Gameleira é um município brasileiro do estado de Pernambuco. O município é formado pelo distrito sede e pelos povoados de Cuiambuca, José da Costa e Cachoeira Lisa. A população de Gameleira, estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 17.583 habitantes.
História
O município de Gameleira foi no princípio, um engenho de açúcar. Não se sabe com exatidão quando foi instalado o “Engenho Gameleira”. O engenho integrava o território de Sirinhaém e, em meados do século XIX, pertencia então a Carlos Leitão de Albuquerque.
Em 1860, nas terras do referido engenho, iniciou-se a construção de uma estação da estrada de ferro do Recife ao São Francisco. A estação foi inaugurada em 1862, e denominada “Estação Gameleira”. O povoamento, foi motivado por três fatores: a construção da ferrovia, o estabelecimento de uma feira livre e a edificação de uma capela a Nossa Senhora da Penha. Esses fatores contribuíram para que centenas de pessoas migrassem para as terras de Gameleira, fazendo surgir um núcleo populacional, inicialmente, chamado “Povoação de Nossa Senhora da Penha de Gameleira”.
Em 11 de julho de 1867, a Lei Provincial n.º 763, elevou a primitiva Capela à condição de Matriz, criando a “Paróquia de Nossa Senhora da Penha de Gameleira”. Por conseguinte, forças políticas locais, conseguiram a aprovação da Lei n.º 1.057, de 7 de junho de 1872, desmembrando o território de Gameleira, do município de Sirinhaém objetivando a emancipação político-administrativa. A emancipação foi concretizada com a instalação da primeira “Câmara de Vereadores” e da “Vila de Nossa Senhora da Penha de Gameleira”, em 13 de dezembro de 1873.
Emancipação Política
A oligarquia rural foi a responsável pela emancipação política de Gameleira. Cinco fatores contribuíram para o processo: o desenvolvimento religioso da Paróquia, o fortalecimento econômico e financeiro, "o aumento demográfico, o número elevado de engenhos de açúcar em pleno funcionamento, e o comércio sólido e independente". Diariamente a povoação de Gameleira progredia e, "em todos os setores se credenciava para obter a sua emancipação administrativa". Em face deste progresso, um grupo de senhores de engenho "fez sentir as autoridades imperiais da Provincia de Pernambuco a necessidade" de criação de uma Vila, emancipada do território de Sirinhaém.
Na liderança dos aristocratas encontravam-se o coronel Francisco Manoel Wanderley Lins e o capitão Bartolomeu do Rêgo Barros. Estes, conquistaram a adesão popular formando um grupo político composto de dez senhores de engenhos. Esse grupo político, conquistou o que desejava: a emancipação político-administrativa de Gameleira. Além dos lideres supracitados, faziam parte do grupo politico, os seguintes membros: Dr. José Eugênio da Silva Ramos (engenho Curuzu), Cap. Belarmino Doroteu Rodrigues da Silva (engenho Pontable), Cinclético Américo dos Santos (engenho Boa Ventura), Idelfonso Galdino do Rêgo Barros (engenho Duas Barras), Antônio Acioliy Correia (engenho Dois Braços), Silvestre Pereira da Silva Guimarães e o bacharel Vicente Tavares Rodrigues de Lima.
Diante da articulação política, em 7 de junho de 1872, o Doutor Manoel do Nascimento Machado Portela, Comendador da Imperial Ordem da Rosa, vice-presidente da Província de Pernambuco, sancionou a Lei n.º 1.057, criando a Vila de Gameleira. Por conseguinte, em 18 de outubro de 1873, um processo eletivo culminou na eleição de sete vereadores.
Instalação da Vila e da Câmara
A Vila e a Câmara foram instaladas simultaneamente às doze horas do dia 13 de dezembro de 1873. A data é o marco histórico da emancipação política e administrativa do município de Gameleira. Na ocasião, foi lavrado o Auto de Instalação da Vila de Nossa Senhora da Penha de Gameleira e, os vereadores eleitos foram empossados pelo Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Sirinhaém.
A primeira Câmara Municipal de Vereadores de Gameleira recebeu a seguinte composição: Coronel Francisco Manoel Wanderley Lins (Presidente da Câmara), Tenente Frutuoso Dias Alves da Silva, Capitão Bartolomeu do Rêgo Barros, Coronel Coriolano Veloso da Silveira, Doutor José Eugênio da Silva Ramos, Doutor Vicente Tavares Rodrigues de Lima e Doutor Francisco José de Medeiros.
A eleição e posse dos primeiros vereadores corresponderam a uma manobra política, ficando conhecida na impressa da época como "mais um escândalo" do governo provincial. A fraude eleitoral recebeu duras críticas do editor do jornal "A Província", contra o Barão Henrique Pereira de Lucena, Presidente da Província de Pernambuco e contra os parlamentares eleitos em Gameleira, conforme texto abaixo transcrito:
O Senhor Lucena aprovou finalmente as eleições de Vereadores de Gameleira. Criado este município por Lei Provincial deste ano, era preciso fazer-se a eleição pelo livro de qualificação existente no município de Sirinhaém. O Senhor Presidente da Província designou o dia da "saturnal" e oficiou ao Juiz de Paz mais votado de Sirinhaém que remetesse ao de Gameleira o livro de qualificação. Sucedeu, porém, que o tal livro não fosse remetido, em tempo, e não obstante arranjaram a mascarada do melhor modo. No dia aprazado simularam um princípio de eleição na matriz, e como a coisa se fazia "inter amicos", foram terminá-la no engenho de uma influência conservadora da localidade, a fim de evitarem o incômodo dos votantes, e suprirem a falta do tal livro. Depois de tudo feito com a maior afronta as prescrições legais e a decência, e quando já era bem desnecessário, chega a qualificação e a competente desculpa do Primeiro Juiz de Paz de Sirinhaém. O escândalo foi discutido em palácio, a nulidade da "saturnal" era evidentíssima; não obstante o "nobilissimus proceses", honesto e moralizado Senhor Lucena, aprovou a indecência! Que tal o "nobilissimus"? Sua Excelência não carecia de mais este fato para ser devidamente julgado.
História
O município de Gameleira foi no princípio, um engenho de açúcar. Não se sabe com exatidão quando foi instalado o “Engenho Gameleira”. O engenho integrava o território de Sirinhaém e, em meados do século XIX, pertencia então a Carlos Leitão de Albuquerque.
Em 1860, nas terras do referido engenho, iniciou-se a construção de uma estação da estrada de ferro do Recife ao São Francisco. A estação foi inaugurada em 1862, e denominada “Estação Gameleira”. O povoamento, foi motivado por três fatores: a construção da ferrovia, o estabelecimento de uma feira livre e a edificação de uma capela a Nossa Senhora da Penha. Esses fatores contribuíram para que centenas de pessoas migrassem para as terras de Gameleira, fazendo surgir um núcleo populacional, inicialmente, chamado “Povoação de Nossa Senhora da Penha de Gameleira”.
Em 11 de julho de 1867, a Lei Provincial n.º 763, elevou a primitiva Capela à condição de Matriz, criando a “Paróquia de Nossa Senhora da Penha de Gameleira”. Por conseguinte, forças políticas locais, conseguiram a aprovação da Lei n.º 1.057, de 7 de junho de 1872, desmembrando o território de Gameleira, do município de Sirinhaém objetivando a emancipação político-administrativa. A emancipação foi concretizada com a instalação da primeira “Câmara de Vereadores” e da “Vila de Nossa Senhora da Penha de Gameleira”, em 13 de dezembro de 1873.
Emancipação Política
A oligarquia rural foi a responsável pela emancipação política de Gameleira. Cinco fatores contribuíram para o processo: o desenvolvimento religioso da Paróquia, o fortalecimento econômico e financeiro, "o aumento demográfico, o número elevado de engenhos de açúcar em pleno funcionamento, e o comércio sólido e independente". Diariamente a povoação de Gameleira progredia e, "em todos os setores se credenciava para obter a sua emancipação administrativa". Em face deste progresso, um grupo de senhores de engenho "fez sentir as autoridades imperiais da Provincia de Pernambuco a necessidade" de criação de uma Vila, emancipada do território de Sirinhaém.
Na liderança dos aristocratas encontravam-se o coronel Francisco Manoel Wanderley Lins e o capitão Bartolomeu do Rêgo Barros. Estes, conquistaram a adesão popular formando um grupo político composto de dez senhores de engenhos. Esse grupo político, conquistou o que desejava: a emancipação político-administrativa de Gameleira. Além dos lideres supracitados, faziam parte do grupo politico, os seguintes membros: Dr. José Eugênio da Silva Ramos (engenho Curuzu), Cap. Belarmino Doroteu Rodrigues da Silva (engenho Pontable), Cinclético Américo dos Santos (engenho Boa Ventura), Idelfonso Galdino do Rêgo Barros (engenho Duas Barras), Antônio Acioliy Correia (engenho Dois Braços), Silvestre Pereira da Silva Guimarães e o bacharel Vicente Tavares Rodrigues de Lima.
Diante da articulação política, em 7 de junho de 1872, o Doutor Manoel do Nascimento Machado Portela, Comendador da Imperial Ordem da Rosa, vice-presidente da Província de Pernambuco, sancionou a Lei n.º 1.057, criando a Vila de Gameleira. Por conseguinte, em 18 de outubro de 1873, um processo eletivo culminou na eleição de sete vereadores.
Instalação da Vila e da Câmara
A Vila e a Câmara foram instaladas simultaneamente às doze horas do dia 13 de dezembro de 1873. A data é o marco histórico da emancipação política e administrativa do município de Gameleira. Na ocasião, foi lavrado o Auto de Instalação da Vila de Nossa Senhora da Penha de Gameleira e, os vereadores eleitos foram empossados pelo Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Sirinhaém.
A primeira Câmara Municipal de Vereadores de Gameleira recebeu a seguinte composição: Coronel Francisco Manoel Wanderley Lins (Presidente da Câmara), Tenente Frutuoso Dias Alves da Silva, Capitão Bartolomeu do Rêgo Barros, Coronel Coriolano Veloso da Silveira, Doutor José Eugênio da Silva Ramos, Doutor Vicente Tavares Rodrigues de Lima e Doutor Francisco José de Medeiros.
A eleição e posse dos primeiros vereadores corresponderam a uma manobra política, ficando conhecida na impressa da época como "mais um escândalo" do governo provincial. A fraude eleitoral recebeu duras críticas do editor do jornal "A Província", contra o Barão Henrique Pereira de Lucena, Presidente da Província de Pernambuco e contra os parlamentares eleitos em Gameleira, conforme texto abaixo transcrito:
O Senhor Lucena aprovou finalmente as eleições de Vereadores de Gameleira. Criado este município por Lei Provincial deste ano, era preciso fazer-se a eleição pelo livro de qualificação existente no município de Sirinhaém. O Senhor Presidente da Província designou o dia da "saturnal" e oficiou ao Juiz de Paz mais votado de Sirinhaém que remetesse ao de Gameleira o livro de qualificação. Sucedeu, porém, que o tal livro não fosse remetido, em tempo, e não obstante arranjaram a mascarada do melhor modo. No dia aprazado simularam um princípio de eleição na matriz, e como a coisa se fazia "inter amicos", foram terminá-la no engenho de uma influência conservadora da localidade, a fim de evitarem o incômodo dos votantes, e suprirem a falta do tal livro. Depois de tudo feito com a maior afronta as prescrições legais e a decência, e quando já era bem desnecessário, chega a qualificação e a competente desculpa do Primeiro Juiz de Paz de Sirinhaém. O escândalo foi discutido em palácio, a nulidade da "saturnal" era evidentíssima; não obstante o "nobilissimus proceses", honesto e moralizado Senhor Lucena, aprovou a indecência! Que tal o "nobilissimus"? Sua Excelência não carecia de mais este fato para ser devidamente julgado.
Para a legislatura de 1875, a Câmara ficou composta dos seguintes membros: Coronel Francisco Antônio de Barros e Silva, o Barão de Escada Belmiro da Silveira Lins, Ageu Veloso Freire, Doutor Sérgio Diniz de Moura Matos, Tenente Coronel Antônio Gonçalves Ferreira, Doutor Manoel Duarte de Faria e Capitão José Lúcio Monteiro da Franca.
No período republicano, em cumprimento ao Decreto n,º 107, de 30 de Dezembro de 1889, foram dissolvidas as câmaras municipais do Estado de Pernambuco e constituídos os Conselhos de Intendência. Para Gameleira, o governo estadual, nomeou em 1890, os seguintes cidadãos: Frutuoso Dias Alves da Silva (presidente), Francisco Antônio Bandeira de Melo e Manoel Gomes de Barros e Silva.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação Gameleira, pela Lei Provincial n.º 763, de 11 de julho de 1867, subordinado ao município Serinhaem.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Gameleira, pela Lei Provincial n.º 1057, de 07 de junho de 1872, desmembrado de Serinhaem. Constituído do distrito sede. Instalado em 13 de dezembro de 1873.
Pela Lei Municipal de 19 de agosto de 1895, é criado o distrito de Ribeirão e anexado ao município de Gameleira.
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Gameleira, pela Lei Estadual n.º 153, de 10 de abril de 1896.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Gameleira e Ribeirão.
Pela Lei Estadual n.º 1.931, de 11de setembro de 1928, desmembra do município de Gameleira o distrito de Ribeirão, Elevado à categoria município.
Pelo Ato Municipal n.º 2, de 17 de janeiro de 1931, são criados os distritos de José da Costa e Cuiambuca e anexados ao município de Gameleira.
Em divisão administrativa referente ao ao de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Gameleira, Cuiambuca e José da Costa.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Gameleira, Cuiambuca e José da Costa.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Gameleira, Cuiambuca e José da Costa.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
Relevo e Altitude
O relevo é caracterizado pelos "Mares de Morros", uma sucessão de colinas e encostas arredondadas típicas da Zona da Mata. A sede municipal encontra-se a uma altitude média de 108 metros, proporcionando um clima ligeiramente mais ameno que o litoral.
Solo e Vegetação
O solo é predominantemente composto por Latossolos e solos do tipo Massapé — profundos, de cor escura e extremamente férteis para a cana-de-açúcar. A vegetação original é a Mata Atlântica, da qual restam hoje fragmentos preservados nas encostas mais íngremes e áreas de proteção ambiental.
Hidrografia
As bacias hidrográficas são as do rio Sirinhaém, com uma área pertencente ao município, de 10,12% e de 1,83% respectivamente. O rio Sirinhaém se encontra com o rio Amaraji no distrito de Cachoeira Lisa, onde está construída uma ponte de concreto, que dá acesso à BR-101 - Sul.
Infraestrutura
O centro urbano está formado por ruas calçadas e praças arborizadas, além de bons imóveis residenciais e comerciais.
O acesso da sede do município à capital do estado pela estrada de ferro é de 96 km e pela estrada asfaltada é de 98 km. O município é dotado de serviços de abastecimento de energia elétrica, feito pela CELPE. Área de comunicações, o município é servido por correio, telefone, rádio e televisão. A ligação por ônibus é feita através das linhas intermunicipais: Gameleira, Cucaú, Ribeirão, Escada, Recife e outras. Gameleira dispõe de um terminal rodoviário com 91 metros de área construída, uma Biblioteca Pública Municipal, Clube Recreativo e duas escolas estaduais, além de diversas escolas municipais.
Clima
Em Gameleira, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 32 °C e raramente é inferior a 19 °C ou superior a 34 °C.
A melhor época do ano para visitar Gameleira e realizar atividades de clima quente é do fim de julho ao fim de outubro.
A estação quente permanece por 5,1 meses, de 8 de novembro a 13 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Gameleira é março, com a máxima de 32 °C e mínima de 24 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 11 de junho a 2 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Gameleira é julho, com a mínima de 21 °C e máxima de 28 °C, em média.
Em Gameleira, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Gameleira começa por volta de 27 de maio e dura 4,7 meses, terminando em torno de 18 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Gameleira é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 27 de maio.
O mês mais encoberto do ano em Gameleira é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 58% do tempo.
É considerado dia com precipitação aquele com precipitação mínima líquida ou equivalente a líquida de 01 milímetro. A probabilidade de dias com precipitação em Gameleira varia acentuadamente ao longo do ano.
A estação de maior precipitação dura 5,3 meses, de 11 de março a 22 de agosto, com probabilidade acima de 33% de que um determinado dia tenha precipitação. O mês com maior número de dias com precipitação em Gameleira é junho, com média de 17,5 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação.
A estação seca dura 6,7 meses, de 22 de agosto a 11 de março. O mês com menor número de dias com precipitação em Gameleira é novembro, com média de 2,0 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação.
Dentre os dias com precipitação, distinguimos entre os que apresentam somente chuva, somente neve ou uma mistura de ambas. O mês com mais dias só de chuva em Gameleira é junho, com média de 17,5 dias. Com base nessa classificação, a forma de precipitação mais comum ao longo do ano é de chuva somente, com probabilidade máxima de 60% em 4 de julho.
Economia
Gameleira é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia de Gameleira é, historicamente, monocultora. A cana-de-açúcar continua sendo a espinha dorsal do município, alimentando usinas próximas e gerando a maior parte dos empregos sazonais.
A produção de açúcar e álcool é o motor financeiro. Destaca-se também a pecuária de corte e leite em pequena escala.
O centro da cidade serve como um polo varejista básico para a população rural, com um setor de serviços em crescimento.
Na Agricultura Familiar, há um movimento crescente de diversificação com o cultivo de frutas tropicais e mandioca, buscando reduzir a dependência exclusiva da cana.
Em janeiro de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 12 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -2 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de -2.
Até fevereiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Gameleira. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 7 empresas.
Educação
Na área da educação, Gameleira conta com uma rede de ensino fundamental e médio que busca superar os desafios históricos da região. O município tem investido na alfabetização e no transporte escolar para atender às crianças das zonas rurais (os engenhos). A proximidade com o IFPE (Instituto Federal de Pernambuco), em Barreiros e Palmares, tem facilitado o acesso dos jovens ao ensino técnico e superior.
Turismo
O turismo em Gameleira é um diamante bruto focado na Memória Histórica e Rural.
A visita aos antigos casarões e senzalas de engenhos como o Engenho Estreliana oferece uma aula de história ao ar livre. Algumas dessas propriedades preservam a arquitetura colonial e as capelas originais.
A festa da padroeira, Nossa Senhora da Penha (em setembro), atrai fiéis de toda a região, mantendo vivas as procissões e as cavalhadas.
No Ecoturismo, as trilhas entre os remanescentes de Mata Atlântica e as bacias hidrográficas locais oferecem potencial para o turismo de aventura e observação de aves.
O município atrai visitantes para o Parque Ecológico Cachoeira do Urubu, Cachoeira da Fumaça, Cachoeira da Pedra Redonda e Cachoeira Paraiso.
A cidade se desenvolveu a partir de uma estação ferroviária na década de 1860, crescendo ao redor de engenhos de açúcar, conforme a Câmara Municipal e publicações locais.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .
No período republicano, em cumprimento ao Decreto n,º 107, de 30 de Dezembro de 1889, foram dissolvidas as câmaras municipais do Estado de Pernambuco e constituídos os Conselhos de Intendência. Para Gameleira, o governo estadual, nomeou em 1890, os seguintes cidadãos: Frutuoso Dias Alves da Silva (presidente), Francisco Antônio Bandeira de Melo e Manoel Gomes de Barros e Silva.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação Gameleira, pela Lei Provincial n.º 763, de 11 de julho de 1867, subordinado ao município Serinhaem.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Gameleira, pela Lei Provincial n.º 1057, de 07 de junho de 1872, desmembrado de Serinhaem. Constituído do distrito sede. Instalado em 13 de dezembro de 1873.
Pela Lei Municipal de 19 de agosto de 1895, é criado o distrito de Ribeirão e anexado ao município de Gameleira.
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Gameleira, pela Lei Estadual n.º 153, de 10 de abril de 1896.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Gameleira e Ribeirão.
Pela Lei Estadual n.º 1.931, de 11de setembro de 1928, desmembra do município de Gameleira o distrito de Ribeirão, Elevado à categoria município.
Pelo Ato Municipal n.º 2, de 17 de janeiro de 1931, são criados os distritos de José da Costa e Cuiambuca e anexados ao município de Gameleira.
Em divisão administrativa referente ao ao de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Gameleira, Cuiambuca e José da Costa.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Gameleira, Cuiambuca e José da Costa.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Gameleira, Cuiambuca e José da Costa.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
Relevo e Altitude
O relevo é caracterizado pelos "Mares de Morros", uma sucessão de colinas e encostas arredondadas típicas da Zona da Mata. A sede municipal encontra-se a uma altitude média de 108 metros, proporcionando um clima ligeiramente mais ameno que o litoral.
Solo e Vegetação
O solo é predominantemente composto por Latossolos e solos do tipo Massapé — profundos, de cor escura e extremamente férteis para a cana-de-açúcar. A vegetação original é a Mata Atlântica, da qual restam hoje fragmentos preservados nas encostas mais íngremes e áreas de proteção ambiental.
Hidrografia
As bacias hidrográficas são as do rio Sirinhaém, com uma área pertencente ao município, de 10,12% e de 1,83% respectivamente. O rio Sirinhaém se encontra com o rio Amaraji no distrito de Cachoeira Lisa, onde está construída uma ponte de concreto, que dá acesso à BR-101 - Sul.
Infraestrutura
O centro urbano está formado por ruas calçadas e praças arborizadas, além de bons imóveis residenciais e comerciais.
O acesso da sede do município à capital do estado pela estrada de ferro é de 96 km e pela estrada asfaltada é de 98 km. O município é dotado de serviços de abastecimento de energia elétrica, feito pela CELPE. Área de comunicações, o município é servido por correio, telefone, rádio e televisão. A ligação por ônibus é feita através das linhas intermunicipais: Gameleira, Cucaú, Ribeirão, Escada, Recife e outras. Gameleira dispõe de um terminal rodoviário com 91 metros de área construída, uma Biblioteca Pública Municipal, Clube Recreativo e duas escolas estaduais, além de diversas escolas municipais.
Clima
Em Gameleira, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 32 °C e raramente é inferior a 19 °C ou superior a 34 °C.
A melhor época do ano para visitar Gameleira e realizar atividades de clima quente é do fim de julho ao fim de outubro.
A estação quente permanece por 5,1 meses, de 8 de novembro a 13 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Gameleira é março, com a máxima de 32 °C e mínima de 24 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 11 de junho a 2 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Gameleira é julho, com a mínima de 21 °C e máxima de 28 °C, em média.
Em Gameleira, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Gameleira começa por volta de 27 de maio e dura 4,7 meses, terminando em torno de 18 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Gameleira é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 27 de maio.
O mês mais encoberto do ano em Gameleira é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 58% do tempo.
É considerado dia com precipitação aquele com precipitação mínima líquida ou equivalente a líquida de 01 milímetro. A probabilidade de dias com precipitação em Gameleira varia acentuadamente ao longo do ano.
A estação de maior precipitação dura 5,3 meses, de 11 de março a 22 de agosto, com probabilidade acima de 33% de que um determinado dia tenha precipitação. O mês com maior número de dias com precipitação em Gameleira é junho, com média de 17,5 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação.
A estação seca dura 6,7 meses, de 22 de agosto a 11 de março. O mês com menor número de dias com precipitação em Gameleira é novembro, com média de 2,0 dias com pelo menos 1 milímetro de precipitação.
Dentre os dias com precipitação, distinguimos entre os que apresentam somente chuva, somente neve ou uma mistura de ambas. O mês com mais dias só de chuva em Gameleira é junho, com média de 17,5 dias. Com base nessa classificação, a forma de precipitação mais comum ao longo do ano é de chuva somente, com probabilidade máxima de 60% em 4 de julho.
Economia
Gameleira é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia de Gameleira é, historicamente, monocultora. A cana-de-açúcar continua sendo a espinha dorsal do município, alimentando usinas próximas e gerando a maior parte dos empregos sazonais.
A produção de açúcar e álcool é o motor financeiro. Destaca-se também a pecuária de corte e leite em pequena escala.
O centro da cidade serve como um polo varejista básico para a população rural, com um setor de serviços em crescimento.
Na Agricultura Familiar, há um movimento crescente de diversificação com o cultivo de frutas tropicais e mandioca, buscando reduzir a dependência exclusiva da cana.
Em janeiro de 2026, foram registradas 10 admissões formais e 12 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -2 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de -2.
Até fevereiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Gameleira. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 7 empresas.
Educação
Na área da educação, Gameleira conta com uma rede de ensino fundamental e médio que busca superar os desafios históricos da região. O município tem investido na alfabetização e no transporte escolar para atender às crianças das zonas rurais (os engenhos). A proximidade com o IFPE (Instituto Federal de Pernambuco), em Barreiros e Palmares, tem facilitado o acesso dos jovens ao ensino técnico e superior.
Turismo
O turismo em Gameleira é um diamante bruto focado na Memória Histórica e Rural.
A visita aos antigos casarões e senzalas de engenhos como o Engenho Estreliana oferece uma aula de história ao ar livre. Algumas dessas propriedades preservam a arquitetura colonial e as capelas originais.
A festa da padroeira, Nossa Senhora da Penha (em setembro), atrai fiéis de toda a região, mantendo vivas as procissões e as cavalhadas.
No Ecoturismo, as trilhas entre os remanescentes de Mata Atlântica e as bacias hidrográficas locais oferecem potencial para o turismo de aventura e observação de aves.
O município atrai visitantes para o Parque Ecológico Cachoeira do Urubu, Cachoeira da Fumaça, Cachoeira da Pedra Redonda e Cachoeira Paraiso.
A cidade se desenvolveu a partir de uma estação ferroviária na década de 1860, crescendo ao redor de engenhos de açúcar, conforme a Câmara Municipal e publicações locais.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .