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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

ALEGRE - ESPÍRITO SANTO

Alegre é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se no sul capixaba e sua população estimada em 2025, pelo IBGE, era de 30.702 habitantes. 
Imigração
Alegre também recebeu um importante contingente de imigrantes, principalmente sírios e libaneses. É nítida a presença da cultura libanesa no comércio da cidade.
História
Em 1820, por determinação do sargento mor Manoel Esteves de Lima, o desbravador João Teixeira da Conceição construiu às margens do riacho Alegre e da estrada de Minas para o porto de Itapemirim, um rancho de apoio às tropas. 
O riacho Alegre recebeu esta denominação de João do Monte da Fonseca, militar responsável pela abertura da primeira estrada que de Minas chegava às praias do Espírito Santo. Esta estrada estava concluída desde 1811. 
Mais tarde, com o desenvolvimento do comércio do interior para o litoral, o rancho de tropas da fazenda de Conceição tornou-se um ponto de reunião dos tropeiros, para que juntos em comitiva seguissem até o porto. Esse desbravador, vendo surgir um novo negócio, melhorou as pastagens para os animais e ampliou o rancho para receber os tropeiros, fundando o povoado e nele construindo uma capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição. 
Esse povoado, elevado à categoria de sede do distrito, em 1858, recebeu a denominação de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Alegre, logo depois alterada para Nossa Senhora da Penha do Alegre.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação Nossa Senhora da Conceição de Alegre, por Decreto Provincial n.º 22, de 24 de julho de 1858, subordinado ao município de Cachoeiro de Itapemirim. 
Elevado à categoria de Vila com denominação de Alegre, pela Lei Provincial n.º 18, de 03 de abril de 1884 e por Decreto Estadual n.º 53, de 11 de novembro de 1890, desmembrado de Cachoeiro de Itapemirim, sede na antiga Freguesia de Alegre. Constituído do distrito sede. Instalado em 06 de janeiro de 1891. 
Pela Lei Municipal de 06 de dezembro de 1891 e por Lei Estadual n.º 175, de 05 de dezembro de 1910, é criado o distrito de Café e anexado ao município de Alegre. 
Pelo Decreto Provincial n.º 09, de 13 de julho de 1866, é criado o distrito de Veado e anexado ao município de Cachoeiro do Itapemirim. 
Pela Lei Municipal n.º 11, de 11 de janeiro de 1895 e por Lei Estadual n.º 715, de 05 de dezembro de 1910, é criado o distrito de Vala de Souza e anexado ao município de Alegre. 
Pela Lei Municipal n.º 13, de 07 de junho de 1896, é criado o distrito de Rio Preto e anexado ao município de Alegre. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 5 distritos: Alegre, Café, Rio Preto, Vala de Souza e Veado. 
Pela Lei Estadual n.º 1.093, de 05 de janeiro de 1917, é criado o distrito de Caparaó e anexado ao município de Alegre. 
Elevado à categoria de cidade, pela Lei Estadual n.º 1.208, de 22 de dezembro de 1919. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, o município é constituído de 6 distritos: Alegre, Café, Caparaó, Rio Preto, Vala de Souza e Veado. 
Pela Lei Estadual n.º 1.676 de 09 de novembro de 1928, é criado o distrito de Celina e anexado ao município de Alegre. 
Pela Lei Estadual n.º 1.680, de 20 de novembro de 1928, é criado o distrito de Boa Vista e anexado ao município de Alegre. 
Pela Lei Estadual n.º 1.688, de 25 de dezembro de 1928, são desmembrados do município de Alegre os distritos de Veado e Rio Preto para formar o município de Veado. 
Pela Lei Estadual n.º 803, de 07 de março de 1931, é criado o distrito de Reeve e anexado ao município de Alegre. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 8 distritos: Alegre, Boa Vista, Café, Caparaó, Celina, Reeve, Santa Angélica e Vala de Souza. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído é constituído de 9 distritos: Alegre, Boa Vista, Café, Caparaó, Celina, Reeve, Santa Angélica, Vala de Souza e Lambari. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 9.222, de 31 de março de 1938, o distrito de Boa Vista passou a denominar-se Liberdade. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 9 distritos: Alegre, Café, Celina, Caparaó, Lambari, Liberdade (ex Boa Vista), Reeve, Santa Angélica e Vala de Souza. 
Pela Lei Estadual n.º 15.177, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Lambari passou a denominar-se Anutiba, o distrito de Caparaó a denominar-se Ibitirama, o distrito de Reeve a denominar-se Rive e o distrito de Liberdade a denominar-se Araraí. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o município é constituído de 9 distritos: Alegre, Anutiba, Arararí, Café, Ibitirama, Celina, Rive, Santa Angélica e Vala de Souza. 
Pela Lei Estadual n.º 777, de 29 de dezembro de 1953, é desmembrado do município de Alegre o distrito Vala de Souza. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 8 distritos: Alegre, Anutiba, Arararí, Café, Celina, Ibitirama, Rive e Santa Angelica. 
Por decisão do Supremo tribunal Federal – Acordão de 04 de outubro de 1955 (Representação n.º 224), foi anulada o Ato de criação do município de Vala de Souza. Este voltou a condição de distrito e a pertencer ao município de Alegre. 
Pela Lei Estadual n.º 1.416, de 28 de novembro de 1958, é desmembrado do município Alegre o distrito de Vala de Souza. Elevado à categoria de município com a denominação de Jerônimo Monteiro. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 8 distritos: Alegre, Anutiba, Araraí, Café, Celina, Ibitirama, Rive e Santa Angélica. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963. 
Pela Lei Estadual n.º 2.340, de 19 de junho de 1968, é criado o distrito de Santa Maria e anexado ao município de Alegre. 
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 9 distritos: Alegre, Anutiba, Ararí, Café, Ibitirama, Rive, Santa Angélica e Santa Marta. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18 de agosto de 1988. 
Pela Lei Estadual n.º 4.161, de 15 de setembro de 1988, são desmembrados do município de Alegre o distrito de Ibitirama e Santa Marta para formar o novo município de Ibititirama. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 7 distritos: Alegre, Anutiba, Araraí, Café, Celina, Rive e Santa Angélica. 
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 8 distritos: Alegre, Anutiba, Araraí, Café, Celina, Rive, Santa Angélica e São João do Norte. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do Nome
A origem do nome é envolta em lendas e histórias populares. Conta-se que o nome surgiu em decorrência do estado de espírito de viajantes que, ao chegarem a um determinado ponto da região, encontravam água fresca e um ambiente propício para o descanso, exclamando sobre a beleza e o "alegre" aspecto do lugar.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Cachoeiro de Itapemirim e Imediata de Alegre. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Alegre, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sul Espírito-santense.
A geografia de Alegre é marcada pela imponência do relevo. 
Altitude e Relevo
Com uma altitude que varia significativamente, a cidade desfruta de um clima tropical de altitude, garantindo invernos frios e verões amenos, o que favorece tanto a agricultura quanto o bem-estar da população. O relevo é predominantemente acidentado, com vales profundos e picos que compõem uma paisagem de tirar o fôlego.
Solo
O solo, fértil e profundo, sustenta uma vegetação de Mata Atlântica que, embora tenha cedido espaço ao cultivo, ainda se faz presente em áreas de preservação que protegem a biodiversidade e os recursos hídricos. É uma geografia que moldou o destino de Alegre, onde a água cristalina e a terra produtiva são os pilares que sustentam a vida de seu povo.
Clima
Em Alegre, a estação com precipitação é opressiva, quente e de céu quase encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens e morna. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 32 °C e raramente é inferior a 12 °C ou superior a 35 °C. 
A melhor época do ano para visitar Alegre e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao meio de setembro.
A estação quente permanece por 2,5 meses, de 2 de janeiro a 18 de março, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Alegre é fevereiro, com a máxima de 32 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,2 meses, de 9 de maio a 15 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Alegre é julho, com a mínima de 15 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Em Alegre, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Alegre começa por volta de 5 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 14 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Alegre é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 14 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 5 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Alegre é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 76% do tempo. 
Economia
Alegre é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.  
A economia, que tradicionalmente dependia da cafeicultura de montanha — produtora de cafés especiais premiados mundialmente —, hoje apresenta-se diversificada. O comércio local, a prestação de serviços e a presença constante de estudantes movimentam a economia e garantem a vitalidade da cidade durante todo o ano.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 416 admissões formais e 359 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 57 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -41.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Alegre, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 75 empresas.
Educação
O município possui um campus da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) com 17 cursos de graduação e um campus do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) com 4 curso técnicos e 4 cursos de graduação superior, conta também com a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras (FAFIA), organizada como autarquia municipal, com 10 cursos superiores.
Campus de Alegre da UFES
Inicialmente o campus abrigava apenas o curso de agronomia. Em 2000, foi instalado o Centro de Ciências Agrárias (CCA-UFES) e foi desencadeado um processo de expansão. Em 2015 o CCA foi desmembrado e o campus passou a abrigar dois centros de ensino denominados Centro de Ciências Agrárias e Engenharias (CCAE) e Centro de Ciências Exatas, Naturais e da Saúde (CCENS), ofertando, atualmente, 17 cursos de graduação, 6 de mestrado e 3 de doutorado. Os cursos de graduação são: agronomia, ciência da computação, ciências biológicas (bacharelado), ciências biológicas (licenciatura), engenharia de alimentos, engenharia florestal, engenharia madeireira, engenharia química, farmácia, física (licenciatura), Geologia, matemática (licenciatura), medicina veterinária, nutrição, química (licenciatura), sistemas de informação e zootecnia. Na pós-graduação, incluem-se os cursos de mestrado em Agroquímica, Ciências Florestais, Ciências Veterinárias, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Educação, Engenharia Química, Genética e Melhoramento e Produção Vegetal e de doutorado em Ciências Florestais, Genética e Melhoramento e Produção Vegetal. 
Turismo
Cachoeira da Fumaça

O Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça foi criado através do Decreto n.º 2.791-E (24 de agosto de 1984) e complementado através do Decreto n.º 4.568-E (21 de setembro de 1990), quando o então Governo do Estado, atendendo a uma demanda de moradores dos municípios de Alegre, Guaçuí e Castelo e de outros estados da Federação, desapropriou uma área de 27 hectares, coberta basicamente de pastagem, mas que continha em seu interior a Cachoeira da Fumaça.
A cachoeira tem esse nome devido à neblina que se eleva acima da mesma . Está localizada na divisa com o município de Ibitirama.
Festival de Música de Alegre
O Festival de Alegre surgiu como uma festa universitária em 1980 com os objetivos de divulgar a música popular e revelar novos nomes para o cenário nacional, tanto de compositores como de intérpretes. Na década de 1990, o evento tomou outras proporções com o aumento significativo da divulgação, o que explica o sucesso de inscrições e de público a cada ano.
Em 2005, o Festival emplacou seu recorde ao receber 1.880 músicas para a pré-classificação, 57% a mais que no ano anterior, incluindo inscrições de outros países. Nos últimos 5 anos, mais de 6.000 músicas foram inscritas. A estimativa para este ano é um crescimento de 10% a 15%.
O sucesso no aumento do número de inscrições também é extensivo ao público que circula por Alegre durante o evento. Na década passada, o município recebia 10 mil visitantes durante o Festival. No ano 2000 esse número subiu para 100 mil visitantes, e para 2006 eram esperados 150 mil espectadores. O Festival oferecia uma das maiores premiações do Brasil.
Há alguns anos, o Festival de Alegre deixou de ser um festival de divulgação de música popular, pois não é mais realizado os concursos. O evento passou a ser uma grande festa contando com artistas de grande sucesso nacional.
O festival acontece no Centro de Lazer Geraldo Santos, uma área que possui mais de 30.000 m². O local abriga uma completa infraestrutura de palco, sonorização, iluminação, camarote, praça de alimentação, arquibancadas e banheiros químicos, além de postos de atendimento médico e policial.
Durante do evento, a cidade fica tomada pela festa, como um grande carnaval fora de época. Ruas lotadas de carros de som, muita gente dançando e bebendo pelas calçadas.
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha
A Capela Mor de Alegre começou a ser construída em barro e madeira no ano de 1851, por iniciativa dos primeiros exploradores da região. Oficialmente, as terras do patrimônio de Alegre ficaram sob responsabilidade da Igreja com a condição de que esta doaria as terras à Nossa Senhora da Penha. No ano de 1868, a Capela Mor sofreu reparos e o corpo da Igreja Matriz foi edificado. Novas ampliações desta foram realizadas nos anos de 1914 e 1916 e também entre 1963 e 1968, resultando em um estilo barroco-gótico. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha possui ainda magníficos vitrais retratando a vida de Cristo e pinturas sacras do artista indiano Diwali.
Cachoeira do Roncador
Localizada no distrito de Celina, possui aproximadamente 87 metros de corredeiras que formam algumas piscinas naturais de águas límpidas e temperatura fria, permitindo uso para banho. É comumente utilizada para a prática de rapel e canionismo.
Pedra do Pombal
Possui uma via grampeada para rapel e escalada com 70 metros de altura, sendo ideal para a prática de trecking. Tem no total, 997 metros de altitude.
Alto da Serra
Mirante localizado à 6 km do Centro de Alegre, estando a 600 metros de altitude, de onde se propicia uma bela vista da cidade. Possui restaurante e área para estacionamento.
Horto Municipal
Possui 27,6 hectares. O local é destinado ao estudo e preservação do meio ambiente, contando com um bosque reflorestado e inúmeras nascentes, apropriado para o lazer e o contato com a natureza. No Horto, ocorrem atividades sobre a produção de mudas de essências nativas e exóticas, educação ambiental e projetos universitários.
Túnel dos Ingleses de Cima
O Túnel dos Ingleses de Cima fazia parte do Ramal Sul do Espírito Santo da antiga Estrada de Ferro Leopoldina. O antigo túnel ferroviário foi construído com pedras sobrepostas e inaugurado em 1915. Possui 180 metros de extensão e 6 metros de altura. Na parte superior interna do túnel, é possível perceber as marcas da fuligem liberadas pelas locomotivas a vapor (popularmente conhecidas como Maria Fumaça) que por ali passavam.
Antiga Estação Ferroviária de Alegre
Construída na época áurea da produção de café e inaugurada no ano de 1912, fazia parte do Ramal Sul do Espírito Santo da Estrada de Ferro Leopoldina. A antiga estação ferroviária era o principal ponto de ligação da cidade com os municípios capixabas de Cachoeiro de Itapemirim, Jerônimo Monteiro e Guaçuí e a cidade mineira de Espera Feliz, sendo desativada após a circulação dos últimos trens de passageiros e de cargas em 1968. Posteriormente, o trecho do ramal que atravessava o município viria a ser erradicado no ano de 1972. Na década de 1990, passou por adaptações em seu espaço interior, especialmente a parte elétrica e hidráulica, para que pudesse abrigar a Biblioteca Municipal. Atualmente abriga o Instituto Histórico e Geográfico de Alegre (IHGA), a Escola de Música Saint Clair Pinheiro e a Casa da Cultura.
Cultura
A cultura é um mosaico: o folclore, as festas religiosas e o calendário de eventos acadêmicos fazem da cidade um lugar vibrante.
Esporte
No esporte, a cidade aproveita sua geografia para o incentivo às práticas ao ar livre. O ciclismo de montanha e as corridas rurais encontram aqui o seu cenário ideal. Nas quadras e campos, o esporte amador fortalece os laços de comunidade, unindo estudantes e moradores em torno da saúde e da integração social.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

ANCHIETA - ESPÍRITO SANTO

Anchieta é um município brasileiro no litoral sul do estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se ao sul da capital estadual, distando desta cerca de 80 km. Sua população foi estimada em 33.017 habitantes em 2025.
O atual município se originou da aldeia jesuítica de Reritiba, fundada pelo padre José de Anchieta no século XVI. Após a expulsão da Companhia de Jesus do Brasil Colônia em 1759, a localidade passou por um período de desenvolvimento iniciado na segunda metade do século XIX, com a chegada de levas de imigrantes. Esses colonos, em sua grande maioria italianos, incentivaram o crescimento populacional e econômico. Assim, a até então vila foi elevada à condição de cidade em 1887, quando recebeu o nome de "Anchieta" em homenagem ao religioso jesuíta que ali viveu e morreu.
Figuram entre as atividades econômicas mais importantes de Anchieta a indústria, o comércio, o turismo e a prestação de serviços. O município possui um polo industrial destinado a empresas de pequeno, médio e grande porte, responsável por um considerável incremento em seu Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, constitui um destino de turistas à procura de suas praias e de atrativos históricos e culturais. Nesse sentido, há de se destacar o Santuário Nacional de São José de Anchieta, que preserva o patrimônio histórico deixado pelos jesuítas e pelo padre Anchieta.
História
Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam o sul do Espírito Santo foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, esta era ocupada pela tribo tupi dos temiminós. 
A cidade de Anchieta tem sua origem ligada à aldeia jesuítica de Iriritiba, também chamada Reritiba, termo de origem tupi que significa "muitas ostras" ou "ajuntamento de ostras", pela junção dos termos reri (ostra) e tyba (ajuntamento). A aldeia foi criada pelo padre José de Anchieta, como local de catequese dos índios. O ano exato em que Reritiba foi fundada é incerto, mas se considera o dia 15 de agosto como aniversário de sua fundação. Também se sabe que a primeira Igreja Nossa Senhora da Assunção e residência dos jesuítas, que posteriormente deu origem ao Santuário Nacional de São José de Anchieta, são datados de 1579. 
Padre José de Anchieta se transferiu definitivamente para o Espírito Santo em 1587, vindo a falecer em Reritiba em 9 de junho de 1597. Nesse período, produziu grande parte de sua obra literária e dramática. Com a expulsão da Companhia de Jesus das terras portuguesas em 1759, o que incluía o Brasil Colônia, a aldeia de Reritiba recebeu o foro de vila com o nome de Vila Nova de Benevente. Logo após a partida dos jesuítas, a vila passou por um período de decadência devido à desocupação da região pela maioria dos nativos. 
A vila ganhou impulso em sua economia com a chegada, pelo porto de Benevente, de milhares de colonos italianos a partir de 1875. Uma considerável leva de imigrantes se fixou no distrito de Alto Pongal, mas áreas de todo o atual município receberam forasteiros. Vários também seguiram o curso do rio Benevente rumo a núcleos de colonização oficiais no interior do Espírito Santo. 
Em 12 de agosto de 1887, a vila foi elevada à condição de cidade, recebendo um novo nome: "Anchieta", em homenagem ao famoso santo jesuíta que ali viveu e morreu no século XVI. Foi em Anchieta, em 1968, que o padre Umberto Pietrogrande fundou o Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (MEPES) e a primeira Escola Família Agrícola no Brasil.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Benevente, por Alvará de 01 de janeiro de 1759. Instalado em 14 de janeiro de 1761. 
Elevado à categoria de cidade, por Lei Provincial n.º 6, de 12 de agosto de 1887. 
Pela Lei Municipal de 07 de dezembro de 1892, foram criados os distritos de Iriritiba e Jabaquara e anexados ao município de Anchieta. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Benevente, Iriritiba e Jabaquara. 
Pela Lei Municipal n.º 1.307, de 30 de dezembro de 1921, o município de Benevente passou a denominar-se Anchieta. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta (ex Benevente), Iriritiba e Jabaquara. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31de dezembro de 1937. 
No quadro fixado para vigorar de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta, Iriritiba e Jabaquara. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta, Iriritiba e Jabaquara. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960. 
Pelo Artigo n.º 235, da Lei Orgânica Municipal o distrito de Iriritiba passou a denominar-se Alto Pongal. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 3 distritos: Anchieta, Alto Pongal (ex Iriritiba) e Jabaquara. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do nome
O nome original da região era Reritiba, que em tupi significa "lugar de muitas ostras". A transição para o nome atual foi uma homenagem justa ao santo que ali viveu e faleceu.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 409,691 km², sendo que 11,26 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 20°48'21" de latitude sul e 40°38'52" de longitude oeste e está a uma distância de 77 quilômetros a sul da capital capixaba. Seus municípios limítrofes são Guarapari, Alfredo Chaves, Piúma e Iconha. 
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Vitória. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Guarapari, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Espírito-Santense.
A geografia de Anchieta é um espetáculo de diversidade. Com uma altitude que varia do nível do mar até áreas de relevo mais elevado nas proximidades da serra, o município apresenta um relevo marcado por planícies costeiras, falésias e colinas suaves. O clima é o tropical, com verões quentes que convidam ao banho de mar e invernos amenos, garantindo um ambiente agradável durante todo o ano.
O solo, fértil em áreas de baixada e arenoso na costa, sustenta uma vegetação de restinga preservada e manchas remanescentes de Mata Atlântica. Esse cinturão verde é fundamental para a manutenção da biodiversidade e para o equilíbrio ambiental das praias. O encontro do Rio Benevente com o oceano cria um cenário único, que não só embeleza a paisagem, mas regula o microclima da região.
Relevo e meio ambiente
O relevo de Anchieta é consideravelmente variado. Cerca de 40% das terras do município são onduladas, 30% são planas, 20% são montanhosas e 10% escarpadas. O relevo plano se concentra ao longo do litoral, que possui cerca de 30 km e é onde está localizada a sede municipal. À medida que se avança em direção ao interior se torna mais acidentado. A maior altitude é de 332 metros no Monte Urubu. 
Anchieta integra a bacia hidrográfica do rio Benevente. A cidade está localizada às margens de sua foz no oceano Atlântico, que dá origem a um estuário. Outros mananciais representativos no município são os rios Corindiba, Pongal e Salinas, além da Lagoa de Mae-Bá. 
Solos
Os tipos de solo predominantes são os latossolos vermelho-amarelo e o podzol hidromórfico, que prevalecem nas áreas mais afastadas da costa. Na faixa litorânea há presença de solos halomórficos, comuns sobretudo em mangues, caracterizados por sua consolidação mais recente. Essas terras foram formadas por sedimentos trazidos por rios ao mar que foram se acumulando ao longo da costa através das marés. 
A Mata Atlântica nativa foi consideravelmente suprimida para ceder espaço às atividades econômicas. Dessa forma, a maior parte do território municipal é ocupada por pastagens, que abrangiam 52,1% da área em 2013, seguidas pela mata nativa (13,8%). No mesmo ano, as matas nativas em estágio de recuperação ocorriam em 8,5% do município, brejos em 3,2%, plantações de café em 2,6%, a macega em 2,3% e os mangues em 1,5%.
As principais unidades de preservação ambiental de Anchieta são a Área de Proteção Ambiental (APA) Municipal Monte Urubu, que tem 523,57 hectares (ha), destina-se a preservar remanescentes de Mata Atlântica no ponto mais elevado do município e foi criada em 2013; a APA Municipal Tartarugas, com 27,24 ha, criada em 2011; e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Municipal Papagaio, com 772 ha, que se destina a preservar manguezais e a fauna envolvida e foi criada em 1992. Além disso, 52,6% das propriedades rurais possuíam florestas plantadas em 2017.
Clima
O clima anchietense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente superúmido (tipo Aw segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 24 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 27 °C, enquanto que o mês mais frio, julho, possui média de 21 °C. Outono e primavera são estações de transição, embora condições de umidade relativa elevada prevaleçam na maior parte do ano. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1.170 mm, sendo junho o mês mais seco e novembro o mais chuvoso.
Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), de 1948 a 2023, o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Anchieta foi de 195 mm no dia 8 de março de 1994. Outros grandes acumulados foram de 161 mm em 4 de abril de 1987, 148 mm em 7 de novembro de 2012 e 138,6 mm em 10 de novembro de 2021. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Anchieta é o 74º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, ou seja, o quinto menor, com uma média anual de 1,0229 raios por quilômetro quadrado.
Economia
Anchieta é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O Produto Interno Bruto (PIB) de Anchieta tem seu rendimento concentrado nos setores secundário e terciário da macroeconomia, mas com participação significativa da agropecuária para subsistência de famílias. 
A pecuária e a agricultura acrescentavam 25 766,88 mil reais na economia de Anchieta em 2019. Dentro da agricultura há de se destacar o café, que corresponde a metade da produção da lavoura permanente do município, e a banana. A maior parte da produção cafeeira está relacionada à agricultura familiar e é comercializada em cidades próximas. Outros cultivos permanentes que se sobressaem são a acerola, o açaí e a seringueira para produção de borracha. Ao mesmo tempo, os cultivos temporários mais representativos são o milho e a mandioca, porém ambos são destinados para a subsistência. Com relação à pecuária, destaca-se a bovinocultura de leite e de corte e a avicultura de abate e postura. A pesca é outra fonte de emprego e renda, principalmente em comunidades do litoral, sendo que a cidade contabilizava 960 pescadores registrados em 2019. 
Anchieta possui agroindústrias de fabricação de produtos oriundos da produção agropecuária, como massas e derivados de mandioca, milho e frutas. Contudo, a renda gerada por esse setor é consolidada pela existência de um polo industrial no município destinado a empresas de pequeno, médio e grande porte, estruturado principalmente para receber usinas siderúrgicas e/ou de serviços auxiliares. O complexo abrange a usina de pelotização da Samarco Mineração S.A., o Porto de Ubu, um mineroduto e uma rede de ferrovias em fase de expansão e/ou projeto. 
A Samarco é a responsável pelo maior repasse de receitas ao município, que, de forma direta, é proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. De forma indireta, está a arrecadação através das empresas terceirizadas, por meio do Imposto sobre o Serviço de Qualquer Natureza. No entanto, com o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco ocorrido em Mariana, Minas Gerais, em 5 de novembro de 2015, as atividades da empresa ficaram paralisadas durante os anos seguintes, inclusive em Anchieta. 
A existência de atrativos históricos, culturais e naturais, como o Santuário Nacional de São José de Anchieta, as praias e a típica moqueca capixaba, possibilitam a exploração do turismo como fonte de renda fundamental para o município. Segundo a prefeitura, o litoral de Anchieta possui 23 praias. Há uma rede de hotéis, restaurantes, bares e quiosques estruturada a fim de atender à demanda de turistas.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,1 mil admissões formais e 965 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 111 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 296.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Anchieta, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 177 empresas.
Infraestrutura
Saúde e educação

A rede de saúde de Anchieta inclui dez unidades básicas de saúde, um hospital geral e um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), segundo informações de 2018. 
Educação
Anchieta compreende que a evolução passa pelo saber. Nos últimos anos, o município tem estreitado laços com o ensino superior, incentivando a instalação de polos de educação tecnológica e parcerias com universidades estaduais e federais. O foco na capacitação profissional, especialmente em áreas como gestão portuária, turismo e tecnologias ambientais, prepara os jovens anchietenses para os desafios da economia moderna, mantendo viva a vocação da cidade para o progresso.
Turismo, Cultura e Esporte
O turismo é a grande vitrine de Anchieta. O Santuário Nacional de São José de Anchieta, localizado no alto de uma colina com vista para o mar, é um marco arquitetônico e religioso que atrai peregrinos e visitantes de todo o Brasil. As praias, como Iriri e Castelhanos, são famosas pela beleza de suas águas e infraestrutura acolhedora.
Culturalmente, Anchieta é vibrante. As festas religiosas e os eventos que celebram a cultura popular refletem a herança dos imigrantes e dos povos originários. 
No esporte, o município é um cenário privilegiado. O surf, a canoagem e o ciclismo aproveitam as condições naturais do litoral e das trilhas serranas. Além disso, o incentivo ao esporte de base nas comunidades fortalece os laços sociais, transformando praças e ginásios em centros de saúde e integração.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

AFONSO CLÁUDIO - ESPÍRITO SANTO

Afonso Cláudio é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se na região sudoeste serrana do estado,[8] estando situado a cerca de 140 km a noroeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 940 km², sendo que 4 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada, pelo IBGE, em 32.456 habitantes em 2025.
Informações gerais
Afonso Cláudio é o maior município de toda a Região Serrana do Estado, tendo muitos bairros e nove distritos. Concentra no centro da cidade, os maiores centros comerciais da região e é também sede da microrregião de Afonso Cláudio.
Antes de Brejetuba se emancipar, Afonso Cláudio era o maior produtor de café do Brasil. Além disso, é um município de porte médio, já que é o maior polo industrial-econômico-político-urbano serrano. Sua principal avenida é a Presidente Vargas, localizada do centro da cidade e possui cerca de 1 km de extensão, com os maiores edifícios da região.
Seu nome é uma homenagem ao primeiro governador do Espírito Santo, Afonso Cláudio de Freitas Rosa.
História
Os índios botocudos foram os primeiros habitantes dessa região. Diz-se, também, que desbravadores aqui se estabeleceram em busca de ouro, em meados do século XVIII. O primeiro a fundar uma pequena vila foi Sabino Coimbra de Oliveira, que com sua família e outros cidadãos se estabeleceu às margens do córrego Três Pontões, onde construíram alguns casebres, uma capela, um cemitério, e começaram pequenas plantações. Em certas épocas houve necessidade de se suprirem da água do Rio Guandu, buscando-a e levando-a sobre o lombo de animais. O vilarejo não prosperou porque uma grande seca que atacou a região na época, secando o córrego. Os habitantes decidiram procurar nas redondezas melhores condições para que pudessem instituir uma outra vila.
Este vilarejo passou a ser chamado de Arrependido. Foi nesta época que começaram a surgir as primeiras casas nas imediações da atual a Rvenida amiro de Barros, no centro da cidade. Os primeiros habitantes que vieram para o município eram provenientes dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
Afonso Cláudio já pertenceu a outros municípios: Cachoeiro de Itapemirim, Serra e Santa Leopoldina. No dia 20 de novembro de 1890 se emancipou deste último devido ao crescimento acelerado na época que o município passou. Assim também, como muitos outros municípios da região serrana do estado pertenceram a Afonso Cláudio, como Brejetuba, Laranja da Terra e Itarana.
A população de Afonso Cláudio é formada em sua maioria por descendente de imigrantes italianos, que chegaram à região no último quarto do século XIX.
Além dos italianos, Afonso Cláudio abriga também descendentes de imigrantes pomeranos e alemães provenientes de Domingos Martins e Santa Maria de Jetibá. Por seu passado ligado à cafeicultura, a presença descendetes de africanos escravizados também é significativa.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Afonso Cláudio, por Lei Provincial n.º 24 de 17 de setembro de 1888 e pela Lei Municipal n.º 01, de 16 de março de 1891, subordinado ao município de Cachoeira de Santa Leopoldina. 
Elevado à categoria de Vila com a denominação de Afonso Cláudio, pela Lei Estadual n.º 53, de 20 de novembro de 1890, desmembrado de Cachoeira de Santa Leopoldina. 
Sede na Vila de Afonso Cláudio. Constituído do distrito sede. Instalado em 20 de janeiro de 1891. 
Pela Lei Municipal n.º 01, de 16 de março de 1891, são criados os distritos de Figueira e Boa Família anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Por Decreto Estadual n.º 33, de 21 de setembro de 1891, é transferida a sede de Vila Afonso Cláudio para a povoação de Santa Joana. 
Por Decreto Estadual de 18 de janeiro de 1892, é restabelecida a sede com a denominação de Afonso Cláudio. 
Elevado a cidade por Lei Estadual n.º 488, de 22 de novembro de 1907. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Afonso Cláudio, Figueira e Boa Família. 
Pela Lei Estadual n.º 1.012, de 30 de outubro de 1912, é criado o distrito de Laranja da Terra e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Pela Lei Estadual n.º 978, de 28 de novembro de 1914, são desmembrados do município de Afonso Cláudio os distritos de Boa Família e Figueira para formar o novo município de Afonso Cláudio. 
Pela Lei Estadual n.º 933, de 06 de dezembro de 1913 e por Lei Estadual n.º 1.012, de 30 de outubro de 1915 é criado o distrito de Serra Pelada e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 01 de setembro de 1920, o município é constituído de 6 distritos: Afonso Cláudio, Boa Sorte, Bom Jesus, Laranja da Terra, Rio do Peixe e Serra Pelada. 
Pela Lei Estadual n.º 1.360, de 16 de março de 1923, é criado o distrito de São Domingos e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Pela Lei Estadual n.º 1.381, de 04 de julho de 1923, é criado o distrito de Taquaral e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Pela Lei Estadual n.º 1.739, de 11 de janeiro de 1930, é criado o distrito de Brejaúba e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 9 distrito: Afonso Cláudio, Boa sorte, Bom Jesus, Brejaúba, Laranja da Terra, Rio do Peixe, Serra Pelada, São Domingos e Taquaral. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 15.177, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Brejaúba passou denominar-se Brejetuba, São Domingos a denominar-se Ibicaba, Taquaral a denominar-se Joatuba, Rio do Peixe a denominar-se Picarema, Boa Sorte a denominar-se Pontões e Bom Jesus a denominar-se Sobreiro. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 9 distritos: Afonso Cláudio, Brejetuba, Ibicaba, Joatuba, Laranja da Terrra, Piracema, Pontões, Serra Pelada e Sobreiro. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 9 distritos: Afonso Cláudio, Brejetuba, Ibicaba, Joatuba, Laranja da Terra, Piracema, Pontões, Serra Pelada e Sobreiro. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979. 
Pela Lei Estadual n.º 4.068, de 06 de maio de 1988, são desmembrados do município de Afonso Cláudio, os distritos de Laranja da Terra, Joatuba e Sobreiro para formar o novo município de Laranja da Terra. 
Pela Lei Estadual n.º 4.072, de 11 de maio de 1988, é criado o distrito de Fazenda Guandu e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Pela Lei Estadual n.º 1.294, de 30-11-1992, é criado o distrito de São Francisco Xavier do Guandu e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Pela Lei Municipal n.º 1.295, de 30 de novembro de 1992, é criado o distrito de São Jorge de Oliveira e anexado ao município de Afonso Cláudio. 
Em divisão territorial datada de 01de junho de 1995, o município é constituído de 9 distritos: Afonso Cláudio, Brejetuba, Fazenda Guandu, Ibicaba, Piracema, Pontões, São Francisco Xavier do Guandu, São Jorge de Oliveira e Serra Pelada. 
Pela Lei Estadual n.º 5.146, de 15 de dezembro de 1995, são desmembrados do município de Afonso Cláudio os distritos de Brejetuba e São Jorge de Oliveira para formar o novo município de Brejetuba. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1997, o município é constituído de 7 distritos: Afonso Cláudio, Fazenda Guandu, Ibicaba, Piracema, Pontões, São Francisco Xavier do Guandu e Serra Pelada. 
Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 9 distritos: Afonso Cláudio, Fazenda Guandu, Ibicaba, Mata Fria, Piracema, Pontões, São Francisco Xavier do Guandu, São Luís de Boa Sorte e Serra Pelada. 
Assim permanecendo em divisão territorial de 2017.
Geografia
Afonso Cláudio é dividido em seis distritos: Afonso Cláudio (sede), Piracema, Fazenda Guandu, Pontões, Serra Pelada (Lagoa), Mata Fria, São Francisco Xavier do Guandu. No passado Laranja da Terra e Brejetuba pertenceram a Afonso Cláudio e hoje são municípios independentes.
Localiza-se na Serra do Castelo, porém faz a mesma sofrer com a baixa elevação das terras, já que o município é o mais baixo da região. O Pico mais alto é a Pedra Três Pontões. Afonso Cláudio possui relevo ondulado e em sua maior área é montanhoso. Com vales em torno de suas mais altas montanhas e áreas planas ao contorno dos rios. O centro da cidade se localiza a pouco mais de 150 metros acima do nível do mar porém, mais de 70% do território da cidade fica acima dos 300m. Assim como todos os municípios da costa oeste-central do estado do Espírito Santo, Afonso Cláudio faz parte da Macrorregião Metropolitana de Vitória.
A vegetação predominante é de Mata Atlântica. O município possui muito de sua mata conservada, principalmente na região rural. A região de mata urbana, é quase toda devastada devido ao crescimento da cidade. Em virtude do relevo acidentado, Afonso Cláudio possui inúmeros rios e riachos que cortam todo o território do município, e a maioria deságua no principal rio da cidade, o Rio Guandu. Também, devido ao relevo, a cidade é uma das que possuem maior número de cachoeiras de todo o estado, sendo considera a Cidade das Cachoeiras. Devido à sua altitude, relevo, hidrografia e condições florestais, Afonso Cláudio conta com um clima ameno e agradável.
Clima
Em Afonso Cláudio, a estação com precipitação é quente, opressiva e de céu quase encoberto; a estação seca é morna e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 31 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 34 °C. 
A melhor época do ano para visitar Afonso Cláudio e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,4 meses, de 10 de janeiro a 24 de março, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Afonso Cláudio é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 20 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,0 meses, de 16 de maio a 15 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Afonso Cláudio é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Em Afonso Cláudio, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Afonso Cláudio começa por volta de 5 de abril e dura 6,4 meses, terminando em torno de 16 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Afonso Cláudio é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 77% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 16 de outubro e dura 5,6 meses, terminando em torno de 5 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Afonso Cláudio é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 77% do tempo. 
Economia
Afonso Cláudio é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. 
O município é o maior polo industrial da região serrana, onde são produzidos blocos de pedra em suas indústrias do tipo, além do café, milho, tomate, batata, manga e entre outros produtos.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 390 admissões formais e 321 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 69 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -46.
Até abril de 2026 houve registro de 5 novas empresas em Afonso Cláudio, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 3 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 78 empresas.
Festas
- Festa de São Sebastião (11 a 20 de janeiro).
- Festa do Carro de Boi.
- Afonsoclaudense Ausente.
- Festival Som nas Montanhas (Evento Evangélico).
- Baile do Jeans.
- Baile do Sinal.
- Exposição Agropecuária (Festa do Peão - do Agricultor).
Cultura
No município existem dois Grupos de Danças Folclóricas Alemãs;um é do Bairro da Grama, chamando de "Land berg" e o outro grupo de de danças é de Serra Pelada e o nome é Grupo de Dança Land der Wasserfalle" que significa "Terra das Cachoeiras" em homenagem ao município,este grupo existe desde o ano de 1986, e tem o Apoio da ADL e do Distrito de Serra Pelada.
Religiosidade
Possui em maioria fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana, também protestantes luteranos dos dois segmentos de igrejas luteranas: IELB (Igreja Evangélica Luterana do Brasil), originária da missão luterana americana (estadunidense) e IECLB - Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, possuem muitos fiéis.
Possui um grande número de outras igrejas evangélicas: Igreja Batista, Assembléia de Deus, Maranata, Presbiteriana, Deus é amor, Adventista e Batista Nacional.
Educação
Possui 80 escolas (55 de ensino fundamental, 18 de ensino infantil e 7 de ensino médio). A Superintendência Regional Sudoeste-Serrana do Estado sedia em Afonso Cláudio. Ela abrange municípios como Venda Nova do Imigrante, Laranja da Terra, Brejetuba, Conceição do Castelo entre outros. É o maior polo educacional da região serrana, e é principalmente na cidade onde são realizados os principais eventos realizados pela Secretaria de Educação do Governo, pela localização estratégica do município, que se localiza no centro, rodeado pelos outros da microrregião, e pela estrutura de suportar eventos grandes como palestras.
A cidade conta com a maior escola da região, a EEEFM "Afonso Cláudio", por onde já passaram, segundo registros 360.000 alunos desde sua fundação na década de 1950.
Transportes
A principal rodovia do município é a ES-165 (Rodovia Sebastião Alves de Lima), que liga a cidade a BR-262. A BR-484, rodovia federal que se inicia em Afonso Cláudio e que liga o Centro a BR-259 e as outras cidades ao norte do estado como Colatina, Laranja da Terra, Santa Maria de Jetibá e demais localidades é a principal rodovia de escoamento de cargas e produtos industriais produzidos no município.
Turismo
- Cordilheira do Empoçado: formação montanhosa pertencente a Serra do Castelo, que possui diversas pedras com formatos diferentes, algumas listadas abaixo. Consiste em inúmeras formações geológicas de pedras formadas ao longo do tempo e uma das maiores altitudes da Serra do Castelo. A Cordilheira forma um paredão de pedras e matas muito preservadas. A Vila do Empoçado leva esse nome devido ao fato de estar localizada em volta da Cordilheira, com um vale muitíssimo extenso em sua volta, e nos dias de chuva, partes mais baixas se alagam.
- Casa do Artesanato Municipal: funciona como Casa do Artesanato, posto de informações turísticas e lanchonete.
- Pedra do Gato: a Pedra que se localiza na comunidade do Empoçado, em Afonso Cláudio é atração municipal pelo desenho formado na face da pedra.
- Pedra do Elefante: localiza-se na localidade de Empoçado.
- Igreja Matriz São Sebastião: é a Matriz da região. Considerada uma das igrejas mais originais e antigas do estado, em estilo neogótico. É a maior da região e possui a gruta de Nossa Senhora e a antiga escola religiosa onde hoje é ensinado o catecismo. Localiza-se na Praça Aderbal Galvão.
- Centro Cultural "José Ribeiro Tristão": teatro e Centro de Convenções de Afonso Cláudio. Além disso, do alto do Centro Cultural, se tem uma vista prazerosa e incrível do Centro de Afonso Cláudio.
- Pedra da Broa.
- Cachoeira Bonita.
- Cachoeira Fio de Ouro.
- Lazer Belphi.
- Comunidades de Fazenda Guandu e Serra Pelada: com seus atrativos
- Museu das Grandes Guerras: o museu traz vestígios das Grandes Guerras Mundiais, retratando um pouco da história, roupas, vídeos temáticos da guerra entre outros além de mostrar um pouco da cultura pomerana afonso-claudense. Localiza-se na BR-484.
- Parque Municipal Pedra Três Pontões: Afonso Cláudio possui um dos maiores parques estaduais da região. Localização: Siga pela BR-484 em direção a Serra Pelada. É o símbolo de Afonso Cláudio.
- Pista de Aeromodelismo: pista asfaltado de 120 x 10 metros, com toda infraestrutura necessária para a prática do hobby/esporte, com energia 110 e 220 volts, banheiros masculino e feminino, cozinha, churrasqueira, usada exclusivamente para a pratica de aeromodelismo. Frequentemente ocorrem eventos voltados para o aeromodelismo geralmente no mês de julho. Localização em Empoçado.
- Praça Aderbal Galvão: maior praça de Afonso Cláudio onde são atraídas muitas pessoas nas noites de sábado, devido as feirinhas que ocorrem. Ela passou por uma reforma de 100% de sua área (todas as praças da cidade passaram por essa reforma). Localiza-se no centro da cidade.
- Afonsoclaudense Ausente e Presente: é a maior festa municipal, que acontece todo ano no centro da cidade (Praça Aderbal Galvão) e além disso reúne muitos artistas famosos que fazem shows gratuitos.
- Cachoeira de Santa Luzia: a cachoeira é a mais procurada ao longo do ano pelos visitantes. Localização: Santa Luzia.
- Pedra da Lajinha: procurada principalmente pelos praticantes do alpinismo e possui rampa de voo. Localização: Lajinha.
- EcoEstação: um dos principais pontos turísticos da cidade, que atrai muitos visitantes no verão.
- Vila Pontões: é um distrito de beleza impar, localizado na região sul de Afonso Cláudio.
Organizações da Sociedade Civil
O município possui 181 organizações da sociedade civil ativas e não ativas. Na sua maioria as organizações são privadas, sendo 28,87% atuando em Desenvolvimento e defesa de direitos, 24,7% em atividades associativas gerais e 17% em atividades religiosas. Estão incluídas: Associação Atlética Banco Do Brasil; Associação do Carro de Boi – ACAB; Associação Diacônica Luterana - ADL; APAE Afonso Cláudio; Associação Pró Casa do Menino; Lira São Sebastião; Loja Maçônica José Cupertino; CUBA; Asilo Ninho de Amor e Projeto Resgate Vida.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

terça-feira, 14 de julho de 2026

BAIXO GUANDU - ESPÍRITO SANTO

Baixo Guandu é um município brasileiro no interior do estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se no noroeste capixaba, estando situado a cerca de 180 km da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 910 km², sendo que 7 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada pelo IBGE, em 32.829 habitantes em 2025.
A cidade se encontra nas margens da foz do rio Guandu no rio Doce. A sede tem uma temperatura média anual de 25 °C e na vegetação original do município predomina a Mata Atlântica. Com 77% da população vivendo na zona urbana, a cidade contava, em 2009, com 20 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,702, considerando-se como alto em relação ao estado.
Baixo Guandu tem o comércio e a mineração de pedras ornamentais como principais fontes de renda. Anualmente é palco de eventos com relevância regional, tais como o aniversário do município, a Festa de São Pedro e a ExpoGuandu, sendo que as cachoeiras, situadas na zona rural, e as formações rochosas, propícias a escaladas e saltos, são seus principais atrativos turísticos.
História
A região começou a ser desbravada no final do século XVIII, porém foi somente na segunda metade do século XIX que ocorreu de fato o povoamento do lugar, em decorrência dos constantes conflitos com os botocudos. Na década de 1870, sob incentivo de José Vieira de Carvalho, vieram para as terras guanduenses fluminenses do município de Cantagalo, que fundaram colônias onde cultivavam cereais, cana de açúcar e o café. Pouco tempo depois vieram imigrantes, em sua maioria italianos, que também colaboraram no desenvolvimento das culturas agrícolas. Em decorrência do crescimento econômico e social, em 1915 foi criado o distrito de Baixo Guandu, subordinado a Colatina, que veio a ser emancipado em 1935.
Origens e pioneirismo
A colonização da região do atual município de Baixo Guandu teve início entre o final do século XVIII e começo do século XIX, período marcado pelas bandeiras que adentravam o interior brasileiro. O lugar era um importante ponto de parada para os bandeirantes, oferecendo ótimos resultados de caça e, no leito do rio Doce, pescado e água. Conflitos entre os viajantes (muitos oriundos do Rio de Janeiro) e os botocudos, habitantes originais da região, eram constantes e para evitá-los criaram-se, no ano de 1800, os chamados "quartéis". Foram estes conflitos que fizeram com que fracassassem todas as tentativas governamentais de povoamento até meados da década de 1860. 
Em 1859, criou-se a mando de Dom Pedro II o chamado Aldeamento do Mutum, situado na foz do rio Mutum Preto, cujo objetivo era catequizar os indígenas, que pouco tempo mais tarde foi desativado devido à precariedade e a ataques dos próprios povos originários. Apesar disso, aos poucos os nativos passaram a se familiarizar com os forasteiros. 
Na década de 1870 o lugar passou a ser ocupado por fluminenses de Cantagalo sob incentivo de José Vieira de Carvalho, que apostava nas riquezas naturais da região do rio Doce e necessitava de terras novas onde aplicar sua atividade. Os fluminenses foram responsáveis pela criação de diversas colônias, onde floresciam culturas de cereais, cana de açúcar e, nas terras mais altas, o café. Outro fator que favoreceu o desenvolvimento do lugar foi o fato de estar localizado no meio de uma das principais vias (por terra e por rio) que ligava o interior mineiro aos portos do litoral capixaba, sendo que em 1907 chega à localidade os trilhos da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Também nesta época chegam os primeiros imigrantes, a grande maioria italianos. O chamado Núcleo Colonial "Afonso Pena" foi repartido em lotes que foram vendidos aos italianos, franceses e espanhóis.[10]
Formação administrativa
Dado o crescimento populacional e econômico constante da localidade, foi criado, pela Lei Estadual n.º 1.045, de 9 de dezembro de 1915, o distrito de Baixo Guandu, subordinado ao município de Colatina. O distrito foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 6.152, de 10 de abril de 1935, sendo oficialmente instalado em 8 de junho do mesmo ano. Desde a criação do distrito muitos movimentos separatistas atuaram em prol da elevação de Baixo Guandu à categoria de cidade. 
Quando emancipado Baixo Guandu era composto apenas pelo distrito-sede. Os primeiros distritos a fazerem parte do município foram Ibituba (antigo Afonso Pena) e Quilômetro 14 do Mutum (também conhecido por Mascarenhas, seu nome original), adquiridos do território de Colatina pelo Decreto-Lei Estadual n.º 9.222, de 31 de março de 1938. Pela lei estadual n.º 752, de 30 de novembro de 1953, criou-se o distrito de Alto Mutum Preto, com território desmembrado do distrito de Quilômetro 14 do Mutum, e mediante a Lei Estadual n.º 1.952, de 13 de janeiro de 1964, foi criado o distrito de Vila Nova do Bananal. A partir de então restaram cinco distritos, sendo eles Alto Mutum Preto, Ibituba, Quilômetro 14 do Mutum e Vila Nova do Bananal, além do distrito sede. 
Após a emancipação
Baixo Guandu foi a primeira cidade brasileira a receber água tratada com flúor em 1953, com o intuito de diminuir a incidência de cáries, principalmente entre as crianças. O benefício foi alcançado pela administração guanduense que tentava alcançar o feito desde a década de 1940, quando foi iniciado o tratamento de água potável no Espírito Santo por meio do Serviço Especial de Saúde Pública. 
Desde 1926 Baixo Guandu possuía uma usina hidrelétrica, a Usina Hidrelétrica Von Luztow, construída por Belarmino Pinto. Esta foi expandida na década de 50, cujas obras foram executadas pela Lutzow S.A.; concluídas com auxílio da Cia. Vale do Rio Doce (atual Vale S.A.) após uma crise. Com a expansão, a UHE passou a alimentar, além de Baixo Guandu, o município de Resplendor.
Baixo Guandu contou com dois marcos culturais em sua história. O Cine Alba foi construído pelas famílias Holz e Kunkel e inaugurado em 1954, sendo então considerado a melhor casa do gênero no estado; havia 800 cadeiras estofadas com modernos sistemas de som, iluminação e ventilação. Além das atrações cinematográficas, também era um dos principais palcos de shows com artistas regionais ou nacionalmente conhecidos, porém veio a ser fechado na década de 1990. O outro marco continua em funcionamento e é o Canaã Social Clube, inaugurado em 10 de abril de 1953. Inicialmente era frequentado exclusivamente pela elite social, porém com o passar do tempo se tornou uma das principais áreas de recreação, integração e lazer do município. Em 2000 passou por reformas e ampliações, porém mantendo sua arquitetura e modelo original. 
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 909,039 km², sendo que 6,9 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 19°31'07" de latitude sul e 41°57'00" de longitude oeste e está a uma distância de 181 quilômetros a noroeste da capital capixaba. e está a uma distância de 186 quilômetros a oeste da Vitória. Seus municípios limítrofes são Pancas, a norte; Resplendor, a noroeste; Aimorés e Itueta, a oeste; Laranja da Terra, a sul; e Colatina e Itaguaçu, a leste. 
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Colatina.[15] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Colatina, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Noroeste Espírito-Santense. 
Relevo
O relevo do município de Baixo Guandu é predominantemente ondulado. Aproximadamente 50 % do território guanduense é coberto por áreas onduladas, 33 % são mares de morros ou acidentados, 12 % são terras planas e 5 % zonas escarpadas. 
Altitude
A altitude máxima chega aos 900 metros, enquanto que a altitude da sede é de 77 metros. 
Solo
O solo é do tipo latossolo vermelho-amarelo, distrófico, com fertilidade média e acidez moderada, sendo o pH em torno de 5. 
Hidrografia
Influenciado pelas condições geológicas, geomorfológicas e pedológicas, o município conta com uma considerável variedade de rios e riachos de pequeno ou médio porte, com leitos bem encaixados e muitos nascendo dentro do próprio território. Grande parte desses mananciais menores são importantes para a agricultura, uma vez que as águas são usadas para irrigação. Porém alguns deles estão sujeitos à diminuição da capacidade em decorrência de períodos de estiagem prolongados. Os principais cursos d’água que compõem a rede de drenagem guanduense são os rios Doce, Guandu, Laje e Mutum. 
Vegetação
A vegetação original do território do município é a Mata Atlântica em transição com cerrado. No entanto, a região de Baixo Guandu vem observando, há décadas, profundas transformações ambientais oriundas, principalmente, de um intenso processo de atividades extrativas minerais e do desmatamento objetivando a expansão agropecuária. Isso gerou e segue favorecendo uma grande mudança paisagística, reduzindo áreas verdes de vegetação nativa em pequenos fragmentos em meio a áreas abertas de pastagem. A grande maioria dessas áreas fragmentadas encontra-se protegida por meio de unidades de conservação públicas ou particulares, por intermédio de regras exigidas pelo poder público quanto ao licenciamento ambiental. Também foram criados programas de reflorestamento e houve a elaboração de cinturões verdes. 
Clima
O clima guanduense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente semiúmido (tipo Aw segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 25 °C, tendo invernos amenos e verões úmidos com temperaturas altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 28 °C, enquanto que o mês mais frio, julho, possui média de 22 °C. Outono e primavera são estações de transição. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 900 mm, sendo julho o mês mais seco e dezembro o mais chuvoso. 
Apesar das temperaturas elevadas na maior parte do ano, as mínimas nos dias mais frios podem atingir marcas próximas ou mesmo abaixo dos 10 °C de forma pontual. Em localidades rurais, como Alto Mutum Preto, Mutum Claro e Alto Lage, podem até mesmo chegar aos 5 °C em eventos pontuais. As precipitações caem principalmente sob a forma de chuva e, esporadicamente, de granizo, com registro desse fenômeno nos dias 20 de outubro de 2014 e 4 de outubro de 2022, provocando danos em casas e estabelecimentos e falta de energia elétrica. 
Na década de 2010, a cidade enfrentou extremos climáticos envolvendo tempestades severas e seca. Durante o ano de 2013, choveu 1.478 mm em Baixo Guandu segundo uma medição do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Em dezembro daquele ano, a cidade foi atingida por enchentes de grandes proporções provocadas pelas chuvas intensas e contínuas, ocasionando mortes e prejuízos econômicos. Contudo, de 2014 a 2019, o município foi afetado por uma sequência de anos seguidos de chuvas irregulares, prejudicando principalmente a agricultura e a pecuária. Durante esse período foi observado um déficit de chuvas de 1.200 mm. 
De acordo com a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), com dados coletados na estação pluviométrica Baixo Guandu de 1941 a 2022, o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas foi de 136,6 mm no dia 14 de abril de 1980. Outros grandes acumulados foram de 133,3 mm em 24 de dezembro de 2013, 117,8 mm em 3 de fevereiro de 2002 e 111,4 mm em 3 de fevereiro de 1980. Na estação Ibituba, de 1967 a 2022, o maior acumulado foi de 107,4 mm em 25 de outubro de 1990. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Baixo Guandu é o 57º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, com uma média anual de 1,5301 raios por quilômetro quadrado.
Etnia
A composição étnica do município foi bastante influenciada pela chegada de imigrantes oriundos de vários países da Europa entre os séculos XIX e XX, em especial italianos. Em 2010, segundo dados do censo do IBGE daquele ano, a população guanduense era composta por 11 827 brancos (40,67%); 1 970 negros (6,77%); 107 amarelos (0,37%); 15 148 pardos (52,09%); 25 indígenas (0,09%); e quatro sem declaração. Considerando-se a região de nascimento, 28 457 eram nascidos na Região Sudeste (97,85%), 318 na Região Nordeste (1,09%), 69 no Norte (0,24%), 31 no Centro-Oeste (0,11%) e 22 no Sul (0,08%). 22 425 habitantes eram naturais do estado de Espírito Santo (77,21%) e, desse total, 16 639 eram nascidos em Baixo Guandu (57,22%). Entre os 6 656 naturais de outras unidades da federação, Minas Gerais era o estado com maior presença, com 5 776 pessoas (19,86%), seguido pelo Rio de Janeiro, com 211 residentes (0,73%), e pela Bahia, com 188 habitantes residentes no município (0,65%).
Subdivisões
Administrativamente, o município é subdividido em quatro distritos, além da sede, sendo eles Alto Mutum Preto, Ibituba, Quilômetro 14 do Mutum e Vila Nova do Bananal. O distrito-sede era o mais populoso, reunindo 25.362 habitantes no ano de 2022, segundo o IBGE, seguido por Ibituba, com 1.702 pessoas.[4] A cidade também se divide em 15 bairros oficiais, segundo a prefeitura em 2013, sendo eles: Alto Guandu, Centro, Industrial, Mauá, Operário, Residencial Ricardo Holz, Rosário I, Rosário II, Santa Mônica, São José, São Pedro, São Vicente, Sapucaia, Val Paraíso e Vila Kennedy.
Economia
Setor primário

Baixo Guandu é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A pecuária e a agricultura representam o setor menos relevante na economia de Baixo Guandu.
Na lavoura temporária são produzidos principalmente a cana-de-açúcar, o milho e a mandioca, além do tomate, arroz e feijão. Já na lavoura permanente destacam-se o café, o coco e a banana, sendo cultivados ainda cacau, goiaba, laranja e manga. 
Setores secundário e terciário
As principais indústrias guanduenses estão relacionadas ao açúcar, café, embalagens de material plástico, segmentos de temperos e condimentos, calcário e mármore. 
O comércio sempre foi uma das principais fontes de renda da cidade e se vê fortalecido desde a época da chegada da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), sendo que, juntamente com o setor de prestação de serviços, foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento social e econômico observado nos últimos anos. Há uma considerável presença de micro e pequenas empresas. 
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 400 admissões formais e 418 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -18 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -76.
Até março de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Baixo Guandu, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 134 empresas.
Infraestrutura
Educação

Na área da educação, o município tem investido na modernização de suas escolas municipais e estaduais. Um destaque é a proximidade e parceria com o IFES (Instituto Federal do Espírito Santo) de cidades vizinhas, que permite a qualificação técnica dos jovens locais. Baixo Guandu também conta com polos de educação à distância que democratizaram o acesso ao ensino superior, focando em áreas como pedagogia e administração rural.
Com o desenvolvimento industrial, o governo municipal, em parceria com o Governo Federal e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), oferece cursos de qualificação e capacitação técnica, auxiliando na formação de mão de obra especializada. Também vem sendo estudada a implantação de uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) no município. 
Transportes
Desde o começo do século XX, Baixo Guandu conta com transporte ferroviário da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), tendo saídas diárias ligando Belo Horizonte a Vitória. A estação ferroviária da cidade foi inaugurada em 1º de junho de 1910, sendo que hoje a EFVM é a via de viagem mais barata e segura possível para as cidades que contam com estações.
Duas rodovias passam por Baixo Guandu, sendo elas a BR-474 (que interliga o Espírito Santo, a região do Vale do Rio Doce, a Região Metropolitana do Vale do Aço e a Zona da Mata Mineira); a Rodovia Desembargador Lourival de Almeida (liga Baixo Guandu a Laranja da Terra); a ES-446 (liga Baixo Guandu à Rodovia Isidoro Binda e, posteriormente, a Itaguaçu, Colatina e ao litoral); e a Rodovia Pedro Nolasco (principal ligação de Baixo Guandu a Colatina, à BR-101 e ao litoral). 
Também possui um pequeno aeródromo, o Aeroporto de Baixo Guandu/Aimorés, que situa-se em Baixo Guandu, próximo à divisa com Aimorés, mas é administrado pela prefeitura das duas cidades. Foi construído entre 1967 e 1968 e está restrito para operação de aeronaves de pequeno porte e em voo livre, mas especula-se uma reforma no aeroporto, que deverá contar com pátio com gates e parkim para aviões de pequeno e médio porte. 
Cultura
Manifestações culturais

Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Baixo Guandu, juntamente ou não com instituições locais, passou a investir mais no segmento de festas e eventos. Os principais eventos são as comemorações do aniversário da cidade, em abril (com a realização de shows, exposições, espetáculos culturais, campeonatos esportivos e sorteios); o Rodeio de Baixo Guandu, em junho (organizado desde 2002, com a realização de shows e exposições); a festa de São Pedro, padroeiro municipal, em junho; as festas juninas, em junho ou julho; a ExpoGuandu, em setembro ou outubro (com shows, feiras de artesanato, concursos e expositores de animais e produtos agrícolas); as comemorações do dia das crianças, em 12 de outubro; e as celebrações de Natal e Reveillon, em dezembro. 
O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural guanduense. Há associações que reúnem artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato, sendo que por vezes o artesanato municipal é destaque em feiras e exposições com relevância nacional. Segundo o IBGE, as principais atividades artesanais desenvolvidas em Baixo Guandu eram o bordado, trabalhos com argila e construção de produtos envolvendo material reciclável. 
Instituições e atrativos
Dentre os espaços culturais, destaca-se a existência de uma biblioteca pública e dois estádios ou ginásios poliesportivos, segundo o IBGE em 2005. Também há presença de bandas e grupos de capoeira. No ano de 2006, a cidade tombou o Edifício Madame Albertina Holz, importante edifício do início do século XX, localizado no município de estilo eclético com elementos de neoclássico. Apesar do tombamento, que pretendia a conversação do imóvel e a conversão do mesmo em um museu com biblioteca, o local permaneceu abandonado por um tempo, sendo um importante pedaço da história da cidade e de seu desenvolvimento. Em julho de 2024, o local foi reinaugurado após passar por restauro e aberto como museu. 
Baixo Guandu faz parte da Região Turística Doce Pontões Capixaba, que foi criada em 2009 pela Secretaria de Turismo do Espírito Santo com o objetivo de estimular as manifestações culturais e o turismo ecológico na região das cidades integrantes. Os principais atrativos naturais guanduenses são as cachoeiras, situadas na zona rural, e as formações rochosas, cujo relevo favorece escaladas e saltos. Além disso, em 8 de novembro de 2020, foi inaugurado o Parque Municipal da Lagoa, uma área verde de cerca de 124 mil m² equipada com pistas de caminhada, parques infantis, quiosques, restaurante e uma lagoa com pedalinhos e plataforma de madeira. 
Feriados
Em Baixo Guandu há três feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Os feriados são o dia do aniversário da cidade, comemorado em 10 de abril; o dia de Corpus Christi, celebrado em data móvel em maio ou junho; e o dia de São Pedro, padroeiro municipal, em 29 de junho. De acordo com a Lei Federal n.º 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais com âmbito religioso, já incluída a Sexta-feira Santa.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

quarta-feira, 8 de julho de 2026

SOORETAMA - ESPÍRITO SANTO

Sooretama é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se no norte capixaba, estando situado a cerca de 160 km da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 590 km², sendo que 5 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada, pelo IBGE, em 28.668 habitantes em 2025.
A área que corresponde à atual cidade começou a ser povoada na década de 1940, vindo a se tornar um distrito pertencente a Linhares posteriormente. Sua emancipação ocorreu em 1994, mediante um plebiscito cujo resultado mostrou que a população era favorável ao novo município. As principais fontes de renda são a cafeicultura, presente em 90% das propriedades rurais, a pecuária, a indústria e a prestação de serviços.
O município leva o nome da Reserva Biológica de Sooretama, que ocupa cerca de metade de seu território e é reconhecida como reserva da biosfera pela UNESCO. Trata-se da principal reserva de Mata Atlântica do Espírito Santo. Outro atrativo natural de Sooretama, na divisa com Linhares, é a Lagoa Juparanã, que é uma das maiores lagoas do Brasil em quantidade de água doce.
Topônimo
O nome recebido pelo município, "Sooretama", é uma homenagem à reserva biológica homônima e provém da língua tupi, significando refúgio de animais silvestres.
História
O povoamento que corresponde à atual cidade começou a surgir na década de 1940, quando era conhecido como "Córrego Manoel Alves", em referência a um manancial que existia na localidade. Posteriormente, passou a ser chamado de "Córrego-d'Água", por ter sido um dos únicos córregos que não secaram durante uma seca ocorrida na década de 50. Esse povoado veio a se tornar um distrito subordinado a Linhares.
Os movimentos a favor da emancipação do então distrito tiveram início na década de 1980, culminando em dois plebiscitos para consultar a população se desejavam ou não o desmembramento, em 1990. As duas votações foram invalidadas devido ao número insuficiente de participantes, porém foi realizada uma terceira consulta em 13 de março de 1994. Dessa vez, foi definido que o resultado seria validado independentemente da quantidade de votantes. Assim, a maioria dos que participaram foram a favor da criação do novo município, o que foi oficializado pela lei nº 4.593 de 30 de março daquele mesmo ano. O aniversário da cidade passou a ser comemorado em 31 de março.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Córrego D’Água, pela Lei Estadual n.º 3.585, de 10 de novembro de 1983, subordinado ao município de Linhares.
Em divisão territorial datada de 1988, o distrito Córrego D’Água figura no município de Linhares.
Elevado à categoria de município com a denominação de Sooretama, pela Lei Estadual n.º 1.093, de 30 de março de 1994, desmembrado do município de Linhares. Sede no atual distrito de Sooretama (ex Córrego D’Água). Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1997.
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2024.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 587,036 km², sendo que 5,2 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 19°11'49" de latitude sul e 40°05'52" de longitude oeste e está a uma distância de 157 quilômetros a noroeste da capital capixaba. Seus municípios limítrofes são Jaguaré, Linhares, Rio Bananal e Vila Valério.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de São Mateus e Imediata de Linhares. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Linhares, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Litoral Norte Espírito-Santense.
Relevo e meio ambiente
O relevo de Sooretama é consideravelmente dominado por planícies, com a cidade localizada a uma altitude de 30 metros acima do nível do mar. A cobertura de Mata Atlântica nativa abrangia 45,4% do território municipal em 2013, porcentagem superior à de outras formas de usos do solo. No mesmo ano, as plantações de café ocupavam 17% do total, as pastagens 13,1%, a monocultura de eucalipto 6,5% e matas nativas em estágio de recuperação 3,2%.
A maior parte dos remanescentes de Mata Atlântica de Sooretama são representados pela Reserva Biológica de Sooretama, que é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e reconhecida como reserva da biosfera pela UNESCO. A unidade de conservação foi criada em 1941, sendo instituída como reserva biológica em 1982, e abrange cerca de metade do território do município[20] em sua faixa norte. A área de administração da unidade de conservação é de 28 mil hectares, porém faz parte de uma área preservada contínua de cerca de 50 mil hectares que também abrange a Reserva Natural de Linhares e outras duas reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs). Em conjunto constituem a principal reserva de Mata Atlântica do Espírito Santo.
Em 2017, 18,8% das propriedades rurais também contavam com florestas destinadas à preservação permanente ou reservas e mais de 10,5% possuíam florestas plantadas em 2017. 
Hidrografia
Sooretama integra a "bacia hidrográfica do rio Barra Seca e foz do rio Doce", que por sua vez faz parte da bacia do rio Doce. Os principais mananciais em seu território são os rios Barra Seca e São José e os córregos Cupido, Chumbado, Calçado e Juerana. Outro corpo de água representativo é a Lagoa Juparanã, na divisa com Linhares, que é uma das maiores lagoas do Brasil em quantidade de água doce.
Clima
O clima sooretamense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente úmido[6] (tipo Aw segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 24 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 27 °C, enquanto que o mês mais frio, julho, possui média de 21,6 °C. Outono e primavera são estações de transição. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1 260 mm, sendo junho o mês mais seco e novembro o mais chuvoso. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Sooretama é o 69º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, ou seja, o décimo menor lugar, com uma média anual de 1,1978 raios por quilômetro quadrado
Economia
Sooretama é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A pecuária e a agricultura acrescentavam 54.712,24 mil reais na economia de Sooretama em 2019, ao mesmo tempo de representarem o segundo setor que mais emprega no município, atrás apenas da administração pública. A renda do setor primário se deve sobretudo ao café, que está presente em cerca de 90% das propriedades rurais. A maior parte da produção cafeeira é comercializada em Linhares em grãos beneficiados. Outros cultivos permanentes que se sobressaem são a pimenta do reino, o maracujá, o mamão, a banana, o coco e a seringueira para produção de borracha. Os cultivos temporários mais representativos, por sua vez, são a mandioca e o milho, porém ambos são destinados principalmente para a subsistência. Com relação à pecuária, destaca-se a bovinocultura de corte e a avicultura de abate e postura.
A monocultura do eucalipto ocorre em Sooretama sobretudo para abastecer fábricas de celulose, ao que se destina cerca de 80% da quantidade de madeira em toras produzida. Enquanto isso, a indústria acrescentava 115.576,19 mil reais do PIB municipal em 2019. A maior parte dos trabalhadores do setor industrial estão empregados na indústria de transformação, sendo expressiva a presença de indústrias de couro, borracha natural e móveis. Há de se destacar a filial da Itatiaia Móveis, que possui no município uma fábrica de eletrodomésticos responsável por centenas de empregos diretos e indiretos.
O fluxo comercial é expresso na presença de estabelecimentos de gêneros variados, como supermercados, açougues, farmácias, papelarias, bares, padarias, restaurantes, lanchonetes, postos de combustíveis, sapatarias e confecções. Embora o turismo não esteja entre as principais fontes de renda, a presença de bens naturais de interesse atrai visitantes, em especial a Reserva Biológica de Sooretama e a Lagoa Juparanã.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 582 admissões formais e 497 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 85 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 73.
Até março de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Sooretama, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 56 empresas.
Infraestrutura
Saúde e educação
A rede de saúde de Sooretama inclui cinco postos de saúde, segundo informações de 2018. 
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

quinta-feira, 2 de julho de 2026

GUAÇUÍ - ESPÍRITO SANTO

Guaçuí é um município do estado do Espírito Santo, no Brasil. Sua população estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 31.418 habitantes. Guaçuí está a 230 km de Vitória.
História
Na época da chegada dos primeiros europeus à região, no século XVI, esta era habitada por tribos indígenas puris, localizadas num aldeamento onde se localiza, atualmente, a sede do distrito de São Pedro de Rates.
Procedentes de Minas Gerais, os desbravadores de origem europeia da região, comandados pelo capitão mor Manoel José Esteves de Lima, ultrapassaram os contra fortes da Serra do Caparaó do norte para o sul e promoveram a instalação de uma povoação, às margens do Rio Veado, no início do século XIX.
O pequeno exército que o jovem Manoel José Esteves de Lima, de apenas 23 anos, organizou para desbravar as terras sul-capixabas era formado por apenas 72 homens. Em busca de riquezas e fugindo da decadência das Minas Gerais após os anos de riqueza provindos da extração de ouro, o pequeno exército de Manoel José Esteves de Lima chegou à ainda isolada região que hoje é Guaçuí, se instalando onde é, atualmente, a Rua Tenente Arnaldo Túlio "Rua da Palha", no início do século XIX.
Ainda no início da colonização, após a sobrepujação aos indígenas que viviam na região, uma disputa entre os próprios desbravadores se instalou sobre se a nova localidade pertenceria a Minas Gerais ou ao Espírito Santo. Após alguns anos de disputa no tribunal ouropretrano – de 1858 a 1860 –, foi decidido que a nova localidade ficaria como terras do Espírito Santo.
Desde a chegada dos primeiros desbravadores de origem europeia, a localidade teve várias denominações, até receber o nome de Guaçuí. Seu primeiro nome foi São Bom Jesus do Livramento. Em 1866, quando ela foi elevada ao nível de distrito, foi renomeada São Miguel do Veado. Em 1928, elevada a município, recebeu o nome de Veado. Em 1931, foi renomeada para Siqueira Campos. Em 1943, recebeu seu atual nome, Guaçuí.
O atual povoamento da região se deu no contexto da marcha do café sobre terras capixabas. Povoamento que se deu em meados do século XIX, por mineiros e fluminenses, com a formação de grandes fazendas cafeeiras na região sul do estado, sustentadas inicialmente por trabalho escravo e, posteriormente, com a incorporação de mão de obra imigrante – massivamente italiana – no contexto de substituição da mão de obra escrava na lavoura nos anos finais do século XIX.
Durante a primeira metade do século XX, a economia da cidade adquire importância no contexto estadual, através a produção de café e pecuária leiteira. Em 1913, a Estrada de Ferro Leopoldina, estende seus trilhos até a cidade de Guaçuí, muito contribuindo para o desenvolvimento do município. Nessa época, existiam grandes fazendas produtoras de café, como por exemplo, a Fazenda do Castelo, propriedade da família Aguiar. Nos anos 1940, um fazendeiro do município Cândido A. Mendonça funda uma indústria de laticínios, o Laticínio Candó Mendonça, que daria origem a atual Colagua (Cooperativa de Laticínios de Guaçuí), fundada no início dos anos 1960. Atualmente, na economia agrícola do município ainda se destaca a produção de café e a pecuária leiteira. O ator, produtor e diretor Fernando Torres foi o filho mais ilustre do município.
Topônimo
"Guaçuí" origina-se da língua tupi. Significa "água de veado", pela junção de gwa'su ("veado") e 'y ("água, rio"). Conta-se que a origem do nome está no fato de que, quando os desbravadores de origem europeia chegaram à região, existiam vários veados margeando o rio local. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de São Miguel do Veado, pelo Decreto Provincial n.º 09, de 13 de julho de 1866, subordinado ao município de São Pedro de Cachoeiro de Itapemirim. 
Pela Lei Provincial n.º 18, de 03 de abril de 1884 e por Decreto Estadual n.º 53, de 11 de novembro de 1890, transfere o distrito de São Miguel do Veado da Vila de São Pedro de Cachoeiro de Itapemirim, para constituir o novo município de Alegre (ex Nossa Senhora da Conceição de Alegre). 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no município de Alegre o distrito de Veado (ex São Miguel do Veado). 
Elevado à categoria de município com a denominação de Veado, pela Lei Estadual n.º 1.688, de 25 de dezembro de 1928, desmembrado do município de Alegre. Sede no antigo distrito de Veado. Constituído de 3 distritos: Veado, Rio Preto e São Lourenço. Todos desmembrados do município de Alegre. O município foi instalado em 10 de janeiro de 1929. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Veado, pela Lei Estadual n.º 1.722, de 30 de dezembro de 1929. 
Pela Lei Estadual n.º 1.730, de 03 de janeiro de 1930, é criado o distrito de São Pedro Rates e anexado ao município de Veado. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.543, de 08 de agosto de 1931, o município Veado passou a denominar-se Siqueira Campos. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Siqueira Campos (ex Veado), Rio Preto, São Lourenço e São Pedro de Rates. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 15.177, de 31 de dezembro de 1943, o município de Siqueira Campos passou a denominar-se Guaçuí. Sob o mesmo Decreto o distrito de São Lourenço e Rio Preto tomaram as denominações, respectivamente, Imbuí e Divisa. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Guaçuí, Divisa (ex Rio Preto), Imbuí (ex São Lourenço) e São Pedro de Rates. 
Pela Lei Estadual n.º 750, de 28 de dezembro de 1953, é criado o distrito de São Tiago com território dos distritos de Guaçuí e Imbuí, e anexado ao município de Guaçuí. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 5 distritos: Guaçuí, Divisa, Imbuí, São Pedro de Rates e São Tiago. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 1.914, de 30 de dezembro de 1963, é desmembrado do município de Guaçuí o distrito de Divisa. Elevado à categoria de município com a denominação de Dores do Rio Preto. 
Pela Lei Estadual n.º 1.915, de 30 de dezembro de 1963, é desmembrado do município de Guaçuí o distrito de Imbuí. Elevado à categoria de município com a denominação de Divino de São Lourenço. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 3 distritos: Guaçuí, São Pedro de Rates e São Tiago. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2001. 
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 4 distritos: Guaçuí, São Miguel de Caparaó, São Pedro de Rates e São Tiago. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Geografia
O município de Guaçuí encontra-se na Microrregião Sete do Espírito Santo. Limita-se ao norte com Divino de São Lourenço e Ibitirama; a leste, com Alegre; ao sul e sudeste, São José do Calçado; a sudoeste, com Bom Jesus do Itabapoana e Varre-Sai; a noroeste, Dores do Rio Preto; a oeste, com Porciúncula e Varre-Sai.
Com área de 467 quilômetros quadrados, ocupa um por cento do território capixaba e 8,4 por cento da microrregião na qual está inserido. O distrito sede, está localizado a uma altitude de 590 metros. Emancipou-se de Alegre em 1928. De sua área territorial foram desmembrados em 1963 os municípios de Divino de São Lourenço e Dores do Rio Preto. Possui três distritos: São Pedro de Rates São Miguel do Caparaó e São Tiago. 
Relevo e Altitude
O município está inserido na zona de amortecimento do Parque Nacional do Caparaó. O relevo é predominantemente montanhoso e fortemente ondulado, caracterizado pelo domínio dos "Mares de Morros". A altitude média na sede urbana é de 590 metros, mas o território municipal apresenta variações bruscas, com picos que ultrapassam os 1.000 metros de altitude.
Modelado em rochas cristalinas o relevo é bastante acidentado, com destaque para a Serra das Cangalhas, ou Serra de Santa Catarina, no limite sudeste. A altitude oscila entre seiscentos e mil metros, cota alcançada na porção ocidental. O solo predominante é classificado como latosolo vermelho-amarelo, com fertilidade de média a baixa, em terrenos relativamente baixos e pH em torno de 4,5 e 5,0. Possui 53,09% de suas áreas com declividade entre trinta e cem graus. Devido às características observadas, o solo possui grandes de jazidas de manganês, além de bauxita e caulim. Some-se a isto a presença de feldspato, mica, alguns veios de ouro e de pedras semipreciosas, como ametistas e águas marinhas. Lembramos que estamos a cinquenta quilômetros do Pico da Bandeira (no Caparaó).
Dentre as três macroformas do relevo capixaba – região serrana, tabuleiros e planícies costeiras –, que, de certa forma, se orientam pelo Espírito Santo de oeste para leste respectivamente, Guaçuí está situado dentro da região serrana, que, segundo a classificação morfoclimática de Aziz Ab'Saber, se localiza dentro do domínio de Mares de Morros.
Mares de Morros é a denominação dada a relevos acidentados, geralmente de solos profundos, de formação cristalina (rochas ígneas e metamórficas), em que o processo erosivo deixou os morros com forma de "meia-laranja". 
Limites
O município limita-se ao Norte com Divino de São Lourenço; ao Sul/Sudeste com São José do Calçado; a Noroeste com Dores do Rio Preto e a Oeste/Sudoeste com o estado do Rio de Janeiro, do outro lado do Rio Itabapoana    .
Solos e Vegetação
Os solos são do tipo Latossolos Vermelho-Amarelos, profundos e com boa drenagem, embora exijam manejo cuidadoso contra a erosão devido à declividade. A vegetação original pertence à Mata Atlântica (Floresta Estacional Semidecidual), restando hoje fragmentos preservados e áreas de reflorestamento, especialmente nas encostas mais íngremes.
Clima
Em Guaçuí, a estação com precipitação é abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 30 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 33 °C. 
A melhor época do ano para visitar Guaçuí e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,5 meses, de 1 de janeiro a 18 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Guaçuí é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 19 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,2 meses, de 9 de maio a 14 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Guaçuí é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Guaçuí, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Guaçuí começa por volta de 5 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 14 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Guaçuí é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 14 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 5 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Guaçuí é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 76% do tempo. 
Etnia
A gente guaçuiense é resumo da formação étnica do povo brasileiro. Ou seja, resultado da miscigenação entre brancos, negros e índios, em especial Puris. A colonização, como se observa, foi levada a efeito por correntes migratórias, a partir de 1838. O processo se estendeu, com muita intensidade pelas décadas seguintes, até o início do século XX. O clima frio atraiu imigrantes italianos, que formaram uma grande colônia. A influência exercida, por este grupamento, é maior que a dos próprios colonizadores portugueses.
A forte presença de afro descendentes, deve-se ao fato de que o sul do Espírito Santo — que chegou a ter 40,3% da população composta por escravos, no século XIX — haver sido a única região do país a ter crescimento da população de negros, após a edição de leis como a dos Sexagenários, e a do Ventre Livre, cujos objetivos eram inibir o sistema escravista. A necessidade de suprir de mão de obra das lavouras de café das grandes fazendas, como a do Castelo, provocou o fenômeno. Encontramos, também, em menor número, descendentes de libaneses, espanhóis, ingleses, suíços, além de brasileiros de todas as partes, completando o perfil do povo guaçuiense.
Economia
Guaçuí é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Guaçuí é a mais diversificada de sua microrregião, atuando como um polo prestador de serviços.
Na Cafeicultura, o café arábica é o carro-chefe. O foco atual são os Cafés Especiais, com grãos de alta pontuação exportados mundialmente.
Na Pecuária, o destaque é a pecuária leiteira e a produção de derivados (queijos e laticínios).
A cidade possui um centro comercial robusto que atende municípios vizinhos (Dores do Rio Preto, Divino de São Lourenço).
O Setor de Serviços se apresenta em expansão, com destaque para a saúde e a educação superior.
Não se pode negar a importância da agropecuária para Guaçuí. Afinal, a cafeicultura e a pecuária, notadamente a de leite, são as duas maiores fontes de emprego que o município possui. No entanto, ao se analisar um dado simples, ou seja, o da distribuição da população, — dos 25 492 habitantes, 19 192 encontram-se nas zonas urbanas e 6 030 na zona rural.
Em janeiro de 2026, foram registradas 157 admissões formais e 169 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -12 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -32.
Até fevereiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Guaçuí. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 106 empresas.
Educação
Guaçuí destaca-se como um centro educacional de excelência no sul do Espírito Santo. O grande marco é a presença do IFES (Instituto Federal do Espírito Santo) - Campus Guaçuí, que oferece cursos técnicos e superiores voltados para a realidade regional, como Agropecuária e Engenharia Civil. Além disso, o município conta com polos de universidades privadas e uma rede pública de ensino fundamental e médio que figura entre as melhores da região, atraindo estudantes de todo o Vale do Caparaó.
Turismo
O turismo em Guaçuí é movido pelo clima de montanha e pelo patrimônio histórico e natural:
- Monumento ao Cristo Redentor: uma das maiores estátuas do Cristo no estado, situada no topo de um morro que oferece uma visão panorâmica deslumbrante de toda a cidade e das montanhas do Caparaó.
- Cachoeiras: o município é rico em quedas d'água, com destaque para a Cachoeira do Segredo e a Cachoeira do Treze de Maio, destinos favoritos para o banho e o ecoturismo.
- Culinária Serrana: a gastronomia local é um atrativo à parte, misturando influências mineiras e capixabas, com destaque para pratos à base de truta, broas de milho e, claro, o café premiado.
- Eventos: o Festival de Inverno e a ExpoGuaçuí são eventos que movimentam a rede hoteleira e celebram a cultura local.
Esporte
O esporte em Guaçuí é levado a sério, tanto no asfalto quanto na terra.
No Futebol, a cidade respira a tradição do Guaçuí Futebol Clube. O Estádio Municipal Francisco Lacerda de Aguiar (o "Lacerdinha") é o palco de confrontos históricos e do fortalecimento do esporte amador e de base.
Devido ao relevo acidentado, Guaçuí tornou-se um paraíso para ciclistas. Trilhas de alto nível técnico desafiam atletas de todo o país em competições regionais de cross-country.
A proximidade com as altas serras favorece a prática de esportes de aventura, como o Voo Livre e o Trekking consolidando a cidade como base de apoio para quem explora o Parque Nacional do Caparaó.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .