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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

CAMBUÍ - MINAS GERAIS

Cambuí é um município brasileiro do Estado de Minas Gerais. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 31.066 habitantes. 
Etimologia
O nome Cambuí provém do tupi antigo kambu'i, nome de uma árvore mirtácea abundante na região (o cambuí). Significa "galho que vira água" ou "árvore de ramos finos", uma referência direta à vegetação nativa que cobria as margens dos rios locais.
História
Cambuí surgiu com as incursões dos bandeirantes paulistas que atravessavam a Serra da Mantiqueira em busca de pedras preciosas. O local era um ponto de parada desses aventureiros, os quais estabeleceram seus ranchos e, posteriormente, fazendas ao longo do território do atual município.
Já no início do século XIX, os Capitães Francisco Soares de Figueiredo[9] (segundo Bernardo Saturnino da Veiga em seu "Almanach" um português que, como afirma Levindo Lambert, havia vindo de Campanha-MG) e Joaquim José de Moraes (de origem paulista) resolveram obter a autorização civil e eclesiástica para a edificação de uma capela no então chamado "Cambuhy". Com o passar dos anos, e tendo em vista o crescimento do povoado, outra igreja foi construída onde atualmente se situa a atual matriz, sendo abandonado o Cambuí velho (como hoje se denomina) ao esquecimento.
Em 1850, a paróquia de Cambuí, a de Nossa Senhora do Carmo, é criada iniciando o processo de autonomia do lugar, independência que se consolida em 1892 com a emancipação do município.
Cambuí, embora situada em uma região montanhosa e de difícil acesso até 1930, quando foi aberta a primeira estrada, sempre teve uma vida cultural intensa, seja no teatro, na poesia ou na música. Abrigou, existindo menos de duzentas casas, duas bandas de música, regidas pelos Capitães da Guarda Nacional José Quintino da Fonseca e Antônio José de Brito Lambert (banda dos Quintinos e dos Lambert). Recentemente o "virado de banana", prato conhecido apenas no município, foi patenteado pela prefeitura.
Nasceram em Cambuí João Moreira Salles, precursor do UNIBANCO; o jornalista científico Ulisses Capozzoli e o historiador, advogado e farmacêutico Levindo Furquim Lambert, o qual foi autor da primeira obra literária acerca da história da cidade e Secretário Estadual da Educação de Minas Gerais durante o governo de Juscelino Kubitschek.
Localizada em região serrana, sua economia é principalmente comercial e agropecuária, contando ainda com ascendentes investimentos na área industrial, fomentados pela passagem da Rodovia Fernão Dias.
Gentílico: Cambuiense. 
Formação Administrativa
O distrito foi criado em 01 de junho de 1850, pela Lei n.º 571, e o Município, desmembrado do Município de Jaguari, em 19 de janeiro de 1892, pela Lei n.º 23. 
Vila criada com sede na povoação de Nossa Senhora do Carmo do Cambuí, por Lei Provincial n.º 3.712, de 27 de julho de 1889. 
Instalada em 19 de janeiro de 1890. Cidade por Lei Estadual n.º 23, de 24 de maio de 1892. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Cambuí (Cambuhy) se compõe de 3 Distritos: Cambuí, criado por Lei Provincial n.º 471, de 01 de junho do ano de 1850 e por Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891; Bom Retiro e Bom Jesus do Córrego. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920 e no fixado pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, bem como na divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Cambuí figura com os mesmos distritos citados na divisão de 1911. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936, 31 de dezembro de 1937 e no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 88, de 30 de março de 1938, bem como no quadro fixado pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938 para 1939-1943, o Município de Cambuí é composto dos Distritos de Cambuí, Bom Jesus do Córrego e Bom Retiro - e é termo judiciário único da Comarca de Cambuí. 
Em virtude do Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943 que fixou o quadro territorial para vigorar no quinquênio 1944-1948, o Município de Cambuí ficou composto dos Distritos de Cambuí, Bom Jesus do Córrego e Bom Repouso (ex Bom Retiro) - e constitui o único termo judiciário da Comarca de Cambuí. 
Aparece no quadro fixado pela Lei n.º 336, de 27 de dezembro de 1948 para vigorar em 1949-1953, composto dos Distritos de Cambuí, Bom Jesus do Córrego, Bom Repouso e Senador Amaral e no fixado pela Lei n.º 1039, de 11 de dezembro de 1953 para 1954-1958 apenas com os Distritos de Cambuí e Senador Amaral em vista da elevação a município dos Distritos de Bom Repouso e Bom Jesus do Córrego, este último com a denominação de Córrego do Bom Jesus. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960.
Localização
O município de Cambuí está a 451 quilômetros da capital do estado, Belo Horizonte.
Rodovias
A principal rodovia que corta o município é a Rodovia Fernão Dias BR 381. Outra importante rodovia é a MG-295.
Geografia
Relevo

Localizada na região da Serra da Mantiqueira, paralelo 22° 36' 43" latitude sul e meridiano 46° 03' 27" longitude oeste, possui uma altitude máxima de 2.050 metros a mínima de 680 metros, sendo a prefeitura da cidade localizada entre essas medidas, a 860 metros de altitude, no maciço da Serra da Mantiqueira. De topografia montanhosa e clima agradável, tropical de altitude, distante 150 km de São Paulo e 420 km de Belo Horizonte, a cidade apresenta um potencial turístico que pode ser explorado. Possui porções de Mata Atlântica e cachoeiras, sendo o principal ponto turístico a Cachoeira do Andorinhão, bem como a Pedra de São Domingos, uma das mais famosas da região, que alcança 2.050 metros de altitude e é das únicas que se pode ir de carro até o topo, fica em Córrego do Bom Jesus, fronteiriço com Cambuí.
Solo e Vegetação
O solo, fértil e profundo, sustenta uma vegetação de transição, onde remanescentes da Mata Atlântica e a vegetação típica de altitude se fundem, garantindo a proteção de importantes nascentes que banham o município. É uma geografia que moldou o destino de Cambuí, abençoando a terra com recursos naturais que sustentam a vida e a beleza da região.
Clima
Em Cambuí, o verão é com precipitação, de céu encoberto, úmido e morno; o inverno é curto, de céu quase sem nuvens e ameno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 29 °C e raramente é inferior a 7 °C ou superior a 33 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Cambuí e realizar atividades de clima quente são do início de abril ao início de junho e do fim de julho ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 3,8 meses, de 5 de dezembro a 30 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Cambuí é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 15 de maio a 7 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 24 °C. O mês mais frio do ano em Cambuí é julho, com a mínima de 11 °C e máxima de 23 °C, em média. 
Em Cambuí, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Cambuí começa por volta de 3 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 13 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Cambuí é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 70% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 13 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 3 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Cambuí é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 76% do tempo. 
Economia
Cambuí é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia, que no passado dependia quase exclusivamente da agricultura, hoje é um mosaico de oportunidades. O setor industrial e de serviços cresceu exponencialmente, aproveitando a logística privilegiada da Fernão Dias. Ao mesmo tempo, o agronegócio continua forte, com destaque para a produção de morangos, hortifrutigranjeiros e a pecuária leiteira, que mantêm viva a tradição e a força do campo.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,2 mil admissões formais e 1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 145 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 98.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Cambuí, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 122 empresas.
Educação
Cambuí compreende que o conhecimento é a base para o desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, a cidade tem investido na ampliação do acesso à educação superior, trazendo polos de universidades e cursos técnicos que preparam os jovens para os desafios do mercado moderno. Esse movimento garante que o crescimento econômico seja acompanhado pela formação de mão de obra qualificada, permitindo que a nossa juventude construa carreiras sólidas sem precisar deixar a terra que amam.
Ensino Superior
No município de Cambuí está sediado um polo de apoio presencial da Universidade Aberta do Brasil, onde e oferecido o curso de Física graduação na modalidade a distância pela Universidade Federal de Itajubá e pela Universidade Federal de Lavras.
Turismo
O turismo em Cambuí é um convite à descoberta. As trilhas na serra, os picos com vista panorâmica e o ecoturismo atraem visitantes que buscam aventura e conexão com a natureza. 
Cultura
Gastronomia

Cambuí, assim como muitas cidades de Minas Gerais, é reconhecida por sua gastronomia mineira, com pratos típicos como leitoa à pururuca, acompanhada de arroz branco, tutu e couve mineira, a panceta, o suan, a bisteca e o frango caipira, cozido na panela de pressão com o caldo amarelo. No entanto, para além das iguarias tradicionais mineiras, Cambuí também um prato típico local: o famoso virado de banana. 
O virado de banana é uma receita tradicional local que leva apenas três ingredientes: banana, farinha de milho e queijo. Muito consumida nos lares cambuienses durante o café da manhã ou da tarde, por ser uma receita caseira, não é muito encontrada em restaurantes ou cafés da região, embora esse cenário esteja mudando. 
A origem da receita não é clara, mas há relatos de que foi inventada na época dos Bandeirantes, que utilizavam os ingredientes produzidos na região. 
O virado de banana foi registrado pela Prefeitura municipal de Cambuí como patrimônio imaterial por sua relevância cultural para a cidade em 2014. Em 2019 também passou a reconhecido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais - IEPHA. 
A cultura é a alma de Cambuí: as festas tradicionais, a culinária mineira de sabores inconfundíveis — com seu famoso pão de queijo e doces caseiros — fazem de cada visita uma experiência inesquecível.
Esporte
No esporte, a cidade é muito ativa. As competições de ciclismo, as corridas de montanha e o incentivo ao esporte de base nas escolas formam cidadãos saudáveis e fortalecem o espírito de união. As praças e centros esportivos são o ponto de encontro da comunidade, onde a saúde e o lazer se somam para criar um ambiente de bem-estar constante.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

CARMO DO PARANAÍBA - MINAS GERAIS

Carmo do Paranaíba é um município brasileiro localizado no estado de Minas Gerais. O território integra a mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, bem como a microrregião de Patos de Minas. Sua população estimada para o ano de 2025, pelo IBGE, era de 29.885 habitantes. 
Etimologia
A nomenclatura do município resulta da fusão de elementos religiosos e geográficos. O termo "Carmo" é um hagiotopônimo (nome derivado de um ente sagrado) que homenageia a padroeira local, Nossa Senhora do Carmo. O complemento "Paranaíba" deve-se à localização do município na bacia hidrográfica do rio homônimo. Do ponto de vista linguístico, "Paranaíba" provém da língua tupi, através da aglutinação dos termos paranã (rio) e ayba (ruim ou impróprio para navegação). Em períodos anteriores, o local foi documentado sob as nomenclaturas de "Arraial Novo" e "Carmo do Arraial Novo". O nome definitivo foi formalmente adotado com a Lei n.º 2036, de 11 de julho de 1876.
História
A ocupação do território que hoje compreende o Alto Paranaíba remonta à metade do século XVIII. O fluxo migratório em direção a essa região decorreu de um movimento centrífugo, originado a partir do esgotamento gradual das minas de ouro na região central da capitania de Minas Gerais. De acordo com registros arquivísticos, as terras foram inicialmente ocupadas por sesmeiros devido à sua fertilidade. Documenta-se um período em que houve recuo dos colonizadores em decorrência de embates com indígenas locais e grupos quilombolas que se estabeleceram na área. O retorno dos povoadores ocorreu a partir de 1743, consolidando a ocupação por meio da construção de capelas que serviam como núcleo para as aglomerações rurais.
A elevação administrativa de Carmo do Paranaíba ocorreu de forma progressiva durante o período imperial do Brasil. O povoado inicial foi elevado à categoria de distrito no ano de 1846, sob a denominação de Nossa Senhora do Carmo. Trinta anos depois, o distrito obteve autonomia política, sendo desmembrado e constituído como vila. O título de cidade foi concedido em 1887.
Gentílico: Carmense. 
Formação Administrativa
Vila criada com sede na freguesia de S. Francisco das Chagas do Campo Grande e esse nome por Lei Provincial n.º 347, de 20 de setembro de 1848. Desmembrada do Município de Araxá. Suprimida por Leis Provinciais n.º 472, de 31 de maio de 1850 e n.º 1.639, de 13 de setembro de 1870. Restaurada por Leis Provinciais n.º 999, de 30 de junho de 1859 e n.º 2.032, de 01 de dezembro de 1873. Transferida para o Arraial Novo do Carmo, com a denominação de Carmo do Paranaíba (Carmo do Paranahyba), por Lei Provincial n.º 2.306, de 11 de julho de 1876. Cidade por Lei Provincial n.º 3.464, de 4 de outubro de 1887. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Carmo do Paranaíba se compões de um Distrito: Carmo do Paranaíba criado por Lei Provincial n.º 1.713, de 5 de outubro de 1870 e por Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891. Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920 e no quadro fixado pela Lei Estadual n.º 843, de 7 de setembro de 1923, bem como na divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Carmo do Paranaíba permanece com um Distrito: Carmo do Paranaíba. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936, 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 88, de 30 de março de 1938, o Município de Carmo do Paranaíba se compõe igualmente de 1 Distrito: Carmo do Paranaíba - e compreende o único termo judiciário da comarca de Carmo do Paranaíba. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, o Município de Carmo do Paranaíba adquiriu o Distrito de Quintinos, no Município de Patos. Em 1939-1943, o Muicípio de Carmo do Paranaíba é composto dos Distritos de Carmo do Paranaíba e Quintinos - e é têrmo judiciário da comarca de Carmo do Paranaíba. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o Município de Carmo do Paranaíba adquiriu para o Distrito de Carmo do Paranaíba partes dos de Arapuá e Lagoa Formosa, respectivamente, dos Municípios de Rio Paranaíba e Patos de Minas (ex Patos); e perdeu por sua vez, partes do território do Distrito de Carmo do Paranaíba, anexados aos Distritos de Arapuá e Santana dos Patos, respectivamente, dos Municípios de Rio Paranaíba e Patos de Minas. No quadro fixado pelo referido Decreto-Lei Estadual nº 1058, para vigorar no quinquênio 1944-1948, o Município de Carmo do Paranaíba ficou composto dos Distritos de Carmo do Paranaíba e Quintinos - e constitui o único termo judiciário da comarca de Carmo do Paranaíba. Permanece composto dos Distritos de Carmo do Paranaíba e Quintinos nos quadros fixados pelas Leis n.º 336, de 27 de dezembro de 1948 e n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953 para vigorar, respectivamente, nos períodos 1049-1953 e 1954-1958, comarca de Carmo do Paranaíba. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Geografia
Geograficamente, Carmo do Paranaíba é privilegiada. 
Altitude e Relevo
Com uma altitude média que supera os mil metros.
O relevo é composto por chapadas e colinas suaves, enquanto o solo é extremamente fértil e rico. 
Vegetação e Solo
A vegetação original, marcada pelo Cerrado mineiro, hoje divide espaço com áreas de cultivo intensivo. A combinação de altitude elevada, solo rico e clima ameno cria um ambiente perfeito que faz da nossa região um dos melhores locais do mundo para o cultivo de café de alta qualidade, reconhecido internacionalmente pela sua excelência e sabor único.
Clima
Em Carmo do Paranaíba, a estação com precipitação é úmida e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 12 °C a 29 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 33 °C. 
A melhor época do ano para visitar Carmo do Paranaíba e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 2,0 meses, de 2 de setembro a 3 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Carmo do Paranaíba é outubro, com a máxima de 29 °C e mínima de 17 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 5 de maio a 24 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Carmo do Paranaíba é junho, com a mínima de 13 °C e máxima de 24 °C, em média. 
Em Carmo do Paranaíba, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Carmo do Paranaíba começa por volta de 8 de abril e dura 6,1 meses, terminando em torno de 11 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Carmo do Paranaíba é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 77% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 11 de outubro e dura 5,9 meses, terminando em torno de 8 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Carmo do Paranaíba é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 82% do tempo. 
Hidrografia
A rede hídrica de Carmo do Paranaíba é dividida em cursos d'água que drenam para duas bacias hidrográficas distintas: a Bacia do Rio Paranaíba e a Bacia do Rio São Francisco. A região concentra nascentes e afluentes que formam o Alto Paranaíba. De acordo com mapeamentos geológicos do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), a composição local influencia diretamente na disponibilidade hídrica para o consumo humano e para as atividades agropastoris presentes na mesorregião.
Economia
Carmo do Paranaíba é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pelo alto crescimento econômico. 
Impacto Atual
Do ponto de vista econômico, o município fundamenta sua base financeira na agropecuária. Há forte dependência da exploração do bioma Cerrado para a agricultura, destacando-se de forma expressiva o cultivo e armazenamento do café arábica. O setor terciário é classificado como menos desenvolvido em proporção à área rural.
A região é amplamente favorecida por um clima ameno e solo fértil, sendo mundialmente reconhecida pela produção de cafés especiais. O agronegócio e a prestação de serviços movimentam a cidade, gerando empregos e atraindo investimentos para a região.
Carmo do Paranaíba é uma cidade de gente trabalhadora e empreendedora. A economia é sólida e diversificada. Se o café é o nosso embaixador mundial, a pecuária leiteira e a agricultura de grãos sustentam uma cadeia produtiva robusta. O comércio local é vibrante e a indústria de insumos agrícolas movimenta a engrenagem econômica do município, tornando a cidade um centro de serviços para toda a microrregião.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 629 admissões formais e 556 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 73 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 141.
Até abril de 2026 houve registro de 4 novas empresas em Carmo do Paranaíba, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 73 empresas.  
Religiosidade
A vertente religiosa do município mescla o catolicismo com expressões de matriz africana. O catolicismo está centrado na devoção a Nossa Senhora do Carmo e a São João Batista, padroeiro da cidade. Em paralelo, há forte presença documentada de práticas do sincretismo religioso, representadas pelos ternos de Congado e Moçambique. Essas manifestações são salvaguardadas como patrimônio cultural imaterial local e debatem sua preservação frente ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), possuindo registros de encontros como a "Jornada Mineira do Patrimônio Cultural e Artístico".
Educação
Carmo do Paranaíba entende que o futuro exige conhecimento. O município tem investido na aproximação entre o mercado de trabalho e o ensino superior. Através de parcerias com universidades e centros de tecnologia, a cidade qualifica seus jovens para atuar com as novas tecnologias do campo e da gestão empresarial. Esse foco em educação garante que o progresso econômico seja acompanhado de desenvolvimento humano, permitindo que a nossa juventude encontre aqui as condições para crescer e inovar.
Cultura
A cultura é um mosaico de tradições mineiras: as festas religiosas, como a de nossa padroeira, e as manifestações folclóricas mantêm viva a memória dos nossos antepassados.
Pontos Turísticos
O acervo arquitetônico e natural urbano do município conta com equipamentos inventariados pelos órgãos de preservação. Os locais de visitação documentados são:
- Capela Santa Cruz do Monte: Templo de arquitetura barroca. Sua fundação provável data de 1879, liderada pelo Cônego Manoel Francisco de Moraes e por Ignácio Teixeira da Cunha. O edifício sofreu processo de destruição e saque em décadas anteriores, sendo integralmente reconstruído no ano de 1982 pela administração municipal com base em desenhos e traçados antigos.
- Lagoa Parque da Banheira (Lagoa do Fausto): recurso hídrico urbano estruturado para atividades esportivas e de lazer 24 horas. O local abriga também uma gruta dedicada a Santa Paulinha.
- Fonte das Lavadeiras: antigo ponto de abastecimento e de encontro de lavadeiras de roupas. Inventariada como patrimônio histórico em 2012, passou por obras de revitalização para salvaguardar a memória cultural ligada às águas do município.
- Praça São João Batista: praça arborizada que serve como polo de festividades, entre elas a Festa de São João Batista, encontros de Carros de Boi e finalização de Cavalgadas religiosas.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo: marco histórico e religioso no coração da cidade.
- Praça São Francisco de Assis: um dos principais pontos de encontro e lazer local.
- Parque de Exposições: palco de grandes eventos culturais, festas populares e exposições agropecuárias tradicionais.
Esportes
No esporte, a cidade é muito ativa. Os clubes esportivos locais e as praças de lazer são pontos de encontro da comunidade, onde o futebol, o vôlei e as práticas ao ar livre promovem a saúde e a integração de todas as gerações. Carmo do Paranaíba respira um ar saudável de quem valoriza a qualidade de vida.
Curiosidades
Em relação à memória patrimonial, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) incentivou a criação da cartilha de educação patrimonial intitulada "Carmo do Paranaíba: conheça, ame, preserve". Além disso, o município sediou a publicação do livro fotográfico "Fotos que Falam", um registro iconográfico das mudanças estruturais da cidade e de seus moradores ao longo do século XX. No âmbito da gastronomia tradicional camponesa, relatórios históricos locais apontam a prevalência de pratos derivados do milho, doces caseiros e biscoitos regionais como parte fundamental da cultura imaterial.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

RIO PARDO DE MINAS - MINAS GERAIS

Rio Pardo de Minas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, localizado no norte da unidade federativa. Sua população conforme estimativas do IBGE em 2025, era de 29.103 habitantes. Compõe com outros municípios da região o Alto Rio Pardo.
É um dos municípios mais antigos do norte de Minas Gerais. 
História
A região de Rio Pardo de Minas começou a ser povoada no final do século XVII, com a chegada de vaqueiros vindos da Bahia, associados ao grande latifúndio da Casa da Ponte, dos Guedes de Brito. Nesse período, por volta de 1698, o fazendeiro baiano Antônio Luís dos Passos estabeleceu uma fazenda de gado na área e fundou a povoação de Rio Pardo, na confluência do rio homônimo com o rio Preto. 
A descoberta de jazidas de ouro na região acelerou o seu povoamento, junto com o comércio realizado com a cidade de Salvador e as regiões de Feira de Santana e do Alto Sertão da Bahia. Em 1740, o arraial de Rio Pardo foi elevado à categoria de paróquia e freguesia da vila de Minas Novas. Em 1757, como consequência das descobertas de diamantes em Tijuco (atual Diamantina), o Vale do Jequitinhonha e grande parte do Norte de Minas (o que inclui o território de Rio Pardo de Minas) foram transferidos da Capitania da Bahia para a de Minas Gerais. 
Em 13 de outubro de 1831, graças a Francisco Jê Acaiaba de Montezuma, a freguesia de Rio Pardo foi elevada à categoria de vila, desmembrada de Minas Novas, sendo instalada a 26 de agosto de 1833, presidente da Câmara Municipal de Minas Novas, o padre Carlos Pereira Freire de Moura. Essa vila possuía um território original de 30 mil quilômetros quadrados. 
A Lei Provincial n.º 1.887, de 5 de julho de 1872, concedeu à vila o título de cidade. Entre 1883 e 1887, Rio Pardo perdeu territórios para a criação das vilas de Tremedal (atual Monte Azul) e Salinas. 
Em 1911, o município de Rio Pardo era constituído dos distritos de Rio Pardo (sede), São João do Paraíso, Serra Nova, Água Quente, Veredinha e Taiobeiras, este último incorporado a Salinas em 1923. Pelo Decreto-Lei n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, a municipalidade teve seu nome alterado para Rio Pardo de Minas e perdeu o distrito de São João do Paraíso, elevado à categoria de município. Em 1958, pela Lei Provincial n.º 946, de 6 de junho, foi criada a Comarca de Rio Pardo de Minas, sendo suprimida por força da Lei Provincial n.º 1507, de 30 de julho de 1969 e restaurada em definitivo no mesmo ano pela Lei Provincial n.º 1620, de 3 de novembro. 
Nos anos 1990, Rio Pardo de Minas sofreu mais perda de território, com a criação dos municípios de Indaiabira, Montezuma, Santo Antônio do Retiro e Vargem Grande do Rio Pardo.
Formação Administrativa
A vila de Rio Pardo foi criada em 13 de outubro de 1831, com território desmembrado do município de Minas Novas. Sua Instalação verificou-se em 26 de agosto de 1933. 
Em virtude da Lei Provincial n.º 1.887, de 15 de julho de 1872, foi a sede municipal elevada a categoria de cidade. Segundo a divisão a administrativa de 1911, o município era constituído pelos seguintes distritos: Rio Pardo, São João do Paraíso, Serra Nova, Água Quente, veredinha e Taiobeiras. Por força da Lei Estadual n.º 843, de 7 de setembro de 1923, perdeu o município o distrito de Taiobeiras que passou a integrar o de Salinas. Por esta mesma divisão administrativa, Rio Pardo passou a figurar com apenas 5 distritos: Rio Pardo, Serra Nova (ex Nossa Senhora do Patrocínio de Serra Nova), São João do Paraíso, Água Quente (ex Santana da Água Quente) e Veredinha (antiga Nossa Senhora da Veredinha). Nas publicações datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei n.º 88, de 30 março de 1938, o município de Rio Pardo compõe-se de quatro distritos: o da sede, Água Quente, São João do Paraíso e Serra Nova. Pelo Decreto n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, o distrito de Serra Nova foi extinto e seu território passou a constituir o novo distrito de coqueiros, atual Indaiabira no mesmo município de Rio Pardo. Por força do Decreto-Lei n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, perdeu o município o distrito de São João do Paraíso, elevado a categoria de município, e teve seu topônimo alterado para Rio Pardo de Minas. Era a seguinte a composição distrital em face do citado Decreto-lei: Rio Pardo de Minas, Indaiabira, (ex Coqueiro) e Montezuma (ex Água Quente). Em face da divisão judiciária e administrativa a vigorar no quinquenio 1954-1958, baixada pela Lei n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, integram o município os seguintes distritos: Rio Pardo de Minas, Indaiabira, Montezuma e Serra Nova, este último criado pela Lei n.º 336, de 27 de dezembro de 1948. A Comarca foi criada pela Lei Provincial n.º 946. de 06 de junho de 1958, tendo sido suprimida dez anos após, por força da Lei Provincial n.º 1507, de 30 de julho de 1869. Restaurada sua criação em 03 de novembro de 1869, pela Lei Provincial n.º 1.620, desde aquela data não sofreu solução de continuidade. A Comarca de rio Pardo está subordinado o município de São João do Paraíso. 
Geografia
Situado no norte de Minas Gerais, Rio Pardo de Minas está a uma altitude de 775 m acima do nível do mar, em um território majoritariamente montanhoso, na Serra Geral. Faz divisas com municípios como Fruta de Leite, Indaiabira, Mato Verde, Montezuma, Novorizonte, Salinas, Serranópolis de Minas, Taiobeiras e Vargem Grande do Rio Pardo.
Relevo e Altitude
O município está inserido no complexo da Serra do Espinhaço. O relevo é predominantemente montanhoso e acidentado, com extensos chapadões. A sede urbana repousa a uma altitude de 800 metros, mas em áreas como a Serra do Gramado, as elevações ultrapassam facilmente os 1.000 metros, oferecendo um clima mais fresco nas partes altas.
Clima
O clima é o Tropical Semiárido (BSh), porém temperado pela altitude. As chuvas são escassas e concentradas entre os meses de novembro e janeiro. No verão, as temperaturas são elevadas durante o dia, mas, devido à altitude, as noites costumam ser frescas. No inverno, o "frio de serra" se faz presente, com mínimas que podem cair abaixo dos 12°C.
Em Rio Pardo de Minas, a estação com precipitação é quente, úmida e de céu quase encoberto; a estação seca é morna, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 32 °C e raramente é inferior a 12 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Rio Pardo de Minas e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao meio de setembro. 
A estação quente permanece por 1,6 mês, de 9 de setembro a 29 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Rio Pardo de Minas é outubro, com a máxima de 31 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,3 meses, de 1 de junho a 10 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Rio Pardo de Minas é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Em Rio Pardo de Minas, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Rio Pardo de Minas começa por volta de 12 de abril e dura 6,1 meses, terminando em torno de 17 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Rio Pardo de Minas é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 17 de outubro e dura 5,9 meses, terminando em torno de 12 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Rio Pardo de Minas é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo. 
Solo e Vegetação
Os solos são variados, com predominância de Latossolos nos chapadões (fáceis de mecanizar) e solos pedregosos nas encostas. A vegetação é uma fascinante área de transição: o Cerrado domina as partes mais altas e planas, enquanto a Caatinga (Mata Seca) aparece nas áreas mais baixas e quentes. Nas margens dos rios, ainda resistem matas ciliares que guardam a biodiversidade local.
Economia
Rio Pardo de Minas é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia de Rio Pardo de Minas é dinâmica e baseada na exploração racional de seus vastos recursos naturais.
- Silvicultura (Eucalipto): é uma das maiores potências do estado no plantio de eucalipto para a produção de carvão vegetal, destinado às siderúrgicas de Minas Gerais.
- Cafeicultura: nas áreas mais altas, o café de montanha (tipo Arábica) ganha destaque pela qualidade, aproveitando o clima de altitude.
Agricultura e Pecuária: Produção de feijão, milho e mandioca, além da pecuária de corte e leiteira que abastece a região.
- Mineração: o município possui jazidas de minério de ferro e quartzo, que contribuem significativamente para o PIB municipal.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 49 admissões formais e 64 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -15 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -66.
Até março de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Rio Pardo de Minas, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 35 empresas.
Educação
O município conta com uma rede educacional robusta que atende tanto à sede quanto à zona rural (um desafio constante dado a extensão territorial). Rio Pardo dispõe de escolas estaduais e municipais bem avaliadas e serve como polo para polos de Educação a Distância (EAD) de universidades renomadas, facilitando o acesso ao ensino superior para a juventude local que busca formação em agronomia, pedagogia e gestão pública.
Turismo
O potencial turístico de Rio Pardo é imenso, focado no ecoturismo e na cultura religiosa.
- Serra do Gramado: o ponto mais alto e icônico, ideal para trilhas, mountain bike e contemplação do pôr do sol.
- Cachoeiras e Rios: embora seja uma região seca, o município esconde quedas d'água refrescantes e o próprio Rio Pardo, que dá nome à cidade.
- Festa de Agosto: a principal celebração religiosa e cultural da cidade, em honra a Nossa Senhora do Amparo. É o momento em que os filhos da terra retornam, enchendo as ruas de música, fé e tradição.
Esporte
O esporte em Rio Pardo de Minas é movido pela paixão pelo Futebol Amador. O Estádio Municipal é o palco de torneios regionais que mobilizam toda a microrregião. Nos últimos anos, o Ciclismo (MTB) explodiu em popularidade; as estradas de terra e as trilhas da Serra do Espinhaço transformaram o município em um destino preferencial para ciclistas de aventura que buscam desafios de altimetria e paisagens cinematográficas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 7 de julho de 2026

NOVO CRUZEIRO - MINAS GERAIS

Novo Cruzeiro é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Localiza-se no Vale do Jequitinhonha. Sua população, conforme estimativa do IBGE, para o ano de 2025, era de 27.268 habitantes. 
Distante da capital a 494 km, possui um patrimônio histórico preservado, como o antigo leito da Estrada de Ferro Bahia e Minas.
O município acabou ganhando seu nome atual, Novo Cruzeiro, devido uma votação popular para troca do nome antigo, Vila Gravatá, nome que carregava quando fazia parte do município de Araçuaí, isso até o ano de 1943. Seu nome advém da moeda que foi adotada no Brasil em 1942. 
História
Novo Cruzeiro foi fundado em 1917 por Anastácio Roque Esteves, que junto ao seu irmão Manoel Esteves de Lima se estabeleceu às margens do Ribeirão São Bento, um afluente do Rio Gravatá. A cidade se originou de uma fazenda, que era chamada de Fazenda Santa Maria do Ribeirão da Pedra. Novo Cruzeiro também já se chamou Vila Gravatá e São Bento. Não há indícios de que a cidade foi habitada por indígenas. 
Novo Cruzeiro se emancipou em 1944. O nome foi inspirado na então moeda do país, que havia acabado de ser alterada de mil réis para Cruzeiro. O nome foi sugerido pelo Sr. Olímpio Alves. 
A estação de São Bento foi fundada em 1924, e em 1940 teve seu nome alterado para Estação Novo Cruzeiro. A Estação Ferroviária Bahia-Minas foi fundada em 1881, e progressivamente sendo conectada ao nordeste mineiro, até ser extinta em 1966.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Rio Preto ex povoado, pela Lei Estadual n.º 556, de 30 de agosto de 1911, subordinado ao município de Teófilo Otoni. 
Em divisão administrativa referente ao no de 1911, o distrito de Rio Preto, figura no município de Teófilo Otoni. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 01 de setembro de 1920. 
Pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, o distrito de Rio Preto tomou a denominação de Itaípé. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Itaipé (ex Rio Preto), figura no município de Teófilo Otoni. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Itaipé, foi transferido do município de Teófilo Otoni, para formar o novo município de Novo Cruzeiro. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o distrito de Itaipé, figura no município de Novo Cruzeiro. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Itaipé, pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrado do município de Novo Cruzeiro. Sede no antigo distrito de Itaipé. Constituído de 2 distritos: Itaipé e Catugi, ambos desmembrados de Novo Cruzeiro.
Instalado em 01 de março de 1963. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Itaipé e Catugi. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993.
Pela Lei Estadual n.º 12.030, de 21 de dezembro de 1995, desmembra do município de Itaipé o distrito de Catugi. Elevado à categoria de município com a denominação Catuji. 
Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 
Alteração toponímica distrital 
Rio Preto para Itaipé, alterado pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923. 
Transferência distrital 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, transfere o distrito de Itaipé do município de Teófilo Otoni para o novo município de Novo Cruzeiro.
Geografia
Relevo e Altitude

O município apresenta um relevo predominantemente acidentado, característico do Planalto Leste Mineiro. A altitude média na sede urbana gira em torno de 600 metros, mas o território é recortado por serras que ultrapassam os 900 metros, proporcionando vistas panorâmicas dos vales circundantes.
Solo e Vegetação
O solo da região é composto majoritariamente por Latossolos Vermelho-Amarelos, que exigem manejo adequado para a agricultura. A vegetação original é uma rica área de transição: fragmentos de Mata Atlântica convivem com a Caatinga e o Cerrado, criando um ecossistema diverso onde se destacam árvores como a aroeira e o ipê.
Clima
Em Novo Cruzeiro, a estação com precipitação é úmida e de céu quase encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 30 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Novo Cruzeiro e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 1,7 mês, de 13 de setembro a 3 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Novo Cruzeiro é fevereiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 23 de maio a 11 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Novo Cruzeiro é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Novo Cruzeiro, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Novo Cruzeiro começa por volta de 6 de abril e dura 6,4 meses, terminando em torno de 18 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Novo Cruzeiro é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de outubro e dura 5,6 meses, terminando em torno de 6 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Novo Cruzeiro é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo. 
Economia
Novo Cruzeiro é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Novo Cruzeiro é sustentada por três pilares fundamentais, com destaque absoluto para o setor primário.
A Cachaça é o "ouro líquido" da cidade. O município possui centenas de alambiques, produzindo aguardente de altíssima qualidade que é exportada para todo o Brasil e exterior.
A silvicultura é uma força crescente, com grandes áreas destinadas ao plantio de eucalipto para celulose e lenha.
A Produção diversificada de café, mandioca, milho e feijão, garantindo a subsistência e o comércio local.
O setor de serviços e comércio concentra-se na sede, atendendo às demandas das centenas de comunidades rurais que orbitam o centro urbano.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 68 admissões formais e 86 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -18 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de -12.
Até março de 2026 houve registro de 2 novas empresas em Novo Cruzeiro, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 10 empresas.
Educação
Na área educacional, Novo Cruzeiro tem investido na expansão da rede escolar para atender à sua vasta área rural. O município conta com escolas estaduais e municipais que buscam superar os desafios logísticos do transporte escolar em terrenos acidentados. A presença de polos de educação à distância (EAD) e parcerias técnicas tem permitido que os jovens locais acessem o ensino superior sem a necessidade imediata de migração para as capitais, focando em cursos voltados para a gestão do agronegócio e pedagogia.
Turismo
O turismo em Novo Cruzeiro é uma mistura de celebração popular e contemplação rural.
A FENACAN (Festa Nacional da Cachaça), é o maior evento do município. Realizada anualmente, atrai milhares de visitantes para degustações, shows de renome nacional e feiras de negócios. É o momento em que a identidade da cidade brilha com mais intensidade.
No Turismo Rural e Ecológico, as serras locais oferecem trilhas e cachoeiras ainda pouco exploradas, ideais para o turismo de aventura.
A Igreja Matriz de São Bento e as festas religiosas distritais mantêm viva a tradição da fé mineira, com procissões e celebrações que unem a comunidade.
Esporte
O esporte em Novo Cruzeiro é um elemento de coesão social. O Futebol Amador é a modalidade mais popular, com campeonatos acirrados que envolvem times de todas as agrovilas e distritos. O Estádio Municipal é o ponto de encontro de gerações nos finais de semana. Além disso, o relevo montanhoso tem impulsionado a prática do Mountain Bike (MTB), com grupos de ciclistas explorando as antigas trilhas da Bahia-Minas e as estradas de terra que ligam os alambiques da região.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 18 de junho de 2026

MINAS NOVAS - MINAS GERAIS

Minas Novas é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Jequitinhonha e ocupa uma área de 1.812,398 km², sendo que 5 km² estão em perímetro urbano. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 23.843 habitantes. 
História
O município de Minas Novas, que no início de sua história foi denominado de Arraial das Lavras Novas dos Campos de São Pedro do Fanado, foi descoberto e fundado, pelo bandeirante paulista Sebastião Leme do Prado. Ele veio à procura de ouro, encontrado em abundância no arraial. Deixando a região do Rio Manso próximo a Diamantina, devido a uma epidemia e também procurando o rio Araçuaí e o rio Itamarandiba, Sebastião Leme do Prado, juntamente com outros paulistas, vieram a encontrar o rio Fanado por erro de rota e mais tarde o ribeirão Bom Sucesso. 
A notícia do ouro correu o sertão e em pouco tempo havia se formado na região um povoado. O povoado foi elevado à condição de vila no dia 2 de outubro de 1730, recebendo o nome Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso das Minas Novas da Contagem (obelisco próximo ao Funchal, marca o local). 
Criada como arraial da Vila do Príncipe (hoje município do Serro), Minas Novas passou a pertencer ao território baiano até 28 de setembro de 1760. Passou novamente a integrar a capitania de Minas Gerais, sob a jurisdição do Ouvidor da Comarca do Serro Frio, mas permanecendo eclesiasticamente ligada à Diocese de Jacobina, da Bahia. Pela provincial de 09 de março de 1840, foi elevada a categoria de município com o nome de Minas Novas. 
Foi o maior município do estado de Minas Gerais. Do antigo município foram criados 65 dos 853 municípios mineiros de hoje. 
Gentílico: minas-novense ou fenadeiros. 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora do Bom Sucesso das Minas do Fanado, por Alvará de 1728. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Bom Sucesso das Minas do Fanado na Capitania da Bahia em 02 de outubro de 1730. Instalado em 02 de outubro de 1730. Incorporada a Comarca de Serro em 10 de maio de 1757. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Minas Novas, pela Lei Provincial n.º 163, de 09 de março de 1840. 
Pela Lei Provincial n.º 184, de 03 de abril de 1840, e por Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Nossa Senhora da Piedade e anexado ao município de Minas Novas. 
Pela Lei Provincial n.º 472, de 31 de maio de 1850, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Chapada de anexado ao município Minas Novas. 
Pela Lei Provincial n.º 910, de 14 de setembro de 1858, e por Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Sucuriú e anexado ao município de Minas Novas. 
Pela Lei n.º 1.163, de 16 de setembro de 1870, o distrito de Nossa Senhora da Conceição de Água Suja e anexado ao município de Minas Novas. 
Pela Lei Provincial n.º 2.145, de 29 de outubro de 1875, e pela Lei Estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Veredinha e anexado ao município de Minas Novas. 
Pela Lei n.º 2.419, de 05 de novembro de 1877, o distrito de Nossa Senhora da Conceição de Água Suja passou chamar-se Água Limpa. 
Pela Lei n.º 2.911, de 25 de setembro de 1882, e pela Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Caiçara e anexado ao município de Minas Novas. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 7 distritos: Água Limpa ex Água Suja, Chapada, Caiçara, Piedade ex Nossa Senhora da Piedade, Sucuriú e Veredinha. 
Pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, os distritos de Piedade passou a denominar-se Turmalina e Água Limpa a chamar-se Berilo. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 7 distritos: Minas Novas, Berilo ex Água Limpa, Chapada, Caiçara, Sucuriú, Turmalina ex Piedade e Veredinha. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Caiçara passou a denominar-se Caçaratiba. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 7 distritos: Minas Novas, Berilo, Caçaratiba, ex Caiçara, Chapada Sucuriú, Turmalina e Veredinha. 
Pela Lei Estadual n.º 336, de 27 de dezembro de 1948, desmembra do município de Minas Novas os distritos de Turmalina, Caçaritaba e Veredinha, para formar o novo município de Turmalina sob mesma lei o distrito de Sucuriú passou a chamar-se Francisco Badaró. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o município é constituído de 4 distritos: Minas Novas, Berilo, Chapada e Francisco Badaró ex Sucuriú. 
Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, é criado o distrito de Leme do Prado ex povoado de Gomes e anexado ao município de Minas Novas. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 5 distritos: Minas Novas, Berilo, Chapada, Francisco Barbaró e Leme do Prado. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, desmembra do município de Minas Novas os distritos de Berilo, Chapada do Norte ex Chapada e Francisco Badaró todos elevados a categoria de municípios. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Minas Novas e Leme do Prado. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993. 
Pela Lei Estadual n.º 12.030, de 21 de dezembro de 1995, desmembra do município de Minas Novas o distrito de Leme do Prado. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1997, o município é constituído de distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2003. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 5 distritos: Minas Novas, Baixa Quente, Cruzinha, Lagoa Grande de Minas Novas e Ribeirão da Folha. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 
Alteração toponímica municipal 
Nossa Senhora do Bom Sucesso das Minas do Fanado para simplesmente Minas Novas alterado, pela Lei Provincial n.º 163, de 09 de março de 1940.
Geografia
O município está localizado na Região Geográfica Imediata de Capelinha, que integra a Região Geográfica Intermediária de Teófilo Otoni. Pertence à Microrregião de Capelinha e à Mesorregião do Jequitinhonha.
Relevo e Altitude
O município está encravado em uma região de planaltos e serras. A altitude média da sede é de 630 metros, mas o relevo acidentado proporciona variações bruscas, com vales profundos esculpidos pelos rios.
Solos e Vegetação
Os solos predominantes são os Latossolos e solos podzólicos, muitas vezes com baixa fertilidade natural e alta acidez. A vegetação é um mosaico de Cerrado (em suas variadas formas) e manchas de Caatinga, além de matas de galeria ao longo dos cursos d'água.
Hidrografia
A hidrografia do município está assim composta:
- Rio Fanado: é o principal rio que banha a cidade sendo responsável pela alimentação da cidade, juntamente com seus afluentes.
- Rio Araçuaí: rio que banha o município a oeste e recebe as águas do rio Fanado.
- Rio Capivari: rio que nasce dentro do município.
- Rio Setúbal: rio que corta o município a leste e deságua no rio Araçuaí.
- Rio Bonsucesso: não é basicamente um rio assim define os acadêmicos, mas popularmente leva o título de rio.
- Ribeirões dos Santos e Ribeirão dos Índios.
Clima

Região com temperaturas quentes e período de chuvas definido, comum no norte mineiro.
Em Minas Novas, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é morna e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 31 °C e raramente é inferior a 12 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Minas Novas e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao meio de setembro. 
A estação quente permanece por 1,8 mês, de 9 de setembro a 2 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Minas Novas é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 24 de maio a 10 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Minas Novas é julho, com a mínima de 15 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Em Minas Novas, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Minas Novas começa por volta de 7 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 17 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Minas Novas é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 77% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 17 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 7 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Minas Novas é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo. 
Rodovias
As rodovias que atendem o município são a MG-114 e a BR-367.
Economia
Minas Novas é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Minas Novas é diversificada, embora enfrente os desafios típicos do Vale do Jequitinhonha.
O cultivo de eucalipto para a produção de celulose e carvão vegetal é uma atividade de grande impacto territorial. A pecuária de corte e a agricultura de subsistência (milho, feijão e mandioca) sustentam a zona rural.
O Artesanato é o maior patrimônio econômico cultural. A cerâmica de Minas Novas (especialmente do povoado de Lamba) é reconhecida internacionalmente. As "bonecas de barro" e as moringas são símbolos da resistência feminina e da criatividade local.
A cidade funciona como um polo prestador de serviços para municípios vizinhos menores, como Francisco Badaró e Jenipapo de Minas.
Em janeiro de 2026, foram registradas 117 admissões formais e 79 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 38 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -29.
Até fevereiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Minas Novas. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 58 empresas.
Educação
Na área da educação, Minas Novas conta com uma rede abrangente de escolas estaduais e municipais. O município tem investido na educação profissionalizante para reter os jovens na região. A presença de polos de ensino à distância e a proximidade com centros universitários como Diamantina (UFVJM) permitem que a população tenha acesso ao ensino superior, focando especialmente nas áreas de agronomia, pedagogia e gestão pública.
Cultura e Artesanato
Famosa pelo artesanato, especialmente o Artesanato Coqueiro Campo, e pela culinária típica mineira.
 
Turismo
Com quase 300 anos de história, Minas Novas tem história para contar. Uma das atrações é igreja histórica Nossa Senhora do Amparo. Em fevereiro de 2010, a igreja foi reaberta após um trabalho de restauração que durou 1 ano e meio. Antes das intervenções, o teto da igreja estava todo pintado de verde, o que escondia pinturas do século XVIII. 
No município está localizada parte da Estação Ecológica Estadual Acauã, uma unidade de conservação mantida pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. 
Turistar em Minas Novas é viajar no tempo. A cidade possui um dos acervos arquitetônicos mais importantes do estado.
- O Sobradão: construído em 1821, é considerado o primeiro edifício de três andares construído em madeira e taipa no Brasil. É um ícone da arquitetura colonial.
- Igrejas Coloniais: a Igreja de Santa Cruz e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário guardam a fé e a arte sacra de séculos passados.
- Festa do Rosário: realizada anualmente, é uma das manifestações culturais mais ricas de Minas, misturando a tradição católica com o batuque e a cultura afro-brasileira dos congados.
- Ecoturismo: as margens do Rio Fanado e as trilhas nas serras próximas oferecem vistas deslumbrantes para os amantes da natureza.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

quarta-feira, 10 de junho de 2026

ESPINOSA - MINAS GERAIS

Espinosa é um município brasileiro no norte do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Ocupa uma área de 1.869 km² e sua população era de 31.375 habitantes, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025. 
História
A região de Espinosa foi penetrada pela primeira vez pela entrada dos espanhóis Francisco Bruza Espinosa e João de Azpilcueta Navarro em 1554, que partiu do litoral da Bahia. 
O território municipal foi colonizado pela pecuária relacionada à Casa da Ponte, de Antônio Guedes de Brito, no final do século XVII e início do século XVIII. 
Em 1846, foi erguida uma capela em louvor a São Sebastião, em cujos arredores se formou a povoação de Lençóis do Rio Verde (atual cidade de Espinosa), elevada à categoria de freguesia da vila de Boa Vista do Tremendal (atual Monte Azul) pela Lei Provincial n.º 1.905, de 19 de julho de 1872. 
A Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, elevou o distrito de Lençóis do Rio Verde (ou Lençóis) à categoria de município, com o nome de Espinosa, sendo instalado em 9 de março do ano seguinte. 
Duas personalidades marcam a história do município. Uma delas é o judeu Heitor Antunes, um dos primeiros a se fixar no norte de Minas, sendo um dos primeiros povoadores da região. Outra história é a da "Finada Amélia" que foi assassinada por seu marido, cuja sepultura fica à beira da avenida principal da cidade. Nela são feitas romarias, queimam-se velas e foi erguida uma capela por um devoto, por ela ser uma alma milagrosa.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Lençóis (ex povoado), pela Lei Provincial n.º 1.905, de 19 de julho de 1872, e por Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado ao município de Boa Vista do Tremendal. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Lençóis, figura no município de Boa Vista do Tremendal. 
Nos quadros do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, o distrito de Lençóis aparece com a denominação de Lençóis do Rio Verde. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Espinosa, pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, desmembrado de Tremendal (ex Boa Vista do Tremendal). Sede na povoação de São Sebastião dos Lençóis. Constituído de 4 distritos: Espinosa, São Sebastião dos Lençóis, Santo Antônio das Mamonas e Itamirim (ex Santa Rita). Instalado em 09 de março de 1924. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Espinosa, pela Lei Estadual n.º 885, de 27 de janeiro de 1925. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Espinosa (ex São Sebastião dos Lençóis), Itamirim e Santo Antônio de Mamonas. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 448, de 17 de dezembro de 1938, o distrito de Santo Antônio das Mamonas passou a denominar-se simplesmente Mamonas. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Espinosa, Itamirim e Mamonas (ex Santo Antônio das Mamonas). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963. 
Pela Lei Estadual n.º 6.769, de 13 de maio de 1976, é criado o distrito de Barrinha e anexado ao município de Espinosa. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 4 distritos: Espinosa, Barrinha, Itamirim e Mamonas. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991. 
Pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27 de abril de 1992, é desmembrado do município de Espinosa os distritos de Mamonas e Barrinho. Para formar o novo município de Mamonas. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído de 2 distritos: Espinosa e Itamirim. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Geografia
O município de Espinosa está localizado no norte de Minas Gerais, na divisa com a Bahia, na bacia do rio Verde Pequeno, tendo sua sede instalada a 570 m acima do nível do mar. 
Parte do território municipal está no Parque Estadual Caminho dos Gerais.
Relevo e Altitude
O relevo de Espinosa é caracterizado por uma transição entre as superfícies planas das depressões e os contrafortes da Serra do Espinhaço. A sede municipal encontra-se a uma altitude média de 530 metros, mas em áreas de serra, as elevações podem ultrapassar os 900 metros.
Solo e Vegetação
Os solos predominantes são os Latossolos e Litossolos, muitas vezes pedregosos, mas que respondem bem à irrigação em áreas de vale. A vegetação original é um mosaico de Caatinga e Cerrado, com presença de matas secas e árvores típicas como o umbuzeiro, a aroeira e diversas espécies de cactos.
Clima
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1974 a 2019 e a partir de 2022, a menor temperatura registrada em Espinosa ocorreu em 13 de julho de 1979, com mínima de 8,8 °C, enquanto a maior atingiu 41 °C em 14 de novembro de 2023, durante uma onda de calor intensa. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 126,7 mm em 19 de março de 1997, seguido por 116,4 mm em 16 de janeiro de 2002, 115,8 mm em 9 de dezembro de 1987, 115,3 mm em 26 de dezembro de 2002, 104,4 mm em 15 de fevereiro de 2007 e 101,8 mm em 5 de dezembro de 1983.
Transportes
Espinosa se situa às margens da Linha do Sul da antiga Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro, que liga o norte de Minas Gerais aos estados da Bahia e de Sergipe. Atualmente, a linha férrea se encontra concedida à VLI Multimodal para o transporte de cargas. No entanto, se encontra desativada localmente para o transporte de passageiros desde 1979. 
O município também é acessado pela rodovia BR-122. 
Economia
Espinosa é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A base econômica de Espinosa é diversificada, sustentada por um setor terciário pulsante e uma agropecuária resiliente.
O Comércio    é o principal motor da cidade, atraindo consumidores de toda a microrregião.
A Agricultura é um destaque histórico para a manga e o algodão. Atualmente, a agricultura de subsistência e a fruticultura irrigada ganham espaço.
A Pecuária inclui a criação de bovinos de corte e leite, adaptados ao clima semiárido.
A Indústria está focada em laticínios, cerâmicas e pequenas confecções.
Em janeiro de 2026, foram registradas 61 admissões formais e 79 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -18 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -45.
Até fevereiro de 2026 houve registro de 2 novas empresas em Espinosa, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 54 empresas.
Educação
Espinosa tem avançado significativamente na área educacional. Além de uma rede de ensino básico consolidada, o município conta com polos de educação à distância e parcerias com instituições como a Unimontes (Universidade Estadual de Montes Claros), que atende a demanda por ensino superior na região. A formação técnica voltada para o comércio e para a gestão agrícola tem sido uma prioridade para fixar os jovens no município.
Turismo e Cultura
O turismo em Espinosa está intimamente ligado à sua geografia e às suas tradições populares.
- Turismo Ecológico: a proximidade com a Serra do Espinhaço oferece trilhas, cachoeiras sazonais e vistas panorâmicas que encantam os amantes da natureza e do cicloturismo.
- Cultura Popular: a cidade é famosa por suas festas religiosas e pelo tradicional Carnaval de Espinosa, que historicamente atrai foliões de todo o Norte de Minas e do Sul da Bahia.
- Gastronomia Sertaneja: o consumo de pratos à base de carne de sol, arroz com pequi e o doce de manga são experiências imperdíveis para os visitantes.
- Curiosidade: Espinosa é considerada um "divisor de águas" cultural, onde o sotaque mineiro começa a ganhar os tons e as gírias do vizinho estado baiano, criando uma identidade única e acolhedora.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

segunda-feira, 8 de junho de 2026

MATEUS LEME - MINAS GERAIS

Mateus Leme é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Pertence à Região Metropolitana de Belo Horizonte, estando situado a cerca de 60 km a oeste da capital do estado. Ocupa uma área de pouco mais de 300 km², sendo 28,9 km² em área urbana, e sua população estimada em 2025, pelo IBGE, era de 40.814 habitantes. 
História
O surgimento do povoado que originou o município está ligado, como grande parte dos municípios mineiros, à penetração dos bandeirantes paulistas no interior das Minas Gerais no século XVIII, à procura de ouro e pedras preciosas, aprisionando índios e se apossando das terras. 
Mateus Leme, segundo Waldemar Barbosa foi um bandeirante paulista que percorreu a região de Minas Gerais, e posteriormente seguiu para Bahia combatendo índios ferozes entre 1715 e 1717. No volume XXVI da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Edição IBGE, o bandeirante Mateus Leme é citado como o “genro de Borba Gato que desbravou, em meados do século XVIII, as terras onde hoje se localiza o município que tem seu nome” confirmando a informação de Teóphilo de Almeida sobre a região. 
Uma carta Sesmaria, do ano de 1710, refere-se ao local (Morro do Mateus Leme), comprovando a sua origem bem remota. Outras fontes documentais, dos anos 1739 e 1745, referem-se ao “Arraial Morro de Mateus Leme”. 
Ainda segundo o estudioso Teóphilo de Almeida, encontram-se no Morro de Mateus Leme vestígios de antigos aquedutos e lavrados, iniciados num trabalho vultoso de mineração aurífera no local. Disso, podemos deduzir que a mineração se apresentava muito lucrativa, pois compensava os gastos com obras bastante onerosas. 
Apesar destes indícios de riquezas, o arraial do Morro de Mateus Leme atravessa todo o século XVIII sem alcançar foros de freguesia, sendo capela curada de freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rei. Nessa época estima-se a população de Mateus Leme 2.358 pessoas, segundo um levantamento pastoral (em 1826, de acordo com um mapa estatístico citado por Abílio Barreto), Mateus Leme apresentava 410 fogos e 2.556 almas. 
Presume-se que a população, com a decadência da exploração aurífera, tenha voltada para outras atividades econômicas como a agricultura e a pecuária. 
A freguesia (povoação) foi criada em 1832, com a denominação de Santo Antônio do Morro de Mateus Leme, tendo como filiais Itatiaiuçu e Patafufo. 
Em termos administrativos, a população passou por diversas mudanças: tendo pertencido aos municípios de Sabará e Pintagui, foi posteriormente incorporado aos municípios de Pará de Minas, antigo Patafufo (1848), Bonfim (1850) e (1870) e novamente Pará de Minas (1877). A autonomia foi adquirida em 1938, quando foi criado o município.
Foi assim nomeado em homenagem ao bandeirante paulista Mateus Leme, que fundou em Minas Gerais o arraial de Itatiaiaçu. 
É o local de instalação do primeiro radar meteorológico de Minas Gerais. 
Mateus Leme abriga o Monumento Natural Serra do Elefante, Unidade de Conservação criada por meio de decreto municipal em 2008 que apresenta uma enorme biodiversidade. 
Em Mateus Leme, existe há 15 anos a Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, entidade sem fins lucrativos que incentiva a arte, a cultura e a educação no município.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Mateus Leme, pelo Decreto de 14 de julho de 1832, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado ao município de Pará. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Mateus Leme figura no município de Pará. 
Assim permanecendo nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920. 
Pela Lei Estadual n.º 806, 22 de setembro de 1921, o município de Pará passou a denominar-se Pará de Minas. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Mateus Leme figura no município de Pará de Minas (ex Pará). 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Mateus Leme, pelo Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembrado de Pará de Minas. Sede no antigo distrito de Mateus Leme. Constituído de 3 distritos: Mateus Leme, Igarapé, desmembrado de Pará de Minas e Serra Azul desmembrado de Itaúna. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Mateus Leme, Igarapé e Serra Azul. 
Pelo Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, é criado o distrito de Azurita e anexado ao município de Mateus Leme. Pelo mesmo Decreto-lei, o distrito de Serra Azul tomou a denominação de Boturobi. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Mateus Leme, Azurita, Boturobi (ex Serra Azul) e Igarapé. 
Pela Lei n.º 336, de 27 de dezembro de 1948, é criado o distrito de Juatuba (ex povoado) e anexado ao município de Mateus Leme. 
Em divisão territorial datada de 1º de julhode 1950, o município é constituído de 5 distritos: Mateus Leme, Azurita, Boturobi, Igarapé e Juatuba. 
Pela Lei n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, é criado o distrito de São Joaquim de Bicas (ex povoado) com terras desmembradas do distrito de Igarapé e anexado ao município de Mateus Leme. Pela mesma Lei, o distrito de Boturobi voltou a chamar-se Serra Azul. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 6 distritos: Mateus Leme, Azurita, Igarapé, Juatuba, São Joaquim de Bicas e Serra Azul (ex Boturobi). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, são desmembrados do município de Mateus Leme os distritos de Igarapé e São Joaquim de Bicas para formarem o novo município de Igarapé. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 4 distritos: Mateus Leme, Azurita, Juatuba e Serra Azul. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada 1991. 
Pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27 de abril de 1992, é desmembrado do município de Mateus Leme o distrito de Juatuba. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído de 3 distritos: Mateus Leme, Azurita e Serra Azul. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo

Mateus Leme limita-se ao sul com Itatiaiuçu pela Serra Azul, onde se localiza o ponto de altitude máxima do município, com 1.298 metros em relação ao nível do mar. O ponto de altitude mínima do município localiza-se no reservatório Serra Azul, no limite com o município de Juatuba, a 791 metros em relação ao nível do mar. 
A Serra Azul, também chamada de Serra das Farofas ou Serra do Itatiauçu, contém jazidas de minério de ferro e outros minerais e localiza-se na porção mais ocidental do Quadrilátero Ferrífero. Além dessa serra, outras compõem o território mateus-lemense, como a Serra dos Caboclos, Serra do Caxambu, Serra das Perobas, Serra da Saudade, Serra Boa Vista e Serra Santo Antônio, com pico de 1.284 metros de altitude, também conhecida na região como “Serra do Elefante”. 
A Serra do Elefante, devido à altitude elevada do pico, à inexistência de barreiras físicas naturais nas proximidades e à localização na RMBH, foi escolhida para a instalação do primeiro radar meteorológico de Minas Gerais. O equipamento permite identificar, por meio da emissão e recepção de ondas, a formação de chuvas, tempestades e granizo. A localização estratégica do radar, quase sem barreiras em sua área de influência, permite uma ampla varredura com qualidade num raio de 250 km, mas tem alcance de até 350 km para avaliações qualitativas de entradas de tempestades no estado. O radar é operado pela CEMIG e pelo Instituto Mineiro de Gestão de Águas (IGAM). 
Hidrografia
Mateus Leme encontra-se totalmente dentro da Bacia do Rio Paraopeba. O município não é banhado por esse rio, mas por alguns de seus afluentes da margem esquerda, como o ribeirão Mateus Leme e o ribeirão Serra Azul. 
O ribeirão Serra Azul nasce no município vizinho de Itaúna e é represado em Juatuba para formação do reservatório Serra Azul. O reservatório inunda terras de Juatuba, Igarapé e Mateus Leme e foi construído para fornecimento de água à população da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O reservatório, denominado Sistema Serra Azul, faz parte do Sistema Paraopeba, juntamente com o Sistema Vargem das Flores e Sistema Rio Manso.
Clima
Em Mateus Leme, a estação com precipitação é úmida e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 30 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 33 °C. 
A melhor época do ano para visitar Mateus Leme e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,2 meses, de 16 de janeiro a 22 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Mateus Leme é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 19 de maio a 2 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Mateus Leme é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 26 °C, em média. 
Em Mateus Leme, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Mateus Leme começa por volta de 7 de abril e dura 6,2 meses, terminando em torno de 13 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Mateus Leme é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 77% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 13 de outubro e dura 5,8 meses, terminando em torno de 7 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Mateus Leme é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo. 
Ferrovias
Mateus Leme é cortada e acessada pela Linha Garças a Belo Horizonte da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, ligando-a ao município de Iguatama e à capital mineira, Belo Horizonte. A ferrovia se encontra atualmente concedida ao transporte de cargas pela VLI Multimodal, que comanda a concessionária Ferrovia Centro-Atlântica, também operante na linha férrea. O transporte ferroviário de passageiros foi desativado há anos, porém devido ao grande potencial turístico de Mateus Leme e das outras cidades atravessadas pela ferrovia, as autoridades estaduais pretendem reativar o modal em todo o seu trajeto. 
Rodovias
A cidade também é acessada pelas rodovias: MG-050, BR-262 e BR-381.
Economia
Mateus Leme é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Mateus Leme passou por uma transição profunda nas últimas décadas. Se antes a base era puramente agrícola, hoje o perfil é híbrido:
- Indústria e Logística: devido à proximidade com a rodovia MG-050 e o entroncamento com a BR-262, a cidade tornou-se um hub para centros de distribuição e indústrias de autopeças e construção civil.
- Avicultura: 0 município é um dos maiores produtores de frangos de Minas Gerais, com uma cadeia produtiva robusta que envolve desde granjas tecnológicas até frigoríficos.
- Mineração: a extração de areia, brita e minério de ferro contribui significativamente para o PIB local.
Em janeiro de 2026, foram registradas 468 admissões formais e 392 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 76 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 73.
Até fevereiro de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Mateus Leme, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 126 empresas.
Educação
Na área da educação, Mateus Leme conta com uma rede municipal e estadual que atende plenamente ao ensino básico. Para o ensino superior e técnico, a cidade se beneficia da proximidade com polos universitários em Itaúna, Betim e Belo Horizonte. No entanto, programas municipais têm focado na qualificação profissional voltada para o setor industrial e logístico, preparando a mão de obra local para as empresas instaladas nos distritos industriais da cidade.
Turismo
O turismo em Mateus Leme é focado no ecoturismo e nas manifestações religiosas.
- Serra do Elefante: é o principal cartão-postal. Procurada para a prática de voo livre (parapente), trilhas de mountain bike e caminhadas ecológicas. No topo, a vista panorâmica da região metropolitana é de tirar o fôlego.
- Turismo Religioso: a Semana Santa de Mateus Leme é uma das mais tradicionais da região, com procissões e encenações que atraem fiéis de todo o estado.
- Culinária Regional: o distrito de Azurita é famoso por sua gastronomia típica mineira, com destaque para os doces caseiros e o tradicional queijo minas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 28 de maio de 2026

SANTA BÁRBARA - MINAS GERAIS

Santa Bárbara é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Pertence ao colar metropolitano de Belo Horizonte, estando situado a cerca de 110 km a leste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 680 km², sendo que 9 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 31.916 habitantes para o ano de 2025. 
Localiza-se a uma latitude 19º57'34" sul e a uma longitude 43º24'55" oeste, estando a uma altitude de 732 metros. A cidade é harmoniosa e ainda apresenta algumas ruas de paralelepípedos. 
Cidade histórica do Circuito do Ouro de Minas Gerais, localizada a noventa e oito quilômetros de Belo Horizonte (utilizando-se as rodovias BR-381 e BR-262 e a MG-436), no centro da Estrada Real. A paisagem bucólica, com suas igrejas, telhados e quintais, aos pés da imponente Serra do Caraça, fazem de Santa Bárbara um dos municípios mais bonitos de Minas Gerais. Cidade tranquila e acolhedora, apesar da agitação da atual fase de desenvolvimento econômico, é também dotada de um povo simples e hospitaleiro que preserva suas tradições e mantém uma vida cultural ativa. 
História
Foi estabelecida como "Arraial de Santo Antônio do Ribeirão Santa Bárbara" pelo bandeirante paulista Antônio Silva Bueno, em 4 de dezembro de 1704, que ali encontrou ouro de aluvião e veios de pedras preciosas. Um fato interessante é que esse bandeirante fundou o arraial de Brumal na véspera, e até hoje o aniversário do distrito é comemorado na véspera do município. Em 1713 teve início a construção da Matriz de Santo Antônio (Matriz de Santa Bárbara). Posteriormente a cidade se tornou importante passagem na rota entre a Corte, no Rio de Janeiro, e as minas do centro/norte de Minas Gerais (Estrada Real - Caminho do Ouro e dos Diamantes). Em 1817 foi visitada pela expedição dos naturalistas Carl Friedrich Philipp von Martius e Johann Baptiste von Spix em sua passagem pelo sertão mineiro. Foi elevada à categoria de vila em 16 de março de 1839, e em 1858 à categoria de município com o nome de "Santa Bárbara do Mato Dentro". Em 1861, os ingleses que ali chegaram organizaram a Santa Barbara Mining Company, na região que hoje se encontra Florália e Bateias, com o objetivo de retomar a exploração do ouro. Por volta de 1870, foi visitada pelo imperador Dom Pedro II que, no Santuário do Caraça, declarou que "só esta paisagem já paga a viagem a Minas Gerais". Em 1878 tornou-se sede de comarca, desmembrando-se do município de Caeté. Nessa época seu território abrangia os atuais municípios de Barão de Cocais (São João do Morro Grande), Cocais (N.Sa. dos Cocais), Catas Altas, Conceição do Mato Dentro, São Miguel do Piracicaba, São Gonçalo do Rio Abaixo, Bom Jesus do Amparo, Nova União, Socorro, Brumado, e João Monlevade (Carneirinhos). No início do século XX (1908/1911), com seu filho Afonso Pena já como Presidente do Brasil, teve nova fase de desenvolvimento como importante entreposto comercial, como última estação da estrada de ferro na ligação com o grande sertão mineiro. Em 1911, foi inaugurada a Estação Ferroviária de Santa Bárbara, pertencente ao Ramal de Nova Era da Estrada de Ferro Central do Brasil (onde hoje, depois de desativada, abriga o projeto Estação da Música). Novos ciclos de progresso aconteceram em 1930, no governo de João Mota, e em 2000, com a instituição do turismo na Estrada Real, quando se tornou polo turístico entre as cidades históricas mineiras. Durante todo o ano de 2004, comemorou em alto estilo seus 300 anos de existência, com a participação ativa de toda a comunidade. 
Entre seus vultos históricos encontram-se: Dom José Feliciano Pinto Coelho da Cunha (1792-1869), o Barão de Cocais, militar, político e empresário, no século XIX a maior personalidade e maior riqueza de toda região; o presidente da República Afonso Pena (1847-1909), que governou o Brasil de 1906 a 1909 e foi a única personalidade política do Segundo Império (Comendador, quatro vezes Deputado e Ministro da Guerra, da Agricultura e da Justiça) que continuou sendo autoridade na República (deputado constituinte, presidente da província de Minas Gerais, vice-presidente e Presidente do Brasil); o cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota (1890-1982) - nascido e criado no então Distrito de Bom Jesus do Amparo, construtor da Catedral da Sé quando bispo de São Paulo e primeiro arcebispo de Aparecida (SP), idealizador da catedral basílica da Padroeira do Brasil; o violonista e compositor Mozart Bicalho (1911-1986), recordista em vendagem de discos e na criação de obras clássicas e populares para violão na "Era do Rádio"; e o líder político regional João Mota, prefeito de 1920/23 e 1929/32 que reurbanizou a cidade e conseguiu aglutinar os municípios da região do Médio Piracicaba, no centro leste de Minas, em importante associação microrregional.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santa Bárbara, pelo Alvará de 16 de fevereiro de 1724, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santa Bárbara, pela Lei Provincial n.º 134, de 16 de março de 1839, desmembrado do município de Mariana. Sede na povoação de Santa Bárbara. Constituído de 2 distritos: Santa Bárbara e Catas Altas de Mato Dentro. Instalado em 28 de janeiro de 1840. 
Pela Lei Provincial n.º 184, de 03 de abril de 1840, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Alfié e anexado a vila de Santa Bárbara. 
Pela Lei Provincial n.º 247, de 20 de julho de 1843, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São Domingos do Prata e anexado a vila de Santa Bárbara. 
Pela Lei Provincial n.º 471, de 01 de julho de 1850, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de São Gonçalo do Rio Abaixo e anexado ao município de Santa Bárbara. 
Pela Lei Provincial n.º 760, de 02 de maio de 1856, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Cocais e anexada a vila de Santa Bárbara. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Santa Bárbara, pela Lei Provincial n.º 881, de 06 de junho de 1858. 
Pela Lei Provincial n.º 898, de 04 de junho de 1858, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Bom Jesus do Amparo e anexado ao município de Santa Bárbara. 
Pela Lei Provincial n.º 2.001, 14 de novembro de 1873, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Rio São Francisco e anexado ao município de Santa Bárbara. 
A comarca de Santa Bárbara foi criada pela Lei Provincial n.º 2.500, de 12 de novembro de 1878. 
Pela Lei Provincial n.º 3.100, de 28 de setembro de 1883, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Conceição do Acima e anexado ao município de Santa Bárbara. 
Pelo Decreto Estadual n.º 23, de 01 de março de 1890, são desmembrados do município de Santa Bárbara os distritos de São Domingos do Prata e Alfié, para constituir a nova vila de São Domingos do Prata. 
Pelo Alvará de 28 de janeiro de 1752, e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, é criado o distrito de Morro Grande e anexado ao município de Santa Bárbara. 
Pela Lei Estadual n.º 556, de 30 de agosto de 1911, foram criados os distritos de Barra (ex povoado) e Mercês de D’Água Limpa e anexados ao município de Santa Bárbara. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 11 distritos: Santa Bárbara, Barra, Bom Jesus do Amparo, Catas Altas de Mato Dentro, Conceição do Rio Acima, Cocais, Mercês D’Água Limpa, Morro Grande, Rio São Francisco e São Gonçalo do Rio Abaixo. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, o município é constituído de 11 distritos: Santa Bárbara, Barra, Catas Altas (ex Catas Altas de Mato Dentro), Bom Jesus do Amparo, Conceição do Rio Acima, Cocais, Morro Grande, Rio São Francisco e São Gonçalo do Rio Abaixo. 
Pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, é criado o distrito de Itaeté e anexado ao município de Santa Bárbara e o distrito de Mercês D’Água foi extinto. Sob a mesma Lei Estadual, o distrito de Barra tomou o nome de Barra Feliz e o distrito de Rio São Francisco a chamar-se Florália. 
Pela Lei Estadual n.º 981, de 17 de setembro de 1927, o distrito de Barra Feliz (ex Barra) tomou o nome de Brumado e o distrito de Itaeté passou a denominar-se Barra Feliz. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 10 distritos: Santa Bárbara, Barra Feliz (ex Itaeté), Bom Jesus do Amparo, Brumado (ex Barra Feliz), Catas Altas, Cocais, Conceição do Rio Acima, Florália (ex Rio São Francisco), Morro Grande e São Gonçalo do Rio Abaixo. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito de Morro Grande aparece com a denominação de São João do Morro Grande. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, o distrito de São João do Morro Grande voltou a chamar-se Morro Grande. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 10 distritos: Santa Bárbara, Barra Feliz, Bom Jesus do Amparo, Brumado, Catas Altas, Cocais, Conceição do Rio Abaixo, Florália, Morro Grande e São Gonçalo do Rio Abaixo. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, são desmembrados de Santa Bárbara os distritos de Morro Grande, Bom Jesus do Amparo e Cocais, para constituir o novo município de com a denominação de Barão de Cocais (ex Morro Grande). Pelo referido Decreto-lei Estadual o distrito de Brumado tomou o nome de Brumal. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 7 distritos: Santa Bárbara, Barra Feliz, Brumal (ex Brumado), Catas Altas, Conceição do Rio Acima, Florália, e São Gonçalo do Rio Abaixo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.764, de 30 de dezembro de 1962, é desmembrado do município de Santa Bárbara o distrito de São Gonçalo do Rio Abaixo. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 6 distritos: Santa Bárbara, Barra Feliz, Brumal, Catas Altas, Conceição do Rio Acima e Florália. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993. 
Pela Lei Estadual n.º 12.030, 21 de dezembro de 1995, é desmembrado do município de Santa Bárbara o distrito de Catas Altas. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 5 distritos: Santa Bárbara, Barra Feliz, Brumal, Conceição do Rio Acima e Florália. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Belo Horizonte e Imediata de Santa Bárbara - Ouro Preto. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Itabira, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.
Relevo e Altitude
O relevo é predominantemente montanhoso e acidentado, inserido na Serra do Espinhaço. A sede do município situa-se a uma altitude de 730 metros, mas o território possui variações extremas, atingindo picos de mais de 1.700 metros nas cristas da Serra do Caraça.
Clima
Clima tropical de altitude, invernos secos, verões brandos e úmidos. O mês mais quente é fevereiro, com temperatura média de 20ºC e o mais frio é julho, com 13,6º C. A média anual é de 17,4ºC. Os biomas transitam entre a Mata Atlântica e o Cerrado.
Solo e Vegetação
Os solos são variados, com forte presença de Latossolos e solos litólicos ricos em ferro e manganês. A vegetação é uma fascinante zona de transição: o município abriga desde a Mata Atlântica densa até o Cerrado e os Campos Rupestres nas partes mais altas das serras, onde a biodiversidade é altíssima e o endemismo de plantas é frequente. 
Economia
Santa Bárbara é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. 
Atualmente sua economia se baseia: na extração mineral de ferro e ouro por grandes empresas; na produção de mel e derivados; na silvicultura; no reflorestamento para produção de celulose; nas atividades agropecuárias de expressão regional; e no turismo ecológico, rural, histórico, cultural e de aventuras (esportes radicais), hoje em fase de franco desenvolvimento. 
A economia de Santa Bárbara é diversificada.
Como parte do Quadrilátero Ferrífero, a extração de ouro e minério de ferro é a principal fonte de arrecadação. Empresas como a AngloGold Ashanti operam na região, gerando empregos e movimentando a cadeia de suprimentos local.
Santa Bárbara é amplamente reconhecida como a "Capital Mineira do Mel". A produção é vasta e de altíssima qualidade, com cooperativas que exportam o produto. Anualmente, a cidade celebra a Feira do Mel, um dos eventos mais tradicionais da região.
A cidade possui um centro comercial ativo que atende não apenas os moradores, mas também o fluxo turístico constante.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 2,6 mil admissões formais e 2,8 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -188 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -327.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Santa Bárbara. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 74 empresas.
Educação
Santa Bárbara possui uma rede de ensino de qualidade. O município foi um dos pioneiros na educação musical nas escolas públicas, com o projeto "Música na Escola". 
Santa Bárbara destaca-se por uma rede pública e privada eficiente. O município conta com unidades do SENAI, focadas na formação técnica para atender à demanda da indústria de mineração. Além disso, a prefeitura investe em programas de tempo integral e projetos culturais, como a Escola de Música, que reforça o laço das novas gerações com o patrimônio histórico e artístico da cidade.
O município conta com 17 escolas municipais; 5 escolas estaduais; e escolas particulares e 2 escolas técnicas.
Distritos
O município de Santa Bárbara possui quatro Distritos afastados da sede: Barra Feliz, a 5 km por asfalto, na estrada MG-436; Brumal, a 5 km por asfalto; Florália, a 10 km estrada de terra e Conceição do Rio Acima, a 23 km estrada de terra. 
Cultura e turismo
A cidade oferece como atrações turísticas permanentes algumas construções do século XVIII entre eles a Matriz de Santa Bárbara, dedicada a Santo Antônio e construída em 1724, no estilo barroco colonial, recentemente recuperada, onde se destaca o teto da nave pintado pelo Mestre Manuel da Costa Ataíde. Há ainda o casario do século XIX do centro histórico da cidade, destacando-se a Prefeitura, o Hotel Quadrado, a antiga Cadeia Municipal (futuro Museu Municipal), a Pharmacia Sant'Anna (atual Museu do Judiciário Municipal), o Chalé Barroco, a Casa da Cultura, a Igrejinha de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e o casario colonial da Rua Rabelo Horta. Possui mais três igrejas, várias capelas barrocas e a Represa do Peti (Usina Hidrelétrica de Peti), área de preservação ambiental e reserva ecológica pertencente à Cemig, liberada para pesquisas, pescarias e visitas. 
Como atrações turísticas temporárias, Santa Bárbara conta com vários eventos: a cavalhada de Santo Amaro, no primeiro domingo de julho, o Torneio Leiteiro e Exposição Agropecuária, no segundo fim de semana de julho; a Feira Multisetorial, no terceiro fim de semana de setembro, com cavalgadas, rodeios e animados shows de artistas populares; e o aniversário da cidade, em 4 de dezembro, com programação cultural variada. Santa Barbara é uma cidade muito calma e ótima para se visitar. 
No subdistrito de André do Mato Dentro, acontece, em outubro, a tradicional Festa de São Geraldo e Santo Antônio com atrações religiosas, como missas e procissão, além da Corporação Musical Santo Antônio e da esperada Cavalhada Feminina - considerada a única do gênero no estado. Em Bateias (comunidade rodeada e administrada por limítrofe de três municípios- Santa Bárbara, Rio Piracicaba e Alvinópolis), na semana de 17 de junho, ocorre a tradicional Festa de São Manoel. 
Principais atrativos turísticos
- Pharmacia Sant'Anna (atual Museu do Judiciário Municipal) de D. Nini, século XVIII – Tombada pelo IEPHA e Conselho Municipal.
- Cachoeiras em diversos locais.
- Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Negros, século XVIII – Tombada pelo IEPHA e Conselho Municipal.
- Casa do Mirante, século XVIII – Tombada pelo IEPHA e Conselho Municipal.
- Capela da Arquiconfraria do Cordão de São Francisco.
- Capela de Nosso Senhor do Bonfim.
- Capela de São José, no distrito de Sumidouro.
- Casa do Mel.
- Memorial Afonso Pena antigamente denominado como Casarão Afonso Pena ou Casa Grande.
- Ginásio Poliesportivo Emília Mendes da Fonseca.
- Estação Ferroviária de Santa Bárbara (atual Estação da Música). 
- Igreja de Santo Amaro, no distrito de Brumal, século XVIII - Tombada pelo IPHAN.
Igreja Nossa Senhora da Conceição e gruta de São Bento, no distrito de Barra Feliz
- Igreja São Manoel (em Bateias).
- Igreja de Nossa Senhora das Mercês.
- Largo do distrito de Brumal - tombado pelo IEPHA.
- Matriz de Santa Bárbara (Igreja Matriz de Santo Antônio).
- Museu Antoniano. 
- Parque Recanto Verde.
- Roteiro Centro Histórico.
- Serra do Caraça (Catas Altas).
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .