quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

GURUPÁ - PARÁ

Gurupá é um município brasileiro do estado do Pará. Sua população , segundo o censo do IBGE, em 2022, era de 31.786 habitantes. 
O município de Gurupá possui duas unidades de conservação de uso sustentável: Reserva de Desenvolvimento Sustentável Itatupã-Baquiá e Reserva Extrativista Gurupá-Melgaço. 
História
A colonização da região remete às disputas territoriais durante as Grandes Navegações. Segundo o Historiador Décio A. Guzmán o navegador inglês John Ley alcançou a região em 1598 e os holandeses liderados por Jan de Moor estabeleceram feitorias de Orange (Maturu) e Nassau (Gomoaru) onde se produzia principalmente cana-de-açúcar, e construíram um forte militar (Itá?) na região da foz do rio Xingu na busca da defesa da extração das chamadas drogas do Sertão na região. Quanto à colonização portuguesa dessa região, iniciou-se em 1623 com a destruição do já citado forte neerlandês existente no local pelo militar Maciel Parente em 1623 e a consequente mudança de nome para Forte de Santo Antônio de Gurupá dando origem ao nome da atual cidade. 
Em 1639 a povoação foi elevada a vila e, em 1885, a cidade. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Gurupá, em 1639. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Gurupá em 1639. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Gurupá, pela Lei Provincial n.º 1209, de 11 de novembro de 1885. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04 de novembro de 1930, adquiriu o extinto município de Porto de Moz, como simples distrito. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Gurupá e Porto de Moz. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 5 distritos: Gurupá, Carrazedo, Baquiá Preto, Taiassu e Areias. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.972, de 31 de março de 1938, foram extintos os distritos de Carrazedo, Baquiá Preto, Taiassu e Areias. 
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, é criado novamente o distrito de Carrazedo e anexado ao município de Gurupá. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Gurupá e Carrazedo. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 4.505, de 30 de dezembro de 1943, o município de Gurupá adquiriu o distrito de Itatupã (ex-Sacramento), transferido do município de Mazagão, do território federal do Amapá. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Gurupá, Carrazedo e Itatupã. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Patrimônio
Forte de Santo Antônio de Gurupá

O Forte de Santo Antônio de Gurupá localiza-se na Ilha Grande do Gurupá, na confluência do rio Xingu com o delta do rio Amazonas, sobre um rochedo em posição dominante daquele canal de navegação, no atual município de Gurupá. As ruínas encontram-se tombadas pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1963, sob a jurisdição do Ministério da Defesa. Atualmente pode ser visitado, encontrando-se o parapeito de seus muros ornado com duas das antigas peças de ferro, sobre pilares de concreto. 
Religião e a festa de dezembro
A população de Gurupá é predominantemente Cristã sendo maioria Católica, com um grande número de pessoas que professam as Igrejas Assembleia de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Adventista do Sétimo Dia, Igreja Cristã no Brasil, Igreja da Vinha, Testemunhas de Jeová, além de pessoas que manifestam não possuir religião alguma. 
Em praticamente todas as comunidades do município existe um santo padroeiro que possui a sua festa específica. O Santo padroeiro da cidade é Santo Antônio, contudo, o santo mais festejado é mesmo São Benedito. 
Festividade de São Benedito 
No município de Gurupá é realizada a festividade de São Benedito, começa no dia 9 de dezembro com a alvorada onde foliões cantam e batucam de madrugada das 4 até às 6 horas da manhã, as pessoas que são visitadas pelos foliões oferecem comida como retribuição, em seguida os devotos vão em busca do mastro para o evento que é conhecido como a derruba do mastro, após a derruba o mastro é preparado com ornamentos e são penduradas frutas e doces no mastro e às 18 horas na praça da igreja matriz é feito o levantamento do mastro, a missa ocorre as 20 horas e por volta de 21:30 após a missa ocorre o leilão dos donativos, cada noite é comando por uma ou duas comunidade da cidade e do interior, é doado objetos, comida ou animal vivo para o leilão, no dia 24 ocorre a meia lua os devotos de São Benedito se reúnem na igreja matriz e guiado pelos foliões vão até o porto onde os barcos que estão atracados no porto ficam dando voltas com a imagem de São Benedito, no dia 27 acontece a procissão, os devotos de São Benedito se reúnem na igreja matriz e saem em uma caminhada pela cidade, no dia 28 acontece a derruba do mastro que marca o fim da festividade. 
Vesperal ou dezembrada 
A partir do dia 23, até o dia 27, ocorre o vesperal, uma série de festas que acontecem das 14 até às 18 horas, está festa é marcada pelo derrame de cerveja. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 1º24'18" sul e a uma longitude 51º38'24" oeste, estando a uma altitude de 20 metros. O território do Município de Gurupá está localizado no nordeste do Estado do Pará, na zona fisiográfica do Marajó e Ilhas. Primitivamente era habitado por índios, até que, em época desconhecida, os holandeses ali se estabeleceram construindo feitorias e portos fortificados. A sua sede está localizada na margem direita da Rio Amazonas logo abaixo do delta do Rio Xingu. Além da sede o município conta com 2 (dois) distritos: Carrazedo, localizado entre a sede do município Gurupá e o município de Porto de Moz e o distrito de Itatupã que fica entre Gurupá e o município de Santana no Estado do Amapá. Além desses distritos destacam-se também as comunidades localizadas nos rios Ipixuna, Mararu, Moju, Marajoí, Pucuruí, Gurupá-Miri, entre outros. O Município de Gurupá está cortado longitudinalmente pela Ilha Grande de Gurupá, que é a segunda maior ilha do Delta do Amazonas. Está localizada perto da confluência dos rios Amazonas e Xingu a oeste da Ilha do Marajó, no estado do Pará,Brasil. A ilha possui uma área de 4.864 km². 
Clima
Em Gurupá, o verão é curto, quente e de céu parcialmente encoberto; o inverno é morno, com precipitação e de céu encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 34 °C e raramente é inferior a 24 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Gurupá e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,4 meses, de 29 de julho a 9 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Gurupá é setembro, com a máxima de 34 °C e mínima de 26 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,2 meses, de 3 de janeiro a 8 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Gurupá é janeiro, com a mínima de 25 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Altitude
A altitude da sede municipal de Gurupá é muito baixa, típica de regiões estuarinas amazônicas, variando entre cerca de 20 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é predominantemente plano ou com leve ondulação, composto por terra‐firme e várzeas que se alagam com o aumento do nível do rio Amazonas, uma característica marcante da região. Segundo dados, cerca de 70% da área municipal é formada por várzea, sujeita aos ciclos de cheia e vazante do rio. 
Hidrografia
A hidrovia fluvial é a principal via de transporte, dadas as características fluviais do relevo.
Solos
 Os solos variam entre solos aluviais nas várzeas e solos de terra firme (álbic, distrófico) nas partes mais elevadas ou menos sujeitas a inundações. A fertilidade natural pode ser limitada pela lixiviação típica das florestas tropicais, exigindo manejo para utilização agrícola.
Vegetação
A vegetação original do município é parte integrante da vasta Floresta Amazônica, incluindo floresta de terra firme, florestas de várzea e igapós nos canais alagáveis. As matas ciliares acompanham os igarapés e rios, e a biodiversidade local é alta. Entretanto, a região enfrenta pressões como desmatamento, extração madeireira, abertura de clareiras para agricultura de subsistência e exploração de palmito ou açaí. Por exemplo, comunidades remanescentes de quilombos como o Quilombo Jocojó realizam extração tradicional de farinha de mandioca e vivem em estreita dependência dos recursos florestais. A preservação desses remanescentes é vital para a sustentabilidade ecológica e cultural da região.
Economia
O extrativismo madeireiro, a coleta de palmito, açaí e borracha, a pesca artesanal e a agricultura de subsistência (especialmente mandioca e farinha) são fundamentais para a subsistência das comunidades ribeirinhas. A empresa de dendê e óleo vegetal também figura entre os produtos agrícolas de maior escala na região. Além disso, o setor público tem peso expressivo na economia local, dada a estrutura de serviços públicos e administração territorial extensa. Mesmo com esse potencial, o município enfrenta desafios de diversificação econômica, infraestrutura logística (barco, transporte fluvial), e de acesso ao mercado.
Gurupá é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 32 admissões formais e 21 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 11 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -5.
Até setembro de 2025 houve registro de 5 novas empresas em Gurupá, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2024 inteiro, foi registrada uma empresa.
Turismo
Gurupá possui atrativos naturais e históricos que compõem seu potencial turístico. O Forte de Santo Antônio de Gurupá é um dos principais marcos históricos da região, construído originalmente no século XVII para defesa da foz amazônica. A posição fluvial privilegiada, entre canais, ilhas e rios, permite o turismo de natureza, ecoturismo, observação de fauna e flora amazônicas, passeio fluvial, comunidades tradicionais e vivência ribeirinha. As comunidades quilombolas e ribeirinhas oferecem experiências culturais autênticas, como a produção artesanal de farinha, o extrativismo tradicional e o convívio com o rio. A navegabilidade do rio Amazonas e seus canais propicia visitação e roteiros menos convencionais. No entanto, o turismo ainda é incipiente, com infraestrutura turística reduzida (hospedagem, acesso, comunicação), o que representa tanto um desafio quanto uma oportunidade de desenvolvimento sustentável.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .