Barra do Choça é um município brasileiro do interior e sudoeste do estado da Bahia. É um dos 24 territórios integrantes do Território de Identidade Sudoeste Baiano, proposto pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. Sua população estimada em 2025 foi de 38.581 habitantes, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sua área territorial é de 765,936 km².
O município foi criado com território desmembrado de Vitória da Conquista, pela Lei Estadual n.º 1.694, de 22 de junho de 1962 e instalado em 7 de abril de 1963.
História
As origens do atual município de Barra do Choça prendem-se à história do Sertão da Ressaca, também conhecido como Planalto de Conquista. Era fazenda de Barra do Choça era ainda uma fazenda e ponto de pouso para tropeiros, boiadeiros e viajantes no século XIX, até configurar arraial de Barra do Choça pertencente a Imperial Vila da Vitória e depois distrito, no início do século XX, de Vitória da Conquista. Em 1962 foi emancipada permanecendo com o nome de cidade de Barra do Choça, com a configuração dos limites atuais.
Na primeira metade do século XIX, o arraial da Conquista, que pertencia ao termo de Caetité, sofreu algumas mudanças de ordem administrativa e territorial. Em 1831, a freguesia do rio Pardo foi elevada a categoria de vila da Província de Minas Gerais e, consequentemente, o arraial da Conquista, assim como os arraiais de Santo Antonio da Barra, São Felipe e Poções passaram ao domínio administrativo da Província de Minas Gerais. Esta decisão não foi aceita pelos moradores desses povoados, principalmente o arraial da Conquista, gerando muitos protestos “justamente pela alegação dos seus habitantes da longa distância da capital mineira e pelo fato de já constituírem uma população de 8 a 10 mil pessoas”. Contudo, as respostas da presidência da província da Bahia e de Minas Gerais demoraram e, somente, em 1839 o território foi desmembrado da província de Minas Gerais. No ano seguinte, 1840, o arraial emancipou-se, conservando os limites anteriores com a denominação de Imperial Vila da Vitória.
No seu conjunto, o povoamento do Sertão da Ressaca ocorreu a partir da necessidade de expansão dos domínios dos bandeirantes; a necessidade de descobrir novas minas de metais preciosos, bem como da necessidade dos moradores das Vilas do Rio de Contas e Minas Novas obterem produtos necessários à sobrevivência dos habitantes daquelas povoações. Após estabelecer-se no Planalto da Conquista, João Gonçalves da Costa procurou desbravar toda a região. Não havendo se concretizado a descoberta de novas fontes de mineração no Sertão da Ressaca, a ocupação ocorreu com base nas fazendas de gado e na agricultura de subsistência. Assim, a descendência de João Gonçalves da Costa constituiu o núcleo inicial do povoamento, tendo, através das alianças de casamento, atraído outras famílias pioneiras para o local.
Assim, no século XIX, o Sertão da Ressaca representava uma das principais áreas de criação de gado, cultivo de algodão e produção de alimentos, como também, por ser um entreposto ligando as várias regiões da Província da Bahia, tornou-se ponto obrigatório de parada de viajantes, comerciantes e boiadeiros. O que favoreceu o surgimento e o crescimento do comércio na região.
Mas a população atual do Sertão da Ressaca e, em especial, Barra do Choça, era bem diferente, pois antes dos homens brancos chegarem, existiam por essas terras tribos indígenas das nações Ymboré (Aymoré), Os Sapuyás kiriris, Kamakã (Mongoió) e Pataxó, todos pertencentes ao tronco dos grupos Jê.
Com a matança e expulsão dos indígenas de suas terras, as fazendas de gado e de agricultura se espalharam pela região, provocando desaparecimento das matas nativas e dos animais, principalmente a onça. Infelizmente, os indígenas e alguns animais desapareceram da região e hoje fazem parte das lembranças, da história.
A fazenda Barra do Choça pertenceu ao Capitão-mor João Gonçalves da Costa e depois da sua morte teve seu território fragmentado pelos membros de sua família. Com o passar dos anos, essa fragmentação se acentuou devido a divisão por herança, mas também pela compra e venda, o que possibilitou a aquisição de partes das terras da Fazenda Barra do Choça a outros membros de famílias tradicionais que povoaram a região juntamente com os Gonçalves da Costa, a exemplo dos Oliveiras Freitas, e, portanto, famílias proprietárias de terras e escravos que detinha o poder político e econômico da Imperial Vila da Vitória, tendo terras também no município onde hoje é Barra do Choça.
No século XIX, Barra do Choça era também ponto de passagem de tropeirismo. O tropeiro, figura indispensável em tempos difíceis, era a pessoa que possibilitava a ligação de uma região à outra, era também a fonte de aquisição tanto de mercadorias como de informações. Dessa forma, ao longo das estradas se dava a fixação de ranchos, em que os tropeiros, viajantes e boiadeiros pernoitavam, gerando assim, um pequeno comércio, tendo a venda como o principal ponto. O rancho também era o responsável pelo surgimento de lugarejos, como é o caso de Barra do Choça e Jequié, uma vez que a região era área de pouso, de engorda e de criação de bovinos.
Dessa forma, os documentos pesquisados, apontam a existência de Barra do Choça, primeiro como fazenda, depois como povoado e por último como distrito, ligado a história de Vitória da Conquista. Depois de passar por um plebiscito, o povo de Barra do Choça confirmou o desejo da emancipação. Assim, em Outubro de 1962, foi realizada as eleições para compor o legislativo e o executivo do novo município, que nesse período tinha aproximadamente 600 eleitores. Somente em 7 de abril de 1963 é que iniciou as atividades do legislativo, sendo discussões corridas em torno de duas indicações do prefeito Roduzindo Alves dos Santos.
Na ocasião, segundo moradores de Barra do Choça, a população (moradores e proprietários de terras) não acreditavam na lavoura do café que aos poucos foi ganhando espaço e se tornando o principal produto cultivado. Devido ao crescimento da cultura cafeeira, Barra do Choça é conhecida como a Capital do Café.
Barra do Choça foi conhecida durante muitos anos como a Cidade do Café, por ser o município com maior produção de sacas de café do Norte e Nordeste do Brasil.
Formação Administrativa
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Conquista o distrito de Barra da Choça.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, retificado pelo Decreto Estadual n.º 12.978, de 1º de junho de 1944, o município de Conquista tomou a denominação de Vitória da Conquista.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o distrito de Barra da Choça figura no município de Vitória da Conquista (ex Conquista).
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955.
Elevado à categoria de município com a denominação de Barra do Choça, pela Lei Estadual n.º 1.694, de 22 de junho de 1962, desmembrado de Vitória da Conquista. Sede no antigo distrito de Barra do Choça. Constituído do distrito sede. Instalado em 07 de abril de 1963.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede.
Pela Lei Municipal n.º 010, de 31 de agosto de 1999, é criado o distrito de Barra Nova e anexado ao município de Barra do Choça.
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 2 distritos: Barra do Choça e Barra Nova.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
O município foi criado com território desmembrado de Vitória da Conquista, pela Lei Estadual n.º 1.694, de 22 de junho de 1962 e instalado em 7 de abril de 1963.
História
As origens do atual município de Barra do Choça prendem-se à história do Sertão da Ressaca, também conhecido como Planalto de Conquista. Era fazenda de Barra do Choça era ainda uma fazenda e ponto de pouso para tropeiros, boiadeiros e viajantes no século XIX, até configurar arraial de Barra do Choça pertencente a Imperial Vila da Vitória e depois distrito, no início do século XX, de Vitória da Conquista. Em 1962 foi emancipada permanecendo com o nome de cidade de Barra do Choça, com a configuração dos limites atuais.
Na primeira metade do século XIX, o arraial da Conquista, que pertencia ao termo de Caetité, sofreu algumas mudanças de ordem administrativa e territorial. Em 1831, a freguesia do rio Pardo foi elevada a categoria de vila da Província de Minas Gerais e, consequentemente, o arraial da Conquista, assim como os arraiais de Santo Antonio da Barra, São Felipe e Poções passaram ao domínio administrativo da Província de Minas Gerais. Esta decisão não foi aceita pelos moradores desses povoados, principalmente o arraial da Conquista, gerando muitos protestos “justamente pela alegação dos seus habitantes da longa distância da capital mineira e pelo fato de já constituírem uma população de 8 a 10 mil pessoas”. Contudo, as respostas da presidência da província da Bahia e de Minas Gerais demoraram e, somente, em 1839 o território foi desmembrado da província de Minas Gerais. No ano seguinte, 1840, o arraial emancipou-se, conservando os limites anteriores com a denominação de Imperial Vila da Vitória.
No seu conjunto, o povoamento do Sertão da Ressaca ocorreu a partir da necessidade de expansão dos domínios dos bandeirantes; a necessidade de descobrir novas minas de metais preciosos, bem como da necessidade dos moradores das Vilas do Rio de Contas e Minas Novas obterem produtos necessários à sobrevivência dos habitantes daquelas povoações. Após estabelecer-se no Planalto da Conquista, João Gonçalves da Costa procurou desbravar toda a região. Não havendo se concretizado a descoberta de novas fontes de mineração no Sertão da Ressaca, a ocupação ocorreu com base nas fazendas de gado e na agricultura de subsistência. Assim, a descendência de João Gonçalves da Costa constituiu o núcleo inicial do povoamento, tendo, através das alianças de casamento, atraído outras famílias pioneiras para o local.
Assim, no século XIX, o Sertão da Ressaca representava uma das principais áreas de criação de gado, cultivo de algodão e produção de alimentos, como também, por ser um entreposto ligando as várias regiões da Província da Bahia, tornou-se ponto obrigatório de parada de viajantes, comerciantes e boiadeiros. O que favoreceu o surgimento e o crescimento do comércio na região.
Mas a população atual do Sertão da Ressaca e, em especial, Barra do Choça, era bem diferente, pois antes dos homens brancos chegarem, existiam por essas terras tribos indígenas das nações Ymboré (Aymoré), Os Sapuyás kiriris, Kamakã (Mongoió) e Pataxó, todos pertencentes ao tronco dos grupos Jê.
Com a matança e expulsão dos indígenas de suas terras, as fazendas de gado e de agricultura se espalharam pela região, provocando desaparecimento das matas nativas e dos animais, principalmente a onça. Infelizmente, os indígenas e alguns animais desapareceram da região e hoje fazem parte das lembranças, da história.
A fazenda Barra do Choça pertenceu ao Capitão-mor João Gonçalves da Costa e depois da sua morte teve seu território fragmentado pelos membros de sua família. Com o passar dos anos, essa fragmentação se acentuou devido a divisão por herança, mas também pela compra e venda, o que possibilitou a aquisição de partes das terras da Fazenda Barra do Choça a outros membros de famílias tradicionais que povoaram a região juntamente com os Gonçalves da Costa, a exemplo dos Oliveiras Freitas, e, portanto, famílias proprietárias de terras e escravos que detinha o poder político e econômico da Imperial Vila da Vitória, tendo terras também no município onde hoje é Barra do Choça.
No século XIX, Barra do Choça era também ponto de passagem de tropeirismo. O tropeiro, figura indispensável em tempos difíceis, era a pessoa que possibilitava a ligação de uma região à outra, era também a fonte de aquisição tanto de mercadorias como de informações. Dessa forma, ao longo das estradas se dava a fixação de ranchos, em que os tropeiros, viajantes e boiadeiros pernoitavam, gerando assim, um pequeno comércio, tendo a venda como o principal ponto. O rancho também era o responsável pelo surgimento de lugarejos, como é o caso de Barra do Choça e Jequié, uma vez que a região era área de pouso, de engorda e de criação de bovinos.
Dessa forma, os documentos pesquisados, apontam a existência de Barra do Choça, primeiro como fazenda, depois como povoado e por último como distrito, ligado a história de Vitória da Conquista. Depois de passar por um plebiscito, o povo de Barra do Choça confirmou o desejo da emancipação. Assim, em Outubro de 1962, foi realizada as eleições para compor o legislativo e o executivo do novo município, que nesse período tinha aproximadamente 600 eleitores. Somente em 7 de abril de 1963 é que iniciou as atividades do legislativo, sendo discussões corridas em torno de duas indicações do prefeito Roduzindo Alves dos Santos.
Na ocasião, segundo moradores de Barra do Choça, a população (moradores e proprietários de terras) não acreditavam na lavoura do café que aos poucos foi ganhando espaço e se tornando o principal produto cultivado. Devido ao crescimento da cultura cafeeira, Barra do Choça é conhecida como a Capital do Café.
Barra do Choça foi conhecida durante muitos anos como a Cidade do Café, por ser o município com maior produção de sacas de café do Norte e Nordeste do Brasil.
Formação Administrativa
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Conquista o distrito de Barra da Choça.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, retificado pelo Decreto Estadual n.º 12.978, de 1º de junho de 1944, o município de Conquista tomou a denominação de Vitória da Conquista.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o distrito de Barra da Choça figura no município de Vitória da Conquista (ex Conquista).
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955.
Elevado à categoria de município com a denominação de Barra do Choça, pela Lei Estadual n.º 1.694, de 22 de junho de 1962, desmembrado de Vitória da Conquista. Sede no antigo distrito de Barra do Choça. Constituído do distrito sede. Instalado em 07 de abril de 1963.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede.
Pela Lei Municipal n.º 010, de 31 de agosto de 1999, é criado o distrito de Barra Nova e anexado ao município de Barra do Choça.
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 2 distritos: Barra do Choça e Barra Nova.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
O nome do município carrega uma simplicidade rústica. "Barra" refere-se à foz ou ao encontro de águas (especificamente o encontro do Rio Choça com outros cursos d'água locais). Já "Choça" remete a uma pequena cabana ou choupana rudimentar que existia no local e servia de ponto de referência para os viajantes e tropeiros que cruzavam a região.
Geografia
A geografia de Barra do Choça é o seu maior trunfo econômico e ambiental. Inserida no Planalto de Vitória da Conquista, a cidade possui características geofísicas raras na Bahia.
Altitude
A sede municipal encontra-se a uma altitude média de 890 metros, com pontos que ultrapassam os 1.000 metros. Essa elevação é o fator determinante para a qualidade do café ali produzido.
Clima
O clima é classificado como Tropical de Altitude (Cwa/Cwb). Diferente do calor intenso comum no estado, Barra do Choça registra temperaturas médias anuais em torno de 19 °C, podendo cair para menos de 10 °C durante o inverno, com a presença constante de neblina (a famosa "garoa" do Planalto).
Relevo
O relevo é predominantemente de planalto, com ondulações suaves que facilitam a mecanização.
Solo
O solo é do tipo Latossolo Vermelho-Escuro, profundo, poroso e extremamente fértil após correções técnicas.
Vegetação
A região é uma zona de transição biológica. Originalmente, possuía grandes extensões de Mata de Cipó (uma transição entre a Mata Atlântica e a Caatinga) e trechos de floresta tropical. Hoje, grande parte deu lugar às pastagens e cafezais, restando áreas de preservação permanente.
Economia
Barra do Choça é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia de Barra do Choça gira quase inteiramente em torno do Café. O município é um dos maiores produtores de café do Norte e Nordeste do Brasil. O foco recai sobre o café arábica, que encontra nas noites frias e na altitude da cidade as condições perfeitas para desenvolver doçura e acidez equilibradas. Além do café, a hortifruticultura e a pecuária leiteira complementam o PIB local.
A economia do município de Barra do Choça está fundamentada principalmente na agropecuária. A produção de café representa mais de 80% das atividades econômicas e da utilização da mão de obra. Além do café, há também a produção de feijão, mandioca, milho, etc.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 385 admissões formais e 382 desligamentos, resultando em um saldo de 3 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 40.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Barra do Choça, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 16 empresas.
Educação
No campo da Educação Superior, o município beneficia-se da extrema proximidade com Vitória da Conquista, um dos maiores polos universitários do interior do Nordeste. A maioria dos estudantes de Barra do Choça frequenta a UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) e a UFBA (Universidade Federal da Bahia) em Conquista. No entanto, a cidade conta com polos de Educação a Distância (EaD) de grandes redes privadas, focando especialmente em cursos voltados à gestão do agronegócio e pedagogia.
Turismo
O turismo em Barra do Choça é essencialmente rural e ecológico.
Turistas visitam fazendas históricas e modernas para conhecer o processo de produção docafé, da florada à xícara.
A Cachoeira do Rio das Mulheres e as trilhas na Serra do Muritiba são destinos populares para quem busca contato com a natureza.
Cultura
A principal festividade é a Festa do Café, que celebra a colheita com shows, feiras de tecnologia agrícola e manifestações folclóricas. O calendário religioso também é forte, com festas para o padroeiro, o Senhor do Bonfim.
Esporte
O futebol amador é a paixão local, com campeonatos municipais que mobilizam os distritos. Recentemente, o ciclismo de montanha (Mountain Bike) ganhou enorme força, aproveitando as estradas rurais onduladas e o clima fresco para competições regionais.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .
Geografia
A geografia de Barra do Choça é o seu maior trunfo econômico e ambiental. Inserida no Planalto de Vitória da Conquista, a cidade possui características geofísicas raras na Bahia.
Altitude
A sede municipal encontra-se a uma altitude média de 890 metros, com pontos que ultrapassam os 1.000 metros. Essa elevação é o fator determinante para a qualidade do café ali produzido.
Clima
O clima é classificado como Tropical de Altitude (Cwa/Cwb). Diferente do calor intenso comum no estado, Barra do Choça registra temperaturas médias anuais em torno de 19 °C, podendo cair para menos de 10 °C durante o inverno, com a presença constante de neblina (a famosa "garoa" do Planalto).
Relevo
O relevo é predominantemente de planalto, com ondulações suaves que facilitam a mecanização.
Solo
O solo é do tipo Latossolo Vermelho-Escuro, profundo, poroso e extremamente fértil após correções técnicas.
Vegetação
A região é uma zona de transição biológica. Originalmente, possuía grandes extensões de Mata de Cipó (uma transição entre a Mata Atlântica e a Caatinga) e trechos de floresta tropical. Hoje, grande parte deu lugar às pastagens e cafezais, restando áreas de preservação permanente.
Economia
Barra do Choça é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia de Barra do Choça gira quase inteiramente em torno do Café. O município é um dos maiores produtores de café do Norte e Nordeste do Brasil. O foco recai sobre o café arábica, que encontra nas noites frias e na altitude da cidade as condições perfeitas para desenvolver doçura e acidez equilibradas. Além do café, a hortifruticultura e a pecuária leiteira complementam o PIB local.
A economia do município de Barra do Choça está fundamentada principalmente na agropecuária. A produção de café representa mais de 80% das atividades econômicas e da utilização da mão de obra. Além do café, há também a produção de feijão, mandioca, milho, etc.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 385 admissões formais e 382 desligamentos, resultando em um saldo de 3 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 40.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Barra do Choça, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 16 empresas.
Educação
No campo da Educação Superior, o município beneficia-se da extrema proximidade com Vitória da Conquista, um dos maiores polos universitários do interior do Nordeste. A maioria dos estudantes de Barra do Choça frequenta a UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) e a UFBA (Universidade Federal da Bahia) em Conquista. No entanto, a cidade conta com polos de Educação a Distância (EaD) de grandes redes privadas, focando especialmente em cursos voltados à gestão do agronegócio e pedagogia.
Turismo
O turismo em Barra do Choça é essencialmente rural e ecológico.
Turistas visitam fazendas históricas e modernas para conhecer o processo de produção docafé, da florada à xícara.
A Cachoeira do Rio das Mulheres e as trilhas na Serra do Muritiba são destinos populares para quem busca contato com a natureza.
Cultura
A principal festividade é a Festa do Café, que celebra a colheita com shows, feiras de tecnologia agrícola e manifestações folclóricas. O calendário religioso também é forte, com festas para o padroeiro, o Senhor do Bonfim.
Esporte
O futebol amador é a paixão local, com campeonatos municipais que mobilizam os distritos. Recentemente, o ciclismo de montanha (Mountain Bike) ganhou enorme força, aproveitando as estradas rurais onduladas e o clima fresco para competições regionais.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .