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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

CATOLÉ DO ROCHA - PARAÍBA

Catolé do Rocha é um município brasileiro no estado da Paraíba. Está localizado na Região Geográfica Imediata de Catolé do Rocha-São Bento. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 32.288 habitantes.
História
Conta a história que os primeiros habitantes da localidade foram os indígenas Pegas, Coyacus e Cariris. Na época, o território compreendia uma extensão de aproximadamente 5.400 km2. As bandeiras do Governo Geral, capitães paulistas, matavam os indígenas requerendo sesmarias de três léguas de comprimentos por uma de largura. Eram eles, os Garcias D’Ávila, Rocha Pita e os Oliveiras Ledo que povoaram principalmente a região do Rio Agon. 
Os primeiros registros de fazendas de gado na região são de 1700, quando Clara Espínola, o Conde Alvor, Manoel da Cruz, Bartolomeu Barbosa requereram as sesmarias de três léguas para cada um entre os providos de Poty e Riacho dos Porcos e do meio, o governo de então concede a Clara Espínola e Bento Araújo, terras no Sertão de Piranhas e Riacho Agon. O Tenente Coronel Francisco da Rocha Oliveira e sua esposa Brásida Maria da Silva estabeleceram-se no ano de 1774, com a construção de uma capela erigida em honra de Nossa Senhora do Rosário. 
Após a construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em fins do século XVIII, o lugar teve um surto de desenvolvimento, com o surgimento de algumas construções que marcaram a época como: o prédio da Coletoria Estadual, um sobrado com a fachada revestida de azulejos trazidos de Portugal, o prédio da Intendência a Antiga Prefeitura, onde hoje funciona o Projeto Arte de Viver, o sobrado de Américo Maia onde funciona dois Cartórios e a Rádio Panorama FM, o sobrado Coronel Valdivino Lobo, já demolido, a Casa de Caridade, depois Colégio Leão XIII, atualmente Centro de Catequese e Pastoral.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Vila Federal de Catolé do Rocha, pela Lei Provincial n.º 5, de 26 de maio de 1835. Instalado em 30-09-1835. Sede na povoação de Catolé do Rocha. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, Vila de Catolé do Rocha é constituído do distrito sede. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, a vila aparece com a denominação simplificada para Catolé do Rocha e constituído do distrito sede. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 3 distritos: Catolé do Rocha, Coronel Maia e Jericó. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 520, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Jericó passou a denominar-se Itacambá. Sob o mesmo Decreto-Lei, é criado o distrito de Riacho dos Cavalos e anexado ao município de Catolé do Rocha. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Catolé do Rocha, Coronel Maia, Itacambá (ex-Jericó) e Riacho dos Cavalos. 
Pela Lei Estadual n.º 318, de 07 de janeiro de 1949, o distrito de Itacambá voltou a denominar-se Jericó. 
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o município é constituído de 4 distritos: Catolé do Rocha, Coronel Maia, Jericó (ex Itacambá) e Riacho dos Cavalos. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955. 
Pela Lei Estadual n.º 2.097, de 08 de maio de 1959, é desmembrado do município de Catolé do Rocha o distrito de Jericó. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Catolé do Rocha, Coronel Maia e Riacho dos Cavalos. 
Pela Lei Estadual n.º 2.675, de 22 de dezembro de 1961, é desmembrado do município de Catolé do Rocha o distrito de Riacho dos Cavalos. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 2.641, de 20 de dezembro de 1961, é criado o distrito de Brejo dos Santos e anexado ao município de Catolé do Rocha. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 3 distritos: Catolé do Rocha, Brejo dos Santos e Coronel Maia. 
Pela Lei Estadual n.º 3.320, de 03 de junho1965, é desmembrado do município de Catolé do Rocha o distrito de Brejo dos Santos. Elevado à categoria de município. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968. 
Pela Lei Estadual n.º 3.914, de 08 de setembro de 1977, é criado o distrito de Picos e anexado ao município de Catolé do Rocha. 
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município é constituído de 3 distritos: Catolé do Rocha, Coronel Maia e Picos. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
A origem do nome é uma combinação de elementos naturais e linhagem familiar, refletindo a essência do lugar:
"Catolé" deriva do tupi e faz referência ao fruto de uma palmeira nativa (Syagrus cearensis), muito abundante na região na época da fundação. "do Rocha" é uma homenagem direta à família fundadora, os Rocha Oliveira, que deram início à colonização e ao desenvolvimento econômico daquelas terras.
Geografia
Com 551,765 km², a área de Catolé do Rocha equivale a 0,9771% do território paraibano. Limita-se ao norte com Almino Afonso e Patu, ambos no Rio Grande do Norte (RN), a sul com Riacho dos Cavalos e Jericó, a leste com Brejo do Cruz e Belém do Brejo do Cruz e a oeste com João Dias (RN) e Brejo dos Santos. 
No município predomina um relevo ondulado a suavemente ondulado, havendo áreas onduladas a fortemente onduladas nas serras a centro-oeste e norte do município. O solo predominante é o podzólico vermelho-amarelo equivalente eutrófico, chamado de luvissolo no atual Sistema Brasileiro de Classificação de  
Os solos são cobertos por espécies de pequeno porte do bioma Caatinga. O território municipal está totalmente incluso nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Piranhas. O clima local é semiárido, com chuvas concentradas no quadrimestre de fevereiro a maio.
A geografia de Catolé é marcada pelo contraste entre a rigidez das pedras e a força da vegetação xerófila.
A altitude média é de de 272 metros acima do nível do mar.
Quanto ao relevo, está inserida no Planalto da Borborema, com presença de Inselbergs (testemunhos).
O solo apresenta predomínio de solos Bruno Não Cálcicos e Litólicos (pedregosos).
A vegetação é a caatinga arbustiva e arbórea, que floresce intensamente nas raras chuvas.
O maior símbolo geográfico da cidade é a Pedra do Bico, uma formação granítica imponente que domina o horizonte e serve como cartão-postal natural do município.
Clima
Em Catolé do Rocha, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é escaldante, de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 19 °C a 38 °C e raramente é inferior a 18 °C ou superior a 39 °C. 
A melhor época do ano para visitar Catolé do Rocha e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao fim de setembro. 
A estação quente permanece por 3,5 meses, de 11 de setembro a 26 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 36 °C. O mês mais quente do ano em Catolé do Rocha é novembro, com a máxima de 38 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,4 meses, de 16 de março a 29 de junho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 33 °C. O mês mais frio do ano em Catolé do Rocha é junho, com a mínima de 20 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Em Catolé do Rocha, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre significativa variação sazonal ao longo do ano. 
A época menos encoberta do ano em Catolé do Rocha começa por volta de 29 de maio e dura 4,8 meses, terminando em torno de 23 de outubro. 
O mês menos encoberto do ano em Catolé do Rocha é julho, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 75% do tempo. 
A época mais encoberta do ano começa por volta de 23 de outubro e dura 7,2 meses, terminando em torno de 29 de maio. 
O mês mais encoberto do ano em Catolé do Rocha é abril, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 67% do tempo. 
Economia
Catolé do Rocha é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
Ao contrário de muitas cidades sertanejas que dependem exclusivamente do funcionalismo público, Catolé do Rocha possui uma matriz econômica diversificada:
O município é um surpreendente polo de fabricação de produtos plásticos (mangueiras, embalagens), que são distribuídos para todo o Nordeste.
O setor de serviços e o varejo são extremamente fortes, alimentados pelo fluxo de pessoas das cidades vizinhas.
Na agricultura e pecuária, destacam-se a produção de milho, feijão e a criação de gado bovino e ovino, adaptada às condições climáticas da região.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 397 admissões formais e 276 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 121 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 20.
Até abril de 2026 houve registro de 9 novas empresas em Catolé do Rocha, sendo que 3 atuam pela internet. Neste último mês, 4 novas empresas se instalaram, sendo 3 com atuação pela internet. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (2). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 70 empresas.
Educação
Catolé do Rocha consolidou-se como uma "cidade universitária" no sertão. O grande pilar é a UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), com o Campus IV, que oferece cursos estratégicos como Agronomia e licenciaturas. A presença da universidade não apenas qualifica a mão de obra local, mas também oxigena a economia através do fluxo de estudantes e pesquisadores, promovendo um ambiente de efervescência intelectual.
Turismo e Cultura
A cultura é o maior orgulho do catoleense. A cidade é o berço do renomado artista Chico César, cuja obra reverbera as raízes e a poesia do lugar.
A Pedra do Bico atrai praticantes de trilhas e rapel, além de estudiosos da geologia sertaneja.
O Catolé Folia é historicamente reconhecido como um dos melhores carnavais de rua do interior da Paraíba, atraindo milhares de foliões todos os anos.
A festa da padroeira, Nossa Senhora dos Remédios, movimenta a cidade com ritos que misturam fé e tradição popular.
Esporte
O esporte em Catolé do Rocha é vivido com intensidade, especialmente o futebol e o futsal. O Estádio Municipal e o ginásio poliesportivo são palcos de competições regionais acirradas. A cidade tem tradição em revelar talentos em diversas modalidades e possui uma comunidade de ciclistas ativa, que utiliza as paisagens serranas para o mountain bike, aproveitando o relevo desafiador das cercanias.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 9 de março de 2026

POMBAL -PARAÍBA

Pombal é um município brasileiro do estado da Paraíba. É a quarta cidade mais antiga do estado, o primeiro núcleo de habitação do sertão paraibano, fundado no fim do século XVII, sendo elevada à categoria de vila em 1766 e à cidade. Sua população estimada para o ano de 2025, pelo IBGE, era de 33.866 habitantes.
História
A colonização de Pombal ocorreu às margens do Rio Piancó durante a penetração no sertão paraibano deu-se por fins agrícolas e pastoris. Nos anso 1690, o bandeirante Teodósio de Oliveira Ledo, depois de muitos combates com os nativos, atingiu o local onde estão os marcos de fundação do Arraial de Piranhas, à margem direita do rio Piancó. O sertão, até então inexplorado, era ocupado pelas tribos da família Cariri: os Pegas e os Panatis. 
A cidade recebeu três denominações. A primeira Arraial de Piranhas (1696); o segundo nome de povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó (1698). 
Em 1711, o Rei autoriza o Governador, João da Maia Gama, a criação do Julgado do Piancó (Pombal), o primeiro marco de organização judiciária no sertão da Paraíba, assim, foi nomeado Juiz Ordinário o coronel Manoel Araújo de Carvalho, além de Escrivão e Tabelião. No dia 24 de janeiro de 1721, teve início no Arraial, a construção da segunda igreja, dedicada também a Nossa Senhora do Bom Sucesso, padroeira da cidade. Que mais tarde com a construção da nova igreja matriz, a igrejinha veria a ser denominada Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Por Carta Régia de 22 de julho de 1766, foi elevada à categoria de vila, com o nome de Pombal, em homenagem à vila de Pombal, em Portugal. Elevada a categoria de vila deu-se a instalação oficial a 4 de maio de 1772. 
O padre José Ferreira Nobre, vigário da freguesia de Pombal, um ativista dos ideais libertários, foi preso em 1817 com outros dez revolucionários da cidade, os quais foram enviados para os cárceres de Pernambuco e Bahia, viajando o percurso a pé ou montados em burros e alguns acorrentados. 
A Vila tornou-se Distrito em 15 de outubro de 1827 e, em 21 de julho de 1862 foram concedidos documentos que a regulam como cidade. No dia 15 de julho de 1829 foi criada a agência do Correio Público, regulamentada através da Diretoria Geral dos Correios do Império. Em 1847, é iniciada a construção da Cadeia Velha que até hoje mantém sua arquitetura original. Em 1860, começa a construção do Cemitério Público, à custa de recursos particulares, hoje, denominado de Cemitério de Nossa Senhora do Carmo. 
A comarca de Pombal foi criada em 1831 tendo sido suprida em 1882 e restaurada pela Lei Estadual n.º 330, de 11 de novembro de 1898, com sede em Catolé do Rocha. Foi nomeado como primeiro prefeito da cidade no dia 19 de Julho de 1895, o coronel João Leite Ferreira Primo. No primeiro domingo de outubro ocorreu a primeira Festa do Rosário de Pombal, em uma solenidade simples, o que anos depois se tornaria um grande evento. No dia 8 de setembro de 1897 é inaugurada a nova Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, a partir dai passa a ser a padroeira da antiga Igreja Matriz, Nossa Senhora do Rosário, fica denominada de Igreja do Rosário. 
Em 1919 é iniciada a construção do Mercado Público, no centro da cidade, o qual só foi concluído no ano de 1942. Foi concluído em 1932 o primeiro centro educacional do Município, denominado de Grupo Escolar João da Mata localizado próximo da Cadeia Velha. Nesse mesmo ano a estrada de ferro é concluída e o trem chega à Pombal. Em 1938 foram iniciadas, pelo prefeito Sá Cavalcanti, as construções: Açougue Público, Praça Getúlio Vargas, Coluna da Hora, Coreto e Praça do Bar Centenário; concluídas em 1940. Em 1956 é construída no bairro dos Pereiros a igreja de São Pedro, que mais tarde se tornaria Paróquia em 24 de abril de 1966. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Pombal, em 15 de outubro de 1827. 
Elevado à condição de cidade e sede municipal com a denominação de Pombal, pela Lei Provincial n.º 68, de 21 de julho de 1862. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município constituído do Distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 4 distritos: Pombal, Lagoa, Malta e Paulista. 
Pelo Decreto-Lei n.º 1.164, de 15 de novembro de 1938, o distrito de Lagoa passou a denominar-se Nhandu. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município aparece constituído de 4 distritos: Pombal, Malta, Nhandu (ex- Lagoa) e Paulista. 
Pelo Decreto-Lei n.º 520, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Paulista passou a denominar-se Piranha. 
Pelo Decreto-Lei n.º 215, de 19 de dezembro de 1948, o distrito de Nhandu volta a denominar-se Lagoa. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município aparece constituído de 4 distritos: Pombal, Lagoa (ex Nhandu), Malta e Paulista (ex-Piranha). 
Pela Lei Estadual n.º 318, de 07 de janeiro de 1949, o distrito de Piranha volta a denominar-se Paulista. Sob a mesma Lei é criado o distrito de Várzea Comprido e anexado ao município de Pombal. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 5 distritos: Pombal, Lagoa, Malta, Paulista (ex Piranha) e Várzea Comprida. 
Pela Lei Estadual n.º 985, de 09 de dezembro de 1953, é desmembrado do município de Pombal o distrito de Malta. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Pombal, Lagoa, Paulista e Várzea Comprida. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.663, de 22 de dezembro de 1961, é desmembrado do município de Pombal o distrito de Lagoa. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 2.666, de 22 de dezembro de 1961, é desmembrado do município de Pombal o distrito de Paulista. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 2.775, de 18 de janeiro de 1963, é criado o distrito de Cajazeirinhas e anexado ao município de Pombal. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 3 distritos: Pombal, Cajazeirinha e Várzea Comprida. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1991. 
Pela Lei Estadual n.º 5.898, de 29 de abril de 1994, é desmembrado do município de Pombal o distrito de Cajazeirinhas. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Pombal e Várzea Comprida. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, o município pertence à região geográfica imediata de Pombal, inserida dentro da região geográfica intermediária de Patos. Antes, com a divisão em microrregiões e mesorregiões que vigorava desde 1989, Pombal fazia parte da microrregião de Sousa, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sertão Paraibano. 
Pombal é o segundo maior município da Paraíba em território, ocupando 1,5834% da superfície estadual, com 894,098 km² de área, dos quais 3,7873 km² em área urbana, Está a 376 km da capital estadual, João Pessoa, via BR-230, e a 2 092 km da capital federal, Brasília. Limita-se, em sentido horário, com os municípios de Lagoa, Paulista, Condado, São Bentinho, Cajazeirinhas, Coremas, São José da Lagoa Tapada, Aparecida, São Domingos e São Francisco. 
Relevo e Altitude
O município está inserido na unidade geomorfológica da Depressão Sertaneja, apresentando relevo predominantemente suave-ondulado. O relevo é predominantemente plano a suavemente ondulado, pontuado por maciços residuais e inselbergs (morros isolados que resistiram à erosão). A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 184 metros acima do nível do mar.
Solo e Vegetação
Os solos predominantes são os Luvissóis (rasos e ricos em minerais, mas pedregosos) e os Neossolos Litólicos. Devido à baixa profundidade e à alta evapotranspiração, o manejo agrícola exige técnicas de convivência com a seca.
A vegetação típica é a Caatinga, composta por arbustos espinhosos, cactáceas (como o mandacaru e o xique-xique) e árvores de pequeno porte que perdem as folhas no período seco para preservar água.
Hidrografia
Na hidrografia, em Pombal se localiza a foz do rio Piancó, que deságua no rio Piranhas.
Economia
Dinamismo Econômico
A economia de Pombal é historicamente baseada no setor primário, mas tem se diversificado:
- Agricultura e Pecuária: Destaca-se a criação de gado bovino e caprino, além de culturas de subsistência como milho e feijão. A produção de coco e frutas irrigadas às margens do Rio Piancó também é relevante.
- Comércio e Serviços: É o motor atual da cidade. Por ser um polo regional, Pombal atrai consumidores de diversos municípios vizinhos para seus centros comerciais e serviços de saúde.
- Energia Solar: Recentemente, a região tem atraído investimentos em parques fotovoltaicos devido aos altos índices de irradiação solar.
Educação
Um dos grandes diferenciais contemporâneos de Pombal é sua relevância na Educação Superior. A cidade abriga um campus da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), focado principalmente em Ciências Agrárias e Tecnologia. A presença da universidade transformou a dinâmica socioeconômica, trazendo jovens de todo o país e incentivando a pesquisa científica no sertão.
Turismo e Cultura
Pombal oferece um turismo rico em história e tradição sertaneja:
- Patrimônio Histórico: A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário (esta última construída por pessoas escravizadas no século XVIII) são joias da arquitetura colonial.
- Festa do Rosário: Um dos maiores eventos religiosos da Paraíba, realizado anualmente em outubro, misturando fé, danças folclóricas (como os Congos) e feiras populares.
- Lenda de Maringá: O município preserva a memória de Maria do Ingá, a mulher que inspirou a canção "Maringá" de Joubert de Carvalho, símbolo da resistência e beleza sertaneja durante as grandes secas.
- Rio Piancó: Local de lazer para a população e fonte de vida para as comunidades ribeirinhas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

sábado, 24 de janeiro de 2026

ESPERANÇA - PARAÍBA

Esperança é um município brasileiro localizado no estado da Paraíba, na região do Agreste paraibano. Conhecida carinhosamente como o "Lírio Verde da Borborema", a cidade está situada na microrregião do Brejo Paraibano, a cerca de 140 km da capital, João Pessoa. Fundada em 1º de dezembro de 1925, Esperança tem uma rica história ligada à agricultura, com destaque para a cultura do algodão, que impulsionou sua economia no passado. Atualmente, o município também é conhecido pela produção de artesanato, especialmente em renda, e por sua forte tradição cultural, com festas populares como o São João e a Festa da Padroeira, Nossa Senhora do Bom Conselho. Esperança combina o charme do interior com uma vibrante vida comunitária, marcada pela hospitalidade de seu povo e pela beleza natural da região serrana da Borborema. A população de Esperança, estimada pelo IBGE para o ano de 2025, era de 32.599 habitantes.
História
A história de Esperança, na Paraíba, começa com os índios Cariris, da tribo Banabuyê, que viviam na região e construíram um reservatório de água, o Tanque do Araçá. Os portugueses, liderados pelo colono Marinheiro Barbosa, chegaram, expulsaram os indígenas e se estabeleceram. Marinheiro construiu sua casa onde hoje é o bairro Beleza dos Campos, mas acabou abandonando o lugar. Anos depois, três irmãos portugueses – Antônio, Laureano e Francisco Diniz – se instalaram na área que hoje é a Avenida Manoel Rodrigues, a principal da cidade. 
O povoado inicialmente foi chamado de Banabuyê, em homenagem à tribo indígena. Em 1860, Frei Venâncio, o primeiro missionário católico da região, fundou uma capela no local onde hoje está a Igreja Matriz, possivelmente financiada por uma senhora como promessa contra um surto de cólera. Essa capela, que mais tarde foi ampliada, marcou o início da influência religiosa na região. Em 1872, o nome mudou para Boa Esperança e, depois, para Esperança. 
A cidade foi emancipação em 1º de dezembro de 1925, separando-se de Alagoa Nova, com Manoel Rodrigues de Oliveira como primeiro prefeito. Dois distritos, Areial (1961) e Montadas (1963), se tornaram municípios próprios. Hoje, além da sede, Esperança tem os distritos de Massabielle, São Miguel e Pintado. Em 2021, a população era de cerca de 33 mil habitantes. 
Esperança cresceu ao redor de um reservatório de água e da fé, com uma história marcada pela mistura de culturas indígenas, colonização portuguesa e religiosidade, que ainda define o espírito esperançoso da cidade e de seus moradores, chamados esperancenses.
Formação Administrativa
Nos quadros de Apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920, figura no município de Alagoa Nova o distrito de Esperança. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Esperança, pela Lei Estadual n.º 624, de 1º de dezembro de 1925. Desmembrado de Alagoa Nova. Sede no atual Distrito de Esperança. Constituído do Distrito sede. Instalado em 31 de dezembro de 1925. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 2 distritos: Esperança e Areial. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 520, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Areial passou a denominar-se Ariús. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o Distrito de Ariús (ex Areial) figura no município de Esperança. 
Pela Lei Estadual n.º 138, de 07 de janeiro de 1949, o distrito de Ariús passou a denominar-se Novo Areal. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Esperança e Novo Areal (ex Ariús). 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960. 
Pela Lei Estadual n.º 2.606, de 05 de dezembro de 1961, é desmembrado do município de Esperança o distrito de Novo Areal. Elevado à categoria de município com a denominação de Areial. 
Em divisão territorial datada de 1º de dezembro de 1963, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município de Esperança está inserido na área geográfica do semiárido brasileiro. Essa delimitação, estabelecida em 2005 pelo Ministério da Integração Nacional, considera o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca como critérios para sua definição. 
Clima
O clima em Esperança, é Tropical Chuvoso com verão seco (As), característico do Agreste. A temperatura média anual é de 23°C, com verões quentes (até 31°C) e invernos mais amenos (mínimas de 18°C). As chuvas são concentradas entre abril e julho, com média de 800 mm/ano, mas há irregularidade na distribuição, refletindo a transição para o semiárido. O tempo é geralmente abafado e com ventos fortes. 
Vegetação
A vegetação predominante em Esperança, é a Caatinga, um bioma exclusivamente brasileiro adaptado ao clima semiárido. 
A Caatinga na região de Esperança é uma área de transição no Agreste paraibano, apresentando plantas xerófilas (adaptadas à seca), como árvores e arbustos retorcidos e espinhosos que perdem as folhas na estação seca. Espécies comuns incluem mandacaru, xique-xique, catingueira, jurema-preta, umbuzeiro e marmeleiro. 
Além da Caatinga, a paisagem é marcada por afloramentos rochosos, que abrigam uma flora específica adaptada a essas condições. A localização no Agreste também pode trazer influências de outras formações, como a Mata Úmida de Altitude, em áreas mais úmidas. É importante notar que a vegetação local também sofre impactos devido às atividades humanas. 
Hidrografia
A hidrografia de Esperança, é marcada principalmente por estar inserida na bacia do Rio Mamanguape, com algumas áreas contribuindo para as bacias do Rio Araçagi e Rio Curimataú. 
Os cursos d'água na região são, em sua maioria, intermitentes, ou seja, secam durante períodos de estiagem e fluem apenas na época das chuvas. O abastecimento de água do município é feito por meio de açudes, como o Açude Vaca Brava I,II e Nova Camará, que são fontes importantes para a cidade. A gestão desses recursos hídricos é feita por órgãos estaduais e federais.
Economia
A economia de Esperança é baseada na agricultura, pecuária e, principalmente, no comércio e serviços regionais.
- Comércio e Serviços: Devido à sua posição geográfica central, a cidade se tornou um polo de distribuição de bens e serviços, com um comércio ativo que atende aos municípios vizinhos.
- Agropecuária: A agricultura é diversificada, com destaque para o cultivo de algodão, milho, feijão e frutas. A pecuária (bovinos e caprinos) é tradicional e utiliza os pastos nativos das áreas de serra.
- Indústria: Possui um pequeno setor industrial voltado para o beneficiamento de produtos agrícolas e para a produção de cerâmica e tijolos.
Cultura
A cultura de Esperança é um tecido rico de festividades tradicionais, devoção religiosa, engajamento comunitário em espaços públicos e um apoio governamental proativo às expressões artísticas. O São João é o evento mais proeminente, mas o compromisso da cidade em promover um ambiente cultural diversificado é evidente em suas várias iniciativas e na participação ativa de seus cidadãos. 
Turismo
O Turismo em Esperança é impulsionado pelo clima, cultura e eventos locais.
- Clima agradável: O principal atrativo é o clima de montanha, que proporciona temperaturas amenas e paisagens serranas, atraindo turistas de áreas mais quentes.
- Festas Juninas: O município celebra o São João com festividades tradicionais, integrando o circuito junino da Paraíba.
- Turismo de eventos: O calendário municipal é enriquecido por eventos cívicos, religiosos e feiras agropecuárias que movimentam a economia e o fluxo de visitantes.
- Belezas naturais: As áreas de serra e os mirantes naturais oferecem oportunidades para o ecoturismo e a contemplação.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

MONTEIRO - PARAÍBA

Monteiro é um município brasileiro do estado da Paraíba, Região Nordeste. Pertence a região do Sertão do Cariri (Ocidental) Paraibano. De acordo com o IBGE, para o ano de 2025, sua população era estimada em 33.886 habitantes. 
História
Antes de surgir oficialmente na história Monteiro era uma área de fazendeiros e criadores de gado. No final do século XVIII, algumas famílias lá se estabeleceram e, em 1800, Manoel Monteiro do Nascimento desmembrou uma área de sua fazenda, chamada Lagoa do Periperi, para construir uma capela consagrada a Nossa Senhora das Dores, distante 300 metros da margem do Rio Paraíba. 
A beleza do local foi atraindo habitantes e, em pouco tempo, formou-se um povoado que, em 1840, deixou de ser Lagoa do Periperi e passou a se chamar Povoação da Lagoa (havia apenas duas casas de telha na época). Pouco tempo depois, em homenagem ao seu fundador, o povoado recebeu o nome de Alagoa do Monteiro. 
O distrito de Alagoa do Monteiro foi criado pela Lei margem Provincial n.º 194, de 4 de setembro de 1865. A cidade foi sendo erguida à do Rio Paraíba, que nasce na Serra do Jabitacá, a 24 quilômetros da cidade. Tornou-se município por meio da Lei n.º 457, de 28 de junho de 1872, com território desmembrado de São João do Cariri. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Alagoa do Monteiro, pela Lei Provincial n.º 194, de 04 de setembro de 1865, subordinado ao município de São João do Cariri. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Alagoa do Monteiro, pela Lei Provincial n.º 457, de 28 de junho de 1872, desmembrado de São João do Cariri. Sede na povoação de Alagoa. Constituído do distrito sede. Instalado em 20 de janeiro de 1873. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 4 distritos: Alagoa do Monteiro, Camalaú, São Sebastião do Umbuzeiro e São Tomé. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920, o município aparece constituído de 4 distritos: Alagoa do Monteiro, Camalaú e Tigre (ex Camalaú), São Sebastião do Umbuzeiro e São Tomé. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 4 distritos: Alagoa do Monteiro, Camalaú (ex Camalaú e Tigre), São Sebastião do Umbuzeiro e São Tomé. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 5 distritos: Alagoa do Monteiro, Camalaú e Tigre, Prata, São Sebastião do Umbuzeiro e São Tomé. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.010, de 30 de março de 1938, o distrito de Camalaú e Tigre voltou a denominar-se simplesmente Camalaú. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.164, de 15 de novembro de 1938, o município Alagoa de Monteiro, passou a denominar-se simplesmente Monteiro. Sob o mesmo Decreto-lei de São João do Tigre a denominar-se simplesmente Tigre. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município aparece constituído de 6 distritos: Monteiro (ex Alagoa do Monteiro), Camalaú, Prata, São Sebastião do Umbuzeiro, São Tomé e Tigre (ex São João do Tigre). 
Pela Decreto-Lei Estadual n.º 520, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Prata passou a denominar-se Mugiqui, São Sebastião do Umbuzeiro a denominar-se Caroá, São Tomé a denominar-se Sumé e Tigre (ex São João do Tigre) a denominar-se Jacarará. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município aparece constituído de 6 distritos: Monteiro, Camalaú, Caroá (ex São Sebastião do Umbuzeiro), Jacarará (ex Tigre), Mugiqui (ex Prata) e Sumé (ex São Tomé). 
Pela Lei Estadual n.º 73, de 23 de dezembro de 1947, o distrito de Jacarará voltou a denominar-se São João do Tigre e Mugiqui a denominar-se Prata. 
Pela Lei Estadual n.º 318, de 07 de janeiro de 1949, o distrito de Caroá voltou a denominar-se São Sebastião do Umbuzeiro. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 6 distritos: Monteiro, Camalaú, São Sebastião Umbuzeiro (ex-Caroá), São João do Tigre (ex Jacarara), Prata (ex Mugiqui) e Sumé. 
Pela Lei Estadual n.º 513, de 08 de dezembro de 1951, é desmembrado do município de Monteiro o distrito de Sumé. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 803, de 16 de outubro de 1952, é criado o distrito de Boi Velho com terras desmembradas do distrito de Prata e anexado ao município de Monteiro. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1949-1953, o município aparece constituído de 6 distritos: Monteiro, Boi Velho, Camalaú, Prata, São João do Tigre e São Sebastião Umbuzeiro. 
Pela Lei Estadual n.º 1.147, de 16 de fevereiro de 1955, o distrito de Boi Velho passou a denominar-se Ouro Velho. Sob o mesmo Decreto são desmembrados do município de Monteiro os distritos de Prata e Ouro Velho, para formarem o novo município de Prata. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Monteiro, Camalaú, São Sebastião do Tigre e São Sebastião do Umbuzeiro. 
Pela Lei Estadual n.º 2.110, de 08 de maio de 1959, são desmembrados do município de Monteiro os distritos de São Sebastião do Umbuzeiro e São Sebastião do Tigre, para formarem o novo município de São Sebastião do Umbuzeiro. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Monteiro e Camalaú. 
Pela Lei Estadual n.º 2.617, de 12 de dezembro de 1961, é desmembrado do município de Monteiro o distrito de Camalaú. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial de 2023 o município é constituído do distrito sede.
Geografia
O Município de Monteiro, que fica a 319 quilômetros de João Pessoa, está localizado na Microrregião do Cariri Ocidental Paraibano, da qual é a parte mais característica. Limita-se ao Norte com o município de Prata (PB); Oeste, com Sertânia, Iguaracy e Tuparetama (PE); ao Sul, com São Sebastião do Umbuzeiro e Zabelê (PB); e, ao Leste, com Camalaú e Sumé (PB). 
A sede de Monteiro situa-se a aproximadamente 599 metros de altitude, segundo estudos geográficos. Com área de 1.009,90 km², Monteiro é o maior município do Estado. Possui bacia hidrográfica formada por um rio temporário, o Paraíba, e quatro açudes: Pocinhos, com capacidade para armazenar 5.900.00m³ de água; Poções, 29.106.000m³; São José, 3.000.000m ³; e Serrote, 3.000.000m³. 
Vegetação
A vegetação nativa é a caatinga, que pode variar na área do município, em locais mais áridos com a presença marcante das cactáceas, com forte paisagem típica do Sertão espinhoso, e em áreas serranas mais arbórea e florestal. Há também trechos de capoeiras e matas mais abertas que compõem a paisagem semiárida local, marcando a transição ecológica típica da região do Cariri paraibano.
Relevo
O município está inserido na Depressão Sertaneja, uma unidade geoambiental típica do semiárido nordestino, caracterizada por relevo suave-ondulado com vales dissecados e elevações residuais. 
Solos
Os solos de Monteiro são caracterizados por neossolos litólicos, rasos e pedregosos, típicos do semiárido, segundo levantamentos da EMBRAPA citados em estudos acadêmicos. 
Clima
O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. 
Mesmo situada no sertão nordestino, possui um clima ameno, em relação às demais cidades sertanejas, a amplitude térmica é marca do lugar, com dias quentes, noites agradáveis com madrugada e alvorada frias, possui uma das menores mínimas do estado dentre as sedes municipais. Nos meses próximos a julho, as mínimas da madrugada são comuns 17 °C que podem descer em casos isolados a 13 °C. Mesmo com temperaturas agradáveis a seca é presente e o índice pluviométrico é baixo, em torno de 650mm, podendo todavia haver anos chuvosos. 
Monteiro detém o recorde de menor temperatura registrada na Paraíba, com temperatura mínima de 7,7 °C no dia 28 de julho de 1976, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a partir de dezembro de 1962. A máxima recorde da cidade é de 37,6 °C no dia 3 de outubro de 1997. O recorde de precipitação acumulada em 24 horas foi registrado em 24 de dezembro de 1963, chegando a 174 mm, seguido por 134,2 mm em 24 de dezembro de 1977, 121,2 mm em 2 de abril de 2017, 107 mm em 18 de janeiro de 1965, 104,4 mm em 16 de março de 1967, 103,4 mm em 13 de maio de 2006 e 103,2 mm em 30 de março de 2016.
Educação
Universidades

O município de Monteiro conta com duas instituições públicas de ensino superior. O Centro de Ciências Humanas e Exatas da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB - CCHE/Campus IV) está localizado no centro da cidade e oferta cursos de graduação e pós-graduação lato-sensu. O CCHE também atua no desenvolvimento cultural da região promovendo ações e eventos em parceria com o Núcleo de Arte e Cultura Zabé da Loca. 
O Campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB - Campus Monteiro) foi implantado no município em 2009 e está localizado no bairro de Vila Santa Maria, na saída da cidade para o município de Zabelê. O IFPB - Campus Monteiro oferece cursos superiores de graduação e pós-graduação, além de cursos técnicos nas modalidades integral e subsequente. 
Economia
A economia de Monteiro é diversificada, com forte presença da caprinocultura e ovinocultura — uma das mais expressivas da região Nordeste. A criação de cabras e ovelhas, com boa qualidade genética, gera renda importante para a população rural. Além disso, a agricultura familiar é relevante, e o comércio e o serviço público também contribuem para a economia local.
Monteiro também possui rebanho bovino e produz artesanalmente, mas seu destaque econômico maior está na produção pecuária de caprinos e ovinos.
Turismo
No turismo, Monteiro mostra seu potencial cultural e natural. A cidade tem forte veia artística: eventos, oficinas, encontros culturais e manifestações folclóricas reforçam sua identidade no Cariri Paraibano.
Entre os pontos de interesse está o Museu Histórico de Monteiro, que reúne fotografias, mobiliário antigo e objetos que contam a trajetória da cidade desde a época colonial até hoje.
A participação de Monteiro no Movimento Brasil de Turismo e Cultura (MBTC) é significativa: a cidade foi selecionada entre 24 destinos para receber subsídio com o objetivo de promover seu patrimônio cultural. (Monteiro TV) A arquitetura colonial, as festas religiosas, a cultura sertaneja e a proximidade com a paisagem típica do Cariri fazem de Monteiro um destino interessante para o turismo cultural e histórico.
Futebol
A Sociedade Cultural Recreativo de Monteiro, conhecida popularmente como Socremo, é uma agremiação esportiva de Monteiro, no estado da Paraíba, fundada a 10 de outubro de 1968. O "Gavião do Cariri" (como é conhecido) disputou o Campeonato Paraibano até 2000, quando foi rebaixado. 
Em 2010, por estar em dívida com a Federação Paraibana de Futebol, a agremiação chegou a ser proibida de disputar qualquer competição, mesmo amistosos, campeonato amador ou categorias de base. O retorno da Socremo se deu num amistoso realizado no Estádio Feitosão contra o time da base do Náutico, que o derrotou por 3 a 1. 
Personalidades
Monteiro é a terra natal e de residência de Flávio José, um dos maiores intérpretes de forró do Nordeste e do Brasil. Nascido na cidade em 1 de Setembro de 1951, possui diversas músicas e discos publicados, sendo presença sempre marcante nas festas juninas de Campina Grande e tantas outras cidades do Nordeste e do Brasil.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

AREIA - PARAÍBA

Areia é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na Região Geográfica Imediata de Campina Grande. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2022 sua população era estimada em 22.633 habitantes. 
Com muitas riquezas naturais, situada em local elevado, Areia, no inverno, é coberta por uma leve neblina, e suas terras possuem diversas fontes e balneários aquáticos. É também muito conhecida por suas riquezas culturais, particularmente o Museu de Pedro Américo, com inúmeras réplicas dos quadros do mais célebre cidadão areiense, entre elas a famosa obra "O Grito do Ipiranga", encomendada a ele por Dom Pedro II, e o Museu da Rapadura, localizado dentro do Campus da UFPB na cidade, onde o turista pode observar as várias etapas da fabricação dessa iguaria e dos outros derivados da cana-de-açúcar, como a cachaça, sendo a areiense muito conhecida exteriormente por seu incomparável sabor. 
Areia é considerada como "Terra da Cultura" tendo seu teatro, o "Theatro Minerva", sido edificado 30 anos antes que o de João Pessoa. Para aquela cidade hospitaleira, de invernos rigorosos, convergiam estudantes de toda a região, sendo expoentes deste tempo a Escola de Agronomia do Nordeste, o Colégio Santa Rita (Irmãs Franciscanas, alemães) e o Colégio Estadual de Areia (antigo Ginásio Coelho Lisboa). Seus filhos se destacavam em todos os concursos de que participavam. Carminha Sousa e Laura Gouveia eram reconhecidas pela capacidade de educar e formar pessoas na língua portuguesa. 
História
Em 1648, a expedição em busca de recursos minerais de Elias Herckmans, então governador holandês da Paraíba, percorreu a mando de João Maurício de Nassau a região onde hoje se assenta a cidade de Areia sem entretanto nada encontrar. Pouco mais tarde, em meados do século XVII, desbravadores portugueses percorreram a região, tendo um deles, de nome Pedro Bruxaxá, se fixado no local à margem do cruzamento de estradas que eram caminho obrigatório de boiadeiros e comboieiros dos sertões com destino à cidade de Mamanguape e à Capital. Dada a amizade que fez com os nativos, ali construiu um curral e uma hospedaria conhecida como “Pouso do Bruxaxá”. A região foi por muitos anos denominados "Sertão de Bruxaxá". 
Com o tempo, entretanto, devido a um riacho que possuía bancos de areia muito brancas, o povoado passou a ser chamado de Brejo d'Areia, já que o lugarejo fica na Microrregião do Brejo Paraibano, região da Paraíba não muito longe do litoral, que recebe os úmidos ventos alísios vindos do Atlântico e possui uma cobertura vegetal de floresta atlântica, hoje em dia reduzida a manchas. Por isso, também chamada de Zona da Mata. 
O Sertão ou Brejo do Bruxaxá aparece sem oratório nos registros da antiga freguesia de Mamanguape ainda em 03.10.1764, ocasião em que escravos de João Batista Calaça são casados na Capela de Santo Antônio dos Mulungus pelo Padre Manoel Gomes da Silva. 
Aos 03 de junho de 1761, no sítio do Bruxaxá, foi batizado um escravo de Frutuoso Dias de Aguiar, morador em Goiana-PE, sendo seus padrinhos o tenente Antônio Pais de Bulhões e sua esposa D. Ana Pereira de Araújo. Antônio Pais era irmão de Maria José, esposa de seu primo Frutuoso Dias, e pai de Bartolomeu da Costa Pereira, o primeiro Capitão-Mor de Areia. 
O Oratório do Bruxaxá, Oratório do Brejo do Bruxaxá ou Oratório de Nossa Senhora da Conceição do Bruxaxá aparece nos registros mais antigos até 26 de agosto de 1784, porém em 17 de março de 1785 aparece o primeiro registro com o nome Capela do Bruxaxá, indicando que esta deve ter sido erguida, portanto, entre o final de 1784 e início de 1785. 
O Padre Domingos da Cunha Figueira e o reverendo Lourenço Gomes Freire, vigário de Mamanguape, aparecem nos batismos dos anos 1783. Em 1784, o Frei Joaquim Nobre, religioso de São Francisco, e em 1785, o Frei Pedro de Borgosesia, religioso capuchinho, são os celebrantes dos referidos batismos. 
O povoado foi elevado à categoria de freguesia em 8 de fevereiro de 1813; de vila em 18 de maio de 1815; e de cidade em 18 de maio de 1846. 
Com o desenvolvimento da lavoura canavieira na Região do Brejo, no século XIX, a cidade de Areia tornou-se o maior município da região, mas tal proeminência econômica começou desde o século anterior, XVIII, com a precedente lavoura do algodão. A campanha abolicionista no município teve a liderança de Manuel da Silva e Rodolfo Pires, e a cidade libertou o último escravo pouco antes da Abolição da Escravatura em todo o país, no dia 3 de maio de 1888. 
Areia participou ativamente das Revoluções do século XIX, tais como a Revolução Pernambucana, em 1817, a Confederação do Equador, em 1824 e a revolta do Quebra-Quilos, em 1873. 
Areia foi a principal civilização do Alto Brejo paraibano durante o século XIX, final do século XVIII e início do século XX a tal ponto de ter tido o primeiro teatro do estado (o primeiro cinema foi em Rio Tinto), a primeira faculdade, etc. Isso atesta um padrão interessante na história da Paraíba, onde antes o desenvolvimento se concentrava no interior e só depois atingiu a capital (que já era um polo importante nos séculos XVI e XVII - única cidade lusófona fundada por espanhóis durante o reino dos Filipes). Não se sabe, no entanto, as causas destas civilizações pioneiras e grandiosas no passado terem ficado para trás no decorrer do século XX por exemplo num processo de estagnação, mesmo com tantas belezas naturais e clima bastante superior ao da baixada litorânea, por exemplo (e muito mais propício a civilização portanto). 
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Brejo d`Areia, pela Provisão Régia de 29 de junho de 1813, subordinado a vila de Monte-Mor. 
Elevado à categoria de vila com a denominação de Brejo d`Areia, pela Provisão Régia de 18 de maio de 1815, desmembrado da Vila de Monte-Mor (mais tarde Mamanguape). Instalado em 30 de agosto de 1818. 
Elevado à condição de cidade e sede municipal com a denominação de Areia, pela Lei Provincial nº 2, de 18 de maio de 1846. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 2 distritos: Areia e Lagoa do Remígio. 
Assim permanecendo em divisão territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937. 
Pelo Decreto-Lei Estadual nº 1.164, de 15 de novembro de 1938, o distrito de Lagoa do Remígio passou a denominar-se simplesmente Remígio. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Areia e Remigio ex-Lagoa do Remígio. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955. 
Pela Lei Estadual nº 1.667, de 14 de março de 1957, desmembra do município de Areia o distrito de Remígio. Elevado à categoria de município. 
Em territorial datada divisão de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Pela Lei Estadual nº 3.232, de 11 de dezembro de 1964, é criado o distrito de Muquém e anexado ao município de Areia. 
Pela Lei Estadual nº 3.233, de 11 de dezembro de 1964, é criado o distrito de Mara Limpa e anexado ao município de Areia 
Pela Lei Estadual nº 3.234, de 11 de dezembro de 1964, é criado o distrito de Cepilho e anexado ao município de Areia. 
Em territorial datada divisão de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 4 distritos: Areia, Cepilho, Mata Limpa e Muquém. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 
Retificação de Grafia 
Brejo d`Areia para Areia alterado, pelo Alvará de 18 de maio de 1815.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, Areia pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Campina Grande. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião do Brejo Paraibano, dentro da mesorregião do Agreste Paraibano. Com 269,13 km² de área (0,4766% do território estadual), dos quais 2,4748 km² em área urbana, seu território é dividido em quatro distritos: Areia (sede), Cepilho, Mata Limpa e Muquém Está distante 131 km da capital paraibana, João Pessoa, e a 2.268 km da capital federal, Brasília. Limita-se a norte com Alagoinha, Arara, Pilões e Serraria; a sul com Alagoa Grande e Alagoa Nova; a leste com Alagoa Grande e Alagoinha e, a oeste, com Algodão de Jandaíra, e Esperança e Remígio.
Vegetação
Areia encontra-se em uma zona de transição entre Mata Atlântica e Caatinga. A vegetação natural inclui matas úmidas de altitude, mata subcaducifólia, e remanescentes da Mata Atlântica no agreste, especialmente no Parque Estadual Mata do Pau-Ferro, que funciona como reserva ecológica. Áreas com vegetação de brejo de altitude caracterizam-se por flora rica, com árvores mais densas, grande diversidade, contraste com regiões mais secas ao redor. 
Relevo
Localizado no Planalto da Borborema, Areia apresentando um relevo variado, formado tanto por morros quanto por vales e várzeas, e altitudes variando entre 164 e 635 metros. 
Solo
O solo predominantemente é argissolo do tipo vermelho-amarelo eutrófico, chamado de podzólico vermelho-amarelo eutrófico na antiga classificação brasileira de solos, existindo áreas menores de nitossolo (sudeste), neossolos (noroeste) e luvissolos (extremo oeste), este último nas áreas a sotavento do planalto. 
Hidrografia
Todo o território areiense se localiza dentro da bacia hidrográfica do Rio Mamanguape. Os maiores reservatórios são os açudes Saulo Maia e Vaca Brava, cujas capacidades são, respectivamente, de 9.833.615 m³ e 3.783.556 m³.
Bioma
Areia possui como bioma predominante a Mata Atlântica, com áreas menores de caatinga. Abriga o maior remanescente de Mata Atlântica do agreste da Paraíba, com uma área de 607,96 ha, o Parque Estadual Mata do Pau-Ferro, a cinco quilômetros da cidade, criado como reserva ecológica pelo Decreto n.º 14.832, de 19 de outubro de 1992 e transformado em parque estadual em 4 de agosto de 2005, por meio do Decreto n.º 26.098. 
Clima
Estando em um brejo de altitude, possui clima tropical de altitude Cwa, com chuvas concentradas nos meses de outono e inverno, sendo o índice pluviométrico de 1.360 mm/ano. O período mais quente do ano compreende os meses de janeiro, novembro e dezembro, enquanto junho e julho são os meses mais frios. A umidade do ar é relativamente elevada e a velocidade média do vento gira em torno de 2,5 m/s. 
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1931 a 1966 e a partir de 1994, a menor temperatura registrada em Areia foi de 8,2 °C em 6 de dezembro de 1996 e a maior atingiu 34,2 °C em 20 de novembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 156,6 mm em 25 de junho de 1936. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 146 mm em 5 de maio de 2011, 127 mm em 17 de março de 1960, 111,5 mm em 21 de julho de 2017, 111,4 mm em 7 de abril de 1996, 109 mm em 12 de abril de 2009, 104,2 mm em 29 de dezembro de 2016 e 100,9 mm em 11 de fevereiro de 1931. Desde novembro de 2004, quando o INMET instalou uma estação automática no município, a maior rajada de vento alcançou 18,7 m/s (67,3 km/h) em 16 de julho de 2015 e o menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi de 28% em 23 de fevereiro de 2020.
Economia
A economia de Areia é bastante diversificada para o porte do município. Agricultura, agroindústria (principalmente engenhos de cana-de-açúcar, produção de rapadura, mel e aguardente de cana) são atividades tradicionais e ainda de forte expressão. O turismo também contribui de maneira crescente, aproveitando o patrimônio histórico, o clima ameno e os eventos culturais. Há produção de bens relacionados à madeireira e extrativos menores, além de comércio local de serviços, restaurantes, hospedagem, etc., voltados para turistas regionais.
Educação
Areia conta com rede de educação básica (ensino fundamental, médio e modalidades complementares como EJA) atendendo zonas urbana e rural. Um dos pontos importantes de educação superior no município é o Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que anteriormente era a Escola de Agronomia do Nordeste. Também há patrimônio histórico ligado à cultura e educação, como o Teatro Minerva, datado de meados do século XIX, e museus que promovem a literatura, artes plásticas e cultura regional.
Turismo
O turismo é uma das faces mais visíveis de Areia. A cidade costuma ser chamada de “Suíça Paraibana” por causa de sua altitude, clima diferenciado e beleza cênica. O patrimônio histórico e urbanístico foi tombado pelo IPHAN em 2006, englobando cerca de 420 imóveis antigos, muitos exemplares dos séculos XVIII e XIX. Ao visitá-la não deixe de conhecer a Igreja de N. S. do Rosário dos Pretos (do século XVII, construída pelos escravos), o Teatro Minerva (1859, edificado pelas famílias de maior poder aquisitivo da época, daí sua denominação original: Teatro Particular ); a Igreja Matriz, o Casarão de José Rufino (influente Senhor de Engenho), a Biblioteca José Américo de Almeida, o Museu Regional de Areia e o Museu-Casa do pintor Pedro Américo, além da Reserva Florestal do Pau-Ferro e do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), antiga Escola de Agronomia do Nordeste, primeiro campus universitário de todo o interior do Nordeste.
Entre os atrativos estão: o Teatro Minerva (1859), o Museu Regional de Areia, a Biblioteca José Américo de Almeida, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, o Casarão de José Rufino, a Casa-Museu do pintor Pedro Américo. Também há roteiros de ecoturismo, trilhas, cachoeiras e belas paisagens naturais, bem como festivais culturais, eventos como o “Caminhos do Frio”, que atraem visitantes em busca do clima invernal, gastronomia regional e artesanato.
Principais datas
- 3 de maio - data da libertação da escravidão em Areia
- 18 de maio - Aniversário de Emancipação Política
- No mês de julho a cidade vive o roteiro Caminhos do Frio Rota Cultural
- 8 de dezembro - Festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

SÃO BENTO - PARAÍBA

São Bento é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na Região Geográfica Imediata de Catolé do Rocha-São Bento. Distante 375 km da capital João Pessoa, é um polo industrial com uma grande produção de redes de dormir, mantas e produtos têxtil, sendo conhecida como a Terra das Redes e produzindo mais de 12 milhões de redes por ano. Sua Área territorial é de 248 km² e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2024, era de 33.700 habitantes, sendo a 15° cidade mais populosa da Paraíba. 
Possui o 121.º maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da Paraíba e o seu PIB (Produto Interno Bruto) é de R$ 157 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o município de São Bento possui 29.525 eleitores. 
História
No final do século XIX, às margens do Rio Piranhas, habitava um senhor conhecido como Catonho, com sua família e alguns moradores de sua fazenda conhecida como Cascavel. Tradicionalmente, conta-se que um sacerdote de nome desconhecido, de passagem pelas terras de Catonho, com destino à cidade de Pombal, para a celebração da Festa de Nossa Senhora do Rosário, teria batizado o lugar de São Bento, tradicionalmente tido como o padroeiro contra ataques de serpentes. Morrendo Catonho, seu filho, Manoel Vieira, juntamente com seu primo, Leandro Pinto, que vivia numa propriedade vizinha, iniciaram um trabalho de desenvolvimento com a finalidade de aumentar o núcleo, agrupando moradores e crescendo o número de habitantes. 
Curiosamente, apesar do nome, São Sebastião foi escolhido como padroeiro do local, e em sua honra, foi construída uma capela, concluída em 1889. A primeira missa foi celebrada pelo padre Emídio Cardoso. O sino foi doado pelos dois fundadores. Atualmente, o sino foi movido para a Igreja Matriz de São Sebastião. 
Assim como Belém do Brejo do Cruz e São José do Brejo do Cruz, as terras de São Bento faziam parte do município de Brejo do Cruz. Desde a fundação, São Bento começou a progredir já com alguns teares manuais fabricando redes de dormir. O aquecimento da economia e o aumento das ofertas de trabalho no lugar, a comunidade passou a buscar a sua emancipação da cidade vizinha, que veio efetivamente dia 29 de abril de 1959, através da Lei Estadual n.º 2073, assinada pelo então governador Pedro Gondim. A partir daí o município transporia novos horizontes. 
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de São Bento, pela Lei Estadual n.º 2.073, de 29 de abril de 1959, desmembrado de Brejo do Cruz. Sede no atual distrito de São Bento (ex povoado). Constituído do distrito sede. Instalado em 27 de setembro de 1959. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Localizado no sertão da Paraíba, o município limita-se ao sudoeste com o município de Paulista/PB, ao oeste com Riacho dos Cavalo/PB, ao norte com Brejo do Cruz/PB, ao nordeste com jardim de Piranhas/RN e ao leste com Serra Negra do Norte/RN. 
O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. 
Distritos: Sede e Barra de Cima .
Hidrografia
São Bento é cortada pelo Rio Piranhas/Rio Açu, este perenizado pelo açude de Coremas/Mãe d'água. 
Clima
Em São Bento, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é escaldante, de ventos fortes e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 37 °C e raramente é inferior a 17 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar São Bento e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao início de outubro. 
A estação quente permanece por 3,5 meses, de 12 de setembro a 26 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 36 °C. O mês mais quente do ano em São Bento é novembro, com a máxima de 37 °C e mínima de 22 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,4 meses, de 17 de março a 30 de junho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 32 °C. O mês mais frio do ano em São Bento é junho, com a mínima de 19 °C e máxima de 32 °C, em média. 
Esporte
São Bento possui o Estádio Pedro Eulâmpio da Silva, popularmente conhecido como Pedrão. O estádio tem capacidade de 4.000 pessoas. Ainda que não conte com nenhuma equipe profissional de futebol, a cidade tem expressão no Futsal. A equipe local, São Bento EC, venceu o Campeonato Paraibano da modalidade em 2021. A cidade também tem uma equipe de Futebol americano, o São Bento Snakes, que participa na Liga Brasil Futebol Americano. 
Economia
Fundada nas margens do Rio Piranhas, a cidade desenvolveu um grande potencial na indústria de redes de dormir sendo a maior produtora nacional do ramo. Atualmente, exporta redes para todo os estados do Brasil bem como para a maioria dos países da América do Sul, África, Europa e Ásia, gerando uma grande movimentação econômica no comércio interno. Isso se constituiu no principal fator pelo qual, diferentemente da maioria dos municípios do sertão paraibano, a população não sente necessidade para deslocar-se para os grandes centros urbanos do país. É por essa razão, que o município de São Bento apresente um bom índice de crescimento de modo a possuir uma das maiores densidades demográficas do sertão paraibano. 
São Bento é conhecida na região como tendo uma grande movimentação financeira, gerando um dos maiores ICMS do estado. Suas redes são conhecidas em todo o Brasil, disputando lugar de destaque com a cidade de Jaguaruana, do estado do Ceará. 
Turismo
São Bento possui eventos públicos e privados, com grande tradição na região, que movimentam o turismo local e tem total apoio da gestão:
- Festa de São Sebastião (janeiro): Festa tradicional do município, organizada pela Igreja Matriz de São Sebastião. Com público religioso, o evento, além das missas todas as noites, tem 10 dias de programação social, no pátio da igreja, com diversas atrações culturais, gratuito para todas as pessoas, e tem apoio do comércio local, da comunidade em geral e da Prefeitura Municipal.
- Vaquejada (abril): Evento que traz a cultura nordestina, lembrando a figura sertaneja do vaqueiro. A festa atrai turistas de todas as regiões do Brasil. Apesar de ser um evento privado, tem tradição de mais de 30 anos e movimenta a economia local no período de sua realização.
- Motofest (abril): Encontro que reúne motociclistas de todas as regiões do Brasil. O evento acontece em Praça Pública e é organizado pelo Moto Clube Amigos do Asfalto, do município, com total apoio da Prefeitura Municipal. É gratuito e é considerado um dos eventos turísticos tradicionais da cidade que mais movimenta a economia, sobretudo o setor de serviços, como Hotelaria e Alimentação.
- Ecopedal (abril): Evento realizado por um grupo de ciclistas de São Bento com o intuito de promover a vida saldável das pessoas através da prática do ciclismo. O evento é gratuito e tem a iniciativa privada, com apoio da Prefeitura Municipal.
- Emancipação Política (abril): Evento que tem uma semana de atividades, com programação totalmente voltada para a cultura local, fazendo um intercâmbio entre todas as secretarias do município com a comunidade, através de serviços e exposições históricas, apresentações artísticas e momentos religiosos.
- Arraiá Balançando a Rede (julho): Festa popular cultural Junina, realizada durante as férias do mês de julho, o “Arraiá Balançando a Rede”, com tradição de décadas, atrai toda a região para o município, onde as pessoas vivem momentos de alegria e descontração, com comidas típicas, brincadeiras, quadrilhas e o gostoso forró pé-de-serra tradicional, que acontece todas as noites, durante três dias de evento. A festa ainda conta com shows com atrações locais e regionais, gratuito para todos.
- Festa de São Bernardo (agosto): Festa tradicional do município, organizada pela Igreja Matriz de São Sebastião. Com público religioso, o evento, além das missas todas as noites, tem 10 dias de programação social, no pátio da igreja, com diversas atrações culturais, gratuito para todas as pessoas, e tem apoio do comércio local, da comunidade em geral e da Prefeitura Municipal.
- Expo Têxtil (setembro): Evento que faz a maior mostra de artigos têxteis do Nordeste, a 
Expo Têxtil, amplia o mercado têxtil local para as mais variadas regiões do Brasil e Exterior, promovendo o intercâmbio entre fornecedores e empresários, além de criar a oportunidade de incorporar novas tecnologias, através da inovação e modernização de equipamentos têxteis. O evento traz ainda a cultura local, com apresentações culturais e artísticas, além de Shows com artistas de nome local, regional e nacional.
- São Bento Fest (setembro): Carnaval fora de época com mais de 20 anos de tradição, levando alegria e animação aos munícipes de São Bento e região. O Evento, privado, movimenta a economia do município, no período de sua realização, principalmente no setor de serviços, como hotelaria e alimentação.
- Louva Jovem - RCC (novembro): Evento católico em vias públicas, idealizado pela Renovação Carismática Católica, que traz alegria e fé, em forma de louvor, atraindo principalmente, o público jovem. É um evento gratuito, com apoio do Poder Público Municipal.
- AVIVA São Bento - Evangélico (novembro): Evento Gospel, idealizado pelas igrejas evangélicas, atraindo um grande público à praça pública para viver momentos de fé e louvor. É um evento gratuito, com apoio do Poder Público Municipal.
Cultura
São Bento possui alguns dos maiores eventos da região, um deles é o maior São João fora de época da região Arraiá Balançando a Rede que acontece no mês de Julho e conta com mais de 30.000 pessoas durante 4 noites de festa, também tem o São Bento Fest, o maior carnaval fora de época da região. 
Eventos religiosos também são atrativos como a Festa de São Sebastião, o Louva Cristo organizado pela renovação carismática católica, e também a Marcha Para Jesus organizado por igrejas evangélicas da cidade. 
Trânsito
Rodovia

A principal rodovia que corta a cidade é a BR-110 que na Paraíba, por sua vez, torna-se rodovia estadual sendo a PB-293.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Site da Prefeitura Municipal .

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

MAMANGUAPE - PARAÍBA

Mamanguape é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na Mesorregião da Zona da Mata Paraibana, mais precisamente na Microrregião do Litoral Norte. Além disso, faz parte da Região Geográfica Imediata de Mamanguape-Rio Tinto e Região Geográfica Intermediária de João Pessoa.
Com uma área total de 340,482 quilômetros quadrados, sua população era de 44.599 habitantes, conforme censo do IBGE de 2022. É sede da Região Metropolitana do Vale do Mamanguape e é considerada uma cidade histórica devido à sua importância na colonização da capitania da Paraíba, marcada pela exploração do Pau-Brasil e anos depois plantio da cana-de-açúcar em seu vasto território, que inicialmente compreendia todo o Vale do Mamanguape.
Cidade de localização estratégica, próxima do Litoral, ainda é berço de pessoas Ilustres como Carlos Dias Fernandes (escritor), Castro Pinto (governador da Paraíba), Padre Azevedo (inventor da máquina de datilografia), Flávio Clementino da Silva Freire, o Barão de Mamanguape (governador da província), José Fernandes de Lima (usineiro e governador da Paraíba), João Fernandes de Lima (usineiro e governador da Paraíba), Álvaro Carvalho (escritor e politico), padre Mathias Freire, Leonardo Filho (artista plástico premiado), dentre outros.
Etimologia
O nome do município significa água boa para se beber, isso é uma referência ao Rio Mamanguape, que o banha. Existem duas hipóteses etimológicas para o topônimo "Mamanguape":
1 - é uma corruptela do tupi mamã-guaba-pe, que significa "onde se reúne para beber, bebedouro (de um rio ou lagoa)";
2 - deriva do termo tupi mamangûape, que significa "na enseada dos mamangás" (mamangá, mamangá + kûá, enseada + pe, em). "Mamangá" é um termo que designa três espécies de arbustos: Cassia medica, Senna occidentalis e Senna quinquangulata.
História
A antiga área de ocupação da cidade compreendia territórios hoje pertencentes a dez municípios: Rio Tinto, Baía da Traição, Marcação, Itapororoca, Jacaraú, Pedro Régis, Curral de Cima, Capim, Cuité de Mamanguape e Mataraca, contando com praias como Barra de Mamanguape e Praia de Campina, hoje pertencentes a Rio Tinto. A foz do rio Mamanguape e suas adjacências já eram frequentadas por navegantes franceses, antes dos portugueses iniciarem a colonização da Paraíba, em 1575. No fim do século XVI e começo do século XVII, Mamanguape principiou a ser colonizado, destacando-se o pernambucano Duarte Gomes da Silveira, como o mais esforçado dos seus povoadores. Iniciaram os portugueses o aldeamento dos Potiguares e o levantamento de engenhos na região, quando se positivou a invasão dos holandeses, dando-se o abandono da aldeia que seria sede da região.
Com a restauração, os jesuítas reconstruíram a antiga aldeia de índios que foi acrescida de colonos portugueses, o que suscitou sérios atritos entre selvagens e civilizados até que as autoridades locais julgaram prudentes separá-los. Os índios foram transferidos para uma aldeia, situada um oiteiro, que recebeu o nome de Monte-mór.
Na antiga aldeia, origem da cidade de Mamanguape, ficarem residindo as autoridades e os portugueses, esta prosperou, a outra, porém, abandonada, alheia ao estímulo do trabalho produtivo, em poucos anos recebia a alcunha de Vila da Preguiça, para salientar a indolência dos seus moradores.
Mamanguape continuou a progredir, e, no século XIX, já influenciava seus habitantes na política da Capitania. Mas o certo é que a sede da Vila continuou muito tempo em Monte-mór, só perdendo esta categoria, favor da povoação de Mamanguape, em 1839.
Apogeu, decadência e ressurgimento
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): "Elevado à categoria de vila com a denominação de Mamanguape, pela Lei Provincial nº1, de 23 de janeiro de 1839. Sede na povoação de Mamanguape."
O fato é que a segunda metade do século 18 foi a fase definitiva para o apogeu entre 1850 e 1905: De acordo com o livro Espaço e teatro: do edifício teatral à cidade como palco, a economia do município "cresceu assustadoramente entre os séculos XVIII e XIX em função da exportação e importação através do seu Porto de Salema". No século XVIII já contava com casarões, sobrados e casarios revestidos por azulejos portugueses que desembarcavam diariamente no antigo porto. Com a atribuição de Vila, o município passou a fazer rivalidade direta com a Capital, visto que Mamanguape devido à sua localização estratégica com território vasto e rico para o plantio não só da cana de açúcar, passou à ter contato comercial direto com a praça do Recife (no vizinho Estado). O Eixo comercial e cultural entre Mamanguape e Recife que desde a colonização do Estado da Paraíba existira, estava mais forte do que nunca e para acrescentar, a Vila de Areia importante comprador e distribuidor no Agreste e Brejo do Estado fez laços para com as outras duas cidades. A Capital do Estado ficou excluída do Eixo comercial e cultural Recife-Mamanguape-Areia. Tal eixo, foi responsável por um fato curioso: Na década de 1850 Mamanguape tornou-se a primeira cidade do Estado a possuir um Teatro, o "Santa Cecília", e Areia a segunda (ambas com peças teatrais regionais e da Europa).
Entre 1850 e 1905, Mamanguape possuía uma aristocracia rural muito promissora, ruas calçadas e iluminadas a lampião de azeite, comércio pujante de tecidos finos e mercadorias importadas, sobrados ornados com azulejos, famílias portuguesas e italianas e uma sociedade que se inspirava nos hábitos franceses.
Em 1859, mais precisamente em 27 de dezembro de 1859, D. Pedro II, imperador do Brasil, e sua comitiva de duzentas pessoas chegam à Mamanguape. A cidade os recebeu festivamente, sendo agraciado com as chaves da cidade e em seguida foi hospedado na casa do Dr. Antônio Francisco de Almeida Albuquerque (onde hoje funciona o Paço Municipal).
Vossa Alteza visitou ainda alguns lugares durante sua visita ao florescente município, conforme nos explicitam Andrade e Vasconcelos (2005:p. 87):
O Imperador se dirigiu à Igreja Matriz. Observou as imagens de madeira, lustres de baracá, a grande lâmpada de prata do sacrário e as tribunas pertencentes aos senhores de engenhos e comerciantes abastados (…). Em seguida, visitou a Igreja do Rosário, construída por negros escravos, e a cadeia pública. Procurou saber do tratamento que os presos recebiam, a qualidade dos alimentos, a higiene, o trabalho e o lazer. Esteve na Casa da Câmara, e dirigiu-se à escola primária de maior frequência. Ficou orgulhoso da turma, 55 matriculados, 42 presentes e 15 em aulas de Latim, (…) admirou-se com as aulas de latim em uma escola primaria (registrou em seu diário).
Quando regressou à Corte, o Imperador agraciou o Dr. Flávio Clementino da Silva Freire com o título de Barão de Mamanguape.
Mamanguape por ser rica em engenhos de cana de açúcar, utilizava-se bastante da mão de obra escrava. Consequentemente com a proibição da escravidão por princesa Isabel em 1888, o município passou a ter uma decadência no setor que mais o enriquecia. Outro fator preponderante para a decadência da promissora cidade foi o fato do assoreamento no rio Mamanguape durante seu percurso na cidade e em especial na foz do Rio Mamanguape que àquela época pertencia ao território mamanguapense: Foram muitas requisições de políticos e da população da região para o desassoreamento do importante rio, sendo citado que caso nada fosse feito, os arrecifes cada vez mais presentes na Barra de Mamanguape iriam impedir a entrada de embarcações. Antes disso acontecer o que não demorou muito a areia das margens do rio (que estavam cada vez mais desnudas devido ao plantio da Cana de Açúcar), levou o Porto de Salema a não ter condições de funcionamento. Por fim, a disputa de preço com o açúcar caribenho e o mais grave, a criação da Linha Férrea que mesmo com a importância inquestionável de Mamanguape e Areia as excluiu que beneficiou Campina Grande e Guarabira foram os fatos finais para um processo longo de recessão e instabilidade no município que até então era a 2ª cidade mais rica da Paraíba.
A partir de 1924 a condição econômica passa a ser retomada com a Fábrica de Tecidos Rio Tinto, no distrito de Rio Tinto, e em 1940 a instalação da Usina Monte Alegre, no Vale do Mamanguape. Em 1953, a instalação da Agência Caixa Econômica e o abastecimento d’água. Em 1958, a Maternidade Nossa Senhora do Rosário e a iluminação da cidade, com o uso de energia elétrica. Em 1970, a BR-101, ligando João Pessoa – Mamanguape – Natal. A instalação de agências bancárias e Destilarias como Miriri.
Assim a cidade outrora abandonada e considerada decadente ressurge ‘das cinzas’, de acordo com Costa (2005: p. 49): “É o Mamanguape de hoje, que ainda não readquiriu o estágio da importância que tinha no passado, mas nos dá o presente testemunho que está lutando por seu antigo ‘status”.
Geografia
Clima

Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas, da Universidade Federal de Campina Grande, mostram que Mamanguape apresenta um clima com média pluviométrica anual de 1491,1 mm e temperatura média anual de 25,3 °C.
Economia
Atribuem-lhe o título de "Rainha do Vale", porque encontra-se no vale fértil do Rio Mamanguape, o que a torna uma grande produtora de commodities agrícolas. Graças ao acidente geográfico natural, o Rio Mamanguape, é um importante centro pesqueiro no interior do estado, exportando toda a sua produção excedente aos municípios vizinhos.
O setor de comércio e serviços é diversificado, sendo o responsável pelo abastecimento de toda a região. A conexão de Mamanguape com a rodovia BR-101 permitiu que o município se tornasse um grande centro logístico no interior do estado.
Turismo
O município tem grande acervo histórico, como:
- Presídio da província da Parahyba, com início da construção datado de 1853;
- Igreja Matriz de São Pedro e São Paulo, construída pelos Jesuítas por volta de 1630 com arquitetura do barroco tropical;
- Igreja Nossa Senhora do Rosário, edificada por escravos negros por volta de 1700, também com estrutura barroca;
- Centro Cultural Fênix (Antigo Mercado Público) com construção do século XIX;
- Rua do Imperador e seus casarios, incluindo os casarões em que se hospedaram em visita ao município Dom Pedro II e sua comitiva, além de sobrado;
- Monumento aos 100 anos de fundação de Mamanguape, inaugurado no ano de 1955 na praça 25 de outubro, área central;
- Engenho na comunidade de Camaratuba datado do século XVI (um dos primeiros do Estado);
- Ponte férrea sobre o Rio Mamanguape;
- Igreja de São Bento, construída no século XIX no Engenho Itapecirica;
- Casa Grande e ruínas do Engenho Itapecirica;
- Reserva Biológica Guaribas (REBIO Guaribas), com área de preservação ambiental extensa e de suma importância para o macaco Guariba. Tal Área de Preservação está situada as margens da rodovia 071, próximo ao entroncamento com a BR 101 Norte (sentido Natal-João Pessoa);
- Estação Ecológica Pau Brasil, de responsabilidade do governo do Estado no distrito de Pitanga da Estrada uma importante área de preservação da espécie Caesalpinia echinata que tem risco de extinção no país;
- Centro Cultural Fênix
O antigo Mercado de Mamanguape foi edificado pelo capitão Paulino Fernandes da Costa em 1874. Em 1901, sendo presidente do conselho municipal o capitão Francisco Ivo, foi construído mais um compartimento. Seis anos depois, pelo então prefeito, o coronel José Campelo, foram realizados diversos melhoramentos e novas talhas para o corte de peixe e carne. Um ano depois, no seu segundo mandato como prefeito, o major José Pedro Batista Carneiro concluiu a calçada do Mercado e colocou lampiões de azeite para iluminação externa.
Em 6 de agosto de 1943, ocorreu uma restauração realizada no antigo Mercado, pelo prefeito José Fernandes de Lima. Em 2006, na administração do então prefeito Fábio Fernandes Fonseca, teve início a obra para transformar o antigo mercado em um centro cultural. Em 4 de julho de 2008, a restauração do prédio foi concluída, passando o antigo mercado a se denominar Centro Cultural Fênix. O Centro Cultural Fênix conta com um auditório multiuso (cinema, teatro e centro de convenções), brinquedoteca, sala de repouso (espaço para exposições e performances diversas), centro de inclusão digital, sala de música, espaço para oficinas temáticas (artesanatos, danças e artes plásticas) e praça de alimentação.
Feriados
- 29 de junho - Padroeiros São Pedro e São Paulo;
- 25 de outubro - Emancipação Política.
Transportes
O município é servido pela empresa de transporte Viação Rio Tinto Ltda., que faz a conexão intermunicipal com destino à municípios vizinhos e outros como João Pessoa, Campina Grande, Guarabira e Nova Cruz. No município além dos táxis é comum a utilização dos mototáxis, além de ônibus que fazem a ligação entre os bairros e Rio Tinto.
Educação
O município dispõe de diversas escolas da rede municipal de ensino, assim como da rede Estadual. No município também há diversas escolas de ensino particular. Também há destaque para a existência da Escola Técnica Estadual, presente no bairro do Areal. No ensino superior, há a presença do Campus IV da Universidade Federal da Paraíba(UFPB) com o CCAE (Centro de Ciências Aplicadas e Educação) que dividiu-se em na cidade e em Rio Tinto.
Na parte do CCAE de Mamanguape, no até então bairro rural do "Engenho Novo", estão presentes 4 cursos: Graduação em Ciências contábeis, graduação em Secretariado executivo bilíngue, Licenciatura em Letras, Licenciatura em Pedagogia. Existe também a pós-graduação em Letras e os cursos à distância de licenciatura em Letras (Inglês) e Letras (Espanhol).
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

QUEIMADAS - PARAÍBA

Queimadas é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Campina Grande, estado da Paraíba. Com uma área total de 409 km², sua população era de 47.658 habitantes em 2022, conforme estimativas do IBGE.É o 2º município mais populoso da grande região de Campina Grande
Consi derado um centro de alta influência nos municípios vizinhos, o município de Queimadas fica perto da cidade de Campina Grande, Paraíba. Dentro de sua área de influência, a cidade atrai maior parte dos visitantes para logística de transportes.
História
Localizada no Agreste paraibano, a 133 km de João Pessoa, a cidade de Queimadas fica numa região que tem em sua história as marcas da chegada do gado ao interior do nosso Estado, no século XVIII. A data de terra onde hoje está localizada a cidade foi concedida a Pascácio de Oliveira Ledo em 13 de dezembro de 1712, como recompensa às suas atividades de conquista dos sertões (para interiorização do gado), e às guerras que praticou contra o “gentio bravo” em favor da coroa portuguesa.
O povoamento de Queimadas iniciou-se por volta do ano de 1889, quando chegaram à região as primeiras famílias: Maia, Muniz, Tavares, Gomes, Rêgo e Teixeira; foi distrito de Campina Grande até 14 de dezembro de 1961, quando foi emancipada politicamente.
A cidade possui um rico patrimônio cultural que vai desde significativa parcela da Serra de Bodopitá, que possui diversos espécimes vegetais e sítios arqueológicos pré-históricos, às edificações antigas que compõem o desenho urbano da cidade, destas edificações que remontam o final do século XIX e início do século XX, em estilo eclético e art deco, destacamos: Colégio Maria Dulce Barbosa; Cada de Yayá de Melo (conhecida como casa de Dr. Argeu, onde morou a primeira professora de Campina Grande e que acreditamos ter sido também a primeira professora de Queimadas); o Casarão Amarelo, onde funcionou a primeira Prefeitura; a Igreja Católica; o prédio da Socal, uma usina de beneficiamento de algodão construída em 1935 (hoje extinta); e o Colégio José Tavares.
Entre as manifestações culturais que a cidade possui, podemos citar o coco de roda, tradição com mais de duzentos anos, originário da cidade de São Vicente (PE), que tem características herdadas das culturas indígena e africana, amplamente praticada nas zonas rurais do município de Queimadas, especialmente nas novenas de terno, evento religioso que junta aspectos das três culturas formadoras de nossa nacionalidade. Por ser um ponto de passagem para o Sertão, Queimadas tem o privilégio de receber grande número de pessoas de outras cidades. Além disso, tem potencialidade turística própria, seja no turismo de eventos de festas tradicionais (a exemplo da Festa de Reis), seja no turismo de aventura, que é praticado no Complexo da Pedra do Touro, onde é possível fazer trilhas, práticas de rapel, acesso à gastronomia local e ainda visitar doze sítios arqueológicos.
Assim, a cidade de Queimadas não é só um ambiente de passagem e negócios, mas um verdadeiro museu a céu aberto, que merece ser protegido e conhecido para que as gerações futuras tenham a possibilidade de aproveitar aquilo que foi deixado por nossos antepassados.
Queimadas é uma cidade que se encontra na base sul da serra de Bodopitá, distante apenas 18 km de Campina Grande. A região, antes da ocupação comandada pelos sertanistas da família Oliveira Ledo, ligados à Casa da Torre, foi sucessivamente ocupado por sociedades nativas pré-históricas, cujos vestígios ainda podem ser encontrados nos sítios arqueológicos que ainda existem na serra e suas circunjacências.
Estes vestígios se configuram em inscrições rupestres e outros indicativos materiais como ossadas sepultas em furnas, cacos cerâmicos, artefatos e utensílios de pedra e restos de trançados e esteiras vegetais. Não se sabe a que culturas pertenceram estes vestígios e que passado remontam. Uma vez que sucessivas levas humanas devem ter ocupado a região em tempos diferentes e com características também diferenciadas. Pois, estudos e datações realizadas ao longo dos últimos 30 anos indicam que toda a região do Nordeste foi largamente ocupada por sociedades pré-históricas desde há pelo menos 10.000 anos.
 As fontes históricas indicam que quando os portugueses chegaram à região circunjacente à Bodopitá não havia aldeias instaladas nestas paragens, não há registros de guerras entre sertanistas e índios na região nem depoimentos de existirem índios por lá.
Segundo os documentos, eram terras devolutas. È bem possível que povos nativos vivessem nesta região por volta do século XVII e, em vistas da chegada dos portugueses, abandonaram suas terras para evitar o trágico contato.
A chegada dos portugueses à região é registrada em documentos de sesmaria, e estes certamente foram os responsáveis pelo assentamento de um grupo aliado de índios da nação Cariri, chamados Bodopitá, para cuidarem dos currais e assegurarem a posse. Esse tipo de estratégia era muito utilizado pela família Oliveira Ledo desde a chegada de Antônio de Oliveira Ledo que instalou em 1670 um arraial às margens do rio
Paraíba no boqueirão da serra de Carnoió
De acordo com Irinêo Joffily, em sua  Synopsis das Sesmarias, quem primeiro teria instalado curral e solicitado concessão das terras na região de Bodopitá foi o capitão Pascácio de Oliveira Ledo, que, por ter servido como fiel vassalo à Sua Majestade nas conquistas dos sertões da Capitania da Paraíba, fazendo guerra ao gentio bravio, e por não possuir terras capazes para lavouras e criar gado, solicitou a El Rei de Portugal “uma sorte de terras no olho d’água que fica ao pé da serra chamada Bodopitá”. A sesmaria das terras lhe foi concedida em 1712, com largura e comprimento de duas léguas de terra.
Este sertanista já havia anteriormente instalado uma fazenda de criar gado num lugar denominado Porteiras e também recebera terras por via de sesmaria em 1695 nas cabaceiras do rio Taperoá, tendo, em 1700, vendido estas terras aos senhores Domingos de Farias e Castro e Antônio Ferreira Guimarães. Talvez, por isso, doze anos depois, no pedido de sesmaria de Bodopitá, o mesmo alegou “não possuir terras capazes para lavouras e criar gado”.
Pascácio ocupou as terras “metendo-lhe gado de criar e beneficiando-a”, mantendo-se nos domínios destas terras desde que a pediu até pelo menos o ano de 1732. Ano em que lhe foi retificada a sesmaria por não ter feito até então o devido registro da terra nos livros da Fazenda Real.
Considerado pela História como o fundador de Queimadas, o capitão Pascácio de Oliveira Ledo era filho bastardo de Constantino Oliveira Ledo com uma cabocla Cariri e, portanto, meio-irmão do famoso sertanista Teodósio Oliveira Ledo. Segundo conta a tradição, Pascácio casou-se fugido com Cristina Rodrigues, filha de um rico fazendeiro de tradicional família da Bahia descendente de fidalgos do Reino Português. Devido este romance não ter sido aceito pelo pai da moça, que relutava em aceitar o casamento de sua filha com um “bastardo mameluco”, o casal resolveu fugir de madrugada a cavalo e buscado refúgio na Paraíba, no arraial de Boqueirão de seu tio Antônio Oliveira Ledo. Este fato deve ter ocorrido em fins do século XVII, porque, em 1712, de acordo com a sesmaria das terras de Bodopitá,: “o supplicante tinha já bastantes annos com a obrigação de mulher e filhos”. Quanto à tradição de que as terras da atual Queimadas teriam sido chamadas inicialmente de Tataguaçu, dialeto tupi que quer dizer “fogo grande”, não existem documentos que comprove. Na verdade, o topônimo “Queimadas” já aparece num documento de 1732, sobre a concessão destas terras, fazendo referência as queimadas na terra da seguinte forma:
“(...) beneficiando-a e fazendo-lhe fogo por ser inculta e muito fechada, e pelas muitas queimadas que fez resultou-lhe ficar por nome o sítio das Queimadas(...)”.
Contudo, é possível que os habitantes do lugar chamassem ali de Tataguaçu, uma vez que a Língua Geral era o dialeto usado na época e, como o documento oficial de sesmaria requer refino e precisão descritiva, não seria despropósito imaginar que o termo foi aportuguesado no documento pelo transcrito para se fazer mais claro. Talvez o topônimo “Queimadas” só tenha se consolidado a partir de 1757, com a Lei Real que proibia a utilização do tupi. Com a expulsão dos jesuítas, dois anos depois, o Português fixou-se definitivamente como o idioma do Brasil.
Em 1943, o nome Tataguaçu passou, ou voltou, a nomear o lugar em virtude do Decreto Lei Estadual nº 520, que modificou o nome da antiga vila de Queimadas para o seu correspondente em tupi. O mesmo aconteceu na época com Boqueirão, que passou a ser chamado pelo antigo nome indígena de Carnoió, com Lagoa Seca que passou a assumir seu nome indígena de Ipuarana, entre outros. Estas modificações devem ter sido influenciadas pelo movimento antropófago lançado por Oswaldo de Andrade e Tarsila do Amaral nos anos 20. No entanto, nenhum destes nomes conseguiu se manter e os lugares voltaram aos seus nomes tradicionais.
Não se sabe quando ou em que circunstâncias os currais dos Oliveira Ledo deixaram a região. A saída desta família do lugar talvez esteja relacionada com a Ordem Régia de 20 de outubro de 1753, que revogou as grandes sesmarias concedidas à Casa da Torre e à família Oliveira Ledo na Paraíba, passando estas propriedades para o domínio dos colonos foreiros e arrendatários. Destes, e outros que foram se estabelecendo gradativamente na região, foi que surgiu, a sombra de Bodopitá, o povoado de Queimadas. Hoje cidade.
Geografia
O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005[6]. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. O município é composto pelo Planalto da Borborema e cortado pela Serra do Bodopitá.
Clima
O balanço hídrico climatológico para o município de Queimadas aponta uma deficiência hídrica durante todo o ano para a cidade, sua temperatura média anual é de 23,7 °C e pluviosidade de 478,7 mm
Economia
Queimadas é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo alto crescimento econômico. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
De janeiro a outubro de 2024, foram registradas 1,1 mil admissões formais e 861 desligamentos, resultando em um saldo de 235 novos trabalhadores.
Até novembro de 2024 houve registro de 19 novas empresas em Queimadas, sendo que 2 atuam pela internet. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade.
Esportes
A área do esporte está representada pela Sociedade Esportiva Queimadense
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Queimadas Cultural ; Blog Tataguaçu .

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

SAPÉ - PARAÍBA

Sapé é um município brasileiro do estado da Paraíba. Sua população era de 51.306 habitantes, conforme Censo do IBGE, em 2022.
Sapé é a terra do poeta Augusto dos Anjos, que foi nomeado o paraibano do século pela TV Cabo Branco. É conhecida como a cidade do abacaxi, por ser um exportador do produto na região.
Educação 
Sapé conta com escolas municipais e estaduais de bom porte e qualidade razoável, destacando-se a escola estadual Monsenhor Odilon Alves pedrosa (EEMOAP). Além de escolas particulares de bom nível como o Instituto Mon Serrat, GEO (antigo Albert Einstein), entre as vinte melhores escolas do estado na avaliação do ENEM.
Atrativos
Situada na Zona da Mata Paraibana, Sapé dispõe de inúmeras riquezas naturais, com destaque para RPPN - Reserva Particular de Patrimônio Natural - de Pacatuba, com 266,53 hectares de Mata Atlântica; situada no distrito da Usina Santa Helena. A reserva é protegida e cercada pelo IBAMA. A reserva possui árvores e animais ameaçados de extinção. 
Destaque ainda pela arquitetura, onde capelas e casarões dão um clima de romantismo ao local. Junto à cidade de Guarabira torna-se uma das importantes cidades da região do brejo paraibano. 
Geografia 
O território do município de Sapé situa-se na microrregião de Sapé Mesorregião da Mata Paraibana e sua sede municipal está a 123 m de altitude do nível do mar.
O município de Sapé, está inserido na unidade geoambiental dos Tabuleiros Costeiros. Esta unidade acompanha o litoral de todo o Nordeste e apresenta altitude média de 50 a 100 metros. Compreende platos de origem sedimentar, que apresentam grau de entalhamento variável, ora com vales estreitos e encostas abruptas, ora abertos com encostas suaves e fundos com amplas várzeas. 
A vegetação original é composta de Floresta Subperenifólia, com partes de Floresta Subcaducifólia e Cerrado/Floresta, e Mata Atlântica. 
É uma região canavieira, existindo também o cultivo do abacaxi em grande escala comercial, a avicultura de corte e de postura, criação de caprinos e bovinos. Além do mais, há também a diversificação das lavouras alimentares apresentada pelos dados da produção agrícola municipal publicado pelo IBGE.
Destaca-se o consórcio de frutíferas (laranja, acerola, melancia, limão, cajá, araçá, caju-cultivo irrigado, manga, banana, ciriguela, mamão, mangaba, graviola, pinha, pitanga, goiaba, coco, amendoim e produtos da horticultura. A mandioca (principal produto), o feijão e o milho são as principais lavouras produzidas nas áreas de assentamento e sítios vizinhos.
Clima 
O município tem clima tropical, com máxima de 32 ºC e mínima de 18 ºC. As chuvas começam em fevereiro e diminuem em agosto. Sua média pluviométrica está acima dos 1.000 milímetros, onde o mês mais chuvoso é junho. Sua temperatura é quente, e varia pouco ao longo do ano, onde a média anual é de 25 ºC. A precipitação média anual é de 1.048,2 mm. 
Economia 
A agricultura predomina na economia municipal, destacando-se a produção de abacaxi e cana-de-açúcar, sendo produzido também em menor escala a mandioca, o feijão, o inhame e a batata-doce. Em relação ao comércio, o município denota uma tendência crescente, apesar de fatores superiores terem influenciado uma queda notável na economia sapeense. No setor financeiro, a cidade dispõe de quatro agências bancárias: Banco do Brasil, Bradesco, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal; e mais uma lotérica cujo nome é uma homenagem ao filho ilustre de Sapé, Augusto dos Anjos.
Referência para o texto: Wikipédia .