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terça-feira, 26 de julho de 2022

GASPAR - SANTA CATARINA

Gaspar é um município brasileiro do estado de Santa Catarina, região Sul. Localiza-se na região do Vale do Itajaí, entre Blumenau e Itajaí. Sua população em 2019 é de 69.639 habitantes, segundo estimativas do IBGE.
A cidade ganha grande destaque com a rota das águas, devido ao grande número de parques aquáticos. O primeiro parque fundado na região foi o Parque Aquático Cascata Carolina. No verão, a cidade recebe mais de 300.000 turistas, inclusive estrangeiros.
As principais atividades econômicas do município são a indústria, o comércio e a agricultura, destacando-se a rizicultura e a indústria têxtil.
Origem do nome do município
O território do atual município de Gaspar já era assim denominado em relatos escritos e desenhos de mapas antigos, no final do século XVIII (1701-1800), quando exploradores de metais preciosos, denominaram os ribeirões Belchior (Bairro Belchior), Gaspar Grande e Gaspar Mirim (com foz no centro da cidade).
Portugueses exploradores, seguindo a fé católica, costumavam nomear lugares e acidentes geográficos com nomes de santos ou festas religiosas. Daí, a suposição de que os nomes Belchior e Gaspar, tenham relação os festejos natalinos da “Festa dos Reis Magos.”
História
A colonização da região onde hoje é o município iniciou-se com a chegada dos Xoclengues e Caingangues que buscavam um local seguro dos caçadores de índios, os chamados bugreiros. Esses índios foram exterminados durante os séculos XVII e XIX.
Durante esse período houve também a chegada dos novos colonizadores, que se instalaram na Região do Médio Vale do Itajaí, onde havia temor constante pelos ataques dos silvícolas. Existem registros de autores da época como Augusto Zitlow que confirmam as caçadas de indígenas pelos bugreiros, estes financiados pelos colonos, .
Os Vicentistas, homens oriundos da Capitania de São Vicente, que aportaram às margens do Rio Itajaí em busca de ouro, índios e riquezas foram sucedidos pelos açorianos, que segundo relatos, chegaram ao litoral catarinense com o intuito de efetivar a posse da Coroa Portuguesa dessas terras que eram cobiçadas pelos espanhóis.
Com os europeus começou a se formar a base econômica e populacional da cidade. A colonização italiana, muito forte na cultura da cidade, foi propiciada pelo fato de que a Itália estava saturada de mão de obra, assim como a Áustria, Suíça e Alemanha, que sempre acolheram a mão de obra ociosa daquele país. A solução passou a ser a migração para Santa Catarina, a qual já era o destino de milhares de italianos.
Os “negreiros” que eram os agentes de imigração, vendiam uma imagem falsa do que era a América na Europa, ao omitir e deturpar a verdade. A vida nas colônias no Sul do Brasil era árdua e sofrida. Os italianos acharam a terra muito estranha e diferente de sua pátria.
Com o passar dos anos os lotes se valorizaram, o que gerou grande disputa por terras nas proximidades do Rio Itajaí-Açu, tornando poderosos seus proprietários.
Após se estabelecerem, já no século XX, os imigrantes iniciaram o plantio do arroz irrigado, até hoje um dos produtos de maior destaque na economia do município.
Com a chegada dos imigrantes alemães, tiroleses, poloneses e russos, iniciou-se de maneira ampla o cultivo também do feijão, milho, aipim, taiá, batata, abóbora, verduras e amendoim.
Anos mais tarde, em 1880, as freguesias de São Paulo Apóstolo de Blumenau e São Pedro Apóstolo de Gaspar (pertencentes até então ao município de Itajaí) passaram a formar um município, chamado Blumenau. Nessa data, o número de habitantes do então município, com 11 mil quilômetros quadrados, era de 16.308 pessoas. Havia três mil residências, 255 engenhos de açúcar, 152 engenhos de farinha de mandioca, seis descascadores de arroz, 29 moinhos de fubá, fábricas de louças de barro, tecidos, serrarias, olarias, cervejarias, vinho e vinagre, padarias, açougues, entre outros.
Durante os 54 anos que seguiram, Gaspar foi distrito de Blumenau, para qual recolhia tributos, que eram devolvidos na forma de serviços para a comunidade, porém, segundo relatos da época, os mesmos eram de má qualidade e deveras precário.
Em 1870 já haviam sido estabelecidos alguns lotes urbanos na área que hoje é conhecida como o centro do município. O comércio começou a impulsionar o crescimento do distrito, porém apenas em 18 de março de 1934 houve a emancipação, com Leopoldo Schramm se tornando o primeiro prefeito.
Geografia
Gaspar possui uma área de 386,35 km², das quais 40 km² de área urbana e 346,35 km² de área rural.
Localiza-se na latitude 26°55'53" sul, longitude 48°57'32" oeste. A altitude média do município é de 18 metros, seu território é composto por planícies situadas próximas ao rio Itajaí-Açu e serras localizadas nos extremos Norte e Sul.
O ponto mais alto do município é o Morro do Cachorro, situado na divisa com Blumenau e Luis Alves, com 857 metros acima do nível do mar.
Clima
Seu Clima é considerado Subtropical, com verões quentes. Os invernos são frios mas dificilmente chegam a 0 graus. Durante os períodos de outono e primavera os dias podem variar muito entre frios, amenos e quentes. Há poucas ocasiões de temperaturas negativas, mas apenas nos extremos da cidade, que são bairros mais altos.
Economia
Em 2018 alcançou a primeira colocação no Ranking de Exportações – Estado, Jan-Dez/2018, o que representa mais de 30% da exportação do estado e sétimo colocado a nível Brasil com um superávit de mais de 04 bilhões de dólares. Hoje esta entre as 20 principais economias do estado, sendo 15ª colocada em movimentação econômica.
Gaspar se consolida como um polo têxtil, com confecção e manuseio de malhas, porém, nem só as malharias, tinturarias e estamparias sustentam a economia. O setor alimentício traz divisas para nossa economia, a indústria de plásticos é outra atividade que nos últimos anos oferece empregos e modernidade ao nosso parque industrial.   O setor da metalurgia dá lugar ao potencial do município perante o mercado competitivo, e que exige criatividade, num segmento dinâmico e diversificado.
O setor turístico, que atrai pessoas do mundo inteiro, tem como fator favorável nossa localização geográfica, com a proximidade do litoral e rodovias federais como a BR 101 e BR 470 de enorme fluxo de veículos de passeio. O Porto de Itajaí e o Aeroporto Internacional de Navegantes também contribuem para a facilidade no acesso.
Vale lembrar dos excelentes equipamentos turísticos de nossa cidade que oferecem oportunidades de descanso, conforto e aventura, assim como a indiscutível culinária. Um turismo de temporada, os Parques Aquáticos; turismo o ano inteiro com um dos maiores hotéis fazenda do país, com atrações diárias, além dos hotéis e pousadas rurais, que ao todo contabilizam mais de 1.300 leitos.
Uma diversa atividade econômica, com prestação de serviços, comércio fortalecido pela variedade de produtos. Produção artesanal de geleias, doces e pães caseiros e cachaça produzida nos alambiques de nosso município.
Na agricultura, nossos produtores de arroz, encantam a paisagem, e agregam a beleza a excelentes resultados, pois a produtividade é uma das melhores de Santa Catarina, gerando entre 150 e 180 sacas de 50 kg por hectare. A produção de peixes de lagoa e pesque-pagues, unem o útil ao agradável na economia de nosso município.
Um conjunto de ações, entre poder público e iniciativa privada, fortalecem a economia de nossa cidade, com o acompanhamento e parcerias das entidades empresarias e de classe, consolidando a busca permanente da qualidade de vida ao cidadão que escolheu Gaspar para viver.
Referência para o texto: Wikipédia ; Site da Prefeitura de Gaspar .

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

ARIQUEMES - RONDÔNIA

Ariquemes é um município brasileiro do estado de Rondônia. Fundado em 21 de novembro de 1977, seu nome é uma homenagem a tribo extinta de indígenas Arikeme, habitantes originais dessa região, estes índios falavam o txapakura, pertencente ao tronco linguístico tupi. Ariquemes é a terceira maior cidade do estado de Rondônia e também um dos maiores polos de educação superior da região.
História
Por volta de 1794, o Vale do Jamari, onde surgiu o núcleo que deu origem ao município de Ariquemes, era conhecido pela abundância de suas especiarias nativas, destacando o cacau e o látex da seringueira. A região habitada por extrativistas e índios possuía vários seringais, principalmente o Seringal Papagaios. Nessa época, a Amazônia era desconhecida.
A ocupação do Vale do Jamari ocorreu por volta de 1900, principalmente durante o primeiro ciclo da borracha, mas sua ocupação efetiva começou a partir de 1909 com a construção da linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antônio do Rio Madeira, uma maratona de muito trabalho e sacrifício, cuja expedição era chefiada pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, em sua terceira viagem pela Amazônia.
Em 1915, essa região foi delimitada pela Resolução nº 735, de 6 de outubro, e denominado 3º Distrito do município de Santo Antônio do Rio Madeira.
O 1° Ciclo da borracha foi um período de grande migração nordestina, com os migrantes ocupando terras e extraindo riquezas naturais, especialmente o látex da borracha, de grande procura internacional por conta da 1° guerra mundial e do crescimento da indústria automobilística.
Emancipações
Em 11 de outubro de 1977, através da Lei nº 6.448, Ariquemes adquire sua emancipação política com a instalação política do município no dia 21 de novembro. Através da Lei nº 6.921, de 16 de junho de 1981, o município cedeu parte da sua área territorial para a criação do município de Jaru. Em 1988, através da lei nº 198 de 11 de maio, o município cedeu área, desta vez para a criação do município de Machadinho d'Oeste. Pelas Leis nº 364, 374, 375, 376 e 378 de 13 de fevereiro de 1992, foram consecutivamente doando áreas para a formação dos seguintes municípios: Jamari (atual Itapuã do Oeste), Alto Paraíso, Cacaulândia, Monte Negro e Rio Crespo. Há também o Garimpo Bom Futuro, um dos distritos do município com aproximadamente 2500 habitantes, localizado a 95 km de Ariquemes.
Crescimento demográfico
Com as altas produções de borracha da Malásia, os seringais amazônicos entraram em decadência somente vindo a recuperar-se com a eclosão da II Guerra Mundial, em 1939, fazendo com que os aliados perdessem os seringais do oriente. A Amazônia via-se envolvida num conflito em função da borracha, iniciando, o segundo ciclo econômico com reflexos em todos os seringais já existentes. Novos imigrantes nordestinos surgem na Amazônia para contribuir com o trabalho na guerra que se desenrolava na Europa e no Oriente.
Na região de Ariquemes, durante o primeiro e segundo ciclo da borracha, havia vários seringais em toda a sua extensão, além do seringal papagaios havia também o seringal Monte Cristo, Seringal Recreio, Seringal Rio Branco, Seringal Massangana, Seringal Nova Vida, Seringal Guarani, Seringal Cajazeira, Seringal São Carlos, Seringal Setenta e Seringal Jaru. Segundo alguns antigos soldados da borracha, residentes em Ariquemes e Jaru, cada área tinha um proprietário que, na maioria das vezes, arrendava os seringais para os seringalistas
Em 13 de setembro de 1943, o presidente Getúlio Vargas, por meio do Decreto Lei nº 5.912, cria o Território Federal do Guaporé, e a região passou a fazer parte do município de Porto Velho como Distrito de Ariquemes. Induzido pelo Governo Federal, houve um fluxo migratório de nordestinos que se transformaram em seringueiros, formando um exercito de "Soldados de Borracha". Terminado o conflito mundial diminuiu o interesse pela borracha Amazônica.
Em 1958 com a descoberta da cassiterita, minério de estanho, novos contingentes migratórios ocorreram vindos de diversos pontos do país. Os garimpeiros se estabeleceram em volta do campo de pouso de aeronaves que escoavam a produção do minério, centralizaram suas moradias e os estabelecimentos comerciais.
Em fevereiro de 1960, o então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, determinou ao Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), a abertura e construção da estrada que acabou se tornando o leito da BR-364.
No dia 15 de abril de 1970, o Ministério das Minas e Energia proibiu a lavra manual de garimpagem da cassiterita sob argumento de ser predatória, determinando que a exploração das jazidas minerais fossem mecanizadas através de empresas. A partir daí, Ariquemes passou a ser apenas ponto de parada ao longo da BR-364.
Em 1972, Começaram os estudos realizados pelo INCRA nas áreas desapropriadas, que resultaram nos projetos de assentamento "Burareiro" e "Marechal Dutra". A partir de 1975, esses projetos entram em fase de implantação. O crescimento populacional é sentido e envolve a ação conjunta do INCRA, Governo do Território e Prefeitura Municipal de Porto Velho na criação de um planejamento urbano, com vista, a ocupação racional e planejada da área.
Antônio Carlos Cabral Carpinteiro, prefeito de Porto Velho, determinou a transferência da sede do Distrito, localizada às margens do rio Jamari, onde atualmente se localiza o bairro Marechal Rondon, para outra localidade próxima a BR-364, onde foi instalada a cidade planejada dividida em setores: Institucional, Industrial, Comercial e Residencial.
No dia 11 de fevereiro de 1976, a primeira árvore foi derrubada surgindo à Nova Ariquemes. A vila passa a ser chamada de Vila Velha. Houve tentativa de erradicação do vilarejo inicial, visto ser ele cortado ao centro pela BR-364, que lhe servia de eixo. Apesar das tentativas, o povo ali reside e manteve-se em grande parte ocupando a área atualmente incluída no plano urbano que representa uma referência histórica do município. Ainda hoje, pode se encontrar alguns pioneiros da imigração nordestina e seus descendentes do segundo ciclo da borracha, ruínas da instalação do posto telegráfico o mastro, além de alguns móveis, constituindo-se em memória viva daquela época.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 09º54'48" sul e a uma longitude 63º02'27" oeste, estando a uma altitude de 142 metros e uma área territorial de 4.427 km². Está localizado na porção centro-norte do estado, a 203 quilômetros de Porto Velho e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2020, era de 109.523 habitantes.
Hidrografia
A cidade é rodeada por três grandes rios: o Jamari que é responsável pelo abastecimento de água no município, o Canaã e o Rio Branco ao norte da cidade. Existem também outros pequenos igarapés que cortam os Setores 2, 5, 6, 7, Jardim América e outros.
Clima
O clima de Ariquemes segue a classificação de Köppen, que se a aplica a quase todo o estado de Rondônia, sendo este do tipo equatorial. Este é predominantemente quente e úmido pois consiste basicamente de muito calor e umidade intercalados com um período de seca que pode durar até dois meses.
Economia
Em maio de 2013, Ariquemes, Vilhena e Porto Velho apareceram na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios entre as 25 melhores cidades do Brasil para se empreender. A cidade de Ariquemes foi apontada por ser o primeiro município do interior com a maior arrecadação estadual, além de ser forte na pecuária, na produção de café, cacau, guaraná e cereais, sem falar de possuir o maior garimpo de cassiterita a céu aberto do planeta. O município reúne ainda inúmeras indústrias de diversos segmentos, gerando uma economia que é divida para uma população que ultrapassa 104 mil habitantes. O comércio de madeira teve grande ênfase antes da forte fiscalização, diminuindo o fluxo no setor.[
Educação
Ensino Superior
O município conta com as seguintes instituições de Ensino Superior: Universidade Federal de Rondônia (UNIR) - Pública; Faculdades Integradas de Ariquemes (FIAR) - Particular; Faculdades Associadas de Ariquemes (FAAR) - Particular; Faculdades de Educação e Meio Ambiente (FAEMA) - Particular e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) - Pública.
Turismo
As principais atrações turísticas de Ariquemes são:
- Cachoeira Descovado: acesso pela ponte do Rio Canaã subindo de voadeira por cerca de 20 minutos. Percurso que proporciona o turista presenciar a diversidade de pássaros, tracajás e a beleza da mata nativa às suas margens, seus bosques naturais, assim como as praias que surgem com a baixa das águas a partir do mês de maio. A paisagem é de uma beleza singular. Outro acesso é pelo Travessão B-40 a aproximadamente cinco quilômetros depois da ponte do Rio Canaã, entrada à esquerda. A cachoeira é uma das mais bonitas do estado de Rondônia, sendo porém pouco conhecida. O local é de aproximadamente 300 metros de cachoeiras e corredeiras. As suas margens são todas de pedra e mata nativa. O local tem gravada um pouco da história de Ariquemes, visto que ainda se encontram por lá trilhos utilizados pelos seringueiros para transportar a borracha, desviando da cachoeira até o barco que era o único meio de transporte na época. Abaixo da cachoeira forma-se uma praia de águas rasas, ideal para camping.
- Rio Quatro Cachoeiras: acesso pela BR-364, a 19 quilômetros sentido Jaru, primeira entrada à direita. Seguindo mais quatro quilômetros, chega-se no rio onde fica a primeira cachoeira. O visual impressiona pela beleza natural. Um barzinho funciona no local diariamente. Há espaço para camping. Descendo o rio há várias corredeiras rasas e alguns pontos mais profundos. Em alguns locais os visitantes aproveitam para fazer pescaria. Em grande parte das margens existem bosques e praias.
- Cachoeira Monte Cristo: localizado no Rio Jamari. O acesso se dá através da-BR 364, Ariquemes sentido Porto Velho, depois da Polícia Rodoviária Federal, cerca de 500 metros à esquerda. O acesso se dá através de uma propriedade particular. Desta forma, é necessário autorização prévia do proprietário. Outro acesso é de barco. No local pode se observar a beleza do rio e das matas. É apropriado para pesca esportiva, já que há várias espécies de peixes, entre os quais se destacam o peixe cachorro, tucunaré, piranha e vários outros. O local tem uma forte corredeira e a profundidade é variada e incerta, o que o torna desapropriado para banho. Do outro lado tem a praia de areia onde a água é mais calma, com mata nativa nas margens.
- Cachoeira Batistão: localizado no Rio Branco, acesso pela RO-257, Ariquemes sentido Machadinho do Oeste, a nove quilômetros, na entrada do IFRO (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia). A visitação deve ser previamente agendada com a direção do Instituto, já que a área pertence a esta instituição. São aproximadamente 250 hectares de mata nativa que vem sendo preservada e utilizada para realização de turismo pedagógico. Conta com trilhas e uma certa quantidade de árvores catalogadas. No local, além da cachoeira, existe uma grande variedade de pássaros, aves e animais silvestres. Os alunos e professores do Instituto fazem o trabalho de guias e orientam os visitantes sobre a importância da preservação do meio ambiente . As visitas são abertas ao público em geral, desde que com autorização e total respeito à natureza. O acesso a cachoeira é por trilha de aproximadamente 500 metros de extensão. O balneário é um verdadeiro paraíso em meio a floresta, com cachoeira e corredeiras rasas que se espalham nas pedras. Em suas margens há um belo bosque em meio a mata nativa.
Praças e parques
As principais praças e parques da cidade são: Praça do Açaí - Setor 2; Praça da Vitória - Setor 1; Praça Setor 5; Praça Setor 6; Praça Setor 9; Praça Setor 10; Praça Setor 11; Lagoa Quero Quero - Jardim Europa; Praça Marechal Rondon (Bairro Marechal Rondon); Parque Botânico Municipal e Praça da Bíblia.
Esporte e lazer
Ariquemes conta com uma infraestrutura para a prática esportiva, com ginásios de esportes e quadras cobertas na maioria dos bairros. A nível de futebol o Ariquemes FC é bicampeão estadual e depois de alguns anos praticamente falido voltou a se reabilitar no ano de 2007 saindo da segunda divisão e classificando-se para a primeira divisão estadual. O Ariquemes FC foi vice-campeão estadual em 2011. Os principais pontos de lazer da cidade são na Avenida Canaã, com restaurantes e lanchonetes. A cidade também possui boates, cachaçarias, cinema e danceterias.
Durante o meio do ano, aproximadamente no fim do mês de julho acontece em Ariquemes, no Parque de Exposições, a Expoari, a maior festa de rodeio de Rondônia. São nove dias de evento, onde ocorrem vários shows musicais, com artistas de todo o país.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 19 de junho de 2020

SIMÕES FILHO - BAHIA

Simões Filho é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2019 era de 134.377 habitantes.
Fica localizado na Região Metropolitana de Salvador, já conurbado com a capital baiana.
História
O lugar era originalmente parte da área do Recôncavo onde desde o século XVII se instalaram os engenhos produtores da cana-de-açúcar.
O município foi criado a partir da emancipação do então distrito soteropolitano de Água Comprida, com sua denominação atual, em 7 de novembro de 1961, pela Lei 1.538. Seu nome homenageia o jornalista e político Ernesto Simões Filho, fundador do jornal A Tarde, ainda hoje existente.
A emancipação foi fruto de pleito da comunidade, em que teve destaque as atuações dos emancipadores: Walter José Tolentino Álvares, Altamirando Ramos, Noemia Meireles Ramos, professora Maria Chaves, Padre Luiz Palmeira.
Integrando a Região Metropolitana de Salvador em 1973, por Lei Federal, desde esse período recebeu a instalação de diversas indústrias, sendo registrados mais de mil empreendimentos.
O pioneiro do saneamento no município foi Engenheiro Simões. Em 1929, quando adquiriu a fazenda "Engenho Novo", providenciou a vinda de uma equipe de serviço de malária para executar os trabalhos de abertura de valas e córregos, a fim de exterminar a febre pelúcida que ceifava vidas, na antiga Água Comprida.
Economia
No contexto econômico, podemos considerar o Centro Industrial de Aratu – CIA e o Polo Industrial de Camaçari – PIC como sendo os dois marcos mais importantes para a economia local. A atividade agropecuária, com baixa representatividade, também se faz presente no município, destacando-se o cultivo de banana, coco-da-baía, cacau (amêndoa), manga, goiaba, laranja e pimenta do reino e a criação de bovinos, suínos e ovinos.
O Índice de Desenvolvimento Econômico – IDE é um indicador econômico resultante da análise dos níveis de infraestrutura (INF) e qualificação de mão-de-obra (IQM) existentes e da renda gerada localmente (IPM). Segundo o IDE publicado pela SEI (2002) o município de Simões Filho aparece como a quinta economia baiana em 1998. Comparado aos demais municípios da RMS o município classifica-se como a quarta economia da região.
Clima, Relevo e hidrografia
Devido a grande proximidade do litoral, Simões Filho apresenta clima úmido com temperaturas médias anuais de 24,7 °C, pluviosidade média anual entre 1.600 e 2.000 mm, sendo que as maiores concentrações pluviométricas ocorrem entre os meses de abril e junho.
As formas de relevo predominantes no município são os tabuleiros pré-litorâneos, as planícies marinhas e fluviomarinhas e as baixadas litorâneas, associadas a uma geologia com presença de conglomerados, gnaísses, arenitos, depósitos fluviais e costeiros (areias de praias, dunas, mangues, terraços e cordões litorâneos).
A hidrografia é composta pela bacia do rio Joanes, sendo os principais afluentes os rios Córrego Cantagalo e o Córrego Muriqueira. Ao longo da bacia aparecem as represas Joanes I, Joanes II, Ipitanga II e Ipitanga III, importantes para o abastecimento de água da Região Metropolitana de Salvador.
A bioecologia local é representada pelos solos do tipo podzólico vermelho-amarelo álico, latossolo vermelho-amarelo álico, latossolo amarelo álico, podzol hidromórfico e solos indiscriminados de mangue, onde desenvolvem atividades agrícolas, extrativismo e pecuária. A vegetação está constituída pela floresta ombrófila, contato cerrado-restinga e formações pioneiras com influência fluviomarinha.
Referência para o texto: Wikipédia .