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terça-feira, 6 de setembro de 2022

CAPANEMA - PARÁ

Capanema é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º11'45" sul e a uma longitude 47º10'51" oeste, estando a uma altitude de 24 metros. Localizado na região nordeste do estado do Para com uma população estimada em 2020 e de 69.431 habitantes.
Etimologia
A origem do nome Capanema se deu por ocasião da construção da rede telegráfica construída pelo engenheiro Guilherme Schüch, o barão de Capanema. O nome do rio Capanema também foi dado em sua homenagem, pois este descansava com sua equipe à beira do rio durante os intervalos de trabalho.
História
O marco inicial do povoamento foi o sítio Arapeua. O nome do rio e da Vila foram dados em homenagem ao Barão de Capanema, Guilherme Schüch,.
O Barão era mineiro, da freguesia de Antônio Pereira (município de Ouro Preto), nascido em 1824, filho do austríaco Rochus Schüch (integrante da comitiva da Imperatriz Maria Leopoldina de Áustria).
Schüch em 11 de maio de 1852 fundou o Telegrapho Nacional, sendo o primeiro e único diretor. Este comandou a instalação das primeiras redes telegráficas do norte do Brasil.
O município obteve um grande impulso para o seu desenvolvimento econômico com a chegada da Estrada de Ferro de Bragança em 1907, que realizava o escoamento de sua produção agrícola, ligando o município aos portos da capital Belém e da cidade de Bragança, além de realizar o transporte local de passageiros. A ferrovia foi desativada em dezembro de 1964 e extinta no ano seguinte, em 1965.
Formação administrativa
Em 1900, as injunções políticas da época fizeram com que, fosse extinto o Município de Quatipuru e seu território anexado aos municípios de Salinópolis e Bragança.
Em 1902, ocorreu à restauração, ano em que foi criado o distrito de Capanema, com a Lei Municipal nº 832 (de 24 de outubro de 1902), ligado ao município de Quatipuru.
Em 1908, a sede do Município de Quatipuru passou a denominar-se Siqueira Campos, voltando à primitiva denominação em 1910.
Em 1911, o distrito de Capanema administrativamente está ligado ao distrito de Mirasselvas.
Em 1930, a sede de Capanema passou a denominar-se Siqueira Campos, Em 1938, o topônimo foi mudado para Capanema.
Geografia
Capanema está distante 160 km de Belém pela rodovia (BR 316). É um dos municípios mais desenvolvido da Região Bragantina do Nordeste Paraense, atrás somente de Bragança. Uma das principais atividades econômica do município é a fabricação de cimento, sendo a fábrica de cimento Nassau a primeira do estado do Pará. Capanema é a cidade que possui melhor desenvolvimento econômico da Região Bragantina, isso pode ser comprovado pelo PIB per capita que está acima da média regional. Porém ainda existem grandes problemas na infraestrutura local, como pavimentação de vias, esgoto e abastecimento de água.
Economia
É considerada uma cidade-polo pela sua localização geográfica e pelas suas taxas de IDH e de PIB per capita. Possui comércio bem desenvolvido, capaz de atender a vários municípios da região, há inúmeros consumidores vindos de municípios vizinhos que aquecem a economia local, o que deixa o centro comercial da cidade com grande movimento.
A cidade possui um estádio, chamado Estádio Leandro Pinheiro.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 18 de julho de 2022

SANTA IZABEL DO PARÁ - PARÁ

Santa Izabel do Pará é um município brasileiro do estado do Pará, situado na Região Norte do Brasil. Fundado em 1934, faz parte da Região Metropolitana de Belém. Sua população estimada em 2017 era de 68.836 habitantes, segundo estimativas do IBGE.
História
A história de Santa Izabel está ligada à construção da antiga Estrada de Ferro de Bragança que ligava as cidades de Bragança e Belém (localizadas no nordeste do estado) com objetivo de fornecer produtos agrícolas à capital paraense (período de expansão da atividade gomífera).
Por esta estrada vieram muitos migrantes nordestinos cooptados para a região principalmente durante a "Batalha da Borracha" e dos projetos de "colonização agrícolas" promovidos pelo Governo Federal para colonizar a zona bragantina paraense,[8] ocupando o corredor logístico da estrada de ferro.
O povoado surgiu com a implantação do Núcleo Colonial Nossa Senhora de Benevides em 1877, quando fora encarregado de demarcar essas terras o Cap. Valentim José Ferreira que se instalou estrategicamente na Boca da Sexta Travessa (Aratanha), (hoje um extenso bairro), dando início ao povoado -sendo portanto considerado o fundador do município.
O morador mais famoso da cidade foi o cantor e drag queen Pabllo Vittar, que ali residiu durante sua juventude.
A Cidade também é o berço de Artistas da Terra como Valéria Paiva .Vocalista da Banda Fruto Sensual e da Cantora Viviane Batidão
Geografia
Localiza-se a uma latitude 01º17'55" sul e a uma longitude 48º09'38" oeste, estando a uma altitude de 24 metros. Pertence à Região Metropolitana de Belém, distando 36 Km desta capital. Possui uma área territorial de 717,6 Km2. em como principal acidente geográfico o Rio Caraparu que nasce no distrito de Americano, com uma extensão aproximada de 85 km, deságua no Rio Guamá (limite Sul do município). A bacia caraparuense se completa com os afluentes: Maguari, Itá, Mucuiambá e Jundiaí, com uma área aproximada de 380 km2.
O município é composto de 3 distritos sendo, a sede municipal (Sta. Izabel), Americano e Caraparu e inúmeros lugarejos.
O município carrega na sua economia a presença marcante da produção de hortaliças, bovinos, suínos, equinos e aves. O Município é um grande produtor de ração, abastecendo o mesmo e outros pelo estado.
Cultura
No município de Santa Izabel, a população realiza o Círio de Nossa Senhora da Conceição de Itá, no segundo domingo de maio, com procissão que sai do povoado do Carmo para o distrito de Caraparú. Além dessa, outras manifestações religiosas marcam o calendário de festas locais. O Círio de Santa Izabel acontece no primeiro domingo de julho e o Círio de Nossa Senhora do Carmo, no dia 26 do mesmo mês. No mês de novembro, comemora-se no Distrito de Americano, o Círio de Nossa Senhora da Conceição que, como as demais festas, é acompanhado de arraial. A festividade de caráter eminentemente popular mais significativa de Santa Izabel é a Festa das Flores, no fim do mês de maio.
No artesanato, destaca-se a produção de entalhes em madeira, sem, no entanto, se constituir um elemento caracterizado do Município. A cidade dispõe de uma Biblioteca-Pública, inexistindo qualquer outro equipamento cultural.
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 26 de maio de 2022

ORIXIMINÁ - PARÁ

Oriximiná é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Baixo Amazonas.
Etimologia
O nome Oriximiná é de origem indígena, de procedência tupi, significando "o macho da abelha", o zangão. No entanto, frei Protásio Frinckel, conhecedor da região e de seus diversos núcleos de habitantes primitivos, inclina-se pela derivação de Eruzu-M'Na que significa "muitas praias".
História
Tradicionalmente considera-se que a colonização das terras de Oriximiná começou com os estabelecimento de vários quilombos/mocambos ao longo do rio Trombetas no século XIX. Entretanto essas terras foram habitadas por povos indígenas nômades e semi-nômades desde tempos imemoriais.
Formação dos quilombos
Por volta de 1815, escravos fugidos das lavouras de cacau e das fazendas de gado da região do Baixo Amazonas refugiaram-se entre as comunidades indígenas da região, formando quilombos.
Esses quilombos estabeleceram inúmeras povoações ao longo da bacia do Trombetas e do Erepecurú. Inicialmente seus assentamentos ficavam acima das cachoeiras, nas "águas bravas", com suas localidades chamadas de mocambos e seus moradores de mocambeiros. Para eles, a floresta significou liberdade e suporte para a vida. A dificuldade de acesso os protegia das expedições que visavam destruir os mocambos.
No final do século XIX e início do século XX, os quilombolas desceram as cachoeiras para ficar mais próximos da cidade para realizar transações comerciais. Neste mesmo período, as terras do Baixo e Médio Trombetas estavam sendo adquiridas por colonizadores interessados nos produtos da floresta, notadamente a madeira e a castanha-do-brasil. Desde então, acirraram-se os conflito pela terra das comunidades remanescentes de quilombos da região, que chegou a abrigar o que foi considerado o "Quilombo dos Palmares da Amazônia". Algumas dessas comunidades são tão importantes nos dias atuais, que formam distritos administrativos, como é o caso de Cachoeira Porteira.
Colonização
A colonização da região por parte dos europeus se deu a partir de 1877 por ação do padre José Nicolino de Sousa, nascido no município de Faro a partir de ascendência indígena. O padre fundou uma povoação na região, denominando-a Uruá-Tapera ou Murá-Tapera.
Formação municipal
Através da lei nº 1.288, de 11 de dezembro de 1886, foi elevada à categoria de freguesia, com o nome de Santo Antônio do Uruá-Tapera, por Joaquim da Costa Barradas, presidente da então província do Grão-Pará.
Foi elevado à categoria de vila com a denominação de Oriximiná pela Lli n.º 174, de 9 de junho de 1894. Foi oficialmente instalado em 5 de dezembro de 1894, com a posse do intendente Pedro Carlos de Oliveira.
Porém, por desentendimentos políticos, foi extinto como município pela lei n.º 729, de 3 de abril de 1900, sendo seu território anexado ao município de Óbidos.
Foi finalmente elevado à categoria de município, com a restauração da emancipação, com a denominação de Oriximiná, pelo decreto estadual n.º 1.442, de 24 de dezembro de 1934.
Década de 1970 - atualidade
Na década de 1970 o município sofreu intensas transformações, com a descoberta de suas riquíssimas áreas minerais, em especial as reserva de bauxita. Ocorreu a implantação do projeto Trombetas, com a construção de ferrovia, rodovias, porto e uma company town, a vila de Porto Trombetas. Havia a previsão, inclusive da construção da Usina Hidrelétrica de Cachoeira Porteira, que nunca saiu do papel.
O município, no final da década, passaria a ser cortado pela Estrada de Ferro Trombetas para o escoamento de bauxita presente nas minas da região em direção ao Porto Fluvial da vila de Porto Trombetas. A ferrovia de cunho industrial, permanece concedida e operada pela Mineração Rio do Norte e pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) até os dias atuais.
Nesse período também são abertas as rodovias BR-163, BR-210 e PA-254, que ligaram definitivamente o município por via rodoviária ao território nacional, alterando profundamente as paisagens naturais da região. A abertura dessas estradas vinha sob a justificativa da política de segurança nacional, imposta pela ditadura militar no Brasil.
Atualmente, as comunidades indígenas e quilombolas da região buscam o reconhecimento oficial de seus territórios tradicionais.
Geografia
A sede municipal localiza-se na latitude 01º45'56" sul e na longitude 55º51'58" oeste, estando a uma altitude de 46 metros acima do nível do mar. Com 107.602,99 quilômetros quadrados de extensão territorial, o município é maior em área que países como Portugal, Áustria e Coreia do Sul. É o segundo maior município em área do estado do Pará, sendo superado apenas pelo município de Altamira (161.445,91 km²). Limita-se com dois estados brasileiros (Roraima e Amazonas) e com dois países (Guiana e Suriname).
Hidrografia
O município dispõe de grandes e caudalosos cursos d'água, sendo que os principais são os rios: Trombetas, que banha a sede do município pelo lado esquerdo; Amazonas, que delineia a fronteira sul do município; Erepecuru, importante afluente pela margem esquerda e que serve de limite natural com o município de Óbidos; Nhamundá, que serve de limite natural para fronteira do estado do Pará com estado do Amazonas, e; Cuminá, importante acesso ao extremo norte do município e a algumas comunidades quilombolas. Outros rios são o Acapu, Cachorro, Mapuera e o Cachoeiri.
Muitos lagos naturais compõem a hidrografia do município, sendo os principais: Sapucuá, Paru, Iripixi, Caipuru, Abuí, Maria-Pixí, Salgado, Ururiá e Batata; este último sendo um dos mais importantes, dada sua extensão, volume de água, acesso, navegabilidade e expressão econômica.
As quedas d'água da Porteira (com grande potencial hídrico), Chuvisco e Ventilado (com grande potencial turístico), Pancada, Vira-Mundo e São Pedro formam grandes paisagens naturais. Vale destacar as cachoeiras do Jatuarana, com relativa proximidade da sede do município, e as cachoeiras da região do Jamaracaru.
Patrimônio natural
As principais áreas de preservação ambiental, que estão parcialmente ou em sua totalidade na área municipal, são:
- Terra Indígena Nhamundá-Mapuera, abrangendo os municípios de Oriximiná, Faro (Pará) e Nhamundá (Amazonas), com 8 454 quilômetros quadrados, registrada em 1989.
- Terra Indígena Trombetas Mapuera, contígua à Terra Indígena Nhamundá-Mapuera, com superfície de 39.704,18 quilômetros quadrados e um perímetro de 1.562 quilômetros, registrada em 2009.
- Terra Indígena Parque do Tumucumaque, com 3.071.067 hectares, registrada em 1997.
- Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana, com 2.184.120 hectares, declarada em 2018.
- Reserva Biológica do Rio Trombetas, Unidade de Conservação federal, com 3.850 quilômetros quadrados, criada em 1979.
- Floresta Nacional Saraca-Taquera, com 429.600 hectares, criada em 1989.
- Floresta Estadual de Faro, com 525.434 hectares, criada em 2006.
- Floresta Estadual do Trombetas, com 3.025.667 hectares, criada em 2006.
- Estação Ecológica do Grão-Pará, Unidade de Conservação estadual, com 4.245.819 hectares, criada em 2006.
- Território Quilombola Água Fria, com 557 hectares, titulado em 1996.
- Território Quilombola Boa Vista, com 1.125 hectares, titulado em 1995.
- Território Quilombola Trombetas, com 80.886 hectares, titulado em 1997.
- Território Quilombola Erepecuru, com 231.610 hectares, titulado em 2000 2016.
- Território Quilombola Alto Trombetas 1, com 79.096 hectares, titulado em 2003 e ratificado em 2010.
- Território Quilombola Cachoeira Porteira, com 225.176 hectares, titulado em 2018.
Economia
A principal atividade econômica do município de Oriximiná corresponde a indústria extrativa mineral, abrigando a maior produtora de bauxita do Brasil com 18 milhões de toneladas anual (2016). Segundo o Ministério de Minas e Energia, Oriximiná possui a maior quantidade de reservas conhecidas no Brasil. Na década de 1960 foram descobertas grandes reservas de bauxita na região norte do Brasil, devido ao incentivo de pesquisas que visavam aumentar o suprimento de bauxita majoritariamente para o mercado internacional. Com isso, em 1967 foi confirmado a descoberta da bauxita de valor comercial às margens do Rio Trombetas através da Aluminas, subordinada da maior empresa de alumínio do Canadá Aluminium Limited of Canada (ALCAN). O interesse da ALCAN pela bauxita Amazônica está amplamente ligado com as mudanças políticas ocorridas no país em 1964, a independência da Guiana em 1966 e a crise energética de 1970.
A queda do preço do alumínio em 1971 inviabilizou os planos de instalação de novas minas pela ALCAN. Portanto, em 1972, a ALCAN juntamente com a Companhia Vale do Rio Doce, que representava o governo brasileiro, começaram as negociações com a intenção de prosseguir com a continuidade da implementação do projeto, o que culminou na criação de uma joint-venture formada pela coligação de oito empresas sob o controle da Vale e da ALCAN em 1974, vigorosamente relacionado com o capital japonês. Desse modo, nota-se o grande interesse da exploração para o mercado externo. O estabelecimento da empresa Mineração Rio do Norte (MRN) concretizou a exploração das jazidas de bauxita em Trombetas, o chamado “Projeto Trombetas”, o que acarretou mudanças drásticas em uma região que até aquele momento a principal atividade consistia em agricultura de subsistência e extrativismo, por ser habitada por variados grupos quilombolas. Em 1979, iniciaram-se as atividades de lavra, o que configurou o fim da implantação do Projeto Trombetas. A capacidade inicial de produção era de 3,35 Mt por ano, ao decorrer do tempo houve o crescimento significativo da capacidade de produção em virtude de uma alta demanda de mercado e da alta aceitação nas refinarias estrangeiras. Com a finalidade de atender à crescente demanda externa e o mercado interno foi construído do complexo Bauxita-Alumínio, que envolvia os estados do Pará e do Maranhão.
Infraestrutura
Transportes
O município de Oriximiná é servido por uma ferrovia, a Estrada de Ferro Trombetas, que funciona basicamente para o transporte de cargas das Minas do Saracá V, Saracá W e Bela Cruz para o Porto Fluvial de Porto Trombetas.
Oriximiná é servida pelo Aeroporto de Oriximiná, localizado a 8 quilômetros do centro da cidade, e pelo Aeroporto de Porto Trombetas, localizado no distrito de Porto Trombetas, servindo a população que reside e trabalha para a Mineração Rio do Norte, ambos tendo somente voos particulares.
Dada as características da região, cortada por grandes rios, e praticamente carente de rodovias, o transporte fluvial é o mais usado para locomoção de pessoas e cargas. O principal terminal de passageiros do município fica no Porto de Oriximiná, de onde partem embarcações diariamente com destino à Santarém e Óbidos.
O transporte terrestre é feito pelas rodovias PA-254 e PA-439, que dá acesso à comunidades rurais do município. Pelo Plano Nacional de Rodovias, o município deveria ser cortado de norte a sul pela BR-163, sendo que até 2018 somente o trecho entre o distrito de Cachoeira Porteira e a BR-210 (Perimetral Norte) foi aberto, mas desde a década de 1970 não recebe manutenção.
Educação
Em 1975 foi instalada no município de Oriximiná a Unidade Avançada José Veríssimo (UAJV), filial pertencente à Universidade Federal Fluminense (UFF), após se estabelecer primeiramente na cidade de Óbidos dois anos antes.
A unidade tem, como objetivo principal, desenvolver atividades de extensão, ensino e pesquisa. Atualmente, são desenvolvidas as seguintes atividades: gerenciamento de um hospital público local, atuação preventiva na área de saúde, programas de educação esportiva, assessoramento às comunidades na área de meio ambiente e implantação de sistemas agroflorestais.
Outra instituição com campus no município é a Universidade Federal do Oeste do Pará, ofertando as graduações em ciências biológicas e conservação e sistemas de informação.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 23 de maio de 2022

SANTANA DO ARAGUAIA - PARÁ

Santana do Araguaia é um município brasileiro no extremo sul do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 9°32'23.98" sul e a uma longitude 50°51'35.54" oeste, estando a uma altitude de 160 metros. Sua população estimada em 2020 era de 74.419 habitantes. Possui uma área de 11.639,29 km².
História
A história do município de Santana está intimamente relacionada com a fundação do povoado de Altas Barreiras (hoje sede do município de Santa Maria das Barreiras) em 1892. Formado por imigrantes goianos com apoio de frei Gil de Villa Nova, esta localidade desenvolveu-se pela extração de borracha-caucho e outros produtos extrativistas. Teve como principal marco de formação, a construção da Paróquia de Sant'Anna.
Com o passar dos anos, Altas Barreias mostrou-se um povoado muito dinâmico, sendo elevado á categoria de distrito em 31 de dezembro de 1936, passando a denominar-se Santa Maria das Barreiras. Finalmente ganhou autonomia política através da lei estadual nº 2460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Conceição do Araguaia, denominando-se município de "Santana do Araguaia".
Formação de Campo Alegre
Entretanto a configuração atual do município de Santana foi construída a partir do ano de 1966 com a implantação do projeto "Fazenda Campo Alegre", sob responsabilidade da Cia. Industrial e Agropastoril Vale do Rio Campo Alegre, uma espécie de joint-venture formada por 13 empresas diferentes, encabeçadas pela Volkswagen do Brasil. O empreendimento com área de aproximadamente 130 mil hectares deveria produzir rezes para o abete em frigoríficos de Belém.
Em 1975 o empreendimento conseguiu autorização junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para a construção de uma company town na área a ser denominada de "Campo Alegre", com o intuito de formar um núcleo administrativo e fixador de mão-de-obra. A construção de Campo Alegre foi muito rápida, com sua conclusão sendo efetivada em 1976.
Sob os auspícios da Volkswagen (com participação de outros grupos financeiros) começa a construção em 1978 nas proximidades de Campo Alegre o mega-empreendimento "Frigorífico Atlas", com aporte financeiro da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM). Campo Alegre transformou-se a partir de então numa espécie de cidade operária e ponto demográfico atrator.
Grande cheia de 1980/1981
Em 1980 a região do Tocantins Araguaia é atingida por uma grande enchente de seus rios, fato que destruiu parcialmente a sede do município de Santana do Araguaia. Tal cheia prolongou-se pelo ano de 1981. Como Campo Alegre era a localidade dotada de melhor infraestrutura no município (inclusive melhor que a própria sede), os aparelhos administrativos foram para ela transferidos e ali permaneceram.
A vulnerabilidade da antiga sede e a dificuldade para reconstruí-la, desqualificou-a para que permanecesse com tal categoria. Desta forma em 5 de novembro de 1984 por meio da lei estadual nº 5.171 transferiu-se definitivamente a sede de Santana do Araguaia para a localidade de Campo Alegre, revertendo a localidade de Santa Maria das Barreiras á sua antiga categoria, como distrito.
Com isto, por mais que Santana do Araguaia (Campo Alegre) seja "original" de Santa Maria das Barreiras, tornou-se herdeira dos direitos administrativos do antigo município.
Desmembramento
Por pressão da comunidade barreirense, insatisfeita com seu novo status político, em 10 de maio de 1988 é criado o município de Santa Maria das Barreiras, através da lei estadual nº 5.451, desmembrado de Santana do Araguaia.
Clima
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de abril de 2011 a março de 2020, a menor temperatura registrada em Santana do Araguaia foi de 12,8 °C no dia 14 de agosto de 2015, e a maior atingiu 42 °C em 14 de setembro de 2019. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 131,2 milímetros (mm) em 25 de março de 2018
Subdivisões
O município é subdividido em três distritos principais e inúmeras vilas e povoados. O próprio distrito sede, a cidade de Santana do Araguaia, é subdividido em bairros, que servem para melhor a distribuição espacial.
Os distritos do município são:
- Distrito Sede: formado basicamente pela cidade de Santana do Araguaia, mas que comporta os vilarejos de Santa Fé, Barreira do Aricá, Fartura e Nova Barreira;
- Distrito de Barreira do Campo: assentado na vila homônima, mas que comporta também os vilarejos de Porto Trajano e Pai Eterno;
- Distrito de Vila Mandi: assentado na vila homônima, mas que comporta também os vilarejos de Paxiba e Promissão.
Infraestrutura
Transportes

No transporte aéreo o município é servido pelo Aeroporto de Santana do Araguaia, que a liga, com voos domésticos regionais, principalmente aos município do Pará, Tocantins e Mato Grosso.
No transporte rodoviário Santana é cortada de norte a sul pela rodovia federal BR-158, que a liga ao estado do Mato Grosso a os municípios vizinhos do Pará, sendo seu principal tronco viário.
Outras rodovias são as estaduais PA-411, PA-463 e a PA-485. As duas primeiras ligam Santana ao município de Santa Maria das Barreiras e ao estado do Tocantins e; a última liga a sede municipal à vila de Barreira do Aricá, na região da Ilha do Bananal. Na extremidade norte há também uma porção da PA-235.
Os únicos portos do município estão localizado no distrito de Barreia do Campo e na vila de Porto Trajano, ambos às margens do rio Araguaia; o Porto Fluvial de Porto Trajano dá acesso, pelo serviço de balsas, ao município de Caseara, no Tocantins.
Educação
O município abriga um dos campus da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), a principal instituição pública de ensino superior do sul e sudeste do Pará.
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 21 de abril de 2022

NOVO REPARTIMENTO - PARÁ

Novo Repartimento é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 04º19'50" sul e a uma longitude 49º47'47" oeste, estando a uma altitude de 200 metros. Sua população estimada em 2020 era de 77.214 habitantes. Possui uma área de 15464,19 km².
Nas épocas mais secas do ano (outono e inverno), é muito comum registrarem-se valores críticos de umidade relativa do ar, com índices que podem ficar abaixo de 10%, muito longe do ideal de 60% recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
História
A origem do município de Novo Repartimento está relacionada à tribo indígena Parakanã, à construção da Rodovia Transamazônica e à construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. O nome Repartimento, segundo os historiadores, teve origem com os índios Parakanãs, os quais denominaram de Repartimento um rio que fazia a divisão de suas terras.
A vila de Repartimento foi a denominação dada ao local onde fixou-se a povoação oriunda do acampamento da empresa que construiu a Rodovia Transamazônica. O município surgiu a partir da mudança obrigatória da vila de Repartimento Velho, em decorrência da inundação daquela área pelas águas da represa da barragem da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. O município foi criado pela Lei 5.702, de 13 de dezembro de 1991. Foi desmembrado dos municípios de Tucuruí, Jacundá e Pacajá.
Saúde
O município conta com um hospital municipal, localizado na sede, além de unidades de saúde nos bairros que a compõem, e oito postos na zona rural: Vila Maracajá, Divinópolis, Paracanã, Projeto Tuerê, Vila S. Vicente, Vila Belo Monte, Gleba Baiano e Pacajazinho. O município conta ainda com um posto da Fundação de Saúde.
Educação
O município possui 150 escolas, distribuídas na zona rural e na sede municipal. Novo Repartimento também possui sete creches conveniadas com o Ministério da Educação.
Economia
Cerca de 90% da população vivia no meio rural, em projetos criados pelo INCRA, e estão ligados direta ou indiretamente à atividade agrícola. A pecuária tinha pequena participação no contexto econômico, sendo praticada por médios e grandes produtores. No extrativismo vegetal, os produtos que mais se destacavam eram a madeira e a castanha do Pará.
Este contexto prevaleceu até a década de 90, a partir deste período a população urbana se igualou a rural oriundo da formação de novas vilas, chegada de novas pessoas e principalmente através do êxodo rural. As principais fonte econômicas são o funcionalismo público, comércio, extração do cacau com incentivo de um projeto do governo do estado a CEPLAC - Comissão do Plano da Lavoura Cacaueira e pecuária.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

MOJU - PARÁ

Moju é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente a Microrregião de Tomé-Açu.
Topônimo
"Moju" é uma referência ao rio Moju. "Moju" é uma palavra de origem tupi: significa "rio das cobras", através da junção de mboîa (cobra) e 'y (rio).
Geografia
Localiza-se no norte brasileiro, a uma latitude 01º53'02" sul e longitude 48º46'08" oeste, estando a uma altitude de 18 metros do nível do mar. O município possui uma população estimada em 82.094 habitantes distribuídos em 9.094,139 km² de extensão territorial.
História
Moju surgiu a partir de um povoado nas terras de Antônio Dornelles de Sousa conhecido como "Sítio de Antônio Dornelles". Em 1754, o povoado ganhou o status de freguesia. Recebeu status de vila por diversos leis provinciais de 1856 (279), 1864 (441) e 1870 (628), tendo sido extinto em 1887 e recriado em 1889. Mais uma vez extinto em 1930, o município de Moju emancipou-se finalmente pela lei estadual 8, de 31 de outubro de 1935.
A sede do município de Moju está situada na margem direita do rio do mesmo nome, abaixo da saída do canal de Igarapé- Miri, em terrenos doados por Antonio Dorneles de Souza à Irmandade do Divino Espírito Santo, em julho de 1754, quando o Bispo D. Frei de Bulhões, em visita a pastoral hospedou-se no sítio desse cidadão, e correspondendo aos desejos do povo, criou a freguesia sob a invocação do orago da Irmandade existente.
Decaiu o núcleo de povoado, após a sua primeira criação em freguesia, a ponto de ser completamente abandonado pelos poderes públicos, desaparecendo inteiramente a categoria eclesiástica que lhe fora concedido, entrando esquecido para o período da independência. Em 1839, com a lei nº. 14, de 9 de setembro, obteve a atual sede municipal a categoria de freguesia novamente, com toda a jurisdição dos rios Acará e Moju.
A lei nº. 279, de 28 de agosto de 1856 criou o município de Moju elevando a vila à freguesia do Divino Espírito Santo, constituindo com as freguesias do mesmo Divino Espírito Santo, de São José do Rio Acará e de Nossa Senhora da Soledade do Cairari a nova comuna. Entusiasmado com a criação do município, Agostinho José Durão ofereceu espontânea e gratuitamente uma casa de sobrado para o funcionário da Câmara. Utilizado esse oferecimento, o presidente da Província o Tenente Coronel Henrique Rohan, no mesmo ano de 1856, determinou à Câmara municipal de Belém que providenciasse sobre a instalação do novo município. Imediatamente foram dadas as precisas instruções para a solenidade, que não se verificou por haver Agostinho Durão fugido a sua oferta, dizendo que não tinha sido bem explicito, por quanto só podia ceder à casa prometida por um ano, excluídos os baixos; nesse sentido oficiou à Câmara de Belém ao presidente da Província em 18 de maio de 1856.
Em vista da falta de cumprimento da palavra dada e da recusa de entrega da casa por parte de Durão, e, por não haver outro prédio que se prestasse para o funcionamento da Câmara, ficou adiada a instalação do município, havendo em 1864 a Assembleia Legislativa Provincial, julgado necessária uma nova lei, para manter a de 1856; assim foi que voltou a de nº. 441, de vinte de agosto daquele ano, mandando conservar a categoria de vila à freguesia de Moju, tirando ao município criado em 1856 a freguesia do Acará, que incorporou ao município da capital.
Não conseguiu os habitantes da nova vila criada, ainda com Lei nº 441, de 1864, a instalação do município, não obstante já existir essa lei, a Assembleia Provincial criou em 1870 uma nova, com nº. 628, em 6 de outubro, elevando novamente a freguesia de Moju à categoria de vila, com a mesma denominação. Desta vez foram os mojuenses mais felizes, porquanto, foram dadas as providencias para a definitiva instalação municipal, ato que teve lugar no dia 5 de agosto de 1871. Presidiu-se, recebendo juramento dos vereadores eleitos e dando-lhes posse o padre Felix Vicente de Leão, secretariado pelo Cônego Ismael de Sena Ribeiro Neri, comissionados pela câmara da capital, que devia empossar a primeira câmara de Moju. Constituíram essa primeira câmara: Custódia Pedro de Melo Freire Barata, presidente, e vereadores, Miguel Arcanjo Alves, João José Lameira, Agostinho José Durão, Marcírio Roiz da Costa, presentes ao ato da instalação, que esteve solene e concorrido.
A Lei 628, de 6 de outubro de 1870, modificou em parte a de nº441, de 1864, reconstituindo o município de Moju com as freguesias do Divino Espírito Santo do Moju, de São José do Acará e de N. S. da Soledade de Cairari. Em consequências das lutas no município, formada então com as três freguesias de São José do Acará, Divino Espírito Santo do Moju e N. S. da Soledade do Cairari, deixou de haver eleição de vereadores para o período de 1873-1876, na freguesia de São José do Acará.
No ato da apuração os políticos do Acará protestaram contra os diplomas expedidos somente com as autênticas das duas outras freguesias, alegando nulidade para o pleito, visto não existiram votos de uma terça – parte do município. Levada a questão ao presidente da providencia, este em decisão de 9 de novembro de 1872, considerou como legitimamente diplomado os vereadores reconhecidos, por haverem concorrido à eleição duas terças – partes do município. Desta Câmara fizeram parte Agostinho José Durão, Manual Crispim Martins, Salvador Antônio dos Santos, Manoel Antônio Corrêa e Narciso Antônio Martins.
As divergências políticas neste município eram profundas e desta época em diante acentuaram-se cada vez mais, a ponto de trazerem como consequência a extinção da comuna em 1887, com a Lei Provincial nº. 1.307, de 28 de novembro, que também atingiu o município de Ourém.
Em 1889, entretanto, a Lei nº. 1.399, de 5 de outubro o restaurou novamente, conjuntamente com o de Irituia e o de Ourém, seu companheiro de extinção. Não obstante não haver sido reinstalada a câmara do Moju o governo provisório do Estado a extinguiu com o Decreto nº39, o Conselho de Intendência Municipal, para o qual, em ato do mesmo dia, nomeou presidente Raimundo Heliodoro Martins, e, vogais, Elesbão José de Brício, Marcílio Rodrigues da Costa, João Raimundo dos Reis e Graciano Antônio do Nascimento, que reinstalaram o município. Do primeiro conselho municipal eleito fizeram parte Diogo Henderson, intendente municipal, e, vogais, Padre José Serapião Ribeiro, Manuel Carlos de Lima e Manuel de Castilho e Souza.
O município de Moju com o Decreto nº296, de 9 de abril de 1904, passou a constituir o 1º Distrito Judiciário da Comarca de Igarapé-Miri, sendo, depois, pela Lei nº1.136, de 27 de outubro de 1910, incorporado ao distrito judiciário da capital, lei essa cumprida com Decreto nº 1.796, de 17 de maio de 1911. Ao Decreto Estadual nº6 de a de novembro de 1930, deve-se a extinção do Municipal de Moju incorporando-se seu território ao de Belém. O Decreto Estadual nº931, de 22 de março de 1933, declara, em seu texto, ter restabelecido Moju na qualidade de Sub-Prefeitura. A Lei Estadual nº8, de 31 de outubro de 1935, ao relacionar os municípios do Pará, inclui entre o de Moju, restaurando-o, pois.
Nos quadros de divisão territorial datados de 31 de dezembro de 1936 a 31 de dezembro de 1937, o município aparece integrado por 3 distritos: Moju, Cairari e Baixo Moju. De acordo com o quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual nº3. 131, de 31 de outubro de 1938, que fixou a divisão territorial do estado, a vigorar no quinquênio 1939-1943, o município de Moju adquiriu para seu distrito sede, o território da zona de Caeté, do distrito de Barcarena, do município de Baião. Na citada divisão territorial, permanece com dois distritos: Moju e Cairari. Por força do Decreto-Lei Estadual nº 4.505 de 30 de dezembro de 1943, o Distrito de Moju adquiriu do de Cairari o território da zona do Baixo Moju. O município, segundo a divisão territorial do Estado, vigorante no quinquênio 1944-1948, e estabelecida por esse decreto-Lei, continua a constituir-se de 2 distritos: Moju e Cairari.
O município de Moju teve parte do seu território desmembrado para constituir o município de São Manoel de Jambuaçú, conforme Lei nº 1.127, de 11 de março de 1955, a qual foi considerada inconstitucional pelo Supremo tribunal Federal, em acórdão de 4 de outubro de 1955. O governo do Estado do Pará em Decreto nº 1.946, de janeiro de 1956 tornou insubsistente o desmembramento.
O município contempla o Território Quilombola de Jambuaçu.
Referência para o texto: Wikipédia e Site da Prefeitura de Moju .

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

REDENÇÃO - PARÁ

Redenção é um município brasileiro do estado do Pará.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 08º01'43" sul e a uma longitude 50º01'53" oeste, estando a uma altitude de 227 metros. Sua população em 2016 era de aproximadamente 81 mil habitantes.
Clima
O clima do município é do tipo equatorial. Possui temperatura média anual de 32,35 °C, apresentando temperaturas máximas em torno de 39,00 °C e mínima de 24,00 °C. A umidade relativa do ar é de aproximadamente 60%. O período chuvoso ocorre, notadamente, de dezembro a março, e o mais seco de maio a novembro, estando o índice pluviométrico anual em torno de 2.000 mm.
Vegetação
A vegetação do Município apresenta manchas de Cerrado e Cerradão. Grandes áreas de vegetação tem sido desmatadas anualmente, para a prática da agropecuária.
Topografia
O município de Redenção apresenta altitudes médias variando entre 160 m e 730 m.
Hidrografia
A hidrografia do município de Redenção é representada por três rios principais, os quais nascem na da Serra dos Gradaús. São eles: Salobro, ao norte do Município e limite natural com o município de Rio Maria; o rio Pau d'Arco, que constitui o rio mais importante do Município, e que também recebe o Ribeirão Pau d'Arquinho, bastante utilizado pela população para lazer; ao sul do Município, está o rio Arraias, que faz limite natural entre os municípios de Redenção e Santa Maria das Barreiras.
Economia
A economia do município é baseada na pecuária de corte que fornece gado para vários frigoríficos, inclusive a JBS. A cultura da soja também está presente e que foi incluída recentemente e vem atraindo muitos investidores de diversas regiões do Brasil por ter em seu clima um grande atrativo que colabora muito no cultivo do grão.
O comércio também é muito forte na cidade, que recebe pessoas de várias cidades menores e ajuda na geração de empregos.
Cultura e lazer
Quadrilhas juninas e eventos agropecuários como a Expo Polo Carajás realizada anualmente são os elementos característicos do município.
Em Redenção emigrantes gaúchos, paranaenses, cearenses, goianos, mineiros e maranhenses estão por toda a parte da cidade, trazendo consigo os traços culturais dos seus estados de origem.
Educação
O município dispõe de duas unidades de ensino superior públicas, sendo a principal a da Universidade do Estado do Pará e o Instituto Federal do Pará.
Esportes
A mais popular prática esportiva em Redenção é o futebol, tanto que há até mesmo uma equipe profissional do município que disputa campeonatos estaduais e regionais, o Redenção Esporte Clube.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 12 de março de 2021

ITAITUBA - PARÁ

Itaituba é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Sudoeste Paraense. Localiza-se no norte brasileiro, a uma latitude 04º16'34" sul e a uma longitude 55º59'01" oeste.
O natural da cidade de Itaituba é conhecido como itaitubense. O mote da cidade é "cidade pepita". A cidade é conhecida pela intensa atividade de mineração de ouro no Vale do Rio Tapajós, bem como pela grande diversidade de paisagens naturais, tais como as praias de rio que se formam durante a época de seca, as corredeiras d'água localizadas próximas ao distrito de São Luiz do Tapajós e o Parque Nacional da Amazônia.
Etimologia
O topônimo "Itaituba" é originário do termo tupi itá'imtyba, que significa "ajuntamento de pedrinhas" (itá, pedra + 'im, diminutivo + tyba, ajuntamento).
História
Ocupação pré-cabralina
Antes da chegada dos europeus à região no século XVII, a mesma era ocupada pelos índios mundurucus.
Início da colonização europeia
A presença de holandeses, franceses e ingleses no estuário do rio Amazonas ameaçava a dominação portuguesa na área e concorreu para a permanência de portugueses no Pará e para a expedição de Francisco Caldeira Castelo Branco, que, em 1616, fundou a cidade de Belém. Com a fundação da capitania do Pará, o governo português expulsou os estrangeiros, tendo sido organizadas várias expedições para destruir os estabelecimentos estrangeiros que haviam sido criados na região. Dentre essas expedições, a do capitão Pedro Teixeira, em 1626, é a mais importante, pois atingiu, pela primeira vez por parte dos portugueses, o rio Tapajós, entrando em contato amigável com os nativos tapajós em um sítio que, hoje, é considerado como sendo a baía de Alter-do-Chão. Em 1639, Pedro Teixeira retornou ao rio Tapajós, seguido dos jesuítas.
Um forte na foz desse rio foi estabelecido por Francisco da Costa Falcão, em 1697, tendo os jesuítas instalado, sucessivamente, as aldeias de São José ou Matapus, em 1722; São Inácio ou Tupinambaranas, em 1737; Borari; e Arapiuns, que se destacaram pelo desenvolvimento apresentado. Na administração do governador e capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, o governo iniciou o afastamento dos jesuítas dessas aldeias situadas na zona do Tapajós, e elevou, à categoria de vila, com a denominação de Santarém, a aldeia dos Tapajós. Posteriormente, também ocorreram mudanças nas de Borari e Arapiuns, em 1757, com os novos nomes de Alter-do-Chão e Vila Franca, e, em 1758, nas de São Inácio e São José, com as novas denominações de Boim e Pinhel.
Na administração de José de Nápoles Telo de Meneses, foi criado o lugar de Aveiro (Pará), em 1781, onde foi erigida a freguesia de Nossa Senhora da Conceição. Com base na documentação histórica existente, sabe-se que, em 1812, o lugar de Itaituba já existia, pois foi mencionado na relação de viagem de Miguel João de Castro no rio Tapajós, como centro da exploração e comércio de especiarias do Alto Tapajós. Com a Cabanagem e os acontecimentos ocorridos no período, fundou-se a Brasília Legal, em 1836, como posto de resistência, à margem esquerda do Tapajós.
Conforme Ferreira Penna, em 1836, Itaituba era um aldeamento de índios, da dependência do Grão-Pará, para onde foi enviado um pequeno destacamento. Dentre os nomes que a história pode destacar para o município, menciona-se o do tenente-coronel Joaquim Caetano Corrêa, por ter sido um precursor do desbravamento da região tapajônica, sendo considerado, inclusive, o fundador do município. Até 1853, Itaituba dependeu da freguesia de Pinhel, passando, posteriormente, para a jurisdição de Boim.
Emancipação política
Com a Lei 266, de 16 de outubro de 1854, a Brasília Legal recebeu a categoria de vila e, como não correspondeu à expectativa, a Lei 290, de 15 de dezembro de 1856, transferiu, para Itaituba, a sede do município, somente instalado em 3 de novembro do ano seguinte.
A Lei 1.152, de 4 de abril de 1883, desmembra parte do município de Itaituba, para constituir o de Aveiro, que havia sido criado com a elevação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Aveiro à condição de Município. O predicamento da cidade lhe foi conferido em 1900, através da Lei 684, de 23 de março, sendo instalada em 15 de novembro do mesmo ano.
Perda e restauração da emancipação
Pelo Decreto Seis, de 4 de novembro de 1930, o município foi mantido, porém o Decreto 72, de 27 de dezembro do mesmo ano, colocou seu território sob administração direta do Estado.
Pela lei estadual nº 8, de 31 de outubro de 1935, quase cinco anos após a perda da emancipação, Itaituba volta a figurar no quadro de entidades munícipes do estado do Pará.
No quadro anexo ao Decreto-Lei 2.972, de 31 de março de 1938, aparece constituído de dois distritos: Itaituba e Brasília Legal, permanecendo, dessa forma, na divisão territorial fixada para o período de 1939-1943, estabelecida pelo Decreto-Lei 3.131, de 31 de outubro de 1938, como também na divisão estabelecida para o quinquênio 1944-1948, fixada pelo Decreto-Lei 4.505, de 30 de dezembro de 1943. Perdeu o distrito de Brasília Legal para constituir o Município de Aveiro, que foi restaurado, através da Lei 2.460, de 29 de dezembro de 1961.
Clima
O clima de Itaituba é característico de monções, quente e úmido (do tipo Am na classificação climática de Köppen-Geiger), com baixas amplitudes térmicas e temperaturas médias superiores a 18 °C em todos os meses. As precipitações são abundantes durante a maior parte do ano, com uma pequena estação seca, geralmente nos meses de inverno, sendo o índice pluviométrico superior a 2.000 milímetros (mm). A umidade do ar é relativamente elevada, com tempo médio de insolação de cerca de 2.100 horas/ano, sendo maior entre julho e setembro.
Economia
Considerada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística como um centro sub-regional (terceiro na hierarquia de classificação de centros urbanos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, caracterizado pela existência de atividades de gestão e de influência sobre os municípios mais próximos) de médio porte (por possuir população entre 100.000 e 500.000 habitantes), a cidade conta com 5 agências bancárias. Itaituba encontra, no setor de serviços, o principal motor de sua economia. Responsável por 71 por cento de toda a riqueza produzida no município, o setor de serviços é um dos 10 maiores do estado do Pará. No período entre 2002 e 2007, o produto interno bruto da cidade de Itaituba apresentou um crescimento de 8,9%, o que coloca a cidade na seleta lista de 106 municípios cujo crescimento médio do produto interno bruto no período foi superior ao crescimento médio nacional.
Outros destaques na economia de Itaituba são o setor industrial, a mineração, e o agropecuário. Na indústria, é marcante a produção de produtos baseados no calcário (matéria-prima abundante no subsolo do município), sendo a cidade uma das principais produtoras de cimento no País. No setor de mineração, destacam-se as atividades de exploração de ouro no Vale do Tapajós. A instalação de grandes conglomerados ligados à atividade de mineração fez com que, em 2008, Itaituba fosse responsável por 1,1% de toda a riqueza produzida no setor no Estado do Pará, figurando entre os 14 maiores produtos internos brutos do setor. Por fim, no setor agropecuário, figuram as atividades de agricultura familiar e a pecuária de pequeno porte. O destaque no setor é a Feira Agropecuária do município, a qual movimenta milhões de reais em transações comerciais todos os anos no município, sendo um dos maiores evento do gênero no Oeste do Pará.
O município de Itaituba, entre meados da década de 1980 e início da década de 1990, tinha sua economia fortemente baseada na extração do ouro no Vale do Tapajós, maior região aurífera do oeste paraense. Nesse período, estima-se que tenham sido exploradas da região mais de 500 toneladas de ouro. Em virtude do garimpo, o Aeroporto de Itaituba teve um dos maiores movimentos em pousos e decolagens de aeronaves no mundo. No entanto, observou também um crescimento desorganizado da cidade, com um significativo aumento da pobreza em áreas periféricas, bem como uma grande degradação ambiental causada pelo mercúrio. Com a decadência da exploração do ouro (no início da década de 90), a cidade começou a ver surgir empreendimentos ligados principalmente ao setor agropecuário e madeireiro.
Um dos grandes entraves ao desenvolvimento econômico da região foi o abastecimento de energia, que, até fins dos anos 1990, representava um problema crônico para a cidade. Em 1998, a cidade de Itaituba passou a ser atendida pelo Projeto Tramoeste, o qual que leva energia produzida na Hidrelétrica de Tucuruí para diversas cidades no oeste paraense.
Educação
O município possui cerca de 07 escolas particulares, as quais atendem a uma demanda de mais de 10 mil alunos. O município conta ainda com cerca de 100 escolas públicas na área urbana e na zona rural, as quais atendem a uma demanda de cerca de 50 mil alunos, tanto no ensino fundamental. No Ensino médio o município conta com 03 escolas todas no âmbito Estadual, sendo 1 em regime de convênio, todas na zona urbana, EEEM Benedito Corrêa de Souza, EEEM Profª Maria do Socorro Jacob, EEEM Profª Maria das Graças Escócio Cerqueira, Escola Estadual Tecnológica do Pará - EETEPA.
No âmbito do ensino superior, a cidade de Itaituba conta com as seguintes universidades: 
Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA); Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA); Faculdade de Itaituba (FAI); Faculdade do Tapajós (FAT); Universidade do Norte do Paraná (UNOPAR); Faculdade Educacional da Lapa (FAEL); Centro Universitário Internacional (UNINTER); Centro Universitário de Maringá (UNICESUMAR); Centro Universitário do Planalto do Distrito Federal (UNIPLAN)
Transportes
Portos em Miritituba
O distrito de Miritituba, em Itaituba, tem-se tornado alvo da atenção dos principais investidores nacionais e internacionais, com diversas empresas interessadas em operar Estações de Transbordo de Cargas, como a Bunge e a Cargill. Sua localização estratégica, às margens do rio Tapajós e com acesso curto e rápido para a BR-163, tem potencial para permitir uma grande economia no frete de cargas (especialmente soja) e no tempo total de transporte, desde o produtor até os mercados consumidores no exterior. Portanto, Miritituba tem-se consolidado, aos poucos, como uma importante alternativa à exportação via portos de Santos (SP) e de Paranaguá (PR), aumentando assim o dinamismo econômico relacionado à exportações nos portos do Norte do Brasil. Paralelo ao rápido desenvolvimento, a cidade de Itaituba e, mais particularmente, o distrito de Miritituba, tem observado um aumento fluxo de pessoas, e consequente aumento nos preços de imóveis e de serviços, bem como uma maior pressão sobre os serviços básicos. Como contrapartida para a instalação das Estações de Transbordo de Cargas, o município de Itaituba tem exigido contrapartidas sociais e financeiras das empresas interessadas, visando diminuir os eventuais danos causados.
Transporte aéreo
O acesso aéreo é feito pelo Aeroporto de Itaituba, localizado a 5 quilômetros do Centro da cidade em área adjacente à BR-230 (Rodovia Transamazônica). Há serviço regular de táxi. Atualmente, o aeroporto conta com voos comerciais regulares da MAP Linhas Aéreas, que oferece serviço regular de transporte de passageiros, conectando Itaituba com a cidade de Altamira, Belém e Manaus. Além disso, empresas de táxi aéreo de menor porte oferecem voos para distritos e vilarejos mais afastados do centro urbano da cidade, bem como para os inúmeros garimpos de ouro da região e municípios vizinhos.
O aeroporto conta também com um terminal de passageiros totalmente climatizado, mix de lojas e praça de alimentação. A operação de pousos e decolagens no aeródromo é feita pelo Grupamento de Navegação Aérea de Itaituba (GNA III - SBIH). O aeródromo conta com sinalização que permite operações noturnas (IFR), e possui uma pista auxiliar para o taxi de aeronaves. Devido à importância socioeconômica da região e do potencial de passageiros o aeroporto é classificado como Aeroporto Regional.
Em virtude da grande quantidade de garimpos de ouro na região aurífera do Rio Tapajós (década de 1980), o Aeroporto de Itaituba já registrou uma média diária de 400 pousos e decolagens, representando um movimento de 80 000 pousos e decolagens/ano. Nessa época, o mesmo foi considerado o 3º aeródromo mais movimentado do mundo.
Cultura
As maiores festividades em Itaituba são a Festa da Senhora de Sant'ana; Festival Folclórico da ASGRUFOCITA e a Feira Agropecuária. As festividades de Nossa Senhora de Sant'ana, padroeira do município, iniciam-se na primeira quinzena de julho e termina com a procissão do Círio, no dia 26 do mesmo mês. Também, as festividades da paróquia Nossa Senhora do Bom Remédio, padroeira da cidade alta, onde se situa a maior igreja da cidade, conhecida popularmente como "Igreja Redonda"; O Festival Folclórico da ASGRUFOCITA reúne todos os Grupos Folclóricos e Culturais do Município num concurso de danças e quadrilhas promovido pela Associação dos Grupos Folclóricos e Culturais de Itaituba na primeira quinzena do mês de julho. O evento possui um público fiel de mais de 10 mil pessoas com a apresentação de uma média de 12 agremiações a cada ano. A Feira Agropecuária, a qual ocorre no Parque de Exposições Hélio Mota Gueiros, ocorre anualmente no mês de outubro.
Calendário Cultural
- 8 de fevereiro - Carnaval de rua
- 25 de março - Via sacra - Paixão de Cristo
- Julho - Festejo de Nossa Senhora de Sant'ana
- Julho - Festival Folclórico do Aracu e Piau de Barreiras
- Julho - Festival Folclórico da ASGRUFOCITA
- Julho a agosto - Ita Verão
- Setembro - Concurso de Bandas
- 7 de setembro - Desfile da Pátria
- Outubro - Feira Agropecuária
- 15 de dezembro - Aniversário da Cidade
Pontos de Cultura
O município possui dois Pontos de Cultura: o Ponto Cultura de Ouro, da Associação dos Grupos Folclóricos e Culturais de Itaituba, conveniado com o Ministério da Cultura no ano de 2007, que desenvolve diversas atividades culturais e fomenta todos os eventos culturais do município; e o Ponto Arteando a Periferia, da Associação dos Filhos de Itaituba - ASFITA, conveniado recentemente com a SECULT. Ambos, no âmbito do Programa Cultura Viva.
Música
A cidade de Itaituba, é reconhecida regionalmente por seu grande desenvolvimento na música regional brasileira, ocorre anualmente na cidade de Itaituba o Concurso de Bandas e Fanfarras logo após o desfile da Pátria no mês de setembro; a cidade já recebeu visita de grandes cantores da música brasileira como: Cristiano Araújo, Lucas Lucco, Luan Santana, Marília Mendonça, Leo Magalhães, Eduardo Costa, Banda Calcinha Preta, entre outros;
Esportes
No âmbito esportivo, uma das principais competições esportivas da cidade é a Copa Ouro de Futsal. Promovido anualmente pela TV Tapajoara, tem, como principais equipes, o Trovão Azul (tri-campeã), Cálculos Contábeis (uma conquista) e o Hay Fay. Outros campeonatos importantes são o Campeonato Suburbano, o Campeonato Itaitubense, cujos times mais tradicionais são o América, o Auto Esporte e o Itaituba.
Os dois principais logradouros destinados ao esporte na cidade de Itaituba são o Ginásio Poliesportivo (um dos maiores ginásios fechados no Norte do Brasil) e o Estádio Municipal Teófilo Olegário Furtado (que está em processo de mudança, uma vez que a prefeitura cogia construir um novo no bairro Aeroporto). A cidade também contra com quadras poli-esportivas abertas em diversas praças e escolas públicas, bem como outros logradouros particulares (por exemplo, na Associação Atlética Cearense, na Associação Atlética Banco do Brasil, e no Chapéu do Povo).
Além da Secretaria Municipal de Esporte Cultura e Desporto, é responsável pela realização dos eventos esportivos da cidade a LIDA (Liga Itaitubense de Desportos Atléticos). Merece destaque nesse assunto o diretor da LIDA, Sr. Joaquim Albino, uma das pessoas que mais tem contribuído para o desenvolvimento do esporte na cidade.
Turismo
Itaituba possui boa infraestrutura hoteleira para receber turistas e visitantes, contando com diversos hotéis categorizados de 1 a 4 estrelas. A cidade apresenta, também, grande potencial eco turístico, onde estão incluídos atrativos de exuberante beleza, como: cavernas, cachoeiras, águas minerais e minero termais, além de uma grande quantidade de praias e lagos piscosos, localizados principalmente próximo à sede do município.
Destaca-se, nesse contexto, a região denominada de São Luís do Tapajós, que está situada a cerca de uma hora de carro a partir da sede municipal. Destacam-se, também, belas praias e ilhas ao longo do Rio Tapajós, que, por sua vez, nos meses de agosto, setembro e outubro, apresentam-se com águas esverdeadas e cristalinas, devido à formação rochosa do fundo do rio característica encontrada somente nessa região. Desta maneira, vale conferir os atrativos de Itaituba, que possui um conjunto muito agradável aos turistas da pesca esportiva, que também poderão sair à procura de grandes tucunarés no Lago do Jacaré.
Caverna Paraíso
A caverna Paraíso está localizada a cerca de 90 quilômetros a partir da cidade de Itaituba, através da Rodovia Transamazônica (BR 230) até o quilômetro 72, trecho compreendido entre Itaituba e Rurópolis, adentrando à esquerda na estrada vicinal Transforlândia por mais 15 quilômetros até a chegada na caverna, e, assim, contemplar a majestosa obra da natureza. A entrada da caverna está localizada nas coordenadas 04º 04'04 S e 55º 26'45 W, entre os igarapés Baixa Fria e Jiboia. A caverna é constituída de calcário e apresenta mais de 300 metros quadrados de salões e galerias com belos e variados espeleotemas como: estalactites, estalagmites, cortinas, travestinos etc. Além dessas maravilhas, podem-se encontrar rios subterrâneos, que são formações características de cavernas em rochas calcárias. É importante ressaltar que o local é considerado como a primeira caverna em calcário catalogada na Amazônia.
Lago do Jacaré
Está a cerca de 50 minutos por via fluvial da sede do município, subindo o Rio Tapajós. É propício especialmente à prática da pesca esportiva, possibilitando, aos turistas ou nativos, o conhecimento de vários tipos de peixes amazônicos que encantam pela aparência, tamanho e gosto.
Tabuleiro Monte Cristo
Com o objetivo de proteger os Quelônios dos predadores e de sua possível extinção foi implantado, pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal-IBDF, o Projeto Quelônios da Amazônia - PQA, na área do Tabuleiro Monte Cristo, este projeto passou a ser Programa Quelônios da Amazônia - PQA e é executado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. O Programa já vem atuando na área há mais de 34 anos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, e visa a preservar espécies de quelônios como: tartarugas, tracajás, pitiú e uma variedade de aves como talhamar, gaivota, bacurau etc. Essa área de nidificação natural está localizada dentro do município de Aveiro/PA, no limite com o município de Itaituba/PA, às proximidades da Vila de Barreiras (Itaituba).
Hotel Fazenda Maloquinha
Está localizada no quilômetro 15 da Rodovia Transamazônica, sentido Itaituba-Jacareacanga, na margem esquerda do Rio Tapajós. Pertence às Obras Sociais da Igreja de Deus no Brasil, a propriedade pertencia à Igreja Católica Apostólica Romana, a qual se desfez do local onde era mantido um seminário. Atualmente acolhe a todos os visitantes, os quais podem apreciar uma belíssima paisagem natural, contemplar prédios históricos, percorrer trilhas, praticar arvorismo, apreciar peixes regionais mantidos em criatórios (pirarucu), e tomar banho de rio, tudo no mais íntimo contato com a natureza. A fazenda oferece ainda queijos, refeições, lanches e chás.
Parque Nacional da Amazônia
O Parque Nacional da Amazônia, com seus 994.000ha, possui uma vasta floresta de mata tropical mista e matas aluviais, igapós ricos em açaí e buriti, numerosas formações geológicas de distintas idades, espécies raras de árvores terrestres e semi terrestres, além de várias espécies de animais. Localizado à margem esquerda do Rio Tapajós, o parque é cortado pela BR-230 (Transamazônica). Saindo da sede do município, o percurso até o parque leva meia hora, de carro ou de ônibus. No acesso fluvial, leva-se cerca de 1 hora de viagem. O parque conta com uma boa infraestrutura com trilhas educativas, mirante para o Rio Tapajós, além de fácil acesso.
O clima no parque, em média, é quente úmido, com um a dois meses secos. Há Predominância da Floresta Tropical Úmida, com grande diversidade de espécies e formas, sendo que as maiores árvores possuem a altura média de 50 metros; e, devido à luminosidade, os estratos inferiores apresentam grande número de plantas trepadeiras, musgos, líquens, orquídeas, entre outras.
O parque é rico em fauna, porém com pequeno número de indivíduos de cada espécie, normalmente de hábitos noturnos. Encontra-se também espécies ameaçadas de extinção como a ariranha, o peixe-boi e o tamanduá-bandeira, além dos répteis e uma notável fauna aquática.
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

BREVES - PARÁ

Breves é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se no norte brasileiro, ao sudoeste na Ilha de Marajó, a uma latitude 01º40'56" sul e longitude 50º28'49" oeste.
História
Os primeiros habitantes da região foram os índios da tribo dos Bocas. Em 19 de novembro de 1738, o capitão geral do Pará, João de Abreu Castelo Branco, concedeu aos irmãos portugueses Manuel Fernandes Breves e Ângelo Fernandes Breves uma sesmaria, localizada às proximidades do rio Parauhaú. Com a instalação de um engenho, o lugar passou a ser chamado de “Engenho dos Breves”, em homenagem aos seus fundadores. Em 25 de outubro de 1851 foi criado o município de Breves. Atualmente, o município de Breves é constituído pela sede e distritos de Antônio Lemos, Curumu e São Miguel dos Macacos.
Clima
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1971 a 1990 e a partir de 1995, a menor temperatura registrada em Breves foi de 15 °C em 13 de dezembro de 1973 e 5 de janeiro de 1976, e a maior atingiu 38 °C em 13 de novembro de 1975. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 127,8 milímetros (mm) em 5 de abril de 1974. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 111,6 mm em 17 de janeiro de 1979, 106,6 mm em 10 de janeiro de 1980 e 101 mm em 3 de abril de 2007. Março de 1988, com 614,9 mm, foi o mês de maior precipitação.
Ecologia
O município de Breves possui flora característica da Amazônia, com predominância de florestal tropical. A fauna é marcada pela presença de inúmeras espécies ameaçadas de extinção, como por exemplo: onça-pintada, onça-parda, jaguatirica, preguiça, ariranha; e muitos outros animais de importância na alimentação das populações locais, como: jacarés, paca, cutia, tatu, capivara, anta, macacos etc.
A Reserva Extrativista Mapuá é uma unidade de conservação federal criada por decreto presidencial em 20 de maio de 2005 numa área de 94.463 hectares nas margens do rios Mapuá e Aramã, na porção leste do município de Breves. Ela foi criada com objetivo de garantir meios de vida e a cultura de populações extrativistas tradicionais, assegurando a sustentabilidade dos recursos naturais. Tal reserva vem impactando de forma significativa na preservação da natureza bem como na manutenção do primitivo modo de vida dos ribeirinhos às margens das ribeiras brevenses.
Economia
Baseada no extrativismo, destacando-se açaí, palmito, carvão e madeira(esta última em franca decadência pelas novas políticas ambientais adotadas pelo país). Na agricultura, destaca-se arroz, milho, mandioca, laranja, banana e limão. Na pecuária, destaca-se gado, búfalo e suínos. A capital do município possui agências bancárias do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Estado do Pará - Banpará e Banco Bradesco S/A Possui ainda correspondentes bancários como Banco Postal (Banco do Brasil) e Banco Popular do Brasil(Banco do Brasil).
Turismo
- Rio Parauhaú: extenso e navegável em todo o seu percurso. Escala quase obrigatória para as embarcações que navegam pelo rio Amazonas.
- Rio Pracaxi: no estreito de Breves, destaca-se como rio de grande profundidade. A 30 minutos de voadeira (lancha motorizada) da sede do município.
- Estreito de Breves: formado por um conjunto de pequenos rios e ilhas, segundo a tradição popular, os navegadores, ao entrarem no estreito, na região de confluência das águas do Amazonas com o rio Pará, devem atirar às águas uma oferenda para as Divindades do fundo do rios para que estas permitam uma viagem segura.
- Igarapé Grande: destaca-se por sua coloração escura e transparente pela vegetação de suas margens representadas por plantas aquáticas e palmeiras.
- Rio Mapuá: localizado a 12 horas de barco a partir da cidade, constitui-se em rio estreito cercado por matas virgens com águas escuras e frias que levam até a comunidade de Cumaru, vila onde se pode visitar o Casarão - construção grande (de dois andares) em madeira acapu, datada de 1945 - construção remanescente do período áureo da borracha em função da demanda do produto pelos aliados durante a 2ª Grande Guerra. Possui uma escola de nível básico, um pequeno comércio, energia a motor diesel, uma pequena igreja(capelinha) e recepção de televisão via antena parabólica. Possui um orelhão, que no momento não funciona por falta de manutenção da empresa concessionária.
Igreja Matriz de Sant'Ana: localizada na av. Presidente Getúlio Vargas, com início de suas obras datado de 1861.
- Prédio da BISA (Breves Industrial S.A.): construído em 1925, é representante de um período áureo, da cidade, quando Breves ficou conhecida como “Celeiro Mundial da Madeira”. Hoje, o complexo da BISA, deu lugar a outras construções e somente pode ser visualizado em antigas fotografias. Atualmente, a madeira já é considerada como mais um ciclo econômico que passou, sendo que as consequências com o fim recente do ciclo ainda estão latentes na sociedade brevense, visto que hoje vem atravessando uma severa crise econômica com dramática repercussão social, resultando assim em um atual estado natural de calamidade pública oficialmente não declarado.
- Corcovado: antiga fábrica beneficiadora de borracha, cuja produção atingiu o apogeu durante o período da 2º Guerra Mundial. Ao redor da fábrica desenvolveu-se a Vila de Corcovado onde hoje ainda vivem em humildes casebres os descendentes dos operários que lá trabalharam.
- Trapiche Municipal: construção em madeira de grande importância histórica para a cidade pois constituiu-se por muitas décadas como principal porto fluvial de embarque e desembarque de passageiros na cidade. A arquitetura segue um padrão bastante eclético e harmonioso.
Cultura
Utilizada para a realização de eventos culturais no espaço do auditório, a Casa da Cultura é equipada com capacidade para até 120 pessoas. A Divisão de Cultura é um espaço para realização de oficinas de teatro, dança e artesanato, com capacidade para 230 pessoas.
- Culinária: os principais pratos típicos são produzidos a partir do camarão, boi, búfalo, peixes, caças e açaí. Podemos citar alguns como o tacacá, cuscuz, entre outros.
- Artesanato: entre os materiais produzidos podemos destacar: peneiras, cestas, paneiros, tipiti, matapi, alguidar, panelas de barro, vassouras e outros, produzidos a partir da utilização de cipós, talas de palmeiras, madeira, barro e palha.
- Folclore: realiza-se anualmente o Forrozão Marajoara e o Festival Brevense de Folclore, onde são apresentados os inúmeros grupos folclóricos do município, com destaque para: Grupo Folclórico Nheengaíbas, Roceiros da Castanheira, Geração Junina, Roceiros do Marajó, Roceiros da Cidade Nova, Mata Velho, Nova Geração Moderna Papy Legal, Sensação Junina do Aeroporto, Boi- Bumba, Pai do Campo, Revelação Junina da Mainardi Guará . Danças apresentadas: Xote, mazurca, carimbó e retumbão.
- Calendário de Eventos Culturais: 12 a 20 de Janeiro - Festividade de São Sebastião; Junho - Forrozão Marajoara; 26 de Julho - Festividade de Nossa Senhora de Sant'Ana; 19 a 22 de Agosto - Festividade Brevense de Folclore; 30 de Novembro - Aniversário do Município.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

PARAGOMINAS - PARÁ

Paragominas é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à mesorregião do Sudeste Paraense. Localiza-se na Região Norte do país. Sua população estimada em 2019 era de 113.145 habitantes. Possui uma área de 19.352,254 km².
História
Na década de 1950, a colonização do município de Paragominas foi efetivada por camponeses, que chegaram à região, antes da construção da rodovia Belém-Brasília. Em 1958, precisamente com o desbravador Ariston Alves da Silva, quando atravessou a bacia do Capim e estabeleceu primeira plantação de arroz. Seguidos pelas companhias colonizadoras: Colonizadora Belém Brasília, Colonizadora Marajoara e Cidade Marajoara, que não obtiveram êxito.
Mais tarde, o governo federal divulgou a instalação de uma colônia federal na região, que nunca chegou a se estabelecer, bem como os planos estaduais para a formação de duas colônias naquele território.
Registra-se, também, que antes mesmo da chegada dos camponeses, com autorização do Governo do Estado, empresários de Goiás haviam penetrado na floresta, ao longo do rio capim, com o objetivo de efetuar levantamentos e titular terras para compradores de Uberaba, em Minas Gerais, e Itumbiara, em Goiás.
Posteriormente, a proximidade da estrada Belém-Brasília provocou uma grande procura pela terra entre proprietários de Minas Gerais e Espírito Santo, além de companhias de especulação de terras de São Paulo, ao mesmo tempo em que camponeses penetravam em terras da região, com o objetivo de enfrentar a competição com os “grileiros”, que emitiam títulos falsos e os asseguravam, através do uso da força.
Houve uma rápida concentração de propriedade, nesse clima de violência, e as tentativas de colonização fracassaram.
O município obteve autonomia em 1965, com a Lei nº 3.235, de 4 de janeiro, formado com área desmembrada de parte do distrito de São Domingos do Capim e parte do distrito de Camiranga, que pertencia ao Município de Viseu.
Em 10 de maio de 1988, através da Lei nº 5 450, teve sua área desmembrada para criação do Município de Dom Eliseu, antigo povoado chamado Felinto Muller, que foi elevado à condição de distrito.
O município também atraiu na década de 1990 e ainda no início do século XXI uma expressiva massa imigratória de sulistas, dos quais alguns eram empresários do setor de agricultura e muitos desempregados que tentavam uma vida melhor com emprego e custo de vida baixo.
Cultura
Um dos eventos de maior importância cultural e econômica na cidade é a feira Agropecuária (Agropec), conhecida localmente como "exposição" ou "feira agropecuária'', acontece anualmente em agosto, e envolve além da exposição de gado, móveis, máquinas e automóveis para venda.
Economia
A cidade vem recebendo uma significativa quantidade de migrantes de outras regiões brasileiras impulsionados pela presença, na cidade, da mineradora Hydro. A notícia sobre a presença dessa empresa na cidade atraiu milhares de pessoas que buscavam oportunidades de emprego. Além da Hydro, várias outras empresas de grande porte começaram a se instalar no município.
Em 2008, o então prefeito Adnan Demachki lançou o projeto Paragominas Município Verde que revolucionou o município e tornou-a modelo para toda a Amazônia como cidade sustentável. No mandato do prefeito Adnan foram construídos os 3 cartões postais da Cidade, o Parque Ambiental Adhemar Monteiro, o Lago Verde e o Estádio Municipal.
No final de 2010, instalou-se em Paragominas a primeira fábrica de MDF das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. O produto é feito a partir de madeira reflorestada, o que garante o desenvolvimento sustentável da região. Está em fase de implantação no município uma termoelétrica que funcionará a partir da queima do pó de serra; a previsão é que esta entre em operação em junho de 2012.
Paragominas é sede da 1ª Cooperativa de Energia Renovável do Brasil, a Cooperativa Brasileira de Energia Renovável - COOBER, fundada no dia 24 de fevereiro de 2016, por 23 cooperados e presidida por seu idealizador e cooperado Raphael Sampaio Vale.
O município também está incluído no projeto da Ferrovia Norte-Sul. Instalou-se também a empresa de alimentos naturais e cosméticos, VOE Superfoods, com filial na Oceania, afim de englobar a agricultura familiar ao contexto urbano Nacional, uma empresa inteiramente Brasileira, que vide conciliar o contexto Brasileiro aos demais países através de seu projeto.
Educação
Estão instaladas no município diversas instituições de ensino superior, entre elas a Universidade do Estado do Pará - UEPA, o Instituto Federal do Pará - IFPA, a Universidade Paulista - UNIP (polo EaD), Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Universidade Internacional (UNINTER) EaD e a Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA. A UFRA destaca-se pela oferta de vários cursos que contribuem para o desenvolvimento regional, como Administração, Engenharia Florestal, Zootecnia, Agronomia e Sistemas de Informação (a partir de 2018). 
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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

SÃO FÉLIX DO XINGÚ - PARÁ

São Félix do Xingu é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a 1.050 quilômetros da capital do estado. Possui área de 84.213 km². Sua população estimada em 2017 era de 124.806 habitantes.
História
A História do município de São Félix compreende tradicionalmente o período entre a colonização no início do século XX e os dias atuais.
Anteriormente à colonização o território do município de São Félix do Xingu era habitado por diversos povos indígenas, dentre os quais destacam-se os Caiapós, Araras, Arauetés, Paracanãs e Asurinis. Segundo o Museu Goeldi, suas presenças, e de diversos outros povos tradicionais nestas terras, data de muito tempo, ao menos 9.500 anos.
Estes povos, muito embora ainda possuam grandes áreas sob seus domínios, foram pilhados, mortos e forçados ao trabalho pelo elemento colonizador que atravessou pela área do município ao longo do tempo.
Colonização
A primeira colonização efetiva de São Félix do Xingu, isto é, aquela que procurou estabelecer-se nesta região foi encabeçada pelo coronel da Guarda Nacional, Tancredo Martins Jorge. O coronel Martins Jorge deslocou-se da Bahia com seus familiares em busca de oportunidades econômicas. Seu grupo aportou primeiramente em Altamira, depois continuou a subir o Xingu até chegar á jusante do Rio Fresco.
De frente à confluência destes rios o coronel decidiu erguer seu acampamento e em 20 de novembro de 1900 inaugurou uma pequena capela em homenagem a Félix de Valois, na Ilhota São Félix (pequena ilha no rio Xingu), orago do qual era devoto. Tal data que é reconhecida como a fundação do povoado.
O povoado da Ilhota desenvolveu-se basicamente graças ao extrativismo vegetal, com destaque à extração efetuada na Hevea brasiliensis e na Castilla ulei. Era o período áureo da borracha e a casa comercial do coronel Martins Jorge funcionava como um barracão de aviamento.
Transferência da colônia e emancipação
Em 1914 os seringalistas mudaram a colônia da Ilhota para a margem esquerda do rio Xingu na confluência com o rio Fresco, na região denominada de Boca do Rio. A localidade passou a ser conhecida pelo nome de "São Félix da Boca do Rio".
As atividades relacionadas à borracha tiveram uma forte queda com a crise que atingiu o setor durante a década de 1910, deixando assim a vila em sérias dificuldades econômicas. Tal fato deu espaço ao surgimento de outros segmentos como o da exploração da castanha-do-brasil, da extração de gemas e metais preciosos e da pequena pecuária.
Com o crescimento populacional e econômico de São Félix, em 31 de dezembro de 1936, foi elevado á condição de distrito do município do Xingu (hoje Altamira).
Em 29 de dezembro de 1961, durante o governo de Aurélio do Carmo, por meio da Lei nº 2.460, foi criado o município de São Félix do Xingu, com área desmembrada do município de Altamira. O município só foi formalmente instalado em 10 de abril de 1962, data em que é comemorado seu aniversário.
Abertura da PA-279
Na década de 1970 é pela primeira vez proposta a ligação rodoviária de São Félix com o restante do território nacional, como parte da doutrina de segurança nacional e de ocupação dos vazios demográficos, vigentes durante a ditadura militar no Brasil. A proposta culminou na inauguração em 1976 da rodovia estadual PA-279, ligando Xinguara á São Félix do Xingu, além das localidades ao longo do percurso.
A inauguração da rodovia trouxe um imenso fluxo de pessoas para a região, que causou dentre outras coisas uma intensa especulação em torno da posse da terra. Vários conflitos entre posseiros e grileiros, pequenos proprietários rurais e latifundiários se sucederam em consequência da abertura da rodovia.
Várias atividades econômicas foram trazidas no âmbito da PA-279, entre as quais vale destacar a exploração madeireira e a agropecuária. Ambas tornaram-se desde a década de 1980 o motor econômico do município.
Fatos recentes
Em 2011 São Félix participou ativamente com todo o sudeste do Pará, da consulta plebiscitária que definiu sobre a divisão do estado do Pará. Desde a sua fundação São Félix insere-se como parte da proposta do estado do Carajás, tanto que o município é filiado ao principal organismo de luta pela causa na região, a "AMAT Carajás".
Embora a expressiva votação favorável no plebiscito em São Félix, tendo alcançado entre a população local mais de 90% de aprovação pela criação do estado do Carajás, o peso da região de Belém se fez maior, e se sobrepôs ao anseio local. Entretanto, mesmo com a derrota na votação, o município continua, juntamente com a região, a pleitear a separação para criação do estado do Carajás.
Em 2019 foi cooficializada a língua caiapó no município.
Hidrografia
São Félix do Xingu é rodeado por vários rios. Os dois principais são os rios Fresco e o Xingu que são atrações turísticas do município.
Estes também são usados para pesca e transporte no período da cheia.
Clima
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de setembro a 1972 a dezembro de 1996 e a partir de novembro de 2003, a menor temperatura registrada em São Félix do Xingu foi de 8,6 °C em 29 de julho de 1975, e a maior atingiu 38,4 °C em 23 de setembro de 2011. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 377,9 milímetros (mm) em 2 de setembro de 1991.
Infraestrutura
Transportes
O município é servido pela rodovia PA-279, asfaltada até o perímetro urbano da sede, no final de 2013. Esta rodovia liga o município às cidades de Tucumã, Ourilândia do Norte, Água Azul do Norte e Xinguara.
O principal aeródromo municipal é o aeroporto de São Félix do Xingu, que faz voos comerciais somente para localidades paraenses.
Em relação ao transporte hidroviário, São Félix dispõe de dois portos de médio porte na sede municipal, sendo o principal o porto do Rio Fresco, que se liga com o porto da Balsa-Fresco, ambos na margem do rio Fresco, que dá acesso à vicinal PA Tancredo Neves. O outro porto da sede municipal é o porto de São Félix, que se liga na margem oposta com o porto da Balsa-São Félix, ambos no rio Xingu, que dá acesso à vicinal PA Xada. Esses portos são especializados em embarque e desembarque de produtos alimentícios, pesqueiros e translado de veículos e pessoas.
Educação
O município abriga um dos campus da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA), a principal instituição pública de ensino superior do sul e sudeste do Pará.
Economia
A base da economia do município é a pecuária de corte, sendo que o o território xinguense possui o maior rebanho bovino do Brasil, com mais de 1,7 milhões de cabeças.
Outro vetor de crescimento econômico encontra-se na produção agrícola, centrada nas lavouras permanentes de banana e cacau, além das lavouras temporárias de milho, feijão e mandioca.
Já no aspecto industrial, o principal gerador de divisas está na mineração industrial, centrada na extração de cassiterita, níquel e cobalto. Já a mineração artesanal (ou garimpo) existe de maneira irregular na região, visto que os órgãos reguladores consideram a atividade um crime ambiental. O garimpo foca-se na extração do ouro.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

TUCURUÍ - PARÁ

Tucuruí é um município brasileiro do estado do Pará. Localizado no norte brasileiro. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018 o município possuía 112.148 habitantes e 2.086 km² de área.
É conhecido por abrigar a maior usina hidrelétrica totalmente brasileira e a quarta do mundo: a Usina Hidrelétrica Tucuruí, construída e operada desde 22 de novembro de 1984 pela Eletronorte.
É a mais antiga localidade ainda existente no sudeste do Pará (região do Carajás), sendo fundada como colônia militar portuguesa em 1779.
Toponímia
"Tucuruí" é um termo derivado da língua tupi antiga: significa "gafanhotos verdes", através da junção de tukura (gafanhoto) e oby (verde).
História
A história de Tucuruí compreende tradicionalmente o período de instalação de vários assentamentos com a função de servir de guarda e passagens entre o baixo e o médio Tocantins, muito embora o território do município fosse habitado por povos indígenas deste tempos muito antigos.
Período pré-colonial
A região do município, em suas raízes, era habitada por povos indígenas das tribos dos assurinis-do-tocantins, paracanãs e gaviões. Essas tribos de hábitos nômades diferenciavam-se entre si por seus troncos étnicos e linguísticos.
Mesmo com as várias expedições de navegação na região já deste o século XVI, destacando-se as tentativas dos franceses, foi somente no século XVIII que os portugueses preocuparam-se em ocupar definitivamente a região.
Fundação e colonização
Os primeiros fatos históricos e registros da cidade, no entanto, datam apenas de 1779, quando o governador Telo de Menezes fundou a Vila de São Bernardo da Pederneira, em resposta ao crescimento da Confederação do Itapocu; em 1780 mudando de nome para Alcobaça. A fundação realmente se efetivou com a construção em 1782 do Forte de Nossa Senhora da Fachina (posteriormente Forte de Nossa Senhora de Nazaré), construído com mão de obra escrava e indígena. O forte tinha a finalidade de fiscalizar a navegação no Rio Tocantins, servir como contraponto aos vários quilombos que surgiram na região e o contrabando de ouro vindo de Goiás e Mato Grosso feito pelo rio.
Da localidade, de Baião e de Cametá partiam as principais expedições contra os negros fugidos da escravidão, bem como para captura de índios para o trabalho escravo.
Entre os anos de 1809 e 1814 e 1821 e 1823 a região foi integrada nominalmente a capitania de São João das Duas Barras[9], numa altura de uma forte disputa territorial pela navegação do rio Tocantins.
No século XIX o Forte de Nossa Senhora da Fachina passa a ser entreposto para incursões nas matas da região para exploração de drogas do sertão, muito apreciadas na praça de Santa Maria de Belém do Grão-Pará.
Em 1870, o governador do Pará criou a freguesia de São Pedro no lugar de Pederneiras, integrada ao município de Baião, até então o mais próximo núcleo populoso desse trecho do Tocantins. Em 1875, a freguesia de São Pedro de Pederneiras muda de denominação, passando a se chamar São Pedro de Alcobaça, situando-se onde hoje é a cidade.
De 1890 a 1940
Em 1894, instalou-se, em Alcobaça, a Companhia de Navegação Férrea Fluvial/Araguaia-Tocantins, com objetivo de construir a Estrada de Ferro Tocantins (EFT) ligando Alcobaça até a Praia da Rainha no município de Itupiranga (175 km), vencendo o trecho de corredeiras do rio Tocantins e melhorando, assim, o intercâmbio com o estado de Goiás e melhorando o escoamento da produção de castanha de Marabá. Em 1895, inicia-se a construção da estrada e inúmeras pessoas deslocam-se para a região em busca de trabalho, principalmente nordestinos, mocajubenses e cametaenses.
As obras enfrentavam grandes dificuldades: a malária vitimava um grande número de trabalhadores e os desníveis e a grande quantidade de igarapés da região atrapalhavam a execução do projeto. Os índios, entretanto, desde os primeiros tempos foram pacificados e não causaram grandes problemas. O projeto da estrada margeava o rio, devido ao receio dos engenheiros em adentrarem a floresta. Talvez esteja, aí, o motivo do fracasso do projeto, que somente em 1946 recebeu sua primeira locomotiva, mais de cinquenta anos depois do início de sua construção, e que, na década de 1970, teve sua operação interrompida.
A memória dessa estrada não foi devidamente preservada: a estação virou mercado e a única locomotiva restante encontra-se em frente ao Centro Cultural da Eletronorte, na Vila Permanente. A via férrea por onde passava hoje é a Rua Santo Antônio.
A vila de Alcobaça acabou envolvendo-se nos acontecimentos que levaram a anexação do sudeste do Pará ao estado do Goiás em 1908. Os líderes do vilarejo se uniram aos líderes de Marabá, Conceição do Araguaia e Breu Velho na declaração de emancipação e desligamento formulada em 1808 e protocolada junto ao parlamento goiano. O episódio ocorreu em meio aos conflitos que ocorriam no meio norte brasileiro desde 1907, a segunda revolta de Boa Vista.
O governo goiano reconheceu o documento da "declaração de Marabá", e formalmente anexou a região ao seu estado. Desta forma entre 1908 e 1909 a região permaneceu em litígio, sendo sua posse disputada Grão-Pará e pelo Goiás. O episódio quase desencadeou uma guerra civil na região. A consequência de tais acontecimentos refletiu na organização política da região, que até então era insipiente.
A intenção para com a proposta de anexação ao Goiás, era a elevação da povoação à categoria de cidade, desligando-se de Baião, que nenhuma assistência fornecia a vila.
Como parte dos acontecimentos, em 1910 os líderes de Alcobaça formularam uma proposta conjunta com os líderes dos principais vilarejos da época (Marabá, Conceição do Araguaya, São João do Araguaya e Breu Velho), de emancipação da região formando uma nova entidade política estadual, o estado do Itacaiúnas. Esta proposta é a precursora do atual projeto do estado do Carajás.
1940 - 1970
No governo de Magalhães Barata, em 1943, a cidade passa à categoria de povoado e recebe a denominação de Tucuruí (que permanece até hoje). No dia 31 de dezembro de 1947, Tucuruí é desmembrada de Baião e é elevada à categoria de município. A primeira eleição é realizada em 13 de maio de 1948, tendo sido eleitos: Alexandre José Francês, prefeito, e Nicolau Zumero, vice-prefeito. O município é instalado em 29 de maio de 1948, com a posse dos vereadores e do prefeito, porém, por não ter sido instalado por um juiz de direito, contrariando a lei vigente, é reinstalado em 26 de junho de 1948 por um juiz da comarca de Cametá.
Nessa época, a base econômica da cidade era a extração da castanha-do-pará e o comércio de madeira, tornando o local um movimentado entreposto comercial na região do Araguaia-Tocantins.
Desde 1970
Em 1970 Tucuruí e o sul do Pará passam por uma profunda transformação política, econômica e social, em função da estratégia do ditadura militar de integrar a região, por meio do Projeto Grande Carajás.
O município é integrado por estradas, a PA-263 e a BR-422, deixando de ter uma ligação majoritariamente fluvial com o resto do território nacional. Na esteira dessas artérias rodoviárias uma leva de migrantes vindos do Nordeste e do Centro-Sul do Brasil chegam a Tucuruí, alterando definitivamente os costumes e a cultura local, de uma cidade ribeirinha para um grande centro industrial.
Ocorre também a instalação de uma das maiores plantas hidrelétricas do mundo, a Usina Hidroelétrica de Tucuruí. A instalação deste megaempreendimento fez explodir a população do município, com Tucuruí saltando de uma pequena localidade com menos de 5.000 habitantes na década de 1960, para mais de 100 mil habitantes já na década de 2000 durante a instalação das Eclusas de Tucuruí.
Os primeiros estudos para a construção de uma hidrelétrica que aproveitasse o potencial do rio Tocantins iniciaram-se por volta de 1957 e seguiram durante a década de sessenta. Com o início da ditadura militar no Brasil (1964–1985), foi implantado, no sul do estado, o Projeto Grande Carajás, visando ao desenvolvimento da Amazônia oriental através da atividade minero metalúrgica e de projetos agropecuários-florestais. No entanto, para a consolidação desse projeto, Tucuruí tornava-se ponto decisivo.
Na década de 1970, iniciaram-se os trabalhos para a construção da hidrelétrica e o município começou a ganhar a infraestrutura necessária. Foram construídos um aeroporto e vilas para abrigar os operários, engenheiros e demais funcionários da obra (Vilas Permanente e Temporárias I e II). As vilas da Eletronorte são verdadeiros condomínios fechados, contando com água e esgoto tratados, ruas pavimentadas, supermercados, escolas, creches, clubes, entre outras comodidades.
A usina teve sua primeira etapa concluída em 1984 e foi inaugurada pelo presidente João Figueiredo, com potência instalada de 4.000 megawatts. A segunda etapa é concluída apenas em meados de 2007 elevando a capacidade para 8.000 megawatts.
Em 2011 Tucuruí participou ativamente com todo o sudeste do Pará, da consulta plebiscitária que definiu sobre a divisão do estado do Pará. Desde a sua fundação Tucuruí insere-se como parte da proposta do estado do Carajás, tanto que o município é filiado aos principais organismos de luta pela causa na região.
Embora a expressiva votação favorável no plebiscito em Tucuruí, o peso da região de Belém se fez maior, e se sobrepôs ao anseio local. Entretanto, mesmo com a derrota na votação, o município continua, juntamente com a região, a pleitear a separação para criação do estado do Carajás.
Geografia
Hidrografia
O maior acidente geográfico de Tucuruí é o Rio Tocantins. As cabeceiras do Tocantins estão numa altitude aproximada de 1.100 metros, na Serra do Paranã, cerca de 60 quilômetros ao norte de Brasília. Nasce com o nome de Rio Maranhão e toma o nome de Tocantins após a confluência com o Rio Paranã. Após um percurso total de cerca de 2.400 quilômetros, desemboca na baía de Marapatá (Rio Pará), nas proximidades da cidade de Belém.
Os últimos 360 quilômetros do Tocantins apresentam o trecho do lago de Tucuruí, encobrindo antigos desníveis que ali existiam, seguindo pelo trecho até a foz, com declividade insignificante, sofrendo, inclusive, a influência das marés.
O imenso lago artificial formado ao se barrar o rio Tocantins possui 2.875 quilômetros quadrados de área e criou um novo ecossistema na região, com 1.700 ilhas, sendo toda esta área, até 200 metros em seu entorno, pertencente à Eletronorte, ou seja, ao Governo Federal. Hoje, são necessários 35 dias para que toda a água do lago da Usina Hidrelétrica Tucuruí – um total de 45,8 bilhões de metros cúbicos – seja renovada.
Clima
O clima é equatorial quente e úmido apresentando temperaturas médias mensais entre 22 °C e 34 °C, com média anual de 27 °C. A umidade relativa do ar é relativamente elevada e a o índice pluviométrico é superior a 2.000 milímetros (mm) anuais. O período mais chuvoso compreende os meses de janeiro a abril, e o mais seco vai de junho a outubro.
Economia
Além da usina hidrelétrica, principal fonte econômica do município, a economia também desenvolve-se em outros setores. No setor primário predominam o extrativismo vegetal, a agricultura rudimentar, a pecuária extensiva e a pesca (recentemente foi implantado um projeto de tanques rede na região do lago). No setor secundário, ainda pouco expressivo, destaca-se a construção civil e a indústria de laticínios, que abastece a região com leites, iogurtes e queijos. O setor terciário, predominante no município, apresenta comércio diversificado ( supermercados, farmácias, lojas de eletrodomésticos, de informática e de vestuário, entre outras) e serviços como agências bancárias, casa lotérica e estabelecimentos de ensino e saúde.
Usina hidrelétrica
A Usina Hidrelétrica de Tucuruí mudou radicalmente a base econômica, a população e as perspectivas da cidade, que pode ter sua história dividida em dois momentos muito distintos: o antes e o depois da hidrelétrica. Essa usina hidrelétrica formou um lago imenso, onde foram formadas ilhas com a mais diversa quantidade de espécies. É praticado, desde 2009, sempre no último final de semana do mês de maio, o Torneio de Pesca Esportiva de Tucuruí, cujo objetivo é a pesca do maior tucunaré, um peixe muito valorizado na pesca esportiva. São distribuídos vários prêmios aos participantes, que vêm de diferentes partes do país e até de outros países para pescar.
Praças
Tucuruí conta com as seguintes praças: Praça do Rotary; Praça da Bandeira; Praça da Bica.
Praça do Mangal; Praça da Mangueira (conhecida também como: Praça do Skate ou Praça do Half); Praça Jardim Paraíso; Praça Padre Pedro Hermans.
As Universidades presentes em Tucuruí são: Universidade do Estado do Pará; Instituto Federal do Pará; Universidade Federal do Pará; Universidade Anhanguera-Uniderp; Faculdade Ciências Religiosas Gamaliel; UNIUBE e UNOPAR
Referência para o texto: Wikipédia .