Extremoz é um município brasileiro situado no litoral do estado do Rio Grande do Norte. Pertencente à Região Metropolitana de Natal e ao Polo Costa das Dunas, localiza-se a norte da capital do estado, distante desta 23,5 quilômetros. Ocupa uma área de aproximadamente 140,6 km² e sua população segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o ano de 2026, era de 70.452 habitantes.
O território do atual município fora ocupado originalmente pelos índios tupis e paiacus, mas as terras foram concedidas aos jesuítas em 1607. Estes foram responsáveis pela catequização dos indígenas e construíram a Igreja de São Miguel, porém foram expulsos pelas invasões holandesas em 1757. Ainda no século XVIII, houve a elevação à categoria de vila, estabelecendo-se nas décadas seguintes como um centro econômico e pecuarista. Com isso, foi decretada sua emancipação de Ceará-Mirim na década de 1960. A importância histórica e a beleza natural de suas praias também fizeram do município um centro turístico conhecido internacionalmente.
Seu nome é uma homenagem à cidade portuguesa de Estremoz, no Distrito de Évora, porém com o tempo passou-se a escrever seu nome com "x" ao invés do "s". Em Extremoz localiza-se a praia de Genipabu, o cartão-postal do estado do Rio Grande do Norte, além de outras praias e monumentos históricos, dentre estes: as ruínas da Igreja de São Miguel, herança dos jesuítas; e a atual Igreja Matriz de São Miguel. Também cabem ser ressaltadas festividades como o carnaval, as festas juninas e os eventos religiosos.
História
As terras que hoje pertencem ao município de Extremoz, litoral do Rio Grande do Norte, foram inicialmente habitadas pelos índios tupis e paiacus, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru.
No ano de 1607, uma parte de terra foi concedida a jesuítas pelo capitão-mor do Rio Grande do Norte, Jerônimo de Albuquerque, tendo como principal objetivo catequizar os indígenas. Os jesuítas também foram os principais responsável pela construção da igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru. Isso também fez com que a sociedade tribal fosse sendo influenciada pela doutrina cristã.
Os jesuítas foram expulsos em 1759, e a povoação tornou-se a primeira da Capitania do Rio Grande do Norte com a categoria de vila (segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo). A 03 de maio de 1760 passa a se chamar "Vila Nova de Estremoz do Norte". Nesse tempo a vila tinha 1.429 habitantes e era um importante centro econômico e pecuarista. Até os dias de hoje, moradores nativos preservam várias lendas a respeito da história de Extremoz, como a do tesouro, cujo desfecho foi a destruição da capela de São Miguel, que teria sido demolida na tentativa de os moradores encontrarem o tal tesouro. Nos dias atuais a capela se encontra em ruínas e foi tombada em 1990.
Em 18 de agosto de 1855 a Vila Nova de Estremoz do Norte foi incorporada ao povoado de Boca da Mata, com a denominação de "Vila de Ceará Mirim". Já em 1892, foi criado o distrito de "Extremoz" e anexado ao município de Ceará-Mirim. Em 04 de abril de 1963, Extremoz foi desmembrado de Ceará-Mirim e tornou-se novo município do estado do Rio Grande do Norte. A instalação oficial do município ocorreu em 2 de fevereiro de 1964.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito a com a denominação de Extremoz, pela Lei Estadual n.º 2.876, de 04 de abril de 1963, desmembrado de Ceará-Mirim. Sede no atual distrito de Extremoz. Constituído do distrito sede. Instalada em 02 de fevereiro de 1964.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2018.
Geografia
Extremoz está localizado no litoral do estado do Rio Grande do Norte, a uma altitude média de 41 metros acima do nível do mar, distante 23,5 quilômetros de Natal, capital estadual, e 2.216 quilômetros de Brasília, capital federal. Integrante do Polo Costa das Dunas e a Região Metropolitana de Natal, ocupa uma área de 140,639 quilômetros quadrados (km²), limitando-se a norte e a oeste com Ceará-Mirim e a sul com Natal e São Gonçalo do Amarante. A costa do Oceano Atlântico constitui o limite leste.
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, o município pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Natal. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Natal, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Leste Potiguar.
Relevo
O relevo de Extremoz é constituído por extensas superfícies planas ou levemente onduladas que formam os tabuleiros costeiros. Na região costeira ou próxima dela estão as paleodunas, também chamadas "dunas fixas", formadas por areias amareladas transportadas pela erosão eólica e cobertos por vegetação, além dos depósitos de praias marinhos, também originados pela ação dos ventos e formados por areia com cascalho, e a planície fluviomarinha, modelada tanto por processos fluviais quanto marinhos. Próximo ao rio Ceará Mirim estão os depósitos aluvionares, que formam a planície fluvial, sujeita a inundações durante o período chuvoso. Extremoz se situa em uma área de abrangência de rochas do Grupo Barreiras, originárias da Idade Terciária Superior, com a predominância de arenitos recobertos por quartzo, sílex e fragmentos líticos.
Solos
O tipo de solo predominante é a areia quartzosa distrófica, que possui baixos níveis de fertilidade, elevados índices de drenagem e textura formada por argila ou areia. Há também os solos indiscriminados de mangue, as areias quartzosas marinhas (litoral) e o latossolo vermelho amarelo. Esses solos são cobertos por espécies da Mata Atlântica, que se apresenta sob a forma de tabuleiros litorâneos e manguezais, este último típico de áreas inundadas pelas marés, com alto grau de salinidade. Extremoz abriga a maior parte da Área de Proteção Ambiental das Dunas de Genipabu, instituída pelo Decreto Estadual n.º 12.620, de 17 de maio de 1995, com o objetivo de preservar a fauna e a flora locais.
Hidrografia
Quase metade do território municipal (49,45%) está inserido nos domínios da bacia hidrográfica do rio Ceará-Mirim. Outros 22,02% estão na bacia do rio Doce e os 28,53% restantes na faixa litorânea leste de escoamento difuso, este formado por pequenos cursos d'água que escoam diretamente em direção ao oceano, sem que haja uma área de drenagem delimitada pelos divisores de águas como nas bacias hidrográficas. Os principais rios são o Doce e o Guajiru. O principal reservatório é a Lagoa de Extremoz, construído em uma área de 358,93 hectares (ha) e com capacidade para 11.019.525 metros cúbicos (m³), além da Lagoa de Guamoré.
Clima
O clima local é o tropical chuvoso, com chuvas concentradas entre os meses de março e julho. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), que possui dados pluviométricos de Extremoz desde 2005, o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Extremoz foi de 259,6 mm em 28 de novembro de 2023, seguido por 213 mm em 2 de julho de 2008. Desde julho de 2021, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN na cidade, a menor temperatura ocorreu na madrugada de 8 de setembro de 2022 (19,6 °C) e a maior na tarde de 1° de março do mesmo ano (32,5 °C).
Em Extremoz, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, com precipitação, de céu quase sem nuvens e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 31 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 33 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Extremoz e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao fim de outubro.
A estação quente permanece por 4,3 meses, de 8 de dezembro a 19 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Extremoz é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 25 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 16 de junho a 30 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Extremoz é julho, com a mínima de 22 °C e máxima de 29 °C, em média.
Em Extremoz, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Extremoz começa por volta de 30 de maio e dura 4,7 meses, terminando em torno de 20 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Extremoz é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 20 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 30 de maio.
O mês mais encoberto do ano em Extremoz é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 65% do tempo.
Economia
Extremoz é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia local apoia-se em pilares dinâmicos: destaca-se fortemente no setor de serviços, no turismo em expansão, no comércio local e na construção civil, impulsionados pela proximidade com a capital e pela atração de novos moradores. A agricultura familiar, a pesca artesanal e a extração mineral também complementam a vitalidade econômica do município.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 2,4 mil admissões formais e 2,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 246 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 172.
Até julho de 2026 houve registro de 38 novas empresas em Extremoz, sendo que 9 atuam pela internet. Neste último mês, 7 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (18). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 100 empresas.
Educação
O conhecimento é entendido por Extremoz, como a semente mais sólida para o desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão ambiental, a administração, a pedagogia e o turismo garantem que a juventude extremozense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Extremoz é um convite apaixonante à aventura e ao descanso. As famosas lagoas de Extremoz e de Pitangui, os passeios de buggy pelas dunas, as praias de águas mornas e o ecoturismo proporcionam momentos inesquecíveis.
Cultura
No calendário cultural do município, existem diversos eventos ao longo do ano, entre os quais destacam-se o carnaval, realizado em data móvel, geralmente em fevereiro; emancipação política, no dia 4 de abril; as festas juninas, em junho, com apresentações de quadrilhas, bandas musicais e outras atrações; em setembro as festas do vaqueiro (realizada na Vila de Fátima, durante dois dias) e do padroeiro São Miguel Arcanjo; em dezembro, o Quinho Folia (tradicional carnaval fora de época), a Carreata da Bíblia (evento organizado pela igreja evangélica no segundo domingo de dezembro em comemoração ao Dia da Bíblia, que consiste em uma carreata cujo percurso vai desde distrito de Araçá até o centro de Extremoz) e as comemorações natalinas.
Também são realizados eventos em diversas modalidades esportivas, com o futebol e o futsal, sendo que em 2011 o município sediou uma edição da Regata Interestadual de Remo, com a participação de vários clubes de remo vindos do Rio Grande do Norte e de outras unidades da federação.
Integrante do Polo Costa das Dunas, Extremoz possui um grande potencial turístico, abrigando a praia de Genipabu, cartão-postal do Rio Grande do Norte, que se destaca pelas suas dunas móveis, além dos passeios de buggies, jangadas e dromedários. Outras importantes atrações turísticas do município são as praias Barra do Rio, Graçandu, Pitangui e Santa Rita, além de monumentos históricos, sendo a Igreja Matriz de São Miguel o principal deles.
O artesanato é outra forma espontânea da expressão cultural extremozense, tendo como principais atividades o bordado, fibras, fios e materiais recicláveis[89] e se destacando na produção de peças de areia colorida e de tapetes. Também existem grupos artesanais, bem como de artes plásticas e visuais, corais, manifestação tradicional popular e música.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao sandboard nas dunas, ao surf, ao kitesurf, aliado ao futebol amador e às corridas na orla, movimenta os centros esportivos e praias, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Feriados Municipais
Em Extremoz, há, além dos feriados nacionais e estaduais e dos pontos facultativos, dois feriados municipais, que são o dia 4 de abril, dia de emancipação política do município, e o dia 29 de setembro, dia do padroeiro do município, São Miguel Arcanjo.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
O território do atual município fora ocupado originalmente pelos índios tupis e paiacus, mas as terras foram concedidas aos jesuítas em 1607. Estes foram responsáveis pela catequização dos indígenas e construíram a Igreja de São Miguel, porém foram expulsos pelas invasões holandesas em 1757. Ainda no século XVIII, houve a elevação à categoria de vila, estabelecendo-se nas décadas seguintes como um centro econômico e pecuarista. Com isso, foi decretada sua emancipação de Ceará-Mirim na década de 1960. A importância histórica e a beleza natural de suas praias também fizeram do município um centro turístico conhecido internacionalmente.
Seu nome é uma homenagem à cidade portuguesa de Estremoz, no Distrito de Évora, porém com o tempo passou-se a escrever seu nome com "x" ao invés do "s". Em Extremoz localiza-se a praia de Genipabu, o cartão-postal do estado do Rio Grande do Norte, além de outras praias e monumentos históricos, dentre estes: as ruínas da Igreja de São Miguel, herança dos jesuítas; e a atual Igreja Matriz de São Miguel. Também cabem ser ressaltadas festividades como o carnaval, as festas juninas e os eventos religiosos.
História
As terras que hoje pertencem ao município de Extremoz, litoral do Rio Grande do Norte, foram inicialmente habitadas pelos índios tupis e paiacus, que viviam às margens da Lagoa de Guajiru.
No ano de 1607, uma parte de terra foi concedida a jesuítas pelo capitão-mor do Rio Grande do Norte, Jerônimo de Albuquerque, tendo como principal objetivo catequizar os indígenas. Os jesuítas também foram os principais responsável pela construção da igreja de São Miguel e pelo estabelecimento da missão do Guajiru. Isso também fez com que a sociedade tribal fosse sendo influenciada pela doutrina cristã.
Os jesuítas foram expulsos em 1759, e a povoação tornou-se a primeira da Capitania do Rio Grande do Norte com a categoria de vila (segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo). A 03 de maio de 1760 passa a se chamar "Vila Nova de Estremoz do Norte". Nesse tempo a vila tinha 1.429 habitantes e era um importante centro econômico e pecuarista. Até os dias de hoje, moradores nativos preservam várias lendas a respeito da história de Extremoz, como a do tesouro, cujo desfecho foi a destruição da capela de São Miguel, que teria sido demolida na tentativa de os moradores encontrarem o tal tesouro. Nos dias atuais a capela se encontra em ruínas e foi tombada em 1990.
Em 18 de agosto de 1855 a Vila Nova de Estremoz do Norte foi incorporada ao povoado de Boca da Mata, com a denominação de "Vila de Ceará Mirim". Já em 1892, foi criado o distrito de "Extremoz" e anexado ao município de Ceará-Mirim. Em 04 de abril de 1963, Extremoz foi desmembrado de Ceará-Mirim e tornou-se novo município do estado do Rio Grande do Norte. A instalação oficial do município ocorreu em 2 de fevereiro de 1964.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito a com a denominação de Extremoz, pela Lei Estadual n.º 2.876, de 04 de abril de 1963, desmembrado de Ceará-Mirim. Sede no atual distrito de Extremoz. Constituído do distrito sede. Instalada em 02 de fevereiro de 1964.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2018.
Geografia
Extremoz está localizado no litoral do estado do Rio Grande do Norte, a uma altitude média de 41 metros acima do nível do mar, distante 23,5 quilômetros de Natal, capital estadual, e 2.216 quilômetros de Brasília, capital federal. Integrante do Polo Costa das Dunas e a Região Metropolitana de Natal, ocupa uma área de 140,639 quilômetros quadrados (km²), limitando-se a norte e a oeste com Ceará-Mirim e a sul com Natal e São Gonçalo do Amarante. A costa do Oceano Atlântico constitui o limite leste.
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, o município pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Natal. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Natal, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Leste Potiguar.
Relevo
O relevo de Extremoz é constituído por extensas superfícies planas ou levemente onduladas que formam os tabuleiros costeiros. Na região costeira ou próxima dela estão as paleodunas, também chamadas "dunas fixas", formadas por areias amareladas transportadas pela erosão eólica e cobertos por vegetação, além dos depósitos de praias marinhos, também originados pela ação dos ventos e formados por areia com cascalho, e a planície fluviomarinha, modelada tanto por processos fluviais quanto marinhos. Próximo ao rio Ceará Mirim estão os depósitos aluvionares, que formam a planície fluvial, sujeita a inundações durante o período chuvoso. Extremoz se situa em uma área de abrangência de rochas do Grupo Barreiras, originárias da Idade Terciária Superior, com a predominância de arenitos recobertos por quartzo, sílex e fragmentos líticos.
Solos
O tipo de solo predominante é a areia quartzosa distrófica, que possui baixos níveis de fertilidade, elevados índices de drenagem e textura formada por argila ou areia. Há também os solos indiscriminados de mangue, as areias quartzosas marinhas (litoral) e o latossolo vermelho amarelo. Esses solos são cobertos por espécies da Mata Atlântica, que se apresenta sob a forma de tabuleiros litorâneos e manguezais, este último típico de áreas inundadas pelas marés, com alto grau de salinidade. Extremoz abriga a maior parte da Área de Proteção Ambiental das Dunas de Genipabu, instituída pelo Decreto Estadual n.º 12.620, de 17 de maio de 1995, com o objetivo de preservar a fauna e a flora locais.
Hidrografia
Quase metade do território municipal (49,45%) está inserido nos domínios da bacia hidrográfica do rio Ceará-Mirim. Outros 22,02% estão na bacia do rio Doce e os 28,53% restantes na faixa litorânea leste de escoamento difuso, este formado por pequenos cursos d'água que escoam diretamente em direção ao oceano, sem que haja uma área de drenagem delimitada pelos divisores de águas como nas bacias hidrográficas. Os principais rios são o Doce e o Guajiru. O principal reservatório é a Lagoa de Extremoz, construído em uma área de 358,93 hectares (ha) e com capacidade para 11.019.525 metros cúbicos (m³), além da Lagoa de Guamoré.
Clima
O clima local é o tropical chuvoso, com chuvas concentradas entre os meses de março e julho. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), que possui dados pluviométricos de Extremoz desde 2005, o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Extremoz foi de 259,6 mm em 28 de novembro de 2023, seguido por 213 mm em 2 de julho de 2008. Desde julho de 2021, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN na cidade, a menor temperatura ocorreu na madrugada de 8 de setembro de 2022 (19,6 °C) e a maior na tarde de 1° de março do mesmo ano (32,5 °C).
Em Extremoz, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, com precipitação, de céu quase sem nuvens e morno. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo e de ventos fortes. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 31 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 33 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Extremoz e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao fim de outubro.
A estação quente permanece por 4,3 meses, de 8 de dezembro a 19 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Extremoz é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 25 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 16 de junho a 30 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Extremoz é julho, com a mínima de 22 °C e máxima de 29 °C, em média.
Em Extremoz, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Extremoz começa por volta de 30 de maio e dura 4,7 meses, terminando em torno de 20 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Extremoz é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 20 de outubro e dura 7,3 meses, terminando em torno de 30 de maio.
O mês mais encoberto do ano em Extremoz é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 65% do tempo.
Economia
Extremoz é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e por apresentar novas oportunidades de negócios.
A economia local apoia-se em pilares dinâmicos: destaca-se fortemente no setor de serviços, no turismo em expansão, no comércio local e na construção civil, impulsionados pela proximidade com a capital e pela atração de novos moradores. A agricultura familiar, a pesca artesanal e a extração mineral também complementam a vitalidade econômica do município.
De janeiro a junho de 2026, foram registradas 2,4 mil admissões formais e 2,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 246 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 172.
Até julho de 2026 houve registro de 38 novas empresas em Extremoz, sendo que 9 atuam pela internet. Neste último mês, 7 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet. Este desempenho é menor que o do mês imediatamente anterior (18). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 100 empresas.
Educação
O conhecimento é entendido por Extremoz, como a semente mais sólida para o desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, o município tem buscado ampliar o acesso ao ensino superior e à capacitação profissional por meio de polos educacionais e parcerias estratégicas. A oferta de cursos voltados para a gestão ambiental, a administração, a pedagogia e o turismo garantem que a juventude extremozense encontre ferramentas para inovar e liderar o futuro da cidade sem precisar deixar sua terra natal.
Turismo
O turismo em Extremoz é um convite apaixonante à aventura e ao descanso. As famosas lagoas de Extremoz e de Pitangui, os passeios de buggy pelas dunas, as praias de águas mornas e o ecoturismo proporcionam momentos inesquecíveis.
Cultura
No calendário cultural do município, existem diversos eventos ao longo do ano, entre os quais destacam-se o carnaval, realizado em data móvel, geralmente em fevereiro; emancipação política, no dia 4 de abril; as festas juninas, em junho, com apresentações de quadrilhas, bandas musicais e outras atrações; em setembro as festas do vaqueiro (realizada na Vila de Fátima, durante dois dias) e do padroeiro São Miguel Arcanjo; em dezembro, o Quinho Folia (tradicional carnaval fora de época), a Carreata da Bíblia (evento organizado pela igreja evangélica no segundo domingo de dezembro em comemoração ao Dia da Bíblia, que consiste em uma carreata cujo percurso vai desde distrito de Araçá até o centro de Extremoz) e as comemorações natalinas.
Também são realizados eventos em diversas modalidades esportivas, com o futebol e o futsal, sendo que em 2011 o município sediou uma edição da Regata Interestadual de Remo, com a participação de vários clubes de remo vindos do Rio Grande do Norte e de outras unidades da federação.
Integrante do Polo Costa das Dunas, Extremoz possui um grande potencial turístico, abrigando a praia de Genipabu, cartão-postal do Rio Grande do Norte, que se destaca pelas suas dunas móveis, além dos passeios de buggies, jangadas e dromedários. Outras importantes atrações turísticas do município são as praias Barra do Rio, Graçandu, Pitangui e Santa Rita, além de monumentos históricos, sendo a Igreja Matriz de São Miguel o principal deles.
O artesanato é outra forma espontânea da expressão cultural extremozense, tendo como principais atividades o bordado, fibras, fios e materiais recicláveis[89] e se destacando na produção de peças de areia colorida e de tapetes. Também existem grupos artesanais, bem como de artes plásticas e visuais, corais, manifestação tradicional popular e música.
Esporte
No esporte, o município demonstra grande vitalidade. O incentivo ao sandboard nas dunas, ao surf, ao kitesurf, aliado ao futebol amador e às corridas na orla, movimenta os centros esportivos e praias, promovendo saúde, lazer e forte integração social entre os moradores de todas as gerações.
Feriados Municipais
Em Extremoz, há, além dos feriados nacionais e estaduais e dos pontos facultativos, dois feriados municipais, que são o dia 4 de abril, dia de emancipação política do município, e o dia 29 de setembro, dia do padroeiro do município, São Miguel Arcanjo.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .