quarta-feira, 3 de junho de 2026

JUQUITIBA - SÃO PAULO

Juquitiba é um município localizado na Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 27.969 habitantes, distribuída em uma área de 521,598 quilômetros quadrados. O município é formado pela sede e pelo distrito de Barnabés. É conhecido como destino de ecoturismo e turismo de aventura, principalmente pela atividade de rafting. 
História
Os primeiros agrupamentos populacionais no território de Juquitiba surgiram ao longo de antigas trilhas utilizadas por indígenas, escravizados e tropeiros, dando origem a bairros hoje existentes nas margens da Rodovia Régis Bittencourt. O principal deles, no entanto, surgiu por volta do ano de 1887, quando o fazendeiro Manoel Jesuíno Godinho e sua esposa construíram uma capela dedicada à Nossa Senhora das Dores e doaram dois alqueires de suas terras no entorno para moradores locais construírem suas residências. A partir de então, o povoado ali criado passou a ser conhecido como "Capela Nova da Bella Vista do Juquiá". Em 1907, esse povoado foi elevado à categoria de distrito do município de Itapecerica da Serra, recebendo o nome de "Juquitiba". 
A região, de difícil acesso à capital, teve suas primeiras estradas abertas com o objetivo principal de escoar a produção de carvão vegetal, que movimentou a economia local, principalmente entre as décadas de 1940 e 1960. Com a construção da Rodovia Régis Bittencourt, o acesso à Juquitiba pela capital foi facilitado, o que favoreceu sua emancipação em 1964. A instalação do município se deu em 28 de março de 1965, data em que passou a ser comemorado seu aniversário. Com o declínio da produção carvoeira a partir dos anos 1970, decorrente da diminuição de demanda pela universalização da energia elétrica, diversas áreas de produção passaram a ser loteadas para a venda de sítios e chácaras de veraneio, voltados majoritariamente ao público residente na cidade de São Paulo. 
A partir da década de 1980, Juquitiba viu surgir as primeiras atividades de turismo, principalmente relacionadas à prática de esportes de aventura no Rio Juquiá. O rafting ganhou destaque entre elas, devido à instalação no município da primeira base fixa da atividade no Brasil, o Sítio Canoar, que passou a oferecê-la regularmente como produto turístico. A popularização do rafting, promovida em Juquitiba, ampliou a visibilidade do município enquanto destino turístico a partir dos anos 1990, marcando o início do reconhecimento da vocação turística local. 
Gentílico: Juquitibense ou Juquitibano. 
Formação administrativa 
Distrito criado com a denominação de Juquitiba, por Lei Estadual n.º 1.117, de 27 de dezembro de 1907, no Município de Itapecerica. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no Município de Itapecerica o Distrito sob a denominação de Juquitiba. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura igualmente como Distrito do Município de Itapecerica. Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, Juquitiba é Distrito apenas judiciário do Município de Itapecerica. 
No quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 9.073, de 31 de março de 1938, o Distrito de Juquitiba permanece no Município de Itapecerica - assim figurando no quadro fixado, pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, o Município de Itapecerica passou a denominar-se Itapecerica da Serra. 
No quadro fixado, pelo referido Decreto-Lei n.º 14.334, para vigorar em 1945-1948, o Distrito de Juquitiba figura no Município de Itapecerica da Serra, assim como os fixados pelas Lei n.º 233, de 24 de dezembro de 1948, para vigorar em 1949-1953 e Lei n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, para 1954-1958. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Juquitiba, por Lei no 8092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembrado de Itapecerica. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 28 de março de 1965. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído do Distrito Sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999. 
Topônimo
O topônimo Juquitiba é proveniente do termo tupi guarani "y-kuî-tiba", que tem como significado "água que cai em abundância". O nome do município seria uma referência às nascentes, riachos e rios existentes em grande quantidade na região, além do clima chuvoso da região serrana. Tal termo originou o apelido "Terra de Muitas Águas". 
Para Eduardo Navarro, vem de îukyra + tyba: ajuntamento de sal, salina.
Geografia
Seus limites são: Ibiúna a oeste e norte, São Lourenço da Serra e Embu-Guaçu a nordeste, São Paulo a leste, Itanhaém a sudeste, Pedro de Toledo e Miracatu a sul.  Sua área é de 521,598 km².
Hidrografia
Juquitiba integra uma região rica em nascentes e cursos d'água, nas sub-bacias hidrográficas do Alto Juquiá e Guarapiranga. O município tem todo seu território classificado como Área de Proteção e Recuperação de Mananciais. Entre os principais cursos d'água, estão:  Rio São Lourenço; Rio Juquiá; Rio Itariru; Ribeirão do Godinho; Ribeirão do Braço Grande; Ribeirão do Bracinho; Ribeirão das Capivaras; Ribeirão das Laranjeiras; Ribeirão dos Cuiabas e Represa Cachoeira do França
Em 2018, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) inaugurou o Sistema Produtor São Lourenço para captação de água da Represa Cachoeira do França, no limite entre os municípios de Juquitiba e Ibiúna, e abastecimento de municípios da Região Metropolitana de São Paulo. 
Rodovias
O principal acesso ao município se dá pela Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que conecta São Paulo a Curitiba e corta o território de Juquitiba. 
Clima
O clima, em Juquitiba, é considerado subtropical. O o verão é morno, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é ameno e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 28 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 32 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Juquitiba e realizar atividades de clima quente são do fim de março ao meio de junho e do início de agosto ao início de setembro. 
A estação morna permanece por 3,1 meses, de 17 de dezembro a 20 de março, com temperatura máxima média diária acima de 27 °C. O mês mais quente do ano em Juquitiba é fevereiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,0 meses, de 15 de maio a 15 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 23 °C. O mês mais frio do ano em Juquitiba é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 22 °C, em média. 
O município localiza-se em região úmida e chuvosa, característica de sua localização, que abrange trechos da Serra do Mar. 
Vegetação
Juquitiba apresenta vegetação ombrófila densa, típica de regiões de Mata Atlântica próximas ao litoral. O município abrange a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, a Área de Proteção Ambiental da Serra do Mar, parte do Parque Estadual da Serra do Mar (Núcleos Curucutu e Itariru) e da zona de amortecimento do Parque Estadual do Jurupará. 
Relevo
A região de Juquitiba é montanhosa, sendo a altitude média do município de 685 metros. O ponto maior altitude fica no bairro das Laranjeiras (900 metros) e o de menor altitude no bairro da Serra do Cafezal (550 metros). 
Economia
Juquitiba é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Juquitiba é singular dentro da Grande São Paulo. Por ser uma Cidade Manancial, o município possui restrições severas para indústrias poluentes.
O Turismo de Aventura é o principal motor econômico. Juquitiba é pioneira no Brasil em atividades de Rafting no Rio Juquiá.
Na produção de água, o município abriga parte da Represa Cachoeira do França, vital para o abastecimento e geração de energia.
Já na agricultura e extrativismo, destaca-se a produção de plantas ornamentais, piscicultura e a agricultura familiar orgânica.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 1,7 mil admissões formais e 1,7 mil desligamentos, resultando em um saldo de 23 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 191.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Juquitiba. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 71 empresas.
Educação
Na área da Educação, o município foca na rede básica e fundamental, enfrentando o desafio de atender comunidades rurais espalhadas por terrenos acidentados. A educação ambiental é um pilar forte no currículo local, buscando conscientizar as novas gerações sobre a importância de preservar os mananciais que sustentam não apenas a cidade, mas toda a metrópole vizinha.
Turismo
Juquitiba possui diversos atrativos relacionados ao ecoturismo e turismo de aventura, como arvorismo, tirolesa, trekking, canoagem, birdwatching, entre outros, oferecidos por empreendimentos turísticos privados. O município é considerado o berço do rafting no Brasil, por sediar a primeira operadora turística a implementar a atual modalidade responsável pela popularização do esporte radical no país. O percurso do Rio Juquiá é explorado por duas empresas de aventura sediadas em suas margens. 
No limite entre Juquitiba e Ibiúna, a Represa Cachoeira do França, criada em 1957 pela Companhia Brasileira de Alumínio, do grupo Votorantim, para geração de energia hidrelétrica, é hoje um conhecido ponto turístico para visitantes em busca de atividades náuticas e pesca esportiva. Por essa razão, é rodeada de pesqueiros e marinas. No entorno da represa também está o principal acesso ao Parque Estadual do Jurupará, que abriga trilhas e cachoeiras. 
Inaugurada em 1993 no centro da cidade, a Aldeia do Artesanato se destaca no turismo cultural como polo local de produção e comércio de artesanato. Entre os atrativos, o local sedia desde sua inauguração o tradicional ateliê do artesão Marquinhos da Aldeia, famoso na região pelo trabalho de entalhe e pintura em madeira. 
Em 2018 foi fundado no município o Observatório do Turismo de Juquitiba, primeira ONG dedicada ao desenvolvimento turístico local. A organização está sediada em empreendimento homônimo que promove atividades de ecoturismo, pesquisa, educação ambiental, lazer e cultura para turistas e moradores locais. 
Em 2019, Juquitiba foi classificado como Município de Interesse Turístico (MIT) pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A cidade integra atualmente a Região Turística Mananciais, Aventura e Arte.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

terça-feira, 2 de junho de 2026

IBAITI - PARANÁ

Ibaiti é um município brasileiro do estado do Paraná, localizado na região conhecida como Norte Pioneiro Paranaense ou Norte Velho. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 29.464 habitantes. 
História
O Coronel Luiz Ferreira de Melo foi responsável por doar 75 alqueires para formação de um povoado nas colinas da região do Norte Pioneiro do Paraná. O povoado recebeu o nome de Patrimônio do Café e foi elevado à categoria de distrito policial, pelo Decreto n.º 651, de 01 de agosto de 1909. Em 1916 intensificou a povoação da localidade com a chegada de mais moradores, atraídos pela exploração carbonífera. 
Pela Lei n.º 2.008, de 01 de março de 1921, foi criado o Distrito de Barra Bonita, com sede na localidade de Patrimônio do Café, subordinado ao município de Tomazina. O Decreto Estadual n.º 2465, de 02 de abril de 1927, determinou que a sede distrital do Patrimônio do Café fosse transferida para a localidade de Barra Bonita. Barra Bonita era uma localidade de onde partia os carros de boi com o carvão produzido na região, o objetivo era levar a produção pela estrada que chegava até Calógeras. O povoado de Barra Bonita teve um rápido desenvolvimento e foi criado por Teófilo Marques da Silveira, Fritz Hebertreit, Alexandre Marques Leal e Ananias Costa. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Barra Bonita passou a denominar-se Ibaiti. Após ser desmembrado do município de Tomazina em 1947, Ibaiti elegeu o seu primeiro prefeito, Júlio Farah. 
Etimologia
O nome Ibaiti, de origem indígena, significa "Agua da Pedra". Por situar-se numa região alta recebe o codinome Rainha das Colinas. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Barra Bonita, pela Lei n.º 2.008, de 01 de março de 1921, subordinado ao município de Tomazina. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito de Ibaiti figura no município de Tomazina. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Barra Bonita passou a denominar-se Ibaiti. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Ibaiti, pela Lei Estadual n.º 2, de 10 de outubro de 1947, desmembrado de Tomazina. Sede no antigo distrito de Ibaiti. Constituído do distrito sede. Instalado em 17 de novembro de 1947. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 3.549, de 04 de fevereiro de 1958, é criado o distrito de Vassoural e Vila Guaí e anexado ao município de Ibaiti. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Ibaiti, Vassoural e Vila Guaí. 
Pela Lei Estadual n.º 5.560, de 29 de maio de 1967, é criado o distrito de Amorinha e anexado ao município de Ibaiti. 
Pela Lei Municipal n.º 62, de 15 de abril de 1964, é criado o distrito de Euzébio de Oliveira e anexado ao município de Ibaiti. 
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 5 distritos: Ibaiti, Amorinha, Euzébio de Oliveira, Vassoural e Vila Guay. 
Pela Lei n.º 33, de 23 de abril de 1993, é criado o distrito de Campinho e anexado ao município de Ibaiti. 
Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído de 6 distritos: Ibaiti, Amorinha, Campinho, Euzébio de Oliveira, Vassoural e Vila Guay. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Economia
Importante polo regional, Ibaiti, além de comarca é sede do 32º núcleo regional de educação do Paraná, possui um dos comércios mais fortes do norte pioneiro paranaense devido a um aglomerado de 7 cidades com menos de 10 mil habitantes, as quais fortalecem o comércio local. O município além de estar servido por boa rede bancária, destaca-se também pela produção madeireira em escala industrial (madeira esta de reflorestamento) com várias indústrias do setor; já na agricultura o município se destaca com a forte produção cafeeira e também fruticultura. 
Ibaiti também é sede do 16º D.E.R (Departamento de Estradas de Rodagem) do Paraná, atual DNIT. O DNIT Ibaiti é responsável pela manutenção de boa parte da malha viária do Norte Pioneiro. 
No polo industrial de Ibaiti, destacam-se as cooperativas, indústria metal mecânica, indústrias de transformação (madeira, cereais), torrefações, olarias, indústrias têxteis, indústria suco alcooleira e biodiesel. 
Ibaiti é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo alto crescimento econômico.
A base econômica de Ibaiti é sólida e diversificada, sustentada pelo vigor do campo e pelo dinamismo do setor terciário.
Na agricultura destacam-se a produção de café, além de soja, milho, feijão e fruticultura em expansão.
Na pecuária, verifica-se a criação de gado de corte e leite, com destaque para a bacia leiteira regional.
No Comércio, a cidade é um polo varejista que atende cidades como Japira, Pinhalão e Tomazina.
A Indústria é focada no agronegócio, cerâmica e pequenas manufaturas têxteis.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 4,2 mil admissões formais e 3,8 mil desligamentos, resultando em um saldo de 353 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 342.
Até janeiro de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Ibaiti, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 134 empresas.

Feiras e eventos
A Feira Industrial, Comercial, Artesanal, e Agropecuária de Ibaiti (FICAI) é realizada anualmente. Conta com várias atrações dentre elas, shows com cantores, rodeios, parque de diversões, praça de alimentação, e ainda exposição de produtos industriais, comerciais, culturais, artesanais e agropecuária de empresas de Ibaiti e região. 
Geografia
Possui uma área é de 896,846 km² representando 0.45 % do estado, 0,1591 % da região e 0,0106 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 23°50'56" sul e a uma longitude 50°11'16" oeste, estando a uma altitude de 850 metros, portanto sendo uma cidade de clima ameno tendo registrado em 1975 sua menor temperatura -5 °C, e até ocorrência de neve em 1955, nos distritos do Patrimônio do Café, Fazendinha e Amora Preta, o ponto culminante do município é o pico, denominado Pico Agudo a 1.050 m, do nível do mar. 
Relevo e Altitude
O município situa-se no Terceiro Planalto Paranaense, apresentando um relevo predominantemente de Cuestas e colinas. A altitude média da sede municipal é de 850 metros, chegando a ultrapassar os 1.000 metros em pontos como o Pico do Agudo.
Solos
Predominam os solos de origem basáltica, incluindo manchas da famosa Terra Roxa. São solos profundos, ricos em minerais e extremamente propícios para a agricultura intensiva.
Vegetação
A cobertura original faz parte da Mata Atlântica, com transições para a Floresta de Araucárias nas áreas mais altas. Hoje, o município mantém reservas de mata nativa e áreas de reflorestamento, essenciais para a preservação das nascentes.
Hidrografia
A hidrografia de Iraiti está composta pelo Rio das Pedras; Rio Laranjinha e
Ribeirão do Engano.
Clima
O clima em Ibaiti é classificado como subtropical úmido mesotérmico com chuvas o ano todo, apresentando uma diminuição no inverno, pela altitude que varia de 800 à 910 metros, é considerada a mais "fria" do Norte Pioneiro. 
Em Ibaiti, o verão é longo, morno, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 12 °C a 29 °C e raramente é inferior a 8 °C ou superior a 32 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Ibaiti e realizar atividades de clima quente são do fim de março ao início de junho e do fim de julho ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 5,3 meses, de 31 de outubro a 10 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Ibaiti é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 15 de maio a 2 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 23 °C. O mês mais frio do ano em Ibaiti é junho, com a mínima de 13 °C e máxima de 22 °C, em média. 
Demografia
Imigração Japonesa

A história da imigração japonesa se faz presente no município de Ibaiti protagonizada pelos fundadores da Seicho-No-Ie do Brasil. Tudo começou em plena época da Segunda Guerra Mundial (l939-1945), quando um pequeno grupo de agricultores japoneses, liderados pelos irmão Miyoshi e Daijiro Matsuda, resolveu organizar a Associação dos Jovens da Seicho-No-Ie Aurora. Os dois irmãos moravam no Bairro Amora Preta e conheceram a doutrina por meio de um vizinho que possuía vários exemplares de revista relativa ao assunto e que divulgava o acontecimento de curas milagrosas. No ano de 1934, além das revistas, Daijiro começou a ler o livro “Seimei No Jisso” (A Verdade da Vida) e se refez de doença que havia contraído. Motivados pela cura os dois irmãos se empenharam a propagar as maravilhas daquela cultura religiosa e em pouco tempo conseguiram reunir um grupo disposto a participar das atividades doutrinárias. 
Em 1942, eles construíram e inauguraram a sede da associação. A reunião aconteceu às 5 horas do dia 11 de fevereiro. O horário foi escolhido em função do clima hostil da Segunda Guerra Mundial, período em que os imigrantes japoneses eram proibidos de se reunirem para conversar na língua de origem. 
Em 25 de junho de 1955, a entidade foi oficializada com o nome de Associação dos Moços da Seicho-No-Ie do Brasil, que em 1980 passou a ser denominada simplesmente de Seicho-No-Ie do Brasil. 
Imigração Polonesa
As primeiras famílias de imigrantes poloneses que vieram para o Município de Ibaiti, fixaram residência no Bairro da Amorinha e posteriormente na cidade de Ibaiti. 
Imigração Italiana
As primeiras famílias italianas chegaram ao município de Ibaiti por volta de 1916 para trabalharem nas fazendas de café. 
Imigração Árabe
Os árabes que vieram para esta região trouxeram consigo a velha tradição de comerciantes, eram os conhecidos mascates, que iam de porta em porta vender suas mercadorias. 
Subdiviões
Distritos

Ibaiti é composto por seis distritos: Ibaiti (sede); Campinho; Vila Guay; Vassoural; Amorinha e Euzébio de Oliveira.
Infraestrutura
Educação

Ibaiti conta com unidades escolares de ensino básico, ensino médio e ensino superior, onde se destacam a Faculdade de Administração, Educação e Tecnologia de Ibaiti (FEATI); a Universidade Norte do Paraná (UNOPAR); a Associação de Ensino Superior de Ibaiti e o Polo de Apoio Presencial ao Ensino Superior de Ibaiti.
Transportes
As rodovias que atendem à cidade são:
- Federais: BR-153 (Rod. Transbrasiliana), BR-272 (Itararé-Guaira): Na rodovia no sentido Ibaiti-Ventania, esta passa pela encosta de uma serra por alguns quilômetros formando uma paisagem pitoresca onde em períodos de chuvas aparecem cachoeiras que modificam a paisagem formando cortinas d'água nos paredões, deixando um belo visual.
- Estaduais: PR-435; PR-531.
Turismo
Ibaiti tem vários pontos turísticos, dentre eles se destacam: a Serra do Caratuva; a gruta da Sulfurosa, onde a água possui propriedades curativas; o Parque Estadual da Mina Velha, que possui uma queda d'água de 50 metros; a Cachoeira do Aristeu, que possui uma queda d'água de aproximadamente 70 metros; a Cachoeira do Dodô, que possui uma queda d'água de aproximadamente 40 metros; o Arco da Gruta, que era povoado por tribos indígenas.
Destaca-se também o Pico Agudo, elevação de aproximadamente 1000 metros acima do nível do mar. De fácil acesso, está localizado entre os municípios de Japira e Ibaiti. É utilizado para prática e campeonatos de paraglider.
Ibaiti ainda é servida de diversas grutas de calcário e arenito, totalizando 7 cadastradas no IBAMA/SBE, todas as explorações espeleológicas desenvolvidas, ocorreram entre 1993 a 1997, sendo estas cavidades naturais cadastradas. Dentre estas cavidades subterrâneas naturais, a Gruta do Arco é formada no Arenito Itararé, e tem restos paleontológicos do Período Pleistoceno.
O turismo em Ibaiti tem crescido exponencialmente, impulsionado pelo contato direto com a natureza e o relevo privilegiado.
O Pico do Agudo é o ponto mais alto da região, oferecendo uma visão panorâmica deslumbrante. É um destino favorito para praticantes de voo livre, parapente e asa delta, e trilheiros.
O município é rico em quedas d'água, como a Cachoeira do Arrependido, que atrai banhistas e entusiastas do ecoturismo durante o verão.
A Mina de Carvão é um marco histórico da exploração mineral na região, que guarda memórias do desenvolvimento industrial paranaense.
O evento de destaque é a FICAI - Feira Industrial, Comercial e Agrícola de Ibaiti, o maior evento da cidade, celebrando a identidade produtiva e cultural do município com shows e exposições.
Ibaiti é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo alto crescimento econômico.
Esporte
No passado a cidade de Ibaiti possuiu um clube no Campeonato Paranaense de Futebol, o Ibaiti Futebol Clube.
Clubes e associações
A cidade conta com diversos clubes e associações, dentre os quais estão: Casa da Cultura de Ibaiti; Rotary Club de Ibaiti, fundado em dezembro de 1954, tendo como padrinho o Rotary Club de Cambará. O primeiro presidente do Rotary Club de Ibaiti foi Gustavo Almeida Rayel; Lions Club de Ibaiti; Associação Comercial e Industrial de Ibaiti (ACIIB); Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil; Exposição Feira Agropecuária de Ibaiti (FICAI, feira anual); CTG União Campeira – Ibaiti e Sociedade Rural Regional de Ibaiti (SORRI). 
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .