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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

CAMAQUÃ - RIO GRANDE DO SUL

Camaquã é um município do estado do Rio Grande do Sul, é o 30° município mais antigo do estado,situado na região centro-sul. Sua população é de 63.128 habitantes, segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o ano de 2018.
História
A região onde atualmente localiza-se Camaquã, é conhecida desde os tempos coloniais de 1714. a origem do povoamento remonta a 1763, quando casais açorianos dirigem-se para o sul, fundando fazendas e charqueadas. Sua história no entanto, tem início em 1815, com a criação da Capela Curada de São João Batista, em terreno doado por Joaquim Gonçalves da Silva, pai do Gal. Bento Gonçalves. O povoado se desenvolveu às margens do Arroio Duro
A Vila da Pacheca é a região mais importante da cidade em termos de vestígios históricos. Todas as casas da vila estão na beira do Rio Camaquã que era, para esse povoado, o acesso ao mundo. Ali, está a casa de Manoel da Silva Pacheco, considerado fundador de Camaquã.
Etimologia
Dentre os diversos significados dados ao município de Camaquã o mais adequado segundo o autor Antonio Cândido Silveira Pires é o de rio correntoso ou rio forte. Camaquã vem de Icabaquã e na língua tupi-guarani, onde "I" significa rio, água e "Cabaquã" quer dizer velocidade, correnteza. O Rio Camaquã cruza a região, sendo a origem do nome do município.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 30º51'04" sul e a uma longitude 51º48'44" oeste, estando a uma altitude de 39 metros. Pertence à Microrregião de Camaquã.
O município de Camaquã está localizado na Serra do Sudeste (Encosta da Serra do Sudeste); faz parte da Região Centro-Sul; localiza-se a 30º51' minutos de latitude Sul e 51º e 48' de longitude Oeste, situando-se à margem esquerda da Laguna dos Patos e à margem esquerda do Rio Camaquã, hoje município de Cristal (ex-distrito de Camaquã), distante 127 km da Capital do Estado - Porto Alegre, e 125 km de Pelotas. No km 362 da BR-116.
Hidrografia
O município conta com as águas do Rio Camaquã, do Arroio Duro e ainda é banhado pela Laguna dos Patos onde se localiza um belo balneário, conhecido pelos camaquenses como Areal ou como IRGA (Instituto Rio Grandense do Arroz), pois lá existe uma unidade desativada dessa instituição.
A barragem do Arroio Duro, além de ser grande ponto turístico por sua beleza, constitui também um importante marco para a economia da região, com 170 milhões de metros cúbicos de água acumulada para irrigar a área de 50.000 has de terras férteis.
Em 2008 iniciaram as obras da Barragem do Passo do Maria Ulguim, que além de aumentar a proteção contra enchentes, irá aumentar a capacidade de água acumulada.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 1 de julho de 2022

VENÂNCIO AIRES - RIO GRANDE DO SUL

Venâncio Aires é um município brasileiro no centro do estado do Rio Grande do Sul. Emancipado de General Câmara em 1849 e instalado em 1891, seu nome é uma homenagem ao jornalista Venâncio de Oliveira Ayres.
A população total do município, segundo os Dados Preliminares do Censo 2007, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 64.524 habitantes, 59,11% destes na zona urbana e 40,89% na zona rural, sendo o 30° município mais populoso do Rio Grande do Sul. Fala-se lá tanto o português como o alemão, em especial o dialeto hunsrückisch. É considerada a "capital nacional do chimarrão", devido à sua produção de erva-mate, sendo também um dos maiores produtores de fumo do Brasil.
História
A região de Venâncio Aires era habitada, no século XVI, por indígenas, principalmente nos vales dos rios e arroios. Os primeiros registros escritos de povoamento da região onde está Venâncio Aires datam de 1762, com a compra de terras do posseiro Francisco Machado Fagundes da Silveira.
O município de Venâncio Aires intensificou sua povoação a partir de 1800, com a chegada e fixação dos açorianos às margens do Rio Taquari e do Arroio Castelhano. Os colonos açorianos dedicavam-se, primeiramente, à pecuária, à exploração de madeira e à produção de erva-mate.
Em 1849, o município de Taquari se emancipou de Triunfo, levando, consigo, General Câmara (na época, Santo Amaro) e Venâncio Aires, nomeado Faxinal dos Fagundes. Entre os anos de 1853 e 1856, os primeiros imigrantes alemães chegaram à região, dedicando-se à agricultura e localizando-se no vale do Arroio Sampaio. Santo Amaro conquistou autonomia de Taquari em 1881. O Arroio Castelhano ganhou sua primeira ponte em 1878, o que foi importante para o escoamento de produtos para a região.
Em 8 de maio de 1884, a localidade de Faxinal dos Fagundes alcançou sete mil habitantes e se elevou a "Freguesia de São Sebastião Mártir". Neste ano, também se iniciou a construção de uma capela para o santo padroeiro, São Sebastião.
"Ato nº 371 de 30 de abril de 1891, o vice Governador do Estado resolve elevar a villa, a Freguesia de São Sebastião Mártir a condição de Distrito do município de Santo Amaro, com a denominação de Venâncio Aires"..
Através desta declaração do então governador do Rio Grande do Sul Fernando Abbott, de 30 de abril de 1891, surgiu o município de Venâncio Aires, ainda que sua sede fosse uma vila. O nome originou-se como homenagem ao jornalista Venâncio de Oliveira Aires, que foi do estado de São Paulo viver no Rio Grande do Sul. A vila elevou-se à cidade no dia 11 de maio de 1891.
Em 1913, começou-se o planejamento das ruas do centro da cidade, em linhas retas. Em 1920, a iluminação pública passou a ser com lâmpadas. Surgiram os primeiros telefones na cidade e a população atingia 17 mil habitantes. Em 1924, a sociedade já possuía 48 grupos alemães. Em 1934, os negros entraram na comunidade venancio-airense.
Entre 1940 e 1960, o Porto de Mariante, na localidade de Mariante, transformou Venâncio em um centro comercial, impulsionando a economia. Em 1968, alcançou a liderança na produção de fumo, com uma colheita de 7 400 toneladas. Na década de 1970, iniciou-se o processo de industrialização do município, com continuação na década de 1980, fazendo com que o município chegasse às primeiras posições no cenário econômico do Rio Grande do Sul nos anos 1990. Em 2005, com a crise no agronegócio e prejuízos com a produção de erva-mate e fumo, foi feito o Seminário do Plano de Desenvolvimento Estratégico - Venâncio 2020, onde foram tracejadas as próximas metas para o desenvolvimento da cidade.
Geografia
Localiza-se na Mesorregião do Centro Oriental Rio-Grandense e na Microrregião de Santa Cruz do Sul, estando entre o Vale do Rio Pardo e o Vale do Taquari, pertencendo ao Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo e à Diocese de Santa Cruz do Sul.
Atinge uma altitude média de 210 metros ao nível do mar. Encontra-se às margens da rodovia RSC-287 e distancia-se 130 quilômetros da capital estadual, Porto Alegre.
Venâncio Aires ostenta o título de "Capital Nacional do Chimarrão".[8] Em comemoração a isso, a cidade sedia a Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim), uma das mais completas do Rio Grande do Sul. O município também foi durante muitos anos o maior produtor de fumo do Brasil, mesmo que a "Capital Nacional do Fumo" seja a cidade vizinha de Santa Cruz do Sul.
Idiomas
Como outros municípios das chamadas Colônias Velhas (die Altkolonie) que formam as zonas de colonização alemã do estado do Rio Grande do Sul, uma porção significante da população de Venâncio Aires é bilíngue. Desde a sua fundação em tempos pioneiros, fala-se tanto a língua nacional, o português, quanto o dialeto alemão Riograndenser Hunsrückisch neste município, sendo que a vasta maioria de falantes teutófonos do estado fala esta variedade linguística regional.
Em 2012, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul declarou o Riograndenser Hunsrückisch patrimônio linguístico e bem cultural imaterial do Rio Grande do Sul.
Economia
Em 2018, Venâncio Aires foi classificada como sendo a 22ª maior economia do Rio Grande do Sul. A cidade é uma das 30 maiores arrecadadoras de ICMS e uma das top 10 em exportações no Estado. A cidade está no top 5 nacional da produção de tabaco. Outras culturas agrícolas importantes são a produção de erva-mate e milho, cultivando também soja, mandioca e arroz, além de outros produtos. A cidade também tem importantes indústrias ervateiras. Em relação ao estado do Rio Grande do Sul, é o 2º maior polo metal-mecânico, a 2ª maior cidade em abate de bovinos e a 3ª maior produtora de milho do estado. Tem mais de 4 mil empresas, onde se destacam os setores metal-mecânico, confecções e móveis, com 30% dos empregos da cidade. A cidade tem dois Distritos Industriais com 135 hectares de terras.
Em 2020, as 10 maiores empresas da cidade eram: Alliance One (Tabaco), China Brasil (Tabaco), CTA Continental (Tabaco), Metalúrgica Venâncio, Marasca (Tabaco), UTC Brasil (Tabaco), Família Kroth (Carnes), America (Embalagens), Refrimate (equipamentos de refrigeração) e Venax (Eletrodomésticos), destancando-se também: RPC Packaging (embalagens), Tabacum Interamerican, Madrugada (erva-mate), Madeireira Haas, Frigorífico Sapé e Fundição Venâncio Aires.
Esporte e lazer
Na atualidade, o principal destaque esportivo é a Assoeva (Associação Esportiva de Venâncio Aires), que, atualmente, disputa a Liga Nacional de Futsal, a principal competição do salonismo brasileiro. A equipe também é a atual vice-campeã nacional da LNF (Liga Nacional de Futsal) e campeã da Liga Gaúcha de Futsal Série Ouro.
No futebol de campo, o principal clube esportivo de Venâncio Aires é o Esporte Clube Guarani, popularmente conhecido como Guarani de Venâncio, que, atualmente, disputa a segunda divisão gaúcha. No clube, surgiram o técnico Mano Menezes e o zagueiro Bolívar.
O município ainda conta com um time de futebol americano: O Bulldogs FA. O time comandado pelo Head Coach Miguel Greiner sagrou-se campeão da II Copa RS organizada pela Federação Gaúcha de Futebol Americano, realizada no segundo semestre de 2017.
Turismo
Dentre as rotas turísticas e pontos de lazer do município estão a Rota do Chimarrão, que percorre locais de produção e comércio de erva mate, além de igrejas fundadas no início do século XX. A dez quilômetros da cidade localiza-se a Cascata Chuveirão, cena do filme A Paixão de Jacobina, com local para camping e de propriedade de um morador local. No distrito de Vila Deodoro, há o Mirante Lauro Erdmann, e uma figueira de aproximadamente 300 anos e que ocupa uma área de 500m2 que atrai alguns visitantes.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 13 de maio de 2022

ALEGRETE - RIO GRANDE DO SUL

Alegrete é um município brasileiro localizado na Região Sudoeste do estado do Rio Grande do Sul, nos campos do Bioma Pampa e do Aquífero Guarani. A distância rodoviária até Porto Alegre, capital administrativa estadual, é de 509 quilômetros.
Possuia uma população de 73.028 habitantes, de acordo com estimativas de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em área territorial, é o maior município do Rio Grande do Sul, da Região Sul e o 186º do Brasil, com mais de 7.800 quilômetros quadrados.
História
As origens do município de Alegrete datam do início do século XIX, na Conquista das Missões em 1801, quando os riograndenses Borges do Canto e Santos Pedroso conquistaram para a coroa portuguesa o território das Missões Jesuíticas, ao norte do Rio Ibicuí.
Para manter a conquista, a Coroa Portuguesa lança ao sul do mesmo rio a Guarda Portuguesa do Rio Inhanduí, em torno da qual forma-se um povoado. Ali foi erguida uma capela sob o orago de Nossa Senhora Aparecida, em 1814.
As contínuas lutas de fronteira, agora entre o Reino de Portugal e os dissidentes ao recém constituído governo das Províncias Unidas do Rio da Prata, provocou o ataque dos uruguaios de D. José Artigas e a queima da povoação e da capela, conhecida hoje conhecida como "Capela Queimada", em 16 de junho de 1816.
Isso causou a transferência dos seus povoadores para a margem esquerda do Rio Ibirapuitã, que ali foram chegando até 22 de dezembro de 1816. Eles abrigaram-se junto ao acampamento militar do Quartel General do Capitão-General e Governador Luis Telles da Silva Caminha e Menezes, o Marquês de Alegrete, ao lado do general Joaquim Xavier Curado, do tenente-coronel José de Abreu, futuro Barão de Cerro Largo, e do general Tomás da Costa Rabelo Corrêa e Silva. Em 26 de dezembro de 1816 foi realizado o primeiro batismo católico romano no local do acampamento, da menina Zeferina, pelo capelão da Legião do Exército, o Padre José de Freitas.
Em 27 de janeiro de 1817, o Comandante do Distrito de Entre Rios, Tenente Coronel José de Abreu manda iniciar a construção das moradias para os fugitivos do Inhanduí. Quando José de Abreu recebeu as ordens do Marquês para erguimento da povoação, ele já havia determinado o local e iniciado o povoamento, com a construção das primeiras habitações, ali, na retaguarda das tropas, nos fundos do acampamento do Ibirapuitã.
Antônio José Vargas, senhor da sesmaria, foi o doador das terras onde está a cidade. Mas D. Luís Teles da Silva Caminha e Meneses - quinto Marquês de Alegrete - na qualidade de Governador e comandante militar, foi o fundador legal de Alegrete, que dele tomou o nome, porque, por sua autoridade, foi estabelecida e legalmente reconhecida, já que era o representante de D. João VI, Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Em 1820, é elevada à Capela Curada, com poderes eclesiásticos nos territórios que abrangem os atuais municípios de Uruguaiana, Quaraí, Livramento, Rosário do Sul e o atual Departamento de Artigas, na República Oriental do Uruguai, até o rio Arapey, vinculada a São Borja e por sua vez a Rio Pardo.
Mais tarde, pelo ponto estratégico do novo local, por onde escoavam os produtos primários em direção aos portos de Buenos Aires e Montevidéu, o lugarejo prosperou rapidamente e elevou-se a categoria de vila através do decreto provincial de 25 de outubro de 1831, demarcando assim seus limites e ganhando autonomia política.
Durante a Revolução Farroupilha, iniciada em 1835, Alegrete tornou-se a terceira capital da República Rio-Grandense (1842-1845), época em que o Rio Grande do Sul se separou das demais províncias do Império e criou um País denominado República Riograndense. Nela, em 1843, por meio de uma Assembleia Nacional Constituinte foi concluída e aprovada a Constituição da República Rio-Grandense, a primeira constituição republicana da América do Sul.
Entre batalhas e campanhas, por bravura, determinação e desenvolvimento, a Vila de Alegrete foi elevada à categoria de cidade, em 22 de janeiro de 1857. Essa, portanto, é a data correta do aniversário da cidade.
No processo de criação dos municípios do Rio Grande do Sul, Alegrete ocupa o oitavo lugar, desmembrado do município de Cachoeira do Sul que, por sua vez, originou-se do município de Rio Pardo, em 1819. Do grande município de Alegrete surgiram os municípios de Uruguaiana, Livramento, Departamento de Artigas (no Uruguai), Quaraí, parte de Rosário do Sul, parte de Bagé e parte de Manoel Viana.
Anualmente, no dia 20 de setembro, comemora-se a Revolução Farroupilha ou o Dia do Gaúcho, e cerca de oito mil "cavalarianos" - de todas as idades, classes sociais e sexo - desfilam pelas principais ruas da cidade, com suas roupas típicas e suas montarias.
A padroeira da cidade festeja-se a 8 de dezembro (Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida).
Geografia
Alegrete está situado numa latitude de 29º47'01,63" sul e a uma longitude de 55º47'27,54" oeste - coordenadas do centro da praça Getúlio Vargas, numa altitude média de 102 metros.
A paisagem caracteriza-se como estepe gramíneo-lenhosa (campo nativo) e floresta estacional decidual aluvial (mata ciliar). A fisionomia é de extensas planícies de campo limpo com algumas ondulações e raros morros residuais de arenito silicificado.
O município está totalmente sobre o Aquífero Guarani e seu lençol freático apresenta água levemente alcalina, utilizável sem restrições para o uso humano e para a irrigação, apresentando poços com profundidade média de 100 metros e vazão média de 115m³/h.
Sendo uma área de delicado ecossistema, a superexploração agrícola e a pecuária extensiva fazem crescer o já chamado "deserto dos pampas" ou "Deserto de São João": uma área de mais de 200 ha na região do mesmo nome, que sofre com o fenômeno gradativo da arenização.
Clima
O clima da região é subtropical, temperado quente, com chuvas bem distribuídas e estações bem definidas (Cfa na classificação de Köppen). A média de precipitação pluviométrica é de aproximadamente 1500 mm anuais. A menor média de precipitação acontece em agosto e a maior em outubro.
A temperatura média anual é de 19,1 °C. A temperatura mínima observada entre 1961 e 1990 pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) foi de -4,1 °C em 17 de junho de 1971[11] e a máxima de 40,8 °C em 20 de janeiro de 2022.[12] Porém a máxima absoluta foi de 42,6 °C em 19 de de Janeiro de 1917.[13] A formação de geadas ocorrem eventualmente entre maio e setembro. A umidade relativa média do ar é de aproximadamente 75%.
Educação
Para o ensino de 1° e 2° graus a cidade conta com 32 escolas municipais, 47 escolas estaduais, uma federal, e seis privadas. A maior é o Instituto Estadual de Educação de 1° e 2° Graus Oswaldo Aranha (IEEOA), a segunda é o Colégio Estadual de 1º e 2º Graus Emilio Zuñeda e a terceira é Escola Estadual de Ensino Médio Demétrio Ribeiro.
Na rede de ensino, em 2003, havia um total de 23.395 alunos, sendo 2.000 no infantil, 13.913 no fundamental, 4.070 no médio, 213 na educação especial e 3.199 na educação de jovens e adultos (EJA).
O corpo docente (também em 2003) era composto de 1.149 professores, sendo de 877 no ensino fundamental e 262 no ensino médio.
A taxa de analfabetos (2003) era de 7,7 %, num total de 4.721 habitantes.
A cidade possui 8 museus: Museu do Gaúcho Ícaro Ferreira da Costa junto ao Arquivo Municipal "Miguel Jacques Trindade"; Museu de Artes José Pinto Bicca de Medeiros(MAARA); Museu Oswaldo Aranha; CEPAL - Centro de Pesquisa e Documentação de Alegrete junto ao Museu Paleontológico, Museu da Fazenda da Cascata, na região da Lagoa do Parové, Museu Coronel Vasco Alves Pereira, na região da Rivadávia; Museu do 12º Batalhão de Engenharia de Combate e museu do 6º RCB.
Possui também várias bibliotecas, sendo as maiores a do IEEOA (Instituto Estadual de Educação de 1° e 2° Graus "Oswaldo Aranha"), a do Centro Cultural "Adão Ortiz Houayek" , da URCAMP e a do CEPAL.
Há várias extensões ou "campi" de várias universidades gaúchas: UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul), URCAMP (Universidade da Região da Campanha), UNIPAMPA (Universidade Federal do Pampa), e IFFar (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha) que agregou a antiga EAFA (Escola Agrotécnica Federal de Alegrete). Além, possui a UNOPAR (Universidade Norte do Paraná), UNINTER (Universidade Internacional) e UNIASSELVI como representantes de polos educacionais à distância na fronteira oeste.
Economia
Sua economia é baseada principalmente na agricultura: arroz; soja; sorgo e trigo e na pecuária bovina; ovina ; equina ; suína e bubalina.
A cidade também produz ovos e mel.
Carnaval
No Carnaval de Alegrete há atualmente o desfile cinco escolas de samba. Unidos dos Canudos; Mocidade Independente da Cidade Alta (MICA); Acadêmicos do Por do Sol; Nós os Ritmistas; Imperatriz da Praça Nova; Império do Bráz e União da Ponte.
Usina Termoelétrica Osvaldo Aranha
Inaugurada em 17 de setembro de 1968 pelo presidente Artur da Costa e Silva, noticiada com grande notoriedade pelo Jornal Tribuna da Imprensa que relatou a época da vital importância da fundação dessa usina que resolveria o problema energético de 14 cidades do interior gaúcho. Atualmente a Usina está desativada.
Alegretenses ilustres
Os principais são: Mário Quintana - um dos maiores poetas brasileiros; Osvaldo Aranha - advogado, político, diplomata, estadista; João Saldanha - jornalista esportivo, advogado, jogador de futebol e treinador do Botafogo de Futebol e Regatas e da Seleção Brasileira de Futebol; Paulo César Pereio - ator; Demétrio Ribeiro - engenheiro, político e jornalista; Franklin Gomes Souto - advogado e abolicionista; Celestino Valenzuela - ex-narrador esportivo; Antônio Augusto Fagundes - historiador e apresentador do Galpão Crioulo na RBS TV; Walmor Chagas - ator; Neto Fagundes - radialista, cantor, compositor, comunicador e defensor das tradições gaúchas; Sergio Faraco - Escritor; Márcio Faraco - compositor; Mila Spook - atriz e diretora; Wilson Paim - Cantor e compositor da música nativista
Referência para o texto: Wikipédia .

terça-feira, 22 de março de 2022

SANTO ÂNGELO - RIO GRANDE DO SUL

Santo Ângelo é um município brasileiro localizado no estado do Rio Grande do Sul. Pertence à mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à microrregião de Santo Ângelo. É o maior município da região das Missões, com 78.908 habitantes.
A "Capital das Missões", como é chamado, destaca-se como um centro de serviços públicos, por sediar vários órgãos das esferas estadual e federal. Terra com história riquíssima e belezas naturais e arquitetônicas, Santo Ângelo desponta novamente como um dos polos do Noroeste do Rio Grande do Sul, tendo a segunda maior população, ficando atrás apenas de Ijuí.
História
Santo Ângelo faz parte dos chamados Sete Povos das Missões e suas origens remontam ao período espanhol, sendo parte dos povoados criados nos séculos XVII e XVIII por padres jesuítas espanhóis nos atuais territórios do Brasil, Argentina e Paraguai.
A redução de Santo Ângelo Custódio (ou Sant'Angel Custódio) foi fundada em 1706 pelo jesuíta belga Diogo de Haze. Foi a sétima redução do conjunto conhecido como Sete Povos das Missões. Acredita-se que primeiramente a redução foi instalada nas proximidades da forqueta dos rios Ijuí e Ijuizinho. Em 1707, teria sido transferida para o atual centro histórico da cidade.
A redução de Santo Ângelo Custódio foi consagrada ao Anjo Custódio das Missões, o protetor de todos os povos missioneiros, portanto era chamada também de Sant'Angel de la Guardia, como consta em alguns documentos espanhóis da época. Obteve grande desenvolvimento econômico e cultural, beirando os 8 mil habitantes no seu apogeu.
Destruída a partir de 1756 com a chamada Guerra Guaranítica, a região ficou abandonada por quase cem anos. Por volta de 1830 começaram a ser distribuídas sesmarias para paulistas, iniciando-se assim um repovoamento da região. Emancipada de Cruz Alta em 22 de março de 1873, Santo Ângelo possuía um vasto território, ultrapassando os 10 mil km² de área.
No final do século XIX grandes levas de imigrantes chegaram à Santo Ângelo. Alemães, italianos, poloneses, russos, holandeses, letões, entre outros grupos vindos da Europa. Foi ponto de partida da Coluna Prestes, movimento que atravessou o país lutando por melhores condições sociais.
Durante o século XX, especialmente no período entre os anos de 1930 a 1979, a cidade apresentou enorme desenvolvimento econômico e industrial, vindo a possuir mais de 90 mil habitantes. Nos anos 80, diversas emancipações ocorreram, retalhando o território de Santo Ângelo e reduzindo-o a menos de 10% do território original. Além das emancipações uma quebra geral nas indústrias locais provocou uma grande emigração.
No final da década de 1990 a cidade começa um processo de 'ressurreição'. A população que chegou a 90.000 habitantes voltou a aumentar, devido a reabertura de indústrias e à atração de novos investimentos.
A cidade é terra natal de Carlos Henrique Schroder (Santo Ângelo, 28 de janeiro de 1959), um jornalista brasileiro. Ele atuou como diretor geral da Rede Globo de 2013 a 2019, e da apresentadora de televisão, Miss Santo Ângelo, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil 1999 além de Miss Universitária Universo 2000 Renata Fan e também do jornalista e escritor Fausto Wolff, um dos membros do famoso jornal O Pasquim e do Jornal do Brasil.
Geografia
Santo Ângelo situa-se na encosta ocidental do Planalto Médio Rio-Grandense, na Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense, zona fisiográfica das Missões. Está localizada na bacia do rio Ijuí e, na interseção das coordenadas, 28°17'56" de latitude Sul e 54°15’46” de longitude Oeste, do meridiano de Greenwich. Está distante 459 km da capital gaúcha, Porto Alegre.
Limita-se ao Norte, com Giruá; ao Sul, com Entre-Ijuís e Vitória das Missões; a Leste e Nordeste, Catuípe; a Oeste, com Guarani das Missões; e a Noroeste, com Sete de Setembro.
Os principais cursos d'água que passam pela zona urbana os seguintes: arroio Itaquarinchim, arroio Santa Bárbara e arroio São João. Contornam Santo Ângelo os rios Ijuí e Comandaí, estes últimos tem maior vazão e volume de água.[8] Outros cursos d'água menores, localizados exclusivamente na zona rural, são os seguintes: arroio Barbosa, arroio Buriti, arroio do Meio, arroio Pessegueiro, arroio Santa Tereza, arroio São José, lajeado Atafona, lajeado Barreiro, lajeado do Cerne, lajeado Grande, lajeado Micuim, lajeado das Pombas, lajeado da Potranca, lajeado Shultz e lajeado das Taipas.
Clima
O clima é do tipo Cfa na classificação climática de Köppen-Geiger (clima subtropical úmido).
Cultura
O município possui uma rica cultura, graças à diversidade de etnias que se estabeleceram com a vinda dos imigrantes. As etnias que mais se destacam são de origem alemã, italiana, espanhola e portuguesa.
Movimentos culturais
Os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) são os principais locais onde os tradicionalistas gaúchos se reúnem para cultivar e divulgar a cultura gaúcha. As etnias do município também mostram as suas tradições através de apresentações artísticas e eventos culturais.
São tradicionais os desfiles militar e estudantil de 7 de setembro e o desfile tradicionalista de 20 de setembro, que atraem milhares de pessoas para as ruas.
O Centro de Cultura de Santo Ângelo é um importante espaço cultural do município, sediando a Academia Santo-Angelense de Letras (ASLE) e o Arquivo Histórico Municipal. Outro local cultural importante é o cinema Cine Cisne, que conta com a maior tela de exibição do estado.
Museus
O principal museu da cidade é o Museu Municipal Dr. José Olavo Machado, localizado no centro histórico. O prédio onde está instalado o museu foi residência o último intendente e primeiro prefeito municipal, Dr. Ulisses Rodrigues.
Há ainda o Museu Marechal Rondon, localizado no 1.º Batalhão de Comunicações. Através de seu acervo, o museu relata a história do mais famoso indianista do século XX e, também, Patrono Nacional das Comunicações, Marechal Cândido Rondon.
Existe também o Museu Ferroviário, junto ao Memorial Coluna Prestes, que abriga objetos e fotos da antiga estação ferroviária do município.
Monumentos
Os principais monumentos do município são os seguintes: Capela Verzeri; Catedral Angelopolitana; Memorial Coluna Prestes; Monumento A Coluna Prestes, primeira obra projetada por Oscar Niemeyer no estado; Monumento à Sepé Tiaraju, índio Guarani que batalhou na Guerra Guaranítica; Prédio da Prefeitura; Santuário Missioneiro de Schoenstatt; Monumento ao Gaiteiro Tio Bilia, ícone na música tradicionalista Missioneira; localizado no Bairro Pippi zona Leste de Santo Ângelo. Largo Martinho Lutero; Monumento ao Padre Diogo Haze
Praças, parques e áreas de lazer
As principais praças e áreas de lazer públicas do município são as seguintes: Centro Esportivo Assis Brasil Ramos Escobar (Praça do Tamoyo); Centro Social Urbano; Parque Natural Municipal de Santo Ângelo; Praça Castelo Branco; Praça Dário Beltrão (Praça da Redemaq); Praça José Carlos Kist; Praça Osvaldo Aranha (Praça do Gaúcho); Praça Pinheiro Machado (Praça da Catedral); Praça Ricardo Leônidas Ribas (Praça do Brique); Praça Três Mártires
Religião
Santo Ângelo é um município de rica diversidade religiosa. Esse é um fato que coloca-o em destaque na promoção de grandes eventos envolvendo religiosos das mais diversas crenças.
A maioria da população é católica, especialmente a apostólica romana, seguido das evangélicas (incluindo batistas, adventistas, luteranos, presbiterianos, metodistas, além de várias de origem pentecostal), espíritas, afro-brasileiras, testemunhas de Jeová, e mórmons. Existem minorias que seguem o islamismo e o budismo.
Embora minoritárias e não proselitistas, expressões diversas como o xamanismo (mbyá guarani), o paganismo europeu, e o judaísmo, também fazem parte do histórico local.
A diocese de Santo Ângelo, cuja sé é a Catedral Diocesa Anjo da Guarda e o atual bispo é Dom Liro Vendelino Meurer, congrega 39 paróquias, dentre as quais estão a Sagrada Família e a Santo Antônio. A União Municipal Espírita de Santo Ângelo integra mais de 20 casas espíritas da região.
Economia
A base da economia do município está na exploração agropecuária. Os principais produtos cultivados são soja, milho e trigo. Na pecuária, destacam-se as criações de bovinos e suínos.
A cidade possui um comércio bem estruturado, conta com inúmeras opções no setor de prestação de serviços, bons locais para entretenimento e lazer, boa gastronomia e hotelaria. O turismo é importante atividade econômica no município.
O principal evento do município é a Fenamilho Internacional, que é uma feira de destaque estadual realizada a cada dois anos no Parque Internacional de Exposições Siegfried Ritter. Objetiva divulgar a produção agrícola, industrial e comercial do município, além de contar com atrações artístico-culturais e outros eventos paralelos. Além disso, existe a Mostra de Produtos Industrializados e o Festival Cidade das Tortas, que buscam evidenciar o potencial econômico e gastronômico do município.
Educação
Santo Ângelo é reconhecido como um polo educacional, principalmente por contar com quatro instituições de ensino superior: a Faculdade Santo Ângelo (FASA), a Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), campus de Santo Ângelo, a Faculdade CNEC Santo Ângelo, o Instituto Federal Farroupilha, campus Santo Ângelo e a Uníntese. Estudam aproximadamente 6.000 acadêmicos em Santo Ângelo.
Saúde
O principal hospital de Santo Ângelo é o Hospital de Caridade de Santo Ângelo (HSA), com 170 leitos, que atende a demanda de 24 municípios da região.
O município conta ainda com o Hospital Regional Unimed Missões, uma unidade de saúde do Exército Brasileiro, o Posto de Guarnição de Santo Ângelo, e postos de saúde, entre os quais destaca-se o Pronto Atendimento Dr. Ernesto Nascimento, mais conhecido como "Postão da 22 de Março".
Esporte e lazer
As praças santo-angelenses são locais calmos e propícios para o descanso. As principais são a Praça Pinheiro Machado e a Praça Ricardo Leônidas Ribas. Há ainda atrações como o Seminário Sagrada Família, localizado em local aprazível e ideal para reflexões, e a cascata do Comandaí, situada no distrito homônimo.
O principal clube esportivo de Santo Ângelo é a Sociedade Esportiva e Recreativa Santo Ângelo. A casa do clube é o Estádio Raul Oliveira, com capacidade para 8 mil pessoas. No futsal, uma equipe disputa o campeonato estadual: ASAF - Associação Santo Ângelo de Futsal.
O município possui vários ginásios de boa infra-estrutura para eventos. Dentre eles, destacam-se o Ginásio da URI e o Ginásio Municipal Professor Marcelo Mioso.
Além disso, Santo Ângelo conta com bons clubes de lazer. Dentre eles, citam-se: AABB, Clube Comercial, Clube Gaúcho e Clube 28 de Maio.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

SAPIRANGA - RIO GRANDE DO SUL

Sapiranga é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Está localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre e conta com 85.973 habitantes, em uma área de 138,314 quilômetros quadrados.
Etimologia
A partir de 1890, Sapiranga deixa de ser parte do 4.º Distrito de São Leopoldo para ser vila e sede do 5.º distrito, pelo Ato Intendencial n.º 154. Em 1899, iniciou-se a construção da Ferrovia Novo Hamburgo-Taquara, inaugurada em 1903, ampliando o transporte que até então era feito por lanchões, barcos, cavalos, mulas e carretas.
Com a ferrovia, Sapiranga recebeu um novo impulso e, ao longo da estrada de ferro, se formaram os povoados, como Araricá e Campo Vicente.
Nesta época também surgiria o nome que daria origem à atual denominação do município. Havia abundância na região de uma fruta chamada araçá-pyranga (termo indígena para a fruta), denominação que originaria o nome do município de Sapiranga (Sapyranga, no início), em uma corruptela dos moradores que acabariam pronunciando o nome da fruta como "a-ça-piranga". Esta fruta ainda existe em quantidade significativa nos capões do Kraemer-Eck. A denominação de Sapyranga, inclusive, segundo historiadores, teria surgido pela primeira vez nessa região.
No entanto, ainda existe a versão defendida pelo livreiro Arti Hugentobler segundo a qual a origem do nome da cidade decorre de palavra idêntica no tupi-guarani. O significado, então, seria "Inflamação das pálpebras, produzida pela presença de um parasito que faz cair as pestanas."
História
Imigração alemã
Antes da emancipação, Sapiranga era o quinto distrito de São Leopoldo. Existia a denominação tradicional do mundo luso, o Padre Eterno.
Os primeiros imigrantes alemães desembarcaram no Porto das Telhas, em São Leopoldo, no dia 25 de julho de 1824. Desde então, iniciou-se a história dos municípios que rodeiam o Vale dos Sinos. Esses imigrantes receberam lotes de terra, onde puderam dar início à sua habitação.
A partir da colonização alemã, iniciaram-se as modificações na estrutura do Rio Grande do Sul e do Brasil. Além disso, os colonos alemães implantaram uma nova filosofia de vida, onde o homem compartilhava seu trabalho braçal com toda a família. Dessa maneira, havia uma grande união entre os imigrantes, pois os mesmos estavam expostos às atividades de subsistência. Os vizinhos ajudavam-se em determinadas funções.
A cultura alemã, na agricultura, culinária, indústria, comércio, entre outros, foi se desenvolvendo desde os primórdios da história do município e se mantém até os dias de hoje. Por muito tempo a língua alemã, apesar de não ser a língua oficial, foi muito mais corrente do que o português na cidade. As gerações mais antigas não falavam ou entendiam o português e, nas escolas, o alemão era ensinado como segunda língua às novas gerações. A língua portuguesa efetivamente foi tomando lugar na década de 1970, devido à intensa migração de operários oriundos de outras regiões do estado (que não conheciam a língua alemã )chegando em busca de vagas nas indústrias exportadoras de calçados.
Os Mucker
Um dos momentos mais conturbados da história de Sapiranga se deu no final do século XIX. Jacobina Mentz e seu marido, João Maurer, fundaram uma seita religiosa no Morro Ferrabráz. Muckers.
Jacobina e João Jorge Maurer se conheceram em Hamburgo Velho, na metade do século XIX. Casaram-se e mudaram-se para Leoner-Hof (como era denominada Sapiranga). Jacobina sofria de ataques epilépticos, desde criança, o que fazia com que ela fosse vista como vítima de um transtorno do sistema nervoso, agravados por leituras de natureza religiosa.
Além disso, Jacobina auxiliava o marido no curandeirismo. Naquela época, os médicos eram escassos. Então, as pessoas apelavam para os curandeiros. Aos poucos, Jacobina misturava a religião com o atendimento aos doentes, através de leituras de passagens bíblicas para os pacientes. Logo, ela tornava-se famosa por suas meditações milagrosas.
Os adversários de Jacobina, preocupados com os acontecimentos no Ferrabraz, realizaram um abaixo-assinado, levando a imprensa da época a tomar partido contra Jacobina.
Em pouco tempo surgiram diversos conflitos entre esses dois grupos, acarretando em violência e mortes. Em 28 de junho de 1874, forças policiais atacaram os Mucker, que venceram o conflito. Isso contribuiu para a crença da divindade de Jacobina. Após outro ataque falho, Jacobina conseguiu fugir e se esconder no Ferrabraz. O fim do conflito se deu em 2 de agosto do mesmo ano, quando um traidor (Pedro Serrano) levou as forças policiais até o esconderijo de Jacobina Mentz, que foi morta junto da maioria dos Mucker.
Transporte ferroviário
Em 15 de agosto de 1903, foi concluída a construção da estrada de ferro que ia de Novo Hamburgo a Taquara. Foi a primeira estrada de ferro do Estado do Rio Grande do Sul, tendo sua obra iniciada em 26 de novembro de 1871. Novo Hamburgo e Taquara eram as duas estações principais, com sete estações secundárias e três paradas.
Uma das intenções da criação da estrada era a ligação da capital aos principais centros econômicos do Estado (considerando que sua extensão vinha de Porto Alegre até Taquara). Um desses centros era São Leopoldo e entre as áreas pertencentes a esse município e colonizada por alemães constava Sapiranga.
A segunda intenção da criação da estrada era a questão militar, devido à preocupação em relação à defesa do território que dependia da rápida movimentação das tropas do exército.
Vale ressaltar que a urbanização desencadeou-se devido à estrada de ferro. Porém, na década de 1960, quando foi inaugurada a estrada de rodagem estadual, o local, que tinha como principal meio de deslocamento a estrada de ferro, passava a usar também a rodovia RS-239. Em 1964, a estrada de ferro foi desativada.
Emancipação de Sapiranga
Em 1933, a partir do surgimento de novas fábricas, houve a ampliação do mercado de trabalho sapiranguense. Com isso, a população triplicou. Esses e vários outros motivos contribuíram para o crescimento da ideia de emancipação. Assim, as lideranças partiram para passos concretos, através da criação de uma Comissão de Emancipação. Também foi criado um Conselho Deliberativo composto de todos os presidentes de partidos políticos da região.
O número de habitantes ainda era insuficiente (inferior a 12.000) para se emancipar. Então, a organização apelou aos habitantes dos distritos de Picada Hartz e Campo Vicente (pertencentes a Taquara). Assim, Sapiranga cumpria com todas as exigências previstas em lei para se emancipar. Em 15 de dezembro de 1954, lei número 2.529, Sapiranga passa a ser município.
A primeira eleição, para prefeito, vice-prefeito e vereadores, realizou-se no dia 20 de fevereiro de 1955.
Economia
As principais atividades econômicos do município são as indústrias de calçados, metalurgia e extrativismo vegetal, sendo sede de grandes indústrias como a Paquetá no ramo de calçados e Altero no setor da metalurgia.
Os principais produtos do setor primário são: acácia negra, batata inglesa, arroz, aipim e hortifruticultura. O setor secundário conta com calçados, metalurgia e componentes. No setor terciário, temos gêneros alimentícios, vestuário e eletrodomésticos. A indústria, comércio e serviços em 2004 mostrou 2.828 estabelecimentos.
Turismo
Cidade das Rosas
As rosas sempre foram cultivadas no município, da emancipação até os dias de hoje. Essa denominação possui duas explicações. Uma delas originou-se de uma visita que o Diretor do Serviço Estadual de Turismo do Estado do Rio Grande do Sul, Osvaldo Goidanich. Ele surpreendido com a quantidade de roseiras que eram cultivadas, sugeriu que fosse chamada de Cidade das Rosas.
Outra explicação surgiu da ideia do professor e jornalista Muniz Pacheco, através de um artigo no jornal "O Ferrabraz", no dia 24 de novembro de 1960, onde ele destaca as rosas como um aspecto embelezador dos canteiros da cidade, assim denominando-a de Cidade das Rosas. Com a oficialização da Festa das Rosas, em novembro de 1964, o título "Cidade das Rosas" foi reforçado pelos sapiranguenses e pelos turistas.
A Festa das Rosas
A partir de 1966, a Festa das Rosas se realizou nos anos pares e permaneceu até o ano de 1986, quando ocorreu uma pausa de 11 anos. Em 1997, ela foi retomada, se realizando anualmente até os dias de hoje, no Parque Municipal do Imigrante.
Sempre é feita a escolha de uma Rainha e duas princesas, símbolos da beleza da cidade e receptoras dos visitantes que prestigiam a festa. Paralelamente, em evento de porte semelhante, as indústrias de calçados(eixo econômico da cidade)elegem a Rainha dos Operários, representante da beleza da classe trabalhadora. Além disso, shows de bandas e talentos locais são valorizados no evento. A rosa é a atração principal e é encontrada em todos os lugares da festa para tornar especial o principal evento do município.
Com a volta da Festa das Rosas, o cultivo de roseiras e a tradição dos jardins floridos refletiu mais fortemente na comunidade. Da mesma maneira, a administração municipal preservou e ainda preserva essa característica de Sapiranga, mantendo sempre o colorido nos canteiros que embelezam e diferenciam a Cidade das Rosas.
Casa tombada
A casa construída em 1845 pelo imigrante alemão Johan Schmidt, permanece até hoje, constituindo-se numa das casas mais antigas de Sapiranga.
Construída em técnica enxaimel, com estrutura de madeira e vãos preenchidos com barro socado, amontoando-se certas porções até completá-las. Postes, linhas, barrotes e caibros, com encaixes feitos a martelo e talhadeira e fixados com tacos de madeira formavam a estrutura da residência. O telhado era feito de tabuinhas engatadas em ripas. Quando as tabuinhas apodrecem, são trocadas por telhas de folhas de zinco e por telhas de barro.
Voo livre
O voo livre iniciou sua história no município de Sapiranga no ano de 1974. No início, o esporte era considerado de alto risco, devido ao grande número de acidentes, vários fatais. Com o passar do tempo, a segurança dos equipamentos foi sendo aprimorada e hoje dificilmente os pilotos correm riscos de vida. Basta o voador ter consciência da necessidade de uma boa preparação física, psíquica e um bom equipamento de voo. Além disso, é importante um bom clima para o voo ser tranquilo.
A Associação Gaúcha de Voo Livre (AGVL) foi fundada em 28 de agosto de 1978 e é responsável pelo recebimento de pilotos de vários estados do Brasil, inclusive de outros países.
A cidade já possuiu também um aeroclube, porém este foi desativado.
Balneários e cursos d'água
Em sua porção norte, no distrito de São Jacó, o município de Sapiranga é banhado pela Bacia do Rio Feitoria, em trecho de serra contando com várias cataratas e cachoeiras em seu território. Há vários balneários ao longo do Rio Feitoria e seus afluentes, bem como pontos de interesse turístico como a Cascata dos Deberofski, na localidade de Picada Verão.
O Morro Ferrabraz
Localizado ao norte de Sapiranga, o Morro Ferrabraz é formado por rochas de origem vulcânica e sedimentar. O terreno constitui-se de uma grande elevação, onde predomina a erosão. Sua altitude varia de 581 metros a 634 metros acima do nível do mar, sendo que no centro da cidade a altitude não passa de 50 metros.
Com a necessidade de preservação do Morro Ferrabraz, a lei municipal número 1400/87 colocou-o como patrimônio natural, área especial de interesse histórico e turístico.
Hoje em dia, o Morro é um centro turístico com prática de voo livre. Asas-delta e paragliders decolam das rampas em busca de emoção. Além disso, o local é propício para a prática de mountain bike. Também na encosta do Ferrabraz foi demarcado o sítio histórico dos Mucker.
Caminhos de Jacobina
O roteiro Caminhos de Jacobina foi criado com a intenção de ajudar as pessoas a conhecer mais sobre o episódio dos Muckers. Episódio esse que inspirou o romance Videiras de Cristal do autor Luis Antônio de Assis Brasil e que, posteriormente, se transformou no filme A Paixão de Jacobina de Luiz Carlos Barreto. O roteiro tem os seguintes pontos:
- Cemitério no bairro Amaral Ribeiro - Mantém os túmulos de quatro moradores de Sapiranga, mortos no conflito com os Mucker (anti-Mucker), na década de 1870. Os Mucker foram enterrados em valas e cobertos com espessa camada de sal para que seus corpos se decompusessem o mais rapidamente possível. Portanto não existe Mucker enterrado nos cemitérios de Sapiranga, pois não eram considerados santos e merecedores de tal honraria. A arte funerária e as inscrições nas lápides do século XIX mostram traços culturais e religiosos da comunidade.
- Estátua do Cel. Genuíno Sampaio - Estátua erguida por colonos próximo à residência de Jacobina, no ano de 1931 por iniciativa de um morador local, Reinaldo Scherer.[9] Em 1874, nesse local, travaram-se duas batalhas entre os soldados do Coronel Genuíno Sampaio e o grupo de Jacobina.
- Cruz de Jacobina - Neste local, Jacobina e alguns do seu grupo se abrigaram para fugir do confronto com seus perseguidores. A cruz foi colocada no início do século XX, aproximadamente em 1910, depois da visita de um dos remanescentes do confronto. Acredita-se que neste local Jacobina tenha sido assassinada.
- Locação "A Paixão de Jacobina" - A propriedade serviu como locação para o filme "A Paixão de Jacobina". Possui uma casa em estilo enxaimel, com mais de cem anos e reproduções dos personagens do filme, uma cozinha em estilo enxaimel, um galpão onde foi filmada a cena final e a trilha da Três Quedas com acesso a cascatas onde se pode tomar banho.
Idiomas
A língua alemã faz parte da fundação e da história do município e da região colonial a qual pertence, antigamente chamada de Altkolonie, ou seja região das colônias velhas. Nas últimas décadas a língua nacional, o português, definitivamente tomou o lugar do idioma alemão na vida pública, i.e. nas escolas, na igreja, nas publicações; muito embora ele que continue sendo praticado principalmente na esfera privada, doméstica, em círculos de familiares e amigos/as, na sua variante regional chamada Riograndenser Hunsrückisch.
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

CACHOEIRA DO SUL - RIO GRANDE DO SUL

Cachoeira do Sul é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, emancipado de Rio Pardo e instalado em 1820. A origem de seu nome se deve a uma antiga cachoeira existente no Rio Jacuí, porém em seu lugar foi construída a Ponte do Fandango. Fisiograficamente, está na Depressão Central do Rio Grande do Sul, na área compreendida como Vale do Jacuí, além de ser a principal e maior cidade do Conselho Regional de Desenvolvimento do Jacuí Centro e da Diocese de Cachoeira do Sul. Atinge uma altitude média de 26 metros ao nível do mar e encontra-se às margens da Rodovia Transbrasiliana (BR-153) e distancia-se 196 km da capital estadual, Porto Alegre.
Cachoeira ostenta o título de "Capital Nacional do Arroz", devido aos seus laços históricos com este grão. Em comemoração a isto, a cidade sedia a Feira Nacional do Arroz (Fenarroz), o maior evento orizícola das Américas e o segundo no mundo. O município também é o maior produtor de noz-pecã da América Latina. Possui diversos pontos turísticos, dentre os quais pode-se citar o Château d'Eau (cartão-postal da cidade) e a Ponte do Fandango, primeira ponte-barragem construída no Brasil, sobre o Rio Jacuí.
História
Fundação e período colonial
A história do município inicia em 1750, quando tropas portuguesas vindas de São Paulo receberam sesmarias e começaram a povoar a área em volta ao Rio Jacuí, para segurança ao cumprimento do Tratado de Madri. As tropas estabeleceram-se com estâncias de criação de gado bovino. Para demarcar a linha de fronteira foi designado para ir ao Rio Grande do Sul, o governador e capitão general do Rio de Janeiro e Minas Gerais, Gomes Freire de Andrade, Visconde de Bobadela, acompanhado por uma comissão técnica e tropas dos exércitos espanhol e português.
Em 1754 ocorreu a Guerra Guaranítica, onde os índios residentes nas Missões se revoltaram contra o poder da Coroa Portuguesa, da Coroa Espanhola e os padres jesuítas. Com a derrota dos indígenas, alguns deles foram recolhidos por portugueses e formaram uma pequena aldeia no Cerro do Botucaraí. Em 1769 foram levados para o Passo do Fandango, onde construíram a capela de São Nicolau. O lugar é hoje o bairro Aldeia. É nessa época que a pequena vila, formada de açorianos e índios, começa a ser chamado de Cachoeira, devido às quedas d'água do Rio Jacuí que havia no local. Em 10 de julho de 1779, a Capela foi elevada à categoria de Freguesia, com a denominação de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira. Em 28 de setembro de 1799, foi inaugurado o novo templo católico, a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição.
Em princípios de 1800, a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira entrou num período de crescimento demográfico, comercial e urbano. Contingentes oriundos das guerras de demarcação instalaram-se na povoação; casas comerciais efetuavam transações com o mercado do centro; a cidade ganhou seu atual traçado, elaborado por José de Saldanha, engenheiro, tendo a Praça da Igreja como ponto central. Atendendo a uma aspiração da população cachoeirense, o Alvará de 26 de abril de 1819 elevou a Freguesia à categoria de vila, por ordem do rei Dom João VI, com nome de Vila Nova de São João da Cachoeira, sendo o quinto município a ser criado, precedido de Porto Alegre, Rio Grande, Santo Antônio da Patrulha e Rio Pardo. A solenidade de instalação do município ocorreu a 5 de agosto de 1820, inaugurando-se o Pelourinho, antigo símbolo da autonomia municipal. Após a criação do município, iniciou-se um período de organização política, social e administrativa.
Período imperial
Cachoeira sofreu vários investimentos em seu período imperial, evidenciando-se o desenvolvimento nos seguintes aspectos: criação de aulas públicas (1827); organização dos serviços dos Correios (1829); estabelecimento das Posturas Municipais, (1830); construção do edifício do Paço Municipal e entrega do mesmo à Câmara (1865). Na Revolução Farroupilha, Cachoeira se evidenciou por ser terra natal de um dos líderes da guerra: Antônio Vicente da Fontoura. Alguns a consideram como uma das capitais Farroupilhas pois Caçapava, a segunda das seis capitais, ainda não emancipada, na época pertencia ao Município de Cachoeira.
Em 1857 chegam os primeiros imigrantes alemães, dirigindo-se à Colônia Santo Ângelo, região hoje compreendida nos municípios de Agudo, Paraíso do Sul, Novo Cabrais, Cerro Branco, Dona Francisca, Nova Palma e Restinga Seca. Essas famílias alemãs dedicaram-se à agricultura, especialmente ao cultivo do arroz. Já a colonização italiana se dá a partir de 1877, quando as primeiras famílias estabelecem-se em Cortado, vindas da Quarta Colônia. Depois, essas famílias transferem-se para a cidade trabalhar no comércio cachoeirense.
Em 1859, a Lei de 15 de dezembro concedeu o foro de cidade à sede do município de Cachoeira, e a solenidade de elevação à categoria de cidade ocorreu na sessão da Câmara de 10 de janeiro de 1860, presidida por Miguel Cândido da Trindade. Em 1876, Cachoeira foi ligada a Porto Alegre por linha telegráfica. Alguns anos depois, em 7 de março de 1883, chegou à Estação Ferroviária de Cachoeira, a primeira locomotiva, inaugurando a estrada de ferro Porto Alegre - Uruguaiana.
Período republicano
No ano de 1900, a agricultura começa a modernizar-se e acaba por impulsionar a economia cachoeirense, sendo cultivados diversos hectares de arroz, e aplicados altos investimentos em engenhos de beneficiamento de arroz. Dos que se destacam, está o Engenho Roesch. Nesta época também se dá um impulso no número de habitantes, que chegam na cidade interessados no comércio. O enriquecimento cultural também chega, com diversos eventos e encontros. Nesta época até os anos 1920 que são construídos os prédios de maior valor cultural da cidade, tais como a atual Casa de Cultura e a Câmara de Vereadores.
É no início da década de 1920 que Cachoeira atinge a liderança brasileira na produção de arroz, fato este que ganhou o apelido de "Capital Nacional do Arroz". Em 1924 é terminada a construção do 3° Batalhão de Engenharia e Combate Conrado Bittencourt e, em 1925, é inaugurado o monumento símbolo da cidade: o Château d'Eau.
A economia cachoeirense, que estava bastante desenvolvida e adiantada, estando nos primeiros lugares dos números populacionais e demográficos, passa por uma crise nos anos 1930: uma infestação de gafanhotos toma a cidade, devorando diversas plantações. Em 1941, após uma breve alta na economia e com a safra recorde de arroz, é realizada a Festa do Arroz. A festa foi um sucesso, porém ninguém esperava o que iria acontecer depois: com as sequentes chuvas, o Rio Jacuí transbordou e a parte baixa da cidade foi invadida pelas águas do rio, sendo essa a maior enchente que o município vivenciou. Por causa disso, a economia cachoeirense quebrou. Em 1944, para não haver problemas burocráticos entre o município e a cidade de Cachoeira, no estado da Bahia, mudou-se o nome de Cachoeira para Cachoeira do Sul.
Nos anos 1950 acontecem os principais avanços no transporte cachoeirense: a Transporte Nossa Senhora das Graças entra em operação, dando início ao transporte coletivo em Cachoeira do Sul. Em 1955 entra em funcionamento a estação rodoviária, localizada, na época, ao lado da Estação Ferroviária de Cachoeira do Sul. Na década de 1970 os dois endereços mudam para lugares diferentes na cidade. Em 1961 é construída a Ponte do Fandango.
Na década de 1970, os engenhos e as lavouras de arroz voltam a movimentar continuadamente a economia local, transformando Cachoeira do Sul em um polo regional, com grande desenvolvimento. Nessa época surge o rumor de ser erguida na cidade uma Universidade Federal, porém ela vai para Santa Maria. Também está nos planos de engenheiros da BR-290 cruzar a cidade, mas por falta de movimentação local, esse plano não se conclui, fazendo com que a estrada passasse às margens da Vila Piquiri. Por conta disso, é inaugurada a Rodovia Transbrasiliana, a BR-153, no trecho entre Rincão dos Cabrais e a BR-290, ligando Cachoeira a Santa Cruz do Sul e Porto Alegre.
A prosperidade do município, nos anos 1980 faz com que seja construída a Centralsul (uma cooperativa para distribuição de arroz e soja) e a plataforma de cargas do Porto de Cachoeira do Sul. Contudo, a economia local dá sinais de estagnação e a Centralsul, uma das maiores cooperativas de arroz do Rio Grande do Sul, anuncia a sua falência cinco anos depois de sua construção. Assim, a população começa a sair do município e migrar para outros centros de consumo.
Hoje, o município enfrenta o desafio de acabar com o trauma da estagnação desde os anos 1980 e que se arrastou durante toda a década de 1990. Com atrativos, a cidade está vivenciando um processo de industrialização com novas empresas, como Granol e Aracruz Celulose. Também chega para a cidade o Centro Regional IV da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, dentre outras instituições.
Emancipações
Por ter um território vasto, Cachoeira do Sul teve consequentes desmembramentos. Em 1831, com a Lei de 25 de outubro, separou do município de Cachoeira, os de Alegrete (com Santana do Livramento), e Caçapava do Sul (com São Gabriel), elevando-os à condição de vilas. Em 1857, separou-se a Freguesia de Santa Maria que foi elevada à vila, por decreto de 16 de dezembro daquele ano. Em 1959 emancipam-se o 5º e o 6º Distritos de Cachoeira, formando os municípios Faxinal do Soturno e Agudo, este último parte da antiga Colônia de Santo Ângelo e o primeiro parte da antiga Colônia Silveira Martins, a Quarta Colônia de Imigração Italiana. No ano seguinte, é criado o município de Nova Palma, que também engloba parte do antigo território Cachoeirense. Os municípios Dona Francisca e São João do Polêsine emanciparam-se de Faxinal do Soturno em 1965 e 1992 respectivamente. Também surgiram do território cachoeirense os municípios de São Sepé, em 1876, (deste último, Formigueiro, em 1963) e Restinga Seca, em 1960. Em 1988 Paraíso do Sul e Cerro Branco conseguem emancipação e, em 1996, foi a vez de Rincão dos Cabrais possuir autonomia, sob o nome de Novo Cabrais.
Relevo e geologia
Cachoeira do Sul possui um relevo bastante variado. Em sua parte meridional há várias coxilha (leves ondulações nas planícies), sendo essa a causa para o nome de um dos distritos localizados nessa região: Cordilheira, apesar de haver poucas altitudes e morros nessa área. Em sua parte setentrional há presença de vários morros e cerros, que fazem parte das Escarpas do Botucaraí. A altitude média na zona urbana do município é de 26 metros ao nível do mar, com uma altitude máxima de 68 metros, localizada próximo ao distrito de Três Vendas.
Clima
O município de Cachoeira do Sul pertence à zona climática designada pela letra C, com o tipo climático Cfa, segundo a classificação do clima de Köppen. Tal tipo climático se caracteriza por ser um clima subtropical úmido. A temperatura média é de 19 °C e a pluviosidade média de tal clima é de 1.477 mm/ano, sendo agosto o mês mais chuvoso, com 157,4 mm, e abril o mais seco, com 83,6 mm.
Vegetação
A vegetação típica da cidade são os pampas, especialmente nas coxilhas. Há ilhas de mata nesses campos, principalmente composta de eucaliptos e pinus. Na beira de rios, arroios e sangas há uma arborização bastante densa, servindo de mata ciliar desses córregos.
Hidrografia
Cachoeira situa-se na Bacia Hidrográfica do Baixo Jacuí, tendo como referência o rio Jacuí, com uma vazão média de 632 m³/s e uma largura média de 150m. Além da água de escoamento superficial, Cachoeira do Sul possui reserva de água disposta em barragens e açudes de domínio privado, que são, muitas vezes, zonas para pesca. Esta grande disponibilidade hídrica associa-se a presença do Aqüífero Guarani onde o limite sul do município, junto a borda da formação geológica do escudo cristalino é importante área de recarga desta reserva. Apesar do domínio hidrográfico principal ser do rio Jacuí, a contribuição de seus afluentes é bastante expressiva e pode-se citar como sub-bacias os rios Vacacaí e Botucaraí.
Os arroios são presentes também, como pequenos córregos que banham as lavouras de arroz presentes no interior do município, como o Passo da Areia, Arroio Ferreira e Arroio Taboão, mas o maior destaque é o Arroio do Amorim, que corta a zona leste da cidade e separa a região do Prado do Centro de Cachoeira do Sul. Ainda há diversas sangas no perímetro urbano; destaque para as sangas da Inês e da Micaela, na qual se conta a lenda que, no dia que elas se encontrarem, a cidade irá cair em um buraco.
Economia
Cachoeira do Sul pertence a região econômica da Metade Sul do Rio Grande do Sul, grupo de municípios que teve prosperidade na primeira metade do século XX graças à agropecuária, mas que não se industrializaram ou tiveram uma industrialização tardia, mantendo seus tradicionais tipos de economia, empobrecendo e perdendo a concorrência para outros municípios.
Cachoeira é caracterizada como "cidade agropecuária" e tendo vocação para o agronegócio, por causa das várias lavouras de arroz, milho e soja e as diversas cabanhas (locais dedicados à criação de gado) presentes no interior do município. Há, ainda, produção de noz-pecã, sendo a maior produtora desse tipo de fruto na América Latina. Vem ganhando destaque a produção de olivas e produção de azeite de oliva de ótima qualidade, segundo publicações da área.
Indústria
A indústria de Cachoeira é influenciada pela agricultura. O destaque industrial é o beneficiamento do arroz por empresas como Engenho Moraes, Coriscal, Engenho Trevisan e Engenho Treichel. O beneficiamento de soja vem sendo feito pela Granol, empresa que promete trazer novos empregos para a cidade e reativar o Porto de Cachoeira do Sul. A Granol, além de beneficiar soja, irá fabricar biodiesel, assim nomeando-se Grandiesel.
Outra empresa que está chegando à cidade é a Aracruz Celulose, que está acelerando a produção de eucalipto na região do Piquiri. Uma das poucas empresas que não são influenciadas pela agricultura é a Schimidt Calçados. Inaugurou uma filial da indústria na cidade, e confecciona sapatos para serem vendidos na Europa. Junto com ela, há uma sistemista, a Calçados Fama, que forma um polo calçadista no município. A cidade também é o maior polo brasileiro de confecção de balanças mecânicas. Estão localizadas na zona urbana as duas empresas líderes de produção nacionais: a Balanças Cauduro e a Metalúrgica Brião.
Para incentivar a indústria local, a empresa CTSul possui um plano de construção de uma termelétrica na região do Piquiri por esta ter grandes jazidas de carvão mineral. Se tal projeto vier a se concretizar, receberá financiamento internacional orçado em mais de 700 milhões de dólares. A termelétrica, de tecnologia chinesa, deverá gerar 600 megawatts hora quando estiver em pleno funcionamento. O projeto está sendo analisado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental para medir o impacto ambiental na natureza. Para a antiga jazida de carvão mineral existente na localidade do Iruí, se tem um plano para a construção de um aterro sanitário de âmbito regional.
Na localidade de Mineração Palermo, em Cordilheira,, existe a Carbonífera Palermo, da empresa Copelmi, que beneficia o carvão mineral existente lá. Em 2005 foram produzidos 101,1 toneladas desse minério e, desse total, 54,2 toneladas foram beneficiadas.
Comércio
O comércio também é determinado pela agricultura, sendo o setor da economia cachoeirense que mais emprega. Estão presentes na cidade (especialmente nas ruas Júlio de Castilhos e Sete de Setembro) filiais de grandes lojas de repercussão regional, estadual e nacional, assim gerando e desenvolvendo o terceiro setor na cidade. Ainda há supermercados, farmácias, pequenas lojas e um "camelódromo".
Há muitas instituições regionais sediadas na cidade que coordenam o comércio local. Dentre as principais, estão o Serviço Social do Comércio e a Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Cachoeira do Sul (Cacisc). Há também o Serviço de Proteção ao Crédito, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e a Câmara dos Dirigentes Lojistas.
Turismo
Cachoeira do Sul possui tem em seu turismo aspectos da sua história. Desde 2005 o governo tem se empenhado em transformar o município em um polo turístico.
O cartão-postal do município é o Château d'Eau (Castelo das Águas, traduzido da língua francesa para a língua portuguesa), inaugurado em 1925 para bombear água até as partes mais altas da cidade, foi desativado em 1980. Em 2007 foi reconhecido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul como patrimônio histórico do estado. A fonte foi restaurada entre 2016 e 2017 e voltada a sua aparência original, sem jatos de agua saindo dos cântaros (o que foi uma alteração dos anos 60). À sua frente está a Catedral Nossa Senhora da Conceição, templo católico inaugurado em 1799. Os dois monumentos fazem alusão à figura mitológica de Netuno e à figura católica de Nossa Senhora da Conceição, que possuem estátuas no topo do Château d'Eau e da Catedral, respectivamente.
A Sede da Prefeitura do município foi inaugurada em 1865 para ser uma cadeia. Durante a Guerra do Paraguai, serviu de hospital para a recuperação de soldados. Após, foi sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Em 1982 passou a ser somente a sede da Prefeitura Municipal.
Outros templos, como a Igreja Santo Antônio (construída em estilo barroco), a Igreja São José (em um estilo novo, em formato redondo, e possui um dos maiores complexos da região com o templo principal, outro menor, pavilhão, sede da paróquia, transmissora da Rede Vida e da TV Canção Nova) e o Templo Martinho Lutero (construído por alemães e principal símbolo luterano na cidade) também são muito procurados.
A Ponte de Pedra, localizada a 5 km da cidade, foi a principal passagem da região centro até Porto Alegre, no século XIX. A ponte faz a travessia entre as duas margens do rio Botucaraí e, diz a história, que Dom Pedro II já atravessou-a.
A Ponte do Fandango, outro principal cartão-postal da cidade, foi inaugurada em 1961 para facilitar o acesso da cidade com Porto Alegre. Foi a primeira ponte-barragem do Brasil e, na época, a segunda maior ponte do mundo. Suas eclusas fazem com que a parte superior do rio Jacuí também seja navegável. Foi construída exatamente no lugar onde era a cachoeira que originou o nome da cidade.
A Casa da Aldeia, o prédio mais antigo de Cachoeira, está atualmente em deterioração. A Câmara de Vereadores, por estar em um ponto central, também acaba por atrair turistas, além de outros prédios históricos no Centro que se tornaram comércio ou agências bancárias, como a fachada do Banrisul, do Itaú e da antiga agência do Unibanco. Há ainda as fachadas da União de Moços Católicos e do antigo Cine Coliseu, a Fonte das Águas Dançantes (na Praça José Bonifácio), o Engenho Roesch e o antigo prédio do Hospital de Caridade e Beneficência de Cachoeira do Sul.
Cachoeira do Sul é o único município brasileiro onde encontram-se todas as subespécies de gato-do-mato.
Educação
Cachoeira do Sul possui uma grande rede de escolas públicas: são 22 escolas estaduais, 23 municipais e cinco particulares, além de nove creches controladas pelo poder executivo e outras doze filantrópicas. Na cidade também se encontra um grande número de escolas técnicas e de capacitação profissional, das quais destacam-se o Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (SENAI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), o Serviços e Assessorias Contábeis (SEAC) e a Exattus. Uma parceria entre Prefeitura e Universidade Federal de Santa Maria garantirá um curso técnico de Agropecuária com ênfase em produção de biodiesel a ser instalado no Complexo do Patronato no segundo semestre de 2008. Também possui uma unidade da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), destinada ao ensino de crianças excepcionais.
As principais universidades de Cachoeira do Sul são a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e agora o primeiro polo educacional da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) fora da cidade-sede. A UFSM foi a primeira universidade pública federal instalada em uma cidade do interior do país. A primeira, de caráter privado, é a maior delas, possuindo o segundo maior campus da rede do país, oferecendo 14 cursos de nível superior. A Uergs é uma universidade estadual que oferece três cursos superiores de linha agrônoma. Em outubro de 2005 a cidade ganhou o Centro Regional V da Uergs, para ter uma concentração maior de cursos em uma mesma sede, porém, em outubro de 2007, tais centros (incluindo o de Cachoeira) tiveram suas instalações adiadas devido à falta de recursos do Governo do Rio Grande do Sul.
As faculdades de ensino a distância também têm seu espaço no município, como a Faculdade Dom Alberto e a Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), ambas de caráter particular, e a Universidade Aberta do Brasil (UAB), em parceria com o Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina (CEFET-SC) e com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
O Circuito Esportivo e Cultural (CIESC) é um projeto organizado pela prefeitura para famílias carentes do município. O primeiro, chamado de CIESC A, atende a estudantes das escolas municipais em horário inverso ao dos estudos. Há atividades esportivas e oficinas de informática. O segundo, o CIESC B, é voltado para os pais dos estudantes, no qual há cursos profissionalizantes.
Cultura
Cachoeira possui uma tradição própria: as famosas "encrencas", massas caseiras com aspecto parecido com casquinhas de sorvete e que são vendidos por pessoas sempre munidas de sinos para alertar os consumidores. Geralmente esses vendedores carregam as encrencas em uma espécie de tambor levado nas costas ou nos ombros; Por ser uma cidade com ampla diversidade e miscigenação cultural, Cachoeira é composta por etnias portuguesas, espanholas, italianas, alemãs, africanas e, em menor escala, japonesas e árabes. Além disso, o município possui uma grande história retratada em sua arquitetura, nas tradições, em festas populares e na memória cachoeirense.
O feriado da cidade é dia 8 de dezembro, em comemoração à padroeira do município, Nossa Senhora da Conceição. Durante todo o ano acontecem eventos, destinados principalmente para o público jovem e adulto. Os principais são a Romaria Diocesana, a Feira do Livro de Cachoeira do Sul e a Festa da Noz Pecã (em comemoração à colheita do fruto) e a Vigília do Canto Gaúcho, os quatro em âmbito anual, mas o mais importante é a Feira Nacional do Arroz, conhecido como Fenarroz, é a maior feira orizícola das Américas e a segunda maior do mundo.
A religião predominante em Cachoeira é a católica (mostrada em seu brasão), com representatividade da Diocese de Cachoeira do Sul, agregando 16 paróquias da cidade e de municípios vizinhos. O luteranismo exerce grande influência com o Templo Martinho Lutero e com as Igrejas Evangélica Luterana do Brasil e Evangélica de Confissão Luterana do Brasil. Demais religiões evangélicas, como a Igreja Adventista, Igreja Metodista, Igreja Pentecostal, Igreja Batista, Igreja do Evangelho Quadrangular, Assembleia de Deus e Igreja do Senhor Jesus Cristo também estão presentes, junto com uma minoria de religiões afro-brasileiras (como candomblé), judeus e mórmons.
Instituições culturais
Há várias instituições culturais em funcionamento na cidade. A principal é a AMICUS (Associação de Amigos da Cultura de Cachoeira do Sul), órgão responsável pela organização de eventos na cidade. No mesmo prédio da AMICUS está o Arquivo Histórico Municipal Carlos Salzano Vieira da Cunha, uma iniciativa do Poder Executivo para preservar obras, documentos e objetos que fazem parte da memória cachoeirense. Recentemente foi modernizada e, com a ajuda de historiadores, tornou-se uma das maiores do Rio Grande do Sul.
Também possui o Parque Municipal da Cultura, uma área que abrange dois centros de convivência da população cachoeirense: o Museu Municipal Patrono Edyr Lima (onde há exposição de objetos importantes para a história da cidade, como o livro-ata que legalizou a emancipação de Cachoeira do Sul) e o Zoológico Municipal de Cachoeira do Sul.
Há a Casa de Cultura Paulo Salzano Vieira da Cunha, um prédio onde funciona a Biblioteca Pública Municipal João Minssen, com um acervo de aproximadamente quarenta mil livros, além de enciclopédias, jornais, revistas e diversos materiais de pesquisa, e o Atelier Livre Municipal Eluíza de Bem Vidal, onde há obras de arte, pintura e escultura, além de aulas com professores do próprio município e disponibilidade de computadores para o público em geral gratuitamente.[90] Cachoeira tem uma sala de cinema, o Cine Via Sete, com capacidade para 200 pessoas. No mesmo prédio onde funciona a Fonte das Águas Dançantes, está a Casa do Artesanato, espaço para divulgação e venda de produtos artesanais.
Existe a Associação Cachoeirense de Cultura Italiana, a Associação Cachoeirense de Cultura Afro e a Associação Tradicionalista Cachoeirense. No interior, estão presentes a Fazenda Tafona, o Passo Real do Capané, a Estância da Capelinha e a Estância do Lajeado, terrenos onde aconteceram batalhas da Revolução Farroupilha e/ou serviram de refúgio para tropas. Hoje elas abrigam armas, móveis e marcos comemorativos da revolução.
Há, ainda, o projeto de construção do Museu Internacional do Arroz. O alimento, que é considerado pela ONU o capaz de combater a fome em todos os continentes, será homenageado na "Capital Nacional do Arroz" em um espaço de lazer e que servirá também para mostrar a história do arroz na cidade e revitalizar o Engenho Roesch, antigo engenho de beneficiamento de arroz do município.
Arquitetura
Por ser um dos primeiros municípios gaúchos, a arquitetura é uma marca nos costumes da população local.
Casas antigas do interior do município refletem a arquitetura colonial brasileira do século XIX. Os prédios antigos, principalmente os de tradicionais casas que se transformaram em comércio localizados no Centro da cidade, possuem característica art nouveau, com detalhes e requinte, exemplo da Câmara de Vereadores e da Casa de Cultura. A art déco também está presente, com mais simplicidade, como na fachada do Cine Coliseu.
De qualquer jeito, o estilo arquitetônico predominante na cidade é o açoriano (exemplo da fachada da União de Moços Católicos) e italiano (diversas residências localizadas na Rua Sete de Setembro). No Templo Martinho Lutero, a arquitetura românica é a marcante, com arcos ogivais, parede grossas e interior pouco iluminado, com traços da cultura alemã. Em igrejas, como a Santo Antônio, o estilo barroco é o principal, com vitrais que lembram a arquitetura gótica; em outros templos também há traços modernos. Seu principal cartão-postal, o Château d'Eau, floresce o estilo neoclássico, requinte típico da arquitetura francesa com presença de colunas dóricas em sua base inferior e colunas jônicas em sua base superior. Em seu torno há oito ninfa, figuras da mitologia grega, além da estátua de Netuno, localizada no topo do monumento.
O principal estilo de prédios novos construídos na cidade é o pós-modernista, visto em construções do subúrbio da cidade. Prédios, como a Sede da Prefeitura e a Catedral Nossa Senhora da Conceição, estão descaracterizados, pelas consequentes reformas e, no último caso, pelo aumento e novos ornamentos em suas torres. O município possui o Compahc, Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, que ampara e protege esses prédios. Muitos, por iniciativa desse conselho, acabam sendo, inclusive, tombados.
Lazer
Entre os principais lugares de lazer de Cachoeira do Sul está a rua Sete de Setembro, onde a comunidade cachoeirense se encontra. A Praça José Bonifácio, localizada exatamente no Centro da cidade, é o espaço de convivência mais popular. Aí acontecem, geralmente aos sábados e domingos, espetáculos de artistas locais, atividades culturais e esportivas e a tradicional mateada (uma roda de amigos com chimarrão).
A Praça Honorato de Souza Santos é uma praça bastante frequentada pelos cachoeirenses. Localizada no Centro da cidade, já foi o ponto de encontro mais frequentado pela comunidade, durante os anos 1990, e em 2007 voltou a ser realizada aí a Feira do Livro de Cachoeira do Sul. Existem outras praças no Centro da cidade, como a Baltazar de Bem (conhecida como Praça da Matriz) e Borges de Medeiros (popular praça da Caixa d'Água). Já na periferia existem 27 praças e locais para a prática esportiva. Uma empresa cachoeirense ganhou a licitação do governo municipal para melhorar a infraestrutura delas, como a colocação de playgrounds, enjardinamento e arborização, com árvores plantadas no Horto Florestal Municipal.
O Zoológico Municipal de Cachoeira do Sul é considerado o segundo maior zoológico do Rio Grande do Sul, abriga uma grande variedade de animais da região, assim sendo um lugar bastante procurado para estudos da fauna. Também há um orquidário, muitas outras espécies de flora e o maior serpentário do interior do Rio Grande do Sul. O Parque da Fenarroz é muito utilizado durante festas populares, principalmente na época da própria Fenarroz, diariamente não tem importância significativa, mais usado para a prática de caminhadas e corridas.
A Praia Nova é, no verão, o principal ponto de lazer e diversão de Cachoeira do Sul. O balneário, localizado no rio Jacuí, tem em suas areias, capacidade para quatro mil pessoas, sendo um dos maiores da região.
Mais recentemente, no ano de 2015 foi inaugurado o Orlando Plaza Shopping, o primeiro shopping da história da cidade que foi planejado e construído pelo empresário Orlando Tischler. O espaço conta com elevadores, duas escadas rolantes, praça de alimentação com diversas opções, duas salas de cinema 3D, estacionamento no subsolo e mais de 20 lojas, inclusive com franquias nacionais.
Sociedade
Cachoeira do Sul conta com diversos clubes, dentre os quais se destacam: Sociedade Rio Branco (SRB), Sociedade União Cachoeirense (SUC), Clube Comercial Cachoeirense (CCC), Grêmio Náutico Tamandaré (GNU) e Caiçara Piscina Tênis Clube. Também possui representatividade na cidade duas entidades do Lions Club e seis do Rotary Club, ambos clubes de apoio à comunidade.
Há diversas casas noturnas, como a Hype (que costuma tocar música eletrônica e pop rock), Casa Nova e Clube Seresta, conhecidas como bailões por tocarem ritmos como forró, sertanejo e música regional gaúcha. Em vários pontos da cidade se encontram os Centros de Tradições Gaúchas, os populares CTGs.
Cachoeira possui o oitavo maior parque gráfico do Rio Grande do Sul, devido ao grande número de gráficas (cinco), além das gráficas próprias dos dois jornais da cidade.
Paleontologia
No município estão localizados afloramentos de grande importância e que têm contribuído para a paleobotânica, na Formação Rio Bonito e data do Sakmariano, no Permiano.[carece de fontes] A Ulbra/Cachoeira do Sul possui uma equipe de profissionais especializados em paleontologia. Esse grupo foi quem descobriu, em Agudo, município próximo a Cachoeira, os fósseis de dois dos dinossauros mais antigos do planeta: o Sacissauro.
Esportes
Há vários campeonatos esportivos disputados em Cachoeira do Sul, como as Olimpíadas Escolares, anuais, organizadas pela Prefeitura, Ulbra, Serviço Social do Comércio e Jornal do Povo; a Taça de Futsal, com oito times de futsal; e o Cachoeirão, campeonato amador de futebol, na qual a sua prática é feita no Centro Esportivo Municipal Pedro Germano.
Na cidade há espaço para a prática de voleibol, futsal, basquete e handebol nos quatro ginásios existentes na cidade, do qual o principal é o Ginásio Dom Pedro I, localizado no Parque da Fenarroz. Está em construção o Ginásio Municipal. Corridas e caminhadas também são praticadas no Parque da Fenarroz e junto às próprias ruas da cidade, com circuito de rústica em frequência mensal. Há duas quadras poliesportivas, uma na Praça José Bonifácio e outra na Praça da Caixa d'Água, uma pista de skate na Praça José Bonifácio e pistas de patinação e ciclismo na Praça Honorato. Musculação, natação e tênis são praticados em clubes. Há esportes náuticos no rio Jacuí, como canoagem e remo. Também tem hipismo, que é disputado no Jockey Club de Cachoeira do Sul, localizado no Prado.
Na cidade há dois times de futebol profissional: o Grêmio Esportivo São José e o Cachoeira Futebol Clube. O estádio dos dois times é o Joaquim Vidal, que possui capacidade para cinco mil pessoas. Apesar de haver a rivalidade Ca-sé (Cachoeira versus São José), tal clássico fora realizado apenas três vezes.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

ESTEIO - RIO GRANDE DO SUL

Esteio é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Conquistou em 2010 o 2º melhor Índice de Desenvolvimento Socioeconômico do Rio Grande do Sul (IDESE). É atualmente o menor município em área do Rio Grande do Sul e da Região Sul.
História
A área onde hoje se localiza o município de Esteio era parte da Fazenda Areião do Meio, propriedade da Baronesa do Gravataí. Em 1873, a construção de uma linha férrea entre Porto Alegre e Novo Hamburgo dividiu a fazenda ao meio. Consequentemente, ao longo dos trilhos surgiu um vilarejo, vinculado ao 7° distrito de Sapucaia do Sul, que foi habitado pelas famílias dos operários que construíram a ferrovia.
Em 1905, foi inaugurada a Estação da Estrada de Ferro, que intensificou o crescimento do vilarejo, com o surgimento de residências, comércio e ruas. A estação foi demolida anos depois para viabilizar as operações da Trensurb.
No dia 13 de janeiro de 1948, Esteio foi desmembrada do 7° distrito de São Leopoldo, passando à categoria de Vila por meio da Lei Municipal n°10. Porém, em 1950, Esteio passou a integrar o 11° Distrito de São Leopoldo por meio da Lei Municipal n° 174 devido à expansão de seu perímetro urbano. No dia 08 de dezembro de 1953, Esteio foi emancipada após a realização de um plebiscito.
Geografia
Esteio pertence à mesorregião Metropolitana de Porto Alegre e à microrregião Porto Alegre.
Tem altitude de 29 metros acima do nível do mar, latitude de 29 graus, 50 minutos, 10 segundos e longitude de 51 graus, 09 minutos, 15 segundos.
É um município pequeno, possuindo apenas 32,5 quilômetros quadrados, sendo a menor cidade do estado em território e está localizada a 20 quilômetros da capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, fazendo parte das cidades que compõem o eixo da grande Porto Alegre.
Pode-se ter acesso pela rodovia BR-116 e por via metroviária pelo Trensurb. Também conta com o rio dos Sinos, que banha a cidade a noroeste. Os limites de Esteio são os municípios de Canoas, Sapucaia do Sul, Gravataí, Cachoeirinha e Nova Santa Rita.
Turismo e Lazer
De grande destaque no município é o Parque de Exposições Assis Brasil, onde ocorrem os maiores eventos da cidade, como a Expointer, a ExpoLeite e outros eventos de igual monta, Além do Ginásio Municipal Edgar Piccioni, onde ocorre todos os eventos esportivos da cidade, como a Copa dos Campeões, que no ano de 2012, reuniu mais de 3.500 pessoas na final da competição, entre os maiores eventos culturais está o Rock na Praça que já ocorre há 18 anos na cidade levando um público médio de 3.000 pessoas por edição.
Há também algumas casas de cultura, como a Lufredina de Araújo Gaya e a Casa da Cultura Hip Hop, gerida pela Associação da Cultura Hip Hop de Esteio.
Expointer
A Expointer é uma feira agropecuária de destaque nacional e internacional, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil. É considerada a maior feira de exposição de animais da América Latina. A primeira edição ocorreu em 24 de fevereiro de 1901, em Porto Alegre. Em 2004 a feira recebeu um público recorde de 720 mil pessoas. Além de ser uma feira agropecuária, a Expointer reúne parques, brinquedos, praças de alimentações e várias lojas. A feira de exposições, chegou a Esteio em 1970. Porém, somente alguns anos mais tarde fora batida com o atual nome "Expointer".
Referência para o texto: Wikipédia .

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

IJUÍ - RIO GRANDE DO SUL

Ijuí é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2019, era de 83.475 habitantes.
Devido à diversidade étnica da cidade, resultado da imigração de mais de doze povos europeus, o município é conhecido também como capital da cultura do Rio Grande do Sul, razão pela qual realiza anualmente a Festa Nacional das Culturas Diversificadas (Expo FENADI).
Por ser uma cidade universitária e com amplos recursos hospitalares, possuindo um dos melhores hospitais do interior do Rio Grande do Sul, Ijuí tem um fluxo de aproximadamente 120.000 pessoas, sendo o maior e mais importante centro populacional da região.
História
A Colônia de Ijuhy foi fundada em 19 de outubro de 1890, Ijuhy significa na língua guarani, “Rio das Águas Claras” ou “Rio das Águas Divinas”. Recebeu imigrantes de várias nacionalidades, coordenada inicialmente pelo Diretor Augusto Pestana, Ijuí teve grande impulso em seu desenvolvimento quando, a partir de 1899, foi incentivado o assentamento de colonos com conhecimento de agricultura, vindos principalmente de colônias mais antigas do Rio Grande do Sul. Em 31 de janeiro de 1912 de acordo com Decreto nº  1.814, obteve a Emancipação Político-Administrativo do município de Cruz Alta.
Hoje, é conhecida por Terra das Culturas Diversificadas, Cidade Universitária, Colmeia do Trabalho, Terra das Fontes de Água Mineral e Portal das Missões. Localizada no Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, em um entroncamento rodoviário que é passagem obrigatória para o Mercosul e a 395 km da capital, Ijuí é uma cidade que possui expressão em nível estadual. Todas as suas potencialidades são expressas através de uma firme economia baseada no seu forte setor agropecuário, em seu comércio, indústrias e serviços; de seu ensino qualificado, conferido por escolas da cidade e pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul UNIJUÍ e de sua saúde, amparada por hospitais muito bem equipados, que dispensam auxílio integral a toda região.
Também em Ijuí está localizada a matriz da COTRIJUI - Cooperativa Agrícola & Industrial, uma das maiores cooperativas do Rio Grande do Sul, que abrange mais de 38 municípios do estado e a Imasa Indústria de Máquinas Agrícolas LTDA..
O principal jornal da cidade, por várias décadas, foi o Correio Serrano, editado pela mesma empresa que o Die Serra-Post, em alemão.
A cidade pode ser acessada através da BR-285, Ijuí/São Borja ou Ijuí/Vacaria, RS-155, Ijuí/Três Passos, RS-342, Ijuí/Cruz Alta ou Ijuí/Três de Maio, RS-514, Ajuricaba e RS-522, Ijuí/Santiago.
Ijuí é conhecida por reunir variados grupos étnicos, sendo daí conhecido como Terra das Culturas Diversificadas. Pode-se citar os seguintes: afro-brasileiros, índios, portugueses, franceses, italianos, alemães, poloneses, austríacos, letos, holandeses, suecos, espanhóis, japoneses, russos, árabes, libaneses, lituanos, ucranianos, entre outros.
Na Expo-Ijuí, feira de amplo destaque na região e no estado, é possível conhecer o comércio, indústria, agropecuária, vestuário, artesanato da região e do estado. Juntamente na Expo-Ijuí é realizada a Fenadi - Festa Nacional das Culturas Diversificadas onde pode-se visitar e provar pratos típicos destas etnias, assim como apreciar danças e apresentações das mesmas, o que possibilita conhecer um pouco dos costumes das terras natais dos antepassados que ali chegaram.
Clima
O clima do município é subtropical (ou temperado) úmido, com quatro estações distintas, temperaturas altas no verão e invernos frescos ou relativamente frios. A temperatura média anual está em torno dos 20 °C e as chuvas se distribuem regularmente durante o ano. No verão, predominam as chuvas convencionais e no inverno as chuvas frontais, com bastante uniformidade. A queda de neve é incomum, mas ocorreu um caso memorável em 1965, quando a cidade cobriu-se de branco.
Saúde
A cidade de Ijuí possui quatro hospitais, destacando-se a associação filantrópica Hospital de Caridade de Ijuí - HCI, fundada em 1935 por iniciativa da própria comunidade. Hoje a região de abrangência dos serviços prestados pelo HCI corresponde a um universo de aproximadamente de 1,5 milhões de pessoas distribuídas em 125 municípios, o que representa cerca de 12% da população do estado[8]. Nos últimos anos o HCI se especializou em serviços de alta complexidade, através do CACON - Centro de Alta Complexidade em Oncologia, e o mais recente Instituto do Coração.
O Hospital Bom Pastor - HBP, fundado em 1981, nasceu inicialmente com o objetivo de atender os associados da Cotrijuí e hoje atua de forma independente como associação hospitalar filantrópica. Atualmente, o Hospital Bom Pastor está em fase final da construção de um novo hospital onde além do atendimento geral, contará com especializações em Geronto/Geriatria, Saúde Mental, Psiquiatria e Dependência Química.
As estruturas do HCI e Hospital Bom Pastor servirão para atender as demandas do curso de Medicina, aprovado pelo MEC em 2017 e com previsão para início das aulas no primeiro semestre de 2018.
Em 18 de março de 2005 foi inaugurado o moderno Hospital Unimed Ijuí, cuja estrutura é tida como referência dentro do sistema Unimed.
Na rede de saúde municipal, existem 53 unidades de saúde do SUS distribuídas pela cidade.
Esporte
O município está bem estruturado na área de esportes e educação física, possuindo mais de 43 quadras de esportes, onde são praticados os mais diversos tipos de atividades esportivas. A administração municipal organiza, através do CMDL (Coordenadoria Municipal de Esporte e Lazer), o maior campeonato de futebol amador do Estado, além de incentivar a realização de eventos de outros tipos de esporte. Na área do esporte profissional, o Esporte Clube São Luiz, participou em 1991, da Copa Governador do Estado conquistando o vice-campeonato. Participa anualmente do Campeonato Gaúcho de Futebol Profissional, promovido pela Federação Gaúcha de Futebol. O clube ganhou muito prestígio na região nos anos 1950 e 1960. No ano de 2013 o São Luiz alcançou relativo sucesso no campeonato estadual, alcançando a final de um turno e sendo Campeão do Interior.
Economia
A agricultura caracteriza-se pelas culturas anuais, especialmente soja, trigo e milho. A pecuária constitui-se basicamente na criação de gado de corte e gado leiteiro. A agropecuária, nos últimos anos, tem alcançado crescimento importante na produção de leite, ovos, mel, cera e lã. O setor primário do município - agricultura e produção mineral – representa até 2003;um percentual de 12,90 da economia do município. A bacia leiteira do município produz aproximadamente 20 milhões de litros anualmente. O crescimento agrícola de Ijuí sobrepujou o setor industrial no último ano. O setor industrial especializou-se na construção de máquinas e implementos agrícolas e produtos alimentícios. Mais recentemente, está crescendo a produção de confecção e vestuário.
O setor industrial em Ijuí possui uma grande influência na economia da região, representando em 2003;um percentual de 13,51% da economia do município. No setor terciário, houve um crescimento significativo em razão da comercialização de máquinas e equipamentos vinculados a agricultura, tais como: máquinas, equipamentos eletrônicos, adubos, pesticidas, inseticidas. Outros serviços vinculados ao desenvolvimento da cidade - supermercados, estabelecimentos comerciais dos mais diversos tipos, lojas de calçados, farmácias, etc. – também estão em franca ascensão.
Observa-se crescimento anual do setor terciário na economia de Ijuí, onde o comércio varejista e o atacadista chegaram a um percentual de 55% e os serviços com 18,54% em 2003. O município de Ijuí ancorou sua economia basicamente na agricultura e num parque industrial bastante desenvolvido em relação à economia regional. Nos últimos anos, observou-se um crescimento bastante acentuado no setor terciário, transformando Ijuí em cidade polo regional.
Turismo
Folclore
As tradições e os costumes dos índios, europeus, asiáticos e africanos, resumiu-se num destacado centro de folclore. A diversificação étnica com a formação do caboclo local (o mestiço de português com os índios) está culturalmente integrada às tradições e costumes da região, onde demonstram com o orgulho o espírito de brasilidade.
Em 1943, foi fundado em Ijuí a primeira Entidade Tradicionalista, que depois da fundação do 35CTG, passou a Centro de Tradições Gaúchas. A cozinha regional, os trajes, as danças, e as diferentes culturas espelham as diversas bases étnicas do Rio Grande do Sul, os principais CTG's da cidade que participam de rodeios e concursos por todo o Estado, CTG Clube Farroupilha, G.F Fogo de Chão, G.F Chaleira Preta, CTG Laureano de Medeiros, CNN Piazito Carreteiro, CTG Avô Maragato e GF Chão Batido.
A cidade também é conhecida dentro do meio tradicionalista gaúcho em diversas modalidades individuais por possuir os primeiros vencedores da modalidade Dança de Salão no ENART (maior festival amador da América Latina) Leonardo Veiga e Andréia Hampp, e também conta com participantes da modalidade de chula, como Jean Diniz, Bi campeão do ENART (2007 e 2008) e campeão do Rodeio Internacional da Vacaria, e Luciano Scheer, vice-campeão do ENART (2010), além de contar com bons chuleadores na modalidade Juvenil e Mirim.
As fachadas de diversos prédios de igrejas e de algumas residências mantém as tradições dos antepassados, resistindo aos avanços de nossos dias. Carnaval, futebol, “Canto Farroupilha” (música típica riograndense), Semana do Imigrante Alemão, “Semana Farroupilha”, ExpoIjuí, Natal das Etnias, Feira do Livro, são algumas das manifestações culturais do município.
Artesanato
O artesanato em Ijuí tem duas dimensões: o trabalho e a cultura. As criações na área de cerâmica, pintura, bordados, crochê, porcelana, couros, madeira, chifre, milho, palha de trigo, vidro e papel, demonstram toda a criatividade do povo ijuiense. Os artesãos estão organizados em associação e participam de diversas feiras e exposições a nível regional e estadual, além de possuírem na cidade dois locais onde o artesanato é comercializado.
Gastronomia
A alimentação em Ijuí constitui-se basicamente em pratos típicos riograndenses: churrasco, “carreteiro”, feijão, arroz, carne, legumes e frutas. A agricultura regional é diversificada, destacando-se a batata, a mandioca, legumes, frutas e verduras, grandemente consumidas pela população. A mistura étnica, representada por alemães, austríacos, poloneses, italianos, afro-brasileiros, portugueses, árabes, holandeses e suecos e outros, tem influenciado os cardápios, diversificando e qualificando a alimentação da população da cidade de Ijuí.
Grupos étnicos
Em virtude da diversidade étnica que originou a população ijuiense, havia a vontade de expressar toda essa miscigenação cultural. Foi assim que em 1985 criou-se o Movimento Étnico e, em 1987, foi realizada a 1ª Festa Nacional das Culturas Diversificadas Fenadi. Esse evento é responsável pelo resgate dos costumes, da gastronomia, da música, da dança e de toda memória cultural de onze etnias que estão organizadas em casas típicas no Parque Wanderley Burmann.
Alemães, austríacos, afro-brasileiros, árabes, espanhóis, holandeses, italianos, letões, portugueses, poloneses, suecos e japoneses, revelam um legado cultural que proporciona, anualmente, uma viagem de conhecimento ao visitante.
Usina Velha
A Usina Velha em Ijuí foi uma usina hidroelétrica inaugurada em 1923. Foi inicialmente projetada para atender as necessidades do município durante dez anos, no entanto a demanda por energia aumentou tanto que apenas cinco anos depois já era necessária a instalação de um segundo grupo gerador.
Este segundo grupo foi instalado em 1932 e na década de 1940, foi instalado um gerador a diesel. A usina tinha capacidade para produzir 500;Kw de potência, mas conseguia produzir 300 MWh/mês, o que equivale apenas ao consumo da iluminação pública. Suas instalações oferecem também um belo passeio oferecendo uma boa infraestrutura para receber os visitantes: quiosque, locomóvel, área de descanso, banheiros, estacionamento, e um mirante para apreciar a vista da queda de água com aproximadamente 11,20 m.
Em 2017, foi aprovada a sua desativação junto ao governo municipal para a construção de uma nova usina no Rio Potiribu, tendo assim um melhor aproveitamento dos recursos hídricos e do potencial de geração de energia elétrica.
Usina do Passo de Ajuricaba
A Usina do Passo de Ajuricaba foi inaugurada em 1959, em função da crescente necessidade na produção de energia elétrica que ocorria devido à industrialização da região.Localiza-se na Vila Floresta, com acesso pela BR-285, km 330 e pela RS 155, km 5.
Fazenda São José
A Fazenda São José está localizada a 15 km do centro da cidade e tem acesso pela RS-342, no Distrito de Alto da União. Oferece 290 hectares de área verde junto à natureza num local com mata nativa. Atualmente a maior parte de suas terras são ocupadas com algumas culturas como soja e trigo, com apenas uma parte restante utilizada para o gado. Há algum tempo servia como hotel-fazenda, disponibilizando muitas atividades diferentes.
Museu Antropológico Diretor Pestana
O museu antropológico Diretor Pestana constitui um centro de preservação da memória regional. Situa-se na Rua Germano Gressler, 96, no Bairro São Geraldo. Possui aproximadamente 25 mil peças relacionadas ao índio pré-missioneiro e encontradas na região. A seção antropológica possui 3900 peças que contam as histórias do povo ijuiense, índios e de toda região. Beleza e encantamento revelam-se no resgate de história passadas, desde sua fundação o museu é mantido pela Fundação de Integração, Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado – Fidene, foi criado em 25 de maio de 1961, junto ao Centro de Estudos e Pesquisas Sociais da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ijuí – FAFI com o objetivo de resgatar e preservar a memória regional, promover a cultura, a educação e o lazer.
Educação
A educação de Ijuí e fortemente destacada no âmbito nacional, cidade onde se localiza a Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), classificada entre as cinco melhores Universidades do Estado e décima melhor Universidade Privada do País, segundo dados do MEC em 2009. A UNIJUÍ é uma universidade comunitária de caráter regional, oferecendo mais 45 cursos e abrigando mais de 12.000 alunos (2005) e uma Faculdade FAGEP que oferece 4 cursos. O Serviço Nacional Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) oferecem cursos profissionalizantes para o mercado de trabalho local e regional.
Desde 2008 o município de Ijuí conta com mais uma Faculdade, a Faculdade América Latina, que tem como mantenedores a Sociedade Educacional Santa Tereza, de Caxias do Sul, e a Faculdade Esade, de Porto Alegre.
Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
A Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, UNIJUÍ, fundada em 1957, tem sede com campi em Ijuí, Santa Rosa, Panambi e Três Passos, além dos núcleos universitários de Santo Augusto e Tenente Portela. Ela consolidou sua existência na incessante busca da socialização do conhecimento humano e do desenvolvimento regional, e oferece mais de trinta cursos de graduação e pós-graduação com infra-estrutura qualificada.
Parque de Exposições Wanderley Burmann
É considerado um dos maiores do estado e está localizado no km 454 da rodovia BR-285, distante 4 km da cidade de Ijuí, possuindo uma área de 15 hectares.
Nesse espaço, cada visitante dos diversos eventos que lá ocorrem, podem usufruir de amplo estacionamento arborizado e sinalizado com capacidade para 2000 veículos e 100 ônibus.
O segmento dos produtores tem a sua disposição 403 espaços para exposição, dos quais 246 são internos, distribuídos em cinco pavilhões destinados ao comércio, indústria, vestuário, artesanato e produtos diversos.
Fonte para o texto: Wikipédia .