Iúna é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se na região do Caparaó, no sul capixaba, estando situado a cerca de 190 km a sudoeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 460 km², sendo que 3 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada pelo IBGE, em 30.556 habitantes, para o ano de 2025.
O território do atual município começou a ser desbravado no século XIX, com a abertura de uma estrada ligando Minas Gerais a Vitória, a pedido do príncipe regente João VI de Portugal. A imigração italiana, iniciada em 1872, foi responsável pela introdução da cafeicultura, atividade econômica que intensificou o crescimento populacional colonial e econômico. Sua emancipação veio a acontecer em 1890.
Além do cultivo do café, também figuram entre as atividades econômicas mais importantes a pecuária, a extração de mármore e granito, a prestação de serviços e o turismo. Iúna possui uma série de atrativos naturais que são destinos de turistas, como cachoeiras, morros e trilhas, além de estar em área de abrangência do Parque Nacional de Caparaó. O principal acesso ao município é através da BR-262.
História
O território do atual município de Iúna começou a ser desmatado em 1814, com a abertura da Estrada Real São Pedro de Alcântara. Essa estrada foi aberta a pedido do príncipe regente João VI de Portugal com a intenção de ligar a região central de Minas Gerais a Vitória, de modo que o estado mineiro não dependesse economicamente apenas do Rio de Janeiro (com o qual era ligado através do Caminho Velho). A instalação do Quartel do Rio Pardo, em 1815, marca o início do povoamento da atual cidade. Os quartéis tinham o objetivo de preservar a segurança daqueles que circulavam pela estrada.
A região era povoada pelos índios puris, o que levou à criação do Aldeamento Imperial do Rio Pardo pelos forasteiros em 1825. Sob a liderança do missionário italiano frei Paulo de Casanova, os indígenas contribuíram com a construção da primeira capela, inaugurada em 1845. Já em 1855, ocorreu a doação de um terreno para a construção de uma nova capela e cemitério, feita pelo alferes José Joaquim Ferreira Valle e sua esposa. Assim, a construção da Capela de Nossa Senhora da Pureza foi liderada por frei Bento di Gênova, sendo o templo elevado à categoria de Matriz em 1859.
A elevação da capela à categoria de Matriz marca o reconhecimento do povoamento como freguesia, denominada São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, através do Decreto Provincial n.º 10, de 14 de julho de 1859. Contudo, a freguesia veio a ser desmembrada de Cachoeiro de Itapemirim com a denominação de Rio Pardo perante o Decreto Estadual de 24 de outubro de 1890. Esse é considerado o dia do aniversário da cidade. Sua instalação aconteceu em 3 de março de 1891.
A imigração italiana, iniciada em 1872, foi fundamental para o desenvolvimento da localidade. Os imigrantes foram responsáveis pela introdução da cafeicultura, atividade econômica que intensificou o crescimento populacional e econômico. No início do século XX também se estabeleceram austríacos, suíços, franceses, ingleses, alemães, espanhóis, libaneses e turcos.
Também no século XX, a área do município passou por transformações em sua composição, com a criação e desmembramento de distritos. De seu território foi desmembrada parte do município de Mutum (anexado a Minas Gerais) em 1914, Ibatiba em 1981 e Irupi em 1991. Além disso, data de 31 de dezembro de 1943 a alteração do nome "Rio Pardo" para "Iúna", que é um termo oriundo da língua tupi e significa "rio preto", através da junção dos termos 'y (água, rio) e un (preto).
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, pelo Decreto Provincial n.º 10, de 14 de julho de 1859, subordinado ao município de Cachoeiro de Itapemirim.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Rio Pardo, pelo Decreto Estadual de 24 de outubro de 1890, desmembrado de Cachoeiro de Itapemirim. Sede na vila de Rio Pardo. Constituído do distrito sede. Instalado em 03 de março de 1891.
Pela Lei Municipal n.º 01, de 03 de março de 1890, é criado o distrito de Bom Jardim e anexado ao município de Rio Pardo.
Pelo Ato Municipal de 28 de dezembro de 1903, é criado o distrito de Cachoeira e anexado ao município de Rio Pardo.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 7 distritos: Rio Pardo, Bom Jesus, Cachoeira, Chalé, Santana, São Manoel do Mutum e São Sebastião do Ocidente.
Em virtude do laudo arbitral de 30 de novembro de 1914, são desmembrados do município de Rio Pardo os distritos de São Manoel do Mutum, São Sebastião do Ocidente Bom Jardim, para constituir o novo município e São Manoel do Mutum pertencente ao Estado de Minas Gerais.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Rio Pardo, Cachoeira, Santana e Rosário.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 15.177, de 31 de dezembro de 1943, o município de Rio Pardo sofreu as seguintes modificações: Rio Pardo passou a denominar-se Iúna. Os distritos de Cachoeira, Rosário e Santana, respectivamente, a denominar-se Irupi, Ibatiba e Pequiá.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município já denominado Iúna é constituído de 4 distritos: Iúna (ex Rio Pardo), Ibatiba (ex Rosário), Irupi (ex Cachoeria) e Pequiá (ex Santana).
Pela Lei Estadual n.º 1.954, de 13 de janeiro de 1964, é criado distrito de Santíssima Trindade e anexado ao município de Iúna.
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 5 distritos: Iúna, Ibatiba, Irupi, Pequiá e Santíssima Trindade.
Pela Lei Estadual n.º 3.430, 07 de novembro de 1981, é desmembrado do município de Iúna o distrito de Ibatiba. Elevado à categoria de município.
Pela Lei Estadual n.º 4.520, de 16 de janeiro de 1991, é desmembrado do município de Iúna o distrito de Irupi. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1993, o município é constituído de 3 distritos: Iúna, Pequiá e Santíssima Trindade.
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído de 4 distritos: Iúna, Pequiá, Perdição e Santíssima Trindade.
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999, o município é constituído de 5 distritos: Iúna, Pequiá, Perdição, Santíssima Trindade e São João do Principe.
Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 5 distritos: Iúna, Nossa Senhora das Graças, Pequiá, Santíssima Trindade e São João do Príncipe.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do Nome
A origem do nome "Iúna" carrega a poesia e a ancestralidade dos povos indígenas que habitaram a região. O termo vem do tupi e significa "rio preto" ou "águas escuras", em referência ao aspecto das águas do principal rio que banha o município, recortado por sombras da densa vegetação original.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 460,586 km², sendo que 3,31 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 20°20'45" de latitude sul e 41°32'09" de longitude oeste e está a uma distância de 187 quilômetros a sudoeste da capital capixaba. Seus municípios limítrofes são Irupi, Ibatiba, Muniz Freire e Ibitirama no Espírito Santo e Alto Caparaó, Martins Soares, Alto Jequitibá, Manhumirim, Durandé e Lajinha em Minas Gerais.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Cachoeiro de Itapemirim e Imediata de Alegre. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Alegre, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sul Espírito-Santense.
Relevo e meio ambiente
O relevo de Iúna é consideravelmente variado, alternando de ondulado a acidentado, com bruscas variações de altitude em curtas distâncias. A área do município abrange a serra do Caparaó, o que inclui o Parque Nacional de Caparaó, a oeste de seu território, ao longo da divisa com Minas Gerais. Outras unidades geográficas que se destacam em sua extensão são as serras do Desengano a sul, do Valentim a leste e do Criciúma a norte. Na serra do Valentim está localizado o Pico do Colosso, que chega aos 1.650 metros de altitude.
Iúna se encontra dividida entre as bacias hidrográficas dos rios Doce e Itapemirim, tendo como principais mananciais em sua área os rios Pardinho, Pardo, Santa Clara, Claro, Pedregulho e José Pedro, o ribeirão da Perdição e os córregos da Anta, Bonsucesso, Recreio Direito e Jatobá. Cerca de 13,5% do município é coberto por remanescentes de Mata Atlântica.
Clima
O clima iunense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 21 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 23,8 °C, enquanto o mês mais frio, julho, possui média de 17,6 °C. Outono e primavera são estações de transição. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1 220 mm, sendo julho o mês mais seco e dezembro o mais chuvoso.
Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), desde 1954, o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Iúna foi de 138,4 mm no dia 12 de novembro de 1961. Outros grandes acumulados foram de 132,2 mm em 15 de setembro de 1989, 129,3 mm em 12 de janeiro de 2004 e 126 mm em 1º de janeiro de 1996. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Iúna é o 37º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, com uma média anual de 1,8805 raio por quilômetro quadrado.
A melhor época do ano para visitar Iúna e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro.
A estação quente permanece por 2,6 meses, de 1 de janeiro a 21 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Iúna é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 19 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,0 meses, de 12 de maio a 12 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Iúna é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 25 °C, em média.
Em Iúna, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Iúna começa por volta de 5 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 15 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Iúna é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 15 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 5 de abril.
O mês mais encoberto do ano em Iúna é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo.
Economia
Iúna é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia é sólida e diversificada: destaca-se nacionalmente pela produção de cafés especiais de altitude, reconhecidos pela altíssima qualidade. Além da cafeicultura, a pecuária leiteira, a horticultura, o comércio dinâmico e a prestação de serviços impulsionam o desenvolvimento e geram oportunidades para toda a comunidade.
A pecuária e a agricultura representam ponto forte na economia de Iúna, o que se deve sobretudo ao café, cujas plantações ocupavam pelo menos 27,7% da área municipal em 2014. A cafeicultura, assim, é a responsável por gerar uma significativa movimentação fundiária, enquanto que sua comercialização possibilita um giro de capital significante para o comércio local. Dentro do setor primário ainda se destacam a pecuária, silvicultura, fruticultura e culturas alimentares e tradicionais, o que inclui feijão, milho, mandioca e a cana-de-açúcar. A agroindústria e o agroturismo também apresentam participação na economia de Iúna.
A indústria também é destaque na economia de Iúna, assim como a agroindústria. Além do agroturismo, a presença de diversos atrativos naturais, como morros, trilhas e cachoeiras, bem como a vizinhança do Parque Nacional de Caparaó, também reforça a contribuição do turismo para a economia do município.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 863 admissões formais e 837 desligamentos, resultando em um saldo de 26 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 64.
Até julho de 2026 houve registro de 50 novas empresas em Iúna, sendo que 5 atuam pela internet. Neste último mês, 13 novas empresas se instalaram. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (19). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 122 empresas.
Educação
Iúna considera que o conhecimento é a semente mais segura para o progresso sustentável. Nos últimos anos, o município tem investido na expansão da educação superior e técnica, estabelecendo polos educacionais e parcerias para oferecer cursos voltados às demandas da modernidade, como agronomia, gestão ambiental, administração e tecnologia. Esse esforço assegura que a juventude iunense encontre capacitação de ponta sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Iúna é um convite apaixonante ao ecoturismo e ao turismo de aventura. As cachoeiras cristalinas, as trilhas que serpentem as montanhas e a proximidade com o Parque Nacional do Caparaó atraem visitantes em busca de ar puro e belas paisagens.
Cultura
Culturalmente, a cidade transborda tradição: as festas religiosas, a rica culinária serrana, os festivais de café e as manifestações artísticas mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao montanhismo, ao ciclismo de montanha, às corridas rústicas e ao futebol amador movimenta os centros esportivos, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipedia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
O território do atual município começou a ser desbravado no século XIX, com a abertura de uma estrada ligando Minas Gerais a Vitória, a pedido do príncipe regente João VI de Portugal. A imigração italiana, iniciada em 1872, foi responsável pela introdução da cafeicultura, atividade econômica que intensificou o crescimento populacional colonial e econômico. Sua emancipação veio a acontecer em 1890.
Além do cultivo do café, também figuram entre as atividades econômicas mais importantes a pecuária, a extração de mármore e granito, a prestação de serviços e o turismo. Iúna possui uma série de atrativos naturais que são destinos de turistas, como cachoeiras, morros e trilhas, além de estar em área de abrangência do Parque Nacional de Caparaó. O principal acesso ao município é através da BR-262.
História
O território do atual município de Iúna começou a ser desmatado em 1814, com a abertura da Estrada Real São Pedro de Alcântara. Essa estrada foi aberta a pedido do príncipe regente João VI de Portugal com a intenção de ligar a região central de Minas Gerais a Vitória, de modo que o estado mineiro não dependesse economicamente apenas do Rio de Janeiro (com o qual era ligado através do Caminho Velho). A instalação do Quartel do Rio Pardo, em 1815, marca o início do povoamento da atual cidade. Os quartéis tinham o objetivo de preservar a segurança daqueles que circulavam pela estrada.
A região era povoada pelos índios puris, o que levou à criação do Aldeamento Imperial do Rio Pardo pelos forasteiros em 1825. Sob a liderança do missionário italiano frei Paulo de Casanova, os indígenas contribuíram com a construção da primeira capela, inaugurada em 1845. Já em 1855, ocorreu a doação de um terreno para a construção de uma nova capela e cemitério, feita pelo alferes José Joaquim Ferreira Valle e sua esposa. Assim, a construção da Capela de Nossa Senhora da Pureza foi liderada por frei Bento di Gênova, sendo o templo elevado à categoria de Matriz em 1859.
A elevação da capela à categoria de Matriz marca o reconhecimento do povoamento como freguesia, denominada São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, através do Decreto Provincial n.º 10, de 14 de julho de 1859. Contudo, a freguesia veio a ser desmembrada de Cachoeiro de Itapemirim com a denominação de Rio Pardo perante o Decreto Estadual de 24 de outubro de 1890. Esse é considerado o dia do aniversário da cidade. Sua instalação aconteceu em 3 de março de 1891.
A imigração italiana, iniciada em 1872, foi fundamental para o desenvolvimento da localidade. Os imigrantes foram responsáveis pela introdução da cafeicultura, atividade econômica que intensificou o crescimento populacional e econômico. No início do século XX também se estabeleceram austríacos, suíços, franceses, ingleses, alemães, espanhóis, libaneses e turcos.
Também no século XX, a área do município passou por transformações em sua composição, com a criação e desmembramento de distritos. De seu território foi desmembrada parte do município de Mutum (anexado a Minas Gerais) em 1914, Ibatiba em 1981 e Irupi em 1991. Além disso, data de 31 de dezembro de 1943 a alteração do nome "Rio Pardo" para "Iúna", que é um termo oriundo da língua tupi e significa "rio preto", através da junção dos termos 'y (água, rio) e un (preto).
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, pelo Decreto Provincial n.º 10, de 14 de julho de 1859, subordinado ao município de Cachoeiro de Itapemirim.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Rio Pardo, pelo Decreto Estadual de 24 de outubro de 1890, desmembrado de Cachoeiro de Itapemirim. Sede na vila de Rio Pardo. Constituído do distrito sede. Instalado em 03 de março de 1891.
Pela Lei Municipal n.º 01, de 03 de março de 1890, é criado o distrito de Bom Jardim e anexado ao município de Rio Pardo.
Pelo Ato Municipal de 28 de dezembro de 1903, é criado o distrito de Cachoeira e anexado ao município de Rio Pardo.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 7 distritos: Rio Pardo, Bom Jesus, Cachoeira, Chalé, Santana, São Manoel do Mutum e São Sebastião do Ocidente.
Em virtude do laudo arbitral de 30 de novembro de 1914, são desmembrados do município de Rio Pardo os distritos de São Manoel do Mutum, São Sebastião do Ocidente Bom Jardim, para constituir o novo município e São Manoel do Mutum pertencente ao Estado de Minas Gerais.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Rio Pardo, Cachoeira, Santana e Rosário.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 15.177, de 31 de dezembro de 1943, o município de Rio Pardo sofreu as seguintes modificações: Rio Pardo passou a denominar-se Iúna. Os distritos de Cachoeira, Rosário e Santana, respectivamente, a denominar-se Irupi, Ibatiba e Pequiá.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município já denominado Iúna é constituído de 4 distritos: Iúna (ex Rio Pardo), Ibatiba (ex Rosário), Irupi (ex Cachoeria) e Pequiá (ex Santana).
Pela Lei Estadual n.º 1.954, de 13 de janeiro de 1964, é criado distrito de Santíssima Trindade e anexado ao município de Iúna.
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 5 distritos: Iúna, Ibatiba, Irupi, Pequiá e Santíssima Trindade.
Pela Lei Estadual n.º 3.430, 07 de novembro de 1981, é desmembrado do município de Iúna o distrito de Ibatiba. Elevado à categoria de município.
Pela Lei Estadual n.º 4.520, de 16 de janeiro de 1991, é desmembrado do município de Iúna o distrito de Irupi. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1993, o município é constituído de 3 distritos: Iúna, Pequiá e Santíssima Trindade.
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído de 4 distritos: Iúna, Pequiá, Perdição e Santíssima Trindade.
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999, o município é constituído de 5 distritos: Iúna, Pequiá, Perdição, Santíssima Trindade e São João do Principe.
Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 5 distritos: Iúna, Nossa Senhora das Graças, Pequiá, Santíssima Trindade e São João do Príncipe.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do Nome
A origem do nome "Iúna" carrega a poesia e a ancestralidade dos povos indígenas que habitaram a região. O termo vem do tupi e significa "rio preto" ou "águas escuras", em referência ao aspecto das águas do principal rio que banha o município, recortado por sombras da densa vegetação original.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 460,586 km², sendo que 3,31 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 20°20'45" de latitude sul e 41°32'09" de longitude oeste e está a uma distância de 187 quilômetros a sudoeste da capital capixaba. Seus municípios limítrofes são Irupi, Ibatiba, Muniz Freire e Ibitirama no Espírito Santo e Alto Caparaó, Martins Soares, Alto Jequitibá, Manhumirim, Durandé e Lajinha em Minas Gerais.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Cachoeiro de Itapemirim e Imediata de Alegre. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Alegre, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sul Espírito-Santense.
Relevo e meio ambiente
O relevo de Iúna é consideravelmente variado, alternando de ondulado a acidentado, com bruscas variações de altitude em curtas distâncias. A área do município abrange a serra do Caparaó, o que inclui o Parque Nacional de Caparaó, a oeste de seu território, ao longo da divisa com Minas Gerais. Outras unidades geográficas que se destacam em sua extensão são as serras do Desengano a sul, do Valentim a leste e do Criciúma a norte. Na serra do Valentim está localizado o Pico do Colosso, que chega aos 1.650 metros de altitude.
Iúna se encontra dividida entre as bacias hidrográficas dos rios Doce e Itapemirim, tendo como principais mananciais em sua área os rios Pardinho, Pardo, Santa Clara, Claro, Pedregulho e José Pedro, o ribeirão da Perdição e os córregos da Anta, Bonsucesso, Recreio Direito e Jatobá. Cerca de 13,5% do município é coberto por remanescentes de Mata Atlântica.
Clima
O clima iunense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 21 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 23,8 °C, enquanto o mês mais frio, julho, possui média de 17,6 °C. Outono e primavera são estações de transição. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1 220 mm, sendo julho o mês mais seco e dezembro o mais chuvoso.
Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), desde 1954, o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Iúna foi de 138,4 mm no dia 12 de novembro de 1961. Outros grandes acumulados foram de 132,2 mm em 15 de setembro de 1989, 129,3 mm em 12 de janeiro de 2004 e 126 mm em 1º de janeiro de 1996. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Iúna é o 37º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, com uma média anual de 1,8805 raio por quilômetro quadrado.
A melhor época do ano para visitar Iúna e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro.
A estação quente permanece por 2,6 meses, de 1 de janeiro a 21 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Iúna é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 19 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,0 meses, de 12 de maio a 12 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Iúna é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 25 °C, em média.
Em Iúna, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Iúna começa por volta de 5 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 15 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Iúna é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 15 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 5 de abril.
O mês mais encoberto do ano em Iúna é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo.
Economia
Iúna é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia é sólida e diversificada: destaca-se nacionalmente pela produção de cafés especiais de altitude, reconhecidos pela altíssima qualidade. Além da cafeicultura, a pecuária leiteira, a horticultura, o comércio dinâmico e a prestação de serviços impulsionam o desenvolvimento e geram oportunidades para toda a comunidade.
A pecuária e a agricultura representam ponto forte na economia de Iúna, o que se deve sobretudo ao café, cujas plantações ocupavam pelo menos 27,7% da área municipal em 2014. A cafeicultura, assim, é a responsável por gerar uma significativa movimentação fundiária, enquanto que sua comercialização possibilita um giro de capital significante para o comércio local. Dentro do setor primário ainda se destacam a pecuária, silvicultura, fruticultura e culturas alimentares e tradicionais, o que inclui feijão, milho, mandioca e a cana-de-açúcar. A agroindústria e o agroturismo também apresentam participação na economia de Iúna.
A indústria também é destaque na economia de Iúna, assim como a agroindústria. Além do agroturismo, a presença de diversos atrativos naturais, como morros, trilhas e cachoeiras, bem como a vizinhança do Parque Nacional de Caparaó, também reforça a contribuição do turismo para a economia do município.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 863 admissões formais e 837 desligamentos, resultando em um saldo de 26 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 64.
Até julho de 2026 houve registro de 50 novas empresas em Iúna, sendo que 5 atuam pela internet. Neste último mês, 13 novas empresas se instalaram. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (19). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 122 empresas.
Educação
Iúna considera que o conhecimento é a semente mais segura para o progresso sustentável. Nos últimos anos, o município tem investido na expansão da educação superior e técnica, estabelecendo polos educacionais e parcerias para oferecer cursos voltados às demandas da modernidade, como agronomia, gestão ambiental, administração e tecnologia. Esse esforço assegura que a juventude iunense encontre capacitação de ponta sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Iúna é um convite apaixonante ao ecoturismo e ao turismo de aventura. As cachoeiras cristalinas, as trilhas que serpentem as montanhas e a proximidade com o Parque Nacional do Caparaó atraem visitantes em busca de ar puro e belas paisagens.
Cultura
Culturalmente, a cidade transborda tradição: as festas religiosas, a rica culinária serrana, os festivais de café e as manifestações artísticas mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao montanhismo, ao ciclismo de montanha, às corridas rústicas e ao futebol amador movimenta os centros esportivos, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipedia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .