Gurupi é um município brasileiro do Estado do Tocantins. Localiza-se no sul do Estado, às margens da BR-153 (Rodovia Belém-Brasília), a 238,1 km de Palmas, a capital do Estado, e a 742 km de Brasília. Fica no divisor de águas entre os rios Araguaia e Tocantins, a uma latitude 11°43'48" sul e a uma longitude 49°04'08" oeste, estando a uma altitude de 287 metros. Sua população estimada em 2020 foi de 87.545 habitantes.
Gurupi é a terceira maior cidade do Tocantins, sendo o polo regional de toda a região sul do estado.
As principais fontes de renda do município são a pecuária e a agricultura, havendo também grande destaque como centro regional de comércio e serviços. Em Gurupi, a educação superior conta com muitos campus e polos de ensino. Há cinco universidades de relevância regional, sendo que, três destas são públicas: Universidade Federal do Tocantins, Instituto Federal do Tocantins e a Universidade de Gurupi (esta última, autarquia municipal). Há muitas instituições privadas, sendo que os principais polos são da Universidade Católica de Brasília e UNOPAR.
Etimologia
De acordo com o tupinólogo Teodoro Sampaio, historiador do século XIX, o termo gurupi vem da tupi e significa “rio das roças” ou “das plantações”.
História
É impossível falar de Gurupi sem associá-la à BR-153, porque a história do município está intimamente ligada à construção da Belém-Brasília, marco do surgimento e desenvolvimento de muitas outras cidades, ao longo de sua extensão no antigo Norte goiano
Dados históricos dão conta que o fundador de Gurupi, Benjamim Rodrigues, chegou a procurar o engenheiro da rodovia, Bernardo Sayão, em Goiânia, para uma exposição de motivos de a mesma cortar as férteis terras recém-habitadas pela sua família e outros aventureiros.
A instalação definitiva do fundador de Gurupi na região se deu em 1952, ocasião em que concluiu a picada da rodovia projetada por Bernardo Sayão, até a estrada que ligava o município de Peixe a Porangatu; fez todo o levantamento da planta do município e construiu o primeiro comércio de Gurupi. A partir daí a paisagem do agreste foi dando lugar aos barracos de taipa dos novos moradores de várias outras localidades. A notícia do primeiro caminhão ao local já denominado de Gurupi é de setembro do mesmo ano, de propriedade do senhor Buta, que veio abastecer o comércio de Benjamim Rodrigues. A vocação para o comércio começou a partir desta data, e em pouco tempo a notícia se espalhou pelas regiões mais distantes e, com isso, atraiu interesses de moradores de outras localidades, como Porto Nacional, Peixe, Cristalândia, Dueré e Formoso do Araguaia.
Em 1954, com a invasão das matas mais próximas ao povoado, foram lançadas as primeiras raízes para a formação de uma base agropecuária, destinada a dar vida própria ao local. Até então os moradores compravam arroz e outros alimentos em Cristalândia. Neste mesmo ano é rezada a primeira missa, pelo Bispo Dom Alano, de Porto Nacional, e iniciado o alicerce para construção da primeira igreja, mais tarde denominada de Matriz de Santo Antônio.
Em poucos anos de povoamento do local, já era visível o progresso nos ramos da agricultura, pecuária, e a abundante colheita de cereais transformou o povoado em um pequeno pólo exportador. Em 1955, por sugestão de um dos pioneiros houve a votação para escolha do padroeiro do município, Santo Antônio, e iniciado o movimento político no sentido de elevá-lo à categoria de distrito. No mesmo ano, o Bispo Dom Alano, auxiliado pelo engenheiro Bernardo Sayão, fundou a escola Paroquial. Foram iniciados ainda os primeiros serviços médicos, embora bastante rudimentares, providências na época, além do primeiro consultório dentário.
Os próximos anos foram de muito progresso e, graças ao grande surto imigratório, o povoado passa à posição de distrito de Porto Nacional, que culmina com a sua emancipação política e instalação do município de Gurupi, em janeiro de 1959. Com isso expandem-se as construções, ruas, praças e avenidas, forçando cada vez mais a aceleração dos serviços de melhoramento urbano. O primeiro prefeito nomeado de Gurupi foi Melquiades Barros dos Santos, mais conhecido como "Doca Barros". Para o cargo de primeiro juiz, foi nomeado Clemente Luiz de Barros.
No ano seguinte é instalada a Câmara Municipal com a posse dos vereadores Raimundo de Sousa Camelo(Presidente), Moisés Avelino Lustosa Brito, Joaquim Gomes de Oliveira (Ozico), João Manoel dos Santos (João Paraibano), Nelson Dias Fernandes, Francisco Santana e Antônio Luiz Leitão Brito.
Ainda em 1961, foi instalado o primeiro cartório do segundo ofício e realizada a primeira eleição para escolha do primeiro prefeito Francisco Henrique Santana e Luiz Brito Aguiar para vice. A partir daí, com o advento de firmas de maior porte, Gurupi desponta como uma das cidades mais progressistas do Norte de Goiás e assume o papel de liderança sobre as demais da região.
O Município dos Benjamins
A passagem da Coluna Prestes, ou os revoltosos, como eram conhecidos pela região, quebrou o silêncio e apressou o povoamento do Vale do Leste, e, consequentemente, das matas do Gurupi. Os ribeirinhos ou beradeiros da margem direita do Tocantins, aterrorizados com a chegada das tropas, fugiram, atravessando o caudaloso rio e se instalando nas margens esquerdas do Tocantins. Alguns embrenharam mata adentro, alcançando a serra do Santo Antônio. Mas não ousaram atravessar a tal serra, pois do outro lado pairava a ameaça do lendário Cacique Gurupi, índio destemido e valente, de tribo desconhecida, que dominava a região.
Entre o medo e o pavor, foram ficando, chefiados por Benjamim Carvalho de Lima, o Bião, vaqueiro forte e afeito aos gerais, aventureiro e destemido. Por onde passava, Bião e sua comitiva iam nomeando rios e riachos.
Encantado com a região resolveu se instalar às margens do Pouso do Meio, e desenvolver suas atividades agropecuárias.
Turismo
O turismo de negócio é dos destaque, a cidade possui uma boa infraestrutura com uma rede ampla de hotéis e restaurantes, sendo dois hotéis padrão 4 estrelas.
O Carnaval de Gurupi é muito procurado por goianos e brasilienses, porém esse ano já começa a chamar pessoas do Brasil inteiro. Em 2006, o Carnaval gurupiense bateu alguns recordes em concentração de pessoas. tem ainda o Parque de Exposições Agropecuário que atrai milhares de pessoas durante os 10 dias de festa, no mês de maio, com várias artistas regionais e de nível nacional.
O município localiza-se próxima o municípios históricos como Porto Nacional, Natividade e especificamente a 225 km da capital do Tocantins, Palmas.
O visitante deve conhecer também o Parque Mutuca que é considerado um cartão postal do município e é utilizado pelos moradores do município como um lugar para sair à noite e para fazer caminhadas.
O Parque Mutuca é banhado ainda pelo córrego Mutuca.
Cultura
Compõem o Complexo da Fundação Cultural de Gurupi o Centro Cultural Mauro Cunha, Cine Teatro (em implantação) e a Biblioteca Pública Municipal Professora Deusina Martins Ribeiro, com acervo de 10.360 livros. A biblioteca funciona no horário das 8 às 22 horas, de segunda às sextas-feiras.
No Centro Cultural Mauro Cunha existe um amplo salão para a realização de feiras, palestras, seminários, conferências, exposições de fotografias, artesanatos e artes plásticas, lançamento de livros, apresentações cênicas, de dança e musicais, entre outros eventos. O Centro Cultural Mauro Cunha é o local para onde convergem os principais eventos culturais de Gurupi. Entre as principais atividades culturais realizadas naquele local, está o Coral Municipal Uirapuru e a Banda de Música Ciney Santos Miranda.
Movimentos Culturais
Gurupi sempre se destacou pelos movimentos culturais, unindo artistas das mais diferentes vertentes na realização de eventos culturais. Está na rota dos grandes artistas brasileiro, principalmente cantores sertanejos, A CDL Câmara de Dirigentes de Gurupi, vem fazendo todo fim de ano a Campanha Natal Premiado, para aumentar as vendas no comércio local, o que tem dado certo, em 2013 foram sorteados para os clientes que compraram nas lojas participantes, 20 motos a estrear e 1 carro Gol também com 0 km.
No campo das letras Gurupi também é destaque. Foi o primeiro município do interior tocantinense a fundar, uma academia literária. Trata-se da atuante Academia Gurupiense de Letras, (fundada em 30 de novembro de 1999), que frequentemente realiza saraus lítero-musicais, apoia e incentiva a realização de concursos e eventos literários, lançamentos de livros, além de incentivar, também o surgimento de novos talentos no mundo das letras.
A classe artística também está unida em torno da Associação de Artes de Gurupi, da Associação dos Músicos e Compositores de Gurupi, e do Clube do Samba. O município conta com um expressivo número de músicos, muitos dos quais, com CDs gravados e vencedores de festivais de música pelo Brasil afora, como é o caso de João Bolo, Chico Chocolate, Paulo Albuquerque, Palmares, Wesley Simon, Diomar Fontoura Banda Skema Brasil e Banda Balança-í.
Nas artes cênicas vários grupos são atuantes, mostrando o talento e a vitalidade de nossos artísticas com uma produção teatral vibrante e de qualidade, tendo como destaque a Cia de Teatro Sorria Meu Bem. O mesmo ocorre nas artes plásticas, no artesanato, na dança de rua e em outras manifestações culturais.
Economia
O trecho urbano e suburbano da rodovia BR-153 que corta o município virou um grande canteiro de obras. Vários empreendimentos se instalaram, como é o caso do Grupo Auto Posto Décio, considerado o maior posto de serviços da região norte do país. Também está sendo construído no município um confinamento para mais de cem mil cabeças de gado, bem como, a instalação das empresas Noma Carrocerias, Distribuidora Coca-Cola, MCM Rodóviario Caminhões Scania e Teti Caminhões, só para citar algumas. Ainda no Parque Agroindustrial está instalado a Cooperfrigu, que é o segundo maior frigorífico do Tocantins, exportando carne bovina para vários países.
O Parque Agroindustrial de Gurupi (PAIG) também está recebendo vários benefícios, como a ampliação da rede de energia elétrica, iluminação pública, pavimentação asfáltica nos trechos que ainda não receberam esse benefício, bem como a construção de um Posto Policial. A atenção especial dispensada ao PAIG pela Prefeitura Gurupi, não visa apenas atrair novos empreendimentos, mas também, criar mecanismos que facilitem o desenvolvimento das empresas ali já instaladas. Incentivos fiscais e a doação de áreas para novos empreendimentos fazem parte da política de atrativos disponibilizados pela Prefeitura de Gurupi e que tem chamado a atenção de empresários de todo o Brasil, inclusive do Grupo DLR (Douglas L. Rocha) que atua na área de móveis versáteis, vem conquistando muito sucesso no setor econômico da cidade provando que é possível crescer e criar frutos mesmo com um sol de 40ºC.
Infraestrutura
Educação
Em Gurupi, a educação superior conta com muitos campus e polos de ensino. Há cinco universidades de relevância regional, sendo que, três destas são públicas: Universidade Federal do Tocantins, Instituto Federal do Tocantins e a Universidade de Gurupi (esta última, autarquia municipal). Há muitas instituições privadas, sendo que os principais polos são da Universidade Católica de Brasília e UNOPAR.
Espaços Verdes
Parques
Gurupi conta com inúmeras praças, muitas delas recém reformadas, além do Parque Mutuca, cartão postal da cidade onde os moradores costumam praticar caminhadas, ciclismo e lazer.
A criação de outros parques foi discutida na última gestão, porém ainda não houve início das obras.
Fernando de Noronha é um arquipélago brasileiro do estado de Pernambuco, formado por 21 ilhas, ilhotas e rochedos de origem vulcânica, ocupa uma área total de 26 km² — dos quais 17 km² são da ilha principal — e se situa no Oceano Atlântico a nordeste do Brasil continental, distando 545 km da capital pernambucana, Recife, e 360 km de Natal no Rio Grande do Norte.
História
Descoberta
Muitas controvérsias marcam o descobrimento do arquipélago pelos europeus. Pelo menos três nomes — São Lourenço, São João e Quaresma — têm sido associados com a ilha na época de sua descoberta. O que se sabe como certo é que várias expedições alcançaram a costa brasileira entre 1500 e 1503 e que a existência do arquipélago era conhecida em Lisboa pelo menos desde antes de 16 de janeiro de 1504, quando o rei D. Manuel I de Portugal fez mercê da "ilha de São João" a Fernão de Loronha — cavaleiro da Sua Casa, cristão-novo, grande comerciante e armador — como uma capitania hereditária, citando o beneficiado [com ou sem razão] como descobridor da ilha.
A ilha sem dúvida havia sido descoberta algum tempo antes disso, mas há mais de um século o autor, a data precisa e as circunstâncias do achado vêm dando motivo para muitos debates. Uma das propostas é de que ela foi descoberta por uma expedição de mapeamento portuguesa que foi enviada em maio de 1501. A expedição de 1501 também é conhecida como a "terceira viagem" de Américo Vespúcio (e sua primeira sob a bandeira portuguesa). Vespúcio relaciona esta expedição duas vezes — primeiro em uma carta a Lorenzo Pietro Francesco de Medici, escrita no início de 1503, e de novo em suas cartas a Piero Soderini, escritas em 1504-1505. Em sua carta, Vespúcio não menciona o nome do capitão dessa expedição de 1501 e sua identidade tem sido especulada. O cronista do século XVI Gaspar Correia sugeriu que era André Gonçalves. Greenlee (1945) analisou vários nomes possíveis — e se instalou na conjetura de que poderia ser o próprio Fernão de Loronha, hipótese também sugerida por Duarte Leite (1923). Loronha pode ter recebido crédito na descoberta por ter sido o principal financiador de um consórcio de comerciantes que ambicionava explorar as ricas florestas de pau-brasil, que estava em atividade por mercê régia desde 1501, e que manteve um ativo comércio até aproximadamente a década de 1540. Sem dúvida Loronha foi foi um dos financiadores da expedição de 1503-1504, sob o comando do capitão Gonçalo Coelho, que levou Vespúcio a bordo, e Loronha pode ter estado a bordo de uma das naus que em 24 de julho de 1503 avistaram a ilha então chamada da Quaresma, rebatizada em seguida como Ilha de São João, e que mais tarde levaria seu nome. Porém, a historiografia recente considera pouco provável que Loronha tenha participado pessoalmente de qualquer das viagens.
A expedição de Coelho é também conhecida com a "Quarta Viagem" de Vespúcio e é relatada na carta a Soderini. A nau capitânia da expedição atingiu um recife e naufragou perto da ilha e a tripulação e a carga tiveram que ser resgatados. Sob ordens de Coelho, Vespúcio ancorou na ilha e passou uma semana lá, enquanto o resto da frota de Coelho ficou ao sul. Em sua carta a Soderini, Vespúcio descreve uma ilha desabitada e relata o seu nome coma "ilha de São Lourenço" (10 de agosto é o dia da festa de São Lourenço, era um costume de explorações portuguesas nomear locais de acordo com o calendário litúrgico). Os historiadores têm ainda a hipótese de que um navio perdido da frota de Coelho, sob o comando de um capitão desconhecido, pode ter retornado para a ilha (provavelmente no dia 29 de agosto de 1503, dia da festa da decapitação de São João Batista) para pegar Vespúcio, mas não o encontrou ou a qualquer outra pessoa e voltou para Lisboa com a notícia. Vespúcio, em sua carta, afirma que ele deixou a ilha em 18 de agosto de 1503 e em sua chegada a Lisboa um ano depois, em 7 de setembro de 1504, o povo da cidade foi surpreendido, uma vez que "tinha sido dito" que o navio havia se perdido. Como Vespúcio não regressou a Lisboa até setembro de 1504, a descoberta deve ter sido anterior. O principal problema para as versões que se apoiam na famosa Carta ao Soderini é que a crítica moderna considera a carta uma falsificação.
Uma ilha, chamada Quaresma, parecendo muito com a ilha de Fernando de Noronha, aparece no Planisfério de Cantino de 1502. O mapa de Alberto Cantino foi composto por um cartógrafo português anônimo e terminado antes de novembro de 1502, bem antes da expedição de Coelho ser estabelecida. Isso levou à especulação de que a ilha foi descoberta por uma expedição anterior. Entretanto, não há consenso sobre qual expedição que poderia ter sido a pioneira. O nome, "Quaresma", sugere que o arquipélago deve ter sido descoberto em março ou início de abril, o que não corresponde bem com expedições conhecidas. Há também uma misteriosa ilha vermelha à esquerda de Quaresma no mapa de Cantino, que não se encaixa com a ilha de Fernando de Noronha. Alguns explicaram estas anomalias lendo quaresma como anaresma (de significado desconhecido, mas que evita o período da Quaresma), e propuseram que a ilha vermelha é apenas uma mancha acidental de tinta. Alguns historiadores modernos têm proposto que o arquipélago de Fernando de Noronha não está representado no mapa de Cantino. Em vez disso, eles propuseram que a ilha Quaresma e a "mancha de tinta" vermelha que acompanha são, na verdade, o Atol das Rocas, um pouco deslocado no mapa. Roukema concluiu que o Atol das Rocas é que foi descoberto pelo "navio perdido", que retornou em 16 de março de 1502, bem dentro do tempo da Quaresma.
De acordo com Vespúcio, a expedição de 1501 retornou a Lisboa em setembro de 1502, ainda a tempo de influenciar a composição final do mapa de Cantino. Infelizmente, Vespúcio não relata ter descoberto esta ilha; na verdade, ele é bastante claro que a primeira vez que ele (e seus companheiros marinheiros) viu a ilha foi na expedição de Coelho em 1503. No entanto, uma carta escrita pelo emissário veneziano Pascualigo em 12 de outubro de 1502, e citada no diário de Marino Sanuto, relata que um navio chegou "da terra dos papagaios" em Lisboa no dia 22 de julho de 1502 (três meses antes Vespúcio).[26] Este poderia ser um navio perdido da expedição de mapeamento que retornou prematuramente, sobre a qual ainda não há informação. O momento da sua famosa chegada (julho de 1502), faz com que seja possível que ele tenha passado pela ilha em algum momento de março de 1502, na viagem de volta, bem dentro do período da Quaresma.
Uma outra teoria é de que a ilha foi descoberta já em 1500, logo após a chegada ao Brasil da Segunda Armada da Índia, sob a liderança de Pedro Alvares Cabral. Após sua breve parada em terra firme em Porto Seguro, na Bahia, Cabral despachou um navio de suprimentos sob o comando de Gaspar de Lemos ou André Gonçalves de volta a Lisboa para relatar a descoberta. Este navio de abastecimento retornando teria seguido em direção ao norte ao longo da costa brasileira e pode ter chegado até a ilha de Fernando de Noronha e relatado a sua existência ao governo de Lisboa em julho de 1500. No entanto, isso contradiz o nome Quaresma, uma vez que o navio de abastecimento partiu bem após o tempo da Quaresma. Uma quarta possibilidade (improvável) é que a ilha foi descoberta pela Terceira Armada da Índia de João da Nova, que partiu de Lisboa em março ou abril de 1501 e chegou de volta em setembro de 1502, também a tempo de influenciar o Planisfério de Cantino. O cronista Gaspar Correia afirma que na viagem de ida, a Terceira Armada fez uma parada na costa brasileira em torno do Cabo de Santo Agostinho. Dois outros cronistas (João de Barros e Damião de Góis) não mencionam a terra firme, mas eles relatam a descoberta de uma ilha (que eles acreditam ser identificado como ilha de Ascensão, mas isso não é certo). No entanto, o calendário é muito apertado: a Páscoa foi em 11 de abril de 1501, enquanto que a data prevista de partida da Terceiro Armada de Lisboa varia de 5 março a 15 abril, não deixando tempo suficiente para chegar a esses locais dentro da Quaresma.
A transição do nome de "São João" para "Fernando de Noronha" foi, provavelmente, apenas pelo uso natural. A carta régia datada de 20 de maio de 1559, aos descendentes da família Noronha, ainda se refere à ilha por seu nome oficial, ilha de São João. No entanto, em outros lugares por exemplo, o diário de bordo de Martim Afonso de Sousa na década de 1530 referia-se ao arquipélago como "ilha de Fernão de Noronha" ("Noronha" era um erro ortográfico comum de "Loronha"). O nome informal eventualmente se tornou o nome oficial.
Colonização e era moderna
Antigos canhões usados na defesa do arquipélago, expostos em frente ao Palácio de São Miguel. O comerciante Fernão de Loronha não apenas recebeu a ilha como uma capitania hereditária, mas também de 1501 até 1512 deteve um monopólio sobre o comércio no Brasil. Entre 1503 e 1512, os agentes de Loronha configuraram uma série de armazéns (feitorias) ao longo da costa brasileira e envolveram-se no comércio de pau-brasil (uma madeira nativa que servia como corante vermelho e era altamente valorizada pelos costureiros europeus) com os povos indígenas locais. A ilha de Fernando de Noronha era o ponto de coleta central desta rede.
O pau-brasil, continuamente colhido pelos índios costeiros e entregues aos vários armazéns litorâneos, era enviado para o armazém central no arquipélago, que era visitado por um navio de transporte maior que levava as cargas coletadas de volta para a Europa. Após o vencimento do alvará comercial de Loronha em 1512, a organização da empresa de pau-brasil foi assumida pela coroa portuguesa, mas Loronha e seus descendentes mantiveram a posse privada da ilha como uma capitania hereditária pelo menos até a década de 1560. Embora valiosa como entreposto comercial, o primeiro donatário não manifestou interesse em povoar a ilha que batizou. Mesmo extinta a "capitania do mar", sua posse permaneceu na descendência de Loronha — que tampouco se preocupou com ela — até 24 de setembro de 1700. Segundo o IBGE, "o donatário jamais tomou posse de suas terras que, abandonadas, atraíram as atenções de muitos povos, dentre os quais os alemães (que a abordaram em 1534), os franceses (também em abordagens em 1556, 1558 e 1612), os ingleses (em 1577), o holandeses (que nela se fixaram por 25 anos, entre 1629 e 1654) e os franceses (que aí viveram um ano, entre 1736 e 1737)".
Há notícias de envio para a ilha de degredados, galés e militares condenados desde o século XVII. Em 1612 o missionário capuchinho Claude d'Abbeville esteve por alguns dias na ilha, relatando a existência de "um português em companhia de dezessete ou dezoito índios, homens, mulheres, e crianças, todos escravos, e para aqui desterrados pelos moradores de Pernambuco". No período da dominação holandesa (1630-1654), o arquipélago foi arrendado a Michel de Pavw, passando a se chamar Pavônia. Continuou a receber desterrados, agora holandeses. Retomando a posse do arquipélago, no final do século XVII os portugueses entenderam ser necessário fortificá-lo. Isso só ocorreu mais tarde, depois que uma Carta Régia de 24 de setembro de 1700 anexou-o à Capitania de Pernambuco. Em 1736 a ilha foi invadida pela Companhia Francesa das Índias Orientais, passando-se a chamar Isle Dauphine, porém, no ano seguinte, uma expedição enviada pelo Recife expulsou os franceses.
Em 1739 Pereira Freire organizou o governo da ilha, que passou a ser denominada Presídio de Fernando de Noronha. Com isso, foi levado a cabo o projeto das fortificações, encarregado ao engenheiro militar Diogo de Silveira Veloso, e foram erigidos os núcleos urbanos da Vila dos Remédios e de Quixaba. No final do século XVIII o presídio possuía cinco fortificações regulares, com 54 canhões. A guarnição contava com 213 praças, 190 oficiais, 144 soldados, 20 artilheiros e 30 índios. Havia ainda 6 empregados civis, dois capelães, um almoxarife, um escrivão do almoxarifado, um cirurgião e um sangrador.
Em 1817 foi nomeado o capitão José de Barros Falcão de Lacerda para desmantelar as fortificações e levar para Pernambuco o destacamento militar e os sentenciados, mas em 3 de outubro de 1833 a ilha se tornou destino de condenados às galés pelo crime de falsificação de moeda e notas. Em 1844 havia 187 prisioneiros, incluindo 4 mulheres, sendo 75 condenados a pena de galés, 28 a pena de prisão com trabalho forçado e 84 a de prisão simples. Um decreto de 5 de março de 1859 atualizou sua vocação prisional, tornando-a destino dos condenados a pena de prisão "quando no lugar em que se devesse executar a sentença, não houvesse prisão segura, precedendo neste caso, ordem do Governo". O decreto especificava que para lá seriam mandados condenados a galés por falsificação, militares condenados a seis anos ou mais de trabalhos públicos ou de fortificações, militares condenados a galés por mais de dois anos, e os degredados. As condições eram péssimas. Um relatório dos ministros da Guerra em meados do século XIX cita que “repugnava aos sentimentos de humanidade e aos preceitos mais triviais de decência que continue a prática bárbara de privar a estes infelizes segregados do resto do mundo até o indispensável para se alimentarem e cobrirem sua nudez". Em 1873 havia 1.414 prisioneiros, e nesta época pensava-se em reformar o presídio e transformá-lo em colônia penal agrícola, mas nada mudou. Em 1885 a ilha abrigava 2.364 presos, e se tornava difícil mantê-los sob controle, sendo impostos castigos exemplares que causaram escândalo. Notícias na imprensa citam castigos de açoites e tronco, e muitas eram as acusações de abuso e má administração. Após 1889 o Governo Republicano reconheceu “serem de suma gravidade os abusos e irregularidades há muitos anos denunciados por todas as comissões inspetoras” durante o governo imperial. Reconhecendo ainda que “eram notórias as dificuldades de repressão e dos atos judiciais”, o decreto nº 854, de 13 de outubro de 1890, criou o juiz de direito com plena jurisdição civil e criminal, o promotor público e escrivão de Fernando de Noronha. Em 1891 o arquipélago foi integrado ao Estado de Pernambuco, mantendo um presídio administrado pela Secretaria de Estado da Justiça, que funcionou até 1910.
Expedições científicas
O capitão Henry Foster parou na ilha durante sua expedição de pesquisa científica como comandante do HMS Chantecler, que havia sido estabelecido em 1828. Para fazer o levantamento das costas e correntes oceânicas, Foster usou um pêndulo de Kater para fazer observações sobre a gravidade. Ele usou a ilha como o ponto de junção de sua linha dupla de longitudes que estabeleceram a sua pesquisa. Foi-lhe dada uma assistência considerável pelo Governador de Fernando Noronha, que deixou Foster usar parte de sua própria casa para os experimentos com o pêndulo. A longitude do Rio de Janeiro feita por Foster estava entre aquelas em um lado de uma discrepância significativa, o que significava que os gráficos da América do Sul estavam em dúvida.
Para resolver isso, o Almirantado instruiu o capitão Robert FitzRoy a comandar o HMS Beagle em uma expedição de pesquisa. Uma das suas tarefas essenciais foi uma parada em Fernando Noronha para confirmar sua longitude exata, usando os 22 cronômetros a bordo do navio para dar o tempo preciso de observações. Eles chegaram à ilha no final da noite de 19 de fevereiro de 1832, ancorando à meia-noite. Em 20 de fevereiro, FizRoy desembarcou em um pequeno pedaço de terra para tomar observações, apesar das dificuldades causadas por ondas fortes, e então navegou para a Bahia ainda naquela noite.
Durante o dia, a ilha foi visitada pelo naturalista Charles Darwin, que era um dos passageiros do HMS Beagle. Ele tomou notas para seu livro sobre geologia. Ele escreveu sobre sua admiração com as madeiras: "Toda a ilha é uma floresta e é tão densamente interligada que exige grande esforço para passar. — O cenário era muito bonito e grandes magnólias, louros e árvores cobertas de flores delicadas deveriam ter me satisfeito. — Mas eu tenho certeza que toda a grandeza dos trópicos ainda não foi vista por mim ... — Nós não vimos pássaros vistosos, nem beija-flores. Nem grandes flores." Suas experiências em Fernando de Noronha foram registradas em seu diário, mais tarde publicado como The Voyage of the Beagle. Ele também incluiu uma breve descrição da ilha em sua obra Geological Observations on the Volcanic Islands, de 1844, feita com base nas observações da viagem do HMS Beagle.
No início do século XX, os britânicos chegaram a prestar cooperação técnica em telegrafia (The South American Company). Mais tarde, os franceses vieram com o French Cable e os italianos com o Italcable.
Período contemporâneo
Em 1938 a ilha foi novamente requisitada pela União para tornar-se um Presídio Político Federal, destinado "à concentração de indivíduos reputados como perigos à ordem pública ou suspeitos de atividades extremistas”. Em diversos períodos haviam sido recolhidos para lá presos políticos, como os ciganos em 1739, os farroupilhas em 1844 e os capoeiristas em 1890. Reportagem da revista O Cruzeiro, de 2 de agosto de 1930, descreve o presídio como "fantasma infernal para esses proscritos da sociedade", que viviam completamente alheios ao que se passava no resto do mundo, apesar de o Governo alegar que proporcionava aos presos "uma vida saudável de trabalho e de conforto". O ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, foi preso lá após ser deposto do cargo de Governador de Pernambuco pelo golpe militar de 1964. Em 1957, a prisão foi fechada e o arquipélago foi visitado pelo presidente Juscelino Kubitschek.
Em 1942 tornou-se um território federal, administrado por militares, que incluía o Atol das Rocas e o Arquipélago de São Pedro e São Paulo. A entidade administrativa durou 46 anos. Durante a Segunda Guerra Mundial, um aeroporto foi construído em setembro de 1942 pelas Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos para a rota aérea Natal-Dakar. É então fornecida uma ligação transoceânica entre o Brasil e a África Ocidental Francesa para carga, trânsito das aeronaves e pessoal durante a campanha dos Aliados na África. O Brasil transferiu o aeroporto para a jurisdição da Marinha dos Estados Unidos em 5 de setembro de 1944. Após o fim da guerra, a administração do aeroporto foi transferido de volta para o governo brasileiro. O Aeroporto de Fernando de Noronha é servido por voos diários de Recife e Natal, na costa brasileira.
Em 1972 abriu a primeira pousada para turistas. Fernando de Noronha foi incorporada ao Estado de Pernambuco em 1988, como um dos seus Distritos Estaduais, e no mesmo momento foi criado o Parque Nacional Marítimo de Fernando de Noronha, englobando 70% da área do arquipélago composto por 21 ilhas, ilhotas e rochedos, o que ajudou a preservar boa parte do seu patrimônio natural primitivo, enquanto se transformava em uma concorrida atração turística, reconhecida internacionalmente.
Em 2001 o arquipélago foi declarado Patrimônio da Humanidade, incluindo o Atol das Rocas, como Sítio das Ilhas Atlânticas Brasileiras, reconhecendo o valor de sua rica biodiversidade e enfatizando a necessidade de sua proteção. A UNESCO citou os seguintes motivos para isso: a) a importância da ilha como área de alimentação para várias espécies, incluindo atum, peixe agulha, cetáceos, tubarões e tartarugas marinhas; b) uma elevada população de golfinhos residentes e c) proteção para espécies ameaçadas de extinção, como a tartaruga-de-pente e diversas aves. Para que sua riqueza se conservasse foram impostos limites ao afluxo de público e normas de conduta para ele. Na área do parque algumas atividades são proibidas, conforme descreve o IPHAN: "caça e pesca submarina; introdução de animais e plantas; coleta de sementes, raízes, frutos, conchas, corais, pedras, e animais; alteração da vegetação local; visita as praias do Leão e do Sancho, no período de janeiro a junho, no horário das 18 às 6 horas; acampamentos e pernoites; mergulhos e parada de embarcações nas proximidades da Baía dos Golfinhos; visita a áreas públicas sem autorização; e escrita ou pichação em rochas, árvores ou placas".
Esse turismo movimentado é baseado em grande parte no reconhecimento do seu valor como quadro de beleza cênica única e como valioso acervo de biodiversidade. A transformação criou novas exigências para o governo, que passou a se preocupar em atender às necessidades de novos residentes permanentes.
Segundo o IBGE, há "uma população remanescente dos diversos períodos vividos, acrescida daqueles que para aí vieram pelas mais diversas razões. Descendentes de presos comuns ou políticos, de guardas, de militares ou pessoas que para lá foram destacadas para prestarem serviços, acompanharem companheiros ilhéus ou simplesmente fazer turismo, compõem essa população, que chegava, em 2010, a 2.500 pessoas, vivendo principalmente do turismo".
É também considerada área de interesse histórico em função de sua associação ao comerciante Fernão de Loronha, seu primeiro senhor, um dos grandes exploradores do pau-brasil. Seu interesse advém ainda de sua história militar. Sob o comando do governo, na época do presídio os detentos construíram uma série de fortificações. Este conjunto arquitetônico foi um importante testemunho dos sistemas de defesa do século XVIII, e incluía dez edifícios, destacando-se o Forte de Nossa Senhora dos Remédios, cujas ruínas foram tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 11 de novembro de 1937. A Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, contemporânea ao Forte, de feição barroca-rococó simplificada, também foi tombada, sendo restaurada em 1988 pelo IPHAN. Também são marcos arquitetônicos dignos de nota a antiga Casa de Banho e os remanescentes de outros fortes, como o Santo Antônio, o São Pedro do Boldró, o São João Batista dos Dois Irmãos. Em 2017 o Conjunto Histórico de Fernando de Noronha foi tombado pelo IPHAN e declarado Patrimônio Cultural do Brasil, incluindo as fortificações, o conjunto urbano da Vila dos Remédios, a Vila da Quixabá, a Capela de São Pedro dos Pescadores e o prédio da Air France.
Além do interesse histórico mencionado anteriormente, o arquipélago tem sido alvo da atenção de vários cientistas dedicados ao estudo de sua flora, fauna, geologia, etc. O local também é considerado uma "entidade" separada pela Century DX club e, por isso, é visitado com bastante frequência por operadores de rádio amador.
Geologia
As ilhas deste arquipélago são as partes visíveis de uma cadeia de montanhas submersas. Fernando de Noronha é composto por 21 ilhas, ilhotas e rochedos de origem vulcânica, e possui uma área total de 26 km². A ilha principal compreende 91% da área total do arquipélago, com uma área de 17 km2, sendo 10 km de comprimento e 3,5 km de largura no seu ponto máximo. A base dessa enorme formação vulcânica está cerca de 4 000 metros abaixo do nível do mar. O planalto central da ilha principal é chamado de "Quixaba". As ilhas da Rata, Sela Gineta, Cabeluda e São José, juntamente com as ilhotas do Leão e Viúva compõem praticamente todo o restante do arquipélago.
Flora e fauna
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lista 15 possíveis espécies de plantas endêmicas do arquipélago, incluindo espécies dos gêneros Capparis noronhae (duas espécies), Ceratosanthes noronhae (três espécies), Cayaponia noronhae (duas espécies), Moriordica noronhae, Cereus noronhae, Palicourea noronhae, Guettarda noronhae, Bumelia noronhae, Physalis noronhae e Ficus noronhae.
As ilhas têm duas aves endêmicas - a cocoruta (Elaenia ridleyana) e o Noronha Vireo (Vireo gracilirostris). Ambas estão presentes na ilha principal; Noronha Vireo também está presente na Ilha Rata. Além disso, há uma corrida endêmica do avoante Zenaida auriculata noronha. Um roedor sigmodontine endêmico, Noronhomys vespuccii, citado por Américo Vespúcio, está extinto. As ilhas têm dois répteis endêmicos, Amphisbaena ridleyi e Trachylepis atlantica.
O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha é uma unidade de conservação de proteção integral administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Criado em 1988, ocupa a maior parte do arquipélago e possui uma variedade de fauna e flora únicas. Ótimo local para turismo, porém, devido à fiscalização do ICMBio, algumas das ilhas têm a visitação controlada. Boldró é onde está localizado o centro de convenções do Projeto TAMAR/ICMBio. Seu nome foi dado por militares americanos e é originário da expressão em inglês Bold Rock, que significa Pedra Saliente em português.
Economia
Hoje a economia de Fernando de Noronha depende do turismo. Segundo a pesquisadora Glória Maria Widmer, em 2007 em Fernando de Noronha havia em atividade 9 agências de turismo, 132 locais de hospedagem, 26 restaurantes, 3 empresas de mergulho e passeios de barco, cinco empresas de aluguel de veículos, e havia muitas outras pessoas prestando uma grande variedade de serviços.
Turismo
Fernando de Noronha é um dos melhores lugares para a prática de mergulho do mundo.
As praias de Fernando de Noronha são promovidas para o turismo e o mergulho recreativo. Devido à Corrente Sul Equatorial, que empurra a água quente da África para a ilha, o mergulho a profundidades de 30 a 40 metros não exige uma roupa de mergulho. A visibilidade debaixo d'água pode chegar a até 50 metros.
Próximo à ilha existe a possibilidade de se fazer um mergulho avançado e visitar a Corveta Ipiranga, que repousa a 62 metros de profundidade, depois de ser afundada naquele ponto intencionalmente, após um acidente de navegação.
A ilha conta com três operadoras de mergulho, oferecendo diferentes níveis de qualidade de serviço. Além disso, o arquipélago conta com interessantes pontos de mergulho livre, como a piscina natural do Atalaia, o naufrágio do Porto de Santo Antônio, a laje do Boldró, dentre outros. O arquipélago possui diversificada vida marinha, sendo comum observar diversas espécies de peixes recifais, tartarugas e eventualmente tubarões e golfinhos.
Pontos turísticos
São pontos turísticos de destaque em Fernando de Noronha, os seguintes: Forte de Nossa Senhora dos Remédios; Fortim da Praia da Atalaia; Igreja de Nossa Senhora dos Remédios; Morro Dois Irmãos; Palácio de São Miguel; Reduto de Nossa Senhora da Conceição; Reduto de Santa Cruz do Morro do Pico; Reduto de Santana; Reduto de Santo Antônio; Reduto de São João Batista; Reduto de São Joaquim; Reduto de São José do Morro; Reduto de São Pedro da Praia do Boldró; Reduto do Bom Jesus. Praias
Mar de Dentro
São as seguintes as prais localizadas no chamado Mar de Dentro: Baía de Santo Antônio, (onde fica localizado o porto); Praia da Biboca; Praia do Cachorro, na Vila dos Remédios (no centro histórico da ilha); Praia do Meio; Praia da Conceição ou de Italcable; Praia do Boldró, na Vila Boldró; Praia do Americano; Praia do Bode; Praia da Quixabinha; Praia da Cacimba do Padre; Baía dos Porcos; Baía do Sancho (baía de águas transparentes, cercada por falésias cobertas de vegetação); Baía dos Golfinhos ou Enseada do Carreiro de Pedra; Ponta da Sapata.
Mar de Fora
Estão situadas no Mar de Fora as seguintes praias: Praia do Leão; Ponta das Caracas; Baía Sueste; Praia de Atalaia; Enseada da Caeira; Buraco da Raquel; Ponta da Air France.
Cultura
Esportes
Fernando de Noronha é, reconhecidamente, um dos melhores lugares do Brasil para a prática do surfe, e suas ondas tubulares e cristalinas atraem surfistas para praias como a Cacimba do Padre, Boldró, Cachorro, entre outras. Além disso, em Fernando de Noronha há a prática de esportes, entre eles o futebol, voleibol, futebol de salão e futebol de areia. Possui competições das quatro categorias, chamada "Copa Noronha", sendo a Copa Noronha de Futebol, Copa Noronha de Voleibol, Copa Noronha de Futsal e Copa Noronha de Futebol de Areia, respectivamente. Há também a Copa Noronha de Futebol Masters, para jogadores com idade acima de 30 anos. Todas as competições são organizadas pelo Conselho de Esportes de Fernando de Noronha, setor esportivo do governo distrital.
Mato Verde é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.
O povoado de Santo Antônio da Rapadura foi fundado em 1 de janeiro de 1873, por coordenação do bispo da diocese de Diamantina, Dom João Antunes dos Santos (hoje nome de uma rua no bairro São Bento na cidade).
O município, com o nome de Mato Verde, foi criado pela lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953 e instalado no dia 1 de janeiro de 1954. Seu primeiro prefeito foi Waldir Silveira e o primeiro vice Hermínio Fernandes Silveira, eleitos para um mandato de quatro anos.
A economia do município é essencialmente agrícola. As terras, de um modo geral, são férteis e com declividade favorável a motomecanização.
Hoje, as principais atividades são: a agropecuária com pequenas agroindustriais, o setor de serviços e o comércio.
Na área de turismo destacam-se a Cachoeira de Maria Rosa, a maior queda d'água do Rio Viamão. Localiza-se a 12 km de Mato Verde.
Há também a Cachoeira do Rio das Gramas, próximo ao distrito de São João do Bonito; o Rio Garipau; e há também um sítio a 15 minutos de Mato Verde que fica nas margens do Rio Viamão (Sítio do Sidney). É uma propriedade privada e para a entrada de visitantes é necessária uma autorização do dono do terreno, que não é difícil de ser conseguida. Além disso tudo, há também outras cachoeiras no rio Viamão (mais próximas à sua nascente), entre elas o Poço do Ouro, que fica a aproximadamente 16 km da cidade, sendo um dos locais de acesso mais difíceis do município. E existem mais quedas d'água acessíveis após escalar grandes pedras. Há também o Rio do sr. Heitor, uma barragem na comunidade de Caveira d'Anta no Rio Garipau.
Outros pontos turísticos na cidade são: Praça Geraldo Clemente Alves e a Praça de Alimentação Antônio Celso Silveira, com inúmeros quiosques e lanchonetes; Avenida José Alves Miranda (Centro-Alto São João), local com lanchonetes frequentados principalmente à noite; Complexo Poliesportivo, local com playground, quadra de areia, estacionamento, bar no meio da ilha da lagoa; ginásio poliesportivo Prefeito Agripino Antunes Miranda e o estádio municipal Odilon Dias de Oliveira.
O Carnaxé de Mato Verde também atrai turistas do Norte de Minas e do Sul da Bahia. A entrada é franca.
Há também as famosas festas da Camiseta e Caipy Fest, que acontecem anualmente em Janeiro. As entradas são compradas na forma de camisetas.
O Santo Cruzeiro (cruz) foi cravado em um monte próximo (hoje conhecido como Morro do Cruzeiro) no ano de 1901, levado pelo povo desde a porta da matriz até o cume daquele monte, em procissão acompanhada por toda a população daquela época. Desde então, toda Sexta-feira da Paixão os devotos sobem o morro em penitência para "pagar" os pecados do ano anterior (e é claro, ficar com a ficha limpa para poder cometer outros pecados no ano seguinte).
Há ainda uma igrejinha secular no centro da cidade que só abre sua portas por ocasião do Natal. É tradição de seus antepassados que a Igrejinha de Deus-Menino seja aberta apenas neste período para visitação pública e realização de novena em homenagem ao Menino Jesus.
As festas juninas são festejadas por toda a comunidade, sendo que na véspera do dia de São João, realizam-se quadrilhas, rezas e levantamento de mastros.
A festa do padroeiro Santo Antônio começa em 10 de maio e termina em 13 de junho, dia do santo.