Ponta de Pedras é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º23'25" sul e a uma longitude 48º52'16" oeste, estando a uma altitude de 10 metros. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 25.736 habitantes.
Possui uma área de 3.380,369 km² e localiza-se na Ilha de Marajó.
História
As origens do Município remontam o século XVIII, com a instalação dos padres mercenários na aldeia dos Muanás. Eles achavam à época que, na então Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira (atual cidade de Cachoeira do Arari), onde se encontravam, não podiam desenvolver seus trabalhos, devido à existência de propriedades particulares, então seguiram para a localidade que os padres chamaram inicialmente de Mangabeiras, pela proximidade de uma praia com o mesmo nome, até ser alterada para Ponta de Pedras, devido as pedras existentes no local, elevando à condição de Freguesia em 1737. Permaneceria Freguesia ligada em 1833 ao agora Município de Cachoeira, e só em 18 de abril de 1877, se tornaria Município de Ponta de Pedras.
Após a Revolução de 1930, a 27 de dezembro daquele ano, Magalhães Barata extinguiu os municípios de Ponta de Pedras e Cachoeira, criando um novo, denominado Itaguari, mas 8 anos depois voltaria a Município novamente como Ponta de Pedras. Na década de 50 o Município compunha-se de dois distritos: Ponta de Pedras e Santa Cruz e, atualmente, é formado apenas pelo distrito-sede.
Gentílico: ponta-pedrense.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Ponta de Pedras, em 1757.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Ponta de Pedras, pela Lei Provincial n.º 886, de 18 de abril de 1877. Sede na vila de Cachoeira. Instalado em 30 de abril de 1877.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 10 distritos: Ponta de Pedras, Araquiçava, Itacuan, Rio Fábrica, Rio Puchador, Rio Fortaleza, Alto Anabiju, Baixa Anabiju, Igarapé Panema e Urinduba.
Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04 de novembro de 1930, é extinto o município de Ponta de Pedras, sendo seu território anexado ao município de Cachoeira.
Pelo Decreto Estadual n.º 78, de 27 de dezembro de 1930, é extinto o município de Cachoeira, passando o distrito de Ponta de Pedras a pertencer ao município de Arari.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Ponta de Pedras figura no município de Arari.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.972, de 31 de março de 1938, o município de Arari passou a denominar-se Itaguari, passando o distrito de Ponta de Pedras a pertencer ao município de Itaguari.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, o município de Itaguri passou a denominar Ponta de Pedras.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município já denominado Ponta de Pedras é constituído do distrito sede.
Pela Lei Estadual n.º 158, de 31 de dezembro de 1948, é criado o distrito de Santa Cruz e anexado ao município de Ponta de Pedras.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Ponta de Pedras e Santa Cruz.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1960.
Pela Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembra do município de Ponta de Pedras o distrito de Santa Cruz. Elevado à categoria do município com a denominação de S anta Cruz do Arari. Sob a mesma lei é criado o distrito de Mutá anexado ao município de Ponta de Pedras.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Ponta de Pedras e Mutá.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18 de agosto de 1988, o município aparece constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
Relevo e Altitude
O relevo de Ponta de Pedras é essencialmente plano, característico das áreas de planície amazônica. A altitude média é baixíssima, em torno de 10 metros acima do nível do mar. Isso faz com que a dinâmica da cidade seja profundamente afetada pelas marés da Baía de Marajó, que periodicamente "lavam" as áreas de várzea.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Af), com temperaturas elevadas durante todo o ano, variando entre 24°C e 33°C. O "inverno amazônico" (período de chuvas) ocorre entre janeiro e junho, quando as chuvas são diárias e torrenciais. No resto do ano, o sol brilha forte, mas a brisa constante que vem da baía ajuda a amenizar o calor.
Solos
Os solos são predominantemente Hidromórficos (solos de várzea) e Gleissolos, ricos em sedimentos orgânicos, porém sujeitos a inundações. Vegetação
Vegetação
Possui uma área de 3.380,369 km² e localiza-se na Ilha de Marajó.
História
As origens do Município remontam o século XVIII, com a instalação dos padres mercenários na aldeia dos Muanás. Eles achavam à época que, na então Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira (atual cidade de Cachoeira do Arari), onde se encontravam, não podiam desenvolver seus trabalhos, devido à existência de propriedades particulares, então seguiram para a localidade que os padres chamaram inicialmente de Mangabeiras, pela proximidade de uma praia com o mesmo nome, até ser alterada para Ponta de Pedras, devido as pedras existentes no local, elevando à condição de Freguesia em 1737. Permaneceria Freguesia ligada em 1833 ao agora Município de Cachoeira, e só em 18 de abril de 1877, se tornaria Município de Ponta de Pedras.
Após a Revolução de 1930, a 27 de dezembro daquele ano, Magalhães Barata extinguiu os municípios de Ponta de Pedras e Cachoeira, criando um novo, denominado Itaguari, mas 8 anos depois voltaria a Município novamente como Ponta de Pedras. Na década de 50 o Município compunha-se de dois distritos: Ponta de Pedras e Santa Cruz e, atualmente, é formado apenas pelo distrito-sede.
Gentílico: ponta-pedrense.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Ponta de Pedras, em 1757.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Ponta de Pedras, pela Lei Provincial n.º 886, de 18 de abril de 1877. Sede na vila de Cachoeira. Instalado em 30 de abril de 1877.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 10 distritos: Ponta de Pedras, Araquiçava, Itacuan, Rio Fábrica, Rio Puchador, Rio Fortaleza, Alto Anabiju, Baixa Anabiju, Igarapé Panema e Urinduba.
Pelo Decreto Estadual n.º 6, de 04 de novembro de 1930, é extinto o município de Ponta de Pedras, sendo seu território anexado ao município de Cachoeira.
Pelo Decreto Estadual n.º 78, de 27 de dezembro de 1930, é extinto o município de Cachoeira, passando o distrito de Ponta de Pedras a pertencer ao município de Arari.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Ponta de Pedras figura no município de Arari.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 2.972, de 31 de março de 1938, o município de Arari passou a denominar-se Itaguari, passando o distrito de Ponta de Pedras a pertencer ao município de Itaguari.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, o município de Itaguri passou a denominar Ponta de Pedras.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município já denominado Ponta de Pedras é constituído do distrito sede.
Pela Lei Estadual n.º 158, de 31 de dezembro de 1948, é criado o distrito de Santa Cruz e anexado ao município de Ponta de Pedras.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Ponta de Pedras e Santa Cruz.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1960.
Pela Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembra do município de Ponta de Pedras o distrito de Santa Cruz. Elevado à categoria do município com a denominação de S anta Cruz do Arari. Sob a mesma lei é criado o distrito de Mutá anexado ao município de Ponta de Pedras.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Ponta de Pedras e Mutá.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18 de agosto de 1988, o município aparece constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Geografia
Relevo e Altitude
O relevo de Ponta de Pedras é essencialmente plano, característico das áreas de planície amazônica. A altitude média é baixíssima, em torno de 10 metros acima do nível do mar. Isso faz com que a dinâmica da cidade seja profundamente afetada pelas marés da Baía de Marajó, que periodicamente "lavam" as áreas de várzea.
Clima
O clima é o Equatorial Úmido (Af), com temperaturas elevadas durante todo o ano, variando entre 24°C e 33°C. O "inverno amazônico" (período de chuvas) ocorre entre janeiro e junho, quando as chuvas são diárias e torrenciais. No resto do ano, o sol brilha forte, mas a brisa constante que vem da baía ajuda a amenizar o calor.
Solos
Os solos são predominantemente Hidromórficos (solos de várzea) e Gleissolos, ricos em sedimentos orgânicos, porém sujeitos a inundações. Vegetação
Vegetação
A vegetação é um mosaico exuberante de Matas de Várzea, campos alagados e densos manguezais. É neste ecossistema que prosperam os imensos açaizais nativos, a maior riqueza botânica do município.
Economia
A economia de Ponta de Pedras gira em torno dos recursos naturais, com destaque absoluto para o açaí. O município é um dos maiores produtores de açaí nativo do mundo.
A colheita do fruto sustenta milhares de famílias. Grande parte da produção é enviada diariamente para Belém para abastecer o mercado do Ver-o-Peso.
Sendo uma cidade ribeirinha, a pesca artesanal de camarão, filhote e dourada é vital tanto para o consumo local quanto para a exportação.
Mantendo a tradição marajoara, o artesanato em barro ainda possui relevância cultural e econômica.
Educação
Quando o tema é Educação Básica, dentre os projetos do Plano de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação, executado pelo INEP, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, na Região Norte, Estado do Pará, as Escolas Públicas Urbanas estabelecidas no município de Ponta de Pedras obtiveram os seguintes IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em 2005, de um total de 1.177 avaliações, tendo sido vitoriosa a escola federal, em Belém, PA, Tenente Rego Barros (com 6,1), e ficado sem pontuação a escola estadual Dra. Ester Moura, escola municipal Dr. Romeu F. dos Santos, escola municipal Professor Abel Figueiredo, escola municipal Coração de Jesus, escola municipal Casinha Feliz, escola municipal João Cabral Noronha, escola municipal Messiana Monteiro Malato, escola municipal Semente do Saber, escola municipal Santa Ana Avó de Jesus, e escola municipal São Paulo.
Economia
A economia de Ponta de Pedras gira em torno dos recursos naturais, com destaque absoluto para o açaí. O município é um dos maiores produtores de açaí nativo do mundo.
A colheita do fruto sustenta milhares de famílias. Grande parte da produção é enviada diariamente para Belém para abastecer o mercado do Ver-o-Peso.
Sendo uma cidade ribeirinha, a pesca artesanal de camarão, filhote e dourada é vital tanto para o consumo local quanto para a exportação.
Mantendo a tradição marajoara, o artesanato em barro ainda possui relevância cultural e econômica.
Educação
Quando o tema é Educação Básica, dentre os projetos do Plano de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação, executado pelo INEP, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, na Região Norte, Estado do Pará, as Escolas Públicas Urbanas estabelecidas no município de Ponta de Pedras obtiveram os seguintes IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em 2005, de um total de 1.177 avaliações, tendo sido vitoriosa a escola federal, em Belém, PA, Tenente Rego Barros (com 6,1), e ficado sem pontuação a escola estadual Dra. Ester Moura, escola municipal Dr. Romeu F. dos Santos, escola municipal Professor Abel Figueiredo, escola municipal Coração de Jesus, escola municipal Casinha Feliz, escola municipal João Cabral Noronha, escola municipal Messiana Monteiro Malato, escola municipal Semente do Saber, escola municipal Santa Ana Avó de Jesus, e escola municipal São Paulo.
O município enfrenta os desafios típicos da geografia amazônica: levar ensino de qualidade às comunidades ribeirinhas distantes. A rede escolar conta com escolas municipais e estaduais que atendem ao ensino fundamental e médio. Nos últimos anos, houve um esforço em promover a educação contextualizada, valorizando os saberes locais e o manejo sustentável da floresta, preparando os jovens para atuar na bioeconomia.
Turismo
Ponta de Pedras é um tesouro turístico ainda em descoberta:
A Praia da Mangaba é a "queridinha" da cidade. Com areias brancas e águas calmas (que alternam entre doce e salgada dependendo da época), é cercada por mangabeiras, cujas frutas são usadas em sucos e sorvetes locais.
É obrigatório provar o peixe frito com açaí e o queijo do Marajó, uma iguaria feita com leite de búfala que possui um sabor inigualável.
O município preserva ritos, danças como o carimbó e a produção de cerâmica com grafismos ancestrais.
Cultura
Na cidade nasceu em 10 de janeiro de 1909 o grande escritor paraense Dalcídio Jurandir, que teria o Marajó como cenário principal em três de seus romances: "Chove nos Campos de Cachoeira" de 1941, "Marajó" de 1947 e "Três Casos e um Rio" de 1958, publicações que mostraram não só as paisagens, mas o modo de vida da Ilha.
A principal festividade religiosa do município é o Círio de Nossa Senhora da Conceição, promovido todos os anos pela Diocese de Ponta de Pedras. O evento é celebrado com missas, shows de música religiosa, procissões, terço da alvorada e outras quermesses.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .
Turismo
Ponta de Pedras é um tesouro turístico ainda em descoberta:
A Praia da Mangaba é a "queridinha" da cidade. Com areias brancas e águas calmas (que alternam entre doce e salgada dependendo da época), é cercada por mangabeiras, cujas frutas são usadas em sucos e sorvetes locais.
É obrigatório provar o peixe frito com açaí e o queijo do Marajó, uma iguaria feita com leite de búfala que possui um sabor inigualável.
O município preserva ritos, danças como o carimbó e a produção de cerâmica com grafismos ancestrais.
Cultura
Na cidade nasceu em 10 de janeiro de 1909 o grande escritor paraense Dalcídio Jurandir, que teria o Marajó como cenário principal em três de seus romances: "Chove nos Campos de Cachoeira" de 1941, "Marajó" de 1947 e "Três Casos e um Rio" de 1958, publicações que mostraram não só as paisagens, mas o modo de vida da Ilha.
A principal festividade religiosa do município é o Círio de Nossa Senhora da Conceição, promovido todos os anos pela Diocese de Ponta de Pedras. O evento é celebrado com missas, shows de música religiosa, procissões, terço da alvorada e outras quermesses.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE .