Colíder é um município do estado de Mato Grosso, localizado a latitude 10º 48’ 19” sul, longitude 55º 27’ 27” oeste. Sua ocupação se iniciou no período dos incentivos fiscais federais da década de 1970. Raimundo Costa Filho decidiu colonizar a região no período em que os soldados do 9º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção) trabalhavam na abertura da rodovia Cuiabá-Santarém, hoje conhecida como BR-163. Segundo estimativas do IBGE, para 2024, a população de Colíder era de 32.054 habitantes.
História
A ocupação de Colíder se iniciou no período dos incentivos fiscais federais da década de 1970. Raimundo Costa Filho decidiu colonizar a região no período em que os soldados do 9º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção) trabalhavam na abertura da rodovia Cuiabá-Santarém, hoje conhecida como BR-163.
Raimundo já havia atuado na colonização do Estado do Paraná e, em 1973, chegou ao Mato Grosso, após ter sobrevoado a região e adquirido uma grande área de terras. Raimundo contratou topógrafos para a medição das terras. Luiz Marques da Silva mudou-se então para a localidade, então chamda de "Cafezal".
Em 07 de Maio de 1973, foi construído o primeiro ranchão, que serviu a várias funções: dormitório, armazém, enfermaria e pensão. Em 1974, quase toda a Gleba havia sido ocupada e iniciou-se o projeto da cidade.
Quando o povoado cresceu, escolheu-se o nome de Colíder por causa da Colonizadora Líder (Co + líder). Na época, Ênio Pipino desenvolvia uma grande colonização na região, que estabeleceu Sinop como sede. Colíder buscava seguir os passos da cidade de Sinop, de modo a justificar seu nome de liderança.
Em 18 de Dezembro de 1979, o município de Colíder foi criado pela Lei Estadual n.º 4.158 e teve como base de sua economia a agropecuária e o garimpo nas décadas de 1980 a 1990.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Colíder, pela Lei Estadual n.º 3.746, de 18 de junho de 1976, subordinado ao município de Chapada dos Guimarães.
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o distrito de Colíder figura no município de Chapada dos Guimarães.
Elevado à categoria de município com a denominação de Colíder, pela Lei Estadual n.º 4.158, de 18 de dezembro de 1979. Desmembrado do município de Chapada dos Guimarães. Sede no atual distrito de Colíder (ex localidade). Constituído de 2 distritos: Colíder e Itaúba, criado pela Lei Municipal acima citada. Instalado em 02 de julho de 1981.
Pela Lei n.º 4.378, de 16 de novembro de 1981, é criado o distrito de Guarantã e anexado ao município de Colíder.
Pela Lei Estadual n.º 4.396, de 23 de novembro de 1981, é criado o distrito de Nova Canaã (ex povoado) e anexado ao município de Colíder.
Pela Lei n.º 4.378, de 16 de novembro de 1981, é criado o distrito de Guarantã e anexado ao município de Colíder.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983, o município é constituído de 4 distritos: Colíder, Guarantã, Itaúba e Nova Canaã.
Pela Lei Estadual n.º 4.937, de 11 de dezembro de 1985, é criado o distrito de Matupá e anexado ao município de Colíder.
Pela Lei Estadual n.º 4.997, de 13 de maio de 1986, é desmembrado do município de Colíder o distrito de Nova Canaã. Elevado à categoria de município com a denominação de Nova Canaã do Norte.
Pela Lei Estadual n.º 5.005, 13 de maio de 1986, é desmembrado do município de Colíder o distrito de Itaúba. Elevado à categoria de município.
Pela Lei Estadual n.º 5.008, 13 de maio de 1986, é desmembrado do município de Colíder o distrito de Guarantã. Elevado à categoria de município com a denominação de Guarantã do Norte.
Pela Lei Estadual n.º 5.317, de 04 de julho de 1988, é desmembrado do município de Colíder o distrito de Matupá. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
O nome “Colíder” deriva da expressão “CO + LÍDER”, em referência à Colonizadora Líder, empresa que atuou no processo de ocupação da região.
Religião
Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, realizado em 2010: 71,16% da população residente era católica romana, 21,01% era protestante, 4,89% era sem religião, 0,22% espírita, 1,00% de Testemunhas de Jeová e 1,33% restantes eram os membros de todas as demais religiões. O resultado mostra que o número de católicos na cidade foi levemente maior que a média nacional naquele ano que era de 64,6% e o de protestantes foi quase igual a média brasileira de 22,2%.
Dentro dos 21,01% de protestantes na cidade em 2010, 2.250 pessoas (7,31%) da população de Colíder era composta por Evangélicos de Missão, dentre os quais os maiores grupos foram: 1.283 (4,17%) batistas, 554 (1,80%) adventistas, 367 (1,19%) presbiterianos e 45 (0,14%) luteranos.[9]
Os pentecostais contaram 3.959 pessoas (12,86%) da população local, dentre os quais destacam-se: as Assembleias de Deus com 1.967 pessoas (6,39%), Congregação Cristã no Brasil com 1.138 pessoas (3,69%), Igreja Universal do Reino de Deus com 186 pessoas (0,60%), Igreja Pentecostal Deus é Amor com 95 pessoas (0,30%), Igreja do Evangelho Quadrangular com 57 pessoas (0,18%), e demais grupos pentecostais não nominados pelo censo (que incluem Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus, entre outras) com 515 pessoas (1,67%).
Geografia
Formação Geológica
O território de Colíder é majoritariamente de coberturas não dobradas do Fanerozoico, Formação Prainha. Coberturas dobradas do Proterozoico com granitoides associados, Formação Iriri. Complexos metamórficos arqueanos pré-cambriano indiferenciado. Faixa móvel Rio Negro e Juruena.
A sede situa-se a cerca de 315 m de altitude.
Relevo
O relevo do município está inserido no Planalto Residual Norte de Mato Grosso, com influência da Serra do Cachimbo
Solos
Os solos predominantes incluem latossolos vermelho-amarelos distróficos, solos de baixa a média fertilidade natural, e áreas de solos aluviais junto às bacias hidrográficas.
Vegetação
Colíder está inserida no bioma Amazônia, com vegetação original de floresta ombrófila densa e aberta, mas que vem sendo substituída em muitos trechos por pastagens e lavouras. Áreas de transição com o cerrado também são identificadas na região, nesse contexto de fronteira agrícola. A cobertura vegetal natural ainda oferece valor ecológico relevante, especialmente em torno de unidades de conservação, como o Refúgio da Vida Silvestre de Colíder criado em 2017.
Bacia Hidrográfica
O território de Colíder é banhado pela Bacia do Amazonas, que inclui a Bacia do Teles Pires e o Rio Peixoto de Azevedo.
Clima
O clima é equatorial quente e úmido, sendo 3 meses de seca (de junho a agosto) e 3 meses de chuvas (de fevereiro a março), com precipitação anual de 2.500mm. A temperatura média anual é de 24°C.
Economia
A economia de Colíder está embasada na pecuária, tendo contribuições de culturas agrícolas de soja, milho e feijão. Além disso, também são importantes o comércio e extrativismo mineral. E a cidade tem potencial turístico em belezas naturais como a Cachoeira Mercúrio, a Igreja Matriz e a maior representação da Santa Ceia do Brasil.
O comércio e a indústria ligada ao agro complementam a economia local. Por exemplo, indústrias de biodiesel, ração animal e fábricas de fertilizantes têm investido no município. O município também figura entre os mais eficientes de Mato Grosso no ranking municipal, evidenciando boa gestão e ambiente favorável para o investimento.
Educação
O município possui rede de ensino público que atende a educação infantil, ensino fundamental e médio. A regional rural e urbana recebe atenção para garantir a escolarização. Segundo relatos, Colíder figura entre cidades com melhor eficiência municipal no estado, o que reflete também no investimento em serviços públicos essenciais como educação. A capacitação de produtores rurais e o envolvimento com sua formação técnica também são destacados em ações como as promovidas pelo SENAR MT / Sindicato Rural na região.
Turismo
Embora Colíder não seja tradicionalmente visto como destino turístico de massa, destaca-se pelos potenciais de ecoturismo, turismo rural e natureza ligada à Amazônia. A proximidade com rodovias importantes (como a BR-163 e a MT-320) favorece o acesso. Além disso, unidades de conservação como o Refúgio da Vida Silvestre de Colíder oferecem cenário para visitantes interessados em natureza e biodiversidade. Eventos agrícolas e feiras voltadas ao agronegócio também contribuem para movimentação econômica que pode se traduzir em turismo de negócios.
Referência para o texto: Wikipédia ; IBGE .
História
A ocupação de Colíder se iniciou no período dos incentivos fiscais federais da década de 1970. Raimundo Costa Filho decidiu colonizar a região no período em que os soldados do 9º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção) trabalhavam na abertura da rodovia Cuiabá-Santarém, hoje conhecida como BR-163.
Raimundo já havia atuado na colonização do Estado do Paraná e, em 1973, chegou ao Mato Grosso, após ter sobrevoado a região e adquirido uma grande área de terras. Raimundo contratou topógrafos para a medição das terras. Luiz Marques da Silva mudou-se então para a localidade, então chamda de "Cafezal".
Em 07 de Maio de 1973, foi construído o primeiro ranchão, que serviu a várias funções: dormitório, armazém, enfermaria e pensão. Em 1974, quase toda a Gleba havia sido ocupada e iniciou-se o projeto da cidade.
Quando o povoado cresceu, escolheu-se o nome de Colíder por causa da Colonizadora Líder (Co + líder). Na época, Ênio Pipino desenvolvia uma grande colonização na região, que estabeleceu Sinop como sede. Colíder buscava seguir os passos da cidade de Sinop, de modo a justificar seu nome de liderança.
Em 18 de Dezembro de 1979, o município de Colíder foi criado pela Lei Estadual n.º 4.158 e teve como base de sua economia a agropecuária e o garimpo nas décadas de 1980 a 1990.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Colíder, pela Lei Estadual n.º 3.746, de 18 de junho de 1976, subordinado ao município de Chapada dos Guimarães.
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o distrito de Colíder figura no município de Chapada dos Guimarães.
Elevado à categoria de município com a denominação de Colíder, pela Lei Estadual n.º 4.158, de 18 de dezembro de 1979. Desmembrado do município de Chapada dos Guimarães. Sede no atual distrito de Colíder (ex localidade). Constituído de 2 distritos: Colíder e Itaúba, criado pela Lei Municipal acima citada. Instalado em 02 de julho de 1981.
Pela Lei n.º 4.378, de 16 de novembro de 1981, é criado o distrito de Guarantã e anexado ao município de Colíder.
Pela Lei Estadual n.º 4.396, de 23 de novembro de 1981, é criado o distrito de Nova Canaã (ex povoado) e anexado ao município de Colíder.
Pela Lei n.º 4.378, de 16 de novembro de 1981, é criado o distrito de Guarantã e anexado ao município de Colíder.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1983, o município é constituído de 4 distritos: Colíder, Guarantã, Itaúba e Nova Canaã.
Pela Lei Estadual n.º 4.937, de 11 de dezembro de 1985, é criado o distrito de Matupá e anexado ao município de Colíder.
Pela Lei Estadual n.º 4.997, de 13 de maio de 1986, é desmembrado do município de Colíder o distrito de Nova Canaã. Elevado à categoria de município com a denominação de Nova Canaã do Norte.
Pela Lei Estadual n.º 5.005, 13 de maio de 1986, é desmembrado do município de Colíder o distrito de Itaúba. Elevado à categoria de município.
Pela Lei Estadual n.º 5.008, 13 de maio de 1986, é desmembrado do município de Colíder o distrito de Guarantã. Elevado à categoria de município com a denominação de Guarantã do Norte.
Pela Lei Estadual n.º 5.317, de 04 de julho de 1988, é desmembrado do município de Colíder o distrito de Matupá. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Origem do Nome
O nome “Colíder” deriva da expressão “CO + LÍDER”, em referência à Colonizadora Líder, empresa que atuou no processo de ocupação da região.
Religião
Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, realizado em 2010: 71,16% da população residente era católica romana, 21,01% era protestante, 4,89% era sem religião, 0,22% espírita, 1,00% de Testemunhas de Jeová e 1,33% restantes eram os membros de todas as demais religiões. O resultado mostra que o número de católicos na cidade foi levemente maior que a média nacional naquele ano que era de 64,6% e o de protestantes foi quase igual a média brasileira de 22,2%.
Dentro dos 21,01% de protestantes na cidade em 2010, 2.250 pessoas (7,31%) da população de Colíder era composta por Evangélicos de Missão, dentre os quais os maiores grupos foram: 1.283 (4,17%) batistas, 554 (1,80%) adventistas, 367 (1,19%) presbiterianos e 45 (0,14%) luteranos.[9]
Os pentecostais contaram 3.959 pessoas (12,86%) da população local, dentre os quais destacam-se: as Assembleias de Deus com 1.967 pessoas (6,39%), Congregação Cristã no Brasil com 1.138 pessoas (3,69%), Igreja Universal do Reino de Deus com 186 pessoas (0,60%), Igreja Pentecostal Deus é Amor com 95 pessoas (0,30%), Igreja do Evangelho Quadrangular com 57 pessoas (0,18%), e demais grupos pentecostais não nominados pelo censo (que incluem Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus, entre outras) com 515 pessoas (1,67%).
Geografia
Formação Geológica
O território de Colíder é majoritariamente de coberturas não dobradas do Fanerozoico, Formação Prainha. Coberturas dobradas do Proterozoico com granitoides associados, Formação Iriri. Complexos metamórficos arqueanos pré-cambriano indiferenciado. Faixa móvel Rio Negro e Juruena.
A sede situa-se a cerca de 315 m de altitude.
Relevo
O relevo do município está inserido no Planalto Residual Norte de Mato Grosso, com influência da Serra do Cachimbo
Solos
Os solos predominantes incluem latossolos vermelho-amarelos distróficos, solos de baixa a média fertilidade natural, e áreas de solos aluviais junto às bacias hidrográficas.
Vegetação
Colíder está inserida no bioma Amazônia, com vegetação original de floresta ombrófila densa e aberta, mas que vem sendo substituída em muitos trechos por pastagens e lavouras. Áreas de transição com o cerrado também são identificadas na região, nesse contexto de fronteira agrícola. A cobertura vegetal natural ainda oferece valor ecológico relevante, especialmente em torno de unidades de conservação, como o Refúgio da Vida Silvestre de Colíder criado em 2017.
Bacia Hidrográfica
O território de Colíder é banhado pela Bacia do Amazonas, que inclui a Bacia do Teles Pires e o Rio Peixoto de Azevedo.
Clima
O clima é equatorial quente e úmido, sendo 3 meses de seca (de junho a agosto) e 3 meses de chuvas (de fevereiro a março), com precipitação anual de 2.500mm. A temperatura média anual é de 24°C.
Economia
A economia de Colíder está embasada na pecuária, tendo contribuições de culturas agrícolas de soja, milho e feijão. Além disso, também são importantes o comércio e extrativismo mineral. E a cidade tem potencial turístico em belezas naturais como a Cachoeira Mercúrio, a Igreja Matriz e a maior representação da Santa Ceia do Brasil.
O comércio e a indústria ligada ao agro complementam a economia local. Por exemplo, indústrias de biodiesel, ração animal e fábricas de fertilizantes têm investido no município. O município também figura entre os mais eficientes de Mato Grosso no ranking municipal, evidenciando boa gestão e ambiente favorável para o investimento.
Educação
O município possui rede de ensino público que atende a educação infantil, ensino fundamental e médio. A regional rural e urbana recebe atenção para garantir a escolarização. Segundo relatos, Colíder figura entre cidades com melhor eficiência municipal no estado, o que reflete também no investimento em serviços públicos essenciais como educação. A capacitação de produtores rurais e o envolvimento com sua formação técnica também são destacados em ações como as promovidas pelo SENAR MT / Sindicato Rural na região.
Turismo
Embora Colíder não seja tradicionalmente visto como destino turístico de massa, destaca-se pelos potenciais de ecoturismo, turismo rural e natureza ligada à Amazônia. A proximidade com rodovias importantes (como a BR-163 e a MT-320) favorece o acesso. Além disso, unidades de conservação como o Refúgio da Vida Silvestre de Colíder oferecem cenário para visitantes interessados em natureza e biodiversidade. Eventos agrícolas e feiras voltadas ao agronegócio também contribuem para movimentação econômica que pode se traduzir em turismo de negócios.
Referência para o texto: Wikipédia ; IBGE .