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segunda-feira, 15 de agosto de 2022

ROLÂNDIA - PARANÁ

Rolândia é um município brasileiro do norte do estado do Paraná, localizado na Região Metropolitana de Londrina. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2020, era de 67.383 habitantes.
Geografia
A sede do município está situada a 750 metros de altitude. Os municípios limítrofes são Jaguapitã (norte), Cambé e Londrina (leste), Arapongas (sul), Pitangueiras e Sabáudia (oeste).
Seu território se estende pelas microbacias hidrográficas do ribeirão Vermelho, do ribeirão Ema e do rio Bandeirantes do Norte.
Clima
O clima é classificado como Subtropical Úmido Mesotérmico sem estação seca definida, mas com tendência nos meses de verão. O verão geralmente é quente, com médias mensais acima dos 22°C.
No inverno, ocorrem geadas com pouca frequência devido à falta de precipitação nos dias de frio intenso, em que as temperaturas podem alcançar valores de 0,3°C (3 de junho de 2009) e, em ocasiões extremas, chegar a -4°C, como no inverno de 1975, quando nevou em todo Centro-Sul do Estado.
Economia
Nos primórdios de sua colonização, somente os cafezais é que geravam riqueza. Atualmente, além do cultivo da soja, milho, trigo, cana de açúcar e à laranja, a economia a cidade conta ainda com duas empresas frigoríficas, uma cooperativa agropecuária, uma usina de álcool, um setor pecuarista e parque industrial forte.
Esporte
A cidade de Rolândia possui um clube no Campeonato Paranaense de Futebol, o Nacional Atlético Clube Sociedade Civil.
Cultura
Rolândia é a terra natal de Elifas Andreato.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 4 de julho de 2022

CASTRO - PARANÁ

Castro é um município brasileiro do estado do Paraná. Às margens do rio Iapó, tem um potencial turístico devido ao relevo privilegiado (Canyon Guartelá e às belezas próprias da região dos Campos Gerais). Sua fundação ocorreu em 1778 e fez parte do caminho dos tropeiros que iam de Viamão até Sorocaba, tendo forte origem no tropeirismo. Possui o primeiro Museu do Tropeiro do Brasil.
Etimologia
O nome da cidade deve-se a uma homenagem a Martinho de Melo e Castro, Ministro dos Negócios Ultramarinos de Portugal, nos anos de 1785 e 1790. Etimologicamente Castro origina-se do latim "Castru" que significa fortaleza.
História
Castro surgiu às margens do histórico Caminho de Sorocaba, que ligava esta cidade paulista a Viamão, na antiga Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Inicialmente, o atual município de Castro foi um "pouso de tropeiros" à beira da antiga via, ponto de passagem de tropeiros e gado que iam à feira de Sorocaba. Segundo Milleit de Saint' Adolphe, esta região era morada de aborígenes, notadamente os guarapiabas, do grupo tupi. Também há o registro de ataques de índios caingangues aos tropeiros e colonos que circulavam pela região no século XIX.
O local onde atualmente se encontram as pontes rodoviárias sobre o rio Iapó era exatamente era o ponto que oferecia vau, onde cruzavam os tropeiros. A boa aguada, pastagens e clima atraíram as primeiras famílias paulistas de Sorocaba, Santos e Itu, que estabeleceram-se a fim de incrementar a criação de gado, dando a uma povoação que se chamou Pouso do Iapó. Contemporaneamente, ao começo da colonização foram requeridas, por paulistas, as primeiras sesmarias da região.
Pouso do Iapó se firmou como povoação, e, em 1751 foi construída uma pequena capela de "pau a pique", onde os ofícios religiosos eram conduzidos pelo frei Bento Rodrigues de Santo Ângelo. Em 1769, os Padres Carmelitas, vindos de uma frustrada experiência na capela do Capão Alto, ergueram uma nova igreja às margens do rio Iapó, para sede da freguesia que pretendiam criar.
Em 15 de março de 1771, o Pouso do Iapó recebeu a visita do tenente-coronel Afonso Botelho de Sam Payo e Souza, ajudante de ordens do governador-geral da capitania e comandante das forças da ouvidoria de Paranaguá, que não mediu esforços para o desenvolvimento do lugar. A partir daí, foi criada a Freguesia de Sant'Ana do Iapó. Depois de cumpridas as formalidades exigidas pelo direito canônico, o frei Manoel da Ressurreição, bispo da Capitania de São Paulo, em provisão de 5 de março de 1775, determinou as novas divisas da freguesia.
Na nova povoação, estabeleceram-se o capitão-mor Rodrigo Feliz Martins, o capitão Francisco Carneiro Lobo, um dos chefes expedicionários da primeira conquista de Guarapuava, Inácio Taques de Almeida, Manoel da Fonseca Paes, doutor Manoel de Mello Rego, Inácio de Sá Arruda, José Rodrigo Betim, Antonio Pereira dos Santos, João Batista de Oliveira e João Batista Pereira.
A freguesia de Sant'Ana do Iapó desenvolveu-se a contento, sendo que esta elevação à categoria de vila e alteração na denominação prende-se um fato ocorrido na prisão de Limoeiro, em Portugal. Encontrava-se o capitão Manoel Gonçalves Guimarães, grande potentado, enriquecido no contrabando de ouro e dono de extensa área de terras, tanto na freguesia, quanto na Vila de Curitiba. Em determinado dia, o Ministro dos Negócios Ultramarinos d'aquém e d'além mar, Martinho de Melo e Castro, fez uma visita à célebre prisão política, lá encontrou Manoel Guimarães, que, ajoelhado, pediu clemência e liberdade. Em troca, informou que morava no Brasil, numa florescente freguesia, na qual não havia justiça, e os crimes ficavam impunes, mas que, se lhe fosse concedida a liberdade, trataria de elevar a freguesia à categoria de vila, e com o nome do ministro português, e melhorar a vida dos que ali moravam.
O pedido sensibilizou o Ministro, além do que mexeu com sua vaidade, permitindo a libertação de Manoel Gonçalves Guimarães, que, imediatamente, pôs-se a elaborar um plano para cumprir o prometido. Em São Paulo encontrou-se com dr. Francisco Leandro de Toledo Rondon, Ouvidor de Paranaguá, a quem expôs o acontecido. O próprio Ouvidor representou o pedido junto ao Capitão-General Bento José de Lorena. Em 24 de setembro de 1788, a Freguesia de Sant'Ana do Iapó foi elevada à categoria de vila, com território desmembrado de Curitiba e denominação alterada para Vila Nova de Castro. Em julho de 1854, através da lei provincial nº 2, foi criada a Comarca da Vila Nova de Castro, instalada em 21 de dezembro do mesmo ano. Pela lei provincial nº 14, de 21 de janeiro de 1857, a vila ganhou foros de cidade, porém com denominação simplificada para Castro.
Foi grande o fluxo de imigrantes no território castrense, sendo que os primeiros grupos chegaram em 1885. Eram colonos de origem polonesa e alemã, vindo às expensas do governo Imperial. Posteriormente, vieram imigrantes italianos, neerlandeses e russos. Nominam-se as colônias Santa Cândida, Santa Leopoldina, Santa Clara, Carambeí, Iapó, Agostinhos e Russos. O crescimento da Cooperativa Batavo em Carambeí, possibilitou a vinda de novos colonos neerlandeses para o Paraná e, às margens do rio Iapó, foi fundada a Colônia de Castrolanda, onde os imigrantes construíram casas e estradas, além dos estábulos para os reprodutores bovinos de produção leiteira, o que deu início à Cooperativa Castrolanda.
No período da Revolução Federalista (1893-1894), Castro tornou-se temporariamente a capital interina do Paraná, em decorrência do Decreto Estadual nº 24, de 18 de janeiro de 1894. Este fato deu-se em função de Curitiba ter sido ocupada por tropas gaúchas, é rechaçado o poder estadual, que só voltou à normalidade em 18 de abril do mesmo ano, através do decreto-lei estadual nº 25. A lei estadual nº 1 049, de 4 de abril de 1911 criou o Distrito de Socavão, e em 10 de abril de 1930, pela Lei nº 2 768, foi criado o Distrito de Morros, mais tarde denominado Abapã
Clima
O clima é subtropical úmido, com ocorrência de geadas e ocasionalmente neve, com predominância de baixas temperaturas durante o inverno e o outono e temperaturas amenas durante o verão e a primavera, havendo, portanto, grande amplitude térmica. A temperatura média compensada anual é de 17 °C, podendo ficar abaixo de zero no inverno, durante a incursão de massas de ar polares. Embora as precipitações sejam abundantes durante todo o ano, há uma menor frequência nos meses de inverno.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1925 a menor temperatura registrada em Castro foi de −8,4 °C em 6 de agosto de 1963 e a maior atingiu 35,5 °C em 4 de janeiro de 1949. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 153,6 milímetros (mm) em 1° de agosto de 2011.
Economia
A atividade agropecuária é bastante expressiva no município, com plantação de soja, milho, feijão, arroz, cenoura, batata,uva, entre outras e possuindo milhares de propriedades rurais, que se dedicam à criação de gado leiteiro, suínos e aves. A bacia leiteira da região é considerada a principal do Brasil em produtividade e qualidade genética com capacidade aproximada de 400.000 litros/dia.
A Sociedade Cooperativa Castrolanda Ltda, mantém um rebanho de gado Holandês PO e PC com alto padrão genético, além da produção e comercialização de grãos e sementes, sendo que esta Cooperativa, juntamente com a CAPAL - Cooperativa Agropecuária Arapoti Ltda e a Cooperativa Agropecuária Batavo Ltda de Carambeí, fornecem matéria-prima para a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná industrializar os produtos Batavo.
Castro também se sobressai na exploração mineral, com a extração de calcário e talco e na indústria gráfica, moveleira, alimentícia e de pincéis.
Turismo
Paróquia Sant’Ana

A primitiva capela, de barro socado foi construída por escravos em 1704, em honra a Sant’Ana. Em 1769, foi realizada a primeira missa, tendo neste ano sofrido uma reforma. O primeiro pároco, Frei de Santa Teresa de Jesus, chegou dois anos mais tarde em 1771. Passou por diversas outras reformas, sendo que no ano de 1876 foi totalmente concluída, tomando seu aspecto atual. Um ano depois foi construída uma das torres e a segunda, anos mais tarde, no período entre 1945 - 1960, finalizada por Domiciano de Oliveira, que ao reconstruí-la cometeu um erro, esqueceu de inserir ao lado da segunda torre (construída posteriormente) quatro pilares. Anos mais tarde, Domiciano de Oliveira vinha junto a órgãos competentes requerer a correção da segunda torre, o que não foi permitido, pois essa característica passou a ser considerada um marco na história do município.
Museu do Tropeiro
Criado pelas leis 13/75 e 71/76, na gestão do prefeito Lauro Lopes, a casa onde foi instalado o museu foi construída no século XVIII pela família Carneiro Lobo. Sua construção é de estuque, de fiel estilo. Pertenceu ao Padre Damaso, que a comprou de Francisco de Deos Martins e sua mulher Victoriana Alves de Nunciação. Em 1912, foi novamente vendida à Balbina Marques Ribas, que deixou por herança a cinco herdeiros. Em 1975, o imóvel pertencia à Leonilda Madureira e foi adquirido, por compra, pela prefeitura sendo submetido a restauração mediante orientação do Serviço do Patrimônio Histórico do Estado. Seu acervo conta com aproximadamente 400 peças. Além de retratar a vida do tropeiro, apresenta documentos e objetos históricos, peças sacras, aferições e artesanato. Está localizado na Praça Dr. Getúlio Vargas.
Colônia de Castrolanda
Em Castrolanda situa-se um dos maiores moinhos de vento do mundo: inaugurado em 2001, De Immigrant (O Imigrante) é um grande monumento de 26 metros de envergadura, possui duas mós conseguindo produzir até 3.000 kg de farinha de trigo, e mecanismos, engrenagens, pinos e encaixes feitos quase que totalmente em madeira. O projeto é assinado e executado pelo holandês Jan Heijdra, especialista em de moinhos de vento, como uma homenagem aos imigrantes neerlandeses da década de 50 que colonizaram a região. O moinho é acionado pelo moleiro. Além do moinho, a construção abriga salão de eventos, museu, restaurante e biblioteca. No local também são expostos e comercializados artesanato e souvenirs da colônia e da Holanda.
Casa da Cultura Emília Erichsen
Neste edifício em 1862 foi fundado o primeiro jardim de infância do Brasil por Dona Emília Erichsen. O prédio foi vendido em 1 de agosto de 1905 à Carlos Betenheuser, e posteriormente, em 20 de julho de 1982 foi adquirido para desmembramento e instalações do Banestado (antigo Banco do Estado do Paraná, comprado pelo Banco Itaú). Em 16 de agosto de 1982, parte do prédio foi doada ao município, funcionando hoje como a Casa da Cultura. Localiza-se na Rua Dr. Jorge Xavier da Silva.
Morro do Cristo
Situa-se num dos pontos mais altos de Castro, e pode ser avistado de todos os lados da cidade e arredores. Sobre ele está uma estátua do Cristo Redentor e um pequeno parque de diversões. Localizado na Rua Coronel Olegário de Macedo.
Rio Iapó
Corta o perímetro urbano e permite a navegabilidade de canoas e lanchas de pequeno porte. Seu leito é sinuoso e bastante piscoso. Encontra-se a 18 km do centro e, nele está a queda do Pulo.
Saltos
O município possui um potencial hídrico representativo e de exuberante beleza, com inúmeros saltos, quedas e corredeiras, onde se destacam a queda do Pulo no rio Iapó, os saltos São João, da Cotia e das Andorinhas e as corredeiras do rio Guararema.
Prainha - Parque Balneário Dr. Libânio Estanislau Cardoso
Praia do rio Iapó, no perímetro urbano e com total infraestrutura de lazer. É um dos principais balneários fluviais do Paraná e, tornou-se um ponto turístico e de lazer, com cascata d’água, lanchonete, campos de futebol, quadra de esporte, churrasqueira, ringue de patinação etc.
Fazenda Capão Alto
A vocação hospitaleira de Castro começou no século XVIII, quando tropeiros que faziam o caminho Viamão - Sorocaba transportando gado encontraram às margens do rio Iapó um pouso seguro. É nesta época, 1704, que se deu a fundação da Fazenda Capão Alto, localizada em terras de sesmaria concedidas a Pedro Taques de Almeida, seus filhos e genros. Por ocasião da morte do patriarca, os direitos da vasta concessão de terras passaram a seus descendentes, ficando Timóteo Corrêa de Góes com a gerência das terras localizadas no Capão Alto.
Em 1749, a fazenda foi levada a leilão e arrematada por José de Góes Moraes que, em 1751 teria feito doação ou venda da mesma, aos religiosos de Nossa Senhora de Monte Carmelo. Os carmelitas ali permaneceram por mais de um século como agricultores e criadores de gado. Em meados do século passado os religiosos deixaram a fazenda em quase completo abandono, sendo que seus inúmeros escravos passaram a tomar conta, organizando um quilombo ordeiro e pacífico. Dentro de um sistema de república altamente democrático, os negros do Capão Alto consideravam-se apenas de Nossa Senhora. Diariamente compareciam à capela, onde oravam, e pediam ordens da Virgem. Sempre sob sua inspiração elegiam semanalmente um diretor para orientar o serviço de distribuição de prêmios e sanções, segundo as necessidades. Em 1864, os "escravos carmelitas" foram vendidos para uma firma de São Paulo, mas quando seus donos vieram buscá-los, recusaram-se a sair da fazenda. Iniciou-se uma revolta que só foi dissipada pela intervenção do chefe de polícia de Curitiba.
Em 1870, Bonifácio José Batista, o Barão de Monte Carmelo, comprou a fazenda, que foi passando para seus herdeiros até chegar à sua neta Evangelina Madureira.
Após 1940 esteve em mãos de dois compradores estranhos à família e em 1979 foi vendida à Cooperativa Central de Laticínios do Paraná. Suas construções refletem a imagem dos casarões coloniais típicos das fazendas de café. A casa central foi erguida em taipa de pilão, uma das únicas do gênero do Paraná, achando-se tombada como patrimônio pelo Estado.
Fazenda Potreiro Grande
A casa sede de uma fazenda de gado toda construída em pedra é o local aconchegante e rústico onde são recepcionados os visitantes, admiradores da vida no campo e que podem desfrutar de uma área de 1200ha, incluindo matas nativas, trilhas ecológicas, passeios a cavalo, tanques para pescaria e piscina. Toda a alimentação é preparada com produtos da própria fazenda, como o leite, o pão, os peixes e os legumes. Distante de Curitiba 142 km, o acesso é feito pela BR-376 até Ponta Grossa, pegando a PR-151 por Alagados até o distrito de Abapã em Castro.
Sítio Santa Olívia
Situado no Canyon Guartelá às margens do rio Iapó possui pousada com acomodações para 12 pessoas, churrasqueiras, trilhas para passeios a pé e a cavalo em meio a exuberante vegetação. Corredeiras com pequenas cascatas e subida ao morro de São Francisco são algumas opções de lazer que juntamente com a pesca das famosas tubaranas ou tabaranas, proporcionam um excelente ambiente para relaxamento. Existe também um recanto para os esotéricos e místicos exercitarem suas mentes.
Artesanato, gastronomia e folclore
O artesanato local é bastante rico e variado, utilizando como matéria-prima argila, palha de milho, madeira, piri e lã de carneiro.
O prato típico é o "Castropeiro", uma homenagem aos tropeiros que colonizaram a cidade de Castro. Consiste no feijão tropeiro temperado, carne de gado e de porco, quibebe de abóbora, couve com torresmo acompanhado de pão caseiro.
O folclore manifesta-se através do Grupo Folclórico Holandês de Castrolanda formado em 1953 que visa a apresentação de danças típicas tradicionais das diversas regiões da Holanda. Há também o CTG Querência Campeira, que revive o folclore gaúcho.
Esporte
No passado a cidade de Castro possuiu algumas equipes no Campeonato Paranaense de Futebol: o Caramuru Esporte Clube e o Juventude.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

CIANORTE - PARANÁ

Cianorte é um município brasileiro localizado na região noroeste do estado do Paraná.
História
Planejada pela empresa Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná, seu traçado urbanístico foi inspirado no projeto de Ebenezer Howard, com sua Cidade-Jardim. A cidade foi criada através da Lei Estadual nº 2.412 de 13 de julho de 1953, e instalada em 15 de dezembro do mesmo ano, sendo desmembrada de Peabiru.
Geografia
O município esta a uma altitude de 530 metros, possuindo um território de pouco mais de 811 km². Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2021, era de 84 980 habitantes.
Rios
Vários rios passam pelo município, sendo os principais o Rio dos Índios e o Ligeiro.
Clima
O clima é subtropical (chuvas bem distribuídas), sendo a temperatura média do mês mais frio inferior a 14 °C e estando as temperaturas médias anuais em torno de 30 °C. No verão já chegou-se a registrar 39 °C.
Economia
A cultura cafeeira foi quem impulsionou a economia cianortense até os anos 1970, quando novas culturas passaram a ser utilizadas, diversificando, assim, a agricultura da cidade, e futuramente passou a contar com indústrias, principalmente com a do vestuário.
Indústria
Possui distrito Industrial, parque industrial e uma zona industrial, possuindo 875 indústrias. Cianorte se destacou mais pelo fato de conter diversas empresas no ramo da confecção, hoje no total são mais de 550 grifes conhecidas nacionalmente. A cidade é conhecida como Capital do Vestuário.
Igrejas
Cianorte Possui 6 paróquias e várias capelas:
- A paróquia Sagrada Família.
- A paróquia Santa Rita de Cássia.
- A paróquia São Vicente de Paula.
- A paróquia Sagrado Coração de Jesus.
- A paróquia São Lourenço.
- Santuário Eucarístico Diocesano de Nossa Senhora de Fátima.
Parque Cinturão Verde
Criado em 22 de abril de 2000 pela lei municipal nº 2.067, o Parque Cinturão Verde é uma unidade de conservação de proteção integral composta por 423 hectares de mata atlântica, circundando toda a cidade e abrigando animais silvestres como macacos, quatis, cobras, ouriços, lagartos, pássaros, tamanduás e jaguatiricas, além de duas trilhas: "da peroba" e a "do fantasminha".
Esporte
A cidade possui o Cianorte Futebol Clube como representante no Campeonato Paranaense de Futebol. No passado também participaram o Cianorte Associação Física Educativa e o Cianorte Esporte Clube.
Em 2019, foi anunciado o início dos voos comerciais no aeroporto de Cianorte, com aeronaves Cessna Grand Caravan da empresa Two Flex, em parceria com a Gol Linhas Aéreas, ligando o município a Curitiba.
Referência para o texto: Wikipédia .

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

PATO BRANCO - PARANÁ

Pato Branco é um município brasileiro localizado no sudoeste do Paraná. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2019, era de 82.881 habitantes. A cidade se destaca na microrregião como um centro de serviços com ênfase nos setores da saúde e da educação.
A partir de 1996, Pato Branco diversificou sua economia através de incentivos fiscais a empresas dos setores de informática e eletroeletrônico, o que resultou na criação de um pequeno centro tecnológico industrial. A agricultura também representa uma importante fatia na economia do município. A existência de uma instituição federal de ensino superior, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (antigo CEFET) enfatiza o caráter de "centro provedor de serviços" regional de Pato Branco.
História
As primeiras explorações dos Campos de Palmas, onde atualmente se localiza o município de Pato Branco, começaram em 1720, através das expedições de Zacarias Dias Côrtes. Em meados dos anos 1830, a expedição de Pedro de Siqueira Côrtes explorou mais adentro os Campos de Palmas, na mesma época em que os primeiros colonos vindos principalmente do Sul do Brasil se instalaram na região.
No início do século XX, dois pequenos povoados se formaram próximo dos rios Pato Branco e Ligeiro. Em 1918, para acolher os insatisfeitos quanto a decisão sobre a Guerra do Contestado e aumentar a ocupação das terras próximas a divisa com Santa Catarina, o Governo do Paraná criou a Colônia Bom Retiro. Tratava-se de pessoas que, entre outros motivos, não aceitavam morar nas terras contestadas que passaram a ser de Santa Catarina. Na Colônia de Bom Retiro, estavam inclusos os dois povoados que haviam se tornado vilas: Bom Retiro e Vila Nova. Vendo a prosperidade da nova região muitos moradores de Palmas e Clevelândia mudaram-se para as vilas, contribuindo ainda mais para o desenvolvimento local.
Na década de 1930, sabendo do crescimento da região Sudoeste do Paraná, o Governo Federal criou uma linha telegráfica de Ponta Grossa até Barracão, passando por Guarapuava e Clevelândia. Entre Clevelândia e Barracão foram criados dois postos de telégrafo, sendo um deles em Bom Retiro, conhecido como Posto do Rio Pato Branco, utilizado também pelos moradores de Vila Nova. O ramal trouxe consigo a expressão “Pato Branco”, ou seja: o telégrafo de Vila Nova continuou sendo identificado como posto do Rio Pato Branco. Os operadores jamais se correspondiam com outras localidades utilizando os nomes de Vila Nova ou Bom Retiro. Logo as demais cidades do estado conheciam a região como Pato Branco, promovendo assim a mudança de nome do distrito.
A partir de 1938, os cartórios oficializaram, aos poucos, o nome “Pato Branco”. Registros relatam uma mutação que passou por nomes como: Vila Nova de Pato Branco, Vila de Pato Branco, ex-Bom Retiro, Distrito de Pato Branco e Pato Branco.
A instalação oficial se deu no dia 14 de dezembro de 1952. O território foi emancipado do município de Clevelândia.
Símbolos municipais
Bandeira
O significado da bandeira de Pato Branco, município brasileiro do estado do Paraná, se da de acordo com a Lei Municipal 655/86, que apresenta o significado da bandeira em três cores:
- O verde do triângulo é a natureza vegetal, na área do município e em seu estado primitivo e é ainda a esperança;
- O branco traz a mensagem da paz, também representa as bases sobre as quais se constroi uma sociedade coesa e sadia;
- O amarelo representa as riquezas naturais com que Pato Branco foi agraciada, e também o progresso, coragem e fé inabaláveis.
Brasão
O Brasão do Município compõe-se de um escudo de formato ibérico, terciado em pala de blau (azul). O pato, de plumagem branca volante e centrado no chefe do escudo e a faixa ondulada no contra chefe diminuto do escudo evocam o nome do Município, revelando assim as armas falantes do lugar. A faixa branca ondulada representa o Rio Pato Branco. As duas chaves, de ouro e prata, postas em aspa do escudete de goles (vermelho) sobre a porta central da coroa mural, representam o Santo padroeiro do Município (São Pedro).
Os dois suportes, representados por um ramo de milho espigado à direita e por um ramo de soja frutificado à esquerda, simbolizam as principais culturas agrícolas do Município (1987). A abreviatura cronológica à direita indica a data de criação do Município e a abreviatura cronológica à esquerda indica a data da Instalação do Município. (Lei Municipal 655/86).
Geografia
Clima
O clima de Pato Branco na Classificação de Köppen é o mesotérmico Cfa na classificação de Köppen, caracterizado por temperaturas médias no mês mais frio inferiores a 18 °C e temperaturas médias no mês mais quente acima de 22 °C, com verões relativamente quentes, geadas frequentes e chuvas bem distribuídas ao ano. O clima de Pato Branco é também sujeito a nevadas ocasionais, as quais, nos anos recentes, ocorreram em 1994, 2000 e 2013. Trata-se de um clima tipicamente subtropical úmido, com chuvas bem distribuídas ao longo de todo ano, isto é, sem uma estação seca definida, mas com um verão, outono, inverno e primavera sensivelmente perceptíveis.
O clima da cidade é também influenciado pela altitude moderada da região e também pela continentalidade (em razão da distância em relação ao litoral). Em 21 de agosto de 1965, foi feita uma fotografia da Praça Getúlio Vargas coberta de neve, uma tempestade relativamente grande, mas não há registro da temperatura no momento do retrato.
Educação
Pato Branco possuí várias instituições de nível superior, das quais as principais são: Centro Universitário Internacional (UNINTER) - PAP Pato Branco; Centro Universitário de Pato Branco (UNIDEP) - Campus Pato Branco; Faculdade Mater Dei; Universidade Aberta do Brasil (UAB) - Polo de Pato Branco; Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) - Unidade Pato Branco e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) - Campus de Pato Branco;
Esporte
A cidade conta com Pato Futsal e no futebol de campo com o Pato Branco Esporte Clube e o Azuriz Futebol Clube Pato Branco. No passado também contou com os clubes de futebol Internacional e Palmeiras.
Títulos estaduais no futsal
- Campeonato Paranaense de Futsal Chave Ouro: 1 (2006 e 2017).
- Campeonato Paranaense de Futsal Chave Prata: 3 (2002, 2011 e 2016).
- Taça Paraná de Futsal: 1 (1990).
- Jogos Abertos do Paraná: 2 (1997 e 2004).
- Jogos Abertos do Paraná divisão B: (2002 e 2013).
Títulos nacionais no futsal
- Jogos Abertos do Brasil: 2 (1997 e 2004).
- Taça Brasil de Futsal: 1 (2018).
- Liga Nacional de Futsal: 2 (2018 e 2019).
Títulos estaduais no futebol
- Divisão de Acesso Paranaense: 2 (1981 e 1986)
- Terceira Divisão Paranaense: 1 (2009)
Cultura
No seriado Toma Lá, Dá Cá, Alessandra Maestrini interpretava a empregada Bozena, que vivia contando histórias bizarras de moradores da sua cidade natal, Pato Branco, começadas com o bordão "Lá em Pato Branco daí...". Maestrini, que na verdade é paulista de Sorocaba, foi homenageada pela Câmara de Pato Branco, e se tornou garota-propaganda de uma das principais empresas da cidade, a Indústria de Fogões Atlas Eletrodomésticos.
Referência para o texto: Wikipédia .

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

PARANAVAÍ - PARANÁ

Paranavaí é um município brasileiro localizado no Noroeste do estado do Paraná, principal centro da microrregião local. Sua altitude e de 425 m e sua área total é de 1.202,266 km². Em 2020, a sua população foi estimada em 88 922 habitantes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
História
Entre as mais jovens regiões do estado do Paraná a serem povoadas e colonizadas, como decorrência do ciclo do café, está a imensa zona situada a noroeste, nas bacias dos rios Ivaí e Paranapanema, nos limites do Paraná com o Mato Grosso do Sul.
Período pré-colonial e colonial
No início do século XVI, espanhóis e portugueses fizeram suas primeiras penetrações, quase ao mesmo tempo, desencadeando as primeiras lutas pela posse efetiva da terra. Assim, o descobrimento, o desbravamento e o povoamento das terras que constituem hoje o estado do Paraná foram obra de castelhanos, portugueses e bandeirantes paulistas que, a partir de 1602, começaram a fazer suas primeiras "entradas" no "Sertão guairenho", trilhados ou caminhos fluviais e as "picadas" íngremes do sertão. Data do início dessas penetrações a abertura dos primitivos caminhos através do sertão conhecido pelas denominações de caminho de Peabiru, caminho fluvial do Rio Cubatão, de Itupeva e do "Arraial" e de Sorocaba a Viamão, por onde transitaram, no século XVI, expedições das mais diversas.
A partir de 1554, já existiam nas bacias dos rios Paranapanema, Ivaí, Tibagi, Piquiri e Paraná as "reduções" jesuíticas e as cidades da República do Guairá.
De qualquer forma, durante quase quatro séculos, a zona setentrional do Paraná ficou esquecida e abandonada, sendo visitada apenas por viajantes, bandeirantes e exploradores europeus.
Primeiro núcleo populacional
A região onde hoje se encontra o município de Paranavaí pertenceu em épocas sucessivas do povoamento às comarcas de Tibagi, Londrina, Rolândia, Apucarana e Mandaguari. Até o ano de 1920, a zona era completamente desabitada, constituída de terras devolutas de propriedade do Estado. A partir desta data foi que iniciou o povoamento e colonização da região. O único meio de comunicação até então existente era uma estrada antiga que, partindo de Presidente Prudente, no estado de São Paulo, cruzava o rio Paranapanema, em sentido leste-oeste, atingindo a localidade, onde surgiu, mais tarde, o município de Paranavaí. O primeiro núcleo populacional surgiu na antiga "Fazenda Montoia", que se situava no mesmo local onde hoje se encontra a "Fazenda Experimental do Estado". Aí, em 1930, já existia um Cartório de Registro Civil, o que significa que Montoia, naquela época, já era Distrito judicial.
Fazenda Velha Brasileira
A partir de 1930, o povoamento deslocou-se rapidamente para a "Fazenda Velha Brasileira" (atual zona urbana de Paranavaí), em cujas terras virgens e férteis foi plantado nada menos que um milhão de pés de café. A inesgotável exuberância da terra da "Fazenda Velha Brasileira" atraiu, em curto lapso de tempo, pessoas de todos os quadrantes do país, que vieram, de uma ou outra forma, contribuir para o progresso e desenvolvimento da cidade nascente. A "Fazenda Velha Brasileira" - surgindo sob inspiração de Dr. Lindolfo Collor, um dos líderes da Revolução de 1930 e autor da legislação trabalhista brasileira, veio a pertencer-lhe. Posteriormente foi transferida à "Companhia Braviaco".
Colônia Paranavaí
Algum tempo mais tarde, por conta do "Decreto No. 800" de 8 de abril de 1931, assinado pelo General Mário Tourinho, então Interventor Federal do Paraná, as terras de Paranavaí voltaram ao domínio do Estado, sendo autorizado o seu loteamento. Data dessa época o início da decadência da povoação e da localidade. Devido à burocracia existente, verificou-se um verdadeiro êxodo na população, que abandonava o patrimônio para fixar-se noutra localidade. Somente a partir de 1944, reiniciou-se o loteamento sob orientação do Dr. Francisco de Almeida Faria, quando, então se acredita, a localidade recebeu a denominação de "Colônia Paranavaí", neologismo formado pela junção dos nomes dos rios Paraná e Ivaí.
Estrada boiadeira
Considerando que a colônia estava ligada unicamente ao Estado de São Paulo, o interventor Manoel Ribas resolveu determinar a abertura de um picadão que, partindo de Arapongas, ligasse Paranavaí ao resto do estado. Esse caminho foi novamente aberto e melhorado em 1939 pelo Capitão Telmo Ribeiro, e desde a sua abertura foi conhecida pela denominação de Estrada Boiadeira. Em virtude da Companhia Colonizadora haver retirado o apoio à localidade, caiu o desanimo sobre a população, ao ponto de desaparecer completamente e ser extinto o Distrito de Montoia. Assim, em 1944, a população de Montoia era inferior à existente em 1930.
Retomada do desenvolvimento
A partir de 1944, Paranavaí ressurgiu num surto de realizações e progresso sem interrupção, nem mesmo com as catastróficas geadas de 1953 e 1955. Para construir a primeira capela, foi derrubada a mata virgem. A primeira missa foi celebrada na casa de Waldomiro de Carvalho, nas proximidades da antiga estação Rodoviária. O fato ocorreu no dia 25 de dezembro de 1944, sendo celebrante o padre João Guerra.
Criação do município
O município foi criado com o desmembramento de Mandaguari, pela Lei Estadual No. 790 de 14 de dezembro de 1951, e solenemente instalado em 14 de dezembro de 1952, com a posse do seu primeiro prefeito municipal, o médico José Vaz de Carvalho, e instalação da Câmara Municipal. Na época de sua autonomia, o município de Paranavaí era formado apenas por dois distritos: Catarinenses e Porto São José.
Comarca de Paranavaí
A administração de José Vaz de Carvalho imprimiu tal progresso no município que, já em 1953, pela Lei Estadual No. 1542, de 14 de dezembro, era elevado à categoria de Comarca, sendo instalada como Comarca de 2ª entrância em 1 de março de 1954, tendo como primeiro Juiz de Direito, Sinval Reis e primeiro Promotor Público, Carlos Alberto Manita. Em 2012 foi elevada para Comarca de Entrância Final, mais alto grau da estrutura judiciária Paranaense e conta com dois varas cíveis, 2 varas criminais, uma vara do juizado especial e uma vara de família e anexos, bem como com os cartórios de Registro de Imóveis, Protesto, Registro Civil e o Tabelionato Oscar Tomazoni, Tabelionato Carlos Gomes Roque e Tabelionato Itajana Barreto Costa.
Diploma de honra
Em 1956, no concurso promovido pela Associação Brasileira de Municípios, Paranavaí foi classificada, recebendo o "Diploma de Honra", como um dos cinco municípios de maior progresso e desenvolvimento em todo o Brasil sendo entregue pelo então presidente da república Juscelino Kubitschek.
Ensino superior e técnico
A cidade é considerada um polo da educação superior da região Noroeste do Paraná, com instituições como a Universidade Estadual do Paraná[6], que possui sete campi. Em 2013, o governador Beto Richa apresentou o projeto de lei 144/2013 que previa a efetiva criação da universidade e a definição da cidade de Paranavaí, como sede da reitoria da Unespar. O projeto foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa (por 46 votos a zero).
Instituições de ensino - Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) - Campus Paranavaí; Universidade Paranaense (UNIPAR) - Campus Paranavaí; Faculdade de Tecnologia e Ciências do Norte do Paraná (UNIFATECIE); Universidade Aberta do Brasil (UAB); Instituto Federal do Paraná (IFPR) - Campus Paranavaí; Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) - Campus Paranavaí; Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) - Unidade de Paranavaí e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) - Unidade de Paranavaí.
Economia
A citricultura é uma das mais recentes alternativas agrícola da região. Apesar de nova, ela veio com muita força e transformou Paranavaí no maior produtor de laranjas do Paraná. A safra 2002/2003 produziu 6 milhões de caixas de laranja (estimativa baseada na quantidade vendida para as duas indústrias instaladas no município). A multinacional Louis Dreyfus Commodities e a Indústria, Comércio e Exportação LTDA (Citris), são as responsáveis pela transformação da laranja. Dois outros subprodutos da laranja, óleo essencial e o D'limoneno, também são exportados. No mercado interno, o suco abastece as indústrias de refrigerantes.
A região de Paranavaí também produz mandioca, algodão, café, bicho-da-seda, pecuária, abacaxi e soja. Dessas, a produção de mandioca é a mais significativa. É a segunda maior do estado e ocupa 30 mil hectares. A produtividade da região é duas vezes superior que a média nacional. Na região se colhe, em média, 30 toneladas por hectare. A média brasileira é de 13 toneladas por hectare. Boa parte da produção é processada em indústrias da cidade como a multinacional General Mills do Brasil e outras fecularias.
O café ocupa 14 mil hectares de lavouras. Este número aumenta a cada dia com a implantação do sistema de café adensado, que está trazendo de volta a cafeicultura para o Noroeste do estado.
O bicho da seda é uma cultura que gera muitos empregos. São duas mil toneladas de casulos de bicho da seda produzidos na região, comercializados nas indústrias de fiação de seda.
A principal atividade da região é a pecuária de corte. As pastagens ocupam 75% da área da região. O rebanho é de aproximadamente 1 milhão e 100 mil cabeças e a raça predominante é a nelore.
Na região, também é forte a criação de búfalos. É o segundo maior rebanho de bubalinos do Paraná.
Para atender um segmento deste, Paranavaí conta com dois grandes frigoríficos com capacidade de abate de 1400 bois por dia. São aproximadamente 450 toneladas de carne por dia, que abastecem os estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Juntos, os frigoríficos geram mais de 650 empregos diretos e estão prontos para colocar seus produtos no Mercado Comum Europeu.
Paranavaí conta com uma estrutura de pesquisas e difusão de tecnologia, Instituto Paranaense de Assistência Rural (IAPAR) e a Estação Experimental de Cana-de-Açúcar da Universidade Federal do Paraná representam um avanço tecnológico para a agricultura da região.
Cultura
Paranavaí conta com um dos mais modernos teatros do Paraná. O Teatro Municipal Dr. Altino Afonso Costa, que foi inaugurado na noite de primeiro de abril de 2003 com o espetáculo "O Segundo Sopro", do Balé Teatro Guaíra. O Teatro está no Centro Cultural Rodrigo Ayres, possui 357 lugares, palco em estilo italiano, três camarins e ar condicionado central. A obra tem ainda um elevador para pessoas deficientes e um moderno sistema de som.
O Festival de Música, Poesia e Contos de Paranavaí (Femup) é um dos únicos do gênero no Brasil, realizado desde a década de 1960. E ainda o projeto Ler para Crescer, que é uma feira onde são expostos vários livros e trabalhos para todo tipo de idade.
Além do Teatro Municipal, a cidade conta com uma Casa de Cultura, um pequeno teatro para apresentações e eventos menores. Paranavaí possui duas salas de cinema.
Indústria e comércio
No setor industrial, Paranavaí conta com mais de 340 empresas nacionais e multinacionais. O parque industrial tem uma área de mais de 100 hectares. O comércio de Paranavaí responde com 45% do valor da economia, enquanto a indústria corresponde com 32% do bolo. O restante, cerca de 23%, é formado pelos produtos primários da agricultura e da pecuária. A cidade possui um comércio atrativo que conta com grandes redes nacionais, além de diversas franquias de vários seguimentos. Paranavaí conta com supermercados, hipermercados e um Shopping Center, que faz da cidade referência no setor de comércio, serviços e lazer.
Esporte
Paranavaí é um dos polos esportivos do Estado, possuindo uma equipe de futsal, a São Lucas, que disputa a elite do futsal paranaense. Possui também a equipe de atletismo, equipe de ciclismo e equipe de xadrez, time de handebol, estas com destaque em cenário nacional e internacional. Ainda possui vários esportes amadores pela cidade, que são organizados através de associações. A principal equipe esportiva da cidade é o Atlético Clube Paranavaí, campeão paranaense de 2007 e vice de 2003.
Em Janeiro de 2009, Paranavaí sediou o Campeonato Paranaense Absoluto de Xadrez.
Referência para o texto: Wikipédia ..

terça-feira, 15 de junho de 2021

FRANCISCO BELTRÃO - PARANÁ

Francisco Beltrão é um município brasileiro localizado no sudoeste do estado do Paraná. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2019, era de 91.093 habitantes.
História
A princípio a região onde hoje encontra-se a cidade era mata virgem, cerrada e formada principalmente por Pinheiros-do-paraná (Araucaria angustifolia). Os primeiros registros de habitantes datam de 1922, todavia somente nos anos 1940 intensificou-se o processo de povoamento efetivo. Os primeiros habitantes foram gaúchos e catarinenses, principalmente descendentes de imigrantes alemães e italianos, fato que reflete até hoje na cultura da cidade.
Em 1943, foi instalada na margem norte do Rio Marrecas a CANGO (Colônia Agrícola Nacional General Osório), com a função de organizar a distribuição de terras entre os colonos recém-chegados.
A CANGO situava-se onde hoje encontra-se o exército, no lado oposto do rio a onde situa-se hoje a parte central da cidade. À época a ligação entre as duas partes era feita por uma ponte de madeira coberta por tabuinhas, onde hoje existe uma ponte de concreto que liga as avenidas Júlio Assis Cavalheiro (em homenagem ao pioneiro que loteou a parte central da cidade), e a avenida Cristo Rei.
A CANGO era a principal instituição de Francisco Beltrão. Quase toda a renda do povoado, chamado à época de Vila Marrecas, provinha dela. Sua ação fomentadora foi tanta que logo a vila atingiu um desenvolvimento razoável a ponto de tornar-se cidade.
Em 1948 foi instalado na cidade, junto a sede da CANGO, o exército. Devido a proximidade da cidade com a fronteira Argentina, a necessidade de garantir o território motivou a instalação dessa instituição. Algo similar ao que ocorre hoje com as bases brasileiras próximo as fronteiras da Amazônia.
Logo uma estrada foi aberta ligando a vila a outra localidade, a Vila Ampére, essa estrada era denominada Estrada do Picadão.
O rápido progresso demandou a instalação de um município, fato consolidado em 14 de novembro de 1951, quando desmembrou-se de Clevelândia a área que hoje pertence a Beltrão. O nome da cidade foi escolhido em homenagem ao engenheiro Francisco Beltrão, uma das primeiras pessoas a passar pela cidade. A instalação oficial deu-se em 14 de dezembro de 1952, sendo esta data atualmente feriado comemorativo da criação da cidade.
A distribuição das terras criou logo um conflito entre os colonos que moravam nas terras mas não possuíam escritura e Companhias de Terras que alegavam ser as proprietárias legais. Esse conflito eclodiu no dia 10 de outubro de 1957 e ficou conhecido como A revolta dos posseiros. Neste dia centenas de colonos tomaram a sede da CITLA, e expulsaram a companhia da cidade. Foi um marco na história do município este movimento.
Economia
A economia beltronense é a segunda maior na mesorregião, com um PIB de R$2.621.480.000,00, o que perfaz um PIB per capita de R$30.306,48. Por ser o maior município da região, a cidade acaba concentrando a maior parte dos serviços e do comércio da região. As atividades econômicas que mais geram empregos são a indústria de produtos alimentícios, a indústria têxtil, o comércio varejista e a administração pública. Entre os anos de 2000 e 2007 o PIB do município apresenta uma expansão real de 43,62%, ou uma expansão geométrica anual de 5,30%, acima da média do estado e do país, no mesmo período.
Setor primário
A extensa área territorial e o latossolo roxo de excelente qualidade contribuem para que a agricultura e a pecuária tenham expressiva importância na formação do PIB municipal. Todavia o relevo é algo acidentado em boa parte do território, impedindo um melhor aproveitamento do potencial agrícola. Na agricultura as duas principais culturas são a soja e o milho. 
No município também são cultivados comercialmente aveia, batata-doce, cana-de-açúcar, feijão, fumo, mandioca, trigo e uva. 
Na pecuária as principais atividades são a bovinocultura, a suinocultura, a avicultura, a produção de leite, de mel e de ovos de galinha e codorna. A avicultura ocupa lugar de destaque na composição do PIB do setor primário, devido a existência de uma unidade industrial da Sadia, que absorve uma expressiva parcela da População Economicamente Ativa municipal (cerca de 8%) e ainda mantém cerca de 800 aviários em toda a região, sendo de grande importância para o município.
Na indústria extrativista a produção mineral se concentra basicamente em dois tipos de produtos, argila e pedra-brita (basalto).
Setor secundário
No setor secundário destacam-se o polo de confecções de vestuário, com mais de 100 empresas do ramo na mesorregião, o setor moveleiro concentrando um pequeno polo do ramo, o setor de metal-leve (produtos de alumínio e outras chapas leves), além do setor da agroindústria que conta com grandes empresas como a Sadia e a Perdigão. Existem atualmente 4 distritos industriais delimitados (Romano Zanchet, Ulderico Sabbadin, CONAB, e São Miguel).
Setor terciário
O setor terciário tem grande importância não só em nível municipal, mas também em nível regional, sendo que na cidade de Francisco Beltrão está instalado boa parte da área de segurança publica da região, com a concentração regional de serviços médico-hospitalares (Policlínica São Vicente de Paula, Hospital Regional, Hospital São Francisco, Centro de Oncologia, diversas clínicas e laboratórios), serviços automotivos (peças e concessionárias), além de um comércio varejista diversificado e diversos órgãos governamentais.
Clima
O clima predominante de Francisco Beltrão na Classificação de Köppen é Cfa (temperado, com invernos amenos cuja temperatura é superior a -3 °C e inferior a 18 °C e verões quentes com temperatura superior a 22 °C). Entretanto no extremo oeste do município, nas áreas acima de 850 m de altitude ocorre a classificação climática Cfb. Em termos quantitativos, podem ocorrer em dias de condições atmosféricas semelhantes, gradientes de até 5 °C entre as baixadas no nordeste do município (450 m de altitude) e as terras altas da Serra no oeste (até 950 m).
Graças à distância de cerca de 400 km do oceano, a amplitude térmica anual é de 9 °C, sendo uma das maiores do estado. Com isso os invernos tendem a ser mais frios e os verões mais quentes que regiões com latitude e altitude semelhantes, porém localizadas em lugares mais próximos ao mar.
A parte urbana da cidade sofre pouca ação dos ventos, pois está localizada em uma espécie de "bacia", sendo totalmente cercada por morros com altitudes de cerca de 100 m superiores ao da área central. Deste modo o vento costuma ser de fraca intensidade, e ventos fortes só são registrados durante tempestades.
O verão é muito quente e chuvoso, muitas vezes a temperatura passa dos 30 °C, raramente passando de 35 °C. Todavia já foram registados até 38,3 °C em Novembro de 1985, recorde máximo para a cidade desde 1974. No verão são comuns as chuvas de fim de tarde, quando a umidade associada ao calor gera nuvens pesadas com chuvas de curta duração.
O inverno apresenta-se como uma estação um pouco mais seca que o verão, chovendo apenas com a passagem de frentes frias. Junto com a chuva vem geralmente o frio, que pode chegar a até -5 °C, conforme registrado em Julho de 1975, ano inclusive em que foi registrada a última queda de neve na cidade (no dia 20 de Julho). De modo geral pode-se dizer que nesta época os dias são amenos, sendo relativamente frio no início da manhã e depois que o sol se põe.
As chuvas são bem distribuídas ao longo do ano com maior incidência na Primavera e Outono e a menor durante o inverno (em volume). Já considerando-se os dias chuvosos, observa-se uma média de 11 a 14 dias chuvosos por mês entre os meses de Setembro até Março e de 8 a 10 dias entre Abril até Agosto. A precipitação anual é superior a 2 mil milímetros, mas costuma variar bastante, principalmente devido a eventos como o El Niño.
Geologia
O município encontra-se sobre um derrame basáltico antigo, no Terceiro Planalto do Paraná, ou Planalto de Guarapuava. A composição do solo é basicamente Latossolo Distrófico Roxo de textura argilosa.
Relevo
O relevo do município é bastante variável, indo de áreas praticamente planas, principalmente ao leste e ao centro, até áreas com acentuados declives, principalmente ao oeste, próximo a divisa com o município de Manfrinópolis, na chamada Serra do Jacutinga. A altitude varia entre 450 m nas partes planas ao nordeste, até 950 m nas partes altas da serra. Na área urbana a altitude predominante gira ao redor de 560 m, sendo nas partes mais baixas de 530 m e nas partes mais altas, até 670 m.
Hidrografia
O município é servido por duas bacias hidrográficas distintas. A maior, em área, e mais importante é a do Rio Marrecas, que serve como fonte primária de captação de água para a parte urbana. Este Rio corre de Oeste para leste, corta a cidade ao meio, onde sua largura é aproximadamente 20 metros com profundidade inferior a um metro, e que deságua no Rio Chopim, que por sua vez deságua no Rio Iguaçu. Já na parte Oeste do município, a bacia hidrográfica é a do Rio Jaracatiá, que desagua diretamente no Rio Iguaçu, próximo ao município de Nova Prata do Iguaçu.
A captação de água é realizada pela Sanepar, no Rio Marrecas, pouco antes deste entrar na área urbana da cidade. O tratamento é realizado no Morro da Sanepar, que fica a 640 m de altitude, cerca de 70 metros acima da maior parte da área urbana, facilitando assim a distribuição.
Educação
Ensino Superior
Francisco Beltrão conta com algumas Instituições de Ensino Superior: UNIOESTE, UTFPR, UNIPAR, UNISEP, CESUL, Uninter, Facinter e Unopar. O setor teve forte crescimento, saindo de nenhum aluno no começo de 2001, para o número atual, com 3.374 matrículas. Por outro lado o setor público vem perdendo participação já há longo tempo. Ao fim de 2013, a Unioeste possuía 944 matrículas, quase 500 matrículas abaixo do seu pico de 1.440 alunos em 2005. A federal UTFPR, que foi estabelecida em 2007, possuía ao fim de 2012, 385 matrículas ativas, não obstante seja uma universidade ainda com vários cursos com turmas nos anos iniciais.
No começo de 2010 o município fez forte lobby político junto ao governo estadual para angariar o curso de Medicina para o campus local da UNIOESTE. O curso foi instalado e a primeira turma iniciou as aulas em 2013. Francisco Beltrão tornou-se assim, a sexta cidade do Paraná a contar com a graduação.
Turismo
Dentre os atrativos turísticos e de lazer da cidade, os principais pontos são:
- Cristo Redentor: estátua erguida no Morro do Calvário, é um ponto de peregrinação religiosa na época da Páscoa, a partir do alto da estátua tem-se visão panorâmica do centro de vários bairros da cidade.
- Torre da Concatedral: torre na praça central da cidade, com 100 metros de altura, possui um deck a 78 metros de altura que possibilita a visualização de grande parte da cidade.
- Museu do Colonizador: localizado no Parque de Exposições Jaime Canet Júnior, abriga vasto acervo fotográfico e de utensílios utilizados na época do início da colonização do sudoeste do Paraná. O prédio que abriga o museu foi uma das primeiras casas da cidade.
- Parque Alvorada: localizado na parte oeste do município, é atualmente o parque mais visitado da região, possui um lago no centro, uma ATI e o restaurante Voga Bistro.
- Parque de Exposições: instalado no sudoeste da cidade o Parque de Exposições Jaime Canet Junior é uma imensa área verde que, assim como o Parque Alvorada, é muito frequentado pelos moradores da região para caminhadas. Além disso conta com pista de Kart, Centro de Convenções, diversos barracões para feiras e eventos, além de palco para shows e casa para leilões. É utilizado bienalmente nos meses de Março para a realização da EXPOBEL. As atrações da Expobel são os diversos stands de empresas da região que expõe seus produtos e ofertam seus serviços. Todas as noites ocorrem shows e nos finais de semana inclusive com artistas de grande renome. Na 24° edição realizada em março de 2010 a feira atingiu o público de 263 mil visitantes.
Cultura
Museus
O município conta com o Museu do Colonizador, localizado no Parque de Exposições Jaime Canet Jr. No local estão expostos artefatos e fotografias do período de colonização do município, datados da época das décadas de 1940 até 1960.
Esporte
O esporte desempenha importante papel na cultura do município, que conta com diversas associações desportivas que disputam anualmente torneios estaduais. No futebol, a cidade conta com o Francisco Beltrão Futebol Clube e o Clube Esportivo União, que participam do Campeonato Paranaense de Futebol e no passado, também participou o Real Esportivo e Recreativo Beltronense. O estádio onde ocorrem jogos de futebol, profissional é o Anilado.
No futsal a cidade é representada pelo Marreco Futsal, que disputa a Série Ouro do Paranaense de Futsal e a Liga Nacional de Futsal, a principal competição do salonismo brasileiro, manda seus jogos no Ginásio Arrudão, com capacidade para cerca de 4500 pessoas.
No automobilismo, a cidade conta com um representante na Fórmula Truck, o beltronense Wellington Cirino.
Referência para o texto: Wikipédia .

terça-feira, 4 de maio de 2021

CAMPO MOURÃO - PARANÁ

Campo Mourão é um município brasileiro do estado do Paraná situado entre Cianorte, Goioerê, Cascavel e Maringá. Sua população, conforme estimativas do IBGE de agosto de 2019, era de 94 859 habitantes.
O município é predominantemente agrícola, tem no plantio de soja e milho seus principais produtos agrícolas, sendo sede da maior cooperativa do Brasil e a terceira maior do mundo; a Coamo, e outras empresas de grande porte.
História
A região dos "Campos" bordejados pelas matas Atlântica e das Araucárias, sede da Nação Guarani, começou a ser visitada pelos jesuítas espanhóis entre 1524 e 1541 e pelos bandeirantes paulistas a partir de 1628. A região pertenceu à antiga possessão espanhola chamada Província do Guairá, com capital em Assunção, hoje Paraguai.
Em 1765 começou a ser vasculhada por milícias do governo da capitania de São Paulo, que denominaram o vale descampado entre os rios Ivaí e Piquiri, de "Campos do Mourão", em homenagem ao governador da capitania de São Paulo, Dom Luís António de Sousa Botelho e Mourão (mais conhecido como Morgado de Mateus).
Na década de 1890 o pasto natural e o cerrado nativo dos "Campos do Mourão" serviam de ponto de descanso dos tropeiros que pela região passavam, tocando boiadas para negociar no Mato Grosso do Sul. Em 1903 chegou e fixou-se nos "Campos do Mourão" a família do paulista José Luiz Pereira, seguida dos Teodoro, Custódio, Oliveira, Mendonça, Mendes e dos guarapuavanos Guilherme de Paula Xavier, João Bento, Norberto Marcondes, Jorge Walter (O Russo) entre outros pioneiros.
Até 1943, Campo do Mourão pertencia ao município de Guarapuava e a partir desse ano passou a ser distrito do município de Pitanga. Em 10 de outubro de 1947 foi elevado a categoria de município, emancipado política e economicamente pela Lei 02/47 e sancionada pelo governador Moysés Lupion, tendo como seu primeiro prefeito, nomeado em 18 de outubro de 1947, José Antônio dos Santos e depois Pedro Viriato de Souza Filho, primeiro prefeito eleito.
Até a década de 1960 o município de Campo Mourão compreendia toda a Microrregião 12 e os municípios que hoje a integram eram seus distritos administrativos. Na década de 1980, foram desmembrados dois dos seus últimos distritos administrativos: Luiziana e Farol do Oeste, ficando sobre sua tutela apenas o distrito de Piquirivaí.
Geografia
Solo
O solo predominante é o latossolo roxo, de textura argilosa, profundo, de baixa fertilidade natural, porém, de grande aptidão para sustentar intensa atividade agrícola.
Hidrografia
O Município pertence à bacia hidrográfica do Rio Paraná, sendo seu rio mais importante o Rio Mourão, que atravessa o Município de sul a norte. A vazão deste rio, associada à topografia de seu vale, oferece o maior potencial hidrodinâmico do Município, explorado com a construção da Usina Mourão.
Outros rios importantes: Rio km 119 e Rio do Campo. Um dos principais rios é a Andorinha, um rio que fica próximo ao Conjunto Tropical 2.
Clima
O clima de Campo Mourão, é classificado como Cfa: Clima subtropical úmido mesotérmico, com verões frescos e geadas frequentes com cinco a cada ano, com tendência de concentração das chuvas nos meses de verão, sem estação seca definida. O índices pluviométrico médio observado no período 1961-1990 é de aproximadamente 1650 milímetros (mm) por ano. Os ventos predominantes na região são os de quadrante nordeste, e no inverno os ventos sopram de sul e sudoeste.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 2016, a menor temperatura registrada em Campo Mourão foi de -7,1 °C em 18 de julho de 1975, e a maior atingiu 39,2 °C em 17 de novembro de 1985. O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 191,9 mm em 7 de junho de 2014.
Educação
Há no município quatro instituições de ensino superior, sendo dois campus de instituições públicas, uma estadual, a Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), e uma federal, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Também estão instaladas no município duas instituições privadas de ensino superior, o Centro Universitário Integrado e a Faculdade União de Campo Mourão (UNICAMPO).
O município também conta com cursos técnicos do SENAC-PR, SENAI-PR, e uma extensão do Centro Universitário de Maringá (Cesumar), sendo uma instituição de ensino superior à distância.
Cultura
- Estação da Luz - Uma das mais modernas instalações culturais do município, localiza-se na praça Getúlio Vargas, área central de Campo Mourão. Atualmente abriga o acervo da Biblioteca Pública Municipal Professor Egydio Martello e é a sede da Academia Mourãoense de Letras. Oferece espaço para cursos e exposições de arte, abertos gratuitamente.
- Teatro Municipal - Com capacidade para 470 lugares é realizado anualmente a temporada de teatro, além de projetos para jovens, adultos e crianças. O Teatro de Campo Mourão tem 1.500 metros de área construída, foyer para 100 pessoas, palco de 13 por 11 metros, camarins, cenotécnica e sistema moderno de som e luz.
- Museu Municipal Deolindo Mendes Pereira - Abriga a memória e a história de Campo Mourão, com relatos, fotos e depoimentos de familiares que através de testemunhos, reconstituíram todos os aspectos que influenciaram na sua evolução histórica.
- Fetacam (Festival de Teatro de Campo Mourão) - O FETACAM é um festival de teatro que se destaca no estado. Acontece geralmente no mês de Outubro no Teatro Municipal e em espaços alternativos e reúne diversas peças, com grupos participantes de todo o Brasil!
Turismo
Os principais pontos turísticos de Campo Mourão são:
- Catedral São José - A Catedral São José de Campo Mourão é baseada no mesmo desenho que o da Igreja Matriz Puríssimo Coração de Maria de São Bento do Sul.
- Estação Ecológica do Cerrado - Em 1,3 hectares de área de preservação estão espécies remanescentes do Quaternário Antigo, sendo o Cerrado mais meridional do planeta. É considerada uma relíquia por estudiosos, e recebe cientistas de todo o mundo.
- Parque do Lago - O Parque Municipal Joaquim Teodoro de Oliveira possui pista de cooper que adentra a mata, cancha de areia, estufas, orquidário, jardim francês e um lago com diversas espécies de peixes.
- Parque Estadual Lago Azul - Possui uma biodiversidade exuberante, um lago com setenta milhões de metros cúbicos de água aberto às práticas de esportes náuticos, como jet-ski, esqui aquático, passeios de lancha, canoagem e pesca amadora. Além disso, possui uma grande área florestal com casas de veraneio.
O Centro de Educação Ambiental tem sede nesta área, onde realiza palestras e acompanha os visitantes pelas diversas trilhas.
Gastronomia
- Carneiro no buraco - O carneiro no buraco é o prato típico de Campo Mourão. A iguaria foi criada por três pioneiros da cidade, no início da década de 1960, depois de assistirem a um filme em que vaqueiros preparavam alimentos sobre brasas, dentro de um buraco cavado no chão. Ênio Queiroz, Joaquim Teodoro de Oliveira e Saul Ferreira Caldas, todos já falecidos, foram os pioneiros no desenvolvimento da iguaria. No início o prato era servido esporadicamente apenas em festas de amigos, na década de 1980 passou a ser servido também quando autoridades visitavam o município.
Um movimento encabeçado pela confraria da Boca Maldita local levou a oficialização da iguaria como prato típico em 1990 e a primeira Festa do Carneiro no Buraco foi realizada já no ano seguinte. O evento acontece sempre no segundo final de semana de julho. A Festa Nacional do Carneiro no Buraco acabou transformando o prato típico em verdadeiro símbolo de Campo Mourão sendo uma festa extremamente importante, cerca de 150 mil pessoas prestigiam anualmente o evento, divulgando o Município em todo Brasil e em outros países.
Esportes e lazer
O município possui um representante no Campeonato Paranaense de Futsal, Chave Ouro que é Campo Mourão Futsal/Fecam.
No futebol, o Sport Club Campo Mourão, carinhosamente chamado de "Leão do Vale" pelo seu torcedor e a Associação Desportiva Atlética do Paraná (ADAP), que chegou a ser vice-campeã paranaense em 2006, representaram a cidade nas competições da Federação Paranaense de Futebol. No passado jogaram o Campeonato Paranaense de Futebol a Associação Esportiva e Recreativa Mourãoense e o Cruzeiro.
Em 2006, o município ficou em oitavo lugar nos JOJUPs, em Goioerê, e em quarto lugar nos JAPs, que foram sediados em Maringá. Em 2007, nos Jogos da Juventude do Paraná, o município terminou em oitavo lugar entre todos os municípios participantes, com destaque para a equipe de futsal feminino, que ganhou o título. Os Jogos Abertos do Paraná, por sua vez, foram disputados em Toledo, no oeste do Estado, em sua 50º edição, com o município ficando na sexta colocação geral.
Campo Mourão se destaca também no handebol, quando em 2010, foi representado pelo colégio Marechal Rondon nos jogos escolares, eliminando bons times, como por exemplo Londrina, e perdendo apenas a final para Maringá, ficando em segundo lugar, e tendo 3 atletas na lista da seleção paranaense: Luiz Miguel, Thiago Alves e Yago Reis, e 1 atleta na lista da seleção brasileira: Thiago Alves. Também em 2010 participou do campeonato cadete de clubes do Paraná, ficando em quinto lugar.
O basquetebol do Campo Mourão Basquete conquistou o Campeonato Paranaense de Basquete de 2009, 2010, 2012, 2013 e 2014, a Copa Brasil Sul de 2011 e 2013 e o segundo lugar da Liga Ouro 2016, assim, garantiu a sua entrada no NBB 2016/17.
A cidade ainda conta com o Kartódromo Horácio Amaral de Campo Mourão, projetado pelo piloto Beto Monteiro de Londrina.
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sexta-feira, 23 de abril de 2021

SARANDI - PARANÁ

Sarandi é um município brasileiro do estado do Paraná, situado na Mesorregião Norte Central Paranaense. A população, de acordo com a estimativa feita pelo IBGE em 2019, era de 96.688 habitantes.
História
Sarandi foi colonizada pela Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná em 1947. Era o início da venda de lotes urbanos na região, que viria a constituir a localidade e que serviria de “centro de abastecimento” da Ferrovia Rede Viação Paraná/Santa Catarina.
Entretanto, documentos e depoimentos relacionados à posse de terras evidenciam a presença de famílias na área rural desde a década de 1930, vindo a aumentar consideravelmente na década seguinte.
As primeiras famílias desbravam a terra, abriram clareiras e formaram as primeiras lavouras de café. Muitos destes pioneiros, anos depois, foram os primeiros moradores também na área urbana, contribuindo para o desenvolvimento da localidade. Eram, em sua maioria, imigrantes vindos do estado de São Paulo e da região Nordeste brasileira, sonhando com as riquezas do Norte do Paraná. Eles adquiriram suas terras, abrindo a mata e formando grandes lotes rurais. Assim começava o plantio de café.
Na área urbana, em 1974, as loteadoras iniciaram a venda de terrenos, porém, a explosão imobiliária ocorreu em 1976. Na ocasião, um grande número de famílias deixou o campo por força da geada que dizimou os cafezais.
O sucesso na venda de terrenos urbanos viabilizou à abertura de novos loteamentos. O acentuado crescimento econômico, a expansão da área urbana e o aumento na arrecadação de impostos impulsionam a eclosão de um movimento popular pedindo a emancipação política da localidade, que na época pertencia à Marialva. Um plebiscito popular em 1981 aprovou a criação do Município de Sarandi, de acordo com a Lei 7.052/1982.
Economia
A economia é impulsionado pela construção civil e pelo comércio. Dezenas de loteamentos, condomínios e apartamentos tem expandido os limites geográficos da cidade.
Industrias e Comércio
Encontram-se instaladas em Sarandi, dezenas de indústrias de pequeno, médio e grande porte, que geram empregos para toda a região. Se destacam, entre elas, a NOMA do Brasil, uma das maiores empresas do ramo de carrocerias da América Latina, e a CPA Trading, empresa de armazenamento de Etanol. O comércio de Sarandi, embora desfavorecido pela proximidade com a cidade polo Maringá, é forte e está em constante crescimento.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 23º26'37" sul e a uma longitude 51º52'26" oeste, estando a uma altitude de 592 metros.

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sexta-feira, 26 de março de 2021

FAZENDA RIO GRANDE - PARANÁ

Fazenda Rio Grande é um município brasileiro do estado do Paraná, que integra a Região Metropolitana de Curitiba. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2019, era de 100.209 habitantes.
História
Em 1879, Francisco Claudino Ferreira, junto à Paróquia de São José dos Pinhais, requereu uma área de terras, com a qual formou Fazenda Rio Grande, tornando-se, dessa forma, o primeiro proprietário de terras da localidade. Esta fazenda foi formada em cima de um antigo aldeamento indígena, e o nome original da localidade era Capocu.
A principal atividade de Fazenda Rio Grande era a criação de cavalos de raça, cujo maior cliente era o próprio Exército Brasileiro. No ano de 1913, por intermediação de João Bettega, Tobias Pereira da Cruz adquiriu de Fazenda Rio Grande uma área de 487 alqueires de terras, e José Custódio dos Santos outros 52,5 alqueires no núcleo do Rio Maurício.
A partir de então, a história de Fazenda Rio Grande confunde-se com o expansionismo industrial e populacional de Curitiba, com ação direta no parcelamento do solo urbano da área correspondente à atual sede municipal. Tal fracionamento decorreu dos fenômenos de ocupação urbana da cidade de Curitiba. A procura cada vez maior de pessoas vindas do interior do estado e também de Santa Catarina, por áreas onde morar e pela perda sistêmica de renda, conjugaram-se com os negócios imobiliários em toda a região metropolitana da capital.
As áreas de Fazenda Rio Grande, ao sul de Curitiba, foram uma das últimas redutos da especulação imobiliária. O início do loteamento de Fazenda Rio Grande, filão periférico de Curitiba, deu-se a partir de 1959. Daí para a frente, até os dias de hoje não parou de acontecer. Desde aquela data, foram vendidos 11.157 lotes urbanos, em 39 loteamentos, numa área total de 6.740.337,32 metros quadrados.
Mais distante da sede municipal de Mandirituba e mais próxima da capital, a população de Fazenda Rio Grande foi organizando sua vida em função da grande cidade, onde havia mais empregos e os demais serviços urbanos.
A prefeitura de Mandirituba foi sendo pressionada para oferecer os serviços básicos de transporte coletivo, educação básica, saúde e creches.
O decreto episcopal do arcebispo curitibano, D. Pedro Fedalto, criou a Paróquia de São Gabriel da Virgem Dolorosa, em 27 de fevereiro de 1978, abrangia toda a área de Fazenda Rio Grande, e ainda a região do Ganchinho (Mandirituba). A paróquia foi instalada em 5 de março do mesmo ano, sendo o primeiro pároco o padre Gabriel Figura.
Pela lei estadual n° 7.521, de 16 de novembro de 1981, sancionada pelo governador Ney Braga, foi criado o distrito administrativo de Fazenda Rio Grande, com território pertencente ao município de Mandirituba. Em 1986 foram iniciadas as obras de construção e pavimentação das avenidas marginais a BR-116, pelo DER. No mesmo ano foi iniciado o Terminal Rodoviário, com características de centro comercial, entrando em operação no ano seguinte.
Em 26 de janeiro de 1990, através da lei estadual n° 9.213, sancionada pelo governador Álvaro Fernandes Dias, o distrito de Fazenda Rio Grande, foi elevado à categoria de município emancipado, com território desmembrado do município de Mandirituba. A instalação oficial ocorreu no dia 1° de janeiro de 1993.
Economia
Historicamente, Fazenda Rio Grande é um município de setor terciário, em que Comércio e Serviços são os principais setores geradores de riqueza. Contudo, o município possui participação expressiva da indústria, que manteve sua representatividade próxima dos 30% na última década, mesmo frente a um processo de desindustrialização que ocorre em nível nacional. A administração pública apresentou estabilidade, por volta de 25%, elevando-se apenas em 2008 e 2009 devido à crise econômica, que afetou desproporcionalmente os demais setores. Já a agropecuária apresenta a menor participação no VAB, variando entre 1 e 2%.
Um outro indicador para medição da capacidade econômica local, principalmente relacionado ao consumo de bens duráveis e aquisição de imóveis, é o saldo de poupança existente no município. Para isso é analisada a evolução dos valores de depósitos existentes nos bancos do município, esse indicador pode ser balizador para investimentos locais
Comércio Exterior
Vale destacar que o comércio internacional reflete a complexidade econômica da localidade. A exportação de produtos indica competitividade e dinamismo local, já a importação permite acesso aos bens produzidos em outros países.
No que se refere aos principais produtos, Fazenda Rio Grande exportou USD 53.866.328 e importou USD 142.521.478 em 2017. Os principais produtos exportados foram borracha e suas obras (USD 31.877.403) e os importados também foram borracha e suas obras (USD 42.867.824). 
Os produtos exportados de Fazenda Rio Grande são muito específicos e de baixo valor agregado. Até 2012 as exportações de produtos do reino vegetal eram pouco significativas, situação que mudou drasticamente posteriormente, sendo este tipo de produto o mais importante da pauta de exportações do município atualmente. Em contraste, vemos a queda drástica das exportações de madeira, carvão vegetal e obras de madeira, embora ainda seja o segundo produto mais exportado pelo município. Além disso, é destaque o baixo volume de exportações no ano de 2012, resultado principalmente da queda das exportações do seu
principal produto até então, relacionado a produção da indústria madeireira.
No que tange às exportações, o principal parceiro é a Argentina, com USD 31.291.060. O Japão, com USD 2.243.519, é o segundo colocado nesse quesito. Em terceiro os Estados Unidos, que é destino de USD 1.961.542 em produtos exportados por Fazenda Rio Grande.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

CAMBÉ - PARANÁ

Cambé é um município da Região Metropolitana de Londrina, no estado do Paraná, no Brasil. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2019, era de 106.533 habitantes.
Topônimo
Existe uma teoria que aponta que o nome do município tem origem caingangue. Outra teoria, porém, diz que "cambé" origina-se da língua tupi (Caá significando "mata, árvore" e mbê, "raízes aéreas"). A Enciclopédia dos Municípios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística traduz a denominação para "Passo do veado", de origem Tupi, porque, segundo consta, "...aquela região era abundante em caça, daí derivando o nome de Cambé". O nome é uma herança da política da Campanha de nacionalização do Brasil de Vargas que continua até a atualidade democrática de direito que é bem posterior a ditadura de Vargas, sendo uma substituição ao nome "Nova Dantzig", que era de origem germânica, porém a cidade que tem nome popular não nativo de Dantzig está na Polônia e não na Alemanha, os poloneses chamam de Gdańsk.
História
As terras onde está localizado o atual município de Cambé eram compreendidas por uma imensa floresta e nestas terras viveram diversos povos indígenas à base de caça, pesca, coleta de frutas, plantas e raízes e de uma agricultura rudimentar. Eram livres, donos da terra e viviam com muita abundância, apesar das técnicas aparentemente simples que utilizavam.
A presença dos povos indígenas que habitavam toda a região é marcada por registros de viajantes, por documentos oficiais do estado e também por objetos arqueológicos encontrados em toda região, os registros tais que afirmam ter presença de povos indígenas na região centenas de anos antes das colonizações são da década de 1990, sendo um pouco mais recentes do que as que afirmam ter existido um núcleo padres jesuítas na região da atual Cambé, na qual a teoria arqueológica mais antiga pressupõe uma data séculos mais recente a teoria mais recente relacionada a presença de colonização indígena.
Em 1990, estudantes da zona rural de Cambé, incentivados por uma campanha do Museu Histórico, encontraram fragmentos, recipientes de cerâmica e peças líticas (de pedra) pertencentes às civilizações indígenas que viveram na região centenas de anos antes da colonização europeia.
Esses grupos indígenas que habitavam a região foram, ao longo do tempo, conquistados e aldeados em áreas delimitadas pelo estado. Porém, pode-se entender essa conquista como um ato brutal com base no contexto social atual de base gramscista, feita com práticas de perseguição, escravidão e guerras que houve durante a era colonial
Sítio Arqueológico
No fim da década de 1980[ quando implementos agrícolas preparavam o terreno para a plantação de soja, em uma área rural de Cambé, foi descoberta vestígios de uma redução jesuítica e após longas pesquisas, descobriu-se que foi a missão jesuítica de San Joseph. Atualmente é conhecida por Sítio Arqueológico Fazenda Santa Dalmácia e reforça a história dos Jesuítas em várias regiões do sul do Brasil no período da colonização brasileiro.
Nova Dantzig - Colonização a partir da Companhia de Terras
Em 1925, a Companhia de Terras Norte do Paraná adquiriu uma área de 515.000 alqueires de matas nativas, equivalentes a catorze por cento do total do estado, de solo fértil e pronta para ser colonizada. Somaram-se a essas vantagens o incentivo à imigração e a difícil situação econômica na Europa, que criaram condições necessárias para ocorrência de uma corrente migratória para a América.
As primeiras dez famílias que chegaram à futura cidade de Cambé por intermédio da Companhia de Terras eram oriundas da Cidade Livre de Danzigue e chegaram à futura colônia em janeiro de 1932. O nome Nova Dantzig foi escolhido pela Companhia de Terras, que previu, para a região, a vinda de um grande número de pessoas de Danzigue. Por causa do clima mais quente, ao qual não estavam acostumados e devido à flora e fauna estarem intocadas, enfrentaram muitas dificuldades para iniciar a colonização. Mas, atraídos pela fertilidade das terras, vieram em seguida japoneses, italianos, eslovacos, portugueses, alemães, espanhóis, libaneses, além de paulistas (do interior, por sua vez já fruto da imigração europeia) e nordestinos.
Café, algodão, cereais, extração de madeiras e criação faziam parte da cultura diversificada que existiam na região na época da colonização. Nova Dantzig não fugia disso, pois o sistema de pequenas e médias propriedades rurais estimulava a atividade econômica voltada para a terra.
Ao mesmo tempo, o núcleo urbano passou a crescer, tornando-se centro de abastecimento e prestação de serviços para a população. A sociedade urbana era formada por pequenos e médios comerciantes, além de alfaiates, barbeiros, sapateiros, pedreiros, carpinteiros, marceneiros, caixeiros de lojas de armazéns, farmácias e operários. Surgem em seguida os profissionais liberais, funcionários públicos municipais e estaduais (estes como resultado da elevação do patrimônio a distrito e depois a Município respectivamente em 1937 e 1947).
Em 9 de outubro de 1937, o então Patrimônio de Nova Dantzig foi elevado à categoria de distrito judiciário através da Lei 91, de 9 de outubro de 1937. Após a redemocratização do país em 1945, começou, em Cambé, um movimento emancipacionista, encabeçado pelo professor Jacídio Correia e pelo médico José dos Santos Rocha. Atendendo ao apelo da população e tendo em vista o crescimento promissor de Cambé, o governador Moysés Lupion assinou a Lei Dois, de 10 de outubro de 1947, elevando o distrito à categoria de município. A instalação do município ocorreu no dia 11 de outubro de 1947 e Eustachio Sellmann foi nomeado o prefeito provisório. Com a elevação a município, era necessário que se escolhesse o primeiro prefeito e vereadores que representassem a vontade popular. No dia 16 de novembro de 1947, os cidadãos de Cambé elegeram o professor Jacídio Correia primeiro prefeito da cidade.
Geografia
Está situada no Terceiro Planalto de Guarapuava, a 23° 16' Latitude Sul e 51° 17' Longitude Oeste com área de 496 km² a 670 metros do nível do mar. É favorecida pelas rodovias BR-369 e PR-445, está distante cerca de 10 km de Londrina, 392 km de Curitiba, 550 km de São Paulo e a 502 km do Porto de Paranaguá.
Clima
O clima é subtropical úmido mesotérmico, verões quentes com tendência de concentração das chuvas (temperatura máxima média de 20 °C), invernos com geadas em torno de oito anuais (temperatura mínima média abaixo de 18 °C), sem estação seca definida.
Economia
Atualmente, a cidade tem sua agricultura voltada à soja e possui um rico parque industrial onde se destacam a agroindústria e indústrias químicas.
Turismo
Cambé possui um centro cultural próximo à prefeitura municipal. Também próximo à prefeitura pode ser encontrada a fonte luminosa, que foi construída em 1963.
Parques
Possui um parque municipal chamado "Zezão" na região central da cidade, que localiza-se em um fundo de vale e que é considerado o verdadeiro cartão-postal da cidade. Bem arborizada, com grande área gramada e um córrego, o Zezão também possui pistas de caminhada, um pequeno parque e um anfiteatro com arquibancadas.
Outro parque de importância na cidade é o Parque Histórico Municipal Danziger Hof, que é parte da colônia Neo Danzigue, núcleo de imigrantes alemães da cidade de Danzigue. No parque você encontrará a casa da família Tkotz, construída no início da colonização, que foi adquirida pela prefeitura da cidade em 2000 e transportada para o parque histórico, onde nela hoje são realizadas atividades culturais. Outra casa também presente é a casa da família Zifchak, sede do parque, que também foi adquirida pela prefeitura e transportada ao parque histórico.
Museus
O Museu Histórico de Cambé foi fundado em 30 de outubro de 1985, com objetivo de resgatar e preservar a história e a memória dos povos que colonizaram a cidade de Cambé. Seu acervo é composto de fotografias, documentos, objetos, revistas livros além de material de arqueologia dos povos indígenas que habitaram a região norte do Paraná. Ele se localiza no Centro Cultural. A maior parte do acervo se constitui de fotos. Várias escolas da região agendam visitas a este museu. Em 2006, o colégio Instituto Nossa Senhora Auxiliadora fez o "Projeto Museu".
Ruínas
Em Cambé, existe o Sítio Arqueológico Fazenda Santa Dalmácia, que é um conjunto de ruínas remanescentes da redução jesuítica de San Joseph.
Eventos
Entre os principais eventos, destaca-se o tradicional evento "Festa das Nações", que valoriza o resgate, a preservação e a divulgação da história e da cultura do município. Funciona como um elo entre os primeiros colonizadores e as gerações atuais, celebrando, por meio da gastronomia, das danças e músicas típicas, a união das etnias que ajudaram a formar a cidade. O evento coincide com a comemoração do aniversário de emancipação política de Cambé.
Este e vários eventos costumam acontecer no centro de eventos da cidade, inaugurada em 10 de dezembro de 2000, que encontra-se ao lado da igreja matriz.
Cultura
O Centro Cultural de Cambé, inaugurado no dia 1 de novembro de 1990 com intuito de promover a cultura, conta com uma moderna arquitetura em sua construção, e foi especialmente criada para abrigar o Museu Histórico de Cambé. No Centro Cultural também está a Biblioteca Pública Municipal.
Esporte
A cidade de Cambé possui um clube no Campeonato Paranaense de Futebol, o Clube Atlético Cambé. O Cambé Atlético Clube, que jogou no passado, fundiu-se com a Associação Portuguesa Londrinense.
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

PIRAQUARA - PARANÁ

Piraquara é um município do estado do Paraná, no Brasil. Faz parte da chamada Grande Curitiba e sua população, conforme estimativas do IBGE de 2020, era de 114.970 habitantes.
Piraquara, com seus mananciais, é área de proteção ambiental e responsável por cinquenta por cento do abastecimento de água da grande Curitiba. O aniversário da cidade é em 29 de janeiro e seu padroeiro é Senhor Bom Jesus dos Passos e na comemorações, realiza anualmente a Festa do Carneiro no Rolete. O município abriga o maior complexo penitenciário do Paraná.
Etimologia
"Piraquara", segundo Silveira Bueno e Eduardo de Almeida Navarro, é um vocábulo indígena que significa "toca dos peixes". Do tupi pirá: peixe e kûara, buraco, cova, cavidade, esconderijo. Outra interpretação traduz como "comedor de peixe", isto é, "pescador". De pirá: peixe; e guara: comedor.
História
Antes da chegada dos primeiros europeus à região atualmente ocupada pelo município de Piraquara, esta era frequentada, durante o verão, por índios carijós (um ramo dos índios guaranis) que viviam durante a maior parte do ano no litoral. O povoamento de origem europeia dos Campos Gerais de Curitiba teve início por volta de 1660, nos trabalhos de mineração à procura de ouro realizados pelos bandeirantes, vicentistas e portugueses. Arraial Grande foi um dos núcleos fundados por mineradores: dele, se originaram Curitiba, o atual município de São José dos Pinhais e o de Piraquara.
O mineiro Manoel Picam de Carvalho, um dos pioneiros da colonização do município de Araucária, acompanhando as lutas pela procura do ouro no planalto curitibano, fundou, por volta de 1700, uma fazenda, formando um pequeno arraial de mineração no local onde hoje se encontra o município de Piraquara. Em 1731, Manoel Picam de Carvalho vendeu a sua fazenda a Antônio Esteves Freire e a dona Isabel da Serra, sua sogra. Naquela época, havia diversas fazendas nas vizinhanças que, em conjunto, formavam um povoamento que recebeu a denominação de Piraquara.
Apesar de sua antiguidade, o povoado de Piraquara permaneceu estacionário durante muitos anos, como parte integrante do Distrito Policial, depois Município de São José dos Pinhais. Seu progresso, especialmente nos setores da agricultura e da pecuária, iniciou-se com a vinda de imigrantes europeus, principalmente italianos, que em 1878 ali chegaram em número aproximado de 350 pessoas e fundaram a Colônia Santa Maria, atual Nova Tirol. Outro fator de progresso da localidade foi, em 1885, a inauguração da Estrada de Ferro do Paraná, ligando o litoral paranaense a Curitiba, com os trilhos passando por Piraquara, na qual foi construída uma estação.
Em 1885, a povoação foi elevada a freguesia, com a denominação de Senhor Bom Jesus de Piraquara. Em 1890, passou à condição de vila, desmembrada de São José dos Pinhais e com a nova denominação de "Deodoro" em homenagem ao marechal Manoel Deodoro da Fonseca. Ainda em 1890, foi criado o município, com sede na Vila Deodoro, que voltou a denominar-se Piraquara em 1929.
Economia
A estação de trem, aberta em 1885, fez surgir em seu entorno o povoado: serrarias e engenhos de mate ali se instalaram. As araucárias, abundantes na região, foram durante muito tempo o principal motivador econômico.
Contudo, na atualidade, o município possui um dos mais baixos IDHs da Grande Curitiba e caracteriza-se como cidade dormitório. Por situar-se na área de proteção ambiental da Bacia do Rio Iraí, as atividades industriais da cidade possuem inúmeras restrições legais e ambientais, o que acaba limitando o desenvolvimento econômico do município.
Nos últimos anos a cidade tem investido no turismo de aventura e no agroturismo, além de fazer parte da Rota do Pinhão.
Turismo
São destaques no turismo de Piraquara:
- Restaurante Obra Prima - construção de 1923
- Centro Histórico - no Centro Histórico de Piraquara, é possível se conhecer as antigas casas dos operários da estrada de ferro que corta o Centro da cidade, além dos antigos prédios como o Armazém, o Casario, a antiga prefeitura e a Igreja Matriz.
- Circuito Trentino - a cidade foi o único município paranaense a receber imigrantes do Trento; a Colônia Imperial Santa Maria do Novo Tirol da Boca da Serra foi fundada em 1878, por 59 famílias trentinas. Neste local, é possível se conhecer as tradições dos antigos imigrantes, resgatando a cultura e as tradições de tal região, além do intercâmbio tecnológico e o agro turismo.
- Festa do Carneiro no Rolete - evento que ocorre na Colônia Santa Maria do Novo Tirol, o almoço oferece pratos típicos como paleta, linguiça, risoto e sanduíche com hambúrguer de carne de carneiro. À tarde, é oferecido café colonial. Uma missa na Igreja Nossa Senhora da Assunção também faz parte da festa, além de shows com músicos locais e feira de produtos como queijo, linguiça, vinho, mel, conservas, geleias e sucos.
- Baile do Pato - o baile foi criada em 1958 por Heinrich de Souza e tem esse nome devido à comida servida: pato assado. Heinrich, descendente de alemães, era conhecido como Souza e faleceu em 2002. Na década de 1980, os bailes ali realizados tinham grande afluxo de público A casa encerrou suas atividades em 2019.
- Reservatório do Carvalho - o Reservatório do Carvalho e primeiro sistema de abastecimento da capital paranaense.
- Cemitério - o Cemitério Assunção foi fundado em 1880 por italianos.
Cidades-Irmãs
- Fiera di Primiero, Trentino-Alto Ádige, Itália.
- Canal San Bovo, Trentino-Alto Ádige, Itália.
- Imer, Trentino-Alto Ádige, Itália.
- Mezzano, Trentino-Alto Ádige, Itália.
- Siror, Trentino-Alto Ádige, Itália.
- Tonadico, Trentino-Alto Ádige, Itália.
- Transacqua, Trentino-Alto Ádige, Itália.
- Sagron Mis, Trentino-Alto Ádige, Itália.
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