Mostrando postagens com marcador Piauí.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Piauí.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

PIRACURUCA - PIAUÍ

Piracuruca é um município do estado do Piauí, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 03º 55' 41" sul e a uma longitude 41º 42' 33" oeste, estando a uma altitude de 60 metros. Sua população estimada em 2025, pelo IBGE, era de 29,721 habitantes.
Em Piracuruca, fica localizado o Parque Nacional de Sete Cidades.
Fé e Religiosidade
Piracuruca tem como padroeira Nossa Senhora do Carmo, cuja devoção é mais que tricentenária e atrai milhares de fiéis durante suas festividades, de 06 a 16 de julho.
Além das Festividades da Padroeira em julho, também celebram-se os copadroeiros Santo Antônio e São Francisco de Assis, nos meses de junho e setembro-outubro, respectivamente.
Topônimo
"Piracuruca" é um termo de origem tupi que significa "peixe roncador", através da junção dos termos pirá (peixe) e kuruk (roncador). É uma referência ao Rio Piracuruca, que corta a cidade.
A origem do nome "Piracuruca" carrega a poesia e a profunda ancestralidade indígena que marcam a região. O termo de origem tupi-guarani significa "garganta de peixe" ou faz referência ao movimento e à abundância de peixes nas águas dos rios locais, simbolizando a riqueza hidrográfica e a generosidade da natureza.
Localização
Está localizado no norte do estado do Piauí, no Brasil. A distância entre a sede e a capital do estado, Teresina é de 196 quilômetros, que podem ser vencidos em três horas e meia de carro, com acesso pela BR-343 ou pela PI-115.
História
O município de Piracuruca encontra-se na Região Nordeste do Brasil. Sua história ainda é pouco pesquisada, repleta de mitos e lendas. Não se sabe a data da criação da Freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo de Piracuruca. Mas, de acordo com o historiador padre Cláudio Melo em seu livro "Fé e Civilização", provavelmente aconteceu em 1722 ou em 1723, em razão do desmembramento da Freguesia do Surubim (Campo Maior). É provável que o primeiro sacerdote católico tenha sido o padre João da Costa Pereira, sesmeiro e desbravador do século XVII. Sabe-se que, em 1732, o padre José Lopes Pereira iniciou suas atividades, interrompendo-as em 1742, quando foi transferido para a recém-criada Freguesia do Desterro do Piauí. Segundo o padre Cláudio Melo, o vigário José Lopes Pereira ainda retornou em dois períodos: de 1763 a 1767; e o último, de 1772 a 1780. Durante seu exercício, foi auxiliado por frades carmelitas e outros missionários.
A ocupação da área de sua jurisdição (Brejo, Maranhão; Parnaíba; Buriti dos Lopes; Bom Princípio do Piauí; Batalha; Pedro II; Domingos Mourão; Milton Brandão; Lagoa de São Francisco; Piracuruca; Cocal; Cocal dos Alves; São José do Divino; Brasileira; São João da Fronteira) está relacionada com o fim do período holandês no Recife, em 1654, decorrendo na migração dos tabajaras, liderados pela família Camarão, para a serra da Ibiapaba; o povoamento de cristãos-novos, judeus convertidos, e demais degredados (ciganos, inclusive) por determinação da Coroa portuguesa, oriundos de Portugal e dos Açores; a construção das estradas de ligação entre o Maranhão e o Ceará; a revolta de Beckman, irmãos cristãos-novos, donos de engenho no Maranhão; o aldeamento dos jesuítas em Viçosa do Ceará, na serra da Ibiapaba; a atuação de bandeirantes paulistas (capitão mor, mestre do campo da conquista do Piauí, Francisco Dias de Siqueira, conhecido como "O Surdo" ou "O Apuçá", auxiliado por João Pires de Brito; capitão mor João Amaro Maciel Parente), baianos (capitão mor Bernardo de Carvalho e Aguiar, Coronel Pedro Barbosa Leal); e maranhenses (Capitão mor do Maranhão Vital Maciel Parente) e pernambucanos (capitão mor Antônio da Cunha Souto Maior, mestre da conquista do Piauí e do Maranhão); a ação evangelizadora de missionários de várias ordens religiosas: mercedários, carmelitas e jesuítas, por exemplo.
A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo foi construída entre 1718 e 1743 a mando de Manuel Dantas Correia e José Dantas Correia[6], porém, desconhece-se se os dois tinham alguma ligação com os carmelitas e mercedários que atuavam no norte do Piauí. Uma de suas primeiras imagens, Nossa Senhora do Monte Serrat, fora trazida da Ermida de Nossa Senhora do Monte Serrat, construída em 1711 pelo Coronel Pedro Barbosa Leal na Vila Velha da Parnaíba, em razão do aumento dos ataques dos tremembés à região, no começo do segundo decênio do século XVIII.
A freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo tornou-se vila de Nossa Senhora do Carmo da Piracuruca através de Decreto Regencial em 6 de julho de 1832, e foi emancipada politicamente, elevando-se à categoria de cidade pelo Decreto Estadual n.º 01, de 28 de dezembro de 1889.
Piracuruca é um nome tupi que significa "peixe que ronca". A cidade foi fundada a partir de antiquíssima fazenda de gado, situada às margens do rio do mesmo nome, na rota da passagem de colonizadores que, do Ceará, adentravam pela terra dos índios tocarijus rumo ao Maranhão.
A cidade guarda, até hoje, a aparência da arquitetura do tempo colonial e destaca-se pela hospitalidade do seu povo. A economia baseia-se na pecuária e no extrativismo da carnaubeira, palmeira nativa que produz resinas vegetais de larga aplicação na indústria.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Piracuruca, anterior a 1760. 
Elevado à categoria de município de Piracuruca, pelo distrito de 06 de julho de 1832, com a desmembrado de Paranaíba. Sede na antiga vila de Piracuruca. Constituído do distrito sede. Instalado em 23 de dezembro de 1832. 
Elevado à condição de cidade, pela Lei Estadual nº 01, de 29 de dezembro de 1889. 
Em divisão administrativa referente ao ano d e1911, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pela Lei Municipal n.º 268, de 04 de janeiro de 1956, é criado o distrito de São José e anexado ao município de Piracuruca. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 distrito: Piracuruca e São José. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17 de janeiro de 1991. 
Pelo artigo 35, inciso II, do ato das disposições constitucionais transitórias, da Constituição Estadual de 05 de outubro de 1989, regulamentado pela Lei Estadual n.º 4.477, de 29 de abril de 1992, desmembrado de Piracuruca. Distrito de São José. Elevado à categoria de município com a denominação de São José do Divino. 
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
A geografia de Piracuruca é um verdadeiro espetáculo esculpido pela natureza no norte do estado. O relevo é predominantemente plano e suavemente ondulado, recortado por serras, colinas e vales por onde serpenteiam rios vitais. Com uma altitude moderada, o município desfruta de um clima tropical quente e úmido, caracterizado por temperaturas elevadas e um regime de chuvas bem marcado que revigora a paisagem a cada estação.
O solo, fértil em várias porções ribeirinhas, sustenta uma agricultura diversificada. A vegetação original é um dos grandes tesouros ecológicos da região, combinando trechos de transição entre o Cerrado e a Caatinga, além de áreas de mata de cocais. Parte do grandioso Parque Nacional de Sete Cidades estende-se pelo território municipal, abrigando formações rochosas milenares, pinturas rupestres e uma biodiversidade riquíssima.
Clima
Em Piracuruca, a estação com precipitação é de céu encoberto e quente; a estação seca é escaldante e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 37 °C e raramente é inferior a 22 °C ou superior a 39 °C. 
A melhor época do ano para visitar Piracuruca e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao meio de setembro. 
A estação quente permanece por 2,3 meses, de 14 de outubro a 23 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 36 °C. O mês mais quente do ano em Piracuruca é novembro, com a máxima de 37 °C e mínima de 26 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 4,3 meses, de 2 de fevereiro a 11 de junho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 33 °C. O mês mais frio do ano em Piracuruca é março, com a mínima de 24 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Em Piracuruca, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Piracuruca começa por volta de 4 de junho e dura 4,7 meses, terminando em torno de 25 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Piracuruca é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 68% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 25 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 4 de junho. 
O mês mais encoberto do ano em Piracuruca é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 82% do tempo. 
Economia
Piracuruca é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia local apoia-se em pilares sólidos e diversificados: destaca-se fortemente na agricultura familiar, na pecuária bovina e caprina, na avicultura, além de contar com um comércio local dinâmico, o setor de serviços e o ecoturismo em expansão.
O município de Piracuruca é um dos maiores produtores de castanha de caju da região norte do estado bem como se desenvolve aceleradamente a atividade apícola, que juntos formam dois importantes vetores que viabilizam a criação de pequenas indústrias do setor.
A administração municipal busca resgatar esta viabilidade e proporcionar incentivo a investimentos nesta área, que seguramente será um forte gerador de empregos.
A barragem do rio Piracuruca, que acumula 250 000 000 de metros cúbicos de água, oferece, em suas margens, a fantástica oportunidade de fixação de pequenos lotes onde centenas de famílias podem produzir legumes e verduras durante o ano inteiro, além de possibilitar a piscicultura em tanques-rede.
De janeiro a julho de 2026, foram registradas 516 admissões formais e 368 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 148 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 46.
Até agosto de 2026 houve registro de 22 novas empresas em Piracuruca, sendo que 7 atuam pela internet. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (8). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 55 empresas.
Educação
Piracuruca compreende que o conhecimento é a semente mais sólida para o desenvolvimento humano e social. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão, a pedagogia, a administração, a agronomia e a tecnologia garantem que a juventude piracuruquense encontre ferramentas qualificadas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Piracuruca é um convite apaixonante à aventura e à contemplação. A proximidade e a integração com o Parque Nacional de Sete Cidades atraem ecoturistas, geólogos e aventureiros de todo o mundo para desvendar suas formações de arenito esculpidas pelo vento e vestígios arqueológicos.
O potencial turístico do município de Piracuruca encontra-se nas belezas naturais e arquitetônicas, o Complexo Turístico Prainha, Barragem, Parque Nacional de Sete Cidades, Parque Ambiental Henriqueta Fortes de Cerqueira, dentre outras. A arquitetura e os casarões e palacetes do centro da cidade, a Estação Ferroviária feita em 1923 e a monumental igreja matriz construída de pedra em estilo barroco[8] e a rica história da cidade formam um conjunto de belezas que enchem os olhos de quem vem conhecer a cidade.
Cultura
Culturalmente, a cidade transborda identidade: as festas religiosas, as manifestações folclóricas, a música e a rica culinária regional mantêm viva a tradição de um povo acolhedor.
Biblioteca
Conforme a lista do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas a biblioteca Municipal de Piracuruca tem a denominação oficial de Biblioteca Pública Municipal Poetisa Luiza Amélia. Funciona no Espaço Jovem sediado no prédio do Padre Sá Palácio, historicamente conhecido por Casa Imperial da Intendência de Piracuruca, localizada na Praça Irmãos Dantas, onde também funciona academia pública, aulas de música, e emissão de documentos de identificação.
Construção conhecida como Casarão Padre Sá, Palácio Municipal e Casa Imperial da Intendência de Piracuruca e de acordo com a Lista do patrimônio histórico no Piauí: A antiga Casa da Intendência foi a primeira sede do Governo Municipal de Piracuruca, quando de sua instalação em 23 de dezembro de 1823. Presume- se que o prédio tenha sido edificado pelo Padre Sá Palácio entre 1812 e 1823, tendo sido lá o local da leitura da Proclamação por Leonardo das Dores castelo Branco no ato de adesão da Piracuruca à Intendência do Brasil. Ao longo do tempo o prédio serviu a diversas atividades públicas e tornou-se residência, também, por várias ocasiões.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao futebol amador, aos campeonatos locais, ao ciclismo e às práticas esportivas nas escolas e centros comunitários movimenta a sociedade, promovendo a saúde, o lazer e a forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

LUÍS CORREIA - PIAUÍ

Luís Correia é um município do nordeste brasileiro, situado ao norte do estado do Piauí. É um dos quatro municípios litorâneos do Piauí, e também um dos mais visitados por turistas e banhistas ao longo de todo o ano. Em 1931 o município se chamava Amarração e perdera a sua autonomia, passando a integrar o Município de Parnaíba, como Distrito. E, em 1935, por decreto Estadual, teve o nome mudado para Luís Correia, em homenagem ao ilustre homem público jornalista e literato, Luiz Moraes Correia, nascido no Município.
Em períodos festivos a cidade chega a receber um número de visitantes cinco vezes maior que o total de sua população. Isso acontece principalmente no réveillon e carnaval, festas de destaque regional. No estado do Piauí, Luís Correia é o município com maior extensão de litoral, cerca de 46 km, mais da metade da área litorânea de todo o estado.
No ano de 2025, Luís Correia possuía uma população estimada pelo IBGE, de 31.901 habitantes.
História
Surgimento da Cidade

A cidade de Luís Correia teve origem no início do século XIX, possivelmente por volta dos anos 1820 a partir do processo de repovoamento nesta porção norte do litoral do Brasil, sendo este último discutido a partir de duas perspectivas na historiografia piauiense e cearense. A primeira, associada ao Piauí, reforça que a localidade foi ocupada por pescadores piauienses que nesta época fundaram o povoado de Amarração, nome dado em função da prática de amarrar as embarcações ao atracá-las na costa. A segunda, por sua vez, apresenta um outro olhar, indicando que o território em questão, que veio a se tornar no século XX a cidade de Luís Correia, foi ocupado pelos cearenses por uma série de motivos, sendo estes a necessidade de proteção da localidade e dos indivíduos que ali moravam em função dos conflitos de Independência, a atuação dos padres oriundos da freguesia de Granja na realização de casamentos e batizados na região a partir de 1823, bem como a chegada de retirantes da seca de 1825 que buscavam o local em função dos recursos naturais ali existentes. Ainda que tenha surgido enquanto um povoado no decorrer do século XIX Amarração é elevado à categoria de distrito por meio da Lei n.º 1.177, de 29 de agosto de 1865, e, alguns anos depois, à vila a partir da Lei n.º 1.596, de 05 de agosto de 1874 da província do Ceará. Após ser reanexada ao Piauí através do Decreto n.º 3.012 de 22 de outubro de 1880, apenas na década de 1930 ocorrem novas alterações administrativas no tocante a Amarração, dentre elas a alteração de seu nome e sua consequente elevação à categoria de cidade. Deste modo, em 1931, por meio do Decreto Estadual n.º 1.272 Amarração tem sua autonomia administrativa suspensa, com sua jurisdição sendo repassada a cidade vizinha de Parnaíba e, 4 anos depois, em 1935, Amarração tem seu nome alterado para Luís Correia em homenagem ao jornalista, bacharel em Direito e literato Luís de Moraes Correia, figura proeminente do litoral piauiense nascido em Amarração. Em 1938, contudo, o Decreto-Lei Estadual n.º 197, restituiu a autonomia administrativa de Luís Correia elevando-a a categoria de cidade. 
A Questão do Litígio
A questão litigiosa na localidade entre o Piauí e o Ceará tem início na mesma época de fundação do povoado, tendo sido a posse do território em questão motivo de debates e contendas no decorrer do século XIX por parte de piauienses e cearenses. Para a compreensão desta situação é preciso considerar inicialmente a existência de alguns documentos cartográficos que indicam o pertencimento do território de Amarração em ambas as capitanias entre o século XVIII e o início do século XIX, sendo estes o Mapa Geográfico da Capitania do Piauí (1760) de autoria de Henrique Antonio Galúcio e a Carta Marítima e Geográfica da Capitania do Ceará (1817) produzido pelo engenheiro Antônio José da Silva Paulet. O primeiro, elaborado a pedido do governo da capitania do Grão-Pará e Maranhão, mesmo que na época não existisse ainda o povoado de Amarração, inclui na capitania do Piauí este território. O segundo, por sua vez, foi realizado por solicitação do governo do Ceará com o objetivo de se definir os limites da capitania do Ceará, tendo incluído a localidade de Amarração por, supostamente, haver a presença de diversos cearenses na região. Este último documento em consonância com o contexto histórico da década de 1820, isto é, os conflitos de Independência, a presença de padres oriundos de Granja e a ida de refugiados da seca de 1825 para o povoado de Amarração, levou o governo do Ceará a anexar definitivamente a localidade ao seu território nesta época. 
Nas décadas que seguem Amarração torna-se motivo de debate entre os dois governos, especialmente a partir da década de 1850 à medida que o povoado se tornava uma região considerada enquanto estratégica por parte das elites piauienses que tinham interesse na localidade em função do atracadouro que ali existia, que servia de porto marítimo naquele período e que poderia garantir o escoamento dos produtos piauienses. Em meio a esta celeuma, o Ceará, após diversos debates na Assembleia Legislativa Provincial, elevou Amarração a categoria de distrito pela Lei n.º 1.177, de 29 de agosto de 1865, e a categoria de vila através da Lei n.º 1.596, de 05 de agosto de 1874. Esta questão, no entanto, no que se refere a Amarração, se encerra no início da década seguinte, isto é, nos anos 1880, após a província do Piauí levar a necessidade de resolução ao governo imperial, o que gera uma comissão para analisar a situação e projeto de lei que é debatido e aprovado na Câmara dos Deputados nos anos 1870 e, posteriormente, este também é discutido e validado pelo Senado Imperial, podendo se destacar os discursos realizados pelo senador piauiense João Lustosa da Cunha Paranaguá em defesa da Lei e, supostamente, dos interesses do Piauí e as discordâncias do senador cearense Domingos José Nogueira Jaguaribe quanto ao que estava disposto no Projeto de Lei. Apesar da desaprovação do senador Jaguaribe o projeto foi aprovado, tornando-se o Decreto-Lei n.º 3.012, de 22 de outubro de 1880, que efetivou a permuta do território de Amarração para o Piauí por Independência e Príncipe Imperial que, a partir de então, passavam a fazer parte da província do Ceará. Deste modo, no ano seguinte, em 1881, efetivou-se a alteração das linhas divisórias entre as duas províncias conforme estabelecido pelo decreto imperial e se pôs fim a questão de litígio envolvendo o território de Amarração[9], ainda que outras questões litigiosas com relação a divisa entre o Piauí e Ceará tenham permanecido em aberto, a exemplo da Serra da Ibiapaba que se arrasta até a contemporaneidade. 
O "porto" de Amarração
Uma das primeiras menções ao “porto” existente em Amarração aludem ao início do século XIX ao tempo em que Carl Friedrich Philipp von Martius e Johann Baptist von Spix relatam sua passagem pelo litoral piauiense e, ainda que não comentem sobre o povoado de Amarração, indicam a existência de um porto na foz do rio Igaraçu, isto é, na localidade de Amarração. Não obstante, comentam ainda sobre o fato de este ser o único porto de mar do Piauí e da necessidade de sua melhoria para atender de modo mais eficiente as demandas piauienses, notadamente àquelas relacionadas a sua economia e escoamento dos seus produtos. Apesar de ser referido ao longo dos séculos enquanto um porto, na prática o que existiu por muitas décadas se tratou apenas de um ancoradouro que serviu enquanto “porto” para a atracagem de embarcações que não apenas levavam mercadorias, como também passageiros. Neste sentido, a partir da segunda metade do século XIX, Amarração se torna mais relevante para certos setores políticos piauienses, haja visto que o atracadouro existente na localidade reaparece no discurso político enquanto a melhor opção para o escoamento da produção da província.
Deste modo, juntamente com a alteração da capital de Oeiras para Teresina em 1852 às margens do rio Parnaíba, passa a figurar no imaginário político um novo projeto para o desenvolvimento da província do Piauí, sendo que este seria possível a partir de três aspectos: 
- Desenvolvimento das vias fluviais para o escoamento da produção, notadamente do rio Parnaíba, principal artéria fluvial da província e que, não apenas cortava suas principais vilas e cidades, como tinha em sua foz o Oceano Atlântico, na qual localizava-se o porto de Amarração.
- Construção de uma malha ferroviária que também integrasse a comunicação e as principais vilas e cidades da província, saindo do interior até o litoral do Piauí, também tendo como principal objetivo o escoamento da produção piauiense.
- Construção de um porto marítimo na vila de Amarração na foz do rio Igaraçu, um dos braços do rio Parnaíba, localizado no litoral piauiense e considerado como o melhor espaço para o desenvolvimento de uma zona portuária para a província.
Em função desta proposta intensifica-se a partir da segunda metade do século XIX as tentativas de reanexar a vila de Amarração até sua efetivação com a permuta de territórios estabelecidas por meio do Decreto nº 3.012 de 22 de outubro de 1880 entre as províncias do Ceará e do Piauí. Nas décadas seguintes, principalmente a partir do início do século XX, se iniciaram diversas tentativas de construir um porto em Amarração, tendo sido iniciado trabalhos de dragagem da barra de Amarração para aumentar sua profundidade, considerada insuficiente para a entrada de embarcações de médio ou grande porte, mas as obras nunca foram finalizadas.
No decorrer do século XX por diversas vezes se tentou retomar as obras e, em função disso, se concretizou entre as décadas de 1970 e 1980, a construção de um molhe na localidade, primeiro elemento necessário para a finalização do porto. O porto, agora “Porto de Luís Correia, no entanto, nunca foi terminado, sendo, até o presente momento, motivo de debate, haja visto os impactos ambientais decorrentes de sua construção na região, e de novas tentativas por parte do governo do estado do Piauí para a finalização da obra.
A ferrovia em Luís Correia
Assim como o “porto” a história da ferrovia no Piauí está atrelada a um discurso político que se fortalece em meados dos oitocentos e que estabelecia a necessidade da construção de uma malha ferroviária na província para sua integração, escoamento dos produtos piauienses e, consequentemente, desenvolvimento da economia e garantia do “progresso” à província. Neste sentido, era fulcral que a ferrovia não apenas fosse construída, mas que sua malha chegasse até o litoral do Piauí, especificamente até a vila de Amarração e o ancoradouro que ali existia na segunda metade do século XIX.
No entanto, apesar das discussões em torno da construção de uma malha ferroviária interligando o território piauiense estar presente no discurso político desde meados do século XIX, apenas nas primeiras décadas do século seguinte houve a instalação dos primeiros ramais ferroviários no litoral piauiense. Assim, em 1916 é construído o primeiro trecho da ferrovia no Piauí na cidade de Parnaíba e, poucos anos depois, em 1922, a malha ferroviária se estende até Amarração, sendo edificado na vila, além dos trilhos, uma estação ferroviária. Após este período a ferrovia provocou sentimentos diversos, gerando o fascínio e o medo das populações locais no que se refere às oportunidades garantidas pelo meio de transporte, mas também os problemas provocados por este. Neste sentido, com transporte diário entre Amarração e Parnaíba, a ferrovia facilita o deslocamento das elites parnaibanas a partir da década de 1920 para a vila vizinha, especialmente para o consumo do espaço da praia.
Do mesmo modo, o trem permite que os filhos de indivíduos mais abastados de Amarração pudessem estudar com mais facilidade em Parnaíba, além de garantir de modo mais eficaz o acesso a certos produtos que passava a chegar na vila pela ferrovia e não mais apenas por meio de embarcações. No entanto, apesar dos aspectos positivos denotados pela presença do trem, a possibilidade de acidentes nos trilhos ou mesmo a geração de incêndios de casas próximas em função da geração de faíscas eram aspectos que assustava os indivíduos que viviam no litoral piauiense. Algumas décadas depois, na segunda metade dos anos 1950, é construída uma nova estação à beira da praia de Atalaia, com o objetivo de melhorar o transporte ferroviário no estado, bem como o acesso à praia. O contexto, contudo, já materializava o protagonismo de outro sistema de transporte em detrimento ao ferroviário, isto é, o sistema rodoviário. Deste modo, entre os anos 1960 e 1980 se inicia o processo de desativação de várias ferrovias ao longo do Brasil, sendo os trechos existentes em Luís Correia um dos afetados por esta conjuntura, desativados neste momento.
Acidentes Marítimos
Devido à baixa profundidade das águas ao longo do litoral do Piauí, bem como a falta de conhecimento sobre essa característica pelos navegadores, muitos acidentes marítimos ocorreram na região, em sua maioria encalhes e naufrágios. Dentre as dezenas de eventos três acidentes marítimos marcam a história do litoral piauiense:
- Naufrágio da caravela de Nicolau de Rezende, em 1571 - ocorrido na região do Delta do rio Parnaíba, refere-se a um dos primeiros registros que existem sobre o litoral que viria a se tornar do Piauí. 
- Encalhe do navio “Occidente” - ocorrido na entrada da barra do Igaraçu em 1909, alterando a paisagem e marcando o imaginário social da época.
- Naufrágio do submarino alemão “U-507”, em 1943 - esse incidente marca como esta região litorânea também foi afetada pela Segunda Guerra Mundial.
- Naufrágio do cargueiro paulista “Lestemar” - registrado como tendo ocorrido na década de 1950. O navio de carga “Lestemar”, por sua vez, encalhou na praia do Coqueiro, no município de Luís Correia, diretamente sobre os recifes de arenitos presentes na mesma, destruindo parte deste afloramento rochoso e alterando a configuração da praia local.
É imperioso apontar que para evitar os acidentes no litoral piauiense foram instalados três faróis luminosos que indicariam não apenas a presença de recifes de arenito na costa, mas a baixa profundidade desta porção do litoral piauiense. Foram estes o farol de Amarração na praia de Pedra do Sal em Parnaíba, construído em 1873, o farol de Atalaia, edificado no início do século XX, localizado na praia de Atalaia, próximo a confluência do rio Igaraçu com o Oceano Atlântico, e o farol de Itaqui, instalado na faixa costeira após a praia de Coqueiro na praia de Itaqui. Atualmente o farol de Atalaia se encontra em ruínas, enquanto o farol de Itaqui está desativado.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação Amarração, pelas Leis Provinciais do Ceará n.º 1.177, de 29 de agosto de 1865 e n.º 1.360, de 05 de novembro de 1870. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Amarração, pela Lei Estadual n.º 1.596, de 05 de agosto de 1874. Sede na antiga vila de Amarração. Constituído do distrito sede. Instalado em 23 de junho de 1879. 
Pelo Decreto do Governo Geral n.º 3012, de 22 de outubro de 1880, é transferida a antiga província do Ceará para o Piauí. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. 
Pelo Decreto Estadual n.º 1.279, de 26 de junho de 1931, é extinto o município de Amarração, sendo seu território anexado ao município de Paranaíba, como simples distrito. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, Amarração figura como distrito de Parnaíba. 
Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04 de setembro de 1935, o distrito Amarração passou a denominar-se Luiz Correia. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito já denominado Luís Correia figura no município de Parnaíba. 
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Luís Correia pelo Decreto Estadual n.º 167, de 26 de julho de 1938, desmembrado de Parnaíba. Sede no antigo distrito de Luiz Correia. Constituído do distrito sede. Instalado em 01 de janeiro de 1939. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
O nome atual, Luís Correia, foi uma homenagem ao ilustre político e farmacêutico piauiense, uma figura histórica que contribuiu para o desenvolvimento regional.
Geografia
A geografia de Luís Correia é um espetáculo de transição. 
Altitude
Com uma altitude baixíssima — praticamente ao nível do mar —, o relevo é plano e composto por extensas planícies litorâneas e dunas móveis. 
Solo
O solo é arenoso, típico de regiões costeiras.
Vegetação
A vegetação é um mosaico fascinante que mistura áreas de restinga, manguezais preservados e as icônicas carnaúbas — a árvore símbolo do Piauí, que se destaca na paisagem com sua resistência e beleza singular. Esse ecossistema é vital para a biodiversidade local e garante o charme único da região
Clima
A melhor época do ano para visitar Luís Correia e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao início de outubro. 
Em Luís Correia o clima é considerado tropical com variações litorâneas. Os maiores índices de chuva costumam ser registrados durante o verão e outono (meses de dezembro a abril), enquanto que o inverno e primavera é a estação mais seca (meses de maio a dezembro), quando a pluviosidade é inferior aos 50mm. Com um clima quente (Aw), a média anual varia em torno dos 27.5 °C e a pluviosidade média anual são de 1172 mm.
Em setembro a pluviosidade média é de 1mm, sendo esse o mês mais seco do ano e também o mais quente, com média de temperara de superiores aos 28 °C. Por outro lado, com uma média de 289 mm, o mês de março é o mês de maior precipitação, período que marca o final do verão na região. Durante o inverno, junho é o mês com a mais baixa temperatura.
A variação de temperaturas médias ao longo do ano é de 1,5 °C, um valor bastante pequeno se considerado a outras regiões do estado, como por exemplo, na Serra da Capivara onde a variação média anual pode chegar aos 4 °C.
Com um clima bastante estável, Luís Correia proporciona dias sempre quentes amenizados pelas fortes correntes de vento. Com águas de temperatura sempre em torno dos 26 °C, o Oceano Atlântico propicia aos turistas ótimas condições para um “dia de praia”.
A estação quente permanece por 1,7 mês, de 6 de novembro a 28 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Luís Correia é dezembro, com a máxima de 32 °C e mínima de 27 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 1,8 mês, de 11 de fevereiro a 4 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Luís Correia é agosto, com a mínima de 25 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Em Luís Correia, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Luís Correia começa por volta de 5 de junho e dura 4,8 meses, terminando em torno de 31 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Luís Correia é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 72% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 31 de outubro e dura 7,2 meses, terminando em torno de 5 de junho. 
O mês mais encoberto do ano em Luís Correia é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 82% do tempo. 
Economia
Luís Correia é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
Luís Correia pulsa de acordo com o movimento das marés e a chegada dos visitantes. A economia, que historicamente dependia quase exclusivamente da pesca, hoje vive uma transformação importante. O turismo é o grande motor de desenvolvimento, movimentando hotéis, restaurantes, bares e serviços náuticos. Além disso, a produção de energia eólica tem se destacado na região, aproveitando a força dos ventos constantes que sopram sobre as dunas.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 188 admissões formais e 200 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -12 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -86.
Até abril de 2026 houve registro de 1 nova empresa em Luís Correia, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 46 empresas.
Educação
Para acompanhar o crescimento turístico e industrial, Luís Correia vem investindo em educação. O município conta com polos de ensino à distância e parcerias estratégicas para a formação técnica, focadas principalmente na gestão turística, conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. A ideia é preparar as novas gerações para que o desenvolvimento de Luís Correia ocorra de forma consciente, preservando o paraíso que define a identidade da cidade.
Cultura
A cultura local é vibrante e reflete a alma piauiense. O artesanato em palha de carnaúba, os festivais de música e a culinária à base de frutos do mar — especialmente a saborosa caranguejada — são experiências que definem a visita.
O município possui a Biblioteca Pública e é terra natal de escritores, entre os quais, o historiador Adrião Neto, autor da proposta de inclusão da data da Batalha do Jenipapo na bandeira do Piauí.
Turismo
Quando falamos de turismo, Luís Correia é um destino sem igual. A Praia de Atalaia é o coração do agito, enquanto a Praia do Coqueiro oferece um charme mais sofisticado, com águas calmas protegidas por arrecifes. O "Delta do Parnaíba" — embora compartilhado com municípios vizinhos — tem em Luís Correia um de seus acessos mais importantes, permitindo passeios inesquecíveis entre ilhas, dunas e florestas de mangue.
Esporte
No esporte, o litoral é um campo de provas para o kitesurf e o windsurf. Com ventos constantes e águas rasas, a região é considerada um dos melhores lugares do mundo para essas práticas, atraindo atletas internacionais que transformam o mar em uma dança de cores sob o sol.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

sábado, 3 de janeiro de 2026

MIGUEL ALVES - PIAUÍ

Miguel Alves é um município brasileiro, localizado a uma latitude 04º09'56" sul e a uma longitude 42º53'43" oeste, estando a uma altitude de 50 metros no norte do estado do Piauí, na região Nordeste do país. De acordo com a estimativa populacional do IBGE referente a 1º de julho de 2024, o município possuía 33.071 habitantes, ocupando a 15ª posição no ranking populacional do estado. A área territorial de Miguel Alves é de 1.392,123 km², conforme dados de 2024. O gentílico dos naturais do município é miguel-alvense.
História
No início do século XIX, o cearense Miguel Alves, fugindo da grande seca, estabeleceu-se na região onde hoje está localizada a cidade que recebeu seu nome. Especialista na produção de fumo em corda, cultivava as "vazantes ou beira" do Rio Parnaíba, acumulando economias e atraindo moradores que se espalharam pelas várzeas, matas e campos da região. 
Quando os "balaios" invadiram o território piauiense, em 1839, ocorreram combates intensos em locais como Lagoa do Meio, Remanso do Frade, Curral Velho e Matas do Egito, onde enfrentaram forças locais lideradas pelo miguel-alvense Antônio de Sousa Mendes, que conquistou o posto de capitão. Outros combates se deram em lugares conhecidos como Pedras do Fogo e Conceição. 
Propício à agricultura e, especialmente, à criação de gado — atraiu diversas famílias, que também encontravam facilidades na navegação do Rio Parnaíba. Surgiram então as primeiras fazendas. Entre 1875 e 1877, em decorrência da grande seca do século XIX, nordestinos imigraram para as terras de Miguel Alves, aproveitando os "baixões" e áreas ribeirinhas para o cultivo de cereais. 
Entre 1880 e 1885, Ricardo Antônio Xavier, Mariano de Sousa Mendes e Lúcio Ferreira da Silva transferiram-se para a localidade escolhida por Miguel Alves. Estabeleceram comércios, adquiriram terras e fundaram fazendas. O plantio de fumo e algodão, impulsionado pela agricultura crescente, apresentou bons resultados, com a produção sendo comercializada em Parnaíba e Caxias (MA). Eles ergueram os primeiros edifícios e a Capela de São Miguel. Com esse aspecto de povoado em crescimento, o local passou a constituir o terceiro distrito policial da vila de União. 
A Lei n.º 636, de 11 de julho de 1911, elevou Miguel Alves à condição de vila e distrito judiciário. Em 24 de maio de 1912, o Doutor Luís da Silva Nogueira, Juiz de Direito da comarca de União, instalou o município de Miguel Alves. Novas perspectivas de progresso surgiram com a administração do intendente municipal Torquato Torres, que governou até 1924. 
A Lei n.º 996, de 20 de julho de 1920, criou a comarca de Miguel Alves, com jurisdição sobre o termo de Porto (antigo Marruás), sendo nomeado juiz o Dr. Simplício de Sousa Mendes, pelo Decreto n.º 753, de 23 de outubro de 1920. A instalação da comarca ocorreu em 15 de novembro do mesmo ano. 
A Lei Estadual n.º 1.088, de 7 de julho de 1924, concedeu à sede municipal a condição de cidade. 
Entre 1937 e 1945, exerceram a chefia do Executivo municipal os senhores Tenente Cosme de Sousa Lima, Tenente José Augusto Nunes, Major Alcides Gomes da Silva, Joaquim Dias de Santana, José Francisco de Santana e Raimundo Miguel de Freitas Santos. Nos períodos de 1946–1949 e 1950–1953, foram prefeitos, respectivamente, Aderson de Castro Soares e José Rebêlo do Rêgo. Na legislatura de 1955, foi eleito prefeito o Sr. José Teixeira Filho, junto a cinco vereadores municipais.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Miguel Alves, pela Lei Estadual n.º 636, de 11 de julho de 1911, desmembrado de União. Sede no atual distrito de Miguel Alves (ex localidade). Constituído do distrito sede. Instalado em 24 de maio de 1912. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Miguel Alves, pela Lei Estadual n.º 1088, de 07 de julho de 1924. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município faz parte da microrregião do Baixo Parnaíba, e está cerca de 110km da capital Teresina. O relevo predominante é plano, com altitudes médias, intercalado por morros de pequena elevação. Essa conformação favorece a formação de áreas alagadiças, especialmente durante o período chuvoso. 
Clima
O clima é classificado como tropical sub úmido, caracterizado por uma estação seca de aproximadamente seis meses e uma estação chuvosa concentrada entre janeiro e maio. As temperaturas variam entre 22 °C e 37 °C, com média anual em torno de 27 °C. A precipitação média anual é de cerca de 1.200 mm, sendo que aproximadamente 85% das chuvas ocorrem durante o período chuvoso. 
Vegetação
A vegetação é composta por uma mistura de biomas, incluindo Cerrado, Caatinga e áreas de transição conhecidas como Mata de Cocais. Essa diversidade reflete a posição geográfica do município em uma zona de transição ecológica. 
Hidrografia
O Rio Parnaíba é o principal curso d'água da região, sendo perene e navegável por embarcações de pequeno porte. Além dele, o município conta com diversas lagoas e riachos que desempenham papel crucial no abastecimento de água e na agricultura local. 
Solos
Os solos predominantes no município de Miguel Alves incluem os chamados solos concrecionários tropicais, que são solos duros com presença de cascalhos ou pedregulhos de óxidos de ferro e alumínio, com baixa fertilidade natural. Também ocorrem solos arenosos (areias quartzosas), que têm textura leve, drenagem rápida e baixa retenção de água e nutrientes, exigindo uso intensivo de adubação para atividades agrícolas. Além desses, há presença de solos hidromórficos, comuns em áreas alagadas ou mal drenadas, que tendem a ser encharcados em parte do ano, e solos aluviais eutróficos, encontrados em áreas de várzea, geralmente mais férteis devido à deposição recente de sedimentos pelo Rio Parnaíba. 
Essas condições do solo indicam a necessidade de práticas agrícolas cuidadosas, como correção da acidez, adubação orgânica e manejo conservacionista para garantir a produtividade e evitar degradação 
É importante destacar que Miguel Alves está entre os municípios do Piauí com risco de desastres ambientais, como enxurradas e inundações, devido a fatores como urbanização desordenada e ocupação de áreas inadequadas. Em 2009, cerca de 146 famílias ficaram desabrigadas, após um período de chuvas intensas, e a situação ficou mais crítica após a abertura de comportas da barragem Boa Esperança que estava com a maior vazão desde 1985.
Economia
Miguel Alves é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
O município possui uma forte vocação agrícola, com destaque para a produção de banana, laranja, coco da baía, castanha de caju e manga. A pecuária também é relevante, com rebanhos de bovinos, caprinos, ovinos e suínos. O setor de serviços e comércio complementa a atividade econômica local.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 133 admissões formais e 72 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 61 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 45.
Até setembro de 2025 houve registro de 3 novas empresas em Miguel Alves, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 2 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 11 empresas.
Cultura e Tradições
No final do século XIX, com o crescimento da população em suas terras, Miguel Alves idealizou a construção de um templo religioso. Com o apoio de Ricardo Antônio Xavier, Lúcio Ferreira da Silva e Mariano de Sousa Mendes, foi erguida a primeira capela dedicada a São Miguel Arcanjo. Atrás dessa capela, existia um pequeno cemitério, como era comum nas comunidades da época. 
Naquele período, não havia um padre residente no povoado, e a assistência religiosa era prestada de forma esporádica por vigários da Paróquia de União, que enfrentavam grandes dificuldades de locomoção, utilizando como principais meios de transporte os animais e embarcações. 
Com o passar dos anos, o aumento da população, o fortalecimento da comunidade e, posteriormente, a emancipação do município despertaram a necessidade de uma igreja maior. Todos desejavam que o novo templo fosse construído exatamente no mesmo local da antiga capela, pois a elevação do terreno, situada no centro da cidade, oferecia uma posição privilegiada e ampla visibilidade. 
Em 1927, durante uma visita pastoral, o bispo Dom Severino Vieira de Melo apresentou o projeto de construção da nova igreja matriz. Pouco tempo depois, iniciaram-se as obras, sob a responsabilidade de um mestre de obras vindo de Teresina. Os materiais, trazidos por via fluvial a partir de Parnaíba, foram transportados manualmente pela própria comunidade local, que participou ativamente de todo o processo. 
A consagração do templo aconteceu em 20 de dezembro de 1940, presidida por Dom Severino, que também nomeou o padre alemão Franz Göeres como o primeiro vigário da paróquia. Coube a ele concluir a construção da Igreja de São Miguel Arcanjo, onde instalou uma torre de bronze — até hoje a única desse tipo no estado do Piauí. 
Posteriormente, com a construção da nova igreja no mesmo local da antiga capela, o pequeno cemitério original acabou ficando abaixo do nível do templo. 
Festejos de São Miguel Arcanjo
A principal cerimônia popular do município são as festividades do padroeiro São Miguel Arcanjo, que se iniciam com o levantamento de um mastro fincado no solo. Essa é uma tradição que remonta aos tempos coloniais e ainda é comum no interior de alguns estados. O período de realização vai de 19 a 29 de setembro
Turismo
O turismo em Miguel Alves é impulsionado principalmente pelo Rio Parnaíba, destacando-se pela maior curva que o rio forma na cidade, oferecendo paisagens panorâmicas. A cultura e o lazer atraem visitantes da região, sendo a principal cerimônia popular as festividades do padroeiro São Miguel Arcanjo, que se iniciam com o tradicional levantamento de mastro, uma tradição que remonta aos tempos coloniais.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

SÃO RAIMUNDO NONATO - PIAUÍ

São Raimundo Nonato, um município no sudeste do Piauí, é uma cidade de importância mundial. Conhecida como "Berço da Humanidade nas Américas", a cidade se destaca por sua história pré-histórica, suas belezas naturais e seu papel como um dos maiores polos de turismo arqueológico do Brasil. Com um ambiente de Caatinga e um legado cultural que remonta a milhares de anos, a cidade é um convite à exploração e à reflexão sobre as origens da vida humana no continente.
São Raimundo Nonato está localizada na mesorregião do Sudoeste Piauiense e na microrregião de São Raimundo Nonato, a aproximadamente 520 km de Teresina, a capital do estado. Sua posição geográfica é estratégica e singular, pois é a porta de entrada para o Parque Nacional Serra da Capivara, um Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Faz divisa com municípios como Coronel José Dias, Fartura do Piauí, Brejo do Piauí e Canto do Buriti.
De acordo com as estimativas mais recentes do IBGE, em 2024, a população de São Raimundo Nonato gira em torno de 34 mil habitantes. A história de São Raimundo Nonato é dividida em dois momentos: o período colonial e a pré-história. A ocupação colonial da região se deu no século XVII, com a chegada de bandeirantes em busca de terras para a pecuária. O povoado se desenvolveu como um ponto de parada para os vaqueiros. No entanto, a história mais relevante da cidade é a pré-histórica. A região é um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo, com centenas de pinturas rupestres e artefatos que indicam a presença humana há mais de 50 mil anos, questionando a teoria da migração pelo Estreito de Bering e reforçando a hipótese de uma colonização mais antiga das Américas.
Origem do nome
A origem do nome "São Raimundo Nonato" é religiosa. O nome é uma homenagem a São Raimundo Nonato, um santo católico da Ordem dos Mercedários, que é conhecido como protetor dos recém-nascidos e das parteiras. A devoção ao santo foi trazida pelos colonizadores e se tornou o nome da cidade.
O povoado de São Raimundo Nonato foi elevado à categoria de distrito em 1888, e à condição de município em 1912, desmembrando-se de Paulistana. Sua formação administrativa reflete o seu crescimento e a importância que a localidade adquiriu no contexto do desenvolvimento do Sudoeste Piauiense.
Com uma altitude média de 333 metros acima do nível do mar, o relevo de São Raimundo Nonato é caracterizado por planaltos e depressões, com a presença de serras, vales e formações rochosas que são parte da paisagem da Serra da Capivara. A topografia é um dos principais atrativos da cidade. O solo é diversificado, com predomínio de Argissolos e Latossolos, que, com manejo adequado, são produtivos para a agricultura, e Neossolos Litólicos nas áreas mais rochosas. A vegetação de São Raimundo Nonato é predominantemente a Caatinga, um bioma exclusivamente brasileiro, com espécies xerófilas (adaptadas à seca) como cactos e árvores de pequeno porte. A paisagem é esparsa e rasteira, mas com grande diversidade.
O clima de São Raimundo Nonato é semiárido, com temperaturas elevadas durante a maior parte do ano e chuvas escassas e irregulares. A umidade relativa do ar é baixa, especialmente na estação seca. As temperaturas médias anuais ficam em torno de 27°C a 29°C.
No campo da educação superior, São Raimundo Nonato conta com um campus da Universidade Federal do Piauí, que oferece diversos cursos de graduação, com destaque para as áreas ligadas ao turismo e à arqueologia. A presença da UFPI é crucial para a formação de profissionais e para a pesquisa científica na região. A cidade também possui polos de educação a distância de outras instituições, ampliando as oportunidades de ensino superior.
A economia de São Raimundo Nonato é diversificada, com destaque para o turismo, a agropecuária e o setor de serviços. A pecuária, com bovinos e caprinos, e a agricultura de subsistência são atividades importantes. O setor de serviços é o mais dinâmico, com a oferta de hotéis, pousadas, restaurantes e guias turísticos que atendem à demanda de visitantes do parque nacional.
O turismo é a principal vocação de São Raimundo Nonato. A cidade é a base para explorar o Parque Nacional Serra da Capivara, que abriga a maior e mais antiga concentração de sítios pré-históricos das Américas, com milhares de pinturas rupestres, abrigos sob rochas e cavernas. O Museu do Homem Americano, um dos mais importantes museus de arqueologia do mundo, está localizado na cidade e é um dos principais atrativos. A cidade também se destaca pela sua paisagem singular.
A cultura são-raimundense é rica e autêntica, com fortes traços do Sertão Nordestino e do legado pré-histórico. As festas populares, como as festas juninas e as celebrações religiosas, movimentam a comunidade. O artesanato local, com peças inspiradas nas pinturas rupestres, é uma forma de expressão da identidade cultural da cidade. A culinária sertaneja, com pratos à base de bode e carne de sol, é um dos destaques.
No esporte, o futebol é a paixão local, com campeonatos amadores que mobilizam a comunidade. A cidade busca incentivar a prática esportiva como forma de lazer e promoção da saúde para seus habitantes.
São Raimundo Nonato, com sua história de milhares de anos e seu legado arqueológico, continua a se consolidar como um município de destaque no Brasil e no mundo, um lugar que nos convida a refletir sobre nossas origens e que celebra a força de um povo que vive no berço da humanidade.
Referências para o texto: Wikipédia.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

OEIRAS - PIAUÍ

Oeiras é um município brasileiro do estado do Piauí, na Região Nordeste. Localiza-se a uma latitude 07º01'30" sul e a uma longitude 42º07'51" oeste, no sertão piauiense , tendo uma população de acordo com o censo de 2022 de 38 161 habitantes. 
Topônimo
Segundo o Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, de autoria do professor, filólogo, linguista, historiador, dicionarista, camonista, bibliógrafo e arabista português: José Pedro Machado, a palavra Oeiras pode ter origem no termo em latim aurarias, que significa "minas de ouro". Aurarias é o plural de auraria, ou seja "mina de ouro" em latim. 
O nome da cidade é uma homenagem ao nobre fidalgo português, diplomata, estadista e secretário de Estado do Reino de Portugal: Sebastião José de Carvalho e Melo, o controverso, carismático e famoso, Marquês de Pombal, também Conde da vila Portuguesa de Oeiras e Primeiro-ministro de Portugal durante o reinado de D. José I. 
História
Oeiras foi o berço da colonização portuguesa na Província do Piauí, a cidade de Oeiras teve seu surgimento motivado pela criação bovina. Em meados do século XVII, a criação de gado foi empurrada pela Coroa Portuguesa para o interior, com o intuito de deixar as terras próximas ao litoral livres para o plantio da cana-de-açúcar, atividade mais lucrativa do Brasil Colônia à época. Com isso, a Coroa portuguesa doou terras no interior da Região Nordeste do Brasil para a povoação portuguesa, Luso-brasileira e criação bovina, em regime de sesmarias. 
Sendo assim, dezenas de bandeirantes desbravadores se adentraram pelas terras do interior nordestino, em busca de terras apropriadas para criar gado. Um desses foi o português Domingos Afonso Mafrense, em conjunto com seu irmão Julião Serra, que foram os responsáveis pela colonização das terras onde hoje se localiza o município de Oeiras e a fundação da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Vitória. 
Domingos Afonso Mafrense tornou-se proprietário de muitas fazendas de gado no sul do Piauí, dentre elas merece destaque a Fazenda Cabrobó, no vale do Riacho Mocha, possivelmente fundada na década de 1670, que deu origem ao núcleo populacional da Vila da Mocha, hoje atual Oeiras, que fôra a primeira capital do Piauí. 
Em 1697, dois padres jesuítas, sendo o principal deles o Padre Miguel Carvalho, construíram uma pequena capela de taipa e palha, no lugar onde se desenvolveria a Vila da Mocha. 
Em 1711, Domingos Afonso Mafrense morreu, sem deixar herdeiros, e destinou seus bens para aos padres jesuítas da Companhia de Jesus, sendo que a Fazenda Cabrobó seria a mais importante dentre as fazendas administradas pelos jesuítas em terras legadas por Domingos Afonso Mafrense. 
Com o crescimento da população, houve a necessidade da instalação de igrejas no território. Sendo assim, o bispo de Pernambuco autorizou a criação de uma freguesia com o nome de Nossa Senhora das Vitórias em uma região localizada entre o riacho Mocha e o rio Canindé. 
A evolução do povoado é grande e, em 1712, a Mocha se torna vila, por ordem do rei D. João V. Em 1718, o Piauí foi desmembrado da capitania do Maranhão e se tornou independente da administração do Maranhão. A ordem do rei de Portugal foi para que se instalá-se a capital na Vila da Mocha. 
Em 1749, jesuítas oriundos do Colégio do Maranhão fundaram o Seminário do Rio Parnaíba, consagrado à Santa Úrsula, que teve o padre Francisco Ribeiro, como o primeiro regente. Esse foi o primeiro estabelecimento de ensino secundário, com ensino de gramática e humanidades naquela região. 
O decreto só vem a ser cumprido em 1759, quando chega o primeiro governador do estado, João Pereira Caldas. Mas só em 1761, dois anos após se tornar capital, é que a Vila da Mocha foi elevada a categoria de cidade, com o nome de Oeiras, em homenagem ao Primeiro-ministro de Portugal: Sebastião José de Carvalho e Melo, então Conde de Oeiras e que ficou conhecido na história como o Marquês de Pombal. 
Oeiras foi capital do Piauí por 92 anos. Nesse período, foi a mais importante cidade da capitania e depois da independência, da Província do Piauí. Foi ai que, em 24 de janeiro de 1823, sob a liderança do oeirense Manuel de Sousa Martins, o Barão da Parnaíba, foi proclamada a adesão do Piauí à Independência do Brasil. 
Após deixar de ser capital em 1852 (a capital foi transferida para Teresina), Oeiras entrou em decadência. O século XX chegou com Oeiras num marasmo cultural que prejudicou o desenvolvimento da cidade. 
A mudança só veio com a chegada da Era Vargas (1930-1945), quando Oeiras passou a se desenvolver. Grandes obras públicas dessa época permanecem intactas até os dias atuais, como o Cine Teatro, o Passeio Público Leônidas Melo, o Mercado Público, etc. 
Oeiras chegou ao século XXI com um crescimento importante da iniciativa privada no setor de serviços, além de permanecer como polo primário de destaque regional. 
Geografia
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sua população recenseada em 2022 era de 37.161 habitantes. Sua extensão territorial é de 2.720 km², o que lhe confere a densidade demográfica de 12,7 hab/km². Por ter a primeira capital do Piauí, sua localização é estratégica, no centro do estado. 
Localizado nos baixos planaltos do médio-baixo Parnaíba, mais precisamente no vale do rio Canindé, Oeiras tem altitudes máximas de 300 metros, com vários morros dentro e ao redor da cidade. é perceptível a irregularidade do relevo oeirense nos bairros que variam de altitude, uns altos e outros mais baixos. As maiores altitudes são encontradas no bairro Soizão que praticamente fica em cima de um morro. Já as menores altitudes ficam próximos ao rio Canindé no bairro Fomento, mais conhecido como beira rio. 
Oeiras está na bacia sedimentar Piauí/Maranhão, que cobre boa parte do Piauí. A base geológica do solo oeirense é composto pela formação dos depósitos colúvio-eluviais, formação da pedra do fogo, e formação cabeças. A argila é o principal mineral produzido no município. Sua localização lhe coloca numa região de transição, sendo predominante a caatinga com manchas de campo do cerrado, tendo uma diversidade biológica típica piauiense. Muitas plantas são encontradas nesses dois biomas como: carnaúba, buriti, juazeiro, pequi, jatobá. Dentre as espécies da fauna encontramos tatu, carcará (ave símbolo da cidade), onça pintada, gambá e sapo cururu. 
Clima
O clima é tropical semiárido, com distribuição de chuvas concentradas entre outubro e abril. As temperaturas são elevadas durante o ano inteiro, podendo chegar a mais de 40 °C nos meses mais quentes. Segundo dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no município, em operação desde 22 de julho de 2008, a menor temperatura registrada em Oeiras foi de 11,6 °C em 25 de junho de 2018 e a maior atingiu 42,4 °C em 25 de setembro de 2023. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 226,6 milímetros (mm) em 5 de abril de 2019. A maior rajada de vento foi registrada em 4 de novembro de 2014, chegando a 23 m/s (82,8 km/h). O menor índice de umidade relativa do ar (URA) chegou a 10%, nas tardes dos dias 14 e 15 de setembro de 2012, 28 de agosto de 2013, 17 e 18 de outubro de 2015, 13 de novembro de 2015, 29 de outubro de 2016, 26 de novembro de 2016 e 22 de setembro de 2018.
Hidrografia
Águas subterrâneas

O potencial hídrico subterrâneo é médio a forte formando assim muitos "olhos d'água", gerando áreas úmidas chamadas regionalmente de brejos, dando assim origem a riachos e grotas. 
Águas superficiais
O principal curso d´água é o rio Canindé, que é um rio temporário. Seu volume de água varia de acordo com o tempo, geralmente está mais cheio no verão e mais seco no inverno período que chove menos. Outras fontes de água presente estão riachos na zona rural, açudes e as barragens Soizão e Salinas. 
Limites municipais
- Norte: Cajazeiras do Piauí, Santa Rosa do Piauí, Barra d'Alcântara, Novo Oriente do Piauí e Tanque do Piauí.
- Sul: São Francisco do Piauí, Colônia do Piauí e Wall Ferraz.
- Leste: Ipiranga do Piauí, São João da Varjota e Santa Cruz do Piauí.
- Oeste: Nazaré do Piauí.
Cidades irmãs
Oeiras é atualmente geminada com Oeiras, Portugal.
Economia
Comércio

O comércio representa a principal fonte de renda do município. Oeiras é o principal centro comercial do vale do Rio Canindé articulando uma região de mais de 100.000 pessoas que fazem o setor de comércio oeirense se dinamizar. A Área comercial da cidade esta localizada ao redor do Mercado Público Municipal sendo que este sofre uma expansão considerável na direção leste. 
Turismo
Oeiras é tida como uma das cidades mais religiosas do estado. Destacam-se as festas da Padroeira Nossa Senhora da Vitória, em 15 de agosto, de Nossa Senhora da Conceição, em 08 de dezembro e a Semana Santa.
Oeiras é um ponto de peregrinação de fiéis em diversas datas religiosas. A tradicional Semana Santa, maior festa religiosa da região, atrai pessoas de várias regiões do Piauí. A Procissão de Bom Jesus do Passos, a Procissão do Fogaréu e a Descida da Cruz são uns dos mais significativos eventos da Primeira Capital piauiense. 
Monumento nacional
Em razão de Oeiras possuir preservado acervo arquitetônico colonial foi oficializada como Monumento Nacional pelo Congresso Nacional do Brasil por meio da Lei Federal n.º 7.745, sancionada em 30 de março de 1989. 
Educação
Oeiras é hoje uma cidade que respira educação. O foco da primeira capital do Piauí é garantir equidade nas escolas rurais, crianças 100% alfabetizadas, cultivo do gosto pela leitura e abordagem individual do ensino. 
Oeiras superou a meta proposta pelo Inep para 2021, quando se espera que todo o Brasil deve alcançar a nota 6,0 — o que corresponderá a um sistema educacional com o mínimo de qualidade para arriscar uma comparação com alguns países desenvolvidos.
Escolas públicas e privadas de Ensino Técnico: CEEP - Centro Estadual de Educação Profissional e Instituto Fontes de Ensino.
Universidades públicas e privadas: Universidade Estadual do Piauí - UESPI; Universidade Norte do Paraná - UNOPAR; Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí - IFPI; Instituto Educacional Kairós e Leal Informática.
Cultura
Oeiras é um importante polo cultural do Piauí, sua diversidade é extensa e importante para o estado. Foi tombada pelo IPHAN no ano de 2012 como patrimônio cultural nacional, se assim reconhecida sua importância cultural no cenário piauiense e brasileiro. É uma cidade rica de Cultura. Podemos nos deparar com tantas e tantas manifestações culturais, dentre elas, Suas Procissões, Congos, Bandolins, Grupos de Reisados. Neste podemos citar o "Reisado do Bairro Canela", que teve como grande figura principal o Senhor Quelé, que foi morador deste bairro por longos tempos e que difundiu essa Cultura em nossa região. Com sua morte, hoje este grupo é representados por jovens moradores deste bairro (Canela), comandado pelo seu mestre Weslley Nunes, popularmente conhecido por Boy. Os Congos, outro tradicional grupo, tem suas origens no bairro Rosário, e hoje comandado por Flávio. 
Dentre os artistas mais conhecidos da cidade temos: O.G.Rego de Carvalho, autor dos livros Ulisses entre o amor e a morte, Rio Subterrâneo e Somos todos inocentes; Alvina Gameiro; José Expedito Rêgo, autor dos livros Malhadinha e Os caminhos da loucura; os poetas Nogueira Tapety, Gerson Campos, Rogério Newton, João Carvalho, Vivaldo Simão, Edilberto Vilanova e Rogério Freitas. 
Na música: Vavá Ribeiro, Vanúsia Marques, Karine Santos, Vivaldo Simão, maestro Aurélio Melo, Ricardo Totte, Emerson Boy, dentre outros. 
Biblioteca municipal
Uma biblioteca municipal também é um dos lugares do turismo de uma cidade e o município de Oeiras tem a Biblioteca Municipal de Oeiras, também conhecida como Biblioteca Pública Municipal Solar das 12 Janelas e conforme a lista do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas fica situada na praça das vitórias, s/n, no centro histórico da área urbana. 
Espaços culturais e museus
- Casa da Cultura (Solar das Doze Janelas): Espaço cultural com biblioteca, espaço teatral, sala de informática, e exposições históricas.
- Centro de artesanato Salomé Tapety: Espaço de exposição e venda de artesanato.
- Museu de Arte Sacra: Principal museu da cidade.
- Sobrado Major Selemérico: Edifício histórico com exposição de objetos históricos.
- Casa da Pólvora: o primeiro museu do Piauí, onde eram guardadas armas que utilizavam pólvora.
- Museu do Divino Espírito Santo: Exposição de objetos sacros com esculturas, objetos e quadros.
- Cine Teatro de Oeiras: Cinema-teatro.
- Centro Histórico de Oeiras(tombada pelo IPHAN).
- Ponte Grande (primeira ponte de pedra do Piauí).
- Centro Cultural no bairro Canela: Grupo de Reisado.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 28 de julho de 2025

PEDRO II - PIAUÍ

Pedro II é um município brasileiro do estado do Piauí. É chamada de "Terra da Opala", bem assim de "Suíça Piauiense", por conta do seu clima serrano, frio, se comparado ao resto do estado, possuindo um grande potencial turístico, com as únicas minas de opala do Brasil, cachoeiras, um rico artesanato em tecelagem e o seu casario colonial, herança da colonização portuguesa. Todos os anos, entre os meses de maio e junho (no feriado de Corpus Christi), acontecem as edições do Festival de Inverno de Pedro II. 
História
Nasceu com a denominação de Pequizeiro, no final do século XVIII. Em 1839, o povoado sofreu um ataque do grupo Frecheira, pertencente ao movimento Balaio do município de Parnaíba. Eram 218 homens que causaram grande depredação e mortes. Vencidos pelo Major Joaquim Ribeiro, que comandava a força legal monarquista, no local Bebedouro, foram conduzidos a prisão em Piracuruca. 
Em seguida, fundado e emancipado por portugueses em 1854, século XIX. De acordo com a Lei Provincial nº 295, de 26 de agosto de 1851, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição dos Matões. Em 11 de Agosto de 1854, segundo a Lei nº 367 o povoado dos Matões foi elevado à categoria de Vila, com a denominação de Pedro II, em homenagem ao Imperador do Brasil. Com a Proclamação da República, a Vila voltou a ter o nome de Matões mas, pela Lei nº 641, de 13 de julho de 1911, já na categoria de cidade, foi restabelecida a denominação de Pedro II. 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 04º25'29" sul e a uma longitude 41º27'31" oeste, estando a uma altitude de 603 metros. A cidade está localizada na Serra dos Matões, sendo privilegiada naturalmente com um clima ameno. A população de Pedro II, no Piauí, em 2022, de acordo com o censo do IBGE, era de 37.894 habitantes. 
Clima
Em Pedro II, a estação com precipitação é opressiva e de céu encoberto; a estação seca é abafada, de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 35 °C e raramente é inferior a 18 °C ou superior a 37 °C. 
A melhor época do ano para visitar Pedro II e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 3,3 meses, de 1 de setembro a 10 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Pedro II é novembro, com a máxima de 35 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,5 meses, de 8 de fevereiro a 25 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Pedro II é março, com a mínima de 21 °C e máxima de 30 °C, em média. 
Economia
Pedro II é um município de grande relevância na região que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
Em janeiro de 2025, foram registradas 32 admissões formais e 42 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -10 novos trabalhadores.
Até fevereiro de 2025 houve registro de 14 novas empresas em Pedro II, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 6 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
Cultura
Festival de Inverno de Pedro II

O Festival de Inverno de Pedro II é um evento anual gratuito realizado, desde 2004, no município de Pedro II (Piauí). 
Tem início, tradicionalmente, no feriado de Corpus Christi, indo até o domingo seguinte, e atrai milhares de turistas e visitantes de todo o país. 
O evento é realizado através de uma parceria da Prefeitura de Pedro II, do Governo do Estado do Piauí e do Sebrae. 
É considerado o maior evento cultural do Piauí e um dos maiores do Nordeste, envolvendo música, gastronomia, artesanato e meio ambiente, bem como considerado o maior festival de inverno gratuito do Norte e Nordeste do Brasil. 
O festival é um importante evento que valoriza a cultura, comércio e turismo locais durante quatro dias de festividades, fomentando a economia de Pedro II com a tradicional feira de artesanato, experiências gastronômicas, ecoturismo e a comercialização de joias com Opala, pedra preciosa encontrada apenas em Marte e em dois lugares da Terra: Pedro II e Austrália. 
Multissetorial, o festival conta, além das apresentações musicais, com espaços gastronômicos e de empreendedorismo, além de exposição fotográfica, feira da agricultura familiar, passeios urbanos pelos casarios coloniais, passeios rurais, trilhas, banhos de cachoeiras, espaço criança, intervenções artísticas e circenses, entre outras atrações. 
Há palcos em diferentes pontos da cidade, onde são apresentados shows ao vivo, durante o dia e a noite, por vezes de forma simultânea. Os shows principais ocorrem no Palco Opala, na Praça Manoel Nogueira Lima, popularmente conhecida como Praça da Bonelle. 
Na Praça Matriz há a Vila Empreendedora, com estandes para comercialização de variados produtos e serviços, e, no entorno da Praça da Bonelle, há a Vila Gastronômica. 
Durante o evento, o ponto turístico mais visitado é o Morro do Gritador, cânion a uma altura de 729 metros do nível do mar, com mirante que possui bar e restaurante. O local oferece vista privilegiada dos paredões de rocha e vegetação nativa, bem assim dos vales no horizonte, possuindo um clima serrano raro na região.
Memorial Tertuliano Brandão Filho
É um palacete construído nos anos inicias do século XX que tem acervos da família de Tertuliano Brandão e de Tertuliano Solon Brandão. A inauguração do memorial foi feita em 10 de março de 1987 pelo governador José Raimundo Bona Medeiros. 
É aberto à visitação pública e seu acervo é composto por 800 peças como mobiliários, documentos, indumentárias, comendas, correspondências e livros. 
Museu da Roça
O Museu da Roça de Pedro II era uma instituição particular que guardava e expunha diversidades de acervos sobre aspectos da cultura local. Está situado a cerca de 10 quilômetros da sede do município. Ocupa um casarão do século XIX e tem um acervo eclético que mostra a evolução social e os primórdios da mineração da cidade. Também possui um restaurante com piscina e redário. Abre aos sábados, domingos e feriados.

Biblioteca Municipal
Em Pedro II há a Biblioteca Municipal Padre Áureo. 
Turismo
Entre as belezas naturais, estão o Morro do Gritador, canion com cerca de 280 metros a uma altitude de 730 metros acima do nível do mar; a Cachoeira do Salto Liso, com suas águas frias e cristalinas com véu de água de cerca de 30m; o Olho d'água Buritizinho, entre outros. Os sítios arqueológicos (da Lapa) retratam a vida do homem pré-histórico nestas terras. Um conjunto arquitetônico em estilo barroco revela uma Pedro II histórica. O artesanato local, com sua tecelagem de redes e tapetes encanta os visitantes.
Mirante do Gritador
O Morro do Gritador é um cânion a uma altura de 729 metros do nível do mar, localizado na costa da Serra da Ibiapaba, especificamente na Serra dos Matões,
que oferece uma visão magnífica dos vales, divididos entre Pedro II e os municípios de Piracuruca, São João da Fronteira e Domingos Mourão. Diz-se que ao se atirar um chapéu em seu desfiladeiro, este mesmo voltará, pela força do vento. Fica a 14 quilômetros ao Norte da sede do município com acesso por estrada pavimentada e possui infraestrutura para recepção de turistas em períodos de festivais e festas na cidade.
O mirante, com bar e restaurante, oferece vista privilegiada dos paredões de rocha e vegetação nativa, bem assim dos vales no horizonte, possuindo um clima serrano raro na região. 
É, talvez, o ponto turístico mais visitado, especialmente durante as edições do Festival de Inverno de Pedro II. 
O Mirante também é palco do Desafio Serra dos Matões, evento de trail run com percursos nas comunidades localizadas na serra que lhe dá nome. 
Trilhas e Cachoeiras
Na cidade há inúmeras trilhas e estradas que são usadas para esportes como ralis, enduros e competições de corrida em meio a vegetações típicas da caatinga e do cerrado. Destacam-se, ainda, as suas diversas cachoeiras que, além do banho, são utilizadas para práticas como o rapel. 
As mais famosas são a Cachoeira do Salto Liso, com 26 metros de altura e água fria, e a Cachoeira do Urubu Rei, com cascata de 76 metros, sendo considerada a queda d'água mais alta do Piauí e a única cachoeira que não seca o ano inteiro. 
Sítios Arqueológicos
Pedro II possui mais de 200 painéis de sítios arqueológicos catalogados, sendo que quatro deles possuem estrutura para receber turistas: Serra do Quinto, Buriti Grande dos Aquiles, Torre 1 e Torre 2. As figuras de animais, homens e abstratas são resultado da ocupação humana de anos. É necessária a presença de guia.
 O sítio arqueológico mais conhecido é o Sítio Arqueológico da Torre, o qual contém painéis de inscrições rupestres, um rico bioma com áreas de cerrado e caatinga e espécies de plantas e animais dessas vegetações. 
Sítio Buritizinho
Estabelecimento privado onde há um engenho e uma casa de farinha, sendo possível acompanhar e participar da preparação dos produtos a partir da cana-de-açúcar (caldo, rapadura) e da mandioca (tapioca, farinha, goma).
Centro Histórico
No centro da cidade há casarios coloniais, em estilo português, que revelam o ar interiorano e a história por trás da colonização. O Centro do município tem imóveis seculares com inspiração portuguesa, e também, casarões que relembram o apogeu econômico da primeira metade do século XX. Entre eles, destacam-se o Memorial Tertuliano Brandão Filho, que guarda um acervo de imagens e documentos da cidade; a Junta Comercial, que hoje abriga centros de lapidações de opala; o Solar da Estrela Marrom, que foi a casa do coronel Domingos Mourão Filho, bombardeado por ordem do governo federal; a Igreja de Nossa Senhora da Conceição que substituiu a capela em homenagem à mesma santa trazida por portugueses no século XVIII; o Mercado do Artesão; entre outras.
Artesanato
O artesanato em fios de algodão é uma tradição em Pedro II desde, de pelo menos, o século XIX. Segundo a história oral, tudo começou com as três irmãs Severa, Honorina e Mariana que introduziram os teares de grade na localidade e depois disseminaram as técnicas de confecção de redes, o produto mais conhecido. Hoje em dia são produzidos também, colchas, bolsas, jogos americanos, entre outros objetos.
Rota da Opala
É possível fazer roteiro que contempla todas as etapas relativas à opala, desde a sua extração nas minas até as oficinas de lapidação e ourivesaria. 
A Mina do Boi Morto é a maior mina de opala a céu aberto do mundo e a mais importante do Brasil. 
Também é possível fazer um roteiro que contempla toda a cadeia produtiva da opala, desde as suas minas, sendo que a mais conhecida é a do Boi Morto, uma das maiores do mundo em céu aberto, até as oficinas de lapidação e ourivesaria.
Turismo Rural
Famílias da zona rural também recebem turistas que querem vivenciar as experiências do campo como plantar, colher e cuidar de animais.
Capela da Marialves
Uma menina que morreu de fome e de sede é considerada santa por muitas pessoas. Diz-se que há muitos anos, uma família saiu do Ceará fugindo da seca e foi perdendo seus membros no caminho, restando apenas a garota Maria Alves, de 14 anos, que morreu à sombra de uma árvore em Pedro II. Desde então, a garota possui vários devotos que ergueram uma capela em sua homenagem.
Ecoturismo e esportes
Pedro II tem várias trilhas e estradas vicinais que são usadas para esportes como ralis, enduros e competições de corrida em meio à vegetação de cerrado, caatinga e mata atlântica. Há ainda diversas cachoeiras que, além do banho, são utilizadas para práticas como o rapel. Entre elas, se destacam a Cachoeira do Salto Liso, com 26 metros de altura e com água fria – visitável de fevereiro a julho; e a Cachoeira do Urubu Rei, com difícil acesso e cascata de 76 metros.
Referência para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela 

segunda-feira, 30 de junho de 2025

ESPERANTINA - PIAUÍ

Esperantina é um município brasileiro no norte do estado do Piauí. A população de Esperantina, em 2022, segundo censo do IBGE, era de 40.970 pessoas.
História
Povoamento: Primeiros Habitantes

A história do município de Esperantina data do século XVIII, quando em 1706, o Capitão Mor português Antônio Carvalho de Almeida, fundou a Fazenda Taboca, na margem esquerda do Rio Longa. Miguel Carvalho e Silva, filho de Antonio Carvalho de Almeida, em 1739 não possuindo, da Fazenda título e sendo legítimo herdeiro, pediu ao Governador Capitão do Estado do Maranhão que lhe concedesse a terra em sesmaria. E assim se verificou. Foi o sitio da Boa Esperança com a Fazenda Taboca doada em carta de sesmaria a 13 de julho de 1739 a Miguel Carvalho e Silva.
Esperantina Fazenda
Surgiram posteriormente outros fazendeiros como João Antonio dos Santos, que na época de estiagem começaram a fazer o retiro do gado das fazendas para as margens do Rio Longa, recebendo o local onde erigiu Esperantina a denominação de Retiro da Boa Esperança. O povoado foi crescendo sendo edificado casas e currais. Em 1843, Francisco Xavier Moreira de Carvalho, inicia a construção da capela de Nossa Senhora da Boa Esperança, concluída em 1847, por Domingos Moreira de Carvalho. Em 1859, Leonardo de Nossa Senhora das Dores Castelo Branco traz de Lisboa (Portugal) a imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança para a capela.
Esperantina Vila
No alvorecer deste século o povoado toma grande impulso, recebendo novos moradores dedicados a lavoura e ao comércio. Foi quando o povoado Retiro da Boa Esperança foi elevado a categoria de vila e emancipou politicamente de Barras pelo Decreto Lei n° 970, de 25 de junho de 1920, do interventor do Estado do Piauí Dr° Eurípides Clementino de Aguiar. A 28 de setembro do mesmo ano o Dr° Nilo de Morais Brito, juiz distrital de Piracuruca oficialmente a Vila ocorrendo pomposos festejos.
Esperantina cidade
A 15 de dezembro de 1938, através do Decreto Lei n°147 do Governador Leônidas de Castro Melo, a vila da Boa Esperança adquiriu foros de cidade, sendo oficialmente instalada a 1° de janeiro de 1939.
Pelo Decreto Lei n° 754, de 30 de dezembro de 1943, Boa Esperança passou a denominar-se ESPERANTINA, nome dado em homenagem à padroeira do local Nossa Senhora da Boa Esperança.
Geografia
Clima

Estando a uma altitude média de 59 metros acima do nível do mar, Esperantina apresenta um clima tropical megatérmico, com temperaturas elevadas durante todo o ano. O índice pluviométrico é de aproximadamente 1.450 mm/ano, a maior parte entre janeiro e maio. O tempo de insolação chega a 3.000 horas anuais. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), registrados na estação convencional do município entre janeiro de 1979 e fevereiro de 2017, a menor temperatura registrada em Esperantina foi de 16,2 °C, em 28 de julho de 1981, e a maior atingiu 42,5 °C, em 10 de outubro de 2016, superando os 41,4 °C registrados em 24 de outubro de 2012 e 2 de dezembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 165,4 mm, em 6 de abril de 2000. Outros grandes acumulados superiores a 100 mm foram 148,6 mm, em 24 de janeiro de 2011, 129,4 mm, em 15 de março de 1999, 122,2 mm, em 31 de março de 2008, 120,6 mm, em 19 de março de 2005, 116,8 mm, em 26 de janeiro de 1981, 110,2 mm, em 28 de abril de 2003 e 105,8 mm, em 4 de março de 1982.
Economia
Esperantina é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
De janeiro a dezembro de 2024, foram registradas 708 admissões formais e 596 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 112 novos trabalhadores.
Até janeiro de 2025 houve registro de 6 novas empresas em Esperantina, sendo que uma delas atua pela internet. Neste último mês, 6 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
Turismo
Parque Ecológico Cachoeira do Urubu

Parque Ecológico da Cachoeira do Urubu é um verdadeiro tesouro do Piauí. 
O Parque Ecológico da Cachoeira do Urubu, localizado entre os municípios de Esperantina e Batalha, a cerca de 180 km da capital Teresina, é um destino imperdível para os amantes da natureza e do ecoturismo.
Este parque estadual de proteção ambiental é um exemplo de como é possível preservar a beleza natural de uma região e, ao mesmo tempo, permitir a visita de turistas. No entanto, é importante ressaltar que é necessário ter cuidado e respeito pelo meio ambiente, já que o local é habitado por diversos animais.
O Parque Ecológico da Cachoeira do Urubu mistura elementos do cerrado, da caatinga e das palmeiras de carnaubais, formando um cenário único e exuberante. É comum encontrar mandacarus, cactos típicos do sertão, e flores do cerrado.
Além da riqueza natural e cultural, o Parque Ecológico da Cachoeira do Urubu oferece infraestrutura de apoio aos turistas é um destino imperdível para quem busca contato com a natureza no Piauí.
O Parque Ecológico da Cachoeira do Urubu, que foi estabelecido em 1997, é uma área de proteção ambiental que abrange mais de 3.000 hectares, sendo a entrada é gratuita.
A primeira coisa que os visitantes notam é a deslumbrante cachoeira do Urubu, onde é possível tomar banho em partes seguras ou nas várias piscinas naturais que se formam ao longo do espaço. O parque está localizado na região turística conhecida como Polo das Águas, que engloba dezessete municípios do norte do Piauí.
Os visitantes podem ainda fazer trilhas e desfrutar da agradável sensação que a vegetação do local proporciona. Ao redor da cachoeira, há uma infraestrutura turística que inclui bares, restaurantes, barraquinhas, áreas para prática de esportes, área de camping, banheiros e um posto de salva-vidas, onde um bombeiro fica de prontidão.
A Cachoeira do Urubu é o grande destaque do Parque Ecológico Cachoeira do Urubu, uma verdadeira joia natural do Piauí. No parque são diversas cascatas ao longo do rio Longá, sendo a maior delas com 12 metros de altura.
Para contemplar toda essa beleza de perto, uma passarela de 400 metros permite aos visitantes acesso às duas margens do rio, onde é possível sentir toda a energia e contemplação da natureza ainda mais de perto.
Por que o nome Cachoeira do Urubu?
A cachoeira do Urubu é formada pelo rio Longá e recebe esse nome devido à sua peculiaridade de prender peixes nas pequenas valetas do leito quando o volume de água diminui. Isso atrai o urubu rei, uma espécie de condor da América do Sul, proporcionando um espetáculo diferente com a chegada desses pássaros gigantes.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal ; Site da Câmara Municipal .

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

JOSÉ DE FREITAS - PIAUÍ

José de Freitas é um município brasileiro do estado do Piauí.
História
A estrutura embrionária da cidade de José de Freitas, foi a fazenda Boa Esperança, cujo proprietário era o português Francisco da Cunha Castelo Branco. No dia 23 de março de 1877, através da Lei Provincial nº 945, a fazenda Boa Esperança recebeu o nome de Vila do Livramento. O ato solene só ocorreu em 7 de abril de 1878. Alguns anos depois, pelo Decreto nº 1.186, de 18 de março de 1931, por meio do cidadão Joaquim Lemos Cunha - oficial do Exército, designado interventor provisório do Piauí -, a Vila do Livramento passou a ser cidade, recebendo o nome de José de Freitas. Por volta do ano de 1700 Francisco da Cunha Castelo Branco instalou a Fazenda Boa Esperança nas terras que atualmente compreendem a cidade de José de Freitas, sendo considerado o fundador do município. Na época do domínio português as povoações sofriam processo evolutivo, ou seja; atos legais e formais das autoridades constituídas geravam elevação de categoria sobre a estrutura de uma fazenda ou povoação já existente. Dessa forma, a cidade de José de Freitas, sofreu esse processo evolutivo. A fazenda Boa Esperança deu origem a Capela a Capela deu origem a Paróquia (freguesia), a Paróquia deu origem a Vila e a Vila deu origem ao atual município de José de Freitas PI.
A Casa das Contendas e a fazenda Boa Esperança, esta última que foi situada nas proximidades do tradicional Olho D'Agua, eram fazendas de Francisco da Cunha Castelo Branco, que se instalara como fazendeiro nas terras que pertenciam a região de Santo Antonio do Surubim de Campo Maior.
Na luta da Independencia do Brasil, ocorreu em Campo Maior-PI a Batalha do Jenipapo, onde as forças militares do português João Jose da Cunha Fidié saíram derrotados. Quando da fuga, Fidié e seus homens instalaram acampamento no morro que fica no centro da cidade de José de Freitas e permaneceu durante 8 dias. Em seguida se desloca em direção a Uniao e caxias, no Maranhao, onde foi batido e preso.
Geografia/ População
O município localiza-se na Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina a uma latitude 04º45'23" sul e a uma longitude 42º34'32" oeste, estando a uma altitude de 138 metros. É a 10ª cidade mais populosa do Estado do Piauí. Segundo o censo demográfico do IBGE, de 2022, a cidade tinha a população estimada em 42.575 habitantes.
Clima
Em José de Freitas, a estação com precipitação é quente e de céu encoberto; a estação seca é escaldante e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 37 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 39 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar José de Freitas e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de agosto.
Economia
José de Freitas é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
De janeiro a agosto de 2024, foram registradas 385 admissões formais e 296 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 89 novos trabalhadores.
Até setembro de 2024 houve registro de 46 novas empresas em José de Freitas, sendo que 8 atuam pela internet.
Educação
O município de José de Freitas tem destaque na educação. Os munícipes freitenses dispõe de um Campus da Universidade Estadual do Piauí-UESPI (Centro de Treinamento) , Um campus da Instituto Federal do Piauí-IFPI e uma Escola Agrotécnica, localizada no Povoado Ema, cerca de 15 km do centro da cidade. Na rede privada o município conta com 03 escolas particulares de ensino infantil, fundamental e médio, além de uma filantrópica de educação infantil.
Turismo
A cidade de José de Freitas tem o tradicional Festejo da Padroeira da cidade, Nossa Senhora do Livramento, promovido pela Santa Igreja Católica. A Festa Cristã ocorre anualmente entre os dias 06 e 15 de Agosto, atraindo grande número de fiéis de municípios vizinhos que vem agradecer a Deus os milagres recebido D'ele pelas mãos de Nossa Senhora do Livramento, movimentando assim o turismo religioso.
Além do novenário da Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, há na zona rural, um turismo ganhou força nos últimos anos, com o crescimento da população de povoados, acessibilidade e surgimento de novos empreendimentos. A aproximadamente 30 km da sede do município, na localidade Morada Nova, está localizada a Vila Pagã, espaço cultural e religioso que recebe centenas de visitantes anualmente, que podem acampar, participar de eventos culturais, visitar monumentos, fazer trilhas e ter contato com a natureza.
O Morro do Fidié é uma atração turística com muito valor agregado, enriquecendo o patrimônio turístico de José de Freitas. É um Projeto da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Turismo – SEMAT, patrocinado pela Prefeitura Municipal. No cume do morro também há um pequeno Mirante que proporciona aos visitantes a vista de toda a cidade e até da serra de Santo Antônio no município de Campo Maior.
Além da imagem de Cristo, do mirante, do visual da cidade, da enorme escadaria, da imagem da santa e da arte de João Oliveira, das trilhas naturais, o Morro do Fidié conta também com um memorial constituído pela história do Major Fidié e a Batalha do Jenipapo, e pela história política do município de José de Freitas. A escadaria do Morro possui 140 Degraus.
A Barragem do Bezerro, localizada na zona rural do município de José de Freitas a cerca de 03 km do centro da cidade, é um dos lugares mais procurados por turistas do centro-norte do Estado do Piauí, sendo uma boa opção para descansar, pescar e andar de jet ski. O local conta com barracas para atender os visitantes.
Outra grande atração de José de Freitas é a festa do Zé Pereira, o pré-carnaval realizado um final de semana antes deste, que atrai foliões de municípios vizinhos em uma grande festa, onde os participantes usam fantasias inusitadas. Em 2020 o evento atraiu mais de 20 mil foliões em dois dias de evento e contou com atrações nacionais nos palcos.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

UNIÃO - PIAUÍ

União é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se à latitude 04°35'09" sul e à longitude 42°51'51" oeste, estando à altitude de 52 metros. O clima do município é tropical e seu bioma segundo dados do IBGE é o Cerrado e Caatinga. O seu relevo são os morros isolados, como o Morro do Urubu e o Morro do Apache Clube. O município possui uma área territorial de 1.170,742  km².
História
A cidade de União, no Piauí, teve sua origem na segunda metade do século XIX, de acordo com os registros do IBGE. No entanto, os historiadores afirmam que a história de União remonta a um período anterior, quando a região era uma fazenda de gado às margens do Rio Parnaíba, inicialmente chamada de Estanhado.
Estanhado recebeu esse nome devido à presença de uma antiga mina de estanho na área, que atraiu exploradores e mineradores. Era parte de um povoado que pertencia à vila de Campo Maior, um lugar de grande importância na história do estado do Piauí. Nessa região, aconteceram eventos notáveis, como a Guerra dos Balaios, onde rebeldes foram derrotados sob o comando de Pedregulho e Ruivo, e a Batalha do Jenipapo, em 1823, que foi a maior batalha pela independência do Brasil no solo piauiense.
Em 1826, o presidente da província sugeriu a criação de uma freguesia no povoado de Estanhado, com a intenção de elevá-lo à categoria de vila, mas essa proposta não teve êxito na época. No entanto, em 18 de setembro de 1853, a Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios foi criada e União recebeu o status de vila por meio da Resolução Provincial nº 362. A partir desse momento, o povoado passou a ser categorizado como vila, recebendo o nome de União. Supostamente, o nome União foi registrado pelo Senhor João do Rêgo Monteiro, também conhecido como Barão de Gurguéia, um fazendeiro abastado que doou as terras que formaram o valioso patrimônio histórico, social, econômico e cultural do novo município.
Finalmente, em 28 de dezembro de 1889, União foi elevada à condição de cidade por meio do Decreto Estadual nº 1. Desde então, a cidade de União tem desempenhado um papel importante na história e na cultura do Piauí.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 04º35'09" sul e a uma longitude 42º51'51" oeste.
Demografia
Sua população, conforme o censo do IBGE de 2022, era de 46.119 habitantes.
A miscigenação da população local ocorreu com os brancos, devido a colonização dos exploradores portugueses, o índio devido as mais diversas nações que habitavam o Estado (acredita-se que União já fora um dia habitada por índios tremembés), e o negro de origem africana.
Relevo e Hidrografia
O seu relevo são os morros isolados como, o Morro do Urubu e o Morro do Apache Clube, além de outros morros isolados na cidade e no interior da mesma. E seu principal recurso hídrico natural é rio Parnaíba. Esta é a principal fonte de subsistência dos unionenses. O município está a 52 metros acima do nível do mar.
Vegetação
O Estado do Piauí possui várias formações vegetais, devido à posição geográfica e aos diferentes tipos de clima e de solo. E o município de União estabelece estas posições geográficas adequadamente a um tipo de vegetação própria, estabelecendo assim as categorias Cerrado e Caatinga. Todavia, o município apresenta principalmente no meio rural a vegetação conhecida como "Mata dos Cocais". Este tipo de vegetação, situa-se entre a caatinga e a Floresta Amazônica, sendo, portanto uma mata de transição. É encontrada não somente no vale do rio Parnaíba onde os solos são mais úmidos. Apresentam várias palmeiras, tais como: carnaúba, babaçu, buriti, tucum, etc, de grande importância no extrativismo vegetal do Estado. Na vegetação de cerrado, a sua flora é muito rica, tendo espécies de grande valor comercial. Entre uma árvore e outra aparecem as gramíneas (plantas rasteiras) importante para a criação do gado. É a boas condições climáticas, por um solo fértil na plantação de arroz, feijão, abóbora, etc. Além da agricultura, é praticamente no cerrado a tradicional pecuária extensiva. Na vegetação de caatinga, apresenta vegetais que acumulam água em seus caules durante o período chuvoso para poderem sobreviver no período de estiagem. Destacam-se os vegetais: aroeira, marmeleiro, xiquexique, mandacaru, pau pereira, unha de gato, etc e os cactos são os vegetais típicos da região.
Clima
O clima predominante no município de União é o tropical. Este é o clima predominante do Piauí abrangendo a maior parte do Estado, ocupando a porção centro-oeste. As temperaturas são elevadas e apresenta duas estações: uma de chuva e outra de seca, sendo que os meses mais chuvosos são: janeiro, março e abril.
Economia
A principal fonte de renda dos unionenses é o comércio e a agricultura.
Durante muito tempo, a pecuária manteve sua importância econômica para União e mesmo após seu declínio, União vendia gado bovino em pequena escala para Teresina e Fortaleza.
O extrativismo contribuiu para a economia do município, embora em pequena escala. As riquezas naturais em maior evidência são a carnaúba e o babaçu. Os principais produtos agrícolas eram a mandioca, arroz, milho, feijão, algodão e a cana de açúcar cujos excedentes da produção, até meados de 1950, eram vendidos para Parnaíba, Teresina e Fortaleza.
No início da década de 1960, o coronel Gervásio Costa construiu em suas terras no povoado Novo Nilo a agroindústria GECOSA - Indústrias Integradas Gervásio Costa S/A, que fazia o tradicional beneficiamento de babaçu e, durante muito tempo, foi uma das principais fontes de arrecadação do município. O cultivo da cana hoje é muito forte devido à instalação da usina de álcool - COMVAP (pertence à Usina Olho D´Água de Pernambuco) que, juntamente com o comércio e serviços, mantém a economia da cidade.
Turismo
O município de União embora pouco conhecido, apresenta alguns pontos de valor turístico.
- Morro do Urubu: Não se sabe a origem do nome do morro, também chamado de Morro do Cruzeiro. Encanta pela sua beleza natural de um morro ocorrido como todos os morros do mundo por um acidente geográfico constituído por pequena elevação de terreno com declive suave.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios: Esse é o nome da igreja, é datada do tempo do surgimento da cidade. Ela encanta por sua beleza e por sua antiguidade.
- Cachoeira da formosa: A cachoeira da Formosa, assim como é chamada, fica localizada na localidade Formosa no interior do município de União. O principal período escolhido pelos banhistas ou turistas é no período mais chuvoso em União que vai de janeiro a março.
- Canto da Cana-Brava: Este local fica localizado no interior do município de União na localidade Cana-Brava, apresentando uma paisagem natural. Neste local destacam-se os velhos poços naturais que nunca secam, as piscinas naturais, rochas elevadas construídas pela ação dos ventos, um paredão de pedra (rocha), entre outros. O local também apresenta uma minirocha com o formato do mapa do Brasil e um pilão de pedra no qual deve-se ter bastante anos.
- Parque Beira-Rio: Local de lazer que envolve práticas culturais e esportivas. O parque oferece pista para caminhada, campos de futebol, vôlei, quadras de esportes. Ainda possui um anfiteatro para apresentações culturais e está localizado no bairro Beira-Rio.
- Barragem Filinto Rêgo: O local possui paisagens com espelhos e quedas dágua.
- Praça Barão de Gurguéia: Mais conhecida com "Praça da Igreja Matriz", é a praça que recebe unionenses e visitantes para visitação às barracas, à praça de alimentação e às apresentações culturais durante o festejo de São Raimundo Nonato, que é uma das maiores festas religiosas e culturais do Estado.
- Morro do Boreu: Localizado no centro de União, possui praça arborizada que é local de lazer e encontros familiares.
- Vale dos Sonhos: Localizado na zona rural do município possui piscinas naturais e restaurantes.
- Avenida Filinto Rêgo: Principal via da cidade possui restaurantes, lanchonetes, bares e pizzarias.
- Mercado Público Municipal: Este local possui venda de variados tipos de alimentos, e disponibiliza refeitório e lanchonetes.
Cultura
No município foi criado o "Coral de Vaqueiros de União", com integrantes da zona rural do município, que cantando e tocando músicas já conhecidas do público, foi reconhecido em todo Brasil, já que a cultura do vaqueiro é muito forte no município. União ainda é reconhecida pelos inúmeros artistas que possui nas mais diversas áreas: são artistas plásticos, escritores, poetas, músicos, e outros, que encantam e enriquecem o cenário cultural do município, além de profissionais reconhecidos nas suas mais diversas funções.
O município se destaca, ainda, por sua religiosidade com os festejos que são realizados nos bairros durante todo o ano. Dentre os mais importantes destacam-se os festejos de São Sebastião, de São Francisco, Nossa Senhora das Graças e de São Judas que acontecem nos bairros de mesmo nome. Sendo o Festejo de São Raimundo Nonato, um dos padroeiros da cidade, o festejo que mais movimenta os cenários cultural e econômico da região, entre os dias 21 e 31 de agosto. Já o festejo da Padroeira oficial da cidade, Nossa Senhora dos Remédios, se dá entre os dias 06 e 16 de outubro.
Referência para o texto: Wikipédia .