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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

ITABIRA - MINAS GERAIS

Itabira é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Quadrilátero Ferrífero, a leste da capital do estado, distando desta cerca de 110 km. Ocupa uma área de 1.253,704 km², sendo que 12,4377 km² estão em perímetro urbano, e sua população foi estimada em 2018 em 119.186 habitantes.
História
Origens
Sebastião da Rocha Pita, em sua obra História da América Portuguesa, descreve a "descoberta" da região como ocorrida em 1698. Porém o território ocupado pelo atual município de Itabira começou a ser de fato povoado no decorrer do século XVIII, após dois mineradores (os irmãos Francisco e Salvador Faria de Albernaz) encontrem ouro nos ribeiros que desciam pela encosta de um morro, no ano de 1720.
Francisco e Salvador Faria de Albernaz eram paulistas descendentes de bandeirantes e estavam em busca de escravos, tendo se afixado nos arredores do dito morro e por bastante tempo aproveitaram sozinhos as minas descobertas. Algum tempo depois, a notícia da descoberta de ouro se alastrou e logo vieram novos exploradores, ocorrendo nas décadas seguintes um processo de ocupação das terras da atual Itabira, em especial às margens dos riachos que corriam ao pé do Pico do Cauê. Por vezes essas terras ocupadas englobavam áreas de domínio indígena, dando origem a conflitos e mortes. Ao final do século XVIII, o povoamento já era consistente e havia sido batizado de Sant’Ana do Rosário, vindo a ser construída no começo do século seguinte uma capela em honra a Nossa Senhora do Rosário, padroeira do lugar.
Evolução administrativa
A partir do povoado de Sant’Ana, foi criado o distrito de Itabira de Mato Dentro, subordinado a Caeté, pelo alvará de 25 de janeiro de 1827, sendo elevado à categoria de vila pela resolução de 30 de junho de 1833, instalando-se a 7 de outubro do mesmo ano. Pela lei provincial nº 374, de 9 de outubro de 1848, a vila é elevada à categoria de cidade com o nome de Itabira.
Itabira se emancipou constituída de dois distritos, sendo eles o distrito-sede e São José da Lagoa, e seu território englobava ainda a área que se desmembraria em 1911 para dar origem ao município de Antônio Dias e, a partir deste, às cidades de Coronel Fabriciano (1948), Ipatinga (1964) e Timóteo (1964). Em 14 de setembro de 1832, é criado o distrito de Santana dos Ferros (correspondente ao atual município de Ferros), que foi emancipado em 23 de setembro de 1884 e mais tarde também deu origem a Joanésia. Em 15 de setembro de 1870, é criado o distrito de Senhora do Carmo (então com o nome de Carmo de Itabira), em 1º de abril de 1871 é criado o distrito de Santa Maria (mais tarde Santa Maria de Itabira) e em 20 de setembro de 1882, é criado o distrito de Dionísio (atualmente município), sendo transferido para São Domingos do Prata em 1911. Em 16 de novembro de 1892, é criado o distrito de Ipanema (atual município de Santana do Paraíso), transferido para Ferros em 1911, e em 23 de maio de 1894 cria-se o distrito de Ipoema (então com o nome de Aliança). Itabira também perdeu território para dar origem a partes dos municípios de Peçanha e São Domingos do Prata, em 1875 e 1890, respectivamente.
São José da Lagoa emancipa-se em 17 de dezembro de 1938 com o nome de Presidente Vargas (atual Nova Era) e em 31 de dezembro de 1943 emancipa-se Santa Maria de Itabira. Nesta mesma data, Itabira passou a denominar-se Presidente Vargas, voltando ao nome original pelo decreto nº 2.430, de 5 de março de 1947. Atualmente restam o distrito-sede, Ipoema e Senhora do Carmo. O nome "Itabira" se origina da antiga língua tupi, significando "pedra que brilha", através da junção dos termos itá ("pedra") e byra ("que brilha").
Após a emancipação
Entre o final do século XVIII e começo do século XIX, a mineração do ouro entrava em declínio, porém ao mesmo tempo a exploração do ferro começava a ganhar impulso, surgindo então as primeiras forjas, sendo Domingos Barbosa quem trouxe instrução à instalação da nova indústria. A primeira do tipo foi instalada por Manoel Fernandes Nunes, que, além de fundir o ferro, manufaturava e fabricava diversos objetos, ferramentas e ainda armas.
A partir de então Itabira tinha seu progresso econômico garantido pelas indústrias de fundição de ferro, que existiam desde o fim do império. É considerada a mais importante a Fábrica do Girau (1816). Mais tarde, vieram as fábricas de tecido, destacando-se as Fábricas da Gabiroba (1876) e da Pedreira (1888). Em 1867, contabilizavam-se 84 forjas nas regiões de Itabira e Santa Bárbara. Em 1910, no XI Congresso Geológico Internacional, realizado em Estocolmo, na Suécia, revelou-se que, no centro do estado de Minas Gerais, estavam localizadas as maiores jazidas de minério de ferro do mundo. Em junho de 1911, a Itabira Iron Ore Company, sucessora da Brazilian Hematite Syndicate, foi autorizada a explorar e exportar minério de ferro das jazidas de Itabira por concessão do Governo Federal, sendo o presidente da república Hermes da Fonseca.
Em 1942, com a criação da Vale S.A., antiga Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), e a exploração do minério em grande escala, a cidade de fato começou a crescer e a se desenvolver economicamente. A Vale reformulou e, mais tarde, duplicou a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), destinada ao transporte de minério até o Porto de Tubarão, no Espírito Santo. No final da década de 1960, Itabira ganhou novo impulso em seu desenvolvimento, com o Plano de Expansão da Vale, que construiu e colocou em operação o "Projeto Cauê" responsável por um verdadeiro crescimento econômico e cultural da cidade.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 1.253,704 km², sendo que 12,4377 km² constituem a zona urbana e os 1.240,96 km² restantes constituem a zona rural. Está a uma distância de 111 quilômetros a nordeste da capital mineira. Seus municípios limítrofes são Itambé do Mato Dentro, a norte; Jaboticatubas, a noroeste; Nova União, a leste; Bom Jesus do Amparo, a sudoeste; João Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo, a sul; Bela Vista de Minas, a sudeste; Nova Era, a leste; e Santa Maria de Itabira, a nordeste.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Belo Horizonte e Imediata de Itabira. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Itabira, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.
Relevo e hidrografia
O relevo do município de Itabira é predominantemente montanhoso. Aproximadamente 70% do território itabirano é coberto por mares de morros e montanhas, enquanto em cerca de 20% há o predomínio de terrenos ondulados, e os 10% restantes são lugares planos. A altitude máxima está no Alto da Mutuca, na Serra do Espinhaço, divisa municipal com Jaboticatubas e Nova União, que chega aos 1.662 metros, enquanto que a altitude mínima é de 540 metros e encontra-se no lago formado pela construção da Usina Hidrelétrica de Dona Rita, no rio Tanque, na tríplice divisa municipal entre Itabira, Itambé do Mato Dentro e Santa Maria de Itabira.
Na geologia do município, há predomínio de rochas do complexo granito-gnáissico do mesoarqueano, sendo encontradas também rochas proterozoica do supergrupo "Minas", em que predominam quartzitos, itabiritos, conglomerados e filitos. O solo itabirano é do tipo latossolo vermelho-amarelo, em que há ocorrência de granitos e xistos e em menor quantidade argissolos vermelho-amarelo. Nas áreas de formações ferríferas, os latossolos vermelhos são muito comuns, enquanto que os cambissolos aparecem nas encostas com grande grau de inclinação. Ainda há ocorrências de neossolos na vertente leste da Serra do Espinhaço, a noroeste do município.
Clima
O clima itabirano é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical de altitude (ou subtropical úmido — tipo Cwa segundo Köppen), tendo temperatura média anual em torno dos 20 °C com invernos secos e amenos e verões chuvosos com temperaturas elevadas. O índice pluviométrico é de aproximadamente de 1.315 mm/ano, concentrados entre os meses de outubro e abril.
Ecologia e meio ambiente
A vegetação original e atualmente predominante no território do município é a Mata Atlântica, porém Itabira situa-se em uma faixa de transição entre o domínio vegetal atlântico e o cerrado, sendo que este encontra-se mais comumente nas encostas da Serra do Espinhaço, na porção oeste itabirana.
A região de Itabira vem observando, há décadas, profundas transformações ambientais oriundas, principalmente, de um intenso processo de atividades extrativas minerais, persistente atualmente. Também passou a se desmatar para alimentar as industrias produtoras de carvão, objetivando a alimentação de siderúrgicas e agropecuária. Isso gerou e segue favorecendo uma grande mudança paisagística, reduzindo áreas verdes de vegetação nativa em pequenos fragmentos em meio a áreas abertas de pastagem. A grande maioria dessas áreas fragmentadas encontra-se protegida por meio de unidades de conservação públicas ou particulares, por intermédio de regras exigidas pelo poder público quanto ao licenciamento ambiental.
Muitos dos fragmentos vegetacionais correspondem a locais de acesso menos facilitado, permitindo que seja preservada a biodiversidade, albergando por vezes espécimes endêmicas, raras e ameaçadas de extinção. Dentre estas, na flora municipal são encontrados representantes da Dalbergia nigra (jacarandá-da-bahia) e da Dicksonia sellowiana (xaxim). Com importância econômico-ecológica há a Aechmea bromeliifolia (bromélia), a Astronium fraxinifolium (gonçalo-alves), o Aspidosperma parvifolium (pitiá), a Cariniana legalis (jequitibá-rosa), a Lecythis lurida (sapucaiú) e a Plathymenia foliolosa (vinhático).
Economia
Setor primário
A pecuária e a agricultura representam o setor menos representativo na economia de Itabira. Em 2011, de todo o PIB da cidade, 19.178 mil reais era o valor adicionado bruto da agropecuária, enquanto que em 2010, 5,88% da população economicamente ativa do município estava ocupada no setor.
Na lavoura temporária são produzidos principalmente a cana-de-açúcar, o milho e a mandioca, além do feijão. Já na lavoura permanente destacam-se a banana, a laranja e a tangerina, sendo cultivados ainda café, goiaba, limão, manga e pêssego.
Setor secundário
A indústria, em 2011, era o setor mais relevante para a economia do município. 3.262.635 reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor secundário. De acordo com estatísticas do ano de 2010, 10,65% dos trabalhadores de Itabira estavam ocupados no setor industrial extrativo e 6,42% na indústria de transformação. A exploração do ferro ocorrida entre o final do século XVIII e começo do século XIX, com o declínio da extração do ouro em Minas Gerais, abriu caminho para o setor industrial itabirano. Naquele período foram abertas as primeiras forjas, que por bastante tempo serviram como uma das principais fontes de renda da cidade.
Em 1911, a Itabira Iron Ore Company foi autorizada a explorar e exportar minério de ferro das jazidas de Itabira por concessão do Governo Federal e em 1942 é criada a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), atual Vale S.A.. Neste momento, ocorre um novo crescimento da industria na cidade, com a construção de complexos industriais e facilitamento do escoamento do ferro aos portos do litoral capixaba, já feito pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que passa por um processo de modernização ao ser administrada pela Vale.
Setor terciário
Em 2010, 11,65% da população ocupada estava empregada no setor de construção, 1,47% nos setores de utilidade pública, 14,18% no comércio e 43,64% no setor de serviços e em 2011, 1.350.125 reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor terciário.Estatísticas da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Itabira apontam, no entanto, que em março de 2013 o comércio gerava cerca de 15 mil empregos na cidade.
Educação
Em relação ao ensino superior, a cidade possui campi da Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira, Centro de Ensino Superior de Itabira e Universidade Federal de Itajubá.
Cultura e lazer
Eventos e personalidades
Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Itabira, juntamente ou não com instituições locais, passou a investir mais no segmento de festas e eventos. Se destaca a realização do Cavalgada do Clube do Cavalo, organizado anualmente desde 1997 no mês de maio, que além da intensa programação para os criadores de animais de raça também conta com apresentações de cantores de música sertaneja com relevância tanto regional quanto nacional; a Semana do Produtor Rural de Itabira, organizada anualmente em julho, com a realização de diversos cursos de aprimoramento de técnicas agrícolas nas áreas rurais itabiranas; a ExpoIta, realizada desde 1982, com shows de música sertaneja e mostras agrícolas; além das comemorações do aniversário da cidade, que mesmo sendo comemorado em 9 de outubro envolve uma programação que se estende por todo o mês de outubro, com realização de shows, promoções, festivais, missas e desfiles.
A cidade é terra natal de alguns artistas que obtiveram relevância regional, nacional ou mesmo internacional, tais como a modelo Ana Beatriz Barros; o contista, cronista e poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, sendo que como cidade-natal Itabira serviu de inspiração para algumas de suas obras; o romancista, biógrafo, jornalista, polígrafo, cientista, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e poeta Horácio de Carvalho; o escritor, professor e historiador João Camilo de Oliveira Torres; e a modelo Patrícia Barros, irmã da também modelo Ana Beatriz Barros.
Artes cênicas e atrativos
Na área das artes cênicas se destaca a realização anual do Festival de Inverno de Itabira, que ocorre desde 1974, sempre no mês de junho ou julho. É organizado pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, um dos órgãos responsáveis pelo fomento cultural itabirano, oferecendo em algumas edições cerca de 100 atrações em 15 dias, sendo a maioria gratuita e com nomes de destaque regional em diversos segmentos artísticos, como artes cênicas, artes plásticas, teatro, música e por vezes cinema. Durante o período em que o festival é realizado ocorrem lançamentos de livros, espetáculos de teatro de rua e de palco, encontro de congados, apresentação de orquestras e oficinas, além de outras atrações em diversos pontos da cidade. O principal espaço teatral da cidade é o Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, inaugurado em 1982 e com capacidade para cerca de 420 pessoas. Também há o Museu Itabirano, o Museu Caminhos Drummondianos e do Memorial Drummond, que reúnem um relevante acervo que conta em detalhes a história de Itabira e a vida de Carlos Drummond de Andrade.
Além dos atrativos cênicos, destacam-se em Itabira diversos atrativos naturais, tais como o Parque Natural Municipal da Água Santa, que tem 12 mil m² e é uma área verde situada no centro de Itabira; a Mata do Intelecto, remanescente de Mata Atlântica de 21,60 hectares; a Mata do Limoeiro, remanescente de Mata Atlântica de 2 mil hectares, um dos maiores da região; o Morro Redondo; a Pedra da Igreja; a Serra do Bicudo; o Cânion dos Marques; a Serra das Bandeirinhas; a Serra dos Alves; além das cachoeiras dos Cristais, da Lucy, dos Borges, do Campo, do Bongue, da Conquista, da Boa Vista, do Dirrubado, do Paredão, do Limoeiro e do Meio. Em Ipoema se destacam as cachoeiras Alta, Boa Vista, Patrocínio Amaro e do Meio.
Esportes
A cidade conta com equipes de diversos esportes, que por vezes se destacam ao conquistarem títulos regionais, estaduais ou mesmo nacionais, tais como basquetebol, voleibol, handebol, futebol de salão, xadrez, natação, tênis de Mesa, judô, ginástica de trampolim, taek wond do e atletismo. Também é comum, principalmente entre a população jovem, a prática de esportes radicais, como skate e BMX. Dentre os espaços desportivos, se destaca o Ginásio Poliesportivo Maestro Silvério Faustino, complexo esportivo que conta com áreas e quadras propícias à prática do atletismo, basquete, futsal e voleibol.
O principal clube de futebol de Itabira é o Valeriodoce Esporte Clube, que foi fundado em 1942 e conquistou dois Campeonatos Mineiros de Módulo II, equivalente à segunda divisão do Campeonato Mineiro de Futebol (1964 e 1965). Manda seus jogos no Estádio Israel Pinheiro, que tem capacidade para mais de 4 mil pessoas.
Referência para o texto: Wikipedia .

sábado, 8 de agosto de 2020

CONSELHEIRO LAFAIETE - MINAS GERAIS

Conselheiro Lafaiete é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, na região Sudeste do Brasil. Sua população estimada em julho de 2016 era de 126.420 habitantes, o que o torna o 22º município mais populoso do estado. Segundo pesquisa do Ipea em 2017, em 9º lugar, ficou classificada como uma das cidades mais seguras do Brasil e em 2º lugar do estado de Minas Gerais, apresentando índice de 8,0.
História
A origem de Conselheiro Lafaiete está diretamente ligada ao início da exploração do ouro em Minas Gerais, em fins do século XVII. Naquela época, o local era habitado por aldeamentos de índios carijós. Já em 1681, antes do ouro ser oficialmente descoberto nas Minas, bandeirantes paulistas relataram haver ali tais aldeamentos. Esses pioneiros eram um dos muitos grupos de paulistas que percorriam o território mineiro em busca de ouro ou pedras preciosas. Os índios carijós eram originários do litoral do Sul e do Sudeste brasileiro; grupos do litoral do Rio de Janeiro haviam migrado para o interior, fugindo dos brancos.
O primeiro estabelecimento fixo de brancos na região aconteceu em 1694, onde hoje é o município vizinho de Itaverava e foi um grupo de bandeirantes liderados por Bartolomeu Bueno de Siqueira. Na mesma época, foi descoberto ouro em Itaverava, assim como em Sabará, Ouro Preto, Mariana e outros locais. Conselheiro Lafaiete tornou-se importante como ponto de apoio para quem ia até Itaverava.
O desenvolvimento de Conselheiro Lafaiete também foi diretamente afetado pela abertura do Caminho Novo. O porto do Rio de Janeiro era a principal porta de saída para a exportação do ouro de Minas e também a principal de entrada para pessoas que queriam chegar até as regiões auríferas. Até 1709, o trajeto entre as minas e o Rio de Janeiro era feito via Parati, com um trajeto costeiro por mar até o Rio. Naquele ano, foi aberto o Caminho Novo, que partia do Rio e terminava na altura de Ouro Branco. A partir dali, o trajeto continuava pelo antigo Caminho Velho. Conselheiro Lafaiete era atravessada de norte a sul pelo Caminho Novo.
Naquele mesmo ano de 1709, foi instituída a freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós. A agricultura se desenvolveu e em meados do século XVIII a proporção de agricultores em relação a mineradores era bem maior que na maioria das outras localidades da região aurífera de Minas Gerais.
O distrito de Carijós foi criado em 1752. O município, chamado Vila Real de Queluz, foi criado em 19 de setembro de 1790, desmembrado da Vila de São José del Rei, hoje Tiradentes. Pela Lei Provincial nº. 1276, de 1866, foi elevada à categoria de cidade e em 1872 foi criada a Comarca de Queluz. (O nome Conselheiro Lafaiete passou a vigorar a partir de 27 de marco de 1934, pelo Decreto Estadual n.° 11.274, em homenagem ao Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, quando se comemoravam o centenário de seu nascimento).
Geografia
A localização de Conselheiro Lafaiete é estratégica; fica a poucos quilômetros dos centros consumidores do Sudeste brasileiro e próximo dos corredores de exportação Santos, Vitória e Rio de Janeiro. A vegetação predominante é o Cerrado e alguns pontos de Mata Atlântica. O clima é Tropical de altitude.
Localização
Conselheiro Lafaiete encontra-se na Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte, à 96 km da capital do estado, Belo Horizonte. Localiza-se dentro da região do antigo Queluz de Minas, atualmente, o Alto Paraopeba - onde ficam também as cidades de Belo Vale, Congonhas, Ouro Branco, Entre Rios de Minas, Jeceaba e São Brás do Suaçuí.
Clima
A média anual é de 20 °C; a média máxima anual é de 25°C e a média mínima anual, de 15°C. O índice pluviométrico anual é de 967mm.
Rios
Rio Pequeri - Situa-se na zona rural do município.
Rio Ventura Luiz - Nasce na Região Sudeste (Bairro São José), percorre a Região Nordeste até a sua foz (Rio Bananeiras) na Região Norte do município.
Rio Bananeiras
Rio Paraopeba - Sua nascente está localizada ao sul no município de Cristiano Otoni, e sua foz está na represa de Três Marias, no município de Felixlândia.
Bacia
O município faz parte da Bacia do Rio São Francisco
Conselheiro Lafaiete, está edificada no dorso central do Espinhaço, Serra da Mantiqueira, situada na Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte. Entre as zonas Metalúrgica e Campo das Vertentes, o município é divisor de duas grandes bacias hidrográficas do Rio Doce e do Rio São Francisco.
Turismo
O município integra o circuito turístico Villas e Fazendas.
Monumentos turísticos 
Estes são os monumentos turísticos de Conselheiro Lafaiete. 
Arte e Cultura - Capela de Santo Antônio; Casa de Cultura Professora Gabriela Mendonça; Casa de Hóspedes da Remonta; Centro Cultural “Maria Andrade Resende”; Chafariz Colégio Nossa Senhora de Nazaré; Cristo Redentor; Fazenda dos Macacos; Fonte Luminosa Gameleira da Varginha do Lourenço; Hospital Queluz; Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição; Igreja Matriz de São Sebastião; Igreja Nossa Senhora da Luz; Igreja Santa Efigênia; Igreja São Sebastião; Museu Antônio Perdigão; Museu Ferroviário; Praça Barão de Queluz; Praça Tiradentes; Ruínas da Estalagem do Lourenço; Santuário do Sagrado Coração de Jesus; Solar do Barão de Suassuí (Ruínas do Solar do Barão de Suassuí); Solar dos Furtado-Amaral; Solar dos Mendonças; Solar Furtado; Teatro Municipal "Placidina de Queiróz”.
Ecológico e Rural -  Horto Florestal; Lagoa da Água Preta; Parque Municipal “Tancredo Neves”.
Roteiros - Mercado Municipal; Trecho da antiga Estrada Real.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Aparecida de Goiânia - Goiás

Aparecida de Goiânia é um município brasileiro do estado de Goiás. Localiza-se na Região Metropolitana de Goiânia.
História
O ano era 1922. E não pensem que apenas São Paulo respirou ares de novidade na data que ficou marcada pela realização da Semana de Arte Moderna. Também no interior do País, a vanguarda caminhava por veredas até então desconhecidas. Mas aqui o processo era outro. Passava, na verdade, por uma rede de circunstâncias, e porque não dizer de sonhos, que, mais tarde, culminariam na formação de uma cidade. Renovação de linguagem, em São Paulo; renovação na organização social, em Goiás. É, Aparecida de Goiânia nascia num contexto nacional recheado de mudanças, espírito de ruptura com o passado e experimentação do novo.
A fundação da cidade de Aparecida de Goiânia foi possibilitada pela doação de terras feita por um grupo de fazendeiros da região à Igreja Católica em maio de 1922 e pertencia ao Município de Pouso Alto (atual Piracanjuba), logo depois em 1958 passou a integrar-se ao Município de Grimpas (atual Hidrolândia), tornando-se distrito. Em seguida, no dia 14 de novembro de 1963, o Distrito de Aparecida de Goiás emancipou-se de Hidrolândia , passando a se chamar Aparecida de Goiânia. Aparecida de Goiânia passou então a ser o alvo de inúmeros assentamentos promovidos principalmente pelo governo do estado, o que a impulsionou na classificação de um dos maiores índices de crescimento populacional do Brasil.
O Município de Aparecida de Goiânia se chamou, ainda como povoado, Aparecida, nome derivado da padroeira do lugar, Nossa Senhora Aparecida. Em 1958, a Lei Municipal n. 1295 alterou-lhe o nome para Vila Aparecida de Goiás, e restaurou a condição de Distrito, sendo a derivação implícita. Ainda em 1958, a Lei Municipal n. 1.406, de 26 de dezembro, fixou-lhe o nome de Goialândia, formado de Goia de Goiânia e Lândia de Hidrolândia, o que indica Vila situada entre os municípios de Goiânia e Hidrolândia. O nome "Goialândia" porém não foi aceito por parte dos seus moradores, permanecendo o anterior.
A Lei Estadual n. 4.927, de 14 de novembro de 1963 eleva à categoria de Município o Distrito, modificando-lhe o nome para Aparecida de Goiânia, já com foros de cidade, que pode ser dada como cidade que nasceu de Goiânia. Os primórdios da evolução social do pequenino povoado repousam na capelinha Nossa Senhora Aparecida. Local onde os moradores de então praticavam o culto religioso àquela que seria mais tarde consagrada a padroeira do lugar.
Habitavam naquelas paragens os fazendeiros José Cândido de Queirós, Abrão Lourenço de Carvalho, Antônio Barbosa Sandoval, João Batista de Toledo e Aristides Frutuoso suas mulheres e filhos que, juntando-se a mais outros, formavam o núcleo populacional que marcou o início da sua história.
As freqüentes desobrigas levadas a efeito pelos padres sediados em Campinas acabaram por incutir nos primeiros habitantes o sentimento religioso da Igreja Católica Apostólica Romana. Os sacerdotes se transportavam para o pequeno lugarejo em animais a fim de cumprirem missão de fé, acentuando indelevelmente a agregação religiosa, incrementando, conseqüentemente, a afluência de residentes em função do culto.
Economia
Em seus aspectos econômicos, a pecuária, com a criação de gado bovino com a finalidade de corte e leite é uma das atividades na sua pequena extensão rural. No município onde predomina a indústria extrativa de areia para construções, pedras, barro comum para fabricação de tijolos, a agricultura não é expressiva, tendo-se em vista que são atividades conflitantes, dentro de uma pequena área territorial rural, visto que 70% do seu território encontra-se hoje ocupado por grande proliferação imobiliária, cujos lotes e áreas diversas estão ocupadas por moradias e setores industriais.
O intercâmbio comercial, em maior escala, é realizado com o município de Goiânia e com outros estados, tendo como principal meio de acesso a rodovia BR-153. Por seu turno, Goiânia é o principal centro consumidor de seus produtos extrativos e industrializados. Supermercados, armazéns, mercearias e semelhantes realizam o abastecimento interno.
Destaca-se hoje, principalmente nas áreas de indústria, do comércio e da prestação de serviços. Ao que tudo indica, as metas estabelecidas e colocadas em prática pela Nova Administração serão fundamentais para ordenar o crescimento do município, que até então, mais se caracterizava como uma aglomeração de setores com problemas crônicos como a falta de infraestrutura urbana (água, energia, transporte coletivo, serviços de saúde e falta de escolas).
Aparecida de Goiânia possui agências dos Correios e Telégrafos, milhares de telefones instalados, ônibus de percurso entre a Capital e a maioria das regiões do município, bastante asfalto e muitos bens e serviços públicos, existindo agências bancárias como o Banco do Brasil, Bradesco, CEF, Itaú e outros.
Industrialização
Aparecida de Goiânia tem vocação industrial, pois conta com espaço, investimentos em infra-estrutura e logística de transporte que dão suporte à expansão econômica, na região". Ao mesmo passo perde o título de cidade dormitório. Na área de serviços, o Produto Interno Bruto (PIB) do município registrou crescimento de 46% entre os anos de 2002 e 2006. Índice superior ao do Estado que foi de 35%. Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), o PIB geral de Goiás teve elevação de 35%, enquanto que o de Aparecida registrou 54%. Um avanço decorrente da expansão da atividade industrial na região. Além de Goiânia, a cidade faz limite com os municípios de Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Hidrolândia e Senador Canedo. O município conta com o Polo Empresarial Goiás, que reúne várias empresas de diversos segmentos, como as fraldas Sapeca, JC Distribuição Logística, entre outras.
Conta com grandes indústrias como: Grupo ORTOMIX, NASA Transportes, Companhia do sono LTDA., Emtram Transportes, Stock Hospitalar, 100 Parar Transportes, Grupo Mabel, Grupo Somafertil LTDA.
Cultura
A responsável pelo setor cultural da prefeitura de Aparecida de Goiânia é a Secretaria de Cultura e Turismo, que tem como principal objetivo a popularização, o resgate e a valorização da identidade cultural do município. Para isso, conta com espaços como o Centro de Cultura e Lazer José Barroso e a Casa de Musicalidade, além do palco móvel do projeto Ação Cultural, que visita pontos estratégicos da cidade, apresentando artistas de diferentes segmentos que atuam em Aparecida.
Música
Aparecida, assim como Goiânia, possui uma forte influência da música sertaneja. A cidade tem muitos festivais de músicas, como Aparecida é Show, um festival de rodeio e música sertaneja (também apelidado de Rodeio Show), Goiás é Show, e festivais de shows de vários gêneros musicais, como rock, funk, axé, e de fato, o sertanejo. Em Aparecida também tem diversas casas de show.
Esporte
Aparecida de Goiânia é sede de 2 clubes de futebol: Aparecidense e Aparecida, que mandam seus jogos no Estádio Annibal Batista de Toledo, com capacidade para 4.800 pessoas. A cidade também possui vários ginásios de esportes assim beneficiando e valorizando o esporte para os cidadãos aparecidenses.
Noites e culinária
As noites Aparecidenses são marcadas por seus Motéis que são muitos na cidade, existe ate bairros especializados para os demais Motéis da Cidade, As Boates também são pontos especiais da cidade. Vários bairros da cidade são marcados por vários tipos de estabelecimentos de atividade noturna dentre bares, cafés, casas de espetáculo e danceterias que atendem aos mais diversos públicos, dos mais conservadores aos mais vanguardistas e irreverentes.
A culinária aparecidense possui as mesmas características encontradas em seu estado. O uso do pequi e o da guariroba são comuns no arroz. A pamonha, a galinhada e o empadão goiano são alguns dos pratos típicos de Aparecida. Outra imagem da culinária da cidade são as X-saladas encontradas em pit-dogs que também são muito comuns em Goiânia.
Educação
A educação em Aparecida de Goiânia é promovida pelo Estado de Goiás e pelo Governo Municipal através da rede pública de ensino. A rede privada também atua no município, com escolas e creches. Quanto ao ensino superior, Aparecida de Goiânia conta com um variado número de universidades e faculdades.
No ensino superior público, o Município possui campi da Universidade Federal de Goiás - UFG, que pertence à Regional de Goiânia e oferece os cursos de geologia, engenharia de produção e engenharia de transportes, da Universidade Estadual de Goiás - UEG (cursos de Administração e Ciências Contábeis) e do Instituto Federal de Goiás - IFG, com os cursos de bacharelado em engenharia civil e licenciatura em pedagogia bilíngue e em dança, além de ensino técnico integrado.
No ensino privado, sedia a Faculdade Padrão, a Faculdade Nossa Senhora Aparecida - FANAP, a Faculdade Suldamérica e a Faculdade Alfredo Nasser (Unifan), além de possuir um campus da Universidade de Rio Verde - UniRV. As duas últimas instituições listadas destacam-se por oferecer o curso de medicina. Como também a presença do Colégio Fundação Bradesco do grupo Bradesco.
Em relação ao ensino de formação continuada, destaca-se o SENAC Aparecida (situada no bairro Jardim Luz) e o ITEGO Sebastião Siqueira (situado no Parque Amazônia).
Referência para o texto: Wikipédia, Prefeitura Municipal de Aparecida de Goiânia e site EncontraGO.