segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

IPIAÚ - BAHIA

Ipiaú é um município brasileiro no interior do estado da Bahia. Sua população, de acordo com o censo do IBGE de 2022, era de 40.706 habitantes.
História
A região de Ipiaú, até o início do século XX, era habitada por indígenas tapuias. Nessa época, a expansão do cultivo do cacau pela área e o estímulo ao desbravamento incentivado por Camamu e Jequié propiciaram a colonização e a formação de povoados como Barra do Rocha e Dois Irmãos (hoje Ubatã).
Em 1913, o Senhor Raimundo dos Santos, também conhecido como “Raimundo Crente”, adquiriu um terreno devoluto, que hoje forma o município de Ipiaú e, em seguida, adquiriu o terreno que hoje abrange o município de Ibirataia. Na época, os terrenos recém-adquiridos por Raimundo eram praticamente desabitados, sendo habitados apenas por duas mulheres e um foragido de Castro Alves e frequentados por caçadores. Foram abertas as primeiras estradas e, com isso, surgiu o povoado de Rapatição (atual Ipiaú), cujo nome se deve à briga entre as duas mulheres citadas.
Raimundo plantava e vendia cacau, certamente contribuindo com o desenvolvimento da lavoura cacaueira na região.
Com o crescimento de Rapatição, o povoado foi elevado à categoria de distrito, com o nome de Alfredo Martins, subordinado a Camamu, por meio da Lei Municipal n° 90, de 1° de junho de 1916, aprovada pela Lei Estadual n° 1.156, de 1° de agosto desse mesmo ano.
A excelência do solo para a lavoura cacaueira trouxe para Ipiaú colonizadores oriundos de Vitória da Conquista, Jequié, Ilhéus, Camamu e Ituberá. Com isso, houve conflitos fundiários na região.
Com o crescimento cada vez maior de Alfredo Martins e a dificuldade de acesso à sede de Camamu, devido à distância e as dificuldades de transporte, iniciou-se, na primeira metade da década de 1920, um movimento de emancipação do distrito.[9]
O Decreto Estadual n° 7.139, de 17 de dezembro de 1930, elevou Alfredo Martins à categoria de subprefeitura de Camamu, sendo renomeada para Rio Novo. No ano seguinte, por meio dos Decretos Estaduais n° 7.455, de 23 de junho de 1931, e nº 7479, de 8 de julho de 1931, Rio Novo foi transferido para Jequié.
O Decreto Estadual n° 8.725, de 7 de dezembro de 1933, elevou o distrito e subprefeitura de Rio Novo à categoria de município, se desmembrando de Jequié, sendo instalado dez dias depois. Inicialmente, o município era constituído dos distritos de Rio Novo (sede), Tesouras, Barra do Rocha e Dois Irmãos, os quais, por meio do Decreto-Lei Estadual n° 141, de 31 de dezembro de 1943, tiveram seus nomes alterados, respectivamente, para Ipiaú, lbirataia, Barra do Rocha e Ubatã. Esse mesmo decreto de 1943 alterou o nome do município de Rio Novo para Ipiaú, topônimo este que significa, em tupi, rio novo.
Ao longo de sua história, Ipiaú perdeu territórios para a criação dos municípios de Ubatã (1952), Ibirataia (1960) e Barra do Rocha (1961).
Clima
Em Ipiaú, o verão é longo, quente, opressivo e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável, abafado e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 17 °C a 31 °C e raramente é inferior a 15 °C ou superior a 34 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Ipiaú e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao fim de setembro.
A estação quente permanece por 4,6 meses, de 22 de novembro a 8 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 30 °C. O mês mais quente do ano em Ipiaú é janeiro, com a máxima de 31 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 10 de junho a 26 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 27 °C. O mês mais frio do ano em Ipiaú é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 26 °C, em média.
Economia
Na cidade de Ipiaú, em termos da empregados, os setores econômicos que se destacaram em 2022 foram Comércio Varejista (1,452), Administração Pública, Defesa E Seguridade Social (1,202), e Transporte Terrestre (413).
Na economia, a remuneração média do trabalhador ipiauense é de 1,7 salários mínimos por pessoa. O índice de ocupação de pessoal em Ipiaú é de 11,1% (5.277 pessoas).
A lavoura de cacau já contribuiu com quase 49% do PIB baiano e trouxe muito lucro para a região, que era a principal cultivadora de cacau do estado. Entretanto, com a praga da vassoura-de-bruxa nos anos 1990, a cacauicultura acabou perdendo destaque na economia. E o que se sabe é que indústria ainda está em desenvolvimento, mas existe a presença de duas fábricas de polpa de fruta que veem aprimorando e contribuindo com as suas atividades para a economia da região; outra atividade que contribuiu para a prosperidade do território é a exploração de níquel por um grupo australiano de mineração.
Outra fonte de estímulo e benefício às atividades econômicas, é o Festival de AgroChocolate, que conta com a participação de Ilhéus e região. Considerado uma forte atração turística, com patrocinadores como a Associação dos Produtores de Cacau e Chocolate do Território Médio Rio das Contas (APROC), além de contar com a participação da Prefeitura Municipal de Ipiaú, tendo apoio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC). Esse projeto, com certeza, vem ajudando muito na valorização de vários produtos oferecidos na região, principalmente o cacau, pois o AgroCacau surgiu em 2014 e o AgroChocolate que surgiu em 2016, desde então beneficiando a economia de Ipiaú. Uma das características únicas desse festival de Ipiaú é ser a céu aberto e para todos os públicos, o que permite que a popularização do evento seja em grande escala, um exemplo disso foi em sua quarta edição, que contou com a visitação de mais ou menos 15 mil visitantes.
O evento AgroChocolate foi um forte desenvolvedor e diversificador de várias áreas do turismo na região, o que proporciona que esse projeto seja um grande influenciador cultural não só para Ipiaú, mas também para muitos municípios vizinhos que também necessita de projetos que beneficie a sua cultura e economia.
Cultura
Em 2019, Ipiaú foi mantida no Mapa do Turismo da Bahia, contribuindo para a cultura e economia do município e região, visto que o turismo influencia positivamente na presença de atrações artísticas em festas como a de São Pedro. Com essa iniciativa, a Bahiatursa contribui no fortalecimento de várias regiões, e também da cultura e economia do município, destacado seu potencial para o turismo rural.
Durante a pandemia de COVID-19, muitos artistas acabaram ficando sem renda. Por isso, a Diretoria de Cultura de Ipiaú convocou, em 2020, artistas e espaços culturais para cadastramento para receber o benefício emergencial. Esse benefício é resultado do projeto de Lei nº 1.075/2020, batizada de Lei Aldir Blanc, que foi aprovada pelo Governo Federal em agosto de 2020 e que tem como objetivo a definição da política cultural e a destinação de recursos para o Fundo de Cultura Municipal.
Educação
No censo Amostra – Educação de 2010 do IBGE a população a partir de 10 anos de idade era de 37.401 pessoas, sendo destas apenas 9.818 pessoas frequentavam a escola. Mostrando assim, que existia uma taxa muito elevada da população que não consegue frequentar a escola. No que se refere a população adulta, a partir de 25 anos, cerca de 30% nunca foram à escola, o que gera um problema para o desenvolvimento da população.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

SANTO ANTÔNIO DA PLATINA - PARANÁ

Santo Antônio da Platina é um município brasileiro do estado do Paraná. A população da cidade de Santo Antônio da Platina registrou 44.369 habitantes no Censo de 2022,do IBGE.
História
A colonização do norte pioneiro, na metade do século XIX, foi feita, primeiramente, pelos mineiros provenientes do sul de Minas Gerais, das cabeceiras do Rio Sapucaí. Os mineiros do norte pioneiro só faziam posse se a terra possuísse água; procuravam, principalmente, a cabeceira de um riacho. O dono da cabeceira é dono da água e do terreno que a acompanha até o fim, quando o riacho desaguava num rio maior.
No ano de 1853, a história do Paraná tem início com a lei de 29 de agosto que desmembrou a Província de São Paulo. Zacarias de Góis foi o primeiro presidente e Curitiba a primeira sede da nova província. Em julho de 1854, instalou-se a Assembleia Legislativa, até então, um deserto demográfico utilizado como passagem pelos criadores de gado do Rio Grande do Sul em busca de mercado em São Paulo e Minas Gerais. A abertura de estradas, a partir de 1880, e de ferrovias, acelerou-se a ocupação. Famílias de mineiros, paulistas, e também de portugueses que se estabeleceram primeiramente na Platina (hoje, um povoado), posteriormente migraram-se para onde atualmente estão localizadas as principais instalações da cidade.
Uma pequena povoação se formou nas proximidades do morro do Bim, entre os ribeirões do Boi Pintado e da Aldeia, onde, mais tarde, floresceu a cidade de Santo Antônio da Platina. Em 6 de abril de 1900, através da Lei nº 358, o Estado do Paraná concedeu área de 250 hectares de terras, para servidão pública dos habitantes da povoação. No ano seguinte, a Lei nº 1, de 7 de janeiro, do município de Nova Alcântara (atual Jacarezinho) criou o Distrito de Paz no patrimônio de Santo Antônio da Platina.
A cidade recebeu também inúmeras famílias italianas, como as Rusolen (vinda de Santo Stino di Livenza) e Marchesin (vinda de Caorle), ambas da Província de Veneza, por volta de 1892. Mais tarde foram chegando mais famílias, como os Bertolini, Bartolomei (de origem toscana), os Bolognese (de Píncara, Rovigo), os Dal Bianco (originária de San Mareno di Piave, Treviso), os Paiola e Lavorato. Também vieram famílias espanholas, como os Marmol, vinda de Málaga, que foi importante no início da cidade. E ainda, as famílias de origem alemã como os Altvater, Spitzer, Bachtold, Hinterlang, Gerlach, Koepsel, Auersvald, Granemann e Läpping. E ainda, de uma família a suíça, os Reich, e uma família holandesa, os Loman.
Religião
Um fato histórico para a religião é que a cidade é o berço da Congregação Cristã no Brasil fundada por Louis Francescon.
Economia
Santo Antonio da Platina é uma região onde se cultiva café e cana de açúcar, tendo predominância pela pecuária.
Santo Antônio da Platina é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. O desempenho econômico e o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios são os pontos de atenção.
De janeiro a setembro de 2024, foram registradas 4,5 mil admissões formais e 3,5 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 981 novos trabalhadores.
Até outubro de 2024 houve registro de 166 novas empresas em Santo Antônio da Platina, sendo que 16 atuam pela internet. Neste último mês de novembro de 2024, 15 novas empresas se instalaram, sendo 4 com atuação pela internet.
Educação
No ensino médio a cidade conta com as seguintes instituições: Escola Estadual Santa Terezinha; Escola Estadual Ef. M Maria Dalila Pinto; Colégio Cívico Militar Moralina Eleutério; Colégio Estadual Rio Branco e Colégio Casucha.
No ensino superior estão presentes na cidade as instituições: UNIFIL; FATEB; CESUMAR; UNOPAR e UNIESP (FANORPI).
Geografia
Geograficamente localizada em ponto estratégico, fica a aproximadamente 370 km da capital do Estado, Curitiba e a 400 km de São Paulo. Possui uma área de 721,625 km², representando 0,3621 % do estado, 0,1281 % da região e 0,0085 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 23°17'42" sul e a uma longitude 50°04'38" oeste, estando a uma altitude de 520 m. Sua população em 2010 era de 42 707 habitantes.
Clima
Em Santo Antônio da Platina, o verão é longo, quente, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é curto, agradável e de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 30 °C e raramente é inferior a 10 °C ou superior a 34 °C.
Baseado no índice de turismo, a melhor época do ano para visitar Santo Antônio da Platina e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro.
A estação quente permanece por 5,8 meses, de 14 de outubro a 9 de abril, com temperatura máxima média diária acima de 29 °C. O mês mais quente do ano em Santo Antônio da Platina é fevereiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 21 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,5 meses, de 14 de maio a 28 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Santo Antônio da Platina é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 24 °C, em média.
Transporte
Ferroviário

O último trem de passageiros de longa distância a trafegar pelo ramal na cidade foi um trem especial da antiga Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA) no ano de 1996, que realizou uma excursão com o Sindicato dos Ferroviários entre o município paulista de Ourinhos e a cidade de Santo Antônio da Platina, o ponto terminal da viagem. Pouco tempo depois, o ramal foi privatizado para o transporte de cargas e atualmente se encontra concedido à Rumo Logística. A Estação Platina foi inaugurada em 1927, pertencente ao Ramal Paranapanema da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande constituído por ela, a C.E.F São Paulo-Rio Grande (1927-1942), Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1942-1975), RFSA (1975-1996). Tendo sido chamada General Miguel Costa nos anos 1930, voltando ao nome original posteriormente. A estação foi restaurada e tombada a patrimônio histórico cultural do Estado do Paraná, junto a Ponte Pênsil Alves de Lima (Ribeirão Claro)].
Turismo
Os principais pontos de interesse turístico na cidade são: Praça Frei Cristóvão; Rodoviária de Santo Antônio da Platina; Platina Shopping ; Paróquia Santo Antônio de Pádua; Campo Gol de Placa; Morro do Bim; Casa da Cultura Platinense; Praça da Vila São José; Palácio do Comércio; Estação Ferroviária de Platina; Estádio Municipal José Eleotério da Silva e Paróquia São José
Esporte
A cidade possui um estádio chamado Estádio José Eleutério da Silva e já possuiu vários clubes que participaram do Campeonato Paranaense de Futebol, dentre eles: Associação Atlética Araucária; Sete de Setembro Futebol Clube; Sociedade Esportiva Platinense; XV de Novembro Futebol Clube; União Platinense de Esportes e Agroceres Futebol Clube.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

OSÓRIO - RIO GRANDE DO SUL

Osório (antiga Conceição do Arroio) é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. A população da cidade de Osório (RS) chegou a 47.400 pessoas no Censo de 2022, do IBGE.
História
Em 1934, Conceição do Arroio passa a se chamar Osório, por ordem do interventor federal José Antônio Flores da Cunha, como forma de homenagear o marechal Manuel Luís Osório, patrono da Cavalaria nacional, supostamente ali nascido. Embora as comissões demarcadoras tivessem se empenhado em deixar o local de nascimento do marechal no município batizado em sua homenagem, pesquisas realizadas por um grupo de oficiais liderados pelo coronel de cavalaria Edson Boscacci Guedes, então chefe do Estado-maior da 3ª Região Militar, localizaram a casa onde nascera Osório no município de Tramandaí, próximo dos limites com Osório, local transformado em parque histórico com o seu nome.
Geografia
Compõem o município seis distritos: Osório (sede), Aguapés, Atlântida-Sul, Borússia, Passinhos e Santa Luzia.
Hidrografia
Osório tem uma rede de 23 lagoas, conforme a seguir:  Lagoa do Armazém; Lagoa dos Barros; Lagoa Biguá; Lagoa do Caconde; Lagoa da Caiera; Lagoa Emboaba; Lagoa do Horácio; Lagoa da Ilhota; Lagoa do Inácio; Lagoa dos Índios; Lagoa do Lessa; Lagoa do Marcelino; Lagoa das Malvas; Lagoa do Palmital; Lagoa do Passo; Lagoa do Peixoto; Lagoa da Pinguela; Lagoa das Pombas; Lagoa do Rincão; Lagoa Rincão da Cadeia; Lagoa Rincão dos Veados; Lagoa de Tramandaí e Lagoa das Traíras
Clima
Em Osório, o verão é morno e abafado; o inverno é ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 28 °C e raramente é inferior a 7 °C ou superior a 32 °C.
Baseado no índice de turismo, as melhores épocas do ano para visitar Osório e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do fim de setembro ao fim de dezembro.
A estação morna permanece por 3,9 meses, de 28 de novembro a 25 de março, com temperatura máxima média diária acima de 26 °C. O mês mais quente do ano em Osório é janeiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,0 meses, de 25 de maio a 24 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 20 °C. O mês mais frio do ano em Osório é julho, com a mínima de 12 °C e máxima de 18 °C, em média.
Economia
Em razão dos ventos, em Osório foi construída em 2007 a segunda maior usina eólica da América Latina e terceira maior do mundo, o Parque Eólico de Osório, ficando atrás em tamanho apenas dos Estados Unidos da América e do Parque Eólico de Santa Vitória do Palmar, no mesmo estado do Rio Grande do Sul. No Brasil hoje é produzido pouco mais de 21,5 GW de energia eólica, em Osório são mais de 150 MW.
Os grandes destaques econômicos do município são o Comércio e a Agricultura. No Comércio se destaca: lancherias, lojas de roupa, mercados, etc. Na Agricultura, as produções de soja e arroz são uma das grandes fontes de renda do Município.
Turismo
As melhores atrações de Osório, como recomendações, são selecionadas: Parque Eólico de Osório; Praia Atlântida Sul; Lagoa dos Barros; Parque Histórico Marechal Osório; Sitio Cascata da Borussia; Praia Mariápolis; Cascata da Borussia; Praça das Carretas; Museus de ciência. Museu Geológico de Osório; Mirante Morro da Borússia  (este famoso deck na encosta oferece vistas panorâmicas de Osório, do interior e do oceano; Vila Olímpica de Osório; Lagoa do Marcelino; Catedral Nossa Senhora da Conceição; Parque de Rodeios e Eventos Jorge Dariva; Praça da Matriz de Osório e Memorial das Águas.
Os visitantes podem admirar alguns dos principais pontos turísticos do bairro, como a Igreja do Sagrado Coração de Jesus e a Estátua do General Osório. A Praça também abriga importantes monumentos históricos como o Teixeira de Melo e o Chafariz das Saracuras.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

AUGUSTO CORRÊA - PARÁ

Augusto Corrêa é um município brasileiro do Estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º01'18" sul e a uma longitude 46º38'06" oeste, estando a uma altitude de 20 metros. A população da cidade de Augusto Corrêa chegou a 44.573 pessoas no Censo do IBGE, de 2022. Possui uma área de 1.091,043 km².
Composição Étnica
Sua composição étnica recebera forte presença indígena, quilombola e, mais tardiamente, de retirantes nordestinos, especialmente de maranhenses e cearenses, o que conferiu à etnicidade local um tipo humano característico, "andejo, esguio de tez 'amorenada' ", como vai referir Erick Ferreira em seu ensaio O Urumajoense. O mesmo autor ainda referindo-se a forte presença nordestina nos costumes locais, assim descreve de forma jocosa e poética o Urumajoense Way of Life, "Tal qual seus principais ascendentes étnicos, o urumajoense conserva com certa fidelidade aquilo que chamou Gilberto Freyre de 'cultura das redes', onde mais que o desfrutar dos prazeres do sedentarismo -- tão caro a si -- ele revive seu passado nômade, cujos resquícios hematológicos ainda correm em suas veias". 
História
Terra de Urumajó
O atual município de Augusto Corrêa, antiga Vila de Urumajó, está localizado no Nordeste do estado do Pará em um espaço territorial que foi habitado nos primórdios da história colonial amazônica por índios Tupinambás.
Conforme as informações repassadas por várias gerações através da oralidade, o termo urumajó é fruto de um mal entendido entre o comandante do destacamento francês de Daniel de La Touche e um índio da recém aldeia descoberta. Conta-se que o militar europeu, curioso em saber o nome daquele rio que outrora haviam navegado, interpelou determinado indígena em busca de resposta, e este, achando que a pergunta referia-se a um pássaro que cantara ali próximo e que em dialeto Tupi denominava-se Uru, respondera: “é Uru majó!”. Estava estabelecido o batismo daquele Rio que desaguava no Oceano Atlântico bem como da comunidade residente em suas margens. Mais tarde a pequena vila se tornou Augusto Corrêa nos trâmites de emancipação, Augusto Corrêa foi prefeito de Bragança no período de 1963 a 1943, e foi um dos políticos responsáveis pela emancipação Urumajoense, consolidada em 1962
As origens do município remontam a 1895, quando, sob a denominação de Urumajó, constituía um povoado de Bragança. Entretanto, segundo Theodoro Braga, as primeiras referências de ocupação de Urumajó data de 1875, quando seus moradores construíram uma capela, sob invocação de São Miguel.
O topônimo de Augusto Corrêa foi outorgado ao município, em 1961, em homenagem ao político e líder antibaratista, eleito pelo município de Bragança para duas legislaturas estaduais consecutivas 194-19/51 e 1951-1955.
Formação Administrativa
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Bragança o distrito de Urumajó.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Urumajó permanece no município de Bragança.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o distrito de Urumajó permanece no município de Bragança.
Elevado à categoria de município com a denominação de Augusto Corrêa, pela Lei Estadual n.º 2.460, de 29 de dezembro de 1961, é desmembrado de Bragança. Sede no antigo distrito de Urumajó.
Constituído de 4 distritos: Urumajó, Aturiaí, Emboraí e Itapixuna, desmembrado de Bragança.
Instalado em 28de março de 1962.
Pelo Decreto-Lei n.º 164, de 23 de janeiro de 1970, a sede do município que tinha a denominação de Urumajó passou a denominar-se Augusto Corrêa.
Em divisão territorial datada de 01 de janeiro de 1979, o município de Augusto Corrêa é constituído de 4 distritos: Augusto Corrêa (ex-Urumajó), Aturiaí, Emboraí e Itapixuna, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2020.
Clima
Em Augusto Corrêa, a estação com precipitação é morna e de céu encoberto; a estação seca é quente e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 32 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 33 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Augusto Corrêa e realizar atividades de clima quente é do meio de julho ao início de outubro. A estação quente permanece por 2,3 meses, de 9 de outubro a 19 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 31 °C. O mês mais quente do ano em Augusto Corrêa é novembro, com a máxima de 32 °C e mínima de 25 °C, em média. A estação fresca permanece por 6,2 meses, de 1 de fevereiro a 7 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 29 °C. O mês mais frio do ano em Augusto Corrêa é julho, com a mínima de 24 °C e máxima de 28 °C, em média. 
Economia
Augusto Corrêa é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios. Por outro lado, o baixo potencial de consumo é um fator de atenção. De janeiro a abril de 2024, foram registradas 65 admissões formais e 56 desligamentos, resultando em um saldo de 9 novos trabalhadores. Até maio de 2024 houve registro de 1 nova empresa em Augusto Corrêa, sendo que a maioria delas atua com estabelecimento fixo.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

LÁBREA - AMAZONAS

Lábrea é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Sua população é de 45.448 habitantes, de acordo com censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o único município brasileiro que faz divisa com duas capitais estaduais, são elas Porto Velho e Rio Branco.
História
A cidade de Lábrea foi fundada através da Lei Provincial número 523, de 14 de maio de 1881, elevando a freguesia de Lábrea à categoria de vila.
Sua história, que remonta às grandes levas de imigrantes nordestinos durante a fase áurea da borracha, encontra-se intimamente ligada ao movimento da Igreja Católica. A primeira missão estabeleceu-se à foz do rio Ituxi, sendo nomeada de Nossa Senhora de Nazaré do Rio Ituxi e tendo como superior o capuchinho frei Pedro de Ceriana.
Ao início de seu povoamento, quando criado o município sendo desmembrado de Manaus, seus limites vinham desde a boca do Abufari à Bolívia. Inicialmente seu fundador, o maranhense, coronel Antônio Rodrigues Pereira Labre, a idealizou na localidade denominada Terra Firme do Amaciary.
Com a criação da paróquia de Nossa Senhora de Nazaré de Lábrea por Dom Antônio Macedo Costa, na época bispo de Pará e Amazonas, veio à cidade um de seus maiores colaboradores, o cearense de Aracati, padre Francisco Leite Barbosa, com seu trabalho de assistência religiosa aos fiéis, não esquecendo-se de zelar pelo bem estar de seu rebanho. Fez várias desobrigas ao longo do rio Purus e seus afluentes. Seu principal marco ainda hoje lembrado na cidade é a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré. Pedindo e recebendo donativos e esmolas, ele com muito sacrifício, esforço e dedicação, iniciou os trabalhos, mas não conseguiu ver o fruto de seu suor terminado, pois pediu demissão do cargo de pároco após doar quase 31 anos de sua vida ao trabalho pastoral em Lábrea. Mas, a 5 de setembro de 1911, a então catedral de Nossa Senhora de Nazaré foi abençoada.
A maior parte de sua extensão territorial é quase que totalmente formada pela densa selva amazônica e pode ser alcançada por terra também a partir da cidade de Porto Velho (RO), tomando-se a estrada para Humaitá (AM). É uma região ainda quase que despovoada sendo que a densidade demográfica da mesma é de 0,4 habitantes por quilômetro quadrado.
Geografia
Clima

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1973 a 1989 e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Lábrea foi de 7,8 °C em 7 de julho de 1989, e a maior atingiu 40 °C em 3 de setembro de 1996. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 199,2 milímetros (mm) em 25 de abril de 1985.
Meio ambiente
O município de Lábrea está inserido no bioma amazônico. Nele há algumas unidades de conservação, a exemplo RESEX Médio Purus e Reserva Extrativista (Resex) Rio Ituxi, mantido com parceria com o Instituto Chico Mendes e o seringal Novo Encanto.
O Seringal Novo Encanto é mantido sob responsabilidade da Associação Novo Encanto uma organização não governamental fundada por membros da União do Vegetal e que conta com seu apoio institucional desde 1990. Ocupando 8.125 hectares de floresta nativa, situada neste município na fronteira do Amazonas com o Acre, o seringal Novo Encanto, é uma região de grande importância ambiental devido à intensa biodiversidade, com 381 espécies de plantas identificadas. Ele tem uma grande variedade de sistemas hídricos drenados pelo Rio Iquiri / Rio Ituxi afluentes do Rio Purus.
Além do rio essa região do seringal possui doze igarapés e seis lagoas. A Associação Novo Encanto realiza diversas ações para preservar esta porção de floresta contra invasões, extração de madeira e devastação da floresta. Parte das ações é focada em atividades de ecoturismo e atividades econômicas sustentáveis como a produção de castanhas e couro vegetal.
Economia
O Produto Interno Bruto (PIB) de Lábrea é um dos maiores do Amazonas. A agropecuária é quem mais contribui para a economia do município, totalizando R$ 231,676 milhões em 2010 e colocando o município como o 36º maior PIB da agropecuária no Brasil.
Cultura
O município situa-se entre dois grandes rios (Purus e Madeira) e duas importantes áreas culturais indígenas na classificação de Galvão, com possível influência em suas tradições. A área cultural Juruá - Purús onde predominam índios das famílias lingüísticas Pano, Aruák, Catuquinas; e Área cultural Tapajós - Madeira onde predominam índios do grupo Tupi (Munduruk´s, Maués, Kawahyb). Consta que em 1854, Frei Pedro Coriana fundou no rio Purus uma missão de índios, sob o nome de São Luís Gonzaga, com índios Muras, Cauinicis, Mamurus, Jamadis, Purupurus.
O processo de colonização e a característica de se encontrar entre três estados brasileiros (Acre, Amazonas e Rondônia com histórias distintas e forte influência da colonização boliviana lhe asseguram características, no mínimo especiais, que precisam ser melhor avaliadas para o entendimento de sua rica diversidade cultural.
Observa-se que considerando-se a cor ou raça, segundo IBGE, na Região Norte do Brasil apenas 1,7 % dos habitantes foram recenseados e/ou se declararam como indígenas. Concentrando-se essa população nos estados do Amazonas em relação ao Acre (1,4%) e Rondônia (0,8%). Observe-se também que apesar da relevância, tais características da população residente não são suficientes para explicar as manifestações da religião, folclore e sobrevivências culturais da região.
Principais festas
- Aniversário da cidade - 7 de março.
- Festas juninas.
- Festa do SOL (a principal).
- Festa da padroeira Nossa Senhora de Nazaré.
Transporte rodoviário
A Rodovia Transamazônica BR230 termina na cidade de Lábrea e é a única forma de chegar por terra.
Transporte aéreo
A cidade de Lábrea possui ligação em dois voos semanais direto com Manaus (AM), através dos voos da MAP Linhas Aéreas em aeronave ATR 42. Também possui ligação com Porto Velho (RO) através dos voos da Rio Madeira Aerotáxi (RIMA).
Referência para o texto: Wikipédia .

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

MORRINHOS - GOIÁS

Morrinhos é um município brasileiro do interior do estado de Goiás, Região Centro-Oeste do país. O nome Morrinhos foi escolhido para identificar o município, devido a existência de três acidentes geográficos na região: Morro do Ovo, Morro da Cruz e Morro da Saudade. A distância de Morrinhos até Goiânia (capital do estado de Goiás) é de 128 km, 184 km de Anápolis, 336 km de Brasília (capital federal) e 56 km de Caldas Novas.
Segundo Dados do IBGE, com o Censo de 2022 a população de Morrinhos atingiu 51.351 habitantes.
História
A chegada de Antônio Corrêa Bueno

A história de Morrinhos remonta a primeira metade do século XVII, quando o produtor rural Antônio Corrêa Bueno e seus irmãos, naturais da cidade de Patrocínio/MG, chegaram as terras que hoje compreendem o município de Morrinhos. Antônio Corrêa Bueno e seus irmãos vieram atraídos pela fertilidade do solo e ótima topografia, ideal para a criação de gado e cultivo de lavouras. Alguns anos mais tarde, famílias vindas de São Paulo e Minas Gerais se instalaram na região, promovendo seu rápido desenvolvimento. A capela consagrada a Nossa Senhora do Carmo, que o pioneiro fez construir em sua propriedade, tornou-se em breve o núcleo de um crescente povoado (chamado Nossa Senhora do Carmo), formado por colonos paulistas e mineiros. O patrimônio da capela seria constituído em 1845, com a doação, por escritura pública, de terras de sua propriedade pelo capitão Gaspar Martins da Veiga. Outros nomes também foram dados ao local no decorrer dos anos, Nossa Senhora do Carmo dos Morrinhos, Vila Bela do Paranaíba e Vila Bela de Nossa Senhora do Carmo de Morrinhos.
O pequeno povoado foi se desenvolvendo muito, até ser levado a Distrito no ano de 1845. Em 25 de novembro de 1855 foi elevada à categoria de município, suprimida em 19 de agosto de 1859, passando a se chamar Vila Bela do Paranaíba, e restabelecido em 2 de julho de 1871, novamente como Vila Bela de Morrinhos, agora pertencendo ao município de Pouso Alto (atual Piracanjuba). Em 29 de agosto de 1882 foi elevada à categoria de cidade com o nome de Morrinhos.
Sua primeira comarca foi criada em 21 de julho de 1863, suspensa em 16 de março de 1910 e restabelecida em 21 de julho de 1913. A sua primeira câmara foi constituída em 1884 e seu primeiro intendente, após a Proclamação da República foi o Sr. José Luiz de Medeiros.
Formação administrativa
Pela Lei Provincial nº 3, de 31 de julho de 1845, criou-se o distrito com sede no arraial de Vila Bela de Morrinhos, no então município de Santa Cruz (atual Santa Cruz de Goiás). O município com a denominação de Vila Bela de Paranaíba, foi criado pela Lei Provincial nº 2, de 5 de novembro de 1855. Quatro anos mais tarde pela Resolução Provincial nº 6, de 19 de agosto, foi restabelecido, definitivamente com o nome de Vila Nossa Senhora do Carmo de Morrinhos ou Vila Bela de Morrinhos, pela Lei Provincial nº 468, de 19 de julho de 1871, com território desmembrado então município de Pouso Alto. Reinstalado em 3 de fevereiro de 1872. A Lei nº 686, de 29 de agosto de 1882, concedeu faros de cidade ao atual topônimo Morrinhos a sede municipal. O município e constituído por um só distrito da sede.
Morrinhos e a formação do Sul de Goiás
Em um século, toda a ocupação do sul do estado, centralizada em Morrinhos, organizou-se administrativamente. Depois de 1948, os municípios desmembrados de Morrinhos continuaram se subdividindo em outros tantos, até chegar à divisão administrativa atual.
- 1845 - Criado o Distrito e Freguesia de Vila Bela do Paranaíba, no município de Santa Cruz - Lei Provincial nº 3, de 31 de julho de 1845.
- 1852 - Criado o Distrito de Santa Rita do Paranaíba, no município de Santa Cruz, com parte do território do Distrito de Vila Bela - Lei Provincial n° 18, de 21 de agosto de 1852.
- 1855 - Criado o município de Vila Bela do Paranaíba, formado pelos distritos de Vila Bela do Paranaíba(sede) e Santa Rita do Paranaíba - Lei Provincial n° 2, de 5 de novembro de 1855.
- 1857 - Criado o Distrito de Caldas Novas com território desanexado do Distrito de Vila Bela - Lei Provincial n° 6, de 5 de outubro de 1857.
- 1859 - Suprimido o município de Vila Bela do Paranaíba, cujos distritos são incorporados ao município de Santa Cruz - Lei Provincial nº 6, de 9 de agosto de 1859.
- 1869 - Criado o município de Nossa Senhora da Abadia de Pouso Alto (Piracanjuba), com território desmembrado dos municípios de Santa Cruz e Bonfim e os distritos de Pouso Alto (sede), Vila Bela do Paranaíba, Caldas Novas e Santa Rita do Paranaíba - Lei Provincial nº 428, de 2 de agosto de 1869.
- 1871 - Restabelecido o município, com o nome de Vila Bela de Morrinhos ou, segundo outros documentos, Vila Bela de Nossa Senhora do Carmo de Morrinhos, com território desmembrado do município de Pouso Alto (Piracanjuba). A reinstalação do município ocorreu em 3 de fevereiro de 1872 e o Município passou a ser termo da Comarca de Santa Cruz - Lei Provincial n° 463, de 19 de julho de 1871.
- 1882 - Concedido foros de cidade à sede municipal, que passou a ser denominada Morrinhos, estendendo-se essa denominação ao município - Lei Provincial nº 686, de 29 de agosto de 1882.
- 1906 - O município de Morrinhos é constituído pelos distritos de Morrinhos, Santa Rita do Paranaíba, Caldas Novas e Bananeiras (depois, Goiatuba).
- 1909 - Criado o município de Santa Rita do Paranaíba, levando o Distrito de Bananeiras. Esta foi a consequência imediata da "revolução" de 1909, que afastou os Xavier de Almeida e impediu a posse de Hermenegildo Lopes de Morais no governo do Estado - Lei Estadual nº 349, de 16 de julho de 1909.
- 1911 - Criado o município de Caldas Novas, com território desmembrado de Morrinhos, incluindo o povoado de Marzagão. Essa foi a segunda consequência da "Revolução de 1909" - Lei Estadual nº 393, de 5 de julho de 1911.
- 1919 - Reintegra-se o Distrito de Bananeiras (atual Goiatuba) ao município de Morrinhos - Lei Estadual nº 631, de 12 de junho de 1919.
- 1920 - O município de Morrinhos concentra os distritos de Morrinhos, Bananeiras e Santa Rita do Pontal (Pontalina). Segundo o Censo de 1920, o município de Morrinhos é o que tem maior número de propriedades rurais em todo o Estado (1.172 propriedades).
- 1931 - A povoação de Bananeiras é elevada à condição de Vila e é criado o município de Bananeiras (Goiatuba) - Decreto Estadual n° 627, de 21 de janeiro de 1931.
- 1933 - Na Divisão Administrativa Estadual o município de Morrinhos tem o distrito de Morrinhos (sede do município), Jardim da Luz e Santa Rita do Pontal (hoje Pontalina).
- 1935 - Criado o município de Santa Rita do Pontal, com território desmembrado do município de Morrinhos - Lei Estadual, de 2 de agosto de 1935.
- 1937 - Ocorre uma Divisão Administrativa, ficando o município de Morrinhos com os distritos de Morrinhos e Jardim da Luz.
- 1944 - Na Divisão Administrativa que vigorou de 1944 a 1948, da mesma forma que nas divisões de 1938 e 1939 o município de Morrinhos tem unicamente o distrito da sede.
Geografia
O município de Morrinhos, segundo a nova Divisão Territorial do Brasil em regiões Geográficas, é uma unidade administrativa que pertence a Microrregião 015 – Meia Ponte. A microrregião Meia Ponte é integrante da mesorregião 05 – Sul Goiano, localizado a sudeste da capital do Estado de Goiás entre as coordenadas de 17º30’20” a 18º05’40” latitude sul e 48º41’08” a 49º27’34” de longitude oeste. Morrinhos possui uma ótima localização geográfica, está bem no centro geográfico da microrregião do Meia Ponte, estando muito próximo de cerca de 24 municípios. Está interligado via asfáltica a quase todos os municípios de seu entorno. A cidade está situada a uma altitude de 735 metros acima do mar, sendo que no município a maior altitude não ultrapassa a 800 metros. Possui clima ameno e saudável, grupo tropical úmido. Menos de 30% da cobertura é vegetal natural. Segundo fontes do IBGE, SMARH, Metago (1999), Morrinhos ocupa uma área de 2.846,156 km². Em mais de 50% da área do município apresenta potencial para o uso com lavouras (agricultura), predominado associações de terras favoráveis ao uso com lavouras e pastagens plantadas.
Clima
Localizado a 771 m de altitude, possui clima ameno e suave (tropical úmido) e tem uma topografia plana e relevo ondulado, com uma temperatura média anual de 20 °C. Desde 2001, quando o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) instalou uma estação meteorológica automática no município, a menor temperatura registrada em Morrinhos foi de 2,9 °C em 7 de julho de 2019 e a maior atingiu 40,4 °C em 6 de outubro de 2020. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 139 milímetros (mm) em 7 de fevereiro de 2020, seguido por 116,6 mm em 2 de dezembro de 2012. A maior rajada de vento chegou a 25 m/s (90 km/h) em 25 de dezembro de 2011. O menor índice de umidade relativa do ar (URA) ocorreu na tarde do dia 29 de setembro de 2020, de apenas 8%.
Fauna e Flora
Na fauna de Morrinhos encontramos principalmente veados, tamanduá bandeira, pacas, catetos, lobo-guará, onça parda, entre outros.
Já a flora predominante em Morrinhos, assim como em todo o território de Goiás, é o Cerrado. Essa formação florística é considerada por instituições internacionais e pela ciência como a savana mais rica do planeta. São mais de 10.000 espécies de plantas, das quais 45% são exclusivas do Cerrado. Na extensão original do Cerrado goiano abundavam espécies como o pequi, pau-santo, pau-doce, pau-d`arco, peroba-do-cerrado, sucupira-branca, sucupira-preta, tingui, jatobá, lobeira, cajueiro, baru, barbatimão, caraiba, ipê-amarelo, jacarandá, capitão-do-campo, dentre outras. Os primórdios do município de Morrinhos ostentavam campos, matas de cerrados, veredas, matas ciliares, compondo representantes da rica diversidade de espécies do Cerrado. Hoje, bastante pressionada pala expansão incorreta da agropecuária, a flora da região tem sofrido com o risco de extinções e empobrecimento genético, como em muitos outros municípios do sul de Goiás. A flora do município, principalmente aquela ripária, é extremamente importante para a manutenção de serviços ambientais como a retenção de água no subsolo.
Relevo
Possui as seguintes formas de relevo: Plano e suave ondulado ocupando uma área de 1.126,25 km², correspondendo a 40%; Ondulado e suave ondulado ocupando uma área de 526,35 km², 18,68%; Suave ondulado ocupando uma área de 441,46 km², 15,67%; Suave ondulado e ondulado ocupando uma área de 307,66 km², 10,92%; Ondulado ocupando uma área de 281,03 km², 9,97%; Ondulado e fortemente ondulado ocupando uma área de 69,20 km², 2,46%; Forte ondulado ocupando uma área de 63,67 km², 2,25%. O uso atual da área do município é de 1.403,19 km², 49,82% com predomínio de pastagens; 805,33 km², 28,59% com predomínio de lavouras; 598,59 km², 21,26% com vegetação natural; 7,93 km², 0,28% área urbanizada; 1, 52 km², 0,05% com outros. A fertilidade natural dos solos é Baixa ocupando uma área de 1.464,49 km², correspondendo a 52% da área municipal; Baixa e Média ocupando uma área de 777,99 km², 27,61%; Média a Alta mais Baixa ocupando uma área de 526,35 km², 18,68%; Média a Alta ocupando uma área de 46,79 km², 1,66%. Embora não exploradas, possui jazidas de berilo, caulim, cromita, talco, rutilo, manganês, além de argila, calcário e areia.
Economia
Agropecuária: Vocação antiga

A maior vocação econômica de Morrinhos está centrada nas atividades rurais. E foi assim desde o início de seu povoamento, por volta do século XVIII, quando os primeiros desbravadores e colonos - mineiros e paulistas - ali se estabeleceram, dedicando-se à criação de gado e ao cultivo de lavoura. Hoje a agropecuária, com cerca de 2 mil produtores, é responsável por 53% de geração de divisas do município. Além da agropecuária, a economia da região é integrada pelo setor industrial com 71 empresas; o comércio, com cerca de 370 estabelecimentos; e os serviços financeiros com seis bancos.
Pecuária
Na pecuária destaca-se o rebanho bovino destinado ao corte e leite e seleção de reprodutores, com preferência para as raças Gir e Nelore. A agropecuária é responsável por 53% da geração de divisas para o município, 240.000 cabeças de gado bovino de corte e leite. 52.700.000 (Cinquenta e dois milhões e setecentos mil) litros de leite produzidos por ano. Morrinhos é a terceira bacia leiteira de Goiás, segundo dados de 1998. A produção de mais de 60 milhões de litros de leite por ano coloca o município como a 2ª bacia leiteira do Estado. O rebanho total bovino ultrapassa as 255 mil cabeças, com 54 mil vacas leiteiras, sendo estas, em sua maioria, de gado girolando, um plantel de boa qualidade. O setor pecuarista morrinhense possui também um banco genético muito grande desse gado leiteiro, o que permite um nível de estabilidade e avanço de manutenção de plantel, mesmo com a introdução de outras raças, como o nelore, não tão apropriadas para a produção. Isso vem ocorrendo porque alguns pecuaristas são temerosos diante da crise de mercado do leite.
Agricultura
Nem só de pecuária vive o homem e a economia rural de Morrinhos. A agricultura é igualmente forte na região. Possui uma agricultura relativamente bem desenvolvida, destacando-se a cultura de soja, arroz e milho, além de algodão, abacaxi, banana, feijão, tomate e mandioca. Os principais produtos do município são o tomate industrial, sendo o maior produtor deste produto do estado de Goiás. A soja vem ganhando terreno, com uma área plantada de mais de 32 mil hectares em 2003, assim como o feijão irrigado, área em que Morrinhos é o 2º maior produtor do Estado. O alto grau de produtividade nesse segmento deve-se as condições favoráveis do solo e clima da região e também pela adoção de inovações tecnológicas, embora alguns agricultores ainda mantenham métodos e processos tradicionais.
Sementes
Para se plantar precisam-se de sementes. Este é outro segmento da cadeia produtiva que é forte no município de Morrinhos. A capacidade armazenadora de grãos em Morrinhos é de 85.000 toneladas. Estão instaladas várias empresas que atuam na produção, pesquisa ou armazenamento desse insumo agrícola. Entre elas a Monsoy, grupo Monsanto, operando em Morrinhos desde 1997, inicialmente dedicada à produção de sementes. A partir de 2002, a empresa passou a atuar só em pesquisa e melhoramento genético de sementes de soja. A Caramuru Armazéns Gerais - Unidade de Morrinhos, pertence ao Grupo Caramuru - complexo industrial cuja matriz está localizada em Itumbiara, e tem unidades industriais e de armazenamento no Paraná, Mato Grosso, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Ceará. O Grupo trabalha na cadeia produtiva de grãos, desde a produção de sementes, armazenagem, degerminação, extração e refino de óleos vegetais e na produção de consumo final de derivados de milho, óleos comestíveis e azeites, pipocas, colorífico e misturas para bolos. Também é grande fornecedora de insumos (matéria-prima ou complementares) para a indústria alimentícia, de bebidas e mineração. A Sementes Selecta, presente em Morrinhos, é outra empresa goiana com sede em Goiatuba. Atua no segmento de soja com produção de sementes, grãos e farelo integral utilizado para a fabricação de rações animais. Seus produtos são vendidos não só no Estado de Goiás, mas para todo o Brasil e exportados para outros países. Há várias outras empresas que refletem a grandeza do setor de agronegócios em Morrinhos nos segmentos de rações, beneficiamento de sementes, frigorífico e couro.
Irrigação
Morrinhos se destaca, também, por ser o segundo município do estado de Goiás em área irrigada, com cerca de 120 pivôs de irrigação em operação. Para atender a demanda de energia elétrica do Parque Industrial e dos pivôs instalados na região, o município conta com uma capacidade de 69 kV de 220 V. Possui ainda a cerca de 10 km da sede do município uma estação rebaixadora de 220 kV com saídas de 69 kV.
Indústrias
No setor industrial conta com diversas indústrias de pequeno porte, principalmente na área de laticínios e conservas. A tendência à economia agropecuária gerou amplo desenvolvimento no setor da agroindústria onde diversas empresas do ramo se instalaram em Morrinhos. Nos últimos anos, principalmente entre os anos de 1997 e 2000, houve uma ampliação considerável no número de empresas que se instalaram no município.
Indústrias
Parque Industrial DAIMO
O município de Morrinhos possui um Parque Industrial, dirigido pelo Goiás Industrial, órgão do Governo Estadual responsável pela manutenção do Distrito. O Distrito Agroindustrial de Morrinhos - DAIMO, ocupa uma área de 154,88 hectares e conta com ruas asfaltadas e iluminadas além de toda uma infraestrutura básica para dar apoio as indústrias que ali estão instaladas. Morrinhos está distante cerca de 289 km de São Simão, porto de acesso a Hidrovia Paranaíba/Paraná/Tietê, principal ponto de ligação hidroviária entre o Centro-Oeste e os países do Mercosul. O Nome DAIMO e a referência para a construção do distrito vieram de Anápolis, que possui o DAIA, onde se encontra o maior polo industrial do Centro-Oeste.
DPI - Distrito das pequenas indústrias
Localizado na via de acesso a Buriti Alegre, conta com 256.740 m² divididos em 82 lotes, sendo que 36 já foram legalizados e a ocupação dos demais encontra-se em processo avançado.
Cultura, o esporte, o lazer e o turismo
Morrinhos é uma cidade centenária, mas guarda pouco de sua arquitetura colonial com alguns casarões e outros edifícios representativos do seu patrimônio histórico (parte velha da cidade), com destaque para a velha Cadeia Pública tombada recentemente pelo IPHAN, e que foi transformada no ano de 2004 em museu municipal (Museu Antônio Corrêa Bueno).
Nos arredores da cidade, a Prefeitura de Morrinhos mantém o Parque Ecológico Jatobá Centenário (o nome do parque foi escolhido através de um concurso realizado, onde a ideia surgiu devido a existência de uma árvore de jatobá, que segundo pesquisadores, possui mais de 100 anos), com 18 alqueires de área, cerca de 2.100 metros de trilhas, pequena cachoeira, animais e árvores classificadas e identificadas com seu nome científico. Em média, o parque recebe 10 mil visitantes todo semestre, que vão ao local a fim de conhecerem mais sobre o cerrado nativo da região (Tropical Savana), preservado no parque.
Foi construído um lago artificial (Parque Recanto das Araras) com o represamento das águas do Córrego Maria Lucinda, na saída para Caldas Novas. O lago municipal foi inaugurado no dia 27 de dezembro de 2004, pelo então prefeito Joaquim Guilherme Barbosa de Souza e com presença do então governador Marconi Perillo. Os recursos para a construção do lago foram obtidos através do Tesouro Municipal, do Governo de Goiás e Governo Federal. Atualmente, o Lago Municipal, que virou atração turística de Morrinhos, foi beneficiado com obras de urbanização e melhorias em toda sua circunferência, onde foram construídas 1 quadra de basquete, 1 pista de skate, 2 quadras de peteca, 2 quadras de tênis, 1 quadra de volei de areia, 2 campos de futebol society, restaurante, playgrounds, estação de ginástica, academia ao ar livre, sanitários, área para realização de eventos, estacionamento, sede administrativa da Superintendência de Esportes e Lazer, pista de caminhada e ciclismo com iluminação e áreas de convivência. Em junho de 2011, a Prefeitura de Morrinhos, visando resgatar os valores culturais, iniciou na orla do Lago Municipal as obras de construção de um Teatro Público de Arena, que deve ser entregue em breve para a população. Também, a Prefeitura Municipal de Morrinhos está dando seguimento ao projeto paisagístico do Parque Recanto das Araras, onde foram e estão sendo plantadas centenas de mudas de árvores típicas do cerrado e às margens do córrego Maria Lucinda e, ainda está sendo dada sequência ao projeto de implantação do Parque Natural de Morrinhos.
Morrinhos possui várias praças e áreas de lazer, como a Praça do Cristo Redentor (estátua de 27 metros que fica um dos mirantes da cidade, o Morro da Cruz), que tem a sua volta excelente espaço para a prática de cooper e outros exercícios físicos. A estátua do Cristo Redentor e a respectiva praça foi inaugurada em Janeiro de 1970 pelo então Prefeito Joviano Antônio Fernandes. Em 2007 foi construída na praça uma cascata artificial, que tem chamado ainda mais a atenção dos visitantes. Todos os Domingos, a partir das 16 horas, funciona na praça do Cristo a Feira do Artesanato, onde os visitantes podem conhecer um pouco do trabalho dos artistas morrinhenses e também saborear diversos tipos de comidas típicas. A cidade ainda possui outras importantes praças como a Praça Walter Aquino (W.A.), a Praça Dr. Raul Nunes ou Praça da Fonte Luminosa, a Praça Padre Primo Scussolino (onde se localiza a Biblioteca Municipal e o Parquinho), a praça Rui Barbosa ou Praça da Rodoviária e a Praça Monte Castelo ou Praça do Mercado. Esta última possui um amplo espaço utilizado para a realização de eventos públicos e, entre 2007 e 2009, o antigo Mercado Municipal foi revitalizado e ampliado, transformando-se em um moderno centro de compras e lazer, sendo agora cognominado de Centro Comercial Valterli José Alves.
As tradicionais festas populares têm atraído muitos visitantes ao município, sendo um potencial a ser explorado para o turismo de eventos. São festas tradicionais: Exposição Agropecuária e Industrial de Morrinhos (realizada no mês de junho), Festa de Nossa Senhora do Carmo (realizada no mês de julho), Festa Folcórica do Né (realizada na Praça Rui Barbosa no mês de agosto), Festa do Tomate (realizada no Parque de Exposições Sylvio de Mello no mês de agosto) e a Festa de Artes e Morrinhense Ausente (geralmente realizada no mês de outubro). A cidade possui um cinema (Cinemax), que foi inaugurado em 2005, servindo como mais uma opção de lazer aos morrinhenses e visitantes. A cidade conta, ainda, com espaços de pesque-pague próximos ao perímetro urbano, sendo outra opção de lazer.
A cidade e a Prefeitura ainda mantém a Banda de Música Lira Musical Santa Cecília e a Orquestra de Violeiros Chico Flor. Embora seja um grande produtor de algodão, a cidade também perdeu a cultura das fiandeiras. Hoje essa atividade histórica e artesanal de tecer está resumida nos momentos de lazer de umas poucas senhoras nos grupos de Conviver. A cidade de Morrinhos ainda possui um teatro (Teatro Juquinha Diniz). A cidade conta com vários atores no ramo do teatro e também com alguns escritores. No mês de agosto de 2011 a Prefeitura Municipal inaugurou defronte a Praça da Igreja Matriz a Casa de Cultura Professora Célia Terezinha. O imóvel onde foi instalada a Casa de Cultura foi construído há mais de um século e retrata bem a arquitetura da época, como pilares de sustentação em madeira, tijolos grandes e telhas de barro, além de pedras e cerca de madeira. Na Casa de Cultura funciona a parte administrativa da Superintendêmcia Municipal de Cultura e diversas oficinas permanentes para trabalhar a parte artística do município em todos os segmentos, da música ao artesanato. A Casa de Cultura está apta a receber exposições de artistas locais e convidados além de saraus para os amantes da música.
A cidade de Morrinhos possui uma estrutura esportiva relativamente grande, contando com dois Ginásios de Esportes públicos mantidos pela Prefeitura (Ginásio de Esportes Helenês Cândido e Ginásio de Esportes José Miguel Romano), possui ainda um Estádio (Estádio do Centro Esportivo João Vilela) com capacidade para 5040[11] pessoas e quadras de esporte em praticamente todos os bairros da cidade. Entre seus times de futebol está o América Futebol Clube,o time mais tradicional da cidade que é o segundo mais velho do estado, sendo fundado em 1937. Morrinhos ganhou no ano de 2007 um novo time de futebol, o Morrinhos Futebol Clube. O Morrinhos disputa a série b goiana e o América a série c Goiana. A cidade se destaca também no futebol amador, onde são realizados vários campeonatos durante o ano.
Morrinhos possui um grupo de fazendeiros, que percorrem as cidades da região levando a mensagem da preservação ambiental. São os cavaleiros da CEMO (Cavalgada Ecológica de Morrinhos). Na qual teve como presidente um dos principais nomes da música sertaneja nacional, filho de Morrinhos, o saudoso Antônio Rosa Ribeiro (cantor Falcão - da dupla Felipe e Falcão). Eles realizam esse trabalho em parceria com um grupo de muladeiros, a Comitiva Esperança - Clube da Mula de Morrinhos. Trabalhando na preservação da fauna e da flora goiana, plantando árvores, principalmente o ipê - símbolo do cerrado, e soltando alevinos nos rios da região. 
Educação
- Universidade Estadual de Goiás UnU Morrinhos
A Universitária da UEG em Morrinhos atende a cerca de 24 municípios do Sudeste Goiano, com seus seis cursos regulares de graduação, sendo cinco cursos de licenciatura e um curso de bacharelado.
A UnU Morrinhos surgiu em decorrência da transformação da Autarquia Estadual “Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Morrinhos” – FECLEM, em Unidade Administrativa da UEG, através da Lei Estadual n.° 13.456. de 16 de abril de 1999.
O curso de Ciências – Licenciatura de 1° Grau deu início às suas atividades ainda em 1988, com a realização de seu primeiro Exame Vestibular, tendo sido responsável pela formação de 11 turmas com aproximadamente 400 alunos.
Em 1997, foram reconhecidos os cursos de Licenciatura Plena em História, Geografia e Letras – Habilitação em Português/Inglês. Em 1998, a graduação em Ciências foi convertida em duas novas Licenciaturas Plenas: em Matemática e em Biologia.
- Fundação Pública do Estado de Goiás, a Universidade Estadual de Goiás – UEG - foi criada pela Lei Estadual n.° 13.456, de 16 de abril de 1999, e vinculada á Secretaria do Estado de Ciência e Tecnologia – SECTEC. Formada a partir da fusão de fundações estaduais preexistentes no Estado e com a criação de novas unidades administrativas e polos universitários, a UEG assumiu a missão de interiorizar o ensino superior para as diferentes regiões do Estado, dando maior ênfase á formação de professores, os quais, atuando na educação básica, têm a chance de contribuir para melhorar a qualidade da educação em Goiás.
Os cursos da UEG são relacionados á formação de profissionais pensadores e atuantes, preparados para o exercício de suas funções e agentes capazes de transmitir conhecimentos e ciências de modo eficiente e, acima de tudo, com responsabilidade e senso crítico. Sua dinâmica e funcionamento caracterizam uma instituição que, preocupada com a formação do Estado goiano, entra nos diversos municípios através de suas unidades e assim, objetiva uma fixação do homem ao seu meio e providencia uma melhora da capacidade intelectual do indivíduo, preparando-o para o mercado de trabalho local e para que possa agir ciente de seu papel de cidadão, melhorando de forma transformadora a realidade da qual faz parte.
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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

GUAJARÁ-MIRIM - RONDÔNIA

Guajará-Mirim é um município brasileiro do estado de Rondônia, Região Norte do país. É o segundo maior município do estado em extensão territorial, e o oitavo em população. Conforme censo do IBGE, em 2022, a sua população era de 39.386 habitantes
Em maio de 2008, Guajará-Mirim recebeu o título de "Cidade Verde", outorgado pelo Instituto Ambiental Biosfera, em razão de seu mosaico de áreas protegidas, que fazem, da cidade, um dos maiores municípios brasileiros em termos de áreas preservadas. Outras 29 cidades brasileiras também receberam o prestigiado prêmio. A cidade também tem o primeiro jornal editado em língua indígena txapacura.
Topônimo
"Guajará-Mirim" é um termo oriundo da língua tupi do grupo linguístico tupi-guarani: significa "cachoeira pequena", existem controvérsias de vários linguistas.
História
Até o início do século XIX, "Guajará-Mirim era apenas uma indicação geográfica para designar o ponto brasileiro à povoação boliviana de Guayaramerín", segundo Vítor Hugo, em Os Desbravadores. Naquela época, a povoação era conhecida como Esperidião Marques.
Em abril de 1878, em função do Tratado de Ayacucho, foram enviadas para Corumbá (Mato Grosso) as "Plantas Geográficas dos Rios Guaporé e Mamoré", sendo que a cartografia para delimitar os limites fronteiriços dos rios Guaporé e Mamoré foi levantada e apresentada pela 2ª seção brasileira, sediada na mesma cidade, tendo sido todas chanceladas pelos delegados brasileiros e bolivianos. Continuando a descrição diz "Destas cabeceiras continuam os limites pelo leito do mesmo rio até sua confluência com o Guaporé, e depois pelo leito deste e do Mamoré até sua confluência com o Beni, onde principia o Rio Madeira". Em 1878 e 1879, houve troca de notas da chancelaria boliviana com a Embaixada do Brasil em La Paz, acusando o recebimento e aprovando a "Carta Geral", conforme ajustado na 7ª Conferência da Comissão Mista.
Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis com a Bolívia, o Brasil se comprometia a construir uma estrada de ferro, ligando os portos de Santo Antônio do Rio Madeira, em Porto Velho, ao de Guajará-Mirim, no Rio Mamoré, destinada ao escoamento dos produtos bolivianos. Os direitos sobre tarifas seriam recíprocos e a localidade foi se tornando conhecida no país com repercussão no exterior.
No ciclo da borracha, a extração do látex foi, sem dúvida, ponto decisivo na vida do município. A construção do transporte ferroviário (Estrada de Ferro Madeira-Mamoré) veio acelerar o povoamento local, contribuindo no incremento da agricultura, além do extrativismo vegetal proporcionado pela vasta e rica vegetação natural existente. Estes e outros fatores, também de relevante importância influíram na subsistência da localidade.
Em 30 de abril de 1912, foi concluída a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e inaugurada oficialmente em 1º de agosto do mesmo ano. Ainda naquele ano, a 8 de outubro, o Governo da Província de Mato Grosso instalou, na localidade, um posto fiscal, também com a incumbência de arrecadar impostos, sob as ordens do guarda Manoel Tibúrcio Dutra.
Em abril de 1917, chegou à região de Guajará-Mirim o capitão Manoel Teófilo da Costa Pinheiro, um dos membros da Comissão Rondon. Através dos meandros e lagos do rio Cautário, encontrou algumas poucas centenas de seringueiros mourejando nos barracões da Guaporé Rubber Company, empresa que monopolizava a compra e exportação da borracha produzida na região, na época gerenciada pelo coronel da Guarda Nacional, Paulo Saldanha. Eram os barracões "Rodrigues Alves", "Santa Cruz", "Renascença" e outros localizados próximos ao Forte Príncipe da Beira. Diversos povos indígenas originários da região resistiram aos seringueiros, tanto em sua presença quanto em sua posterior tentativa de dizimá-los, a exemplo de grupos e subgrupos dos jauis, tupis e hauris. Os pacaás-novos, do grupo jaru, foram os mais aguerridos combatentes contra os extrativistas.
Em 26 de junho de 1922, através da Resolução 879, o presidente da Província de Mato Grosso transformou a povoação de Espiridião Marques em distrito de paz do município de Santo Antônio do Rio Madeira. Quatro anos mais tarde, em 12 de julho de 1926, a povoação foi elevada à categoria de cidade, por ato assinado também pelo então presidente da Província de Mato Grosso, Mário Correa da Costa. Em 12 de julho de 1928, pela Lei 991, assinada pela mesma autoridade, o distrito foi elevado à categoria de município e comarca com área desmembrada do município de Santo Antônio do Rio Madeira, tomando o nome de Guajará-Mirim, já usualmente designado pela população. O município foi oficialmente instalado em 10 de abril de 1929.
Em 13 de setembro de 1943, pelo Decreto-Lei 5.812, o município de Guajará-Mirim passou a fazer parte integrante do Território Federal do Guaporé, criado nessa data. No dia 21 de setembro do mesmo ano, pelo Decreto-Lei 5.839, a sua área territorial, somada a uma parte da área territorial do município de Mato Grosso-MT, ex-Vila Bela da Santíssima Trindade, passou a compor o novo município de Guajará-Mirim. Esta composição territorial e sua confirmação definitiva como parte integrante do Território Federal do Guaporé se deu em 31 de maio de 1944, através do Decreto-Lei 6.550.
Por intermédio do Decreto-Lei 7.470, de 17 de abril de 1945, o município de Guajará-Mirim e o município de Porto Velho passaram a fazer parte como os dois únicos municípios da divisão administrativa e judiciária do Território Federal do Guaporé.
No início de 1970 foi fechada a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, devido vários fatores dentre eles os altos gastos para o governo federal.
Atualidades
A característica da população do município é a mestiçagem de várias raças com os nativos tradicionais, resultando numa população tipicamente amazônica com a predominância de "caboclos" e uma forte presença da miscigenação com imigrantes da fronteira (bolivianos).
Inegavelmente, o município de Guajará-Mirim é um dos poucos, senão o único do Estado de Rondônia, que possui excelente atrativo para o desenvolvimento da indústria do turismo em larga escala.
O município arvora-se do direito de ser o guardião da história do Estado, com inúmeros registros dos primórdios de sua colonização. A saga dos pioneiros construtores da lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a presença marcante da igreja católica na colonização de todo o Vale do Guaporé e as inúmeras construções que retratam a história de uma época em que o município concentrava toda a riqueza da região, baseada na extração da borracha e da castanha.
O equilíbrio ecológico e harmônico da natureza pode ser representado pela vastidão de incomparável beleza do Vale do Mamoré-Guaporé , oferecendo inúmeras opções de lazer, dentre as quais a pesca amadora, liberada na época logo após a desova dos peixes. As belas praias do rio Pacaás Novos, a reserva extrativista do Ouro Preto e o encanto da Serra dos Pacaás Novos oferecem oportunidades únicas de se conhecer os caprichos da natureza.
Nessa cidade existe uma sede da Marinha e um aeroporto.
O Distrito de Surpresa possui uma Filial do ICMBIO, no intuito de preservar o Parque Nacional da Serra da Cutia.
Complementando o aspecto histórico e natural, existe o fato de o município sediar a única Zona Franca do Estado: a Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim, que oferece excelentes oportunidades de compras de diversas mercadorias importadas de várias partes do mundo.
Estrangeiros
Os gregos chegaram para a construção da ferrovia Madeira-Mamoré, já a partir de 1912 foram escolhendo este lugar como alternativa econômica e foram instalando seus negócios: Pedro Struthos, João Suriadakis, Hatzinakis, Calculakis, Daskalakis, Demétrio Melas, Barcânias, Manoel Manussakis, Caralambos Vassilakis, por exemplo, ao deixar a atividade junto a EFMM implantou-se no Abunã e, mais tarde, localizou-se nesta fronteira, aonde construiu, para os limites da época, o seu império.
Atualmente, a cidade possui uma forte presença boliviana, geralmente, proveniente do departamento de Beni.
Povos indígenas
Os povos indígenas são variados: dentre eles, o mais destacado em Guajará-Mirim é o povo indígena Wari, dentre eles os Oro Waram, Oro Nao`, Oro Mon, Oro At. Oro Waram Xijem, e outros. Além dos Wari existem outros indígenas, como os Canoé, Macurape e Jaboti. Possuem várias aldeias dentre elas; Lage Velho, Lage Novo, Sagarana, Capoeirinha, Tanajura, Ricardo Franco, Rio Negro Ocaia, Sotério, Baia das Onças, Graças a Deus, Santo André. Baía da Coca, Queimada, Barranquilha, Deolinda, Ribeirão, Limoeiro e outros. A Missão Novas Tribos do Brasil, que realizou o contato forçado com os indígenas de Guajará-Mirim, possui Igrejas Evangélicas em várias dessas Aldeias, que vai de Capoeirinha até Rio Negro Ocaia. Possui missões com pastores indígenas também em Sotério. Alguns pastores Indígenas são o irmão Rubens Oro Nao’, Omar Oro Nao, Armando Oro Mon e outros.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 10º46'58" Sul e a uma longitude 65º20'22" Oeste, estando a uma altitude de 128 metros.
Sua área é de 24.856 km², sendo o segundo maior município do estado em extensão territorial, logo atrás de Porto Velho.
Clima
Em Guajará Mirim, a estação com precipitação é opressiva e de céu encoberto; a estação seca é abafada e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 20 °C a 35 °C e raramente é inferior a 17 °C ou superior a 38 °C.
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Guajará Mirim e realizar atividades de clima quente é do meio de maio ao fim de agosto.
Economia
Guajará-Mirim é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano.
De janeiro a abril de 2024, foram registradas 905 admissões formais e 680 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 225 novos trabalhadores.
Até maio de 2024 houve registro de 31 novas empresas em Guajará-Mirim, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 5 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
A Composição econômica de Guajará Mirim é a seguinte: Serviços: 88,85 %; Agropecuária: 6,79 % e Indústria: 4,36 %
Educação
O Ensino Superior é oferecido pelo Instituto Federal de Rondônia, pela Universidade Federal de Rondônia, Campus de Guajará-Mirim e pelas Faculdades Particulares, dentre elas a Faculdade Educacional da Lapa – FAEL.
Turismo
Guajará-Mirim possui a maior oferta de atrativos turísticos do estado de Rondônia, a saber:  Estrada de Ferro Madeira-Mamoré; Hotel Pakaas Palafitas Lodge; Atrativos Naturais como rios, mata preservada, balneários e parques; A fronteira com o país irmão Bolívia, onde, além de atrações culturais, é possível comprar produtos importados do lado boliviano; Passeios de barcos e Artesanato indígena wariís, ribeirinhos e de seringueiros
Cultura
Os principais atrativos da cultura são: Duelo da Fronteira - Festival Folclórico de Boi-Bumbá; Museu Histórico Municipal de Guajará-Mirim e Recanto de Del Rey; Biblioteca Municipal Jarbas Passarinho; Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e Festival Internacional de Teatro de Guajará-Mirim - FESTINAÇU
As Atrações naturais são: Gruta ou caverna dos Pacaás Novos; Alto da Chapada dos Pacaás Novos, com Torre da EMBRATEL; Rio Pacaás Novos, que apresenta o fenômeno do encontro das águas dos rios Guaporé e Mamoré; Cachoeiras e Corredeiras, como Guajará Mirim, Guajará-Açu, Bananeira, Pau Grande, Lage, Praia da Pedra da Morte e Praia das Três Bocas; Parque Municipal Natural Serra dos Parecis; Praias fluviais durante o verão, de maio a novembro.
Mais de 93% da área total do município é constituída de Unidades de Conservação, como Terras Indígenas, Reservas Extrativistas e Biológicas, fazendo de Guajará-Mirim um grande santuário de preservação de fauna e flora.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .