Barão de Cocais é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Sua população, segundo o censo demográfico do Brasil de 2022 era 32.319 habitantes.
História
No início do século XVIII, alguns bandeirantes portugueses e brasileiros procedentes do Rio, São Paulo e Bahia, deslocaram-se do povoado de Socorro, onde se achavam estabelecidos, e desceram o rio por dez quilômetros e no lugar a que deram o nome de “MACACOS” construíram suas cabanas e uma pobre capela.Conhecida nacionalmente como Portal do Caraça, foi fundada no início do século XVIII, por bandeirantes portugueses e paulistas que descobriram o lugar depois de descer o rio São João, a partir do povoado Socorro. O primeiro nome de São João do Presídio do Morro Grande foi porque o arraial nasceu ao sopé de um extenso morro e por isso ficou conhecido como Morro Grande.
O historiador Waldemar de Almeida Barbosa, afirma que os bandeirantes decidiram se fixar no lugar porque encontraram Boa Pinta, ou seja, descobriram novas minas de ouro. A notícia do metal amarelo abundante atraiu novos elementos, casas foram edificadas ao longo das voltas do rio, surgindo assim o bairro dos macacos, núcleo principal de Morro Grande.
Em 1764, teve início a construção da atual Igreja Matriz São João Batista do Morro Grande, primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho, que esculpiu a imagem de São João Batista na porta de entrada e projetou o conjunto da tarja do arco-cruzeiro no interior da igreja. Foram gastos 21 anos para a conclusão da Matriz, que foi inaugurada em 1785.
O Alvará Régio de 1752 e a Lei n.º 2, de 14 de setembro de 1891, criou o distrito com a denominação de São João do Morro Grande. Com a implantação da Usina Morro Grande o lugar toma impulso.
Em 1938, o nome do distrito foi reduzido para Morro Grande. Através do decreto lei estadual nº 1058 de 31 de dezembro de 1943, é emancipado o distrito de Morro Grande, que se separa de Santa Bárbara, passando a chamar-se Barão de Cocais, em homenagem ao Barão José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, que nasceu e viveu na antiga Vila Colonial de Cocais, atual distrito de Barão de Cocais.
Nesta cidade, localiza-se uma barragem de rejeitos da Vale: mina de Gongo Soco. Em março de 2019, a empresa colocou esta barragem em alerta máximo de rompimento, e os moradores que não conseguiriam escapar por meios próprios já haviam sido removidos em fevereiro. Acredita-se que ela pudesse romper-se em maio.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Morro Grande, pelo Alvará de 28 de janeiro de 1752 e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891. Subordinado ao município de Santa Bárbara.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Morro Grande figura no município de Santa Bárbara.
Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1737, o distrito aparece com a denominação de São João do Morro.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, o distrito de São João do morro volta a denominar-se Morro Grande.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Morro Grande (ex São João de Morro Grande) figura no município de Santa Bárbara.
Elevado à categoria de município com a denominação de Barão de Cocais, pela Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, desmembrado de Santa Bárbara. Sede no antigo distrito de Barão de Cocais (ex Morro Grande). Constituído de 3 distritos: Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo e Cocais.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo e Cocais.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950.
Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, é desmembrado o município de Barão de Cocais o distrito de Bom Jesus do Amparo. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Barão de Cocais e Cocais.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Belo Horizonte e Imediata de Santa Bárbara-Ouro Preto. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Itabira, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.
Altitude
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 760 metros acima do nível do mar.
Relevo
O relevo é um dos fatores mais marcantes, inserido no Quadrilátero Ferrífero, uma província mineral conhecida pela intensa atividade de mineração. O relevo é montanhoso e acidentado, com a presença de picos, vales profundos e a majestosa Serra do Caraça nas proximidades.
Solos
Os solos são dominados por Latossolos e Argissolos, muitas vezes associados à ocorrência de canga (crosta ferruginosa) e minério de ferro de alto teor. O solo possui características que variam de fértil (em áreas de vale) a muito pobre e ácido (em campos de altitude).
Vegetação
A vegetação é de transição entre o Cerrado (nas áreas de planalto e chapadas) e a Mata Atlântica (nas encostas úmidas e nos vales, onde se encontram remanescentes de Floresta Ombrófila Mista). O município também possui áreas de campos rupestres, vegetação adaptada a solos pedregosos e ricos em ferro, com alta biodiversidade endêmica.
Clima
Em Barão de Cocais, a estação com precipitação é úmida e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 29 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 32 °C.
A melhor época do ano para visitar Barão de Cocais e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro.
A estação morna permanece por 2,3 meses, de 8 de janeiro a 19 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Barão de Cocais é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 20 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 17 de maio a 11 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Barão de Cocais é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 24 °C, em média.
Economia
A economia de Barão de Cocais é fortemente dependente da Mineração e da Siderurgia.
- Mineração de Ferro: O município abriga grandes operações de extração de minério de ferro, sendo um dos pilares da economia regional. A atividade mineradora gera empregos diretos e indiretos significativos.
Siderurgia e Metalurgia: O beneficiamento de minério e a indústria metalúrgica também são importantes, diversificando a produção industrial.
- Comércio e Serviços: O comércio local e o setor de serviços são desenvolvidos para atender à demanda da população urbana e, especialmente, dos trabalhadores da mineração.
Barão de Cocais é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. Por outro lado, o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios é um fator de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 5,5 mil admissões formais e 5 mil desligamentos, resultando em um saldo de 464 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 356.
Até novembro de 2025 houve registro de 69 novas empresas em Barão de Cocais, sendo que 6 atuam pela internet. Neste último mês, 7 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (5). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 91 empresas.
Turismo
Barão de Cocais é uma cidade histórica, com muitos acessos turísticos (cachoeiras, igrejas). Localizada próximo ao Caraça (antigo colégio de padres erguido na Serra do Caraça), ponto turístico de exuberante beleza natural. Festas tradicionais: Carnaval de rua, Festa dos Pés de Pomba e festa de São João (padroeiro da cidade).
- Cachoeira de Cocais - Está localizada na Serra da Conceição, a 4,5 km da Vila de Cocais. São várias quedas d’água, sendo uma delas em uma montanha de pedra de mais de trinta metros que proporcionam um espetáculo magnífico, além de ser um excelente local para os adeptos de esportes radicais, como: rapel, mountain bike, canyoning, trekking.
- Cachoeira do Cume Cambota - A Cachoeira da Cambota localiza- se no córrego São Miguel, onde formam vários saltos ao longo do seu curso, a água é límpida com temperatura girando em torno de 20 °C. Logo após o salto formam-se duchas naturais e piscinas, onde é possível tomar banhos, a região ainda é rica em orquídeas, canelas-de-ema e samambaias.
A Serra da Cambota faz parte da matriz de água de Barão de Cocais, faz parte em volume da 2ª e mais importante bacia. Está inserida em um ambiente chamado Ecótono, que é uma área de transição entre 2 biomas, muito importante no clima da cidade. Possui uma fauna exuberante. Faz parte do complexo da Serra do Espinhaço.
É um ambiente propicio ao turismo, porém muito sensível. Seu subsolo é rico em componentes minerais, classificando como uma área estratégica para o município.
Serra da Cambota (Campos do Garimpo)
- Maciço do Espinhaço - O maciço do Espinhaço, recentemente tombado pela Unesco como reserva da Biosfera, tem em sua formação geológica os dobramentos modernos constituídos predominantemente de rochas como gnaisse e granito.
Região de rara beleza, proporciona aos adeptos do ecoturismo locais adequados para prática de caminhada, ciclismo de montanha e escalada. Com uma vegetação em que predominam os campos rupestres e as centenárias Canelas de Ema, dão ao local uma leitura peculiar com numerosas espécies de flores, que formam um singelo mosaico de cores e formas.
Conhecida como Serra do Garimpo, a localidade é uma região interfluvial das bacias do Rio Piracicaba em sua porção leste e da bacia do Rio das Velhas do seu lado Oeste.
- Ruínas do Gongo Soco - Gongo Soco é um testemunho de um dos ciclos mais marcantes na economia nacional, o ciclo do ouro. O sítio tem sua história iniciada em 1745, quando o cavouqueiro Bitencourt encontrou ouro nos cursos d’água que cortam a região. No final do século passado, foi adquirido por João Batista Ferreira e em 1825, a mina foi comprada por ingleses da Cornualha, que operaram entre 1826 a 1856, criando ali um florescente povoado britânico tropical, com hospital, capela e cemitério particular. Ficou paralisada durante muito tempo e em 1986, foi adquirida pela Mineração Socoimex que mantém até hoje resguardado o acervo ambiental e histórico da região.
- Cemitério dos Ingleses - Trata-se do local onde estão sepultados os trabalhadores da primeira empresa britânica no Brasil Imperial (Brazilian Gold Mining), que o comprou do Barão de Catas Altas (João Batista Ferreira de Souza Coutinho), por 79 mil libras esterlinas. Nesse cemitério, situado no alto de uma colina e delimitado por um muro de pedras, encontram-se atualmente 10 lápides, algumas com inscrições em inglês, ornamentadas com desenhos apurados no granito e na pedra sabão. Sabe-se que os ingleses eram sepultados de cócoras, tradição da Cornualha.
- Santuário de São João Batista - Primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho. Construção iniciada em 1764 e concluída em 1785. É considerada projeto de Aleijadinho, pelo desenho do frontispício, pelo arco cruzeiro, pela ousadia de dispor as torres diagonalmente em relação ao corpo de igreja. Aleijadinho esculpiu ainda a imagem de São João Batista em pedra sabão e projetou a tarja do arco cruzeiro no interior da Matriz. A Matriz possui altares folheados a ouro e a pintura do teto é atribuída ao mestre Ataíde.
- Sítio Arqueológico da Pedra Pintada - O Sítio Arqueológico da Pedra Pintada é o programa ideal para quem busca história e conhecimento. Suas pinturas rupestres, datadas de aproximadamente seis mil anos, formam três grandes painéis compostos por cenas de caçadores perseguindo suas presas e pelos diversos rituais realizados no local.
O Sítio está localizado na Serra da Conceição, numa altitude de 1250 metros acima do mar. Sua análise foi feita em 1843 pelo paleontólogo dinamarquês Peter Lund. Nele, você viaja no tempo, conhecendo desenhos semelhantes aos das grutas de Altamira, na Espanha, e Lescaux, na França.
No sítio, estão registrados quatro estilos de grafismos feitos com pigmentos minerais, que podem explicar a cronologia da pintura do paredão.
Acredita-se, a partir de estudo desenvolvido por historiadores da Universidade Federal de Minas Gerais, com o apoio do CNPq, que o local não serviu de moradia, por possuir registros possivelmente ritualísticos ou estratégicos.
A arte rupestre está registrada em rochas e grutas em todo o Brasil. São mais de 780 sítios arqueológicos, onde as pinturas rupestres deixaram o rastro dos primeiros "pintores" brasileiros de que se tem notícia. Nelas, através de desenhos, estão retratadas histórias de sobrevivência, crença e experiências de vida, um momento em que se descobre um meio de linguagem e comunicação através das pinturas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .
História
No início do século XVIII, alguns bandeirantes portugueses e brasileiros procedentes do Rio, São Paulo e Bahia, deslocaram-se do povoado de Socorro, onde se achavam estabelecidos, e desceram o rio por dez quilômetros e no lugar a que deram o nome de “MACACOS” construíram suas cabanas e uma pobre capela.Conhecida nacionalmente como Portal do Caraça, foi fundada no início do século XVIII, por bandeirantes portugueses e paulistas que descobriram o lugar depois de descer o rio São João, a partir do povoado Socorro. O primeiro nome de São João do Presídio do Morro Grande foi porque o arraial nasceu ao sopé de um extenso morro e por isso ficou conhecido como Morro Grande.
O historiador Waldemar de Almeida Barbosa, afirma que os bandeirantes decidiram se fixar no lugar porque encontraram Boa Pinta, ou seja, descobriram novas minas de ouro. A notícia do metal amarelo abundante atraiu novos elementos, casas foram edificadas ao longo das voltas do rio, surgindo assim o bairro dos macacos, núcleo principal de Morro Grande.
Em 1764, teve início a construção da atual Igreja Matriz São João Batista do Morro Grande, primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho, que esculpiu a imagem de São João Batista na porta de entrada e projetou o conjunto da tarja do arco-cruzeiro no interior da igreja. Foram gastos 21 anos para a conclusão da Matriz, que foi inaugurada em 1785.
O Alvará Régio de 1752 e a Lei n.º 2, de 14 de setembro de 1891, criou o distrito com a denominação de São João do Morro Grande. Com a implantação da Usina Morro Grande o lugar toma impulso.
Em 1938, o nome do distrito foi reduzido para Morro Grande. Através do decreto lei estadual nº 1058 de 31 de dezembro de 1943, é emancipado o distrito de Morro Grande, que se separa de Santa Bárbara, passando a chamar-se Barão de Cocais, em homenagem ao Barão José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, que nasceu e viveu na antiga Vila Colonial de Cocais, atual distrito de Barão de Cocais.
Nesta cidade, localiza-se uma barragem de rejeitos da Vale: mina de Gongo Soco. Em março de 2019, a empresa colocou esta barragem em alerta máximo de rompimento, e os moradores que não conseguiriam escapar por meios próprios já haviam sido removidos em fevereiro. Acredita-se que ela pudesse romper-se em maio.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Morro Grande, pelo Alvará de 28 de janeiro de 1752 e Lei Estadual n.º 2, de 14 de setembro de 1891. Subordinado ao município de Santa Bárbara.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Morro Grande figura no município de Santa Bárbara.
Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1737, o distrito aparece com a denominação de São João do Morro.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 148, de 17 de dezembro de 1938, o distrito de São João do morro volta a denominar-se Morro Grande.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Morro Grande (ex São João de Morro Grande) figura no município de Santa Bárbara.
Elevado à categoria de município com a denominação de Barão de Cocais, pela Lei Estadual n.º 1.058, de 31 de dezembro de 1943, desmembrado de Santa Bárbara. Sede no antigo distrito de Barão de Cocais (ex Morro Grande). Constituído de 3 distritos: Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo e Cocais.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo e Cocais.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1950.
Pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, é desmembrado o município de Barão de Cocais o distrito de Bom Jesus do Amparo. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 2 distritos: Barão de Cocais e Cocais.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Belo Horizonte e Imediata de Santa Bárbara-Ouro Preto. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Itabira, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.
Altitude
A altitude média da sede municipal é de aproximadamente 760 metros acima do nível do mar.
Relevo
O relevo é um dos fatores mais marcantes, inserido no Quadrilátero Ferrífero, uma província mineral conhecida pela intensa atividade de mineração. O relevo é montanhoso e acidentado, com a presença de picos, vales profundos e a majestosa Serra do Caraça nas proximidades.
Solos
Os solos são dominados por Latossolos e Argissolos, muitas vezes associados à ocorrência de canga (crosta ferruginosa) e minério de ferro de alto teor. O solo possui características que variam de fértil (em áreas de vale) a muito pobre e ácido (em campos de altitude).
Vegetação
A vegetação é de transição entre o Cerrado (nas áreas de planalto e chapadas) e a Mata Atlântica (nas encostas úmidas e nos vales, onde se encontram remanescentes de Floresta Ombrófila Mista). O município também possui áreas de campos rupestres, vegetação adaptada a solos pedregosos e ricos em ferro, com alta biodiversidade endêmica.
Clima
Em Barão de Cocais, a estação com precipitação é úmida e de céu encoberto; a estação seca é de céu quase sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 14 °C a 29 °C e raramente é inferior a 11 °C ou superior a 32 °C.
A melhor época do ano para visitar Barão de Cocais e realizar atividades de clima quente é do meio de abril ao fim de setembro.
A estação morna permanece por 2,3 meses, de 8 de janeiro a 19 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Barão de Cocais é fevereiro, com a máxima de 29 °C e mínima de 20 °C, em média.
A estação fresca permanece por 2,8 meses, de 17 de maio a 11 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 25 °C. O mês mais frio do ano em Barão de Cocais é julho, com a mínima de 14 °C e máxima de 24 °C, em média.
Economia
A economia de Barão de Cocais é fortemente dependente da Mineração e da Siderurgia.
- Mineração de Ferro: O município abriga grandes operações de extração de minério de ferro, sendo um dos pilares da economia regional. A atividade mineradora gera empregos diretos e indiretos significativos.
Siderurgia e Metalurgia: O beneficiamento de minério e a indústria metalúrgica também são importantes, diversificando a produção industrial.
- Comércio e Serviços: O comércio local e o setor de serviços são desenvolvidos para atender à demanda da população urbana e, especialmente, dos trabalhadores da mineração.
Barão de Cocais é uma pequena cidade que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo. Por outro lado, o pequeno número de novas oportunidades claras de negócios é um fator de atenção.
De janeiro a setembro de 2025, foram registradas 5,5 mil admissões formais e 5 mil desligamentos, resultando em um saldo de 464 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 356.
Até novembro de 2025 houve registro de 69 novas empresas em Barão de Cocais, sendo que 6 atuam pela internet. Neste último mês, 7 novas empresas se instalaram. Este desempenho é maior que o do mês imediatamente anterior (5). No ano de 2024 inteiro, foram registradas 91 empresas.
Turismo
Barão de Cocais é uma cidade histórica, com muitos acessos turísticos (cachoeiras, igrejas). Localizada próximo ao Caraça (antigo colégio de padres erguido na Serra do Caraça), ponto turístico de exuberante beleza natural. Festas tradicionais: Carnaval de rua, Festa dos Pés de Pomba e festa de São João (padroeiro da cidade).
- Cachoeira de Cocais - Está localizada na Serra da Conceição, a 4,5 km da Vila de Cocais. São várias quedas d’água, sendo uma delas em uma montanha de pedra de mais de trinta metros que proporcionam um espetáculo magnífico, além de ser um excelente local para os adeptos de esportes radicais, como: rapel, mountain bike, canyoning, trekking.
- Cachoeira do Cume Cambota - A Cachoeira da Cambota localiza- se no córrego São Miguel, onde formam vários saltos ao longo do seu curso, a água é límpida com temperatura girando em torno de 20 °C. Logo após o salto formam-se duchas naturais e piscinas, onde é possível tomar banhos, a região ainda é rica em orquídeas, canelas-de-ema e samambaias.
A Serra da Cambota faz parte da matriz de água de Barão de Cocais, faz parte em volume da 2ª e mais importante bacia. Está inserida em um ambiente chamado Ecótono, que é uma área de transição entre 2 biomas, muito importante no clima da cidade. Possui uma fauna exuberante. Faz parte do complexo da Serra do Espinhaço.
É um ambiente propicio ao turismo, porém muito sensível. Seu subsolo é rico em componentes minerais, classificando como uma área estratégica para o município.
Serra da Cambota (Campos do Garimpo)
- Maciço do Espinhaço - O maciço do Espinhaço, recentemente tombado pela Unesco como reserva da Biosfera, tem em sua formação geológica os dobramentos modernos constituídos predominantemente de rochas como gnaisse e granito.
Região de rara beleza, proporciona aos adeptos do ecoturismo locais adequados para prática de caminhada, ciclismo de montanha e escalada. Com uma vegetação em que predominam os campos rupestres e as centenárias Canelas de Ema, dão ao local uma leitura peculiar com numerosas espécies de flores, que formam um singelo mosaico de cores e formas.
Conhecida como Serra do Garimpo, a localidade é uma região interfluvial das bacias do Rio Piracicaba em sua porção leste e da bacia do Rio das Velhas do seu lado Oeste.
- Ruínas do Gongo Soco - Gongo Soco é um testemunho de um dos ciclos mais marcantes na economia nacional, o ciclo do ouro. O sítio tem sua história iniciada em 1745, quando o cavouqueiro Bitencourt encontrou ouro nos cursos d’água que cortam a região. No final do século passado, foi adquirido por João Batista Ferreira e em 1825, a mina foi comprada por ingleses da Cornualha, que operaram entre 1826 a 1856, criando ali um florescente povoado britânico tropical, com hospital, capela e cemitério particular. Ficou paralisada durante muito tempo e em 1986, foi adquirida pela Mineração Socoimex que mantém até hoje resguardado o acervo ambiental e histórico da região.
- Cemitério dos Ingleses - Trata-se do local onde estão sepultados os trabalhadores da primeira empresa britânica no Brasil Imperial (Brazilian Gold Mining), que o comprou do Barão de Catas Altas (João Batista Ferreira de Souza Coutinho), por 79 mil libras esterlinas. Nesse cemitério, situado no alto de uma colina e delimitado por um muro de pedras, encontram-se atualmente 10 lápides, algumas com inscrições em inglês, ornamentadas com desenhos apurados no granito e na pedra sabão. Sabe-se que os ingleses eram sepultados de cócoras, tradição da Cornualha.
- Santuário de São João Batista - Primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho. Construção iniciada em 1764 e concluída em 1785. É considerada projeto de Aleijadinho, pelo desenho do frontispício, pelo arco cruzeiro, pela ousadia de dispor as torres diagonalmente em relação ao corpo de igreja. Aleijadinho esculpiu ainda a imagem de São João Batista em pedra sabão e projetou a tarja do arco cruzeiro no interior da Matriz. A Matriz possui altares folheados a ouro e a pintura do teto é atribuída ao mestre Ataíde.
- Sítio Arqueológico da Pedra Pintada - O Sítio Arqueológico da Pedra Pintada é o programa ideal para quem busca história e conhecimento. Suas pinturas rupestres, datadas de aproximadamente seis mil anos, formam três grandes painéis compostos por cenas de caçadores perseguindo suas presas e pelos diversos rituais realizados no local.
O Sítio está localizado na Serra da Conceição, numa altitude de 1250 metros acima do mar. Sua análise foi feita em 1843 pelo paleontólogo dinamarquês Peter Lund. Nele, você viaja no tempo, conhecendo desenhos semelhantes aos das grutas de Altamira, na Espanha, e Lescaux, na França.
No sítio, estão registrados quatro estilos de grafismos feitos com pigmentos minerais, que podem explicar a cronologia da pintura do paredão.
Acredita-se, a partir de estudo desenvolvido por historiadores da Universidade Federal de Minas Gerais, com o apoio do CNPq, que o local não serviu de moradia, por possuir registros possivelmente ritualísticos ou estratégicos.
A arte rupestre está registrada em rochas e grutas em todo o Brasil. São mais de 780 sítios arqueológicos, onde as pinturas rupestres deixaram o rastro dos primeiros "pintores" brasileiros de que se tem notícia. Nelas, através de desenhos, estão retratadas histórias de sobrevivência, crença e experiências de vida, um momento em que se descobre um meio de linguagem e comunicação através das pinturas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .