quinta-feira, 14 de maio de 2026

CAMACAN - BAHIA

Camacan é um município brasileiro do interior e sul do estado da Bahia. 
Na década de 1970, o município foi considerado como um dos maiores produtores de cacau. No entanto, a praga da vassoura-de-bruxa (Crinipellis perniciosa) devastou e destruiu sua lavoura, em 1989. Algumas alternativas, como a pecuária, o cultivo de café e seringa diversificaram a economia local. De acordo com estimativas do IBGE, a população de Camacan, no ano de 2025, era de 22.485 habitantes.
O nome Camacan tem origem nos indígenas da etnia Camacãs, os primeiros habitantes da região onde o município desenvolveu-se. A formação dos primeiros núcleos de povoação da localidade ocorreu em razão da grande cheia do rio Pardo, em 1914, que deslocou muitas pessoas para o Vale do Panelão. 
Etimologia
A palavra Camacã se origina da classe linguística Kamakã, do tronco macro-jê. Maria Hilda Paraíso, em seu trabalho Caminhos de ir e vir e caminho sem volta: índios, estradas e rios no Sul da Bahia, de 1982, subdivide os Kamakã em outros grupos como os Mongoyó, Kutaxó, Menian e Massacará. 
História
A história do município está diretamente ligada à expansão do cultivo do cacau. Segundo a tradição memorialista da região, o vale do rio Panelão começou a ser desbravado no ano de 1889, quando algumas famílias de Canavieiras, Bahia, passaram a buscar novas terras para o plantio de cacau por dois motivos principais: primeiro, por força das graves cheias do Rio Pardo que comprometiam a produção agrícola de Canavieiras e segundo, pelo declínio e desaparecimento dos diamantes do rio Salobro, tornando primordial a necessidade de novas fontes de produção. 
O distrito foi criado em 1938 com a denominação de Vargito e passou a ter sede em Camacã a partir de 1953, integrando o município de Canavieiras até ser emancipado, pela Lei Estadual nº 1.465, de 31 de agosto de 1961, com a denominação de Camacã. 
Os rios Panelão e Panelinha: segundo a tradição oral, essas denominações vem do encontro destes dois rios que, fisicamente, tem um aspecto que dá a ideia de um "panelão", daí terem sido batizados com estes nomes. 
O primeiro foco da vassoura de bruxa em Camacan foi verificado exatamente na fazenda do prefeito, o maior produtor de cacau do município, em 1989. Luciano José de Santana era considerado o maior produtor individual de cacau, não só em Camacã, mas, no mundo. O conjunto de suas propriedades alcançava grandes marcas de produção anuais, aproximando-se de 100 mil arrobas de cacau em amêndoas, na década de 1980. 
Expedições da família Ribeiro
De acordo com a tradição memorialista, uma das famílias de Canavieiras que buscavam novas terras para o plantio de cacau, foi a de Leandro Ribeiro. Na realidade, a iniciativa de incursão na mata não foi do próprio Leandro, mas dos seus filhos e netos, nos últimos anos do século XIX. Do casamento com sua esposa, Felipa, o casal teve alguns filhos, entre eles João Elias Ribeiro. Nascido na fazenda Lagos, em Canavieiras, João Elias acompanhou o processo de expansão da cacauicultura e, mais ainda, experimentou as devastações provocadas pelas cheias do Pardo na propriedade de sua família. João Elias Ribeiro, sentindo a necessidade de melhores terras para expansão do cultivo de cacau da sua família, organizou uma expedição para o final do ano de 1888, e início de 1889, aproveitando assim o verão e as melhores condições do clima. O objetivo dessa empreitada era reunir 15 homens para subir de canoa o Rio Pardo até a confluência do Rio Panelão, semeando algumas sementes de cacau naquelas terras mais elevadas, protegidas de enchentes. Porém, João Elias Ribeiro adoece no período da expedição e transfere o comando desta para seu filho mais velho, Manoel Elias Ribeiro, que tinha apenas 19 anos em 1889. Para acompanhá-lo, pede a seu outro filho, Antonio Elias Ribeiro, com 16 anos, que embarque junto com o seu irmão e os outros 15 homens nessa jornada. 
A marcha durou pouco mais de trinta dias e os expedicionários retornam à Fazenda Lagos com o sentimento de êxito. Em 1894, João Elias Ribeiro com a saúde recuperada, retorna com seus dois filhos, Manoel e Antonio, para verificar os resultados da primeira incursão. Comprovada a fertilidade das terras, a família Ribeiro abre as primeiras roças de cacau nesta região, ao longo do vale dos rios Panelão e Panelinha. O local da confluência do rio Panelão com o rio Panelinha passou a se chamar ‘Vargito’, por conta das vargens (várzeas) características da localidade, inspirando o nome de uma nova linhagem daquela família, adotado pelo médico João Ribeiro Vargens (filho de João Elias e irmão de Manuel e Antônio Elias Ribeiro). 
Camacãs
De acordo com a tradição oral e a memória oficial do município, no período anterior à chegada dos plantadores de cacau, a área era habitada pelos índios da etnia Kamakã. O pesquisador João da Silva Campos confirma a vertente de que os Kamakã residiam neste local. Desse grupo étnico originou-se o nome da cidade. A força da economia cacaueira foi significativamente superior à dos povos indígenas, como os Kamakã, que por se colocarem no caminho da propriedade e da monocultura dos cacauais, foram vítimas da depredação cultural e do extermínio. 
Geografia
Relevo e Altitude

Camacan possui um relevo predominantemente mamelonar (colinas suaves conhecidas como "mares de morros") e montanhoso. A sede está a uma altitude de 220 metros, mas o município conta com picos que ultrapassam os 800 metros em suas serras, como a Serra de Camacan.
Clima
O clima é o Tropical Úmido (Af), caracterizado por temperaturas elevadas e chuvas bem distribuídas ao longo do ano. A média anual gira em torno de 24°C. Essa umidade constante é o "combustível" ideal para as plantações de cacau e para a manutenção da floresta.
Vegetação
O município está inserido no bioma da Mata Atlântica. Uma característica marcante é o sistema Cabruca, onde o cacau é plantado sob a sombra de árvores nativas centenárias, permitindo a preservação de espécies da fauna e flora.
Solos
Os solos são, em sua maioria, do tipo Latossolo Vermelho-Amarelo e Argissolo, ricos em matéria orgânica e com excelente profundidade, o que sustenta a pujança da agricultura perene.
Economia
Desenvolvimento pela força econômica do cacau

As obras de infraestrutura da cidade iam se consolidando nas gestões iniciais da prefeitura, todas elas representando o continuísmo político dos Moura no poder municipal. A facilidade de angariar recursos, permitia o desenvolvimento da cidade de maneira rápida. De 1977 a 1982, a gestão do prefeito Luciano José de Santana marcou pelas obras de estruturação municipal. Àquela altura, Luciano era considerado o maior produtor de cacau individual do mundo e Camacan já possuía seis agências bancárias facilitando a linha de financiamento e crédito, três mil habitações rurais, dezesseis empresas privadas compradoras de cacau, duas cooperativas, além das presenças do ICB e CEPLAC. Luciano Santana iniciou uma série de implementos em Camacan. Ainda por cima, no mesmo ano que ele assumiu o poder executivo (1977) a cotação do cacau chegou a US$ 4.329/tonelada. Foi a maior cotação da história. Dessa forma, grandes obras de infra-estrutura como a urbanização da cidade, ampliação da Avenida Doutor João Vargens, construção de escolas, pavimentação de ruas e esgotamento sanitário foram executadas. Foi também nessa gestão municipal que os caciques políticos camacaenses resolveram instituir a ‘Festa Camacã e o Cacau’, em comemoração à data de emancipação política do município. 
A economia de Camacan é historicamente dependente do cacau, mas passou por profundas transformações após a praga da Vassoura-de-Bruxa na década de 1980.
Na agricultura destacam-se o cacau (em recuperação com variedades resistentes), café, banana e seringueira. A pecuária inclui a criação de gado de corte e leite, ocupando áreas de antigas pastagens. Já a indústria apresenta fábricas de chocolate artesanal e processamento de amêndoas, agregando valor ao produto local.
Educação
Na área da educação, o município conta com uma rede estruturada de ensino fundamental e médio. Camacan é um polo microrregional, atraindo jovens que buscam formação técnica. Além disso, a proximidade com a UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz), em Ilhéus, permite que muitos estudantes camacaenses busquem o ensino superior, retornando para aplicar conhecimentos técnicos nas fazendas e no comércio da cidade.
Turismo
Camacan tem despontado no cenário internacional através do Ecoturismo, com foco especial no Birdwatching (Observação de Aves).
- Serra de Camacan: um santuário de biodiversidade onde se encontra o lendário Bicudo (Sporophila maximiliani), ave símbolo da região que foi redescoberta na área após ser considerada extinta na natureza.
- Roteiro do Chocolate: turistas podem visitar fazendas históricas para conhecer o processo de fabricação do chocolate, desde a colheita no sistema Cabruca até a degustação.
- Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra Bonita: um complexo de reservas que protege a floresta de altitude e serve como centro de pesquisas científicas mundialmente respeitado.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

terça-feira, 12 de maio de 2026

CONFRESA - MATO GROSSO

Confresa é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Localiza-se a uma latitude 10º38'38" sul e a uma longitude 51º34'08" oeste, estando a uma altitude de 240 metros. Sua população, conforme estimativa do IBGE para o ano de 2025, era de 38.460 habitantes.
História
Fundação

A primeira denominação do núcleo de povoação que originou o município de Confresa foi Vila Tapiraguaia, uma fusão dos termos Tapirapé e Araguaia. Tratava-se de referência geográfica aos Rios Tapirapé e Araguaia, tributários formadores da Bacia do Tocantins.O termo Confresa é referência à Colonizadora Frenova Sapeva. Esta empresa era proprietária das Fazendas Reunidas Nova Amazônia, que abrangiam inúmeras propriedades agropecuárias, além de uma destilaria. Atualmente a empresa denomina-se Frenova Agropecuária Ltda. 
A Colonizadora Confresa era dirigida por José Carlos Pires Carneiro e José Augusto Leite de Medeiros, mineiros estabelecidos em São Paulo. Com o passar do tempo, a Vila Tapiraguaia foi mudando de nome. As pessoas chamavam o local de Confresa, numa alusão à colonizadora, consolidando essa denominação, que posteriormente foi acatada oficialmente. 
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Confresa, pela Lei Municipal n.º 92, de 17 de abril de 1990, subordinado ao município de Santa Terezinha. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Confresa, pela Lei Estadual n.º 5.908, de 20 de dezembro de 1991, desmembrado dos municípios de Santa Terezinha, Luciara e Porto Alegre do Norte. Sede no atual distrito de Confresa (ex localidade). Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1993. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei n.º 76, de 19 de março de 1997, é criado o distrito de Veranópolis e anexado ao município de Confresa. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 2 distritos: Confresa e Veranópolis. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023. 
Geografia
O município ocupa uma área de 5.802,314 km².
Relevo e Altitude
O relevo é predominantemente plano a suave ondulado, caracterizado pelas extensas chapadas mato-grossenses. Essa topografia é um dos maiores trunfos da cidade, permitindo a mecanização agrícola em larga escala. A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 240 metros acima do nível do mar. A Depressão Araguaia e a Planície Bananal constituem uma região caracterizada por grandes planaltos suaves, cuja declividade é próxima a zero. Algumas áreas revelam um relevo ondulado. 
Clima
O clima é o Tropical Semiúmido (Aw). Apresenta duas estações muito bem definidas: um verão intensamente chuvoso (outubro a abril) e um inverno seco e quente (maio a setembro). A temperatura média anual gira em torno de 26°C, mas pode atingir picos de 38°C no auge da estiagem e mínima de 15 °C. A região é caracterizada por um clima equatorial quente e úmido, com três meses de estiagem de junho a agosto. A precipitação anual atinge 2.000 mm, com maior intensidade nos meses de janeiro, fevereiro e março. 
Solos
Predominam os Latossolos Vermelho-Amarelos, solos profundos e bem drenados. Embora naturalmente ácidos, a aplicação de calcário e fertilizantes (calagem) transformou essas terras em um dos solos mais produtivos do Brasil para a produção de grãos.
Vegetação
O território de Confresa se localiza em uma área de transição entre o Cerrado e a Floresta AmazônicaConfressa é uma zona de transição ecológica. Ao caminhar pelo município, é possível encontrar manchas de Cerrado stricto sensu convivendo com a Floresta Ombrófila (Amazônia). Essa biodiversidade é protegida por reservas e parques próximos, como o Parque Estadual do Araguaia.
Economia
A economia do município é ligada ao agronegócio, agricultura pecuária, serviços e comércio. Sedia uma unidade frigorifico do Grupo JBS, Unidades de Armazenamento de cereais. Nos últimos anos tem se instalado no município unidades de multinacionais do agronegócio que originam soja e milho e exportam para outros continentes. 
Entre 1995 e 2013, o município registrou 1392 trabalhadores libertados de situações análogas à escravidão, o maior índice de todo o Brasil. O município também registrou a maior libertação de escravos da história do Brasil numa única operação, com mais de 1,2 mil pessoas sendo resgatadas em 17 de junho de 2005. 
Infraestrutura
Saúde

Em Confresa, está localizado o Hospital Municipal de Confresa (HMC), que é referência regional na região do Norte Araguaia. Existe também uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade. 
Educação
Em nível escolar, o município sedia três CMEI's, 12 escolas municipais (Central, Tapiraguaia,Vida e Esperança, Agamenon Magalhães, Valdemiro Nunes, Santa Marta, Branca de Neve, Nova Bridão, Jacaré Valente, Tancredo Neves, Novo Planalto, Pau Brasil) e 9 estaduais (29 de julho, Teotônio Carlos da Cunha, Waldir Bento, Sol Nascente, Militar Tiradentes Cabo PM José Martins de Moura, Antonio Alves Dias, Santo Antonio). Além disso, a Escola Creuslhi de Souza Ramos que oferece escola em tempo integral, pela manhã e à tarde, e um Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), à noite. Em 2017, foi construída a Escola Militar Tiradentes e inaugurada em 2023. 
Em nível superior, Confresa sedia um campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) com cursos técnicos em Agroindústria e em Agropecuária, quatro cursos superiores (Agronomia, Licenciatura em Ciências da Natureza com Habilitação em Química, Licenciatura em Biologia e Licenciatura em Física) e Especialização em Ensino de Ciências e em Educação do Campo. E um campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). 
Em 2010, a taxa de escolarização de crianças de 6 a 14 anos era de 97,2%, posicionando o município em 66º lugar entre os 141 do estado. Em 2021, o IDEB para os anos iniciais do ensino fundamental na rede pública foi 4,9, enquanto para os anos finais foi 4,7, colocando o município nas posições 110 e 53, respectivamente, entre os 141 do estado. 
Aeroportɒ
O Aeroporto de Confresa foi construído em 14 de setembro de 1999 e entrou em operação em 23 de maio de 2005. Tem pista de terra com 1.120 metros de comprimento, sendo adequada apenas para aeronaves pequenas, e atendendo demandas de casos de urgências de saúde. O aeroporto já foi operado pela Asta Linhas Aéreas, que oferecia voos para a capital Cuiabá, com escalas em São Félix do Araguaia e Água Boa. 
Em 2024, um convênio foi assinado para viabilizar a pavimentação asfáltica, a sinalização e investimentos na infraestrutura do aeroporto municipal. O convênio 208/2024, estabelecido entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura (SINFRA) e o município de Confresa, contará com um investimento total de R$ 4.480.016,19, dos quais R$ 91 mil serão fornecidos como contrapartida pela prefeitura. 
Rodovias
O município é atendido pelas seguintes rodovias: MT-430; MT-432; MT-437; MT-413 e BR-158.
Turismo
O turismo em Confressa é voltado para o Ecoturismo e Pesca Esportiva.
Embora a sede não esteja às margens do Rio Araguaia, a proximidade com o rio permite que Confressa seja a base logística para pescadores e turistas que buscam as famosas praias de água doce do Araguaia na temporada de seca.
A Expocon, Exposição Agropecuária de Confressa, é o maior evento da região, reunindo milhares de pessoas para rodeios, shows nacionais e feiras de negócios que movimentam milhões de reais.
A gastronomia local é uma mistura rica, onde o churrasco gaúcho, o arroz com pequi e a farinha de mandioca nordestina se encontram à mesa.
Cultura
Povos nativo

A Terra Indígena Urubu Branco, povo Tapirapé - Tupi-Guarani, está parcialmente no município de Confresa, além de Porto Alegre do Norte e Santa Terezinha, com uma área total de 168mil ha e uma população estimada de 941 habitantes, segundo o IBGE, em 2022. A declaração da posse permanente da Terra Indígena ocorreu em 02 de outubro de 1996, pela Portaria n.º 599. A demarcação da terra indígena foi homologada por Decreto presidencial, publicado no Diário Oficial da União de 08 de setembro de 1998. Apesar disso, diversos ocupantes não indígenas ainda permanecem na área indígena com diversos e constantes conflitos fundiários. Em 10 de fevereiro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, ratificou a sentença que ordena a remoção dos não-indígenas do interior da Terra Indígena (TI) Urubu Branco. Mesmo assim muitos fazendeiros ainda permaneceram na Terra Indígena fazendo com que entre os dias 10 e 14 de junho, representantes indígenas do povo Tapirapé estiveram em Brasília para exigir a desintrusão do território. Além dos frequentes conflitos fundiários, os Tapirapé enfrentam uma situação de extrema vulnerabilidade devido às queimadas e ao avanço do agronegócio, bem como à pulverização de agrotóxicos por meio de aviões na região.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

sábado, 9 de maio de 2026

TABULEIRO DO NORTE - CEARÁ

Tabuleiro do Norte é um município brasileiro, situado a leste do estado do Ceará, na divisa com o Rio Grande do Norte, mais especificamente na Mesorregião do Jaguaribe, na Microrregião do Baixo Jaguaribe, no Vale do Jaguaribe, a 211 km da capital cearense, Fortaleza-CE, e a 115 km de Mossoró-RN. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 32.122 habitantes. 
O município é conhecido, no estado, por abrigar um dos mais significativos centros de peregrinação do Ceará, a Romaria de Nossa Senhora da Saúde.[4] A romaria ao Santuário de Nossa Senhora da Saúde é vista, sob o aspecto da popularidade, como o terceiro polo religioso do Ceará. 
Diversas produções de caráter memorialista atribuem ao município a alcunha de "terra dos caminhoneiros" ou "cidade dos caminhoneiros". Pelo menos outras quatro cidades atribuem-se este mesmo título: São Marcos-RS, Itabaiana-SE, Rondonópolis-MT e Iconha-ES. 
Etimologia
O topônimo Tabuleiro é uma alusão ao tipo do solo encontrado no município, o solo arenoso (tabuleiro) e o Norte para diferenciar este do município de Tabuleiro, no estado de Minas Gerais. Sua denominação original era Tabuleiro de Areia, depois Ibicuipeba e desde 1951, Tabuleiro do Norte. 
História
As terras ao oeste do rio Quixeré, uma área de elevação arenosa e plana que estende-se até a Chapada do Apodi eram habitadas por diversas etnias Tapuias, entres elas os Paiacu, 
Os indígenas Paiacu residiam na localidade hoje conhecida Aldeia Velha, situada a 3 km do centro da cidade. 
Com a definitiva ocupação do território do Ceará na segunda metade do século XVII, chegaram os portugueses oriundos de Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco nesta região, a qual a exploraram em seus mínimos detalhes.[10] Depois dos combates da Guerra dos Bárbaros, a construção da Fortaleza Real de São Francisco Xavier da Ribeira do Jaguaribe e o deslocamentos dos indígenas, nestas terras foi implementada a pecuária. Os colonizadores travaram lutas incessantes contra os índios para instalarem suas fazendas de gado. Muitos indígenas morreram e os poucos que restaram foram absorvidos pela economia pastoril. 
Da Guerra dos Bárbaros ou a expulsão dos indígenas, ainda hoje os moradores mais antigos daquela comunidade (Aldeia Velha) relembram as histórias contadas por seus pais a respeito da expulsão dos indígenas da comunidade. Contam os mais velhos que: eles fugiram para um local onde hoje fica situada a comunidade do Tapuio por uma estrada por dentro que ia em linha reta distante da mesma uns 13 km; e que a belíssima lagoa da Aldeia Velha também era a fonte de lazer e para a prática da piscicultura para seus habitantes. 
Os primeiros relatos datam do século XVIII, entre os anos de 1720 e 1730, quando o fazendeiro e Padre Francisco Alves Maia, vigário de Pau dos Ferros (RN) instala-se nesta localidade e fica de posse da fazenda São José. Depois entregou a Fazenda para seu parente Francisco Alves Maia Alarcon administrá-la. Em 1770, este senhor construiu uma capela nestas terras, depois foi criado o primeiro estabelecimento escolar funcionando até a morte de Maia Alarcon em 1796. 
Tudo iniciou com a promessa feita por Luiza Maria Maciel, esposa de Maia Alarcon, que se ficasse curada de um câncer, construiria uma capela. A graça foi alcançada e a capela foi construída toda em pedra de 1765 a 1770, tendo a imagem de Nossa Senhora das Brotas. A restauração e ampliação da capela foi realizada em 1785. A igreja foi demolida no ano de 1944 e construída uma nova igreja em seu lugar, sendo a atual igreja matriz. 
Tabuleiro de Areia passou a ter categoria de Vila através do decreto Lei n.º 448, de 20 de dezembro de 1938. O município foi criado de acordo com a Lei n.º 3.815, de 13 de setembro de 1957, tendo sua emancipação política em 8 de junho de 1958, deixando de ser vila do município de Limoeiro do Norte. 
Com o sucesso econômico do Ciclo da Carne do Ceará, Tabuleiro do Norte, destacou-se como um movimentado cruzamento da Estrada Geral do Jaguaribe, no qual passavam as boiadas do Sul Cearense e do Rio Grande do Norte para Aracati e vice-versa com produtos para as fazendas de boi. 
O desenvolvimento com urbano deu-se ao redor da capela de Nossa Senhora da Conceição, construída entre de 1765 a 1770, e a Estrada Geral do Jaguaribe. 
A Fazenda Quingombê também denota importante valor histórico, através das figuras ilustres de Aldonso Chaves e de Laura Chaves Maia, sua esposa. Tiveram 7 filhos (Edvardo, José Lauro, Edna, Cleomilde, Maria Laise, Maria Elaine e Francisco Hilton). 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Taboleiro de Areia, pelo Ato Provincial de 18 de março de 1842, subordinado ao município de Limoeiro. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Taboleiro de Areia figura no município de Limoeiro. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto Estadual n.º 448, de 20 de dezembro de 1938, o distrito de Taboleiro de Areia passou a denominar-se simplesmente Taboleiro. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito Taboleiro (ex Taboleiro de Areia), figura no município de Limoeiro. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.114, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Taboleiro passou a denominar-se Ibicuipeba e o município de Limoeiro a denominar-se Limoeiro do Norte. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito de Ibicuipeba (ex Taboleiro), figura no município de Limoeiro do Norte (ex Limoeiro). 
Pela Lei Estadual n.º 1.153, de 22 de novembro de 1951, o distrito de Ibicuipeba passou a denominar-se Tabuleiro do Norte. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o distrito já denominado Taboleiro do Norte (ex Ibicuípeba), permanece no município de Limoeiro do Norte. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Tabuleiro do Norte, pela Lei Estadual n.º 3.815, de 13 de setembro de 1957, desmembrado de Limoeiro do Norte. Sede no antigo distrito de Tabuleiro do Norte. Constituído de 2 distritos: Tabuleiro do Norte e Olho-D’Água da Bica, ambos desmembrados de Limoeiro do Norte. Instalado em 08 de junho de 1955. 
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Tabuleiro do Norte e Olho-D’Água da Bica. 
Pela Lei Estadual n.º 6.967, de 19 de dezembro de 1963, é desmembrado do município de Tabuleiro do Norte o distrito de Olho-D’Água da Bica. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 7.023, de 27 de dezembro de 1963, é criado o distrito de Peixe Gordo e anexado ao município de Tabuleiro do Norte. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Tabuleiro do Norte e Peixe Gordo. 
Pela Lei Estadual n.º 8.339, de 14 de dezembro de 1965, tabuleiro do Norte adquiriu o território do extinto município de Olho-D’Água da Bica, como simples distrito. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 3 distritos: Tabuleiro do Norte, Olho-D’Água da Bica e Peixe Gordo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Geografia
Clima

O clima em Tabuleiro do Norte é do tipo tropical quente semiárido com pluviometria média de 725,6 mm com chuvas concentradas de fevereiro a maio. As temperaturas médias anuais que oscilam entre 27 °C e 30 °C. O regime de chuvas é irregular, concentrado entre os meses de fevereiro e maio. A baixa pluviosidade e a alta evapotranspiração são marcas registradas da região, exigindo soluções inteligentes de convivência com a seca.
Hidrografia e recursos hídricos
As principais fontes de água fazem parte da bacia do Baixo Jaguaribe e Médio Jaguaribe, sendo o principal afluente o rio Quixeré, o riacho do Bezerra e tantos outros. Diversas lagoas encontram-se no município, entre estas a do Lima e das Salina. Existem ainda diversos açudes, dentre eles: Gangorrinha, Olho D’água e VaiQuem Quer. Completando o sistema de abastecimento de água potável, existe a Adutora Saco Verde/Pedra Preta e trinta e um poços tubulares. 
Relevo e solos
As terras de fazem parte da bacia sedimentar do Apodi, que é constituída por formações Jandaíra(calcários intercalados por margas, siltitos e folhelhos); e do Açu, com arenitos com intercalações de siltitos, folhelhos e lentes de calcário no topo. A planície aluvionar do rio Jaguaribe, ao longo dos principais cursos d’água que drenam o município, possui coberturas aluvionares, quaternárias, formadas por areias, siltes, argilas e cascalhos. Por fazer parte do planalto sedimentar da Chapada do Apodi, encontra-se altitudes que não ultrapassam os 250 m. Fazendo ainda parte da planície fluvial do Jaguaribe possui elemento de destaque na composição geomorfológica com variados os tipos de solos: Cambissolos, Argissolos (podzólicos), vertissolos, Neossolos Flúvicos (solos aluviais) e Neossolos Litólicos. 
Vegetação
A vegetação predominante é a caatinga arbustiva densa, a caatinga mais arbórea com espécies espinhosas, e a mata ciliar, na qual predomina a carnaúba. 
Tendo por objetivo a preservação de duas fontes (olho d'Água dos Currais e Corrente), criou-se o Parque Ecológico Olho D'Água dos Currais, uma área livre de desmatamento. 
Acesso
A partir de Fortaleza o acesso ao município, pode ser feito por via terrestre através da rodovia Fortaleza/Jaguaribe (BR-116) até a localidade de Peixe Gordo, daí tomando-se a CE-377 até a sede municipal. As demais vilas, lugarejos, sítios e fazendas são acessíveis através de estradas estaduais, asfaltadas ou carroçáveis. 
Economia
Setor Primário

A agricultura registra principalmente o cultivo do feijão, milho, mandioca, melão, melancia, hortaliças, algodão, banana, abacate, cana-de-açúcar, castanha de caju, entre outros frutos.
O extrativismo vegetal apresenta-se com a extração e o beneficiamento da carnaúba, que no passado representou uma forte atividade econômica na localidade. Também com a extração de madeiras para a fabricação do carvão vegetal, construção de cercas, além do uso na construção civil. No município a oiticica é muito usada para diversos meios.
A pecuária tem principalmente a criação de bovinos (gado leiteiro e para corte), caprinos, ovinos, suínos e avícolas.
A pesca concentra-se nos rios Jaguaribe e Quixeré, em lagoas e açudes.
Setor Secundário
No município encontram-se mais de trinta e uma indústria.[carece de fontes] 
Setor Terciário
Cidade dos Caminhoneiros

Devido à localização de Tabuleiro do Norte entre estradas importantes para o escoamento de produtos (uma atividade presente desde o começo histórico do município), a assistência aos caminhoneiros é uma da fontes da economia local, na qual destaca-se com: 
- Polo metalúrgico e mecânico - uma grande infraestrutura em metalurgia e mecânica com especialização em caminhões. Crê-se que pelo fato de possuir um grande número de caminhões tornou-se necessário e até essencial para o contínuo crescimento da cidade que fosse instalado um aparato para suportar a grande demanda de caminhões na cidade.
- Associação dos Caminhoneiros de Tabuleiro do Norte (ACATAN) - uma associação que assistência aos caminhoneiros.
Turismo
O turismo também é uma das fontes de renda, devido as belezas naturais, que oferecem lazer e a prática do Ecoturismo. Além do centro histórico da sede do município e do turismo religioso. 
Principais pontos turísticos
- Parque Ecológico Olho D'Água dos Currais - local do resgate e preservação da cultura e vegetação. Um complexo com polo de lazer nas duas fontes, trilha ecológica, pousada, pomar e projetos de criação de caprinos, ovinos e abelhas.
- Complexo Turístico Passagem Molhada - localizado na divisa entre Tabuleiro do Norte (3 km da sede do município) e Limoeiro do Norte (6 km da sede do município). Trata-se de uma passagem banhada pelas águas do rio Quixeré. Um complexo com infraestrutura de dez barracas com banheiro, estacionamento para motos e carros, restaurante que serve diversos pratos da região. Uma área lazer nos fins de semanas.
- Olho D'Água da Bica - com vista para a igreja e imagem de Olho D'água da Bica - distrito do município de Tabuleiro do Norte, composto por diversas comunidades rurais, dentre elas São Bento, Lagoa Grande, Groenlândia, Campos Novos, Campos Velhos, Patos dos Carias, a 21 km distante da sede, com acesso através da CE 358. A localidade Olho D'água da Bica é conhecida em todo o estado do Ceará e estados circunvizinhos pela romaria que é realizada em homenagem à sua padroeira, Nossa Senhora da Saúde, que é considerada a terceira maior do Estado, perdendo em importância somente para as romarias a Juazeiro do Norte e Canindé. A romaria encerra-se em 15 de agosto, com missa realizada na igreja do distrito. Uma igreja do século XIX, com sala dos ex-votos. Na praça onde a igreja se encontra há uma imagem da santa. Como o distrito está localizado no sopé da Chapada do Apodi, é possível aos visitantes subirem através de uma escadaria, e assim conhecerem a fonte de água que dá nome à localidade e uma oiticica centenária.
- Rio Quixeré - no começo se tratava apenas de um terreno pequeno, uma ondulação arenosa revestida de mata de caatinga rodeada de várzeas. Pelo lado sul corria o rio Quixeré, hoje extinto como braço do Rio Jaguaribe, desde que a enchente de 1842 alargou o pequeno córrego que se transformou no Rio Córrego de Areia. Depois o riacho Quixeré passou a correr como riacho natural e com a construção de diversas barragens desviaram o seu curso. A primeira barragem a ser construída foi a de Água Suja, a altura da antiga residência de Quitéria Maria. A segunda foi de a Tabuleiro de Areia que ficava em frente à capela de Nossa Senhora das Brotas. Ambas foram arrombadas pela enchente de 1924 e posteriormente reconstruídas. Anos depois foi construída a barragem de José Chaves Gondim no sítio Bebedouro. Atualmente o riacho Quixeré é abastecido por uma bomba no rio Jaguaribe situado no sítio Coberto. Ele tem sua principal atuação no sítio Taperinha nas propriedades dos Senhores Francinilto Fernandes (Nilto Rocha), Elizeu Nogueira Maia, Francisco Maia de Lima e José Chaves Gondim, onde tem um sangrador que passa água para a segunda barragem e finalizando na lagoa da Salina.
- Igreja Nossa Senhora das Brotas - a capela Nossa Senhora das Brotas foi o berço de Tabuleiro do Norte, a partir da promessa feita para a cura de um câncer. Foi construída no século XIX. Nos de 1940 foi demolida e construída uma nova igreja no lugar, projetada pelo Monsenhor Otávio Santiago (o terceiro vigário daquela vila), que muito contribuiu para o desenvolvimento. Foi quem lutou pela criação da paróquia na década de 50, não chegando a assumi-la por ter de afastar-se um pouco de Tabuleiro do Norte.
- Museu da Imagem e do Som - um acervo de peças antigas e objetos pessoais de valor históricos, fotos, documentos, depoimentos, vídeoclips, documentários, etc.
Subdivisão
O município é dividido em três distritos, sendo Tabuleiro do Norte (Sede), Olho D`Água da Bica e Peixe Gordo. 
Cultura
Principais Eventos
- Festividades de São Pedro na Comunidade de Gangorrinha - é uma das principais festas da cultura tabuleirense, que vai de 20 á 29 de junho, com apresentação de danças folclóricas como o maneiro-pau, quadrilhas juninas, dança do coco, xaxado, casamento matuto, apresentação de peças teatrais de teor cômico entre outras. Neste período acontece o desfile da garota junina, onde desfila belíssimas garotas disputando o título de garota junina do ano. Durante as festividades acontece festas com bandas de forró a noite e jogos de futsal masculino e feminino durante o dia. No último dia de festividade, 28 de junho, acontece a mais esperada festa tradicional de São Pedro, que é a principal. Além dessas várias atrações, tem o novenário toda noite que vai de 20 á 28 de junho e se encerrando com a missa do padroeiro São Pedro dia 29 de junho.
- Festa da padroeira Nossa Senhora das Brotas - em 8 de setembro
- Festival do Caminhoneiro - realizado anualmente em setembro pela Associação dos Caminhoneiros de Tabuleiro do Norte (ACATAN).
- Carnaval.
- Paixão de Cristo.
- Natal Vivo. 
- Romaria de Nossa Senhora da Saúde - distrito de Olho D'água da Bica - a terceira romaria do estado do Ceará que se encerra no dia 14 de agosto
- Festividades de São Pedro na Comunidade de Gangorrinha - de 20 a 29 de junho
- Vaquejada no Parque Martins - sempre no mês de julho
Educação
O Município de Tabuleiro do Norte é atendido pela 10ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação, sediada em Russas, e suas principais escolas são a Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Antônio Vidal Malveira, a Escola de Ensino Médio Francisco Moreira Filho e Escola Estadual de Educação Profissional Avelino Magalhães. 
Em 17 de abril de 2012, foi inaugurado o Campus do Instituto Federal do Ceará (IFCE) em Tabuleiro do Norte, que oferta à população cursos técnicos subsequentes e integrados e dois cursos de ensino superior, o de Licenciatura em Letras (Português/Inglês) e o de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

quinta-feira, 7 de maio de 2026

NOVA MAMORÉ - RONDÔNIA

Nova Mamoré é um município brasileiro do estado de Rondônia. Sua população, conforme estimativas do IBGE, para o ano de 2025, era é de 28.701 habitantes, enquanto que sua área territorial é de 10.113,4 km².
História
Com a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), no início do Século XX, surgiram várias povoações ao longo do percurso da ferrovia entre Porto Velho e Guajará-Mirim, dentre elas existia a Vila Murtinho que se localizava em frente à foz do rio Beni no rio Mamoré, que a partir dali se juntam para formar o rio Madeira. 
No início da década de 60 foi construída a BR-29 (hoje BR-364), que ligaria Brasília ao Acre, última obra de grande vulto do governo do Presidente Juscelino Kubitschek. 
A partir da BR-29 (hoje BR-364) surgiu a BR-425 (hoje BR-425 Isaac Bennesby), que liga a Vila de Abunã à cidade de Guajará-Mirim. 
A abertura do trecho de estrada que ligaria Porto Velho a Guajará-Mirim e a desativação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), em 1966, provocaram a decadência de Vila Murtinho, que vivia em torno do movimento da ferrovia. Com a abertura do ramal ligando o povoado com a BR-425, os moradores migraram para a margem da rodovia e fundaram uma nova povoação, que chamaram de Boca, Vila e, depois, Vila Nova, por ser recém-formada. Mais tarde chamou-se Núcleo de Vila Nova, mudando, posteriormente, para Distrito de Vila Nova em alusão a Vila Murtinho, que passava a ser a ''Vila Velha''. 
O projeto de emancipação tramitou na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia com o nome de Vila Nova, porém, ao ser encaminhado ao IBGE, foi devolvido, porque já existiam unidades político-administrativas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná com o nome escolhido. O deputado Rigomero Agra, autor do projeto, escolheu o nome de Vila Nova do Mamoré em homenagem ao importante rio que banha o município, separa o Brasil da Bolívia e se junta ao rio Beni para formar o rio Madeira.Mamoré, significa mãe dos homens, ou é uma alteração de mamuri, nome de um peixe comum na região, também conhecido como matrinchã. 
Com o nome de Vila Nova do Mamoré o município foi criado em 6 de julho de 1988, através da Lei n.º 207, assinada pelo governador Jerônimo Garcia de Santana, com área desmembrada do Município de Guajará-Mirim, foi revogada a Lei nº 202, de 15 de junho de 1988. 
Por iniciativa da Câmara Municipal local, o nome do município foi mudado para Nova Mamoré, através da lei municipal n.º 081, de 13 de setembro de 1991, assinada pelo então prefeito José Brasileiro Uchôa. 
A mudança do nome do ente político pelo Legislativo Municipal acabou não produzindo efeitos jurídicos, pelo que ela acabou sendo considerada inválida por ofender uma competência que a legislação conferia ao Poder Legislativo estadual. Por este motivo, o nome de Vila Nova Mamoré acabou sendo mudado oficialmente para Nova Mamoré somente no dia 17 de dezembro de 1993, quando a Assembleia Legislativa de Rondônia aprovou a Lei Estadual n.º 531/1993.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de Vila Nova de Mamoré, pela Lei Estadual n.º 202, de 15 de junho de 1988, alterada em seus limites, pela Lei Estadual n.º 207, de 06 de julho de 1988, desmembrado Guajará-Mirim. Sede no atual distrito Vila Nova de Mamoré (ex povoado de Vila Nova). Constituído do distrito sede. Instalado em 31 de dezembro de 1988. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Municipal n.º 54, de 09 de julho de 1990, é criado o distrito de Pic Sidney Girão e anexado ao município de Nova Mamoré. 
Pela Lei Municipal n.º 89, de 04 de novembro de 1991, é criado o distrito de Araras e anexado ao município de Nova Mamoré. 
Em divisão territorial datada de 1991, o município é constituído de 3 distritos: Vila Nova de Mamoré, Araras e Pic Sidney Girão. 
Pela Lei Estadual n.º 531, de 17 de dezembro de 1993, o nome do município foi alterado para Nova Mamoré. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 5 distritos: Nova Mamoré, Araras, Jacynópolis, Nova Dimensão e Palmeiras. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Gentílico
Quem nasce em Nova Mamoré é chamado de nova-mamonense ou nova-mamorense.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 10º24'07" sul e a uma longitude 65º19'36" oeste, estando a uma altitude de 134 metros. Os limites municipais são: ao Norte: Porto Velho; ao Sul: Guajará-Mirim; a Leste: Campo Novo de Rondônia e a Oeste: República da Bolívia.
Relevo e Altitude
O relevo de Nova Mamoré é predominantemente plano a suave ondulado, inserido na unidade geomorfológica da Planície Amazônica e de baixos planaltos. A altitude média da sede municipal é baixa, situando-se em torno de 150 metros acima do nível do mar.
Clima
O clima é o Equatorial (Am), caracterizado por altas temperaturas e elevada umidade. A temperatura média anual gira em torno de 25,5 °C. O regime de chuvas é bem definido: um período intensamente chuvoso (novembro a abril) e uma estação seca curta (junho a agosto), embora a umidade raramente caia a níveis críticos devido à massa de floresta próxima.
Solos
Os solos são variados, com predominância de Latossolos e Argissolos. Em algumas áreas, há presença de solos com boa fertilidade natural, mas a maioria requer correção de acidez para uso agrícola intensivo.
Vegetação
A vegetação original é a Floresta Ombrófila Aberta (Floresta Amazônica). O município abriga importantes áreas de conservação e terras indígenas, como a TI Karipuna e partes da TI Uru-Eu-Wau-Wau. Entretanto, grandes áreas de floresta deram lugar a pastagens, criando um mosaico de paisagens entre a mata densa e os campos de criação de gado.
A vegetação no município de Nova Mamoré apresenta três tipos de mata: Mata de Terra Firme (madeira de lei como mogno, cedro, angelim e outras), Mata de Várzea e Mata de Igapó (vegetação aquática).
Hidrografia
No município de Nova Mamoré está situada parte da Bacia do Rio Madeira-Mamoré. O Rio Madeira é formado pela junção das águas dos Rios Beni (vindo da Bolívia) e Mamoré que também é originário dos planaltos Andinos.
O encontro desses rios acontece na Vila Murtinho, onde atravessam o Estado de Rondônia e parte do Amazonas, desaguando no rio Amazonas.
O Rio Madeira apresenta um curso encachoeirado que são, na verdade, corredeiras provocadas pelo afloramento dos embasamentos cristalinos no leito do rio, apresentando poucos metros em desnível. Em cerca de 400 Km, a partir de sua formação, pela confluência dos rios Beni e Mamoré, no município de Nova Mamoré percorre um trecho encachoeirado até a cachoeira de Santo Antônio.
Além dos Rios Madeira, Mamoré, formoso e Capivari, no município de Nova Mamoré, encontram-se grandes igarapés. Os maiores são Lages e mangueira que cortam a cidade em suas extremidades, além dos igarapés do Limão, Misericórdia, Ribeirão, Oriente, Deserto, Taquara, Araras, Água Azul, Cachoeirinha e Vertente, além das cachoeiras de São Domingos, Paredão, Araras, Periquitos, Chocolatal, Ribeirão e Cachoeira Madeira.
Organização territorial
A organização do território do município de Nova Mamoré é composta pela cidade que sedia o município, os núcleos populacionais na zona rural e as terras indígenas. 
Subdivisões administrativas
Além da sede, o município de Nova Mamoré possui os seguintes Distritos: Araras; Jascynópolis; Nova Dimensão; e Palmeiras.
Terras Indígenas
O município de Nova Mamoré possui terras indígenas demarcadas, com destaque para: Terra Indígena Igarapé Ribeirão (pertencente ao povo Wari')
Economia
Nova Mamoré é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia de Nova Mamoré é impulsionada pelo setor primário, sendo um dos maiores rebanhos bovinos de Rondônia.
O município disputa o título de "Capital do Leite" da região, possuindo uma produção leiteira robusta que abastece laticínios locais e estaduais.
Na agricultura, destaca-se o cultivo de mandioca, café e banana, além de uma crescente produção de grãos em áreas de transição.
O Setor de Serviços está concentrado na sede e nos distritos de Nova Dimensão e Jacinópolis, o comércio atende à demanda dos produtores rurais e ao fluxo de fronteira.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 885 admissões formais e 856 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 29 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 76.
Até janeiro de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Nova Mamoré, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 45 empresas.
Educação
Na área da Educação, o município conta com uma rede de ensino fundamental e médio que enfrenta o desafio das grandes distâncias rurais. O transporte escolar é uma peça-chave na logística educacional. Nova Mamoré tem buscado elevar seus índices no IDEB e conta com o suporte de polos de ensino à distância para a formação superior de seus jovens.
Turismo e Cultura
O turismo em Nova Mamoré tem um viés histórico-ecológico.
O Rio Mamoré é o principal atrativo para a pesca esportiva e passeios contemplativos, oferecendo um pôr do sol espetacular na fronteira.
Quanto ao Patrimônio Ferroviário, os Restos de trilhos, pontes e equipamentos da antiga Estrada de Ferro Madeira-Mamoré são marcos históricos que atraem entusiastas da arqueologia industrial.
A Exponov (Exposição Agropecuária de Nova Mamoré) é o maior evento da cidade, celebrando a pujança do campo com rodeios, shows e feiras de negócios.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Blog Geografia e História de Nova Mamoré .

terça-feira, 5 de maio de 2026

LARANJEIRAS DO SUL - PARANÁ

Laranjeiras do Sul é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 33.179 habitantes. 
História
Até meados do século XVIII, a região entre a Vila de Guarapuava e a Colônia Militar de Foz do Iguaçu era um sertão habitado por índios. Em 1853, ano em que o Paraná se desmembrou de São Paulo, foi expedido o primeiro documento de propriedade de terras na área. 
A localidade começou a conquistar sua própria identidade com a criação do Distrito Policial em 1898. Em 1901, foi instalada a Colônia Militar Mallet, tendo à frente o 1° Batalhão de Engenharia, com o objetivo de construir uma linha telegráfica de Guarapuava até Foz do Iguaçu. Em 1911, foi criado o Distrito Judiciário de Laranjeiras. Em 1943, foi criado o Território Federal do Iguaçu e a sua capital instalada em Foz do Iguaçu. Em 1944, um decreto definiu que a capital seria transferida para Iguaçu, ex vila Laranjeiras e ex vila Xagu. 
O Território Federal foi extinto em 1946 e Iguaçu perdeu o status de capital, voltando à condição de distrito de Guarapuava. Lideranças locais se empenharam junto ao governo estadual e em 1946 foi assinado o decreto que criou o município com o nome de Iguaçu, renomeado para Laranjeiras do Sul em 1947.
Formação Administrativa
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Guarapuava o distrito de Laranjeiras. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito permanece no município de Guarapuava. 
O Decreto-Lei Federal n.º 5.839, de 21 de setembro de 1943, dispôs sobre a administração destes territórios, dividindo-os em municípios estabelecendo que a Capital do Território Federal de Iguaçu seria a cidade de Iguaçu. 
Pelo Decreto-Lei Federal n.º 6.550, de 31 de maio de 1944, ainda em vigor nos termos dos Artigos 161 e 162 do Decreto-Lei n.º 6.887, de 21 de setembro de 1944, o distrito de Laranjeiras passou a denominar-se Iguaçu. 
Sob o mesmo Decreto, o município de Iguaçu é constituído de 3 distritos: Iguaçu, Vila Xagu, (ex Laranjeiras) e Catanduvas. 
Por Ato das Disposições, Constitucionais Transitórias, promulgado em 18 de setembro de 1946 (Art.8º), foi extinto o território de Iguaçu. Pelo Decreto-Lei Estadual do Paraná n.º 533, de 21 de setembro de 1946 foi criado o município de Iguaçu. 
Por Lei Estadual n.º 2, de 11 de outubro de 1947, o município passa a denominar-se Laranjeiras do Sul. A Lei acima citada cria o distrito de Virmond anexando ao município Laranjeiras do Sul (ex Laranjeiras). 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Laranjeiras do Sul, Virmond e Catanduvas. 
Pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, transfere o distrito de Catanduvas do município de Laranjeiras do Sul para o de Guaraniaçu. 
Pela Lei Municipal n.º 19, de 31 de novembro de 1953, foram criados os distritos de Espigão Alto, Barreirinho, Erveira, Porto Santana e Rio Bonito e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Pela Lei Municipal n.º 51, de 13 de julho de 1955, é criado o distrito de Campo Novo e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Pela Lei Municipal n.º 10, de 24 de maio de 1957, é criado o distrito de Guarani e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Pela Lei Municipal n.º 21, de 20 de maio de 1959, é criado o distrito de Passo Liso e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 10 distritos: Laranjeiras, Barreirinho, Campo Novo, Erveira, Espigão Alto, Porto Santana, Rio Bonito, Virmond, Guarani e Passo Liso. 
Pela Lei Estadual n.º 5.490, de 31 de janeiro de 1967, é criado o distrito de Rio da Prata e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Pela Lei Estadual n.º 5.668, de 18 de outubro de 1967, desmembra do município de Laranjeiras do Sul os distritos de Campo Novo, para constituir o novo município de Quedas do Iguaçu (ex Campo Novo). 
Pela Lei n.º 5.584, de 04 de julho de 1967, é criado o distrito administrativo de Espigão Alto e anexado ao Município de Laranjeiras do Sul. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 9 distritos: Laranjeiras do Sul, Barreirinho, Guarani, Herveira (ex Erveira), Passo Liso, Porto Santana, Rio Bonito, Rio da Prata e Virmond. 
Pela Lei Estadual n.º 9.250, de 16 de maio de 1990, desmembra do município de Laranjeiras do Sul o distrito de Virmond. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 9.907, de março de 1992, desmembra do município de Laranjeiras do Sul o distrito de Rio Bonito. Elevado à categoria de município com a denominação de Rio Bonito do Iguaçu. 
Pela Lei Estadual n.º 11.248, de 13 de dezembro de 1995, desmembra do município de Laranjeiras do Sul o distrito de Porto Santana. Elevado à categoria de município com a denominação de Porto Barreiro. 
Em divisão territorial datada 1997, o município é constituído de 2 distritos: Laranjeiras do Sul e Passo Liso. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Geografia
Relevo

O município está inserido no Terceiro Planalto Paranaense (Planalto de Guarapuava). O relevo é predominantemente ondulado a acidentado, caracterizado por profundos vales e serras suaves. 
Altitude 
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 840 metros acima do nível do mar, o que influencia diretamente em suas baixas temperaturas.
Solos 
Os solos são de origem basáltica, predominando os Latossolos Vermelhos e os Nitossolos. São solos profundos, de coloração escura e alta fertilidade natural, ideais para o cultivo de cereais.
Vegetação 
A vegetação nativa pertence ao ecossistema da Floresta Ombrófila Mista, popularmente conhecida como a Mata de Araucária. O pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) ainda é presença marcante na paisagem rural, embora divida espaço com áreas de agricultura intensiva e reflorestamento de pinus e eucalipto.
Clima
O clima em Laranjeiras do Sul é o Subtropical Úmido Mesotérmico (Cfb). O verão é longo, morno e abafado; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 9 °C a 27 °C e raramente é inferior a 3 °C ou superior a 31 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Laranjeiras do Sul e realizar atividades de clima quente são do fim de fevereiro ao início de maio e do fim de outubro ao meio de dezembro. 
A estação morna permanece por 4,9 meses, de 7 de novembro a 4 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Laranjeiras do Sul é janeiro, com a máxima de 27 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 18 de maio a 8 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 20 °C. O mês mais frio do ano em Laranjeiras do Sul é julho, com a mínima de 9 °C e máxima de 19 °C, em média. 
Em Laranjeiras do Sul, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Laranjeiras do Sul começa por volta de 8 de março e dura 6,9 meses, terminando em torno de 3 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Laranjeiras do Sul é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 64% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 3 de outubro e dura 5,1 meses, terminando em torno de 8 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Laranjeiras do Sul é fevereiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 54% do tempo. 
Economia
Laranjeiras do Sul é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Laranjeiras do Sul é diversificada, sustentada pelo setor de serviços e pela força do campo.
O Agronegócio é destaque com a produção de milho, soja e trigo. A pecuária leiteira também é um setor em plena expansão, contando com cooperativas de grande porte na região.
A cidade funciona como um "Shopping a céu aberto" para os municípios vizinhos, concentrando agências bancárias, hospitais e revendas de máquinas agrícolas.
A Indústria está focada principalmente no processamento de alimentos e derivados de madeira.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 4,3 mil admissões formais e 3,7 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 582 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 198.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Laranjeiras do Sul. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 118 empresas.
Educação
Laranjeiras deu um salto no desenvolvimento social ao se consolidar como polo universitário. A cidade abriga um campus da UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul), que oferece cursos de graduação e pós-graduação voltados à agronomia, engenharia de alimentos e educação do campo, atraindo estudantes de todo o Sul do Brasil. Ainda em Laranjeiras do sul estão a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) - Campus avançado de Laranjeiras do Sul e a Faculdade Alto Iguaçu (FAI).
Turismo e Cultura
O turismo no município mescla preservação histórica e belezas naturais.
O Palácio Iguaçu, antiga sede do governo do Território Federal do Iguaçu, é um marco arquitetônico que hoje funciona como o prédio da Prefeitura, mantendo viva a memória da década de 1940.
O Parque Aquático e Ecológico é um espaço de lazer com lagos e trilhas, muito utilizado pela população local para a prática de esportes.
A paróquia Sant’Ana é o centro das celebrações religiosas tradicionais da cidade.
A Laranjeiras Fest, realizada em comemoração ao aniversário do município, é o maior evento cultural da região, com shows nacionais e feiras de negócios.
Esporte
No passado a cidade de Laranjeiras do Sul já possuiu alguns clubes no Campeonato Paranaense de Futebol, o Ipiranga Futebol Clube, o União Operário Esportivo e Recreativo e o Esporte Clube Sete de Setembro.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

sábado, 2 de maio de 2026

AURORA DO PARÁ - PARÁ

Aurora do Pará é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 02º08'02" sul e a uma longitude 47º33'32" oeste, estando a uma altitude de 50 metros. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 193 habitantes. Possui uma área de 1.811,840 km².
História
Até aproximadamente a década de 50, a região era coberta por mata nativa (floresta amazônica). Os primeiros imigrantes começaram a chegar na região principalmente pelos rios Capim e Guamá. Estes extraiam madeira e plantavam roças de mandioca, arroz em alva no sistema corte-queima, e utilizavam o rio Capim para transportar seus produtos até a cidade de São Domingos do Capim, onde eram comercializados. 
Com o início da construção da rodovia Belém-Brasília, por volta de 1958, começou a se formar a localidade conhecida apenas como Km 58, que daria origem ao município de Aurora do Pará. 
A construção da rodovia foi um fato decisivo na ocupação e na estrutura fundiária do atual município. Na época as terras foram divididas à partir do eixo da rodovia, sendo que a faixa de 6.600 m de cada lado da rodovia ficou nas mãos dos agricultores e a partir dessa faixa começaram a se formar grandes fazendas, que pertenciam em sua maioria a donos de serrarias e outras grandes extensões de terra no Estado.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Aurora do Pará, pela Lei Estadual n.º 5.698, de 13 de dezembro de 1991, desmembrado de Irutuia e São Domingos do Capim. Sede no distrito de Aurora do Pará (ex localidade do município de São Domingos do Capim). Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1993. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.
Geografia
Relevo

O município está inserido no Baixo Planalto Amazonense. O relevo é predominantemente plano a suave ondulado, o que facilita imensamente a mecanização agrícola. 
Altitude
A altitude média da sede municipal é de cerca de 70 metros acima do nível do mar, característica das terras firmes do nordeste paraense.
Clima
O clima é o Tropical Úmido (Af/Am), com temperaturas elevadas o ano todo (média de 26°C) e uma pluviosidade generosa. O período de chuvas intensas ocorre entre janeiro e junho, enquanto o "verão amazônico" traz sol forte e umidade persistente.
Vegetação
A vegetação original de Floresta Ombrófila Densa foi, em grande parte, substituída por áreas agrícolas e pastagens. No entanto, o município ainda preserva fragmentos de mata nativa e vegetação secundária (capoeiras), além de matas ciliares que protegem os cursos d'água da região, como o Rio Ipixuna.
Solos
O grande motor de Aurora do Pará é o seu solo. Predominam os Latossolos Amarelos, profundos, bem drenados e com boa estrutura física. Embora sejam naturalmente ácidos, respondem extraordinariamente bem à calagem e adubação, tornando-se solos de altíssima produtividade para culturas perenes.
Economia
Aurora do Pará é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Aurora do Pará é um destaque no cenário estadual pelo seu vigor agrícola.
O município é um dos maiores produtores de pimenta-do-reino do Brasil. O "ouro negro" é o principal item da pauta de exportação local, gerando emprego e renda para milhares de produtores.
Aurora do Pará consolidou-se como um polo de produção de laranja e limão, abastecendo o mercado interno paraense e indústrias de suco.
Mais recentemente, o cultivo de açaí (em terra firme com irrigação) e a palma de óleo (dendê) ganharam espaço na matriz econômica.
O setor de serviços — postos de combustíveis, restaurantes e oficinas — é extremamente dinâmico devido ao fluxo incessante da BR-010.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 278 admissões formais e 243 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 35 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -11.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Aurora do Pará. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 10 empresas.
Educação
Na área da Educação, o município tem trabalhado para expandir a oferta de ensino médio e fundamental para as comunidades rurais distantes. Pela sua proximidade com polos universitários como Paragominas e Castanhal, muitos jovens de Aurora buscam especialização técnica e superior nessas cidades, retornando para aplicar tecnologias de gestão e agronomia nas propriedades locais. O município conta com unidades de ensino básico que servem como centros de convivência comunitária.
Turismo
O turismo em Aurora do Pará é essencialmente regional e de lazer hídrico.
O município é rico em igarapés e rios de águas refrescantes. Balneários como o da "Ponte" e outros pontos às margens do Rio Ipixuna são destinos tradicionais para as famílias locais e viajantes da rodovia nos fins de semana.
O Aniversário do Município (novembro) e o Festival da Pimenta são momentos de celebração da identidade produtiva da cidade, unindo gastronomia, shows e feiras de negócios.
A influência dos migrantes nordestinos mesclada aos ingredientes amazônicos criou uma culinária rica, onde o peixe frito, o pato no tucupi e o churrasco de beira de estrada convivem em harmonia.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

quinta-feira, 30 de abril de 2026

CORRENTINA - BAHIA

Correntina é um município brasileiro no interior do estado da Bahia, Região Nordeste do país. 
Fica localizado na região econômica do MATOPIBA (acrônimo para os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que é descrita como região de alto potencial em agricultura, mas ainda com grandes falhas em infraestrutura, em fase de início de desenvolvimento. Da qual o Estado da Bahia é destaque. Segundo O IBGE, a população estimada para o ano de 2025 era de 34.266 habitantes
Topônimo
Seu nome vem do rio homônimo (o Rio Correntina), chamado também de Rio das Éguas. 
Gentílico: Correntinense.
História
O município de Correntina começou a surgir a partir das expedições dos bandeirantes Bartolomeu Bueno da Silva, Belchior Dias Moreira e Matias Cardoso de Almeida, que teriam visitado a região onde hoje se localiza a cidade entre 1700 a 1790. 
Crescendo com o tempo, a povoação, ora denominada Nossa Senhora da Glória do Rio das Éguas, em 1806 passou à classe de freguesia com o mesmo nome. Aos 15 de maio de 1866, a Lei Provincial n.º 973 criou o município com terras desmembradas do de Carinhanha e elevou à categoria de vila a povoação, dando-lhe o nome de Vila de Nossa Senhora da Glória do Rio das Éguas, o designando-a para sede do município recém-criado. A sua instalação ocorreu em 13 de maio de 1867. A Resolução n.º 1.960, de 8 de junho de 1880, treze anos após a instalação, suprimiu o município, ao mesmo tempo em que transferiu a sede da freguesia e o título de vila para o Arraial do Porto de Santa Maria da Vitória, criando o município desse nome. 
Em 14 de maio de 1886, a Resolução Provincial n.º 2.558, revogou a anterior, de n.º 1.960, restaurando o município e fazendo voltar a sede para Rio das Éguas. Em 4 de maio de 1888 a Resolução Provincial n.º 2.579 suprimiu novamente o município. Esta situação perdurou por três anos, até quando o governador Doutor José Gonçalves da Silva, em 5 de maio de 1891, assinou o Ato Estadual n.º 319, pelo qual o município foi novamente restaurado, com sede no povoado do Rio das Éguas e o nome de Correntina. 
Em 2 de março de 1938, através do Decreto Lei Federal de n.º 311 assinado por Getúlio Vargas, autorizando que os Estados fizessem as divisões territoriais, foi que, pelo Decreto Estadual de n.º 10.724, assinado pelo interventor Federal Landulfo Alves, em 30 de março de 1938, a vila recebeu o foro de Cidade, sob a batuta do Intendente Major Félix Joaquim de Araújo, porém, somente vieram comemorar em 1º de janeiro de 1939, considerando a demora que havia na comunicação. 
Em novembro de 2017, no Rosário, um grupo de mais de 1.000 pessoas ligadas a movimentos de proteção ambiental ocuparam uma fazenda e destruíram máquinas do local. A fazenda captava, irregularmente, milhões de metros cúbicos de água diariamente.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila e distrito criado com a denominação de Correntina, pela Lei Provincial n.º 973, de 15 de maio de 1866, desmembrado de Carinhanha. Sede na povoação de Rio das Éguas. Constituído do distrito sede. Instalada em 13 de maio de 1867. 
Pelas Leis Provinciais n.º 1.960, de 08 de junho de 1880 e n.º 2.579, de 04 de maio de 1888, a vila é extinta, sendo seu território anexado a vila de Carinhanha. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Correntina, pelo Ato n.º 319, de 05 de maio de 1891, desmembrado de Carinhanha. Sede no antigo distrito de Correntina. Constituído do distrito sede. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada 1º de julho de 1950, o município permanece constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979. 
Pela Lei Estadual n.º 4.023, de 13 de maio de 1982, é criado o distrito de São Manoel do Norte (ex povoado) e anexado ao município de Correntina. 
Em divisão territorial datada 1988, o município é constituído de 2 distritos: Correntina e São Manoel do Norte. 
Em divisão territorial datada 2019, o município é constituído de 3 distritos: Correntina, Rosário e São Manoel do Norte. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município de Correntina está localizado na porção oeste do estado, à latitude 13°20'34" sul e à longitude 44°38'13" oeste, estando a uma altitude de 575 metros. Situa-se na Região Geográfica Intermediária de Barreiras e Região Geográfica Imediata de Santa Maria da Vitória. Localiza-se próximo à divisa com o estado de Goiás. Ocupa uma área total de 11.504,314 km², representando quase 3% do total do estado. Seu território tem como limites as cidades de Jaborandi, Santa Maria da Vitória (em território baiano) e Posse (em território goiano). Está localizado no Oeste Baiano a 914 km de Salvador, a 527 km de Brasília e a 166,2 km (BR-135) ou 209 km (BR-135/242) de Barreiras, a principal cidade da região.
Hidrografia 
É banhada pelos rios Corrente, Arrojado, Santo Antônio, Guará e Rio do Meio, todos de águas cristalinas, sendo o principal o rio Correntina, cujo leito corta o centro da cidade, onde está a Ilha do Ranchão, de encantos e magia, cartão postal da cidade, bastante visitada durante todo o ano e principalmente no período de carnaval. Logo a 1.200 metros do centro da cidade há o arquipélago “Sete Ilhas”, descrito como tendo uma beleza incomparável. Os outros rios banham quase todos os povoados do município, que impressionam pelas suas riquezas hídricas e naturais, como: Cachoeiras, Veredas, Paredões, Morros e Grutas. 
Relevo e Altitude
O município está inserido no Planalto Central Brasileiro, especificamente na zona do Espigão Mestre, que divide as bacias dos rios São Francisco e Tocantins. O relevo é caracterizado por extensas chapadas (planaltos planos) que facilitam a mecanização agrícola. A altitude média da sede é de 560 metros, mas nas áreas de produção (gerais), pode ultrapassar os 800 metros.
Vegetação
A vegetação predominante é o Cerrado, em suas diversas fitofisionomias (cerradão, campos limpos e matas de galeria). Correntina é privilegiada por possuir vales férteis e úmidos que contrastam com a vegetação arbustiva das partes altas.
Solos
Os solos das chapadas são predominantemente Latossolos Vermelho-Amarelos, profundos, porosos e com excelente topografia. Embora naturalmente ácidos, a tecnologia de correção de solo transformou essas áreas em algumas das terras mais produtivas do mundo.
Clima
Em Correntina, a estação com precipitação é abafada e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 35 °C e raramente é inferior a 14 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Correntina e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao fim de agosto. 
A estação quente permanece por 1,6 mês, de 4 de setembro a 22 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Correntina é outubro, com a máxima de 34 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 4,4 meses, de 25 de novembro a 6 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Correntina é julho, com a mínima de 17 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1977 a menor temperatura registrada em Correntina foi de 6,3 °C em 23 de julho de 2006 e a maior atingiu 41,1 °C em 22 de outubro de 2015 e 8 de outubro de 2020. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 122,9 milímetros (mm) em 4 de fevereiro de 1992. Desde novembro de 2007, a maior rajada de vento chegou a 25 m/s (90 km/h) em 22 de julho de 2008. No mesmo ano, também foi registrado o menor índice de umidade relativa do ar (URA), de 9%, nas tardes dos dias 15 de setembro, 2 e 6 de outubro e 3 de novembro.
Economia
Correntina é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico
Correntina possui a 26º maior economia do estado da Bahia em 2018, estando caracterizada também como a 669ª maior economia do Brasil. Sua região é responsável por sessenta por cento da produção de grãos do estado, sua renda per capita é uma das maiores do Brasil. Porém, em razão da ausência de políticas públicas adequadas, o índice de desemprego e pobreza é altíssimo, o que leva os jovens a procurarem outros destinos, tais como Brasília e Goiânia. 
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 4,6 mil admissões formais e 4,5 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 139 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 88.
Até janeiro de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Correntina, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 36 empresas.
Agricultura
Sua agricultura é pujante, diversificada e de grande produtividade, possuindo grandes áreas irrigadas. Sua pecuária é de alta qualidade tanto na área genética como tecnológica. O Oeste da Bahia passa a ser o mais importante espaço nordestino receptor de imigrantes. Os vales, antes caracterizados pela pequena exploração agrícola familiar em minifúndios, começam a serem identificados como áreas bastante promissoras para o cultivo de frutas. Esta nova dinâmica possibilitou as potencialidades, em sua grande parte ainda inexploradas, e expôs a região a crises características dos períodos iniciais das áreas e expansão de fronteira econômica. 
O município possui grandes áreas inexploradas, próprias para agricultura e pecuária. 
Educação
Na área da Educação, Correntina tem investido na expansão da rede básica e técnica. O município conta com polos de apoio para ensino superior (EAD e presencial) e busca constantemente parcerias com instituições como a UNEB (Universidade do Estado da Bahia) e escolas técnicas para formar mão de obra qualificada que possa absorver a alta tecnologia empregada nas fazendas da região.
Turismo
Durante a tarde bandas locais animam os principais pontos turísticos Ranchão e Sete Ilhas, fim de tarde a bandinha sai às ruas tocando os temas tradicionais do carnaval e durante a noite trios elétricos percorrem o centro da cidade levando centenas de foliões. 
O carnaval da cidade de Correntina tem atraído excursões dos estados de Minas Gerais, Goiás, e principalmente do Distrito Federal. Estes estão vindo em ônibus fretados, que lotam as pousadas e residências particulares, aproveitando a oportunidade para transformar suas casas em apoio aos excursionistas. 
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .