Floresta é um município brasileiro do estado de Pernambuco, distante 433 km da Capital Pernambucana, Recife. O município é o ponto de partida do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco. Sua população estimada para o ano de 2025, pelo IBGE, era de 31.702 habitantes.
História
Criado por Alvará de 11 de setembro de 1802, inicialmente Floresta foi um distrito subordinado ao município de Tacaratu, situação que se manteve até 30 de abril de 1864, quando a Lei Provincial n.º 153 o elevou à condição de vila. Em 20 de junho de 1907, foi elevado à categoria de cidade e sede de município, por força da Lei Estadual n.º 867.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Floresta, por Alvará de 11 de setembro de 1802.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Floresta, pela Lei Provincial n.º 153, de 31 de março de 1846, desmembrado de Taracatu. Constituído do distrito sede. Instalado em 07de janeiro de 1865.
Pela Lei Municipal n.º 2, de 11 de abril de 1896, foram criados os distritos de Penha e Riacho do Navio e anexados ao município de Floresta.
Pela Lei Municipal n.º 2, de 17 de fevereiro de 1902, é criado o distrito de Queimadas e anexado ao município de Floresta.
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Floresta, pela Lei Estadual n.º 867, de 20 de junho de 1907.
Em divisão administrativa referente ao de 1911, o município é constituído de 4 distritos: Floresta, Penha, Queimadas e Riacho do Navio.
Pela Lei Municipal n.º 76, de 22 de junho de 1920, é criado o distrito de Barra do Silva e anexado ao município de Floresta.
Por Ato Municipal de 24 de novembro de 1930, é criado o distrito de Itacuruba e anexado ao município de Floresta.
Em divisão territorial datada de 1933, o município é constituído de 5 distritos: Floresta, Barra do Silva, Itacuruba, Nazaré (ex Riacho do Navio) e Rochedo.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto-Lei n.º 92, de 31 de março de 1938, o distrito de Nazaré tomou o nome de Carqueja e Rochedo a denominar-se Airi.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 235, de 09 de dezembro de 1938, é desmembrado do município de Floresta o distrito de Itacuruba. Elevado à categoria de município com a denominação de Belém.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Floresta, Airi (ex Rochedo), Barra do Silva e Carqueja (ex Nazaré).
Pela Lei Municipal n.º 2, de 19 de janeiro de 1948, é criado o distrito de Carnaubeira com terras do extinto distrito de Barra do Silva.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 4 distritos: Floresta, Airi, Carnaubeira e Carqueja.
Pela Lei Municipal n.º 39, de 05 de maio de 1953, é criado o distrito de Segundo e anexado ao município de Floresta.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 5 distritos: Floresta, Airi, Carnaubeira, Carqueja e Segundo.
Pela Lei Municipal n.º 40, de 17 de outubro de 1969, o distrito de Segundo foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de Floresta.
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 4 distritos: Floresta, Airi, Carnaubeira e Carqueja.
Pela Lei Municipal n.º 1, de 22 de julho de 1989, o distrito de Carqueja passou a denominar-se Nazaré do Pico.
Pela Lei Estadual n.º 10.626, de 01 de outubro de 1991, é desmembrado do município de Floresta o distrito de Carnaubeira. Elevado à categoria de município com a denominação de Carnaubeira da Penha.
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 3 distritos: Floresta, Airi e Nazaré do Pico.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Compõem o município três distritos: Floresta (sede), Airi e Nazaré do Pico.[6] Com altitude de 316 metros, localiza-se à latitude 08°36'04" sul e à longitude 38°34'07" oeste.
Hidrografia
O município está inserido na bacia do Rio São Francisco e do Rio Pajeú. Seus principais riachos são: do Capim Grosso, da Lagoinha, do Navio, das Porteiras, do Papagaio, do Toco, da Pedra Branca, da Salina, Poço da Areia, da Travessa, da Várzea, do Carcarazeiro, do Mari, do Sagüim, do Espírito Santo, da Volta, do Espinho, do Salgueiro, Cachoeira, das Areias, Poço do Sal, da Estrada, do Açude, do Defunto, Paratibe, da Caraíba, do Tigre, do Piador, Fundo, da Manga, do Campo Grande, do Mundo Sombrio, Morro dAgulha, Laje Grande, da Favela, dos Pereiros, dos Caldeirões, do Manoel Creonte, do Saco Grande, do Zé Luís, dos Mandantes, da Salina, do Serrote do Boi, do Brocotó, da Malhada Vermelha, do Cardan, do Zé Teixeira, Poço dos Cavalos, de Baixo, do Hercílio, do Velho Cazuza, da Ema, da Ipueira, da Pedra do Carro, do Lucas, do Capim, da Barra, Poço do meio, dos Pocinhos, do Coxo, da Cachoeira, Vira Mão, dos Camarões, Saco da Serra, Nojo, do Tapuio, dos Três Umbuzeiros, Queimado, da Cachoeira Grande, Quebra-Unha, do Gato, do Miguel, do Pai João, do Muquém, da Mucunã, do Pau Forte, São Gonçalo, Barra da Forquilha, Caldeirãozinho, do Poço do Boi, da Rancharia, Caldeirão do Angico, do Iço, da Caneta, da Vargem, do Navio, do Papagaio, da Imboecica, da Macambira, do Mandacaru, Caetano, da Prata, do Soldado e do Olho d’ Água.
Os principais corpos de acumulação são: os açudes Barra do Juá (71.474.000m³) e Quebra Unha(3.190.000m³) e as lagoas: da Malhada Vermelha, do Pedrosa, do Boi Bravo, dos Paus Pretos, da Volta, da Quixabeira, da Gangorra, do Bagaço, da Varginha, Luís Jorge, da Pedra, dos Pinhões, da Garota, do Soca, da Palha, do Espinho, das Abertas, do Pão Chato, do Curral, do Junco, do Papagaio, do Juazeirinho, do Canonge, do Angico, das Marias Pretas, das Contendas, do Defunto, do Pé de Serrote, de Fora, do Sapateiro e das Areias.
Clima
O clima do município é o clima semiárido, do tipo Bsh. Os verões são quentes e úmidos, é neste período em que praticamente quase toda chuva do ano cai. Os invernos são mornos e secos, com a diminuição de chuvas; as mínimas podem chegar a 15 °C. As primaveras são muito quentes e secas, com temperaturas muito altas, que em que algumas ocasiões podem até ultrapassar os 40 °C. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1985 e desde 2008 (a partir de 18 de setembro), a temperatura mínima absoluta registrada em Floresta foi de 8 °C em 19 de julho de 1967 e a maior atingiu 41,3 °C em 20 de novembro de 2015.
O maior acumulado de precipitação registrado em 24 horas foi de 157,5 mm em 7 de outubro de 1970. Outros grandes acumulados foram 139,1 mm em 25 de março de 1975, 134,2 mm em 19 de março de 2017, 129,7 mm em 20 de janeiro de 1974, 126,8 mm em 2 de março de 2018, 126 mm em 4 de abril de 1977, 117,7 mm em 23 de abril de 1962, 117,1 mm em 14 de março de 1981, 117 mm em 29 de janeiro de 1985, 113,8 mm em 9 de dezembro de 2010, 112,5 mm em 28 de dezembro de 1985, 107,5 mm em 13 de março de 1981, 102,5 mm em 27 de março de 1983 e 100,6 mm em 27 de dezembro de 1967. O menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi de 10% em 2015, nos dias 21 de novembro e 4 de dezembro, em 11 de outubro de 2020. Por sua vez a rajada de vento mais intensa alcançou 23,4 m/s (84,2 km/h) em 18 de dezembro de 2015.
Relevo
O município localiza-se na unidade ambiental da depressão sertaneja, com relevo suave a ondulado. A parte mais alta do município chega a 1.065 metros acima do nível do mar.
Vegetação
A vegetação do município é composta por caatinga hiperxerófila e com trechos de Mata Atlântica. A Reserva Biológica da Serra Negra é a primeira reserva biológica do Brasil, sendo instituída pelo Decreto nº 28348, de 7 de junho de 1950, com uma área de 1.100ha e 5 km de extensão. A sua natureza exuberante, inclusive com algumas espécies vegetais típicas da região amazônica, foi estudada por importantes pesquisadores, entre eles o prof. Vasconcelos Sobrinho.
Solos
Em relação aos solos, nos Patamares Compridos e Baixas Vertentes do relevo suave ondulado ocorrem os Planossolos, mal drenados, fertilidade natural média problemas de sais; Topos e Altas Vertentes, os solos Brunos não Cálcicos, rasos e fertilidade natural alta; Topos e Altas Vertentes do relevo ondulado ocorrem os Podzólicos, drenados e fertilidade natural média e as Elevações Residuais com os solos Litólicos, rasos, pedregosos e fertilidade natural média.
Geologia
O município de Floresta é constituída pelos litotipos dos complexos Gnáissico-migmatítico Sobradinho-Remanso e Riacho Seco, dos gnaisses Arapuá, Bangê e Bogó, do Complexo Saúde, dos Granitóidessin e póstectônicos.
Economia
Segundo dados sobre o produto interno bruto dos municípios, divulgado pelo IBGE referente ao ano de 2011, a soma das riquezas produzidos no município é de 305.239 milhões de reais (37° maior do estado). Sendo o setor de serviços o mais representativo na economia florestana, somando 209.107 milhões. Já os setores industrial e da agricultura representam 36.259 milhões e 16.518 milhões, respectivamente. O PIB per capita do município é de 10.299,96 mil reais (16° maior do estado).
Saúde
A cidade conta com 9 estabelecimentos de saúde, sendo 7 deles públicos municipais e 2 privados.
Turismo e cultura
Floresta guarda um rico patrimônio histórico e natural, que atrai turistas interessados em história, natureza e religiosidade. Entre os principais atrativos estão:
O Riacho do Navio, nascido na Serra das Piabas — considerado marco inicial do povoamento da região. Esse riacho inspirou até a música “Riacho do Navio”, composta por Luiz Gonzaga e Zé Dantas, que retrata as paisagens sertanejas e a vida no interior nordestino.
O Rio Pajeú, que banha o município e foi essencial para a formação das primeiras fazendas e povoados na área.
O centro histórico da cidade, com casarões e construções coloniais do século XIX e início do século XX — especialmente a antiga capela, hoje igreja matriz, erguida em 1777.
A Catedral do Bom Jesus dos Aflitos, construída no final do século XIX, símbolo da religiosidade e da história local; foi sede da primeira diocese do sertão nordestino, criada em 1910.
Além de turismo histórico e religioso, há potencial para ecoturismo e turismo rural, especialmente em áreas de caatinga, riachos e natureza típica do sertão — embora o avanço da agropecuária e a diminuição da cobertura vegetal original representem desafios para a conservação ambiental.
No artesanato, destaque para o crochê, bordados, renda de bilro, tecelagem e couro.
Na Cultura Popular, destaca-se o trabalho pioneiro e inovador realizado pelo Instituto Cultural Raízes, em especial na Comunidade do Bairro do Vulcão/Escondidinho, tornando o mesmo, o bairro mais cultural de Floresta e região. Localizados no Vulcão, encontramos quatro Grupos Culturais: o Maracatu Afrobatuque, o Afoxé Filhos de N'Zambi, o Grupo Dandara e o Grupo Cultural Sou da Terra. Ainda no Vulcão deu-se origem a uma das bandas de Pífano mais renomadas da cidade, cujo principal integrante foi Elias de Flora, que em sua homenagem foi nomeada uma das ruas do bairro. também se encontra no Bairro, um dos maiores sanfoneiros de Floresta, Pedro Euzébio. Outras expressões culturais existem no Bairro do Vulcão, como é o caso do Bloco Carnavalesco Unidos da Santana e as Quadrilhas Juninas Jovem Esperança e Criança Esperança.
Culturalmente, Floresta preserva tradições sertanejas, festas religiosas, manifestações populares e a memória da colonização e das antigas fazendas — aspectos que conferem identidade local e orgulho aos florestanos.
Esporte
Em se tratando de esporte, o município segue o padrão de muitos municípios do interior nordestino: predominância de atividades amadoras, esportes coletivos e práticas recreativas voltadas para a comunidade. Futebol de campo e futsal costumam concentrar a participação das escolas e dos jovens. As praças, bairros e periferias servem como espaços de lazer e prática esportiva.
Embora Floresta não figure entre os municípios com times profissionais de expressão nacional, o esporte comunitário e escolar exerce papel importante na socialização, no convívio e na formação de novos talentos locais — além de servir como alternativa de lazer e cidadania.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .
História
Criado por Alvará de 11 de setembro de 1802, inicialmente Floresta foi um distrito subordinado ao município de Tacaratu, situação que se manteve até 30 de abril de 1864, quando a Lei Provincial n.º 153 o elevou à condição de vila. Em 20 de junho de 1907, foi elevado à categoria de cidade e sede de município, por força da Lei Estadual n.º 867.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Floresta, por Alvará de 11 de setembro de 1802.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Floresta, pela Lei Provincial n.º 153, de 31 de março de 1846, desmembrado de Taracatu. Constituído do distrito sede. Instalado em 07de janeiro de 1865.
Pela Lei Municipal n.º 2, de 11 de abril de 1896, foram criados os distritos de Penha e Riacho do Navio e anexados ao município de Floresta.
Pela Lei Municipal n.º 2, de 17 de fevereiro de 1902, é criado o distrito de Queimadas e anexado ao município de Floresta.
Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Floresta, pela Lei Estadual n.º 867, de 20 de junho de 1907.
Em divisão administrativa referente ao de 1911, o município é constituído de 4 distritos: Floresta, Penha, Queimadas e Riacho do Navio.
Pela Lei Municipal n.º 76, de 22 de junho de 1920, é criado o distrito de Barra do Silva e anexado ao município de Floresta.
Por Ato Municipal de 24 de novembro de 1930, é criado o distrito de Itacuruba e anexado ao município de Floresta.
Em divisão territorial datada de 1933, o município é constituído de 5 distritos: Floresta, Barra do Silva, Itacuruba, Nazaré (ex Riacho do Navio) e Rochedo.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto-Lei n.º 92, de 31 de março de 1938, o distrito de Nazaré tomou o nome de Carqueja e Rochedo a denominar-se Airi.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 235, de 09 de dezembro de 1938, é desmembrado do município de Floresta o distrito de Itacuruba. Elevado à categoria de município com a denominação de Belém.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Floresta, Airi (ex Rochedo), Barra do Silva e Carqueja (ex Nazaré).
Pela Lei Municipal n.º 2, de 19 de janeiro de 1948, é criado o distrito de Carnaubeira com terras do extinto distrito de Barra do Silva.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 4 distritos: Floresta, Airi, Carnaubeira e Carqueja.
Pela Lei Municipal n.º 39, de 05 de maio de 1953, é criado o distrito de Segundo e anexado ao município de Floresta.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 5 distritos: Floresta, Airi, Carnaubeira, Carqueja e Segundo.
Pela Lei Municipal n.º 40, de 17 de outubro de 1969, o distrito de Segundo foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de Floresta.
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído de 4 distritos: Floresta, Airi, Carnaubeira e Carqueja.
Pela Lei Municipal n.º 1, de 22 de julho de 1989, o distrito de Carqueja passou a denominar-se Nazaré do Pico.
Pela Lei Estadual n.º 10.626, de 01 de outubro de 1991, é desmembrado do município de Floresta o distrito de Carnaubeira. Elevado à categoria de município com a denominação de Carnaubeira da Penha.
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 3 distritos: Floresta, Airi e Nazaré do Pico.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Compõem o município três distritos: Floresta (sede), Airi e Nazaré do Pico.[6] Com altitude de 316 metros, localiza-se à latitude 08°36'04" sul e à longitude 38°34'07" oeste.
Hidrografia
O município está inserido na bacia do Rio São Francisco e do Rio Pajeú. Seus principais riachos são: do Capim Grosso, da Lagoinha, do Navio, das Porteiras, do Papagaio, do Toco, da Pedra Branca, da Salina, Poço da Areia, da Travessa, da Várzea, do Carcarazeiro, do Mari, do Sagüim, do Espírito Santo, da Volta, do Espinho, do Salgueiro, Cachoeira, das Areias, Poço do Sal, da Estrada, do Açude, do Defunto, Paratibe, da Caraíba, do Tigre, do Piador, Fundo, da Manga, do Campo Grande, do Mundo Sombrio, Morro dAgulha, Laje Grande, da Favela, dos Pereiros, dos Caldeirões, do Manoel Creonte, do Saco Grande, do Zé Luís, dos Mandantes, da Salina, do Serrote do Boi, do Brocotó, da Malhada Vermelha, do Cardan, do Zé Teixeira, Poço dos Cavalos, de Baixo, do Hercílio, do Velho Cazuza, da Ema, da Ipueira, da Pedra do Carro, do Lucas, do Capim, da Barra, Poço do meio, dos Pocinhos, do Coxo, da Cachoeira, Vira Mão, dos Camarões, Saco da Serra, Nojo, do Tapuio, dos Três Umbuzeiros, Queimado, da Cachoeira Grande, Quebra-Unha, do Gato, do Miguel, do Pai João, do Muquém, da Mucunã, do Pau Forte, São Gonçalo, Barra da Forquilha, Caldeirãozinho, do Poço do Boi, da Rancharia, Caldeirão do Angico, do Iço, da Caneta, da Vargem, do Navio, do Papagaio, da Imboecica, da Macambira, do Mandacaru, Caetano, da Prata, do Soldado e do Olho d’ Água.
Os principais corpos de acumulação são: os açudes Barra do Juá (71.474.000m³) e Quebra Unha(3.190.000m³) e as lagoas: da Malhada Vermelha, do Pedrosa, do Boi Bravo, dos Paus Pretos, da Volta, da Quixabeira, da Gangorra, do Bagaço, da Varginha, Luís Jorge, da Pedra, dos Pinhões, da Garota, do Soca, da Palha, do Espinho, das Abertas, do Pão Chato, do Curral, do Junco, do Papagaio, do Juazeirinho, do Canonge, do Angico, das Marias Pretas, das Contendas, do Defunto, do Pé de Serrote, de Fora, do Sapateiro e das Areias.
Clima
O clima do município é o clima semiárido, do tipo Bsh. Os verões são quentes e úmidos, é neste período em que praticamente quase toda chuva do ano cai. Os invernos são mornos e secos, com a diminuição de chuvas; as mínimas podem chegar a 15 °C. As primaveras são muito quentes e secas, com temperaturas muito altas, que em que algumas ocasiões podem até ultrapassar os 40 °C. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1985 e desde 2008 (a partir de 18 de setembro), a temperatura mínima absoluta registrada em Floresta foi de 8 °C em 19 de julho de 1967 e a maior atingiu 41,3 °C em 20 de novembro de 2015.
O maior acumulado de precipitação registrado em 24 horas foi de 157,5 mm em 7 de outubro de 1970. Outros grandes acumulados foram 139,1 mm em 25 de março de 1975, 134,2 mm em 19 de março de 2017, 129,7 mm em 20 de janeiro de 1974, 126,8 mm em 2 de março de 2018, 126 mm em 4 de abril de 1977, 117,7 mm em 23 de abril de 1962, 117,1 mm em 14 de março de 1981, 117 mm em 29 de janeiro de 1985, 113,8 mm em 9 de dezembro de 2010, 112,5 mm em 28 de dezembro de 1985, 107,5 mm em 13 de março de 1981, 102,5 mm em 27 de março de 1983 e 100,6 mm em 27 de dezembro de 1967. O menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi de 10% em 2015, nos dias 21 de novembro e 4 de dezembro, em 11 de outubro de 2020. Por sua vez a rajada de vento mais intensa alcançou 23,4 m/s (84,2 km/h) em 18 de dezembro de 2015.
Relevo
O município localiza-se na unidade ambiental da depressão sertaneja, com relevo suave a ondulado. A parte mais alta do município chega a 1.065 metros acima do nível do mar.
Vegetação
A vegetação do município é composta por caatinga hiperxerófila e com trechos de Mata Atlântica. A Reserva Biológica da Serra Negra é a primeira reserva biológica do Brasil, sendo instituída pelo Decreto nº 28348, de 7 de junho de 1950, com uma área de 1.100ha e 5 km de extensão. A sua natureza exuberante, inclusive com algumas espécies vegetais típicas da região amazônica, foi estudada por importantes pesquisadores, entre eles o prof. Vasconcelos Sobrinho.
Solos
Em relação aos solos, nos Patamares Compridos e Baixas Vertentes do relevo suave ondulado ocorrem os Planossolos, mal drenados, fertilidade natural média problemas de sais; Topos e Altas Vertentes, os solos Brunos não Cálcicos, rasos e fertilidade natural alta; Topos e Altas Vertentes do relevo ondulado ocorrem os Podzólicos, drenados e fertilidade natural média e as Elevações Residuais com os solos Litólicos, rasos, pedregosos e fertilidade natural média.
Geologia
O município de Floresta é constituída pelos litotipos dos complexos Gnáissico-migmatítico Sobradinho-Remanso e Riacho Seco, dos gnaisses Arapuá, Bangê e Bogó, do Complexo Saúde, dos Granitóidessin e póstectônicos.
Economia
Segundo dados sobre o produto interno bruto dos municípios, divulgado pelo IBGE referente ao ano de 2011, a soma das riquezas produzidos no município é de 305.239 milhões de reais (37° maior do estado). Sendo o setor de serviços o mais representativo na economia florestana, somando 209.107 milhões. Já os setores industrial e da agricultura representam 36.259 milhões e 16.518 milhões, respectivamente. O PIB per capita do município é de 10.299,96 mil reais (16° maior do estado).
Saúde
A cidade conta com 9 estabelecimentos de saúde, sendo 7 deles públicos municipais e 2 privados.
Turismo e cultura
Floresta guarda um rico patrimônio histórico e natural, que atrai turistas interessados em história, natureza e religiosidade. Entre os principais atrativos estão:
O Riacho do Navio, nascido na Serra das Piabas — considerado marco inicial do povoamento da região. Esse riacho inspirou até a música “Riacho do Navio”, composta por Luiz Gonzaga e Zé Dantas, que retrata as paisagens sertanejas e a vida no interior nordestino.
O Rio Pajeú, que banha o município e foi essencial para a formação das primeiras fazendas e povoados na área.
O centro histórico da cidade, com casarões e construções coloniais do século XIX e início do século XX — especialmente a antiga capela, hoje igreja matriz, erguida em 1777.
A Catedral do Bom Jesus dos Aflitos, construída no final do século XIX, símbolo da religiosidade e da história local; foi sede da primeira diocese do sertão nordestino, criada em 1910.
Além de turismo histórico e religioso, há potencial para ecoturismo e turismo rural, especialmente em áreas de caatinga, riachos e natureza típica do sertão — embora o avanço da agropecuária e a diminuição da cobertura vegetal original representem desafios para a conservação ambiental.
No artesanato, destaque para o crochê, bordados, renda de bilro, tecelagem e couro.
Na Cultura Popular, destaca-se o trabalho pioneiro e inovador realizado pelo Instituto Cultural Raízes, em especial na Comunidade do Bairro do Vulcão/Escondidinho, tornando o mesmo, o bairro mais cultural de Floresta e região. Localizados no Vulcão, encontramos quatro Grupos Culturais: o Maracatu Afrobatuque, o Afoxé Filhos de N'Zambi, o Grupo Dandara e o Grupo Cultural Sou da Terra. Ainda no Vulcão deu-se origem a uma das bandas de Pífano mais renomadas da cidade, cujo principal integrante foi Elias de Flora, que em sua homenagem foi nomeada uma das ruas do bairro. também se encontra no Bairro, um dos maiores sanfoneiros de Floresta, Pedro Euzébio. Outras expressões culturais existem no Bairro do Vulcão, como é o caso do Bloco Carnavalesco Unidos da Santana e as Quadrilhas Juninas Jovem Esperança e Criança Esperança.
Culturalmente, Floresta preserva tradições sertanejas, festas religiosas, manifestações populares e a memória da colonização e das antigas fazendas — aspectos que conferem identidade local e orgulho aos florestanos.
Esporte
Em se tratando de esporte, o município segue o padrão de muitos municípios do interior nordestino: predominância de atividades amadoras, esportes coletivos e práticas recreativas voltadas para a comunidade. Futebol de campo e futsal costumam concentrar a participação das escolas e dos jovens. As praças, bairros e periferias servem como espaços de lazer e prática esportiva.
Embora Floresta não figure entre os municípios com times profissionais de expressão nacional, o esporte comunitário e escolar exerce papel importante na socialização, no convívio e na formação de novos talentos locais — além de servir como alternativa de lazer e cidadania.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .