 1970 e a partir de 1973, a menor temperatura registrada em Propriá foi de 14,5 °C em 11 de setembro de 1983 e a maior atingiu 39,8 °C em 26 de novembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas alcançou 140,6 mm em 30 de abril de 1977, seguido por 139,2 mm em 6 de dezembro de 1964. Abril de 1966, com 806,1 mm, foi o mês de maior precipitação.
Em Propriá, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Propriá começa por volta de 26 de maio e dura 4,9 meses, terminando em torno de 22 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Propriá é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 22 de outubro e dura 7,1 meses, terminando em torno de 26 de maio. 
Economia
Propriá já foi a segunda economia do estado de Sergipe (a primeira era Aracaju) e liderava o comércio atacadista do Baixo São Francisco (Sergipe e Alagoas), sofrendo uma decadência desde a década de 1970. Propriá tem tradição na fabricação de doces típicos, com destaque para o doce de batata, considerado o melhor do estado de Sergipe.
A economia local é diversificada. Historicamente ligada ao comércio e à agricultura, a cidade hoje vê o fortalecimento da piscicultura, do setor de serviços e de pequenas indústrias. A presença do Rio São Francisco continua sendo o coração da economia, impulsionando a pesca e o transporte, além de ser o motor que sustenta a vida de centenas de famílias que vivem da produção em seu entorno.
De janeiro a maio de 2026, foram registradas 621 admissões formais e 662 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -41 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 70.
Educação
Propriá compreende que o conhecimento é a semente do progresso. Nos últimos anos, a cidade tem investido na expansão da oferta educacional, aproximando os estudantes do ensino superior através de polos de educação presencial e à distância. O foco na capacitação técnica e profissional visa atender às necessidades locais, como a gestão de recursos hídricos, o agronegócio e a administração, garantindo que o jovem de Propriá encontre em sua própria terra as oportunidades para construir um futuro digno.
Turismo
O turismo em Propriá é um convite para contemplar a história e a natureza. Os passeios pelo Rio São Francisco são experiências inesquecíveis, onde o pôr do sol se torna um espetáculo à parte. 
Cultura
Culturalmente, a cidade é um tesouro. As manifestações folclóricas, as festas religiosas — como a procissão fluvial — e a riqueza do artesanato local mantêm viva a memória dos nossos antepassados.
Esporte
No esporte, a cidade é muito ativa. O futebol amador é a paixão que mobiliza a comunidade nos finais de semana, e o incentivo a modalidades aquáticas, aproveitando o potencial do rio, tem crescido, transformando Propriá em um centro de saúde e integração social, onde a juventude encontra nos campos e nas águas um espaço de desenvolvimento e união.
Propriá possui duas equipes de futebol, o América Futebol Clube e o Esporte Clube Propriá. O Propriá foi fundado em 1913 e o seu estádio é o Constantino Tavares e o América foi fundado em 1942, a partir de uma dissidência do Propriá, e manda seus jogos no Estádio Durval Feitosa.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

PIRAÍ - RIO DE JANEIRO

Piraí é um município localizado na região do Vale do Paraíba Fluminense, também conhecida como Médio Paraíba, na região Sul Fluminense do estado do Rio de Janeiro, Brasil. Situado a aproximadamente 89 km da capital estadual, o município possuía uma população de 29.066 habitantes, conforme estimativas do IBGE, para o ano de 2025.
História
A história de Piraí remonta ao período colonial, quando a região passou a ser ocupada por colonos atraídos pelo seu potencial agrícola. Originalmente, o território era habitado por indígenas da etnia Puri e Coroado, que utilizavam uma antiga trilha para se deslocarem entre as aldeias da Serra do Mar e as áreas litorâneas. Com o advento da mineração, a trilha indígena foi transformada em um dos principais caminhos que ligavam as minas de ouro ao porto do Rio de Janeiro, facilitando o escoamento do metal precioso para a metrópole portuguesa. As primeiras sesmarias foram concedidas por volta de 1765. 
A fundação de Piraí está diretamente ligada à construção de uma capela dedicada a Sant'Ana, às margens do Rio Piraí, por volta de 1770. A pequena capela, erguida por José Luiz Urbano, um dos primeiros proprietários de terras na região, tornou-se o núcleo em torno do qual se formou o povoado de Sant'Ana do Piraí. Em 1776, a capela foi elevada à condição de curato, recebendo um pároco residente e oferecendo serviços religiosos regulares, o que impulsionou o desenvolvimento do arraial e atraiu novos moradores para a área.
Nas décadas seguintes, o povoado enfrentou diversas dificuldades, principalmente pela falta de recursos e apoio para a manutenção da capela e do crescente número de habitantes. No entanto, a perseverança dos moradores e do clero local permitiu que, em 1798, a capela adquirisse um pequeno patrimônio de terras, tornando-se independente das provisões anuais do governo colonial. O arraial, à época, contava com 54 fogos, 378 habitantes, entre os quais 128 eram escravos, dois engenhos de açúcar e três usinas de aguardente, refletindo a economia agrária em formação.
A história do desmembramento e fundação do município de Piraí está ligada à sua evolução como freguesia e, posteriormente, como vila. Em 11 de outubro de 1811, o oitavo bispo do Rio de Janeiro, Dom José Caetano da Silva Coutinho, realizou sua primeira visita pastoral à região. Atendendo aos pedidos dos moradores, que se comprometeram a construir uma nova igreja matriz, o bispo concedeu ao povoado de Sant'Ana do Piraí o status de freguesia curada, nomeando José Theodosio de Souza como seu primeiro vigário. Embora o compromisso de erguer a igreja matriz não tenha sido inicialmente cumprido, a freguesia foi elevada à categoria de freguesia perpétua em 17 de outubro de 1817. Uma nova visita do bispo em 1825 reiterou a necessidade de construir a igreja matriz, e uma comissão foi nomeada para arrecadar fundos e iniciar a obra.
Em 1833, a Freguesia de Sant'Ana do Piraí contava com 4.111 moradores, que, em busca de maior autonomia, enviaram ao regente Feijó um abaixo-assinado solicitando a elevação do povoado à categoria de vila. Essa expressão designava, à época, a sede de um termo, unidade político-administrativa equivalente a um município. Após quatro anos de negociações, a elevação a vila foi finalmente conquistada pela Lei Provincial n.º 96, de 06 de dezembro de 1837, com território desmembrado de São João do Príncipe (mais tarde São João Marcos, atual Rio Claro e Barra Mansa). A instalação oficial da nova Vila de Sant'Ana do Piraí ocorreu em 11 de novembro de 1838, na residência de Raymundo Antônio Soares, com a presença do presidente da Província, Paulino José Soares de Souza, o Visconde do Uruguai. Nos anos seguintes, a vila experimentou um crescimento significativo, impulsionado pela produção de café e pela melhoria da infraestrutura local, consolidando-se como um importante centro econômico e administrativo na região.
A introdução do cultivo do café no Vale do Paraíba no início do século XIX foi um marco decisivo na história de Piraí, transformando radicalmente a economia local. As condições climáticas favoráveis, aliadas à proximidade com o porto do Rio de Janeiro e ao apoio governamental através da concessão de sesmarias, facilitaram a expansão da cafeicultura. Em Piraí, essa nova atividade agrícola impulsionou o crescimento demográfico e o surgimento de uma elite agrária, composta por grandes proprietários de terra que acumulavam riqueza e influência política. A produção cafeeira tornou-se a principal atividade econômica da região, com as fazendas de café moldando a paisagem e a organização social local.
Dentre as famílias de destaque no município, os Souza Breves tornaram-se um exemplo da concentração de poder e riqueza associada à produção de café. A família, que controlava vastas extensões de terra e uma numerosa escravaria, contribuiu significativamente para a prosperidade da região. Em meados do século XIX, as fazendas de café de Piraí, especialmente a Fazenda São José do Pinheiro, desempenharam um papel central na economia local, respondendo por uma parcela considerável da produção cafeeira do país. Essa prosperidade econômica teve reflexos diretos na organização social e política do município, consolidando Piraí como um importante centro agrário no contexto do Brasil imperial.
Formação Administrativa
Freguesia criada com denominação de Santana do Piraí, por Alvará de 17 de outubro de 1817, no município de São João do Príncipe depois São João Marcos atual Rio Claro Barra Mansa, e pelos Decretos Estaduais n.º 1 de 08 de maio de 1892 e n.º 1-A, de 03 de junho de 1892. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santana do Piraí, pela Lei Provincial n.º 96, de 06 de dezembro de 1837, com território desmembrado dos municípios de São João do Príncipe depois São João Marcos atual Rio Claro e Barra Mansa. Instalado em 11 de novembro de 1838. 
Pela Lei Provincial n.º 141, de 12 de abril de 1839 e por Decretos n.º 1, de 08 de maio de 1892 e n.º 1-A, de 03 de junho de 1892, é criado o distrito de São João Batista do Arrozal e anexado a vila de Santana do Piraí. 
Elevado à condição de cidade com denominação de Piraí, pela Lei ou Decreto Provincial n.º 2.041 de 17 de outubro de 1874. 
Pelo Decreto n.º 155, de 08 de dezembro de 1890, o município de Piraí adquiriu do município de São João de Príncipe o distrito de São José do Bom Jardim (ex São José de Cacaria). 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município, já denominado Piraí é constituído 3 distritos: Piraí, São João Batista do Arrozal e São José do Bom Jardim. 
Pela Lei Estadual n.º 1.360, de 21 de novembro de 1916, é criado o distrito de Pinheiro e anexado ao município de Piraí. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Piraí é constituído de 4 distritos: Piraí, Pinheiro, São João Batista do Arrozal e São José do Bom Jardim. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto Estadual n.º 641, de 15 de dezembro de 1938, o distrito de São João Batista do Arrozal passou a denominar-se simplesmente Arrozal e o distrito São José do Bom Jardim passou a denominar-se Monumento. 
No quadro fixado para vigorar no quinquênio 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Piraí, Arrozal (ex São João Batista do Arrozal), Monumento (ex São José do Bom Jardim) e Pinheiro. 
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.055, de 31 de dezembro de 1943, é criado o distrito de Santanésia e anexado ao município de Piraí. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 5 distritos: Piraí, Arrozal, Monumento, Pinheiral e Santanésia. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991. 
Pela Lei Municipal n.º 307, de 07 de novembro de 1991, são alterados os limites entre os distritos de Piraí, Arrozal e Pinheiral. 
Em “Síntese” de 31 de dezembro de 1994, o município é constituído de 5 distritos: Piraí, Arrozal, Monumento, Pinheiral e Santanésia. 
Pela Lei Estadual n.º 2.408, de 31 de junho de 1995, é desmembrado do município do Piraí o distrito de Pinheiral. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído de 4 distritos: Piraí, Arrozal, Monumento e Santanésia. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.
Etimologia
O topônimo "Piraí" é uma referência ao rio Piraí. O nome tem origem na língua tupi e significa "rio dos peixes", através da junção dos termos pirá (peixe) e 'y (rio). 
Geografia
Piraí está localizado na microrregião do Vale do Rio Paraíba, sendo um dos 92 municípios que compõem o estado do Rio de Janeiro, na Região Sudeste do Brasil. Com uma área total de 505 km², que corresponde a 1,15% da área do estado, o município é dividido em quatro distritos: Piraí, Arrozal, Santanésia e Vila Monumento. Faz fronteira com os municípios de Barra do Piraí, Pinheiral, Rio Claro, Itaguaí, Mendes, Paracambi, Barra Mansa e Volta Redonda. 
Situado às margens da Rodovia Presidente Dutra, Piraí ocupa uma posição geográfica privilegiada que facilita a conexão com as principais metrópoles brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, além de permitir interação com a Região Sul do estado do Rio de Janeiro e áreas de Minas Gerais. A rodovia atravessa o município por 53 km, localizando Piraí a 84 km do Rio de Janeiro, 300 km de São Paulo, 330 km de Belo Horizonte e 70 km do Porto de Sepetiba. 
Relevo
O relevo de Piraí classifica-se como de planalto (de acordo com a classificação de Jurandyr L. Sanches Ross), fazendo parte da Serra do Mar. A cidade é caracterizada por colinas e vales, com altitudes que variam significativamente - mares de morros - criando uma topografia acidentada.
Vegetação
A vegetação de Piraí é composta principalmente por remanescentes de Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em biodiversidade do Brasil. Embora grande parte da cobertura original tenha sido substituída por atividades agropecuárias ao longo dos anos, ainda é possível encontrar áreas de floresta nativa, especialmente em regiões mais elevadas e de difícil acesso. Aproximadamente 47,65% do território de Piraí é coberto por florestas. 
Clima
Em Piraí, o verão é opressivo, com precipitação, de céu encoberto, curto e quente; o inverno é de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 32 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Piraí e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro. 
O clima de Piraí é caracterizado como tropical de altitude. A precipitação é concentrada principalmente no verão, quando são comuns chuvas intensas e rápidas, enquanto o inverno tende a ser mais seco, embora não isento de precipitações ocasionais. A geografia montanhosa da região também influencia nas condições climáticas, contribuindo para a ocorrência de nevoeiros e aumentando a variabilidade climática local.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes aos períodos de 1961 a 1983, 1986 a 1991, 1993 e 1997 a 2006, a menor temperatura registrada em Piraí foi de 3,3 °C em 23 de junho de 2000, e a maior atingiu 40,3 °C em 24 de dezembro de 1968. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 160,3 milímetros (mm) em 27 de março de 1966. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 145,2 mm em 23 de janeiro de 1967 e 117,6 mm em 3 de dezembro de 2002. Janeiro de 1967, com 524,2 mm, foi o mês de maior precipitação.
A estação quente permanece por 2,4 meses, de 29 de dezembro a 11 de março, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Piraí é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,1 meses, de 11 de maio a 13 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Piraí é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Piraí, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Piraí começa por volta de 5 de abril e dura 6,2 meses, terminando em torno de 13 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Piraí é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 72% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 13 de outubro e dura 5,8 meses, terminando em torno de 5 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Piraí é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 73% do tempo. 
O Rio Piraí
O Rio Piraí desempenha um papel importante no contexto geográfico e histórico do município de Piraí, no estado do Rio de Janeiro. Sua importância não se limita apenas ao fornecimento de recursos hídricos, mas também se estende à geração de energia elétrica. Localizado na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, o rio é essencial para o abastecimento de água da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com aproximadamente 96% da água que chega à capital estadual passando pelo território de Piraí. Além disso, o município é responsável por cerca de 20% da energia elétrica distribuída pela Light no Grande Rio, em parte devido ao aproveitamento das águas do Rio Piraí para fins de geração de energia.
A história de Piraí está intimamente ligada ao Rio Piraí. Antes da colonização portuguesa, os indígenas que habitavam a região já conheciam e valorizavam o rio, a quem deram o nome de "Rio dos Peixes" devido à sua abundância de recursos. Quando os primeiros colonos portugueses chegaram à região, por volta de 1770, escolheram as margens do Rio Piraí para se estabelecer. Ao longo dos séculos, o rio tornou-se um símbolo da identidade local.
Geograficamente, o Rio Piraí tem sua nascente no município de Bananal, no estado de São Paulo, e atravessa os municípios de Rio Claro e Piraí, até desaguar no Rio Paraíba do Sul, no município de Barra do Piraí. O rio também marca a fronteira entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, bem como entre o município paulista de Bananal e o município fluminense de Rio Claro, onde adentra o território do Rio de Janeiro. Ao longo de seu curso, o Rio Piraí é represado pela Barragem de Santana, controlada pela Light Serviços Elétricos S/A, e também abriga a Elevatória do Vigário, localizada no centro da cidade de Piraí.
Historicamente, o Rio Piraí era um tributário da Bacia do Rio Paraíba do Sul, mas, no início do século 20, seu curso foi transposto para a Bacia do Rio Guandu, uma mudança que teve implicações significativas para a distribuição de recursos hídricos e para a geração de energia na região. Essa transposição fez do Rio Piraí uma peça-chave na infraestrutura hídrica do estado, reforçando ainda mais sua importância estratégica para o município de Piraí e para o Rio de Janeiro como um todo.
Economia
Piraí é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano.
Se o café foi o passado, o presente de Piraí é marcado pela tecnologia e pelo setor de serviços. O município é um importante polo de geração de energia limpa e tem atraído investimentos industriais e logísticos, sem abrir mão de um setor primário forte, que valoriza o produtor rural e a produção orgânica de qualidade.
De janeiro a maio de 2026, foram registradas 1,3 mil admissões formais e 1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 301 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -194.
Até junho de 2026 houve registro de 9 novas empresas em Piraí, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 4 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 61 empresas.
Educação
Piraí compreende que a inteligência é o maior combustível para o futuro. Por isso, a cidade tem investido na expansão educacional, oferecendo polos de ensino superior e técnico que conectam os jovens às necessidades do mercado global. A presença de instituições de ensino estimula a pesquisa aplicada, o desenvolvimento sustentável e a gestão de recursos naturais, preparando as novas gerações para liderar o crescimento regional com competência e responsabilidade socioambiental.
Turismo
Lago do Convento

O lago do Convento localiza-se no bairro Koop Land em área de propriedade do antigo Hotel Fazenda Espelho D'Água, hoje Convento da Transfiguração do Senhor - Instituto dos Frades de Emaús. Sua área é de aproximadamente 100.000 metros quadrados, de formato irregular e com águas transparentes e frias. Às suas margens, destacam-se quaresmas, espatódeas, pinheiros e amendoeiras. A pesca no local é proibida, mas os banhos e os passeios em pequenas embarcações, são permitidos e frequentes. Em seu entorno, há casas residenciais e as instalações do Convento da Transfiguração do Senhor - Instituto dos Frades de Emaús.
Rio Piraí
O rio Piraí nasce na serra do Sinfrônio, no município de Rio Claro, atravessado todo o município de Piraí e desemboca parte dele no rio Paraíba do Sul. durante seu trajeto, em Piraí, não há presença de cachoeiras, nem de praias fluviais, mais sim de formações de lagoas e lagos, sendo o maior expressão o lago do Kopp, situado na localidade de Koppland. A vegetação que circunda o atrativo é terciária, composto basicamente de espécie como canela, jacaré, embaúba, ipê amarelo, quaresma, eucalipto, árvores frutíferas, além de áreas de pasto em toda a sua extensão. Suas águas, em grande volume, são claras, transparentes e de temperaturas amena. Outrora, o rio era navegável por embarcações de médio porte, mas atualmente só é possível através de pequenas embarcações (botes, canoas, etc.). Isso ocorreu, devido a instalação de usinas e barragens que utilizam grande parte de suas águas. A Barragem de Tocos, localizada ainda no município de Rio Claro, desvia suas águas para o Reservatório Ribeirão das Lajes e a Usina Elevatória do Vigário, na sede de Piraí, subsistema da Usina Nilo Peçanha, "rouba" suas águas de forma natural e o excedente continua seu percurso. Na divisa dos municípios de Piraí e Barra do Piraí, há o subsistema de Santana que capta de forma artificial a água do rio Paraíba do Sul para o rio Piraí, fazendo com que este suba ao invés de descer, para que a água seja aproveitada pela Usina do Vigário. O excedente percorre outro caminho e por fim desemboca no Rio Paraíba do Sul. A paisagem circundante do atrativo é caracterizada pela serra das Araras, a sede de Piraí, o lago Kopp e a Usina Elevatória de Vigário.
Rio Paraíba do Sul
O rio Paraíba do Sul, com sua nascente em São Paulo, atravessa diversos municípios do Estado de Rio de Janeiro e desagua no oceano Atlântico, na altura do município de São João da Barra. Em Piraí, o rio Paraíba do Sul atravessa o município de Pinheiral, apresentando em suas margens pequenas praias localizadas entre vegetação terciária, onde destacam-se imbaúbas, canelas, jacarés além de diversas espécies de aves. Compondo sua ambiência registra-se a presença, próxima, de áreas de pastagem e no seu leito pequenas ilhas arborizadas. Águas barrentas e de baixa temperatura, não são propícias a banhos devido ao índice de poluição do rio, que vem recebendo grande quantidade de resíduos desde o Estado de São Paulo. Neste trecho o rio é navegável apenas para pequenas embarcações. Destaca-se pelo seu entorno, onde estão presentes o Posto Zootécnico, a Estrada de Ferro Pinheiral-Piraí além de sítios e fazendolas da região.
Cachoeira dos Três Saltos
O atrativo tem altura aproximada de dez metros, possuindo três saltos. Suas águas são claras, transparentes e de temperatura baixa. No final da queda, há boas possibilidades de banhos, com presença de uma excelente ducha natural. A paisagem que circunda o atrativo é formada por áreas de pastagem, bananeiras, bambuzais, canelas, eucaliptos e jacarés, além da sede da Fazenda dos Três Saltos e suas benfeitorias.
Prefeitura de Piraí
No ano de 1837, o prédio onde atualmente funciona a Prefeitura de Piraí teve permissão para a construção pelo governo da província em terreno doado por Magalhães Pusso, proprietário da Sesmaria de Palmeira. Para dar suporte às atividades no ano seguinte foi criada uma comissão nomeada pelo Presidente da Província cabendo aos membros a organização de uma subscrição para a construção dos prédios públicos ou seja a Câmara Júri e Cadeia. Em 1838, passou então a funcionar no primeiro pavimento do prédio a cadeia e no segundo pavimento a Sala das Audiências, a Secretaria, o Reservado (para os réus), a Secreta (para os jurados) e a Sala do Tribunal. Em 1917, a cadeia foi transferida para outro prédio. No ano de 1922, passou a ser sede da prefeitura.
Casarão de Arrozal
O Prédio Imperial de São João Batista de Arrozal da Irmandade do S. S. Sacramento doado pelo Coronel Quincas Ribeiro é um marco na região por ter hospedado por diversas vezes D. Pedro II e sua comitiva imperial. Arrozal outrora possuía grandes áreas com a cultura de arroz cuja maior parte de sua destinada ao abastecimento da corte no Rio de Janeiro. A aprazível localidade tem suas histórias iniciada no final do século XVIII quando o capitão-mor José Souza Breves chegou à região como desbravador sendo o primeiro senhor das terras organizando a Fazenda Cachoeira e criando a Vila de São João Batista do Arrozal.
Banda de Música de Arrozal
Contam os antigos moradores e os descendentes de escravos que havia na localidade duas bandas: uma composta de brancos e outra de negros escravos que gozavam de certas regalias havendo entre elas uma disputa pela superioridade de repertórios. O episódio testemunha as raízes centenárias da Banda que com a queda da escravidão e decadência da lavoura cafeeira assistiu ao êxodo da população e consequentemente dos músicos.
Igreja de Sant'Ana
A igreja matriz da paróquia de Sant'Ana foi construída entre 1829 e 1841. Foi reformada entre 1954 e 1952, ocasião em que o teto foi pintado com cenas de passagens bíblicas de autoria do artista Geraldo de Oliveira. Em 2007 recebeu iluminação noturna.
Seu altar mor tem revestimento de pedra-sabão e abriga uma imagem de Sant'Ana, a padroeira do município.
Casa de Cultura
No majestoso prédio do século XX retrata a história de Piraí, desde a sua fundação, como cenário do poderio do Ciclo do Café em nossa Região até o Programa de Desenvolvimento Local.
Parque Florestal Mata do Amador
O Parque com uma área de 164 000 metros quadrados, foi criado através da Lei Municipal 447, de 8 de abril de 1997, com o objetivo de preservar a principal área florestal próxima a cidade. Sua criação visa promover a educação ambiental, atividades culturais e educacionais.
Parque do Caiçara
Com área aproximadamente de 50 000 metros quadrados, com forma irregular, possui águas transparentes e frias. Destaca-se por uma praia lacustre, utilizada para piqueniques e banhos.
Condomínio da Arte
O projeto "Condomínio da Arte" foi iniciado, no atual formato, em setembro de 2004, com o propósito de gerar trabalho e renda, garantindo a inserção do artesão na economia do Município. O projeto previu ainda, uma evolução sustentável da atividade artesanal e o desenvolvimento das "Oficinas de Produção". Nos quatro anos de existência como Condomínio da Arte, o projeto, que, inicialmente, contava com três oficinas de artesanato, uma oficina de confecção e uma oficina de panificação, tem, atualmente, oito oficinas de produção, formando e informando artesãos sobre as tendências de um mercado competitivo e sobre a necessidade de constante capacitação, contribuindo, dessa forma, para sua profissionalização e para a transformação do segmento artesanal em negócio.
A estratégia de trabalho privilegiou: a revitalização do produto artesanal, buscando uma identidade cultural (tilápia, macadâmia e café); a mobilização e o fortalecimento das oficinas de produção, com o olhar voltado para o nosso foco principal que é o aproveitamento de materiais e a orientação e organização da loja, principal ponto de escoamento do produto. Chamar a atenção para a importância da arte e do artesanato, também, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que têm como fonte ou complementação de renda a produção de peças artesanais, bem como divulgar a arte e o artesanato de Piraí, tem sido o objetivo do Condomínio. Nas lojas do Condomínio da Arte, você encontra lindas peças artesanais e lanchonete. A loja fica localizada na Avenida Guadalajara, 67.
Piraí Digital
Piraí Digital é um projeto de disseminação da cultura digital no município, que envolve ações de inclusão digital, educação para novas mídias e informatização da gestão. Abrange os telecentros, escolas de todos os níveis e outras instituições públicas como o sistema de saúde do município.
A base tecnológica do projeto é uma infraestrutura pública de comunicação SHSW (sistema híbrido com suporte wireless) com cobertura em todo o município, inaugurada em 6 de fevereiro de 2004.
Calendário
- Feira dos Artesãos - primeiro sábado de cada mês - na Praça da Preguiça
- Fevereiro ou Março: Carnaval na Praça
- Abril: Café, cachaça e chorinho
- Abril: Festa de São Benedito (Arrozal)
- Maio: Festa do Trabalhador (Santanésia)
- Junho: Causos e Caldos
- Junho: Forró Para o Povo
- Julho: Cavalgada da Amizade
- Julho: Festa Julhina (Instituto dos Frades de Emaús)
- 26 de Julho: Dia da Padroeira - Senhora Sant'Ana
- Agosto: Festival de Música de Piraí
- Setembro: Arrozal em Festa
- Outubro: Festa de São Francisco de Assis (Instituto dos Frades de Emaús)
- Outubro: Piraí Fest Paladar - Festival Gastronômico de Piraí.
- Dezembro: Cantata de Natal.
A partir de 2013 a Cavalgada e a Festa do Folclore foram integradas em uma única festa, o "Arrozal em Festa", que acontece sempre na primeira quinzena de setembro.
Esporte
No esporte, o município é uma referência, com incentivo constante às práticas de base, torneios de ciclismo de estrada e o fomento ao futebol e ao futsal, que movimentam os centros esportivos e promovem a integração social.
O Rodoviário Piraí Futebol Clube é uma agremiação esportiva de Piraí, fundada a 6 de junho de 1956.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

PRAINHA - PARÁ

Prainha é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Baixo Amazonas. Localiza-se no norte brasileiro, a uma latitude 01º48'00" sul e longitude 53º28'48" oeste. De acordo com estimativas do IBGE, para o ano de 2025, sua população era de 38.733 habitantes. 
História
O primeiro povoado teve sua origem na margem do Rio Urubuquara, e possuía a denominação de Outeiro. Dado seu difícil acesso, seus moradores o transferiram para as margens do Rio Amazonas principal via fluvial da região.
A transferência do povoamento urbano foi de fundamental importância devido a facilidade das grandes embarcações poderiam atracar as margens do Rio Amazonas permitindo assim o comercio e a locomoção.
Foi elevado à categoria de freguesia, em 1758, por Francisco Xavier de Mendonça Furtado. E, com a Lei Provincial n.º 941, de 14 de agosto de 1879, recebeu o predicamento de vila elevando seu território a município, sendo instalado a 7 de janeiro de 1881.
Porém, em 27 de dezembro de 1930 através do Decreto n.º 78, o município de Prainha foi extinto e seu território anexado ao de Monte Alegre. Tal anexação duraria apenas cinco anos pois a Lei n.º 8, de 31 de outubro de 1935, lhe restabeleceu a autonomia.
Com as Leis n.º 5.435, de 05 de maio de 1988 e n.º  5.438, de 06 de maio de 1988, Prainha sofreu desmembramento em seu território para a criação dos municípios de Uruará e Medicilândia.
Atualmente, é constituído de três distritos: Prainha, Pacoval e Santa Maria do Uruará.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Prainha, em 1758. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Prainha, pela Lei Provincial n.º 941, de 14 de agosto de 1879, desmembrada do município de Monte Alegre. Instalado em 07 de janeiro de 1881. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 7 distritos: Prainha, Guajara, Joauri, Outeiro, Paranaquara, Tamuataí e Uruará. 
Pelo Decreto Estadual n.º 78, de 27 de dezembro de 1930, é extinto o município de Prainha, sendo seu território anexado ao município de Monte Alegre. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Prainha figura no município de Monte Alegre. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Prainha, pela Lei Estadual n.º 8, de 31 de outubro de 1935, desmembrado de Monte Alegre. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 2 distritos: Prainha e Tapará. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.972, de 31 de março de 1938, é extinto o distrito de Taperá, sendo seu território anexado ao distrito de sede de Prainha. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, é criado o distrito de Pacoval com terras desmembradas do distrito de sede de Prainha e anexado ao município de Prainha. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Prainha e Pacoval. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Prainha e Pacovall. 
Pela Lei Estadual n.º 5.202, de 10 de dezembro de 1984, é criado o distrito de Medicilândia e anexado ao município de Prainha. 
Pela Lei Estadual n.º 5.435, de 05 de maio de 1988, é desmembrado do município de Prainha o distrito de Uruará. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 4 distritos: Prainha, Pocoval, Medicilândia e Uruara. 
Pela Lei Estadual n.º 5438, de 06 de maio de 1988, é desmembrado do município de Prainha o distrito de Medicilândia. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1991, o município é constituído de 2 distritos: Prainha e Pacoval. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
A origem do seu nome é simples e descritiva, nascida da observação direta dos primeiros habitantes e desbravadores: uma pequena praia de areias brancas que se formava às margens do rio e que servia de marco para viajantes e pescadores.
Geografia
Localiza-se à latitude 01º48'00" sul e à longitude 53º28'48" oeste, com altitude de 70 metros. Sua população estimada em 2016 era de 29 132 habitantes, distribuídos em uma área de 14.786,987 km².
A geografia de Prainha é definida pelo ritmo das cheias e vazantes do Amazonas. Com uma altitude baixa, o relevo é composto por áreas de planície e várzea, ricas em sedimentos que alimentam a vida. 
Solo
O solo é extremamente fértil, permitindo uma vegetação exuberante de mata de várzea e floresta tropical densa, que é o habitat de uma fauna e flora riquíssimas. Essa geografia moldou profundamente a vida do prainhense: aqui, o rio é mais que uma via de transporte, é a própria vida que pulsa e renova os campos e as matas a cada ciclo anual, criando paisagens que mudam conforme a vontade da natureza.
Clima
Em Prainha, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é opressivo e quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 34 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Prainha e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao início de setembro. 
A estação quente permanece por 3,7 meses, de 25 de agosto a 15 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Prainha é outubro, com a máxima de 34 °C e mínima de 26 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 1 de fevereiro a 30 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Prainha é março, com a mínima de 25 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Em Prainha, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Prainha começa por volta de 5 de junho e dura 4,0 meses, terminando em torno de 6 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Prainha é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 54% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 6 de outubro e dura 8,0 meses, terminando em torno de 5 de junho. 
O mês mais encoberto do ano em Prainha é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 79% do tempo. 
Economia
Prainha é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia local, tradicionalmente voltada para a pesca, o extrativismo vegetal — como o açaí e a madeira de manejo sustentável — e a agricultura de subsistência, começa a ver novos horizontes. A pecuária de várzea e o fortalecimento do comércio local têm sido fundamentais para o desenvolvimento do município, trazendo novas oportunidades de emprego e renda para as famílias.
De janeiro a maio de 2026, foram registradas 35 admissões formais e 65 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -30 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de -28.
Até junho de 2026 houve registro de 7 novas empresas em Prainha, sendo que 3 atuam pela internet. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 15 empresas.
Educação
Prainha entende que a transformação passa pelo saber. Nos últimos anos, a cidade tem investido na ampliação do acesso à educação superior, por meio de polos de ensino à distância e parcerias estratégicas. O objetivo é claro: capacitar o jovem prainhense para que ele possa utilizar a tecnologia a favor do desenvolvimento sustentável, unindo o conhecimento acadêmico à sabedoria ancestral sobre o manejo da floresta e a gestão dos recursos naturais. 
Cultura
Culturalmente, Prainha é riquíssima: o Círio de Nossa Senhora da Graça, padroeira do município, é a grande expressão da fé e da união do nosso povo, reunindo milhares de fiéis em uma manifestação de fé que emociona a todos.
Turismo
O turismo em Prainha é um convite à contemplação. O pôr do sol nas praias fluviais, as caminhadas em trilhas ecológicas e o passeio pelos igarapés proporcionam momentos de paz inigualáveis. 
Esporte
No esporte, o futebol é a paixão que move os fins de semana nas comunidades e na sede. O esporte amador é um importante motor de integração social, mantendo a juventude ativa e reforçando os laços de fraternidade que tornam a nossa gente tão especial.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

MIRANDÓPOLIS - SÃO PAULO

Mirandópolis é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população de acordo com estimativas do IBGE, para o ano de 2025, era de 28.754 habitantes. O município é formado pela sede e pelos distritos de Amandaba e Três Alianças. 
História
Por volta de 1920, a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, deu início à construção de sua variante Araçatuba-Juquiá, promovendo o surgimento de vários núcleos populacionais, no local que ficou conhecido por “Região da Variante”. 
Nessa época, Manoel Alves de Atayde desmatou uma gleba de terras, entre as cabeceiras do Ribeirão Claro e do córrego da Saudade (de São João), na vertente do rio Feio. A construção de algumas cabanas, deu início ao primeiro núcleo populacional, que ficou conhecido por São João da Saudade. 
Em 1934, Atayde doou à Ferrovia, os terrenos necessários à implantação de uma estação. Auxiliado por outros povoados, elaborou o plano da cidade e construiu uma rústica capela. Dois anos depois, foi inaugurada a estação, ficando a povoação denominada Mirandópolis, em homenagem ao Senador Rodolfo Miranda, ativo colaborador da comunidade. 
Quando da elevação a Distrito de Paz, em 1937, foi-lhe conferido o nome Comandante Árbues. Nessa ocasião, o Sr. Raul da Cunha Bueno traçou um loteamento urbano na Fazenda São Joaquim, da qual era proprietário. Esse loteamento, que ficava de frente a Mirandópolis (Comandante Árbues), recebeu o nome de Nova Paulicéia. 
Somente por ocasião da elevação à categoria de Município, o topônimo Mirandópolis ficou oficializado, em atendimento à vontade da comunidade local. 
Gentílico: Mirandopolense. 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Comandante Arbues, por Lei n.º 2.922, de 20 de março de 1937, no Município de Valparaíso. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Mirandópolis, por Decreto-Lei n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, desmembrado de Valparaíso, Andradina, Pereira Barreto e Araçatuba. Constituído de 2 Distritos: Mirandópolis e Amandaba. Sua instalação verificou-se no dia 01 de janeiro de 1945. 
No quadro fixado, pelo citado Decreto-Lei n.º 14.334, para vigorar em 1945-1948, o Município de Mirandópolis ficou composto dos Distritos de Mirandópolis e Amandaba, e pertence ao termo e comarca de Valparaíso. 
Aparece no fixado pela Lei Estadual n.º 233, de 24 de dezembro de 1948, composto dos Distritos de Mirandópolis, Amandaba e Roteiro, comarca de Valparaíso, e no fixado pela Lei n.º 2456, de 30 de dezembro de ¬1953, para 1954-1958, composto dos mesmos Distritos, porém na comarca de Mirandópolis. 
Lei Estadual n.º 5.285, de 18 de fevereiro de 1959, o Distrito de Roteiro. Passou a denominar-se Três Alianças. 
Em Divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 3 Distritos: Mirandópolis, Amandaba e Três Alianças. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999.
Origem do Nome
A origem do nome "Mirandópolis" é uma justa homenagem a Doutor Rafael de Barros Miranda, um dos grandes incentivadores e fundadores que visionou a criação desse núcleo urbano.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 21º08'01" sul e a uma longitude 51º06'06" oeste, estando a uma altitude de 429 metros. Possui uma área de 918,3 km². 
Geograficamente, Mirandópolis é marcada por um relevo suave, constituído por colinas que se estendem sob um clima tropical quente e úmido. Com uma altitude que favorece um ar limpo e constante, o município desfruta de verões chuvosos e invernos secos, ideal para a produtividade do campo.
O solo, famoso por sua riqueza e fertilidade, foi o grande motor que impulsionou o desmatamento consciente e o plantio de culturas que, até hoje, sustentam a economia local. A vegetação original, outrora composta por densas matas de latifoliadas, hoje convive em harmonia com áreas de reflorestamento e o cultivo intensivo, criando uma paisagem de campos abertos e horizontes amplos, típicos da nossa rica região noroeste.
Clima
Em Mirandopólis, a estação com precipitação é abafada, quente e de céu quase encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens e morna. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 16 °C a 32 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Mirandopólis e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao início de setembro. 
A estação quente permanece por 6,5 meses, de 24 de setembro a 9 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Mirandopólis é janeiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,3 meses, de 12 de maio a 23 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Mirandopólis é junho, com a mínima de 16 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Em Mirandopólis, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Mirandopólis começa por volta de 3 de abril e dura 6,5 meses, terminando em torno de 17 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Mirandopólis é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 17 de outubro e dura 5,5 meses, terminando em torno de 3 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Mirandopólis é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 73% do tempo. 
Economia
Mirandópolis é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia é sólida e diversificada. O setor agroindustrial ocupa lugar de destaque, com a produção de grãos e a pecuária de corte, que movimentam a engrenagem regional. Além disso, o comércio local e o setor de serviços são robustos, servindo de base para a qualidade de vida do mirandopolense. A cidade também se destaca pela sua organização e infraestrutura urbana, que atrai investimentos e garante o bem-estar de suas famílias.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 563 admissões formais e 408 desligamentos, resultando em um saldo de 155 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 89.
Até abril de 2026 houve registro de 2 novas empresas em Mirandópolis, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 56 empresas.
Educação
Mirandópolis entende que o progresso é um caminho que se pavimenta com conhecimento. Nos últimos anos, o município tem investido na qualificação de seus jovens através da expansão de parcerias com instituições de ensino superior e centros de educação tecnológica. O foco é preparar a nova geração para atuar nas demandas da indústria moderna, na tecnologia agrícola e na gestão pública, garantindo que o futuro de Mirandópolis esteja nas mãos de profissionais competentes e comprometidos com a sua terra.
Turismo e Cultura
O turismo em Mirandópolis está intrinsecamente ligado à cultura da amizade e da hospitalidade. As festas tradicionais, o calendário de eventos culturais e a gastronomia local, que preserva os sabores do interior paulista, são atrativos que encantam quem nos visita. A cidade se orgulha de suas tradições, que celebram a diversidade do povo brasileiro que aqui se estabeleceu.
Esporte
No esporte, o município é um cenário vibrante. O incentivo ao esporte de base, em especial o futebol, o vôlei e as artes marciais, é uma marca da gestão municipal. Os centros esportivos, clubes e praças são espaços de convivência onde crianças, jovens e adultos se encontram para a prática saudável e a integração, fortalecendo o laço de amizade que é, afinal, o grande símbolo da nossa cidade.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

ALEGRE - ESPÍRITO SANTO

Alegre é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se no sul capixaba e sua população estimada em 2025, pelo IBGE, era de 30.702 habitantes. 
Imigração
Alegre também recebeu um importante contingente de imigrantes, principalmente sírios e libaneses. É nítida a presença da cultura libanesa no comércio da cidade.
História
Em 1820, por determinação do sargento mor Manoel Esteves de Lima, o desbravador João Teixeira da Conceição construiu às margens do riacho Alegre e da estrada de Minas para o porto de Itapemirim, um rancho de apoio às tropas. 
O riacho Alegre recebeu esta denominação de João do Monte da Fonseca, militar responsável pela abertura da primeira estrada que de Minas chegava às praias do Espírito Santo. Esta estrada estava concluída desde 1811. 
Mais tarde, com o desenvolvimento do comércio do interior para o litoral, o rancho de tropas da fazenda de Conceição tornou-se um ponto de reunião dos tropeiros, para que juntos em comitiva seguissem até o porto. Esse desbravador, vendo surgir um novo negócio, melhorou as pastagens para os animais e ampliou o rancho para receber os tropeiros, fundando o povoado e nele construindo uma capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição. 
Esse povoado, elevado à categoria de sede do distrito, em 1858, recebeu a denominação de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Alegre, logo depois alterada para Nossa Senhora da Penha do Alegre.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação Nossa Senhora da Conceição de Alegre, por Decreto Provincial n.º 22, de 24 de julho de 1858, subordinado ao município de Cachoeiro de Itapemirim. 
Elevado à categoria de Vila com denominação de Alegre, pela Lei Provincial n.º 18, de 03 de abril de 1884 e por Decreto Estadual n.º 53, de 11 de novembro de 1890, desmembrado de Cachoeiro de Itapemirim, sede na antiga Freguesia de Alegre. Constituído do distrito sede. Instalado em 06 de janeiro de 1891. 
Pela Lei Municipal de 06 de dezembro de 1891 e por Lei Estadual n.º 175, de 05 de dezembro de 1910, é criado o distrito de Café e anexado ao município de Alegre. 
Pelo Decreto Provincial n.º 09, de 13 de julho de 1866, é criado o distrito de Veado e anexado ao município de Cachoeiro do Itapemirim. 
Pela Lei Municipal n.º 11, de 11 de janeiro de 1895 e por Lei Estadual n.º 715, de 05 de dezembro de 1910, é criado o distrito de Vala de Souza e anexado ao município de Alegre. 
Pela Lei Municipal n.º 13, de 07 de junho de 1896, é criado o distrito de Rio Preto e anexado ao município de Alegre. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 5 distritos: Alegre, Café, Rio Preto, Vala de Souza e Veado. 
Pela Lei Estadual n.º 1.093, de 05 de janeiro de 1917, é criado o distrito de Caparaó e anexado ao município de Alegre. 
Elevado à categoria de cidade, pela Lei Estadual n.º 1.208, de 22 de dezembro de 1919. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, o município é constituído de 6 distritos: Alegre, Café, Caparaó, Rio Preto, Vala de Souza e Veado. 
Pela Lei Estadual n.º 1.676 de 09 de novembro de 1928, é criado o distrito de Celina e anexado ao município de Alegre. 
Pela Lei Estadual n.º 1.680, de 20 de novembro de 1928, é criado o distrito de Boa Vista e anexado ao município de Alegre. 
Pela Lei Estadual n.º 1.688, de 25 de dezembro de 1928, são desmembrados do município de Alegre os distritos de Veado e Rio Preto para formar o município de Veado. 
Pela Lei Estadual n.º 803, de 07 de março de 1931, é criado o distrito de Reeve e anexado ao município de Alegre. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 8 distritos: Alegre, Boa Vista, Café, Caparaó, Celina, Reeve, Santa Angélica e Vala de Souza. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído é constituído de 9 distritos: Alegre, Boa Vista, Café, Caparaó, Celina, Reeve, Santa Angélica, Vala de Souza e Lambari. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 9.222, de 31 de março de 1938, o distrito de Boa Vista passou a denominar-se Liberdade. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 9 distritos: Alegre, Café, Celina, Caparaó, Lambari, Liberdade (ex Boa Vista), Reeve, Santa Angélica e Vala de Souza. 
Pela Lei Estadual n.º 15.177, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Lambari passou a denominar-se Anutiba, o distrito de Caparaó a denominar-se Ibitirama, o distrito de Reeve a denominar-se Rive e o distrito de Liberdade a denominar-se Araraí. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o município é constituído de 9 distritos: Alegre, Anutiba, Arararí, Café, Ibitirama, Celina, Rive, Santa Angélica e Vala de Souza. 
Pela Lei Estadual n.º 777, de 29 de dezembro de 1953, é desmembrado do município de Alegre o distrito Vala de Souza. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 8 distritos: Alegre, Anutiba, Arararí, Café, Celina, Ibitirama, Rive e Santa Angelica. 
Por decisão do Supremo tribunal Federal – Acordão de 04 de outubro de 1955 (Representação n.º 224), foi anulada o Ato de criação do município de Vala de Souza. Este voltou a condição de distrito e a pertencer ao município de Alegre. 
Pela Lei Estadual n.º 1.416, de 28 de novembro de 1958, é desmembrado do município Alegre o distrito de Vala de Souza. Elevado à categoria de município com a denominação de Jerônimo Monteiro. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 8 distritos: Alegre, Anutiba, Araraí, Café, Celina, Ibitirama, Rive e Santa Angélica. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963. 
Pela Lei Estadual n.º 2.340, de 19 de junho de 1968, é criado o distrito de Santa Maria e anexado ao município de Alegre. 
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 9 distritos: Alegre, Anutiba, Ararí, Café, Ibitirama, Rive, Santa Angélica e Santa Marta. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18 de agosto de 1988. 
Pela Lei Estadual n.º 4.161, de 15 de setembro de 1988, são desmembrados do município de Alegre o distrito de Ibitirama e Santa Marta para formar o novo município de Ibititirama. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 7 distritos: Alegre, Anutiba, Araraí, Café, Celina, Rive e Santa Angélica. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 8 distritos: Alegre, Anutiba, Araraí, Café, Celina, Rive, Santa Angélica e São João do Norte. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do Nome
A origem do nome é envolta em lendas e histórias populares. Conta-se que o nome surgiu em decorrência do estado de espírito de viajantes que, ao chegarem a um determinado ponto da região, encontravam água fresca e um ambiente propício para o descanso, exclamando sobre a beleza e o "alegre" aspecto do lugar.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Cachoeiro de Itapemirim e Imediata de Alegre. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Alegre, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sul Espírito-santense.
A geografia de Alegre é marcada pela imponência do relevo. 
Altitude e Relevo
Com uma altitude que varia significativamente, a cidade desfruta de um clima tropical de altitude, garantindo invernos frios e verões amenos, o que favorece tanto a agricultura quanto o bem-estar da população. O relevo é predominantemente acidentado, com vales profundos e picos que compõem uma paisagem de tirar o fôlego.
Solo
O solo, fértil e profundo, sustenta uma vegetação de Mata Atlântica que, embora tenha cedido espaço ao cultivo, ainda se faz presente em áreas de preservação que protegem a biodiversidade e os recursos hídricos. É uma geografia que moldou o destino de Alegre, onde a água cristalina e a terra produtiva são os pilares que sustentam a vida de seu povo.
Clima
Em Alegre, a estação com precipitação é opressiva, quente e de céu quase encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens e morna. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 32 °C e raramente é inferior a 12 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Alegre e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao meio de setembro.
A estação quente permanece por 2,5 meses, de 2 de janeiro a 18 de março, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Alegre é fevereiro, com a máxima de 32 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,2 meses, de 9 de maio a 15 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Alegre é julho, com a mínima de 15 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Em Alegre, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Alegre começa por volta de 5 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 14 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Alegre é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 14 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 5 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Alegre é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 76% do tempo. 
Economia
Alegre é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.  
A economia, que tradicionalmente dependia da cafeicultura de montanha — produtora de cafés especiais premiados mundialmente —, hoje apresenta-se diversificada. O comércio local, a prestação de serviços e a presença constante de estudantes movimentam a economia e garantem a vitalidade da cidade durante todo o ano.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 416 admissões formais e 359 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 57 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -41.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Alegre, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 75 empresas.
Educação
O município possui um campus da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) com 17 cursos de graduação e um campus do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) com 4 curso técnicos e 4 cursos de graduação superior, conta também com a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras (FAFIA), organizada como autarquia municipal, com 10 cursos superiores.
Campus de Alegre da UFES
Inicialmente o campus abrigava apenas o curso de agronomia. Em 2000, foi instalado o Centro de Ciências Agrárias (CCA-UFES) e foi desencadeado um processo de expansão. Em 2015 o CCA foi desmembrado e o campus passou a abrigar dois centros de ensino denominados Centro de Ciências Agrárias e Engenharias (CCAE) e Centro de Ciências Exatas, Naturais e da Saúde (CCENS), ofertando, atualmente, 17 cursos de graduação, 6 de mestrado e 3 de doutorado. Os cursos de graduação são: agronomia, ciência da computação, ciências biológicas (bacharelado), ciências biológicas (licenciatura), engenharia de alimentos, engenharia florestal, engenharia madeireira, engenharia química, farmácia, física (licenciatura), Geologia, matemática (licenciatura), medicina veterinária, nutrição, química (licenciatura), sistemas de informação e zootecnia. Na pós-graduação, incluem-se os cursos de mestrado em Agroquímica, Ciências Florestais, Ciências Veterinárias, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Educação, Engenharia Química, Genética e Melhoramento e Produção Vegetal e de doutorado em Ciências Florestais, Genética e Melhoramento e Produção Vegetal. 
Turismo
Cachoeira da Fumaça

O Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça foi criado através do Decreto n.º 2.791-E (24 de agosto de 1984) e complementado através do Decreto n.º 4.568-E (21 de setembro de 1990), quando o então Governo do Estado, atendendo a uma demanda de moradores dos municípios de Alegre, Guaçuí e Castelo e de outros estados da Federação, desapropriou uma área de 27 hectares, coberta basicamente de pastagem, mas que continha em seu interior a Cachoeira da Fumaça.
A cachoeira tem esse nome devido à neblina que se eleva acima da mesma . Está localizada na divisa com o município de Ibitirama.
Festival de Música de Alegre
O Festival de Alegre surgiu como uma festa universitária em 1980 com os objetivos de divulgar a música popular e revelar novos nomes para o cenário nacional, tanto de compositores como de intérpretes. Na década de 1990, o evento tomou outras proporções com o aumento significativo da divulgação, o que explica o sucesso de inscrições e de público a cada ano.
Em 2005, o Festival emplacou seu recorde ao receber 1.880 músicas para a pré-classificação, 57% a mais que no ano anterior, incluindo inscrições de outros países. Nos últimos 5 anos, mais de 6.000 músicas foram inscritas. A estimativa para este ano é um crescimento de 10% a 15%.
O sucesso no aumento do número de inscrições também é extensivo ao público que circula por Alegre durante o evento. Na década passada, o município recebia 10 mil visitantes durante o Festival. No ano 2000 esse número subiu para 100 mil visitantes, e para 2006 eram esperados 150 mil espectadores. O Festival oferecia uma das maiores premiações do Brasil.
Há alguns anos, o Festival de Alegre deixou de ser um festival de divulgação de música popular, pois não é mais realizado os concursos. O evento passou a ser uma grande festa contando com artistas de grande sucesso nacional.
O festival acontece no Centro de Lazer Geraldo Santos, uma área que possui mais de 30.000 m². O local abriga uma completa infraestrutura de palco, sonorização, iluminação, camarote, praça de alimentação, arquibancadas e banheiros químicos, além de postos de atendimento médico e policial.
Durante do evento, a cidade fica tomada pela festa, como um grande carnaval fora de época. Ruas lotadas de carros de som, muita gente dançando e bebendo pelas calçadas.
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha
A Capela Mor de Alegre começou a ser construída em barro e madeira no ano de 1851, por iniciativa dos primeiros exploradores da região. Oficialmente, as terras do patrimônio de Alegre ficaram sob responsabilidade da Igreja com a condição de que esta doaria as terras à Nossa Senhora da Penha. No ano de 1868, a Capela Mor sofreu reparos e o corpo da Igreja Matriz foi edificado. Novas ampliações desta foram realizadas nos anos de 1914 e 1916 e também entre 1963 e 1968, resultando em um estilo barroco-gótico. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha possui ainda magníficos vitrais retratando a vida de Cristo e pinturas sacras do artista indiano Diwali.
Cachoeira do Roncador
Localizada no distrito de Celina, possui aproximadamente 87 metros de corredeiras que formam algumas piscinas naturais de águas límpidas e temperatura fria, permitindo uso para banho. É comumente utilizada para a prática de rapel e canionismo.
Pedra do Pombal
Possui uma via grampeada para rapel e escalada com 70 metros de altura, sendo ideal para a prática de trecking. Tem no total, 997 metros de altitude.
Alto da Serra
Mirante localizado à 6 km do Centro de Alegre, estando a 600 metros de altitude, de onde se propicia uma bela vista da cidade. Possui restaurante e área para estacionamento.
Horto Municipal
Possui 27,6 hectares. O local é destinado ao estudo e preservação do meio ambiente, contando com um bosque reflorestado e inúmeras nascentes, apropriado para o lazer e o contato com a natureza. No Horto, ocorrem atividades sobre a produção de mudas de essências nativas e exóticas, educação ambiental e projetos universitários.
Túnel dos Ingleses de Cima
O Túnel dos Ingleses de Cima fazia parte do Ramal Sul do Espírito Santo da antiga Estrada de Ferro Leopoldina. O antigo túnel ferroviário foi construído com pedras sobrepostas e inaugurado em 1915. Possui 180 metros de extensão e 6 metros de altura. Na parte superior interna do túnel, é possível perceber as marcas da fuligem liberadas pelas locomotivas a vapor (popularmente conhecidas como Maria Fumaça) que por ali passavam.
Antiga Estação Ferroviária de Alegre
Construída na época áurea da produção de café e inaugurada no ano de 1912, fazia parte do Ramal Sul do Espírito Santo da Estrada de Ferro Leopoldina. A antiga estação ferroviária era o principal ponto de ligação da cidade com os municípios capixabas de Cachoeiro de Itapemirim, Jerônimo Monteiro e Guaçuí e a cidade mineira de Espera Feliz, sendo desativada após a circulação dos últimos trens de passageiros e de cargas em 1968. Posteriormente, o trecho do ramal que atravessava o município viria a ser erradicado no ano de 1972. Na década de 1990, passou por adaptações em seu espaço interior, especialmente a parte elétrica e hidráulica, para que pudesse abrigar a Biblioteca Municipal. Atualmente abriga o Instituto Histórico e Geográfico de Alegre (IHGA), a Escola de Música Saint Clair Pinheiro e a Casa da Cultura.
Cultura
A cultura é um mosaico: o folclore, as festas religiosas e o calendário de eventos acadêmicos fazem da cidade um lugar vibrante.
Esporte
No esporte, a cidade aproveita sua geografia para o incentivo às práticas ao ar livre. O ciclismo de montanha e as corridas rurais encontram aqui o seu cenário ideal. Nas quadras e campos, o esporte amador fortalece os laços de comunidade, unindo estudantes e moradores em torno da saúde e da integração social.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 8 de setembro de 2026

PALMEIRAS DE GOIÁS - GOIÁS

Palmeiras de Goiás é um município brasileiro do estado de Goiás, a estimativa da população em 2025, segundo o IBGE, era de 34.375 habitantes. É uma das 14 cidades que integram a Região Imediata de Palmeiras de Goiás que, por sua vez, é uma das três regiões imediatas que formam a Região Intermediária de São Luís de Montes Belos-Iporá.
História
Sua história começou em 1800, quando a família do tenente Antônio Martins Ferreira de Andrade, procedente de São Paulo chegou à capital da capitania de Goiás (Cidade de Goiás) e requereu terras devolutas às margens do Rio dos Bois, que até hoje é um dos mais importantes rios do nosso estado. O governador da capitania era Fernando Delgado Freire de Castilho, que atendeu ao requerimento de Antônio Martins, que tão logo se apossou das terras, deu ao lugar o nome de Sítio das Palmeiras, devido aos milhares de coqueiros existentes na região.
Os Andrades doaram a São Sebastião, 800 alqueires de terras junto ao Córrego Azul, onde é hoje o distrito de Linda Vista, no município de Cezarina. Oriundo das minas de São Francisco de Assis, hoje, Anicuns, o padre Filipe chegou com a incumbência de escolher o local onde seria construída a capela. No local escolhido foi erguida uma cruz de madeira e uma missa foi celebrada na presença dos fazendeiros do lugar.
A família Andrade vendeu as terras à família Martins, que manteve o compromisso de doar os 800 alqueires ao Santo, bem como o de construir a igreja. De posse das terras, os Martins se dedicaram à lavoura com a ajuda dos escravos e esqueceram do compromisso, ficando a construção da igreja paralisada por dois anos. Quando lhes foi cobrado o compromisso, alegaram que construiria a igreja, mas em outro local, por que naquele patrimônio, havia contrabando de pinga e os escravos bebiam e não trabalhavam.
A mudança da sede da igreja aconteceu após entendimento entre o dono da terra e o padre José Maria, que escolheram o local onde morava o garimpeiro Jonas Alemão, desde 1794. Sobre Jonas, que na verdade, foi o primeiro habitante do lugar onde está localizada hoje a cidade de Palmeiras de Goiás, há que se ressaltar que o mesmo era garimpeiro, porém, diferente de cidades como Goiás Velho e Pirenópolis, Palmeiras nunca foi de tradição mineradora de ouro ou pedras preciosas, mas historicamente há o testemunho de Jeronimo Rodrigues Peró através de seus manuscritos de que o alemão tinha muito ouro e que antes de sua morte em 1837, ele o acompanharia em uma viagem a Petrópolis para vendê-lo, mas sobreveio a Jonas uma pneumonia que acabou por ceifar-lhe a vida e do ouro não se sabe o destino já que esse era mudado de lugar de forma a não ser encontrado e quando no leito de morte Jonas tinha delírios e dizia que o ouro estava ali ou acolá mas ninguém o encontrou. Mas se havia o ouro e aqui nunca houve uma corrida do mesmo, como explicar a sua origem? Uma das hipóteses é a de que quando Jonas aqui chegou, ele já tinha o ouro. Teria vindo de Minas Gerais fugindo do pagamento da derrama imposta por Portugal e aqui "fez" que garimpava, com a chegada dos Rodrigues dos quais era muito amigo e estes tinham amizade com a Família Real e como nessa época a Independência já era uma realidade então ele resolveu dispor do ouro.
Em 20 de maio de 1832 foi lavrada a escritura no “Livro de Ouro” de São Sebastião, ficando então transferido o patrimônio para o local onde é hoje Palmeiras de Goiás. Nessa mesma ocasião foi celebrada missa, realizou-se batizados e foi demarcado pelo padre Azevedo Coutinho, o lugar onde seria construída a igreja.
Todos os habitantes da região ajudaram na construção da igreja: uns cumprindo promessas, outros por devoção e alguns para ganhar dinheiro, mas, apesar de todos os esforços, a obra só foi concluída em 1843.
Dois sinos foram doados por dona Joana e trazidos de Uberaba, nos lombos de burros, até sua fazenda que ficava a dez léguas do patrimônio.
No dia 11 de julho de 1844, o povo de São Sebastião do Alemão, acompanhado do padre José Maria, foi até a fazenda de dona Joana e trouxe os sinos nas costas.
Ao chegarem da longa e cansativa viagem, realizaram batizados, inauguraram os sinos e fizeram festas.
O responsável pela formação do povoado que agora se chamava São Sebastião do Alemão, foi Filipe de Oliveira, em 1850.
De povoado a vila
Com a vinda de Tobias Monteiro e sua família, procedentes da Bahia, o povoado de São Sebastião do Alemão foi elevado à condição de freguesia em 9 de novembro de 1857, através da Resolução n.º 08/57.
Nova família chega à freguesia. Trata-se da família Coimbra, cujos membros se estabeleceram como comerciantes. Com isso, novo impulso foi dado ao lugarejo e com esforços de Abel Coimbra, conseguiu-se elevar a freguesia à vila, de acordo com a Lei n.º 914, de 10 de dezembro de 1887, mas somente no dia 7 de fevereiro de 1892, é que foi solenemente instalada a vila, denominada Vila de São Sebastião do Alemão.
De vila a município
Com o progresso acentuado da vila São Sebastião do Alemão, esta foi elevada à condição de cidade, através da Lei n.º 260, de 6 de julho de 1905, alterando o nome para cidade de Allemão. Até então, o município pertencia a Goiás Velho, (antiga capital do estado de Goiás), tornando-se portanto, independente política e administrativamente.
Um fato importante para que a cidade tivesse o seu nome trocado, foi determinado pelo grande número de palmeiras que existia no município. Portanto, através da Lei n.º 540, de 14 de junho de 1917, São Sebastião do Alemão passou a chamar-se Palmeiras. Porém, deve-se ressaltar, que o fator determinante para a mudança do nome foi devido constar nome a referência ao Alemão, pois na época tudo o que dizia respeito à Alemanha era motivo de discriminação e preconceito, principalmente nos rincões brasileiros, devido à atuação daquele pais na Primeira Guerra Mundial. Outro fato interessante é que a Igreja Católica local não aceitou de início a retirada do nome de São Sebastião, usando em seus documentos e correspondências a denominação "São Sebastião das Palmeiras". Livro Dez Lírios e uma Palmeira de Josélio Gomes e os manuscritos de Sebastião Rodrigues Peró.
Posteriormente, por força do Decreto-Lei Estadual n.º 8.305, de 31 de dezembro de 1943, Palmeiras passa a chamar-se Mataúna. 
De conformidade com o artigo 65 das Disposições Transitórias da Constituição Estadual, em 1947, o município volta a chamar-se Palmeiras, com o acréscimo “de Goiás”, devido à existência de outros lugares no Brasil, com o mesmo nome. A última denominação, e que se conserva até hoje, é Palmeiras de Goiás.
Palmeiras torna-se Comarca
No dia 8 de maio de 1940, através do Decreto-Lei Estadual n.º 3.174, Palmeiras de Goiás é elevada à categoria de Comarca e passa a ser um Distrito Judicial sob a alçada de um Juiz de Direito. 
Formação Administrativa
Freguesia criado com a denominação de São Sebastião do Alemão, pela Lei ou Resolução Provincial n.º 8, de 09 de novembro de 1857, no município de Goiás. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de São Sebastião do Alemão, pela Lei Provincial n.º 814, de 19 de dezembro de 1887, desmembrado de Goiás. Sede na povoação de São Sebastião do Alemão. Instalado em 07 de fevereiro de 1892. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Alemão, pela Lei Estadual n.º 260, de 06 de julho de 1905. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município se denomina Alemão e aparece constituído de 2 distritos: Alemão e São José do Turvo. 
Pela Lei Estadual n.º 540, de 14 de junho de 1917, o município de Alemão passou a denominar-se Palmeiras. 
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 01 de setembro de 1920, o município já denominado Palmeira é constituído de 2 distritos: Palmeiras (ex Alemão) e São José do Turvo. Elevado à categoria de município com a denominação de Paraúna. 
Pela Lei Estadual n.º 903, de 07 de julho de 1930, é desmembrado do município de Palmeiras o distrito de São José do Turvo. Elevado à categoria de município com a denominação de Paraúna. 
Pelo Decreto Estadual n.º 412, de 23 de dezembro de 1930, Palmeiras adquiriu o território do extinto município de Paraúna, como simples distrito. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 3 distritos: Palmeiras, Santo Antônio do Alegrete e Paraúna. 
Pelo Decreto n.º 5.108, de 10 de novembro de 1934, é desmembrado do município o município de Palmeiras o distrito de Paraúna. Elevado novamente à categoria de município. 
Pelo Decreto n.º 113, de 04 de janeiro de 1935 é criado o distrito de Água Limpa e anexado ao município de palmeiras. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 3 distritos: Palmeiras, Água Limpa e Alegrete (ex Santo Antônio do Alegrete). Não figurando o distrito de Santo Antônio do Turvo. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 8.305, de 31 de dezembro de 1943, o município de Palmeiras passou a denominar-se Mataúna. E, ainda, sob o mesmo Decreto, o distrito de Água Limpa passou a denominar-se Jandaia e Alegrete a denominar-se Edéia. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-948, o município é constituído de 3 distritos: Mataúna, Edéia (ex Alegrete) e Jandaia (ex Água Limpa). 
Pelo Artigo n.º 65, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias de 20 de julho de 1947 do Estado de Goiás, o município de Mataúna passou a denominar-se Palmeiras de Goiás. 
Pela Lei Estadual n.º 155, de 08 de outubro de 1948, é desmembrado do município de Palmeira de Goiás o distrito de Edéia. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial vigente em 01 de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Palmeiras de Goiás e Jandaia. 
Pela Lei Municipal n.º 84, de 07 de julho de 1953 é criado o distrito de Palminópolis e anexado ao município de Palmeiras de Goiás. 
Pela Lei Estadual n.º 791, de 05 de outubro de 1953, é desmembrado do município de Palmeiras de Goiás o distrito de Jandaia. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Palmeira de Goiás e Palminópolis. 
Pela Lei Estadual n.º 3.476, de 02 de agosto de 1961, é desmembrado do município de Palmeiras de Goiás o distrito de Palminópolis. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito Sede. 
Pela Lei Estadual n.º 8.105, de 14 de maio de 1976, é criado o distrito de Cezarina e anexado ao município de Palmeira de Goiás. 
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 2 distritos: Palmeiras de Goiás e Cezarina. 
Pela Lei Estadual n.º 10.413, de 01 de janeiro de 1988, é desmembrado do município de Palmeiras de Goiás o distrito de Cezarina. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1996, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do Nome
A origem do nome "Palmeiras" é uma homenagem à abundância da espécie nativa de palmeiras encontrada na região pelos primeiros colonizadores.
Geografia
Localiza-se a latitude 16º48'18" sul e à longitude 49º55'33" oeste, estando a uma altitude de 596 metros.
Possui uma área de 1544,9 km². Vale ressaltar a hidrografia do município com mais de cem cursos d'água dentre eles os rios Capivari e dos Bois que hoje abastece a cidade. Quanto aos elevados destacam-se o Morro da Ladra e o Morro Mundo Novo que juntamente com a Serra da Jiboia, com 1080 metros de altitude, formam a Área de Proteção Ambiental da Serra da Jiboia com 25 mil hectares, criada pelo Decreto 5.176 de 2000, pelo filho da terra, o Governador Marconi Perillo.
A geografia de Palmeiras de Goiás é marcada pela imponência do planalto central. Com uma altitude média que favorece um clima tropical, a cidade desfruta de períodos bem definidos de chuvas e estiagem, o que permite o florescimento de uma vegetação exuberante. O relevo é predominantemente plano e levemente ondulado, o que favoreceu a mecanização e a expansão agrícola.
O solo, historicamente fértil, é a base para a potência do agronegócio local. A vegetação original, o Cerrado brasileiro, ainda se faz presente em reservas preservadas que protegem a biodiversidade e garantem o equilíbrio dos recursos hídricos. É uma geografia que moldou o destino de Palmeiras de Goiás, transformando o solo em fonte de prosperidade e o clima no ciclo que dita a fartura das colheitas.
Clima
Em Palmeiras de Goiás, a estação com precipitação é opressiva e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 34 °C e raramente é inferior a 12 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Palmeiras de Goiás e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao meio de agosto. 
A estação quente permanece por 1,8 mês, de 21 de agosto a 14 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Palmeiras de Goiás é setembro, com a máxima de 34 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 24 de novembro a 12 de fevereiro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Palmeiras de Goiás é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 30 °C, em média. 
Em Palmeiras de Goiás, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Palmeiras de Goiás começa por volta de 14 de abril e dura 5,8 meses, terminando em torno de 7 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Palmeiras de Goiás é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 7 de outubro e dura 6,2 meses, terminando em torno de 14 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Palmeiras de Goiás é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 85% do tempo. 
Economia
Palmeiras de Goiás é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia é sólida, baseada principalmente na agropecuária de alta tecnologia. O município é referência na produção de grãos e na pecuária leiteira e de corte. Além disso, o setor de comércio e serviços tem crescido, consolidando a cidade como um polo de suporte para toda a microrregião, gerando empregos e valorizando o dinamismo do cidadão palmeirense.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,5 mil admissões formais e 1,3 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 130 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 251.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Palmeiras de Goiás, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 113 empresas.
Educação
Palmeiras de Goiás compreende que o conhecimento é o adubo para o futuro. Nos últimos anos, a cidade tem investido na expansão da oferta educacional, aproximando os jovens do ensino superior. Através de polos universitários e centros de capacitação tecnológica, o município forma profissionais preparados para os desafios do agronegócio moderno e da gestão empresarial. Esse foco em educação garante que as novas gerações tenham condições de inovar e empreender, mantendo-se conectados às raízes da terra onde nasceram.
Cultura
A cultura local é uma celebração da tradição: a música sertaneja de raiz, o artesanato e a culinária típica — com o inconfundível pequi e o arroz com suã — fazem de cada visita uma experiência inesquecível.
Turismo
O turismo em Palmeiras de Goiás é um convite ao encontro com a vida rural e a cultura goiana. A cidade é famosa por suas festas agropecuárias, que atraem visitantes de todo o estado, sendo momentos de celebração da nossa economia e da nossa gente. 
Pontos turísticos
Um dos principais pontos turísticos de Palmeiras de Goiás e o Lago Municipal, tem também a Serra da Jiboia que foi declarada Área de Proteção Ambiental (APA), tem também a tradicional Cavalhadas, principal evento cultural do município, o evento foi promovido pela primeira vez em 1908 por José Pereira de Alcântara (um dos fundadores da cidade).
Esporte
No esporte, a cidade demonstra toda a sua vitalidade. O futebol, em diversos níveis, é uma paixão que une a comunidade. Espaços de lazer e centros esportivos municipais são pontos de encontro onde a saúde e a integração social são incentivadas, promovendo qualidade de vida para todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

PIRAJU - SÃO PAULO

Piraju é um município brasileiro, localizado no sudoeste do estado de São Paulo na região do Vale do Paranapanema, próximo à divisa com o Estado do Paraná. É sede da Microrregião de Piraju. O município é formado pela sede e pelo distrito de Tibiriçá do Paranapanema. Conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, sua população era de 30.294 habitantes.
Estância turística
Piraju é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais
História
Sua fundação aconteceu em 25 de abril de 1880.
- 1859: dados concretos apontam a ocupação da cidade em 1859, com a chegada da família Arruda à região, porém historiadores acreditam que município de Piraju teve seu início por volta de 1800, devido à existência de uma estrada utilizada por viajantes para chegar a algumas localidades na região. Devido a esse fato e à fertilidade da terra, alguns colonos foram tomando posse e por ali se estabelecendo.
O local era conhecido como Tijuco Preto ("tijuco" é um termo proveniente da tupi que significa "pântano", através do vocábulo tyîuka). As terras pertenciam a três famílias da região: Arruda, Faustino e Graciano e, por volta de 1859, foram doadas para a criação do Patrimônio de São Sebastião.
- 1871: em 16 de março de 1871, através do Decreto-Lei Estadual 23, foi criada a freguesia São Sebastião do Tijuco Preto, pertencendo ao município de São João Batista do Rio Verde (atual Itaporanga), sendo, mais tarde, elevada à vila com a mesma denominação através da Lei Provincial n.º 11, de 25 de abril de 1880.
- 1891: em 6 de junho de 1891, recebeu a denominação Piraju, que, segundo o escritor e pesquisador Clóvis Chiaradia, se originou do termo Tupi-Guarani "pirá-ju(ba)", que significa "peixe amarelo" ou "peixe dourado", através da junção dos termos pirá ("peixe") e îub ("amarelo").
Fartura - em 1881, a Câmara Municipal de Piraju, recém-empossada, envia seu fiscal de tributos Manuel Martins para cobrar os impostos devidos pela crescente povoação, iniciando sua luta para impedir que o povoado fosse elevado à categoria de Distrito e, posteriormente, a criação de uma nova paróquia. No entanto, em 7 de Fevereiro de 1884, a Lei n.º 5 do governo da Província de São Paulo sancionada pelo então presidente da província Barão de Guajará, eleva a Capela Nossa Senhora das Dores de Fartura à categoria de freguesia, criando a Freguesia de Fartura, desmembrando-a de Piraju e a anexando a Itaporanga. Posteriormente, a Lei n.º 145 de 31 de março de 1891 elevaria a recém-formada freguesia à condição de município, criando o município de Fartura;
- Tejupá - em 1889, a povoação foi elevada a distrito de paz pertencente ao município de Piraju, com o nome de "Pedra Branca". Por vontade dos moradores, esse nome foi alterado para "Belo Monte", numa referência aos montes que circundam a cidade. Em dezembro de 1963, Belo Monte se emancipou de Piraju, tornando-se o município de Tejupá;
- Sarutaiá - em 20 de dezembro de 1906 passou a categoria de Distrito de Pirajú, com o nome de Sarutaiá. Finalmente em 18 de fevereiro de 1959 tornou-se município;
- Timburi - fundado em 24 de outubro de 1948);
- Manduri.
- Anos de 1900: Piraju detinha como parte de seu território, ainda, as atuais cidades abaixo, já tendo, portanto, em sua história, números maiores de população viva, falecida, território rural e urbano, tendo esses municípios, alcançado sua emancipação passando a ser, independentes. Considerando que alguns desses municípios fazem divisa entre os Estados de São Paulo e Paraná, em dado momento da história, Piraju tinha como vizinho ou área limítrofe, o Estado do Paraná.
Fatos históricos
- 1888: foi o primeiro município a abolir a escravidão, antes da Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.353, sancionada em 13 de maio de 1888).
- 1912: foi também a primeira cidade a obter luz elétrica (um ano antes do Rio de Janeiro). Sendo instalada uma usina de energia elétrica na Fazenda Boa Vista, 15 km a oeste da cidade.
- 1915: inaugurado em 15 de agosto de 1915 um sistema de bondes elétricos Tramway Eléctrico Municipal de Piraju, que operou até por volta de 1937, sendo fechado após a TEMP ser comprada pela Companhia Luz e Força Santa Cruz – que era controlada pela Corporação Votorantim de Sorocaba.
Gentílico: Pirajuense. 
Origem do Nome
O nome "Piraju" é de origem tupi-guarani e significa "peixe dourado". Esse batismo faz jus à riqueza da fauna aquática que sempre habitou as corredeiras do rio.
Formação Administrativa 
Freguesia criada com a denominação de São João do Tijuco Preto, por Decreto-Lei Estadual no 23, de 16 de março de 1871, no Município de São João Batista do Rio Verde (hoje Itaporanga). 
Elevado à categoria de vila com a denominação de São Sebastião do Tijuco Preto, por Lei Provincial n.º 111, de 25 de abril de 1880, desmembrado de Botucatu. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 10 de janeiro de 1881. 
Tomou a denominação de Piraju, por Decreto-Lei Estadual n.º 200, de 06 de junho de 1891. 
Cidade por Lei n.º 1.038, de 19 de dezembro de 1906. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Piraju se compõe de 5 Distritos: Piraju, Belo Monte, Santa Cruz do Palmital, Sarutaiá e Manduri. 
Lei n.º 2.092, de 20 de dezembro de 1925, cria o Distrito de São Bartolomeu e incorpora ao Município de Piraju. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município é constituído de 6 Distritos: Piraju, Belo Monte, Manduri, São Bartolomeu, Sarutaiá e Timburi (Ex Santa Cuz do Palmital). 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 9.073, de 31 de março de 1938, o Município de Piraju compreende o único termo judiciário da comarca de Piraju e se divide nos seguintes Distritos: Piraju, Belo Monte, Manduri, São Bartolomeu, Sarutaiá e Timburi. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 9.775, de 30 de novembro de 1938, o Município de Piraju, adquiriu parte do território do extinto Distrito de São Bartolomeu, do mesmo Município de Piraju. 
Em 1939-1943, o Município é composto de 5 Distritos: Piraju, Belo Monte, Manduri, Sarutaiá e Timburi, é termo da comarca de Piraju formada de 1 único termo, este formado por 3 Municípios: Piraju, Fartura e Óleo. 
Em virtude do Decreto-Lei Estadual no 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Piraju ficou composto dos 3 Distritos: Piraju, Sarutaiá, Tejupá Timburi é constituído do único termo judiciário da comarca de Piraju qual é formada pelos Municípios de Piraju, Fartura, Manduri e Óleo. 
Aparece nos quadros territoriais fixados pelas Leis n.º 233, de 24 de dezembro de 1943 e n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953 para vigorar, respectivamente, em 1949-1953 e 1954-1958, composto dois 3 Distritos: Piraju, Sarutaiá, Manduri e Tejupá (Ex Belo Monte). 
Lei Estadual n.º 5.285, de 18 de fevereiro de 1952, desmembra do Município de Piraju o Distrito de Sarutaiá. 
Lei Estadual n.º 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembra do Município de Piraju o Distrito de Tejupá. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do Distrito Sede. 
Lei Estadual n.º 4.954, de 27 de dezembro de 1985, cria o Distrito de Tibiriçá do Paranapanema e incorpora ao município de Piraju. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído de 2 Distritos: Piraju e Tibiriçá do Paranapanema. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 23º11'37" sul e a uma longitude 49º23'02" oeste, estando a uma altitude de 646 metros.
A geografia de Piraju é marcada pela imponência do Rio Paranapanema. Com uma altitude média que oscila entre 400 e 600 metros. O relevo é predominantemente montanhoso e ondulado, característica típica da transição para o planalto ocidental paulista.
Solo
O solo, historicamente fértil, permitiu uma agricultura diversificada, enquanto a vegetação ainda conserva manchas importantes de Mata Atlântica e matas ciliares que protegem os cursos d'água. É essa geografia privilegiada, com o rio serpenteando por entre colinas, que torna Piraju uma das cidades mais cênicas do estado de São Paulo, onde a água é o elemento central que define a vida e a beleza da região.
Hidrografia
A hidrografia de Piraju está assim composta: Rio Paranapanema, principal rio da cidade; Ribeirão Hungria; Ribeirão das Araras; Ribeirão da Neblina; Ribeirão Monte Alegre; Ribeirão São Bartolomeu e Ribeirão Boa Vista.
Rodovias
As rodovias que servem o município são: SP-261; SP-270 e SP-287.
Clima
Em Piraju, o verão é com precipitação, longo, abafado, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 31 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Piraju e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 4,8 meses, de 12 de novembro a 5 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Piraju é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 15 de maio a 5 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Piraju é julho, com a mínima de 15 °C e máxima de 24 °C, em média. 
Em Piraju, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Piraju começa por volta de 25 de março e dura 6,5 meses, terminando em torno de 11 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Piraju é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 70% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 11 de outubro e dura 5,5 meses, terminando em torno de 25 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Piraju é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 68% do tempo. 
Composição étnica
Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 23.116 brancos (78,53%), 5.246 pardos (17,82%), 935 pretos (3,18%), 119 amarelos (0,4%) e 19 indígenas (0,06%).
Economia
Piraju é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
Piraju é uma cidade que equilibra o ritmo de vida tranquilo com um desenvolvimento econômico consistente. Se no passado a cafeicultura era o motor da economia, hoje Piraju apresenta um setor diversificado. O agronegócio moderno, a indústria de transformação e, principalmente, o setor de serviços e o turismo sustentável são os pilares que sustentam a geração de emprego e renda, consolidando a cidade como um polo de serviços essenciais para toda a microrregião.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1 mil admissões formais e 809 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 220 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 293.
Na pequena região de Piraju este é o melhor desempenho em termos absolutos. Considerando a geração de vagas pelo tamanho da população, a cidade é a 14º que mais cresce na grande região de Marília.
Até abril de 2026 não houve registro de novas empresas em Piraju. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 142 empresas.
Infraestrutura
Saúde

- Estabelecimentos de Saúde total: 17 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde público total: 9 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde público municipal: 9 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde privado total: 8 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde privado com fins lucrativos: 7 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde privado sem fins lucrativos: 1 estabelecimento;
- Estabelecimentos de Saúde privado SUS: 2 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde com internação total: 1 estabelecimentos;
- Estabelecimentos de Saúde sem internação total: 10 estabelecimentos. 
Educação
Piraju entende que o progresso exige conhecimento. Nos últimos anos, o município tem investido na expansão da oferta educacional, aproximando os jovens do ensino superior. Através de parcerias com polos universitários e centros de capacitação técnica, a cidade qualifica sua população para atuar em setores cruciais como o turismo, a gestão ambiental e a administração. Esse foco em educação garante que as novas gerações tenham condições de inovar e empreender sem precisar abandonar a terra que amam.
Nível Superior: FIASP - Faculdade Ibero Americana de São Paulo; Fafip - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Piraju; Unip - Universidade Paulista - Pólo Piraju e Unimes - Universidade Metropolitana de Santos - Polo Piraju.
Nível Técnico: ETEC Waldyr Duron Junior.
Cultura e lazer
Baile do Havaí

Ocorre no final do mês de dezembro. Durante todo o tempo foi realizado na Sede Social do Iate Clube Piraju, às margens da represa Paranapanema, do rio de mesmo nome, com grande número de público participante.
Carnaval de Rua
Atualmente, existem apenas as duas últimas Escolas de Samba na cidade, que muito abrilhantaram o Carnaval Turístico da cidade, trazendo inúmeras pessoas à cidade, bem como, Pirajuenses de coração, que tem familiares ou, moram fora ou, já moraram na cidade. Essas Escolas, também abrilhantam o Carnaval da região, fazendo desfiles em várias cidades da região, nos dias de não desfile em Piraju. Existiram já na cidade, várias Escolas de Samba, como: Príncipe Nego; Estação Primeira de Vila Tibiriçá; Unidos do Gavião (bairro Nosso Teto); Juventude Alegre (ainda existe e foi campeão por muitas vezes) e Unidos do Bairro Alto (ainda existe).
Esportes
O município sedia eventos esportivos de importância Nacional e Internacional, como o Kickboxing (Disputa Mundial e Nacional), Copa Brasil de Canoagem Slalom.
Locais
Campos/Quadras 
- Estádio Municipal
Gilberto Moraes Lopes, no bairro Jardim Jurumirim,) com Campo de Futebol tamanho oficial e uma quadra, ambos com Arquibancada;
- Campo de Futebol tamanho oficial (antigo Vital Brasil, no bairro Jardim Jurumirim), SEM Arquibancada;
- Campo de Futebol pequeno antiga AABB, na rodovia de acesso à cidade de Ourinhos e 01 Quadra, ambos, sem Arquibancada;
-  Campo de Futebol pequeno Grêmio Santa Cruz, no Distrito de Tibiriçá do Paranapanema, sem Arquibancada;
-  Campo de Futebol pequeno Banespinha, no Distrito de Tibiriçá do Paranapanema, sem Arquibancada;
- Ginásio de Esportes Poliesportivo, no bairro Jardim Jurumirim, com arquibancada;
- Ginásio de Esportes Poliesportivo Jacy Clodoaldo Albanezi, no bairro Jardim Jurumirim, com arquibancada;
-  Várias Quadras em Escolas Públicas Estaduais e Municipais, dispondo de Quadras Poliesportivas, com e sem arquibancadas.
Canoagem
Esportes Náuticos são o destaque do município, que é cortado pelo Rio Paranapanema, tem a canoagem como o principal esporte náutico, e ainda os melhores atletas do Brasil que disputam campeonatos estaduais, nacionais, continentais e mundiais e até mesmo olimpíadas.
A cidade de Piraju, cedeu no ano de 2008, nas Olimpíadas de Verão em Pequim, teve a presença da primeira mulher na canoagem representando o Brasil, Poliana Aparecida de Paula, na qual ficou na 14ª Colocação parando na semifinal. Já no ano de 2016, nas Olimpíadas de Verão do Rio de Janeiro, em 2016, teve três representantes, Pedro Henrique Gonçalves (Pepe), e na de duplas com os dois pirajuenses, Anderson Oliveira e Charles Corrêa. Pedro conseguiu o feito de ser o primeiro brasileiro a ir para a final da canoagem slalom individual, porém não conseguiu subir ao pódio ficando na 6ª Colocação, estabelecendo a melhor posição de um brasileiro nessa modalidade, enquanto Anderson e Charles foram até a semifinal.
KickBoxing
O Kickboxing, é outro esporte renomado em Piraju, com vários atletas, e os atletas disputam em categorias estaduais, nacionais e mundiais. O atleta de expressão mais conhecido é o Luciano Lopes (Boinha), que disputa o Cinturão Mundial constantemente, inclusive defende o cinturão nos dias de hoje.
Futebol
Atualmente não conta com um time profissional, porém o extinto Piraju Futebol Clube rendeu muitas alegrias ao pirajuense da época, hoje em dia não há mais um time profissional, porém há escolinhas de Futebol gratuita e constantemente um jovem passa em testes e vai jogar em clubes de maior expressão da capital e outros estados.Em 1970, começa a surgir um fenômeno que transformaria uma geração de crianças e adultos na área esportiva e social da cidade: O Grêmio Esportivo Dom Bosco. Foram anos de dedicação e sonhos realizados por pessoas que se comprometeram a levar esse projeto a sério.
Tudo começou numa manhã de domingo na cidade de Piraju, quando o Sr.Jacy Albanezi e sua Kombi, juntou crianças de 10 a 12 anos de idade e partiu para um jogo na cidade de Chavantes. O jogo contra o time do Padre, num campinho no fundo da Igreja Matriz daquela cidade com vitória de 3X2 para o time de adolescentes de Piraju. 
O que seria uma brincadeira de garotos e de seus pais, e amigos de seus pais, ganhou proporções quando Jacy e outros decidiram montar um projeto para formar uma equipe de futebol. Pessoas dedicadas e apaixonadas por futebol, como Jaci Albanezi, Roberto Bersi, Antônio Francisco, Jardel Caetano, Firmino Bragança, Nicola Dinardi, o saudoso Fernetti, sr. Silvestre e Sgto Cid Borges constituíram a primeira diretoria da agremiação. 
Com participação espontânea nas reuniões de entusiastas e colaboradores dos amigos e filhos dos integrantes da Conferência Dom Bosco do Asilo São Vicente de Paulo, de Piraju despontaram como incentivadores e fundadores do time: Manoel Bersi, Miguel Garrote, Urbano Vieira, Jacy Albanezi, Antônio Francisco, Roberto Bersi, Firmino Bragança, Nicola Dinardi, Benedito de Barros, Fernetti, Silvestre e Sgto Cid Borges e Oswaldo Pinterich. 
Turismo
Atrações turísticas

Rural
- AABB - Associação Atlética Banco do Brasil, no Distrito de Tibiriçá do Paranapanema (fora da cidade, na rodovia de acesso à cidade de Ourinhos-SP);
- Horto Florestal, na rodovia de acesso à cidade de Manduri.
- Tirolesa das Corredeiras, inaugurada em 2020, tendo 450 metros de percurso com uma altura máxima de 80 metros, saindo do mirante com a chegada na FECAP, a tirolesa possui uma visão impar das corredeiras da represa do rio Paranapanema, se tornou um dos principais ponto turismos da cidade.
Urbano
- Cruzeiro, no Distrito de Tibiriçá do Paranapanema, vista belíssima da cidade;
- Praça Ataliba Leonel, Centro da cidade, com vários eventos ao longo do ano;
- Matriz de São Sebastião, no Centro da cidade; 
- Procissão de São Sebastião, no rio Paranapanema, no dia do aniversário da cidade e do Padroeiro (20 de janeiro).
- Rotatória do Peixe, dentro da cidade;
- Recinto da FECAPI, dentro da cidade, com vários eventos ao longo do ano;
- Marginal da Represa Paranapanema, na estrada da Biquinha com acesso à Rodovia Raposo Tavares.
- No Rio Paranapanema: Baía do Judas, na Represa Jurumirim (fora da cidade); Garganta do Diabo, dentro da cidade; Passeio de Barco; Pesca;
- Pedrinha, na Represa Jurumirim (fora da cidade) e Prainha, na Represa Jurumirim (fora da cidade).
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .