quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

CARANGOLA - MINAS GERAIS

Carangola é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Ocupa uma área de 353,404 km² e sua população em 2022 foi recenseada em 31.240 habitantes. O município é cortado pelas rodovias BR-482, MG-111 e MG-265 e está a 357 km de Belo Horizonte.
História
Situado na Zona da Mata de Minas Gerais, na confluência com os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o município teve seus primórdios de colonização na primeira metade do Século XIX. A colonização tardia se deve ao fato da região se situar nas chamadas 'áreas proibidas' interditadas à penetração, visando coibir o contrabando de ouro no período colonial. A afluência à região se deve à procura de novas lavras auríferas e não sendo encontrado ouro, os colonizadores foram forçados a optar pela agricultura, inicialmente a de subsistência e, pouco mais tarde, para a cultura cafeeira, que se tornou a base econômica de toda a região e fator de seu crescimento. 
O Distrito da cidade de Carangola não teve um fundador, pois constituiu-se numa obra de grandes fazendeiros que se estabeleceram nos arredores, algumas décadas antes do início da formação do povoado, na década de 1840. Durante o período citado ocorreu a derrubada de grande parte da mata que cobria o atual perímetro urbano, situado na margem esquerda do rio Carangola. Os primitivos habitantes foram os índios da tribo Purís-Coroados, tangidos do litoral pela civilização e tribos hostis 
O topônimo local, 'Carangola', provém do rio do mesmo nome, sendo que a denominação já constava nos mapas da Capitania de Minas Gerais datados de 1780, bem antes da presença do homem branco na região. 
Existe uma versão que relata a chegada de João Fernandes de Lannes, no ano de 1805, tendo este acampado no local da atual Praça Cel. Maximiano, sem, contudo, ter ali se fixado. Os primeiros contatos com os indígenas foram pacíficos, tendo os colonizadores comerciado com estes a troco da extração da poáia, muito comum na região naquela época, de cujas virtudes medicinais se obtinha bons lucros em Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro. 
O devassamento da região limítrofe ocorreu a partir de 1822 quando Antônio Dutra de Carvalho (Coronel Dutrão) se apossou de 25 sesmarias na região do Caparaó. Em 1826 o Guarda-Mor Manoel Esteves de Lima se apossou de uma área de 800 alqueires na região de Papagaio, tendo fixado sua sede no local onde mais tarde se denominou Córrego dos Freitas. 
Em 1833 o Tenente Coronel José Baptista da Cunha e Castro desbravou a região de Divino. As terras situadas nas margens do rio Carangola, entre Porciúncula e Itaperuna, Estado do Rio de Janeiro, foram desbravadas por José de Lannes Dantas Brandão, incluindo as terras banhadas pelo rio São Mateus. 
Os primeiros proprietários da área onde hoje se encontra o perímetro urbano da cidade foram Francisco Pereira de Souza e Marciano Pereira de Souza. 
Na evolução histórica da região, um marco relevante foi a Primeira Eleição para Eleitores Especiais, ocorrida em 02 de novembro de 1856. Em 07 de outubro de 1857 foi benzida a primeira capela do povoado, tendo por orago Nossa Senhora do Rosário, capela esta construída por Francisco de Souza Romano. Em 06 de janeiro de 1859, numa reunião presidida pelo padre Antônio Bento Machado, vigário da Freguesia de Tombos, foi decidida a construção de uma capela, tendo por orago Santa Luzia, destinada a ser a futura Igreja Matriz do lugar. Dentro das exigências da época para a formação do 'castrum' da futura Freguesia, incluía-se a doação de uma gleba de terras para a formação do Patrimônio, sendo que a capela tinha de ser construída defronte a um retângulo, para a formação do chamado Largo da Matriz. Coube aos Srs. José Moreira Carneiro, português natural de Funchal, na Ilha da Madeira, e seu sogro Manoel José da Silva Novaes, adquirir de Francisco de Souza Romano a área necessária e efetuar a doação do terreno à Mitra Diocesana de Mariana. Esta doação foi a origem da disposição das ruas do centro da cidade.
Formação Administrativa
Distrito policial criado com a denominação de Santa Luzia do Carangola, pela Lei Provincial n.º 1.860, de 07 de outubro de 1860. 
Distrito criado com a denominação de Santa Luzia do Carangola, pela Lei Provincial n.º 1.273, de 02 de janeiro de 1866, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado ao município de São Paulo do Muriaé. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santa Luzia do Carangola, pela Lei Provincial n.º 2.500, de 12 de novembro de 1878, desmembrado de Muriaé (ex São Paulo do Muriaé). Constituído de 3 distritos: Santa Luzia do Carangola, São Francisco do Glória e Tombos do Carangola. Sede na antiga povoação de Santa Luzia do Garangola. Instalado em 07 de janeiro de 1882. 
Elevado à condição de com a denominação de Carangola, pela Lei Provincial n.º 2.848, de 25 de outubro de 1881. 
Pela Lei Provincial n.º 2.905, de 23-09-1882, é criado o distrito de Divino Espírito Santo do Carangola, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891 e anexado ao município de Carangola. 
Pelo Decreto Estadual n.º 185, de 06 de setembro de 1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São Mateus (ex povoado de Estação Farias Lemos) e anexado ao município de Carangola. 
Pelo Decreto Estadual n.º 116, de 21 de junho de 1890, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São Sebastião da Barra e anexado ao município de Carangola. 
Pela Lei Estadual n.º 391, de 18 de fevereiro de 1891, Carangola adquiriu do município de Manhuassu o distrito de Alto Carangola. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 7 distritos: Carangola, Alto Carangola, Divino Espírito Santo do Carangola, São Francisco do Glória, São Mateus, São Sebastião da Barra e Tombos do Carangola. 
Pela Lei Estadual n.º 663, de 18 de setembro de 1915, o distrito de São Sebastião da Barra tomou o nome de Espera Feliz. 
Pela Lei Estadual n.º 691, de 11 de setembro de 1917, o distrito de Alto Carangola tomou o nome de Santo Antônio de Arrozal. 
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1º de setembro de 1920, o município é constituído de 7 distritos: Carangola, Divino Espírito Santo, Espera Feliz (ex São Sebastião da Barra), Santo Antônio do Arrozal (ex Alto do Carangola), São Francisco do Glória, São Mateus, Tombos do Carangola. 
A Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, desmembra do município de Carangola o distrito de Tombos do Carangola. Elevado à categoria de município com a denominação de Tombos e pela mesma Lei os distritos sofreram as seguintes modificações: Divino Espírito Santo do Carangola passou a denominar-se Divino do Carangola, Santo Antônio Arrozal a chamar-se simplesmente Arrozal e São Mateus tomou o nome de Faria Lemos. E, ainda, são criados os distritos de Alvorada e São João do Rio Preto e anexados ao município de Carangola. 
Pela Lei Estadual n.º 1.128, de 19 de outubro de 1929, o distrito de Arrozal tomou o nome de Alto Carangola. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 8 distritos: Carangola, Alvorada, Alto Carangola (ex Arrozal), Divino do Carangola (ex Divino do Espírito Santo), Espera Feliz, Faria Lemos (ex São Mateus), São Francisco do Glória e São João do Rio Preto. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31de dezembro de 1937. 
O Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembra do município de Carangola os distritos de Divino do Carangola e Arrozal (ex Alto Carangola). Elevado à categoria de município com a denominação de Divino. Sob o mesmo Decreto-lei são desmembrados do município de Carangola os distritos de Espera Feliz e Caiana (ex São João do Rio Preto), para formar o novo município de Espera Feliz. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Carangola, Alvorada, Faria Lemos, e São Francisco do Glória. 
Assim permanecendo em divisão territorial data de 1º de julho de 1950. 
Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, é desmembrado do município de Carangola o distrito de São Francisco do Glória. Elevado à categoria de município. Pela mesma Lei é criada, o distrito de Fervedouro e anexado ao município de Carangola. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Carangola, Alvorada, Fervedouro e São Pedro do Glória. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, são criados os distritos de Lacerdinha e Ponte Alta de Minas e anexados ao município de Carangola. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 6 distritos: Carangola, Alvorada, Fervedouro, Lacerdinha, Ponte Alta de Minas e São Pedro do Glória. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979. 
Pela Lei Estadual n.º 8.285, de 08 de outubro de 1982, é criado o distrito de Bom Jesus do Madeira (ex povoado) com terras desmembradas do distrito de São Pedro do Glória e anexado ao município de Carangola. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983, o município é constituído de 7 distritos: Carangola, Alvorada, Bom Jesus do Madeira, Fervedouro, Lacerdinha e Ponte Alta de Minas e São Pedro do Glória. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1991. 
Pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27 de abril de 1992, são desmembrados do município de Carangola os distritos de Fervedouro, Bom Jesus do Madeira e São Pedro do Glória, para formar o novo município de Fervedouro. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 4 distritos: Carangola, Alvorada, Lacerdinha e Ponte Alta de Minas. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[7] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Juiz de Fora e Imediata de Carangola. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Muriaé, que por sua vez estava incluída na mesorregião da Zona da Mata.
Relevo e Altitude
O município está inserido na unidade geomorfológica dos "Mares de Morros", característica marcante da Zona da Mata. O relevo é predominantemente acidentado, com vales profundos e montanhas imponentes. A altitude na sede municipal é de aproximadamente 400 metros, mas o ponto culminante do município, na região serrana, ultrapassa os 1.000 metros.
Clima
O clima é o Tropical de Altitude (Cwa), apresentando verões quentes e chuvosos e invernos secos com temperaturas amenas, podendo chegar a marcas baixas nas áreas rurais mais elevadas. A temperatura média anual gira em torno de 22°C.
Solos 
Os solos são majoritariamente Latossolos Vermelho-Amarelos, profundos e bem drenados, que historicamente favoreceram a cafeicultura de montanha. 
Vegetação
A vegetação original pertence ao bioma da Mata Atlântica, especificamente a Floresta Estacional Semidecidual. Embora muito tenha sido substituído por pastagens e lavouras, ainda existem fragmentos de floresta preservada que abrigam uma rica biodiversidade.
Economia 
A economia de Carangola é diversificada, sustentada por três pilares:
- Agropecuária: O café continua sendo o principal produto, com destaque para a produção de cafés especiais em altitudes elevadas. A pecuária leiteira também possui relevância.
- Comércio e Serviços: Como polo regional, a cidade possui um comércio forte e um setor de serviços que atende a uma microrregião de mais de 10 municípios.
- Saúde: A cidade é referência em saúde na região, contando com hospitais de grande porte.
Educação
Carangola é um importante centro universitário. O município abriga o campus da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), que oferece diversos cursos de graduação e atrai estudantes de todo o país. Além disso, conta com instituições privadas e escolas de ensino técnico, consolidando-se como um celeiro de formação intelectual na Zona da Mata.
Turismo e Cultura
O turismo em Carangola une história, fé e natureza. Os principais pontos de interesse são: 
- Parque Estadual da Serra do Brigadeiro: Trilhas, cachoeiras e mirantes. 
- Igreja de São Pedro: Uma das mais antigas de Minas Gerais. 
- Casa da Cultura: Abriga eventos e exposições. 
- Morro do Cruzeiro: Mirante natural com vistas panorâmicas. 
- Antiga Estação Ferroviária: Hoje, o terminal rodoviário.
- Turismo Histórico: O centro da cidade preserva prédios históricos, como a Antiga Estação Ferroviária e casarões coloniais.
- Turismo Ecológico: A região oferece trilhas e cachoeiras. O Pico do Papagaio é um dos pontos mais procurados por trilheiros devido à vista panorâmica da Serra de Minas.
- Cultura e Religiosidade: O Santuário de Santa Luzia é um símbolo de fé e beleza arquitetônica. As festas tradicionais, como a Exposição Agropecuária, atraem milhares de visitantes anualmente.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

ESPIGÃO D'OESTE - RONDÔNIA

Espigão do Oeste é um município brasileiro localizado na região leste do estado de Rondônia. Com uma população de 32.717 habitantes, segundo estimativas do IBGE, para o ano de 2024, a cidade é conhecida por ser povoada por descendentes de pomeranos. É o 12º município mais populoso do Estado e detém o 14º maior PIB (Produto Interno Bruto) de Rondônia. 
É a cidade com a maior proporção de evangélicos de Rondônia (49,12%) e está entre as 100 mais evangélicas do Brasil (68º). É bicampeã Nacional da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, e da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa além de possuir a 5ª maior expectativa de vida e o 6º melhor Índice de Gestão Fiscal de Rondônia. 
História
Em 1956 o Governo convidava os brasileiros para a integração da Bacia Amazônica. Entusiasmados com a ideia de desbravar a Amazônia, os irmãos José Cândido, Nilo Tranquilo e Romeu Melhorança saíram de Andradina, em São Paulo, até chegarem ao município de Pimenta Bueno. 
Em 13 de abril do mesmo ano, quando estavam às margens do Rio Barão de Melgaço, decidiram se mudar de vez para Rondônia, onde organizaram uma firma colonizadora que recebeu o nome de Itaporanga (Ita = Pedra; Poranga = Dura). 
Em fevereiro de 1967 deram início à colonização. Partindo de Pimenta Bueno deixaram a BR-364 e iniciaram um caminho de 28 quilômetros até chegarem ao alto de uma colina, que foi chamada de “Espigão". 
Em 1969, Espigão já era uma Vila e em 12 de agosto de 1970 o Padre Vicente Vanin Martins celebrou uma missa onde fincou um cruzeiro e junto a ele uma garrafa tendo em seu interior um papel com os nomes das pessoas que participaram do evento. 
Nos anos seguintes, especialmente em 1975, vários acontecimentos marcaram tragicamente os colonos de Espigão do Oeste. 
A colonizadora Itaporanga dividia os lotes de terra em 2000 hectares e cobrava dos colonos a demarcação das terras, porém o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) só regularizava as terras se os lotes fossem reduzidos a 100 hectares. Os colonos não se agradaram com o fato e houve uma revolta geral quando receberam a notícia de que funcionários do INCRA viriam para cortar as terras. Indignados, os colonos decidiram serrar a única ponte de acesso à Vila, sobre o Rio Palmeira, para impedir a passagem dos funcionários. Porém, no mesmo dia, em 28 de abril de 1975, policiais armados invadiram a Vila de Espigão e espancaram vários trabalhadores e colonos. Muitas pessoas foram presas e somente meses depois conseguiram liberdade e também os documentos das terras. 
Emancipação
Em 3 de março de 1977 tornou-se um subdistrito do município de Pimenta Bueno. 
Em 16 de Junho de 1981, pela Lei n.° 6.921, foi desmembrado de Pimenta Bueno e também tornou-se um município.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Espigão D’Oeste, pela Lei Federal n.º 6.448, de 11 de outubro de 1977, subordinado ao município de Pimenta Bueno. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o distrito de Espigão D’Oeste, figura no município de Pimenta Bueno. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Espigão D’Oeste, pela Lei Federal n.º 6.921, de 16 de junho de 1981, desmembrado de Pimenta Bueno. Sede no atual distrito de Espigão D’Oeste. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de fevereiro de 1983. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei n.º 921, de 17 de dezembro de 2004, foram criados os distritos de Boa Vista do Pacarana, Novo Paraíso, Flor da Serra e Nova Esperança e anexados ao município de Espigão D’Oeste. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 5 distritos: Espigão D’Oeste, Boa Vista do Pacarana, Novo Paraíso, Flor da Serra e Nova Esperança. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Geografia
Área

Espigão do Oeste possui uma área total de 4.518,055 quilômetros quadrados, sendo 4.495,06 quilômetros quadrado de Zona Rural e 22,94 quilômetros quadrados de Zona Urbana. 
Limites
O Município localiza-se a leste do Estado de Rondônia e limita-se com o Estado do Mato Grosso ao norte; Com o município de Pimenta Bueno ao sul; Com o município de Vilhena ao leste; E com o município de Cacoal a oeste. 
Relevo
A área urbana do Município é composta de terras baixas e altas, isto é, ligeiramente onduladas, enquanto que a área rural apresenta ondulações mais acentuadas, como morros e serras. Com 543 metros de altura, a Serra Azul é o ponto mais alto da cidade e está localizada a 70 quilômetros do centro do município. 
Vegetação
No início da colonização, predominava a Floresta Equatorial (ou Amazônica) e uma pequena parte de cerrado. Porém, com o incentivo do Governo Federal para que as terras fossem colonizadas, os emigrantes desmataram e transformaram as florestas em pastagem, restando pequenas reservas de Floresta. 
Hidrografia
A área pertencente ao município é cortado por vários rios, sendo os mais importantes: 
- Rio Roosevelt: banha uma grande parte do município e deságua no Estado do Mato Grosso.
- Rio 14 de Abril: nasce no município e deságua no Estado do Mato Grosso.
- Rio Ribeirão Grande: nasce no município e deságua no Estado do Mato Grosso.
- Rio Riozinho: nasce no município e deságua no município de Cacoal.
- Rio Palmeiras: abastece grande parte do município.
- Rio Kernit: nasce no município e é afluente do Rio Roosevelt.
Entre os Igarapés, o mais importante é o Félix Fleury. 
Clima
O clima de Espigão do Oeste é considerado tropical (tipo Am segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 27,7 °C, tendo invernos brandos e verões com temperaturas altas. Os meses mais quentes, agosto, setembro e outubro tem temperaturas médias entre 28 e 29,5°C e os meses mais frios, maio, junho e julho, médias de 26 à 27 °C. 
A precipitação anual média é de 1.715,8 mm, concentrados principalmente no verão. As estações do ano são pouco definidas: o inverno é ameno e seco, e o verão, quente e chuvoso. Outono e primavera são estações de transição. 
O fenômeno da Friagem, muito comum na região em épocas de inverno, é observada na cidade cerca de 6 a 12 vezes ao ano. Ela é responsável pela brusca queda de temperatura, e dura entre 3 e 6 dias. 
Em 2010, devido a friagem, foram registradas várias temperaturas abaixo dos 14 °C. 
No inverno, o ingresso de fortes massas de ar polar, responsáveis pela Friagem na região sul da Amazônia, acompanhadas de excessiva nebulosidade às vezes fazem com que as temperaturas permaneçam muito baixas, mesmo durante a tarde. Tardes com temperaturas máximas que variam entre 19 °C e 21 °C ocorrem algumas vezes no ano durante essa época. Durante o inverno, já houve vários registros de tardes em que a temperatura sequer ultrapassou a marca dos 17 °C, como em 17 de julho de 2010. 
Os registros de Geadas na cidade são raros, porém, em 19 de Julho de 1975, quando o Brasil registrou um dos seus invernos mais rigorosos, o fenômeno da Geada foi registrada na cidade, assim como em várias cidades do Sul de Rondônia. 
Economia
Espigão do Oeste possui o décimo quarto maior PIB dentre as cidades rondonienses e o 66º maior da região norte do Brasil.
Um dos quinze maiores centros financeiros de Rondônia, Espigão do Oeste passa hoje por uma transformação em sua economia. Durante muito tempo a indústria madeireira constituiu uma atividade econômica bastante presente na cidade, porém Espigão do Oeste tem atravessado nos últimos 5 anos uma clara mudança em seu perfil econômico devido a grandes operações de combate ao desmatamento da Amazônia: de uma cidade com forte caráter madeireiro, o município tem cada vez mais assumido um papel de cidade de pequenas, médias e grandes indústrias e comércios de serviços e negócios.
Produção de aves
Espigão do Oeste possui características ideais para a produção de frango. O clima quente e bastante úmido da Amazônia favorece a criação de aves em larga escala. Por esta razão o mais moderno frigorífico de aves do estado está instalado no município, que abate cerca de 50 mil aves por dia. 
São mais de 360 empregos diretos gerados no frigorífico e cerca de 600 em diferentes setores da empresa. O total de postos de trabalho em toda a cadeia produtiva chega a quase dois mil. 
Extrativismo mineral
Em Espigão do Oeste, foi comprovada a existência de vários minérios como o Ouro, a Cassiterita, o Manganês, o Calcário, o Cimento e Diamante, abundante na Reserva Roosevelt. 
Usina de calcário
No município, está localizada a única jazida de calcário de Rondônia, que possuí montante de aproximadamente 260 milhões de toneladas de calcário para ser explorada por cerca de 200 anos. De grande utilidade na correção da acidez e por melhorar o aproveitamento dos nutrientes do solo, o calcário é muito procurado pelos agricultores que querem melhorar suas terras e a produtividade. 
A usina produz mais de 35 mil toneladas por mês e conta com dezesseis funcionários. 
Manganês
Espigão do Oeste possui uma importante região de mineração do manganês. Diversos pesquisadores contratados por empresas privadas que exploram a região estão pesquisando áreas da cidade. 
Reserva Roosevelt
Na Reserva Roosevelt, formada por 2,7 milhões de hectares e de propriedade dos Índios Cintas-Largas, localizada em Espigão do Oeste, habitam cerca de 1.200 índios. 
Um estudo inédito que mapeou as reservas minerais do Brasil, apontou que o garimpo do Roosevelt é de uma espécie raríssima. Elaborado pela Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM), o levantamento apontou que o kimberlito tem 1,8 bilhão de anos e uma capacidade de produção de no mínimo um milhão de quilates por ano. Esse número subestimado coloca a Roosevelt, no mínimo, entre as cinco maiores minas de diamantes do mundo. A capacidade real somente poderá ser verificada com uma análise mais detalhada, o que ainda não foi feito, pois o garimpo está localizado em área indígena. Para especialistas, a sondagem poderá indicar a Roosevelt como a maior mina do planeta. 
Esportes
A cidade sedia eventos esportivos de importância regional e estadual, como jogos do Campeonato Rondoniense de Futebol, realizado no Estádio Municipal Luizinho Turatti, os Jogos Escolares de Rondônia (JOER), evento que faz parte do calendário estudantil e é realizados no Ginásio Municipal Edgar Zacarias Marques, a Copa Dragões do Norte de Karatê e o Campeonato Estadual de Motocross, realizado no motódromo Romeu Francisco Melhorança. 
Entre os principais eventos dos quais Espigão do Oeste foi sede, estão a Etapa do Campeonato Latino Americano de Motocross de 2006 e 2007 e o jogo do Copa do Brasil de Futebol de 2012. 
Esporte Clube Espigão
O Esporte Clube Espigão, fundado em 7 de maio de 2008, é um clube brasileiro de futebol, representante da cidade nas competições estaduais e nacionais. É o time profissional mais novo do estado. 
Foi campeão da 2ª Divisão do Campeonato Rondoniense de 2008. e Campeão do Campeonato Rondoniense de Futebol de 2011. 
Em 2012, representou Rondônia na Copa do Brasil.[48] e foi vice-campeão do Campeonato Rondoniense.
Praça Municipal Nilo Balbinot
Praça Municipal localizada no centro de Espigão do Oeste, antiga Escola 7 de Setembro. 
A Praça atrai milhares de pessoas na época do natal e do reveillon, época em que a praça é decorada pela prefeitura da cidade. A praça é uma das mais linda de Rondônia, devido estar bem conservada. 
Cultura
Apenas uma pequena parte da população de Espigão do Oeste é rondoniense, a maioria dos habitantes vieram dos estados do sudeste, sul e nordeste, como Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Paraíba. 
Há uma variante na língua falada, uma vez que o povo predominante é o capixaba, de origem alemã, que fala um dialeto denominado pomerano.
Eventos culturais
Os principais eventos culturais no município são: Feira Agropecuária e Industrial de Espigão do Oeste (Expoeste); Reveillon; Festa da Comunidade Luterana da Paz; Festa Típica da APAE; Festa da Laranja; Festa Pomerana (PommerFest); Rally da Grande Família; Rally das Garotas Super Poderosas; Carnaval; Desfile Cívico de 7 de setembro e 05/12 aniversário histórico
Saúde
Espigão do Oeste possui três hospitais, sendo dois privados e um municipal, além de outros dois Postos de Saúde, sete Centros de Saúde e cinco Laboratórios. Os serviços públicos de saúde são de responsabilidade do governo municipal. A Secretaria Municipal de Saúde possuí dezenas de funcionários, entre eles médicos e enfermeiros. Em setembro de 2009, a cidade já tinha 65 leitos para internação. 
Educação
A cidade de Espigão do Oeste tem um sistema de ensino público e privado. Contendo 28 estabelecimentos de ensino, 15 são estaduais, 11 municipais, 1 particular e 1 filantrópica (conveniada). Ao total, são 7.603 matrículas e 341 docentes registrados.
O IFRO (Instituto Federal de Rondônia) atua em Espigão do Oeste através de projetos e ações como o "Projeto Cidadania Plena", oferecendo cursos para pequenos criadores, mas não há um campus fixo em Espigão do Oeste, com os campi principais como Colorado do Oeste, Cacoal e Ji-Paraná atendendo a região, focando em Agronomia, Zootecnia, e outras áreas, com processos seletivos abertos para ingresso em cursos técnicos e de graduação
Turismo
Espigão do Oeste, localizado na região leste de Rondônia, encanta com sua beleza natural e atrativos turísticos. Aqui estão alguns dos principais pontos para visitar:
- Serra Azul: Com suas matas preservadas, a Serra Azul oferece trilhas e vistas magníficas. As cascatas e quedas d’água que brotam dos rios são um espetáculo à parte.
- Praça Municipal: Localizada no centro da cidade, a Praça Municipal atrai milhares de pessoas durante o Natal e o Réveillon. É uma das mais bem decoradas de Rondônia.
- Portal Pomerano: Um marco cultural que celebra a influência dos descendentes de pomeranos na região.
- Estádio Municipal Luizinho Turatti: Para os amantes de esportes, o estádio é um ponto de interesse.
- Balneários: Trazem a essência da natureza, tornando locais ideais para apreciar e relaxar.
Espigão do Oeste é um destino acolhedor, perfeito para quem busca contato com a natureza e cultura local.
O turismo em Espigão d'Oeste é movido pela identidade cultural e pelo contato com a natureza, São destaques:
- Pommerfest: É a principal festa do município, celebrando a cultura pomerana com danças folclóricas, trajes típicos e gastronomia germânica (como o Wurst e o Broat). É um dos eventos culturais mais autênticos do estado.
- Turismo de Base Comunitária: Através do povo Paiter Suruí, existem iniciativas de etnoturismo que permitem conhecer a cultura indígena e a preservação ambiental.
- Lazer: Rios e balneários locais oferecem opções de lazer para os moradores e visitantes da região sudeste.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

TRÊS MARIAS - MINAS GERAIS

Três Marias é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. 
Três Marias se emancipou em 1º de março de 1963, portanto esta é a data de aniversário da cidade. Quem nasce nesta cidade é trimariense. Sua população estimada para o ano de 2025, pelo IBGE, era de 29.985 habitantes.
História 
Há muitos e muitos anos, residia às margens do Rio São Francisco uma família: mãe, pai e três filhas. Eram fazendeiros, trabalhadores e tementes a Deus. 
A família montou uma pequena hospedaria na fazenda, para o descanso dos tropeiros viajantes, pescadores cansados de viajar a pé , carro de boi ou no lombo dos animais. Com o passar dos anos, os dois velhos morreram e as filhas Maria Francisca, Maria das Dores e Maria Geralda continuaram com a hospedaria, ponto de parada obrigatória, porque na região era o único lugar de descanso. 
Aquela pequena hospedagem tornou-se popular como as Três Marias: "Hoje vou pernoitar, lá, nas Três Marias … Quando atravessar o Rio São Francisco vou almoçar nas Três Marias …". As irmãs Maria Geralda, Maria das Dores a Maria Francisca, gostavam muito de nadar e mergulhar nas águas do Rio São Francisco. Certo dia, como de costume, as Três Marias foram nadar, sem saber que vinha vindo uma cabeça de enchente. As águas vinham revoltas, arrastando animais, árvores, plantações, carregando e destruindo tudo a sua passagem. E as águas foram chegando, chegando, cada vez mais se aproximavam com seu barulho ensurdecedor. 
As aves a animais se calaram ante a fúria da natureza. As Três Marias, ao sentirem a chegada das águas, tentaram, desesperadamente, sair do rio, mas Maria Geralda rodou nas águas, Maria Francisca tentou salvá-la e rodou também. 
Quando Maria das Dores viu as suas irmãs debatendo-se nas águas, numa luta mortal, tentou levá-las para as margens do Rio. Tudo em vão: as águas rodopiavam, levantavam mares a redemoinhos e carregaram as Três Marias para o fundo do Rio. Após o acidente trágico, o nome de Três Marias tornou-se mais popular ainda, ficando aquela região assim conhecida. 
Na década de 1950, o então presidente da república Juscelino Kubitschek autorizou a construção de uma Usina Hidrelétrica na região do Alto São Francisco, que, mais tarde, daria o nome a cidade que surgia.
A cidade de Três Marias não foi planejada. As primeiras residências foram construídas em lugares impróprios, sem alinhamento, com a finalidade de abrigar os operários da construção da Barragem/Usina Hidrelétrica, pessoas do comércio e os fazendeiros que já residiam na região. 
A Barragem/Usina Hidrelétrica de Três Marias, pelo seu potencial hidrelétrico, tornou-se conhecida em todo Brasil, mas poucos conheciam a cidade Barreiro Grande. Durante treze anos, o nome da cidade foi “Barreiro Grande”, o que não agradava à população local. 
Na administração Municipal de Dano Soares, em 1975, foi encaminhado um Projeto de Lei à Câmara Municipal e organizado um abaixo-assinado com a maioria dos eleitores do município para a mudança toponímica de Barreiro Grande para Três Marias. 
Formação Administrativa 
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Barreiro Grande, pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, com terras desmembradas do distrito de Andrequicé pertencente ao município de Corinto. Sede no atual distrito de Barreiro Grande (ex localidade). Constituído de 2 distritos: Barreiro Grande e Andrequicé. Instalado em 1º de março de 1963. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Barreiro Grande e Andrequicé. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1971. 
Pela Lei Estadual n.º 6.756, de 17 de dezembro de 1975, o município de Barreiro Grande tomou a denominação de Três Marias. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 2 distritos Três Marias e Andrequicé. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007 
Geografia
Localiza-se na mesorregião Central Mineira. 
Hidrografia
O principal rio de Três Marias é o rio São Francisco
Altitude
Três Marias repousa sobre o Planalto Central Brasileiro, com uma altitude média de 570 metros acima do nível do mar.
Relevo
O relevo é predominantemente plano a suavemente ondulado, característico das áreas de chapadas do interior mineiro. 
Solo
O solo é do tipo latossolo vermelho-amarelo, típico do Cerrado, com acidez elevada que requer correção química (calagem) para a prática da agricultura intensiva.
Clima
O clima é o Tropical de Savana (Aw). As temperaturas são elevadas na maior parte do ano, com médias em torno de 24 °C a 26 °C, podendo ultrapassar os 35 °C, no verão. O regime de chuvas é bem definido: verões chuvosos (outubro a março) e invernos secos (abril a setembro).
Vegetação e Meio Ambiente
A vegetação nativa é o Cerrado, em suas diversas fisionomias (desde o cerrado ralo até o cerradão). A biodiversidade local é rica, abrigando espécies da fauna brasileira como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e uma vasta diversidade de aves e peixes. O Rio São Francisco, o "Velho Chico", é a artéria vital da região, garantindo a sobrevivência dos ecossistemas de mata ciliar e das famosas lagoas marginais.
Economia
A base econômica de Três Marias é diversificada, sustentada por três pilares principais:
- Indústria e Energia: A Usina Hidrelétrica de Três Marias (Cemig) é um pilar histórico. Além disso, o município abriga a Nexa Resources (antiga Votorantim Metais), uma das maiores produtoras de zinco do mundo, que gera milhares de empregos diretos e indiretos.
- Turismo e Pesca: O "lago de Três Marias" é um dos maiores lagos artificiais do mundo, impulsionando a pesca esportiva (especialmente do tucunaré) e o lazer náutico.
- Agronegócio: Destaca-se a silvicultura (reflorestamento de eucalipto) e a agricultura mecanizada.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 2,9 mil admissões formais e 2,8 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 143 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 266.
Até novembro de 2025 houve registro de 96 novas empresas em Três Marias, sendo que 15 atuam pela internet. Neste último mês, 7 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (8). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 68 empresas.
Educação
No campo da Educação, o município conta com uma rede sólida de escolas municipais e estaduais, além de polos de ensino superior à distância e parcerias com o Sistema S (Senai/Sesi) para capacitação técnica voltada à indústria metalúrgica.
Turismo
O turismo é a grande aposta de futuro para Três Marias. O imenso espelho d'água da represa, com cerca de 1.040 km2, oferece condições ideais para o turismo.
- Pesca Esportiva: Atrai pescadores de todo o Brasil em busca do tucunaré e do surubim.
- Balneários: A "Praia do Mar de Minas" e clubes de lazer são pontos de encontro populares nos finais de semana.
- Cascata da Virgem e Rio Abaixo: Áreas de corredeiras abaixo da barragem, muito procuradas para banho e contemplação.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

SÃO MIGUEL ARCANJO - SÃO PAULO

São Miguel Arcanjo é um município brasileiro do estado de São Paulo, na Região Sudeste do país. Pertence à Região Metropolitana de Sorocaba e sua população, conforme o censo do IBGE de 2022, era de 32.039 habitantes. O município é formado pela sede, que inclui os povoados de Abaitinga e Santa Cruz dos Matos, e pelo distrito de Gramadão. 
História
São Miguel Arcanjo, município localizado no estado de São Paulo, Brasil, tem suas raízes históricas datadas do século XIX. A região onde se situa o município era inicialmente composta por terras devolutas do Império do Brasil. Em 1841, Tenente Urias Emídio Nogueira de Barros, mineiro de Baependi e morador de Casa Branca-SP, adquiriu terras na área, dando início à colonização da região. 
O povoado inicial, conhecido como São Miguel do Turvo, teve seu crescimento impulsionado pela expansão da cafeicultura no estado de São Paulo. Agricultores e imigrantes buscavam na região oportunidades econômicas, o que resultou no estabelecimento de atividades agrícolas e pecuárias, consolidando São Miguel do Turvo como um centro comercial regional. 
A identidade religiosa da comunidade começou a ser moldada com a construção da Capela de São Miguel Arcanjo em 1884. A devoção ao santo padroeiro fortaleceu-se ao longo do tempo, refletindo-se na cultura e tradições locais. Em 1889, o povoado foi elevado à categoria de município, com a emancipação política administrativa. 
Ao longo de sua história, São Miguel Arcanjo passou por diversas transformações econômicas. O cultivo do café e do algodão foram atividades econômicas significativas em diferentes períodos. O século XX viu a imigração italiana trazer novas técnicas agrícolas, especialmente na viticultura, que se tornou uma importante atividade econômica na região. 
A economia do município também foi impulsionada pelo turismo a partir da segunda metade do século XX. A localização estratégica próxima à capital paulista e a preservação da natureza exuberante da região contribuíram para o crescimento dessa indústria. Parques ecológicos, trilhas e cachoeiras tornaram-se atrações para os visitantes, impulsionando o desenvolvimento do setor. 
Atualmente, São Miguel Arcanjo é reconhecido por sua economia diversificada, que engloba agricultura, turismo e comércio. A produção agrícola inclui uma variedade de culturas, destacando-se a viticultura e a produção de frutas. O comércio local também desempenha um papel importante na economia, atendendo tanto aos moradores quanto aos turistas que visitam a região. 
Além disso, a rica herança cultural e religiosa de São Miguel Arcanjo continua a ser uma parte fundamental da identidade do município. Festas religiosas, como a de São Miguel Arcanjo, celebrada em setembro, e eventos culturais mantêm viva a tradição local. 
A história de São Miguel Arcanjo reflete a trajetória de colonização e desenvolvimento da região, marcada pela contribuição de diferentes grupos étnicos e pela busca contínua por progresso e prosperidade. A cidade continua a se desenvolver, preservando suas tradições e buscando novas oportunidades para seus habitantes. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de São Miguel Arcanjo, pela Lei Provincial n.º 58, de 12 de maio de 1877. 
Elevado à categoria de município a denominação de São Miguel Arcanjo, pela Lei Provincial n.º 86, de 1º de abril de 1889, desmembrada do município de Itapetininga. Sede no antigo distrito São Miguel Arcanjo. Constituído do distrito sede. Instalado em 30 de outubro de 1889. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de São Miguel Arcanjo, pela Lei Estadual n.º 1.038, de 19 de dezembro de 1908. 
Em divisão administrativa referente ao de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo no quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943. 
Pela Lei Estadual n.º 233, de 24 de dezembro de 1948, é incorporado o distrito de Abaitinga ao município de São Miguel Arcanjo. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: São Miguel Arcanjo e Abaitinga 
Pela Lei Estadual n.º 2.456, de 31 de dezembro de 1953, o distrito de Abatinga foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede do município Miguel Arcanjo. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede 
e do distrito Gramadão. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 23º52'42" sul e a uma longitude 47º59'50" oeste, estando a uma altitude de 659 metros. 
Altitude e Relevo
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 660 m acima do nível do mar. O relevo é caracterizado como ondulado, inserido no Planalto de Guapiara, na transição para a Serra do Paranapiacaba. Essa topografia favorece o escoamento hídrico e cria microclimas ideais para a fruticultura de clima temperado.
Solos 
Os solos predominantes são os Latossolos Vermelhos e Argissolos, conhecidos por sua cor avermelhada e profundidade. São solos que, embora exijam correção de acidez em algumas áreas, possuem excelente resposta à adubação e manejo mecânico, sendo o suporte da pujante agricultura local.
Clima
O clima é classificado como Subtropical Úmido (Cwa/Cfb), com verões amenos e invernos secos, mas com ocorrência frequente de geadas. A temperatura média anual gira em torno de 20 °C, e a pluviosidade é generosa, superando os 1.400 mm anuais.
Vegetação 
Quanto à vegetação, São Miguel Arcanjo é um santuário ecológico. Grande parte de seu território é coberto pela Mata Atlântica (Floresta Ombrófila Densa). O destaque absoluto é o Parque Estadual Carlos Botelho, uma unidade de conservação que abriga espécies raras, como o muriqui-do-sul, o maior primata das Américas.
Meio ambiente
Neste município localiza-se a sede do Parque Estadual Carlos Botelho, um dos remanescentes de maior importância em termos de biodiversidade do Brasil. Destaca-se neste Parque Estadual a ocorrência do maior primata das Américas, o muriqui-do-sul, também conhecido como mono-carvoeiro, que é sujeito de estudo do mais longo projeto de pesquisa com a espécie primata no Brasil, através da Associação Pró-Muriqui. Muriquis tem projetado São Miguel Arcanjo internacionalmente através desta associação de pesquisa. É um dos três únicos locais onde foi encontrada uma espécie de árvore da Mata Atlântica restrita ao estado de São Paulo e descrita em 1981, a Buchenavia igaratensis[5] 
Limites
Ao Norte: Itapetininga - 30 km; ao 
Sul: Sete Barras - 85 km; a Leste: Pilar do Sul - 23 km e a Oeste: Capão Bonito - 45 km
Hidrografia 
A hidrografia de são Miguel Arcanjo é constituída do Rio Turvo.
Rodovias
As rodovias que atendem o município são a SP-139 e a SP-250.
Economia
A Força da Terra

A economia de São Miguel Arcanjo é impulsionada pelo setor primário. O município é um dos maiores produtores de uva de mesa (variedades como Itália, Rubi e Benitaka) do Brasil, graças à influência técnica da imigração japonesa. Além da viticultura, destacam-se: a fruticultura, com a produção de ameixa, pêssego,
 nêspera o cultivo de uvas do tipo Itália e Rubi; as culturas temporárias, sendo grande produtor de batata, milho e soja e a indústria, principalmente voltada ao processamento de alimentos e implementos agrícolas.
Uma variedade que cresce muito no município é a uva rústica de mesa, como a niagara,(tratando-se de uma uva com menos custo para a produção), visto que na reforma dos parreirais os produtores vem optando pelo plantio da mesma,também ganhando espaço em novas áreas, principalmente na divisa com Capão Bonito (SP). A uva niagara atualmente em São Miguel Arcanjo, é responsável por 40% da produção do Estado de São Paulo. 
Turismo e Cultura
O turismo em São Miguel Arcanjo é multifacetado, dividindo-se em três eixos principais:
- Ecoturismo: O Parque Estadual Carlos Botelho é o destino preferido para trilhas, observação de aves e banhos de cachoeira. É um local de referência mundial para o estudo da biodiversidade.
- Turismo Religioso: A cidade abriga o Santuário Diocesano de São Miguel Arcanjo, que atrai milhares de romeiros anualmente, especialmente durante as festividades de setembro.
- Turismo Gastronômico e de Eventos: A Festa da Uva, realizada anualmente, celebra a colheita e atrai turistas de todo o estado para degustar vinhos, sucos e frutas frescas, além de conhecer a cultura das colônias japonesa e italiana.
Cultura e lazer
Atrativos culturais

Os principais atrativos culturais de São Miguel Arcanjo são: Carnaval de Rua; Festa da Uva Itália; Festa do Vinho; Festa do Padroeiro; Festival do Bolinho de Frango; Festival Lollo Terra de MPB; Festa de Nossa Senhora de Fatima (Bairro Facão);  Romaria para Iguape; Romaria dos Cavaleiros nos Bairros, tendo como destino o município de Iguape (tem como rota iniciada em São Miguel Arcanjo, passando por Sete Barras, Registro, Pariquera-Açu e Iguape); Penakunfé (Romaria de Ciclistas até Aparecida do Norte); Festa do Milho Verde; Festa do Divino; Festa da Caridade; Festa da APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais); Santuário de São Miguel Arcanjo; Expo Gramadão (Distrito de Gramadão) e Rei Felipe Souza e Rainha Juliana Fantinelli.
Atrativos naturais
Os principais atrativos naturais do município são: Parque Estadual Carlos Botelho; Parque do Zizo; Parque da Onça Parda; Murucututu (área preservada particular) e Lagoa do Iguapé - área de lazer e prática de pesca.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

OSVALDO CRUZ - SÃO PAULO

Osvaldo Cruz é um município brasileiro do estado de São Paulo. Foi fundado com o nome de Califórnia, em 6 de junho de 1941, por Max Wirth, um cidadão suíço. Em 11 de novembro de 1941 foi elevada a distrito, sendo que em 1º de janeiro de 1945 foi criado o município que recebeu o nome em homenagem ao proeminente cientista brasileiro Oswaldo Cruz. O município é formado pela sede e pelo distrito de Lagoa Azul. De acordo com estimativas do IBGE, para o ano de 2024, a população de Osvaldo Cruz era de 32.099 habitantes.
História
Datas importantes

- 6 de junho de 1941: Data de fundação da cidade. Marca a primeira missa rezada pelo padre Gaspar Aquino Cortez, da cidade de Bastos, onde hoje se encontra a Praça Lucas Nogueira Garcez. 
- 1941: Eizos Sanuk funda a Casa Califórnia, primeira casa comercial da então Vila Califórnia. 
- 16 de novembro de 1942: A Vila Califórnia, então administrada pelo senhor Walter Wild, é elevada a distrito de Osvaldo Cruz. 
- 9 de abril de 1944: É inaugurado o Cine Teatro São José. 
- 26 de agosto de 1944: É fundado o primeiro banco da cidade, o Bradesco. Era a 21ª agência do então nascente banco Mariliense. 
- 30 de novembro de 1944: O distrito de Osvaldo Cruz é elevado à categoria de município. 
- 23 de junho de 1945: É inaugurado o serviço de força e luz, de responsabilidade da Caiuá. 
- 8 de setembro de 1945: Ernesto Molliet funda o Aeroclube de Osvaldo Cruz. 
- 28 de junho de 1946: Monsenhor Víctor Ribeiro Mazzei funda a Paróquia de São José. No dia seguinte o padre Vítor Boemisch toma posse como primeiro vigário. 
- 31 de agosto de 1946: A pista de pouso do Aeroclube é homologada pelo Ministério da Aeronáutica. 
- 8 de agosto de 1948: Fundação da Primeira Igreja Batista de Osvaldo Cruz, que contava com 77 membros. Wihelm Kalutran é escolhido como o primeiro pastor. 
- 24 de dezembro de 1948: São incorporados os distritos de Salmourão e Sagres. 
- 1º de abril de 1949: Chega o primeiro trem de passageiros. 
- 26 de fevereiro de 1948: É criada a escola de pilotagem do Aeroclube de Osvaldo Cruz. 
- 11 de fevereiro de 1950: Kazuji Gushiken funda o primeiro conjunto de cordas da cidade, formado exclusivamente por membros da colônia nipo-brasileira. 
- 22 de novembro de 1951: Início do funcionamento da Rádio Clube de Osvaldo Cruz. 
- 30 de agosto de 1953: Inauguração do novo templo da Primeira Igreja Batista, no mesmo local onde se encontra até hoje. O orador foi o pastor Osvaldo Ronis. 
- 30 de dezembro de 1953: O município de Osvaldo Cruz é elevado à categoria de Comarca, é criado o distrito de Lagoa Azul. 
- 5 de junho de 1955: É inaugurado o Estádio Breno Ribeiro do Val com um jogo entre o Azulão e a Sociedade Esportiva Palmeiras que venceu o jogo por 8 a 1. 
- 20 de agosto de 1955: Instalado o serviço de telefonia pela Companhia Telefônica Alta Paulista. 
- 18 de outubro de 1956: A cidade é eleita uma das dez de maior progresso no Brasil pelo IBAM. 
- 29 de setembro de 1957: É criado o Coral Boas Novas, da Igreja Presbiteriana Independente, em funcionamento até os dias atuais. 
- 10 de setembro de 1958: Hermínio Elorza funda a Santa Casa de Misericórdia. 
- 18 de fevereiro de 1959: Emancipam os distritos de Sagres e Salmourão, elevados a município. 
- 4 de novembro de 1963: O padre Bonifácio Kleinpass inicia as obras da atual Igreja Matriz. 
- 1965: É feita a primeira ornamentação das ruas para o Corpus Christi, tradição que se mantém até hoje. 
- 5 de dezembro de 1965: Início da construção do Asilo São Vicente de Paula pelo padre Mauro Odoríssio. 
- 30 de dezembro de 1967: Inauguração da atual Igreja Matriz de São José. 
- Maio de 1982: O Cine Teatro São José exibe sua última película, "O último conflito", e fecha as portas. 
- 19 de março de 1984: Decreto Municipal institui o dia 19 de março como feriado municipal em honra ao padroeiro da cidade, São José. 
- 1985: Entra em funcionamento a Rádio Califórnia FM. 
- Fevereiro de 1987: Inauguração do Tiro de Guerra 02/087. 
- 19 de março de 1988: Inaugurados na Igreja Matriz os afrescos que mostram cenas da Via Sacra. 
- 5 de maio de 1989: Inauguração do berçário Cantinho Dona Alice. 
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Osvaldo Cruz, pelo Decreto-Lei n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, desmembrados dos municípios de Guararapes e Tupã. Sede na vila de Osvaldo Cruz. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1945. 
Pela Lei Estadual n.º 233, de 24 de dezembro de 1948, foram criados os distritos de Sagres e Salmourão e anexados ao município de Osvaldo Cruz. 
Em divisão territorial datada 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Osvaldo Cruz, Sagres e Salmourão. 
Pela Lei Estadual n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, é criado o distrito de Lagoa Azul e anexado ao município de Osvaldo Cruz. 
Em divisão territorial datada de 1ºde julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Osvaldo Cruz, Lagoa Azul, Sagres e Salmourão. 
Pela Lei Estadual n.º 5.285, de 18 de fevereiro de 1959, desmembra do município de Osvaldo Cruz os distritos de Sagres e Salmourão, elevando-os à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Osvaldo Cruz e Lagoa Azul. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.
Geografia
O município está localizado no topo do espigão divisor dos Rios Aguapeí e Peixe (também conhecido como Rio Feio), que passam a pouca distância dos limites do município, respectivamente, no lado sul e norte da cidade. 
É banhado pelos córregos Valesburgo, Cateto, Drava e Negrinha. Nesse último se situa a estação coletora de água da SABESP que abastece a cidade. 
A topografia é levemente ondulada, com declividade de 0,6% a 0,8%. A altitude média é de 464 metros acima do nível do mar, no centro geográfico da cidade, localizado ao lado da estação ferroviária. 
Solos 
As terras em sua maioria se constituem do chamado tipo podzolizado, com pequena incidência do lotozol vermelho-escuro, fase arenosa. 
A área total do município é de 241 km², sendo que a área urbana ocupa 6,10 km². 
Clima
O clima é seco para variável, com temperatura média no verão de 23,9 °C, e no inverno de 20,7 °C. A precipitação pluviométrica anual média é de 1.672mm. 
O vento na cidade tem direção predominantemente nordeste, variando entre 10 a 15 km/h, na média. 
Economia
A cidade se destaca na produção de artigos para balé e dança. As duas indústrias do ramo instaladas na cidade respondem por mais da metade da produção brasileira. Seus artigos são exportados para a Europa, Japão e Estados Unidos. As duas indústrias geram cerca de 3.500 empregos diretos e indiretos. 
A boa localização da cidade, próxima ao entroncamento de duas importantes rodovias, fez o município se destacar pelo fato de existirem em operação aproximadamente 500 veículos de transporte de carga, em especial grãos, os chamados “caminhões bi-trem graneleiros”. Essa ocupação gera cerca de 1500 empregos na cidade. 
O setor moveleiro também se destaca, estando presente no município uma grande empresa do ramo que gera cerca de 600 empregos. 
No setor primário se destaca o emergente setor sucroalcooleiro. A tradicional cultura do café tem sido substituída no município pelos canaviais, que geram na cidade negócios de arrendamento e contratos de venda e compra da safra de cana-de-açúcar com uma usina situada em uma cidade vizinha. Há também movimentação econômica com a atividade pecuária de corte e leiteira. 
A cidade possui sete agências bancárias e destaca-se o setor de serviços, responsável por cerca de um terço do PIB do município. 
Educação
A cidade destaca-se pela elevada taxa de alfabetização, superior a 90 %. 
Possui cinco escolas municipais de ensino fundamental, quatro escolas estaduais de ensino médio, além de nove creches que oferecem educação pré-escolar. 
A cidade também se destaca no ensino técnico desde 1962, quando foi fundando o Ginásio Industrial, primeira escola técnica da região. A Escola Técnica Amim Jundi que oferece mais de 14 cursos técnicos nas áreas de Gestão, Saúde, Informática, Comércio e Turismo para cerca de 900 alunos da cidade e região e também a escola Etec Amim Jundi é uma das cinco melhores escolas estaduais do país Resultado refere-se ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 
Novamente a Escola Técnica Estadual Amim Jundi, obteve um excelente resultado no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Os dados acabam de ser divulgados pelo Ministério da Educação e referem-se à última prova, realizada em 2009, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A escola está entre as 5 (cinco) melhores escolas estaduais do Brasil, com a pontuação de 674,06. Com o resultado, também conquistou o 1º (primeiro) lugar na classificação da região, considerando todas as escolas, sejam públicas ou particulares. Destacou-se, ainda, no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP), sendo a melhor avaliada no município de Osvaldo Cruz. 
No ensino superior a cidade ficou para trás com relação a suas vizinhas Adamantina e Tupã que a vários anos já possuem instituições de nível superior. A Faculdade de Educação de Osvaldo Cruz teve seu primeiro vestibular somente em 1998 e atualmente conta com os cursos de Letras, Administração e Pedagogia, além de pós-graduação lato sensu nas mesmas áreas. 
Em 2007, em parceira com a UNIDERP, de Campo Grande, a Prefeitura Municipal inaugurou a Faculdade Interativa Municipal Professora Wanda Bastos, que oferece cursos interativos de Administração Hospitalar, Gestão em Micro e Pequenas Empresas, Serviço Social e Contabilidade. 
Turismo
O turismo em Osvaldo Cruz é predominantemente focado em eventos e na hospitalidade local:
- FENOC (Feira das Nações de Osvaldo Cruz): É o evento mais tradicional da cidade. Realizada anualmente, celebra a diversidade cultural dos imigrantes que formaram a cidade com gastronomia típica, danças e apresentações.
- Turismo de Eventos: A cidade possui um calendário ativo de festas de peão e eventos religiosos que movimentam o setor hoteleiro.
- Lazer: O município conta com clubes e parques que oferecem infraestrutura para o lazer da família, reforçando o título de "Capital da Amizade".
Feriados
Possui dois feriados municipais, em 6 de junho (data de fundação da cidade) e 19 de março (dia de São José, padroeiro da cidade). 
Esportes
O Osvaldo Cruz Futebol Clube é o time de futebol da cidade. Foi fundado em 2004 em substituição à Associação Esportiva Osvaldo Cruz que havia falido em 1987 e que tinha disputado campeonatos profissionais de futebol desde a década de 1970. Em 2009 disputou a série A3 (terceira divisão) do Campeonato Paulista e consegui se classificar para a disputa da série A2 em 2010. 
A União Cruzvaldense de Futebol representa a cidade no futsal. Atualmente disputa o Campeonato Paulista do Interior. Foi campeão paulista da série prata em 1992 e 2006, além de bicampeão da Copa TV Fronteira de Futsal em 2005-2006 e campeão dos Jogos Regionais de Ourinhos também em 2006. 
A cidade já teve muita tradição no basebol, tendo sido campeã sul-americana juvenil em 1956 e também no basquetebol revelando, entre outras, a jogadora "Magic Paula". Nos últimos anos, porém, esses esportes foram abandonados na cidade. 
Atualmente a cidade conta com uma invejável infra-estrutura esportiva que inclui um moderno conjunto esportivo com três ginásios cobertos, piscina e dois campos de futebol. Todas as quadras poliesportivas nas escolas da cidade são cobertas e existem vários campos de futebol oficial e médio, além de campos de gateball. Por esses motivos a cidade é escolhida frequentemente para sediar os Jogos Regionais, sendo que a última vez que isso ocorreu foi em 2009. 
Cronologia
- 1942: Inaugurada a sede própria do Califórnia Futebol Clube, fundado no ano anterior. 
- 1950: É fundado o Bandeirantes Futebol Clube. 
- 1953: O time da cidade é campeão estadual de basquete intercolegial. 
- 1955: Califórnia Futebol Clube e Bandeirantes Futebol Clube se fundem para formar a Associação Atlética Osvaldo Cruz – o Azulão - que passa a disputar a 3ª Divisão do Futebol Estadual. 
- 5 de junho de 1955: É inaugurado o Estádio Breno Ribeiro do Val com um jogo entre o Azulão e a Sociedade Esportiva Palmeiras que venceu o jogo por 8 a 1. 
- 13 de novembro de 1956: O time da ADOC - Associação Desportiva de Osvaldo Cruz - chega à cidade depois de conquistar o título sul-americano de basebol juvenil. 
- 1967: A Associação Esportiva Osvaldo Cruz – conhecida simplesmente por “Esportiva” - substitui a Associação Atlética Osvaldo Cruz como o time de futebol da cidade. 
- 1973: A Esportiva disputa o Campeonato Paulista da série B. 
- 1987: Afundada em dívidas, a Esportiva encerra as atividades. 
- 1992: A União Cruzvaldense de Futsal é campeã paulista de futsal da série prata. 
- 1998: Osvaldo Cruz é sede dos Jogos Regionais 
- 2002: Osvaldo Cruz é sede dos Jogos Regionais 
- 17 de fevereiro de 2004: Fundado o Osvaldo Cruz Futebol Clube. Em parceira com o Marília Atlético Clube começa a disputar o Campeonato Paulista de Futebol na série B2. 
- 18 de abril de 2004: O Osvaldo Cruz Futebol Clube faz seu primeiro jogo oficial contra o Prudentino Futebol Clube em Presidente Prudente, vencendo por dois tentos a um. 
- 2005: Osvaldo Cruz Futebol Clube é vice-campeão do Campeonato Paulista da série B e consegue o acesso à série A3. O União Cruzvaldense de Futsal conquista seu primeiro título na Copa TV Fronteira. 
- 2005: Equipe Vôlei Osvaldo Cruz categoria Sub-21 anos masculino é Campeão pela primeira vez na história dos Jogos Regionais em Assis e medalha de prata no vôlei de praia 
- 2006: Ano bom para o esporte da cidade. Com o quarto lugar no Campeonato Paulista da série A3 o Osvaldo Cruz Futebol Clube consegue o acesso à série A2. E a União Cruzvaldense de Futsal se torna bicampeã do Campeonato Paulista Série Prata e da Copa TV Fronteira - esta de forma invicta - além de conquistar o título de campeão nos Jogos Regionais em Ourinhos. 
- 2007: Osvaldo Cruz é sede dos Jogos Regionais 
- 2009: Osvaldo Cruz é sede dos Jogos Regionais, o esporte local teve destaque no futsal adulto masculino e futebol Sub-21 anos masculino que conquistaram a medalha de ouro e a equipe de Vôlei Osvaldo Cruz adulto masculino, com a medalha de prata, garantindo participação das equipes na final estadual, os Jogos Abertos do Interior 
- 2009: Equipe de futsal masculino adulto de Osvaldo Cruz é campeão, e a equipe de Vôlei Osvaldo Cruz adulto masculino medalha de bronze na final estadual Jogos Abertos do Interior em São Caetano do Sul 
- 2010: Equipe de Vôlei Osvaldo Cruz categoria Sub 21 anos masculino é Bicampeão dos Jogos Regionais em Assis 
- 2014: Osvaldo Cruz é sede dos Jogos Regionais, neste ano, a competição, tradicionalmente realizada no mês de Julho, foi antecipada para o mês de Junho, devido à Copa do Mundo que foi realizada no Brasil 
- 2015: Osvaldo Cruz é sede dos Jogos Regionais 
- 2016: Diante da desistência de Tupã, novamente os Jogos Regionais tem Osvaldo Cruz como sede 
- 2017: Osvaldo Cruz é sede dos Jogos Regionais devido a desistência de Garça 
- 2019: Equipe de Vôlei de Osvaldo Cruz, categoria adulto masculino, conquista pela primeira vez na história o título de Campeão dos Jogos Regionais em Assis.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

SÃO LUIZ GONZAGA - RIO GRANDE DO SUL

São Luiz Gonzaga é um município brasileiro da região das Missões, noroeste do estado do Rio Grande do Sul. É conhecida como Capital Estadual da Música Missioneira e Capital Gaúcha do Arroz Carreteiro. 
Durante muitos anos, São Luiz Gonzaga fez parte da "República Guarani", que abrangia áreas dos atuais estados do Paraná e Rio Grande do Sul, além do Paraguai, Argentina e Uruguai. Nessa região, várias reduções - também conhecidas como missões - foram construídas, sob a autoridade rígida dos padres jesuítas, trazendo consigo a beleza da arte europeia e um desenvolvimento urbano que muitas cidades ainda não possuem, mesmo após tanto tempo. Estimativas do IBGE apontavam para uma população de 35.865 habitantes, para o ano de 2025.
A redução de São Luiz Gonzaga foi fundada pelo Padre Miguel Fernandes em 1687, que, vindo da redução de Conceição (hoje cidade de Conceição, na Argentina), com cerca de três mil índios cristianizados, deu início a nova povoação. O atual território de São Luiz Gonzaga permaneceu ocupado pelos jesuítas e índios até a expulsão destes pelos exércitos de Espanha e Portugal, que se estabeleceram na região após o Tratado de Madri, em 1750. 
Após o abandono da região pelo exército português aquartelado em Santo Ângelo, a região voltou ao domínio da Espanha. A conquista definitiva do território para a coroa portuguesa aconteceria somente em 1801. A predominância portuguesa nessa região deveu-se à necessidade de segurança que as colônias sentiam. Gomes Freire de Andrade, quando governador do Rio de Janeiro, nomeou o Brigadeiro José da Silva Pais para nova expedição coroa tríplice finalidade: reconquistar a Colônia do Sacramento tomada dos portugueses pelos espanhóis, em agosto de 1860; tomar Montevidéu e enfatizar a colonização em pontos estratégicos. Silva Pais a quem se deve a fundação da primeira povoação Portuguesa na capitania do Sul era engenheiro, arquiteto e militar, especialista na construção de fortes. Veio de Portugal acompanhado por centenas de homens. A fundação dos Sete Povos das Missões pelos espanhóis acirrou mais ainda a animosidade dos lusitanos o que deu origem a várias lutas no território. 
O povoado de São Luiz, em franca decadência, foi invadido e saqueado em 1828 e 1829 pelo caudilho uruguaio Frutuoso Rivera. Quando irrompeu a Guerra dos Farrapos, em 1835, muitas famílias, para fugir das escaramuças bélicas, ocuparam o casario abandonado de São Luiz Gonzaga. 
Em 1880, São Luiz já contava com algumas edificações necessárias para que a vila prosperasse. José Gomes Pinheiro Machado despontava como promissor político. Dessa forma, São Luiz passou a fazer parte de todos os movimentos ocorridos nessa região por ocasião da Proclamação da República. 
O município divide com Santo Ângelo o berço da Coluna Prestes que saiu da região e percorreu o país de Sul a Norte, na década de 1920. No início do século XX, o então Senador Pinheiro Machado procurou trazer o progresso para São Luiz. Instalou-se, com isso, o Aprendizado Agrícola, escola que, além dos ensinamentos elementares, complementava a educação com práticas agrícolas. A constante preocupação do Senador Pinheiro era unir a região missioneira às restantes do Brasil e trazer-lhe prosperidade. O telégrafo, a estrada de ferro e a ponte do rio Piratini foram meios de acesso à cultura, à modernidade e ao progresso, viabilizados graças à sua intervenção.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de São Luiz Gonzaga, pela Lei Provincial n.° 431, de 08 de janeiro de 1859. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de São Luiz Gonzaga, pela Lei Provincial n.º 1.238, de 03 de junho de 1880, desmembrado de Santo Ângelo e São Borja. Instalada em 07 de janeiro de 1881. 
Pela Lei Provincial n.º 1.287, de 04 de maio de 1881, é criado o distrito de São Nicolau e anexado à vila de São Luiz Gonzaga. 
Pelo Ato Municipal n.º 20, de 27 de setembro de 1892, é criado o distrito de Carovy e anexado à vila de São Luiz Gonzaga. 
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de São Luiz Gonzaga, pelo Decreto Estadual n.º 477, de 12 de março de 1902. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 5 distritos: São Luiz Gonzaga, Carovi (ex Carovy), Cerro Pelado, Guarani e São Nicolau. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de novembro de 1920, o município aparece constituído de 6 distritos: São Luiz Gonzaga, Bossoroca, Cerro Azul, Colônia Guarani (ex Guarani), São Francisco Xavier, São Nicolau. Não figurando os distritos de Carovi e Cerro Pelado. 
Pelo Ato Municipal n.º 4, de 14 de junho de 1921, é criado o distrito de São Lourenço e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Pelo Ato Municipal n.º 128, de 31 de dezembro de 1926, é criado o distrito de Santa Lúcia e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Pelo Ato Municipal n.º 183, de 25 de outubro de 1927, é criado o distrito de Roque Gonzales e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 9 distritos: São Luiz Gonzaga, Colônia Cerro Azul (ex Cerro Azul), Colônia Guarani (ex Guarani), Igrejinha (ex Bossoroca), Porto Xavier, Roque Gonzalez, Santa Lúcia, São Lourenço e São Nicolau. Não figurando o distrito de São Francisco Xavier. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.199, de 31 de março de 1938, o distrito de São Lourenço aparece com a denominação de Missioneiros. Sob o mesmo Decreto, o distrito de Serro Azul aparece grafado Cerro Azul. E, ainda, o distrito de Bossoroca (ex Igrejinha) perde a categoria de distrito, sendo anexado ao distrito sede do município de São Luiz Gonzaga. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.842, de 30 de junho de 1939, o distrito Missioneiro (ex-São Lourenço) passou a denominar-se Quarepoti. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 8 distritos: São Luiz Gonzaga, Cerro Azul (ex Serro Azul), Guarani (ex Colonia) Guarani, Porto Xavier, Quarepoti (ex Missioneiros), Roque Gonzáles, Santa Lucia e São Nicolau. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 720, de 29 de dezembro de 1944, o distrito de Santa Lucia tomou o nome de Caibaté, Cerro Azul a denominar-se Cerro Largo, Quarepoti voltou a chamar-se Missioneiros e Guarani teve seu topônimo alterado para Guaramano. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 8 distritos: São Luiz Gonzaga, Caibaté (ex Santa Lúcia), Cerro Largo (ex Cerro Azul), Guaramano (ex Guarani), Missioneiros (ex Quarepoti), Porto Xavier, Roque Gonzalez e São Nicolau. 
Pela Lei Municipal n.º 58, de 17 de abril de 1950, o distrito de Guaramano passou a denominar-se Guarani das Missões. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído 8 distritos: São Luiz Gonzaga, Caibaté, Cerro Largo, Guarani das Missões (ex Guaramano), Missioneiros, Porto Xavier, Roque Gonzalez e São Nicolau. 
Pela Lei n.º 77, de 30 de dezembro de 1950, o distrito de Missioneiros passou a chamar-se São Lourenço das Missões. 
Pela Lei Municipal n.º 87, de 23 de outubro de 1951, é criado o distrito de Rolador com território desmembrado do distrito de Caibaté e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Pela Lei Municipal n.º 88, de 23 de outubro de 1951, é criado o distrito de Pirapó com território desmembrado do distrito de São Nicolau e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Pela Lei Municipal n.º 123, de 16 de agosto de 1952, é criado novamente o distrito de Bossoroca com território desmembrado do distrito sede do município de São Luiz Gonzaga e anexado ao município com o mesmo nome. 
Pela Lei Estadual n.º 2.519, de 15 de dezembro de 1954, são desmembrados do município de São Luiz Gonzaga os distritos de Cerro Largo, Porto Xavier e Roque Gonzales, para constituir o novo município de Cerro Largo. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 8 distritos: São Luiz Gonzaga, Bossoroca, Caibaté, Guarani das Missões, Pirapó, Rolador, São Lourenço das Missões e São Nicolau. 
Pela Lei Estadual n.º 3.699, de 31 de janeiro de 1959, é desmembrado do município de São Luiz Gonzaga o distrito de Guarani das Missões. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Municipal n.º 343, de 30 de junho de 1959, é criado o distrito de Dezesseis de Novembro e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Pela Lei Municipal n.º 371, de 20de junho de 1960, é criado o distrito de Timbaúva e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Pela Lei Municipal n.º 372, de 20 de junho de 1960, é criado o distrito de Afonso Rodrigues e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 10 distritos: São Luiz Gonzaga, Afonso Rodrigues, Bossoroca, Caibaté, Dezesseis de Novembro, Pirapó, Rolador, São Lourenço das Missões, São Nicolau e Timbaúva. 
Pela Lei Municipal n.º 407, de 18 de outubro de 1961, é criado o distrito de Serrinha e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Pela Lei Municipal n.º 408, de 18 de outubro de 1961, é criado o distrito de Santa Inês e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Pela Lei Estadual n.º 426, de 14 de fevereiro de 1962, é criado o distrito de Mato Queimado e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 13 distritos: São Luiz Gonzaga, Afonso Rodrigues, Bossoroca, Caibaté, Dezesseis de Novembro, Mato Queimado, Pirapó, Rolador, Santa Inês, São Lourenço das Missões, São Nicolau, Serrinha e Timbaúva. 
Pela Lei Municipal n.º 477, de 26 de fevereiro de 1964, é criado o distrito de Rincão de São Pedro e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Pela Lei Estadual n.º 5.025, de 17 de setembro de 1965, são desmembrados do município de São Luiz Gonzaga os distritos de Caibaté e Mato Queimado, para constituir o novo município de Caibaté. 
Pela Lei Estadual n.º 5.058, de 12de outubro de 1965, são desmembrados do município de São Luiz Gonzaga os distritos de Bossoroca e Timbaúva, para constituir o novo município de Bossoroca. 
Pela Lei Estadual n.º 5.104, de 23 de novembro de 1965, é desmembrado do município de São Luiz Gonzaga o distrito de São Nicolau. Elevado à categoria de município. Sob a mesma Lei é extinto o distrito de Pirapó, sendo seu território anexado ao distrito de sede de São Luiz Gonzaga. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 8 distritos: São Luiz Gonzaga, Afonso Rodrigues, Dezesseis de Novembro, Rincão de São Pedro, Rolador, Santa Inês, São Lourenço das Missões e Serrinha. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983. 
Pela Lei Estadual n.º 8.555, de 11 de abril de 1988, é desmembrado do município de São Luiz Gonzaga o distrito de Dezesseis de Novembro. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 18 de agosto de 1988, o município é constituído de 7 distritos: São Luiz Gonzaga, Afonso Rodrigues, Rincão de São Pedro, Rolador, Santa Inês, São Lourenço das Missões e Serrinha. 
Pela Lei Municipal n.º 2.352, de 18 de março de 1992, é criado o distrito de Capela São Paulo e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Pela Lei Municipal n.º 2.604, de 13 de janeiro de 1993, é criado o distrito de Passo do Quaresma e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Pela Lei Municipal n.º 2.650, de 26 de dezembro de 1993, é criado o distrito de Passo Faxinal e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 10 distritos: São Luiz Gonzaga, Afonso Rodrigues, Capela São Paulo, Passo do Quaresma, Passo Faxinal, Rincão de São Pedro, Rolador, Santa Inês, São Lourenço das Missões e Serrinha. 
Pela Lei Estadual n.º 10.750, de 16 de abril de 1996, é desmembrado do município de São Luiz Gonzaga o distrito de Rolador. Elevado à categoria de município. Sob a mesma Lei foram extintos os distritos Passo Faxinal, Passo do Quaresma e Serrinha, passando seus territórios anexados ao distrito sede do município de São Luiz Gonzaga. 
Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído de 6 distritos: São Luiz Gonzaga, Afonso Rodrigues, Capela São Paulo, Rincão de São Pedro, Santa Inês e São Lourenço das Missões. 
Pela Lei n.º 3.873, de 03 de setembro de 2001, é criado o distrito de Rincão dos Pintos e anexado ao município de São Luiz Gonzaga. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 7 distritos: São Luiz Gonzaga, Afonso Rodrigues, Capela São Paulo, Rincão de São Pedro, Rincão dos Pintos, Santa Inês e São Lourenço das Missões. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Altitude

A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 230 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é caracterizado pelo Planalto Médio, com superfícies suavemente onduladas — as famosas "coxilhas" gaúchas — que facilitam imensamente a mecanização agrícola.
Solos
Os solos são predominantemente Latossolos Vermelhos de origem basáltica. Conhecidos pela cor escura e alta fertilidade (terra roxa), esses solos são profundos e excelentes para culturas de ciclo longo e pastagens.
Vegetação
A vegetação original consistia em campos limpos intercalados com matas de galeria e pequenos capões de mata nativa. Atualmente, a paisagem é dominada por grandes extensões de lavouras, restando remanescentes da Mata Atlântica e espécies típicas do Pampa nas áreas de preservação.
Clima
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1931 a menor temperatura registrada em São Luiz Gonzaga foi de −3 °C em 13 de julho de 1933 e a maior atingiu 42,4 °C em 16 de janeiro de 1943, cabendo destacar os recentes 42,2 °C de máxima em 23 de janeiro de 2022. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 189,8 mm em 24 de dezembro de 2015. Outros acumulados superiores a 150 mm foram: 173,8 mm em 6 de novembro de 1997, 170,2 mm em 18 de maio de 1974, 166,2 mm em 4 de dezembro de 1965, 162,3 mm em 15 de abril de 1955, 160,4 mm em 19 de setembro de 1972, 153,6 mm em 5 de junho de 1972 e 150,6 mm em 29 de abril de 1983.
Economia e Infraestrutura
A base econômica de São Luiz Gonzaga é o Agronegócio. O município é um gigante na produção de grãos, com destaque para a soja, o milho e o trigo. A pecuária de corte também possui relevância histórica e econômica, com rebanhos de alta linhagem genética (Angus e Hereford).
No setor urbano, o comércio e a prestação de serviços são robustos, atendendo a uma microrregião que engloba cerca de dez municípios vizinhos. A cidade possui um setor bancário forte e uma infraestrutura de saúde que é referência regional.
Educação
São Luiz Gonzaga se consolidou como um polo universitário. O município abriga instituições de renome que atraem estudantes de todo o estado, tais como: o Instituto Federal Farroupilha (IFFar), focado em ensino técnico e superior tecnológico; a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e a Universidade Regional Integrada (URI).
Essa concentração de instituições de ensino garante uma renovação constante da mão de obra qualificada e impulsiona o desenvolvimento intelectual da região.
Cultura
Terra de história e tradições, destaca-se Instituto Histórico e Geográfico do Município, tornou-se uma instituição respeitada e atuante na cultura da região.
O Museu Arqueológico, possui um importante acervo, produto dessas pesquisas e estudos, enquanto o Museu Municipal Senador Pinheiro Machado preserva a memória da rica história do local e de seu povo, juntamente com a biblioteca Pública Senador Pinheiro Machado que conta com um acervo bibliográfico com cerca de 20.000 obras literárias para o deleite da população.  
Em 2012, por meio da Lei Estadual n.º 14.123/2012, São Luiz Gonzaga foi declarada como “Capital Estadual da Música Missioneira”. Em 2021, o município também foi declarado como “Capital Gaúcha do Arroz Carreteiro” (Lei Estadual n.º 15.664/2021).
Turismo
O turismo em São Luiz Gonzaga é profundamente ligado à identidade missioneira e à música regionalista. Destacam-se:
- Capital do Pajador: A cidade é berço de Jayme Caetano Braun, o maior pajador da história do Rio Grande do Sul. O complexo turístico que leva seu nome homenageia a arte da "pajada" (poesia improvisada) com estátuas e espaços culturais.
- Turismo Histórico religioso: A Igreja Matriz, construída sobre o local da antiga redução, e o acervo de imaginária missioneira (estátuas de santos esculpidas por indígenas e jesuítas) são os principais pontos de visitação.
- Gruta de Nossa Senhora de Lourdes: Um local de fé e contemplação muito visitado por peregrinos.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

OEIRAS DO PARÁ

Oeiras do Pará é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 02º00'11" sul e a uma longitude 49º51'16" oeste, estando a uma altitude de 2 metros. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 36.734 habitantes. Possui uma área de 3931,859 km². 
Localizada ao norte do Pará, na microrregião de Cametá, limitando-se ao norte com o rio Pará, a oeste com Bagre, ao sul com os municípios de Mocajuba e Baião e a leste com Limoeiro do Ajurú e Cametá. Segundo o IBGE, a população oeirense está estimada em 23.252 habitantes. Desses habitantes, 34,31% vivem na zona urbana e 65,69%, na zona rural. O município ainda tem como atividades econômicas básicas o extrativismo vegetal (madeira, açaí e palmito) e animal (pescado e mariscos), e a agricultura familiar de subsistência, com o cultivo da mandioca da qual se extrai a farinha, elemento básico da alimentação do povo. 
A Reserva Extrativista Arioca Pruanã é uma unidade de conservação federal criada por Decreto Presidencial em 16 de novembro de 2005 numa área de 83.445 hectares de floresta do município de Oeiras do Pará. É administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 
História
A fixação dos primeiros moradores da área que mais tarde, viria a dar surgimento ao Município de Oeiras do Pará iniciou seu povoamento, por volta do ano de 1653. Ali os Jesuítas instalaram uma missão, que denominaram de Araticu, que no idioma nheengatu, significa “Língua de Papagaio” e em virtude de se localizar as margens do rio do mesmo nome. Pelo número de indígenas aldeados e pelo volume de extração extrativista, tornou-se uma das maiores missões Jesuítas no interior da província. 
Os Padres Jesuítas com o trabalho junto aos indígenas transformaram a aldeia em Freguesia de Nossa Senhora da Assunção de Oeiras.
No final do XVIII, o ex-governador e Capitão-General Francisco Xavier de Mendonça Furtado, em 20 de Janeiro de 1758, pessoalmente elevou Araticu a Vila de Oeiras.
Portanto, 20 de Janeiro de 1758 é considerada a data de fundação do Município de Oeiras do Pará.
Oeiras do Pará é um município ribeirinho com uma área de 3.862,96 km² entrecortada por uma densa rede fluvial e vias rodoviárias.
A sede do município é distante 160 km em linha reta da Capital do Estado. O acesso ao município se dá através de vias aéreas (aviões de pequeno porte) ou fluvial com viagens semanais com duração de até 12 horas entre Oeiras/Belém.
O município localiza-se na mesorregião Nordeste Paraense, limitando-se ao Norte com o Rio Pará, nas coordenadas geográficas 02º 00′ 15” S e 49º 51′ 35”; ao Leste com os municípios de Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Cametá e Baião; ao Sul com os municípios Baião e Bagre; a Oeste com o município de Bagre.
Possui uma população de aproximadamente 31 Mil (trinta e um mil) Habitantes.
No período de 06 à 15 de agosto de cada ano, realiza-se a festividade da padroeira de Oeiras do Pará, Nossa Senhora da Assunção, que é uma das maiores manifestações do lugar. Seus festejos são acompanhados de Círio e Arraial em torno da igreja e comunidades.
Destacam-se, também, outras festas populares, tais como o Aniversário do Município, carnaval, Paixão de Cristo (Pastoral da Juventude), festa junina, Festival do Camarão (um dos maiores da região), torneio de férias, Festival Evangélico (Assembleia de Deus), Natal e Reveillon.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Oeiras, em 20 de janeiro de 1758. 
Pela Lei Provincial n.º 479, de 06 de março de 1865, a vila é extinta, sendo seu território anexado ao município de Curralinho. 
Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Oeiras, pela Lei Provincial n.º 584, de 23 de outubro de 1868, desmembrada de Curralinho. Sede na vila de Oeiras. Constituído do distrito sede. Reinstalado em 04 de julho de 1870. 
Pela Lei Provincial n.º 1306, de 28 de novembro de 1887, é criado o distrito de Bagre e anexado ao município de Oeiras. 
Pelo Decreto Estadual n.º 198, de 09 de outubro de 1890, é desmembrado do município de Oeiras o distrito de Bagre. Elevado à categoria de município. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 2 distritos: Oeiras e Murujucá 
Pela Lei Estadual n.º 2.116, de 03 de novembro de 1922, é extinto novamente o município de Oeiras, sendo seu território anexado ao município de Curralinho. 
Pelo Decreto Estadual n.º 559, de 29 de dezembro de 1931, o distrito de Oeiras é transferido para o município de Portel. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Oeiras figura no município de Portel. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Oeiras, pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, desmembrado de Portel e Curralinho. Sede no antigo distrito de Oeiras. Constituído de 2 distritos: Oeiras e Bagre, desmembrado de Curralinho. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 4.505, de 30 de dezembro de 1943, o município de Oeiras passou a denominar-se Araticu 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Araticu e Bagre. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, é desmembrado do município de Araticu o distrito de Bagre. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 3.400, de 1º de outubro de 1965, o município de Araticu voltou a denominar Oeiras do Pará. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo e Altitude

O município apresenta um relevo predominantemente plano, característico da Planície Amazônica. A altitude média da sede municipal é muito baixa, em torno de 12 metros acima do nível do mar. Não existem grandes elevações, sendo o terreno marcado por suaves ondulações e vastas áreas de várzea.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Af), com temperaturas elevadas durante todo o ano, oscilando entre 24°C e 32°C. A umidade relativa do ar é altíssima. O regime de chuvas é intenso, com um período mais pluvioso conhecido regionalmente como "inverno amazônico" (dezembro a maio) e um período de menor pluviosidade (junho a novembro), embora chova quase todos os meses.
Em Oeiras do Pará, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 33 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Oeiras do Pará e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,6 meses, de 24 de agosto a 11 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Oeiras do Pará é outubro, com a máxima de 33 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 4,2 meses, de 4 de janeiro a 10 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Oeiras do Pará é fevereiro, com a mínima de 24 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Solo e Vegetação
Os solos predominantes são os Gleissolos (nas áreas de várzea, ricos em sedimentos orgânicos, porém sujeitos a inundações) e os Latossolos (nas áreas de terra firme). A vegetação é composta pela exuberante Floresta Tropical Úmida, dividida em três ecossistemas principais: Mata de Várzea: Inundada periodicamente pelas marés dos rios; Mata de Igapó: Constantemente alagada e Mata de Terra Firme: Localizada em áreas que nunca inundam, onde estão as árvores de maior porte.
Economia
A economia de Oeiras do Pará é impulsionada pelo setor primário, com destaque absoluto para o Açaí. O município é um dos maiores produtores mundiais do fruto, que é a base da alimentação local e um importante item de exportação. Além do extrativismo do açaí, destacam-se: 
- Pesca: Especialmente de camarão e peixes de água doce.
- Extrativismo de Madeira: Realizado sob regime de manejo em áreas autorizadas.
- Agricultura de Subsistência: Cultivo de mandioca para a produção de farinha.
Oeiras do Pará é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 21 admissões formais e 22 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -1 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 1.
Até novembro de 2025 houve registro de 2 novas empresas em Oeiras do Pará, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 2 empresas.
Turismo
O turismo em Oeiras do Pará é focado na contemplação da natureza e nas tradições religiosas.
- Praia do Cruzeiro: Uma bela praia fluvial que surge no período de vazante dos rios.
- Culinária Típica: A experiência gastronômica de comer o açaí legítimo com peixe frito ou camarão é o maior atrativo para os visitantes.
- Festa de Nossa Senhora da Conceição: Ocorre em dezembro e é a principal manifestação cultural e religiosa do município, atraindo milhares de fiéis de toda a região do Marajó e Baixo Tocantins.
Oeiras do Pará permanece como uma sentinela das tradições paraenses, onde o rio dita o tempo e a floresta oferece o sustento, mantendo viva a memória de um Pará colonial integrado à modernidade produtiva do açaí.
Referência para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .