sexta-feira, 8 de novembro de 2024

MATA DE SÃO JOÃO - BAHIA

 
Mata de São João é um município da Grande Salvador, no estado da Bahia, no Brasil. Sua população, segundo censo do IBGE, em 2022 era de 42.566 habitantes. A "Costa dos Coqueiros", na qual se insere a região litorânea do município, é conhecida no mundo inteiro pela beleza de suas praias, pela ocorrência de sol o ano todo e por sua natureza exuberante.
A região litorânea do município começa em Praia do Forte, ao sul, e vai até Costa do Sauipe, ao norte, possuindo 28 quilômetros de litoral e reservas naturais. É uma área que une a simplicidade dos vilarejos baianos com a sofisticação de algumas das maiores redes de hotéis do mundo.
Topônimo
Segundo a crença popular, o nome original do povoado era "São João da Mata", com o nome original vindo a ser alterado em função de João Lopo de Mesquita, que teria aberto estradas e derrubado matas na região entre 1649 e 1659. As pessoas teriam começado a se referir à região como "mata do seu João", e isso teria causado o surgimento da denominação atual do município, "Mata de São João".
História
Por volta do ano 1000, a região ocupada atualmente pelo município foi invadida por povos tupis procedentes dos vales dos rios Madeira e Xingu, afluentes da margem direita do rio Amazonas, que expulsaram as tribos indígenas locais, falantes de línguas do tronco linguístico macro-jê, para o interior do continente. Quando os primeiros navegadores europeus chegaram à região, no século XVI, a mesma era ocupada pela tribo tupi dos tupinambás.
Em 1549, a comitiva do governador-geral Tomé de Sousa vinda de Portugal chegou a Salvador. Junto com ela, veio Garcia de Sousa d'Ávila, que, em 1551, começou a construir a Casa da Torre - na então Tatuapara -, na atual Praia do Forte, em Mata de São João, com a finalidade de fiscalizar as embarcações que se dirigiam a Salvador. A fortificação só veio a ser concluída em 1624. Ela veio a se constituir no núcleo do maior latifúndio das Américas, o qual se estendia da Bahia até o Maranhão com plantações de coco e de cana-de-açúcar e criação de gado, movidas pelo trabalho escravo de índios e negros.
No início do período colonial, chegou a abrigar o porto de Tatuapara, na enseada de Tatuapara, local para estabelecimento do comércio internacional e ponto mais ao norte para onde as correntes marinhas levavam.
O povoado foi elevado a vila em 1846. No século anterior, porém, o território matense atual pertenciam a Água Fria e Espírito Santo de Nova Abrantes.
No início da colonização brasileira, Tomé de Souza foi nomeado o primeiro Governador Geral do Brasil. Sua missão era fundar uma cidade fortaleza na Bahia (Salvador), para assegurar o domínio da coroa portuguesa no litoral brasileiro e dar apoio militar às capitanias hereditárias. Mais tarde, seu filho, Garcia d’Ávila, recebeu do pai 14 léguas de terras de sesmarias, que iam de Itapuã até Tatuapara (Praia do Forte).
Foi nesse local que D’Ávila construiu, em 1551, após ter vencido várias batalhas com os índios Tupinambás, o Castelo da Torre de Garcia D’Ávila. Em pouco tempo, tornou-se o maior latifundiário do mundo, administrando suas terras da Casa da Torre que foi a primeira construção de grande porte do país.
O único castelo medieval das Américas, representou grande poderio militar no período colonial. Provavelmente sem essa fortaleza política, o nordeste brasileiro teria sido perdido para os franceses ou holandeses. Foi pioneiro também na pecuária e ajudou na expulsão dos jesuítas. Na realidade foi um grande centro político, onde decisões foram tomadas e aplicadas. Ele imprime sua importância, não só no contexto baiano mas também no contexto nacional. Foram séculos de existência onde gerações tiveram seu domínio político assegurado pela participação ativa nos movimentos históricos. Como exemplo temos a Guerra da Independência do Brasil, que alí serviu de base ao Exército Libertador da Cachoeira, em 1823, fornecendo destacamentos de Cariris armados com flechas e bordunas.
Ruínas
Na entrada do parque, onde está situado o Castelo, temos um lugar destinado a exposição de artesanatos locais, murais com a sua história, maquete do que deveria ser a Casa da Torre, o laboratório de arqueologia e um restaurante. Já na casa propriamente dita, quem nos recepciona é uma monumental figueira, que deve ter acompanhado de pertinho tudo o que sabemos e o que não sabemos. Há também junto à edificação, a capela de Nossa Senhora da Conceição, totalmente restaurada , pois era a única capela da região do litoral e a comunidade a manteve. Os santos do altar foram feitos por um artesão de Salvador baseado em peças da mesma época. Os laterais, Santo Antônio e São Francisco são originais, menos as cabeças que foram arrancadas por saqueadores a procura de tesouros. A construção possuía três pavimentos e uma torre com vista de vigília tanto para o mar (piratas) como para o sertão (índios). As ruínas estão com as paredes escurecidas, pois a alta salinidade deixa sua marca.
Foi fundada por Garcia D´Ávila, filho de Tomé de Souza, em 1549, mas somente em 1846 foi elevada à vila. É formada por cinco maravilhosas praias: Praia do Forte, Imbassaí, Diogo, Vila de Santo Antônio e Sauípe. Localizada a 56 km da capital, é ligada pela Linha Verde (Rodovia dos Coqueiros) e limitada pelas cidades de Entre Rios, São Sebastião do Passé, Pojuca, Dias D’Ávila, Camaçari e Itanagra. Mata de São João recebe este nome porque entre 1649 e 1659, João Lopo de Mesquita devastou as matas para a abertura de estradas e os nortistas falavam que iriam trabalhar nas matas de seu João. E o nome ficou então registrado, em 1846, como Mata de São João.
Geografia
Mata de São João possui um território de 633,198 quilômetros quadrados. Está inserido no litoral norte baiano e na Região Metropolitana de Salvador. Com localidades espalhadas, destacam-se a sede municipal, a vila de Diogo, Imbassaí, o Açu da Torre, Sauipe e Praia do Forte.
Clima
Em Mata de São João, o verão é longo, quente e de céu quase encoberto; o inverno é curto, morno, com precipitação e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 21 °C a 32 °C e raramente é inferior a 19 °C ou superior a 34 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Mata de São João e realizar atividades de clima quente é do início de julho ao meio de outubro.
A estação quente permanece por 4,2 meses, de 1 de dezembro a 7 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Mata de São João é março, com a máxima de 32 °C e mínima de 24 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 6 de junho a 1 de setembro, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Mata de São João é julho, com a mínima de 21 °C e máxima de 28 °C, em média.
Economia
Mata de São João é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 2,2 mil admissões formais e 2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 209 novos trabalhadores.
Até maio de 2024 houve registro de 34 novas empresas em Mata de São João, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 10 novas empresas se instalaram, sendo 2 com atuação pela internet.
Educação
Estão instaladas na cidade as seguintes instituições: Instituto Focar; GSA ENSINO; Faculdade Líbano; UniCeumar EAD – Polo são joão da mata; CEAD – Centro de Educação Aberta à Distância – Universidade de Ouro Preto;
Cultura
Artesanato

O artesanato é uma parte importante da cultura de Mata de São João. Os visitantes podem encontrar uma variedade de produtos artesanais, como peças de cerâmica, esculturas em madeira e bordados. Além disso, é possível visitar feiras de artesanato locais, onde os artesãos expõem e vendem seus produtos.
Festas e Eventos
Mata de São João é conhecida por suas festas animadas e eventos culturais. Durante o ano, a cidade recebe diversos eventos, como o Festival de Verão, que conta com shows de artistas renomados, e o São João, com suas tradicionais quadrilhas e comidas típicas. Essas festas são uma ótima oportunidade para vivenciar a cultura local e se divertir ao som de música baiana.
Turismo
A cidade de Mata de São João, localizada no estado da Bahia, é um destino turístico cada vez mais popular entre os brasileiros e estrangeiros. Com suas belas praias, rica cultura e diversas opções de lazer, Mata de São João oferece uma experiência única para os visitantes. Neste glossário, iremos explorar algumas das principais atrações e atividades que você pode desfrutar nesta encantadora cidade.
Na Praia do Forte, início da Linha Verde, encontram-se unidade do Projeto Tamar e do Projeto Baleia Jubarte, a Reserva Ecológica Sapiranga e o parque histórico do Castelo do Forte Garcia D'Ávila. Além da primeira Unidade de Conservação municipal, o Parque Natural Municipal da Restinga de Praia do Forte, criado em 2008 conhecido como Parque Klaus Peters.
Fora do litoral, a sede municipal concentra 70% da população e é conectada a Dias d'Ávila e Pojuca pela BA-093. Do outro lado, estão os principais destaques turísticos ao longo dos 28 quilômetros de litoral matense, onde se encontra remanescentes de mata atlântica, dunas, restingas, manguezais, coqueirais, lagoas, riachos e cachoeiras. Próximos ao rio Imbassaí estão Imbassaí, local onde o leito fluvial é paralelo ao mar até a foz na Praia de Imbassaí, e Vila de Diogo, onde está a semideserta Praia de Santo Antônio. E por fim, o distrito de Sauipe, onde está a Costa do Sauipe e o megaempreendimento hoteleiro de 176 hectares de área construída
Praias
Mata de São João é conhecida por suas praias paradisíacas, com águas cristalinas e areias brancas. Uma das praias mais famosas da região é a Praia do Forte, que oferece uma infraestrutura completa para os turistas, com bares, restaurantes e hotéis. Além disso, a Praia do Forte é também um importante ponto de desova de tartarugas marinhas, sendo possível acompanhar esse processo em algumas épocas do ano.
Projeto Tamar
O Projeto Tamar é uma das atrações mais populares de Mata de São João. Trata-se de um projeto de preservação das tartarugas marinhas que atua em diversas praias do Brasil. Em Mata de São João, o Projeto Tamar possui uma base de visitação onde os turistas podem aprender mais sobre essas incríveis criaturas marinhas, além de acompanhar de perto o trabalho de conservação realizado pelos biólogos.
Reserva Sapiranga
A Reserva Sapiranga é uma área de proteção ambiental que abriga uma rica biodiversidade de fauna e flora. Neste local, os visitantes podem realizar trilhas ecológicas, observando de perto a natureza exuberante da região. Além disso, a reserva conta com cachoeiras e rios, onde é possível se refrescar em meio à mata atlântica.
Castelo Garcia D’Ávila
O Castelo Garcia D’Ávila é um importante patrimônio histórico de Mata de São João. Construído no século XVI, o castelo é considerado a primeira grande edificação portuguesa no Brasil. Os visitantes podem explorar suas ruínas e conhecer um pouco mais sobre a história do país. Além disso, o castelo oferece uma vista panorâmica incrível da região.
Passeio de Jangada
Um dos passeios mais tradicionais em Mata de São João é o passeio de jangada. Os turistas podem embarcar em uma jangada típica da região e desfrutar de um agradável passeio pelo mar, apreciando as belezas naturais da costa baiana. Durante o passeio, é possível avistar golfinhos e praticar snorkeling em meio aos recifes de corais.
Visita às Aldeias Indígenas
Mata de São João abriga diversas aldeias indígenas, onde é possível conhecer um pouco mais sobre a cultura e tradições dos povos originários. Os turistas podem visitar as aldeias, participar de rituais e aprender sobre a história e os costumes dos indígenas. Essa experiência proporciona um contato único com a cultura brasileira.
Visita à Igreja Matriz
A Igreja Matriz de São João Batista é um importante ponto turístico de Mata de São João. Construída no século XVIII, a igreja possui uma arquitetura colonial encantadora e abriga belas obras de arte sacra. Os visitantes podem conhecer a história da igreja e apreciar sua beleza arquitetônica.
Visita à Vila de Diogo
A Vila de Diogo é um charmoso vilarejo localizado próximo a Mata de São João. Com suas casinhas coloridas e ruas de paralelepípedo, a vila encanta os visitantes com seu clima tranquilo e aconchegante. É possível passear pelas ruas, visitar as lojinhas de artesanato e desfrutar da gastronomia local.
Esportes
Esportes Aquáticos

Para os amantes de esportes aquáticos, Mata de São João oferece diversas opções de atividades. É possível praticar surf, stand up paddle, kitesurf e mergulho, aproveitando as condições favoráveis do mar da região. Além disso, a cidade conta com escolas e instrutores especializados, que podem auxiliar os iniciantes nessas modalidades.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

PEDERNEIRAS - SÃO PAULO

Pederneiras é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º21'06" Sul e a uma longitude 48º46'30" Oeste, estando a uma altitude de 475 metros e a 320 km distante da capital do estado. Sua população, segundo o Censo 2022 do IBGE, era de 44.827 habitantes. Possuindo uma área de 729 km², Pederneiras é conhecida como a capital do induzido, por sua grande produção de induzidos dentre uma alta produção industrial, ou seja, Pederneiras pode ser considerada um município totalmente industrializado. A cidade é formado pela sede e pelos distritos de Guaianás, Santelmo e Vanglória.
História
Até o ano de 1840, o território hoje ocupado pelos municípios de Pederneiras, Iacanga, Arealva, e Reginópolis (ex-Batalha) estavam inteiramente em poder dos índios caingangues. As revoltas liberais de São Paulo e Minas, liderada por Diogo Antonio Feijó, entre 1841 e 1842, com seu imenso cortejo de horrores e de perspectivas sombrias fez com que habitantes dos centros populosos destes dois estados se embrenhassem pelos sertões, fugindo do recrutamento. Desceram esses retirantes acompanhando o curso do Rio Tietê, sendo que esse era via de acesso dos bandeirantes desde os tempos do descobrimento. Era o ‘rio das entradas’, como que uma seta enristada no Caminho do Mar ao El Dorado de Cuiabá, e, pelas suas águas no lento perpassar de três séculos, desceram as bandeiras cativadoras de índios e pesquisadores de ouro, desvendando o mistério americano e empurrando o famoso Tratado de Tordesilhas para os sopés andinos, no extremo do continente.
Por essas mesmas águas históricas desceram também, como refugiados de 1842, os fundadores de povoados e plantadores dessas grandes cidades marginais do lendário “Y. Etê de Piratininga”. Antes da Constituição Republicana de 1821, que fez a separação entre a igreja e o estado, os primeiros emissários da civilização que atingiram as regiões inexploradas podiam tomar posse dos terrenos que pretendessem colonizar. A legalização dessa posse resultava de uma simples formalidade, o Registro do Vigário, que custava dois mil réis e servia para provar o domínio e garantir a posse dos pequenos sítios ou dos vastos latifúndios.
Para esta região, tal registro era feito na sede paroquial de Botucatu (Freguesia de Santa Ana) pelo então vigário padre Joaquim Gonçalves Pacheco. Ali compareceram em 1848 os sertanistas Manoel dos Santos Simões e seus filhos Manoel Leonel dos Santos e João Leonel dos Santos, que foram os primeiros posseiros das terras em que se localizava esta cidade e denominaram-na “Fazenda Pederneiras”, em virtude da grande quantidade de pedra-de-fogo encontrada no local. Posteriormente, Antonio de Souza Pinto se apossou da Fazenda Patos; Claudino José Pereira, da Fazenda Barra dos Macacos; Generoso Corrêa Machado, parte da Fazenda Macacos; Claudino Alves dos Santos, da Fazenda Barreiros; Antonio Joaquim da Cunha Bastos, da Fazenda Ribeirão Claro; Francisco José Ignácio Rodrigues, da Fazenda Boa Vista, Antonio Pompeu de Camargo, José Rodrigues Ferraz e Pinto Júnior, da Fazenda Matão, ou Grande Espigão; além de diversos outros.
A Fazenda e depois Povoação de Pederneiras, desligando-se de Botucatu, passou a pertencer ao município de Lençóes, criado pela Lei nº. 90, de 24 de abril de 1865, abastecendo-se a população no comércio da Vila Fortaleza (hoje povoado de Piatan). Criada a Comarca de Lençóes, pela Justiça foram feitas as primeiras divisões judiciais de terras compreendendo as fazendas Varaes, Anhumas e Água Branca, que pertenciam a São Sebastião da Alegria.
Instalação do Município
A 7 de julho de 1891, sob a presidência do Coronel Manoel José Coimbra, foi feita a instalação oficial do município, lavrando-se a seguinte ata: “Aos sete dias do mês de julho de 1891, nesta Vila de São Sebastião da Alegria, Termo de Lençóes, Estado de São Paulo achando-se reunidos os intendentes Manoel José Coimbra, Leopoldo  Clementino Moreira e Isaac Alves Ferreira, tendo tomado compromisso legal perante o Presidente da Intendência de Lençóes reunido hoje ao meio dia, na sala do cidadão Pedro da Silveira e Almeida, o Intendente mais velho do três, Manoel José Coimbra, formando a presidência, declarou em nome da lei que instalava a Intendência Municipal dessa Vila de São Sebastião da Alegria. Em seguida foram convidados os intendentes  José Joaquim Garcia e Felipe Antonio Franco para prestarem compromisso, visto acharam-se presentes, o que efetivamente fizeram. Em seguida, o presidente declarou que ia proceder a eleição para Presidente efetivo. Feita a votação, na apuração obteve maioria de votos o Intendente Leopoldo Clementino Moreira que, sendo proclamado, presidente, tomou assento na Cabeceira de Mesa e declarou que ia proceder-se a eleição para vice-presidente. Feita a eleição e a apuração, foi eleito o Intendente Isaac Alves Ferreira. Ato contínuo, pelo presidente foi lida a seguinte indicação: Indico que seja procurador da Intendência o cidadão Pedro Silveira e Almeida. Posta em discussão foi aprovada sem debates. Foi convidado pelo Presidente para prestar compromisso, ficando-lhe marcado o prazo de quinze dias para prestar a devida fiança. Pelo mesmo presidente, foi ainda indicado para fiscal Flávio José Simões. Posta em discussão, foi aprovada sem debates. Pelo Presidente, foi ordenado que o secretário lavrasse os termos de compromisso no livro para esse fim destinado pelos dois intendentes ora empossados, assim como todos os empregados. O Presidente nomeou duas condições de obras públicas e justiça: de Obras Públicas, Manoel José  Coimbra e Felipe Antonio Franco; para comissão de justiça, Isaac Alves Ferreira e José Joaquim Garcia. Pelo Intendente Coimbra foi lida a seguinte indicação: não tendo esta Intendência um código de postura, de pronto indício que seja observado o de Lençóes. Até que esta Intendência organize o seu próprio. Foi posta em discussão e aprovada contra o voto do Intendente Garcia. Pelo Presidente, foi ordenado que o secretário oficiasse ao Exmo. Governador do Estado comunicando haver se instalada esta Intendência, bem como ao Juiz de Paz e subdelegado de Polícia desta Vila. E por nada mais haver a tratar, o Presidente encerrou a sessão e o secretário procedeu à lavratura da ata dos trabalhos que, depois de lida e aprovada pelos presentes, foi por todos assinada”.
A 20 de setembro de 1892, foi empossada a nova Câmara integrada pelos vereadores e presidida pelo Coronel Manoel José Coimbra. O número de eleitores que era de 167 nesse ano, foi elevado para 250 em 1893. O município conservou o nome de São Sebastião da Alegria até 23 de Maio de 1894, data em que, por deliberação unânime da Câmara, voltou a adotar a sua antiga denominação de Pederneiras.
O primeiro diretório político formado neste município foi presidido pelo Coronel Coimbra e tinha ainda os seguintes membros: Isaac Alves Ferreira, Augusto Afonso Corrêa Lacerda, Major José Joaquim Garcia e Pedro Alexandrino de Oliveira Rita.
Paróquia de São Sebastião
Em 14 de junho de 1887, Aureliano Gonçalves da Cunha e sua mulher doaram um alqueire de terra para a construção da Igreja, marcando na escritura o prazo de seis anos para a realização da obra sob pena de reverter à gleba ao patrimônio dos doadores. Com a mesma cláusula, doaram também um terreno ás autoridades eclesiásticas os seguintes posseiros: Felisbina Maria dos Santos, Major F. Xavier Dantas Vasconcelos, Bento da Cunha Vieira, Joaquim Baptista Reis Pereira, Fidêncio Mariano Corrêa, João Rodrigues Cunha Neto, Sebastião J. Gomes, Joaquim Franco de Godoi, José Ferreira Pontes, Francisca Cândida Silva Pontes, Zacarias Antonio Franco, José Luiz Soares, Tertuliano Antonio Franco, Josefa Maria de Moraes, Jesuína de Moreira de Almeida e Felipe Antonio Franco. Essas doações integraram o terreno urbano que até hoje pertence ao domínio da Fábrica da Paróquia de São Sebastião da Alegria, sob o instituto civil de enfiteuse.
Foi erigida a Capela sob a invocação de São Sebastião da Alegria, e era localizada onde atualmente está a Travessa Anchieta. A Paróquia de Pederneiras foi criada em 2 de setembro de 1892, data em que foi nomeado e tomou posse o primeiro Vigário Padre Nicolau Scoracchio. A Paróquia pertencia à Diocese de São Paulo. Em 1908 passou a pertencer à recém-criada Diocese de Botucatu. Assim permaneceu até 1964, quando foi criada a Diocese de Bauru, à qual pertence atualmente.
Clima
Em Pederneiras, o verão é longo, quente, abafado, com precipitação e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 31 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 35 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Pederneiras e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao meio de setembro.
A estação quente permanece por 6,2 meses, de 1 de outubro a 6 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Pederneiras é fevereiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 14 de maio a 25 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 26 °C. O mês mais frio do ano em Pederneiras é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 25 °C, em média.
Economia
Pederneiras é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 2,3 mil admissões formais e 2,4 mil desligamentos, resultando em um saldo negativo de -159 novos trabalhadores.
Até maio de 2024 houve registro de 50 novas empresas em Pederneiras, sendo que 11 atuam pela internet. Neste último mês, 8 novas empresas se instalaram, sendo 3 com atuação pela internet.
Educação
Ensino Superior
As seguintes instituições de ensino superior estão presentes em Pederneiras: Faculdade FGP; Faculdade Anhanguera; Faculdade Fasul Educacional; Unopar; Pós-Graduação São Camilo; Faculdade Líbano
Turismo
Centro Histórico de Pederneiras

No Centro Histórico de Pederneiras existem construções antigas e preservadas, que contam a história do município. A Igreja Matriz de São Sebastião é um dos principais pontos de interesse e vale a pena ser visitada.
Passeio pelo Parque Ecológico Municipal
O Parque Ecológico Municipal de Pederneiras conta com uma área verde extensa, trilhas para caminhadas, lagos e até mesmo uma área de camping. O parque abriga uma diversidade de espécies de animais e plantas, proporcionando uma experiência única de contato com a natureza.
Museu Histórico e Pedagógico de Pederneiras
Para os amantes da história, uma visita ao Museu Histórico e Pedagógico de Pederneiras é indispensável. Esse museu conta com um acervo rico em objetos e documentos que retratam a história da cidade e da região.
Parque Aquático de Pederneiras
O Parque Aquático de Pederneiras possui piscinas, toboáguas e áreas de lazer. Também oferece opções de alimentação, como lanchonetes e quiosques, para que você possa aproveitar ao máximo a sua visita.
Complexo Esportivo de Pederneiras
Para os apaixonados por esportes, o Complexo Esportivo de Pederneiras é o local ideal para praticar atividades físicas. Com quadras de futebol, basquete, vôlei e tênis, além de uma pista de atletismo, esse complexo oferece diversas opções para quem gosta de se exercitar. O local conta com uma academia ao ar livre, onde é possível fazer exercícios de musculação e alongamento.
Passeio de barco pelo Rio Tietê
Uma atividade imperdível em Pederneiras é fazer um passeio de barco pelo rio. Essa é uma ótima maneira de apreciar a paisagem local, relaxar e aproveitar o contato com a natureza. Durante o passeio é possível observar a fauna e a flora da região.
Fazenda Santa Maria
Para os amantes de história, conhecer a Fazenda Santa Maria é uma excelente opção. É uma das mais antigas da região e preserva a arquitetura e os costumes do período colonial. Durante a visita, você poderá conhecer as instalações da fazenda, como a casa sede, o terreiro de café e os engenhos de cana-de-açúcar.
Festas e eventos locais
Pederneiras é conhecida por suas festas e eventos tradicionais, que atraem visitantes de toda a região. A Festa do Peão de Pederneiras é uma das mais famosas e reúne shows, rodeio e diversas atrações. Além disso, a cidade também realiza festas religiosas, como a Festa de São Sebastião, que conta com missas, procissões e quermesses.
Esportes aquáticos no Rio Tietê
Para os fãs de esportes aquáticos, o Rio Tietê oferece diversas opções para a prática de atividades como stand up paddle, caiaque e jet ski. Existem empresas na região que alugam equipamentos e oferecem instrutores para quem deseja se aventurar nas águas do rio.
Casa da Cultura
A Casa da Cultura de Pederneiras é um espaço dedicado à promoção da cultura local. Nesse local, você encontrará exposições de arte, apresentações musicais, peças de teatro e outras atividades culturais. Além disso, a casa também abriga uma biblioteca.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Weather Spark ; Resumos .

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

DRACENA - SÃO PAULO

Dracena é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo, Região Sudeste do país. Pertencente à Microrregião de Dracena e Mesorregião de Presidente Prudente, localiza-se a oeste da capital do estado, distando desta cerca de 650 km. Ocupa uma área de 488,041 km² e a sua população, conforme o censo do IBGE de 2022, era de 45.474 habitantes. O município é formado pela sede e pelos distritos de Jaciporã e Jamaica.
Dracena foi emancipada de Gracianópolis (atualmente Tupi Paulista), por meio de uma proposta apresentada pelo deputado estadual Ulisses Guimarães. A versão de sua etimologia é que o nome seja uma referência a uma planta ornamental, cujas folhas têm a coloração verde e amarela, pertencente à família das liliáceas. O nome fora escolhido por meio de um concurso organizado pelos fundadores de Dracena. Atualmente sua principal fonte de renda é o setor de prestação de serviços, tendo o comércio como importante atividade econômica.
Seu principal e mais tradicional clube de futebol é o Dracena Futebol Clube, fundado em julho de 1948. Dracena é sede também de diversos eventos anuais, como a Feira de Artesanato de Dracena e a Feira de Agropecuária de Dracena, que são importantes exposições culturais e econômicas.
História
A fundação de Dracena ocorreu em 8 de dezembro de 1945, quando Irio Spinardi, João Vendramini, Virgílio e Florêncio Fioravanti tomaram uma iniciativa de estabelecer um núcleo na zona da mata, localizada no Oeste Paulista. Nesse dia ocorreu uma cerimônia, que contou com grande número de pessoas, quando foi lançada a pedra fundamental (após o término da construção de um rancho de pau-a-pique) que originou o município. Dracena se tornou oficialmente município de São Paulo por meio da Lei Estadual n.º 233, a partir de uma proposta apresentada pelo então deputado estadual Ulisses Guimarães, que o desmembrou de Gracianópolis (atualmente Tupi Paulista). Ao ser desmembrado, o município era composto de três distritos: Dracena, Jaciporã e Ouro Verde. A instalação oficial ocorreu em 4 de abril de 1949, quando tomou posse o primeiro prefeito do município, Írio Spinardi, um dos fundadores de Dracena, e o primeiro presidente da Câmara de Vereadores, Messias Ferreira da Palma.
Após o planejamento do município, a gleba passou a ser subdividida em pequenas propriedades, dando melhores oportunidades de aquisição, e houve, ao mesmo tempo, a construção de um hotel a partir de um prédio com dois pavimentos, constituindo assim o povoamento. A construção de uma ferroviária e de casas e a doação de terras a pequenos proprietários foram os principais motivos que levaram Dracena a um importante progresso a partir de 8 de dezembro de 1945, data de sua fundação. Em 30 de dezembro de 1953, a Lei Estadual nº 2.456 desmembra de Dracena o distrito de Ouro Verde, tornando-se município de São Paulo. A mesma lei criou o distrito de Jamaica, cuja terra foi desmembrada do distrito de Ouro Verde. Em 1960, Dracena era formada pelos distritos de Dracena, Jaciporã e Jamaica. A partir daí, o município não sofreu mais alterações em seu território.
O nome "Dracena" veio de um concurso organizado pelos desbravadores Irio Spinardi, João Vendramini, Virgílio e Florêncio Fioravanti, fundadores do município. Esse concurso foi organizado em Tupã, a cerca de 120 quilômetros do local. O nome faz referência a planta ornamental de mesmo nome, cujas folhas têm a coloração verde e amarela, pertencente à família das liliáceas.
Geografia
Dracena está localizado na mesorregião de Presidente Prudente e microrregião homônima, no estado de São Paulo, Região Sudeste do Brasil, distante 650 km de São Paulo, e 949 km de Brasília, capital federal. Ocupa uma área territorial de 488,041 km²[3] e se limita com os municípios de Tupi Paulista a norte; Piquerobi, Presidente Venceslau, Ribeirão dos Índios a sul; Junqueirópolis a leste e Ouro Verde a oeste.
Situado a uma altitude de aproximadamente 400 metros acima do nível do mar, o relevo do município está encravado no Planalto Ocidental Paulista, com topografia entre suave e ondulada. O solo é predominantemente arenoso.
O município pertence às sub bacias dos rios Aguapeí e do Peixe, localizadas na bacia do rio Paraná. É cortado pelo Rio do Peixe, que nasce no município de Garça e desemboca no Rio Paraná, divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul. Também está localizado no Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água doce subterrâneas do planeta. Um importante curso de água de Dracena é o Córrego Prado, afluente do Rio do Peixe. Grande parte da água utilizada no abastecimento da população vem de poços artesianos ou semi artesianos.
A cobertura vegetal é formada pela capoeira, cerrado, mata e várzea. A mata é a predominante e cobre uma área 1.530 hectares (3,05% da área total do município). Existem ainda 18,39 hectares de áreas de reflorestamento (0,04%). Abriga, juntamente com os municípios de Ouro Verde, Piquerobi e Presidente Venceslau, uma unidade de conservação estadual, o Parque Estadual do Rio do Peixe, que cobre uma área de 7.720 hectares e foi instituído pelo Decreto 47.095, de 18 de setembro de 2002, com o intuito de preservar a fauna e flora locais.
Clima
O clima de Dracena é caracterizado tropical semi úmido (tipo Aw na classificação climática de Köppen-Geiger). As temperaturas médias mensais superam 18 °C, sendo mais elevadas nos meses de verão e mais baixas nos meses de inverno. Nessa mesma época, quando é mais comum a entrada de massas de ar polares, podem ocorrer dias de frio intenso, com mínimas de 10 °C ou menos. Porém, é também o inverno a estação mais seca do ano, quando os eventos chuvas se tornam mais escassos e a umidade do ar (URA) despenca, podendo pode ficar abaixo de 30% ou mesmo de 20%, especialmente durante as tardes. Durante o período chuvoso, eventualmente são registradas quedas de granizo em algumas áreas.
De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE-SP), que possui dados pluviométricos de Dracena desde 1950, o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado na cidade alcançou 223,1 mm em 28 de janeiro de 2009. A partir de novembro de 2016, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) em Dracena, dentro do campus da Universidade Estadual Paulista (UNESP), a menor temperatura registrada foi de 0,1 °C em 29 de julho de 2021 e a maior chegou a 42,4 °C em 6 de outubro de 2020, sendo esta uma das dez maiores temperaturas registradas pelo instituto no estado de São Paulo. A rajada de vento mais forte alcançou 30,7 m/s (110,5 km/h) em 4 de novembro de 2017. Por sua vez, o menor índice de URA chegou ocorreu na tarde de 19 de julho de 2021, com mínima de apenas 11%.
Economia
O Produto Interno Bruto (PIB) de Dracena é o maior de sua microrregião, destacando-se na área de prestação de serviços.
O setor primário é o segundo mais relevante da economia de Dracena. O município possuía um rebanho de bovinos, equinos, suínos, caprinos, asininos, muares, ovinos e aves, dentre estas, galinhas e galos, frangos e pintinhos. A cidade também produz leite. Foram produzidos ovos de galinha e mel de abelha. Na lavoura temporária são produzidos feijão, abacaxi, tomate, milho, mandioca, feijão, melancia e mamona baga.
O setor secundário é o menos relevante para a economia do município. Já setor terciário é o mais relevante para a economia municipal.
Saúde
O município possui estabelecimentos de saúde, incluindo instituições privadas e públicas, entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. A Santa Casa de Dracena possui 153 leitos para internação, dos quais 35 são privados e 118 são do Sistema Único de Saúde (SUS), além de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A cidade também conta com atendimento ambulatorial com atendimento médico em especialidades básicas, atendimento odontológico com dentista e presta serviço ao SUS.
Educação
O município conta com escolas estaduais e escolas municipais. Há ainda algumas instituições de ensino superior, como a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Faculdades de Dracena (FADRA) e o Centro de Ensino Superior de Dracena (CESD).
Transportes
O município é servido pela hidrovia Tietê-Paraná, que facilita o escoamento dos produtos para os países do Mercosul.
O município é cortado pela Linha Tronco Oeste da antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro, que liga Dracena às cidades de Itirapina e Panorama e atualmente se encontra concedida à Rumo Logística para o transporte de cargas. Pela ferrovia, o município também era atendido pelo transporte de passageiros de longa distância operado na Estação Ferroviária de Dracena, entre 1941 e meados dos anos 90. Os últimos trens de passageiros ainda trafegariam pela última vez na cidade em março de 2001, porém já não realizavam mais paradas em sua estação ferroviária.
Cultura
A Fundação Dracenense de Educação e Cultura (FUNDEC) é o órgão responsável pela educação e pela área cultural e esportiva do município de Dracena.
Artesanato e arquitetura
O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural dracenense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos, como o Grupo de Artesãs de Dracena, reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em lojas de artesanato, feiras, exposições. Um exemplo ocorre na Feira de Artesanato de Dracena, realizada todos os anos do mês de agosto, que conta com uma importante participação popular. Nessa feira, os expositores vêm de várias regiões do país, associados e vinculados à Associação de Executores de Artesanato.
Na praça Arthur Pagnozzi, foi fundado um jardim japonês, como homenagem em comemoração aos cem anos da imigração japonesa no Brasil, sendo esta obra fruto de parceria entre a Associação Dracenense de Esporte e Cultura e da Comissão Organizadora dos Festejos dos 100 anos da Imigração Japonesa (ADEC) e a prefeitura, inspirado nos jardins do Japão; a área total do jardim é de 600 metros quadrados, cujo principal arquiteto envolvido nesse projeto foi Maurício Beretta.
Principais eventos e esporte
Todos os anos, milhares de eventos são organizados no município. Anualmente, os principais eventos organizados são a festa da Páscoa em abril (que também é comemorada em todo o Brasil, logo após a Semana Santa), a Festa da Bondade (também no mês de abril), a Festa de Maio (em maio), a festa de Corpus Christi (em junho), a Feira Agropecuária de Dracena (FAPIDRA - em agosto), o Salão de Artes Plásticas (também realizada em agosto), a Festa do Peão de Dracena (em setembro), a festa de emancipação política, comemorada no dia do aniversário do município (8 de dezembro) e a Feira de Artesanato (também em dezembro). Festas realizadas anualmente no Brasil também são comemoradas em território dracenense, como o Ano Novo, o Carnaval e o Natal. Também são populares no município a realização da festa junina (Dracena Celebra - Festa Junina). Novos eventos também vêm sendo criados e popularizados em Dracena, como a Festival de Música Popular Brasileira de Dracena, criado em 2010.
O principal clube de futebol do município é o Dracena Futebol Clube, fundado em 2 de julho de 1948. Seu principal estádio é o Estádio Írio Spinardi.
Feriados
Em Dracena, existem dois feriados municipais. O primeiro é o 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que é também padroeira do município; o outro é o dia 8 de dezembro, dia de emancipação política do município, onde também é comemorado o dia de Nossa Senhora da Conceição. De acordo com a Lei Federal n.º 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluída a Sexta-feira Santa.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

CAMPO MAIOR - PIAUÍ

Campo Maior é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se à latitude 04º49'40" sul e à longitude 42º10'07" oeste, estando à altitude de 125 metros. É o 7° município mais populoso do estado do Piauí e a cidade mais importante da Região dos Carnaubais. Sua população, de acordo com o censo de 2022, do IBGE, era de 45.793 habitantes.
A localidade foi fundada por portugueses e elevada a Distrito em 1761. A criação da Vila se deu em 8 de agosto de 1762, data que é comemorada como aniversário da cidade. A conversão em município ocorreu em 28 de dezembro de 1899.
História
Em 13 de março de 1823, ocorreu em Campo Maior a Batalha do Jenipapo, a mais violenta batalha sangrenta pela Independência do Brasil, que teve papel decisivo para manter a unidade territorial do país. Consistiu na luta de vaqueiros, agricultores e outros trabalhadores contra as tropas do Major João José da Cunha Fidié, que cumpria ordens do Rei de Portugal, D.João VI, para que o norte do Brasil permanecesse sob o domínio português. O povo nativo, que lutava com facões e instrumentos de trabalho, perdeu a batalha, mas não a guerra. Tendo perdido parte de seu arsenal, Fidié seguiu para o Maranhão, onde foi rendido e preso.
Clima
Em Campo Maior, a estação com precipitação é quente, opressiva e de céu encoberto; a estação seca é escaldante, abafada e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 23 °C a 38 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 40 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Campo Maior e realizar atividades de clima quente é do meio de junho ao fim de agosto.
A estação quente permanece por 3,0 meses, de 29 de agosto a 29 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 37 °C. O mês mais quente do ano em Campo Maior é outubro, com a máxima de 38 °C e mínima de 24 °C, em média.
A estação fresca permanece por 4,1 meses, de 20 de janeiro a 22 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 34 °C. O mês mais frio do ano em Campo Maior é março, com a mínima de 24 °C e máxima de 33 °C, em média.
Economia
Sua economia está baseada principalmente na atividade comercial, agricultura, pecuária e extrativismo.
Além disso, a cidade dispõe de um grande potencial caprino-ovinocultor notadamente advindo da adaptabilidade das raças às condições edofoclimáticas da região.
Também é importante polo industrial cerâmico de fabricação de materiais de construção civil com várias indústrias de telha e tijolo e de argamassas e rejuntes.
Saúde
O município é servido por clínicas e hospitais da iniciativa privada e também, por ser cidade-polo, sedia o Hospital Regional de Campo Maior, também conhecido como Hospital Regional Santo Antonio, inaugurado pelo governo do estado do Piauí nos anos iniciais da década de 1970.
Educação
Ensino Superior
Estãopresentes na cidade, as seguintes instituições: Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera; Faculdade De Ciências Aplicadas Do Piauí; Facsu - Faculdade Sucesso - Polo Campo Maior; UESPI - Universidade Estadual do Piauí e UniCesumar Polo Campo Maior.
Cultura
Culinária

A "carne de sol" é prato obrigatório e marca registrada do município. Pode ser consumida também na forma de Paçoca e Maria Isabel.
Teatros
Dispõe do Teatro Sigefredo Pacheco, conhecido como teatro dos estudantes, com capacidade para cerca de 400 pessoas, e também possui o Cine Teatro Ludetana.
Biblioteca
A Biblioteca Municipal de Campo Maior foi criada em 1940, através do Decreto-Lei nº 38, de 29 de outubro de 1940, época da gestão do prefeito Francisco Alves Cavalcante.
Turismo
Campo Maior é um polo religioso, contando com a Catedral de Santo Antônio, que atrai turistas para os maiores festejos juninos, de rito católico do estado. O festejo de Santo Antônio é reconhecido como patrimônio cultural do Piauí pela Lei Estadual nº 8.220, de 27 de novembro de 2023.
Pontos Turísticos Históricos
Uma das principais atrações de Campo Maior são os seus pontos turísticos históricos. A cidade possui um rico patrimônio cultural, com construções que datam do período colonial. Um dos destaques é a Igreja Matriz de Santo Antônio, construída no século XVIII e considerada um dos principais exemplares da arquitetura religiosa da região. Além disso, o Museu de Campo Maior é outra parada obrigatória para os amantes da história, com exposições que contam a trajetória da cidade desde os tempos mais remotos.
Ecoturismo e Aventura
Para os amantes da natureza e de atividades ao ar livre, Campo Maior oferece diversas opções de ecoturismo e aventura. Uma das opções mais populares é o Parque Nacional de Sete Cidades, que abriga formações rochosas impressionantes e trilhas que levam a belas cachoeiras. Outra opção é o Parque Estadual de Sete Cidades, onde é possível fazer trilhas, acampar e observar a fauna e flora local. Além disso, a cidade também possui rios e lagos propícios para a prática de esportes aquáticos, como o Rio Surubim e a Lagoa do São Francisco.
Centro histórico
O centro histórico com casarios em arquitetura colonial e imperial se faz presente na estrutura de edificações da praça Bona Primo e entornos e conta com um raro cemitério iniciado em 1804.
Palacete dos Pachecos
Sobrado na avenida José Paulino, centro de Campo Maior. O prédio é todo branco, de traços arquitetônicos pré-modernistas e com detalhes porticais. Sua preservação é de acordo com a Lei Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural Material e Imaterial. O palacete teve construção iniciada em fins da década de 1940, como propriedade da família Pacheco. O último membro da família a residir no palacete foi o ex-prefeito Ivon Pacheco, até morrer, em 1988.
Festas e Eventos
A cidade de Campo Maior é conhecida por suas festas e eventos animados, que atraem turistas de todo o país. Uma das festas mais tradicionais é a Festa do Carneiro no Buraco, que acontece todos os anos no mês de julho e reúne milhares de pessoas em torno dessa iguaria típica da região. Além disso, a cidade também realiza o Carnaval de Campo Maior, com desfiles de blocos e escolas de samba, e o Festival de Inverno, que conta com apresentações musicais e culturais.
Compras e Artesanato
Se você gosta de fazer compras e aprecia o artesanato local, Campo Maior oferece diversas opções de lojas e feiras. A Feira do Troca é uma das mais tradicionais da cidade, onde é possível encontrar de tudo um pouco, desde roupas e acessórios até alimentos frescos. Além disso, a cidade também possui uma variedade de lojas de artesanato, onde você pode adquirir peças únicas feitas por artesãos locais, como cerâmicas, bordados e esculturas.
Esporte
Futebol

A cidade de Campo Maior conta com dois clubes de futebol que disputam o campeonato piauiense: o Comercial e o Caiçara.
Para os amantes de esportes e atividades ao ar livre, Campo Maior oferece diversas opções. A cidade possui quadras e campos de futebol, onde é possível praticar esse esporte tão popular no país. Além disso, é possível fazer caminhadas e corridas em parques e praças, como o Parque da Cidade e a Praça Bona Primo. Para os mais aventureiros, a cidade também oferece opções de trilhas e escaladas, como a Trilha do Morro do Gritador e a Pedra do Castelo.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Resumos .

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

POÇÕES - BAHIA

Poções é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população é de 48.293 habitantes, segundo o Censo demográfico do Brasil de 2022 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Está localizada numa depressão em forma de bacia. O centro comercial situa-se na parte baixa, enquanto na parte alta concentram-se as residências. Vários bairros compõem a sede municipal, a exemplo dos bairros Alto do Recreio, Indaiá, Alto da Vitória, Santa Rita, Primavera, Tiradentes, Lagoa Grande, Bela Vista, Centro, Urbis, Tigre, Santa Rita, Açude, Lagoa Grande, Poçõenzinho, Joaquim Mascarenhas, Alto Paraíso, Pituba, entre outros.
Toda a água disponível na cidade vem da chamada "Barragem de Morrinhos", que nasce no Rio das Mulheres, e tem por finalidade abastecer a cidade e alguns municípios próximos. A barragem foi construída pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na década de 1950; a mesma está situada no distrito de Morrinhos, daí o nome.
História
O povoamento do município de Poções e sua exploração pelo colonizador europeu datam da segunda metade do século XVIII, mais precisamente por volta de 1732, quando o coronel André da Rocha Pinto tomou rumo pelo Rio de Contas até o Rio Verde e a cabeceira do Rio São Mateus.
O município de Poções foi emancipado da Imperial Vila da Vitória (Vitória da Conquista) pela Lei Provincial nº 1.986, de 26 de junho de 1880. Porém, somente foi instalada a Câmara Municipal em 1883.
As origens do município de Poções, datam de 1732, quando o povoamento das cabeceiras do Rio de Contas e a vida civil e administrativa, nutridos pelas exigências da mineração, incentivaram a exploração das regiões circunvizinhas.
Surgiu então, uma bandeira chefiada pelo coronel André da Rocha Pinto que, sentindo a necessidade de penetração em vários pontos, se dividiu em outras, cada qual tomando rumo diverso pelo Rio de Contas até o Rio Verde e cabeceiras do Rio São Mateus.
Uma delas, a dirigida pelo coronel André, desceu pelo Rio de Contas até perto de sua foz, a fim de explorar a mata no vale do rio.
A canoa que os conduzia submergiu, mas salvaram-se numa ilha, de onde foram levados por jesuítas que tinham uma fazenda nos arredores de Porto Seguro.
Alguns anos depois, o coronel André da Rocha Pinto incendiou o cartório da então Vila do Príncipe, hoje cidade de Caetité, incorrendo, assim, na ira do vice-rei, que ordenou que lhe levassem a cabeça do criminoso.
Temeroso e revoltado com a prepotência do vice-rei, o coronel André reuniu uma bandeira de duzentos homens e veio homiziar-se no lugar denominado 'Passagem da Conquista', nas proximidades da atual sede do município.
Conhecedor profundo da região, resolve tentar a exploração das minas do 'Timorante', distante 5 léguas para os lados das matas.
Depois de algum tempo de trabalho, sente necessidade de ferramenta adequada e bastante munição.
Resolve enviar o filho, acompanhado de quarenta homens, para irem abrindo picada até Ilhéus, aonde deveriam abastecer-se com o produto do ouro que levavam para tal fim.
O mensageiro, porém, chegando àquela cidade, ali permaneceu por dois anos, em verdadeira orgia, sustentando todo seu pessoal a peso de ouro.
Encontra este o extenso roteiro, no qual o seu falecido pai mencionava enigmaticamente o lugar onde enterrara todo mineral apurado durante os dois anos de sua ausência.
Por informação, tem conhecimento de que o velho, certo dia, despachara das minas todo o pessoal que ali trabalhava, ficando em sua companhia apenas um escravo, o qual desapareceu misteriosamente.
De posse de alguns dados, continuou o herdeiro na tentativa de localizar a grande fortuna, porém, por mais que escavasse nos pontos que lhe pareciam indicados, nada pode encontrar, regressando desanimado à Ilhéus.
Corria o ano de 1782.
Governava a capitania da Bahia D. Afonso Miguel Gonçalves, Marquês de Valença, quando surgiu João Gonçalves da Costa.
Descobriu este, os campos da Conquista e rechaçou os índios que infestavam a zona.
Fundou a povoação, depois de ter feito uma estrada entre Ilhéus e aquela região, tão cheia de feras que, num só mês, o sertanista matou 24 onças.
Ao fazer este percurso, o famoso bandeirante já encontrou em Poções três habitantes irmãos.
Estabeleceu-se nesta região o seu filho bastardo sargento-mor Raimundo Gonçalves da Costa, que escolheu para sede do seu vasto domínio o hoje arraial de Santo Antonio de Morrinhos, distante 8 quilômetros da vila e apenas 2 quilômetros da Serra da Visão, foi até o rio Novo, em 1818.
De todos os filhos do coronel João Gonçalves da Costa, o sargento mor foi o que mais se distinguiu pela bravura, tornando-se o mais intrépido conquistador dos sertões.
Faleceu em 1830, no então arraial da Vitória.
Em 1840, surge na região o português de nascimento, coronel Raimundo Pereira de Magalhães, com 15 anos de idade, tendo encontrado ainda vestígios das explorações anteriores, principalmente o desejo dos habitantes descobrirem o tesouro enterrado pelo velho bandeirante André Rocha Pinto.
Sobre isto, o jovem português ouviu de um velho negro centenário, porém em perfeito juízo, que dizia ter sido escravo do coronel André, sendo molecote na ocasião da morte deste, mas que se lembrava perfeitamente disso, por ter assistido às pesquisas do 'Senhor Moço' em procura do tesouro, assim como das palavras que, repetidas sempre pelo velho, indicavam o rumo ao tesouro: ' Do cemitério para baixo, de passagem para cima, pedra do norte a sul nem mais, para trás, da estrada para cima me verás'.
Confere-se pois, ao coronel André da Rocha Pinto a primazia da penetração inicial na região que hoje integra o município de Poções, que fazia parte do antigo e bravio sertão da Ressaca, da comarca de Jacobina.
Por volta de 1840, foi fundada uma povoação, por Thimóteo Gonçalves da Costa e seus filhos Bernardo e Roberto Gonçalves da Costa, após a conquista dos indígenas residentes no local pelo capitão-mor João Gonçalves da Costa, que doou o terreno onde foi construída uma capela sob a invocação do Divino Espírito Santo.
As obras da capela foram iniciadas em 03 de agosto de 1830, continuadas em 1842 pelo capitão-mor João Dias de Miranda, e terminadas pelo capitão Antonio Coelho Sampaio.
Formação Administrativa 
A freguesia foi criada com a denominação de Divino Espírito Santo, conforme Lei Provincial nº 1848, em 16 de setembro de 1878.
A Lei provincial nº 1.986, de 26 de junho de 1880, criou o município de Poções com sede no arraial do mesmo nome e com território desmembrado do de Vitória.
Verificou-se a fundação do novo município em 25 de abril de 1883.
Com a transferência da sede para ali, pela Lei nº 522, de 17 de setembro de 1903, a qual suprimiu o município de Poções, transferindo a sede para o município de Boa Nova, que foi elevada à categoria de vila pela mesma Lei.
Por força da Lei Estadual nº 1.238, de 20 de maio de 1918, a sede municipal retornou a Poções, sendo restabelecido, por conseguinte, o município desse nome, o qual aparece nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º de setembro de 1920, constituído de 2 distritos: Poções e Boa Nova.
A Lei estadual nº 1.468, de 14 de maio de 1921, novamente extinguiu o município de Poções, transferindo a sede para Boa Nova e a Lei nº 1.564, de 21 de julho de 1922, restabeleceu-o, com território desmembrado de Boa Nova.
A reinstalação do município ocorreu a 29 de setembro de 1922.
De acordo com a divisão administrativa correspondente ao ano de 1933, Poções se compõe dos distritos de Poções, Nova Laje, Ibicuí, Campos Sales e Iguaí.
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937 e no quadro anexo ao Decreto Lei estadual nº 10.724, de 30 de março de 1938, o referido município se divide em 8 distritos: Poções, Água Bela, Água Fria, Campos Sales, Ibicuí, Iguaí, Nova Laje do Gavião e Umburanas.
Pelo Decreto Estadual nº 11.089, de 30 de novembro de 1938, o distrito de Nova Laje do Gavião adquiriu o território do extinto distrito de igual nome, do município de Conquista e passou a denominar-se Vista Nova.
Pelo Decreto Estadual nº 10.724, de 30 de março de 1938, a vila foi elevada à categoria de cidade.
No quadro territorial estabelecido pelo supracitado Decreto Estadual nº 11.089, para vigorar no quinquênio 1939-1943, Poções compreende os distritos de: Poções, Água Bela, Campos Sales, Ibicuí, Ibitupã(ex-Umburanas), Iguaí, Nova Canaã (ex-Água Fria) e Vista Nova (ex-Nova Laje do Gavião).
Em virtude do Decreto-Lei Estadual nº 141, de 31 de dezembro de 1943, o topônimo do município de Poções foi modificado para Djalma Dutra.
Segundo o quadro territorial vigorante em 1944-1948, fixado pelo citado Decreto-Lei nº 141 e confirmado pelo Decreto Estadual nº 12.978, de 1º de junho de 1944, Djalma Dutra compõe-se dos seguintes distritos: Djalma Dutra, Água Bela, Lucaia (ex-Campos Sales), Ibicuí, Ibitupã, Iguaí, Nova Canaã e Vista Nova.
Por força do artigo 30 das disposições transitórias da Constituição do Estado da Bahia de 1947, readquiriu o município a sua antiga denominação Poções.
Sua composição administrativa, de acordo com a Lei nº 628, de 30 de dezembro de 1953, é de seis distritos: Poções, Bom Jesus da Serra, Lucaia, Nova Canaã, Periperi de Poções e Vista Nova, tendo perdido os distritos de Ibicuí e Iguaí que obtiveram autonomia.
A sede do distrito de Água Bela foi em 1953 transferida para o povoado de Bom Jesus, passando o distrito a chamar-se Bom Jesus da Serra.
Infraestrutura
Transportes

A sede municipal é cortada pela BR-116. Comumente referida como "Rio-Bahia", a rodovia federal é o principal eixo rodoviário. Também é cortada pela rodovia estadual BA-262. Esta liga a sede do município a Itabuna, passando por Nova Canaã, Iguaí, Ibicuí, Ponto de Astério, acesso à BA-263 (rodovia Vitória da Conquista-Itabuna), até a BR-101. O município, desde a sede, é ainda servido por rodovia asfaltada (atualmente cheia de buracos) até a sede do município de Bom Jesus da Serra.
Dispõe de linhas regulares de ônibus para Salvador, Vitória da Conquista e para todo o país com acesso às principais rodovias do país. O município dispõe de aeroporto com pista asfaltada para aeronaves de até 50 passageiros. Os aeroportos mais próximos para aviões de médio e grande portes são os de Vitória da Conquista, Ilhéus e Salvador.
Clima
Em Poções, o verão é longo, morno, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, seco e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 28 °C e raramente é inferior a 13 °C ou superior a 31 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Poções e realizar atividades de clima quente é do início de maio ao início de outubro.
A estação morna permanece por 5,5 meses, de 21 de outubro a 6 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 27 °C. O mês mais quente do ano em Poções é fevereiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 19 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 8 de junho a 21 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 24 °C. O mês mais frio do ano em Poções é julho, com a mínima de 15 °C e máxima de 23 °C, em média.
Economia
Poções é um município de grande relevância na região que se destaca pelo alto crescimento econômico e pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 277 admissões formais e 267 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 10 novos trabalhadores.
Até maio de 2024 houve registro de 20 novas empresas em Poções, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo. Neste último mês, 10 novas empresas se instalaram.
Educação
Atuam no município as seguintes instituições: Faculdade Anhanguera; Faculdade Estácio; Faculdade Líbano; Unopar; Pós-Graduação São Camilo; CS; FASPEC. FASPEC; UNYLEYA; Múltipla Escolha Centro Educacional; Cruzeiro do Sul EAD Poções; UniCesumar Poções; Polo UAB Poções.
Eventos Culturais
Poções é uma cidade vibrante e cheia de cultura, e há uma série de eventos culturais que acontecem ao longo do ano. Um dos eventos mais populares é o “Festival de Inverno”, que acontece no mês de julho. O festival é uma celebração da música, dança e arte local, com apresentações ao vivo, exposições e atividades para toda a família.
Outro evento cultural importante em Poções é a “Festa de São João”. Esta festa tradicional acontece no mês de junho e é uma celebração animada com danças folclóricas, comidas típicas e fogos de artifício. É uma ótima oportunidade para experimentar a cultura local e se divertir com os moradores da cidade.
Turismo
Poções é uma cidade rica em história e cultura, e há várias atrações turísticas que valem a pena visitar. Uma delas é a Igreja Matriz de Santo Antônio, uma bela igreja construída no século XIX, com uma arquitetura impressionante e detalhes ornamentados. A igreja é um marco importante na cidade e oferece uma visão fascinante da história local.
Outra atração turística popular em Poções é o Parque Municipal da Cachoeira do Rio Pardo. Este parque é um paraíso natural, com trilhas para caminhadas, cachoeiras deslumbrantes e uma vegetação exuberante. É o lugar perfeito para os amantes da natureza e para aqueles que desejam relaxar e desfrutar de paisagens deslumbrantes.
No turismo, outros destaques são: Reserva Florestal do Poço Escuro. Natureza e vida selvagem; Cristo de Mário Cravo; Monumentos e estátuas; Museu Cajaíba; Solar dos Fonsecas; Museu Pedagógico da Universidade do Sudoeste da Bahia; Monumento aos Ex- Pracinhas da Segunda Guerra Mundial; Monumento Jaci Flores; Catedral Nossa Senhora das Vitórias; Festa do Divino Espírito Santo; Praça do Divino; Praça da Bandeira; Terminal Rodoviário de Poções; Praça Coronel Raimundo Pereira Magalhães; Praça Monsenhor Honorato Nascimento; Balneário e Pesque Pague Bernadino; Clube Recreativo de Poções; Igreja Matriz do Divino Espírito Santo; Praça Agripino Borges e Parque de Exposição de Poções.
Esportes e Atividades ao Ar Livre
Para os amantes de esportes e atividades ao ar livre, Poções oferece uma variedade de opções emocionantes. Uma delas é a prática de trilhas e caminhadas nas montanhas da região. Com paisagens deslumbrantes e uma natureza exuberante, as trilhas em Poções são perfeitas para os aventureiros e amantes da natureza.
Além disso, a cidade também possui um clube de golfe de renome, onde os entusiastas do esporte podem desfrutar de uma partida em um campo bem cuidado. O clube oferece instalações de primeira classe e vistas panorâmicas, tornando-o um destino popular para os amantes do golfe.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela ; Weather Spark ; Resumos .

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

BARRAS - PIAUÍ

Barras é um município brasileiro do interior do estado de Piauí, Região Nordeste do país. Situa-se na Microrregião do Baixo Parnaíba Piauiense e na Mesorregião do Norte Piauiense, distante 120 km a norte de Teresina, capital estadual. Possui uma extensão territorial de 1.722,508 km². Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2022 sua população foi estimada em 47.938 habitantes, sendo o sexto maior município do Piauí e o segundo da microrregião, atrás apenas de Piripiri.
O município tem uma taxa de urbanização de 49,33%. No ano de 2.009 o município possuía 25 estabelecimentos de saúde. Em 2.010, seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) era de 0,595, considerado baixo e abaixo da média piauiense, ocupando o quadragésimo nono lugar no ranking estadual, ao lado dos municípios de São Lourenço do Piauí, Eliseu Martins e São Pedro do Piauí.
História
Barras foi fundada em meados do século XVIII, pelo coronel baiano Miguel Carvalho de Aguiar, quando este iniciou a construção da primeira capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição.
No que se refere ao nome da fazenda primitiva que deu origem a atual cidade de Barras, documento datado de 16 de novembro de 1762 faz  referência à fazenda das Barras com mais de quatro léguas de terras, e nunca fazenda Buritizinho. É provável que esta buritizinho não seja a fazenda primitiva que deu origem à cidade de Barras.
Décimo terceiro município mais rico do Piauí, Barras conta com 23,6% de coleta de esgoto.
Pela Lei n° 127, de 24 de setembro de 1841, Barras foi elevada à categoria de Vila sendo instalada a 09 de abril de 1842, gozando de plena independência administrativa. Portanto, emancipada na forma da lei, desmembrando-se do município de Campo Maior-PI.
A primeira Câmara Municipal foi instalada sobre a presidência do Major Silvério da Cunha Castelo Branco então presidente da câmara municipal da cidade de Campo Maior- PI, que veio dar posse a primeira Câmara Municipal constituída no município de Barras. As casas Legislativas municipais estavam fundamentadas, naquele período, nas ordenações Manuelinas e, mais tarde, nas Ordenações Filipinas.
As Câmaras Municipais são instituições antigas que herdamos dos colonizadores portugueses e que passaram a existir oficialmente em nosso país a partir de 1532, que exerciam funções Legislativa, executiva e judiciária.
Pelo Decreto de n° 01, de 28 de dezembro de 1889, do então governador do Estado do Piauí, o barrense Gregório Taumaturgo de Azevedo a vila de Barras do Marataoã recebeu o título de cidade.
A cidade de Barras surgiu a partir da fazenda Buritizinho. No local havia uma capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição, que se tornou sua padroeira. Contudo, no que se refere ao nome da fazenda primitiva que deu origem a atual cidade de Barras, documento datado de 16 de novembro de 1762 faz referência à fazenda das Barras com mais de quatro léguas de terras, e nunca fazenda Buritizinho.
A localidade foi elevada à condição de vila e passou a se chamar Barras do Marataoã, em alusão ao rio que recebe os visitantes na sua entrada e por estar situada entre barras de rios e riachos. Quando foi elevada à categoria de cidade, a vila passou a se chamar apenas Barras. Conhecida também como a Terra dos Governadores.
Geografia
Barras localiza-se na bacia hidrográfica do Rio Longá e é banhada por este e pelo Rio Marataoã, além de vários riachos. Boa parte da cidade está na margem esquerda do Marataoã.
A cidade está localizada em terrenos da província geotectônica Parnaíba (ou Província Sedimentar do Meio Norte), datados da era paleozoica, do período carbonífero. Possui altitude de cerca de 88 metros.
Predominam na região a vegetação de caatinga e da mata dos cocais na faixa centro oeste do território.
Hidrografia
A hidrografia de Barras está assim composta: Rio Longá; Rio Marataoã; Riacho D’Anta; Riacho da Porção; Riacho do Baixão; Riacho do Jucá e Riacho Santo Antônio.
Clima
Em Barras, a estação com precipitação é quente e de céu encoberto; a estação seca é escaldante e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 38 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 40 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Barras e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao fim de agosto.
Economia
De acordo com o levantamento do ano de 2.014 feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Barras é o 1.713° maior do Brasil e o 13° maior do Piauí.
Setor Primário
O setor primário é o que apresenta o segundo menor valor bruto entre os três setores que compõem o PIB, representado pelo que é produzido na agricultura e na agropecuária. O Censo Agropecuário de 2006, mostrou que o município detinha um rebanho de 18.584 bovinos, 25.055 caprinos, 738 asininos, 1.914 equinos, 286 muares, 7.087 ovinos e 23.983 suínos. Contou-se também com 120.496 aves, com uma produção de 63.000 mil dúzias de ovos de galinha. Obteve-se, ainda, uma produção de 23.000 litros de leite de vaca cru.
Ainda conforme os dados do levantamento de 2.006, os destaques na produção da lavoura temporária foram as plantações de cana-de-açúcar (2.517 toneladas, valor produzido R$ 448.000 mil); feijão fradinho (360 toneladas, valor produzido R$ 397.000 mil); mandioca (3.010 toneladas, valor produzido R$ 413.000 mil); milho (1.811 toneladas, valor produzido R$ 911.000 mil).
Na lavoura permanente tiveram destaque o cultivo da banana (88 toneladas, valor produzido R$ 40.000 mil); laranja (61 toneladas, valor produzido R$ 50.000 mil).
Setor Secundário
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2.014 o setor da indústria foi o menor produtor de riqueza para o município. Cerca de R$ 13.035.000 milhões do seu Produto Interno Bruto era correspondente a tudo gerado pelo setor secundário.
Setor Terciário
O serviço público municipal (Prefeitura) é o maior empregador do município. Conforme as Contas Regionais, divulgadas pelo IBGE em 2.014, o setor terciário é o maior produtor de riqueza do município, correspondendo a aproximadamente 35% da economia barrense, equivalendo a um valor bruto de R$ 94.513.000 milhões de reais. Segundo o Atlas do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, 9,06% do pessoal ocupado trabalhava na construção civil, 0,34 % nos setores de utilidade pública, 10,04 % no comércio e 27,51 % no setor de prestação de serviços.
O comércio de Barras é muito diversificado e descentralizado, tendo a região central da cidade como o principal polo comercial da cidade, concentrando pelo menos uma loja de rede nacional (Cacau Show) e várias lojas de rede regional, como o Comercial Carvalho, Armazém Paraíba e Macavi. Nas avenidas que circundam o perímetro urbano, é perceptível a presença do comércio de alimentos em geral, materiais de construção, peças e serviços automotivos. Os bairros barrenses dispõem de estruturas de baixa/média complexidades de comércio. Barras é considerada uma cidade-polo para pelo menos sete municípios vizinhos (Cabeceiras do Piauí, Boa Hora, Batalha, Matias Olímpio, Campo Largo do Piauí, Porto e Nossa Senhora dos Remédios), o que faz da cidade um centro atacadista de alimentos e serviços.
Educação
Barras possui uma infraestrutura educacional sólida, com escolas de ensino fundamental e médio, além de instituições de ensino superior. A cidade também abriga bibliotecas e centros culturais, que promovem atividades relacionadas à leitura, artes e música.
Cultura
A cidade é sede da Academia de Letras do Vale do Longá.
Barras PI possui uma rica história e cultura, que remonta aos tempos coloniais. Um dos principais pontos turísticos da cidade é a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, construída no século XIX e considerada um patrimônio histórico. Além disso, Barras PI abriga o Museu do Rio Longá, que conta a história da região através de exposições e acervos.
Turismo
Os principais pontos turísticos de Barras sâo: Praça São Cristóvão; Estádio Municipal Juca Fortes; Orla do Marataoan; Mercado Municipal Aurélio Carvalho; Lagoa Azul Barrense; Terminal Rodoviário de Barras; Museu Histórico Municipal Luiz Saffi; Museus de história; Memorial do rio Tietê - Barra Bonita; Ponte Campos Salles; Teleférico de Barra Bonita; Praça do Artesanato de Barra Bonita; Teatro Professora Zita de Marchi e Mirante De Barra Bonita.
Outros pontos turísticos de relevância em Barras são:
- Porto da Barra - É a praia ideal para as pessoas que querem um banho de mar tranquilo, indicada para a prática de esportes náuticos, como a canoa havaiana e SUP. Próximo ao Farol, na praia da Barra, formam-se piscinas naturais na maré seca.
- Águas do Taquari - O Riacho que divide Barras PI do município de Esperantina é um atrativo neste período de inverno e atrai dezenas de banhistas. Fica acerca de 45 km na região Norte perto de Esperantina PI.
- Barragem da Localidade Sossego - Uma passagem molhada que fica localizada na região da mata barrense e é um ótimo atrativo para banhista no período de inverno e semana Santa. Local do Riachão afluente do rio Marathaoan.
- Águas do Ininga - Banho no riacho Ininga acerca de 5 km no rumo para Nossa Senhora dos Remédios PI pela PI 212, perto da Fazendinha. Barras PI  ficou muito conhecida há décadas pelas 06 barras de rios e riachos por isso Barras de Marataoan.
- Centro histórico em Barras - Um passeio pelo centro histórico e uma visita a sede da prefeitura municipal não podem faltar no seu roteiro em Barras e, se você gosta de cachaça, tem a cidade tem a cachaça Isaurinha para aproveitar e outras artesanais, além da famosa cajuína de Barras.
- Cachoeira da Lapa - A região também é repleta de pequenas corredeiras, principalmente em um dos trecho do rio Longá na região do Assentamento Lagoa Preta. A Cachoeira da Lapa, uma das mais bonitas da região de Barras está a uma distância de 20km do centro de Barras pela PI-212.
- Mercado Municipal - É um ótimo lugar para encontrar produtos locais, como artesanato, alimentos e roupas. Além disso, a cidade também abriga feiras de artesanato, onde é possível adquirir peças únicas feitas por artesãos locais.
- Eventos e Festivais - Barras é conhecida por seus eventos e festivais animados. Um dos mais populares é o Carnaval de Barras, que atrai turistas de todo o país com seus desfiles de escolas de samba e blocos de rua. Além disso, a cidade também realiza festas juninas, festivais de música e eventos esportivos ao longo do ano.
- Esportes e Atividades ao Ar Livre - Os moradores de Barras são apaixonados por esportes e atividades ao ar livre. A cidade possui quadras esportivas, campos de futebol e academias ao ar livre, onde é possível praticar exercícios físicos. Além disso, Barras PI também oferece opções de trilhas, ciclismo e pesca esportiva.
Referências para o texto: Wikpedia ; Weather Spak ; Resumos .

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

MARACAJU - MATO GROSSO DO SUL

Maracaju é um município do estado de Mato Grosso do Sul, na Região Centro-Oeste do Brasil. Graças à agricultura e pecuária, Maracaju acabou se desenvolvendo muito nos últimos anos, tendo como base as culturas de soja, milho e cana de açúcar, além da pecuária forte na região.
É o maior produtor de grãos de Soja e Milho do Mato Grosso do Sul e o 11º maior produtor de Soja do Brasil, possuindo a 3ª maior economia do estado. Também foi importante ponto de passagem para a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que vinha de São Paulo via Campo Grande. A cidade é conhecida pela sua tradicional Festa da Linguiça de Maracaju.
Conforme censo do IBGE, de 2022, sua população era de 45.047 habitantes
Topônimo
"Maracaju" é um termo oriundo da língua tupi. Significa "água de maracá", através da junção de mbara'ká ("maracá") e 'y ("água, rio"). É uma referência à Serra de Maracaju.
História
Depois do afastamento dos jesuítas espanhóis, que tiveram as suas reduções desmanteladas por ação dos bandeirantes paulistas, a principiar por Antônio Raposo Tavares, nos arbores do século XVI, a região de vacaria, no planalto da Serra de Maracaju, onde se localiza o município, somente voltou a ser povoado quando, no primeiro lustro do século XX, Gabriel Francisco Lopes e seus irmãos Joaquim e José redescobriram aqueles campos, procedendo da então província de Minas Gerais, atravessando a região de Paranaíba. Gabriel Lopes trouxe, logo depois, o seu sogro Antônio Gonçalves Barbosa, que veio acompanhado pelo irmão Ignácio Gonçalves Barbosa e suas famílias, se estabelecendo nos campos que rapidamente se tornaram famosos, atraindo novas levas de mineiros que, em 1860, se instalaram na região sudoeste do planalto, fundando os núcleos que receberam a denominação de Água Fria e Santa Gertrudes.
A invasão do Paraguai por ocasião da Guerra do Paraguai, em 1864-1870, determinou o abandono das terras já cultivadas e dos extensos campos de pastagens, onde se iniciava a formação regular de rebanhos, tendo os colonos retornado a Minas Gerais e ao sudoeste de Mato Grosso, até a cessão das hostilidades e consequente retirada dos invasores. João Pedro Fernandes, radicado no lugar denominado São Bento, no atual município de Sidrolândia, em 1922 transferiu-se com o seu comércio-farmácia Santa Rosa ao povoado pertencente ao Município de Nioaque, na margem direita do Rio Brilhante. Algum tempo depois, em consequência de um surto de malária, resolveu estabelecer-se na zona que hoje compreende a cidade de Maracaju, ali instalando a sua farmácia, atendendo assim apelo dos habitantes da redondeza. Data de 1923 a fundação do núcleo que hoje é a cidade de Maracaju. Espírito esclarecedor e empreendedor, João Pedro Fernandes compreendeu a necessidade de instalar uma escola que preenchesse a lacuna então existente. Contando com o apoio dos moradores da região, organizou ele a "Sociedade Incentivadora da Instrução de Maracaju" instalada em 25 de dezembro de 1923. Nestor Pires Barbosa entregou, por doação à sociedade, 204 hectares de terras, para o fim especial de, nelas, serem construídas casas para abrigo das crianças que frequentassem a escola. Mais tarde, foram adquiridos mais duzentas hectares, situadas às margens do Córrego Montavão, sendo, então, edificado um confortável prédio para o funcionamento da escola. A nova povoação que assim surgiu recebeu o nome de Maracaju, topônimo do planalto e da serra em que se localizava.
Os primeiros moradores da região de Maracaju foram: João Pedro Fernandes, Francisco Bernardes Ferreira, dona Fé Fernandes, Marcos dos Santos, José Pereira da Rosa, Gilberto Teixeira Alves, José Adrião Juquita, Antônio José Fereira, Melanio Garcia Barbosa, José Pereira da Rosa Filho, Antonio Ferreira Ribeiro, Vitor Constantino Evanof, Antônio Aracaju, Saraiva Pereira da Rosa, Firmo Garcia de Limo, Olimpio Camargo, Bartolomeu Bueno da Costa, Abadio Romualdo, João Batista Pereira da Rosa, João Galberto Ferreira, Manoel Retamoso, Carlos Ferreira Tito, Arakaki Tokiti e Delfino Pereira Antonio. A Resolução 912 criou o município de Nioaque, o distrito de Paz de Maracaju, em 8 de Julho de 1 924. O crescente desenvolvimento da localidade em poucos anos de vida, determinou a sua elevação a categoria de Município com território desmembrado do município de Nioaque, pela Lei 987, de 7 de julho de 1928, sendo instalada precisamente dois meses depois, isto é, 7 de setembro de 1928. A mesma Lei 987 transferiu para Maracaju a sede da comarca de Nioaque, ficando o município que dava nome reduzido a termo da mesma comarca. O primeiro prefeito municipal que assumiu na data de sua instalação foi João Pedro Fernandes, um dos principais fundadores da cidade, a qual naquele mesma data, recebia a iluminação elétrica em funcionamento inaugural. A Lei 1.031, de 1 de Outubro de 1929, eleva o então povoado à categoria de cidade e dá denominação de Maracaju à comarca de Nioaque com sede em Maracaju. O Decreto nº 115, de 31 de Dezembro de 1937, por medida econômica, reduziu a comarca de Maracaju a termo de Campo Grande. Na divisão jurídica e administrativa do estado vigorante a 31 de Dezembro de 1937, aparece só o Município de Maracaju, com dois distritos: o homônimo, como sede e o de Vista Alegre, criado este pela Resolução 892, de 13 de Julho de 1923. Em 1941, foi instalada, na cidade, a agência do Banco do Brasil e, em 25 de Abril de 1944, a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil inaugurou a estação ferroviária de Maracaju, localizada a três quilômetros da cidade, realizações que muito contribuíram para o maior desenvolvimento da mesma (mas o primeiro trem de passageiros teria chegado apenas em 1946), sendo que a linha ficou ativa até 1 de junho de 1996.
Por força do Decreto-Lei Federal 5.839, de 21 de Setembro de 1943, passou a constituir, juntamente com outros municípios, o Território Federal de Ponta Porã, voltando a ser reincorporado ao Estado de Mato Grosso em 1946, por determinação das disposições Constitucionais Transitórias, que extinguira o mencionado Território. Como território federal, a cidade de Maracaju foi designada como capital, determinação essa que foi transferida, posteriormente, para a cidade de Ponta Porã. Na divisão Territorial do estado para vigorar no quinquênio 1949-1953, estabelecida pelo Decreto 583, de 24 de Dezembro de 1948, o Município de Maracaju, com sede da comarca de igual topônimo, era constituído de dois distritos: o da sede e de Ervânia, antiga Vista Alegre. Além dos primeiros moradores de Maracaju, ainda contribuíram, para seu progresso e desenvolvimento, os seguintes cidadãos: Nestor Pires Barbosa, Soriano Corrêa da Silva, Ataliba Pereira da Rosa, João Marcondes de Oliveira, Totó e Chico Marcondes, Francisco Alves Terra, João Vicente Muzzi, Américo Carlos da Costa, Antonio de Moraes Ribeiro, Adolpho Alves Ferreira, Adalberto Garcia de Souza, Arthur Ferreira Ribeiro, José Ferreira de Lima, Franklin Ferreira Ribeiro, Hypolito Alves Ferreira, Manoel Olegário da Silva, João da Matra Corrêa da Silva, José Ferreira Azambuja, Balbino Corrêa de Lima, Joaquim Ferreira Lucio, Horacio Halves Ferreira, Antonio Baptista de Souza, Gumercindo Garcia Barbosa, Marcos Roberto Ferreira, Jovino Faustino Silvério e muitos outros.
A partir de 1972 começam a chegar os imigrantes holandeses e o município passa a ser o berço da imigração holandesa no estado. Em 1977, o município passou a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul.
Geografia
Localização

O município de está situado no sul da região Centro-Oeste do Brasil, no sudoeste de Mato Grosso do Sul (Microrregião de Dourados). Localiza-se na latitude de 21º36’52” Sul e longitude de 55°10’06” Oeste. 
Distâncias
•    160 km da capital estadual (Campo Grande)
•    1 183 km da capital federal (Brasília).
Geografia Física
Solo

A predominância, no município de Maracaju, é de latossolo de textura argilosa, com a fertilidade natural variável. Aparecem, ainda, os neossolos e o latossolo vermelho-escuro.
Relevo e Altitude
Está a uma altitude de 384 m. Composto por dissecados tabulares, extremo norte, cuestas e dissecados colinosos assim como a sul do município. Acompanhando estes dissecados, encontram-se algumas áreas escarpadas. Encontra-se na Região dos Planaltos Arenítico-Basálticos Interiores com a unidade Planalto de Dourados e a Região dos Planaltos da Borda Ocidental da Bacia do Paraná com a Unidade Planalto de Maracaju. Apresenta relevo plano, geralmente elaborado por várias fases de retomada erosiva, com relevos elaborados pela ação fluvial.
Clima, Temperatura e Pluviosidade
Está sob influência do clima tropical (AW). O clima predominante do município é úmido a sub-úmido.
Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 16 °C a 32 °C e raramente é inferior a 8 °C ou superior a 37 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Maracaju e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao início de setembro.
A precipitação pluviométrica anual varia de 1 500 a 1 750 milímetros, excedente hídrico anual de oitocentos a 1 200 milímetros, durante cinco a seis meses e deficiência hídrica de 350 a quinhentos milímetros durante quatro meses.
Hidrografia
Está sob influência da Bacia do Rio da Prata. Os Principais rios são o Rio Brilhante – rio formador, com o Rio Dourados, do Rio Ivinhema; limite entre os municípios de Maracaju e Sidrolândia, Maracaju e Rio Brilhante e o Rio Santa Maria – afluente, pela margem direita, do Rio Brilhante, no município de Maracaju; nasce na Serra de Maracaju, faz divisa entre o município de Maracaju e os de Ponta Porã, Dourados e Itaporã.
Vegetação
Se localiza na região de influência do cerrado e campos de vacaria. Predomina no município a pastagem plantada, seguida da lavoura. Remanescente das fisionomias do bioma Cerrado: Campo Cerrado e Campo Sujo; e Floresta Estacional. Apesar de pouco expressivos, integram a cobertura vegetal do município.
Fuso horário
Está a -1 hora com relação a Brasília e -4 com relação ao Meridiano de Greenwich.
Área
Ocupa uma superfície de 5 298,840 km2.
Economia
Maracaju é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. Tem sua economia baseada na agropecuária. De janeiro a abril de 2024, foram registradas 2,3 mil admissões formais e 2 mil desligamentos, resultando em um saldo de 240 novos trabalhadores. Até maio de 2024 houve registro de 96 novas empresas em Maracaju, sendo que 7 atuam pela internet. Neste último mês, 24 novas empresas se instalaram, sendo 3 com atuação pela internet.
Comércio
Maracaju tem um comércio razoavelmente desenvolvido.
Educação
O município é atendido pelas seguintes instituições: Faculdades de Maracajú: UNICESUMAR; Escola Politécnica Brasileira; UNIASSELVI; Unopar - Anhanguera; UNIFACS; UNIP e Estácio.
Cultura
- Museu Tecnológico regional de Maracaju - O Museu Histórico Regional de Maracaju conta a história da colonização e fundação da cidade.
- Museu das Maquinas de Maracaju - ASCOMAR - O museu das Maquinas conta a história do desenvolvimento do agronegócio em Maracaju através da exposição de maquinas agrícolas.
Turismo
Eventos
- Festa da Linguiça -
A cidade é conhecida como a Capital da linguiça. A iguaria típica, conhecida como Linguiça de Maracaju, diferente das tradicionais feitas de carne de porco, é preparada de forma artesanal usando carne bovina. Receita desenvolvida pelos seus cidadãos. Todo ano, é realizada a Festa da Linguiça de Maracaju. Com receita especial, o embutido ficou famoso ao entrar no Guinness World Records como a maior linguiça contínua do mundo. No ano de 2005, foram produzidas vinte toneladas desta iguaria. Comemora-se, no dia 11 de junho, o aniversário do
- Festa de São Sebastião.
- Showtec - Evento este que já é considerado o maior evento desta área no estado e está sendo considerado também como um dos maiores eventos de tecnologia do agronegócio a nível de Brasil.
- EXPOMARA - Acontece todo ano, na primeira semana de junho. A EXPOMARA é a feira agropecuária do município de Maracaju.
- CTG Nova Querência - No turismo cultural acontece todo ano a festa comemorativa do dia do gaúcho, celebrado no dia 20 de setembro.
- Comunidade Quilombola São Miguel - O Quilombo Sao Miguel, em Maracaju-MS, foi certificado como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.
- Praça Central Nestor Pires Barbosa - A Praça Nestor Pires Barbosa fica no centro de Maracaju e possui toda infraestrutura nova, com piso, calçamento, banheiros, além de belo paisagismo.
- Rotatória da Figueira - Assim conhecida pela sociedade local a “figueira” na verdade é uma “seringueira”.
- Parque Ecológico Aristeu Lopes do Nascimento
- Casa do Artesão - O espaço casa do artesão proporciona melhores condições de trabalho e conforto aos consumidores, além de um ambiente bonito e acolhedor. Venham prestigiar os trabalhos inspirados no símbolo de Maracaju, que é o papagaio da cabeça amarela, e levem essa boa lembrança da cidade.
- Encontro Estadual de Laço Comprido - Evento de competição esportiva em diversas modalidades de laço e categorias, atraindo laçadores de várias regiões, além de diversas atrações musicais e com cantores nacionais e estaduais, conta também com bailes e almoços, tem duelo de Amazonas (mulheres) e duelo do Rei da Soja (homens), são quatro dias de programação, começando na quinta e finalizando no domingo. Esse evento é estadual e ocorre uma vez por ano.
- Feira Noturna - Feira de artesanato e gastronomia foi criada com objetivo de gerar renda e lazer. A Prefeitura resgata a feira noturna em Maracaju como forma de valorizar os feirantes e artesãos.
- Feira do Produtor (Agricultura Familiar) - Local aonde se pode encontrar produtos oriundos da agricultura familiar (hortaliças, frutas, legumes e produtos derivados de origem animal) além da venda de produtos alimentícios artesanais (pães,salgados, bolos, entre outros).
- Campeonato de Kartcross Estadual - Kartcross é uma variante do automobilismo sobre veículos simples, de quatro rodas, monopostos dotados de motores de dois ou quatro tempos, similares aos cartes (karts), porém desenvolvido para competições off-road, ou seja, em terra, fora do asfalto.
Referência para o texto: Wikipedia ; Weather Spark ; Caravela .