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segunda-feira, 15 de junho de 2020

SANTA RITA - PARAÍBA

Santa Rita é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de João Pessoa, estado da Paraíba. Sua população em 2019 foi estimada pelo IBGE em 136.586 habitantes. No município está localizado o Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto, que atende à demanda da Região Metropolitana de João Pessoa.
Cidade histórica localizada junto à capital do estado, Santa Rita foi palco da implantação dos primeiros engenhos de cana-de-açúcar na Paraíba. A prosperidade canavieira possibilitou que muitas casas, igrejas, capelas e outros monumentos em estilo arquitetônico barroco fossem erigidos, os quais ainda hoje remontam a essa época.
O município apresenta o maior número de fontes de águas minerais do estado da Paraíba, por isso também é conhecida como "cidade das águas minerais".
História
Brasil Colônia
A colonização de Santa Rita teve origem logo após a fundação de João Pessoa, em 1585, pelo português Frutuoso Barbosa. Na ocasião, eram freqüentes os combates entre portugueses, tabajaras e potiguaras, estes últimos auxiliados pelos franceses . O primeiro núcleo não-nativo se instalou no século XVI, décadas antes da fundação de Filipeia, conhecido como feitoria do Forte Velho (um dos primeiros entrepostos comerciais - junto a Baía da Traição - na América Portuguesa de normandos e bretões). Segundo Elias Herckmans, o forte velho foi totalmente destruído pelos espanhóis e portugueses aliados aos tabajaras para evitar uma nova investida contra os assentamentos ibéricos na margem oriental da reentrância flúvio-marítima pouco a norte da costa. Aí também nasceu André Vidal de Negreiros. Nesta altura Santa Rita era exportadora-mor de açúcar.
Ainda em 1585 foi erigido o primeiro forte da região, o Mirante do Atalaia, o Forte Velho, que servia como ponto de observação dos portugueses para identificarem possíveis piratas franceses em busca de pau brasil. Paralelo a esta edificação, os portugueses construíram o Engenho Real Tibiry nas proximidades de onde hoje fica os bairros de Várzea Nova e Tibirí Fábrica. Era um engenho de alta tecnologia para a época, movido á água. O nome Tibiry deriva de uma tribo indígena que habitava essa região.
Santa Rita originou-se de acampamento de nativos, colonos, exploradores, comerciantes, criadores e até tropas militares. Foi construído no local então conhecido como Tibiry o Forte de São Sebastião (1771), e próximo a ele foi edificada a capela que, juntamente com o primeiro engenho de açúcar, se tornaram o marco para a formação do povoado.
Brasil Império
A população de Santa Rita fora dos engenhos, começou-se dentro de um acampamento de tropas, ou ponto de partida, ou estacionamento de comboios de almocreves de matutos, tendo sido a atual cidade, primeiramente, um local de "pouso" das pessoas que viajavam da capital da Província para o interior, e vice-versa, onde, geralmente, pernoitavam. Naquele tempo, efetivamente, para se ir à capital da Província, fazia-se um grande rodeio, contornando o vasto alagadiço existente entre Santa Rita e Tibiri, para então alcançar a Estrada de Manênma que ligava o Engenho Tibiri à Paraíba. A pousada aí, portanto, era uma necessidade. Foi, justamente, nesse "pouso", que surgiram as primeiras habitações.
Brasil República e emancipação
O distrito de Santa Rita foi criado pela Lei provincial nº 2, de 20 de fevereiro de 1839. Já o município foi declarado como tal pelo Decreto Estadual nº 10, de 9 de março de 1890, publicado no jornal Gazeta da Parahyba, edição de 21/03/1890, e Antônio Cordeiro Gomes de Melo foi nomeado Presidente do Conselho de Intendência Municipal, cargo equivalente ao de Prefeito Constitucional. Suprimido este, posteriormente a Lei estadual nº 79 de 24 de setembro de 1897 o restaurou, firmando Santa Rita como território desmembrado da cidade de Paraíba. A sede municipal recebeu foros de cidade pela Lei estadual nº 613, de 3 de dezembro de 1924 que novamente extinta foi restaurada pelo Decreto estadual n.º 352, de 28 de dezembro de 1932.
Com isso a cidade teve seu total crescimento fora dos engenhos no centro, perto da Basílica de Santa Rita. Praças foram construídas, prefeitura, biblioteca até um cinema a cidade ganhou, por falta de investimento do governo Santa Rita poderia ser uma cidade padrão Campina Grande. Inicialmente apenas com a sede, sofreu diversas reformulações administrativas chegando em 1959 a contar com os distritos de Livramento, Lucena e Bayeux. Desse ano em diante perdeu os distritos de Bayeux (1959) e Lucena (1961).
A padroeira do município é Santa Rita de Cássia.
Vegetação
A vegetação é predominantemente do tipo floresta subperenifólia (floresta tropical do tipo atlântica), com partes de floresta subcaducifólia e cerrado.
Clima
O clima é do tipo tropical chuvoso, com verão seco. O período chuvoso tem início em janeiro e término em setembro, concentrando-se entre abril e julho. A precipitação média anual é de 1.600 mm. A temperatura média anual do município oscila em torno de 26 °C.
Economia
Além da indústria e comércio, a economia do município é bem movimentada pela agricultura e agropecuária. Santa Rita possui uma grande produção de cana-de-açúcar. Além disso, diversas indústrias existem na cidade, como a Metalbrasil Metalúrgica, a Alpargatas S.A. (calçados), Velas Santa Clara, Guardanapos Elite, Siplast, P & P Reciclagem, Carioflex (estofados), Cincera (cerâmica), Ceramina (cerâmica), Caiongo (cerâmica), Lajes Sigma (pré-moldados de cimento), Cosibra (sisal), Brastex (sisal), Demyllus (confecções), Valtex (confecções). A cidade conta com quatro agências bancárias, que são: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste. Há três feiras livres que recebe clientes também de municípios circunvizinhos como Bayeux, Cabedelo, João Pessoa, Cruz do Espírito Santo, Sapé, Mari, Pedras de Fogo e Mamanguape. Na indústria canavieira (açúcar, álcool e aguardente) algumas empresas são: Usina Japungu, Usina Santana, Usina São João, Engenho do Meio, Usina Monte Alegre, Destilaria Miriri.
Por ser o município paraibano com maior incidência de fontes de água mineral, também existem as indústrias deste recurso, dentre elas: Água Mineral Platina, Água Mineral Indaiá, Água Mineral Sublime e Água Mineral Itacoatiara.
Arte e cultura
Santa Rita abriga um universo artístico muito rico, composto por atores; repentistas; músicos; dançarinos; coreógrafos; poetas; artesãos; cineastas; artistas plásticos, etc. Por volta de 1950, a cidade já contava com a força das lapinhas, que encantavam a muitos nos períodos natalinos. Era comum que as pessoas se encontrassem na praça central (atual Getúlio Vargas), para uma passeada ou uma ida ao coreto que ali existia. Também já existiram quatro cinemas na cidade: o "Cine Avenida" na Praça Getúlio Vargas; o "Cine São João" na rua São João; o conhecido popularmente por "Cine Purga" na rua Dr. Pedroza, e um que não conhecemos o nome, que funcionava onde antes estava a Caixa Econômica Federal, na Praça Getúlio vargas, além do "Cinema de Várzea Nova" que funcionava naquele distrito.
Santa Rita possui três bens tombados pelos patrimônio histórico federal: a Capela do antigo Engenho Una (atual Engenho Nossa Senhora do Patrocínio), a Igreja de Nossa Senhora das Batalhas e a Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro[9].
Teatro
O antigo teatro municipal, chamado "Teatro Oficina das Artes", funcionava no bairro da Liberdade (Centro) e foi demolido pelo poder público municipal, para dar lugar a um banco particular. Juntamente, foram extintos a banda filarmônica e o grupo de cultura popular Massapê, que ali existiam.
Atualmente a cidade só dispõe de um teatro particular no Conjunto Tibiri II. O teatro, de propriedade do dramaturgo, professor, ator e diretor teatral Ivonaldo Rodrigues (cujo teatro tem seu mesmo nome). Neste mesmo teatro todos os anos acontece o "Festaty" (Festival de Teatro de Tibiri II), que vai na sua XXII edição. Além de um festival anual, o Teatro Ivonaldo Rodrigues possui o grupo TATY que há 29 anos realiza o espetáculo a Paixão de Cristo, apresentado em várias cidades do estado durante todos esses anos.
Dança
As três Quadrilhas Juninas mais ativas na cidade são a Riacho Verde e o Grupo de Cultura Popular e Quadrilha Junina Explosão Nordestina e, do bairro de Tibiri II e Quadrilha Junina Riacho Fundo do bairro Heitel Santiago.
A cidade tem um grupo de cultura popular e dança chamado Massapê, que se apresenta em todo o estado e no país, com previsão até de apresentações internacionais.
O Grupo de Cultura Popular Massapê encontra-se em plena atividade com diversos quadros
Existem também vários grupos culturais de dança da 3ª idade, entre eles o grupo "Flores Belas" da ONG Pro Dia Nascer Feliz, com espetáculos de dança e teatro.
Na comunidade de Forte Velho, existe um grupo de "Coco de Roda" com mais de 150 anos de existência, passado de geração a geração, e que consta na enciclopédia do folclore brasileiro como um "Coco" de estilo próprio, denominado de "Coco de Forte Velho".
Esportes
A cidade possui um time de futebol que já deu muitas glórias no esporte para a cidade, o Santa Cruz de Santa Rita, que já foi campeão Paraibano por 2 vezes, além de diversos times amadores. Também o esporte que se destaca no município é o Taekwondo, no qual os atletas têm competido em torneios importantes pelo Brasil e fora dele, trazendo até títulos nacionais.
Futebol
O clube de futebol da cidade é o Santa Cruz Recreativo Esporte Clube, campeão paraibano por 2 vezes (1995 e 1996). O clube tem como grande revelação Mazinho, campeão mundial pela Seleção Brasileira na Copa de 1994. Manda as suas partidas no Estádio Virgílio Veloso Borges, o "Teixeirão", com capacidade para 5.000 espectadores.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 8 de junho de 2020

VITÓRIA DE SANTO ANTÃO - PERNAMBUCO

Vitória de Santo Antão é um município brasileiro do estado de Pernambuco, Região Nordeste do país, distante 46 quilômetros da capital estadual, Recife. Em 2019, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou sua população em aproximadamente 138.757 habitantes, sendo o décimo mais populoso município pernambucano, o quarto mais populoso do interior do estado e o mais populoso da Zona da Mata. Vitória de Santo Antão é a única cidade das Américas a ter Santo Antão como padroeiro.
História
Cidade de Braga
Em 1626, o português Antonio Diogo de Braga, vindo da Ilha de Santo Antão, do arquipélago de Cabo Verde (antiga colônia de Portugal), fixou residência com seus parentes e edificou uma capela em homenagem a Santo Antão.
Santo Antão da Mata
Em 1774, a cidade de Braga foi chamada de Santo Antão da Mata, quando já tinha população estimada em 4.866 habitantes. Aos sábados eram realizados feiras livres, onde os moradores fabricavam seus produtos artesanalmente para atender comboios que vinham do sertão de Minas para comprar esses gêneros.
Santo Antão da Mata, além de sua situação privilegiada em termos de cursos d'água, situava-se como ponto de passagem do caminho que se destinava ao São Francisco através do Vale do Mocotó. O povoado, nessa condição, deve ter tido um relevante papel comercial, no qual se destaca o fato de que "em suas feiras semanais, os tropeiros vendiam gado para o abastecimento de Olinda e Recife, além de rapaduras e mel (fabricados nas engenhocas da freguesia), pano de algodão, tecidos (em modestas oficinas domésticas)", entre outros produtos.
Vitória de Santo Antão
Evoluindo sucessivamente da condição de povoação a freguesia, passando posteriormente à categoria de vila pelo Alvará Régio de 27 de Julho de 1811, assinado pelo então Príncipe Regente D. João, o município foi oficialmente instalado em 28 de maio de 1812.
Do seu território, faziam parte as freguesias de Bezerros e Santo Antão, abrangendo uma grande extensão de terra, "correspondendo, hoje, as áreas ocupadas pelos municípios de Vitória de Santo Antão, Pombos, Chã Grande, Gravatá, Bezerros, Caruaru, Bonito, São Caetano, Sairé, Camocim de São Félix, São Joaquim, Barra de Guabiraba, Riacho das Almas e Cortês".
Pela Lei Provincial nº 113, de 6 de maio de 1843, sancionada pelo Barão da Boa Vista, então Presidente da Província de Pernambuco, foi elevada à condição de cidade, tendo seu nome mudado para Cidade de Victória, em homenagem à batalha ganha pelos pernambucanos sobre os holandeses no Monte das Tabocas. Este nome porém, não permaneceu devido a existência de um Decreto-lei que proibia a existência de duplicatas na toponímia nacional.
Após muita discussão, foi definitivamente aceito e reconhecido o nome da Vitória de Santo Antão, em 31 de dezembro de 1943, pelo Decreto-lei Estadual nº 952, para município, comarca, termo e distrito. A ocupação das terras integrantes do município se deu no século XVII, época quando os lavradores e criadores se fixaram no vale do Tapacurá. A formação municipal teve início com a chegada do português Diogo Braga, oriundo da Ilha de Santo Antão, no Arquipélago de Cabo Verde, no ano de 1626, quando se estabeleceu nas terras com o intuito de desenvolver atividades agropastoris. Nos dias atuais, o município é tido como o mais importante da sua mesorregião e um dos mais importantes do interior do estado, por concentrar o maior contingente populacional e polarizar os setores de serviços e da indústria na zona da mata pernambucana.
Chegou a ser elevada à condição de cidade, tendo nessa altura o seu nome mudado para Cidade da Vitória, em homenagem à batalha do Monte das Tabocas.
Economia
Indústria
Destacam-se como grandes indústrias a unidade da Brasil foods (BRF) (antiga sadia) detentora de uma fatia considerável do mercado brasileiro de produtos derivados de animais; O Grupo JB destaca-se pela diversidade e capacidade produtiva onde atende aos mercados nacionais e internacionais de cana de açúcar, com a produção de álcool, gás carbônico, energia, combustíveis, armazenagem, importação e exportação e indústria química. Isoeste, grande fabricante de telhas térmicas do país; Pitú, conhecida internacionalmente pela aguardente que produz e que é a principal referência industrial de Vitória de Santo Antão por sua tradição; a Mondelez, segunda maior no segmento de alimentos no Mundo, por produzir os Sucos Tang, Fresh e Maguary, Chocolates da Lacta, fermentado em Pó Royal. A Elcomma Computadores, Ventisol Ventiladores, Tintas Anjo, Metalfrio Refrigeradores, Nordeste Tintas, Arxo, Converplast, Donafiló, Eurobras, Celite, Fante (produtora da marca de vinho Quinta do Morgado), Yahgsu Construções e Incorporações ltda.
A Prefeitura do município criou uma extensa área para a implantação desses empreendimentos, chamado de Parque Industrial José Augusto Ferrer de Morais, que tem tornado a cidade um destino constante de grandes investimentos.
Comércio
O comércio de Vitória destaca-se também no ramo automobilístico, com vendas de peças de motos, carros e fabricação de trios elétricos para todo o país. O comércio de Vitória possui um leque em oportunidades e sortimentos para a população, tornando-se praticamente independente da capital pernambucana, tendo um altíssimo movimento na economia. Onde também há um moderno shopping, o Vitória Park Shopping. No Vitória Park Shopping, há operações de renome nacional, regional e local. Dentre eles no segmento de departamentos há uma unidade das Lojas Americanas e Lojas Riachuelo; de vestuário as Lojas Marisa; Hering; Camisaria Colombo; Lojas Emanuelle; etc. Na praça de alimentação encontra-se opções como Bob's; Burger King; Subway; Chopp Brahma; Donatário; Bonaparte; Rei das Coxinhas; Ripe Café; El'moedor e etc. E na opção de serviços há também uma unidade do Expresso Cidadão; Caixa Econômica Federal; Detran; Lotéricas e etc. Na opção de lazer encontram-se opções entre cinema com uma unidade do Grupo Cine oferecendo 4 salas em 2D e 3D e uma unidade da Word Games. Sem falar de uma amplo estacionamento com a capacidade para 800 veículos.
A Feira Livre situa-se na Praça da Bandeira e 13 de Maio funcionando de segunda à sábado. E nas ruas adjacentes à Praça Duque de Caxias e da Rua André Vidal de Negreiros, funcionando de segunda aos sábados com opções de réplicas de artigos tecnológico, brinquedos e acessórios que geralmente com maior movimentação às sextas e sábados. A feira livre de Vitória constitui-se hoje pela comercialização por profissionais autônomos de artigos de confecção, produtos agrícolas (Hortifruti e hortaliças), materiais de utensílios domésticos e artesanato. Considerando-se um importante centro comercial da cidade.
Diversificação agrícola: a feira Livre de Vitória é uma das que possuem a maior diversificação de produtos da região e do estado, vindo pessoas inclusive de outros municípios circunvizinhos (tais como Gloria do Goitá, Chã de Alegria, Escada e Pombos) para comercializarem seus produtos na feira.
O grande problema da feira livre de Vitória é seu crescimento desordenado. São barracas de alvenarias ou madeira, situadas principalmente ao redor do antigo Mercado de Cereais, impossibilitando muitas vezes a passagem de pessoas. Outro problema também é a invasão dos comércios informais sobre as calçadas do comércio da cidade, impossibilitando a passagem de pedestres. Temos que levar em consideração a falta de infraestrutura, a falta de investimentos no turismo e a rede hoteleira, que deixa a desejar a quem deseja apreciar os atrativos da Região.
Agricultura
O Instituto Federal de Pernambuco Campus Vitória (Antiga Escola Agrotécnica Federal) capacita jovens e adultos a nível técnico (agroindústria, agrícola, agropecuária e zootecnia) e superior (agronomia e química) com ensino, pesquisa e extensão direcionados ao agronegócio não só de Vitória como também de toda a região.
Técnicos e cientistas da UFRPE analisam constantemente a agricultura local trazendo novas técnicas de plantio para pequenos agricultores da região.
O Instituto Agronômico de pernambuco - IPA, representada pela Estação Experimental, conhecida como CEDRO pelos populares, e um escritório de ATER, juntos tem a missão de Gerar e adaptar tecnologia, prestar assistência técnica, pesquisa e extensão rural prioritariamente aos agricultores de base familiar, realizar obras de infra-estrutura hídrica e disponibilizar bens e serviços para o desenvolvimento sustentável do agronegócio.
Destacam-se os distritos de Natuba e Pirituba, com o plantio de frutas verduras e hortaliças, abastecendo não só Vitória como também a capital pernambucana e outras regiões.
Um outro destaque na agricultura fica por conta do plantio de cana-de-açúcar e na fabricação de álcool e açúcar nas usinas do município.
Educação
A cidade se destaca por possuir grande tradição em educação. Possui 2 (duas) instituições de ensino superior público - um campus da UFPE e um campus da IFPE e 5 (cinco) faculdades privadas, que somam ao todo 7 (sete) opções de ensino superior. Além também de ter várias escolas, públicas e privadas, consideradas de boa qualidade de ensino fundamental, médio, ensino para Jovens e Adultos e vários cursos profissionalizantes como SENAC, ETE, Grau Técnico, etc.
Ensino superior público
O campus da UFPE na cidade, chamado de Centro Acadêmico de Vitória, iniciou suas atividades no município em agosto de 2006. Oferece à comunidade 6 opções de cursos de graduação: Nutrição - Bacharelado (70 vagas), Enfermagem - Bacharelado (70 vagas) e Ciências Biológicas - Licenciatura (90 vagas) e Educação Física - Bacharelado (70 vagas). O sistema de ingresso é por vestibular e oferecem 2 entradas por ano. No ano de 2011 foi aberto um novo curso, Licenciatura em Educação Física com 60 vagas e que em 2015 oferece 90 vagas, e em 2013 foi criado o curso de Saúde Coletiva com 70 vagas.
No ano de 2009, foi criado o 1º curso de pós-graduação "strictu sensu" (Mestrado) na área de Saúde Humana e Meio Ambiente.
No ano de 2010, foi iniciada a primeira turma do Programa de Residência Multiprofissional de Interiorização de Atenção à Saúde, aprovada pelos Ministérios da Saúde e da Educação, sendo uma especialização "Latu Sensu" (Residência) na área de saúde pública.
Em 2013, foi aberto no Centro Acadêmico de Vitória a 1° turma do curso de Saúde Coletiva do Estado de Pernambuco, assim aumentando a oferta de cursos na área de saúde na região.
Os cursos de Licenciatura em Química (iniciado em 2011) e o de Bacharelado em Agronomia (2012) são ofertados pelo IFPE Campus Vitória de Santo Antão. Destacando-se entre elas no campus que é a antiga Escola Agrotécnica Federal, que forma profissionais das regiões da Zona da Mata e Agreste em cursos de Licenciatura em Química, Bacharelado em Agronomia, técnicos em agroindústria, agropecuária, agricultura, manutenção e montagem de computadores e zootecnia.
Ensino superior privado
Existem 5 (cinco) faculdades privadas: Faculdade Escritor Osman da Costa Lins (FACOL), Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão (FAINTVISA), Faculdade Novo Horizonte (FNH), Faculdade Macedo de Amorim (FAMAM) e um Polo EAD da UNOPAR.
Clima
O clima de Vitória de Santo Antão é o tropical, do tipo As' o município esta localizado bem na divisa entre o semiárido (a apenas 36 km de gravatá município semiárido) e a zona da mata as chuvas em vitória de santo antão são bem Distribuídas ao longo do ano a precipitação média anual e de 1.400 mm. O verão é quente e seco, com máximas entre 25 °C e 30 °C, com mínimas entre 17 °C e 20 °C. Tem invernos chuvosos e amenos, com mínimas entre 16 °C e 19 °C, com máximas entre 22 °C e 26 °C .
Turismo
Arquitetura
A arquitetura de Vitória de Santo Antão foi refletida diretamente da característica histórica que a cidade possui.
Obras históricas
Sobradinho Mourisco (Rua Imperial, 81): considerado o único remanescente da povoação de Santo Antão da Mata. Prédio de Taipa, datado do início do século XVIII. É a atual sede da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciências.
Estação Ferroviária: construída em 1886, já funcionou como 1ª parada de desembarque de passageiros e cargas com destino Recife-Caruaru. Hoje o prédio encontra-se conservado e aberto a visitações, onde funciona uma biblioteca e algumas oficinas culturais.
Instituto Histórico e Geográfico: verdadeiro cartão-postal da cidade da Vitória de Santo Antão, localizado a Rua Imperial 187, no bairro da Matriz. O prédio serviu de hospedagem a família Imperial Dom Pedro II e D. Teresa Cristina, em 1859, em visita ao Estado. Erguido em 1851, o prédio chama atenção por seu revestimento em azulejo decorado. Fundado em dia 19 de novembro de 1950 é uma sociedade civil de caráter cívico e cultural sem fins lucrativos.
Açougue municipal: construído pela Câmara Municipal e inaugurado no dia 6 de novembro de novembro de 1856. O açougue municipal é um espaço amplo com arquitetura caracterizada por arcos no seu interior.
Mercado de Farinha: construção do ano de 1913, um edifício que possui características idênticas aos do açougue municipal, com arcos no seu interior.
Monumento do Leão Coroado: reagindo à ordem de prisão que, pessoalmente, lhe dera o Brigadeiro português Barbosa de Castro, o Capitão da Artilharia José de Barros Lima matou-o com a sua espada no quartel do Regimento, no dia 6 de março de 1817, motivando, com esse gesto ousado, o início da revolução republicana deflagrada em Pernambuco naquela data. Recebeu ele a alcunha (apelido) de "Leão Coroado".
Ao comemorar, em 1917, o centenário desse memorável episódio da história pernambucana, o governo municipal da Vitória, então exercido pelo prefeito Eurico Valois, denominou Praça Leão Coroado o antigo Largo da estação ferroviária com um monumento de um atleta, coroado com louros, subjugando possante leão, em homenagem ao bravo patriota de 1817, trabalho executado pelo escultor Bibiano Silva.
Monumento do Centenário: em homenagem a Jesus Cristo: Ao encerrar-se o século XIX, grandes homenagens foram prestadas a Nosso senhor Jesus Cristo, por toda comunidade católica.
Sitio Histórico Monte das Tabocas: o Monte das Tabocas é uma área de aproximadamente 11 hectares, onde em 3 de agosto de 1645 foi palco de celebre batalha entre os luso-brasileiros e os holandeses , quando os luso-brasileiros expulsaram os holandeses do local. Os primeiros liderados por Antonio Dias Cardoso e João Fernandes Vieira entrincheirados nas partes altas e protegidos pelos tabocais, derrotaram os flamengos. Foi inaugurado no dia 3 de agosto de 1945, dia do tricentenário da batalha das Tabocas, a Capela de Nossa Senhora de Nazaré, construída com pedras do local.
Em 9 de novembro de 1978, foi assinada uma escritura de desapropriação de parte da área que circunda o espigão principal. Na época da batalha a vegetação era composta por imensos bambuzais, sinônimo de tabocais, daí o lugar chamar-se Monte das Tabocas. Outra riqueza no Local era Pau-Brasil. Em 11 de março de 1986, o Governo estadual homologou o tombamento do sítio histórico.
Ciências
Vitória tem se destacado também nas ciências graças ao trabalho do pesquisador Dr. Valdir Antônio da Silva, cujas pesquisas resultaram em uma nova técnica para combater a diabetes, além de outros tratamentos naturais.
Também com a chegada da UFPE na cidade houve um grande desenvolvimento científico, com a execução de pesquisas, na sua maioria inéditas, juntamente com projetos de extensão, junto à sociedade.
Esporte
A cidade de Vitória de Santo Antão possuiu clubes como a Associação Desportiva Pitu, que atuava no estádio Carneirão. Outro clube foi a Associação Desportiva Vitória, ambos extintos. Atualmente a cidade está representada pela Associação Acadêmica e Desportiva Vitória das Tabocas que disputará a Série A2 de 2021 e o Vera Cruz Futebol Clube disputa a Série A2 de 2020. A cidade é referência no futebol feminino,de onde já saíram jogadoras da seleção sub-17 entre outros.
Referência para o texto: Wikipédia .

sábado, 6 de junho de 2020

SANTO ANTÔNIO DE JESUS - BAHIA

Santo Antônio de Jesus é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado a 187 km de Salvador, e é considerado a capital do Recôncavo Baiano, pela sua importância como centro comercial, industrial e de serviços de toda a região. Contando com uma de população estimada de 101.512 habitantes em 2019, limita-se com os municípios de Aratuípe, Castro Alves, Conceição do Almeida, Cruz das Almas, Dom Macedo Costa, Elísio Medrado, Laje, Muniz Ferreira, Mutuípe, Nazaré, São Felipe, São Miguel das Matas e Varzedo. Além da sua importância econômica, Santo Antônio de Jesus sedia anualmente movimentadas festas juninas, que atraem milhares de visitantes de todo país, e que tornaram a cidade conhecida por realizar o melhor e mais popular São João da Bahia.
História
As primeiras expedições no território deste município resultaram da colonização na área do rio Jaguaripe, realizadas nos séculos XVI e XVII. Os primeiros colonizadores que desbravaram a região foram Pero Carneiro e D. Álvaro da Costa, que juntaram-se aos índios descendentes de Pedra Branca, que inicialmente habitavam a região, em expedições pelo local. As terras férteis, as valiosas madeiras de lei e abundância dos recursos fluviais, foram fatores relevantes para o povoamento desta localidade. Com o passar do tempo iniciaram-se as primeiras plantações de cana-de-açúcar com o estabelecimento de pequenos engenhos e roçados para a atividade agrícola, a qual teve como principal fonte de exploração o cultivo de mandioca.
Nessa época, nos idos de 1663, através de Carta Régia, já havia sido recomendada, à Relação da Bahia, proteção aos indígenas e delimitação de reserva de uma légua quadrada de terra, para que fosse feito o aldeamento e sustento dos silvícolas. Os índios mais conhecidos eram os da Aldeia de Santo Antônio. Após a doação de sesmarias e sua consequente divisão, em 1644, há o registro dos mais antigos limites que iriam dar inicio ao atual município de Santo Antônio de Jesus, embora não o abranja de todo.
No século XVIII já havia um grande número de lavradores de farinha, que tornara-se a principal economia do lugar, dentre os quais sobressaíam-se os nomes dos padre Mateus Vieira de Azevedo e dos fazendeiros e comerciantes Antônio de Souza Andrade, João Borges de Escobar, José Ferreira de S. Paio e Bento Pereira. O padre Mateus Vieira de Azevedo é uma das figuras que mais se destacara no processo de desbravamento do município de Santo Antônio de Jesus. Sua residência, nas proximidades do rio Sururu foi transformada no primeiro povoado do município, onde foi erguido o oratório consagrado a Santo Antônio de Jesus. Em 23 de setembro de 1777, o oratório foi transformado em Capela, e em 19 de junho de 1852, foi elevada à categoria de Igreja Matriz.
Município criado com os territórios das freguesias de Santo Antônio de Jesus e de São Miguel da Nova Laje, desmembrados de Nazaré, pela Lei Provincial de 29/05/1880. Teve o nome simplificado para Santo Antônio em 1931, recebendo em 1938 novamente a denominação de Santo Antonio de Jesus. A sede foi elevada à categoria de cidade através Ato Estadual de 30 de junho de 1892.
Economia
Sua agricultura tem grande produção de amendoim, limão e laranja. Na pecuária o município conta com criadores de bovinos e muares. No setor de bens minerais, é produtor de areia e argila. Sua rede hoteleira conta com 741 leitos. No ano de 2001, o município registrou 23.175 consumidores de energia elétrica com um consumo de 43.583 MWh. Segundo dados da SEI/IBGE, o PIB do município para 2014 foi de R$ 1.767.591 e a estrutura setorial está distribuída da seguinte forma: 5,62% para agropecuária, 21,30% para indústria e 73,08% para serviços e comércio.
O comércio e o serviço, tornaram-se a principal forma de economia a partir da década de 1970, quando houve uma migração da população rural para a cidade.
A feira livre, é considerada como a feira livre mais barata da Bahia, onde tem qualidade, preços baixos e variedades e movimenta com grande fluxo de consumidores a economia local.
A indústria tem se tornado cada vez mais forte no município. A Cidade é sede de varias empresas que atuam em todo o Brasil e uma das principais na produção dos chamados Licores do Recôncavo, tendo indústrias de base tecnológica neste setor.
Instituições de Ensino Superior - UFRB, Centro de Ciências da Saúde (CCS); UNEB, Departamento de Ciências Humanas (DCH); FACEMP; UNIFACS; IFBA, Instituto Federal da Bahia; Faculdade Pitágoras; Uniaselvi; Unicesumar
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 29 de maio de 2020

TAILÂNDIA - PARÁ

Tailândia é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Nordeste Paraense.
O município é atravessado de norte a sul pela PA-475, que lhe concede acesso a todo estado do Pará.
Origem do nome
Tailândia, denominação dada a Vila, então ligado ao município do Acará, em 03 de junho de 1978, devido ao País de mesmo nome na Ásia, passar por guerra civil por fronteiras, na mesma época dos conflitos por terra na região.
História
Em fevereiro de 2008, a cidade foi palco de uma violenta manifestação contra forças de segurança, depois que o IBAMA encerrou as atividades de várias madeireiras ilegais na região, que era a maior fonte de renda da população na época.
Nos primórdios dos anos 70 o Estado do Pará crescia em ritmo acelerado. A Amazônia, por sua vez, vivia do pensamento desenfreado das construções desenvolvimentistas dos Governos Militares focadas no sul, sudeste e nordeste do Pará, onde aparentemente se via um processo tranquilo e planejado, mas, por outro lado, atrás do alambrado existia uma situação até mesmo fora de controle: o conflito pela terra.
Então, entre a construção da segunda maior Usina Hidrelétrica do Brasil e formas de organizar a exploração mineral, sobretudo na Serra do Carajás, a explosão demográfica da mineração de ouro da Serra Pelada, com um processo migratório fora de controle, havia a Política de integrar o Estado através de rodovias, ido ao encontro do crescimento regional e o povoamento local.
Nesse sentido a rodovia PA-150 atendia todos esses requisitos, conectando o Pará de norte a sul, atrelando o Pará à Política Desenvolvimentista Nacional. Não podendo esquecer que nesse período, aproximadamente 1977, Ernesto Geisel, era o presidente militar brasileiro com nome alemão e com ideias desenvolvimentistas para a Amazônia.
No entanto, para o Governo do Estado a construção da estrada (PA-150) estava pronta, mas como um todo não estava, sendo que para os primeiros colonos migrantes ela já estava lá de outra forma: aberta para oportunidades. Mas a prioridade no desenvolvimento e crescimento econômico do Estado, centralizado no projeto, fez que as elites de Belém e os meios de comunicação, mais diretamente o jornal “O Liberal”, da família Maiorana, pressionar o governo Estadual através de matérias jornalísticas denunciando “as más condições” da estrada e a necessidade de seu “asfaltamento”.
Nesse sentido, a PA-150 deveria representar para o Governo um empreendimento fundamental na medida em que interligavam projetos vultosos que estavam sendo implantados na Região, sobretudo na conexão com outras estradas de grande relevância para os projetos governamentais, como a Transamazônica, unindo-as com a Belém-Brasília ao norte e sudeste do Estado.
Foi nesse período que se tem registro dos primeiros colonos e os primeiros moradores migrantes no que hoje é o município de Tailândia. Eles “acorreram para esse perímetro que estava sendo aberto”, que significava uma “nova oportunidade de melhorar de vida” (PRADO, 2006), com o início das obras de abertura da PA-150, em 1977, trata-se de perceber que a PA-150 encontrava-se ainda em processo de abertura “havendo duas frentes de construção, uma que vinha no sentido Belém-Marabá e outra no sentido inverso” (PRADO, 2006).
Diante disso, podemos concluir que foi entre dois grandes projetos desenvolvimentistas implantados na Amazônia na década de 1970 que nasceu o município de Tailândia, porém, ainda nesse contexto, os anos de 1978 estavam marcados pela tensão dos conflitos agrários, “frutos, em grande medida de uma proposta de reforma agrária imposta de cima para baixo, arbitrária em seus objetivos e formato estrutural e que foi feita na Amazônia à custa de um ‘esquecimento’ histórico e político das populações locais tradicionais” (PRADO, 2006).
Na visão dos militares, todavia, devia-se primeiro crescer economicamente para assim distribuir a riqueza, num momento de crise mundial do petróleo. Essa pressão era percebida pelos moradores da região que haviam de se acomodarem em barracos às margens da PA-150 na luta pela terra que também se estabelecia entre fazendeiros, madeireiros, grileiros, posseiros e colonos migrantes.
Nesse sentido, o recém-criado Instituto de Terras do Pará (ITERPA) pela lei nº 4.584, de 08 de outubro de 1975, extinguindo a Divisão de Terras da Secretaria de Agricultura (SAGRI), seria o responsável pela execução da política agrária do Pará. Então, o ITERPA, dessa forma, teve papel importante na mediação com relação a tensão social na região. Aí, nesse incremento é que o então governador do Estado, Alacid da Silva Nunes, determina ao ITERPA a intervenção na questão da terra, sob o comando do Tenente José Clarindo Pinheiro Nunes, o “Tenente Pinheiro”, José Custódio Patriarca e Raimundo Jorge P. de Souza.
“O trabalho dos três foi verificar e levantar os dados que possibilitaram ao órgão estatal (…) pensar e implementar um projeto de colonização na região” (PRADO, 2006)
Dessa forma, para o que se tornaria o município de Tailândia, a intervenção para minimizar os focos de conflitos agrários na região é que “nasceu uma cidade inteira, cidade esta que não nasceu planejada como uma agrovila (…), mas que começou antes da chegada destes técnicos, sendo transformada e dirigida depois de sua chegada” (PRADO, 2006).
Portanto, foram os conflitos por terra na região, que se tornaria Tailândia, primeiramente em vila ligada ao Acará e depois município, que trouxe moradores, migrantes, somados aos moradores tradicionais, para mais perto de órgãos federais, em busca de proteção e terra legal e é nesse sentido que podemos registrar o início de tudo.
O Perfil Sócio-Econômico da Colônia Agrícola de Tailândia em 1980
Segundo dados do Projeto de Assentamento Dirigido (PAD), do Iterpa, em 1980, a colônia agrícola, em seu trabalho de assentamento “pacificador,” teve um nível de crescimento demográfico em quatro anos que “não condizia com a estrutura econômica, física e social que o espaço apresentava” (PRADO, 2006).
Nesse sentido, a colônia tinha apenas acesso pela PA-150, com uma estrada sem condições, falta de estradas vicinais para a pequena produção, o que inclusive propiciou o êxodo de muitos colonos para outras localidades, o que não é muito diferente dos dias de hoje.
A Emancipação e as Primeiras Eleições 
A História da fundação da cidade de Tailândia, no Estado do Pará, como vimos, se confunde com a história dos conflitos fundiários na região e a política desenvolvimentista dos Governos Militares, pois foi na década de 70, a construção da estrada que hoje corta o Estado de norte a sul, que pretendia integrar a capital do Estado com o sul do Pará, região em ascensão econômica devido à construção da Hidrelétrica de Tucuruí, da Transamazônica, da Ferrovia Carajás, da mineração e do garimpo de ouro, na época.
Nesse período vieram muitos migrantes de outros Estados, principalmente, do Maranhão, Piauí, do sul e sudeste do Brasil, para trabalhar no que seria a futura PA-150, na Meso Região Nordeste do Pará. Os então pioneiros e primeiros moradores, fazendeiros, madeireiros e grileiros viviam em pé de guerra, isso foi um dos principais motivos que contribuíram para a intervenção do Estado na região.
Com a intensificação da violência, o governador do Estado, Alacid da Silva Nunes, determinou ao Instituto de Terras do Pará (Iterpa) a intervenção na região. Em 03 de junho de 1978, com a chegada dos primeiros técnicos, a localidade sofreu a intervenção da PM, sob o comando do Tenente Pinheiro, iniciando-se assim o cadastramento dos colonos e a administração do projeto de colonização, demarcação de terras devolutas e distribuição de lotes entre os quilômetros 51 e 183 da PA-150, numa área de 158.400 ha. A curiosidade da escolha do nome da cidade se deu numa reunião, em julho de 1978, em que a denominação da localidade seria Tailândia, devido à comparação dos conflitos da cidade com os que ocorriam no país asiático Tailândia, que passava por uma guerra civil e de fronteiras
De fato, Tailândia só teve a sua emancipação político-administrativa do município do Acará, em 10 de maio de 1988, através da lei estadual de nº 5.452/88, sancionada pelo governador Hélio da Mota Gueiros. A primeira eleição municipal ocorreu em 15 de novembro de 1988, com a eleição do primeiro prefeito e vice, respectivamente, Francisco Nazareno Gonçalves de Souza e Francisco Cláudio Mercedes; em 1992, com a segunda eleição, foi eleito Francisco Alves Vasconcelos (Baratão); em 1996, no terceiro pleito volta à gestão municipal Francisco Nazareno Gonçalves; em outubro de 2000, é eleito prefeito o sr. Paulo Liberte Jaspe (Macarrão), que teve como vice-prefeito o sr. Pedro Mercides da Costa, conhecido como Pedro do Sindicato, reeleito em 2004, para o mandato de mais quatro anos; em 2008;no sexto mandato municipal é eleito Gilberto Miguel Sufredini (Gilbertinho), que não termina o mandato por suposto abuso de poder econômico, e tem a sua candidatura a reeleição cassada pelo TRE, sendo empossado o segundo mais votado na eleição anterior, em agosto de 2012, Valdinei Afonso Palhares, que entrega a Prefeitura ao candidato do ex-prefeito cassado, o Sr. Rosinei Pinto de Souza, em 2012, para mandato até 2016.
A Economia Municipal: Como foi o início
Depois da criação da localidade de Tailândia, em julho de 1978, o isolamento da sede municipal do Acará, com a insuficiência de recursos financeiros, falta de assistência social, à educação e à saúde, a consciência de sua importância sócio-econômica para a região e a insatisfação social e política, o desejo de emancipação foi crescendo.Com a emancipação, as principais fontes de arrecadação do município foram impostos sobre Venda a Varejo de Combustíveis (IVVC), taxas de alvarás de funcionamento e IPTU, deixando de arrecadar quotas do ICMS pela deficiência de fiscalização, inclusive de controle de saída de produtos, como a madeira e o gado, ou seja, o início de sua emancipação economicamente não foi muito fácil.
O setor primário foi o segmento que mais absorveu mão-de-obra. A pecuária e o extrativismo madeireiro se implantaram muito antes da colonização, através de projetos financiados pela lei de incentivos fiscais. Assim, o rápido fator migratório, incentivada pelos proprietários de grandes áreas de terras e serrarias, que traziam mão-de-obra de outras localidades e Estados em grande leva, ajudou a dinamizar a economia baseada na pecuária e extração de madeira.
Segundo dados da Secretaria de Estado de Planejamento do Pará (SEPLAN), somente em 1989, a agricultura ocupava mais de 3.000 postos serviços, para 500 empregadores e 30 autônomos, ganhando a perder de vista a pecuária, com 220 trabalhadores para 50 estabelecimentos. A outra parcela da economia estava distribuída no comércio varejista, serviços públicos e em atividades de profissionais liberais.
Assim, é notório compreender a estratificação da sociedade tailandense, onde a maior renda era concentrada nas mãos de proprietários de grandes áreas e empresários do setor madeireiro; a média renda, entre pequenos proprietários, profissionais liberais, comerciantes e funcionários públicos; e a menor renda, distribuída aos trabalhadores de serrarias, carvoarias e trabalhadores rurais.Outro destaque importante para a economia da região é a implantação do Grupo AGROPALMA, na produção de dendê, e a agro-indústria, sem falar do interesse de empresas como a Petrobrás, na extração de óleo vegetal para a produção de Bio-Combustível. Embora, contribuindo com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 266.236,00 (IBGE/2007), até 2008 foi mesmo a madeira que dominava a economia municipal.
Operação Arco de Fogo em Tailândia
Tailândia ganhou fama nacional com a Operação Arco de Fogo, de combate à extração ilegal de madeira. O desmatamento, porém, continuava avançando em todo o Estado. A Operação Arco de Fogo, quando decidida nas salas do Ministério do Meio Ambiente, com a então ministra Marina Silva, visava combater o desmatamento ilegal na Amazônia por meio de ações de segurança pública promovidas pelas Polícias Federal, Civil, Militar, Força Nacional e órgãos das três instâncias governamentais, sem ter a noção dos impactos sociais que acarretaria tal intervenção militar.
A economia local dependia fundamentalmente da exploração de madeira. Muitos moradores foram feridos em confronto direto com os soldados. Toda madeira apreendida em Tailândia foi a leilão, pela Secretaria de Meio Ambiente do Pará e todos os valores arrecadados voltaram-se para financiar o combate ao desmatamento, sem levar em consideração políticas necessárias para gerar um novo modelo de desenvolvimento para o município.
Aqui Tinha uma Floresta
Há mais de vinte e sete anos atrás, antes mesmo de se tornar vila, o local era uma grande floresta. Tailândia surgiu de um projeto de colonização que atraiu brasileiros que vieram de longe para produzir alimento na agricultura. Só que era preciso derrubar a floresta. Como a produção não foi para frente, por falta de ajuda financeira e tecnológica, o que sobrou foi o ganho fácil do comércio da madeira. Hoje metade da área do município está devastada e parte da madeira é queimada em carvoarias clandestinas. Seus trabalhadores são a prova de que o desmatamento só traz riqueza para muito poucos, trabalho escravo e miséria para muitos, que não sabem fazer outra coisa.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

RIO DAS OSTRAS - RIO DE JANEIRO

Rio das Ostras é um município brasileiro das Baixadas Litorâneas, no estado do Rio de Janeiro. Localiza-se no litoral norte do estado. Sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, foi de 150.674 habitantes.
Dotado de belas praias, tem recebido altos investimentos aplicáveis em infra-estrutura provenientes dos royalties concedidos pela Petrobras na área em questão. As praias mais conhecidas são: Praia da Tartaruga, Praia do Centro, Praia do Bosque e Costazul. Nesta última existe a possibilidade da prática do surfe. Um dos pontos mais visitados no município é a Praça da Baleia, ao final da praia de Costazul. Nesta praça, há uma estátua de baleia Jubarte esculpida em bronze.
Divisão administrativa
A lei estadual nº 1984/92 criou o município de Rio das Ostras, com sede na atual Vila do mesmo nome, formado do território do distrito de Rio das Ostras, desmembrado do município de Casimiro de Abreu.
No artigo 2º, ao contrário do que muitos pensam, se extrai que o território do município de Rio das Ostras é constituído de um único distrito.
História
A história de Rio das Ostras perde-se nos meados de 1575, comprovada em relatos de antigos navegadores que passavam por esta região.
Situada na Capitania de São Vicente e habitada pelos índios Tamoios e Goitacases, Rio das Ostras tinha a denominação de Rio Leripe (molusco ou ostra grande), ou Seripe. Parte das terras da Sesmaria cedida pelo capitão-mor governador Martim Correia de Sá, no dia 20 de novembro de 1630 foi delimitada com dois marcos de pedra, colocados em Itapebussus e na barreta do rio Leripe, com a insígnia do Colégio dos Jesuítas.
Os índios e os jesuítas deixaram suas marcas nas obras erguidas nestes trezentos anos, como o da antiga igreja de Nossa Senhora da Conceição, o poço de pedras e o cemitério, com a ajuda dos índios e dos escravos. Após a expulsão dos jesuítas no ano de 1759, a igreja foi terminada no final do século XVIII, provavelmente pelos Beneditinos e Carmelitas.
A antiga igreja desmoronou totalmente na década de 1950 e sem restar ruínas, foi construída em 1950 uma nova igreja, próximo ao local onde se situava a primeira.
Um grande marco na cidade é a passagem do Imperador D. Pedro II. Que veio a descansar na sombra da figueira centenária.
O crescimento da cidade deu-se ao redor da igreja, e Rio das Ostras como rota de tropeiros e comerciantes rumo à Campos dos Goytacazes e Macaé, teve um progressivo desenvolvimento com a atividade da pesca, que foi o sustentáculo econômico da cidade até os meados do século XX.
A construção da Rodovia Amaral Peixoto, a expansão turística da Região dos Lagos pela instalação da Petrobras em Macaé, foram de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento de Rio das Ostras, que viu sua população crescer até chegar ao momento de sua emancipação político-administrativa, do município de Casimiro de Abreu, em 10 de abril de 1992.
Com 228 km² de área total, a cidade tem em sua geografia, um mapa de maravilhosos caminhos para o embevecimento e estímulo aos que reverenciam a mãe Natureza.
Pontos turísticos
Conforme a Prefeitura Municipal, os principais pontos turísticos da cidade são:[4]
Píer do Emissário de Costazul - localizado na praia de Costazul, o emissário possui um píer com 200 metros para dentro da praia liberado para as pessoas onde é possível ter uma bela vista da região serrana da cidade e a prática de pesca amadora
Orla do Centro.
Figueira centenária - figueira centenária onde o imperador brasileiro Dom Pedro II se sentou a sua sombra para descansar. Na mesma figueira também repousaram o presidente Getúlio Vargas, o príncipe Maximiliano, o príncipe João Henrique e a princesa Fernanda Beatriz.
Poço de Pedras do Largo de Nossa Senhora da Conceição - construído em meados do século XVIII, por mão-de-obra escrava, era a fonte de água à beira-mar, onde o povo servia-se de água para beber e lavar louça. Recuperado no ano 2000, é o resgate da memória e identidade cultural de Rio das Ostras.
Praça da Baleia - área de lazer e contemplação abriga a escultura de uma baleia-jubarte com 20 metros de comprimento, toda estrutura metálica, recoberta com chapas de bronze e liga de latão, feita pelo artista plástico, Roberto Sá, conhecido internacionalmente pelas esculturas hiper-realistas. Esta é a maior homenagem a um cetáceo no mundo.
Museu do Sítio Arqueológico Sambaqui da Tarioba - inaugurado em 1998, com exposição de peças catalogadas pela época, origem e denominação em reconstituição da pré-história desta região e é um dos únicos in situ do Brasil.
APA da Lagoa de Iriry - lagoa com uma água escura, apelidada pelos moradores de "lagoa da Coca-Cola", pois apresenta uma intensa concentração de iodo, o que deixa a água com uma coloração semelhante à do refrigerante. Possui um mirante com cerca de 20 metros de altura.
Centro Ferroviário de Cultura Guilherme Nogueira - estação centenária que faz parte da linha da Estrada de Ferro Mauá que ligava Barão de Mauá a Vitória.
Praça do Trem - tem uma área total de aproximadamente 6.500m², sendo 420m² de área construída.
Monumento Natural dos Costões Rochosos - é uma faixa de rochas e praias entre a Praia da Joana e a Praça da Baleia, é unidade de conservação do Município, com riqueza e diversificação de fauna e flora.
Casa da Cultura Doutor Bento Costa Júnior - casa construída no final do século XIX para abrigar material de pesca e mais tarde como depósito de sal, transformada, por volta de 1940, na residência da família do médico Bento Costa Júnior. Foi considerada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) como patrimônio histórico e cultural da cidade. São realizadas mostras de artistas regionais no salão de exposições.
Poço de Pedras do Largo de Nossa Senhora da Conceição (Poço das Pedras) - construído pelos escravos em meados do século XVIII é o marco para a construção da cidade. Registros históricos indicam que o poço permitia acesso a água potável para a tribulação de embarcações que cruzavam a Baía Formosa e aportavam no cais do morro do Limão (atual Iate Clube).
Parque Natural Municipal dos Pássaros - horto florestal com vegetação preservada da Mata Atlântica. Oferece informações de plantas e possui grande variedade de mudas ornamentais, medicinais e silvestres. Mini-zoo com animais domésticos e aves raras. São realizados passeios nas trilhas do Parque. Estes passeios são gratuitos. No mais longo deles, são gastos 40 minutos de caminhada pela restinga. No mais curto, é visitado um grande viveiro onde ficam espécies variadas de pássaros.
Orla de Costazul - obra de urbanização realizada pela Prefeitura, que em sua 1ª fase, criou 850 metros lineares de área de lazer e preservação, com ciclovia, academia de ginástica ao ar livre, quiosques, playgrounds e 15 mil m² de área de restinga preservada.
Centro Ferroviário de Cultura
Parque Municipal Roberto Cação
Alguns outros locais de destaque:
Reserva Biológica União (REBIO União) - administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) possui cerca de 53% do seu território localizado em Rio das Ostras e se estende aos municípios de Casimiro de Abreu (46%) e Macaé (1%), a REBIO União possui uma área total de 2.548 hectares de Mata Atlântica, onde ainda podem ser encontrados trechos de mata primária e ser observados exemplares da flora como: o vinhático, o jequitibá, o xaxim ou samambaiaçú, o palmito, etc. Pesquisas apontam que a Mata Atlântica da REBIO União possui a maior riqueza e diversidade vegetal entre todos remanescentes estudados no estado do Rio de Janeiro. Originalmente, as terras da REBIO União pertenciam a "Fazenda União", que durante o século XIX, pertenceu à Joaquim Luiz Pereira de Souza, pai do ex-presidente Washington Luís.
Manguezais (Ecossistema) - grande área preservada que se inicia perto da ponte de Costazul. Reserva ecológica. Possui riqueza de fauna e flora marinha.
Principais eventos
Esses são os principais eventos oficiais:
Março - Ostras Cycle (encontro de internacional de motociclistas).
10 de abril - aniversário do município.
Feriado de Corpus Christi - Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.
Novembro - Festival de Frutos do Mar.
4 de agosto - Corrida Rústica Solidária- Lagoa do Iriry (Organizado pela prefeitura e pela Igreja Presbiteriana do Brasil).
Outros eventos
24 de junho - Festa de São João Batista.
29 de junho a 2 de julho - Festa de São Pedro.
5 de outubro - Festa de São Benedito.
8 de dezembro - Festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 18 de maio de 2020

ITUMBIARA - GOIÁS

Itumbiara é um município brasileiro localizado no sul do estado de Goiás, na divisa com o estado de Minas Gerais. Com uma área de 2.461 km², Itumbiara é o décimo terceiro município mais populoso de seu estado, com 104.742 habitantes, segundo estimativas de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A história de Itumbiara remonta ao início da década de 1820, quando ocorreu a construção de uma estrada passando sobre o rio Paranaíba, visando interligar Uberaba ao centro de Goiás. Com a grande concentração de habitantes no local, atraídos principalmente pela construção da estrada, uma resolução provincial criou um distrito, denominado Santa Rita do Paranaíba, em 1852. Com a Proclamação da República do Brasil, a instalação do município se efetivou, em 1909, ainda com o nome de Santa Rita do Paranaíba. O nome "Itumbiara" tem origem tupi-guarani e foi uma sugestão do engenheiro Inácio Pais Leme, mentor da construção da estrada.
O município de Itumbiara é considerado o portal de entrada do estado de Goiás. Também é um dos maiores exportadores do estado, devido à sua localização próxima a Minas Gerais e São Paulo, garantindo o escoamento da produção agrícola do sudoeste goiano através das regiões Sul e Sudeste. Seus principais pontos turísticos são o Rio Paranaíba, a Cachoeira do Salitre, o Farol da Beira Rio e a Ponte Affonso Penna, sendo esta última responsável por interligar os estados de Goiás e Minas Gerais.
Topônimo
Em língua Tupi-Guarani, o topônimo Itumbiara significa "Caminho da Cachoeira", através da junção dos termos ytu ("cachoeira") e piara ("caminho para"). Ignácio Paes Leme, um dos exploradores da região, nomeou assim um posto fiscal na estrada construída por ele próprio, que interligava a vila de Santa Rita do Paranaíba (hoje distrito do município) a Cachoeira Dourada.
História
Por volta de 1824, a iniciativa do general Cunha Matos fez construir uma estrada, ligando a localidade goiana denominada Anhanguera à cidade mineira de Uberaba. Os pontos iniciais e terminais da referida estrada forçaram a sua passagem no Rio Paranaíba, divisa dos estados de Goiás e Minas Gerais.
Essa passagem foi construída num porto e, no local, o governo estadual da época, fez instalar um posto de arrecadação de rendas. Tratando-se de travessia interestadual, o objetivo era forçar o trânsito naquele ponto. Este fato auxiliado pela fertilidade das terras da região, facilitando enormemente a agricultura e a criação de gado, contribuiu para que, aos poucos, surgisse ali uma pequena povoação. Formado esse rudimentar núcleo urbano, os seus moradores erigiram uma capela e elegeram-lhe a padroeira Santa Rita. Posteriormente em homenagem à sua Santa, o lugarejo recebeu a denominada de Porto de Santa Rita.
Foi à categoria de distrito de Santa Rita do Paranaíba em 21 de agosto de 1852, pela resolução provincial nº 18. Foi elevado a município pela Lei Estadual nº 349, de 16 de julho de 1909, sendo Urbano Coelho de Gouveia o então governador. O município foi instalado em 12 de outubro de 1909, e foi elevado à categoria de cidade pela Lei Estadual nº 518, de 27 de julho de 1915, e à categoria de Comarca pela Lei nº 621, de 29 de julho de 1918. Apesar da abundância de água cercando a cidade, a energia elétrica só foi implantada em 1933.
Itumbiara foi palco de duas revoluções na década de 1930: o primeiro grande confronto foi um dos episódios da Revolução de 30, ocorrido entre as forças militares leais ao Presidente Washington Luís e os simpatizantes da ideias reformistas do futuro Presidente Getúlio Vargas. Esse episódio contou com a participação de cerca de cem itumbiarenses. A Avenida Washington Luís, localizada na zona central da cidade, marca o local do confronto. O segundo confronto violento que também deu-se na cidade, foi entre o Exército com as forças rebeldes do Estado de São Paulo, durante a Revolução Constitucionalista de 1932. O Movimento Revolucionário era formado principalmente por advogados, professores, comerciantes e universitários, que tinham como objetivo principal a convocação imediata de eleições gerais para Presidente da República do Brasil, Deputados e Senadores e a consequente elaboração de uma nova Constituição para o Brasil. Embora Getúlio Vargas, então Presidente do Brasil, tenha sufocado os revolucionários paulistas, as eleições foram convocadas para 1933 e os brasileiros passaram a viver num Estado de Direito a partir da promulgação da Constituição de 1934. A Ponte Affonso Penna guarda ainda hoje, através de perfurações à bala, marcas desse episódio da História Brasileira.
O engenheiro Inácio Pais Leme, construtor da estrada "Itumbiara" de Santa Rita do Paranaíba a Cachoeira Dourada, a quarenta quilômetros da cidade, lançou a ideia de dar-se ao município o nome da estrada que em tupi-guarani, significa "Caminho da Cachoeira", sugestão aprovada pelo Governo de Goiás.
Itumbiara teve como seu primeiro administrador municipal o Sr. Antônio Joaquim da Silva, dias após sua emancipação. Outros nomes pioneiros que ocuparam cargos relevantes durante a instalação do município foram: Major Rogério Prates Cotrim, primeiro juiz municipal; José Olimpio Xavier de Barros, Promotor de Justiça; Pedro Gomes de Oliveira, Tabelião de Notas; e o Major Militão Pereira de Almeida, o primeiro delegado de polícia da localidade. No Poder Legislativo, os pioneiros no município foram Jacinto Brandão, ocupando o cargo de Presidente, e o Coronel Sidney Pereira de Almeida, como secretário.
A boa localização geográfica e estratégica de Itumbiara fez da cidade uma das mais desenvolvidas da Região Centro-Oeste do país. O município cresceu gradativamente e tornou-se um dos principais exportadores do estado de Goiás, juntamente com a capital, Goiânia e outras cidades, como Anápolis e Rio Verde.
O município perdeu parte de sua área geográfica com a emancipação dos distritos de Panamá, em 1952; Cachoeira Dourada, em 1982, principal atrativo turístico da cidade à época de sua emancipação; e Inaciolândia, em 1993. Recebeu a visita de oito Presidentes da República: Afonso Pena, Juscelino Kubitschek, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel, João Batista de Oliveira Figueiredo, Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
Geografia
No município predomina um relevo montanhoso com partes onduladas. Entretanto, sua maioria é plana, ideal para o plantio de lavouras e pastoril. A Serra de Santa Rita, à beira do Rio Paranaíba, apresenta derivações e penetrações dos seus contrafortes pelo interior, separando divisões de massas hídricas. Além dessa serra, existem diversos morros, mas sem destaque algum. A região possui uma altitude variando de 320 a 448 metros.
Clima
O clima de Itumbiara é tropical (tipo Aw segundo Köppen), com estação chuvosa compreendida entre outubro e abril, com temperaturas moderadamente altas, e outra seca de maio a setembro, com temperaturas mais amenas. Outono e primavera são estações de transição. É comum na região de Itumbiara a alteração repentina de temperaturas. Suas alterações climáticas mais significativas se dão em meados de agosto até o mês de janeiro, quando o clima fica substancialmente quente com temperaturas, com sensação térmica podendo se aproximar ou até mesmo passar dos 40 °C.
Economia
Setor primário
Agricultura
O município está localizado no vale do Rio Paranaíba, uma região de terras férteis que faz da agricultura a principal fonte de recursos da localidade. Apesar de ainda responder por grande parte da economia local, a agricultura está perdendo espaço para a indústria.
Em 1996, conforme o Censo Agropecuário, a área cultivada em Itumbiara foi de 50 489 hectares de culturas temporárias; 720 hectares de culturas permanentes; 17.085 hectares de pastagens naturais; 106.946 hectares de pastagens artificiais (plantadas); 20.222 hectares de matas naturais e artificiais e 2.132 hectares de culturas irrigadas. Apresenta ainda um total de 246.460 hectares, sendo que deste total, 202.610 são propícios para a agricultura e formação de pastagens. Ainda em 1996, o município apresentava 1.240 propriedades rurais, 981 tratores, 755 arados de tração mecânica, 19 arados de tração animal, 141 colheitadeiras e 3 645 máquinas de plantio.
Itumbiara possui 39 estabelecimentos de armazenagem e estocagem a seco, suficientes para comportar e atender toda a produção do município e ainda, as produções dos municípios vizinhos. Em 1997, possuía capacidade de armazenagem de 573.500 toneladas ou 9 550 000 sacas de 60 quilos, assim distribuídos: 346.141 m³ de armazéns convencional, equivalendo a 186 920 toneladas, 193.240 toneladas em armazéns tipo graneleiro e 193 340 toneladas em armazéns tipo silos.
O número de empregos diretos gerado pela agropecuária no município em 2006, foi de 4.441, sendo 3.548 vagas ocupadas por homens e 893 por mulheres. Destes, 4.142 vagas eram ocupadas por pessoas acima de 14 anos.
Pecuária
De acordo com o Censo Agropecuário de 1996, Itumbiara apresentou uma densidade de rebanho bovino de 66,09 cabeças por km². No mesmo ano, a quantidade de bovinos existente era de 162.896 cabeças. Em 2006, a quantidade de bovinos era de 120.792, apresentando um decréscimo, sendo também 2.271 cabeças de equinos, 50 cabeças de bubalinos e 16 de asininos.
Outros animais notáveis existentes no município, em 1996 eram: Búfalos, com 46 cabeças; suínos 5.886 cabeças; ovinos, com 756 cabeças; caprinos, com 2.013 cabeças e aves (frango, frangas, galinhas e galos), com 95.580 unidades - com uma produção anual de 140.438 dúzias de ovos - e outras aves (patos, marrecos, gansos e perus), com 10 235 unidades.
Setor secundário
Itumbiara destaca-se a nível estadual na área industrial. A indústria responde por grande parte da economia do município e vem ganhando espaço nos últimos anos. Há destaque para diversos produtos, como derivados do milho, da soja, do algodão e do leite. Entretanto, o principal motor econômico industrial é nos ramos de metalúrgicas, calçados, têxtil, mecânico e alimentação.
Conta com um distrito industrial, este situado às margens da BR-452, com acesso para a BR-153, esta última responsável por interligar os estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, chegando também a Brasília. O distrito industrial possui uma infraestrutura estável, com energia elétrica, água, esgoto, telefone e asfalto. Possui uma área de aproximadamente 1.100.000 m², distribuídos em quadras e ruas, localizando-se a 8 quilômetros do centro da cidade. As indústrias ali presentes recebem apoio do FOMENTAR - Sistema de financiamento de até 70% do ICMS pelo período de 15 anos, com encargos de 2,6% ao ano e ainda, com os benefícios da municipalidade, oferecendo vantagens e inclusive ajuda na limpeza dos terrenos. Atualmente, há 167 indústrias em atividade.
O município sedia diversas empresas nacionais exportadoras, com destaque para a Caramuru Alimentos (exportadora de soja), Louis Dreyfus Commodities (exportadora de derivados de algodão), JBS (exportadora de couro) e Stemac (Geradores de energia).
Setor terciário
Itumbiara é considerada um pólo de distribuição comercial, destacando-se entre as demais da Microrregião do Meia Ponte. Todos os 18 municípios circunvizinhos dependem do comércio de Itumbiara, que possui uma arrecadação de aproximadamente 36% do montante do ICMS. Empresas como Peugeot, Renault, Ford, Volkswagen, FIAT, Toyota, Hyundai,  Nissan, Chery, Mitsubishi, Chevrolet e Jeep que estão presentes na cidade, atendem toda a região. A cidade também conta com várias redes de lojas como Lojas Americanas, Ricardo Eletro, Magazine Luiza, Casas Bahia, Pernambucanas, Drogasil, Pague Menos e com a rede de supermercados Bretas.
Conforme dados da Delegacia Fiscal de Itumbiara, em 1997, o município apresentava 1.098 estabelecimentos comerciais ativos, 1.322 estabelecimentos comerciais suspensos, 542 estabelecimentos de prestação de serviços, 45 empresas de transporte rodoviário de cargas e passageiros, 36 estabelecimentos de armazenagem e estocagem a seco de cereais, 9 estabelecimentos bancário e 12 hotéis com leitos superior a 530 leitos.Hoje em 2018 conta com uma das maiores empresas do ramo de bebidas a Multinacional Polonesa CanPack. Com mais de 11 empresas pelo mundo, hoje tem filial em Itumbiara, tendo uma produção diária com mais de 3 milhões de latas de alumínio.
Educação
Itumbiara possui escolas em todas as regiões do município. O município em 2009 contava com aproximadamente 13.708 matrículas de ensino fundamental, 4.000 matrículas de ensino médio e 2.146 matrículas destinadas ao ensino pré-escolar. Das instituições escolares do município, 48,9% eram de ensino fundamental; 34,1% eram de ensino pré-escolar; e 17% de ensino médio. Em relação aos docentes, 64,8% lecionavam para o ensino fundamental; 25% para o ensino médio; e 10,2% para o ensino pré-escolar.
No ensino superior, o município possui um campus da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e do Instituto Federal de Goiás, as duas únicas instituições de ensino superior públicas. Possui ainda, outras instituições de ensino superior particulares, como o Instituto Luterano de Ensino Superior de Itumbiara, pertencente à Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Faculdade Santa Rita de Cássia (UNIFASC), Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), e a Uniasselvi.
O município dispõe ainda de unidades do SENAI, SENAC e SESI e, em função disso, os índices de alfabetização e capacitação profissional do municípios estão entre os mais altos de Goiás. A nota geral alcançada por Itumbiara no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) em 2013, nos anos iniciais do ensino fundamental, foi de 6.4 pontos. Entretanto, nos anos finais do ensino fundamental, o município alcançou nota de 5.2 pontos, superando a nota anterior, porém, ficando abaixo da média estadual.
Cultura e sociedade
Turismo
O ecoturismo é o grande responsável pelo turismo de Itumbiara, um dos caminhos para o desenvolvimento da cidade. isso caracteriza-se pelas vantagens competitivas da localidade neste quesito, com um destaque maior para o grande Lago da Represa de Itumbiara, que possui profundidades de 521,20 metros, uma área inundada de 778 km² e um volume total de 17 bilhões m³. Isso corresponde a duas Baías da Guanabara.
Nos últimos anos, tornou-se freqüentes na região do Lago da Represa do Rio Paranaíba encontros entre pescadores e equipes de pesca para a prática de pesca esportiva, fato que se tornou destaque em revistas especializadas que considera Itumbiara o 2º melhor lugar do Brasil para a pesca esportiva do Tucunaré. O rio também sedia modalidades esportivas aquáticas.
O Kartódromo Internacional Dr Henrique Santillo, situado ao centro-oeste da cidade, é sede de eventos regionais, nacionais e internacionais. Possui capacidade para 5.000 pessoas.
Entre os principais pontos turísticos naturais do município estão o Rio Paranaíba, destacando-se como um enorme espelho que reflete de os edifícios bem construídos que lhe margeiam, de um lado, e do lado oposto, o estado de Minas Gerais; e a Cachoeira do Salitre, situada na zona rural, nos limites territoriais com o município de Buriti Alegre, possuindo trilhas e escaladas.
Entre os pontos turísticos históricos estão a A Praça Matriz, construída pelo decreto municipal nº 538 de abril de 1934, de autoria de Sidney Pereira de Almeida. À época de sua construção, era o primeiro jardim público da cidade. O projeto foi executado pelo engenheiro Eduardo Figueiredo Mendes, e entregue ao público em 23 de junho de 1935. Seu nome atual é Praça da República; a ponte pênsil Affonso Penna, que se deu pela grande necessidade para o desenvolvimento da região do Sudoeste goiano e para maior ligação com os grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro; e a Ponte Engenheiro Cyro Gomes de Almeida, construída no Rio Paranaíba em 1958, em substituição a antiga Ponte Affonso Penna, que ocorreu durante a transferência da capital do Brasil do Rio de Janeiro para Brasília, em 1960. Seu nome é uma homenagem ao seu construtor, Cyro Gomes de Almeida.
Artes
Há alguns grupos de teatro no município. Em 1919 originou-se na cidade o primeiro grupo de teatro, tendo sido também um dos pioneiros na área no sul de Goiás. Foi criado e idealizado por José Flávio Soares, um jornalista natural da região. Ainda em 1919, estreou-se a primeira peça teatral no município, também de autoria de José Flávio Soares.
O primeiro cinema em Itumbiara recebeu o nome de Cine Brasil e fora de propriedade de Sidney Pereira de Almeida. Foi neste estabelecimento que foi exibido o filme “O Az do Oeste”, de estilo cowboy, o primeiro a ser exibido na cidade.
Eventos
Itumbiara realiza diversos eventos todos os anos. Alguns já são bem conhecidos pela população local. Há grandes eventos religiosos e culturais sediados e realizados na cidade. Entre os de destaque, estão a festa de São Sebastião, realizada em 20 de janeiro; festa de Santa Rita de Cássia, em maio e a Quermesse de Cristo Rei, realizada entre os dias 1º e 10 de maio. A procissão fluvial de Nossa Senhora das Graças acontece há mais de 50 anos no mês de agosto. A exposição agropecuária da cidade, realizada em setembro, também é uma das comemorações culturais do município. Há ainda a Semana Ecológica, realizada em junho, a Feira de Indústria e Comércio do Sul de Goiás (Expossul), sediada na cidade, e o aniversário do município, comemorado em 12 de outubro.
Futebol
No futebol, o principal clube de futebol de Itumbiara é o Itumbiara Esporte Clube, tendo sido fundado no dia 9 de março de 1970. Sua sede é estabelecida na Rua Goiânia, no Centro Histórico de Itumbiara. O Itumbiara Esporte Clube obteve seu primeiro título estadual em 2003, quando foi Campeão Goiano da Segunda Divisão. Desde 2004 integra a Primeira Divisão do Campeonato Goiano de Futebol. Em 1979, fez sua primeira partida oficial no Campeonato Brasileiro de Futebol, onde obteve a 64ª colocação. Participou, ainda, da Taça de Prata, nos anos de 1980, 1983 e 1984; Taça de Bronze, em 1981, e da Terceira Divisão nos anos de 1987, 1994, 1995, 1997 e 1998. Venceu o Campeonato Goiano de Futebol em 2008 e ganhou o direito de disputar a Copa do Brasil em 2009, onde seu adversário foi o Corinthians.
O clube de futebol realiza seus jogos no Estádio Municipal Juscelino Kubitschek, situado no bairro Planalto. O estádio tem capacidade para 33 000 pessoas. Foi inaugurado em 10 de outubro de 1976, contra o Club de Regatas Vasco da Gama, seu recorde de público ocorreu em 2008, quando o Itumbiara enfrentou o Goiás Esporte Clube, sob o testemunho de 31.000 pessoas.
Referência para o texto: Wikipédia .