sábado, 26 de julho de 2025

IGARAPÉ-AÇU - PARÁ

Igarapé-Açu é um município do estado do Pará, no Brasil. Localiza-se à latitude 01º07'44" sul e à longitude 47º37'12" oeste, estando a uma altitude de 50 metros. Sua população estimada em 2022, segundo censo do IBGE, era de 35.797 habitantes. 
História
O povoamento inicial da localidade se deu a partir do ano de 1895, com a instalação do Núcleo Agrícola Jambú-Açú. Anteriormente, somente residiam indígenas às margens dos rios Jambú-assú, Maracanã, Peixe-Boi e em seus afluentes e à margem do Rio Caripi, onde também vivia uma colônia espanhola. Com a construção da Estrada de Ferro de Bragança em 1896, a então localidade de Igarapé-Açu começaria a se desenvolver, graças ao escoamento agrícola realizado na região em direção aos portos fluviais da capital paraense Belém, da qual era distrito. 
Após apresentar condições de capacidades para vida política e autonomia administrativa, o distrito se emancipou de Belém no dia 26 de outubro de 1906, sendo elevado à categoria de município pela Lei nº 95 e sendo instalado no dia 1º de janeiro de 1907, durante o governo de Augusto Montenegro. 
A origem da cidade de Igarapé-Açu foi o núcleo colonial Jambu-Açu, fundado em 1895, no km-118, da Estrada de Ferro de Bragança. O núcleo de Jambu-Açu foi criado a partir da política do governo estadual, que era de colonizar toda a Região Bragantina. A Estrada de Ferro de Bragança desempenhou um papel fundamental dentro dessa política de colonização, uma vez que promovia o escoamento dos produtos da Região Bragantina para Belém. E em Jambu-Açu estabeleceram-se algumas famílias, principalmente espanholas. Posteriormente, através da Lei Estadual nº 902, de 5 de novembro de 1903, o povoado de Igarapé-Açu foi criado, durante o governo de Augusto Montenegro. Em 1906, mediante a promulgação da Lei nº 985, de 26 de outubro, o município de Igarapé-Açu foi instituído, com sede no antigo núcleo de Jambu-Açu. Sua criação foi em decorrência da extinção do município de Santarém Novo, que decaíra completamente. Não podendo o seu território ser anexado aos municípios vizinhos sob o perigo de decadência dos mesmos, segundo Palma Muniz, o Congresso do Estado achou por bem criar uma outra unidade municipal denominada de Igarapé-Açu, tirando parte do território de Belém e parte do antigo município de Santarém Novo.
Para dar organização ao Município de Igarapé-Açu foi nomeada uma Comissão cuja presidência foi exercida por Ângelo Cesarino Valente Doce, o mesmo que, ao cumprir as suas atribuições iniciais em 1907, foi eleito como Intendente do recém-criado Município. No ano de 1931, o nome do município foi modificado, passando a ser denominado de João Pessoa, por força do Decreto Estadual nº 264, de 4 de abril, constituindo esse ato uma homenagem do Estado do Pará ao grande vulto da Revolução de 1930. Decorrido um ano dessa alteração de nome, no dia 25 de janeiro de 1932 o então interventor federal do Estado elevou à categoria de cidade a Vila do município de Igarapé-Açu, mediante a promulgação do Decreto nº 595, o mesmo que criou a Comarca de João Pessoa. O próprio interventor federal, reconhecendo as exigências impostas pelo uso, assim como as reclamações dos habitantes do lugar, promulgou mais um Decreto, desta vez o de nº 2.972, de 31 de março de 1938, através do qual ficou restaurada a denominação oficial de Igarapé-Açu em vez de João Pessoa. O patrimônio territorial do município de Igarapé-Açu sofreu algumas transformações desde o ano de 1938. Por determinação do Decreto-Lei nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, o seu distrito de Igarapé-Açu incorporou o de São Jorge de Jabuti, que pertencia ao distrito de Peixe-Boi. Em compensação, para Peixe-Boi o município de Igarapé-Açu perdeu a área de Taciateua. Essas transformações configuraram o seu patrimônio territorial com cinco distritos: Igarapé-Açu, Nova Timboteua, Peixe-Boi, São Luiz e Timboteua, aparecendo desta maneira na divisão político-administrativa do Estado do Pará que vigorou no quinquênio 1939-1943. Mais tarde, entretanto, o Município de Igarapé-Açu perdeu os distritos de Nova Timboteua, Timboteua e Peixe-Boi, que, por força do Decreto-Lei nº 4.505, de 30 de dezembro de 1943, passaram a constituir o município de Nova Timboteua. Desta forma, Igarapé-Açu ficou unicamente com dois distritos: Igarapé-Açu e Caripi. Em 1955 houve ainda um novo desmembramento de seu território, com o propósito de permitir o surgimento do município de Santa Maria do Pará, mas a Lei nº 1.127, de 11 de março desse mesmo ano, através da qual se pretendia efetivar o ato que foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, em 4 de outubro de 1955, tendo o Governador do Estado do Pará, por sua vez, tornado insubsistente o desmembramento no dia 26 de janeiro de 1956. A persistência dos mentores da Lei nº 1.127 levou o Estado do Pará, desta vez, somente no ano de 1961, a conceder o desmembramento de Igarapé-Açu para concretizar o surgimento do município de Santa Maria do Pará. O nome do município de Igarapé-Açu corresponde à denominação do subafluente do Rio Marapanim, que banha o distrito sede do município e que em língua Nheegatu significa "grande caminho das canoas". Na atualidade, o Município conta com dois distritos: Igarapé-Açu (sede) e Caripi.
Topônimo
"Igarapé-Açu" é um termo de origem tupi que significa "caminho de canoa grande", através da junção de igara (canoa), pé (caminho) e açu (grande). Igarapé grande. 
Clima
Em Igarapé Açu, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 22 °C a 32 °C e raramente é inferior a 21 °C ou superior a 34 °C. 
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Igarapé Açu e realizar atividades de clima quente é do fim de julho ao início de novembro. 
A estação quente permanece por 3,0 meses, de 20 de maio a 18 de agosto, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Igarapé Açu é junho, com a máxima de 32 °C e mínima de 23 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,4 meses, de 29 de janeiro a 11 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Igarapé Açu é fevereiro, com a mínima de 23 °C e máxima de 31 °C, em média. 
Economia
Igarapé-Açu é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são os pontos de atenção.
Em janeiro de 2025, foram registradas 85 admissões formais e 62 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 23 novos trabalhadores.
Considerado um centro local de baixa influência nos municípios vizinhos, o município de Igarapé-Açu fica perto da cidade de Castanhal, Pará. Dentro de sua área de influência, a cidade atrai maior parte dos visitantes para logística de transportes.
Pontos Turísticos
Igarapé-Açu é um local perfeito para turismo e para se viver com tranquilidade, pois a cidade é conhecida como "cidade de todos". Os principais pontos turísticos são:
- Mercado Velho: O mercado municipal da cidade de Igarapé-Açu, que hoje atua como Museu. 
- Samaumera: A maior árvore da cidade que um ótimo ponto para turistas. 
- Balneário São Joaquim: Também conhecido como Eco-Park São Joaquim, é o lugar perfeito para passar o domingo. 
- Lagoa Azul: Uma lagoa ou lago com água de cor completamente azul. 
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela ; Blog Igarapé-Açú Noticias .

sexta-feira, 25 de julho de 2025

JAÍBA - MINAS GERAIS

Jaíba é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população recenseada em 2022, pelo IBGE, era de 37.660 habitantes. 
O município é limitado a norte com Matias Cardoso e Gameleiras, a oeste com Itacarambi, a leste com Pai Pedro e a sul com Varzelândia, Verdelândia e Janaúba. O ponto mais alto do município é de 470 metros, na região central da cidade. 
História
A região onde hoje se assenta o município era chamada de Mata do Jaíba. A Colônia, ou o projeto de Colonização, teve seu início em 1949, quando ocorreram os primeiros assentamentos de colonos na região de Gado Bravo, na margem esquerda do Rio Verde Grande. Nessa ocasião foi lançado o Projeto Jaíba, projeto de irrigação, localizado no município de Jaíba, com água captada do Rio São Francisco, em sua margem direita. No período de 1967 a 1976 houve grande avanço nas atividades econômicas do Projeto, que ocasionou o surgimento do Povoado de Novo Horizonte, na margem direita do Rio Verde Grande, município de Monte Azul. O povoado cresceu rapidamente e foi transformado em distrito, através da Lei nº 6.769, de 13 de maio de 1976, com o nome de Otinolândia. Em setembro de 1991 foi criado o Distrito de Jaibênia. Em 20 de janeiro de 1992, a Lei Estadual nº 10.784 trouxe a emancipação do município, sendo que, partindo da margem direita do Rio Verde até a Vila de Otinolândia, desmembrou uma parte de Monte Azul e da margem esquerda até a Vila Jaibênia, a área deixou de pertencer a Manga.
O município foi criado pela Lei Estadual nº 10.784, de 27 de abril de 1992. 
Geografia
Clima

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1976 a 1984, 1986 a 1988 e a partir de 1990, a menor temperatura registrada em Jaíba, no distrito de Mocambinho, foi de 9°C em 20 de junho de 1988 e a maior atingiu 41,5°C em 13 de novembro de 2015. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 132,9 milímetros (mm) em 26 de novembro de 2007. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 105,7 mm em 27 de março de 1981, 104,7 mm em 27 de outubro de 2009, 104,2 mm em 11 de março de 1994, 103,9 mm em 5 de fevereiro de 2007 e 103,2 mm em 16 de janeiro de 2002.
Economia
Jaíba é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. O desempenho econômico e o baixo potencial de consumo são os pontos de atenção.
Em janeiro de 2025, foram registradas 377 admissões formais e 434 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -57 novos trabalhadores.
Até fevereiro de 2025 houve registro de 14 novas empresas em Jaíba, sendo que 3 atuam pela internet. Neste último mês, 8 novas empresas se instalaram, sendo 1 com atuação pela internet.
Referências para o texto: Wikipedia ; Caravela ; Site da Prefeitura Municipal .

quinta-feira, 24 de julho de 2025

BOM JARDIM - MARANHÃO

Bom Jardim é um município brasileiro do estado do Maranhão. Localiza-se à latitude 04°44'30" sul, à longitude 44°21'00" oeste, e à altitude de 40 metros. 
Sua população é de 33.100 habitantes segundo estimativa do IBGE para 2022. Possui área de 6.590,531 km² e densidade demográfica de 6,3 hab/km². Localizada às margens da BR-316, que a liga ao estado do Pará. 
História
No princípio, Bom Jardim era pertencente a Monção, onde só vinham caçadores residentes em águas boas que caçavam, pescavam e retornavam. Porém, chegou um disposto a ficar: o Sr. José Pedro Vasconcelos. 
O local até então era uma verdadeira floresta, com mata fechada, e a existência de uma rica fauna e flora. Os animais existentes eram: onças, veados, pebas, tatus, porcos caititus, pacas etc. 
José Pedro Vasconcelos faleceu em 2 de outubro de 2002, na cidade de Rio Preto da Eva, Amazonas. 
A região foi penetrada pela primeira vez, nos meados do século XIX, pelo bandeirante Manoel Perdigão, quando foi descoberto ouro, por um de seus escravos, no local denominado Buriti, à margem direita do Ribeirão Macacos. 
Em 1912, fixou-se na região a família Felizardo, formando a fazenda Bom Jardim, nome decorrente da beleza dos campos, do ribeirão próximo, em cujas terras originou-se a povoação. 
Em 1914, visando defender-se dos ataques dos índios Bororós que ali viviam, a família fundadora construiu uma capela de pau-a-pique, consagrada a São João, livrando¬se, pela fé, da perseguição selvagem. Nesse mesmo ano D. Ana Rufino de faria, da referida família, doou parte das terras da fazenda a São João Batista para a construção do patrimônio. 
Para o desenvolvimento do povoado de Bom Jardim, os fundadores contaram com a valiosa cooperação de Manoel Cordeiro de Faria, profundo conhecedor dos costumes indígenas e com Joaquim Carlos de Almeida Garcia, mais tarde escrivão, procurador e conselheiro, conceituado com o patriarca da cidade. 
Em 1924, Bom Jardim foi elevado à distrito do Município de Rio Bonito, atual Caiapônia, passando a pertencer a Baliza a partir de 1928.
Pelo Decreto-Lei nº 8.305, de 31 de dezembro de 1943, o distrito passou a denominar-se Ibotim, de origem desconhecida. 
Sua autonomia municipal foi concedida pela Lei Estadual nº A-17, de 18 de agosto de 1953, com o novo topônimo de Bom Jardim de Goiás, lembrando a fazenda e o ribeirão de onde originou-se e distinguindo-se de topônimos idênticos. 
Formação Administrativa 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Rio Bonito o distrito de Bom Jardim. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito permanece no município de Rio Bonito.
Pelo Decreto-Lei Estadual nº 91, de 27 de outubro de 1936, alterado em seus limites, Pelo Decreto-Lei Estadual nº 5.911, de 11 de julho de 1942, o distrito de Bom Jardim deixa de pertencer ao município de Rio Bonito para ser anexado ao novo município de Baliza. 
Pelo decreto-lei estadual nº 8.305, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Bom Jardim passou a denominar-se Ibotim. 
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Ibotim figura no município de Baliza. 
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950. 
Elevado à categoria de município com a denominação de Bom Jardim de Goiás, pela Lei Estadual nº 813, de 14 de outubro de 1953, desmembrado de Baliza. Sede no atual distrito de Bom Jardim de Goiás ex-Bom Jardim. Constituído do distrito Sede. Instalado em 1º de janeiro de 1954. 
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede,
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. 
Alteração Toponímica Distrital 
Bom Jardim para Ibotim alterado, pelo Decreto-Lei Estadual nº 8.305, de 31 de dezembro de 1943. Ibotim para Bom Jardim de Goiás, alterado, pela Lei Estadual nº 813, de 14 de outubro de 1953.
Gentílico: bom-jardinense.
Geografia
Localizando-se na microrregião do Vale do Pindaré, faz limites com os municípios de Monção, Açailândia, Tufilândia, Pindaré Mirim, São João do Caru, Governador Newton Bello, Alto Alegre do Pindaré, Buriticupu, Bom Jesus das Selvas, Zé Doca, Centro Novo do Maranhão e Itinga do Maranhão. O município tem 6.590,48 km³ de área territorial. A área urbana corresponde a 113 km². A referida área detém 35% da população total, sendo que 65% da população se concentra na zona rural. A densidade demográfica do município em 2016 é de 6,2 habitantes por km². 
A distância de Bom Jardim a São Luís é de 275 km. 
Hidrografia
Os principais rios que formam a hidrografia do município são: rio Pindaré, Caru, rio Azul ou Poranguetê, rio Ubim, os dois últimos são braços do rio Pindaré, na região da Miril. Existe também os igarapés Água Preta, Limoeiro, Crumaçu, Arvoredo, Galego e Turizinho. O rio Pindaré, nome que significa anzol pequeno, nasce ao leste da Serra da Cinta e desemboca no rio Mearim, após um curso de 750 km de extensão. É um rio caudaloso, extenso, navegável e rico em peixes. 
Vegetação
A vegetação ou plantas nativas do município é formada de cocais e matas (árvores grossas e capoeira). As madeiras nativas no município (atualmente escasseando) são: pau-d'arco, maçaranduba, pequi, jatobá, mirindiba e cedros, ressaltando também os capins Jaraguá e canarana. Árvores frutíferas mais predominantes são os mangueirais.
Clima
Em Bom Jardim, a estação com precipitação é opressiva e de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 20 °C a 35 °C e raramente é inferior a 18 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Bom Jardim e realizar atividades de clima quente é do início de junho ao meio de setembro. 
A estação quente permanece por 2,1 meses, de 15 de agosto a 17 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Bom Jardim é setembro, com a máxima de 35 °C e mínima de 23 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 5,0 meses, de 18 de dezembro a 18 de maio, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Bom Jardim é fevereiro, com a mínima de 21 °C e máxima de 29 °C, em média. 
A temperatura média é de 30º e o clima é quente e úmido como da Amazônia Equatorial. Índice de chuvas por ano: 2000 a 2200 mm anuais. Período chuvoso: janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho. Período seco: julho a dezembro. 
Economia
Atualmente, destaca-se na produção agrícola: arroz, milho, feijão, cana-de-açúcar, mandioca, soja. Sendo os principais frutos: banana, laranja, abacaxi e melancia. O produto número um na produção municipal foi e continua sendo o arroz. Bom Jardim já foi um dos maiores produtores e exportadores de arroz do Maranhão.
A agricultura é explorada, em grande parte, por pequenos produtores rurais. Sabe-se que economicamente, a agricultura é muito importante para o desenvolvimento do município, mas esta não apresenta ultimamente bons índices de produtividade. A estrutura agrária põe em evidência o latifúndio, onde se percebe, que a maior parte das terras são ocupadas por latifundiários. 
A pecuária é uma das atividades de destaque no município de Bom Jardim. Predomina a criação de bovinos, suínos, cabras e aves. A atividade pecuária contribui em maior escala para a economia municipal: 56,4%.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark .

quarta-feira, 23 de julho de 2025

AFOGADOS DA INGAZEIRA - PERNAMBUCO

Afogados da Ingazeira é um município brasileiro localizado na microrregião do Pajeú, estado de Pernambuco. Destaca-se por ser o segundo principal centro comercial do Vale do Pajeú e por ser sede de diversos órgãos públicos como a Gerência Regional de Educação, a Gerência Regional de Saúde, o 23º Batalhão de Polícia, o TG 07-020 sétima região, o Sassepe, o Hospital Regional, a 24º Ciretran Especial, ARE Secretária da Fazenda-PE, Unidade Avançada Corpo de Bombeiros, CREAS regional, Área Integrada de Segurança, além de outros, Possuindo instituições de nível superior e abrigando a Diocese de Afogados da Ingazeira, única diocese de sua microrregião. É a única cidade pernambucana com menos de 50.000 habitantes classificada pelo IBGE como Centro Subregional B, devido sua rede de influência.[6] Possui o terceiro maior IDH da região, somente atrás de Triunfo e Serra Talhada, e está situado a 386 km de distância da capital, Recife. 
Administrativamente, o município é formado pelo distrito sede e pelos povoados de Carapuça e Queimada Grande. Em 2022, de acordo com o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sua população era de 40.241 habitantes, sendo o 2º município mais populoso da Microrregião do Pajeú. 
História
A cidade de Afogados da Ingazeira teve origem em uma antiga fazenda de criação pertencente a Manuel Francisco da Silva. O desenvolvimento da cidade data de 1870, época em que a edificação de casas cresceu. A origem do nome explica-se com a seguinte história: em tempos distantes, um casal de viajantes tentando atravessar o Rio Pajeú, em época de enchente, foi levado pela correnteza e desapareceu. Somente dias depois os cadáveres foram encontrados. Como o município era distrito da cidade de Ingazeira e já existia uma comunidade, no Recife, chamada "Afogados", terminou incorporando o nome de Ingazeira ao seu nome. Daí o nome Afogados da Ingazeira. Também há quem diga que o casal foi encontrado embaixo de um pé de árvore ingazeira. A cidade tornou-se conhecida no cenário nacional, por ser onde nasceu Antônio Silvino, um dos principais líder de cangaço no nordeste, anterior a Lampião (cangaceiro). 
Geografia
Localiza-se a uma latitude 07º45'03" sul e a uma longitude 37º38'21" oeste no vale pernambucano do Pajeú, no nordeste brasileiro, estando a uma altitude de 525 metros. 
Limites
- Norte: Solidão
- Sul: Carnaíba
- Oeste: Carnaíba
- Leste: Tabira e Iguaracy
Relevo
O município está inserido numa unidade geoambiental denominada "Planalto da Borborema". Seu relevo é suave ondulado. 
Vegetação
A vegetação é composta por caatinga hiperxerófila. 
Hidrografia
O município está localizado na bacia do Rio Pajeú. 
Clima
O clima é do tipo semiárido, com precipitação pluviométrica média de 906 mm; temperatura média anual de 23 °C, tendo os meses chuvosos em janeiro a maio.
Divisão distrital e povoados
- Distrito: Sede.
- Povoados: Queimada Grande, Carapuça, Varzinha, Nova Brasília, Alto Vermelho e São João Novo.
Economia
A cidade caracteriza-se como sendo polo do Sertão do Pajeú. Sendo uma das cidades mais prósperas na área de serviços, comércio e lazer da região. Sua economia historicamente sempre teve como base a pecuária de corte (bovinocultura e caprinocultura) e a pequena agricultura, com o cultivo de milho, mandioca e frutas. Além disso, ganhou destaque a avicultura, introduzida no município. A cidade tem um forte comércio nos setores automobilístico, vestuários, materiais de construção, 5 bancos, e distribuidoras que abastecem cidades vizinhas com o cultivo de milho, mandioca e frutas. Além disso, ganhou destaque a avicultura, introduzida no município. A cidade tem um forte comércio nos setores automobilístico, vestuários, materiais de construção, 5 bancos, e distribuidoras que abastecem cidades vizinhas.
Turismo
O que caracteriza Afogados da Ingazeira são suas belezas naturais, as ricas manifestações da cultura popular presentes no município e um movimentado calendário de festas de rua. No artesanato, destacam-se as coloridas bonecas de pano, de várias formas e tamanhos. Praças, entre elas a de alimentação no centro. Uma grande variedade gastronômica, conta com diferentes bares, churrascarias, hotéis, e clubes aquáticos. Possui terminal rodoviário, aeródromo e uma ótima organização urbana. Destacam-se em seu turismo: Serra do Giz, com várias inscrições rupestres; Represa Barragem de Brotas; O Cine teatro São José, um dos poucos cinemas do interior; Museu do Rádio.
Cultura e eventos
- Afogarêta - Carnaval fora de época acontece no mês de Janeiro com atrações a nível regional e nacional.
- Afofest - Forró estilizado e Axé, que acontece no mês de novembro com atrações regionais e nacionais.
- Encontro de Motociclistas - Acontece no mês de janeiro e atrai motociclistas de todo o território nacional.
- Aforock - Evento com bandas de rock da cidade e região.
- Encontro de Bandas Marciais e Fanfarras de Afogados da Ingazeira.
- Marching Band Colégio Normal Estadual.
- Carnaval.
- Balé Popular de Afogados da Ingazeira.
- Junina Sanfonar - representa a Região do Pajeú em grandes concursos Juninos.
- Grupo de Reizado do Sítio São João.
- Jogos Escolares - Fase regional
- Coco de Roda Negras e Negros do Leitão da Carapuça (remanescentes de quilombos).
- Festival Regional da Sanfona - Fersan.
- Encenação da Paixão de Cristo.
- Expoagro e Aniversário da Cidade - Acontece no final de Junho e início de Julho com atrações a nível nacional e exposição de máquinas e animais do campo.
- Tabaqueiros - figuras mascaradas tradicionais do Carnaval.
- Vivência dos ciclos junino e natalino - Decorações da Cidade, cantata natalina e alguns festejos.
- Missa e desfile dos vaqueiros.
- Trilhas Ecológicas (Grupos de Motociclistas e Jipeiros).
- Festa do Caju.
- Escrituras rupestres na Serra do Giz.
- Tradicional Festa de Nossa Senhora de Fátima do Povoado Alto Vermelho (Mês de outubro).
- Encontro Afogadense de Mountain Bike - realizado desde 2015 no mês de maio, é um dos maiores encontros de ciclistas do estado e do Nordeste.
Esporte
A cidade de Afogados da Ingazeira possui um clube na primeira divisão do Campeonato Pernambucano de Futebol, o Afogados da Ingazeira Futebol Clube que joga de mandante no Estádio Valdemar Viana de Araújo. 
Educação
- AEDAI-FASP - A Autarquia Educacional de Afogados da Ingazeira e Faculdade do Sertão do Pajeú (AEDAI-FASP) é uma das únicas instituições de ensino superior da região do sertão do Pajeú atendendo boa parte da necessidade de corpo docente dos 17 municípios da região, a FASP (Faculdade do Sertão do Pajeú) oferece as seguintes cursos: Direito; Letras; Matemática; História e Pedagogia.
- IFPE - Campus Afogados da Ingazeira - O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco - Campus Afogados da Ingazeira foi inaugurado em agosto de 2010 sendo uma das poucas instituições de ensino técnico da região, oferece dois cursos técnicos na modalidade integrado, na qual o estudante cursa o ensino médio integrado ao curso técnico e três cursos na modalidade subsequente, na qual o estudante que já concluiu o ensino médio cursa apenas o curso técnico, sendo eles: Saneamento (Integrado e Subsequente); Informática (Integrado); Agroindústria (Subsequente); Eletroeletrônica (Subsequente); Engenharia Civil (Superior) e Licenciatura em Informática (Superior).
- UNIP - Polo Afogados da Ingazeira - A cidade conta com um polo da Universidade Paulista (UNIP) oferecendo inúmeros cursos de forma EAD e graduação em educação física e Enfermagem de forma presencial. 
- Cruzeiro do Sul Virtual - Polo Afogados da Ingazeira- O polo EAD da Universidade Cruzeiro do Sul oferece inúmeros cursos 100% on-line e semipresenciais, contando com laboratórios para graduandos em Nutrição por exemplo. 
- CNA - O polo do CNA Idiomas oferta o ensino de línguas estrangeiras inglês e espanhol. 
- Estácio - Polo Afogados da Ingazeira - A Universidade Estácio de Sá possui um polo EAD na cidade ofertando uma variada gama de cursos de graduação, pós-graduação e extensão.
Referência para o texto: Wikipédia .

terça-feira, 22 de julho de 2025

AFUÁ - PARÁ

Afuá é um município brasileiro do estado do Pará, pertencente à Mesorregião do Marajó, localizado no norte brasileiro, a uma latitude 00º09'24" sul e longitude 50º23'12" oeste, no delta do rio Amazonas. 
É conhecida como a "Veneza da Ilha de Marajó", por ter diversos canais e palafitas no fim do século XIX, sendo formada em grande parte por uma população rural. 
História
O atual município de Afuá, situado na extremidade norte ocidental da Ilha de Marajó, teve início por volta de 1845, quando Micaela Arcanja Ferreira ali estabeleceu-se, ocupando uma posse de terras, a que denominou Santo Antônio. 
Por ser a localidade apropriada para um porto e ponto de paragem de trânsito do estuário amazônico, em 1869, já existia ao redor do sítio, um núcleo populacional formado de diversas barracas. 
Em 1870, Micaela doou terras para a formação da capela, que vai do igarapé divisa no Rio Marajó, desce pelo Rio Afuá, até o Igarapé Jaranduba, no Rio Cajuuna. Com essa iniciativa, Mariano Cândido de Almeida, juntamente com outros moradores locais iniciou a construção da Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Afuá, concluindo-a em 1871. 
Em virtude da facilidade de aquisição de lotes de terras, o povoado então formado logo se desenvolveu e se elevou à freguesia, em 1874, a qual foi extinta por duas vezes, até que em 1889, readquiriu sua condição.
Formação administrativa 
Distrito criado com a denominação de Afuá, pela Lei Provincial nº 811, de 14 de abril de 1874, subordinado ao município de Chaves. 
Com a proclamação da República, no ano de 1890, Afuá obteve obtém a autonomia política ao ser elevada à categoria de município e vila por meio do Decreto Estadual nº 170, de 02 de agosto de 1890, ao ter seu território desmembrado de Chaves. O município da Vila de Afuá é instalado em 20 de agosto de 1890. 
Afuá é elevada à categoria de cidade pela Lei Estadual nº 403, de 02 de maio de 1896. 
Pela Lei Municipal nº 21, de 05 de setembro de 1898, são criados os distritos de Charapucu, Cajari, Cajuúna, Jurupari, Santa luzia e Trovão e anexado ao município de Afuá. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 6 distritos: Afuá, Charapucu, Cajari, Cajuúna, Jurupari, Santa Luzia e Trovão. 
Nos quadros de apuração do recenseamento de 19 de setembro de 1920, o município é constituído do distrito sede, sendo que os distritos passaram a pertencer ao distrito sede de Afuá com zona administrativa. 
Pelo Decreto Estadual nº 6, de 04 de novembro de 1930, adquiriu o território do extinto município de Anajás. 
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Afuá e Anajás. 
A Lei Estadual nº 8, de 31 de outubro de 1935, menciona todos os nomes dos municípios do Pará, figurando entre eles o município de Afuá. 
Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o município aparece constituído de 7 distritos: Afuá, Anajás Cajuúna, Corredor, Furu do Breu, Santa Julia e Trovão. 
Pelo Decreto Lei Estadual nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, desmembra do município de Afuá o distrito de Anajás e as zonas administrativa de Furu do Breu e Trovão. Para formar novamente o município de Anajás. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído do distrito sede. Composto de Afuá, Cajuúna, Corredor e Santa Julia. Pela Lei Estadual nº 158, de 31 de dezembro de 1948, é criado o distrito de Vila Baturité ex-povoado e anexado ao município de Afuá. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 2 distritos: Afuá e Vila Baturité. Pela Lei Estadual nº 1.127, de 11 de março de 1955, extingui o distrito de Vila Baturité, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de Afuá. Pelo Acordão do Superior Tribunal Federal, de 04 de outubro de 1955, o distrito de Vila Baturité teve sua extinção anulada. Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Afuá e Vila Baturité. Pela Lei Estadual nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, o distrito de Vila Baturité é extinto, sendo seu território anexado ao município de Afuá. 
Em divisão territorial datada de 1º de janeiro de 1979, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. 
Geografia
Localiza-se no arquipélago do Marajó à uma latitude 00º09'24" sul e à uma longitude 50º23'12" oeste, com altitude de 8 metros. De acordo com o censo populacional de 2022, do IBGE, sua população era de 37.765 habitantes, distribuídos em uma área de 8 338,438 km². Por sua proximidade com a Capital Amapaense (cerca de 90km), sofre influência direta do Estado do Amapá, ficando a quatro horas de viagem por meio de barco e duas horas de viagem se a viagem for realizada com as lanchas rápidas de até 200 passageiros. 
O município possui vegetação costeira, típica da região do delta do rio Amazonas, com predominância de várzeas e igapós. Existe o Parque Estadual Charapucu, uma unidade de conservação estadual que abrange cerca de 65 mil hectares de ambiente natural preservado.[5] 
A cidade de Afuá não se confunde com o município, muito maior territorialmente - define-se como uma cidade ribeirinha, conforme a proposição de Trindade Jr. e Maria Gorete Tavares, em "Cidades ribeirinhas: mudanças e permanências". Enquanto tal, apresenta as seguintes características: está situado às margens de rios (Rio Cajuuna, Afuá e Marajozinho); possui origem tradicional, nasceu ao redor da igreja católica de N. Sr.ª da Conceição, através de terras doadas por Micaela Ferreira, no final do século XIX; é local, isto é, possui forte vínculo com os rios (através da pesca, do lazer, do uso como via para o meio de transporte), com as localidades próximas, em contraposição às cidades verticais, as cidades empresas, que nascem para atender demandas externas, e era pequena, até os anos 2000 quando possuía em torno de 10 mil habitantes (urbanos).
É localmente definida como "Veneza Marajoara" ou "Veneza Amazonense", pois a cidade se levanta sobre as águas, pouco a pouco sobre o terreno de várzea, criando uma formosa obra em palafitas. Devido a essa característica, é proibida a circulação de automóveis na cidade, o que a torna prazerosa e bela. 
No entanto, devido às políticas locais, desde a década de 1990 o município vive forte êxodo rural, o que provocou um processo descontrolado de ocupação irregular da cidade. 
Clima
Em Afuá, a estação com precipitação é de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente e opressivo. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 24 °C a 33 °C e raramente é inferior a 23 °C ou superior a 35 °C. 
Baseado no índice de praia/piscina, a melhor época do ano para visitar Afuá e realizar atividades de clima quente é do fim de junho ao meio de outubro. 
A estação quente permanece por 3,0 meses, de 29 de julho a 28 de outubro, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Afuá é setembro, com a máxima de 33 °C e mínima de 25 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 3,1 meses, de 11 de janeiro a 15 de abril, com temperatura máxima diária em média abaixo de 30 °C. O mês mais frio do ano em Afuá é fevereiro, com a mínima de 24 °C e máxima de 30 °C, em média. 
Economia
Afuá é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pelo alto crescimento econômico. O baixo potencial de consumo e a baixa regularidade das vendas no ano são os pontos de atenção.
Em janeiro de 2025, foram registradas 9 admissões formais e 5 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 4 novos trabalhadores.
Até fevereiro de 2025 não houve registro de novas empresas em Afuá. Neste último mês, não foi identificada nenhuma nova empresa.
Referências para o texto: Wikipédia ; Weather Spark ; Caravela .

segunda-feira, 21 de julho de 2025

PEDREIRAS - MARANHÃO

Pedreiras é um município brasileiro do estado do Maranhão. É a cidade polo da Região de Planejamento do Médio Mearim, possuindo uma área de 534,514 km² e uma população, conforme censo do IBGE de 2022, de 37.050 habitantes.
História
O território de Pedreiras já era habitado pelos cidadãos Coronel Joaquim Pinto Saldanha, João Emiliano da Luz e José Carlos de Almeida Saldanha, no local onde hoje está situada a cidade, fixaram suas residências. Fizeram-se acompanhar por nacionais e escravos e exerciam suas atividades comerciais e industriais agrícola. Atendendo ao desenvolvimento em geral, passou a localidade a denominar-se Povoação.
Atribui-se que o nome de Pedreiras é oriundo do grande bloco de pedras existentes na margem esquerda do Rio Mearim, distante da cidade aproximadamente três quilômetros. O aludido bloco é tido como objeto de turismo, pois a ele ocorrem muitas pessoas, especialmente estudantes, na época das férias, onde costumam realizar piqueniques e folguedos.
O Gentílico de quem nasce em Pedreiras é pedreirense.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila e distrito com a denominação de Pedreiras, pela Lei Provincial nº 1453, de 04 de março de 1889, desmembrado de São Luiz Gonzaga. Sede na atual vila de Pedreiras. Instalado em 19 de abril de 1890.
Pela Lei Municipal nº 15, de 06 de janeiro de 1896, é criado o distrito de Pau d`Arco e anexado a vila de Pedreiras.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Pedreira e Pau d`Arco.
Pela Lei Estadual nº 947, de 27 de abril de 1920, a vila de Pedreiras é elevado à condição de cidade.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído do distrito sede. Não figurando o distrito de Pau d`Arco. Por ter sido criado e não instalado.
Assim permanecendo em divisões territoriais datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pela Lei Estadual nº 269, de 31 de dezembro de 1948, são criados os distritos de Igarapé Grande, Marianópolis e Olho d`Água Grande e anexado ao município de Pedreiras.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950, o município é constituído de 4 distritos: Pedreiras, Igarapé Grande, Marianópolis e Olho d`Água Grande.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960.
Pela Lei Estadual nº 2.179, de 30 de dezembro de 1961, desmembra do município de Pedreiras o distrito de Olho d`Água. Para formar o novo município de Santo Antônio dos Lopes.
Pela Lei Estadual nº 2.184, de 30 de dezembro de 1961, desmembra do município de Pedreiras o distrito de Igarapé Grande. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 2 distritos: Pedreira e Marianópolis.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
A lenda da pedra grande
Esta história é mais uma das muitas e muitas histórias misteriosas da cidade de Pedreiras do Maranhão. Pedra grande, quem não conhece em Pedreiras? Todos sabem que ela é muito misteriosa. Pedra grande é um enorme bloco de pedras localizado no povoado do Transwal em Pedreiras. Dizem os mais velhos que debaixo da pedra grande se esconde uma enorme serpente encantada, tendo a cabeça na pedra o corpo no rio Mearim, e o rabo debaixo da igreja de São Benedito. Fato curioso é que esta igreja quando foi construída, ficava de costas para o rio Mearim e pra direção da pedra, a população conta que o rabo da terrível serpente balançou e a igreja caiu. Depois fizeram ela defronte para o rio e até hoje ela está de pé. Muito intrigante. Dizem os moradores da localidade do Transwal que a pedra é encantada, ela fica numa estrada que existe um cemitério dos dois lados, alguns contam que já viram várias coisas inexplicáveis por lá. Existe um relato de um moço que sempre na madrugada passava por esta estrada para buscar água no rio, ia e voltava todas as madrugadas. Quando numa madrugada ele estava passando próximo a pedra e viu algo bem no pezinho da pedra, mas o intrigante era que ele viu um cajado do tipo daqueles reis, todo cheio de brilhantes, mas não via o fim do cajado, quando ele puxou o cajado algo atrás da pedra puxou com mais força...ele saiu correndo naquela noite e contou a todos o que viu. Este é apenas um dos muitos relatos que envolve a misteriosa pedra grande da cidade de pedreiras..
Povoação
O nome Pedreiras originou-se em virtude da existência de um bloco de pedras no local em que atualmente está situado o bairro do Traswal que fica localizado a margem esquerda do rio Mearim a 3 km da sede. E em 27 de abril de 1927 através da lei 947, Pedreiras passou para a categoria de cidade, e com relação ao seu aspecto físico está localizada no centro do maranhão, compreendida na microrregião do médio Mearim e possuindo uma área de 534, 514 km e uma população de 39,267 habitantes de acordo com estimativas do senso de 2018. 
O município foi fundado em áreas de fazendas escravistas e dos índios Guajarás que habitavam a região. Em meados do século XX foi um dos maiores polos produtores de arroz, batata e macaxeira do interior do estado do Maranhão
Clima
O clima em Pedreiras predomina o tropical úmido, apresentando duas estações básicas: uma chuvosa e a outra de estiagem.
O clima em Pedreiras é caracterizado por duas estações distintas: uma seca, que vai de maio a novembro, e uma chuvosa, que ocorre de dezembro a abril. Durante o período chuvoso, é comum ocorrer pancadas de chuva à tarde e à noite, com o tempo ficando firme à noite. Já na estação seca, o tempo tende a ser mais firme com sol e poucas nuvens, com baixa probabilidade de chuva. 
A estação chuvosa ocorre de dezembro a abril, com as seguintes características: as temperaturas podem variar, mas geralmente ficam entre 23°C e 33°C; é o período de maior incidência de chuvas, com pancadas frequentes, especialmente à tarde e à noite e a umidade relativa do ar tende a ser alta durante a estação chuvosa. 
Já a estação Seca, que vai de maio a novembro, apresenta as seguintes características: as temperaturas podem variar mais, com dias mais quentes e noites mais amenas; as chuvas são menos frequentes e o tempo tende a ser mais firme com sol e poucas nuvens e a umidade relativa do ar tende a ser mais baixa durante a estação seca. 
O clima em Pedreiras é influenciado pela proximidade com o mar e pelas características geográficas da região, com predomínio do bioma Cerrado. 
Economia
Pedreiras é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano. O baixo potencial de consumo e o desempenho econômico são fatores de atenção.
Em janeiro de 2025, foram registradas 106 admissões formais e 138 desligamentos, resultando em um saldo negativo de -32 novos trabalhadores.
Até fevereiro de 2025 houve registro de 25 novas empresas em Pedreiras, sendo que 4 atuam pela internet. Neste último mês, 15 novas empresas se instalaram, sendo 3 com atuação pela internet.
Referências para o texto: Wikipedia ; Site da Prefeitura Municipal ; Caravela ; Climatempo .

sábado, 19 de julho de 2025

ITURAMA - MINAS GERAIS

Iturama é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, estando localizado e sendo sede da Região Geográfica Imediata de Iturama. Tem uma população de 38.295 habitantes, conforme Censo do IBGE, em 2022, e área de 1.404,7 km². Localiza-se à margem direita do Rio Grande, na divisa com o estado de São Paulo a 750 km de Belo Horizonte. 
História
Os primeiros habitantes na região onde está situado o Município do Iturama foram os Índios Mebêmgôkre (denominados Caiapós pelos invasores europeus). Em algum momento da extensão da invasão portuguesa para o interior do Brasil, muitos escravizados passaram a compartilhar o domínio dessa região com uma rica fazendeira, Dona Francisca Justiniana de Andrade, viúva de Antonio Paula Diniz. A Família Diniz, originária de Portugal, recebeu estas terras por atribuição do reino de Portugal (conforme descrito em tese de Doutorado de Francisco Eduardo Pinto, na UFF/Niterói). Dona Francisca, herdou assim enorme latifúndio, cuja sede denominava-se Fazenda Santa Rosa. Tal mulher planejou formar um povoado, conferindo para isso uma escritura de doação de um lote com 189 alqueires da terra em 24 de março de 1897, à Diocese de Uberaba, em honra ao Sagrado Coração de Jesus. 
Há um museu da usina de Água Vermelha no município de Ouroeste/SP, onde são encontradas fotos e documentos sobre as cachoeiras dos índios. O local onde os indígenas fizeram seu aldeamento, no passado era denominado "Aldeia dos Índios", foi submersa e desapareceu com a criação de uma barragem feita pela CESP para a construção da usina na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. Não se tem notícia oficial ou independente da história dessas pessoas. O que ocorreu com elas, se fugiram ou foram incorporadas à cultura do novo povoado que Dona Francisca intentou de fundar e prosperou. 
Em 17 de dezembro de 1938, tornou-se distrito de Campina Verde (Decreto nº 148). Em 31 de dezembro de 1943, cinco anos mais tarde, passa a se chamar Camélia. No entanto, foi a partir do ato emancipatório (Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948) que ficou definido o nome de Iturama. A comemoração de aniversário da cidade é realizada em agosto (no dia 23, o dia da padroeira da cidade Santa Rosa de Lima). A história de Iturama, sua arquitetura e a política de conservação da memória é conservada e expressa principalmente pela história falada e ainda muito incipiente como política de preservação documental pública. Recentemente foi criada a Casa da Memória de Iturama como forma de preservar objetos, fotos, depoimentos, documentos que atestam a história e a cultura da cidade e de seus habitantes atuais e antigos. 
Emancipação
Criado em 1938 com a denominação de Santa Rosa, pelo Decreto Estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, com terras desmembradas do distrito de São Francisco de Sales, subordinado ao município de Campina Verde. Em 1948 iniciou-se uma campanha com uma comissão objetivando a emancipação do Distrito de Camélia, para elevá-lo a município de Iturama. Membros dessa comissão foram diversas vezes a Belo Horizonte, a fim de acompanhar de perto o processo de emancipação levando em mãos aos membros da comissão Estadual os documentos complementares. Acompanhou o processo o causídico Dr. Tomáz Neves. No dia 1º de janeiro de 1949, em Sessão Solene, presidida pelo primeiro Juiz de Paz do município, Sr. Palmério Urzedo de Queiroz, instalou-se o município de Iturama. Foi nomeado pelo Governo do Estado para intendente o Sr. Heliodoro Gonçalves da Maia, que instalou a prefeitura em 22 de março de 1949. 
Etimologia
O nome da cidade possui diferentes traduções, todas elas derivadas da língua tupi: 
- Segundo as interpretações de Joaquim Ribeiro Costa, José Carvalho e Cônego Osório, iturama (yty-terama) significa "região das quedas d’água". Provavelmente, em referência às grandes cachoeiras que existiam onde é atualmente a Usina Hidrelétrica de Água Vermelha e que está de acordo com as auto denominações do povo mebêngôkre, que significa, "homens do poço/lugar d'água" que vivia na região de Iturama.
- O significado é debatido. Outras interpretações comuns são "Cidade das Cachoeiras" e "Região das Cachoeiras".
- Segundo o relato do historiador Marcelo Aguiar, do qual grande parte deste texto foi extraída e que se encontra no arquivo público do município de Uberaba, um homem chamado José Carvalho, que é descendente de índios e que se intitula criador do nome dado, explica o significado da palavra: "I", diz ele, é "água", "tu" é "tombo, queda" e "rama" é "latada, muitas, várias". Ou seja, existiam muitas cachoeiras na região e o nome se adaptou imediatamente a esta realidade.
- Há relatos oficiais de que cachoeira pronunciava-se "tókót" e água era "incó" na língua dos Caiapós, sobre os quais escreveu José Joaquim Machado de Oliveira (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro do Rio de Janeiro).
- É possível o significado de "cachoeira promissora", através da junção dos termos ytu ("cachoeira") e ram ("promissor").
Geografia
Localiza-se na região do Triângulo Mineiro, à uma latitude 19°43'40" sul e longitude 50°11'45" oeste, estando a uma altitude média de 453 metros. O aspecto geral de seu território é de planícies, levemente onduladas. Seus municípios limítrofes são: Carneirinho a oeste, Limeira do Oeste a noroeste, União de Minas ao norte, Campina Verde e São Francisco de Sales a leste. No estado de São Paulo: Populina, Ouroeste, Indiaporã e Mira Estrela. 
Clima
Em Iturama, a estação com precipitação é quente, abafada e de céu quase encoberto; a estação seca é morna e de céu quase sem nuvens. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 15 °C a 34 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 38 °C. 
A melhor época do ano para visitar Iturama e realizar atividades de clima quente é do fim de abril ao fim de agosto. 
A estação quente permanece por 2,4 meses, de 28 de agosto a 8 de novembro, com temperatura máxima média diária acima de 32 °C. O mês mais quente do ano em Iturama é outubro, com a máxima de 34 °C e mínima de 21 °C, em média. 
A estação fresca permanece por 2,6 meses, de 27 de abril a 15 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 28 °C. O mês mais frio do ano em Iturama é junho, com a mínima de 15 °C e máxima de 27 °C, em média. 
Hidrografia
A região do pontal do Triângulo está localizada sobre parte do Aquífero Guarani, que é um grande reservatório de água doce subterrânea, um dos maiores do mundo. Iturama está localizada a aproximadamente 6 Km da margem direita do Rio Grande, que divide Minas Gerais de parte do noroeste do estado de São Paulo e encontra com o Rio Paranaíba formando o Rio Paraná, que se torna Rio da Prata nas divisas com Argentina e Uruguai onde se desagua no oceano Atlântico. O Córrego Tronqueira abastece de água potável da cidade de Iturama. O Aquífero Guarani em toda suas extensão sob os estados do Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e parte do Paraná. 
O Córrego Tronqueira é a principal fonte de água potável que abastece a cidade requer especial atenção, mesmo tendo recebido o esgoto do Frigorífico um pouco abaixo da estação de captação. O Tronqueira, o Santa Rosa e o Quati que cortam a cidade sofrem contaminações constantes e comuns a cursos d'água de ambiente urbano (Lixo, animais mortos, falta de fiscalização e regras). O uso responsável do solo, com regulação do uso de venenos e adubos em grande quantidade poderiam reverter este processo e preservar as águas da cidade. 
Às margens dos córregos Tronqueira e Santa Rosa crescem belas palmeiras de Buriti (uma espécie protegida por lei) que faz destes dois córregos serem classificadas como sendo Veredas. A presença de taboas, jambolão, araçás e outras espécies de plantas nas Veredas serve de atrativos para pássaros, peixes (traíras, piaus, lambaris, piaparas e vários outros), capivaras, jacarés, sucuris. A grande variedade de espécies que sobrevivem nas veredas requer atenção de toda população das margens do Tronqueira e Santa Rosa para que no futuro tenhamos água em abundância e qualidade. A construção de bairros do outro lado do Santa Rosa na direção do Tronqueira já alcançando o divisor de águas após o Corredor (Vila Cruzeiro) traz grandes riscos de contaminação com lixos e esgotos, alagamentos, desmoronamentos e degradação das margens dos córregos em especial o Santa Rosa. 
Demografia
A população de Iturama, de acordo com o Censo 2022, do IBGE, era de 38.295 habitantes.
Transporte
Pode-se chegar à Iturama pela MG-255 partindo de Frutal, pela BR-497 partindo de Uberlândia e pela MG-426, partindo da divisa de SP/MG (Usina Hidrelétrica de Água Vermelha, no Rio Grande), onde se encontra com a Rodovia Percy Waldir Semeguini, que parte de Fernandópolis. 
A cidade dispõe de um aeroporto próprio para aeronaves de pequeno-médio porte. O terminal rodoviário mantém linhas diárias de ônibus direto para Uberlândia, Uberaba, Campina Verde, Frutal, Fernandópolis, São José do Rio Preto e São Paulo. Também é possível chegar a Iturama partindo de São Paulo, Curitba, Belo Horizonte ou Rio de Janeiro por via aérea até São José do Rio Preto, Uberaba ou Uberlândia e seguir de ônibus ou carro até Iturama. 
As rodovias que dão acesso à cidade são as seguintes: 
- BR 461 Ituiutaba – Gurinhatã – Iturama.
- BR-497 Uberlândia – Campina Verde – Iturama – Porto Alencastro – Entroncamento com a BR-158.
- MG-426 (Alcides Costa) Iturama – Água Vermelha.
- MG-255 Iturama – São Francisco de Sales – Itapagipe – Frutal.
Economia
Iturama se destaca como centro regional do Pontal do Triângulo Mineiro, sendo na área da saúde, educação, comércio, hotelaria e de serviços. A economia é baseada na agricultura e pastoreio, na plantação de cana-de-açúcar, a produção do álcool e na prestação de serviços. 
Sua estrutura física e a organização da arquitetura urbana fazem dela uma referência nos diversos setores da economia, ainda somando a chegada da UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), da Usina de Biodíesel Triângulo, que está em fase de implantação e da realização do esperado sonho da concretização do Porto Intermodal de Cargas, que une os estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e que gera desenvolvimento para Iturama, as cidades da Região e alavanca o sistema de transporte hidroviário brasileiro. 
Iturama se destaca na região do Triângulo Mineiro como uma cidade ótima para se investir. O setor industrial da cidade é bastante diversificado e hoje se destaca na área por ser composta por mais de 190 empresas que alavancam a economia municipal como, por exemplo, A Usina Coruripe, sendo a maior empregadora da cidade, o Frigorífico Friboi e a Usina de Biodíesel Triângulo. A cidade também propicia aos investidores uma localização privilegiada, mão de obra abundante, um Porto Intermodal de Cargas, que vai escoar a produção de tudo o que for produzido na região diretamente a demais portos direcionados na rota ao Porto de Santos, e apoio público. A cidade está de braços abertos para investimentos e negócios. 
Iturama tem ampla rede comercial, não tem sistema de transporte coletivo dentro do perímetro urbano. Parte do território de Iturama é coberto por águas de lagos das usinas hidrelétricas. Iturama conta com algumas redes de supermercados, muitas mercearias e vendas nos bairros, farmácias, clínicas médicas, lojas de roupas e calçados, 4 dos grandes bancos de varejo (BB, Itaú, Bradesco e Santander) e outros bancos de cooperativas e créditos. Iturama conta com 2 hospitais (1 público e outro privado), lojas de conveniência, postos de gasolina e um comércio diversificado. Iturama conta ainda com duas feiras livres que funcionam no Bairro Tiradentes próximo à rodovia (MG-255) de acesso a São Francisco de Sales, Frutal e Uberaba. A feira do produtor local funciona às quartas-feiras no final da tarde e a outra funciona, como tradicionalmente, aos domingos de manhã. 
Educação
A cidade conta com duas instituições de ensino superior, sendo uma federal, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (oferecendo os cursos de Química, Biologia e Agronomia, com a previsão de introduzir Zootecnia, Biomedicina, Educação Física e Educação Especial e Inclusiva com o repasse de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento) e a outra particular (FAMA, com cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Engenharia Civil, Pedagogia e Psicologia). Dentre as instituições que oferecem cursos em modalidade EaD, a cidade possui polos da UNIP, Unicesumar, Uniasselvi e Uniube. 
Cultura
Todo um universo de expressões típicas, costumes, modos de falar e de agir, cultivos de plantas como alimentos, temperos e medicinais, conhecimentos de plantas do cerrado e dos brejos da região, danças, religiões, crenças, medos, superstições, comidas e pratos típicos são algumas das manifestações culturais de um povo e suas diferentes comunidades. Como exemplo as galinhadas (arroz com galinha caipira), pamonha, pé de moleque, canjica (de milho), rapadura e melados feitos com cana de açúcar são algumas das manifestações culturais típicas de Iturama. O cultivo de milho também é uma cultura herdada dos índios, assim como o cultivo de mandioca, dos quais se fazem os famosos pães de queijo. 
O mais comum na cultura em gastronomia são os almoços e festas em casas de parentes e amigos e mais recentemente em casas de aluguel especializadas em festividades diversas. É da cultura da maioria dos ituramenses frequentar igrejas, especialmente nos finais de semana sendo as religiões católicas e neopentecostais as mais frequentadas da cidade. A cultura de terços e rezas em casas de família, novenas e manifestações congêneres também são muito comuns entre os ituramenses. Jogos de baralho como o Truco é um evento muito comum entre amigos e familiares ituramenses. A Cavalhada, um fenômeno tipicamente urbano, com referências a comportamentos rurais, também faze parte das manifestações culturais ituramenses. 
Ainda no campo da religiosidade os habitantes da cidade constroem igrejas, fazem festas de diferentes tipos e credos. Uma das mais tradicionais é a folia de Santos Reis que era tradicionalmente comemorada no dia 06 de janeiro (dia dos 3 Reis Santos: Melquior, Baltazar e Gaspar). Na Iturama antiga (até a década de 90 do século XX) era comum manter cruzes em encruzilhadas como manifestação da crença em Deus e em Jesus Cristo como representante do mesmo na terra. O corredor municipal (também chamado de Vila Cruzeiro) tinha dois destes monumentos em dois de seus principais e mais antigos cruzamentos. Mais recentemente o poder público construiu dois monumentos nas entradas principais da cidade nos trevos da Exposição e no acesso a Campina Verde e Fernandópolis/Carneirinho/União. 
Iturama apresenta uma grande diversidade de culturas e projetos culturais, sendo que, no dia 1º de Maio (Dia do Trabalho e do Trabalhador) de todo ano é realizada uma feira cultural na praça Padre Valim, onde são apresentadas muitas manifestações de suas culturas: artesanatos, peças de teatro, danças, apresentações e shows musicais, gastronomia, pinturas, exposições de tecidos, roupas e calçados feitos por pessoas da cidade. A praça Dona Francisca Justiniana de Andrade já foi palco de grandes manifestações culturais apresentações de músicos (Xitãozinho e Xororó, Jair Rodrigues, Duduca e Dalvan e muitos outros) e também grandes festivais de música e dança pelos ituramenses. Artistas como Ricardo Moisés começaram suas carreiras artísticas nos festivais da Praça Dona Francisca na década de 80 em Iturama. 
Há um grande potencial cultural que Iturama adquiriu ao longo dos séculos de ocupação indígena e acrescidos de costumes africanos, europeus e estadunidense nos últimos 100 anos. As novas produções de culturas são anualmente expostas e os expositores inventivos continuam adquirindo e ensinando seus novos conhecimentos artísticos e culturais. Os participantes das feiras são orgulhosos por serem os responsáveis por essa parte da cultura ituramense. Também são conhecidas expressões culturais como bailes, macumbas, festas de santos reis entre outras. 
Iturama tem uma feira semanal, onde tradicionalmente são comercializados frutas e alimentos em geral produzidos na região ou trazidos de outras cidades. A feira de domingo, como se costuma dizer é também um ponto de encontro, de socialização e atividades políticas, culturais e sociais. A feira de domingo já foi localizada em outros lugares mais perto do córrego Santa Rosa e antigo centro, na Rua Frutal entre as Avenidas Rio Grande e Paranaíba ao lada da Rodoviária Antiga (hoje a sede do INSS e da Caixa Econômica Federal) e depois mudou para um local localizado próximo à Rodovia que dá acesso a São Francisco de Sales e ao parque de exposições. 
Na área social e organizacional Iturama apresenta entidades que promovem doações e campanhas de ajuda, como Centros Espíritas, o Rotary Club, Lions Club e Maçonaria, os mirins: Interact, Rotaract, LEO Clube, Demolay, que sempre fazem campanhas e concedem à população, ajudas como alimentos, roupas, calçados, utensílios e brinquedos. Iturama tem como cultura local destinar os idosos mais pobres para diversos asilos e casas de apoio emocional, psicológico e de saúde. Pessoas com necessidades especiais são socialmente acolhidas nas casas das famílias e também na APAE Iturama. 
Iturama também é considerada um polo cultural do pontal do Triângulo Mineiro, considerando que mantém um campus da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, atraindo estudantes de todo o país, escola agrícola e centros públicos e privados de treinamento. Além disso mantém uma cultura de festividades (exposição agropecuária, carnaval). O Carnaval como manifestação cultural muito tradicional em todo Brasil, também é manifestado por moradores de Iturama. Atualmente há uma cultura de também fazer carnaval de rua em outras cidades da região como Campina Verde. 
Esportes
Iturama conta com um time de futebol ituramense, o "IEC", que já conquistou vários títulos de campeonatos regionais. O clube mantém um próprio estádio, pequeno. A área desportiva ainda é composta de várias organizações de treinamento de futebol, as famosas "escolinhas de futebol". Vários torneios, campeonatos e partidas são realizadas na cidade, que conta com um Ginásio Municipal, de boa estrutura, mas carente de reformas e ampliações. 
Na cidade existem praticantes de várias artes marciais, como o Jiu-Jitsu, Capoeira e Karatê-Do. Iturama já foi representada em vários campeonatos estaduais e nacionais por karatecas locais, conquistando o vice-campeonato mineiro, além de um título nacional, não disputando a etapa sul-americana por falta de recursos e incentivo público. 
No âmbito esportivo destacam-se no futebol os filhos do ex-jogador profissional Cutula que mantém a "Escolinha de Futebol Cutula" na cidade. Thales Lima, o mais velho, já teve passagem pelo Grêmio Barueri e pelo futebol japonês. Já Mateus Lima com passagem pelo Sport Recife em 2013, disputa a Série B do Campeonato Brasileiro de 2014 pela equipe do Luverdense de Mato Grosso. 
No vôlei, o meia central Maurício Souza também é motivo de orgulho para a cidade. Convocado algumas vezes para a seleção de Bernardinho, o atleta participou da campanha brasileira na medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2011 em Guadalajara, no México. Em 2014 o atleta atuou no voleibol turco. 
Atualmente, o vôlei também se destaca como um esporte que tem valorização pelos jovens em Iturama. Um dos ganhadores da medalha de ouro nos jogos olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, Maurício Souza, é nascido em Iturama. Atualmente, é mantida uma escolinha de voleibol com o seu nome na cidade. 
Referências para o texto: Wikipedia ; Weather Spark .