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terça-feira, 7 de setembro de 2021

COARI - AMAZONAS

Coari é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população estimada do município era de 85.910 em 2020, sendo o quinto município mais populoso do estado.
O município está localizado no rio Solimões entre o Lago de Mamiá e o Lago de Coari. Na área territorial de Coari, localiza-se a Província Petrolífera de Urucu, onde se extrai petróleo e gás natural.
Coari tem sua origem ligada aos índios catuxy, jurimauas, passés, irijus, jumas, purus, solimões, uaiupis, uamanis e uaupés. O nome Coari também está ligado às raízes indígenas.: 
Etimologia
O nome Coari também está ligado às raízes indígenas e há duas versões: vem das palavras indígenas "Coaya Cory", ou "Huary-yu", ou significa respectivamente "rio do ouro" e "rio dos deuses".
História
A história de Coari se remonta ao Século XVIII. O primeiro núcleo de povoamento na região é fundado numa aldeia de índios pelo jesuíta tcheco Samuel Fritz. O povoamento recebe o nome de Coari, por estar situado às margens de um lago com esse nome, próximo ao rio Coari. A denominação recebida pelo rio que banha o município foi dada também ao lago que banha a sede municipal, sendo estendida a denominação também ao município, posteriormente.
Os índios Catauixis, Irijus, Jumas, Jurimauas e outros, habitavam a região nos primórdios do povoamento. A aldeia de Coari foi elevada a lugar apenas em 1759, quando recebeu o nome de Alvelos, nome este de origem portuguesa. Por virtude da Lei nº 37, de 30 de setembro de 1854, a sede da freguesia foi transferida para a foz do lago de Coari. Alvelos, a primeira povoação, desapareceu por completo poucos anos depois.
Vinte anos após a mudança da sede da freguesia, a mesma foi elevada à Vila pela Lei nº 287, de 1 de maio de 1874. A vila recebeu o nome de Coari, sendo que sua instalação ocorreu em dezembro do mesmo ano.
Em 15 de novembro de 1890, o termo judiciário de Coari foi instalado. Pelo decreto 95-A, de 10 de abril de 1891, foi criada a Comarca da vila, que recebeu sua instalação definitiva em 30 de junho do mesmo ano. Entretanto, a Comarca coariense foi extinta em 1913, através da Lei nº 741, de 30 de outubro. Assim sendo, Coari teve seu termo subordinado à comarca de Tefé, município vizinho.
A Comarca de Coari foi novamente instalada três anos depois, em 1916, em virtude da Lei n° 844, de 14 de fevereiro daquele ano. No entanto, mais uma vez a Comarca foi suprimida, por força da Lei n° 133, de 7 de fevereiro de 1922. A comarca foi restaurada, outra vez, através da Lei n° 122, de 10 de março de 1924, não sendo mais suprimida.
Formação administrativa
A fundação de Coari deu início com a elevação à vila pela Lei nº 287, de 1 de maio de 1874. A vila recebeu o nome de Vila de Coari.
Foi elevada à categoria de cidade em 1932, pelo Ato Estadual N° 1.665, datado de 2 de agosto do mesmo ano. De acordo com a divisão administrativa judiciária vigente, apenas um distrito compõe o município, e a comarca também compreende apenas um único termo.
História recente
O município conhecido pela produção de banana, hoje se destaca por produzir petróleo e gás natural, que ocorre em uma região denominada de Urucu. A produção de petróleo gira em torno de 53.500 bbl/d (2007) e de gás natural chega a 10 milhões de m³/d. Outro fato importante é que está sendo construído um gasoduto que ligará sua província produtora ao mercado consumidor localizado em Manaus. Serão 450 km de distância da sede da cidade à Manaus a serem construídos, somando aos 278 km de um gasoduto, já existente, que interliga os campos produtores à cidade de Coari e outro gasoduto que interliga Coari a cidade de Manaus, mas que ainda não está em funcionamento. Coari se tornou também um polo na área de Educação, com o Campus da Universidade Federal do Amazonas-UFAM, um campus da Universidade do Estado do Amazonas-UEA, um campus do Instituto Federal do Amazonas -IFAM, um pólo do Centro Universitário Leonardo Da Vinci-Uniasselvi e outras 3 faculdades particulares, além do CETAM, SENAC e SENAI e SESC.
Geografia
De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017, o município pertence à região geográfica intermediária de Manaus e à região imediata de Coari. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Coari, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro Amazonense.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1969 a 1990 e de 1993 a 2016, a menor temperatura registrada em Coari foi de 11 °C em 18 de julho de 1975, e a maior atingiu 38,8 °C em 27 de setembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 170 milímetros (mm) em 16 de fevereiro de 2012. Janeiro de 2012, com 576,5 mm, foi o mês de maior precipitação.
Economia
Setor primário
- Agricultura: Cultiva-se principalmente produtos como a mandioca, feijão, coentro, pepino, maxixe, pimenta e couve-flor em períodos temporários. Na cultura permanente destaque maior para a produção de banana, limão, goiaba, mamão, cupuaçú e maracujá.
- Pecuária: O criatório no município consiste no desenvolvimento de espécies como Mestiço e Nelore.
- Avicultura: A criação é tipicamente doméstica e o consumo é familiar, representado pela criação de galinhas e perus.
- Extrativismo vegetal: A produção e extração de madeira é uma atividade de destaque na cidade. Figuram também a extração do cacau, castanha-do-pará e sorva.
Setor secundário
Indústrias: além da indústria extrativa de petróleo e gás natural na Província Petrolífera de Urucu, o município também apresenta concentrações de indústrias alimentícias e de materiais de construção.
Setor terciário
- Comércio: varejista e atacadista.
- Serviços: administração pública, hotéis, universidades, agências bancárias, entre outros.
Cultura e sociedade
As principais festas populares são:
- Festival Folclórico:  na segunda quinzena de julho. 
Nos meses que antecedem a festa junina, a cidade fica bastante movimentada, pois é época de festa culturais diversas como as noitadas caipiras que movimentam as escolas e a cidade em geral, onde as danças regionais fazem uma prévia para o Festival Folclórico de Coari disputado em junho. As cirandas, quadrilhas caipiras, adultas de luxo, boi-bumbá mirim, danças internacionais assim como outras categorias, se manifestam para abrilhantar a todos que gostam de prestigiar a cultura do município.
A maior rivalidade das brincadeiras é entre as Cirandas Luxos (Categoria Adulto), pois desde 1999, com o surgimento da Ciranda Renovação, surgiu uma nova remodelagem nessa categoria, ficando conhecida a partir daquele ano como a era da "ciranda moderna", já que antes de 1999 as ciranda do Amor (a mais antiga) e a extinta Ciranda Paraíso (sucessora da Ciranda Renovação), apresentavam-se nos moldes da ciranda tradicional, conhecida como a era da "ciranda de xita". Então, com a extinção da Ciranda Paraíso em 1998, surgiu a Ciranda Renovação, fundada no dia 4 de abril de 1999, e no ano seguinte (2000), com um rachão dos brincantes da Ciranda do Amor, esses fundaram a Ciranda Paixão, atualmente a mais nova entre as três, da categoria adulta. É grande a expectativa para prestigiá-las. Desde então, a maior campeã dentre elas é a Ciranda Renovação, com cinco Títulos (1999, 2000, 2003, 2006 e 2007), em segundo vem a Ciranda Paixão, com dois títulos apenas (2001 e 2008), e a Ciranda do Amor ganhou a última edição do festival cultural de Coari (2013), sendo que já tinha sido tricampeã na era da "ciranda de xita", (1996, 1997 e 1998).
Outras festas populares de destaque também ocorrem no município:
- Festejo do Padroeiro São Sebastião: 2ª quinzena de janeiro;
- Carnaval de Rua de Coari: entre fevereiro e março conforme calendário nacional dessa festa;
- Festejo do Divino Espírito Santo: 2ª quinzena de abril;
- Festejo de N. S. do Perpétuo Socorro: 1ª quinzena de maio;
- Festejo de Santana: 2ª quinzena de junho;
- Aniversário da cidade: em 1 e 2 de agosto;
- Festejos de Santo Afonso: 1ª quinzena de agosto;
- Festival da Música Popular de Coari: 24 a 26 de Outubro;
- Festejos de São Sebastião: 2ª quinzena de outubro;
- Autos de Natal: 1ª quinzena de dezembro;
- Festa do Gás Natural (Substituta da Festa da Banana desde do ano 2000); 1ª quinzena de dezembro.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 16 de abril de 2021

MANACAPURU - AMAZONAS

Manacapuru é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Manaus, no estado do Amazonas. É a quarta cidade mais populosa do estado com 98.502 habitantes, segundo estimativas do IBGE de 2020. Situada às margens do rio Solimões, a 93 quilômetros de Manaus via terrestre, o principal acesso à cidade é através da Rodovia Manoel Urbano, onde está a Ponte Jornalista Phelippe Daou, sendo fundamental para a integração e o desenvolvimento da Grande Manaus.
Etimologia
Manacapuru é uma palavra de origem indígena, que deriva das expressões Manacá e Puru. Manacá é uma planta brasileira das dicotiledôneas, da família solanaceae. Em tupi-guarani, a palavra significa "Flor". Já a palavra "Puru" possui a mesma origem, sendo distinto apenas o significado, que quer dizer enfeitado ou matizado. Assim sendo, Manacapuru em tupi-guarani significa Flor Matizada.
Outra possível tradução do nome do município de Manacapuru vem do dialeto indígena mura e significa também "Flor Matizada". Mana: Flor. Capuru: Matizada. O nome Manacapuru faz referência a uma aguerrida cunha poranga que governava com mão de ferro, esta nação das margens esquerda do Rio Solimões onde hoje se encontra a cidade do mesmo nome.
História
Os índios muras, antigos habitantes da região, ocupavam a área que pertence ao atual município de Manacapuru, já no século XVII. Os muras eram conhecidos pelos portugueses como índios belicosos e hostis, motivo pelo qual foram alvos de guerras movidas pelo invasores portugueses, a partir de 1774, sob o comando de Matias Fernandes e do diretor da aldeia de Santo Antônio do Imaripi, situada no Japurá, muito distante da região.
Por conta da grande distância de Japurá à localização dos muras, por volta de 1785 já existia, à margem do rio Solimões, pouco abaixo da foz do rio Manacapuru, uma feitoria de pesca denominada Caldeirão, cuja produção era destinada ao abastecimento da guarnição militar sediada em Barcelos, que a essa época era sede da capitania. A feitoria de pesca era administrada por Sebastião Pereira de Castro.
Sebastião Pereira de Castro comunicou ao general Pereira Caldas a grande migração de índios muras vindos de outras regiões para a localidade. Segundo Castro, em 27 de setembro daquele ano, haviam chegado ali um "grosso número de gentio mura", que desejavam estabelecer-se nas vizinhanças. Em resposta a essa comunicação, o general Pereira Caldas recomendou que os índios fossem deslocados para o povoado de Anamã - que mais tarde viria a ser um município - ou um outro lugar designado pelo administrador. O local escolhido para o estabelecimento dos muras foi a margem do lago Manacapuru. Ali, cerca de 290 indígenas muras se estabeleceram em 15 de fevereiro de 1786, edificando assim, a povoação que recebeu o nome de Manacapuru, nome este pertencente ao lago.
Formação administrativa
A Freguesia de Nossa Senhora de Nazaré de Manacapuru foi criada em 12 de agosto de 1865, a partir da lei n.° 148. A freguesia tinha sede no povoado de Manacapuru. Com a lei n.° 83, de 27 de setembro de 1894, criou-se o município de Manacapuru, com território desmembrado do município de Manaus. A instalação só ocorreu em 16 de junho de 1895.
A Comarca de Manacapuru foi criada pela lei n.° 354 de 10 de setembro de 1901. Através da lei n.° 1.126 de 5 de novembro de 1921, a comarca foi extinta, e só restabelecida no ano seguinte, em 1922, por força da lei n.° 1.133 de 7 de fevereiro. Foi concedido ao município foros de cidade em 16 de julho de 1932, com o ato estadual n.° 1.639.
Com a divisão administrativa vigente em dezembro de 1959, três distritos formavam o município: Manacapuru, Beruri e Caapiranga, sendo que os três já foram emancipados.
Atualmente, o município possui apenas o distrito de Caviana, o qual também já teve proposta, em 2010, sua emancipação, juntamente com outros vinte e sete distritos no estado do Amazonas.
História recente
Em decorrência do crescimento demográfico de Manacapuru, que atualmente ostenta a posição de quarta cidade mais populosa do Amazonas e uma das maiores em população da Região Norte, o município foi incluído à Região Metropolitana de Manaus em 27 de dezembro de 2007.
Geografia
O município de Manacapuru está situado à margem esquerda do rio Solimões, na confluência deste com o rio Manacapuru, a sudoeste da capital do Amazonas, a 93 km via terrestre da mesma. Suas coordenadas geográficas são: 3° 18' 15" de latitude sul e 60° 37' 03" de longitude W. Gr.
Há um grande potencial aquático, florístico e faunístico em seu território. Foi o primeiro município do Amazonas a ter em sua área territorial um Sistema Municipal de Unidade de Conservação (SMUC) - a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Piranha - além da Área de Proteção Ambiental do Miriti e dos Lagos de Manutenção do Paru e Calado.
A vegetação da localidade caracteriza-se em quase sua totalidade por áreas de várzea e terra firme, do qual recebe intensa influência.
Clima
Manacapuru possui clima tropical úmido, presente em toda a Amazônia. O clima é amenizado por alta pluviosidade e pelos ventos alísios que sopram do Atlântico. Quedas de temperatura são comuns no município e diminuem bastante os rigores de calor, acontecendo quase sempre à noite. Há duas estações distintas: inverno, que se inicia em dezembro, e verão, que se inicia em maio.
Hidrografia
Manacapuru está localizada junto à bacia hidrográfica Amazônica. Os rios que passam por Manacapuru são os rios Solimões e o Manacapuru, que dá origem ao nome da cidade. O rio Solimões começa no Peru e, ao entrar no Brasil, no município de Tabatinga, recebe o nome de Solimões.
Além dos rios Solimões e Manacapuru, banham o município os rios Purus e Jará.
Fauna e flora
A fauna e flora da Amazônia é diversificada, sendo encontrada a mesma fauna da floresta tropical úmida presente na Amazônia em diversos municípios. É possível encontrar no município, inúmeras espécies de plantas e pássaros, inúmeros anfíbios e milhões de insetos..
Os grandes mamíferos da água, como o peixe-boi e o boto, são encontrados principalmente em regiões sem muita movimentação do rio Negro. A hidrografia do município é privilegiada, principalmente na divisa com Novo Airão, este conhecido por ser a "terra do Peixe-boi". Algumas árvores de origem amazônica, como a andiroba e mafumeira (também conhecida como Sumaúma), são encontradas em algumas regiões da cidade, principalmente em áreas intactas. Na área urbana, pouco se encontra tais árvores. Répteis como tartarugas, caimões e víboras também ali habitam. Há pássaros e peixes de todas as espécies, plumagens e peles. Em algumas regiões ao longo dos rios, encontramos a planta vitória-régia, cujas folhas circulares chegam a mais de um metro de diâmetro.
Composição étnica
Os traços culturais, políticos e econômicos herdados dos portugueses, espanhóis e holandeses marcam o município de Manacapuru. Cresceu assim, mas voltando um pouco atrás na história, não se pode esquecer a importância dos ameríndios no quesito contribuição étnica. Foram os ameríndios que iniciaram a ocupação humana na Amazônia, e seus descendentes, os caboclos, desenvolveram-se em contato íntimo com o meio ambiente, adaptando-se às peculiaridades regionais e oportunidades oferecidas pela floresta.
Na sua formação histórica, a demografia de Manacapuru é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o índio, o europeu e o negro, formando, assim, os mestiços da região (caboclos). Mais tarde, com a chegada dos imigrantes, especialmente japoneses e judeus vindos do Marrocos, formou-se um caldo de cultura singular, que caracteriza a população da cidade, seus valores e modo de vida. A cidade abriga uma notável comunidade marroquina, em sua maioria judeus.
Segundo o censo de 2000 do IBGE, a população de Manacapuru está composta por: pardos (69,99 % ou 51 579 habitantes), brancos (22,21 % ou 16 371 habitantes), pretos (5,26 % ou 3 874 habitantes), indígenas (0,85 % ou 630 habitantes) e amarelos (0,18 % ou 129 habitantes).[37][38] Há ainda, 1 113 pessoas que não declararam suas etnias, representando 1,51 % do total da população.
Economia
Caracteriza-se especialmente pela coleta de borracha e castanha, exploração de caça, pesca, pecuária extensiva nos campos naturais e incipiente agricultura itinerante nas terras firmes, salientando-se nos últimos anos a cultura da juta e da pimenta-do-reino. Com relação a Manacapuru, observa-se que, embora tenha nas indústrias extrativas animal e vegetal expressiva fonte de riqueza, é a agricultura, em particular a cultura da Juta, a base econômica do município.
Setor primário
O Amazonas é o maior produtor de fibras do Brasil , com participação de 87% da produção nacional (IBGE -PAM/2014). Os maiores produtores da fibra no Amazonas são da região das Calhas dos Rios Negro e Solimões, como Manacapuru , Anamã , Autazes , Careiro , Careiro da Várzea, Vila Rica de Caviana, Caapiranga , Iranduba, Manaquiri, Novo Airão , Rio Preto da Eva, Manaus, Beruri, Coari, Codajás e Anori . A produção total desses municípios anualmente varia de 20 a 200 toneladas de juta , e de Malva gira em torno de 100 a 744 toneladas. Manacapuru e Beruri se destacam com a produção média de 70 a 100 toneladas de juta.
A agricultura em Manacapuru é uma das principais fontes econômicas. O município é o maior produtor nacional de juta, tendo destaque também para outros produtos como a mandioca, banana, milho, laranja, feijão, café e hortaliças.
A pecuária e a pesca também constituem um forte empreendedor econômico do município, com destaque para a criação de bovinos equinos e suínos. Na pesca, as as espécies mais comuns são o pacu, sardinha, curimatá, branquinha, jaraqui, matrinxã, acari-bodó e outras espécies de peixes oriundos de água doce.
A avicultura também concentra uma representação econômica para a cidade, existindo uma granja com criação de galinhas de postura. O extrativismo vegetal ainda é uma atividade de grande significado para a economia local, através da exploração de produtos como a borracha, pupunha e madeira. Existem diversos viveiros de peixes na localidade, voltados à criação de espécies de peixes da Amazônia. Na fruticultura, produz-se no município maracujá, cupuaçu, mamão, abacaxi, banana, abacate, laranja, limão e melancia.
Setor secundário
A produção industrial no município está intimamente ligada à agricultura e à indústria extrativa local. Há indústrias voltadas a atividades agropecuárias, produção de minerais não metálicos, metalúrgica, mecânica, materiais elétricos, material de transporte, madeira, mobiliário, papel, borracha, couro, produtos farmacêuticos e veterinários, materiais plásticos, têxtil, vestuário, bebida, fumo, editorial e gráfica, calçados e construção.
Em 2008, havia 918 empresas regularizadas no município, de acordo com o IBGE, gerando cerca de 4.850 empregos diretos.
Setor terciário
O município mantém transações comerciais com as praças de Manaus e Belém. Entre os produtos que importa aparecem em primeiro lugar gêneros alimentícios, tecidos, medicamentos, ferragens e material elétrico. De acordo com dados de 2008, a sede municipal conta com 918 estabelecimentos de comércio, gerando aproximadamente 4.850 empregos diretos.
Educação
No ensino superior, o município possui um campus da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Em Manacapuru está sediado o Centro Metropolitano de Estudos Superiores da UEA (CMESU -UEA). O Centro Metropolitano, que abriga os cursos de Engenharia Naval, Engenharia de Pesca, Produção de Alimentos, Produção de Fibras e Arqueologia da Universidade do Estado do Amazonas, dá ênfase a tais cursos para atender as demandas específicas de Novo Airão, onde se encontra um centro de indústria naval regional, Iranduba, que possui grandes sítios arqueológicos, e Manacapuru, maior produtor brasileiro de fibra vegetal.
Manacapuru é uma das sedes do Projeto Rondon, uma iniciativa do governo brasileiro, coordenada pelo Ministério da Defesa, em colaboração com a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação.
Cultura e sociedade
A cultura do município, assim como do Amazonas, foi largamente influenciada pelos povos nativos da região e pelos diversos grupos de imigrantes e migrantes que ali se estabeleceram, principalmente espanhóis. Manacapuru tornou-se uma cidade com ampla miscigenação cultural e diversificadas culturas. Os nordestinos que migraram para a Amazônia no fim do Século XIX e início do Século XX, atraídos pelo Ciclo da borracha, também contribuíram para a formação da cultura municipal. Tudo isso gerou na localidade e no estado uma cultura mestiça e com grande contribuição e permanência da cultura indígena.
A cultura manacapuruense é rica em tradições e festas folclóricas bastante apreciadas. Por conta do Festival de Cirandas, que nos últimos anos tem atraído grande número de turistas para a cidade, Manacapuru ficou conhecido como a "Terra das Cirandas".
Na música, os destaques são a ciranda e o forró. Manacapuru possui um projeto chamado "Caravana da Música", que conta com a participação de diversos artistas regionais e nacionais.
Festival de cirandas
Assim como Parintins, Manacapuru também é conhecida por seu festival folclórico, porém, ao invés do característico boi-bumbá de Parintins, a cidade é conhecida por suas cirandas, agremiações que tocam um estilo de música típico local, e apresentam desfiles competitivos. Realiza-se todos os anos, o Festival de Ciranda de Manacapuru, no Cirandódromo da cidade, localizado no Parque do Ingá geralmente no último fim de semana do mês de agosto ou início de setembro.
O primeiro Festival de Cirandas competitivo aconteceu em 1997. A partir de então, a manifestação cultural recebeu status de manifestação folclórica e a cada ano apresentou mais qualidade e nível técnico nas noites da festividade.
São três as agremiações que compõem o festival do município: Flor Matizada, Guerreiros Mura e Tradicional. O Festival de Ciranda de Manacapuru é um dos maiores do estado do Amazonas e da Região Norte do Brasil, recebendo de 50 a 90 mil turistas todos os anos.
Turismo
Manacapuru é um dos maiores destinos turísticos no Amazonas, recebendo um elevado número de turistas que visitam as praias, lagos e igarapés das proximidades, que contam com diversos hotéis de selva.
O ecoturismo, também chamado de turismo de natureza, atrai milhares de turistas ao município. Entre as atrações naturais da cidade, destacam-se: Reserva Ecológica de Manacapuru, possuindo uma vegetação típica de várzea, com gigantescas árvores, como a Sumaúma. Caracteriza-se como uma área migratória e de produção de aves, sendo também um dos melhores locais para a pesca esportiva, pela variedade de peixes como a piranha e o aruanã. Possui um hotel flutuante e um observatório de pássaros, de jacarés e aves. Situa-se na margem esquerda do Rio Solimões.
A Comunidade Indígena Sahu-Apé também é um atrativo natural da localidade, onde se encontram especiarias indígenas.[79] A Ilha de Santo Afonso, no rio Solimões, também é um atrativo natural muito visitado.
O Cais do Porto, no centro da cidade, é um dos principais pontos turísticos, sendo um porto histórico e regional .
A centenária Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré é o cartão postal mais conhecido de Manacapuru. Um marco, com grande presença na educação e na formação religiosa do povo manacapuruense, erguida com espírito de colaboração e solidariedade, é uma das 10 Paróquias da Prelazia de Coari.
O prédio passou por várias edificações, que melhoraram e ampliaram a estrutura ao longo do tempo. Antes da construção do templo atual, os ofícios religiosos eram realizados em uma capelinha singela, construída no inicio do século XIX e situada onde, atualmente, é a praça 16 de julho . A capela era, a princípio, uma iniciativa da população local, que se responsabilizava pela manutenção e organização dos cultos religiosos. A construção da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré teve início em 1904 e foi concluída em 1907. A família Ventura se destacou pelo apoio dado à construção.
Os investimentos feitos na obra vieram da colaboração de vários comerciantes bem sucedidos e também por meio da realização de arraiais e feiras culturais . O material destinado à edificação do templo foi adquirido em parte na capital amazonense . Grande parte dos tijolos foi comprada no município de Coari .
É de se notar que o material é de boa qualidade, visto que perdura até hoje na estrutura original. Os azulejos, que ornamentaram o altar da capela, por muitos anos foram trazidos de Portugal , mas a última reforma, em 2007, precisou retirá-los, para melhorar a qualidade do piso.
O espírito de colaboração do povo era tão grande que quando os materiais para a construção chegavam ao porto da cidade através dos barcos, o povo era que conduzia até o canteiro de obras. Homens, mulheres e crianças trabalhavam com a maior satisfação, na expectativa de verem a obra concluída.
O altar em forma de canoa que há na igreja foi usado na missa feita pelo Papa João Paulo II, quando visitou Manaus em 1980.
Os padres redentoristas do Brasil foram os responsáveis pela organização da comunidade que mais tarde se tornaria a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré.
A Câmara Municipal, que abrigou durante a década de 1930 a sede do Poder Executivo, a Coletoria Estadual e o Fórum de Justiça. Em 1976 instalou-se definitivamente no prédio a Câmara Municipal de Manacapuru, fazendo com que este recebesse a denominação de Palácio Antero de Rezende; o Colégio Nossa Senhora de Nazaré , teve suas obras iniciadas em 1946 e concluídas em 1951. Seu desenho arquitetônico tem muito a ver com o estilo europeu. Foi construído com recursos oriundos da própria missão e do governo brasileiro, além da contribuição da comunidade local, que ajudou com a mão-de-obra; Prédio Fórum de Justiça, construído no início da década de 1930, por Francisco do Couto Valle, e destinava-se a cadeia municipal. Serviu como hotel. De 1991 a 1993 o prédio passou a ser utilizado com sede da Secretaria Municipal de Saúde. Passou a hospedar a sede do Fórum de Justiça da Câmara de Manacapuru. Destacam-se ainda os prédios da Prefeitura Municipal, um dos mais antigos da cidade, e a sede da Maçonaria.
É notório ainda, o prédio da Restauração, um edifício centenário.
A Restauração, como era conhecido, é um prédio que foi inaugurado em 1º de janeiro de 1898. O nome é uma homenagem ao movimento conspirativo deflagrado por volta de 1640, por 56 patriotas portugueses , com o objetivo de libertar Portugal do julgo de Castela (1580-1640).
Essa denominação justifica-se pelo fato de que os proprietários eram de origem portuguesa e, sonhando com sua nação restaurada, atribuíram este nome ao prédio.
Enquanto servia de residência para seus proprietários, a Restauração se destaca, historicamente , como sendo, por longos anos, a mais importante casa de comércio de Manacapuru.
Sua historia está intrinsecamente relacionada com o desabrochar do comércio local, sendo fundamental para a introdução das práticas mercantis precursoras do capitalismo .
A casa operava o escambo , a troca, forma primitiva de relação econômica. Era mais que uma loja. Era similar às antigas "casas de aviação”, trazendo vários produtos importados atrativos para a população da época, ribeirinhos , seringueiros, pescadores , indígenas etc.
Os produtos iam desde a panaceia antiofídica, remédio contra picadas de animais de peçonha, aos picolés de formato peculiar, que causavam verdadeiro frenesi na época.
Os produtos eram trocados por outros produtos naturais coletados pela população local . A impressionante resistência da construção, que atravessa gerações, faz com que este velho prédio tenha um amplo valor arquitetônico para Manacapuru.
Após décadas de abandono, a velha construção em ruínas passou a fazer parte de um novo projeto, já em posse do Serviço Social do Comercio (Sesc).
Passou por intensa reforma, ganhando cores e acessórios modernos, num novo contexto histórico.
Após a reinauguração, dia 16 de julho de 2003, recebeu a nova nomenclatura e passou a ser chamado de “Sesc Restauração”.
No local funcionam, atualmente, vários projetos sociais, como Sesc Ler, música e teatro, além de Educação de Jovens e Adultos (EJA) , entre outros. Nele já houve também o Projeto Jovem Cidadão , do governo do estado do Amazonas
O prédio hoje dispõe de biblioteca, sala de cinema com capacidade para 40 pessoas, galeria de exposição de obras de artes e um anfiteatro, tudo disponível para a população manacapuruense e os turistas que visitam a cidade.
O Sesc Restauração foi reinaugurado como uma homenagem à grande façanha dos comerciantes portugueses e a sua grande importância para a historia de Manacapuru.[80]
Na cidade há também o Terminal Fluvial Turístico e Centro de Atendimento ao Turista ; Mercado Municipal, um dos mais antigos da cidade ; Casa da Cultura; Parque do Ingá; Balneário do Miriti e Praça 16 de julho.
Futebol
No futebol, o principal clube de futebol de Manacapuru é o Princesa do Solimões Esporte Clube, tendo sido fundado no dia 18 de agosto de 1971. Sua sede é estabelecida na Avenida Getúlio Vargas, no Centro Histórico de Manacapuru. O Princesa do Solimões fez a primeira partida Oficial do Primeiro Campeonato Amazonense de Futebol em 1987, sendo o terceiro clube de futebol do interior amazonense a participar de tal evento, sendo precedido pelos clubes Penarol, de Itacoatiara e Olaria, de Humaitá. Grande revelador de talentos, fez surgir uma gama de estrelas do futebol nortista, tais como Naílton, Zédvan e Alcimar. O "Tubarão do Solimões", assim como é comumente conhecido pelos amazonenses, tem como símbolo um "Tubarão". Conquistou vice-campeonatos estaduais, em 1985 e 1997, além da conquista do Torneio Início de 1997 e 2007. Em 1989, disputou seu único torneio nacional, ficando em sexto lugar no seu grupo, vencendo apenas dois clubes: O Mixto Esporte Clube, de Cuiabá, capital do Mato Grosso e o Dom Bosco Futebol Clube, da cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul; este feito torna Manacapuru o único município do interior a ter sido representado na Segunda Divisão mais importante do futebol Brasileiro.
Outro clube de Manacapuru a chegar no futebol profissional foi o Operário, fundado em 10 de Junho de 1982 o clube profissionalizou-se em 2010 sagrando-se logo campeão da Série B do campeonato Amazonense, e em menos de dois anos chegando à Série A.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 8 de março de 2021

ITACOATIARA - AMAZONAS

Itacoatiara é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Manaus, no estado do Amazonas. É a terceira cidade mais populosa do estado, com 102.701 habitantes, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020.
Etimologia
O nome Itacoatiara, que segundo a ortografia vigente deve ser grafado Itaquatiara, é originário da língua indígena e significa "Pedra Pintada", devido as inscrições gravadas em algumas pedras localizadas no rio Urubu em frente à cidade. Teve como primeiros habitantes os índios Muras, Juris, Abacaxis, Anicorés, Aponariás, Cumaxiás, Barés, Jumas, Juquis, Pariguais e Terás.
Itacoatiara é um vocábulo indígena que significa pedra pintada, pedra escrita. Procede do tupi ou nheengatu itá: pedra; e coatiara: pintado, gravado, escrito, esculpido. Na língua Tupi-Guarani, significa pedra pintada; entretanto, segundo Antônio Cantanhede, em Outras Histórias do Amazonas, o topônimo tem a seguinte decomposição: Itá - pedra; Coati - o mamífero; Ára - o que nasce.
História
Fundação
Os registros de povoamento na região datam de 1655, quando o Padre Antônio Vieira criou a Missão dos Aroaquis na Ilha de Aibi, nas proximidades da boca do Lago do Arauató. Segundo historiadores, o núcleo urbano da cidade foi fundado em 8 de setembro de 1683 por padres jesuítas, na calha do Rio Madeira, mais tarde transferido pelo Capitão-General Mendonça Furtado para às margens do Rio Amazonas, onde está assentada a cidade de Itacoatiara.
Em 1757, os habitantes da Aldeia dos Abacaxis são transferidos para a outra margem do Rio Amazonas (margem esquerda), onde está atualmente a cidade de Itacoatiara. Na foz do rio Mataurá, afluente do Rio Madeira, Frei João Sampaio fundou, nos meados do século XVIII, o primeiro núcleo de povoamento na região do atual município. Todavia, os constantes ataques dos silvícolas e a procura de terras propícias à colonização motivaram a retirada dos habitantes para a ribeira do Canumã e mais tarde para o rio Abacaxis. Por esse último local passou, em 1755, o Capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, Governador do Grão-Pará e Maranhão que, em carta dirigida ao Ministro de Ultramar (1758), descreveu a viagem e especificou as deliberações tomadas em sua visita às terras amazonenses.
Formação administrativa
No ano de 1759 a aldeia de Itacoatiara é elevada a vila, com a denominação de Serpa, nome de origem portuguesa. Foi a terceira vila instalada no Amazonas, antecedida apenas por Borba e Barcelos. Era, então, das mais importantes aglomerações da região.
Suprimido o município em 1833, dois anos depois era assolado pela Cabanagem, sedição que veio a terminar em 1840. A restauração verificou-se em 10 de dezembro de 1857. Em 25 de abril de 1874, a vila elevada à condição de cidade com a denominação de Itacoatiara, pela Lei Provincial n.º 283, de 25 de abril de 1874.
Em 28 de novembro de 1830, pelo Ato Estadual nº. 45, o município de Urucará é anexado ao de Itacoatiara. Em 14 de setembro de 1931, pelo Ato Estadual no. 33, o município de Urucurituba também é anexado ao de Itacoatiara. Em 1935, com a reconstitucionalização do estado, Urucará e Urucurituba retornam à condição de municípios.
História recente
Em decorrência do crescimento demográfico de Itacoatiara, que atualmente ostenta a posição da terceira cidade mais populosa do Amazonas com mais de 100 mil habitantes, o município foi incluído à Região Metropolitana de Manaus em 2007 e vem consolidando-se como a segunda maior economia do estado.
Geografia
Itacoatiara está localizado no centro-leste do estado, na Região Geográfica Intermediária de Parintins e Região Geográfica Imediata de Itacoatiara. Situa-se na Região Metropolitana de Manaus.
Localiza-se a uma latitude 03º08'01.65" sul e a uma longitude 58°26'19.04" oeste, estando a uma altitude de 612 metros.
Possui uma área de 8.600 km² e seu território tem como limite as cidades de: Manaus, Urucará, Rio Preto da Eva, Nova Olinda do Norte, Silves, Itapiranga e São Sebastião do Uatumã.
Hidrografia
Itacoatiara está localizada junto à bacia hidrográfica Amazônica. Os rios que passam por Itacoatiara são os rios Solimões e o Rio Negro, que formam o Rio Amazonas. O rio Solimões começa no Peru e, ao entrar no Brasil, no município de Tabatinga, recebe o nome de Solimões.
Além dos grandes rios que passam pela cidade, outras pequenos igarapés e lagoas cortam a cidade, que também conta com um considerável número de afluentes em suas redondezas.
Fauna e flora
A fauna e flora da Amazônia é diversificada, sendo encontrada a mesma fauna da floresta tropical úmida presente em diversos municípios da região. É possível encontrar no município, inúmeras espécies de plantas e pássaros, inúmeros anfíbios e milhões de insetos.
Os grandes mamíferos da água, como o peixe-boi e o boto, são encontrados principalmente em regiões sem muita movimentação do Rio Negro. Algumas árvores de origem amazônica, como a andiroba e mafumeira (também conhecida como sumaúma), são encontradas em algumas regiões da cidade, principalmente em áreas intactas. Na área urbana, pouco se encontra tais árvores.
Répteis como tartarugas, caimões e víboras também ali habitam. Há pássaros e peixes de todas as espécies, plumagens e peles. Em algumas regiões ao longo dos rios, encontramos a planta vitória-régia, cujas folhas circulares chegam a mais de um metro de diâmetro.
Clima
Itacoatiara possui clima tropical úmido, presente em toda a Amazônia. O clima é amenizado por alta pluviosidade e pelos ventos alísios que sopram do Atlântico. Quedas de temperatura são comuns no município e diminuem bastante os rigores de calor, acontecendo quase sempre à noite. Há duas estações distintas: inverno, mais chuvoso, que se inicia em dezembro, e verão, menos chuvoso, que se inicia em maio.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1971 a menor temperatura registrada em Itacoatiara foi de 16,9 °C em 23 de julho de 1981, e a maior atingiu 38,8 °C em 31 de outubro de 1988. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 143,2 mm em 19 de dezembro de 2016, superando o recorde anterior de 140,4 mm em 17 de janeiro de 2011
Composição étnica
Os traços culturais, políticos e econômicos herdados dos portugueses, espanhóis e holandeses marcam o município de Itacoatiara. Cresceu assim, mas voltando um pouco atrás na história, não se pode esquecer a importância dos ameríndios no quesito contribuição étnica. Foram os ameríndios que iniciaram a ocupação humana na Amazônia, e seus descendentes, os caboclos, desenvolveram-se em contato íntimo com o meio ambiente, adaptando-se às peculiaridades regionais e oportunidades oferecidas pela floresta.
Na sua formação histórica, a demografia de Itacoatiara é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: índios, europeus e negros, formando, assim, os mestiços da região (caboclos). Mais tarde, com a chegada dos imigrantes, especialmente japoneses, árabes sírios e libaneses e judeus vindos em sua maioria do Marrocos,[59] formou-se uma cultura singular, que caracteriza a população da cidade, seus valores e modo de vida.
Economia
Itacoatiara possui o segundo maior PIB dentre os municípios amazonenses, superado apenas por Manaus, estando caracterizada também como a 406ª maior economia do Brasil. 
Destacam-se os setores de comércio e serviços, além da pecuária, exploração de caça, pesca, pecuária extensiva nos campos naturais e incipiente agricultura itinerante nas terras firmes, salientando-se nos últimos anos a cultura da juta e da pimenta-do-reino. O município apresenta concentrações de indústrias alimentícia, madeireira, de materiais de construção, entre outras.
Setor primário
A agropecuária é a segunda fonte de renda do município. Em 2016, o valor total do PIB do setor primário foi de R$ 620.768.090, deste fato a cidade é considerada o maior pólo agropecuário do Amazonas e o 29º maior entre os municípios brasileiros. Em Itacoatiara destaca-se também outros produtos como a mandioca, banana, milho, laranja, feijão, café e hortaliças.
A pecuária e a pesca também constituem um forte empreendedor econômico do município, com destaque para a criação de bovinos equinos e suínos. Em 2009, foram registradas 283.773 bovinos efetivos no município, além de 62.897 bubalinos e 53.000 equinos. Na pesca, as espécies mais comuns são o pacu, sardinha, curimatã, branquinha, jaraqui, matrinxã, acari-bodó e outras espécies de peixes oriundos de água doce.
A avicultura também concentra uma representação econômica para a cidade, existindo uma granja com criação de galinhas de postura. O extrativismo vegetal ainda é uma atividade de grande significado para a economia local, através da exploração de produtos como a borracha, pupunha e madeira. Existem diversos viveiros de peixes na localidade, voltados à criação de espécies de peixes da Amazônia. Na fruticultura, produz-se no município maracujá, cupuaçu, mamão, abacaxi, banana, abacate, laranja, limão e melancia.
Setor secundário
Tipos de Indústria de Itacoatiara: Madeireira; Mobiliária; Construção; Metalúrgica.
A produção industrial no município está intimamente ligada à indústria local. Há indústrias voltadas à atividades agropecuárias, usina de beneficiamento de borracha, cerâmica, moinhos de café, fábrica de gelo, guaraná, prensagem de juta, serrarias e padarias.
Setor terciário
Apresentando um desenvolvimento acelerado, Itacoatiara ultrapassou a marca de cem mil habitantes e apresenta uma grande concentração de pontos comerciais, agências bancárias, hotéis e serviços que servem a todo eixo leste da Grande Manaus. O setor terciário é o mais importante da economia itacoatiarense, rendendo ao município R$ 1,03 bilhão em 2016. São 887 empresas atuantes na cidade, segundo dados do IBGE de 2017, gerando cerca de 9.932 empregos diretos.
Educação
No ensino superior, o município possui um campus da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), além disso conta com várias universidades privadas.
Cultura e sociedade
A cultura do município, assim como do Amazonas, foi largamente influenciada pelos nativos da região e pelos diversos grupos de imigrantes e migrantes que ali se estabeleceram, principalmente espanhóis.[99] Itacoatiara tornou-se uma cidade com ampla miscigenação cultural e diversificadas culturas.[99] Os nordestinos que migraram para a Amazônia no fim do Século XIX e início do Século XX, atraídos pelo ciclo da borracha, também contribuíram para a formação cultural do município. Tudo isso gerou na localidade e no estado uma cultura mestiça e com grande contribuição e permanência da cultura indígena. A prefeitura promove cultura por órgãos culturais. Todos os anos, no mês de setembro, acontece o Festival da Canção de Itacoatiara (Fecani), com o objetivo de desenvolver e divulgar novos talentos amazonenses da música. É o maior festival de música do Norte, reunindo músicos de todo o Brasil.
Turismo
Itacoatiara é um dos maiores destinos turísticos no Amazonas, recebendo um elevado número de turistas que visitam as praias, lagos e igarapés das proximidades, que contam com diversos hotéis de selva.
A cidade alcançou em 2005 o oitavo destino mais procurado na Região Norte do Brasil por turista em viagens de negócios, segundo a EMBRATUR a cidade ficou atrás somente de Manaus, Belém, Palmas, Boa Vista, Porto Velho, Rio Branco e Marabá. O ecoturismo, também chamado de turismo de natureza, atrai milhares de turistas ao município. Entre as atrações naturais da cidade, destacam-se: a Praça Central de Itacoatiara, que possui grandes prédios em construção contrastando com a grande arborização que é a marca da cidade. Também destacam-se festas populares, como a festa do padroeiro, o festival da canção, o museu de Itacoatiara, além do ecoturismo.
A cidade também possui praias, lagos e prédios históricos localizados nas ruas do Cais do Porto, atualmente o agronegócio também tem trazido turistas a cidade, em busca das feiras agropecuárias e rodeios realizados ao decorrer do ano.
É o principal evento da cidade, atrai todos os anos milhares de turistas, além disso vários artistas populares brasileiros e regionais se apresentam nos dias da festa.
Futebol
No futebol, o principal clube de futebol de Itacoatiara é o Penarol Atlético Clube, tendo sido fundado no dia 8 de agosto de 1947. Embora a grafia do seu nome seja motivo de dúvida pela imprensa, que grafa erradamente Peñarol ou Penharol, o nome correto é Penarol, conforme consta no sítio oficial e nos registros da Federação Amazonense de Futebol.
Na cidade está localizado o Estádio Floro de Mendonça, também conhecido como Floro, na época de sua inauguração, década de 1960, chegou a receber jogos de grandes equipes como o Flamengo e o Vasco da Gama. O Estádio Municipal de Itacoatiara é modesto e tem capacidade para 2.710 pessoas, está localizado na parte central da cidade. O gramado mede 105 x 68 metros, entretanto as áreas laterais e de fundo são menores.
Feriados
Segundo a Prefeitura de Itacoatiara, em Itacoatiara há dois feriados municipais, oito feriados nacionais e três pontos facultativos. Os feriados municipais são: o dia do padroeira Nossa Senhora do Rosário, em 7 de outubro, e o dia de aniversário de emancipação política, comemorado em 25 de abril. De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluída a Sexta-Feira Santa..
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