segunda-feira, 15 de junho de 2026

TRACUATEUA - PARÁ

Tracuateua é um município brasileiro do estado do Pará. Frequentemente chamada de "Cidade dos Ipês". A população do município, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 30.494 habitantes.
Etimologia
De acordo com a prefeitura do município, "o nome foi dado pelos trabalhadores que abriam caminho para a futura ferrovia (1888). Esses chegaram a margens de um rio para merendar, e foram surpreendidos por uma infinidade de formigas grandes e pretas, conhecidas como Tracuás. Desde então, denominaram de Rio Tracuateua, que mais tarde deu nome ao povoado." O nome do município tem origem, portanto, no nheengatu (também chamado de tupi moderno), sendo uma composição de tarakwá (uma espécie de formiga) e -tiwa (ajuntamento, multidão). 
História
O surgimento de Tracuateua está ligado à construção da Estrada de Ferro de Bragança, conhecida como ferrovia Belém-Bragança, concluída em abril de 1908. Até os anos de 1880, antes do início obra, o povoamento entre Bragança e Belém era pequeno. O que se sabe do período anterior à ferrovia é pouco e impreciso. Na localidade conhecida por Jurussaca, viveram os índios Cariabas e negros refugiados, remanescentes das fazendas próximas à Bragança, provavelmente, estes e mais alguns imigrantes portugueses e espanhóis, foram os que iniciaram a colonização nos arredores. Raimundo Aruar e Mariano Pereira da Silva construíram as primeiras casas na região. 
O nome foi dado pelos trabalhadores que abriam caminho para a futura ferrovia (1888). Esses chegaram a margens de um rio para merendar, e foram surpreendidos por uma infinidade de formigas grandes e pretas, conhecidas como Tracuás. Desde então, denominaram de Rio Tracuateua, que mais tarde deu nome ao povoado. 
Em 1907, chegaram à Bragança os primeiros trilhos, assentados pelos “cassacos” (trabalhadores nordestinos), dando origem a várias vilas operárias ao longo da ferrovia, sendo uma delas, fixada na região onde hoje fica Tracuateua. 
Com aproximadamente dez famílias, surgiu o povoado Bem do Rio. Na época, o nordestino recém-chegado, Luís Pereira Lima, apelidado de Luís Ligeiro, instalou um pequeno comércio para atender aos operários e colonos do entorno. Através dos esforços de Luís Ligeiro foi construída uma pequena parada de trem, para escoamento de produtos como farinha e tabaco. Na época, chegam também ao povoado Francisco Bandeira, Antônio Pio dos Reis e Auto dos Santos Lisboa, todos comerciantes, que juntamente com Luis Ligeiro Lima implementaram o comércio local. Com o desenvolvimento proporcionado pela ferrovia, o povoado cresceu e recebeu o nome de Alto-Quatipuru. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, esse nome foi alterado para Tracuateua. 
Através de Decreto Federal, em 1922, foi instalada a estação experimental para cultura do fumo, em terras doadas por Joaquina de Queiroz, fazendeira de Bragança. O campo de Fomento Agrícola foi importante para o crescimento do povoado, gerando empregos e atraindo mais investimentos para o local. Mas foi a partir de 1925, que os incentivos à agricultura proporcionaram o surgimento de obras como, os postos meteorológicos e dos Correios e Telégrafos. 
Algumas pedreiras, próximo à vila, também contribuíram para a economia local, através da extração e exportação de minérios destinados à capital do Estado, para a construção do cais do porto de Belém, e calçamento das ruas e praças da cidade. Naquela época, o governador do Pará chegou a comprar uma das jazidas de pedra, localizada nas proximidades do rio Quatipuru, para a prefeitura de Belém. Por causa disso até hoje o local é conhecido como a “pedreira da prefeitura”. 
A partir de 1936, quando foi elevado à categoria de vila, estava sob administração de um fiscal municipal. Na época foram instalados uma escola, um posto médico e um mercado, que funcionavam em prédios alugados. Por volta de 1945, na gestão do prefeito Oscar Aciole de Vasconcelos, chegou em Tracuateua, o primeiro gerador de energia, que passou a funcionar diariamente, das 18 às 22 horas. 
Com extinção da ferrovia em 1965, começa o período caracterizado pelo isolamento de vilas e cidades, que passaram a sofrer consequências em diversos setores, principalmente no econômico. O distrito de Tracuateua, sentiu diretamente os reflexos de sua extinção. Ficando sua sede a um quilômetro da Rodovia PA-242 (Bragança-Capanema), tornou-se solitária, razão pela qual seu comércio sofreu grandes perdas. Água encanada, energia elétrica 24 horas, delegacia de polícia, posto telefônico, somente chegaram à localidade após 1980. 
O prédio de sua antiga estação ferroviária abriga atualmente a agência dos Correios instalada no município. 
Emancipação
Por causa da incapacidade do governo bragantino de promover o progresso no distrito, surgiu em Tracuateua um clima de insatisfação popular que deu vida a um movimento em prol da emancipação política da Vila. A primeira tentativa neste sentido foi dada por Mario Nogueira (já falecido) que, em 14 de novembro de 1990, encaminhou ao então deputado Zeno Veloso, uma lista com várias assinaturas de eleitores de Bragança, que pleiteavam a criação do município de Tracuateua. A iniciativa não teve êxito. 
Isto porém, não desanimou o movimento que ganhou novas adesões. Foi formada uma comissão pró emancipação que reuniu 239 assinaturas em um abaixo-assinado solicitando a abertura do processo de criação do município. Este documento foi entregue à presidência da Assembleia Legislativa, em 11 de maio de 1993, através do deputado estadual Luís Cunha, que foi o principal articulador na casa parlamentar. 
Em plebiscito realizado em 21 de abril de 1994, o povo votou a favor da emancipação, e através da Lei n.º 5.858, de 29 de setembro do mesmo ano, foi criado o município de Tracuateua, desmembrado de área de Bragança. 
O município de Tracuateua, com sede na vila do mesmo nome, foi instalado no dia 01 de janeiro de 1997, com a posse do prefeito Jonas Barros, do vice-prefeito Chaquim Casseb e dos nove vereadores eleitos no pleito municipal de 3 de outubro de 1996. Jonas Barros administrou o município por dois mandatos, 1997-2000 e reeleito nas eleições municipais de 2000 para 2001-2004. Nas eleições municipais de 2004, Waldeth Costa foi eleito para administrar Tracuateua entre 2005-2008. No pleito de 2008, o ex prefeito Jonas Barros disputou com Waldeth Costa que tentava a reeleição, o ex prefeito Jonas Barros venceu as eleições, porém o mesmo estava inelegível e não pôde assumir a prefeitura de Tracuateua para o mandato entre 2009 a 2012. 
Gentílico: quem nasce no município tem o gentílico tracuateuense.
Formação Administrativa 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Bragança o distrito de Alto Quatipuru. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, o distrito de Alto Quatipuru passou a denominar-se Tracuateua. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Tracuateua permanece no município de Bragança. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1960, o distrito de Tracuateua permanece no município de Bragança. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Tracuateua, pela Lei Estadual n.º 5.858, de 29 de setembro de 1994, desmembrado de Bragança. Sede no antigo distrito de Tracuateua. Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1997. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
Alteração Toponímica Distrital 
Alto Quatipuru para Tracuateua alterado, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 01º04'34" sul e a uma longitude 46º54'11" oeste, estando a uma altitude de 20 metros. A distância da capital Belém é de 250 km. 
Relevo e Altitude
O relevo é predominantemente plano a suavemente ondulado, característico das terras baixas da Amazônia Oriental. A altitude média é de apenas 18 metros acima do nível do mar, o que facilita a mecanização de certas etapas da agricultura, embora a força manual ainda predomine.
Solo 
Predominam os Latossolos Amarelos, solos profundos e bem drenados, porém ácidos, o que exige manejo e calagem para a alta produtividade de grãos que a cidade ostenta.
Vegetação
A cobertura vegetal original de Floresta Ombrófila Densa foi, em grande parte, substituída por áreas de capoeira (vegetação secundária) e campos agrícolas. Nas áreas baixas, próximas aos rios, encontram-se matas de galeria preservadas.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Af), com temperaturas elevadas durante todo o ano, variando entre 24 °C e 33 °C. O regime de chuvas é intenso, com um período de "inverno" (mais chuvoso) entre janeiro e junho, e um "verão" (menos chuvoso) de julho a dezembro.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1980 a menor temperatura registrada em Tracuateua foi de 16,6 °C em 23 de julho de 2007, e a maior atingiu 36,6 °C em 27 de outubro de 2010. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 207,2 milímetros (mm) em 5 de maio de 2008. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 150 mm foram 173,2 mm em 20 de maio de 1985, 172,2 mm em 7 de fevereiro de 1983, 167,3 mm em 4 de fevereiro de 2018 e 154,3 mm em 25 de abril de 1986. Abril de 1986, com 899,9 mm, foi o mês de maior precipitação.
Economia
Tracuateua é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Tracuateua é o motor agrícola da região bragantina. O município é o maior produtor de feijão caupi do estado, o que lhe rendeu o apelido de "Capital do Feijão". Mas a riqueza não para por aí, Tracuateua produz uma das farinhas mais cobiçadas do Pará — seca, crocante e amarelinha. A produção de farinha é uma tradição secular que envolve famílias inteiras.
O município abastece feiras de Belém e do interior com hortaliças frescas, sendo um braço vital da segurança alimentar regional.
Em menor escala, a criação de gado bovino e a pesca artesanal nos rios que cortam a região complementam a renda das comunidades rurais.
Em janeiro de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 17 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -7 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 18.
Em janeiro de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 17 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -7 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 18.
Educação
Na área da educação, Tracuateua conta com uma rede municipal e estadual que atende plenamente ao ensino básico e fundamental. O grande desafio e foco atual é a expansão do ensino técnico voltado ao campo. Através de parcerias e polos de apoio, busca-se capacitar os jovens para que permaneçam no município, modernizando a produção agrícola sem perder a essência familiar. A proximidade com o campus da UFPA e do IFPA em Bragança facilita o acesso ao ensino superior para os tracuateuenses.
Turismo e Lazer 
O turismo em Tracuateua é voltado para o lazer contemplativo e as raízes religiosas:
- Lagoa do Tracuateua: um refúgio de águas tranquilas muito procurado por moradores locais para banhos e piqueniques, especialmente nos fins de semana de sol.
- Turismo Rural: a observação da vida no campo, as casas de farinha e os vastos campos de feijão na época da colheita oferecem um espetáculo visual único.
- Círio de Nossa Senhora de Nazaré: assim como em outras cidades paraenses, Tracuateua realiza sua própria procissão em homenagem à padroeira em meados de agosto/setembro, unindo a cidade em um momento de fé e cultura popular.
- Rio Tracuateua - atravessa o município de um extremo ao outro, sendo que seu curso passa pelo Hotel Fazenda Toka da Amizade (distante 3Km da sede municipal), um dos meios de hospedagem do município, onde foi represado e transformado em piscina natural. O rio atravessa também o Balneário Riacho Doce, e mais adiante deságua no Rio da Ponte.
- Rio Quatipuru - o rio Quatipuru corta o município de Tracuateua a Oeste,na divisa com os municípios de Capanema e Quatipuru. Em seu curso, na comunidade de Vila das Neves, o rio foi represado.
- Balneário Ilha das Maravilhas - localiza-se na estrada de Mirasselvas, cerca de 15km da Vila das Neves e a 12km de Tracuateua – Sede. É também chamado balneário “Tapa na Cara”. O acesso é feito através de estrada de piçarra, em bom estado de conservação, porém não há iluminação nem sinalização.
- Balneário Riacho Doce - localiza-se dentro do centro urbano de Tracuateua. O acesso é feito por estrada, parte do asfalto, parte de piçarra, e em bom estado de conservação. É um braço do rio Tracuateua, e sua água é fria e escura. A profundidade é variável. O balneário possui bar, restaurante e algumas malocas.
- Chácara do Avião - a chácara faz divisa com a antiga área da Embrapa. O acesso ao local é feito através de estrada de piçarra, em bom estado de conservação, porém não há iluminação nem sinalização. É um balneário utilizado para diversão, e possui uma piscina de água corrente, espaço para a prática de esporte como vôlei e futebol.
- Campos Naturais - os campos naturais situam-se principalmente no norte do município, ocupando 20% da área territorial de Tracuateua. A região é cortada por rios e igarapés. A vegetação é composta por gramíneas, na maioria junco. Os terrenos baixos estão sujeitos à inundação, aliás, inundação aqui tem seu ciclo previsível – primeira metade do ano. Durante as cheias surgem imensos lagos cristalinos e quase toda a vegetação fica submersa, mas a profundidade chega a pouco mais de meio metro. As áreas de melhor drenagem formam ilhotas, onde podem ser encontrados muitos arbustos e algumas palmeiras como o babaçu. E os poucos espaços mais altos são ocupados por habitações. Nestas áreas, de baixa densidade demográfica, as casas e estradas de terra se perdem entre as enormes áreas cobertas de grama e espelhos d’águas.
- Trilha do Mutumbal - a trilha localiza-se dentro do antigo campus da EMBRAPA, e por onde passava a antiga estrada de ferro Belém-Bragança. A vegetação no local é abundante e fechada. Na trilha encontra-se a nascente do rio Mutumbal, onde se pode praticar a pesca artesanal, assim como, um grande bosque de bacurizeiros, mangueiras e, ainda, a caixa d’água, com linhas da arquitetura inglesa que abastecia o trem. No local, podem-se observar ruínas de edificações que integravam o complexo do antigo Campus da EMBRAPA, tais como: estrebaria, curral e a edificação onde se criavam porcos e era denominada porquilha.
- Trilha da Antiga Estrada de Ferro - localizada a 01 km do centro da cidade, próxima a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, estende-se por cerca de 4 km. É coberta por um túnel de árvores e o chão escavado pela erosão, constituindo parte da estrada por onde passava o trem da estrada de ferro Belém-Bragança. Com a desativação da estrada, os trilhos foram retirados e sua destinação desconhecida. Destacam-se, ainda, os paredões de barro de cerca de 4 metros de altura que margeiam a trilha, ora em aclive ora em declive.
- Quatipuru-Mirim - banhada pelo Oceano Atlântico, é uma praia desabitada, distando 1,5 Km da vila de Quatipuru-Mirim e apresentando aproximadamente 4Km de extensão. A vila, algumas vezes por ano, é invadida pela água, o qual os moradores chamam de Maré Grande. Possui gerador de energia, creche, escola e posto de saúde.
- Praia de Otelina - localizada na ilha de Otelina, em frente à praia de Quatipuru-Mirim, próxima a confluência do Oceano Atlântico com o rio Quatipuru. A praia é desabitada, mas os pescadores a usam para abrigarem-se, se acomodando em pequenos ranchos, edificações semelhantes a palafitas, feitas apenas de troncos de árvores e palha. O acesso ao local, a exemplo da praia de Quatipuru-Mirim, é feito de carro até o Porto da Alemanha e depois de barco até a ilha, em viagem de aproximadamente 50 minutos.
- Florada dos Ipês - Em uma das margens da Avenida Mário Nogueira existem 146 pés de Ipê Amarelo. A Florada dos Ipês é um espetáculo natural que ocorre no mês de novembro durante 03 dias consecutivos, quando as flores dos ipês caem e formam um tapete amarelo encobrindo a Avenida Mário Nogueira.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .

sexta-feira, 12 de junho de 2026

GAMELEIRA - PERNAMBUCO

Gameleira é um município brasileiro do estado de Pernambuco. O município é formado pelo distrito sede e pelos povoados de Cuiambuca, José da Costa e Cachoeira Lisa. A população de Gameleira, estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 17.583 habitantes.
História
O município de Gameleira foi no princípio, um engenho de açúcar. Não se sabe com exatidão quando foi instalado o “Engenho Gameleira”. O engenho integrava o território de Sirinhaém e, em meados do século XIX, pertencia então a Carlos Leitão de Albuquerque. 
Em 1860, nas terras do referido engenho, iniciou-se a construção de uma estação da estrada de ferro do Recife ao São Francisco. A estação foi inaugurada em 1862, e denominada “Estação Gameleira”. O povoamento, foi motivado por três fatores: a construção da ferrovia, o estabelecimento de uma feira livre e a edificação de uma capela a Nossa Senhora da Penha. Esses fatores contribuíram para que centenas de pessoas migrassem para as terras de Gameleira, fazendo surgir um núcleo populacional, inicialmente, chamado “Povoação de Nossa Senhora da Penha de Gameleira”. 
Em 11 de julho de 1867, a Lei Provincial n.º 763, elevou a primitiva Capela à condição de Matriz, criando a “Paróquia de Nossa Senhora da Penha de Gameleira”. Por conseguinte, forças políticas locais, conseguiram a aprovação da Lei n.º 1.057, de 7 de junho de 1872, desmembrando o território de Gameleira, do município de Sirinhaém objetivando a emancipação político-administrativa. A emancipação foi concretizada com a instalação da primeira “Câmara de Vereadores” e da “Vila de Nossa Senhora da Penha de Gameleira”, em 13 de dezembro de 1873. 
Emancipação Política
A oligarquia rural foi a responsável pela emancipação política de Gameleira. Cinco fatores contribuíram para o processo: o desenvolvimento religioso da Paróquia, o fortalecimento econômico e financeiro, "o aumento demográfico, o número elevado de engenhos de açúcar em pleno funcionamento, e o comércio sólido e independente". Diariamente a povoação de Gameleira progredia e, "em todos os setores se credenciava para obter a sua emancipação administrativa". Em face deste progresso, um grupo de senhores de engenho "fez sentir as autoridades imperiais da Provincia de Pernambuco a necessidade" de criação de uma Vila, emancipada do território de Sirinhaém. 
Na liderança dos aristocratas encontravam-se o coronel Francisco Manoel Wanderley Lins e o capitão Bartolomeu do Rêgo Barros. Estes, conquistaram a adesão popular formando um grupo político composto de dez senhores de engenhos. Esse grupo político, conquistou o que desejava: a emancipação político-administrativa de Gameleira. Além dos lideres supracitados, faziam parte do grupo politico, os seguintes membros: Dr. José Eugênio da Silva Ramos (engenho Curuzu), Cap. Belarmino Doroteu Rodrigues da Silva (engenho Pontable), Cinclético Américo dos Santos (engenho Boa Ventura), Idelfonso Galdino do Rêgo Barros (engenho Duas Barras), Antônio Acioliy Correia (engenho Dois Braços), Silvestre Pereira da Silva Guimarães e o bacharel Vicente Tavares Rodrigues de Lima. 
Diante da articulação política, em 7 de junho de 1872, o Doutor Manoel do Nascimento Machado Portela, Comendador da Imperial Ordem da Rosa, vice-presidente da Província de Pernambuco, sancionou a Lei n.º 1.057, criando a Vila de Gameleira. Por conseguinte, em 18 de outubro de 1873, um processo eletivo culminou na eleição de sete vereadores. 
Instalação da Vila e da Câmara
A Vila e a Câmara foram instaladas simultaneamente às doze horas do dia 13 de dezembro de 1873. A data é o marco histórico da emancipação política e administrativa do município de Gameleira. Na ocasião, foi lavrado o Auto de Instalação da Vila de Nossa Senhora da Penha de Gameleira e, os vereadores eleitos foram empossados pelo Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Sirinhaém. 
A primeira Câmara Municipal de Vereadores de Gameleira recebeu a seguinte composição: Coronel Francisco Manoel Wanderley Lins (Presidente da Câmara), Tenente Frutuoso Dias Alves da Silva, Capitão Bartolomeu do Rêgo Barros, Coronel Coriolano Veloso da Silveira, Doutor José Eugênio da Silva Ramos, Doutor Vicente Tavares Rodrigues de Lima e Doutor Francisco José de Medeiros. 
A eleição e posse dos primeiros vereadores corresponderam a uma manobra política, ficando conhecida na impressa da época como "mais um escândalo" do governo provincial. A fraude eleitoral recebeu duras críticas do editor do jornal "A Província", contra o Barão Henrique Pereira de Lucena, Presidente da Província de Pernambuco e contra os parlamentares eleitos em Gameleira, conforme texto abaixo transcrito: 
O Senhor Lucena aprovou finalmente as eleições de Vereadores de Gameleira. Criado este município por Lei Provincial deste ano, era preciso fazer-se a eleição pelo livro de qualificação existente no município de Sirinhaém. O Senhor Presidente da Província designou o dia da "saturnal" e oficiou ao Juiz de Paz mais votado de Sirinhaém que remetesse ao de Gameleira o livro de qualificação. Sucedeu, porém, que o tal livro não fosse remetido, em tempo, e não obstante arranjaram a mascarada do melhor modo. No dia aprazado simularam um princípio de eleição na matriz, e como a coisa se fazia "inter amicos", foram terminá-la no engenho de uma influência conservadora da localidade, a fim de evitarem o incômodo dos votantes, e suprirem a falta do tal livro. Depois de tudo feito com a maior afronta as prescrições legais e a decência, e quando já era bem desnecessário, chega a qualificação e a competente desculpa do Primeiro Juiz de Paz de Sirinhaém. O escândalo foi discutido em palácio, a nulidade da "saturnal" era evidentíssima; não obstante o "nobilissimus proceses", honesto e moralizado Senhor Lucena, aprovou a indecência! Que tal o "nobilissimus"? Sua Excelência não carecia de mais este fato para ser devidamente julgado.
Para a legislatura de 1875, a Câmara ficou composta dos seguintes membros: Coronel Francisco Antônio de Barros e Silva, o Barão de Escada Belmiro da Silveira Lins, Ageu Veloso Freire, Doutor Sérgio Diniz de Moura Matos, Tenente  Coronel Antônio Gonçalves Ferreira, Doutor Manoel Duarte de Faria e Capitão José Lúcio Monteiro da Franca. 
No período republicano, em cumprimento ao Decreto n,º 107, de 30 de Dezembro de 1889, foram dissolvidas as câmaras municipais do Estado de Pernambuco e constituídos os Conselhos de Intendência. Para Gameleira, o governo estadual, nomeou em 1890, os seguintes cidadãos: Frutuoso Dias Alves da Silva (presidente), Francisco Antônio Bandeira de Melo e Manoel Gomes de Barros e Silva. 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação Gameleira, pela Lei Provincial n.º 763, de 11 de julho de 1867, subordinado ao município Serinhaem. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Gameleira, pela Lei Provincial n.º 1057, de 07 de junho de 1872, desmembrado de Serinhaem. Constituído do distrito sede. Instalado em 13 de dezembro de 1873. 
Pela Lei Municipal de 19 de agosto de 1895, é criado o distrito de Ribeirão e anexado ao município de Gameleira. 
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Gameleira, pela Lei Estadual n.º 153, de 10 de abril de 1896. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Gameleira e Ribeirão. 
Pela Lei Estadual n.º 1.931, de 11de setembro de 1928, desmembra do município de Gameleira o distrito de Ribeirão, Elevado à categoria município. 
Pelo Ato Municipal n.º 2, de 17 de janeiro de 1931, são criados os distritos de José da Costa e Cuiambuca e anexados ao município de Gameleira. 
Em divisão administrativa referente ao ao de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Gameleira, Cuiambuca e José da Costa. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Gameleira, Cuiambuca e José da Costa. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Gameleira, Cuiambuca e José da Costa. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
Relevo e Altitude

O relevo é caracterizado pelos "Mares de Morros", uma sucessão de colinas e encostas arredondadas típicas da Zona da Mata. A sede municipal encontra-se a uma altitude média de 108 metros, proporcionando um clima ligeiramente mais ameno que o litoral.
Solo e Vegetação
O solo é predominantemente composto por Latossolos e solos do tipo Massapé — profundos, de cor escura e extremamente férteis para a cana-de-açúcar. A vegetação original é a Mata Atlântica, da qual restam hoje fragmentos preservados nas encostas mais íngremes e áreas de proteção ambiental.
Hidrografia
As bacias hidrográficas são as do rio Sirinhaém, com uma área pertencente ao município, de 10,12% e de 1,83% respectivamente. O rio Sirinhaém se encontra com o rio Amaraji no distrito de Cachoeira Lisa, onde está construída uma ponte de concreto, que dá acesso à BR-101 - Sul. 
Infraestrutura
O centro urbano está formado por ruas calçadas e praças arborizadas, além de bons imóveis residenciais e comerciais. 
O acesso da sede do município à capital do estado pela estrada de ferro é de 96 km e pela estrada asfaltada é de 98 km. O município é dotado de serviços de abastecimento de energia elétrica, feito pela CELPE. Área de comunicações, o município é servido por correio, telefone, rádio e televisão. A ligação por ônibus é feita através das linhas intermunicipais: Gameleira, Cucaú, Ribeirão, Escada, Recife e outras. Gameleira dispõe de um terminal rodoviário com 91 metros de área construída, uma Biblioteca Pública Municipal, Clube Recreativo e duas escolas estaduais, além de diversas escolas municipais. 
Clima
Em Gameleira, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 32 °C e raramente é inferior a 19 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Gameleira e realizar atividades de clima quente é do fim de julho ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 5,1 meses, de 8 de novembro a 13 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Gameleira é março, com a máxima de 32 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 11 de junho a 2 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Gameleira é julho, com a mínima de 21 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Em Gameleira, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Gameleira começa por volta de 27 de maio e dura 4,7 meses, terminando em torno de 18 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Gameleira é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 27 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Gameleira é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 58% do tempo. 
É considerado dia com precipitação aquele com precipitação mínima líquida ou equivalente a líquida de 01 milímetro. A probabilidade de dias com precipitação em Gameleira varia acentuadamente ao longo do ano. 
A estação de maior precipitação dura 5,3 meses, de 11 de março a 22 de agosto, com probabilidade acima de 33% de que um determinado dia tenha precipitação. O mês com maior número de dias com precipitação em Gameleira é junho, com média de 17,5 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação. 
A estação seca dura 6,7 meses, de 22 de agosto a 11 de março. O mês com menor número de dias com precipitação em Gameleira é novembro, com média de 2,0 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação. 
Dentre os dias com precipitação, distinguimos entre os que apresentam somente chuva, somente neve ou uma mistura de ambas. O mês com mais dias só de chuva em Gameleira é junho, com média de 17,5 dias. Com base nessa classificação, a forma de precipitação mais comum ao longo do ano é de chuva somente, com probabilidade máxima de 60% em 4 de julho. 
Economia
Gameleira é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia de Gameleira é, historicamente, monocultora. A cana-de-açúcar continua sendo a espinha dorsal do município, alimentando usinas próximas e gerando a maior parte dos empregos sazonais.
A produção de açúcar e álcool é o motor financeiro. Destaca-se também a pecuária de corte e leite em pequena escala.
O centro da cidade serve como um polo varejista básico para a população rural, com um setor de serviços em crescimento.
Na Agricultura Familiar, há um movimento crescente de diversificação com o cultivo de frutas tropicais e mandioca, buscando reduzir a dependência exclusiva da cana.
Em janeiro de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 12 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -2 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de -2.
Até fevereiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Gameleira. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 7 empresas.
Educação
Na área da educação, Gameleira conta com uma rede de ensino fundamental e médio que busca superar os desafios históricos da região. O município tem investido na alfabetização e no transporte escolar para atender às crianças das zonas rurais (os engenhos). A proximidade com o IFPE (Instituto Federal de Pernambuco), em Barreiros e Palmares, tem facilitado o acesso dos jovens ao ensino técnico e superior.
Turismo
O turismo em Gameleira é um diamante bruto focado na Memória Histórica e Rural.
A visita aos antigos casarões e senzalas de engenhos como o Engenho Estreliana oferece uma aula de história ao ar livre. Algumas dessas propriedades preservam a arquitetura colonial e as capelas originais.
A festa da padroeira, Nossa Senhora da Penha (em setembro), atrai fiéis de toda a região, mantendo vivas as procissões e as cavalhadas.
No Ecoturismo, as trilhas entre os remanescentes de Mata Atlântica e as bacias hidrográficas locais oferecem potencial para o turismo de aventura e observação de aves.
O município atrai visitantes para o Parque Ecológico Cachoeira do Urubu, Cachoeira da Fumaça, Cachoeira da Pedra Redonda e Cachoeira Paraiso.
A cidade se desenvolveu a partir de uma estação ferroviária na década de 1860, crescendo ao redor de engenhos de açúcar, conforme a Câmara Municipal e publicações locais.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark

quinta-feira, 11 de junho de 2026

RAPOSA -MARANHÃO

Raposa é um município brasileiro do estado do Maranhão. Localiza-se na microrregião da Aglomeração Urbana de São Luís, Mesorregião do Norte Maranhense, sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 32.156 habitantes e sua área é de 79,823 km². 
A cidade, junto com São Luís, Paço do Lumiar e São José de Ribamar, pertencem à Ilha de Upaon-Açu. Esses municípios, juntamente com Alcântara, Bacabeira, Rosário, Santa Rita, Icatu, Morros, Presidente Juscelino, Axixá, Cachoeira Grande, faz parte da Região Metropolitana de São Luís. 
História
Até o século XVI, a região atualmente ocupada pelo município era tradicionalmente habitada pela etnia indígena dos potiguaras. 
Fundada no final dos anos 1940 por dois imigrantes de Acaraú, Antônio do Pocal e José Baiaco, que se estabeleceram com suas famílias, a povoação tinha como atividades principais de subsistência a pesca e a produção de rendas, ambas realizadas de forma artesanal. 
Posteriormente, houve a chegada de Chico Noca, que depois trouxe sua família de Acaraú e outras dezenas de pessoas para povoar a Raposa, em 1952. 
Devido ao seu inicial isolamento, a comunidade foi considerada uma ilha linguística cearense por pesquisadores que a visitaram no final da década de 1970. Essa situação foi se alterando com a construção de primeiro acesso rodoviário em 1964 e seu asfaltamento em 1977. 
Em 1994, separando-se de Paço do Lumiar, o povoado de Raposa ganhou status de município e elegeu José Laci de Oliveira como seu primeiro prefeito.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Raposa, pela Lei Estadual n.º 6.132, de 10 de novembro de 1994, desmembrado de Paço do Lumiar. Sede no atual distrito de Raposa (ex localidade). Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1997. 
Em divisão territorial datada de 1997, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Geografia
Relevo

O relevo da ilha de Upaon-açu apresenta baixa altitude, com baixos platôs dissecados e colinas tabulares, com cotas variando entre 20 e 60 metros. 
A zona costeira do município, localizada em um região de baixa altitude, pertencente à planície fluvio-marinha, é caracterizada pela presença de vegetação pioneira de restingas, manguezais e campos, que proporcionam significativo potencial para a atividade pesqueira. 
Nas extensas baixadas litorâneas, podem ser encontradas praias arenosas, dunas móveis, paleodunas, manguezais e marismas. 
Clima
O município possui clima tropical, quente e úmido, com temperatura média variando entre 21 ºC e 35 ºC. Apresenta dois períodos distintos: um chuvoso, de dezembro a julho, e outro seco, de agosto a novembro.
Em Raposa, a estação com precipitação é opressiva e de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 35 °C e raramente é inferior a 19 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Raposa e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,3 meses, de 21 de agosto a 30 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Raposa é outubro, com a máxima de 34 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 4,4 meses, de 28 de dezembro a 10 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Raposa é fevereiro, com a mínima de 21 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Em Raposa, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Raposa começa por volta de 31 de maio e dura 4,4 meses, terminando em torno de 13 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Raposa é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 70% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 13 de outubro e dura 7,6 meses, terminando em torno de 31 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Raposa é março, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 82% do tempo. 
Hidrografia
As principal bacia hidrográfica é a do rio Paciência (o qual estabelece o limite com o município de Paço do Lumiar), desaguando na baía de Curupu. Um de seus principais afluentes é o Igarapé do Cumbique. 
O rio Paciência tem grande importância para pesca, agricultura, transporte e lazer, mas se encontra comprometido em razão da poluição causada pela expansão da rede de esgotamento sanitário. 
Outro curso d'água do município é o Igarapé Nunca Mais. 
Vegetação e biodiversidade
Em Raposa, a vegetação predominante é formada pelos manguezais e pelas restingas (que podem ser vistas nas praias de Carimã, do Canto e do Curupu). 
Nas áreas mais distantes do mar, a vegetação predominante é a capoeira (vegetação secundária). 
As florestas de manguezais do município são um viveiro natural para uma infinidade de animais marinhos, que dependem do ecossistema para alimentação e reprodução. 
A fartura de peixes e mariscos que se alimentam nos manguezais são a prova da riqueza desse ecossistema, podendo ser encontradas espécies: aves, como o guará, a garça, o taquiri, a saracura-do-mangue; mamíferos como o boto-cinza, o peixe-boi-marinho; tartarugas. 
O município de Raposa faz parte da Área de Proteção Ambiental de Upaon-Açu-Miritiba-Alto Preguiças, uma região com uma área de aproximadamente 1.535.310 hectares que serve de abrigo, local de reprodução e alimentação para muitos animais marinhos ameaçados. 
Ilhas
Pertencem ao município de Raposa as ilhas de Curupu, Belizaro e Taputíua. 
Economia
Raposa é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
Pesca
A pesca tem grande importância para a economia do município, sendo uma importante fonte de renda para os moradores. A atividade é anual, com intervalos que dependem da influência das marés, dos ventos e das chuvas. 
São utilizados barcos de pesca fabricados em pequenos estaleiros comunitários na própria região, cujo trabalho também é artesanal. Estes barcos, além de servirem para a pesca, servem de transporte de turistas para áreas turísticas do município como as dunas e os manguezais. Existem vários tipos de embarcações como o catamarã, a biana, a lancha, o iate, dentre outros. O tráfego de canoas é mais comum nos igarapés. 
O município de Raposa tem uma diversidade de peixes, crustáceos e moluscos, o município pratica a pesca na costa, nos estuários, manguezais e em alto-mar entre 16 e 27 milhas náuticas, sendo a maioria servindo de alimento para a população local e abastecendo supermercados, restaurantes, bares e o Mercado do Peixe em São Luís. 
Dentre as espécies da fauna da região, podem ser destacadas: pescada-amarela, pescada-branca, peixe-pedra, tainha-sajuba, tainha-pitiu, tainha-urixoca, sardinha, sardinha-manteiga, pescadinha-gó, goete, corvina, cororoca, pirucaia, pargo, cioba, carapitanga, ariacó, peixe-prata, caruaçú, barbudo, pititinga, cavala, atum-rabilho, peixe-serra, bonito (sarda sarda), pampo, peixe-galo, camurupim, urubarana (elops saurus), camorim-peva, camorim-flecha, jiquiri-amarelo, jiquiri-branco, cururuca, paru, peixe-sabão, badejo, tibiro, tibiro-amarelo, palombeta, arriba-saia, escrivão, cabeçudo, cabeçudo-preto, cabeçudo-branco, agulha, juruapara, curvitinga, amor-sem-olho, anchova, xaréu, xaréu-branco. 
Outros peixes encontrados são: arraia-bicuda, arraia-pintada, viola, mero, cação-rabo-seco, cação-junteiro, tubarão-flamengo, urumaru, cação-martelo, espadarte, tralhoto, guaravira, baiacu-açu, baiacu-pininga, pacamão, bacacuá, solha, moréia, cavalo-marinho, guribu, uritinga, uriacica, cambél, bandeirado, gurijuba, cangatã, jurupiranga, papista. 
Quanto aos mariscos, há a pesca e coleta de: camarão-branco, camarão-piticaia, sururu, caranguejo, sarnambi, ostra, tarioba, lagosta, siri-azul. 
Em janeiro de 2026, foram registradas 33 admissões formais e 50 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -17 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 14.
Rodovias
A Estrada da Raposa (MA-203) dá acesso ao município, e se interliga à MA-204, que interliga São Luís, Raposa e São José de Ribamar.
Educação
Raposa possui 21 escolas públicas e privadas, além de duas instituições de ensino superior privadas. 
Em 2010, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade era de 96,6%. Comparando-se com outros municípios do estado do Maranhão, ficava na posição 117 de 217. Já comparando com todos os municípios do Brasil, ficava na posição 4099 de 5570. Para além, em 2023, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para os anos inicias do ensino fundamental na rede pública era 5,1 e para os anos finais de 4,1. 
Saúde
Dentre as unidades de saúde do município, se destacam o Hospital Municipal da Raposa Dra. Nemércia Dias Pinheiro, o Centro de Especialidades Médicas da Raposa, além de unidades básicas de saúde e outras instituições. 
Turismo e cultura
O município ficou conhecido pelo seu artesanato tipicamente cearense, pelo sabor dos peixes comercializados nos bares e restaurantes do povoado e pela beleza de suas praias desertas. 
Nas lojas de artesanato são comercializados: toalhas de mesa, panos de prato, passadeiras, saídas de praia, chapéus, cortinas, além de uma série de outros artefatos confeccionados em rendas de bilro tecidas em almofadas de renda por mulheres de pescadores, arte trazida pelos cearenses há mais de setenta anos, fugindo da seca. 
O principal templo católico é a Igreja Matriz de São Pedro, padroeiro do município. 
Do ponto de vista turístico, a Raposa é destino alternativo à visitação na ilha, tendo como principais atrativos os passeios nas praias e dunas da região, vasto manguezal preservado e apreciação da gastronomia por meio de pratos típicos baseados em frutos do mar. Como potencial atrativo de turismo cultural (ou de base comunitária), a Raposa apresenta modus vivendi de pescadores e artesanato variado. 
Pontos Turísticos
Os principais atrativos turísticos de Raposa são: Fronhas Maranhenses; Ilha de Curupu; Ilha Belizaro; Ilha Taputiua; Viva Raposa e Coroa do Marisco. 
Praias 
O município de Raposa conta com as praias de Mangue-Seco, Pucal, Carimã, Curupu e Itapetíua. 
- Praia do Carimã – localizada ao norte do município de Raposa, marco inicial da Ilha de Curupu. O acesso à praia é feito apenas através de travessia em embarcações. 
- Praia do Garrancho – inicia-se após o Viva Raposa e estende-se até o Porto do Carvão. É um importante ponto de apoio para as embarcações que fazem passeio e transporte de turistas e visitantes para a Ilha das Ostras, Ilha de Itaputíua e Ponta de Curupu. 
- Praia do Mangue Seco – localizada no Povoado de Araçagy. Seu principal acesso é feito pela MA 203, contornando à esquerda na Rua São Sebastião até o final da rua.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 10 de junho de 2026

ESPINOSA - MINAS GERAIS

Espinosa é um município brasileiro no norte do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Ocupa uma área de 1.869 km² e sua população era de 31.375 habitantes, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025. 
História
A região de Espinosa foi penetrada pela primeira vez pela entrada dos espanhóis Francisco Bruza Espinosa e João de Azpilcueta Navarro em 1554, que partiu do litoral da Bahia. 
O território municipal foi colonizado pela pecuária relacionada à Casa da Ponte, de Antônio Guedes de Brito, no final do século XVII e início do século XVIII. 
Em 1846, foi erguida uma capela em louvor a São Sebastião, em cujos arredores se formou a povoação de Lençóis do Rio Verde (atual cidade de Espinosa), elevada à categoria de freguesia da vila de Boa Vista do Tremendal (atual Monte Azul) pela Lei Provincial n.º 1.905, de 19 de julho de 1872. 
A Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, elevou o distrito de Lençóis do Rio Verde (ou Lençóis) à categoria de município, com o nome de Espinosa, sendo instalado em 9 de março do ano seguinte. 
Duas personalidades marcam a história do município. Uma delas é o judeu Heitor Antunes, um dos primeiros a se fixar no norte de Minas, sendo um dos primeiros povoadores da região. Outra história é a da "Finada Amélia" que foi assassinada por seu marido, cuja sepultura fica à beira da avenida principal da cidade. Nela são feitas romarias, queimam-se velas e foi erguida uma capela por um devoto, por ela ser uma alma milagrosa.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Lençóis (ex povoado), pela Lei Provincial n.º 1.905, de 19 de julho de 1872, e por Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado ao município de Boa Vista do Tremendal. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Lençóis, figura no município de Boa Vista do Tremendal. 
Nos quadros do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, o distrito de Lençóis aparece com a denominação de Lençóis do Rio Verde. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Espinosa, pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, desmembrado de Tremendal (ex Boa Vista do Tremendal). Sede na povoação de São Sebastião dos Lençóis. Constituído de 4 distritos: Espinosa, São Sebastião dos Lençóis, Santo Antônio das Mamonas e Itamirim (ex Santa Rita). Instalado em 09 de março de 1924. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Espinosa, pela Lei Estadual n.º 885, de 27 de janeiro de 1925. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Espinosa (ex São Sebastião dos Lençóis), Itamirim e Santo Antônio de Mamonas. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 448, de 17 de dezembro de 1938, o distrito de Santo Antônio das Mamonas passou a denominar-se simplesmente Mamonas. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Espinosa, Itamirim e Mamonas (ex Santo Antônio das Mamonas). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963. 
Pela Lei Estadual n.º 6.769, de 13 de maio de 1976, é criado o distrito de Barrinha e anexado ao município de Espinosa. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 4 distritos: Espinosa, Barrinha, Itamirim e Mamonas. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991. 
Pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27 de abril de 1992, é desmembrado do município de Espinosa os distritos de Mamonas e Barrinho. Para formar o novo município de Mamonas. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído de 2 distritos: Espinosa e Itamirim. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Geografia
O município de Espinosa está localizado no norte de Minas Gerais, na divisa com a Bahia, na bacia do rio Verde Pequeno, tendo sua sede instalada a 570 m acima do nível do mar. 
Parte do território municipal está no Parque Estadual Caminho dos Gerais.
Relevo e Altitude
O relevo de Espinosa é caracterizado por uma transição entre as superfícies planas das depressões e os contrafortes da Serra do Espinhaço. A sede municipal encontra-se a uma altitude média de 530 metros, mas em áreas de serra, as elevações podem ultrapassar os 900 metros.
Solo e Vegetação
Os solos predominantes são os Latossolos e Litossolos, muitas vezes pedregosos, mas que respondem bem à irrigação em áreas de vale. A vegetação original é um mosaico de Caatinga e Cerrado, com presença de matas secas e árvores típicas como o umbuzeiro, a aroeira e diversas espécies de cactos.
Clima
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1974 a 2019 e a partir de 2022, a menor temperatura registrada em Espinosa ocorreu em 13 de julho de 1979, com mínima de 8,8 °C, enquanto a maior atingiu 41 °C em 14 de novembro de 2023, durante uma onda de calor intensa. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 126,7 mm em 19 de março de 1997, seguido por 116,4 mm em 16 de janeiro de 2002, 115,8 mm em 9 de dezembro de 1987, 115,3 mm em 26 de dezembro de 2002, 104,4 mm em 15 de fevereiro de 2007 e 101,8 mm em 5 de dezembro de 1983.
Transportes
Espinosa se situa às margens da Linha do Sul da antiga Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro, que liga o norte de Minas Gerais aos estados da Bahia e de Sergipe. Atualmente, a linha férrea se encontra concedida à VLI Multimodal para o transporte de cargas. No entanto, se encontra desativada localmente para o transporte de passageiros desde 1979. 
O município também é acessado pela rodovia BR-122. 
Economia
Espinosa é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A base econômica de Espinosa é diversificada, sustentada por um setor terciário pulsante e uma agropecuária resiliente.
O Comércio    é o principal motor da cidade, atraindo consumidores de toda a microrregião.
A Agricultura é um destaque histórico para a manga e o algodão. Atualmente, a agricultura de subsistência e a fruticultura irrigada ganham espaço.
A Pecuária inclui a criação de bovinos de corte e leite, adaptados ao clima semiárido.
A Indústria está focada em laticínios, cerâmicas e pequenas confecções.
Em janeiro de 2026, foram registradas 61 admissões formais e 79 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -18 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -45.
Até fevereiro de 2026 houve registro de 2 novas empresas em Espinosa, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 54 empresas.
Educação
Espinosa tem avançado significativamente na área educacional. Além de uma rede de ensino básico consolidada, o município conta com polos de educação à distância e parcerias com instituições como a Unimontes (Universidade Estadual de Montes Claros), que atende a demanda por ensino superior na região. A formação técnica voltada para o comércio e para a gestão agrícola tem sido uma prioridade para fixar os jovens no município.
Turismo e Cultura
O turismo em Espinosa está intimamente ligado à sua geografia e às suas tradições populares.
- Turismo Ecológico: a proximidade com a Serra do Espinhaço oferece trilhas, cachoeiras sazonais e vistas panorâmicas que encantam os amantes da natureza e do cicloturismo.
- Cultura Popular: a cidade é famosa por suas festas religiosas e pelo tradicional Carnaval de Espinosa, que historicamente atrai foliões de todo o Norte de Minas e do Sul da Bahia.
- Gastronomia Sertaneja: o consumo de pratos à base de carne de sol, arroz com pequi e o doce de manga são experiências imperdíveis para os visitantes.
- Curiosidade: Espinosa é considerada um "divisor de águas" cultural, onde o sotaque mineiro começa a ganhar os tons e as gírias do vizinho estado baiano, criando uma identidade única e acolhedora.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

terça-feira, 9 de junho de 2026

JAGUARÉ - ESPÍRITO SANTO

Jaguaré é um município do estado do Espírito Santo, no Brasil. 
Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 31.551 habitantes. Possui uma área de 659,751 quilômetros quadrados. Localiza-se no norte do estado, a 202 km (por percurso rodoviário) de Vitória, a capital do estado. 
O município limita-se ao norte com São Mateus, a leste com Vila Valério, a oeste com Linhares e ao sul com Sooretama. O clima da região é tropical quente. O relevo é ondulado, com vertentes curtas variando de 100 a 150 metros. A vegetação predominante no local é constituída de fragmentos de Mata Atlântica. 
Sua atividade económica se concentra na agricultura principalmente na produção de café conilon 
História
Até o início do século XX, o norte do estado do Espírito Santo era habitado pelos índios aimorés. Após os índios serem vencidos, uma caravana de agricultores procedentes de Jaciguá se fixou na Ponte do Rio Barra Seca em junho de 1946. A povoação por eles fundada ganhou o nome de Lagoa de Jaguaré ("jaguaré" era o nome de uma espécie de capim que abundava na região). Com o tempo, a lagoa foi desaparecendo, e o povoado passou a ser chamado simplesmente de Jaguaré. Em 1981, a região se separou do município de São Mateus e passou a constituir o município de Jaguaré, que era formado por dois distritosː Jaguaré e Barra Seca. Em 1992, foi agregado um terceiro distrito para o municípioː o de Nossa Senhora de Fátima.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Jaguaré, pela Lei Estadual n.º 1.951, de 13 de janeiro de 1964, subordinado ao município de São Mateus. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o distrito de Jaguaré figura no município de São Mateus. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Jaguaré, pela Lei Estadual n.º 3.445, de 13 de outubro de 1981, desmembrado de São Mateus. Sede no antigo distrito de Jaguaré. Constituído de 2 distritos: Jaguaré e Barra Seca. Desmembrado de São Mateus. Instalado em 31 de janeiro de 1983. 
Em divisão territorial datada de 1988, município é constituído de 2 distritos: Jaguaré e Barra Seca. 
Pela Lei Estadual n.º 241, de 23 de abril de 1992, é criado o distrito de Nossa Senhora de Fátima e anexado ao município de Jaguaré. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 3 distritos: Jaguaré, Barra Seca e Nossa Senhora de Fátima. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.
Geografia
Relevo e Altitude

O relevo de Jaguaré é caracterizado pelos Tabuleiros Costeiros, apresentando superfícies planas ou suavemente onduladas, entremeadas por vales rasos. A sede municipal está a uma altitude de 70 metros, o que confere à paisagem uma característica de planalto baixo, ideal para a mecanização agrícola.
Clima
O clima é o Tropical Quente e Úmido (Aw), com uma estação seca bem definida no inverno e verões chuvosos. A temperatura média anual gira em torno de 24 °C, com picos de calor que frequentemente ultrapassam os 35 °C no verão.
Solo e Vegetação
Os solos predominantes são os Latossolos Amarelos, profundos, bem drenados e com excelente aptidão para culturas perenes após a devida correção de acidez. A vegetação original consistia em Mata Atlântica de Tabuleiro, da qual restam hoje fragmentos preservados em reservas e áreas de preservação permanente (APPs) ao longo dos rios.
Economia
Jaguaré é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pelo alto crescimento econômico.
A economia de Jaguaré é o motor que move o Norte Capixaba. O município ostenta títulos de destaque nacional.
- Café Conilon: Jaguaré é um dos maiores produtores de Café Conilon (Coffea canephora) do Brasil. A cafeicultura é altamente tecnológica, utilizando irrigação de precisão e manejo avançado.
- Pimenta-do-Reino: o município também se consolidou como um gigante na produção de pimenta do reino, ocupando posições de liderança na exportação nacional do grão.
- Fruticultura: a diversificação agrícola é forte, com destaque para o cultivo de mamão e coco.
A Agroindústria está focada no beneficiamento de café e secagem de grãos.
O Comércio é um setor dinâmico que atende à demanda das grandes fazendas e da população urbana.
Em janeiro de 2026, foram registradas 228 admissões formais e 196 desligamentos, resultando em um saldo de 32 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 15.
Até fevereiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Jaguaré. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 63 empresas.
Educação
Na área da Educação, Jaguaré tem investido na modernização de sua rede municipal e estadual. A cidade conta com escolas de ensino fundamental e médio que buscam integrar o conhecimento técnico agrícola à grade curricular. Devido à sua força no agronegócio, o município serve de laboratório para estudantes de agronomia e técnicos agrícolas de instituições vizinhas, como o IFES (Instituto Federal do Espírito Santo) de São Mateus.
Turismo
Embora sua vocação seja agrícola, o turismo em Jaguaré cresce através do lazer rural e eventos culturais.
Natureza e Aventura 
- Cachoeira do Bereco: oportunidade para refrescar-se e suas águas, mas tenha cuidado com as pedras escorregadias e poços profundos; local não possui estrutura turística completa, diz Caminha Gente. 
- Vale do Rio Barra Seca: um refúgio tranquilo com vegetação exuberante e águas calmas, ótimo para relaxar. 
- Barragens:  as construções de Água Limpa e São Geraldo oferecem cenários pitorescos e são pontos de interesse. 
Cultura e História 
- Igreja Matriz São Cipriano: um ponto religioso importante, com arquitetura moderna e ar-condicionado, segundo YouTube. 
- Casa da Memória: para explorar a história e a cultura local, segundo turismoes.com.br. 
- Praça Multiesportiva Nicolau Falchetto: Um espaço vibrante para lazer e atividades físicas. 
Turismo Rural e Gastronomia 
- Rota do Café Conilon: para explorar as plantações de café, mamão e pimenta do reino, conectando-se com a produção agrícola local. 
Passeios Locais 
- Centro (Av. 09 de Agosto): o coração da cidade para sentir a atmosfera local e o comércio. 
- Gruta Nossa Senhora Imaculada da Conceição: local popular para churrascos e encontros. 
- Lagoa do Juca: um dos principais pontos de lazer para a população local, ideal para banhos e contemplação da natureza.
- Agroturismo: fazendas históricas e modernas abrem suas portas para mostrar o processo de produção do café, oferecendo degustações e vivências rurais.
- Festas Tradicionais: a festa de aniversário da cidade, em dezembro, e os festejos juninos são marcos do calendário, celebrando a cultura italiana e a herança sertaneja.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Site da Prefeitura Municipal ; Caravela .

segunda-feira, 8 de junho de 2026

MATEUS LEME - MINAS GERAIS

Mateus Leme é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Pertence à Região Metropolitana de Belo Horizonte, estando situado a cerca de 60 km a oeste da capital do estado. Ocupa uma área de pouco mais de 300 km², sendo 28,9 km² em área urbana, e sua população estimada em 2025, pelo IBGE, era de 40.814 habitantes. 
História
O surgimento do povoado que originou o município está ligado, como grande parte dos municípios mineiros, à penetração dos bandeirantes paulistas no interior das Minas Gerais no século XVIII, à procura de ouro e pedras preciosas, aprisionando índios e se apossando das terras. 
Mateus Leme, segundo Waldemar Barbosa foi um bandeirante paulista que percorreu a região de Minas Gerais, e posteriormente seguiu para Bahia combatendo índios ferozes entre 1715 e 1717. No volume XXVI da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Edição IBGE, o bandeirante Mateus Leme é citado como o “genro de Borba Gato que desbravou, em meados do século XVIII, as terras onde hoje se localiza o município que tem seu nome” confirmando a informação de Teóphilo de Almeida sobre a região. 
Uma carta Sesmaria, do ano de 1710, refere-se ao local (Morro do Mateus Leme), comprovando a sua origem bem remota. Outras fontes documentais, dos anos 1739 e 1745, referem-se ao “Arraial Morro de Mateus Leme”. 
Ainda segundo o estudioso Teóphilo de Almeida, encontram-se no Morro de Mateus Leme vestígios de antigos aquedutos e lavrados, iniciados num trabalho vultoso de mineração aurífera no local. Disso, podemos deduzir que a mineração se apresentava muito lucrativa, pois compensava os gastos com obras bastante onerosas. 
Apesar destes indícios de riquezas, o arraial do Morro de Mateus Leme atravessa todo o século XVIII sem alcançar foros de freguesia, sendo capela curada de freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rei. Nessa época estima-se a população de Mateus Leme 2.358 pessoas, segundo um levantamento pastoral (em 1826, de acordo com um mapa estatístico citado por Abílio Barreto), Mateus Leme apresentava 410 fogos e 2.556 almas. 
Presume-se que a população, com a decadência da exploração aurífera, tenha voltada para outras atividades econômicas como a agricultura e a pecuária. 
A freguesia (povoação) foi criada em 1832, com a denominação de Santo Antônio do Morro de Mateus Leme, tendo como filiais Itatiaiuçu e Patafufo. 
Em termos administrativos, a população passou por diversas mudanças: tendo pertencido aos municípios de Sabará e Pintagui, foi posteriormente incorporado aos municípios de Pará de Minas, antigo Patafufo (1848), Bonfim (1850) e (1870) e novamente Pará de Minas (1877). A autonomia foi adquirida em 1938, quando foi criado o município.
Foi assim nomeado em homenagem ao bandeirante paulista Mateus Leme, que fundou em Minas Gerais o arraial de Itatiaiaçu. 
É o local de instalação do primeiro radar meteorológico de Minas Gerais. 
Mateus Leme abriga o Monumento Natural Serra do Elefante, Unidade de Conservação criada por meio de decreto municipal em 2008 que apresenta uma enorme biodiversidade. 
Em Mateus Leme, existe há 15 anos a Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, entidade sem fins lucrativos que incentiva a arte, a cultura e a educação no município.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Mateus Leme, pelo Decreto de 14 de julho de 1832, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado ao município de Pará. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Mateus Leme figura no município de Pará. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920. 
Pela Lei Estadual n.º 806, 22 de setembro de 1921, o município de Pará passou a denominar-se Pará de Minas. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Mateus Leme figura no município de Pará de Minas (ex Pará). 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Mateus Leme, pelo Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembrado de Pará de Minas. Sede no antigo distrito de Mateus Leme. Constituído de 3 distritos: Mateus Leme, Igarapé, desmembrado de Pará de Minas e Serra Azul desmembrado de Itaúna. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Mateus Leme, Igarapé e Serra Azul. 
Pelo Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, é criado o distrito de Azurita e anexado ao município de Mateus Leme. Pelo mesmo Decreto-lei, o distrito de Serra Azul tomou a denominação de Boturobi. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Mateus Leme, Azurita, Boturobi (ex Serra Azul) e Igarapé. 
Pela Lei n.º 336, de 27 de dezembro de 1948, é criado o distrito de Juatuba (ex povoado) e anexado ao município de Mateus Leme. 
Em divisão territorial datada de 1º de julhode 1950, o município é constituído de 5 distritos: Mateus Leme, Azurita, Boturobi, Igarapé e Juatuba. 
Pela Lei n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, é criado o distrito de São Joaquim de Bicas (ex povoado) com terras desmembradas do distrito de Igarapé e anexado ao município de Mateus Leme. Pela mesma Lei, o distrito de Boturobi voltou a chamar-se Serra Azul. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 6 distritos: Mateus Leme, Azurita, Igarapé, Juatuba, São Joaquim de Bicas e Serra Azul (ex Boturobi). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, são desmembrados do município de Mateus Leme os distritos de Igarapé e São Joaquim de Bicas para formarem o novo município de Igarapé. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 4 distritos: Mateus Leme, Azurita, Juatuba e Serra Azul. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada 1991. 
Pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27 de abril de 1992, é desmembrado do município de Mateus Leme o distrito de Juatuba. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído de 3 distritos: Mateus Leme, Azurita e Serra Azul. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo

Mateus Leme limita-se ao sul com Itatiaiuçu pela Serra Azul, onde se localiza o ponto de altitude máxima do município, com 1.298 metros em relação ao nível do mar. O ponto de altitude mínima do município localiza-se no reservatório Serra Azul, no limite com o município de Juatuba, a 791 metros em relação ao nível do mar. 
A Serra Azul, também chamada de Serra das Farofas ou Serra do Itatiauçu, contém jazidas de minério de ferro e outros minerais e localiza-se na porção mais ocidental do Quadrilátero Ferrífero. Além dessa serra, outras compõem o território mateus-lemense, como a Serra dos Caboclos, Serra do Caxambu, Serra das Perobas, Serra da Saudade, Serra Boa Vista e Serra Santo Antônio, com pico de 1.284 metros de altitude, também conhecida na região como “Serra do Elefante”. 
A Serra do Elefante, devido à altitude elevada do pico, à inexistência de barreiras físicas naturais nas proximidades e à localização na RMBH, foi escolhida para a instalação do primeiro radar meteorológico de Minas Gerais. O equipamento permite identificar, por meio da emissão e recepção de ondas, a formação de chuvas, tempestades e granizo. A localização estratégica do radar, quase sem barreiras em sua área de influência, permite uma ampla varredura com qualidade num raio de 250 km, mas tem alcance de até 350 km para avaliações qualitativas de entradas de tempestades no estado. O radar é operado pela CEMIG e pelo Instituto Mineiro de Gestão de Águas (IGAM). 
Hidrografia
Mateus Leme encontra-se totalmente dentro da Bacia do Rio Paraopeba. O município não é banhado por esse rio, mas por alguns de seus afluentes da margem esquerda, como o ribeirão Mateus Leme e o ribeirão Serra Azul. 
O ribeirão Serra Azul nasce no município vizinho de Itaúna e é represado em Juatuba para formação do reservatório Serra Azul. O reservatório inunda terras de Juatuba, Igarapé e Mateus Leme e foi construído para fornecimento de água à população da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O reservatório, denominado Sistema Serra Azul, faz parte do Sistema Paraopeba, juntamente com o Sistema Vargem das Flores e Sistema Rio Manso.
Clima
Em Mateus Leme, a estação com precipitação é úmida e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 30 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 33 °C. 
A melhor época do ano para visitar Mateus Leme e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,2 meses, de 16 de janeiro a 22 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Mateus Leme é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 19 de maio a 2 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Mateus Leme é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 26 °C, em média. 
Em Mateus Leme, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Mateus Leme começa por volta de 7 de abril e dura 6,2 meses, terminando em torno de 13 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Mateus Leme é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 77% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 13 de outubro e dura 5,8 meses, terminando em torno de 7 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Mateus Leme é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo. 
Ferrovias
Mateus Leme é cortada e acessada pela Linha Garças a Belo Horizonte da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, ligando-a ao município de Iguatama e à capital mineira, Belo Horizonte. A ferrovia se encontra atualmente concedida ao transporte de cargas pela VLI Multimodal, que comanda a concessionária Ferrovia Centro-Atlântica, também operante na linha férrea. O transporte ferroviário de passageiros foi desativado há anos, porém devido ao grande potencial turístico de Mateus Leme e das outras cidades atravessadas pela ferrovia, as autoridades estaduais pretendem reativar o modal em todo o seu trajeto. 
Rodovias
A cidade também é acessada pelas rodovias: MG-050, BR-262 e BR-381.
Economia
Mateus Leme é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Mateus Leme passou por uma transição profunda nas últimas décadas. Se antes a base era puramente agrícola, hoje o perfil é híbrido:
- Indústria e Logística: devido à proximidade com a rodovia MG-050 e o entroncamento com a BR-262, a cidade tornou-se um hub para centros de distribuição e indústrias de autopeças e construção civil.
- Avicultura: 0 município é um dos maiores produtores de frangos de Minas Gerais, com uma cadeia produtiva robusta que envolve desde granjas tecnológicas até frigoríficos.
- Mineração: a extração de areia, brita e minério de ferro contribui significativamente para o PIB local.
Em janeiro de 2026, foram registradas 468 admissões formais e 392 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 76 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 73.
Até fevereiro de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Mateus Leme, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 126 empresas.
Educação
Na área da educação, Mateus Leme conta com uma rede municipal e estadual que atende plenamente ao ensino básico. Para o ensino superior e técnico, a cidade se beneficia da proximidade com polos universitários em Itaúna, Betim e Belo Horizonte. No entanto, programas municipais têm focado na qualificação profissional voltada para o setor industrial e logístico, preparando a mão de obra local para as empresas instaladas nos distritos industriais da cidade.
Turismo
O turismo em Mateus Leme é focado no ecoturismo e nas manifestações religiosas.
- Serra do Elefante: é o principal cartão-postal. Procurada para a prática de voo livre (parapente), trilhas de mountain bike e caminhadas ecológicas. No topo, a vista panorâmica da região metropolitana é de tirar o fôlego.
- Turismo Religioso: a Semana Santa de Mateus Leme é uma das mais tradicionais da região, com procissões e encenações que atraem fiéis de todo o estado.
- Culinária Regional: o distrito de Azurita é famoso por sua gastronomia típica mineira, com destaque para os doces caseiros e o tradicional queijo minas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 5 de junho de 2026

FREDERICO WESTPHALEN

Frederico Westphalen é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Sua altitude é de 566 metros, a área total é de 264,53 km² e sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 33.726 habitantes. O município é o centro regional da microrregião homônima. 
História
Os primeiros migrantes chegaram em 1918, época em que aconteceu a abertura das primeiras picadas, anteriores a estrada definitiva, que levou 10 anos para ser construída, entre Boca da Picada (atual município de Seberi) e Águas do Mel (atual Iraí). 
Os primeiros carreteiros, sob o comando de um comerciante estabelecido na Boca da Picada, faziam o transporte de produtos manufaturados e da produção agrícola. Numa dessas viagens, um barril de aguardente caiu da carroça, danificando a tampa e, para não jogar fora a vasilha, eles tiveram a ideia de colocá-lo de boca para baixo sobre uma fonte, abaixo de uma sombra, introduzindo uma taquara no orifício lateral. A localização do barril à beira da estrada, com água limpa e muita sombra, colaborou para o surgimento da expressão “vou descansar, comer e dormir no barril”. Assim o lugarejo foi crescendo na selva do Vale do Alto Uruguai, e passou a chamar-se simplesmente “Barril”, nome que permaneceu por anos. 
Mais tarde, pelo Decreto 30, do Prefeito de Palmeira das Missões, por decisão de uma assembleia de moradores, foi fixado o nome de Vila Frederico Westphalen, homenageando o engenheiro que colonizou a região sob o comando do Governo do Estado. Frederico Westphalen está sepultado no Cemitério da Santa Casa de Misericórdia em Porto Alegre.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Frederico Westphalen, pelo Ato Municipal n.º 165, de 06 de agosto de 1918, subordinado ao município de Palmeira. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Frederico Westphalen figura no município de Palmeira. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 720, de 29 de dezembro de 1944, o município de Palmeira tomou a denominação de Palmeira das Missões. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Frederico Westphalen figura no município de Palmeira das Missões (ex Palmeira). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Frederico Westphalen, pela Lei Estadual n.º 2.523, de 15 de dezembro de 1954, desmembrado dos municípios de Palmeira das Missões e Iraí. Sede no antigo distrito de Frederico Westphalen. Constituído também da área do extinto distrito de Taquarussu. Constituído de 3 distritos: Frederico Westphalen, Palmitinho, desmembrado do município de Palmeira das Missões e Caiçara e Vicente Dutra desmembrado do município de Irai. Instalado em 28 de fevereiro de 1955. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Frederico Westphalen, Caiçara, Palmitinho e Vicente Dutra. 
Pela Lei Municipal n.º 146, de 18 de outubro de 1957, é criado o distrito de Taquarussu (ex povoado), com território desmembrado do distrito sede do município de Frederico Westphalen. 
Pela Lei Municipal n.º 196, de 15 de maio de 1958, é criado o distrito de Pinheirinho (ex povoado), com território desmembrado do distrito de Caiçara e anexado ao município de Frederico Westphalen. 
Pela Lei Municipal n.º 197, de 15 de maio de 1958, é criado o distrito de Vista Alegre (ex povoado), com território desmembrado do distrito de Caiçara e anexado ao município de Frederico Westphalen. 
Pela Lei Municipal n.º 198, de 15 de maio de 1958, é criado o distrito de Laranjeira (ex povoado), com território desmembrado do distrito de Vicente Dutra e anexado ao município de Frederico Westphalen. 
Pela Lei Municipal n.º 290, de 15 de outubro de 1959, é criado o distrito de Castelinho (ex povoado), com território desmembrado do distrito de Vicente Dutra e anexado ao município de Frederico Westphalen. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 9 distritos: Frederico Westphalen, Caiçara, Castelinho, Laranjeira, Palmitinho, Pinheirinho, Taquarussu, Vicente Dutra e Vista Alegre. 
Pela Lei Estadual n.º 65, de 08 de fevereiro de 1961, é criado o distrito de Ipuaçu e anexado ao município de Frederico Westphalen. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 10 distritos: Frederico Westphalen, Caiçara, Castelinho, Ipuaçu, Laranjeira, Palmitinho, Pinheirinho, Taquarussu, Vicente Dutra e Vista Alegre. 
Pela Lei Municipal n.º 209, de 16 de novembro de 1964, é criado o distrito de Osvaldo Cruz e anexado ao município de Frederico Westphalen. 
Pela Lei Estadual n.º 5.032, de 17 de setembro de 1965, são desmembrados do município de Frederico Westphalen os distritos de Vicente Dutra e Laranjeira, para constituir o novo município de Vicente Dutra. 
Pela Lei Estadual n.º 5.067, de 19 de outubro de 1965, são desmembrados do município de Frederico Westphalen os distritos de Caiçara e Ipuaçu, para constituir o novo município de Caiçara. 
Pela Lei Estadual n.º 5.087, de 08 de novembro de 1965, são desmembrados do município de Frederico Westphalen os distritos de Palmitinho e Pinheirinho, para constituir o novo município de Palmitinho. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 5 distritos: Frederico Westphalen, Castelinho, Osvaldo Cruz, Taquarussu e Vista Alegre. 
Pela Lei Municipal n.º 827, de 26 de outubro de 1979, o distrito de Taquarussu tomou a denominação de Taquaruçu. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1983, o município é constituído de 5 distritos: Frederico Westphalen, Castelinho, Osvaldo Cruz, Taquaruçu e Vista Alegre. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988. 
Pela Lei Estadual n.º 8.596, de 09 de maio de 1988, alterada em seus limites pela Lei Estadual n.º 8.971, de 08 de janeiro de 1990, é desmembrado do município Frederico Westphalen o distrito de Vista Alegre. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 8.599, de 09 de maio de 1988, alterada em seus limites pela Lei Estadual n.º 8.972, de 08 de janeiro de 1990, é desmembrado do município Frederico Westphalen o distrito de Taquaruçu. Elevado à categoria de município com a denominação de Taquaruçu do Sul. 
Em divisão territorial datada de 1991, o município é constituído de 3 distritos: Frederico Westphalen, Castelinho e Osvaldo Cruz. 
Em divisão territorial datada de 2015, o município é constituído de 4 distritos: Frederico Westphalen, Castelinho, Osvaldo Cruz e São João do Porto. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo e Altitude

O município situa-se no Planalto Médio Gaúcho, apresentando um relevo ondulado e, em algumas áreas, acidentado, com vales profundos esculpidos por afluentes do Rio Uruguai. A altitude média é de 566 metros, o que proporciona horizontes amplos e belas vistas das "coxilhas" norte-gaúchas.
Solo e Vegetação
O solo é de origem basáltica, predominando os Latossolos Vermelhos. São terras profundas e extremamente férteis, famosas por sua alta produtividade agrícola. A vegetação original era composta pela Mata Atlântica (Floresta Estacional Decidual) com presença de Mata de Araucárias nas partes mais altas. Hoje, a paisagem é dominada por áreas de cultivo, intercaladas com matas ciliares preservadas.
Clima
Em Frederico Westphalen, o verão é longo, morno e abafado; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 30 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 33 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Frederico Westphalen e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do meio de agosto ao meio de dezembro. 
 A estação quente permanece por 4,4 meses, de 18 de novembro a 30 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Frederico Westphalen é janeiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 21 °C, em média. 
Em Frederico Westphalen, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre pequena variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Frederico Westphalen começa por volta de 3 de março e dura 2,5 meses, terminando em torno de 18 de maio. 
O mês menos encoberto do ano em Frederico Westphalen é março, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 65% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de maio e dura 9,5 meses, terminando em torno de 3 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Frederico Westphalen é junho, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 45% do tempo. 
Economia
Frederico Westphalen é o maior município da microrregião do Médio Alto Uruguai. Principal centro comercial desta região, na cidade o comércio representa o maior percentual de seu PIB. 
A economia industrial em Frederico Westphalen se dá através de indústrias expressivas nas áreas metalúrgica, produtos em fibra de vidro, lapidação de pedras semi preciosas (o sub-solo da região é repleto de jazidas de pedra ametista, uma pedra de coloração roxa mundialmente conhecida), fábrica de colchões e fábrica de ração, entre as principais. Possui um dos maiores abatedouros de suínos do estado e também é forte seu potencial agroindustrial, com agroindústrias familiares, de pequeno porte. 
A agricultura se caracteriza pela pequena propriedade (agricultura familiar). Frederico Westphalen produz feijão, milho, soja; pratica-se a avicultura e a suinocultura; existem programas para desenvolver a piscicultura, a produção de hortaliças, e, recentemente, a plantação de mamona. 
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 5,6 mil admissões formais e 5,2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 324 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 363.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Frederico Westphalen. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 233 empresas.
Educação
Frederico Westphalen tem um diferencial competitivo, é a sua rede de ensino. A cidade é um polo educacional de referência, abrigando milhares de estudantes de todo o Brasil.
As principais instituições de ensino superior são:
- URI (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões): com um campus vasto e cursos em todas as áreas do conhecimento.
- UFSM (Universidade Federal de Santa Maria - Campus Frederico Westphalen): mantém um campus fixo na cidade, com destaque para Agronomia, Engenharia Florestal e Jornalismo.
- IFFar (Instituto Federal Farroupilha): focado no ensino técnico e tecnológico de alta qualidade.
- Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.
- Universidade Norte do Paraná - EaD.
Essa presença universitária confere à cidade uma atmosfera jovem e inovadora, impulsionando a vida noturna, o mercado imobiliário e o setor cultural.
Turismo
O turismo em Frederico Westphalen é marcado pela religiosidade e pelos eventos de negócios.
- Catedral Santo Antônio: é o principal cartão-postal. Com sua arquitetura imponente e mosaicos detalhados, é considerada uma das mais belas igrejas do estado. Sua iluminação noturna é um espetáculo à parte.
- Expofred: uma das maiores feiras multissetoriais do Rio Grande do Sul, realizada periodicamente para expor a força do agronegócio, comércio e indústria local, atraindo milhares de visitantes.
- Lazer: o município conta com clubes de lazer e áreas de camping próximas a rios e cascatas, ideais para o descanso da população local e regional.
Esporte
No futebol, existe o clube União Frederiquense de Futebol, que disputa atualmente o Campeonato Gaúcho e mandou seus jogos até 2017 no Estádio Vermelhão da Colina. 
Na cidade ainda existe o Clube Magia da Patinação que hoje conta com 80 alunos matriculados, que participam de competições de nível regional, estadual e nacional e já conquistaram várias colocações em competições desde 2010. 
Transporte
A cidade conta com uma estação rodoviária e o Aeroporto de Frederico Westphalen (ICAO: SSWF), que atende a região. 
Subdivisões
Distritos

O município de Frederico Westphalen é dividido em três distritos, cada um tendo como sede uma área urbana definida em lei municipal. São eles: Castelinho; Frederico Westphalen e Osvaldo Cruz. 
Meio ambiente
O município fica próximo dos maiores remanescentes de Floresta Atlântica do Norte do Estado do Rio Grande do Sul Parque Estadual do Turvo (Estacional Decidual), Área Indígena do Guarita (Estacional Decidual) e Terra Indígena de Nonoai (Ombrófila Mista), locais de ocorrência de várias espécies ameaçadas da fauna e flora brasileiras. A expansão das lavouras de soja, principalmente na década de 70, são apontados como uma das causas da derrubada da floresta no município, que formava um imenso e contínuo "tapete verde" desde a Argentina (Misiones) até o litoral norte do estado. O extrativismo vegetal, a caça e a derrubada das matas para expansão da lavoura, tem agravado ainda mais os problemas. Os trabalhos de pesquisa feitos nos últimos anos surgem como a principal ferramenta de conscientização à população e à gestão ambiental. 
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .