terça-feira, 14 de julho de 2026

BAIXO GUANDU - ESPÍRITO SANTO

Baixo Guandu é um município brasileiro no interior do estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se no noroeste capixaba, estando situado a cerca de 180 km da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 910 km², sendo que 7 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada pelo IBGE, em 32.829 habitantes em 2025.
A cidade se encontra nas margens da foz do rio Guandu no rio Doce. A sede tem uma temperatura média anual de 25 °C e na vegetação original do município predomina a Mata Atlântica. Com 77% da população vivendo na zona urbana, a cidade contava, em 2009, com 20 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,702, considerando-se como alto em relação ao estado.
Baixo Guandu tem o comércio e a mineração de pedras ornamentais como principais fontes de renda. Anualmente é palco de eventos com relevância regional, tais como o aniversário do município, a Festa de São Pedro e a ExpoGuandu, sendo que as cachoeiras, situadas na zona rural, e as formações rochosas, propícias a escaladas e saltos, são seus principais atrativos turísticos.
História
A região começou a ser desbravada no final do século XVIII, porém foi somente na segunda metade do século XIX que ocorreu de fato o povoamento do lugar, em decorrência dos constantes conflitos com os botocudos. Na década de 1870, sob incentivo de José Vieira de Carvalho, vieram para as terras guanduenses fluminenses do município de Cantagalo, que fundaram colônias onde cultivavam cereais, cana de açúcar e o café. Pouco tempo depois vieram imigrantes, em sua maioria italianos, que também colaboraram no desenvolvimento das culturas agrícolas. Em decorrência do crescimento econômico e social, em 1915 foi criado o distrito de Baixo Guandu, subordinado a Colatina, que veio a ser emancipado em 1935.
Origens e pioneirismo
A colonização da região do atual município de Baixo Guandu teve início entre o final do século XVIII e começo do século XIX, período marcado pelas bandeiras que adentravam o interior brasileiro. O lugar era um importante ponto de parada para os bandeirantes, oferecendo ótimos resultados de caça e, no leito do rio Doce, pescado e água. Conflitos entre os viajantes (muitos oriundos do Rio de Janeiro) e os botocudos, habitantes originais da região, eram constantes e para evitá-los criaram-se, no ano de 1800, os chamados "quartéis". Foram estes conflitos que fizeram com que fracassassem todas as tentativas governamentais de povoamento até meados da década de 1860. 
Em 1859, criou-se a mando de Dom Pedro II o chamado Aldeamento do Mutum, situado na foz do rio Mutum Preto, cujo objetivo era catequizar os indígenas, que pouco tempo mais tarde foi desativado devido à precariedade e a ataques dos próprios povos originários. Apesar disso, aos poucos os nativos passaram a se familiarizar com os forasteiros. 
Na década de 1870 o lugar passou a ser ocupado por fluminenses de Cantagalo sob incentivo de José Vieira de Carvalho, que apostava nas riquezas naturais da região do rio Doce e necessitava de terras novas onde aplicar sua atividade. Os fluminenses foram responsáveis pela criação de diversas colônias, onde floresciam culturas de cereais, cana de açúcar e, nas terras mais altas, o café. Outro fator que favoreceu o desenvolvimento do lugar foi o fato de estar localizado no meio de uma das principais vias (por terra e por rio) que ligava o interior mineiro aos portos do litoral capixaba, sendo que em 1907 chega à localidade os trilhos da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Também nesta época chegam os primeiros imigrantes, a grande maioria italianos. O chamado Núcleo Colonial "Afonso Pena" foi repartido em lotes que foram vendidos aos italianos, franceses e espanhóis.[10]
Formação administrativa
Dado o crescimento populacional e econômico constante da localidade, foi criado, pela Lei Estadual n.º 1.045, de 9 de dezembro de 1915, o distrito de Baixo Guandu, subordinado ao município de Colatina. O distrito foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 6.152, de 10 de abril de 1935, sendo oficialmente instalado em 8 de junho do mesmo ano. Desde a criação do distrito muitos movimentos separatistas atuaram em prol da elevação de Baixo Guandu à categoria de cidade. 
Quando emancipado Baixo Guandu era composto apenas pelo distrito-sede. Os primeiros distritos a fazerem parte do município foram Ibituba (antigo Afonso Pena) e Quilômetro 14 do Mutum (também conhecido por Mascarenhas, seu nome original), adquiridos do território de Colatina pelo Decreto-Lei Estadual n.º 9.222, de 31 de março de 1938. Pela lei estadual n.º 752, de 30 de novembro de 1953, criou-se o distrito de Alto Mutum Preto, com território desmembrado do distrito de Quilômetro 14 do Mutum, e mediante a Lei Estadual n.º 1.952, de 13 de janeiro de 1964, foi criado o distrito de Vila Nova do Bananal. A partir de então restaram cinco distritos, sendo eles Alto Mutum Preto, Ibituba, Quilômetro 14 do Mutum e Vila Nova do Bananal, além do distrito sede. 
Após a emancipação
Baixo Guandu foi a primeira cidade brasileira a receber água tratada com flúor em 1953, com o intuito de diminuir a incidência de cáries, principalmente entre as crianças. O benefício foi alcançado pela administração guanduense que tentava alcançar o feito desde a década de 1940, quando foi iniciado o tratamento de água potável no Espírito Santo por meio do Serviço Especial de Saúde Pública. 
Desde 1926 Baixo Guandu possuía uma usina hidrelétrica, a Usina Hidrelétrica Von Luztow, construída por Belarmino Pinto. Esta foi expandida na década de 50, cujas obras foram executadas pela Lutzow S.A.; concluídas com auxílio da Cia. Vale do Rio Doce (atual Vale S.A.) após uma crise. Com a expansão, a UHE passou a alimentar, além de Baixo Guandu, o município de Resplendor.
Baixo Guandu contou com dois marcos culturais em sua história. O Cine Alba foi construído pelas famílias Holz e Kunkel e inaugurado em 1954, sendo então considerado a melhor casa do gênero no estado; havia 800 cadeiras estofadas com modernos sistemas de som, iluminação e ventilação. Além das atrações cinematográficas, também era um dos principais palcos de shows com artistas regionais ou nacionalmente conhecidos, porém veio a ser fechado na década de 1990. O outro marco continua em funcionamento e é o Canaã Social Clube, inaugurado em 10 de abril de 1953. Inicialmente era frequentado exclusivamente pela elite social, porém com o passar do tempo se tornou uma das principais áreas de recreação, integração e lazer do município. Em 2000 passou por reformas e ampliações, porém mantendo sua arquitetura e modelo original. 
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 909,039 km², sendo que 6,9 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 19°31'07" de latitude sul e 41°57'00" de longitude oeste e está a uma distância de 181 quilômetros a noroeste da capital capixaba. e está a uma distância de 186 quilômetros a oeste da Vitória. Seus municípios limítrofes são Pancas, a norte; Resplendor, a noroeste; Aimorés e Itueta, a oeste; Laranja da Terra, a sul; e Colatina e Itaguaçu, a leste. 
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Colatina.[15] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Colatina, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Noroeste Espírito-Santense. 
Relevo
O relevo do município de Baixo Guandu é predominantemente ondulado. Aproximadamente 50 % do território guanduense é coberto por áreas onduladas, 33 % são mares de morros ou acidentados, 12 % são terras planas e 5 % zonas escarpadas. 
Altitude
A altitude máxima chega aos 900 metros, enquanto que a altitude da sede é de 77 metros. 
Solo
O solo é do tipo latossolo vermelho-amarelo, distrófico, com fertilidade média e acidez moderada, sendo o pH em torno de 5. 
Hidrografia
Influenciado pelas condições geológicas, geomorfológicas e pedológicas, o município conta com uma considerável variedade de rios e riachos de pequeno ou médio porte, com leitos bem encaixados e muitos nascendo dentro do próprio território. Grande parte desses mananciais menores são importantes para a agricultura, uma vez que as águas são usadas para irrigação. Porém alguns deles estão sujeitos à diminuição da capacidade em decorrência de períodos de estiagem prolongados. Os principais cursos d’água que compõem a rede de drenagem guanduense são os rios Doce, Guandu, Laje e Mutum. 
Vegetação
A vegetação original do território do município é a Mata Atlântica em transição com cerrado. No entanto, a região de Baixo Guandu vem observando, há décadas, profundas transformações ambientais oriundas, principalmente, de um intenso processo de atividades extrativas minerais e do desmatamento objetivando a expansão agropecuária. Isso gerou e segue favorecendo uma grande mudança paisagística, reduzindo áreas verdes de vegetação nativa em pequenos fragmentos em meio a áreas abertas de pastagem. A grande maioria dessas áreas fragmentadas encontra-se protegida por meio de unidades de conservação públicas ou particulares, por intermédio de regras exigidas pelo poder público quanto ao licenciamento ambiental. Também foram criados programas de reflorestamento e houve a elaboração de cinturões verdes. 
Clima
O clima guanduense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente semiúmido (tipo Aw segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 25 °C, tendo invernos amenos e verões úmidos com temperaturas altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 28 °C, enquanto que o mês mais frio, julho, possui média de 22 °C. Outono e primavera são estações de transição. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 900 mm, sendo julho o mês mais seco e dezembro o mais chuvoso. 
Apesar das temperaturas elevadas na maior parte do ano, as mínimas nos dias mais frios podem atingir marcas próximas ou mesmo abaixo dos 10 °C de forma pontual. Em localidades rurais, como Alto Mutum Preto, Mutum Claro e Alto Lage, podem até mesmo chegar aos 5 °C em eventos pontuais. As precipitações caem principalmente sob a forma de chuva e, esporadicamente, de granizo, com registro desse fenômeno nos dias 20 de outubro de 2014 e 4 de outubro de 2022, provocando danos em casas e estabelecimentos e falta de energia elétrica. 
Na década de 2010, a cidade enfrentou extremos climáticos envolvendo tempestades severas e seca. Durante o ano de 2013, choveu 1.478 mm em Baixo Guandu segundo uma medição do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Em dezembro daquele ano, a cidade foi atingida por enchentes de grandes proporções provocadas pelas chuvas intensas e contínuas, ocasionando mortes e prejuízos econômicos. Contudo, de 2014 a 2019, o município foi afetado por uma sequência de anos seguidos de chuvas irregulares, prejudicando principalmente a agricultura e a pecuária. Durante esse período foi observado um déficit de chuvas de 1.200 mm. 
De acordo com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), com dados coletados na estação pluviométrica Baixo Guandu de 1941 a 2022, o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas foi de 136,6 mm no dia 14 de abril de 1980. Outros grandes acumulados foram de 133,3 mm em 24 de dezembro de 2013, 117,8 mm em 3 de fevereiro de 2002 e 111,4 mm em 3 de fevereiro de 1980. Na estação Ibituba, de 1967 a 2022, o maior acumulado foi de 107,4 mm em 25 de outubro de 1990. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Baixo Guandu é o 57º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, com uma média anual de 1,5301 raios por quilômetro quadrado.
Etnia
A composição étnica do município foi bastante influenciada pela chegada de imigrantes oriundos de vários países da Europa entre os séculos XIX e XX, em especial italianos. Em 2010, segundo dados do censo do IBGE daquele ano, a população guanduense era composta por 11 827 brancos (40,67%); 1 970 negros (6,77%); 107 amarelos (0,37%); 15 148 pardos (52,09%); 25 indígenas (0,09%); e quatro sem declaração. Considerando-se a região de nascimento, 28 457 eram nascidos na Região Sudeste (97,85%), 318 na Região Nordeste (1,09%), 69 no Norte (0,24%), 31 no Centro-Oeste (0,11%) e 22 no Sul (0,08%). 22 425 habitantes eram naturais do estado de Espírito Santo (77,21%) e, desse total, 16 639 eram nascidos em Baixo Guandu (57,22%). Entre os 6 656 naturais de outras unidades da federação, Minas Gerais era o estado com maior presença, com 5 776 pessoas (19,86%), seguido pelo Rio de Janeiro, com 211 residentes (0,73%), e pela Bahia, com 188 habitantes residentes no município (0,65%).
Subdivisões
Administrativamente, o município é subdividido em quatro distritos, além da sede, sendo eles Alto Mutum Preto, Ibituba, Quilômetro 14 do Mutum e Vila Nova do Bananal. O distrito-sede era o mais populoso, reunindo 25.362 habitantes no ano de 2022, segundo o IBGE, seguido por Ibituba, com 1.702 pessoas.[4] A cidade também se divide em 15 bairros oficiais, segundo a prefeitura em 2013, sendo eles: Alto Guandu, Centro, Industrial, Mauá, Operário, Residencial Ricardo Holz, Rosário I, Rosário II, Santa Mônica, São José, São Pedro, São Vicente, Sapucaia, Val Paraíso e Vila Kennedy.
Economia
Setor primário

Baixo Guandu é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A pecuária e a agricultura representam o setor menos relevante na economia de Baixo Guandu.
Na lavoura temporária são produzidos principalmente a cana-de-açúcar, o milho e a mandioca, além do tomate, arroz e feijão. Já na lavoura permanente destacam-se o café, o coco e a banana, sendo cultivados ainda cacau, goiaba, laranja e manga. 
Setores secundário e terciário
As principais indústrias guanduenses estão relacionadas ao açúcar, café, embalagens de material plástico, segmentos de temperos e condimentos, calcário e mármore. 
O comércio sempre foi uma das principais fontes de renda da cidade e se vê fortalecido desde a época da chegada da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), sendo que, juntamente com o setor de prestação de serviços, foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento social e econômico observado nos últimos anos. Há uma considerável presença de micro e pequenas empresas. 
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 400 admissões formais e 418 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -18 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -76.
Até março de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Baixo Guandu, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 134 empresas.
Infraestrutura
Educação

Na área da educação, o município tem investido na modernização de suas escolas municipais e estaduais. Um destaque é a proximidade e parceria com o IFES (Instituto Federal do Espírito Santo) de cidades vizinhas, que permite a qualificação técnica dos jovens locais. Baixo Guandu também conta com polos de educação à distância que democratizaram o acesso ao ensino superior, focando em áreas como pedagogia e administração rural.
Com o desenvolvimento industrial, o governo municipal, em parceria com o Governo Federal e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), oferece cursos de qualificação e capacitação técnica, auxiliando na formação de mão de obra especializada. Também vem sendo estudada a implantação de uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) no município. 
Transportes
Desde o começo do século XX, Baixo Guandu conta com transporte ferroviário da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), tendo saídas diárias ligando Belo Horizonte a Vitória. A estação ferroviária da cidade foi inaugurada em 1º de junho de 1910, sendo que hoje a EFVM é a via de viagem mais barata e segura possível para as cidades que contam com estações.
Duas rodovias passam por Baixo Guandu, sendo elas a BR-474 (que interliga o Espírito Santo, a região do Vale do Rio Doce, a Região Metropolitana do Vale do Aço e a Zona da Mata Mineira); a Rodovia Desembargador Lourival de Almeida (liga Baixo Guandu a Laranja da Terra); a ES-446 (liga Baixo Guandu à Rodovia Isidoro Binda e, posteriormente, a Itaguaçu, Colatina e ao litoral); e a Rodovia Pedro Nolasco (principal ligação de Baixo Guandu a Colatina, à BR-101 e ao litoral). 
Também possui um pequeno aeródromo, o Aeroporto de Baixo Guandu/Aimorés, que situa-se em Baixo Guandu, próximo à divisa com Aimorés, mas é administrado pela prefeitura das duas cidades. Foi construído entre 1967 e 1968 e está restrito para operação de aeronaves de pequeno porte e em voo livre, mas especula-se uma reforma no aeroporto, que deverá contar com pátio com gates e parkim para aviões de pequeno e médio porte. 
Cultura
Manifestações culturais

Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Baixo Guandu, juntamente ou não com instituições locais, passou a investir mais no segmento de festas e eventos. Os principais eventos são as comemorações do aniversário da cidade, em abril (com a realização de shows, exposições, espetáculos culturais, campeonatos esportivos e sorteios); o Rodeio de Baixo Guandu, em junho (organizado desde 2002, com a realização de shows e exposições); a festa de São Pedro, padroeiro municipal, em junho; as festas juninas, em junho ou julho; a ExpoGuandu, em setembro ou outubro (com shows, feiras de artesanato, concursos e expositores de animais e produtos agrícolas); as comemorações do dia das crianças, em 12 de outubro; e as celebrações de Natal e Reveillon, em dezembro. 
O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural guanduense. Há associações que reúnem artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato, sendo que por vezes o artesanato municipal é destaque em feiras e exposições com relevância nacional. Segundo o IBGE, as principais atividades artesanais desenvolvidas em Baixo Guandu eram o bordado, trabalhos com argila e construção de produtos envolvendo material reciclável. 
Instituições e atrativos
Dentre os espaços culturais, destaca-se a existência de uma biblioteca pública e dois estádios ou ginásios poliesportivos, segundo o IBGE em 2005. Também há presença de bandas e grupos de capoeira. No ano de 2006, a cidade tombou o Edifício Madame Albertina Holz, importante edifício do início do século XX, localizado no município de estilo eclético com elementos de neoclássico. Apesar do tombamento, que pretendia a conversação do imóvel e a conversão do mesmo em um museu com biblioteca, o local permaneceu abandonado por um tempo, sendo um importante pedaço da história da cidade e de seu desenvolvimento. Em julho de 2024, o local foi reinaugurado após passar por restauro e aberto como museu. 
Baixo Guandu faz parte da Região Turística Doce Pontões Capixaba, que foi criada em 2009 pela Secretaria de Turismo do Espírito Santo com o objetivo de estimular as manifestações culturais e o turismo ecológico na região das cidades integrantes. Os principais atrativos naturais guanduenses são as cachoeiras, situadas na zona rural, e as formações rochosas, cujo relevo favorece escaladas e saltos. Além disso, em 8 de novembro de 2020, foi inaugurado o Parque Municipal da Lagoa, uma área verde de cerca de 124 mil m² equipada com pistas de caminhada, parques infantis, quiosques, restaurante e uma lagoa com pedalinhos e plataforma de madeira. 
Feriados
Em Baixo Guandu há três feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Os feriados são o dia do aniversário da cidade, comemorado em 10 de abril; o dia de Corpus Christi, celebrado em data móvel em maio ou junho; e o dia de São Pedro, padroeiro municipal, em 29 de junho. De acordo com a Lei Federal n.º 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais com âmbito religioso, já incluída a Sexta-feira Santa.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sexta-feira, 10 de julho de 2026

IPIXUNA - AMAZONAS

Ipixuna é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à mesorregião do Sudoeste Amazonense e microrregião de Juruá, seu nome provém do rio Ipixuna, um dos principais afluentes do rio Juruá, com a extensão de cerca de 300 quilômetros.
Sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 25.629 habitantes em 2025.
História
Em meados do século XIX dá-se a fixação de estrangeiros no território atual do município. 
Em 1857, João da Cunha sobe o grande rio até a foz do Juruá-Mirim. Em 1877, têm-se notícias fixação de cearenses no rio Juruá. Em 1883, ocorre o povoamento de Riozinho (localizado no centro do atual município) por Arthur Marques de Menezes. 
Origem do Nome
O significado do nome do município veio do rio Ipixuna, um dos principais afluentes do Juruá. Ipixuna, em língua indígena, significa água escura, denominação que lhe foi dada pelos índios Catuquinas, Curinas e Canamaus.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de Ipixuna, pela Lei Estadual n.º 96, de 19 de dezembro de 1955, desmembrado do município de Eirunepé. Sede no atual distrito de Ipixuna (ex povoado de Guarujá). Constituído do distrito sede. Instalado em 18 de fevereiro de 1956. 
Em divisão territorial datada 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Topônimo
"Ipixuna", em língua tupi, significa "água escura", denominação dada pelos índios catuquinas, culinas e canamaus ao rio Ipixuna.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 07º03’03” sul e a uma longitude 71º41’42” oeste. O município tem 25 362 e possui uma área de 13,630 km² aproximadamente e está localizado no Estado do Amazonas, a margem esquerda do rio Juruá, pertencendo a 4ª sub-região denominada Região do Juruá. Limita-se com 5 municípios do Estado do Amazonas e um do Acre: ao norte – Atalaia do Norte e Benjamim Constant, ao Sul – Tarauacá- AC, a Leste – Eirunepé e a Oeste – Guajará. 
Relevo e Altitude
Quanto aos aspectos físicos, Ipixuna é caracterizado com relevo constituído por terras de várzeas e terras firmes. As várzeas com suas terras mais baixas alagam durante as enchentes dos rios. As terras firmes ocupam a maior parte do relevo e apresentam terrenos com oscilações. O relevo de Ipixuna é caracterizado pela Planície Amazônica, apresentando baixas altitudes que variam entre 150 e 200 metros acima do nível do mar. O terreno é marcado por áreas de várzea (inundáveis) e terra firme. A dinâmica fluvial é o principal agente moldador da paisagem, criando lagos em ferradura (meandros abandonados) e novos canais a cada ciclo de cheia.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Af/Am). Prepare-se para o calor intenso e a umidade que beira os $90\%$. As temperaturas médias anuais ficam em torno de 26º C, mas a sensação térmica frequentemente ultrapassa os 35º C. O regime de chuvas é abundante, com o período do "inverno amazônico" ocorrendo entre dezembro e maio, quando as chuvas torrenciais elevam o nível do Rio Juruá em vários metros. O período de novembro e março é o mais chuvoso.
Solo e Vegetação
Os solos são predominantemente Gleissolos e Cambissolos nas várzeas (ricos em nutrientes trazidos pelos rios, mas sujeitos à inundação) e Latossolos nas áreas de terra firme (ácidos e pobres em minerais). A vegetação é a Floresta Ombrófila Densa (Floresta Tropical de Terra Firme) e as Florestas de Várzea. É uma região de biodiversidade colossal, abrigando espécies de madeira nobre como a seringueira, o mogno e a sumaúma.
Hidrografia
O município é banhado pelo rio Juruá que é um afluente da margem direita do rio Solimões, que ao encontrar com o afluente de nome rio Negro recebe o nome de Amazonas. O rio Juruá nasce nas cordilheiras dos Andes , constitui uma via natural de transporte , ligando a sede do município as suas localidades e ao vizinho Estado do Acre(Cruzeiro do Sul), aos municípios de Guajará, Eirunepé, Itamarati, Carauari, Juruá e a capital do Estado através do rio Solimões. Os principais afluentes do rio Juruá na área do Município de Ipixuna são: Campinas, Liberdade, Gregório, Riozinho do Penedo, Curu (Mesquita), Porto Rico, (limão), Salva Vida, Santa Rosa, Uanamani, Rio Douro.
Economia
Ipixuna é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia ipixunense é fundamentada no setor primário, com um toque de resistência e tradição.
Na agricultura, Ipixuna é famosa pela qualidade de sua farinha de mandioca, considerada uma das melhores da calha do Juruá. Além disso, produz-se milho, arroz, feijão e banana para o mercado regional.
A pesca artesanal é vital para a segurança alimentar e para o comércio local (com destaque para o pirarucu e o tambaqui). O extrativismo de açaí, cacau silvestre e óleos vegetais (como andiroba) também complementa a renda das famílias ribeirinhas.
Como em muitos municípios isolados da Amazônia, a administração pública é a principal empregadora direta, movimentando o comércio local através do funcionalismo e das transferências sociais.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 1 admissões formais e 2 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -1 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 1.
Até março de 2026 não houve registro de novas empresas em Ipixuna. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 10 empresas.
Infraestrutura
Saúde

O município de Ipixuna possuía, em 2009, 6 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto-socorro, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 5 leitos para internação. O município possuía, em 2009, apenas um estabelecimento de saúde especializado em neurocirurgia, obstetrícia, pediatria, psiquiatria e traumato-ortopedia. Dos 6 estabelecimentos de saúde, 5 deles eram sem internação e 1 deles com internação.
Educação
A educação em Ipixuna enfrenta o desafio logístico de levar conhecimento às comunidades rurais distantes. Na sede, o município conta com escolas de ensino fundamental e médio bem estruturadas. O grande avanço nas últimas décadas foi a interiorização do ensino superior através de programas da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), que oferece cursos em regime modular, permitindo que os jovens se qualifiquem sem precisar de uma mudança definitiva para Manaus.
Turismo e Cultura
O turismo em Ipixuna é voltado para quem busca a Amazônia autêntica, longe das rotas comerciais de Manaus:
O Festival de Verão é o principal evento turístico acontece entre agosto e setembro, durante a vazante do rio. Belas praias de areia branca surgem nas margens do Juruá, servindo de palco para festivais de música, competições de beleza e feiras gastronômicas.
O potencial para a observação de botos, jacarés e aves é imenso. A pesca esportiva também atrai aventureiros em busca dos gigantes dos rios amazônicos.
Esporte
Em Ipixuna, o esporte é sinônimo de integração social. O Futebol de Campo é a paixão absoluta, praticado tanto no estádio municipal quanto nos campinhos improvisados das comunidades ribeirinhas (conhecidos como "beadões"). O futsal também possui grande força, com campeonatos locais que lotam o ginásio da cidade. Além disso, as competições de canoagem e natação no rio são esportes tradicionais que celebram a habilidade do caboclo com a água.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Portal do Amazonas .

quinta-feira, 9 de julho de 2026

JARINU - SÃO PAULO

Jarinu é um município brasileiro do estado de São Paulo, com uma população estimada em 40.007 habitantes, conforme dados do IBGE de 2025. Pertence à Região Metropolitana de Jundiaí.
Toponímia
Conforme o Dicionário de Tupi Antigo, o nome viria de jarina, nome da língua geral meridional (um desenvolvimento do tupi antigo) que designa uma palmeira, e 'y, rio: rio das jarinas. 
História
Segundo alguns historiadores, o bandeirante Garcia Rodrigues Velho Filho foi o responsável por realizar as expedições conquistadoras que desbravaram as terras da sesmaria de Cahajossara no ano de 1637-1639. A partir dos documentos testamentários (1652) do bandeirante Antônio Pedroso de Barros deparamo-nos com o primeiro registro do estabelecimento colonizador português na região. Atualmente a localidade da terra de Cahajossara corresponde a muitos bairros do município de Atibaia e a totalidade do município de Jarinu.
De acordo com a História oral presente entre a população do bairro do Maracanã (Jarinu), os bandeirantes teriam batizado um grupo étnico cultural indígena justamente com o nome de Maracanã, devido à grande abundância da ave Primolius maracana na região.
Família Alvarenga
A história da família Alvarenga é rica em tradições e legados, sendo uma das fundadoras da cidade. Os Alvarenga têm raízes indígenas e iniciaram sua descendência por volta do século XVII com os familiares do indio Inácio Antônio de Alvarenga e Maria Ferreira, ele tupi-guarani e ela tupinambá, eram donos de terras e possuíam uma fazenda com 484 hectares de extensão que fazia divisa com alguns bairros e outras fazendas da região, Jarinu ainda era Campo Largo de Atibaia nessa época e a família acompanhou a emancipação política da cidade auxiliando assim no desenvolvimento econômico e cultural da cidade, o casal teve o herdeiro de toda a riqueza, João Antônio de Alvarenga que desde menino começou a cuidar das terras com seu pai, João cresceu e casou-se com Elidia Francisca de Jesus ambos tiveram três filhos: José de Alvarenga, Rosário de Alvarenga e Jacinta de Alvarenga, João negociou muita terra e isso diminuiu a fazenda da família ele faleceu novo com apenas 45 anos já Elidia tempos depois.
Apenas Rosário seguiu com a descendência casando-se com a Italiana Maria Vitalina Candeu e sendo pai de doze filhos sete ainda vivos, Rosário herdou não só terras, mas todo o conhecimento obtido por seus antepassados, muitas famílias tradicionais de Jarinu seguiram pelo ramo agrário contribuindo para a agricultura local, a família Alvarenga não é exceção. Ao longo das gerações, eles se envolveram na agricultura, ajudando a moldar a cultura local e contribuindo para a economia, Rosário e família eram produtores de uva e hortaliças, as uvas eram vendidas para o Sr. Alcides Biasini que fazia parte de outra família tradicional jarinuense. os filhos do casal foram crescendo em meio a lavoura adquirindo o conhecimento dos pais depois de grandes casaram-se e tiveram muitos filhos que ainda residem em Jarinu. Algumas pessoas dessa família se destacaram na cidade e receberam nomeação em algumas ruas como por exemplo a rua Rosário De Alvarenga, Maria vitalina de Alvarenga e José de Alvarenga sobrinho.
Em 1786, o alferes Lourenço Franco da Rocha (segundo filho de Francisco da Silveira Franco, o segundo capitão mor de Atibaia) é denominado capitão do bairro de Campo Largo da vila de São João Batista de Atibaia. Não temos uma documentação precisa sobre a criação do bairro de Campo Largo (Jarinu), mas no censo realizado na freguesia de São João Batista de Atibaia, no ano de 1765, podemos encontrar uma menção ao bairro em questão.
Depois de 20 anos residindo no bairro de Campo Largo, Rita de Cássia de Morais (filha do abastado burguês Francisco Lourenço Cintra) convence o seu marido, Lourenço Franco da Rocha, a desmembrar parte de sua propriedade em detrimento da construção da ermida de Nossa Senhora do Carmo do Campo Largo, no dia 7 de janeiro de 1807. Devido à doação das terras, Lourenço Franco da Rocha e Rita de Cássia de Morais são considerados os fundadores oficiais do município de Jarinu.
No dia 12 de outubro de 1830, o povoado em torno da ermida de Nossa Senhora do Carmo do Campo Largo, que até então contava com 1.398 almas (habitantes) e 257 fogos (habitações), é elevado à categoria de Capela Curada por força do Bispado de São Paulo. Sob a administração do primeiro vigário, o capelão curado Estanislao José Soares, a antiga igreja construída através das técnicas de taipa começa a ganhar características arquitetônicas das igrejas paulistas do estilo Rococó (estilo de transição entre o Barroco e o Neoclássico, que conserva até hoje).
Em 1842, a capela curada de Nossa Senhora do Carmo do Campo Largo passa à categoria de Freguesia através da Lei n.º 3, de 5 de fevereiro. 
Em 1844, a freguesia de Nossa Senhora do Carmo do Campo Largo passa a pertencer por força da Lei Provincial n.º 251, de 15 de março, à administração da vila de Jundiaí; incorporação de brevíssima duração. A mudança ocorreu devido a Revolução Liberal de 1842, da qual o líder do Partido Liberal e presidente da Câmara Municipal da vila de São João Batista de Atibaia, o alferes José Jacinto de Araújo Cintra, declara apoio ao presidente aclamado Rafael Tobias de Aguiar e a nova capital provisória da Província de São Paulo, levando os súditos atibaianos - consequentemente os súditos campolarguenses - para a guerra contra as forças imperiais do barão de Caxias. A partir de 1846, com a anistia concedida aos envolvidos, por meio da Lei Provincial n.º 282, de 19 de fevereiro, a freguesia de Nossa Senhora do Carmo do Campo Largo volta a pertencer à administração da vila de São João Batista de Atibaia.
De acordo com os números levantados durante a pesquisa para o projeto Jarinu tem Memória, o censo demográfico da freguesia de Nossa Senhora do Carmo do Campo Largo no ano de 1876, era de 1.532 habitantes, dos quais 158 eram escravizados. A título de comparação, o censo demográfico de 1872 do município de São João Batista de Atibaia, registrava o número de 5.080 habitantes livres e 1.066 escravizados.
Através de pesquisas realizadas na Europa em meados de 1878-1885, o Dr. Antônio de Queirós Telles, futuro Conde do Parnaíba, identifica no camponês italiano do norte da Itália, o elemento humano para colonizar as terras agrícolas do interior do Estado de São Paulo; os seus estudos estavam enraizados nos pensamentos de Joseph Arthur de Gobineau, autor do livro Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas. Os primeiros imigrantes italianos chegaram no distrito de paz de Campo Largo (Jarinu), por volta do ano de 1890, muitos sob a tutela da Sociedade Promotora da Imigração. Entre as primeiras famílias italianas no distrito de paz estão: os Beasin, os Bego, os Bernucci, os Bonança, os Bulgarelli, os Brollo, os Candeu, os Casarim, os Cavallaro, os Censi, os Comim, os Contesini, os Doratioto, os Farinelli, os Ferrara, os Ferrarezi, os Formosinho, os Gastaldi, os Lorencini, os Manara, os Marani, os Marim, os Malerba, os Meneghim, os Musselli, os Parise, os Pauletto, os Paulini, os Perini, os Perobelli, os Rosa, os Salessi, os Scarelli, os Soranz, os Spinassi, os Squizatto, os Tafarello, os Tofanin, os Uvinha, os Vincenzi, os Zambotto e os Zanoni; mas de acordo com Angelo Zani no livro Travessias memórias do povoamento e da imigração de uma cidade paulista: Jarinu, "um total de 50 famílias de imigrantes italianos contribuiu para a formação do universo populacional de Jarinu".
Em 1895, o coronel comandante da Guarda Nacional do município de São João Batista de Atibaia, José Ignácio da Silveira, provocou críticas na imprensa paulista ao encaminhar o primeiro projeto de emancipação política administrativa do distrito de paz de Campo Largo. A apresentação oficial ficou a cargo dos Deputados Estaduais José Cardoso de Almeida (PRP) e José da Costa Rangel Júnior (PRP), mas foi rejeitada pelo Congresso do Estado de São Paulo depois de averiguar as demandas políticas da Câmara Municipal de Atibaia.
Por meio da Lei Estadual n.º 1.257, de 29 de setembro de 1911, o distrito de paz de Campo Largo passa a ser denominado como distrito de paz de Jarinu. A mudança de nome ocorreu devido a confusões e extravios de correspondência para outras localidades, que também eram conhecidas como Campo Largo no Estado de São Paulo. Ao propor o nome Jarinu, uma tradução literária foi utilizada para transcrever a expressão Campo Largo para a língua guarani, através do dicionário de Montoya, um padre espanhol do século XVII. 
Em 1929, o fazendeiro italiano Aurélio Bulgarelli registrou a maior colheita de café da região, 60 mil pés de café, ou aproximadamente 150 toneladas do grão.
A partir de agosto de 1948, com o aumento da receita e da população, o distrito de Jarinu ficaria conhecido como município de Jarinu. Um plebiscito, em outubro, endossa a mudança que é finalmente decretada em 24 de dezembro de 1948. No dia 17 de abril de 1949, o município de Jarinu ganha sua emancipação política administrativa, desprendendo-se em definitivo do município de Atibaia.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Campo Largo, pela Lei Provincial n.º 3, de 05 de fevereiro de 1842, subordinado ao município de Atibaia. 
Pela Lei Estadual n.º 1.257, de 29 de setembro de 1911, o distrito de Campo Largo tomou a denominação de Jarinu. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito Jarinu (ex Campo Largo) figura no município de Atibaia. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Jarinu, pela Lei n.º 233, de 24 de dezembro de 1948, desmembrado do município de Atibaia. Constituído do distrito sede. Instalado em 19 de abril de 1949. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Localiza-se numa região com vales e montanhas, rios e lagos que permanecem como nos tempos de sua fundação, há quase 200 anos, mesmo com o grande crescimento da infraestrutura do município. Possui uma área de 207,67 km².
Relevo e Altitude
O relevo de Jarinu é tipicamente ondulado, caracterizado pelo domínio dos "Mares de Morros" do Planalto Atlântico. A sede do município encontra-se a uma altitude média de 755 metros, o que lhe confere uma vista privilegiada das serras vizinhas, como a Serra da Cantareira e a Serra da Mantiqueira.
Solo e Vegetação
O solo é predominantemente de Terra Roxa e Latossolos, extremamente férteis e propícios para a fruticultura. A vegetação original, composta por fragmentos da Mata Atlântica, ainda é preservada em diversas áreas de proteção ambiental e propriedades rurais, onde é possível encontrar espécies como o ipê, a aroeira e a araucária nas partes mais altas.
Clima
Clima tropical de altitude tipo Cwb segundo a classificação internacional de Köppen, para o clima do município (Com invernos frios e secos e verões amenos e chuvosos com média máxima no verão menor ou igual a 22 °C). O clima tropical de altitude é semelhante ao subtropical, porém, ele predomina acima do Trópico de Capricórnio e tem verões mais amenos e mais chuvosos, como ocorre no município.
A média anual de Jarinu, gira em torno dos 19 °C; no inverno a média é de 10 °C, e no verão é de 25 °C.
Em Jarinu, o verão é longo, morno, abafado, com precipitação e de céu quase encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 12 °C a 28 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 32 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Jarinu e realizar atividades de clima quente são do início de abril ao início de julho e do meio de julho ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 4,2 meses, de 20 de novembro a 26 de março, com temperatura máxima média diária acima de 27 °C. O mês mais quente do ano em Jarinu é fevereiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 19 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 13 de maio a 3 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 24 °C. O mês mais frio do ano em Jarinu é julho, com a mínima de 12 °C e máxima de 23 °C, em média. 
Em Jarinu, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Jarinu começa por volta de 1 de abril e dura 6,4 meses, terminando em torno de 13 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Jarinu é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 70% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 13 de outubro e dura 5,6 meses, terminando em torno de 01 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Jarinu é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 72% do tempo. 
Composição étnica
Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 20.502 brancos (54,62%), 14.682 pardos (39,12%), 2.103 pretos (5,6%), 213 amarelos (0,57%) e 35 indígenas (0,09%).
Economia
Jarinu é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo
Jarinu faz parte do Polo Turístico do Circuito das Frutas juntamente com mais oito municípios: Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo.
Na cidade, encontra-se a fábrica de automóveis fora de série Chamonix, que produz réplicas de modelos antigos da marca alemã Porsche.
- Produção: morangos, poncãs, laranjas, pêssegos, ameixas e uvas, além de vinho e cachaça artesanais.
A economia de Jarinu é um motor híbrido que combina tradição agrícola com modernização industrial.
- Agricultura: Jarinu é um dos pilares do Circuito das Frutas. É uma das maiores produtoras de morango do estado de São Paulo, além de se destacar no cultivo de uvas, pêssegos, ameixas e nectarinas. A produção de vinhos artesanais e cachaças também possui relevância histórica e econômica.
- Indústria e Logística: Devido à sua localização estratégica próxima às rodovias Dom Pedro I e Fernão Dias, o município atraiu um Polo Industrial diversificado, com empresas nos setores de cosméticos, plásticos e logística, gerando empregos e aumentando a arrecadação municipal.
- Mercado Imobiliário: O setor de serviços é impulsionado pelo turismo e pela manutenção de condomínios, que se tornaram uma fonte de receita vital para a cidade.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 1,1 mil admissões formais e 1,2 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -181 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 283.
Até março de 2026 houve registro de 4 novas empresas em Jarinu, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 138 empresas.
Cultura e lazer
Grupos culturais

Destaca-se pela representatividade cultural em diversos segmentos artísticos, tais como o Grupo Folkloristico " Stella Bianka" que representa a cidade pelo Brasil e o mundo. Conta, também, com a "Banda Filarmónica 17 de Abril", tradicional orquestra que engradece e enaltece a cidade de Jarinu pela sua representatividade. O grupo teatral "Brasil em Cena", que leva o teatro para os jarinuenses e representa a cidade pela região, encantando o público com suas produções.
Religião
De acordo com o Censo 2022 (IBGE), 86,25% da população do município é cristã, sendo 61,06% católicos e 25,19% evangélicos. Outras religiões representam 8,33% da população total.
O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:
- Igreja Católica: a igreja faz parte da Diocese de Bragança Paulista.
- Igrejas Evangélicas: entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade: Assembleia de Deus Ministério do Belém e Congregação Cristã no Brasil.
Educação
O município tem investido na modernização de sua rede de ensino municipal, focando na alfabetização na idade certa e na integração tecnológica nas salas de aula. Jarinu conta com escolas estaduais e uma rede privada em crescimento. Para o ensino superior e técnico, os estudantes geralmente recorrem aos centros universitários de Jundiaí, Bragança Paulista e Itatiba, que ficam a poucos minutos de distância, garantindo uma formação qualificada para os jovens jarinuenses.
Turismo
Jarinu é conhecida como cidade hospitaleira e aconchegante, refúgio para aqueles que amam belezas naturais exuberantes, aromas e sabores, adrenalina sob duas rodas ou tranquilidade no ar puro do campo: o perfeito clima de interior.
A cidade já foi eleita segundo melhor clima do mundo, atestado pela Unesco.
A produção rural em Jarinu é majoritariamente baseada em frutas, com destaque para o morango, tema anual da festa mais tradicional da cidade. Menção importante também dos cultivos de uva, pêssego, pitaia e atemoias, que são exportadas para vários países.
Os vinhos, licores, cachaças e cervejas de produção artesanal de Jarinu são referência na região.
Jarinu também é conhecida como Polo de Duas Rodas no meio esportivo, sendo destino obrigatório para apaixonados por Motocross, Bicicross e Mountain bike.
Inclusive, as novas trilhas do Parque Orestes Lorencini podem ser feitas pedalando ou caminhando. A dica é fazer uma parada no ponto mais alto para contemplar o horizonte.
A riqueza histórica e arquitetônica de Jarinu está presente na Estação do Campo Largo, no Casarão da Rua José Inácio, no Centro Histórico e Cultural Divanir Vitório Contesini, prédio da primeira sede da Prefeitura e na Igreja da Matriz.
Jarinu faz parte do Circuito das Frutas, ao lado dos municípios de Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo.
O turismo em Jarinu é focado na experiência sensorial e no contato com a natureza.
- Festa do Morango: realizada anualmente entre junho e julho, em conjunto com Atibaia, é o maior evento da região, celebrando a colheita com gastronomia típica e shows culturais.
- Rotas do Vinho: diversas vinícolas familiares abrem suas portas para visitação, permitindo que o turista acompanhe o processo de produção e deguste vinhos e sucos produzidos nas encostas da cidade.
- Casarão da Cultura: um marco histórico localizado no centro, que preserva a memória dos fundadores e a arquitetura do período colonial.
Esporte
No esporte, Jarinu destaca-se pelo Mountain Bike (MTB). O relevo acidentado e as estradas de terra que cortam as fazendas de morango formam um cenário perfeito para ciclistas de todo o estado. O município frequentemente sedia etapas de campeonatos regionais de ciclismo e corridas de montanha. O futebol amador também é uma paixão local, com clubes tradicionais que mantêm viva a integração entre os bairros.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 8 de julho de 2026

SOORETAMA - ESPÍRITO SANTO

Sooretama é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se no norte capixaba, estando situado a cerca de 160 km da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 590 km², sendo que 5 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada, pelo IBGE, em 28.668 habitantes em 2025.
A área que corresponde à atual cidade começou a ser povoada na década de 1940, vindo a se tornar um distrito pertencente a Linhares posteriormente. Sua emancipação ocorreu em 1994, mediante um plebiscito cujo resultado mostrou que a população era favorável ao novo município. As principais fontes de renda são a cafeicultura, presente em 90% das propriedades rurais, a pecuária, a indústria e a prestação de serviços.
O município leva o nome da Reserva Biológica de Sooretama, que ocupa cerca de metade de seu território e é reconhecida como reserva da biosfera pela UNESCO. Trata-se da principal reserva de Mata Atlântica do Espírito Santo. Outro atrativo natural de Sooretama, na divisa com Linhares, é a Lagoa Juparanã, que é uma das maiores lagoas do Brasil em quantidade de água doce.
Topônimo
O nome recebido pelo município, "Sooretama", é uma homenagem à reserva biológica homônima e provém da língua tupi, significando refúgio de animais silvestres.
História
O povoamento que corresponde à atual cidade começou a surgir na década de 1940, quando era conhecido como "Córrego Manoel Alves", em referência a um manancial que existia na localidade. Posteriormente, passou a ser chamado de "Córrego-d'Água", por ter sido um dos únicos córregos que não secaram durante uma seca ocorrida na década de 50. Esse povoado veio a se tornar um distrito subordinado a Linhares.
Os movimentos a favor da emancipação do então distrito tiveram início na década de 1980, culminando em dois plebiscitos para consultar a população se desejavam ou não o desmembramento, em 1990. As duas votações foram invalidadas devido ao número insuficiente de participantes, porém foi realizada uma terceira consulta em 13 de março de 1994. Dessa vez, foi definido que o resultado seria validado independentemente da quantidade de votantes. Assim, a maioria dos que participaram foram a favor da criação do novo município, o que foi oficializado pela lei nº 4.593 de 30 de março daquele mesmo ano. O aniversário da cidade passou a ser comemorado em 31 de março.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Córrego D’Água, pela Lei Estadual n.º 3.585, de 10 de novembro de 1983, subordinado ao município de Linhares.
Em divisão territorial datada de 1988, o distrito Córrego D’Água figura no município de Linhares.
Elevado à categoria de município com a denominação de Sooretama, pela Lei Estadual n.º 1.093, de 30 de março de 1994, desmembrado do município de Linhares. Sede no atual distrito de Sooretama (ex Córrego D’Água). Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1997.
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 587,036 km², sendo que 5,2 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 19°11'49" de latitude sul e 40°05'52" de longitude oeste e está a uma distância de 157 quilômetros a noroeste da capital capixaba. Seus municípios limítrofes são Jaguaré, Linhares, Rio Bananal e Vila Valério.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de São Mateus e Imediata de Linhares. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Linhares, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Litoral Norte Espírito-Santense.
Relevo e meio ambiente
O relevo de Sooretama é consideravelmente dominado por planícies, com a cidade localizada a uma altitude de 30 metros acima do nível do mar. A cobertura de Mata Atlântica nativa abrangia 45,4% do território municipal em 2013, porcentagem superior à de outras formas de usos do solo. No mesmo ano, as plantações de café ocupavam 17% do total, as pastagens 13,1%, a monocultura de eucalipto 6,5% e matas nativas em estágio de recuperação 3,2%.
A maior parte dos remanescentes de Mata Atlântica de Sooretama são representados pela Reserva Biológica de Sooretama, que é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e reconhecida como reserva da biosfera pela UNESCO. A unidade de conservação foi criada em 1941, sendo instituída como reserva biológica em 1982, e abrange cerca de metade do território do município[20] em sua faixa norte. A área de administração da unidade de conservação é de 28 mil hectares, porém faz parte de uma área preservada contínua de cerca de 50 mil hectares que também abrange a Reserva Natural de Linhares e outras duas reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs). Em conjunto constituem a principal reserva de Mata Atlântica do Espírito Santo.
Em 2017, 18,8% das propriedades rurais também contavam com florestas destinadas à preservação permanente ou reservas e mais de 10,5% possuíam florestas plantadas em 2017. 
Hidrografia
Sooretama integra a "bacia hidrográfica do rio Barra Seca e foz do rio Doce", que por sua vez faz parte da bacia do rio Doce. Os principais mananciais em seu território são os rios Barra Seca e São José e os córregos Cupido, Chumbado, Calçado e Juerana. Outro corpo de água representativo é a Lagoa Juparanã, na divisa com Linhares, que é uma das maiores lagoas do Brasil em quantidade de água doce.
Clima
O clima sooretamense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente úmido[6] (tipo Aw segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 24 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 27 °C, enquanto que o mês mais frio, julho, possui média de 21,6 °C. Outono e primavera são estações de transição. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1 260 mm, sendo junho o mês mais seco e novembro o mais chuvoso. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Sooretama é o 69º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, ou seja, o décimo menor lugar, com uma média anual de 1,1978 raios por quilômetro quadrado
Economia
Sooretama é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A pecuária e a agricultura acrescentavam 54.712,24 mil reais na economia de Sooretama em 2019, ao mesmo tempo de representarem o segundo setor que mais emprega no município, atrás apenas da administração pública. A renda do setor primário se deve sobretudo ao café, que está presente em cerca de 90% das propriedades rurais. A maior parte da produção cafeeira é comercializada em Linhares em grãos beneficiados. Outros cultivos permanentes que se sobressaem são a pimenta do reino, o maracujá, o mamão, a banana, o coco e a seringueira para produção de borracha. Os cultivos temporários mais representativos, por sua vez, são a mandioca e o milho, porém ambos são destinados principalmente para a subsistência. Com relação à pecuária, destaca-se a bovinocultura de corte e a avicultura de abate e postura.
A monocultura do eucalipto ocorre em Sooretama sobretudo para abastecer fábricas de celulose, ao que se destina cerca de 80% da quantidade de madeira em toras produzida. Enquanto isso, a indústria acrescentava 115.576,19 mil reais do PIB municipal em 2019. A maior parte dos trabalhadores do setor industrial estão empregados na indústria de transformação, sendo expressiva a presença de indústrias de couro, borracha natural e móveis. Há de se destacar a filial da Itatiaia Móveis, que possui no município uma fábrica de eletrodomésticos responsável por centenas de empregos diretos e indiretos.
O fluxo comercial é expresso na presença de estabelecimentos de gêneros variados, como supermercados, açougues, farmácias, papelarias, bares, padarias, restaurantes, lanchonetes, postos de combustíveis, sapatarias e confecções. Embora o turismo não esteja entre as principais fontes de renda, a presença de bens naturais de interesse atrai visitantes, em especial a Reserva Biológica de Sooretama e a Lagoa Juparanã.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 582 admissões formais e 497 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 85 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 73.
Até março de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Sooretama, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 56 empresas.
Infraestrutura
Saúde e educação
A rede de saúde de Sooretama inclui cinco postos de saúde, segundo informações de 2018. 
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

terça-feira, 7 de julho de 2026

NOVO CRUZEIRO - MINAS GERAIS

Novo Cruzeiro é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Localiza-se no Vale do Jequitinhonha. Sua população, conforme estimativa do IBGE, para o ano de 2025, era de 27.268 habitantes. 
Distante da capital a 494 km, possui um patrimônio histórico preservado, como o antigo leito da Estrada de Ferro Bahia e Minas.
O município acabou ganhando seu nome atual, Novo Cruzeiro, devido uma votação popular para troca do nome antigo, Vila Gravatá, nome que carregava quando fazia parte do município de Araçuaí, isso até o ano de 1943. Seu nome advém da moeda que foi adotada no Brasil em 1942. 
História
Novo Cruzeiro foi fundado em 1917 por Anastácio Roque Esteves, que junto ao seu irmão Manoel Esteves de Lima se estabeleceu às margens do Ribeirão São Bento, um afluente do Rio Gravatá. A cidade se originou de uma fazenda, que era chamada de Fazenda Santa Maria do Ribeirão da Pedra. Novo Cruzeiro também já se chamou Vila Gravatá e São Bento. Não há indícios de que a cidade foi habitada por indígenas. 
Novo Cruzeiro se emancipou em 1944. O nome foi inspirado na então moeda do país, que havia acabado de ser alterada de mil réis para Cruzeiro. O nome foi sugerido pelo Sr. Olímpio Alves. 
A estação de São Bento foi fundada em 1924, e em 1940 teve seu nome alterado para Estação Novo Cruzeiro. A Estação Ferroviária Bahia-Minas foi fundada em 1881, e progressivamente sendo conectada ao nordeste mineiro, até ser extinta em 1966.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Rio Preto ex povoado, pela Lei Estadual n.º 556, de 30 de agosto de 1911, subordinado ao município de Teófilo Otoni. 
Em divisão administrativa referente ao no de 1911, o distrito de Rio Preto, figura no município de Teófilo Otoni. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 01 de setembro de 1920. 
Pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, o distrito de Rio Preto tomou a denominação de Itaípé. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Itaipé (ex Rio Preto), figura no município de Teófilo Otoni. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Itaipé, foi transferido do município de Teófilo Otoni, para formar o novo município de Novo Cruzeiro. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o distrito de Itaipé, figura no município de Novo Cruzeiro. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Itaipé, pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrado do município de Novo Cruzeiro. Sede no antigo distrito de Itaipé. Constituído de 2 distritos: Itaipé e Catugi, ambos desmembrados de Novo Cruzeiro.
Instalado em 01 de março de 1963. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Itaipé e Catugi. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993.
Pela Lei Estadual n.º 12.030, de 21 de dezembro de 1995, desmembra do município de Itaipé o distrito de Catugi. Elevado à categoria de município com a denominação Catuji. 
Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 
Alteração toponímica distrital 
Rio Preto para Itaipé, alterado pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923. 
Transferência distrital 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, transfere o distrito de Itaipé do município de Teófilo Otoni para o novo município de Novo Cruzeiro.
Geografia
Relevo e Altitude

O município apresenta um relevo predominantemente acidentado, característico do Planalto Leste Mineiro. A altitude média na sede urbana gira em torno de 600 metros, mas o território é recortado por serras que ultrapassam os 900 metros, proporcionando vistas panorâmicas dos vales circundantes.
Solo e Vegetação
O solo da região é composto majoritariamente por Latossolos Vermelho-Amarelos, que exigem manejo adequado para a agricultura. A vegetação original é uma rica área de transição: fragmentos de Mata Atlântica convivem com a Caatinga e o Cerrado, criando um ecossistema diverso onde se destacam árvores como a aroeira e o ipê.
Clima
Em Novo Cruzeiro, a estação com precipitação é úmida e de céu quase encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 30 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Novo Cruzeiro e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 1,7 mês, de 13 de setembro a 3 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Novo Cruzeiro é fevereiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 23 de maio a 11 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Novo Cruzeiro é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Novo Cruzeiro, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Novo Cruzeiro começa por volta de 6 de abril e dura 6,4 meses, terminando em torno de 18 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Novo Cruzeiro é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de outubro e dura 5,6 meses, terminando em torno de 6 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Novo Cruzeiro é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo. 
Economia
Novo Cruzeiro é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Novo Cruzeiro é sustentada por três pilares fundamentais, com destaque absoluto para o setor primário.
A Cachaça é o "ouro líquido" da cidade. O município possui centenas de alambiques, produzindo aguardente de altíssima qualidade que é exportada para todo o Brasil e exterior.
A silvicultura é uma força crescente, com grandes áreas destinadas ao plantio de eucalipto para celulose e lenha.
A Produção diversificada de café, mandioca, milho e feijão, garantindo a subsistência e o comércio local.
O setor de serviços e comércio concentra-se na sede, atendendo às demandas das centenas de comunidades rurais que orbitam o centro urbano.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 68 admissões formais e 86 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -18 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de -12.
Até março de 2026 houve registro de 2 novas empresas em Novo Cruzeiro, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 10 empresas.
Educação
Na área educacional, Novo Cruzeiro tem investido na expansão da rede escolar para atender à sua vasta área rural. O município conta com escolas estaduais e municipais que buscam superar os desafios logísticos do transporte escolar em terrenos acidentados. A presença de polos de educação à distância (EAD) e parcerias técnicas tem permitido que os jovens locais acessem o ensino superior sem a necessidade imediata de migração para as capitais, focando em cursos voltados para a gestão do agronegócio e pedagogia.
Turismo
O turismo em Novo Cruzeiro é uma mistura de celebração popular e contemplação rural.
A FENACAN (Festa Nacional da Cachaça), é o maior evento do município. Realizada anualmente, atrai milhares de visitantes para degustações, shows de renome nacional e feiras de negócios. É o momento em que a identidade da cidade brilha com mais intensidade.
No Turismo Rural e Ecológico, as serras locais oferecem trilhas e cachoeiras ainda pouco exploradas, ideais para o turismo de aventura.
A Igreja Matriz de São Bento e as festas religiosas distritais mantêm viva a tradição da fé mineira, com procissões e celebrações que unem a comunidade.
Esporte
O esporte em Novo Cruzeiro é um elemento de coesão social. O Futebol Amador é a modalidade mais popular, com campeonatos acirrados que envolvem times de todas as agrovilas e distritos. O Estádio Municipal é o ponto de encontro de gerações nos finais de semana. Além disso, o relevo montanhoso tem impulsionado a prática do Mountain Bike (MTB), com grupos de ciclistas explorando as antigas trilhas da Bahia-Minas e as estradas de terra que ligam os alambiques da região.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 6 de julho de 2026

FLORES DA CUNHA - RIO GRANDE DO SUL

Flores da Cunha é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Foi emancipado da cidade de Caxias do Sul e seu nome é uma homenagem ao ex-governador do estado, José Antônio Flores da Cunha, que havia prometido construir uma estrada férrea ligando o município ao resto do estado. De acordo com estimativas do IBGE para o ano de 2025, sua população era de 32.015 habitantes.
História
A Serra Gaúcha, na qual se localiza o município, era habitada por índios caigangues desde tempos imemoriais. O território que compõe o atual município de Flores da Cunha passou a ser ocupado por imigrantes, oriundos especialmente do Norte da Itália, a partir de 1876.
Entre 1876 e 1877 algumas famílias de imigrantes se estabeleceram no atual território do município. Entre elas podemos destacar: Soldatelli, Borghetti, Mambrini, Letti, Piardi, Grizza, Dall Conte, Carletti, Rossetto, Curra, Oldra e outras. A maior leva de colonizadores italianos estabeleceu-se, todavia, entre os anos de 1878 e 1892, época em que foi fundado o primitivo povoado de São Pedro e, posteriormente, também o de São José. Só no final dos anos de 1880 os dois povoados foram reunificados e passaram a formar a Vila de Nova Trento. Em 12 de dezembro de 1882 foi nomeado o primeiro capelão da localidade, Padre Luigi Centin. 
Em 1890, por ocasião da elevação da antiga Colônia Caxias a condição de município, território ao qual Nova Trento pertencia, a vila tornou-se a sede do 2º Distrito. Todavia, documentos afirmam que pouco tempo depois, ainda nos primeiros anos do século XX, uma comissão formada por lideranças comunitárias locais, descontentes com a pouca atenção recebida do município mãe, lutava insistentemente pela emancipação do distrito. A conquista só foi alcançada em 17 de maio de 1924. O novo município, instalado na semana seguinte, em 24 de maio, agregou os territórios pertencentes a Nova Pádua, até então 4º Distrito de Caxias e emancipado de Flores da Cunha em 1992, Otávio Rocha e Mato Perso, atuais 3º e 4º Distritos de Flores da Cunha. 
Distrito criado com a denominação de Nova Trento, por Ato nº 5, de 03 de julho de 1890 e por Ato Municipal n.º 1, de 26 de maio de 1924, subordinado ao município de Caxias (atual Caxias do Sul). 
Elevado à categoria de município com a denominação de Nova Trento, pelo Decreto Municipal n.º 3.320, de 17 de maio de 1924. Pelo Decreto n.º 12, de 21 de dezembro de 1935, passou a denominar-se Flores da Cunha. 
O município é constituído de três distritos: Flores da Cunha, Mato Perso e Otávio Rocha.
Em 2015, a língua talian foi cooficializada em Flores da Cunha.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Nova Trento, por Ato Municipal n.º 5, de 03 de julho de 1890 e por Ato Municipal n.º 1, de 26 de maio de 1924, subordinado ao município de Caxias. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Nova Trento, pelo Decreto Estadual n.º 3.320, de 17 de maio de 1924, desmembrado de Caxias. Sede no antigo distrito de Nova Trento. Constituído de 2 distritos: Nova Trento e Nova Pádua, ambos desmembrados de Caxias. Instalado em 24 de maio de 1924. 
Por Ato Municipal n.º 6, de 16 de junho de 1924, é criado o distrito de Otávio Rocha e anexado ao município de Nova Trento. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Nova Trento, Nova Pádua e Otávio Rocha. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município de Flores da Cunha é constituído de 3 distritos: Flores da Cunha, (ex Nova Trento), Nova Pádua e Otávio da Rocha. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 9.560, de 20 de março de 1992, é desmembrado de Flores da Cunha o distrito de Nova Pádua. Elevado à categoria de município. 
Pelo Artigo n.º 191, de 13 de maio de 1990, é criado o distrito de Mato Perso e anexado ao município de Flores da Cunha. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 3 distritos: Flores da Cunha, Mato Perso e Otávio Rocha. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Cultura
A cidade teve colonização italiana, recebendo os primeiros imigrantes em 1876. Um forte apelo turístico do município é a preservação das tradições culturais herdadas dos imigrantes italianos: a língua, a gastronomia, a música, a religiosidade, os usos e costumes, assim como os demais elementos da cultura de imigração da região nordeste do estado do Rio Grande do Sul.
Na área rural, as pequenas colônias são produtoras de licores, queijos, vinhos e outros produtos coloniais.
A história do galo
Flores da Cunha é conhecida como a "Terra do Galo" devido a um episódio quando um mágico passou pela cidade. Em meados da década de 1930 foi anunciando um show de um mágico (supostamente chamado "Dipiero") em que ele cortaria a cabeça de um galo e, em seguida, faria a cabeça unir-se novamente ao resto do corpo, trazendo o galo de volta à vida. Na hora do show o mágico convidou algumas autoridades ali presentes (o Prefeito e o Delegado) para segurarem a ave. Ele cortou a cabeça do galo, contudo não conseguia unir a cabeça da ave ao corpo.
Neste instante, lembrou-se que havia esquecido de trazer ao palco, um líquido mágico (algumas versões dizem "pó mágico") que faria o milagre acontecer. Ele então saiu do palco e, ao invés de buscar o líquido, acabou fugindo do teatro, levando junto todo o dinheiro da bilheteria. 
Acredita-se que esta história seja apenas uma lenda local, que, provavelmente começou como uma piada por parte da população de Caxias do Sul, embora o truque de decepar a cabeça de uma ave e restaurá-la seja considerado o efeito de ilusionismo mais antigo da história.
Turismo
Ao lado da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, há um imponente campanário de 55 metros de altura, todo em pedras de basalto, num total de 11.122 pedras. Demorou três anos sua construção: de 1946 a 1949, sendo que as pedras eram transportadas de caminhão e puxadas para cima com roldana. Os cinco sinos foram fundidos em Savoia, na França. O maior pesa 1.200 quilos; o segundo, 600 quilos; o terceiro, 350 quilos; o quarto, 150 quilos; e o quinto, 80 quilos. Os quatro relógios, com mostradores de três metros de diâmetro, foram fabricados em Estrela, no Rio Grande do Sul, em 1948.
Na área do turismo de compras, destacam-se a Festa Nacional da Vindima e a Feira de Inverno. No turismo religioso, Corpus Christi e a Romaria ao Frei Salvador, com trilhos e tapetes confeccionados em serragem pela comunidade.
Religião
A religião católica é predominante na cidade, seu principal templo religioso é a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lurdes. A Paróquia pertence à Diocese de Caxias do Sul e sua primeira construção data de 1899, quando a localidade ainda se chamava Nova Trento, em frente à praça central da cidade. O atual Altar Maior foi construído em 1923 com a contribuição de famílias locais, em sua maioria de imigrantes italianos, homenageados com uma placa posta no interior da Igreja como doadores e benfeitores beneméritos.
Corpus Christi
A tradicional programação religiosa e artística para a celebração da festa de Corpus Christi conta com uma extensa produção de tapetes que encanta aos turistas e reafirma a fé do povo de Flores da Cunha.  A cada ano, cerca de 60m³ do centro da cidade são recobertos com tapetes criados manualmente com serragem colorida por centenas de voluntários, ligados à bairros, escolas, entidades e movimentos religiosos, entre outros. A cada ano, a produção dos cerca 50 tapetes tem início com o desenho gráfico de cada proposta para que depois as obras de arte ganhem vida nas ruas da cidade. A expectativa a cada ano é a de receber um grande público, a fim de apreciar o verdadeiro espetáculo comunitário promovido pelos florenses e gerar oportunidades para empreendedores da cidade.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 2Geografia 9º01'44" sul e a uma longitude 51º10'54" oeste, estando a uma altitude de 756 metros.
Relevo e Altitude
Flores da Cunha está inserida no Planalto Meridional, com um relevo caracterizado por planaltos e vales profundos. A sede urbana situa-se a uma altitude média de 756 metros, embora existam pontos que beiram os 900 metros.
Solos e Vegetação
Os solos são de origem vulcânica (basálticos), conhecidos pela fertilidade e pela tonalidade avermelhada. São solos ricos em minerais, essenciais para conferir o terroir único aos vinhos locais. A vegetação original é composta pela Mata de Araucária (Pinheiro do Paraná), intercalada com campos e resquícios de Mata Atlântica nas encostas dos vales.
Clima
O clima é o Subtropical Cfb (mesotérmico úmido). Em Flores da Cunha, o verão é longo, morno e úmido; o inverno é curto e fresco. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 7 °C a 27 °C e raramente é inferior a 0 °C ou superior a 31 °C. 
A melhor época do ano para visitar Flores da Cunha e realizar atividades de clima quente é do fim de outubro ao meio de abril. 
A estação morna permanece por 4,1 meses, de 16 de novembro a 20 de março, com temperatura máxima média diária acima de 25 °C. O mês mais quente do ano em Flores da Cunha é janeiro, com a máxima de 27 °C e mínima de 17 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 15 de maio a 10 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 19 °C. O mês mais frio do ano em Flores da Cunha é julho, com a mínima de 7 °C e máxima de 17 °C, em média. 
Em Flores da Cunha, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre pequena variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Flores da Cunha começa por volta de 11 de fevereiro e dura 2,7 meses, terminando em torno de 2 de maio. 
O mês menos encoberto do ano em Flores da Cunha é março, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 61% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 2 de maio e dura 9,3 meses, terminando em torno de 11 de fevereiro. 
O mês mais encoberto do ano em Flores da Cunha é junho, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 55% do tempo. 
Economia
Flores da Cunha é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pelo alto crescimento econômico.
A economia de Flores da Cunha é uma das mais estáveis do Rio Grande do Sul, baseada em três pilares.
A vitivinicultura onde é a maior produtora de uvas do país. O município abriga desde vinícolas boutique, focadas em vinhos finos e espumantes premiados, até grandes indústrias de suco de uva e vinhos de mesa.
A cidade é um polo fabricante de móveis de alto padrão, exportando para diversos países.
Devido à proximidade com Caxias do Sul, Flores da Cunha desenvolveu um parque industrial forte em autopeças e logística.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 2,8 mil admissões formais e 1,8 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 991 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 356.
Até março de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Flores da Cunha, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 234 empresas.
Educação
O município ostenta altos índices de alfabetização e um IDH-M invejável. A educação fundamental e média é bem estruturada, e a proximidade com a Universidade de Caxias do Sul (UCS) permite que os jovens busquem graduação técnica e acadêmica sem deixar a região. Culturalmente, a cidade mantém viva a língua Talian (dialeto vêneto) e celebra suas tradições na Festa Nacional da Vindima (Fenavindima), que ocorre a cada quatro anos.
Turismo
Flores da Cunha é o destino perfeito para quem busca sofisticação e rusticidade.
Os Vinhos dos Altos Montes constituem um roteiro que percorre vinícolas localizadas nas partes mais altas do município, oferecendo degustações e paisagens de tirar o fôlego.
Otávio Rocha é um distrito encantador que parece ter parado no tempo, famoso por sua gastronomia típica italiana (menarosto, massas e polenta) e pelo campanário da igreja matriz.
Os Tapetes de Corpus Christi são uma atração, pois a cidade é mundialmente famosa pela confecção de tapetes de serragem colorida que cobrem as ruas centrais, atraindo milhares de fiéis e turistas.
Esporte
No esporte, o destaque fica para o Ciclismo. O relevo acidentado de Flores da Cunha é um playground natural para praticantes de Mountain Bike e ciclismo de estrada. A cidade frequentemente sedia etapas de campeonatos regionais. Além disso, o futebol amador é uma instituição local, com clubes tradicionais que mobilizam as comunidades do interior em torneios que terminam, quase sempre, em um bom churrasco e vinho da casa.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 3 de julho de 2026

SERRA DO RAMALHO - BAHIA

Serra do Ramalho é um município brasileiro do estado da Bahia, situado no Oeste deste estado, no Vale do São Francisco. Sua população de acordo estimativa do IBGE em 2025 era de 36.252 habitantes.
História
Localizado no Oeste baiano, entre o Rio São Francisco e a serra com seu mesmo nome, o município de Serra do Ramalho nasceu na década de 70, como “Projeto Especial de Colonização - PEC”, que tinha por objetivo receber famílias desalojadas pela barragem de Sobradinho. Havia também famílias dos povoados de Pau-a-Pique, Bem-Bom, Intãs e Barra da Cruz, ambos do município de Casa Nova, localizadas no raio de construção da barragem. Na época, o governo dedicava-se a grandes projetos de assentamento: organizado a partir de um sistema fechado e simétrico de 23 agrovilas, o projeto foi o último de colonização realizado na Bahia. 
Os primeiros a pisar em solo serramalhense foram os bandeirantes, levando o ciclo do couro e mineração. Posteriormente, a área era habitada por populações ribeirinhas remanescentes de quilombos da região; há muito tempo famílias ocuparam (e ainda ocupam) as margens do Rio São Francisco no município. Com a criação do Projeto, diversos lotes foram ofertados aos pescadores que residiam em determinadas comunidades, ao passo que alguns resistiram e não se mudaram. 
Com isso, a Comissão de Emancipação do Projeto propõe a criação de Projetos de Assentamento, para áreas de preservação ocupadas por populações ribeirinhas. Assim, criou-se o Projeto de Assentamento Agroextrativista São Francisco - PAE São Francisco, com o objetivo de promover a regularização fundiária das comunidades tradicionais ribeirinhas. O projeto contou com a elaboração dos moradores das comunidades em questão, e com o apoio e aprovação do INCRA e órgãos ambientais. 
Por volta da década de 50, o chefe indígena Apolônio Kinane chegou à Agrovila 19 com a tribo Pankaru. Após anos de luta contra a ação de grileiros, em 1991, os indígenas conquistaram a homologação de cerca de mil hectares de terra para a criação de sua aldeia (Aldeia Vargem Alegre), bem como um lote de três hectares na Agrovila 19.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de Serra do Ramalho, pela Lei Estadual n.º 5.018, de 13 de junho de 1989, desmembrado de Bom Jesus da Lapa. Sede no atual distrito de Serra do Ramalho (ex povoado de Agrovila nº 9). Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1990. 
Em divisão territorial datada de 1993, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Localiza-se entre o Rio São Francisco e a serra de mesmo nome do município. Situa-se a 845 km da capital Salvador e a 328 km de Barreiras que é a principal cidade da região oeste da Bahia.
Relevo e Altitude
A altitude média gira em torno de 450 metros. O município é dominado por superfícies planas (chapadas), mas o nome "Serra" vem do maciço calcário que se destaca na paisagem, abrigando um dos sistemas de cavernas mais importantes do Brasil.
Clima
O clima é o Semiárido (BSh), com temperaturas elevadas durante todo o ano, médias de 26°C a 28°C. O período chuvoso é curto e concentrado entre novembro e março, o que torna vital a irrigação vinda do Rio São Francisco.
Solos e Vegetação
Os solos são predominantemente Latossolos e solos calcários. A vegetação é uma zona de transição entre a Caatinga e o Cerrado, com presença de matas ciliares nas margens dos rios e vegetação rupestre nas áreas de serra.
Economia
Serra do Ramalho é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
O município já ostentou o título de um dos maiores produtores de maracujá do mundo. A cultura permanece forte e tecnológica em 2026.
O cultivo de banana, milho e feijão garante a subsistência e o superávit comercial das famílias.
A criação de gado de corte e leiteiro tem crescido nas áreas de pastagem natural do Cerrado, aproveitando a logística regional para o abate.
O setor de serviços na Agrovila 09 é o pulmão financeiro, concentrando bancos e o varejo que abastece todas as outras
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 98 admissões formais e 89 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 9 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -5.
Até março de 2026 não houve registro de novas empresas em Serra do Ramalho. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 5 empresas.
Educação
Na área da educação, Serra do Ramalho enfrenta o desafio geográfico de atender alunos espalhados por dezenas de vilas rurais. O município conta com uma rede de escolas municipais e estaduais que operam com um robusto sistema de transporte escolar. Nos últimos anos, houve um investimento em escolas técnicas voltadas para a agroecologia e gestão rural, visando fixar o jovem no campo com conhecimento técnico para modernizar a produção familiar.
Turismo
O potencial turístico de Serra do Ramalho é extraordinário e ainda em fase de descoberta pelo grande público:
A Gruta do Padre é considerada uma das maiores cavernas do Brasil em extensão, é um labirinto de galerias com formações estalactíticas de rara beleza. É um destino sagrado para espeleólogos e turistas de aventura.
O Rio São Francisco oferece praias fluviais sazonais e locais para pesca esportiva, sendo o principal refúgio de lazer da população local.
A proximidade com Bom Jesus da Lapa integra o município nas rotas de romarias, com muitos visitantes aproveitando para conhecer as belezas naturais da serra.
Esporte
O esporte em Serra do Ramalho é o grande integrador das Agrovilas. O Futebol Amador é a modalidade rainha, com o Campeonato Municipal mobilizando rivalidades históricas entre as vilas. Além do futebol, o município tem investido em infraestrutura para o futsal e o vôlei. Recentemente, as provas de vaquejada e esportes equestres ganharam destaque, refletindo a cultura do homem do campo e atraindo competidores de todo o Oeste Baiano.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .