Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

BIRITIBA MIRIM - SÃO PAULO

Biritiba Mirim é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Região Metropolitana de São Paulo e Alto Tietê. Sua população, conforme o Censo 2022, era de 29.676 habitantes e a área é de 317,406 km², o que resulta numa densidade demográfica de 93,50 hab./km². 
Topônimo
O topônimo "Biritiba Mirim" é de origem tupi, significando "pequeno ajuntamento de juncos", através da junção de pi'ri (Rhinchospora cephalotes, um tipo de junco), tyba (ajuntamento) e mirim (pequeno). 
História
Fundado em 1873 a partir da construção da Capela de São Benedito, o território de Biritiba Mirim pertenceu a Mogi das Cruzes até o ano de 1963. Explorado durante muito tempo por sertanistas e bandeirantes, o local só veio a se constituir em povoado por volta de 1820. Desde o período colonial, moradores e representantes da administração de Mogi das Cruzes já andavam pela região, servida pelas águas do Rio Tietê - fonte segura de sobrevivência e de locomoção geográfica àqueles que se predispunham a desbravar matas tão fechadas. Não se pode negar que o local tenha sido ponto de passagem dos Bandeirantes e viajantes que expandiram os limites territoriais do Brasil Colonial e, consequentemente, dos domínios do rei de Portugal. 
Até 1820, o povoado que havia se formado em torno da Capela de São Benedito contava com um número muitas vezes maior de habitantes do que o do bairro de Santa Catarina, tanto é que em 1882 a administração de Mogi das Cruzes criou na localidade um distrito policial. 
Tornou-se município em 1964, quando se emancipou de Mogi das Cruzes. 
Gentílico: biritibano.
Formação Administrativa 
Distrito criado com a denominação de Biritibamirim, por Lei Estadual n.º 1.985, de 13 de dezembro de 1924, subordinado ao município de Mogi das Cruzes. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Biritibamirim figura no município de Mogi das Cruzes. Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, é distrito apenas judiciário do município de Mogi das Cruzes. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Biritibamirim figura no município de Mogi das Cruzes. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o distrito Biritibamirim permanece no município de Mogi das Cruzes. Pela Lei Estadual n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, o distrito de Biritibamirim teve sua grafia alterado para Biritiba-Mirim. Assim permanecendo na divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963. Elevado à categoria de município com a denominação de Biritiba-Mirim, pela Lei Estadual n.º 8.092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembrado de Mogi das Cruzes. Sede no antigo distrito de Biritiba-Mirim. 
Constituído do distrito sede. Instalado em 21 de março de 1965. 
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído do distrito sede. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14 de maio de 2001.
Geografia
Seus limites são Guararema a norte, Salesópolis a leste, Bertioga a sul e Mogi das Cruzes a oeste e noroeste e sua altitude e 780 m. 
Quanto à paisagem, ao redor do perímetro urbano, situam-se a agricultura (olericultura e floricultura). 
Afastando-se do centro urbano, encontra-se o reflorestamento, caracterizando a diversidade de elementos na paisagem, por conta das atividades antrópicas, inclusa aí, a Barragem de Ponte Nova, no lado leste do município. Encaminhando-se para o sul, até o limite territorial, depara-se com a Mata Atlântica, esta a única região que apresenta alto grau de mata nativa. Como singularidade encontra-se alguns pontos de destaque, no relevo da região do Planalto Paulista. São eles Pedra do Garrafão e Pedra do Sapo. 
Como intrusões visuais, deve-se destacar a Represa dos Andes, localizado no sul de Biritiba (distante 15 km em linha reta), literalmente inserida na Mata Atlântica, com aproximadamente 2 (dois) alqueires da área. Além dessa, há que se mencionar a Agricultura como fator de destaque visual na paisagem, formando uma "Concha de Retalhos". O reflorestamento apresenta-se também como forte intrusão visual em diversas áreas do município.
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 745 metros acima do nível do mar. 
Relevo
O relevo é característico do Planalto Atlântico, apresentando colinas e áreas montanhosas mais acidentadas, especialmente nas porções que se elevam em direção à Serra do Mar. Essa topografia é fundamental para a formação das nascentes e o acúmulo de água.
Solos
Os solos predominantes são os Latossolos e Argissolos, que são profundos, mas de fertilidade natural média a baixa, exigindo manejo adequado para a agricultura 
Vegetação
A vegetação predominante é a Mata Atlântica na forma de Floresta Ombrófila Densa, característica de regiões úmidas e serranas. A presença do Parque Estadual da Serra do Mar em áreas próximas, e a legislação específica de mananciais, garantem a preservação de extensas áreas de mata, o que é vital para a qualidade da água da região.
Clima
O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 ºC, sendo o mês mais frio julho (média de 14 °C) e o mais quente fevereiro (média de 22 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1.400 mm. 
Hidrografia
Os rios que atravessam o município e limitam seu território são: Rio Tietê, Ribeirão do Biritiba, Rio Itatinga, Rio Itapanhaú, Córrego Lideiro, Rio Parnaíba, Córrego da Fazendinha, Ribeirão Putim, Córrego do Jõao Melo (Córrego da Fazenda ou Córrego Léo), Ribeirão da Fazenda São José, Ribeirão Alegre ou Peroba, Córrego do Capinzal, Ribeirão Guacá, Ribeirão das Pedras, Rio Claro, Ribeirão do Itaim, Ribeirão do Campo no qual localiza-se a Barragem Ribeirão do Campo (Sabesp) que fornece água para a região da Grande São Paulo. 
Rodovias
A cidade é atendida pelas seguintes rodovias: SP-88; SP-92 e SP-98.
Economia
Biritiba Mirim é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são os pontos de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 1,4 mil admissões formais e 1,3 mil desligamentos, resultando em um saldo de 21 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de -9.
A economia de Biritiba Mirim é diversificada, com forte presença no setor primário e no funcionalismo público, dada a importância das atividades de manejo de recursos hídricos e ambientais.
- Agricultura: O município é um importante produtor agrícola, com destaque para a Horticultura e o cultivo de flores e plantas ornamentais, aproveitando o clima e a proximidade com o mercado consumidor da RMSP.
- Comércio e Serviços: O comércio local é desenvolvido para atender à demanda da população, com um setor de serviços em crescimento, mas sem a predominância da indústria pesada devido às restrições ambientais.
Turismo
O Turismo em Biritiba Mirim é incipiente, mas possui grande potencial no segmento Ecológico e Rural.
- Reservatórios e Represas: A paisagem é dominada pelos grandes reservatórios do SPAT (como a Represa de Taiaçupeba), que, embora sejam áreas de proteção, atraem visitantes para a contemplação e a pesca esportiva controlada.
- Turismo Rural: As propriedades rurais especializadas em horticultura e floricultura recebem visitantes, oferecendo a experiência do agroturismo.
Belezas Naturais: Trilhas e áreas de mata preservada, embora com acesso controlado, são procuradas por praticantes de ecoturismo e observação da natureza.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela .

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

PERUÍBE - SÃO PAULO

Peruíbe é um município brasileiro localizado no litoral Sul Paulista, na Região Metropolitana da Baixada Santista, no estado de São Paulo. A área é reconhecida pelas belas e extensas praias, pelo turismo ecológico e pelo turismo rural. A sua população estimada em 2018 era de 67.548 habitantes.
Toponímia
"Peruíbe", segundo Silveira Bueno, é um vocábulo indígena que significa "no rio dos tubarões", pela junção dos termos tupis iperu (tubarão), 'y (rio) e pe (em).[6] Consta, porém, em alguns documentos, que esse nome estaria associado ao modo como José de Anchieta se referia ao lugar, chamando-o de "Tapirema do Peru", por suas semelhanças com a região peruana, onde os jesuítas haviam enfrentado dificuldades no exercício da catequese.
Estância balneária
Peruíbe é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por lei estadual. Tal status garante, a esses municípios, uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar, junto a seu nome, o título de "estância balneária", termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
História
Quando do descobrimento do Brasil pelos portugueses em 1500, já existia, na região, a Aldeia dos Índios Peruíbe. No sistema de Capitanias Hereditárias implantado pela Coroa Portuguesa em 1534 para a colonização do Brasil, o território onde hoje localiza-se Peruíbe pertencia à Capitania de São Vicente, cujo donatário era Martim Afonso de Sousa.
Mas a história de Peruíbe está intimamente ligada ao estabelecimento dos padres jesuítas pelo litoral do estado de São Paulo. Em 1549, chegou o padre Leonardo Nunes para fazer a catequese dos índios, no local onde já havia sido construída a Igreja de São João Batista. Os indígenas o apelidaram de Abarebebê ou Abaré-bebé (termo que, traduzido do tupi antigo, significa "Padre Voador", através da junção de abaré, "padre" e bebé, "voador"), pois parecia estar em vários locais ao mesmo tempo. Restos desta igreja são conhecidos hoje como Ruínas do Abarebebê. Em 1554, foi a vez de o padre José de Anchieta chegar ao aldeamento.
Em 1640, passou a ser conhecida como Aldeia de São João Batista e, em 1789, os padres jesuítas foram expulsos do Brasil. A aldeia, abandonada, entrou em declínio, tornando-se uma pacata vila de pescadores, sempre submetida ao município de Itanhaém.
Em 1914, a construção da Estrada de Ferro Santos-Juquiá trouxe novos habitantes. A bananicultura se espalhou pela região. Nos anos 1950, com a construção de rodovias para o Litoral Sul, a atividade comercial, especialmente a imobiliária, começa a crescer, sendo realizado um plebiscito para definir a emancipação política de Peruíbe, em 24 de dezembro de 1958, proposto pelo então vereador de Itanhaém, Geraldo Russomano.
Em 18 de fevereiro de 1959, o distrito passou a ser um município desmembrado do território de Itanhaém. Já em 22 de Junho de 1974, Peruíbe foi reconhecida como Estância Balneária. Em 1975, foi assinado, pelo presidente brasileiro Ernesto Geisel, o acordo nuclear Brasil-Alemanha, que previa, dentre outros itens, a construção de uma usina nuclear na Praia do Arpoador, na Jureia. A sociedade resistiu, e os equipamentos que seriam usados em Peruíbe ficaram na usina de Angra 3. Também na década de 1970, o uso medicinal da lama negra de Peruíbe ganhou repercussão internacional, mas seu emprego só foi retomado após pesquisas comprobatórias da sua eficácia nos anos 2000.
O desenvolvimento do município até hoje está ligado ao turismo de veraneio, comércio e serviços.
Sítios Arqueológicos
Dentre os sítios arqueológicos existentes na cidade, podem ser destacados:
- Ruínas do Abarebebê, identificada como a primeira igreja do Brasil;
- Ruínas do Guarauzinho, na praia de mesmo nome, onde habitou Pero Corrêa, sesmeiro que aprisionava e negociava índios;
- Sambaqui do Guaraú, no rio de mesmo nome;
- Ruínas da Fazenda São João, datada do século XVIII, com material arqueológico português;
- Sítios Piaçaguera (I, II e III), na área de Taniguá, próxima a Abarebebê, com vestígios do início do povoado;
Vegetação
Predominância de Mata Atlântica, reunindo espécies como jacarandá, jequitibá, ipê, além de orquídeas e bromélias. Manguezais e restinga completam a área litorânea, e mais para o interior há a presença de cerrado.
Peruíbe tem quase a metade de seu território incluso em sete unidades de conservação ambiental, em especial a Jureia-Itatins e o Parque Estadual da Serra do Mar, duas das mais amplas e importantes áreas de preservação do estado de São Paulo.
Clima
O clima de Peruíbe é o tropical úmido, sem meses secos, com verões quentes e invernos brandos, sendo o mês mais quente fevereiro, com uma média máxima de 30 °C e o mais frio julho, com uma média mínima de 14 °C.
Hidrografia
Constituem a hidrografia de Peruíbe: Rio Preto, em cujas margens estão localizadas as jazidas da Lama negra de Peruíbe, com propriedades medicinais; Rio Branco; Rio Guaraú; Rio Jacareú; Rio Una do Prelado; Rio Piaçaguera; Rio Perequê e Oceano Atlântico.
Economia
A economia é altamente dependente dos empregos do setor público e do turismo.
Setor Primário
O Setor Primário da economia de Peruíbe tem participação dos seguintes ítens: Jazidas Minerais; Royalties de exploração de petróleo e gás da Bacia de Santos; Agricultura Familiar; Bananicultura; Palmito Pupunha; Frutas Tropicais; Pecuária extensiva: aves e búfalos; Piscicultura.
Setor Secundário
Industrialização praticamente inexistente, com algumas microempresas nas áreas de alimentação, vestuário e cosméticos. Houve tentativas, sem sucesso, da atração de indústrias não poluentes. E existe uma tentativa para criação de usina termoelétrica para 2019.
Setor Terciário
Comércio e serviços são as principais atividades econômicas, com destaque para a construção civil e atividades de suporte ao turismo.
Esportes
São dois ginásios poliesportivos, campos de futebol e quadras, aluguel de quadras de futebol soçaite e tênis, centro de artes marciais, ciclovias, bons trechos para caminhada e cooper, academias, pista de ultraleves, boliche, pista de skate indoor e cancha de bocha. No mar, destaque para o surfe e esportes náuticos. Prática de esportes de areia. Tem crescido o turismo de aventura: arvorismo, canoagem, [[tirolesa, trekking, passeio de jipe, entre outros. Bons locais para pesca no mar, nos rios ou em pesque-pague. Também tem destaque nacional com o judô, com atletas olímpicos, e jiu-jítsu, com atletas campeões mundiais e nacionais.
Educação
Possui rede de escolas municipais e estaduais da Educação Infantil ao Ensino Médio, Centro de Cursos Técnicos Profissionalizantes, uma biblioteca, uma faculdade e polos de educação a distância.
Praias
As principais praias na área de Peruíbe são: Praia da Barra do Una; Praia do Caramborê; Praia do Parnapuã; Praia do Arpoador (Peruíbe); Praia do Guaraú; Praia do Costão (Peruíbe); Prainha (Peruibe); Praia da Avenida São João; Praia do Balneário São João Batista; Praia do Parque Turístico - Rua das Orquídeas; Praia do Oásis; Praia de Icaraíba; Praia de Tapirema e Praia de Piaçaguera.
Turismo
Peruíbe é um destino turístico completo, em que se pode usufruir do campo, praia e montanha, com o diferencial da Lama Negra na área da saúde e estética e um grande número de espécies de aves.
Belezas Naturais
São 32 km de litoral com belas praias e os menores índices de poluição do Litoral Paulista. Na área urbana, distribuem-se diversos balneários de elevado padrão de construção com arquitetura predominantemente horizontal. Na divisa com Itanhaém, Tapirema, um trecho sem habitação. Em seguida, a Praia de Peruíbe é urbanizada com quiosques, calçadão, ciclovia e jardins. Dentre elas, destacam-se as praias do Centro. Em direção ao sul, a paisagem torna-se mais natural, com o Costão e sua famosa ducha natural; a Prainha e o Guaraú. Dentro da Jureia, são dezenas de praias preservadas e praticamente intocadas, de beleza única, como a Desertinha, Tatuíra, Guarauzinho, Baleia, Arpoador, Parnapoã, Brava, Juquiazinho, Preta, Caramborê e Barra do Una já na divisa com Iguape. As cachoeiras do rio do Ouro, Guanhanhã, Vilão e Antas, as corredeiras do Perequê e do Paraíso, esta com seu tobogã e piscinas naturais, completam a natureza.
Roteiro Urbano
É constituído das seguintes atrações: Colônia Veneza, com a Capela de Mosaicos; Mirante da Torre, na entrada da cidade, com vista panorâmica de Peruíbe; Museu Histórico e Arqueológico, na Torre;( Atualmente está desativado); Ruínas do Abarebebê; Aquário Municipal; Complexo Termal da Lama Negra de Peruíbe; Portinho e Mercado de Peixes; Feiras de Artesanato – Praça Redonda (Centro) e Praça Flórida, a Praça Flórida está fechada para reformas em 2019; Boulevard (Calçadão do Centro); Praça Monsenhor Lino Passos (Matriz), recentemente reformada e cartão-postal da Cidade; Portal da Cidade (Pirâmide) e Portal da Jureia (em forma de bananeira); Avenida Padre Anchieta; Estação Ferroviária, recentemente reformada, espaço cultural com fotos antigas do município; Orla urbanizada, com ciclovias, quiosques, calçadão e jardins.
Roteiro Ecológico e de Aventura
Passa pela praia do Costão, com bica de água doce, costão rochoso, praia, mar, vegetação e a Serra dos Itatins; estrada do Guaraú que leva ao entorno da Jureia, sendo a Prainha um ponto obrigatório de parada; bairro do Guaraú onde pode-se conhecer a Praia e Rio do Guaraú e a Passarela do Balça, ponte suspensa sobre o manguezal; Corredeiras do Perequê, rio de corredeiras com piscinas de águas cristalinas; Cachoeira do Paraíso, com base de educação ambiental, trilha estruturada e auto guiada, piscinas naturais e uma belíssima queda de seis metros de altura; Praia do Caramborê, praia semideserta que encanta pela sua energia e localização; praia da Barra do Una com famílias tradicionais que perpetuam a cultura caiçara no local. Agregado ao Roteiro ecológico, as atividades de aventura contam com trilhas em ambiente de Mata Atlântica, arvorismo, tirolesa, Watter Treking, Jeep Tour e Canoagem com canoas havaianas e canadenses.
Roteiro Cultural
A história da região pode ser conhecida nas Ruínas do Abarebebê, patrimônio histórico do século XVI que retrata a catequização indígena na Região; no Museu Histórico e Arqueológico, com um acervo de 360 peças que relatam a ocupação da cidade, desde os homens do sambaqui, indígenas e colonizadores, até os dias atuais; e na Estação Ferroviária, prédio restaurado do início do século XX, que abriga o Arquivo Histórico, exposições, documentos e fotos antigas da cidade. Outros pontos de interesse são a Capela de Mosaico na Colônia Veneza,(localizada atrás da Torre do Mirante) com paredes revestidas de mosaico italiano; a Feira de Artesanato na Praça Flórida; o Espaço Cultural Café Conceito com diversas atividades culturais; o Boulevard localizado na região central; e a Praça Ambrósio Baldim (Praça Redonda), no Centro, com 80 boxes de artigos diversos, artesanato e alimentação.
Roteiro Ufológico
Segundo esotéricos, Peruíbe apresenta características comparáveis às de algumas regiões da Índia e do Peru, com relatos de óvnis e seres extraterrestres, sendo muito visitada por estudiosos de ufologia. Há a realização anual do Encontro Ufológico de Peruíbe. Também foi criado o Primeiro Roteiro Turístico Ufológico do Brasil,[23] que passa por locais com inúmeros relatos de avistamento de óvnis e seres luminosos, como a Pedra da Serpente, um portal de pedra na encosta do Morro dos Itatins; observação da Ilha de Queimada Grande; Praia e Serra no Guaraú; Perequê; Barra do Una; Bairro São José, onde a vegetação apareceu amassada; Ruínas do Abarebebê; e toda a orla urbana de Peruíbe, de Tapirema ao Costão.
Cultura
Os aspectos culturais de Peruíbe estão ligados à cultura caiçara, com música típica e gastronomia baseada em peixes e frutos do mar, como a caldeirada, um prato típico à base de postas de peixe e frutos do mar. Atualmente, existem 3 Aldeias Indígenas (TI) de Família/língua Tupi-Guarani: a T.I. Piaçaguera (antiga João Batista), localizada à beira-mar na divisa com Itanhaém no Bairro Estância Santa Cruz, havendo acessos à Aldeia pelos Bairros Gaivotas e E. Santa Cruz (lateral), pela praia ao fundos desta Aldeia e pela Rodovia Pedro Taques(entrada). A T.I. Bananal, localizada próximo a Serra do Mar (Mata Atlântica), tem acesso entrando à direita no trevo do município na Rodovia Pedro Taques, pela Estrada Armando Cunha s/nº. Por último, a T.I. Paraíso, localizada na Jureia (Estação Ecológica Jureia-Itatins): após cruzar o Centro (Peruíbe), siga sentido Guaraú; no trevo; entre à direita sentido Barra do Una; na bifurcação, entrar à direita sentido Cachoeira Paraíso; a Aldeia inicia ao cruzar a Cachoeira. Esta entrada para a Aldeia na bifurcação fica antes de chegar Barra do Una.
Festas Populares
Os eventos de verão: em janeiro, Festa das Nações na praça da Igreja Matriz; aniversário da cidade, em fevereiro; blocos carnavalescos. Jogos do Dia do Trabalho. Em junho, acontece a Festa de São João, padroeiro da cidade. Festa Caiçara. Festa do Peixe. Festival Gastronômico de Inverno. Procissão de Corpus Christi. Desfile da Independência. Peruibefest. Réveillon.
Eventos
Além das festas tradicionais, a cidade recebe etapas dos mais diversos torneios e competições esportivas, como pesca, surfe, ciclismo, pedestrianismo e outras. Há a realização de shows musicais, e festas eventuais como a Festa das Flores.
Banda Municipal
A Banda Musical Infanto-Juvenil do município, formada na década de 30, foi dez vezes campeã estadual e nove vezes nacional e se apresente em eventos da cidade.
Espaços Culturais
Os principais espaços culturais da cidade são: Apresentações artísticas na Praça Matriz e Boulevard; Feiras de artesanato da Praça Redonda (Centro) e Praça Flórida; Estação Ferroviária; Museu Histórico e Arqueológico; Colônia Veneza; Ruínas do Abarebebê; Biblioteca Pública Municipal Manoel Castan.
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

EMBU GUAÇU - SÃO PAULO

Embu-Guaçu é um município da Região Metropolitana de São Paulo, Região Geográfica Imediata de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Localiza-se na Zona Sudoeste da Grande São Paulo, em conformidade com a Lei Estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI). O município é formado pela sede e pelo distrito de Cipó-Guaçu.
O município possui uma área territorial de 155,641 km² e sua população foi estimada em 69.385 habitantes, conforme dados do IBGE de 2019.
Topônimo
"Embu-Guaçu" é um termo oriundo da língua tupi antiga e significa "cobra grande".
Seu primeiro nome foi Ilha de Itararé, pois se julgou que esta era uma grande ilha fluvial, tal a quantidade de rios na região. Depois, veio a denominação M'Boy-Guaçu, também de origem tupi e, finalmente, Embu-Guaçu. Todos esses nomes, inspirados no Rio Santa Rita, extenso e cheio de curvas sinuosas.
História
No final do século XIX, em uma de suas andanças pelos sertões paulistas, o casal de sertanistas José Pires de Albuquerque e Emília Pires de Moraes Pedroso chegou à região onde, atualmente, está localizado Embu-Guaçu. Impressionados com a beleza natural da região, decidiram fixar residência e erguer a primeira casa, feita de taipas e mão de obra escrava, próximo ao Rio Santa Rita (hoje, patrimônio da família Svartman, fundadora da primeira indústria do município: a "Indústria Química Paulista S/A").
O povoado cresceu no início de 1900, com a chegada de imigrantes e novas famílias como os Roschel, os Creim, os Schunck, os Domingues, entre outros que constituíram as famílias pioneiras da região. Em 1920, José Pires de Albuquerque constrói a primeira indústria de farinha de mandioca.
Em 1932, Embu-Guaçu é elevado à condição de Vila, onde Benedito Roschel de Moraes inaugura a primeira casa comercial.
Por mais de meio século, a região apresentou um crescimento populacional, econômico e social bastante moroso, porém, com a chegada dos trilhos, a região começou a crescer em todos os sentidos. Em 1927, começaram as difíceis e demoradas obras de construção da ferrovia da Estrada de Ferro Sorocabana, com o ramal Mairinque-Santos, que desceria a Serra do Mar cruzando Embu-Guaçu, onde a obra chegou por volta de 1929. Em 1937, o novo ramal da ferrovia foi inaugurado.
A antiga Estrada de Ferro Sorocabana (1934-1971) transportava o café produzido no interior paulista para o porto santista. Nela, havia uma estação inaugurada em 5 de abril de 1934, onde houve tráfego de passageiros entre Embu-Guaçu e Santos até novembro de 1997. O nome da ferrovia foi, posteriormente, alterado para Ferrovia Paulista Sociedade Anônima (FEPASA: 1971-1998). Hoje, é administrada pela Rumo Logística, que opera o alto tráfego de trens de carga que cruzam o município,
Em 1944, Embu-Guaçu Guaçu foi elevado à categoria de distrito pelo decreto-lei nº 14.334/44, com uma área de 171 km², mas ainda sendo parte do município de Itapecerica da Serra.
Emancipação
O município itapecericano detinha um sério problema de repasse de verbas devido sua grande extensão territorial, sendo incapaz de manter toda sua área. Em decorrência desta dificuldade, movimentos emancipacionistas ganharam força e Embu-Guaçu foi emancipado, a partir da Lei estadual nº 8.092, 20 de fevereiro de 1964. As eleições municipais foram convocadas para o dia 7 de março de 1965.
Em 28 de março de 1965, Embu-Guaçu foi elevado à categoria de município, ocorrendo, então, a primeira legislatura, com posse do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores, e conquistando definitivamente sua emancipação político-administrativa.
A comissão do movimento Pró-Emancipação, que trabalhou no sentido de que toda documentação e exigências da Lei Orgânica do Município fossem apresentadas à Assembleia Legislativa do Estado, era composta por: presidente, Sr. Fioravante Francisco; quatro vices-presidentes, Alexandre Rodrigues Nogueira, Antônio Albuquerque Filho, Valdomiro Pereira Rodrigues, Walter dos Reis; Secretário Geral, Benedicto Roschel de Moraes; e quatro secretários, Nilton Higino Martins, Francisco O. Martins, Luiz G. Ávila de Macedo, Rafael Cau; Tesoureiro Geral, Antônio Roschel de Moraes; e quatro tesoureiros, Angelo Flose, Kyiotoschi Morita, Antenor Hervelha e Pedro Júlio da Rocha.
Geografia
Uma análise da divisão territorial feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 1 de junho de 1995 e confirmada em 15 de julho de 1999 indicou que município é constituído de dois distritos: Embu-Guaçu (distrito sede) e Cipó-Guaçu.
Seus limites são Itapecerica da Serra a norte, a capital a leste, Juquitiba a sul, Itanhaém a sudeste e São Lourenço da Serra a oeste.
Hidrografia
O Rio Embu-Guaçu é o principal rio da região, cujo nome deu origem ao topônimo do município. Ele serve a Represa de Guarapiranga, com volume aproximado de 44% da sua capacidade total.
Outros cursos d'água, córregos e rios afluentes do rio Embu-Guaçu também atravessam o município. O principal deles é o Rio Santa Rita. Completam a hidrografia do município: Represa Guarapiranga, Rio Embu-Guaçu e Rio Santa Rita
Meio ambiente
Embu-Guaçu apresenta 100% de seu território inserido em Área de Proteção de Mananciais (Leis Estaduais 898/75, 1.172/76 e 9.866/97), integrando também a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (Programa Man and Biosphere da UNESCO), estando ainda submetida ao Decreto Federal 750/93, bem como a outros instrumentos da legislação ambiental brasileira.
O município conserva vegetação natural, como manacás, angicos, jacaré-pau, bromélias, táfias, pau-incenso, araucárias, cedros, ipês e outras. Possui remanescentes da Mata Atlântica, paisagens belíssimas e diversidade tanto na fauna quanto na flora.
Clima
O clima do município, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. Verão pouco quente e chuvoso. Inverno ameno e sub-seco. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 °C, sendo o mês mais frio julho e o mais quente fevereiro. O índice pluviométrico é de 2 000 milímetros anuais, concentrados nos meses de verão.
Parque
Parte das várzeas do rio Embu-Guaçu e do rio Santa Rita estão protegidas pelo Parque Ecológico Várzea do Embu-Guaçu, que ocupa um área de 129 hectares de Mata Atlântica, próxima ao centro do município de Embu-Guaçu. O parque oferece área para recreação infantil e pesquisas naturais, além de preservar grande parte da belíssima fauna e flora de Mata Atlântica da região.
Economia
A economia de Embu-Guaçu é baseada em indústrias, principalmente de transformação e minerais não metálicos, como caulim, mica e feldspato, e metalúrgicas. Sua economia também é calcada na atividade rural, integrando o Cinturão Verde da Grande São Paulo.
Cultura
Esporte

Embu-Guaçu é uma das cidades com quantidades mais expressivas de medalhas estaduais de judô, modalidade esportiva esta que é massivamente ensinada gratuitamente na cidade.
Outra contribuição da cidade é a criação de uma variável do basquetebol que é o basquete de grama, ou grass basketball, que é jogado na grama, e sem as delimitações tradicionais. Porém, este esporte ainda não foi homologado pela Confederação Brasileira de Basquetebol para que se torne uma modalidade oficial.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO

Lençóis Paulista é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localizado na região centro-oeste do Estado, a cidade está a uma altitude de 550 metros e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2020, era de 68.990 habitantes. O município é formado pela sede e pelo distrito de Alfredo Guedes.
Possui a maior biblioteca do interior de São Paulo, uma instituição de ensino superior e duas escolas técnicas, uma do SENAI e outra da ETEC - Cidade do Livro.
História
Fundada em 28 de abril de 1858, Lençóis Paulista é conhecida como "Cidade do Livro", por possuir um número de livros em sua Biblioteca Municipal maior do que o número de habitantes. Atualmente, são mais de 150 mil livros.
Geografia
O território do município é drenado pelas águas do Rio Lençóis, principal manancial responsável pelo abastecimento de água da cidade. Também corta a área urbana o Rio da Prata (zona leste e zona sul da cidade).
Clima
Seu clima é o tropical de altitude, com temperaturas máximas próximas a 38°C entre novembro e fevereiro, e mínimas próximas a 3 °C entre junho e agosto.
Os municípios vizinhos são Macatuba, Pederneiras e Agudos ao norte; Borebi a oeste; Avaré e Botucatu ao sul; e Pratânia, Areiópolis e São Manoel a leste.
A hidrografia de Lençóis Paulista está assim composta: Rio Lençóis; Córrego da Prata; Córrego Corvo Branco e Rio Claro.
Economia
Na indústria, base econômica do município, têm destaque as produções de açúcar, álcool, celulose, óleo lubrificante, estruturas metálicas e alimentos: (massas, biscoitos, arroz, carnes, feijão, milho). A cidade é sede da Zilor, um dos maiores grupos sucroalcooleiros do país.
Na agricultura, as produções mais importantes são a cana-de-açúcar, o milho, o feijão e a madeira.
O comércio, por muitos anos dependente do município vizinho de Bauru, hoje é o setor que mais emprega mão de obra na cidade. A ACILPA (Associação Comercial e Industrial de Lençóis Paulista) desenvolve trabalhos em parceria com o SEBRAE, SENAI e a Prefeitura Municipal.[12] O município possui um Shopping Center e uma feira comercial e industrial anual, a FACILPA (Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Lençóis Paulista).
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

MOCOCA - SÃO PAULO

Mococa é um município brasileiro do estado de São Paulo, faz parte da Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP), sendo uma das subsedes metropolitanas. A cidade de Mococa localiza-se no nordeste do Estado de São Paulo, distante 113 km de Ribeirão Preto a maior cidade da região. Sua população estimada em 2020 era de 68.980 habitantes. O município é formado pela sede e pelos distritos de Igaraí e São Benedito das Areias.
Etimologia
O nome da cidade se origina da língua tupi e significa "casa de mocó", a partir da junção dos termos mokó ("mocó") e oka ("casa").
História
Fundação de Mococa

A história de Mococa se inicia durante a primeira metade do século XIX, quando errantes provindos de Minas Gerais, sobretudo de Aiuruoca e outros municípios vizinhos, sabendo da alta fertilidade do solo na região, iniciam o desbravamento das grandes matas virgens locais e dão inicio as primeiras ocupações. Gerando, subsequentemente, grandes propriedades para o cultivo do café e utilizando-se de mão de obra escravizada africana no processo.
Como principais fundadores, destacam-se Gabriel Garcia de Figueiredo, o "Barão de Monte Santo" e Venerando Ribeiro da Silva, responsável pelo traçado urbanístico das ruas e praças do município emergente.
Introdução do Café
No cerne do período imperial, o povoado, até então conhecido como São Sebastião da Boa Vista, o nome original de Mococa, é elevado à condição de capela curada, no ano de 1841. Poucos anos depois, em 1846, é implantada a primeira lavoura cafeeira, gerando assim, a ocupação e o desenvolvimento urbano e rural.
A primeira igreja de Mococa, posteriormente conhecida como Matriz Velha, foi construída também em 1846, dedicada à São Sebastião, o padroeiro da cidade. Por sua rusticidade, acaba perdendo relevância durante o fim do século XIX. Deste modo, monta-se uma comissão incluindo nomes do alto escalão político e econômico de Mococa, incluindo o Barão de Monte Santo, para a inauguração de uma nova Matriz, fato ocorrido em 1896.
A antiga igreja matriz veio a ser demolida em 1919, dada suas precárias condições. Sendo reconstruída em 1921, com estilo arquitetônico eclético, pela iniciativa de Iria Josepha da Silva e seu marido, Francisco Figueiredo. Tendo sua arquitetura projetada pelo renomado arquiteto italiano Gherardo Bozzani.
Passou, em 1857, a ser considerado uma freguesia. Em 1871, passou à condição de vila e em 1875, pela iniciativa de Gabriel Garcia de Figueiredo junto ao governo imperial, veio a ser considerada oficialmente uma cidade.
Desenvolvimento e Imigração
Após 1888, data da abolição da escravatura, fez-se necessária a substituição da mão de obra escrava. A cidade passou, então, a receber uma massa de imigrantes, em sua esmagadora maioria de italianos (cerca de 10.000) e, em menor escala, de alemães, austríacos, espanhóis, portugueses e libaneses.
A partir da década de 1890, Mococa passou pelo seu período áureo, com as riquezas geradas pelos produtores de café proporcionando grandes avanços para a cidade, como a construção da Matriz Nova, a igreja de São Sebastião e o início das operações da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, responsável por escoar a produção cafeeira para o mercado externo e pela chegada dos milhares de imigrantes que Mococa receberia, para trabalhar nas fazendas de café, ao longo das décadas seguintes. O último trem da estação mocoquense partiu em 1966.
Como resultado, houve uma fusão cultural e cosmopolita em pleno "sertão do pardo", período este conhecido como a "belle époque caipira", qualificando Mococa como uma das cidades produtoras do melhor café do Brasil. A florada civilizadora do café tornou os cafeicultores da cidade parte da elite social brasileira.
Crise e Declínio do Café
Porém, entre 1914 e 1918, período da Primeira Guerra Mundial, ocorreu a desorganização do comércio internacional, desestruturando a economia cafeeira devido à retração dos mercados consumidores. Crise que se acentuaria com o Crash da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929.
A partir desse período, os fazendeiros passaram investir na criação de gado de leite. Em 1932, a cidade foi um dos fronts da Revolução constitucionalista no conflito entre mineiros e paulistas.
Bruno Giorgi
Nascido em 1905, no antigo Hotel Terraço, o escultor mocoquense Bruno Giorgi saiu de Mococa com os pais, imigrantes italianos, ainda criança, rumo à Itália.
Em 1983, já em idade avançada e com uma experiência de vida intensa pelo mundo das artes, retorna à sua terra natal pela primeira vez, desde sua infância.
Este renomado escultor deixou em sua cidade, como homenagem, duas importantes obras: A Mulher de Mococa, na praça Marechal Deodoro e Os Fundadores, na praça Epitácio Pessoa, ambas localizadas no centro histórico de Mococa.
Turismo
Mococa, cidade histórica dotada de rico patrimônio histórico e cultural, eventos de reconhecimento a nível nacional e grande potencial ecológico, integra a região turística Caminhos da Mogiana e possui cinco segmentos principais de turismo, sendo estes: cultural, rural, ecoturismo, eventos e turismo religioso.
Histórico e Cultural
- Centro Histórico: contando com inúmeros casarões históricos bem preservados do período áureo do ciclo do café, dos anos 1890 á década de 1920. Além da imponente Igreja Matriz de São Sebastião, de 1896, o coreto central da praça, que recebe a apresentação, aos domingos, da tradicional Filarmônica Mocoquense, fundada no ano de 1892. Bem como a Igreja Nossa Senhora do Rosário e as esculturas 'A Mulher de Mococa' e 'Os Fundadores', ambas do renomado escultor mocoquense Bruno Giorgi.
- Cinema e Teatro: o antigo Cine Theatro Central, hoje Teatro Municipal, foi o cinema original do município, tendo o seu último filme exibido no fim da década de 1970. Já o Cine Mococa, também tradicional, fundado em 1959, tem uma das maiores telas de projeção do Brasil e substituiu o antigo Cine Theatro, se tornando predominante em Mococa. Possuindo arquitetura chamativa, característica dos cinemas clássicos dos anos 50 e 60. Além de pinturas internas na sala principal do artista e historiador mocoquense Carlos Alberto Paladini.
- Casa de Cultura Rogério Cardoso: fundada no ano de 2010, no antigo prédio, datado de 1929, da Sociedade Italiana Doppo Lavoro e, posterior, escola estadual Francisco Garcia, a Casa de Cultura leva o nome de um dos mais renomados e conhecidos mocoquenses: o ator e comediante Rogério Cardoso. Possuindo diversos acervos e exposições, rotativos e permanentes, bem como diversas aulas, oficinas e palestras abertas ao público.
Turismo Rural e Ecológico
Sendo um dos segmentos de maior proeminência no município. Conta com dezenas de fazendas históricas, cujo estilo e arquitetura variados de seus casarões preservam a história e memória dos coronéis do ciclo do café, fundadores de Mococa.
Atualmente, as fazendas abertas ao turismo rural, e as suas principais atividades desenvolvidas são: Fazenda Buracão: lazer, recreação e educação ambiental; Fazenda Nova: passeios a cavalo e cavalgadas; Fazenda Prata: acampamento de férias e lazer infantil; Fazenda Santo Antônio da Água Limpa: vivência e imersão rural e Fazenda Ambiental Fortaleza: estágio e experiências Agroecológicas. Todas oferecem hospedagem, alimentação típica da gastronomia mineira e diversos atrativos como: trilhas históricas e ecológicas, cachoeiras, passeios de cavalo e charrete, além de barco e caiaque, bem como tirolesa e recreações variadas.
Parque Ecológico São Sebastião: localizado próximo ao centro, o parque conta com diversas trilhas próprias para crianças, jovens e adultos. Além de minas de água potáveis provindas diretamente do lençol freático. Possuindo também, extensa biodiversidade em fauna e flora regional. As visitas são acompanhadas por um guia especializado. Portanto, é necessário agendamento prévio.
- Cachoeira do Itambé e Mirante das Areias: com queda de 84 metros de altura, é uma das maiores cachoeiras de todo o estado de São Paulo. Já o Mirante, com 1270 metros de altitude, possui vista 180 graus, sendo possível observar várias cidades da região. Além de contar com acesso gratuito e estacionamento adaptado. Ambos se localizam em um planalto, com matas preservadas, na divisa entre o distrito mocoquense de São Benedito das Areias e o munícipio de Cássia dos Coqueiros.
Eventos Tradicionais
- Troféu Chico Piscina: tradicional campeonato de natação brasileiro de abrengência internacional, organizado e sediado pela Associação Esportiva Mocoquense, desde o ano de 1969. Reúne atletas nas categorias infantil e juvenil com suas delegações representando seus estados e países. Com estrutura própria, contando com cinco piscinas, sendo uma delas olímpica.
- Exposição Agropecuária de Mococa: conhecida também como Expoam, é um evento de ocorrência anual realizado no parque municipal José André de Lima. Contando com diversos shows de artistas renomados, exposições agropecuárias, rodeios e leilões, além de parque de diversões e praça de alimentação.
- Caminhada da Fé de Santa Rita de Cássia: evento de ocorrência anual, vem atraindo milhares de pessoas da cidade e de toda a região para expressarem sua fé e devoção a santa, percorrendo as paróquias municipais durante todo o período da madrugada, e finalizando com uma missa na Capela de Santa Rita, na onde é servido um café da manhã aos participantes.
- Caminho da Fé: rota tradicional de peregrinos com destino a cidade de Aparecida do Norte (SP). Mococa integra o Caminho da Fé sendo um dos ramais de acesso e possuindo meio de hospedagem oficial, o Plaza Hotel, oferecendo credenciais aos peregrinos que ali hospedam. Contando também com um portal turístico localizado na Capela Nossa Senhora de Aparecida, no bairro de mesmo nome.
Economia
A economia da cidade e variada, classificada como estância hidro mineral, tem grande potencial para o turismo, porem além do turismo a cidade também oferece grande porte na área das indústrias, o que gera a maioria da renda na cidade.
Clima
O clima de Mococa é o tropical com invernos secos (Aw na classificação de Köppen) com temperatura média anual de 23,1°C, tendo a média das máximas de 28,8°C e a média das mínimas de 16,9°C. A precipitação pluviométrica média anual é de 1560,2 mm. O mês mais quente é outubro, com média das máximas de 31°C e o mês mais frio é junho, com média das mínimas de 13°C. O mês mais chuvoso é dezembro, com precipitação média de 273,7mm, seguido de perto por janeiro, com 267,1mm e os meses menos chuvosos são julho e agosto com 21,5 e 23,2mm, respectivamente.
Educação
Possui as escolas técnicas estaduais do Centro Paula Souza, a ETec Francisco Garcia e a ETec João Baptista de Lima Figueiredo. Possui duas faculdades: a Faculdade de Tecnologia, onde são ministrados os cursos "Informática com Ênfase em Gestão em Negócios", "Informática com Ênfase em Banco de Dados e Rede de Computadores" ,"Agronegócio", "Gestão Empresarial" e "Gestão da Tecnologia da Informação" e a Faculdade da Fundação de Ensino de Mococa, onde são ministrados os cursos de Administração Geral, Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Pedagogia, Letras e Matemática.
Referência para o texto: Wikipédia ; SP Cidades - A força do interior .

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

FERNANDÓPOLIS - SÃO PAULO

Fernandópolis é um município brasileiro situado no noroeste do estado de São Paulo, localizado a uma altitude de 535 metros. Tem uma população de 69.116 habitantes (IBGE/2019) e área de 549,797 km². Fernandópolis se localiza a 554 km da cidade de São Paulo. O município é formado pela sede e pelo distrito de Brasitânia.
História
Fernandópolis foi fundada em 22 de maio de 1939. Em 1938, Carlos Barozzi fundou o patrimônio que levou seu nome, mais tarde denominado Brasilândia. Próximo a este núcleo, Joaquim Antônio Pereira determinou o levantamento topográfico de uma área destinada à implantação do patrimônio Vila Pereira, tendo erguido um cruzeiro em 1939, e construído uma capela, mais tarde demolida para construção da Igreja matriz. Em 1943, as vilas receberam a visita do interventor federal Fernando Costa, que governou o estado de São Paulo entre 1941 e 1945. Por sugestão deste, os fundadores uniram as vilas, dando origem a Fernandópolis, cujo nome foi escolhido em homenagem ao Interventor.
Em 30 de novembro de 1944, Fernandópolis foi elevada a distrito do município de Tanabi. Em 1 de janeiro de 1945, o distrito foi elevado a município. De 1945 a 1948, o município era formado pelos distritos de Fernandópolis, Jales e Pedranópolis.
A criação de gado em Minas Gerais e no sul de Mato Grosso forçou o estabelecimento de uma ligação entre Sant'Ana do Paranaíba e a região em desbravamento no interior: a Estrada Boiadeira. Atravessando o rio Paraná, a Estrada Boiadeira ligava o atual Mato Grosso do Sul à região e, orientando-se pelo curso do rio São José dos Dourados, servia para conduzir as tropas e o gado a São José do Rio Preto e daí atingir Barretos, forte entreposto de comercialização, reduzindo o trajeto até então utilizado, via Uberaba.
Os caminhos das Estradas Boiadeiras permaneceram por longo tempo as únicas vias de penetração do povoamento do chamado Sertão de Rio Preto, e desse modo, foi a Estrada Boiadeira que conduziu os primeiros colonizadores a Fernandópolis.
Vegetação
Conforme descrição encontrada no mapa de vegetação de 1993 do IBGE, fornecido pelo Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais, encontram-se no município de Fernandópolis os seguintes grupos de vegetação no domínio da Mata Atlântica: encraves de cerrado com estepe e zonas de tensão ecológica (contato entre tipos de vegetação – áreas de transição situadas entre tipos distintos de vegetação possuindo características ambíguas, podendo haver locais com características predominantes de cerrado e outros de mata) e floresta estacional semidecidual (mata caducifólia – porcentagem de árvores decíduas varia entre 25 a 50%).
Observa-se ainda na área de abrangência do DEPRN-4 (Fernandópolis e região), tipos genéricos de vegetação nativa, tais como: floresta estacional semidecidual primária; floresta estacional semidecidual secundária, em seus vários estágios; floresta estacional secundária ribeirinha (matas ciliares ou mapa ripária) em seus vários estágios; floresta paludosa (mata de brejo); floresta com característica de transição mata – cerrado, em seus vários estágios; agrupamentos arbóreos e árvores isoladas.
Hidrografia
A hidrografia de Fernandópolis está assim composta: ao norte: córrego da Estiva, córrego Santa Rita, córrego Barreirão, córrego da Lagoa e ribeirão Pádua Diniz; a leste: córrego das Pedras e ribeirão São Pedro; a oeste: córrego Santa Rita, córrego da Taboa, córrego Lageado e ribeirão Jagora;e ao sul: rio São José dos Dourados.
Clima
Fernandópolis possui um clima tropical semiúmido com inverno seco e verão chuvoso. Segundo dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO/SP), desde fevereiro de 2009 a menor temperatura registrada em Fernandópolis foi 4,2 °C em 4 de agosto de 2011 e a maior atingiu 42,2 °C em 4 de outubro de 2020. O maior acumulado de chuva em 24 horas chegou a 107,2 mm em 7 de dezembro de 2009.
Economia
O café foi, durante muitos anos, a principal fonte de renda, mas devido aos diferentes tipos de solo e a necessidade do próprio abastecimento, foram sendo introduzidas novas culturas, destacando-se o algodão, milho, amendoim e arroz.
Atualmente, o setor de serviços representa 67,69% da riqueza gerada no Município. A indústria corresponde a 29,35% e o setor de agropecuária, cerca de 2,97%.
Fernandópolis é uma cidade economicamente agrícola, comercial e industrial. Dos estabelecimentos econômicos, 44% pertencem ao setor comercial, 27% estão no setor de serviços e 5% no setor industrial. Porém, o setor de serviços é responsável pelo maior número de empregos formais, isto é, 39% do número de vagas. Apesar da importância da indústria e comércio na economia regional, a agropecuária ainda é a principal fonte de dinamismo econômico.
A renda que movimenta o setor de comércio e serviços do município é proveniente da agricultura do município de Fernandópolis. A produção agrícola do município e região está concentrada em culturas temporárias, com amplo destaque para o cultivo da cana-de-açúcar, representando cerca de 44% do total da área cultivada. Dentre as culturas permanentes, a laranja e outros citros são responsáveis pela maior parte do valor gerado. É também de grande importância para a região a bovinocultura de corte e leite, atividades que atingiram conjuntamente mais de 23% do total do valor da produção agropecuária.
Infraestrutura
Educação
Ensino superior

Fernandópolis possui duas universidades: Universidade Brasil e Fundação Educacional Fernandópolis - FEF.

Com estas duas instituições, Fernandópolis oferece os cursos da saúde, humanas e exatas. Com destaque para os cursos de Medicina, Engenharia Civil, Administração, Enfermagem, Contabilidade, Medicina Veterinária e Odontologia (único na cidade e região a possuir nota máxima no MEC).
Estima-se que Fernandópolis possui, em suas duas faculdades, cerca de 15 mil estudantes de mais de 50 cursos de graduação.

Fernandópolis possui de diversos pólos de Educação à Distância, sendo eles: UNISA - Universidade de Santo Amaro; UNIP - Universidade Paulista e UNISSEB-COC.
Turismo
Água Viva Thermas Club Hotel

O Água Viva Thermas Clube Hotel possui piscinas de águas minerais termais, piscina infantil com cascata, piscina de biribol, bar, tobogãs, quiosques para churrasco, quadras poliesportivas, quadras de tênis, quadras de gatebol, área para caminhadas, restaurante, lanchonete, mesas de bilhar, pingue-pongue,fazendinha,hospedagem. Esse complexo deu o apelido de Cidade das Águas Quentes para Fernandópolis,é uma das riquezas da região.
Orquestra de Sopros de Fernandópolis - OSFER
Situada em Fernandópolis, terra de talentos, sua maior riqueza vai muito além dos celebrados concertos que realiza: ela é a alegria de seus integrantes e o poder de transformação da música! A orquestra possui um núcleo educacional idealizado pelo diretor artístico Luís Fernando Paina, escola de música voltada para educação musical, onde atende 150 crianças e jovens, oferecendo, gratuitamente, aulas de música. Graças a este núcleo educacional, a instituição conta com três Orquestras de Sopros: Orquestra do Futuro (nível iniciante), Orquestra do Amanhã (nível intermediário) e a Orquestra de Sopros de Fernandópolis, além dos grupos de flauta doce e musicalização infantil. “OSFER – Orquestra de Sopros de Fernandópolis. Fazendo música e transformando vidas!” A Orquestra de Sopros de Fernandópolis (OSFER) vem realizando um trabalho musical e cultural de excelente qualidade, tanto que seu trabalho vem sendo elogiado e consagrado dentro do cenário musical por vários profissionais da área, como os maestros Dario Sotelo, Marcelo Jardim, Pablo Dell’oca Sala (Argentina) e Carlos Ocampo Chaves (Costa Rica), Alexandre Travassos (compositor oficial da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo), por cantores da MPB, como Guilherme Arantes e Flávio Venturini, e renomados instrumentistas, como o trombonista João Paulo Moreira (Teatro Municipal de São Paulo) e o saxofonista Leo Gandelman (Rio de Janeiro), que participaram como solistas convidados de uma série de concertos. A OSFER já realizou inúmeros concertos pelo Estado de São Paulo, destacando-se o “Circuito Instrumental Elektro”, a “Virada Cultural Paulista” e Projetos Musicais em parceria com o SESC de São José do Rio Preto. A temporada anual conta com: concertos didáticos, workshops de música, concertos com solistas, “Viagem Musical”, apresentações cívicas e inúmeros concertos abertos ao público.
Exposição Agropecuária
Conhecida nacionalmente como uma das maiores feiras agropecuárias e festival de montarias em touros e cavalos de todo o Brasil. Todo ano, sempre em maio - mês do aniversário do município -, milhares de pessoas visitam Fernandópolis para conhecer e/ou participar da feira.
A grande novidade para 2014 fica por conta da nova arena de rodeio, sendo a maior arena de rodeio 100% coberta do brasil, durante os 11 dias de festa mais de 370 mil pessoas passam pelo recinto de 280 mil². O recinto dispõe de estacionamento para mais de 15 mil veículos; Em 2018 a festa ocorrerá entre os dias 17 a 22 de maio, um novo formato que se inicia terminando a tradição de 11 dias. O Presidente da festa, Gustavo Sisto, anunciou essa redução em virtude do modelo que vem sendo implantado em festas de peão de todo o país, como na vizinha cidade de Jales, que já foi a 2ª maior festa de peão do país, Votuporanga, Santa Fé do Sul e São José do Rio Preto. Tendo em vista que a Expô com seus longos 11 dias tinha frequentadores apenas no último final de semana, ficando com o seu início e meio com um público escasso, causando prejuízo aos organizadores e barraqueiros, reduzir os dias foi uma atitude louvável para a festa que estava perdendo sua essência.
Enduro a pé
Organizado pelo Rotary Club de Fernandópolis Nova Era, o Enduro é como uma corrida, tendo como partida sempre um ponto conhecido no município, e percorrendo zonas como florestas, riachos e campos. Os grupos recebe mapas, ganhando e perdendo pontos se passar ou não passar por "PCs" (pontos de contagem), se define o vencedor. Mais de cem grupos se inscrevem, mas há apenas 10 grupos vencedores.
Referência para o texto: Wikipédia .

terça-feira, 21 de junho de 2022

AMPARO - SÃO PAULO

Amparo é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º42'04" sul e a uma longitude 46º45'52" oeste, estando a uma altitude de 674 metros. Possui uma área de 446 km². O município é formado pela sede e pelos distritos de Arcadas e Três Pontes. De acordo com o censo de 2020, Amparo possuía uma população 60.404 habitantes.
Estância Hidro mineral
Amparo é um dos 11 municípios paulistas considerados estâncias hidro minerais pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Hidro mineral, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
História
No início do século XIX, famílias de Atibaia, Bragança e Nazaré fixaram-se num bairro chamado Camandocaia, na região do Sertão de Bragança, possivelmente atraídos pela fertilidade das terras da região.
Por volta de 1824, os moradores do retiro, com autorização do vigário capitular, constroem uma capela dedicada a Nossa Senhora do Amparo, que acabaria por dar nome à cidade.
Em 8 de abril de 1829, o bairro da capela de Nossa Senhora do Amparo ganha a condição de capela curada, data que é oficialmente considerada a fundação de Amparo. Com o crescimento dos anos seguintes, o aglomerado é elevado a condição de freguesia (1839).
1850 marca o início das lavouras de café, ciclo que impulsionaria a elevação da vila Nossa Senhora do Amparo à categoria de cidade em 1863.
No período de 1870 a 1875, Antônio Pedro e José Pedro de Godoy Moreira (irmãos de João Pedro de Godoy Moreira - fundador de Pedreira/SP - e tios maternos do Intendente Damásio Pires Pimentel), foram os primeiros eleitores de Amparo já que no "antigo regime" havia o sistema de eleições indiretas e uns tantos contribuintes ou votantes davam direito à nomeação de um eleitor, que os representava no colégio eleitoral, nas eleições provinciais e gerais.
Por lei provincial promulgada em 1873 foi criada a Comarca de Amparo, com os termos reunidos de Socorro e Serra Negra.
Quando da sagração da Igreja Matriz no ano de 1878, foi entronizada a imagem de Nossa Senhora do Amparo, trazida da cidade portuguesa do Porto sob o patronato da Baronesa de Campinas, Da. Anna Cintra.
Nas décadas seguintes, a cidade prosperou com o café, ganhou serviço de correios, inaugurou um jornal ("Tribuna Amparense"), iluminação com lampiões a querosene e a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, para escoar sua crescente produção de cafeeira rumo ao porto de Santos.
Em 1878, Amparo recebe a visita de Dom Pedro II, que é hospedado pelo Barão de Campinas, cidade já considerada a maior produtora de café do Brasil Império.
Aos 8 de setembro de 1885 era inaugurado o Clube 8 de Setembro tradicional clube sócio cultural da cidade. O Dr. Bernardino de Campos, um de seus fundadores, foi eleito o seu 1º presidente.
Na gestão (de 1897 a 1899), do intendente capitão Damásio Pires Pimentel, foi inaugurada em 8 de maio de 1898 a iluminação elétrica da cidade. Pela lei nº 2886 de 03 de abril de 2003, a prefeitura de Amparo, homenageando-o, deu o seu nome a um logradouro da cidade: a rua Intendente Damásio Pires Pimentel.
Na 2ª quinzena de 1902, assume a direção da Comarca o Juiz de direito Dr. Flavio Augusto de Oliveira Queirós sendo ele o magistrado a permanecer por mais tempo na judicatura amparense - cerca de 20 anos. O Dr. Flavio, também, foi presidente do Clube 8 de Setembro nos anos 1904 - 1914 a 1915 – 1919 a 1921. Casou-se nessa cidade em 26 de março de 1904 com Julieta Goulart Penteado Pimentel (Yaya), filha do intendente Damásio Pires Pimentel.
Durante os anos 20, a então Igreja Matriz, agora Catedral Nossa Senhora do Amparo, consoante projeto do engenheiro civil amparense Amador Cintra do Prado, neto do Barão de Campinas, é radicalmente reformada, tendo suas paredes reforçadas e suas torres finalizadas.
Tal projeção manteve-se até a segunda década do século XX, quando então a grave crise do café (1929) trouxe crise e estagnação econômica à cidade. E foi neste mesmo ano que o secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Artur Piqueroby de Aguiar Whitaker, em discurso, designou a cidade como a "Flor da Montanha".
Em 1932, Amparo foi um dos importantes palcos da Revolução Constitucionalista.
Somente a partir de 1940, a estagnação econômica provocada pela crise do café começou a se reverter, com o surgimento, ainda tímido, da atividade industrial.
Turismo
Amparo é uma das seis Estâncias Hidro minerais do Circuito das Águas Paulista, terceiro principal destino turístico do Estado de São Paulo. Seu principal atrativo turístico provém de sua geologia (Estância Hidro mineral), principalmente de suas águas, sejam elas de suas fontes de águas minerais, seja do principal manancial que corta o município, o rio Camanducaia. Amparo dispõe também de um importante Patrimônio Histórico, protegido pelo CONDEPHAAT (órgão responsável pela preservação no Estado de São Paulo) e por seu Plano Diretor, objeto de teses e livros e considerado um dos mais diversificados e bem preservados da segunda metade do século XIX
(época da lavoura cafeeira). Além disso, o Carnaval de Amparo é referência na região, bem como seu Festival de Inverno. 
Parque Linear 
O Parque Linear "Águas do Camanducaia" é um parque público localizado às margens do rio Camanducaia. Possui 3.100 metros de extensão, com jardins, ciclovia, pista de skate e bike, quadra de areia, fonte luminosa com água tratada (pode-se utilizar para banho), equipamentos de ginástica, parque infantil, quatro passagens para pedestres sobre o rio Camanducaia e pequenos quiosques de comércio.
Hidrografia
A  hidrografia de Amparo é composta pelo Rio Camanducaia e pelo Rio Jaguari.
Clima
Amparo possui clima tropical de altitude, (classificação climática de Köppen-Geiger Cwa) com temperaturas amenas (Temperatura Média Anual de 21 °C), verões chuvosos e invernos secos.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 13 de junho de 2022

COSMÓPOLIS - SÃO PAULO

Cosmópolis é um município brasileiro do estado de São Paulo situado a 115.62 km da Capital, localiza-se a uma latitude 22º38'45" sul e a uma longitude 47º11'46" oeste, estando a uma altitude de 652 metros. Sua população estimada em 2021 era de 74.662 habitantes.
História
A cidade de Cosmópolis foi fundada na região do Funil, antigo bairro extra urbano de Campinas, cujas terras foram doadas ao Estado para a instalação de um núcleo cuja finalidade era a colonização da região e a fixação do trabalhador ao solo nacional, convertendo, para isso, em proprietário da gleba que cultivasse. A Vila de Cosmópolis pertencia a um território desbravado por Bandeirantes no fim do século XVII, povoado por migrantes e imigrantes.
Cosmópolis, é uma palavra que une dois vocábulos gregos: cosmos, universo, e polis, cidade.
O topônimo é homenagem à diversidade cultural encontrada na cidade que congregou grande número de imigrantes de várias procedências. Daí a denominação promocional de “cidade universo”, dada por seus cidadãos.
A área do atual município foi povoada a partir de um programa da Câmara Municipal de Campinas que estabeleceu ali uma colônia (Núcleo Campos Sales) criada para receber imigrantes suíços. Alguns anos mais tarde, novos imigrantes chegaram ao povoado, principalmente italianos, alemães e austríacos.
Ainda no início do século XX, foi construída a primeira igreja na cidade, a Matriz de Santa Gertrudes. Erguida com o esforço e dedicação do povo com a ajuda da família Nogueira. A primeira imagem de Santa Gertrudes chegou em Cosmópolis, no começo do século passado, trazida da França pelo Major Artur Nogueira, grande devoto à santa padroeira dos agricultores. A santa foi mais tarde nomeada padroeira da cidade.
Em 1905 chega à vila, a Usina Ester, trazendo a força do trabalho industrial para o povo, que já produzia o alimento para o próprio sustento. Logo, passaram a exportar açúcar e álcool para maiores centros e para o exterior.
Em 1906, criou-se o distrito de Cosmópolis e em 30 de novembro de 1944 quando havia aproximadamente sete mil habitantes, 73% vivendo na zona rural, a Lei Estadual n°14334 registrou o Município de Cosmópolis.
Já na década de 50, através dos trilhos da estrada de ferro da Funilense, que passou a ser a Sorocabana, Cosmópolis via o desenvolvimento chegar. A cidade servia de oficina à Sorocabana, e lá se consertavam e revisavam as locomotivas e até fabricavam vagões de madeira. Nesta época, a consolidada cidade oferecia emprego, terra e muitas oportunidades de uma vida melhor.
Cosmópolis tem contrastes que enriquecem a cidade e seu povo: das praças bucólicas às indústrias químicas, das estradas rurais de chão batido às rodovias do movimento intenso, tudo na mesma paisagem.
Cosmópolis contém uma represa que abastece toda a cidade, sem riscos de necessidades de racionamentos, o ano todo.
Referências para o texto: Wikipédia , Prefeitura de Cosmópolis .

quinta-feira, 5 de maio de 2022

ITAPIRA - SÃO PAULO

Itapira é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º26'00" sul e a uma longitude 46º49'18" oeste, estando a uma altitude de 643 metros. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 74.299 habitantes e conforme o PNUD, seu IDH é considerado médio, sendo 213º maior do Estado e 703º maior do país. O município é formado pela sede e pelos distritos de Barão Ataliba Nogueira e Eleutério.
História
A partir do século XVIII, já existiam alguns moradores na região, cujos descendentes chegariam a se destacar no primeiro quartel do século XIX, através das figuras de dois cidadãos: João Gonçalves de Morais e Manuel Pereira da Silva, aclamados os fundadores da primitiva Itapira, cujo primeiro nome foi "Macuco”. João Gonçalves de Morais, possuindo vasta porção de terras na localidade, fez doação de uma parte delas para a igreja católica. Doou, também, uma imagem de Nossa Senhora da Penha, que recebera de herança de seus pais, para a população venerar como padroeira do lugar, a qual foi colocada em uma capelinha construída de pau a pique e inaugurada a 19 de março de 1821, quando o capelão padre Antônio de Araújo Ferraz celebrou a primeira missa. É registrado que, a 24 de outubro de 1820, teve início a derrubada de um capão de mato,,no alto do espigão das terras de Morais, para ali ser erguida a capelinha. João Gonçalves de Morais foi casado com Maria Alves Leme, que lhe deu quatro filhos: Pedro, Manuel, Antônio e Francisco. Não há registros certos das datas de seu nascimento e de sua morte.
Manuel Pereira, pessoa de confiança de João Gonçalves de Morais, foi o cofundador de Itapira. Sendo, ainda, o "primeiro protetor e procurador" da imagem da padroeira Nossa Senhora da Penha, conforme um documento deixado pelo próprio João Gonçalves de Morais. Também era proprietário de grande área de terras e deixou numerosa descendência. Seu pai (ou avô) parece ter se chamado Manuel Pereira Velho. Consta, ainda, que se casou duas vezes, a primeira com Maria Antônia Pereira da Silva e a segunda com Maria Isabel Pereira da Silva. Também não há dados concretos sobre as datas de seu nascimento e morte.
Logo, a evolução de Macuco teria um marco: a chegada do rico fazendeiro João Baptista de Araújo Cintra em 1840. A ele, membro de tradicional e abastada família de fazendeiros nas cidades de Atibaia, Bragança Paulista e Amparo, se deve a abertura de fazendas e início da cultura de café, além da construção da câmara, da cadeia e de uma igreja matriz de grande porte, templo que serviu à população durante um século, até 1955, quando foi demolida. Pelo seu pioneirismo, foi agraciado com o título de comendador da Imperial Ordem da Rosa. Recebeu o imperador D. Pedro II e a imperatriz Teresa Cristina, em sua residência, quando o monarca esteve na cidade em 27 de outubro de 1886. O comendador João Cintra, nascido em Atibaia em 1805, era filho do alferes Jacinto José de Araújo Cintra e de Maria Francisca Cardoso, tendo se casado em 1828 com sua sobrinha Maria Jacinta de Araújo Cintra. Morreu em Itapira com avançada idade, antes do fim do século, deixando numerosa descendência.
Outra data expressiva é a de 8 de fevereiro de 1847, quando, pela lei Provincial nº1, sancionada pelo presidente da província de São Paulo, Manuel da Fonseca Lima e Silva, foi elevada a freguesia a até então capela Curada de Nossa Senhora da Penha. Em 1858, foi assinada, pelo presidente da província de São Paulo, José Joaquim Torres, a lei nº 4, criando a vila de Nossa Senhora da Penha, cuja instalação solene se deu a 20 de setembro desse mesmo ano, juntamente com a posse dos primeiros vereadores, os quais haviam sido eleitos a 7 de setembro, sendo o primeiro presidente da câmara o tenente-coronel Francisco Lourenço Cintra.
Em 20 de abril de 1871, a lei Provincial nº41 deu a denominação de Penha do Rio do Peixe à localidade, ainda vila de Nossa Senhora da Penha. Com essa lei, o governo da província atendeu a um pedido da câmara. Através da portaria assinada pelo presidente da província, conselheiro Laurindo Abelardo de Brito, datada de 17 de outubro de 1879, a vila da Penha do Rio do Peixe foi elevada a categoria de termo, sendo criado o foro civil e conselho de jurados, cuja instalação se deu a 8 de novembro. Mais tarde, em 1881, a 7 de abril daquele ano, tomou posse, na presidência da província de São Paulo, o senador do império Florêncio de Abreu, autoridade a quem coube dar aos habitantes da vila da Penha à categoria de cidade. O pedido feito pela câmara foi justificado sob a alegação de que a vila possuía uma boa matriz, uma excelente cadeia e casa de câmara e uma população de mais de 7 000 almas. A 27 de junho desse mesmo ano, o decreto elevando a vila da Penha do Rio do Peixe foi assinado por Florêncio de Abreu.
Em 11 de fevereiro de 1888, os fazendeiros escravocratas locais, irados com a atuação do delegado de polícia Joaquim Firmino de Araújo Cunha, que aderiu ao movimento abolicionista dando proteção aos escravos que fugiam dos seus senhores, culminaram com o assassinato da autoridade policial. Esse lamentável ocorrido teve grande repercussão em todo o Brasil, fazendo com que a intendência Municipal solicitasse ao governador do estado, Prudente de Morais, que mudasse o nome da cidade, a fim de que, com o passar do tempo, caísse no esquecimento o lastimável ocorrido. Assim, através do decreto nº 40, de 1 de abril de 1890, a cidade de Penha do Rio do Peixe passou a chamar-se Itapira. Um pouco mais tarde, foi criada a comarca de Itapira. O governo de São Paulo tinha à sua frente o doutor Bernardino de Campos quando se fez uma revisão judiciária do estado, criando-se 25 novas comarcas, incluindo-se, entre elas, a de Itapira, através da lei nº80, de 25 de agosto de 1892, sendo instalada a 8 de outubro do mesmo ano, pelo juiz de direito José Maria Bourrol.
O significado da palavra Itapira, segundo o dicionário geográfico da província de São Paulo, de João Mendes Caldeira, está assim explicado: Ita (pedra, morro) pira (ponta, penhasco, isto é, ponta de pedra ou pedra pontiaguda).
"Cidade dos loucos"
O município de Itapira é apelidado de "cidade dos loucos" porque nela se encontram três grandes hospitais psiquiátricos, sendo um deles um dos maiores em tamanho de todas as Américas e do mundo, o Instituto Bairral de Psiquiatria, com mais de setenta anos de tradição, indo desde o centro até o limite da cidade (por vezes chamam o instituto de "cidade psiquiátrica"), a Clínica de Repouso Santa Fé, mundialmente famosa pela introdução e utilização de conceitos inovadores na psiquiatria moderna, além da clínica Cristália, localizada na estrada Itapira - Lindoia. Devido a isso, a cidade de Itapira é conhecida como polo do tratamento psiquiátrico, reunindo os maiores profissionais da área nas duas instituições.
Futebol em Itapira
O município de Itapira investe bastante no seu futebol. O time da Sociedade Esportiva Itapirense disputa atualmente a série A-3 do Campeonato Paulista. As categorias de base não revelaram nenhum jogador de importância. O estádio municipal se chama Coronel Francisco Vieira, também conhecido como "Chico Vieira", com capacidade para 6.000 pessoas.
O capitão Bellini, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1958 e 1962 foi revelado na Itapirense em 1946. Atuou em diversos times, como Vasco e São Paulo. O capitão eternizou o gesto de levantar a taça acima da cabeça, quando fez pela primeira vez na conquista da Copa do Mundo de 1958.
Bellini sofria de mal de Alzheimer há dez anos, vindo a falecer em 20 de março de 2014 em São Paulo, aos 83 anos. Foi enterrado em Itapira, onde foi recebido com homenagens de todos Itapirenses e demais autoridades presentes.
Religião
Igreja Católica

O município pertence à Diocese de Amparo, e forma sozinho a Forania de Nossa Senhora da Penha.[Tem como padroeira Nossa Senhora da Penha, cuja comemoração, no dia 8 de setembro, é feriado municipal.
É realizada anualmente em Itapira a popular Festa de Maio, em louvor a São Benedito e à abolição da escravidão. Normalmente ocorre desde o começo do mês até o dia 13.
O dia é feriado municipal e conta com amplo cronograma religioso, missas solenes e procissões.
A cidade possui atualmente seis paróquias, todas listadas abaixo: Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Prados; Paróquia Santa Rita de Cássia; Paróquia Santo Antônio; Paróquia Nossa Senhora da Penha; Paróquia São Benedito; Paróquia São Judas Tadeu.
Protestantismo
A Igreja Presbiteriana de Itapira foi uma das primeiras igrejas a aparecer como fruto do trabalho presbiteriano na região de Campinas. Há uma grande divergência sobre a data de organização da Igreja, existem registros que apontam para o ano de 1874, outros para o ano de 1875 e aquilo que poderia ser chamado de “termo de abertura” do primeiro livro de Atas do Conselho aponta para o ano de 1876.
A data mais aceita é 1874 e para comprovar tal tese é necessário recorrer às informações do Reverendo Júlio Andrade Ferreira.
Clima
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a temperatura mínima registrada em Itapira foi de 3,7 °C, ocorrida no dia 16 de agosto de 2010. Já a máxima foi de 39,9 °C, observada dia 1 de Outubro de 2020. O maior acumulado de chuva registrado na cidade em 24 horas foi de 144,0 mm, em 12 de março de 1982.
Hidrografia
A hidrografia de Itapira inclui: Rio Eleutério; Rio Mogi Guaçu; Rio do Peixe (afluente do rio Mojiguaçu); Rio Manso; Ribeirão da Penha.
Turismo
Asa Delta
A 1.240 metros de altitude, a plataforma, no alto do morro do Cruzeiro, está situada em um dos mais belos locais da região. Tem acesso parcialmente pavimentado a partir da rodovia SP-352, no bairro de Barão Ataliba Nogueira. É a única plataforma de voo livre no estado de São Paulo homologada pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) do Ministério da Aeronáutica. Sedia, regularmente, campeonatos de voo livre e encontros de radioamadoristas.
Barão - Eleutério
Igreja e praça da Vila Barão de Ataliba Nogueira. O coreto e a igreja da Vila de Eleutério são algumas das construções históricas do bairro.
Cachoeiras
Cachoeiras das Duas Pontes. Acesso pela estrada Virgolino de Oliveira. Corredeiras do Rio do Peixe no bairro da Ponte Nova. Próprias para a prática da canoagem, têm acesso pela rodovia Itapira-Lindoia.
Casa da Cultura
Casa da Cultura João Torrecillas Filho, no parque Juca Mulato. Abriga a biblioteca municipal Mário da Fonseca Filho, sala de pesquisas, um auditório e área para exposições
Casa Menotti Del Picchia
Inaugurada em 1987 em homenagem ao poeta, a casa Menotti Del Picchia, localizada no parque Juca Mulato, abriga significativo acervo literário, artístico e pessoal do escritor, assim como o mobiliário de seu escritório particular. Um de seus poemas mais famosos, Juca Mulato, foi escrito e publicado em Itapira em 1917.
Morro do Gravi - Revolução Constitucionalista de 1932
Localizado na estrada velha Itapira-Mogi Mirim, é um ponto histórico que foi palco de violenta e sangrenta batalha. Possui monumento onde homenagens são prestadas anualmente, no mês de julho, aos combatentes. A revolução Constitucionalista de 1932 foi o maior movimento armado em solo paulista e brasileiro no século XX. Em Itapira, parte da história da revolução de 1932 está presente no museu Municipal Histórico e Pedagógico '"Comendador Virgolino de Oliveira, no parque Juca Mulato, em exposições permanentes e em mostras especiais. Um dos mais marcantes momentos da revolução de 1932 aconteceu em Itapira, durante os combates entre as tropas paulistas e mineiras. Os soldados revolucionários, entre eles diversos itapirenses, resistiram ao avanço dos invasores.
Museu Municipal Histórico e Pedagógico "Comendador Virgolino de Oliveira"
Instalado desde 1972 no interior do parque Juca Mulato, possui acervo variado com peças, documentos, livros, pinacoteca e um acervo referente à revolução Constitucionalista de 1932. O museu, anteriormente pertencente ao governo do estado de São Paulo, foi municipalizado. Seu patrono, o comendador Virgolino de Oliveira, foi personalidade destacada na história de Itapira, como político e como um dos principais industriais do município.
Museu de História Natural - Hortêncio Pereira da Silva Júnior
Situado em frente ao parque Juca Mulato e inaugurado em 1999, o museu é pioneiro em Itapira e região. Desde o seu funcionamento, vem despertando grande interesse da população e, em especial, dos estudantes do município, que têm nele uma fonte viva de conhecimento e pesquisa. Seu acervo conta com uma coleção entomológica de mil espécies, coleção em via úmida (órgãos e fetos de animais), crânios e esqueletos. Conta, ainda, com animais taxidermizados, tais como peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
Parque Juca Mulato
Numa homenagem ao poema de Menotti Del Picchia, o parque Juca Mulato é uma das principais atrações turísticas da cidade e uma das maiores áreas verdes urbanas da região. Todo arborizado, o parque possui dois museus, um playground e aviário. Possui vista panorâmica de boa parte da cidade e para as montanhas do sul de Minas Gerais e do circuito das Águas. O parque abriga a casa de Menotti Del Picchia, o museu Municipal Histórico e Pedagógico Comendador Virgolino de Oliveira e as construções históricas do primeiro serviço de abastecimento de água do município.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 11 de abril de 2022

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO

Pirassununga é um município brasileiro do estado de São Paulo. Sua população é de 75.930 habitantes, conforme o Censo 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Seu padroeiro é o Senhor Bom Jesus dos Aflitos. Seus feriados municipais são: 6 de agosto (fundação) e 8 de dezembro (piracema). A grafia correta é Piraçununga.
História
As terras onde hoje se situa o município eram habitadas por índios de língua tupi que denominavam o atual distrito de Cachoeira de Emas como Pirasununga, que significa "peixes barulhentos" ou "barulho dos peixes", através da junção dos termos pirá ("peixe") e sunung ("fazer barulho"). O nome é uma referência ao fenômeno da piracema: todos os anos, em dezembro, os peixes (principalmente curimbatás) sobem o Rio Mojiguaçu para a desova e, no esforço para nadar contra a correnteza, emitem sons semelhantes ao de roncos.
Desde o século XVI, os bandeirantes já exploravam a região. No início do século XIX, chegou à região a família de Cristóvão Pereira de Godói, que fundou a Fazenda Santa Cruz. Em 1823, Ignácio Pereira Bueno e sua esposa instalaram-se na área central da cidade. Quando o então Bairro do Senhor Bom Jesus dos Aflitos foi oficialmente fundado, em 6 de agosto de 1823, com a celebração da primeira missa pelo padre Felippe Antônio Barreto, o nome de Pirassununga, que era designação atual de Cachoeira de Emas, foi aposto ao nome do novo local, que passou a se chamar Bairro do Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Pirassununga. O local da primeira missa forma o largo onde hoje estão a Igreja da Assunção e a estação rodoviária.
Em 21 de novembro de 1828, a capela do Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Pirassununga foi elevada a capela curada. Tornou-se freguesia em 4 de março de 1842, com a mesma denominação da capela, em terras do município de Mojimirim, sendo transferida para o município de Limeira no dia 8 de março daquele mesmo ano. A vila de Pirassununga foi criada em 22 de abril de 1865. A ferrovia chegou à cidade em 1880 por um ramal de linhas férreas que ligaria Mojimirim à então Belém do Descalvado. A vila recebeu foros de cidade em 31 de março de 1879 e tornou-se comarca em 6 de agosto de 1890.
O grande nome da cidade, como empreendedor, administrador e político (da confiança do presidente Getúlio Vargas), exemplo de humanidade, até a metade do século XX, é o Dr. Fernando Costa. Ele foi responsável, direta ou indiretamente, pela vinda das mais importantes e históricas instituições da cidade, como: Academia da Força Aérea, 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado, Universidade de São Paulo, Instituto de Educação Estadual Pirassununga (atual Escola Estadual Pirassununga), Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais etc. Todas essas instituições provocaram, a partir da metade da década de 1950, um ciclo de crescimento populacional e econômico que perdurou até o início da década de 1980. A partir de então, o ritmo de crescimento populacional e econômico da cidade perdeu fôlego, fato este que é comprovado em relação as demais cidades da região. Tal estagnação deveu-se, sobretudo, ao fruto da combinação entre a falta de investimentos em distritos industriais, a ausência de qualificação de mão de obra (cursos técnicos, universidades) e as desavenças políticas e na total falta de visão de crescimento e de empreendedorismo de seus administradores.
A partir do início do século XXI, porém, a cidade passou a receber importantes investimentos (públicos e privados), no ensino superior (novos cursos na USP, novas faculdades privadas), na indústria (expansão do setor sucroalcooleiro, com a criação e ampliação de usinas de açúcar e álcool, além de novos distritos/polos industriais, que ajudaram a atrair novas empresas), no setor de serviços (novas cadeias de varejo), e na construção civil (principalmente, na verticalização da cidade), os quais, possibilitaram uma retomada suave no ciclo de crescimento econômico que perdura até os dias atuais.
Muito do que se sabe sobre a história de Pirassununga deve-se ao trabalho de pesquisa do professor Manuel Pereira de Godoy.
Geografia
Hidrografia

A hidrografia da cidade é composta dos rios: Rio Itupeva; Rio Mojiguaçu e Rio do Roque
Clima
Seu clima é de tropical de altitude, com estação chuvosa de outubro a março; precipitação pluvial média anual de 1.303 mm; umidade relativa média de 73% e temperatura média compensada de 21°C.
Infraestrutura
Na cidade, encontram-se sediados os seguintes órgãos e instituições: a Academia da Força Aérea, onde são formados oficiais dos quadros de infantaria, intendência e aviação, todos de carreira e futuros oficiais da Força Aérea Brasileira; a Universidade de São Paulo, com a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos; o Forte Anhanguera, que abriga o 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado do Exército Brasileiro; o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais, ligado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade; uma Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento (o antigo Laboratório de Peixes Fluviais Doutor Pedro de Azevedo), do Pólo Centro Leste da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo; o Distrito de Cachoeira de Emas, importante recanto turístico do Nordeste Paulista, onde existem restaurantes especializados na culinária com peixe, atraindo milhares de turistas aos finais de semana e feriados e a Residência de Conservação do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo.
Ensino
A infraestrutura da municipalidade, em constante aprimoramento, procura atender a demanda de vagas nos segmentos creches, educação infantil, ensinos médio e fundamental, música e dança. Para tanto, a Rede Municipal de Ensino reúne 22 unidades, 4.548 alunos e 177 professores. A rede estadual soma 10.948 alunos e a particular mais de 4.320.
No ensino superior, a cidade possui uma universidade pública, um polo de uma universidade pública de ensino à distância, uma universidade particular, duas faculdades particulares e a Academia da Força Aérea, oferecendo um total de dezoito cursos superiores. São elas: Academia da Força Aérea; Universidade de São Paulo (FZEA); Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP); Centro Universitário Anhanguera Educacional; Faculdade de Tecnologia, Ciências e Educação (FATECE) e Faculdade de Engenharia de Agrimensura de Pirassununga (FEAP)
No ensino à distância, a cidade conta com polos de várias universidades, tais como a Faculdade Interativa COC, a Universidade Paulista - Polo Pirassununga, entre outras.
A cidade ainda conta com uma unidade do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, a Escola Técnica Ten. AV Gustavo Klug oferece cursos técnicos gratuitos para a população nas áreas de gestão, saúde, informática e eletrônica.
O município ainda conta com uma escola do Serviço Social da Indústria, com capacidade plena para 1.200 alunos.
Economia
A cidade conta com três polos industriais instalados e um em planejamento:
- Distrito Industrial (em perímetro urbano): situado na entrada da cidade com a Rodovia Anhanguera, na pista sentido capital-interior, junto ao acesso do quilômetro 207.
- Polo Industrial Orlando Poggi: também situado na Rodovia Anhanguera, na pista sentido interior-capital, no quilômetro 208, próximo à Base Operacional da Polícia Militar Rodoviária, PMESP. Abriga as empresas Cargill (armazenagem de milho), Sotrange/Sotracap (transportes rodoviários) e Skylux (reatores e luminárias).
- Polo Industrial Guilherme Müller Filho: situado na SP-225, ao lado do Aeródromo Municipal Antonio Carlos Fávaro. Acesso rápido pela Avenida Felipe Boller Júnior ou pela Rua Siqueira Campos. A principal indústria nele instalada é a FVO-Brasília (rações para animais).
O comércio, outra importante renda para a cidade, é compatível com o tamanho e o capital de giro da cidade, sendo movimentado, principalmente, pelos servidores públicos (militares e civis da Força Aérea Brasileira e Exército Brasileiro, funcionários do Serviço de Água e Esgoto de Pirassununga, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais, além de professores, funcionários e alunos da Universidade de São Paulo). Em 2010, a cidade contava com 673 estabelecimentos comerciais, segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados.
Várias das principais cadeias de varejo do país encontram-se presentes em Pirassununga, tais como: Casas Bahia, Casas Pernambucanas, Magazine Luiza, Droga Raia, Lojas CEM, Lojas Americanas, Supermercado Dia, entre outros. Além disso, a cidade possui um estabelecimento da Rede Graal, na Rodovia Anhanguera e concessionárias de veículos das marcas General Motors, Volkswagen, Ford, Fiat, Toyota e Honda (motos e carros), além de cadeias de fast-food de renome nacional, tais como McDonald's, Bob's e Subway.
Na agricultura, além da cana-de-açúcar, destaca-se também a produção de laranja, bastante expressiva, sendo que a cidade possui, ainda, uma filial da Coopercitrus (Cooperativa de Produtores Rurais).
Atrações turísticas
No que se refere ao turismo e lazer, a cidade possui o Distrito de Cachoeira de Emas. No local o destaque fica por conta da a gastronomia, representado pelos vários restaurantes e quiosques especializados na culinária a base de peixe, os quais se constituem como a principal atração para seus visitantes, além do comércio de artesanato e os diversos pesqueiros e ranchos ao longo das margens do rio. 
As principais atrações turísticas incluem: Distrito de Cachoeira de Emas, localizado na SP-201, sendo um lugar de lazer com restaurantes e ainda com destaque para os seguintes locais:; ECOMUSEU (em desativação); Teatro de Arena; Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis; Ponte Velha; Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento, do Pólo Centro Leste da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios; Pequena Central Hidrelétrica de Emas (PCHE); Centro Comercial; Escola Municipal de Educação Infantil Parque Ecológico; Teatro Municipal Cacilda Becker; Igreja Matriz Senhor Bom Jesus dos Aflitos; Igreja Santo Antônio; Praça Central Conselheiro Antônio Prado; Lago Municipal Temístocles Marrocos Leite; Escola Estadual Pirassununga; Anfiteatro da Diretoria Regional de Ensino Professora "Lydia Del Nero"; Academia da Força Aérea; FAYS (Fazenda da Aeronáutica de Pirassununga); Esquadrão de Demonstração Aérea (Esquadrilha da Fumaça); 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado; Estátua do Cristo Redentor e uma aeronave estática T-27 Embraer EMB-312 Tucano, no trevo do quilômetro 210 da Rodovia Anhanguera; Auditório da Academia da Força Aérea; Conservatório Municipal Cacilda Becker; Antiga Estação Ferroviária de Pirassununga; Cidade da Criança - "Castelinho" (e uma aeronave estática T-6); Campus da Universidade de São Paulo, o maior da USP, com destaque para o prédio administrativo do local; Centro de Educação Física e Esportiva Presidente Médici, um dos maiores do interior paulista, com destaque para o Ginásio Lauro Pozzi e o Estádio Municipal José Maldonado, o qual possui uma pista de atletismo em piso de borracha; Centro de Excelência de Ginástica Olímpica Antenor Jacintho de Souza – Sinhô;  Centro Cultural e de Eventos Dona Belila e o Museu Histórico e Pedagógico Doutor Fernando Costa (desativado); Horto Municipal; nas rotatórias ao longo da Avenida Juca Costa, existem os monumentos da Bíblia, uma aeronave estática T-25 Universal, um carro de combate estático M41 Walker Bulldog e uma réplica do 14-bis; Centro de Convenções Dr Fausto Victorelli; Roteiro da Cachaça - No bairro do Roque encontram-se alambiques que fazem parte de um roteiro de visitas a produtores de cachaca de pirassununga.
Roteiros turísticos
- Roteiro Cachoeira de Emas: Terminal Turístico Cachoeira de Emas, Ecomuseu, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais
- Roteiro Religioso: Cachoeira de Emas, município vizinho de Tambaú, Padre_Donizetti.
- Roteiro da Cachaça: Caninha_51, Caninha 21, Cachaça Sapucaia , Museu da Cachaça e alambiques familiares
- Roteiro Militar: Academia da Força Aérea (Brasil); Fazenda da  Aeronáutica de Pirassununga , Esquadrilha da Fumaça, 13.º Regimento de Cavalaria Mecanizado.
- Roteiro da Cerâmica: Cachoeira de Emas, Porto Ferreira
Eventos e datas importantes
Os eventos importantes da cidade incluem:
- FEST Show (agosto)
- Semana Nenete (julho) - A Semana Nenete é um dos maiores festivais de cultura caipira do país e é realizada pela Secretaria Municipal da Cultural de Pirassununga. Ela reúne milhares de pessoas que apreciam a cultura caipira. Durante o festival há diversas atrações para resgatar a cultura, gastronomia e música caipira através de barracas, exposições, desfiles e shows. Evento com foco na família;
- Domingo Aéreo da AFA (agosto) - O maior evento aeronáutico do interior do Estado de São Paulo com exposição dos aviões da Força Aérea Brasileira e demonstração da Esquadrilha da Fumaça;
- Semana Natalina - Diversas atrações na cidade e desfile do Papai Noel;
- Fenacema - Festa da Piracema, no Distrito de Cachoeira de Emas (dezembro)
- Festa Italiana (setembro) - Festa típica da cultura italiana com gastronomia e shows.
- Aniversário do Aeroclube (setembro)
- Encontro Anhanguera de Viaturas Militares Antigas (setembro)
- Exposição de Carros Antigos da USP (setembro)
- Festa municipal de Iemanjá (dezembro)
- Passeio de Boias no Distrito de Cachoeira de Emas (janeiro).

Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 4 de abril de 2022

CAJAMAR - SÃO PAULO

Cajamar é um município brasileiro do estado de São Paulo. Situa-se na Região Metropolitana de São Paulo, microrregião de Osasco, distante 29 quilômetros da capital estadual. Pertence a Zona Norte da Região Metropolitana de São Paulo em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011[5] e, consequentemente com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI). Sua população foi estimada em 77.934 habitantes, conforme dados do IBGE de 2020 e a área é de 131,386 km², o que resulta numa densidade demográfica de 1.143,01 hab/km². O município é formado pela sede e pelos distritos de Jordanésia e Polvilho.
Atualmente, a cidade tem se tornado um importante polo logístico do país, contendo 1,3 milhão de metros quadrados de galpões logísticos. Sendo conhecida como "Faria Lima dos Galpões", Cajamar atraiu atenção de grandes varejistas e transportadores do Brasil, que nos últimos anos, instalaram seus CDs no município, principalmente com o advento do comércio eletrônico.
Etimologia
Cajamar é um termo nheengatu, que significa "fruto colorido e manchado". Esse fruto seria o produzido pelo araçá, árvore que já fora abundante na região e, portanto, a motivação para a adoção do nome.
Segundo o ex-prefeito de Santana de Parnaíba, Antonio Branco, para atender o que fora exigido em lei, ele fizera uma pesquisa para a alteração do nome distrital de Água Fria, já que ele era o secretário da prefeitura de Santana de Parnaíba. Dessa forma, analisando os documentos locais, observou, em um antigo mapa, que um conjunto de terras localizados nos arredores do distrito, possuía o nome "Cayamar". Visando a pronúncia, substituiu a letra "y" por "j". A crença era de que o nome, na verdade, derivava do sobrenome de um bandeirante, habitante da região, Manuel Callamares.
História
Primeiro crescimento (1920-1950)
Formação inicial (década de 1920)

O nascimento de Cajamar é atribuído à implantação, na década de 1920, de uma fábrica de cimento, a Companhia Brasileira de Cimento Portland, genericamente reconhecida como a primeira de seu tipo no Brasil. Ela foi responsável pelo produto utilizado para a edificação de boa parte da metrópole de São Paulo. Se situou em Perus, nos arredores da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, a fábrica, uma vez que o local apresentava grande disponibilidade de matéria-prima - o minério das pedreiras do distrito de Água Fria, pertencente a Santana de Parnaíba. Através da Estrada de Ferro Perus-Pirapora, que nunca chegou ao município de Pirapora do Bom Jesus, mas ligava Perus (SP) ao distrito de Água Fria.
Na década de 1930, alguns dos trabalhadores da companhia já estavam morando em algumas regiões da cidade. Destacam-se, o extinto bairro do Gato Preto, e o atual centro da cidade. A exploração do minério na cidade deu origem aos primeiros núcleos habitacionais, as residências dos trabalhadores.
A intervenção estatal no controle de preços do cimento obrigou a companhia, estrangeira, a vender sua empresa em 1951. O Grupo Francesco Matarazzo, o Grupo Votorantim e José João Abdalla, à época, secretário do Trabalho de Ademar de Barros demonstraram interesse na aquisição da mesma. Em conclusão, a Cimento Portland foi adquirida pelo Grupo JJ Abdalla.
Formação administrativa (1938-1959)
Diante do visível crescimento da região, em 11 de março de 1938, por meio do Decreto-Lei Estadual 9.775, foi criado um distrito na cidade de Santana de Parnaíba, com o nome de Água Fria. 6 anos depois, como já havia um distrito com o mesmo nome na cidade de São Paulo, o nome do distrito parnaibense de "Água Fria" foi alterado para Cajamar, por meio de outro Decreto-Lei Estadual, o 14.334, datado de 30 de novembro de 1944.
Diante da necessidade clara de se constituir uma região administrativa autônoma no distrito, surgiu um movimento pela emancipação de Cajamar, liderada por Waldomiro dos Santos. Ele reuniu 125 moradores do distrito de Cajamar, organizou um abaixo-assinado, e redigiu o documento que pleiteava sua autonomia política. Em abril de 1958, o abaixo-assinado foi reconhecido pela Justiça Eleitoral de São Paulo e encaminhado para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que, por sua vez, promulgou uma lei autorizando a criação de 69 novos municípios, entre eles, a cidade de Cajamar, separando-a de Santana de Parnaíba. Trata-se da Lei n. 5.285, de 18 de fevereiro de 1959.
As primeiras eleições para prefeito, vice-prefeito e vereadores dos municípios criados realizaram-se naquele mesmo ano, e as novas autoridades tomaram posse no dia 1 de janeiro de 1960.
Início da era moderna (1960-1990)
Greve da CBCPP (1962-1983)

Em 1962, funcionários da Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus, assim como os das mineradoras de calcário, em Cajamar, pertencentes a família Abdalla, reivindicavam o pagamento dos salários atrasados, além do cumprimento de acordos e reajuste e pagamento da crédito para as casas próprias, dentro do período de dois anos. Diante disto, no dia 14 de maio de 1962, os trabalhadores constituíram uma greve geral, que durou 99 dias, e paralisou a maior fábrica de cimento da América Latina.
E no dia 21 de agosto de 1962, no centésimo dia, muitos trabalhadores voltaram ao trabalho.
Cultura, eventos e lazer
Cajamar é um local que já possuiu diversas tradições festivas e comemorativas. Desde os Desfiles Cívicos do 7 de Setembro, até a comemoração do Dia de São Sebastião, no dia 20 de Janeiro, o Carnaval Cajamar e o Aniversário da Cidade, com diversos shows, atrações e parques de diversões, o Arraiá Social, organizado pelo Fundo Social de Solidariedade, assim como a tradicional e espetacular Festa do Peão, que já chegou a ser eleita como uma das melhores do país, sendo comparada ao rodeio de Barretos. Costumava acontecer entre os meses de abril e maio.
Aparição em anime
O anime japonês Great Pretender, lançado em junho de 2020 pela Netflix, teve uma aparição da cidade de Cajamar, onde os personagens Seiji e Kim tentam enganar um empresário local, discutindo a venda e o desenvolvimento de propriedades de terra na cidade. Apesar de estar dentro da zona de remanescentes de mata atlântica, Cajamar é retratada no anime como um deserto.
Boiódromo e Festa do Peão de Cajamar
O centro de eventos "Prof. Walter Ribas de Andrade", ou "Boiódromo", é o maior centro de eventos da cidade. Foi palco de alguns dos maiores rodeios do país, desde a sua inauguração, até 2015, quando, por conta da crise financeira e política instalada na cidade, teve suas edições seguintes canceladas, assim como quase todos os eventos tradicionais da cidade, que também não foram realizados.
O Boiódromo não foi construído apenas para eventos. Sua arena principal possui a arquibancada em formato de ferradura, com espaço para 15 a 25 mil pessoas. Possui um palco considerado alto, acima das porteiras onde ficam os animais que participam do rodeio. Abaixo da arquibancada, existem salas construídas para a Guarda Municipal de Cajamar, para a Defesa Civil, uma área para Ambulância, assim como um pequeno depósito e a área VIP, que contém uma sala de aproximadamente 30m², dois banheiros, e uma escada de acesso a arquibancada VIP.
Fora da arena principal, existe um campo de futebol, um estacionamento para autoridades e funcionários, um ginásio poliesportivo e uma enorme área vazia, que, em dias de festa, podem servir como parque de diversões ou praça de alimentação.
Feiras noturnas
Criadas em 2016, as Feiras Noturnas são um sucesso na cidade. Acontecem sexta-feira, no campo de futebol do Portal dos Ipês, no Distrito do Polvilho, e toda terça-feira, no estacionamento VIP do Boiódromo, em Jordanésia.
As feiras começam sempre as 17h e terminam as 22h, e auxiliam consideravelmente a promover o comércio e tradições locais.
Morro da placa
O morro da placa é um dos pontos mais altos do município, com 1.100 metros, e atrai a atenção de aventureiros, que se desafiam nas trilhas para chegar ao topo do morro. É considerada uma trilha de dificuldade média, e desfruta de um grande contato com a natureza. No cume, é possível ter visão da Mata Atlântica, da Serra do Japi e dos municípios ao redor. Geralmente, a trilha é percorrida de motocross, veículos 4x4, bicicleta, ou mesmo, a pé
Infraestrutura
Serviços

Cajamar possui 8 agências bancárias, 3 hotéis, 1 hospital, 50 leitos do SUS, 9 postos de saúde, 5 escolas estaduais, 16 escolas de ensino fundamental, 15 escolas de ensino infantil, 6 EJAs, 8 escolas particulares, 1 shopping center e o Anhanguera Parque Shopping.
Empresas
A cidade, a partir de 2008, viu acontecer uma explosão de migração de empresas nacionais e internacionais ligadas ao ramo logístico e industrial para o distrito de Jordanésia, que possui ligação com as principais rodovias do país e que dão acesso direto ao principal centro financeiro do Brasil, a cidade de São Paulo. Diante disso, atualmente, diversas empresas possuem galpões e centros de produção em Cajamar. Destacam-se a Marabraz, Loggi, B2W (Americanas, Submarino e Shoptime), a Sayerlack, a Semp Toshiba, a Central de Distribuição do Assaí Atacadista, entre outras.
A cidade também é sede do Centro de Distribuição da Amazon no Brasil, que começou a operar no Brasil em Janeiro de 2019. O CD está localizado dentro do Complexo Logístico Prologis Cajamar II.
Durante o início de 2019, pode-se destacar também o início das construções do novo Centro de Distribuição do Mercado Livre, localizado no novo complexo da GLP (Global Logistic Properties), ao lado do CD do Assaí, em Cajamar-Centro.
Rodovias
As prinicipais rodovias são: Via Anhanguera - SP 330; Rodovia Edgard Máximo Zambotto - SP 354 e Rodovia dos Bandeirantes - SP 348 (sem conexão com a malha viária)
Ferrovia - Estrada de Ferro Perus-Pirapora[20]
Geologia
O solo predominante é o lactosol vermelho/amarelo - Orto L V, e o subsolo de calcário calcítico. O Distrito Sede (ou Centro) e o Distrito do Polvilho tem uma geologia altamente instável. Na engenharia paulista, os problemas geológico-geotécnicos advindos das feições cársticas presentes no município já são conhecidas. O maior exemplo da cidade é o conhecido "Buraco de Cajamar", ocorrido em 1986. Porém, frequentemente pequenos pontos específicos da cidade "afundam" no solo sem motivo nenhum. No Museu Municipal "Casa da Memória", na Prefeitura de Cajamar, o banheiro está com o chão afundado. Na Câmara Municipal, não muito longe da prefeitura, alguns pontos do chão do estacionamento também cederam. Ambos os locais já foram consertados. Em 1999, as fundações da enorme fábrica da Natura, também sofreram comprometimento graças ao mesmo problema. Na região, já houve diversos casos de impossibilidade de enchimento de estacas hélice contínuas, graças a total fuga do concreto de enchimento para o interior de feições cársticas situadas à base do furo.
Vegetação
A vegetação é composta de remanescentes da Mata Atlântica, de mata ciliar e com forte presença de silvicultura (Eucaliptus SSP).
Parque Natural Municipal de Cajamar
Criado pelo decreto nº 3.792/2007, na época, pelo prefeito Messias Cândido da Silva, o município anunciou a criação de um parque natural municipal na área rural da cidade, no bairro do Ponunduva. Localizado na microbacia do Ribeirão Cachoeira, o que seria o primeiro parque da cidade, possui área de de 50.056,87 m² em uma unidade de conservação integral. O valor da aquisição do terreno foi, na época, de mais de 727 mil reais. Na inauguração, o parque contava apenas com uma placa escrito "Parque Natural Municipal de Cajamar". Não havia nenhuma construção maior, nem mesmo uma cerca. Atualmente, o parque é um terreno fútil. Nem a placa da inauguração foi mantida, e o local se encontra em uma zona perigosa da área do bairro.
É localizado em uma zona de macrozoneamento ambiental, parte do Cinturão Verde da Reserva da Biosfera. Nele foram catalogados, durante a elaboração de seu Plano de Manejo, 67 aves e 3 espécies de mamíferos, como parte de sua fauna. No entanto, parte que é do remanescente de Mata Atlântica, em que a APA - Área de Proteção Ambiental, em que o município está inserido, sabe-se da existência de 262 espécies de animais, sendo 188 aves, 32 mamíferos, 19 répteis e 23 anfíbios. Sua flora é rica, sendo caracterizada como Ombrófila Densa e Estacional Semidecidual, composta de:
- Vegetação nativa em estágio pioneiro de regeneração, com espécimes remanescentes de estágios iniciais caracterizando uma fitofisionomia savânica, de origem antrópica;
- Bosque de eucaliptos com sub-bosque composto por estrato de gramíneas em estágio pioneiro;
- Bosque de eucaliptos com sub-bosque composto por estrato arbustivo-arbóreo em estágio inicial de regeneração;
- Vegetação nativa em estágio inicial de regeneração florestal com espécimes arbóreos remanescentes de estágios médios.
Clima
O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. A média de temperatura anual gira em torno de 18°C, sendo Julho o mês mais frio, com média de 15°C, e o Fevereiro o mais quente, com média de 22 °C. O índice pluviométrico anual fica em torno de 1360 mm.
Hidrografia
O município possui abundantes cursos de água, destacando-se o rio Juqueri, o córrego Itaim e o córrego Jaguari. Existem divisores no distrito do Polvilho: o rio Juqueri-Mirim, o ribeirão dos Cristais, o ribeirão Tabuões e o córrego Olhos D'Água no distrito de Jordanésia; o ribeirão das Lavras e o córrego Bom Sucesso no distrito sede (ou Cajamar); o ribeirão Ponunduva, o córrego Tanquinho e o ribeirão Cachoeira na região do Ponunduva (distrito sede); o córrego Mateus e o córrego dos Pires no bairro do Vau Novo (distrito sede), além de outros espalhados por todo o território.
Economia
Com um PIB (Produto Interno Bruto) em valores absolutos de R$ 13.020.610,33 bilhões (em 2016), o município ocupa a 4ª posição na região, 34ª posição no Estado de São Paulo e a 100ª posição no país. Dentre 18 municípios da região, está à frente de 14 deles; comparado aos 645 municípios do Estado, está à frente de 611 deles; já no Brasil, Cajamar fica à frente de 5.465 municípios. O PIB per capita do município é de R$ 178.670,47, 2º da região, 8º do Estado e 18º do país. Em 2008, a cidade chegou a exportar US$ 675.720.378. Devido a crise financeira, o ritmo das exportações caiu, fechando o ano de 2017 com US$ 116.816.206 em exportações. Em 2016, o Valor Adicionado (produção) do Município de Cajamar totalizou R$ 10.066.140,97 bilhões superando 616 municípios paulistas.O valor dos Impostos, Líquidos de Subsídios, Sobre Produtos, a Preços Correntes foi de 2.954.469,36 bilhões. Em 2012, com uma taxa de crescimento de 2,71% foram 795 novos postos de trabalho criados, com destaques para a indústria de transformação com 375 novos empregos formais, construção civil com 256 e comércio com mais 238 novos empregos.
A vocação econômica da cidade está centrada em várias áreas, sendo elas: Extração (de madeira e pedra); Indústria (de alimentos, cosméticos, metalurgia e química); Mineração (calcário); Logística (de produtos em geral).
Referência para o texto: Wikipédia .