sábado, 25 de abril de 2026

MACAU - RIO GRANDE DO NORTE

Macau é um município brasileiro no estado do Rio Grande do Norte, localizado no Polo Costa Branca. De acordo com o IBGE, no ano 2024 sua população era estimada em 28.384 habitantes. Macau possui uma área territorial de 775.302 km² e está localizada a 175 km da capital do estado, Natal. 
Suas origens remontam ao início do século XIX, quando ainda era conhecida por ilha de Manoel Gonçalves — região já colonizada para a produção de sal. O município está numa região produtora de sal marinho (uma das principais do Brasil), petróleo e de pescados, sendo um dos maiores produtores nacionais de sardinha. Macau é bastante conhecida na região por seu carnaval, o que atrai visitantes de quase todo o estado do Rio Grande do Norte.
História
A extração do sal foi um dos principais fatores que determinaram o povoamento do Rio Grande do Norte. Documentos do início do século XVII ressaltam as riquezas de suas salinas e a excelência do sal ali existente. Entre essas salinas encontravam-se as que viriam pertencer ao Município de Macau. 
A 20 de agosto de 1605, Jerônimo Albuquerque concedia aos seus filhos Antonio e Matias “uma data que são duas salinas que estão corenta leguas daquy para a banda do norte... nem a terra serve pera cousa nenhuma mas que pera o sal que por sy se cria”. “Essas salinas”, diz Luís da Câmara Cascudo, "quarenta léguas ao norte, em terras que apenas para o sal se prestam e onde este é formado espontaneamente, pela disposição do terreno. foram identificadas pelo Des. Luís Fernandes como sendo as salinas de Macau”
No século XVIII, a extração do sal no Rio Grande do Norte, então importante centro pecuário, ficou intimamente ligada à produção de 'carne de sol', produzida em grande escala pelas 'oficinas' instaladas no baixo Açu. Essa indústria primitiva, porém, foi inesperadamente interrompida em 1786 por determinação da Câmara de Natal, sob alegação de que a exportação de carne acarretava prejuízos a Fazenda Real, uma vez que os barcos não pagavam o subsídio de sangue referente à matança do gado. Aquela indústria quase desapareceu então, e o porto das “oficinas” entrou em decadência. 
Ainda no século XVIII a metrópole criou o monopólio do sal e as salinas do Nordeste, especialmente as do Rio Grande do Norte, situadas nos atuais Municípios de Açu, Macau, Areia Branca, Mossoró e Touros, foram relegadas ao abandono, recomeçando a exploração somente em 1802. 
Entretanto, foi a partir de 1889, com o regime republicano, que a indústria do sal do nordeste tomou certo impulso, sobretudo no Rio Grande do Norte, onde, em alguns Municípios, entre os quais se incluía Macau, as condições do terreno e dos ventos se apresentam extraordinariamente favoráveis. Com a concessão feita a Antônio Coelho Ribeiro Roma, em 26 de outubro de 1889. para instalar máquinas de exploração e purificação do sal em terrenos devolutos do Rio Grande do Norte, houve uma considerável valorização da região salineira do Estado, cujas riquezas salíferas passaram a despertar maior interesse entre os homens de negócios. 
O povoamento de Macau foi iniciado na ilha de Manuel Gonçalves, que em 1825 começou a ser invadida e obstruída pelas águas do Atlântico. A ilha era, nesse tempo, habitada por portugueses, dedicados à exploração e ao comércio do sal. Em 1829, tornando-se impossível a permanência desses habitantes na ilha, decidiram eles transferir-se para outro local, escolhendo então a ilha de Macau, na foz do rio Açu. 
Os fundadores do povoado de Macau foram os portugueses Capitão Martins Ferreira. quatro genros destes - José Joaquim Fernandes, Manuel José Fernandes, Manuel Antonio Fernandes e Antonio Joaquim de Sousa - e ainda João Garcia Valadão e o brasileiro João da Horta. 
Macau é uma corruptela da palavra chinesa Ama-ngao, que significa abrigo ou porto de Ama, deusa dos navegantes. 
Macau tornou-se Município pela Lei n.º 158, de 2 de outubro de 1847. A Comarca foi criada pela Resolução n.º 644, de 14 de dezembro de 1871. A Lei n.º 761, de 9 de outubro de 1875, concedeu à sede do Município foros de cidade. 
Segundo o quadro administrativo do País. vigente a 1º de janeiro de 1958, o Município é constituído de um único distrito, o da sede. 
Gentílico: macauense.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Macau, pela Resolução Provincial n.º 294, de 19 de agosto de 1854. Elevado à categoria de vila com a denominação de Macau, pela Lei Provincial ou Resolução Provincial nº 158, de 02 de outubro de 1847, que transferiu para a povoação de Macau a sede de Angicos. Elevado à condição de cidade com a denominação de Macau, pela lei provincial ou Resolução Provincial n.º 761, de 09 de setembro de 1875. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 603, de 31 de outubro de 1938, é criado o distrito de Independência e anexado ao município de Macau. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Macau e Independência. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 268, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Independência passou a denominar-se Pendências. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Macau e Pendência ex Independência. Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, desmembra do município de Macau o distrito de Pendência. Elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, Macau pertence à região geográfica intermediária de Mossoró e à região imediata de Açu. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Macau, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Potiguar. Está a 182 km de Natal, capital estadual, e a 2 351 km quilômetros de Brasília, capital federal. 
Banhado pelo Oceano Atlântico a norte, Macau possui a maior costa litorânea dentre os municípios potiguares, com 39,77 km de praias. Limita-se com Afonso Bezerra, Pendências e Pedro Avelino a sul; Guamaré e novamente Pedro Avelino a leste e a oeste Carnaubais, Porto do Mangue e Pendências. Ocupa uma área territorial de 775,302 km² (1,4681% da superfície estadual), dos quais 2,886 km² em área urbana. 
Relevo
O relevo do município, com altitudes inferiores a cem metros, é formado pela planície costeira, caracterizada pela presença de dunas de areia e quartzo modeladas pela ação eólica, e sucedida pelos tabuleiros costeiros ou planaltos rebaixados. A maior parte de Macau, incluindo a área costeira, está inserido no Grupo Barreiras, constituído por arenitos intercalados por argila, provenientes do período Terciário, há cerca de trinta milhões de anos. 
Hidrografia
No estuário do rio Piranhas-Açu está a planície fluviomarinha, constituída pelos aluviões, onde estão as áreas de extração de sal. Na parte sul do município encontram-se tanto as rochas calcárias da formação Jandaíra quanto os arenitos da Formação Tibau.
Macau possui parte seu território na faixa litorânea norte de escoamento difuso e o restante na bacia hidrográfica do Rio Piranhas–Açu, cuja foz se localiza próximo à cidade. Os outros rios que passam pelo município são Amargoso, Camurupim e dos Cavalos, além dos riachos Baixa do Tamanduá, Manoel Casado, Pau-Florado e da Oiticica.
Solos
A maior parte dos solos de Macau são arenosos, pouco férteis e bastante drenados, caracterizando as areias quartzosas ou neossolos. Por outro lado, no estuário do rio Piranhas-Açu estão os gleissolos ou solochak solonétzicos, altamente salinos e bastante mal drenados, cobertos por manguezais e espécies herbáceas e rasteiras (halóficas), adaptadas à salinidade. Além destes, existem também áreas menores de cambissolo, latossolo (do tipo vermelho amarelo equivalente eutrófico) e luvissolo, este último chamado de podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico na antiga classificação brasileira de solos. 
Com exceção da costa, onde estão as restingas, e dos gleissolos, o solo macauense é coberto por uma vegetação xerófila de pequeno porte, a caatinga, que perde suas folhas na estação seca, existindo também áreas de carnaubeira, de porte maior. Parte do município está inserido na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Ponta do Tubarão, criada em 18 de julho de 2003 pela Lei Estadual n.º 8.349, cobrindo uma área de cerca de treze mil hectares em Macau e Guamaré. 
Clima
Mesmo localizado no litoral, o clima de Macau é semiárido, do tipo Bsh na classificação climática de Köppen-Geiger, com temperaturas médias mensais em torno dos 28 °C e índice pluviométrico de pouco mais de 500 milímetros (mm) anuais, um dos mais baixos do país, concentrados em poucos meses, sendo o pico observado em março e abril. O tempo de insolação é de aproximadamente 2.600 horas/ano. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1970, 1973 a 1985 e 1994 a 2018, a menor temperatura registrada em Macau foi de 17,3 °C em julho de 1964, nos dias 16 e 17, e a maior atingiu 38,9 °C em 3 de março de 2013. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 148,3 mm em 5 de abril de 1985. Outros acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 125 mm em 9 de abril de 1985, 124,4 mm em 17 de abril de 1985, 113,5 mm em 3 de abril de 2008, 112,7 mm em 16 de março de 1982, 105,8 mm em 31 de março de 1967, 104 mm em 22 de janeiro de 2016 e 100,8 mm em 13 de abril de 1964. O mês mais chuvoso da série histórica foi abril de 1985, com 622,5 mm. O ano de 1985 também foi o ano mais chuvoso, com 1 780,6 mm.
Economia
A economia de Macau é sustentada por três pilares robustos que definem a identidade do município:
- Sal Marinho: Macau é o coração da produção salineira nacional. Suas salinas mecanizadas utilizam a energia solar e eólica para produzir a vasta maioria do sal consumido no Brasil e exportado para o mundo.
- Petróleo e Gás: O município abriga importantes campos terrestres e de águas rasas da Bacia Potiguar. A presença de refinarias e unidades de processamento de gás natural gera uma cadeia de serviços e royalties fundamentais para a arrecadação municipal.
- Pesca e Carcinicultura: A produção de camarão em cativeiro e a pesca artesanal de mariscos e peixes de águas profundas complementam a renda de milhares de famílias.
Educação
Na área da educação, Macau destaca-se como um polo de formação tecnológica. O município sedia um campus do IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte), que oferece cursos técnicos e superiores voltados especificamente para as demandas locais, como Recursos Minerais, Química e Meio Ambiente. Essa infraestrutura educacional é crucial para qualificar a mão de obra que atua nas indústrias de petróleo e sal.
Turismo
O turismo em Macau é multifacetado, unindo o fervor cultural às belezas naturais.
- Carnaval de Macau: É considerado um dos maiores e mais tradicionais carnavais de rua do Nordeste. O famoso "mela-mela" atrai dezenas de milhares de turistas todos os anos, movimentando hotéis e o comércio local.
- Praia de Camapum: Principal balneário da cidade, possui infraestrutura de barracas e águas tranquilas, ideal para o lazer familiar.
- Turismo Industrial: As gigantescas "montanhas de sal" e as torres de petróleo oferecem um visual industrial exótico que atrai fotógrafos e curiosos.
- Ecoturismo: Passeios de barco pelos manguezais e canais do Rio Piranhas-Açu permitem o contato com a fauna local e a observação de aves migratórias.
Feriados municipais
Os seguintes dias são feriados no município de Macau: 
- 15 de agosto – Dia de N. S. dos Navegantes.
- 9 de setembro – Emancipação Política do Município Cível.
- 8 de dezembro – Padroeira Nossa Sra. da Conceição.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

quinta-feira, 23 de abril de 2026

PARATINGA - BAHIA

Paratinga é um município brasileiro no interior do estado da Bahia, Região Nordeste do país. Localiza-se a uma distância de 710 quilômetros a oeste da capital estadual, Salvador, e 749 quilômetros a leste da capital federal, Brasília. Ocupa uma área de aproximadamente 2.624,118 km² e sua população conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 30.680 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o nonagésimo segundo mais populoso do estado e terceiro de sua microrregião. 
Parte do propósito de povoação do interior do Brasil, Paratinga é uma das cidades mais antigas da Bahia. Se desenvolveu a partir do século XVII em fazendas e terras do latifundiário Antônio Guedes de Brito. O município tornou-se local importante da região por abrigar um porto estratégico do qual populações passavam pelo Rio São Francisco. Foi o centro do poder econômico e político dos Guedes de Brito e, no século XVIII, seu território era o maior do estado e abrangia até a divisa com o estado de Minas Gerais. Com o passar dos anos, o território foi reduzido com a emancipação de vários municípios, como Bom Jesus da Lapa, Ibotirama e Macaúbas. 
Atualmente, Paratinga é berço de um considerável patrimônio histórico. Várias de suas construções antigas contam com influências do neobarroco e do art déco. Além de seu arcabouço cultural, o município é destaque em turismo, especialmente com as fontes termais do distrito de Águas do Paulista e um de seus povoados, Brejo das Moças. No entanto, a cidade, assim como toda a região são franciscana, vive desafios ambientais e econômicos, influenciados pelo descaso da administração pública nacional, ocorrida desde a colonização portuguesa e aos períodos do país como império e república. 
A sede do município possui uma temperatura média anual de 27,9 ºC. Localizada em plena caatinga, com clima semiárido, Paratinga é banhada pelo Rio São Francisco e possui alguns cursos de água sob seu território. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo dados de 2010, é de 0,590, considerado baixo pela Organização das Nações Unidas (ONU). Com distâncias médias de grandes capitais brasileiras, como Salvador, Brasília, Goiânia e Belo Horizonte, o município é servido pela rodovia estadual BA-160, que a liga para várias cidades baianas até a divisa com Minas Gerais. Embora tenha índices pouco favoráveis em certas áreas como a educação, os indicadores socioeconômicos e de infraestrutura apontam melhoras nos últimos anos. 
Etimologia
O nome Paratinga, escolhido para batizar a cidade, é uma adaptação de origem tupi ao antigo nome do município, Rio Branco, por meio do Decreto Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943. O nome consiste na junção dos vocábulos indígenas pará ("rio") e tinga ("branco"). 
História
Primeiros povos e colonização

A região à esquerda e direita do Rio São Francisco, no oeste baiano, no qual Paratinga se localiza, era ocupada por várias populações indígenas, dentre elas os tamoios, cataguás, xacriabás, aricobés, tabajaras, amoipira, tupiná, ocren, sacragrinha e tupinambás. Especificamente em Paratinga, acredita-se que o grupo indígena predominante era o dos tuxás. 
Os primeiros registros da chegada portuguesa à Paratinga datam do século XVI, quando Duarte Coelho Pereira, o capitão donatário de Pernambuco, esteve na região, em uma expedição exploratória, entre os anos de 1543 e 1550. Em 1553, o rei de Portugal D. João III determinou que Tomé de Sousa conhecesse as nascentes do São Francisco. O espanhol Francisco Bruza Espinosa, residente em Porto Seguro, foi o responsável pela expedição que, segundo estudiosos, pode ter chegado até Bom Jesus da Lapa, um ano e meio após o seu início. No entanto, não houve ocupação permanente no local por luso descendentes. Ainda, em 1602, o bandeirante Belchior Dias Moreia passou pela região. 
A colonização, de fato, ocorreria somente no século XVII, quando o pecuarista e latifundiário Antônio Guedes de Brito recebeu sesmarias que compreendiam muitas áreas do interior da Bahia, o que incluía a região de Paratinga, assim formando o seu latifúndio, a Casa da Ponte, que era o segundo maior do Brasil Colonial. Guedes de Brito, conhecido pelo desbravamento, foi também reconhecido pela extinção de grande parte da população indígena da região do Médio São Francisco, escravizando os sobreviventes. 
Mais tarde, após sua morte, sua neta D. Joana da Silva Caldeira Pimentel Guedes de Brito tornou-se proprietária de várias fazendas herdadas pela família. Dentro da Fazenda Santo Antônio do Urubu de Cima surgiu o arraial de mesmo nome, simplesmente conhecido como Urubu, um vilarejo caracterizado pelas atividades pecuaristas e agropecuárias cujos moradores eram formados por luso-brasileiros, indígenas e africanos e que se formou ao redor de uma capela em louvor a Santo Antônio construída em 1680, sendo o templo mais antigo da região do Médio São Francisco. Reza a lenda que o nome da povoação veio por conta da descoberta de uma imagem de Santo Antônio debaixo de uma árvore, enquanto um urubu estava por cima, protegendo-a do sol. 
Pela existência do arraial e de grandes currais de gado, já no início do século XVIII, a região de Paratinga tornou-se ponto estratégico para pousada e passagem de boiadeiros que transitavam entre o interior de Minas Gerais e da Bahia. Além disso, parte do gado que passava pelo local era comercializado em Goiás e Mato Grosso. 
No Vale do São Francisco, os Guedes de Brito possuíam dez fazendas de gado, que eram: Boa Vista, Batalha, Volta, Campos de São João, Itibiruba (Itibiraba), Mocambo, Campo Grande, Curralinho, Riacho dos Porcos e Santo Antônio do Urubu. A região foi mapeada pelo sertanista Joaquim Quaresma Delgado em 1734, contratado para percorrer e mapear o interior da Bahia e de Minas Gerais. 
Naquela época, a grande maioria dos proprietários das fazendas da região eram ausentes de suas posses e, com isso, escravos e outros moradores possuíam certa independência. Na ausência dos senhores, pessoas específicas entre livres, escravos e forros, de origem indígena e afro-brasileira, desempenhavam atividades administrativas e, com isso, gozavam de certo poder hierárquico entre os demais. 
O arrendamento era um importante sistema utilizado da época da Casa da Ponte, e envolvia pessoas de várias regiões e poder econômico, incluindo romeiros que passavam por Bom Jesus da Lapa. Com esta atividade, muitos portugueses e paulistas se estabeleceram com famílias em Santo Antônio do Urubu de Cima ao comprar e arrendar terras dos Guedes de Brito. A comunicação e interação entre parte da população de viajantes de Santo Antônio do Urubu de Cima, Bom Jardim e Santuário do Bom Jesus da Lapa era fundamental no desenvolvimento e povoamento da região, através de rotas terrestres. 
Período colonial e pré-imperial
Na década de 1710, o então Arcebispo da Bahia, D. Sebastião Monteiro da Vide, solicitou ao Rei de Portugal D. João V a criação de novas freguesias, delimitadas em um quadro no ano de 1712. É neste contexto que mais de vinte arraiais, inclusive Urubu, receberam maior destaque. Com o seu crescimento e por conta da Igreja Matriz de Santo Antônio, Sebastião determinou em 11 de abril de 1718 que o Arraial de Santo Antônio do Urubu de Cima se tornasse uma freguesia, com esse mesmo nome. Em 1714, contava com 362 fogos e 3 425 habitantes. 
Em 23 de março de 1746, o Rei João V ordenou, após uma consulta ao Conselho Ultramarino da corte lusitana, que André de Melo e Castro, o Conde das Galveias, criasse a Vila de Santo Antônio do Urubu, desmembrada da de Jacobina. No entanto, a instalação da vila se deu somente em 27 de setembro de 1749, por meio do ouvidor Francisco Marcolino de Souza. 
Na segunda metade do século XVIII, a vila de Santo Antônio do Urubu de Cima constituía um dos principais "mercados negreiros", ou seja, um centro de comercialização de pessoas cativas escravizadas, dos sertões interioranos da Capitania da Bahia, tendo recebido nesse período 601 escravizados, o que fez da vila de Urubu de Cima o segundo maior "mercado negreiro" da Comarca de Jacobina, à qual, apesar de desmembrada administrativamente, continuava judicialmente vinculada, somente perdendo o primeiro lugar para a vila de Santana do Caetité que tinha recebido no mesmo período 1.514 pessoas escravizadas. 
Após a morte de Joana, sua herança e sobrenome passou para o marido através do morgado Guedes de Brito. O último dono das fortunas da família foi João de Saldanha da Gama Melo Torres Guedes Brito, governador da capitania da Bahia entre 1805 e 1809 e responsável pela recepção da família real portuguesa no Brasil, refugiada das guerras napoleônicas, em 1808. Morreu durante o exercício do cargo e, em 1819, os territórios da sesmaria foram tombados e divididos em seis distritos administrativos que receberam o nome dos municípios que os gerenciavam. A ação foi tomada por Pedro Francisco de Castro, procurador e administrador geral da Casa da Ponte. Além de Urubu, Rio de Contas, Rio Pardo, Caetité, Xique-Xique e Jacobina foram contemplados. Segundo o periódico literário O Patriota, em 1813 Urubu correspondia a 18 léguas. 
Na época que prenunciava a independência do Brasil, a província da Bahia vivia um processo de agitação política. Rio de Contas, como uma das principais vilas da região, buscava o apoio de Caetité e Urubu para constituir uma nova província, com territórios baianos e mineiros, da qual Rio de Contas se tornaria capital. A proposta de autonomia, feita em diferentes anos, causou certo mal-estar na relação entre Rio de Contas e Caetité e, mesmo tendo certo impacto na região, não chegou a ser aprovada pela Coroa. 
No mesmo período, em meados de 1822 e 1823, os moradores de Urubu produziram um ofício solicitando um novo ouvidor para a vila por não confiarem em quem estava exercendo a função. Francisco Pires de Almeida Freitas era o responsável pelo cargo àquela altura e a desconfiança da população se dava pelo fato de Freitas ter solicitado ao ministro do Império a mudança da Justiça e Cartório de Urubu para o arraial de Macaúbas, tendo como justificativa uma epidemia de febres ribeirinhas supostamente ocorrida na vila. Outra versão da história consiste em correspondências direcionadas ao Conselho Interno que a mudança era necessária pelos "ataques de despotismo contra os cidadãos", o aliciamento de cativos feito por portugueses e, também, contra ao processo de independência, para garantir a "obediência" de Urubu, em oposição à tensão criada por Rio de Contas. 
Em 10 de abril de 1823, a representação dos moradores da vila, por meio de sete documentos, se posicionou contra a decisão do ouvidor. Não adiantou: a portaria de 17 de dezembro de 1823 determinou a mudança da Justiça e Cartórios para o sítio de Macaúbas. A mudança foi revista apenas em 1834, depois de várias manifestações da população local contra a decisão e por Macaúbas ter-se emancipado em 1832 de Urubu, tornando-se vila independente. 
Período imperial
Naquele período, Urubu vivia várias mudanças e gozava de destaque na região são franciscana, principalmente por centralizar parte do poder público local e ser uma referência comercial e cultural. Em termos de extensão territorial, era o maior município do estado da Bahia. No ano de 1827, a vila limitava-se, ao norte, com a Vila de Pilão Arcado; ao sul com o estado de Minas Gerais; a oeste, com Barra do Rio Grande e Campo Largo; a leste, com Vila de Santo Antônio da Jacobina, Rio de Contas e a Vila Nova do Príncipe e Santana de Caetité. É neste contexto que, em 1830 Urubu recebe sua primeira escola pública; em 2 de maio de 1835, foi criada a Comarca do Urubu, com objetivo de levar o poder do governo imperial à região.
A Comarca do Urubu compreendia os termos de Urubu, Brejinhos e Macaúbas e teve que lidar com problemas crescentes que abrangiam a região. A partir da década seguinte, casos de banditismo, como o cangaço, foram desafios para a comarca, bem como para unidades próximas, como a de Carinhanha e cidades mineiras como Januária. Os sujeitos responsáveis pelas ações eram variados, envolviam homens ricos e pobres, escravos, padres e até juízes. Eram motivados pelo desejo de subversão da ordem que, por consequência, geravam disputas por poder político. As vítimas, normalmente, eram livres pobres, comerciantes e autoridades públicas. No arraial do Bom Jesus, parte do território, ocorria disputas pelo controle da Irmandade de Bom Jesus da Lapa. 
O clima de tensão política em Urubu e em toda a região oeste da Bahia gerou conflitos. Um dos casos mais notáveis ocorreu no dia 24 de janeiro de 1849. Antônio José Guimarães, um conhecido cangaceiro da região e parente de pessoas que ocupavam cargos públicos na vila, deixou todo o local em ruínas durante uma ação de três meses com um grupo armado de cem homens e se autodeclarou governador da região. Seus feitos se estenderam por várias vilas baianas, até que em 1854, em fuga, foi morto na Província de Goiás. Paralelamente aos casos de violência, na mesma época, existia forte rivalidade entre os partidos Conservador e Liberal que chegou, inclusive, a envolver conflitos armados entre o coronel José Rodrigues de Magalhães, líder dos liberais, e os "palhas", liderados pelo conservador e vigário José Domingues dos Santos e que, por consequência, danificou a Igreja do Rosário. 
Ainda, na década de 1850, a província da Bahia sofreu uma epidemia de cólera. Em Urubu, em meados de 1854, ocorreu uma espécie de "epidemia de febre", relatada pelos médicos como uma febre biliosa de caráter benigno. Entre 1857 e 1861, a região, assim como toda a província, sofreu um período grave e preocupante de estiagem, o qual enfraqueceu mais ainda o tráfico de escravos e fortunas de grandes proprietários. A escravidão continuou até a Lei Áurea ser sancionada e, antes disso, muitas pessoas foram libertas do regime, enquanto outras foram vendidas para senhores de outros locais, como Minas Gerais. 
Nas últimas décadas do século, Urubu ainda se destacava pelo comércio de gado e transportes fluviais. Em 19 de julho de 1850, o Barão de Cotegipe, João Maurício Wanderley, foi o primeiro indivíduo a propor a divisão da Província da Bahia, da qual surgiria o Estado de São Francisco. Caso a criação fosse efetivada, Urubu seria a capital, com o nome de União. A proposta não foi aceita, mas o projeto foi revisitado por séculos e ainda, nos dias de hoje, é discutido no Brasil. 
Período republicano aos dias atuais
O estabelecimento da república no Brasil confluiu para a elevação da vila de Santo Antônio do Urubu à categoria de cidade, com o nome Urubu, ocorrida em 25 de junho de 1897, por meio da Lei Estadual n.º 177. Outras regiões, outrora parte do município, foram emancipadas ao longo do tempo. A primeira delas foi Bom Jesus da Lapa, em 1890. Ibotirama, anteriormente conhecida como Bom Jardim, separou-se em 1958. Sítio do Mato tornou-se parte de Bom Jesus da Lapa após a emancipação e se emancipou somente em 1989. O século XX envolve, então, a descentralização do poder político que Urubu ostentava nos anos anteriores. 
Em 29 de maio de 1912, o município deixou de se chamar Urubu e tem seu nome mudado para Rio Branco, por meio da Lei Estadual n.º 884, originalmente um projeto de lei do então deputado e futuro governador da Bahia Antônio Muniz Sodré de Aragão. Em 31 de dezembro de 1943, por meio do Decreto-Lei Estadual n.º 141, ratificado pelo Decreto Estadual n.º 12.978, de 1º de janeiro de 1944, o nome da cidade de Rio Branco foi alterado para Paratinga, perdurando até hoje. 
A década de 1940 ficou marcada pelo início de políticas públicas para o desenvolvimento do Vale do Rio São Francisco, no qual Paratinga está inserida. A construção de Brasília, nos anos seguintes, também colaborou para a integração do município, entre outros, ao Centro-Oeste brasileiro. As rodovias também começaram a chegar ao oeste do estado na mesma época. Entre as décadas de 1950 a 1990, a zona urbana da cidade recebeu energia elétrica, secretarias da prefeitura e iluminação pública. A população rural, ainda em meados da década de 1960, só se transportava com animais terrestres. Em 1953, surgiu o distrito de Águas do Paulista, o único do município além do distrito sede. O asfalto da rodovia BA-160, inaugurada em 1975, chegou apenas na década de 1990. 
Em 1979, Paratinga foi uma das cidades atingidas pela enchente de 1979, provocada pela sobrecarga das barragens de Sobradinho e de Três Marias. Praticamente toda a população urbana ficou desabrigada e parte da população rural também sofreu com alagamentos, o que necessitou de ajuda estatal com a intenção de prover helicópteros para resgates. Em 1980, a pista de pouso de aviões de Paratinga foi desativada e se transformou em um novo bairro que, em parte de seu território, tornou-se a Avenida Rio Branco. 
A maior parte da zona rural de Paratinga começou a receber maiores investimentos do poder público a partir da década de 1990. Durante este período, por meio de administrações de vários prefeitos, foram implantados poços em povoados, abertura de estradas, inaugurações de escolas, redes de telecomunicações e implantação de energia elétrica que, por sua vez, se tornou predominante apenas a partir da década de 2010. 
A alta desigualdade social e pobreza historicamente constatada em Paratinga, em grande parte, permaneceu. Isso se deve, com destaque, à concentração de terra, à dependência do funcionalismo público e às poucas oportunidades e áreas de trabalho que, por consequência, provocam emigrações para os grandes centros urbanos. Outro problema apontado se deve às estiagens que ocorrem na região e causam, como consequência, a diminuição dos recursos naturais. Paratinga é um dos municípios mais populosos da Bahia em situação vulnerável à seca e desertificação.
Geografia
O município de Paratinga está distante 710 km de Salvador, capital estadual, e 749 km de Brasília, capital federal. Ocupa uma área de 2.624,118 km², e se limita com os municípios de Muquém de São Francisco, Ibotirama e Oliveira dos Brejinhos a norte, Bom Jesus da Lapa e Sítio do Mato a sul, Boquira e Macaúbas a leste e novamente Sítio do Mato a oeste. De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Guanambi e Imediata de Bom Jesus da Lapa. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Bom Jesus da Lapa, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale São franciscano da Bahia. 
Relevo
O relevo do município, com altitude máxima de 420 metros, é constituído por Serras Setentrionais do Planalto do Espinhaço, que abrange territórios que se estendem, especialmente, em grande parte da zona rural de Paratinga, além de Pediplano Sertanejo, característico da região de semiárido baiano e de Depressão Sertaneja-São Francisco. As rochas do município fazem parte do batólito monzo-sienítico Guanambi-Urandi, formadas durante o período proterozoico inferior e o arqueano e caracterizadas por ser uma espécie de cinturão móvel.[65][66] Geomorfologicamente, predominam formas de depósitos aluvionares, coluvionares e depósitos fluviais.
Solos
O tipo de solo predominante é o latossolo vermelho amarelo distrófico, com porção secundária, concentrada em ilhas e margens dos rios, de solo aluvial eutrófico. Paratinga faz parte do polígono das secas e caracteriza por ser uma região de pouca chuva mas de alta fertilidade. Há também podzolítico vermelho amarelo equivalente eutrófico e regosol.
Vegetação
A cobertura vegetal de Paratinga é formada pela caatinga xerófila, típica do sertão nordestino, com predominância de com a predominância de cactáceas. Entre as espécies mais encontradas estão os umbuzeiros, umburanas, licuri, icó, cassatinga, alecrim, azedinhas, barriguda, macambira e caroá. 
Hidrografia
Paratinga é banhada pelo Rio São Francisco, localizado à esquerda do município e situado na bacia hidrográfica homônima. Pelo município, também passa o Rio Santo Onofre, afluente do São Francisco e o Riacho do Paulista, do distrito de Águas do Paulista. De acordo com a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros publicada em 1958, também destacava-se o Riacho Santa Rita que, assim como o Santo Onofre, era periódico e afluente do São Francisco. A cidade ainda contava com lagoas, como a do Largo, a Grande, a do Jacaré, a de Ipueira, a de Tapera e a do Marinheiro, todas resultantes do transbordamento do rio, quando dispunha de maiores níveis de água. 
A cidade também dispõe de várias ilhas, também utilizadas para agricultura. A principal delas e localizada à margem oeste da zona urbana, a Ilha de Paratinga, é a maior ilha fluvial de todo o Rio São Francisco, contando com 12.000 metros de comprimento e 300 metros de largura. Além disso, Paratinga possui a Ilha Mangal (4.000 m de comprimento e 300 m de largura), a Ilha dos Cavalos (5.000 m de comprimento e 1.000 m de largura) e a Ilha Barroso (5.000 m de comprimento e 1.250 m de largura). No distrito de Águas do Paulista e no povoado Brejo das Moças, Paratinga dispõe de fontes termais. 
Clima
O clima paratinguense é caracterizado, segundo o IBGE, como subúmido seco semiárido[79] (tipo BSh segundo Köppen), com temperatura média anual de 25,9 °C e pluviosidade média de 768 mm/ano, concentrados entre os meses de novembro e março, sendo dezembro o mês de maior precipitação (148 mm). O mês mais quente, outubro, tem temperatura média de 27,9 °C, sendo a média máxima de 34,8 °C e a mínima de 21,0 °C. E o mês mais frio, junho, de 24,3 °C, sendo 32,1 °C e 16,5 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.
Ecologia e meio ambiente
Paratinga faz parte do polígono das secas desde a criação do decreto-lei que delimitou a região em 1936, ao passo que o desmatamento do bioma na região, entre 2009 e 2010, atingiu a taxa de 0,05% do território que compreende o município. Estiagens estão presentes no município por séculos, também conforme as variações climáticas existentes na região e a má distribuição das chuvas que, em certos casos, caem em grande quantidade num curto espaço de tempo. Nos anos de 1993 e 1995, por exemplo, a seca predominante no oeste da Bahia fez com que o então prefeito Eduardo do Vale Barbosa, juntamente com outros 40 prefeitos do oeste baiano, discutissem soluções para a seca na região. Foi nesta época que vários povoados da zona rural da cidade receberam poços artesianos, ações também feitas em administrações posteriores, seja com recursos próprios ou em parceria com a CODEVASF. 
Apesar das estiagens frequentes ao longo da história do município, percebe-se um aumento na frequência das secas nos últimos anos. Em 2012, o estado da Bahia declarou situação de emergência de 158 municípios, incluindo Paratinga. Em 2014, a prefeitura decretou que o município estava passando por um "grande período anormal de estiagem". No mês seguinte, o governo estadual incluiu a cidade entre outras 109 em estado crítico e foi considerada a pior seca em cem anos. No ano seguinte, em 2015, a barragem de Sobradinho sofreu a pior estiagem em quarenta anos. Em contrapartida, nos meses de novembro de 2015 e janeiro de 2016, Paratinga recebeu chuvas com níveis acima do esperado. Casas, ruas e estradas ficaram alagadas enquanto parte da população se queixou dos problemas com o saneamento que, com as precipitações, se misturou e gerou riscos de doenças infecciosas. 
Os impactos ambientais sofridos pelo Rio São Francisco são o principal problema ambiental da cidade. Por ser um município cujo saneamento é abastecido pelo curso d'água e as atividades na agricultura e criação de animais são a principal fonte de renda da população, as secas causam prejuízos constantes aos paratinguenses. Os moradores mais afetados estão nas comunidades ribeirinhas que, em muitas das vezes, não possuem outra forma de sustento a não ser pela pesca artesanal. A consequência é um rio cada vez mais assoreado, com processos de erosão os quais impedem a navegabilidade em seus leitos. Por conta disso, em 2014, o governo estadual prestou apoio financeiro à população e promoveu a construção de cisternas e barragens.
Etnias e imigração
Paratinga foi formada predominantemente, no século XVII, por portugueses, africanos e indígenas. Grande parte dos nativos, originais do oeste baiano, foram mortos, mas a parcela restante foi escravizada juntamente com descendentes de africanos. Com relação aos africanos, a maioria deles eram oriundos de países da região oeste da África, como Angola (especialmente da etnia ganguela), Cabo Verde e Guiné, bem como, também, Moçambique. Com o incentivo do poder colonial na reprodução, com os anos a quantidade de mestiços e afrodescendentes sem identificações nos registros do município, aumentou. Outra parte considerável de negros eram vendidos de Minas Gerais. Segundo o Censo demográfico do Brasil de 1872, Paratinga tinha 944 indivíduos ainda submetidos ao regime escravista. 
Paratinga também conta com três quilombos reconhecidos: O bairro Tomba, na zona urbana do município, além dos povoados Barro e Lagoa do Jacaré, formados predominantemente por pessoas negras. Em 2015 existia uma comunidade cigana no município, formada por trinta famílias, reconhecidas pelo Ministério Público Federal (MPF). 
Religião
Conforme divisão oficial da Igreja Católica, Paratinga está inserida na Diocese de Bom Jesus da Lapa. A formação de instituições religiosas na cidade, no entanto, antecede a existência de templos religiosos em toda a região. Em 1680 foi construída a Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, existente até os dias de hoje, mas parcialmente destruída por conflitos e guerras de origem política ainda durante o século XIX. 
A principal igreja da cidade, a paróquia de Santo Antônio de Paratinga, cujo padroeiro é Santo Antonio de Pádua, foi criada em 1718. Em 2015, ocorreu um incêndio em sua estrutura, o que causou, em consequência, sua reforma e recuperação. No censo de 2010 o catolicismo romano era a religião da maioria da população, com 26.756 adeptos, ou 90,69% dos habitantes. 
Paratinga também possui alguns credos protestantes ou reformados. Em 2010, 1.970 habitantes se declararam evangélicos (6,68%), sendo que 945 pertenciam às evangélicas de origem pentecostal (3,20%), 220 às evangélicas de missão (0,75%) e 805 a igrejas evangélicas não determinadas (2,73%). Das igrejas evangélicas pentecostais, 301 pertenciam à Assembleia de Deus (1,02%), 110 à Congregação Cristã do Brasil (0,37%), 168 à Igreja Universal do Reino de Deus (0,57%), 20 à O Brasil Para Cristo (0,07%), 6 à Igreja do Evangelho Quadrangular (0,02%) e 339 a outras igrejas pentecostais. Em relação às evangélicas de missão, 138 eram batistas (0,47%), 44 luteranos (0,15%) e 38 adventistas (0,13%). 
Além do catolicismo romano e do protestantismo, também existiam 119 espíritas (0,40%), 103 umbandistas (0,35%) e 21 testemunhas de Jeová (0,07%). Outros 258 não tinham religião (0,88%), entre os quais 20 ateus (0,07%); 103 pertenciam a outras religiosidades afrobrasileiras (0,35%)
Economia
Nos primeiros séculos de Paratinga, a economia da cidade foi fortemente marcada por atividades do setor primário. A pecuária e agricultura fizeram parte da rotina da maior parte da população paratinguense, enquanto o comércio local foi expandido conforme a povoação no interior brasileiro. Com a presença do Rio São Francisco, o transporte fluvial permaneceu como atividade durante anos para os comerciantes, que carregavam cargas para localidades próximas, como Bom Jesus da Lapa e até regiões mais distantes, como Jacobina e Xique-Xique. A partir do período republicano e a povoação no Vale do Santo Onofre, povoados e famílias rurais fizeram com que a cidade se destacasse na produção de cachaça. Em 1995, o município apresentou uma produção considerável de cana-de-açúcar, ao utilizar mil hectares de área colhida para o alimento e estando entre os principais em termos de produção no estado. Hoje, o município também se movimenta pelo turismo, principalmente por meio de seu distrito, Águas do Paulista, além do Brejo das Moças. 
Infraestrutura
O setor de estrutura urbana de Paratinga é de responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos que, dentro de sua delegação, tem a função de zelar pela limpeza e desenvolvimento da urbanização na cidade. 
Saúde
A rede de saúde de Paratinga possuía, em 2009, sete estabelecimentos, sendo todos eles prestavam atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS), com um total de 44 leitos para internação (todos públicos). Em abril de 2010, a rede profissional de saúde do município era constituída por 32 médicos, 21 auxiliares de enfermagem, cinco técnicos de enfermagem, 12 enfermeiros, três farmacêuticos, cinco cirurgiões-dentistas, três fisioterapeutas, um assistente social, dois nutricionistas e dois psicólogos, totalizando 86 profissionais. 
Paratinga faz parte da Macrorregional de Saúde Oeste da Bahia e da Regional de Saúde de Ibotirama, a qual abrange, também, os municípios de Barra e Buritirama. 
Educação
Em 1828, Paratinga dispunha de aulas de Letras e Gramática Latina, de forma pública e particular. Mas a primeira instituição escolar que Paratinga recebeu foi uma escola pública, fundada no ano de 1830. Paratinga tem um sistema de ensino primário e secundário, e uma variedade de profissionais da educação. Além de escolas de ensino fundamental e médio, o município abrigou o Centro de Tecnologia Educacional Deputado Luís Eduardo Magalhães. Fundado em 2001 e mantido até à década de 2010, o instituto foi o primeiro órgão público da cidade a oferecer aulas de informática e, anos depois, se transformou em um polo de educação superior à distância da Universidade Norte do Paraná (Unopar). 
Transporte
Até a metade do século XX, Paratinga contava com vários meios de transporte. Em seus primeiros séculos, o transporte fluvial desempenhava importante função para condução de cargas e pessoas e ainda é utilizado. De acordo com a Enciclopédia dos Municípios, publicada no final da década de 1950, Paratinga também se ligava a outras cidades via rodovias e estradas vicinais. Via terminal rodoviário, o município se ligava à cidade do Rio de Janeiro, à Salvador e outras grandes cidades. Até a década de 1980, Paratinga possuía uma pista de pouso para aviões, que foi fechada. Desde então, o município não possui áreas do gênero.[48][49] O município começou a receber semáforos, parte de suas placas de trânsito e sinalização urbana no ano de 2018. 
No transporte rodoviário, a cidade possui um terminal rodoviário. O município está no estado brasileiro com a segunda maior malha rodoviária do país. A BA-160, rodovia que corta Paratinga, de responsabilidade do governo do estado da Bahia, liga Paratinga a várias cidades do oeste baiano. São elas: Barra, Xique-Xique, Ibotirama, Bom Jesus da Lapa, Iuiú e Malhada, em direção a Minas Gerais. O trecho Ibotirama-Paratinga-Lapa corta territórios indígenas. Paratinga ainda contém estradas vicinais que ligam a zona urbana do município a fazendas, comunidades e povoados rurais, além de ligar a cidade a outros municípios por vias mais curtas. É o caso das regiões dos povoados que compõem o distrito de Águas do Paulista, a estrada das Caatingas, Riacho dos Porcos – Zezé, Junco – Volta da Serra, Pau do Bobo – Muquém, Bom Sucesso[201] e também a estrada do Boqueirão, que corta os povoados de Agreste e Boqueirão de Regino e é usada, por motoristas, como acesso mais curto ao município de Macaúbas. A responsabilidade destas vias é da Prefeitura Municipal de Paratinga, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos. 
Turismo
O turismo em Paratinga é uma mistura de lazer fluvial e patrimônio histórico. A Praia da Marieta é um dos balneários fluviais mais famosos da região. Durante a seca do rio, formam-se bancos de areia branca que atraem banhistas de todo o oeste baiano. O Centro Histórico preserva casarões coloniais e a imponente Igreja Matriz de Santo Antônio, que remete ao período áureo do comércio fluvial. O Carnaval de Paratinga é reconhecido como um dos melhores e mais tradicionais carnavais do interior da Bahia, com blocos de rua e festas que movimentam intensamente a economia local. As festas do padroeiro Santo Antônio, em junho, são o ápice da fé e da cultura popular local, unindo procissões a quermesses e apresentações de reisado.
Cultura
A Secretaria Municipal de Cultura e Igualdade Racial é o órgão da prefeitura responsável pela educação e pela área cultural, turística e religiosa do município de Paratinga, cabendo a ela organização de atividades e projetos culturais. Foi criada em março de 2016, desmembrando-se da Secretaria de Educação, depois de várias reivindicações promovidas por grupos sociais e culturais da cidade. 
Arquitetura e patrimônio histórico
Por se tratar de uma cidade de origem secular, Paratinga possui construções e acervo cultural que diz respeito não somente à sua história, mas também da origem da região oeste são franciscana. O município preserva características de vários períodos da arte, como casas ao estilo neobarroco, principalmente nos centros urbanos. Construções em áreas mais antigas do município, especialmente a Igreja Matriz, possuem influência não só do barroco, mas também de outros estilos mistos e do art déco. 
Em contrapartida, o estado de conservação de grande parte do seu patrimônio histórico e cultural é incerto. No ano de 2001, um diário de bordo produzido pela Expedição Engenheiro Halfeld, em passagem pela cidade, elogiou o estado de conservação de prédios antigos de Paratinga. Em contrapartida, um estudo da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (Alemg) publicado em 2002, por meio da campanha Rio São Francisco Patrimônio Mundial, afirmou que os bens do município estão "abandonados à própria sorte". Em dezembro de 2015, um incêndio destruiu grande parte da principal construção da cidade, a Igreja Matriz, que entrou em processo de reforma e recuperação em seguida. Em 2004, a prefeitura da cidade solicitou uma avaliação do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia em relação às construções de Paratinga com a intenção de tombamento histórico. 
A influência populacional anterior à colonização também está presente na cidade. A Gruta da Lapinha, por exemplo, é um dos locais onde pode se encontrar arte rupestre. Seu município vizinho e antigamente território de Paratinga, Sítio do Mato, abriga também obras e fragmentos cerâmicos. Em certos pontos da zona rural, como no povoado Boqueirão de Regino, também existem desenhos do gênero. 
Literatura e música
Durante o século e XVIII e XIX, Paratinga foi alvo de diversos registros e relatos, que, atualmente, estão descritos em obras acerca da história do Brasil e do estado da Bahia. Em um dos registros mais conhecidos e controversos, o historiador Theodoro Sampaio, ao passar em Paratinga no ano de 1879, fez avaliações negativas do local, afirmando que tratava-se de uma vila antiga, pobre e sem beleza. Durante o século XX, especialmente com a fundação do jornal O Ibopatinga, vários escritores, dentre jornalistas e futuros acadêmicos, participaram da produção de conteúdo. Dentre eles, destaca-se José Evandro de Oliveira Brandão, poeta e jornalista. Outro nome de destaque na literatura paratinguense foi Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães, médico, pesquisador, ensaísta e escritor de várias obras, formado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás, radicado em Goiânia por décadas e, mais tarde, premiado com o Troféu Jaburu, mais notável premiação do estado de Goiás. 
Uma das formas mais antigas e tradicionais de expressão cultural paratinguense está na Sociedade Filarmônica 13 de Junho, orquestra fundada em 1902 e considerada uma das principais filarmônicas da Bahia. O grupo apresenta-se em vários eventos que ocorrem no município, tais como as festas de Santo Antônio, do Divino, de Nossa Senhora da Conceição, de São Sebastião, além de casamentos, cerimônias oficiais e outras atividades culturais. Outra banda da cidade é a Zabumba Alecrim, formada por moradores da zona rural e das regiões periféricas de Paratinga e, segundo especialistas, representa as raízes africanas do município. 
Ao longo da história, foram publicados dois livros que trazem aspectos históricos do município. O primeiro foi Sociedade Filarmônica 13 de Junho: 100 Anos de Tradição e Cultura (2006), de Carlos Fernando Filgueiras de Magalhães. O segundo foi Histórias de Paratinga (2019), do jornalista Tiago Abreu. 
Atrativos e eventos
Paratinga conta com vários pontos turísticos, distribuídos em diferentes pontos do municípios. O principal deles está no distrito de Águas do Paulista, localizando a 34 km do centro do distrito sede. Ele se destaca por conter piscinas naturais de água termo mineral e, em suas imediações, abriga bares e espaços de lazer. Outro ponto é o balneário do Brejo das Moças, caracterizado também pela água natural e quente. 
Por meio do Rio São Francisco, outro ponto de destaque na cidade é o Cais do Porto; a Igreja Matriz de Santo Antônio, existente desde meados do século XVIII; a Praça 2 de Julho, onde ocorrem os principais eventos anuais ocorridos na cidade, tais como carnaval, festa junina, shows de artistas de notoriedade nacional e regional, aniversário da cidade, entre outros; o Centro Cultural Rio Branco, construído no século XX; e o Mercado Municipal, construído em 1938 e está em pleno funcionamento; e a Ilha de Paratinga, considerada a maior ilha do Rio São Francisco. Além disso, localiza-se em Paratinga o Parque de Vaquejada Benjamim de Souza Filho, onde ocorreram atrações de vaquejada e apresentações musicais, de caráter variado. 
Paratinga também concentra vários eventos religiosos e de folclore. Em janeiro, ocorre a Folia de Reis, que envolve missas, folias com bandas e a caretagem. Em fevereiro, a cidade realiza o carnaval, tradicionalmente concentrado na Praça 2 de Julho. Em maio ocorre a Festa do Divino Espírito Santo; em junho a Festa de Santo Antônio e São João, que coincide com o aniversário da cidade. Em dezembro, ocorre a Festa de Nossa Senhora da Conceição. 
Esportes
Paratinga contém um campeonato de futebol amador, que envolve vários times, e também conta com uma seleção, a Liga Esportiva Paratinguense. Ela disputa o Campeonato Baiano Intermunicipal de Futebol desde o ano de 1993. Em regiões rurais do município ocorrem campeonatos regionais. São três: Beira Rio-Paulista, Santo Onofre e Caatingas. Outras iniciativas culturais estão previstas no Calendário da Cultura, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura e Igualdade Racial. 
O principal espaço de esportes do município é o Estádio Municipal Waldemiro Cruz, criado em outubro de 1980 e que possui capacidade para 1.300 pessoas. A prefeitura e a Liga Esportiva Paratinguense são os mantenedores do estádio. Além disso, Paratinga conta com quatro quadras em sua zona urbana, maior parte delas construídas entre as décadas de 1980 e 1990 e ligadas à prédios públicos escolares. Na zona rural, destaca-se a quadra do povoado do Agreste. São mantidas por escolas vinculadas, associações de bancários e pela prefeitura do município.
Vida noturna e culinária
As noites paratinguenses são marcadas por seus bares, praças e espaços de lazer. Concentrados na zona urbana na cidade e, especialmente, entre as áreas de turismo no distrito de Águas do Paulista, o município oferece atrativos que envolvem música, agitação e eventos. A rede hoteleira, por sua vez, não é extensa, mas apresenta alguns hotéis concentrados na zona urbana e no Paulista. 
A culinária paratinguense se destaca por alimentos que fazem parte da produção feita na cidade. O café da manhã em Paratinga é caracterizado pelo avoador, também conhecido como peta, um biscoito branco à base de farinha, que também é destaque entre as safras na cidade. Outros alimentos típicos são o biscoito de tapioca, a cachaça e o tijolo de rapadura. 
Feriados
Segundo o Decreto Municipal n.º 006, de 2015, em Paratinga há, além dos feriados nacionais e estaduais e três pontos facultativos, cinco feriados municipais, que são: dia de São Sebastião (20 de janeiro), dia de Santo Antônio "Padroeiro de nossa paróquia" (13 de junho), dia do aniversário da cidade (25 de junho), dia do evangélico (5 de agosto) e dia de Nossa Senhora da Conceição (8 de dezembro).
Referências para o texto: Wikipédia .

terça-feira, 21 de abril de 2026

SÃO DOMINGOS DO CAPIM - PARÁ

São Domingos do Capim é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à região nordeste do estado, com uma área de aproximadamente 1.677 km². Localiza-se na Região Norte do Brasil, distante 2.016 quilômetros de Brasília, a capital federal. 
História
Fundada em 1758 por Francisco Xavier de Mendonça Furtado (irmão do Marquês de Pombal) o pequeno povoado que em seus primórdios se chamava de São Domingos da Boa Vista, teve sua origem com as primeiras incursões portuguesas nos rios Guamá, Capim e Guajará. 
O nome São Domingos é uma homenagem ao fundador da ordem dominicana Domingos de Gusmão, pois antes de sua fundação havia uma freguesia de padres missionário dominicanos realizando o trabalho de catequese com os nativos. 
Em 19 de agosto de 1932, com o Decreto Estadual n.º 720, a denominação do município foi alterada, passando a se chamar São Domingos do Capim, em homenagem ao Santo Padroeiro e ao rio Capim. 
Desmembramento
O município de São Domingos do capim já foi tão grande que abrigava em seu território os municípios: Bujaru (1943); Paragominas (1965); Rondon do Pará (1982); Ipixuna do Pará(1991); Aurora do Pará (1991). 
O desmembramento se deu pelo desenvolvimento econômico dessas regiões, até mais do que a própria sede, o que levou os mesmos a lutarem por sua independência política. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de São Domingos da Boa Vista, em 1758, no município de Belém. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de São Domingos da Boa Vista, por Decreto n.º 236, de 09 de dezembro de 1890, desmembrado de Belém. Constituído de 3 distritos: São Domingos da Boa Vista, Bujaru e Capim. Instalado em 25 de janeiro de 1891. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: São Domingos da Boa Vista, Bujaru e Capim. 
Pelo Decreto Estadual n.º 720, de 19 de agosto de 1932, a vila de São Domingos da Boa Vista passou a denominar-se São Domingos do Capim. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município já denominado São Domingos do Capim aparece constituído de 5 distritos: São Domingos do Capim, Badajós, Bujaru, Capim e Guajara-Açu. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.972, de 31 de março de 1938, são extintos os distritos de Bujaru e Guajapara-Açu, sendo seus territórios anexados ao distrito sede de São Domingos do Capim. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 4.505, de 30 de dezembro de 1943, o município de São Domingos do Capim passou a denominar-se Capim. Sob o mesmo decreto, são desmembrados do município de Capim os distritos de Bujaru e Guajará-Açu, para constituir o novo município de Bujaru. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município já denominado Capim é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.160, de 10 de janeiro de 1961, o distrito de Capim voltou a denominar-se São Domingos do Capim. 
Pela Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, é criado o distrito de São Pedro do Capim e anexado ao município de São Domingos do Capim. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: São Domingos do Capim e São Pedro do Capim. 
Pela Lei Estadual n.º 3.225, de 04 de janeiro de 1965, é desmembrado do município de São Domingos do Capim o distrito de Paragominas. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 4.649, de 09 de julho de 1976, é criado o distrito de Rondon e anexado ao município de São Domingos do Capim. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município, é constituído de 3 distritos: São Domingos do Capim, Rondon e São Pedro do Capim. 
Pela Lei Estadual n.º 5.027, de 13 de maio de 1982, é desmembrado do município de São Domingos do Capim o distrito de Rondon. Elevado à categoria de município com a denominação de Rondon do Pará. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Ocupando uma área de área de 1.677,249 km² (latitude 01º40'27" sul e a uma longitude 47º46'16" oeste, estando a uma altitude de 20 metros), São Domingos do Capim, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025,  conta com uma população de 32.554 habitantes. Limita-se com os municípios de São Miguel do Guamá, Irituia, Mãe do Rio, Aurora do Pará, Tomé-Açu, Concórdia do Pará e Bujaru. 
Relevo e Altitude
O relevo é predominantemente de baixos planaltos e planícies, típico das áreas de várzea amazônicas. A altitude média é de apenas 15 metros acima do nível do mar. Essa baixa elevação é o que permite a entrada da maré oceânica rio adentro, fenômeno essencial para a ocorrência da Pororoca.
Vegetação
A vegetação é composta por Floresta Ombrófila Densa e extensas áreas de Matas de Várzea. A biodiversidade é riquíssima, com destaque para as palmeiras de açaí, miriti e madeiras de lei que sobrevivem às inundações periódicas.
Solos
Os solos predominantes são os Gleissolos (nas margens dos rios, ricos em matéria orgânica mas sujeitos a alagamentos) e os Latossolos Amarelos (nas áreas de terra firme). A fertilidade das várzeas, renovada anualmente pelos sedimentos trazidos pelas cheias, é um dos grandes ativos agrícolas do município.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Af), com temperaturas elevadas durante todo o ano (média de 27 °C e chuvas abundantes. O regime pluviométrico é dividido entre o "inverno amazônico" (muito chuvoso) e o "verão" (menos chuvoso, mas ainda úmido).
Economia
São Domingos do Capim é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico. A economia capimense é diversificada e resiliente.
O açaí é um dos pilares econômicos, seguido pela produção de mandioca, com a farinha, cacau e pimenta-do-reino.
A criação de gado bovino e bubalino nas áreas de várzea é tradicional e adaptada ao regime das marés.
O setor de serviços é impulsionado pelo fluxo constante de mercadorias fluviais e pelo turismo sazonal.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 318 admissões formais e 239 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 79 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 82.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em São Domingos do Capim. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 7 empresas.
Educação
Na área da Educação, o município conta com escolas de ensino fundamental e médio. Um dos grandes desafios e metas locais é a educação ribeirinha, que exige transporte escolar náutico e calendários que respeitem o regime dos rios. Parcerias com o IFPA e a UFPA buscam qualificar a juventude para o manejo sustentável da floresta.
Turismo
O turismo é o grande cartão de visitas de São Domingos do Capim. A cidade sedia o famoso Surfe na Pororoca, que atrai atletas de todo o mundo.
A Pororoca ocorre quando a maré alta do Oceano Atlântico encontra a correnteza dos rios, criando uma onda contínua que avança quilômetros terra adentro, derrubando árvores e mudando o leito do rio.
O evento não é apenas esportivo, mas cultural, com shows, gastronomia típica (como o peixe frito e o pato no tucupi) e manifestações folclóricas.
Ecoturismo: Além do surfe, o município oferece trilhas fluviais, observação de pássaros e a experiência única de vivenciar o cotidiano das comunidades ribeirinhas.
Dentre os principais pontos de atração turística estão: Parque das Águas de Castanhal; Parques aquáticos; Catedral Santa Maria Mãe de Deus; Praça do Cristo; Igarapé Caraparú; Guará Acqua Park; Balneário Bica e Balneário Lagoinha.
Festividades
São Domingos do capim é um município rico em festividades, onde se incluem: Festival e Surf na Pororoca; CarnaCapim; Festival do Exagero; Círio de Nazaré; Festival da Mandioca; Festival de Verão; Festividade São Domingos de Gusmão; Festival da Canção; Aniversario do Município; Semana da Pátria e Festival do Açaí.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sábado, 18 de abril de 2026

ITATIAIA - RIO DE JANEIRO

Itatiaia é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Integra a microrregião do Vale do Paraíba do Sul. Faz parte da região imediata de Resende, está localizado às margens da Rodovia Dutra e é cercado pela Serra da Mantiqueira. 
Abriga a área de conservação do Parque Nacional do Itatiaia, considerado o primeiro parque nacional do Brasil, onde há o Pico das Agulhas Negras, ponto culminante do estado do Rio de Janeiro, com seus 2.791 metros de altitude. 
Faz parte do município ainda o distrito e parque ecológico de Penedo, com origens na única colônia finlandesa do país, e os distritos de Maringá e Maromba, reconhecidos destinos turísticos da região em meio a serra. 
No Censo Demográfico de 2022, a população era de 30.908 habitantes, sendo sua população estimada em 2025 de 32.713 pessoas. 
Seu bioma predominante é a Mata Atlântica. O município possui 16,66 km² de área urbanizada e 65,55 % de arborização de vias públicas. 
Na cidade está instalada a Usina Hidrelétrica de Funil, de FURNAS Centrais Elétricas, auxiliando no abastecimento da energia do sul fluminense, e que possui uma barragem do tipo abóbada de concreto com dupla curvatura, única no Brasil. 
Há um polo fabril em expansão na cidade, com fábricas como Michelin, Arno, P&G, Ibrame, Hyundai, Jaguar Land Rover, entre outras. 
Etimologia
A origem do nome “Itatiaia” vem do tupi-guarani e significa “pedra cheia de pontas” ou “penhasco pontudo”, uma clara referência às formações rochosas do maciço do Itatiaia, que se destacam pela imponência e pelo relevo acidentado. O nome traduz com fidelidade a paisagem natural que caracteriza o município.
"Itatiaia" é um termo tupi que significa "pedra pontuda", por meio da junção dos termos itá ("pedra") e atîaîa ("pontudo"). 
História
Os índios Puris, que ocuparam originalmente toda a região compreendida entre Queluz/SP e Barra Mansa/RJ foram habitantes das terras que formam o Município. A presença do homem branco só viria no rastro dos Bandeirantes. 
No século XVII suas terras serviam de passagem ou de pouso de viajantes que provenientes do Sul de Minas desmandavam os portos sul fluminenses. A necessidade do escoamento do ouro das Minas Gerais para os portos de Angra dos Reis e Paraty forçou a descida pela serra no roteiro onde hoje existe Mauá, ou pela Serra do Picu, passando por onde hoje é Itatiaia. 
Às margens de ambos os caminhos foram se estabelecendo pequenas áreas de ocupação pelos primitivos ranchadores, destinadas ao abastecimento e pouso dos tropeiros, que transportavam o ouro das minas para o litoral. Com o esgotamento das minas de ouro, teriam descido definitivamente a serra procurando terras onde pudessem se instalar. Esse período marca uma fase de transição econômica, passando da agricultura e pecuária de subsistência, que predominou entre os primeiros rancheiros, para o aparecimento das grandes fazendas de cana-de-açúcar e café, sendo a primeira atividade logo superada pela segunda, com a desativação dos poucos engenhos que chegaram a surgir. 
Com o início do Ciclo do Café, no final do século XVII, surgiram grandes fazendas com plantações, subindo e descendo as encostas dos morros arredondados que ornam o Vale do Paraíba, em Itatiaia. É dessa época a formação das maiores fazendas da região, como a da Cachoeira, a Itatiaia, a Belos Prados, Campo Belo, da Serra, a Fazendinha e a de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, esta última correspondendo à atual área do Parque Nacional do Itatiaia, com suas matas preservadas graças a seu proprietário não ter aderido à monocultura cafeeira. 
Com o fracasso da lavoura do café, por causas amplamente conhecidas e em consequência do surgimento de leis antiescravistas, a maioria das fazendas de café de Itatiaia voltaram-se para a pecuária de pont a e a leiteira, que garantiu a sobrevivência econômica, mas representou significativa mudança em relação aos áureos tempos da “febre cafeeira”. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Campo Belo, pela Lei Provincial n.º 272, de 09 de maio de 1842 e por Decretos Estaduais n.º 1, de 08 de maio de 1892 e n.º 1-A, de 03 de junho de 1892, subordinado ao município de Resende. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Campo Belo figura no município de Resende. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.056, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Campo Belo passou a denominar-se Itatiaia. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito já denominado de Itatiaia figura no município de Resende. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Itatiaia, pela Lei Estadual n.º 1.330, de 06 de julho de 1988, desmembrado de Resende. Sede no antigo distrito de Itatiaia. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de julho de 1989. 
Em “Síntese” de 31 de dezembro de 1994, o município é constituído de distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Geograficamente, Itatiaia está inserida na Serra da Mantiqueira, uma das cadeias montanhosas mais importantes do Sudeste brasileiro. 
Altitude e Relevo
O município apresenta grande variação altimétrica, com altitudes que vão de cerca de 400 metros nas áreas mais baixas até mais de 2.700 metros no Pico das Agulhas Negras, o ponto mais elevado do estado do Rio de Janeiro. Relevo
O relevo é montanhoso e escarpado, com vales profundos, encostas íngremes e áreas de planície nos trechos urbanos.
Solos
Os solos são variados, predominando os solos rasos e pedregosos nas áreas de montanha e solos mais profundos e férteis nos vales.
Vegetação
A vegetação é um dos grandes patrimônios naturais de Itatiaia. O município abriga extensas áreas de Mata Atlântica preservada, com florestas densas, campos de altitude e rica biodiversidade. O Parque Nacional de Itatiaia, criado em 1937, o primeiro parque nacional do Brasil, protege importantes ecossistemas e espécies da fauna e flora, além de ser referência em conservação ambiental.
Clima
Em Itatiaia, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é morna e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 32 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Itatiaia e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao meio de setembro. 
A estação quente permanece por 3,0 meses, de 15 de dezembro a 13 de março, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Itatiaia é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 13 de maio a 9 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Itatiaia é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Economia
Itatiaia é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Itatiaia é diversificada. O setor industrial tem grande relevância, com destaque para o polo industrial localizado próximo à Via Dutra, que abriga empresas dos setores automotivo, metalúrgico, químico e logístico. O comércio e os serviços também desempenham papel fundamental na geração de emprego e renda, impulsionados pela atividade turística.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 3,7 mil admissões formais e 3,6 mil desligamentos, resultando em um saldo de 8 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 417.
Até janeiro de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Itatiaia, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 78 empresas.
Educação
Na área da educação superior, Itatiaia conta com polos de ensino a distância e proximidade com instituições de ensino técnico e universitário localizadas em Resende e cidades vizinhas. Essa integração regional facilita o acesso da população ao ensino superior e à formação profissional, especialmente nas áreas industrial, ambiental e de serviços.
Turismo
O turismo é um dos principais pilares econômicos e identitários do município. O Parque Nacional de Itatiaia é o maior atrativo, oferecendo trilhas, cachoeiras, montanhismo, observação da natureza e turismo científico. Além disso, hotéis, pousadas e atividades de ecoturismo movimentam a economia local ao longo de todo o ano, atraindo visitantes do Brasil e do exterior.
Cultura
Culturalmente, Itatiaia apresenta forte influência da cultura serrana e regional, com festas tradicionais, eventos religiosos e manifestações artísticas ligadas à música, ao artesanato e à gastronomia. 
Esporte
No esporte, destacam-se atividades ao ar livre, como montanhismo, trekking, ciclismo e corrida de aventura, além do futebol amador e de projetos esportivos voltados à juventude.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

quinta-feira, 16 de abril de 2026

PLACAS - PARÁ

Placas é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Baixo Amazonas.
História
A denominação do município surgiu do grande número de placas existentes em determinado trecho da rodovia BR-230. A ideia de colonização da grande área que hoje constitui a Mesoregião do Baixo Amazonas, incluindo o território do atual Município de Placas, foi inspirada na construção da Rodovia Transamazônica. 
O ponto onde se localiza a área urbana de Placas foi exatamente onde se dividiam os trechos Altamira-Itaituba, onde o INCRA e o DNER construíram algumas placas explicando essa divisão. 
O município de Placas foi criado através da Lei Estadual n.º 5.783, de 20 de dezembro de 1993, sancionada pelo governador Jáder Fontenelle Barbalho, tendo sido desmembrado do Município de Santarém. A instalação ocorreu em 01 de janeiro de 1997, sendo primeiro prefeito eleito Francisco Omildo Santiago. 
Etmologia
Placas: termo de origem geográfica, plural do substantivo feminino 'placa', que origina-se do francês 'plaque', designando objeto com formato de tebuleta e com inscrição indicativa. 
Gentílico: plaquense.
Formação Administrativa 
Elevado à categoria de município com a denominação de Placas, pela Lei Estadual n.º 5.783, de 20 de dezembro de 1993, desmembrado de Santarém. Sede no distrito de Placas ex localidade. Constituído de distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1997. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído de distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datado de 2005.
Geografia
Possui uma área demográfica de 7.194,1 Km2, localizado a uma latitude 03º52'04" sul e longitude 54º13'12" oeste. A uma altitude de 95m. De acordo com estimativas do IBGE para o ano de 2025, sua população era de 18.510 habitantes.
Relevo e Altitude
O relevo de Placas é predominantemente ondulado, com a presença de pequenas serras e chapadas que caracterizam o planalto rebaixado da Amazônia. A altitude média da sede municipal gira em torno de 160 metros acima do nível do mar, o que favorece a drenagem dos terrenos.
Clima e Vegetação
O clima é o Tropical Úmido e Seco (Aw), marcado por duas estações bem definidas: um período intensamente chuvoso (janeiro a maio) e um período de seca severa, conhecido localmente como "verão" (julho a novembro). A temperatura média anual é de 26°C, com alta umidade relativa do ar.
A vegetação original é a Floresta Ombrófila Densa. Embora o município esteja em uma região de forte pressão antrópica devido à agricultura, ainda existem grandes áreas de mata nativa e reservas de proteção ambiental que abrigam uma biodiversidade riquíssima.
Solos
Os solos predominantes são os Latossolos Amarelos e Vermelhos. São solos profundos e bem drenados, porém ácidos, exigindo técnicas de correção (calagem) para a produção em larga escala. No entanto, sua estrutura física é excelente para o cultivo de perenes e pastagens.
Economia
Placas é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia de Placas é essencialmente agropastoril. O município seguiu a vocação de seus vizinhos da Transamazônica e hoje é um dos grandes produtores do estado.
Placas integra o polo produtor de cacau do Pará. O cultivo do "ouro marrom" é a base da renda de centenas de produtores familiares.
A criação de gado de corte e leite é expressiva, sustentando uma cadeia de laticínios e frigoríficos na região.
Nos últimos anos, o plantio de soja e milho tem avançado em áreas de pastagens degradadas, trazendo mecanização e novos investimentos tecnológicos para o campo.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 215 admissões formais e 129 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 86 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 16.
Até dezembro de 2025 houve registro de 13 novas empresas em Placas, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 11 empresas.
Educação
A rede de ensino de Placas tem avançado para cobrir a vasta extensão rural. O município conta com escolas de ensino fundamental e médio que buscam integrar o conhecimento técnico agrícola à realidade dos alunos. Além disso, parcerias com o Governo do Estado e instituições federais têm levado cursos técnicos e de formação continuada para jovens que desejam atuar no agronegócio.
Turismo e Cultura
O turismo em Placas é voltado para o ecoturismo e a vivência rural:
O Rio Uruará e seus afluentes oferecem belas paisagens, praias fluviais sazonais e locais para pesca esportiva.
Visitar as fazendas de cacau no período da colheita é uma experiência sensorial única, permitindo conhecer o processo desde a quebra do fruto até a secagem das amêndoas.
A Festa do Cacau e as festas juninas são os grandes marcos sociais do município, reunindo tradições dos migrantes sulistas, nordestinos e dos nativos paraenses.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

terça-feira, 14 de abril de 2026

SANTO ANTÔNIO DO TAUÁ - PARÁ

Santo Antônio do Tauá é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º09'07" sul e a uma longitude 48º07'46" oeste, estando a uma altitude de 17 metros. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 29.234 habitantes. Possui uma área de 537,625 km². 
História
A origem histórica do Município está relacionada com a história do município de Vigia, e remonta ao tempo em que o território era ocupado pelos índios Tupinambás, de cujas terras recebeu a quase totalidade do seu patrimônio territorial. 
Nos quadros de divisão territorial do Estado do Pará datados de 1936,1937 e 1938. 
Santo Antônio se apresenta como distrito de Vigia. Dá-se o mesmo na divisão territorial fixada pelo Decreto-Lei Estadual n.º 4.505, de 30 de dezembro de 1943, onde observa-se que o distrito de Santo Antonio passou a chamar-se de Santo Antônio do Tauá. 
A primeira tentativa de constituir o Município data de 1955, através da Lei n.º 1.127, de 11 de março, a qual foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal no mesmo ano. E o Governo do Estado do Pará em 1956, tornou insubsistente o desmembramento. 
Porém em 1961 esse desmembramento concretizou-se através da Lei n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, com terras desmembradas dos municípios de Vigia e João Coelho. 
Seu território foi formado com parte do distrito de Porto Salvo, que era povoado de Vigia, desde 1896; com o distrito de Borralhos, atualmente denominado São Raimundo de Borralhos, fez parte de Vigia na condição de povoado desde 1899; com o distrito de Espírito Santo do Tauá, cujo nome original era Pregos, foi povoado de Vigia, a partir de 1899, havendo sido elevado a essa condição pela Lei n.º 645, de 6 de junho; além desses, também foi formado o distrito de Tracuateua da Ponta, em 1899, vila essa que também recebia incentivos através do Rio Tauá, que banha a sede e corre ao longo dos três distritos que formam o município; com Santo Antônio do Tauá que constava como vila de Vigia, no Recenseamento de 1950 e finalmente com parte do distrito-sede do município de João Coelho, hoje Santa Izabel do Pará. 
O nome Tauá adveio do vocábulo indígena que significa "Barro Amarelo", dando origem ao nome Santo Antônio do Tauá: "Santo Antônio", por conta do Padroeiro da Cidade, Santo Antônio de Lisboa e "Tauá" pelo vocábulo indígena que significa "Barro Amarelo", ou seja, fielmente traduzida à língua portuguesa, Santo Antônio do Barro Amarelo. 
Atualmente, o Município é constituído pelo distrito sede de Santo Antônio do Tauá e pelos distritos Espírito Santo do Tauá, São Raimundo de Borralhos e Tracuateua da Ponta, distantes da sede do município 12, 28 e 20 quilômetros, respectivamente. 
Formação Administrativa 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Vigia o distrito de Santo Antônio. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 4.505, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Santo Antônio passou a denominar-se Santo Antônio do Tauá. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito de Santo Antônio do Tauá permanece no município de Vigia. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Santo Antônio do Tauá, pela Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Vigia. Sede no antigo distrito de Santo Antônio, atual Santo Antônio do Tauá. Constituído de 2 distritos: Santo Antônio do Tauá e Espírito Santo do Tauá. Criado pela mesma Lei acima citada. Instalado em 24 de março de 1962. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Santo Antônio do Tauá e Espírito Santo do Tauá. 
Pela Lei Estadual n.º 3.149, de 21 de dezembro de 1964, é criado o distrito de São Raimundo de Borralhos e anexados ao município de Santo Antônio do Tauá. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 3 distritos: Santo Antônio do Tauá, Espírito Santo do Tauá e São Raimundo de Borralhos. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
O município de Santo Antônio do Tauá pertence à mesorregião Metropolitana de Belém e à microrregião de Castanhal. 
A sede municipal apresenta as seguintes coordenadas geográficas: 01º 09'06"S e 48º 08'00"W Gr. 
Limites
- Ao Norte - Municípios de Colares e Vigia.
- A Leste - Municípios de Castanhal e Vigia.
- Ao Sul - Municípios de Santa Izabel do Pará e Castanhal.
- A Oeste - Municípios de Santa Bárbara do Pará e Belém.
Geologia
Os solos presentes no Município caracterizam-se pelo Latossolo Amarelo distrófico textura média e Concrecionários Lateríticos Indiscriminados distróficos. Há, também, solos hidromórficos indiscriminados eutróficos e distróficos textura indiscriminada nas áreas aluviais, além do Solonchak, textura indiscriminada. 
Topografia
De topografia modesta, sua altitude média está a cerca de 8m acima do nível do mar, representando a cota registrada na sede do Município. 
Geologia
A estrutura geológica é constituída, predominantemente, pelos sedimentos da Formação Barreiras, do terciário, exceto nas áreas margeantes aos rios e igarapés que apresentam sedimentos quaternários inconsolidados. 
Relevo
O relevo manifesta-se bastante singelo, em decorrência de sua geologia, representados por tabuleiros aplainados, terraços e várzeas, que, morfoestruturalmente, faz em parte do planalto Rebaixado da Amazônia (da Zona Bragantina). 
Altitude
A altitude média é baixíssima, em torno de 20 metros acima do nível do mar. Essa topografia facilita o escoamento das águas da chuva para os inúmeros igarapés e rios que banham a região, como o Rio Tauá.
Solos
Os solos predominantes são os Latossolos Amarelos. São solos profundos, porosos e bem drenados, porém ácidos por natureza. No entanto, quando bem manejados com técnicas de adubação e correção, tornam-se extremamente produtivos para as culturas tropicais.
Vegetação
A vegetação original é composta por fragmentos de Floresta Ombrófila Densa e extensas áreas de Várzea e Igapó. Pela proximidade com a zona costeira, o município também apresenta áreas de transição que sofrem influência das marés, abrigando uma biodiversidade rica em palmeiras (como o açaizeiro) e árvores de grande porte.
Meio ambiente
A cobertura vegetal predominante é de Florestas Secundárias que substituíram a antiga Floresta Densa dos baixos platôs, da qual restam, ainda, alguns tratos preservados. Tal ocorrência deveu-se ao intenso processo de desmatamento para a implantação de cultivos itinerantes de espécies agrícolas de subsistência (milho, arroz, feijão e mandioca). 
Ao longo dos cursos d'água, encontra-se a mata ciliar, ainda, preservada. Ao norte do Município, ocorre, também, uma pequena extensão de campos naturais, conhecidos como "Campos do Tauá". 
Hidrografia
Na hidrografia do Município, o rio mais importante é o Tauá, que nasce no município de Santa Isabel do Pará e corre na direção SE-NW, em curso sinuoso, servindo de limite com o município de Benevides, desde a foz do igarapé São Francisco, seu afluente direto, até a baía do Sol. Após sua passagem, a poucos quilômetros da sede, recebe o rio Ubituba do Tauá, dirige-se para leste, até desaguar na referida baía. 
O rio Mojuim, embora tenha suas nascentes no Município, pertence, em sua maior extensão, ao município de São Caetano de Odivelas. 
Outro rio que passa no município de Santo Antônio do Tauá, em seu alto curso, é o Marapanim, que o percorre apenas num exíguo trecho. 
Ao Norte, encontra-se o rio Patauateua, que faz limite com o município de Vigia. 
Clima
O clima é megatérmico úmido. Sob influência da baixa latitude, a temperatura mantém-se elevada, em todos os meses do ano, com média anual em torno de 25°C, sendo seus valores mensais entre 24°C e 26°C. Os meses de outubro, novembro e dezembro são os mais quentes, com máximas entre 32°C e 34°C, com média anual em torno de 33°C. 
As temperaturas mínimas, em todos os meses do ano, oscilam entre 20°C e 22°C. 
A precipitação pluviométrica anual é bastante elevada, geralmente em torno de 2.350mm, porém, fortemente concentrada de janeiro a junho, cerca de 80%. De setembro a dezembro, ao contrário, as chuvas são raras (cerca de 7%), com uma curta estação seca de moderado déficit de água, nesses meses. A umidade relativa do ar oscila em torno de 85%. 
Economia
Santo Antônio do Tauá é uma pequena cidade que se destaca pelo alto crescimento econômico e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia de Santo Antônio do Tauá é movida pelo setor primário, com destaque absoluto para a mandioca. A farinha produzida no município é considerada uma das melhores do estado, sendo crocante, amarela e saborosa e um item de exportação para outras regiões do país.
Além da mandioca, destaca-se a produção de hortaliças, coco, açaí e frutas cítricas.
A pesca artesanal nos rios e a criação de peixes em cativeiro são fontes vitais de proteína e renda.
O setor de serviços cresce impulsionado pelo fluxo turístico de final de semana, com balneários e restaurantes.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 1 mil admissões formais e 705 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 295 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 139.
Até dezembro de 2025 houve registro de 8 novas empresas em Santo Antônio do Tauá, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 2 empresas.
Educação
Na área da Educação, o município conta com uma rede de ensino fundamental e médio em expansão. Pela proximidade com Castanhal (um grande polo universitário), muitos jovens do Tauá buscam especialização técnica e superior nas instituições vizinhas, como a UFPA - Universidade Federal do Pará e a UFRA - Universidade Federal Rural da Amazônia, trazendo conhecimento tecnológico de volta para aplicar nas propriedades rurais da família.
Cultura
Como em todas as regiões do interior paraense, as festividades religiosas do município de Santo Antônio do Tauá se constituem em atração turística e fator de mobilização popular. As festividades apresentam os aspectos puramente religiosos que abrangem os atos litúrgicos, ao mesmo tempo em que o aspecto profano se desenvolve e revela a riqueza das manifestações da cultura popular. 
No mês de janeiro o Município homenageia o Espírito Santo. No segundo domingo de dezembro realiza a Festa de Santa Maria. No dia 13 de junho é comemorado Santo Antônio de Lisboa, padroeiro da Cidade, com 13 dias de Festividade. No mês de agosto, acontece a festa de São Raimundo Borralhos. Todas essas Festas com novenas, arraial, concurso e leilões, ingredientes que atiçam a animação da população da sede, vilas, povoados e lugarejos mais distantes, bem como dos demais municípios e, até mesmo, da capital do Estado. 
As manifestações da cultura popular do Município são expressas através de Bois-Bumbás, carimbós, pássaros e Dança do Boto são manifestações da cultura popular do Município que aparecem nos arraiais, durante as festas religiosas, mas, com maior freqüência, por ocasiões dos folguedos juninos. 
O Município dispõe de uma Biblioteca Pública, mantida por um convênio da Prefeitura local com a Secretaria de Estado de Cultura (SECULT) e do Instituto Nacional do Livro (INL), que servem como equipamento cultural para salvaguardar a história e a cultura local.
Turismo
O turismo tauaense é sinônimo de refresco e fé.
O município é famoso por seus inúmeros igarapés de águas geladas e cristalinas. Balneários como o do "Biteua" e outros às margens do Rio Tauá são destinos certos para quem foge do calor de Belém.
O Círio de Santo Antônio, realizado em junho, é uma das maiores manifestações de fé da região. A cidade se engalana para homenagear o padroeiro com procissões, fogos e a culinária típica da época.
Visitar o Tauá e não provar a galinha caipira ou o peixe frito com açaí é como não ter ido à cidade. O "café regional" da beira da estrada é um atrativo à parte.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sábado, 11 de abril de 2026

MEDICILÂNDIA - PARÁ

Medicilândia é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Sudoeste Paraense. Localiza-se no norte brasileiro, a uma latitude 03º26'46" sul e a uma longitude 52º53'20" oeste, estando a uma altitude de 151 metros. 
Sua população, estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 28.677 habitantes. Possui uma área de 8.309,499 km². 
Medicilândia é conhecida como a "Capital Nacional do Cacau" e serve de palco para um festival anual chamado Cacaufest. 
Etimologia
Seu nome é uma referência ao ex-presidente do Brasil Emílio Garrastazu Médici, já que a cidade foi fundada por conta da construção da Rodovia Transamazônica (BR-230), iniciada durante o governo militar. 
História
O marco histórico de Medicilândia se deu no ano de 1973, quando foram implantados os primeiros 17 hectares de terra dentro do Plano de Integração Nacional, formando uma vila com seis famílias produtoras rurais.
A história de Medicilândia está ligada ao Programa de Integração Nacional (PIN), criado em 1970 pelo Governo Federal para promover a colonização dirigida da Amazônia, trazendo trabalhadores sem-terra de diversas regiões, especialmente do Nordeste. A Rodovia Transamazônica foi o eixo central desse projeto, com forte atenção ao trecho entre Altamira e Itaituba, onde Medicilândia se formou. 
Nesse trecho, o governo implantou agrovilas, que eram conjuntos planejados com moradias, escola, igreja e posto médico, além de lotes rurais para produção agrícola. Também foram planejadas agrópolis e rurópolis, mas poucas saíram do papel: apenas a agrópolis de Brasil Novo e uma rurópolis, Presidente Médici. Medicilândia surgiu justamente de uma agrovila localizada no km 90 da Transamazônica. 
O crescimento da agrovila foi impulsionado pela fertilidade do solo e pelo Projeto Canavieiro Abraham Lincoln (PACAL), que incluía uma usina de beneficiamento de cana-de-açúcar. O núcleo urbano começou quando um colono instalou um bar e restaurante à beira da rodovia, tornando o local um ponto de apoio para viajantes. Com o avanço da usina e da agricultura, aumentou a demanda por trabalhadores, o que atraiu migrantes e ampliou os serviços locais. 
O crescimento desordenado e a falta de assistência por parte de Prainha, município ao qual a localidade era subordinada, levaram os moradores a iniciarem o movimento de emancipação. 
O nome Medicilândia foi escolhido em homenagem ao presidente Emílio Garrastazu Médici, que governava durante a criação do PIN.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Medicilândia, pela Lei Estadual n.º 5.202, de 10 de dezembro de 1984 subordinado ao município de Prainha. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Medicilândia, pela Lei Estadual n.º 5.438, de 06 de maio de 1988, desmembrado de Prainha. Sede no antigo distrito de Medicilândia. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1989. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei n.º 138, de 07 de dezembro de 1995, é criado o distrito de União da Floresta e anexado ao município de Medicilândia. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 2 distritos: Medicilândia e União da Floresta. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024. 
Projeto Pacal
No mesmo ano, o Governo Emílio Médici incentiva a formação da primeira motriz do desenvolvimento local, o cultivo da cana-de-açúcar, substituindo o cacau. Para tal, foi construída, no que a época era uma vila por nome Pacal (sigla de Projeto Agro-Industrial Canavieiro Abraham Lincoln; hoje um bairro de Medicilândia). O empreendimento não teve muito sucesso, dado que a quantidade de cana não era suficiente para que a mesma alcançasse a capacidade plena de produção, além de problemas com locais, sendo necessário importar insumos do estado de Pernambuco. 
No entanto, já em 1979, a Usina alcançou sua capacidade máxima. Porém, o declínio da produtividade da cana caiu substancialmente durante a década de 1980, fazendo com que o governo vendesse a mesma para o grupo Conam em 1984. O grupo não honrou com seus compromissos, fazendo com que dez anos depois a usina fosse novamente estatizada. 
Década de 1990 - presente
A partir de 1995 a Usina Abraham Lincoln passa ser gerida por uma cooperativa de produtores, porém a falta de investimentos em tecnologia fez o empreendimento fechar as portas em 2002. 
Nas últimas décadas, a economia da região foi dominada pela indústria do cacau, seja no plantio ou na produção de produtos à base do cacau.
Geografia
Relevo e Altitude

Diferente das planícies aluviais típicas da Amazônia, Medicilândia apresenta um relevo ondulado a acidentado, com a presença de colinas e morros que exigem técnicas específicas de plantio. A altitude média varia entre 120 e 200 metros acima do nível do mar.
Solo
O grande diferencial de Medicilândia é a presença de Terra Roxa Estruturada (Nitossolos). Trata-se de um solo de origem basáltica, extremamente fértil e raro na região amazônica, onde predominam solos ácidos e pobres. Essa fertilidade natural é o que permite a produtividade recorde de cacau sem a necessidade massiva de insumos químicos.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Am), com altas temperaturas o ano todo (média de 26°C) e um regime de chuvas intenso. O período de "inverno amazônico" (dezembro a maio) é fundamental para a hidratação dos cacaueiros.
Vegetação: O município está inserido no bioma da Floresta Amazônica. Embora a agricultura tenha alterado a paisagem, o cultivo do cacau é feito, em grande parte, através de sistemas agroflorestais que mantêm árvores maiores para sombreamento, preservando parte da biodiversidade local.
Economia
Medicilândia é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Medicilândia gira quase inteiramente em torno do cacau. O município detém o título de maior produtor de cacau do Brasil, superando regiões tradicionais da Bahia.
- Agricultura: Cacau (carro-chefe), café, cana-de-açúcar, arroz e milho.
- Pecuária: Criação de gado de corte e leite (expressiva nas áreas de pastagem).
- Indústria: Processamento de amêndoas e fabricação de chocolate artesanal e industrial.
- Comércio: Serviços voltados ao produtor rural e logística de transporte.
O cacau de Medicilândia é reconhecido pela alta qualidade das amêndoas, sendo exportado para grandes fabricantes europeus e servindo de base para marcas de chocolate premium que ostentam o selo de origem da Transamazônica.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 517 admissões formais e 418 desligamentos, resultando em um saldo de 99 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 29.
Até dezembro de 2025 houve registro de 9 novas empresas em Medicilândia, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 8 empresas.
Educação e Infraestrutura
A educação em Medicilândia tem o desafio de atender a uma população rural dispersa. O município conta com escolas de ensino fundamental e médio, além de receber suporte de instituições como o IFPA (Instituto Federal do Pará) e a UFPA, que oferecem cursos técnicos e superiores voltados para a agropecuária e gestão rural, visando profissionalizar a sucessão familiar nas fazendas de cacau.
Turismo
O turismo em Medicilândia é focado no Agroturismo e na Natureza.
- Rota do Cacau: Visitantes podem conhecer todo o processo produtivo, desde a colheita do fruto, a fermentação das amêndoas até a produção do chocolate final.
- Cachoeiras e Cavernas: O relevo ondulado e a geologia rica favorecem a existência de quedas d'água e cavernas ainda pouco exploradas, como a Caverna do Limoeiro, que atraem entusiastas do ecoturismo.
- Expocacau: O maior evento da cidade, que celebra a colheita com feiras tecnológicas, concursos de produtividade e shows culturais.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .