segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

MONTEIRO - PARAÍBA

Monteiro é um município brasileiro do estado da Paraíba, Região Nordeste. Pertence a região do Sertão do Cariri (Ocidental) Paraibano. De acordo com o IBGE, para o ano de 2025, sua população era estimada em 33.886 habitantes. 
História
Antes de surgir oficialmente na história Monteiro era uma área de fazendeiros e criadores de gado. No final do século XVIII, algumas famílias lá se estabeleceram e, em 1800, Manoel Monteiro do Nascimento desmembrou uma área de sua fazenda, chamada Lagoa do Periperi, para construir uma capela consagrada a Nossa Senhora das Dores, distante 300 metros da margem do Rio Paraíba. 
A beleza do local foi atraindo habitantes e, em pouco tempo, formou-se um povoado que, em 1840, deixou de ser Lagoa do Periperi e passou a se chamar Povoação da Lagoa (havia apenas duas casas de telha na época). Pouco tempo depois, em homenagem ao seu fundador, o povoado recebeu o nome de Alagoa do Monteiro. 
O distrito de Alagoa do Monteiro foi criado pela Lei margem Provincial n.º 194, de 4 de setembro de 1865. A cidade foi sendo erguida à do Rio Paraíba, que nasce na Serra do Jabitacá, a 24 quilômetros da cidade. Tornou-se município por meio da Lei n.º 457, de 28 de junho de 1872, com território desmembrado de São João do Cariri. 
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Alagoa do Monteiro, pela Lei Provincial n.º 194, de 04 de setembro de 1865, subordinado ao município de São João do Cariri. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Alagoa do Monteiro, pela Lei Provincial n.º 457, de 28 de junho de 1872, desmembrado de São João do Cariri. Sede na povoação de Alagoa. Constituído do distrito sede. Instalado em 20 de janeiro de 1873. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 4 distritos: Alagoa do Monteiro, Camalaú, São Sebastião do Umbuzeiro e São Tomé. 
Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920, o município aparece constituído de 4 distritos: Alagoa do Monteiro, Camalaú e Tigre (ex Camalaú), São Sebastião do Umbuzeiro e São Tomé. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 4 distritos: Alagoa do Monteiro, Camalaú (ex Camalaú e Tigre), São Sebastião do Umbuzeiro e São Tomé. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 5 distritos: Alagoa do Monteiro, Camalaú e Tigre, Prata, São Sebastião do Umbuzeiro e São Tomé. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.010, de 30 de março de 1938, o distrito de Camalaú e Tigre voltou a denominar-se simplesmente Camalaú. 
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 1.164, de 15 de novembro de 1938, o município Alagoa de Monteiro, passou a denominar-se simplesmente Monteiro. Sob o mesmo Decreto-lei de São João do Tigre a denominar-se simplesmente Tigre. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município aparece constituído de 6 distritos: Monteiro (ex Alagoa do Monteiro), Camalaú, Prata, São Sebastião do Umbuzeiro, São Tomé e Tigre (ex São João do Tigre). 
Pela Decreto-Lei Estadual n.º 520, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Prata passou a denominar-se Mugiqui, São Sebastião do Umbuzeiro a denominar-se Caroá, São Tomé a denominar-se Sumé e Tigre (ex São João do Tigre) a denominar-se Jacarará. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município aparece constituído de 6 distritos: Monteiro, Camalaú, Caroá (ex São Sebastião do Umbuzeiro), Jacarará (ex Tigre), Mugiqui (ex Prata) e Sumé (ex São Tomé). 
Pela Lei Estadual n.º 73, de 23 de dezembro de 1947, o distrito de Jacarará voltou a denominar-se São João do Tigre e Mugiqui a denominar-se Prata. 
Pela Lei Estadual n.º 318, de 07 de janeiro de 1949, o distrito de Caroá voltou a denominar-se São Sebastião do Umbuzeiro. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 6 distritos: Monteiro, Camalaú, São Sebastião Umbuzeiro (ex-Caroá), São João do Tigre (ex Jacarara), Prata (ex Mugiqui) e Sumé. 
Pela Lei Estadual n.º 513, de 08 de dezembro de 1951, é desmembrado do município de Monteiro o distrito de Sumé. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 803, de 16 de outubro de 1952, é criado o distrito de Boi Velho com terras desmembradas do distrito de Prata e anexado ao município de Monteiro. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1949-1953, o município aparece constituído de 6 distritos: Monteiro, Boi Velho, Camalaú, Prata, São João do Tigre e São Sebastião Umbuzeiro. 
Pela Lei Estadual n.º 1.147, de 16 de fevereiro de 1955, o distrito de Boi Velho passou a denominar-se Ouro Velho. Sob o mesmo Decreto são desmembrados do município de Monteiro os distritos de Prata e Ouro Velho, para formarem o novo município de Prata. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Monteiro, Camalaú, São Sebastião do Tigre e São Sebastião do Umbuzeiro. 
Pela Lei Estadual n.º 2.110, de 08 de maio de 1959, são desmembrados do município de Monteiro os distritos de São Sebastião do Umbuzeiro e São Sebastião do Tigre, para formarem o novo município de São Sebastião do Umbuzeiro. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Monteiro e Camalaú. 
Pela Lei Estadual n.º 2.617, de 12 de dezembro de 1961, é desmembrado do município de Monteiro o distrito de Camalaú. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial de 2023 o município é constituído do distrito sede.
Geografia
O Município de Monteiro, que fica a 319 quilômetros de João Pessoa, está localizado na Microrregião do Cariri Ocidental Paraibano, da qual é a parte mais característica. Limita-se ao Norte com o município de Prata (PB); Oeste, com Sertânia, Iguaracy e Tuparetama (PE); ao Sul, com São Sebastião do Umbuzeiro e Zabelê (PB); e, ao Leste, com Camalaú e Sumé (PB). 
A sede de Monteiro situa-se a aproximadamente 599 metros de altitude, segundo estudos geográficos. Com área de 1.009,90 km², Monteiro é o maior município do Estado. Possui bacia hidrográfica formada por um rio temporário, o Paraíba, e quatro açudes: Pocinhos, com capacidade para armazenar 5.900.00m³ de água; Poções, 29.106.000m³; São José, 3.000.000m ³; e Serrote, 3.000.000m³. 
Vegetação
A vegetação nativa é a caatinga, que pode variar na área do município, em locais mais áridos com a presença marcante das cactáceas, com forte paisagem típica do Sertão espinhoso, e em áreas serranas mais arbórea e florestal. Há também trechos de capoeiras e matas mais abertas que compõem a paisagem semiárida local, marcando a transição ecológica típica da região do Cariri paraibano.
Relevo
O município está inserido na Depressão Sertaneja, uma unidade geoambiental típica do semiárido nordestino, caracterizada por relevo suave-ondulado com vales dissecados e elevações residuais. 
Solos
Os solos de Monteiro são caracterizados por neossolos litólicos, rasos e pedregosos, típicos do semiárido, segundo levantamentos da EMBRAPA citados em estudos acadêmicos. 
Clima
O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. 
Mesmo situada no sertão nordestino, possui um clima ameno, em relação às demais cidades sertanejas, a amplitude térmica é marca do lugar, com dias quentes, noites agradáveis com madrugada e alvorada frias, possui uma das menores mínimas do estado dentre as sedes municipais. Nos meses próximos a julho, as mínimas da madrugada são comuns 17 °C que podem descer em casos isolados a 13 °C. Mesmo com temperaturas agradáveis a seca é presente e o índice pluviométrico é baixo, em torno de 650mm, podendo todavia haver anos chuvosos. 
Monteiro detém o recorde de menor temperatura registrada na Paraíba, com temperatura mínima de 7,7 °C no dia 28 de julho de 1976, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a partir de dezembro de 1962. A máxima recorde da cidade é de 37,6 °C no dia 3 de outubro de 1997. O recorde de precipitação acumulada em 24 horas foi registrado em 24 de dezembro de 1963, chegando a 174 mm, seguido por 134,2 mm em 24 de dezembro de 1977, 121,2 mm em 2 de abril de 2017, 107 mm em 18 de janeiro de 1965, 104,4 mm em 16 de março de 1967, 103,4 mm em 13 de maio de 2006 e 103,2 mm em 30 de março de 2016.
Educação
Universidades

O município de Monteiro conta com duas instituições públicas de ensino superior. O Centro de Ciências Humanas e Exatas da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB - CCHE/Campus IV) está localizado no centro da cidade e oferta cursos de graduação e pós-graduação lato-sensu. O CCHE também atua no desenvolvimento cultural da região promovendo ações e eventos em parceria com o Núcleo de Arte e Cultura Zabé da Loca. 
O Campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB - Campus Monteiro) foi implantado no município em 2009 e está localizado no bairro de Vila Santa Maria, na saída da cidade para o município de Zabelê. O IFPB - Campus Monteiro oferece cursos superiores de graduação e pós-graduação, além de cursos técnicos nas modalidades integral e subsequente. 
Economia
A economia de Monteiro é diversificada, com forte presença da caprinocultura e ovinocultura — uma das mais expressivas da região Nordeste. A criação de cabras e ovelhas, com boa qualidade genética, gera renda importante para a população rural. Além disso, a agricultura familiar é relevante, e o comércio e o serviço público também contribuem para a economia local.
Monteiro também possui rebanho bovino e produz artesanalmente, mas seu destaque econômico maior está na produção pecuária de caprinos e ovinos.
Turismo
No turismo, Monteiro mostra seu potencial cultural e natural. A cidade tem forte veia artística: eventos, oficinas, encontros culturais e manifestações folclóricas reforçam sua identidade no Cariri Paraibano.
Entre os pontos de interesse está o Museu Histórico de Monteiro, que reúne fotografias, mobiliário antigo e objetos que contam a trajetória da cidade desde a época colonial até hoje.
A participação de Monteiro no Movimento Brasil de Turismo e Cultura (MBTC) é significativa: a cidade foi selecionada entre 24 destinos para receber subsídio com o objetivo de promover seu patrimônio cultural. (Monteiro TV) A arquitetura colonial, as festas religiosas, a cultura sertaneja e a proximidade com a paisagem típica do Cariri fazem de Monteiro um destino interessante para o turismo cultural e histórico.
Futebol
A Sociedade Cultural Recreativo de Monteiro, conhecida popularmente como Socremo, é uma agremiação esportiva de Monteiro, no estado da Paraíba, fundada a 10 de outubro de 1968. O "Gavião do Cariri" (como é conhecido) disputou o Campeonato Paraibano até 2000, quando foi rebaixado. 
Em 2010, por estar em dívida com a Federação Paraibana de Futebol, a agremiação chegou a ser proibida de disputar qualquer competição, mesmo amistosos, campeonato amador ou categorias de base. O retorno da Socremo se deu num amistoso realizado no Estádio Feitosão contra o time da base do Náutico, que o derrotou por 3 a 1. 
Personalidades
Monteiro é a terra natal e de residência de Flávio José, um dos maiores intérpretes de forró do Nordeste e do Brasil. Nascido na cidade em 1 de Setembro de 1951, possui diversas músicas e discos publicados, sendo presença sempre marcante nas festas juninas de Campina Grande e tantas outras cidades do Nordeste e do Brasil.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .