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sexta-feira, 4 de junho de 2021

PONTA PORÃ - MATO GROSSO DO SUL

Ponta Porã é um município brasileiro do estado de Mato Grosso do Sul, Região Centro-Oeste do país. Faz divisa com a cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Constitui uma área conurbada internacional com a cidade Pedro Juan Caballero, capital do departamento de Amambay, no Paraguai. O símbolo da cidade é uma cuia de chimarrão e outra de tereré, que representa duas culturas que se tornam apenas uma.
Ponta Porã está distante 1.346 km de Brasília, a capital federal, e 324 km de Campo Grande, capital do estado, e ligada por meio de rodovias federais que dão acesso aos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso. A população do município é de mais de 110 mil habitantes. A cidade que foi capital do extinto Território Federal do mesmo nome (1943-1946) está situada ao sudoeste do Estado e possui clima temperado com temperatura de 20°. A cidade possui uma boa rede hoteleira, tanto do lado brasileiro como do paraguaio. A economia do município está voltada para a agricultura e pecuária. A lavoura é uma das pujantes do território nacional produzindo, principalmente, soja, trigo e milho.
Etimologia
Antes de chamar-se Ponta Porã, o município e toda a região de Pedro Juan Caballero era chamada de Punta Porá. A Serra e alguns capões de mata que existiam caracterizavam a geografia da região, que passou a ser denominado de Ponta Porã, que em guarani quer dizer Ponta Bonita.
A origem do nome Ponta Porá, provavelmente também estaria ligada às três culturas: guarani, espanhola e portuguesa. Na região de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, adotou-se a terminologia da língua "Portunhol", pois os moradores dessa região se comunicam em Português e Espanhol; há ainda o termo "Guaraportunhol", para aqueles que se comunicam em Guarany, Português e Espanhol.
História
A origem de Ponta Porã começa com a formação de um povoado denominado inicialmente Punta Porá, que surgiu dentre os campos de erva-mate. Antes da Guerra do Paraguai, Punta Porá era apenas uma região deserta no interior do Paraguai habitada somente por algumas tribos de índios, como os Nhandevas e os Caiuás, descendentes do povo Guarani, que viviam em harmonia com a natureza, caçavam, coletavam frutos e pescavam, além do cultivo de pequenas roças. A região era também local de parada de carreteiros que faziam o transporte de erva-mate. Em 1777 uma expedição militar chegou a esta região, tendo como objetivo, explorar o solo. Em 1862 chegou o grupo do tenente militar Antônio João Ribeiro que se fixou na cabeceira do rio Dourados (onde hoje é o município de Antônio João) e fundaram ali a Colônia Militar dos Dourados. Em 1864, época da Guerra da Tríplice Aliança, a Colônia Militar dos Dourados foi destruída pelos paraguaios, onde veio a falecer o tenente Antônio João Ribeiro.
Em 1872, após o fim da Guerra do Paraguai, houve a fixação da região fronteiriça do Brasil com o Paraguai, na qual também constavam os respectivos limites com o Brasil, e que segundo Hélio Vianna, respeitava os convênios da época colonial e reivindicava ao Brasil somente as terras já ocupadas ou exploradas por portugueses e brasileiros. A partir daí a região de Ponta Porã passa a ser possessão territorial brasileira. Em 1880 chega na região o senhor Nazareth, um militar que vem com a missão de comandante e ergue seu acampamento junto à lagoa do Paraguai, onde hoje é a cidade de Pedro Juan Caballero. Em 1882 Tomás Laranjeiras já explora e industrializa a erva-mate em Ponta Porã e a exporta para a Argentina. Em 1892 chegou ali a Guarnição da Colônia Militar de Dourados para proteger a região. Nesse mesmo ano Ponta Porã começa a tomar seus primeiros impulsos de progresso econômico, com a chegada até ali de muitos migrantes gaúchos, que vieram com a finalidade de cultivar a terra e criar gados. Em 1897 surge o primeiro destacamento policial em Ponta Porã e nomeado seu comandante o senhor Nazareth.
Em 1900 Ponta Porã torna-se distrito de Bela Vista. Em 18 de julho de 1912 foi criado o Município de Ponta Porã, deixando de ser distrito de Bela Vista. No ano seguinte foi instalado o município e toma posse seu primeiro prefeito, Ponciano de Matos Pereira. Em 1915 o Governador do Estado de Mato Grosso, Caetano de Albuquerque eleva o município de Ponta Porã para a categoria de comarca no ano seguinte, 1916 toma posse o primeiro Juiz de Direito da Comarca de Ponta Porã, Possidônio de Souza Guimarães e o primeiro Promotor de Justiça é Henrique Carlos Guatemozim. Em 1919 é criado em Ponta Porã o 11º RC (Regimento de Cavalaria) e instalado no ano seguinte, sendo seu primeiro Comandante o Capitão Hipólito Paes Campos. Em 1943, o Presidente Getúlio Vargas cria o Território Federal de Ponta Porã, tendo como capital a cidade de Ponta Porã e formado também por outros municípios vizinhos. Em 1947 o território é extinto. Em 1977 é criado o estado de Mato Grosso do Sul, a qual Ponta Porã faz parte atualmente.
Geografia física
Solo
Latossolo vermelho escuro com predominância de latossolo roxo, em suas imediações.
Relevo
Está a uma altitude média de 755 m. Ponta Porã está situada na Serra de Amambai, que é uma continuidade da Serra de Maracaju. Apresenta uma topografia plana e levemente ondulada, sendo o ponto culminante a Serra de Maracaju, iniciando a elevação máxima no distrito de Cabeceira do Apa a 850 metros acima do nível do mar.
Clima
Apesar de se situar acima do Trópico de Capricórnio, portanto acima da zona temperada do globo terrestre, predomina em Ponta Porã o clima subtropical úmido, do tipo Cfa, de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger, com índice pluviométrico de 1700 milímetros (mm), apresentando diminuição de chuvas no inverno, mas não o suficiente para classificá-lo como Cwa (clima subtropical com inverno seco).
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1984 e a partir de 2000, a menor temperatura registrada em Ponta Porã foi de −3 °C em 18 de julho de 1975 e a maior atingiu 38,4 °C em 26 de setembro de 2004. O maior acumulado de precipitação em 24 horas atingiu 172,4 mm em 28 de fevereiro de 2008.
Hidrografia
Está sob influência da Bacia do Rio da Prata, sendo atendido principalmente pelo rio Dourados.
Vegetação
Tem em sua vegetação a predominância dos campos limpos como característica do município, formado por grandes áreas de gramíneas rasteiras, constituindo as famosas pastagens naturais.
Geografia política
Fuso horário
Está a -1 hora com relação a Brasília e -4 horas com relação ao Meridiano de Greenwich (Tempo Universal Coordenado)
Área
Ocupa uma superfície total de 5 328,621 km² e a superfície urbana é de 13,715 km².
Subdivisões
Ponta Porã tem três distritos: Cabeceira do Apa, Nova Itamarati e Sanga Puitã.
Arredores
Faz divisa ao norte com Antônio João, Bela Vista, Jardim e Guia Lopes da Laguna; ao sul com Aral Moreira e Laguna Carapã; ao leste com Dourados e Maracaju e ao oeste com a República do Paraguai.
Educação
Ensino Superior
Atualmente o município conta com duas universidades, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e mais quatro faculdades: Faculdades Integradas de Ponta Porã/Magsul; Faculdade de Ponta Porã/Uniesp; Faculdade Anhanguera de Ponta Porã e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul.
Os índios caiuás
Os índios Caiouás habitavam toda a parte sul de Mato groso do Sul, isto é, toda região de Ponta Porã, Dourados, Amambaí e vizinhanças. Caçavam, pescavam e colhiam frutos e raízes, cultivavam o milho e a mandioca, apenas para o consumo da tribo. Atualmente o número de índios é muito pequeno. Vivendo em aldeias, suas casas são de taquara e cobertas com folhas de coqueiro. Estas aldeias hoje estão dentro das reservas. As reservas são áreas de terra reservadas para os índios pelo Governo Federal. Eles fabricam arcos, chocalhos e outros produtos que vendem nas cidades vizinhas e nas margens das rodovias e vivem praticamente entrelaçados com a sociedade brasileira. Vestem roupas e compram utensílios nos comércio da cidade. Dos costumes antigos ainda cultivam a dança tradicional, usam enfeites e pintam o corpo para as festas tradicionais, também fabricam uma bebida chamada chicha, que é feito de milho fermentado. Hoje a maior festa indígena é a Festa do Índio em que os fazendeiros doam vacas.
Economia
Tem como atividades econômicas a pecuária, agricultura, extração de madeiras. O trabalho é sempre relacionado com o comércio, a indústria, a prestação de serviços e os serviços públicos.
Contexto regional
Ponta Porã, com 94 mil habitantes e 3 relacionamentos diretos, é um Centro de Zona A. Nível formado por cidades de menor porte e com atuação restrita à sua área imediata; exercem funções de gestão elementares. Ponta Porã é uma das 192 cidades no Brasil com a classificação Centro de Zona A. A cidade exerce influência sobre os seguintes municípios: Centros de Zona B - Bela Vista; Centros Locais - Antônio João e Aral Moreira
Potencial de consumo
O índice de potencial de consumo (IPC Maps, divulgado divulgado pela IPC Marketing Editora) mapeia o potencial de consumo dos municípios brasileiros baseado em dados divulgados por várias instituições oficiais, sendo utilizado atualmente por mais de 700 empresas e elabora um ranking classificando os 500 maiores municípios relativo ao poder de consumo, contemplando o perfil de consumo urbano e rural dos 5.565 municípios brasileiros. O município de Ponta Porã é o quinto maior share de consumo do Estado, crescendo 11,12%, o que passou de R$ 1,061 bilhão em 2013 para R$ 1,179 bilhão de previsão para 2014. Ponta Porã cresceu 16 posições no ranking saltando de 392 (0,03534) para 376 (0,03614).
Agropecuária
O município hoje tem uma área produtiva de 217.000 hectares e conta com um rebanho de 318.910 cabeças de gado. Recentemente foi ativado o frigorífico Frigoforte, que gera 120 empregos diretos e inicia o processo de transformar a cidade além de polo produtor, também num polo industrial. Com a criação do assentamento da Fazenda Itamarati, beneficiando mais de 3000 famílias, espera-se nos próximos anos um avanço na economia local, estimulada pela produção do projeto. Há também uma fecularia, estimulando e transformando a produção de mandioca em geração de trabalho e renda.
Indústria
As principais indústrias da cidade são a indústria de beneficiamento de madeira (serrarias), de óleo, de móveis, de tijolos, de erva-mate, de carvão, entre outros. Ponta Porã vem buscando consolidar o seu perfil de produção, atraindo indústrias de transformação para agregar valor à economia local, baseada na agricultura e pecuária. A Prefeitura criou o Indusporã, programa que oferece incentivos aos investidores que operem no município, gerando novas fontes de renda e oportunidades de trabalho.
Comércio
O comércio de Ponta Porã é dos mais variados, possuindo supermercados, lojas de tecidos, de móveis de eletrodomésticos, farmácias, padarias, sorveterias, livrarias, discotecas, entre outros, sem contar com o comércio de Pedro Juan Caballero, para onde grande parte dos moradores compram produtos, principalmente eletrodomésticos, tv, rádios, computadores e celulares.
Turismo
O município de Ponta Porã vem focando a interação entre a população local e os seus visitantes, tendo como objetivo central a expansão do turismo na fronteira de forma equilibrada respeitando a natureza de toda região. As opções de lazer vão desde o turismo de compras com uma fronteira seca (Pedro Juan Caballero, que possui um comércio diversificado), além do Cassino Amambay. Possui passeios ecológicos como riachos, quedas de água, muito verde, cercado de serros no lado paraguaio.
- Museu da Erva Mate: Museu que narra a história do ciclo da Erva Mate no estado do Mato Grosso do Sul.
- Parque Estadual dos Ervais: O principal parque urbano de Ponta Porã, um dos maiores parques urbanos no interior de Mato Grosso do Sul.
- Parque Nacional de Cerro Corá: Local com estrutura para acampamentos, banhos de rio, passeios e visitas aos monumentos dos combatentes da Guerra Del Chaco.
- Linha Internacional: há uma grande concentração de lojas na fronteira que atraem vários turistas à procura de produtos com preços baixos.
Cultura
O município de Ponta Porã faz divisa com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, com quem mantém um forte laço comercial, social e cultural, permitindo aos dois povos uma convivência pacífica, consolidando a harmonia dos seus habitantes, através da manutenção de suas diversidades culturais. Possui também uma rica variedade gastronômica e a língua utilizada pelos moradores é o idioma portunhol, pois não se fala puramente o guarani, nem o espanhol e nem o português. Esta população aceita a cultura de outros estrangeiros que fazem comércio (chineses, coreanos, japoneses, libaneses, árabes).
A arquitetura também exibe suas diferenças. No lado paraguaio pode-se encontrar, ainda, residências de madeira e sapé ao lado de uma grande construção com arquitetura moderna. No lado brasileiro as pessoas não escondem o orgulho de compartilhar da cultura paraguaia que se mistura com a contaminante cultura gaúcha.
Chopin
Dança bem animada e antiga muito conhecida na região. Consiste em no casal ficar de frente para o outro, viram-se em círculos e dão se as mãos.
Lenda da origem da Erva-Mate
A bebida mais consumida atualmente em Ponta Porã é o Tereré (feito com erva-mate verde, água e gelo). As rodas de tereré então são vistas em qualquer parte da cidade, unindo brasileiros e paraguaios. Por isso, as duas cidades (Ponta Porã e Pedro Juan Caballero) são consideradas cidades gêmeas por causa de sua proximidade cultural: a cultura fronteiriça.
Sobre a erva-mate, uma das lendas de sua origem refere-se a uma das passagens de Cristo pela terra americana. Jesus, Pedro e João, cansados e com fome chegaram a um riacho onde um velho alquebrado pelos anos, mas filósofo e humano pela vivência, recebe-os. Ele abriga-os, dando de beber a eles e prepara-lhes uma saborosa comida com a sua última galinha. Refeitos e dispostos, os três se erguem para reiniciar a caminhada.
Cristo, desejando então marcar o seu agradecimento à bondade, à humanidade e à fraternidade, dirigiu-se ao idoso hospedeiro dizendo-lhe que sua filha já falecida, tão bela e querida renasceria em um arbusto verde e encorpado, de folhas vigorosas, vivificantes, saborosas e restauradoras e guardaria vitalidade, disposição, saúde, amizade, e esperança para sempre. Alguns meses depois, ela a filha singular do velho rancheiro sepultada, ressurge da terra na forma de uma erveira.
Referência para o teto: Wikipédia .

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

TRÊS LAGOAS - MATO GROSSO DO SUL

Três Lagoas é um município brasileiro da região Centro-Oeste, localizado no estado de Mato Grosso do Sul. Situa-se na Mesorregião do Leste de Mato Grosso do Sul e na Microrregião de Três Lagoas.
Fundada em 1915, sua colonização iniciou-se na década de 1880 por Luís Correia Neves Filho, Antônio Trajano dos Santos e Protásio Garcia Leal. Seu nome origina-se das três lagoas que existem na região. Desde sua criação, demograficamente o município de Três Lagoas tem crescido de maneira linear e progressiva. No censo de 1940 a cidade tinha 15.378 habitantes. Vinte anos depois a população atingia 31.690 habitantes e em 1991 possuía 68.162 habitantes. Já em 2000 totalizava 78.900 habitantes e no último censo havia 101.722 habitantes. De acordo com estimativas do IBGE de 2015, possui uma população de 113.619 habitantes, sendo a terceira cidade mais populosa de Mato Grosso do Sul .
A cidade apresenta uma razoável distribuição de renda e não possui bolsões de pobreza. Trata-se de um centro regional e tem todas as amenidades necessárias em um centro urbano, além de fornecer aos seus cidadãos alta qualidade de vida. A cidade também é a 89ª menos violenta entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes considerando mortes por agressão (homicídios) e em mortes violentas por causas indeterminadas (MVCI), onde registrou 24 assassinatos (21,1 mortes por 100 mil habitantes) segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
História
Origens
Há séculos, antes da colonização pelo homem branco, vivia na região do leste sul-mato-grossense, onde hoje se localiza a cidade de Três Lagoas, a tribo indígena dos Ofaié. Um grupo da família Macro-jê, os Ofaié descendem das civilizações indígenas do Chaco, na Bolívia. Constituíam-se de coletores, caçadores e pescadores, e eram nômades nas terras localizadas entre os hoje denominados Rio Paraná e a Serra de Maracaju, limitando-se ao norte por volta da latitude do Rio Sucuriú.
A partir do século XVIII, a região de Três Lagoas e seus habitantes, os Ofaié, passaram a sofrer com as visitas dos bandeirantes paulistas, em excursões para reconhecimento de território. Já em 1829, uma expedição enviada por João da Silva Machado, Barão de Antonina, e chefiada por Joaquim Francisco Lopes, visando a expansão dos campos de pecuária do vale do Rio São Francisco, atravessou o Rio Paraná e fez contato com os índios, que eram amigáveis. Também faziam parte dessa entrada Januário Garcia Leal e outros sertanistas.
O município de Paranaíba e a colonização do sul de Mato Grosso
Januário Garcia Leal, José Garcia Leal, João Pedro Garcia Leal, Joaquim Garcia Leal e seus outros irmãos, acompanhados por suas respectivas famílias, empregados e escravos, fugindo de perseguições políticas, permaneceram na região. Os Garcia Leal e seus agregados criaram, assim, o arraial de Sete Fogos, hoje Paranaíba, ao norte da área de Três Lagoas. Esses e outros pecuaristas se estabelecem aos arredores do rio Paranaíba.
Muito embora tais colonizadores se mantivessem a certa distância dos ameríndios, uma vez que havia toda a região entre o Rio Sucuriú e o Rio Paranaíba vazia entre eles, os nativos da tribo Ofaié, que deparavam-se com os desbravadores vez em quando durante as andanças de ambos, passaram a deliberadamente evitar contato e tentar manter sempre uma distância segura. Na década de 1840, no entanto, Joaquim Francisco Lopes novamente realiza uma entrada pelos confins do sul de Mato Grosso. Reencontra os Ofaiés nas cabeceiras dos rios Negro, Taboco e Aquidauana, afluentes do rio Paraguai.
De meados do século XIX em diante, bandeirantes paulistas, que aos poucos se tornavam fazendeiros pecuaristas fixos, atravessavam o Rio Paraná e se estabeleciam em lugares ermos do centro e oeste do atual estado de Mato Grosso do Sul, perseguindo e escravizando os ameríndios nativos. Os Ofaié, que já eram nômades, afastaram-se da região onde se intersectam o Rio Sucuriú e o Rio Paraná, refugiando-se ao sul e a oeste, entre a região do Rio Verde, onde hoje se encontra a cidade de Brasilândia, e a Serra de Maracaju.
A região que se tornaria o atual município de Três Lagoas, no entanto, permanecia selvagem, uma vez que o interesse dos colonizadores paulistas era expandir as frentes a oeste, de forma a assegurar que teriam infinitas extensões de terra. A região três-lagoense continuava, assim, sob a influência da frente colonizadora que se encontrava em Paranaíba e que, mais cedo ou mais tarde, iria se expandir ao sul.
Com a implantação das propriedades e a fixação dos marcos de posse às margens dos rios, paulistas, mineiros e outros demarcaram áreas extensas, de tal forma que logo encheram de grandes latifúndios a região, Rio Pardo a dentro, no rumo do Rio Vacaria e do Rio Brilhante, no centro do atual estado de Mato Grosso do Sul, local que tiveram de abandonar momentaneamente com a Guerra do Paraguai.
Expansão ao sul de Paranaíba e o início de Três Lagoas
No ano de 1867, ainda durante a guerra do Paraguai, o Visconde de Taunay viajava de Aquidauana ao Rio de Janeiro para levar à corte notícias sobre a Retirada da Laguna. Vindo do sertão de Camapuã, atravessou a nado o alto Rio Verde entre a latitude das atuais cidades de Paranaíba e Inocência. Transitava, desta forma, de noroeste a norte do atual município de Três Lagoas. Segundo ele descreve em seu livro Reminiscências, "no dia 30 [de junho de 1867] estávamos no vasto rancho do Sr. José Pereira, bom mineiro que nos acolheu otimamente e era o primeiro morador que encontrávamos à saída do sertão bruto de Camapuã e à entrada do de Santana do Paranaíba, um pouco mais habitado, (…) próximo já da vila de Santana do Paranaíba".
Ao apontar que José Pereira fora o primeiro habitante que encontrara na área de Paranaíba, mesmo estando este muito próximo àquela cidade, as anotações de Taunay deixam claro, desta forma, que no ano de 1867 a frente pioneira de Paranaíba somente se encontrava ao redor daquela cidade, ou seja, muito distante de sequer habitar a atual área do município de Três Lagoas, mais ao sul. Isto não quer dizer, no entanto, que a região três-lagoense já não estivesse sendo explorada pelos pioneiros de Paranaíba. Pelo contrário, José Garcia Leal, considerado "o principal homem do sertão", possuía "inúmeras posses" nos rios Sucuriú e Verde, motivo pelo qual os Ofaiés se afastaram da região, de forma a evitar confrontos. Essas posses, no entanto, não eram habitadas, ou sequer trabalhadas. Utilizavam-se os campos naturais de Cerrado para se criar gado de maneira extensiva. José Garcia Leal ou seus agregados e empregados somente tinham de visitar o local a cada dois meses para encher de sal os coxos e costear o gado. Januário Garcia Leal Sobrinho utilizava-se do mesmo esquema de criação de gado ao norte de Paranaíba, em terras goianas.
Com o fim da guerra do Paraguai, os sertanistas e colonizadores voltaram ao centro e oeste de Mato Grosso do Sul, reunindo o restante dos rebanhos a novos povoadores.
Foi somente nos anos de 1880, entretanto, que passaram ao sul do município de Paranaíba, ou seja, ao atual município de Três Lagoas, seus três fundadores e também mais antigos habitantes: Luís Correia Neves Filho, o mais antigo, que se instalou nas proximidades do Ribeirão Beltrão, ao norte do Rio Sucuriú, com sua esposa, Claudina Correia Neves; Antônio Trajano dos Santos, que se instalou na região entre o Ribeirão Palmito e o Rio Sucuriú, a qual chamou de Fazenda das Alagoas, em razão das três grandes lagoas ali existentes; e Protázio Garcia Leal, neto de Januário Garcia Leal, que se instalou na região da Piaba, às margens do Rio Verde, em terras próximas às de seu tio-avô, José Garcia Leal. Estavam ocupadas as três regiões do município três-lagoense: o norte do rio Sucuriú, na área do Ribeirão Beltrão; o centro e atual perímetro urbano, na área das três lagoas; e o sul, na área do Rio Verde.
É correto dizer, desta maneira, que a filha de Luís Correia Neves Filho, Zulmira Maria de Jesus, nascida em 1884, foi a primeira pessoa com ancestrais europeus a nascer no atual município, uma vez partidos os Ofaié. Foi a primeira três-lagoense. Aos poucos, ainda, colonizadores gradativamente foram espalhando-se pela margem dos ribeirões Palmito, Moeda, Piaba, Pombo, Campo Triste e Brioso - deixavam a área de Paranaíba e se aventuravam ao sul, para a região do Rio Sucuriú e além.
Também se destacaram nestes momentos iniciais, em territórios do antigo município de Paranaíba, do qual Três Lagoas foi posteriormente desmembrada, Necésio Ferreira de Melo, fundador da propriedade agropastoril denominada Piaba, em terras banhadas pelo Ribeirão Campo Triste; Antônio Ferreira Bueno, em Serrinha, hoje Garcias; Antônio Paulino, também às margens do Ribeirão Campo Triste; Silvério Garcia Tosta e seus filhos, afazendados no alto Sucuriú, no bananal da Boa Vista; Misael Garcia Tosta, no ribeirão Morro Vermelho, afluente do rio Paraná; Januário José de Sousa e seus filhos, afazendados no ribeirão São Pedro, afluente do rio Sucuriú; Manuel Garcia Tosta, no ribeirão Indaiá Grande, afluente do rio Sucuriú; Carlos de Castro, na fazenda Coqueiro; Miguel Pântano, Marcolino Marques e Isaías Borges, em águas do rio Correntes; os irmãos Joaquim e José Machado, os irmãos Jerônimo e Isaías Coimbra, Jerônimo Rosa, os irmãos Albino, Ângelo, José e Vitório Lata, Antônio dos Santos, os irmãos Manuel e Francisco Fabiano, Silvério Garcia Tosta e seus filhos, todos afazendados em águas vertentes da Serra da Moranga; Bernardo Barbosa Sandoval e seus filhos, em águas do rio do Peixe; os irmãos José, Urias, Francisco e Antônio Queirós, em águas do rio Quitéria; a família Pereira, afazendada nos rios Sucuriú e Verde; as famílias Camargo,Otoni e Juscelino Ferreira Guimarães, no alto Sucuriú; as famílias Damasceno e Oliveira, no médio rio Pardo; as famílias Barbosa, Lopes, Rosa e Mariano, na Vacaria; e o vigário de Santana de Paranaíba, padre Francisco de Sales Fleury, que possuía também uma fazenda, onde tinha uma caseira, Joaquina de tal, e com ela teve filhos: Marcelo, Justiniano, Augusto, Maria, Teotônio e Vicência.
Criação
No princípio do século XX, a propriedade de Antônio Trajano dos Santos, denominada Fazenda das Alagoas, à margem esquerda do Ribeirão Palmito, recebe o apelido de Coletoria, devido ao posto fiscal estadual ali implantado para a taxação da pecuária. Suas terras são, então, cortadas em diagonal pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), dividindo-as em dois triângulos.
Quando em 1909 chegou a ser fundado o acampamento dos engenheiros às margens da Lagoa Maior, na Fazenda das Alagoas, onde hoje situa-se a cidade, devido à construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, os Ofaiés há quase duas décadas já haviam deixado o local.
Ao norte do Rio Sucuriú, chegava Jovino José Fernandes, que se tornou dono de uma grande plantação de cana-de-açúcar e destilaria, um dos homens mais ricos do local. Ao sul do mesmo rio, no distrito de Garcias, o mineiro de Uberaba, José Silvério Borges, estabelecia-se com sua esposa, Inocência Maria da Abadia, natural de Jataí, Goiás.
Em 1910 foi motivada, pelo acampamento de engenheiros, a edificação de várias moradias, desenvolvendo um novo povoado. Havendo sua propriedade sido dividida em duas metades triangulares, a parte entre a ferrovia e o Rio Sucuriú, Antônio Trajano dos Santos doa à povoação. Foram cerca de quarenta alqueires, instalando-se aí uma praça, onde foi construída uma igreja em homenagem a Santo Antônio, proclamado padroeiro do local. Oscar Guimarães desenha urbanisticamente a infante Três Lagoas. Justino Rangel de França, funcionário da Construtora Machado de Melo & Cia, demarca o sítio urbano.
Três Lagoas recebe o influxo de muitos migrantes, como os mineiros Coronel Antônio de Sousa Queirós, Bernardino Caldeiras e o Dr. Sebastião Fenelon Costa. Estes três últimos abrem o armazém Bernadino & Cia. João Carrato constrói o Hotel dos Viajantes, primeiro hotel da cidade. Em meados da mesma década de 1910, chega o sírio Martins Rocha. Ao norte do Rio Sucuriú, havia o Capitão Benevenuto e seus filhos, Misael Garcia Moreira e João Moreira; e Francisco Salles da Rocha, criador de um estabelecimento para pernoite para tropeiros.
O distrito foi criado pela lei nº 656 de 12 de junho de 1914, pertencente a Sant'Anna do Paranaíba. A Vila de Três Lagoas cria-se pela lei estadual nº 706, de 15 de junho de 1915, ainda parte da Comarca de Paranaíba, mas, emancipada politicamente. É nomeado o intendente-geral interino, o Dr. Sebastião Fenelon Costa, assim como os primeiros vereadores. Torna-se município em 8 de agosto do mesmo ano de 1915, quando são realizadas eleições para a presidência da Câmara Municipal, tendo sido eleito para presidente da mesma o coronel Antônio de Sousa Queirós e para vice-presidente o advogado Generoso Alves Siqueira. O desmembramento da comarca de Paranaíba acontece em 27 de dezembro de 1916, através do Decreto de Lei nº. 768, tomando posse do município as autoridades nomeadas pelo Governador do Estado.
Em 10 de outubro de 1920, Elmano Soares lança, com Bernardo de Oliveira Bicca, o primeiro número da Gazeta do Comércio, o primeiro jornal semanal do então estado de Mato Grosso. Através de sua maneira polêmica e politizada de escrever, Elmano Soares sofre perseguição política por seus artigos, tendo de se afastar de seu jornal e de Três Lagoas algumas vezes para preservar sua vida. O jornal, no entanto, torna-se um dos mais respeitados na região.
A vila de Três Lagoas recebe foros de cidade pela Resolução nº. 820, de 19 de outubro de 1920, durante o governo de Dom Francisco de Aquino Corrêa. Comemora-se, no entanto, em 15 de junho, a emancipação política de Três Lagoas. Ainda no início da década de 1920, a área restante do município, cerca de três mil e seiscentos hectares, é doada pelo governador do então estado de Mato Grosso, Celestino da Costa. O terreno é demarcado em 1921 pelo engenheiro Sampaio Jorge e loteada como área suburbana.
Guerras civis
Em A Coluna Prestes, de Neil Macaulay, é dito que "1.500 soldados rebeldes" marchavam pelo interior brasileiro após um "movimento militar revolucionário" fracassado. Tais tropas rebeldes, tendo ao seu comando Isidoro Dias Lopes, haviam atacado São Paulo em 5 de julho de 1924 e ocupado a cidade por vinte e três dias, exigindo a renúncia do então presidente Artur Bernardes. A data havia sido escolhida em comemoração ao aniversário de dois anos da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana. De qualquer maneira, após o bombardeio de regiões como Mooca, Brás e Perdizes, as tropas revoltosas foram repelidas pelo Exército legalista. Desde então, encontravam-se sem destino, vagando pelo estado de São Paulo.
Ainda segundo Neil Macaulay, "Em Bauru, Izidoro [Dias Lopes] soube que havia uma grande tropa federal em Três Lagoas(…). Os rebeldes arremeteriam contra a concentração governista [na cidade] (…). O ataque seria conduzido por Juarez Távora. Em Porto Epitácio (…), seu batalhão reforçado por 570 (quinhentos e setenta) homens(…) embarcou em dois vapores rumo às vizinhanças de Três Lagoas. Ao amanhecer do dia seguinte(…), os soldados de Juarez movimentaram-se para atacar [a cidade] (…). Os comandados de Juarez podiam ouvir o resfolegar das locomotivas da Estrada de Ferro Noroeste(…). O encontro em Três Lagoas deixou um terço do batalhão morto, ferido, aprisionado ou desaparecido. Juarez tinha perdido a mais sangrenta batalha da Revolta Paulista. Talvez tenha sido, também, a batalha decisiva da revolução".
Foi durante essas lutas que teria sucumbido o soldado José Carvalho de Lima, cujo túmulo no Cemiterinho hoje é objeto de devoção. Segundo Lúcio Queirós Moreira em seu livro Do Sonho à Realidade, "conta-se que um soldado, gravemente ferido (…), rastejou em busca de socorro, vindo a falecer onde hoje se ergue o túmulo. O nome do soldado seria José Carvalho de Lima. Outra versão diz que ali tombaram vários combatentes. O túmulo se encontra na confluência das ruas Quinzinho de Campos e Jamil Jorge Salomão. Seria aquele o túmulo de um soldado ou de soldados que tombaram naquela "refrega". 
Palco da grande vitória legalista em 1924, o isolamento geográfico da região três-lagoense, no entanto, favorecia sentimentos revolucionários. Já nos anos 1920, nota-se a falta de um sentimento de pertencimento, por parte dos cidadãos três-lagoenses, em relação ao estado de Mato Grosso. Identificam-se muito mais com o estado de São Paulo, por ser fisicamente mais próximo, mesmo antes da conclusão da Ponte Francisco de Sá e, portanto, do pleno funcionamento da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.
Na participação de Três Lagoas na revolta tenentista de 1932, é possível notar, também, o tipo de relação entre as cidades do sul do então estado de Mato Grosso e o norte. Como cidades independentes, as cidades do sul-mato-grossense participaram do movimento de maneira independente do governo do estado e sem a certeza de apoio por parte umas das outras. Não havia uma identidade comum, nem muita infraestrutura, além da ferrovia, para aproximá-las, mas a aversão ao norte as unia. O habitantes das cidades do atual estado de Mato Grosso do Sul sentiam-se isolados da então capital, Cuiabá, assim como já notavam que o sul contribuía muito mais com impostos que o norte, economicamente estagnado. A proposta recebida dos rebeldes paulistas seria a de que, vencendo a revolução, os sul-mato-grossenses finalmente se separariam do norte. Sob a liderança de Bertoldo Klinger, comandante da Circunscrição Militar em Mato Grosso, que funcionava em Campo Grande, as tropas sul-mato-grossenses então se rebelaram e estabeleceram um governo dissidente naquela cidade, para o qual foi nomeado Vespasiano Martins, prefeito da mesma. O novo estado então criado se chamou Maracaju e duraria três meses, até o fim da revolução.
Assim, na Revolução Constitucionalista de 1932, Três Lagoas novamente se tornaria palco de luta armada. Desta vez, no entanto, a cidade não seria uma aconchegante parada para as tropas governistas, mas consideraria estas últimas como inimigas. Tais tropas governistas, que lutaram com o Exército debelado de Três Lagoas, chegaram principalmente pelo norte, estabelecendo-se na região do Ribeirão Beltrão, em terras de Jovino José Fernandes, Francisco Salles da Rocha e do Capitão Benevenuto. Daí, partiram rumo ao Rio Sucuriú, cercando a cidade. Entre os mortos destes conflitos esteve a própria esposa de Jovino José Fernandes, Zulmira Maria de Jesus, primeira três-lagoense de ascendência europeia, que morreu devido à falta de cuidados médicos resultante da falta de comunicação com a cidade, em 22 de julho de 1932, um dia antes de Santos Dumont ter cometido suicídio por causa da mesma guerra civil.
Governo Militar
Na década de 1960, inicia-se a construção, pela CESP, da Usina hidrelétrica Engenheiro Sousa Dias (Jupiá). Localizada no Salto de Urubupungá, quando de sua finalização, no ano de 1974, era a maior usina hidrelétrica do Brasil. Em 1978, foi ultrapassada por Ilha Solteira e, em 1982, também por Itaipu. Hoje, continua sendo a terceira maior usina hidrelétrica do Brasil, sendo considerada muito eficiente, uma vez que sua área alagada é pequena em relação à energia por ela produzida.
Sua posição estratégica e sua proximidade a uma fonte de energia elétrica tão importante para o país foram motivos para que o município de Três Lagoas, durante a ditadura militar, fosse considerado "Área de Segurança Nacional" pelo Decreto-Lei n° 1.105, de 20 de maio de 1970. Os prefeitos passaram a ser nomeados pelo governador do estado, mediante aprovação do presidente da República. Não havia a figura do vice-prefeito e, caso ocorresse a vacância da Prefeitura, assumia interinamente de acordo com a Lei Orgânica dos municípios o presidente da Câmara Municipal, até que o novo prefeito fosse nomeado e empossado. Os três-lagoenses somente voltaram a eleger seus prefeitos em 1985.
Durante a ditadura militar, os governos municipais, como o de Lúcio Queirós Moreira, sofreram com as várias mudanças de rumo por parte dos governos do estado e também com problemas orçamentais. Um exemplo desta era é o Programa de Complementação Urbana (P.C.U.), um programa do então governador Marcelo Miranda e originariamente chamado de Projeto Cura-Comunidade Urbana para Recuperação Acelerada. Tal programa era bastante abrangente e, caso implementado em todas as cidades-pólo de desenvolvimento no Mato Grosso do Sul, traria reflexos para o estado como um todo. Mas isso nunca ocorreu. Durante o governo de Pedro Pedrossian, houve outro programa, chamado de Pró-Cidade, que teve os recursos bloqueados e nunca se tornou realidade.
Geografia
Geologia
O município de Três Lagoas está inserido em litologias dos Grupos São Bento e Bauru, da Bacia do Paraná, e de coberturas cenozoicas. As coberturas cenozoicas detrito lateríticas compõem-se de dois tipos: coberturas detrítico lateríticas terciárias e quartenárias e aluviões recentes.
O solo é composto, principalmente, dos tipos latossolo vermelho escuro e podzólico vermelho escuro, com teor de acidez entre 4,3 e 6,2 de pH. Trata-se de solos minerais, não hidromórficos, altamente intemperizados, apresentando horizonte B latossólico e podendo ser profundos ou muito profundos, bem drenados ou acentuadamente drenados, friáveis e muito porosos. Os outros tipos de solo que podem ser encontrados em Três Lagoas são latossolo roxo distrófico (em regiões cobertas por faixas de Mata Atlântica), podzólico vermelho amarelo, planossolo álico, glei pouco húmico distrófico, areias quartzosas álicas e solos litólicos distróficos.
No perímetro urbano, o solo altamente poroso é um empecilho às grandes construções, pois não oferece sustentação suficiente a pesadas estruturas. Este é um dos motivos para os poucos prédios que se encontram na cidade.
Clima
O município de Três Lagoas pertence à zona climática designada pela letra A, sendo seu tipo climático o Aw, de acordo com a classificação de Köppen. O tipo Aw caracteriza-se como clima tropical quente e úmido. A temperatura média local é de 24 °C. Possui estação chuvosa no verão e seca no inverno. O total anual das precipitações em áreas de influência direta do tipo Aw está compreendido entre 900 mm e 1.400 mm.
O trimestre de maior precipitação reflete o verão austral (novembro, dezembro e janeiro), dezembro sendo o mês de maior precipitação, com tempestades de verão sempre vindas do sul. A chuva é abundante e, na maioria das vezes, acontece nos fins das tardes, limpando-se o céu ainda antes do anoitecer.
Hidrografia
A hidrografia da região é rica. Além dos já citados rios e lagoas, podem-se encontrar vários córregos e riachos. Os rios subterrâneos da região são facilmente achados, às vezes somente a vinte metros da superfície, às vezes a cem.
Três Lagoas localiza-se na Bacia Hidrográfica do Rio Paraná, que possui 700.000 km² e trata-se da quinta maior bacia hidrográfica do mundo. Possui, ainda, duas sub-bacias importantes: a do Rio Verde e a do Rio Sucuriú. A rede hidrográfica treslagoense compõem-se dos rios Paraná, Pombo, Sucuriú e Verde; além dos ribeirões Baguaçu, Bonito, Brioso, Campo Triste, Imbaúba, Palmito, Piaba, Prata e Beltrão; e dos córregos Azul, Boa Vista, Cervo, Estiva, Jacaré, Lajeado, Moeda, Pontal, Porto, Pratinha, Taboca e Urutu.
O município também se situa sobre o maior lago subterrâneo do planeta, o Sistema Aquífero Guarani. Assim como com os rios subterrâneos, a água do sistema Aquífero Guarani facilmente vêm à tona em escavação. É do aquífero a água do Ribeirão Palmito, naturalmente muito quente, mas não muito apropriada para consumo, devido ao seu gosto.
A água potável de Três Lagoas, retirada de seus rios subterrâneos, é considerada a melhor de todo o Brasil. Por isso e pela quantidade de recursos hídricos ao seu dispor, a cidade tem o apelido de Cidade das Águas.
Vegetação
Três Lagoas possui um conjunto fitogeográfico uniforme, uma vez que apresentam-se em sua paisagem campos limpos, e florestas perenifólias, subperenifólias e mesofólias. A vegetação predominante é o Cerrado (gramíneo lenhosa, arbórea densa e arbórea aberta). Há também faixas de Mata Atlântica, que se alternam perpendicularmente às margens do Rio Paraná com a vegetação do Cerrado, até que estas listras de floresta se afinam e desaparecem conforme se distanciam do rio.
Fuso horário
Está a -1 hora com relação a Brasília e -4 com relação ao Meridiano de Greenwich (Tempo Universal Coordenado).
Meio ambiente
Com sua diversidade de biomas, ecossistemas e espécies animais e vegetais, a situação do meio-ambiente três-lagoense espelha o que ocorre no restante do Brasil. Embora não possua uma grande população, devido a sua importância econômica é grande a manipulação do território pelo homem, nem sempre seguindo considerações ambientais.
Assim, desrespeita-se as normas de desflorestamento de matas ciliares em rios, como é o caso dos ranchos às margens do Rio Sucuriú; não se trata a maior parte do esgoto da cidade, em sua maioria depositado em fossas sépticas; já foi desmatada grande parte da Mata Atlântica, ao leste do município, e do Cerrado, a oeste; desaloja-se e caça-se animais silvestres, como onças, devido ao fato de que seus hábitos alimentares vão contra interesses de fazendeiros pecuaristas; e a rede hidrográfica do município já foi altamente modificada para a construção de usinas como a do Jupiá.
De qualquer maneira, o evento mais grave a já acontecer em território três-lagoense foi o enchimento da barragem da Usina hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera), que consumiu considerável parte do território três-lagoense, afogou milhares de animais e vegetais em extinção, acabou com a maior e melhor reserva de argila da América do Sul e diminuiu enormemente a riqueza do ecossistema municipal, sendo este episódio considerado o maior desastre ecológico da história do Brasil.
Entre os novos desafios para a política ambiental municipal encontra-se a chegada da International Paper e do Grupo Votorantim, uma vez que a fabricação de papel é conhecida como sendo muito poluente. Outras indústrias que lidam com processos químicos potencialmente prejudiciais ao ambiente já estão no município ou têm previsão de lá se instalar.
Economia
Três Lagoas é o centro do chamado Bolsão Sul-mato-grossense, região rica em arrecadação de impostos do estado de Mato Grosso do Sul e cuja principal atividade econômica é a pecuária. Com a crise no setor, no entanto, a indústria e o turismo despontam como alternativas ao município e à região.
Agropecuária
A agropecuária de Três Lagoas tem despontado fortemente. No município há um total de 936 empresas de agropecuária, segundo o CAGED. Desde seu início, Três Lagoas demonstrou vocação para a pecuária, sendo esta a principal atividade desenvolvida pelos pioneiros do local com exceção de poucos, como Jovino José Fernandes, que se dedicou à agricultura. A concentração das atenções municipais na criação bovina extensiva iniciou seu auge na década de 1990, quando portas se abriram para a exportação. O município de Três Lagoas foi notório, então, pela exportação de carne bovina para diversos países e locais, como Israel e Europa. O resultado do crescimento das exportações de carne bovina pode ser visto na evolução do PIB per capita do município entre 1999 e 2005, como demonstra a tabela. A renda gerada pela pecuária também sempre movimentou outros setores da economia municipal, como os setores de comércio e serviços.
Extrativismo e indústria
Três Lagoas possui no total de 433 empresas de cunho industrial e 11 empresas extrativas, segundo o CAGED.
Já em seus momentos iniciais, seletos pioneiros três-lagoenses souberam fazer uso dos recursos minerais disponíveis na região. Martins Rocha, por exemplo, com a retirada de argila do Jupiá, no Rio Paraná, estabeleceu uma importante olaria no município, a MR. Desde então, Três Lagoas se tornou a maior produtora de peças de cerâmica do Brasil, seguindo a tradição oleira iniciada por Martins Rocha. Entre os recursos minerais, também destacam-se outros materiais utilizados no setor de construção, como cascalho e areia. Outros tipos de indústria, no entanto, eram raros na cidade.
Em meados da década de 1990, um artigo da Revista Exame apontou Três Lagoas como um dos maiores polos de desenvolvimento do Brasil. A cidade receberia bilhões de dólares em investimentos e cresceria de forma surpreendente. A partir deste momento, começaram a surgir especulações de que a cidade seria a nova São Paulo, por Três Lagoas possuir posicionamento estratégico com fácil acesso aos mercados do Sudeste, Sul, Centro-Oeste e América do Sul, além de ter a sua disposição os transportes rodoviário, fluvial e ferroviário, todos os tipos de matéria-prima e mão-de-obra.
Sendo assim, as administrações municipais focaram suas atenções em permitir o desenvolvimento da indústria na cidade. Desde os anos 1990, muitas foram as indústrias que ali se instalaram, entre elas Mabel, Cortex, Metalfrio, um curtume para melhor aproveitamento do couro bovino que antes era descartado no frigorífico local e várias outras. Devido à qualidade de sua água, companhias de águas minerais e bebidas também se expandem no município. Já a Petrobrás instalou na cidade uma usina termelétrica.
Entre todos esses investimentos, no entanto, um dos maiores será feito pelas companhias International Paper e Grupo Votorantim. US$ 1,15 bilhão será investido para a construção de fábrica com capacidade para produzir quinhentas mil toneladas de papel branco ao ano em Três Lagoas, a partir do primeiro trimestre do ano de 2009. A pedra fundamental da obra idealizada pelo senador Ramez Tebet foi lançada no dia 19 de dezembro de 2006.
Principais Indústrias: Suzano Papel e Celulose; Eldorado Brasil; Petrobras; CESP; China Three Gorges Corporation; Bemis Company; International Paper; Metalfrio; Cargill e Grupo JSL.
Comércio
Três Lagoas possui no total de 1.496 empresas de cunho comercial, sendo 1.409 empresas varejistas e 87 empresas atacadistas, segundo o CAGED.
Em dezembro de 2019 foi inaugurado o primeiro shopping da cidade (Shopping Três Lagoas), com 82 lojas e 4 salas de cinema.
Turismo
Na indústria do turismo, Três Lagoas faz parte da chamada Costa Leste de Mato Grosso do Sul e apesar de seu potencial turístico, tanto em termos de atrações como instalações e infraestrutura, o governo municipal e empresários de Três Lagoas somente nos últimos anos têm se esforçado com maior organização para fazer da cidade e da região um polo de turismo. 
A cidade possui especial vocação para esportes aquáticos. No ano de 2006, pela segunda vez Três Lagoas sediou o Brasil Open de Jet Ski, no Rio Sucuriú. O município ainda recebe turistas de diversas partes do Brasil, mas principalmente de Rio de Janeiro e São Paulo, que se deslocam à região para atividades relacionadas à pesca, entre outras, uma vez que possui uma colônia de pescadores em Jupiá.
Três Lagoas oferece, ainda, uma alternativa a turistas buscando conhecer o Pantanal sul-mato-grossense. Para aqueles que dirigem das regiões nordeste, sudeste e sul do Brasil, a cidade pode ser considerada como o portal do Pantanal, por ter ricos ecossistemas e oferecer variados roteiros de passeios. É fácil (e recomendável) uma visita a Bonito antes do destino final desta viagem.
Devido ao fato de o turismo rural e o ramo de hotéis-fazenda ainda não terem sido explorados, os principais atrativos turísticos de Três Lagoas estão concentrados no perímetro urbano ou em suas imediações, entre eles:
Patrimônio
- Igreja de Santo Antônio: foi erguida pela colônia portuguesa em 1914 e declarada monumento público em 1931. Recebeu a visita, no natal de 1914, do D. Pedro de Alcantara de Orleans e Bragança, filho de Princesa Isabel e de Gastão de Orleans, Conde d'Eu;
Catedral do Sagrado Coração de Jesus;
- Cemitério do Soldado: o jazigo é uma homenagem ao soldado José Carvalho de Lima, morto em episódio do Tenentismo de 1924 e a quem se atribui milagres. É muito visitado por devotos;
- Estátua do Cristo;
- Escola João Ponce de Arruda;
- Estação Ferroviária da Novoeste (antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil - N.O.B.);
- Ponte Francisco Sá, sobre o Rio Paraná: demorou 15 anos para começar a ser construída. Inaugurada em 1926 pela antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, mede 1024 metros de comprimento. Liga os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo;
- Obelisco: tombado em 1982 pela prefeitura. Simboliza um sonho da cidade: a construção de uma feira de gado, o que, por questões políticas, não foi realizado;
- Relógio Central: construído em 1936 pelo português Manuel Alves, natural de Paradela de Guiães (Vila Real), é chamado de "o senhor do tempo". Localizado no Centro da cidade, tem uma altura de dez metros. Em 1982, a prefeitura realizou seu tombamento. Mantido por Joaquim Silva Torres e seus descendentes.
Natureza
- Jupiá: às margens do rio Paraná, local ideal para pescaria;
- Praias de areias brancas do Rio Sucuriú: lá estão localizados o Balneário Municipal e muitos ranchos particulares;
- Jatobá: possivelmente a primeira árvore tombada como patrimônio público em Mato Grosso do Sul, por Lúcio Queirós Moreira;
- Cascalheira: local utilizado para a extração de cascalho durante a construção da Usina do Jupiá e que hoje abriga o Parque das Capivaras e lagos artificiais;
Fora dos limites do município, mas a uma distância muito pequena, encontram-se ainda lagoas termais.
Eventos locais
Junho: Festa do Folclore, Bon Odori, Expotrês, Campeonato Aloha Street Skate e Expo Mulher;
Julho: Fantazém (Festa à Fantasia) e Festa do Queijo e do Vinho;
Agosto: Três Lagoas Moto Show e Encontro Folclórico do Bolsão Sul-mato-grossense;
Setembro: Cavalgada Sul-mato-grossense e Três Lagoas Folia;
Setembro: Três Lagoas Florestal (Maior encontro do setor de celulose da América Latina)
Outubro: Expo flores, Festa do Hawai e Quermesse de Nossa Senhora Aparecida.
Áreas verdes
Praça da Bandeira, principal praça;  Cascalheira; Lagoa Maior; Parque das Capivaras; Quarta lagoa.
Cultura
A cultura três-lagoense é mormente composta de influências originárias dos estados e países de seus povoadores. Entre as principais destas influências estão as culturas baiana, mineira, paulista, gaúcha e de países como Itália, Síria, Líbano, Japão e Paraguai. Sendo sul-mato-grossense, ainda, a cidade partilha da cultura, em conotação mais geral, desse estado.
Ademais, apesar de ser Três Lagoas um ambiente urbano, é grande a interação com a zona rural. Os cidadãos residentes na cidade costumam, aos fins de semana, deslocar-se a ranchos e casas de veraneio às margens de rios como o Sucuriú e o Paraná a fim de lazer. Também os moradores da área rural possuem residências na cidade, onde vêm com frequência. A proximidade do campo é visível em Três Lagoas na facilidade com que se encontra produtos alimentícios frescos, como laticínios, doces, carnes e outros, principalmente na feira semanal organizada por pequenos produtores à avenida Clodoaldo Garcia. De qualquer maneira, a cidade oferece amenidades bastantes de forma que seja também possível ter uma vida completamente urbana.
Costumes
Entre os costumes mais indicativos da cultura três-lagoense estão eventos como a Festa do Folclore e a exposição agropecuária anual. A cidade também possui uma tradição em rodeios e festas de peões. Por outro lado, a popularidade de festas como Bon Odori aponta para o grau de disseminação da cultura japonesa na cidade.
Em termos musicais, estilos como forró, chamamé e músicas caipira e sertaneja são apreciados pelos três-lagoenses. Entre as gerações mais jovens, há forte infiltração da cultura pop estadunidense. Também é presente a Música Popular Brasileira.
Ainda, um costume característico da cidade é o consumo da bebida tereré (mate gelado) nos fins de tarde, especialmente em grupos jovens.
Artesanato
Em Três Lagoas, entre o artesanato que pode ser encontrado à venda, entre outros lugares, na Casa do Artesão, encontram-se peças de cerâmica que podem ser pintadas de forma colorida, ou não, muitas vezes representando animais da região e do Pantanal. Estes trabalhos muitas vezes apresentam detalhes em madeiras típicas da região. Também é possível encontrar peças, como vasos, que possuem utilidade mais que puramente decorativa. Artesãos da cidade ainda produzem rendas de alta qualidade e outros tipos de tecelagem, como tapetes feitos de trapos. Isto sem citar peças em tricô e crochê. A tecelagem manual também está presente entre o melhor do artesanato três-lagoense.
Gastronomia
A gastronomia popular três-lagoense apresenta uma confluência de estilos. Dada a abundância do gado bovino na região, o churrasco é um prato semanal, sempre acompanhado de mandioca, arroz e molho de tomates. No entanto, tratando-se também de uma região propícia à pesca, o prato considerado típico da cidade é a famosa "tilápia com provolone", constantemente servido nos restaurantes tradicionais da região.
Em termos de doces, são muito produzidos doces de leite, compotas de frutas, geleias, mocotós e outros, além de produtos feitos à base de milho, como curais e pamonhas, estes de influência mineira.
Em se tratando de cozinha internacional, os três-lagoenses preparam muitos alimentos de origem árabe, como quibes, tabules e esfirras; japonesa, como o yakisoba; e portuguesa, como o bacalhau com batatas.
Vida cultural
Três Lagoas, por seu tamanho médio, possui grupos de teatro e até de cinema experimentais que trabalham de maneiras alternativas. No entanto, ainda não há na cidade uma vida noturna que seja muito rica. Entre suas bibliotecas, anfiteatros, auditórios, centros de convenções e cinemas estão:
- Biblioteca Pública Municipal Rosário Congro: é a biblioteca do município, que também possui o Centro Cultural Irene Marques Alexandria;
- Biblioteca da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, aberta ao público;
- Anfiteatro da Associação de Ensino e Cultura de Mato Grosso do Sul, com 100 lugares;
- Anfiteatro da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Campus 1, com 390 lugares;
- Auditório do Centro Cultural Irene Marques de Alexandria;
- Centro de Convenções Municipal, com 240 lugares.
- Cine Três Lagoas: possui 1 sala com 200 lugares.
- Arena multe eventos - "Arena MIX", com capacidade para 40 mil pessoas, e pista de motocross.
Esportes
Devido a suas características, como seu relevo plano e seu planejamento urbanístico, com muitas praças, áreas verdes, ginásios de esportes e estádios, Três Lagoas apresenta boas condições para praticantes de esportes, tendo tido muitos esportistas reconhecidos nacional e internacionalmente. Entre eles, Zequinha Barbosa é o mais destacado. A cidade possui:
Estádio municipal - Estádio Benedito Soares Mota ou "Madrugadão", possui 10 mil lugares.
Ginásios
Ginásio Municipal Professora Cacilda Acre Rocha; Ginásio poliesportivo da AABB - Associação Atlética Banco do Brasil; Ginásio poliesportivo Eduardo Milanez.
Rugby
Guaicurus Três Lagoas Rugby Clube (GTLRC). Único time de rugby da cidade, fundado em 19 de fevereiro de 2012 conta com aproximadamente 30 atletas somando os times feminino e masculino. Com apenas 6 meses de existência o time foi reconhecido pela Federação Sul-mato-grossense de Rugby e já participou de seu primeiro campeonato estadual de XV. Em novembro de 2012, os atletas da equipe organizaram, juntamente com a Federação Sul-mato-grossense de Rugby, o primeiro campeonato estadual de sevens (modalidade do esporte praticada com 7 jogadores de cada lado por dois tempos de 7 minutos - a mesma modalidade que será disputada nos jogos olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro).
Times de futebol - Comercial Esporte Clube; Misto Esporte Clube e Três Lagoas Futsal
Referência para o texto: Wikipédia - Três Lagoas .

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

DOURADOS - MATO GROSSO DO SUL

Dourados é um município brasileiro da região Centro-Oeste, localizado no estado de Mato Grosso do Sul. O município está situado no centro-sul de Mato Grosso do Sul entre a Serra de Maracaju e a bacia do Rio Paraná sendo também parte integrante da na Região Geográfica Intermediária de Dourados e Região Geográfica Imediata de mesmo nome.
Assim como no resto do estado, sua bebida característica é o tereré, que é de fácil preparo e tomado principalmente nos encontros informais entre familiares e amigos.
Topônimo
Seu nome vem da primeira metade do século XIX, onde formou-se o núcleo populacional de São João Batista de Dourados, nome que tomou o povoado por ser próximo ao rio Dourados.
História
Em 1870, com o término da Guerra do Paraguai, iniciou-se um povoamento mais efetivo nessa região, que foi percorrida também pelos espanhóis e bandeirantes em busca de riquezas naturais. Em 1884, formou-se o povoado de São João Batista de Dourados, próximo ao Rio Dourados.
Em 1909, cerca de 50 pioneiros (destacava-se nesse grupo Januário Pereira de Araújo e Joaquim Teixeira Alves) que iniciam um trabalho apoiado na criação de um patrimônio. Pela da Lei nº 658, de 15 de junho de 1914, Dourados é elevado a distrito do município de Ponta Porã, e sua abrangência incluía os dois distritos policiais existentes na época (que foram criados em 1910). Foi aí que surgiu o Distrito de Paz. Nessa época algumas pessoas já haviam fixado residência com suas famílias na região.
A vila se desenvolvia quando, pelo decreto estadual de nº 30 de 20 de dezembro de 1935, foi oficialmente criado o município de Dourados, sendo desmembrado de Ponta Porã em 22 de janeiro de 1936. Seu primeiro prefeito nomeado foi João Vicente Ferreira. Em 13 de setembro de 1943 foi criado o Território Federal de Ponta Porã pelo presidente Getúlio Vargas, que abrangia os municípios de Dourados, Porto Murtinho, Miranda, Nioaque, Bela Vista, Ponta Porã, Maracaju e Bonito (sendo Ponta Porã sua capital). Este durou apenas três anos (1943 a 1946), sendo reintroduzido ao estado de Mato Grosso em 7 de janeiro de 1947.
Em 11 de outubro de 1977 Dourados passa a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul.
Imigração
A partir dos anos 1950 a cidade começou a receber um grande fluxo de migrantes de várias partes do Brasil e também imigrantes. Esses forasteiros ocuparam várias regiões do município. Seu povoamento foi efetuado principalmente:
pela fixação de ex-combatentes;
- pela vinda de gaúchos, fugitivos na sua maioria, das consequências da revolução federalista, ocorrida no Rio Grande do Sul entre 1893 e 1895. Mais tarde, nos anos 1970, mais uma leva chega a região em razão dos preços das terras serem baixos;
- pelo desenvolvimento da cultura pastoril, principalmente por famílias mineiras;
- pela construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, de 1904 a 1914, atraindo paulistas para região;
- pela ação da Companhia Mate Laranjeira S/A, que deteve o monopólio da exploração dos ervais em toda a região, entre os anos de 1882 e 1924.
Clima
Dourados tem clima tropical de altitude, de verões brandos, sendo seco no inverno e tropical úmido no verão. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1971 (a partir de 4 de dezembro) a 1984 e de 1993 a 2000 a menor temperatura registrada em Dourados foi de -1,7 °C em 20 de julho de 1981, e a maior atingiu 38,5 °C em 28 de setembro do mesmo ano.
Educação
O município possui destaque na educação superior tendo duas universidades públicas a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, além das instituições particulares, assim o município possui 202 cursos de graduação e pós-graduação, nas modalidades presencial e EaD (Ensino à Distância), além de universidades a cidade conta com um campus do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) que em 2018 passa a oferecer além de curso técnico o curso superior.
A cidade é destaque também na educação não formal possuído um dos grupos escoteiros mais antigos do Estado o Grupo Escoteiro São Jorge 07/MS, que existe desde 1991, atuando no bairro Parque Alvorada. O movimento escoteiro é movimento para jovens com o apoio de adultos voluntários, que trabalhar principalmente o caráter dos jovens, nós últimos anos o Grupo Escoteiro São Jorge tem realizado diversas ações sociais no município como combate a dengue, ações que buscam preservar o meio ambiente, distribuição de roupas a comunidades carentes, entre outras. O Grupo Escoteiro São Jorge é uma instituição em fins lucrativos, de caráter educacional, cultural, beneficente, filantrópica e comunitária sendo associada à União dos Escoteiros do Brasil (UEB) e reconhecido como utilidade pública municipal. Sendo premiado diversas vezes tendo destaque as diversas menções honrosa da câmara de vereadores do município, o troféu araucária pelas boa e eficiente atividade desenvolvidas, o destaque nos mensageiros da paz e o prêmio de grupo padrão ouro.
Ensino e pesquisa
A rede de ensino de Dourados é uma das mais extensas do estado. O município possui um sistema de ensino primário e secundário público e privado com uma variedade de profissionais de escolas técnicas. Com 122 estabelecimentos de ensino, 83 são do ensino pré-escolar (18 privadas e 65 pública municipal), 79 do ensino fundamental (18 privadas, 20 públicas estaduais e 45 públicas municipais) e 25 do ensino médio (sendo 7 privadas e 18 públicas estaduais). Com relação as matriculas, Dourados registrou no ensino fundamental 47.770 matriculados, sendo 6.325 (428 rurais) no ensino infantil, 33.800 (5.037 rurais) no fundamental e 7.645 (411 rurais) no ensino médio.
Já no ensino superior destacam-se importantes universidades públicas e privadas, algumas consideradas centros de referência em determinadas áreas. Entre as instituições públicas de ensino superior, podem-se destacar a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), criada em 1 de agosto de 2005, quando foi desmembrado dos quadros da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A UFGD também é aquela com o maior número de vagas de graduação e de pós-graduação em Dourados, sendo responsável também pela formação do maior número de mestres e doutores na cidade, bem como responsável por grande parte de toda a produção científica do estado de Mato Grosso do Sul. Há ainda a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), que está em implantação no município. O município também possui faculdades particulares com grande reputação regional e estadual, como o Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN) e a Faculdade Anhanguera de Dourados (FAD), mantida pelo grupo Universidade Anhanguera, além de diversos institutos de ensino superior e pesquisa em áreas específicas, entre os quais podem ser destacados a Escola Superior de Direito do Mato Grosso do Sul (ESUD) (direito) e a Faculdade Teológica Batista Ana Wollerman (FTBAW) (teologia).
Um pólo de pesquisa importante do município é a Embrapa Agropecuária Oeste, fundado em 13 de junho de 1975, e atualmente vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), um centro de renome internacional em pesquisa científica, onde desenvolve ações de pesquisa e transferência de tecnologia para a sustentabilidade da agricultura na região.
Turismo
Sentir todas as culturas, experimentar o sabor da diversidade, ter novas oportunidades negócios, eventos e turismo, a região de Dourados é um ótimo local para fazer turismo e conhecer, possuindo atrativos naturais, histórico-cultural, lazer e entretenimento. Dourados se localiza no centro sul de Mato Grosso do Sul sendo um dos principais centros turísticos de MS e sua população representa aproximadamente 10% do total do Estado, tendo mais de 210 mil habitantes. Seu potencial turístico está sendo despertado na área de agroindústria, eventos, comércio e artesanato. As feiras agropecuárias, as festas de peão de boiadeiro, festas religiosas, festas tradicionais e muitos outros eventos do gênero, proporcionam a evolução dos mercados turísticos, entretenimento e de artesanato, consolidando a região, contribuindo e fortalecendo a inserção social, econômica e cultural das comunidades da região. A cidade tem seu próprio gestor de turismo, o Grande Dourados Convention & Visitors Bureau. Já na indústria turística, o município de Dourados faz parte da chamada Região da Grande Dourados. Segue abaixo as opções turísticas locais.
Turismo de contemplação
Áreas verdes
Dourados dispõe das principais áreas verdes:
Parques
- Horto Florestal: área verde localizada mais ao sul da cidade de Dourados.
- Parque Antenor Martins: o parque foi fundado em 1977 e possui aproximadamente 7.700 m². Seu destaque é um grande lago onde são realizados campeonatos de pesca. O parque já abrigou grandes eventos como o Verão Dourados.
- Parque Arnulpho Fioravanti: se localiza ao lado do terminal rodoviário e shopping center, possuindo um imenso lago e uma grande área de lazer.
- Parque Córrego Rêgo d'Água: parque em área de proteção ambiental, ao longo do leito do córrego Rego D'Água.Parque dos Ipês: inaugurado no final de 1995, já abrigou manifestações culturais de grande importância na cidade, como o "mercado étnico", recentemente realizado.
Praças
- Praça Antonio Álvares Duarte: situada em frente ao Hospital Evangélico, a praça abriga o único terminal de transbordo de Dourados.
- Praça Antonio João: localizada no centro de Dourados, possui um calçadão, conhecido como calçadão central. Ainda fica na Praça a Igreja Católica Central Imaculada Conceição, mais conhecido por Igreja Matriz.
- Praça do Cinquentenário: relata a história, que a praça foi construída quando Dourados completava 50 anos, em 1985. Eventos musicais, de dança e de teatro são frequentes nessa área pública. Esta praça também recebe eventos religiosos.
- Praça Paraguaia: praça de pequeno porte que abriga uma capela da Virgem Madre de Caacupê.
Monumentos
- Casa de Madeira (BR-163, Rodovia Dourados - Campo Grande): na data de seu tombamento, era de propriedade de Albino Gonçalves da Silva, no perímetro urbano a do Distrito da Vila São Pedro.
- Cruzeiros: um deles foi tombado como patrimônio histórico do município o "Cruzeiro" é marco do início da colonização do Núcleo Colonial de Dourados. O outro se localiza na CAND (Colônia Agrícola Nacional de Dourados).
- Estação Ferroviária de Itahum (distrito de Itaum): prédio usado para o embarque e desembarque de passageiros.
- Figueiras: situam-se nas ruas Wlademiro Muller do Amaral, em frente ao n 274 (1 figueira); Vila Amaral - Av. Pres. Vargas entre Marcelino Pires e Onofre P de Mattos (17 figueiras);Rua João Candido Câmara entre João Vicente Ferreira e Oliveira Marques (12 figueiras); Rua João Rosa Góis entre Joaquim T Alves e Cuiabá (9 figueiras); Avenida Aniz Rasselen, BR-463 (1 figueira).
- Marco de Cimento (Parque dos Ipês): delimita a divisa entre o núcleo urbano de Dourados e a Colônia Agrícola Nacional de Dourados. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal "Presidente Getúlio Vargas".
- Monumento do Colono: popularmente conhecido como "Mão do Bráz"
- Usina Filinto Müller: conhecida também como Usina Velha, na data de seu tombamento ficou estipulado que a antiga usina seria transformada no Museu de Dourados, restaurada pelo poder público municipal, a usina está localizada em uma área de 12.222 m².
Turismo agrícola
Considerada, hoje, a maior fronteira agrícola do País, a região despertou também para outra riqueza: o turismo agrícola, que visa levar o homem da cidade a conhecer as maiores fazendas de soja, milho, trigo e outros grãos dentro da melhor técnica, desde o plantio até a colheita.
Turismo de eventos
A cidade possui várias opções, entre elas cinemas, restaurantes, teatros, bares, choperias e tomar tereré, possuindo também uma vida noturna bastante rica. Atrai visitantes por eventos como a EXPOAGRO (Feira Agropecuária de Dourados), o Campeonato Brasileiro de Motocross, Festa das Nações, Festa do Peixe, Temporadas Populares e eventos científicos realizados em suas universidades.
Desportos
Possui vários outros equipamentos esportivos que impulsionam mais o turismo esportivo e atraem milhares de pessoas, entre eles um motódromo, dois estádios (o principal é o Douradão), cinco ginásios e dois times de futebol.
Automobilismo
A cidade possui os seguintes equipamentos automobilísticos:
- Kartódromo de Dourados
- Motódromo Fae Bianchi: pista para disputa automobilístico. Quando acontece eventos é utilizado a estrutura do Douradão.
Futebol
Os dois times de maior expressão são o Clube Desportivo 7 de Setembro e o Ubiratan Esporte Clube, estando este último recentemente retornado ao âmbito profissional do futebol. Os estádios que sediam jogos oficiais no município são:
- Estádio Fredis Saldivar: apelidado de Douradão, é o 2º maior estádio do MS e um dos maiores estádios da Região Centro-Oeste do Brasil, com capacidade para 30.000 pessoas. Foi sede de importantes jogos de futebol e atrai visitantes de outras cidades. Além de eventos esportivos, o estádio já recebeu shows musicais, entre outros eventos culturais.
- Estádio Napoleão de Souza: conhecido também por Estádio da LEDA, possui capacidade para receber 10.000 pessoas, tendo 2 banheiros e 2 vestiários. Já recebeu jogos importantes da Copa do Brasil e da Seleção Brasileira de Masters. O campo possui medidas oficiais e gramado esmeralda.
Outros esportes
Dourados ainda conta com 5 ginásios:
Centro de Atividades Mário Amato: ginásio pertencente ao Sesi, possui uma quadra poliesportiva coberta, com o piso de assoalho.
- Ginásio da Unigran: além do ginásio possui um campo de futebol suíço de grama esmeralda.
- Ginásio Municipal de Esportes: principal ginásio de esportes da cidade de Dourados, abriga com destaque eventos esportivos e culturais, como o Carnaval de Cristo que há 14 anos é tradição na cidade. No que se refere a eventos esportivos de destaque, o ginásio já recebeu jogos do Campeonato Estadual de Futsal, além dos jogos escolares do município.
- Ginásio Poliesportivo do SESC: além do ginásio, o Sesc de Dourados tem parque aquático com uma piscina semi-olímpica e uma de biribol, equipamentos para natação e estrutura para competição.
Futebol Americano
Dourados possui um time de Futebol Americano, que vem expandindo o esporte pela cidade.
Cultura e literatura
A identificação do espaço geográfico local de Dourados ocorre com seus elementos, formas e funções culturais muito específicas e estimulantes. A cidade está formando sua identidade cada vez mais através da cultura e dos costumes de seu povo, com espírito guerreiro e forte herdado dos indígenas e a força da agropecuária que refletem na cultura e nos costumes do povo desta região. Há a necessidade ainda de apreender um espaço que tem se inscrito na história precedente e recente do município, sendo bem desenvolvida culturalmente. Possui várias opções que abrangem assuntos culturais locais.
Cultura popular
Produtos regionais - em Dourados, entre o artesanato que pode ser encontrado à venda, entre outros lugares, na Casa do Artesão, encontram-se peças de cerâmica que podem ser pintadas de forma colorida, ou não, muitas vezes representando animais da região e do Pantanal. Estes trabalhos muitas vezes apresentam detalhes em madeiras típicas da região. Também é possível encontrar peças, como vasos, que possuem utilidade mais que puramente decorativa. Artesãos da cidade ainda produzem rendas de alta qualidade e outros tipos de tecelagem.
Costumes
Influência - é composta de influências originárias dos estados e países de seus povoadores: entre as principais destas influências estão as culturas paulista, sulista e de países como Síria, Líbano, Japão e Paraguai. Ainda partilha a cultura do estado em que está inserido, o Mato Grosso do Sul. Entre os costumes mais fortes da cultura de Dourados tem relação com o meio rural, em eventos como a exposição agropecuária local, por exemplo. A influência que o campo exerce na cidade é grande e percebe-se através dos alimentos.
Músicas típicas
Na música destacam-se gêneros provenientes do Paraguai como o chamamé, polca e guarânia, visto que a cidade tem laços estreitos com aquele país.
Instrumentos
- Acordeão: o som do acordeão é criado quando o ar que está no fole passa por entre duas palhetas (localizadas no chamado castelo, dentro do fole), que vibram mais grave ou agudo de acordo com a distância entre elas (quando mais distantes, mais grave o som) e seu tamanho (quanto maior, mais grave o som produzido). Quanto mais forte o ar é forçado para as palhetas, mais intenso é o som. O ar é proveniente do fole, que é aberto ou fechado com o auxílio do braço esquerdo. A maioria dos acordeões tem quatro vozes, que são diferentes oitavas para uma mesma tecla ou botão. Portanto, num acordeão de quatro vozes com o registro 'master' pressionado, ao tocar um Dó, na verdade são tocados dois Dó na oitava que pressionou, um Dó uma oitava acima e um Dó na oitava abaixo, e isso é responsável pelo som único do acordeão.
- Flauta: possui um som melodioso, de timbre suave e doce.[118] Seu som depende essencialmente, por um lado, da natureza e da direção da onda de ar e, por outro, do comprimento da coluna de ar. O som fundamental da flauta é o DÓ3, a partir do qual a extensão do instrumento é de 3 oitavas, graças aos harmônicos 2 e 4 (oitava e dupla oitava), cuja emissão é obtida pela modificação da pressão do sopro.
- Harpa: com formato sempre triangular lembrando um arco de caça, a harpa é constituída pela caixa de ressonância, coluna, pescoço(s), pedais e cordas.
- Violão: possui corda de nylon ou aço, concebida inicialmente para a interpretação de peças de música erudita. O corpo é oco e chato, em forma de oito, e feito de várias madeiras diferentes. O braço possui trastes que a tornam um instrumento temperado. As versões mais comuns possuem seis cordas de nylon, mas há violões com outras configurações, como o violão de sete cordas e o violão baixo, com 4 cordas, afinadas uma oitava abaixo das 4 cordas mais graves do violão.
- Viola caipira: a viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor. Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural.
Gêneros musicais
Os gêneros musicais típicos de Naviraí é grande parte proveniente do Paraguai em função da proximidade com aquele país:
- Chamamé: é um gênero musical tradicional da província de Corrientes (Argentina), apreciado também no Paraguai e em vários locais do Brasil (Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul). Em sua origem se integram raízes culturais dos povos indígenas guaranis, dos exploradores espanhóis e até de imigrantes italianos. Na Argentina, o chamamé é dançado em compasso ternário, ou seja o chamamé valsado, na língua indígena guarani, chamamé quer dizer improvisação. O chamamé é o resultado do amor, da fusão de raças (etnias), que misturadas com o tempo contaram a história do ser humano e de sua paisagem, projetando-se inclusive para outras fronteiras. Utiliza o acordeão e o violão como instrumentos principais.
- Guarânia: gênero musical de origem paraguaia, em andamento lento, geralmente em tom menor. As canções mais conhecidas são: Índia, Ne rendápe aju, Panambi Vera e Paraguaýpe criado orquestra sinfônica modo baseado em poemas, canções com sinfônico accompaniments. O gênero seduz as populações urbanas, mas não no interior. Isto é provavelmente devido ao interesse das pessoas por estilos mais rápido como a Polka ou o Purahéi Jahe'o.
- Polca paraguaia: também chamada de Danza Paraguaya (ou dança paraguaia em espanhol), é um estilo musical criado no Paraguai no século XIX.
Danças
As danças típicas de Naviraí têm origens diversas, mas grande parte origina de seus semelhantes do Paraguai e Sul do Brasil.
Chupim: dança que simboliza a polca paraguaia, representado por três pares, que imitam a ave de mesmo nome cortejando as fêmeas. Frequentemente vai-se ao encontro do Carão, imitação do pássaro de mesmo nome, que é um ave de rapina que tenta roubar de qualquer jeito a fêmea/dama do seu companheiro. É acrescentado ainda toques de castanholas, com os dedos das mãos, da aculturação dos espanhóis. Possui como movimentos a catena, tourear o par, danças e rodar o par.
- Mazurca: dança igual a rancheira, que é muito comum na região Sul do Brasil e segue o mesmo formato dos bailes sulistas.
- Palomita: dança de salão executada sob o som de polca paraguaia e/ou chamamé. No Paraguai se utiliza um gênero de mesmo nome para tal dança, com revezamento entre casais participantes.
- Polca de Carão: chamada também de Polca do Fora, a dança é uma brincadeira que consiste em os dançantes levarem um carão (ou um fora) do seu pretendente. E continua até que todos levem um carão.
- Toro Candil: caracteriza-se mais como uma brincadeira do que como dança ou folguedo. É feita com o boi (toro em espanhol) feito de arame, pano e a ossada natural da cara do boi, que é abatido para a festa. Duas tochas com fogo aceso são colocadas ao chifre do boi candeeiro (candil em espanhol). Brincantes mascarados (mascaritas em espanhol) fazem apresentações vestidos para não serem reconhecidos (ambos os sexos) brincando entre si e mudam o seu idioma para o guarani. Enquanto o Toro Candil não chega, faz-se a brincadeira do bola-ta-ta (bola de pano embebida em óleo e acesa), daí chuta-se a bola de um brincante para outro até ela apagar totalmente. Então entra em cena o Toro Candil para alcance do auge da festa. Quando ficam cansados, vão para o salão e dançam (pode-se dançar com outro brincante do mesmo sexo, pois eles não se conhecem) no ritmo de salsas e merengues.
- Xote aos Pares: também chamado de Xote de Três, é uma dança equivalente ao Xote de Duas Damas, que é muito executado na Região Sul do Brasil.
- Xote Inglês: trazida pelos migrantes do Sul do Brasil, possui formato de xote com duas divisões bem definidas: uma com o ritmo que leva a marcação do giro executado pelo par com seis passos girando á esquerda e depois mais seis passos para a direita e na sequência marca-se dois passos para a a esquerda e dois para a direita com um giro para a direita com mais três passos repetidos nessa segunda parte. Após volta-se ao início e a dança continua até o fim.
Gastronomia e bebidas
Dourados incorpora elementos da cultura paraguaia e indígena em sua gastronomia, visto que recebe influência desses dois meios. Com destaque para as xipas paraguaias. Uma bebida muito comum na cidade é o consumo do tereré (feito com infusão de erva-mate e água gelada), servido numa guampa geralmente de chifre de boi e com uma bomba, de fácil preparo e tomado nos encontros especialmente em grupos jovens. Existem regras que não podem ser quebradas numa roda de tereré e que devem ser respeitadas. A bebida é consumida especialmente nos fins-de-semana, acompanhada de música regional (antigamente guarânia e chamamé, hoje, principalmente, sertanejo).
Movimento cultural
Dourados tem tamanho médio, possuindo grupos de teatro e música experimentais que trabalham de maneiras alternativas.
Grupos de teatro e dança
Principais grupos de teatro e dança na ativa em Dourados:
New Street Power: um grupo criado em Julho de 2001, formado por 10 Integrantes, já conquistou muitos prêmios e é um dos maiores grupos de Dança de Rua da Cidade. Famoso por ser cobiçado e almejado por muitas pessoas, se tornou grande após participações nos Festivais de Dança do Município, seu principal coreógrafo: Luciano Lima, integrante também do grupo: TWB e que já foi integrante de outro grupo de Dança, o Street Art de Dourados.
- Agnus Street Dance: estilo dança de rua, o grupo existe há três anos, sendo responsável Claudinei Pires da Cruz (Ney). Nesse período de existência o grupo apresentou-se constantemente no Projeto Arte na Escola no município de Dourados. Além disso, o grupo obteve a 6ª colocação no 3º Festival Internacional de Hip Hop, realizado em Curitiba-PR no ano de 2004. Foi o único grupo de Mato Grosso do Sul a competir no Festival, concorreu na categoria juvenil. Sediado no Sesc Dourados.
- Companhia de Teatro Rebuliço: o grupo, de atuação infantil, infanto-juvenil, empresarial e adulto apresenta-se em teatros, anfiteatros, escolas e teatro de rua, trabalhando ainda com bonecos, realizam cursos e palestras.
- Ginasloucos: basquete acrobático, é formado por alunos da Unigran (Centro Universitário da Grande Dourados), eles fazem abertura de jogos municipais e já participaram do quadro "Se vira nos 30" no programa do Faustão em 2003 e 2004, Programa da Eliana (SBT), Ana Rickmann (Record) e de festivais em SP, RJ, PR. Os participantes não são jogadores de basquete, usam desse esporte técnicas para apresentar shows de enterradas de forma acrobática. O líder do grupo é Rogério da Cruz Montes, professor de Educação Física.
- Grupo de Atores Independentes: de estilo contemporâneo, o grupo existe desde 1996 e participa frequentemente dos Festivais Sul Mato Grossense de Teatro, organizados pela Fesmat, e também do evento Dourados em Cena. Seus trabalhos são voltados para o teatro infantil, adulto e peças de rua. O grupo fez recentemente as campanhas de prevenção da Aids da Dengue (Dia D) na cidade de Dourados, quando foram contratados pela Secretaria Municipal de Saúde local.
- Grupo de Dança Las Calândrias: especializado em danças típicas do Paraguai, o Grupo de dança Las Calândrias existe desde 1998 e durante este tempo apresentou-se por todo estado e ainda em Cuiabá-MT, Brasília-DF, Assunção-Paraguai. Participou também do 5º Festival de Inverno de Bonito.
- Grupo de Dança Xirú: especializado em danças típicas gauchescas, esse grupo é subdividido em mirim, juvenil, adulto e xirú. O grupo costuma se apresentar no CTG, em escolas, eventos sociais e jantares de confraternização.
- Grupo de Teatro Teic a Trango: grupo de teatro da Escola Imaculada Conceição. De estilo infantil, é composto por alunos da escola e formado por 4 turmas de 15 atores. Apresentam-se em diversos eventos infantis, como na semana da criança.
- Grupo Experimental Anna Pavlowa: de estilo balé clássico, moderno, contemporâneo, dança do ventre, é formado por meninas que dançam na escola de balé Anna Pavlowa, que fazem apresentações artística em encontros de academias e festivais de dança.
- Grupo Padrões Cia de Dança: de estilo contemporâneo e teatro de dança, apresentam-se em várias ocasiões, com vários estilos como dança de salão, jazz, contemporrâneo e moderno.
- Grupo de Teatro Passa Anel: O grupo de teatro infantil existe desde 2000 na Escola Franciscana Imaculada Conceição, porém, só recebeu o nome no ano de 2009. O grupo é formado por duas turmas de 20 alunos. Sempre fez apresentações internas e sua estreia no Teatro Municipal foi no ano passado com a Peça "Foi na casa do mestre André" de direção e autoria da Professora Rejani Betoni Garcia Vendramini e será reapresentado em 2010 por convite da FUNCED - Dourados.
- Grupo de Teatro Borboletas na Barriga: o Grupo de teatro infantil da Escola MACE, dirigido pela professora Rejani Betoni Garcia Vendramini, existe desde 2006 e todos os anos se apresenta para a comunidade no evento anual Palco MACE. "Encanta Criança" (2006), "Se liga no nosso som" (2007), "Viagem ao mundo do cinema"(2008), "Tem vaga pra Chapeuzinho."(2009)
- Grupo Teatral Entreartes: de estilo contemporâneo e infantil, o grupo existe desde 1991 e ao longo deste período já apresentou inúmeras peças, entre as quais muitas delas receberam premiações e menções honrosas. Entre as peças montadas pelo grupo podemos destacar: o primeiro espetáculo realizado pelo grupo que foi em 1992, "O mistério da feiurinha", "Alice no país das maravilhas" (1993), "A sementinha" (1994) que recebeu menção honrosa no 2º Festival de Monólogos de Dourados, "Pluft" vencedor de 9 prêmios no 1º Festival Universitário de Teatro Amador de Dourados, além de ter recebido três indicações no Festival de Teatro de MS nas categorias de melhor direção, cenário e espetáculo. Há ainda as peças "Peter Pan" e "Morte Vida Severina" (1996), onde a primeira fora vencedora de sete prêmios no 3º Festival de Teatro Brasil-96, "A menina e o Vento" e "O Patinho Feio" (1997) onde com a segunda peça receberam o prêmio de ator revelação (Rafael Franzini) no 19º Festival de Teatro de MS. Em 1998 o grupo montou e apresentou as peças "Claudinho estala fora" e "Tarde chuvosa". No ano seguinte (1999) com a peça "Menino Maluquinho" o grupo foi vencedor de 6 prêmios no 2º Festival de Teatro Universitário de Dourados (Festudo) e com a mesma peça foram vencedores dos prêmios de melhor direção, espetáculo e atriz no 21º Festival de Teatro de MS. O grupo foi responsável pela montagem e apresentação dos espetáculos "Sítio do Pica-pau-amarelo", "Bom dia Comadre" e pela remontagem de "Peter Pan" nos anos 2000, 2001 e 2002 respetivamente. Meire Milan é a responsável pelo grupo.
- Companhia Teatral Trupe Zomba: de estilo contemporâneo, a Cia. Teatral Trupe Zomba foi fundada em agosto de 2004 na cidade de Dourados/MS com o objetivo de promover a formação de alunos-atores, montagem de espetáculos e intervenções. Fez parte de um projeto de extensão da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul – UEMS (2004-2009) e tem apoio de outras instituições como FUNCED, Casa da Cultura da UEMS e SESC-Dourados. O primeiro trabalho teatral da companhia foi à peça Fuck You, Baby de Mário Bortolotto em 2005. No período de 2006 foi realizada a I Mostra de Sketches com diferentes linguagens teatrais: poesia, realismo, o absurdo, a comédia e o sarcasmo. As pesquisas e a escolha das peças são direcionadas com a relevância social através de parcerias com instituições como SENTINELA (2005), CORREIO (2006). No ano de 2007 e 2008 realizou a montagem de Inimigos de Classe de Nigel Willians (violência na escola); Quando as Máquinas Param de Plínio Marcos, II Mostras de Esquetes circulando em Dourados e região. Realizam apresentações de poesia ao pé-do-ouvido (aberturas de eventos institucionais). Produção para empresas como o SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalhado): Doux-Frangosul (2008-2009); Eletrosul (2009/2011); Embrapa (2009) SESI/DOURADOS (2013); Campanha publicitária para UNIMED 30 anos (2009); Campanha publicitária para SICRED Pouped (educação financeira) – mais de 30 apresentações pelo sul do Estado (2009/2013). Montagem e circulação do esquete “Claro” de David Ives (teatro absurdo) - 2009; “Hotel Lancaster” de Mário Botolotto (2009) e das peças infantis “Luas e Luas” de James Thurber (2009/2010/2013) e “Operação Planeta” de Lucas Sayão e Rodrigo Perandré (2012/2013). Até o ano de 2009 a Cia. Teatral foi dirigida pela Professora Paula Regina Alvarenga, a partir de então a Trupe Zomba é dirigida pelo Educador Social: Lucas Gabriel dos Santos Sayão.
- Hendÿ: foi um Grupo de Experimento e Pesquisa em Teatro. Foi um grupo independente no município de Dourados, de carater experimental e foi aprovado em importantes editais a nível regional e estadual. Em seus quatro anos de atividade procurou desenvolver atividades teatrais de qualidade no estado de Mato Grosso do Sul.
- Grupo Mandi´o: o Grupo Mandi´o é um grupo que nasce no curso de graduação Bacharelado e Licenciatura em Artes Cênicas na Universidade Federal da Grande Dourados UFGD, tem caráter interdisciplinar nos campos de Pesquisa, Ensino, Extensão e Arte, sobre cultura brasileira ameríndia, atua desde 2010 e  procura criar, identificar, compreender e refletir como ocorre e se perpetuam as diversas formas de processos de criação em Artes da Cena em relação as manifestações da Cultura brasileira ameríndia e suas especificidades na região fronteiriça de Mato Grosso do Sul. Além de elucidar a relação destas manifestações na sociedade contemporânea. Os projetos inseridos no Grupo relacionam-se com as Comunidades Guarani Kaiowá de Panambi, Panambizinho, Aldeia Bororó e Jaguapiru, indígenas Kaiowá acampados em Lagoa Rica; Ita´y e Guyracamby´i, além de jovens e crianças dos assentamentos da fazenda Nova Itamarati. Nossas ações são sempre construídas junto com esses grupos e desenvolvidas como uma rede que permite a interação prática, teórica e artística, em um viver comunitário. O objetivo é a criação de processos artísticos que reflitam crítica e criativamente a condição social e intercultural a que os Kaiowá e nós estamos expostos. Nós nos entendemos como um grupo de pesquisa de dança/teatro contemporânea e das expressões culturais enraizadas no solo sul-mato-grossense. O grupo circulou diversas regiões do Brasil com o espetáculo " ARA PYAHU; (des)caminhos do contar-se" contemplado em 2014-2016 pelo prêmio Klauss Vianna de Dança.
Centros culturais e de exposições
- Casa de Cultura da UEMS: é vinculada a Universidade Estadual de Mato Groso do Sul. Não tem como função principal ser um local para exposições, mas sim um centro de ensino e manifestação cultural. Realiza eventos culturais articulados com a UEMS, dentre esses possui oficinas de teatro, corais, coordenados por professores da UEMS e com o alvo voltado para a comunidade. Ainda possui um centro popular de estudos musicais, com aulas gratuitas de música para a comunidade carente.
- Centro Cultural Perpétuo Socorro: conhecido também como IAD, é um espaço cultural que promove mostras culturais e artesanais.
- Salão de Artes de Dourados (SAD): situado no antigo Supermercado Catarinense, promove exposição de obras de artistas douradenses e da região.
Museu
- Museu Histórico de Dourados: o acervo do museu conta com documentos sobre a história de Dourados: fotografias e objetos pessoais de pioneiros como Marcelino Pires, moedas, móveis antigos, indumentárias, livros, revistas, além de um acervo indígena. O Museu foi criado em 1977 e reinaugurado em 20 de dezembro de 2002.
Instituições literárias
Entidades
- Academia Douradense de Letras: com sigla A.D.L., é uma associação de duração ilimitada, que tem finalidade exclusivamente literária e cultural, legalmente constituída em pessoa jurídica. É a associação literária máxima que representa a cidade de Dourados perante a Academia Brasileira de Letras.
- Grupo Literário Arandu: fundado em 17 de maio de 1997, pelos escritores Carlos Magno Mieres Amarilha, Edy Salis Leite, Luciano Serafim, Maria Lucia Tolouei, Nicanor Coelho, Regina Meyer e Simone Areco, com objetivo de incentivar a publicação de obras literárias dos novos autores douradenses. O Grupo se apresentou à sociedade por meio da realização da 1ª Feira de Poesia, nos dias 17 e 18 de maio de 1997, evento que contou com a exposição de varais com poemas de poetas já consagrados em Dourados e de estudantes de escolas públicas e particulares, no Parque dos Ipês, além de apresentações musicais e de capoeira. Na ocasião, foi publicado o Manifesto Arandu, que reivindicava espaços para a difusão e valorização da literatura sul-mato-grossense. Em julho de 1997, o Grupo lançou a Revista Arandu, para a publicação de artigos científicos produzidos na Região e é publicada até hoje.
Bibliotecas
- Biblioteca UEMS: incorporada à biblioteca da UFGD, aberta para visitação.
- Arquivo Público da UFGD: situado dentro da UFGD.
- Biblioteca Pública Municipal Vicente de Carvalho: tem um acervo de 14.500 livros. A biblioteca foi fundada em 1967 e possui uma área para estudo que suporta 32 pessoas sentadas.
- Biblioteca do SESC Dourados: possui 3.800 livros e recebe 7 periódicos semanais e mensais. A biblioteca possui internet e ar-condicionado.
- Biblioteca da Academia Douradense de Letras: a biblioteca possui 3.827 livros e 186 apostilas de 2º grau.
- Biblioteca Isaura Higa: situada dentro da UFGD, possui 22.462 títulos, 44.305 exemplares, 619 periódicos, 614 teses e ainda jornais locais e revistas. Possui local para estudos, ar-condicionado e computadores.
- Bliblioteca da UNIGRAN: a maior de Dourados, com mais de 80 mil exemplares, entre livros e períodicos. É estruturada também com computadores e acesso à internet: localiza-se dentro da UNIGRAN.
- Biblioteca Interativa Centro Social Marista Dourados: possui cerca de 3.500 livros entre Literatura, Didático, Paradidático, Vestibular/Concurso e Pastoral, recebe 6 periódicos semanais e mensais e assina dois jornais locais. Possui local para estudos e computadores.
- Biblioteca Pública Municipal Prof. Chester Soares Bonfim: a Biblioteca fundada pelo prefeito José Laerte Tetila localiza-se na Praça do Cinquentenário.
Referência para o texto: Wikipédia .