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segunda-feira, 9 de maio de 2022

SANTO ANTÔNIO DO DESCOBERTO - GOIÁS

Santo Antônio do Descoberto é um município brasileiro do estado de Goiás. Sua população estimada em 2021 foi de 76.871 habitantes.
História
Santo Antônio do Descoberto foi fundada por volta de 1722, no auge do ciclo do ouro do Brasil colônia. Tornou-se distrito de Luziânia em 1963 e emancipou-se em 14 de maio de 1982, 260 anos depois de achado ouro. O primeiro prefeito e a primeira câmara de vereadores foram eleitos em 15 de novembro seguinte.
Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhangüera II, procedente de São Paulo, esteve por aqui em 1722, com sua bandeira composta por 152 pessoas, incluindo escravos, tendo como guia Urbano Couto Menezes. Aqui, foi achado ouro, construída uma capelinha em louvor a Santo Antônio de Pádua e erigida uma cruz de madeira no alto do Morro Montes Claros.
Como diz a lenda, os escravos acharam a imagem de Santo Antônio debaixo de um pé de angico e ao lado construíram uma capelinha para abrigar a imagem do Santo. É desconhecida a data precisa de quando se deu inicio à construção da capelinha, mas sabe-se que foi entre 1722 e 1748, conforme citação do “julgado das Ditas Minas de Santa Luzia”, um documento em que se delimitou a área de mineração. Esse documento de difícil leitura, foi copiado pelo escritor Paulo Bertran, do original em poder da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro.
A mineração em Santo Antônio dos Montes Claros, ou Descoberto, foi abandonada com descoberta de ouro em Santa Luzia, em 1746. A mineração foi retomada, em 1757, pelo capitão José Pereira de Lisboa, que veio da Bahia, em 1755, seguindo a fazenda de gado (caminho dos currais), trazendo uma grande tropa de animais, transportando tecidos, ferramentas de mineração e outras mercadorias estrangeiras, e 148 escravos jovens. José Pereira Lisboa desembarcou em Santa Luzia, permanecendo dois anos naquela cidade e veio para a mineração de Santo Antônio dos Montes Claros. Aqui chegando, montou o seu acampamento na margem direita do Rio Descoberto, para explorar ouro. Aí se encaixa a lenda do caçador, contada pelo historiador Joseph de Melo (1837-1912).
Sabendo o capitão José Pereira Lisboa que um caçador, morador das margens do despenhado, lavando o bucho de um veado encontrou algumas pepitas de ouro, tratou de examinar o lugar e tanto ouro encontrou que passou imediatamente para o local com sua escravatura a ali abriu largo serviço.
Em 1765, Lisboa iniciou a obra de ampliação da capelinha, já existente próximo ao rio. Ele tinha motivos bastante para isso: era devoto de Santo Antônio de Pádua, ou Lisboa, seu patrício. Porém, passou pela localidade o visitador-geral da Igreja, oriundo da freguesia de Santa Luzia (Luziânia), e embargou a obra, por não esta autorizada pela Igreja.
Só em 4 de janeiro de 1770, portanto, cinco anos mais tarde, é que Lisboa e outros obtiveram do visitador geral a autorização para continuar a ampliação da capela. Então, Lisboa fez a nave grande com duas sacristias. As sacristias, no caso da capela de Santo Antônio, foram dois cômodos externos acoplados a nave, que serviam para o padre guardar os parâmetros e como vestiários. As igrejas modernas mantêm a sacristia, embora não da forma das igrejas antigas, do lado de fora. A capelinha original tornou-se o altar-mor da capela ampliada.
Em 11 de setembro de 1770, José Pereira Lisboa é preso no arraial de Santa Luzia, após reagir a uma galhofa e sacar arma contra o juiz ordinário. É levado preso para Vila Boa, hoje Goiás velho. Foi solto em 3 de dezembro de 1773, sendo recepcionado com festa pelo clero de Santa Luzia, que lhe rezou uma missa em ação de graças.
A comitiva do capitão Lisboa explorou ouro em Santo Antonio dos Montes Claros durante 13 anos (de 1757 a 1770). A mineração, naturalmente, foi suspensa com sua prisão. Poderia ser continuada com a liderança de outra pessoa, porém o ouro estava ficando mais profundo e os equipamentos utilizado na mineração eram bastante rudimentares, como relata o documento “Julgados das Ditas Minas de Santa Luzia, de 1748″.
O Primeiro Comércio
O primeiro comércio de Santo Antônio foi de João Elias Abdom e Felipe Ruyco. Foi fundado em 1938 e tinha o nome de Casa de Negócios depois armazém mais tarde Casa santo Antônio. Situado na rua dos Carreiros.
As lojas, armazéns e vendas funcionavam na parte da frente das casas, tinha um balcão de madeira separando a parte destinada aos clientes, da outra ficava os comerciantes, os vendedores e a prateleira com as mercadorias.
Em Frente ao comércio algumas pessoas entre eles, Abdon, Elias, Jorge, João Turco, Leonino Lopes Conde, Zeca de Bebe e algumas crianças, Sucena, José Maria de Jesus, William, Josefina, Augusta, Floricena, Helena, Nelson e outras
Como moradores e consumidores locais; Família Alex de Oliveira, Família Diniz, Família Urani, Família, Família Botelho, Família Santos, Todos moradores nas ruas ao redor da igrejinha.
Fonte: Historiador e Museólogo Carlos Carvalho da Mata
Linha do Tempo
Origem: Por volta do ano 1722, às margens do Rio Descoberto, onde a primeira vista, foi denominado de Montes Claros. Conta-se que Bartolomeu Bueno da Silva esteve por aqui, onde recolhera ouro, durante sua expedição na chamada corrida do ouro advindo de Minas Gerais. Estima- se que a atividade de exploração terminou em 1938.
O processo de ocupação da terra, se dá com a fixação denominada Capoeirinha também conhecida como fazenda Montes Claros logo a seguir.Os caminhos que davam acesso a fazenda, eram: ao Norte sobre o rio Descoberto, onde havia uma pequena ponte, e se avizinhava ao Sul com o rio Areias. A descoberta de riquezas minerais se deu em diferentes locais nas terras onde hoje se localiza o município de Santo Antônio do Descoberto, onde ainda hoje, alguns vestígios resistem ao tempo. Parte considerável das terras do município, foram doadas por Agostinho Lopes Conde. Em 1956 foi instalada nas terras do município, uma entidade religiosa denominada Fraternidade Eclética Espiritualista Universal, em terras compradas da Fazenda Boa Vista e Sabaru. A partir de então a Entidade foi se estruturando, e hoje é uma pequena cidade com equipamentos de saúde, educação, gráfica, e um templo para meditação dos fieis.
Fases que antecederam a criação do município:
I – Povoado: A partir da instalação da fazenda de Agostinho Lopes Conde, que ia aos poucos se multiplicando.
II – Distrito de Santo Antônio: Nos anos 50 e 60, pelo fato de já haver um crescimento populacional considerado, no ano de 1963, de povoado a cidade passa a se tornar um distrito.
III – Município: Com a vinda de 1000 famílias no ano de 1974 oriundas de Samambaia (DF), Antônio Teixeira (Vereador) organizou um movimento político pela emancipação do distrito, o que veio a ocorrer efetivamente em 1982.
Referência para o texto: Wikipédia .

terça-feira, 17 de agosto de 2021

QUIXADÁ - CEARÁ

Quixadá é um município brasileiro do estado do Ceará. É a maior cidade do sertão central, com uma população estimada em 2019 de 87.728 habitantes. Possui uma área de 2.019,834 km² e uma densidade demográfica de 43,43 hab/km².
Conhecida como "Terra da Galinha Choca", "Terra dos Monólitos" ou "Cidade Rainha do Sertão Central", uma de suas características mais marcantes são formações rochosas, os monólitos, nos mais diversos formatos que "quebram" a aparente monotonia da paisagem sertaneja. É também conhecida por ser a terra de escritores como Jáder de Carvalho e Rachel de Queiroz que, apesar de ter nascido em Fortaleza, a capital do Ceará, possuía uma relação muito forte com a cidade, visitando-a constantemente, quando se hospedava em sua Fazenda Não Me Deixes, que herdou de seu pai, Daniel de Queiroz.
Toponímia
Apenas uma definição é consenso quanto à origem do nome Quixadá. É uma palavra derivada de alguma das línguas indígenas faladas no território cearense antes do descobrimento. Exceto isto, há grandes controvérsias. Em alguns documentos antigos figura como Queixadá, Quixedá, Quixeda e Quixadá. Para Paulino Nogueira, em seu livro Vocabulário Indígena em Uso na Província do Ceará (1887), presume que o nome vem da tribo Tapuia dos Quixaras, também conhecida com Quixadás. Segundo Carl von Martius, é derivada de Quixeurá, que significa "Oh! Eu sou o Senhor, Qui = oh, Xé = eu e Uará = senhor, tendo-se corrompido em Quixadá.
Para Teodoro Sampaio, em seu livro O Tupi na Geografia Nacional, disse que a palavra pertence a língua cariri e que, por não haver qualquer registros, não é possível afirmar significado exato. Thomaz Pompeu Sobrinho atribuiu, em princípio, a esse topônimo a origem tupi como Quichaitá, com a seguinte interpretação: Qui = ponta, Chai = gancho ou torcida e Ita = pedra, donde se conclui: pedra da ponta encurvada ou torcida. Essa interpretação estão relacionadas à paisagem quixadaense onde existem pedras singulares como por exemplo, a "Galinha Choca", conhecida anteriormente como "Bico de Arara", além disso, segundo o autor, também pode ser a corruptela da palavra queixada ou quintal de rocha. Eusébio de Sousa também diz ser o vocábulo de origem tupi-guarani que significa pedra da ponta curvada. Os antigos habitantes falavam em Curral de Pedra, haja vista a localização da cidade que de fato, está cercada de pedras.
História
Originalmente, a região foi habitada pelos índios Canindés e Jenipapo pertences ao grupo dos Tapuias, resistindo à invasão portuguesa no início do século XVII, sendo (pacificados) em 1705, quando Manuel Gomes de Oliveira e André Moreira Barros ocuparam as terras de Quixadá. Estes grupos indígenas resistiram até 1760, pois os conflitos entre índios e colonos, ocasionados pelo desenvolvimento da pecuária desde 1705, praticamente extinguiram essas tribos.
A colonização da área compreendida atualmente pelo município de Quixadá ocorreu através da penetração pelo rio Jaguaribe, seguindo seu afluente o rio Banabuiú e depois o rio Sitiá, cujo objetivo principal era a conquista de terras para a pecuária de corte e leiteira.
A primeira escritura pública da região foi a do Mosteiro Beneditino, hoje Casa de Repouso São José, na Serra do Estêvão, onde hoje é o distrito de Dom Maurício, em 1641. Manuel da Silva Lima, alegando ter descoberto dois olhos d'água, obteve uma sesmaria. Essas terras, inicialmente de Carlos Azevedo, eram o "Sítio Quixedá" adquirido por compra conforme escritura de 18 de dezembro de 1728.
Em seguida, a propriedade foi vendida a José de Barros Ferreira em 1747 por duzentos e cinquenta mil réis. Oito anos depois, José de Barros, construiu casas de morada, capela e curral, lançando assim as bases da atual cidade de Quixadá, sendo considerado, portanto, o legítimo fundador da cidade. A fazenda prosperou e se transformou em distrito do município de Quixeramobim.
A partir do século XIX, com a instalação da estrada de ferro que ligava o Cariri à Fortaleza ocorreu forte urbanização do município. Esta também foi fortemente influenciada pela produção de algodão exportado para a Inglaterra, que nesta época vivia a Revolução Industrial. A Freguesia de Quixadá foi criada pela Lei provincial n.° 1.305, de 5 de novembro de 1869. Em de 27 de outubro de 1870 a Lei provincial n.° 1.347 criou o Município de Quixadá desmembrando-o de Quixeramobim e sendo elevado à categoria de vila.
Com o projeto e a construção do Açude do Cedro, a vila passa a receber ainda mais imigrantes vindo de diversas regiões (estimados em 30.000), além disso diversas estradas foram construídas. Este processo acelera a urbanização, fazendo com que em 17 de agosto de 1889 a vila recebesse foros de cidade pela Lei provincial n.º 2.166.
Deste sua emancipação até hoje, teve cinquenta e três governos municipais, sendo o fazendeiro Laurentino Belmonte de Queiroz, o primeiro gestor no período de 1871 a 1873.
Geografia
A maior parte do território faz parte das depressões sertanejas com maciços residuais, como a serra do Estêvão. Notabiliza-se também pela geografia rica em inselbergs, ou monólitos (formações rochosas isoladas na paisagem), que dominam boa parte da área do município, dos quais o mais famoso é a "Pedra da Galinha Choca", que tem este nome por conta do curioso formato. Os solos são pouco profundos em sua maior parte e têm como principal característica encharcar na estação chuvosa e ressecar facilmente nos períodos de estiagem. Os lençóis de água são geralmente salinizados devido às características geológicas da região.
Quixadá está localizado em sua maior parte na bacia hidrográfica do rio Sitiá. Uma outra parte do seu território está nas bacias de dois outros rios: o rio Piranji e o rio Choró. O município conta com uma grande quantidade de pequenos reservatórios que estão espalhados em todo o território. No entanto, possui dois grandes reservatórios, ambos localizados no leito rio Sitiá, são os açudes do Cedro, com capacidade de 126.000.000 m³, e o Açude Pedras Brancas, com capacidade de 434.049.000 m³.
A vegetação característica da maior parte do município é a caatinga arbustiva densa ou aberta, caracterizada pela presença de cactos e vegetação rasteira com árvores baixas e cheias de espinho. Nas áreas mais elevadas da serra do Estêvão ocorre a floresta caducifólia espinhosa, ou Caatinga arbórea. O município possui as seguintes unidades de conservação: Monumento Natural dos Monólitos de Quixadá, com área de 16.635,59 ha, criado pelo decreto estadual n° 26 805 de 31 de outubro de 2002,
e a Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Não Me Deixes, com área de 300 hectares, criado pela portaria Nº 148/98 do IBAMA em 5 de novembro de 1998. Apesar disso, sua cobertura vegetal tem sofrido grande intervenção, através de desmatamentos e queimadas com o objetivo de preparar o solo para a agricultura e a pecuária extensiva, além da extração de ilegal de madeira para lenha e carvoarias.Quixadá é um dos centros comerciais mais expressivos do Ceará, para onde afluem as comunidades das cidades vizinhas. A maior fonte de empregabilidade é a administração pública, com mais de 2 mil funcionários. As principais atividades econômicas estão relacionadas à prestação de serviços e ao comércio. Em seguida vem a avicultura e a ovinocaprinocultura.
Economia
Quixadá é um dos centros comerciais mais expressivos do Ceará, para onde afluem as comunidades das cidades vizinhas. A maior fonte de empregabilidade é a administração pública, com mais de 2 mil funcionários. As principais atividades econômicas estão relacionadas à prestação de serviços e ao comércio. Em seguida vem a avicultura e a ovinocaprinocultura. 
Comércio
A economia de Quixadá depende principalmente no setor terciário (comércio e serviços) que é responsável por mais de 70% do PIB municipal além de ocupar aproximadamente 59% da população economicamente ativa (deste montante, 51% são trabalhadores autônomos, do chamado setor informal). O comércio do município está concentrado no Centro da cidade onde recebe semanalmente centenas de moradores das áreas rurais e de municípios vizinhos como Choró, Banabuiú, Ibicuitinga e Ibaretama.
Dentre as empresas deste setor, destacam-se os atacadistas que abastecem os pequenos estabelecimentos comerciais dos distritos e dos municípios vizinhos. Os estabelecimentos de comércio varejista está voltado, basicamente, para os moradores da cidade e da zona rural.
Outra importante atividade para o comércio municipal é a realização de feiras que ocorrem em dias específicos. Às quintas-feiras, ocorre a feira de animais no Parque de Exposição no bairro do Campo Novo, às sextas-feiras, de frutas nas proximidades do Terminal Rodoviário, e diariamente de frutas e utilidades domésticas, na rua Dr. Eudásio Barroso nas proximidades da Câmara Municipal.
Pecuária
Representada principalmente pela avicultura, bovinocultura leiteira, ovinocultura e caprinocultura.
A ovinocaprinocultura local está associada à presença de agentes expressivos na região, como, por exemplo, a Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos do Estado do Ceará (Acocece), composta pelos médios e grandes produtores, um frigorífico com tecnologia para beneficiar a carne dos ovinos e caprinos e ainda aspectos climáticos da região. A Expoece, tradicional feira de caprinos e ovinos, é considerada uma das maiores do Ceará e uma das mais importantes do Nordeste, movimentando no ano de 2009, volume superior a R$ 1 milhão somente nas vendas do leilão. Além disso, o evento envolve toda a cadeia produtiva caprina e ovina da região.
Avicultura
A avicultura, juntamente com o comércio, é o principal setor da economia quixadaense. São quatro granjas de grande e médio porte: Granja Feliana Ltda, Granja Abrigo Ltda, Quixadá Alimentos Avículas Ltda (QUIAVE) e Carneiro Avícola Ltda (CARVIL).
A produção é de cerca 80 mil frangos por semana, movimentando em torno de 1 milhão e 200 mil reais por mês. São gerados 400 empregos diretos e aproximadamente 2 mil indiretos.
A CARVIL é a única que também produz ovos, 90 mil unidades por dia. A produção é voltada para o consumo em todo o estado do Ceará e também Piauí e Maranhão.
Indústria
O município possui pequenas indústrias alimentícias, tecelagens e calçadistas. Entre as grandes instalações industriais existe uma fábrica de calçados além de uma usina de biodiesel (com previsão de início de operações em agosto de 2008) com capacidade 157 mil litros/dia, ou 57 milhões litros/ano localizada no distrito de Juatama.
Turismo
Embora pouco explorado, o município apresenta grande potencial turístico, especialmente para o ecoturismo devido à beleza de suas paisagens, além para a prática de esportes radicais como voo livre (parapente e asa-delta), off-road, trekking, orientação, montanhismo e rapel.
Em 30 de janeiro de 2015, a Barragem do Cedro foi adicionada à Lista Indicativa do Patrimônio Mundial da Unesco
Atrações turísticas
As principais atrações turísticas de Quixadá são: Açude do Cedro; Pedra da Galinha Choca; Santuário N. Sra. Imaculada Rainha do Sertão; Chalé da Pedra; Lagoa dos Monólitos; Morro do Urucu; Pedra do Cruzeiro; Serra do Estevão; Trilha da Barriguda; Trilha do Olho d'Água; Trilha do Boqueirão; Trilha Cabeça do Gigante; Fazenda Magé; Museu Histórico Jacinto de Sousa; Fazenda Não Me Deixes e Memorial Cego Aderaldo.
Educação
Ensino Superior/Técnico

O município possui cinco instituições de ensino superior, uma de ensino superior e técnico, e duas somente de ensino técnico. São elas:
- Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (Unidade acadêmica da UECE), que oferece os cursos de licenciaturas em Ciências Biológicas, Física, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Química.
- Centro Universitário Católica de Quixadá, que oferece os cursos de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Biomedicina, Ciências Contábeis, Design Gráfico, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia de Produção, Farmácia, Filosofia, Fisioterapia, Gestão de Recursos Humanos, Odontologia, Psicologia, Sistemas de Informação, Sistemas para Internet e Teologia.
- Campus avançado da Universidade Federal do Ceará, que oferece os cursos de Sistema de Informação, Engenharia de Software, Redes de Computadores, Ciência da Computação, Engenharia da Computação e Design Digital. Além da Fazenda Lavoura Seca, uma das três fazendas experimentais da universidade.
- Universidade Estadual Vale do Acaraú, com duas coordenações, que oferece cursos de, Recursos Humanos- Tecnólogo, Letras Português - Licenciatura, Pedagogia e História - licenciaturas.
- Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, que oferece os cursos técnicos concomitante e integrados de Meio Ambiente, Edificações e Química, e superiores em Bacharelado em Engenharia Ambiental e Sanitária, Bacharelado em Engenharia de Produção Civil, Bacharelado em Engenharia Civil, Licenciatura em Geografia e Licenciatura em Química.

- Instituto Educacional Superior e Tecnológico Faculdade Cisne, oferece cursos de bacharelado em Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Nutrição, Serviço Social e Medicina Veterinária. Entre seus cursos tecnológicos estão: Publicidade e Propaganda, Designer de Interiores, Designer de Moda, Gestão de Recursos Humanos e Gestão Comercial.
- Escola Estadual de Educação Profissional Maria Cavalcante Costa, desenvolve uma educação de qualidade, reconhecida a nível Municipal, Estadual e Nacional, pela excelência das ações executadas com base nos pressupostos da Tecnologia Empresarial Sócio-Educacional. Oferta em sua grade curso técnico de Comércio, Agroindústria, Enfermagem e Informática.
Cultura
Equipamentos culturais
Quixadá possui um museu, o Museu Histórico Jacinto de Sousa, um centro cultural, o Centro Cultural Rachel de Queiroz, com dois pavimentos, um teatro e um anfiteatro. O centro cultural oferece oficinas de audiovisual, música, teatro e artes plásticas.
E a então inaugurada Memorial Rachel de Queiroz onde fica o atual chalé da pedra, um ambiente restaurado e equipado com peças e artefatos da escritora.
E recentemente foi inaugurado o Cinema, localizado no Pinheiro Supermercado .
Eventos religiosos
Um dos principais eventos religiosos do município é a romaria de Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão.
É seguido pelo mais novo evento que já acontece desde 2011, a Via Sacra, organizada por membros da Fundação Rachel de Queiroz, tem seus acontecimentos realizados na Praça da Cultura, localizada no centro da cidade. No distrito de Califórnia também são realizadas as festas em homenagem ao seu padroeiro São Francisco de Assis. Festa de Nossa Senhora do Carmo Comunidade Croa Grande Califórnia Quixadá
Filmes
Os seguintes filmes tiveram como base cenográfica o município de Quixadá.
- O cangaceiro Trapalhão - filme brasileiro de 1983 do grupo de comediantes brasileiros Os Trapalhões e inspirado na história do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, também conhecido como Lampião, o assim chamado "Rei do cangaço". Gravado em Juatama distrito de Quixadá.
- O Quinze - de Rachel de Queiroz, Sinopse:1915, sertão central do Ceará. Uma grande seca dizimou boa parte da população local. A jovem professora Conceição (Karina Barum), que trabalha em Fortaleza, passa as férias na fazenda de sua avó, Mãe Inácia (Maria Fernanda Meirelles), no município de Quixadá. Lá ela convive com os problemas da seca, além de se envolver com seu primo Vicente (Juan Alba). Ele é fazendeiro e está apaixonado pela prima, mas no momento concentra sua atenção no combate a uma praga de carrapatos e em salvar o gado da fome. No município também vive Chico Bento (Jurandir Oliveira), que trabalha como vaqueiro na fazenda de Dona Marocas. Quando recebe ordem de se retirar do local, Chico negocia com Vicente sua pequena criação em troca de uma burra velha e uma quantia em dinheiro. Ele então parte com sua família rumo a Fortaleza, enfrentando as dificuldades do percurso.
- O Auto da Camisinha - é um média-metragem de ficção de 2009, com 52 minutos de duração e rodado em 35mm. Tem como um dos atores principais Chico Anysio. O filme tem uma importante mensagem de cidadania ao tratar de assuntos como a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Ele promete chamar a atenção de todos com a forma com que vai tratar desses assuntos, por meio de uma linguagem lúdico educativa que deve agradar o público e ao, mesmo tempo, conscientizá-lo do assunto. Também gravado na Juatama - Quixadá.
- Área Q - com a participação dos globais, Tânia Kalil e Murilo Rosa, é uma parceria entre as produtoras Reef Pictures Inc., ATC Entretenimentos e Estação Luz Filmes. O projeto reúne vários profissionais já conhecidos do cinema brasileiro, dentre eles destacam-se Glauber Filho (diretor do filme “Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito”), como produtor executivo; Márcio Ramos, responsável pelos efeitos especiais. Já entre seus produtores está o cearense Halder Gomes, que foi responsável pelos curtas “Cine Holiúdi – O Astista Contra o Caba do Mal” e “Loucos de Futebol.
- Gato Preto - dirigido pelo quixadaense Clébio Ribeiro é um longa-metragem com orçamento total estimado em R$1,5 milhão. Utilizando pontos turísticos da cidade como o Açude do Eurípides e o histórico Açude do Cedro, a produção levanta questões sobre presença cigana na década de 1970 e questões espirituais.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

JANDIRA - SÃO PAULO

Jandira é um município da microrregião de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Localiza-se na Zona Oeste da Grande São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI).
Sua população foi estimada em 124.937 habitantes, conforme dados do IBGE de 2019, e sua área é de 17,449 quilômetros quadrados, o que resulta numa densidade demográfica de 6.207,76 habitantes por quilômetro quadrado. Seus limites são Barueri a norte e nordeste; Carapicuíba a leste; Cotia a sul; e Itapevi a oeste.
Etimologia
Existem pelo menos duas explicações etimológicas para a origem do topônimo "Jandira"ː
1 - é um termo tupi-guarani que significa "favo de mel". Por isso, muitos a chamam de "cidade favo de mel".
2 - segundo o tupinólogo Eduardo Navarro, "jandira" pode provir da língua geral paulista, e designaria um tipo de abelha.
O nome "Jandira" foi dado por Henrique Sammartino (em homenagem a uma de suas sobrinhas) ao posto telegráfico do quilômetro 32 da Linha Tronco da Estrada de Ferro Sorocabana em 5 de setembro de 1930 e passou a denominar essa localidade desde então. 
História
Primórdios
A área onde se situa o atual município de Jandira era ponto de passagem da antiga Estrada de Itu, sendo o local ponto de paragem de viajantes que rumavam da capital da província de São Paulo para o oeste paulista (rumo a Sorocaba, Itu, entre outros centros regionais). O panorama dessa região iria mudar com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana em julho de 1875. A partir de então, a região passa a ser loteada e um dos primeiros proprietários de terras da localidade era José de Oliveira e Silva. Morto em 1894, seu inventário foi solicitado apenas em 1921 e se arrastou por várias décadas, de forma que suas terras acabaram mudando de mãos até serem adquiridas por Nicola Beneducci e Miguel Samarone.
Assim, a história dos municípios dessa região se confunde com os trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana, que trouxeram Antonio Agù (pioneiro fundador de Osasco) e Henrique Sammartino (pioneiro-fundador do município), imigrante italiano que adquiriu, em 11 de abril de 1912, glebas de terra de Beneducci e Samarone, e deu a elas o nome de Sítio das Palmeiras, devido à existência de grandes palmeiras nativas existentes no local.
Apesar da existência de outros proprietários de terras naquela região (como as famílias Góis e Leite), a chegada de Sammartino acabaria sendo fundamental para o desenvolvimento daquela então inóspita região. Pouco tempo após se estabelecer no sítio das Palmeiras, Sammartino entrou em conflito com alguns de seus vizinhos (por questões diversas, incluindo a demarcação de terras de suas propriedades), sendo que esse conflito acabou chegando aos tribunais e se arrastou até o final da década de 1920.
Até então, a atividade principal de Sammartino era a administração de uma mercearia especializada em produtos importados, localizada no bairro da Santa Ifigênia (São Paulo), de forma que o sítio das Palmeiras era uma mera propriedade de recreação. Com a deflagração da Primeira Guerra Mundial, a importação de víveres da Europa entra em declínio e Sammartino acaba indo à bancarrota. Endividado, ele vende sua mercearia e volta-se para a única propriedade que ainda possui: o sítio das Palmeiras.
Sammartino e o progresso
Em meados de 1919, Sammartino instala-se com sua família definitivamente no sítio das Palmeiras. Com o pouco dinheiro que possui, adquire animais e planta árvores frutíferas. A necessidade de manutenção de sua produção de leite, queijo, frutas etc. o obriga a contratar lavradores e uma olaria é criada para fornecer tijolos para a construção de casas para os mesmos. O transporte dos produtos do sítio era feito por carros de boi por estradas de terra batida, de relevo acidentado e contrastava com a moderna linha da Estrada de Ferro Sorocabana que margeava o sítio. Para facilitar o transporte de seus produtos, Sammartino procura a direção da empresa ferroviária e propõe a doação de uma área de 58.470,87 metros quadrados para a implantação de uma parada (posteriormente classificada pela Sorocabana como posto de abastecimento de locomotivas). A Sorocabana propõe que Sammartino invista no plantio de eucalipto para servir de lenha para as locomotivas a vapor da empresa. Após o acordo celebrado entre o fazendeiro e a empresa, o posto km 32 (localizado ao lado das terras do sito das Palmeiras) é implantado em março de 1925. Posteriormente, foi construído um pequeno desvio até a olaria de Sammartino, que, assim, viu seus negócios prosperarem.
A instalação do posto de abastecimento facilitou a chegada de novos moradores para a região, como o engenheiro e pastor presbiteriano estadunidense William Alfred Waddell (1862-1939). Diretor do Colégio Mackenzie, Waddell estudava a criação de uma missão presbiteriana no caminho para Sorocaba. Em 1928, ele persuadiu a igreja presbiteriana a adquirir terras na região do quilômetro 32 da Estrada de Ferro Sorocabana. Em outubro daquele ano, era instalado o Instituto José Manuel da Conceição e uma missão presbiteriana. Os filhos dos fazendeiros da região acabariam estudando no instituto, assim como os filhos dos recém-chegados. Waddell, utilizando de seu prestígio junto ao Colégio Mackenzie, solicitou aos diretores da companhia ferroviária a realização de melhoria das instalações do posto do km 32. Atendendo ao pedido, a Sorocabana eleva o posto de abastecimento do km 32 a posto telegráfico e constrói novas instalações, plataformas e implanta um vagão de carga adaptado como bilheteria. Segundo a tradição da época, o doador das terras necessárias para a construção dos postos e estações tinha o direito de batizar o posto/estação. No dia 20 de março de 1931, durante a inauguração do posto telegráfico do quilômetro 32, a direção da Sorocabana convidou Sammartino a batizá-lo. Sammartino resolve homenagear sua sobrinha e batiza o posto com o nome de Jandira (que se tornaria o nome daquela região).
Três anos depois, o posto telegráfico de Jandira é elevado a posto telegráfico de categoria A (uma espécie de estação de terceira classe). As sucessivas ampliações do posto telegráfico obrigam a transferência de cada vez mais funcionários da ferrovia para a região onde engrossam o número cada vez crescente de habitantes, dando origem a chamada vila Jandira. O crescimento da região faz surgir outros postos telegráficos e estações e o tráfego de trens se intensifica. Em agosto de 1942, uma fagulha provocada por uma locomotiva a vapor inicia um grande incêndio nas terras de Sammartino. Apesar dos esforços de sua família e vizinhos, o fogo destrói seu imenso pomar. Transtornada pelo acontecimento, a esposa de Sammaritno, Conceição Desidério sofre um derrame cerebral e morre em setembro de 1943.
Transtornado pela perda de boa parte de sua produção e pela morte de sua esposa, Sammartino inicia a venda e doação de lotes, criando o primeiro loteamento de Vila Jandira (atual Vila Anita Costa). Cerca de 100 lotes de 1.000 m² foram comercializados, cada um a um preço de Cr$ 3 mil, enquanto que outros lotes foram doados para a construção de um posto de puericultura (atual Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de Jandira-APAMI), posto de polícia, escola (atual Themudo Lessa) e uma igreja católica romana (atual Matriz de Jandira). Esse loteamento deu origem às primeiras ruas e trouxe novos moradores para Vila Jandira. Henrique Sammartino faleceu em 1947 e não pôde vislumbrar o crescimento do loteamento iniciado por ele.
A emancipação
Até então, Vila Jandira era um mero subdistrito do município de Cotia. A grande distância geográfica entre o então distrito e o centro de Cotia era um empecilho para o desenvolvimento do subdistrito. Assim, Cotia foi abandonando vila Jandira aos poucos. Essa situação de abandono e descaso por parte das autoridades de Cotia também ocorria com a vila de Itapevi, que conseguiu sua emancipação no final da década de 1950. Em 1951, Jandira é elevada a distrito de Cotia. No dia 25 de janeiro de 1951, é fundada a União Pró-Jandira, entidade criada com o intuito de reivindicar melhorias ao distrito. O distrito abandonado de Jandira chamou a atenção da recém-emancipada Barueri, que tentou anexá-la em 1958 por meio da lei de número 170/53, de 28 de abril de 1958, chamada de lei Quinquenal. Por conta da intervenção de Cotia, a tentativa de anexação não logrou êxito.
Desde o final da década de 1940, o então governador Adhemar de Barros incentivava a emancipação de distritos e a criação de novos municípios sob argumentos político-partidários. Assim, aos poucos, a região sofreu um processo de emancipação de diversos distritos, iniciado no final de década de 1940 com Itapevi e Barueri e que alcançou o seu auge no início da década de 1960, quando Osasco, Carapicuíba e Jandira se emanciparam de São Paulo, Barueri e Cotia.
Vila Jandira realizou seu plebiscito sobre a emancipação no dia 8 de dezembro de 1963. Após a abertura das urnas, o resultado foi uma esmagadora vitória do grupo emancipacionista. O resultado foi homologado em 28 de fevereiro de 1964 pelo governador Adhemar de Barros. Após essa data, vila Jandira passou a ser um pequeno município.
Em 7 de março de 1965, tomou posse o primeiro prefeito de Jandira, Oswaldo Sammartino, filho do pioneiro Henrique Sammartino.
Décadas de 1960 e 1970
A emancipação político-administrativa de Jandira ocorreu em um momento conturbado da história brasileira. Em 28 de fevereiro de 1964, Jandira se tornava município.
Em 1965 ocorre a primeira eleição municipal, tendo sido eleito Oswaldo Sammartino, filho do pioneiro Henrique Sammartino. O mandato de Sammartino (1965-1969) é modesto, com poucas realizações, dado que a cidade estava sendo implantada. Um dos primeiros serviços da prefeitura foi cadastrar os 2.600 proprietários do município para o recolhimento de impostos. Em 28 de março de 1966 foi aberta a primeira creche da cidade, a APAMI (Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de Jandira). Ainda assim, Jandira tinha uma população de 1.285 crianças em idade escolar, das quais apenas 827 frequentavam regularmente uma escola. Sammartino iniciou as tratativas com o estado para a construção do Centro Educacional de Jandira (atual EE Professor Vicente Themudo Lessa), cujas obras se iniciaram em sua gestão. Diante de um cenário pouco promissor para investimentos do estado, os prefeitos de Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi e Santana de Parnaíba tentam lançar um consórcio regional em 1967. Apesar da iniciativa ter fracassado, lançou as bases para futuras iniciativas como a Câmara Oeste (1998) e o Cioeste - Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (2013).
Nas eleições de 1968 Clécio Soldé venceu João Ribeiro Júnior, sendo empossado em 31 de março de 1969. Em fevereiro de 1970 a cidade enfrenta uma grande enchente dos rios Barueri Mirim e Córrego dos Vessoni, que inunda quase todo o centro da cidade (chegando até mesmo a danificar os trilhos da ferrovia Sorocabana). Vários dias se passaram sem que a prefeitura tivesse capacidade de conseguir reparar os danos, de forma que a população local protestou contra a gestão Soldé. O prefeito Soldé (que havia trocado o MDB pela Arena) preferiu denunciar o líder dos protestos, Edemar Maciel (que integrava o MDB na cidade), ao DOPS por subversão. Apesar da tensão política, o primeiro serviço público de saúde foi aberto pela gestão Soldé em 1972. Após a abertura da Rodovia Castello Branco em 1968, Jandira pleiteia uma via de acesso com a nova rodovia. Soldé, que havia sido diretor do DER-SP, negocia a construção da Via de Acesso João de Góes (SPA-032/280) aberta em janeiro de 1973. A gestão Soldé iniciou também a pavimentação da cidade, cobrada dos moradores, e lançou as bases para a industrialização da cidade.
Em 1972 é eleito Alan Kardec Roberto de Albuquerque. Em sua gestão (1973-1977), é iniciada a industrialização da cidade-impulsionada pela abertura do Trevo de Jandira à Castello. Até então, Jandira possuía apenas o Frigorífico Jandira (aberto em 1961). Num período de 18 meses (entre 1974 e 1975) a cidade ganha trinta novas indústrias, destacando-se na região oeste da Grande São Paulo. Essas e outras empresas se instalaram na cidade por conta da lei municipal 273, que garantia a isenção fiscal por 15 anos. Apesar da atração de empresas, a cidade sofria com a falta de infraestrutura, agravada pela baixa arrecadação. Através da doação de uma área pública de 1.000m2, Kardec consegue a implantação de uma central telefônica junto à CTB/Telesp. Isso permitiu que a cidade recebesse suas primeiras 10 mil linhas telefônicas. Outro problema grave, o abastecimento regular de água, teve lenta resolução. Apenas em 1976 foram inauguradas as primeiras redes de água e reservatórios da Sabesp, de forma que apenas em 1983 a água chegou ao distrito industrial da cidade.
Com o recrudescimento da Ditadura Militar, em 1976 foi eleito pela primeira vez um político de origem humilde, Dorvalino Abílio Teixeira. A gestão de Teixeira foi marcada por obras de pavimentação, iluminação pública e ligações de esgoto em dezenas de vias (com o próprio Teixeira-tratorista de profissão-conduzindo alguns dos trabalhos), a regularização dos serviços de transporte público (com a contratação da empresa Benfica), a construção da área de Lazer do Trabalhador (Tablado), do Hospital Municipal, o início das obras da Via Expressa, a reurbanização da região central, entre outras obras. Seu trabalho acabou reconhecido em âmbito estadual após receber em 25 de maio de 1981 o título de melhor prefeito da Região Oeste, concedido pela Associação Paulista de Municípios. Teixeira também se notabilizou por acionar judicialmente os ex prefeitos Clécio Soldé e Alan Kardec, acusados de não pagarem asfalto e outras melhorias feitas pela prefeitura nas ruas de suas casas.
Educação
As primeiras pequenas escolas rurais de vila Jandira eram pequenas salas de aula improvisadas em casas alugadas, sempre muito distantes umas das outras. Em 1922, foi criada a primeira delas, chamada de "escolinha do quilômetro 32", em um grande casarão colonial localizado em uma chácara às margens do Rio Barueri-Mirim, de propriedade de Hipólita Santana de Figueredo. A primeira instituição de ensino oficial foi o Instituto José Manuel da Conceição (que encerrou suas atividades em 1970), tendo sido inaugurado por missionários presbiterianos estadunidenses em 8 de fevereiro de 1928.
Nos anos 1930, foi constituída a primeira instituição pública de ensino: a "Escolhinha Mista da parada Jandira". Na década de 1950, Jandira ganha mais 2 escolas, sendo a última um galpão de madeira localizada na praça Nilo de Andrade Amaral (hoje praça Anielo Gragnano). Essa escola era a mais importante do distrito, recebendo o nome de "Grupo Escolar Professor Vicente Themudo Lessa". Em 1966, o Grupo Escolar já estava saturado, sendo necessária a construção de um anexo no jardim das Palmeiras, até a construção do Centro Educacional de Jandira (atual EE Professor Vicente Themudo Lessa) em 12 de novembro de 1972.
Hoje, Jandira conta com 14 escolas estaduais, 15 escolas municipais, uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial ("Escola SENAI Professor Vicente Amato CFP 1.27", fundada em 25 de maio de 1994), uma unidade da Escola Técnica Estadual (instalada no prédio Harper, construído originalmente para o Instituto J.M.C. na década de 1940), um polo da Universidade Aberta do Brasil e uma instituição particular de ensino superior (Faculdade Eça de Queiroz).
Clima
O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o clima subtropical, tipo Cwa, com invernos secos sendo as vezes frios ou na maioria amenos, e verões úmidos, relativamente quentes, com temperaturas raramente ultrapassando os 35 °C e chuvosos. Em resumo, o verão é quente e chuvoso. E o inverno é ameno e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 graus centígrados, sendo o mês mais frio julho (média de 14 graus centígrados) e o mais quente fevereiro (média de 22 graus centígrados). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 381 milímetros.
Referência para o texto: Wikipédia .

sábado, 8 de agosto de 2020

CONSELHEIRO LAFAIETE - MINAS GERAIS

Conselheiro Lafaiete é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil. Sua população estimada em julho de 2016 era de 126.420 habitantes, o que o torna o 22º município mais populoso do estado. Segundo pesquisa do Ipea em 2017, em 9º lugar, ficou classificada como uma das cidades mais seguras do Brasil e em 2º lugar do estado de Minas Gerais, apresentando índice de 8,0.
História
A origem de Conselheiro Lafaiete está diretamente ligada ao início da exploração do ouro em Minas Gerais, em fins do século XVII. Naquela época, o local era habitado por aldeamentos de índios carijós. Já em 1681, antes do ouro ser oficialmente descoberto nas Minas, bandeirantes paulistas relataram haver ali tais aldeamentos. Esses pioneiros eram um dos muitos grupos de paulistas que percorriam o território mineiro em busca de ouro ou pedras preciosas. Os índios carijós eram originários do litoral do Sul e do Sudeste brasileiro; grupos do litoral do Rio de Janeiro haviam migrado para o interior, fugindo dos brancos.
O primeiro estabelecimento fixo de brancos na região aconteceu em 1694, onde hoje é o município vizinho de Itaverava e foi um grupo de bandeirantes liderados por Bartolomeu Bueno de Siqueira. Na mesma época, foi descoberto ouro em Itaverava, assim como em Sabará, Ouro Preto, Mariana e outros locais. Conselheiro Lafaiete tornou-se importante como ponto de apoio para quem ia até Itaverava.
O desenvolvimento de Conselheiro Lafaiete também foi diretamente afetado pela abertura do Caminho Novo. O porto do Rio de Janeiro era a principal porta de saída para a exportação do ouro de Minas e também a principal de entrada para pessoas que queriam chegar até as regiões auríferas. Até 1709, o trajeto entre as minas e o Rio de Janeiro era feito via Parati, com um trajeto costeiro por mar até o Rio. Naquele ano, foi aberto o Caminho Novo, que partia do Rio e terminava na altura de Ouro Branco. A partir dali, o trajeto continuava pelo antigo Caminho Velho. Conselheiro Lafaiete era atravessada de norte a sul pelo Caminho Novo.
Naquele mesmo ano de 1709, foi instituída a freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós. A agricultura se desenvolveu e em meados do século XVIII a proporção de agricultores em relação a mineradores era bem maior que na maioria das outras localidades da região aurífera de Minas Gerais.
O distrito de Carijós foi criado em 1752. O município, chamado Vila Real de Queluz, foi criado em 19 de setembro de 1790, desmembrado da Vila de São José del Rei, hoje Tiradentes. Pela Lei Provincial nº. 1276, de 1866, foi elevada à categoria de cidade e em 1872 foi criada a Comarca de Queluz. (O nome Conselheiro Lafaiete passou a vigorar a partir de 27 de marco de 1934, pelo Decreto Estadual n.° 11.274, em homenagem ao Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, quando se comemoravam o centenário de seu nascimento).
Geografia
A localização de Conselheiro Lafaiete é estratégica; fica a poucos quilômetros dos centros consumidores do Sudeste brasileiro e próximo dos corredores de exportação Santos, Vitória e Rio de Janeiro. A vegetação predominante é o Cerrado e alguns pontos de Mata Atlântica. O clima é Tropical de altitude.
Localização
Conselheiro Lafaiete encontra-se na Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte, à 96 km da capital do estado, Belo Horizonte. Localiza-se dentro da região do antigo Queluz de Minas, atualmente, o Alto Paraopeba - onde ficam também as cidades de Belo Vale, Congonhas, Ouro Branco, Entre Rios de Minas, Jeceaba e São Brás do Suaçuí.
Clima
A média anual é de 20 °C; a média máxima anual é de 25°C e a média mínima anual, de 15°C. O índice pluviométrico anual é de 967mm.
Rios
Rio Pequeri - Situa-se na zona rural do município.
Rio Ventura Luiz - Nasce na Região Sudeste (Bairro São José), percorre a Região Nordeste até a sua foz (Rio Bananeiras) na Região Norte do município.
Rio Bananeiras
Rio Paraopeba - Sua nascente está localizada ao sul no município de Cristiano Otoni, e sua foz está na represa de Três Marias, no município de Felixlândia.
Bacia
O município faz parte da Bacia do Rio São Francisco
Conselheiro Lafaiete, está edificada no dorso central do Espinhaço, Serra da Mantiqueira, situada na Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte. Entre as zonas Metalúrgica e Campo das Vertentes, o município é divisor de duas grandes bacias hidrográficas do Rio Doce e do Rio São Francisco.
Turismo
O município integra o circuito turístico Villas e Fazendas.
Monumentos turísticos 
Estes são os monumentos turísticos de Conselheiro Lafaiete. 
Arte e Cultura - Capela de Santo Antônio; Casa de Cultura Professora Gabriela Mendonça; Casa de Hóspedes da Remonta; Centro Cultural “Maria Andrade Resende”; Chafariz Colégio Nossa Senhora de Nazaré; Cristo Redentor; Fazenda dos Macacos; Fonte Luminosa Gameleira da Varginha do Lourenço; Hospital Queluz; Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição; Igreja Matriz de São Sebastião; Igreja Nossa Senhora da Luz; Igreja Santa Efigênia; Igreja São Sebastião; Museu Antônio Perdigão; Museu Ferroviário; Praça Barão de Queluz; Praça Tiradentes; Ruínas da Estalagem do Lourenço; Santuário do Sagrado Coração de Jesus; Solar do Barão de Suassuí (Ruínas do Solar do Barão de Suassuí); Solar dos Furtado-Amaral; Solar dos Mendonças; Solar Furtado; Teatro Municipal "Placidina de Queiróz”.
Ecológico e Rural -  Horto Florestal; Lagoa da Água Preta; Parque Municipal “Tancredo Neves”.
Roteiros - Mercado Municipal; Trecho da antiga Estrada Real.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 6 de julho de 2020

SINOP - MATO GROSSO

Sinop é um município brasileiro do estado do Mato Grosso, na Região Centro-Oeste do Brasil. Sua população em 2019 é estimada em aproximadamente 143 mil habitantes. Sendo atualmente polo de referência em todo o norte mato-grossense.
Etimologia
Sua denominação deriva-se do acrônimo de Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná, nome da empresa responsável pela colonização do norte de Mato Grosso por agricultores do norte do Paraná.
História
Colonização e povoamento
O processo que ocupou a área na qual atualmente se situa a área urbana do município de Sinop se iniciou em 1972, durante a aquisição de mais de 500 mil hectares de terreno de outras pessoas pela Colonizadora Sinop S.A., que localizam-se numa distância de 500 km de Cuiabá na BR-163 (Cuiabá-Santarém), e a criação da Gleba Celeste.
Quando o projeto foi implantado e executado por Roberto Brandão, 400 homens e máquinas cruzaram, no começo, o rio Verde, construindo as primeiras picadas na selva, para que fossem erguidas quatro cidades (Sinop, Vera, Santa Carmem e Cláudia), 1.400 quilômetros de estradas vicinais, campos experimentais, centros comunitários, escolas, infraestrutura de apoio para que fossem atendidos os novos habitantes, brasileiros do total das regiões do País que, num fenomenal processo de crescimento da população, afluíram para que fossem enfrentadas as dificuldades que os impediam de ocupar o norte de Mato Grosso; e a "mística do Nortão" foi forjada pelos compatriotas.
As primeiras ruas de Sinop começaram a ser abertas em maio de 1972 e por pouco tempo as primeiras famílias de pioneiros vieram à cidade.
Naquele momento, o tempo de demora do viajante entre o interior do Paraná e Sinop era superior a 7 dias. Porém, embora isso fosse muito difícil, crescia a migração direcionada para Oeste, pela qual era acompanhada a fronteira agrícola que adentrava o Norte de MT. E, possivelmente, isso não resultaria em outra coisa: no dia em que foi fundada, em 14 de setembro de 1974, a cidade de Sinop era, de verdade, um canteiro de obras, com cerca de 20 quadras.
Formação administrativa e história recente
A grande rapidez foi total. Em menos de dois anos mais tarde, em 24 de julho de 1976, a Lei 3.754/76 foi assinada pelo então governador José Garcia Neto, declarando Sinop elevada à categoria de distrito municipal de Chapada dos Guimarães. Não sucederam quatro anos e, no dia 17 de dezembro de 1979, a Lei 4.156/79 foi assinada pelo governador Frederico Campos, declarando Sinop elevada à categoria de município.
Atualmente, o crescimento de Sinop continua. Em 1974, ninguém teria capacidade de imaginação que, em menos de três décadas mais tarde, a estimativa da população era de aproximadamente 100 mil habitantes naquele lugar — uma cidade que hoje é pólo de referência no Norte de Mato Grosso inteiro, no que concerne aos aspectos médico-hospitalares, educacionais, industriais, comerciais, recreativos e a demais áreas.
Geografia
Sinop está localizada no noroeste da região Centro-Oeste do Brasil, no Norte Mato-grossense, na Microrregião de Sinop. Localiza-se na latitude de 11º50’53” Sul e longitude de 55°38’57” Oeste. Dados geográficos de Sinop:
Formação Geológica: coberturas não-dobradas do Fanerozoico e Bacia Quaternária do Alto Xingu
Relevo e altitude: Planalto Residual Norte de Mato Grosso e Planalto do Parecis. Altitude de 384 metros acima do nível do mar.
Hidrografia: Bacia Hidrográfica do Amazonas. Rio Teles Pires, importante afluente do Rio Tapajós.
Clima
O clima e a pluviosidade é equatorial, com uma estação chuvosa de outubro a abril e outra seca de maio a setembro.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1972 a 1994 e de 1998 a 2014, a menor temperatura registrada em Sinop, na estação meteorológica de Gleba Celeste, foi de 4 °C em agosto de 1977, nos dias 5, 8 e 17, e a maior atingiu 41,2 °C em 2011, em 31 de agosto e 26 de setembro.[11] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 224,8 milímetros (mm) em 22 de fevereiro de 2017, seguido por 155,1 mm em 24 de fevereiro de 2013 e 152,2 mm em 19 de novembro de 1988. Dezembro de 1989, com 642,5 mm, foi o mês de maior precipitação.
Sistema de ensino
Sinop conta com escolas públicas e privadas do ensino básico e médio. O município é também conhecido por ser uma cidade universitária, pois possui diversas instituições de ensino superior, tais como: Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT), campus avançado Sinop; Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT); Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT); Universidade de Cuiabá (UNIC); UNIFASIPE Centro Universitário (UniFASIPE); Faculdade de Tecnologia de Sinop (FASTECH).
A cidade tem 24 escolas que atendem o ensino infantil com 21 escolas públicas municipais; 12 escolas privadas
Mais de 40 escolas que atendem o ensino fundamental: 11 escolas públicas estaduais; 21 escolas públicas municipais; 9 escolas privadas
A cidade conta também com 13 escolas para o ensino médio, sendo: 7 escolas públicas estaduais e 6 escolas privadas.
Economia
O principal destaque econômico de Sinop e da região é a agropecuária, tanto que o município está inserido na fronteira agrícola Amazônica. Há destaque também na agroindústria e como polo comercial regional de atacado e varejo.
Urbanismo
Sinop é uma cidade planejada, observando critérios urbanísticos modernos, com traçado regular e quadras interligadas por mais de quatrocentos quilômetros de ruas e avenidas, possuindo 27,00 m² de área verde por habitante, sendo que a OMS recomenda um mínimo de 12,00 m²/habitante.
As áreas residenciais são limitadas por avenidas de até cinquenta metros de largura, com calçadas de até sete metros. As ruas têm vinte metros de largura, com calçadas de cinco metros. Existem praças, reservas naturais e áreas de lazer. As avenidas e ruas levam nomes de árvores e flores, como Acácias, Sibipirunas, Jequitibás, Tarumãs, Palmeiras, Orquídeas, Avencas, Azaleias, Lírios e Violetas.
Turismo e cultura
O município é banhado pelo Rio Teles Pires, afluente do Rio Tapajós, que deságua no Rio Amazonas. O Teles Pires permite diversificadas atividades esportivas, tais como: pesca amadora e esportiva, canoagem, rafting, dentre outras. Também no mesmo rio há a Praia do Cortado, importante opção de lazer do município.
Na parte urbana encontra-se o Parque Ecológico de Sinop,mais conhecido como Parque Florestal, situado no Jardim das Primaveras.
Área Cultural
O município possui também: Biblioteca Pública de Sinop; Casa da Cultura de Sinop e Centro de Eventos Dante de Oliveira, com anfiteatro para setecentas pessoas, centro expositivo e dois pavilhões para simpósios ou outras solenidades
Estrutura esportiva
A cidade possui o Estádio Gigante do Norte, popularmente conhecido como “Gigantão”, que está estruturado para receber até 14 mil pessoas, onde joga o Sinop Futebol Clube, o time oficial da cidade, onde foi revelado o ex-goleiro do São Paulo FC, Rogério Ceni. Nesse estádio já ocorreram partidas de times grandes como Santos, São Paulo e Fluminense contra Sinop FC.
Outra agremiação de futebol local é a Associação Atlética Sinop.
Na cidade existe ainda um Complexo Esportivo de Sinop e o Memorial Rogério Ceni, (onde se encontra pertences, como luvas, camisas e prêmios do capitão são paulino, que cresceu na cidade).
Existe também na cidade os Jogos Olímpicos de Sinop, com várias modalidades esportivas entre estudantes. Sinop é também é a cidade natal do piloto de Motocross Freeestyle Gilmar Flores (conhecido também como "Joaninha").
Referência para o texto: Wikipedia .

sexta-feira, 19 de junho de 2020

SIMÕES FILHO - BAHIA

Simões Filho é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2019 era de 134.377 habitantes.
Fica localizado na Região Metropolitana de Salvador, já conurbado com a capital baiana.
História
O lugar era originalmente parte da área do Recôncavo onde desde o século XVII se instalaram os engenhos produtores da cana-de-açúcar.
O município foi criado a partir da emancipação do então distrito soteropolitano de Água Comprida, com sua denominação atual, em 7 de novembro de 1961, pela Lei 1.538. Seu nome homenageia o jornalista e político Ernesto Simões Filho, fundador do jornal A Tarde, ainda hoje existente.
A emancipação foi fruto de pleito da comunidade, em que teve destaque as atuações dos emancipadores: Walter José Tolentino Álvares, Altamirando Ramos, Noemia Meireles Ramos, professora Maria Chaves, Padre Luiz Palmeira.
Integrando a Região Metropolitana de Salvador em 1973, por Lei Federal, desde esse período recebeu a instalação de diversas indústrias, sendo registrados mais de mil empreendimentos.
O pioneiro do saneamento no município foi Engenheiro Simões. Em 1929, quando adquiriu a fazenda "Engenho Novo", providenciou a vinda de uma equipe de serviço de malária para executar os trabalhos de abertura de valas e córregos, a fim de exterminar a febre pelúcida que ceifava vidas, na antiga Água Comprida.
Economia
No contexto econômico, podemos considerar o Centro Industrial de Aratu – CIA e o Polo Industrial de Camaçari – PIC como sendo os dois marcos mais importantes para a economia local. A atividade agropecuária, com baixa representatividade, também se faz presente no município, destacando-se o cultivo de banana, coco-da-baía, cacau (amêndoa), manga, goiaba, laranja e pimenta do reino e a criação de bovinos, suínos e ovinos.
O Índice de Desenvolvimento Econômico – IDE é um indicador econômico resultante da análise dos níveis de infraestrutura (INF) e qualificação de mão-de-obra (IQM) existentes e da renda gerada localmente (IPM). Segundo o IDE publicado pela SEI (2002) o município de Simões Filho aparece como a quinta economia baiana em 1998. Comparado aos demais municípios da RMS o município classifica-se como a quarta economia da região.
Clima, Relevo e hidrografia
Devido a grande proximidade do litoral, Simões Filho apresenta clima úmido com temperaturas médias anuais de 24,7 °C, pluviosidade média anual entre 1.600 e 2.000 mm, sendo que as maiores concentrações pluviométricas ocorrem entre os meses de abril e junho.
As formas de relevo predominantes no município são os tabuleiros pré-litorâneos, as planícies marinhas e fluviomarinhas e as baixadas litorâneas, associadas a uma geologia com presença de conglomerados, gnaísses, arenitos, depósitos fluviais e costeiros (areias de praias, dunas, mangues, terraços e cordões litorâneos).
A hidrografia é composta pela bacia do rio Joanes, sendo os principais afluentes os rios Córrego Cantagalo e o Córrego Muriqueira. Ao longo da bacia aparecem as represas Joanes I, Joanes II, Ipitanga II e Ipitanga III, importantes para o abastecimento de água da Região Metropolitana de Salvador.
A bioecologia local é representada pelos solos do tipo podzólico vermelho-amarelo álico, latossolo vermelho-amarelo álico, latossolo amarelo álico, podzol hidromórfico e solos indiscriminados de mangue, onde desenvolvem atividades agrícolas, extrativismo e pecuária. A vegetação está constituída pela floresta ombrófila, contato cerrado-restinga e formações pioneiras com influência fluviomarinha.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 12 de junho de 2020

ARAUCÁRIA - PARANÁ

Araucária é um município brasileiro do estado do Paraná, do qual é o décimo terceiro mais populoso, com 143.843 habitantes, conforme estimativa do IBGE de 2019.
Etimologia
De origem geográfica, constitui-se em referência à enorme reserva de mata nativa existente ao tempo da povoação do município. Esta mata, composta de espécimes da espécie Araucaria angustifolia, ou pinheiro-do-paraná, é comum nas zonas mais frias.
História
As primeiras movimentações do homem branco no atual município de Araucária, remontam ao ano de 1668, período em que Domingos Rodrigues da Cunha recebeu uma sesmaria, doada pelo Capitão Povoador, Gabriel de Lara, o homem forte do Paraná daquele período.
Outras sesmarias foram doadas a seus filhos Luíz e Garcia Rodrigues Velho, e situavam-se na Passagem de Apiaúna, fazendo divisas com o Rio Iguaçu, que naquela época recebia a denominação de Rio Grande de Curitiba.
Estas famílias iniciaram roçadas, lançaram as primeiras sementes e o lugar passou a ser ponto de referência. Alguns anos após desenvolveu-se um povoado que recebeu a denominação de Tindiquera. A ocupação foi relativamente rápida e ali se estabeleceram o cirurgião Paschoal Fernandes Leite, capitão Manoel Picam de Carvalho e muitos outros.
A origem histórica de Tindiquera, de onde provém o município de Araucária, merece um capítulo à parte na historiografia paranaense, pela sua riqueza. Consta que residia na pequena Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, mais tarde Curitiba, a numerosa família dos Maia, de homens valentes e impetuosos e que mantinham relações conturbadas com as autoridades e outros povoadores do lugar. Os seguidos incidentes deram-lhes a condição de personas non gratas na incipiente Curitiba, chegando ao ponto de serem obrigados a se afastar da vila e a refugiarem-se em lugar distante, a fim de evitar a ação da justiça, que os perseguia, assim como a vingança do povo. O local escolhido pela numerosa família Maia foi exatamente o povoado de Tindiquera, situado às margens do Iguaçu e bem em cima de uma antiga aldeia indígena.
Em 1876 a região recebeu forte fluxo imigratório de russos, poloneses e alemães, que numa ação conjunta deram progresso ao lugar através da Colônia Thomaz Coelho.
O advento da República encorajou a comunidade a elaborar um abaixo-assinado, que foi devidamente encaminhado ao governo do estado, através do deputado Victor Ferreira do Amaral.
Em 11 de fevereiro de 1890, pelo Decreto Estadual nº 40, sancionado pelo governador José Marques Guimarães, foi criado o município, com território desmembrado dos municípios de Curitiba e São José dos Pinhais, e com denominação alterada para Araucária[9] A instalação oficial deu-se no dia 1 de março de 1890.
Pela Lei nº 1.055, de 5 de abril de 1911, foi criado o Têrmo Judiciário de Araucária, cuja instalação foi em 4 de junho de 1911. Em 19 de abril de 1919, através da Lei nº 1.908 foi elevado à categoria de Comarca, e a instalação foi feito por Estanislau Cardoso no dia 14 de maio do mesmo ano. Através do Decreto-Lei nº 93, de 14 de setembro de 1948, voltou à categoria de Têrmo Judiciário, e em 25 de janeiro de 1949 foi elevado novamente à categoria de Comarca, desta vez tendo sido instalada por Luiz de Albuquerque Maranhão Júnior.
Economia
A exploração comercial da madeira iniciou-se na Freguesia do Iguassú a partir do século XIX, até a década de 1930, quando entra em crise pela devastação das reservas. Os moradores de Araucária ainda se dedicaram à exploração da erva-mate até a década de 1940, quando houve o declínio das exportações para a Argentina, que se tornou auto-suficiente. O crescimento econômico da região proporcionou a abertura de mercado para outras atividades geradoras de emprego para a população como olarias, cerâmicas, moinhos, fábricas de palhões, de massa de tomate, de caixas de madeira, de linho, de fósforo, de balas, de bolachas e torrefação de café.
Em 1972, com a instalação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas e em 1973 com a criação do CIAR (Centro Industrial de Araucária), ocorreu um crescimento bastante acentuado e uma inversão no quadro populacional, econômico e social do Município, em que a população urbana passou a superar a rural com a vinda de um contingente populacional de vários pontos do país e a economia que se baseava na agricultura e pecuária passou a ser predominantemente industrial/urbana. A partir da década de 1970, ocorreu uma acentuada industrialização da cidade, totalizando o segundo maior parque fabril do estado, apenas atrás da capital. Dentre as indústrias instaladas na cidade é possível destacar: FAFEN-PR, CSN Paraná, Siderúrgica Guaíra (Gerdau), Berneck, Cocelpa, Imcopa, Tri-Sure, Hübner Auto Linea, AAM do Brasil, Filtros Mil, Dyno do Brasil, Adesi, Gonvari do Brasil, Haus Technology, Trane e Novozymes.
Turismo
As principais atrações turísticas da cidade são.
- Museu Tingüi-Cuera - Localizado no Parque Cachoeira, o Museu tem o seu nome em homenagem aos índios Tingüis que habitaram a região de Araucária, já conhecida como Tindiqüera na época do descobrimento do Brasil. Foi inaugurado em 11 de fevereiro de 1980 no prédio da extinta Companhia São Patrício onde funcionou até 1982, quando foi transferido para o prédio que abrigou a antiga Fábrica de Massa de Tomate Torres, de 1943 até 1965, de propriedade de Archelau de Almeida Torres. O Museu conta com acervo de aproximadamente 600 peças datadas a partir do século XIX, que contam a história do cotidiano de vida e de trabalho da população. O Museu possui seis salas de exposição, sendo três delas reservadas para exposições temporárias e três para exposições de longa duração e reserva técnica. O Museu abriga também o Auditório Júlio Grabowski com uma área aproximada de 100m². Visitas monitoradas podem ser agendadas por meio do setor educativo.
Roteiro de Turismo Rural - É possível fazer passeios orientados por propriedades rurais familiares, onde são oferecidos diversos produtos à venda, tais como doces e licores, frutas, flores e artesanato, além de café colonial típico polonês. O ônibus sai todos os sábados
Parque Cachoeira - Abriga o Museu Tingüi-Cuera, museu este de característica regionalista. Aberta a visitação também está a Aldeia da Solidariedade, onde estão casas de troncos falquejados, encaixados, feitas de troncos de pinheiros, construídas pelos primeiros imigrantes poloneses lembrando a arquitetura da terra natal. Há também uma capela, chiqueiro, paiol e picador de palha, bem como um centro poliesportivo e uma grande área verde e de fundo de vale, bem próximo ao Centro da cidade. O Parque Cachoeira também é famoso pelas festas realizadas em suas dependências, sendo a mais popular e conhecida na região a Festa do Pêssego.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

ITAPECERICA DA SERRA - SÃO PAULO

Itapecerica da Serra é um município brasileiro do estado de São Paulo localizado na Região Metropolitana de São Paulo. De acordo com a estimativa do IBGE do ano de 2017, a população municipal era de 170.927 habitantes e a área é de 151,458 km².
Topônimo
"Itapecerica" é um termo de origem tupi antiga que significa "pedra achatada escorregadia", através da aglutinação dos termos itá ("pedra"), peb ("achatada"), syryk ("escorregadia") e a (sufixo nominal).
No Vocabulário na Língua Brasílica, encontramos a seguinte definição: "Aguoa que corre per lages e não em bica mas espalhada cubrindo toda a superficie. — Itapecigrica".
História
Em 1562, por força de um levante armado que culminou em um ataque dos índios da Confederação dos Tamoios à vila de São Paulo de Piratininga (atual cidade de São Paulo) e a outros núcleos de povoamento e colonização portuguesa, a Companhia de Jesus instalou, entre agosto e setembro de 1562, postos de defesa e colonização avançados.
Itapecerica da Serra tem origem em uma aldeia de índios pacificados pelos Jesuítas[9] provavelmente a 3 de setembro de 1562, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres, com o propósito de ser um posto avançado de colonização, catequização e de defesa contra ataques indígenas.
No século XVII, o núcleo da população indígena foi consideravelmente aumentado com a vinda dos indígenas trazidos da aldeia de Carapicuíba, trazidos pelo sertanista Afonso Sardinha e deixados sob a posse do Padre Belchior de Pontes para serem convertidos ao catolicismo.
Em 1689, a capela de Itapecerica contava com mais de novecentas almas sob a posse do padre Diogo Machado, da Companhia de Jesus.
Em 1841, Itapecerica foi elevada à categoria de freguesia, tendo, como patrona, Nossa Senhora dos Prazeres e teve como primeiro vigário o padre Bento Pedroso de Camargo, nomeado por dom Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade.
Fazia parte do território do antigo município de Santo Amaro, instalado em 7 de abril de 1833 quando foi separado de São Paulo.
Em 8 de maio de 1877 foi elevada a categoria de vila com a denominação de Itapecerica, quando se emancipou do antigo município de Santo Amaro, que em 1935 foi reintegrado e se tornou distrito paulistano.
Em 19 de dezembro de 1906, através da Lei Estadual nº 1.038 Itapecerica foi elevada à categoria de Cidade.
Em 1930, com a construção da Estrada de Ferro Mairinque-Santos (Sorocabana), que passa pela cidade atravessando o bairro da Aldeinha, houve uma certa expansão da economia da cidade.
Em 30 de Novembro de 1944, Itapecerica passou denominar-se Itapecerica "da Serra" para diferenciar-se de sua homônima nas Minas Gerais e por estar na zona fisiográfica de Paranapiacaba.
Em 1959, foi criada a Comarca de Itapecerica da Serra, composta pelos atuais municípios de Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra e Taboão da Serra. (na época eram Distritos da Cidade de Itapecerica da Serra).
Em 1960 com a conclusão da Rodovia Régis Bittencourt BR-116, que passa pela região em direção ao Sul do Brasil, o acesso á cidade foi consideravelmente melhorado, tendo a inauguração da rodovia contado com a presença do então presidente da república Juscelino Kubitschek.
Nas décadas seguintes, a rodovia possibilitou a chegada de novas industrias a região, melhorando consideravelmente a economia do município.
Emancipações
Na década de 50, o município itapecericano detinha um sério problema de repasse de verbas devido sua grande extensão territorial, sendo incapaz de manter toda sua área. Em decorrência desta dificuldade, movimentos emancipacionistas ganharam força na região.
Em 18 de fevereiro de 1959, Embu das Artes foi elevado à categoria de município.
Em 18 de fevereiro de 1959, Taboão da Serra foi elevado à categoria de município. O município carrega Serra em seu nome como homenagem a cidade mãe.
Em 28 de fevereiro de 1964, Juquitiba foi elevado à categoria de município, quando se emancipou de Itapecerica da Serra.
Em 28 de março de 1965, Embu-Guaçu foi elevado à categoria de município.
Em 30 de dezembro de 1991, o então Distrito de São Lourenço da Serra, foi elevado à categoria de município.
Automobilismo
Em 1908, o Automóvel Club de São Paulo acabava de ser criado. Como parte de seus projetos, a entidade promoveu uma competição de automóveis e motocicletas.
O trajeto escolhido percorria algumas estradas antigas que interligavam São Paulo ao Sertão. Os principais pontos de passagem deste trajeto era o próspero bairro paulistano de Pinheiros, a Freguesia de MBoy, Itapecerica e o município de Santo Amaro. O chamado Circuito de Itapecerica percorreu mais de 70 quilômetros entre a saída do Parque Antártica indo até o ponto mais distante em Itapecerica, e retornando ao ponto de partida.
O evento foi realizado no dia 26 de julho de 1908, e entrou para a história do automobilismo mundial.
Apesar da poeira e do terreno áspero e acidentado, não houve acidentes. O vencedor foi o desportista Sílvio Penteado, com seu Fiat de 40HP.
Essa corrida de automóvel tornou-se a primeira oficial na América do Sul.
Clima
O clima da cidade, como em toda a região metropolitana de São Paulo, é o subtropical. mas no verão a cidade é bem abafada e com um ar seco, mas quando chove a cidade fica com ar úmido e fresco.Inverno ameno e sub-seco(W). Com características de Clima Subtropical com inverno seco. tipo Cwa. Onde "C" indica clima temperado com temperaturas no inverno entre -3 °C até 22 °C.
A média de temperatura anual gira em torno dos 18Cº, sendo o mês mais frio Julho (média de 13 °C) e o mais quente Fevereiro (média de 22 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 400 mm.
O clima lembra muito o da cidade de São Paulo, a "Cidade da Garoa", no tempo em que a metrópole paulistana tinha suas matas preservadas e a chuvinha fina no inverno era bem mais constante. Hoje em dia, pelo fato das mudanças climáticas, são menos frequentes.
Cultura
Itapecerica conta com a tradicional Festa do Peão de Boiadeiro que acontece anualmente em julho. É a maior festa do gênero na região e atrai milhares de pessoas das cidades vizinhas e da capital, que acompanham as disputas de montaria dos peões na arena, além dos grandiosos shows sertanejos e mais coisas também.
Turismo
A área turística mais visitada de Itapecerica da Serra é o Kinkaku-ji, templo ecumênico e cinerário, construído em estilo arquitetônico japonês. Está localizado dentro do "Parque Turístico Nacional do Vale dos Templos" e é rodeado por jardins japoneses, lago de carpas e Mata Atlântica.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Taboão da Serra - São Paulo

Taboão da Serra é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na Zona Sudoeste da Região Metropolitana de São Paulo.
Sem divisas geográficas relevantes com a capital paulista, Taboão da Serra não se distingue dos bairros paulistanos com os quais faz divisa, como Butantã e Campo Limpo, ou seja, é uma cidade conurbada com a capital paulista, um fenômeno cada vez mais comum nas últimas décadas nas cidades da Região Metropolitana de São Paulo. Por muitos anos, a cidade se dividiu entre o perfil de cidade dormitório e de localidade industrial.
Até meados da década de 1990, a cidade mantinha o perfil industrial como principal atividade econômica. O seu parque industrial, no entanto, não era suficientemente robusto para absorver toda a mão-de-obra do município, que acabava se deslocando até São Paulo para encontrar emprego. No início dos anos 2000, o caráter econômico passou por mudanças.
Com o encarecimento dos custos e os problemas de tráfego, muitas indústrias deixaram a cidade e o município passou a ter características mais comerciais, passando a ocupar em poucos anos o posto de pólo de atração de serviços da região sudoeste da Grande São Paulo. Nessa época, grandes varejistas – como o Grupo Pão de Açúcar, Carrefour, Wal Mart e a Nacional Iguatemi (administradora do Shopping Taboão) – realizaram investimentos em Taboão da Serra, o que consolidou o perfil terciário da cidade.
A chegada de grandes varejistas abriu novas frentes de emprego e oportunidades para os habitantes. Com a chegada dessas empresas, a cidade passou a contar com serviços que não existiam na cidade, como cinemas e supermercado aberto 24 horas. Isso consolidou a cidade como pólo de atração de cidades vizinhas – como Embu das Artes e Itapecerica da Serra – e de bairros paulistanos próximos – como o Butantã, Vila Sônia, Portal do Morumbi, Campo Limpo e Capão Redondo.
História
A história de Taboão da Serra é, de certa forma, antiga, chegando a se confundir com a própria história da cidade de São Paulo, em alguns aspectos. Nos séculos XVI e XVII, a região de Taboão da Serra fez parte da rota dos bandeirantes paulistas que viviam nos arrabaldes do que hoje pertence ao centro de São Paulo.
Muitos bandeirantes passavam pelo município em busca de índios para serem escravizados. Ao mesmo tempo, esta região servia de rota tanto para o litoral paulista, quanto como ponto de passagem para a Região Sul do Brasil. Para proteger os índios dos bandeirantes paulistas, alguns jesuítas criaram áreas de proteção para os nativos em terras que pertencem, atualmente, aos municípios de Taboão da Serra e Embu.
Quanto ao nome do município, "Taboão", existem três hipóteses:
- veio da taboa, planta hidrófila que era facilmente encontrada na cidade em brejos próximos ao Córrego Pirajuçara;
- veio do termo tupi taba, que significa "aldeia";
- veio de uma grande tábua que era colocada sobre o rio Poá.
"Da Serra" provavelmente foi uma homenagem ao relevo local e à cidade mãe (Itapecerica da Serra).
Na região havia diversas aldeias indígenas que foram destruídas nos fins do século XIX e início do XX pelos europeus nela recém-chegados, tanto para a posse da visando a atividade agrícola, quanto para o surgimento de pequenas vilas, as quais foram formadas no início do século XX.. Por volta de 1910, foi criado um vilarejo chamado Vila Poá, às margens dos córregos Poá e Pirajuçara. Em 1953, a região já era um subdistrito de Itapecerica da Serra.
A emancipação de Taboão da Serra, e sua consequente elevação à categoria de município, deu-se em 1° de janeiro de 1959, graças aos esforços de (entre outros) Léo Baranowsky, Sebastião da Cunha, Benedito Carneiro de Freitas, Hosuke Hataka, Luzia Hellmeister, Mary Rose Ducase Maciel, José André de Moraes, José Ruiz Moreno e Álvaro Manoel de Oliveira. A criação do município foi ditada e aprovada na Assembléia e promulgada pelo governador de São Paulo à época. Foi reeditada em 18 de fevereiro de 1959 e publicada no diário oficial um dia após.
Geografia
Localizada na Região Metropolitana de São Paulo, também conhecida como Grande São Paulo, a oeste da capital paulista, na Microrregião de Itapecerica da Serra. A população estimada pelo IBGE em 2008 era de 227.343 habitantes e a área é de 20 km², o que gera uma densidade demográfica de 10.704,17 hab/km².
Taboão da Serra é o quarto menor município, em área geográfica, do Estado de São Paulo (atrás apenas de Poá), com área de 17,1 km², seguido de São Caetano do Sul (cidade da região conhecida como ABC Paulista com 15 km²) e Águas de São Pedro (com 3,5 km²). Tem como vizinhos a capital paulista, Embu das Artes, a sudoeste e oeste, e uma diminuta divisa com Cotia a noroeste.
O relevo da região de Taboão da Serra faz parte de duas unidades geomorfológicas, que são a Província do Planalto Atlântico e a Zona do Planalto Paulistano. Assim como toda a região metropolitana, a cidade se desenvolveu ao longo da Bacia Sedimentar de São Paulo onde existe um relevo suave na parte central com colinas e áreas de morros cristalinos, como na divisa de município, onde se localiza a Morraria do Embu. Taboão da Serra está localizada na Latitude 23º 37' 34" Sul e na Longitude 46º 47' 30" Oeste. A cidade fica a 747 metros acima do nível do mar.
O clima em toda a região é classificado como tipo "C", ou seja, subtropical, o que propicia fortes chuvas durante o verão e um inverno seco. A temperatura média anual em Taboão da Serra gira em torno de 18 °C e índice pluviométrico de 1.465 milímetros (mm).
Referência para o texto: Wikipédia .