sexta-feira, 16 de outubro de 2026

PARIPIRANGA - BAHIA

Paripiranga é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 27.860 habitantes.
História
A região originalmente era habitada por indígenas “tapuias”, de etnia incerta, provavelmente quiriris. 
A colonização de Paripiranga se iniciou no final do século XVII e início do século XVIII, com a chegada de vaqueiros ligados à Casa da Torre, mas ainda era em pequena escala. Décadas mais tarde, chegaram ao atual território municipal muitos colonos baianos, sergipanos e alagoanos, atraídos pela fertilidade das terras. 
Em 1846, José Antônio de Menezes ergueu, na nascente povoação de Malhada Vermelha (atual cidade de Paripiranga), uma capela em louvor a Nossa Senhora do Patrocínio.
A Lei Provincial n.º 1.168, de 22 de maio de 1871, elevou o povoado de Malhada Vermelha à categoria de freguesia, com o nome de Nossa Senhora do Patrocínio do Coité, subordinada à vila de Jeremoabo. Alguns anos mais tarde, em 1875, Bom Conselho (atual Cícero Dantas) foi emancipada de Jeremoabo, levando consigo a freguesia do Patrocínio do Coité. 
A Lei Provincial n.º 2.553, de 01 de maio de 1886, eleva a Freguesia de Nossa Senhora do Patrocínio do Coité à categoria de vila, com o nome de Patrocínio do Coité, se desmembrando de Bom Conselho e sendo instalada em 01 de fevereiro de 1888. 
Em 1931, o município de Cícero Dantas foi anexado a Paripiranga, tendo sua autonomia restaurada dois anos depois. Décadas mais tarde, em 1989, Paripiranga perdeu o distrito de Adustina, que foi elevado à categoria de distrito.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Patrocínio do Coité, pela Lei Provincial n.º 1.168, 22 de maio de 1871. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Patrocínio do Coité, pela Lei Provincial n.º 2.553, de 01 de maio de 1886, desmembrada do município Bom Conselho (mais tarde Cícero Dantas). Sede na antiga povoação de Patrocínio do Coité. Constituído do distrito sede. Instalada em 01 de fevereiro de 1888. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 01 de setembro de 1920, o município é constituído de 4 distritos: Patrocínio do Coité, Apertado de Pedras e Barreiras, Queimadas e Saco. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.341, de 30 de março de 1931, o município de Patrocínio do Coité tomou o nome de Paripiranga. 
Pelo Decreto n.º 7.479, de 08 de julho de 1931, Paripiranga adquiriu o extinto município de Cícero Dantas como simples distrito. 
Pelo Decreto n.º 8.447, de 27 de maio de 1933, desmembra do município de Paripiranga o distrito de Cícero Dantas. Elevado novamente à categoria de município. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto Estadual n.º 11.089, de 30 de novembro de 1938, é criado o distrito de Adustina e anexado ao município de Paripiranga. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Paripiranga e Adustina. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município permanece constituído de distritos: Paripiranga e Adustina. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988. 
Pela Lei Estadual n.º 4.851, de 05 de abrilde 1989, desmembra do município de Paripiranga o distrito de Adustina. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1993, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2001. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 2 distritos: Paripiranga e Conceição de Campinas. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Topônimo
O nome primitivo da localidade onde se originou o município era "Malhada Vermelha" (proveniente da abundância de terrenos argilosos com a denominação local de "selão"), depois mudado para "Patrocínio do Coité", havendo ligação desse nome com a existência, na extrema oriental do município, de grande exemplar de uma árvore denominada "coité". Finalmente, em 1931, passou o município a denominar-se "Paripiranga", topônimo de origem tupi de significado controverso: para alguns, vem do tupi e significa "terra vermelha"; para outros, significa "pari vermelho", pela junção dos vocábulos tupis pari (espécie de armadilha de pesca) e pyranga (vermelho).
Geografia
Paripiranga está no nordeste do estado da Bahia, na divisa com Sergipe. O município está a 110 km de Aracaju e 340 km de Salvador.  
O território municipal está totalmente incluso no chamado Polígono das Secas, tendo como clima semiárido e a vegetação a Caatinga.
A geografia de Paripiranga é um verdadeiro espetáculo esculpido pela natureza no semiárido. O relevo é predominantemente ondulado, recortado por colinas, serras de altitude moderada e vales que abrigam riachos temporários e permanentes. Com uma altitude que favorece um clima tropical semiárido, o município desfruta de dias ensolarados e de noites agradáveis, abrandadas pelas brisas que sopram das serras vizinhas.
O solo, de característica argilosa e arenosa, sustenta a vegetação típica da caatinga arbórea e de áreas de transição, que ganham um verde exuberante durante o período das chuvas. Essa geografia desafiadora e bela moldou a resiliência de um povo que aprendeu a conviver com o clima e a extrair o sustento da terra com dedicação.
Clima
Em Paripiranga, o verão é opressivo, longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, abafado, de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 33 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Paripiranga e realizar atividades de clima quente é do meio de agosto ao fim de outubro. 
 A estação quente permanece por 5,6 meses, de 19 de outubro a 8 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Paripiranga é janeiro, com a máxima de 33 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 9 de junho a 23 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Paripiranga é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Em Paripiranga, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Paripiranga começa por volta de 21 de maio e dura 5,1 meses, terminando em torno de 24 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Paripiranga é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 24 de outubro e dura 6,9 meses, terminando em torno de 21 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Paripiranga é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 59% do tempo. 
Economia
Paripiranga é uma pequena cidade que se destaca pelo alto crescimento econômico e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia municipal é baseada na agricultura, destacando-se a produção de milho, feijão e abóbora.
A economia apoia-se em pilares tradicionais e dinâmicos: destaca-se fortemente na agricultura familiar, na pecuária extensiva, na avicultura, além de contar com um comércio local vibrante e o setor de serviços que atende a toda a microrregião.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 643 admissões formais e 134 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 509 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 44.
Até julho de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Paripiranga, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 24 empresas.
Educação
A implantação de uma instituição de ensino superior com diversos cursos de graduação impulsionou o desenvolvimento urbano, o setor imobiliário e a atração de estudantes da região.
Paripiranga compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento humano e social. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão, a pedagogia, a administração e a tecnologia garantem que a juventude paripiranguense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Paripiranga é um convite apaixonante à contemplação das belezas naturais e à imersão cultural. As paisagens das serras, as trilhas rurais e os açudes encantam os visitantes que buscam tranquilidade e contato com o modo de vida sertanejo. 
Cultura
A cidade transborda tradição: as festas religiosas, as manifestações folclóricas, a música e a rica culinária regional mantêm viva a identidade de um povo acolhedor.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos campeonatos locais e às práticas esportivas nas escolas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

HUMBERTO DE CAMPOS - MARANHÃO

Humberto de Campos é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população estimada para o ano de 2025, pelo IBGE, era de 26.550 habitantes. É o lugar onde o poeta maranhense Humberto de Campos nasceu, na época chamada de Miritiba, o que originou o nome do município em 1934.
História
Início de colonização

Humberto de Campos é conhecida desde a passagem dos franceses pelo Maranhão. Pode-se dizer que a história da cidade começa em 1612, fazendo parte da expedição francesa que veio para colonizar o Maranhão, aportou em Upaon-Mirim (Ilha Pequena, hoje Santana) a caravela denominada 'Santana', enquanto aguardava o resultado das negociações levadas a efeito em Upaon-Açu-Ilha Grande, atualmente cidade de São Luís. Esse episódio não resultou, contudo, no devassamento do território. Somente por volta de 1817, José Carlos Frazão, vindo do Mearim no propósito de fazer comércio com os Tapuios ou à procura de lugar apropriado para a lavoura, foi casualmente a uma aldeia de índios e conseguiu lograr a confiança do cacique da aldeia indígena. Ali fixou sua residência, por saber da existência de terrenos próximos, férteis para a plantação e cultivo. local que os indígenas denominaram Miritiba, em virtude de grande quantidade de miri ou mirim existente, uma fruta nativa brasileira cujo nome de origem tupi, significa "fruta mole e pequena". Apesar da região ser apenas um matagal cortado por extensos lençóis de areia, irrigava o solo o rio Periá ou Preá; também apelido da tribo indígena. Com seus escravos construiu um prédio com dois pavimentos para sua moradia, que ficou conhecido como 'Casa-Grande'. Foi aí que teve início a cidade de Humberto de Campos. Com o desenvolvimento do lugarejo, que ainda conservava o nome dado pelos indígenas. Frazão requereu e obteve, por carta de sesmaria datada de 12 de março de 1819 "duas léguas de serra de comprido e uma de largo para a parte do poente em qualquer das testadas ou fundos do sobredito Abre"...
Em 8 de maio de 1835, por Lei n.º 13, Miritiba foi elevada à categoria de distrito. Alguns anos depois. Teve papel importante na história do Maranhão; na guerra dos balaios.
Em 1840, Miritiba foi tomada pelos rebeldes, em luta com as forças legais, sob o comando de Lima e Silva. Foi então atacada e ocupada pelos Imperiais Marinheiros.
Em Miritiba teve início a monarquia do negro Cosme, velho escravo que fugira para as matas circunvizinhas, formando uma corte de 2.000 negros foragidos. Tendo saqueado uma igreja, Cosme apossou-se das paramentas sacerdotais e com elas se apresentava num andor carregado por mulheres da sua raça.
Em janeiro de 1841, se entregaram a Lima e Silva 700 rebeldes de Raimundo Gomes.
Criação do município e o desmembramento de Primeira Cruz
A cidade foi elevada à categoria distrito em 1840. Distrito criado com a denominação de Miritiba de São José do Piriá, pela Lei n.º 13, de 8 de maio de 1835, subordinado ao município de Icatú. Elevado à categoria de vila com a denominação Miritiba de São José do Piriá, pela Lei Provincial n.º 543, de 30 de julho de 1859, desmembrado de Icatú. Sede na antiga vila de Miritiba de São José do Piriá. Constituído do distrito sede. Instalado em 3 de maio de 1860. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1933.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 159, de 6 de dezembro de 1938, é criado o distrito de Primeira Cruz e anexado ao município de Humberto de Campos. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Humberto de Campos e Primeira Cruz. Por ato das disposições constitucionais transitórias deste estado, promulgado a 28 de julho de 1947, desmembra do município de Humberto de Campos. Então o Distrito de Primeira Cruz é elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Alteração toponímica municipal Miritiba de São José do Piriá para Humberto de Campos alterado, pela Lei Estadual n.º 743, de 13 de dezembro de 1934. 
Bandeira
A Bandeira de Humberto de Campos foi idealizada pelo prefeito, Edson dos Santos Fonseca. Foi reformulada em 2005 na gestão de José Ribamar por Dulcinéa Espindola, aprovada na Câmara Municipal pelo Decreto Lei n.º 13/2005. Suas cores são branca e azul, tem o tamanho de 1,80 m x 1,20 m, é composta de 5 listras, sendo três azuis e duas brancas, sendo que as três primeiras medem 1.30 cm e as duas últimas 1,80 cm. A largura de cada listra é de 24 cm. O azul da Bandeira do Município de Humberto de Campos é a mesma tonalidade da Bandeira do Maranhão e do Brasil. O quadro, onde está o livro e barco medem 50 x 72 cm, tendo o fundo azul. O livro do lado esquerdo contém uma pena simbolizando as belas poesias, contos, etc, escrito tanto pelo poeta humbertuensse, quanto pelas habitantes. 
Os símbolos que existem na bandeira representam a cultura e produção do município: Branco – simboliza a paz; Azul – representa o céu do nosso Brasil; Livro – homenageia os poemas de Humberto de Campos e Barco (canoa ou igarités) – representa o meio de transporte e produção de pescado, bem representativo no município. O Brasão foi criado na administração de José Ribamar, através da Lei n.º 13/05. Esse símbolo tem a representação da Bandeira do Brasil, do Maranhão e do Município. Em sua base tem duas datas importantes: 1859 – Miritiba e 1934 – Humberto de Campos. Os símbolos municipais, hino, bandeira e brasão, foram oficializados em 30 de setembro de 2005, pela Lei Municipal n.º 13/05. Aprovada pela Câmara Municipal, em sessão realizada no povoado Flexeiras. A mensagem do Prefeito José Ribamar foi enviada à Câmara Municipal em 15 de setembro de 2005.
Em toda e qualquer condecoração efetivada pelos poderes públicos do município é obrigatório a utilização da marca do Brasão nas comemorações.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Miritiba, de São José do Piriá, pela Lei n.º 13, de 08 de maio de 1835, subordinado ao município de Icatu. 
Elevado à categoria de vila com a denominação Miritiba de São José do Piriá, pela Lei Provincial n.º 543, de 30 de julho de 1859, desmembrado de Icatu. Sede na antiga vila de Miritiba de São José do Piriá. Constituído do distrito sede. Instalado em 03 de maio de 1860. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1933. 
Pelo Decreto Estadual n.º 743, de 13 de dezembro de 1934, o município de Miritiba de São José do Piriá passou a denominar-se Humberto de Campos. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município já denominado Humberto Campos é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 159, de 06 de dezembro de 1938, é criado o distrito de Primeira Cruz e anexado ao município de Humberto de Campos. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Humberto de Campos e Primeira Cruz. 
Por ato das disposições constitucionais transitórias deste estado, promulgado a 28 de julho de 1947, desmembra do município de Humberto de Campos. 
Distrito de Primeira Cruz. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
Alteração toponímica municipal 
Miritiba de São José do Piriá para Humberto Campos alterado, pela Lei Estadual n.º 743, de 13 de dezembro de 1934.
Origem do Nome
A origem do nome "Humberto de Campos" carrega uma homenagem literária e histórica muito significativa: o nome foi dado em honra ao célebre escritor, jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras, Humberto de Campos, ilustre filho da terra.
Gentílico: humberto-campense.
Curiosidades
- Humberto de Campos possui o maior bumba-meu-boi do Maranhão, pois são doze pessoas (chamados de miolo) que ficam debaixo do boi. É conhecido como Famosão de Humberto de Campos.[8]
- A cidade promove anualmente o Festival do Peixe-Boi.
- Banhado pelo rio Periá e rio Mapari, a cidade fica localizada na Bacia do rio Periá.
- Tem apenas uma escola estadual fundada em 1992; e apenas um hospital e um centro de saúde.
- Só foi ligada por estrada a São Luís apenas no início da década de 2000. Antes só se chegava de barco com destino a São José de Ribamar.
Não possui uma rodoviária, apenas um ponto na praça da matriz.
- Tem como Padroeiro local São José do Periá, porém a festa na Igreja Matriz é em honra a Senhora Sant'Ana que ocorre nos dias 17 á 26 de julho.
Existem outras festas religiosas influentes no município como a Festa do Divino no povoado Periá, o Festejo de São Raimundo Nonato no povoado Cedro, Festa de Santa Clara no povoado Santa Clara, Festa de Nª Senhora de Fátima em Ilha Grande, Festival do peixe-boi em Ilha do Gato e os famosos Cordões de São Gonçalo.
- Possui algumas ilhas, como por exemplo, Ilha de Santana, Ilha Carrapatal, Ilha Grande, Ilha Macunamdiba, Ilha Rosário, Ilha do Gato e etc.
- Em 2011 a cidade ganhou vista de rua (Street View) do serviço de mapa Google Maps. Um Fiat Stilo percorreu mais de 70% da cidade.
- Está inserida na Reserva Extrativista (Resex) Baía do Tubarão, que é a maior Resex marinha do Brasil segundo o ICMBIO.
Geografia
A área do município de Humberto de Campos é de 1.714,625 quilômetros quadrados.
A geografia de Humberto de Campos é um verdadeiro espetáculo esculpido pela natureza. O relevo é predominantemente plano, composto por extensas planícies litorâneas, restingas e imponentes formações de dunas. Com uma altitude baixa, o município desfruta de um clima tropical úmido, caracterizado por temperaturas elevadas e um regime de chuvas que alimenta as famosas lagoas temporárias da região.
O solo, de característica arenosa e argilosa nas áreas de várzea, sustenta uma cobertura vegetal diversificada, que inclui manguezais, vegetação de restinga e trechos de transição. O grande protagonista da geografia humberto-campense é o seu complexo hídrico, com rios serpenteantes que deságuam no mar, criando um cenário de biodiversidade ímpar e beleza cênica inigualável.
Clima
Em Humberto de Campos, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é opressivo e quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 33 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Humberto de Campos e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao início de outubro. 
A estação quente permanece por 4,8 meses, de 27 de julho a 20 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Humberto de Campos é dezembro, com a máxima de 33 °C e mínima de 26 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 21 de janeiro a 14 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Humberto de Campos é março, com a mínima de 25 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Em Humberto de Campos, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Humberto de Campos começa por volta de 7 de junho e dura 4,7 meses, terminando em torno de 30 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Humberto de Campos é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 69% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 30 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 7 de junho. 
O mês mais encoberto do ano em Humberto de Campos é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 85% do tempo. 
Hidrografia
A hidrografiaa do município está assim composta: Rio Periá; Rio Mapari; 
Rio do Banga e Rio do Chico Trip.
Economia
Humberto de Campos é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia local apoia-se em pilares tradicionais e sustentáveis: destaca-se fortemente na pesca artesanal, na agricultura familiar, no extrativismo, além do comércio local e do ecoturismo em expansão, que atrai visitantes de todas as partes do mundo.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 30 admissões formais e 35 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -5 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 4.
Até julho de 2026 houve registro de 7 novas empresas em Humberto de Campos, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 9 empresas.
Educação
Humberto de Campos compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento humano e social. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para o turismo sustentável, a gestão ambiental, a pedagogia e a administração garantem que a juventude local encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Humberto de Campos é uma experiência apaixonante e inesquecível. As portas de entrada para os Lençóis Maranhenses, os passeios de barco pelos rios, a contemplação das dunas e lagoas, e as praias desertas encantam os ecoturistas. 
Cultura
A cidade transborda tradição: as festas religiosas, as manifestações folclóricas, a literatura inspirada por seu patrono e a culinária à base de pescado fresco mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, às competições locais e às práticas esportivas náuticas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

REDENÇÃO - CEARÁ

Redenção é um município brasileiro do estado do Ceará. Localiza-se a uma altitude de 88 metros acima do nível do mar e a 55 km de distância de Fortaleza. Faz parte do Polo Serra de Guaramiranga.
O município recebe esse nome por ter sido a primeira cidade brasileira a libertar todos os seus escravos. 
Segundo estimativas do IBGE, para o ano de 2025, a população de Redenção era de 28.382 habitantes. 
Etimologia
O nome Redenção vem do fato de que este (antiga vila do Acarape. Do tupi-guarani acará + pe, caminho dos peixes) foi o primeiro município do Brasil a libertar os escravos.
A origem do nome "Redenção" carrega o peso e a glória de uma conquista histórica sem precedentes. Anteriormente conhecida como Acarape, a cidade foi rebatizada como Redenção em virtude do ato pioneiro de libertação de seus escravizados, ocorrido em 1 de janeiro de 1883 — mais de um ano antes da Lei Áurea em âmbito nacional.
História
A região dos sopés do Maciço de Baturité e ao redor das margens do Rio Acarape/Rio Pacoti era habitada por diversas etnias como os Potyguara, Jenipapo, Kanyndé, Choró e Quesito, recebeu a partir do século XVII diversas expedições militares e religiosas.
Com a implementação da pecuária no Ceará no século XVII, as terras de Redenção também foram beneficiadas com a agricultura da cana-de-açúcar. A partir do século XIX, engenhos de Redenção tiveram como mão de obra escravos africanos, desta forma senzalas e pelourinhos vieram a fazer parte do modelo urbano.
O povoado que deu origem à vila foi uma distrito policial criado em 1842 e depois desmembrado de Baturité em 1868 com o nome de "Acarape". No ano de 1871 foi criada a Câmara Municipal da cidade. 
Em 1882 é criada a "Sociedade Redentora Acarapense". Em 01 de janeiro de 1883, chegavam à então Vila Acarape, abolicionistas como Liberato Barroso, Antônio Tibúrcio, Justiniano de Serpa, José do Patrocínio e João Cordeiro, com a finalidade de assistirem a alforria de 116 escravos do lugarejo. A partir daquele ato, em frente à igreja matriz local, não haveria mais escravos ali, ganhando a vila o nome de Redenção, pioneira em libertar seus escravos no País.
Em reconhecimento ao fato de ter sido a primeira cidade do Brasil a abolir a escravidão, Redenção sedia a UNILAB -Universidade Federal de Integração Luso-Afro-Brasileira desde 2009.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Acarape, por Ato Provincial de 18 de março de 1842 e por Lei Provincial ou Resolução Provincial n.º 1.242, de 05 de dezembro de 1968. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Acarape, pela Lei Provincial n.º 1.255, de 28 de dezembro de 1968, desmembrado de Baturité. Sede no núcleo de Acarape. Instalado em 21 de agosto de 1871. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Redenção, pela Lei Provincial n.º 2.167, de 17 de agosto de 1889. 
Pelo Ato Estadual de 11 de setembro de 1890 é criado o distrito de Serrinha do Nicolau e anexado ao município de Redenção. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Redenção, Acarape e Serrinha do Nicolau. 
Pelo Ato Estadual de 04 de novembro de 1912, é criado o distrito de Acarape do Meio e anexado ao município de Redenção. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 7 distritos: Redenção, Acarape, Acarape do Meio, Barreira Vermelha, Canafístula, Lagoa das Pedras e Serrinha do Nicolau. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.591, de 23 de maio de 1935, o distrito de Lagoa das Pedras foi transferido do município de Redenção para o de Guarani. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 6 distritos: Redenção, Acarape, Acarape do Meio, Antônio Diogo, Barreira Vermelha e Serrinha do Nicolau. Não figurando o distrito de Canafístula. 
Pelo Decreto Estadual n.º 169, de 31 de março de 1938, o distrito de Serrinha do Nicolau aparece com denominação de Serrinha. 
Pelo Decreto Estadual n.º 448, de 20 de dezembro de 1938, o distrito de Acarape do Meio passou a denominar-se São Gerardo e Barreira Vermelha a denominar-se simplesmente Barreira. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 6 distritos: Redenção, Acarape, Antônio Diogo, Barreira (ex Barreira Vermelha), São Gerardo (ex Acarape do Meio) e Serrinha (ex Serrinha do Nicolau). 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.114, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Serrinha passou a denominar-se Guassi. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o município é constituído de 6 distritos: Redenção, Acarape, Antônio Diogo, Barreira, Guassi (ex-Serrinha) e São Gerardo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 6.432, de 16 de julho de 1963, são desmembrados do município de Redenção os distritos de Acarape e Barreira, para constituir o novo município de Acarape. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 4 distritos: Redenção, Antônio Diogo, Guassi e São Gerardo. 
Pela Lei Estadual n.º 8.339, de 14 de dezembro de 1965, o município de Redenção adquiriu o extinto município de Acarape e o distrito de Barreira, como simples distrito. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 6 distritos: Redenção, Acarape, Antônio Diogo, Barreira, Guassi e São Gerardo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1983. 
Pela Lei Estadual n.º 11.307, de 15 de abril de 1987, é desmembrado do município de Redenção o distrito de Barreira. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual nº 11308, de 15 de abril de 1987, é desmembrado do município de Redenção o distrito de Acarape. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 4 distritos: Redenção, Antônio Diogo, Guassi e São Gerardo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1997. 
Pela Lei Municipal n.º 915, de 12 de novembro de 1999, o distrito de São Gerardo passou a ser denominado Barra Nova. 
Pela Lei Municipal n.º 1.062, 15 de agosto de 2003, é criado o distrito de Faísca (ex povoado) e anexado ao município de Redenção. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 5 distritos: Redenção, Antônio Diogo, Barra Nova (ex São Gerardo), Faísca e Guassi. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2025.
Geologia
O substrato geológico é composto por rochas gnáissicas e migmatíticas do Pré-Cambriano indiviso e sedimentos detríticos areno-argilosos, com níveis conglomeráticos, do Terciário/Quaternário. Solos revestidos por vegetação de caatinga arbustiva densa, mata seca (floresta subcaducifólia tropical pluvial) e mata úmida (floresta subperenifólia tropical plúvio-nebular) nos terrenos mais elevados.
Geografia
A geografia de Redenção é um verdadeiro espetáculo esculpido pela natureza
Clima
Tropical quente semiárido com pluviometria média de 1097 mm[7] com chuvas concentradas de janeiro a abril.
Em Redenção, o verão é árido, quente e de ventos fortes; o inverno é longo, com precipitação e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 35 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Redenção e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao início de outubro. 
A estação quente permanece por 3,8 meses, de 1 de setembro a 27 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Redenção é novembro, com a máxima de 35 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,7 meses, de 13 de março a 5 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em Redenção é junho, com a mínima de 22 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Em Redenção, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Redenção começa por volta de 31 de maio e dura 4,8 meses, terminando em torno de 25 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Redenção é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 25 de outubro e dura 7,2 meses, terminando em torno de 31 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Redenção é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 75% do tempo. 
Hidrografia e recursos hídricos
As principais fontes de água são: Rio Acarape/Rio Pacoti e outros riachos, Açude Acarape do Meio, Adutora do Acarape e outras 3 adutoras e 52 poços.
Relevo
Maciços residuais e depressões sertanejas.
Vegetação
Caatinga arbustiva densa, floresta subcaducifólia tropical, floresta úmida semi-perenofólia, floresta úmida semi-caducifólia, floresta caducifólia e mata ciliar.
Economia
Redenção é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. O município tem a base de sua economia:
- Agricultura: plantio de bananas, principalmente nas serras que rodeiam o município, já que faz parte do Maciço de Baturité, bem como a plantação da cana-de-açúcar, milho e feijão.
- Pecuária: bovinos, suínos e avícola.
Em suas terras foram registradas ocorrências de calcário (calcita), vermiculita e talco.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 255 admissões formais e 250 desligamentos, resultando em um saldo de 5 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -15.
Até julho de 2026 houve registro de 12 novas empresas em Redenção, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 54 empresas.
Turismo
Busto da Princesa

Foi construído em homenagem à princesa Isabel que libertou os escravos no Brasil. O monumento faz alusão ao cinquentenário da abolição no município e fica localizado na Praça da Princesa Isabel, no Centro de Redenção.
Serra do Cruzeiro - Monte das Graças
Cartão postal do município, com uma escadaria de 720 degraus e com aproximadamente 180 metros de altura, que conduz a um grande crucifixo e à imagem de Nossa Senhora das Graças.
Hospital Dermatológico de Antônio Diogo – Colônia
Construída em 1928, o local serviu, para isolamento de pessoas portadoras de hanseníase, durante muitos anos. O local possui Cine-teatro, enfermaria, sala de fisioterapia, biblioteca, consultórios e outros. Localizado no distrito de Antônio Diogo.
Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição – Matriz
Concluída em agosto de 1868, em estilo romântico, a Igreja é um atrativo bastante visitado pelos turistas. Localizado na Praça da Matriz, no Centro de Redenção.
Museu Histórico e Memorial da Liberdade
O museu, que faz parte do centro cultural que também abriga biblioteca pública e ilha digital, tem, em seu acervo, documentos históricos e raros como livros de compra e venda de escravos, objetos ligados aos escravos – inclusive instrumentos de tortura – peças de antigos engenhos, mobília, objetos sacros, entre outros. Localizado na rua José Costa Ribeiro, 102
Fazenda Gurguri – Senzala
O local conserva ainda uma estrutura do período da escravidão. Localizado na Serra do Gurguri, a 18 km da sede do município. Foi transformada numa pousada. Acesso pela estrada de Barra Nova, via Gurguri.
Açude Acarape do Meio
Represa do rio Pacoti. Localiza-se no distrito de Barra Nova, a 12 km da sede. À esquerda da barragem encontra-se a Capela de São Gerardo. Atualmente é administrado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos - COGERH.
Capela de Santa Rita
A Capela foi inaugurada em 29 de dezembro de 1917. Construída em estilo gótico. Possui uma escadaria com 109 degraus. Bastante visitada por devotos e turistas. Proporciona uma bela vista parcial da cidade.
Capela de São Miguel
Capela em estilo gótico eclético, construída com financiamento de Juvenal de Carvalho, antigo dono do Sítio Livramento. Mausoléu do Padre Ângelo Custódio. Inaugurada em 21 de março de 1936.
Praça da Liberdade – Obelisco
Monumento construído em homenagem ao cinquentenário da abolição neste município, 1933, e à Sociedade Redentora Acarapense. Estrutura alusiva a um pelourinho. Localiza-se na Praça da Liberdade, no centro da cidade de Redenção.
Cachoreira da Paracupeba
Localizada na área serrana, há 9 km do centro da cidade, a cachoeira está localizada no distrito de Barra Nova, sendo uma das maiores atrações turísticas do município.
Educação
O município de Redenção é sede da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que oferta 19 cursos de graduação e 9 programas de pós-graduação. Possui três escolas particulares: CNEC Perboyre e Silva que é a mais antiga da cidade, com o segundo melhor desempenho da cidade no Enem, ficando atrás apenas do desempenho da escola profissional, Logos que é uma escola nova evangélica e a escola Pentágono.Uma escola profissional: Adolfo Ferreira de Sousa, a escola de ensino médio Brunilo Jaco, a escola estadual Padre Saraiva Leão a pioneira,contando também com duas escolas municipais Edmílson Barros e a escola Maria Augusta Russo, todas localizadas no centro da cidade. Também temos a Escola Camilo Brasiliense, no distrito de Antonio Diogo.
Cultura
Os principais eventos são: Festa da Padroeira: Nossa Senhora da Conceição (dezembro); Festa de São Sebastião (janeiro); Festa de São José (19 de março); Festa de Santa Rita (setembro); Missa de São Gerardo, na Capela do Acarape do Meio (terceiro sábado de outubro); Fest Rock no distrito de Antônio Diogo (dezembro); Dia do Município (28 de dezembro); Campeonato Esportivo do Maciço de Baturité
Outras atividades culturais de Redenção são organizadas pelo Grupo Folclórico 25 de Março e a Banda de Música Doutor José Alberto Mendonça de Sousa.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, às corridas de montanha, aos torneios estudantis e às práticas esportivas nas escolas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre moradores e estudantes de diversas nacionalidades.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 13 de outubro de 2026

TIMBIRAS - MARANHÃO

Timbiras é um município brasileiro do estado do Maranhão.
História
Os Primeiros Habitantes

Darcy Ribeiro em expedições realizadas entre 1949 e 1954, atestou a existência dos Urubu-Kaapor, do tronco Tupi, no noroeste do Maranhão e sudeste do Pará. Os estudos incluíram ainda os timbiras, guajajaras, tembés, guarás, canelas. Os estudos de Darcy Ribeiro se deram ao longo dos rios Gurupi e Pindaré. Quanto à região dos Cocais não parecem ter permanecido aqui muito tempo, mas pelo menos por essa região passaram temporariamente, em fuga dos massacres sofridos na época.
Urubu, o Primeiro Nome
O município, ao longo de sua História recebeu vários nomes: Urubu, Porto dos Urubus, Monte Alegre e finalmente Timbiras.
Urubu era uma povoação à margem direita do rio Itapecuru, pertencente ao município de Codó, onde antigamente havia uma aldeia de índios. Segundo consta, o nome se justificava pela grande presença dessa ave no local, mais especificamente no povoado Sardinha, a dois quilômetros de onde hoje é a sede. No entanto, parece ser mais lógico crer que o nome deriva da presença da tribo de índios do mesmo nome, os urubus.
O local passou a ser ponto de referência para os viajantes que por ali passavam navegando pelo Itapecuru, motivo pelo qual recebeu o nome de "Porto dos Urubus". Depois de alguns anos chegaram à região as primeiras famílias descendentes de portugueses e italianos, chefiados pelo senhor Têta de Araújo, que conservaram o nome Urubu para a localidade.
Ali se estabeleceu a freguesia de Santa Rita dos Urubus, através da Lei Provincial n.º 13, art. 1º, § 2°, de 8 de maio de 1835. Mas segundo o historiador Ribeiro do Amaral, a Comarca e a Vila de Santa Rita dos Urubus foram criadas na mesma data, em 1836.
As terras onde hoje se localiza a sede do município eram habitadas por índios timbiras. Os moradores de Porto dos Urubus se mudaram para este local por causa das enchentes do Itapecuru que inundavam constantemente o povoado original. Porto dos Urubus, que apesar de tudo facilitava a penetração para o interior, continuou tendo a sua importância e passou a ser chamado por seu primeiro nome, o do povoado extinto, Sardinha.
Em 1836, foi criada a sede da Comarca de Urubu e dois anos depois, por influência do ex-regente do Império Bráulio Muniz, foi transferida a sede da Comarca para a vila de Codó. A transferência foi determinada pela Lei Provincial n.º 68, de 21 de julho de 1838. Com essa ação a comarca foi elevada à categoria de vila. Mas com a mudança da sede da comarca, a vila entrou em decadência.
Monte Alegre
Em 1900 chegaram à região e aí fixaram residência alguns frades capuchinhos e franciscanos, que trocaram a denominação do local para Monte Alegre, em 1920, dizendo não haver mais nenhuma razão para a adoção do nome Urubu, que achavam pejorativo.
Desmembramento e Redução da Vila
O território passou oficialmente à condição de Vila Monte Alegre quando foi desmembrado do município de Codó e de reduzida parte do município de Coroatá através do Decreto-Lei Estadual n.º 921 de 5 de abril de 1928, por determinação do então Interventor do Maranhão, Urbano Santos da Costa Araújo.
Primeira Decadência da Vila
Em 22 de abril de 1831, através do Decreto-Lei n.º 75, Urbano Santos, ainda na condição de Interventor do Maranhão, alegando que o município criado não possuía rendimento à altura exigida para permanecer autônomo, voltou a submetê-lo à subordinação de Codó.
Autonomia do Povoado Monte Alegre
A partir de 1918 com o aumento da população, o desenvolvimento do comércio e o crescimento da produção agrícola, sentiu-se a necessidade da autonomia do povoado.
O processo de emancipação teve início através do Projeto n.º 40, do Congresso do estado do Maranhão, publicado no Diário Oficial n.º 70, de 27 de março de 1920. A Lei n.º 921, de 5 de abril de 1920, sancionada por Urbano Santos, já na condição de Presidente do estado do Maranhão, elevou à categoria de vila a povoação Monte Alegre e à de município a zona ocupada pelo 6º Distrito Policial de Codó. A lei definiu ainda os limites do novo município.
Monte Alegre e a União dos Partidos Políticos
Quando Monte Alegre foi impedido de ser município, de acordo com o decreto acima citado, existiam na localidade dois partidos políticos: o Magalhenista, do governo, e o Republicano, de oposição. Os magalhenistas eram liderados pelo Coronel Benedito Brandão Melo e Alvim, enquanto os republicanos tinham como líder o Sr. Francisco Jocker Ribeiro. Pelo interesse comum, os dois se uniram para juntos aos poderes públicos lutarem pela restauração da autonomia do município, o que acabaram conseguindo quando da promulgação do Decreto-Lei n.º 144, de 27 de julho de 1931.
Segunda Decadência de Monte Alegre
Com a restauração do município, foi nomeado interventor municipal o Sr. Benedito Brandão de Melo e Alvim, que pouco governou, sendo exonerado do cargo em 1933. Em 16 de julho daquele ano o Decreto-Lei n.º 539 suprimiu de novo a qualidade de município de Monte Alegre. Veio então nova luta política pela autonomia, que enfim obteve êxito através da Lei n.º 837, de 3 de julho de 1935.
Timbiras, o Novo Nome do Município
Com as mudanças da situação política da localidade, a luta pela criação do município de Monte Alegre logrou mais uma vitória: a elevação à categoria de cidade através do Decreto-Lei n.º 45, de 29 de março de 1938.
Acreditava-se que a localidade fora habitada inicialmente pela tribo dos timbiras, ou que, na menor das hipóteses, essa tribo acampara algum tempo no local. Essa lembrança inspirou a ideia de mudar-se mais uma vez e em definitivo o nome do município. O Decreto-Lei n.º 820, de 30 de dezembro de 1943 determinou que Timbiras fosse a partir de então o nome do município.
Origem do nome
A palavra Timbira, segundo Curt Nimuendaju, o etnólogo pioneiro no estudo desses povos, diz que se for de origem tupi, a palavra pode significar "os amarrados" (tin = amarrar, pi'ra = passivo), uma referência às inúmeras fitas de palha ou faixas trançadas em algodão que usam sobre o corpo: na testa, no pescoço, nos braços, nos pulsos, abaixo dos joelhos, nos tornozelos. Os índios Kaapor discriminavam os Timbira chamando-os pejorativamente de “comedores de cobra". Segundo o Dicionário Tupi-Guarani o topónimo Timbira significa: o amarrado; o escravo.
Formação Administrativa
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no município de Codó o distrito de Monte Alegre. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Monte Alegre. Pela Lei Estadual n.º 921, de 05 de abril de 1931, confirmado pelo Decreto n.º 539, de 16 de dezembro de 1933. Sede na vila de Monte Alegre. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, Monte Alegre aparece como distrito do município de Codó. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Monte Alegre, pelo Decreto n.º 832, de 03 de junho de 1935, desmembrado de Codó. Constituído do distrito sede. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 820, de 30 de dezembro de 1943, o município de Monte Alegre passou a denominar-se Timbiras. 
Em divisões territoriais datada de 01 de julho de1960, o município já denominado Timbiras é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datada de 2025.
Geografia
Timbiras tem uma área de 1.486,584 km² e uma população de 27.328 habitantes, segundo estimativas do IBGE, para o ano de 2025.
A geografia de Timbiras é um espetáculo esculpido pela natureza. O relevo é predominantemente plano e suavemente ondulado, característico da transição entre a Amazônia e o Cerrado nordestino. Com uma altitude baixa, o município desfruta de um clima tropical quente e úmido, marcado por temperaturas elevadas e um regime de chuvas que garante o vigor da vegetação e o sustento das atividades agrícolas.
O solo, fértil nas áreas de várzea e margens do rio, sustenta uma agricultura diversificada. A vegetação original mescla trechos de matas ciliares, capoeiras e vegetação de transição, abrigando uma rica biodiversidade. O grande protagonista da geografia timbirense é o Rio Itapecuru, cujas cheias e vazantes ditam o ritmo da vida ribeirinha e embelezam a paisagem local.
Localização
Localiza-se na mesorregião do Leste Maranhense, mais especificamente na microrregião de Codó, a 316 quilômetros da capital São Luís, à margem direita do rio Itapecuru. Sua sede está a 4°15’18”LS e 43°56’27”LW e a uma altitude média de 49 metros acima do nível do mar. O município é atravessado pela Estrada de Ferro São Luís-Teresina, concedida atualmente para o transporte de cargas.
Divisão Política
A zona urbana do município apresenta sua maior parte à margem direita do Itapecuru, ficando a trizidela, que constitui principalmente o bairro São Sebastião, do lado esquerdo.
A zona rural compreende mais de cem povoados, sendo os principais: Flores, Lagoa Preta, Axixá, Campestre, Sete, Chapéu, Centrinho, Lagoa Grande, Mata Fome, Bacaba, Poço do Boi, São José, etc.
Relevo
O relevo é de baixas altitudes, destacando-se alguns morros típicos da região do Vale do Rio Itapecuru. As formas mais significativas do relevo são os morros, chapadas e serras.
Os principais morros são: morro do Capitão (220 metros de altitude), situado no bairro São Sebastião; morro Conduru (215 metros de altitude), localizado a 13 quilômetros da sede, em 1947, passou a ter mais um nome, morro Quebrado; morro da Bela Vista (120 metros de altitude), mede aproximadamente 630 metros de comprimento e nele se localizam a estação de tratamento de água da CAEMA e a torre de retransmissão de sinal de televisão.
A serra mais importante é a da Cangalha, na parte setentrional do município. A chapada de destaque é a do Socó.
Hidrografia
A rede hidrográfica é constituída por rios, riachos, igarapés e lagoas.
Além do rio Itapecuru podemos destacar os rios Pirapemas, que corta o município de sudeste para noroeste, na divisa com o município de Chapadinha; Guará, que também fica na fronteira com Chapadinha, rio Guanaré, na fronteira entre Timbiras e Vargem Grande e rio Curimatá, que é um afluente do Pirapemas.
Os riachos mais importantes são: Carro Quebrado, Pimenta e Rabo do Gato.
Principais Igarapés
- Bom Boi - nasce no povoado Bom-Fim, no município de Codó e desemboca no rio Itapecuru na altura do povoado Deserto. Na época da criação do município de Timbiras, foi designado como ponto de limite com o vizinho município de Codó.
- São Bernardo - com uma extensão de cinco quilômetros, nasce no lugarejo Centrinho dos Lopes e desemboca no rio Itapecuru já zona urbana, limitando o bairro Anjo da Guarda com o centro da cidade.
- Santarém - é o mais importante de todos, nasce num brejo de juçaras e buritis na localidade Finca-Pés, e também desemboca no Itapecuru já na zona urbana, definindo o bairro Santarém.
Rio Itapecuru
É o principal rio que banha o município. A população depende dele quase que absolutamente, pois toda a água potável distribuída na cidade é proveniente desse rio.
Às suas margens desenvolve-se uma agricultura de subsistência conhecida pelo termo vazante. Essa técnica vem sendo questionada pelos riscos de degradação da mata ciliar.
O rio é ainda fonte de lazer principalmente no verão quando se instalam as barracas na sua margem direita, próximo a ponte que liga o bairro São Sebastião à sede do município. Nesse período aumenta a frequência de banhistas, vindos das cidades vizinhas, Codó e Coroatá, mas também pelos timbirenses que estudam ou trabalham fora e que retornam para passar suas férias.
Clima
O clima predominante é o tropical, caracterizado por um período chuvoso de dezembro a maio, com níveis pluviométricos mais acentuados entre janeiro e abril. De julho a novembro o município passa por um período de estiagem. A temperatura média é de 27 graus Celsius.
Em Timbiras, a estação com precipitação é de céu encoberto e quente; a estação seca é escaldante e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 38 °C e raramente é inferior a 20 °C ou superior a 40 °C. 
A melhor época do ano para visitar Timbiras e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao meio de agosto. 
A estação quente permanece por 3,1 meses, de 29 de agosto a 1 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 36 °C. O mês mais quente do ano em Timbiras é outubro, com a máxima de 38 °C e mínima de 24 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 5,7 meses, de 25 de janeiro a 17 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 33 °C. O mês mais frio do ano em Timbiras é março, com a mínima de 24 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Em Timbiras, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Timbiras começa por volta de 3 de junho e dura 4,5 meses, terminando em torno de 20 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Timbiras é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 67% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 20 de outubro e dura 7,4 meses, terminando em torno de 3 de junho. 
O mês mais encoberto do ano em Timbiras é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 85% do tempo. 
Vegetação
Na região predomina a floresta tropical de transição, sendo a maior parte da área do município coberta pelas matas de cocais, com incidência quase absoluta da palmeira de babaçu e cerca de 20% coberta de mata nativa ainda virgem ou pouco degradada.
Economia
Timbiras é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia local apoia-se em pilares tradicionais e sustentáveis: destaca-se fortemente na agricultura familiar, na produção de mandioca, milho, arroz, na pecuária extensiva, além do extrativismo vegetal e da pesca artesanal no rio. O comércio local e o setor de serviços completam o dinamismo econômico da cidade.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 88 admissões formais e 53 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 35 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 0.
Até julho de 2026 houve registro de 8 novas empresas em Timbiras, sendo que 5 atuam pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, não houve novos registros.
Manifestações Culturais
Religião

Em Timbiras temos representantes das religiões catolicismo, protestantismo e cultos afros, como umbanda.
Na sede fica a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira do município e a Capela de Santa Rita de Cássia. Os templos evangélicos mais tradicionais pertencem à Igreja Congregação Cristã no Brasil, Assembleia de Deus, Igreja Batista, Igreja Adventista, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Mundial do Poder de Deus e Igreja Internacional da Graça de Deus. A igreja evangélica mais antiga da cidade é a Assembleia de Deus que fica localizada na Avenida Barreto Vinhas, Centro de Timbiras. A referida Igreja possui uma média de 600 membros distribuídos num total de 07 Congregações (Bairro Forquilha, Multirão, Horta, Anjo da guarda, Alto Fogoso, São Sebastião e Caixa Dágua).
O calendário religioso católico, adotado pela maioria da população, compreende:
- 22 de maio: Festejos de Santa Rita de Cássia. Justifica-se a festa pelo fato de ter sido essa a santa de devoção da senhora Raimunda Frazão de Melo e Alvim, responsável pela construção da capela de mesmo nome.
- 31 de agosto: Festejos de São Raimundo Nonato. Festa muito popular que a cada ano aglomera mais adeptos. Realizam caminhadas em honra ao santo. A culminância é a caminhada da Fazenda Glória até a igreja matriz, onde é celebrada a missa.
- 22 de outubro: Festa de Nossa Senhora dos Remédios. Inclui novenas, terços, procissões e quermesse.
Educação
Timbiras compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento humano e social. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a pedagogia, a gestão pública, a agronomia e a tecnologia garantem que a juventude timbirense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Timbiras é um convite apaixonante à contemplação e ao lazer. As praias fluviais que se formam às margens do Rio Itapecuru durante o período de estiagem, os banhos revigorantes e os passeios de barco encantam os visitantes. 
Cultura
Culturalmente, Timbiras é um verdadeiro tesouro do Maranhão: a cidade é famosa por suas vibrantes manifestações folclóricas, festas religiosas, o tradicional bumba-meu-boi e a rica culinária regional, que mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos campeonatos locais e às práticas esportivas nas escolas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

XAXIM - SANTA CATARINA

Xaxim é um município do estado de Santa Catarina, no Brasil. Sua população, conforme estimado pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 34.485 habitantes. 
Localiza-se a uma latitude 26º57'42" sul e a uma longitude 52º32'05" oeste, estando a uma altitude de 791 metros.
Topônimo
Ao longo do tempo, muitos nomes precederam este topônimo: Chachi (a ocupação demográfica era dos kaigangs que viviam do extrativismo vegetal), Bandas dos Xaxim, Passo do Xaxim, Pouso do Xaxim (a ocupação era dos caboclos que viviam do tropeirismo, extrativismo, agricultura e pecuária de subsistência). 
Porém, a origem do nome Xaxim tem várias hipóteses. Como antes de ser colonizada a região que constitui hoje o município era pouso de tropeiros que vinham dos campos de Palmas e se dirigiam para Passo Fundo e Nonoai, os tropeiros chamavam de "as bandas de xaxim", substantivo comum da árvore deste nome, que existia em grande quantidade na região.
Há também uma versão de que um velho kaigang, ao passar por aqui, se deparou com o término do sal que possuía. Assim, ele disse em sua língua aos índios que o acompanhavam, "xá xi", que significa pouco, pequeno, originando assim, o nome Xaxim. Outra versão é a que conta sobre o negro africano chamado Josezinho Xaxim. Este lugar, em sua homenagem, teria ganho o nome Xaxim.
A versão mais verossímil, contudo, parece ser a que indica que a origem da palavra é mesmo o idioma Kaigang, haja vista, inclusive, a semelhança do nome com o de outros municípios geograficamente pertencentes à região historicamente habitada pelos kaigangs, como: Campo Erê (campo de pulgas), Nova Erechim (campo pequeno), Xanxerê (campo de cascavel), todos, portanto, com denominações etimologicamente ligadas a essa língua indígena. Desse idioma tem-se que "xa" significa cachoeira e "xim" significa pequeno. Xaxim, portanto, significa pequena cachoeira, cachoeirinha.  
História
Para entender os aspectos mais significativos da história do município de Xaxim é preciso investigar um contexto mais amplo, que explica a colonização do Sul do país. Xaxim foi uma área de passagem de bandeirantes e tropeiros, pois era o caminho para São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Em 1928, chegou um imigrante do sul, o caboclo Francisco Franciliano da Silva, que encontrou na vila que aqui existia aproximadamente dez famílias e no Jacu, hoje Distrito de Diadema, outras tantas famílias. Entre elas, as do Veloso dos Santos, Mourão, Camargo e Topázio. Alguns tinham lotes militares, outros eram posseiros. 
As pessoas que aqui viviam eram caboclas e tinham uma economia de subsistência rudimentar. Plantavam milho, mandioca, batata, feijão preto e abóbora e extraíam erva dos ervais nativos, vendendo-os aos compradores de passagem ou a Antonio Cavalheiro, de Xanxerê, que com sua tropa resgatava o produto. Podemos dizer que Xaxim foi povoado por duas frentes pioneiras. Uma delas é a povoação por pessoas vindas dos campos de Guarapuava, de onde vieram Josezinho Xaxim, um negro africano, assim apelidado por causa de seu cabelo "garradinho", que veio para cá em 1865 e se estabeleceu com sua família, após sair de Guarapuava, Paraná. A outra frente é a das pessoas vindas do Rio Grande do Sul, com os italianos, austríacos, irlandeses, poloneses, ucranianos, tchecos, eslavos e alemães. 
Em diversas regiões do Sul do Brasil, como consequências da economia tropeira, se formaram núcleos de caboclos ao longo do caminho por onde transitavam as tropas e seus condutores. Assim, surgiu o ponto de pouso Passo do Xaxim, localizado na Fazenda Rodeio Bonito. Essas terras, chamadas devolutas, foram doadas pelo governo estadual para a colonizadora Bertaso, Maia & Cia, que posteriormente foram vendidas aos Irmãos Lunardi. A sub colonizadora dos Irmãos Lunardi, formada em 1920 e extinta em 1934, continuou através de Luiz Lunardi (primeiro prefeito eleito em Xaxim), promovendo a ocupação desse território. 
As companhias colonizadoras contribuíram para a ocupação efetiva do espaço geográfico. As empresas imobiliárias no Oeste de Santa Catarina promoviam a abertura de estradas e pontes, criando a estrutura necessária ao desenvolvimento da região. O distrito de Xaxim inseriu-se nesse contexto. 
A colonização de Xaxim iniciou com a compra, pela Colonizadora Irmãos Lunardi, das mil colônias de terra denominadas Fazenda Rodeio Bonito, em 1920. Até então, estas terras pertenciam a Bertaso, Maia & Cia, que as adquiriram de uma concessão do governo do estado de Santa Catarina por terem construído a estrada de Passo Goyo-Passo dos Índios. 
Em 13 de janeiro de 1921, esta região passa à categoria de Distrito, com a denominação de Hercílio Luz, em homenagem ao então governador. A partir da abertura de uma casa comercial e com a implantação da Colonizadora, o local começou a atrair mais colonos e com a saturação eminente das colônias riograndenses, iniciou-se um período de grande processo. 
Nesta época predominavam o comércio de exploração de erva-mate e de madeira. Ainda hoje, essa forma de comércio é grande responsável pela economia local. Em 1929, o Distrito de Hercílio Luz passa a denominar-se Xaxim. Com a Revolução de 1930, as dificuldades aumentaram por algum tempo, devido ao medo e aos danos financeiros que os revolucionários causaram a alguns colonos, saqueando-lhes os cavalos, mulas e outros animais. Isto fez com que muitos colonos voltassem as suas cidades de origem.
Em 1938, Xaxim é elevado à categoria de Vila. Terminados os problemas com a Revolução, em 1942 já se pode notar expansão do comércio. Havia cinco casas comerciais de gêneros alimentícios, quatro serrarias a vapor para exploração de madeira, uma ferraria, uma selaria, uma alfaiataria e casa de pasto, uma farmácia, um bar, uma fábrica de cerveja e gasosa, um hotel, uma fábrica de engarrafamento de aguardente, uma sapataria e um frigorífico de suínos e derivados.
O recenseamento de 1950 aponta uma população de 5.565 habitantes. Em 1953, Xaxim é elevado à categoria de município, desmembrando-se de Chapecó pela Lei Estadual n.º 133, de 30 de dezembro. O contexto político que possibilitou a emancipação de Xaxim esteve influenciado pelas forças econômicas locais representadas principalmente pela família Lunardi, detentora de alguns dos maiores grupos econômicos regionais do Oeste catarinense: o Frigorífico Diadema e André Lunardi & Cia. 
A emancipação política de Xaxim foi decretada em 20 de fevereiro de 1954, tomando posse Laurindo Dário Lunardi, o primeiro prefeito nomeado pelo governo estadual. Em 1962, Xaxim passa à categoria de comarca (circunscrição judiciária). 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Hercílio Luz, pela Lei Municipal n.º 39, de 07 de janeiro de 1921. Desmembrado do distrito de Passo Borman (depois Passa dos Índios), subordinado ao município de Chapecó. 
Pela Lei Estadual n.º 1.646, de 03 de outubro de 1929, o distrito de Marcilio Luz passou a denominar-se Xaxim. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Xaxim figura no município de Chapecó. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Xaxim permanece no município de Chapecó. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Xaxim, pela Lei Estadual n.º 133, de 30 de dezembro de 1953, desmembrado de Chapecó. Sede no antigo distrito de Xaxim. Constituído de 2 distritos: Xaxim e São Domingos. Desmembrado de Chapecó. Instalado em 20 de fevereiro de 1954. 
Pela Lei Municipal n.º 47, de 05 de dezembro de 1957, é criado o distrito de Marema e anexado ao município de Xaxim. 
Pela Lei Municipal n.º 48, de 05 de dezembro de 1957, é criado o distrito de Lajeado e anexado ao município de Xaxim. 
Pela Lei Municipal n.º 69, de 16 de agosto de 1958 é criado o distrito de Coronel Martins e anexado ao município de Xaxim. 
Pela Lei Municipal n.º 70, de 16 de agosto de 1958, é criado o distrito de Jupiá e anexado ao município de Xaxim. 
Pela Lei Municipal n.º 79, de 21 de maio de 1959, é criado o distrito de Galvão e anexado ao município de Xaxim. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 7 distritos: Xaxim, Coronel Martins, Galvão, Jupiá, Lajeado Grande, Marema e São Domingos. 
Pela Lei Estadual n.º 123, de 02 de setembro de 1961, é criado o distrito de Entre Rios e anexado ao município de Xaxim. 
Pela Lei Estadual n.º 864, 14 de dezembro de 1962, são desmembrados do município de Xaxim os distritos de São Domingos e Coronel Marins para formar o novo município de São Domingos. Sob a mesma Lei são desmembrados do município de Xaxim os distritos de Galvão e Jupiá para formar o novo município de Galvão. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 4 distritos: Xaxim, Entre Rios, Lajeado Grande e Marema. 
Pela Lei Estadual n.º 112, de 11 de junho de 1988, são desmembrados do município de Xaxim os distritos de Marema e Entre Rios para formar o novo município de Marema. 
Pela Lei Estadual n.º 8.478, de 12 de dezembro de 1991, é desmembrado Xaxim o distrito de Lajeado Grande. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 15 de julh de 1999, o município é constituído de 3 distritos: Xaxim, Anita Garibaldi e Diadema. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-05-2023.
Geografia
A geografia de Xaxim é um verdadeiro espetáculo esculpido pela natureza. O relevo é predominantemente plano e suavemente ondulado, intercalado por colinas e vales que compõem paisagens harmoniosas. Com uma altitude que favorece um clima subtropical úmido, o município desfruta de verões amenos e invernos com noites frias e geadas revigorantes, características marcantes do interior catarinense.
O solo, de origem basáltica e extremamente rico em nutrientes, é o grande alicerce da agricultura local. A vegetação original, que combinava trechos de Floresta Ombrófila Mista com a presença imponente das araucárias, hoje convive com áreas agrícolas produtivas e fragmentos preservados que protegem os mananciais hídricos da região.
Clima 
O clima de Xaxim é do tipo Mesotérmico úmido, com verão quente e temperatura média de 17,2 graus Celsius.
Características
Conhecida como Coração Verde do Oeste, Xaxim preza pela preservação ambiental e a sadia qualidade de vida. Ruas arborizadas, praças e áreas verdes dão a tônica.
A maioria da população de Xaxim reside na zona urbana, prestando serviço às agroindústrias, principalmente à empresa Aurora, sediada na cidade. Para evitar o êxodo rural, a Secretaria de Agricultura de Xaxim desenvolve vários programas, entre eles projetos de reflorestamento, piscicultura, produção leiteira e de correção do solo. A prefeitura também se responsabilizou pelo trabalho de terraplanagem para a construção de aviários e abertura de estradas, como forma de incentivar a atividade agropecuária. Outro orgulho da cidade é a Sociedade Ecológica e do Meio Ambiente de Xaxim, Semax, organização não-governamental ambientalista e sem fins lucrativos fundada em maio de 1988 e que tem como objetivo a defesa do meio ambiente, promovendo atividades de preservação e recuperação dos recursos naturais. Criada e administrada por moradores do município, a Semax tem se destacado como uma das entidades ecológicas mais atuantes do Estado, integrando a rede de ONGs do Mercosul.
Possui uma área de 294,715 km².
Datas festivas - outubro (Rodeio Crioulo), fevereiro (Semana do Município), março (ExpoXaxim), Carnaval regional e junho (Dia de São Luiz Gonzaga, padroeiro do município).
Localização - Oeste, Alto Irani, na Microrregião de Xanxerê, a 556 km de Florianópolis.
Economia
Xaxim é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia local apoia-se em pilares sólidos e diversificados: destaca-se fortemente no setor agroindustrial, sendo referência nacional na produção de aves, suínos e derivados da carne. A agricultura moderna, a pecuária, um comércio local dinâmico e o setor de serviços completam o cenário de prosperidade e geração de empregos.
Xaxim é o terceiro no Brasil em Exportação de Frangos Frescos e Congelados. Xaxim tem sua economia baseada na agropecuária e na agroindústria, possuindo cerca de 1.300 propriedades rurais, 95% das quais são minifúndios com menos de 50ha, com diversificação de culturas. O milho continua sendo a principal lavoura, com uma produção de quase 6.000.000 toneladas. A cada ano, entretanto, é maior a variedade de culturas, entre elas a soja, a erva-mate, hortifrutigranjeiros, feijão, arroz e trigo, bem como a produção de leite e a criação de frangos e suínos.
É o 6° município do Estado em produção agropecuária, o 3° em exportação de aves do Brasil e o 27º em retorno do ICMS em Santa Catarina.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 4,1 mil admissões formais e 3,8 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 319 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 364.
Até julho de 2026 houve registro de 25 novas empresas em Xaxim, sendo que 7 atuam pela internet. Neste último mês, 4 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (11). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 96 empresas.
Educação
Xaxim compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão agroindustrial, a administração, a tecnologia e a pedagogia garante que a juventude xaxinense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Cultura
Culturalmente, a cidade transborda tradição: as heranças dos imigrantes europeus, as festas comunitárias, a culinária gaúcha-catarinense e o artesanato local mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Turismo
Igreja São Luiz Gonzaga

Em 1941, Frei Plácido lançou a ideia de construir uma igreja de alvenaria. A planta foi feita por Ticiano Betanin, de Guaporé (RS) e, no ano de 1947, com o lançamento da Pedra Fundamental se concretiza mais um ideal comunitário. Frei Bruno era o vigário da época, mas foi Frei Mário Kneipp quem coordenou a construção, realizada graças às doações e mutirões dos paroquianos. Nesta fase, foi organizado o “Livro Ouro”, onde eram registradas as doações acima de 10 mil contos de réis. Os fabriqueiros, nome que se dava para os membros da diretoria paroquial, que na época eram Ildelfonso Lopes da Silva, Segismundo Nardi, Adolfo Lunardi, Ângelo Mella, Belarmino Zorzetto e Bortolo Botan, também ajudavam nos serviços paroquiais. Para agilizar os trabalhos, foram formadas comissões para cada atividade, como compras, construção e outras. No dia 6 de janeiro de 1951, a igreja foi inaugurada, com a presença do bispo e crisma.
Segundo relato de Emílio Zanon, responsável pela pintura interna da Igreja Matriz, as cores foram obtidas misturando cal, corante e o líquido extraído da planta chamada cactus, que dava a liga. Ele mesmo misturava os ingredientes até chegar à tonalidade desejada.
Em junho de 1993, Emílio Zanon voltou a Xaxim para restaurar sua obra. Mesmo com a ajuda da tecnologia, ele encontrou grandes dificuldades para reproduzir alguns tons, como dos pilares internos, que lembravam o dourado.
Gruta e trilha ecologica Pavan
A propriedade da família Pavan possui cinco grutas naturais em meio a mata nativa.
ExpoXaxim
Segunda maior feira de exposições do oeste catarinense e quinta maior do estado de Santa Catarina.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, às competições municipais e às escolinhas de base movimenta os centros esportivos, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

EXTREMOZ - RIO GRANDE DO NORTE

Extremoz é um município brasileiro situado no litoral do estado do Rio Grande do Norte. Pertencente à Região Metropolitana de Natal e ao Polo Costa das Dunas, localiza-se a norte da capital do estado, distante desta 23,5 quilômetros. Ocupa uma área de aproximadamente 140,6 km² e sua população segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o ano de 2026, era de 70.452 habitantes.
O território do atual município fora ocupado originalmente pelos índios tupis e paiacus, mas as terras foram concedidas aos jesuítas em 1607. Estes foram responsáveis pela catequização dos indígenas e construíram a Igreja de São Miguel, porém foram expulsos pelas invasões holandesas em 1757. Ainda no século XVIII, houve a elevação à categoria de vila, estabelecendo-se nas décadas seguintes como um centro econômico e pecuarista. Com isso, foi decretada sua emancipação de Ceará-Mirim na década de 1960. A importância histórica e a beleza natural de suas praias também fizeram do município um centro turístico conhecido internacionalmente. 
Seu nome é uma homenagem à cidade portuguesa de Estremoz, no Distrito de Évora, porém com o tempo passou-se a escrever seu nome com "x" ao invés do "s". Em Extremoz localiza-se a praia de Genipabu, o cartão-postal do estado do Rio Grande do Norte, além de outras praias e monumentos históricos, dentre estes: as ruínas da Igreja de São Miguel, herança dos jesuítas; e a atual Igreja Matriz de São Miguel. Também cabem ser ressaltadas festividades como o carnaval, as festas juninas e os eventos religiosos.
História
As terras que hoje pertencem ao município de Extremoz, litoral do Rio Grande do Norte, foram inicialmente habitadas pelos índios tupis e paiacus, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru. 
No ano de 1607, uma parte de terra foi concedida a jesuítas pelo capitão-mor do Rio Grande do Norte, Jerônimo de Albuquerque, tendo como principal objetivo catequizar os indígenas. Os jesuítas também foram os principais responsável pela construção da igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru. Isso também fez com que a sociedade tribal fosse sendo influenciada pela doutrina cristã. 
Os jesuítas foram expulsos em 1759, e a povoação tornou-se a primeira da Capitania do Rio Grande do Norte com a categoria de vila (segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo). A 03 de maio de 1760 passa a se chamar "Vila Nova de Estremoz do Norte". Nesse tempo a vila tinha 1.429 habitantes e era um importante centro econômico e pecuarista. Até os dias de hoje, moradores nativos preservam várias lendas a respeito da história de Extremoz, como a do tesouro, cujo desfecho foi a destruição da capela de São Miguel, que teria sido demolida na tentativa de os moradores encontrarem o tal tesouro. Nos dias atuais a capela se encontra em ruínas e foi tombada em 1990. 
Em 18 de agosto de 1855 a Vila Nova de Estremoz do Norte foi incorporada ao povoado de Boca da Mata, com a denominação de "Vila de Ceará Mirim". Já em 1892, foi criado o distrito de "Extremoz" e anexado ao município de Ceará-Mirim. Em 04 de abril de 1963, Extremoz foi desmembrado de Ceará-Mirim e tornou-se novo município do estado do Rio Grande do Norte. A instalação oficial do município ocorreu em 2 de fevereiro de 1964.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito a com a denominação de Extremoz, pela Lei Estadual n.º 2.876, de 04 de abril de 1963, desmembrado de Ceará-Mirim. Sede no atual distrito de Extremoz. Constituído do distrito sede. Instalada em 02 de fevereiro de 1964. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2018.
Geografia
Extremoz está localizado no litoral do estado do Rio Grande do Norte, a uma altitude média de 41 metros acima do nível do mar, distante 23,5 quilômetros de Natal, capital estadual, e 2.216 quilômetros de Brasília, capital federal. Integrante do Polo Costa das Dunas e a Região Metropolitana de Natal, ocupa uma área de 140,639 quilômetros quadrados (km²), limitando-se a norte e a oeste com Ceará-Mirim e a sul com Natal e São Gonçalo do Amarante. A costa do Oceano Atlântico constitui o limite leste. 
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, o município pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Natal. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Natal, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Leste Potiguar.
Relevo
O relevo de Extremoz é constituído por extensas superfícies planas ou levemente onduladas que formam os tabuleiros costeiros. Na região costeira ou próxima dela estão as paleodunas, também chamadas "dunas fixas", formadas por areias amareladas transportadas pela erosão eólica e cobertos por vegetação, além dos depósitos de praias marinhos, também originados pela ação dos ventos e formados por areia com cascalho, e a planície fluviomarinha, modelada tanto por processos fluviais quanto marinhos. Próximo ao rio Ceará Mirim estão os depósitos aluvionares, que formam a planície fluvial, sujeita a inundações durante o período chuvoso. Extremoz se situa em uma área de abrangência de rochas do Grupo Barreiras, originárias da Idade Terciária Superior, com a predominância de arenitos recobertos por quartzo, sílex e fragmentos líticos.
Solos
O tipo de solo predominante é a areia quartzosa distrófica, que possui baixos níveis de fertilidade, elevados índices de drenagem e textura formada por argila ou areia. Há também os solos indiscriminados de mangue, as areias quartzosas marinhas (litoral) e o latossolo vermelho amarelo. Esses solos são cobertos por espécies da Mata Atlântica, que se apresenta sob a forma de tabuleiros litorâneos e manguezais, este último típico de áreas inundadas pelas marés, com alto grau de salinidade. Extremoz abriga a maior parte da Área de Proteção Ambiental das Dunas de Genipabu, instituída pelo Decreto Estadual n.º 12.620, de 17 de maio de 1995, com o objetivo de preservar a fauna e a flora locais. 
Hidrografia
Quase metade do território municipal (49,45%) está inserido nos domínios da bacia hidrográfica do rio Ceará-Mirim. Outros 22,02% estão na bacia do rio Doce e os 28,53% restantes na faixa litorânea leste de escoamento difuso, este formado por pequenos cursos d'água que escoam diretamente em direção ao oceano, sem que haja uma área de drenagem delimitada pelos divisores de águas como nas bacias hidrográficas. Os principais rios são o Doce e o Guajiru. O principal reservatório é a Lagoa de Extremoz, construído em uma área de 358,93 hectares (ha) e com capacidade para 11.019.525 metros cúbicos (m³), além da Lagoa de Guamoré. 
Clima
O clima local é o tropical chuvoso, com chuvas concentradas entre os meses de março e julho. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), que possui dados pluviométricos de Extremoz desde 2005, o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Extremoz foi de 259,6 mm em 28 de novembro de 2023, seguido por 213 mm em 2 de julho de 2008. Desde julho de 2021, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN na cidade, a menor temperatura ocorreu na madrugada de 8 de setembro de 2022 (19,6 °C) e a maior na tarde de 1° de março do mesmo ano (32,5 °C).
Em Extremoz, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, com precipitação, de céu quase sem nuvens e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 31 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 33 °C. 
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Extremoz e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 4,3 meses, de 8 de dezembro a 19 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Extremoz é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 16 de junho a 30 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Extremoz é julho, com a mínima de 22 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Em Extremoz, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Extremoz começa por volta de 30 de maio e dura 4,7 meses, terminando em torno de 20 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Extremoz é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 20 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 30 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Extremoz é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 65% do tempo. 
Economia
Extremoz é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia local apoia-se em pilares dinâmicos: destaca-se fortemente no setor de serviços, no turismo em expansão, no comércio local e na construção civil, impulsionados pela proximidade com a capital e pela atração de novos moradores. A agricultura familiar, a pesca artesanal e a extração mineral também complementam a vitalidade econômica do município.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 2,4 mil admissões formais e 2,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 246 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 172.
Até julho de 2026 houve registro de 38 novas empresas em Extremoz, sendo que 9 atuam pela internet. Neste último mês, 7 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (18). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 100 empresas.
Educação
O conhecimento é entendido por Extremoz, como a semente mais sólida para o desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão ambiental, a administração, a pedagogia e o turismo garantem que a juventude extremozense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Extremoz é um convite apaixonante à aventura e ao descanso. As famosas lagoas de Extremoz e de Pitangui, os passeios de buggy pelas dunas, as praias de águas mornas e o ecoturismo proporcionam momentos inesquecíveis. 
Cultura
No calendário cultural do município, existem diversos eventos ao longo do ano, entre os quais destacam-se o carnaval, realizado em data móvel, geralmente em fevereiro; emancipação política, no dia 4 de abril; as festas juninas, em junho, com apresentações de quadrilhas, bandas musicais e outras atrações; em setembro as festas do vaqueiro (realizada na Vila de Fátima, durante dois dias) e do padroeiro São Miguel Arcanjo; em dezembro, o Quinho Folia (tradicional carnaval fora de época), a Carreata da Bíblia (evento organizado pela igreja evangélica no segundo domingo de dezembro em comemoração ao Dia da Bíblia, que consiste em uma carreata cujo percurso vai desde distrito de Araçá até o centro de Extremoz) e as comemorações natalinas.
Também são realizados eventos em diversas modalidades esportivas, com o futebol e o futsal, sendo que em 2011 o município sediou uma edição da Regata Interestadual de Remo, com a participação de vários clubes de remo vindos do Rio Grande do Norte e de outras unidades da federação. 
Integrante do Polo Costa das Dunas, Extremoz possui um grande potencial turístico, abrigando a praia de Genipabu, cartão-postal do Rio Grande do Norte, que se destaca pelas suas dunas móveis, além dos passeios de buggies, jangadas e dromedários. Outras importantes atrações turísticas do município são as praias Barra do Rio, Graçandu, Pitangui e Santa Rita, além de monumentos históricos, sendo a Igreja Matriz de São Miguel o principal deles.
O artesanato é outra forma espontânea da expressão cultural extremozense, tendo como principais atividades o bordado, fibras, fios e materiais recicláveis[89] e se destacando na produção de peças de areia colorida e de tapetes. Também existem grupos artesanais, bem como de artes plásticas e visuais, corais, manifestação tradicional popular e música. 
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao sandboard nas dunas, ao surf, ao kitesurf, aliado ao futebol amador e às corridas na orla, movimenta os centros esportivos e praias, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Feriados Municipais
Em Extremoz, há, além dos feriados nacionais e estaduais e dos pontos facultativos, dois feriados municipais, que são o dia 4 de abril, dia de emancipação política do município, e o dia 29 de setembro, dia do padroeiro do município, São Miguel Arcanjo.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

SANTA VITÓRIA DO PALMAR - RIO GRANDE DO SUL

Santa Vitória do Palmar é um município fronteiriço do estado do Rio Grande do Sul, localizado no extremo sul do Brasil, na fronteira com Uruguai, sendo o município onde se encontra o ponto mais meridional do Brasil, uma curva do arroio Chuí, próximo à sua foz, no distrito de Atlântico. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 31.965 habitantes.
História
Esta parte de terra no extremo sul do Brasil, tem profunda relevância em termos históricos, pois, foi palco de intensas disputas entre Portugal e Espanha até o ano de 1777, quando, o Tratado de Santo Ildefonso foi assinado entre as duas Coroas. Consta neste Tratado, transcrito por Tancredo Fernandes de Mello (1911), que, '[...] se reservará entre os territórios das duas coroas, as lagoas Mirim e Mangueira, as línguas de terra entre elas e a costa do mar; sem que nenhuma das duas nações as ocupe, elas servirão unicamente de separação, de maneira que nem os portugueses passem o Taim, em linha reta ao mar, até a parte meridional, nem os espanhóis o Chuí, até a parte setentrional, etc.' (Mello, 1911 p. 34), a região ficou conhecida como Campos Neutrais. Entretanto, o tratado que estabeleceu os limites definitivos entre os dois países, conhecido como Tratado de Modificação, ocorreu apenas em 15 de maio de 1852. 
O Marechal Francisco José de Souza Soares de Andréa (Marechal Andréa), recebeu em 23 de junho de 1852 o honroso encargo de comissário do Brasil para demarcação de limites entre Brasil e Uruguai que começou na fronteira do Chuí. Em setembro do mesmo ano, o marechal chegava ao atual Porto de Santa Vitória do Palmar e em novembro de 1852 encontra-se pela primeira vez com o comissário do Uruguai, o Coronel José Maria Reyes designado para as demarcações pelo Uruguai, e em seguida em janeiro de 1852, quando divergiram nas demarcações. Somente em 15 de junho de 1853 assinaram a ata de demarcação de limites entre os dois países como temos atualmente. 
No ano de 1849, o Marechal Andréa demarcou o terreno para fundar uma povoação nestas terras, o que era um sonho do Comendador Manoel Corrêa de Mirapalhete, um dos mais importantes estancieiros dos Campos Neutrais. O povoado foi fundado em 19 de dezembro de 1855, por Manoel Corrêa de Mirapalhete, com o nome de Povoação de Andréa em honra ao Marechal e a padroeira do povoado seria Santa Vitória, santa de devoção da família Andréa.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santa Vitória do Palmar, pela Lei Provincial n.º 417, de 06 de dezembro de 1958, subordinado ao município de Rio Grande. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santa Vitória do Palmar, pela Lei Provincial n.º 808, de 30 de outubro de 1872, desmembrado do município de Rio Grande. Instalada em 07 de setembro de 1874. 
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Santa Vitória do Palmar, pela Lei Provincial n.º 1.736, de 24 de dezembro de 1888. 
Por Ato Municipal n.º 3, de 03 de janeiro de 1898, é criado o distrito de Provedores e anexado ao município de Santa Vitória do Palmar. 
Por Ato Municipal n.º 8, de 03 de janeiro de 1898, foram criados os distritos de Arvore Só e Canoa e anexados ao município de Santa Vitória do Palmar. 
Por Ato Municipal n.º 5, de 19 de setembro de 1908, é criado o distrito de Curral Alto e anexado ao município de Santa Vitória do Palmar. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 5 distritos: Santa Vitória do Palmar, Arvore Só, Canoa, Curral Alto e Provedores. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, o município é constituído de 4 distritos: Santa Vitória do Palmar, Arvore Só, Canoa e Curral Alto. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.199, de 31 de março de 1938, o distrito de Canoa se denomina Mirim. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.842, de 30 de junho de 1939, autorizado pelo Decreto-Lei Federal n.º 1.307, de 31 de maio de 1939, é criado o distrito de Chuí. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Santa Vitória do Palmar e Chuí. Não figurando os distritos de Arvore Só, Curral Alto e Mirim (ex Canoa), todos anexados ao distrito sede do município de Santa Vitória do Palmar, como simples zona administrativa. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Santa Vitória do Palmar e Chuí. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 979. 
Pela Lei Municipal n.º 1.786, de 27 de outubro de 1982 foi confirmada a criação dos distritos de Arvore Só e Curral Alto (ex localidades) e anexados ao município de Santa Vitória do Palmar. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 4 distritos: Santa Vitória do Palmar, Arvore Só, Chuí e Curral Alto. 
Pela Lei Estadual n.º 10.666, de 28 de dezembro de 1995, é desmembra do município de Santa Vitória do Palmar o distrito de Chuí. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 6 distritos: Santa Vitória do Palmar, Arvore Só, Atlântico, Curral Alto, Mirim e Taim. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.
Origem do Nome
A origem do nome "Santa Vitória do Palmar" carrega a memória das lutas e da devoção dos primeiros tempos. "Santa Vitória" foi uma homenagem à vitória das tropas luso-brasileiras em disputas territoriais históricas na região, enquanto "do Palmar" faz referência à impressionante e abundante vegetação de palmeiras nativas que cobria extensas áreas da paisagem local.
Geografia
A geografia de Santa Vitória do Palmar é um espetáculo de proporções grandiosas. Com uma altitude muito baixa, marcada por extensas planícies e campos planos conhecidos como pampas, o relevo é suave e desimpedido, permitindo que o olhar se perca no horizonte. 
Solo
O solo, fértil para a pecuária, sustenta uma vegetação típica de campos sulinos, além dos famosos palmares e das formações de restinga junto à costa. 
Hidrografia
O município é privilegiado por grandes mananciais e corpos hídricos, fazendo divisa com a imensa Lagoa Mirim e tendo o Oceano Atlântico como limite a leste, criando um ecossistema aquático e terrestre de rara riqueza ecológica.
Praias
O Hermenegildo é o balneário mais popular e frequentado pelos vitorienses, tendo um movimento intenso de veranistas durante o verão. Além disso, a praia tem se tornado propriamente um bairro afastado da cidade, atraindo cada vez mais moradores fixos o ano inteiro. É conhecido como um bom lugar para o veraneio na região sul do estado.
Em 1978 ocorreu o fenômeno ambiental descrito como maré vermelha, que chegou a atingir a Praia do Cassino e a costa uruguaia até Punta del Este. O acontecimento teve grande repercussão na mídia nacional e internacional. Na época, surgiram diversas hipóteses para justificar a mortandade de peixes e outros animais marinhos na região, além de problemas respiratórios em algumas pessoas.
Clima
O clima do município é subtropical, com verões moderados e invernos frescos. A temperatura máxima média compensada anual gira em torno de 22 °C e a mínima em torno de 12 °C. O índice pluviométrico de aproximadamente 1 260 milímetros (mm) anuais. De modo geral, as chuvas são bem distribuídas durante todo o ano. Ultimamente, o clima vitoriense vem sofrendo algumas alterações, tornando-se mais extremo. Os invernos cada vez mais frios, com a temperatura chegando facilmente abaixo dos 5 °C, e os verões mais quentes, seguidamente ultrapassando os  30º C.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1931 a menor temperatura registrada em Santa Vitória do Palmar foi de −3 °C em 9 de julho de 1945 e a maior atingiu 41,3 °C em 29 de janeiro de 1957. O maior acumulado de precipitação registrado em 24 horas alcançou 277,2 mm em 8 de março de 1943. Outros acumulados iguais ou superiores a 150 mm foram: 167,6 mm em 4 de abril de 1993, 167,2 mm em 8 de maio de 2024, 166,6 mm em 27 de dezembro de 1997, 160,9 mm em 14 de março de 2004, 160,3 mm em 24 de março de 1996 e 151,6 mm em 21 de fevereiro de 2013.
Em Santa Vitória do Palmar, o verão é abafado e morno; o inverno é ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação, de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 8 °C a 27 °C e raramente é inferior a 3 °C ou superior a 31 °C. 
A melhor época do ano para visitar Santa Vitória do Palmar e realizar atividades de clima quente é do fim de outubro ao meio de abril. 
A estação morna permanece por 3,6 meses, de 7 de dezembro a 27 de março, com temperatura máxima média diária acima de 25 °C. O mês mais quente do ano em Santa Vitória do Palmar é janeiro, com a máxima de 27 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,6 meses, de 29 de maio a 17 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 18 °C. O mês mais frio do ano em Santa Vitória do Palmar é julho, com a mínima de 9 °C e máxima de 16 °C, em média. 
Em Santa Vitória do Palmar, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Santa Vitória do Palmar começa por volta de 5 de outubro e dura 6,4 meses, terminando em torno de 17 de abril. 
O mês menos encoberto do ano em Santa Vitória do Palmar é janeiro, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 67% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 17 de abril e dura 5,6 meses, terminando em torno de 5 de outubro. 
O mês mais encoberto do ano em Santa Vitória do Palmar é junho, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 51% do tempo. 
Economia
Santa Vitória do Palmar é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo.
A economia do município apoia-se em pilares sólidos e tradicionais: destaca-se fortemente na pecuária extensiva de corte e ovelhas, na agricultura de grãos — com grande destaque para a rizicultura (cultivo de arroz irrigado) —, além do comércio binacional, da energia eólica e do setor de serviços.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 1,7 mil admissões formais e 1,8 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -100 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de -4.
Até julho de 2026 houve registro de 32 novas empresas em Santa Vitória do Palmar, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 10 novas empresas se instalaram, sendo 4 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (9). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 96 empresas.
Educação
Santa Vitória do Palmar compreende que o conhecimento é a semente mais segura para o desenvolvimento sustentável e a inovação. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à pesquisa científica por meio de polos universitários e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a agronomia, a gestão ambiental, a educação e a tecnologia garantem que a juventude santavitoriense encontre ferramentas para liderar o futuro da região sem precisar deixar sua terra natal.
Cultura
Culturalmente, a cidade transborda a tradição farroupilha: o tradicionalismo gaúcho, o chimarrão, a dança, a música nativista e a culinária campeira mantêm viva a identidade de um povo profundamente apegado à sua pátria.
Turismo
O turismo em Santa Vitória do Palmar é um convite fascinante à aventura e à contemplação. A Praia do Cassino e o litoral estendem-se por dezenas de quilômetros de areias desertas, abrigando o famoso Farol da Albardão e a mística região dos corais e naufrágios. A Estação Ecológica do Taim, verdadeiro santuário da fauna e flora silvestres, encantam os ecoturistas. 
Theatro Independência
No coração da cidade, em frente à Praça General Andrea e rodeado por casarões construídos na segunda metade do século XIX e início do XX, está localizado o Theatro Independência, inaugurado em 21 de agosto de 1930, bem tombado pelo IPHAE como patrimônio histórico e artístico do Rio Grande do Sul desde 2010.
Local antípoda
Jeju, uma ilha e província da Coreia do Sul, é o local antípoda do município de Santa Vitória do Palmar
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, às cavalgadas tradicionais, ao surf e às práticas esportivas náuticas e de campo movimenta a comunidade, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .