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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

ILHA DO GOVERNADOR - RIO DE JANEIRO ANTIGO

A Ilha do Governador é uma ilha localizada no lado ocidental do interior da Baía de Guanabara, no estado do Rio de Janeiro. Faz parte da região da Zona Norte do Rio de Janeiro e foi um bairro único no município do Rio de Janeiro entre 1960 a 1981 e posteriormente subdividida nos atuais bairros segundo o Decreto Municipal 3.157 de 23 de julho de 1981. 
Com uma área de 40,81 quilômetros quadrados, a Ilha do Governador compreende quatorze bairros que são: Bancários, Cacuia, Cocotá, Freguesia, Galeão, Jardim Carioca, Jardim Guanabara, Moneró, Pitangueiras, Portuguesa, Praia da Bandeira, Ribeira, Tauá e Zumbi, com uma população total de 211 mil habitantes. Tradicionalmente residencial, atualmente apresenta características mistas, compreendendo ainda indústrias, comércio e serviços.
História 
Descoberta em 1502 por navegadores portugueses, os índios Temiminós eram os seus habitantes na época. Chamavam-na de "Ilha de Paranapuã", termo que significa "colina do mar", pela junção de paranã, "mar" e apuã, "colina", sendo também chamada de "Ilha dos Maracajás" (espécie de grandes felinos, então abundantes na região. "Maracajá" também era um outro nome dos índios temiminós que habitavam a ilha). pelos índios Tamoios, inimigos dos Temiminós. 
Terra natal de Arariboia, foi abandonada pelos Temiminós em consequência dos ataques de inimigos Tamoios e de traficantes franceses de pau-brasil, os quais foram definitivamente expulsos em 1567, pelos portugueses. 
O nome "Ilha do Governador" surgiu em 5 de setembro de 1567, quando o governador-geral do então Estado do Brasil (e interino da Capitania do Rio de Janeiro) Mem de Sá doou ao seu sobrinho, Salvador Correia de Sá (o Velho - Governador e Capitão-geral da Capitania Real do Rio de Janeiro de 1568 a 1572), mais da metade do seu território. Correia de Sá, futuro governador da capitania, transformou-a em uma fazenda onde se plantava cana-de-açúcar, com um engenho para produção de açúcar, exportado para a Europa nos séculos XVI, XVII e XVIII. 
Em 1663, foi lançado ao mar o Galeão Padre Eterno, na época o maior navio do mundo. O galeão foi construído num local da ilha que passou a ser conhecido como Ponta do Galeão, originando o atual bairro do Galeão. 
No século XIX, o Príncipe-Regente D. João utilizou o seu espaço como coutada para a caça. Segundo a tradição, conta-se que a Praia da Bica recebeu este nome por causa de uma fonte que costumava servir de banho ao jovem príncipe D. Pedro, mais tarde D. Pedro I (1822-1831). Tal fonte existe até os dias atuais. O desenvolvimento da Ilha do Governador, entretanto, só ocorreu a partir da ligação regular da ilha com o continente, efetuada por barcas a vapor com atracadouro na Freguesia desde 1838. Mais tarde, outros atracadouros foram construídos no Galeão e na Ribeira, integrando a área à economia do café e à atividade industrial (produção de cerâmica). 
No início do século XX, os bondes chegaram à ilha, efetuando a ligação interna de Cocotá à Ribeira (1922), percurso estendido posteriormente até ao Bananal e a outros pontos. Também é neste século que se instalaram as unidades militares: a Base Aérea do Galeão, os quartéis do Corpo de Fuzileiros Navais e a Estação Rádio da Marinha (Ermrj), época em que o bairro se constituía num balneário frequentado principalmente pela classe média do município do Rio de Janeiro. 
Em 23 de julho de 1981, através do Decreto Número 3.157, do então prefeito Júlio Coutinho, no tempo do Governador Chagas Freitas, o bairro da Ilha do Governador foi oficialmente extinto e transformado nos seus atuais quatorze bairros oficiais.
Geografia 
A região por sua peculiar localização dentro da Baía de Guanabara, conta com excelente ventilação, o que garante um clima bem mais ameno nos dias mais quentes de verão. Essa vantagem, por outro lado, representa um risco quando se trata de grandes tempestades, pois a ilha fica sujeita a fortes vendavais e à incidência acima do comum para a região de chuvas de granizo. 
A arborização do bairro é bastante intensa, não apenas pela recomposição de espécies nativas da Mata Atlântica dentro da área da aeronáutica no Galeão e da Marinha no Jardim Guanabara, Bancários, Freguesia e bananal, mas também em diversas áreas públicas e principalmente nos quintais das inúmeras residências por todo o bairro, auxiliando na prevenção das ilhas de calor que se formam em algumas regiões pouco arborizadas e excessivamente construídas dentro de metrópoles. A Área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana do Rio Jequiá, APARU do Jequiá, visa a recomposição e a preservação do ecossistema de manguezal apresentando resultados bastante relevantes, em função de sua localização dentro da metrópole. 
Hidrografia 
O entorno da Praia do Quebra Coco foi transformado em uma pequena reserva ecológica através da construção de um parque municipal, Professor Marcello de Ipanema; área vizinha à marina do Jardim Guanabara, formando um complexo de lazer. Além dessa praia, a ilha possui pequenas praias de orla fina, que estão localizadas em ruas de residenciais comuns: 
• Praia do Barão (Bancários) 
• Praia do Galeão (Galeão)
• Praia das Pitangueiras (Pitangueiras) 
• Praia da Ribeira (Ribeira) 
Além de praias de orla espessa que atuam como o centro de esportes e vida noturna dos bairros. 
• Praia da Guanabara (Freguesia) 
• Praia da Bandeira (Praia da Bandeira) 
• Praia da Bica (Jardim Guanabara) 
• Praia da Engenhoca (Ribeira) 
• Praia do Zumbi (Zumbi) 
• Praia do Belo Jardim (Galeão) 
Há também um rio que corta a Ilha: o Rio Jequiá. 
Brasão de Armas 
Apesar de incomum nos municípios brasileiros, algumas divisões do município do Rio de Janeiro possuem brasões, bandeiras e hinos, adquiridos à época em que seu território era compreendido no antigo estado da Guanabara. O brasão da região administrativa da Ilha do Governador é composto de: 
• Um escudo heráldico português (arredondado na base e formando ângulos retos na parte superior), encimado por uma coroa mural de cinco torres de ouro, símbolo de cidade. • Aos lados, dois golfinhos, símbolo de povoação marítima, tendo ao lado direito a data de 1568, data da doação da sesmaria de mais da metade das terras da ilha, concedida por Mem de Sá, Governador-geral do Estado do Brasil, a Salvador Correia de Sá, o Velho, segundo governador da Capitania do Rio de Janeiro. 
• Do lado esquerdo, a data de 1961, de criação do brasão de armas da Ilha do Governador, ambos os números em vermelho. 
• Embaixo, ainda em vermelho, a legenda Governador, referente ao nome da ilha e ao cargo de Salvador Correia de Sá. 
• Divisão quartelada, sendo o primeiro quartel (à direita), sobre fundo branco (prata), um arco em vermelho disparando uma flecha, simbolizando a primitiva ocupação indígena da ilha. No segundo quartel (embaixo, à direita), sobre fundo vermelho, o retrato de Salvador Correia de Sá. À esquerda, no primeiro quartel, sob fundo azul, a Capela Imperial Nossa Senhora da Conceição, em ouro (amarelo), simbolizando a criação da Freguesia de mesmo nome, em 1710. Embaixo, sob fundo azul, as armas da Aeronáutica (asas) e da Marinha (uma âncora), em ouro (amarelo), simbolizando a ocupação militar da Ilha.
Em heráldica, o vermelho simboliza a vitória, com sangue, sobre o inimigo. No brasão, o vermelho simboliza a vitória decisiva para a conquista do Rio de Janeiro pelos portugueses. No período de 1961 a 1975, o brasão de armas da Ilha do Governador teve uma estrela de prata sobre a coroa-mural de ouro, simbolizando o Estado da Guanabara. Com a fusão, em 1975, o brasão perdeu a estrela.
Subdivisões 
A Ilha do Governador é dividida em 14 bairros: Bancários, Cacuia, Cocotá, Freguesia, Galeão, Jardim Carioca, Jardim Guanabara, Moneró, Pitangueiras, Portuguesa, Praia da Bandeira, Tauá e Zumbi. 
O bairro Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, localiza-se na região administrativa da Ilha do Governador, mas não na Ilha do Governador enquanto acidente geográfico. 
Projeto e Emancipação 
No dia 15 de maio de 2001, o então deputado estadual Albano Reis apresentou o projeto de lei nº 2 244/2001, que previa a criação do município da Ilha do Governador, porém o projeto não avançou na ALERJ. 
Economia 
Comércio 
Possui um comércio variado, desde o popular com as tradicionais feirinhas nos bairros do Cacuia e do Cocotá até lojas voltadas para a classe média ao longo da Estrada do Galeão bem como a concentração dos supermercados da região, e também lojas de grife no Jardim Guanabara e no Shopping Ilha Plaza. O dinamismo da economia do bairro só não é maior pois há a limitação do gabarito das construções em três pavimentos, não apenas por sua proximidade com o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão mas também por conta do controle demográfico, o que se por um lado restringe a capacidade de criação de oportunidades dentro do bairro e a criação de uma concentração de atividades com sinergia suficiente para atrair grande movimento de diversas regiões da metrópole, mantém a qualidade de vida dos moradores em patamares elevados. 
Indústria 
A tradição manufatureira da ilha remonta às caieiras coloniais, ampliada a partir da década de 1860, quando se iniciou a fabricação de produtos cerâmicos, telhas e tijolos que deram nome à Praia da Olaria. Essa atividade foi reforçada, na década seguinte, pela inauguração da Fábrica de Produtos Cerâmicos Santa Cruz (1873), nas terras da antiga Fazenda da Conceição, atual Jardim Guanabara.
No século XX, a partir da década de 1970, o estaleiro Transnave instalou-se na Ribeira e, posteriormente, o Eisa (ex-Emaq), na Praia da Rosa, fabricando embarcações de grande porte. 
Destaca-se ainda a presença de dois complexos industriais transnacionais produzindo aditivos e óleos lubrificantes: a Shell, na Ribeira e a Exxon, no Zumbi. 
Serviços 
A Ilha do Governador conta com um Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar (19º GBM), uma Delegacia de Polícia Civil (37ª DP), um Batalhão da Polícia Militar (17° BPM), 12ª Inspetoria da Guarda Municipal, um Fórum Regional da Comarca da Capital, um Cartório de Registro Civil e diversos Cartórios de Notas, uma Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil seção Rio de Janeiro, um Núcleo da Defensoria Pública, agências de correios e um hospital municipal, além de uma UPA (Unidade de pronto atendimento). 
O governo municipal encontra-se presente através de escritórios da Divisão de Conservação e Obras, do Departamento de Fiscalização e Edificações e de uma gerência da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). 
Aeroporto internacional 
Em 1952, foi inaugurado o Aeroporto do Galeão, ampliado em 1977 para atender linhas internacionais (quando passou a chamar-se Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro). Maior complexo aeroportuário da época, com capacidade inicial para seis milhões de passageiros por ano, o antigo Galeão passou a operar como Terminal de Cargas. O Aeroporto internacional, depois Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro - Galeão - Antônio Carlos Jobim, atualmente consta de dois terminais de passageiros, um terminal de cargas da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), um terminal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (CORREIOS), um terminal de cargas da VARIG LOG e um hangar industrial da TAP Maintenance and Engineering, antiga VEM - Varig Engenharia e Manutenção. Como é um aeroporto misto (civil e militar), ainda conta com o chamado Galeão Velho para operações do Correio Aéreo Nacional e para recepção e entrega de carga junto às empresas transportadoras de carga aérea, sem contar que as aeronaves militares, que pousam no Aeroporto Internacional Tom Jobim têm como destino o pátio militar localizado na Base Aérea do Galeão. 
Cultura 
Esportes 
A Ilha abriga o Estádio Luso Brasileiro para a prática do Futebol cuja proprietária é a Associação Atlética Portuguesa, equipe do bairro que disputa o Campeonato Carioca de Futebol. Apesar de pertencer à Portuguesa-RJ, o estádio já foi administrado pela empresa estatal Petrobras em 2005 (recebendo a alcunha de Arena Petrobrás) e, em 2016, pelo Botafogo (sendo também chamada de Arena Botafogo). Desde janeiro de 2017 está sendo administrado pelo Flamengo (e sob a nova gestão, ficou também conhecida como Ilha do Urubu). O estádio além de receber jogos do campeonato local, já foi palco de partidas da principal divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol, no âmbito internacional da Copa Sul-Americana. O estádio também já serviu para disputa de provas de turfe e jogos de futebol americano. 
No Centro Esportivo Municipal Parque Royal atualmente treina o Ilha Futebol Clube com intuito de trabalhar com Formação de Atletas para base em parcerias com clubes federados, além disso, a região conta com diversas áreas de prática poliesportiva como o Corredor Esportivo localizado no bairro do Moneró e o Parque Poeta Manuel Bandeira, também conhecido como Aterro do Cocotá, localizado no bairro do Cocotá. 
Carnaval 
A ilha congrega três agremiações de escolas de samba com a Acadêmicos do Dendê no bairro do Tauá, o Boi da Ilha do Governador (suspensa de desfilar desde março de 2017 pelo rebaixamento no Grupo E) com sede no bairro da Freguesia e a principal dentre elas a União da Ilha do Governador do bairro do Cacuia e que participa do Desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro pertencendo ao Grupo Especial, além de diversos blocos que compõem a região nessa época em todos os bairros. 
Literatura e Arte 
A região possui uma biblioteca popular no bairro do Cocotá de livre acesso para todos assim como a Lona Cultural Renato Russo, palco de diversas manifestações artísticas localizada no mesmo bairro. No bairro do Jardim Guanabara encontra-se a região da Praia da Bica, point de várias casas de eventos e encontros entre os mais jovens. Na região havia a Casa de Cultura Elbe de Holanda, último centro cultural do Rio de Janeiro fechado em 2013..
Moradores ilustres 
Personalidades
Já residiram ou ainda residem na região algumas Personalidades famosas, como: 
• Bete Mendes - atriz 
• Castro Gonzaga - ator 
• Chacrinha - radialista e apresentador de TV 
• Eduardo Galvão - ator 
• Elbe de Holanda - atriz e diretora 
• Haroldo de Andrade - radialista 
• Leandro Hassum - ator e humorista
• Letícia Spiller - atriz 
• Lima Barreto - escritor 
• Miguel Falabella - ator e diretor 
• Rachel de Queiroz - escritora e jornalista 
Cantores 
• Assis Valente 
• Aroldo Melodia 
• Chiquinha Gonzaga 
• Cristina Mel 
• Buchecha 
• Cassiane 
• Elza Soares 
• Jairinho Manhães 
• Ludmilla 
• Gonzaguinha 
• Luiz Gonzaga 
• Orlando Silva 
• Quinho do Salgueiro 
• Renato Russo 
• Vinícius de Moraes 
• Wanderley Cardoso 
Futebolistas 
• Brito 
• Diego Souza 
• Garrincha 
• Nílton Santos 
• Quarentinha 
• Roberto Dinamite 
Transporte 
Ciclovia 
A Ilha possui cerca de 62 km de ciclovias e ciclofaixas, sendo a maioria ciclofaixas compartilhadas.
Referência par o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

RIO ANTIGO 11 - RIO DE JANEIRO

A cidade foi, sucessivamente, capital da colônia portuguesa do Estado do Brasil (1763-1815), depois do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), do Império do Brasil (1822-1889) e da República dos Estados Unidos do Brasil (1889-1968) até 1960, quando a sede do governo foi transferida definitivamente para a recém-construída Brasília.
O litoral do atual estado do Rio de Janeiro era habitado por índios do tronco linguístico macro-jê há milhares de anos. Por volta do ano 1000, a região foi conquistada por povos de língua tupi procedentes da Amazônia. Um destes povos, os tamoios, também conhecidos como tupinambás, ocupava a região ao redor da Baía de Guanabara no século XVI, quando os portugueses chegaram à região.
A Baía de Guanabara, à margem da qual a cidade foi fundada, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1 de janeiro de 1502. No entanto, em 1 de novembro de 1555, os franceses, capitaneados por Nicolas Durand de Villegagnon, apossaram-se da Baía da Guanabara, estabelecendo uma colônia na ilha de Sergipe (atual ilha de Villegagnon). Lá, ergueram o Forte Coligny, enquanto consolidavam alianças com os índios tupinambás locais. Enquanto isso, os portugueses se aliaram a um grupo indígena rival dos tupinambás, os temiminós e foi com o auxílio destes que atacaram e destruíram a colônia francesa em 1560. Os franceses só foram completamente expulsos da região pelos portugueses em 1567.
Persistindo a presença francesa na região, os portugueses, sob o comando de Estácio de Sá, acompanhado por um grupo de fundadores incluindo também D. Antônio de Mariz, desembarcaram num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Morro do Pão de Açúcar, fundando, a 1 de março de 1565, a cidade de "São Sebastião do Rio de Janeiro". Uma vez conquistado o território, em uma pequena praia protegida pelo Morro do Pão de Açúcar, edificaram uma fortificação de faxina e terra, o embrião da Fortaleza de São João.
A expulsão e derrota definitiva dos franceses e seus aliados indígenas, no entanto, só se deu em janeiro de 1567. A vitória de Estácio de Sá, subjugando elementos remanescentes franceses (os quais, aliados aos tamoios, dedicavam-se ao comércio e ameaçavam o domínio português na costa do Brasil), garantiu a posse do Rio de Janeiro, rechaçando, a partir daí, novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, seu domínio sobre as ilhas e o continente. A povoação foi refundada no alto do antigo Morro do Castelo, que se localizava no atual centro da cidade.
O morro foi removido em 1922 como parte de uma reforma urbanística. O novo povoado marcou o começo de fato da expansão da cidade. Durante quase todo o século XVII, a cidade acenou com um desenvolvimento lento. Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais. A partir delas, nasceram as principais ruas do atual Centro. Com cerca de 30.000 habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial.
Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro.
A vinda da corte portuguesa, em 1808, marcaria profundamente a cidade, então convertida no centro de decisão do Império Português, debilitado com as guerras napoleônicas. Após a Abertura dos Portos, tornou-se um proeminente centro comercial. Nos primeiros decênios, foram criados diversos estabelecimentos de ensino, como a Academia Militar, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios e a Academia Imperial de Belas Artes, além da Biblioteca Nacional - com o maior acervo da América Latina - e o Jardim Botânico. O primeiro jornal impresso do Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro, entrou em circulação nesse período. Foi a única cidade no mundo a sediar um império europeu fora da Europa.
Após a Independência do Brasil (1822), a cidade tornou-se a capital do Império do Brasil, enquanto a província enriquecia com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Em 1823, o Rio de Janeiro recebeu o título de Muito Leal e Heroica por carta imperial de D. Pedro I, por seus habitantes terem apoiado o então príncipe regente em sua decisão de permanecer no Brasil, no que viria ser conhecido como Dia do Fico. De modo a separar a província da capital do Império, a cidade foi convertida, no ano de 1834, em Município Neutro, passando a província do Rio de Janeiro a ter Niterói como capital.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

RIO ANTIGO 10 - RIO DE JANEIRO

A cidade foi, sucessivamente, capital da colônia portuguesa do Estado do Brasil (1763-1815), depois do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), do Império do Brasil (1822-1889) e da República dos Estados Unidos do Brasil (1889-1968) até 1960, quando a sede do governo foi transferida definitivamente para a recém-construída Brasília. 
O litoral do atual estado do Rio de Janeiro era habitado por índios do tronco linguístico macro-jê há milhares de anos. Por volta do ano 1000, a região foi conquistada por povos de língua tupi procedentes da Amazônia. Um destes povos, os tamoios, também conhecidos como tupinambás, ocupava a região ao redor da Baía de Guanabara no século XVI, quando os portugueses chegaram à região. 
A Baía de Guanabara, à margem da qual a cidade foi fundada, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1 de janeiro de 1502. No entanto, em 1 de novembro de 1555, os franceses, capitaneados por Nicolas Durand de Villegagnon, apossaram-se da Baía da Guanabara, estabelecendo uma colônia na ilha de Sergipe (atual ilha de Villegagnon). Lá, ergueram o Forte Coligny, enquanto consolidavam alianças com os índios tupinambás locais. Enquanto isso, os portugueses se aliaram a um grupo indígena rival dos tupinambás, os temiminós e foi com o auxílio destes que atacaram e destruíram a colônia francesa em 1560. Os franceses só foram completamente expulsos da região pelos portugueses em 1567. 
Persistindo a presença francesa na região, os portugueses, sob o comando de Estácio de Sá, acompanhado por um grupo de fundadores incluindo também D. Antônio de Mariz, desembarcaram num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Morro do Pão de Açúcar, fundando, a 1 de março de 1565, a cidade de "São Sebastião do Rio de Janeiro". Uma vez conquistado o território, em uma pequena praia protegida pelo Morro do Pão de Açúcar, edificaram uma fortificação de faxina e terra, o embrião da Fortaleza de São João. 
A expulsão e derrota definitiva dos franceses e seus aliados indígenas, no entanto, só se deu em janeiro de 1567. A vitória de Estácio de Sá, subjugando elementos remanescentes franceses (os quais, aliados aos tamoios, dedicavam-se ao comércio e ameaçavam o domínio português na costa do Brasil), garantiu a posse do Rio de Janeiro, rechaçando, a partir daí, novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, seu domínio sobre as ilhas e o continente. A povoação foi refundada no alto do antigo Morro do Castelo, que se localizava no atual centro da cidade. 
O morro foi removido em 1922 como parte de uma reforma urbanística. O novo povoado marcou o começo de fato da expansão da cidade. Durante quase todo o século XVII, a cidade acenou com um desenvolvimento lento. Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais. A partir delas, nasceram as principais ruas do atual Centro. Com cerca de 30.000 habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial. 
Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro. 
A vinda da corte portuguesa, em 1808, marcaria profundamente a cidade, então convertida no centro de decisão do Império Português, debilitado com as guerras napoleônicas. Após a Abertura dos Portos, tornou-se um proeminente centro comercial. Nos primeiros decênios, foram criados diversos estabelecimentos de ensino, como a Academia Militar, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios e a Academia Imperial de Belas Artes, além da Biblioteca Nacional - com o maior acervo da América Latina - e o Jardim Botânico. O primeiro jornal impresso do Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro, entrou em circulação nesse período. Foi a única cidade no mundo a sediar um império europeu fora da Europa.  
Após a Independência do Brasil (1822), a cidade tornou-se a capital do Império do Brasil, enquanto a província enriquecia com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Em 1823, o Rio de Janeiro recebeu o título de Muito Leal e Heroica por carta imperial de D. Pedro I, por seus habitantes terem apoiado o então príncipe regente em sua decisão de permanecer no Brasil, no que viria ser conhecido como Dia do Fico. De modo a separar a província da capital do Império, a cidade foi convertida, no ano de 1834, em Município Neutro, passando a província do Rio de Janeiro a ter Niterói como capital. 
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

SEROPÉDICA - RIO DE JANEIRO

Seropédica é um município brasileiro da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 75 quilômetros da capital do estado. Ocupa uma área de 283,634 km², e sua população foi estimada no ano de 2020 em 92.563 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo, então, o 31º mais populoso do estado. Faz limites com os municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Japeri, Queimados, Itaguaí e Paracambi.
Topônimo
O nome da cidade veio da antiga fazenda "Seropédica do Bananal", onde eram produzidos diariamente cerca de 50.000 casulos de Bombyx mori, o bicho-da-seda.
"Seropédica" é um neologismo formado por duas palavras: uma de origem latina, "sericeo" ou "serico", que significa "seda"; e outra grega, παιδεία, ας, translit. paideía, as, que significa "nutrição, criação, cultivo". Portanto, "Seropédica" significa "local onde se cultiva seda".
O nome da antiga fazenda de seda foi dado à cidade em 1875. Naquela época, a terra era conhecida como o "segundo distrito" de Itaguaí.
História
Ocupação indígena
O atual território brasileiro já era habitado desde pelo menos 10000 a.C. por povos provenientes de outros continentes (possivelmente da Ásia e da Oceania ou África). Por volta do ano 1000, a maior parte do litoral brasileiro, inclusive a região do atual município de Seropédica, foi invadida por povos tupis procedentes da Amazônia que expulsaram as tribos locais tapuias para o interior do continente.
Século XVI: a chegada dos europeus
No século XVI, a região de Seropédica era dominada pelos índios tamoios, também chamados tupinambás. Em 1536, com o crescente tráfico de peles e madeiras (principalmente pau-brasil) praticado, em sua maioria, por franceses, desde o litoral do atual estado de Pernambuco, onde montaram um fortim, até Cabo Frio, a coroa portuguesa instituiu uma forma de ocupar e defender as terras já há algum tempo descobertas. Para isso, criou as capitanias hereditárias, modelo já utilizado nas ilhas de Cabo Verde, e as distribuiu entre fidalgos, para que estes ocupassem os lotes cedidos, promovendo sua colonização e defendendo-os. O atual município de Seropédica está na área que pertencia à capitania de São Vicente, cujo donatário era Martim Afonso de Sousa.
Cristóvão Monteiro, ouvidor do Rio de Janeiro, enviou, em 1567, requerimento a Martim Afonso de Sousa, donatário da capitania, solicitando uma gleba de terras na margem direita do rio Guandu. A posse foi efetivada em 30 de dezembro daquele ano.
Em 7 de dezembro de 1589, a marquesa Ferreira, viúva de Cristóvão Monteiro, atendendo à vontade do finado marido, doou parte das terras aos jesuítas. A outra parte coube, por herança, a sua filha Catarina Monteiro. Então a região foi efetivamente explorada por, entre outros, Garcia Aires e pelo filho do bandeirante Fernão Dias Pais Leme, Garcia Paes Leme. A busca visava, principalmente, à descoberta de esmeraldas. Os dois exploradores ocuparam terras na margem esquerda do rio Guandu. Foram responsáveis, por exemplo, pela fundação do atual município de Nova Iguaçu.
Século XVII
Em 30 de maio de 1612, Catarina Monteiro e seu marido José Adorno transferiram, aos jesuítas, as terras herdadas em troca de terras na Capitania de Santo Amaro (em Bertioga, em São Paulo). Por essa ocasião, a região era conhecida por "Brejaes de São João Grande" (grafia da época), devido ao fato de, ali, se encontrarem grandes alagadiços, principalmente no período das fortes chuvas, responsáveis pelas cheias periódicas no rio Guandu.
Os jesuítas adquiriram, por doação, compra ou permuta, imensa quantidade de terras. Esta área compreende hoje aos seguintes municípios: parte do Rio de Janeiro (Santa Cruz e Campo Grande), Seropédica, Itaguaí, Mendes, Nova Iguaçu, Paracambi, Japeri, Engenheiro Paulo de Frontin, Piraí, Rio Claro, Vassouras e Volta Redonda.
Século XVIII
Em 25 de outubro de 1729, os jesuítas encarregaram uma equipe, liderada por Manuel Maia da Hora, de medir tão extensa propriedade. Tais medições só podiam ser realizadas entre junho e novembro, fora do período das chuvas. Em meados de novembro, subindo a margem direita do rio Guandu, a equipe encontra um vilarejo conhecido como Bananal. A ocupação do local se deu numa dessas explorações realizada no final do século XVI. Era comum que, para evitar serem acometidos pela fome em seus deslocamentos, os exploradores plantassem roças ao longo do caminho e deixassem alguém de vigília no local. Com o fim da expedição, muitos retornavam para os locais de roça e ali se estabeleciam. A palavra Bananal não se refere a uma plantação de bananas, como seria lógico deduzir, mas a um termo indígena, Mb’-a-nâ-n-á, que significa torcido, fazer voltas e é alusivo à correnteza do rio Guandu.
Por volta de 1758, o povoado do Bananal ganha em importância com a descoberta de ouro na região de Vila Rica, atual Ouro Preto. Por ali, passava uma pequena estrada que ligava o caminho velho de São Paulo (que deu origem à atual rodovia Rio-São Paulo) ao caminho das Minas ou estrada real (saindo da Baía da Guanabara, na altura de Duque de Caxias até Ouro Preto). Esta pequena estrada, após passar pelo povoado de Bananal, cruzava o rio Guandu e continuava por uma trilha árdua até atingir a Estrada Real. Ela ficou conhecida como "caminho das minas do Guandu", pois se acreditava que, nas serras próximas, havia ouro. Isto fazia, do lugar, uma importante rota de aventureiros em direção às Minas Gerais. Mais tarde, a estrada funcionou como uma alternativa para se retirar o ouro sem passar pelos postos de controle da Coroa portuguesa e, com isso, fugir dos pesados tributos, o que levou a coroa a instalar o registro do rio Itaguaí. Já nessa época, funcionavam, nas áreas do povoado do Bananal, duas feitorias da Fazenda de Santa Cruz. A feitoria do Peripery destinava-se à produção de arroz, feijão, milho, anil e aguardente. A feitoria do Bom Jardim, localizada nas margens do Ribeirão da Lages, destinava-se, principalmente, à extração de madeira para diversas finalidades.
Século XIX
Em 1817, foi erguida, no povoado de Bananal, uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. A doação do terreno para a construção partiu de Francisco do Amor Divino e Maria Rosa do Nascimento Pereira de Sousa. Também foram doados terrenos para a construção de um cemitério e de um logradouro público.
Século XX
Em 1938, foi aberta a estrada Rio-São Paulo. Em 1938, começou a ser construída a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro utilizando-se um dos prédios da antiga fábrica de seda. Em 1948, a universidade transferiu seu campus para as margens da antiga Rodovia Rio-São Paulo, hoje BR-465, iniciando-se, então, o desenvolvimento urbano de Seropédica. Na mesma época a Companhia de Expansão Territorial lançou o loteamento Parque Campo Lindo, processo que iniciou a ocupação urbana na porção sudeste do atual município. A região permaneceu inexpressiva por muito tempo em vista das dificuldades de acesso, pois só era servido por uma linha férrea, com pouca movimentação de trens, sendo ligado ao município do Rio de Janeiro por uma estrada não pavimentada.
Emancipação do município
Em 1995, face à edição da Lei n.º 2.446, de 12 de outubro, Seropédica tornou-se município independente de Itaguaí, sendo inaugurado em 1º de janeiro de 1997. Com a emancipação, Seropédica teve sua economia movimentada e ganhou grandes obras de infraestrutura, assim como incremento do comércio local
Clima
A temperatura média anual compensada da região é de 24 °C e a precipitação média de 1.260 mm. O clima é tropical subsumido com pouco ou nenhum déficit hídrico e mesotérmico com calor bem distribuído o ano todo. É classificado como Aw segundo o modelo de Köppen. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), considerando-se o período de 1961 a 1983 e a partir de 1986, a menor temperatura registrada em Seropédica, no campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), foi de 6,5 °C em 1° de junho de 1979 e a maior atingiu 42,6 °C em 9 de setembro de 1997. O recorde de precipitação em 24 horas é de 162,6 milímetros (mm) em 12 de fevereiro de 2007. Desde maio de 2000, quando o INMET instalou uma estação meteorológica automática no mesmo lugar, a maior rajada de vento alcançou 39,9 m/s (143,6 km/h) em 6 de dezembro de 2009 e o menor índice de umidade relativa do ar (URA) foi de 10%, na tarde de 16 de outubro de 2002.
Economia
O município tem média autonomia econômica, sendo suas principais atividades a extração de areia, para uso na construção civil, o setor industrial com um polo que tem sido instalado as margens da rodovia Presidente Dutra, o comércio e outras coisas que são pagas a cidade como por exemplo a cidade recebe uma grande quantia devido a instalação do aterro sanitário, e dinheiro pago pela Petrobrás devido a um duto que passa pela cidade. [carece de fontes] A atividade extrativa é praticada por várias empresas mineradoras da região, provocando grandes danos ambientais, incluindo a formação de enormes crateras em antigas áreas mineradas, onde os veios de areia foram esgotados. O lençol freático formou lagos saturados de sedimentos minerais, que deixam a água de cor verde-esmeralda e incapaz de sustentar qualquer forma de vida.
Boa parte da economia do município também gira em torno da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e da comunidade universitária. Dada a baixa oferta de emprego local, considerável parte da população economicamente ativa do município trabalha no Rio de Janeiro, o que caracteriza Seropédica como cidade-dormitório porém esse cenário tem mudado aos poucos.
A cidade conta com um polo industrial, situado às margens da BR 116, com uma área de aproximadamente 19 milhões de metros quadrados, destinado a empresas de médio e grande porte. Dentre elas, estão a Usina Termoelétrica Barbosa Lima Sobrinho e a alimentícia Panco.
Todavia, na avaliação de especialistas, Seropédica tende a se tornar um polo logístico, já que está situada a poucos quilômetros do Porto de Itaguaí, além de ser cortada, de leste a oeste, pela Rodovia Presidente Dutra, com acesso a Queimados e Paracambi. Além disso município também é atendido pela BR-465, antiga estrada Rio-São Paulo, que dá acesso à BR 116, à Rodovia Presidente Dutra e a Nova Iguaçu, chegando à Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, na altura de Campo Grande. A RJ 099 liga a cidade a Itaguaí ao sul, e, através da RJ 125, é possível o acesso a Japeri, ao norte. O município é, ainda, atravessado de norte a sul pelo ramal ferroviário Japeri-Mangaratiba. O Arco Rodoviário do Rio de Janeiro faz a ligação do Porto de Itaguaí à BR 101, em Itaboraí
Educação
A cidade abriga o maior campus da América Latina e uma das melhores universidades da América do Sul Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, que oferece cursos de graduação, pós-graduação, além de ensino médio e técnico ofertado através do Colégio Técnico da Universidade Rural (CTUR).
Cultura
Turismo
As principais atrações turísticas de Seropédica são: Parque de Pesquisa da EMBRAPA; Floresta Nacional Mário Xavier; Campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro; CCS- Casa da Cultura de Seropédica e ONG LATINHASOCIAL
Feriados municipais
- Dia 13 de março - Data Histórica da Emancipação através de plebiscito, Lei N° 207 de 26 de fevereiro de 2003.
- Dia 2 de abril - Adoração de Cristo, Lei n° 282 de 25 de julho de 2005.
Em seu calendário de eventos, destacam-se a festa da Padroeira Santa Teresinha, em 1º de outubro e a festa de aniversário do Município, no dia 12 de outubro.
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

RIO ANTIGO 8 - RIO DE JANEIRO

A cidade foi, sucessivamente, capital da colônia portuguesa do Estado do Brasil (1763-1815), depois do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), do Império do Brasil (1822-1889) e da República dos Estados Unidos do Brasil (1889-1968) até 1960, quando a sede do governo foi transferida definitivamente para a recém-construída Brasília. 
O litoral do atual estado do Rio de Janeiro era habitado por índios do tronco linguístico macro-jê há milhares de anos. Por volta do ano 1000, a região foi conquistada por povos de língua tupi procedentes da Amazônia. Um destes povos, os tamoios, também conhecidos como tupinambás, ocupava a região ao redor da Baía de Guanabara no século XVI, quando os portugueses chegaram à região. 
A Baía de Guanabara, à margem da qual a cidade foi fundada, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1 de janeiro de 1502. No entanto, em 1 de novembro de 1555, os franceses, capitaneados por Nicolas Durand de Villegagnon, apossaram-se da Baía da Guanabara, estabelecendo uma colônia na ilha de Sergipe (atual ilha de Villegagnon). Lá, ergueram o Forte Coligny, enquanto consolidavam alianças com os índios tupinambás locais. Enquanto isso, os portugueses se aliaram a um grupo indígena rival dos tupinambás, os temiminós e foi com o auxílio destes que atacaram e destruíram a colônia francesa em 1560. Os franceses só foram completamente expulsos da região pelos portugueses em 1567.
Persistindo a presença francesa na região, os portugueses, sob o comando de Estácio de Sá, acompanhado por um grupo de fundadores incluindo também D. Antônio de Mariz, desembarcaram num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Morro do Pão de Açúcar, fundando, a 1 de março de 1565, a cidade de "São Sebastião do Rio de Janeiro". Uma vez conquistado o território, em uma pequena praia protegida pelo Morro do Pão de Açúcar, edificaram uma fortificação de faxina e terra, o embrião da Fortaleza de São João. 
A expulsão e derrota definitiva dos franceses e seus aliados indígenas, no entanto, só se deu em janeiro de 1567. A vitória de Estácio de Sá, subjugando elementos remanescentes franceses (os quais, aliados aos tamoios, dedicavam-se ao comércio e ameaçavam o domínio português na costa do Brasil), garantiu a posse do Rio de Janeiro, rechaçando, a partir daí, novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, seu domínio sobre as ilhas e o continente. A povoação foi refundada no alto do antigo Morro do Castelo, que se localizava no atual centro da cidade. 
O morro foi removido em 1922 como parte de uma reforma urbanística. O novo povoado marcou o começo de fato da expansão da cidade. Durante quase todo o século XVII, a cidade acenou com um desenvolvimento lento. Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais. A partir delas, nasceram as principais ruas do atual Centro. Com cerca de 30.000 habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial. 
Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro. 
A vinda da corte portuguesa, em 1808, marcaria profundamente a cidade, então convertida no centro de decisão do Império Português, debilitado com as guerras napoleônicas. Após a Abertura dos Portos, tornou-se um proeminente centro comercial. Nos primeiros decênios, foram criados diversos estabelecimentos de ensino, como a Academia Militar, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios e a Academia Imperial de Belas Artes, além da Biblioteca Nacional - com o maior acervo da América Latina - e o Jardim Botânico. O primeiro jornal impresso do Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro, entrou em circulação nesse período. Foi a única cidade no mundo a sediar um império europeu fora da Europa. 
Após a Independência do Brasil (1822), a cidade tornou-se a capital do Império do Brasil, enquanto a província enriquecia com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Em 1823, o Rio de Janeiro recebeu o título de Muito Leal e Heroica por carta imperial de D. Pedro I, por seus habitantes terem apoiado o então príncipe regente em sua decisão de permanecer no Brasil, no que viria ser conhecido como Dia do Fico. De modo a separar a província da capital do Império, a cidade foi convertida, no ano de 1834, em Município Neutro, passando a província do Rio de Janeiro a ter Niterói como capital.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

RIO ANTIGO 7 - RIO DE JANEIRO

A cidade foi, sucessivamente, capital da colônia portuguesa do Estado do Brasil (1763-1815), depois do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), do Império do Brasil (1822-1889) e da República dos Estados Unidos do Brasil (1889-1968) até 1960, quando a sede do governo foi transferida definitivamente para a recém-construída Brasília. 
O litoral do atual estado do Rio de Janeiro era habitado por índios do tronco linguístico macro-jê há milhares de anos. Por volta do ano 1000, a região foi conquistada por povos de língua tupi procedentes da Amazônia. Um destes povos, os tamoios, também conhecidos como tupinambás, ocupava a região ao redor da Baía de Guanabara no século XVI, quando os portugueses chegaram à região. 
A Baía de Guanabara, à margem da qual a cidade foi fundada, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1 de janeiro de 1502. No entanto, em 1 de novembro de 1555, os franceses, capitaneados por Nicolas Durand de Villegagnon, apossaram-se da Baía da Guanabara, estabelecendo uma colônia na ilha de Sergipe (atual ilha de Villegagnon). Lá, ergueram o Forte Coligny, enquanto consolidavam alianças com os índios tupinambás locais. Enquanto isso, os portugueses se aliaram a um grupo indígena rival dos tupinambás, os temiminós e foi com o auxílio destes que atacaram e destruíram a colônia francesa em 1560. Os franceses só foram completamente expulsos da região pelos portugueses em 1567.
Persistindo a presença francesa na região, os portugueses, sob o comando de Estácio de Sá, acompanhado por um grupo de fundadores incluindo também D. Antônio de Mariz, desembarcaram num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Morro do Pão de Açúcar, fundando, a 1 de março de 1565, a cidade de "São Sebastião do Rio de Janeiro". Uma vez conquistado o território, em uma pequena praia protegida pelo Morro do Pão de Açúcar, edificaram uma fortificação de faxina e terra, o embrião da Fortaleza de São João. 
A expulsão e derrota definitiva dos franceses e seus aliados indígenas, no entanto, só se deu em janeiro de 1567. A vitória de Estácio de Sá, subjugando elementos remanescentes franceses (os quais, aliados aos tamoios, dedicavam-se ao comércio e ameaçavam o domínio português na costa do Brasil), garantiu a posse do Rio de Janeiro, rechaçando, a partir daí, novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, seu domínio sobre as ilhas e o continente. A povoação foi refundada no alto do antigo Morro do Castelo, que se localizava no atual centro da cidade. 
O morro foi removido em 1922 como parte de uma reforma urbanística. O novo povoado marcou o começo de fato da expansão da cidade. Durante quase todo o século XVII, a cidade acenou com um desenvolvimento lento. Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais. A partir delas, nasceram as principais ruas do atual Centro. Com cerca de 30.000 habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial. 
Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro. 
A vinda da corte portuguesa, em 1808, marcaria profundamente a cidade, então convertida no centro de decisão do Império Português, debilitado com as guerras napoleônicas. Após a Abertura dos Portos, tornou-se um proeminente centro comercial. Nos primeiros decênios, foram criados diversos estabelecimentos de ensino, como a Academia Militar, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios e a Academia Imperial de Belas Artes, além da Biblioteca Nacional - com o maior acervo da América Latina - e o Jardim Botânico. O primeiro jornal impresso do Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro, entrou em circulação nesse período. Foi a única cidade no mundo a sediar um império europeu fora da Europa. 
Após a Independência do Brasil (1822), a cidade tornou-se a capital do Império do Brasil, enquanto a província enriquecia com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Em 1823, o Rio de Janeiro recebeu o título de Muito Leal e Heroica por carta imperial de D. Pedro I, por seus habitantes terem apoiado o então príncipe regente em sua decisão de permanecer no Brasil, no que viria ser conhecido como Dia do Fico. De modo a separar a província da capital do Império, a cidade foi convertida, no ano de 1834, em Município Neutro, passando a província do Rio de Janeiro a ter Niterói como capital.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

RIO ANTIGO 6

A cidade foi, sucessivamente, capital da colônia portuguesa do Estado do Brasil (1763-1815), depois do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1822), do Império do Brasil (1822-1889) e da República dos Estados Unidos do Brasil (1889-1968) até 1960, quando a sede do governo foi transferida definitivamente para a recém-construída Brasília. 
O litoral do atual estado do Rio de Janeiro era habitado por índios do tronco linguístico macro-jê há milhares de anos. Por volta do ano 1000, a região foi conquistada por povos de língua tupi procedentes da Amazônia. Um destes povos, os tamoios, também conhecidos como tupinambás, ocupava a região ao redor da Baía de Guanabara no século XVI, quando os portugueses chegaram à região. 
A Baía de Guanabara, à margem da qual a cidade foi fundada, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1 de janeiro de 1502. No entanto, em 1 de novembro de 1555, os franceses, capitaneados por Nicolas Durand de Villegagnon, apossaram-se da Baía da Guanabara, estabelecendo uma colônia na ilha de Sergipe (atual ilha de Villegagnon). Lá, ergueram o Forte Coligny, enquanto consolidavam alianças com os índios tupinambás locais. Enquanto isso, os portugueses se aliaram a um grupo indígena rival dos tupinambás, os temiminós e foi com o auxílio destes que atacaram e destruíram a colônia francesa em 1560. Os franceses só foram completamente expulsos da região pelos portugueses em 1567. Persistindo a presença francesa na região, os portugueses, sob o comando de Estácio de Sá, acompanhado por um grupo de fundadores incluindo também D. Antônio de Mariz, desembarcaram num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Morro do Pão de Açúcar, fundando, a 1 de março de 1565, a cidade de "São Sebastião do Rio de Janeiro". Uma vez conquistado o território, em uma pequena praia protegida pelo Morro do Pão de Açúcar, edificaram uma fortificação de faxina e terra, o embrião da Fortaleza de São João. A expulsão e derrota definitiva dos franceses e seus aliados indígenas, no entanto, só se deu em janeiro de 1567. 
A vitória de Estácio de Sá, subjugando elementos remanescentes franceses (os quais, aliados aos tamoios, dedicavam-se ao comércio e ameaçavam o domínio português na costa do Brasil), garantiu a posse do Rio de Janeiro, rechaçando, a partir daí, novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, seu domínio sobre as ilhas e o continente. A povoação foi refundada no alto do antigo Morro do Castelo, que se localizava no atual centro da cidade. O morro foi removido em 1922 como parte de uma reforma urbanística. O novo povoado marcou o começo de fato da expansão da cidade. 
Durante quase todo o século XVII, a cidade acenou com um desenvolvimento lento. Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais. A partir delas, nasceram as principais ruas do atual Centro. Com cerca de 30.000 habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial. 
Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro. 
A vinda da corte portuguesa, em 1808, marcaria profundamente a cidade, então convertida no centro de decisão do Império Português, debilitado com as guerras napoleônicas. Após a Abertura dos Portos, tornou-se um proeminente centro comercial. Nos primeiros decênios, foram criados diversos estabelecimentos de ensino, como a Academia Militar, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios e a Academia Imperial de Belas Artes, além da Biblioteca Nacional - com o maior acervo da América Latina - e o Jardim Botânico. O primeiro jornal impresso do Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro, entrou em circulação nesse período. Foi a única cidade no mundo a sediar um império europeu fora da Europa. 
Após a Independência do Brasil (1822), a cidade tornou-se a capital do Império do Brasil, enquanto a província enriquecia com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Em 1823, o Rio de Janeiro recebeu o título de Muito Leal e Heroica por carta imperial de D. Pedro I, por seus habitantes terem apoiado o então príncipe regente em sua decisão de permanecer no Brasil, no que viria ser conhecido como Dia do Fico. De modo a separar a província da capital do Império, a cidade foi convertida, no ano de 1834, em Município Neutro, passando a província do Rio de Janeiro a ter Niterói como capital.
Referência para o texto: Wikipédia .

terça-feira, 14 de setembro de 2021

RIO ANTIGO 4

Videoclipe sobre o Rio de Janeiro de antigamente, episódio 4, trazendo mais imagens sobre o passado da cidade do Rio de Janeiro..

terça-feira, 23 de março de 2021

BARRA DO PIRAÍ - RIO DE JANEIRO

Barra do Piraí é um município brasileiro situado no sul do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a uma latitude 22º28'12" sul e a uma longitude 43º49'32" oeste, estando a uma altitude de 363 metros.
Etimologia
O nome do município é devido ao fato de o Rio Piraí desaguar no Rio Paraíba do Sul, formando, no município, a barra do rio Piraí.
História
Os primeiros habitantes conhecidos da região do atual município de Barra do Piraí foram os índios xumetos, pitas e araris, também chamados de coroados. Durante o ciclo do ouro em Minas Gerais e Goiás, no século XVIII, diversas trilhas de tropas de mulas cruzaram a região do atual município, levando ouro para o litoral e mantimentos para as minas.
O povoamento de Barra do Piraí, de origem portuguesa, teve início em terras de sesmarias doadas em 1761 e 1765 a Antônio Pinto de Miranda e Francisco Pernes Lisboa. Com área de uma légua em quadra, ficavam situadas nas margens direita e esquerda do rio Piraí, em sua confluência com o Paraíba do Sul. Os primeiros colonizadores foram membros das famílias Faro e Pereira da Silva. Grandes senhores de escravos, dedicaram-se à agricultura e, em pouco tempo, dominaram a região cafeeira, serra acima.
Em 1853, as primitivas sesmarias ficaram interligadas pela ponte que o comendador Gonçalves Morais mandara construir. Perto dela, levantou-se o Hotel Piraí e, mais tarde, novas edificações. A esse tempo, na margem oposta do Paraíba, os comendadores João Pereira da Silva e José Pereira de Faro, futuro barão do Rio Bonito, ergueram o pequeno povoado de Santana.
O rápido desenvolvimento do lugar, onde se realizavam grandes transações comerciais, propiciou a inauguração de uma estação da Estrada de Ferro Central do Brasil a 7 de agosto de 1864. Em seguida, iniciou-se a construção dos ramais mineiro e paulista.
Barra do Piraí foi a primeira cidade emancipada no regime republicano. Sua emancipação deu-se em 10 de março de 1890 e seu emancipador foi José Pereira de Faro, o terceiro Barão do Rio Bonito.
Geografia
Localiza-se em posição estratégica no Vale do Paraíba Fluminense, pois situa-se aproximadamente 100 km da capital do Estado e possui o entroncamento ferroviário mais importante da América Latina, interligando os municípios de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.
Faz divisa com os municípios de Valença, Vassouras, Mendes, Piraí, Pinheiral, Volta Redonda e Barra Mansa.
Economia
Principais atividades: agricultura, indústrias metal-mecânicas e pecuária.
O município possui atualmente 303 indústrias e 2.621 empresas instaladas, dentre as quais destaca-se a Casa do Arroz como maior empregador de salário mínimo da cidade. A economia da cidade baseia-se também no comércio, onde estão presentes várias empresas de renome nacional como: Casas Bahia, Ponto Frio, Lojas Cem.
As principais indústrias presentes na cidade são: Metalúrgica Barra do Piraí; Vigor Alimentos
Metalurgia Schioppa; Svili industrial.
Nas décadas de 1970 e 1980, Barra do Piraí viveu momentos áureos em sua economia, com o crescimento da indústria alimentícia (Belprato).
Mas a liderança econômica de Barra do Piraí foi abalada pelos seguintes fatores:
A criação da Companhia Siderúrgica Nacional e o crescimento da cidade de Volta Redonda.
A construção da Rodovia Presidente Dutra, fazendo com que o transporte para o Vale do Paraíba deixasse de ser apenas ferroviário, como até então.
A extinção dos trens de passageiros feita pelo presidente Jânio Quadros em 1961.
Saúde
Principais hospitais da rede pública: Casa de Caridade Santa Rita de Cássia (Santa Casa); Hospital Maternidade Maria de Nazaré (Hospital da Mãe Pobre); Cruz Vermelha Brasileira - Filial Barra do Piraí
Barra do Piraí conta com diversas clínicas e consultórios particulares.
Educação
O Centro Universitário Geraldo Di Biase é umas das instituições de ensino superior da cidade, apresenta uma ampla variedade de cursos como: Biomedicina, Educação Física, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Administração, Letras, Gestão Ambiental, Gestão em Logística, Gestão em Recursos Humanos, Gestão em Turismo, História, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Artes (Teatro e Artes Visuais), Computação, Enfermagem, Matemática, Pedagogia e Serviço Social.
Há também, no município, uma unidade do Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro, sendo essa semipresencial, oferecendo os cursos de Administração (UFFRJ) ,Licenciatura em Pedagogia (UNIRIO) , Tecnologia de sistemas de computação(UFF),Licenciatura em Geografia (UERJ) e o novo curso,no Polo de Barra do Piraí de Tecnologia em Segurança Pública (UFF) para quem já atua na área , creditados pela Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Turismo
Barra do Piraí faz parte da região Vale do Ciclo do Café, tendo, como principais eventos: Circuito de Outono: Café, Cachaça e Chorinho; Festival Vale do Café; Exposição Agropecuária de Barra do Piraí.
Os principais pontos turísticos da cidade são: Beco da Carioca; Catedral de Santana; Igreja São Benedito; Igreja Santo Cristo dos Milagres; Chaminé da Rede Ferroviária; Casa da Princesa; Aldeia das Águas Resort (antigo Águas Quentes); Ponte Presidente Getúlio Vargas (Ponte Metálica); Santuário da Concórdia; Cachoeira de Ipiabas; Rio Piraí;  Rio Paraíba do Sul; Fazendas históricas da época do café; Ateliês de artesanato
Polo Audiovisual
O Polo Audiovisual de Barra do Piraí é uma estratégia da Prefeitura Municipal, através da qual cria uma política pública de desenvolvimento baseada na economia criativa.
Tem, como objetivo, transformar Barra do Piraí na Cidade do Audiovisual e, dentre suas ações, busca atrair produções audiovisuais para a cidade, qualificar mão de obra, formar plateia e gerar conhecimento.
Barra do Piraí foi o primeiro município do estado do Rio a assinar com a Rio Film Commission (FR-RFC), departamento da Empresa Distribuidora de Filmes S.A. - RIOFILME, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Este acordo visa estabelecer uma articulação e cooperação entre o Governo do Estado e os municípios, de modo a promover e estimular produções audiovisuais nacionais e estrangeiras no Rio de Janeiro Por meio do Acordo de Cooperação Técnica, a FR-RFC apoiará o município na criação das condições necessárias para atrair produções audiovisuais, como filmes, documentários, animações 2D e 3D, séries de televisão e comerciais.
O acordo foi assinado em 1 de junho de 2010 no Rio de Janeiro.
No município foi gravado o longa metragem " Casamento de Gorete ".
O município conta com duas salas de cinema da Rede Cine Show no mercado municipal.
O governo do estado através da Secretaria de Ciência e Tecnologia, implantou no CVT (Centro Vocacional Tecnológico) da cidade, em 2013, cursos voltados para a área de Áudio Visual.
Bandas da cidade
Barra do Piraí possui 3 bandas históricas.
- Sociedade Musical Euterpe Comercial - Fundada em 19 de maio de 1900 (120 anos) Endereço: Rua Major Ferraz, 171, Centro.
- Sociedade Musical União dos Artistas - Fundada em 10 de janeiro de 1901 (120 anos) Endereço: Rua Barbosa, 100, Bairro Santo Cristo.
- Sociedade Musical Moreira Lopes - Fundada em 02 de julho de 1922 (98 anos) Endereço: Rua Tiradentes, 148, Centro.
Calendário de Eventos
- 10 de março de 1890 - Data da emancipação de Barra do Piraí.
- 26 de julho - Dia da Padroeira da cidade. Senhora Santana.
Referência para o texto: Wikipédia ..

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

ITAPERUNA - RIO DE JANEIRO

Itaperuna é um município da Microrregião de Itaperuna, na Mesorregião do Noroeste Fluminense, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Dista 313 quilômetros da capital do estado, a cidade do Rio de Janeiro. Ocupa uma área de 1.105,566 quilômetros quadrados. Sua população, em 2020, foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 103.800 habitantes, sendo, assim, o 29º município mais populoso do estado do Rio de Janeiro e o primeiro de sua microrregião.
Topônimo
Segundo o geógrafo Alberto Ribeiro Lamego, a Pedra Elefantina -"com sua lombada polida e negra"- teria sido inspiração para o nome do município de Itaperuna, quando em 6 de dezembro de 1889 foi a vila elevada a cidade, recebendo o nome atual, cuja etimologia indígena é dada como significando "pedra preta"; aquela época o imponente maciço rochoso ainda pertencia ao território deste município. A referida Pedra Elefantina é parte integrante do Brasão de Armas do município de Itaperuna, criado em 1960 por Alberto Fioravante, especialista em Heráldica nascido em Muqui.
"Itaperuna" é um termo proveniente da língua tupi antiga. Significa "pedra erguida escura", através da junção dos termos itá (pedra), byr (erguida) e una (escura). Outra designação seria "ita" (pedra), "per" (caminho) e "una" (preta) portanto caminho da pedra preta.
História
Até o século XVI, a região era habitada pelos índios puris. A partir de então, a região foi ocupada por bandeirantes e aventureiros que demandavam a baixada pelos afluentes da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul. A atividade econômica predominante passou a ser a criação de gado, que se desenvolveu em fazendas de grandes extensões.
Em 1831, o desbravador José de Lannes Dantas Brandão esteve na região, com iniciativas que passaram a atrair população para o núcleo pioneiro do futuro município. Lanes chegou à região após sua deserção da milícia do exército. Só viria a se fixar em 1834, quando se estabeleceu num lugar que foi denominado Porto Alegre. Pelos serviços de colonização, foi perdoado pelo governo, vindo a ser morto, no entanto, por seus escravos em 1852.
Em 1832, os Três Josés: José Garcia Pereira, José Ferreira César e José Bastos Pinto, vieram a região atrás de ouro. José Ferreira César era parente de José de Lannes. Eles se fixaram no Arraial de Laje, atual Laje do Muriaé, e são considerados fundadores da cidade.
A partir do final do século XIX, com o advento da economia cafeeira, a colonização se efetuou de forma rápida e uniforme.
Em 1834 surge o povoado de Natividade do Carangola, fundado por José de Lannes.
As negociações para desmembrar o território que hoje é Itaperuna começaram em 1870, e as discussões foram realizadas em Laje do Muriaé O principal articulador político para a construção de uma vila foi o Comendador Venâncio José Garcia. O Comendador Venâncio era muito bem visto por D. Pedro II e tinha bastante influência política.
Em 24 de novembro de 1885, o Decreto 2.810 elevou a Freguesia de Nossa Senhora da Natividade de Carangola (um dos primeiros nomes da cidade) à categoria de Vila de Itaperuna, levando esse nome por ser passagem para se chegar à Pedra Elefantina, localizada na divisa estadual de Minas Gerais com Rio de Janeiro; entre os municípios de Porciúncula e Antônio Prado de Minas.
O Comendador Cardoso Moreira era o principal interessado na criação da vila, visto que era donos das terras aonde seria fundado a vila. A criação de uma vila no local ajudaria em seus negócios, pois era acionista majoritário da Estrada de Ferro Campos a Carangola.
Para que fosse possível a emancipação de Campos dos Goytacazes, a Assembleia Provincial, em 1887, transferiu a sede de Natividade do Carangola para a Freguesia do Porto Alegre, em terras doadas pelo Comendador José Cardoso Moreira. Atualmente essa sede é a sede do município de Natividade.
Em 1887, foi criada a freguesia de São José do Havaí, nome em homenagem às armas brasileiras na Batalha de Avaí, na Guerra do Paraguai. Foram doados quinze alqueires de terra para patrimônio dessa vila pelo senhor Jaime Porto. A povoação foi elevada à categoria de vila em 1887, com a denominação de São José do Avaí, favorecida pela posição geográfica de fácil acessibilidade a Campos dos Goitacases, reforçada posteriormente pela ligação ferroviária. A cidade teve o núcleo inicial em torno da linha da estrada de ferro, à margem esquerda do Rio Muriaé. Hoje, ambos os lados do rio estão ocupados pela malha urbana.
A área experimentou crescimento regional, concomitante à ampliação de sua importância administrativa e, em 1889, foi elevada à categoria de cidade, não fazendo mais parte do município de Campos dos Goytacazes, com o nome de Itaperuna, assim Campos dos Goytacazes perdeu a metade de seu território. Em 10 de maio de 1889, foi feita a primeira eleição para a câmara dos vereadores, sendo a vitória dos republicanos, que tomaram posse no dia 4 de julho do mesmo ano, sendo, portanto, a primeira câmara republicana do país, em pleno regime monárquico, regime esse que viria a ser desbancado pelo marechal Deodoro da Fonseca em 15 de novembro desse mesmo ano. Em 6 de dezembro de 1889, foi a vila de São José do Avaí transformada em município de Itaperuna, sendo criada sua respectiva comarca.
O desenvolvimento da economia cafeeira na área foi responsável pela concentração de atividades comerciais e de serviços na cidade de Itaperuna, que passou a desempenhar funções de centro sub-regional do nordeste fluminense. A cultura cafeeira foi um grande destaque na economia da cidade por mais de quatro décadas, tornando-a, em 1927, a maior produtora nacional.
O declínio da atividade cafeeira fez com que a região passasse a sofrer fortes efeitos regressivos. A pecuária de corte desenvolveu-se, então, voltada para o abastecimento dos grandes matadouros e frigoríficos, desenvolvendo-se, posteriormente, a produção leiteira, estimulada pela presença da fábrica de leite em pó Glória na sede municipal.
A área municipal, atualmente, não abrange a mesma base territorial da época da criação, que se estendia aos atuais municípios de Laje do Muriaé, Natividade e Porciúncula, porém sua importância permanece na região. Do território original do município de Itaperuna, foram desmembrados os seguintes municípios: Bom Jesus do Itabapoana em 1938, Natividade e Porciúncula em 1947 e Laje do Muriaé em 1962, ficando Itaperuna com seu atual contorno.
Geografia
Itaperuna recebe as águas do Rio Muriaé e do Rio Carangola. O Rio Muriaé nasce no município de Miraí, na Zona da Mata Mineira e deságua no rio Paraíba do Sul, nas proximidades do município de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Apresenta 250 km de extensão e tem como principais afluentes os rios Glória e Carangola. O Rio Carangola, com 130 km de extensão, nasce no município de Orizânia, também na Zona da Mata Mineira e deságua no rio Muriaé, dentro da sede do município de Itaperuna.
No município de Itaperuna, destacam-se duas unidades de relevo: a primeira está ligada a antigas superfícies cristalinas e a segunda é constituída pelas planícies aluviais intermontanas.
Clima
Devido ao fato de se encontrar entre vales, Itaperuna é conhecida por ter o clima mais quente do estado do Rio de Janeiro. A cidade é a mais quente em relação às cidades mais próximas, como Natividade, Laje do Muriaé e Bom Jesus do Itabapoana. O clima tropical de Itaperuna apresenta chuvas durante o verão.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1931 a 1961 (até setembro), março a dezembro de 1967, junho de 1968 a março de 1982 e a partir de janeiro de 1990, a menor temperatura ocorrida em 4,5 °C em 10 de junho de 1945 e a maior de 42 °C em 31 de outubro de 2012. O recorde precipitação em 24 horas é de 124 milímetros (mm) em 22 de janeiro de 1958. Outros acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 116,8 mm em 15 de março de 1994, 111,5 mm em 31 de dezembro de 1996 e 107 mm em 28 de fevereiro de 1972.
Infraestrutura
Educação
O município é dotado de uma ampla rede publica escolar, formada por instituições federais, estaduais e municipais de ensino; que atende diferentes níveis de escolaridade.
Itaperuna vem se tornando um polo estudantil no estado do Rio de Janeiro por agrupar faculdades particulares e determinados cursos em faculdades públicas, como a Universidade Federal Fluminense, Centro de Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro, Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro e Fundação Universitária de Itaperuna. O fluxo de estudantes vindos de cidades vizinhas diariamente é grande. Alguns fixam residência na cidade durante o período de estudos. Muitos vêm de outros estados, como Minas Gerais (Zona da Mata Mineira), Espírito Santo e Bahia.
Em 2009, o Instituto Federal Fluminense, antigo Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos, iniciou suas atividades na cidade de Itaperuna. Hoje, o campus conta com os seguintes cursos técnicos: Administração, Eletrotécnica, Informática, Mecânica, Química e Automação Industrial. No IFF campus Itaperuna há também a oferta de cursos em nível superior: Bacharelado em Sistemas de Informação e Licenciatura em Química. Além de cursos de pós graduação lato sensu em Docência no Século 21: Educação e Tecnologias Digitais e em fase de implantação a pós graduação em Direitos Humanos.
Possui, também, várias faculdades particulares, dentre elas a Universidade Iguaçu (UNIG), a Sociedade Universitária Redentor (Faculdade Redentor) e o Centro Universitário São José. A cidade conta com vários cursos como administração de empresas, arquitetura, comunicação social, ciências biológicas, ciências contábeis, direito, educação física, enfermagem, engenharia civil, engenharia mecânica, engenharia de produção, engenharia de petróleo, farmácia, física, fisioterapia, fonoaudiologia, geografia, história, letras, matemática, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, pedagogia, psicologia, serviço social e sistema de informação.
As Faculdades em Itaperuna incluem: Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro; Centro Universitário São José; Fundação de Apoio à Escola Técnica; Centro Universitário Redentor; Instituto Federal Fluminense; Sociedade Universitária Redentor; Universidade Cruzeiro do Sul Educacional; Universidade Iguaçu; Universidade Norte do Paraná (EAD); Universidade Estácio de Sá (EAD e presencial).
Dentre as  Escolas técnicas podem ser mencionadas: Instituto Federal Fluminense; Escola Técnica da Fundação São José; Centro de Ensino Técnico Redentor; SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial; Embelleze; Senac.
Saúde
Itaperuna é referência nacional e internacional no tratamento hospitalar de pacientes com problemas cardíacos e também neurológicos, pois abriga um dos mais modernos centros hospitalares do país: o Hospital São José do Avaí. A Casa de Saúde e Maternidade Santa Therezinha, hoje hospital das Clínicas é o maior centro de natalidade da região.
Economia
Itaperuna é a mais desenvolvida e a maior cidade do Noroeste Fluminense. Na cidade, há universidades, grandes empresas e um comércio bem desenvolvido. Destaque também para a agropecuária, que está em pleno desenvolvimento. Entre as grandes empresas situadas em Itaperuna, estão a Quatá Alimentos (Leite Glória), a Camargo Correia, e a Fábrica de Laticínios Marília.
Comércio
Itaperuna também possui o comércio mais desenvolvido do Noroeste e atende um enorme fluxo de pessoas diariamente de Itaperuna e cidades vizinhas. Na Avenida Cardoso Moreira, Rua Assis Ribeiro e Rua 10 de Maio estão localizados o maior número de lojas e escritórios comerciais da cidade.
Itaperuna possui um Polo de Confecções e atende de forma significativa à demanda regional. As grandes lojas de confecções que estão situadas na Rua José Rafael Vieira - mais conhecida como a Rua das Confecções, localizada ao lado do Terminal Rodoviário, recebe muitas excursões de revendedores de toda a região. Engloba uma concentração com cerca de 50 lojas de fábrica Outlet, que oferecem descontos atraentes para quem busca produtos para revenda ou mesmo para consumo próprio. A especialidade do local são roupas de dormir e peças para cama, mesa e banho. As peças íntimas também são outra variedade do local. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas do Noroeste Fluminense, a maioria dos ônibus vem do estado do Espírito Santo, principalmente de Cachoeiro de Itapemirim, Muqui, Castelo, Vila Velha e Colatina. Também há uma parcela menor do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Alguns dos shoppings de Itaperuna:: Edifício Rotary; Centro Comercial Jorge Nunes; Centro Comercial e Empresarial Itaperuna; Galeria Mak's; Itaperuna Shopping Rio Center.
Esporte
Itaperuna também é destaque no esporte, em especial no futebol, com o Itaperuna Esporte Clube, antigo Porto Alegre, que disputou o Campeonato Carioca de Futebol - Segunda Divisão pela última vez em 2011.
Esse time já disputou a Primeira Divisão do Campeonato Carioca, travando memoráveis partidas contra os times da capital, chegando inclusive a obter êxito em algumas oportunidades, vencendo jogos contra Flamengo, Fluminense e Botafogo. O único clube grande que o time do interior não conseguiu vencer foi o Vasco da Gama. Em 2011 disputou a Segunda Divisão do Campeonato Carioca, mas foi rebaixado para Terceira Divisão em 2012 por abandonar injustificadamente a competição.
Turismo
Estátua do Cristo Redentor
Itaperuna possui a segunda maior estátua do Cristo Redentor no mundo, com vinte metros de altura. Foi inaugurada em 1966 nos festejos do aniversário do município pelo então prefeito Ary Moreira Bastos. Fica no Morro do Castelo e de lá se tem uma vista de quase toda a área urbana da cidade.
Referência para o texto: Wikipédia ..

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

SÃO PEDRO DA ALDEIA - RIO DE JANEIRO

São Pedro da Aldeia é um município brasileiro da Região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se na latitude 22º50'21" sul e na longitude 42º06'10" oeste. Possui uma área de 358,66 km² e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2020, era de 106.049 habitantes.
O município já teve outros dois nomes, Jacuruna, provável primeiro nome da região onde hoje se encontra São Pedro, e cujo nome vem do Jacu, ave comum na região, e una preto, cor da sua penugem e Vila de Sapiatiba Pelo Decreto nº 118, de 10 de setembro de 1890 (abundante em sapê, conforme em Tupi). Sapiatiba significa “lugar com abundância de sabiás e sapê”. Com o tempo e atualização histórico cultural do lugar e desaparição do sabiá de uma parte da área o termo Sapiatiba passou a denominar Sapeatiba, dando origem a um bairro, o que ficou em forma de homenagem a antiga Vila de Sapiatiba, onde hoje é composta pelos bairros de Balneário, Praia Linda e Sapeatiba Mirim (onde se localiza a Serra de Sapeatiba - composta em uma pequena parte pelo bairro anteriormente denominado Frecheiras, que também com o tempo e atualização histórico cultural do lugar e da língua portuguesa passou a denominar Flexeiras).
São Pedro da Aldeia é um dos principais centros históricos e culturais, cuja história se entrelaça com o enredo nacional e também do Estado do Rio de Janeiro. Abriga monumentos de grande importância como a Casa da Flor, a qual recebeu o Prêmio Culturas Populares pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural/ Ministério da Cultura em 2007, e igrejas construídas pelos padres na fundação da aldeia, como a Igreja Matriz de São Pedro.
Neste município, encontra-se a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, única de seu tipo no país, sede da Força Aeronaval da Marinha do Brasil, exercendo uma importantíssimo papel na defesa nacional. A Base de São Pedro abriga o Museu da Aviação Naval, único do seu gênero em todo o Brasil.
História
A História de São Pedro da Aldeia está diretamente ligada a experiência gerada da invasão francesa ao Rio de Janeiro. Do século XVI aos dias atuais, a terra aldeense refletiu em sua epopeia, em seu pequeno microcosmos, as fases pelas quais passou o próprio Brasil.
Período Colonial
A data de fundação da Aldeia de São Pedro do Cabo Frio não constituiu para os primeiros historiadores que dela se ocuparam um ponto pacífico. No entanto, Silva Lisboa, Alberto Lamego e Padre Serafim Leite concordam que a data de 31 de Maio ("derradeiro de Maio") seria o dia exato do despacho do Capitão-Mor de Cabo Frio, Estevam Gomes, ao requerimento que lhe fora interposto pelo Padre Antônio de Mattos, Reitor do Colégio dos Jesuítas, no Rio de Janeiro. A carta da sesmaria foi passada em 2 de Junho seguinte e a posse verificou-se no dia 16 do dito mês. As terras que seriam concedidas aos índios, ficaram em sua terça parte na posse dos padres da Companhia. Elas abrangiam duas sesmarias, uma em lugar determinado - Jacuruna -, provável primeiro nome da região onde hoje se encontra São Pedro, e cujo nome vem do Jacu, ave comum na região, e una preto, cor da sua penugem - a outra região escolhida seria na Ponta de Armação dos Búzios ou em Iguna, "sendo que rejeitada, seria repartida pelo povo, o que nunca se fez", conforme Lamego, em A Terra Goytacá.
O núcleo original da Aldeia de São Pedro foi constituído por 500 índios já catequizados, trazidos do Espírito Santo, da aldeia de Reritiba, na qual havia exercido o sacerdócio o padre José de Anchieta, e que hoje, em sua homenagem leva seu nome.
A primeira página da história aldeense nos dá Serafim Leite, citando em tradução, trecho da obra de Baltasar de Siqueira, intitulada "TRIENNIUM LITTERARUM AB ANNO MILESIMO SEXCENTESIMO DECIMO SEPTIMO AD DECIMUM NONUS". "Esta teve início no ano de 1617. Exercitam nela os mistérios da Companhia dos Padres, que trouxeram para ela, da Capitania do Espírito Santo, 500 índios; O Capitão de Cabo Frio, Estevam Gomes, recebeu-os com todo o obséquio e cortesia. E os padres, feito o desembarque, principiaram por Deus, sem o qual nenhum começo das coisas pode ser feliz. Celebrou solenemente o Santo Sacrofício da Missa, com cantos a duas vozes, pelo índios que trouxeram consigo. Depois seguiram para o lugar escolhido, levantaram a Igreja Matriz de São Pedro e construíram casas".
Para ter uma ideia do crescimento da aldeia, em 1689, a Aldeia de São Pedro do Cabo Frio tinha três vezes a população de Niterói. Assustados pela fome e pelas guerras, muitos índios pertenciam ao temido povo dos Goitacases.
Em novembro de 1759, o desembargador João Cardozo de Azevedo realizou o sequestro da Aldeia de São Pedro e aprisionou três jesuítas que trabalhavam na conversão dos gentios. Extinta a Companhia de Jesus, o cargo de doutrina e administração do povoado foi entregue aos padres Capuchos da Província da Conceição, até a posterior transformação em Paróquia. A elevação a esta categoria, que se deu em 2 de dezembro de 1795, serviu para impulsionar a participação efetiva de São Pedro na vida da Província e também marcou o começo da efetiva migração dos "brancos" para a antiga aldeia. O primeiro pároco, Manuel da Almeida Barreto, foi o primeiro clérigo secular dentro desta nova prerrogativa.
Longe de cassarem os conflitos na região, São Pedro viu surgir uma nova rusga no relacionamento entre Metrópole e colônia. A comercialização do sal era monopólio régio, ou seja, todo o sal consumido na colônia deveria vir da metrópole. O problema é que já no final do século XVIII, desde a cidade de Cabo Frio, até a lagoa de Araruama, os habitantes começavam a explorar o sal. Queimando a parte superior das dunas salinas, eles formavam uma casca que permitia a conservação e a posterior comercialização, o que prejudicava o monopólio português. A fartura conseguida, evidentemente que diminuiu o consumo de sal de Portugal. Depois de inúmeras queixas, o Reino Português começou a ceder, mas já era tarde. Conforme notícia de 1797, "a preguiça dos povoadores atuais em extrair o lodo e as ervas podres do lugar onde se faz a colhedura, fez com que se perdesse maior parte da produção no lodo", mas ressaltava, "isso não se perdeu assim na salina dos índios da Aldeia de São Pedro, formada em terra firme, em lugar denominado Apicuz, que beneficiada em termos, deu o sal tão puro como um cristal e nenhum grão se desperdiçou".
Período Imperial
Os brancos, através do instituto do orfanamento, foram gradualmente se infiltrando nas terras da aldeia, e iniciando uma exploração de braço escravo, a mão-de-obra negra chegava a São Pedro, principalmente com a cultura do café. Data desta época a construção das primeiras casas de residência e fazenda, feitas com óleo de baleia, pedra e cal.
Em 2 de fevereiro de 1840, os brancos de São Pedro fundam a Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento, responsável pela construção do cemitério da Irmandade e também pela construção da nova igreja, na frente da antiga e simplória igreja dos jesuítas. O motivo principal desta construção foi que o homem branco do século XIX, voltado para a cultura europeia, decidiu substituir a tosca e simples igreja dos índios por um templo mais de acordo com os "padrões do século". Quando de passagem pela região, em 10 de julho de 1865, a Princesa Isabel e o Conde D'Eu, seu marido, passaram a fazer parte da Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento.
República Velha
Pelo Decreto nº 118, de 10 de setembro de 1890, foi criada a Vila de Sapiatiba (abundante em sapê, conforme em Tupi), com sede na Freguesia da Aldeia de São Pedro, abrangendo seus limites. O Município de Sapiatiba foi desanexado de Cabo Frio, ainda que permanecesse fazendo parte da comarca do mesmo. O decreto foi assinado pelo então governador do Estado do Rio de Janeiro, Francisco Portella.
Quase dois anos depois, pelo Decreto nº 1, de 28 de Maio de 1892, o então presidente do Estado do Rio de Janeiro, José Thomaz da Porciúncula, declarou extinto o município de Sapiatiba, voltando a integrar o de Cabo Frio. Para esta medida, ele alegou que a vila não tinha população necessária (10 mil habitantes) para ser independente.
A situação econômica, social e política dos habitantes da Freguesia da Aldeia de São Pedro não podia aceitar passivamente essa regressão política e administrativa, e suas reivindicações justas e clamorosas, resultaram na Lei nº 35, de 17 de dezembro de 1892 que restaurou o Município de Sapiatiba, atribuindo-lhe desta vez, o histórico e antigo nome do padroeiro da aldeia e da freguesia: São Pedro da Aldeia.
O Município passou então a possuir dois distritos: o 1º Distrito era composto pela cidade de São Pedro da Aldeia e 2º Distrito pela localidade de Iguaba Grande, criado em 8 de junho de 1954, pela Lei nº2.161.
Sexta República
No dia 13 de março de 1994, ocorreu a votação para determinar a separação político-administrativa do 2º distrito aldeense. Cerca de 94% dos eleitores foram as urnas concordando com a emancipação do distrito de Iguaba Grande, e então em 8 de junho de 1995, pela Lei Estadual nº 2.407, o distrito de Iguaba Grande se torna independente de São Pedro da Aldeia sendo emancipada pelo então prefeito Rodolfo José Mesquita Pedrosa.
Economia
A economia aldeiense se baseia basicamente em pesca artesanal, turismo, comércio local e extração de sal marinho, atualmente em pouca quantidade.
São Pedro da Aldeia é sede regional de importantes órgãos da sociedade como o ETRL/ IPHAN-RJ, Prolagos (empresa de distribuição de água da região) e o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).
A cidade detém o mais importante polo de empresas de distribuição de toda a região, contanto com aproximadamente 10 empresas.
No Aterro Sanitário Dois Arcos, o único da Região dos Lagos, em 04 de Agosto de 2013 foi inaugurada a primeira Usina de Tratamento de Biogás do Brasil, um projeto de gás natural renovável (GNR), tornando São Pedro da Aldeia a cidade brasileira pioneira na geração de biogás em um aterro sanitário.
Extração de Sal
Seguindo a vocação da região abundante em vento e sol, São Pedro da Aldeia teve como principal atividade econômica a extração de sal marinho desde a época do Brasil Colônia que enriqueceu a elite aldeense com o "ouro branco", o qual era o mais puro e menos custoso de todo o Império Português gerando grandes lucros. Contudo a atividade decaiu com a competição com o sal do Rio Grande do Norte e com a ajuda da especulação imobiliária gerada pelo turismo.
Turismo
São Pedro da Aldeia é destaque por ser a cidade conservadora da história não só do município mas de toda a região.
Na cidade é possível encontrar a Casa da Flor e a Igreja Matriz, ambas tombadas pelo Patrimônio histórico. Também sedia museus de grande importância como o único Museu da Aviação Naval do Brasil, e em fase de conclusão o Museu ferroviário da Região dos Lagos na Antiga estação São Pedro que está sendo implementado pelo IPHAN.
As praias são um capítulo a parte, águas termicamente agradáveis banhadas pela Laguna Araruama, a maior laguna hipersalina do mundo. Esportivamente São Pedro da Aldeia é excelente para prática de esportes náuticos, como kitesurf, windsurf e Iatismo, por ter ventos fortes e águas tranquilas.
Atualmente São Pedro da Aldeia tem como principal atividade econômica o turismo. Suas belíssimas praias, centro histórico, áreas de preservação de Mata Atlântica, museus, festividades entre outros variados atrativos fazem de São Pedro da Aldeia um dos principais destinos turísticos da Região da Costa do Sol.
Principais atrações culturais da cidade:
- Igreja Matriz de São Pedro: erguida na época da União Ibérica, na Aldeia de São Pedro, serviu como colégio jesuítico para a região. Os materiais adotados para a construção da igreja foram basicamente a pedra, a cal e também o tijolo. Hoje é tombada pelo Patrimônio histórico.
- Casa da Flor: a casa, iniciada em 1912, a partir de 1923, após um sonho do artista, passou a ser acrescida aos poucos de objetos encontrados no lixo, cacos de cerâmica, de louça, de vidro, de ladrilhos e de outros objetos considerados imprestáveis para o uso: lâmpadas queimadas, conchas, pedrinhas, correntes, tampas de metal, manilhas, faróis de automóveis.. Aos poucos foram formadas flores, folhas, mosaicos, cachos de uvas, colunas e esculturas fantásticas, fixados dentro e fora da casa. Edificação tombada pelo patrimônio histórico.
- Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia: única de seu tipo no país, foi criada pelo Decreto n° 58.378, de 10 de maio de 1966, assinado pelo então presidente da República Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. A BAeNSPA atua ainda como um órgão de execução e fiscalização do Serviço Militar, dispondo de um aeródromo militar que, por força da legislação brasileira em vigor, opera como aeródromo alternativo para o tráfego da região do Rio de Janeiro.
- Museu da Aviação Naval: o Museu da Aviação Naval brasileira, foi criado em 23 de Agosto de 2000, está localizado na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia na cidade de São Pedro da Aldeia, é o único do gênero em todo o Brasil. O Museu conta com um acervo diversificado com aeronaves originais e réplicas, diversos motores, inúmeras maquetes, fotos, documentos e manuais das OM do Complexo da Força Aeronaval.
- Estação Ferroviária de São Pedro da Aldeia: o monumento que fez parte da extinta Rede Ferroviária Federal já havia sido vendido, e a prefeitura municipal readquiriu o imóvel para dar início a restauração. As obras começaram em 2010 por iniciativa do IPHAN, fazendo a população e turistas voltarem a se interessar pela velha construção, de estilo art déco e cor amarelo ocre, antes encoberta sob diversas camadas de tintas. Em 17 de Agosto de 2011 foi entregue a população a 1ª fase de restauros da estação com implementação do escritório regional do IPHAN, o Centro de Memória Ferroviária de São Pedro da Aldeia e a videoteca do projeto Cine Estação São Pedro.
- Praça do Canhão: também denominada Praça Dr. Plinio de Assis Tavares, nela se encontra um canhão de fabricação inglesa do séc. XVI, usado para sinalizar ao Forte de São Mateus do Cabo Frio, em Cabo Frio, a presença de navios hostis.
- Casa dos Azulejos: trata-se de um imóvel em estilo colonial construído pela família do fazendeiro português Feliciano Gonçalves Negreiro, no ano de 1847. O material utilizado na construção foi argamassa de argila, conchas e óleo de baleia, com telhas do tipo que os escravos modelavam uma a uma sobre suas coxas, além de um revestimento em azulejos fabricados em Portugal, fato que tornou o imóvel característico e requintado. Recebeu visitas ilustres, sendo uma delas a herdeira do trono do Império do Brasil, a Princesa Isabel e seu marido Gastão de Orléans, o Conde D'Eu.
Principais atrações naturais da cidade:
- Serra de Sapeatiba: constitui uma das poucas áreas de preservação ambiental da Região dos Lagos, a partir do Decreto nº 15.136, de 20 de julho de 1990, sob tutela do INEA, passou a integrar o Parque Estadual da Costa do Sol. Localiza-se em maior parte nos bairros rurais de Sapeatiba Mirim e em menor parte no bairro Flexeiras.
- Laguna Araruama: banha todo o município e é a maior laguna hipersalina do mundo. É chamada pelos leigos erroneamente de lagoa, entretanto possui características de laguna pois além de ser salobra, tem ligação com o mar através do Canal do Itajuru. Com ventos fortes é ótima para práticas de esportes como Kitesurf, Windsurf, Iatismo e etc.
Bioma
O Bioma do município é de Mata Atlântica. São Pedro da Aldeia faz parte do Parque Estadual da Costa do Sol, uma área de preservação de 5.500 hectares abrangendo Saquarema a Armação dos Búzios.
Relevo
São Pedro da Aldeia tem um litoral circundando a Laguna de Araruama, formando pontas e enseadas. O solo aldeense é rico em material conchífero, e é de formação calcária. Parte do município encontra-se localizada na Serra de Sapeatiba, protegida pelo Decreto nº 15.136 de 20 de julho de 1990 como uma Área de Proteção Ambiental, que apresenta, junto com o município de Iguaba Grande, uma área de 6000 ha.
- Serra de Sapeatiba: a Serra ocupa 60 km² e atinge mais de 350 metros de altitude em São Pedro da Aldeia. Constitui uma das poucas áreas de preservação da região, tornada Área de Proteção Ambiental - APA - através do Decreto nº 15.136 de 20 de julho de 1990, sob tutela do INEA, sendo parte integrante da Parque Estadual da Costa do Sol (PECS).
Vegetação
A vegetação é característica das Baixadas Litorâneas, com incidência de árvores como Amarelo, Paineiras, Cambuinha, Maricá, Pau-Ferro, Sapucaia, Aroeira, Cajá-Mirim, Pau d’Alho, Sibipiruna, Jacarandá, Jequitibá, além de sapê, orquídeas, bromélias e plantas de uso medicinal, em suma, Mata Atlântica.
Hidrografia
Ao contrário que muitos pensam, São Pedro da Aldeia tem uma grande rede hidrográfica, com rios, riachos e córregos, dentre os quais podem ser mencionados: Rios Una, Paupicu, Ramalho, São Mateus, Cabista, Ubá, da Pedra, Iguaçaba, Frecheiras e Itai; Riachos: Cândido, Pereira e Tio Mariano; Córregos: Joaquim da Mota, Pau Rachado, Bogã, Retiro e Piripiri.
- Laguna Araruama: é a maior laguna hipersalina do mundo, sendo classificada como lagoa erroneamente, pois além de ter conexão com o mar através do Canal do Itajuru é salobra, ou seja, trata-se de uma laguna. A sua história econômica está relacionada à extração de sal (pela elevada salinidade de suas águas), à pesca (principalmente tainha, carapeba, carapicu e camarões) e à extração de moluscos para moagem.
Clima
A cidade tem clima Tropical, quase semiárido, com índice de precipitação anual de 916 mm segundo a Somar Meteorologia sendo no inverno reduzido bastante. Os meses de Novembro e Dezembro são os mais chuvosos e os meses de Junho e Julho os mais secos. As médias de temperatura anuais são altas variando entre 24 °C e 28 °C. O inverno apresenta temperaturas amenas, com média das mínimas ficando entre 11 °C a 16 °C. Entretanto, o verão é quente, não raramente atingindo temperaturas superiores a 35 °C. A região dos Lagos é influenciada por grandes rajadas de ventos na maioria dos dias do ano, esse fenômeno determina a região como: "Região Dispersora de Ventos". A presença destes ventos empurram a maioria das chuvas de verão para o interior do estado do Rio de Janeiro assim como também a maior parte das frentes frias, deixando assim um clima quase que semiárido. A presença de vegetação rasteira e espinhosa é uma prova da quase ausência de chuvas na região do Lagos. Os ventos frescos e quase que constantes advindos da Laguna Araruama e do oceano atlântico atenuam o clima na região tornando a maioria das noites do ano frescas e os dias menos abafados com temperaturas que quase nunca excedem 35ºC e que nunca alcança 40ºC como na Capital do Estado. A presença da Corrente das Falklands e o fenômeno da Ressurgência também mantêm o clima mais ameno que uma mesma cidade numa mesma latitude que São Pedro quando influenciada por correntes quentes.
Cultura
Museus
Por ter feito parte da história política e econômica do Brasil, São Pedro da Aldeia é praticamente um museu a céu aberto, com bairros e edifícios de incalculável valor histórico. A cidade possui dois museus de grande relevância nacional: o Museu da Aviação Naval, o único de seu gênero no país, o Museu Regional do Sal Manoel Maria Mattos e a Casa do Patrimônio, na antiga estação ferroviária da cidade, a qual é sede do escritório regional do IPHAN.
- Museu da Aviação Naval: o Museu da Aviação Naval brasileira, foi criado em 23 de Agosto de 2000, está localizado na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia na cidade de São Pedro da Aldeia, é o único do gênero em todo o Brasil. O Museu conta com um acervo diversificado com aeronaves originais e réplicas, diversos motores, inúmeras maquetes, fotos, documentos e manuais das OM do Complexo da Força Aeronaval.
- Museu Regional do Sal Manoel Maria Mattos: o museu, inaugurado em 30 de dezembro de 2020, está localizado às margens da RJ-140 no bairro Balneário. Ele é o primeiro museu do sal do Brasil. Os visitantes poderão contemplar imagens e objetos referentes às salinas, como rodos, moinhos, carrinhos e outros, além da estátua de um salineiro em tamanho natural e outros atrativos relacionados à essa indústria e cultura.
- Casa do Patrimônio: a antiga Estação Ferroviária de São Pedro da Aldeia, que tinha a função de escoamento da produção na região e de comunicação com a capital Rio de Janeiro, foi restaurada pelo IPHAN e entregue à população em 17 de Agosto de 2011. Atualmente abriga o Centro de Memória Ferroviária de São Pedro da Aldeia, com a história da estação que tanto ajudou ao desenvolvimento da região. O prédio histórico também é sede do escritório regional do IPHAN e do Cine Estação São Pedro, uma iniciativa do IPHAN com o Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC). O objetivo é implantar em cidades históricas brasileiras salas de cinema que possibilitem o uso da ferramenta como instrumento de difusão e debate do patrimônio para o público em geral.
Teatros
São Pedro da Aldeia possui o maior teatro da Região dos Lagos, palco de diversos espetáculos tanto regionais quanto a nível nacional.
- Teatro Átila Costa: é o maior teatro da Região dos Lagos, possui uma área de 1.330,26m², a caixa cênica do teatro foi elaborada por José Dias, o qual foi consultor técnico responsável pela reforma do Theatro Municipal do Rio de Janeiro na reforma de 2009-2010, assim como o Teatro Oi Casa Grande (Leblon). Possui "palco italiano" com 14x8m, capacidade para 404 lugares, ar condicionado central silencioso, assentos confortáveis e especiais para pessoas com obesidade, adaptado a deficientes físicos (espaço para cadeirantes e portadores de necessidades especiais, assim como rampas de fácil acesso), camarins, área para cenários e uma Escola de Artes, com quatro grandes salas para oficinas, salas de som e iluminação e banheiros. O salão de entrada é amplo e pode abrigar exposições de artes plásticas.
Referência para o texto: Wikipédia ..