Anchieta é um município brasileiro no litoral sul do estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se ao sul da capital estadual, distando desta cerca de 80 km. Sua população foi estimada em 33.017 habitantes em 2025.
O atual município se originou da aldeia jesuítica de Reritiba, fundada pelo padre José de Anchieta no século XVI. Após a expulsão da Companhia de Jesus do Brasil Colônia em 1759, a localidade passou por um período de desenvolvimento iniciado na segunda metade do século XIX, com a chegada de levas de imigrantes. Esses colonos, em sua grande maioria italianos, incentivaram o crescimento populacional e econômico. Assim, a até então vila foi elevada à condição de cidade em 1887, quando recebeu o nome de "Anchieta" em homenagem ao religioso jesuíta que ali viveu e morreu.
Figuram entre as atividades econômicas mais importantes de Anchieta a indústria, o comércio, o turismo e a prestação de serviços. O município possui um polo industrial destinado a empresas de pequeno, médio e grande porte, responsável por um considerável incremento em seu Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, constitui um destino de turistas à procura de suas praias e de atrativos históricos e culturais. Nesse sentido, há de se destacar o Santuário Nacional de São José de Anchieta, que preserva o patrimônio histórico deixado pelos jesuítas e pelo padre Anchieta.
História
Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam o sul do Espírito Santo foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, esta era ocupada pela tribo tupi dos temiminós.
A cidade de Anchieta tem sua origem ligada à aldeia jesuítica de Iriritiba, também chamada Reritiba, termo de origem tupi que significa "muitas ostras" ou "ajuntamento de ostras", pela junção dos termos reri (ostra) e tyba (ajuntamento). A aldeia foi criada pelo padre José de Anchieta, como local de catequese dos índios. O ano exato em que Reritiba foi fundada é incerto, mas se considera o dia 15 de agosto como aniversário de sua fundação. Também se sabe que a primeira Igreja Nossa Senhora da Assunção e residência dos jesuítas, que posteriormente deu origem ao Santuário Nacional de São José de Anchieta, são datados de 1579.
Padre José de Anchieta se transferiu definitivamente para o Espírito Santo em 1587, vindo a falecer em Reritiba em 9 de junho de 1597. Nesse período, produziu grande parte de sua obra literária e dramática. Com a expulsão da Companhia de Jesus das terras portuguesas em 1759, o que incluía o Brasil Colônia, a aldeia de Reritiba recebeu o foro de vila com o nome de Vila Nova de Benevente. Logo após a partida dos jesuítas, a vila passou por um período de decadência devido à desocupação da região pela maioria dos nativos.
A vila ganhou impulso em sua economia com a chegada, pelo porto de Benevente, de milhares de colonos italianos a partir de 1875. Uma considerável leva de imigrantes se fixou no distrito de Alto Pongal, mas áreas de todo o atual município receberam forasteiros. Vários também seguiram o curso do rio Benevente rumo a núcleos de colonização oficiais no interior do Espírito Santo.
Em 12 de agosto de 1887, a vila foi elevada à condição de cidade, recebendo um novo nome: "Anchieta", em homenagem ao famoso santo jesuíta que ali viveu e morreu no século XVI. Foi em Anchieta, em 1968, que o padre Umberto Pietrogrande fundou o Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (MEPES) e a primeira Escola Família Agrícola no Brasil.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Benevente, por Alvará de 01 de janeiro de 1759. Instalado em 14 de janeiro de 1761.
Elevado à categoria de cidade, por Lei Provincial n.º 6, de 12 de agosto de 1887.
Pela Lei Municipal de 07 de dezembro de 1892, foram criados os distritos de Iriritiba e Jabaquara e anexados ao município de Anchieta.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Benevente, Iriritiba e Jabaquara.
Pela Lei Municipal n.º 1.307, de 30 de dezembro de 1921, o município de Benevente passou a denominar-se Anchieta.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta (ex Benevente), Iriritiba e Jabaquara.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31de dezembro de 1937.
No quadro fixado para vigorar de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta, Iriritiba e Jabaquara.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta, Iriritiba e Jabaquara.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960.
Pelo Artigo n.º 235, da Lei Orgânica Municipal o distrito de Iriritiba passou a denominar-se Alto Pongal.
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta, Alto Pongal (ex Iriritiba) e Jabaquara.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do nome
O nome original da região era Reritiba, que em tupi significa "lugar de muitas ostras". A transição para o nome atual foi uma homenagem justa ao santo que ali viveu e faleceu.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 409,691 km², sendo que 11,26 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 20°48'21" de latitude sul e 40°38'52" de longitude oeste e está a uma distância de 77 quilômetros a sul da capital capixaba. Seus municípios limítrofes são Guarapari, Alfredo Chaves, Piúma e Iconha.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Vitória. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Guarapari, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Espírito-Santense.
A geografia de Anchieta é um espetáculo de diversidade. Com uma altitude que varia do nível do mar até áreas de relevo mais elevado nas proximidades da serra, o município apresenta um relevo marcado por planícies costeiras, falésias e colinas suaves. O clima é o tropical, com verões quentes que convidam ao banho de mar e invernos amenos, garantindo um ambiente agradável durante todo o ano.
O solo, fértil em áreas de baixada e arenoso na costa, sustenta uma vegetação de restinga preservada e manchas remanescentes de Mata Atlântica. Esse cinturão verde é fundamental para a manutenção da biodiversidade e para o equilíbrio ambiental das praias. O encontro do Rio Benevente com o oceano cria um cenário único, que não só embeleza a paisagem, mas regula o microclima da região.
Relevo e meio ambiente
O relevo de Anchieta é consideravelmente variado. Cerca de 40% das terras do município são onduladas, 30% são planas, 20% são montanhosas e 10% escarpadas. O relevo plano se concentra ao longo do litoral, que possui cerca de 30 km e é onde está localizada a sede municipal. À medida que se avança em direção ao interior se torna mais acidentado. A maior altitude é de 332 metros no Monte Urubu.
Anchieta integra a bacia hidrográfica do rio Benevente. A cidade está localizada às margens de sua foz no oceano Atlântico, que dá origem a um estuário. Outros mananciais representativos no município são os rios Corindiba, Pongal e Salinas, além da Lagoa de Mae-Bá.
Solos
Os tipos de solo predominantes são os latossolos vermelho-amarelo e o podzol hidromórfico, que prevalecem nas áreas mais afastadas da costa. Na faixa litorânea há presença de solos halomórficos, comuns sobretudo em mangues, caracterizados por sua consolidação mais recente. Essas terras foram formadas por sedimentos trazidos por rios ao mar que foram se acumulando ao longo da costa através das marés.
A Mata Atlântica nativa foi consideravelmente suprimida para ceder espaço às atividades econômicas. Dessa forma, a maior parte do território municipal é ocupada por pastagens, que abrangiam 52,1% da área em 2013, seguidas pela mata nativa (13,8%). No mesmo ano, as matas nativas em estágio de recuperação ocorriam em 8,5% do município, brejos em 3,2%, plantações de café em 2,6%, a macega em 2,3% e os mangues em 1,5%.
As principais unidades de preservação ambiental de Anchieta são a Área de Proteção Ambiental (APA) Municipal Monte Urubu, que tem 523,57 hectares (ha), destina-se a preservar remanescentes de Mata Atlântica no ponto mais elevado do município e foi criada em 2013; a APA Municipal Tartarugas, com 27,24 ha, criada em 2011; e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Municipal Papagaio, com 772 ha, que se destina a preservar manguezais e a fauna envolvida e foi criada em 1992. Além disso, 52,6% das propriedades rurais possuíam florestas plantadas em 2017.
Clima
O clima anchietense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente superúmido (tipo Aw segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 24 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 27 °C, enquanto que o mês mais frio, julho, possui média de 21 °C. Outono e primavera são estações de transição, embora condições de umidade relativa elevada prevaleçam na maior parte do ano. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1.170 mm, sendo junho o mês mais seco e novembro o mais chuvoso.
Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), de 1948 a 2023, o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Anchieta foi de 195 mm no dia 8 de março de 1994. Outros grandes acumulados foram de 161 mm em 4 de abril de 1987, 148 mm em 7 de novembro de 2012 e 138,6 mm em 10 de novembro de 2021. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Anchieta é o 74º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, ou seja, o quinto menor, com uma média anual de 1,0229 raios por quilômetro quadrado.
Economia
Anchieta é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O Produto Interno Bruto (PIB) de Anchieta tem seu rendimento concentrado nos setores secundário e terciário da macroeconomia, mas com participação significativa da agropecuária para subsistência de famílias.
A pecuária e a agricultura acrescentavam 25 766,88 mil reais na economia de Anchieta em 2019. Dentro da agricultura há de se destacar o café, que corresponde a metade da produção da lavoura permanente do município, e a banana. A maior parte da produção cafeeira está relacionada à agricultura familiar e é comercializada em cidades próximas. Outros cultivos permanentes que se sobressaem são a acerola, o açaí e a seringueira para produção de borracha. Ao mesmo tempo, os cultivos temporários mais representativos são o milho e a mandioca, porém ambos são destinados para a subsistência. Com relação à pecuária, destaca-se a bovinocultura de leite e de corte e a avicultura de abate e postura. A pesca é outra fonte de emprego e renda, principalmente em comunidades do litoral, sendo que a cidade contabilizava 960 pescadores registrados em 2019.
Anchieta possui agroindústrias de fabricação de produtos oriundos da produção agropecuária, como massas e derivados de mandioca, milho e frutas. Contudo, a renda gerada por esse setor é consolidada pela existência de um polo industrial no município destinado a empresas de pequeno, médio e grande porte, estruturado principalmente para receber usinas siderúrgicas e/ou de serviços auxiliares. O complexo abrange a usina de pelotização da Samarco Mineração S.A., o Porto de Ubu, um mineroduto e uma rede de ferrovias em fase de expansão e/ou projeto.
A Samarco é a responsável pelo maior repasse de receitas ao município, que, de forma direta, é proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. De forma indireta, está a arrecadação através das empresas terceirizadas, por meio do Imposto sobre o Serviço de Qualquer Natureza. No entanto, com o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco ocorrido em Mariana, Minas Gerais, em 5 de novembro de 2015, as atividades da empresa ficaram paralisadas durante os anos seguintes, inclusive em Anchieta.
A existência de atrativos históricos, culturais e naturais, como o Santuário Nacional de São José de Anchieta, as praias e a típica moqueca capixaba, possibilitam a exploração do turismo como fonte de renda fundamental para o município. Segundo a prefeitura, o litoral de Anchieta possui 23 praias. Há uma rede de hotéis, restaurantes, bares e quiosques estruturada a fim de atender à demanda de turistas.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,1 mil admissões formais e 965 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 111 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 296.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Anchieta, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 177 empresas.
Infraestrutura
Saúde e educação
A rede de saúde de Anchieta inclui dez unidades básicas de saúde, um hospital geral e um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), segundo informações de 2018.
Educação
Anchieta compreende que a evolução passa pelo saber. Nos últimos anos, o município tem estreitado laços com o ensino superior, incentivando a instalação de polos de educação tecnológica e parcerias com universidades estaduais e federais. O foco na capacitação profissional, especialmente em áreas como gestão portuária, turismo e tecnologias ambientais, prepara os jovens anchietenses para os desafios da economia moderna, mantendo viva a vocação da cidade para o progresso.
Turismo, Cultura e Esporte
O turismo é a grande vitrine de Anchieta. O Santuário Nacional de São José de Anchieta, localizado no alto de uma colina com vista para o mar, é um marco arquitetônico e religioso que atrai peregrinos e visitantes de todo o Brasil. As praias, como Iriri e Castelhanos, são famosas pela beleza de suas águas e infraestrutura acolhedora.
Culturalmente, Anchieta é vibrante. As festas religiosas e os eventos que celebram a cultura popular refletem a herança dos imigrantes e dos povos originários.
O atual município se originou da aldeia jesuítica de Reritiba, fundada pelo padre José de Anchieta no século XVI. Após a expulsão da Companhia de Jesus do Brasil Colônia em 1759, a localidade passou por um período de desenvolvimento iniciado na segunda metade do século XIX, com a chegada de levas de imigrantes. Esses colonos, em sua grande maioria italianos, incentivaram o crescimento populacional e econômico. Assim, a até então vila foi elevada à condição de cidade em 1887, quando recebeu o nome de "Anchieta" em homenagem ao religioso jesuíta que ali viveu e morreu.
Figuram entre as atividades econômicas mais importantes de Anchieta a indústria, o comércio, o turismo e a prestação de serviços. O município possui um polo industrial destinado a empresas de pequeno, médio e grande porte, responsável por um considerável incremento em seu Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, constitui um destino de turistas à procura de suas praias e de atrativos históricos e culturais. Nesse sentido, há de se destacar o Santuário Nacional de São José de Anchieta, que preserva o patrimônio histórico deixado pelos jesuítas e pelo padre Anchieta.
História
Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam o sul do Espírito Santo foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, esta era ocupada pela tribo tupi dos temiminós.
A cidade de Anchieta tem sua origem ligada à aldeia jesuítica de Iriritiba, também chamada Reritiba, termo de origem tupi que significa "muitas ostras" ou "ajuntamento de ostras", pela junção dos termos reri (ostra) e tyba (ajuntamento). A aldeia foi criada pelo padre José de Anchieta, como local de catequese dos índios. O ano exato em que Reritiba foi fundada é incerto, mas se considera o dia 15 de agosto como aniversário de sua fundação. Também se sabe que a primeira Igreja Nossa Senhora da Assunção e residência dos jesuítas, que posteriormente deu origem ao Santuário Nacional de São José de Anchieta, são datados de 1579.
Padre José de Anchieta se transferiu definitivamente para o Espírito Santo em 1587, vindo a falecer em Reritiba em 9 de junho de 1597. Nesse período, produziu grande parte de sua obra literária e dramática. Com a expulsão da Companhia de Jesus das terras portuguesas em 1759, o que incluía o Brasil Colônia, a aldeia de Reritiba recebeu o foro de vila com o nome de Vila Nova de Benevente. Logo após a partida dos jesuítas, a vila passou por um período de decadência devido à desocupação da região pela maioria dos nativos.
A vila ganhou impulso em sua economia com a chegada, pelo porto de Benevente, de milhares de colonos italianos a partir de 1875. Uma considerável leva de imigrantes se fixou no distrito de Alto Pongal, mas áreas de todo o atual município receberam forasteiros. Vários também seguiram o curso do rio Benevente rumo a núcleos de colonização oficiais no interior do Espírito Santo.
Em 12 de agosto de 1887, a vila foi elevada à condição de cidade, recebendo um novo nome: "Anchieta", em homenagem ao famoso santo jesuíta que ali viveu e morreu no século XVI. Foi em Anchieta, em 1968, que o padre Umberto Pietrogrande fundou o Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (MEPES) e a primeira Escola Família Agrícola no Brasil.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Benevente, por Alvará de 01 de janeiro de 1759. Instalado em 14 de janeiro de 1761.
Elevado à categoria de cidade, por Lei Provincial n.º 6, de 12 de agosto de 1887.
Pela Lei Municipal de 07 de dezembro de 1892, foram criados os distritos de Iriritiba e Jabaquara e anexados ao município de Anchieta.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Benevente, Iriritiba e Jabaquara.
Pela Lei Municipal n.º 1.307, de 30 de dezembro de 1921, o município de Benevente passou a denominar-se Anchieta.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta (ex Benevente), Iriritiba e Jabaquara.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31de dezembro de 1937.
No quadro fixado para vigorar de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta, Iriritiba e Jabaquara.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta, Iriritiba e Jabaquara.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960.
Pelo Artigo n.º 235, da Lei Orgânica Municipal o distrito de Iriritiba passou a denominar-se Alto Pongal.
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta, Alto Pongal (ex Iriritiba) e Jabaquara.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do nome
O nome original da região era Reritiba, que em tupi significa "lugar de muitas ostras". A transição para o nome atual foi uma homenagem justa ao santo que ali viveu e faleceu.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 409,691 km², sendo que 11,26 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 20°48'21" de latitude sul e 40°38'52" de longitude oeste e está a uma distância de 77 quilômetros a sul da capital capixaba. Seus municípios limítrofes são Guarapari, Alfredo Chaves, Piúma e Iconha.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Vitória. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Guarapari, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Espírito-Santense.
A geografia de Anchieta é um espetáculo de diversidade. Com uma altitude que varia do nível do mar até áreas de relevo mais elevado nas proximidades da serra, o município apresenta um relevo marcado por planícies costeiras, falésias e colinas suaves. O clima é o tropical, com verões quentes que convidam ao banho de mar e invernos amenos, garantindo um ambiente agradável durante todo o ano.
O solo, fértil em áreas de baixada e arenoso na costa, sustenta uma vegetação de restinga preservada e manchas remanescentes de Mata Atlântica. Esse cinturão verde é fundamental para a manutenção da biodiversidade e para o equilíbrio ambiental das praias. O encontro do Rio Benevente com o oceano cria um cenário único, que não só embeleza a paisagem, mas regula o microclima da região.
Relevo e meio ambiente
O relevo de Anchieta é consideravelmente variado. Cerca de 40% das terras do município são onduladas, 30% são planas, 20% são montanhosas e 10% escarpadas. O relevo plano se concentra ao longo do litoral, que possui cerca de 30 km e é onde está localizada a sede municipal. À medida que se avança em direção ao interior se torna mais acidentado. A maior altitude é de 332 metros no Monte Urubu.
Anchieta integra a bacia hidrográfica do rio Benevente. A cidade está localizada às margens de sua foz no oceano Atlântico, que dá origem a um estuário. Outros mananciais representativos no município são os rios Corindiba, Pongal e Salinas, além da Lagoa de Mae-Bá.
Solos
Os tipos de solo predominantes são os latossolos vermelho-amarelo e o podzol hidromórfico, que prevalecem nas áreas mais afastadas da costa. Na faixa litorânea há presença de solos halomórficos, comuns sobretudo em mangues, caracterizados por sua consolidação mais recente. Essas terras foram formadas por sedimentos trazidos por rios ao mar que foram se acumulando ao longo da costa através das marés.
A Mata Atlântica nativa foi consideravelmente suprimida para ceder espaço às atividades econômicas. Dessa forma, a maior parte do território municipal é ocupada por pastagens, que abrangiam 52,1% da área em 2013, seguidas pela mata nativa (13,8%). No mesmo ano, as matas nativas em estágio de recuperação ocorriam em 8,5% do município, brejos em 3,2%, plantações de café em 2,6%, a macega em 2,3% e os mangues em 1,5%.
As principais unidades de preservação ambiental de Anchieta são a Área de Proteção Ambiental (APA) Municipal Monte Urubu, que tem 523,57 hectares (ha), destina-se a preservar remanescentes de Mata Atlântica no ponto mais elevado do município e foi criada em 2013; a APA Municipal Tartarugas, com 27,24 ha, criada em 2011; e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Municipal Papagaio, com 772 ha, que se destina a preservar manguezais e a fauna envolvida e foi criada em 1992. Além disso, 52,6% das propriedades rurais possuíam florestas plantadas em 2017.
Clima
O clima anchietense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente superúmido (tipo Aw segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 24 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 27 °C, enquanto que o mês mais frio, julho, possui média de 21 °C. Outono e primavera são estações de transição, embora condições de umidade relativa elevada prevaleçam na maior parte do ano. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1.170 mm, sendo junho o mês mais seco e novembro o mais chuvoso.
Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), de 1948 a 2023, o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Anchieta foi de 195 mm no dia 8 de março de 1994. Outros grandes acumulados foram de 161 mm em 4 de abril de 1987, 148 mm em 7 de novembro de 2012 e 138,6 mm em 10 de novembro de 2021. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Anchieta é o 74º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, ou seja, o quinto menor, com uma média anual de 1,0229 raios por quilômetro quadrado.
Economia
Anchieta é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O Produto Interno Bruto (PIB) de Anchieta tem seu rendimento concentrado nos setores secundário e terciário da macroeconomia, mas com participação significativa da agropecuária para subsistência de famílias.
A pecuária e a agricultura acrescentavam 25 766,88 mil reais na economia de Anchieta em 2019. Dentro da agricultura há de se destacar o café, que corresponde a metade da produção da lavoura permanente do município, e a banana. A maior parte da produção cafeeira está relacionada à agricultura familiar e é comercializada em cidades próximas. Outros cultivos permanentes que se sobressaem são a acerola, o açaí e a seringueira para produção de borracha. Ao mesmo tempo, os cultivos temporários mais representativos são o milho e a mandioca, porém ambos são destinados para a subsistência. Com relação à pecuária, destaca-se a bovinocultura de leite e de corte e a avicultura de abate e postura. A pesca é outra fonte de emprego e renda, principalmente em comunidades do litoral, sendo que a cidade contabilizava 960 pescadores registrados em 2019.
Anchieta possui agroindústrias de fabricação de produtos oriundos da produção agropecuária, como massas e derivados de mandioca, milho e frutas. Contudo, a renda gerada por esse setor é consolidada pela existência de um polo industrial no município destinado a empresas de pequeno, médio e grande porte, estruturado principalmente para receber usinas siderúrgicas e/ou de serviços auxiliares. O complexo abrange a usina de pelotização da Samarco Mineração S.A., o Porto de Ubu, um mineroduto e uma rede de ferrovias em fase de expansão e/ou projeto.
A Samarco é a responsável pelo maior repasse de receitas ao município, que, de forma direta, é proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. De forma indireta, está a arrecadação através das empresas terceirizadas, por meio do Imposto sobre o Serviço de Qualquer Natureza. No entanto, com o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco ocorrido em Mariana, Minas Gerais, em 5 de novembro de 2015, as atividades da empresa ficaram paralisadas durante os anos seguintes, inclusive em Anchieta.
A existência de atrativos históricos, culturais e naturais, como o Santuário Nacional de São José de Anchieta, as praias e a típica moqueca capixaba, possibilitam a exploração do turismo como fonte de renda fundamental para o município. Segundo a prefeitura, o litoral de Anchieta possui 23 praias. Há uma rede de hotéis, restaurantes, bares e quiosques estruturada a fim de atender à demanda de turistas.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,1 mil admissões formais e 965 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 111 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 296.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Anchieta, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 177 empresas.
Infraestrutura
Saúde e educação
A rede de saúde de Anchieta inclui dez unidades básicas de saúde, um hospital geral e um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), segundo informações de 2018.
Educação
Anchieta compreende que a evolução passa pelo saber. Nos últimos anos, o município tem estreitado laços com o ensino superior, incentivando a instalação de polos de educação tecnológica e parcerias com universidades estaduais e federais. O foco na capacitação profissional, especialmente em áreas como gestão portuária, turismo e tecnologias ambientais, prepara os jovens anchietenses para os desafios da economia moderna, mantendo viva a vocação da cidade para o progresso.
Turismo, Cultura e Esporte
O turismo é a grande vitrine de Anchieta. O Santuário Nacional de São José de Anchieta, localizado no alto de uma colina com vista para o mar, é um marco arquitetônico e religioso que atrai peregrinos e visitantes de todo o Brasil. As praias, como Iriri e Castelhanos, são famosas pela beleza de suas águas e infraestrutura acolhedora.
Culturalmente, Anchieta é vibrante. As festas religiosas e os eventos que celebram a cultura popular refletem a herança dos imigrantes e dos povos originários.
No esporte, o município é um cenário privilegiado. O surf, a canoagem e o ciclismo aproveitam as condições naturais do litoral e das trilhas serranas. Além disso, o incentivo ao esporte de base nas comunidades fortalece os laços sociais, transformando praças e ginásios em centros de saúde e integração.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .