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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

CAMPO LARGO - PARANÁ

Campo Largo é um município brasileiro do estado do Paraná, localizado na Região Metropolitana de Curitiba. Situado na região sudeste do estado do Paraná, pertence à Mesorregião Metropolitana de Curitiba e à Microrregião de Curitiba.
Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2019, era de 132.002 habitantes, sendo então o 15.º mais populoso do Paraná e o 6.º de sua microrregião. Os habitantes naturais do município de Campo Largo são denominados campo-larguenses. A cidade de Campo Largo foi desmembrada de Curitiba na década de 1870.
Etimologia
O nome do município é originário de sua geografia, por serem largos os horizontes, sendo que os primeiros exploradores da região dos Campos Gerais ficaram impressionados com toda essa beleza natural comparada a qualquer um parque protegido por lei ambiental. Campo Largo foi transformada em ponto de referência, sendo que esta denominação é prevalecente a partir dos primeiros tempos em que foi ocupada, não sendo conhecida outra.
História
É antiga a denominação Campo Largo, vindo desde os tempos do desbravamento dos Campos de Curitiba. O coronel Antonio Luíz, português de nascimento e conhecido pelo apelido de "Tigre", foi o grande pioneiro do atual município. Possuía uma sesmaria exatamente onde hoje se localiza a sede municipal. Tigre morava na Fazenda Nossa Senhora da Conceição do Tamanduá, e ali mandou construir uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, templo pioneiro na vastidão dos Campos Gerais.
Prosperou a partir do final do século XVIII a Freguesia Colada de Tamanduá, que situava-se nas proximidades da Freguesia Nova (Palmeira). Quando faleceu o benemérito regional, coronel Antonio Luíz "Tigre", por não possuir herdeiros, teve seus bens doados ao Convento do Carmo de São Paulo, que fundou na Freguesia de Tamanduá uma casa conventual, denominada Convento de Tamanduá que se manteve por mais de 60 anos. Com o passar do tempo os padres carmelitas, que moram no lugar, foram morrendo, de sorte que o Convento de Tamanduá foi sendo abandonado, deixando de celebrar-se ali os ofícios religiosos.
Tinha muito prestígio a Freguesia Colada de Tamanduá, que rivalizava em importância, depois de Curitiba, com São José dos Pinhais, Lapa e Castro.
Em 1819 o capitão João Antônio da Costa, que morava em Curitiba, e era possuidor de terras naquela região, doou à Nossa Senhora da Piedade parte de sua propriedade, permitindo que nela se instalasse quem bem entendesse, sem ônus algum, desde que viesse lavrar e cuidar da terra doada. Muita gente se dispôs ao empreendimento, e não demorou muito espalharam-se chaminés perfilhadas e fumacentas. Neste período o capitão benfeitor enviou ao lugar uma imagem de Nossa Senhora da Piedade, que mandara vir do Estado da Bahia, ainda no ano de 1816. Tomava-se necessário a construção de uma capela, cujas obras foram iniciadas em 1821, sendo executadas pelo capitão Jerônimo José Vieira e administrada por João Antonio da Costa e padre José Joaquim Ribeiro da Costa. Este sacerdote, além de fiscalizar a construção era o protetor espiritual da comunidade, a quem confessava e pregava o evangelho.
Em 1828, após o término da construção da capela, o vilarejo foi elevado à categoria de Capela Curada, por Provisão do Bispo D. Manuel Gonçalves de Andrade. O padre José Joaquim, benfeitor da comunidade, foi o primeiro a rezar missa na Igreja Primaz de Campo Largo. Depois de prestar humanitário serviço ao povoado, o padre foi substituído pelo sacerdote Justiniano Ferreira Belo.
Campo Largo da Piedade foi elevado à categoria de Distrito Judiciário, através da Lei n° 23, de 12 de março de 1841, pertencendo à Comarca de Curitiba. Em 2 de abril de 1870, pela Lei Provincial n° 219, foi criado o município, com território desmembrado do município de Curitiba. A instalação oficial ocorreu no dia 23 de fevereiro de 1871.
A Lei Provincial nº 685, de 6 de novembro de 1882, elevou o município à categoria de Cidade. Passou a sede de Comarca através da Lei Provincial 359, de 18 de abril de 1873.
O município possui reconhecidamente um dos melhores climas do Estado, abrigando em seu território estações de água mineral, além de ser conhecido como a "Capital da Louça".
Geografia
A área do município é de 1.249,422 quilômetros quadrados.
Geologicamente, os terrenos do município são de origem proterozoica, quaternária, holocena, cambriana, paleozoica, devoniana, arqueana e pleistocena. Os tipos de solo existentes no município são afloramentos de rocha, argissolo vermelho-amarelo, cambissolo háplico, cambissolo húmico, gleissolo melânico, latossolo vermelho, neossolo litólico, nitossolo háplico e organossolo mésico.
O município está localizado junto às bacias hidrográficas do Iguaçu e do Ribeira do Iguape, pertencendo à sub-bacias dos rios do Cerne, Passaúna, dos Papagaios e Açungui. A principal bacia hidrográfica é a do Rio Açungui. Este rio segue no rumo nordeste do Estado do Paraná, sendo um importante afluente do Rio Ribeira de Iguape. O município está situado em uma altitude média de 956 metros acima do nível do mar. O relevo do município possui altitudes médias que oscilam entre 500 m e 1.270 m. Campo Largo está localizada entre o Primeiro Planalto Paranaense e o Segundo Planalto Paranaense.
Clima
O clima é o quente e temperado de terras altas, classificado, na Köppen e Geiger, como Cfb[8]. As temperaturas registradas entre entre 1961 e 1990 foram: média das máximas, 26ºC; das mínimas 6ºC. Os verões são frescos com uma temperatura média inferior a 24°C. Nos invernos ocorrem geadas severas e frequentes (temperatura média de 12°C no mês mais frio) e as temperaturas podem cair abaixo de 0°C , não apresentando estação seca. A neve ocorria, em média, uma vez a cada 10 anos até 1975. Após um longo período sem este registro, voltou a nevar na cidade em 2013. O índice pluviométrico oscila entre 182 mm e 78,4 mm de média anual.
Vegetação e acidentes geográficos
A vegetação predominante é a floresta ombrófila mista, que ocorre em quase todo o território municipal. No município de Campo Largo se encontram os remanescentes florestais originais da mata de araucárias e da mata atlântica.
Os acidentes geográficos mais importantes de Campo Largo são: os rios do Cerne, Iguaçu, dos Papagaios e Açungui; a serra de São Luiz do Purunã; a Lagoa Grande; os tanques Ermingo Angelo e Luiz Cecatto; a serra de São Luiz do Purunã é o ponto culminante do município e tem 1.270 metros de altitude. A Lagoa Grande tem uma área de 8.000 metros quadrados e dista 2 quilômetros da sede municipal.
As riquezas naturais de maior importância são: caulim, argila, água mineral, calcário, lenha, madeiras em geral e erva-mate. O caulim e a argila são utilizados na fabricação de louças e cerâmica de diversas espécies.
Economia
Campo Largo é o 14º município mais rico do Paraná em PIB e tem a 152ª melhor distribuição de renda do Estado, por isso um dos municípios mais desiguais do Brasil.
Ao ramo "agricultura, pecuária e silvicultura" — segundo o Censo Demográfico de 2000 — dedicavam-se 7,53% das pessoas de 10 anos e mais. Os produtos agrícolas mais cultivados são o milho, a batata-inglesa e o feijão. O valor da produção agrícola foi de 74 milhões de reais. A produção pecuária estava estimada em 2 milhões de reais.
É conhecido como "Capital da Louça" devida à expressiva produção e exportação desse material. É sede de empresas como a Incepa, Porcelana Schmidt, Germer e Lorenzetti cujos produtos são conhecidos internacionalmente. O setor organiza todos os anos a Feira da Louça, o mais tradicional evento da indústria cerâmica do estado, que atrai muitos visitantes. O município sedia, também, uma das fontes de água mineral, a Ouro Fino. Há no município 371 estabelecimentos industriais, correspondendo a 6.962 empregos com carteira assinada. A indústria de transformação ocupando 9.173 pessoas economicamente ativas, valia em 2008 o total de 620 milhões de reais. O mais destacado ramo industrial era o de "produtos minerais não metálicos", com 2.903 empregos com carteira assinada.
Existem no município 703 estabelecimentos varejistas e 74 atacadistas. Encontram-se, em funcionamento, na cidade de Campo Largo, 7 agências e sucursais de estabelecimentos bancários. As principais transações comerciais do município são mantidas com as cidades de Curitiba e Ponta Grossa.
Educação
Em 2008 estavam em funcionamento 68 unidades escolares de ensino fundamental e 24 de ensino médio. A quota de crianças em idade escolar nesses estabelecimentos era de 73,04%. Segundo o Censo Demográfico de 2000, 76.714 pessoas, sendo 38.532 homens e 38.183 mulheres, sabiam ler e escrever. Assim, 91,42% da população municipal era alfabetizada.
As principais instituições de ensino de Campo Largo são: Instituto Federal do Paraná, Colégio Estadual Sagrada Família, Colégio Estadual Júlio Nerone, Colégio Estadual Macedo Soares, Colégio Estadual Darlei Adad‎, Colégio SESI-PR, Colegio San Marco, Colégio Estadual 1º Centenário, APM Colégio Sagrada Família, Curso e Colégio Acesso, Colégio Cenecista Presidente Kennedy, Colégio Bom Jesus e Colégio Desembargador Clotário Portugal.
Transportes e comunicações
A cidade está ligada à Capital do Estado pela rodovia BR-277. A distância entre Campo Largo e Curitiba é de 29,4 quilômetros.
As principais rodovias do município são a PR-090, a PR-423, a PR-510, a BR-277 (a principal de todas e servida por um pedágio da Caminhos do Paraná) e a BR-376. Estão em funcionamento 1 agência dos Correios, 14 agência dos Correios comunitárias, e 1 agência dos Correios franqueada.
Cultura
A cultura de Campo Largo é um conjunto de manifestações artístico-culturais, religiosas e desportivas relativas à sociedade campo-larguense.
Realizam-se duas festas religiosas tradicionais na cidade: a da padroeira Nossa Senhora da Piedade em 2 de fevereiro e a do Divino Espírito Santo em dia variável de junho de cada ano. Essas festividades são realizadas com procissão pelas ruas, fogos de artifício, repiques de sino, leilão, quermesse, etc.
Turismo
- Parque Ecológico Ouro Fino é uma estância hidromineral de Ouro Fino com piscinas e muita área verde, fica em Bateias - Campo Largo, Paraná.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade está localizada na praça central do município. Paróquia desde 1841. É a quarta paróquia mais antiga da Arquidiocese de Curitiba. A Festa de Nossa Senhora da Piedade é celebrada todos os anos no dia 2 de fevereiro.
- Igreja de São Sebastião de Rondinha. Localizada no bairro de Rondinha, às margens da Rodovia do Café. Igreja construída em 1906. Seu pároco é o Padre Aurélio Falarz. Até o ano de 2005, foi comemorado no ginásio da paróquia - o Polentão - a semana italiana, com a apresentação de grupos folclóricos e comidas típicas. Há pouco tempo, a Semana Italiana voltou a ser comemorada, ocorrendo no mês de julho.
- Igreja de São Sebastião de Bateias. Localizada em meio a forte imigração polonesa e às margens da Estrada do Cerne, tem seu interior como um dos mais belos da Arquidiocese de Curitiba. Atualmente o pároco é o padre polonês Henrik Bazis.
- Paróquia Senhor Bom Jesus da Ferraria. Elevada à paróquia em 11 de fevereiro de 2010.
- Fonte da Saudade. Situado no fim da rua 15 de Novembro. Marco histórico da época da colonização.
- Parque Histórico do Mate. Antigo engenho do erva-mate, localizado as margens da BR-277. A principal atração é o Museu do Mate.
Monumentos históricos
Há na cidade de Campo Largo um obelisco de granito em homenagem ao heróis tombados nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, os heroicos campo-larguenses Constantino Marochi, José Florindo Zanetti e João Domingos. Localiza-se na praça Marechal Floriano Peixoto.
Esporte
Campo Largo abriga quatro clubes de futebol: o Internacional Esporte Clube (cujo estádio é o Atílio Gionédis), o Fanático Futebol Clube (cujo estádio é o Antonio Cavalli), o Andraus Brasil (cujos jogos são mandados no CT Andraus) e o Grecal.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

JANDIRA - SÃO PAULO

Jandira é um município da microrregião de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Localiza-se na Zona Oeste da Grande São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI).
Sua população foi estimada em 124.937 habitantes, conforme dados do IBGE de 2019, e sua área é de 17,449 quilômetros quadrados, o que resulta numa densidade demográfica de 6.207,76 habitantes por quilômetro quadrado. Seus limites são Barueri a norte e nordeste; Carapicuíba a leste; Cotia a sul; e Itapevi a oeste.
Etimologia
Existem pelo menos duas explicações etimológicas para a origem do topônimo "Jandira"ː
1 - é um termo tupi-guarani que significa "favo de mel". Por isso, muitos a chamam de "cidade favo de mel".
2 - segundo o tupinólogo Eduardo Navarro, "jandira" pode provir da língua geral paulista, e designaria um tipo de abelha.
O nome "Jandira" foi dado por Henrique Sammartino (em homenagem a uma de suas sobrinhas) ao posto telegráfico do quilômetro 32 da Linha Tronco da Estrada de Ferro Sorocabana em 5 de setembro de 1930 e passou a denominar essa localidade desde então. 
História
Primórdios
A área onde se situa o atual município de Jandira era ponto de passagem da antiga Estrada de Itu, sendo o local ponto de paragem de viajantes que rumavam da capital da província de São Paulo para o oeste paulista (rumo a Sorocaba, Itu, entre outros centros regionais). O panorama dessa região iria mudar com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana em julho de 1875. A partir de então, a região passa a ser loteada e um dos primeiros proprietários de terras da localidade era José de Oliveira e Silva. Morto em 1894, seu inventário foi solicitado apenas em 1921 e se arrastou por várias décadas, de forma que suas terras acabaram mudando de mãos até serem adquiridas por Nicola Beneducci e Miguel Samarone.
Assim, a história dos municípios dessa região se confunde com os trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana, que trouxeram Antonio Agù (pioneiro fundador de Osasco) e Henrique Sammartino (pioneiro-fundador do município), imigrante italiano que adquiriu, em 11 de abril de 1912, glebas de terra de Beneducci e Samarone, e deu a elas o nome de Sítio das Palmeiras, devido à existência de grandes palmeiras nativas existentes no local.
Apesar da existência de outros proprietários de terras naquela região (como as famílias Góis e Leite), a chegada de Sammartino acabaria sendo fundamental para o desenvolvimento daquela então inóspita região. Pouco tempo após se estabelecer no sítio das Palmeiras, Sammartino entrou em conflito com alguns de seus vizinhos (por questões diversas, incluindo a demarcação de terras de suas propriedades), sendo que esse conflito acabou chegando aos tribunais e se arrastou até o final da década de 1920.
Até então, a atividade principal de Sammartino era a administração de uma mercearia especializada em produtos importados, localizada no bairro da Santa Ifigênia (São Paulo), de forma que o sítio das Palmeiras era uma mera propriedade de recreação. Com a deflagração da Primeira Guerra Mundial, a importação de víveres da Europa entra em declínio e Sammartino acaba indo à bancarrota. Endividado, ele vende sua mercearia e volta-se para a única propriedade que ainda possui: o sítio das Palmeiras.
Sammartino e o progresso
Em meados de 1919, Sammartino instala-se com sua família definitivamente no sítio das Palmeiras. Com o pouco dinheiro que possui, adquire animais e planta árvores frutíferas. A necessidade de manutenção de sua produção de leite, queijo, frutas etc. o obriga a contratar lavradores e uma olaria é criada para fornecer tijolos para a construção de casas para os mesmos. O transporte dos produtos do sítio era feito por carros de boi por estradas de terra batida, de relevo acidentado e contrastava com a moderna linha da Estrada de Ferro Sorocabana que margeava o sítio. Para facilitar o transporte de seus produtos, Sammartino procura a direção da empresa ferroviária e propõe a doação de uma área de 58.470,87 metros quadrados para a implantação de uma parada (posteriormente classificada pela Sorocabana como posto de abastecimento de locomotivas). A Sorocabana propõe que Sammartino invista no plantio de eucalipto para servir de lenha para as locomotivas a vapor da empresa. Após o acordo celebrado entre o fazendeiro e a empresa, o posto km 32 (localizado ao lado das terras do sito das Palmeiras) é implantado em março de 1925. Posteriormente, foi construído um pequeno desvio até a olaria de Sammartino, que, assim, viu seus negócios prosperarem.
A instalação do posto de abastecimento facilitou a chegada de novos moradores para a região, como o engenheiro e pastor presbiteriano estadunidense William Alfred Waddell (1862-1939). Diretor do Colégio Mackenzie, Waddell estudava a criação de uma missão presbiteriana no caminho para Sorocaba. Em 1928, ele persuadiu a igreja presbiteriana a adquirir terras na região do quilômetro 32 da Estrada de Ferro Sorocabana. Em outubro daquele ano, era instalado o Instituto José Manuel da Conceição e uma missão presbiteriana. Os filhos dos fazendeiros da região acabariam estudando no instituto, assim como os filhos dos recém-chegados. Waddell, utilizando de seu prestígio junto ao Colégio Mackenzie, solicitou aos diretores da companhia ferroviária a realização de melhoria das instalações do posto do km 32. Atendendo ao pedido, a Sorocabana eleva o posto de abastecimento do km 32 a posto telegráfico e constrói novas instalações, plataformas e implanta um vagão de carga adaptado como bilheteria. Segundo a tradição da época, o doador das terras necessárias para a construção dos postos e estações tinha o direito de batizar o posto/estação. No dia 20 de março de 1931, durante a inauguração do posto telegráfico do quilômetro 32, a direção da Sorocabana convidou Sammartino a batizá-lo. Sammartino resolve homenagear sua sobrinha e batiza o posto com o nome de Jandira (que se tornaria o nome daquela região).
Três anos depois, o posto telegráfico de Jandira é elevado a posto telegráfico de categoria A (uma espécie de estação de terceira classe). As sucessivas ampliações do posto telegráfico obrigam a transferência de cada vez mais funcionários da ferrovia para a região onde engrossam o número cada vez crescente de habitantes, dando origem a chamada vila Jandira. O crescimento da região faz surgir outros postos telegráficos e estações e o tráfego de trens se intensifica. Em agosto de 1942, uma fagulha provocada por uma locomotiva a vapor inicia um grande incêndio nas terras de Sammartino. Apesar dos esforços de sua família e vizinhos, o fogo destrói seu imenso pomar. Transtornada pelo acontecimento, a esposa de Sammaritno, Conceição Desidério sofre um derrame cerebral e morre em setembro de 1943.
Transtornado pela perda de boa parte de sua produção e pela morte de sua esposa, Sammartino inicia a venda e doação de lotes, criando o primeiro loteamento de Vila Jandira (atual Vila Anita Costa). Cerca de 100 lotes de 1.000 m² foram comercializados, cada um a um preço de Cr$ 3 mil, enquanto que outros lotes foram doados para a construção de um posto de puericultura (atual Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de Jandira-APAMI), posto de polícia, escola (atual Themudo Lessa) e uma igreja católica romana (atual Matriz de Jandira). Esse loteamento deu origem às primeiras ruas e trouxe novos moradores para Vila Jandira. Henrique Sammartino faleceu em 1947 e não pôde vislumbrar o crescimento do loteamento iniciado por ele.
A emancipação
Até então, Vila Jandira era um mero subdistrito do município de Cotia. A grande distância geográfica entre o então distrito e o centro de Cotia era um empecilho para o desenvolvimento do subdistrito. Assim, Cotia foi abandonando vila Jandira aos poucos. Essa situação de abandono e descaso por parte das autoridades de Cotia também ocorria com a vila de Itapevi, que conseguiu sua emancipação no final da década de 1950. Em 1951, Jandira é elevada a distrito de Cotia. No dia 25 de janeiro de 1951, é fundada a União Pró-Jandira, entidade criada com o intuito de reivindicar melhorias ao distrito. O distrito abandonado de Jandira chamou a atenção da recém-emancipada Barueri, que tentou anexá-la em 1958 por meio da lei de número 170/53, de 28 de abril de 1958, chamada de lei Quinquenal. Por conta da intervenção de Cotia, a tentativa de anexação não logrou êxito.
Desde o final da década de 1940, o então governador Adhemar de Barros incentivava a emancipação de distritos e a criação de novos municípios sob argumentos político-partidários. Assim, aos poucos, a região sofreu um processo de emancipação de diversos distritos, iniciado no final de década de 1940 com Itapevi e Barueri e que alcançou o seu auge no início da década de 1960, quando Osasco, Carapicuíba e Jandira se emanciparam de São Paulo, Barueri e Cotia.
Vila Jandira realizou seu plebiscito sobre a emancipação no dia 8 de dezembro de 1963. Após a abertura das urnas, o resultado foi uma esmagadora vitória do grupo emancipacionista. O resultado foi homologado em 28 de fevereiro de 1964 pelo governador Adhemar de Barros. Após essa data, vila Jandira passou a ser um pequeno município.
Em 7 de março de 1965, tomou posse o primeiro prefeito de Jandira, Oswaldo Sammartino, filho do pioneiro Henrique Sammartino.
Décadas de 1960 e 1970
A emancipação político-administrativa de Jandira ocorreu em um momento conturbado da história brasileira. Em 28 de fevereiro de 1964, Jandira se tornava município.
Em 1965 ocorre a primeira eleição municipal, tendo sido eleito Oswaldo Sammartino, filho do pioneiro Henrique Sammartino. O mandato de Sammartino (1965-1969) é modesto, com poucas realizações, dado que a cidade estava sendo implantada. Um dos primeiros serviços da prefeitura foi cadastrar os 2.600 proprietários do município para o recolhimento de impostos. Em 28 de março de 1966 foi aberta a primeira creche da cidade, a APAMI (Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de Jandira). Ainda assim, Jandira tinha uma população de 1.285 crianças em idade escolar, das quais apenas 827 frequentavam regularmente uma escola. Sammartino iniciou as tratativas com o estado para a construção do Centro Educacional de Jandira (atual EE Professor Vicente Themudo Lessa), cujas obras se iniciaram em sua gestão. Diante de um cenário pouco promissor para investimentos do estado, os prefeitos de Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi e Santana de Parnaíba tentam lançar um consórcio regional em 1967. Apesar da iniciativa ter fracassado, lançou as bases para futuras iniciativas como a Câmara Oeste (1998) e o Cioeste - Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (2013).
Nas eleições de 1968 Clécio Soldé venceu João Ribeiro Júnior, sendo empossado em 31 de março de 1969. Em fevereiro de 1970 a cidade enfrenta uma grande enchente dos rios Barueri Mirim e Córrego dos Vessoni, que inunda quase todo o centro da cidade (chegando até mesmo a danificar os trilhos da ferrovia Sorocabana). Vários dias se passaram sem que a prefeitura tivesse capacidade de conseguir reparar os danos, de forma que a população local protestou contra a gestão Soldé. O prefeito Soldé (que havia trocado o MDB pela Arena) preferiu denunciar o líder dos protestos, Edemar Maciel (que integrava o MDB na cidade), ao DOPS por subversão. Apesar da tensão política, o primeiro serviço público de saúde foi aberto pela gestão Soldé em 1972. Após a abertura da Rodovia Castello Branco em 1968, Jandira pleiteia uma via de acesso com a nova rodovia. Soldé, que havia sido diretor do DER-SP, negocia a construção da Via de Acesso João de Góes (SPA-032/280) aberta em janeiro de 1973. A gestão Soldé iniciou também a pavimentação da cidade, cobrada dos moradores, e lançou as bases para a industrialização da cidade.
Em 1972 é eleito Alan Kardec Roberto de Albuquerque. Em sua gestão (1973-1977), é iniciada a industrialização da cidade-impulsionada pela abertura do Trevo de Jandira à Castello. Até então, Jandira possuía apenas o Frigorífico Jandira (aberto em 1961). Num período de 18 meses (entre 1974 e 1975) a cidade ganha trinta novas indústrias, destacando-se na região oeste da Grande São Paulo. Essas e outras empresas se instalaram na cidade por conta da lei municipal 273, que garantia a isenção fiscal por 15 anos. Apesar da atração de empresas, a cidade sofria com a falta de infraestrutura, agravada pela baixa arrecadação. Através da doação de uma área pública de 1.000m2, Kardec consegue a implantação de uma central telefônica junto à CTB/Telesp. Isso permitiu que a cidade recebesse suas primeiras 10 mil linhas telefônicas. Outro problema grave, o abastecimento regular de água, teve lenta resolução. Apenas em 1976 foram inauguradas as primeiras redes de água e reservatórios da Sabesp, de forma que apenas em 1983 a água chegou ao distrito industrial da cidade.
Com o recrudescimento da Ditadura Militar, em 1976 foi eleito pela primeira vez um político de origem humilde, Dorvalino Abílio Teixeira. A gestão de Teixeira foi marcada por obras de pavimentação, iluminação pública e ligações de esgoto em dezenas de vias (com o próprio Teixeira-tratorista de profissão-conduzindo alguns dos trabalhos), a regularização dos serviços de transporte público (com a contratação da empresa Benfica), a construção da área de Lazer do Trabalhador (Tablado), do Hospital Municipal, o início das obras da Via Expressa, a reurbanização da região central, entre outras obras. Seu trabalho acabou reconhecido em âmbito estadual após receber em 25 de maio de 1981 o título de melhor prefeito da Região Oeste, concedido pela Associação Paulista de Municípios. Teixeira também se notabilizou por acionar judicialmente os ex prefeitos Clécio Soldé e Alan Kardec, acusados de não pagarem asfalto e outras melhorias feitas pela prefeitura nas ruas de suas casas.
Educação
As primeiras pequenas escolas rurais de vila Jandira eram pequenas salas de aula improvisadas em casas alugadas, sempre muito distantes umas das outras. Em 1922, foi criada a primeira delas, chamada de "escolinha do quilômetro 32", em um grande casarão colonial localizado em uma chácara às margens do Rio Barueri-Mirim, de propriedade de Hipólita Santana de Figueredo. A primeira instituição de ensino oficial foi o Instituto José Manuel da Conceição (que encerrou suas atividades em 1970), tendo sido inaugurado por missionários presbiterianos estadunidenses em 8 de fevereiro de 1928.
Nos anos 1930, foi constituída a primeira instituição pública de ensino: a "Escolhinha Mista da parada Jandira". Na década de 1950, Jandira ganha mais 2 escolas, sendo a última um galpão de madeira localizada na praça Nilo de Andrade Amaral (hoje praça Anielo Gragnano). Essa escola era a mais importante do distrito, recebendo o nome de "Grupo Escolar Professor Vicente Themudo Lessa". Em 1966, o Grupo Escolar já estava saturado, sendo necessária a construção de um anexo no jardim das Palmeiras, até a construção do Centro Educacional de Jandira (atual EE Professor Vicente Themudo Lessa) em 12 de novembro de 1972.
Hoje, Jandira conta com 14 escolas estaduais, 15 escolas municipais, uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial ("Escola SENAI Professor Vicente Amato CFP 1.27", fundada em 25 de maio de 1994), uma unidade da Escola Técnica Estadual (instalada no prédio Harper, construído originalmente para o Instituto J.M.C. na década de 1940), um polo da Universidade Aberta do Brasil e uma instituição particular de ensino superior (Faculdade Eça de Queiroz).
Clima
O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o clima subtropical, tipo Cwa, com invernos secos sendo as vezes frios ou na maioria amenos, e verões úmidos, relativamente quentes, com temperaturas raramente ultrapassando os 35 °C e chuvosos. Em resumo, o verão é quente e chuvoso. E o inverno é ameno e subseco. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 graus centígrados, sendo o mês mais frio julho (média de 14 graus centígrados) e o mais quente fevereiro (média de 22 graus centígrados). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 381 milímetros.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

PAULO AFONSO - BAHIA

Paulo Afonso é um município brasileiro do estado da Bahia. Foi emancipado em 28 de julho de 1958 do município de Glória. Sua área é de 1.545 quilômetros quadrados e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2019, era de 117.782 habitantes.
História
O município de Paulo Afonso nos meados do século XVIII era habitado por portugueses que chefiados por Garcia d’Ávila, subiram o rio São Francisco chegando onde hoje está localizada a cidade. Isso os levou devido à fartura de água. Encontraram pacíficos índios mariquitas e pancarus e junto a eles cultivaram a lavoura e a criação de gado. Em meados de 1705, padres católicos iniciaram a catequese dos silvícolas, com a intenção de evitar que fossem explorados pelos bandeirantes.
Em 3 de outubro de 1725, o sertanista Paulo Viveiros Afonso recebeu, por alvará, uma sesmaria medindo três léguas de comprimentos por uma de largura. Situada na margem esquerda do rio São Francisco. Abrangia as terras alagoanas da cachoeira, conhecida, então como “Sumidouro”. Não se conformando com a área que recebeu, o donatário ocupou, além das ilhas fronteiras (entre as quais a da Barroca ou Tapera), as terras baianas existentes na margem direita, onde construiu um arraial que, posteriormente, se transformou na Tapera de Paulo Afonso. A localidade, procurada como pouso de boiadas, começou a exigir desenvolvimento comercial que atendesse à solicitação de gêneros, por parte, não só dos adventícios, como da população local. O lugarejo já era expressivo núcleo demográfico do município de Glória, quando o Governo Federal, em 15 de março de 1948, criou a Companhia Hidrelétrica do São Francisco, com a finalidade de aproveitar a energia da Cachoeira de Paulo Afonso. O acampamento de obras localizou-se nas terras da Fazenda Forquilha. Em torno das instalações da Usina cresceu a Cidade.
Cachoeira de Paulo Afonso
As expedições, que iniciaram em 1553 a penetração do rio São Francisco, estão ligadas a história da Cachoeira de Paulo Afonso.
Nos séculos XVI e XVII, de acordo com os arquivos de Portugal e do Brasil, a Cachoeira era conhecida como "Sumidouro" ou "Forquilha", passando a ter a atual denominação após a concessão de uma sesmaria a Paulo Viveiros Afonso, através do Alvará de 3 de outubro de 1725.
Foi Delmiro Gouveia o pioneiro que, em 26 de janeiro de 1913, inaugurou uma pequena usina de 1.500 HP, hoje paralisada e fez transportar energia elétrica de Paulo Afonso para a localidade de Pedra, atual Cidade de Delmiro Gouveia, sede do município de igual nome, desmembrado do de Água Branca, em Alagoas.
A principal característica de Paulo Afonso é ter sido a primeira usina subterrânea instalada no Brasil. Suas turbinas encontram-se a mais de 80 metros abaixo do nível do rio São Francisco.
Geografia
Relevo
A área territorial de Paulo Afonso possui relevo formado por planaltos e depressões. A cidade está a 243 metros acima do nível do mar.
Diversos acidentes físicos podem ser encontrados na região, como a Cachoeira de Paulo Afonso, o cânion do Rio São Francisco e o Raso da Catarina.
Vegetação
A vegetação predominante no município é a caatinga. Em Paulo Afonso podem ser encontradas diversas espécies bromeliáceas e cactáceas.
Clima
Paulo Afonso possui clima semiárido, com temperatura compensada média elevada, em torno dos 26 graus (°C), chegando próximo dos 35 °C entre novembro e janeiro. Julho é o mês o mais ameno com temperatura girando em torno de 23 °C.
Indústria
A microrregião de Paulo Afonso tornou-se destaque no setor secundário; é uma das cidades baianas com um dos maiores PIB, só o setor industrial passa de 1,49 bilhões segundo dados do IBGE, isso é levado em conta devido ao gigantesco parque hidrelétrico que se estende em todo o seu território e cidades circunvizinhas. Sua região é destaque no desenvolvimento da piscicultura, principalmente na criação de Tilápias; hoje atrai indústrias para a fabricação de rações para piscicultura e outras finalidades.
Educação
No Ensino Superior, entre unidades estaduais, federais e privadas (basicamente EAD, Ensino à Distância), destacam-se as seguintes: UNEB (Universidade do Estado da Bahia); IFBA (Instituto Federal da Bahia); UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco); FASETE (Faculdade Sete de Setembro); Universidade de Santo Amaro (UNISA); Universidade Norte do Paraná (UNOPAR); Centro Universitário Leonardo da Vinci (UNIASSELVI).
Turismo
Os principais pontos turísticos de Paulo Afonso são: Balneário Prainha; Cachoeira de Paulo Afonso; Cânions do São Francisco; Complexo hidroelétrico; Igreja São Francisco; Monumento o Touro e a Sucuri; Monumento dos Trabalhadores; Museu Casa de Maria Bonita; Parque Belvedere; Praça das Mangueiras; Ponte metálica; Teleférico e Parque de exposições.
O turismo de Paulo Afonso aumenta em função de eventos como o Moto Energia e o São João da região. A cidade também recebe turistas pelo fato de possuir belezas naturais como as cachoeiras e a reserva ambiental Raso da Catarina (onde se encontram espécies ameaçadas de extinção como a arara-azul-de-lear e a pomba-avoante), além de se encontrar o complexo de usinas da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), contendo quatro grandes usinas PA I, PA II, PA III e PA IV e Apolônio Sales (Moxotó), além da pequena usina Piloto - que faz Paulo Afonso ser conhecido como a "Capital da Energia". Também é um grande sítio arqueológico junto com Xingó que, pelo fato deste não possuir grande infraestrutura hoteleira, a maioria dos turistas se hospedam em Paulo Afonso.
Paulo Afonso para outras capitais está apenas a 3 horas de Aracaju e Maceió. Além de estar equidistante de Salvador e Recife, ambas a cerca de 500 quilômetros. Além de tudo, Paulo Afonso é conhecida como a capital brasileira dos esportes radicais, o que faz vários eventos radicais ocorrerem ao longo do ano, mas seu ponto alto de turismo é a Copa Vela. Em seu carnaval fora de época, a cidade fica lotada e toda uma estrutura é feita. O evento, que nasceu da prática de esportes náuticos como a vela e atualmente contém outras modalidades náuticas, dura em média de 3 a 6 dias e normalmente, por ser fora de época, a maioria dos grandes cantores ficam à disposição para se apresentar no evento. Atualmente o ministério do Turismo adicionou Paulo Afonso como uma das 115 cidades consideradas roteiros turísticos do Brasil.
Transporte aeroportuário
O sistema de transporte aeroviário de Paulo Afonso dispõe do Aeroporto de Paulo Afonso - com pista de 1800 m de extensão por 45 m de largura - o serviço de infraestrutura para o apoio e a segurança das aeronaves. Pode operar com tráfegos regular e não regular. Em 04 de novembro de 1980 foi transferido para a Infraero, empresa que hoje administra o aeroporto; o mesmo fica localizado na BR-110, KM 03, distante do centro 5 quilômetros.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

ITABIRA - MINAS GERAIS

Itabira é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Quadrilátero Ferrífero, a leste da capital do estado, distando desta cerca de 110 km. Ocupa uma área de 1.253,704 km², sendo que 12,4377 km² estão em perímetro urbano, e sua população foi estimada em 2018 em 119.186 habitantes.
História
Origens
Sebastião da Rocha Pita, em sua obra História da América Portuguesa, descreve a "descoberta" da região como ocorrida em 1698. Porém o território ocupado pelo atual município de Itabira começou a ser de fato povoado no decorrer do século XVIII, após dois mineradores (os irmãos Francisco e Salvador Faria de Albernaz) encontrem ouro nos ribeiros que desciam pela encosta de um morro, no ano de 1720.
Francisco e Salvador Faria de Albernaz eram paulistas descendentes de bandeirantes e estavam em busca de escravos, tendo se afixado nos arredores do dito morro e por bastante tempo aproveitaram sozinhos as minas descobertas. Algum tempo depois, a notícia da descoberta de ouro se alastrou e logo vieram novos exploradores, ocorrendo nas décadas seguintes um processo de ocupação das terras da atual Itabira, em especial às margens dos riachos que corriam ao pé do Pico do Cauê. Por vezes essas terras ocupadas englobavam áreas de domínio indígena, dando origem a conflitos e mortes. Ao final do século XVIII, o povoamento já era consistente e havia sido batizado de Sant’Ana do Rosário, vindo a ser construída no começo do século seguinte uma capela em honra a Nossa Senhora do Rosário, padroeira do lugar.
Evolução administrativa
A partir do povoado de Sant’Ana, foi criado o distrito de Itabira de Mato Dentro, subordinado a Caeté, pelo alvará de 25 de janeiro de 1827, sendo elevado à categoria de vila pela resolução de 30 de junho de 1833, instalando-se a 7 de outubro do mesmo ano. Pela lei provincial nº 374, de 9 de outubro de 1848, a vila é elevada à categoria de cidade com o nome de Itabira.
Itabira se emancipou constituída de dois distritos, sendo eles o distrito-sede e São José da Lagoa, e seu território englobava ainda a área que se desmembraria em 1911 para dar origem ao município de Antônio Dias e, a partir deste, às cidades de Coronel Fabriciano (1948), Ipatinga (1964) e Timóteo (1964). Em 14 de setembro de 1832, é criado o distrito de Santana dos Ferros (correspondente ao atual município de Ferros), que foi emancipado em 23 de setembro de 1884 e mais tarde também deu origem a Joanésia. Em 15 de setembro de 1870, é criado o distrito de Senhora do Carmo (então com o nome de Carmo de Itabira), em 1º de abril de 1871 é criado o distrito de Santa Maria (mais tarde Santa Maria de Itabira) e em 20 de setembro de 1882, é criado o distrito de Dionísio (atualmente município), sendo transferido para São Domingos do Prata em 1911. Em 16 de novembro de 1892, é criado o distrito de Ipanema (atual município de Santana do Paraíso), transferido para Ferros em 1911, e em 23 de maio de 1894 cria-se o distrito de Ipoema (então com o nome de Aliança). Itabira também perdeu território para dar origem a partes dos municípios de Peçanha e São Domingos do Prata, em 1875 e 1890, respectivamente.
São José da Lagoa emancipa-se em 17 de dezembro de 1938 com o nome de Presidente Vargas (atual Nova Era) e em 31 de dezembro de 1943 emancipa-se Santa Maria de Itabira. Nesta mesma data, Itabira passou a denominar-se Presidente Vargas, voltando ao nome original pelo decreto nº 2.430, de 5 de março de 1947. Atualmente restam o distrito-sede, Ipoema e Senhora do Carmo. O nome "Itabira" se origina da antiga língua tupi, significando "pedra que brilha", através da junção dos termos itá ("pedra") e byra ("que brilha").
Após a emancipação
Entre o final do século XVIII e começo do século XIX, a mineração do ouro entrava em declínio, porém ao mesmo tempo a exploração do ferro começava a ganhar impulso, surgindo então as primeiras forjas, sendo Domingos Barbosa quem trouxe instrução à instalação da nova indústria. A primeira do tipo foi instalada por Manoel Fernandes Nunes, que, além de fundir o ferro, manufaturava e fabricava diversos objetos, ferramentas e ainda armas.
A partir de então Itabira tinha seu progresso econômico garantido pelas indústrias de fundição de ferro, que existiam desde o fim do império. É considerada a mais importante a Fábrica do Girau (1816). Mais tarde, vieram as fábricas de tecido, destacando-se as Fábricas da Gabiroba (1876) e da Pedreira (1888). Em 1867, contabilizavam-se 84 forjas nas regiões de Itabira e Santa Bárbara. Em 1910, no XI Congresso Geológico Internacional, realizado em Estocolmo, na Suécia, revelou-se que, no centro do estado de Minas Gerais, estavam localizadas as maiores jazidas de minério de ferro do mundo. Em junho de 1911, a Itabira Iron Ore Company, sucessora da Brazilian Hematite Syndicate, foi autorizada a explorar e exportar minério de ferro das jazidas de Itabira por concessão do Governo Federal, sendo o presidente da república Hermes da Fonseca.
Em 1942, com a criação da Vale S.A., antiga Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), e a exploração do minério em grande escala, a cidade de fato começou a crescer e a se desenvolver economicamente. A Vale reformulou e, mais tarde, duplicou a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), destinada ao transporte de minério até o Porto de Tubarão, no Espírito Santo. No final da década de 1960, Itabira ganhou novo impulso em seu desenvolvimento, com o Plano de Expansão da Vale, que construiu e colocou em operação o "Projeto Cauê" responsável por um verdadeiro crescimento econômico e cultural da cidade.
Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 1.253,704 km², sendo que 12,4377 km² constituem a zona urbana e os 1.240,96 km² restantes constituem a zona rural. Está a uma distância de 111 quilômetros a nordeste da capital mineira. Seus municípios limítrofes são Itambé do Mato Dentro, a norte; Jaboticatubas, a noroeste; Nova União, a leste; Bom Jesus do Amparo, a sudoeste; João Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo, a sul; Bela Vista de Minas, a sudeste; Nova Era, a leste; e Santa Maria de Itabira, a nordeste.
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Belo Horizonte e Imediata de Itabira. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Itabira, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.
Relevo e hidrografia
O relevo do município de Itabira é predominantemente montanhoso. Aproximadamente 70% do território itabirano é coberto por mares de morros e montanhas, enquanto em cerca de 20% há o predomínio de terrenos ondulados, e os 10% restantes são lugares planos. A altitude máxima está no Alto da Mutuca, na Serra do Espinhaço, divisa municipal com Jaboticatubas e Nova União, que chega aos 1.662 metros, enquanto que a altitude mínima é de 540 metros e encontra-se no lago formado pela construção da Usina Hidrelétrica de Dona Rita, no rio Tanque, na tríplice divisa municipal entre Itabira, Itambé do Mato Dentro e Santa Maria de Itabira.
Na geologia do município, há predomínio de rochas do complexo granito-gnáissico do mesoarqueano, sendo encontradas também rochas proterozoica do supergrupo "Minas", em que predominam quartzitos, itabiritos, conglomerados e filitos. O solo itabirano é do tipo latossolo vermelho-amarelo, em que há ocorrência de granitos e xistos e em menor quantidade argissolos vermelho-amarelo. Nas áreas de formações ferríferas, os latossolos vermelhos são muito comuns, enquanto que os cambissolos aparecem nas encostas com grande grau de inclinação. Ainda há ocorrências de neossolos na vertente leste da Serra do Espinhaço, a noroeste do município.
Clima
O clima itabirano é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical de altitude (ou subtropical úmido — tipo Cwa segundo Köppen), tendo temperatura média anual em torno dos 20 °C com invernos secos e amenos e verões chuvosos com temperaturas elevadas. O índice pluviométrico é de aproximadamente de 1.315 mm/ano, concentrados entre os meses de outubro e abril.
Ecologia e meio ambiente
A vegetação original e atualmente predominante no território do município é a Mata Atlântica, porém Itabira situa-se em uma faixa de transição entre o domínio vegetal atlântico e o cerrado, sendo que este encontra-se mais comumente nas encostas da Serra do Espinhaço, na porção oeste itabirana.
A região de Itabira vem observando, há décadas, profundas transformações ambientais oriundas, principalmente, de um intenso processo de atividades extrativas minerais, persistente atualmente. Também passou a se desmatar para alimentar as industrias produtoras de carvão, objetivando a alimentação de siderúrgicas e agropecuária. Isso gerou e segue favorecendo uma grande mudança paisagística, reduzindo áreas verdes de vegetação nativa em pequenos fragmentos em meio a áreas abertas de pastagem. A grande maioria dessas áreas fragmentadas encontra-se protegida por meio de unidades de conservação públicas ou particulares, por intermédio de regras exigidas pelo poder público quanto ao licenciamento ambiental.
Muitos dos fragmentos vegetacionais correspondem a locais de acesso menos facilitado, permitindo que seja preservada a biodiversidade, albergando por vezes espécimes endêmicas, raras e ameaçadas de extinção. Dentre estas, na flora municipal são encontrados representantes da Dalbergia nigra (jacarandá-da-bahia) e da Dicksonia sellowiana (xaxim). Com importância econômico-ecológica há a Aechmea bromeliifolia (bromélia), a Astronium fraxinifolium (gonçalo-alves), o Aspidosperma parvifolium (pitiá), a Cariniana legalis (jequitibá-rosa), a Lecythis lurida (sapucaiú) e a Plathymenia foliolosa (vinhático).
Economia
Setor primário
A pecuária e a agricultura representam o setor menos representativo na economia de Itabira. Em 2011, de todo o PIB da cidade, 19.178 mil reais era o valor adicionado bruto da agropecuária, enquanto que em 2010, 5,88% da população economicamente ativa do município estava ocupada no setor.
Na lavoura temporária são produzidos principalmente a cana-de-açúcar, o milho e a mandioca, além do feijão. Já na lavoura permanente destacam-se a banana, a laranja e a tangerina, sendo cultivados ainda café, goiaba, limão, manga e pêssego.
Setor secundário
A indústria, em 2011, era o setor mais relevante para a economia do município. 3.262.635 reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor secundário. De acordo com estatísticas do ano de 2010, 10,65% dos trabalhadores de Itabira estavam ocupados no setor industrial extrativo e 6,42% na indústria de transformação. A exploração do ferro ocorrida entre o final do século XVIII e começo do século XIX, com o declínio da extração do ouro em Minas Gerais, abriu caminho para o setor industrial itabirano. Naquele período foram abertas as primeiras forjas, que por bastante tempo serviram como uma das principais fontes de renda da cidade.
Em 1911, a Itabira Iron Ore Company foi autorizada a explorar e exportar minério de ferro das jazidas de Itabira por concessão do Governo Federal e em 1942 é criada a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), atual Vale S.A.. Neste momento, ocorre um novo crescimento da industria na cidade, com a construção de complexos industriais e facilitamento do escoamento do ferro aos portos do litoral capixaba, já feito pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que passa por um processo de modernização ao ser administrada pela Vale.
Setor terciário
Em 2010, 11,65% da população ocupada estava empregada no setor de construção, 1,47% nos setores de utilidade pública, 14,18% no comércio e 43,64% no setor de serviços e em 2011, 1.350.125 reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor terciário.Estatísticas da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Itabira apontam, no entanto, que em março de 2013 o comércio gerava cerca de 15 mil empregos na cidade.
Educação
Em relação ao ensino superior, a cidade possui campi da Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira, Centro de Ensino Superior de Itabira e Universidade Federal de Itajubá.
Cultura e lazer
Eventos e personalidades
Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Itabira, juntamente ou não com instituições locais, passou a investir mais no segmento de festas e eventos. Se destaca a realização do Cavalgada do Clube do Cavalo, organizado anualmente desde 1997 no mês de maio, que além da intensa programação para os criadores de animais de raça também conta com apresentações de cantores de música sertaneja com relevância tanto regional quanto nacional; a Semana do Produtor Rural de Itabira, organizada anualmente em julho, com a realização de diversos cursos de aprimoramento de técnicas agrícolas nas áreas rurais itabiranas; a ExpoIta, realizada desde 1982, com shows de música sertaneja e mostras agrícolas; além das comemorações do aniversário da cidade, que mesmo sendo comemorado em 9 de outubro envolve uma programação que se estende por todo o mês de outubro, com realização de shows, promoções, festivais, missas e desfiles.
A cidade é terra natal de alguns artistas que obtiveram relevância regional, nacional ou mesmo internacional, tais como a modelo Ana Beatriz Barros; o contista, cronista e poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, sendo que como cidade-natal Itabira serviu de inspiração para algumas de suas obras; o romancista, biógrafo, jornalista, polígrafo, cientista, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e poeta Horácio de Carvalho; o escritor, professor e historiador João Camilo de Oliveira Torres; e a modelo Patrícia Barros, irmã da também modelo Ana Beatriz Barros.
Artes cênicas e atrativos
Na área das artes cênicas se destaca a realização anual do Festival de Inverno de Itabira, que ocorre desde 1974, sempre no mês de junho ou julho. É organizado pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, um dos órgãos responsáveis pelo fomento cultural itabirano, oferecendo em algumas edições cerca de 100 atrações em 15 dias, sendo a maioria gratuita e com nomes de destaque regional em diversos segmentos artísticos, como artes cênicas, artes plásticas, teatro, música e por vezes cinema. Durante o período em que o festival é realizado ocorrem lançamentos de livros, espetáculos de teatro de rua e de palco, encontro de congados, apresentação de orquestras e oficinas, além de outras atrações em diversos pontos da cidade. O principal espaço teatral da cidade é o Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, inaugurado em 1982 e com capacidade para cerca de 420 pessoas. Também há o Museu Itabirano, o Museu Caminhos Drummondianos e do Memorial Drummond, que reúnem um relevante acervo que conta em detalhes a história de Itabira e a vida de Carlos Drummond de Andrade.
Além dos atrativos cênicos, destacam-se em Itabira diversos atrativos naturais, tais como o Parque Natural Municipal da Água Santa, que tem 12 mil m² e é uma área verde situada no centro de Itabira; a Mata do Intelecto, remanescente de Mata Atlântica de 21,60 hectares; a Mata do Limoeiro, remanescente de Mata Atlântica de 2 mil hectares, um dos maiores da região; o Morro Redondo; a Pedra da Igreja; a Serra do Bicudo; o Cânion dos Marques; a Serra das Bandeirinhas; a Serra dos Alves; além das cachoeiras dos Cristais, da Lucy, dos Borges, do Campo, do Bongue, da Conquista, da Boa Vista, do Dirrubado, do Paredão, do Limoeiro e do Meio. Em Ipoema se destacam as cachoeiras Alta, Boa Vista, Patrocínio Amaro e do Meio.
Esportes
A cidade conta com equipes de diversos esportes, que por vezes se destacam ao conquistarem títulos regionais, estaduais ou mesmo nacionais, tais como basquetebol, voleibol, handebol, futebol de salão, xadrez, natação, tênis de Mesa, judô, ginástica de trampolim, taek wond do e atletismo. Também é comum, principalmente entre a população jovem, a prática de esportes radicais, como skate e BMX. Dentre os espaços desportivos, se destaca o Ginásio Poliesportivo Maestro Silvério Faustino, complexo esportivo que conta com áreas e quadras propícias à prática do atletismo, basquete, futsal e voleibol.
O principal clube de futebol de Itabira é o Valeriodoce Esporte Clube, que foi fundado em 1942 e conquistou dois Campeonatos Mineiros de Módulo II, equivalente à segunda divisão do Campeonato Mineiro de Futebol (1964 e 1965). Manda seus jogos no Estádio Israel Pinheiro, que tem capacidade para mais de 4 mil pessoas.
Referência para o texto: Wikipedia .

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Caruaru - Pernambuco


Caruaru é um município brasileiro do estado de Pernambuco.
O município exerce um importante papel centralizador no Agreste e interior pernambucano, concentrando o principal pólo médico-hospitalar, acadêmico, cultural e turístico da região.Possui a maior Festa Junina do mundo, segundo registro do Guinness World Records (o livro dos recordes), e é internacionalmente conhecida pelos festejos. Abriga ainda a Feira de Caruaru, conhecida por ser uma das maiores feiras ao ar livre do mundo e ter sido tombada como patrimônio imaterial do país pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Seu artesanato com barro ficou mundialmente conhecido pelas mãos de Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino, que representou Pernambuco na exposição de Arte Primitiva e Moderna Brasileira no ano de 1955, em Neuchâtel, na Suíça, e cujas obras podem ser contempladas no Museu do Louvre, em Paris, e em sua antiga residência no Alto do Moura, bairro caruaruense. Os seguidores do Mestre Vitalino fizeram de Caruaru o maior centro de arte figurativa das Américas segundo a UNESCO.
Toponímia - Há diversas hipóteses para a origem do nome do município, Caruaru (pronúncia IPA: [cɐɾu'ɐɾu] link=. ouça). Uma das mais utilizadas é que o nome Caruaru seja uma junção oriunda do dialeto dos índios cariris, habitantes da região na época do desbravamento, no século XVI. "Caru" equivaleria a alimento e fartura e "aru aru" à abundância. Logo, Caruaru significaria terra da fartura. A "Documentação Territorial Brasileira", do IBGE, depois de frisar os vários significados associados a entidades mórbidas, acrescenta mais uma definição: "nome de uma planta vulgarmente conhecida por caruru (espécie de bredo) e que outrora cobria um poço na margem do rio Ipojuca, em local que, por isso, passou a ser denominado Poço ou Sítio do Caruru. Por acréscimo de uma vogal, o nome seria alterado para Caruaru". No Dicionário Houaiss, consta com dois sentidos: 1º) o mesmo que curuaí (do tupi curuá’i), planta Orbignya sabulosa, isto é, a palma, incidente em toda a região; 2º) o mesmo que jacuraru, ou seja, um lagarto (do tupi yakurua’u), o popular teju ou teiú, também bastante frequente na região.
História - Devido à sua posição geográfica favorável, no coração do Agreste, passagem obrigatória do transporte de gado do Sertão para o Litoral, logo se estabeleceram diversas propriedades agropastoris. Os donos das terras onde hoje se situa o município eram os "Nunes dos Bezerros", assim denominados em virtude da curta distância entre a fazenda e a paróquia de Bezerros. Admite-se que os Nunes eram remanescentes dos antigos concessionários daquelas terras, quando foram distribuídas como sesmarias. Os Nunes haviam adotado um casal de órfãos, sendo o menino, José Rodrigues de Jesus. Em virtude de desentendimento com a família, ele se apossou das terras que lhe cabiam por herança, a leste e a sudeste da fazenda dos Nunes. Com vinte anos já era um senhor poderoso e residia com a mulher – Maria do Rosário de Jesus – numa vivenda, a Casa Grande, no local denominado Caruaru. Com licença do Bispado de Olinda, em 1781, construiu a capela de Nossa Senhora da Conceição, que contribuiu para o surgimento de uma feirinha semanal e passou a ser ponto de convergência de novos moradores, iniciando-se assim o povoamento da região. Documentos de 1794 comprovam a existência desse povoado, "possuindo crescido número de casas", já conhecido com a mesma denominação atual.
Em 1834, Caruaru figurava como 7º distrito de paz de Bonito, conforme ofício datado de 8 de novembro desse ano, enviado pela Câmara de Bonito ao Conselho do Governo de Pernambuco. A Lei Provincial nº 133, de 6 de maio de 1844, criou o distrito de São Caetano da Raposa, anexado ao município de Caruaru (alguns documentos mencionam essa lei como sendo do dia 2 de maio). Em 1846, o missionário frei Euzébio de Sales, capuchinho da Penha, iniciou a construção da Igreja Matriz, hoje catedral. Reconstruída duas vezes, a última em 1883, a igreja ganhou, nesse ano, o sino que ainda hoje existe no local, o maior ex-voto da região, promessa de Francisco Gomes de Miranda Leão, que fez transportar a oferenda em lombo de animais, de Tapera a Caruaru, onde a população recebeu com entusiasmo. Em 16 de agosto de 1848, a Lei Provincial nº 212 elevou Caruaru à categoria de vila, com território desmembrado de Bonito. Essa lei transferiu a sede da freguesia de São Caetano da Raposa para Nossa Senhora das Dores, em Caruaru, para onde também foi transladada a sede da comarca de Bonito. O art. 3º da mesma lei dividiu a comarca em dois municípios, compreendendo o primeiro as freguesias de Caruaru, Bezerros e Altinho, e a segundo município, as cidades de Bonito e Panelas.
A Câmara foi instalada no dia 16 de setembro de 1849, segundo ofício enviado ao presidente da província; quem a instalou foi o presidente da Câmara de Bonito, Francisco Xavier de Lima. O primeiro vigário da freguesia foi o padre Antonio Jorge Guerra, que a instalou no dia 28 do mesmo mês e ano. Em 18 de maio de 1857, a Lei Provincial nº 416 elevou a vila de Caruaru à categoria de cidade e sede do município e em 20 de maio de 1867, a Lei Provincial nº 720 criou a comarca de Caruaru, a qual foi classificada de 1ª entrância pelo Decreto nº 3.978, de 12 de outubro do mesmo ano; o primeiro juiz de Direito foi o dr. Antonio Buarque de Lima. Em 13 de novembro de 1872, o Decreto nº 5.139 classificou-a como de 2ª entrância.
Tornou-se município em 1 de março de 1893, com base no art. 2º das disposições gerais da Lei Estadual nº 52 (Lei Orgânica dos Municípios), de 3 de agosto de 1892. O primeiro prefeito eleito foi o major João Salvador dos Santos. Em relação anexa ao ofício do prefeito para o Secretário do Governo, com data de 26 de maio de 1893, declara-se que o município fora dividido em três distritos administrativos: Caruaru (sede municipal), Carapotós e São Caetano da Raposa.
Caruaru se converteu em município, sendo o segundo do agreste pernambucano, pelo projeto nº 20, criado pelo deputado provincial Francisco de Paula Baptista (1811-1881), defendido em primeiro debate em 3 de abril de 1857 e tornando-se concreto, depois de aprovação sem debate, em 18 de maio do mesmo ano, com a assinatura da Lei Provincial nº 416, pelo então vice-presidente da província de Pernambuco, Joaquim Pires Machado Portela. Ao passar das décadas, a cidade se desenvolveu e a antiga Vila do Caruru atualmente é conhecida por colecionar vários títulos, como “Capital do Agreste”, “Capital do Forró”, “Princesa do Agreste”, dentre outras alcunhas, fazendo analogia ao cenário de sua importância política-econômica no cenário do Estado de Pernambuco.
O desenvolvimento do município teve seu apogeu a partir de 1896, após a construção da Great Western, a linha férrea que conecta a cidade à capital pernambucana. Pelos seus trilhos era escoada a produção agrícola, além das mercadorias de sua tradicional feira. Iniciada em 2001 pelo governo pernambucano, a duplicação da principal rodovia que dá acesso ao município, a BR-232, foi crucial para a industrialização da sua economia e o crescimento do setor de serviços, já que com a nova rodovia o número de turistas em dada época do ano era maior, visto que a duplicação trouxe uma redução no tempo de viagem e mais segurança. O primeiro trecho das obras foram iniciadas no sentido Recife-Caruaru e concluídas em 2003, quando foi dado início a outro trecho, Caruaru-São Caetano.A cidade tem destaque para a produção têxtil, concentrando cerca de 12 mil fábricas do gênero, 30 mil pontos de venda e gerando 140 mil empregos direitos e indiretos.
Economia - Na lavoura temporária, destaques para a produção de macaxeira; tomate; batata-doce; cana-de-açúcar; milho e o feijão. Já na lavoura permanente, se destacam banana, abacate, laranja, manga, mamão, coco-da-baía e castanha-de-caju.
Em 2011, a indústria representou a segunda maior atividade econômica de Caruaru. A cidade tem destaque para a produção têxtil, concentrando cerca de 12 mil fábricas do gênero, 30 mil pontos de venda e gerando 140 mil empregos direitos e indiretos.
A cidade possui a maior feira ao ar livre do país, a Feira de Caruaru. Na feira são vendidos produtos das mais variadas naturezas, desde frutas, verduras, cereais, ervas medicinais, carnes, bem como produtos manufaturados como roupas, calçados, bolsas, panelas e outros utensílios para cozinha, móveis, animais, ferragens, miudezas, rádios, artigos eletrônicos e importados.
No ano de 2015, a cidade possuía dois shopping centers. O Caruaru Shopping foi inaugurado em 1997. Dispõe de uma grande variedade de lojas, serviços, educação e lazer, formado por quatro lojas âncoras (Hiper Bompreço, C&A, Lojas Americanas e Lojas Marisa), e mais de noventa lojas satélites entre marcas nacionais e regionais (Arezzo, Esposende Calçados e Esportes (Grupo Paquetá), Sueldo's, Chinatown, O Boticário, ADJI, Oi, TIM, Viasports, PUC, Hering Store, Livraria Nobel, Chilli Beans) e adesão dos empresários locais, Praça de Alimentação, Play Park, e a UNIFAVIP DeVry (Faculdade do Vale do Ipojuca) com mais de cinco mil alunos, ademais do Complexo de Cinema numa área de 1.800 metros quadrados com capacidade para 800 lugares em formato stadium, telas anguladas e som dolby digital.
Situado no bairro Maurício de Nassau, no centro de Caruaru, o Shopping Difusora, localizado na Avenida Agamenon Magalhães, próximo a agências bancárias, ao polo estudantil, consultórios médicos e empresas. Por trás da localização facilitada está uma mistura atrativa de lojas, serviços, lazer, gastronomia e eventos. Possui 110 lojas, divididas em vários segmentos. O Shopping dispõe de um teatro, com capacidade para 400 pessoas, climatizado e com acústica. Além disso, faz parte do complexo o Empresarial Difusora com trezentos salas comerciais e que gera um grande fluxo de consumidores ao centro comercial. O Shopping também conta com grandes rampas de acesso ao estacionamento coberto para mais de 700 veículos e dois elevadores com visão panorâmica.
Ensino superior - Caruaru dispõe de campi de três das principais universidades do estado, a Universidade de Pernambuco (UPE), com os cursos de Sistema de Informação e Administração (com ênfase em marketing da moda), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), oferecendo cursos de graduação em diversas áreas, como Pedagogia, Administração, Design (ênfase em gráfico, moda e produto), Engenharia Civil, Ciências Econômicas, Medicina, Comunicação social (ênfase em mídias digitais e produção cultural), Engenharia de Produção e Licenciaturas em Física, Química e Matemática e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) com o curso de Engenharia Mecânica. Além disso, a cidade sedia diversas instituições privadas, como o Centro Universitário Tabosa de Almeida (ASCES - UNITA), a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru (FAFICA), o Centro Universitário do Vale do Ipojuca (UNIFAVIP DeVry), a Faculdade Maurício de Nassau (UNINASSAU), entre outras (Estácio, Unit, Unopar, Anhanguera, Fael, Unicesumar). Estas instituições de ensino superior fazem de Caruaru um polo estudantil, atraindo todos os anos um grande número de estudantes oriundos das cidades e estados vizinhos, transferindo-se para o município ou viajando diariamente.
Artes cênicas e eventos - A cidade possui três teatros: o Teatro João Lyra Filho, Teatro Rui Limeira Rosal e o Teatro Difusora, sendo todos eles administrados por iniciativa privada, sendo o último, o Difusora, parte do shopping homônimo, que se localiza na região central da cidade.
Caruaru sedia frequentemente o FETEAG – Festival de Teatro do Agreste, que é realizado pelo grupo Teatro Experimental de Arte (TEA), contando com o apoio do Funcultura/Governo do Estado de Pernambuco e apoio da Caixa econômica Federal e do Sesc. Após vários anos da criação do festival, ele se consolidou como o principal projeto da formação de artes cênicas no interior pernambucano e um dos mais importantes do país. Tendo como principal objetivo estimular crianças e jovens ao estudo e a prática do teatro das unidades de ensino, difundindo talentos descobertos anualmente, entre atores e técnicos. A distribuição das entradas das apresentações são sempre feitas sem fins lucrativos.
Apesar de não ser um dos pontos fortes da cidade, Caruaru possui alguns blocos de Carnaval que desfilam por suas ruas centrais fazendo prévia do carnaval de Recife e Olinda. O principal bloco carnavalesco é realizado por Byron Lasserre, proprietário do Bar Confraria do Sucata, na rua João Condé, no centro. Em 15 de novembro se comemora a festa da padroeira do município, Nossa Senhora das Dores, a homenagem é feita com missas, procissões e shows religiosos e artísticos. A festa é realizada na Igreja Matriz, que é dedicada à santa.
Museus - O Alto do Moura é um bairro localizado a 7 km do centro de Caruaru, foi e ainda é morada de diversos artesãos conhecidos internacionalmente. Atualmente é um maiores e significativos centro das artes figurativas das Américas. Lá pode-se encontrar os museus e ateliês de vários artesãos, além de bares e restaurantes de culinária regional e, de acordo com o calendário regional de eventos, pólos de diversas atrações culturais. O bairro ainda possui um morador ilustre, Manuel Eudócio, que recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, pela Fundarpe.
A cidade possui vários museus, que contam aos seus visitantes um pouco da história do município e das obras feitas pelos filhos mais notáveis de Caruaru, que estabeleceram na região um grande pólo cultural. Um de seus museus mais famosos, o Museu do Barro Espaço Zé Caboclo, anexo ao Espaço Cultural Tancredo Neves, disponibiliza aos turistas a vitrine cultural regional, com salas temáticas, sendo elas dedicadas a Luiz Gonzaga; São João e artistas caruaruenses; Elba Ramalho; Mestre Vitalino e família; Artesãos do Alto do Moura, com a exposição de artefatos de barros da arte figurativa, decorativa e utilitário-decorativa; Abelardo Rodrigues, acervo de arte em barro e a Pinacoteca Luísa Maciel, com quadros que exibem recortes da cultural popular. Além de possuir uma sala de exposições temporárias. Também anexo ao espaço cultural do município, está o Museu da Fábrica de Caroá, que foi uma das indústrias que impulsionaram a economia da cidade, nela é possível encontrar painéis que contam a sua história desde a fundação, em 1935, feita por José Vasconcelos, até seu funcionamento pleno, o acervo ainda dispõe de todos os maquinários usados na produção da fibra, como: estradeira, fiadeira, teste de resistência do fio, carretilhas, bobinas e depósitos de couro para guardar os carretéis. Ainda na antiga fábrica, há os velhos mobiliários da sala do presidente, relógio-ponto, telefone e a máquina de datilografia. Ainda, as amostra da planta caroá e da fibra.
Na região central da cidade, pode-se encontrar o Memorial da Cidade de Caruaru, que foi, a princípio, construído para funcionar como um mercado de farinha, porém, a feira da cidade foi transferida da rua onde esta se situa para o Parque 18 de Maio, então o prédio perdeu sua função original, se tornando em 1992 o Memorial da Feira. Em 2009, o local foi restaurado, estruturado e reaberto ao público com a ampliação do seu acervo, que agora conta com painéis que mostram um pouco sobre a história política, social, cultural, religiosa, econômica e esportiva do município. A Casa-Museu Mestre Vitalino, situada no Alto do Moura, foi a última residência do mais famoso artesão caruaruense, podendo encontrar no local réplicas das suas principais obras, utensílios domésticos que pertenceram à sua família e fotografias que destacam os principais marcos de sua vida artística. O espaço é administrado por um dos seus filhos, Severino Vitalino, que assim como seu pai, ganha a vida com o barro. Lá ainda é possível conhecer as etapas de produção do artesanato. No mesmo bairro ainda se pode contar com o Museu de Mestre Galdino, que detém grande parte das suas peças e poesias originais, com fotografias e textos que expõem a vida pessoal do contemporâneo de Mestre Vitalino, que se evidenciou por suas obras surrealistas.
Atrativos
Feira de Caruaru - A feira se situa no bairro de Nossa Senhora das Dores, no centro econômico da cidade. Realiza-se nas quartas-feiras e sábados uma das maiores feiras livres de grande importância econômica e cultural do Nordeste. A feira passou a existir há mais de 200 anos e sua origem está intimamente ligado com a da cidade. O local era ponto de parada para vaqueiros que conduziam o gado do interior para o litoral do estado e de mascates que faziam o caminho contrário. A feira acontece aos sábados, entretanto, sua montagem tem início no dia anterior, pela tarde, assim que começam a chegar os primeiros comerciantes, com seus produtos para vender. Chegam usando os mais diferentes tipos de condução: jumento, carroça, velhos caminhões, camionetas, bicicletas, carros de boi e também carros. Por sua diversidade, hoje a feira de Caruaru movimenta a cidade quase todos os dias da semana.
No ano de 1992, foi transferida do Largo da Igreja da Conceição para o Parque 18 de Maio, também situado na parte central da cidade. Milhares de barracas coloridas espalham-se por mais de dois quilômetros nas ruas da cidade, comercializando uma grande variedade de produtos, principalmente objetos do artesanato popular: chapéus de palha, de couro e tecido, cestas, objetos de barro e cerâmica, brinquedos populares, gaiolas. A feira possui setores onde se vende frutas, verduras, cereais, ervas medicinais, carnes, assim como outros onde se pode encontrar roupas, calçados, bolsas, panelas e outros utensílios para cozinha, móveis, animais, ferragens, miudezas, rádios, artigos eletrônicos importados e muitos outros. Há um setor denominado troca-troca, onde nada se vende, tudo se troca: bicicletas, rádios, relógios, roupas, carteiras, instrumentos musicais, etc, que são negociados após muita pechincha. Deficientes visuais tocam sanfona, violeiros e cantadores lançam seus desafios e os vendedores de literatura de cordel fazem suas propagandas através de um alto-falante.
Grupos musicais e bandas de pífanos também são encontradas no meio da feira. Lá, misturado de comércio, festa e arte popular, que os artistas anônimos expandem uma cultura nordestina. A feira de Caruaru tem muitas características que, não obstantes sejam muito corriqueiras para os habitantes da cidade, surgem como um bonito exotismo para os visitantes. É um ponto de encontro de artistas, poetas, boêmios e turistas de todos as regiões do país e do exterior, que se juntam à população, superlotando as barracas, compondo-se também, uma considerada fonte de renda para o município de Caruaru. O baião de Onildo Almeida, cantado por Luiz Gonzaga é um resumo bastante conhecido sobre o que se resume ser a Feira de Caruaru. Em 2006, a feira recebeu título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
São João - O São João de Caruaru é a maior festa regional ao ar livre do mundo segundo o Guinness.
A cidade é detentora da maior festa junina do mundo, com mais de 1,5 milhões de visitantes. Por conta do número de visitantes obtido, a festa ganhou o registro do Guinness World Records como a maior festa country regional ao ar livre do mundo. O título não deve ser confundido com o tema das festas juninas da cidade de Campina Grande, que é "O Maior São João do Mundo", que apesar de o tema sugerir tal interpretação, o título pertence a Caruaru.
Desde o meados do século XIX, as festas juninas de Caruaru já era atração procurada por pessoas das vizinhanças e até do Recife. Eram festejos organizados em domínios rurais particulares, com fogueiras, balões, fogos de artifício, quadrilhas juninas, barracas de canjica, pamonha, milho e animação. Na década de 1950, uma feira de fogos, dos mais variados tipos, característicos do Nordeste, com buscapés, rojões, bombas, vulcões, pistolões, foguetes, traques de massa, estrelinhas, girândolas, fazia o entretenimento de pessoas de todas as idade. Os fogos de artifício, que hoje são usados nos festejos, foram trazidos para o país através dos imigrantes portugueses e espanhóis que, por sua vez, os conheceram dos chineses e dos árabes.
Com muitos anos de tradição em festas juninas, o São João de Caruaru é realizado, desde 1994, no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, um complexo com 41.500 m², que acomoda a Fundação de Cultura de Caruaru, os Museus do Barro e do Forró, um pavilhão para exposições temporárias, a Secretaria Municipal de Turismo do município, um palco destinado à shows e a Vila do Forró, onde é reproduzida uma típica vila do interior com uma pequena igreja, prefeitura, mercearia, postos de serviços bancários e de correios, construídos em alvenaria.
Durante os festejos, que se destacam pela animação e grandiosidade, chegando a atrair mais de um milhão e meio de turistas, o visitante pode assistir apresentações de bacamarteiros e bandas de pífano, shows de artistas consagrados como Alceu Valença, Dominguinhos, Elba Ramalho, Gilberto Gil, Zé Ramalho, Nando Cordel e de diversos forrozeiros de todo país, degustar a culinária da região e dançar o forró pé-de-serra nordestino.
As comidas e bebidas em grande dimensão também entram nas grandes atrações da festa, sendo oferecidas em dias anteriormente marcados: o maior chocolate quente, o maior quentão, a maior pipoca do forró, a maior pamonha, o maior cuscuz, o bolo de milho gigante, o maior pé-de-moleque, o maior arroz doce, a canjica gigante, o maior bolo de macaxeira, o maior xerém (tipo de angu) e o tradicional cozido gigante. Há também a maior fogueira de São João, construída com madeira ecológica, e posta em frente da Igreja do Convento, onde é acesa no dia 28 de junho.
Com base nas quadrilhas comuns, no ano de 1989, surgiram no São João de Caruaru as Drilhas, blocos juninos parecidos aos trios elétricos do carnaval baiano. Para não haver descaracterização das tradições da festa junina, os trios só se apresentam à tarde, na Avenida Agamenon Magalhães. As mais antigas e tradicionais são a Gaydrilha, onde apenas homens participam caracterizados de matutos e matutas e outros personagens típicos e a Sapadrilha, com mulheres caracterizadas de homem, ambas surgidas em 1989. Atualmente há várias, entre as quais a Piradrilha; Diversãodrilha; Turisdrilha; Trokadrilha; a Brinkadrilha e a Nova Drilha. Em 2009, o São João de Caruaru fez homenagem ao centenário de Mestre Vitalino, famoso ceramista da cidade e, neste mesmo ano, o evento foi registrado, por proposta da Assembléia Legislativa de Pernambuco, como Patrimônio Imaterial de Pernambuco.
Referência para o texto: Wikipédia.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Imagens do Brasil - Corumbá - Mato Grosso do Sul


Corumbá é um município da Região Centro-Oeste do Brasil, situado no estado de Mato Grosso do Sul.
É uma das mais antigas cidades conservadas deste Estado considerando a data de fundação do Forte Coimbra de 13 de setembro de 1775. A criação da cidade de Santiago de Xerez de 1593 e das instalações de povoações jesuíticas da ocupação espanhola mesmo anteriores ao forte foram destruídas por bandeirantes luso-paulistas, mas com Camapuã ainda existente atualmente construída em 1650. E as disputas por território entre portugueses e espanhóis estão na origem da cidade cujo primeiro vilarejo surgiu em 1778, com o nome de Vila de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, fundada pelo sargento-mor Marcelino Rois Camponês, a mando do Governador da Capitania de Mato Grosso, o Capitão-General Luís de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres. A cidade sempre foi muito estratégica regionalmente para a entrada das mercadorias europeias e sua localização, após a serra de Albuquerque (que finaliza o Pantanal ao sul), no último trecho facilmente navegável do Rio Paraguai para embarcações de maior calado e a beira do Pantanal, que lhe garantiu um rápido e rico crescimento entre o final do século XIX e começo do século XX, quando a borracha da Amazônia passou também a ser exportada por ali. Era também um importante entreposto fluvial de Cuiabá e Cáceres, ambas importantes centros fluviais da região numa época em que só se chegava a Corumbá pelo rio, o que fez com que fosse centralizado temporariamente ali o parlamento estadual (nessa época por pouco Corumbá não foi a capital do estado). 
É o mais importante porto do estado de Mato Grosso do Sul e um dos mais importantes portos fluviais do Brasil e do mundo. Situada na margem esquerda do rio Paraguai e também na tríplice fronteira entre o Brasil, o Paraguai e a Bolívia, Corumbá é considerada o primeiro pólo de desenvolvimento da região.

História 
A etimologia do topônimo Corumbá origina-se do termo "curiba", que segundo os dicionários Nhêengatu reportam ao que tem volume e é úmido. As serras do grupo Jacadigo, que se distribuem em partes brasileira e boliviana, o Maciço do Urucum sendo uma delas, tendo as mais altas do Mato Grosso do Sul, são conhecidas por serem grandes volumes de onde se brota água. Segundo Campestrini e Guimarães apud Isquerdo, o Almirante Leverger, governador de Mato Grosso e Barão de Melgaço, em seus escritos, chama Corumbá a parte setentrional das serras Albuquerque (Jacadigo). 
Origens - Dos registros arqueológicos e conhecimentos que se tem sobre o Pantanal, sabe-se que foi povoado por grupos indígenas das línguas Arawak, Guaicuru, Jê, Macro-Jê, Tupi Guarani e Zamuco. Sítios arqueológicos registram a presença dos povos indígenas que ocupavam a região antes da colonização. A diversidade de sítios, tanto de habitação, quanto de cemitérios, revela culturas amazônicas, da platina e do chaco. 
No século XVIII, visando a um tratado de limites existente, foi fundado pelos espanhóis em 1774 um povoado na foz de Ipané. Em 13 de setembro de 1775 foi oficialmente fundado o Forte Coimbra para a defesa da região. Em 21 de setembro de 1778, efetuou-se a ocupação do local onde se localiza atualmente Corumbá (Em 2 de setembro o local onde se encontra atualmente Ladário começou a ser povoado). Nessa mesma data, a mando do Governador da Capitania de Mato Grosso (o Capitão-General Luís de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres), o sargento-mor Marcelino Rois Camponês, que comandava uma expedição militar, adquiriu a posse da região para a Coroa Portuguesa, fundando o local e batiza de 1878, pela lei nº 525, é elevada à categoria de cidade. Já no fim do século XIX, o porto fluvial de Corumbá era o terceiro maior da América Latina e movimentava pelos vapores da rota Europa/Brasil o comércio de peles, charques e outras riquezas da região. 
Construções históricas - Do ponto de vista urbanístico, não tem nenhuma semelhança com as antigas cidades brasileiras (onde predominam o romântico estilo colonial português). Sua arquitetura foi erguido pelos comerciantes e é baseada em art nouveau e no neoclássico italiano, sendo o mesmo estilo existente na parte central de Assunção, nos subúrbios antigos de Buenos Aires, nas cidades do interior do Uruguai e na maioria das cidades gaúchas da Campanha. Em razão disso, tem características de uma cidade platina dentro do Brasil. Atualmente a arquitetura corumbaense mescla o antigo e o moderno. A cada dia surgem novas e modernas edificações no município, que é dividido em três setores: o centro, a parte baixa, no beira rio, e a parte alta, após os trilhos da Rede Ferroviária e próxima as morrarias. 
Corumbá possui uma arquitetura de época que procurava soluções mais baratas, sendo que vários edifícios que sofreram influência eclética. Sendo um misto de várias referências de época, possuía casarões com estrutura metálica e paredes de pedra (alguns dispondo no começo do século de elevadores hidráulicos e banheiras nos pavimentos superiores e banheira que eram enchidas com água trazida do rio ali na frente). Havia telhados com quatro águas, sacadas apoiadas por consolos ou cachorros, platibandas com balaústres. Possuía também elementos decorativos que ficavam na fachada frontal que compunha uma linguagem de arquitetura de forte influência histórica europeia. 

Economia 
Importância no Brasil e no mundo - Economicamente Corumbá já foi bem mais importante que hoje. Possuía o maior porto fluvial da América Latina e o terceiro maior de um modo geral, além de já ter sido também o principal e mais importante centro comercial da região Centro-Oeste entre 1880 e 1930. A cidade é considerada o embrião do Mercosul, pois foi a primeira a manter relações comerciais com países vizinhos, em especial Paraguai e Argentina. A retomada do desenvolvimento econômico começa a ganhar visibilidade. Com mais de 230 anos, a cidade prepara-se para um grande surto de crescimento com a implantação de seis megaprojetos: a volta do Trem do Pantanal, a pavimentação da rodovia Santa Cruz-Corumbá, a construção da Termopantanal, a construção do Polo Minero Siderúrgico, a hidrovia do Paraguai e a conclusão do gasoduto Bolívia-Brasil, entre outros investimentos de grupos empresariais que prometem alavancar a economia local. A América Latina, com a função de mercado especializado, teve um papel fundamental como região de fornecimento de matérias-primas e produtos coloniais (açúcar, café, tabaco, algodão, entre outros). A bacia platina, por impulso das relações dinâmicas do mercado importador-exportador, despertou um processo de ocupação e conquistas de suas fronteiras internas (tanto que, em 1912, o presidente de Mato Grosso declarou que grande área da província se encontrava desocupada e que havia necessidade de braços para a lavoura). Corumbá, por ser economicamente vulnerável, tornou-se permeável de todo tipo de influência externa, tanto econômica, quanto político, cultural e social. No pós-guerra de 1945, a repercussão do contexto global manifestou-se na pecuária, através de investimentos de produtores rurais regionais, substituindo os investidores estrangeiros, e dessa maneira pôde-se passar a exportar carne (seca e salgada) bovina através da Bacia do Prata para os Estados Unidos e Europa (especialmente Reino Unido).
A inclusão de Corumbá nos circuitos comerciais e produtivos globais ocorre a partir da conjuntura que é marcada pela crise industrial desenvolvimentista e aposta na dotação da economia nacional e estadual. Nesse contexto, a redefinição dos meios de transporte, a reestruturação do sistema produtivo e a ligação com os países dos diversos blocos regionais lhe conferem uma maior capacidade. O processo de globalização reativa a competição entre os territórios para a captação de capitais, informações e fluxos de bens, que circulam em volumes cada vez maiores no espaço econômico mundial. Apesar do conjunto de fatores favoráveis para a potencialização de seu desenvolvimento, marcou passo ao longo da sua história caracterizando-se por ciclos econômicos intermitentes, que ora a colocou na condição de centro e ora na condição de periferia. E ao longo dos tempos não houve diretrizes locais, estaduais e nacionais que possibilitaram iniciar um processo de desenvolvimento sustentável que fizesse a cidade romper com o problema da estagnação sócio-econômica que por consequência lhe trouxe a condição de cidade periférica, apesar da arrecadação captada em função de sua importância central e histórica para o Brasil, de patrimônio natural da humanidade e reserva da biosfera e das obrigações em função desse status, que era ambicionado por outras regiões de Mato Grosso do Sul. E a forma geográfica como Corumbá tem-se inserido na dinâmica territorial nacional ora reproduz um espaço de relevância central, podendo ser exemplificado com alguns objetos espaciais (Bioma Pantanal, Patrimônio Histórico Nacional, eixos de acesso ferroviário, rodoviário e fluvial além do transporte aéreo, Maciço do Urucum, onde se localizam importantes jazidas de minério de ferro e manganês), e ora reproduz um longínquo posto fronteiriço inserida às atividades ilícitas e sem diretrizes para o seu desenvolvimento, determina a sua real importância nacional.
Essas novas fronteiras acabam por determinar espaços e definir as posições entre ricos e pobres, dominantes e dominados, industrializados e periféricos. Dessa maneira, aumentaram as especializações económicas de periferia (especializações referentes aos ciclos de exploração que fez algumas regiões isoladas do Brasil e América Latina conheceram a prosperidade, chegando a ostentar sinais evidentes de riqueza), com a manutenção das atividades tradicionais, é uma das razões do fracasso da industrialização em regiões periféricas, considerando o estabelecimento da divisão internacional do mercado. Uma dos grandes feitos do capitalismo imperial na América Latina foi a demarcação dos espaços fronteiriços para poder usar toda a infraestrutura viária disponível para expandir o mercado. Dessa forma, incorpora-se econômica e territorialmente esses mercados. O desenvolvimento do capitalismo acabou iniciando um processo de relações centro-periferia. O desenvolvimento do processo produtivo local tem ligação com o movimento global do sistema capitalista na América do Sul, focalizando o Brasil e os outros países incluídos no bloco regional do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia), isto porque neste caso a dimensão da região deve ser focada pela articulação dos agentes do comércio inter-regional, e estes compreendidos pela região pressupondo a diversidade das relações internacionais com o mercado global. Tal articulação não é apenas espacial, mas, sobretudo, detalhada (econômica, social e cultural): Corumbá fez parte da economia de mercado exportador que predominou em todas as ex-colônias hispânico-lusitanas e também tinha grande vinculação ao mercado emergente global. A inclusão definitiva de Corumbá ocorreu com a abertura da navegação do rio Paraguai para países da Europa e da América do Sul, como parte do processo de internacionalização da economia, a partir da segunda metade do século XIX, num contexto de ampliação de mercados, em função das transformações operadas no processo industrial e com capacidade aparentemente ilimitada do capital de promover o crescimento e a acumulação econômica. 
Agricultura e pecuária - A produção agrícola baseia-se nas culturas do arroz, milho, mandioca, tomate, feijão, algodão herbáceo, banana e cana-de-açúcar. A produtividade ultrapassa as 15 mil toneladas anuais. As condições edafoclimáticas da região são favoráveis à agricultura, entretanto, apresenta algumas limitações em relação ao clima, principalmente no período chuvoso (dezembro a fevereiro), onde ocorrem veranicos (períodos secos); dificultando o sucesso da produção agrícola. Também são favoráveis à agricultura intensiva, mas a deficiência de água, em grande parte devida ao baixo índice pluviométrico, dificulta o sucesso da produção agrícola. Existem áreas inundáveis, bem como áreas semi-áridas com dificuldade de estruturar um sistema de irrigação. Dessa forma não seria possível desenvolver culturas permanentes como é o caso de um grande número de espécies frutíferas. O município é o quinto produtor de lã e o quarto produtor de mel de abelha do estado. A região de Corumbá apresenta grande aptidão também para a pecuária, possuindo os maiores rebanhos ovinos, eqüinos e asininos de Mato Grosso do Sul.
Indústria e mineração - Apesar de o setor industrial ser incipiente, a arrecadação por ele gerada supera os setores de pecuária e agricultura, característicos do estado como um todo. Na cidade é representativa a produção de cimento, calcário, laticínios e os estaleiros. Em razão da natureza das suas rochas, o Maciço do Urucum possui grandes reservas minerais. A exploração ali começou em 1930 e se destaca o manganês e o ferro. O manganês é extraído das minas subterrâneas do Maçiço do Urucum e o ferro a céu aberto. No caso do manganês, suas minas estão entre as maiores do mundo, podendo ser extraído 30 milhões de toneladas. No caso da Ferroligas, apenas é feito o beneficiamento do manganês. Corumbá é também maior produtora dos seguintes minérios: dolomito, cristal de rocha, areia, argila, água mineral, calcita ótica e industrial, cobre e mármore. Outros ramos importantes além do minério são o entreposto de pescado, frigorífico de bovinos, produção de concreto, metalúrgica, produtos alimentícios, editorial e gráfica, madeira, perfumaria, sabões e velas, álcool etílico e vinagre. 

Turismo 
Corumbá é a cidade do estado que mais recebe turistas, sendo conhecida como Cidade Branca pela coloração de seu solo, rico em calcário. Hoje, com o Pantanal ocupando 60% de seu território, é considerada a Capital do Pantanal, sendo também sua porta de entrada. O turismo vem ajudando a desenvolver o mercado de trabalho associado com a pesca esportiva. Está em estudo o lançamento do Capital do Pantanal Convention & Visitors Bureau. Principais pontos turísticos da cidade - Ecoparque Cacimba da Saúde (Beira do Rio Paraguai); Escadinha da Quinze de Novembro (Av. General Rondon com a Quinze de Novembro); Forte Coimbra (Márgem direita do Rio Paragua; Forte Junqueira (17° Batalhão de Fronteira); Jardim da Independência ([Rua Dom Aquino com XV de Novembro); Mirante São Felipe (Morro do Cruzeiro); Parque Marina Gataas (Rodovia Ramón Gomez); Parque Zumbi dos Palmares (rua Pedro de Medeiros) Porto Geral (Parte baixa); Praça da República (Rua Manoel Cavassa, 275); Praça Generoso Ponce (Av. General Rondon).
Turismo de eventos - Corumbá dispõe de produtoras e organizadoras de eventos e lançamento de novos produtos, centros para convenções e exposições. Relação dos principais locais onde ocorrem eventos e apresentações da cidade de Corumbá: Anfiteatro Professor Salomão Baruki; Centro de Convenções do Pantanal (3 auditórios); Estação Natureza Pantanal; Moinho Cultural Sul-Americano; Parque de Exposições Belmiro Maciel de Barros (onde são realizadas exposições agropecuárias (Feapan) e shows). 
Eventos e apresentações da cidade de Corumbá - Carnaval; Festa de Nossa Senhora da Candelária (padroeira do município); Jogos Internacionais de Aventura do Pantanal; Festa de Nossa Senhora de Auxiliadora; Festival América do Sul; Festa e banho de São João; Festa de São Pedro Pescador; Feira Agropecuária do Pantanal (FEAPAn); Semana do Município; Mostra Corumbá-Santuário Ecológico de Dança; Festival Pantanal das Águas; Concurso Municipal de Bandas e Fanfarras de Corumbá; Festa e Louvação a Iemanjá; Lavagem da escadaria da Igreja Nossa Senhora da Candelária

Cultura 
Como parte do patrimônio cultural do Município de Corumbá, há a descoberta do fóssil do cnidário pré-histórico Corumbella wernerii. Esta espécie marinha possui cerca de 550 milhões de anos de idade, sendo datado do Período Ediacarano. A espécie é reconhecida como o primeiro ser vivo da história da evolução da vida a ter esqueleto. Isso coloca os fósseis encontrados em Corumbá entre os mais importantes já descobertos pela paleontologia mundial. 
Com relação à cultura social, a corumbaense é composta de influências originárias dos estados e países de seus povoadores: entre as principais destas influências estão as culturas carioca, nordestina, paulista e sulista e de países como Itália, Síria, Palestina, Líbano, Bolívia e Paraguai. Ainda partilha a cultura do estado em que está inserido, o Mato Grosso do Sul. Nesse caso poderemos retornar ao passado recente na época em que a cidade sofreu a influência dos paídes do prata, herdando grande parte de seus costumes e hábitos, e no caso dali foi mais fácil pois a cidade era isolada geograficamente. Dessa época acabou conservando os seus prédios históricos de influência europeia, sua histórias, tradições e costumes. Atualmente a cidade é considerada o centro cultural mais adiantado do estado de Mato Grosso do Sul. 
Pontos culturais de Corumbá - Casa do Artesão; Art Izu; Casa de Massabarro; Memorial do Homem Pantaneiro; Museu de História do Pantanal; Museu do Pantanal; Biblioteca Gabriel Vandoni de Barros; Biblioteca Municipal Lobivar de Matos.

Fonte do texto: Wikipédia