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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

CACOAL - RONDÔNIA

Cacoal é um município brasileiro do estado de Rondônia. O seringueiro Anísio Serrão de Carvalho nomeou o município de Cacoal devido à grande quantidade de cacau nativo que infestava a área, tendo boa aceitação pelo solo, vindo a se tornar juntamente com a lavoura cafeeira, que fez deste município a Capital do Café, tornando-se a cultura mais importante da região, dando base de sustentação a economia local.
História
Sua história começou com a chegada da linha telegráfica na região, aberta pelo marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, no ano de 1909. Um dos postos telegráficos foi instalado no local onde atualmente está o município de Pimenta Bueno, sendo necessário a contratação de homens para trabalhar como guarda-fios.
Em torno de 1920 chega à região para trabalhar como guarda-fios o paraibano Anísio Serrão de Carvalho. Este, membro da comissão de Rondon, adquiriu a área de terra às margens do Igarapé Pirarara, e se fixou no local, denominando-o de Cacoal. Porém, o povoamento de Cacoal só teve início na década de 1970, com a chegada de vários imigrantes da região sul e sudeste do país, dando origem ao povoado conhecido como Nova Cassilândia. Nessa mesma época, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) implantou o Projeto Integrado de Colonização, para orientar a sua ocupação, coordenando a distribuição de lotes e o assentamento dos colonos.
Em 1972 foi elevado a distrito de Porto Velho e em 1975 foi organizada a Primeira Igreja Batista de Cacoal. Mas a primeira Igreja a se instalar na ainda vila de Cacoal foi a Igreja Católica por meio da congregação Comboniana, sendo Francesco Vialetto o primeiro padre, cuja diocese se fixou na então Vila de Ji-Parana, a aproximadamente 100 km. Antes mesmo da emancipação política de Cacoal. E assim ficou até 26 de novembro de 1977, quando foi elevado a município. A partir de 1979 o governo do Território Federal de Rondônia elaborou o plano de orientação urbano de Cacoal.
Geografia
Sua população, é a quinta maior do Estado, ficando atrás da cidade de Vilhena com 100.000 habitantes. De acordo com o IBGE em 2016, Cacoal é estimada em 87.877 habitantes. O município é movido principalmente pelas grandes indústrias do setor madeireiro, agropecuário e comércio. É um dos municípios mais prósperos do estado por sua sólida economia em expansão.
Cacoal está localizado na porção centro-leste do estado, na microrregião de Cacoal e na mesorregião do Leste Rondoniense.
Clima
O clima da região segundo Koppen, do tipo Aw, corresponde às florestas tropicais com chuvas do tipo monção. Caracteriza-se por elevadas precipitações cujo total compensa a estação seca (junho a agosto), permitindo a existência de floresta. Esse tipo climático domina toda a área, onde a temperatura média fica em torno de 26 °C. O índice pluviométrico é superior a 2 000 mm/ano.
Hidrografia
O principal curso de água é o rio Machado, chamado mais adiante de rio Ji-Paraná, afluente do rio Madeira, pela margem direita.
Fazem parte também da hidrografia deste município pequenos rios como: Tamarupá e Pírarara.
Fauna
A fauna da região de Cacoal é composta por animais de pequeno e grande porte como mamíferos, aves, répteis, peixes e insetos. São encontrados frequentemente nas matas do município exemplares de mamíferos comuns à fauna da região como tatu-peba, tamanduá-mirim, cachorro-do-mato (graxaim). Estas espécies são encontradas em grande número, vitimadas por atropelamentos nas estradas que interligam o município de Cacoal à Rolim de Moura e Ji-Paraná.
Vegetação
A vegetação observada localmente no Município de Cacoal é do tipo cerrado, predominando, no entanto um tipo de transição entre floresta aberta e cerrado, dado o caráter típico da transição climática e entre os dois biomas (amazônico e cerrado).
Economia
Setor primário
A base econômica da agricultura permanente é o café. O município já foi considerado o maior produtor do estado, já chegou a produzir 46 mil toneladas de café no ano de 1990, mas essa produção vem caindo gradativamente, e em 2005 passou a ser o segundo maior, com uma produção de 8.040 toneladas, onde o maior produtor é o município de São Miguel do Guaporé (9.708 toneladas), logo após o café, a segunda maior produção é a de banana, com 4.074 toneladas em 2005. Já no desenvolvimento de culturas temporárias, os mais importantes são o arroz, o feijão, a mandioca e o milho, com uma produção de 9.832 toneladas em 2005, sendo um dos maiores produtores do mesmo.
Cacoal possui um dos maiores rebanhos do estado, sendo de grande importância para a economia agropecuária. Possui mais de 420 mil cabeças de gado bovino, ficando como quarto maior rebanho de Rondônia. Em 2005 teve uma produção de leite de 8,5 mil litros.
A criação de suínos teve uma grande queda, de 120 mil em 1992 para 12 mil suínos em 2005 devido a grande migração da população rural para o município, que reduziu não só a criação de suínos como a de bovinos e a produção de alimentos. A queda da importância da suinocultura para a economia do município também foi um fator que influenciou. A população rural ainda representa 20% da população total. O município também está inserido na fronteira agrícola Amazônica.
Setor terciário
Com empresas de diversos ramos de atividade, o município de Cacoal atrai consumidores de diversas cidades vizinhas, e os setores que mais se destacam são: alimentícios (supermercado), auto peças, concessionárias de veículos, confecções, materiais de construção.
Com um forte setor atacadista que fornece produtos para revenda, com preços competitivos e com uma quantidade enorme de produtos oferecidos, que podem ser adquiridos tanto no varejo como no atacado.
Tendo agora um forte crescimento nas áreas de saúde e educação, e consecutivamente, trazendo um incremento para o comércio.
Pontos turísticos
Os principais pontos turísticos da cidade são:
- Cachoeira na Linha 11: com maior fluxo de visitantes nos finais de semana, quando acontecem rodeios, bingos, churrascos, música ao vivo, dentre outras atividades realizadas no local. As pessoas têm a possibilidade de tomar banho de cachoeira, ou então, para aqueles que gostam, apreciar a natureza.
- Cachoeira do Protazio: Lugar muito bonito e tranquilo, ótimo banho de cachoeira nas águas frias do igarapé, área para camping, pesque-pague, e quiosques com mesas e churrasqueira. Localizada na Zona Rural com acesso pela Linha 06 após o travessão uns 300 metros do lado esquerdo da Linha, distante cerca de 25 km do Centro de Cacoal. O acesso pode ser feito também pela Linha 05 (asfalto) entrando no travessão a direita (em frente aos eucaliptos na beira da estrada - 21 km da BR-364 sentido Ministro Andreazza)e seguindo 4 km até a Linha 06.
- Cacoal Selva Park: uma área rural preservada há mais de 20 anos; que se tornou uma das principais áreas de lazer da região e do estado. Hoje aberta ao público, a propriedade ficou conhecida como "Chácara ou Sítio do Nério", espaço que em março de 2000 foi transformado em Reserva Particular do Patrimônio Natural. Possui estruturas ecológicas, que atualmente conta com cabanas equipadas para acomodação familiar, pedalinhos, rodas d'água, área de camping, quiosques, salão de jogos, restaurante, lanchonetes, animais silvestres em exposição, dentre outros.
- Lagoa Azul: devido às algas e à pigmentação da argila a cor da água faz jus ao nome do local. Existem várias nascentes que foram represadas, formando uma lagoa com água limpa. Nos finais de semana o lugar é muito frequentado por excursões de cidades da região. Existe no local trampolim, área de camping, lanchonete e churrasqueiras.
- Lago do Parque Sabiá: o lago também conhecido como lago do BNH, é formado por nascentes existentes no local. Está localizado numa área verde no centro do bairro e tem uma infraestrutura de lazer, como pista para caminhadas, quadra coberta de esportes, parque infantil e uma grande área gramada para o lazer da população. Dentre suas estruturas, há um parque para as crianças, um local para picnic e uma pista para caminhada.
- Pedra na Linha 7: é um local onde há a sobreposição natural de uma pedra sobre a outra, formando uma bela paisagem para ser admirada.
- Pedra na Linha 10: lugar propício para aqueles que desejam apreciar a natureza e ter um pouco de aventura, próprio para escaladas, devido ao paredão de aproximadamente 50 metros de altura. O local também serve para caminhadas ecológicas, pela região com muita vegetação. Do alto da pedra tem-se uma boa visão do município de Cacoal.
Referência para o texto: Wikipédia .

terça-feira, 6 de abril de 2021

VILHENA - RONDÔNIA

Vilhena é um município brasileiro do estado de Rondônia. Sua população foi estimada em 102.211 habitantes, segundo dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O município é conhecido como Portal da Amazônia, por estar situado na entrada da região Amazônica Ocidental. Também é conhecida como Cidade Clima da Amazônia, por ter uma temperatura média menor do que outras cidades da Região Norte. Nos tempos de sua colonização, recebeu a alcunha de Eldorado Amazônico, em referência à cidade de Eldorado que, segundo a lenda dos índios, seria feita de ouro maciço.
O nome "Vilhena" foi denominado por Cândido Rondon em homenagem ao engenheiro maranhense chefe da Organização Telegráfica Pública Álvaro Coutinho de Melo Vilhena. Este, em 1908, foi nomeado pelo Presidente da República Diretor Geral dos Telégrafos.
História
A história da colonização de Vilhena tem algo em comum com muitos outros municípios de Rondônia. Começa no século XX, por volta de 1910, quando o tenente-coronel Cândido Mariano da Silva Rondon construiu, nos campos do Planalto dos Parecis, um posto telegráfico, ligando várias cidades entre Cuiabá e Porto Velho e fazendo com que surgissem vilas ao redor. Tal região, porém, já havia sido desbravada, há cerca de 200 anos, quando bandeirantes, como Antonio Pires e Paz de Barro, denominaram a área como Chapadão dos Parecis.
A Comissão Rondon realizou a obra de ligação telegráfica entre Cuiabá e Santo Antônio do Rio Madeira, promovendo a ruptura do isolamento do oeste amazônico. Os trabalhos iniciaram no ano de 1907, no governo Afonso Pena, e foram concluídas em 1912 no governo Hermes da Fonseca. As picadas abertas na mata serviriam anos depois para a trilha da BR-029 (atual 364) e proporcionaram o surgimento de povoados que se transformaram em municípios do estado (Vilhena, Pimenta Bueno e Jaru). O ponto Final da linha telegráfica ultrapassou Santo Antônio do Rio Madeira e chegou a Porto Velho, em Rondônia.
Em 1909, o tenente-coronel Cândido Mariano da Silva Rondon, que atuava como chefe da comissão e construção da linha telegráfica de Mato Grosso-Amazonas, liderou uma expedição de 42 homens por regiões amazônicas. Em determinado ponto, ergueu um acampamento, visando a realizar estudos sobre o ecossistema e o comportamento dos povos indígenas. Era então desenhado o esboço originário da cidade de Vilhena, no que viria a ser o Estado de Rondônia.
O trabalho de Rondon seria completado alguns meses mais tarde com o estabelecimento de uma estação telegráfica, nas margens do Rio Piracolino. A região da atual cidade de Vilhena distancia-se cerca de cinco quilômetros desse rio.
Concluída a obra da estação telegráfica, Rondon homenageou o antigo engenheiro chefe da Organização da Carta Telegráfica da República, Álvaro Coutinho de Melo Vilhena, falecido havia pouco tempo, batizando-a de Vilhena. Em 1910 a estação começou efetivamente a funcionar, atraindo moradores para a região.
Em 1938, o posto telegráfico de Vilhena tinha como habitantes apenas duas famílias. Abandonadas pela administração de linha telegráfica havia 8 anos, viviam da criação de bodes e cabras. Esse é o testemunho de Claude Lévi-Strauss, que relatou sua passagem pela região em seu livro Tristes Trópicos.
Durante quase 50 anos, foi o Posto Telegráfico da passagem do homem civilizado por esta região e, somente ao final da década de 1950, a sua presença tornou-se mais efetiva. No ano de 1959, o presidente Juscelino Kubitschek iniciou a BR-29 (Brasília/Acre), atual BR-364, que integrava a região Norte com as demais regiões do País. Vilhena é a entrada da Amazônia Ocidental, o que permite receber a denominação "Portal da Amazônia Ocidental", e teve seu povoamento caracterizado por vários fatores:
Fluxo migratório das regiões mais populosas do País (sudeste/sul) á procura de novas áreas para melhoria do desenvolvimento econômico.
-  A existência de um clima saudável, próprio da região do Planalto;
- As riquezas das matas locais (muita madeira, hoje quase esgotada); e
- A construção da verdadeira rodovia de interligação (Brasília/Acre): BR-364.
Em 1964, por meio do Ibra (Instituto Brasileiro de Reforma Agrária), e depois do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), ocorreu distribuição de terras da União a colonos dispostos a se fixarem na região. Este fator atraiu migrantes de todos os quadrantes do País. Nesta ocasião chegavam as primeiras cabeças de gado (80 reses) e instalavam-se o primeiro posto de gasolina, o primeiro hotel e restaurante, tudo propriedade do pioneiro Ferreira Queiroz.
Após o golpe militar de 1964, chega o 5º BEC (Quinto Batalhão de Engenharia e Construção), para a conservação da estrada, tendo à sua frente o comandante Todeschini, que residia em Vilhena. Construiu-se a primeira igreja católica. Vilhena começa a se consolidar com a construção da atual rodovia BR-364. No início de 1960, o presidente Juscelino Kubitschek visitou a região para inaugurar a rodovia Brasília-Acre e vistoriar as obras da BR-364.
Para tanto, uma pista de pouso teve de ser construída de forma urgente para receber o comitiva presidencial, atraindo número significativo de trabalhadores para a região. A pista passou a ser uma referência para as operações do Correio Aéreo Nacional e para empresas como a Vasp e a Cruzeiro do Sul, que tinham dificuldades de implementar suas rotas amazônicas. Outro impulso vindo na esteira da construção da pista foi a instalação de um destacamento da Força Aérea Brasileira na região e um pequeno hospital militar.
A produção cafeeira na região começa a tomar impulso antes mesmo da criação do município. Em 1964, o governo federal incentiva um programa de colonização da região Amazônica. Assim, o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária iniciam a distribuição de terras federais a colonos, sendo que a extração e o beneficiamento de madeira rapidamente ganham impulso. Em menor grau, atividades agrícolas, como café e cacau, além da pecuária, também passam a ser desenvolvidas.
Muitos trabalhadores que vieram construir a pista de pouso e a rodovia fixaram-se na região e grande número de pessoas foi estimulado a buscar melhor sorte na nova cidade que se formava.
A energia elétrica era fornecida por geradores próprios e o fornecimento de água era feito por caminhões, com tambores abastecidos nas águas dos Igarapés. Próximo ao local, instalou-se, em 1966, a primeira serraria (Berneck), e iniciaram-se as obras da Embratel. Em 1968 instalaram-se a Delegacia de Polícia, a Caerd (Companhia de Águas e Esgoto de Rondônia) e a Ceron (Centrais Elétricas de Rondônia), atual Eletrobrás.
Em 1 de abril de 1969, Vilhena passou a Distrito de Porto Velho pelo Decreto nº 565, sendo criados o Cartório de Registro Civil e o Juizado de Paz, ocasião em que Vilhena possuía 160 casas. Novas indústrias passaram a ver a localidade com potencial de crescimento e a região começou a figurar como um polo de desenvolvimento industrial e comercial do estado.
Em 4 de outubro de 1973, o Incra criou o Projeto Integrado de Colonização Paulo de Assis Ribeiro em áreas da Gleba Guaporé, a 100 quilômetros da vila de Vilhena, na mesma distância da rodovia BR-364, com sede na localidade de Colorado d'Oeste. Em 1973, o distrito de Vilhena teve seu primeiro administrador, Gilberto Barros Lima (20 de março de 1973 a 21 de junho de 1977), na época, fiscal do IBDF, ficou à disposição do Distrito. Na ocasião, esta localidade já contava com algumas avenidas: Marechal Rondon, Major Amarante e Capitão Castro, e também instalaram-se várias serrarias. Sua população era de aproximadamente 600 habitantes.
Devido ao clima ameno, presença de matéria vegetal na região e à localização estratégica, em Vilhena instalaram-se várias serrarias. O apogeu da madeira deu-se no ano de 1974. Na época a produção agrícola em Vilhena se resume a café conilon. Na região existem pesquisas sobre o desenvolvimento da cultura sendo realizadas pela Emater e pela Embrapa, sendo que esta última possui na cidade um campo experimental. Com a instalação do PIC Paulo de Assis Ribeiro (1974), com núcleo de apoio em Colorado do Oeste, ocorre um impulso populacional em Vilhena. Neste mesmo ano, instalou-se a pioneira seção eleitoral (104) no Distrito de Vilhena.
Foi elevado à categoria de município com a denominação de Vilhena, pela Lei Federal n.º 6.448, de 23 de novembro de 1977, porém instalado apenas em 1982.
Clima
O tipo de clima é o tropical com estação seca, quente e úmido, considerado ameno para os padrões climáticos da região amazônica, com friagens no meio do ano (meados de abril a meados de setembro) que frequentemente abaixam a temperatura para a faixa de 12 °C a 15 °C, sendo que, em situações mais esporádicas, massas polares mais fortes podem fazer a temperatura cair para 10 °C ou menos. O período chuvoso vai de setembro a maio. A temperatura média anual é de aproximadamente 25,8 °C. O índice pluviométrico é superior a 2.000 milímetros (mm) por ano.
Hidrografia
A Chapada dos Parecis, em Vilhena, constitui-se em um dos mais importantes centros dispersores de água do estado, nascendo os rios Iquê, Roosevelt (afluente do rio Aripuanã), Barão do Melgaço, Pimenta Bueno - Apediá, Vermelho, Ávila, Cabixi, Piracolino e Pires de Sá.
Cachoeiras
As principais cachoeiras do município são: Salto Paraíso - Rio Iquê; Cachoeira Noite de Abril - Rio Tenente Marques; Cachoeira Uapuru - Rio Tenente Marques; Cachoeira Aprigio - Rio Tenente Marques; Cachoeira Quebra Cabo - Rio Roosevelt; Cachoeira Simplício - Rio Roosevelt; Cachoeira Centelhos - Rio Roosevelt; Cachoeira Pedro Cai - Rio Roosevelt; Cachoeira Quinze de Novembro - Rio Pimenta Bueno; Cachoeira do Rio Ávila - Rio Ávila (Balneário Vale do Ávila)
Economia
As principais atividades econômicas são a agricultura, pecuária, comércio e prestação de serviços. O município conta com 12 (doze) agências bancárias, distribuídas entre 5 (cinco) instituições bancárias e 2 (duas) cooperativas.
Setor primário
Agricultura
Possui vastos campos de produção, principalmente na área agrícola, e também grandes canteiros de horticultura e produtos de viveiro, cultivo de hortaliças, legumes e especiarias hortícolas.
A produção agrícola é bem diversificada, com plantações de milho, feijão, soja, arroz, tomate, dentre outros. Dentre estes produtos, destacam-se o arroz, o milho e a soja, que são comercializados pelos grandes e médios produtores locais, diretamente com as empresas do Centro-Sul do país. O município, atualmente é o maior produtor de milho, soja e tomate de Rondônia, com uma produção de 230.066 e 169.280 e 400 toneladas, respectivamente.
Pecuária
Predominam no setor primário grandes e médios proprietários, que priorizam a criação de gado bovino de corte.
Não é só de bovinos que vive pecuária vilhenense, há uma boa diversificação com a criação de bubalino, caprino, ovino, suíno, equino e a produção de mel de abelha, com destaque ao crescimento vertiginoso da aquicultura. A criação de jatuarana, pirarucu e tambaqui está entre as 50 (cinquenta) maiores do país. Outro destaque está na avicultura, tendo a maior criação de galináceos de Rondônia, além disso mais de um terço da produção de ovos do estado são oriundos de Vilhena.
Setor secundário
Devido a escassez da madeira, o município procurou outras alternativas para conter o desemprego e uma delas foram as hidrelétricas, porém, mesmo com a baixa quantidade de madeira no mercado, a atividade ainda é significativa no setor industrial.
As indústrias de madeira se desenvolveram tanto no setor de exploração como no de construção, e acabaram atraindo indústrias de móveis, que tem interesse pela madeira extraída, como o mogno e cerejeira.
Recentemente, indústrias e fábricas, como o frigorífico Friboi e a fábrica de colchões Portal também foram responsáveis pela absorção da mão de obra excedente.
Setor terciário
A cidade foi contemplada pela Embratur, por quatro anos consecutivos com o Selo de Potencialidade Turística. Suas belezas naturais e pelo fato de possuir uma infraestrutura para recepção de turistas (hotéis, restaurantes, aeroporto, rodoviária e comércio) a cidade recebe muitos turistas do Brasil e de outras partes do mundo. Contudo, tal potencialidade não é aproveitada ao máximo. Diversos locais da cidade que poderiam atrair turistas estão abandonados ou nas mãos de particulares
Educação
Ensino superior
Vilhena se tornou um importante polo educacional de Rondônia possuindo atualmente oito instituições de ensino superior presenciais.
Universidade Federal de Rondônia (UNIR) — [pública]. Cursos: Administração; Ciências Contábeis; Letras/Português; e Pedagogia;
- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia - (IFRO) — [pública]. Cursos: Matemática; Análise e Desenvolvimento de Sistemas; e Arquitetura e Urbanismo;
- Faculdade de Educação e Cultura de Vilhena (UNESC) — [particular]; Cursos: Arquitetura e Urbanismo; Biomedicina; Ciências Contábeis; Direito; Educação Física; Enfermagem; Engenharia Agrícola; Engenharia Ambiental; Engenharia da Computação; Farmácia; Fisioterapia; Medicina; e Radiologia;
- Associação Vilhenense de Educação e Cultura (AVEC) — [particular]. Cursos: Administração, Ciências Contábeis; Direito; e Pedagogia;
- Faculdade da Amazônia (FAMA/IESA) — [particular]. Cursos: Agronomia; Psicologia; Serviço Social; e Zootecnia.
- Faculdade Cândido Rondon (FARON) — [particular]. Cursos: Agronomia; Engenharia Civil; Engenharia Florestal; e Medicina Veterinária;
- Faculdades Integradas Aparício Carvalho (FIMCA) — [particular]. Cursos: Direito; Educação física; Enfermagem; Engenharia Civil; Engenharia Elétrica; Engenharia Mecânica; Fisioterapia e Odontologia.
- Faculdade Santo André (FASA) — [particular]. Cursos: Pedagogia e Direito
No ensino a distância estão em Vilhena as seguintes instituições.:
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) — particular;
- Universidade do Norte do Paraná (UNOPAR) — particular;
- Centro Universitário Claretiano (CLARETIANO) — particular;
- Faculdade Educacional da Lapa (FAEL) — particular;
- Universidade Paulista (UNIP) — particular;
- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia - (IFRO) — pública;
Já no ensino técnico estão presentes.
- IFRO - Instituto Federal de Rondônia;
- Senai - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial;
- Senac - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial;
Cultura
Nos últimos anos a Cultura em Vilhena está se desenvolvendo com mais rapidez, surpreendendo pela quantidade de interessados em diversas manifestações culturais como teatro, música e escrita. O 1º Festival de Música do Cone Sul realizado nas sete cidades do Sul de Rondônia e organizado por Vilhena foi considerado o maior evento musical do Norte do País, reunindo mais de 500 cantores, músicos e bandas com prêmios significativos para cada etapa local, bem como na final geral. Também o 1º Festival de Calouros do Cone Sul, também comandado por Vilhena, movimentou a população do Cone Sul que desejava mostrar seus talentos e receber por isso.
A Cidade possui também uma Orquestra Sinfônica criada em 2001, que executa diversos concertos clássicos e populares.
Além disso, a criação do Espaço JK, único espaço exclusivamente cultural e particular da cidade, representou significativo avanço para a obtenção de um local adequado e centralizado que se possam realizar discussões, debates, apresentações teatrais, exposições artísticas, shows de bandas locais, divulgação da literatura dos escritores da cidade e etc. Com intuito parecido, a livraria Café & Letras passou a desenvolver diversas ações culturais como o conto de histórias para crianças, promoções em livros e o Som das Sete, evento que reúne o melhor da Música Popular Brasileira em uma noite de descontração ao ar livre.
Há ainda certa movimentação na Prefeitura que prevê a criação de uma fundação de cultura no município, o que ajudaria o município a conseguir recursos a serem investidos, por exemplo, nos oito grupos de teatro que se mostram ativos na cidade. Destes, o Wankabuki, o Canaã e o Tempus são os mais expressivos, todos com projetos de peso em andamento, embora não disponham de espaço adequado para se apresentarem.
No que diz respeito aos locais reservados para apresentações teatrais, a Prefeitura Municipal de Vilhena, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento elaborou um projeto de um centro de convenções que abrigaria um teatro, galerias de arte, oficinas de arte, biblioteca e sala de cinema. O início das obras estão previstas para 2011. Enquanto isso, o Ponto de Cultura Cone Sul Plural desenvolve, em parceria com acadêmicos do curso de Jornalismo da Unir (Universidade Federal de Rondônia), o projeto Hatisu - Ação Griô. A iniciativa pretende recuperar as origens históricas dos colonizadores do Cone Sul, que se estabeleceram em quilombos, vilas de pescadores, aldeias indígenas e acampamentos no Vale do Guaporé. Contudo, essa é apenas uma das muitas ações culturais criadas pelo Ponto de Cultura de Vilhena.
Recentemente também foi criada, no jornal impresso de maior circulação e expressividade do Cone Sul, o Folha do Sul, de Vilhena, a editoria de Cultura, que semanalmente destaca os agentes culturais do município e suas atividades.
A prefeitura promove a Cultura por órgãos culturais como a Academia Vilhenense de Letras (AVL), Centro de Tradições Gaúchas (CTG), Fundação Cultura de Vilhena, Associação de Músicos de Vilhena, Centro de Treinamento (futura Casa da Cultura) e o Museu Marechal Rondon (atualmente abandonado).
A Academia Vilhenense de Letras (AVL), fundada em dezembro de 2002, é fruto da vontade e perseverança dos poetas Átila Ibáñez, Castro Lima, Dilma Lessa, Antônio Mantelli. As tentativas de implantar uma academia de letras na cidade de Vilhena, ao Sul de Rondônia, ocorreram desde a última década do século XX. O poeta Ibáñez via seu projeto diluir-se nas dificuldades e, principalmente no desinteresse da comunidade literária. E tentava outra vez. E mais outra. Finalmente, com a participação decisiva de Mário Mileo, Newton Pandolpho, Julio Olivar, José Leocádio, Débora Lessa, Jacyr Rosa, Nilson Ferreira, Ivanir Aguiar e Scalercio Pires, surgiu, então, a Academia Vilhenense de Letras. Os patronos são Vinicius de Moraes (Cadeira 01), Ruben Braga (Cadeira 02), Carlos Gomes (Cadeira 03), Orígenes Lessa (Cadeira 04), Lauro Sodré (Cadeira 05), José de Alencar (Cadeira 06), Euzebio de Queiros (Cadeira 07), Manuel de Almeida (Cadeira 08), Pedro Lessa (Cadeira 09), Castro Alves (Cadeira 10), Drummond de Andrade (Cadeira 11), Manuel Bandeira (Cadeira 12) e Cecilia Meireles (Cadeira 13). Em 20 de março de 2004 foi eleita a poeta Núbia Rodrigues, em decorrência da renúncia do Acadêmico Jacyr Rosa. Em 8 de julho de 2006 a AVL teve seu Estatuto alterado para a criação de mais oito Cadeiras, sendo Patronos Vicente de Carvalho (Cadeira 14), Gonçalves Dias (Cadeira 15), Machado de Assis (Cadeira 16), Rachel de Queiroz (Cadeira 17), Álvares de Azevedo (Cadeira 18), Olavo Bilac (Cadeira 19), Guimarães Rosa (Cadeira 20), Fagundes Varela (Cadeira 21). Foram eleitos para as respectivas novas Cadeiras: Ana Claudia Vinter, Clóvis Brasil, Irondina Zoche, Genoli Kopp, Braz Divino, Gerino Alves, Edmar Ferreira e Valmir Flor. Por ocasião da renúncia de Nilson Ferreira foi eleito José Closs.
Visitas urbanas
- Museu Marechal Rondon.
- Parque Marechal Candido Rondon - Museu.
- Expovil - festa voltada à exposição pecuária;
- Festas Gauchescas no Centro de Tradições Gaúchas (CTG);
- Park Shopping Vilhena;
- Park ecológico.
Referência para o texto: Wikipédia .

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

ARIQUEMES - RONDÔNIA

Ariquemes é um município brasileiro do estado de Rondônia. Fundado em 21 de novembro de 1977, seu nome é uma homenagem a tribo extinta de indígenas Arikeme, habitantes originais dessa região, estes índios falavam o txapakura, pertencente ao tronco linguístico tupi. Ariquemes é a terceira maior cidade do estado de Rondônia e também um dos maiores polos de educação superior da região.
História
Por volta de 1794, o Vale do Jamari, onde surgiu o núcleo que deu origem ao município de Ariquemes, era conhecido pela abundância de suas especiarias nativas, destacando o cacau e o látex da seringueira. A região habitada por extrativistas e índios possuía vários seringais, principalmente o Seringal Papagaios. Nessa época, a Amazônia era desconhecida.
A ocupação do Vale do Jamari ocorreu por volta de 1900, principalmente durante o primeiro ciclo da borracha, mas sua ocupação efetiva começou a partir de 1909 com a construção da linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antônio do Rio Madeira, uma maratona de muito trabalho e sacrifício, cuja expedição era chefiada pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, em sua terceira viagem pela Amazônia.
Em 1915, essa região foi delimitada pela Resolução nº 735, de 6 de outubro, e denominado 3º Distrito do município de Santo Antônio do Rio Madeira.
O 1° Ciclo da borracha foi um período de grande migração nordestina, com os migrantes ocupando terras e extraindo riquezas naturais, especialmente o látex da borracha, de grande procura internacional por conta da 1° guerra mundial e do crescimento da indústria automobilística.
Emancipações
Em 11 de outubro de 1977, através da Lei nº 6.448, Ariquemes adquire sua emancipação política com a instalação política do município no dia 21 de novembro. Através da Lei nº 6.921, de 16 de junho de 1981, o município cedeu parte da sua área territorial para a criação do município de Jaru. Em 1988, através da lei nº 198 de 11 de maio, o município cedeu área, desta vez para a criação do município de Machadinho d'Oeste. Pelas Leis nº 364, 374, 375, 376 e 378 de 13 de fevereiro de 1992, foram consecutivamente doando áreas para a formação dos seguintes municípios: Jamari (atual Itapuã do Oeste), Alto Paraíso, Cacaulândia, Monte Negro e Rio Crespo. Há também o Garimpo Bom Futuro, um dos distritos do município com aproximadamente 2500 habitantes, localizado a 95 km de Ariquemes.
Crescimento demográfico
Com as altas produções de borracha da Malásia, os seringais amazônicos entraram em decadência somente vindo a recuperar-se com a eclosão da II Guerra Mundial, em 1939, fazendo com que os aliados perdessem os seringais do oriente. A Amazônia via-se envolvida num conflito em função da borracha, iniciando, o segundo ciclo econômico com reflexos em todos os seringais já existentes. Novos imigrantes nordestinos surgem na Amazônia para contribuir com o trabalho na guerra que se desenrolava na Europa e no Oriente.
Na região de Ariquemes, durante o primeiro e segundo ciclo da borracha, havia vários seringais em toda a sua extensão, além do seringal papagaios havia também o seringal Monte Cristo, Seringal Recreio, Seringal Rio Branco, Seringal Massangana, Seringal Nova Vida, Seringal Guarani, Seringal Cajazeira, Seringal São Carlos, Seringal Setenta e Seringal Jaru. Segundo alguns antigos soldados da borracha, residentes em Ariquemes e Jaru, cada área tinha um proprietário que, na maioria das vezes, arrendava os seringais para os seringalistas
Em 13 de setembro de 1943, o presidente Getúlio Vargas, por meio do Decreto Lei nº 5.912, cria o Território Federal do Guaporé, e a região passou a fazer parte do município de Porto Velho como Distrito de Ariquemes. Induzido pelo Governo Federal, houve um fluxo migratório de nordestinos que se transformaram em seringueiros, formando um exercito de "Soldados de Borracha". Terminado o conflito mundial diminuiu o interesse pela borracha Amazônica.
Em 1958 com a descoberta da cassiterita, minério de estanho, novos contingentes migratórios ocorreram vindos de diversos pontos do país. Os garimpeiros se estabeleceram em volta do campo de pouso de aeronaves que escoavam a produção do minério, centralizaram suas moradias e os estabelecimentos comerciais.
Em fevereiro de 1960, o então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, determinou ao Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), a abertura e construção da estrada que acabou se tornando o leito da BR-364.
No dia 15 de abril de 1970, o Ministério das Minas e Energia proibiu a lavra manual de garimpagem da cassiterita sob argumento de ser predatória, determinando que a exploração das jazidas minerais fossem mecanizadas através de empresas. A partir daí, Ariquemes passou a ser apenas ponto de parada ao longo da BR-364.
Em 1972, Começaram os estudos realizados pelo INCRA nas áreas desapropriadas, que resultaram nos projetos de assentamento "Burareiro" e "Marechal Dutra". A partir de 1975, esses projetos entram em fase de implantação. O crescimento populacional é sentido e envolve a ação conjunta do INCRA, Governo do Território e Prefeitura Municipal de Porto Velho na criação de um planejamento urbano, com vista, a ocupação racional e planejada da área.
Antônio Carlos Cabral Carpinteiro, prefeito de Porto Velho, determinou a transferência da sede do Distrito, localizada às margens do rio Jamari, onde atualmente se localiza o bairro Marechal Rondon, para outra localidade próxima a BR-364, onde foi instalada a cidade planejada dividida em setores: Institucional, Industrial, Comercial e Residencial.
No dia 11 de fevereiro de 1976, a primeira árvore foi derrubada surgindo à Nova Ariquemes. A vila passa a ser chamada de Vila Velha. Houve tentativa de erradicação do vilarejo inicial, visto ser ele cortado ao centro pela BR-364, que lhe servia de eixo. Apesar das tentativas, o povo ali reside e manteve-se em grande parte ocupando a área atualmente incluída no plano urbano que representa uma referência histórica do município. Ainda hoje, pode se encontrar alguns pioneiros da imigração nordestina e seus descendentes do segundo ciclo da borracha, ruínas da instalação do posto telegráfico o mastro, além de alguns móveis, constituindo-se em memória viva daquela época.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 09º54'48" sul e a uma longitude 63º02'27" oeste, estando a uma altitude de 142 metros e uma área territorial de 4.427 km². Está localizado na porção centro-norte do estado, a 203 quilômetros de Porto Velho e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2020, era de 109.523 habitantes.
Hidrografia
A cidade é rodeada por três grandes rios: o Jamari que é responsável pelo abastecimento de água no município, o Canaã e o Rio Branco ao norte da cidade. Existem também outros pequenos igarapés que cortam os Setores 2, 5, 6, 7, Jardim América e outros.
Clima
O clima de Ariquemes segue a classificação de Köppen, que se a aplica a quase todo o estado de Rondônia, sendo este do tipo equatorial. Este é predominantemente quente e úmido pois consiste basicamente de muito calor e umidade intercalados com um período de seca que pode durar até dois meses.
Economia
Em maio de 2013, Ariquemes, Vilhena e Porto Velho apareceram na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios entre as 25 melhores cidades do Brasil para se empreender. A cidade de Ariquemes foi apontada por ser o primeiro município do interior com a maior arrecadação estadual, além de ser forte na pecuária, na produção de café, cacau, guaraná e cereais, sem falar de possuir o maior garimpo de cassiterita a céu aberto do planeta. O município reúne ainda inúmeras indústrias de diversos segmentos, gerando uma economia que é divida para uma população que ultrapassa 104 mil habitantes. O comércio de madeira teve grande ênfase antes da forte fiscalização, diminuindo o fluxo no setor.[
Educação
Ensino Superior
O município conta com as seguintes instituições de Ensino Superior: Universidade Federal de Rondônia (UNIR) - Pública; Faculdades Integradas de Ariquemes (FIAR) - Particular; Faculdades Associadas de Ariquemes (FAAR) - Particular; Faculdades de Educação e Meio Ambiente (FAEMA) - Particular e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) - Pública.
Turismo
As principais atrações turísticas de Ariquemes são:
- Cachoeira Descovado: acesso pela ponte do Rio Canaã subindo de voadeira por cerca de 20 minutos. Percurso que proporciona o turista presenciar a diversidade de pássaros, tracajás e a beleza da mata nativa às suas margens, seus bosques naturais, assim como as praias que surgem com a baixa das águas a partir do mês de maio. A paisagem é de uma beleza singular. Outro acesso é pelo Travessão B-40 a aproximadamente cinco quilômetros depois da ponte do Rio Canaã, entrada à esquerda. A cachoeira é uma das mais bonitas do estado de Rondônia, sendo porém pouco conhecida. O local é de aproximadamente 300 metros de cachoeiras e corredeiras. As suas margens são todas de pedra e mata nativa. O local tem gravada um pouco da história de Ariquemes, visto que ainda se encontram por lá trilhos utilizados pelos seringueiros para transportar a borracha, desviando da cachoeira até o barco que era o único meio de transporte na época. Abaixo da cachoeira forma-se uma praia de águas rasas, ideal para camping.
- Rio Quatro Cachoeiras: acesso pela BR-364, a 19 quilômetros sentido Jaru, primeira entrada à direita. Seguindo mais quatro quilômetros, chega-se no rio onde fica a primeira cachoeira. O visual impressiona pela beleza natural. Um barzinho funciona no local diariamente. Há espaço para camping. Descendo o rio há várias corredeiras rasas e alguns pontos mais profundos. Em alguns locais os visitantes aproveitam para fazer pescaria. Em grande parte das margens existem bosques e praias.
- Cachoeira Monte Cristo: localizado no Rio Jamari. O acesso se dá através da-BR 364, Ariquemes sentido Porto Velho, depois da Polícia Rodoviária Federal, cerca de 500 metros à esquerda. O acesso se dá através de uma propriedade particular. Desta forma, é necessário autorização prévia do proprietário. Outro acesso é de barco. No local pode se observar a beleza do rio e das matas. É apropriado para pesca esportiva, já que há várias espécies de peixes, entre os quais se destacam o peixe cachorro, tucunaré, piranha e vários outros. O local tem uma forte corredeira e a profundidade é variada e incerta, o que o torna desapropriado para banho. Do outro lado tem a praia de areia onde a água é mais calma, com mata nativa nas margens.
- Cachoeira Batistão: localizado no Rio Branco, acesso pela RO-257, Ariquemes sentido Machadinho do Oeste, a nove quilômetros, na entrada do IFRO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia). A visitação deve ser previamente agendada com a direção do Instituto, já que a área pertence a esta instituição. São aproximadamente 250 hectares de mata nativa que vem sendo preservada e utilizada para realização de turismo pedagógico. Conta com trilhas e uma certa quantidade de árvores catalogadas. No local, além da cachoeira, existe uma grande variedade de pássaros, aves e animais silvestres. Os alunos e professores do Instituto fazem o trabalho de guias e orientam os visitantes sobre a importância da preservação do meio ambiente . As visitas são abertas ao público em geral, desde que com autorização e total respeito à natureza. O acesso a cachoeira é por trilha de aproximadamente 500 metros de extensão. O balneário é um verdadeiro paraíso em meio a floresta, com cachoeira e corredeiras rasas que se espalham nas pedras. Em suas margens há um belo bosque em meio a mata nativa.
Praças e parques
As principais praças e parques da cidade são: Praça do Açaí - Setor 2; Praça da Vitória - Setor 1; Praça Setor 5; Praça Setor 6; Praça Setor 9; Praça Setor 10; Praça Setor 11; Lagoa Quero Quero - Jardim Europa; Praça Marechal Rondon (Bairro Marechal Rondon); Parque Botânico Municipal e Praça da Bíblia.
Esporte e lazer
Ariquemes conta com uma infraestrutura para a prática esportiva, com ginásios de esportes e quadras cobertas na maioria dos bairros. A nível de futebol o Ariquemes FC é bicampeão estadual e depois de alguns anos praticamente falido voltou a se reabilitar no ano de 2007 saindo da segunda divisão e classificando-se para a primeira divisão estadual. O Ariquemes FC foi vice-campeão estadual em 2011. Os principais pontos de lazer da cidade são na Avenida Canaã, com restaurantes e lanchonetes. A cidade também possui boates, cachaçarias, cinema e danceterias.
Durante o meio do ano, aproximadamente no fim do mês de julho acontece em Ariquemes, no Parque de Exposições, a Expoari, a maior festa de rodeio de Rondônia. São nove dias de evento, onde ocorrem vários shows musicais, com artistas de todo o país.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Imagens do Brasil - Porto Velho - Rondônia


Porto Velho é um município brasileiro e capital do estado de Rondônia. É o município mais populoso de Rondônia, e o terceiro da Região Norte, atrás de Manaus e Belém. É a capital brasileira com maior área territorial, com mais de 34 mil km² (mais extenso que a Bélgica e Israel). Porto Velho é, ainda, a única capital estadual brasileira que faz fronteira com outro país, a Bolívia. 
Situado na margem à leste do Rio Madeira, na Região Norte do Brasil, Porto Velho foi fundado pela empresa americana Madeira Mamoré Railway Company em 4 de julho de 1907, durante a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, comandada pelo magnata norte-americano Percival Farquhar. Em 2 de outubro de 1914 foi legalmente criado como um município do Amazonas, transformando-se em capital do estado de Rondônia em 1943, quando criou-se o Território Federal do Guaporé. Em termos econômicos, a cidade detém o quarto maior PIB da Região Norte, depois de Manaus, Belém e Parauapebas, além de ter sido a capital estadual que mais cresceu economicamente no país, com crescimento do PIB em 30,2% em 2009. Em 2010, o PIB de Porto Velho foi estimado em R$ 7,5 bilhões, segundo o IBGE, respondendo por cerca de 1 terço do PIB de Rondônia naquele ano. 

História 
Em 15 de janeiro de 1873, o Imperador Dom Pedro II assinou o Decreto-Lei nº 5.024, autorizando navios mercantes de todas as nações a subirem o rio Madeira. Em decorrência, foram construídas modernas instalações de atracação na cachoeira de Santo Antônio, que passou a ser denominado Porto Novo, de acordo com informes da época. 
Desde sua origem, Porto Velho tem sido fortemente influenciada por diferentes ciclos econômicos que deixaram profundas marcas na sua paisagem. O primeiro desses ciclos teve início nos meados do século XIX, na busca de se construir uma ferrovia que, superando o trecho encachoeirado do rio Madeira (cerca de 380 km), possibilitasse o escoamento da borracha produzida na região do vale dos rios Mamoré, Guaporé e Beni. A vila de Santo Antônio do Madeira, na então província de Mato Grosso, foi a localidade escolhida para construção de um porto onde a borracha passaria a ser transferida para navios que seguiriam para a Europa e os EUA. Contudo, as dificuldades de construção e operação do porto próximo à cachoeira de Santo Antônio levaram à utilização de um pequeno porto (Porto Velho), localizado 7 km rio abaixo, já na província do Amazonas, mas que se constituía em local muito mais favorável para as tecnologias da época. Após a conclusão da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em 1912, muitos trabalhadores permaneceram na cidade, que possuía, então, uma população aproximada de 1.000 habitantes, na sua maioria morando em habitações vinculadas à construção da ferrovia. Todavia, muitos operários e imigrantes moravam em bairros de casas de madeira e palha, construídas fora da área de concessão da ferrovia. Essas duas áreas distintas eram separadas por uma linha fronteiriça denominada Avenida Divisória, que hoje vem a ser a Avenida Presidente Dutra. Em 1914, o Estado do Amazonas criou o Município de Porto Velho, e no mesmo ano o instalou. Cinco anos mais tarde Porto Velho foi elevada à categoria de Cidade, sendo a estrada de ferro fator determinante neste processo. Deve-se reconhecer, também, a relevante importância, para o desenvolvimento de Porto Velho, do rio Madeira que, até a construção da BR-364 e da BR-319, era a única alternativa de ligação com o Centro Sul e com as metrópoles regionais de Manaus e Belém, ao Norte. 
Enquanto a borracha apresentava importância comercial, houve nessa cidade e região, fases de grande crescimento e progresso, principalmente no período da 2ª Grande Guerra Mundial, quando a Alemanha e seus aliados impediram a saída da borracha produzida na Malásia para abastecer os países que a combatiam. Com o término da guerra, a Malásia voltou a atender ao mercado internacional e gradativamente a exploração da borracha da Amazônia passou a ser pouco vantajosa. Nessas circunstâncias muitos seringais foram desativados e os que permaneceram em exploração sofreram grandes reduções na produção, resultando na estagnação da economia regional. Em 1943, o Governo Federal criou o Território Federal do Guaporé, com terras dos Estados do Mato Grosso e Amazonas. Em seguida, a cidade de Porto Velho foi designada a Capital do Território. É importante registrar que o município de Porto Velho estava situado no Estado do Amazonas. Com a criação do Território, contudo, a cidade passou à condição de sua Capital. Para isso o Município absorveu grandes porções de terras oriundas dos Estados formadores, algumas com posse e dominialidade de particulares. Essa situação deu origem a uma série de irregularidades com relação à ocupação de áreas do Estado/União e áreas particulares, e que permanecem até hoje em situação irregular, não só quanto à posse como, também, quanto à conformidade com a legislação urbanística. Em 1956 o até então Território Federal do Guaporé passou a ser denominado Território Federal de Rondônia, em homenagem ao Marechal Cândido Rondon. 
No final dos anos 50, com a descoberta da cassiterita (minério de estanho), começa um novo ciclo de desenvolvimento regional, denominado ciclo do minério, que teve seu ápice com a exploração de ouro no rio Madeira na década de 80. Por fim, o último desses ciclos refere-se ao desenvolvimento de atividades agropastoris que com o avanço da fronteira agrícola, iniciado na década de 70, contribuiu para a transformação econômica do então Território Federal de Rondônia. 
O Território foi finalmente transformado em Estado no final de 1981, tendo a sua instalação ocorrido em 1982, confirmando-se Porto Velho como sua Capital. Atualmente a cidade encontra-se na iminência de vivenciar novo ciclo de desenvolvimento econômico e populacional que está diretamente associado à construção de duas grandes usinas hidrelétricas no rio Madeira. Uma delas, a de Santo Antônio, será localizada exatamente nas proximidades da Vila de Santo Antônio, mencionada anteriormente, onde se cogitou a localização do primeiro porto fluvial e que posteriormente foi transferido para uns poucos quilômetros rio abaixo e que deu origem à atual Capital do Estado de Rondônia. 
Do passado histórico restou um conjunto de grandes edifícios e armazéns relacionados com as atividades da construção e operação da ferrovia que estão sendo objeto de um projeto de revitalização A assim como vilas residenciais e outras edificações que marcam até hoje a paisagem da capital de Rondônia. 

Economia 
Porto Velho recebeu 5 mil novas empresas em apenas um ano, além de 30 mil novos empregos. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), o Estado possui hoje a maior taxa de ocupação da população economicamente ativa da região Norte (94,6%) e a segunda menor taxa de desemprego do Brasil. A renda média do trabalhador porto-velhense é também a mais alta da região: R$ 880,00, acima da média nacional. 

Turismo 
Porto Velho é a oitava maior cidade da Região Norte e a quinta maior em destino de empresários vindos da Bolívia a negócios e eventos. 
As atrações históricas são a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, vindas em módulos metálicos dos Estados Unidos e cenário da série de televisão Mad Maria, produzida pela Rede Globo; a Catedral do Sagrado Coração de Jesus; o Cemitério da Candelária; a sede da Arquidiocese; o terminal ferroviário; a locomotiva Coronel Church (a primeira máquina vinda para a Amazônia, em 1872); as Três Caixas D'Água (símbolos da cidade, edificadas pelos ingleses); e a igreja de Santo Antônio do rio Madeira; Parque Natural Municipal de Porto Velho; Parque da Cidade; Espaço Alternativo; Passeio de Barco no Rio Madeira; Palácio Getúlio Vargas; Mercado Cultural; Mercado do km 1; Museu Geológico; Museu Internacional do Presépio; Museu Ferroviário; Museu Dom João Batista Costa; Memorial Governador Jorge Teixeira; Teatro Estadual Palácio das Artes;Casa de Cultura Ivan Marrocos; Teatro do SESC.

Centros de Compras e Lazer 
Porto Velho Shopping - Construído e administrado pela Ancar Ivanhoe, empreendedora de shoppings centers há 40 anos no Brasil, o Porto Velho Shopping inaugurou em 2008 e chegou a Rondônia como o primeiro mall do Estado e transformou o hábito da população local, com a inauguração de lojas até então inéditas, como: McDonald’s, Cine Araújo, Centauro, Renner, C&A, Kopenhagen, Lojas Americanas e outras. 
O shopping que passou recentemente por uma expansão recebeu a nova âncora Riachuelo, além das já existentes. Hoje conta com 44 mil m² de ABL e recebe 700 mil consumidores por mês. Atualmente são 197 operações, sendo 5 âncoras, 13 megalojas, um Parque de Diversões com 551m² (dentre jogos eletrônicos e lazer para crianças), Cinema, Universidade, 109 lojas satélites, 32 quiosques, 4 instituições financeiras e 2 Praças de Alimentação com 29 operações e 2 restaurantes. 
O Porto Velho Shopping estuda viabilizar duas torres comerciais e se tornar o primeiro shopping com conceito multiuso de Rondônia, estando localizado na Av. Rio Madeira, esquina com Av. Calama. 

Educação 
Porto Velho tem a UNIR - Universidade Federal de Rondônia. E as seguintes faculdades particulares: Centro Universitário São Lucas, FARO, FATEC, FIMCA, FIP, UNOPAR, UNINTER, Universidade Católica de Rondônia, UNIRON, ULBRA e IMAM - Instituto Metodista da Amazônia. Os cursos ministrados virtualmente contam com alguns pontos de presença de faculdades e universidades de outras cidades do país. Os três cursos de Medicina, de Direito, de Engenharia e outros bem cotados têm atraído muitos estudantes do interior e de estados vizinhos, tornando esta capital uma cidade universitária. 

Cultura e sociedade 
Porto Velho é a síntese da diversidade cultural do Estado de Rondônia e demonstra seu pluralismo através de seu calendário de festas, onde se destacam os festejos de Carnaval com a tradicional Banda do Vai Quem Quer, fundado no ano de 1981 por Manoel Mendonça, o Manelão, e que reúne mais de 100 mil pessoas nas ruas da capital de Rondônia durante os festejos de Carnaval. Evidenciando a força da cultura nordestina na capital, o Arraial Flor do Maracujá, realizado a mais de 30 anos na cidade de Porto Velho durante as festas juninas é o segundo maior arraial do Brasil, onde reúnem artistas de fora e local, mesclando desta forma as regiões. 
Há ainda a realização da Expovel, (Exposição Agropecuária de Porto Velho) e o Festival da Costela Assada, realizado pelas Lojas Maçônicas de Rondônia todos os anos. 
Na literatura, é relevante a obra do poeta Augusto Branco, cujos livros são publicados no Brasil e na Europa, e cujos textos têm grande popularidade na internet em nível mundial; Já no teatro destacam-se obras como a peça Bizarrus, dirigida por Marcelo Felice, e encenada por presidiários e ex-presidiários do Estado, que constroem o enredo da peça a partir de suas próprias experiências pessoais, num trabalho que é referência nacional em reabilitação social, e a encenação anual de ‘O Homem de Nazaré’, pelo grupo teatral Êxodo, durante o feriado de Corpus Christi, na Jerusalém da Amazônia – o maior teatro a céu aberto da região norte do Brasil. 

Atrativos culturais 
Centros culturais - Casa de Cultura Ivan Marrocos, para exposições diversas.
Teatro - Teatro Estadual Palácio das Artes Rondônia, Teatro Municipal Banzeiros, Teatro do SESC e Teatro do SEST-SENAT. 
Salas de Cinema - oito salas de cinema, sendo o Cine Rio, Cine Veneza e Cine Araújo (5 salas Multiplex no Porto Velho Shopping). 
Museu - Museu da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. 
Leitura - Biblioteca municipal, bibliotecas em várias instituições de ensino, tanto superior quanto médio, livrarias como Exclusiva, Nobel e Dimensão e sebos como Carlos Gomes e Revistaria Central. 
Calendário de eventos anuais - Expovel, a festa agropecuária de Porto Velho, que se inicia com uma grande cavalgada; a peça "O homem de Nazaré", encenada na cidade cenográfica Jerusalém da Amazônia; o festival de música independente chamado Festival Casarão; Micaretas (carnavais fora de época), sendo a principal o Bloco Maria Fumaça; o Arraial Flor do Maracujá, o maior da cidade e a Zombie Walk (Caminhada Zumbi); O Festival Rock in Leste, é o maior festival de bandas independentes do estado de Rondônia, que acontece duas vezes por ano sempre na zona lesta da cidade de Porto Velho, levando uma grande massa de público, idealizado pelo Coletivo Woodrock que é uma organização de produtores e bandas em prol da cultura local.
Culturas populares e folclóricas são oriundas de todas as partes do Brasil e de outros países, trazidas com os imigrantes. 
Nas manifestações musicais existem os blocos de carnaval, grupos de rock, MPB, forró, pagode, sertanejo e bailões, axé, músicas gaúchas (CTG), quadrilhas, reggae, Bumba-meu-boi/Boi Bumbá, dentre vários outros grupos diversos. 
Bibliotecas - Biblioteca Municipal Francisco Meireles criada pela lei municipal nº 85, de 30 de dezembro de 1973. 

Fonte do texto: Wikipedia

domingo, 18 de setembro de 2016

Imagens do Brasil - Ji Paraná - Rondônia

Ji-Paraná é um município do estado de Rondônia, no Brasil. É movido principalmente pelos setores industrial e de laticínios. O município foi o primeiro do estado de Rondônia a investir em alta tecnologia de comunicação de dados, quando conectou, através de uma rede sem fio, o prédio principal da subprefeitura.
O nome do município é de origem tupi, significando "grande rio dos machados", através da junção de yî (machado) e paranã (mar, grande rio). É uma alusão ao grande número de pedras que se parecem com machados indígenas. A cidade também é conhecida por "Coração de Rondônia", devido à localização da cidade na região central do estado e à presença de uma ilha com o formato que lembra um coração, localizada na confluência dos rios Machado e Urupá.
Seu início remonta a antes do marechal Cândido Rondon chegar onde hoje está a cidade, com a corrente migratória estimulada pela grande seca que assolou a Região Nordeste do Brasil entre 1877 e 1880, tendo os rios servido de estrada, como o principal deles, o Rio Machado. Os nordestinos enfrentaram várias dificuldades, como a densa Floresta Amazônica e as cachoeiras que dificultavam sua marcha. Eles se estabeleceram formando a primeira povoação na confluência do Rio Urupá, tomando, portanto, o nome de Urupá. Eram, principalmente, seringueiros e garimpeiros, atraídos pela extração de matéria-prima da floresta nativa e pedras preciosas como o diamante, respectivamente.
Após a fase da borracha, com seus altos e baixo, em 1909 o desbravador Cândido Mariano da Silva Rondon desempenhou importante papel, construindo a primeira estação telegráfica, ligando Cuiabá e Porto Velho, a qual denominou de Presidente Pena, em homenagem ao então presidente da república, Afonso Augusto Moreira Pena. Nesta mesma época, estava sendo construída a ferrovia Madeira-Mamoré, que, com a integração telegráfica, ajudou a ocupar e acabar com o isolamento na região.
Ao redor da casa do Marechal Rondon, o povoado evoluiu, dando origem ao atual centro do município de Ji-Paraná. A partir de 1968, milhares de imigrantes, oriundos principalmente da Região Sul do Brasil, chegaram à região, expulsos de sua terra de origem pela crescente mecanização na lavoura. Atualmente, a cidade conta com 128.000 habitantes vindos de todos os estados brasileiros, bem como com descendentes de antigos seringueiros, garimpeiros e índios.
A atual cidade de Ji-Paraná já foi denominada sucessivamente Vila Urupá, Presidente Penna e Vila de Rondônia. Em 11 de outubro de 1977, o presidente Ernesto Geisel concedeu emancipação política à Vila de Rondônia através da Lei nº 6.448, que deu autonomia ao município, transformando-o na atual Ji-Paraná. A instalação aconteceu no mesmo ano, no dia 22 de novembro, pertencendo o município ainda porém à Comarca de Porto Velho, até o dia 29 de fevereiro de 1980, quando, através da Lei nº 6.750, de 10 de dezembro de 1979, deu-se a instalação do Município de Ji-Paraná.
Os dois principais e maiores rios que compõem sua hidrografia são o Urupá e o Machado, este possui um complexo hidrográfico que abrange uma superfície de aproximadamente 92 500km², atravessando o estado no sentido sudeste-norte, sendo o mais extenso do estado. Embora tenha 50 cachoeiras ao longo de seu percurso, em alguns trechos o rio apresenta-se navegável, atendendo ao escoamento dos produtos oriundos do extrativismo vegetal na região. Também existem diversos córregos e riachos ao longo da cidade. O Rio Urupá deságua no Rio Machado e este deságua no Rio Madeira, importante afluente da margem direita do Rio Amazonas.
A bacia do Rio Machado possui um regime hidrográfico assim como muitos outros rios de regiões de clima tropical. No período da cheia, de dezembro a maio, áreas situadas próximas à margem costumam ser alagadas; no período de seca, no trimestre de junho a agosto, o volume do rio diminui, sendo possível andar em algumas partes por cima de pedras que chegam até a superfície.

Fonte: Wikipedia