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sexta-feira, 20 de maio de 2022

PALMEIRA DOS ÍNDIOS - ALAGOAS

Palmeira dos Índios é um município brasileiro do estado de Alagoas. É a quarta maior cidade do estado e está localizada no agreste alagoano. O município conta com aproximadamente 73 218 habitantes de acordo com a estimativa do IBGE em 2019. e está situado a cerca de 136 km da capital, Maceió.
História
Palmeira dos Índios ocupa terras que um dia foram aldeias dos índios Xucurus. Foi criada como freguesia em 1798 e transformada em vila em 1835.
Entre 1928 e 1930 a prefeitura foi exercida pelo escritor Graciliano Ramos (nascido na cidade de Quebrangulo, em Alagoas), que incluiu fatos do cotidiano da cidade em seu primeiro romance, Caetés (1933).
Geografia
Segundo estimativas populacionais divulgadas pelo IBGE/2014 o município perdeu o posto de terceira maior cidade de Alagoas para o município de Rio Largo que possui atualmente 75.267 habitantes, 1.542 a mais que Palmeira dos Índios.
A 342m de altitude, situa-se no sopé das serras do Candará, Boa Vista e Goíti e é banhada pelos rios Coruripe e Traipu.
Clima
Devido à sua localização no agreste alagoano e estando a cerca de 340 metros de altitude, Palmeira dos Índios possui o clima tropical semiúmido, contendo verões quentes e invernos razoavelmente frios, com período chuvoso concentrado no inverno, especialmente entre os meses de maio a agosto. Na serra do Cristo do Goiti, início do Planalto da Borborema, a temperatura mínima no inverno pode facilmente chegar aos 14 °C durante as noites, além do vento que é constante, fazendo com que a sensação térmica seja ainda menor.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1964 e a partir de 1977, a menor temperatura registrada em Palmeira dos Índios foi de 13,8 °C nos dias 24 de junho de 1962 e 19 de setembro de 1997 e a maior atingiu 39,9 °C em 24 de novembro de 2019. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 117,3 milímetros (mm) em 8 de dezembro de 1988.
Esporte
Futebol

A cidade tem como um dos seus principais palcos para a atividades esportivas o Estádio Juca Sampaio que possui uma capacidade total de público de 8000 pessoas; além de servir aos campeonatos amadores da região, é a casa do CSE, time profissional de futebol que disputa a primeira divisão do Campeonato Alagoano.
O CSE foi fundado em 21 de junho de 1947, porém já existia desde o ano de 1945. Criou uma grande rivalidade com o ASA de Arapiraca no interior do Estado.
Basquete
Embora haja muitas dificuldades, o basquete vem, aos poucos, obtendo uma significativa evolução no município, de forma que algumas instituições de ensino como o Instituto Federal de Alagoas, Complexo Educacional Agostiniano e o Colégio Estadual Humberto Mendes têm promovido a prática do desporto com a implantação de tabelas de basquete.
O esporte também está presente nas competições dos Jogos Escolares de Palmeira dos Índios (JEPI), que é organizado frequentemente e tem suas partidas realizadas no ginásio de esportes do Colégio Estadual Humberto Mendes.
Turismo
Os pontos de turismo em destaque são os seguintes: Casa Museu Graciliano Ramos, Museu Xucurus, Cristo do Goití, Santuário Mãe do Amparo, Mata da Cafurna, Biblioteca Graciliano Ramos, Catedral Diocesana, Cachoeira de Antônio Vitório. Grande parte do seu Turismo é rural.
Economia
Centro abastecedor da região, o município dispõe de modesto comércio, agricultura e pecuária. Produz principalmente pinha, caju e manga, além de ser uma grande produtora de leite. Também tem importância a exploração da madeira e do subsolo, que apresenta jazidas de cal, mármore, ferro e cristal de rocha.
A economia do município ainda tem forte influência da agropecuária, mesmo não inserido na bacia leiteira, pois fica no agreste e não no sertão onde se localiza a bacia leiteira do Estado. Conta com várias indústrias de laticínios, de transformação e da cana-de-açúcar.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 25 de abril de 2022

RIO LARGO - ALAGOAS

Rio Largo é um município brasileiro do estado de Alagoas. Localiza-se a 27 quilômetros da capital Maceió, é a segunda cidade mais populosa da Região Metropolitana de Maceió, e a terceira maior do estado. Na cidade, localiza-se o principal aeroporto do Estado, o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2021, era de 75 662 habitantes.
História
A história de Rio Largo é, em seus primórdios, a mesma de Santa Luzia do Norte. A estrada de ferro, que não passava em Santa Luzia do Norte, fez com que fosse direcionado o desenvolvimento para o local, às margens da ferrovia, onde foram instaladas indústrias têxteis pertencentes à Companhia Alagoana de Fiação e Tecidos.
O nome Rio Largo originou-se de um engenho de açúcar existente no local onde o rio Mundaú apresenta maior largura. No fim do século XIX foram fundadas duas unidades para a industrialização das fibras têxteis, em trechos de pequenos encachoeiramentos do rio Mundaú, favoráveis àquele tipo de atividade fabril. É válido ressaltar, também, nesse período, o surgimento da Usina Leão, que começou a moer em julho de 1894 e tornou-se, à época, uma das maiores do setor em toda a América Latina.
O município de Rio Largo foi criada por Decreto de 10 de dezembro de 1830. O desenvolvimento do polo industrial acarretou, em 13 de julho de 1915, a elevação à categoria de cidade, através da Lei 696. No dia 31 de março de 1938, através da Decreto-Lei Estadual n º 2.361 (IBGE), Rio Largo passa a ser Município, se desmembrando de vez de Santa Luzia do Norte. (OBS.: A Emancipação Política do Município de Rio Largo deve ser comemorada no dia 31 de março).
O município engloba não apenas o perímetro urbano, mas territórios rurais e devem contar com uma administração pública.
No dia 15 de julho de 1915, Rio Largo apenas ganhou o status de Cidade, mas continuou pertencendo à Vila de Santa Luzia do Norte, só se transformando em Município, no dia 31 de março de 1938.
Apesar de sua origem recente, Rio Largo deu a Alagoas filhos ilustres como Arnon de Mello e Luiz de Souza Cavalcante, ambos ex-governadores do estado.
Geografia
Clima

O clima de Rio Largo é tropical litorâneo úmido, com sol nos meses de setembro até maio, da primavera até o verão, com temperatura variando em torno de 19 °C a 32 °C. E com chuva e temporais nos meses de junho até agosto, do outono até o inverno, com temperaturas variando em torno de 15 °C à 26 °C. A umidade relativa do ar é de 79,2% e o índice pluviométrico é 1.410 mm/ano.
Vegetação
Rio Largo apresenta vegetação herbácea (gramíneas) e arbustiva (poucas árvores e espaçadas). Além destas, Rio Largo possui também a Mata Atlântica. Essas vegetações estão associadas a um sistema regulado de chuvas.
Relevo
O relevo de Rio Largo é formado, em grande parte, por Tabuleiros Costeiros e uma pequena área, à sudeste, por Tabuleiro Dissecado do Vaz-Barris.
Fenômenos naturais
- Abalos sísmicos: na tarde do dia 11 de março de 2010, abalos sísmicos foram sentidos por moradores de Rio Largo. O tremor de 2,3 graus na escala Richter atingiu, também, outras cidades do interior de Alagoas e de Pernambuco.
- Cheia do rio Mundaú:: na manhã de sábado do dia 19 de junho de 2010 toda a parte baixa da cidade de Rio Largo, onde está o centro comercial e principais prédios públicos, foi inundada e destruída pela enchente. Uma barragem que abastece a usina da cidade se rompeu, e os trilhos do trem que ligam a cidade a Maceió foram destruídos. O principal acesso ao município ficou interditado. O local recebeu a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 24, quando ele observou de perto a destruição provocada pela força da água.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

ARAPIRACA - ALAGOAS

Arapiraca é um município brasileiro no interior do estado de Alagoas. Pertencente à Mesorregião do Agreste Alagoano, localiza-se a oeste da capital do estado. A cidade localiza-se exatamente no centro do estado, o que a torna uma importante rota para as mais variadas áreas das cidades circunvizinhas e demais cidades.
O desenvolvimento da cidade se deu principalmente nos anos de 1970, quando a cultura da produção de fumo, o antigamente conhecido "Ouro Verde", uma das principais atividades econômicas da época na região, elevou a cidade a categoria de município. Mas, atualmente, a cidade conta com várias empresas de grande porte, e inúmeras empresas de pequeno porte, que dão grande impulso à economia local. A empresa de grande porte mais conhecida no estado que é localizada em Arapiraca é a Coringa, que atua na cidade desde a sua fundação nos anos 60, comercializando seus produtos a mais de 20 estados brasileiros.
Atualmente, a cidade arapiraquense vem se destacando por ser uma das que mais vêm gerando empregos em todo o território nacional. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Arapiraca foi o quarto maior gerador de empregos com carteira assinada no país em 2015. De acordo com o MTE, a cidade gerou 2.076 empregos no ano passado, ficando atrás apenas das cidades de Canaã dos Carajás, no Pará, que gerou 2.801 vagas com carteira assinada, Pontal do Paraná, no Paraná, que registrou 2.265 vagas de trabalho e Matão, no estado de São Paulo, com a criação de 2.110 postos formais de trabalho.
Etimologia
Segundo uma tradição popular, a palavra Arapiraca tem origens indígenas e significa: "ramo que arara visita". Porém, de acordo com o tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro, a palavra "Arapiraca" originou-se do termo tupi arupare'aka, que significa "farpas".
História
Embora a cidade de Arapiraca pareça ser uma cidade recente, há registros de que, por volta de 1848, as terras arapiraquenses pertenciam a Marinho Falcão. Este as vendeu para Amaro da Silva Valente, que passou a habitá-las junto com sua família. Algum tempo depois, o genro de Amaro da Silva, Manoel André Correia, foi adentrando nas longas matas virgens intocadas até que descobriu uma planície fértil e rica em árvores frondosas, principalmente a árvore que dá nome a cidade, a "Arapiraca". Foi embaixo da Arapiraca, localizada às margens do Riacho Seco, que Manoel André Correia descansou e teve a ideia de construir uma cabana.
Depois de algum tempo, com a vinda de outras famílias, a árvore Arapiraca ficou cercada por um povoado. O local começou a ser povoado na primeira metade do século XIX. No ano de 1855, a esposa de Manoel André faleceu, e em sua homenagem, no ano de 1864, Manoel André decidiu construir, sobre sua sepultura, a capela de Nossa Senhora do Bom Conselho. Em 1863, um ano antes da construção da capela, tinha chegado ao povoado o filho de Amaro da Silva Valente e cunhado de Manoel André, Manoel Ferreira de Macedo. Já os produtos agrícolas produzidos no povoado, eram vendidos na feira de Lagoa dos Veados, próximo ao povoado de Arapiraca.
Manoel André também contribuiu para o crescimento econômico dos povoados vizinhos. Manoel abriu uma trilha pela qual era possível levar comboios de animais até a Vila de Porto da Folha (hoje cidade de Traipu), como ficou conhecida até o ano de 1876. Essa trilha foi se tornando conhecida na região central de Alagoas e por ela eram escoados todos os produtos dos povoados vizinhos. No ano de 1880, Esperidião Rodrigues, associando-se com Florêncio Apolinário, se estabeleceram no povoado de Arapiraca com a primeira casa de negócio, no ramo de estivas e tecidos e em 1884 Esperidião criou a primeira feira.
Emancipação Política
Como distrito, Arapiraca esteve subordinada, sucessivamente, a Penedo, Porto Real do Colégio, São Brás e Limoeiro de Anadia. Foi elevado à categoria de município em 30 de outubro de 1924, constituindo-se de territórios desmembrados de Palmeira dos Índios, Porto Real, São Brás, Traipu e Limoeiro de Anadia.
A partir da década de 1970, por conta da grande área plantada de fumo, que gerou um excesso do produto nas pequenas indústrias de beneficiamento do tabaco que haviam na região, e a consequente diminuição no preço, seguiu-se um ciclo de decadência da fumicultura. Desde os anos de 1980, experimenta um crescimento econômico com seu comércio (com destaque para a tradicional feira livre) e serviços. Além disso, o setor industrial do município tem apresentado relativo crescimento nos últimos anos.
Geografia
Sua área é de 351 quilômetros quadrados, situada numa ampla planície, fica a 265 metros de altitude, distando 123 quilômetros de Maceió e 44 quilômetros de Palmeira dos Índios. O clima é considerado um dos mais saudáveis do estado.
O mais importante município do interior alagoano, Arapiraca destaca-se como importante centro comercial da região agreste localizando-se no centro geográfico do estado de Alagoas. A área de influência direta do município atinge uma população de aproximadamente meio milhão de habitantes.
Limita ao norte com o município de Igaci, ao sul com o município de São Sebastião, a leste com os municípios de Coité do Noia e Limoeiro de Anadia, a oeste com os municípios de Lagoa da Canoa e Girau do Ponciano e Feira Grande, a noroeste com o município de Craíbas e a sudeste com o município de Junqueiro.
Educação
A cidade de Arapiraca, em 2012, tanto para a rede pública, como para a rede particular, contava com aproximadamente 5.544 matrículas, 322 docentes e 98 escolas para a educação pré-escolar; 36.387 matrículas, 1.602 docentes e 108 escolas para o ensino fundamental e 10.877 matrículas, 461 docentes e 26 escolas para o ensino médio.
O município ainda conta com 2 universidades públicas, UFAL e UNEAL, e 1 instituto federal, IFAL, além de diversas instituições particulares de ensino superior, como o Centro Universitário Cesmac, UniSEB, Cento de Ensino Superior Arcanjo Mikael, Faculdades Integradas de Patos, dentre outras. Além disso, Arapiraca tem o que é considerado um dos melhores e mais modernos planetários digitais do Brasil com um auditório com capacidade para 235 pessoas sendo inaugurado no dia 2 de outubro de 2012. O município também conta com uma ampla rede de bibliotecas digitais construídas em várias praças arapiraquenses denominadas de "Arapiraquinhas", tendo a sua primeira unidade inaugurada em agosto de 2010, no bairro Jardim Esperança.
Futebol
O principal clube da cidade é o ASA, fundado no dia 25 de setembro de 1952, quando empresários e autoridades locais viram a necessidade de haver um time que representasse a cidade. Manda seus jogos no Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca, popularmente conhecido como Fumeirão, fundado no dia 24 de maio de 1953 e que hoje conta com capacidade estimada de 15.000 pessoas e tendo a dimensão do gramado de 110 x 70, sendo considerado como um dos maiores estádios de futebol de Alagoas.
Referência para o Texto: Wikipédia .

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Imagens do Brasil- Maceió - Alagoas


Maceió é um município brasileiro, capital do estado de Alagoas. 

Etimologia 
O nome "Maceió" tem origem no termo tupi maçayó ou maçaio-k, que significa "o que tapa o alagadiço". O Dicionário Aurélio diz que o termo "maceió" designa uma lagoa temporária e cíclica que se localiza na beira do mar na foz de um curso de água pequeno o suficiente para ser interrompido por uma barra de silicato até que a maré alta abra o caminho temporariamente de modo cíclico relacionado a estação do ano, vazão do rio, estações lunares, etc. 

História 
Período Pré-colonial - Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região da atual cidade de Maceió foram expulsos para o interior do continente por povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era ocupada por um desses povos tupis: o dos caetés. 

Período Colonial - No século XVII, início da colonização portuguesa, navios portugueses atracavam onde hoje se localiza o porto do bairro do Jaraguá, local em que eram carregadas madeiras das florestas litorâneas. O porto também serviu, mais tarde, para o embarque de açúcar produzido pelos engenhos locais.
A vila de Maceió foi desmembrada no dia 5 de dezembro de 1815 da então Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, ou simplesmente Vila de Alagoas, atual cidade de Marechal Deodoro. Em 9 de dezembro de 1839, deu-se a elevação à condição de cidade, principalmente por causa do desenvolvimento advindo da operação do porto de Jaraguá, um porto natural que facilitava o atracamento de embarcações, por onde eram exportados açúcar, tabaco, coco e especiarias. Em 16 de dezembro de 1839, é inaugurado o município de Maceió, sendo seu primeiro intendente Augustinho da Silva Neves. 

Período Imperial - Maceió foi visitada em 1859 pelo imperador Dom Pedro II, que, inclusive, participou de festas na capital antes de seguir viagem para outras cidades.
O único marquês de Maceió foi Francisco Afonso Meneses Sousa Coutinho, nasceu em Turim, 2 de fevereiro de 1796, foi um militar da marinha de Portugal que, aderindo à independência do Brasil, fora promovido a capitão de fragata. Alcançou a patente de tenente-coronel, passando a ministro da pasta da Marinha em 1827.

Quebra do Xangô - Ocorreu no dia 1 de fevereiro de 1912. A Quebra do Xangô também possui outros nomes, como "Dia do Quebra" e "Quebra-quebra". Muitos historiadores e estudiosos preferem chamá-la de "Quebra de 1912". Consistiu na destruição de todas as casas de culto afro-brasileiro existentes na capital. As referências historiográficas sobre o fato estão nos artigos publicados na sessão Bruxaria, de Oséas Rosas, no já extinto Jornal de Alagoas. Terreiros foram invadidos e objetos sagrados foram retirados e queimados em praça pública; pais e mães de santo foram espancados publicamente. 

Século XX - O século XX trouxe o turismo como a principal fonte de renda de todo o município. A cidade possui belas praias de águas cristalinas e repletas de coqueiros, lagunas, uma rica gastronomia, numerosos monumentos e edifícios culturais, a amabilidade de sua gente e sua boa infraestrutura, entre outros. Na década de 1930, chamou a atenção pelo grande movimento literário com a participação de José Lins do Rego, Raquel de Queirós, Graciliano Ramos entre outros. Depois disso Maceió consolidou seu desenvolvimento administrativo e político, iniciando uma nova fase no comércio e a industrialização. 

Fonte do texto: Wikipedia

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Imagens do Brasil - Piranhas - Alagoas

Piranhas é um município brasileiro localizado no oeste do estado de Alagoas.
Piranhas ficou nacionalmente conhecida por conta do cangaço. Sediou um combate épico entre um de seus moradores, Seu Chiquinho Rodrigues e um dos bandos de Lampião. O tiroteio entre o aludido habitante de Piranhas e o famigerado bando marcou singularmente os valores nordestinos de honra, fé, amor à família. Tendo chegado a notícia que um dos bandos de Lampião invadira a cidade e estava por fazer atrocidades por onde passava, os moradores da cidade abandonaram-na em retirada urgente; exceto Seu Chiquinho Rodrigues, pois sua esposa Helenira Rodrigues estava de resguardo da primeira filha do casal. Movido pelo amor à família e um fundamental valor de honra, Seu Chiquinho armou-se com seu rifle e muita munição e pusera-se a esperar o bando de Lampião na sacada de sua casa, praticamente sozinho. Quando o primeiro dos cangaceiros apontou, iniciou-se o tiroteio, marcado pela bravura de um cidadão que ousara enfrentar um dos mais temidos bandos, em defesa da integridade física e moral de sua esposa, pois não a podia abandonar em tal situação. Dentro da casa (Sobrado) dos Rodrigues, a cena era em dois tons: na varanda, Seu Chiquinho, munido com seu rifle, enfrentava o bando de Lampião; no quarto, D. Helenira Rodrigues, buscava refúgio em sua fé, recitando o Rosário e suplicando a ajuda de Deus, com orações dirigidas à Virgem Maria. O tiroteio estendeu-se e só se encerrara quando o bando, tendo perdas e vendo não conseguir invadir a cidade, desistira do embate e caíra fora daquela cidade. Venceu a virtude nordestina de, buscando reforço na fé, defender o valor da família ainda que nas mais adversas situações.
Curiosamente, Lampião repreendeu seu bando por ter invadido uma cidade cuja padroeira era Nossa Senhora da Saúde, santa da qual ele era devoto. Diante do feito histórico, Seu Chiquinho Rodrigues foi presenteado pelo Exército Brasileiro com dois rifles de exclusividade das Forças Armadas, um dos quais foi recebido e o outro doado de volta ao Exército como forma de demonstrar seu amor à Pátria Mãe. Outras duas curiosidades acerca de Piranhas e do embate entre Seu Chiquinho Rodrigues e o Lampião é que ambos nasceram em Serra Talhada, no Estado de Pernambuco, e que Seu Chiquinho Rodrigues morrera no dia 3 de junho de 2002, aniversário de sua amada esposa e da cidade que tão bravamente defendera.
Quando da morte de Lampião e seu bando, aconteceu que, no Centro Comercial de Piranhas e na sede da Prefeitura de Piranhas, a cabeça de Lampião, e outros do seu bando, ficaram expostos após decapitação, para que ficasse bem claro a todos que o Exército Brasileiro vencera a batalha contra os cangaceiros de Lampião.
Em Piranhas também foram rodados muitos filmes e documentários sobre cangaço e assuntos correlacionados, como Baile Perfumado, com o mesmo tema do cangaço. No museu da cidade, podem ser vistas várias fotos de Lampião, inclusive a famosa foto que mostra o empilhamento das cabeças na escadaria da prefeitura do Município. Neste mesmo museu trabalha hoje, como auxiliar, um dos policiais que, na época, mataram Lampião e seu bando.
O município ainda é banhado pelo rio São Francisco. Piranhas foi reconhecida como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN. Além do tombamento histórico, Piranhas destaca-se por encerrar o último trecho navegável do Baixo São Francisco; por ser cravada entre serras, o que lhe deu o carinhoso nome de Lapinha do Sertão; por ter feito parte da chamada Rota do Imperador, passagem de D. Pedro II. Ademais, o Município de Piranhas abre caminho para o conhecido Canyon do São Francisco, o qual pode ser visita por meio de catamarãs e barcos, muito usados por turistas. No Município de Piranhas, também fica o conhecido bairro de Xingó, o qual serviu de base para a construção da Usina Hidrelétrica de Xingó, pela Chesf, responsável pela geração de cerca de 25% da energia do Nordeste.
Dentre as festas que mais se destacam na cidade estão o carnaval, que se realiza no centro histórico. O Forrogaço (Forró do Cangaço), no bairro de Xingó, que se realiza no início de junho, comemorando o aniversário da cidade e antecipação das festas juninas.
Uma das peculiaridades da Lapinha do Sertão, Piranhas, é sua singularmente bela vista por qualquer dos ângulos que se chegue à cidade, quer pela rodovia Altemar Dutra, quer pelo rio São Francisco ou pelo ar, de helicóptero.
Atualmente, Piranhas é muito visitada por turistas, os quais encantam-se com seus belos mirantes, por sua orla, seu rio formidável, as comidas e danças típicas, além de excelentes opções de passeios, restaurantes, hotéis e pousadas, em locais estratégicos e com vistas singulares. Diz-se que aquele que naquelas águas se banha sempre para lá quer voltar.

Fonte: Wikipedia