Palmeiras de Goiás é um município brasileiro do estado de Goiás, a estimativa da população em 2025, segundo o IBGE, era de 34.375 habitantes. É uma das 14 cidades que integram a Região Imediata de Palmeiras de Goiás que, por sua vez, é uma das três regiões imediatas que formam a Região Intermediária de São Luís de Montes Belos-Iporá.
História
Sua história começou em 1800, quando a família do tenente Antônio Martins Ferreira de Andrade, procedente de São Paulo chegou à capital da capitania de Goiás (Cidade de Goiás) e requereu terras devolutas às margens do Rio dos Bois, que até hoje é um dos mais importantes rios do nosso estado. O governador da capitania era Fernando Delgado Freire de Castilho, que atendeu ao requerimento de Antônio Martins, que tão logo se apossou das terras, deu ao lugar o nome de Sítio das Palmeiras, devido aos milhares de coqueiros existentes na região.
Os Andrades doaram a São Sebastião, 800 alqueires de terras junto ao Córrego Azul, onde é hoje o distrito de Linda Vista, no município de Cezarina. Oriundo das minas de São Francisco de Assis, hoje, Anicuns, o padre Filipe chegou com a incumbência de escolher o local onde seria construída a capela. No local escolhido foi erguida uma cruz de madeira e uma missa foi celebrada na presença dos fazendeiros do lugar.
A família Andrade vendeu as terras à família Martins, que manteve o compromisso de doar os 800 alqueires ao Santo, bem como o de construir a igreja. De posse das terras, os Martins se dedicaram à lavoura com a ajuda dos escravos e esqueceram do compromisso, ficando a construção da igreja paralisada por dois anos. Quando lhes foi cobrado o compromisso, alegaram que construiria a igreja, mas em outro local, por que naquele patrimônio, havia contrabando de pinga e os escravos bebiam e não trabalhavam.
A mudança da sede da igreja aconteceu após entendimento entre o dono da terra e o padre José Maria, que escolheram o local onde morava o garimpeiro Jonas Alemão, desde 1794. Sobre Jonas, que na verdade, foi o primeiro habitante do lugar onde está localizada hoje a cidade de Palmeiras de Goiás, há que se ressaltar que o mesmo era garimpeiro, porém, diferente de cidades como Goiás Velho e Pirenópolis, Palmeiras nunca foi de tradição mineradora de ouro ou pedras preciosas, mas historicamente há o testemunho de Jeronimo Rodrigues Peró através de seus manuscritos de que o alemão tinha muito ouro e que antes de sua morte em 1837, ele o acompanharia em uma viagem a Petrópolis para vendê-lo, mas sobreveio a Jonas uma pneumonia que acabou por ceifar-lhe a vida e do ouro não se sabe o destino já que esse era mudado de lugar de forma a não ser encontrado e quando no leito de morte Jonas tinha delírios e dizia que o ouro estava ali ou acolá mas ninguém o encontrou. Mas se havia o ouro e aqui nunca houve uma corrida do mesmo, como explicar a sua origem? Uma das hipóteses é a de que quando Jonas aqui chegou, ele já tinha o ouro. Teria vindo de Minas Gerais fugindo do pagamento da derrama imposta por Portugal e aqui "fez" que garimpava, com a chegada dos Rodrigues dos quais era muito amigo e estes tinham amizade com a Família Real e como nessa época a Independência já era uma realidade então ele resolveu dispor do ouro.
Em 20 de maio de 1832 foi lavrada a escritura no “Livro de Ouro” de São Sebastião, ficando então transferido o patrimônio para o local onde é hoje Palmeiras de Goiás. Nessa mesma ocasião foi celebrada missa, realizou-se batizados e foi demarcado pelo padre Azevedo Coutinho, o lugar onde seria construída a igreja.
Todos os habitantes da região ajudaram na construção da igreja: uns cumprindo promessas, outros por devoção e alguns para ganhar dinheiro, mas, apesar de todos os esforços, a obra só foi concluída em 1843.
Dois sinos foram doados por dona Joana e trazidos de Uberaba, nos lombos de burros, até sua fazenda que ficava a dez léguas do patrimônio.
No dia 11 de julho de 1844, o povo de São Sebastião do Alemão, acompanhado do padre José Maria, foi até a fazenda de dona Joana e trouxe os sinos nas costas.
Ao chegarem da longa e cansativa viagem, realizaram batizados, inauguraram os sinos e fizeram festas.
O responsável pela formação do povoado que agora se chamava São Sebastião do Alemão, foi Filipe de Oliveira, em 1850.
De povoado a vila
Com a vinda de Tobias Monteiro e sua família, procedentes da Bahia, o povoado de São Sebastião do Alemão foi elevado à condição de freguesia em 9 de novembro de 1857, através da Resolução n.º 08/57.
Nova família chega à freguesia. Trata-se da família Coimbra, cujos membros se estabeleceram como comerciantes. Com isso, novo impulso foi dado ao lugarejo e com esforços de Abel Coimbra, conseguiu-se elevar a freguesia à vila, de acordo com a Lei n.º 914, de 10 de dezembro de 1887, mas somente no dia 7 de fevereiro de 1892, é que foi solenemente instalada a vila, denominada Vila de São Sebastião do Alemão.
De vila a município
Com o progresso acentuado da vila São Sebastião do Alemão, esta foi elevada à condição de cidade, através da Lei n.º 260, de 6 de julho de 1905, alterando o nome para cidade de Allemão. Até então, o município pertencia a Goiás Velho, (antiga capital do estado de Goiás), tornando-se portanto, independente política e administrativamente.
Um fato importante para que a cidade tivesse o seu nome trocado, foi determinado pelo grande número de palmeiras que existia no município. Portanto, através da Lei n.º 540, de 14 de junho de 1917, São Sebastião do Alemão passou a chamar-se Palmeiras. Porém, deve-se ressaltar, que o fator determinante para a mudança do nome foi devido constar nome a referência ao Alemão, pois na época tudo o que dizia respeito à Alemanha era motivo de discriminação e preconceito, principalmente nos rincões brasileiros, devido à atuação daquele pais na Primeira Guerra Mundial. Outro fato interessante é que a Igreja Católica local não aceitou de início a retirada do nome de São Sebastião, usando em seus documentos e correspondências a denominação "São Sebastião das Palmeiras". Livro Dez Lírios e uma Palmeira de Josélio Gomes e os manuscritos de Sebastião Rodrigues Peró.
Posteriormente, por força do Decreto-Lei Estadual n.º 8.305, de 31 de dezembro de 1943, Palmeiras passa a chamar-se Mataúna.
De conformidade com o artigo 65 das Disposições Transitórias da Constituição Estadual, em 1947, o município volta a chamar-se Palmeiras, com o acréscimo “de Goiás”, devido à existência de outros lugares no Brasil, com o mesmo nome. A última denominação, e que se conserva até hoje, é Palmeiras de Goiás.
Palmeiras torna-se Comarca
No dia 8 de maio de 1940, através do Decreto-Lei Estadual n.º 3.174, Palmeiras de Goiás é elevada à categoria de Comarca e passa a ser um Distrito Judicial sob a alçada de um Juiz de Direito.
Formação Administrativa
Freguesia criado com a denominação de São Sebastião do Alemão, pela Lei ou Resolução Provincial n.º 8, de 09 de novembro de 1857, no município de Goiás.
Elevado à categoria de vila com a denominação de São Sebastião do Alemão, pela Lei Provincial n.º 814, de 19 de dezembro de 1887, desmembrado de Goiás. Sede na povoação de São Sebastião do Alemão. Instalado em 07 de fevereiro de 1892.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Alemão, pela Lei Estadual n.º 260, de 06 de julho de 1905.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município se denomina Alemão e aparece constituído de 2 distritos: Alemão e São José do Turvo.
Pela Lei Estadual n.º 540, de 14 de junho de 1917, o município de Alemão passou a denominar-se Palmeiras.
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 01 de setembro de 1920, o município já denominado Palmeira é constituído de 2 distritos: Palmeiras (ex Alemão) e São José do Turvo. Elevado à categoria de município com a denominação de Paraúna.
Pela Lei Estadual n.º 903, de 07 de julho de 1930, é desmembrado do município de Palmeiras o distrito de São José do Turvo. Elevado à categoria de município com a denominação de Paraúna.
Pelo Decreto Estadual n.º 412, de 23 de dezembro de 1930, Palmeiras adquiriu o território do extinto município de Paraúna, como simples distrito.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 3 distritos: Palmeiras, Santo Antônio do Alegrete e Paraúna.
Pelo Decreto n.º 5.108, de 10 de novembro de 1934, é desmembrado do município o município de Palmeiras o distrito de Paraúna. Elevado novamente à categoria de município.
Pelo Decreto n.º 113, de 04 de janeiro de 1935 é criado o distrito de Água Limpa e anexado ao município de palmeiras.
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 3 distritos: Palmeiras, Água Limpa e Alegrete (ex Santo Antônio do Alegrete). Não figurando o distrito de Santo Antônio do Turvo.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 8.305, de 31 de dezembro de 1943, o município de Palmeiras passou a denominar-se Mataúna. E, ainda, sob o mesmo Decreto, o distrito de Água Limpa passou a denominar-se Jandaia e Alegrete a denominar-se Edéia.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-948, o município é constituído de 3 distritos: Mataúna, Edéia (ex Alegrete) e Jandaia (ex Água Limpa).
Pelo Artigo n.º 65, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias de 20 de julho de 1947 do Estado de Goiás, o município de Mataúna passou a denominar-se Palmeiras de Goiás.
Pela Lei Estadual n.º 155, de 08 de outubro de 1948, é desmembrado do município de Palmeira de Goiás o distrito de Edéia. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial vigente em 01 de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Palmeiras de Goiás e Jandaia.
Pela Lei Municipal n.º 84, de 07 de julho de 1953 é criado o distrito de Palminópolis e anexado ao município de Palmeiras de Goiás.
Pela Lei Estadual n.º 791, de 05 de outubro de 1953, é desmembrado do município de Palmeiras de Goiás o distrito de Jandaia. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Palmeira de Goiás e Palminópolis.
Pela Lei Estadual n.º 3.476, de 02 de agosto de 1961, é desmembrado do município de Palmeiras de Goiás o distrito de Palminópolis. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito Sede.
Pela Lei Estadual n.º 8.105, de 14 de maio de 1976, é criado o distrito de Cezarina e anexado ao município de Palmeira de Goiás.
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 2 distritos: Palmeiras de Goiás e Cezarina.
Pela Lei Estadual n.º 10.413, de 01 de janeiro de 1988, é desmembrado do município de Palmeiras de Goiás o distrito de Cezarina. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1996, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do Nome
A origem do nome "Palmeiras" é uma homenagem à abundância da espécie nativa de palmeiras encontrada na região pelos primeiros colonizadores.
Geografia
Localiza-se a latitude 16º48'18" sul e à longitude 49º55'33" oeste, estando a uma altitude de 596 metros.
Possui uma área de 1544,9 km². Vale ressaltar a hidrografia do município com mais de cem cursos d'água dentre eles os rios Capivari e dos Bois que hoje abastece a cidade. Quanto aos elevados destacam-se o Morro da Ladra e o Morro Mundo Novo que juntamente com a Serra da Jiboia, com 1080 metros de altitude, formam a Área de Proteção Ambiental da Serra da Jiboia com 25 mil hectares, criada pelo Decreto 5.176 de 2000, pelo filho da terra, o Governador Marconi Perillo.
A geografia de Palmeiras de Goiás é marcada pela imponência do planalto central. Com uma altitude média que favorece um clima tropical, a cidade desfruta de períodos bem definidos de chuvas e estiagem, o que permite o florescimento de uma vegetação exuberante. O relevo é predominantemente plano e levemente ondulado, o que favoreceu a mecanização e a expansão agrícola.
O solo, historicamente fértil, é a base para a potência do agronegócio local. A vegetação original, o Cerrado brasileiro, ainda se faz presente em reservas preservadas que protegem a biodiversidade e garantem o equilíbrio dos recursos hídricos. É uma geografia que moldou o destino de Palmeiras de Goiás, transformando o solo em fonte de prosperidade e o clima no ciclo que dita a fartura das colheitas.
Clima
Em Palmeiras de Goiás, a estação com precipitação é opressiva e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 34 °C e raramente é inferior a 12 °C ou superior a 37 °C.
A melhor época do ano para visitar Palmeiras de Goiás e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao meio de agosto.
A estação quente permanece por 1,8 mês, de 21 de agosto a 14 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Palmeiras de Goiás é setembro, com a máxima de 34 °C e mínima de 20 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 24 de novembro a 12 de fevereiro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Palmeiras de Goiás é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 30 °C, em média.
Em Palmeiras de Goiás, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Palmeiras de Goiás começa por volta de 14 de abril e dura 5,8 meses, terminando em torno de 7 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Palmeiras de Goiás é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 7 de outubro e dura 6,2 meses, terminando em torno de 14 de abril.
O mês mais encoberto do ano em Palmeiras de Goiás é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 85% do tempo.
Economia
Palmeiras de Goiás é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia é sólida, baseada principalmente na agropecuária de alta tecnologia. O município é referência na produção de grãos e na pecuária leiteira e de corte. Além disso, o setor de comércio e serviços tem crescido, consolidando a cidade como um polo de suporte para toda a microrregião, gerando empregos e valorizando o dinamismo do cidadão palmeirense.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,5 mil admissões formais e 1,3 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 130 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 251.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Palmeiras de Goiás, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 113 empresas.
Educação
Palmeiras de Goiás compreende que o conhecimento é o adubo para o futuro. Nos últimos anos, a cidade tem investido na expansão da oferta educacional, aproximando os jovens do ensino superior. Através de polos universitários e centros de capacitação tecnológica, o município forma profissionais preparados para os desafios do agronegócio moderno e da gestão empresarial. Esse foco em educação garante que as novas gerações tenham condições de inovar e empreender, mantendo-se conectados às raízes da terra onde nasceram.
Cultura
A cultura local é uma celebração da tradição: a música sertaneja de raiz, o artesanato e a culinária típica — com o inconfundível pequi e o arroz com suã — fazem de cada visita uma experiência inesquecível.
Turismo
O turismo em Palmeiras de Goiás é um convite ao encontro com a vida rural e a cultura goiana. A cidade é famosa por suas festas agropecuárias, que atraem visitantes de todo o estado, sendo momentos de celebração da nossa economia e da nossa gente.
Pontos turísticos
Um dos principais pontos turísticos de Palmeiras de Goiás e o Lago Municipal, tem também a Serra da Jiboia que foi declarada Área de Proteção Ambiental (APA), tem também a tradicional Cavalhadas, principal evento cultural do município, o evento foi promovido pela primeira vez em 1908 por José Pereira de Alcântara (um dos fundadores da cidade).
Esporte
No esporte, a cidade demonstra toda a sua vitalidade. O futebol, em diversos níveis, é uma paixão que une a comunidade. Espaços de lazer e centros esportivos municipais são pontos de encontro onde a saúde e a integração social são incentivadas, promovendo qualidade de vida para todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
História
Sua história começou em 1800, quando a família do tenente Antônio Martins Ferreira de Andrade, procedente de São Paulo chegou à capital da capitania de Goiás (Cidade de Goiás) e requereu terras devolutas às margens do Rio dos Bois, que até hoje é um dos mais importantes rios do nosso estado. O governador da capitania era Fernando Delgado Freire de Castilho, que atendeu ao requerimento de Antônio Martins, que tão logo se apossou das terras, deu ao lugar o nome de Sítio das Palmeiras, devido aos milhares de coqueiros existentes na região.
Os Andrades doaram a São Sebastião, 800 alqueires de terras junto ao Córrego Azul, onde é hoje o distrito de Linda Vista, no município de Cezarina. Oriundo das minas de São Francisco de Assis, hoje, Anicuns, o padre Filipe chegou com a incumbência de escolher o local onde seria construída a capela. No local escolhido foi erguida uma cruz de madeira e uma missa foi celebrada na presença dos fazendeiros do lugar.
A família Andrade vendeu as terras à família Martins, que manteve o compromisso de doar os 800 alqueires ao Santo, bem como o de construir a igreja. De posse das terras, os Martins se dedicaram à lavoura com a ajuda dos escravos e esqueceram do compromisso, ficando a construção da igreja paralisada por dois anos. Quando lhes foi cobrado o compromisso, alegaram que construiria a igreja, mas em outro local, por que naquele patrimônio, havia contrabando de pinga e os escravos bebiam e não trabalhavam.
A mudança da sede da igreja aconteceu após entendimento entre o dono da terra e o padre José Maria, que escolheram o local onde morava o garimpeiro Jonas Alemão, desde 1794. Sobre Jonas, que na verdade, foi o primeiro habitante do lugar onde está localizada hoje a cidade de Palmeiras de Goiás, há que se ressaltar que o mesmo era garimpeiro, porém, diferente de cidades como Goiás Velho e Pirenópolis, Palmeiras nunca foi de tradição mineradora de ouro ou pedras preciosas, mas historicamente há o testemunho de Jeronimo Rodrigues Peró através de seus manuscritos de que o alemão tinha muito ouro e que antes de sua morte em 1837, ele o acompanharia em uma viagem a Petrópolis para vendê-lo, mas sobreveio a Jonas uma pneumonia que acabou por ceifar-lhe a vida e do ouro não se sabe o destino já que esse era mudado de lugar de forma a não ser encontrado e quando no leito de morte Jonas tinha delírios e dizia que o ouro estava ali ou acolá mas ninguém o encontrou. Mas se havia o ouro e aqui nunca houve uma corrida do mesmo, como explicar a sua origem? Uma das hipóteses é a de que quando Jonas aqui chegou, ele já tinha o ouro. Teria vindo de Minas Gerais fugindo do pagamento da derrama imposta por Portugal e aqui "fez" que garimpava, com a chegada dos Rodrigues dos quais era muito amigo e estes tinham amizade com a Família Real e como nessa época a Independência já era uma realidade então ele resolveu dispor do ouro.
Em 20 de maio de 1832 foi lavrada a escritura no “Livro de Ouro” de São Sebastião, ficando então transferido o patrimônio para o local onde é hoje Palmeiras de Goiás. Nessa mesma ocasião foi celebrada missa, realizou-se batizados e foi demarcado pelo padre Azevedo Coutinho, o lugar onde seria construída a igreja.
Todos os habitantes da região ajudaram na construção da igreja: uns cumprindo promessas, outros por devoção e alguns para ganhar dinheiro, mas, apesar de todos os esforços, a obra só foi concluída em 1843.
Dois sinos foram doados por dona Joana e trazidos de Uberaba, nos lombos de burros, até sua fazenda que ficava a dez léguas do patrimônio.
No dia 11 de julho de 1844, o povo de São Sebastião do Alemão, acompanhado do padre José Maria, foi até a fazenda de dona Joana e trouxe os sinos nas costas.
Ao chegarem da longa e cansativa viagem, realizaram batizados, inauguraram os sinos e fizeram festas.
O responsável pela formação do povoado que agora se chamava São Sebastião do Alemão, foi Filipe de Oliveira, em 1850.
De povoado a vila
Com a vinda de Tobias Monteiro e sua família, procedentes da Bahia, o povoado de São Sebastião do Alemão foi elevado à condição de freguesia em 9 de novembro de 1857, através da Resolução n.º 08/57.
Nova família chega à freguesia. Trata-se da família Coimbra, cujos membros se estabeleceram como comerciantes. Com isso, novo impulso foi dado ao lugarejo e com esforços de Abel Coimbra, conseguiu-se elevar a freguesia à vila, de acordo com a Lei n.º 914, de 10 de dezembro de 1887, mas somente no dia 7 de fevereiro de 1892, é que foi solenemente instalada a vila, denominada Vila de São Sebastião do Alemão.
De vila a município
Com o progresso acentuado da vila São Sebastião do Alemão, esta foi elevada à condição de cidade, através da Lei n.º 260, de 6 de julho de 1905, alterando o nome para cidade de Allemão. Até então, o município pertencia a Goiás Velho, (antiga capital do estado de Goiás), tornando-se portanto, independente política e administrativamente.
Um fato importante para que a cidade tivesse o seu nome trocado, foi determinado pelo grande número de palmeiras que existia no município. Portanto, através da Lei n.º 540, de 14 de junho de 1917, São Sebastião do Alemão passou a chamar-se Palmeiras. Porém, deve-se ressaltar, que o fator determinante para a mudança do nome foi devido constar nome a referência ao Alemão, pois na época tudo o que dizia respeito à Alemanha era motivo de discriminação e preconceito, principalmente nos rincões brasileiros, devido à atuação daquele pais na Primeira Guerra Mundial. Outro fato interessante é que a Igreja Católica local não aceitou de início a retirada do nome de São Sebastião, usando em seus documentos e correspondências a denominação "São Sebastião das Palmeiras". Livro Dez Lírios e uma Palmeira de Josélio Gomes e os manuscritos de Sebastião Rodrigues Peró.
Posteriormente, por força do Decreto-Lei Estadual n.º 8.305, de 31 de dezembro de 1943, Palmeiras passa a chamar-se Mataúna.
De conformidade com o artigo 65 das Disposições Transitórias da Constituição Estadual, em 1947, o município volta a chamar-se Palmeiras, com o acréscimo “de Goiás”, devido à existência de outros lugares no Brasil, com o mesmo nome. A última denominação, e que se conserva até hoje, é Palmeiras de Goiás.
Palmeiras torna-se Comarca
No dia 8 de maio de 1940, através do Decreto-Lei Estadual n.º 3.174, Palmeiras de Goiás é elevada à categoria de Comarca e passa a ser um Distrito Judicial sob a alçada de um Juiz de Direito.
Formação Administrativa
Freguesia criado com a denominação de São Sebastião do Alemão, pela Lei ou Resolução Provincial n.º 8, de 09 de novembro de 1857, no município de Goiás.
Elevado à categoria de vila com a denominação de São Sebastião do Alemão, pela Lei Provincial n.º 814, de 19 de dezembro de 1887, desmembrado de Goiás. Sede na povoação de São Sebastião do Alemão. Instalado em 07 de fevereiro de 1892.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Alemão, pela Lei Estadual n.º 260, de 06 de julho de 1905.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município se denomina Alemão e aparece constituído de 2 distritos: Alemão e São José do Turvo.
Pela Lei Estadual n.º 540, de 14 de junho de 1917, o município de Alemão passou a denominar-se Palmeiras.
Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 01 de setembro de 1920, o município já denominado Palmeira é constituído de 2 distritos: Palmeiras (ex Alemão) e São José do Turvo. Elevado à categoria de município com a denominação de Paraúna.
Pela Lei Estadual n.º 903, de 07 de julho de 1930, é desmembrado do município de Palmeiras o distrito de São José do Turvo. Elevado à categoria de município com a denominação de Paraúna.
Pelo Decreto Estadual n.º 412, de 23 de dezembro de 1930, Palmeiras adquiriu o território do extinto município de Paraúna, como simples distrito.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 3 distritos: Palmeiras, Santo Antônio do Alegrete e Paraúna.
Pelo Decreto n.º 5.108, de 10 de novembro de 1934, é desmembrado do município o município de Palmeiras o distrito de Paraúna. Elevado novamente à categoria de município.
Pelo Decreto n.º 113, de 04 de janeiro de 1935 é criado o distrito de Água Limpa e anexado ao município de palmeiras.
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 3 distritos: Palmeiras, Água Limpa e Alegrete (ex Santo Antônio do Alegrete). Não figurando o distrito de Santo Antônio do Turvo.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 8.305, de 31 de dezembro de 1943, o município de Palmeiras passou a denominar-se Mataúna. E, ainda, sob o mesmo Decreto, o distrito de Água Limpa passou a denominar-se Jandaia e Alegrete a denominar-se Edéia.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-948, o município é constituído de 3 distritos: Mataúna, Edéia (ex Alegrete) e Jandaia (ex Água Limpa).
Pelo Artigo n.º 65, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias de 20 de julho de 1947 do Estado de Goiás, o município de Mataúna passou a denominar-se Palmeiras de Goiás.
Pela Lei Estadual n.º 155, de 08 de outubro de 1948, é desmembrado do município de Palmeira de Goiás o distrito de Edéia. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial vigente em 01 de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Palmeiras de Goiás e Jandaia.
Pela Lei Municipal n.º 84, de 07 de julho de 1953 é criado o distrito de Palminópolis e anexado ao município de Palmeiras de Goiás.
Pela Lei Estadual n.º 791, de 05 de outubro de 1953, é desmembrado do município de Palmeiras de Goiás o distrito de Jandaia. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Palmeira de Goiás e Palminópolis.
Pela Lei Estadual n.º 3.476, de 02 de agosto de 1961, é desmembrado do município de Palmeiras de Goiás o distrito de Palminópolis. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito Sede.
Pela Lei Estadual n.º 8.105, de 14 de maio de 1976, é criado o distrito de Cezarina e anexado ao município de Palmeira de Goiás.
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 2 distritos: Palmeiras de Goiás e Cezarina.
Pela Lei Estadual n.º 10.413, de 01 de janeiro de 1988, é desmembrado do município de Palmeiras de Goiás o distrito de Cezarina. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1996, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do Nome
A origem do nome "Palmeiras" é uma homenagem à abundância da espécie nativa de palmeiras encontrada na região pelos primeiros colonizadores.
Geografia
Localiza-se a latitude 16º48'18" sul e à longitude 49º55'33" oeste, estando a uma altitude de 596 metros.
Possui uma área de 1544,9 km². Vale ressaltar a hidrografia do município com mais de cem cursos d'água dentre eles os rios Capivari e dos Bois que hoje abastece a cidade. Quanto aos elevados destacam-se o Morro da Ladra e o Morro Mundo Novo que juntamente com a Serra da Jiboia, com 1080 metros de altitude, formam a Área de Proteção Ambiental da Serra da Jiboia com 25 mil hectares, criada pelo Decreto 5.176 de 2000, pelo filho da terra, o Governador Marconi Perillo.
A geografia de Palmeiras de Goiás é marcada pela imponência do planalto central. Com uma altitude média que favorece um clima tropical, a cidade desfruta de períodos bem definidos de chuvas e estiagem, o que permite o florescimento de uma vegetação exuberante. O relevo é predominantemente plano e levemente ondulado, o que favoreceu a mecanização e a expansão agrícola.
O solo, historicamente fértil, é a base para a potência do agronegócio local. A vegetação original, o Cerrado brasileiro, ainda se faz presente em reservas preservadas que protegem a biodiversidade e garantem o equilíbrio dos recursos hídricos. É uma geografia que moldou o destino de Palmeiras de Goiás, transformando o solo em fonte de prosperidade e o clima no ciclo que dita a fartura das colheitas.
Clima
Em Palmeiras de Goiás, a estação com precipitação é opressiva e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 34 °C e raramente é inferior a 12 °C ou superior a 37 °C.
A melhor época do ano para visitar Palmeiras de Goiás e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao meio de agosto.
A estação quente permanece por 1,8 mês, de 21 de agosto a 14 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Palmeiras de Goiás é setembro, com a máxima de 34 °C e mínima de 20 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 24 de novembro a 12 de fevereiro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Palmeiras de Goiás é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 30 °C, em média.
Em Palmeiras de Goiás, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Palmeiras de Goiás começa por volta de 14 de abril e dura 5,8 meses, terminando em torno de 7 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Palmeiras de Goiás é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 74% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 7 de outubro e dura 6,2 meses, terminando em torno de 14 de abril.
O mês mais encoberto do ano em Palmeiras de Goiás é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 85% do tempo.
Economia
Palmeiras de Goiás é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia é sólida, baseada principalmente na agropecuária de alta tecnologia. O município é referência na produção de grãos e na pecuária leiteira e de corte. Além disso, o setor de comércio e serviços tem crescido, consolidando a cidade como um polo de suporte para toda a microrregião, gerando empregos e valorizando o dinamismo do cidadão palmeirense.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,5 mil admissões formais e 1,3 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 130 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 251.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Palmeiras de Goiás, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (4). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 113 empresas.
Educação
Palmeiras de Goiás compreende que o conhecimento é o adubo para o futuro. Nos últimos anos, a cidade tem investido na expansão da oferta educacional, aproximando os jovens do ensino superior. Através de polos universitários e centros de capacitação tecnológica, o município forma profissionais preparados para os desafios do agronegócio moderno e da gestão empresarial. Esse foco em educação garante que as novas gerações tenham condições de inovar e empreender, mantendo-se conectados às raízes da terra onde nasceram.
Cultura
A cultura local é uma celebração da tradição: a música sertaneja de raiz, o artesanato e a culinária típica — com o inconfundível pequi e o arroz com suã — fazem de cada visita uma experiência inesquecível.
Turismo
O turismo em Palmeiras de Goiás é um convite ao encontro com a vida rural e a cultura goiana. A cidade é famosa por suas festas agropecuárias, que atraem visitantes de todo o estado, sendo momentos de celebração da nossa economia e da nossa gente.
Pontos turísticos
Um dos principais pontos turísticos de Palmeiras de Goiás e o Lago Municipal, tem também a Serra da Jiboia que foi declarada Área de Proteção Ambiental (APA), tem também a tradicional Cavalhadas, principal evento cultural do município, o evento foi promovido pela primeira vez em 1908 por José Pereira de Alcântara (um dos fundadores da cidade).
Esporte
No esporte, a cidade demonstra toda a sua vitalidade. O futebol, em diversos níveis, é uma paixão que une a comunidade. Espaços de lazer e centros esportivos municipais são pontos de encontro onde a saúde e a integração social são incentivadas, promovendo qualidade de vida para todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .