quarta-feira, 10 de junho de 2026

ESPINOSA - MINAS GERAIS

Espinosa é um município brasileiro no norte do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Ocupa uma área de 1.869 km² e sua população era de 31.375 habitantes, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025. 
História
A região de Espinosa foi penetrada pela primeira vez pela entrada dos espanhóis Francisco Bruza Espinosa e João de Azpilcueta Navarro em 1554, que partiu do litoral da Bahia. 
O território municipal foi colonizado pela pecuária relacionada à Casa da Ponte, de Antônio Guedes de Brito, no final do século XVII e início do século XVIII. 
Em 1846, foi erguida uma capela em louvor a São Sebastião, em cujos arredores se formou a povoação de Lençóis do Rio Verde (atual cidade de Espinosa), elevada à categoria de freguesia da vila de Boa Vista do Tremendal (atual Monte Azul) pela Lei Provincial n.º 1.905, de 19 de julho de 1872. 
A Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, elevou o distrito de Lençóis do Rio Verde (ou Lençóis) à categoria de município, com o nome de Espinosa, sendo instalado em 9 de março do ano seguinte. 
Duas personalidades marcam a história do município. Uma delas é o judeu Heitor Antunes, um dos primeiros a se fixar no norte de Minas, sendo um dos primeiros povoadores da região. Outra história é a da "Finada Amélia" que foi assassinada por seu marido, cuja sepultura fica à beira da avenida principal da cidade. Nela são feitas romarias, queimam-se velas e foi erguida uma capela por um devoto, por ela ser uma alma milagrosa.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Lençóis (ex povoado), pela Lei Provincial n.º 1.905, de 19 de julho de 1872, e por Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado ao município de Boa Vista do Tremendal. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Lençóis, figura no município de Boa Vista do Tremendal. 
Nos quadros do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, o distrito de Lençóis aparece com a denominação de Lençóis do Rio Verde. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Espinosa, pela Lei Estadual n.º 843, de 07 de setembro de 1923, desmembrado de Tremendal (ex Boa Vista do Tremendal). Sede na povoação de São Sebastião dos Lençóis. Constituído de 4 distritos: Espinosa, São Sebastião dos Lençóis, Santo Antônio das Mamonas e Itamirim (ex Santa Rita). Instalado em 09 de março de 1924. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Espinosa, pela Lei Estadual n.º 885, de 27 de janeiro de 1925. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Espinosa (ex São Sebastião dos Lençóis), Itamirim e Santo Antônio de Mamonas. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 448, de 17 de dezembro de 1938, o distrito de Santo Antônio das Mamonas passou a denominar-se simplesmente Mamonas. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Espinosa, Itamirim e Mamonas (ex Santo Antônio das Mamonas). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963. 
Pela Lei Estadual n.º 6.769, de 13 de maio de 1976, é criado o distrito de Barrinha e anexado ao município de Espinosa. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 4 distritos: Espinosa, Barrinha, Itamirim e Mamonas. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991. 
Pela Lei Estadual n.º 10.704, de 27 de abril de 1992, é desmembrado do município de Espinosa os distritos de Mamonas e Barrinho. Para formar o novo município de Mamonas. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído de 2 distritos: Espinosa e Itamirim. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Geografia
O município de Espinosa está localizado no norte de Minas Gerais, na divisa com a Bahia, na bacia do rio Verde Pequeno, tendo sua sede instalada a 570 m acima do nível do mar. 
Parte do território municipal está no Parque Estadual Caminho dos Gerais.
Relevo e Altitude
O relevo de Espinosa é caracterizado por uma transição entre as superfícies planas das depressões e os contrafortes da Serra do Espinhaço. A sede municipal encontra-se a uma altitude média de 530 metros, mas em áreas de serra, as elevações podem ultrapassar os 900 metros.
Solo e Vegetação
Os solos predominantes são os Latossolos e Litossolos, muitas vezes pedregosos, mas que respondem bem à irrigação em áreas de vale. A vegetação original é um mosaico de Caatinga e Cerrado, com presença de matas secas e árvores típicas como o umbuzeiro, a aroeira e diversas espécies de cactos.
Clima
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1974 a 2019 e a partir de 2022, a menor temperatura registrada em Espinosa ocorreu em 13 de julho de 1979, com mínima de 8,8 °C, enquanto a maior atingiu 41 °C em 14 de novembro de 2023, durante uma onda de calor intensa. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 126,7 mm em 19 de março de 1997, seguido por 116,4 mm em 16 de janeiro de 2002, 115,8 mm em 9 de dezembro de 1987, 115,3 mm em 26 de dezembro de 2002, 104,4 mm em 15 de fevereiro de 2007 e 101,8 mm em 5 de dezembro de 1983.
Transportes
Espinosa se situa às margens da Linha do Sul da antiga Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro, que liga o norte de Minas Gerais aos estados da Bahia e de Sergipe. Atualmente, a linha férrea se encontra concedida à VLI Multimodal para o transporte de cargas. No entanto, se encontra desativada localmente para o transporte de passageiros desde 1979. 
O município também é acessado pela rodovia BR-122. 
Economia
Espinosa é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A base econômica de Espinosa é diversificada, sustentada por um setor terciário pulsante e uma agropecuária resiliente.
O Comércio    é o principal motor da cidade, atraindo consumidores de toda a microrregião.
A Agricultura é um destaque histórico para a manga e o algodão. Atualmente, a agricultura de subsistência e a fruticultura irrigada ganham espaço.
A Pecuária inclui a criação de bovinos de corte e leite, adaptados ao clima semiárido.
A Indústria está focada em laticínios, cerâmicas e pequenas confecções.
Em janeiro de 2026, foram registradas 61 admissões formais e 79 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -18 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -45.
Até fevereiro de 2026 houve registro de 2 novas empresas em Espinosa, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 54 empresas.
Educação
Espinosa tem avançado significativamente na área educacional. Além de uma rede de ensino básico consolidada, o município conta com polos de educação à distância e parcerias com instituições como a Unimontes (Universidade Estadual de Montes Claros), que atende a demanda por ensino superior na região. A formação técnica voltada para o comércio e para a gestão agrícola tem sido uma prioridade para fixar os jovens no município.
Turismo e Cultura
O turismo em Espinosa está intimamente ligado à sua geografia e às suas tradições populares.
- Turismo Ecológico: a proximidade com a Serra do Espinhaço oferece trilhas, cachoeiras sazonais e vistas panorâmicas que encantam os amantes da natureza e do cicloturismo.
- Cultura Popular: a cidade é famosa por suas festas religiosas e pelo tradicional Carnaval de Espinosa, que historicamente atrai foliões de todo o Norte de Minas e do Sul da Bahia.
- Gastronomia Sertaneja: o consumo de pratos à base de carne de sol, arroz com pequi e o doce de manga são experiências imperdíveis para os visitantes.
- Curiosidade: Espinosa é considerada um "divisor de águas" cultural, onde o sotaque mineiro começa a ganhar os tons e as gírias do vizinho estado baiano, criando uma identidade única e acolhedora.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .