quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

JAGUARUANA - CEARÁ

Jaguaruana é um município brasileiro do estado do Ceará, localizado no Vale do Jaguaribe. Muito conhecida como "terra da rede". Segundo estimativas do IBGE, a população prevista para 2025 era de 33.115 habitantes.
História
A data da sua criação é 4 de setembro de 1865, sendo instalada em 4 de março de 1866. Toponímia de Onça Preta. Variação toponímica de União. 
Chamou-se primitivamente de Caatinga do Góis, depois União e finalmente o nome atual. Suas origens remontam às primeiras décadas da segunda metade do Século XVIII, quando em 1771, Dona Feliciana Soares da Costa, viúva de Simão de Góis, doou terras para construir a primitiva capela. Com essa doação, além da capela, geraram-se em torno de sua liderança precedentes gregários dos quais se formaria o Município de Jaguaruana. 
Durante cerca de setenta anos, são escassas as referências sobre a evolução desse reduto, o que, entretanto, não exclui o seu crescimento que o colocaria em estágio de progresso. Com o advento da Lei Geral de 1830, que autoriza a criação de Distritos de Paz na Província, a povoação de Catinga de Góes figura no elenco das que seriam contempladas. Como forma de dar cumprimento ao disposto contido na Lei Geral, tem-se como instrumento de execução a Lei de 3 de dezembro de 1832, originária da Câmara Municipal do Aracati, ficando a instalação na dependência de autorização governamental. Essa autorização, no entanto, deixaria de ser expedida, considerando para tanto estar curada a capela da povoação, conforme se deduz de Ofício Presidencial datado de 23 de janeiro de 1833. 
As primeiras manifestações de apoio eclesial datam do ano de 1761, quando da doação do patrimônio respectivo, feita por D. Feliciana Soares da Costa. Essa doação consta de escritura pública, lavrada no Cartório de Lázaro Lopes Bezerril, Tabelião do Aracati em 6 de outubro de 1761. A capela, que terá sido edificada cerca de quatro anos antes do registro cartorário, a expensas de D. Feliciana, tem como padroeira Nossa Senhora Santana. Tem-se como instrumento de criação da Freguesia, a Lei n.º 1.083, de 4 de dezembro de 1863, e canonicamente sacralizada a 19 de dezembro do mesmo ano. Consta como seu primeiro vigário o padre Alexandre Corrêa de Araújo Melo, natural do Aracati e empossado a 31 de janeiro de 1864. Outros religiosos marcantes que passaram pela paróquia de Santana: Cônego Agostinho José de Santiago Lima, Padre Marcondes, Padre Façanha (do Céu) e Padre Raimundo Barbosa (atual). 
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de União, pela Lei Provincial n.º 1.083, de 04 de dezembro de 1863, subordinado ao município de Aracati. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de União, pela Lei Provincial n.º 1.183, de 04 de dezembro de 1865, desmembrado de Aracati. Sede na antiga povoação de Caatinga do Góis. Instalado em 04 de março de 1866. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de União, pelo Decreto Estadual n.º 66, de 11 de setembro de 1890. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Ato Estadual de 21 de agosto de 1913, é criado o distrito de Passagem de Pedras e anexado ao município de União. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.156, de 04 de dezembro de 1933, é criado o distrito de Borges e anexado ao município de União. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município União aparece constituído de 4 distritos: União, Borges, Giqui e Passagem de Pedras. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto Estadual n.º 448, de 31 de dezembro de 1938, o distrito de Passagem de Pedras passou a denominar-se Itaiçaba. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.114, de 30 de dezembro de 1943, o município de União Tomou a denominação de Jaguaruana. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Jaguaruana (ex União), Borges, Giqui e Itaiçaba. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Pela Lei Estadual n.º 3.338, de 15 de setembro de 1956, é desmembrado do município de Jaguaruana o distrito de Itaiçaba. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960 o município é constituído de 3 distritos: Jaguaruana, Borges e Giqui. 
Pela Lei Estadual n.º 6.876, de 13 de dezembro de 1963, é criado o distrito de São José e anexado ao município de Jaguaruana. 
Em divisão territorial datada de 31de dezembro de 1963 o município é constituído de 4 distritos: Jaguaruana, Borges, Giqui e São José. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1997. 
Pela Lei Municipal n.º 279, 28 de abril de 1998, é criado o distrito de Saquinho e anexado ao município de Jaguaruana. 
Pela Lei Municipal n.º 287, de 24 de junho de 1998, criado o distrito de Santa Luzia e anexado ao município de Jaguaruana. 
Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 6 distritos: Jaguaruana, Borges, Giqui, Santa Luzia, São José do Lagamar (ex-São José) e Saquinho. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 8 distritos: Jaguaruana, Borges, Giqui, Santa Luzia, São José do Lagamar, Saquinho, Figueiredo e Jurema.
Geografia
O município de Jaguaruana corresponde a 0,66% da área do estado do Ceará. 
Hidrografia
Jaguaruana tem sua hidrografia composta pelo Rio Jaguaribe, Riacho Araibu, Lagoa do Lagamar e Rio Campo Grande. 
Clima
O clima do município é atípico para uma região sertaneja, pois mesmo ficando perto do Oceano Atlântico e, portanto, bem longe dos efeitos da continentalidade ou altitude, é comum a queda de granizo em pleno sertão em épocas cíclicas períodos com intervalos de aproximadamente uma década ou duas, quando os efeitos do La Niña tornam-se superiores. O último registro de queda de granizo em Jaguaruana ocorreu no dia 10 de março de 2008. A média da pluviometria anual é de 690 mm, concentrados de fevereiro a maio. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1969 a menor temperatura registrada em Jaguaruana foi de 16,3 °C em 16 de agosto de 1977 e a maior alcançou 38,6 °C nos dias 5 de outubro de 2016 e 18 de novembro de 2018. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 157,6 mm em 15 de abril de 1988, seguido por 132,6 mm em 24 de fevereiro de 1979, 117 mm em 15 de abril de 1982, 115,3 mm em 20 de abril de 1984, 115,1 mm em 26 de fevereiro de 2012, 112,3 mm em 21 de março de 1995, 111,3 mm em 3 de abril de 2008, 103 mm em 25 de abril de 2007 e 101 mm em 23 de fevereiro de 1980.
Religião
Na cidade a Igreja Católica tem um grande número de seguidores, a Igreja Matriz - Paróquia Senhora Sant'Ana é sede do catolicismo na cidade. As igrejas evangélicas tem também uma grande representatividade, como a Igreja Assembleias de Deus, Igreja Batista, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Mundial do Poder de Deus, e as Testemunhas de Jeová. Ainda há as demais religiões, como a Umbanda e o Candomblé. 
Economia
Setor primário

Na agricultura tem o cultivo da banana, caju, manga, algodão, mandioca, milho e feijão. Na pecuária tem a criação de bovinos, de suínos e de aves. Jaguaruana também se destaca no cultivo de camarão em cativeiro, com uma vasta área produtiva. 
Setor secundário
No município há a presença da indústria têxtil com grande produção de redes e colchões, da indústria de tintas, de uma das unidades do Grupo Telles (Agropaulo) que opera na fazenda Lagoa Vermelha produzindo Etanol, pecuária leiteira e de corte e muitas outras atividades agroindustriais empregando em média 400 funcionários, entre outras. 
Educação
A cidade integra a CREDE-10 Russas e conta com uma Escola Estadual de Educação Profissional Francisca Rocha Silva aonde conta com cursos técnico em administração, técnico em agronegócios, técnico em contabilidade, técnico em Informática, técnico em meio ambiente, técnico em têxtil e técnico em redes de computadores, alternando entre eles a cada ano (4 cursos). A cidade também possui duas escolas estaduais de ensino médio: a Escola de Ensino Médio Francisco Jaguaribe e a Escola de Ensino Médio Manoel Sátiro. Recentemente também foi instalado na cidade, um Campus Avançado do Instituto Federal do Ceará (IFCE). O Campus oferta a primeira graduação presencial do Município, o Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, e os cursos técnicos em informática, computação gráfica e administração. 
No município conta com duas escolas particulares: Colégio Pontes Barbosa, conta com aulas do maternal ao ensino médio; UNIC, que tem atendido crianças do maternal ao ensino fundamental. 
Saúde
O município possui 14 unidades básicas de saúde para pronto atendimento à população divididas em comunidades da zona rural e urbana. No Centro da cidade se encontram um posto de saúde e o Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Expectação. 
Além disso, Jaguaruana integra o Consórcio Público de Saúde da Microrregião de Russas e a 9ª Coordenadoria Regional de Saúde. 
Cultura
Carnaval

O carnaval de Jaguaruana é a manifestação cultural que mais traz pessoas para ao município. Tendo como eventos mais tradicionais o mela-mela que é realizado na avenida e na praça central do município, com festejos acontecendo com bandas de axé, onde os foliões utilizam para sua diversão spray de espuma, farinha de trigo, e a festa no Rio Jaguaribe que é realizada no período da manhã à beira do Rio Jaguaribe, agitada por bandas de axé e as clássicas marchinhas carnavalescas no trio elétrico.
Turismo
O Turismo em Jaguaruana está intrinsecamente ligado à sua cultura e belezas naturais:
- Artesanato da Rede: A produção artesanal de redes é uma atração cultural e econômica, com visitantes buscando a qualidade e tradição das peças locais.
- Rio Jaguaribe: As margens do rio são um ponto de encontro e lazer, sendo palco inclusive para eventos culturais como o tradicional carnaval e momentos de lazer durante as férias.
- Serra Dantas: Localizada a cerca de $23 \text{ km}$ da sede, é um ponto turístico de relevância histórica e religiosa, abrigando o Cruzeiro do Cristo Rei, que atrai fiéis em romarias.
- Festas Religiosas: Os novenários em honra a Nossa Senhora Sant'Ana, padroeira do município, comemorados em julho, são eventos que atraem visitantes e fortalecem o turismo religioso e cultural.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

MANAQUIRI - AMAZONAS

Manaquiri é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Manaus, no estado do Amazonas. De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2025, sua população era de 16.211 habitantes. 
História
As origens do município se prendem as do Careiro. O povoamento da região ganha impulso a partir de 1877, quando para ali afluem grandes levas de nordestinos, especialmente de cearenses. Em 1938, com o desenvolvimento local, é criado o distrito de Careiro como parte do município de Manaus.
Primeiros habitantes
Acredita-se que há séculos atrás, parte da área do município era habitada por indígenas pertencentes ao Grupo Étnico Muram.
O nome Manaquiri, vem das palavras indígenas que significam: "Manah" = planta medicinal e "kiri" = cabeça pequena. Porém, o nome Manaquiri, tem sua origem na Lenda da Formiga. Maraquiri (Manaquiri = Formiga da cabeça pequena).
A sede do município "Vila do Jaraqui” foi elevada à categoria de cidade oficialmente em 23 de outubro de 1985, através da Lei n° 1.707 com o nome de Manaquiri.
Em 1849, o cientista britânico Alfred Russel Wallace passou dois meses em Manaquiri fazendo pesquisas como ele mesmo narra no seu livro Viagens pelos rios Amazonas e Negro.
Naquele tempo, meados do século XIX, Manaquiri era apenas uma pequena fazenda do português Antônio José Brandão, que ali criava animais de grande e de pequeno porte, cultivava fumo e cana-de-açúcar, e produzia todo tipo de frutas tropicais, como goiaba, banana, laranja e muitas outras.
Ele era casado com uma mestiça, neta do chefe manau Comadre, de Mariuá, havida por uma filha desse cacique com um português da tropa a serviço do governador do Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, que fora a Mariuá estabelecer a vila que
Seria sede da Capitania de São José da Barra do Rio Negro.
Povos indígenas (Etnias): Apurinã, Muras, Caxinuwa, Kokama, Mundurucu,
Ticuna, Miranha, Saterê Mauew).
Em 1983 governou o município por 90(noventa) dias Setembrino Diniz de Carvalho, como Interventor.
A cidade era composta por Duas Casas e Duas famílias: a família Machado e a família dos Gracianos. 
Antigamente a Igreja católica era uma Casinha pequena, coberta de palha isso há mais de 50 anos atrás.
Os moradores cultivavam seus alimentos.  Havia muita fartura de Cana de açúcar, farinha, peixes frutas e outros.
Moradores contam que para se locomoverem até a capital Manaus – AM, utilizavam grandes canoas (chamava UbBAR) remando, com dificuldades fazendo várias paradas até chegarem ao seu destino, onde comercializavam seus produtos e faziam compras.
Manaquiri situada nas margens do rio jaraqui e banhada pelas águas do rio Solimões e do rio Negro. A cidade era conhecida como, vila do Jaraqui, o povoamento da região ganha um impulso a partir de 1877, quando houve grande fluxo de imigração nordestina.
Manaquiri, a 62 km de Manaus – AM, hoje também conhecida como terra da batata e terra da laranja, ganha destaque como um dos maiores exportadores do estado  do Amazonas.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de Manaquiri, pela Emenda Constitucional n.º 12, de 10 de fevereiro de 1981 (Art. 2º - Disposições Gerais Transitórias), delimitado pelo Decreto Estadual n.º 6.158, de 25 de fevereiro de 1982, desmembrado dos municípios de Borba, Careiro e Manacapuru. Sede no atual distrito Manaquiri. Instalado em 31 de janeiro de 1983. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
A sede municipal de Manaquiri encontra-se em altitude muito baixa, típica das regiões de planície amazônica — variando em torno de 20 a 30 metros acima do nível do mar, conforme algumas fontes.
Relevo
O relevo da região é caracterizado por áreas de terra firme, várzeas e igarapés, com altitudes pouco expressivas, o que favorece paisagens fluviais, inundações sazonais e solos aluviais. 
Solos
Em termos de solo, Manaquiri apresenta solos aluviais em várzeas e solos de terra firme em partes mais altas. A fertilidade natural em alguns trechos pode ser boa, mas muitas áreas exigem manejo adequado devido à lixiviação típica da Amazônia e à instabilidade em áreas de várzea.
Vegetação
A vegetação do município está inserida no bioma da Floresta Amazônica, com expressiva cobertura de floresta de terra firme, igarapés, várzeas e mata ciliar. Os ecossistemas originais incluem árvores altas, dossel amplo, fauna diversa e cursos d’água que marcam a paisagem. Apesar disso, a expansão agrícola, assentamentos rurais, produção de frutas, agricultura e alguma extração impõem pressões e exigem políticas de conservação.
Clima
Em Manaquiri, o verão é curto e quente; o inverno é longo, morno e com precipitação. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de céu encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 33 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Manaquiri e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao meio de agosto. 
A estação quente permanece por 2,5 meses, de 9 de agosto a 24 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 33 °C. O mês mais quente do ano em Manaquiri é setembro, com a máxima de 33 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 5,3 meses, de 17 de dezembro a 27 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Manaquiri é fevereiro, com a mínima de 24 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Economia
Manaquiri é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 54 admissões formais e 38 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 16 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 10.
Até setembro de 2025 houve registro de 21 novas empresas em Manaquiri, sendo que 9 atuam pela internet. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (3). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 14 empresas.
A economia de Manaquiri combina características rurais e de proximidade à capital. A agricultura familiar se destaca, com produção de frutas — por exemplo, o “mamão hawai ouro” em expansão. A pesca artesanal, extrativismo vegetal e serviços vinculados ao ambiente ribeirinho também são componentes tradicionais da economia local. Além disso, a vocação para o cultivo de laranja e batata é mencionada na história local como marcas de produção agrícola. O setor público e serviços complementares têm peso crescente, dada a inserção de Manaquiri na Região Metropolitana de Manaus e demandas associadas. A presença de infraestrutura de saneamento ainda mostra desafios: a cobertura de água e esgotamento para parte da população fica aquém de municípios mais densamente urbanizados.
Infraestrutura
Saúde

O município possuía, em 2009, 3 estabelecimentos de saúde, sendo todos estes públicos municipais ou estaduais, entre hospitais, pronto-socorro, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 12 leitos para internação. Em 2014, 85,97% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. Manaquiri possuía, até 2009, estabelecimentos de saúde especializados em clínica médica, obstetrícia, traumato-ortopedia, psiquiatria, pediatria e outras especialidades médicas, e nenhum estabelecimento de saúde com especialização em cirurgia bucomaxilofacial ou neurocirurgia. Dos estabelecimentos de saúde, apenas 1 deles era com internação. 
Cultura
Religião

A Festa de São Pedro é o maior evento religioso realizado no município no período de 20 a 29 do mês de junho, inicia com a tradicional alvorada, segue-se o novenário, e a participação de promesseiros, juiz do mastro, leilões e encerra-se com a Procissão Fluvial.
Procissão Fluvial
Em Manaquiri predominam as religiões cristãs. A Católica que detém o maior número de adeptos e exerce uma forte influência na vida cultural da população. Das Igrejas denominadas Evangélicas a que tem o maior número de membros são as Assembleias de Deus.
A Igreja tem despertado os espíritos fraternos e solidários entre as famílias, através de estudos e encontros de evangelização.
Folclore
O folclore de Manaquiri, tem suas manifestações baseadas na "herança cultural", indígena e nordestina. São manifestações populares, a dança do tipiti, ciranda, quadrilhas. O principal evento de caráter folclórico é a "Festa Junina" da Escola Estadual "Anselmo Jacob", realizada na primeira quinzena do mês de junho.
Artesanato
O artesanato, não tem muita expressão em nosso município, mas existem alguns "artesãos", que produzem trabalhos artesanais em madeira, argila, cipós, talas, raízes e outras matérias primas retiradas da natureza
Turismo
Manaquiri possui potencial turístico interessante, especialmente para quem busca experiências amazônicas, natureza, cultura ribeirinha e lazer junto ao rio. O município participa de eventos de turismo e cultura, como o “Festival de Turismo do Amazonas”, onde Manaquiri se fez presente com o projeto “Manaquiri, Terra das Formigas”. As belezas naturais — rios, floresta, pesca, comunidades tradicionais — somam-se à herança histórica indígena e ribeirinha, compondo possibilidades de ecoturismo, turismo cultural e rural. Ainda que a infraestrutura turística seja modesta em comparação a grandes destinos, há espaço para crescimento sustentável.
Pontos Turísticos
- Centro de Mídias e Tecnologia - Biblioteca Pública Municipal “Casa de Luz”, localizada entre as Ruas Esteliano dos Santos e Inácio Machado, às margens do Lago Jaraqui que abrange toda a frente da cidade.
- Estádio Municipal “Waldir Gusmão de Aguiar”.
- Mercado Municipal “Luiz Pastor”.
- Praça Arena das Etnias.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

PENHA - SANTA CATARINA

Penha é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 26º46'10" Sul e a uma longitude 48º38'45" Oeste, estando a uma altitude de 20 metros. Sua população em 2022, segundo estimativa do IBGE, era de 33.663 habitantes. Segundo estimativas do IBGE para o ano de 2025, a população do município era de 36.995 habitantes, sendo a maioria descendente de açorianos. Possui uma área de 58,783 km². 
Na região que deu origem aos índios Carijós, o início do povoado foi a construção da Capela de São João Batista, em 1759, na localidade chamada de Itapocoroy (derivado de "Itapocorá", que em guarani significa "parecido com um muro de pedra"). 
A cidade possui o título de "Capital Nacional do Marisco", sendo nacionalmente conhecida por abrigar o famoso parque temático Beto Carrero World. 
História
A região de Penha teve a colonização iniciada no século XVIII a partir da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis), por pescadores portugueses - a maior parte deles açorianos - fugindo dos invasores e que procuravam novos locais para a caça e beneficiamento de baleias. A Armação do Itapocoroy tornou-se então sede na época, de uma das maiores armações baleeiras do sul do Brasil. 
Uma nova comunidade, criada a seis quilômetros da Armação por moradores deslocados de núcleos de Itapocoroy, teve progresso suficiente para se elevada à categoria de freguesia em 23 de março de 1839, com o nome de Freguesia de Nossa Senhora da Penha do Itapocoróy. No século XIX a caça da baleia entrou em crise e foi substituída pela pesca artesanal e comércio rudimentar como subsistência. 
Nesse momento, Penha assume definitivamente a liderança como sede da comunidade. 
Em 1860 a designação de Penha, era distrito da cidade de Itajaí. 
Em 21 de junho de 1958 foi elevada à categoria de município, efetivamente instalado em 19 de julho do mesmo ano. 
Os primeiros dados populacionais são de 1840, quando tinha 1.640 habitantes e no século passado, em 1920 tinha 4.830 habitantes. 
Seu desenvolvimento turístico teve início na década de 1970, chegando a passar dos 300.000 mil turistas durante a temporada de verão. Uma nova fase do município começou a ser vivida com a instalação do Beto Carrero World - segundo maior parque temático da América Latina. 
Penha, em expansão, vê surgir uma infraestrutura na parte de hotelaria e gastronômica, enquanto cresce também a maricultura - cultivo de mariscos. Com isso, Penha ganhou o título de "capital nacional" do marisco. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Penha de Itapocoroí, pela Lei Provincial n.º 109, de 23 de março de 1839, subordinado ao município de Itajaí. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Penha de Itapocoroí figura no município de Itajaí. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, figura no município de Itajaí o distrito então denominado Penha (ex Penha de Itapocoroí). 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o distrito de Penha figura no município de Itajaí. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Penha, pela Lei Estadual n.º 348, de 21 de junho de 1958, desmembrado de Itajaí. Sede no antigo distrito de Penha. Constituído de distrito sede. Instalado em 19 de julho de 1958. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial de 2023.
Geografia
A sede de Penha está situada a uma altitude média de cerca de 20 metros acima do nível do mar, o que a caracteriza como município litorâneo. Quanto ao relevo, a região apresenta faixa costeira com praias, enseadas e pequenas elevações de encostas litorâneas provenientes da Serra do Mar que se aproximam do mar — o que confere diversidade de paisagens entre planície costeira e desníveis suaves. 
Solos
Em termos de solo, predominam solos costeiros arenosos e solos de encosta derivados de rochas cristalinas ou areníticas, com natureza moderadamente fértil para uso urbano e turístico, embora as áreas agrícolas tenham menor expressão nos dias de hoje.
Vegetação
Originalmente, Penha integrava o bioma da Mata Atlântica, com cobertura de floresta costeira, encostas cobertas por vegetação característica e restinga junto ao litoral. Atualmente, muitos trechos foram urbanizados ou destinados ao turismo, mas ainda permanecem remanescentes de vegetação nativa em encostas e áreas menos acessíveis, além de áreas de proteção ambiental associadas às praias e matas ciliares. A vegetação costeira e os sistemas de restinga também são parte da paisagem natural local, complementando a oferta turística de natureza.
Clima
O clima predominante é o subtropical úmido de litoral, caracterizado por verões quentes e úmidos, invernos amenos e boa distribuição de chuvas ao longo do ano. A presença da Mata Atlântica original e da maritimidade influenciam a umidade e os ventos. Em Penha, o verão é morno e opressivo; o inverno é ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 29 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 32 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Penha e realizar atividades de clima quente são do início de abril ao fim de junho e do fim de julho ao fim de novembro. 
A estação morna permanece por 3,8 meses, de 13 de dezembro a 5 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 27 °C. O mês mais quente do ano em Penha é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 23 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,4 meses, de 7 de junho a 21 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 22 °C. O mês mais frio do ano em Penha é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 21 °C, em média. 
Praias
O balneário possui cerca de 19 praias e 31 quilômetros de orla marítima. 
As principais praias são:
- Região Central: Praia Alegre; Praia Bacia da Vovó; Praia do Bananal; Praia da Lola; Praia da Saudade; Praia do Quilombo.
- Região da Praia da Armação: Praia da Armação; Praia de Fortaleza; Praia do Manguinho; Praia de Armação do Itapocoroy; Praia da Cancela.
- Região da Praia Grande: Praia da Paciência; Praia Grande; Praia do Poá; Praia Ponta da Vigia.
- Região da Praia de São Miguel: Praia Vermelha; Praia do Lucas; Praia do Monge; Praia de São Miguel.
Economia
Penha é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O pequeno número de novas oportunidades claras de negócios e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 6,4 mil admissões formais e 5,7 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 614 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 870.
Até setembro de 2025 houve registro de 113 novas empresas em Penha, sendo que 13 atuam pela internet. Neste último mês, 14 novas empresas se instalaram. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (16). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 162 empresas.
Educação
A cidade conta com faculdades de ensino a distância, que ofertam cursos online de graduação e pós graduação, como Fael, Unifacvest, Cruzeiro do Sul e Unopar (oferece cursos semipresenciais) bem como o campus V da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), localizado na Praia da Armação, e que serve como base para o ensino em campo do curso de oceanografia. 
Atualmente existem três escolas estaduais que oferecem até o ensino médio, e as demais municipais, assim como creches e uma escola especial. 
Penha tem cerca de cinco mil alunos na sua rede de ensino escolar. 
Turismo
A cultura açoriana está presente por toda a parte. Festas, dança, tradições e costumes simples do nosso povo, além do carisma característico de nossa gente que sempre recebe os turistas de braços abertos.
Cenários ecológicos de rara beleza e um lugar de tranquilidade peculiar são os destinos certos para férias ou finais de semana com a família ou com amigos. Quando o assunto é infraestrutura, a cidade está pronta para receber visitantes dos mais diversos lugares do país e do exterior. Hospedagem, gastronomia, lazer, compras, serviços de apoio são algumas das opções encontradas em Penha.
“De então guardo a mais violenta impressão, o da ponta de Itapocoroy, junto à velha armação para pesca da baleia, de que há restos ainda. Tentei descrevê-las nos meus Ceos e Terras do Brasil, mas quando releio as minhas páginas e comparo o que disse ao que vi, vem-me o sentimento de pequenez humana ante à grandeza divina. Que painel aquele!!! Quanta magnificência, serenidade e amplidão naqueles aspectos do oceano bravio, a açoutar os penhascos da Ponta Negra e da Vigia”. Fragmento de texto sobre Penha escrito pelo Visconde de Tauney em livro de 1926, no qual há relatos sobre os panoramas marítimos estupendos e inesquecíveis.
Conheça um pouco mais daquilo que pode ser descoberto em nosso município.
- Capela de São João Batista do Itapocorói - Uma das primeiras igrejas construídas no Estado de Santa Catarina, considerada grande demais para os padrões na época de sua edificação. Em 1759, o pequeno povoado de Itapocorói já contava com um razoável número de moradores e, sentindo a necessidade de organizar a comunidade, Bento da Silva Veloso e Tomé da Silva, habitantes do local na época, dirigiram-se ao Bispo do Rio de Janeiro e pediram sua permissão para levantarem aqui uma capela.
A autorização foi assinada no dia 27 de abril de 1759, assim a igreja foi construída. Como diz Pedro Bersi em seu livro Mar e Sertão: construída em alvenaria de pedra ajuntada, com argamassa de cal do mar, barro e areia, a capela de São João foi erguida sobre uma pequena elevação junto à extremidade sul da enseada de Itapocorói; a fachada principal está voltada para o mar. A volta da capela descortina-se amplo adro gramado.
Pedro Bersi ainda destaca: linhas retas, ao estilo colonial da época, denotam o bom gosto arquitetônico empregado na construção da capela São João Batista no Arraial de Itapocorói, em 1759. A Clarabóia na parede frontal, os singelos adornos externos e o arco interior junto à nave principal imprimem leveza e personalidade à bicentenária construção. Quanto a material empregado no reboco das paredes pouco se sabe. Conchas de sambaqui, algumas ainda intactas, vieram à tona logo após o inesperado incêndio ocorrido em março de 2005. A cal do mar, ao contrário do óleo de baleia (produto extremamente caro na época) aparentemente foi o principal material empregado na argamassa das paredes de pedra bruta ajuntada. A própria igreja foi erguida sobre os restos de um imenso sambaqui.
São registros históricos e fragmentos de relatos que partem de historiadores e pesquisadores do nosso município como Telmo José Tomio, Claudio Bersi e Maria do Carmo Ramos Krieger e que aqui utilizamos para enobrecer e valorizar a comunidade da Armação do Itapocorói e de Penha por sua história, cultura e tradição.
- Festa do Divino - Tida como uma das festas mais açoriana fora dos Açores, a Festa do Divino de Penha é carregada de tradições e de belezas ímpares. Quase bicentenária, em 2016 completa 180 anos de existência, ela é prestigiada por um número impressionante de pessoas que vem de diversos lugares. Peregrinação da Bandeira, Novenas, tríduo festivo, Casa do Império, Imperador e Imperatriz, Coroação, Cortejo Imperial, devoção e fé são elementos que, combinados com história e tradição, música antiga e muita simbologia fazem deste evento anual um marco histórico e patrimônio cultural do município de Penha.
- Ponta da Vigia - Elevação que forma uma bela colina coberta de verde. Partindo de costões e rochedos, tendo um mar sempre bravio abaixo, a ponta da vigia tem esse nome por ser ali que os antigos avistavam as baleias entrando na enseada da Armação do Itapocorói, na época em que se praticava a pesca desse mamífero marinho. De seu cume, em dias de céu claro e aberto, é possível avistar a Serra do Mar e diversas cidades vizinhas. É um lugar privilegiado para se apreciar a natureza, fazer longas caminhadas ou andar de bicicleta.
- Parque Beto Carrero World - O Parque Beto Carrero World é um dos parques temáticos mais completos do mundo, com diversão garantida para todas as idades. Premiado pelo Travelers Choice como o melhor parque de diversões da América do Sul e classificado entre os 10 melhores do mundo. Criados em 2002, os Travellers' Choice são os prêmios máximos que o TripAdvisor pode conceder. Os únicos do setor de turismo baseados em milhares de avaliações e opiniões de viajantes do mundo todo, esses prêmios anuais refletem "o melhor dos melhores" em termos de serviço, qualidade e satisfação do cliente. Hotéis, acomodações, destinos, atrações e até mesmo marcas e produtos são avaliados e premiados pelo TripAdvisor.
Estrategicamente localizado em Penha o parque está rodeado pelo verde exuberante da Mata Atlântica e cercado pelas diversas praias que conferem à geografia um lugar único e profuso. Possui mais de 100 atrações divididas em nove áreas temáticas com brinquedos, shows e zoológico. Entre as principais atrações está a FireWhip, primeira montanha-russa invertida do Brasil com 700 metros de pura adrenalina, a quase 100km/h, num passeio radical sobre lagos e cachoeiras. A Big Tower é outro destaque onde o visitante despenca de uma altura de 100 metros.
O Zoológico possui mais de 1.000 animais entre mamíferos, aves e répteis, inclusive com espécies ameaçadas de extinção, como o tamanduá bandeira, ararajuba e o ganso do Havaí. No mundo Mágico das Aves, o visitante percorre uma trilha dentro do viveiro com cerca de 100 habitantes como tucanos, papagaios, Lóris, entre outros. Mais uma atração do Zoo é o Jardim Secreto – um espaço idealizado pelo próprio Beto Carrero – que guarda cinco exemplares dos raros leões brancos, que em 2015 procriaram e trouxeram Clara, a primeira da espécie nascida no Brasil, entre outros animais. Recentemente também nasceram no parque um filhote de girafa, um de tamanduá e dois de mico-leão-dourado, além de ovos de aves raras como Jacutingas, guarás, perdiesz e rosélas.
Por meio de parcerias internacionais, o Beto Carrero World apresenta o único show de carros no mundo com a temática da série velozes e furiosos da Universal Studios, com muitas emoções, manobras radicais com carros, motos e um caminhão. Em Velozes e Furiosos Show, a precisão e a audácia dos pilotos impressiona e enche os espectadores de adrenalina.
No Parque os visitantes podem conhecer ainda os personagens das produções Madagascar, Kung Fu Panda, Shrek e a dupla Megamente e Metro Man da DreamWorks Animation. Na área temética Madagascar, única do gênero na América Latina a diversão aventura-se num verdadeiro universo de águas, o Crazy River Adventure, onde os visitantes embarcam num passeio cheio de surpresas com Alex e toda a sua turma, sendo 700 metros de cascatas e corredeiras. É possível também apreciar o Madagascar Circus Show, belíssimo espetáculo com coreografias, números circenses, manobras radicais, saltos em cama elástica e acrobacias diversas, isso tudo mesclado com figurinos e produções impressionantes.
- A Ilha Feia - Cercada de lendas como a da Caverna do Diabo, a ilha tem este nome injusto pelo fato de não possuir praias. Localizada entre os municípios de Penha e Balneário Piçarras é um bom ponto para mergulho, pesca e esportes náuticos. A Ilha Feia é um santuário natural de fragatas, grandes aves marinhas, que dão um verdadeiro espetáculo com suas revoadas, além de ser completamente ladeada de costões e coberta de mata nativa, nela não há nenhuma edificação humana.
PRAIAS
São 31Km de praias que agradam todos os sentidos. Elas são de águas tranquilas e que lembram uma piscina; paraísos para o surf; de areias finas brancas ou grossas, douradas ou vermelhas; há os costões onde a fúria do mar impressiona e também aquelas onde a natureza ainda está exuberante e intocada.
A extensa orla de Penha abriga lugares preciosos com praias para os mais diversos gostos. Dos que buscam descanso e sossego até os que gostam de esportes náuticos e radicais, de trilhas a pé pela mata costeira, ciclismo, vôo livre. As opções são inúmeras e distintas, com características que fazem de cada uma delas um lugar especial e inesquecível.
- Praia Alegre - Próxima da SC-414, abriga o Portal Turístico de Penha. Com águas muito calmas é a preferida para famílias com crianças. É muito procurada para esportes náuticos, como o stand up paddle, pela sua localização protegida de correntes marítimas. Possui calçadão, ciclovia e petiscarias, além de ter o atracadouro, na foz do Rio Piçarras de onde partem veleiros e escunas com a proposta de passeios marítimos. A Praia Alegre inicia na foz do Rio Piçarras e termina na foz do Rio Iriri.
- Praia do Bananal - Ponto de parada de lanchas e jetskis, a Praia do Bananal é uma pequena faixa de areia que fica entre rochedos. Proporciona belas vistas do fim de tarde e da Ilha Feia, sendo propícia para banho e pesca.
- Bacia da Vovó - Paradisíaca, bem de frente da Ilha Feia, esta praia é procurada por famílias e veranistas que procuram areia para tomar sol e águas cristalinas para um banho de mar. Nos seus limites encontram-se rochedos com sítios primitivos, ou Oficinas Líticas, com marcas deixadas por povos indígenas que viveram na região.
- Praia da Saudade - Conhecida também como prainha, faz divisa com a Bacia da Vovó e a Praia da Lola. Ótima para banhos de sol e de mar, tem águas muito claras e beleza única que se mistura ao fundo verde que a cerca. Autóctones dizem que este lugar tem seu nome em função de ser, antigamente, um local onde os pescadores iam para o mar e se despediam de suas famílias que ficavam chorando de saudade.
- Praia do Quilombo - É um conhecido recanto de surfistas, por suas ondas regulares e perfeitas para o esporte. Com suas belas águas a Praia do Quilombo é conhecida por ser um antigo reduto quilombola que deu lugar, hoje, para mansões e calçadas. A areia grossa, monazítica, é considerada terapêutica, porém propicia buracos pelas fortes correntes de retorno sendo preciso cautela e atenção para locais seguros para banhos.
- Praia da Armação - Entre as praias do Quilombo e da Fortaleza esta é a praia mais extensa e uma das mais conhecidas de Penha, em boa parte ocupada por mansões com saída na areia é a mais urbanizada do município. É propícia para a prática de esportes náuticos como vela e canoagem, também possui excelentes locais para banho com muita areia, águas claras e, também, para grandes caminhadas pela orla. Impressiona por sua beleza e tamanho, porém requer cuidados por ser mar aberto e local de muitas correntes marinhas de retorno.
- Praia da Fortaleza - A rocha que emerge do mar lembrava aos antigos navegadores da região uma fortaleza, foi ela que batizou esta praia de águas tranquilas e claras entre a Armação e Manguinho. É própria para esportes náuticos e descanso.
- Praia do Manguinho - Local de venda de mariscos e sede de marinas, a Praia do Manguinho não é indicada para banhos por possuir areia lodosa, porém é utilizada para esportes náuticos.
- Praia da Cancela - Entre as praias do Manguinho e do Trapiche, possui águas muito calmas e uma vista privilegiada da orla de Penha. Nela encontra-se uma praça com o famoso coreto e playground infantil é onde, também, inicia-se a região mais antiga do município onde a lugar começou a ser colonizado com a pesca da baleia.
- Praia do Trapiche ou Armação do Itapocorói - É uma das mais procuradas, por suas águas calmas e pela rara e bela vista dos barcos de pesca artesanal, além do trapiche que é muito usado para a pesca, mergulhos e local perfeito para muitas fotografias. O por do sol que se avista a partir da Praia do Trapiche é um dos mais belos e surpreendentes que se pode ter o privilégio de ver, no local encontram-se diversas opções de restaurantes e petiscarias, um calçadão proporciona caminhadas descontraídas e despreocupadas. Ali há uma lei que proíbe subidas nas embarcações, uma medida para proteger os instrumentos de trabalho dos pecadores.
- Praia do Cascalho - A partir da praia do Trapiche chega-se à Praia do Cascalho, pedregosa e que recebe com frequência a visita de tartarugas marinhas que ficam bem próximas da costa. No final dessa praia, numa região conhecida como Ponta da Cruz, existem sambaquis com registros dos primeiros habitantes e que viveram nesta área muito tempo antes dos colonizadores.
Praia da Paciência - Pequena em extensão, mas grande em belezas naturais. Localiza-se aos pés da Ponta da Vigia. Águas claríssimas fazem a alegria de banhistas e diversas trilhas pela mata levam a recantos e costões deslumbrantes. É muito procurada para pesca, esportes náuticos e não há acesso pavimentado, nem água encanada e energia elétrica instalados no local.
- Praia Grande - Junto com a Praia do Poá e a Ponta da Vigia, suas vizinhas, forma um dos cenários mais espetaculares de Penha. Sempre com águas limpas, claras e constantes ondas fortes, o lugar se apresenta como perfeito para a prática do surfe, caminhadas, banhos de sol e mar. A região toda está localizada em mar aberto, portanto toda atenção às indicações de perigo é necessária por conta das correntes marítimas que são intensas.
- Praia do Poá - Com trechos rochosos e outros com grandes extensões de areias, a Praia do Poá faz divisa com a Praia Grande e termina numa ponta onde inicia-se uma grande área de costões. Mar aberto e que requer atenção possui águas claras e diversas piscinas naturais, sendo propícia para banhos ou apenas descanso e caminhadas descontraídas.
- Praia de São Roque - Com maré forte, costões e pequenas faixas de areia que aparecem apenas nas marés baixas, a Praia de São Roque não é indicada para banhos, porém possui uma beleza quase selvagem e perfeita para contemplação da natureza e da força do mar.
- Praia Vermelha - Tem esse nome em função da coloração avermelhada das areias em dias de chuva. É considerada uma das mais belas praias de Santa Catarina, de areias grossas, mar aberto, limpo e claro. O acesso a este lugar paradisíaco se dá apenas por uma estrada não pavimentada. A Praia Vermelha é contornada por uma exuberante morraria coberta pela mata impressiona pela beleza natural. É preciso atenção ao banhar-se no mar, pois a zona de arrebentação é violenta e possui muitas correntes que formam buracos. Há diversas outras praias no seu entorno que são acessíveis apenas pela areia ou por trilhas na mata. Nas trilhas pode-se apreciar na natureza, a fauna e flora do lugar, bem como nascentes e quedas d´água. Há um mirante, numa das montanhas, de onde se praticam voos de parapente e se admira o nascer da lua cheia que nasce a partir do mar.
- Praia de São Miguel ou Prainha - Na divisa com o município de Navegantes, a Praia de São Miguel, ou Prainha como é chamada pelos habitantes locais, é uma vila de pescadores artesanais. No lugar é possível adquirir frutos do mar frescos ou congelados. Possui águas calmas e vistas de Navegantes, Itajaí e Balneário Camboriú. A partir da sua ponta Norte pode-se acessar costões e rotas com rochedos deslumbrantes, locais procurados para pesca e por trilheiros que acessam recantos mais escondidos como as Praias do Monge e da Galheta que não possuem caminhos a não ser pelas trilhas pela mata.
Hospedagem
A cidade possui cerca de cinco mil leitos e mais de 200 hotéis e pousadas. 
Gastronomia
Penha tem 35 restaurantes e dezenas de bares e lanchonetes para todos os gostos, desde marisco (prato típico da região) até pizzarias. As principais comidas típicas de Penha são: camarão, marisco, lula. 
Entretenimento
Sua extensa e bela faixa de areia faz do balneário o principal meio de lazer diurno dos moradores e milhares de turistas que procuram a região para relaxar. São 31 quilômetros de orla marítima e 19 praias propícias para diversas formas de lazer: surf, pesca, banho de mar, esportes na areia e com trilhas ecológicas. 
O parque Beto Carrero World é uma opção de diversão garantida para crianças e adultos.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela ; Site da Câmara Municipal .

sábado, 27 de dezembro de 2025

SARZEDO - MINAS GERAIS

Sarzedo é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada pelo IBGE , para 2025, era de 39.974 habitantes. Localiza-se a 20º 02' 07" de latitude sul e 44º 08' 41" de longitude oeste, a uma altitude de 796 metros, situado às margens da rodovia MG-40 e de uma ferrovia, a Linha do Paraopeba da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, entre os municípios de Ibirité e Mário Campos, tendo como limite ao norte o município de Betim, separados pelo Ribeirão Sarzedo, e ao sul o município de Brumadinho, separados pela Serra Três Irmãos, extensão da Serra do Curral. Pertence à Região Metropolitana de Belo Horizonte.
História
O surgimento do povoado que originou o município de Sarzedo, está ligado como grande parte dos municípios mineiros, a exploração mineral. Se no século XVII, a busca do ouro determinou uma maior interiorização da população orientando a ocupação do território, no século XX a extração do minério de ferro e o seu transporte propiciaram o surgimento dos diversos núcleos de povoamento na região sudeste do Brasil. Oficialmente descoberto na última década do século XVII, o ouro motivou a ocupação do seio do território brasileiro determinando o povoamento da região das minas pela formação dos primeiros núcleos populacionais que se fixaram próximos aos cursos d’água, onde era mais fácil a sobrevivência. Foi á penetração dos bandeirantes paulistas no interior das Minas Gerais no século XVIII, aprisionando índios e apossando das terras a procura do ouro e pedras preciosas que fizeram surgir os primeiros arraiais mineiros. Os primeiros grupos, inicialmente estabelecidos de forma temporária, assumiram depois um caráter da ocupação permanente na medida em que se intensificou o processo de exploração aurífera. Foram fundadas assim, os arraiais e vilas que formaram a capitania de Minas Gerais. 
O município de Sarzedo está inserido neste contexto. Constituído apenas do distrito sede o município possui uma área de 62,17 km quadrados e está localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Resultado da ocupação inicial do entorno da Estação Ferroviária construída no decorrer do início da segunda década do século XX, e inaugurada no final da mesma década, o antigo povoado foi transformado em município através da Lei n.° 12.030, de 21 de dezembro de 1995. Pertencendo primeiramente a Comarca de Sabará, território descoberto pelos paulistas em 1669, onde Borba Gato encontrou grande quantidade de ouro e atraiu um contingente de pessoas muito grande para o local que em 09 de julho foi elevada a vila, com o título de Villa Real de Sabará, confirmada por El-Rei em Carta de 31 de outubro de 1712. A referência mais antiga encontrada sobre a região de Sarzedo conta que em 05 de março de 1743, foi dada por Gomes Freire de Andrada, Governador da Capitania de Minas Gerais, uma Carta de Sesmaria a BALTHAZAR FERNANDEZ SARZEDAS, declarando ser o mesmo: 
"(...) possuidor de huns mattos e terras no ribeirão de Bom Jesus do Contage que fazia barra no rio Peroupeba a baixo da paragem chamada Funil, freg. do curral de El Rey, Comarca de Sabará, por posses que lançara e outras que comprara. 
Nesse documento está expressa a obrigatoriedade de demarcação das referidas terras, e ressaltado que foram dadas ao seu proprietário para povoar e cultivar. Pode ter daí originado o nome do curso d’água que corta a região, o RIBEIRÃO SARZEDAS, citado no DICCIONÁRIO GEOGRÁPHICODO BRAZIL DE 1899 por Alfredo Moreira Pinto: 
SARZEDAS: Ribeirão do Estado de Minas Gerais: nasce na serra de José Vieira, no dist. de Contagem, banha o dist. de Carmo da Capela Nova do Betim e deságua no rio Paraopeba. Recebe o ribeirão do Pintado e da Boa Esperança. Nesse com o nome de Bento Martins. 
Curso d’água citado também em 1909, por Nelson de Senna na descrição do distrito de Capella Nova de Betim, que depois deu nome ao povoado. Ao se referir as cachoeiras e cursos d’água da região afirmou: 
Esta freguezia é cortada por três ribeirões: o Sarzeda, que nasce na Serra de José Vieira, na freguezia de Contagem, e entra nesta freguezia pela fazenda da Cachoeira, atravessando a mesma freguezia pelo lado do sul desagua no Paraopeba, depois de ter recebido o ribeirão da Serra da Boa Esperança pelo lado esquerdo, este ribeirão abunda em peixes de todas as espécies conhecida."

O distrito de Capella Nova de Betim, conforme nos contou esse antigo pesquisador mineiro, foi fundado no século XVIII por José Rodrigues Betim, sua mulher, filhos, irmãos e cunhados, entre a zona de Contagem, Santa Quitéria e o Morro de Matheus Leme, tendo sido freguesia criada pela Lei Provincial n.° 522, de 23 de setembro de 1851. Em 1901, Capella Nova de Betim passou a fazer parte do município de Santa Quitéria, conforme também mostrou Nelson de Senna: 
Foi criada pelo Art. 1° da Lei n.° 319, de 16 de setembro de 1901, que tem por sede a pequena Villa de Santa Quitéria (a nove léguas de Belo Horizonte), no vale do rio Paraopeba, e em região muito agrícola. Café, cereais, gado, toucinho,- eis a riqueza desse município composto de 4 distritos: os da Villa e os de Capella Nova de Betim, Contagem das Abóboras e Varsea do Pantano (que o povo alterou para Vargem do Pantâna). (...) Todos esses distritos foram desmembrados do município de Sabará para constituir o município de Santa Quitéria. 
Essa região da Vargem do Pantâna, que mais tarde se dividiu nos municípios de Ibirité e Sarzedo, foi povoada ainda nos tempos do Primeiro Império Brasileiro, inicialmente com a fundação da Fazenda do Pantâna, de propriedade do Alferes Antônio José de Freitas. Mais tarde, por causa da partilha de bens determinada pela morte do mesmo, essa grande propriedade foi então dividida em 7 (sete) novas fazendas: Santa Rosa ( que vai originar o município de Sarzedo), Retiro do Jatobá, Rola Moça, Mato Grosso, Canal, Urubu e Vargem( que deu origem ao povoado de Ibirité. 
O povoado de Vargem do Pantâna foi elevado á categoria de distrito de Sabará no ano de 1891. Após a transferência da capital mineira, de Ouro Preto para Belo Horizonte, no final do século XIX, o distrito de Vargem do Pantâna passou a pertencer ao recém- criado município de Santa Quitéria e depois a Contagem por época da sua elevação a município, em 1939. Mais tarde, passou a fazer parte do município de Betim, de dezembro de 1948 até a determinação da criação do município de Ibirité a 21 de março de 1958. Nesta data o legislativo betinense aprovou uma Resolução de n.° 15, Art. 1° “ficam autorizados os distritos de Ibirité e Sarzedo a promoverem a sua emancipação, a fim de constituírem um novo município desmembrado de Betim”. Porém, a real emancipação de Sarzedo só ocorreu em 21 de dezembro de 1995 e sua instalação oficial em 1° de fevereiro de 1997. 
Conforme nos mostraram os antigos pesquisadores da história e da memória da região, o local onde surgiu o povoado de Sarzedo era anteriormente dividido em grandes fazendas de produção agrícola e criação de gado. Uma das maiores propriedades, de acordo com o registro de Antônio Afonso de Magalhães, a Fazenda da Cachoeira de Santa Rosa de Lima englobava todo o território hoje ocupado pelo município. De acordo com o relato desse antigo morador da região, a velha fazenda era assim chamada pelo fato de ter construída no seu terreno, uma ermida que abrigava a imagem de Santa Rosa de Lima. 
De acordo com ele, no início do século XX a antiga Fazenda de Santa Rosa de Lima foi hipotecada por 09 (nove) contos de réis. Os juros se acumularam e não foi possível ao proprietário fazer o pagamento. A consequência dessa situação foi o leilão do imóvel, arrematado pela família Ferreira passos residente em Nova Lima. Devido a essa transferência de propriedade, a fazenda ficou por muito tempo abandonada e tornou-se ponto de parada de viajantes e tropeiros que vinham de Crucilândia, Bonfim, Rio Manso, Brumadinho e outros lugares para vender as suas mercadorias na capital de Minas Gerais. Por essa ocasião a ermida existente no lugar foi violada e a imagem de porcelana de Santa Rosa de Lima foi roubada, permanecendo desaparecida até os dias atuais. 
Também consta que a cachoeira da Fazenda de Santa Rosa possuía um grande volume de água e foi considerada a maior queda d’água da região apontada por Nelson de Senna em 1909 como: 
"(...) a melhor cachoeira do distrito e a mais vizinha de Bello Horizonte é a do ribeirão Sarzedas, na Fazenda de Santa Rosa, a 24 km. da capital e conhecida como “Cachoeira do Thiré”, por ali haver residido o ilustre Professor e Engenheiro de Minas Dr. Arthur Thiré."
Impulsionado pela construção do ramal férreo da Estrada de Ferro Central do Brasil, linha do Paraopeba, construída a partir da segunda década do século XX, iniciou-se a transformação do território da Fazenda Santa Rosa em um pequeno núcleo de povoamento distribuído linearmente acompanhando os trilhos. O levantamento das edificações e a consequente inauguração do Conjunto da Estação Ferroviária de Sarzedo em 20 de junho de 1917 foi que determinou o processo de ocupação na região e favoreceu o surgimento do povoado que cresceu lentamente no seu entorno. 
Região predominantemente rural até o final do século XIX, o local onde hoje se encontra o centro da cidade coincide com o lugar onde está situado o conjunto arquitetônico da estação ferroviária. Conforme destacado pelos depoimentos orais de antigos moradores a construção da estrada de ferro e a inauguração da estação mudaram a vida do pequeno grupo de agricultores que habitavam a região. 
“A vida naquela comunidade continuava sem nenhuma novidade até em 1911 e 1912, tudo começou a ser transformado, do dia para a noite começou a chegar gente de todos os lados, de todas as raças. Chegavam carroças de burros carregadas de ferramentas e mudanças. O povo invadia tudo. Era o começo da construção da Estrada de Ferro Central do Brasil, bitolas largas, rumo a Paraopeba. (...) daí a poucos dias já havia armazém, padaria, farmácia, oficina. As famílias que chegavam construíam barracos de paus coberto de zinco. Outros invadiam casas vazias e paióis, era uma verdadeira confusão para nós que não estávamos acostumados com isso.” 
Os antigos moradores pertencentes à comunidade local, fazendeiros e trabalhadores rurais que habitavam a região foram então convidados a trabalhar com seus carros de boi no transporte de materiais para construção da estrada de ferro “puxando pedras, areia e cimento”. A vida da comunidade local e sua relação com o trabalho foram completamente modificadas a partir daí. Até mesmo as tradicionais festas populares, muitas vezes realizados no espaço onde foi construída a estação foram mudadas de lugar. Aos poucos o trabalho da ferrovia, na extração e no transporte do minério também substituiu a agricultura e a criação de animais. 
“Com essa transformação a nossa comunidade já não plantava mais nada. As chácaras foram morrendo no mato, acabamos não moendo mais cana e nem fazendo farinha. A criação de porcos foi acabando, não havia mais tapumes, o povo e os animais arrasaram tudo”. 
A região do entorno da linha férrea, mais precisamente em volta do conjunto da estação passou então a ser ocupada por trabalhadores que chegaram para fixar residência no lugar, dando início a expansão do povoado. Foram construídas pela Estrada de Ferro Central do Brasil, na parte abaixo e tangenciando a linha, algumas moradias para abrigar funcionários da estrada de ferro. Na parte superior, casas particulares foram erguidas aproximadamente no início da década de 1930. Eram, de um lado, de propriedade de Antônio Afonso Magalhães e construídas especialmente para alugar ou vender aos novos moradores, e do outro, que foi ocupado a partir da década de 1940, pertencentes a Eduardo Cozac, erguidas para abrigar o escritório e a residência de funcionários da empresa Mineral do Brasil, a pioneira na exploração do minério de ferro na região. Conforme relatos. 
"Antônio Afonso Magalhães comprou uma parte da antiga Fazenda Cachoeira, da linha para cima, em 1932 mais ou menos e construiu casas onde hoje é a rua que hoje é Eduardo Cozac e construiu a venda dele, a Casa Santo Antônio, que era uma casa de gêneros, secos e molhados, armarinho..., uma venda de tudo. Até então ali não tinha nada. Depois ele foi vendendo as casa, uma por uma, loteou o terreno até ali perto do hospital e da antiga igreja que foi destruída perto da rua Geraldina Pereira Freitas que é o nome da mãe dele. É aquela rua que sai lá no hospital." 
Com relação ao nome SARZEDO, além das fontes citadas, existe uma versão de que o nome está associado a um antigo funcionário da Estrada de Ferro Central do Brasil: Engenheiro espanhol: Francisco Sarzedo. Embora muitos funcionários da Estrada de Ferro Central do Brasil tivessem sido realmente homenageados como patronos de estações ferroviárias em Minas Gerais, essa versão carece de fontes documentais que lhe dê sustentação.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Sarzedo (ex povoado), pela Lei n.º 336, de 27 de dezembro de 1948, subordinado ao município de Betim. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito de Sarzedo figura no município de Betim. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, o distrito de Sarzedo foi transferido do município de Betim para constituir o novo município Ibirité. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Sarzedo, pela Lei Estadual n.º 10.703, de 21 de dezembro de 1995, desmembrado do município de Ibirité. Sede no antigo distrito de Sarzedo. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1997. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Geografia
A sede municipal possui altitude média aproximada de 767 metros acima do nível do mar, com algumas áreas atingindo altitudes entre 800 e 900 metros, especialmente nas partes mais elevadas do município. 
Relevo
O relevo está inserido no contexto do Quadrilátero Ferrífero, com colinas de topo aplainado, vertentes e vales, além de formações de cumeadas na porção sul com altitudes entre 1.000 e 1.350 metros em determinados trechos. 
Solos
Quanto ao solo, predomina solo típico da região de Minas-Gerais, ligado à formação ferrífera e rochas cristalinas, com boas áreas de colinas para agricultura urbana e rural, embora o uso principal da terra hoje seja urbano e industrial.
Vegetação
A vegetação original de Sarzedo era composta por formações da Mata Atlântica e de mata de encosta, com espécies nativas adaptadas ao relevo ondulado e à altitude moderada da região. Hoje, devido ao processo de urbanização e industrialização, restam fragmentos naturais nas áreas mais elevadas e encostas. As áreas livres de ocupação são muitas vezes aproveitadas para hortaliças e pequenos cultivos dentro da zona periurbana. Segundo levantamentos, cerca de 5,44% da população reside em zona rural, o que destaca que a área agrícola ainda existe, mas é reduzida em relação ao conjunto municipal.
Clima
O clima é classificado como tropical de altitude, com dois períodos distintos: de outubro a março, caracterizado por temperaturas mais elevadas e maior pluviosidade; e de abril a setembro, com estiagem relativa e temperaturas ligeiramente mais baixas.
Em Sarzedo, a estação com precipitação é úmida e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 30 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 33 °C. 
A melhor época do ano para visitar Sarzedo e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,2 meses, de 15 de janeiro a 22 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Sarzedo é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 19 de maio a 8 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Sarzedo é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Economia
Sarzedo é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são fatores de atenção.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 4,2 mil admissões formais e 3,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 1059 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 246.
Até setembro de 2025 houve registro de 131 novas empresas em Sarzedo, sendo que 17 atuam pela internet. Neste último mês, 21 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (14). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 132 empresas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

ELDORADO DO CARAJÁS - PARÁ

Eldorado do Carajás é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 06º06'15" sul e a uma longitude 49º21'19" oeste, estando a uma altitude de 140 metros. Sua população estimada pelo IBGE, para 2025, era de 29.287 habitantes. 
O município é lembrado pelo massacre que ocorreu em 1996, quando 19 sem-terra foram assassinados por tropas da Polícia Militar do Estado do Pará. 
Etimologia
O nome Eldorado foi escolhido por representar o ciclo econômico mineral que a região onde está o município vivencia desde os primeiros anos de sua formação. Se relaciona com a antiga lenda narrada pelos índios aos espanhóis na época da colonização das Américas. Falava de uma cidade cujas construções seriam todas feitas de ouro maciço e cujos tesouros existiriam em quantidades inimagináveis. O imaginário popular dos primeiros habitantes de Eldorado do Carajás refletia a busca pela "cidade perdida" pelas "montanhas de ouro". O termo Eldorado (El Dorado em castelhano) significa "O homem dourado". 
O complemento ao primeiro nome, "Carajás", existe em função da proximidade do município com o grande complexo geológico regional: a Serra dos Carajás. A influência dos projetos mineralógicos desenvolvidos no maciço da Serra dos Carajás acabou se encerrando no próprio nome do município. O termo Carajás (Karajá em Jê), "Kara" brilhante e "Já" céu, significa basicamente "estrela". 
História
Eldorado do Carajás, assim como praticamente todos os município da região Sul do Pará, teve sua origem ligada aos grandes projetos minerais. Desde o início da década de 1970 a região de Eldorado vivencia o Projeto Grande Carajás que previu desde a instalação de uma infraestrutura para extração do minério da Província Mineral do Carajás, a alojamento do pessoal, condições logísticas, indústrias de beneficiamento mineral, matriz energética, infraestrutura urbana e comercial, e cadeia produtiva local para abastecimento do projeto. Eldorado portanto, se inseria nesta última categoria do projeto, pois além de cumprir com um dos grandes objetivos do governo militar que era "promover a ocupação de vazios demográficos", também permitia a instalação de uma colonização de caráter agrícola que viria resolver dois problemas cruciais: migração da mão-de-obra e a produção local. Portanto a colonização da Gleba Abaeté oferecia todas as condições para que pudesse ser realizada com êxito. 
Primeiros anos e colonização
Eldorado do Carajás originou-se de um empreendimento particular, a Fazenda/Gleba Abaeté, de propriedade de Geraldo Mendonça. O empreendimento foi implantado dentro das terras do município de Marabá. Os primeiros colonos da Gleba Abaeté foram Manoel Alves da Costa que se instalou no local em 2 de maio de 1980, logo depois chegando José Leandro e Cícero Tiago da Silva, todos com suas respectivas famílias. Outros colonos chegaram ao local atraídos pela implantação do Projeto Grande Carajás e, posteriormente, pelo advento do garimpo de Serra Pelada. O somatório desses fatores e o consequente desenvolvimento que eles trouxeram para o empreendimento, contribuíram para que ele se transformasse numa das localidades mais importantes do município de Marabá, passando a ser conhecida já com o nome de Eldorado do Carajás. 
Conforme novos colonos chegavam, a importância da localidade de Eldorado do Carajás crescia. Em 1987 Eldorado foi elevado a categoria de distrito do município de Marabá, que permitiu a instalação de uma subprefeitura em 1989 já como município de Curionópolis. Neste período também ocorreu o primeiro grande boom populacional local, graças principalmente ao florescer das atividades de extração madeireira e criação de bovinos para corte e leite. 
Neste período também os casos de violência rural e urbana já afloravam. Um caso desta natureza ocorreu em 14 de abril de 1985, quando a religiosa católica Irmã Adelaide Molinari foi assassinada por pistoleiros por engano no Terminal Rodoviário de Eldorado do Carajás, enquanto aguardava o ônibus para retornar ao seu local de trabalho em Curionópolis. O alvo era Arnaldo Dolcídio Ferreira, delegado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá, que conversava com a Irmã Molinari no momento do crime. Ferreira foi assassinado por pistoleiros, em 1992, também em Eldorado. 
Emancipação
Quando Marabá teve sua área territorial desmembrada para constituir o município de Curionópolis, segundo a Lei n.º 5.444, de 10 de maio de 1988, havia uma expectativa e interesse muito grande da população local que a sede do novo município fosse instalada em Eldorado do Carajás. Por razões técnicas diversas Eldorado perdeu o pleito para Curionópolis, pois a urbe adversária se encontrava melhor assistida de infraestrutura e estava geograficamente mais ao centro do município e próxima das áreas mineradoras. 
A primeira mobilização popular para emancipação de Eldorado culminou com a elaboração de um abaixo-assinado pela impugnação do desmembramento de Curionópolis, uma vez que também havia demandas contra a desvinculação da localidade de Eldorado daquele município, caso o primeiro viesse a ganhar autonomia municipal. 
Os trâmites legais para a emancipação de Eldorado do Carajás iniciaram-se no dia 18 de março de 1987, pelo ofício 05/87, do deputado Giovanni Queiroz ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mariuadir Santos, encaminhando o abaixo-assinado dos eleitores residentes e domiciliados no então povoado de Eldorado, requerendo a instalação do processo de emancipação político-administrativa. 
Cumpridas as formalidades legais, o TRE-PA fixou a data do plebiscito, que foi realizado no dia 28 de abril de 1991, oportunidade em que a população se manifestou favorável ao desmembramento da localidade de Eldorado do município de Curionópolis. Do total de 1.415 eleitores que compareceram ao pleito eleitoral, 1.323 votaram sim e 30 votaram não, além de 58 votos em branco e 4 nulos. Pela Lei n.º 5.687, estatuída pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará e sancionada pelo Governador Jader Barbalho, no dia 13 de dezembro de 1991, foi criado o município de Eldorado do Carajás, com área desmembrada do município de Curionópolis. 
Massacre e desdobramentos
Em 17 de abril de 1996, em meio ás tensões agrárias desencadeadas pelo coordenação desordenada do processo de reforma agrária pelo Estado brasileiro e pela concentração de terras e riqueza nas mãos de poucos (formação de grandes latifúndios) no sudeste do Pará, aconteceu o fato mais inglório da história de Eldorado. 
Após o bloqueio da rodovia PA-150 (hoje trecho da BR-155), em protesto contra o processo de reintegração de posse de uma propriedade localizada próximo ao trecho rodoviário conhecido como "curva-do-S", 19 Trabalhadores Rurais Sem-Terra foram mortos em confronto com a polícia, após ordem de uso de força dada pelo governador do estado do Pará, Almir Gabriel. Desde o acontecido, o nome do município é sempre lembrado pela luta pela posse de terra e reforma agrária no mundo. 
O principal desdobramento do massacre foi o fortalecimento dos projetos de reforma agrária na região, tanto que, já em 1998, as famílias vítimas foram assentadas nas proximidades, formando o projeto agrícola 17 de abril, bem como uma vila de mesmo nome. Em outro aspecto, a produção do campesinato e da agricultura familiar tornaram-se importantes sustentáculos econômicos de Eldorado. Entretanto a luta pela reforma agrária não deixou de existir, assim como as enormes tensões. 
No local do massacre foi erguido o Monumento das Castanheiras Mortas, em 17 de abril de 1999, por concepção do dramaturgo anglo-brasileiro Dan Baron Cohen, contando com a colaboração de trabalhadores sem terra do próprio município. 
Década de 2000 - presente
A partir da década de 2000 o município passou a sofrer com denúncias de corrupção envolvendo a administração municipal, pautando principalmente desvios de recursos da educação, do desenvolvimento agrário, do esporte e de assistência social. Como resultado houve inclusive o afastamento do então prefeito Domiciano Bezerra Soares Barbosa. Já em 2011 foi o então prefeito Genival Diniz Gonçalves afastado por abuso de poder econômico. 
Em 2011 uma megaoperação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fechou três serrarias do município e desmantelou a cadeia econômica da exploração madeireira. 
Em 2017 fortes chuvas deixaram o município incomunicável com algumas partes do território nacional, desabrigando também muitas famílias residentes na sede municipal, que tinham casas nas proximidades do rio Vermelho.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito, com a denominação de Eldorado do Carajás, pela Lei Estadual n.º 5.687, de 13 de dezembro de 1991, sendo desmembrado de Curionópolis. Com sede no atual distrito Eldorado do Carajás, foi constituído do distrito sede e instalado em 1º de janeiro de 1993. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2014.
Geografia
O município de Eldorado do Carajás, localizado na mesorregião do Sudeste Paraense e na Microrregião de Parauapebas, teve sua área desmembrada do município de Curionópolis, pela lei estadual nº5.687, de 13 de dezembro de 1991. Possui uma área territorial de 2.956,708 km², segundo o IBGE/2016. 
Limita-se ao Norte com o município de Marabá, ao Sul com o município de Xinguara, a Leste com os municípios de São Geraldo do Araguaia e Piçarra, e a Oeste com o município de Curionópolis. Possui as seguintes coordenadas: 06º 06’ 12’’ de latitude sul, e 49º 22’ 18’’ de latitude oeste de Greenwich. 
Clima
O clima do município está inserido na categoria AS. Possui uma temperatura anual média de 26,3 °C, apresentando média máxima em torno de 32,0 °C e mínima de 22,7 °C. A umidade relativa é elevada, sendo a média real de 78%. O período chuvoso ocorre nitidamente de novembro a maio, e o mais seco de junho a outubro, estando o índice pluviométrico anual em torno de 2.000 mm³. 
Solos
Os solos predominantes no município são o podzoico vermelho-amarelo, litóficos, cambissolosos e latossolo vermelho-amarelo. Ocorrem ainda solos litóficos e afloramentos rochosos em associação. O relevo mostra-se relativamente movimentado, com a presença de chapadas em áreas sedimentares, pediplanos em áreas cristalinas, baixos terraços e várzeas. 
Vegetação
A vegetação é formada por floresta densa em relevo aplanado e em relevo acidentado, floresta aberta mista e floresta aberta latifoliada. Nas áreas desmatadas foram plantadas pastagens destinadas a atividade pecuária, e ao longo das margens dos rios e ribeirões encontram-se pequenas faixas de floresta de galeria. 
Hidrografia
Destacam-se na hidrografia do município os médios cursos dos rios Vermelho e Sororó, considerados afluentes do Itacauinas pela margem direita. 
Subdivisões
A sede municipal é subdividida em duas porções principais: km 100, porção da cidade que aglomerou-se ao longo do entroncamento da BR-155, e o km 02, que foi construído numa área de planície segura contra alagamentos, no km 02 da PA-275. 
O município está subdividido em três distritos: 
- Distrito Sede: composto basicamente pela cidade de Eldorado, com suas duas porções km 02 e km 100;
- Distrito 17 de abril: assentado na vila homônima, e;
- Distrito Tancredo Neves: assentado na vila homônima, também conhecida como km 72.
Outras povoações significativas do município são as vilas Castanheira, Lourival Santana (Peruano), São Francisco, Bamerindus, Gravatá, Gameleira e Betel (Vila das Bananas).
Economia
Eldorado do Carajás é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios. O desempenho econômico e o baixo potencial de consumo são os pontos de atenção.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 484 admissões formais e 468 desligamentos, resultando em um saldo de 16 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -31.
Turismo
Eldorado dos Carajás apresenta atrativos ligados à natureza amazônica, à história da mineração e aos eventos da reforma agrária. O vasto território, os rios, as florestas intactas, a paisagem amazônica e a proximidade com o complexo de Serra dos Carajás oferecem oportunidades para ecoturismo, turismo de aventura e cultural. O município também carrega um forte simbolismo social e histórico devido ao massacre de 1996, o que atrai atenção e pode compor roteiros de memória social e direitos humanos. A infraestrutura turística ainda é limitada, o que representa tanto desafio quanto oportunidade para o desenvolvimento de formas sustentáveis de turismo que envolvam a comunidade local e valorizem o patrimônio natural e cultural.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

DESCALVADO - SÃO PAULO

Descalvado é um município brasileiro localizado na Região Centro-Leste do estado de São Paulo. Sua população estimada em 2024 pelo IBGE era de 32.622 habitantes. 
Topônimo
A cidade levou o nome do morro do escalvado, que evoluiu para D'escalvado e por fim Descalvado, devido a sua vegetação predominante na parte baixa e em cujo cume predominam formações rochosas. 
História
No início do século XIX, algumas famílias vindas de outros estados, armaram suas tendas em terras do sertão araraquarense. Aí ficaram e mais tarde essas terras constituíram-se em fazendas como Grama, Nova, Caridade e Areia, onde hoje está localizada nossa cidade. Espalhados por esse sertão, viviam índios caingangues da tribos dos Jês, que fugiram logo após a invasão dessas famílias. 
No ano de 1820, para cá vieram José Ferreira da Silva e Tomé Manoel Ferreira, que em companhia de outros ampliaram o nosso futuro Município. 
José Ferreira da Silva, cumprindo um voto religioso, mandou construir uma pequena capela, sob invocação de Nossa Senhora do Belém. Esta foi inaugurada a 8 de setembro de 1832, onde hoje se acha localizada a Igreja Matriz, que já passou por várias reformas desde a sua inauguração. Esta data entrou para nossa história como Dia do Aniversário da Cidade. 
Mais tarde, em 1842, José Ferreira da Silva e sua mulher, Florência Maria de Jesus doaram lotes de terras para quem quisesse construir e habitar, ao redor da capela. 
Em 22 de abril de 1865 foi elevado à categoria de Vila do Belém do Descalvado, emancipando-se de Rio Claro, quando foi eleita a primeira Câmara Municipal. E em 1873 foi criada a Comarca. 
Foi motivo de festa a chegada da Imagem de Nossa Senhora do Belém a Descalvado. Ela foi trazida de Rio Claro em um carro-de-bois que pertencia ao Capitão Benvindo Gonçalves Franco, conduzido pelo preto Estevão, seu escravo. 
Outro fato histórico importante foi a visita do Imperador D. Pedro II e sua esposa, a Imperatriz Tereza Cristina, a Descalvado, no ano de 1886. Uma menina chamada Maria Grassi saudou os Imperadores, que chegaram às nossas terras por via férrea (Companhia Paulista de Linhas Férreas e Fluviais), inaugurada em 1882. 
Após essa visita, o cidadão José Elias de Toledo Lima recebeu o título de Barão do Descalvado. 
Nessa época o cultivo nas terras de Descalvado era principalmente café e fumo. Foi também nesse período, construído o ramal férreo que ligou a sede urbana às estações do Salto do Pântano e da Aurora, por onde se embarcava o café. 
Em 1889, a então Vila passou à cidade, e a 26 de dezembro de 1908, finalmente teve seu nome simplificado para Descalvado. 
Descalvado vem do nome de um morro, o Morro do Descalvado, situado próximo ao limite com Analândia e que teve grande importância para os primeiros povoadores, pois lhes servia como ponto de referência. Embora com muita vegetação ao seu redor, esse morro era calvo ou escalvado (sem vegetação) em seu topo. 
No ano de 1924 uma rodovia de terra ligou Descalvado a Porto Ferreira e São Carlos, hoje com novo trajeto e totalmente asfaltada recebe o nome de Rodovia Dr. Paulo Lauro e Dep. Vicente Botta, em homenagem ao único descalvadense que foi Deputado Federal e Prefeito da Capital do Estado. 
O município possui várias escolas espalhadas pelas zonas rural e urbana, sendo a mais antiga a Escola Coronel Tobias, criada em 1903. 
Descalvado foi um grande produtor de café e fumo e viveu também uma curta fase industrial (fiação e tecelagem). A partir da decadência dessas atividades, Descalvado dedicou-se à avicultura, tornando-se a “Capital do Frango de Corte”. 
Hoje, Descalvado conta com diversas atividades agropecuárias como, cana-de-açúcar, citricultura, milho, soja, café, pecuária leiteira, etc… e atividades industriais, destacando-se: a mineral, de doces caseiros, de implementos avícolas e agrícolas, de metalurgia, de rações para avicultura e pecuária, cerâmicas artísticas e outras.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Belém do Descalvado, por Lei Provincial n.º 21, de 28 de fevereiro de 1844, subordinado a vila de no município de Araraquara. 
Pela Lei Provincial n.º 13, de 17 de março de 1845, é transferido o distrito do município de Mogi Mirim para o de Rio Claro. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Belém do Descalvado, pela Lei Provincial n.º 72, de 22 de abril de 1865. Desmembrado do município de Rio Claro. Constituído do distrito sede. Instalado em 1º de janeiro de 1866. 
Elevado à condição de cidade com denominação de Belém do Descalvado, pela Lei Provincial n.º 90, de 1º de abril de 1889. 
Pela Lei Estadual n.º 1.157, de 26 de dezembro de 1908, o município de Belém do Descalvado passou a denominar-se Descalvado. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município de Descalvado é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 21º54'14" sul e a uma longitude 47º37'10" oeste, estando a uma altitude de 679 metros. Possui uma área de 753,7 km². 
Hidrografia
A hidrografia de Descalvado está composta pelo Rio Mogi-Guaçu e pelo Rio do Pântano.
Também compõem a hidrografia do município os córregos: Olaria, Anhumas, Cajuru, Capivara, Descaroçador, São João, Campo, Matança, Espraiado, Ipiranga, Barra Grande ou Água Vermelha, Paraíso, Jacutinga, Paiolonho, Santa Rosa, Patos, Gaviãozinho, Água Podre, Sujo, Santa Eulália, Água Limpa, Capetinga, Santo Antonio, Cajuru, São Domingos, Cateto, São Rafael, Sapé, Prata, Gasoso, Serrinha, Bebedouro, Ibicoara, Gregório, Bomba, João Porto, Tabôa, Jatobá, Vila Nova, Tamanduá, Pinheirinho, Montes Claros, Capão Alto, Olho D'Água, Água Choca, João Bias e Buraco da Onça.
Vegetação
Os solos pobres (25%) são usados como pastos ou ainda cobertos para vegetação dos campos cerrados. Orografia: Serra do Descalvado: localizada ao sul do município com altura aproximada de 900 metros; Morro do Descalvado: morro que deu nome a cidade, localizado ao sul do município com altura variando de 750 a 900 metros. 
Clima
O clima é quente e temperado. Há muito mais pluviosidade no verão que no inverno. Segundo a Köppen e Geiger a classificação do clima é Cwa. 20.3 °C é a temperatura média. A pluviosidade média anual é 1365 mm. 
Rodovia
O município é atendido pela rodovia SP-215 - Rodovia Deputado Vicente Botta.
Ferrovias
Ramal de Descalvado da antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro
O município possui um trecho do ramal ferroviário ainda restante, embora em muitas partes coberto por terra ou em algumas partes por asfalto, porém ainda podendo ser reaproveitado futuramente. O ramal por completo foi desativado em 1990 e extinto entre os anos de 1997 e 2003.
Economia
Agropecuária

A agricultura é uma das principais atividades econômicas do município, com destaque para o cultivo de cana-de-açúcar. Descalvado conta com uma usina de processamento, responsável pelo esmagamento de 1.390 toneladas de cana por ano, resultando na produção de 115.024 toneladas/ ano de açúcar e 43.441 m³/ano de etanol, inserindo o município no contexto global dos biocombustíveis. O município também fornece matéria-prima para outras três usinas instaladas na região. 
Entre os destaques da pecuária, está a produção de leite e de frangos de corte. O município é sede do Centro Avançado de Tecnologia do Agronegócio Avícola do Instituto Biológico, que desenvolve pesquisas na área de sanidade e manejo de frangos, sendo uma referência para o Estado de São Paulo. 
Comércio
O comércio atende às necessidades da cidade e da região e se concentra em dois corredores comerciais, com destaque para presença de grandes redes varejistas e a variedade de produtos oferecidos (eletroeletrônicos, vestuário, móveis, alimentícios, cosméticos) nos mais de 600 estabelecimentos instalados. 
O setor de serviços é um dos mais desenvolvidos do município, com uma rede de 1.300 prestadores de serviços. Descalvado possui também 7 agências bancárias e 2 estabelecimentos de crédito, a Crediguaçu e o Banco do Povo Paulista. 
Indústria
A atividade industrial é marcada pela presença de 74 indústrias de diversos segmentos, algumas delas de grande porte e representatividade nacional e internacional. Em relação aos produtos "Pet", a atividade é ancorada pela presença de grandes produtores nacionais e mundiais de nutrição animal, como a Royal Canin. 
Descalvado constitui também uma das maiores reservas naturais de areia utilizada nas indústrias de vidro e fundição, encontrada em poucas regiões do país. Os cerca de 2 milhões de toneladas de areia industrial extraídas anualmente no município abastecem 70% do mercado nacional de embalagens e 90% do mercado de fundição. 
Infraestrutura
Educação
Instituições Privadas: 
Centro Educacional SESI 205; Cooperativa de Educação Descalvadense Anglo (CEDESC); Colégio Objetivo e Universidade Brasil.
Cultura e lazer
Eventos

Janeiro - Festa de São Sebastião
Fevereiro - Carnaval da Família
Junho - Cavalaria Antoniana e Festa de Corpus Christi
Agosto - Festa São Benedito
Setembro - Aniversário de Descalvado
Dezembro - Festa Santa Luzia e Parada de Natal
Esportes
Clube Esportivo e Recreativo Descalvadense.
Turismo
Pontos turísticos
- Salto do Pântano - 
Principal atrativo turístico da cidade localizado a 7 km do centro, a cachoeira possui 42 m de altura e volume de água de 800 litros/s. A beleza do vale onde se forma a queda d’água e a facilidade de acesso tornam o local uma ótima opção para visitação e prática de esportes de aventura, como rapel e arvorismo. 
- Salto do Gasoso - O Salto do Gasoso tem cerca de 20 metros de altitude e fica a poucos quilômetros do Salto do Pântano. A beleza e o volume da queda d’água favorecem a prática de esportes de aventura, além de ser uma ótima opção para visitação. 
- Castelo de Almansa - Réplica de um castelo construído na cidade de Almansa, na Espanha, este ponto turístico é um dos mais belos e surpreendentes do município. Além da arquitetura, o prédio conserva também objetos iguais aos encontrados no castelo espanhol, como relógios, esculturas e obras de arte. 
- Corredeiras do Pitangui - Localizada no Rio Mogi Guaçu, as corredeiras são ideais para prática de canoagem e "rafting", servindo também para os turistas que querem desfrutar de uma tradicional pescaria. 
- Cachoeira dos Índios - A cachoeira, com aproximadamente 12 m de altura, está localizada no bairro do Butiá, distante 6 km do centro da Descalvado. É mais uma opção que o município oferece para visitação e prática de esportes de aventura. 
- Rio Mogi Guaçu - Principal afluente do Rio Pardo, o Rio Mogi Guaçu nasce em Minas Gerais e sua foz está localizada no município de Pontal. Em Descalvado, o patrimônio natural é frequentado por turistas em busca de uma bela paisagem e por adeptos da pescaria. 
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

MATÕES - MARANHÃO

Matões é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população, baseada no censo de 2022 do IBGE, era de 32.174 habitantes. Localiza-se no Leste Maranhense e faz parte da Região do Médio Parnaíba. 
História
Os primeiros registros mostram que missionários jesuítas, partindo de Aldeias Altas (atual Caxias), adentraram o sertão maranhense. A ocupação foi impulsionada pela concessão de sesmarias e pelo desbravamento liderado pelo sertanista Manoel José de Assunção, que se estabeleceu no sítio São José, na gleba Atoleiro, dando início ao núcleo populacional. 
A localização estratégica do povoado, situado em uma rota de passagem entre colonizadores vindos de Jerumenha (Piauí) e dos sertões de Pastos Bons, favoreceu seu crescimento. O fluxo constante de viajantes estimulou atividades comerciais, consolidando a região como um ponto de relevância econômica e social. 
Formação administrativa 
Fundado com distrito de São José dos Matões, pela Lei Provincial n.º 13, de 08 de maio de 1835. Tornou-se Vila de São José dos Matões, pela Lei n.º 616, de 06 de julho de 1863. Sede na antiga vila de São José dos Matões. 
Constituído do distrito sede. Pela Lei Provincial n.º 698, de 02 de junho de 1864, transfere a sede da vila de São José dos Matões para a povoação de São José de Cajazeiras. Pela Lei Provincial n.º 880, de 04 de junho de 1870, a sede volta para a povoação de São José dos Matões. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 820, de 30 de dezembro de 1943, o município de São José dos Matões passou a denominar-se simplesmente Matões. Por Ato das Disposições Constitucionais Transitórias do Estado de 28 de julho de 1947, o município Matões chamar-se Parnarama mudança de sede e Matões rebaixado à condição de distrito. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, Matões figura como distrito de Parnarama. Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Matões, pela Lei Estadual n.º 849, de 30 de dezembro de 1952, desmembrado de Parnarama. Sede no atual distrito de Matões. Constituído do distrito sede. Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial até os dias de hoje. 
Mudanças de sede 
São José dos Matões para a povoação de São José de Cajazeiras, transferida, pela Lei Provincial n.º 698, de 02 de junho de 1864. São José de Cajazeiras para São José dos Matões, transferida pela Lei Provincial n.º 880, de 04 de junho de  1870. 
Alteração toponímica municipal 
São José dos Matões para Matões, alterado pelo Decreto-Lei Estadual n.º 820, de 30 de dezembro de 1943. 
Geografia
Localizado na mesorregião Leste Maranhense na microrregião dos cocais. Matões integra com os municípios de Timon, Caxias, Parnarama e a margem esquerda do rio Parnaíba com o município de Nazária (PI). Possui uma área de 1.858,007 quilômetros quadrados. Dista de São Luís, a capital do estado, 463,3 quilômetros. O Município é ligado pelas rodovias MA 040, MA 226, MA 034. Dentre os 217 municípios maranhense Matões é um dos cinquenta mais populosos do Maranhão. 
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2022 a população total do município era de 32.174 habitantes. Um pouco mais da metade da população vive na zona rural do município, onde trabalha na produção agrícola que mantém a economia local, especialmente a produção de arroz. Entre os minérios, existem a areia, a pedra seixo. 
Para se chegar à cidade, vindo de Teresina, tem que atravessar o Rio Parnaíba de Balsa ou Pontão, passando então para a cidade de Parnarama e então percorre mais 23 km de estrada asfaltada, totalizando (108 km). Outra forma seria saindo de Timon por duas vias: entroncamento da BR 226 -Timon a Presidente Dutra- via Santa Luzia(111 km) ou MA 040 Beira rio- via Barra da ininga (81 km), ambas por estrada de piçarra estação seca e atoleiro na chuvosa. Outra forma é vindo de Caxias por estrada asfaltada percorrendo pela MA 034 e 226 percorrendo (103 km). 
População ordeira e hospitaleira e berço de importante nomes da literatura, política e educação. 
Alguns Bairros de Matões: Alto Seriema, Centro, Lagoa, Mangueira, Alto Alegre, Oiteiro da Cruz, Matadouro, Santa Helena, Taioba, Rubelândia, Bacurí, Conjunto João Coutinho, Residencial Nova Matões I e II, Piçarreira. 
Alguns povoados de Matões: Santa Luzia, Barra da Ininga, União, Atoleiro, Santo Antônio, Novo Estado, Galos, Mucambo do Ferro, Mandacaru, Centro do Diamante, Pedreiras, Quilombo, Marinheiro e Sítio e Trabalhosa. Altitude, Relevo
Matões situa-se em região de transição entre os domínios dos Cocais e das chapadas mais elevadas do leste do Maranhão. A altitude da sede municipal é relativamente baixa, conforme é comum na região, característica de relevo suave. Relevo
O relevo é composto por terra firme, áreas de cocal, intercaladas com vales e cursos de água. 
Solos
Os solos da região, segundo relatório técnico, variam entre solos derivados de arenitos, solos álicos e distróficos típicos de regiões tropicais maduras.
Clima
O clima é do tipo tropical, com elevada pluviosidade, embora possa apresentar certa variabilidade sazonal, devido à posição geográfica e ao sistema de ventos. 
A combinação de relevo, solo e clima favorece determinadas atividades agrícolas, mas exige adaptações para manejar períodos de estiagem ou excesso de chuva.
Vegetação
A vegetação original de Matões pertence ao bioma dos Cocais e ao litoral interno do Maranhão, caracterizada por uma floresta mista que combina elementos de cerrado, caatinga arbórea e formações de transição amazônica, com presença de buritis, carnaúbas, e troncos mais esparsos em algumas áreas. Devido à ocupação agrícola, parte dessa vegetação original foi modificada, mas ainda há remanescentes importantes que sustentam fauna e flora regionais. A vegetação natural, associada à paisagem dos cocais, constitui um diferencial ecológico para o município.
Economia
Agricultura
 
Na Agricultura, podemos destacar o arroz, a soja, o milho entre outros de subsistência e no setor de serviços a maior parte da renda. 
Extrativismo vegetal 
No extrativismo vegetal destacam-se as madeiras de lei, pau d'arco, cedro, aroeira, candeia, jatobá, sucupira, andiroba e bacuri, usadas na fabricação de móveis, construções e artesanatos. Já no extrativismo animal, as espécies são variadas, sendo que algumas estão em extinção: veado, paca, cutia, peba, tatu, guariba, macaco, capivara e porco-do-mato. Entre as aves em extinção destacam-se a seriema, a ema, o jacu e o curió. 
Turismo 
Ainda se destaca, como fonte econômica, o turismo no balneário Lagoa do Rosendo (Lagoa do Rubens), Balneário Catitu no leito do Rio Parnaíba e Lagoa da Cana Brava. No verão, após o esvaziamento da cheia, precisamente no mês de agosto esses pontos são propícios para o banho. 
Durante o período Junino a principal atração é o Arraial Luar do Sertão que já chega ao 24.º Encontro de Folguedos de Matões, com destaque para o concurso de quadrilhas Municipais, sendo os grupos de quadrilhas Fogaréu Junino, Raio de Luz e Rei do Kangaço os principais representantes locais. O Arraial fica localizado no centro da cidade na praça Lula Pereira. 
Outra tradição são os festejos do Divino Espírito Santo é uma das festas mais tradicionais do município de Matões, existindo há mais de 170 anos e reúne anualmente um grande número de fiéis. Como forma de incentivar o turismo na cidade e geração de renda, a prefeitura de Matões criou o Matões Fest, dentro do festejo no ano de 2003, onde já ultrapassa a 15° edição, onde conta com a presença de grandes bandas do circuito estadual e nacional; além de movimentar o comércio local, através de Pousadas, Hotéis, Lojas locais. 
Cultura
Religiosidade
 
A religiosidade está presente em vários ambientes, como no Santuário Divino Espírito Santo, que foi construído a centenas de anos e reformado nas últimas décadas, onde ocorre o tradicional festejo do Divino onde possui uma praça em torno da Igreja e uma estátua simbólica do santo, além palco da Concha Acústica, possui também a Igreja Matriz, localizada no centro da cidade. Como também nas religiões evangélicas, tais como: assembleias, quadrangulares, entre diversas denominações. A mesma se encontra em campos da COMADESMA, CIADSETA, entre outros. 
Infraestrutura
Saúde 

Dispõe de um hospital e três unidades mistas de saúde, na zona urbana: Hospital Divino Espírito Santo, SAMU-Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, CAPES. e diversas clínicas particulares. 
Educação 
Na educação superior, o Instituto de Ensino Superior Múltiplo atende a diversos alunos nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física, Pedagogia, Letras, além de especializações. O Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão-IEMA, a unidade plena Matões está situado nos arredores do residencial Nova Matões II. O IEMA oferece cursos técnicos em: Técnico em Agropecuária, Técnico em Eletroeletrônica, Técnico em Manutenção e Suporte em Informática em forma integrada, Técnico em Energias Renováveis (ensino médio mais o curso técnico).
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .