Itabela é um município brasileiro do interior do estado da Bahia, Região Nordeste do país. Localiza-se no extremo sul baiano, estando situado a cerca de 670 km a sudoeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 920 km², sendo que 6 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada pelo IBGE, em 29.588 habitantes para o ano de 2025.
História
Por volta de 1949 os madeireiros chegam à região pertencente a Porto Seguro (atual Itabela) montando acampamento e dando início a uma pequena povoação.
Em meados da década de 1960 teve início às obras da BA-02 (hoje BR-101) que liga o extremo sul da Bahia ao Espírito Santo. E milhares de imigrantes capixabas, pessoas ligadas na maioria à exploração madeireira, ocuparam a microrregião. Muitos ficaram em Itabela - na época um povoado - o que deu início ao ciclo da madeira, conhecido como febre do jacarandá.
A Senhora Alaíde Pires dos Santos, moradora desde 1970, conta que o primeiro morador do povoado foi o Sr. João, proprietário de um armazém.
Seguido por João Pereira e família, sertanejos de Inhambupe fixaram-se em uma propriedade de 18 alqueires. Outros imigrantes chegaram depois, instalando-se nas áreas vizinhas.
Com o aumento acelerado da povoação, João Pereira dividiu parte de suas terras em lotes e distribuiu à população. E o povoado expandiu-se.
A venda de Sr. João era onde os tropeiros que transitavam pela região paravam para descansar e verificar numa tabela, ali existente, as distâncias para outras localidades. Por esse motivo o proprietário passou a ser conhecido por João da Tabela e o local de Tabela.
Os primeiros professores do povoado foram Dona Raimunda, Dona Alaíde, Maria d'Ajuda e Dinamar. Ministravam suas aulas em espaços improvisados, como igreja e cômodos de suas próprias casas.
Com abertura da BR-101 na década de 1970, a integração da região às economias estadual e nacional foi intensa. Naquele período implantou-se cerca de 80 serrarias com consequente destruição das reservas florestais.
Nessa época o governo do Estado criou um plano Diretor para o povoado e iniciou a implantação de um Distrito Industrial (DI), tendo por base a indústria madeireira. Foi concedido uma redução de impostos para as empresas instaladas no DI. Contava-se 157 serrarias na localidade nesse período.
Diante o desenvolvimento, lideranças locais começam lutar pela emancipação. E mesmo com a resistência do então prefeito de Porto Seguro e da Câmara de Vereadores, o movimento ganhou força. Foi apresentado à Assembleia Legislativa da Bahia, um Projeto de Lei propondo a emancipação, que foi aprovado e sancionado pelo governador, no dia 14 de junho de 1989 pelo Decreto Estadual n.º 5.000.
Origem do nome
Por influência de outros nomes de cidades da região com prefixo “ita” (Pedra, em tupi-guarani), a mudança foi feita de Tabela para Itabela, podendo também ter relação com o Monte Pascoal, visto da cidade. O início da povoação foi por volta de 1962, uns 10 anos após a chegada da família Pereira nesta região. O sertanejo de Inhambupe (BA) João Pereira, a matriarca Jovina e os seis filhos se fixam numa propriedade de 18 alqueires. Plantavam principalmente cacau, café e milho. Outros imigrantes chegariam e se estabeleceriam nas imediações da estrada que ligava Porto Seguro a Guaratinga. A povoação cresceu rapidamente, e João Pereira dividiu suas terras. Em meados da mesma década houve o início da construção da BA 02 (hoje BR-101), e vários imigrantes capixabas vieram. Começou a exploração da madeira da Mata Atlântica, também conhecida como "febre do jacarandá", que logo acabaria. Com incentivo do governo estadual, chegaram a existir na região 157 serrarias - em 2006, eram menos de dez.
Foi distrito de Porto Seguro até 14 de junho de 1989, quando foi publicada a Lei Estadual nº 5.000, de 13 de junho de 1989, sancionada pelo então governador da Bahia, Waldir Pires, que decretou a emancipação e criação do município de Itabela.
A explicação oficial da origem do nome Itabela dá conta de que, no início, havia uma tabela com as distâncias de cidades. Daí, por consequência de várias cidades da região (a exemplo de Itabuna) terem o prefixo Ita no nome (que em tupi quer dizer "pedra"), formando "pedra bela".
A origem do nome "Itabela" é uma construção híbrida e poética. O prefixo "Ita", de origem tupi, significa "pedra" ou "rocha". O sufixo "Bela" é de origem latina/portuguesa. Portanto, o nome pode ser interpretado como "Pedra Bela". Segundo relatos locais, a escolha foi inspirada na beleza das formações rochosas e da paisagem natural que cercava o núcleo original do povoado.
Geologia
A geografia de Itabela é o que os agrônomos chamam de "paraíso produtivo".
Altitude
A altitude média é de 140 a 160 metros acima do nível do mar.
Clima
O clima é do tipo Tropical Úmido, com chuvas bem distribuídas e calor constante.
Relevo
O relevo do município é predominantemente de Tabuleiros Costeiros (planalto baixo e plano). O relevo plano é um dos maiores trunfos da cidade, pois permite a mecanização total das lavouras de café e mamão, diferenciando-a das regiões serranas onde o trabalho manual ainda é predominante.
Solos
Os solos presentes são do tipo Latossolos Amarelos e Vermelho-Amarelos, profundos e mecanizáveis.
Vegetação
A vegetação do município é constituída de remanescentes de Mata Atlântica e áreas de reflorestamento.
Economia
Itabela é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Itabela é quase inteiramente baseada no setor primário. O município é um dos maiores produtores de Café Conilon (Coffea canephora) do estado da Bahia e do Brasil.
A cultura do café é a espinha dorsal da cidade, gerando milhares de empregos diretos e indiretos e movimentando o comércio local de máquinas e insumos.
O município também se destaca na produção de mamão (Papaya e Formosa), sendo um importante exportador para o mercado europeu e norte-americano.
A pecuária de corte e leite possui relevância, embora tenha cedido espaço para as lavouras permanentes ao longo dos anos.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 249 admissões formais e 251 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -2 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 17.
Educação
Em Itabela, a educação superior é ofertada principalmente através de Polos de Ensino a Distância (EaD) de grandes universidades privadas e públicas (como a Unopar, Uniasselvi e parcerias com a rede estadual). Para cursos presenciais mais diversificados, como Agronomia, Medicina ou Engenharias, os estudantes costumam se deslocar para a vizinha Eunápolis, que é um centro universitário regional consolidado.
Turismo
Embora não possua praias, Itabela encontrou sua vocação no Agroturismo e em eventos setoriais.
A Festa do Café é o maior evento cultural e econômico do município. Realizada anualmente (ou bienalmente), a festa atrai produtores de todo o país, conta com feiras de tecnologia agrícola e shows de artistas de renome nacional, celebrando o sucesso da colheita.
Cultura
A identidade cultural é uma mistura da tradição "cabocla" baiana com os costumes dos colonos sulistas e capixabas. Isso reflete na gastronomia, que une a moqueca baiana ao churrasco e ao café forte do dia a dia.
Esporte
O futebol amador é a paixão local. A Seleção de Itabela é uma competidora tradicional no Campeonato Intermunicipal de Futebol da Bahia, a maior competição amadora do mundo, que mobiliza toda a cidade em dias de jogos. O ciclismo de aventura também cresce, aproveitando as estradas rurais entre os cafezais.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela .
História
Por volta de 1949 os madeireiros chegam à região pertencente a Porto Seguro (atual Itabela) montando acampamento e dando início a uma pequena povoação.
Em meados da década de 1960 teve início às obras da BA-02 (hoje BR-101) que liga o extremo sul da Bahia ao Espírito Santo. E milhares de imigrantes capixabas, pessoas ligadas na maioria à exploração madeireira, ocuparam a microrregião. Muitos ficaram em Itabela - na época um povoado - o que deu início ao ciclo da madeira, conhecido como febre do jacarandá.
A Senhora Alaíde Pires dos Santos, moradora desde 1970, conta que o primeiro morador do povoado foi o Sr. João, proprietário de um armazém.
Seguido por João Pereira e família, sertanejos de Inhambupe fixaram-se em uma propriedade de 18 alqueires. Outros imigrantes chegaram depois, instalando-se nas áreas vizinhas.
Com o aumento acelerado da povoação, João Pereira dividiu parte de suas terras em lotes e distribuiu à população. E o povoado expandiu-se.
A venda de Sr. João era onde os tropeiros que transitavam pela região paravam para descansar e verificar numa tabela, ali existente, as distâncias para outras localidades. Por esse motivo o proprietário passou a ser conhecido por João da Tabela e o local de Tabela.
Os primeiros professores do povoado foram Dona Raimunda, Dona Alaíde, Maria d'Ajuda e Dinamar. Ministravam suas aulas em espaços improvisados, como igreja e cômodos de suas próprias casas.
Com abertura da BR-101 na década de 1970, a integração da região às economias estadual e nacional foi intensa. Naquele período implantou-se cerca de 80 serrarias com consequente destruição das reservas florestais.
Nessa época o governo do Estado criou um plano Diretor para o povoado e iniciou a implantação de um Distrito Industrial (DI), tendo por base a indústria madeireira. Foi concedido uma redução de impostos para as empresas instaladas no DI. Contava-se 157 serrarias na localidade nesse período.
Diante o desenvolvimento, lideranças locais começam lutar pela emancipação. E mesmo com a resistência do então prefeito de Porto Seguro e da Câmara de Vereadores, o movimento ganhou força. Foi apresentado à Assembleia Legislativa da Bahia, um Projeto de Lei propondo a emancipação, que foi aprovado e sancionado pelo governador, no dia 14 de junho de 1989 pelo Decreto Estadual n.º 5.000.
Origem do nome
Por influência de outros nomes de cidades da região com prefixo “ita” (Pedra, em tupi-guarani), a mudança foi feita de Tabela para Itabela, podendo também ter relação com o Monte Pascoal, visto da cidade. O início da povoação foi por volta de 1962, uns 10 anos após a chegada da família Pereira nesta região. O sertanejo de Inhambupe (BA) João Pereira, a matriarca Jovina e os seis filhos se fixam numa propriedade de 18 alqueires. Plantavam principalmente cacau, café e milho. Outros imigrantes chegariam e se estabeleceriam nas imediações da estrada que ligava Porto Seguro a Guaratinga. A povoação cresceu rapidamente, e João Pereira dividiu suas terras. Em meados da mesma década houve o início da construção da BA 02 (hoje BR-101), e vários imigrantes capixabas vieram. Começou a exploração da madeira da Mata Atlântica, também conhecida como "febre do jacarandá", que logo acabaria. Com incentivo do governo estadual, chegaram a existir na região 157 serrarias - em 2006, eram menos de dez.
Foi distrito de Porto Seguro até 14 de junho de 1989, quando foi publicada a Lei Estadual nº 5.000, de 13 de junho de 1989, sancionada pelo então governador da Bahia, Waldir Pires, que decretou a emancipação e criação do município de Itabela.
A explicação oficial da origem do nome Itabela dá conta de que, no início, havia uma tabela com as distâncias de cidades. Daí, por consequência de várias cidades da região (a exemplo de Itabuna) terem o prefixo Ita no nome (que em tupi quer dizer "pedra"), formando "pedra bela".
A origem do nome "Itabela" é uma construção híbrida e poética. O prefixo "Ita", de origem tupi, significa "pedra" ou "rocha". O sufixo "Bela" é de origem latina/portuguesa. Portanto, o nome pode ser interpretado como "Pedra Bela". Segundo relatos locais, a escolha foi inspirada na beleza das formações rochosas e da paisagem natural que cercava o núcleo original do povoado.
Geologia
A geografia de Itabela é o que os agrônomos chamam de "paraíso produtivo".
Altitude
A altitude média é de 140 a 160 metros acima do nível do mar.
Clima
O clima é do tipo Tropical Úmido, com chuvas bem distribuídas e calor constante.
Relevo
O relevo do município é predominantemente de Tabuleiros Costeiros (planalto baixo e plano). O relevo plano é um dos maiores trunfos da cidade, pois permite a mecanização total das lavouras de café e mamão, diferenciando-a das regiões serranas onde o trabalho manual ainda é predominante.
Solos
Os solos presentes são do tipo Latossolos Amarelos e Vermelho-Amarelos, profundos e mecanizáveis.
Vegetação
A vegetação do município é constituída de remanescentes de Mata Atlântica e áreas de reflorestamento.
Economia
Itabela é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Itabela é quase inteiramente baseada no setor primário. O município é um dos maiores produtores de Café Conilon (Coffea canephora) do estado da Bahia e do Brasil.
A cultura do café é a espinha dorsal da cidade, gerando milhares de empregos diretos e indiretos e movimentando o comércio local de máquinas e insumos.
O município também se destaca na produção de mamão (Papaya e Formosa), sendo um importante exportador para o mercado europeu e norte-americano.
A pecuária de corte e leite possui relevância, embora tenha cedido espaço para as lavouras permanentes ao longo dos anos.
De janeiro a fevereiro de 2026, foram registradas 249 admissões formais e 251 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -2 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 17.
Educação
Em Itabela, a educação superior é ofertada principalmente através de Polos de Ensino a Distância (EaD) de grandes universidades privadas e públicas (como a Unopar, Uniasselvi e parcerias com a rede estadual). Para cursos presenciais mais diversificados, como Agronomia, Medicina ou Engenharias, os estudantes costumam se deslocar para a vizinha Eunápolis, que é um centro universitário regional consolidado.
Turismo
Embora não possua praias, Itabela encontrou sua vocação no Agroturismo e em eventos setoriais.
A Festa do Café é o maior evento cultural e econômico do município. Realizada anualmente (ou bienalmente), a festa atrai produtores de todo o país, conta com feiras de tecnologia agrícola e shows de artistas de renome nacional, celebrando o sucesso da colheita.
Cultura
A identidade cultural é uma mistura da tradição "cabocla" baiana com os costumes dos colonos sulistas e capixabas. Isso reflete na gastronomia, que une a moqueca baiana ao churrasco e ao café forte do dia a dia.
Esporte
O futebol amador é a paixão local. A Seleção de Itabela é uma competidora tradicional no Campeonato Intermunicipal de Futebol da Bahia, a maior competição amadora do mundo, que mobiliza toda a cidade em dias de jogos. O ciclismo de aventura também cresce, aproveitando as estradas rurais entre os cafezais.
Referências para o texto: Wikipédia ; Caravela .