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segunda-feira, 11 de maio de 2020

CATALÃO - GOIÁS

Catalão é um município brasileiro do estado de Goiás. Sua população segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2016, é de 100.590 habitantes.
Etimologia
A origem histórica da cidade de Catalão passa atualmente por estudos visando descobrir realmente suas origens, pois existe uma corrente tradicional e outra que traz nova configuração sobre este ponto. Assim, tradicionalmente, Catalão originou-se da penetração das entradas e bandeiras, organizadas em comitivas compostas por homens de armas, cavaleiros e padres, que adentravam pelos sertões para a captura de mão-de-obra indígena a ser escravizada e em busca de riquezas minerais. A penetração pelos sertões Goianos efetivou-se nas primeiras décadas do século XVIII, de onde se tinha notícia da existência dos índios GUAYAZ e de terras ricas em minérios, principalmente o ouro. E é assim que se inicia, em território Goiano, o extermínio físico e cultural do grande povo indígena. A bandeira comandada por Bartolomeu Bueno da Silva, filho de bandeirante cognominado pelos índios de "Anhanguera", atravessou o Rio Paranaíba, onde abriu o Porto Velho (atual Porto do Lalau), deixando um barco na margem direita do Ribeirão Ouvidor, assinalando sua passagem e continuando sua viagem pelos sertões goianos. Nas imediações de Catalão, permaneceu um dos capelães da comitiva, Frei Antônio, espanhol natural da Catalunha apelidado de O CATALÃO que, juntamente com três companheiros, resolveu criar um ponto de pouso nas proximidades do Córrego do Almoço, tendo em vista a qualidade do solo e a amenidade do clima e, principalmente, a necessidade de reabastecer a bandeira quando do retorno.
Dados históricos demonstram a probabilidade da existência do povoado de Catalão a partir de 1728, tendo figurado como ponto de passagem de todas as bandeiras que penetravam pelo sertão Goiano.
Em 1736, para cumprimento de ordens reais, veio ao território goiano D. Antônio Luiz da Távora, Conde Sarzedas e Governador da Capitania de São Paulo, a qual o atual estado de GOIÁS pertencia. Assim por meio de registros da época, fica comprovada a existência do povoado de Catalão.
Catalão é feito do encontro de dois morros.
História
Período pré-Colombiano
Não se conhece ao certo há quanto tempo iniciou-se a ocupação humana nas terras do atual município de Catalão. Sabe-se, contudo, que a região onde se situa o mesmo era habitada por dois grupos de indígenas no início do século XVIII : nas áreas atualmente correspondentes aos distritos de Catalão e Pires Belo, habitavam os Caiapó, muito provavelmente os mesmos que são hoje conhecidos como Panará e que atualmente habitam o Mato Grosso. Esses indígenas eram seminômades e é de se supor que conheciam a agricultura da abóbora, mandioca, milho e amendoim, pelo menos.
Já na região do atual distrito de Santo Antônio do Rio Verde não é certo que viviam os caiapós do sul, tendo sido aventada a possibilidade de haverem vivido nesta área um grupo genericamente conhecido como carijós, que foram mais tarde levados pelos portugueses para uma redução (local onde os colonizadores reuniam os índios para catequizá-los) nos atuais municípios de Vazante, Paracatu ou Guarda-Mor. Há também a hipótese que afirma que os índios da chapada divisora das bacias do Paranaíba e São Francisco (como é o caso do Chapadão de Catalão) pudessem ser os Araxás ou mesmo os Cariris, se bem que a região estivesse próxima a aldeia de Itapiraçaba, dos índios Caiapó do Sul. Seja como for, o certo é que, ao contrário das áreas planálticas e repletas de veredas férteis do oeste e sul do município, sabida e longevamente ocupadas por Caiapós do Sul, a região da chapada, no nordeste do município, deveriam ser áreas de passagens para várias tribos, até por que, não apresentavam condição de cultivo para tribos sedentárias, embora fossem muito provavelmente fartas em animais para pesca e sobretudo, caça, dadas estas mesmas condições.
Período colonial
Embora desde 1580 expedições portuguesas tenham visitado as terras que hoje correspondem a Goiás, a referência histórica mais antiga sobre a ocupação do atual território catalano refere-se ao ano de 1728, e pode ser encontrada na obra "História de Goiás em Documentos", cuidado para não se confundir com Catalão (Espanha), de autoria do filósofo e historiador hispano-brasileiro Luis Palacín Rodríguez. No texto há relatos da época sobre a existência de um certo sítio do Catalão, sendo que este era supostamente um clérigo originário da Catalunha que acompanhou o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, em sua bandeira e que possivelmente deveria estar, já por esta data, residindo na área que daria origem ao município, portanto, desde 1722, já que foi neste ano que a referida bandeira entrou nas terras que viriam a ser Goiás. Como em 1736, Dom António Luís de Távora, filho do primeiro conde de Alvor e esposo da quarta Condessa de Sarzedas, para cumprimento de ordens reais, veio ao território goiano e mencionou a existência do dito sítio, fica bastante evidente a existência de povoamento em Catalão.
A segunda referência histórica mais antiga sobre o "Sítio de Catalão" foi escrita pelo primeiro historiador de Goiás, o padre Luís Antônio da Silva e Souza, em seu texto "O descobrimento da Capitania de Goyaz", em 1812. Ele discorre sobre o assassinato do capitão de uma companhia militar que veio de Minas Gerais, após ter tido uma desavença com o Domingo Rodrigues do Padro, genro de Bartolomeu Bueno da Silva, O Anhanguera filho. Isso deve ter ocorrido entre 1732 e 1736.
É relevante destacar que a expressão "sítio", à época, tinha um significado bem mais amplo, remetendo de maneira mais conforme à expressão latina situ, que a originou. Neste sentido, sítio era mais que uma propriedade, era um lugar habitado. De toda forma, no sítio do Catalão conta-se haver estabelecido um certo clérigo de origem catalã, o qual, muito provavelmente em companhia de outras pessoas, produzia víveres para os bandeirantes que iam para as minas de ouro mais ao centro da então capitania de Goiás. Era Catalão, então, centro de abastecimento das bandeiras e da gente que viria a ocupar Goiás. Desta forma, Catalão é um dos únicos municípios de Goiás, além de Formosa (Arraial dos Couros - 1749) cuja povoação iniciou-se antes de 1800 que não surgiu em função da existência de ouro.
Em 1810, um fazendeiro chamado Antônio Manuel cedeu um lote de suas terras para a construção da igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus. Este foi movido não só pela devoção, mas também pelo interesse de atrair moradores para a região e valorizar suas terras. Nesta igreja começaram a celebrar festas religiosas; surgem então ao redor da igreja armazéns e vendas, dando início a um comércio e, com isso, um povoado, que posteriormente se torna arraial, vila e cidade.
Período imperial
Em 1824 o arraial de Catalão tinha dezoito casas e uma igreja ou capela, segundo estatística feita neste ano pelo brigadeiro Cunha Matos. Todavia, a pequena urbe deveria ser maior, já que por "casa" se entendia apenas as construções de alvenaria, se ignorando os "ranchos", feitos de pau-a-pique e recobertos por folhas de coqueiros, em especial o babaçu. Em 1828, já havia um povoado na região com o nome de sempre. Este povoado, em 1833, foi elevado à condição de município e, sua sede, à de vila, desmembrando-se de Santa Cruz. Na década de 1830, era conhecida por ser uma região próspera, mas também era muito violenta. A violência não era por disputa de terras nem crimes e sim pelas disputas pessoais ou decorrentes de crimes passionais.
No ano de 1850, Catalão tornou-se sede da Comarca do Rio Paranaíba, a qual abrangia também os atuais municípios de Ipameri e Corumbaíba, deve se destacar que por volta dessa época, o município fazia parte de duas rotas comerciais que vinham da Corte para o Estado de Goiás, uma provindo de Uberaba e outra de Araxá. Em 20 de agosto de 1859, a vila tornou-se cidade e, em 1868, foi criado o primeiro mercado público no município. Panoramas do que era a vida em Catalão em meados do século XIX podem ser encontrados na obra de Bernardo Guimarães, O Índio Afonso.
Em fins do século XIX, possuía de 190 a 200 casas e pouco mais de mil habitantes. Em 1892, figurava em quarto lugar em arrecadação do Estado; com a aproximação da estrada de ferro, nesta década, pelo Triângulo Mineiro, chegando até o município de Araguari (Minas Gerais), passou para primeiro lugar. O coronelismo já havia adquirido forma definida no começo da década de 1860. Era a época do domínio do coronel Roque Alves Azevedo, que contava com o apoio unânime da Câmara Municipal. Não se sabe nem como nem quando, o coronel Roque deixou de ser chefe político, mas por volta dos fins de 1860 começa a ascensão de Antônio Paranhos à condição de líder máximo da comunidade; também nesta década, foi juiz em Catalão Bernardo Guimarães, o qual inclusive publicou em uma de suas obras (O Ermitão de Muquém) a história de personagens baseados em tipos humanos que ele viu na comarca.
É importante destacar que o município de Catalão era, já na década de 1880 o mais populoso do Estado de Goiás (posto que a cidade só alcançaria no censo de 1920), o que de certa forma reflete o dinamismo econômico do mesmo. Todavia, é lícito recordar que, ao município de Catalão correspondiam todos os municípios que atualmente estão na região do mesmo nome, além de Urutaí, embora essa observação também valha para os demais municípios de Goiás por esta época, visto que todos eles sofreram desmembramento, sendo a esta época, pois, bastante maiores que atualmente.
Período republicano
Nos primeiro anos do século XX, Catalão era fornecedora de gado e charque para as regiões produtoras de café. Na década de 1910, com a chegada da ferrovia, o município, que passara a vender também arroz e feijão para as regiões cafeicultoras e se torna o mais rico município do Estado de Goiás, além do mais populoso do Centro-Oeste, com 34.524 habitantes. Todavia, a transferência da capital estadual para Goiânia, urdida por Pedro Ludovico Teixeira na década de 1930; a transferência da capital nacional para Brasília, na década de 1960 e a modernização da economia de Uberlândia, nas décadas de 1970 e 1980, por deslocarem o centro econômico da região, fizeram a importância do município declinar sensivelmente. Somente a descoberta e posterior exploração de minérios no Domo Ultramáfico Alcalino de Catalão I e no Domo Ultramáfico Alcalino de Catalão II, em especial nióbio e fosfato, dão novo alento à economia catalana que volta a se desenvolver. Nova crise surge no começo da década de 1990, com a privatização da Goiasfértil (hoje Fosfertil) pelo governo federal e a perda de competitividade do fosfato nacional. No entanto, a forte industrialização do município, motivada por políticas estaduais de incentivos fiscal, a partir da segunda metade da década de 1990, torna a economia catalana, em 2005, a terceira mais importante de Goiás, conquistando um lugar importante, sendo apenas a 16° mais populoso do estado.
Culturalmente o município também renasce, com a valorização por parte da mídia das Congadas, a reforma de patrimônios históricos, como a Igreja de São João, a construção de museus, bibliotecas e de um centro cultural. No campo da educação, o município, que fora o primeiro do interior a contar com uma escola regular e o primeiro do Estado a ter uma escola pública, torna-se na década de 1980 o primeiro do interior a contar com um campus da Universidade Federal de Goiás; na mesma década, instala-se o ensino profissional, com unidades de ensino do SENAC e do SENAI, co-responsáveis pelo alto índice de qualificação profissional do município. Em meados da década de 2000, bem servida por hospitais, escolas, universidades, transportes, telecomunicações e com uma das economias mais fortes do Estado de Goiás, estando entre os primeiros nos setores industrial, agro-pecuarista, comercial e de extração mineral, além de ter sua cultura e tradições nacionalmente reconhecidas, e políticas de integração social, cultural e tecnológica, Catalão se consolida como um dos mais importantes municípios goianos. Com cerca de 23 km² de área urbanizada o município é considerada um centro urbano regional isolado de nível 3 pelo IBGE.
Geografia
O município de Catalão encontra-se a sudeste do estado de Goiás, numa área com duas formas de relevo distintas: os planaltos ondulados, do tipo mares de morro do oeste e uma área de chapada, mais plana e mais alta, a nordeste. As altitudes variam entre 650 e 1.200 metros. O relevo é bastante compartimentado, com depressões nos vales dos rios São Marcos e Paranaíbas, uma chapada a nordeste e mares de morro no restante do município. A despeito de pequenas áreas onde há remanescentes de mata atlântica, o domínio morfoclimático típico é o dos Cerrados.
O embasamento rochoso é do Complexo Araxá, com rochas entre 650 milhões e um bilhão de anos, com farto predomínio de rochas cristalinas, em especial metamórficas, como xistos e gnaisses, além de quartzos os mais diversos. Há dois complexos ultramáficos no município: Catalão I e Catalão II. Neles há importantes jazidas de nióbio, fosfato (exploradas), titânio, vermiculita e terras raras.
Relevo
O município de Catalão possui duas paisagens geomorfológicas distintas: a nordeste do Rio São Marcos, uma área plana de chapada, com altitudes oscilando em torno dos 1.000 metros e ao sul desta, escarpas e mares de morro; a oeste do referido rio, áreas mais acidentadas, entremeadas por pequenos vales fluviais chamados veredas, com altitude oscilando em torno dos 800 metros. Finalmente, as porções mais baixas do território encontram-se na parte meridional do mesmo, nas margens do rio Paranaíba, cercania dos povoados de Pedra Branca e Olhos d'Água, onde as altitudes estão próximas dos 650 metros e o relevo é suave. Indo destes vales para as direções norte e leste, começam os domínios de mares de morro, os quais predominam largamente no município; neles, as altitudes aumentam paulatinamente, chegando a estar entre 800 e 900 metros na região do município de Catalão e a mais de 1.200 metros, seguindo rumo ao norte.
Finalmente, na porção nordeste do município, ocupando cerca de 100 mil hectares, se encontra o Chapadão de Catalão, que se prolonga pelo Estado de Minas Gerais, quase todo acima da cota dos mil metros de altitude. É uma área de relevo bastante plano, com baixa declividade e solos profundos, cercado por áreas bastante escarpadas ao sul e pelos rios Paranaíba, a leste, e São Marcos, a oeste. Em relação ao sítio urbano, ocorrem três formas de relevo básicas: morros, pequenos vales e áreas planas elevadas. Os morros do município são três: o de São João é o mais alto e no alto do qual existe a Igreja de São João, construção de relevante interesse turístico; Três Cruzes, no alto do qual situa-se o centro cultural e Santo Antônio, o mais baixo dos três e que tem em seu cume, a igreja de Santo Antônio, que também tem interesse histórico. Entre estes morros há um sem número de vales e baixadas, entrecortados por córregos como os do Almoço e do Pirapitinga. Finalmente, ao norte do sítio urbano, há uma área plana e alta, com altitude de cerca de 900 metros, que é para onde o sítio urbano mais está se expandindo.
Clima
O clima do município é o tropical de altitude, com duas estações bem definidas: uma chuvosa, que vai de outubro a abril, e outra seca, de maio a setembro. A pluviosidade média é de aproximadamente 1.450 mm.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1961 a temperatura mínima absoluta registrada em Catalão foi de 2,8 °C nos dias 9 de junho de 1985 e 26 de junho de 1994, e a maior atingiu 38,5 °C em 15 de outubro de 2014.
Economia
Agropecuária
A agropecuária é uma atividade econômica significativa. Catalão está entre os grandes produtores estaduais de soja, milho, trigo, arroz, feijão, mandioca, café e palmito de Goiás, sendo que o cultivo de grãos dá-se sobretudo no distrito de Santo Antônio do Rio Verde. Possui também consideráveis rebanhos de aves e bovinos, no distrito de Catalão.
Em linhas gerais, há duas realidades distintas em Catalão. A leste do Rio São Marcos, no distrito de Santo Antônio do Rio Verde, predomina a agropecuária extensiva, prevalecendo na agricultura o cultivo de soja e milho, além de trigo, arroz e algodão; na pecuária, a criação de gado bovino de corte, em especial animais de raça zebu e na silvicultura, o plantio de pinus elliot e eucalipto. Já a oeste do rio São Marcos, nos distritos de Catalão e Pires Belo, predomina a pecuária de leite, com gados de raças mistas como a girolanda e a criação doméstica de pequenos animais; a agricultura de subsistência e o cultivo de alho; e na silvicultura o plantio de eucalipto, sobretudo em pequenas propriedades.
As principais empresas lá instaladas são as montadoras John Deere e Mitsubishi. Também merece destaque as empresas instaladas na área mineradora conhecida como "Chapadão". Lá destacam-se as empresas mineradoras Anglo American (de origem inglesa, dona da Mineração Catalão e Copebrás) e Vale Fertilizantes (antiga Fosfértil), as quais, além de plantas extratoras, contam também com plantas industriais.
Além disso, polariza a indústria do vestuário na região. Embora a economia secundária esteja fortemente consolidada pelos segmentos mínero-metal-mecânico, a indústria do vestuário é representativa no município, com mais de 150 micro e pequenas indústrias formais e informais. O segmento é representado em especial pelo setor de moda íntima. Para promover o aumento da sua competitividade, o Ministério da Integração Nacional, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Goiás, Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e Senai, executa, desde 2006, o programa de desenvolvimento econômico de Arranjo Produtivo Local (APL) de confecções de moda íntima feminina. As ações estão voltadas para a capacitação dos recursos humanos e assistência técnica e tecnológica. Seu intuito é ampliar os conhecimentos das empresas em gestão da produção, comercialização e marketing, com a consequente qualificação do produto e expansão do mercado. Catalão é um dos municípios contemplados no "Programa de Qualificação e Extensão da Moda Íntima" do Estado de Goiás, da Gerência de Arranjos Produtivos Locais e Artesanato, da Secretaria de Indústria e Comércio do Estado de Goiás (SIC).
Mineração
Já em 1892, Catalão foi reconhecida pela Expedição Cruls como um município repleto dos mais variados tipos de minérios, sendo que o diamante em particular é explorado no município desde o início do século XIX. Além de terem sido encontrados em Catalão alguns dos maiores e mais preciosos diamantes do Brasil, o município possui ainda algumas das maiores jazidas minerais do Estado de Goiás, com depósitos de Argila, Argila Refratária (Caulim), Brita (Basalto), Fosfato, Nióbio, Titânio, Turfa, Vermiculita, Urânio, Tório, Estrôncio e terras raras (Lantânio, Cério, Praseodímio, Neodímio, Samário, Európio, Gadolínio, Érbio, Ítrio, Itérbio, Lutécio e Térbio). Todavia, apenas alguns desses minérios são explorados, como é o caso do nióbio (explorado pela Anglo American - Mineração Catalão), do fosfato (explorado e industrializado pela Vale Fertilizantes e Anglo American - Copebrás) e das argilas, exploradas por várias companhias ceramistas instaladas no município. Os demais minérios identificados já estão com seus depósitos registrados para as mais diversas companhias, como é o caso do titânio, registrado pela Companhia Vale do Rio Doce. De toda forma, as jazidas são abundantes.
Educação
Catalão tem unidades de educação que vão do ensino infantil até o ensino superior. O município conta com várias escolas e creches, tanto na zona urbana como na zona rural, para o ensino infantil, com destaque para o CAIC, além de várias escolas de qualidade para o ensino fundamental e médio.
No ensino superior, Catalão conta com três Universidades presenciais: um campus da Universidade Federal de Goiás, criado a 28 de fevereiro de 1980, que, em 2018, foi desmembrada, tornando-se Universidade Federal de Catalão (UFCat), após articulação da bancada goiana, com o senador Wilder Morais na sub-relatoria da comissão que iniciou os trabalhos para a conversão em universidade independente. O município também conta com o Centro de Ensino Superior de Catalão (CESUC), instituição privada fundada pouco depois, em 1985, a Faculdade Politécnica com a oferta de cursos na área de engenharia (civil, produção, elétrica e mecânica) e 3 polos Universitários a Distância: Faculdade Anhanguera, Estácio de Sá e Unicat.
No ramo dos cursos técnicos, Catalão possui sedes do SENAC, SENAI, CEPAC (Centro de Educação Profissional Aguinaldo de Campos Netto), Labibe Faiad e Instituto Federal Goiano com instalações amplas e modernas e cursos voltados para diversas áreas: beleza, meio ambiente, informática, saúde, mecânica, elétrica, automobilística, mineração, artes cênicas entre outras.
A partir do ano de 2016 a cidade de Catalão terá também em seu campos da UFG (Universidade Federal de Goiás) o curso de Medicina, sendo assim o terceiro campus da UFG a oferecer o curso, juntamente com os campus da capital Goiânia e de Jataí. O estado de Goiás tem ao todo oito faculdades de medicina.
Cultura
O município dispõe de uma rede de infraestrutura e produção cultural bastante significativa (tendo em vista o pequeno porte de sua população), contando com o centro cultural Labibe Faiad, com a Fundação Cultural Maria das Dores Campos; quatro outros anfiteatros (do Colégio Mãe de Deus; do CESUC, da CDL e da Universidade Federal de Goiás); uma biblioteca pública comum e uma digital; cinco telepontos de informática (sendo um na zona rural); um cinema; um coreto; três escolas de dança; três escolas de música; dois corais; duas orquestras; dois grupos teatrais; um museu; e inúmeros ateliês. O município é, inclusive, terra natal de várias personalidades culturais, que vão da música popular (Amado Batista) às artes plásticas (Goiandira de Couto), passando por um dos maiores latinólogos do Brasil, o diplomata William Agel de Mello, autor de onze dicionários bilíngues entre o português e línguas neolatinas, como sardo, catalão, galego e rético. É também terra natal de cineastas e dramaturgos, ainda que estes tenham menor expressão. Por tudo isso e cognominada, por sua vasta e antiga produção cultural, a Atenas de Goiás.
Congadas
As congadas são parte de uma manifestação folclórica e religiosa bastante antiga em Catalão. Desde 1820, em toda última sexta-feira do mês de setembro, estendendo-se por parte da primeira quinzena de outubro, acontecem as congadas em Catalão. As congadas são festas religiosas de sincretismo afro-católico em homenagem a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (um avatar de Maria, mãe de Jesus), e uma das mais antigas manifestações folclóricas e religiosas de todo o Centro-Oeste. Cerca de 4.500 pessoas, agrupadas em dezenas de grupos chamados "ternos", dançam pelas ruas do município em homenagem a referidas Senhora do Rosário. Estes grupos de pessoas, que ao mesmo tempo dançam, também tocam instrumentos de percussão e entoam cânticos tradicionais, podem ser de várias denominações, como "moçambiques", "congos", "catupés-cacunda", "pajés", cada qual com seus uniformes e ritos específicos. A festa atrai a cada ano cerca de 100 mil visitantes a Catalão.
Esporte e lazer
O esporte em Catalão conta com apenas uma agremiação desportiva profissional, o Clube Recreativo e Atlético Catalano (CRAC). Fundado em 1931, trata-se do clube de futebol mais antigo do estado de Goiás. O clube já conquistou duas vezes o Campeonato Goiano (em 1967 e 2004) e atualmente disputa a Série D do Campeonato Brasileiro. O time do CRAC possui duas torcidas organizadas: a T.O.C. (Torcida Organizada Comando Azul), formada principalmente por moradores dos bairros Pio Gomes, Nossa Senhora de Fátima e da Vila, e a TOL (Torcida Organizada do Leão); e uma barra-brava, a La 12 Catalana.
Para além do futebol, há alguns competidores profissionais de esportes individuais, sobretudo ciclismo (montain bike e cross country), Jiujitsu, taekwondo e xadrez [carece de fontes]. Em termos de infra-estrutura esportiva, o município possui um estádio (11 mil pessoas), um ginásio poliesportivo (6 mil pessoas), uma piscina olímpica, uma pista de atletismo e duas pistas de skate, além de inúmeros campos e quadras poliesportivas públicas, tanto na zona urbana quanto na rural.
Além disso, o município possui 30 praças distribuídas pela cidade, como espaços para lazer, além de um centro de inserção para idosos bastante equipado.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

NOSSA SENHORA DO SOCORRO - SERGIPE

Nossa Senhora do Socorro é um município brasileiro do estado de Sergipe, localizado na Região Metropolitana de Aracaju no leste do estado. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município tem 181 928 habitantes, tornando-se o segundo mais populoso do estado.
Em razão de sua proximidade com a capital sergipana, o município tornou-se uma verdadeira cidade-dormitório, resultado da expansão urbana de Aracaju nos anos 1980 e 1990, possuindo diversos conjuntos habitacionais; entre os maiores: Marcos Freire I, II e III, Albano Franco, João Alves Filho, Piabeta, Fernando Collor, Conjunto Jardim, Parque dos Faróis e Taiçoca.
No século XXI a cidade passou a ter um espetacular crescimento econômico, especialmente no setor industrial e serviços, superando receitas de municípios do interior sergipano tradicionalmente fortes economicamente como Estância, Lagarto e Itabaiana.
História
A histografia sergipana nos mostra que o território de Sergipe era habitado por diversas tribos is. Mott (1986: 18 e 19) registra a presença de brancos, pardos, negros e índios na etnia sergipana, no século XVIII. Ressalta-se que cada um desses grupos tem suas peculiaridades culturais e contribuíram para a formação histórica da população dos diversos municípios sergipanos.
Segundo indicações de GÓIS (1991: 19), o espaço geográfico em que hoje se situam alguns municípios que faziam parte da microrregião da Cotinguiba, no século XVI era habitado por índios da tribo tupinambá.
Provavelmente a ocupação de Nossa Senhora do Socorro tenha ocorrido por volta do mesmo século, período em que se iniciou a colonização das terras da capitania de Sergipe Del Rey, fase em que a Coroa Portuguesa determinou o avanço da colonização sobre a capitania de Sergipe em 1575 (OLIVA: 1991:128).
Geografia
Vegetação
Na parte litorânea predominam coqueiros, vegetação rasteira e matas de restinga. Destaque para os manguezais que margeiam os rios do Sal, Cotinguiba e Sergipe). Solo: Podzólico vermelho amarelo.
Hidrografia
O município é banhado pelos rios do Sal, Cotinguiba e Sergipe.
Clima
Tropical quente e úmido, com um a três meses secos, além de moderado excesso de inverno caracterizado por um período de chuva entre os meses de março a agosto. A precipitação anual média é de 1.689,0 e temperatura de 25,2ºC.
Economia
Setor primário
Os principais produtos agrícolas são banana, coco-da-baía, manga, batata doce, cana-de-açúcar, mandioca e feijão. A pescaria é diversificada tanto nas águas dos rios como no mar, com destaque para carimãs, pescados, xeréus, bagres, robalos, traíras, arraias, carapebas e milongos. Atualmente a produção de camarão em viveiro tem se destacado. Na pecuária se destacam os rebanhos de Bovinos, Suínos, Equinos, Ovinos e galináceos.
A principal riqueza mineral é o sal-gema, considerado pelo seu teor de pureza, o único do Brasil. Nossa Senhora do Socorro é também grande produtor de calcário, argila, sal de potássio, magnésio e areia.
Indústria
No Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro, localizado no Conjunto João Alves Filho, estão concentradas indústrias de alimentos, malharias, artefatos de cimento, renovadoras de pneus, fábricas de velas, de leite de coco, gesso, lavanderias cerâmicas esmaltadas, estofamentos, cosméticos, peças automotivas, vidreira e mineração. Em 2004 as empresas locais criaram a ASSEDIS (Associação das Empresas do Distrito Industrial de Socorro) com os objetivos de organizar as ações de melhoria da infraestrutura e manutenção do distrito. Devido aos incentivos fiscais, a indústria tem crescido muito nos últimos anos. O município de Socorro foi o que mais atraiu empresas entre 1987 e 2002. Subiu de 566 unidades em 1997 para 1.824 até dezembro de 2002. O crescimento percentual foi de 81,9%, bem acima das variações estadual, regional e nacional, que apresentaram crescimento de 36%, 50,5% e 41,7% respectivamente.
Setor terciário
É destaque o empreendedorismo que toma conta da cidade-dormitório, exemplificado pela construção com posterior duplicação do Shopping Prêmio, esse localizado no conjunto habitacional Marcos Freire I e um dos mais novos empreendimentos do Estado. Tal fato chama a atenção pois a ampliação foi decidida antes mesmo do término do empreendimento visto que suas unidades foram vendidas tão rapidamente que, ocasionado pela grande demanda e crescimento do mercado local, seu dono decidiu duplicar o referido Shopping.
Já no ano de 2017, no final do segundo semestre, iniciou a inauguração de outro grande centro comercial no município - o Mini Shopping São Braz. Localizado no conjunto habitacional Marcos Freire II, o empreendimento possui 41 lojas (sendo que uma delas é uma âncora de 600 metros quadrados que deve ser ocupada por uma rede de supermercados), praça de alimentação, estacionamento e tudo para a comodidade da clientela.
Cultura
Independente desses problemas, por causa de suas raízes históricas, a população de Nossa Senhora do Socorro possui um grande desenvolvimento cultural.Existem ainda as manifestações folclóricas representadas pelos grupos de capoeira, quadrilhas juninas além do Samba de Coco e do Reisado dos Idosos. Os festejos carnavalescos por sua vez acontecem na prainha do Porto Grande(sede).
A cultura afro-descendente é muito importante para o nosso povo. O grupo Consciência Negra promoveu em 2003, pela primeira vez, o 1º Encontro Cultural de Afro-Descendentes, na sede do município. O evento já aconteceu por duas vezes e contou com debates, mesa-redonda, palestras e apresentações folclóricas e culturais. O encontro contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. No mês de junho tem incio o Forró Siri evento que reúne artistas de Sergipe e Nacionais.Tem como Ditado Popular "Se São Antônio é aracajuano,se São Pedro é Capelense ,São João é Socorrense".
Turismo
- Prainha do Porto Grande - No início era um sítio tomado por mato. Somente os pescadores tinham acesso ao local para ancorar os barcos. Nem mesmo o banho era permitido. Mesmo assim, a beleza do Rio Cotinguiba passou a despertar o interesse da população em geral. Em 1984, um morador da cidade chamado Marcos Teles, já falecido, roçou o mato e fez uma trilha que dava acesso à margem do rio, construindo em seguida, um quiosque. Mas foi em 1992, por intervenção do prefeito da época, José Franco, que o Ibama e a Deso liberaram o acesso do público. Então ele construiu a orla do Porto Grande, com oito bares, que foram dotados de toda estrutura necessária. Todos os quiosques foram doados pela Prefeitura Municipal. Há um detalhe interessante nos bares que trazem nomes de peixes e mariscos. Aos poucos, não apenas o povo socorrense, mas turistas já estavam freqüentando a prainha que hoje é um pontos de atração turística do município. É lá onde também acontecem os festejos carnavalescos. A prainha do Porto Grande e a orlinha do São Braz formam o maior complexo de lazer de Nossa Senhora do Socorro, e ficam localizados à beira do rio.
Orlinha do São Braz - Localizada às margens do Rio do Sal, no Povoado São Braz, o local virou atração turística depois que foi todo urbanizado e ganhou uma passarela em madeira com uma bela vista para o rio e manguezal que atravessa a região. Foi a primeira obra do Proinveste oficialmente entregue à população. A inauguração ocorreu no dia 08 de fevereiro de 2015 e foi realizada pelo governador Jackson Barreto e pelo prefeito Fábio Henrique com a participação dos secretários municipal e estadual, deputados, moradores e lideranças políticas. O novo espaço de lazer oferece conforto aos moradores e estimula o comércio local, melhorando a qualidade de vida de moradores do local e do complexo Taiçoca.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

FERRAZ DE VASCONCELOS - SÃO PAULO

Ferraz de Vasconcelos é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado no Alto Tietê. É formado pela sede e pelos distritos de Santa Margarida Paulista e Santo Antônio Paulista.
História
A história de Ferraz de Vasconcelos começa com a passagem de tropeiros pela cidade, que na época pertencia ao município de Mogi das Cruzes. Eles levavam alimentos, lenhas e carvão da região para São Paulo e outros vinham da capital do Império. Eles faziam este caminho que passava pelo bairro do Lageado, em Guaianases, no extremo leste da capital. Daí surge o vilarejo, originado da parada destes tropeiros à beira de um córrego, que foi sendo represado e passou a ser conhecido como Tanquinho.
Foram determinantes para o povoamento do município a construção da fábrica de lixas Gotthard Kaesemodel, que produz colas, lixas e papéis com a marca "Tatu", e possui uma filial que funciona há mais de 80 anos no mesmo local. Foi por causa desta fábrica que foi construída a então Parada da Vila Romanópolis que começou a ser povoada, e se tornou bairro, depois da construção da estação de Trem na década de 1920.
O nome é homenagem ao engenheiro da Estrada de Ferro Central do Brasil, José Ferraz de Vasconcelos, mineiro, nascido em 1880. O engenheiro projetou a estação de trem da então Vila Romanópolis, motivo pelo qual foi homenageado. Naquele tempo era comum batizar estações com o nome do engenheiro que a projetou. Com os crescimento do município, a partir das décadas de 40 e 50, muitos moradores importantes da cidade começaram a comprar diversas passagens, para forçar a linha férrea a fazer paradas regulares na pequena estação.
Após o término das obras da estação, começou-se a discussão para definir o nome que deveria ser dado à estação. Seria dado de Romanópolis, mas foi decidido o nome de Ferraz de Vasconcelos, em homenagem póstuma ao Engenheiro da Estrada de Ferro Central do Brasil, que quando terminou a revolução, debilitado e doente, não resistiu e faleceu em São Paulo aos 44 anos de idade em 1924.
A exemplo do que aconteceu em diversos municípios, o nome da estação passou a ser o nome de um distrito de Poá, chamado distrito de Ferraz de Vasconcelos, após a emancipação de Mogi das Cruzes (Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948). Em 14 de outubro de 1953, pela Lei 2.456, Ferraz de Vasconcelos se emancipou de Poá e foi elevada a categoria de município. O primeiro prefeito foi Helmuth Hermann Hans Louis Baxmann, eleito no dia 3 de outubro de 1954. Desde a década de 1960 os diversos sítios e fazendas que existiam na cidade foram loteados e ocupados rapidamente por pessoas que trabalhavam na fábrica de lixa, o que culminou no rápido crescimento da população.
Atualmente parte do patrimônio histórico e cultural da cidade, o prédio da fábrica de lixas Gotthard Kaesemodel, as "Lixas TATU" foi vendido para a construção do Burger King, até mesmo a criação de uvas, símbolo da cidade Ferraz de Vasconcelos, que foi uma das primeiras do Brasil a plantar a Uva Itália, de onde surgiu depois a Festa da Uva, também acabou, porque o local foi cedido para a construção do "Pátio Ferraz", complexo comercial com obras em andamento. Não há na cidade nenhuma iniciativa de preservação dos patrimônios históricos do município; As únicas edificações da época do surgimento do município são, ou eram, a fábrica de lixas (parte vendida como mencionado anteriormente), o prédio da Estação Ferraz (que foi demolido para a construção de um novo prédio), o prédio do cinema, que foi demolido em 2005 para a construção de uma loja de móveis, da rede Marabraz e o antigo Seminário Bom Jesus, conhecido como Porta do Céu, demolido em 2013.
Alguns fatos nos últimos anos fez que Ferraz de Vasconcelos, ganhasse momentânea notoriedade no Brasil. Em 2002 uma imagem em uma janela de uma casa na Rua Antonio Bernardino Corrêa, nº 330, Jardim Juliana, periferia de Ferraz atraiu cerca de 200 mil pessoas por várias semanas. A imagem aparentava ser de uma santa, e foi tida como milagre, inclusive com pessoas relatando ter recebido curas. O apresentador Augusto Liberato e a cantora Elba Ramalho estão entre as pessoas que visitaram a casa de periferia; até ônibus foram fretados para trazer pessoas de outros estados. Uma perícia feita pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, da Universidade de São Paulo, constatou que a imagem era uma mancha de sabão, que surgiu favorecida pelo calor da região. A casa permanece aberta até hoje, mas sem tantas visitas.
Bairros Históricos
- Tanquinho - Era a parada dos tropeiros que vinham da capital do império Rio de Janeiro rumo a São Paulo, não somente eles como também Bandeirantes caçadores e até Dom Pedro I. Este Bairro propicia a criação do município em 1953. Atualmente o Fórum Municipal e a igrejinha histórica do Bom Jesus, construída em 1880, estão situados no bairro.
Vila Romanópolis e Centro - O bairro surge devido à implantação da filial da fábrica de lixas Gotthard Kaesemodel, proprietária da marca "Lixas Tatu", sendo originalmente chamado de Parada da Vila Romanópolis, é a fábrica que atraí a construção da estação de trem. Hoje o bairro concentra a sede administrativa do executivo, a Prefeitura Municipal, do legislativo, a Câmara Municipal, além do comércio concentrado na Avenida 15 de Novembro, e restaurantes fast food.
Parque Dourado - Desde a criação do bairro, as ruas homenageiam as mágicas criações do cartunista e empresário Walt Disney. As ruas foram batizadas em 1973, pelo então prefeito Makoto Iguchi, que era fã dos personagens de Walt Disney. Atualmente o distrito exibe as principais avenidas e ruas que interligam o bairro com outros pontos da cidade. Na estância está localizada a delegacia de policia de Ferraz de Vasconcelos, Ciretran - Circunscrição Regional de Trânsito, entre lojas, pizzarias, supermercados, postos de combustíveis, centros de formação de condutores, despachantes, restaurantes, outros negócios e empresas.
Vila Corrêa - Seu fundador Antonio Bernardino Corrêa veio jovem para o Brasil, morando em diversas regiões e depois se instalando no estado de São Paulo, onde passou a investir em terras no município de Ferraz fundando assim o bairro. Hoje conta com a presença do Hospital regional Doutor Osiris Florindo Coelho, do comércio do setor de mecânica e vastas residências.
Vila Santo Antônio - De acordo com o testemunho de munícipes o bairro surgiu em meados da década de 1950, é importante devido a presença de indústrias e fábricas, além de comércio significativo e a criação da área pastoral Santo Antônio, que irá elevar à condição de Matriz a igreja de quase trinta anos.
Vila Margarida - Há quem diga que inúmeras pessoas migraram para o bairro devido a possível projeção de desenvolvimento. A maioria das famílias se instalou em sítios e chácaras formando grandes loteamentos habitacionais na área. O bairro porém só veio receber devida atenção nos últimos anos, coma criação de escolas, postos de saúde e ginásio de esportes.
Parque São Francisco - Era o antigo Sítio das Ovelhas, o Parque São Francisco nasce em agosto de 1971, e desde então cresce rapidamente, o progresso do bairro ocorreu de forma rápida. Atualmente se situa no bairro a Estação Antonio Gianetti Neto, localizado com área até à divisa com Guaianazes. O CIC - Centro Integrado de Cidadania, que oferece serviços sendo similar ao 'poupatempo' do governo do estado de São Paulo.
Economia
O comércio que era concentrado na Avenida Quinze de Novembro e Avenida Brasil, onde também estão localizadas parte das agências bancárias do município e diversas farmácias, óticas e lojas de calçados , que está em franca expansão para outros bairros. Hoje o que mais atrai pessoas dos municípios vizinhos e munícipes a Ferraz de Vasconcelos é o Hospital Regional Doutor Osíris Florindo Coelho, conhecido como Hospital Regional, administrado pelo governo de São Paulo, que fez surgir um pequeno centro comercial ao seu entorno, contribuindo para a expansão do comércio.
Indústrias e Comércios
As empresas mais notórias de Ferraz de Vasconcelos são a Rotoplas Brasil Rotomoldagem, Bognar Metais, Grupo Delga especializada na estamparia, montagem de conjuntos e subconjuntos soldados e carrocerias completas, Luckspuma fabricante de colchões, a alimentícia Hikari, Brinquedos Bandeirante, a Agassete fabricante de embalagens, Wolpac fabricante de controles de acesso, Baxmann e Ortopedia Jaguaribe ambas metalúrgicas, Muriel Brasil Indústria Cosméticos, Perflex Metais, GK abrasivos fabricante de lixas, Cordeiro Cabos Elétricos e a Shimano indústria e comércio de peças para bicicletas. Os comércios mais afamados são, MC Donalds, Burguer King e as redes atacadistas Atacadão, Tenda e Hipermercado Shibata.
Cultura
No antigo bairro do Jardim Prosperidade, um casal de imigrantes alemães fugindo da segunda guerra mundial escolheram a cidade para escapar da guerra. Construíram um casarão no bairro, que foi apelidado de "castelinho", tornando-se um dos principais pontos de referência da cidade, fazendo o bairro mudar de nome para Jardim Castelo. Atualmente este edifício, de potencial turístico-cultural, sofre com o abandono da prefeitura.
Detalhes Históricos
Pelo Tanquinho passou as comitivas vindas da antiga capital do país, Rio de Janeiro. Dom Pedro I dormiu em uma casa no Tanquinho na noite do dia 23 de Agosto de 1822, em sua viagem para a cidade de São Paulo, onde no dia 07 de Setembro declarou à Independência do Brasil.
Godofredo Osório Novaes foi indicado para ser o primeiro chefe da estação Ferraz de Vasconcelos, que foi inaugurada no dia 29 de Julho de 1926, com a presença de autoridades, comerciantes e moradores do local.
Em setembro de 1948 foi inaugurado um cinema (demolido em 2005, atual Lojas Marabraz).
Referência para o texto: Wikipédia .

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

SANTA BÁRBARA D'OESTE - SÃO PAULO

Santa Bárbara d'Oeste é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo. Pertencente à mesorregião e microrregião de Campinas, localiza-se a noroeste da capital do estado.
História
Origens
Até por volta de 1810, a área onde está situada a região do município de Santa Bárbara d'Oeste não passava de mata virgem. Naquele ano, o lugar começou a ser desbravado com a abertura de uma estrada de rodagem ligando a freguesia de Santo Antônio de Piracicaba à Vila de São Carlos de Campinas. Com essas obras, descobriu-se uma região de solo massapé propício para o cultivo e banhada por muitas águas. A partir disso, novas sesmarias foram demarcadas para venda.
Margarida da Graça Martins, viúva do Sargento-mor Francisco de Paula Martins, comprou uma sesmaria de duas léguas quadradas, delimitada ao Norte com o Rio Piracicaba e a Nordeste com o Ribeirão Quilombo. Lá fundou uma fazenda com engenho de açúcar e encarregou seu filho, o Capitão Manoel Francisco da Graça Martins, de administrar as terras, nas quais o mesmo iria radicar-se por volta de 1818, cuidando de iniciar a formação de um povoado e de erguer uma capela, sob a invocação de Santa Bárbara. Para constituir o patrimônio do novo núcleo, efetuou a doação de uma área de, aproximadamente, 30 alqueires. Por Margarida ter sido originalmente a dona das terras daquele povoado, a cidade ficou conhecida por se tornar o primeiro e único município brasileiro fundado por uma mulher. E como a capela foi erguida em 1818, a data de fundação é considerada 4 de dezembro daquele ano.
O distrito de Santa Bárbara foi criado anos mais tarde após a formação do povoado e da construção da capela, pela Lei provincial n.° 9, de 18 de fevereiro de 1842, sendo transferido do Município de Constituição para o de Campinas, pela de n.° 1, de 23 de janeiro de 1844. Pela Lei provincial n.° 12, de 2 de março de 1846, o Distrito passou a pertencer ao Município de Piracicaba, ex-Constituição. A Lei provincial n.° 2, de 15 de junho de 1869 criou oficialmente o município, com a denominação de Santa Bárbara, com território desmembrado do de Piracicaba. A sede municipal recebeu foros de cidade através da Lei estadual n.° 1.038, de 19 de dezembro de 1906. O Município sempre foi constituído de um único distrito. Pelo Decreto-lei estadual n.° 14.334 de 30 de novembro de 1944, passou a denominar-se Santa Bárbara d'Oeste em homenagem a padroeira.
Século XIX
À medida que a região foi sendo povoada, novos lavradores chegavam à cidade. Em 16 de abril de 1839, ocorreu a elevação à condição de Capela Curada de Santa Bárbara dos Toledos (O nome "Toledos" foi adicionado em referência ao riacho que cruzava a cidade, denominado Ribeirão dos Toledos), passando a ser o quarto distrito da Vila Nova da Constituição (atual cidade de Piracicaba) e o décimo sexto da Comarca de Porto Feliz. A capela curada foi elevada a condição de freguesia a 18 de fevereiro de 1842, pela Assembleia Legislativa Provincial, conforme Lei Provincial número 9 sancionada pelo presidente da província José da Costa Carvalho, o barão de Monte Alegre.
Em 23 de janeiro de 1844, a freguesia de Santa Bárbara foi incorporada ao município de Campinas. A lei provincial editada em 2 de março de 1846 novamente anexou a freguesia de Santa Bárbara ao município de Vila da Constituição, atual Piracicaba. A lei provincial número 2 de 15 de junho de 1869, criou o município de Santa Bárbara desmembrando-o de Piracicaba.
Imigração estadunidense
A partir de 1867 passaram a chegar os imigrantes estadunidenses, sulistas sobreviventes da Guerra de Secessão. Juntamente com seus costumes e culturas, os norte-americanos também trouxeram novos métodos e técnicas agrícolas, contribuindo em muito para o progresso da agricultura. Além das novas técnicas agrícolas, os estadunidenses trouxeram novos credos religiosos para o Brasil. Em 10 de setembro de 1871 foi fundada a primeira igreja batista brasileira, em terras barbarenses.
De todas as regiões que acolheram americanos, Santa Bárbara d'Oeste, foi uma das que mais se desenvolveram. Os primeiros norte-americanos a chegar no município foram o coronel William Hutchinson Norris, ex-combatente da Guerra Civil Americana e ex-senador do estado do Alabama, e seu filho, que passaram a ministrar cursos sobre técnicas de cultivo de algodão aos fazendeiros locais. Uma vez estabelecidos, receberam o restante da família e outros conterrâneos.
A imigração norte-americana deu início a um dos principais eventos da cidade. Trimestralmente acontece em Santa Bárbara d'Oeste a Reunião da Fraternidade Descendência Americana e, anualmente, acontece a Festa Confederada Brasil-Estados Unidos no Cemitério do Campo, onde descendentes, do país inteiro, vestidos com roupas típicas do sul dos Estados Unidos, se reúnem para preservar suas tradições. Muitos imigrantes que vieram para Santa Bárbara d'Oeste conseguiram destaque nacional, como foi o caso de Pérola Byington, uma filantropa e ativista social nascida na cidade.
Imigração italiana
Também durante o século XIX vieram os colonos de origem europeia, principalmente italianos. Aos poucos o povoado também foi crescendo, abrindo oficinas, fabricando-se implementos agrícolas e desenvolvendo outras atividades artesanais.
Para resgatar a cultura e memória dos italianos que deixaram sua pátria e se aventuraram em uma nova vida no Brasil, um grupo de descendentes fundou o "Circolo Italiano di Santa Bárbara d'Oeste". Anualmente, o grupo promove a "Semana Cultural Italiana", que conta com apresentações de corais e cantores ítalo-brasileiros, exibição de filmes, exposições no Museu da Imigração, apresentações de peças de teatro e missas celebradas com cânticos e ritos em italiano.
Séculos XX e XXI
A indústria do açúcar tomou grande impulso no final do século XIX, com o aumento na demanda desse produto. Nessa época foram instaladas grandes usinas açucareiras no município, dentre as quais destacam-se a Usina de Cillo e a Usina Santa Bárbara (atualmente desativadas). Por conseguinte, a partir da década de 1920 surgiram diversas indústrias de implementos agrícolas e indústrias têxteis. Com o passar dos anos, surgiram novas indústrias e, na década de 1950, foi produzido no município o primeiro automóvel brasileiro: o Romi-Isetta, lançado em 5 de setembro de 1956.
Entre as décadas de 1960 e 1970, o rápido desenvolvimento de Americana, fez com que muitas pessoas viessem a procura de emprego e moradia. Como o território americanense é pequeno ele não comportou esse crescimento, e essas pessoas só tiveram a opção de se estabelecer na divisa entre Santa Bárbara e Americana, gerando o fenômeno de conurbação no local e dando origem a região conhecida como Zona Leste de Santa Bárbara. Esse fenômeno ocorreu também pelo fato de que a maioria da população desconhecia onde terminava um município e começava outro. Isso se dava porque o limite dos municípios ainda não estava totalmente fixado. O problema foi resolvido e a divisa das cidades foi fixada como a avenida que corta a região, que recebeu o nome de Avenida da Amizade.
A conurbação, apesar de ter trazido desenvolvimento para Santa Bárbara, também trouxe problemas. O grande aumento demográfico ocasionou forte desequilíbrio nas contas públicas do município, que não estava preparado para receber um fluxo tão grande de pessoas e arcar com as despesas. Isso causou anos de estagnação econômica, que hoje estão sendo superados graças ao desenvolvimento da cidade e de toda a região.
Desde os anos 2000, graças a investimentos públicos e privados, a cidade vem alcançando seu equilíbrio econômico e social, tornando-se um município cada vez mais competitivo perante a Região Metropolitana de Campinas. Leis de incentivos para empresas que se instalarem na cidade foram criadas e a obra de ampliação da Rodovia dos Bandeirantes, cujo trajeto passa pelo município, trouxe novas possibilidades de desenvolvimento.
Santa Bárbara é hoje uma das principais forças econômicas da Região Metropolitana de Campinas, apresentando uma boa qualidade de vida, como é possível comprovar através de seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), além disso os índices de desemprego e violência, apesar de não estarem nos mesmos índices de outrora, ainda continuam baixos se comparado a cidades vizinhas. A cidade apresenta um forte caráter industrial, atualmente, além das Indústrias Romi S.A., Usina Furlan, Goodyear, Canatiba, Mazak e Denso são algumas das empresas instaladas em seu pólo industrial.
A cidade centros de compras como o Shopping Tivoli, um dos principais shoppings da região e grande ponto de encontro e de compras da cidade, inaugurado em novembro de 1998, e por onde passam mensalmente cerca de 700 mil pessoas. Ele atende a população compreendida pelos municípios de Santa Bárbara d´Oeste, Americana, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia, além de atender as regiões de Piracicaba e Limeira.
Represas do município
As três principais represas do município de Santa Bárbara d'Oeste (Represa Areia Branca, Represa São Luís e Represa de Cillo) estão na bacia hidrográfica do ribeirão dos Toledos.
A Represa Areia Branca foi inaugurada em janeiro de 1997, sendo a maior represa deste sistema hidrológico. Tem uma área superficial de 1.808.264 m² e volume hídrico armazenado de 3.500.000 m³. A soma do perímetro de suas margens ultrapassa 20 quilômetros de extensão.
A Represa São Luiz possui área superficial de 777.989 m² e volume hídrico armazenado de 2.040.000 m³. As suas margens totalizam 12 quilômetros de comprimento.
A Represa de Cillo é a mais antiga das três e foi originalmente construída para abastecer uma usina açucareira do município, mas atualmente pertence ao sistema municipal de abastecimento de água da cidade de Santa Bárbara d'Oeste. Possui área superficial de 649.608 m² e volume hídrico armazenado de 1.167.401 m³.
Por estarem totalmente localizadas a montante da área urbana de Santa Bárbara d'Oeste, a água armazenada nessas represas apresenta baixo nível de poluição, propiciando que o município forneça água de boa qualidade a sua população.
Clima
O clima de Santa Bárbara d'Oeste é subtropical (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 22,2 °C, tendo invernos secos e frios (com ocorrências de geadas em dias da estação) e verões chuvosos com temperaturas altas. Os meses mais quentes, janeiro e fevereiro, têm temperatura média de 25 °C, sendo em ambos a média máxima de 30 °C e a mínima de 20 °C. E o mês mais frio, julho, possui média 19 °C, sendo 25 °C e 11 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição. Assim como ocorre em toda a região, as condições do tempo variam bastante neste município.
A precipitação média anual é de 1.466,1 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem 34,3 mm. Em janeiro, o mês mais chuvoso, a média fica em 254,8 mm. Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes não só em Santa Bárbara, mas também em grande parte do Estado de São Paulo, não raro ultrapassando a marca dos 30 °C especialmente entre os meses de julho e setembro.
Ecologia e meio ambiente
A maior parte da vegetação original que possuía na cidade, a Mata Atlântica, foi devastada. Assim como outros 13 municípios da Região Metropolitana de Campinas, o município sofre um grave estresse ambiental, sendo que Santa Bárbara é considerada como uma das áreas mais sujeitas a enchentes e assoreamentos e conta com menos de 2% de cobertura vegetal.
Para tentar reverter este quadro, vários projetos foram e estão sendo realizados e planejados, como a construção de corredores ecológicos. O governo municipal também tenta colaborar, como por exemplo a criação do Plano Municipal de Meio Ambiente e Zoneamento Ambiental. Também foi criado o "Pacote Verde", elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente que disciplina o plantio de árvores e o controle de emissão de gases de veículos. Anualmente é realizada, entre o final de maio e início de junho, a Semana do Meio Ambiente. São realizadas palestras nas escolas e para a população, caminhadas ecológicas e plantio de mudas de árvores em várias partes da cidade. Segundo estudos realizados, Santa Bárbara d'Oeste está localizada no país de maior biodiversidade do planeta.
Algumas das principais áreas verdes de Santa Bárbara d'Oeste são: o Parque dos Ipês, o Parque do Araçariguama e ainda o bairro rural de Santo Antônio Sapezeiro, sendo considerados como atrativos municipais.
Economia
O Produto Interno Bruto - PIB - de Santa Bárbara é o 135º maior do Brasil, destacando-se na área de prestação de serviços. O PIB per capita é de R$ 16.182,78. O município está entre os que mais geram novas vagas de emprego no estado de São Paulo.
Setor primário
A agricultura é o setor menos relevante da economia de Santa Bárbara d'Oeste. 
Santa Bárbara d'Oeste vem deixando em segundo plano sua vocação agrícola, especificamente a produção de cana-de-açúcar, com a abertura de novos parques industriais e com o fortalecimento do comércio do município. Com isso a tendência é que o setor primário continue a se rebaixar.
Setor secundário
A indústria, atualmente, é o segundo setor mais relevante para a economia do município. Atualmente predominam a média e pequena empresa, com segmentos bastante diversificados, pontificando as indústrias metal-mecânicas, têxteis e de confecção de roupas. Entre as principais indústrias instaladas na cidade pode-se mencionar a Romi, Goodyear, Canatiba, Denso, entre outras. Outros segmentos também são muito bem representativos como: borracha, químico, auto-peças, bebidas, açúcar, álcool, brinquedos, dentre outras. Mas Santa Bárbara possui também centenas de indústrias de médio e grande porte.
A cidade também se destaca no pioneirismo. No município foi construído o primeiro trator; o primeiro automóvel brasileiro, a Romi-Isetta; o primeiro Controle Numérico Computadorizado - CNC, de aplicação nas máquinas-ferramenta produzidas e exportadas para dezenas de países de todos os continentes.
Setor terciário
O setor terciário atualmente é a maior fonte geradora do PIB barbarense. Um dos principais pontos comerciais da cidade é o Tivoli Shopping, inaugurado em 1998. Hoje, conta com 145 lojas em operação, sendo 8 âncoras (um supermercado e sete lojas de departamentos), 21 lojas de alimentação entre fast-food, restaurante, cafeteria, doceria e sorveteria e 14 quiosques fixos. O centro da cidade também possui diversos pontos comerciais. Assim como no resto do país o maior período de vendas é o Natal.
Educação
Santa Bárbara d'Oeste tem um sistema de ensino considerado como de qualidade se comparado ao resto do país. De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), a cidade tem a melhor pontuação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) dentre os municípios da Região Metropolitana de Campinas, além disso, cerca de 94% da população é alfabetizada. A cidade tem 43 unidades escolares de educação municipal e 35 escolas estaduais, onde atuam mais de 1.200 funcionários municipais, das diferentes categorias profissionais.
O município tem várias instituições educacionais. São 34 escolas estaduais e um Centro Estadual de Educação Tecnológica, sete Áreas de Desenvolvimento Infantil (ADI), um Centro de Atendimento Integral à Criança (CAIC), duas escolas de Ensino Fundamental (EMEF), treze escolas municipais de Ensino Fundamental e Infantil (EMEFEI), 21 escolas municipais de Educação Infantil (EMEI), oito escolas privadas de 1º e 2º graus, dez escolas de educação infantil, uma escola de educação especial, escolas técnicas e profissionalizantes Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (SENAI), Serviço Social da Indústria (SESI) e Centro de Educação Tecnológica Paula Sousa (CEETPS) e três faculdades, a Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), a Faculdade Anhanguera de Santa Bárbara e a Faculdade Politec (FAP).
Cultura
Pontos turísticos
O Parque dos Ipês, inaugurado em 1996, é o principal parque da cidade e conta com lagoa e variadas espécies de plantas, aves e peixes. Possui 7,2 hectares e está localizado próximo ao centro da cidade. Uma das principais referências para as pessoas que praticam caminhada e exercícios ao ar livre, o parque foi remodelado e reaberto em junho de 2008.
O Parque Araçariguama é um parque localizado próximo ao Parque dos Ipês e foi construído aproveitando o córrego de mesmo nome que nasce na região rural da cidade. Possui uma área de 70 mil metros quadrados, com uma lagoa de 12 mil metros quadrados, onde foi construída uma ponte com 14 metros de comprimento por 2,1 metros de largura.
O Tivoli Shopping, fundado em 1998, é um dos maiores centros de compras e lazer da região. Dispõe de uma grande variedade de produtos e serviços, reunindo várias marcas nacionais e internacionais. Um mix com aproximadamente 125 lojas em operação, sendo três âncoras (três lojas de departamentos), 25 lojas de alimentação entre fast-food, restaurante, cafeteria, doceria e sorveteria. Na área de serviços, possui agência bancária, correio, banca de jornal, serviços automotivos e um centro médico. Como entretenimento, o Tivoli oferece quatro salas de cinemas, jogos eletrônicos e uma área interna para eventos.
O bairro rural de Santo Antônio Sapezeiro localiza-se a cerca de 10 km do centro da cidade e é um dos mais antigos da cidade. O nome do bairro se dá pela devoção do santo e devido ao grande número de sapês que havia na localidade. Faz parte dos atrativos do bairro a Igreja Santo Antônio do Sapezeiro, onde acontece a Festa do Padroeiro e a Cachoeira do Antônio do Sapezeiro, que fica há apenas 4 km da igreja. O bairro também é bem conhecido por sua culinária caipira, com destaque para a linguiça, fabricada pelos próprios moradores.
Museus e espaços culturais
O Museu da Imigração está instalado num prédio de arquitetura francesa, que foi construído no século passado para abrigar a cadeia da cidade. Com a inauguração de uma cadeia pública mais ampla e moderna, na década de 1970, o prédio foi desativado. Na década de 1980 foi reformado e passou a abrigar o Museu, cujo acervo inicial foi cedido pela Fraternidade Descendência Americana, que havia desativado o Museu que mantinha nas dependências do Cemitério do Campo. O acervo foi logo ampliado com objetos e documentos sobre a história do município e diversas doações feitas por descendentes de outras famílias de imigrantes. O Museu possui uma sala de exposições permanentes de trabalhos de artistas locais e de outras cidades.
A antiga estação ferroviária paulista foi construída em 1917 e serviu à cidade até 1995. Com a desativação da linha ferroviária, a estação entrou em um processo de degradação, transformando-se em ponto de prostituição e uso de drogas. No ano de 2007 a estação foi revitalizada e transformada em um centro cultural, com recursos da Fundação Romi e da Lei Rouanet, terminando com o aspecto decadente da área e sendo renomeada para Estação Cultural de Santa Bárbara. A Estação Cultural conta com auditório com capacidade para 200 pessoas, palco, camarim e mezanino, que serão utilizados para shows e apresentações teatrais, além de midiateca e uma biblioteca temática sobre a ferrovia. Além da revitalização dos antigos edifícios, foi construído também um prédio anexo que possui um cyber café e uma livraria. Graças ao projeto Ninho Musical, a Estação Cultural de Santa Bárbara d'Oeste recebeu a titulação de "Ponto de Cultura do Estado de São Paulo". O projeto permite que dezenas de participantes aperfeiçoem seus conhecimentos musicais teóricos e práticos a fim de se desenvolverem como músicos amadores ou profissionais. Através de uma iniciativa pioneira do maestro Paulo César Bellan, o projeto Ninho Musical surgiu através de uma parceria entre a Fundação Romi, a Prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste e o Governo Federal.
O Cemitério dos Americanos, também conhecido como Cemitério do Campo por estar localizado no Bairro do Campo, foi iniciado em 1867 com o sepultamento de Beatrice Oliver, esposa do Cel. Oliver, um dos muitos imigrantes que se estabeleceram neste município a partir de 1866. Na época, o cemitério do município pertencia à Igreja Católica que proibia o sepultamento de não católicos no local. Com isso, O Cel. Oliver seguindo um velho costume do sul dos Estados Unidos sepultou sua esposa e posteriormente suas filhas em terras de sua propriedade. Com o passar dos anos, ele destinou um hectare de suas terras para que as famílias americanas pudessem sepultar seus mortos. Hoje cerca de 500 pessoas estão ali sepultadas. O cemitério possui uma área de recreação onde os descendentes americanos realizam reuniões trimestrais e anualmente, a Festa Confederada, recebendo visitantes de várias partes do país e do exterior. Já recebeu ilustres visitantes como o ex-governador da Geórgia, o ex-presidente americano Jimmy Carter e sua esposa Rosalyn, na década de 1970, além de representantes do consulado e de órgãos de imprensa dos Estados Unidos.
Fundado em 1994, o Teatro Municipal Manoel Lyra leva o nome de um pioneiro do teatro no interior paulista, que dedicou sua vida à arte dramática e a difusão do teatro. O teatro municipal é um espaço criado não apenas para servir ao lazer da população ou sediar eventos. É parte de um plano que visa a resgatar o interesse e o desenvolvimento cultural de uma geração cada vez mais distante das artes e da cultura.
Em 20 de setembro de 2000, a Prefeitura Municipal de Santa Bárbara inaugurou o Centro de Memória da cidade, com o objetivo de recolher, guardar e preservar documentos relacionados à história da cidade. Fonte para a história do município o acervo é composto de jornais e recortes, revistas, fotografias, fitas cassete e de vídeo, publicações específicas sobre a cidade, além de uma pequena biblioteca de livros raros que datam da segunda metade do século XIX, além de possuir uma sala para consultas.
Fundada em 15 de junho de 1968, a Biblioteca Pública Municipal "Maria Aparecida de Almeida Nogueira" foi a primeira biblioteca do município e se localiza na região central do município. Atualmente, a Biblioteca Central, como também é conhecida, possui um acervo de cerca de 45.000 livros, 20 títulos de revistas e 9 títulos de jornais. A frequência de visitas é estimada em 10.000 pessoas por mês. Outras bibliotecas da cidade são a Biblioteca Pública Municipal e Centro Cultural "Prof. Léo Sallum", localizada na chamada "zona leste" da cidade e a Biblioteca Pública Municipal "CAIC Irmã Dulce".
Eventos
O município realiza diversas festas anuais, como a Festa da Imigração, a Feira das Nações e a Festa Confederada Brasil-Estados Unidos.
Anualmente, no mês de abril, a Fraternidade Descendência Americana, hoje administradora do Cemitério do Campo, realiza a Festa Confederada Brasil-Estados Unidos na área de recreação que o cemitério possui. A Festa recebe visitantes de várias localidades do Brasil e do Mundo, e já contou com a presença de personalidades ilustres como, na década de 1970, o ex-governador da Geórgia e presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e sua esposa, que possuem um ancestral sepultado no local. No ano de 2006 a Festa atraiu 1500 pessoas, há 23 anos é realizada no mesmo local e tem como foco retomar a tradição e a cultura dos imigrantes norte-americanos sulistas.
Durante o evento há barracas de comidas tipicamente americanas, como frango empanado, hambúrgueres e milho cozido; bandas tocando jazz, dixieland, country tradicional e folk americano, além disso, é possível ver a bandeira Dixie – o símbolo dos estados rebeldes – espalhadas por todo lado. As danças folclóricas norte-americanas são o ponto alto do evento. As mulheres se vestem a caráter, como a personagem Scarlett O'Hara, vivida por Vivien Leigh no filme "...E o Vento Levou" (clássico que se passa durante a guerra civil americana), e os homens trajam uniforme cinza, botas e chapéus, como se estivessem em um campo de batalha. As danças são do tipo square dance (uma espécie de quadrilha americana), cancan e outras danças folk sulistas.
Esportes
O principal time de futebol da cidade é o União Barbarense, fundado em 22 de novembro de 1914. Seu estádio é o "Estádio Antonio Lins Ribeiro Guimarães" com capacidade para 14.914 pessoas.
O Esporte Clube Barbarense mantém uma equipe de natação que têm obtido resultados significativos nas competições realizadas em todo o estado de São Paulo.
Em 2007 o nadador barbarense César Cielo Filho, que iniciou sua carreira nesse clube, recebeu destaque nacional ao ganhar três medalhas de ouro e uma de prata durante os Jogos Pan-americanos, no Rio de Janeiro e destaque mundial ao ganhar a primeira medalha de ouro de um nadador brasileiro durante os Jogos Olímpicos de Verão de 2008.
Em setembro de 2010 as piscinas do Esporte Clube Barbarense sediaram uma das mais importantes competições do calendário esportivo do Brasil: o Troféu José Finkel de Natação. Essa competição serviu como a seletiva brasileira para o Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta de 2010 que foi realizado na cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Em 2010, a administração municipal de Santa Bárbara d'Oeste deu início ao processo de construção do Pólo Aquático César Cielo. Obedecendo padrões técnicos internacionais, a primeira piscina olímpica da região terá a extensão de 50 x 25 metros e profundidade de 2,5 metros. Serão investidos R$ 3,3 milhões no projeto, que conta com recursos do Ministério dos Esportes e da Prefeitura. A área total do Pólo Aquático será de 3,6 mil metros quadrados, com arquibancadas, vestiário e salas de treinamento. A previsão de entrega da obra é de seis meses após o término do processo licitatório.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

CABO DE SANTO AGOSTINHO - PERNAMBUCO

Cabo de Santo Agostinho é um município brasileiro do estado de Pernambuco. Faz parte da concentração urbana do Recife e integra a região metropolitana desta capital.
História
A descoberta de Vicente Yáñez Pinzón
A história do Cabo de Santo Agostinho se iniciou antes da chegada dos portugueses ao Brasil. Uma esquadra espanhola composta por quatro caravelas zarpou de Palos de la Frontera no dia 19 de novembro de 1499. Após cruzar a linha do Equador, o navegador Vicente Yáñez Pinzón enfrentou uma forte tempestade, e então, no dia 26 de janeiro de 1500, avistou o cabo e ancorou suas naus num porto abrigado e de fácil acesso a pequenas embarcações, com 16 pés de fundo, segundo as indicações da sonda. O referido porto era a enseada de Suape, localizada na encosta sul do promontório, que a expedição denominou cabo de Santa María de la Consolación. A Espanha não reivindicou a descoberta, minuciosamente registrada por Pinzón e documentada por importantes cronistas da época como Pietro Martire d'Anghiera e Bartolomeu de las Casas, devido ao Tratado de Tordesilhas, assinado com Portugal.
O mapa de Juan de la Cosa, carta do século XV, mostra a costa sul-americana enfeitada com bandeiras castelhanas do cabo da Vela (na atual Colômbia) até o extremo oriental do continente. Ali figura um texto que diz "Este cavo se descubrio en año de mily IIII X C IX por Castilla syendo descubridor vicentians" ("Este cabo foi descoberto em 1499 por Castela sendo o descobridor Vicente Yáñez") e que muito provavelmente se refere à chegada de Pinzón em finais de janeiro de 1500 ao cabo de Santo Agostinho.
Por ter descoberto o Brasil, Vicente Yáñez Pinzón foi condecorado pelo rei Fernando II de Aragão em 5 de setembro de 1501.
A prefeitura e os governos já nomearam eventos e lugares do município em homenagem ao seu descobridor. Na entrada da cidade há um monumento homenageando o navegador, no intuito de dar as boas-vindas aos visitantes.
Início do povoamento
O município era habitado originalmente pelos índios Caeté. Os primeiros habitantes brancos chegaram no século XVI, fundando o então chamado Arraial do Cabo. Uma das marcas desse povoamento são as construções antigas que ainda podem ser observadas, como: as Igrejas Matriz de Santo Antônio, de Santo Amaro, Nossa Senhora do Livramento e antiga Capela do Rosário dos Pretos (hoje Praça Théo Silva), e casario escasso representado por antigos prédios nas ruas da Matriz (Rua Vigário João Batista) e Dr. Antonio de Souza Leão. As fachadas dessas construções são protegidas por lei, mas muitas delas hoje encontram-se descaracterizadas.
Em 1560, João Paes Barreto já instituía o Morgado de Nossa Senhora da Madre de Deus do Cabo de Santo Agostinho, vinculando o Engenho Madre de Deus, que depois passou a ser chamado de Engenho Velho. A escritura foi redigida em 28 de outubro de 1580. Segundo afirma Sebastião de Vasconcelos Galvão, autor do Dicionário Iconográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, o povoamento sede do Município data de 1618; antes dessa data constituía-se de algumas casas esparsas, com certa distância uma das outras. Transcorridos mais de duzentos anos de ter iniciado o povoamento de Santo Agostinho, a freguesia foi elevada à predicação de Paróquia é que foi criada a Vila do Cabo de Santo Agostinho, por força do alvará de 27 de julho de 1811 e Provisão Régia de 15 de fevereiro de 1812, enviada ao então governador da Província de Pernambuco, o General Caetano Pinto de Miranda Montenegro.
Sua instalação, no entanto, ocorreu em 18 de fevereiro de 1812, pelo ouvidor e corregedor-geral da Comarca de Recife, o Doutor Clemente Ferreira de França. Foi elevada à categoria de Cidade a então Vila do Cabo de Santo Agostinho em 9 de julho de 1877, pela lei provincial nº. 1.269, para a denominação de Cidade de Cabo, adicionando, mais tarde, o nome do bispo e teólogo Santo Agostinho.
O Cabo teve sua economia objetivada no desenvolvimento da monocultura da cana-de-açúcar, a partir de 1570, com a doação de sesmarias ao curso do Rio Pirapama. Tendo João Paes ocupado as terras a ele doada em 1571, ao sul do Rio Araçuagipe (Pirapama), funda o primeiro engenho banguê que denominou Madre de Deus (hoje, Engenho Velho), o mais antigo centro açucareiro da região. Mais tarde, com a criação de novos engenhos, o Cabo passa a representar o poderio econômico de Província de Pernambuco, época em que a cana-de-açúcar representava a força de crescimento do país.
Denominação
Em 1501, partiu de Portugal uma expedição de reconhecimento da costa brasileira, expedição esta confiada a Américo Vespúcio e comandada por Gonçalo Coelho. A frota atingiu o cabo em 28 de agosto, dia da morte de Agostinho de Hipona. O promontório foi então batizado como "Cabo de Santo Agostinho".
Essa região, ocupada por diversas aldeias indígenas, teve sua colonização iniciada em 1536, com o donatário Duarte Coelho Pereira. Em 1554 sua viúva dirigiu a capitania enquanto aguardava o regresso de seus filhos Duarte e Jorge de Albuquerque Coelho, que se encontravam em Portugal. Ao chegarem, em 1560, intensificaram as ações para expulsar os índios caetés. Em 1571, terminada a campanha contra os índios que viviam na região , o donatário Duarte de Albuquerque Coelho, desejando aumentar o povoamento de seus domínios, iniciou a distribuição de sesmarias nas férteis várzeas da região sul do estado, ao longo do rio Pirapama (Araçuagipe, naquela época). Essas terras foram concedidas aos fidalgos trazidos por seu pai e por ele próprio. Um desses nobres João Paes Barreto (5º avô do marquês do Recife), a quem coube a sesmaria ao sul do mencionado rio , onde ele fundou o Engenho Madre de Deus, depois chamado de Engenho Velho, o mais antigo do município. Posteriormente ele chegou a possuir oito engenhos, que legou aos seus filhos , ao atingirem os homens a maioridade e as mulheres, ao se casarem. Em 1580 João Paes Barreto instituiu o morgado de Nossa Senhora da Madre de Deus do Cabo de Santo Agostinho, vinculando o Engenho Madre de Deus e duas casas de sua propriedade, situadas na Vila de Olinda. Em 28 de outubro desse mesmo ano foi lavrada a escritura pública que oficializou o tradicional morgado, historicamente mais conhecido como Morgado do Cabo.
Invasões holandesas
Durante a invasão holandesa (1630-1654) o Cabo foi atacado, iniciando-se a luta no porto, junto ao pontal de Nazaré, onde existia um pequeno forte, de onde a terra pernambucana foi defendida contra o invasor. No entanto, os holandeses conseguiram saquear os armazéns de açúcar e as naus carregadas que se encontravam no ancoradouro, apesar de os pernambucanos terem ateado fogo em alguns deles para não caírem em mãos do inimigo. Matias de Albuquerque e o conde Bagnuolo, tomando conhecimento do ataque, marcharam até a praia de Nazaré, organizando a resistência sobre o cabo que domina a barra. Na expulsão dos holandeses, movimento conhecido como Insurreição Pernambucana, os flamengos retiraram-se do Cabo quase sem lutas, entregando a fortaleza de Nazaré, comandada por Straetem, ao mestre-de-campo André Vidal de Negreiros.
Formação administrativa
Dado o contexto histórico, pela provisão de 9 de setembro de 1622 é criada a Freguesia de Cabo de Santo Agostinho, que foi elevada à categoria de vila com a denominação de Vila do Cabo de Santo Agostinho através do alvará de 27 de julho de 1811 e provisão de 15 de fevereiro de 1812, desmembrando-se de Recife e instalando-se em 18 de junho de 1812. Pela lei provincial nº 152, de 30 de março de 1846, a vila foi extinta, sendo recriada com a denominação de Santo Agostinho do Cabo pela lei provincial nº 1.296, de 9 de julho de 1877, e rebatizada de Cabo após algum tempo.
Pela lei municipal nº 3, de 7 de dezembro de 1892, é criado o distrito de Juçaral e pela lei municipal nº 94, de 18 de novembro de 1919, cria-se o distrito de Ponte dos Carvalhos. Em 22 de novembro de 1922, é criado o distrito de Nazaré, que passou a denominar-se Santo Agostinho pelo decreto-lei estadual nº 92, de 31 de março de 1938. Pela lei municipal nº 1690, de 19 de maio de 1994, o município de Cabo voltou a denominar-se Cabo de Santo Agostinho.
Clima
O clima do município é classificado como clima tropical, do tipo As´. A temperatura média anual é de 25,1 °C, não havendo uma verdadeira estação seca, com chuvas concentradas nos meses de outono e inverno, principalmente entre abril e julho. O meses mais quentes são janeiro e fevereiro, ambos com a temperatura média de 26,4 °C. Já o mês mais ameno é julho com média de 23,5 °C.
Ecologia e meio ambiente
A vegetação nativa e predominante no município é a mata atlântica, que foi quase que completamente dizimada com a criação de engenhos e a substituição da sua flora pela monocultura da cana-de-açúcar, que destacou a Província de Pernambuco pela quantidade e qualidade do açúcar produzido. Mais tarde, com as questões ambientais sendo intensamente discutidas em todo mundo, leis foram cridas com a finalidade de assegurar a preservação do que restou. O município possui nove importantes reservas ecológicas de mata atlântica, são elas: Reserva Ecológica Mata de Duas Lagoas, Reserva Ecológica Mata do Camaçari, Reserva Ecológica Mata do Zumbi e Reserva Ecológica do Sistema Gurjaú-Guararapes, Reserva Ecológica Mata do Bom Jesus, Reserva Ecológica Mata do Contra-Açude, Reserva Ecológica Serra do Cotuvelo, Reserva Ecológica Mata do Cumaru, Reserva Ecológica Mata do Urucu.
Ainda podem ser encontradas nesses refúgios ecológicos espécies típicas, como: Palmeiras, Bromélias, Begônias, Orquídeas, Cipós, Briófitas, Pau-brasil, Jacaranda, Peroba, Jequitibá-rosa, Cedro, Andira, Ananas, Figueiras.
Geologia e solo
Os solos estão representados pelos Latossolos nos topos planos, sendo profundos e bem drenados. É representados também Podzóicos nas vertentes íngremes, sendo de pouco a mediamente profundo e bem drenados e também pelos Gleissolos de Várzea nos fundos dos vales estreitos, possuindo solo orgânico e encharcado.
Está situado geologicamente na Província da Borborema, sendo composto pelos seguintes litotipos: Complexo Belém do São Francisco, do Granitóides Indiscriminados, da Suíte Calcialcalina de Médio a Alto Potássio Itaporanga, do Grupo Pernambuco, da Formação Ipojuca, e dos Depósitos Colúvio-eluviais, Flúvio-marinhos e Aluvionares.
Economia
A indústria é o setor mais relevante na economia cabense, representando cerca de 55,4% da economia. O município tem uma das indústrias mais fortes e a mais diversificada de Pernambuco e da região nordeste.Segundo dados da Estatística do Cadastro Central de Empresas, no ano de 2011 o município possuía 2.607 empresas atuantes, com 39.353 pessoas assalariadas, 42.108 pessoas ocupadas e o salário médio de 2,8 salários mínimos. Salários, juntamente com outras remunerações somavam 724.400 mil reais.
Sedia algumas das principais indústrias da região nordeste, como a Refrescos Guararapes Ltda. (Coca-Cola), a Copagás Distribuidora de Gás Ltda., Petrobrás Distribuidora S/A, Shell do Brasil S/A, a Pamesa S/A, a Unilever S/A e a Pepsico do Brasil.
Em 2009 a cidade inaugurou o seu primeiro shopping, o Costa Dourada, localizado na rodovia PE-060, no bairro Garapu. O centro comercial tem uma área construída de 24.000 m², com aproximadamente 20.000 m² de área bruta locada (ABL), com estacionamento com capacidade de até 1000 vagas. Conta com 100 lojas, 3 âncoras e 2 mega-lojas, além de bancos, área de diversão eletrônica, cinema em 3D, entre outros.
Saúde
Em 2009 o município possuía 40 estabelecimentos de saúde, entre eles pronto-socorro, posto de saúde e serviços odontológicos, sendo 45 públicos e 20 privados.
Inaugurado em 1 de julho de 2010, o Hospital Dom Hélder Câmara é um dos maiores da cidade. Estando localizado no km 28 da BR-101 sul, oferece serviços de urgência e emergência 24 horas por dia, dispondo de clínica médica, cirurgia geral, traumato-ortopedia e cardiologia.
Construído numa área de 12.734 mil m², o hospital é divido em quatro pavimentos. A unidade conta com 157 leitos em três desses pavimentos, sendo eles clínica médica, cirurgia geral, traumato-ortopedia e cardiologia, com mais 28 leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A equipe multidisciplinar é constituída por 172 profissionais, com mais 120 profissionais em outras áreas, como: enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas, farmacêuticos, psicólogos, fonoaudiólogos e nutricionistas.
Educação
A partir de 2014 o município passou a contar com uma unidade acadêmica da Universidade Federal Rural de Pernambuco chamada de UACSA (Unidade Acadêmica do Cabo de Santo Agostinho) para o desenvolvimento da região, sendo ainda ofertado um cursinho pré-vestibular grátis ao moradores da cidade com aulas de professores mestres e doutores além dos alunos da unidade aos finais de semana.
Cultura
Festa da Lavadeira
A festa folclórica passou a existir em 1987, após o artista plástico Eduardo Melo comprar uma escultura de Ronaldo Câmara Sá, que também é artista plástico, e expô-la em frente a uma casa de praia no bairro do Paiva. A imagem era de uma mulher lavadeira, que chamou a atenção de alguns habitantes do bairro, que passaram a levar à figura presentes e oferendas, como frutos da época e comida caseira. Desse modo, do encontro da população do bairro e amigos à escultura, foi se formando a atual Festa da Lavadeira, que aconteceu no mês de outubro, no ano de 2013.
Turismo
Praias
- Praia do Paiva - a mata atlântica e os coqueiros formam a paisagem natural. A praia tem águas transparentes e mornas, com uma variação de piscinas naturais e mar aberto, local bastante visitado para a prática do surf, e adeptos de caminhadas.
- Praia de Itapuama - em tupi-guarani, o seu significado é Pedra Bonita. Praia de cenários naturais, piscinas naturais com formações rochosas de origem vulcânica, águas claras e mornas. O local é recomendado para a prática do surf e pesca. Localiza-se entre as praias do Paiva e Pedra do Xaréu.
Praia Pedra do Xaréu - paisagem natural formada por rochas negras (rochas de origem vulcânica), com montes e matas fazem parte da paisagem. Águas mornas e cristalinas, recomendado para o banho de mar e pesca.
- Praia Enseada dos Corais - Chamada anteriormente de Praia do Boto. Possui areia clara, piscinas naturais, águas claras e mornas, vestígio de mata atlântica e coqueiral. Tem uma grande concentração de casas de veraneio.
Praia de Gaibu - em tupi – guarani Aybu, seu significado é Vale do Dágua, posteriormente os portugueses passaram a chamar de Gaibu. No passado servia como porto de desembarque de escravos. É uma das mais movimentadas praias do litoral sul de Pernambuco.
- Praia de Calhetas - no passado serviu como porto seguro para as tropas portuguesas e holandesas.
- Praia do Paraíso - chamada anteriormente de praia da Preguiça, possui vista panorâmica da enseada de Suape, Ilhas de Tatuoca e Cocáia. Composta por uma vegetação densa, algumas áreas formadas por afloramentos graníticos e outras de areias claras, águas transparentes e mornas.
- Praia de Suape - localidade de grande importância na época da colonização de Pernambuco, onde várias batalhas entre portugueses, holandeses e índios Caetés, fizeram parte da história da região. Na verdade é uma Enseada, protegida por uma barreira natural de arrecifes de arenitos, a qual recebe as águas do Rio Masssangana.
Igrejas e edificações
O município possui muitas igrejas e edificações antigas, a maioria delas foram erguidas no século XVII. Dentre as tais se destacam: Igreja de São José do Paiva; Capela de São Gonçalo do Amarante; Forte São Francisco Xavier; Bateria de Calhetas; Forte Castelo do Mar; Ruínas do Velho Castelo; Bateria de São Jorge; Forte Pontal de Suape; Engenho Nossa Senhora da Madre de Deus; Capela Nossa Senhora da Anunciação; Capela de Santo Antônio do Monte; Igreja Matriz de Santo Antônio; Convento Carmelita; Engenho Massangana; Antiga Casa do Faroleiro; Igreja de Nossa Senhora de Nazaré.
Referência para o texto: Wikipédia .