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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Parque das Águas Lysandro Guimarães - Caxambu - Minas Gerais

O Parque das Águas Lysandro Guimarães está localizado na cidade de Caxambu, município brasileiro no sul do estado de Minas Gerais.
A pequena cidade concentra o maior complexo hidromineral do mundo, com doze fontes de água mineral com propriedades diferentes, a maioria delas concentradas no Parque das Águas Doutor Lysandro Carneiro Guimarães, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG).
O Parque das Águas de Caxambu, em Minas Gerais, também abriga o suntuoso Balneário de Hidroterapia, um tradicional centro hidroterápico, que oferece banhos de imersão em água mineral, piscina de hidroterapia, saunas a vapor e secas, duchas, além de vários tratamentos estéticos (mais informações adiante).
E não para por ai, além das fontes e do balneário, o Parque das Águas ainda oferece outras atrações como: piscinas de água mineral, lago e pedalinhos, pista de Cooper, quadras esportivas e um teleférico que o levará ao topo do Morro Caxambu para uma deslumbrante vista da cidade (mais informações adiante).
No parque é possível caminhar, praticar Cooper no entorno do lago, hidratar-se com as águas minerais das fontes e respirar o ar puro. Também é possível se exercitar nos aparelhos de ginástica, nas quadras de tênis e poliesportivas. A maior piscina de água mineral do mundo permite nadar à vontade. Pode-se descansar à sombra das árvores, escutando o som dos pássaros e apreciar as flores e lindos jardins.
Balneário Hidroterápico
O suntuoso Balneário Hidroterâpico, construído no início do século em estilo neoclássico passou por uma ampla reforma e está ainda mais encantador. O prédio é ricamente ornamentado com vitrais franceses. Os azulejos, os pisos, vindos de Portugal e da Inglaterra, formam belíssimos mosaicos e desenhos. Em seu interior são oferecidos banhos, duchas, saunas, massagens terapêuticas e tratamentos estéticos.
Foram mais de três anos de obras e restaurações durante a reforma no prédio do Balneário de Caxambu, erguido há mais de um século, e nas construções históricas que integram o complexo. Vitrais, pinturas, o hall principal, pisos e azulejos foram restaurados. As saunas foram reconstruídas, os serviços como Ducha Vichy, Ducha Escocesa e Banho Turco foram modernizados e o Balneário ganhou novo mobiliário.
Além das banheiras de hidromassagem, a piscina de hidroterapia é a nova grande atração do Balneário. A piscina que pertencia à ala masculina passará a oferecer uso misto. Projetada seguindo conceitos de segurança e acessibilidade a piscina possui uma rampa de acesso que permite a entrada de deficientes físicos e cadeirantes favorecendo assim a inclusão e a extensão de seus benefícios para toda a população e turistas.
A nova Piscina do Balneário, comparável às piscinas mais famosas da Europa, combina água, calor, leveza e hidromassagem proporcionando efeitos terapêuticos e total relaxamento, foi equipada com o que há de mais moderno no mercado, são várias cascatas, uma banheira submersa, cerca de 70 diferentes jatos de hidromassagem e um sistema de iluminação multicolorida que vai promover os benefícios da cromoterapia.
Banheiras de Hidroterapia
Uma banheira de hidromassagem doméstica já é capaz de contribuir para sua saúde, aliviar o stress e oferecer relaxamento. Imagine então os benefícios de um banho programado de acordo com suas necessidades em uma banheira profissional de hidroterapia.
As 16 banheiras de hidroterapia do Balneário de Caxambu são as únicas no Brasil capazes de oferecer um banho diferenciado para cada usuário. Parece mágica, mas é tecnologia. Uma vez configurada, a banheira executa sozinha todo o programa do banho enquanto você relaxa e sente no corpo os benefícios de um banho só seu. Ombros, braços, costas, glúteos, pernas e pés, cada cantinho do seu corpo vai receber uma hidromassagem inesquecível.
Ducha Vichy
Uma sessão de ducha Vichy é uma experiência sensorial única e completa. A Ducha Vichy é uma terapia que alivia as tensões e o stress promovendo o reequilíbrio físico e mental. É uma terapia de jatos de água dirigidos e com pressão regulável. Um sistema de iluminação multicolorida complementa o tratamento oferecendo os benefícios da cromoterapia. Simplesmente deite-se em uma confortável cama de massagem e relaxe. Sinta os jatos de água agindo dos pés a cabeça na pressão e temperatura adequada para cada tratamento. A água quente relaxa enquanto a água fria energiza o corpo.
Ducha Escocesa
A ducha escocesa é um tipo de banho com jatos de água em alta pressão e temperatura controlada. Um profissional treinado realiza o tratamento dirigindo o jato de água pelo seu corpo, controlando também a pressão e temperatura da água de acordo com cada tratamento. A ducha escocesa é uma massagem muito eficaz que explora os benefícios do calor ou do frio além do impacto da água para promover seus benefícios. É uma excelente terapia para combater a fadiga oferecendo uma sensação de mais energia e bem estar.
Sauna Finlandesa
Há séculos, as saunas secas ou finlandesas são uma tradição na Europa. No Brasil, só são freqüentes na região sul. Justamente por ser uma região mais fria e com maior influência dos imigrantes europeus. Trata-se de uma terapia pela exposição a altas temperaturas em um ambiente seco com revestimento interno em madeira. Se na sauna úmida a temperatura raramente ultrapassa os 50º C, na sauna seca o corpo humano tolera durante curtos períodos de tempo temperaturas que podem ultrapassar 80º C.
Os benefícios da sauna seca e a vapor são semelhantes. A sauna Seca ou Finlandesa também combate o estresse, o cansaço e esgotamento físico além de promover bem estar e relaxamento. Desde que utilizada com responsabilidade, evitando-se abusos, a sauna seca é indicada para a maioria das pessoas. Assim como na sauna a vapor, recomenda-se apenas que tem problemas cardíacos ou de pressão arterial consulte antes o seu médico e, ao sinal de qualquer desconforto, interrompa a atividade.
É recomendado uma rápida chuveirada antes e depois da sauna. O contraste entre água fria do banho e calor da sauna é geralmente benéfico para o organismo. Um repouso tranqüilo entre e após as sessões é muito bem vindo. E lembre-se de hidratar-se durante e após a sauna, com água, chás ou sucos naturais.
Sauna a Vapor
Sauna a vapor ou sauna úmida são nomes diferentes para o tipo de sauna mais popular no Brasil. Trata-se de uma terapia pela exposição ao calor e ao vapor de água em uma cabine, geralmente um cômodo pequeno com bancos e revestimento cerâmico. A temperatura ideal fica entre 40 e 50 graus Celsius.
Sua função é fazer “suar”, fazer o corpo expelir toxinas e seus benefícios refletem-se no dia a dia, inclusive para a saúde. É o que dizem os estudos e garantem aqueles que fazem da sauna um hábito freqüente. Além de um hábito de higiene profunda, um banho de sauna promove o equilíbrio entre o corpo e a mente.
O banho de sauna combate o stress, relaxa a musculatura e alivia dores. Favorece a circulação sanguínea, previne a celulite e flacidez, hidrata a pele e desobstrui os poros. Desintoxica o organismo, limpando até as vias respiratórias. A sauna é uma excelente forma de relaxamento além de um momento de lazer com a família ou os amigos. Deitar-se após fazer sauna também ajuda adormecer mais fácil e profundamente.
A sauna é indicada para a maioria das pessoas adultas ou mesmo mais idosas. Recomenda-se apenas a quem tem problemas cardíacos ou de pressão arterial consulte antes o seu médico e, ao sinal de qualquer desconforto, interrompa a atividade.
É recomendado uma rápida chuveirada antes e depois da sauna. O contraste entre água fria do banho e calor da sauna é geralmente benéfico para o organismo. Um repouso tranqüilo entre e após as sessões é muito bem vindo. E lembre-se de hidratar-se durante e após a sauna, com água, chás ou sucos naturais.
Coreto do Parque
Ricamente ornamentado, o Coreto é o lugar ideal para contemplar as belezas do Parque das Águas de Caxambu MG. Segundo os arquivos do IEPHA/MG, a construção é datada da segunda década do século XX. O projeto original, provavelmente de elaboração belga, consta de planta e fachada do “Kiosque à Musique”.
A cobertura do Coreto tem forma bulbóide e nota-se, em sua composição, aspectos formais de inspiração oriental. Como os demais pavilhões, apresenta forro trabalhado, frisos e grades ornamentais em ferro com arabescos de folhas e flores estilizadas e entrelaçadas. O piso é cimentado sobre laje estruturada em perfis metálicos que cobre um porão alto que, atualmente, é usado como depósito.
Fábrica de Água Mineral
A exploração das águas minerais deu-se início em 1886, quando foi fundada a “Empresa de Águas Minerais de Caxambu”. Nos primeiros anos, foram captadas as fontes Dom Pedro II, Dona Isabel e Viotti.
Nesta época, foram construídos os primeiros chalés para a cobertura de cada fonte, além de várias outras benfeitorias no Parque. O ribeirão do Bengo teve seu curso desviado e foi canalizado. Foi construído um novo estabelecimento balneário para substituir o antigo que havia caído em ruínas e pela primeira vez o Parque recebeu intervenção paisagística e teve sua área delimitada por gradil.
Durante todos estes anos, o engarrafamento e comercialização das águas minerais de Caxambu foi explorado por diferentes empresas. O que nunca mudou foi a qualidade das águas que é reconhecida internacionalmente. Caxambu é uma água única, rica em detalhes que a natureza demorou mais de 500 anos para criar. A água é essencial para a vida. A água de Caxambu, mais que água pura, é natureza pura. Hoje, a empresa responsável é a Águas Minerais de Minas que está trazendo de volta ao mercado as melhores e mais conhecidas águas minerais do Brasil: Caxambu, Araxá, Cambuquira e Lambari. Com o objetivo de revolucionar o mercado de águas no País.
A Fábrica de Água de Minas tem como compromissos:
- Preservação da saúde: garantindo a higiene e sua segurança com a inviolabilidade das embalagens. A água sai direto das fontes para o engarrafamento sem qualquer contato humano. A água é protegida em todas as etapas de produção e transporte.
- Preservação da água: um Selo Verde garante todo o processo de produção. As fontes de água mineral são protegidas e preservadas para garantir a perpetuação da riqueza deste patrimônio. Só é engarrafada a quantidade de água mineral que sai naturalmente da fonte.
- Preservação do planeta: em atitude inédita, a Águas Minerais de Minas recomprando vasilhames usados, dando um importante exemplo para quem de fato deseja preservar o planeta.
Lago e Pedalinho
O lago é uma das principais áreas de lazer do Parque das Águas, um espaço muito acolhedor, com pedalinhos, brinquedos, amplos jardins e uma lanchonete. Circundado por uma pista de Cooper e diversos aparelhos de ginástica, é um ótimo lugar para manter a forma.
Aproveite todo ar puro e curta sua linda paisagem. Leve as crianças para passear de pedalinho neste lago de 51.000 m² e aprecie as aves aquáticas que habitam sua ilha.
Ninfa do Lago
A estátua da Ninfa do Lago é de uma mulher nua que, acariciando seus cabelos molhados e olhando seus rebentos, simboliza a divindade das águas minerais. Fixada no centro de um pequeno lago, logo à entrada do Parque, a estátua encaminha os visitantes para o Balneário e as 12 fontes de água mineral.
Originária da Bélgica, a estátua foi recebida com prêmio do concurso de águas minerais ( Exposição Universal de Bruxelas ) que aconteceu em 1910, na Europa.
Obras do Chico Cascateiro
Você pode pensar que algumas obras espalhadas pelo Parque das Águas de Caxambu são de madeira, mas na verdade é argamassa. Pura obra de arte e história. Presente em toda e extensão do Parque, enfeitando e chamando atenção pela riqueza de detalhes, estão as obras do português Francisco da Silva Reis, o Chico Cascateiro.
Chico Cascateiro era um laborioso e criativo estucador português observava a natureza para transformá-la em obras fantásticas. Em seus trabalhos conseguiu criar ilusões de trabalhos executados em carpintaria e entalhe em madeira. Chico criou uma obra rica em detalhes e de grande valor artístico: esculpiu em cimento troncos, cipós e galhos retorcidos que estão inseridos em quiosques, cascatas, caramanchões, pontes, bancos, pedestais, balaústres, fontes e miradouros. Reproduziu a fauna e a flora em estucagem.
Chico Cascateiro deixou várias obras no Parque das Águas, como a cascatinha e a casinha de bonecas. Os quiosques, as graciosas pontes e as cascatas artificiais que construiu, no início do século XX, marcaram uma época, e encantam até hoje quem visita Caxambu MG. As obras de Chico Cascateiro compõe de maneira única o Parque das Águas, dando ao lugar um ar natural e romântico. Você encontrará as obras de Chico Cascateiro dentro do Parque das Águas ou na Praça 16 de Setembro.
Piscinas de Água Mineral
O Parque das Águas de Caxambu oferece duas piscinas de água mineral. Uma infantil e outra adulta. A piscina adulta é considerada a maior piscina de água mineral do mundo. Abastecidas pelas águas minerais da fonte Mayrink, bacteriologicamente puras, ainda recebem cloração e são equipadas com aparelhos que filtram a água para garantir a segurança.
Revestidas com azulejos brancos e circundadas por um “lava pés”, são consideradas piscinas de água mineral corrente porque boa parte do seu volume de água é renovado diariamente. Para completar a diversão, foram equipadas com dois toboáguas, para crianças e adultos.
Oferecem ainda vestiários, lanchonete e área para banhos de sol no seu entorno. Uma atração imperdível nos dias de sol que faz bastante sucesso com os moradores e turistas. Afinal, quem não quer nadar em uma piscina de água mineral? Abaixo, fotos antigas da Piscina.
Teleférico e Morro de Caxambu
Situado junto ao Parque das Águas, o Teleférico de Caxambu leva os visitantes até o cume do Morro, passando por cima do lago e da mata do Parque das Águas.
O Teleférico de Caxambu foi inaugurado em 28 de outubro de 1988 e foi o primeiro a ser instalado no Circuito das Águas. O passeio é tranquilo e seguro. O percurso corta o lago e a mata do Parque. Durante passeio pelo Teleférico é possível avistar o Balneário de Hidroterapia além da maioria das Fontes e atrações do Parque das Águas. O Teleférico tem capacidade para 80 lugares. Percorre ao todo 908 metros e vai até o ponto culminante do município de onde se avista toda a cidade e a zona rural.
O Teleférico de Caxambu MG funciona de segunda a sexta-feira de 8h às 12h e de 14h as 17h30, sábado e domingo de 8h ás 17h30. O acesso ao Teleférico pode ser feito pelo Parque das Águas ou pela Av. João Pessoa. Valor: Em média, cerca de R$10,00 por pessoa, ida e volta.
Referência para o texto: Wikipedia e Site Descubra Caxambu.

sábado, 1 de junho de 2019

Santo André - São Paulo

Santo André é um município brasileiro da Região do Grande ABC, localizado na Zona Sudeste da Grande São Paulo, parte da Região Metropolitana de São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI).
História
Fundação e ocupação
O nome do município remonta à antiga vila de Santo André da Borda do Campo, que existiu na região do Grande ABC. Esta vila foi fundada por João Ramalho, que se uniu à índia Bartira, filha do cacique Tibiriçá, da tribo dos Guaianases. Em 8 de abril de 1553, o seu pedido de transformar a região em que vivia em Vila foi atendido pelo governador-geral Tomé de Sousa.
Em 1558, Ramalho passou a governar a vila como alcaide-mor. Em 1560, devido às rivalidades entre os padres jesuítas de Piratininga e o alcaide, além dos conflitos com os povos indígenas da Confederação dos Tamoios, o governador-geral Mem de Sá decidiu transferir a vila para os campos de Piratininga, onde, desde 1554, já se localizava o Colégio de São Paulo - erguido no atual Pátio do Colégio.
O povoado que viria a constituir a cidade de Santo André surge com a inauguração da estação de trem São Bernardo, da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, em 16 de fevereiro de 1867. Esta estação se situava na então Freguesia de São Bernardo, vinculada à cidade de São Paulo. Atualmente esta estação é denominada Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André.
Emancipação
O nome "Santo André" ressurge em 1910, com a criação de um distrito às margens da São Paulo Railway ou Estrada de Ferro Santos Jundiaí. Nesta época, a região constituía o Bairro da Estação, do município de São Bernardo. A seguir, por força da Lei nº 1.222-A de 14/12/1910, é criado o Distrito de Paz de Santo André, compreendendo o Bairro da Estação.
Em 1938, o interventor federal Ademar de Barros determina, pelo Decreto nº 9.775 de 30/11/38, que o Distrito de Santo André passa a ser a sede do município, e não mais a vila de São Bernardo, o que se justificaria pela maior prosperidade do Distrito de Santo André, em virtude da proximidade com a ferrovia. O próprio nome do município é alterado para Santo André e a antiga sede municipal passa a ser considerada como o Distrito de São Bernardo, que posteriormente reobtém sua autonomia, em 1944.
Áreas verdes
Dentre os parques, há o Parque Celso Daniel, na Avenida Dom Pedro II, no Bairro Jardim, e o Parque Central, na Rua Gamboa, no bairro Paraíso. O Parque Prefeito Celso Daniel era uma chácara pertencente à empresa General Electric. Encampada pela administração municipal, a chácara chamou-se Parque Duque de Caxias e depois Parque Prefeito Celso Daniel em homenagem ao prefeito assassinado em janeiro de 2002. Possui pistas para caminhadas, lagos com peixes, quadras poliesportivas e uma atração especial: uma figueira enorme com mais de 150 anos.
O Parque Central era um terreno muito extenso pertencente à Rede Ferroviária Federal e depois à Light, antiga companhia de energia elétrica do estado de São Paulo. Milhares de árvores, garças e outras aves, cinco lagos com peixes, pistas para caminhadas, ciclovias, parque de diversões para as crianças, espaço para aeromodelismo e uma concha acústica para espetáculos musicais são o destaque do parque.
Para as crianças, há também o Parque Regional da Criança "Palhaço Estremilique", na região da Avenida Itamarati, no segundo subdistrito de Santo André. O local conta com brinquedos para várias idades e em especial para menores no Projeto Guri. Também fica no parque a EMIA (Escola de Municipal de Iniciação Artística), que oferece cursos gratuitos para várias idades em diversas expressões artísticas.
A cidade conta ainda com uma associação voltada ao estudo e à divulgação das espécies vegetais da família das orquídeas, a Sociedade Orquidófila de Santo André - SOSA. Fundada em 1° de maio de 1956, foi reconhecida como de utilidade pública pela Prefeitura Municipal em 1982 e é a principal organizadora do Festival de Flores de Santo André, que faz parte do calendário de festividades em comemoração ao aniversário da cidade.
Economia
Como ocorreu com a maior parte dos municípios do ABC Paulista, região à qual a cidade de Santo André é integrante, a partir da segunda metade dos anos 1980, a economia da região que era marcada pela indústria metalúrgica, começou a enfrentar outra realidade. Com a "guerra fiscal", principalmente promovida por outras cidades do interior paulista, que ofereciam terrenos praticamente de graça e tributos bem menores, muitas empresas metalúrgicas começaram a sair da cidade. A maior parte destas empresas de Santo André produzia componentes para montadoras automobilísticas da região, como a Volkswagen, a Scania, Ford, Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, e General Motors, em São Caetano do Sul.
Além do setor de autopeças, os de componentes para refrigeração, eletroeletrônicos, e produtos de borracha, como pneus, também formavam a característica industrial de Santo André. Mas o cenário econômico de Santo André, que se baseava na indústria, mudou bastante. Outros fatores, além da guerra fiscal, também fizeram com que este cenário mudasse: mão-de-obra mais barata em cidades do interior e mudança no perfil de consumo merecem destaque na análise da mudança do comportamento econômico de Santo André. A partir dos anos 1990, o setor de comércio e serviços começou a crescer e ser opção para o crescente desemprego na região, no período transitório da indústria para o setor de serviços. Vários galpões de fábricas tradicionais se transformaram em shopping centers, lojas de automóveis e até mesmo grandes templos de igrejas evangélicas. Exemplos são o terreno da Black & Decker, que atualmente é o Grand Plaza Shopping, na avenida Industrial, Bairro Jardim; onde era a empresa metalúrgica Festo, hoje é o supermercado Coop, na Avenida Pereira Barreto, Vila Gilda; o terreno antes ocupado pela KS Pistões, também na Avenida Pereira Barreto, Bairro Paraíso, hoje é um conjunto residencial de classe média, entre outros vários exemplos.
Uma maior abertura econômica ao capital externo, iniciada no governo de Fernando Collor de Mello contribuiu para a mudança do cenário econômico de Santo André e do ABC Paulista. A cidade busca parceria com outros entes federativos, como a Universidade Federal do ABC (UFABC), inaugurada em 2006, e o projeto do Parque Tecnológico de Santo André começar a ser implantado. Com o crescimento imobiliário na região, surgiram diversos empreendimentos que contribuíram para a geração de empregos na construção civil da cidade.
Cultura
Patrimônio
Para o turismo histórico, além do Museu Municipal e da Casa do Olhar, na região central de Santo André, uma opção é a Vila de Paranapiacaba. No Museu Ferroviário é possível saber da história do crescimento do estado de São Paulo através dos trilhos da SPR - São Paulo Railway, que ligam Santos, no litoral paulista, a Jundiaí, no interior do Estado. A época era a do café e da imigração, principalmente da Europa. A Vila de Paranapiacaba, com construções tipicamente inglesas, foi criada para ser uma vila de ferroviários. Além das exuberantes construções de madeira de lei, é possível conferir o sistema funicular de tração de trens do século retrasado e máquinas e composições em exposição, como o Locobreque. Há histórias de personagens simples, que através de atos heroicos em meio às dificuldades da época chegaram a salvar centenas de vidas. Em Paranapiacaba, também é possível realizar turismo ecológico, através das trilhas em meio à Mata Atlântica preservada, que reservam paisagens não comuns ao meio urbano, como cachoeiras, animais em extinção e vegetação nativa.
Teatro, música e cinema
O Teatro Municipal de Santo André, à direita, localizado no Paço Municipal, recebe constantemente diversas peças e apresentações de danças, além de ser a casa da Orquestra Sinfônica de Santo André. No bairro de Santa Terezinha no Teatro Conchita de Mores, se situa a primeira Escola Livre de Teatro do Brasil, a ELT, referência internacional na formação do ator e no seu método pedagógico colaborativo.
Muitos dos antigos salões de cinema em Santo André se transformaram em igrejas evangélicas ou foram demolidos para estacionamentos e mercados, como é o exemplo do Cine Tangará, do Studio Center e do Cine-Teatro Carlos Gomes, este último recuperado e tombado pelo município em 1998. Os cinemas agora ficam por conta dos shoppings. O Shopping Grand Plaza, na Avenida Industrial, e o Atrium Shopping, na Rua Giovanni Battista Pirelli, na Vila Homero Thon contam com a rede Cinemark e Shopping ABC, nas antigas instalações do Mappin, na Avenida Pereira Barreto, no bairro Paraíso, possuem salas de exibição da rede Playarte.
A música também é um lazer na cidade acompanhada por um grande números de jovens e adultos que formam suas bandas e se apresentam em festivais organizados por estúdios em bares no Bairro Jardim e no centro da cidade. Renomadas bandas e artistas nacionais e internacionais se apresentaram nas casas noturnas do município. Deep Purple tocou no Clube Atlético Aramaçan em 1997, enquanto os Ramones tocaram duas vezes neste mesmo local. Legião Urbana, de Renato Russo, também se apresentou no local. Há ainda a Concha Acústica da Praça do Carmo e o Saguão do Teatro Municipal que recebem regularmente grandes bandas nacionais e festivais gratuitos, além de exposições renomadas de artes plásticas. A Orquestra Sinfônica de Santo André, que apresenta temporadas regulares de concerto no Teatro Municipal da cidade, está entre as melhores do estado.
No carnaval da cidade, o ponto alto são os desfiles de escolas de samba, tais como Leões do Vale, Seci e a atual campeã Tradição de Ouro.

Referência para o texto: Wikipédia.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Mato Verde - Minas Gerais

Mato Verde é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. 
O povoado de Santo Antônio da Rapadura foi fundado em 1 de janeiro de 1873, por coordenação do bispo da diocese de Diamantina, Dom João Antunes dos Santos (hoje nome de uma rua no bairro São Bento na cidade). 
O município, com o nome de Mato Verde, foi criado pela lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953 e instalado no dia 1 de janeiro de 1954. Seu primeiro prefeito foi Waldir Silveira e o primeiro vice Hermínio Fernandes Silveira, eleitos para um mandato de quatro anos. 
A economia do município é essencialmente agrícola. As terras, de um modo geral, são férteis e com declividade favorável a motomecanização. Hoje, as principais atividades são: a agropecuária com pequenas agroindustriais, o setor de serviços e o comércio. 
Na área de turismo destacam-se a Cachoeira de Maria Rosa, a maior queda d'água do Rio Viamão. Localiza-se a 12 km de Mato Verde. Há também a Cachoeira do Rio das Gramas, próximo ao distrito de São João do Bonito; o Rio Garipau; e há também um sítio a 15 minutos de Mato Verde que fica nas margens do Rio Viamão (Sítio do Sidney). É uma propriedade privada e para a entrada de visitantes é necessária uma autorização do dono do terreno, que não é difícil de ser conseguida. Além disso tudo, há também outras cachoeiras no rio Viamão (mais próximas à sua nascente), entre elas o Poço do Ouro, que fica a aproximadamente 16 km da cidade, sendo um dos locais de acesso mais difíceis do município. E existem mais quedas d'água acessíveis após escalar grandes pedras. Há também o Rio do sr. Heitor, uma barragem na comunidade de Caveira d'Anta no Rio Garipau. 
Outros pontos turísticos na cidade são: Praça Geraldo Clemente Alves e a Praça de Alimentação Antônio Celso Silveira, com inúmeros quiosques e lanchonetes; Avenida José Alves Miranda (Centro-Alto São João), local com lanchonetes frequentados principalmente à noite; Complexo Poliesportivo, local com playground, quadra de areia, estacionamento, bar no meio da ilha da lagoa; ginásio poliesportivo Prefeito Agripino Antunes Miranda e o estádio municipal Odilon Dias de Oliveira. 
O Carnaxé de Mato Verde também atrai turistas do Norte de Minas e do Sul da Bahia. A entrada é franca. 
Há também as famosas festas da Camiseta e Caipy Fest, que acontecem anualmente em Janeiro. As entradas são compradas na forma de camisetas. 
O Santo Cruzeiro (cruz) foi cravado em um monte próximo (hoje conhecido como Morro do Cruzeiro) no ano de 1901, levado pelo povo desde a porta da matriz até o cume daquele monte, em procissão acompanhada por toda a população daquela época. Desde então, toda Sexta-feira da Paixão os devotos sobem o morro em penitência para "pagar" os pecados do ano anterior (e é claro, ficar com a ficha limpa para poder cometer outros pecados no ano seguinte). 
Há ainda uma igrejinha secular no centro da cidade que só abre sua portas por ocasião do Natal. É tradição de seus antepassados que a Igrejinha de Deus-Menino seja aberta apenas neste período para visitação pública e realização de novena em homenagem ao Menino Jesus. 
As festas juninas são festejadas por toda a comunidade, sendo que na véspera do dia de São João, realizam-se quadrilhas, rezas e levantamento de mastros. A festa do padroeiro Santo Antônio começa em 10 de maio e termina em 13 de junho, dia do santo. 
Referência para o texto: Wikipédia.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Mangaratiba - Rio de Janeiro

Mangaratiba é um município da Microrregião de Itaguaí, contíguo à Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.
Topônimo - "Mangaratiba" é um termo originário da língua tupi antiga: significa "ajuntamento de mangarás", através da junção de mangará (mangará, termo de origem tupi que designa as plantas da família das aráceas) e tyba (ajuntamento).
História - Até o século XVI, as terras que compõem o município eram habitadas pelos índios tamoios (também chamados tupinambás). A ocupação portuguesa das terras teve origem nesse século, por ocasião do estabelecimento do regime das capitanias hereditárias. Essas terras passaram a pertencer, então, à Capitania do Rio de Janeiro, porém o donatário da mesma, Martim Afonso de Sousa, pouco se interessou por sua ocupação. O início do povoamento português mais sistemático aconteceu somente anos mais tarde, por volta de 1620, quando o novo donatário, Martim de Sá, mandou trazer índios tupiniquins já catequizados de Porto Seguro e estabeleceu, sob a tutela dos jesuítas, aldeamentos: primeiro, na Ilha de Marambaia e, depois, no continente, na Praia da Ingaíba. Outra hipótese é a de que a aldeia de São Francisco Xavier de Itaguaí teria sido fundada por Martim de Sá, sendo então uma das principais aldeias fundadas pelos jesuítas no Rio de Janeiro, assim como São Lourenço, São Barnabé, São Pedro e São Francisco. Entretanto, houve um processo diferente, porque esses índios foram descidos do sul, na região da lagoa dos Patos, e então catequizados na ilha de Marambaia e inseridos nas terras de Mangaratiba.
Mangaratiba se tornou freguesia em 16 de janeiro de 1764, porém só conquistou sua independência administrativa em 11 de novembro de 1831, quando foi elevado à categoria de vila, com a denominação de "Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba". Até essa data, Mangaratiba pertencia ao município de Itaguaí, ao qual estava subordinado desde 5 de junho de 1818, quando foi criado o município. Anteriormente, Mangaratiba estava vinculado ao município de Angra dos Reis. Com o desenvolvimento da economia cafeeira, principalmente na região do Vale do Paraíba, Mangaratiba ganhou um crescente movimento cumprindo seu papel de porto escoador da produção de café. Outra atividade importante, que proporcionou o enriquecimento da região, foi o tráfico de escravos. Dos pontos de desembarque do Saí e da Marambaia, eles eram levados para o grande mercado do Rio de Janeiro e para os outros centros urbanos do interior, através da íngreme trilha que levava ao sertão depois de ultrapassar a Serra do Mar.
Do interior de São Paulo e Minas Gerais, afluíam, para o seu porto, os gêneros a serem exportados: basicamente, o café, trazido nos lombos dos burros guiados pelos tropeiros das mais afastadas regiões da serra acima. Ao retornarem, levavam mercadorias, geralmente artigos de luxo, provenientes da cidade do Rio de Janeiro ou do exterior. A produção de café intensificou-se tanto que as trilhas que desciam a serra tornaram-se insuficientes para escoar a produção. Foi necessária a abertura de uma estrada mais larga e com melhores condições de circulação, que ligava Mangaratiba a São João do Príncipe (depois, "São João Marcos"). A estrada foi inaugurada em 1857 pelo imperador dom Pedro II, ficando conhecida, posteriormente, como Estrada Imperial, que foi considerada, por muitos historiadores, como a primeira estrada de rodagem do Brasil. Mangaratiba era um dos portos escoadores da produção de café do Vale do Paraíba, atendendo à demanda de São João Marcos e adjacências.
A construção da via entre Mangaratiba e a serra trouxe um maior desenvolvimento para a região, bem como consolidou uma aristocracia local que empreendeu a construção de diversos edifícios, como suas residências urbanas, igrejas, um teatro, armazéns e trapiches. Da época do maior progresso de Mangaratiba, algumas personalidades mereceram maior atenção por parte dos historiadores. O primeiro foi o comendador Joaquim José de Sousa Breves, abastado fazendeiro, dono dos trapiches do Saí e da Marambaia, proprietário de mais de 6 000 escravos e vinte fazendas, chegando a produzir mais de um por cento da produção brasileira de café. Outra personalidade importante da história local foi o tenente–coronel Luís Fernandes Monteiro, o Barão do Saí, proprietário das fazendas Batatal e Praia Grande e de um rico solar no Largo da Matriz, hoje totalmente reformado, e de outra casa assobradada na Rua Direita, atualmente Rua Coronel Moreira da Silva, que o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural denominou Solar do Barão do Saí.
Porém o período de riqueza e dinamismo durou pouco. O fim do período de expansão aconteceu pela conjugação de dois fatores. Primeiramente, a conclusão, em 1870, da Estrada de Ferro Dom Pedro II, ligando as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, a qual possibilitou o escoamento da produção de café do Vale do Paraíba diretamente para a cidade do Rio de Janeiro e, em segundo lugar, a proibição do tráfico escravo e, posteriormente, a abolição da escravatura, desorganizaram a economia da região baseada na exploração do latifúndio e fortemente dependente da mão de obra escrava.
O município de Mangaratiba entrou em decadência, chegando a ser extinto em 8 de maio de 1892, apesar de ter sido restabelecido alguns meses mais tarde, em 17 de dezembro. Os portos de Mangaratiba e do Saí ficaram desertos e inúmeras edificações foram abandonadas, tais como os grandes solares, armazéns, o teatro, conforme atestam as ruínas hoje existentes no Saco de Cima e na Praia do Saí. A estagnação econômica foi total, sendo Mangaratiba um exemplo de cidade nascida de uma rota comercial que não tinha bases produtivas próprias que permitissem uma autonomia. A atividade era apenas reflexo da produção agrícola existente na região serrana e pereceu diante do surgimento de novas alternativas produtivas e comerciais.
A estagnação da economia e da vida em Mangaratiba persistiu até 1914, quando foi concluído o ramal da Estrada de Ferro Central do Brasil que integrou o município no sistema ferroviário do Rio de Janeiro. Posteriormente, ocorreu um ligeiro progresso econômico propiciado pela exportação de bananas e pela construção de residências de veraneio ao longo da linha férrea ou concentradas em alguns núcleos urbanos. Na década de 1940, foram criados grandes loteamentos na orla marítima, como Muriqui, Praia do Saco, Itacuruçá e outros. Em 1942, foi aprovado o primeiro código de obras para o município.
A construção da rodovia Rio-Santos, parte da BR–101, nos anos 1970, trouxe uma nova fase para o município, com uma grande valorização do solo urbano, bem como um incremento da construção de residências de final de semana e férias. A nova estrada trouxe, ainda, diversas atividades ligadas ao turismo, com um processo de ocupação de áreas, até então, inacessíveis e desertas. Na década de 1990, a MRS Logística encampou a parte da Estrada de Ferro Central do Brasil pertencente a Itaguaí e Mangaratiba. A estrada de ferro passou desde então a ser de uso exclusivo da mineradora MBR (hoje incorporada pela Companhia Vale), que usa a estrada como escoamento da produção do minério produzido em Minas Gerais, desembarcando na ilha de Guaíba.
Cultura - Mangaratiba possui vários patrimônios históricos: no Centro Histórico existem edifícios preservados, como a Igreja Matriz Nossa Senhora da Guia, o Solar Barão do Saí (que abriga o Museu Municipal de Mangaratiba, Museu das Conchas e o Salão de Exposição José Pancetti), o Centro Cultural Cary Cavalcanti, o Chafariz Imperial e diversas residências que mantêm sua fachada original.
Ainda próximo do Centro Histórico, na região conhecida como Praia do Saco, existem as Ruínas do Povoado do Saco de Mangaratiba, local do antigo assentamento urbano e porto de escoamento do café oriundo de São João Marcos e Baixo Paraíba. As ruínas do antigo povoado são o portão de entrada da Estrada Imperial, que foi a primeira estrada de rodagem do país. Lá se encontra o Mirante Imperial, o bebedouro da Barreira e a Cachoeira dos Escravos, os dois primeiros construídos na época do império a mando do Imperador dom Pedro II e preservados em sua magnitude. Seguindo serra acima é possível acessar as ruínas da antiga cidade de São João Marcos, hoje distrito de Rio Claro, onde encontra-se o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, inaugurado em 2011.
Mangaratiba possui ainda, na região do Vale do Saí (Sahy), as Ruínas do Saí, onde acredita-se que se localizava um dos portos de chegada de escravos que abasteciam toda a capitania do Rio de Janeiro e adjacências.
Turismo - Mangaratiba tem, na indústria do turismo e de veraneio, sua maior expressão. Sua localização privilegiada na Baía de Sepetiba propiciou que empresas de turismo náutico instalassem, na cidade, bases de operações de passeios pelas ilhas e praias de toda a baía. Em Itacuruçá está sendo construída a maior marina da América Latina. Lá se encontra, também, a Delegacia da Capitania dos Portos.
O investimento em turismo proporciona diversos benefícios para a comunidade, tais como geração de empregos, produção de bens e serviços e melhoria da qualidade de vida da população. Incentiva, também, a compreensão dos impactos sobre o meio ambiente, assegura uma distribuição equilibrada de custos e benefícios, estimulando a diversificação da economia local e regional. Traz melhoria nos sistemas de transporte, nas comunicações e em outros aspectos infraestruturais e ajuda, ainda, a custear a preservação dos sítios arqueológicos, dos bairros e edifícios históricos, melhorando a autoestima da comunidade local e trazendo uma maior compreensão das pessoas sobre as origens da cidade.
Ilha Grande - Mangaratiba também é um dos principais acessos à Ilha Grande através do cais do centro de Mangaratiba e de Conceição de Jacareí. No centro encontram-se barcos que realizam a travessia regularmente, bem com o serviço da Barcas S.A.
Cais de Mangaratiba - Além da travessia para a Ilha Grande, existem inúmeras escunas e traineiras que realizam passeios e pescarias por toda a Costa Verde partindo dos cais de Mangaratiba e Itacuruçá.
Referência para o texto: Wikipédia.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Grão Mogol - Minas Gerais

Grão Mogol é um município histórico brasileiro localizado no estado de Minas Gerais.
História - Grão Mogol, antigo distrito criado em 1840/1891 e subordinado ao município de Montes Claros, foi elevado à categoria de vila pela Lei provincial nº 171 de 23 de março de 1849 e recebeu status de cidade em 1858.
A história de Grão Mogol também é ligada com Guálter Martins Pereira, o primeiro e único barão de Grão-Mogol.
O povoado Serra de Santo Antônio do Itacambiraçu, atual Grão Mogol, teve sua origem relacionada à descoberta de diamantes no final do século XVIII. No ano de 1839, o lugarejo era chamado de Arraial da Serra de Grão Mogol e logo passou a atrair pessoas do país e estrangeiros (portugueses, franceses, alemães, além de outros europeus), que, provavelmente, atuavam na exploração de diamantes.
O local passou a se destacar por movimentar o comércio de diamantes explorados inicialmente de forma clandestina. Isso passou a incomodar a Coroa Portuguesa que logo enviou um representante para assumir o controle da exploração e comercialização dos diamantes. No ano de 1840, o arraial evolui para Vila Provincial e no mesmo ano foi transformado em Distrito.
Só no ano de 1858, Grão Mogol recebeu a categoria de cidade. Durante décadas, Grão Mogol se destacou como a mais importante cidade da região Norte Mineira. O processo de decadência da exploração das minas de diamantes, ocorrida especialmente após a década de 1960, coincidiu com a emancipação de parte do território de Grão Mogol e com a criação dos novos municípios de Itacambira, Cristália e Botumirim.
Ainda nesse período, a falta de oportunidade de emprego fez com que os moradores locais iniciassem um processo de migração em direção às cidades próximas e à grandes centros urbanos como São Paulo. Com isso a cidade estagnou no seu crescimento e a sua população residente decresceu.
No entanto, o conjunto de prédios históricos e as manifestações culturais continuam como heranças marcantes daquela época, preservadas pelo tempo, constituem-se em atrativos turísticos potenciais para o município.
Formação Administrativa - Distrito criado com a denominação de Grão Mogol, pela Lei Provincial nº 184, de 13 ou 03/04/1840, e Lei nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Montes Claros. Elevado à categoria de vila com a denominação de Grão Mogol, pela Lei Provincial nº 171, de 23-03-1849, desmembrado de Montes Claros de Formiga. Sede na povoação da Serra do Grão Mogol. Constituído do distrito sede. Instalado em 07/01/1949.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Grão Mogol, pela Lei Provincial nº 859, de 14-05-1858. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 7 distritos: Grão Mogol, Nossa Senhora da Conceição da Extrema, Nossa Senhora da Conceição de Jatobá, Santo Antônio do Riacho dos Machados, Santo Antônio de Itacambira, Santo Antônio do Gorutuba e São José do Gorutuba Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 01/09/1920.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, município é constituído de 7 distritos: Grão Mogol, Cristália (ex-Nossa Senhora da Conceição da Extrema), Gorutuba (ex-São José de Gorutuba), Itacambira (ex-Santo Antônio de Itacambira), Porteirinha (ex-Nossa Senhora da Conceição de Jatobá), Riacho dos Machados (ex-Santo Antônio do Riacho dos Machados) e Santo André (ex-Santo Antônio do Gorutuba).
Pelo Decreto-Lei Estadual nº 148, de 17-12-1938, desmembra do município de Grão Mogol os distritos de Porteirinha, Gorutuba e Riacho dos Machados, para formar o novo município de Porteirinha.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Grão Mogol, Cristália, Itacambira e Santo André.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 5 distritos: Grão Mogol, Botumirim, Catuni (ex-Santo André), Cristália, Itacambira.
Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 2 distritos: Grão Mogol e Padre Carvalho. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Turismo - Grão Mogol oferece um grande número de atrativos culturais e naturais. Alguns atrativos estão localizados dentro da área que abrange o Parque Estadual de Grão Mogol e protegidos por legislação específica. As visitas de caráter científico e educacional devem ser previamente agendadas junto a gerência do Parque.
Atrações turísticas no perímetro urbano - Balneário Córrego das Moças; Cachoeira do Inferno; – Casa da Cultura; Casa do artesão; Casarão Bar e Restaurante; Feira Livre – toda sexta-feira; Igreja de Nossa Senhora do Rosário; Igreja Matriz de Santo Antônio; Lapa da Água Fria; Lapa dos Fróes; Pedra Rica; Presépio Natural Mãos de Deus; Rua Direita.
Atrações turísticas mediante autorização prévia (propriedades privadas) - Cachoeira Maria das Neves – 6 km; Canyons da Extrema – 7 km; Cachoeira da Fumaça – 10 km; Sítio Arqueológico Veado Listrado – 10 km.
Atrações turísticas mediante autorização prévia do IEF (áreas protegidas) - Trilha da Tropa (perímetro urbano); Trilha do Barão (perímetro urbano); Cachoeira do Mirante (perímetro urbano); Gruta do Quebra Coco (perímetro urbano); Cachoeira Véu das Noivas – 12km; Sede Parque Estadual de Grão Mogol – 15 km.
Atrações turísticas isentas de autorização prévia - Praia do Vau – 4 km; Lago de Irapé – 23 km; Usina de Irapé – 63 km (agendamento de visita no Centro de Memória); Sítio Arqueológico da Extrema – 20km.
Trilhas/Tracking - Trilha da Tropa – 5,82 km; Trilha do Barão – 11,81 km.
Geografia - Localizada nos confins da Serra do Espinhaço ao norte de Minas Gerais, a cidade jaz sobre um platô de 829m, onde está a prefeitura da cidade. A vegetação é de cerrado com verões úmidos e longos períodos secos de inverno. Localizada numa região de transição entre o semi-árido e o cerrado, a cidade sofre muito com a estiagem e a secura do fins de outono até o fim do primeiro mês de primavera.
Clima - O clima é Tropical de Altitude, tipo Savana ou Cerrado, onde o efeito da secura nos invernos são maiores em que outros climas tropicais de altitude como em São Paulo.
Seu Clima é úmido durante os meses de outubro a abril, durante os meses de maio a setembro a cidade sofre com uma intensa estiagem que gera grandes secas, e baixas umidades no ar, podendo trazer sérios problemas de saúde para a população local e à agricultura.
Os Verões são quentes e bastante úmidos com noites frescas, E invernos muito secos e razoavelmente quentes durante o dia e frios durante à noite podendo abaixar para até 5 °C durante à noite(Pois a perda de calor é muito grande devido a falta de nuvens para retê-lo durante este período do dia). O Outono entre março e abril é umido, a partir de maio até junho, começa o período seco desta estação que se intensifica até a entrada do inverno no dia 21 de junho.
As Primaveras começam ainda muito secas no mês de setembro e a umidade e as precipitações começam a voltar completamente ao normal durante o mês de outubro e chega ao final do mês de dezembro superúmida, e a temperatura tanto noturna quão diurna ascende consideravelmente.
Referência para o texto: Wikipédia e Site da Prefeitura de Grão Mogol..

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Aparecida do Norte - São Paulo


Aparecida é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo, Região Sudeste do país. Localiza-se no vale do Paraíba Paulista, a nordeste da capital do estado.
As origens do município remontam à fé consolidada ao redor do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida no curso do Rio Paraíba do Sul por pescadores, em 1717. Os milagres atribuídos à representação levaram à construção de uma capela, em 1745, ao redor do qual se estabeleceram vários fiéis e os primeiros residentes. Dado o desenvolvimento da localidade, em 1842, foi criada a freguesia, subordinada a Guaratinguetá, da qual Aparecida se desmembrou em 17 de dezembro de 1928.
O número crescente de fiéis implicou na construção de um templo maior, a atual Basílica Velha, que foi inaugurada em 1888 e substituída pela nova Basílica de Nossa Senhora Aparecida na segunda metade do século XX. Esta configura-se como o maior centro de peregrinação religiosa da América Latina, recebendo anualmente milhões de visitantes, os quais fazem do município um dos principais núcleos turísticos do Brasil. O complexo turístico aparecidense abrange ainda marcos como o Porto Itaguaçu, que marca o local onde a imagem de Nossa Senhora foi encontrada; o Seminário Missionário Bom Jesus; o Morro do Cruzeiro, com suas esculturas que representam a Via Sacra; e a Igreja São Benedito, inaugurada em 1918.
História - O surgimento da atual cidade de Aparecida está ligado diretamente com a passagem de Dom Pedro de Almeida, conde de Assumar e governante da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, pela então Vila de Guaratinguetá, durante uma viagem até Vila Rica, em outubro de 1717. A população decidira realizar uma festa em homenagem à presença da autoridade e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba do Sul com a intenção de oferecerem peixes ao conde. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus e após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao local conhecido como Porto Itaguaçu, já prestes a desistirem da pescaria, até que João Alves jogou sua rede novamente e em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço.
Durante algum tempo, a imagem foi abrigada na residência de Felipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. Dada a fé local atribuída aos frequentes relatos de milagres atribuídos à representação, em 1734 foi ordenada a construção de uma capela à sua alusão, a mando do vigário de Guaratinguetá, no local conhecido como Morro dos Coqueiros. A capela foi aberta à visitação pública em 1745 e uma vez que a fama dos milagres se espalhava por outras regiões do Brasil, tornaram-se comuns peregrinações de fiéis até a localidade. O número crescente de fiéis implicou, em 1834, no início da construção de uma igreja maior, a atual Basílica Velha, sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888.
Pela lei provincial nº 19, de 4 de março de 1842, foi criada a freguesia (equivalente à condição de distrito) denominada Aparecida e subordinada a Guaratinguetá. Chegou a ser extinta pela lei nº 38, de 15 de março de 1844, sendo recriada pela lei nº 131, de 25 de abril de 1880. Deixou de existir novamente pela lei n.º 3, de 15 de fevereiro de 1882, porém foi restabelecida pelo decreto estadual nº 147, de 4 de abril de 1891. A 8 de julho de 1877, a localidade passou a ser atendida pela Estrada de Ferro do Norte (depois Estrada de Ferro Central do Brasil), com a inauguração de sua estação ferroviária, que foi reinaugurada em 1922 e desativada em 1998, em função do fim do transporte de passageiros.
A antiga denominação da via férrea levou a cidade a ser conhecida também como Aparecida do Norte. O desenvolvimento em função do turismo religioso culminou na emancipação de Aparecida, decretada pela lei estadual nº 2.312, de 17 de dezembro de 1928, desmembrando-se de Guaratinguetá e instalando-se a 30 de março de 1929. Pelo decreto-lei estadual nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, foi criado o distrito de Roseira, que foi desmembrado e emancipado pela lei estadual n.º 5.285, de 18 de fevereiro de 1959.
Em 1904, a imagem foi coroada pelo Papa Pio X sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, sendo consagrada padroeira do Brasil em 1930 pelo Papa Pio XI. Em 1946, foi implantada a pedra fundamental da construção da atual Basílica de Nossa Senhora Aparecida, com projeto de autoria do engenheiro Benedito Calixto Neto, e a 15 de agosto de 1967, em ocasião da comemoração do 250º aniversário do encontro da imagem no Rio Paraíba do Sul, ocorreu a inauguração do templo, pelo Papa Paulo VI, representado por um legado especial do Vaticano, ofertando-lhe o título da "Rosa de Ouro". 
Em cerimônia presidida pelo Papa João Paulo II, a basílica foi consagrada oficialmente à Nossa Senhora da Conceição Aparecida em julho de 1980. Além de João Paulo II, Aparecida também veio a receber as visitas dos papas Bento XVI, em 2007, durante a Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, e Francisco, como parte da XXVIII Jornada Mundial da Juventude. A localização no Vale do Paraíba, entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, com acesso facilitado através da Rodovia Presidente Dutra, favorece a estadia anual de milhões de fiéis e visitantes.
Economia - Em Aparecida, destaca-se a área de prestação de serviços. A indústria, por sua vez, configurava-se como o segundo setor mais relevante para a economia do município.
Comunicação - A TV Aparecida, sediada na cidade, é administrada pelo Santuário Nacional através da Rede Aparecida de Comunicação, bem como a Rádio Aparecida. Também cabe ser ressaltada a Rádio Monumental, pertencente à igreja do Evangelho Vida Abundante. Dentre os periódicos locais, destacam-se o "Dinoite", "O Aparecida", "O Santuário" e "Tranca e Gamela".
Instituições culturais - Aparecida conta com legislações municipais de proteção ao patrimônio cultural material. Dentre os espaços culturais, destaca-se a existência de uma biblioteca mantida pelo poder público municipal, museus, teatros, salas de espetáculos, clubes, associações recreativas e estádios ou ginásios poliesportivos. O Museu Nossa Senhora Aparecida, inaugurado em 8 de setembro de 1956, reúne objetos históricos da região, com destaque para as peças arqueológicas e instrumentos sacros, e funciona em anexo à Basílica. O prédio da antiga estação ferroviária abriga um centro cultural que ocasionalmente organiza apresentações e mostras.
Há existência de equipes artísticas de manifestações tradicionais populares, grupos musicais, orquestras, bandas, associação literária, grupos de capoeira, grupos de artes plásticas e visuais e blocos carnavalescos. O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural aparecidense, sendo que as principais atividades artesanais desenvolvidas são o bordado e trabalhos com madeira e materiais recicláveis. A produção artesanal do município visa, em grande parte, a atender à demanda gerada pelo fluxo turístico.
Atrativos e eventos - Aparecida é um dos municípios paulistas considerados "estâncias turísticas" pelo estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. O município também adquiriu o direito de agregar junto a seu nome o título de "Estância Turística", termo pelo qual passou a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais. Tal status se deve à importância cultural e histórica herdada do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, consolidada pela construção da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, erguida em estilo neoclássico.
A gama do Santuário Nacional abrange a Passarela da Fé, que tem 389 metros de comprimento e 35 metros de altura, liga a Basílica Velha ao novo templo e foi inaugurada em 1972; o aquário, com espécies tanto de água doce quanto salgada; o Centro de Apoio ao Romeiro, que é constituído por uma praça de alimentação e cerca de 380 lojas e está situado no estacionamento da basílica; e o bondinho da cidade, que liga a Basílica, na chamada Estação Santuário, ao alto do Morro do Cruzeiro, com uma extensão de aproximadamente 1.170 metros sobre a cidade e a Rodovia Presidente Dutra e um desnível de 115 metros, tendo sido inaugurado em 25 de junho de 2014. O Morro do Cruzeiro é equipado com um mirante de 30 metros de altura em seu topo, também inaugurado em 2014, sendo marcado por esculturas que representam as estações da Via Sacra.
Além do Santuário Nacional, o complexo turístico do município abriga ainda marcos como o Porto Itaguaçu, que foi estruturado em 1997 e marca o trecho do Rio Paraíba do Sul onde a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi encontrada; a Basílica Velha, com sua arquitetura barroca, que foi inaugurada em 1888 em substituição à primeira capela que abrigou a representação (esta construída em 1734); o Seminário Missionário Bom Jesus, construído no final do século XIX como um grande centro de formação religiosa, tendo abrigado os papas João Paulo II e Bento XVI durante suas estadias em Aparecida; e a Igreja São Benedito, inaugurada em 1918. O Mirante da Santa, situado no alto do morro da Rua Antônio Bittencourt da Costa, tem 17,6 metros de altura e é o maior monumento dedicado à Nossa Senhora Aparecida em todo o mundo.
Dentre os eventos realizados na cidade, integrados ou não com as atividades do Santuário, cabem ser ressaltados o Encontro de Reis, em janeiro; o Carnaval, organizado em fevereiro ou março, com desfiles dos blocos carnavalescos da cidade e espetáculos musicais com bandas regionais; as celebrações da Semana Santa; a Festa de São Benedito, que é realizada desde o começo do século XX, em abril, com missas e procissões pelas ruas da cidade e gincanas envolvendo a comunidade e as escolas; o dia do Sertanejo, em maio, com celebrações religiosas especiais e espetáculos musicais com duplas sertanejas em homenagem às caravanas de viajantes com violeiros; e a Festa de Nossa Senhora Aparecida, em ocasião de seu dia comemorativo, em 12 de outubro, marcada por missas especiais e pela procissão do Porto Itaguaçu até a Basílica antes de amanhecer.
Fonte para o texto: Wikipédia.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Caldas Novas - Goiás

Caldas Novas é um município brasileiro do estado de Goiás.
O município é conhecido por ser a maior estância hidrotermal do mundo, possuindo águas que brotam do chão em temperaturas que variam de 43° a 70°. A principal fonte de renda do município é o turismo. Na alta temporada, a cidade chega a comportar mais de 500 mil turistas.
Uma outra grande atração de Caldas Novas é o ecoturismo, vez que a cidade encontra-se às margens do lago da represa de Corumbá e ao lado da Serra de Caldas.
Todos os anos, mais de 3 milhões de turistas visitam Caldas Novas. Possui centenas de piscinas com águas termais em seus hotéis e clubes, que atraem turistas de todo o país, principalmente das regiões Sudeste e Centro Oeste.
História - Caldas Novas pertencia a Capitania de São Paulo, quando Brasil era colônia de Portugal.
Em 1722, época do descobrimento das águas termais de Caldas Novas, o governo português, ávido pelas riquezas minerais da colônia, guardou-as para futuras explorações.
Na parte oriental da Serra de Caldas, as fontes termais de Caldas Novas viraram história.
Uma história com seus lances de lenda, coragem e perseverança conta que Martinho Coelho de Siqueira, numa de suas conhecidas caçadas de animais silvestres, sentiu de perto a agonia dos seus cães.
Em desabalada carreira eles passaram á sua frente como que atiçado por um fogo desconhecido, sendo descoberto a Lagoa Quente do Pirapitinga.
Nascia aí a primeira história das águas quentes de Caldas Novas, história de um arraial que virou cidade. E hoje é a capital mundial das águas quentes.
Liderados por Bento de Godoy vieram Orcalino Santos, Victor Ozeda Alla, João Batista da Cunha e outros. Eles chegaram à pequena vila que já começava a virar cidade a partir de 1900. A autonomia política, concedida a Caldas Novas, deu-se graças à solicitação destes à sede de Morrinhos.
Em 1911, o presidente do Estado, Urbano Gouveia, no dia 5 de julho, nomeou Bento de Godoy como presidente da primeira intendência que foi instalada no dia 21 de Outubro. Desde então, nesta data se comemora o aniversário de Caldas Novas.
Foi durante sua administração (1911 a 1915) que Caldas Novas tomou um novo impulso para o desenvolvimento.
Pontos atrativos - O Parque Estadual da Serra de Caldas Novas apresenta ao turista várias fontes que se transformam em riachos em meio a uma vegetação exuberante. Foi criado com o objetivo de proteger a área de captação da chuva que abastece o lençol termal. Tem a visitação dos turistas controlada, a fim de que o Parque continue sendo um preservador do cerrado goiano e do manancial hidrotermal. Além das trilhas e cachoeiras que o Parque possui, os amantes da natureza ainda podem praticar ciclismo (mountain bike), pois a região é cercada de trilhas com paisagens deslumbrantes. O esporte cresceu tanto na cidade que, anualmente, é realizado uma competição que atrai atletas de todo o país, o Desafio das Águas Quentes de Mountain Bike.
Além de várias estâncias termais, Caldas Novas possui na praça central Mestre Orlando, a Igreja Matriz, um calçadão repleto de bares e restaurantes e um chafariz, lugares mais frequentados pelos turistas, além da sede da Secretaria do Turismo, onde se pode obter informações sobre lugares a serem explorados. Na mesma praça, existe a Igreja Nossa Senhora das Dores, construída em 1850. É a construção mais antiga da cidade.
Hotelaria - A rede hoteleira da cidade é ampla. Desde pousadas e chalés mais baratos para se hospedar, áreas de acampamento, até hotéis cinco estrelas. Até o início de 2014 a cidade tinha exatos 74 hotéis de grande porte. Excluindo pensões e pousadas, praticamente todos os hotéis são edifícios com mais de 10 andares. Caldas é a cidade com o maior número de edifícios de todo o interior do estado.
Parques Aquáticos - São os maiores atrativos turísticos da cidade. Atraem muitos movimento a cidade em busca de lazer e diversão nas águas quentes. Os parques aquáticos tem estrutura completa para toda família e todas as idades. Toboágua tipo radical e para crianças, rio lento, atrações com boias, piscinas termais, de ondas, ofurô, bar molhado, sauna, recreação com monitores e shows musicais. DiRoma Thermas, Clube Privé, CTC, Náutico Praia Clube, Lagoa Termas e outros. Podem ser anexos de hotéis ou clubes,[14] e visitados pelos turistas. Há também condomínios espalhados pela cidade que possuem piscinas termais, toboáguas, saunas e outros atrativos, em menor estrutura.
Festas - A cidade também é conhecida pelas suas festas sertanejas. O Caldas Country é considerado o maior festival de música sertaneja do mundo. Vários cantores passam pela cidade nos dois dias de shows, entre os mais famosos estão: Paula Fernandes, Luan Santana, Chitãozinho e Xororó, Gusttavo Lima, Jorge e Mateus, Humberto e Ronaldo, Fernando e Sorocaba, Banda Eva e Lucas Lucco. A média de público nos dois dias de show é de 100 mil pessoas.
Caldas Novas vem recebendo outro importante festival de música sertaneja, o Verão Sertanejo, realizado no mês de janeiro. São dois dias de shows, com várias atrações consagradas. Durante os dias de eventos, a segurança da cidade é reforçada com o aumento do contingente policial.
Fonte para o texto: Wikipédia.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Bragança Paulista - São Paulo



Bragança Paulista, oficialmente Estância Climática de Bragança Paulista, é um município brasileiro do estado de São Paulo.
Bragança Paulista é um dos 12 municípios paulistas considerados estâncias climáticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Climática, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
Como marco da época dos Bandeirantes, foi erguida uma cruz, onde mais tarde seria implantada uma pequena capela, dando origem a um dos templos mais antigos da região, que ainda permanece: a Igreja Nossa Senhora Aparecida do Lopo.
No entanto, outras trilhas foram abertas, descendo pelo rio Jaguari, para descobrir pequenos veios de ouro no rio Camanducaia, atualmente banhando o município de Pedra Bela e em alguns pontos o município de Socorro. Essa trilha bem mais tarde se transformaria no antigo caminho Bragança – Pedra Bela.
Assim, já no século XVII, a Região Bragantina exercia papel importante na história do Brasil, por intermédio dos Bandeirantes.
Em 13 de fevereiro de 1765, o povoado é reconhecido oficialmente com o nome de distrito de Paz e freguesia de Conceição do Jaguari. Alguns dias depois, Conceição do Jaguari é elevada a condição de Paróquia, recebendo seu primeiro vigário.
Em 17 de outubro de 1767, Conceição do Jaguari é elevada a condição de vila com o nome oficial de Vila Nova Bragança, nome esse ligado a tradição Portuguesa, cuja dinastia durante séculos governou Portugal e o Brasil.
Em 24 de outubro de 1856, a vila se emancipa de Atibaia recebendo o nome de Bragança.
Em 30 de novembro de 1944, para diferenciar-se da cidade do Pará de mesmo nome, Bragança passa a chamar-se Bragança Paulista.
Em 1994, Bragança Paulista deixa de pertencer a região de Campinas, para fazer parte da Região de Jundiaí.
A região bragantina está situada entre as estâncias climáticas conhecidas como Circuito das Águas.
O Festival Música das Esferas é um festival de música erudita do Brasil que acontece anualmente no mês de julho na cidade de Bragança Paulista, no estado de São Paulo.
Foi criado em 2007 pelo pianista e compositor Paulo Gazzaneo e pelo maestro e compositor Sergio Chnee.
O festival promove aulas de música erudita de todos os instrumentos musicais aos alunos e apresentações na cidade. As apresentações acontecem na Casa de Cultura Maestro Demétrio Kipman.
Referência para o texto: Wikipédia.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

São Miguel do Gostoso - Rio Grande do Norte



São Miguel do Gostoso é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. O antigo nome do município era São Miguel de Touros. Está localizado a 102 quilômetros da capital do estado, Natal. Os habitantes se chamam micaelense de touros.
A igreja de São Miguel Arcanjo é o tesouro da região. Foi construída, no século XIX, por um comerciante local, por conta da sua devoção a São Miguel Arcanjo. Curado de uma doença, dedicou a construção ao santo.
São Miguel do Gostoso, antes chamada de São Miguel de Touros, é quase que “legalmente” protegida para permanecer “isolada para sempre”. Conserva-se o clima bucólico das vilas de pescadores e a atmosfera é de reunião de amigos e familiares.
Algumas das particularidades da região incluem: preservação da cultura dos pescadores; os visitantes andam descalços e a pé; não há música alta e agito nos bares; a diversão é pegar fruta no pé das árvores; bicicleta, quadriciclo, bugre ou jegue (ou melhor, jegue-táxi) são os meios de transporte.
O clima em São Miguel do Gostoso é estável com ventos e temperatura de 28ºC.
A serenidade da região, no entanto, é pontuada pelas experiências aquáticas. É a mais célebre opção para quem curte windsurf ou prancha à vela e kitesurf.
É recomendado programar uma manhã para praticar windsurfe na Praia do Cardeiro cujas águas tranquilas do pequeno lago formado com águas da chuva reservam ótima experiência aquática.
Para os verdadeiros devotos do kitesurf, a praia Ponta de Santo Cristo continua sendo a melhor opção para a prática da atividade. Nela, os moradores e comerciantes locais fazem de tudo para seduzir os visitantes: se você é inexperiente em kitesurf, há cursos livres, com aulas práticas e teóricas, que duram de uma a dez horas.
São Miguel do Gostoso está entre os cinco melhores destinos de kitesurf porque: as praias da região têm água morna; Gostoso registra quase dez meses de bons ventos; os primeiros metros das praias são rasos e feitos para aprendizes; ali está o clube de kite do tricampeão mundial, Kauli Seadi; Gostoso fica, exatamente, onde há os melhores ventos, na “esquina” do Brasil, quando termina a estrada BR 101.
As praias justificam a fama de Gostoso. A mais gostosa das paisagens são as dunas. Para integrar-se ao espírito desse belo pedaço de terra, recomenda-se o passeio de cerca de duas horas até Galinhos.
Debruçado sobre as praias, o passeio proporciona magnífica vista para o cenário de areia, com dunas intercaladas por falésias e trilhas, até as águas mornas de Galinhos.
A vila Galinhos é menor que São Miguel do Gostoso. Não tem transporte público, carros, motos. Nem museu, nem centro de compras. Nadinha. Mas jegue-táxi e paredes de sal – que mais parecem neve. A cidade deserta, à primeira vista, parece um oásis – pronto para ser admirado. Mas as dunas de sal dividem espaço com os cata-ventos gigantes do parque eólico. Por conta dos ventos fortes, é recomendado proteger os olhos e a boca.
Os rios de Galinhos - Mas não só de água e sal vive Galinhos. Sua alma e inspiração estão também nos seus rios e arredores.
O rio Aratuá, por exemplo, é o “braço” que envolve a vila de Galinhos. Ele se ramifica em pequenos riachos estreitos, por onde passam embarcações turísticas e canoas nos dias de maré baixa.
Nos arredores, o centro das atenções daqueles que gostam de fazer luau é a região da Duna do Capim, localizada a cerca de seis quilômetros do rio Aratuá.
Não passa em branco o rio Pisa Sal, um desdobramento do Aratuá. Um trajeto de seis quilômetros do Pisa Sal leva até a Ilha da Estiva, onde a paisagem de mangue disputa com a de vegetação do sertão: logo depois da curva do rio, o que era mangue se transforma em clima árido.
O rio Galos, por sua vez, está localizado a três quilômetros de Galinhos e pode ser explorado a pé. É, também, uma oportunidade para conhecer a vida e a rotina dos moradores e pescadores que vivem do mar. Rindo gostoso - A ironia contida no nome não é mera coincidência. Quem vai a Gostoso volta de lá com pelo menos uma certeza: nas férias em São Miguel, dá pra rir gostoso.
Brincadeira à parte, risadas gostosas têm muita a ver com as lendas contadas na região: um morador que hospedava viajantes em sua casa era chamado “seu Gostoso”. Era ótimo contador de histórias e dono de uma risada longa e inesquecível.
O nome “Gostoso” foi, então, acrescentado a São Miguel como resultado de um plebiscito em 1993. Mergulho na noite de Gostoso - Enquanto a agenda do dia é ocupada pelas praias e seus jatos de água que espirram nos recifes tal como um “suspiro de baleia”, as caipirinhas excêntricas são as atrações da noite. Point da cidade, a creperia Madame Chita serve caipirinhas de cajá, banana com canela e seriguela. Se prefere ouvir música, outro local bem frequentado é o bar J. Sparrow’s, localizado na Ponta do Santo Cristo. Caldo de camarão, caldo de peixe e porções com toque gourmet são alvos de elogios de quem visita o bar.
Referência para o texto: Site Natal Praias.
Outros videoclipes sobre localidades brasileiras suas histórias, economias e atrações culturais, turísticas e de lazer podem ser encontrados no endereço https://www.youtube.com/lcdluizcarlos/videos . Visite!

domingo, 23 de setembro de 2018

Barra do Garças - Mato Grosso


Barra do Garças é um município brasileiro, localizado na Região Centro-Oeste, no estado de Mato Grosso.
História - A criação do município de Barra do Garças veio a ser uma encampação do município de Araguaiana, ou seja, uma mudança de sede de Araguaiana para Barra do Garças, passando Araguaiana à distrito de Barra do Garças.
Criado em 13 de junho de 1924, dia do padroeiro Santo Antônio, por Antônio Cristino Côrtes, Francisco Luiz Esteves e Francisco Dourado e emancipado em 15 de setembro de 1948, é um polo regional em Mato Grosso, sendo a principal cidade da região conhecida como Vale do Araguaia, nas proximidades da divisa com o estado de Goiás. Sua economia baseia-se na agropecuária, turismo e agricultura, com destaque para a produção de soja, arroz e milho.
As primeira notícias acerca da região se deram por conta das lendárias Minas dos Martírios, no século XVII. Neste período o imenso quadrilátero barra-garcense era habitado de cima abaixo por povos indígenas das nações boróro e xavante. A região teve efetivo início povoador com a navegação do Rio Araguaia, ao tempo da guerra do Paraguai, quando o presidente da Província, Couto de Magalhães, viu a necessidade de ligação entre as bacias hidrográficas do Prata e Tocantins, unindo o sul ao norte, pelo centro. Iniciou-se então a navegação do rio Araguaia. Couto de Magalhães mandou transportar em carros-de-boi três navios, desmontados para viagem – do Rio Cuiabá até o Porto de Itacaiú, onde seriam montados.
A pedra da Barra Cuiabana tinha uma lenda. Dizem que Simão da Silva Arraya enterrou um recipiente (talvez uma garrafa) contendo diamante nas proximidades da grande pedra. Arraya marcou a pedra com os dizeres “S. S. Arraya – 1871”. Para José Pedro, a inscrição foi esculpida por uma caravana desmobilizada em retorno da Guerra, liderada por Simão Arraya, somente para marcar a passagem pelo lugar. Na versão de Raul José de Mello, antigo coletor de rendas de registro do Araguaia a história é outra: “...em 1871, o pai de Marcos Afonso (um dos herdeiros) e mais Simão da Silva Arraya e dois ex-combatentes de guerra encontraram enorme quantidade de diamantes.
A região integrada de desenvolvimento econômico consiste na conurbação das cidades mato-grossense e goianas.
Turismo - A cidade possui o maior potencial turístico do Vale do Araguaia e do estado de Mato Grosso. Além do Rio Araguaia, conhecido polo de atração turística em sua temporada de praia, é na cidade que, pela Serra Azul, se inicia o complexo de Serras do Roncador, local envolvido de misticismo e que, segundo alguns, possui um portal interdimensional diretamente conectado a Machu Picchu descoberto pelo famoso Coronel Percy Fawcett, desaparecido em uma missão de localização da 'cidade perdida' em 1925. Foi ainda ponto de partida da famosa expedição Xingu dos Irmãos Villas-Bôas Além de atrair o turismo místico a Serra do Roncador possui excelentes pontos de trilhas naturais e belíssimas cachoeiras dentro da cidade o que propicia facílimo deslocamento para os turistas portando-se excelente opção para o turismo ecológico. Ponto de encontro dos Rios Araguaia e Garças, Barra do Garças possui várias praias fluviais que também atraem turistas.
O parque das águas quentes conta com piscinas hidrotermais, toboágua, rio da preguiça, bar molhado, com temperaturas que variam de 31 a 43 graus.Além dos banhos, o parque oferece uma estrutura com bares, restaurantes, duchas, vestiários e instrutores de hidroginástica e ginástica de alongamento. Também com a intenção de fomentar o turismo, na década de 1990 se construiu um "Aeroporto para discos voadores" na cidade.
Um obelisco, na entrada leste da cidade, oferece aos cidadãos barra-garcenses e ao turista que visita Barra do Garças, uma orientação geográfica indicando sua entrada na Amazônia Legal.
O município conta também com várias cachoeiras. As principais ficam situadas na Serra Azul que também possui o Cristo Redentor visível na maior parte da cidade.
Referências para o texto: Wikipédia e Site da Prefeitura Municipal.