sexta-feira, 2 de outubro de 2026

IÚNA - ESPÍRITO SANTO

Iúna é um município brasileiro no estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se na região do Caparaó, no sul capixaba, estando situado a cerca de 190 km a sudoeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 460 km², sendo que 3 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada pelo IBGE, em 30.556 habitantes, para o ano de 2025.
O território do atual município começou a ser desbravado no século XIX, com a abertura de uma estrada ligando Minas Gerais a Vitória, a pedido do príncipe regente João VI de Portugal. A imigração italiana, iniciada em 1872, foi responsável pela introdução da cafeicultura, atividade econômica que intensificou o crescimento populacional colonial e econômico. Sua emancipação veio a acontecer em 1890.
Além do cultivo do café, também figuram entre as atividades econômicas mais importantes a pecuária, a extração de mármore e granito, a prestação de serviços e o turismo. Iúna possui uma série de atrativos naturais que são destinos de turistas, como cachoeiras, morros e trilhas, além de estar em área de abrangência do Parque Nacional de Caparaó. O principal acesso ao município é através da BR-262.
História
O território do atual município de Iúna começou a ser desmatado em 1814, com a abertura da Estrada Real São Pedro de Alcântara. Essa estrada foi aberta a pedido do príncipe regente João VI de Portugal com a intenção de ligar a região central de Minas Gerais a Vitória, de modo que o estado mineiro não dependesse economicamente apenas do Rio de Janeiro (com o qual era ligado através do Caminho Velho). A instalação do Quartel do Rio Pardo, em 1815, marca o início do povoamento da atual cidade. Os quartéis tinham o objetivo de preservar a segurança daqueles que circulavam pela estrada. 
A região era povoada pelos índios puris, o que levou à criação do Aldeamento Imperial do Rio Pardo pelos forasteiros em 1825. Sob a liderança do missionário italiano frei Paulo de Casanova, os indígenas contribuíram com a construção da primeira capela, inaugurada em 1845. Já em 1855, ocorreu a doação de um terreno para a construção de uma nova capela e cemitério, feita pelo alferes José Joaquim Ferreira Valle e sua esposa. Assim, a construção da Capela de Nossa Senhora da Pureza foi liderada por frei Bento di Gênova, sendo o templo elevado à categoria de Matriz em 1859. 
A elevação da capela à categoria de Matriz marca o reconhecimento do povoamento como freguesia, denominada São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, através do Decreto Provincial n.º 10, de 14 de julho de 1859. Contudo, a freguesia veio a ser desmembrada de Cachoeiro de Itapemirim com a denominação de Rio Pardo perante o Decreto Estadual de 24 de outubro de 1890. Esse é considerado o dia do aniversário da cidade. Sua instalação aconteceu em 3 de março de 1891. 
A imigração italiana, iniciada em 1872, foi fundamental para o desenvolvimento da localidade. Os imigrantes foram responsáveis pela introdução da cafeicultura, atividade econômica que intensificou o crescimento populacional e econômico. No início do século XX também se estabeleceram austríacos, suíços, franceses, ingleses, alemães, espanhóis, libaneses e turcos. 
Também no século XX, a área do município passou por transformações em sua composição, com a criação e desmembramento de distritos. De seu território foi desmembrada parte do município de Mutum (anexado a Minas Gerais) em 1914, Ibatiba em 1981 e Irupi em 1991. Além disso, data de 31 de dezembro de 1943 a alteração do nome "Rio Pardo" para "Iúna", que é um termo oriundo da língua tupi e significa "rio preto", através da junção dos termos 'y (água, rio) e un (preto).
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo, pelo Decreto Provincial n.º 10, de 14 de julho de 1859, subordinado ao município de Cachoeiro de Itapemirim. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Rio Pardo, pelo Decreto Estadual de 24 de outubro de 1890, desmembrado de Cachoeiro de Itapemirim. Sede na vila de Rio Pardo. Constituído do distrito sede. Instalado em 03 de março de 1891. 
Pela Lei Municipal n.º 01, de 03 de março de 1890, é criado o distrito de Bom Jardim e anexado ao município de Rio Pardo. 
Pelo Ato Municipal de 28 de dezembro de 1903, é criado o distrito de Cachoeira e anexado ao município de Rio Pardo. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 7 distritos: Rio Pardo, Bom Jesus, Cachoeira, Chalé, Santana, São Manoel do Mutum e São Sebastião do Ocidente. 
Em virtude do laudo arbitral de 30 de novembro de 1914, são desmembrados do município de Rio Pardo os distritos de São Manoel do Mutum, São Sebastião do Ocidente Bom Jardim, para constituir o novo município e São Manoel do Mutum pertencente ao Estado de Minas Gerais. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Rio Pardo, Cachoeira, Santana e Rosário. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 15.177, de 31 de dezembro de 1943, o município de Rio Pardo sofreu as seguintes modificações: Rio Pardo passou a denominar-se Iúna. Os distritos de Cachoeira, Rosário e Santana, respectivamente, a denominar-se Irupi, Ibatiba e Pequiá. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município já denominado Iúna é constituído de 4 distritos: Iúna (ex Rio Pardo), Ibatiba (ex Rosário), Irupi (ex Cachoeria) e Pequiá (ex Santana). 
Pela Lei Estadual n.º 1.954, de 13 de janeiro de 1964, é criado distrito de Santíssima Trindade e anexado ao município de Iúna. 
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 5 distritos: Iúna, Ibatiba, Irupi, Pequiá e Santíssima Trindade. 
Pela Lei Estadual n.º 3.430, 07 de novembro de 1981, é desmembrado do município de Iúna o distrito de Ibatiba. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 4.520, de 16 de janeiro de 1991, é desmembrado do município de Iúna o distrito de Irupi. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1993, o município é constituído de 3 distritos: Iúna, Pequiá e Santíssima Trindade. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído de 4 distritos: Iúna, Pequiá, Perdição e Santíssima Trindade. 
Em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999, o município é constituído de 5 distritos: Iúna, Pequiá, Perdição, Santíssima Trindade e São João do Principe. 
Em divisão territorial datada de 2007, o município é constituído de 5 distritos: Iúna, Nossa Senhora das Graças, Pequiá, Santíssima Trindade e São João do Príncipe. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2017.
Origem do Nome
A origem do nome "Iúna" carrega a poesia e a ancestralidade dos povos indígenas que habitaram a região. O termo vem do tupi e significa "rio preto" ou "águas escuras", em referência ao aspecto das águas do principal rio que banha o município, recortado por sombras da densa vegetação original.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 460,586 km², sendo que 3,31 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 20°20'45" de latitude sul e 41°32'09" de longitude oeste e está a uma distância de 187 quilômetros a sudoeste da capital capixaba. Seus municípios limítrofes são Irupi, Ibatiba, Muniz Freire e Ibitirama no Espírito Santo e Alto Caparaó, Martins Soares, Alto Jequitibá, Manhumirim, Durandé e Lajinha em Minas Gerais. 
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Cachoeiro de Itapemirim e Imediata de Alegre. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Alegre, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sul Espírito-Santense. 
Relevo e meio ambiente
O relevo de Iúna é consideravelmente variado, alternando de ondulado a acidentado, com bruscas variações de altitude em curtas distâncias. A área do município abrange a serra do Caparaó, o que inclui o Parque Nacional de Caparaó, a oeste de seu território, ao longo da divisa com Minas Gerais. Outras unidades geográficas que se destacam em sua extensão são as serras do Desengano a sul, do Valentim a leste e do Criciúma a norte. Na serra do Valentim está localizado o Pico do Colosso, que chega aos 1.650 metros de altitude. 
Iúna se encontra dividida entre as bacias hidrográficas dos rios Doce e Itapemirim, tendo como principais mananciais em sua área os rios Pardinho, Pardo, Santa Clara, Claro, Pedregulho e José Pedro, o ribeirão da Perdição e os córregos da Anta, Bonsucesso, Recreio Direito e Jatobá. Cerca de 13,5% do município é coberto por remanescentes de Mata Atlântica. 
Clima
O clima iunense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 21 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 23,8 °C, enquanto o mês mais frio, julho, possui média de 17,6 °C. Outono e primavera são estações de transição. O índice pluviométrico anual é de aproximadamente 1 220 mm, sendo julho o mês mais seco e dezembro o mais chuvoso. 
Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), desde 1954, o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Iúna foi de 138,4 mm no dia 12 de novembro de 1961. Outros grandes acumulados foram de 132,2 mm em 15 de setembro de 1989, 129,3 mm em 12 de janeiro de 2004 e 126 mm em 1º de janeiro de 1996. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Iúna é o 37º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado do Espírito Santo, com uma média anual de 1,8805 raio por quilômetro quadrado.
A melhor época do ano para visitar Iúna e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 2,6 meses, de 1 de janeiro a 21 de março, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Iúna é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 19 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,0 meses, de 12 de maio a 12 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Iúna é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 25 °C, em média. 
Em Iúna, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Iúna começa por volta de 5 de abril e dura 6,3 meses, terminando em torno de 15 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Iúna é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 15 de outubro e dura 5,7 meses, terminando em torno de 5 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Iúna é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 78% do tempo. 
Economia
Iúna é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia é sólida e diversificada: destaca-se nacionalmente pela produção de cafés especiais de altitude, reconhecidos pela altíssima qualidade. Além da cafeicultura, a pecuária leiteira, a horticultura, o comércio dinâmico e a prestação de serviços impulsionam o desenvolvimento e geram oportunidades para toda a comunidade.
A pecuária e a agricultura representam ponto forte na economia de Iúna, o que se deve sobretudo ao café, cujas plantações ocupavam pelo menos 27,7% da área municipal em 2014. A cafeicultura, assim, é a responsável por gerar uma significativa movimentação fundiária, enquanto que sua comercialização possibilita um giro de capital significante para o comércio local. Dentro do setor primário ainda se destacam a pecuária, silvicultura, fruticultura e culturas alimentares e tradicionais, o que inclui feijão, milho, mandioca e a cana-de-açúcar. A agroindústria e o agroturismo também apresentam participação na economia de Iúna. 
A indústria também é destaque na economia de Iúna, assim como a agroindústria. Além do agroturismo, a presença de diversos atrativos naturais, como morros, trilhas e cachoeiras, bem como a vizinhança do Parque Nacional de Caparaó, também reforça a contribuição do turismo para a economia do município.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 863 admissões formais e 837 desligamentos, resultando em um saldo de 26 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 64.
Até julho de 2026 houve registro de 50 novas empresas em Iúna, sendo que 5 atuam pela internet. Neste último mês, 13 novas empresas se instalaram. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (19). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 122 empresas.
Educação
Iúna considera que o conhecimento é a semente mais segura para o progresso sustentável. Nos últimos anos, o município tem investido na expansão da educação superior e técnica, estabelecendo polos educacionais e parcerias para oferecer cursos voltados às demandas da modernidade, como agronomia, gestão ambiental, administração e tecnologia. Esse esforço assegura que a juventude iunense encontre capacitação de ponta sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Iúna é um convite apaixonante ao ecoturismo e ao turismo de aventura. As cachoeiras cristalinas, as trilhas que serpentem as montanhas e a proximidade com o Parque Nacional do Caparaó atraem visitantes em busca de ar puro e belas paisagens. 
Cultura
Culturalmente, a cidade transborda tradição: as festas religiosas, a rica culinária serrana, os festivais de café e as manifestações artísticas mantêm viva a identidade de um povo orgulhoso de suas raízes.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao montanhismo, ao ciclismo de montanha, às corridas rústicas e ao futebol amador movimenta os centros esportivos, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipedia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

MURITIBA - BAHIA

Muritiba é um município brasileiro do estado da Bahia, distante em 114 km da capital, Salvador. Faz parte da Região Geográfica Imediata de Cruz das Almas. Possui uma população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, de 30.180 habitantes e uma área de 86,311 km², no ano de 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tem proximidade com o Rio Paraguaçu e faz divisa com os municípios de São Félix, Governador Mangabeira, Cachoeira e Cruz das Almas.
Gentílico: muritibano.
História
Muritiba tem início com a vinda de exploradores e jesuítas da Companhia de Jesus em 1559, que avançaram nas regiões de Cachoeira e São Félix. Posteriormente, ao subirem a serra às margens do Rio Paraguaçu, fundaram um templo e um convento dando origem ao povoado de Muritiba. 
Muritiba teve grande contribuição na produção do fumo, produto agrícola destinado ao mercado consumidor externo e interno. Produto esse que sustentou as balanças comerciais baiana entre o Segundo Império Brasileiro (1840-1889) e na primeira metade do século XX. 
A cidade serrana, também como é conhecida Muritiba, teve sua participação do envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Isso se dá pela região ter muitas fabricas de fumo, como era o caso das demais cidades do recôncavo da Bahia, pois os donos dessas fabricas eram de origem germânica e simpatizavam com o Eixo - aliança composta pela Alemanha Nazista, Japão, Itália - no caso de Muritiba as duas principais fabricas de fumo são: Pimentel e Dannemann, essa última que tinha sua sede em Salvador e os seus donos eram Alemães, acabaram sofrendo graves perseguições nas cidades do recôncavo, por conta de uma série de ataques da marinha da Alemanha nazista que torpedearam embarcações da marinha mercante brasileira. Logo os admiradores, simpatizantes e alemães vão ser vistos como culpados e traidores, sofrendo série de ataques e prisões. Em Muritiba houve comoção da população acompanhado de grande agitação popular contra os alemães. (A Bahia na Segunda Guerra Mundial, Consuelo Novais). 
Já em meados do século XX, vai ter o primeiro automóvel a ser fabricado e montado no Brasil, pelo torneiro mecânico Otávio Tosta. Isso se deu pelo fato da política econômica nacional ter uma postura voltada aos produtos importados e não fabricados no Brasil, isso muda com a política que favoreceu as transacionais e multinacionais no governo de JK. O carro era bem simples, com apenas dois assentos, rodas de madeira com um motor de um cilindro inventado, fabricado no país e não importado, o que dá a característica de ser o primeiro automóvel a ser fabricado de fato no Brasil. 
Muritiba passou à categoria de Vila em 8 de agosto de 1919, mediante Lei 1.349 proferida pelo então Governador da Bahia, Antonio Muniz Sodré de Aragão. Três anos depois, no dia 03 de agosto de 1922, no mandato do Governador José Joaquim Seabra, elevou-se à categoria de cidade. 
Seus primeiros moradores participaram ativamente das lutas pela independência da Bahia, com destaque para o Major José Antônio da Silva Castro, avô do poeta Castro Alves, que comandava 700 homens no Batalhão dos Periquitos, entre eles uma mulher, Maria Quitéria, heroína da independência.
Formação Administrativa 
Em 1889, por decreto assinado pelo Governador do Estado da Bahia, Dr. Manoel Vitorino, São Félix foi desmembrado do Município de Cachoeira, figurando Muritiba como Distrito de São Félix. 
A Lei n.º 1.349, de 08 de agosto de 1919, elevou Muritiba à categoria de Vila e município, como território desmembrado do de São Félix. A sua instalação ocorreu a 01 de janeiro de 1920. 
Em 1922, a Lei Estadual n.º 1.568, de 03 de agosto daquele ano, elevou Muritiba à categoria de Cidade e Termo. 
Na Divisão Administrativa do Brasil referente a 1933, Muritiba figura com três Distritos: Muritiba, São José do Aporá e Cabeças, este criado pela Lei Provincial n.º 2.149, de 14 de maio de 1881. 
Nas divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 1937, como também no quadro anexo ao Decreto Lei Estadual de n.º 10.724, de 30 de março de 1938, o município de Muritiba subdivide-se em 04 Distritos: Muritiba, São José do Aporá (hoje Itaporan), Cabeças (hoje emancipado, com a denominação de Governador Mangabeira) e Santo Antônio do Jordão (hoje Geolândia). A situação permaneceu inalterada até que a Lei n.º 628, de 30 de dezembro de 1953, criou mais um Distrito, o de Cabaceiras do Paraguaçu, onde, em 14 de março de 1847. 
Em 1962, se deu o desmembramento de Governador Mangabeira e em 1989, o desmembramento de Cabaceiras do Paraguaçu, ficando atualmente com 02 Distritos: Muritiba e São José do Itaporan.
Origem do nome
De acordo com o livro História e Estrela de Muritiba, do muritibano Anfilofio de Castro, o nome teve origem por causa da existência abundante, naquela época, de uma palmeira chamada Boritiba, espécie encontrada desde o Pará até São Paulo, conhecida por buritizeiro, muriti, muruti e pissandó. Redundando na corruptela Moritiba e Muritiba. 
Entretanto, no livro O Tupi na Geografia Nacional, o antropólogo Theodoro Fernandes Sampaio, escreve que Muritiba é uma variação deturpada do vocábulo indígena merutyba, que significa o mosqueiro ou mosca em abundância. No brasão da cidade há quatro torreões num escudo azul semeado de moscas de prata como prova da fertilidade do solo muritibano e abundância de fruteiras, com destaque para a jaca, nome pelo qual a cidade ficou por muito tempo conhecida ("Cidade das Jacas").
Geografia
A geografia de Muritiba é marcada por um relevo predominantemente acidentado e ondulado, composto por colinas e vales verdejantes que compõem paisagens de tirar o fôlego. Com uma altitude que garante um clima tropical típico da transição para o agreste, o município desfruta de temperaturas agradáveis e de um regime de chuvas que renova a vitalidade da terra a cada estação.
O solo, rico e fértil, especialmente nas áreas de baixada e encostas, sustenta uma agricultura diversificada e produtiva. A vegetação original, que mesclava trechos de Mata Atlântica e vegetação de transição do Recôncavo, hoje convive com áreas de cultivo e capoeiras que mantêm a biodiversidade e protegem os mananciais hídricos da região.
Clima
Em Muritiba, o verão é opressivo, longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, abafado, de céu quase sem nuvens e agradável. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 33 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 36 °C. 
A melhor época do ano para visitar Muritiba e realizar atividades de clima quente é do fim de maio ao fim de outubro. 
A estação quente permanece por 5,4 meses, de 26 de outubro a 6 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Muritiba é fevereiro, com a máxima de 33 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 8 de junho a 22 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Muritiba é julho, com a mínima de 19 °C e máxima de 29 °C, em média. 
Em Muritiba, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Muritiba começa por volta de 30 de abril e dura 5,8 meses, terminando em torno de 24 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Muritiba é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 24 de outubro e dura 6,2 meses, terminando em torno de 30 de abril. 
O mês mais encoberto do ano em Muritiba é dezembro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 65% do tempo. 
Economia
Muritiba é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico.
A economia local apoia-se em pilares tradicionais e modernos: destaca-se fortemente na agricultura — com a produção de mandioca, frutas, fumo e na pecuária —, além de contar com um comércio local dinâmico e o setor de serviços. A economia criativa e o artesanato também geram renda e valorizam o saber fazer tradicional da comunidade.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 609 admissões formais e 300 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 309 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 243.
Até julho de 2026 houve registro de 7 novas empresas em Muritiba, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 27 empresas.
Educação
Muritiba compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento humano e social. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão, a educação, a tecnologia e a valorização cultural garantem que a juventude muritibana encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Muritiba é um convite apaixonante à imersão histórica e cultural. A cidade, conhecida como a "Terra dos Poetas", transborda lirismo e tradição. Seus casarões históricos, as igrejas seculares, as manifestações religiosas e o rico artesanato encantam os visitantes.
Cultura
Na cultura, Muritiba é um verdadeiro berço de artistas, poetas e músicos, destacando-se pelas festas populares, pelo samba de roda e pelas festividades juninas que celebram a alma baiana.
Festas e manifestações culturais
Muritiba é uma cidade com algumas manifestações culturais e eventos festivos. Destacam-se o grupo de capoeira "Raça", os grupos folclóricos "Filhos do Paraguai" e "Segura-Véia", que se apresentam em diversas regiões do recôncavo e o grupo "Os Cães", tradicional durante a festa do Senhor do Bonfim. Há também duas filarmônicas: a Sociedade Filarmônica Cinco de Março, fundada em 5 de março de 1897 e a Lira Popular Muritibana, fundada em 7 de maio de 1899. 
No mês de janeiro, acontece no município a tradicional Festa do Senhor do Bonfim, com duração de onze dias e dezenas de atrações. No mês de junho, Muritiba entra no clima das festas juninas, com manifestações espontâneas pelas ruas, organizadas pelos moradores, queima de fogueiras e guerras de espadas. Apesar de não possuir uma festa com grandes atrações, a sua localização é privilegiada dada a proximidade com os municípios de Cachoeira e Cruz das Almas, famosos por suas festas; entre cinco e dez minutos é possível chegar em uma dessas duas cidades. Entretanto, é tradição forte em Muritiba a realização da Festa de São Pedro, no final do mês de junho. No mês de agosto, em virtude das comemorações da emancipação do município, acontece uma micareta pelas ruas da cidade.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos torneios locais e às práticas esportivas nas escolas movimenta os centros comunitários, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .