Igarapava é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo. Faz parte da Aglomeração Urbana de Franca, localizando-se a norte da capital do estado, distando desta cerca de 447 km. Localiza-se na divisa com o Estado de Minas Gerais a uma latitude 20º02'16" sul e a uma longitude 47º44'49" oeste, estando a uma altitude de 580 metros. Sua população estimada em 2025 é de 26.696 habitantes. A cidade possui o título de "Município de Interesse Turístico".
Topônimo
"Igarapava" (pronúncia em português:[iɡɐɾɐpˈavɐ]) é um termo de origem tupi que significa "Porto de canoas", através da junção dos termos ygara (canoa) e upaba (Porto). Numa tradução mais objetiva e a qual foi realmente chamada, Igarapava quer dizer: "Porto das Canoas". Famosa terra das canas.
História
As terras onde hoje se localiza o município de Igarapava foram local de passagem e descanso dos bandeirantes paulistas rumo às minas dos índios goiases. Essas terras foram doadas pela Coroa Portuguesa, por volta de 1720, aos bandeirantes Bartolomeu Bueno da Silva (o Anhanguera) e João Leite da Silva Ortiz. Em 1842, o capitão Anselmo Ferreira de Barcelos, que nestas terras já residia na Fazenda Vargem Alegre (foragido que veio de Franca, onde era acusado de matar uma pessoa, e de atentar contra a vida do juiz de paz daquela localidade), juntamente com o padre Zeferino Baptista do Carmo, erigiram a Capela de Santa Rita do Paraíso. O citado capitão doou parte de suas terras ao patrimônio da santa.
Em 7 de fevereiro de 1851, a Lei Sete elevou o povoado à categoria de distrito. Em 25 de agosto de 1892, pela Lei Estadual n.º 80, foi criada a Comarca de Santa Rita do Paraíso. Em 19 de dezembro de 1906, Santa Rita do Paraíso foi elevada à categoria de município pela Lei Estadual n.º 1.038. Em 4 de novembro de 1907, pela Lei Estadual n.º 1.097, o município e comarca de Santa Rita do Paraíso teve seu nome mudado para Igarapava.
A escolha do nome Igarapava para substituir Santa Rita do Paraíso, era justificada pelo fato do Porto de Ponte Alta ser chamado Porto das Canoas onde várias canoas auxiliavam a barca na travessia do Rio Grande. Na língua dos nativos “igara” significa canoa pequena, feita de um único tronco, enquanto “pava” significa porto ou lugar onde se para.
Por isso a Lei n.º 1.097, de 4 de novembro de 1907, muda o nome do município e Comarca de Santa Rita do Paraíso, para Igarapava.
Durante sua trajetória até os dias atuais vários fatos históricos tiveram como cenário o município de Igarapava, sendo o mais importante, a Revolução de Trinta, onde a ponte de ferro construída em 1913, foi palco de grandes confrontos entre as Forças Legalistas e as Forças Rebeldes dos estados de Minas Gerais e São Paulo.
Gentílico: Igarapavense.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Santa Rita do Paraíso, por Lei Provincial nº 7, de 7 de abril de 1851, no Município de Franca.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santa Rita do Paraíso, por Lei Provincial no 51, de 14 de abril de 1873, desmembrado de Franca. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 20 de fevereiro de 1874.
Cidade por Lei Estadual n.º 1038, de 19 de dezembro de 1906.
Tomou a denominação de Igarapava por Lei Estadual nº 1.097, de 4 de novembro de 1907.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Igarapava se compõe de 4 Distritos: Igarapava, Rifaina, Patrocínio de Buritis e Pedregulho.
Lei Estadual n.º 1.829, de 21 de dezembro de 1921, desmembra do Município de Igarapava o Distrito de Pedregulho. A mesma Lei transfere do Município de Igarapava o Distrito de Rifaina indo seu território incoporar ao Município de Pedregulho.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Igarapava se compõe de 2 Distritos: Igarapava e Buritis Ex Patrocínio de Burítis.
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 9.073, de 31 de março de 1938, o Município de Igarapava compreende o único termo judiciário da comarca de Igarapava e se divide em 3 Distritos: Igarapava , Aramina e Buritis.
No quadro fixado, pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943, o Município de Igarapava é composto dos Distritos de Igarapava, Aramina e Buritis - e é termo da comarca de Igarapava, formada de um só termo Igarapava, o qual se compõe de 2 Municípios: Igarapava e Pedregulho.
Em virtude do Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Igarapava ficou composto dos Distritos de Igarapava, Aramina e Buritizal (Ex Buritis), e constitui o único termo judiciário da comarca de Igarapava, a qual é formada pelos Municípios de Igarapava e Pedregulho.
Figura com os Distritos de Igarapava, Aramina e Buritizal no quadro territorial fixado pela Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948 para 1949-53, comarca de Igarapava e apenas com os Distritos de Igarapava e Aramina, comarca de Igarapava.
Lei Estadual n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, desmembra do Município de Igarapava o Distrito de Buritizal.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 Distritos: Igarapava e Aramina.
Lei Estadual n.º 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembra de Município de Igarapava o Distrito de Aramina.
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído do Distrito Sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999.
Geografia
A geografia de Igarapava é caracterizada por terras férteis, ideais para a mecanização intensiva.
Altitude
Sua altitude média é de 530 metros acima do nível do mar.
Relevo
O relevo é predominantemente ondulado a suavemente ondulado.
Solos
Os solos são férteis e profundos, com predominância de Latossolos.
Vegetação
Apresenta o domínio do Cerrado (Matas de Galeria nas margens dos rios).
Hidrografia
Igarapava situa-se à margem esquerda do Rio Grande, que faz a divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo. O Rio Grande, que margeia o município, é o principal agente hídrico, servindo não apenas para a irrigação, mas também como fonte de lazer e geração de energia através de usinas hidrelétricas localizadas nas proximidades.
Usina Hidrelétrica de Igarapava
Localizada no Rio Grande, a 575 km de Belo Horizonte e 450 km de São Paulo, está a Usina Hidrelétrica de Igarapava, com capacidade instalada de 210 megawatts, formada por cinco unidades geradoras tipo bulbo, é considerado um grande marco para a geração de energia no Brasil, devido ao seu pioneirismo.
Este modelo tipo bulbo demanda menor represamento d'água e menor queda d'água (desnível), causando menor impacto ambiental, com maior viabilidade técnica e econômica.
Rodovias
Igarapava é servida por uma boa malha rodoviária, dentre as quais destaca-se a Rodovia Anhanguera, uma das melhores rodovias do Brasil.
- SP-330 - Rodovia Anhanguera - administrada no trecho de Igarapava pela concessionária Entrevias, possibilita acesso rápido e seguro à região de Ribeirão Preto, Campinas e à capital do estado. O término da rodovia se dá na divisa com o estado de Minas Gerais, cuja ligação é feita através de uma moderna ponte com pista dupla, inaugurada em maio de 2001, e que leva o nome do ex-governador do estado de São Paulo, André Franco Montoro. Esta nova ponte veio substituir a ponte antiga, toda construída em ferro, em 1913, que servia para a Rodovia Anhanguera e para a estrada de ferro Mogiana até 1971, depois Ferrovia Paulista S/A, em seguida Rede Ferroviária Federal. A ponte antiga foi palco de grandes confrontos entre forças legalistas e forças rebeldes durante a revolução constitucionalista de 1932. Até hoje pode-se ver as marcas de bala nas vigas de ferro da velha ponte.
- BR-050 - Rodovia Chico Xavier - a rodovia faz a ligação de Igarapava com a região do Triângulo Mineiro e cidades vizinhas no estado de Minas Gerais, como Delta e Uberaba, além de fazer a ligação do município com o estado de Goiás e Brasília no Distrito Federal. Atualmente é administrada pela concessionária EcoRodovias.
- IGP-020 - Rodovia Cheda Bichuette - estrada vicinal que faz a ligação entre Igarapava e o município de Buritizal.
- IGP-012 - Rodovia vicinal que faz a ligação entre Igarapava e o município de Rifaina - com acesso à Rodovia Cândido Portinari (SP-334), através da qual tem-se acesso aos municípios de Cristais Paulista, Franca e Batatais.
Clima
Em Igarapava, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é morna e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 16 °C a 32 °C e raramente é inferior a 13 °C ou superior a 36 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Igarapava e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao início de setembro.
A estação quente permanece por 2,3 meses, de 30 de agosto a 8 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Igarapava é outubro, com a máxima de 31 °C e mínima de 21 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 11 de maio a 23 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Igarapava é junho, com a mínima de 16 °C e máxima de 27 °C, em média.
Em Igarapava, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Igarapava começa por volta de 7 de abril e dura 6,1 meses, terminando em torno de 11 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Igarapava é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 11 de outubro e dura 5,9 meses, terminando em torno de 7 de abril.
O mês mais encoberto do ano em Igarapava é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 79% do tempo.
Economia
Igarapava é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Igarapava é movida pela robustez da Agroindústria.
A cultura da cana-de-açúcar é a espinha dorsal da economia local, com usinas instaladas no município e região produzindo açúcar, álcool e energia renovável.
Possui um dos solos mais férteis do mundo, de “terra roxa”, e relevo levemente ondulado, o que favoreceu o desenvolvimento da agroindústria com forte expressão na produção e exportação de açúcar, álcool, cereais e pecuária de leite, bem como a produção artesanal da pinga de engenho e fabricação caseira de doces e queijos.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,1 mil admissões formais e 941 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 110 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 256.
Até abril de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Igarapava, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 71 empresas.
Educação
Ensino Médio
O município sedia a ETEC - "Antônio Junqueira da Veiga", onde são oferecidos diversos cursos técnicos integrados ao ensino médio.
Ensino Fundamental
O município conta com diversas instituições municipais e estaduais de ensino fundamental, além de colégios particulares.
Ensino Superior
Topônimo
"Igarapava" (pronúncia em português:[iɡɐɾɐpˈavɐ]) é um termo de origem tupi que significa "Porto de canoas", através da junção dos termos ygara (canoa) e upaba (Porto). Numa tradução mais objetiva e a qual foi realmente chamada, Igarapava quer dizer: "Porto das Canoas". Famosa terra das canas.
História
As terras onde hoje se localiza o município de Igarapava foram local de passagem e descanso dos bandeirantes paulistas rumo às minas dos índios goiases. Essas terras foram doadas pela Coroa Portuguesa, por volta de 1720, aos bandeirantes Bartolomeu Bueno da Silva (o Anhanguera) e João Leite da Silva Ortiz. Em 1842, o capitão Anselmo Ferreira de Barcelos, que nestas terras já residia na Fazenda Vargem Alegre (foragido que veio de Franca, onde era acusado de matar uma pessoa, e de atentar contra a vida do juiz de paz daquela localidade), juntamente com o padre Zeferino Baptista do Carmo, erigiram a Capela de Santa Rita do Paraíso. O citado capitão doou parte de suas terras ao patrimônio da santa.
Em 7 de fevereiro de 1851, a Lei Sete elevou o povoado à categoria de distrito. Em 25 de agosto de 1892, pela Lei Estadual n.º 80, foi criada a Comarca de Santa Rita do Paraíso. Em 19 de dezembro de 1906, Santa Rita do Paraíso foi elevada à categoria de município pela Lei Estadual n.º 1.038. Em 4 de novembro de 1907, pela Lei Estadual n.º 1.097, o município e comarca de Santa Rita do Paraíso teve seu nome mudado para Igarapava.
A escolha do nome Igarapava para substituir Santa Rita do Paraíso, era justificada pelo fato do Porto de Ponte Alta ser chamado Porto das Canoas onde várias canoas auxiliavam a barca na travessia do Rio Grande. Na língua dos nativos “igara” significa canoa pequena, feita de um único tronco, enquanto “pava” significa porto ou lugar onde se para.
Por isso a Lei n.º 1.097, de 4 de novembro de 1907, muda o nome do município e Comarca de Santa Rita do Paraíso, para Igarapava.
Durante sua trajetória até os dias atuais vários fatos históricos tiveram como cenário o município de Igarapava, sendo o mais importante, a Revolução de Trinta, onde a ponte de ferro construída em 1913, foi palco de grandes confrontos entre as Forças Legalistas e as Forças Rebeldes dos estados de Minas Gerais e São Paulo.
Gentílico: Igarapavense.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Santa Rita do Paraíso, por Lei Provincial nº 7, de 7 de abril de 1851, no Município de Franca.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santa Rita do Paraíso, por Lei Provincial no 51, de 14 de abril de 1873, desmembrado de Franca. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 20 de fevereiro de 1874.
Cidade por Lei Estadual n.º 1038, de 19 de dezembro de 1906.
Tomou a denominação de Igarapava por Lei Estadual nº 1.097, de 4 de novembro de 1907.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Igarapava se compõe de 4 Distritos: Igarapava, Rifaina, Patrocínio de Buritis e Pedregulho.
Lei Estadual n.º 1.829, de 21 de dezembro de 1921, desmembra do Município de Igarapava o Distrito de Pedregulho. A mesma Lei transfere do Município de Igarapava o Distrito de Rifaina indo seu território incoporar ao Município de Pedregulho.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Igarapava se compõe de 2 Distritos: Igarapava e Buritis Ex Patrocínio de Burítis.
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 9.073, de 31 de março de 1938, o Município de Igarapava compreende o único termo judiciário da comarca de Igarapava e se divide em 3 Distritos: Igarapava , Aramina e Buritis.
No quadro fixado, pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943, o Município de Igarapava é composto dos Distritos de Igarapava, Aramina e Buritis - e é termo da comarca de Igarapava, formada de um só termo Igarapava, o qual se compõe de 2 Municípios: Igarapava e Pedregulho.
Em virtude do Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Igarapava ficou composto dos Distritos de Igarapava, Aramina e Buritizal (Ex Buritis), e constitui o único termo judiciário da comarca de Igarapava, a qual é formada pelos Municípios de Igarapava e Pedregulho.
Figura com os Distritos de Igarapava, Aramina e Buritizal no quadro territorial fixado pela Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948 para 1949-53, comarca de Igarapava e apenas com os Distritos de Igarapava e Aramina, comarca de Igarapava.
Lei Estadual n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, desmembra do Município de Igarapava o Distrito de Buritizal.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 2 Distritos: Igarapava e Aramina.
Lei Estadual n.º 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembra de Município de Igarapava o Distrito de Aramina.
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído do Distrito Sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999.
Geografia
A geografia de Igarapava é caracterizada por terras férteis, ideais para a mecanização intensiva.
Altitude
Sua altitude média é de 530 metros acima do nível do mar.
Relevo
O relevo é predominantemente ondulado a suavemente ondulado.
Solos
Os solos são férteis e profundos, com predominância de Latossolos.
Vegetação
Apresenta o domínio do Cerrado (Matas de Galeria nas margens dos rios).
Hidrografia
Igarapava situa-se à margem esquerda do Rio Grande, que faz a divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo. O Rio Grande, que margeia o município, é o principal agente hídrico, servindo não apenas para a irrigação, mas também como fonte de lazer e geração de energia através de usinas hidrelétricas localizadas nas proximidades.
Usina Hidrelétrica de Igarapava
Localizada no Rio Grande, a 575 km de Belo Horizonte e 450 km de São Paulo, está a Usina Hidrelétrica de Igarapava, com capacidade instalada de 210 megawatts, formada por cinco unidades geradoras tipo bulbo, é considerado um grande marco para a geração de energia no Brasil, devido ao seu pioneirismo.
Este modelo tipo bulbo demanda menor represamento d'água e menor queda d'água (desnível), causando menor impacto ambiental, com maior viabilidade técnica e econômica.
Rodovias
Igarapava é servida por uma boa malha rodoviária, dentre as quais destaca-se a Rodovia Anhanguera, uma das melhores rodovias do Brasil.
- SP-330 - Rodovia Anhanguera - administrada no trecho de Igarapava pela concessionária Entrevias, possibilita acesso rápido e seguro à região de Ribeirão Preto, Campinas e à capital do estado. O término da rodovia se dá na divisa com o estado de Minas Gerais, cuja ligação é feita através de uma moderna ponte com pista dupla, inaugurada em maio de 2001, e que leva o nome do ex-governador do estado de São Paulo, André Franco Montoro. Esta nova ponte veio substituir a ponte antiga, toda construída em ferro, em 1913, que servia para a Rodovia Anhanguera e para a estrada de ferro Mogiana até 1971, depois Ferrovia Paulista S/A, em seguida Rede Ferroviária Federal. A ponte antiga foi palco de grandes confrontos entre forças legalistas e forças rebeldes durante a revolução constitucionalista de 1932. Até hoje pode-se ver as marcas de bala nas vigas de ferro da velha ponte.
- BR-050 - Rodovia Chico Xavier - a rodovia faz a ligação de Igarapava com a região do Triângulo Mineiro e cidades vizinhas no estado de Minas Gerais, como Delta e Uberaba, além de fazer a ligação do município com o estado de Goiás e Brasília no Distrito Federal. Atualmente é administrada pela concessionária EcoRodovias.
- IGP-020 - Rodovia Cheda Bichuette - estrada vicinal que faz a ligação entre Igarapava e o município de Buritizal.
- IGP-012 - Rodovia vicinal que faz a ligação entre Igarapava e o município de Rifaina - com acesso à Rodovia Cândido Portinari (SP-334), através da qual tem-se acesso aos municípios de Cristais Paulista, Franca e Batatais.
Clima
Em Igarapava, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é morna e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 16 °C a 32 °C e raramente é inferior a 13 °C ou superior a 36 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Igarapava e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao início de setembro.
A estação quente permanece por 2,3 meses, de 30 de agosto a 8 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Igarapava é outubro, com a máxima de 31 °C e mínima de 21 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 11 de maio a 23 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Igarapava é junho, com a mínima de 16 °C e máxima de 27 °C, em média.
Em Igarapava, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre extrema variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Igarapava começa por volta de 7 de abril e dura 6,1 meses, terminando em torno de 11 de outubro.
O mês menos encoberto do ano em Igarapava é agosto, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 76% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 11 de outubro e dura 5,9 meses, terminando em torno de 7 de abril.
O mês mais encoberto do ano em Igarapava é janeiro, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 79% do tempo.
Economia
Igarapava é uma pequena cidade que se destaca pelo elevado potencial de consumo e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Igarapava é movida pela robustez da Agroindústria.
A cultura da cana-de-açúcar é a espinha dorsal da economia local, com usinas instaladas no município e região produzindo açúcar, álcool e energia renovável.
Possui um dos solos mais férteis do mundo, de “terra roxa”, e relevo levemente ondulado, o que favoreceu o desenvolvimento da agroindústria com forte expressão na produção e exportação de açúcar, álcool, cereais e pecuária de leite, bem como a produção artesanal da pinga de engenho e fabricação caseira de doces e queijos.
De janeiro a março de 2026, foram registradas 1,1 mil admissões formais e 941 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 110 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 256.
Até abril de 2026 houve registro de 3 novas empresas em Igarapava, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, uma nova empresa se instalou na cidade. Este desempenho é igual ao do do mês imediatamente anterior (1). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 71 empresas.
Educação
Ensino Médio
O município sedia a ETEC - "Antônio Junqueira da Veiga", onde são oferecidos diversos cursos técnicos integrados ao ensino médio.
Ensino Fundamental
O município conta com diversas instituições municipais e estaduais de ensino fundamental, além de colégios particulares.
Ensino Superior
Na Educação Superior, o município atua como um polo educacional que atende às demandas técnicas do setor industrial. Igarapava conta com polos de Educação à Distância (EaD) de instituições de renome (como a Unopar e Unicesumar) e mantém convênios de qualificação profissional com o SENAI e SEBRAE, focados em mecânica, gestão de agronegócios e administração.
Turismo
Os principais atrativos turísticos de Igarapava são:
- Festa da Cana: o município faz aniversário no dia 22 de maio. Nessa data, é realizada a tradicional Festa da Cana (tem esse nome, pois a economia do município é baseada no setor sucroalcooleiro, estando a cidade cercada por canaviais).
- Usina Junqueira: a colônia, hoje intitulada de Usina Junqueira, foi construída na década de 1940 por Francisco Maximiano Junqueira, o Coronel Quito Junqueira, para abrigar os trabalhadores de sua propriedade sucroalcooleira. Após sua morte, a vila passou a ser administrada por uma fundação que leva o nome da mulher do coronel, Theolina Zemilla de Andrade Junqueira, a Sinhá Junqueira. Atualmente, a vila pertencente ao município mantém as características e arquitetura da época e também possuí um museu sobre a história da vila e da Fundação. Visitas: Museu, Maria Fumaça, praça Quito Junqueira, Igreja, usina administrada pela Raízen, e Fundação Sinhá Junqueira.
- Rio Grande: a cidade recebe diversos turistas nos finais de semana. O Rio Grande é a grande atração, e a pesca e os esportes náuticos estão entre os preferidos, inclusive centenas de pessoas utilizam as margens do rio como praia, a fim de desfrutar das belezas da natureza da região.
- Novas atrações: em fevereiro de 2019 Igarapava foi formalmente reconhecida pelo governo do Estado de São Paulo como "Município de Interesse Turístico (MIT)", sendo que graças a esta iniciativa, a prefeitura dará início à construção do "Parque Ecoturístico Porto das Canoas", bem como a "Praia da Revolução de 1932", atrações que irão explorar ainda mais o potencial turístico da região, incentivando novos investimentos por parte da iniciativa privada.
- Parque Ecoturismo Porto das Canoas: em 28 de Dezembro de 2024 foi inaugurado o Parque ecoturismo porto das canoas,nas margens do Rio grande, um lugar incrível em meio a natureza. Em 2025 o parque foi interditado para obras por recomendação do Ministério Público devido a problemas estruturais e ambientais.
Cultura
As festas tradicionais, como as celebrações da padroeira e a tradicional Festa de Peão, mantêm viva a identidade rural e o folclore local. A gastronomia, influenciada pela culinária mineira das proximidades, é um atrativo à parte.
Esporte
O futebol de várzea é o esporte mais popular, reunindo a comunidade nos finais de semana. Além disso, a prefeitura investe no fomento a escolinhas de esportes (futsal e voleibol) e incentiva a prática de esportes náuticos no rio, promovendo a integração entre a população e o meio ambiente local.
Turismo
Os principais atrativos turísticos de Igarapava são:
- Festa da Cana: o município faz aniversário no dia 22 de maio. Nessa data, é realizada a tradicional Festa da Cana (tem esse nome, pois a economia do município é baseada no setor sucroalcooleiro, estando a cidade cercada por canaviais).
- Usina Junqueira: a colônia, hoje intitulada de Usina Junqueira, foi construída na década de 1940 por Francisco Maximiano Junqueira, o Coronel Quito Junqueira, para abrigar os trabalhadores de sua propriedade sucroalcooleira. Após sua morte, a vila passou a ser administrada por uma fundação que leva o nome da mulher do coronel, Theolina Zemilla de Andrade Junqueira, a Sinhá Junqueira. Atualmente, a vila pertencente ao município mantém as características e arquitetura da época e também possuí um museu sobre a história da vila e da Fundação. Visitas: Museu, Maria Fumaça, praça Quito Junqueira, Igreja, usina administrada pela Raízen, e Fundação Sinhá Junqueira.
- Rio Grande: a cidade recebe diversos turistas nos finais de semana. O Rio Grande é a grande atração, e a pesca e os esportes náuticos estão entre os preferidos, inclusive centenas de pessoas utilizam as margens do rio como praia, a fim de desfrutar das belezas da natureza da região.
- Novas atrações: em fevereiro de 2019 Igarapava foi formalmente reconhecida pelo governo do Estado de São Paulo como "Município de Interesse Turístico (MIT)", sendo que graças a esta iniciativa, a prefeitura dará início à construção do "Parque Ecoturístico Porto das Canoas", bem como a "Praia da Revolução de 1932", atrações que irão explorar ainda mais o potencial turístico da região, incentivando novos investimentos por parte da iniciativa privada.
- Parque Ecoturismo Porto das Canoas: em 28 de Dezembro de 2024 foi inaugurado o Parque ecoturismo porto das canoas,nas margens do Rio grande, um lugar incrível em meio a natureza. Em 2025 o parque foi interditado para obras por recomendação do Ministério Público devido a problemas estruturais e ambientais.
Cultura
As festas tradicionais, como as celebrações da padroeira e a tradicional Festa de Peão, mantêm viva a identidade rural e o folclore local. A gastronomia, influenciada pela culinária mineira das proximidades, é um atrativo à parte.
Esporte
O futebol de várzea é o esporte mais popular, reunindo a comunidade nos finais de semana. Além disso, a prefeitura investe no fomento a escolinhas de esportes (futsal e voleibol) e incentiva a prática de esportes náuticos no rio, promovendo a integração entre a população e o meio ambiente local.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela.