quarta-feira, 26 de agosto de 2026

AFONSO CLÁUDIO - ESPÍRITO SANTO

Afonso Cláudio é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se na região sudoeste serrana do estado,[8] estando situado a cerca de 140 km a noroeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 940 km², sendo que 4 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada, pelo IBGE, em 32.456 habitantes em 2025.
Informações gerais
Afonso Cláudio é o maior município de toda a Região Serrana do Estado, tendo muitos bairros e nove distritos. Concentra no centro da cidade, os maiores centros comerciais da região e é também sede da microrregião de Afonso Cláudio.
Antes de Brejetuba se emancipar, Afonso Cláudio era o maior produtor de café do Brasil. Além disso, é um município de porte médio, já que é o maior polo industrial-econômico-político-urbano serrano. Sua principal avenida é a Presidente Vargas, localizada do centro da cidade e possui cerca de 1 km de extensão, com os maiores edifícios da região.
Seu nome é uma homenagem ao primeiro governador do Espírito Santo, Afonso Cláudio de Freitas Rosa.
História
Os índios botocudos foram os primeiros habitantes dessa região. Diz-se, também, que desbravadores aqui se estabeleceram em busca de ouro, em meados do século XVIII. O primeiro a fundar uma pequena vila foi Sabino Coimbra de Oliveira, que com sua família e outros cidadãos se estabeleceu às margens do córrego Três Pontões, onde construíram alguns casebres, uma capela, um cemitério, e começaram pequenas plantações. Em certas épocas houve necessidade de se suprirem da água do Rio Guandu, buscando-a e levando-a sobre o lombo de animais. O vilarejo não prosperou porque uma grande seca que atacou a região na época, secando o córrego. Os habitantes decidiram procurar nas redondezas melhores condições para que pudessem instituir uma outra vila.
Este vilarejo passou a ser chamado de Arrependido. Foi nesta época que começaram a surgir as primeiras casas nas imediações da atual a Rvenida amiro de Barros, no centro da cidade. Os primeiros habitantes que vieram para o município eram provenientes dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
Afonso Cláudio já pertenceu a outros municípios: Cachoeiro de Itapemirim, Serra e Santa Leopoldina. No dia 20 de novembro de 1890 se emancipou deste último devido ao crescimento acelerado na época que o município passou. Assim também, como muitos outros municípios da região serrana do estado pertenceram a Afonso Cláudio, como Brejetuba, Laranja da Terra e Itarana.
A população de Afonso Cláudio é formada em sua maioria por descendente de imigrantes italianos, que chegaram à região no último quarto do século XIX.
Além dos italianos, Afonso Cláudio abriga também descendentes de imigrantes pomeranos e alemães provenientes de Domingos Martins e Santa Maria de Jetibá. Por seu passado ligado à cafeicultura, a presença descendetes de africanos escravizados também é significativa.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Afonso Cláudio, por Lei Provincial n.º 24 de 17 de setembro de 1888 e pela Lei Municipal n.º 01, de 16 de março de 1891, subordinado ao município de Cachoeira de Santa Leopoldina. 
Elevado à categoria de Vila com a denominação de Afonso Cláudio, pela Lei Estadual n.º 53, de 20 de novembro de 1890, desmembrado de Cachoeira de Santa Leopoldina. 
Sede na Vila de Afonso Cláudio. Constituído do distrito sede. Instalado em 20 de janeiro de 1891. 
Pela Lei Municipal n.º 01, de 16 de março de 1891, são criados os distritos de Figueira e Boa Família anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Por Decreto Estadual n.º 33, de 21 de setembro de 1891, é transferida a sede de Vila Afonso Cláudio para a povoação de Santa Joana. 
Por Decreto Estadual de 18 de janeiro de 1892, é restabelecida a sede com a denominação de Afonso Cláudio. 
Elevado a cidade por Lei Estadual n.º 488, de 22 de novembro de 1907. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Afonso Cláudio, Figueira e Boa Família. 
Pela Lei Estadual n.º 1.012, de 30 de outubro de 1912, é criado o distrito de Laranja da Terra e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Pela Lei Estadual n.º 978, de 28 de novembro de 1914, são desmembrados do município de Afonso Cláudio os distritos de Boa Família e Figueira para formar o novo município de Afonso Cláudio. 
Pela Lei Estadual n.º 933, de 06 de dezembro de 1913 e por Lei Estadual n.º 1.012, de 30 de outubro de 1915 é criado o distrito de Serra Pelada e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, o município é constituído de 6 distritos: Afonso Cláudio, Boa Sorte, Bom Jesus, Laranja da Terra, Rio do Peixe e Serra Pelada. 
Pela Lei Estadual n.º 1.360, de 16 de março de 1923, é criado o distrito de São Domingos e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Pela Lei Estadual n.º 1.381, de 04 de julho de 1923, é criado o distrito de Taquaral e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Pela Lei Estadual n.º 1.739, de 11 de janeiro de 1930, é criado o distrito de Brejaúba e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 9 distrito: Afonso Cláudio, Boa sorte, Bom Jesus, Brejaúba, Laranja da Terra, Rio do Peixe, Serra Pelada, São Domingos e Taquaral. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 15.177, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Brejaúba passou denominar-se Brejetuba, São Domingos a denominar-se Ibicaba, Taquaral a denominar-se Joatuba, Rio do Peixe a denominar-se Picarema, Boa Sorte a denominar-se Pontões e Bom Jesus a denominar-se Sobreiro. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 9 distritos: Afonso Cláudio, Brejetuba, Ibicaba, Joatuba, Laranja da Terrra, Piracema, Pontões, Serra Pelada e Sobreiro. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 9 distritos: Afonso Cláudio, Brejetuba, Ibicaba, Joatuba, Laranja da Terra, Piracema, Pontões, Serra Pelada e Sobreiro. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979. 
Pela Lei Estadual n.º 4.068, de 06 de maio de 1988, são desmembrados do município de Afonso Cláudio, os distritos de Laranja da Terra, Joatuba e Sobreiro para formar o novo município de Laranja da Terra. 
Pela Lei Estadual n.º 4.072, de 11 de maio de 1988, é criado o distrito de Fazenda Guandu e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Pela Lei Estadual n.º 1.294, de 30-11-1992, é criado o distrito de São Francisco Xavier do Guandu e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Pela Lei Municipal n.º 1.295, de 30 de novembro de 1992, é criado o distrito de São Jorge de Oliveira e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Em divisão territorial datada de 01de junho de 1995, o município é constituído de 9 distritos: Afonso Cláudio, Brejetuba, Fazenda Guandu, Ibicaba, Piracema, Pontões, São Francisco Xavier do Guandu, São Jorge de Oliveira e Serra Pelada. 
Pela Lei Estadual n.º 5.146, de 15 de dezembro de 1995, são desmembrados do município de Afonso Cláudio os distritos de Brejetuba e São Jorge de Oliveira para formar o novo município de Brejetuba. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído de 7 distritos: Afonso Cláudio, Fazenda Guandu, Ibicaba, Piracema, Pontões, São Francisco Xavier do Guandu e Serra Pelada. 
Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 9 distritos: Afonso Cláudio, Fazenda Guandu, Ibicaba, Mata Fria, Piracema, Pontões, São Francisco Xavier do Guandu, São Luís de Boa Sorte e Serra Pelada. 
Assim permanecendo em divisão territorial de 2017.
Geografia
Afonso Cláudio é dividido em seis distritos: Afonso Cláudio (sede), Piracema, Fazenda Guandu, Pontões, Serra Pelada (Lagoa), Mata Fria, São Francisco Xavier do Guandu. No passado Laranja da Terra e Brejetuba pertenceram a Afonso Cláudio e hoje são municípios independentes.
Localiza-se na Serra do Castelo, porém faz a mesma sofrer com a baixa elevação das terras, já que o município é o mais baixo da região. O Pico mais alto é a Pedra Três Pontões. Afonso Cláudio possui relevo ondulado e em sua maior área é montanhoso. Com vales em torno de suas mais altas montanhas e áreas planas ao contorno dos rios. O centro da cidade se localiza a pouco mais de 150 metros acima do nível do mar porém, mais de 70% do território da cidade fica acima dos 300m. Assim como todos os municípios da costa oeste-central do estado do Espírito Santo, Afonso Cláudio faz parte da Macrorregião Metropolitana de Vitória.
A vegetação predominante é de Mata Atlântica. O município possui muito de sua mata conservada, principalmente na região rural. A região de mata urbana, é quase toda devastada devido ao crescimento da cidade. Em virtude do relevo acidentado, Afonso Cláudio possui inúmeros rios e riachos que cortam todo o território do município, e a maioria deságua no principal rio da cidade, o Rio Guandu. Também, devido ao relevo, a cidade é uma das que possuem maior número de cachoeiras de todo o estado, sendo considera a Cidade das Cachoeiras. Devido à sua altitude, relevo, hidrografia e condições florestais, Afonso Cláudio conta com um clima ameno e agradável.
Clima
Em Afonso Cláudio, a estação com precipitação é quente, opressiva e de céu quase encoberto; a estação seca é morna e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 31 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Afonso Cláudio e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,4 meses, de 10 de janeiro a 24 de março, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Afonso Cláudio é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,0 meses, de 16 de maio a 15 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Afonso Cláudio é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Em Afonso Cláudio, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Afonso Cláudio começa por volta de 5 de abril e dura 6,4 meses, terminando em torno de 16 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Afonso Cláudio é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 77% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 16 de outubro e dura 5,6 meses, terminando em torno de 5 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Afonso Cláudio é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 77% do tempo. 
Economia
Afonso Cláudio é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. 
O município é o maior polo industrial da região serrana, onde são produzidos blocos de pedra em suas indústrias do tipo, além do café, milho, tomate, batata, manga e entre outros produtos.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 390 admissões formais e 321 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 69 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -46.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Afonso Cláudio, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 78 empresas.
Festas
- Festa de São Sebastião (11 a 20 de janeiro).
- Festa do Carro de Boi.
- Afonsoclaudense Ausente.
- Festival Som nas Montanhas (Evento Evangélico).
- Baile do Jeans.
- Baile do Sinal.
- Exposição Agropecuária (Festa do Peão - do Agricultor).
Cultura
No município existem dois Grupos de Danças Folclóricas Alemãs;um é do Bairro da Grama, chamando de "Land berg" e o outro grupo de de danças é de Serra Pelada e o nome é Grupo de Dança Land der Wasserfalle" que significa "Terra das Cachoeiras" em homenagem ao município,este grupo existe desde o ano de 1986, e tem o Apoio da ADL e do Distrito de Serra Pelada.
Religiosidade
Possui em maioria fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana, também protestantes luteranos dos dois segmentos de igrejas luteranas: IELB (Igreja Evangélica Luterana do Brasil), originária da missão luterana americana (estadunidense) e IECLB - Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, possuem muitos fiéis.
Possui um grande número de outras igrejas evangélicas: Igreja Batista, Assembléia de Deus, Maranata, Presbiteriana, Deus é amor, Adventista e Batista Nacional.
Educação
Possui 80 escolas (55 de ensino fundamental, 18 de ensino infantil e 7 de ensino médio). A Superintendência Regional Sudoeste-Serrana do Estado sedia em Afonso Cláudio. Ela abrange municípios como Venda Nova do Imigrante, Laranja da Terra, Brejetuba, Conceição do Castelo entre outros. É o maior polo educacional da região serrana, e é principalmente na cidade onde são realizados os principais eventos realizados pela Secretaria de Educação do Governo, pela localização estratégica do município, que se localiza no centro, rodeado pelos outros da microrregião, e pela estrutura de suportar eventos grandes como palestras.
A cidade conta com a maior escola da região, a EEEFM "Afonso Cláudio", por onde já passaram, segundo registros 360.000 alunos desde sua fundação na década de 1950.
Transportes
A principal rodovia do município é a ES-165 (Rodovia Sebastião Alves de Lima), que liga a cidade a BR-262. A BR-484, rodovia federal que se inicia em Afonso Cláudio e que liga o Centro a BR-259 e as outras cidades ao norte do estado como Colatina, Laranja da Terra, Santa Maria de Jetibá e demais localidades é a principal rodovia de escoamento de cargas e produtos industriais produzidos no município.
Turismo
- Cordilheira do Empoçado: formação montanhosa pertencente a Serra do Castelo, que possui diversas pedras com formatos diferentes, algumas listadas abaixo. Consiste em inúmeras formações geológicas de pedras formadas ao longo do tempo e uma das maiores altitudes da Serra do Castelo. A Cordilheira forma um paredão de pedras e matas muito preservadas. A Vila do Empoçado leva esse nome devido ao fato de estar localizada em volta da Cordilheira, com um vale muitíssimo extenso em sua volta, e nos dias de chuva, partes mais baixas se alagam.
- Casa do Artesanato Municipal: funciona como Casa do Artesanato, posto de informações turísticas e lanchonete.
- Pedra do Gato: a Pedra que se localiza na comunidade do Empoçado, em Afonso Cláudio é atração municipal pelo desenho formado na face da pedra.
- Pedra do Elefante: localiza-se na localidade de Empoçado.
- Igreja Matriz São Sebastião: é a Matriz da região. Considerada uma das igrejas mais originais e antigas do estado, em estilo neogótico. É a maior da região e possui a gruta de Nossa Senhora e a antiga escola religiosa onde hoje é ensinado o catecismo. Localiza-se na Praça Aderbal Galvão.
- Centro Cultural "José Ribeiro Tristão": teatro e Centro de Convenções de Afonso Cláudio. Além disso, do alto do Centro Cultural, se tem uma vista prazerosa e incrível do Centro de Afonso Cláudio.
- Pedra da Broa.
- Cachoeira Bonita.
- Cachoeira Fio de Ouro.
- Lazer Belphi.
- Comunidades de Fazenda Guandu e Serra Pelada: com seus atrativos
- Museu das Grandes Guerras: o museu traz vestígios das Grandes Guerras Mundiais, retratando um pouco da história, roupas, vídeos temáticos da guerra entre outros além de mostrar um pouco da cultura pomerana afonso-claudense. Localiza-se na BR-484.
- Parque Municipal Pedra Três Pontões: Afonso Cláudio possui um dos maiores parques estaduais da região. Localização: Siga pela BR-484 em direção a Serra Pelada. É o símbolo de Afonso Cláudio.
- Pista de Aeromodelismo: pista asfaltado de 120 x 10 metros, com toda infraestrutura necessária para a prática do hobby/esporte, com energia 110 e 220 volts, banheiros masculino e feminino, cozinha, churrasqueira, usada exclusivamente para a pratica de aeromodelismo. Frequentemente ocorrem eventos voltados para o aeromodelismo geralmente no mês de julho. Localização em Empoçado.
- Praça Aderbal Galvão: maior praça de Afonso Cláudio onde são atraídas muitas pessoas nas noites de sábado, devido as feirinhas que ocorrem. Ela passou por uma reforma de 100% de sua área (todas as praças da cidade passaram por essa reforma). Localiza-se no centro da cidade.
- Afonsoclaudense Ausente e Presente: é a maior festa municipal, que acontece todo ano no centro da cidade (Praça Aderbal Galvão) e além disso reúne muitos artistas famosos que fazem shows gratuitos.
- Cachoeira de Santa Luzia: a cachoeira é a mais procurada ao longo do ano pelos visitantes. Localização: Santa Luzia.
- Pedra da Lajinha: procurada principalmente pelos praticantes do alpinismo e possui rampa de voo. Localização: Lajinha.
- EcoEstação: um dos principais pontos turísticos da cidade, que atrai muitos visitantes no verão.
- Vila Pontões: é um distrito de beleza impar, localizado na região sul de Afonso Cláudio.
Organizações da Sociedade Civil
O município possui 181 organizações da sociedade civil ativas e não ativas. Na sua maioria as organizações são privadas, sendo 28,87% atuando em Desenvolvimento e defesa de direitos, 24,7% em atividades associativas gerais e 17% em atividades religiosas. Estão incluídas: Associação Atlética Banco Do Brasil; Associação do Carro de Boi – ACAB; Associação Diacônica Luterana - ADL; APAE Afonso Cláudio; Associação Pró Casa do Menino; Lira São Sebastião; Loja Maçônica José Cupertino; CUBA; Asilo Ninho de Amor e Projeto Resgate Vida.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 25 de agosto de 2026

LARANJEIRAS - SERGIPE

Laranjeiras é um município brasileiro do estado de Sergipe. Localiza-se no leste do estado, a uma latitude 10º48'23" sul e a uma longitude 37º10'12" oeste, estando a uma altitude de aproximadamente 9 metros. Sua população estimada em 2025, pelo IBGE, era de 24.047habitantes. O município possui uma área de 163,4 km², e é cortado pela BR-101.
Laranjeiras, cidade próxima à Região Metropolitana de Aracaju, é uma das poucas onde ainda se pode ver a força da arquitetura colonial. Ruas, casarios, igrejas, tudo respira a mais pura história. Laranjeiras já foi a mais importante cidade sergipana. Berço da cultura, educação, política e da economia sergipana, a cidade era denominada como a "Atenas sergipana". Local de luxo e requinte no passado, lá vivia parte da aristocracia açucareira da província. Laranjeiras teve seu período áureo até 1904. Na primeira metade do século XX, as tradicionais famílias ricas da cidade passaram a migrar para a nova capital, Aracaju, o que promoveu uma redução demográfica na cidade. 
Em Laranjeiras, está localizada uma das capelas particulares mais ricas do Nordeste, com detalhes ornados em ouro maciço: a Capela Sant'Anninha, construída em 1860, e que faz parte do conjunto da propriedade do Solar Sant'Anninha. O Solar Sant'Anninha e a Capela Sant'Anninha pertenciam a família Ribeiro Guimarães, e posteriormente a referida capela seria reformada e transformada também em necrópole da família, em 1875, sendo inaugurada a necrópole com os restos mortais do major Agostinho José Ribeiro Guimarães, em 12 de fevereiro de 1887. 
Apesar de restarem casarões da elite laranjeirense, tais como a mansão dos Rollemberg; boa parte dos sobrados foram demolidos e outros casarões estão em ruínas. Camerino Bragança de Azevedo conta no seu livro Doutor Bragança, Êsse Varão Laranjeirense, que com a decadência social e econômica de Laranjeiras, e a migração das famílias boas que restavam para Aracaju, boa parte das moradias imponentes eram colocadas à venda a preço baixo. Da mesma forma, eram concedidas licenças para a demolição desses casarões, algo que o referido autor classificou como um vandalismo e um crime contra a cidade. Segundo o referido autor, a razão para a demolição desses casarões era o lucro que se obtinha com o material de alta qualidade e bem conservado que os constituía, tais como o madeiramento e as paredes de pedra e cal. 
História
Depois que as tropas de Cristóvão de Barros arrasaram com as nações indígenas, por volta de 1590, muitos ‘colonos’ acabaram se fixando às margens do rio Cotinguiba. Essas terras pertenciam à Freguesia de Socorro. Naquela região, mais ou menos uma légua da sede, foi construído um pequeno porto e, por conta das inúmeras e frondosas laranjeiras à beira do rio, moradores e viajantes começaram a identificar o local como porto das laranjeiras.
A movimentação pelo rio Cotinguiba era intenso e, logo, o porto passou a ser parada obrigatória. Em torno dele o comércio ganhava espaço, principalmente a troca de escravos, e as primeiras residências eram construídas. Mas a partir de 1637, o pequeno povoado das Laranjeiras também sofreu com os ataques e depois com o domínio holandês. Muitas casas foram destruídas, mas o porto, um ponto estratégico, foi preservado. Só por volta de 1645 os holandeses deixam Sergipe.
O porto das Laranjeiras fez retornar o progresso ao povoado que se reerguia com grande velocidade depois da passagem dos holandeses. Em 1701, os padres jesuítas construíram a primeira igreja com convento. Ela ficava à margem esquerda do Riacho São Pedro, um pouco afastada do porto. Eles procuravam sossego e deram nome ao lugar de ‘Retiro’. Os jesuítas fizeram uma outra igreja num dos pontos mais altos do povoado. Em 1731, em cima de uma colina, os padres ordenaram a construção da Igreja Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba uma verdadeira obra-prima da arquitetura colonial.
Por conta da cana-de-açúcar, do coco, do gado, do comércio e, principalmente do porto, o povoado das Laranjeiras tinha conseguido um nível extraordinário de desenvolvimento. Até os moradores da sede da freguesia de Socorro, a quem Laranjeiras pertencia, semanalmente iam fazer feira nas Laranjeiras. Só em 7 de agosto de 1832, em decorrência da grande influência política dos proprietários de terras e comerciantes, a Assembleia Geral da Província toma uma decisão polêmica. Transforma o povoado em vila independente, com o nome de Vila Imperial de Laranjeiras. E em vez de desmembrá-la da freguesia de Socorro, os deputados anexaram o território de Nossa Senhora do Socorro ao da Vila Imperial de Laranjeiras.
Os socorrenses tentaram de todas as formas reagir, e em 19 de fevereiro de 1835, Socorro é transformado em vila, sendo suas terras desmembradas das de Laranjeiras, que foi reduzida à Freguesia do Sagrado Coração de Jesus das Laranjeiras. No entanto, esse retrocesso não impediu que o progresso avançasse e é justamente nesse momento que Laranjeiras começa a atingir seu mais alto grau de desenvolvimento. Em 6 de fevereiro daquele ano é transformado em Distrito de Paz, e em 11 de agosto de 1841 Laranjeiras passa a ser sede de comarca. O primeiro juiz foi Manuel Filipe Monteiro.
Em 1836 foi criada em Laranjeiras a primeira Alfândega de Sergipe. Praticamente todos os produtos produzidos em Sergipe eram exportados por lá, maior centro do Estado. Mas Laranjeiras tinha na indústria açucareira a sua principal fonte de renda. Apesar de pequeno territorialmente, o município chegou a ser o maior produtor de açúcar cristal de Sergipe. Eram centenas de engenhos e depois usinas. Os primeiros foram Dira, Ibura, Camassary e Comandaroba. Nas décadas de 30, 40 e 50 do século XX se destacavam três grandes usinas: a da Varzinha, a São José Pinheiro e a Sergipe. A grandiosidade das três pode ser vista na produção. Dos 61 milhões de cruzeiros conseguidos em Laranjeiras, em 1956, somente as três foram responsáveis por 41 milhões de cruzeiros.
Além da cana-de-açúcar, Laranjeiras sempre teve uma boa produção de coco e mandioca. No campo da pecuária, o município chegou a ter um rebanho estimado em 11 mil cabeças de gado. Por conta disso, Laranjeiras tinha boas casas comerciais, algumas delas movimentando anualmente mais de 2 milhões de cruzeiros. Na sede do município existiam postos bancários de agências de Aracaju e uma Agência da Caixa Econômica Federal.
Em 1854 foi inaugurada a iluminação pública com a instalação de 32 lampiões. Em 1880, Laranjeiras já possuía uma Estação do Telégrafo Nacional. Em 1859 teve início a navegação a vapor entre Aracaju, Maruim e Laranjeiras, e em 1860 Laranjeiras recebeu a visita do imperador Dom Pedro II e da imperatriz D. Teresa Cristina, além de uma grande comitiva. Na noite de 14 de janeiro daquele ano, eles foram aclamados nas ruas da cidade. O Dr. Francisco Alberto de Bragança, grande médico e pioneiro sergipano, receberia o imperador D. Pedro II e a imperatriz D. Teresa Cristina para uma visita na sua residência. Na grande e espaçosa mansão do Dr. Francisco Alberto de Bragança, funcionava o Colégio Nossa Senhora Sant'Anna (escola fundada pelo Dr. Francisco Alberto de Bragança e sua esposa, a professora D. Possidônia Maria da Santa Cruz Bragança) - o primeiro colégio de Sergipe -. O imperador se interessou pela escola e inclusive fez perguntas às alunas sobre Leitura, Gramática e Aritmética. No mesmo dia, após a missa, o imperador receberia novamente o Dr. Francisco Alberto de Bragança e sua esposa, D. Possidônia Maria da Santa Cruz Bragança, para uma visita, na Câmara Municipal, aonde uma das alunas do Colégio Nossa Senhora Sant'Anna ofereceu um lenço de cambraia trabalhado em labirinto, à imperatriz, com a seguinte inscrição: "A sua Majestade a Imperatriz – Homenagem da Professora Possidônia Maria da Santa Cruz Bragança". D. Possidônia Bragança, então, recitou uma poesia. Em seguida, suas filhas Maria Vicência e Maria Apolinária também presentearam a imperatriz com outros dois lenços. O imperador visitou ainda o Paço Municipal e participou de saraus e banquetes.
O florescimento econômico atraiu para Laranjeiras comerciantes, médicos, advogados, professores e outros intelectuais. O município teve uma forte imprensa. Geralmente ligados a partido, associações culturais e à igreja, os jornais retratavam a vida na sede e defendia suas bandeiras. Os maiores exemplos são o "Monarchista Constitucional", o "Triunfo", seguido de o "Guarany", o "Observador", O Telégrafo" e a "Voz da Razão". Laranjeiras foi, sem dúvida alguma, de 1841 a 1851 o maior centro cultural e artístico de Sergipe. É chamada a Atenas sergipana. Em 4 de maio de 1848, Laranjeiras passa efetivamente à categoria de cidade. 
Laranjeiras tem uma série de belos e históricos monumentos, como as igrejas do Retiro de 1701; de Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba, de 1734; de Nossa Senhora da Conceição dos Pardos, de 1843; a Igreja Presbiteriana de Sergipe, de 1884; a Igreja do Bonfim; Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, de 1791; a capela de Sant’aninha, de 185; Igreja Bom Jesus dos Navegantes, de 1905; Igreja de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário; Igreja Jesus, Maria e José, de 1769; além do Museu de Arte Sacra de Sergipe, Trapiche, Museu Afro-Brasileiro de Sergipe, Casa de Cultura João Ribeiro, Escola Zizinha Guimarães, Teatro Santo Antônio e Teatro São Pedro, Mercado Municipal, Ponte Nova, Paço Municipal, Cine-Teatro Íris, Gruta da Pedra Furada, Gruta Matriana, entre outros.
Vale ressaltar ainda que Laranjeiras é referência no folclore. Seus folguedos estão entre os mais importantes do Brasil, como o Reisado, Guerreiros, Lambe-Sujos e Caboclinhos, Cacumbi, Taieira, Samba de Parelha, São Gonçalo, Batalhão 1º de São João,chegança Almirante Tamandaré e os Penitentes.
Estando no coração do Vale do Cotinguiba, Laranjeiras foi palco de tensões sociais e raciais. Duas grandes revoltas urbanas de escravos negros e mulatos livres foram registradas em 1835 e 1837. Os escravos fugitivos organizavam-se em mocambos e quilombos nas matas dos próprios engenhos. Os mais famosos líderes negros foram João Mulungu, Laureano, Dionísio e Saturnino. Para recuperar seus escravos, muito senhores chegavam a colocar anúncios nos jornais. O grande ano de fugas de escravos foi 1867. Ficam célebres alguns atos, como o enforcamento dos escravos Crispim e Malaquias, que eram acusados de assassinar seus senhores brancos; a fuga do escravo João Mulungu do Engenho Flor da Roda em 1868, sendo que muito tempo depois foi capturado e enforcado. Mas as ações cruéis dos senhores com os escravos provocou protestos da população até a chegada da abolição.
República
O início da propaganda republicada em Sergipe aconteceu oficialmente na Vila de Laranjeiras, em 1888, através da publicação do Manifesto de 18 de outubro de 1888, no ‘Laranjeiense’. Meses depois era fundado o Clube Republicano Laranjeirense, que mais tarde se transformou em Partido Republicano. Com a Proclamação da República, os republicanos laranjeirenses fizeram passeatas pelas ruas da cidade. Meses depois, Felisbello Freire é nomeado pelo marechal Deodoro da Fonseca como o primeiro governador de Sergipe na República. O primeiro intendente de Laranjeiras foi Marcolino Ezequiel de Jesus, que governou o município de 1893 a 1895.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Laranjeiras, pela Lei Provincial de 06 de fevereiro de 1835. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Laranjeiras, pelo Decreto de 07 de agosto de 1932. Sede na povoação de Laranjeiras. Instalado em 04 de fevereiro de 1833. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Laranjeiras, pela Lei Provincial n.º 209, de 05 de maio de 1848. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
A origem do nome "Laranjeiras" é um dos elementos mais charmosos da nossa identidade. A versão mais aceita conta que a sede da fazenda que deu origem ao povoado possuía um imenso laranjal, que servia de marco para viajantes e comerciantes que subiam o rio.
Geografia
Laranjeiras se localiza na zona Litorânea, com influência de frentes oceânicas. A cidade se situa numa região repleta de morros e colinas. O rio Cotinguiba passa pelo centro histórico e na divisa do município deságua no rio Sergipe.
A cidade não possui prédios devido ao tombamento da parte histórica, tem muitas ruas construídas com pedra-sabão e algumas são muito estreitas. Sua infraestrutura para o turismo ainda é precária. A economia da cidade se baseia no cultivo da cana-de-açúcar, e nos impostos arrecadados das poucas indústrias. A economia interna da cidade gira em torno dos salários da prefeitura e do reduzido comércio.
Relevo e Altitude
Laranjeiras possui um relevo marcado por colinas suaves e vales que compõem a bacia do Rio Cotinguiba. Está a uma altitude modesta de aproximadamente 9 metros
Solo
Sua terra é rica em compostos de calcário e seu solo predominante é o argiloso. O solo, historicamente fértil, permitiu que a região se tornasse um dos epicentros da economia açucareira do Nordeste. 
Vegetação
A vegetação, originalmente composta por Mata Atlântica e áreas de transição, ainda se faz presente em manchas de floresta preservadas, que servem de pano de fundo para as fachadas históricas da cidade. É uma geografia que moldou o destino de Laranjeiras, facilitando o transporte fluvial de riquezas no passado e abrigando hoje um patrimônio natural que convive com a arquitetura barroca.
Clima
Em Laranjeiras, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 32 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Laranjeiras e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 5,0 meses, de 15 de novembro a 16 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Laranjeiras é março, com a máxima de 32 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 16 de junho a 3 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Laranjeiras é julho, com a mínima de 22 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Em Laranjeiras, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Laranjeiras começa por volta de 22 de maio e dura 5,0 meses, terminando em torno de 23 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Laranjeiras é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 23 de outubro e dura 7,0 meses, terminando em torno de 22 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Laranjeiras é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 58% do tempo. 
Economia
Laranjeiras é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia, que no passado dependia quase exclusivamente dos engenhos de açúcar, hoje é diversificada. A exploração de calcário e a indústria cimenteira têm um papel fundamental, mas o setor de serviços e, sobretudo, o turismo cultural e acadêmico, são os motores que mantêm o município ativo.
A agricultura e a indústria são a base da economia laranjeirense. Com destaque para a lavoura de cana-de-açúcar. A cidade conta ainda com grandes indústrias como a Petrobrás/Fafen, fábrica de fertilizantes e nitrogenados, Votorantim, fábrica de cimento, e a Usina São José do Pinheiro, produtora de álcool e açúcar.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 354 admissões formais e 1,6 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -1257 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -1544.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Laranjeiras, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 22 empresas.
Educação
Um dos grandes diferenciais de Laranjeiras é sua vocação para o ensino. A cidade sedia o Campus da Universidade Federal de Sergipe, especializado em áreas como Museologia, Arquitetura e Preservação do Patrimônio. Esse polo acadêmico trouxe uma nova dinâmica para a cidade, transformando o município em um centro de debate intelectual e técnico sobre a salvaguarda da nossa cultura. É uma terra onde a academia dialoga com as tradições centenárias.
Turismo e cultura
Atrações turísticas e culturais

Laranjeiras é uma cidade tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, desde 1996, e também governado pelo estado de Sergipe há mais tempo devido à beleza de suas ruas, de suas igrejas e de seu casario construído em modelo português nos séculos XVII, XVIII e XIX. Além de que possui monumentos tombados individualmente. A Universidade Federal de Sergipe incluiu o Curso de Bacharelado em Arqueologia na cidade por se tratar de um sítio arqueológico a céu aberto. O Campus localiza-se no centro histórico de Laranjeiras, no Quarteirão dos Trapiches, ao lado do Mercado.
Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus
Situada na Praça da Matriz, local onde se originou o atual núcleo urbano da cidade. Construída na segunda metade do século XVIII, foi a primeira igreja dedicada ao Sagrado Coração de Jesus no Brasil. Em Sergipe, era sede de aristocrática Irmandade do S.S. Sacramento. O painel do forro da Capela do Santíssimo, representando o Coração de Jesus, é atribuído ao pintor baiano José Teófilo de Jesus.
Embora a igreja tenha passado por várias reformas que contribuíram para algumas descaracterizações, conserva o seu traço original. Edificação tombada pelo IPHAN. Localização: Centro
Igreja Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba
Em 1731, às margens do rio Cotinguiba, os jesuítas inauguraram sua segunda residência em Laranjeiras; uma construção mais simples do que a primeira. O templo apresenta as características das demais construções jesuíticas no Nordeste. No seu pórtico, de pedra calcária, e no arco cruzeiro estão gravados monogramas que confirmam suas origens e da sua padroeira, a Virgem da Conceição.
Provavelmente uma das últimas construções dos padres da Companhia de Jesus em terras sergipanas, que, em 1759, foram expulsos da Colônia, tendo seus bens confiscados pelo governo português.
A edificação, tombada pelo IPHAN, é um dos monumentos históricos de maior valor no Estado.
Casa do Engenho Retiro e Capela de Santo Antônio
Os jesuítas iniciaram às margens do rio São Pedro, no fim do século XVII, a construção da primeira residência em Laranjeiras. Inaugurada em 1701, foi denominado Retiro, provavelmente este nome se originou em ocorrência da solidão do lugar.
Em anexo à antiga residência, está situada a Igreja de Santo Antônio e Nossa Senhora das Neves, reformada na primeira metade do século XIX. Edificação tombada pelo IPHAN. Localização: Zona rural, a aproximadamente 01 km do centro da cidade
Capela do Engenho Jesus, Maria e José
Construída em 1769, a capela encontra-se em ruínas. O altar, bem histórico tombado pelo IPHAN, foi retirado e encontra-se hoje na Igreja do Senhor do Bonfim.Localização: Zona rural, localizada em propriedade particular de difícil acesso.
Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito
Construída por negros na metade do século XIX, a igreja era local de tradicionais comemorações como Festa de Reis e da Rainha da Taieira, esta última uma louvação dirigida a São Benedito e Rosário, protetores dos escravos. Na igreja realizam-se até hoje os ritos do Cacumbi, da Taieira, da Chegança e de São Gonçalo, sendo, portanto, o palco das maiores festas do folclore laranjeirense. Localização: Centro
Gruta da Pedra Furada
Formação de pedra calcária que serviu como refúgio para os nativos da região, situa-se no meio da mata. No local, os jesuítas ceelebravam missas, durante o período da invasão holandesa. Tombada pelo Governo do Estado de Sergipe. Localização: Povoado Machado
Terreiro Filhos de Obá
Terreiro de Nagô tombado pelo governo do estado.
Igreja de Nosso Senhor do Bonfim
Construída no século XIX, a igreja abriga nos fundos o cemitério da Irmandade do Bonfim. Seu altar de madeira foi destruído durante um incêndio, sendo posto em seu lugar o altar da Igreja Jesus, Maria, José. Do alto da colina, onde está localizada, se tem uma visão completa do Vale do Cotinguiba.Localização: Centro
Gruta da Matriana
Local utilizado como refúgio e para orações pelos padres jesuítas, conserva em seu interior pinturas feitas pelo artista plástico Horácio Hora. Localização: Vila do Faleiro, de difícil acesso.
Ponte Nova
Mercado Municipal
Construção do século XIX, com características góticas. Recebeu mercadorias vindas através do rio Cotinguiba. Até hoje funciona aos sábados para a feira local. Localização: Centro
Trapiche
Construção do século XIX, local onde era armazenada a produção açucareira dos engenhos. Ali também eram desembarcados e alojados os escravos enquanto aguardavam seus senhores. Atualmente funciona no local o Centro de Tradições, palco de manifestações artísticas.
Igreja Bom Jesus dos Navegantes
Da igreja, construída no início do século XX, parte a anual procissão de Bom Jesus dos Navegantes, tradicional festa religiosa da cidade. Localização: Alto do Bom Jesus, s/n (entrada da cidade)
Igreja Nossa Senhora da Conceição dos Pardos
Construída no século XIX, pelos homens pardos, a igreja tornou-se centro de devoção à Nossa Senhora da Conceição. O Imperador Dom Pedro II, ao visitá-la, fez donativos para conclusão das obras.Localização: Centro
Capela Sant'Aninha
Construída no antigo depósito de pólvora do Sítio Sant'Aninha, era uma das mais ricas capelas particulares do Nordeste. Localização: Solar Sant'Aninha, s/n - Zona rural (em propriedade particular)
Igreja Presbiteriana
Situada na rua Tobias Barreto (centro), foi inaugurada em 19 de novembro de 1899 após uma série de incidentes entre católicos e protestantes que iniciaram em 1844 e agravaram-se quando o pastor norte-americano Alexander Latiner Blackford, após visitas a Laranjeiras, fundou em 1884 a primeira Igreja Presbiteriana em Sergipe, na rua Comandaroba, em Laranjeiras. Até hoje a igreja mantém todas as suas atividades.Localização: Centro
Antigo Teatro Santo Antônio
Sua construção data do século XIX. Funcionou como teatro por muito tempo. Companhias nacionais e internacionais apresentaram-se nesse espaço. Durante um bom tempo ficou abandonado, sendo utilizado como cortiço. Hoje abriga a biblioteca e laboratórios do campus avançada da Universidade Federal de Sergipe.Localização: Centro
Museu de Arte Sacra
Fundado em 1980 para preservar o grande acervo sacro do município, localiza-se no Centro. É o segundo mais importante do Estado.
Museu Afro-brasileiro de Sergipe
Exposição de peças ligadas à cultura afro-brasileira e sua influência no sincretismo religioso do nosso povo. Aqui são catalogados objetos de cultos religiosos, fotografias, telas e documentos.Localização: Centro
Casa de Cultura João Ribeiro
Local de nascimento do primeiro escritor imortal sergipano da Academia Brasileira de Letras. Atualmente funciona o Museu João Ribeiro, com peças pertencentes ao ilustre escritor, filólogo e folclorista.
Localização: Centro
Riquezas folclóricas
Laranjeiras guarda em sua história e tradição muito das culturas indígena, portuguesa e negra e um dos mais ricos folclores do Brasil. São inúmeras as manifestações culturais que nos remetem ao passado e garantem, no presente, uma permanente interação entre as mais diversas comunidades responsáveis pela continuidade do nosso folclore. São algumas das manifestações encontradas em Laranjeiras: Reisado; Taieiras; Lambe-Sujos e Caboclinhos; Cacumbi;Dança de São Gonçalo; Chegança; Samba de Coco; Quadrilhas juninas.
Eventos culturais e turísticos
Os maiores eventos festivos da cidade são e encontro cultural, o Combate Lambe-sujos e Caboclinhos e o Micareme.
Encontro Cultural - demonstração da riquíssima cultura do Estado. Teatro de rua, grupos folclóricos, cordel, palestras, seminários e bandas culturais e populares (de renome nacional) se misturam durante três dias inteiros da primeira quinzena do mês.
Festa de Reis - comemoração do Ciclo Natalino com procissão
Festa do Bom Jesus dos Navegantes - festa sacra com procissão no rio que corta o centro histórico da cidade. Blocos de frevo tocam pelas ruas da cidade.
Semana Santa/Penitentes – grupo de penitentes vagam encapuzados pelas ruas da cidade durante a quaresma, rezando e cantando.
Micareme - festa que reúne blocos de estilo carnavalesco mas tocando músicas de frevo e marchinhas. Ocorre durante três noites da segunda quinzena do mês.
Manifestações afro-brasileiras com lavagem da Igreja Senhor do Bonfim
Festa do Padroeiro Sagrado Coração de Jesus (novena e procissão).
Festival de música - durante a primeira semana do mês ocorre apresentações de grupos musicais, bandas escolares, turmas de aprendizes, orquestras profissionais e fanfarras oficiais.
Corte do Inhame Nagô.
Combate do Lambe Sujo e Caboclinho - festa popular de cunho profano, revivendo a memória das lutas entre os negros (homens pintados de cabaú) e índios (homens pintados de xadrez vermelho).
Esporte
No esporte, o município valoriza as práticas ao ar livre e o convívio comunitário. As praças históricas e o complexo esportivo municipal são espaços onde jovens e adultos se encontram para o lazer e a integração, mantendo viva a energia de uma cidade que, apesar de antiga, mantém-se jovem no espírito e nas atitudes.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

CARMO DO PARANAÍBA - MINAS GERAIS

Carmo do Paranaíba é um município brasileiro localizado no estado de Minas Gerais. O território integra a mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, bem como a microrregião de Patos de Minas. Sua população estimada para o ano de 2025, pelo IBGE, era de 29.885 habitantes. 
Etimologia
A nomenclatura do município resulta da fusão de elementos religiosos e geográficos. O termo "Carmo" é um hagiotopônimo (nome derivado de um ente sagrado) que homenageia a padroeira local, Nossa Senhora do Carmo. O complemento "Paranaíba" deve-se à localização do município na bacia hidrográfica do rio homônimo. Do ponto de vista linguístico, "Paranaíba" provém da língua tupi, através da aglutinação dos termos paranã (rio) e ayba (ruim ou impróprio para navegação). Em períodos anteriores, o local foi documentado sob as nomenclaturas de "Arraial Novo" e "Carmo do Arraial Novo". O nome definitivo foi formalmente adotado com a Lei n.º 2036, de 11 de julho de 1876.
História
A ocupação do território que hoje compreende o Alto Paranaíba remonta à metade do século XVIII. O fluxo migratório em direção a essa região decorreu de um movimento centrífugo, originado a partir do esgotamento gradual das minas de ouro na região central da capitania de Minas Gerais. De acordo com registros arquivísticos, as terras foram inicialmente ocupadas por sesmeiros devido à sua fertilidade. Documenta-se um período em que houve recuo dos colonizadores em decorrência de embates com indígenas locais e grupos quilombolas que se estabeleceram na área. O retorno dos povoadores ocorreu a partir de 1743, consolidando a ocupação por meio da construção de capelas que serviam como núcleo para as aglomerações rurais.
A elevação administrativa de Carmo do Paranaíba ocorreu de forma progressiva durante o período imperial do Brasil. O povoado inicial foi elevado à categoria de distrito no ano de 1846, sob a denominação de Nossa Senhora do Carmo. Trinta anos depois, o distrito obteve autonomia política, sendo desmembrado e constituído como vila. O título de cidade foi concedido em 1887.
Gentílico: Carmense. 
Formação Administrativa
Vila criada com sede na freguesia de S. Francisco das Chagas do Campo Grande e esse nome por Lei Provincial n.º 347, de 20 de setembro de 1848. Desmembrada do Município de Araxá. Suprimida por Leis Provinciais n.º 472, de 31 de maio de 1850 e n.º 1.639, de 13 de setembro de 1870. Restaurada por Leis Provinciais n.º 999, de 30 de junho de 1859 e n.º 2.032, de 01 de dezembro de 1873. Transferida para o Arraial Novo do Carmo, com a denominação de Carmo do Paranaíba (Carmo do Paranahyba), por Lei Provincial n.º 2.306, de 11 de julho de 1876. Cidade por Lei Provincial n.º 3.464, de 4 de outubro de 1887. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Carmo do Paranaíba se compões de um Distrito: Carmo do Paranaíba criado por Lei Provincial n.º 1.713, de 5 de outubro de 1870 e por Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891. Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920 e no quadro fixado pela Lei Estadual n.º 843, de 7 de setembro de 1923, bem como na divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Carmo do Paranaíba permanece com um Distrito: Carmo do Paranaíba. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936, 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 88, de 30 de março de 1938, o Município de Carmo do Paranaíba se compõe igualmente de 1 Distrito: Carmo do Paranaíba - e compreende o único termo judiciário da comarca de Carmo do Paranaíba. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, o Município de Carmo do Paranaíba adquiriu o Distrito de Quintinos, no Município de Patos. Em 1939-1943, o Muicípio de Carmo do Paranaíba é composto dos Distritos de Carmo do Paranaíba e Quintinos - e é têrmo judiciário da comarca de Carmo do Paranaíba. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o Município de Carmo do Paranaíba adquiriu para o Distrito de Carmo do Paranaíba partes dos de Arapuá e Lagoa Formosa, respectivamente, dos Municípios de Rio Paranaíba e Patos de Minas (ex Patos); e perdeu por sua vez, partes do território do Distrito de Carmo do Paranaíba, anexados aos Distritos de Arapuá e Santana dos Patos, respectivamente, dos Municípios de Rio Paranaíba e Patos de Minas. No quadro fixado pelo referido Decreto-Lei Estadual nº 1058, para vigorar no quinquênio 1944-1948, o Município de Carmo do Paranaíba ficou composto dos Distritos de Carmo do Paranaíba e Quintinos - e constitui o único termo judiciário da comarca de Carmo do Paranaíba. Permanece composto dos Distritos de Carmo do Paranaíba e Quintinos nos quadros fixados pelas Leis n.º 336, de 27 de dezembro de 1948 e n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953 para vigorar, respectivamente, nos períodos 1049-1953 e 1954-1958, comarca de Carmo do Paranaíba. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Geografia
Geograficamente, Carmo do Paranaíba é privilegiada. 
Altitude e Relevo
Com uma altitude média que supera os mil metros.
O relevo é composto por chapadas e colinas suaves, enquanto o solo é extremamente fértil e rico. 
Vegetação e Solo
A vegetação original, marcada pelo Cerrado mineiro, hoje divide espaço com áreas de cultivo intensivo. A combinação de altitude elevada, solo rico e clima ameno cria um ambiente perfeito que faz da nossa região um dos melhores locais do mundo para o cultivo de café de alta qualidade, reconhecido internacionalmente pela sua excelência e sabor único.
Clima
Em Carmo do Paranaíba, a estação com precipitação é úmida e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 12 °C a 29 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 33 °C. 
A melhor época do ano para visitar Carmo do Paranaíba e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 2,0 meses, de 2 de setembro a 3 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Carmo do Paranaíba é outubro, com a máxima de 29 °C e mínima de 17 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 5 de maio a 24 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Carmo do Paranaíba é junho, com a mínima de 13 °C e máxima de 24 °C, em média. 
Em Carmo do Paranaíba, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Carmo do Paranaíba começa por volta de 8 de abril e dura 6,1 meses, terminando em torno de 11 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Carmo do Paranaíba é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 77% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 11 de outubro e dura 5,9 meses, terminando em torno de 8 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Carmo do Paranaíba é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 82% do tempo. 
Hidrografia
A rede hídrica de Carmo do Paranaíba é dividida em cursos d'água que drenam para duas bacias hidrográficas distintas: a Bacia do Rio Paranaíba e a Bacia do Rio São Francisco. A região concentra nascentes e afluentes que formam o Alto Paranaíba. De acordo com mapeamentos geológicos do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), a composição local influencia diretamente na disponibilidade hídrica para o consumo humano e para as atividades agropastoris presentes na mesorregião.
Economia
Carmo do Paranaíba é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pelo alto crescimento econômico. 
Impacto Atual
Do ponto de vista econômico, o município fundamenta sua base financeira na agropecuária. Há forte dependência da exploração do bioma Cerrado para a agricultura, destacando-se de forma expressiva o cultivo e armazenamento do café arábica. O setor terciário é classificado como menos desenvolvido em proporção à área rural.
A região é amplamente favorecida por um clima ameno e solo fértil, sendo mundialmente reconhecida pela produção de cafés especiais. O agronegócio e a prestação de serviços movimentam a cidade, gerando empregos e atraindo investimentos para a região.
Carmo do Paranaíba é uma cidade de gente trabalhadora e empreendedora. A economia é sólida e diversificada. Se o café é o nosso embaixador mundial, a pecuária leiteira e a agricultura de grãos sustentam uma cadeia produtiva robusta. O comércio local é vibrante e a indústria de insumos agrícolas movimenta a engrenagem econômica do município, tornando a cidade um centro de serviços para toda a microrregião.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 629 admissões formais e 556 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 73 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 141.
Até abril de 2026 houve registro de 4 novas empresas em Carmo do Paranaíba, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 73 empresas.  
Religiosidade
A vertente religiosa do município mescla o catolicismo com expressões de matriz africana. O catolicismo está centrado na devoção a Nossa Senhora do Carmo e a São João Batista, padroeiro da cidade. Em paralelo, há forte presença documentada de práticas do sincretismo religioso, representadas pelos ternos de Congado e Moçambique. Essas manifestações são salvaguardadas como patrimônio cultural imaterial local e debatem sua preservação frente ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), possuindo registros de encontros como a "Jornada Mineira do Patrimônio Cultural e Artístico".
Educação
Carmo do Paranaíba entende que o futuro exige conhecimento. O município tem investido na aproximação entre o mercado de trabalho e o ensino superior. Através de parcerias com universidades e centros de tecnologia, a cidade qualifica seus jovens para atuar com as novas tecnologias do campo e da gestão empresarial. Esse foco em educação garante que o progresso econômico seja acompanhado de desenvolvimento humano, permitindo que a nossa juventude encontre aqui as condições para crescer e inovar.
Cultura
A cultura é um mosaico de tradições mineiras: as festas religiosas, como a de nossa padroeira, e as manifestações folclóricas mantêm viva a memória dos nossos antepassados.
Pontos Turísticos
O acervo arquitetônico e natural urbano do município conta com equipamentos inventariados pelos órgãos de preservação. Os locais de visitação documentados são:
- Capela Santa Cruz do Monte: Templo de arquitetura barroca. Sua fundação provável data de 1879, liderada pelo Cônego Manoel Francisco de Moraes e por Ignácio Teixeira da Cunha. O edifício sofreu processo de destruição e saque em décadas anteriores, sendo integralmente reconstruído no ano de 1982 pela administração municipal com base em desenhos e traçados antigos.
- Lagoa Parque da Banheira (Lagoa do Fausto): recurso hídrico urbano estruturado para atividades esportivas e de lazer 24 horas. O local abriga também uma gruta dedicada a Santa Paulinha.
- Fonte das Lavadeiras: antigo ponto de abastecimento e de encontro de lavadeiras de roupas. Inventariada como patrimônio histórico em 2012, passou por obras de revitalização para salvaguardar a memória cultural ligada às águas do município.
- Praça São João Batista: praça arborizada que serve como polo de festividades, entre elas a Festa de São João Batista, encontros de Carros de Boi e finalização de Cavalgadas religiosas.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo: marco histórico e religioso no coração da cidade.
- Praça São Francisco de Assis: um dos principais pontos de encontro e lazer local.
- Parque de Exposições: palco de grandes eventos culturais, festas populares e exposições agropecuárias tradicionais.
Esportes
No esporte, a cidade é muito ativa. Os clubes esportivos locais e as praças de lazer são pontos de encontro da comunidade, onde o futebol, o vôlei e as práticas ao ar livre promovem a saúde e a integração de todas as gerações. Carmo do Paranaíba respira um ar saudável de quem valoriza a qualidade de vida.
Curiosidades
Em relação à memória patrimonial, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) incentivou a criação da cartilha de educação patrimonial intitulada "Carmo do Paranaíba: conheça, ame, preserve". Além disso, o município sediou a publicação do livro fotográfico "Fotos que Falam", um registro iconográfico das mudanças estruturais da cidade e de seus moradores ao longo do século XX. No âmbito da gastronomia tradicional camponesa, relatórios históricos locais apontam a prevalência de pratos derivados do milho, doces caseiros e biscoitos regionais como parte fundamental da cultura imaterial.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

MÃE DO RIO - PARÁ

Mãe do Rio é um município brasileiro do estado do Pará. Localizado a Leste do Pará, na mesorregião do Nordeste paraense, Microrregião do Guamá. O município foi emancipado em 11 de maio de 1988. Possui como padroeiro São Franscico de Assis.
História
O processo de colonização do território que atualmente compõe o município de Mãe do Rio começou no final da década de 1950, estando indiretamente ligado a construção da Rodovia Belém-Brasília. 
O nome mais importante dos primórdios da localidade é do sr. Bruno Antônio Chaves, que chegou na área onde está assentada a sede municipal em fins de 1959, trazendo consigo um grupo de doze pessoas. Vieram de Irituia e fizeram o trajeto a pé, seguindo a demarcação da futura Belém-Brasília, em meio à mata semi derrubada. 
A efetivação da Belém-Brasília trouxe mais gente à localidade que começou a crescer. O plano deu certo e muitas famílias se estabeleceram no lugar que recebeu o nome de Mãe do Rio, graças ao curso d'água que corta a sede da localidade. O primeiro comércio do lugar foi uma quitanda, da sra. Rosa. A primeira rua foi a Jurupeba, que definiu efetivamente a povoação de Mãe do Rio, em 1962. O processo de emancipação iniciou-se na gestão de José Leônidas Oliveira, então prefeito de Irituia. 
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Mãe do Rio, pela Lei Estadual n.º 5.456 de 11 de maio de 1988. Desmembrado de Irituia. Sede do distrito de Mãe do Rio (ex povoado). Constituído de distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1989. Teve seus limites alterados pela Lei Estadual n.º 5.467 de 05 de agosto de 1988 
Em divisão territorial datada 1995, o município é constituído de distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datado de 2023.
Origem do nome
O nome da cidade é referência ao curso d'agua que, por sua vez nos remete a duas definições: 1ª) igarapé que recebe águas dos afluentes ou de outros igarapés menores 2ª) a uma lenda amazônica, a Boiúna (do tupi mboy'una: cobra preta) mito hídrico de origem ameríndia, simbolizado por enorme e voraz serpente escura, capaz de tomar a forma de qualquer embarcação e, mais raramente, de uma mulher, mãe-d'água.
Geografia
Geograficamente, Mãe do Rio é um convite à contemplação da natureza amazônica. 
Localiza-se a uma latitude 02º02'47" sul e a uma longitude 47º33'02" oeste, estando a uma altitude de 52 metros. Possui uma área de 469,492  km² e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2025, era de 34.473 habitantes, o que corresponde a uma densidade populacional de 73,19 habitantes por km².
Altitude
Com uma altitude baixa, o relevo é majoritariamente plano, formado pelas planícies da bacia amazônica que desenham uma paisagem de terras baixas e férteis.
Solo
O solo, rico em matéria orgânica, é a base para a exuberante vegetação tropical. Grandes áreas de floresta densa ainda compõem a paisagem do município, funcionando como um importante corredor ecológico. É esse solo produtivo e esse clima vigoroso que sempre guiaram a vocação do povo de Mãe do Rio, que aprendeu a viver em harmonia com os ciclos da floresta e do rio.
Clima
O clima é o equatorial, quente e úmido, caracterizado pelas chuvas frequentes que garantem o verde intenso das matas durante todo o ano.
Economia
Mãe do Rio é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia, que no passado foi estritamente ligada ao extrativismo, hoje vive um momento de diversificação. O setor agropecuário é uma força motriz, com destaque para a produção pecuária e cultivos que alimentam a economia regional. O comércio, impulsionado pela localização estratégica na rodovia, é o coração pulsante que gera empregos e move a engrenagem da cidade, tornando Mãe do Rio um ponto de parada obrigatório para viajantes e investidores.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 191 admissões formais e 191 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 0 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 27.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Mãe do Rio, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 19 empresas.
Educação
Mãe do Rio compreende que o desenvolvimento passa pelo conhecimento. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso dos jovens ao ensino superior. Através de parcerias com universidades e a implementação de polos de educação à distância, a cidade está capacitando sua população em áreas cruciais para o crescimento local, como o agronegócio, a gestão ambiental e o setor de serviços. Esse investimento é a garantia de que as futuras gerações de Mãe do Rio saberão valorizar e inovar dentro da realidade amazônica.
Cultura
A cultura local é uma celebração da identidade paraense: a música, o artesanato e, acima de tudo, a culinária com sabores intensos de tucupi e jambu, fazem da visita ao município um banquete de tradições.
Turismo
Torna-se bastante movimentada por turistas de todo o país durante a Vaquejada de Mãe do Rio, localizada na fazenda Fortaleza, ocorria no final do mês de outubro, até o ano da morte de seu fundador Antonio Saraiva Rabelo. O turismo em Mãe do Rio é uma experiência de imersão na cultura paraense. Os balneários, formados pelas águas frescas dos igarapés, são o refúgio perfeito para quem busca lazer em meio à natureza. Atualmente, os principais eventos da cidade ocorrem no aniversário da cidade com shows de artistas locais e nacionais. Além disso, por muitos anos, ocorria o Festival do Açai. Sem contar, com a Feira do Agricultor de Mãe do Rio (que ocorre todos os sábados) e antigamente tinha a Dança da Farinhada.
Os principais pontos de destaque incluem o Terminal Rodoviário, a Praça Sete de Setembro e a Igreja Matriz de São Francisco de Assis.
Esporte
No esporte, a cidade demonstra toda a sua vivacidade. O futebol, paixão nacional, é o grande unificador nas arenas municipais. Além disso, as práticas esportivas de lazer aproveitam as trilhas na mata e as águas dos igarapés, promovendo saúde e integração. Os eventos esportivos locais são momentos em que a comunidade se encontra para celebrar a energia do povo de Mãe do Rio.
A cidade foi destaque no meio esportivo do Pará por passar a ser sede do Santa Rosa Esporte Clube, um clube de futebol antes sediado no distrito de Icoaraci, pertencente a Belém.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGECaravela .

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

GUARAREMA - SÃO PAULO

Guararema é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de São Paulo e Alto Tietê, em conformidade com a Lei Estadual n.º 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI). Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2025, era de 32.620 habitantes. 
Conhecida como "Cidade Natal", recebe milhares de visitantes para as festas de fim de ano. 
Toponímia
Do tupi ybyrá (árvore, pau), + rem (fedorento) + o sufixo substantivador -a, formando o que na gramática do tupi é conhecido como uma composição atributiva. O nome se refere ao pau-d'alho. 
História
Segundo Aureliano Leite, em 1560 um grupo, chefiado por Braz Cubas, se embrenha pelo sertão e descobre ouro em vasta sesmaria que chega quase à margem esquerda do Rio Anhembi (Tietê). A descoberta é comunicada ao Rei por carta datada de 25 de Abril de 1562. Em sua entrada pelo sertão, Braz Cubas desce a seguir pelo Rio Paraíba do Sul e, atravessando a Serra da Mantiqueira, chegou no Rio São Francisco. Segundo o historiador, Isaac Grinderg, estes foram os primeiros europeus a chegarem na região. Em 1608, Gaspar Vaz obtém uma sesmaria em Mogi das Cruzes.
Em 1611, Gaspar Vaz fundou o aldeamento da Escada, para onde foram levados índios já catequizados. Já em 1625, o aldeamento havia sido entregue aos jesuítas que sobreviviam da lavoura. Em 1652, os padres jesuítas erigiram a primeira capela no arraial. Devido ao seu posicionamento geográfico, durante séculos a localidade constituiu-se como etapa obrigatória dos caminhantes que iam de São Paulo para o Rio de Janeiro e vice-versa. Por dar proteção aos índios os jesuítas somaram muitos inimigos, inclusive Gaspar Vaz, que defendia a escravização dos índios. Os inimigos atacavam as aldeias e destruíam várias reduções jesuíticas ao sul do Brasil e Uruguai: tão frequente se tornaram estes ataques, que os jesuítas foram reclamar ao Papa, o qual em 1640 declarou todos os índios da América livres. Com o acontecido os colonos decidiram pela expulsão dos jesuítas de toda a capitania.
Em 15 de dezembro de 1732 o índio chamado a moda portuguesa de Sebastião Silva é nomeado capitão mor dos Índios do arraial da Escada, nesse mesmo ano, a primeira capela foi demolida em virtude de má conservação para dar lugar a outra capela. Em 1734, com a vinda dos Franciscanos, ergueu-se um alojamento anexo que passou a funcionar como convento. Construído em taipa de pilão, o conjunto, representativo da arquitetura colonial do Brasil, foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no dia 25 de janeiro de 1941. A capela, localizada na Freguesia da Escada, recebeu o nome da Nossa Senhora da Conceição e logo passou a chamar-se Nossa Senhora da Escada. Há várias hipóteses para a mudança do nome. O fato mais provável talvez seja este: "Reza a tradição popular que os indígenas tinham por hábito colocar sobre a sepultura de seus mortos um fardel cheio de alimentos e uma escada para que a subida da alma até o reino de Tupã se realizasse de maneira tranquila. Conhecedores deste fato, os padres teriam tratado de esculpir degraus ao redor da Virgem, com o objetivo de estabelecer uma ligação entre as crenças pagãs e a religião adventícia, de modo a facilitar a catequização.
Conhecedores dos fatos ocorridos no arraial da Escada. O padre vila de São Miguel, com o apoio do vigário da vara de São Paulo, André Baruel autoriza o supervisor da vila de São Miguel a levar para essa igreja "as imagens e alfaias" da igreja da Escada junto com 46 índios, que aqui viviam, com isso não concorda a Câmara de Mogi das Cruzes, que com povo reunido vai a São Miguel e trás de lá as imagens e os índios que haviam sidos tomados a Escada. (Leonardo Arroyo, "Igrejas de São Paulo").
Foi o Arraial da Escada elevado a Freguesia da Escada pela Lei n.º 09, de fevereiro de 1846. Porém, esse fato foi revogado pela Lei n.º 06, de 23 de maio de 1850, pois o Arraial teve atrofiada sua propriedade em consequência da atração exercida pelos outros vizinhos. Só em 1872, pela Lei n.º 01, de 28 de fevereiro, foi definitivamente elevado a Distrito de Paz. Foram seus primeiros dirigentes: Benedito Antônio de Paula, Antônio de Mello Franco e Joaquim Alves Pereira. Como vigário da nova paróquia que surgia, veio o Padre Miguel Piement e a 03 de julho de 1872 a capela de Nossa Senhora da Escada foi instituída canonicamente e hoje faz parte do Patrimônio Histórico Nacional.
Em 1875, Dona Laurinda de Souza Leite, a fim de auxiliar uma ex-escrava, Maria Florência, fez-lhe doação de um quinhão de terra situado às margens do Rio Paraíba do Sul, em lugar plano, distante 3,5 km do Arraial da Escada, pouco acima da foz do ribeirão Guararema. Levada por sentimentos religiosos, Maria Florência deliberou construir numa parte do terreno recebido, uma capela para o santo de sua devoção, São Benedito. Com o auxílio de outras pessoas e algumas economias suas, Maria Florência em pouco tempo conseguiu terminar a construção da Capela de São Benedito. Aos poucos foram se estabelecendo outros moradores nos arredores da capela, formando-se um vilarejo que recebeu o nome de “Guararema” - (do tupi-guarani: pau-d'alho), devido à abundância dessa árvore nesta região. Em julho de 1876, inaugurou-se o trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil, entre Mogi das Cruzes e Jacareí com a passagem da estrada de ferro pela Vila: esta se desenvolveu rapidamente e por Decreto nº 8 de 08 de janeiro de 1890, a sede do Distrito de Paz da Escada foi transferida para o povoado de Guararema, que foi elevado à categoria de Município pela Lei nº 528, de 03 de junho de 1898. Como era preciso ter um prédio para Câmara e outro para cadeia, logo construídos a 19 de setembro de 1899, com a instalação da Primeira Câmara Municipal de Guararema.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Nossa Senhora da Escada, pela Lei Provincial n.º 9, de 19 de fevereiro de 1846, subordinado ao município de Mogi das Cruzes. 
Revogada por Lei Provincial n.º 6, de 23 de maio de 1850; restabelecida pela Lei n.º 1, de 28 de fevereiro de 1872, foi transferida a sede para a povoação de Nossa Senhora da Escada, por Decreto n.º 8, de 08 de janeiro de 1890. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Guararema, por Lei Estadual n.º 528, de 03 de junho de 1898. Desmembrado do município de Mogi das Cruzes. Sede na antiga povoação de Guararema. Constituído do distrito sede. Instalado em 19 de setembro de 1899. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Guararema, pela Lei Estadual n.º 1.038, de 19 de dezembro de 1906. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município permanece constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Geograficamente, Guararema é um cenário de colinas suaves e vales férteis. 
Relevo
O relevo montanhoso da Serra do Mar confere à cidade uma vegetação densa de Mata Atlântica. 
Solo
O solo, rico e úmido, sempre foi a base para uma agricultura de subsistência que, com o tempo, evoluiu. Hoje, as áreas de preservação ambiental são motivo de orgulho, protegendo as margens do Rio Paraíba do Sul e garantindo a qualidade do ar e da água que fazem de Guararema uma referência regional em sustentabilidade.
Altitude
Com uma altitude média de 585 metros, a cidade desfruta de um clima tropical de altitude, marcado por verões amenos e invernos com noites frias e agradáveis, criando o ambiente perfeito para passeios ao ar livre durante todo o ano.
Limites
O município tem como limites Biritiba Mirim, Jacareí, Mogi das Cruzes, Salesópolis, Santa Branca e Santa Isabel
Localização
Guararema está a Leste da Grande São Paulo e sua distância da capital é de 76 quilômetros. As principais vias de acesso são: rodovia Ayrton Senna e rodovia Presidente Dutra
Clima
Em Guararema, o verão é morno, abafado, com precipitação e de céu encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 29 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 33 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Guararema e realizar atividades de clima quente são do meio de abril ao início de julho e do fim de julho ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 3,2 meses, de 13 de dezembro a 20 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Guararema é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 14 de maio a 11 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 24 °C. O mês mais frio do ano em Guararema é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 23 °C, em média. 
Em Guararema, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Guararema começa por volta de 30 de março e dura 6,5 meses, terminando em torno de 12 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Guararema é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 67% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 12 de outubro e dura 5,5 meses, terminando em torno de 30 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Guararema é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 72% do tempo. 
Fauna e flora
Com a Mata Atlântica em boa parte do território do município e o rio Paraíba do Sul cortando a cidade, existem muitas espécies de plantas nativas e animais silvestres comumente avistados no município, tais como: tucanos-toco, maritacas, trinca-ferro, capivaras, macacos-prego, gaviões-caboclo e várias espécies da mata nativa.
Hidrografia
A hidrografia de Guararema está assim composta: Rio Paraíba do Sul; Rio Parateí; Ribeirão Guararema; Ribeirão Ipiranga e Riacho do Putim (Cachoeira do Putim).
Economia
Guararema é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia local, que no passado dependia do café e da produção agrícola, diversificou-se com o tempo. Hoje, o turismo é um dos pilares centrais, gerando emprego e renda, mas o município também abriga indústrias leves e empresas de serviços que valorizam a qualidade de vida dos moradores. É uma economia que soube se adaptar, trocando as grandes chaminés pelo charme das pousadas, restaurantes de alta gastronomia e o comércio local valorizado.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,3 mil admissões formais e 1,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 188 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 188.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Guararema, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 158 empresas.
Educação
Guararema entende que o futuro se constrói através do saber. O município tem investido na aproximação entre os jovens e a educação superior. Através de parcerias com polos universitários e centros de capacitação tecnológica, a cidade prepara sua mão de obra para os desafios da economia criativa e do turismo sustentável. Esse foco na educação garante que a cidade continue a ser um lugar onde o jovem tem perspectivas de desenvolvimento sem precisar abrir mão da qualidade de vida que só Guararema oferece.
Turismo 
O turismo em Guararema é uma experiência completa. O Recanto do Américo, o Parque da Pedra Montada e a charmosa Estação Ferroviária, de onde parte o famoso Trem de Guararema, transportam o visitante para uma época de tranquilidade. 
Principais atrações turísticas
Atrações Imperdíveis
- Trem Turístico e Vila de Luís Carlos: a principal atração é o famoso passeio de trem que leva até a charmosa vila de Luís Carlos (uma antiga vila ferroviária dos anos 20). Muitas opções incluem comida e bebida liberadas no trajeto.
- Recanto do Américo (Pau D'Alho): cartão-postal da cidade, oferece decks de madeira, pontilhões, vistas para o Rio Paraíba do Sul e uma árvore centenária.
- Mirante Prefeito Gerbásio Marcelino: ótima estrutura e um visual panorâmico incrível da cidade e arredores.
- Igreja Nossa Senhora da Escada: onstrução histórica de 1652, famosa por ser a única no Brasil com uma imagem de São Longuinho no altar.
Cultura 
A cultura local respira tradições: as festas religiosas, o artesanato em madeira e a culinária com base no peixe de água doce são elementos que mantêm viva a memória dos tropeiros.
Esporte 
No esporte, a cidade aproveita sua geografia. O ciclismo de montanha, as trilhas para caminhadas e a prática de esportes náuticos no rio são atividades que unem saúde e contato com o meio ambiente. Guararema promove eventos esportivos que atraem atletas de todo o estado, reforçando a imagem de uma cidade ativa, saudável e aberta a todos.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

NOVA SANTA RITA - RIO GRANDE DO SUL

Nova Santa Rita é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 30.189 habitantes.
História
A região onde o território de Nova Santa Rita está localizado era habitada por índios carijós, taba do tronco tupi, até o início das primeiras incursões de bandeirantes e de tropeiros, a partir de 1732. As incursões eram realizadas no propósito de buscar escravos indígenas e caçar gado, mulas e cavalos xucros. Mais tarde, os tropeiros passaram a se radicar no Sul do Brasil, transformando-se em estancieiros e solicitando a concessão de sesmarias.
A primeira sesmaria que se tem notícia na região do município pertencia à José Pinto Ramires (filho do segundo de José Pinto Bandeira com a índia carijó Inocência Ramires e meio irmão de Manoel Pinto Bandeira e Francisco Pinto Bandeira, este último, pai do lendário Coronel Rafael Pinto Bandeira). A sesmaria constituía a área que fazia limites ao sul na foz dos rios dos Sinos e Caí denominada de Fazenda de Santa’Ana, da Ilha do Rio do Sinos, fechando-se ao norte com o arroio Correia e o Cadeia. Seu irmão Francisco Pinto Bandeira obteve a carta de sesmaria em 20 de maio de 1740, possivelmente José Pinto Ramires obteve sua carta nesta mesma época também.
A localidade onde se encontra o atual território de Nova Santa Rita pertencia ao município de Porto Alegre e era denominada de Picada do Vicente.
A partir de 1824, os colonizadores alemães começaram a povoar a região costeira ao Rio dos Sinos. Com o crescimento da população nessa região, em 01 de abril de 1846 foi fundado o município de São Leopoldo, absorvendo Picada do Vicente em seu território.
Em 01 de maio de 1875, Santana do Rio dos Sinos é emancipada de São Leopoldo, junto com a Vila de São Sebastião do Caí e a Freguesia de São José do Hortêncio, formando o município de São Sebastião do Caí. Dessa forma, Picada do Vicente passou a ser 6º Distrito de São Sebastião do Caí.
De Picada do Vicente a Santa Rita
A partir de 1875, famílias vindas de Portugal e do arquipélago de Açores passaram a se estabelecer nas regiões mais altas de Picada do Vicente, não próximas aos rios Caí, Jacuí e dos Sinos.
Em 11 de fevereiro de 1884, Justino de Souza Baptista e sua mulher Rita Carolina Martins doaram uma área de terras para a construção de uma igreja que fosse dedicada a Santa Rita de Cássia, a qual Rita era devota. Com o apoio de famílias portuguesas e alemãs recém-chegadas, o templo começou a ser erguido e uma imagem de Santa Rita foi encomendada de Portugal por Justino Baptista.
Com o tempo, a localidade foi crescendo, bem como as devoções religiosas, o que fez com que o lugar passasse a ser denominado de Santa Rita.
Em 27 de junho de 1939, é fundado o município de Canoas, que acabou absorvendo em seu território toda a área de Santa Rita, antes pertencente a São Sebastião do Caí. Dessa forma, Santa Rita passou a ser 2º Distrito de Canoas.
Crescimento do 2º Distrito de Canoas
Até o final da década de 1940, a principal atividade desenvolvida no território de Santa Rita era a agricultura, com o cultivo de aipim, melancia, melão, pepino, moranga e hortaliças. Ao longo das margens dos rios Caí e dos Sinos, havia olarias que estabeleciam pequenos vilarejos de empregados, proporcionando o desenvolvimento de comércios locais. Na localidade denominada Caju, havia pequenos moinhos de trigo e milho, que eram despachados para diversas localidades pelo pequeno porto existente junto ao Rio dos Sinos.
A luta pela emancipação e a criação do município
Na década de 1970, o então 2º Distrito de Canoas enfrentava sérios problemas como a falta de infraestrutura de estradas, transporte público e acesso a serviços públicos. Por ter população inferior a de outros bairros de Canoas, as demandas de Santa Rita nem sempre tinham prioridade na pauta de resoluções dos poderes públicos.
Em 1987, um movimento emancipacionista foi formado no intuito de tornar Santa Rita um novo município. O plebiscito realizado acabou decidindo pela não separação de Santa Rita de Canoas.
Em 1991, uma nova comissão pró emancipação foi formada e o plebiscito realizado em 10 de novembro obteve vitória pela emancipação, com mais de 64% dos votos válidos.
Em 20 de março de 1992, através da Lei Estadual nº 9.585/1992, sancionada pelo governador Alceu Collares, foi criado o município de Nova Santa Rita. Em 3 de outubro do mesmo ano foi realizada a eleição municipal que elegeu o primeiro prefeito da nova cidade, Odone Machado Ramos, e a primeira legislatura da Câmara Municipal, composta por nove vereadores.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santa Rita, pelo Ato Municipal de 15 de agosto de 1912, subordinado ao município de São Sebastião do Caí. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Santa Rita, figura no município de São Sebastião do Caí. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 7.199, de 31 de março de 1938, o município de São Sebastião do Caí tomou o nome simplesmente de Caí. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.643, de 28 de dezembro de 1938, o distrito de Santa Rita passou a denominar-se Berto Círio. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.842, de 30 de junho de 1939, baixado com autorização contida do Decreto-Lei Federal n.º 1.307, de 31 maio de 1939, o distrito de Berto Círio foi transferido do município de Caí (ex São Sebastião do Caí) para o novo município de Canoas. 
No quadro fixado pra vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Berto Círio, figura no município de Canoas. 
Pela Lei Municipal n.º 96, de 26de agosto de 1949, o distrito de Berto Círio voltou denominar-se Santa Rita. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o distrito de Santa Rita (ex-Berto Círio), figura no município de Canoas. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Nova Santa Rita, pela Lei Estadual n.º 9.585, de 20 de dezembro de 1992, desmembrado município de Canoas. Sede no atual distrito de Nova Santa Rita (ex Santa Rita). Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1993. 
Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Origem do nome
O nome "Nova Santa Rita" remete a uma antiga devoção religiosa que sempre acompanhou as famílias pioneiras da localidade.
Geografia
Geograficamente, Nova Santa Rita apresenta um cenário de contrastes harmoniosos. 
Altitude
Possui uma altitude média que varia entre dez e vinte metros acima do nível do mar.
Relevo
O relevo é majoritariamente plano, característico das várzeas do Rio dos Sinos, que banha o município. É um relevo que facilita a logística industrial e, ao mesmo tempo, oferece áreas propícias para o desenvolvimento sustentável.
Clima
O clima é subtropical úmido, com verões quentes e invernos amenos, típicos do clima temperado gaúcho.
Solo
O solo, rico em sedimentos aluvionares, é extremamente fértil, o que impulsionou historicamente a agricultura. 
Vegetação
A vegetação original, formada por campos e matas ciliares ao longo dos rios, ainda resiste em áreas de preservação ambiental, garantindo um cinturão verde que embeleza a cidade e regula o microclima urbano. 
Economia
Nova Santa Rita é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
Sua economia é uma das mais vibrantes do estado. O município deixou de ser apenas uma cidade dormitório para se tornar um hub logístico e industrial de primeira linha.
A economia de Nova Santa Rita (RS) destaca-se pelo forte setor logístico, consolidando-se como um dos maiores polos do estado devido à sua localização estratégica na BR-386. A cidade abriga grandes operações de e-commerce (como Amazon, Mercado Livre e Shopee) e também possui uma forte base no agronegócio, com destaque para a produção orgânica de arroz e pecuária.
A presença de grandes indústrias de transformação tornou a cidade um polo de geração de emprego. 
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,6 mil admissões formais e 1,4 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 215 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 170.
Até abril de 2026 houve registro de 14 novas empresas em Nova Santa Rita, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, 5 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (5). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 131 empresas.
Educação
Nova Santa Rita compreende que o capital humano é seu bem mais precioso. Nos últimos anos, a cidade tem investido na aproximação entre o mercado de trabalho e a educação superior. Através de parcerias com polos de universidades renomadas e centros de educação tecnológica, o município capacita seus jovens para os desafios da economia moderna, focando em áreas como logística, tecnologia e administração. Esse movimento garante que o crescimento industrial seja acompanhado pela formação de mão de obra local qualificada.
Turismo
O turismo em Nova Santa Rita está profundamente ligado ao lazer rural e ao ecoturismo. As propriedades rurais abertas à visitação oferecem aos visitantes o sabor da autêntica gastronomia gaúcha e a paz do campo a poucos minutos da agitação da capital. 
Os principais pontos turísticos são: 
- Arquivo Histórico Emídio de Oliveira - com acervo constante de utensílios domésticos, placas, fotografias, mobiliário doméstico e de escritório e atividades como exposições permanentes, itinerantes, temporárias, comemorativas, levantamento do patrimônio histórico municipal, projeto de história oral e educação patrimonial com a comunidade.
- Biblioteca Pública Municipal Mário Quintana - além de dispor de um grande acervo com literaturas em geral e livros didáticos para pesquisas, a Biblioteca Pública Municipal Mário Quintana abriga o telecentro comunitário, disponibilizando Internet gratuitamente aos estudantes, professores e visitantes. 
- Estação Vasconcelos Jardim - construída em 1938, compreendia a linha Porto Alegre-Uruguaiana. Sua instalação no município foi determinante na escolha da Cimbagé por se estabelecer em Nova Santa Rita, na década de 1950. a fábrica de cimentos é uma das mais antigas e também maiores da cidade. O nome homenageia José Gomes de Vasconcelos Jardim.
- Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - construída em 1885, é a Igreja Episcopal Anglicana mais antiga do Brasil. Foi construída em terreno doado por Zeferino José de Fraga (1824-1902), herdeiro da Fazenda do Contrato, que ficava às margens do Rio Caí. 
- Monumento à Padroeira - principal cartão postal do município, a estátua de Santa Rita de Cássia, se localiza na entrada principal de Nova Santa Rita, no acesso pela BR 386. A obra, esculpida pelo canoense Vinícius Cassiano, foi inaugurada em 2001, em uma iniciativa do Rotary Club de Nova Santa Rita, com apoio da Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Agropecuária de Nova Santa Rita (Acisa). 
- Paróquia Santa Rita - fundada em 1955, a paróquia levou 5 anos para ser concluída efetivamente. De lá para cá, a igreja passou por diversas reformas, restaurações e pinturas. Possui ainda 23 capelas espalhadas por toda a cidade.
- Parque Municipal de Eventos Olmiro Brandão - construído na década de 1980. o local abrigava a antiga Escola Fazenda, que ensinava técnicas agrícolas. Hoje, funciona a Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Rita de Cássia, única escola de turno integral da cidade. O espaço de mais de 400 hectares, possui um galpão de eventos, arena para rodeios, piquetes para os eventos e açude.
- Prainha de Morretes - às margens do Rio dos Sinos, o local contempla a beleza natural da cidade. Hoje, serve de local para passeios, pescarias e convívio com a natureza. 
- Sítio Notre Dame - o Sítio Notre Dame é um espaço adequado para a realização de eventos, cursos, celebrações, aniversários e casamentos. Possui auditórios climatizados para 28, 50 e 150 pessoas acrescidos de ambiente agradável e acolhedor junto à natureza, 2 restaurantes com buffet especial e comida caseira, doces da vovó e ampla área para lazer com piscinas, playground, campo de futebol, quadra de vôlei, pedalinho e quiosques com churrasqueiras, capela, salas aconchegantes e estacionamento. 
- Velopark - inaugurado em 2008, o Velopark é o maior parque temático de automobilismo da América Latina e referência internacional de infraestrutura, segurança e inovação. Em uma área equivalente a 200 campos de futebol estão dispostos: o mais jovem e e moderno autódromo do Brasil, uma pista de arrancada com padrões norte americanos, o maior kartódromo do mundo, um circuito oval de kart, uma pista de kart infantil, ampla área arborizada de lazer, churrascaria Velogrill, amplo estacionamento e outras opções ligadas ao entretenimento no automobilismo. Além de receber as principais competições de automobilismo do Brasil, realiza eventos e promove cursos para crianças e adultos.
Cultura
A cultura local é uma celebração da identidade farroupilha, com a realização de rodeios, festas tradicionais e eventos que preservam a música, a dança e o folclore do Rio Grande do Sul.
Esporte
No esporte, o município é um celeiro de talentos. As escolinhas esportivas, apoiadas pelo poder público e por entidades privadas, são o celeiro de futuros atletas em modalidades como futebol, futsal e artes marciais. Os centros esportivos municipais são pontos de encontro da comunidade, onde a prática de exercícios promove saúde e integração entre gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .