Gandu é um município brasileiro do estado da Bahia. O município de Gandu está localizado no estado da Bahia, na região Nordeste do Brasil. Inserido na Região Geográfica Imediata de Ipiaú e na Região Geográfica Intermediária de Vitória da Conquista pelo IBGE, Gandu está situado a cerca de 296 km de Salvador, a capital do estado. Sua área territorial é de aproximadamente 229,6 km², e a população estimada em 2025 é de cerca de 34.051 habitantes, sendo o gentílico dos moradores, ganduense.
História
Oficialmente, em 1903, quem primeiro visitou essas matas foi o Coronel Barachisio Lisboa acompanhado do engenheiro Horácio Lafer e Mesquita, reivindicando-as para o município de Santarém (Ituberá). No dia 6 de maio daquele mesmo ano, tal reivindicação era afinal reconhecida pelo governo do estado da Bahia. E quando o pequeno veleiro aportava no cais de Santarém (Ituberá), levando notícia tão importante e esperada, o lar do velho Barachisio Lisboa era enriquecido com o nascimento que tomou, em razão das alegrias do evento, o nome de Vitória Libânio, tal personagem era a esposa de Manoel Libânio da Silva Filho "Maneca Libânio", há quem muito devem o comércio, a política e toda a sociedade ganduense.
Logo depois, Joaquim Monteiro da Costa se fixou na Fazenda Paó. Na mesma, época migravam para esse território Manoel Cirilo de Carvalho e D. Rosalina Moura de Carvalho, formando a Fazenda Gavião na vila nova de Nova Ibiá e Salustiano Borges, donatário da fazenda Bom Jardim.
Em abril de 1904, um negro cortês e de jeito nobre - Fulgêncio Alves da Palma iniciava na zona do Braço do Norte, o plantio da fazenda Jenipapo.
Ainda no começo do século, precisamente no primeiro trimestre de 1907, visando investir na produção cacaueira vinda da cidade de Areia, hoje Ubaíra, chegavam nestas matas José Amado Costa e Gregório Monteiro da Costa, mais conhecido este como Góes Monteiro, ambos lavradores em busca de solo fértil para a cultura do cacau. José Amado Costa se fixou nesta área, comprando uma fazenda e levantando casa em frente de um pé de pequi, onde nas noites frias da terra chuvosa e úmida, dormia um corujão onde construída a igreja matriz São José, sugerindo ao migrante o nome "corujão" para a fazenda adquirida.
Esta é a origem histórica desta cidade, que nasceu sob a sombra daquele majestoso pequi existente onde é hoje a Praça São José.
Quanto ao Gregório Monteiro da Costa irmão do principal desbravador, plantou mais adiante suas primeiras roças de cacau no lugar que tomou o nome de Paiol para ser convertido posteriormente, acreditamos que por corruptela de assalariados agrícolas, no designativo simples e atual de "Paó". Outra versão é a de que o nome decorreria dos trinos de um pássaro com semelhante som, ou da existência de muitos pássaros com esse nome sempre em revoada no local.
Em 1919, Corujão já era um arraial de 37 palhoças e 15 casas de taipa. A construção de casas de taipas e palhoças para abrigar a população local, contribuiu para a formação do arraial "Corujão". O desenvolvimento desse arraial proporcionou o surgimento da vila nomeada de "Gandu", tomando o mesmo nome do rio gandu que o banha e tem nascente na serra da "pedra-chata". Habitavam muitos jacarés guandus nesse rio e nas lagoas da época, por isso a inspiração do nome atual da nossa cidade. Pois os dois rios que banham essa cidade eram "habitat" natural desses jacarés. E é por isso também que a bandeira ganduense tem como símbolo um jacaré.
Formação Administrativa
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Santarém o distrito de Gandu.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, confirmado pelo Decreto-Lei Estadual n.º 12.978, de 1º de junho de 1944, o município de Santarém tomou a denominação de Ituberá.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito de Gandu figura no município de Ituberá (ex Santarém).
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955.
Elevado à categoria de município com a denominação de Gandu, pela Lei Estadual n.º 1.008, de 28 de julho de 1958, desmembrado de Ituberá. Sede no antigo distrito de Gandu. Constituído de 3 distritos: Gandu, Itamari e Nova Ibiá, todos desmembrados de Ituberá. Instalado em 07 de abril de 1959.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Gandu, Itamari e Nova Ibiá.
Pela Lei Estadual n.º 1.725, de 18 de julho de 1962, é desmembrado do município de Gandu o distrito de Itamari. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Gandu e Nova Ibiá.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988.
Pela Lei Estadual n.º 5.013, de 13 de junho de 1989, é desmembrado do município de Gandu o distrito de Nova Ibiá. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Hidrografia
A hidrografia da cidade é formada pelos rios: Gandu, com nascente na Pedra Chata, Ganduzinho, Rio do Peixe, Rio Braço do Norte que se localizam na bacia do leste e por afluentes considerados riachos como Tabocas de Cima, Tesuora e Mineiro.
A Sub-bacia do Rio Gandu (SBRG) é uma unidade territorial importante para Bacia do Recôncavo Sul. Abrange área de 238,522km², perímetro de 115,5 km e o comprimento do eixo da bacia de 27,186km. Seu Índice de Circularidade encontrado, 0,69, indica que a SBRG é circular e, em condições normais de precipitação, é suscetível a enchentes, quando a água sobe até a calha do rio, sem transbordamento para a planície de inundação. A densidade de rios é de 2,64, indicando baixa capacidade de gerar novos cursos de água. A SBRG possui uma densidade de drenagem de 1,47, sendo um valor mediano e indicam áreas com maior infiltração e estruturação dos canais menos definida.
Em cenário de índice pluviométrico excepcional, a SBRG tende à inundação, que é quando a água extrapola a calha principal, chegando a planície de inundação, tendo apresentado diversos registros entre 1989 e 2021, sendo a inundação de dezembro de 2021 a mais violenta em 32 anos.
Altitude
A cidade de Gandu está situada a aproximadamente 160 metros de altitude acima do nível do mar.
Relevo
O município está inserido em uma região de relevo ondulado e tabuleiros pré-litorâneos, com drenagem fluvial marcada pelo Rio Gandu e seus afluentes.
Clima
Em Gandu, o verão é longo, quente, opressivo e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, abafado e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 31 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 34 °C.
As melhores épocas do ano para visitar Gandu e realizar atividades de clima quente são do início de maio ao meio de junho e do meio de agosto ao fim de outubro.
A estação quente permanece por 5,0 meses, de 9 de novembro a 11 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Gandu é janeiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 12 de junho a 25 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Gandu é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 26 °C, em média.
O clima predominante é tropical úmido, quente e com precipitação significativa ao longo do ano, típica do sul da Bahia, favorecendo a agricultura tradicional e a manutenção dos remanescentes de vegetação nativa.
Solos
Os solos da região variam de solos arenosos e de média fertilidade em áreas mais elevadas a solos mais ricos próximos aos cursos d’água, que historicamente foram utilizados para o cultivo de cacau e outras culturas tropicais.
Vegetação
Gandu está inserido no bioma Mata Atlântica, porém grande parte de sua vegetação original foi alterada ao longo dos anos em função da expansão agrícola, especialmente no período áureo da cacauicultura. Contudo, ainda existem fragmentos de vegetação nativa preservados, muitos deles associados a sistemas de cultivo em cabruca, que mantêm árvores nativas entre os cultivos de cacau e outras culturas. Essa integração entre produção agrícola e preservação ambiental é característica marcante da região.
Educação
O município possui rede de ensino público municipal e estadual que atende desde a educação infantil até o ensino médio. Os indicadores educacionais mostram que a taxa de escolarização da população de 6 a 14 anos supera 99%, refletindo amplo acesso à educação básica. Apesar disso, desafios continuam em relação à ampliação da oferta de ensino técnico e superior, qualificação de docentes e expansão da infraestrutura escolar em áreas rurais e comunidades mais distantes. Programas sociais e iniciativas de apoio à educação têm buscado fortalecer a formação escolar e reduzir desigualdades educacionais.
Economia
A economia de Gandu tem uma base diversificada e vem se destacando pelo crescimento econômico nos últimos anos. A economia de Gandu é o motor do Baixo Sul.
O município é um dos principais produtores de cacau da Bahia. Além da produção de amêndoas, há um movimento crescente para a produção de chocolates de origem e derivados.
A diversificação agrícola nos últimos anos, está diversificada tendo sua base produtiva com o cultivo de banana, cravo da índia, guaraná e cupuaçu.
O setor de serviços e comércio é um dos principais empregadores da cidade, seguido pela agropecuária, que ainda mantém atividades significativas, incluindo o cultivo de cacau, frutas, mandioca e outras culturas tropicais adaptadas ao clima local. A administração pública também representa parcela relevante da economia municipal. A presença de cerca de 4 mil empregos formais em diversos setores mostra a diversidade da estrutura produtiva local.
Historicamente, a cacauicultura foi um dos vetores mais importantes da economia de Gandu, impulsionando a ocupação e o desenvolvimento regional nas décadas passadas e influenciando a cultura local. Esse legado permanece como componente simbólico e econômico, ainda que com variações ao longo dos anos.
Turismo
Gandu possui atrativos naturais e culturais que podem ser explorados por visitantes interessados em ecoturismo e turismo rural. A paisagem ondulada, os remanescentes de Mata Atlântica, rios e áreas de cultivo tradicional oferecem oportunidades para passeios de natureza, trilhas e vivências no campo.
A cultura local, marcada pela história da cacauicultura, festas populares e tradições regionais, também contribui para um turismo cultural em desenvolvimento. Eventos locais, feiras, festas religiosas e manifestações folclóricas ajudam a consolidar a identidade ganduense e atraem visitantes da região sul da Bahia e estados vizinhos.
Embora tenha um perfil mais comercial e agrícola, o turismo em Gandu vem ganhando força através do Agroturismo:
As Fazendas Históricas oferecem visitas guiadas para conhecer o processo de colheita e beneficiamento do cacau.
A região possui quedas d'água em propriedades rurais, como a Cachoeira do Gelo, muito procurada por moradores locais.
O São João de Gandu é uma das festas mais tradicionais da Bahia, atraindo turistas com grandes shows e a valorização das tradições nordestinas. No aniversário da cidade (28 de julho), as celebrações cívicas e culturais reforçam a identidade local.
Considerações finais
Gandu é um município com história enraizada na agricultura e na energia empreendedora de seus primeiros colonos. Com cerca de 34 mil habitantes, localização estratégica no sul baiano e base econômica que combina serviços, comércio e agropecuária, a cidade mantém importância regional. O desenvolvimento recente do setor de serviços e a diversidade econômica refletem um município em transformação, embora o turismo ainda tenha potencial a ser melhor explorado.
Os desafios incluem a ampliação da educação superior, a melhoria da infraestrutura urbana e rural e o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis que conciliem crescimento econômico e preservação ambiental. Ao mesmo tempo, a rica história, a cultura local e os atrativos naturais fazem de Gandu um exemplo vibrante de cidade do interior baiano em contínuo desenvolvimento.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Site da Prefeitura Municipal .
História
Oficialmente, em 1903, quem primeiro visitou essas matas foi o Coronel Barachisio Lisboa acompanhado do engenheiro Horácio Lafer e Mesquita, reivindicando-as para o município de Santarém (Ituberá). No dia 6 de maio daquele mesmo ano, tal reivindicação era afinal reconhecida pelo governo do estado da Bahia. E quando o pequeno veleiro aportava no cais de Santarém (Ituberá), levando notícia tão importante e esperada, o lar do velho Barachisio Lisboa era enriquecido com o nascimento que tomou, em razão das alegrias do evento, o nome de Vitória Libânio, tal personagem era a esposa de Manoel Libânio da Silva Filho "Maneca Libânio", há quem muito devem o comércio, a política e toda a sociedade ganduense.
Logo depois, Joaquim Monteiro da Costa se fixou na Fazenda Paó. Na mesma, época migravam para esse território Manoel Cirilo de Carvalho e D. Rosalina Moura de Carvalho, formando a Fazenda Gavião na vila nova de Nova Ibiá e Salustiano Borges, donatário da fazenda Bom Jardim.
Em abril de 1904, um negro cortês e de jeito nobre - Fulgêncio Alves da Palma iniciava na zona do Braço do Norte, o plantio da fazenda Jenipapo.
Ainda no começo do século, precisamente no primeiro trimestre de 1907, visando investir na produção cacaueira vinda da cidade de Areia, hoje Ubaíra, chegavam nestas matas José Amado Costa e Gregório Monteiro da Costa, mais conhecido este como Góes Monteiro, ambos lavradores em busca de solo fértil para a cultura do cacau. José Amado Costa se fixou nesta área, comprando uma fazenda e levantando casa em frente de um pé de pequi, onde nas noites frias da terra chuvosa e úmida, dormia um corujão onde construída a igreja matriz São José, sugerindo ao migrante o nome "corujão" para a fazenda adquirida.
Esta é a origem histórica desta cidade, que nasceu sob a sombra daquele majestoso pequi existente onde é hoje a Praça São José.
Quanto ao Gregório Monteiro da Costa irmão do principal desbravador, plantou mais adiante suas primeiras roças de cacau no lugar que tomou o nome de Paiol para ser convertido posteriormente, acreditamos que por corruptela de assalariados agrícolas, no designativo simples e atual de "Paó". Outra versão é a de que o nome decorreria dos trinos de um pássaro com semelhante som, ou da existência de muitos pássaros com esse nome sempre em revoada no local.
Em 1919, Corujão já era um arraial de 37 palhoças e 15 casas de taipa. A construção de casas de taipas e palhoças para abrigar a população local, contribuiu para a formação do arraial "Corujão". O desenvolvimento desse arraial proporcionou o surgimento da vila nomeada de "Gandu", tomando o mesmo nome do rio gandu que o banha e tem nascente na serra da "pedra-chata". Habitavam muitos jacarés guandus nesse rio e nas lagoas da época, por isso a inspiração do nome atual da nossa cidade. Pois os dois rios que banham essa cidade eram "habitat" natural desses jacarés. E é por isso também que a bandeira ganduense tem como símbolo um jacaré.
Formação Administrativa
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Santarém o distrito de Gandu.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 141, de 31 de dezembro de 1943, confirmado pelo Decreto-Lei Estadual n.º 12.978, de 1º de junho de 1944, o município de Santarém tomou a denominação de Ituberá.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o distrito de Gandu figura no município de Ituberá (ex Santarém).
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955.
Elevado à categoria de município com a denominação de Gandu, pela Lei Estadual n.º 1.008, de 28 de julho de 1958, desmembrado de Ituberá. Sede no antigo distrito de Gandu. Constituído de 3 distritos: Gandu, Itamari e Nova Ibiá, todos desmembrados de Ituberá. Instalado em 07 de abril de 1959.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 3 distritos: Gandu, Itamari e Nova Ibiá.
Pela Lei Estadual n.º 1.725, de 18 de julho de 1962, é desmembrado do município de Gandu o distrito de Itamari. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Gandu e Nova Ibiá.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988.
Pela Lei Estadual n.º 5.013, de 13 de junho de 1989, é desmembrado do município de Gandu o distrito de Nova Ibiá. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Hidrografia
A hidrografia da cidade é formada pelos rios: Gandu, com nascente na Pedra Chata, Ganduzinho, Rio do Peixe, Rio Braço do Norte que se localizam na bacia do leste e por afluentes considerados riachos como Tabocas de Cima, Tesuora e Mineiro.
A Sub-bacia do Rio Gandu (SBRG) é uma unidade territorial importante para Bacia do Recôncavo Sul. Abrange área de 238,522km², perímetro de 115,5 km e o comprimento do eixo da bacia de 27,186km. Seu Índice de Circularidade encontrado, 0,69, indica que a SBRG é circular e, em condições normais de precipitação, é suscetível a enchentes, quando a água sobe até a calha do rio, sem transbordamento para a planície de inundação. A densidade de rios é de 2,64, indicando baixa capacidade de gerar novos cursos de água. A SBRG possui uma densidade de drenagem de 1,47, sendo um valor mediano e indicam áreas com maior infiltração e estruturação dos canais menos definida.
Em cenário de índice pluviométrico excepcional, a SBRG tende à inundação, que é quando a água extrapola a calha principal, chegando a planície de inundação, tendo apresentado diversos registros entre 1989 e 2021, sendo a inundação de dezembro de 2021 a mais violenta em 32 anos.
Altitude
A cidade de Gandu está situada a aproximadamente 160 metros de altitude acima do nível do mar.
Relevo
O município está inserido em uma região de relevo ondulado e tabuleiros pré-litorâneos, com drenagem fluvial marcada pelo Rio Gandu e seus afluentes.
Clima
Em Gandu, o verão é longo, quente, opressivo e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, abafado e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 31 °C e raramente é inferior a 16 °C ou superior a 34 °C.
As melhores épocas do ano para visitar Gandu e realizar atividades de clima quente são do início de maio ao meio de junho e do meio de agosto ao fim de outubro.
A estação quente permanece por 5,0 meses, de 9 de novembro a 11 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Gandu é janeiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 12 de junho a 25 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Gandu é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 26 °C, em média.
O clima predominante é tropical úmido, quente e com precipitação significativa ao longo do ano, típica do sul da Bahia, favorecendo a agricultura tradicional e a manutenção dos remanescentes de vegetação nativa.
Solos
Os solos da região variam de solos arenosos e de média fertilidade em áreas mais elevadas a solos mais ricos próximos aos cursos d’água, que historicamente foram utilizados para o cultivo de cacau e outras culturas tropicais.
Vegetação
Gandu está inserido no bioma Mata Atlântica, porém grande parte de sua vegetação original foi alterada ao longo dos anos em função da expansão agrícola, especialmente no período áureo da cacauicultura. Contudo, ainda existem fragmentos de vegetação nativa preservados, muitos deles associados a sistemas de cultivo em cabruca, que mantêm árvores nativas entre os cultivos de cacau e outras culturas. Essa integração entre produção agrícola e preservação ambiental é característica marcante da região.
Educação
O município possui rede de ensino público municipal e estadual que atende desde a educação infantil até o ensino médio. Os indicadores educacionais mostram que a taxa de escolarização da população de 6 a 14 anos supera 99%, refletindo amplo acesso à educação básica. Apesar disso, desafios continuam em relação à ampliação da oferta de ensino técnico e superior, qualificação de docentes e expansão da infraestrutura escolar em áreas rurais e comunidades mais distantes. Programas sociais e iniciativas de apoio à educação têm buscado fortalecer a formação escolar e reduzir desigualdades educacionais.
Economia
A economia de Gandu tem uma base diversificada e vem se destacando pelo crescimento econômico nos últimos anos. A economia de Gandu é o motor do Baixo Sul.
O município é um dos principais produtores de cacau da Bahia. Além da produção de amêndoas, há um movimento crescente para a produção de chocolates de origem e derivados.
A diversificação agrícola nos últimos anos, está diversificada tendo sua base produtiva com o cultivo de banana, cravo da índia, guaraná e cupuaçu.
O setor de serviços e comércio é um dos principais empregadores da cidade, seguido pela agropecuária, que ainda mantém atividades significativas, incluindo o cultivo de cacau, frutas, mandioca e outras culturas tropicais adaptadas ao clima local. A administração pública também representa parcela relevante da economia municipal. A presença de cerca de 4 mil empregos formais em diversos setores mostra a diversidade da estrutura produtiva local.
Historicamente, a cacauicultura foi um dos vetores mais importantes da economia de Gandu, impulsionando a ocupação e o desenvolvimento regional nas décadas passadas e influenciando a cultura local. Esse legado permanece como componente simbólico e econômico, ainda que com variações ao longo dos anos.
Turismo
Gandu possui atrativos naturais e culturais que podem ser explorados por visitantes interessados em ecoturismo e turismo rural. A paisagem ondulada, os remanescentes de Mata Atlântica, rios e áreas de cultivo tradicional oferecem oportunidades para passeios de natureza, trilhas e vivências no campo.
A cultura local, marcada pela história da cacauicultura, festas populares e tradições regionais, também contribui para um turismo cultural em desenvolvimento. Eventos locais, feiras, festas religiosas e manifestações folclóricas ajudam a consolidar a identidade ganduense e atraem visitantes da região sul da Bahia e estados vizinhos.
Embora tenha um perfil mais comercial e agrícola, o turismo em Gandu vem ganhando força através do Agroturismo:
As Fazendas Históricas oferecem visitas guiadas para conhecer o processo de colheita e beneficiamento do cacau.
A região possui quedas d'água em propriedades rurais, como a Cachoeira do Gelo, muito procurada por moradores locais.
O São João de Gandu é uma das festas mais tradicionais da Bahia, atraindo turistas com grandes shows e a valorização das tradições nordestinas. No aniversário da cidade (28 de julho), as celebrações cívicas e culturais reforçam a identidade local.
Considerações finais
Gandu é um município com história enraizada na agricultura e na energia empreendedora de seus primeiros colonos. Com cerca de 34 mil habitantes, localização estratégica no sul baiano e base econômica que combina serviços, comércio e agropecuária, a cidade mantém importância regional. O desenvolvimento recente do setor de serviços e a diversidade econômica refletem um município em transformação, embora o turismo ainda tenha potencial a ser melhor explorado.
Os desafios incluem a ampliação da educação superior, a melhoria da infraestrutura urbana e rural e o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis que conciliem crescimento econômico e preservação ambiental. Ao mesmo tempo, a rica história, a cultura local e os atrativos naturais fazem de Gandu um exemplo vibrante de cidade do interior baiano em contínuo desenvolvimento.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Site da Prefeitura Municipal .