Jaguarari é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado no centro-norte do estado. Possui três distritos (Sede, Pilar, Gameleira e Juacema) e vários povoados, dentre eles Santa Rosa de Lima, Jacunã e Flamengo. Sua população estimada pelo IBGE, para 2025, era de 34.528 habitantes.
História
O povoamento da região de Jaguarari, originalmente habitada por indígenas quiriris, ocorreu devido à expansão da pecuária pelo Sertão baiano e a descoberta de jazidas de ouro em Jacobina.
No século XVII, o local em que hoje está a cidade de Jaguarari era um sítio homônimo, pertencente a José Manoel da Paixão, Margarida de Barros, Teodoro José Bonfim e Vítor de tal.
No século XIX, fixaram-se no território jaguarariense colonos oriundos de regiões vizinhas, atraídos pela fertilidade das terras. Com isso, formou-se o povoado de Jaguarari, o qual passou a receber assistência religiosa em 1888, quando estava em desenvolvimento progressivo.
A Lei Municipal n.º 11, de 23 de outubro de 1893, elevou o povoado de Jaguarari à categoria de distrito, subordinado ao município de Bonfim.
O distrito de Jaguarari foi elevado à condição de município, desmembrando-se de Bonfim, por meio da Lei Estadual n.º 1.905, de 6 de agosto de 1926, sendo instalado em 3 de outubro do mesmo ano. No entanto, em um primeiro momento, essa autonomia durou pouco, pois o Decreto Estadual n.º 7.202, de 16 de janeiro de 1931, extinguiu o município de Jaguarari e reanexou-o a Bonfim como uma subprefeitura.
O município de Jaguarari foi restaurado em 15 de julho de 1933, por meio do Decreto Estadual n.º 8.545, sendo reinstalado em 9 de agosto do mesmo ano.
O topônimo Jaguarari é de origem indígena, significando 'Onça Pequena'.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Jaguarari, pela Lei Municipal n.º 11, de 23 de outubro de 1893, subordinado ao município de Bonfim.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Jaguarari figura no município de Bonfim.
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento 1º de setembro de 1920.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Jaguarari, pela Lei Estadual n.° 1905, de 06 de agosto de 1926, desmembrado de Bonfim. Sede no antigo distrito de Jaguarari. Constituído do distrito sede. Instalado em 03 de outubro de 1926.
Pelo Decreto Estadual n.º 7202, de 16 de janeiro de 1931, o município foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Bonfim.
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Jaguarari, pelo Decreto Estadual n.º 8545, de 15 de julho de 1933, desmembrado de Bonfim. Sede no antigo distrito de Jaguarari. Constituído do distrito sede. Reinstalada em 09 de agosto de 1933.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede.
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 2 distritos: Jaguarari e Catuni.
Pelo Decreto Estadual n.º 11.089, de 30 de novembro de 1938, o distrito de Catuni, foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede município de Jaguarari.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído distrito sede.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, foi novamente anexado a Senhor do Bonfim, do qual voltou a ser desmembrado em 1° de junho de 1940, pelo Decreto Estadual n.º 12.978.
Pela Lei Estadual n.º 628, de 30 de dezembro de 1953, é criado o distrito de Juacena (ex povoado) e anexado ao município de Jaguarari.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Jaguarari e Juacena.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1999.
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 3 distritos: Jaguarari, Juacena e Pilar.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município de Jaguarari tem uma área territorial de 2.466,009 km² e uma população, segundo o censo de 2022, de 32.703 habitantes. Sua sede municipal está a uma altitude de 661 m.
Sua principal atividade econômica é a mineração, com a extração do cobre feita pela Mineração Caraíba S.A. Era a quarta maior produtora de cobre do Brasil em 2018, respondendo por pouco mais de 6% da produção nacional.
Acesso
A cidade tem como principal acesso a rodovia BR-407, que liga Salvador a Juazeiro.
Arqueologia
Há em Jaguarari registros de Sítios Arqueológicos de Arte Rupestre denominados Tapagem, Oliveiras, Mocambo, Pedra Lisa localizado no povoado de Sítio do Meio, Lagoa da Ponta Baixa, Rastro da Ema situado no Povoado de Flamengo, São José, Pedra do Caboclo Brabo na Fazenda Baixa Verde, Fazenda Bela Vista, Caldeirão Velho e Barrinha este último destaca-se por contar com a maior extensão de gravuras rupestres do país, os demais chegam a 9 mil anos de existência. Temos também o Sítio Paleontológico Lajedo, localizado no Povoado de mesmo nome. A Maioria dos sítios encontram-se relativamente próximos à sede municipal.
O Sítio Arqueológico de Arte Rupestre Oliveira é um sítio pré-histórico que apresenta cinco painéis e se caracteriza por pinturas feitas à base de pigmento mineral com motivos geométricos e zoomorfos dos quais se destacam formas semelhantes a batráquios e serpentess. As pinturas foram confeccionadas nas cores vermelho, amarelo e preto, sobre suporte rochoso em paredão de quartzito que bordeja o rio local.
Vegetação
A vegetação original de Jaguarari pertence ao bioma da Caatinga, com formações xerófilas adaptadas ao clima seco, além de ecossistemas de transição em margens de rios e vales. A cobertura vegetal natural inclui arbustos espinhosos, árvores de pequeno porte, e cobertura esparsa em solos menos férteis. Em áreas mais elevadas ou nas chapadas há elementos de vegetação mais densa ou fragmentos de mata de galeria. A vegetação desempenha papel importante na conservação do solo e da água, e em manter a biodiversidade local.
Fauna
A fauna representada no Sítio Paleontológico de Lajedo é de megamamíferos, herbívoros e carnívoros tendo destaque para as preguiças gigantes que tinha mais de 80 gêneros, sendo que o maior era conhecido como Megatério "Grande Besta", tinha três metros de altura e chegava a medir cerca de seis metros entre o focinho e a cauda, também foram encontrados indícios de sua existência no Distrito de Santa Rosa de Lima. Dentre os carnívoros destacava-se o esmilodonte, "sorriso com dentes", popularmente chamado de tigre-dentes-de-sabre, possuía dentes caninos que podiam alcançar cerca de 20 cm e ficavam para fora da boca, sua característica mais marcante. Chegava a ter 3 m de comprimento e 300 kg. É válido ressaltar que não existe por parte do poder público políticas públicas que visem à preservação do material e imaterial do município.
Clima
Em Jaguarari, o verão é longo, quente, úmido e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, seco, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 32 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 35 °C.
A melhor época do ano para visitar Jaguarari e realizar atividades de clima quente é do fim de agosto ao fim de outubro.
A estação quente permanece por 6,1 meses, de 29 de setembro a 3 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Jaguarari é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 21 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 3 de junho a 16 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Jaguarari é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 26 °C, em média.
Economia
Jaguarari é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 1,6 mil admissões formais e 1,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 518 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 206.
Até setembro de 2025 houve registro de 4 novas empresas em Jaguarari, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 5 empresas.
A economia de Jaguarari está centrada em três vetores principais: agricultura familiar, mineração e serviços. A agricultura familiar cultiva produtos adaptados ao semiárido, como feijão, milho, mandioca, além da pecuária extensiva de bovinos, caprinos e ovinos. A mineração tem também papel relevante: em determinadas épocas o município contou com extração de cobre e outros minerais. O setor de serviços — comércio, administração pública, transporte — complementa a economia local, dada a função de Jaguarari como centro de referência regional. Recentemente, investimentos como a entrega de um novo mercado municipal para apoiar a agricultura familiar no distrito de Pilar indicam esforços para fortalecer a economia agropecuária.
Religião
Em Jaguarari a religiosidade é muito forte, o santo padroeiro é São João Batista, no qual no mês de junho é reverenciado. A maioria das comunidades pertencentes à Jaguarari possuem um santo padroeiro, como em Pilar, São Pedro (reverenciado com festejos no começo de Julho), em Juacema o Sagrado Coração de Maria reverenciado em setembro e em Jacunã com o santo padroeira Santo Antônio. A Igreja Católica segue dominante, todavia o município possui diversas entidades religiosas, tais como: Congregação Cristã no Brasil (segunda igreja mais frequentada no município), Assembleia de Deus, Igreja Presbiteriana, dentre outras. O candomblé e Kardecismo também são cultuados.
Turismo
Embora Jaguarari não seja um dos grandes destinos turísticos nacionais, há um potencial crescente para turismo de natureza, rural e cultural. A cidade preserva tradições sertanejas, festividades juninas robustas (em especial as que celebram São João Batista, padroeiro local), e paisagens que mesclam chapada, rios, trilhas e vegetação de caatinga. Esportes ao ar livre como mountain-bike, trilhas em serras e visita a rios e cachoeiras são citados como alternativas de lazer e turismo. A valorização do artesanato local, da cultura vaqueira e das festas populares também oferece apelo para visitantes que buscam experiências autênticas do interior nordestino.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
História
O povoamento da região de Jaguarari, originalmente habitada por indígenas quiriris, ocorreu devido à expansão da pecuária pelo Sertão baiano e a descoberta de jazidas de ouro em Jacobina.
No século XVII, o local em que hoje está a cidade de Jaguarari era um sítio homônimo, pertencente a José Manoel da Paixão, Margarida de Barros, Teodoro José Bonfim e Vítor de tal.
No século XIX, fixaram-se no território jaguarariense colonos oriundos de regiões vizinhas, atraídos pela fertilidade das terras. Com isso, formou-se o povoado de Jaguarari, o qual passou a receber assistência religiosa em 1888, quando estava em desenvolvimento progressivo.
A Lei Municipal n.º 11, de 23 de outubro de 1893, elevou o povoado de Jaguarari à categoria de distrito, subordinado ao município de Bonfim.
O distrito de Jaguarari foi elevado à condição de município, desmembrando-se de Bonfim, por meio da Lei Estadual n.º 1.905, de 6 de agosto de 1926, sendo instalado em 3 de outubro do mesmo ano. No entanto, em um primeiro momento, essa autonomia durou pouco, pois o Decreto Estadual n.º 7.202, de 16 de janeiro de 1931, extinguiu o município de Jaguarari e reanexou-o a Bonfim como uma subprefeitura.
O município de Jaguarari foi restaurado em 15 de julho de 1933, por meio do Decreto Estadual n.º 8.545, sendo reinstalado em 9 de agosto do mesmo ano.
O topônimo Jaguarari é de origem indígena, significando 'Onça Pequena'.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Jaguarari, pela Lei Municipal n.º 11, de 23 de outubro de 1893, subordinado ao município de Bonfim.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Jaguarari figura no município de Bonfim.
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento 1º de setembro de 1920.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Jaguarari, pela Lei Estadual n.° 1905, de 06 de agosto de 1926, desmembrado de Bonfim. Sede no antigo distrito de Jaguarari. Constituído do distrito sede. Instalado em 03 de outubro de 1926.
Pelo Decreto Estadual n.º 7202, de 16 de janeiro de 1931, o município foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Bonfim.
Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Jaguarari, pelo Decreto Estadual n.º 8545, de 15 de julho de 1933, desmembrado de Bonfim. Sede no antigo distrito de Jaguarari. Constituído do distrito sede. Reinstalada em 09 de agosto de 1933.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede.
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 2 distritos: Jaguarari e Catuni.
Pelo Decreto Estadual n.º 11.089, de 30 de novembro de 1938, o distrito de Catuni, foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede município de Jaguarari.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído distrito sede.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, foi novamente anexado a Senhor do Bonfim, do qual voltou a ser desmembrado em 1° de junho de 1940, pelo Decreto Estadual n.º 12.978.
Pela Lei Estadual n.º 628, de 30 de dezembro de 1953, é criado o distrito de Juacena (ex povoado) e anexado ao município de Jaguarari.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Jaguarari e Juacena.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1999.
Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 3 distritos: Jaguarari, Juacena e Pilar.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O município de Jaguarari tem uma área territorial de 2.466,009 km² e uma população, segundo o censo de 2022, de 32.703 habitantes. Sua sede municipal está a uma altitude de 661 m.
Sua principal atividade econômica é a mineração, com a extração do cobre feita pela Mineração Caraíba S.A. Era a quarta maior produtora de cobre do Brasil em 2018, respondendo por pouco mais de 6% da produção nacional.
Acesso
A cidade tem como principal acesso a rodovia BR-407, que liga Salvador a Juazeiro.
Arqueologia
Há em Jaguarari registros de Sítios Arqueológicos de Arte Rupestre denominados Tapagem, Oliveiras, Mocambo, Pedra Lisa localizado no povoado de Sítio do Meio, Lagoa da Ponta Baixa, Rastro da Ema situado no Povoado de Flamengo, São José, Pedra do Caboclo Brabo na Fazenda Baixa Verde, Fazenda Bela Vista, Caldeirão Velho e Barrinha este último destaca-se por contar com a maior extensão de gravuras rupestres do país, os demais chegam a 9 mil anos de existência. Temos também o Sítio Paleontológico Lajedo, localizado no Povoado de mesmo nome. A Maioria dos sítios encontram-se relativamente próximos à sede municipal.
O Sítio Arqueológico de Arte Rupestre Oliveira é um sítio pré-histórico que apresenta cinco painéis e se caracteriza por pinturas feitas à base de pigmento mineral com motivos geométricos e zoomorfos dos quais se destacam formas semelhantes a batráquios e serpentess. As pinturas foram confeccionadas nas cores vermelho, amarelo e preto, sobre suporte rochoso em paredão de quartzito que bordeja o rio local.
Vegetação
A vegetação original de Jaguarari pertence ao bioma da Caatinga, com formações xerófilas adaptadas ao clima seco, além de ecossistemas de transição em margens de rios e vales. A cobertura vegetal natural inclui arbustos espinhosos, árvores de pequeno porte, e cobertura esparsa em solos menos férteis. Em áreas mais elevadas ou nas chapadas há elementos de vegetação mais densa ou fragmentos de mata de galeria. A vegetação desempenha papel importante na conservação do solo e da água, e em manter a biodiversidade local.
Fauna
A fauna representada no Sítio Paleontológico de Lajedo é de megamamíferos, herbívoros e carnívoros tendo destaque para as preguiças gigantes que tinha mais de 80 gêneros, sendo que o maior era conhecido como Megatério "Grande Besta", tinha três metros de altura e chegava a medir cerca de seis metros entre o focinho e a cauda, também foram encontrados indícios de sua existência no Distrito de Santa Rosa de Lima. Dentre os carnívoros destacava-se o esmilodonte, "sorriso com dentes", popularmente chamado de tigre-dentes-de-sabre, possuía dentes caninos que podiam alcançar cerca de 20 cm e ficavam para fora da boca, sua característica mais marcante. Chegava a ter 3 m de comprimento e 300 kg. É válido ressaltar que não existe por parte do poder público políticas públicas que visem à preservação do material e imaterial do município.
Clima
Em Jaguarari, o verão é longo, quente, úmido e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, seco, de ventos fortes e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 32 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 35 °C.
A melhor época do ano para visitar Jaguarari e realizar atividades de clima quente é do fim de agosto ao fim de outubro.
A estação quente permanece por 6,1 meses, de 29 de setembro a 3 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Jaguarari é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 21 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 3 de junho a 16 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Jaguarari é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 26 °C, em média.
Economia
Jaguarari é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção.
De janeiro a agosto de 2025, foram registradas 1,6 mil admissões formais e 1,1 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 518 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 206.
Até setembro de 2025 houve registro de 4 novas empresas em Jaguarari, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 5 empresas.
A economia de Jaguarari está centrada em três vetores principais: agricultura familiar, mineração e serviços. A agricultura familiar cultiva produtos adaptados ao semiárido, como feijão, milho, mandioca, além da pecuária extensiva de bovinos, caprinos e ovinos. A mineração tem também papel relevante: em determinadas épocas o município contou com extração de cobre e outros minerais. O setor de serviços — comércio, administração pública, transporte — complementa a economia local, dada a função de Jaguarari como centro de referência regional. Recentemente, investimentos como a entrega de um novo mercado municipal para apoiar a agricultura familiar no distrito de Pilar indicam esforços para fortalecer a economia agropecuária.
Religião
Em Jaguarari a religiosidade é muito forte, o santo padroeiro é São João Batista, no qual no mês de junho é reverenciado. A maioria das comunidades pertencentes à Jaguarari possuem um santo padroeiro, como em Pilar, São Pedro (reverenciado com festejos no começo de Julho), em Juacema o Sagrado Coração de Maria reverenciado em setembro e em Jacunã com o santo padroeira Santo Antônio. A Igreja Católica segue dominante, todavia o município possui diversas entidades religiosas, tais como: Congregação Cristã no Brasil (segunda igreja mais frequentada no município), Assembleia de Deus, Igreja Presbiteriana, dentre outras. O candomblé e Kardecismo também são cultuados.
Turismo
Embora Jaguarari não seja um dos grandes destinos turísticos nacionais, há um potencial crescente para turismo de natureza, rural e cultural. A cidade preserva tradições sertanejas, festividades juninas robustas (em especial as que celebram São João Batista, padroeiro local), e paisagens que mesclam chapada, rios, trilhas e vegetação de caatinga. Esportes ao ar livre como mountain-bike, trilhas em serras e visita a rios e cachoeiras são citados como alternativas de lazer e turismo. A valorização do artesanato local, da cultura vaqueira e das festas populares também oferece apelo para visitantes que buscam experiências autênticas do interior nordestino.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .