terça-feira, 20 de janeiro de 2026

RIACHÃO DO JACUÍPE - BAHIA

Riachão do Jacuípe é um município brasileiro do estado da Bahia situado a 186 km da capital estadual, e pertencente à Área de Expansão Metropolitana de Feira de Santana. Juntamente com o município de Candeal são os únicos da Região Sisaleira que integram a Região Metropolitana de Feira de Santana RMFS. Além disso, Riachão do Jacuípe, conjuntamente com mais 14 municípios, compõe o Território de Identidade da Bacia do Jacuípe. 
Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2024, era de 35.118 habitantes, sendo o segundo município mais populoso da RMFS. 
Riachão do Jacuípe possui uma área territorial 1.190,196 km². 
A economia local está voltada para os setores secundário e terciário. Tradicionalmente, a agricultura e a pecuária exercem forte influência, com destaque o rebanho bovino e ovino, além da exportação de sisal. 
História
Origens históricas

O município foi criado pela Lei Provincial n.º 1.823, de 1º de agosto de 1878. Elevado á categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Riachão do Jacuípe. Nesta data, o então distrito de Riachão foi elevado à categoria de vila (o que equivale a município atualmente). Segundo o historiador Luís Henrique Dias Tavares, a conquista do território baiano começou na primeira metade do século XVI. 
Diversos sertanistas penetraram no interior baiano, por volta do século XVII, com várias finalidades, tais como: guerrear com os índios, capturar índios ou escravos fugitivos, procurar minérios e pedras preciosas. Em consequência, recebiam grandes lotes de terras, denominadas sesmarias. 
A Casa da Ponte era o centro de uma propriedade de 160 léguas do Morro do Chapéu até o rio das Velhas e pertencia a Antônio Guedes de Brito, primeiro Conde da Ponte. Era doação do rei de Portugal em retribuição aos serviços prestados por seu pai na expulsão dos holandeses e a ele mesmo, concedendo-lhe o título de Mestre-de-Campo e Regente do São Francisco. Ele deveria expulsar ladrões de gado, contrabandistas de ouro, negros aquilombados e outros aventureiros. 
As terras do Conde da Ponte limitavam-se no município de Riachão do Jacuípe com as propriedades de João Peixoto Viegas, a terceira maior fortuna fundiária da Bahia no período colonial. 
Dessa sesmaria foi desmembrada uma área de terra para João dos Santos Cruz, que a transformou numa fazenda de criação de gado denominada Riachão. 
Primeiras aglomerações urbanas
O tradicional histórico do município não oferece datas ou outras referências mais precisas em tomo da penetração primitiva. Apenas a tradição oral fornece elementos para a formação de algumas suposições mais prováveis, como a de terem sido remanescentes de alguma "bandeira" que aqui penetrou na fase colonial, século XVI. 
Seu povoamento deve-se à localização à margem esquerda do Rio Jacuípe, onde se verificou a fixação primitiva do elemento branco. Na região do rio Tocós foram encontrados vestígios da cultura indígena. A tradição oral informa ter sido ali o local de fixação de índios "tocóios", de onde derivou o nome do rio. O nome Jacuípe é de origem indígena, donde se conclui que o povoamento se deu, inicialmente, com os índios que se fixaram às margens dos rios Tocós e Jacuípe, onde desenvolveram uma agricultura de subsistência. 
Sabe-se que as famílias mais antigas de Riachão eram os Gonçalves e os Mascarenhas provavelmente de origem portuguesa, e os Vasconcellos de origem Franco-Espanhola. 
Em 1950, as primeiras aglomerações urbanas eram: a sede com um registro de 1.552 habitantes; Vila de Candeal, com 875 habitantes; Vila de Gavião, com 390 habitantes e Vila de Ichu, com 426 habitantes.
Figuravam ainda no município de Riachão os povoados Alto Alegre com 183 habitantes (nos dias atuais já elevada a cidade com o nome de Capela do Alto Alegre), quilômetro 90, atual município denominado Nova Fátima, com 343 habitantes, Pé de Serra, com 335 habitantes e atualmente cidade com mesmo nome, Chapada com 300 habitantes, e Barreiros com 173 habitantes. 
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Riachão do Jacuípe, pela Lei Provincial n.º 1.823, de 1º de agosto de 1878, desmembrado de Jacobina. Instalada em 25 de outubro de 1878. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede. 
Elevado à condição de cidade com a denominação de Riachão do Jacuípe, pela Lei Estadual n.º 2.140, de 14 de agosto de 1928. 
Pela Lei Estadual n.º 7.455, de 23 de junho de 1931, o município de Riachão do Jacuípe adquiriu o território do extinto município de Conceição do Coité, como simples distrito. 
Pelo Decreto Estadual n.º 8.528, de 07 de julho de 1933, é desmembrado do município de Riachão do Jacuípe o distrito de Conceição do Coité. Elevado novamente à categoria de município. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 2 distritos: Riachão do Jacuípe e Candeal. 
Pelo Decreto n.º 9.556, de 10 de junho de 1935, é criado o distrito de Ichu e anexado ao município de Riachão do Jacuípe 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município é constituído de 4 distritos: Riachão do Jacuípe, Candeal, Gavião e Ichu. 
Pela Lei Estadual n.º 1.683, de 23 de abril de 1962, é desmembrado do município de Riachão do Jacuípe o distrito de Candeal. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 1.766, de 30 de julho de 1962, é desmembrado do município de Riachão do Jacuípe o distrito de Ichu. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Riachão do Jacuípe e Gavião. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979. 
Pela Lei Estadual n.º 4.033, de 14 de maio de 1982, é criado o distrito de Nova Fátima e anexado ao município de Riachão do Jacuípe. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983, o município é constituído de 3 distritos: Riachão do Jacuípe, Gavião e Nova Fátima. 
Pela Lei Estadual n.º 4.410, 19 de março de 1985, é desmembrado do município Riachão do Jacuípe o distrito de Gavião. Elevado à categoria de município. 
Pela Lei Estadual n.º 4.411, 19 de março de 1985, é desmembrado do município de Riachão do Jacuípe o distrito de Pé de Serra. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 2 distritos: Riachão do Jacuípe e Nova Fátima. 
Pela Lei Estadual n° 5.022, de 13 de junho de 1989, é desmembrado do município de Riachão do Jacuípe o distrito de Nova Fátima. Elevado à categoria de município. 
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído do distrito sede. 
Em divisão territorial datada de 2011, o município é constituído de 2 distritos: Riachão do Jacuípe e Barreiros. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Aspectos gerais
 
O município caracteriza-se pelos biomas da caatinga e da mata atlântica. A vegetação nativa sofre com a degradação em virtude da agricultura, da pecuária e da presença da espécie invasora algaroba, que dificulta a regeneração natural dos biomas. Ao longo dos anos, a caatinga em seu estágio primitivo tornou-se rara.
Embora localizado em região de clima semiárido, os recursos hídricos da cidade encontram-se em grave estágio de poluição. A emissão incorreta de resíduos sólidos e efluentes domésticos "in natura", sem o devido tratamento em uma Estação de Tratamento de Esgoto - ETE, são os principais motivos.
Altitude
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 280 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo de Riachão do Jacuípe está inserido na unidade geomorfológica do Planalto Semiarido, caracterizado por superfícies planas a suavemente onduladas. Há a presença de "inselbergs" (morros isolados) e áreas de depressão.
Solos
Os solos predominantes são os Litólicos Eutróficos (rasos e pedregosos) e os Argissolos nas áreas de maior fertilidade, especialmente nas várzeas e margens do Rio Jacuípe.
Vegetação
A vegetação predominante é a Caatinga, em suas diversas fisionomias (arbórea, arbustiva e herbácea), com espécies caducifólias adaptadas à seca. Nas margens do Rio Jacuípe, é possível encontrar a Mata Ciliar, ou floresta de galeria, que se mantém verde mesmo no período de estiagem, devido à umidade do solo.
Clima
O clima é classificado como Semiárido (BSh), com características de transição para o tropical. Apresenta temperaturas elevadas e baixa pluviosidade. As temperaturas médias anuais ficam em torno de 25 °C. A precipitação anual é baixa, variando entre 600 mm e 800 mm, concentrada principalmente entre março e maio.
Infraestrutura
Situada em uma posição geográfica estratégica, Riachão do Jacuípe é cortada pela rodovia federal BR-324 e pelas rodovias estaduais: BA-120 e BA-233. Bem atendida por empresas que realizam o transporte intermunicipal e interestadual, é um ponto de acesso ao norte do estado da Bahia, à região do sisal, aos municípios do Território de Identidade da Bacia do Jacuípe e à capital Salvador-BA. 
Educação
Segundo dados do IBGE para o ano de 2019, a rede pública de ensino atingiu a nota 3,6 no IDEB. Em Riachão do Jacuípe há, ainda segundo o IBGE (2020), cerca de trinta e nove escolas de ensino fundamental e sete escolas de ensino médio. Além disso, conta com uma instituição privada de ensino superior, a FARJ (Faculdade Regional de Riachão do Jacuípe), onde são ofertados os cursos de administração, nutrição, pedagogia, psicologia, ciências da religião, ciências contábeis e direito. 
Saúde
Segundo dados do IBGE (2009), a cidade conta com quinze estabelecimentos de saúde. Há diversas clínicas e consultórios particulares com vários profissionais de diversas áreas da saúde. A cidade dispõe de três hospitais: Hospital Municipal; o Hospital Regional João Campos e o Hospital Bom Samaritano. 
Economia
Trabalho e renda
Segundo pesquisa do IBGE, em 2019, o salário médio mensal era de 1.8 salários-mínimos. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 10.0%. 
Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, 49.2% da população jacuipense situava nessa condição, o que colocava na posição 281 de 417, dentre as cidades do estado da Bahia e na posição 1.537 de 5.570 dentre as cidades do Brasil. 
Setor primário
O setor primário caracteriza-se pela concentração fundiária e pela presença de minifúndios. Esse cenário dificulta a produtividade, a geração de renda e a preservação ambiental. 
A agricultura em Riachão do Jacuípe é predominantemente caracterizada pela atuação de pequenos e médios produtores, que se dedicam principalmente às lavouras temporárias de subsistência, como feijão, milho e mandioca, consorciadas com pequenos rebanhos de bovinos e ovinos. Por outro lado, os grandes produtores concentram-se exclusivamente na pecuária, com uma forte tradição na criação de bovinos, embora a atividade seja vulnerável a declínios durante períodos de estiagem prolongada. Em seguida, destaca-se a criação de ovinos e caprinos.
O sisal já ocupou grande espaço na agricultura local, porém a cultura foi reduzida em razão da competição com a fibra sintética e a queda do valor de mercado, bem como pela ausência de técnicas para o aprimoramento. A produção do sisal, que ganhou destaque durante a Segunda Guerra Mundial devido à escassez de matéria-prima, atingiu seu auge na década de 1960, mas começou a declinar na década de 1980. No entanto, a cultura do sisal demonstrou graves problemas sociais, como jornadas de trabalho exaustivas, uso de mão-de-obra infantil, evasão escolar, baixa remuneração e até mutilação dos trabalhadores, que se arriscavam ao manusear o 'motor' para desfibrar a planta. 
Riachão do Jacuípe se destaca também pela sua atividade sindical, sendo sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Riachão do Jacuípe e o Sindicato dos Produtores Rurais de Riachão do Jacuípe. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Riachão do Jacuípe é uma entidade que conta com mais de 50 anos de atuação. O Sindicato dos Produtores Rurais de Riachão do Jacuípe, em parceria com o SENAR (Sistema S), oferta serviços de extensão rural. O município conta com projetos desenvolvidos pelo MOC, ONG dedicada à convivência com o semiárido. 
A cidade é a sede do SETAF - Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar para o Território da Bacia do Jacuípe ligado à secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia e tem por finalidade prestar assistência técnica para os produtores locais. 
O município abriga diversos laticínios voltados ao beneficiamento de leite, incluindo a cooperativa Colvale (Cooperativa de Leite do Vale do Jacuípe). Além disso, é sede da empresa frigorífica Frijacuípe, especializada no abate industrial de animais e que emprega mais de 200 pessoas. 
Setor secundário
A indústria ocupa a segunda posição na composição do PIB jacuipense. Composto por empresas que produzem desde artefatos de couro para bolsas e calçados (Artcouro), pequenas indústrias têxtil, serralherias, utensílio para o lar (Design & Decor), alumínio, esquadrias e móveis de madeira. 
O município fez parte da política pública de interiorização da indústria promovida pelo governo da Bahia na década de 1990, com incentivos fiscais e creditícios. Dessa forma, um galpão foi construído inicialmente para a empresa Via Uno, mas acabou sendo ocupado pela empresa Ruy Barbosa. Posteriormente, o galpão foi utilizado pela Paquetá. Todas as empresas permaneceram por um breve período, sucumbindo devido à falta de recursos financeiros, tributários e logísticos. Atualmente, o galpão industrial encontra-se inutilizado. 
Em Riachão do Jacuípe, está instalada uma unidade da empresa portuguesa Sicor, responsável pelo beneficiamento do sisal e pela exportação da fibra natural para a Europa. 
No distrito de Barreiros é famosa a produção de cerâmica (blocos e telhas). 
Setor terciário
É responsável pela maior participação no PIB local. A cidade possui um centro comercial dinâmico e diverso. Possui boa oferta de produtos e serviços (públicos e privados) atraindo consumidores de outras cidades. É grande a procura por serviços bancários (Banco do Brasil, Caixa Econômica e Bradesco); serviços públicos (SAC - Serviço de Atendimento ao Cidadão, administrativo e judiciais); e por compras no comércio da cidade. A cidade possui uma Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) que busca fomentar a atividade econômica do município a fim de gerar emprego e renda. 
Cultura, arte e lazer
Em razão de ser uma das primeiras aglomerações da região e da forte influência das culturas dos povos originários, europeus e africanos, a cultura jacuipense é extremamente rica e diversa, especialmente no âmbito da cultura popular. 
A culinária, a música, os festejos (religiosos, cívicos e populares), o artesanato, a dança e a literatura refletem a dinâmica desses povos na construção da identidade jacuipense ao longo dos séculos. 
Está presente na culinária popular pratos oriundos do milho: a canjica, bolo, cuscuz, mungunzá e a pamonha; de origem africana: o vatapá, caruru, feijoada, abará e o acarajé; bem como a farinha de tapioca e o beiju de origem indígena. 
São manifestações culturais da cidade: o samba de roda, as quermesses das festa religiosas, as festas juninas, os bailes de carnaval e a festa popular da Lavagem de São Roque. 
A icônica figura do vaqueiro está presente na cultura local por meio das festas de vaquejadas, das indumentárias de couro, bem como na música de improviso (toadas e aboios).
Por sua vez, a Filarmônica Lira 8 de Setembro foi fundada em 1910 por iniciativa do Frei Cônego Henrique Américo de Freitas. Após a missa na Igreja Matriz, ele expressou ao povo seu sonho de criar uma filarmônica na cidade: "Meu povo, quero dizer a vocês que a música significa alegria, sabedoria e amor. Por isso eu quero criar uma filarmônica na nossa cidade". 
Os instrumentos da Lira 8 de setembro foram transportados de Salvador a Feira de Santana de trem e, posteriormente, levados a Riachão do Jacuípe em uma carruagem puxada por burros. 
A Filarmônica participa ativamente da vida local, estando presente em eventos tradicionais como a posse de prefeitos, festividades religiosas, o 7 de setembro e o Dia das Mães. A Filarmônica conquistou o título de vencedora do Concurso Estadual de Filarmônicas em 1982. Em 1997, sagrou-se campeã do 7º Festival de Filarmônicas do Recôncavo e, em 1999, retornou ao festival como convidada especial. A Filarmônica Lira 8 de setembro é celeiro de músicos, maestros e de outras bandas tradicionais. 
O São João é a principal manifestação cultural da cidade. A festa ocorre em junho na principal praça de eventos. Conta com a participação de artistas regionais e de alcance nacional. A abertura do São João dá-se com a tradicional alvorada. Forrozeiros saem as ruas da cidade no amanhecer convidando as pessoas para os festejos. Ocorre ainda em praça pública o tradicional concurso de Quadrilhas Juninas e Sanfoneiros. O São João de Riachão do Jacuípe tem relevância regional, pois atrai durante o período turistas de cidades vizinhas.
No campo literário, destacam-se autores jacuipenses como Iracema Sampaio, Ricardo Thadeu, Messias Bezerra Queiroz e Miguel Antônio Carneiro; Maurício de Castro,na literatura espírita; Amarildo Soares (Tio Lio), escritor e produtor cultural, naliteratura de não ficção. 
Nas artes plásticas, destacam-se os trabalhos do premiado artista Florival Oliveira, com obras expostas em diversas instalações por todo o país.
Ressalta-se também a arte do artesão Edson Duarte, cujas obras foram exibidas em diversos museus e exposições, além de já terem sido tema de reportagens em vários meios de comunicação. Sua obra é reconhecida pela reprodução em miniaturas das típicas casas sertanejas, que retratam o cotidiano de seu povo. 
São artistas que exprimem com sensibilidade tanto a dureza quanto a beleza da vivência do povo jacuipense com o semiárido. 
Riachão do Jacuípe é a terra natal de Olney São Paulo Rios, um importante nome do Cinema Novo brasileiro, ao lado de Glauber Rocha. Ainda na infância, mudou-se para Feira de Santana, cidade pela qual é amplamente admirado. Após seu primeiro contato com o Cinema Novo, Olney São Paulo Rios se transferiu para o Rio de Janeiro, atraído pela efervescência do cinema na cidade. Ele é autor de diversas obras cinematográficas, incluindo os curtas, medias e longa-metragens como Grito da Terra de 1964 e Manhã Cinzenta de 1969, este último exibido em vários países, como Itália e a Alemanha. Em alguma de suas produções, é possível perceber a presença do sertanejo. Engajado politicamente, Olney São Paulo Rios foi processado sob a acusação de envolvimento no sequestro do avião brasileiro para Cuba em 1969, mas foi posteriormente absolvido pelo Superior Tribunal Militar. No entanto, o período de cárcere comprometeu sua saúde. 
Apesar da riqueza artística e cultural, Riachão do Jacuípe ainda carece de espaços culturais para a exposição de seu patrimônio e da produção artística local. 
Em relação ao lazer, os jacuipenses mantêm grande contato com a natureza, o que possibilita a prática de atividades esportivas e recreativas. 
A Praça Landulfo Alves é o ponto mais frequentado em finais de semana em razão da presença de eventos, bares, lanchonetes, restaurantes e pizzarias. 
Outro ponto bastante frequentado é a Barragem Grande, situada às margens do rio Jacuípe. Transformada em uma espécie de balneário, atrai visitantes de Riachão do Jacuípe e de cidades vizinhas nos finais de semana e feriados. 
Turismo
O turismo em Riachão do Jacuípe é principalmente de eventos, negócios e ecoturismo fluvial.
- Festas e Vaquejadas: A tradição pecuária se manifesta nas vaquejadas e festas de cavalgada, que atraem visitantes. A festa de emancipação política e os festejos juninos também são importantes no calendário.
- Rio Jacuípe: O rio é o principal atrativo natural. O ecoturismo fluvial e o lazer nas margens são procurados pelos moradores e visitantes, especialmente em períodos de cheia.
- Comércio: O turismo de negócios é impulsionado pelo comércio atacadista de confecções e calçados, que atrai lojistas de outras cidades baianas.
Esporte
O esporte amador é amplamente difundido com diversos campeonatos locais de futebol (bairros e zona rural), de cicloturismo, motocross, judô etc. A cidade é sede da etapa do calendário de competição de Moutain Bike XCM da Federação Baiana de Ciclismo (Desafio Vale do Jacuípe).
O principal equipamento esportivo é o tradicional Estádio Eliel Martins, também conhecido como "Arena Valfredão". Com capacidade máxima para 5.000 torcedores, o Estádio Eliel Martins foi palco para diversas competições como a Copa Governador do Estado da Bahia, o Campeonato Baiano de Futebol (Baianão), etapas da Copa do Brasil e do Brasileirão. A Arena Valfredão foi a sede da final do Baianão 2022. O Estádio é utilizado para a realização de festas e eventos, consolidando-se como um dos principais equipamentos esportivos do interior da Bahia. 
A cidade também é a sede do Esporte Clube Jacuipense, time fundado na década de 1960. Esse já disputou as séries C e D do Brasileirão, a Copa do Brasil, o Campeonato Baiano de Futebol, e a Copa do Nordeste. 
O Jacuipense foi o campeão do Campeonato Baiano da Segunda Divisão em 1989, até então seu único título. Na edição de 2012, foi novamente promovido à primeira divisão do estadual, desta vez com o vice-campeonato. Vice-campeão estadual dos anos de 2022 e 2023. 
Atualmente disputa o Campeonato Baiano de Futebol, Brasileirão e Copa do Nordeste. 
Com forte apelo popular, suas cores são o grená e o branco e tem como símbolo a figura de um leão, daí seu epíteto "Leão do Sisal".
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .