segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Barão de Cocais é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Sua população, segundo o censo demográfico do Brasil de 2022 era 32.319 habitantes. 
História
No início do século XVIII, alguns bandeirantes portugueses e brasileiros procedentes do Rio, São Paulo e Bahia, deslocaram-se do povoado de Socorro, onde se achavam estabelecidos, e desceram o rio por dez quilômetros e no lugar a que deram o nome de “MACACOS” construíram suas cabanas e uma pobre capela.Conhecida nacionalmente como Portal do Caraça, foi fundada no início do século XVIII, por bandeirantes portugueses e paulistas que descobriram o lugar depois de descer o rio São João, a partir do povoado Socorro. O primeiro nome de São João do Presídio do Morro Grande foi porque o arraial nasceu ao sopé de um extenso morro e por isso ficou conhecido como Morro Grande. 
O historiador Waldemar de Almeida Barbosa, afirma que os bandeirantes decidiram se fixar no lugar porque encontraram Boa Pinta, ou seja, descobriram novas minas de ouro. A notícia do metal amarelo abundante atraiu novos elementos, casas foram edificadas ao longo das voltas do rio, surgindo assim o bairro dos macacos, núcleo principal de Morro Grande. 
Em 1764, teve início a construção da atual Igreja Matriz São João Batista do Morro Grande, primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho, que esculpiu a imagem de São João Batista na porta de entrada e projetou o conjunto da tarja do arco-cruzeiro no interior da igreja. Foram gastos 21 anos para a conclusão da Matriz, que foi inaugurada em 1785. 
O Alvará Régio de 1752 e a Lei n.º 2, de 14 de setembro de 1891, criou o distrito com a denominação de São João do Morro Grande. Com a implantação da Usina Morro Grande o lugar toma impulso. 
Em 1938, o nome do distrito foi reduzido para Morro Grande. Através do decreto lei estadual nº 1058 de 31 de dezembro de 1943, é emancipado o distrito de Morro Grande, que se separa de Santa Bárbara, passando a chamar-se Barão de Cocais, em homenagem ao Barão José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, que nasceu e viveu na antiga Vila Colonial de Cocais, atual distrito de Barão de Cocais. 
Nesta cidade, localiza-se uma barragem de rejeitos da Vale: mina de Gongo Soco. Em março de 2019, a empresa colocou esta barragem em alerta máximo de rompimento, e os moradores que não conseguiriam escapar por meios próprios já haviam sido removidos em fevereiro. Acredita-se que ela pudesse romper-se em maio.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Morro Grande, pelo Alvará de 28 de janeiro de 1752 e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891. Subordinado ao município de Santa Bárbara. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Morro Grande figura no município de Santa Bárbara. 
Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1737, o distrito aparece com a denominação de São João do Morro. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, o distrito de São João do morro volta a denominar-se Morro Grande. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Morro Grande (ex São João de Morro Grande) figura no município de Santa Bárbara. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Barão de Cocais, pela Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, desmembrado de Santa Bárbara. Sede no antigo distrito de Barão de Cocais (ex Morro Grande). Constituído de 3 distritos: Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo e Cocais. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo e Cocais. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950. 
Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, é desmembrado o município de Barão de Cocais o distrito de Bom Jesus do Amparo. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Barão de Cocais e Cocais. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Belo Horizonte e Imediata de Santa Bárbara-Ouro Preto. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Itabira, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.
Altitude
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 760 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é um dos fatores mais marcantes, inserido no Quadrilátero Ferrífero, uma província mineral conhecida pela intensa atividade de mineração. O relevo é montanhoso e acidentado, com a presença de picos, vales profundos e a majestosa Serra do Caraça nas proximidades.
Solos
Os solos são dominados por Latossolos e Argissolos, muitas vezes associados à ocorrência de canga (crosta ferruginosa) e minério de ferro de alto teor. O solo possui características que variam de fértil (em áreas de vale) a muito pobre e ácido (em campos de altitude).
Vegetação
A vegetação é de transição entre o Cerrado (nas áreas de planalto e chapadas) e a Mata Atlântica (nas encostas úmidas e nos vales, onde se encontram remanescentes de Floresta Ombrófila Mista). O município também possui áreas de campos rupestres, vegetação adaptada a solos pedregosos e ricos em ferro, com alta biodiversidade endêmica.
Clima
Em Barão de Cocais, a estação com precipitação é úmida e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 29 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 32 °C. 
A melhor época do ano para visitar Barão de Cocais e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 2,3 meses, de 8 de janeiro a 19 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Barão de Cocais é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 17 de maio a 11 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Barão de Cocais é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 24 °C, em média. 
Economia
A economia de Barão de Cocais é fortemente dependente da Mineração e da Siderurgia.
- Mineração de Ferro: O município abriga grandes operações de extração de minério de ferro, sendo um dos pilares da economia regional. A atividade mineradora gera empregos diretos e indiretos significativos.
Siderurgia e Metalurgia: O beneficiamento de minério e a indústria metalúrgica também são importantes, diversificando a produção industrial.
- Comércio e Serviços: O comércio local e o setor de serviços são desenvolvidos para atender à demanda da população urbana e, especialmente, dos trabalhadores da mineração.
Barão de Cocais é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. Por outro lado, o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios é um fator de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 5,5 mil admissões formais e 5 mil desligamentos, resultando em um saldo de 464 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 356.
Até novembro de 2025 houve registro de 69 novas empresas em Barão de Cocais, sendo que 6 atuam pela internet. Neste último mês, 7 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (5). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 91 empresas.
Turismo
Barão de Cocais é uma cidade histórica, com muitos acessos turísticos (cachoeiras, igrejas). Localizada próximo ao Caraça (antigo colégio de padres erguido na Serra do Caraça), ponto turístico de exuberante beleza natural. Festas tradicionais: Carnaval de rua, Festa dos Pés de Pomba e festa de São João (padroeiro da cidade). 
- Cachoeira de Cocais - Está localizada na Serra da Conceição, a 4,5 km da Vila de Cocais. São várias quedas d’água, sendo uma delas em uma montanha de pedra de mais de trinta metros que proporcionam um espetáculo magnífico, além de ser um excelente local para os adeptos de esportes radicais, como: rapel, mountain bike, canyoning, trekking. 
- Cachoeira do Cume Cambota - A Cachoeira da Cambota localiza- se no córrego São Miguel, onde formam vários saltos ao longo do seu curso, a água é límpida com temperatura girando em torno de 20 °C. Logo após o salto formam-se duchas naturais e piscinas, onde é possível tomar banhos, a região ainda é rica em orquídeas, canelas-de-ema e samambaias. 
A Serra da Cambota faz parte da matriz de água de Barão de Cocais, faz parte em volume da 2ª e mais importante bacia. Está inserida em um ambiente chamado Ecótono, que é uma área de transição entre 2 biomas, muito importante no clima da cidade. Possui uma fauna exuberante. Faz parte do complexo da Serra do Espinhaço. 
É um ambiente propicio ao turismo, porém muito sensível. Seu subsolo é rico em componentes minerais, classificando como uma área estratégica para o município. 
Serra da Cambota (Campos do Garimpo)
- Maciço do Espinhaço - O maciço do Espinhaço, recentemente tombado pela Unesco como reserva da Biosfera, tem em sua formação geológica os dobramentos modernos constituídos predominantemente de rochas como gnaisse e granito. 
Região de rara beleza, proporciona aos adeptos do ecoturismo locais adequados para prática de caminhada, ciclismo de montanha e escalada. Com uma vegetação em que predominam os campos rupestres e as centenárias Canelas de Ema, dão ao local uma leitura peculiar com numerosas espécies de flores, que formam um singelo mosaico de cores e formas. 
Conhecida como Serra do Garimpo, a localidade é uma região interfluvial das bacias do Rio Piracicaba em sua porção leste e da bacia do Rio das Velhas do seu lado Oeste. 
- Ruínas do Gongo Soco - Gongo Soco é um testemunho de um dos ciclos mais marcantes na economia nacional, o ciclo do ouro. O sítio tem sua história iniciada em 1745, quando o cavouqueiro Bitencourt encontrou ouro nos cursos d’água que cortam a região. No final do século passado, foi adquirido por João Batista Ferreira e em 1825, a mina foi comprada por ingleses da Cornualha, que operaram entre 1826 a 1856, criando ali um florescente povoado britânico tropical, com hospital, capela e cemitério particular. Ficou paralisada durante muito tempo e em 1986, foi adquirida pela Mineração Socoimex que mantém até hoje resguardado o acervo ambiental e histórico da região. 
- Cemitério dos Ingleses - Trata-se do local onde estão sepultados os trabalhadores da primeira empresa britânica no Brasil Imperial (Brazilian Gold Mining), que o comprou do Barão de Catas Altas (João Batista Ferreira de Souza Coutinho), por 79 mil libras esterlinas. Nesse cemitério, situado no alto de uma colina e delimitado por um muro de pedras, encontram-se atualmente 10 lápides, algumas com inscrições em inglês, ornamentadas com desenhos apurados no granito e na pedra sabão. Sabe-se que os ingleses eram sepultados de cócoras, tradição da Cornualha. 
- Santuário de São João Batista - Primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho. Construção iniciada em 1764 e concluída em 1785. É considerada projeto de Aleijadinho, pelo desenho do frontispício, pelo arco cruzeiro, pela ousadia de dispor as torres diagonalmente em relação ao corpo de igreja. Aleijadinho esculpiu ainda a imagem de São João Batista em pedra sabão e projetou a tarja do arco cruzeiro no interior da Matriz. A Matriz possui altares folheados a ouro e a pintura do teto é atribuída ao mestre Ataíde. 
- Sítio Arqueológico da Pedra Pintada - O Sítio Arqueológico da Pedra Pintada é o programa ideal para quem busca história e conhecimento. Suas pinturas rupestres, datadas de aproximadamente seis mil anos, formam três grandes painéis compostos por cenas de caçadores perseguindo suas presas e pelos diversos rituais realizados no local. 
O Sítio está localizado na Serra da Conceição, numa altitude de 1250 metros acima do mar. Sua análise foi feita em 1843 pelo paleontólogo dinamarquês Peter Lund. Nele, você viaja no tempo, conhecendo desenhos semelhantes aos das grutas de Altamira, na Espanha, e Lescaux, na França. 
No sítio, estão registrados quatro estilos de grafismos feitos com pigmentos minerais, que podem explicar a cronologia da pintura do paredão. 
Acredita-se, a partir de estudo desenvolvido por historiadores da Universidade Federal de Minas Gerais, com o apoio do CNPq, que o local não serviu de moradia, por possuir registros possivelmente ritualísticos ou estratégicos. 
A arte rupestre está registrada em rochas e grutas em todo o Brasil. São mais de 780 sítios arqueológicos, onde as pinturas rupestres deixaram o rastro dos primeiros "pintores" brasileiros de que se tem notícia. Nelas, através de desenhos, estão retratadas histórias de sobrevivência, crença e experiências de vida, um momento em que se descobre um meio de linguagem e comunicação através das pinturas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

PARAÍPABA - CEARÁ

Paraipaba é um município brasileiro do estado do Ceará. Sua população, conforme censo do IBGE 2022, era de 32.216 habitantes. Em 2016, a população estimada foi de 32 256 habitantes. 
Às margens do rio Curu, Paraipaba tem um dos maiores projetos irrigados do mundo, em que se cultivam uma ampla variedade de frutas, e notadamente o coco, principal cultura comercial do município. Paraipaba é sede da empresa Dikoko, notabilizando-se por ser a maior indústria produtora e exportadora de derivados de coco do estado do Ceará. 
Paraipaba possui uma exuberância de aproximadamente 14 km de praia que se estendem a partir da foz do Rio Curu até a barra, formada pelas tranquilas águas da lagoa das Almécegas com a beleza sem igual das praias, dunas e lagoas existentes ao longo de toda costa. 
História
Chamou-se inicialmente Passagem dos Tigres e Tigre, sucessivamente. 
Suas origens remontam ao início da segunda metade do Século XVII, quando, por determinação de Matias Beck, instalou-se no lugar Paraipaba um centro protestante de letras batavas e ensino religioso (1650). Desarticulado o domínio espanhol e advindo o sistema luso, desprezou-se esse indício de civilização, ficando apenas o registro histórico. 
Nesse local, habitado especialmente por Tapuias Anacés, estendeu-se o povoamento, ocupando vastas porções de terras planas, agricultáveis e a margear o rio Paraipaba. Essa ocupação, no entanto, lenta e sem o apoio dos poderes competentes, levaria séculos para sua definitiva arregimentação individual ou gregamento em termos urbanos.
Formação Administrativa
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Paracuru o distrito de Passagem do Tigre. 
Pelo Decreto Estadual n.º 64, de 07 de agosto de 1935, o município de Paracuru passou a denominar-se São Gonçalo. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito de Passagem do Tigre figura no município de São Gonçalo (ex Paracuru). 
Pelo Decreto Estadual n.º 448, de 20 de dezembro de 1938, o distrito de Passagem do Tigre passou a denominar-se simplesmente Tigre. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Tigre figura no município de São Gonçalo. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.114, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Tigre passou a denominar-se Paraipaba e o município de São Gonçalo a denominar-se Anacetaba. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1950, o distrito de Paraipaba (ex Tigre) figura no município de Anacetaba (ex-São Gonçalo). 
Pela Lei Estadual n.º 1.153, de 22 de novembro de 1951, o município de Anacetaba passou a denominar-se São Gonçalo do Amarante. Sob a mesma Lei é criado o município de Paracuru, passando o distrito de Paraipaba a fazer parte do município de Paracuru. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o distrito de Paraipaba figura no município de Paracuru. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Paraipaba, pela Lei Estadual n.º 6.351, de º de julho de 1963, desmembrado de Paracuru. Sede no antigo distrito de Paraipaba. Constituído de 2 distritos: Paraipaba e Lagoinha, criado pela mesma Lei Estadual acima citada. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Paraipaba e Lagoinha. 
Pela Lei Estadual n.º 8.339, de 14 de dezembro de 1965, é extinto o município de Paraipaba, sendo seu território anexado ao município de Paracuru, como simples distrito. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o distrito de Paraipaba é distrito de Paracuru. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Paraipaba, pela Lei Estadual n.º 11.009, de 05 de fevereiro de 1985, desmembrado de Paracuru. Sede no antigo distrito de Paraipaba. Constituído de 2 distritos: Paraipaba e Lagoinhas, ambos desmembrados de Paracauru. Instalado em 1º de janeiro de 1986. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993. 
Pela Lei Municipal n.º 170, de 17 de março de 1995, foram criados os distritos de Camboas e Boa Vista e anexados ao município de Paraipaba. 
Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído de 4 distritos: Paraipaba, Boa Vista, Camboas e Lagoinha. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Altitude

A altitude média da sede municipal é muito baixa, situando-se em torno de 15 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é característico da Planície Litorânea, com vastas extensões de praias, restingas, campos de dunas e áreas de várzea. No interior, há a presença de tabuleiros costeiros, com altitudes levemente elevadas.
Solos
Os solos são dominados por Areias Quartzosas Marinhas nas dunas e praias, e Neossolos Quartzarênicos e Argissolos nos tabuleiros. Nas margens dos rios e estuários, predominam os Solos Hidromórficos, ideais para a instalação dos viveiros de camarão, devido à sua salinidade e retenção hídrica.
Clima
O clima de Paraipaba é classificado como Tropical Quente Semiárido (BShw), com características litorâneas que amenizam a aridez. As temperaturas são elevadas o ano todo, com média anual em torno de 27 °C. A pluviosidade média é de 1.290 mm com chuvas concentradas de janeiro a maio
Vegetação
A vegetação é composta por restinga (nas dunas e praias), tabuleiros costeiros (com caatinga de porte mais baixo) e, crucialmente, pelo Manguezal nos estuários dos rios. A área litorânea também apresenta a cultura de coqueirais e a presença da carnaúba, um símbolo da região.
Distritos
O município está constituído pelo distrito Sede, Lagoinha, Camboas e Boa Vista. 
Economia
A economia de Paraipaba é dominada pela Aquicultura e pelo Turismo.
O município é um dos maiores produtores de camarão em cativeiro do Ceará, com grandes fazendas de camarão exportando a produção. Esta atividade gera centenas de empregos e impulsiona o comércio local.
A pesca artesanal de lagosta, peixes e outros crustáceos ainda é uma atividade tradicional e importante.
O comércio atende à demanda da população local e do fluxo turístico, com destaque para a gastronomia baseada em frutos do mar.
Educação
Na área de Educação, o município possui escolas de ensino fundamental e médio. Há um foco na qualificação técnica, buscando suprir a demanda de mão de obra especializada para a carcinicultura e o turismo. A cidade conta com polos de educação a distância (EAD) e busca melhorar os índices de desenvolvimento educacional.
Turismo
No mês de julho acontece a tradicional Regata de Lagoinha, onde atrai turistas de todo o mundo. No mês de outubro as pessoas comemoram a tradicional festa de Santa Rita de Cássia que é Padroeira de Paraipaba. 
Festejos de Santa Rita de Cássia
Todos os anos, entre os dias 22 de outubro e 1 novembro, ocorre os Festejos de Santa Rita de Cássia, santa das causas impossíveis. Reúne devotos vindos de diversas cidades e é vista por muitos como uma oportunidade para pagar promessas. 
Praia de Lagoinha
À 11 km do município localiza-se a praia da Lagoinha, que é bastante conhecida por suas dunas e coqueirais. Paraipaba é a terra de gente bonita e hospitaleira, quem bebe de sua água jamais esquece. 
Localizada a aproximadamente 120km da capital do Estado, a comunidade de Lagoinha tornou-se mundialmente conhecida e bastante visitada pela beleza de suas praias, dunas e falésias. Paisagem de rara beleza, conservando o primitivismo que a destacou como uma das mais belas do Brasil. Tem o formato de meia-lua, uma enseada de ondas fracas, cercada por dunas amarelas, arrecifes e coqueirais com bicas de água doce ao lado do Morro, um dos principais cartões postais do Ceará, onde está o porto das jangadas. 
A praia de Lagoinha se destaca no turismo mundial como uma das mais belas do Brasil, sendo o maior atrativo turístico, com paisagem de rara beleza, formato de meia-lua, uma enseada de ondas fracas, cercada por dunas amarelas, arrecifes e coqueirais com bicas de água doce. Formada por um penhasco de cerca de 50 metros de altura, Lagoinha conserva ainda uma paisagem natural primitiva composta por dunas douradas e um vasto e verdejante coqueiral que vão ao encontro de um mar de águas calmas e de um verde deslumbrante. Encontrando-se a uma distância 120 km de Fortaleza e 92 km de Itapipoca, é assistida por um transporte de qualidade pelas cooperativas licitadas pelo governo do estado. A Coottrece(Fortaleza) e a Cooperita(Itapipoca) perfazem o trajeto em aproximadamente 2 horas. Na praia da Lagoinha, não faltam opções para se divertir e se apaixonar. Vale a pena conhecer a vegetação de mangue, os coqueiros, as formações rochosas, bem como contemplar os recifes que surgem quando a maré está baixa, os quais formam piscinas de água salgada próximas à praia. 
Para melhor aproveitar a viagem à Lagoinha, a indicação é fazer um delicioso e aventureiro passeio em um veículo conhecido como pau de arara. Logo fazer a travessia da lagoa em uma jangada e andar de buggy pela praia, tornam mais emocionante ainda a estadia numa das mais belas praias do país. 
Outra opção mais individual é alugar um quadriciclo e ir pela direção oeste, conhecer o morro do cascudo (onde a lenda diz ter um antigo navio pirata, encalhado sob as dunas), ir em direção à barra do jegue (lagoa de água escura, abastecida pela água da lagoa das almécegas, quando sua barragem sangra, e por diversos olhos d'água), onde há o encontro da água doce da barragem e salgada do mar. 
Do lado leste, após a escadaria e o morro principal, encontramos a praia do porto velho, lugar menos frequentado que a praia principal de Lagoinha, sem barracas e sem serviço ao turista, mas com mar mais revolto. Após a praia do porto velho, encontramos lugares desertos, onde se pode curtir a praia mais à vontade, curtindo a plena natureza crua! 
A belíssima praia da Lagoinha é uma área de proteção ambiental, com isso, objetiva-se a preservação do lugar e toda a sua natureza. 
Um dos passeios mais procurados é para a Lagoa das Almécegas, que conta com barcos que cruzam suas águas límpidas e claras. A parada final é diante das muitas barracas localizadas tanto na lagoa quanto na praia, que oferecem um bom serviço, com destaque para o famoso peixe frito e frutos do mar, além de uma deliciosa água de coco bem gelada. 
O povoado fica no alto do morro e tem um mirante que permite uma vista panorâmica e magnífica da praia. Na vila de Lagoinha, o turista pode encontrar vários serviços de hospedagem, tanto à beira da praia como na vila, assim como vários restaurante com comidas típicas, principalmente pescado fresco. 
Com uma população, composta em sua maioria por pequenos grupos de pescadores artesanais, ainda guarda a tranquilidade e a paz estampadas nas folhas verdes de seus coqueirais embalados pela brisa do mar, que à tardinha acalenta todos que a visitam. As dunas de Lagoinha são áreas de Proteção Ambiental com 523 ha. de pura beleza. 
Lagoa das Almécegas
Seguindo tranquilamente pela praia no sentido oeste, ou através de um passeio divertido no tradicional “pau de arara”, encontramos, a poucos quilômetros de Lagoinha, um novo atrativo natural. Águas escuras, belas dunas, morros e uma barragem que oferece um refrescante banho com direito a passeio de barco, caracterizam Lagoa da Almécegas. Os serviços à beira da lagoa são para todos os bolsos, tendo um lado mais simples, e atravessando a lagoa de passeio de barco, um mais requintado. 
Praia de Capim Açu ou Barra do Curu
A estrada indica o caminho certo para chegar à praia do Capim Açu, local que oferece uma visão exuberante da natureza. As lagoas, os manguezais, as dunas e o coqueiral formam os caminhos que aguçam a nossa imaginação, retratando o próprio paraíso. O descanso relaxante em suas tranquilas águas faz o visitante esquecer o tempo e apenas despertar com o magnífico pôr-do-sol. Deserta, com larga faixa de areia fofa e jangadas, próximo à Ponta Aguda, rochas extensas são a atração. 
Praia de Camboas
A 12 km da sede, praia situada na margem esquerda do Rio Curu, conjunto físico variado composto de dunas, coqueiros, águas, mangues e enseadas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

GUARARAPES - SÃO PAULO

Guararapes é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população estimada em 2024, pelo IBGE, era de 31.872 habitantes. O município é formado pela sede e pelo distrito de Ribeiro do Vale. 
Toponímia
Guararapes é um vocábulo indígena que significa estrondo dos tambores. Do tupi uarará’pe. Uarará - espécie de tambor indígena; e Pe - no (local). 
História
O Município de Guararapes é formado por habitantes das mais variadas origens e nacionalidades: italianos, portugueses, libaneses, suíços, franceses, espanhóis, africanos, alemães e japoneses. 
É um município que surgiu espontaneamente, mas seu traçado preestabelecido, obrigou os seus ocupantes a fazerem construções obedecendo às normas desse traçado. O traço urbano tem a forma de um tabuleiro de xadrez, com ruas retas e quarteirões quadrangulares. 
A história de Guararapes iniciou-se em 1908, quando os irmãos Pinto de Oliveira (Antonio, Joaquim e Prisciliano), procedentes de Minas Gerais, mais precisamente de Varginha, compraram terras situadas entre os córregos Jacaré e Frutal e nelas se estabeleceram. A chegada de algumas famílias deu-se em 1920, após a construção da estrada de Aguapeí-Tietê, por Manoel Bento da Cruz. 
Em 1927, os irmãos Pinto de Oliveira, resolveram lotear sua propriedade, entregando a tarefa à Companhia Paulista de Colonização Ltda. Investida de plenos poderes para a realização do objetivo, aquela empresa pôde, mediante contratos liberais firmados com os compradores, desincumbir-se rapidamente da missão que lhe foi confiada e, dessa forma, contribuir para o progresso, já evidenciado com a construção da estrada do Aguapeí. 
Em 1928, foi feita a doação para se formar o patrimônio. Nesse mesmo ano, com o avanço da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, foi projetada a construção de uma estação em terras dos irmãos Pinto de Oliveira, um pouco além do Córrego Frutal. 
Confiou-se ao Engenheiro Mário Barroso Ramos, o projeto de arruamento e loteamento, sendo o dia 8 de dezembro de 1928 escolhido para data oficial da fundação da cidade, tendo por Padroeira, Nossa Senhora Imaculada Conceição. Como parte das solenidades, celebrar-se-ia, na data prevista, missa campal, em frente ao cruzeiro, construído para aquela finalidade. Chuvas torrenciais, entretanto, impediram a realização do ato religioso e deram ensejo a que as festividades programadas tivessem lugar em Araçatuba. Devido à abundância de jabuticabeiras na região, denominou-se de "Frutal" ao Patrimônio. 
Em 8 de dezembro de 1929, ocasião em que se comemorava o primeiro aniversário da fundação do povoado, Monsenhor Adauto Rocha, vigário da Paróquia de Araçatuba, celebrou missa campal e abençoou o lançamento dos primeiros tijolos da Capela construída por Luís Ferreira. No ano seguinte, foi inaugurada a Estação Ferroviária. 
Por ocasião da elevação do patrimônio à categoria de Distrito de Paz no município e comarca de Araçatuba, o então Departamento das Municipalidades houve por bem mudar o seu nome para Guararapes, em homenagem ao importante fato da nossa história, a Batalha dos Guararapes. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Guararapes, pelo Decreto n.º 6.546, de 10 de julho de 1934, subordinado ao município de Araçatuba. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936, o distrito de Guararapes figura no município de Araçatuba. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Guararapes, pela Lei Estadual n.º 2.833, de 05 de janeiro de 1937. Desmembrado do município de Araçatuba. Sede no atual distrito de Guararapes (ex-Nucleo Urbano de Frutal). Constituído de 2 distritos: Guararapes e Ribeiro do Vale. Instalado em 06 de junho de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, foram criados os distritos de Rio do Vale e Rubiácea e anexados ao município de Guararapes. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Guararapes, Ribeiro do Vale e Rubiácea. 
Pela Lei Estadual n.º 233 de 24 de dezembro de 1948, é desmembrado do município de Guararapes o distrito de Rubiácea. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de1960, o município é constituído de 2 distritos: Guararapes e Ribeiro do Vale. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 21º15'39" sul e a uma longitude 50º38'34" oeste, estando a uma altitude de 415 metros. Possui uma área de 956,5 km².
Altitude
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 428 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo de Guararapes é característico do Planalto Ocidental Paulista, marcado por superfícies planas a suavemente onduladas (interflúvios amplos), o que é altamente favorável à agricultura mecanizada em larga escala.
Solos
Os solos predominantes são os Latossolos Vermelhos e os Argissolos Vermelho-Amarelos. Esses solos, embora de fertilidade natural média, são profundos e permitem a absorção de água, sendo ideais para o café, cana-de-açúcar e pastagens, quando submetidos a manejo adequado.
Clima
O clima de Guararapes é classificado como Tropical de Savana (Aw), caracterizado por uma estação chuvosa no verão (outubro a março) e uma estação seca no inverno (abril a setembro). As temperaturas médias anuais são elevadas, em torno de 24 °C. O índice pluviométrico anual gira em torno de 1.200 mm a 1.400 mm.
Vegetação
A vegetação original era de Cerrado (ou Savana) nas áreas mais secas e de Mata Atlântica (na forma de Floresta Estacional Semidecidual) nas áreas de maior umidade e nas margens dos rios (matas ciliares). Atualmente, a maior parte do território é ocupada por culturas agrícolas (cana-de-açúcar) e pastagens para a pecuária.
Rodovias
A cidade é atendida pela rodovia SP-300, Rodovia Marechal Rondon.
Economia
A economia de Guararapes é predominantemente sustentada pelo Agronegócio.
- Agropecuária: Embora o café tenha impulsionado o desenvolvimento inicial, hoje o município é um grande produtor de cana-de-açúcar, com a presença de usinas de açúcar e álcool. A pecuária de corte também é forte, utilizando pastagens extensivas.
- Comércio e Serviços: O comércio local e o setor de serviços são ativos, funcionando como suporte para a demanda da população e das atividades rurais. A indústria é basicamente voltada para o beneficiamento de produtos agrícolas.
Turismo
O Turismo em Guararapes é de natureza rural, histórica e de eventos.
- Turismo Rural: As grandes fazendas e plantações oferecem potencial para o agroturismo e visitação.
- Patrimônio Histórico: A Estação Ferroviária e a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição são marcos históricos e arquitetônicos da cidade.
- Eventos: Feira Agropecuária Industrial de Guararapes (FAPIG) é o maior evento da cidade ocorrendo no mês de novembro. 
As festas agropecuárias e as celebrações cívicas e religiosas, como o aniversário da cidade e a festa da padroeira, são os principais eventos que atraem visitantes da região. O Recinto de Exposições é o ponto central para esses eventos.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

BIRITIBA MIRIM - SÃO PAULO

Biritiba Mirim é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de São Paulo e Alto Tietê. Sua população, conforme o Censo 2022, era de 29.676 habitantes e a área é de 317,406 km², o que resulta numa densidade demográfica de 93,50 hab./km². 
Topônimo
O topônimo "Biritiba Mirim" é de origem tupi, significando "pequeno ajuntamento de juncos", através da junção de pi'ri (Rhinchospora cephalotes, um tipo de junco), tyba (ajuntamento) e mirim (pequeno). 
História
Fundado em 1873 a partir da construção da Capela de São Benedito, o território de Biritiba Mirim pertenceu a Mogi das Cruzes até o ano de 1963. Explorado durante muito tempo por sertanistas e bandeirantes, o local só veio a se constituir em povoado por volta de 1820. Desde o período colonial, moradores e representantes da administração de Mogi das Cruzes já andavam pela região, servida pelas águas do Rio Tietê - fonte segura de sobrevivência e de locomoção geográfica àqueles que se predispunham a desbravar matas tão fechadas. Não se pode negar que o local tenha sido ponto de passagem dos Bandeirantes e viajantes que expandiram os limites territoriais do Brasil Colonial e, consequentemente, dos domínios do rei de Portugal. 
Até 1820, o povoado que havia se formado em torno da Capela de São Benedito contava com um número muitas vezes maior de habitantes do que o do bairro de Santa Catarina, tanto é que em 1882 a administração de Mogi das Cruzes criou na localidade um distrito policial. 
Tornou-se município em 1964, quando se emancipou de Mogi das Cruzes. 
Gentílico: biritibano.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Biritibamirim, por Lei Estadual n.º 1.985, de 13 de dezembro de 1924, subordinado ao município de Mogi das Cruzes. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Biritibamirim figura no município de Mogi das Cruzes. Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, é distrito apenas judiciário do município de Mogi das Cruzes. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Biritibamirim figura no município de Mogi das Cruzes. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o distrito Biritibamirim permanece no município de Mogi das Cruzes. Pela Lei Estadual n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, o distrito de Biritibamirim teve sua grafia alterado para Biritiba-Mirim. Assim permanecendo na divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963. Elevado à categoria de município com a denominação de Biritiba-Mirim, pela Lei Estadual n.º 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembrado de Mogi das Cruzes. Sede no antigo distrito de Biritiba-Mirim. 
Constituído do distrito sede. Instalado em 21 de março de 1965. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14 de maio de 2001.
Geografia
Seus limites são Guararema a norte, Salesópolis a leste, Bertioga a sul e Mogi das Cruzes a oeste e noroeste e sua altitude e 780 m. 
Quanto à paisagem, ao redor do perímetro urbano, situam-se a agricultura (olericultura e floricultura). 
Afastando-se do centro urbano, encontra-se o reflorestamento, caracterizando a diversidade de elementos na paisagem, por conta das atividades antrópicas, inclusa aí, a Barragem de Ponte Nova, no lado leste do município. Encaminhando-se para o sul, até o limite territorial, depara-se com a Mata Atlântica, esta a única região que apresenta alto grau de mata nativa. Como singularidade encontra-se alguns pontos de destaque, no relevo da região do Planalto Paulista. São eles Pedra do Garrafão e Pedra do Sapo. 
Como intrusões visuais, deve-se destacar a Represa dos Andes, localizado no sul de Biritiba (distante 15 km em linha reta), literalmente inserida na Mata Atlântica, com aproximadamente 2 (dois) alqueires da área. Além dessa, há que se mencionar a Agricultura como fator de destaque visual na paisagem, formando uma "Concha de Retalhos". O reflorestamento apresenta-se também como forte intrusão visual em diversas áreas do município.
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 745 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é característico do Planalto Atlântico, apresentando colinas e áreas montanhosas mais acidentadas, especialmente nas porções que se elevam em direção à Serra do Mar. Essa topografia é fundamental para a formação das nascentes e o acúmulo de água.
Solos
Os solos predominantes são os Latossolos e Argissolos, que são profundos, mas de fertilidade natural média a baixa, exigindo manejo adequado para a agricultura 
Vegetação
A vegetação predominante é a Mata Atlântica na forma de Floresta Ombrófila Densa, característica de regiões úmidas e serranas. A presença do Parque Estadual da Serra do Mar em áreas próximas, e a legislação específica de mananciais, garantem a preservação de extensas áreas de mata, o que é vital para a qualidade da água da região.
Clima
O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 ºC, sendo o mês mais frio julho (média de 14 °C) e o mais quente fevereiro (média de 22 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1.400 mm. 
Hidrografia
Os rios que atravessam o município e limitam seu território são: Rio Tietê, Ribeirão do Biritiba, Rio Itatinga, Rio Itapanhaú, Córrego Lideiro, Rio Parnaíba, Córrego da Fazendinha, Ribeirão Putim, Córrego do Jõao Melo (Córrego da Fazenda ou Córrego Léo), Ribeirão da Fazenda São José, Ribeirão Alegre ou Peroba, Córrego do Capinzal, Ribeirão Guacá, Ribeirão das Pedras, Rio Claro, Ribeirão do Itaim, Ribeirão do Campo no qual localiza-se a Barragem Ribeirão do Campo (Sabesp) que fornece água para a região da Grande São Paulo. 
Rodovias
A cidade é atendida pelas seguintes rodovias: SP-88; SP-92 e SP-98.
Economia
Biritiba Mirim é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são os pontos de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 1,4 mil admissões formais e 1,3 mil desligamentos, resultando em um saldo de 21 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -9.
A economia de Biritiba Mirim é diversificada, com forte presença no setor primário e no funcionalismo público, dada a importância das atividades de manejo de recursos hídricos e ambientais.
- Agricultura: O município é um importante produtor agrícola, com destaque para a Horticultura e o cultivo de flores e plantas ornamentais, aproveitando o clima e a proximidade com o mercado consumidor da RMSP.
- Comércio e Serviços: O comércio local é desenvolvido para atender à demanda da população, com um setor de serviços em crescimento, mas sem a predominância da indústria pesada devido às restrições ambientais.
Turismo
O Turismo em Biritiba Mirim é incipiente, mas possui grande potencial no segmento Ecológico e Rural.
- Reservatórios e Represas: A paisagem é dominada pelos grandes reservatórios do SPAT (como a Represa de Taiaçupeba), que, embora sejam áreas de proteção, atraem visitantes para a contemplação e a pesca esportiva controlada.
- Turismo Rural: As propriedades rurais especializadas em horticultura e floricultura recebem visitantes, oferecendo a experiência do agroturismo.
Belezas Naturais: Trilhas e áreas de mata preservada, embora com acesso controlado, são procuradas por praticantes de ecoturismo e observação da natureza.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

IMBITUVA - PARANÁ

Imbituva é um município brasileiro do estado do Paraná. Está localizado na região centro sul, há 900 metros acima do nível do mar e sua população estimada para o ano de 2025, segundo o IBGE, era de 30.849 habitantes. 
Toponímia
Imbituva é vocábulo indígena que significa cipoal, "lugar de muito imbé". Da língua tupi imbé: espécie de cipó da família das aráceas pertencentes ao gênero Philodendron; e tyba: grande quantidade, abundância. 
História
Em 1809, uma expedição rumo aos Campos de Guarapuava penetra no território onde, hoje, encontra-se o município de Imbituva. Na época de sua fundação, em 1871, o local era chamada de "Arraial do Cupim", devido à conformação geológica de um destes pousos de tropeiros. 
Às margens do histórico caminho de Viamão, repleto de tropeiros e marchantes, foram aparecendo, desde o Rio Grande do Sul até São Paulo, os pontos de “pouso”, os marcos, origem das cidades dos Campos Gerais. Desde então “Cupim” passou a ter destaque entre os “pousos” preferidos pelos tropeiros. Em 1871, o bandeirante, Antonio Lourenço, natural de Faxina, então capitania de São Paulo, abandonando o comércio de tropas, atraiu companheiros e fixou-se em Cupim com alguns companheiros, iniciando a construção da Vila. É considerado o fundador de Imbituva. 
Os primeiros povoadores eram procedentes da então Capitania de São Paulo, aos quais juntaram-se outros, todos da mesma procedência. A nova povoação não tardou a receber a influência de colonos alemães, poloneses e russos, que deram notável contribuição ao seu desenvolvimento. Os colonos alemães fixaram residência na direção da estrada que mais tarde ligaria Imbituva a Guarapuava. Também os italianos, em 189, adquiriram terras em Cupim e iniciaram a fundação de uma colônia. A freguesia foi criada em 1876, com sede no lugar denominado Campo do Cupim. Em 1881, foi elevada à categoria de vila, com denominação de Santo Antônio do Imbituva, vinculada ao Município de Ponta Grossa. Recebeu foros de cidade em 1910, passando a denominar-se apenas Imbituva, em 1929. O topônimo surgiu em virtude da existência de um rio com igual nome, junto à cidade. Aos habitantes do município dá-se o nome de imbituvenses. 
Gentílico: Imbituvense 
Formação Administrativa 
Freguesia criada com a denominação de Santo Antônio de Imbituva, pela Lei Provincial n.º 441, de 21 de fevereiro de 1876, subordinado ao município de Ponta Grossa. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santo Antônio de Imbituva, por Lei Provincial n.º 651, de 26 de março de 1881, desmembrado de Ponta Grossa. Sede na localidade de Campo do Cupim. Constituído do distrito sede. Instalado em 14 de junho de 1882. 
Elevado à condição de cidade, por Lei Estadual n.º 938, de 02 de abril de 1910. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 2.645, de 10 de abril de 1929, o município de Santo Antônio do Imbituva passou a denominar-se Imbituva. 
Por Lei Estadual n.º 2.757, de 31 de março de 1930, é criado o distrito de São Miguel do Pinho e anexado ao município de Imbituva. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 3 distritos: Imbituva, Natal e São Miguel do Pinho. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 6.667, de 31 de março de 1938, o distrito de São Miguel do Pinho passou a denominar-se simplesmente São Miguel. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Imbituva, Natal e São Miguel. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de São Miguel passou a denominar-se Apiaba e o de Natal a denominar-se Guamiranga. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Imbituva, Apiaba e Guamiranga. 
Pela Lei Estadual n.º 11.203, de 16 de novembro de 1995, desmembra do município de Imbituva o distrito de Guamiranga. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído de 2 distritos: Imbituva e Apiaba. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14 de maio de 2001.
Geografia
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 950 metros acima do nível do mar, o que a posiciona no Segundo Planalto Paranaense. 
Relevo
O relevo é predominantemente ondulado a suavemente ondulado, característico de áreas de transição de planaltos.
Solos
Os solos são de origem basáltica e sedimentar, com predominância de Latossolos e Cambissolos. São solos que exigem correção química para a agricultura de alta produtividade, mas que respondem bem à mecanização e ao plantio direto, favorecidos pela topografia ondulada.
Vegetação
A vegetação original era composta pela Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária), onde se destacavam o pinheiro-do-paraná e a imbuia. Hoje, restam fragmentos florestais preservados e áreas de reflorestamento de pinus e eucalipto, além das áreas convertidas em campos de lavoura.
Clima
Em Imbituva, o verão é longo, morno e úmido; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 28 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 31 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Imbituva e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do fim de outubro ao meio de dezembro. 
A estação morna permanece por 4,4 meses, de 21 de novembro a 2 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Imbituva é janeiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 19 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 14 de maio a 8 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 22 °C. O mês mais frio do ano em Imbituva é julho, com a mínima de 11 °C e máxima de 21 °C, em média. 
Economia
Imbituva é conhecida como um polo industrial têxtil no segmento de malhas, o que a faz conhecida como "Cidade das Malhas", com destaque para as peças em tricô, apresentando uma infinidade de modelos de peças de vestuário nas diversas malharias que compõem a Associação das Malharias de Imbituva. Um fator industrial que vem se destacando também em Imbituva, é o de calçados de segurança com bastante destaque dentro e fora do país, atualmente com 2 empresas nesse setor, empregando aproximadamente 1500 pessoas com emprego direto, ou indireto. 
Imbituva, conta hoje com aproximadamente 50 indústrias do ramo têxtil. As malharias surgiram há mais de 25 anos e cada vez mais estão ganhando espaço não só no Paraná, como também em outros estados. Elas geram atualmente mais de 500 empregos diretos e indiretos, envolvendo muitas vezes famílias inteiras. As indústrias estão em aperfeiçoamento contínuo, investindo em aquisição de equipamentos modernos para o setor têxtil, além de contar com profissionais de alta qualidade e vasta experiência no ramo. 
Existem micros, pequenas e grandes empresas que chegam a trabalhar com suas máquinas 24 horas por dia, para atender seus pedidos. A cidade de Imbituva compete em igualdade com as maiores potências no ramo têxtil. 
O turismo, baseado no comércio de seus produtos de malha também tem atraído um grande afluxo de pessoas de cidades paranaenses como Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Toledo, Cascavel e Foz do Iguaçu, incluindo também turistas de estados vizinhos, como Santa Catarina e São Paulo. Especial destaque para a Femai, Feira de Malhas de Imbituva, realizada pela Associação de Malharias de Imbituva, sempre no mês de abril, que chega a receber cerca de 40 mil pessoas. A feira é realizada a quase 30 anos. 
Desde 2005 Imbituva passou a ser um Arranjo Produtivo Local (APL) no setor têxtil, com reconhecimento e apoio do Governo do Estado. Existem planos para a instalação na cidade de uma escola técnica com a oferta de cursos na área da manufatura têxtil. Já conta com um centro comercial para reunir os produtos das malharias da cidade. 
Além da industrialização e comércio de produtos têxteis a economia do município de Imbituva é baseada na indústria madeireira, com destaque para o beneficiamento de madeiras e fabricação de móveis e utensílios deste material, segmento que gera mais de 20% do total de empregos entre a população economicamente ativa no município. 
No entanto é a agropecuária que responde ainda pela maior fatia do PIB do município, com destaque entre os produtos agrícolas para as lavouras de soja, milho, feijão, fumo e trigo. Destacam-se também os rebanhos suíno (corte) e bovino (gado de corte e leiteiro), os galináceos (em especial para produção de ovos) e a produção de mel de abelha. 
Destaque ainda para a produção de argila, produto da extração mineral empreendida por cerca de 14 estabelecimentos do município, especialmente dedicados à produção de cerâmica vermelha, como tijolos e telhas para a construção civil. 
Educação
Imbituva possui uma rede de ensino básica e média consolidada. Na área superior e técnica, o município conta com polos de educação a distância e parcerias com o Sistema S (SENAI/SEBRAE) para qualificar a mão de obra voltada à indústria têxtil e ao agronegócio, garantindo competitividade ao polo de confecções local.
Cultura
Imbituva é uma cidade formada por uma mescla de diversas etnias e tradições, que podem ser sintetizada na seguinte tripartite: europeus, africanos e indígenas. Dentre os europeus, como salienta Cleusi Bobato, consta-se que no final do século XIX "Imbituva recebeu dois grupos imigratórios em seu território: alemães e italiano". Embora em menor número, também vieram para a região eslavos (poloneses, ucranianos, russos e neerlandeses). Destes grupos, sobreviveu aspectos culturais relacionados a culinária, tal como o consumo de polenta, o nhoque e vinho. Também é evidente os traços de religiosidade europeia, sobretudo de influência protestante, visto a predominância da religião luterana e suas derivadas na localidade. 
Todavia, a região anteriormente já era ocupada pelos indígenas, com ênfase sobre os Kaingangues, os quais foram responsáveis por ensinar os primeiros imigrantes europeus no trabalho agrícola. Conforme esclarece Cleusi Bobato: "O primeiro desafio para esses imigrantes da Colônia Bella Vista consistia em aprender a lidar com a mata, como derrubá-la e como livrar-se dos troncos e galhos, para tornar o chão arável. Neste contexto, tiveram que aprender com os índios [...] Aprenderam a limpar o mato com foice [...] também o método indígena da coivara". Deste grupo, sobreviveram algumas práticas religiosas que foram assimiladas pelas benzedeiras, em particular, e de modo geral pela população que absorveu o conhecimento e o trato sobre ervas medicinais, mantendo suas hortas de remédios, que são comuns em todas as casas, mesmo na região urbana. Ainda, deste grupo foram absorvidas palavras, tal como se observa no próprio nome da cidade. 
Além disso, deve-se considerar que muito antes, a obra escrava tinha chegado a região, o que explica a presença negra na cidade até os dias atuais. Não se trata, portanto, de uma imigração tardia. Da junção entre tradições negras e indígena, desdobrou-se nos faxinais, os quais foram assimilados pelos imigrantes europeus. A cultura africana também foi assimilada na linguagem, na religiosidade, na culinária e na cultura de modo geral. 
Atualmente, pode-se considerar que a cidade de Imbituva é formada por uma cultura bastante plural, das quais se destacam os ativos movimentos musicais e culturais, tais como: o rock, o rap e a música caipira, os quais produzem uma musicalidade bastante peculiar da região. Em relação a cultura, desde meados da década de noventa, tem-se destacado na região a prática da capoeira. Esta arte marcial tem reunido em seu entorno praticantes e simpatizantes, os quais vivenciam a capoeira como um estilo de vida. Neste sentido, Jeferson Machado explica que: "desde a década de 1990, a capoeira passou, para além de uma prática esportiva, a alterar o cenário cultural da cidade, ocupando espaços como praças, escolas e as ruas dos bairros. A capoeira era - em alguns bairros - como, por exemplo, a Vila Zezo, mais visível que o próprio futebol. Era comum poder observar crianças e adolescentes praticando movimentos de agilidades nas ruas, praças e escolas". Estas gerações, ainda formado por crianças e jovens, serão essenciais para a ampliação da prática nas décadas seguintes. 
A capoeira - atualmente mantida pelos professores Josni Nogosek Ferreira dos Santos e Anderson Andrade, ambos do Grupo Guerreiro dos Palmares - possui uma longa linhagem em Imbituva e um estilo bastante próprio. Conforme a tradição, a capoeira chegou na cidade pela década de 1990 e foi gradualmente sendo assimilada pela população local. Segunda historiografia recente, a "capoeira chegou a Imbituva no inicio dos anos de 1990, quando passou pela cidade Mestre Luiz Baiano, que ensinou a capoeira para Valdecir Borgo", o qual foi um difusor da arte marcial na comunidade imbituvense. Em paralelo com Borgo, professor Daniel, ativista do movimento negro, candomblecista e jogador da capoeira angola, também ajudou na divulgação da capoeira. 
Desde o inicio da prática da capoeira em 1990, até os dias atuais, existiram cinco grupos de capoeira oficiais: Vôo Livre (grupo de Mestre Valdeci, já extinto), Salve Brasil (grupo criado pelo próprio professor Valdeci, tendo professor Daniel como Mestre, que também já é extinto), Berimbau de Prata (grupo de Mestre Samuca, que permanece ativo na cidade de Curitiba, tendo como liderança o Contramestre Jesus), ACAPRAS (grupo de Mestre Silveira) e Guerreiros dos Palmares (grupo de Mestre Pop, que é o atual grupo de capoeira na cidade). 
Transporte
O município de Imbituva é servido pelas seguintes rodovias: 
- BR-373, que passa por seu território, que liga BR-376 (em Ponta Grossa) a BR-277 (via Prudentópolis).
- BR-153, a "Transbrasiliana", no seu trecho União da Vitória a Jacarezinho (ligando Santa Catarina a São Paulo).
- PR-522, ligando a cidade a BR-487 (em Ivaí).
Turismo
O turismo em Imbituva é focado no comércio e na natureza:
- Turismo de Compras: A tradicional Feira de Malhas e as lojas de fábrica no centro da cidade são os grandes atrativos, especialmente nos meses de frio.
- Caminho da Madeira: O turismo histórico e cultural resgata a memória da extração madeireira.
- Recursos Naturais: Cachoeiras e áreas verdes em propriedades rurais oferecem potencial para o ecoturismo e o turismo rural.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark .

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

ASSIS CHATEAUBRIAND - PARANÁ

Assis Chateaubriand é um município brasileiro localizado na região oeste do Paraná. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025 era de 38.357 habitantes. 
História 
A história de Assis Chateaubriand foi iniciada em 1958 quando a Colonizadora Norte do Paraná começou desbravar a região Vale do Piquiri. No dia 15 de dezembro de 1960 o pequeno povoado que pertencia ao Município de Guaíra passou a pertencer a Toledo, sendo denominado "Distrito de Tupãssi" que em Tupi Guarani significa "Mãe de Deus". Este povoado crescia surpreendentemente com a chegada dos pioneiros cheios de coragem que se embrenharam pelos sertões. Graças a estes homens valorosos, hoje existe Assis Chateaubriand que é uma referência regional. O distrito de Tupãssi cresceu tanto que teve que se desmembrar de Toledo e através da Lei nº 5.389 foi criado o Município de Assis Chateaubriand. Há 57 anos, no dia 20 de agosto de 1966 sobre o chão recém trabalhado, se criava o Município de Assis Chateaubriand, na época com cerca de 80 mil habitantes.
Assis Chateaubriand completou, em 2024, 58 anos - Mais de cinco décadas e meia de luta de um povo glorioso que ama seu pedaço de Brasil, vendo em cada nascer do sol, o marco de um novo dia, que brilha intensamente, como a esperança de cada chateuabriandense que no município faz sua escola, seu trabalho, seu lar e sua vida.
Em 1966 começou a história política - a emancipação administrativa -, quando então, o distrito de Tupãssi deixou oficialmente de pertencer ao município de Toledo e mudou o nome para "Assis Chateaubriand". Uma homenagem ao jornalista Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello.
Ele aqui esteve, no dia 20 de agosto de 1966, quando em sua homenagem foi realizado um grande desfile cívico e uma festa a base de churrasco. Também veio o governador da época, Paulo Pimentel.
Mas essa história começou bem antes disso. Ainda na década de 1950 começaram a chegar os primeiros desbravadores para a derrubada do mato e a abertura do povoado que partiu do jardim Progresso, onde abriram um campo de pouso de aviões para o desembarque dos funcionários e diretores da Colonizadora norte do Paraná, empresa responsável pela colonização do município.
O primeiro nome do povoado, Tupãssi, foi dado em homenagem aos índios Tupaci, (tribo do Mato Grosso do Norte) por Oscar Martinez, dono da Colonizadora Norte do Paraná, empresa responsável pela colonização na região. Antes, outros nomes designavam a localização: Campos dos Baianos e Cidade Morena.
Os colonizadores contratavam homens para proteger as terras, a quem chamavam de "guardas florestais". Os colonos os conheciam por "jagunços".
Surgem os povoados
Como o município era muito grande, nasceram os distritos para evitar longas viagens até a sede. Tupãssi, que ficou com o nome original e depois emancipou-se, encampando os distritos de JS e Brasiliana; Bragantina, chamou-se no início, Norte-Sul. A mudança foi em homenagem ao ex-governador Ney Braga; Encantado, em homenagem aos inúmeros gaúchos que vieram morar no Distrito; Nice, para homenagear Janice Martinez, esposa de Oscar Martinez; Silveirópolis, em homenagem a família Silveira, primeiros moradores do lugar. Engenheiro Azaury, para homenagear o engenheiro que trabalhou no projeto piloto da cidade e Terra Nova, por ser a entrada para o município, através do rio Piquiri. "Estando no lado de Alto de Piquiri, se avistava a Terra Nova, uma nova vida; por isso, o nome do povoado que nasceu em seguida", lembra Rudy Alvarez, primeiro prefeito eleito no município.
Os títulos de posse da região foram concedidos pelo governador da época, Moisés Lupion. O próximo governador do Estado foi Ney Braga. "O Ney queria cancelar todos os títulos concedidos pelo Lupion, então, nós pedimos ajuda ao David Nasser ", afirma Rudy. Nasser era um famoso jornalista da época, amigo de políticos influentes, que intercedeu pela causa e pediu uma homenagem ao patrão, o jornalista Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, dono dos Diários Associados, em São Paulo e outras capitais. Já no livro de Laércio Souto Maior, "História do município de Assis Chateaubriand", Oscar Martinez afirma que a homenagem foi por causa da dedicação do jornalista pelas questões agrícolas e sua grande amizade com ele.
A emancipação
O jornalista, conhecido por "Velho Capitão" se fez presente no dia da emancipação político-administrativa do município, acompanhado do governador do Estado da época, Paulo Pimentel, além de políticos de todo o Brasil. Aproximadamente 15 aviões pousaram no antigo aeroporto naquele dia. Era 20 de agosto de 1966. Chateaubriand já se encontrava com a saúde bastante debilitada, em razão de uma trombose. Como não podia mais falar por causa da doença, seu discurso foi lido pelo ator Lima Duarte, seu funcionário na extinta TV Tupi, que o acompanhava, empurrando sua cadeira de rodas.
A grande festa foi realizada na praça São Francisco de Assis, em uma barraca montada no meio da rua. Vários bois foram assados para o dia, sendo que ao final sobrou muita carne, que acabou sendo levada pela própria população. Segundo Rudy, "o jornalista Chateaubriand só comia frango; então mandamos preparar alguns pra ele", lembrou.
Ruas abertas, surgiu a primeira construção e em seguida muitas outras. Em pouco tempo já tínhamos uma igreja, alguns comércios e uma vila que crescia dia a dia, com gente chegando de todo lugar.
Os primeiros comerciantes a se estabelecerem na cidade, foram os irmãos Pires, portugueses que abriram um botequim no antigo campo de aviação, no Jardim Progresso. Depois, eles montaram o primeiro comércio de secos e molhados na avenida Tupãssi.
A produção agrícola já fazia fama com o plantio do café pelas mãos das primeiras famílias de agricultores. Depois, a cultura de hortelã tomou lugar por um bom tempo. Mas também se cultivava o feijão e o milho.
Construindo uma cidade
Estradas eram grandes problemas para a região. Chamadas de "picadas", em períodos de chuvas, ficava impossível transitar com veículos, mesmo que fossem os famosos Jeeps. O caminho para Toledo era feito de muitas curvas e desvios, o que não se fazia em menos de seis horas.
O plantio de hortelã tomava conta de 95% da plantação agrícola. O alto rendimento desta produção atraiu gente de todo o Brasil, através dos corretores, também conhecidos por "picaretas". A terra roxa era o atrativo.
Quase todas as famílias que chegavam, montavam barracas de lonas, na área rural ou na cidade, onde passavam a morar, enquanto eram construídas suas casas.
Enquanto isso, o mato ia sendo derrubado e as lavouras abertas. Várias serrarias foram construídas para o beneficiamento da madeira da região, constituída basicamente de madeira de lei, como ipê e peroba, cujas quais fizeram as casas da cidade e distritos. Era muito rara uma construção em alvenaria. O trabalho pesado para a preparação e plantio da lavoura foi na base do machado e das enxadas.
O povo continuava chegando, apesar das estradas poeirentas ou enlameadas que iam se abrindo por todo o interior do município, dando acesso às propriedades agrícolas, aos distritos e patrimônios.
Com o progresso a olhos vistos, nascia uma estação rodoviária, onde hoje é a praça dos pioneiros; o primeiro hospital; igrejas; farmácias; oficinas e muitos comércios, como as vendas e mercearias que procuravam vender um pouco de tudo, para atender ao povo nas suas necessidades diárias.
Primeiros passos da Educação
Em 1961 surgiu a primeira escola primária e já se comemorava o 7 de setembro com o desfile cívico. Escolas foram construídas em ramais e povoados importantes. Em 1966, a Prefeitura montou uma serraria para beneficiar as madeiras que utilizava na construção de pontes, carteiras escolares e escolas por todo o interior do município. Para levar a educação ao interior, 130 rurais escolas foram erguidas. Praticamente não existiam professores formados e para ensinar as crianças foram também contratadas pessoas com pouca formação para o cargo.
Em pouco tempo já existiam melhores estradas, pontes construídas e o fim da balsa no Rio Piquiri, com a atual ponte em concreto.
Com as necessidades prementes, chegou a água encanada e a luz elétrica. A cada mês, novas escolas e mais alunos faziam o colorido dos dias de uma saudosa época.
As agências bancárias foram se instalando, e com elas novas empresas comerciais traziam a evolução para a cidade.
Segundo o primeiro prefeito eleito, não havia procura de serviços de saúde ou assistência social por parte da população naquela época. Os pedidos eram na grande maioria, para a construção de escolas e estradas.
Chega a energia e surgem as polêmicas
A cidade teve no início, uma usina de energia elétrica, construída em uma barragem no rio Alívio, onde hoje funciona a estação de água da Sanepar. Com geradores de 300 KWA de energia, a hidrelétrica abasteceu toda a cidade, até metade dos anos 70. Os postes eram de madeira e já continham luminárias. A inauguração da iluminação elétrica foi uma grande novidade, fazendo com que os lampiões e as lamparinas de querosene fossem aposentados.
Sempre surgem nas conversas sobre a história de Assis Chateaubriand os assuntos polêmicos, como, a "vinda da Sadia para o município". Os comentários dão conta de que a Sadia foi para Toledo, "porque o prefeito da época não deu apoio", dizem. Rudy Alvarez, prefeito de então, afirma que isso não é verdade: "a Sadia nunca pensou em vir para Assis. Ela foi para o município vizinho, porque já naquela época, Toledo possuía um frigorífico que abatia 150 cabeças de suínos por dia, produzidos naquela região. Assis não criava suínos em quantidade", informa o ex-prefeito, dizendo que por isso, não justificaria montar uma indústria sem matéria prima.
Por outro lado, uma fábrica de papel ergueu paredes mas não funcionou. Conhecida como "Fábrica de Papel", foi iniciada para aproveitar a usina hidrelétrica que foi desativada com a chegada da Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica) e as águas do rio Alívio. "Nós começamos uma obra que ia vender toneladas de papel para o Brasil, mas infelizmente não teve continuação no governo que me sucedeu", explica Rudy.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Assis Chateaubriand, pela Lei Estadual n.º 4.582, de 27 de junho de 1962, subordinado ao município de Toledo. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o distrito de Assis Chateaubriand, figura no município de Toledo. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Assis Chateaubriand, pela Lei Estadual n.º 5.389, de 27 de agosto de 1966, desmembrado de Toledo. Sede no atual distrito de Assis Chateaubriand (ex localidade). Constituído do distrito sede. Instalado em 14 de março de 1967. 
Pela Lei Estadual n.º 5.486, de 31 de janeiro de 1967, é criado o distrito de Tupãssi e anexado ao município de Assis Chateaubriand. 
Pela Lei Estadual n.º 5.489, de 31 de janeiro de 1967, é criado o distrito de Bragantina e anexado ao município de Assis Chateaubriand. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 3 distritos: Assis Chateaubriand, Bragantina e Tupãssi. 
Pela Lei Estadual n.º 6.920, de 02 de setembro de 1977, é criado o distrito de Encantado d’Oeste e anexado ao município de Assis Chateaubriand. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 4 distritos: Assis Chateaubriand, Bragantina, Encantado d’Oeste e Tupãssi. 
Pela Lei Estadual n.º 7.270, de 27 de dezembro de 1979, desmembra do município Assis Chateaubriand o distrito de Tupãssi. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 3 distritos: Assis Chateaubriand, Bragantina e Encantado d’Oeste. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Geografia
Não existem acidentes geográficos marcantes, tendo em sua topografia pequenas ondulações e seus córregos se localizam a dois quilômetros do perímetro urbano. O clima é tipicamente subtropical, ocorrendo nos meses de novembro e dezembro um período relativo de estiagem, com períodos de chuvas nos demais meses, concentrando-se os períodos de queda de temperatura nos meses de junho e agosto com geadas em partes do Município e temperaturas médias de 2 a 30 graus. A precipitação pluviométrica é de 1.250 a 1.500 mm em média. Tem um dos solos mais férteis do Paraná, composto em sua totalidade do maior derrame basáltico do mundo que formou a terra roxa. Sua conservação é permanente, prova disso é que não existem erosões. A altitude é de 440 metros acima do nível do mar. Latitude sul de 24º2‹ e Oeste de 53º29‹. A área total é de 1.010,33 km2 cerca 101,0330 hectares ou 41.749.173,60 alqueires paulistas. A área urbana tem 1.997,08 hectares ou 19,97 km2 e área rural 990,36 km2.
Economia
O oeste do Paraná comportou-se em três fases: a primeira fase é da economia extrativista e de subsistência familiar nas décadas de 1950 e 1960. A segunda fase, concentrada nas décadas de 1970 e 1980, período de modernização na produção agrícola, sendo implantadas a cultura da soja, trigo, algodão e milho. A terceira fase é a nossa atualidade, ou seja, década de 1990 e o novo milênio, marcada pela diversificação na base agropecuária e pela busca de alternativas da agroindustrialização e de competitividade. 
No início da colonização de Assis Chateaubriand, onde tudo era mata-virgem, a principal fonte de renda era a agricultura comercial e principalmente a agricultura de subsistência para os que aqui chegaram. A primeira forma de agricultura fora o cultivo de hortaliças, mandioca, feijão, arroz e milho, criação de pequenos animais: porco, galinha e gado. Com a derrubada das matas, a escala de produção aumentou, passando a plantar em grande escalas, culturas já numeradas e o café em áreas altas, ou seja, cabeceiras dos lotes devido às geadas. 
Com a introdução da lavoura branca, houve uma produção contínua, mesmo ainda com o plantio feito ainda manual, devido aos tocos e madeira derrubados nas propriedades. Surge assim em seguida o ciclo da hortelã, que empregou grande quantidade de gente, pois sua mão de obra era grande até a extração de óleo. Com a mecanização (década de 1960), com a entrada da soja no mercado, houve um êxodo rural, fato mundial, onde parte da mão de obra fora absorvida por máquinas e implementos agrícolas, e com tal mecanização foram surgindo o algodão, o trigo e outras culturas até os dias de hoje. Vale apenas lembrar que a pecuária foi sempre constante na produção do município, sendo para a subsistência bem como para a comercialização. 
Produção agrícola
Algodão, arroz irrigado, amendoim das águas, arroz sequeiro, fumo, feijão das águas, feijão da seca, milho safrinha, milho safra normal, mandioca industrial, soja safra normal, trigo, banana, uva da mesa, alface, abóbora, abóbora-tetsukabuto (cabotiá), beterraba, batata doce, couve-flor, cenoura, feijão vagem, pimentão, pepino, repolho, capineira, semente de soja, semente de trigo, mudas essenciais flor nativas, soja orgânica,[carece de fontes] 
Produção pecuária
Bovinos, leite, bezerros, bezerras, garrotes, novilhas, touros, vacas para cria, vacas para corte, suínos, suínos-raça, ovos, ovos férteis de codorna, aves de corte, aves de postura, aves caipira, mel, cama de aviário, esterco de suínos/bovinos, alevinos, cat-fish, bagre, carpa, tilápia. 
Educação
Na área educacional, Assis Chateaubriand é referência regional. Abriga um campus do IFPR (Instituto Federal do Paraná), que oferece cursos técnicos e superiores voltados à tecnologia e à produção agroindustrial. Além disso, conta com escolas da rede municipal e estadual premiadas por seus índices de desempenho, consolidando o município como um polo de formação profissional.
Turismo
O turismo em Assis Chateaubriand é focado no lazer regional e nos eventos tradicionais:
- Expo-Assis: Uma feira agroindustrial e gastronômica que atrai milhares de visitantes, com destaque para a culinária típica.
- Horto Municipal: Um espaço de preservação e lazer que serve como pulmão verde da cidade.
- Turismo Religioso: A Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo é um ponto arquitetônico central.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Site da Prefeitura Municipal .

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

MARAGOGI - ALAGOAS

Maragogi é um município da Microrregião do Litoral Norte Alagoano, na Mesorregião do Leste Alagoano, no estado de Alagoas, Brasil, situando-se a cerca de 130 quilômetros (pelas rodovias) da capital do estado, Maceió. 
Sua população segundo o Censo 2022 era de 32.174 pessoas, com uma estimativa em 2025 de 33.269 habitantes. 
O município é um dos oito municípios alagoanos que fazem parte da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC). 
Etimologia
"Maragogi" é oriundo do tupi antigo maragûaóîy, que significa "rio dos gatos-do-mato" (maragûaó, "gato-do-mato" + îy, "rio"). 
História
Por volta do ano 1000, a maior parte do atual litoral brasileiro, incluindo o atual município de Maragogi, foi invadida por povos tupis procedentes da Amazônia. Eles expulsaram os antigos habitantes, os chamados tapuias, para o interior do continente. No século XVI, quando os primeiros exploradores europeus chegaram à região, ela era ocupada pela tribo tupi dos caetés. 
O início da colonização das terras que hoje correspondem a Maragogi coincide com o início da introdução da cana-de-açúcar no litoral nordestino, por iniciativa da capitania de Pernambuco. O terceiro donatário, chamado Jorge de Albuquerque Coelho, concedeu uma sesmaria para o alemão Christopher Linz entre os anos de 1575 e 1585 que se estendia desde a foz do rio Manguaba até o cabo de Santo Agostinho. 
Linz recebeu o terreno como reconhecimento de seus serviços à Coroa portuguesa no processo de colonização, auxiliando na morte de indígenas. 
Guerra dos Cabanos
Maragogi também foi palco da Guerra dos Cabanos, que começou como um movimento restaurador armado, que tinha por objetivo trazer de volta ao trono do Brasil o Imperador D. Pedro I, que renunciara e voltara para Portugal. A guerra inicia-se entre maio e junho de 1832, com os levantes de Antônio Timóteo de Andrade, em Panelas de Miranda, no agreste pernambucano, e João Batista de Araújo, na praia de Barra Grande, hoje povoado do município de Maragogi. Em 26 de outubro de 1832, tropas provinciais matam em combate, no reduto do Feijão, o líder Antônio Timóteo de Andrade e o Almirante Tamandaré prende o líder João Batista de Araújo em sua casa, na praia de Barra Grande. Entre novembro de 1832 e janeiro de 1834, a chefia da guerra passa para as forças populares, sendo o comandante geral da insurreição Vicente de Paula. São erguidos os primeiros arraiais guerrilheiros nas matas de Imbiras, Barras de Piabas e Piabas. 
Os Cabanos, numa manobra guerrilheira tentam tomar o povoado de Barra Grande, mas são postos em fuga pelas tropas provinciais acantonadas ali. Recuam sob forte tiroteio até o povoado de Gamela (hoje cidade de Maragogi), e de lá chegam à praia de São Bento, onde os Cabanos feridos à bala se curavam e pescavam. Ocorre então a matança de São Bento, tendo as tropas provinciais morto à bala e à faca todos os Cabanos encontrados. 
Os negros papa-méis (assim chamados os negros que fugiam da escravidão dos engenhos e se escondiam nas matas) aderem à insurreição e mudam os rumos da guerra: lutam os Cabanos agora pela libertação dos escravos, atacando inclusive os engenhos de açúcar e ocupam terras onde constroem seus arraiais guerrilheiros. A guerra termina com a prisão de Vicente de Paula, em 1850, que foi levado para a ilha-presídio de Fernando de Noronha. 
De Gamela à Maragogi
Nos últimos anos do século XIX, a região hoje pertencente ao município de Maragogi era lugar de um povoado chamado Gamela, pertencente ao município de Porto Calvo. Em 1875, Gamela foi elevado à posição de vila, trocando de nome para Isabel. Em 1892, emancipou-se de Porto Calvo, recebendo seu nome atual. 
Desativação de minas terrestres
Em 10 de maio de 2010, foi encontrada uma mina marítima durante uma obra de saneamento na cidade. A mina havia sido feita pela marinha brasileira durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) para proteger o litoral do Brasil. Com o fim da guerra, não tendo sido detonada, os militares brasileiros a enterraram perto da praia. O que esperava-se ser uma botija holandesa com moedas de prata, por conta da rica história de conflitos entre portugueses e neerlandeses, chegou a ser perfurado mas, por sorte, não explodiu. 
A partir de então, oficiais da marinha e até especialistas do Batalhão de Operações Especiais iniciaram a prospecção de pelo menos mais sete minas, terrestres e aquáticas. O consenso é de que todas foram plantadas após o ataque de submarinos alemães a um navio mercante brasileiro próximo de Porto de Pedras, que é município vizinho, durante a Segunda Guerra.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Isabel, em 1796. 
Elevado à categoria de vila, com denominação de Isabel, pela Lei Provincial n.º 681, de 24 de abril de 1875, desmembrado de Porto Calvo. Instalado em 02 de dezembro de 1875. 
Pela Lei Provincial n.º 733, de 03 de julho de 1876, a vila de Isabel Passou a denominar-se Maragogi. 
Elevado à condição de cidade e sede municipal com a denominação de Maragogi, pela Lei Estadual n.º 15, de 16 de maio de 1892. 
Em divisão administrativa do Brasil referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 3 distritos: Maragogi, Barra Grande e Japaratuba. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.909, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Japaratuba passou a denominar-se Japaratinga. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Maragogi, Barra Grande e Japaratinga (ex Japaratuba). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.264, de 23 de julho de 1960, é desmembrado do município de Maragogi, o distrito de Japaratinga. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 2 distritos: Maragogi e Barra Grande. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Hidrografia
Maragogi pertence a décima quinta região hidrográfica do estado, formada pelas bacias dos rios Tatuamunha, Manguaba, Salgado, Maragogi, dos Paus, Tabaiana e Persinunga. Desses, apenas quatro (Salgado, Maragogi, dos Paus e Tabaiana) banham o município. 
O rio Salgado, com maior bacia em área (245,3 km²) dentre os rios da região hidrográfica mencionada, é notável por formar a divisa de Maragogi com o município vizinho de Japaratinga. De fato, o rio se situa próximo às sedes municipais de ambos os municípios e do povoado de São Bento, pertencente à Maragogi. 
Vegetação
Na trilha do visgueiro é possível encontrar uma árvore com mais de 500 anos e 22 metros, fica em reserva de Mata Atlântica Raízes externas ganham destaque a cada aproximação devido à capacidade de crescer com a árvore que sustenta, como se formassem muretas de proteção capaz de ultrapassar a altura de homem em pé. São apresentadas também espécies replantadas, como o “pau-falho”, que estava em extinção e um curioso arbusto, alto, de espinhos, típico do lugar. De alguns troncos cortados exalam ótimas fragrâncias naturais. Pelo chão brotam diferentes cogumelos, em especial um de tons avermelhados. 
Clima
Na classificação climática de Köppen-Geiger, Maragogi se situa numa área de clima tropical úmido, de sigla "As". 
Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) mostram que a localidade apresenta um clima com média pluviométrica anual de 1397,0 mm e temperatura média anual de 25,5 °C.
Economia
Maragogi é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e por apresentar novas oportunidades de negócios. Por outro lado, o desempenho econômico é um fator de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 2,4 mil admissões formais e 2,2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 140 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -112.
Até novembro de 2025 houve registro de 39 novas empresas em Maragogi, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, 5 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 36 empresas.
A economia de Maragogi é esmagadoramente dominada pelo Turismo.
O setor de serviços (hotelaria, gastronomia, agências de turismo e receptivos) gera a maior parte do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega a maioria da população. A construção e manutenção da infraestrutura turística também são importantes.
A agropecuária, uma atividade tradicional, embora em declínio, ainda existe. O município é um dos maiores produtores de coco de Alagoas e também cultiva cana-de-açúcar nos tabuleiros do interior.
A produção de artesanato e de alimentos típicos (como o bolo de goma) complementa a renda local, sendo muito demandada pelos turistas.
Educação
Na área de Educação, o município investe na expansão da rede de ensino fundamental e médio. Há um foco crescente na qualificação profissional voltada para o setor de serviços e hospitalidade, crucial para a economia. A cidade conta com escolas da rede municipal e estadual, além de polos de educação a distância (EAD) que oferecem cursos técnicos e superiores.
Turismo
O início das atividades turísticas em Maragogi se deram por volta da década de 1980, com a aquisição de segundas residências por veranistas vindos de municípios próximos como Palmares, Caruaru, Recife e Maceió. Posteriormente, entre o fim da década de 1980 e o começo dos anos 1990, a atividade turística na região se intensificou com a abertura do hotel Salinas de Maragogi, em 1989. 
Maragogi é, hoje, um grande polo turístico, servindo como porta de entrada para os Estados de Alagoas e Pernambuco e se transformando no segundo maior polo turístico do estado. Suas praias têm mar tranquilo, areias alvas e densos coqueirais, destacando-se as de Barra Grande, Burgalhau, Antunes, Peroba, Salinas e São Bento. O passeio às galés (piscinas naturais) é imperdível, onde, a 6 quilômetros da costa, pode-se observar a Área de Proteção Ambiental onde estão os arrecifes de corais. 
No turismo esportivo a cidade está se consolidando como um destino para corridas de Trilha ou "Trail Run", sendo em 2015 a sede da primeira competição de Trail Run internacional do Nordeste do Brasil quando a empresa organizadora de eventos esportivos WINGSMAN estreou a disciplina no Nordeste. 
No turismo rural, vale a pena uma visita a Fazenda Marrecas e Fazenda Cachoeira, saboreando logo depois a culinária à base de frutos do mar e os tradicionais bolinhos de goma. A Trilha do Visgueiro é outro atrativo que a cidade oferece, este passeio é realizado em uma reserva de mata atlântica, destaque para um visgueiro com mais de 500 anos e 22 metros de altura. Entre os eventos locais, destacam-se: o Festival da Lagosta, o Festival do Marisco, a Abertura do Verão, a festa da Emancipação, a de São Benedito (Peroba), a de Nossa Senhora da Guia (Barra Grande) e a de São Bento. 
A maior atração turística da cidade são as praias de São Bento a Peroba (povoados da cidade). Um atrativo muito popular na cidade é o passeio de buggy. Maragogi tem três piscinas naturais: a principal e mais famosa, Galés, e as menores Taocas e Barra Grande, ficam a aproximadamente 6 quilômetros da costa. De águas transparentes, é possível avistar diversos corais e peixes nas redondezas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .