Codajás é um município brasileiro localizado no interior do estado do Amazonas. Sua população era estimada em 24.572 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2025.
História
Primitivamente era aldeia de Cudaiá, de índios do mesmo nome, mais tarde tornou-se pousada dos índios Muras ou Môras, que ainda em meados do século XVIII ocupavam as margens e os lagos do rio Amazonas e Madeira. Nas imediações da localidade há numerosos lagos, bastantes piscicosos, entre eles o lago de Cudaiá, (Miuá) onde em 1864 aportou o cidadão procedente de Turiaçu, no Maranhão, José Manoel da Rocha Thury, trazendo consigo várias famílias e lançando os fundamentos de Codajás, que muito contribuiu para o crescimento do lugar, implantando uma fazenda de gado que se tornou próspera. Nesse tempo, a localidade recebeu o nome de Barreiras de Cudajáz. Em 26 de Julho de 1865, o deputado Padre Bernardo Ivo de Nazaré Ferreira apresentou um projeto de lei à Assembleia Provincial e em 30 de junho de 1868 através da Lei n.º 175 passou a se chamar Fraguezia de Nossa Senhora das Graças de Cudajáz. Recebeu como de costume na época, a aprovação canônica em 26 de outubro de 1870. Codajás recebeu status de município pela Lei Provincial n.º 287 de 01 de maio de 1874 (instalado: 5 de agosto de 1875).
Ciclo da borracha e a Segunda Guerra Mundial
A Segunda Guerra Mundial trouxe muita calamidade ao Amazonas, principalmente para o interior do estado. Nesse período, a depressão econômica veio dificultar, ainda mais, a vida dos ribeirinhos.
Os efeitos da guerra provocaram a miséria, a fome e a depressão assolavam os moradores do município de Codajás.
Ciclo evolutivo da borracha
No decorrer desse conflito mundial, registrou-se uma grande corrida aos seringais da Amazônia. Uma vez que havia necessidade de maior produção de borracha (Hévea brasiliensis), como matéria-prima para a fabricação de pneus de avião e em diferentes ramos da indústria bélica brasileira.
Nos termos do Decreto-Lei n.º 5.813, de 14 de setembro de 1943, foram recrutados cerca de 15.000 homens por ordem do Presidente Getúlio Vargas, para produzirem borracha nos seringais da Amazônia. Vindos do Nordeste e de outras regiões do país, esses "soldados anônimos" enfrentaram um inimigo comum: As doenças (Impaludismo, Febre Negra) e a fúria dos animais selvagens existentes na região.
Os trabalhadores nacionais enviados para o vale Amazônico e os que lá já estavam, produziram no ano de 1944, cerca de Quatorze Milhões e meio de quilos de borracha, sendo que, Codajás contribuiu com a expressiva parcela de 89.928 quilos.
Pelo esforço excessivo de guerra e pela contribuição na produção da matéria-prima(borracha) como subsídio industrial de guerra, esses trabalhadores ficaram conhecidos como "Soldados da Borracha".
Participação de codajaenses na Segunda Guerra Mundial
Durante o período em que o Brasil estava participando do conflito, o exército ia recrutando, gradativamente, os reservistas que já haviam prestado o serviço militar. Esses reservistas eram sorteados para inspeção em Manaus, em seguida, encaminhados para os treinamentos de guerra.
Do Município de Codajás foram sorteados para inspeção: Valdir Rosas, Antero Sampaio, Minor Sampaio, Toín (filho de Zé Onório), Raimundo Bezerra de Almeida e Moadi Braga. Por apresentarem cartas de recomendação, apresentando-se como arrimo de família, foram liberados da inspeção, ficando para os treinamentos militares apenas Moadi Braga.
Segundo depoimentos do Sr. Moadi Braga, alguns soldados, com medo da guerra, mandavam arrancar os dentes para burlar a inspeção que era bastante rigorosa. Na verdade, os dentes eram de vital importância para o acionamento de granadas. Acrescenta, ainda, que não participou diretamente da batalha, pois a guerra acabou antes de serem acionados, na Itália.
Formação Administrativa
Em 30 de junho de 1862, pela Lei Provincial n.º 175, é criada a freguesia de Nossa Senhora das Graças de Codajás.
Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora da Graça de Codajás, pela Lei Provincial n.º 175, de 30 de junho de 1868.
Elevado à condição de vila com a denominação de Codajás, pela Lei Provincial n.º 287, de 01 de maio de 1874, desmembrada do município de Manaus. Sede no atual distrito de Codajás (ex Nossa Senhora da Graça de Codajás), sendo o município instalado em 05 de agosto de 1875.
Em 10 de abril de 1891, pelo Decreto Estadual n.º 95-A, é criado o termo judiciário de Codajás, subordinado à comarca de Coari.
Posteriormente, foi o município dividido em quatro distritos: Codajás, Badajós, Anori e Anumã.
Pela Lei Municipal n.º 06, de 17 de julho de 1893, foram criados os distritos de Anamã e Anori e anexados ao município de Codajaz.
Em 27 de setembro de 1911, pela Lei Estadual n.º 682, é criada a comarca de Codajás, que se instala em 25 de janeiro de 1912. O município é constituído de 3 distritos: Codajás, Anamã e Anori,
Em 30 de outubro de 1913, pela Lei Estadual n.º 141, é extinta a comarca.
Em 25 de novembro de 1921, pela Lei n.º 1.126, ocorreu a instalação de Manacapuru, o termo de Codajás passou a subordinar-se o termo de Coari.
Em 07 de fevereiro de 1922, pela Lei n.º 1.133, foi restaurada a comarca de Manacapuru a qual foi novamente anexado o termo de Codajás.
Em 10 de março de 1924, pela Lei n.º 1.220, passou o termo de Codajás a subordinar-se novamente à comarca de Coari.
Em 04 de janeiro de 1926, pela Lei n.º 1.223, voltou mais uma vez o termo de Codajás a integrar a comarca de Manacapuru.
Pelo Ato Estadual n.º 45, de 28 de novembro de 1930, vila de Codajás foi suprimida, sendo seu território anexado ao município de Coari, como simples distrito.
Em 14 de setembro de 1931, pelo Ato Estadual n.º 33, foi restaurado, ficando o termo judiciário subordinado à comarca de Manacapuru e o município constituído de um só distrito. Na divisão judiciária de 1937, figura Codajás como termo único de comarca do mesmo nome.
Em 30 de março de 1938, pela Lei Estadual n.º 68, a sede municipal recebe foros de cidade.
Na divisão administrativa, fixada pelo Decreto-Lei Estadual n.º 176, de 01 de dezembro de 1938, figura o Município de Codajás com três distritos: Codajás, Anamã e Anori. Os dois últimos foram criados pelo mesmo decreto citado, com território desmembrado do distrito-sede, mantendo até 1956 a mesma composição distrital e é sede da comarca do mesmo nome.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Codajás, Anamã e Anori.
Assim permanecendo em divisão territorial datada 01 de julho de 1955.
A Lei Estadual n.º 117, de 29 de dezembro de 1956, desmembra do município de Codajás os distritos de Anori e Anamã, para constituir o novo de Anori.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede, assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979.
Pela Emenda Constitucional n.º 12, de 10 de dezembro de 1981 (Art. 2º - Disposições Transitórias), delimitado pelo Decreto Estadual n.º 6.158, de 25 de fevereiro de 1982, é criado o distrito de Bodajós e anexado ao município de Codájas.
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.
Origem do Nome
O nome "Codajás" tem raízes indígenas profundas, homenageando o povo originário que habitava a região, os Codajás, que viviam em harmonia com o rio e a floresta. A história de seu povoamento funde-se com o ciclo da exploração da borracha e a ocupação das missões religiosas.
Geografia
A geografia de Codajás é um espetáculo da natureza amazônica.
Altitude e Relevo
Com uma altitude baixíssima, o relevo é composto por extensas planícies e áreas de várzea, que se transformam conforme o ciclo das águas. O clima é o equatorial, com umidade elevada e temperaturas que garantem o vigor da floresta durante todo o ano.
Solo
O solo, rico em nutrientes trazidos pelas cheias do Solimões, sustenta uma vegetação exuberante de mata de várzea, igapós e floresta densa. Essa biodiversidade única é a base para a vida silvestre e para o modo de vida local. É uma geografia que exige adaptação, mas que presenteia quem a habita com recursos naturais preciosos, sendo o rio o verdadeiro condutor da vida e do desenvolvimento da nossa gente.
Clima
Em Codajás, o verão é curto e quente; o inverno é longo e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo, de céu encoberto e com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 31 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 34 °C.
A melhor época do ano para visitar Codajás e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao meio de agosto.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1976 a 1989 e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Codajás foi de 13,4 °C em 24 de fevereiro de 1986, e a maior atingiu 38,6 °C em 11 de novembro de 2007 e 25 de setembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 175,8 milímetros (mm) em 10 de dezembro de 2002. Novembro de 1993, com 873,1 mm, foi o mês de maior precipitação, seguido por março de 2017 (700,6 mm).
A estação quente permanece por 1,6 mês, de 3 de setembro a 23 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Codajás é outubro, com a máxima de 31 °C e mínima de 25 °C, em média.
A estação fresca permanece por 7,0 meses, de 21 de dezembro a 21 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Codajás é junho, com a mínima de 23 °C e máxima de 28 °C, em média.
Em Codajás, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Codajás começa por volta de 27 de maio e dura 3,2 meses, terminando em torno de 4 de setembro.
O mês menos encoberto do ano em Codajás é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 55% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 4 de setembro e dura 8,7 meses, terminando em torno de 27 de maio.
O mês mais encoberto do ano em Codajás é novembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 87% do tempo.
Economia
Codajás é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia local tem no açaí o seu maior símbolo; Codajás é reconhecida pela produção de um açaí de qualidade excepcional, que é a base da renda de muitas famílias. Além do extrativismo vegetal, a pesca e a agricultura de subsistência desempenham papéis fundamentais. O comércio local e os serviços públicos têm se expandido, buscando atender aos anseios de uma população que deseja crescer com sustentabilidade e dignidade.
De janeiro a maio de 2026, foram registradas 75 admissões formais e 34 desligamentos, resultando em um saldo de 41 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 2.
Até junho de 2026 houve registro de 7 novas empresas em Codajás, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, 4 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 24 empresas.
Educação
Codajás compreende que a educação é a chave para transformar realidades. Nos últimos anos, o município tem buscado superar os desafios da distância geográfica através de parcerias com universidades públicas, que oferecem cursos na modalidade à distância e polos presenciais. O objetivo é formar profissionais capacitados para o manejo sustentável da floresta, a gestão pública e o empreendedorismo, permitindo que os jovens codajaenses construam seus projetos de vida sem precisar abandonar sua terra natal.
Turismo
O município possui, nos tempos da seca, grandes praias ao longo do rio Solimões, que constituem belezas capazes de atrair o visitante.
O turismo em Codajás é um convite à imersão total na natureza. O passeio pelos lagos, a observação da fauna amazônica e a visita às comunidades ribeirinhas são momentos de conexão inigualável. A cultura é a maior riqueza: a Festa do Açaí é o momento máximo de celebração, onde a música, a dança e a culinária regional se unem para exaltar a identidade local. A comida típica, com o peixe fresco e o açaí, é uma experiência sensorial única.
Cultura
Aniversário da Cidade de Codajás
No 31 de março é comemorado o aniversário do município de Codajás. Apesar de ter sido povoada em 1875, foi apenas em 1938 que a área foi desmembrada e reconhecida como município.
Todos os anos a cidade prepara os festejos para comemorar tal data e receber os visitantes, que desfrutam as atrações culturais, musicais e gastronômicas.
Festa do Açaí
Com sua primeira edição datada de 1987, ocorre todos os anos no final do mês de abril, e conta como principais atrações a degustação do fruto, atrações musicais e o desfile das candidatas à Rainha do Açaí em trajes típicos.
Marcha Cívica
Ocorre no dia 5 de setembro, quando comemora-se a elevação do Amazonas a categoria de Província. Neste evento celebramos a cidadania, onde escolas, associações e demais organizações provem uma parada (desfile) para população como maior demonstração democrática.
Festejos religiosos
Codajás é sede da Paróquia Nossa Senhora das Graças, fundada em 1870, ligada à Diocese de Coari com aproximadamente 40 comunidades de fé católica nas zonas urbana e rural do município. Seguindo a tradição amazônica inaugurada pelos missionários espanhóis e portugueses que aqui pregaram desde o século XVIII, é quase impossível conceber uma comunidade de fé católica que não celebre seu padroeiro. Na zona urbana do município, são estas as festividades, com missas e arraiais:
- São Sebastião - Colônia Major Thury (11 a 20 de janeiro).
- São José - Grande Vitória (10 a 19 de março).
- Nossa Senhora das Graças - Centro, padroeira do município (22 a 31 de maio).
- Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Laguinho (22 a 31 de julho).
- São Raimundo Nonato (22 a 31 de agosto).
- São Francisco - São Francisco (24 de setembro a 04 de outubro).
- Santa Luzia - Santa Luzia (04 a 13 de dezembro).
Esporte
No esporte, o futebol amador é a grande paixão. As competições locais são eventos de integração e saúde, onde a juventude exerce o espírito de equipe e a determinação, fortalecendo os laços comunitários.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
História
Primitivamente era aldeia de Cudaiá, de índios do mesmo nome, mais tarde tornou-se pousada dos índios Muras ou Môras, que ainda em meados do século XVIII ocupavam as margens e os lagos do rio Amazonas e Madeira. Nas imediações da localidade há numerosos lagos, bastantes piscicosos, entre eles o lago de Cudaiá, (Miuá) onde em 1864 aportou o cidadão procedente de Turiaçu, no Maranhão, José Manoel da Rocha Thury, trazendo consigo várias famílias e lançando os fundamentos de Codajás, que muito contribuiu para o crescimento do lugar, implantando uma fazenda de gado que se tornou próspera. Nesse tempo, a localidade recebeu o nome de Barreiras de Cudajáz. Em 26 de Julho de 1865, o deputado Padre Bernardo Ivo de Nazaré Ferreira apresentou um projeto de lei à Assembleia Provincial e em 30 de junho de 1868 através da Lei n.º 175 passou a se chamar Fraguezia de Nossa Senhora das Graças de Cudajáz. Recebeu como de costume na época, a aprovação canônica em 26 de outubro de 1870. Codajás recebeu status de município pela Lei Provincial n.º 287 de 01 de maio de 1874 (instalado: 5 de agosto de 1875).
Ciclo da borracha e a Segunda Guerra Mundial
A Segunda Guerra Mundial trouxe muita calamidade ao Amazonas, principalmente para o interior do estado. Nesse período, a depressão econômica veio dificultar, ainda mais, a vida dos ribeirinhos.
Os efeitos da guerra provocaram a miséria, a fome e a depressão assolavam os moradores do município de Codajás.
Ciclo evolutivo da borracha
No decorrer desse conflito mundial, registrou-se uma grande corrida aos seringais da Amazônia. Uma vez que havia necessidade de maior produção de borracha (Hévea brasiliensis), como matéria-prima para a fabricação de pneus de avião e em diferentes ramos da indústria bélica brasileira.
Nos termos do Decreto-Lei n.º 5.813, de 14 de setembro de 1943, foram recrutados cerca de 15.000 homens por ordem do Presidente Getúlio Vargas, para produzirem borracha nos seringais da Amazônia. Vindos do Nordeste e de outras regiões do país, esses "soldados anônimos" enfrentaram um inimigo comum: As doenças (Impaludismo, Febre Negra) e a fúria dos animais selvagens existentes na região.
Os trabalhadores nacionais enviados para o vale Amazônico e os que lá já estavam, produziram no ano de 1944, cerca de Quatorze Milhões e meio de quilos de borracha, sendo que, Codajás contribuiu com a expressiva parcela de 89.928 quilos.
Pelo esforço excessivo de guerra e pela contribuição na produção da matéria-prima(borracha) como subsídio industrial de guerra, esses trabalhadores ficaram conhecidos como "Soldados da Borracha".
Participação de codajaenses na Segunda Guerra Mundial
Durante o período em que o Brasil estava participando do conflito, o exército ia recrutando, gradativamente, os reservistas que já haviam prestado o serviço militar. Esses reservistas eram sorteados para inspeção em Manaus, em seguida, encaminhados para os treinamentos de guerra.
Do Município de Codajás foram sorteados para inspeção: Valdir Rosas, Antero Sampaio, Minor Sampaio, Toín (filho de Zé Onório), Raimundo Bezerra de Almeida e Moadi Braga. Por apresentarem cartas de recomendação, apresentando-se como arrimo de família, foram liberados da inspeção, ficando para os treinamentos militares apenas Moadi Braga.
Segundo depoimentos do Sr. Moadi Braga, alguns soldados, com medo da guerra, mandavam arrancar os dentes para burlar a inspeção que era bastante rigorosa. Na verdade, os dentes eram de vital importância para o acionamento de granadas. Acrescenta, ainda, que não participou diretamente da batalha, pois a guerra acabou antes de serem acionados, na Itália.
Formação Administrativa
Em 30 de junho de 1862, pela Lei Provincial n.º 175, é criada a freguesia de Nossa Senhora das Graças de Codajás.
Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora da Graça de Codajás, pela Lei Provincial n.º 175, de 30 de junho de 1868.
Elevado à condição de vila com a denominação de Codajás, pela Lei Provincial n.º 287, de 01 de maio de 1874, desmembrada do município de Manaus. Sede no atual distrito de Codajás (ex Nossa Senhora da Graça de Codajás), sendo o município instalado em 05 de agosto de 1875.
Em 10 de abril de 1891, pelo Decreto Estadual n.º 95-A, é criado o termo judiciário de Codajás, subordinado à comarca de Coari.
Posteriormente, foi o município dividido em quatro distritos: Codajás, Badajós, Anori e Anumã.
Pela Lei Municipal n.º 06, de 17 de julho de 1893, foram criados os distritos de Anamã e Anori e anexados ao município de Codajaz.
Em 27 de setembro de 1911, pela Lei Estadual n.º 682, é criada a comarca de Codajás, que se instala em 25 de janeiro de 1912. O município é constituído de 3 distritos: Codajás, Anamã e Anori,
Em 30 de outubro de 1913, pela Lei Estadual n.º 141, é extinta a comarca.
Em 25 de novembro de 1921, pela Lei n.º 1.126, ocorreu a instalação de Manacapuru, o termo de Codajás passou a subordinar-se o termo de Coari.
Em 07 de fevereiro de 1922, pela Lei n.º 1.133, foi restaurada a comarca de Manacapuru a qual foi novamente anexado o termo de Codajás.
Em 10 de março de 1924, pela Lei n.º 1.220, passou o termo de Codajás a subordinar-se novamente à comarca de Coari.
Em 04 de janeiro de 1926, pela Lei n.º 1.223, voltou mais uma vez o termo de Codajás a integrar a comarca de Manacapuru.
Pelo Ato Estadual n.º 45, de 28 de novembro de 1930, vila de Codajás foi suprimida, sendo seu território anexado ao município de Coari, como simples distrito.
Em 14 de setembro de 1931, pelo Ato Estadual n.º 33, foi restaurado, ficando o termo judiciário subordinado à comarca de Manacapuru e o município constituído de um só distrito. Na divisão judiciária de 1937, figura Codajás como termo único de comarca do mesmo nome.
Em 30 de março de 1938, pela Lei Estadual n.º 68, a sede municipal recebe foros de cidade.
Na divisão administrativa, fixada pelo Decreto-Lei Estadual n.º 176, de 01 de dezembro de 1938, figura o Município de Codajás com três distritos: Codajás, Anamã e Anori. Os dois últimos foram criados pelo mesmo decreto citado, com território desmembrado do distrito-sede, mantendo até 1956 a mesma composição distrital e é sede da comarca do mesmo nome.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Codajás, Anamã e Anori.
Assim permanecendo em divisão territorial datada 01 de julho de 1955.
A Lei Estadual n.º 117, de 29 de dezembro de 1956, desmembra do município de Codajás os distritos de Anori e Anamã, para constituir o novo de Anori.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede, assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979.
Pela Emenda Constitucional n.º 12, de 10 de dezembro de 1981 (Art. 2º - Disposições Transitórias), delimitado pelo Decreto Estadual n.º 6.158, de 25 de fevereiro de 1982, é criado o distrito de Bodajós e anexado ao município de Codájas.
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.
Origem do Nome
O nome "Codajás" tem raízes indígenas profundas, homenageando o povo originário que habitava a região, os Codajás, que viviam em harmonia com o rio e a floresta. A história de seu povoamento funde-se com o ciclo da exploração da borracha e a ocupação das missões religiosas.
Geografia
A geografia de Codajás é um espetáculo da natureza amazônica.
Altitude e Relevo
Com uma altitude baixíssima, o relevo é composto por extensas planícies e áreas de várzea, que se transformam conforme o ciclo das águas. O clima é o equatorial, com umidade elevada e temperaturas que garantem o vigor da floresta durante todo o ano.
Solo
O solo, rico em nutrientes trazidos pelas cheias do Solimões, sustenta uma vegetação exuberante de mata de várzea, igapós e floresta densa. Essa biodiversidade única é a base para a vida silvestre e para o modo de vida local. É uma geografia que exige adaptação, mas que presenteia quem a habita com recursos naturais preciosos, sendo o rio o verdadeiro condutor da vida e do desenvolvimento da nossa gente.
Clima
Em Codajás, o verão é curto e quente; o inverno é longo e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo, de céu encoberto e com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 31 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 34 °C.
A melhor época do ano para visitar Codajás e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao meio de agosto.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1976 a 1989 e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Codajás foi de 13,4 °C em 24 de fevereiro de 1986, e a maior atingiu 38,6 °C em 11 de novembro de 2007 e 25 de setembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 175,8 milímetros (mm) em 10 de dezembro de 2002. Novembro de 1993, com 873,1 mm, foi o mês de maior precipitação, seguido por março de 2017 (700,6 mm).
A estação quente permanece por 1,6 mês, de 3 de setembro a 23 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Codajás é outubro, com a máxima de 31 °C e mínima de 25 °C, em média.
A estação fresca permanece por 7,0 meses, de 21 de dezembro a 21 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Codajás é junho, com a mínima de 23 °C e máxima de 28 °C, em média.
Em Codajás, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Codajás começa por volta de 27 de maio e dura 3,2 meses, terminando em torno de 4 de setembro.
O mês menos encoberto do ano em Codajás é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 55% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 4 de setembro e dura 8,7 meses, terminando em torno de 27 de maio.
O mês mais encoberto do ano em Codajás é novembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 87% do tempo.
Economia
Codajás é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia local tem no açaí o seu maior símbolo; Codajás é reconhecida pela produção de um açaí de qualidade excepcional, que é a base da renda de muitas famílias. Além do extrativismo vegetal, a pesca e a agricultura de subsistência desempenham papéis fundamentais. O comércio local e os serviços públicos têm se expandido, buscando atender aos anseios de uma população que deseja crescer com sustentabilidade e dignidade.
De janeiro a maio de 2026, foram registradas 75 admissões formais e 34 desligamentos, resultando em um saldo de 41 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 2.
Até junho de 2026 houve registro de 7 novas empresas em Codajás, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, 4 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 24 empresas.
Educação
Codajás compreende que a educação é a chave para transformar realidades. Nos últimos anos, o município tem buscado superar os desafios da distância geográfica através de parcerias com universidades públicas, que oferecem cursos na modalidade à distância e polos presenciais. O objetivo é formar profissionais capacitados para o manejo sustentável da floresta, a gestão pública e o empreendedorismo, permitindo que os jovens codajaenses construam seus projetos de vida sem precisar abandonar sua terra natal.
Turismo
O município possui, nos tempos da seca, grandes praias ao longo do rio Solimões, que constituem belezas capazes de atrair o visitante.
O turismo em Codajás é um convite à imersão total na natureza. O passeio pelos lagos, a observação da fauna amazônica e a visita às comunidades ribeirinhas são momentos de conexão inigualável. A cultura é a maior riqueza: a Festa do Açaí é o momento máximo de celebração, onde a música, a dança e a culinária regional se unem para exaltar a identidade local. A comida típica, com o peixe fresco e o açaí, é uma experiência sensorial única.
Cultura
Aniversário da Cidade de Codajás
No 31 de março é comemorado o aniversário do município de Codajás. Apesar de ter sido povoada em 1875, foi apenas em 1938 que a área foi desmembrada e reconhecida como município.
Todos os anos a cidade prepara os festejos para comemorar tal data e receber os visitantes, que desfrutam as atrações culturais, musicais e gastronômicas.
Festa do Açaí
Com sua primeira edição datada de 1987, ocorre todos os anos no final do mês de abril, e conta como principais atrações a degustação do fruto, atrações musicais e o desfile das candidatas à Rainha do Açaí em trajes típicos.
Marcha Cívica
Ocorre no dia 5 de setembro, quando comemora-se a elevação do Amazonas a categoria de Província. Neste evento celebramos a cidadania, onde escolas, associações e demais organizações provem uma parada (desfile) para população como maior demonstração democrática.
Festejos religiosos
Codajás é sede da Paróquia Nossa Senhora das Graças, fundada em 1870, ligada à Diocese de Coari com aproximadamente 40 comunidades de fé católica nas zonas urbana e rural do município. Seguindo a tradição amazônica inaugurada pelos missionários espanhóis e portugueses que aqui pregaram desde o século XVIII, é quase impossível conceber uma comunidade de fé católica que não celebre seu padroeiro. Na zona urbana do município, são estas as festividades, com missas e arraiais:
- São Sebastião - Colônia Major Thury (11 a 20 de janeiro).
- São José - Grande Vitória (10 a 19 de março).
- Nossa Senhora das Graças - Centro, padroeira do município (22 a 31 de maio).
- Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Laguinho (22 a 31 de julho).
- São Raimundo Nonato (22 a 31 de agosto).
- São Francisco - São Francisco (24 de setembro a 04 de outubro).
- Santa Luzia - Santa Luzia (04 a 13 de dezembro).
Esporte
No esporte, o futebol amador é a grande paixão. As competições locais são eventos de integração e saúde, onde a juventude exerce o espírito de equipe e a determinação, fortalecendo os laços comunitários.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .