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quinta-feira, 23 de julho de 2026

BANDEIRANTES - PARANÁ

Bandeirantes é um município brasileiro do estado do Paraná, na Região Sul do Brasil. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2025, era de 31.747 habitantes. 
História
Até 1920, o território atualmente ocupado pelo município era habitados pelos índios caingangues. A partir de então, foram criadas fazendas na região. Em 1929, foi criado o distrito de Invernada, pertencente ao município de Jacarezinho. Em julho de 1930, a Empresa Ferroviária São Paulo-Paraná inaugurou uma estação ferroviária a três quilômetros do patrimônio de Invernada, estação esta que passou a denominar-se Bandeirantes, devido aos pioneiros aqui encontrados, surgindo, então, um povoado nas proximidades.
Em 27 de setembro de 1931, deu-se início a um trabalho de coligação em favor do progresso da estação. Um ano depois, no final de 1932, os dois povoados (Invernada e Bandeirantes) foram unificados. O município foi criado através da Lei Estadual n.º 2.396, de 14 de novembro de 1934, sendo instalado oficialmente em 25 de janeiro de 1935.
Religião
Em 24 de fevereiro de 2008, foi elevado a título de paróquia por dom Fernando José Penteado, bispo da Diocese de Jacarezinho a qual este município pertence a Capela São Geraldo Majela, que é localizada, no Conjunto Humberto Teixeira 2. A Paróquia São Geraldo Majela, tem como seu primeiro pároco, Padre Roberto Moraes de Medeiros, e primeiro vigário paroquial, Padre Marcos Ribeiro de Almeida, e coordenadora administrativa paroquial, a senhora Margarete Negrão da Silva. A nova matriz conta com uma devoção popular a São Miguel Arcanjo, em uma missa de teor carismático presidida pelo pároco atual, onde a igreja fica repleta de fiéis.
Bandeirantes conta com o Santuário de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, onde era localizada a antiga Igreja Matriz, mas que popularmente ainda é conhecida assim, por ser a primeira no município. O primeiro reitor deste santuário foi o padre Claudinei Antônio da Silva e o coordenador administrativo Eustáquio Magalhães Trindade.
Bandeirantes conta com diversas denominações religiosas, como: igreja católica, igrejas evangélicas, igreja/comunidade anglicana (fundada na cidade desde o ano de 2007), espiritismo, testemunhas de Jeová, entre outros.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Bandeirantes, pelo Decreto Estadual n.º 2.396, de 14 de novembro de 1934. Desmembrado do município de Jacarezinho. Sede no atual distrito de Bandeirantes (ex povoado). Constituído do distrito sede. Instalado em 05 de janeiro de 1935. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 2 distritos: Bandeirantes e Cornélio Procópio. 
Pelo Decreto n.º 6.212, de 18 de janeiro de 1938, Bandeirantes perdeu à categoria de município passando ser distrito do município Cornélio Procópio. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Bandeirantes, pelo Decreto Estadual n.º 6.282, de 24 de agosto de 1938. Desmembrado do município de Bandeirantes. Sede no antigo distrito de Bandeirantes. Constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 7.573, de 20 de outubro de 1938, é criado o distrito de Santa Mariana e anexado ao município de Bandeirantes. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Bandeirantes e Santa Mariana. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950. 
Pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, é desmembrado do município de Bandeirantes o distrito de Santa Mariana. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963. 
Pela Lei Estadual 4.838, de 26 de fevereiro de 1964, é criado o distrito de Nossa Senhora da Candelária e anexado ao município de Bandeirantes. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 2 distritos: Bandeirantes e Nossa Senhora da Candelária 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Turismo religioso
No município inaugurou-se, em 2012, o terceiro maior santuário de São Miguel Arcanjo no mundo, com a maior estátua do planeta dedicada ao anjo São Miguel.
Economia
Bandeirantes é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. 
A base da economia no município é o cultivo de uva fina de mesa, pimentão, pepino, cana-de-açúcar e, principalmente, soja e milho. Anualmente, a festa do Milho Verde movimenta a economia local.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 855 admissões formais e 546 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 309 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 32.
Até março de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Bandeirantes, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 132 empresas.
Usina Solar Fotovoltaica
No município está localizado a Usina Solar Fotovoltaica Bandeirantes com seis unidades geradoras energizadas que podem totalizar 5,36 MWp de potência instalada. O complexo solar é formado por 6.900 placas fotovoltaicas que ocupam uma área de 10,35 hectares, sendo pertencente a Companhia Paranaense de Energia (Copel).
Geografia
Possui uma área é de 446,301 km², representando 0,2246 por cento do estado, 0,0794 por cento da região e 0,0053 por cento de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 23°06'36" sul e a uma longitude 50°27'28" oeste, estando a uma altitude de 420 metros.
A geografia de Bandeirantes é o seu maior patrimônio natural, sendo o alicerce de sua riqueza econômica.
Altitude
A altitude média é de 448 metros acima do nível do mar.
Solo
O solo é o lendário Latossolo Vermelho, popularmente conhecido como "Terra Roxa".
Relevo
O relevo é predominantemente ondulado, típico do Terceiro Planalto Paranaense.
Vegetação
A vegetação original era composta pela Floresta Estacional Semidecidual (Mata Atlântica de interior). Atualmente, restam apenas fragmentos florestais e matas ciliares ao longo dos rios, como o Rio das Cinzas, que corta o território e é vital para a bacia hidrográfica local.
Hidrografia
A hidrografia de Bandeirantes está assim constituída: Rio das Cinzas; Rio Laranjinha e Ribeirão das Antas.
Clima
Em Bandeirantes, o verão é longo, quente, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 31 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Bandeirantes e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 6,0 meses, de 12 de outubro a 13 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Bandeirantes é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 16 de maio a 28 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Bandeirantes é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Bandeirantes, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Bandeirantes começa por volta de 19 de março e dura 6,7 meses, terminando em torno de 10 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Bandeirantes é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 70% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 10 de outubro e dura 5,3 meses, terminando em torno de 19 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Bandeirantes é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 65% do tempo. 
Rodovias
As rodovias que atendem ao município são: BR-369; PR-436; PR-519 e PR-855.
Educação
A Faculdade Superior de Agronomia (FSA) foi fundada em 1973 e mais tarde passou a ser chamada Fundação Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel. Em 2000, mudou o nome para Fundação Faculdades Luís Meneghel. Em janeiro de 2003, a fundação foi incorporada pelo governo do estado à Universidade Estadual do Paraná. Em 27 de setembro de 2006, pela Lei Estadual n.º 15.300/2006, foi criada a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), em que foi incluída a Fundação Faculdades Luís Meneghel.
Nos últimos anos, Bandeirantes experimentou um "boom" turístico sem precedentes no interior do estado, graças ao Santuário de São Miguel Arcanjo.
O Santuário São Miguel Arcanjo foi inaugurado em 2012, possuindo a terceira maior estátua de São Miguel Arcanjo do mundo. O complexo recebe milhares de peregrinos mensalmente, estimulando a construção de hotéis e restaurantes e criando uma nova vertente econômica: o turismo religioso.
Cultura
A cultura local é uma mistura das tradições sertanejas com a herança dos imigrantes. A gastronomia destaca pratos à base de milho e carnes, além da influência da culinária japonesa. Eventos como a Fespinga (Festa do Milho e Expobanda) marcaram épocas na celebração da produção local.
Esporte
No esporte, a paixão da cidade é o União Bandeirante Futebol Clube, fundado pela família Meneghel em 1964. Embora o clube tenha encerrado suas atividades profissionais em 2006, ele deixou um legado histórico no futebol paranaense, sendo vice-campeão estadual em diversas ocasiões e revelando jogadores para grandes times nacionais. Atualmente, o esporte amador, o ciclismo e as competições universitárias da UENP mantêm viva a chama atlética da cidade.
O município de Bandeirantes possuiu alguns clubes no Campeonato Paranaense de Futebol, dentre eles o Guarani F. C. e o União Bandeirante Futebol Clube.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 2 de junho de 2026

IBAITI - PARANÁ

Ibaiti é um município brasileiro do estado do Paraná, localizado na região conhecida como Norte Pioneiro Paranaense ou Norte Velho. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 29.464 habitantes. 
História
O Coronel Luiz Ferreira de Melo foi responsável por doar 75 alqueires para formação de um povoado nas colinas da região do Norte Pioneiro do Paraná. O povoado recebeu o nome de Patrimônio do Café e foi elevado à categoria de distrito policial, pelo Decreto n.º 651, de 01 de agosto de 1909. Em 1916 intensificou a povoação da localidade com a chegada de mais moradores, atraídos pela exploração carbonífera. 
Pela Lei n.º 2.008, de 01 de março de 1921, foi criado o Distrito de Barra Bonita, com sede na localidade de Patrimônio do Café, subordinado ao município de Tomazina. O Decreto Estadual n.º 2465, de 02 de abril de 1927, determinou que a sede distrital do Patrimônio do Café fosse transferida para a localidade de Barra Bonita. Barra Bonita era uma localidade de onde partia os carros de boi com o carvão produzido na região, o objetivo era levar a produção pela estrada que chegava até Calógeras. O povoado de Barra Bonita teve um rápido desenvolvimento e foi criado por Teófilo Marques da Silveira, Fritz Hebertreit, Alexandre Marques Leal e Ananias Costa. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Barra Bonita passou a denominar-se Ibaiti. Após ser desmembrado do município de Tomazina em 1947, Ibaiti elegeu o seu primeiro prefeito, Júlio Farah. 
Etimologia
O nome Ibaiti, de origem indígena, significa "Agua da Pedra". Por situar-se numa região alta recebe o codinome Rainha das Colinas. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Barra Bonita, pela Lei n.º 2.008, de 01 de março de 1921, subordinado ao município de Tomazina. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito de Ibaiti figura no município de Tomazina. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Barra Bonita passou a denominar-se Ibaiti. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Ibaiti, pela Lei Estadual n.º 2, de 10 de outubro de 1947, desmembrado de Tomazina. Sede no antigo distrito de Ibaiti. Constituído do distrito sede. Instalado em 17 de novembro de 1947. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 3.549, de 04 de fevereiro de 1958, é criado o distrito de Vassoural e Vila Guaí e anexado ao município de Ibaiti. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Ibaiti, Vassoural e Vila Guaí. 
Pela Lei Estadual n.º 5.560, de 29 de maio de 1967, é criado o distrito de Amorinha e anexado ao município de Ibaiti. 
Pela Lei Municipal n.º 62, de 15 de abril de 1964, é criado o distrito de Euzébio de Oliveira e anexado ao município de Ibaiti. 
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 5 distritos: Ibaiti, Amorinha, Euzébio de Oliveira, Vassoural e Vila Guay. 
Pela Lei n.º 33, de 23 de abril de 1993, é criado o distrito de Campinho e anexado ao município de Ibaiti. 
Em divisão territorial datada de 1999, o município é constituído de 6 distritos: Ibaiti, Amorinha, Campinho, Euzébio de Oliveira, Vassoural e Vila Guay. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Economia
Importante polo regional, Ibaiti, além de comarca é sede do 32º núcleo regional de educação do Paraná, possui um dos comércios mais fortes do norte pioneiro paranaense devido a um aglomerado de 7 cidades com menos de 10 mil habitantes, as quais fortalecem o comércio local. O município além de estar servido por boa rede bancária, destaca-se também pela produção madeireira em escala industrial (madeira esta de reflorestamento) com várias indústrias do setor; já na agricultura o município se destaca com a forte produção cafeeira e também fruticultura. 
Ibaiti também é sede do 16º D.E.R (Departamento de Estradas de Rodagem) do Paraná, atual DNIT. O DNIT Ibaiti é responsável pela manutenção de boa parte da malha viária do Norte Pioneiro. 
No polo industrial de Ibaiti, destacam-se as cooperativas, indústria metal mecânica, indústrias de transformação (madeira, cereais), torrefações, olarias, indústrias têxteis, indústria suco alcooleira e biodiesel. 
Ibaiti é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo alto crescimento econômico.
A base econômica de Ibaiti é sólida e diversificada, sustentada pelo vigor do campo e pelo dinamismo do setor terciário.
Na agricultura destacam-se a produção de café, além de soja, milho, feijão e fruticultura em expansão.
Na pecuária, verifica-se a criação de gado de corte e leite, com destaque para a bacia leiteira regional.
No Comércio, a cidade é um polo varejista que atende cidades como Japira, Pinhalão e Tomazina.
A Indústria é focada no agronegócio, cerâmica e pequenas manufaturas têxteis.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 4,2 mil admissões formais e 3,8 mil desligamentos, resultando em um saldo de 353 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 342.
Até janeiro de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Ibaiti, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 134 empresas.

Feiras e eventos
A Feira Industrial, Comercial, Artesanal, e Agropecuária de Ibaiti (FICAI) é realizada anualmente. Conta com várias atrações dentre elas, shows com cantores, rodeios, parque de diversões, praça de alimentação, e ainda exposição de produtos industriais, comerciais, culturais, artesanais e agropecuária de empresas de Ibaiti e região. 
Geografia
Possui uma área é de 896,846 km² representando 0.45 % do estado, 0,1591 % da região e 0,0106 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 23°50'56" sul e a uma longitude 50°11'16" oeste, estando a uma altitude de 850 metros, portanto sendo uma cidade de clima ameno tendo registrado em 1975 sua menor temperatura -5 °C, e até ocorrência de neve em 1955, nos distritos do Patrimônio do Café, Fazendinha e Amora Preta, o ponto culminante do município é o pico, denominado Pico Agudo a 1.050 m, do nível do mar. 
Relevo e Altitude
O município situa-se no Terceiro Planalto Paranaense, apresentando um relevo predominantemente de Cuestas e colinas. A altitude média da sede municipal é de 850 metros, chegando a ultrapassar os 1.000 metros em pontos como o Pico do Agudo.
Solos
Predominam os solos de origem basáltica, incluindo manchas da famosa Terra Roxa. São solos profundos, ricos em minerais e extremamente propícios para a agricultura intensiva.
Vegetação
A cobertura original faz parte da Mata Atlântica, com transições para a Floresta de Araucárias nas áreas mais altas. Hoje, o município mantém reservas de mata nativa e áreas de reflorestamento, essenciais para a preservação das nascentes.
Hidrografia
A hidrografia de Iraiti está composta pelo Rio das Pedras; Rio Laranjinha e
Ribeirão do Engano.
Clima
O clima em Ibaiti é classificado como subtropical úmido mesotérmico com chuvas o ano todo, apresentando uma diminuição no inverno, pela altitude que varia de 800 à 910 metros, é considerada a mais "fria" do Norte Pioneiro. 
Em Ibaiti, o verão é longo, morno, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 12 °C a 29 °C e raramente é inferior a 8 °C ou superior a 32 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Ibaiti e realizar atividades de clima quente são do fim de março ao início de junho e do fim de julho ao fim de setembro. 
A estação morna permanece por 5,3 meses, de 31 de outubro a 10 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Ibaiti é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 15 de maio a 2 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 23 °C. O mês mais frio do ano em Ibaiti é junho, com a mínima de 13 °C e máxima de 22 °C, em média. 
Demografia
Imigração Japonesa

A história da imigração japonesa se faz presente no município de Ibaiti protagonizada pelos fundadores da Seicho-No-Ie do Brasil. Tudo começou em plena época da Segunda Guerra Mundial (l939-1945), quando um pequeno grupo de agricultores japoneses, liderados pelos irmão Miyoshi e Daijiro Matsuda, resolveu organizar a Associação dos Jovens da Seicho-No-Ie Aurora. Os dois irmãos moravam no Bairro Amora Preta e conheceram a doutrina por meio de um vizinho que possuía vários exemplares de revista relativa ao assunto e que divulgava o acontecimento de curas milagrosas. No ano de 1934, além das revistas, Daijiro começou a ler o livro “Seimei No Jisso” (A Verdade da Vida) e se refez de doença que havia contraído. Motivados pela cura os dois irmãos se empenharam a propagar as maravilhas daquela cultura religiosa e em pouco tempo conseguiram reunir um grupo disposto a participar das atividades doutrinárias. 
Em 1942, eles construíram e inauguraram a sede da associação. A reunião aconteceu às 5 horas do dia 11 de fevereiro. O horário foi escolhido em função do clima hostil da Segunda Guerra Mundial, período em que os imigrantes japoneses eram proibidos de se reunirem para conversar na língua de origem. 
Em 25 de junho de 1955, a entidade foi oficializada com o nome de Associação dos Moços da Seicho-No-Ie do Brasil, que em 1980 passou a ser denominada simplesmente de Seicho-No-Ie do Brasil. 
Imigração Polonesa
As primeiras famílias de imigrantes poloneses que vieram para o Município de Ibaiti, fixaram residência no Bairro da Amorinha e posteriormente na cidade de Ibaiti. 
Imigração Italiana
As primeiras famílias italianas chegaram ao município de Ibaiti por volta de 1916 para trabalharem nas fazendas de café. 
Imigração Árabe
Os árabes que vieram para esta região trouxeram consigo a velha tradição de comerciantes, eram os conhecidos mascates, que iam de porta em porta vender suas mercadorias. 
Subdiviões
Distritos

Ibaiti é composto por seis distritos: Ibaiti (sede); Campinho; Vila Guay; Vassoural; Amorinha e Euzébio de Oliveira.
Infraestrutura
Educação

Ibaiti conta com unidades escolares de ensino básico, ensino médio e ensino superior, onde se destacam a Faculdade de Administração, Educação e Tecnologia de Ibaiti (FEATI); a Universidade Norte do Paraná (UNOPAR); a Associação de Ensino Superior de Ibaiti e o Polo de Apoio Presencial ao Ensino Superior de Ibaiti.
Transportes
As rodovias que atendem à cidade são:
- Federais: BR-153 (Rod. Transbrasiliana), BR-272 (Itararé-Guaira): Na rodovia no sentido Ibaiti-Ventania, esta passa pela encosta de uma serra por alguns quilômetros formando uma paisagem pitoresca onde em períodos de chuvas aparecem cachoeiras que modificam a paisagem formando cortinas d'água nos paredões, deixando um belo visual.
- Estaduais: PR-435; PR-531.
Turismo
Ibaiti tem vários pontos turísticos, dentre eles se destacam: a Serra do Caratuva; a gruta da Sulfurosa, onde a água possui propriedades curativas; o Parque Estadual da Mina Velha, que possui uma queda d'água de 50 metros; a Cachoeira do Aristeu, que possui uma queda d'água de aproximadamente 70 metros; a Cachoeira do Dodô, que possui uma queda d'água de aproximadamente 40 metros; o Arco da Gruta, que era povoado por tribos indígenas.
Destaca-se também o Pico Agudo, elevação de aproximadamente 1000 metros acima do nível do mar. De fácil acesso, está localizado entre os municípios de Japira e Ibaiti. É utilizado para prática e campeonatos de paraglider.
Ibaiti ainda é servida de diversas grutas de calcário e arenito, totalizando 7 cadastradas no IBAMA/SBE, todas as explorações espeleológicas desenvolvidas, ocorreram entre 1993 a 1997, sendo estas cavidades naturais cadastradas. Dentre estas cavidades subterrâneas naturais, a Gruta do Arco é formada no Arenito Itararé, e tem restos paleontológicos do Período Pleistoceno.
O turismo em Ibaiti tem crescido exponencialmente, impulsionado pelo contato direto com a natureza e o relevo privilegiado.
O Pico do Agudo é o ponto mais alto da região, oferecendo uma visão panorâmica deslumbrante. É um destino favorito para praticantes de voo livre, parapente e asa delta, e trilheiros.
O município é rico em quedas d'água, como a Cachoeira do Arrependido, que atrai banhistas e entusiastas do ecoturismo durante o verão.
A Mina de Carvão é um marco histórico da exploração mineral na região, que guarda memórias do desenvolvimento industrial paranaense.
O evento de destaque é a FICAI - Feira Industrial, Comercial e Agrícola de Ibaiti, o maior evento da cidade, celebrando a identidade produtiva e cultural do município com shows e exposições.
Ibaiti é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo alto crescimento econômico.
Esporte
No passado a cidade de Ibaiti possuiu um clube no Campeonato Paranaense de Futebol, o Ibaiti Futebol Clube.
Clubes e associações
A cidade conta com diversos clubes e associações, dentre os quais estão: Casa da Cultura de Ibaiti; Rotary Club de Ibaiti, fundado em dezembro de 1954, tendo como padrinho o Rotary Club de Cambará. O primeiro presidente do Rotary Club de Ibaiti foi Gustavo Almeida Rayel; Lions Club de Ibaiti; Associação Comercial e Industrial de Ibaiti (ACIIB); Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil; Exposição Feira Agropecuária de Ibaiti (FICAI, feira anual); CTG União Campeira – Ibaiti e Sociedade Rural Regional de Ibaiti (SORRI). 
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 26 de maio de 2026

IVAÍPORÃ - PARANÁ

Ivaiporã é um município brasileiro do estado do Paraná, localizado a 383 km de Curitiba. Com uma população de 33.566 habitantes, segundo estimativas do IBGE para o ano de 2025, a cidade é conhecida como um polo regional no Vale do Ivaí, destacando-se pela produção agrícola e seu desenvolvimento econômico. Entre os pontos turísticos, estão a Praça França, com uma réplica da Torre Eiffel, a Praça Espanha, com o seu chafariz, e a Praça do Japão, com o seu portão Torii e seu lago artificial. A cidade também abriga o Jardim Botânico de Ivaiporã, um espaço dedicado à preservação ambiental. Conta ainda com três paróquias: Bom Jesus, Espírito Santo e Santíssima Mãe de Deus, localizadas respectivamente em Praça Yvens Gueguem, Rua Pitanga e Avenida Minas Gerais. Além disso há quatro faculdades presenciais, a saber, Univale, IFPR (Instituto Federal do Paraná), UEM (extensão da Universidade Estadual de Maringá) e Fatec; e várias de ensino à distância ou semi presencial, como Unicesumar, Uniasselvi e Uningá (entre outras). 
História
Outrora povoada pelos índios Guaranis, a região da atual cidade de Ivaiporã foi colonizada por brasileiros de várias regiões do Brasil, na década de 1940. Estes pioneiros tinham como principal atividade, a criação de porcos e a exploração de madeira, principalmente os colonos oriundos de Santa Catarina (estes descendentes de ucranianos, poloneses, italianos e alemães). Por outro lado, os pioneiros oriundos de Minas Gerais, São Paulo e Bahia, investiram na agricultura, principalmente na plantação do café. 
Mais tarde, a empresa "Colonizadora Ubá" recebeu a autorização de exploração das terras e organizou minifúndios, transformando a região num dos últimos eldorados do Paraná. 
Na década de 1970, com o título de "capital mundial do milho", a cidade tinha como referências econômicas, a exploração de plantio de cereais, como o feijão, o milho, além do algodão, entre outros, sendo aberta várias cooperativas. 
Em 1951, era conhecida como Distrito de Ivainópolis, recém desmembrada do distrito de Manuel Ribas e incorporado ao município de Pitanga. Em 1955, tornou-se distrito da cidade de Manoel Ribas, quando passa a ser denominada de Ivaiporã. 
Em 25 de julho de 1960 é elevada a categoria de município. 
Em 1995 os distritos Arapuã e Ariranha do Ivaí se desmembram do município, se tornando municípios, restando os 4 distritos de Ivaiporã: Distrito sede, Jacutinga, Alto Porã e Santa Bárbara 
O município antes da denominação atual teve outras referências como Queimada, Cruzeiro, Sapecado, Ivainópolis e, finalmente, Ivaiporã em agosto de 1955, como distrito de Manoel Ribas. 
Nos dias atuais Ivaiporã é uma cidade com ótimos índices de desenvolvimento, se destaca muito pela sua agricultura, sendo a capital do milho, hoje também possui um comércio muito bom, com muitas franquias de lojas na cidade como: Subway, Chiquinho Sorvetes, For Boys & For Girls, Americanas, Pernambucanas, Dog King, Gela boca, The Best Açaí, Colégio Objetivo, Farmácias Nissei, o cinema da cidade “Cine Ivaiporã” é muito mais, a cidade possui um projeto com 3 praças temáticas, a praça França, com a réplica da Torre Eiffel, a praça Japão com um lago, um portal, e uma casa temática, e a praça Espanha com um chafariz e muitas árvores. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Ivainópolis, pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, com terras desmembradas do distrito de Manuel Ribas. Subordinado ao município de Pitanga. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o distrito de Ivainópolis figura no município de Manuel Ribas. 
Pela Lei Estadual n.º 2.429, de 13 de agosto de 1955, o distrito de Ivainópolis passou a denominar-se Ivaiporã. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Ivaiporã, pela Lei Estadual n.º 4.245, de 25 de julho de 1960, desmembrado do município de Manuel Ribas. Sede no atual distrito de Ivaiporã (ex Ivainópolis). Constituído de 2 distritos: Ivaiporã e Guarita, ambos desmembrados do município Manuel Ribas. Instalado em 19 de novembro de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 4.367, de 24de maio de 1961, é criado o distrito de Jardim Alegre e anexado ao município de Ivaiporã. 
Pela Lei Estadual n.º 4.552, de 10 de fevereiro de 1962, é criado o distrito de São João do Ivaí e anexado ao município de Ivaiporã. 
Pela Lei Estadual n.º 4.582, de 27 de julho de 1962, é criado o distrito de Lajeado e anexado ao município de Ivaiporã. 
Pela Lei Estadual n.º 49, de 21 de novembro de 1962, é criado o distrito de Ubá do Sul e anexado ao município de Ivaiporã. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 6 distritos: Ivaiporã, Guarita, Jardim Alegre, Lajeado, São João do Ivaí e Ubá do Sul. 
Pela Lei Estadual n.º 4.859, de 28 de abril de 1964, são desmembrados do município Ivaiporã os distritos de Jardim Alegre e Ubá do Sul, para constituir o novo município de Jardim Alegre. Pela mesma Lei acima citada, são desmembrados do município de Ivaiporã os distritos de São João do Ivaí e Guarita, para constituir o novo município de São João do Ivaí. 
Pela Lei Estadual n.º 5.528, de 20 de fevereiro de 1967, é criado o distrito de Arapuã e anexado ao município de Ivaiporã. 
Pela Lei Estadual n.º 5.671, de 18 de outubro de 1967, foram criados os distritos de Alto Porã, Ariranha e Jacutinga e anexados ao município de Ivaiporã. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 5 distritos: Ivaíporã, Alto Porã, Arapuã, Ariranha e Jacutinga. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1971. 
Pela Lei Estadual n.º 6.903, de 22 de julho de 1977, é criado o distrito de Romeópolis (ex Lajeado) anexado ao município de Ivaiporã. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 6 distritos: Ivaíporã, Alto Porã, Arapuã, Ariranha, Jacutinga e Romeópolis. 
Pela Lei Estadual n.º 11.219, de 08 de dezembro de 1995, é desmembra do município de Ivaíporã o distrito de Arapuã. Elevado á categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 11.257, de 21 de dezembro de 1995, é desmembrado do de Ivaíporã o distrito de Ariranha. Elevado à categoria de município com a denominação de Ariranha do Ivaí. 
Pela Lei n.º 1.044, de 18 de dezembro de 1998, é criado o distrito de Santa Bárbara e anexado ao município Ivaíporã. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 4 distritos: Ivaiporã, Alto Porã, Jacutinga e Santa Bárbara. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Geografia
Possui uma área é de 432,470 km² representando 0,217 % do estado, 0,0767 % da região e 0,0051 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 24°14'52" sul e a uma longitude 51°41'06" oeste, estando a uma altitude de 692 m. 
Relevo e Altitude
O relevo de Ivaíporã é predominantemente ondulado a acidentado, típico do Terceiro Planalto Paranaense. A cidade está a uma altitude média de 685 metros acima do nível do mar, o que proporciona paisagens de vales profundos e serras suaves.
Solos
O município é agraciado com a famosa "Terra Roxa" (Latossolos Vermelhos de origem basáltica). Este solo é extremamente fértil e profundo, sendo um dos principais responsáveis pela pujança agrícola histórica da região.
Clima
O clima é o Subtropical Úmido Mesotérmico (Cfa). Caracteriza-se por verões quentes e invernos com geadas ocasionais. A temperatura média anual é de aproximadamente 21 °C, com chuvas bem distribuídas ao longo de todo o ano.
Vegetação
A cobertura vegetal original era composta pela Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucárias) e fragmentos de Floresta Estacional Semidecidual. Hoje, restam reservas preservadas e matas ciliares que protegem os inúmeros ribeirões que cortam o município.
Localização
Acesso rodoviário

Como chegar a Ivaíporã a partir do Anel de Integração do Paraná: 
- Saindo de Londrina ou de Maringá, seguir em direção a Mandaguari pela BR-376 / PR-444);
- Em Mandaguari, seguir rumo sul, pela rodovia PRT-466, passando por Jandaia do Sul, Kaloré, Borrazópolis e Jardim Alegre, por aproximadamente 85 quilômetros. Exceto por um trecho não pavimentado de 12,8 quilômetros entre Borrazópolis e a localidade de Porto Ubá, o restante do trecho entre Mandaguari e Jardim Alegre é percorrido por rodovias pavimentadas;
- Depois de Jardim Alegre, seguir por 2 quilômetros pavimentados no rumo sul e virar à esquerda no entroncamento com a PR-846, até chegar à cidade (pouco mais de 4 quilômetros, também pavimentados.
Economia
Ivaiporã é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo alto crescimento econômico.
A economia de Ivaíporã é o motor do Vale do Ivaí.
Ivaiporã possui um comércio fortíssimo e diversificado, que atende mais de 20 municípios vizinhos. O setor bancário, hospitalar e de assistência técnica agrícola são os pilares da arrecadação municipal.
Após o ciclo do café, o município diversificou sua produção. Hoje, destaca-se no plantio de soja, milho e trigo. A fruticultura e a produção de hortaliças também ganham espaço através de cooperativas locais.
A criação de gado de corte e leite é expressiva, sustentada por pastagens de alta qualidade e tecnologia de melhoramento genético.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 3,4 mil admissões formais e 3 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 377 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 233.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Ivaiporã. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 115 empresas.
Educação
Ivaiporã consolidou-se como um polo universitário de destaque no interior do Paraná. A cidade abriga instituições de peso que atraem jovens de todo o estado.
- IFPR (Instituto Federal do Paraná): oferece cursos técnicos e superiores voltados à tecnologia e inovação.
- UEM (Universidade Estadual de Maringá): possui campus na cidade com cursos estratégicos como Educação Física e Serviço Social.
- Univale: uma instituição privada tradicional que oferece diversos cursos, como Direito, Enfermagem e Odontologia.
- FATEC.
Essa infraestrutura educacional é vital para evitar o êxodo juvenil e para qualificar a mão de obra que atua no dinâmico setor de serviços local.
Turismo
O turismo em Ivaíporã mescla o lazer rural com grandes eventos regionais.
O Salto do Paschoal é uma belíssima queda d'água que atrai banhistas e entusiastas do ecoturismo.
A Exposição Agrícola e Industrial do Vale do Ivaí (EXPOVALE) é o maior evento da região. Realizada anualmente, reúne shows nacionais, rodeios e feiras de tecnologia agrícola, movimentando a economia hoteleira.
A Paróquia Espírito Santo e outras igrejas locais são marcos arquitetônicos e centros de peregrinação durante festas tradicionais.
Esportes
Tem como time de futebol o Ivaíporã Futsal que atualmente disputa a série prata do Campeonato Paranaense de Futsal. 
Outras modalidades como o ciclismo, vôlei, campeonato de futebol suíço veterano onde jogam homens acima de 35 anos de idade, é uma diversão a mais aos sábados. 
No passado a cidade possuiu alguns clubes no Campeonato Paranaense de Futebol, como o Ivaíporã Atlético Clube, o Ivaiporã Futebol Clube, o Esporte Clube Ivaíporã e o Noroeste Ivaíporã Esporte Clube.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

terça-feira, 5 de maio de 2026

LARANJEIRAS DO SUL - PARANÁ

Laranjeiras do Sul é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 33.179 habitantes. 
História
Até meados do século XVIII, a região entre a Vila de Guarapuava e a Colônia Militar de Foz do Iguaçu era um sertão habitado por índios. Em 1853, ano em que o Paraná se desmembrou de São Paulo, foi expedido o primeiro documento de propriedade de terras na área. 
A localidade começou a conquistar sua própria identidade com a criação do Distrito Policial em 1898. Em 1901, foi instalada a Colônia Militar Mallet, tendo à frente o 1° Batalhão de Engenharia, com o objetivo de construir uma linha telegráfica de Guarapuava até Foz do Iguaçu. Em 1911, foi criado o Distrito Judiciário de Laranjeiras. Em 1943, foi criado o Território Federal do Iguaçu e a sua capital instalada em Foz do Iguaçu. Em 1944, um decreto definiu que a capital seria transferida para Iguaçu, ex vila Laranjeiras e ex vila Xagu. 
O Território Federal foi extinto em 1946 e Iguaçu perdeu o status de capital, voltando à condição de distrito de Guarapuava. Lideranças locais se empenharam junto ao governo estadual e em 1946 foi assinado o decreto que criou o município com o nome de Iguaçu, renomeado para Laranjeiras do Sul em 1947.
Formação Administrativa
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Guarapuava o distrito de Laranjeiras. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito permanece no município de Guarapuava. 
O Decreto-Lei Federal n.º 5.839, de 21 de setembro de 1943, dispôs sobre a administração destes territórios, dividindo-os em municípios estabelecendo que a Capital do Território Federal de Iguaçu seria a cidade de Iguaçu. 
Pelo Decreto-Lei Federal n.º 6.550, de 31 de maio de 1944, ainda em vigor nos termos dos Artigos 161 e 162 do Decreto-Lei n.º 6.887, de 21 de setembro de 1944, o distrito de Laranjeiras passou a denominar-se Iguaçu. 
Sob o mesmo Decreto, o município de Iguaçu é constituído de 3 distritos: Iguaçu, Vila Xagu, (ex Laranjeiras) e Catanduvas. 
Por Ato das Disposições, Constitucionais Transitórias, promulgado em 18 de setembro de 1946 (Art.8º), foi extinto o território de Iguaçu. Pelo Decreto-Lei Estadual do Paraná n.º 533, de 21 de setembro de 1946 foi criado o município de Iguaçu. 
Por Lei Estadual n.º 2, de 11 de outubro de 1947, o município passa a denominar-se Laranjeiras do Sul. A Lei acima citada cria o distrito de Virmond anexando ao município Laranjeiras do Sul (ex Laranjeiras). 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 3 distritos: Laranjeiras do Sul, Virmond e Catanduvas. 
Pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, transfere o distrito de Catanduvas do município de Laranjeiras do Sul para o de Guaraniaçu. 
Pela Lei Municipal n.º 19, de 31 de novembro de 1953, foram criados os distritos de Espigão Alto, Barreirinho, Erveira, Porto Santana e Rio Bonito e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Pela Lei Municipal n.º 51, de 13 de julho de 1955, é criado o distrito de Campo Novo e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Pela Lei Municipal n.º 10, de 24 de maio de 1957, é criado o distrito de Guarani e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Pela Lei Municipal n.º 21, de 20 de maio de 1959, é criado o distrito de Passo Liso e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 10 distritos: Laranjeiras, Barreirinho, Campo Novo, Erveira, Espigão Alto, Porto Santana, Rio Bonito, Virmond, Guarani e Passo Liso. 
Pela Lei Estadual n.º 5.490, de 31 de janeiro de 1967, é criado o distrito de Rio da Prata e anexado ao município de Laranjeiras do Sul. 
Pela Lei Estadual n.º 5.668, de 18 de outubro de 1967, desmembra do município de Laranjeiras do Sul os distritos de Campo Novo, para constituir o novo município de Quedas do Iguaçu (ex Campo Novo). 
Pela Lei n.º 5.584, de 04 de julho de 1967, é criado o distrito administrativo de Espigão Alto e anexado ao Município de Laranjeiras do Sul. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 9 distritos: Laranjeiras do Sul, Barreirinho, Guarani, Herveira (ex Erveira), Passo Liso, Porto Santana, Rio Bonito, Rio da Prata e Virmond. 
Pela Lei Estadual n.º 9.250, de 16 de maio de 1990, desmembra do município de Laranjeiras do Sul o distrito de Virmond. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 9.907, de março de 1992, desmembra do município de Laranjeiras do Sul o distrito de Rio Bonito. Elevado à categoria de município com a denominação de Rio Bonito do Iguaçu. 
Pela Lei Estadual n.º 11.248, de 13 de dezembro de 1995, desmembra do município de Laranjeiras do Sul o distrito de Porto Santana. Elevado à categoria de município com a denominação de Porto Barreiro. 
Em divisão territorial datada 1997, o município é constituído de 2 distritos: Laranjeiras do Sul e Passo Liso. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2015.
Geografia
Relevo

O município está inserido no Terceiro Planalto Paranaense (Planalto de Guarapuava). O relevo é predominantemente ondulado a acidentado, caracterizado por profundos vales e serras suaves. 
Altitude 
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 840 metros acima do nível do mar, o que influencia diretamente em suas baixas temperaturas.
Solos 
Os solos são de origem basáltica, predominando os Latossolos Vermelhos e os Nitossolos. São solos profundos, de coloração escura e alta fertilidade natural, ideais para o cultivo de cereais.
Vegetação 
A vegetação nativa pertence ao ecossistema da Floresta Ombrófila Mista, popularmente conhecida como a Mata de Araucária. O pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) ainda é presença marcante na paisagem rural, embora divida espaço com áreas de agricultura intensiva e reflorestamento de pinus e eucalipto.
Clima
O clima em Laranjeiras do Sul é o Subtropical Úmido Mesotérmico (Cfb). O verão é longo, morno e abafado; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 9 °C a 27 °C e raramente é inferior a 3 °C ou superior a 31 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Laranjeiras do Sul e realizar atividades de clima quente são do fim de fevereiro ao início de maio e do fim de outubro ao meio de dezembro. 
A estação morna permanece por 4,9 meses, de 7 de novembro a 4 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Laranjeiras do Sul é janeiro, com a máxima de 27 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,7 meses, de 18 de maio a 8 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 20 °C. O mês mais frio do ano em Laranjeiras do Sul é julho, com a mínima de 9 °C e máxima de 19 °C, em média. 
Em Laranjeiras do Sul, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Laranjeiras do Sul começa por volta de 8 de março e dura 6,9 meses, terminando em torno de 3 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Laranjeiras do Sul é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 64% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 3 de outubro e dura 5,1 meses, terminando em torno de 8 de março. 
O mês mais encoberto do ano em Laranjeiras do Sul é fevereiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 54% do tempo. 
Economia
Laranjeiras do Sul é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Laranjeiras do Sul é diversificada, sustentada pelo setor de serviços e pela força do campo.
O Agronegócio é destaque com a produção de milho, soja e trigo. A pecuária leiteira também é um setor em plena expansão, contando com cooperativas de grande porte na região.
A cidade funciona como um "Shopping a céu aberto" para os municípios vizinhos, concentrando agências bancárias, hospitais e revendas de máquinas agrícolas.
A Indústria está focada principalmente no processamento de alimentos e derivados de madeira.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 4,3 mil admissões formais e 3,7 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 582 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 198.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Laranjeiras do Sul. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 118 empresas.
Educação
Laranjeiras deu um salto no desenvolvimento social ao se consolidar como polo universitário. A cidade abriga um campus da UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul), que oferece cursos de graduação e pós-graduação voltados à agronomia, engenharia de alimentos e educação do campo, atraindo estudantes de todo o Sul do Brasil. Ainda em Laranjeiras do sul estão a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) - Campus avançado de Laranjeiras do Sul e a Faculdade Alto Iguaçu (FAI).
Turismo e Cultura
O turismo no município mescla preservação histórica e belezas naturais.
O Palácio Iguaçu, antiga sede do governo do Território Federal do Iguaçu, é um marco arquitetônico que hoje funciona como o prédio da Prefeitura, mantendo viva a memória da década de 1940.
O Parque Aquático e Ecológico é um espaço de lazer com lagos e trilhas, muito utilizado pela população local para a prática de esportes.
A paróquia Sant’Ana é o centro das celebrações religiosas tradicionais da cidade.
A Laranjeiras Fest, realizada em comemoração ao aniversário do município, é o maior evento cultural da região, com shows nacionais e feiras de negócios.
Esporte
No passado a cidade de Laranjeiras do Sul já possuiu alguns clubes no Campeonato Paranaense de Futebol, o Ipiranga Futebol Clube, o União Operário Esportivo e Recreativo e o Esporte Clube Sete de Setembro.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

quinta-feira, 9 de abril de 2026

PALOTINA - PARANÁ

Palotina é um município brasileiro localizado na região oeste do Paraná. Ocupando uma área de 651,238 km². De acordo com a estimativa populacional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o ano de 2025, o município de Palotina possui 37.039 habitantes. 
A economia é baseada na agricultura, agroindústria e prestação de serviços, além de cidade universitária, sendo a única no oeste do Paraná que possui um campus da Universidade Federal do Paraná. 
Seus pontos turísticos de destaque são o Lago Municipal e a Praça Amadeo Piovesan. A Expo Palotina (festa organizada pelo município) é um dos principais eventos da região. 
História
Em 1940, através da Marcha para o Oeste, chegam os primeiros migrantes em Palotina, então Município de Guaíra, somando uma população de 10 habitantes. 
Em 1953, as empresas colonizadoras "Pinho e Terra Ltda." e a "Madeireira Rio Paraná", trazem para a região da futura cidade de Palotina, seus primeiros moradores. Dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul vieram Domingos Francisco Zardo, João Bortolozzo, Luis de Carli, Benardino Barbieri, Egydio João Clivati, Eugenio Leszczynski, Eurico Nenevê, Amado Vilaverde e Francisco Studzinski, entre outros, com o objetivo de derrubar a mata, plantar erva-mate, abrir ruas, construir casas, fazer uma cidade. No dia 6 de janeiro de 1954 foi rezada a primeira missa, da localidade, em um altar montado no que hoje é a Granja Possan, por padres Palotinos, que eram em bom número nas primeiras caravanas que aqui chegaram. Em homenagens a esses padres, a vila recebeu o nome de Palotina e escolhido como padroeiro, São Vicente Pallotti. Com o progresso da pequena vila, em 24 de junho de 1957 foi elevada a "Distrito de Palotina" (distrito administrativo da cidade de Guaíra), com uma população de 100 habitantes (Censo 1950). 
Em 25 de julho de 1960, a cidade foi emancipada política e administrativamente, criando-se os Distritos Administrativos e Judiciários de Maripá, Pérola Independente, Alto Santa Fé e São Camilo, com população de 3.469 habitantes (Censo IBGE). Em 1970, o município perde a área de Alto Santa Fé para o município de Nova Santa Rosa e é criado o Distrito Administrativo da Vila Candeia, atingindo uma população de 43.005 habitantes (Censo IBGE). 
Em 1980, ocorreu a elevação da Vila Santo Antônio como Distrito Administrativo, com população de 28.248 habitantes (Censo IBGE). 
Na década de 1990, com a elevação do Distrito de Maripá a município, englobando os Distritos de Pérola Independente e Candeia, acarreta uma perda de 30% do território do município de Palotina, totalizando nesta época 38.569 habitantes (Censo IBGE). Em 2000, este número baixa para 28.765 (Censo IBGE). 
Palotina é um município brasileiro localizado na região oeste do Paraná. Ocupando uma área de 651,238 km², sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 37.039 habitantes. 
A economia é baseada na agricultura, agroindústria e prestação de serviços, além de cidade universitária, sendo a única no oeste do Paraná que possui um campus da Universidade Federal do Paraná. 
Seus pontos turísticos de destaque são o Lago Municipal e a Praça Amadeo Piovesan. A Expo Palotina (festa organizada pelo município) é um dos principais eventos da região. 
História
Em 1940, através da Marcha para o Oeste, chegam os primeiros migrantes em Palotina, então Município de Guaíra, somando uma população de 10 habitantes. 
Em 1953, as empresas colonizadoras "Pinho e Terra Ltda." e a "Madeireira Rio Paraná", trazem para a região da futura cidade de Palotina, seus primeiros moradores. Dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul vieram Domingos Francisco Zardo, João Bortolozzo, Luis de Carli, Benardino Barbieri, Egydio João Clivati, Eugenio Leszczynski, Eurico Nenevê, Amado Vilaverde e Francisco Studzinski, entre outros, com o objetivo de derrubar a mata, plantar erva-mate, abrir ruas, construir casas, fazer uma cidade. No dia 6 de janeiro de 1954 foi rezada a primeira missa, da localidade, em um altar montado no que hoje é a Granja Possan, por padres Palotinos, que eram em bom número nas primeiras caravanas que aqui chegaram. Em homenagens a esses padres, a vila recebeu o nome de Palotina e escolhido como padroeiro, São Vicente Pallotti. Com o progresso da pequena vila, em 24 de junho de 1957 foi elevada a "Distrito de Palotina" (distrito administrativo da cidade de Guaíra), com uma população de 100 habitantes (Censo 1950). 
Em 25 de julho de 1960, a cidade foi emancipada política e administrativamente, criando-se os Distritos Administrativos e Judiciários de Maripá, Pérola Independente, Alto Santa Fé e São Camilo, com população de 3.469 habitantes (Censo IBGE). Em 1970, o município perde a área de Alto Santa Fé para o município de Nova Santa Rosa e é criado o Distrito Administrativo da Vila Candeia, atingindo uma população de 43.005 habitantes (Censo IBGE). 
Em 1980, ocorreu a elevação da Vila Santo Antônio como Distrito Administrativo, com população de 28.248 habitantes (Censo IBGE). 
Na década de 1990, com a elevação do Distrito de Maripá a município, englobando os Distritos de Pérola Independente e Candeia, acarreta uma perda de 30% do território do município de Palotina, totalizando nesta época 38.569 habitantes (Censo IBGE). Em 2000, este número baixa para 28.765 (Censo IBGE). 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação Vila Palotina, pela Lei Municipal n.º 12, de 20 de abril de 1954, subordinado ao município de Guaíra. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o distrito de Vila Palotina figura no município de Guairá. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Palotina, pela Lei Estadual n.º 4.245, de 25 de julho de 1960, desmembrado do município de Guairá. Sede no atual distrito de Palotina (ex Vila Palotina). Constituído de 2 distritos: Palotina (ex Vila Palotina) e Nova Maripá (ex Maripá), ambos desmembrados de Guairá. Instalado em 03 de dezembro de 1961. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos; Palotina e Nova Maripá. 
Pela Lei Municipal n.º 5.602, de 25 de julho de 1967, é criado o distrito de São Camilo e anexado ao município de Palotina. 
Em divisão territorial datada de 31de deze,bro de 1968, o município é constituído de 3 distritos: Palotina, Nova Maripá e São Camilo. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988. 
Pela Lei Estadual n.º 9.226, de 17 de abril de 1990, é desmembrado do município de Palotina o distrito de Nova Maripá. Elevado à categoria de município com a denominação de Maripá. 
Em divisão territorial datada de 1993, o município é constituído de 2 distritos: Palotina e São Camilo. 
Em divisão territorial datada de 2011, o município é constituído de 3 distritos: Palotina, São Camilo e Vila Floresta. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo e Altitude

O município está inserido no Terceiro Planalto Paranaense (Planalto de Guarapuava). O relevo é predominantemente suave ondulado, o que é ideal para a mecanização agrícola intensiva. A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 333 metros acima do nível do mar.
Solos
O grande trunfo de Palotina é o seu solo. Predominam os Latossolos Vermelhos Eutróficos, a famosa "Terra Roxa" de origem basáltica.
Estes solos são extremamente profundos, férteis e com alto teor de argila, possuindo uma capacidade excepcional de retenção de nutrientes, o que coloca a região entre as mais produtivas do planeta.
Vegetação
A vegetação original consistia na Floresta Ombrófila Mista e áreas de Floresta Estacional Semidecidual (Mata Atlântica de interior). Atualmente, a cobertura vegetal nativa está restrita a reservas legais e matas ciliares, com destaque para a preservação de espécies como o Ipê, a Peroba e o Angico.
Clima
Em Palotina, o verão é longo, quente, abafado e de céu parcialmente encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 32 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Palotina e realizar atividades de clima quente é do fim de março ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 5,5 meses, de 14 de outubro a 30 de março, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Palotina é janeiro, com a máxima de 32 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 15 de maio a 1 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Palotina é julho, com a mínima de 12 °C e máxima de 24 °C, em média. 
Economia
Palotina é um dos motores econômicos do Paraná, com um PIB per capita elevado.
- Agronegócio: A cidade é um polo de produção de soja, milho e trigo. No entanto, o grande salto econômico veio com a verticalização da produção.
- Proteína Animal: O município é destaque na avicultura e na suinocultura. Recentemente, consolidou-se como uma das maiores potências na piscicultura (criação de tilápias) do Brasil.
- C.Vale: Palotina é a sede da C.Vale – Cooperativa Agroindustrial, uma das maiores do país. A presença do abatedouro de aves e peixes da cooperativa gera milhares de empregos diretos e impulsiona o setor de serviços e logística.
Palotina é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 8,6 mil admissões formais e 7,9 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 623 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 1276.
Até dezembro de 2025 houve registro de 115 novas empresas em Palotina, sendo que 7 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (8). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 156 empresas.
Educação e Ciência
Um dos maiores orgulhos de Palotina é o seu status de polo universitário. A cidade abriga o Setor Palotina da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A presença da UFPR transformou a dinâmica da cidade, trazendo estudantes de todo o Brasil para cursos de excelência como Medicina Veterinária, Agronomia, Engenharia de Aquicultura e Biotecnologia. Essa integração entre academia e campo faz de Palotina um laboratório vivo de inovação tecnológica para o agronegócio.
Turismo e Cultura
O turismo em Palotina é focado em eventos técnicos e lazer contemplativo:
- Expo Palotina: A principal feira do município, que reúne exposições agropecuárias, shows e gastronomia típica.
- Lago Municipal: Um espaço de lazer para a população com pista de caminhada e áreas verdes.
- Gastronomia: O prato típico da cidade é o Frango com Polenta, uma herança da colonização italiana.
- Turismo Tecnológico: Visitas técnicas às plantas industriais da C.Vale e aos campos experimentais da UFPR atraem profissionais de todo o mundo interessados no modelo de cooperativismo brasileiro.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

sábado, 28 de março de 2026

RIO BRANCO DO SUL - PARANÁ

Rio Branco do Sul é um município do estado do Paraná, no Brasil, conhecido como a Capital do Cimento. Faz parte da Região Metropolitana de Curitiba e do Vale do Ribeira e sua população foi estimada em 40.308 habitantes, conforme dados do IBGE de 2025. 
A vila foi fundada por mineradores de ouro no século XIX com o nome de Votuverava, e seu início se deve à devoção a Nossa Senhora do Amparo. 
História
Toda esta grande região do planalto curitibano, onde está inserido o território do município de Rio Branco do Sul, foi amplamente movimentada por expedições exploradoras, que vinham à cata do ouro e do gentio. Este último objetivo era facilitado pela grande quantidade com que eram encontrados por estas paragens os primeiros habitantes do Paraná, os povos indígenas. 
Ao longo das inúmeras incursões, muitos povoados foram surgindo, nas áreas que demandavam as fraldas da Serra da Bocaina até o Vale do Açungui. A primeira povoação que deu origem ao atual município de Rio Branco do Sul foi "Nossa Senhora do Amparo". Este vilarejo recebeu, em 1790, a visita do padre Francisco das Chagas Lima, que benzeu o cemitério da localidade e rezou uma missa. Mais tarde, o padre Chagas iria celebrizar-se por ocasião da povoação dos Campos de Guarapuava. Nesta época, florescia o povoado de Rocinha, não muito distante de Nossa Senhora do Amparo. 
No ano de 1825, o padre Antonio Teixeira Camello, observando o crescente progresso da povoação de Nossa Senhora do Amparo, com sua gente se dedicando à lavoura e às minas de ouro que existiam aqui e acolá, pleiteou, junto ao governo da Província de São Paulo, e ao bispo de prelazia, a criação de uma freguesia naquela localidade. No entanto, seus apelos não foram ouvidos. Em 1831, o vilarejo teve sua denominação alterada para Votuverava, termo da língua geral meridional que significa "montanha brilhante" (votura, "montanha" + beraba, "brilhante"). O capelão era o padre Camargo e, no ano de 1834, a povoação era pastoreada por um vigário. 
Com a criação da Província do Paraná em 1853, mudou-se o conceito político, e um número muito grande de novas unidades municipais foi criado, para servir de sustentação política ao novo governo. Neste contexto, o povoado ganha foros de freguesia, através da Lei Provincial n.º 30, de 7 de abril de 1855. Em 1861, Domingos Costa doa terreno para que a freguesia seja transferida de lugar, o que se efetiva pela Lei n.º 67, do dia 23 de maio. Esta mudança dura dez anos, voltando depois à sua antiga localização. 
Pela Lei Provincial n.º 255, de 16 de março de 1871, foi criada a Vila de Nossa Senhora do Amparo de Votuverava, que, em 3 de abril do mesmo ano, ganhou foros de município, com a denominação alterada para simplesmente Votuverava, com território desmembrado de Curitiba. 
As lideranças municipais de Votuverava optam por nova mudança de sede municipal, desta vez indo para o antigo arraial da Rocinha. Esta escolha, depois de consolidada, foi efetivada pela Lei Estadual n.º 733, de 21 de fevereiro de 1908, ocasião em que Votuverava perde sua denominação, passando a se chamar Vila Rio Branco. 
Pelo Decreto Estadual n.º 7.573, de 20 de outubro de 1938, extingue-se o município de Rio Branco, passando a pertencer territorialmente ao município de Cerro Azul. Através do Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, em tempos de Estado Novo e de ajustes políticos, passou à condição de simples distrito de Cerro Azul, com a denominação alterada para Votuverava. 
Somente no 10 de outubro de 1947, pela Lei Estadual n.º 2, é que a autonomia política foi restaurada, voltando à denominação de Rio Branco, desta vez acrescida de "do Sul", para diferenciá-la da capital acreana homônima, Rio Branco. 
Etimologia
O nome do município é uma homenagem a José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco, ilustre diplomata brasileiro, que, em terras paranaenses, notabilizou-se na "Questão de Palmas", na região sudoeste do Estado, em 1895. 
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Votuverava, pela Lei Provincial n.º 262, de 03 de abril de 1871, desmembrado de Curitiba. Sede na povoação de Votuverava. Constituído do distrito sede. 
Suprimida, por Lei Provincial n.º 440, de 11 de maio de 1875. 
Restaurada, pela Lei Provincial n.º 448, de 24 de março de 1876, reinstalada em 14 de maio de 1879. 
Pela Lei Estadual n.º 733, de 21 de fevereiro de 1908, o município de Votuverava passou a denominar-se Rio Branco. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município já denominado Rio Branco é constituído do distrito sede. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1936, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 7.573, de 20 de outubro de 1938, o município de Rio Branco foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Cerro Azul. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Rio Branco figura no município de Cerro Azul. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Rio Branco passou a denominar-se Votuverava. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Rio Branco do Sul, pela Lei Estadual n.º 2, de 10 de outubro de 1947, desmembrado de Cerro Azul. Sede no antigo distrito de Votuverava. Constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951, o distrito de Açungui passa a pertencer ao município de Rio Branco do Sul, desanexado do município de Cerro Azul. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Rio Branco do Sul e Açungui. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município é constituído de dois distritos: Rio Branco do Sul (sede) e Açungui. 
Relevo e Altitude
O município está inserido no Primeiro Planalto Paranaense, em uma zona de transição para a Serra do Mar e o Vale do Ribeira. O relevo é predominantemente montanhoso e ondulado, com vales profundos e encostas íngremes. A altitude na sede municipal é de aproximadamente 630 m, mas algumas áreas rurais atingem cotas superiores a 1.000 m acima do nível do mar.
Geologia e Solo
A geologia local é marcada pelo Grupo Itaiacoca, onde predominam as rochas carbonáticas. O solo é caracterizado pela presença de Cambissolos e Argissolos, mas o grande destaque é o substrato de calcário e dolomito.
Nota Geológica: A região faz parte de um sistema de carste (relevo cárstico), onde a dissolução química das rochas calcárias pela água da chuva cria cavernas, abismos e dolinas.
Vegetação
A vegetação original era composta pela Mata Atlântica (Floresta Ombrófila Densa) em suas áreas mais baixas e pela Mata de Araucárias (Floresta Ombrófila Mista) nas porções mais elevadas. Hoje, existem esforços para preservar fragmentos nativos em meio às áreas de mineração e silvicultura.
Clima
O clima é o Subtropical Úmido (Cfb). O verão é morno e de céu quase encoberto; o inverno é curto, ameno e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 26 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 30 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Rio Branco do Sul e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do início de novembro ao meio de dezembro. 
A estação morna permanece por 3,9 meses, de 28 de novembro a 25 de março, com temperatura máxima média diária acima de 25 °C. O mês mais quente do ano em Rio Branco do Sul é fevereiro, com a máxima de 26 °C e mínima de 18 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,9 meses, de 13 de maio a 10 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 20 °C. O mês mais frio do ano em Rio Branco do Sul é julho, com a mínima de 10 °C e máxima de 19 °C, em média. 
Economia
A economia de Rio Branco do Sul é uma das mais dinâmicas da RMC devido à extração mineral.
A cidade abriga a gigantesca fábrica da Votorantim Cimentos, sendo uma das maiores fornecedoras de cimento para o sul e sudeste do Brasil. A extração de cal e calcário agrícola também é fundamental.
Na agricultura, o município destaca-se nacionalmente na produção de citros, especialmente a tangerina Ponkan, sendo um dos maiores produtores do Paraná.
Já na silvicultura, o plantio de Pinus e Eucalipto para a indústria de papel e celulose é outra fonte de renda relevante.
Rio Branco do Sul é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
De janeiro a novembro de 2025, foram registradas 3,5 mil admissões formais e 3,2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 324 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 487.
Até dezembro de 2025 houve registro de 57 novas empresas em Rio Branco do Sul, sendo que 5 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (6). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 82 empresas.
Transporte
O município de Rio Branco do Sul é servido pela rodovia PR-092, que liga Curitiba a Palmital (na divisa entre Paraná e São Paulo).
Educação
Na área educacional, o município conta com uma rede básica de ensino municipal e estadual. A proximidade com Curitiba facilita o acesso ao ensino superior, mas a cidade investe em cursos técnicos voltados à mineração e segurança do trabalho, buscando absorver a mão de obra local nas indústrias instaladas no território.
Turismo
O turismo em Rio Branco do Sul é focado no ecoturismo e na espeleologia (estudo de cavernas).
- Gruta da Lancinha: É uma das maiores e mais bonitas cavernas do Paraná, com extensas galerias e um rio subterrâneo que atravessa sua estrutura. É o principal ponto de atração para aventureiros e pesquisadores.
- Turismo Religioso: A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo e as festas de padroeiros locais são marcos da tradição cultural e da fé da população.
- Trilhas e Cachoeiras: O relevo acidentado proporciona diversas trilhas de mountain bike e caminhadas que revelam vistas panorâmicas da Serra do Mar.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

segunda-feira, 16 de março de 2026

PINHÃO - PARANÁ

Pinhão é um município brasileiro do estado do Paraná. Localiza-se a uma latitude 25º41'44" sul e a uma longitude 51º39'35" oeste, estando a uma altitude de 1041 metros. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 30.451 habitantes. Possui uma área de 2.001,588 km². 
História
O município foi criado em 18 de fevereiro de 1964, por força da Lei Estadual n.º 4.823, que desmembrou o distrito de Pinhão do município de Guarapuava. 
Para o pesquisador José Carlos Veiga Lopes, "no dia 14 de dezembro de 1771 o tenente-coronel Afonso Botelho juntou-se com outros membros da expedição no vau do rio que mais tarde seria chamado de Jordão, pondo-lhe o nome de Porto do Pinhão do rio Jordão. No mapa dos campos de Guarapuava elaborado pelo padre Chagas, em 1821, com o nome dos proprietários das fazendas, aparece o Campo do Pinhão, ainda não dividido"
Silvério de Oliveira e sua mulher Antonia Maria de Jesus foram os pioneiros e deram à sua propriedade o nome de Fazenda Pinhão, que mais tarde emprestou seu nome ao município. No ano de 1844, pouco tempo depois da descoberta dos Campos de Palmas, Silvério doou a seus filhos aquela propriedade. 
Pinhão foi o nome dado ao rio e ao lugar em virtude das extensas e belas matas de pinheiro do Paraná, a área foi chamada “Imóvel Pinhão” e pertencia à sesmaria de propriedade de Silvério Antonio de Oliveira que mais tarde doou a sesmaria aos seus 10 filhos.
Posteriormente, instalaram-se na localidade as famílias de Pedro Secundino da Silveira, Antônio Prestes da Rocha, Felisbino de Souza Bueno e o comerciante Job Azevedo. O povoado se fortaleceu e cresceu. 
Gentílico: 
O gentílico para quem nasce no município de Pinhão é pinhãoense.
Formação Administrativa 
Em 21 de dezembro de 1892, Pinhão é elevado à categoria de Distrito Judiciário através do Decreto-Lei n.º 48, com o nome de Pinhão e Reserva, com sede no povoado de Vila Nova do Pinhão, depois designado simplesmente pelo nome de Pinhão, tendo como primeiro escrivão o Sr. Joaquim Alves da Rocha Loures, cujo cartório foi instalado ao lado da capela do Divino Espírito Santo. 
Em 1951, Pinhão é elevado à categoria de Distrito Administrativo. 
Pela Lei Estadual n.º 4.823, de 18 de fevereiro de 1964, foi criado o Município de Pinhão, com território desmembrado do Município de Guarapuava. A instalação ocorreu em 14 de março de 1965.
Geografia
Compõem o município quatro distritos: Pinhão (sede), Bom Retiro, Faxinal do Céu e Pinhalzinho.
Relevo e Altitude
Pinhão localiza-se no Terceiro Planalto Paranaense (Planalto de Guarapuava). O relevo é predominantemente ondulado a acidentado, marcado por vales profundos escavados pelos rios Iguaçu e Jordão. A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 950 m, mas em pontos serranos o relevo ultrapassa os 1.100 m acima do nível do mar.
Clima
O clima é o Subtropical Úmido (Cfb), caracterizado por verões amenos e invernos rigorosos. As geadas são frequentes entre os meses de maio e agosto, e a temperatura média anual gira em torno de 17 °C. A precipitação é bem distribuída ao longo do ano, sem estação seca definida.
Solos
Os solos são de origem basáltica, predominando o Latossolo Vermelho e o Cambissolo. Nas áreas mais planas, o solo é profundo e fértil, apto para a agricultura mecanizada. Nas áreas de encosta, o solo é mais raso, sendo destinado ao reflorestamento e à pecuária.
Vegetação
O município é o coração da Floresta Ombrófila Mista, a famosa Mata de Araucárias. Embora o ciclo madeireiro do século passado tenha reduzido a cobertura original, Pinhão ainda preserva importantes remanescentes florestais e extensas áreas de reflorestamento com Pinus e Eucalipto.
Economia
A economia de Pinhão é multifacetada.
O Setor Hidrelétrico no município abriga parte dos reservatórios de grandes usinas, como Foz do Areia (Governador Bento Munhoz da Rocha Neto) e Segredo (Governador Ney Aminthas de Barros Braga). Os royalties provenientes da geração de energia são uma fonte de receita vital para a prefeitura.
Na agropecuária, destaca-se a produção de soja, milho e trigo, além da pecuária de corte e leite.
Já na silvicultura, a produção de madeira para celulose e serrarias é um pilar econômico histórico, aproveitando o clima favorável para o crescimento de coníferas.
Educação
Pinhão conta com uma rede de ensino fundamental e médio que atende à vasta zona rural com transporte escolar robusto. No nível superior e técnico, o município beneficia-se da proximidade com Guarapuava, que é um polo universitário. Internamente, o município investe em parcerias para cursos técnicos voltados à gestão florestal e agropecuária, visando qualificar a juventude local para o mercado de trabalho regional.
Turismo
O turismo em Pinhão é voltado para a natureza e a contemplação.
As margens dos reservatórios das hidrelétricas oferecem locais para pesca esportiva, navegação e lazer, com destaque para o Alagado de Foz do Areia.
O relevo acidentado proporciona diversas quedas d'água escondidas em vales, ideais para o ecoturismo e trilhas.
Cultura
A Festa do Pinhão e os rodeios crioulos celebram a herança tropeira e a identidade do homem do campo paranaense. A culinária baseada no pinhão (entreveros e paçocas) é um atrativo à parte.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

IMBITUVA - PARANÁ

Imbituva é um município brasileiro do estado do Paraná. Está localizado na região centro sul, há 900 metros acima do nível do mar e sua população estimada para o ano de 2025, segundo o IBGE, era de 30.849 habitantes. 
Toponímia
Imbituva é vocábulo indígena que significa cipoal, "lugar de muito imbé". Da língua tupi imbé: espécie de cipó da família das aráceas pertencentes ao gênero Philodendron; e tyba: grande quantidade, abundância. 
História
Em 1809, uma expedição rumo aos Campos de Guarapuava penetra no território onde, hoje, encontra-se o município de Imbituva. Na época de sua fundação, em 1871, o local era chamada de "Arraial do Cupim", devido à conformação geológica de um destes pousos de tropeiros. 
Às margens do histórico caminho de Viamão, repleto de tropeiros e marchantes, foram aparecendo, desde o Rio Grande do Sul até São Paulo, os pontos de “pouso”, os marcos, origem das cidades dos Campos Gerais. Desde então “Cupim” passou a ter destaque entre os “pousos” preferidos pelos tropeiros. Em 1871, o bandeirante, Antonio Lourenço, natural de Faxina, então capitania de São Paulo, abandonando o comércio de tropas, atraiu companheiros e fixou-se em Cupim com alguns companheiros, iniciando a construção da Vila. É considerado o fundador de Imbituva. 
Os primeiros povoadores eram procedentes da então Capitania de São Paulo, aos quais juntaram-se outros, todos da mesma procedência. A nova povoação não tardou a receber a influência de colonos alemães, poloneses e russos, que deram notável contribuição ao seu desenvolvimento. Os colonos alemães fixaram residência na direção da estrada que mais tarde ligaria Imbituva a Guarapuava. Também os italianos, em 189, adquiriram terras em Cupim e iniciaram a fundação de uma colônia. A freguesia foi criada em 1876, com sede no lugar denominado Campo do Cupim. Em 1881, foi elevada à categoria de vila, com denominação de Santo Antônio do Imbituva, vinculada ao Município de Ponta Grossa. Recebeu foros de cidade em 1910, passando a denominar-se apenas Imbituva, em 1929. O topônimo surgiu em virtude da existência de um rio com igual nome, junto à cidade. Aos habitantes do município dá-se o nome de imbituvenses. 
Gentílico: Imbituvense 
Formação Administrativa 
Freguesia criada com a denominação de Santo Antônio de Imbituva, pela Lei Provincial n.º 441, de 21 de fevereiro de 1876, subordinado ao município de Ponta Grossa. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santo Antônio de Imbituva, por Lei Provincial n.º 651, de 26 de março de 1881, desmembrado de Ponta Grossa. Sede na localidade de Campo do Cupim. Constituído do distrito sede. Instalado em 14 de junho de 1882. 
Elevado à condição de cidade, por Lei Estadual n.º 938, de 02 de abril de 1910. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual n.º 2.645, de 10 de abril de 1929, o município de Santo Antônio do Imbituva passou a denominar-se Imbituva. 
Por Lei Estadual n.º 2.757, de 31 de março de 1930, é criado o distrito de São Miguel do Pinho e anexado ao município de Imbituva. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 3 distritos: Imbituva, Natal e São Miguel do Pinho. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 6.667, de 31 de março de 1938, o distrito de São Miguel do Pinho passou a denominar-se simplesmente São Miguel. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Imbituva, Natal e São Miguel. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 199, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de São Miguel passou a denominar-se Apiaba e o de Natal a denominar-se Guamiranga. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Imbituva, Apiaba e Guamiranga. 
Pela Lei Estadual n.º 11.203, de 16 de novembro de 1995, desmembra do município de Imbituva o distrito de Guamiranga. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído de 2 distritos: Imbituva e Apiaba. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14 de maio de 2001.
Geografia
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 950 metros acima do nível do mar, o que a posiciona no Segundo Planalto Paranaense. 
Relevo
O relevo é predominantemente ondulado a suavemente ondulado, característico de áreas de transição de planaltos.
Solos
Os solos são de origem basáltica e sedimentar, com predominância de Latossolos e Cambissolos. São solos que exigem correção química para a agricultura de alta produtividade, mas que respondem bem à mecanização e ao plantio direto, favorecidos pela topografia ondulada.
Vegetação
A vegetação original era composta pela Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária), onde se destacavam o pinheiro-do-paraná e a imbuia. Hoje, restam fragmentos florestais preservados e áreas de reflorestamento de pinus e eucalipto, além das áreas convertidas em campos de lavoura.
Clima
Em Imbituva, o verão é longo, morno e úmido; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 10 °C a 28 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 31 °C. 
As melhores épocas do ano para visitar Imbituva e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do fim de outubro ao meio de dezembro. 
A estação morna permanece por 4,4 meses, de 21 de novembro a 2 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Imbituva é janeiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 19 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 14 de maio a 8 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 22 °C. O mês mais frio do ano em Imbituva é julho, com a mínima de 11 °C e máxima de 21 °C, em média. 
Economia
Imbituva é conhecida como um polo industrial têxtil no segmento de malhas, o que a faz conhecida como "Cidade das Malhas", com destaque para as peças em tricô, apresentando uma infinidade de modelos de peças de vestuário nas diversas malharias que compõem a Associação das Malharias de Imbituva. Um fator industrial que vem se destacando também em Imbituva, é o de calçados de segurança com bastante destaque dentro e fora do país, atualmente com 2 empresas nesse setor, empregando aproximadamente 1500 pessoas com emprego direto, ou indireto. 
Imbituva, conta hoje com aproximadamente 50 indústrias do ramo têxtil. As malharias surgiram há mais de 25 anos e cada vez mais estão ganhando espaço não só no Paraná, como também em outros estados. Elas geram atualmente mais de 500 empregos diretos e indiretos, envolvendo muitas vezes famílias inteiras. As indústrias estão em aperfeiçoamento contínuo, investindo em aquisição de equipamentos modernos para o setor têxtil, além de contar com profissionais de alta qualidade e vasta experiência no ramo. 
Existem micros, pequenas e grandes empresas que chegam a trabalhar com suas máquinas 24 horas por dia, para atender seus pedidos. A cidade de Imbituva compete em igualdade com as maiores potências no ramo têxtil. 
O turismo, baseado no comércio de seus produtos de malha também tem atraído um grande afluxo de pessoas de cidades paranaenses como Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Toledo, Cascavel e Foz do Iguaçu, incluindo também turistas de estados vizinhos, como Santa Catarina e São Paulo. Especial destaque para a Femai, Feira de Malhas de Imbituva, realizada pela Associação de Malharias de Imbituva, sempre no mês de abril, que chega a receber cerca de 40 mil pessoas. A feira é realizada a quase 30 anos. 
Desde 2005 Imbituva passou a ser um Arranjo Produtivo Local (APL) no setor têxtil, com reconhecimento e apoio do Governo do Estado. Existem planos para a instalação na cidade de uma escola técnica com a oferta de cursos na área da manufatura têxtil. Já conta com um centro comercial para reunir os produtos das malharias da cidade. 
Além da industrialização e comércio de produtos têxteis a economia do município de Imbituva é baseada na indústria madeireira, com destaque para o beneficiamento de madeiras e fabricação de móveis e utensílios deste material, segmento que gera mais de 20% do total de empregos entre a população economicamente ativa no município. 
No entanto é a agropecuária que responde ainda pela maior fatia do PIB do município, com destaque entre os produtos agrícolas para as lavouras de soja, milho, feijão, fumo e trigo. Destacam-se também os rebanhos suíno (corte) e bovino (gado de corte e leiteiro), os galináceos (em especial para produção de ovos) e a produção de mel de abelha. 
Destaque ainda para a produção de argila, produto da extração mineral empreendida por cerca de 14 estabelecimentos do município, especialmente dedicados à produção de cerâmica vermelha, como tijolos e telhas para a construção civil. 
Educação
Imbituva possui uma rede de ensino básica e média consolidada. Na área superior e técnica, o município conta com polos de educação a distância e parcerias com o Sistema S (SENAI/SEBRAE) para qualificar a mão de obra voltada à indústria têxtil e ao agronegócio, garantindo competitividade ao polo de confecções local.
Cultura
Imbituva é uma cidade formada por uma mescla de diversas etnias e tradições, que podem ser sintetizada na seguinte tripartite: europeus, africanos e indígenas. Dentre os europeus, como salienta Cleusi Bobato, consta-se que no final do século XIX "Imbituva recebeu dois grupos imigratórios em seu território: alemães e italiano". Embora em menor número, também vieram para a região eslavos (poloneses, ucranianos, russos e neerlandeses). Destes grupos, sobreviveu aspectos culturais relacionados a culinária, tal como o consumo de polenta, o nhoque e vinho. Também é evidente os traços de religiosidade europeia, sobretudo de influência protestante, visto a predominância da religião luterana e suas derivadas na localidade. 
Todavia, a região anteriormente já era ocupada pelos indígenas, com ênfase sobre os Kaingangues, os quais foram responsáveis por ensinar os primeiros imigrantes europeus no trabalho agrícola. Conforme esclarece Cleusi Bobato: "O primeiro desafio para esses imigrantes da Colônia Bella Vista consistia em aprender a lidar com a mata, como derrubá-la e como livrar-se dos troncos e galhos, para tornar o chão arável. Neste contexto, tiveram que aprender com os índios [...] Aprenderam a limpar o mato com foice [...] também o método indígena da coivara". Deste grupo, sobreviveram algumas práticas religiosas que foram assimiladas pelas benzedeiras, em particular, e de modo geral pela população que absorveu o conhecimento e o trato sobre ervas medicinais, mantendo suas hortas de remédios, que são comuns em todas as casas, mesmo na região urbana. Ainda, deste grupo foram absorvidas palavras, tal como se observa no próprio nome da cidade. 
Além disso, deve-se considerar que muito antes, a obra escrava tinha chegado a região, o que explica a presença negra na cidade até os dias atuais. Não se trata, portanto, de uma imigração tardia. Da junção entre tradições negras e indígena, desdobrou-se nos faxinais, os quais foram assimilados pelos imigrantes europeus. A cultura africana também foi assimilada na linguagem, na religiosidade, na culinária e na cultura de modo geral. 
Atualmente, pode-se considerar que a cidade de Imbituva é formada por uma cultura bastante plural, das quais se destacam os ativos movimentos musicais e culturais, tais como: o rock, o rap e a música caipira, os quais produzem uma musicalidade bastante peculiar da região. Em relação a cultura, desde meados da década de noventa, tem-se destacado na região a prática da capoeira. Esta arte marcial tem reunido em seu entorno praticantes e simpatizantes, os quais vivenciam a capoeira como um estilo de vida. Neste sentido, Jeferson Machado explica que: "desde a década de 1990, a capoeira passou, para além de uma prática esportiva, a alterar o cenário cultural da cidade, ocupando espaços como praças, escolas e as ruas dos bairros. A capoeira era - em alguns bairros - como, por exemplo, a Vila Zezo, mais visível que o próprio futebol. Era comum poder observar crianças e adolescentes praticando movimentos de agilidades nas ruas, praças e escolas". Estas gerações, ainda formado por crianças e jovens, serão essenciais para a ampliação da prática nas décadas seguintes. 
A capoeira - atualmente mantida pelos professores Josni Nogosek Ferreira dos Santos e Anderson Andrade, ambos do Grupo Guerreiro dos Palmares - possui uma longa linhagem em Imbituva e um estilo bastante próprio. Conforme a tradição, a capoeira chegou na cidade pela década de 1990 e foi gradualmente sendo assimilada pela população local. Segunda historiografia recente, a "capoeira chegou a Imbituva no inicio dos anos de 1990, quando passou pela cidade Mestre Luiz Baiano, que ensinou a capoeira para Valdecir Borgo", o qual foi um difusor da arte marcial na comunidade imbituvense. Em paralelo com Borgo, professor Daniel, ativista do movimento negro, candomblecista e jogador da capoeira angola, também ajudou na divulgação da capoeira. 
Desde o inicio da prática da capoeira em 1990, até os dias atuais, existiram cinco grupos de capoeira oficiais: Vôo Livre (grupo de Mestre Valdeci, já extinto), Salve Brasil (grupo criado pelo próprio professor Valdeci, tendo professor Daniel como Mestre, que também já é extinto), Berimbau de Prata (grupo de Mestre Samuca, que permanece ativo na cidade de Curitiba, tendo como liderança o Contramestre Jesus), ACAPRAS (grupo de Mestre Silveira) e Guerreiros dos Palmares (grupo de Mestre Pop, que é o atual grupo de capoeira na cidade). 
Transporte
O município de Imbituva é servido pelas seguintes rodovias: 
- BR-373, que passa por seu território, que liga BR-376 (em Ponta Grossa) a BR-277 (via Prudentópolis).
- BR-153, a "Transbrasiliana", no seu trecho União da Vitória a Jacarezinho (ligando Santa Catarina a São Paulo).
- PR-522, ligando a cidade a BR-487 (em Ivaí).
Turismo
O turismo em Imbituva é focado no comércio e na natureza:
- Turismo de Compras: A tradicional Feira de Malhas e as lojas de fábrica no centro da cidade são os grandes atrativos, especialmente nos meses de frio.
- Caminho da Madeira: O turismo histórico e cultural resgata a memória da extração madeireira.
- Recursos Naturais: Cachoeiras e áreas verdes em propriedades rurais oferecem potencial para o ecoturismo e o turismo rural.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark .