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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

GURUPI - TOCANTINS

Gurupi é um município brasileiro do Estado do Tocantins. Localiza-se no sul do Estado, às margens da BR-153 (Rodovia Belém-Brasília), a 238,1 km de Palmas, a capital do Estado, e a 742 km de Brasília. Fica no divisor de águas entre os rios Araguaia e Tocantins, a uma latitude 11°43'48" sul e a uma longitude 49°04'08" oeste, estando a uma altitude de 287 metros. Sua população estimada em 2020 foi de 87.545 habitantes.
Gurupi é a terceira maior cidade do Tocantins, sendo o polo regional de toda a região sul do estado.
As principais fontes de renda do município são a pecuária e a agricultura, havendo também grande destaque como centro regional de comércio e serviços. Em Gurupi, a educação superior conta com muitos campus e polos de ensino. Há cinco universidades de relevância regional, sendo que, três destas são públicas: Universidade Federal do Tocantins, Instituto Federal do Tocantins e a Universidade de Gurupi (esta última, autarquia municipal). Há muitas instituições privadas, sendo que os principais polos são da Universidade Católica de Brasília e UNOPAR.
Etimologia
De acordo com o tupinólogo Teodoro Sampaio, historiador do século XIX, o termo gurupi vem da tupi e significa “rio das roças” ou “das plantações”.
História
É impossível falar de Gurupi sem associá-la à BR-153, porque a história do município está intimamente ligada à construção da Belém-Brasília, marco do surgimento e desenvolvimento de muitas outras cidades, ao longo de sua extensão no antigo Norte goiano
Dados históricos dão conta que o fundador de Gurupi, Benjamim Rodrigues, chegou a procurar o engenheiro da rodovia, Bernardo Sayão, em Goiânia, para uma exposição de motivos de a mesma cortar as férteis terras recém-habitadas pela sua família e outros aventureiros.
A instalação definitiva do fundador de Gurupi na região se deu em 1952, ocasião em que concluiu a picada da rodovia projetada por Bernardo Sayão, até a estrada que ligava o município de Peixe a Porangatu; fez todo o levantamento da planta do município e construiu o primeiro comércio de Gurupi. A partir daí a paisagem do agreste foi dando lugar aos barracos de taipa dos novos moradores de várias outras localidades. A notícia do primeiro caminhão ao local já denominado de Gurupi é de setembro do mesmo ano, de propriedade do senhor Buta, que veio abastecer o comércio de Benjamim Rodrigues. A vocação para o comércio começou a partir desta data, e em pouco tempo a notícia se espalhou pelas regiões mais distantes e, com isso, atraiu interesses de moradores de outras localidades, como Porto Nacional, Peixe, Cristalândia, Dueré e Formoso do Araguaia.
Em 1954, com a invasão das matas mais próximas ao povoado, foram lançadas as primeiras raízes para a formação de uma base agropecuária, destinada a dar vida própria ao local. Até então os moradores compravam arroz e outros alimentos em Cristalândia. Neste mesmo ano é rezada a primeira missa, pelo Bispo Dom Alano, de Porto Nacional, e iniciado o alicerce para construção da primeira igreja, mais tarde denominada de Matriz de Santo Antônio.
Em poucos anos de povoamento do local, já era visível o progresso nos ramos da agricultura, pecuária, e a abundante colheita de cereais transformou o povoado em um pequeno pólo exportador. Em 1955, por sugestão de um dos pioneiros houve a votação para escolha do padroeiro do município, Santo Antônio, e iniciado o movimento político no sentido de elevá-lo à categoria de distrito. No mesmo ano, o Bispo Dom Alano, auxiliado pelo engenheiro Bernardo Sayão, fundou a escola Paroquial. Foram iniciados ainda os primeiros serviços médicos, embora bastante rudimentares, providências na época, além do primeiro consultório dentário.
Os próximos anos foram de muito progresso e, graças ao grande surto imigratório, o povoado passa à posição de distrito de Porto Nacional, que culmina com a sua emancipação política e instalação do município de Gurupi, em janeiro de 1959. Com isso expandem-se as construções, ruas, praças e avenidas, forçando cada vez mais a aceleração dos serviços de melhoramento urbano. O primeiro prefeito nomeado de Gurupi foi Melquiades Barros dos Santos, mais conhecido como "Doca Barros". Para o cargo de primeiro juiz, foi nomeado Clemente Luiz de Barros.
No ano seguinte é instalada a Câmara Municipal com a posse dos vereadores Raimundo de Sousa Camelo(Presidente), Moisés Avelino Lustosa Brito, Joaquim Gomes de Oliveira (Ozico), João Manoel dos Santos (João Paraibano), Nelson Dias Fernandes, Francisco Santana e Antônio Luiz Leitão Brito.
Ainda em 1961, foi instalado o primeiro cartório do segundo ofício e realizada a primeira eleição para escolha do primeiro prefeito Francisco Henrique Santana e Luiz Brito Aguiar para vice. A partir daí, com o advento de firmas de maior porte, Gurupi desponta como uma das cidades mais progressistas do Norte de Goiás e assume o papel de liderança sobre as demais da região.
O Município dos Benjamins
A passagem da Coluna Prestes, ou os revoltosos, como eram conhecidos pela região, quebrou o silêncio e apressou o povoamento do Vale do Leste, e, consequentemente, das matas do Gurupi. Os ribeirinhos ou beradeiros da margem direita do Tocantins, aterrorizados com a chegada das tropas, fugiram, atravessando o caudaloso rio e se instalando nas margens esquerdas do Tocantins. Alguns embrenharam mata adentro, alcançando a serra do Santo Antônio. Mas não ousaram atravessar a tal serra, pois do outro lado pairava a ameaça do lendário Cacique Gurupi, índio destemido e valente, de tribo desconhecida, que dominava a região.
Entre o medo e o pavor, foram ficando, chefiados por Benjamim Carvalho de Lima, o Bião, vaqueiro forte e afeito aos gerais, aventureiro e destemido. Por onde passava, Bião e sua comitiva iam nomeando rios e riachos.
Encantado com a região resolveu se instalar às margens do Pouso do Meio, e desenvolver suas atividades agropecuárias.
Turismo
O turismo de negócio é dos destaque, a cidade possui uma boa infraestrutura com uma rede ampla de hotéis e restaurantes, sendo dois hotéis padrão 4 estrelas.
O Carnaval de Gurupi é muito procurado por goianos e brasilienses, porém esse ano já começa a chamar pessoas do Brasil inteiro. Em 2006, o Carnaval gurupiense bateu alguns recordes em concentração de pessoas. tem ainda o Parque de Exposições Agropecuário que atrai milhares de pessoas durante os 10 dias de festa, no mês de maio, com várias artistas regionais e de nível nacional.
O município localiza-se próxima o municípios históricos como Porto Nacional, Natividade e especificamente a 225 km da capital do Tocantins, Palmas.
O visitante deve conhecer também o Parque Mutuca que é considerado um cartão postal do município e é utilizado pelos moradores do município como um lugar para sair à noite e para fazer caminhadas.
O Parque Mutuca é banhado ainda pelo córrego Mutuca.
Cultura
Compõem o Complexo da Fundação Cultural de Gurupi o Centro Cultural Mauro Cunha, Cine Teatro (em implantação) e a Biblioteca Pública Municipal Professora Deusina Martins Ribeiro, com acervo de 10.360 livros. A biblioteca funciona no horário das 8 às 22 horas, de segunda às sextas-feiras.
No Centro Cultural Mauro Cunha existe um amplo salão para a realização de feiras, palestras, seminários, conferências, exposições de fotografias, artesanatos e artes plásticas, lançamento de livros, apresentações cênicas, de dança e musicais, entre outros eventos. O Centro Cultural Mauro Cunha é o local para onde convergem os principais eventos culturais de Gurupi. Entre as principais atividades culturais realizadas naquele local, está o Coral Municipal Uirapuru e a Banda de Música Ciney Santos Miranda.
Movimentos Culturais
Gurupi sempre se destacou pelos movimentos culturais, unindo artistas das mais diferentes vertentes na realização de eventos culturais. Está na rota dos grandes artistas brasileiro, principalmente cantores sertanejos, A CDL Câmara de Dirigentes de Gurupi, vem fazendo todo fim de ano a Campanha Natal Premiado, para aumentar as vendas no comércio local, o que tem dado certo, em 2013 foram sorteados para os clientes que compraram nas lojas participantes, 20 motos a estrear e 1 carro Gol também com 0 km.
No campo das letras Gurupi também é destaque. Foi o primeiro município do interior tocantinense a fundar, uma academia literária. Trata-se da atuante Academia Gurupiense de Letras, (fundada em 30 de novembro de 1999), que frequentemente realiza saraus lítero-musicais, apoia e incentiva a realização de concursos e eventos literários, lançamentos de livros, além de incentivar, também o surgimento de novos talentos no mundo das letras.
A classe artística também está unida em torno da Associação de Artes de Gurupi, da Associação dos Músicos e Compositores de Gurupi, e do Clube do Samba. O município conta com um expressivo número de músicos, muitos dos quais, com CDs gravados e vencedores de festivais de música pelo Brasil afora, como é o caso de João Bolo, Chico Chocolate, Paulo Albuquerque, Palmares, Wesley Simon, Diomar Fontoura Banda Skema Brasil e Banda Balança-í.
Nas artes cênicas vários grupos são atuantes, mostrando o talento e a vitalidade de nossos artísticas com uma produção teatral vibrante e de qualidade, tendo como destaque a Cia de Teatro Sorria Meu Bem. O mesmo ocorre nas artes plásticas, no artesanato, na dança de rua e em outras manifestações culturais.
Economia
O trecho urbano e suburbano da rodovia BR-153 que corta o município virou um grande canteiro de obras. Vários empreendimentos se instalaram, como é o caso do Grupo Auto Posto Décio, considerado o maior posto de serviços da região norte do país. Também está sendo construído no município um confinamento para mais de cem mil cabeças de gado, bem como, a instalação das empresas Noma Carrocerias, Distribuidora Coca-Cola, MCM Rodóviario Caminhões Scania e Teti Caminhões, só para citar algumas. Ainda no Parque Agroindustrial está instalado a Cooperfrigu, que é o segundo maior frigorífico do Tocantins, exportando carne bovina para vários países.
O Parque Agroindustrial de Gurupi (PAIG) também está recebendo vários benefícios, como a ampliação da rede de energia elétrica, iluminação pública, pavimentação asfáltica nos trechos que ainda não receberam esse benefício, bem como a construção de um Posto Policial. A atenção especial dispensada ao PAIG pela Prefeitura Gurupi, não visa apenas atrair novos empreendimentos, mas também, criar mecanismos que facilitem o desenvolvimento das empresas ali já instaladas. Incentivos fiscais e a doação de áreas para novos empreendimentos fazem parte da política de atrativos disponibilizados pela Prefeitura de Gurupi e que tem chamado a atenção de empresários de todo o Brasil, inclusive do Grupo DLR (Douglas L. Rocha) que atua na área de móveis versáteis, vem conquistando muito sucesso no setor econômico da cidade provando que é possível crescer e criar frutos mesmo com um sol de 40ºC.
Infraestrutura
Educação
Em Gurupi, a educação superior conta com muitos campus e polos de ensino. Há cinco universidades de relevância regional, sendo que, três destas são públicas: Universidade Federal do Tocantins, Instituto Federal do Tocantins e a Universidade de Gurupi (esta última, autarquia municipal). Há muitas instituições privadas, sendo que os principais polos são da Universidade Católica de Brasília e UNOPAR.
Espaços Verdes
Parques
Gurupi conta com inúmeras praças, muitas delas recém reformadas, além do Parque Mutuca, cartão postal da cidade onde os moradores costumam praticar caminhadas, ciclismo e lazer.
A criação de outros parques foi discutida na última gestão, porém ainda não houve início das obras.
Na cidade destaca-se o Parque Mutuca.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

ARAGUAÍNA - TOCANTINS

Araguaína é um município brasileiro do estado do Tocantins, Região Norte do país. Sua população estimada em 2018 era de 177.517 habitantes.
Segundo o historiador araguainense Raylinn Barros da Silva, a partir da criação da unidade federativa do Tocantins com a Constituição de 1988, Araguaína foi a maior cidade do estado durante os seus primeiros anos, tendo sido depois ultrapassada em aspectos populacionais por Palmas, capital planejada que nasceu junto com o novo estado. A sua localização mesopotâmica entre os rios federais Araguaia e Tocantins, a proximidade com os estados do Pará e do Maranhão, o fortalecimento da região econômica do MATOPIBA e os acessos rodoviário e ferroviário tornam a cidade um importante centro regional, que se destaca nos quesitos comercial, educacional, de saúde e de serviços.
História
Desbravamento
O livro 'A Transformação Histórica de Araguaína', obra organizada pelos historiadores Raylinn Barros da Silva e Cleube Alves da Silva - coletânea que reúne 15 capítulos de vários pesquisadores que abordam parte da história da cidade - informa que foram os índios carajás foram os habitantes primitivos da vasta região compreendida entre os rios Andorinhas e Lontra, afluentes da margem direita do Rio Araguaia, área que viria a constituir a maior parte do atual município de Araguaína. Os remanescentes dos carajás ainda habitam as margens do Araguaia em reservas indígenas sob a orientação da FUNAI.
O desbravamento da região tem como marco a chegada de João Batista da Silva e sua família, em 1876, procedentes da Vila de Nossa Senhora do Livramento de Paranaguá, atual município de Parnaguá, no Piauí. A família se instalou à margem direita do Rio Lontra, local que denominaram "Livre-Nos Deus", que expressava o temor do ataque de indígenas e animais selvagens. O desbravador trouxe consigo a esposa, Rosalina de Jesus Batista, e os filhos, dentre os quais, Tomás Batista da Silva, na época aos nove anos de idade, ao qual muitos atribuem, erroneamente, a fundação do município. Poucos meses após a chegada da família, ainda no mesmo ano, outras começaram a chegar e se fixar no mesmo local, o que formou um povoado o qual passaram a chamar de "Povoado Lontra" por localizar-se à margem do rio homônimo.
Os primeiros colonizadores se dedicaram inicialmente ao cultivo de cereais para subsistência. Posteriormente, no início do século XX, passaram a vender os grãos no Povoado Nova Aurora do Coco, atual município de Babaçulândia, a pouco mais de 60 km da região. Tentou-se ainda implantar a cultura do café como atividade predominante do povoado, mas foi abandonada pela dificuldade de escoamento da produção, decorrente da ausência de vias terrestres para transporte.
Municipalização
De acordo com o historiador Raylinn Barros da Silva, o povoado pertenceu inicialmente ao município de São Vicente do Araguaia, atual Araguatins, mas passou posteriormente para o município de Boa Vista do Tocantins, atual Tocantinópolis. Em razão do isolamento causado pela ausência de estradas, o povoado sofreu um longo período de estagnação que durou até o ano de 1925, quando se instalaram na região as famílias de Manuel Barreiro, João Brito, Guilhermino Leal, José Lira e João Batista Carneiro. As famílias recém-chegadas provocaram mudanças no povoado.
A primeira professora nomeada para o povoado foi Josefa Dias da Silva. Em 1936, criou-se o primeiro destacamento policial, cujo primeiro delegado foi o comandante Paulino Pereira. A primeira agência de vendas de passagens de ônibus foi criada em 1963 em uma sala do Hotel São Vicente, na Rua Cônego João Lima, que atendia as primeiras empresas interestaduais, como Expresso Braga, Rápido Marajó e Viação Jussara.
Com a criação do município de Filadélfia, em 1949, o então Povoado Lontra passou a lhe integrar, embora a sua denominação tenha mudado no mesmo ano para "Povoado Araguaína", cuja etnologia provém em homenagem ao Rio Araguaia, que atualmente delimita os municípios de Araguaína e Conceição do Araguaia, no Pará. Com a Lei Municipal nº 86, de 30 de setembro de 1953, o povoado se transformou em um distrito de Filadélfia. A instalação do distrito de Araguaína ocorreu em 1º de janeiro de 1954, quando foi nomeado como subprefeito (primeiro administrador), Cassimiro Ferreira Soares, permanecendo no cargo até janeiro de 1959 quando Araguaína deixou a condição de distrito e passou à condição de município. O município foi instalado oficialmente em 1º de janeiro de 1959, quando foi nomeado como primeiro prefeito, Henrique Ferreira de Oliveira, que governou a cidade até janeiro de 1961, quando assumiu o primeiro prefeito eleito de forma direta, Anatólio Dias Carneiro e seu vice, Raimundo Falcão Coelho.
Criação do Tocantins
Araguaína era a quarta maior cidade do estado de Goiás, de 1980 a 1986, estando logo atrás de Luziânia, Anápolis e Goiânia, e a maior da região separatista do Tocantins. Com a promulgação da Constituição de 1988 e a consequente emancipação do norte de Goiás, tornou-se a maior cidade do novo estado e a sua pretensa capital, mas não foi escolhida por fatores geográficos, sociais e políticos, principalmente por influência de José Sarney, então presidente da República, que, segundo o governo do estado na época, não queria prejudicar o desenvolvimento da cidade de Imperatriz, no Maranhão, a 250 km.
A inesperada escolha de Miracema como capital provisória por Siqueira Campos, então primeiro governador eleito do estado e um dos principais líderes do movimento pela emancipação, provocou uma revolta popular que interditou a rodovia federal Belém-Brasília por mais de um dia, deixando diversos carros e ônibus vandalizados. Miracema sequer manifestava a pretensão de se tornar capital, restando a disputa sobretudo entre Araguaína e Porto Nacional. O tumulto, protagonizado principalmente pela classe de caminhoneiros, somente encerrou após negociações envolvendo lideranças locais, incluindo o então prefeito Robson dos Santos, opositor de Campos e contrário à escolha de Miracema. À época, Santos denunciou que a decisão havia se dado por interesses imobiliários de empresas goianas financiadoras da campanha de Campos ao governo.
História recente
Araguaína passou a ser conhecida como a "Capital do Boi Gordo" na década de 90, com a consolidação de grandes propriedades rurais, destacando-se a criação de gado para cria, recria, engorda e abate, a produção leiteira e de produtos agrícolas. Nos anos 2000, passou a receber grandes empreendimentos imobiliários e investimentos na infraestrutura, sobretudo devido à inauguração de trecho da Ferrovia Norte-Sul em 2007 e às novas expansões da fronteira agrícola do MATOPIBA.
Em junho de 2013, acompanhando a onda de manifestações populares que se espalharam por todo o Brasil, cerca de 7 mil pessoas marcharam nas ruas de Araguaína contra a corrupção e por mais investimentos em gastos sociais, como em saúde e educação. Na ocasião, foram apreendidos artefatos explosivos, latas de tintas, barras de ferro, produtos incendiários e outros. A Polícia Militar contou com a colaboração direta de manifestantes pacíficos que conclamavam por ordem e paz na manifestação.
Clima
O clima do município de Araguaína é tropical semiúmido, do tipo "Aw" na classificação climática de Köppen-Geiger, com uma estação definida de chuvas, entre os meses de outubro a maio, e uma estação seca, entre os meses de junho a setembro, com precipitação anual acima de 1 800 mm. As temperaturas são elevadas durante todo o ano, com mínima de 20 ºC e máxima de 32 ºC, chegando aos 34 ºC em setembro.
Economia
Araguaína é um centro econômico forte e estratégico, indutor de desenvolvimento regional, inserido em uma das regiões que mais crescem atualmente no Brasil. Destaca-se por seu centro comercial varejista e atacadista, atendendo um mercado de 2 milhões de consumidores em um raio de 250 km. O comércio é alimentado pela força do agronegócio, cada vez mais profissionalizado e produtivo. A agricultura de precisão na produção de grãos e a pecuária de ponta movimentam as demais cadeias produtivas. O município conta com 6 frigoríficos exportadores, além de 2 unidades produtoras e de abate de frango. Na silvicultura, os mais de 100 mil hectares de floresta plantados, incluindo eucaliptos, seringueiras e madeiras nobres, geram oportunidade de negócios nos setores de movelaria, produção de celulose e de carvão.
Nos últimos anos, Araguaína recebeu grandes empreendimentos imobiliários de alto padrão e passou a se verticalizar. Foram construídos novos conjuntos habitacionais, com infraestrutura completa, atingindo a meta de 6 mil moradias erguidas em 4 anos. A mais recente revisão do Plano Diretor Municipal permitiu o crescimento ordenado da cidade, sem ocupações irregulares, além de uma gestão de águas moderna e com proteção às nascentes fluviais em sua área.
O município é cortado por 3 grandes linhas de transmissão energética nacionais e se localiza a 80 km de uma hidroelétrica. Recentemente, iniciou um programa de incentivos fiscais para a produção de energia solar, visando aproveitar a alta incidência solar da cidade.
Educação
O município é referência estadual em educação e também para o sul dos estados do Pará e do Maranhão. Por tal razão, estudantes de outros estados se deslocam para a cidade, que se ajustou nos últimos anos à faceta de cidade universitária. Além do ensino básico e fundamental, o município conta com 5 universidades, sendo 3 públicas (Universidade Federal do Tocantins, Instituto Federal do Tocantins e a recém-criada Universidade Federal do Norte do Tocantins, da qual o município será sede). O município apresenta também as maiores escolas técnicas e profissionalizantes do estado do Tocantins.
Destacam-se os cursos de Medicina, Direito, Administração e outros voltados principalmente à economia local, como Medicina Veterinária, Zootecnia, Logística, Cooperativismo, Turismo e Engenharia de Produção. A UFT oferece ainda os cursos de Matemática, Física, Biologia, Química, Letras, Geografia e História. O Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (ITPAC), maior universidade particular da região, oferece os cursos de Administração, Agronomia, Ciências Contábeis, Direito, Educação Física, Enfermagem, Estética e Cosmética, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Farmácia, Medicina, Odontologia, Pedagogia, Psicologia, Radiologia, Sistemas de Informação.
Turismo
Dentre os pontos turísticos da região urbana de Araguaína, destacam-se o Parque Cimba, o Lago Azul o Cristo Redentor e a Via Lago. Também são oferecidos diversos serviços de lazer, como paintball, cinemas, boates e grandes festas universitárias. Contudo, o forte do município é a exploração do ecoturismo, um dos segmentos que mais crescem no país segundo a Organização Mundial do Turismo. A cidade é privilegiada por suas belezas naturais, com fauna, flora e, principalmente, água abundante que forma belas paisagens. O seu potencial hídrico, formado principalmente por rios, cachoeiras, córregos e ribeirões nos arredores da cidade, proporciona diversos pontos de lazer em clubes e chácaras que oferecem diversão à população local e turistas. A 26 km do município se localiza a Cachoeira Véu de Noiva, onde se oferece áreas de camping, churrasco, campos de futebol, piscinas, sala de jogos, restaurante e quartos para aluguel, chegando a receber, em média, 250 pessoas nos finais de semana mais movimentados, como feriados.
Araguaína sedia uma das maiores e mais tradicionais cavalgadas do país, reunindo cerca de cinco mil cavaleiros e amazonas de várias partes do estado, com seus objetos e trajes tradicionais, como o berrante e a cabaça. Além destes, participam dezenas de comitivas de todo o Tocantins e mais de 100 mil espectadores (2014). As cavalgadas são eventos anuais que abrem a programação da Exposição Agropecuária de Araguaína (Expoara), realizada nos meses de junho.
Durante o mês de julho, quando baixa o nível das águas do Rio Araguaia, inicia-se a temporada de praias do estado, o que incrementa consideravelmente a estrutura e os recursos oferecidos pelas secretarias regionais de turismo. As praias que surgem, muitas vezes ilhadas, são locais propícios para camping, festas, churrasco e lazer em família. As mais próximas são as do Garimpinho, do Genésio, dos Porcos e do Urubu, a cerca de 35 km da cidade e cujo acesso se dá pela rodovia estadual TO-226, mas se destacam também as praias de Araguanã e do Escapole, distantes cerca de 100 km da cidade, no município de Araguanã.
Cultura e lazer
Cinema
O primeiro cinema de Araguaína se instalou em dezembro de 1960, sob o nome de Cine Luz, localizado na Avenida Castelo Branco, sendo o seu proprietário Carlos Oliveira da Luz. Posteriormente, instalou-se também o Cine Natal, de propriedade da Igreja Católica, localizado na Praça São Luiz Orione. O primeiro foi desativado em meados de março de 1979, quando o seu proprietário se mudou para o Pará. O segundo, por sua vez, passou a ser alugado para particulares, restringindo a programação a pornografia e artes marciais. O fechamento se deu em 1985 por razões judiciais, após o locatário trazer uma trupe de atores para fazer sexo ao vivo, escândalo punido com a rescisão do contrato.
Durante os anos 2000, coexistiram como cinemas o Espaço Cultural, na Avenida Tocantins, e o Top Cine, na Cônego João Lima (centro). Mais recentemente, passou a operar também o Mobi Cine, na Marginal Neblina.
Esporte
Araguaína dispõe do Estádio Leôncio de Souza Miranda também conhecido como "Mirandão", administrado pelo governo estadual, com capacidade de até 15.000 torcedores e local de mando dos jogos do Araguaína Futebol e Regatas, fundado em 1997, e do Sociedade Desportiva Sparta, fundado em 2006. O primeiro, apelidado de "Tourão do Norte" por seus torcedores, chegou a ser a equipe de futebol de maior torcida do estado, tendo disputado o Campeonato Brasileiro da Série C (2011) e sido o primeiro time de futebol masculino do Tocantins, desde a criação do estado, a subir de série em uma competição nacional. O Sparta, por sua vez, conquistou em 2016 o seu primeiro título do Campeonato Tocantinense.
Referência para o texto: Wikipédia .

sábado, 3 de março de 2018

Imagens do Brasil - Jalapão - Tocantins


O parque estadual do Jalapão é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada na região leste do estado do Tocantins. O território do parque, com uma área de 158.970,95 ha, está distribuído pelos municípios de Mateiros e São Félix do Tocantins. Criado em 12 de janeiro de 2001, Jalapão é o maior parque estadual do Tocantins. A vegetação no parque é predominantemente a de cerrado ralo e a de campo limpo com veredas. 
Sua posição estratégica possui continuidade com a área de proteção ambiental do Jalapão, a estação ecológica Serra Geral do Tocantins e o parque nacional das Nascentes do Rio Parnaíba. 
A região é considerada a principal atração turística do estado do Tocantins. Uma de suas características é a produção de artesanato de capim dourado e seda de buriti, que se tornou principal fonte de renda para as comunidades locais e tem sido alvo de estudos e ações para garantir seu uso sustentável, ecológica e economicamente. 
Caracterização da área 
O Jalapão é uma região árida pontilhada de oásis. Está situada a leste do estado do Tocantins. Possui temperatura média de 30 graus Celsius. Sua área total é de 34 mil quilômetros quadrados. É cortado por imensa teia de rios, riachos e ribeirões, todos de água límpida e transparente. 
O Jalapão abrange os municípios de Ponte Alta do Tocantins, Mateiros, São Félix do Tocantins, Lizarda, Rio Sono, Novo Acordo, Santa Tereza do Tocantins, Lagoa do Tocantins e Rio da Conceição, ocupando uma área equivalente ao estado de Sergipe. Passou à condição de parque estadual em 2001.
Os rios Sono, Soninho, Novo, Balsas, Preto e Caracol banham a paisagem árida e rasteira, que varia do cerrado baixo à campina. Matas de galeria surgem próximo de rios, cachoeiras, lagoas, dunas de areia, serras e chapadões de até 800 metros de altura. A jalapa-do-brasil, que deu nome ao Jalapão, pode ser encontrada em toda parte. 
Lá, se encontra a comunidade dos Mumbucas - ex-escravos fugidos da Bahia. 
Fauna 
Composta por veados-campeiros, tamanduás-bandeiras, antas, capivaras, lobos-guarás, raposas, gambás, macacos, jacarés, onças, além de cobras (sucuris, cascavéis e jiboias). 
Entre as aves, estão tucanos, papagaios, araras-azuis, siriemas, emas e urubus. 
É possível passar dias no Jalapão sem ver uma única pessoa. A densidade populacional é de 0,8 habitantes por quilômetro quadrado. 
Capim dourado
O capim dourado é uma espécie de sempre-viva da família Eriocaulaceae (Syngonanthus nitens Ruhland) que ocorre na região do Jalapão, localizado no estado do Tocantins, com a palha do qual se faz artesanatos, tais como: pulseiras, brincos, chaveiros, bolsas, cintos, vasos, peças de decoração entre outros. 
Sua característica principal é a cor que lembra a do ouro. A principal localidade, onde começou o desenvolvimento da produção artesanal, é Mumbuca em Tocantins, um vilarejo localizado no município de Mateiros. Atualmente esses artesanatos são produzido em outras localidades da região do Jalapão. 
O artesanato de capim dourado chegou ao Jalapão em meados de 1920 pelas mãos de índios Xerente. A arte foi aprendida por moradores da comunidade quilombola da Mumbuca e, desde então, é passada de geração em geração nas comunidades jalapoeiras. 
Os pequenos maços de hastes do capim dourado eram costurados com uma fibra fina e resistente obtida de folhas novas da palmeira buriti (Mauritia flexuosa). Essas duas espécies ocorrem naturalmente no Cerrado do Brasil Central e são muito abundantes no Jalapão. 
O Capim Dourado só pode ser colhido entre 20 de Setembro e 20 de Novembro para que não entre em extinção. Existem regulamentações no estado do Tocantins que proíbem a saída do material "in natura" da região, somente em peças já produzidas pela comunidade local, visando assim a sustentabilidade ambiental, social e econômica do local. 
Posteriormente, o artesanato Capim Dourado foi mostrado pela primeira vez a um grande público em 1993 na primeira FECOARTE (Feira de Folclore, Comidas Típicas e Artesanato do Estado do Tocantins) em Palmas Tocantins. 
Incentivados pela primeira-dama do município, Eleusa Miranda Costa, os artesãos apresentaram um trabalho que despertou o reconhecimento do publico em geral e das autoridades presentes, classificando o artesanato de mateiros em primeiro lugar pela originalidade das peças em capim dourado. 
Atualmente, as peças já produzidas em capim dourado podem ser encontradas em diversas partes do Brasil, como em vários países. 

Fonte do texto: Wikipedia