sábado, 20 de dezembro de 2025

PALMEIRA - PARANÁ

Palmeira é um município brasileiro do estado do Paraná. Localiza-se na Microrregião de Ponta Grossa, estando a uma altitude de 865 metros. Possui uma área de 1.465,1 km² e sua população, conforme censo do IBGE de 2022, era de 33.855 habitantes. Foi neste município que se situou a Colônia Cecília. 
Com a Construção do Caminho de Viamão, no século XVIII, muitos povoados foram surgindo na região dos Campos Gerais. Com o povoamento definido chegam os imigrantes. Os russos-alemães em 1878, os poloneses em 1888 e os italianos em 1890 liderados por Giovani Rossi, sendo que estes últimos, formaram a primeira colônia anarquista da América, a Colônia Cecília. E, em 1951, chegaram os alemães menonitas que fundaram a Colônia Witmarsum e a Cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum Ltda produtora de leite e derivados, e de frangos com a marca Cancela. Criado através da Lei Estadual n.º 238, de 9 de novembro de 1897, e instalado na mesma data, foi desmembrado de Ponta Grossa. 
Os habitantes naturais do município de Palmeira são denominados palmeirense. Está localizada na Mesorregião do Centro Oriental Paranaense, mais precisamente na Microrregião de Ponta Grossa, estando a uma distância de 70 km da capital do estado, Curitiba. 
Etimologia
A denominação deve-se ao fato de ter sido a cidade localizada e fundada em um capão (bosque em meio de um descampado) já anteriormente denominado Capão da Palmeira. Certamente pela existência de palmeiras na região. 
História
O núcleo que deu origem ao atual município de Palmeira surgiu nas margens do histórico Caminho de Sorocaba-Viamão, no final do século XVIII. 
Este lugar era primitivamente local de pouso e curral de gado, utilizado por tropeiros que demandavam do Rio Grande a São Paulo. 
Inicialmente denominada Freguesia Nova, foi oficialmente elevada à categoria de freguesia em 1833, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, sendo que sua história é intimamente ligada à Freguesia Colada de Tamanduá (da qual atualmente só existem ruínas), que situava-se nas vizinhanças. Esta freguesia, Colada de Tamanduá, possuía área de meia légua, doada pelo coronel Antonio Luíz "Tigre", que faleceu sem deixar herdeiros de seu vasto patrimônio, que ficou nas mãos do Convento do Carmo, de São Paulo. 
Por outro lado, muito concorreu para essa mudança, segundo se depreende do relatório de 1854 de Zacarias de Góis e Vasconcelos, a luta que manteve o vigário Antônio Duarte dos Passos com o guardião do Carmo, a qual primeiro a estabelecer a igreja no terreno onde hoje se encontra a Matriz de Palmeira. Com a transferência da sede da Freguesia de Tamanduá para Palmeira, naturalmente foi se transferindo a população para o novo povoado onde se construiria a nova capela, transferida para ali em busca de melhores condições de vida. 
A corrente de povoamento foi mais tarde aumentada com a chegada de colonos russos e alemães, que se estabeleceram nos Campos Gerais a partir de 1878. Pode-se dizer que a evolução social de Palmeira se processou sob os melhores auspícios, tanto pela formação da nova freguesia, com famílias ilustres, quanto pela comunidade da Freguesia de Tamanduá, que se mudou em peso para a nova localidade. 
Pela Lei Provincial n.º 184, de 3 de maio de 1869, a Freguesia de Palmeira foi elevada à categoria de vila e município, com território desmembrado de Ponta Grossa. A instalação oficial ocorreu no dia 15 de fevereiro de 1870. Pela Lei n.º 238, de 9 de novembro de 1877, Palmeira recebeu foros de cidade, sendo que através da Lei n.º 952, de 23 de outubro de 1889 foi elevada à categoria de Comarca. A instalação ocorreu a 1º de março de 1890, em solenidade presidida pelo seu primeiro Juiz de Direito, dr. Tristão Cardoso de Menezes. 
Palmeira abrigou em seu território inúmeras colônias de imigrantes, dentre as quais: Sinimbu, Marcondes, Nossa Senhora do Lago, Santa Quitéria, Alegrete, Hartmann, Papagaios Novos (todos com alemães vindos do Volga em 1878), e mais Santa Bárbara com Cantagalo com os núcleos Puga, Quero-Quero e Capão da Anta (mais ou menos prósperos, segundo Romário Martins), Kittolandia (ingleses liderados por Charles William Kitto) e a Colônia que foi formada em 1889 por italianos.
A Colônia Cecília é uma página a parte na historiografia regional. Idealizada ainda no regime imperial, sob permissão do Imperador Pedro II, foi organizada por Giovanni Rossi e constitui-se em uma "experiência anarquista" em pleno final do século XIX. Com Rossi vieram entre cem e duzentas pessoas, dentre os quais alguns intelectuais que se dispuseram a pôr em prática seus ideais anarquistas. A colônia ficava entre Palmeira, Porto Amazonas e Lapa, próximo de um lugar denominado Serrinha, sendo que atualmente existem apenas estábulos envelhecidos e poucos descendentes de anarquistas. Plantavam e viviam em comunidade, respeitando a natureza, no entanto a experiência durou apenas de 1889 a 1895. Houve dispersão comunitária, em busca de maior civilidade, mas os ideais anarquistas proliferaram. Giovanni Rossi perdeu dois filhos na Colônia Cecília, sendo um dos últimos a se retirar do lugar. 
Em 2 de janeiro de 1892, pelo Decreto n.º 7, foi criado o Distrito de Papagaios Novos (sede de antigo núcleo colonial alemão), sendo extinto em 1910, assim como o de Diamantina. A Lei n.º 1.164, de 30 de março de 1912, restabeleceu os foros destes distritos, foram novamente extintos em 1920, pela Lei n.º 1965. Em 1940 o município de Entre Rios foi anexado, como simples distrito, ao município de Palmeira. Em 1921 foi restabelecido o distrito de Papagaios Novos, que permanece até os dias de hoje jurisdicionada ao município de Palmeira.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Palmeira, pelo Alvará de 20 de março de 1813, subordinado ao município de Curitiba. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Palmeira, pela Lei Provincial n.º 184, de 03 de maio de 1869, desmembrado do município de Curitiba. Sede na antiga vila de Palmeira. Constituído do distrito sede. Instalado em 15 de fevereiro de 1870. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Palmeira, pela Lei Estadual n.º 238, de 09 de novembro de 1897. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 1.483, de 12 de março de 1915, é criado o distrito de Porto Amazonas e anexado ao município de Palmeira. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Palmeira e Porto Amazonas. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 3 distritos: Palmeira, Papagaios Novos e Porto Amazonas. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.573, de 20 de outubro de 1938, o município de Palmeira adquiriu o território do extinto município de Entre Rios, como simples distrito. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Palmeira, Entre Rios, Papagaios Novos e Porto Amazonas. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Entre Rios passou a denominar-se Guaragi. 
Pela Lei Estadual n.º 2, de 10 de outubro de 1947, é desmembrado do município de Palmeira o distrito de Porto Amazonas. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Palmeira, Entre Rios e Papagaios Novos. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Pela Lei Estadual n.º 3.315, de 11 de setembro de 1957, o distrito de Guaragi (ex Entre Rios) foi transferido para o município de Ponta Grossa. 
Em divisão territorial datada de 1ºde julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Palmeira e Papagaios Novos. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Imigrações
A região já era povoada por ricos fazendeiros portugueses, antigos bandeirantes paulistas que se fixaram na região, caboclos e negros descendentes de escravos. A partir de 1878, por iniciativa dos governos provincial e imperial começam a se fixar na região outras colônias de imigrantes: 
- Alemães (Volksdeutsche) de Rússia: começaram a chegar em 1878 e formaram sete núcleos ou colônias de povoação. Se dividiam em católicos e luteranos. Muitos abandonaram a atividade agrícola e passaram a se dedicar ao serviço de transporte de mercadorias com carroções. Outros passaram a trabalhar em obras públicas e outras ainda em atividades urbanas.
- Polacos: chegaram a partir de 1888. Agricultores por excelência, se espalharam pelo município formando várias colônias.
- Italianos - Anarquistas: chegaram em 1890, motivados por Giovani Rossi para implantar a primeira Colônia Anarquista da América, mundialmente conhecida como "Colônia Cecília". A mesma acabou alguns anos depois por motivos internos e externos, os imigrantes italianos se transferiram para várias regiões do Brasil, contribuindo decisivamente para o surgimento do movimento sindical em nosso país. Ficam em Palmeira apenas três famílias.
- Alemães Menonitas: chegam em 1951 e fundam a Colônia Witmarsum e a Cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum Ltda. que é grande produtora de leite e seus derivados e de frango com a marca Cancela.
- Russos Brancos: chegaram em 1958 e se fixaram na localidade de Santa Cruz, entre Ponta Grossa e Palmeira, dedicando-se a atividade agrícola.
- Sírio-libaneses, palestinos, egípcios e japoneses: chegaram no início do século XX. Os sírio-libaneses se dedicaram ao comércio e os japoneses ao comércio e a agricultura.
Geografia
Clima

Em Palmeira, o verão é longo, morno e de céu quase encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 28 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 31 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Palmeira e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do fim de outubro ao meio de dezembro. 
A estação morna permanece por 4,3 meses, de 22 de novembro a 31 de março, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Palmeira é janeiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 14 de maio a 8 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 22 °C. O mês mais frio do ano em Palmeira é julho, com a mínima de 10 °C e máxima de 21 °C, em média. 
Em Palmeira, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Palmeira começa por volta de 8 de março e dura 6,8 meses, terminando em torno de 1 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Palmeira é abril, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 60% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 1 de outubro e dura 5,2 meses, terminando em torno de 8 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Palmeira é fevereiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 59% do tempo. 
Economia
Palmeira é um município de grande relevância na região que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano. O pequeno número de novas oportunidades claras de negócios e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 3,2 mil admissões formais e 3,1 mil desligamentos, resultando em um saldo de 67 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 14.
Até setembro de 2025 houve registro de 90 novas empresas em Palmeira, sendo que 3 atuam pela internet. Neste último mês, 7 novas empresas se instalaram. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (13). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 122 empresas.
Patrimônios históricos
O município possui como patrimônio histórico do estado do Paraná, a Ponte dos Papagaios e a arquibancada de madeira do Ypiranga Futebol Clube, o time local da cidade, além da Casa Fazenda Cancela, que é um museu e edifício histórico localizado dentro da Colônia Witmarsum. 
Cultura
Lendas de Palmeira
- Lenda do Capão do Manhoso

Foram ali enterrados, no tempo da escravatura, os corpos de muitos negros cativos. Os escravos, iam a noite, chorar os seus mortos e encomendar as suas almas, o que faziam através de cânticos impregnados de uma profunda tristeza, de pungente nostalgia, num tom de choro e lamentação, pondo um quê de profundamente patético no silêncio da noite. Desse choro e da lamentação tristonha dos negros escravos, se originou o nome de “Capão do Manhoso”, nome ao qual se ligou muita história e muitas lendas de “Assombrações ou Ensombrações”, aparições, visagens, almas penadas, etc., confundindo essas histórias com as lamentações antigas, perdidas no tempo, dos negros que iam ali para chorar ou prantear seus mortos. Eram poucas, bem poucas, as pessoas que se aventuravam a passar pelo “Capão do Manhoso” à noite ou em horas avançadas, temerosas das coisas incríveis e extraordinárias que juravam que ali acontecia.
- Lenda do Cavalo sem cabeça
Um cavaleiro que desce pela rua Conceição, montado em um cavalo branco sem cabeça, e que, ao chegar na praça Marechal Floriano Peixoto, defronte a Igreja Matriz, desaparece.
- Piano do Clube Palmeirense
Um piano existente no Clube Palmeirense, que em horas avançadas da noite, sem nenhuma explicação, era tocado por mãos estranhas e misteriosas.
- Lenda do fantasma de branco
Esse fato aconteceu há muitos anos e não é bem lenda, mas uma história engraçada que merece ser contada. Aconteceu em Palmeira, por volta de 1930, um fato que estava assustando muitos moradores da rua Dr. Vicente Machado: Todas às sextas-feiras, à meia-noite, descia um fantasma e dançava de fronte ao Centro Espírita, que naquela época já existia. O povo achava que aquele era o fantasma do fundador do mesmo Centro. Os moradores daquela rua já estavam assustados! Um grupo de homens corajosos, sabendo desse acontecimento, resolveu ver o que estava acontecendo: quando soou meia-noite, apareceu, como de costume, o fantasma dançarino. Os homens pularam sobre ele e tiraram-lhe o lençol, demonstrando que não era nenhum fantasma, mas sim um palmeirense que queria assustar a população com suas gozações.
- Lenda da cruz do cemitério da capela do Sr. Bom Jesus
Naquela época não se podia comprar uma cruz boa. Uma certa pessoa resolveu roubar a melhor cruz que havia no Cemitério Municipal e colocou-a no túmulo de um parente seu, falecido recentemente. Chegada a noite, essa pessoa ouvia uma voz que dizia: “Eu quero a minha cruz, foi a Aninha que me deu!”. A pessoa muito amedrontada, assim que amanheceu o dia, foi correndo devolver a cruz que havia roubado.
- Lenda da caveira
No tempo em que atrás da Capela do Sr. Bom Jesus era cemitério, aconteceu o seguinte fato: Certa vez uma senhora foi à capela para rezar. Lá chegando, avistou uma caveira. Achando-a muito interessante, levou-a para casa para fazer dela uma farinheira. Quando essa senhora dormiu, teve um terrível sonho. Sonhou que uma caveira caíra sobre ela, mas ao verificar, percebeu que a mesma estava no local onde a havia deixado. No dia seguinte, ao acordar, levou a caveira ao cemitério e colocou-a no lugar onde estava.
- Lenda da mulher de branco
Uma mulher descomunal e vestida de branco, era vista às sextas-feiras de Quaresma, nas escadarias do Grupo Jesuíno Marcondes. Ela descia correndo e desaparecia misteriosamente no parquinho.
- Lenda da procissão dos mortos
Há quem afirme que os mortos enterrados no Cemitério Municipal de nossa cidade, em uma noite determinada do ano, saem em procissão até a Praça Marechal Floriano Peixoto e lá desaparecem.
- Lenda da aparição de uma freira
Aparecia a quem passasse depois da meia-noite, por frente da Capela do Senhor Bom Jesus, uma freira. Essa freira corria atrás das pessoas, dando-lhes um tremendo susto.
- Lenda da alma penada
Havia no antigo cemitério de Palmeira, localizado nos fundos da Capela do Bom Jesus, uma alma penada.
Todas as quartas-feiras, quem por ali passasse, ouvia um gemido muito sentido e que se alterava cada vez mais. Muitas e muitas pessoas fizeram preces e orações para aquela alma descansasse em paz.
- Lenda do Lobisomem da Vila Maria
Dizem, que houve no local, homens que tendo relações impuras com suas comadres, emagreciam e todas as sextas-feiras da Quaresma, altas horas da noite, saiam de suas casas transformados em cachorros, mordendo a quem encontrassem. Essas pessoas também ficavam sujeitas a transformarem-se em lobisomem.
- Lenda da carroça da rua Conceição
Em determinada noite do ano, uma carroça branca, puxada por dois cavalos também brancos, sem cabeça, mas que possuem uma cruz na testa, desce a rua Conceição e desaparece ao chegar na Igreja Matriz.
- Lenda da carroça sem cavalos
Uma carroça que sem ser puxada por cavalos, descia em desabalada carreira da rua Dr. Vicente Machado, indo desaparecer, sem deixar vestígio, no antigo e já não existente Tanque do Moinho.
Culinária
Prato típico

O prato típico do município é o pão no bafo, que em 2015 foi tombado pela prefeitura como patrimônio cultural do município. A iguaria que leva pão, repolho e derivados de carne suína, foi trazida pelos imigrantes russos-alemães em 1878. 
Personalidades
Palmeira foi o berço de personagens famosos que contribuíran com a história do Paraná e do Brasil, entre essas personalidades destacam-se: o Barão do Tibaji e Viscondessa do Tibaji; Jesuíno Marcondes de Oliveira e Sá, que participou do Ministério de D. Pedro II durante o Império (Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas), além de ter sido o último presidente da Província do Paraná, até 1888; Heitor Stockler de França, príncipe dos Poetas do Paraná; Alfredo Bertoldo Klas, pracinha da FEB, escritor e prefeito de Palmeira; João Chede, deputado estadual e prefeito de Palmeira; Nacim Bacila Neto, jurista e jornalista, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Paraná; Dom Alberto Gonçalves, primeiro paranaense a ser consagrado bispo; Metry Bacila, médico e cientista de renome internacional; Ivo Arzua Pereira, político e escritor, foi prefeito de Curitiba e ministro da Agricultura do Brasil; Dr. Moisés Marcondes, médico, romancista e cronista; Coronel Antônio de Sá Camargo, um dos fundadores da cidade de Guarapuava; Pedro Scherer Sobrinho, oficial do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do Paraná que teve ativa participação política no Estado; Clã Ferreira Maciel, composto por Pedro Ferreira Maciel, Luís Ferreira Maciel, Ottoni Ferreira Maciel e Domingos Ferreira Maciel; Manuel Demétrio de Oliveira, herói da Guerra do Paraguai; Sérgio Krzywy, Bispo. 
Esporte
No passado, o Pinheiral Esporte Clube foi vice-campeão paranaense em 1939. Também o Ypiranga participou do Campeonato Paranaense de Futebol. 
Transporte
O município de Palmeira é servido pelas seguintes rodovias: 
- BR-376, que passa por seu território, que liga Curitiba ao norte do Paraná (Apucarana);
- BR-277, que liga Curitiba a Foz do Iguaçu (e ao Paraguai) e
- PR-151, que liga a Ponta Grossa e a São Mateus do Sul.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .