A cidade foi, sucessivamente, capital da colônia portuguesa do Estado do Brasil (1763-1815), depois do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), do Império do Brasil (1822-1889) e da República dos Estados Unidos do Brasil (1889-1968) até 1960, quando a sede do governo foi transferida definitivamente para a recém-construída Brasília.
O litoral do atual estado do Rio de Janeiro era habitado por índios do tronco linguístico macro-jê há milhares de anos. Por volta do ano 1000, a região foi conquistada por povos de língua tupi procedentes da Amazônia. Um destes povos, os tamoios, também conhecidos como tupinambás, ocupava a região ao redor da Baía de Guanabara no século XVI, quando os portugueses chegaram à região.
A Baía de Guanabara, à margem da qual a cidade foi fundada, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1 de janeiro de 1502. No entanto, em 1 de novembro de 1555, os franceses, capitaneados por Nicolas Durand de Villegagnon, apossaram-se da Baía da Guanabara, estabelecendo uma colônia na ilha de Sergipe (atual ilha de Villegagnon). Lá, ergueram o Forte Coligny, enquanto consolidavam alianças com os índios tupinambás locais. Enquanto isso, os portugueses se aliaram a um grupo indígena rival dos tupinambás, os temiminós e foi com o auxílio destes que atacaram e destruíram a colônia francesa em 1560. Os franceses só foram completamente expulsos da região pelos portugueses em 1567.
Persistindo a presença francesa na região, os portugueses, sob o comando de Estácio de Sá, acompanhado por um grupo de fundadores incluindo também D. Antônio de Mariz, desembarcaram num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Morro do Pão de Açúcar, fundando, a 1 de março de 1565, a cidade de "São Sebastião do Rio de Janeiro". Uma vez conquistado o território, em uma pequena praia protegida pelo Morro do Pão de Açúcar, edificaram uma fortificação de faxina e terra, o embrião da Fortaleza de São João.
A expulsão e derrota definitiva dos franceses e seus aliados indígenas, no entanto, só se deu em janeiro de 1567. A vitória de Estácio de Sá, subjugando elementos remanescentes franceses (os quais, aliados aos tamoios, dedicavam-se ao comércio e ameaçavam o domínio português na costa do Brasil), garantiu a posse do Rio de Janeiro, rechaçando, a partir daí, novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, seu domínio sobre as ilhas e o continente. A povoação foi refundada no alto do antigo Morro do Castelo, que se localizava no atual centro da cidade.
O morro foi removido em 1922 como parte de uma reforma urbanística. O novo povoado marcou o começo de fato da expansão da cidade.
Durante quase todo o século XVII, a cidade acenou com um desenvolvimento lento. Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais. A partir delas, nasceram as principais ruas do atual Centro. Com cerca de 30.000 habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial.
Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro.
A vinda da corte portuguesa, em 1808, marcaria profundamente a cidade, então convertida no centro de decisão do Império Português, debilitado com as guerras napoleônicas. Após a Abertura dos Portos, tornou-se um proeminente centro comercial. Nos primeiros decênios, foram criados diversos estabelecimentos de ensino, como a Academia Militar, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios e a Academia Imperial de Belas Artes, além da Biblioteca Nacional - com o maior acervo da América Latina - e o Jardim Botânico. O primeiro jornal impresso do Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro, entrou em circulação nesse período. Foi a única cidade no mundo a sediar um império europeu fora da Europa.
Após a Independência do Brasil (1822), a cidade tornou-se a capital do Império do Brasil, enquanto a província enriquecia com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Em 1823, o Rio de Janeiro recebeu o título de Muito Leal e Heroica por carta imperial de D. Pedro I, por seus habitantes terem apoiado o então príncipe regente em sua decisão de permanecer no Brasil, no que viria ser conhecido como Dia do Fico. De modo a separar a província da capital do Império, a cidade foi convertida, no ano de 1834, em Município Neutro, passando a província do Rio de Janeiro a ter Niterói como capital.
Engenheiro Paulo de Frontin é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, Região Sudeste do país.
História - A cidade nasceu de um entreposto comercial entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro que se transformou na Vila de Rodeio, ponto convergente entre estes estados e São Paulo. A povoação floresceu no fim do século XIX com a construção da estrada de ferro que passou a cortar a vila.
Mais tarde, em 1943, passou a chamar-se Soledade de Rodeio, e em seguida (1946) Engenheiro Paulo de Frontin, em homenagem ao responsável pela duplicação da linha férrea, especialmente pelo Tunel 12 ou "Túnel Grande", que possui 2.245 metros de comprimento.
Entre outras obras do supracitado engenheiro, destaca-se a de abastecimento de água que, realizada em apenas 6 dias, salvou a cidade do Rio de Janeiro de uma grande seca, obra esta que contou com a participação do também engenheiro Raimundo Teixeira Belfort Roxo. A 22 km da Rodovia Presidente Dutra (BR 116) e 85 km da capital, Engenheiro Paulo de Frontin, está situado na região Centro Sul do estado, na Serra do Mar, com riqueza ambiental e clima que lhe proporcionam qualidade de vida diferenciada, repleta de vida da Mata Atlântica, localizada no histórico Vale do Café. A região engloba ainda os municípios de Mendes, Miguel Pereira, Paty do Alferes, Vassouras, Barra do Piraí, Japeri e Paracambi.
Ainda existem no Município muitas fazendas que foram construídas período do Ciclo do Café, e que nessa época produziam muitos doces, licores e outras iguarias. Mas que a com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, sofreram grandes agravos, incêndios e por fim se tornaram apenas fazendas históricas abertas à visitação dos turísticas que por aqui passam.
Educação - A principal instituição de educação profissional e superior do município é o IFRJ - Instituto Federal do rio de Janeiro, campus Engenheiro Paulo de Frontin, instalado no local onde outrora abrigou a Escola Rodolfo Fuchs (conhecido pela população local também como aprendizado, criada em 1939, que era destinada a menores em situação de vulnerabilidade social). A sede do campus do IFRJ, inaugurado em 2010, ocupa a antiga sede da fazenda da cachoeira com 60 alqueires possuindo uma área total de 3.261.540 metros quadrados. Atualmente o campus oferece os seguintes cursos públicos e gratuitos: Curso Superior de Tecnologia em Jogos Digitais: a primeira e única graduação em Jogos Digitais em toda a rede federal de ensino do país e Curso Técnico em Informática para Internet: forma técnicos para suportar as necessidades de Tecnologia da Informação e Comunicação, com foco em Internet.
Economia - O município possui cultura industrial, por meio de sua única indústria de médio porte, especializada em fabricação de artefatos de borracha, e outras indústrias de pequeno porte, com a especialidade de produção de fogos de artifícios, além de empresas de pequeno porte como: confecções, gráficas, divulgação, comunicação visual, gráficas, caixas de embalagem de joias finas, água mineral, produção de laticínios, doces artesanais, armações de guarda-sóis, entre outras. Com o advento da faculdade de jogos digitais, começam a se instalar pequenos estúdios de games indie. O município possui ainda histórico de baixa rotatividade em RH.
Possui potencial agrícola devido a abundância de água de excelente qualidade, porém, pouco explorado pois há uma grande área de Mata Atlântica intocada, que cobre aproximadamente 56% de todo território municipal.
Frontin Digital - O Frontin Digital, disponível em Sacra Família do Tinguá e Morro Azul, desde 2016 a partir do Programa Cidades Digitais tem o objetivo de modernizar a gestão e o acesso aos serviços públicos nos municípios brasileiros. Para isso, construiu uma rede de fibras ópticas que possibilita a conexão entre sua empresa, os órgãos públicos, e acesso da população a serviços de governo eletrônico e a espaços públicos de uso de internet.
O Frontin Digital é um anel de fibra óptica que interliga órgãos públicos locais, por meio de equipamentos, serviços de instalação, suporte técnico e capacitação da administração municipal. A sede da infraestrutura de acesso à internet do projeto Cidades Digitais está instalada no IFRJ campus Engenheiro Paulo de Frontin. O PEAS, Ponto de Enlace e Acesso Social, o ponto central da rede, é onde chega o backhaul e está instalada a SGI (Solução Gerenciadora da Infraestrutura), onde também estão instalados os servidores de armazenamento de conteúdo, gerenciamento da rede de acesso, controle de usuários (aplicação de políticas de acesso).
A rede também organizada em PAP, Pontos de Acesso Públicos, que são os pontos mais visíveis para acesso público da rede do Programa Cidades Digitais em Engenheiro Paulo de Frontin, terão um alcance, com visada direta a antena de 300 metros e estará disponível aos locais de interesse público, estes PAP serão o ponto divisor entre a sub-rede de acesso e a sub-rede de distribuição. Nele se considera a instalação do Access Point Outdoor. A quantidade de PAPs aumenta a cobertura Wi-Fi na cidade e, consequentemente, a cobertura da sub-rede de acesso. A sub-rede de acesso é considerada como sendo a partir dos PAP, atendida com Wi-Fi (IEEE 802.11b/g/n).
Silício Fluminense: O Vale dos Games - A incubadora Silício Fluminense, Empreendimentos e Economia Criativa de Engenheiro Paulo de Frontin, é um conjunto de ações, geograficamente distribuídas, que operam de forma articulada e em consonância ao conceito da “Hélice Tripla de Etzkowitz” (Instituição de Ensino – Governo – Empresa) com sede no IFRJ campus Eng. Paulo de Frontin. Como unidade de negócios, se propõe a fomentar a pratica da economia criativa e da riqueza empresarial, com produtos e serviços das empresas associadas que serão apresentados ao mercado, principalmente os da cadeia consumidora nacional e internacional de produtos tecnológicos. A fonte dos recursos foi proveniente da FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), sendo investidos mais de R$ 220 mil entre material permanente e equipamentos.
GDG Paulo de Frontin - Lançado pelos alunos do IFRJ campus Eng. Paulo de Frontin no dia 12 de março de 2016, o Google Developer Group (GDG) na unidade. Trata-se de um grupo de desenvolvedores que, de forma voluntária, se reúne para criar e realizar projetos, em áreas como Android e Web.
Proposto pelos estudantes, o desafio e principal objetivo do GDG Paulo de Frontin é criar projetos, desenvolver tecnologias, softwares e jogos digitais. Foram os próprios estudantes que se organizaram, realizaram a submissão da candidatura e conquistaram a aprovação.
Por todo o mundo, os GDGs são focados em desenvolvedores interessados em conhecer em profundidade as tecnologias desenvolvidas pela Google, tais como os estudantes e egressos do curso técnico em Informática para Internet, do Curso Superior de Tecnologia em Jogos Digitais e dos cursos de Formação Inicial e Continuada - FIC, entre muitos outros. Android, App Engine, e plataformas do Google Chrome, para APIs de produtos como o Google Maps API, API do YouTube e API do Google Calendar servem como exemplo de tecnologias a serem estudadas pelos membros do GDG.
O capítulo GDG Paulo de Frontin pode assumir diversas formas, desde a mais simples, com alguns estudantes se reunindo para assistir ao vídeo com as mais recentes novidades em tecnologia (clique aqui e assista ao canal do GDG no YouTube), até grandes encontros com demonstrações, palestras ou minicursos técnicos na semana acadêmica do campus, eventos como sprints de código e hackathons, mostra de jogos, entre outras atividades. O GDG Paulo de Frontin é um grupo independente de usuários com interesse em tecnologias Google, e todo seu conteúdo é inteiramente independente da empresa norte-americana.
Turismo - O maior potencial econômico da cidade é o turismo, pois ocupa uma região montanhosa de beleza magnífica. O clima é considerado um dos melhores do mundo com temperaturas amenas e chuvas suficientes ao longo de todo o ano. Há reservas de Mata Atlântica onde é possível visualizar animais silvestres em seu habitat natural, além de cachoeiras e lagos, o que rendeu a cidade, a partir de 1995, através de lei estadual, o cognome de "Cidade Verde". O município dispõe de uma rede hoteleira bem formada.
O pico do Lírio é uma montanha utilizada pelos amantes do radioamadorismo para a realização de contestes. Funciona neste local uma estação repetidora de radioamadores, com links excepcionais alcançando cidades em São Paulo e Espírito Santo. Também é onde se localizam as torres de retransmissão dos canais de televisão e de onde se pode ver, em noites de tempo bom, o Cristo Redentor no Morro do Corcovado, na cidade do Rio de Janeiro.
Caldas Novas é um município brasileiro do estado de Goiás.
O município é conhecido por ser a maior estância hidrotermal do mundo, possuindo águas que brotam do chão em temperaturas que variam de 43° a 70°. A principal fonte de renda do município é o turismo. Na alta temporada, a cidade chega a comportar mais de 500 mil turistas.
Uma outra grande atração de Caldas Novas é o ecoturismo, vez que a cidade encontra-se às margens do lago da represa de Corumbá e ao lado da Serra de Caldas.
Todos os anos, mais de 3 milhões de turistas visitam Caldas Novas. Possui centenas de piscinas com águas termais em seus hotéis e clubes, que atraem turistas de todo o país, principalmente das regiões Sudeste e Centro Oeste.
História - Caldas Novas pertencia a Capitania de São Paulo, quando Brasil era colônia de Portugal.
Em 1722, época do descobrimento das águas termais de Caldas Novas, o governo português, ávido pelas riquezas minerais da colônia, guardou-as para futuras explorações.
Na parte oriental da Serra de Caldas, as fontes termais de Caldas Novas viraram história.
Uma história com seus lances de lenda, coragem e perseverança conta que Martinho Coelho de Siqueira, numa de suas conhecidas caçadas de animais silvestres, sentiu de perto a agonia dos seus cães.
Em desabalada carreira eles passaram á sua frente como que atiçado por um fogo desconhecido, sendo descoberto a Lagoa Quente do Pirapitinga.
Nascia aí a primeira história das águas quentes de Caldas Novas, história de um arraial que virou cidade. E hoje é a capital mundial das águas quentes.
Liderados por Bento de Godoy vieram Orcalino Santos, Victor Ozeda Alla, João Batista da Cunha e outros. Eles chegaram à pequena vila que já começava a virar cidade a partir de 1900. A autonomia política, concedida a Caldas Novas, deu-se graças à solicitação destes à sede de Morrinhos.
Em 1911, o presidente do Estado, Urbano Gouveia, no dia 5 de julho, nomeou Bento de Godoy como presidente da primeira intendência que foi instalada no dia 21 de Outubro. Desde então, nesta data se comemora o aniversário de Caldas Novas.
Foi durante sua administração (1911 a 1915) que Caldas Novas tomou um novo impulso para o desenvolvimento.
Pontos atrativos - O Parque Estadual da Serra de Caldas Novas apresenta ao turista várias fontes que se transformam em riachos em meio a uma vegetação exuberante. Foi criado com o objetivo de proteger a área de captação da chuva que abastece o lençol termal. Tem a visitação dos turistas controlada, a fim de que o Parque continue sendo um preservador do cerrado goiano e do manancial hidrotermal. Além das trilhas e cachoeiras que o Parque possui, os amantes da natureza ainda podem praticar ciclismo (mountain bike), pois a região é cercada de trilhas com paisagens deslumbrantes. O esporte cresceu tanto na cidade que, anualmente, é realizado uma competição que atrai atletas de todo o país, o Desafio das Águas Quentes de Mountain Bike.
Além de várias estâncias termais, Caldas Novas possui na praça central Mestre Orlando, a Igreja Matriz, um calçadão repleto de bares e restaurantes e um chafariz, lugares mais frequentados pelos turistas, além da sede da Secretaria do Turismo, onde se pode obter informações sobre lugares a serem explorados. Na mesma praça, existe a Igreja Nossa Senhora das Dores, construída em 1850. É a construção mais antiga da cidade.
Hotelaria - A rede hoteleira da cidade é ampla. Desde pousadas e chalés mais baratos para se hospedar, áreas de acampamento, até hotéis cinco estrelas. Até o início de 2014 a cidade tinha exatos 74 hotéis de grande porte. Excluindo pensões e pousadas, praticamente todos os hotéis são edifícios com mais de 10 andares. Caldas é a cidade com o maior número de edifícios de todo o interior do estado.
Parques Aquáticos - São os maiores atrativos turísticos da cidade. Atraem muitos movimento a cidade em busca de lazer e diversão nas águas quentes. Os parques aquáticos tem estrutura completa para toda família e todas as idades. Toboágua tipo radical e para crianças, rio lento, atrações com boias, piscinas termais, de ondas, ofurô, bar molhado, sauna, recreação com monitores e shows musicais. DiRoma Thermas, Clube Privé, CTC, Náutico Praia Clube, Lagoa Termas e outros. Podem ser anexos de hotéis ou clubes,[14] e visitados pelos turistas. Há também condomínios espalhados pela cidade que possuem piscinas termais, toboáguas, saunas e outros atrativos, em menor estrutura.
Festas - A cidade também é conhecida pelas suas festas sertanejas. O Caldas Country é considerado o maior festival de música sertaneja do mundo. Vários cantores passam pela cidade nos dois dias de shows, entre os mais famosos estão: Paula Fernandes, Luan Santana, Chitãozinho e Xororó, Gusttavo Lima, Jorge e Mateus, Humberto e Ronaldo, Fernando e Sorocaba, Banda Eva e Lucas Lucco. A média de público nos dois dias de show é de 100 mil pessoas.
Caldas Novas vem recebendo outro importante festival de música sertaneja, o Verão Sertanejo, realizado no mês de janeiro. São dois dias de shows, com várias atrações consagradas. Durante os dias de eventos, a segurança da cidade é reforçada com o aumento do contingente policial.
Santo Amaro (também conhecida pela denominação não oficial Santo Amaro da Purificação) é um município do Recôncavo baiano.
História - Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era habitada pela tribo tupi dos tupinambás.
A cidade foi fundada em 1557 e cresceu sobre terraços ao lado do rio Subaé.
Em 1667, monges beneditinos construíram a Capela de Santo Amaro. Em 1678 este templo ruiu, em 18 de Outubro de 1700 foi realizada uma missa no local que em 1706, foi iniciada a construção da atual Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação. Foi elevada a vila em 5 de janeiro de 1727. Tornou-se cidade em 13 de março de 1837, denominada de "Leal e Benemérita". Em 1847, foi estabelecida ligação marítima regular com a capital da província, Salvador, por navio a vapor.
Santo Amaro tem belas atrações naturais, como cachoeiras da Vitória, do Urubu, Nanã e outras tantas, grutas e praia na Baía de Todos os Santos. o Rio Subaé no passado, era o responsável, pelo transporte fluvial de várias mercadorias, açúcar, cachaça, fumo, vinagre, farinha de mandioca, rapadura, e nos transportes de passageiros para Salvador, e outras cidades e lugarejos.
Na área litorânea, destaca-se a praia de Itapema onde está localizada a Fazenda Oruabo, endereço das principais atividades de pesquisa da Bahia Pesca.
Economia - Desde o século XVI até o século XX, a economia da cidade girou em torno da cana-de-açúcar. Atualmente, porém, novos cultivos começam a ser introduzidos, como dendê, cacau e bambu.
O setor primário é o de menor expressividade para economia da cidade. Boa parte das lavouras no município se dedica a agricultura familiar. Na lavoura temporária é produzida cana-de-açúcar, mandioca e milho.
Na lavoura permanente, o município produz banana, laranja, cacau, manga, dendê e maracujá.
No setor secundário o município conta efetivamente com duas indústrias, a Indústria de Papéis da Bahia (atual Penha), que trabalha com papéis e embalagens e a Bacraft que trabalha com papel higiênico.
No setor terciário, especialmente o segmento comercial é o mais dinâmico na cidade. O comércio local é bastante diversificado, contando com diversas lojas de utensílios domésticos, vestuário, livraria, supermercados, materiais de construção, etc. No setor comercial cabe ainda destacar a Feira Municipal, que atua como entreposto expressivo do Recôncavo Baiano.
Patrimônio Histórico - São patrimônios históricos na cidade: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação; Casa de Câmara e Cadeia Pública; Solar do Biju; Santa Casa de Misericórdia (Hospital Nossa Senhora da Natividade; Convento de Nossa Senhora dos Humildes; Igreja de Nossa Senhora do Ampar; Igreja de Nossa Senhora da Oliveira; Igreja do Senhor Santo Amaro; Solar Araújo Pinho; Solar Paraíso; Santa Casa de Misericórdia de Oliveira (Hospital Nossa Senhora da Vitória) e Chalé na Praça 14 de Junho (Clube Social Irapuru).
Festejos populares - São festejos populares que acontecem na cidade: Terno de Reis Filhos do Sol; Festa do Senhor Santo Amaro; Festa de Nossa Senhora da Purificação; Aniversário da cidade (13 de março); Bembé do Mercado; São João; Independência da Bahia; Independência do Brasil; Festa de Nossa Senhora da Oliveira; Festa de Nossa Senhora do Rosário (1ª quinzena de Outubro).
Museu, teatro e espaços culturais - Museu dos Humildes; Teatro Dona Canô; Casa do Samba e Núcleo de Incentivo Cultural de Santo Amaro (NICSA).
Garanhuns é um município da Microrregião de Garanhuns, na Mesorregião do Agreste Pernambucano, no estado de Pernambuco, no Brasil.
Etimologia - A origem do topônimo Garanhuns é muito controversa, havendo várias versões. O lexicógrafo José de Almeida Maciel, em seu livro "Questões de Toponímia Municipal" refere-se a guirá-nhum, os pássaros pretos, nome de uma tribo existente no local. Segundo o professor João de Deus Oliveira Dias (citado na Documentação Territorial Brasileira, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o termo vem do nome de uma tribo cairu, da nação cariri ou quiriri, corruptela de Guiranhu ou Unhannhum, derivados de guirá ou guará (ave vermelha pernalta, aquática) e anhu ou anhum (anum, pássaro preto), espécies que habitavam o vale do rio Mundaú, perto da sua nascente, local da primitiva aldeia. Por outro lado, o lexicógrafo Sebastião de Vasconcelos Galvão, em seu "Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco", diz que é uma palavra de origem indígena que significa "sítio de guarás e anuns", formado de guarás (espécie de cão selvagem) e anuns (ave tida como agoureira).
O escritor Ademilson Antônio Macedo, em seu "Dicionário de Nomes, Origens e Significados dos Municípios Brasileiros", além dessas expressões, traduz ainda como "homem do campo". Segundo o escritor Mário Melo, o topônimo é uma corruptela de guirá-nhum, com derivação para guará-nhum, indivíduo preto, referente ao quilombo da serra, "... pois ainda hoje os índios carijós de Águas Belas conhecem Garanhuns como claiô, no sua língua yatê: claí (branco), iô (não): não branco, escuro, preto. Convém, ainda, notar que a serra de Garanhuns era conhecida pelo nome da tribo Garanhuns, de origem cariri, que a habitava." O tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro diz que o topônimo é originário da expressão tupi antiga agûará nhũ, que significa "campo (nhũ) dos lobos-guarás (agûará)".
Originalmente, suas terras eram ocupadas pelos índios do ramo dos cariris, quando, por volta do século XVII, brancos e negros fugidos da sujeição dos holandeses ocuparam as regiões de brejos, lá estabelecendo-se em aldeias esparsas. Em 29 de setembro de 1658, o mestre de campo Nicolau Aranha Pacheco, o capitão Cosmo de Brito Cação, Antonio Fernandes Aranha e Ambrósio Aranha de Farias receberam, do governador na época em exercício, André Vidal de Negreiros, uma sesmaria com cerca de 20 léguas de extensãoː um dos lotes da sesmaria se localizava nos campos de Garanhuns e outro lote se localizava em Panema. Nesse mesmo ano, foi fundado o Sítio Garcia, situado na região onde atualmente se localiza o distrito sede do município.
História - O início do povoamento de origem europeia das terras onde se situa o município de Garanhuns data do século XVII. Fugindo ao jugo flamengo e à escravidão, brancos e negros se deslocaram para a região, primitivamente habitada por indígenas, presumivelmente um ramo dos cariris.
Posteriormente, novas levas de escravos foragidos se estabeleceram nos brejos, em aldeamentos esparsos. Em 29 de setembro de 1658, o mestre de campo Nicolau Aranha Pacheco, o capitão Cosmo de Brito Cação, Antonio Fernandes Aranha e Ambrósio Aranha de Farias obtiveram, do então governador da capitania de Pernambuco, André Vidal de Negreiros, uma sesmaria de 20 léguas de terras em dois lotes, sendo um nos campos dos Garanhuns e outro no Panema. No primeiro lote, foi fundada uma fazenda, nesse mesmo ano, com a denominação de Sítio Garcia, no local onde atualmente se encontra a sede municipal. Tudo indica que a fazenda se encontrava em franco desenvolvimento quando, por volta de 1670, ela foi totalmente destruída durante conflitos com quilombolas do Curica, no Alto do Magano, passando a ser conhecida, daí por diante, como Tapera do Garcia, denominação depois simplificada para Tapera. "Tapera" é uma palavra tupi antiga que significa "aldeia que foi, aldeia extinta, aldeia destruída" e que, no português atual, significa "casa em ruínas, casa abandonada".
A Guerra dos Palmares (segunda metade do século XVII) prejudicou sensivelmente o progresso da região, pois as fazendas ali localizadas estavam sob a ameaça constante de depredações, saques e morticínios, que obrigavam seus proprietários a abandoná-las, juntamente com a população branca. Terminada a Guerra dos Palmares, em 1696, a região desenvolveu-se de maneira tão rápida que, já em 1699, era expedida uma carta régia criando varas de juízo, ou julgados, em diversas freguesias do sertão, entre elas Garanhuns, sede da "capitania do Sertão do Ararobá", como era conhecida toda a zona compreendida entre o Cimbres e o Pajeú das Flores.
Em 1704, a Tapera do Garcia foi comprada pelo coronel Manuel Pereira de Azevedo, passando por conta de sua morte, alguns anos depois, a ser administrada por sua viúva dona Simoa Gomes de Azevedo. Em 1756, sua viúva fez doação de um trecho de terras de meia légua em quadro à Confraria das Almas da matriz de Garanhuns, no local onde mais tarde se ergueu a cidade. Com a criação da Vila de Cimbres, em 1762, e sua instalação no ano seguinte, Garanhuns ficou apenas como sede da freguesia de Santo Antônio de Garanhuns, perdendo a condição de sede da capitania do Sertão do Ararobá. Em 1796, a capela local deixou de ser curato e passou à condição de sede do vicariato; em 15 de agosto de 1800, foi criada a paróquia de Santo Antônio da povoação de Garanhuns.
Ao final do século XIX, com a construção da linha férrea que liga o município à capital pernambucana, o setor da prestação de serviços ocasionou o apogeu do crescimento econômico e populacional de Garanhuns, quando graças à diminuição do tempo gasto na viagem entre as cidades do litoral pernambucano e interior, a quantidade de hotéis e pousadas cresceu com muita rapidez, aumentando também o número de pessoas que buscavam, no município, o turismo rural. Na década de 1990, a criação do festival de inverno da cidade consolidou o turismo como principal gerador de renda da região.
Até o início de 2014, o município comemorava o dia da sua emancipação em 4 de fevereiro, data que foi alterada após uma pesquisa realizada pelo presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Garanhuns no Museu do Tombo, em Portugal. Ao entrar em contato com os arquivistas do museu, o presidente, que buscava por documentos acerca do ataque de Domingos Jorge Velho à cidade, encontrou a Carta Régia do município, assinada por Dom João IV, que elevava Garanhuns à categoria de vila. A carta encontrada foi decisiva para a adequação do município à lei constitucional que proíbe um município possuir mais de quatro feriados municipais. A partir do fato, o dia da emancipação passa a ser celebrado como uma data magna, nunca caindo em um dia útil.
Ecologia e meio ambiente - O município possui dois tipos de vegetações nativas e predominantes: a mata atlântica e a caatinga. Com o objetivo de diminuir o impacto ambiental sofrido pela urbanização na cidade, o poder público, sobretudo o municipal criou políticas públicas voltadas para a criação de áreas verdes e espaços de convivência, lazer e contemplação para melhorar a qualidade de vida dos habitantes. A cidade de Garanhuns dispões de três parques municipais: o Parque Euclides Dourado, o Parque Ruber van der Linden e o Parque Natuaral das Nascentes do Rio Mundaú. Os dois primeiro são classificados como unidades de uso sustentável e o último de conservação integral.
O Parque Municipal Euclides Dourado (também conhecido como "Parque dos Eucaliptos") é a principal unidade de uso sustentável e foi o primeiro criado na cidade. Antes da atual situação, a área de 8 hectares formava o horto dos Eucaliptos, até quando foi convertida em parque municipal e jardim zoológico, na segunda metade da década de 1920, o que posiciona o parque como o quinto mais antiga do país. O parque foi idealizado e construído por Euclides Dourado e seu filho, Luiz Souto Dourado, tendo o último concluído a obra do primeiro. Em 1943, após o falecimento do autor do projeto, o governo municipal atribuiu ao parque sua atual denominação. A unidade se localiza a uma pequena distância do centro de Garanhuns, no bairro Heliópolis, e sua área é majoritariamente composta por eucaliptos centenários, constituindo uma das riquezas naturais do município. Ao passar dos anos foram adicionados ao parque novas funções de lazer, esportivas e de recreação infantil. O local anualmente é uma das sedes, no Município, de um dos principais eventos artísticos-culturais de Pernambuco, o Festival de Inverno de Garanhuns.
O Parque Municipal Ruben van der Linden foi assim nomeado em homenagem a um ilustre cidadão garanhuense formado em Engenharia Elétrica que elaborou e executou o Plano de Abastecimento de Luz e Água da cidade, assumindo o cargo de Gerente Geral da Companhia. A criação do parque transformou o sítio Pau-Pombo — local de bela paisagem, com grandes árvores e uma nascente — num parque de visitação pública. Ao longo de muitos anos o local foi melhorado afim de atender à visitação dos habitantes e turistas que o buscavam como local de lazer, diversão e turismo.
O Parque Natural Municipal Nascentes do Mundaú está localizado entre a zona urbana e rural da cidade, no bairro da Várzea, onde está sendo desenvolvido o projeto municipal da sementeira, local onde que é usado para a produção de mudas frutíferas arbóreas e ornamentais. O espaço tem 34 hectares e assegura a preservação de 65 espécies de flora e 66 espécies de fauna, segundo catalogado pelos profissionais ligados à antiga Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e o Conselho Municipal de Defesa ao Meio Ambiente.
A vegetação da parte norte e oeste do município, onde predomina a caatinga, é composta por espécies hiperxerófilas, com a forte presença de arbustos com galhos retorcidos e com raízes profundas. As espécies mais encontradas são os cactos, caroá, aroeira, angico, juazeiro, mandacaru e xique-xique. Ao contrário do que muitos pensam, a fauna da caatinga é bastante rica, tendo centenas de espécies vivendo nesse bioma, como: veado-catingueiro, preá, gambá, sapo-cururu, cutia, tatu-peba, ararinha-azul, asa-branca, sagui-de-tufos-brancos, entre outros.
Já a parte sul e leste, onde predomina a mata atlântica, é constituída por árvores de médio e grande porte, formada por floresta densa e fechada. Sendo muito rica em biodiversidade. As árvores de grande porte formam um microclima dentro da mata, com sombra e muita umidade. As espécies mais comuns são: palmeiras, bromélia, begônias, orquídeas, cipós, briófitas, pau-brasil, jacaranda, peroba, jequitibá-rosa, cedro, andira, ananas e figueiras. Muitas espécies animais que fazem parte desse bioma estão ameaçados de extinção, tais como: mico-leão-dourado, bugio, tamanduá-bandeira, tatu-canastra, arara-azul-pequena e onça-pintada.
Economia
Setor primário - O setor primário é o menos representativo na economia garanhuense.
A região de Garanhuns se destaca pela produção artesanal, semi-artesanal e industrial de derivados do leite. Sua bacia leiteira atende desde a indústria de laticínios à produção de queijo coalho, mussarela, manteiga e ricota, além de outros derivados do leite, como achocolatados, iogurtes e doces. A Parmalat é a principal empresa atendida pela bacia, a unidade é responsável pelo abastecimento de toda região norte e nordeste do país, produzindo produtos como o leite longa vida (UHT), pasteurizado, aromatizado, leite condensado, creme de leite e leite em pó. Toda sua demanda é atendido por 192 produtores do agreste meridional pernambucano.
Setor secundário - A indústria vem sendo a segunda maior geradora de riqueza de Garanhuns. Até o primeiro trimestre de 2014, a cidade não possuía nenhum distrito industrial, o que dificultava a chegada de novas indústrias ao município. Uma das poucas significativas indústrias contidas na cidade está uma unidade fabril da Unilever, além de indústrias direcionadas ao setor alimentício, principalmente laticínios, como as unidades da Parmalat e da marca Bom Gosto, ambas do grupo LBR.
Setor terciário - No ano de 2010, segundo dados do Atlas do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, 6,59% das pessoas maiores de 18 anos ocupadas trabalhavam no setor da construção civil, 1,30% nos setores de utilidade pública, 21,27% no comércio e 43,64% no setor de prestação de serviços. Em números absolutos, em 2012 cerca de 6.577 pessoas estavam empregadas no comércio e um total de 4.856 pessoas estavam ocupadas na atividade de serviços. De acordo com as Contas Regionais do IBGE no ano de 2011, o setor terciário era o maior gerador de riquezas no município, correspondendo a 75,44% da economia garanhuense, com um valor bruto de R$ 793.327 mil.
O comércio garanhuense é bastante diversificado, característica principal da sua função centralizadora no agreste meridional de Pernambuco. Seu pólo comercial é servido por uma grande variedade de redes nacionais e internacionais, possuindo lojas como: Casas Bahia, Cacau Show, Subway, Lojas Americanas, Eletro Shopping, Insinuante, Magazine Luiza, Farmácia Pague Menos, Todo Dia, Don Pastello, Magazine Pérola, entre outras. No ano de 1876, foi na cidade que o maior varejista de materiais de construção, a Ferreira Costa Home Center, foi fundado pelo imigrante português João Ferreira da Costa.
O grupo Tenco construiu o primeiro shopping do tipo regional no município, localizado às margens da BR-423 no quilômetro 93. A inauguração do Shopping ocorreu em agosto de 2015.
Educação - Existe importante instituição educacional na cidade, o campus do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), unidade Garanhuns, ofertando cursos técnicos nas modalidades integrado e subsequente. Os cursos ofertados são: Eletroeletrônica, Informática e Meio Ambiente. Tais cursos abrangem, tanto estudantes da cidade quanto estudantes de cidades polarizadas por Garanhuns, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e ambiental da região do Agreste Meridional. No ano de 2017, o IFPE começou a ofertar, também, o curso superior em Engenharia Elétrica.
Na área do Ensino Superior Garanhuns dispõe de um campus de uma das principais universidades do estado, a Universidade de Pernambuco (UPE), que disponibiliza, na unidade, cursos de graduação para licenciatura em computação, licenciatura em letras, em matemática, em pedagogia, e em história. Além de contar com uma unidade da Universidade Federal Rural de Pernambuco, disponibilizando cursos de graduação em Agronomia, Ciências da Computação, Engenharia de alimentos, licenciatura em letras e pedagogia, Medicina veterinária e Zootecnia, oferecendo também cursos de pós-graduação: Mestrado em Sanidade e Reprodução de Ruminantes, Mestrado em Produção Agrícola e o Programa de Pós-graduação em Ciência Animal e Pastagens. O Campus IFPE possui o curso de Engenharia Elétrica . O município possui ainda a Faculdade das Ciências da Administração de Garanhuns - FAGA; a Faculdade de Direito de Garanhuns - FDG; a Faculdade de Ciências Exatas de Garanhuns - FACEG; a Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas de Garanhuns - FAHUG.
Cultura - Entre os filhos garanhuenses mais ilustres está o cantor, compositor e instrumentista José Domingos de Morais, popularmente conhecido como Dominguinhos, que iniciou a sua carreira com apenas 6 anos, quando tocava pandeiro com seus irmãos Moraes (na sanfona) e Valdomiro (na zabumba) e formavam o trio "Três Pinguins". O trio se apresentava em feiras e pelas portas dos hotéis da cidade, até que em 1948 o cantor Luiz Gonzaga assistiu a uma de suas exibições e prometeu-lhe uma sanfona de presente caso um dia ele resolvesse ir à cidade do Rio de Janeiro.
Artes cênicas e eventos - A cidade possui poucos espaços destinados às artes cênicas, sendo o Teatro Luiz Souto Dourado, localizado no Centro Cultural Alfredo Leite, o seu maior e mais antigo espaço. Porém, além do teatro mencionado, outros espaços servem como palco para os eventos artísticos realizados por entidades públicas e filantrópicas, como o Espaço Colunata, Espaço Luiz Jardim, Centro de Atividades do SESC Garanhuns e nas diversas praças e parques espalhados pela cidade.
Anualmente a Unidade de Serviço Social do Comércio (SESC), realiza o Festival SESC de Artes Cênicas de Garanhuns, neste evento a população conta com diversos espetáculos de dança, teatro, vídeo-dança, performances e ações formativas. A edição IV, no ano de 2013, foi marcado pela descentralização dos pólos culturais, que passaram a atuar também nos municípios que formam todo Agreste Meridional de Pernambuco, atendendo a cidades vizinhas a Garanhuns, tais como Saloá, Jupi e Canhotinho. As apresentações ocorrem também durante o período em que ocorre o Festival de Inverno de Garanhuns.
Desde 2004, é realizado anualmente na cidade o Festival de Jazz de Garanhuns, que foi criado como uma alternativa para os turistas que desejam passar o período carnavalesco no agreste pernambucano. No festival, se apresentam diversos músicos pernambucanos e brasileiros, além de bandas e artistas estrangeiros. Na 7ª edição do evento, o festival atraiu cerca de 30 mil pessoas à cidade, movimentando e gerando uma riqueza de aproximadamente R$ 2,5 milhões na economia municipal. Estima-se que o evento gere mais de 800 empregos diretos e 500 indiretos, além aquecer a rede hoteleira garanhuense, que é formada por 22 empreendimentos e que registra até 100% de ocupação durante este período.
Atrativos e eventos - O Festival de Inverno de Garanhuns é o principal evento realizado no município e o Maior Evento Multicultural Da America Latina, atraindo mais de 500 mil visitantes por ano e sendo o segundo mais importante atrativo do inverno pernambucano, após as festas juninas de Caruaru. No festival, a música, o cinema, as artes cênicas, a cultura popular e todas outras formas de expressão se encontram e movimentam o setor hoteleiro de Garanhuns entre os dias 17 e 26 de julho, desde o ano de 1990. O festival oferece aos turistas desde os grandes shows aos cortejos da cultural popular pernambucana e brasileira, do espetáculo teatral ao recital de poesias nas feiras livres, tendo toda riqueza e diversidade cultural abrangida. O festival atua mais além da divulgação da cultura, nele são postas em práticas várias ações de difusão e de formação cultural, sendo esta umas das principais característica que consolidam o FIG como um período em que as várias políticas públicas desenvolvidas pelo governo pernambucano, tendo como o intermediário e organizadora a Secretaria de Cultura, a Fundarpe, e as instituições que contribuem para a realização do evento.
Nos dezessete pólos de folia espalhados pela cidade, diversos grupos e artistas de renome, assim como estreantes patrimônios vivos e destaques da atualidade atraem milhares de turistas. Uma das principais praças da cidade, a Praça Mestre Dominguinhos (Esplanada Guadalajara), segue servindo de palco para artistas bastante admirados pelo país, tendo participação de cantores como Vanessa da Mata, Luiz Caldas, Zé Ramalho, Fábio Júnior, Alceu Valença, Ângela Maria, Otto, Marcelo Jeneci; e bandas como Titãs e Nação Zumbi. A programação é apresentada em períodos diurnos, oferecendo aos visitantes espetáculos de circo, amostras literárias, de cinema e fotografia, apresentação da arte popular, exposição de artesanato, artes visuais, design e moda, também oficinas e debates culturais.
O Festival de Jazz de Garanhuns (FJG) foi criado em 2007, como uma alternativa mais tranquila durante o período carnavalesco. O evento é realizado nos mesmos dias em que ocorrem os tradicionais blocos de rua em cidades como Recife e Olinda, e oferece, ao visitante, diversos shows em palcos descentralizados, workshops e oficinas musicais, proporcionando conforto e horários democráticos. No período em que se realiza o festival, aproximadamente 30 mil visitantes chegam à cidade, injetando cerca de 2,5 milhões de reais na economia do município. Estima-se que o festejo gere cerca de 800 empregos diretos e 500 indiretos.
A rede hoteleira garanhuense, que é constituída por 22 empreendimentos, entre hotéis e pousadas, atinge até 100% de ocupação durante o evento. Além da rede hoteleira, existe a Associação de Pais e Amigos Excepcionais (APAE), que oferecem serviço de hospedagem (do tipo albergue) a baixo custo. A superestrutura do festival é planejada com o intuito de manter o conforto e a segurança dos espectadores. Nos palcos, a área reservada aos shows possuem cobertura e iluminação especial, contando com mesas e cadeiras de uso gratuito. Conta-se também com minipraças de alimentação formadas pelos mais movimentados bares e restaurantes da cidade.
O FJG é considerado um dos maiores festivais de jazz e blues do país, recebendo elogios de bandas musicais e críticos de várias partes do mundo. Nos aos de 2008 e 2009, o festival foi pioneiro, vencendo o II Prêmio Mestre Salustiano, que é concedido pelo governo pernambucano aos mais notáveis trabalhos que fomentam o turismo nos municípios pernambucanos.
Arquitetura e monumentos - A cidade de Garanhuns é uma importante rota para o público religioso, possuindo desde esculturas cristãs a igrejas de ricos traços arquitetônicos. Um bom exemplo disso é a réplica da via-sacra, construída no Alto do Columinho, e sendo composta por 15 estações ilustradas que perfazem todo o trajeto até um santuário formado por duas paredes perpendiculares, tendo a imagem de Jesus Cristo crucificado ao centro. Do alto onde se localiza o monumento, ainda pode-se ter uma visão panorâmica da cidade. Ainda entre as sete colinas que circundam Garanhuns, está o Cristo do Magano, uma escultura que representa a crucificação de Cristo, construída por Renato Pantaleão no ano de 1954. O local coincide com o ponto culminante do município, com uma altitude de 1 030 metros acima do nível do mar. O Cristo do Magano é considerado a imagem cristã de maior altitude do país, se for levado em consideração a sua relatividade com o nível do mar.
Com as obras iniciadas em 1957, e concluídas em 8 de dezembro de 1962, a Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro teve seu traçado arquitetônico desenhado pelos engenheiros Albert Reithler e Pierre Reithler, tendo a ajuda de milhares de garanhuenses anônimos na doação de materiais de construção e mão de obra. As formas da igreja ainda passaram por aperfeiçoamentos após a construção. Situado na região central da cidade, o Seminário São José atualmente funciona como uma casa de abrigo para seminaristas da Congregação Diocesana, construída em 1926 e apresentando rica arquitetura, o Seminário cumpre rigorosamente as missas programadas. Ainda na região central, encontra-se o Mosteiro de São Bento, erguido com a mesma arquitetura dos antigos mosteiros beneditinos, tendo como principais elementos os vitrais e o painel, nos quais estão representando o Apocalipse. O mosteiro ainda abriga uma fábrica de hóstias e de produtos artesanais.
Iniciado em 1914, o Movimento Apostólico de Schoenstatt foi criado por jovens cristãos durante a Primeira Guerra Mundial. Ao movimento houve a adesão de homens, mulheres, jovens, casais e sacerdotes, todos munidos do mesmo propósito: colaborar com a renovação religiosa e moral do mundo. A este movimento, ainda que tardio, foi dedicado a construção do Santuário Mãe Rainha no ano de 2002, tendo suas obras concluídas em 2004. O local é muito visitado por religiosos de todo o mundo e é administrado pelas Irmãs de Maria de Schoenstatt. Entre outras importantes construções está o Castelo João Capão, que nada mais foi que a realização do um desejo de infância do seu proprietário.
Santa Maria é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.
Santa Maria é considerada cidade universitária, graças à Universidade Federal de Santa Maria, criada por José Mariano da Rocha Filho.
História
Período colonial - Os primeiros habitantes conhecidos da região atualmente ocupada pelo município de Santa Maria foram os índios minuanos e tapes.
A cidade foi criada a partir de acampamentos de uma comissão demarcadora de limites entre terras de domínio espanhol e português, como determinados pelo Tratado Preliminar de Restituições Recíprocas de 1777, que passavam pela região. Devido a discordâncias entre as partes espanhola e portuguesa, a comissão se dividiu, e uma das partes montou os acampamentos onde hoje está localizada a Praça Saldanha Marinho, em 1797, fundando extraoficialmente o que seria a cidade de Santa Maria.
Período imperial - Em 1828 um batalhão de soldados alemães a serviço do Brasil chegou à região, incrementando significativamente sua população. Na dissolução do batalhão, a maior parte de seus membros permaneceu lá, e Santa Maria contava, em 1831, com 3100 habitantes. Em 1837, tornava-se Freguesia de Santa Maria da Bôca do Monte, e em 1838 foi fundada a primeira escola pública. Durante a Revolução Farroupilha (1835-1845), chegaram imigrantes alemães, provenientes de São Leopoldo, buscando se afastar dos combates.
Período republicano e atualidade - A cidade passou por algumas turbulências durante o período republicano. Durante a revolução de 1893, a cidade foi tomada por um batalhão de revolucionários, e durante a revolução de 1923, Clarestino Bento atacou o quartel da região, sem sucesso, e com baixa de 4 homens e 7 feridos, sendo o último confronto com mortes da revolução. Em 1926, soldados do 5° Regimento de Artilharia Montada e do 7° Regimento de Infantaria rebelarem-se sob a liderança de seus tenentes, disparando com canhões sobre a cidade e atacando o 1° Regimento de Cavalaria com cerca de 700 homens. A Brigada Militar entrou em confronto com os rebeldes, o que durou cerca de dois dias, que derrotou as forças rebeldes. O dia ficaria conhecido na cidade como "Dia do Bombardeiro".
Atualidade - A cidade conserva prédios históricos de valor, como a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, o Theatro Treze de Maio, a Catedral do Mediador da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, o Clube Caixeiral de Santa Maria, o Banco Nacional do Commercio, a Sociedade União dos Caixeiros Viajantes e a Vila Belga.
Santa Maria sedia uma das maiores universidades públicas do Brasil, a Universidade Federal de Santa Maria. A universidade oferece atualmente cursos de graduação e pós-graduação.
Por ter uma grande quantidade de instituições de ensino, a cidade é conhecida como "Cidade-Cultura".
Santa Maria também é denominado o município "Coração do Rio Grande" devido a sua localização geográfica. O centro geográfico do Rio Grande do Sul fica na Unidade Residencial Arenal, no bairro Passo do Verde, a 18,62 km em linha reta do marco zero da cidade, no bairro Centro.
Economia
Santa Maria, por sua posição geográfica central e por situar-se na metade sul do estado, foi, desde os tempos do império, historicamente estratégica na questão dos conflitos com os "países do prata". Por esse motivo, por várias décadas os investimentos concentrados no local foram referentes à segurança nacional.
Assim formaram-se uma estrutura e uma vocação econômica do município voltada para a prestação de serviços, posteriormente acentuada com o estabelecimento dos serviços públicos estatais e federais e com o desenvolvimento do comércio.
As bases econômicas do município são evidenciadas pelos empregos ofertados. Os dados disponíveis revelam alta importância do setor terciário, destacando-se o comércio, os serviços públicos, incluindo os da Universidade Federal de Santa Maria, e os militares.
A grande massa e fluxo monetário na cidade de Santa Maria depende fundamentalmente do serviço público. Santa Maria destaca-se na região, no estado e no país como cidade portadora das seguintes funções relacionadas à prestação de serviços: comercial, educacional, médico hospitalar, rodoviário e militar policial.
Infraestrutura
Educação - Ensino inicial, fundamental e médio
Em 2011, Santa Maria possuía 157 instituições de ensino inicial, fundamental ou médio, reunindo 56.014 alunos. Destes, 24.193 encontram-se nas 39 instituições estaduais, 18.642 nas municipais, e 13.179 nas particulares. A cidade conta ainda com três colégios técnicos com 2.829 alunos matriculados em 2011, e com 8 instituições de ensino técnico profissionalizante. Além destas, há ainda 907 alunos matriculados nos 2 colégios militares da cidade, e 262 alunos em duas instituições de ensino especial. Dentre as instituições estaduais, a maior é a Escola Estadual Olavo Bilac, a mais antiga das escolas públicas da cidade, fundada em 1901. Os prédios atuais da escola foram erguidos na década de 30.
Ensino superior - A cidade possui 7 instituições de ensino superior (IES), sendo a maior delas a Universidade Federal de Santa Maria(UFSM), fundada em 1960 por José Mariano da Rocha Filho e que abrigava, em 2017, cerca de 29 mil estudantes. Outras IES incluem o Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), segunda maior da cidade com 5 690 alunos em 2013, a Faculdade Integrada de Santa Maria (FISMA), a Faculdade Interativa COC, uma unidade da Universidade Luterana do Brasil, a Faculdade Metodista de Santa Maria (FAMES), a Faculdade Palotina de Santa Maria (FAPAS), a Faculdade de Direito de Santa Maria (FADISMA), e a CESUMAR EAD. Em municípios vizinhos, estão entre as IES a Antonio Meneghetti Faculdade (AMF), situada em área de litígio entre Restinga Seca e São João do Polêsine, há 5 km do bairro da Palma, limite leste de Santa Maria.
Ao todo, 2.384 professores lecionavam em 191 cursos de graduação, 178 de especialização, 32 de mestrado, e 12 de doutorado em 2013. No mesmo ano estavam presentes na cidade 377 grupos de pesquisa espalhados em 714 laboratórios, a maioria deles na UFSM e na UNIFRA. Haviam ainda 13 empresas juniores e 10 grupos de PET. O acervo de livros das bibliotecas das instituições era de 896.073 em 2013.
Ciência - A cidade de Santa Maria conta com o Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. O centro realiza pesquisas nas áreas de geoprocessamentos, astronomia, oceanográfica, inclusive antártica e juntamente com a Defesa Civil realiza trabalhos sobre Desastres Naturais. As pesquisas na área de Meteorologia são realizadas através de um convênio com a Universidade Federal de Santa Mariapelos docentes e alunos do Curso de Meteorologia desta Universidade, sendo as principais áreas de estudo de escala sinótica e previsão do tempo, meteorologia de mesoescala e tempestades severas, clima regional e micrometeorologia.
Paleontologia
A cidade é o berço da paleontologia no Rio Grande do Sul e no Brasil. Os Sítios Paleontológicos de Santa Maria são internacionalmente conhecidos. Em 1902, foi coletado um Rincossauro em Santa Maria que viria a ser o primeiro fóssil da América do Sul. O paleontólogo Llewellyn Ivor Price é natural de Santa Maria e foi um dos primeiros paleontólogos do Brasil. Price coletou o estauricossauro, o primeiro dinossauro brasileiro. A cidade está sobre um enorme depósito de fósseis. Possui mais de vinte sítios paleontológicos.
Cultura
Dentre os museus e outros espaços de memória estão: Museu Comunitário Treze de Maio; Museu Vicente Pallotti; Museu Ferroviário de Santa Maria; Museu Sacro de Santa Maria; Museu Mallet; Museu de Astronomia – Planetário; Museu Histórico-Cultural das Irmãs Franciscanas; Museu de Arte de Santa Maria; Museu Educativo Gama D'Eça; Acervo Histórico do I.E.E. Olavo Bilac; Casa de Memória Edmundo Cardoso; Casa-Museu João Luiz Pozzobon; Centro Histórico Coronel Pillar; Memorial de Imigração e cultura Japonesa do Rio Grande do Sul; Memorial do Colégio Manoel Ribas.
Maceió é um município brasileiro, capital do estado de Alagoas.
Etimologia
O nome "Maceió" tem origem no termo tupi maçayó ou maçaio-k, que significa "o que tapa o alagadiço". O Dicionário Aurélio diz que o termo "maceió" designa uma lagoa temporária e cíclica que se localiza na beira do mar na foz de um curso de água pequeno o suficiente para ser interrompido por uma barra de silicato até que a maré alta abra o caminho temporariamente de modo cíclico relacionado a estação do ano, vazão do rio, estações lunares, etc.
História
Período Pré-colonial - Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região da atual cidade de Maceió foram expulsos para o interior do continente por povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era ocupada por um desses povos tupis: o dos caetés.
Período Colonial - No século XVII, início da colonização portuguesa, navios portugueses atracavam onde hoje se localiza o porto do bairro do Jaraguá, local em que eram carregadas madeiras das florestas litorâneas. O porto também serviu, mais tarde, para o embarque de açúcar produzido pelos engenhos locais.
A vila de Maceió foi desmembrada no dia 5 de dezembro de 1815 da então Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, ou simplesmente Vila de Alagoas, atual cidade de Marechal Deodoro. Em 9 de dezembro de 1839, deu-se a elevação à condição de cidade, principalmente por causa do desenvolvimento advindo da operação do porto de Jaraguá, um porto natural que facilitava o atracamento de embarcações, por onde eram exportados açúcar, tabaco, coco e especiarias. Em 16 de dezembro de 1839, é inaugurado o município de Maceió, sendo seu primeiro intendente Augustinho da Silva Neves.
Período Imperial - Maceió foi visitada em 1859 pelo imperador Dom Pedro II, que, inclusive, participou de festas na capital antes de seguir viagem para outras cidades.
O único marquês de Maceió foi Francisco Afonso Meneses Sousa Coutinho, nasceu em Turim, 2 de fevereiro de 1796, foi um militar da marinha de Portugal que, aderindo à independência do Brasil, fora promovido a capitão de fragata. Alcançou a patente de tenente-coronel, passando a ministro da pasta da Marinha em 1827.
Quebra do Xangô - Ocorreu no dia 1 de fevereiro de 1912. A Quebra do Xangô também possui outros nomes, como "Dia do Quebra" e "Quebra-quebra". Muitos historiadores e estudiosos preferem chamá-la de "Quebra de 1912". Consistiu na destruição de todas as casas de culto afro-brasileiro existentes na capital. As referências historiográficas sobre o fato estão nos artigos publicados na sessão Bruxaria, de Oséas Rosas, no já extinto Jornal de Alagoas. Terreiros foram invadidos e objetos sagrados foram retirados e queimados em praça pública; pais e mães de santo foram espancados publicamente.
Século XX - O século XX trouxe o turismo como a principal fonte de renda de todo o município. A cidade possui belas praias de águas cristalinas e repletas de coqueiros, lagunas, uma rica gastronomia, numerosos monumentos e edifícios culturais, a amabilidade de sua gente e sua boa infraestrutura, entre outros. Na década de 1930, chamou a atenção pelo grande movimento literário com a participação de José Lins do Rego, Raquel de Queirós, Graciliano Ramos entre outros. Depois disso Maceió consolidou seu desenvolvimento administrativo e político, iniciando uma nova fase no comércio e a industrialização.